Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04886


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Full Text
Armo de 1843.
Sexta Fera 10
Tudo aeora Jf""'e '** n** e,IBO, i n* i"1"" prnrVncia ui.lera<;ii. aarrfcia : con-
*.. Mino principiaaioa a Miemos aponlados com admira o enlre as Nacoes mus
fluaooi oo Y r ( Pioclaiaacio da Aaseinbl'a Geral do Baa.u.)
cultas, _______________-_________-_____________________
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
f .. Parahiba a Rio grande do Norte segundas a aexias feiraa.
(jOiarna ^,
f-'f SeiX*Ri"Formo'0 PrU'C,Wo MaCeiA' AU*M no M
_ ? .. Fl.irea a 28. Santo Anlao quintas feras. Olimla todo os diaa.
"'"" DAS DA SEMANA.
* Ser. Aa sjteffi de ChtU, A"'1- d" JndeJD; d* 2' T"
7 Tec .. lW>.ld,. Ab. Aud. do J. de D. da d r.
I ". ^ lvio da Mat' Fundidor Aud. doJ. de I), da 3. T.
n t Escolstica V. Aud do J de D. da 1 T.
!5 :.L.r.B.B.I. Ajlj.Ja,BM.T.
J Dom. ra piuasaim. s. Eulalia V. M.
G>
^1-
/**&>*> >^-:-l o~*
de Fevereiro Anno XIX. y 33-
pj,^FjsMaBBsnasimaKaKBfBmMmmBammmaii*,*"!* *~~~-aHamammm
O Diario puhliea-aetodoaosdi.squanSo lora Saatific.doa : o prafo da iiaigaatira >e
de tres mil re., por qu.rt.l payo, .d.anl.d.... O. ...unci do. ..s.gn.nte. sao *>'
.i... e o do, que o nio f.I ,.io de 80 rei. por linha. A. recl.m.ooe. dexem ser d.,,.
gida. a ... Typ., roa da. Cru.e. N 3.m. pr.c da Tndrpendenota loj. de l.Tro. N. 6. 8.
Tenda.
15.501)
15,300
8.700
1,8*0
cambios.No da II de l'ererciro.
Cambio sobre Londre. 57 ti* a -/I \ Nom. Oco-Moeda da ,0
h Paria 350 reis por franco.
a Liaba 100 por 100 de premio
N.
de 4,000
PiTi-Patacoea
k Pe ios Columnares
diloa Mexicanos
compra
15,300
15.I0J
8,500
1,MI0
1,800
1,800
1,820
1,820
Moeda de cobre ? a 3 por 100 de de. cont.
dem de lata, de boat firmas 1 I '" ">
PHASES DA LA NO HEZ DE FliVEREIROi
Lna Nora i IS, 45 horas e 50 m. da tard.l ,,.,., .., a
Quarl.creao. 7, 2 boras e 13 m. da l.r 1.1 Qurrt. ming. i 21 ti. 8 hora. 27 a. da m.
P reamar de lio je
IS m. da manh'ia. | 2. a I hora e 42 ra. da tarda.
re
hora
r
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 4 DO CBRENTE.
Ofllcio Ao commandantc das armas or-
denando qucdcpoisdcouvir o coinraandante
A i rlalosa do Bruin iDlbhne da taita de cor-
respondencia salva que deo a trra na occa-
I ao desua chegada ao porto lesta cidado o com-
mandante do brigue escuna Leopoldina ; e que
d as necessarias providenc,.as para que a di*
II tortoleas corresponda seinpre as salvas que
Seremos navios de guerra ein occasioes simi-
BMd Ao inspector da tliesouraria da rascu-
a determinando que nao obstante o que ex-
ude'e seu ofliciodo 1." do corrente mez, man-
desob responsabilidade da Presidencia pagara
..mingos dos Passos Miranda a quant.a de res
10*>00, eill que importa. 15 banderas e fi
l .unrdetes que forneeeo ao arsenal de guerra
EfiSSS"* torre do Coilegio : pn-
lenindo-o, de que nesta dala passa a dar.un-
ta desta del i beracao ao Exm. Sr. ministro da
fasenda. ,____
Dito Ao agente da companlua das barias
de vapor, disendo ordene ao commandante
do vapor fmense que receba a seu bordo o
transporte para o Ccar a entregar a orden, do
respectivo Exm. Presidente os sobre-salentes,
que me forera remettidos pelo inspector do ar-
senal de marinha.-Ordenou-se ao inspector do
arsenal de raarinha que lizesse embarcar os
subreditos sobre-salentes.
Dito \o delegado do termo de Santo An-
tao, declarando em resposta ao seu olllcio de
91 de Janeiro ultimo que deve haver do dele-
gado do termo do Bonito o pagamento das des-
pesas que tem feito com a susteneao dos pre-
sos pobres dejustica remettidos d ah para a
cadeia do seu termo.-Olliciou-se a respeto ao
delegado do Bonito.
Dito \o director interino do arsenal de
raerra, autorisando-o a comprar 300 4Q0 pa-
res de sapatos para satislazer diversas requi-
sicocs. n
Portara Vo commandantc do vapor / aque-
tedoSul, ordenando que receba seu bordo
e transporte a corteo soldado do tercero bata-
lhao de arlilbaria a p, Manoel de giqueira
Campelio Junitw, que vai estudar na academia
militar.Comraunicou-se ao cominandante cas
armas.
Dita Ao mesmo determinando, ((ue entre-
gue ordem do commandante das armas o sol-
dado invalido Manoel Ferreira que condu/.io
.loltioOrande do Norte. Ofliciou-se a respei-
to ao commandante das armas remettendo-se-
llie a guia do referido soldado.
Dita Ao inspector do arsenal de mannha ,
ordenando que Ibrneca carvao de pedia e
agoa ao vapor Paquete do Sul, que segu para
acorte; e as racocs precisas tropa de pr.mei-
ralinba, vinda do Ccar a bordo do mesmo
vapor. r,
Dita- Ao commandante do cter hspemnm
de Bebiribe, determinando.que remeta ao direc-
tor do arsenal de guerra o armamento nui,
viudo do Cear.-Ordenou-se ao director senal, de guerra quemandassercceberesie ar-
mamento, eofliesse recolher aos respectivos
armasens: e que informasse, que applicacao
se lbe poder dar. .,,
Dita -Ao commandante do vapor Paquete do
Sul, ordenando que receba seu bordo. t
transporte acorte o capitao da fragata Caetano
Alves de Sou/a que para ali segu em conse-
quenciadeordemdoEvm. Sr. ministro da ma-
r"oiicio Do secretario da provincia a o com-
mandante das armas, participando que ioi rc-
mettidaao Kvm. Sr. ministro da guerra au-
pecciode saudedo soldado da eoiupanhia de
artiices Caetano Moreira proposto pora. a.
para demissao. .__,i,i
Dito-Do mesmo ao escrivao *<*
des.- Sacramento da Boa-vista fta
..piado plano para a *. parte da lotera, con-
cedlda favor das obras daquella igreja matriz,
approvado -esta data (*) pela Pidoncw.
iiio -Do mesmo ao uiz relator da junta de
justica enviando o processo f^J**
reo, prraeiro cadete francisco^vIs^amPs
Cosde, ailindeque, depo.sdevisto, o apit-
OS INTERE8SES DA INGLATERRA E OS
D BRAZIL NA QUESTAO
DO TRATADO.
ARTIGO IV.
No precedente artigo reconhecemos pelo era-
nte da nalureza e quanli.lade dos productos
da industria Britannica que vem annualmente
para a nossa provincia em particular, egeral-
mente para o Imperio que todos elles nos po-
llera vir mudadas as actuoes contlicoes do nos-
so commercio deoutras nacfies sera inlerven-
cao da Inglaterra nem augmento de piceos ;
11 iic esla Potencia nenlium producto consom ao
Brasil porque esse pouco assucar e caf que
leva das nossas praeas ree\por(a-os para as
naeoes qn.' os adniitteni para consumo 0 o
algodao que lie realmente empregado as fabri-
cas ingieras nao s torna a vir para o Brazil
fabricado mas vem cora elle algum do que a
Inglaterra compra aos Estados-Unidos, em qunn-
to a quinta parte do algodao pro.luzi.lo no Bra-
sil nao vai para a Inglaterra mas sim para a
Hespanlia e outras nacoes. Drovado lica tani-
liera nuinericainente que sendo a Inglaterra a
potencia que menos consom ao Brasil lie ao
mesmo tempo aquella que mais llie vende e
que, subsistindo esto funesto effeito do iniquo
tratado de 1827, os nossos nlliados natiiraes ,
os ver.la.leiros compradores de nossos productos,
nao adiando reciproci.la.le nesse consumo 0
supprirao pouco a pouco coni productos indge-
nas ou de outro estado onde o interesse na-
cional nSosejasacrificado Inglaterra, oque
ludo faria diminuir o valor dos nossos produc-
tos at finalmente sermos obrigados a abando-
nar a cultura dos gneros coloniaes, triuniplio
final da poltica Britannica a nosso respeito ,
porque mais fcilmente e com maiores lucros
poder cntao trazer da India aos mercados da
Europa pela nova estrada do mar Boxo os g-
neros da Zona trrida, produzidos pelos sessen-
l,i e tantos milhdes de colonos que ella tem na-
qtiella parte do mundo.
No presente artigo he nosso intento mostrar
que a naciio que mais direito tem com ulilida-
de nossa a impor-nos condicoes de commercio
seria aquella, que maior quantidade de produc-
tos nos consumisse das ames que nos con-
sumissem igual quantidade de producios, aquel-
la que menores direitos de entrada impozesse
:i pseoc nrndnrtna f dos liarnos (lie lll.'noieS
direitos'impozessem aos productos Brasileiros ,
aquella que menos interesse tivesse f prsenle ou
futuro) em que diminuo, e se extingui os
actuacs productos do Brasil, e finalmente, que
nao obstante estas manifestas causas de prele-
rencia derivadas de nossos interesses o melhor
seria nao prescindirmos nem temporariamente
do direito de hnpf as mercadorias estrangeiras
quando nosapprouver, e segundo nos dicta-
rem nossos interesses, ou adignidade nacio-
nal olTendida.
Pelos mappas da exportaco do Imperio e
pelo destino para consumo dos objectos expor-
tados podemos nos vir fcilmente no conliec-
mento da proporcionali.lade em que sao con-
sumidos pelas diversas nacoes os nossos produc-
tos. Por falta de documentos ofliciaes para todo
o Imperio continuaremos nossas deduccoes nu-
mricas com os mappas das exportares do Rio
no anno de 1839 e do Pernambuco no anno
(indo em junto de 18 U que podem ser to-
mados por termo medio animal se achao rc-
du/idos e publicados no precedente artigo e
abrangem mais das duas tercas partes das ex-
porlacocs do Imperio, nao fican.lo de modo al-
bura alterada a proporcionalidad.' do destino ,
para consumo dos nossos productos nacionaes,
por isso que esse destino he o mesmo em todas
as provincias para os quatro artigos que nos
parecen, dignos de mencao nos mappas eque
3o (alente a haze do commercio Bras.le.ro.
Ora tirando das exportaces fetas para In-
glaterra o que la nao be consumido nem (les-
na, hado isto he a importancia do assucar, e
li.iaes e proporcionaes aos diversos estadoseu-
ropeOS limitaremos nossas deduees as consc-
quencias obvias do mappa spra que sao mais
.pie sullirientes para nossas conviccoes posto
que nao tao escandalosas, como serio se tives-
semos dados olliciaes para completar o consu-
mo real da Alenianlia.
Se he justo que nina naciio ndependentc pro-
teja os interesses commeiriaes das outras na-
eoes na propon ao dos linios que llie da cada
una dessas nacoes no estado de nossas relaeoes
conmicrciaes produzido pelo tratado actual ,
a nacao cujos interesses menos altendidos de-
vem ser por nos, lie ineontestau-linente a lo-
gia I erra.
Os interesses da Franca segundo os dicta-
mes da nossa conveniencia tem direilo a una
protecefio quatro vezes maior do que os da In-
glaterra, e os de Portugal a una proleccao OO-
ze vezes mnior do que os de Inglaterra porem
como estes estados nos compra.) tudo menos
do que nos ven.leni e lia .nitros que fazem o
contraro he manifest que devenios maior
proteica.) aos ltimos e que n nao pdennos
viver sera tratados, a nossa preferencia (levo
porquanlo se Han.burgo, Ge- \ cahir era una das tre na, oes, que nos coinprao
Trieste e o Bltico coinprao mais do que nos venden.. Estes estados sao a
. af levados por nav ios que vo aos portOS da
Gram Bretanha buscar ordena para os trans-
portar s nacoes que os admitiera para consu-
mo, o valor relativo dos gneros Brasileos ex-
portados das ditas praeas pelas naees que em
razao da importancia de suas tranzaccoes com-
mereiaes cora nosco podem aspirar a conseguir
do Brasil un tratado, lie o seguinte :
Estados-l nidos........... 7:154,000g000
Genova e Trieste..........,3:928,0008000
llamburgo e Bromen....... 8t376,0008000
Portugal................. 2:166,0008000
Franca .............. l:04S,000g000
Inglaterra................ 868,0008000
Portento das seis nacoes, que de nossos dois
principase mercados exportlopoductos de pin
valor notavel, e cujas mercadorias teriaopor isso
niesmodireito protecefio entre nos para conti-
nuar, e augmentar esse consumo dos nossos pro-
a ultima lie a Inglaterra e a prinicira os Es-
tados-luidos.
Nom se diga que os dois mil e oito centos
contos de assucar e caf que a Inglaterra le-
va annualmente do RO e Pernambiieo pan o
continente da Europa deixaro de ir sen. a
sita intervena.)
nova Bramen
nova nremeii *.iioomj '<>" \...... ....
os nossos productos mais carosa Inglaterra do Alemnnha incluindo a Austr.a e suas posses-
._ ii.i. .. .-,.. o i.\.i.w ,,c_I iihIai: c ,1 .i i.i A Ale
que oscomprariao directamente (bula a liypo-
IIics.mIc os nao poilerein receber indirectamen-
te c os mandaras buscar, se nos ignalasse-
mos os direitos sobre as fazen.las inglezas -
quelles que os gneros brasileiros pagao em In-
iilaterra e l'ornecessenios desse modo os nossos
allia.los naluraes. Antes pelo contrario esses
dous mil e oito rentos contos valor dos nossos
productos reexportados de Inglaterra e con-
suraiilosprincipalinente por llamburgo, Bromen
c Trieste augmentan a quota .lestes estados sistindo sol. qualquer formaosefeitosdotrata-
oo mappa' supra etornio ocoosumo total dos I do de 1827 a Allemanha deroe hade^nosfazer
productos brasileiros pela Allemanha, compn
sdes os Estados-Unidos e a Italia. A Ale-
nianlia alera do que exporta do Brasil directa-
mente consom qunsi lodos o productos bra-
sileiros reexportados de Inglaterra, de modo qu
a sua quota parte de consumo be incontesta-
velmentea maior, sendo ellaao misino tempo a
nacao a quera menos compramos. Bem ceg est
quemnSovque estae a nacSo, cajo interesses
coinmerciaesdeveraoser protegidos por nos, se
consltennos a nossa conveniencia, porquesub-
bondendo nella a Austria e suas possenOes
superior ao dos Estados-Unidos, o dez ou do/e
vezes mais (loque 0 da Inglaterra, a qual an-
da nao re\endeudo 0 pouco que leva nao nos
comprara nem metade do que nos coinprao os
Estados-Unidos ou a Alemanlia.
Aconvir que livesseinos tratado serio evi-
dentemente os Estados-Unidos ou a Alema-
una as potencias, cujos interesses deveno ser
favorecidos em justa reciprocidade das compras
que nos fazem e pelo contrario as dispoz-
cf.es do iniquo tratado de 1827, iguaes na apa-
riencia para todos, redundan en. proveto exclu-
sivo da Inglaterra, particuiaruiente noque diz
respeito aos tecidos de algodao de nfima quah-
dade.
A prova desse (.roveito escandalozo c tao con-
trario aos nossos interesses, e de nossos allia-
.los naturaes bem claramente se patentis na
lisia do valor relativo das importacoes fetas no
Ro e Pernambuco, nos mesmos anuos em que
a exporta, o destas (iracas foi como so vio na
lista supra. .
Efectivamente as consequenc.as do tratado
sao taes que as potencias que menos nos coin-
prao sao as que mais nos vendem como se v
no mappa seguinte :
Termo medio animal da exporacfto para
consumo e da importaco no Rio
e Pernambuco.
luljrj. do valor
...i-, compras, j
famas.
Fxporlarao lni|'Orla{ii>
em reatos, eni cootos. Cnmp.-Vcnila.
868, 19:8*3, 1228'/*
1 tu
0 que nos agora .levemos fazer a Inglaterra ; is-
to he deve procurar alliados que nao sejo in-
justos c que lbe eumprom os seus artefac-
tos en. torno lo valor dos gneros coloniaes,
e concluido que seja esse acto de justica contra
nos, lica sera compradores quasi todo o assucar,
0 a tena parte do caf do Brasil. A Alemanha os-
la-se organisom
1:045,
7:151,
i::{<, 1
2:8d.{,2',1 1
1:958,17/M i
3:375, 1 1
710, 1
5 V.
Gram Bretanha.....
I ranea...........
Estados-1 nidos....
Ilainl.g.0 e Bromen :5::!"i>,
Portugal.........2:166,
Italia e Trieste-----3:928,
V desproporco das compras as vendas que
nos la/, a Aleinanlia seria limito maior se le-
vassemos era conta os valores transportados pe-
tos navios que o do Getiai, e os do ....le]
oitocontoi OOlltoS que vo do Bio e Pcina...bu-
co nara a Inglaterra e de l pela n.a.or parte
pan a Alemanha mas como desse destino fi-
nal de nossos productos nao temos nmeros ol-
... lo comniercialnienle e a sua
tendencia orgnica he inaniTestamente adversa
aos interesses britnicos. A Austria quehese-
nhora da mais rica parte da Italia e domina
no resto quase excliizivamente entrara fcil-
mente num convenio conimercial a nosso res-
peito com a Prussia e a confederaciio germ-
nica porque presiiirao eaUt tuti.eueraco a
poltica a ol.riga a n.ostrar-se protectora dos in-
teresses sob Alemes penade ser a sua influencia
legal na confederaco substituida pela influencia
real da l'russia. A diplomacia nao preciza-
ria de grande habilidadc para legar em fa-
ex.luzivo dos nossos productos a Prussia a
confederaco genomaniea a Austria, suaspos-
sessoes, e a Italia que se ada verdadeiramente
dependente da Austria. Se esses estados sao ja
actualmente aquelles que noscomprao quasi as
duas tercas paites dos productos da nossa expor-
ta, o quao maior nao seria essa compra se
favorecessemos a sua industria no Brasil em re-
ciprocidade e segundo nos dicto nossos inte-
resses. Nao de certo imprudente e precipi-
tado asseverar que a terca parte dos nossos pro-
ductos que nao consumida na Allemanha la
ira infalivelraente, etoda a produccao Brasi-
lera teria mercado certo, e cada vez maior na
Allemanha a qual nao tem collonias e por isso
mesmo nao pode nutrir pensamento algum ad-
verso produco lirasilcira antes pelo contra-
rio qiii.nto mais produzirmos favorecida que
seja a sua industria no Brasil mais nos com-
prar porque mais Ihe compraremos nos tam-
il, ni Ento que as ideas dos economistas te~
i ao applieaclo real e proveitosa s duas nacoes,
as com o actual traclado nos nao commercia-
mos coma Inglaterra somos realmente seus
tributarios, < somma do tributo he enorme e
lo consideravel queja teria talvcz acabado para
muito tempo coma prosperidade do Brasil a
uo ser a pasmosa fertilidade do seu solo.



O valor consideravel do caf que nos com-
pro os Estad os-Un idos dove determinar-nos a
proteger nossas relacoes commerciaes com esta
naco mito mais do que qualqueroutra ex-
terra ; porem no Brasil tem a Franca os Es-
tados-Unidos, a A.llemanha,&c., interesses con-
sidoraveis c jamis consentiriao estas poten-
cias que a Inglaterra nos obrigasse forca de
., .,----,,.....,,,., (.,.,.j .. ....<..... .u ,.* iiugasjc ,i lUIVU ue
ccpto a Allemanha ; porem nao he mpraticavel .armas a consumir os seus tecidos d'algodo eo-
liamente os interesses d'essas !mo obriga osChinezes a envenenar-se com o
proteger simultam
duas nacoes nos mercados do Brasil. Cumpre
todava para ser praticavel essa proteccao acabar
primeiro com o funesto tratado, e nao o reno-
var de modo que o interesse Inglez nos dicteum
mximo de direitos uniforme, e calculado para
excluir dosnossos portos as fazendas dos compra-
O---------------------- -... .,,-. muta ,,
abdicaco que fizemos no tratado em favor da
Gran-Bretanha do direito de impor, como qui-
zermos as mercadorias estrangeiras, nada lla-
vera mais fcil do que darmos vantagens sobre
uns artigos Allemanba e sobre outros aos
Estados-Unidos, segundo suas respectivas pro-
ducedes e a importancia d compras que nos
u'zerem.
To clara to sensata o de tfio fcil execu-
cao nos parece esta nossa opiniao, que excusa-
do adiamos insistir mais as suas provas. Os
proprios subditos desua Magestade Britannica ,
que lerem eslas liabas a pezar da insinuacao
do seu acrisolado patriotismo bao de reco-
nhecer a verdade dos fados que aponamos e
a justica do que propomos e sem duvida al-
guma em seu foro interior bao de lamentar a
Jouta cegueira d'essa vida oligarchia que do-
mina a Inglaterra privando com o maisdesa-
piedado egoisino as duas tercas partes dos habi-
tantes do Reino-Unido de pao de assucar e
cafe para nadar n'um pelago de riquezas e
levassidoes formado pela fome e privaedes do
povo.
Essa oligarchia anda mais funesta aos pro-
prios subditos inglezes do que aos estados que
tem relacoes com ella deve pelo instincto da
propna conservacao reconhecer que vai chegan
do a hora da justica para ella, se tardar em con-
templar os interesses do povo Inglez, e os di-
reitos das nacoes mais Tracas.
Se o povo mais feliz he aquelle onde menos
gente morre de fome a Inglaterra he a nacao
mais desgravada do mundo civilisado e essa
desgraca he produzida artificialmente pela odi-
osa oligarchia que a governa, e a sacrifica a sua
insaciavcl avidez.
Uonge estamos nos de confundir o povo In-
glez por o modelo em moral sociabilidade ,
C patriotismo com as trinta mil familias que o
sacrilico sua escandalosa opulencia. Porem
ja que elle ainda se resigna ao jugo d'essas fa-
milias forcoso nos he, nao contribuirmos nos
para o enriquecimento d'ellas a custa da pros-
pendade da nossa patria ; nao queremos que a
oligarchia insular nos reduza como faz a sua
propna nacao a morrer de fome. So igno-
rantes ou traidores descarados consentiriao
em prolongar sob qualquer forma ou pretexto
O fatal estado de nossas relacoes commerciaes.
Mostramos quaes sao os estados cujas in-
dustrias merecem proteccao nossa em reciproci-
dade das compras que nos fazem, econseguin-
temente que aos interesses d'esses estados devem
ser proporcionados os direitos sobre as merca-
dorias estrangeiras, e a fazer-se tratado s com
ellas nosconviria. Porem longo estamos de
pensar que nosconvenha fazer tratado algum ,
antes he nossa opiniao que o melhor seria nao
nos ligarmos e impormos as mercadorias das
diversas nacoes em razo inversamente propor-
cional das compras que fizessem nos nossos
TV
so. Admittindo a Inglaterra esta condico fun-
damental como os fracos em diplomacia nun-
ca tem razo e nao vivemos em tempos da boa
f o tratado nao seria obrigatorio por mais de
quatroannos, e esta clausula seria bem clara-
mente redigida para evitar novas interpretacoes
contrarias ao Brasil. Se a execueo leal do con-
venio provasse que efectivamente a Inglater-
ra nos consom tanto como nos Ihe consu-
mimos poderiamos continuar alias provado
(icaria que decididamente a Inglaterra quer
a toda a forca absorver o nosso suor e estancar
a nossa produeco e que a devenios ter pela
maior inimiga da proyperidade Brasileira.
Inexhaurivel seria esta questo de que s
tocamos os pontos cardeaes. Privados de in-
formacoes sobre os esforcos da nossa diplomacia
para conseguir ao Brasil mais equidade em
suas transaccoes commerciaes, e sobre os resul-
tados d'esses esforcos privados de un mappa
oflicial da exportadlo total do Imperio igno-
rando os ofTerecimentos que fizero ou faro
os Estados mulos da Inglaterra, nao tendo
------ entrado as considerares nidificas fino nn(jm
a-os. esse jr.G tunamos todas as van- influir sobre a preferencia "que haja de s dar a
tagens de um tratado til, evitaramos as intri- esta ou aquella naco, se parecer forcoso ter
gas da diplomacia e seriamos mais respeitados tratado, somos obrigados a lindar aqui a nossa
pelas potencias fortes, porque ja que aos insul-
tos feitos nossa bandeira as costas, e portos
do Imperio e aos desacatos commeltidos con-
tra as nossas autoridades nao podemos al-
gumas vezes sem imprudencia responder a tiros
de peca responderemos com leis liscaes con-
trarias ao commercio d'essas potencias, e nos
tempos em que vivemos as penas pecuniarias
sao para os citados como para os individuos as
mais ellicazes.
Esta opiniao, legitima consequencia dos fac-
tos e deduccoes que temos expendido n'este e
nos precedentes artigos talvez nao seja part
lhada por homens timoratos, que aterrados com
o recente exemplo da China estejo conscienci-
osamente persuadidos que somos obrigados pa-
ra evitar maiores males a sacrificar nossos inte-
resses commerciaes e a ceder seno tudo ao
menos parte do que exigir a Inglaterra ; ou
quando nao cedamos a Inglaterra, a contratar
com outra potencia forte e menos exigente, que
nos sirva de escudo contra as injusticas d'aquoJIa
potencia. Nenhuma semelhanca ha a este res-
peio entre a China e o Brasil. A injustica da
invazo Ingleza na China he manifesta e toda
a Europa vio claramente mais esta macula as
paginas da historia da oligarchia Britannica.
Porem os estados Europeos nao tinhao inte-
resses de maior compromettidos na China e
deixarJo correr as cou/.as na esperanca de ter
mais aquelles portos ubertos custa da Ingla-
opo. De guerra aberta nada temos que recear,
e se o governo tem dado para pensar que um
partido Brasileiro seja capaz de aproveitar por
vinganca ou ambicao o ouro Inglez para re-
volucionar o Imperio e o sacrificar aos inte-
resses Britannicos se he forcoso capitular com
__ r---------------- .,.! SHavvB "'""i ut miiuimi capitular com
llores dos nossos gneros. Acabada por urna veza a Inglaterra por esses medos entao declare-
mos que o nosso estado moral nos torna indig-
nos de ser nacao independento e em vez de
fazer tratados ignominiosos, e ruinosissimos fa-
camo-nos j colonia Ingleza, porque n'esse ca-
so teremos ao menos prosperidade material.
Supponhamos todava que por temor de
maiores males, ou qualquer outra considera-
cao nao immoral se admitte a necessidade de
um tratado e se reconhece que he forcoso fa-
zel-o com Inglaterra, e vejamos n'essa lamen-
tayel hypothese qual devena ser em nossa hu-
milde opiniao a base fundamental, a condi-
cao sine qua non de qualquer tratado.
A Allemanba e os Estados que esto de-
baixo da sua influencia consomem-no9 as duas
tercas tercas partes do valor da exportacao d >
Rio e Pernambuco e geralmente do Impe-
rio e vendem-nos n'cstes dois portos pouco
mais da decima parte do que vende a Inglater-
ra. Nao exigiremos tanlanho beneficio da nossa
actual alliada porque nao seria justo exigir
d ella ou da Allemanha o que nos nao quere-
bracos, o impondo-nos condicSes ruinosas de
commercio.
4. O actual tratado garante Inglaterra
com direito de 15 por cento; a -renda ao Brasil
de mercadorias, cujo valor annual anda por
trinta mil contos, em quanto a Inglaterra com
direitos de mais de cento por cento s compra
ao Brasil quatro mil contos do algodao, mandan-
do-nos tecidosd'cste producto feitos com algo-
dao de outras nacoes por nao chegar o que
nos compra em rama para os tecidos que nos
vende, cujo valoranda por quatorze mil contos.
5. N'este lucrativo commercio emprega a In-
glaterra duzentos navios e dois mil e tantos ma-
rinheiros em quanto o Brasil nao tem um
s navio ou marinheiro que n'elle se empregue.
6. Para continuar no goso de lucros tao fu-
nestos ao Brasil, a Diplomacia Britnica ha de
naturalmente, primeiro tentar illudirnos com
fingida reciprocidade e depois convencida que
nao nos deixamos illudir, ameacar com guer-
ra ou valer-so do algum partido patricida que
movido pelo seu dinheiro dilacere o Imperio e
Ihe conceda o que um governo honrado Ihe ne-
gar.
7. Osalliados naturaes do Brasil nao per-
mittiro que a Inglaterra Ihe faca guerra aberta,
e nada temos que recear d'esse lado mas cum-
pre que o Governo observe e reprima as paixes
desordenadas dos partidos e os desvarios dos
ambiciosos.
8. A Inglaterra nao tem producto algum do
seu solo ou industria que nao possamos haver
de qualquer outra nacao.
9. Os Estados-Unidos, a Allemanha e suas
..,,.,,,, iii,iii un \j IfUC IIUS IIUU l Ut'IL ". usiorauvj-uuiuio, u v i ir mnn ll.l r Ml,l">
nem devemos fazer ; nem quando o pu- : possesses consomein quas todos os productos
i k nv um' Liii'i-i i..',, ,li,,.i.. ..t .,... .. nvm irlmlnc An Rrncil a .--."w, .,.- .,.,,. ,".., ...,
mos
dessemos exigir seria isso duravel porque as
tornas em dinheiro, de pressa reduzem as na-
coes que as fazem ao dcpliMvel estado de
Portugal, e d'esse modo acabao as transaccoes
quando linda o dinheiro da nacao, que se dei-
xa arruinar. Seremos generosos para couTtao
exigente alliada precindiremos vantagens que
feriamos em tratos actualmente com a Allema-
nha e os Estados-Unidos; mas para isso he pre-
ciso que por meio de urna modificacao as leis
fiscaes da Inglrterra nos consuma ella um valor
da nossa produeco pouco mais ou menos igual
ao que nos Ihe consumimos ist he de vinte
oito a trinta mil contos, alias serao sacrificados
exportados do Brasil, e sao as nacoes a quem
o Brasil menos compra.
10. Essas nacoes nossas alliad.,s naturaes,
nao continuaro por muito tempo a admittir os
nos:os productos por que nos nao protege-
mos os seus interesses deixando-nos impor pe-
la Inglaterra condiciies commerciaes calculadas
por ella para as excluir da venda nos nossos
mercados.
11. Continuando os efleitos do actual trata-
do ou de outro equivalente a ruina do Bra-
sil he inevitavel, e n'essa ruina achara lucro a
Inglaterra por que ter entao concluida a es-
trada do Mar-Roxo c disposto a cultura das
os interesses do Brasil, de um modo escndalo- suas posseses da India para vender exclusiva-
tarefa. Muito e muito fica por dizer mas o
Diario de Pernambnco mostrou a sua boa von-
tade no exame de to importante questo, e
desejariacordealmente que a chamada opposieo
Pernambucana em vez de vociferar insultos aos
estrangeiros aos Ministros, e mais autorida-
des enlrasse no exame analv tico das questoes
sociaes tanto para fazer honra Provincia
mostrando esses conhecimentos, que nao podem
faltar a quem se constitue juiz do mrito dos
outros como para na contemplaco dos inte-
resses nacionaes perder esses pensamentos e
lingiiagens que deshonro a Provincia e s
provao a inopia intellectual, e m educacode
quern assim musir a pobreza de seu cabedal.
Entretanto as coosequencias que tiramos de
nossos quatro artigos sao as seguintes :
1. A suhstituico dos tratados collectivos as
guerras he um bem para a humanidade.
2. O estado de guerra em que vivem as
nacoes relativamente industria e commercio
he urna das maiores desgtacM (Ja humanida-
de porem he forcoso guerrear n'este particu-
lar sob pena de ser victima dos outros estados.
3. A Inglaterra, pela natureza e quantidade
de seus productos seria a melhor alliada doBra
sil mas os interesses das suas colonias levao-
na irresistivelmente a ser iniqua para comnos-
co e a desejar que acabe a produeco Brasi-
mente a Europa os gneros coloniaes.
12. Nao convem ligar-nos as mos com tra-
tados commerciaes por que livres no pleno ejer-
cicio de nossa soberana nacional, estabele-
cendo direitos diferenciaes sobre as mercado-
rias estrangeiras inversamente proporcionaes
s compras que nos fizerem as outras nacoes ,
protegeremos eflicazmente os interesses Brasi-
leros comproveito de nossos alliados naturaes ,
evitando as intrigas da Diplomacia ; e os in-
convenientes dos tratados.
13. Se por qualquer motivo o Governo de
S. M. entender contra a nossa opiniao que he
inevitavel ceder Inglaterra os negociadores
por parte do Brasil que admittireni condices ,
cujas consequencias nao sejo consumir-nos a
Inglaterra productos Brasileiros de um valor
igual pouco mais ou menos ao dos productos
Inglezes vendidos no Brasil sacrificaro a sua
patria aos interesses Britnicos e a sua inca-
pacidade,ou venalidade fara desgraca do Brasil.
14. O tratado por mais justas e bem es-
tudadas que sejo suas estipulaces em nosso
favor : fomrM erduracc muito SHiua por
que julgando a sinceridade da nossa alliada pe-
los resultados praticos d'essas estipulaces, po-
deriamos no fin de tres ou quatro annos re-
assumiro pleno exercicio de nossa soberana ,
e decretar direitos difi'erenciaes protectores do
Brasil oqueem nossa humilde opiniao se de-
veria fazer j e por onde havemos de acabar
sem a menor duvida, lamentando tarde e com
estril arrependimento qualquer demora, a
que agora nos sujeitemos.
Correspondencia.
Sis. Redactores. Em quanto nao publi-
co a respostada insolente cariadoAbyssinio
inserta no Diario novo de sabliado da semana
(inda ( o que farei com toda brevidade ) levo
ao conhecimento da populaco que no dia
oito do torrente pelas duas horas da tarde foi
adiada em casa do alfaiate Joo Paulo Barboza
a preta Izabel, escrava de Gaspar da Silva
1 roes, que o dito alfaiate e sua amasia
Mara Francisca de Jess havio furtado a mais
de vinte das e eonservavo oceulta com o
destino de ser vendida para o matto segundo
confessa a mesma preta. A busca foi dada com
todas as formalidades, a escrava furlada foi
adiada no lugar designado o alfaiate e sua
amasia foro presos e recolhidos a cada por
estar verificado que commetteio o crime de
furto d'aquella escrava e o que dir agora
o Abvssinio? Elle que a poucos das
visitou essa casa, que n'ella presidio a urna
* -i-- --- -i------------r --------- a.vuu .otu lusu uutr ii ciiu ursiuin a urna
letra de productos coloniaes, privando-nn de -esc saga era que iracou-se de abrir urna
chaga na ni i n lia reputaco que nao teve pojo
deprocurar o juramento de urna mulherinfame
e do seo barrego, aos quaes apesar de sua cor-
rupcao ainda mais corromper com o di-
nheiro que lhes prometiera para que de-
posessem contra mim e fra da ininha vista
acerca da calumnia a mais revoltante e feri-
na que se podeconsiderar ter por ventura
alguma allegaco a fazer ?! E o senhor Cabra 1,
que hindo de passeio com l.uiz Ignacio Ribeiro
Roma foi to bem por curiosidade ou nao sei
por que, aquella casa ter igualmente alguma
allegaco? Sejo porem quaes foremasalle-
gaces direi desde j que o alfaiate o
a sua amasia sao dous ladrees visto que
foro a pan hados com o furto na mo, o
que o Abyssinio to hem o he como plena-
mente provarei na correspondencia que em
poucos dias ser impressa ou pelo menos tem.
intimas relacoes com essa gente.
Que tal! Pedro Antonio do Carvalho, que
appareceo como responsavel pela correspon-
denciaAbyssiniopronunciado a priso e li-
vramento pelojuisode direito da 1.a varad'cs-
ta cidade como roubador da matriz de Ma-
ranguapc o alfaiate Joo Paulo e sua bar-
ragan que prestaro o Abyssinio juramentos
contra mim para que elle documentasse sua
torpe carta, ladres de escravos um tal Paes
Barreto, que figura de responsavel no pro-
cesso que intentei contra o editor Luiz Igna-
cio Ribeiro Roma pela caria que se inculca
ter sido dirigida contra mim ao Exm. Presi-
dente da provincia disem-me que se acha
pronunciado por ser assassino ou aquista e
o grande caso he que at hoje ainda nao foi
descoberto pelos oficiaes de justica ; em fin
todos os que appareccm fazendo-me guerra ,
ou sao ladres ou assassinos sendo o Abys-
sinio o chefe d'elles c por isso raso tinha eu
quando a poucos dias disia em minhas corres-
pondencias que s essa gente me fazia oppo-
sieo.
Tenho honra e todos se devem honrar em
pertencer ao lado do Governo por que n'elle
nao ha e nem o mesmo governo quer gente
d'essa estofa v toda ella para o lado da op-
posieo pois que s n'elle achara [apoio,. e
proteccao.
Seo assignante
Francisco Carlos Brando.
N. B. Quando acabava de escrever esta che
gou-me a noticia, de que oAbyssinioque
he capaz de tudo ate de furlar, espalhava por
essas ras, que a negra Izabel adiada em casa
do sobredito alfaiate Joo Poulo foi introdusi-
da al i por mandado meo no dia antecedente
para o fun de perseguir o dito alfaiate e sua
amasia por haverem jurado contra mim. Se
eu fora o Abyssinio talvez tivesse carcter para
pratiear essa torpeza mas difliro muito d'elle
em genero e caso para assim obrar.
Amanh sero publicadas as provas em que
me fundei para mandar proceder a busca e o
mais que a respeito ha.
MISCELLANEA.
INSTBl'CCA PUBLICA.
No meu passado artigo fiz algumas considera-
5068 sobre a minguada instrueco universitaria,,
que o nosso clero recebia e sobre a sua dota-
cao, ea suaaistnbuico territorial.Neste a-
gora havemos de considerar a instrueco jur-
dica.A cultura intellectual de qualquer qua-
lidade que seja e ainda a m melhor do
que nenhuma ; porque entretem o exercicio
mental; ed'abi ainda que nao seja em um pe-
riodo ou em todos os entendimentos que o pro-
gressoou a innovaco se declare lvem sem-
pre o tempo ou um ente privilegiado que a-
ponta para o verdadeirocaminho levantndo-
se como contra o peripateticismo o fizera Ra-
mus a quem o nosso Gouvea em Paris, tanto
perseguio em defensa de Aristteles que at
quera que o mandassem para as gales.
Maiscrueis foro os agitados tempos do feu-
dalismo do que a tyrannia permanente dos des-
potas da Asia, aquella agitaco porem amai-
nou e nascero para a Europa civllfsacSo e
liberdade emquanto a Asia ficou sempre com
a fronte pendida para a trra.
Mais valeu que Abeilard revolvesse com dis-
putas de escholastica os baixos seculos do que
se um absoluto silencio os emudecera as tre-
vas da ignorancia. Antes da Chimica veio a Al-
chimia, e a Astrologia precedeu Astronoma.
A Physicados nossos antepassados foi a Magia ,
quelevou nao pouco numero de infelizes a mor-
rer ignominiosas mortesa ferro e fogo.
Estes cxemplos de se haverem sciencias fal-
sas, e viciosamente estudadas convertido m
sciencias verdadeiras e proveitosas exemplos
cada um dos quaes requereria um volunte para
se bem explicar serven) para de algum modo
se revelar a immensidadc relativa dos irequen-
tadores da jurisprudencia na universidade de
Coimbra : desbarato esse de gente de talentos
e de cabedaes que a nao ser por esta ponde-
raco, de que pelo imnerfeito se faz caminho
para o perfeilo seria para todos os bons espi-



ritos nm thema de lastimase um motivo bem
grave de vcrgonha.
A sciencia ou a arte do dircito so assim Iho
quizerem chamar por mais bem ensillada que
seja de si rida estril, nao produz nada,
eso serve para regular a distribuicao ou adju-
dicado do alhcioe mantera polica correccio-
nal. (*) Esta allluenciaa disciplinas judiciarias
transcedeu j quando a melhaphisica e a mis-
tica dominavo senioras nicas, rio mundo
litterario. A universidade de Paris ento contou
25,000 estudantes, a de Bolonha 10,000 a de
Oxford dizcm tantos como 30,000 a apren-
derem nominalidades e distinecoss modaes.
Fugindo desses tempos e voltando a exami-
nar o mappa j impresso vO-so pela sua co-
lumna D que a quantidade jurdica de alum-
nos cursando a universidade, so por si val mais
da metade (56"U de todas as outras lices. A
nstruccao superior com graduacao colocada
em um s ponto do reino sendo este poueo
accessivel por falta.de communicacoes que j
ho.e existem por toda a parte, e que nos outros
nao temos nem queremos ter, ainda mais ag-
grava o mal. Tal centralisaco faz que de a-
gunsdistrictos queesto l mais prximos,
ha,a urna afluencia extraordinaria de estudan-
tes, os quaes sendo desnecessarios assim en-
sinados, as trras das suas naturalidades,
teem de se con verter em urna especie de mili-
cia de consultos que nao podem passar sem
consulentes. Isto pode-se dizer poique nao
mais do que repetir a linguagem dos nossos o-
radores em cortes.
O excesso de juris peritos em alguns distric-
tos digno na verdade da mais seria attenco.
Temos por exemploo deCoimbra com 70 estu-
dantes em direito, que de certo o nao ho-de
l exercer depois de formados e que nao po-
dem por por conseguinte a mira seno na capi-
tal ou em ir administrar jastica aonde a sua
administrado nao precisa. Igualmente appa-
rece o districtode Aveiro com 39 que to poueo
ho-de ter em que se empregar se voltarem
para os seus cabedelos arenosos. O districtodo
Porto postoque menos sujeito s objecees al-
legadas contra os dousdistrictos mensionados ,
nao precisa todava de 75 alumnosestudando as
Pandectas. E tanto mais attendivel isto que o
districto da capital, onde a sede dos negocios
forenses, s d 22, e toda a Estremadura o
Alemtjo e o Algarve s do soinma total,
54. O Algarve s d 1 por toda a sua provin-
cia, isto, 1 por 125,290 almas.
To sensivel a differenca entre as tres pro-
vincias do sul e as tres do norte do reino que
bem merece apresentada. Nao tem menos o
Minho, Traz-os-Montes e Beira do um estudan-
teem direito por 6,605 almas em quanto a
Extremadura, Alemtjo e Algarve s tem 1 em
19,587.
A tosobejafrequenciadestes estudos nao po-
de deixar de serhavida por urna calamidade.
nao pertendoculanca-la s costas deninguem,
mas faco dclla registe para que cesse a incu-
ria e a indinerenca com que tudo entregamos
sorte sem attentar pelas consequencias. Nao fa-
ria-eu tanta insistencia neste proposito se nao
fosse notorioque, longe de se diminuir a nos-
sapropenso jurisconsultiva de da para dia
vaiem augmento. Para assim o dizer fund-
me no resumo das matriculas que se acha im-
presso em um jornal desta cidade, que d
6,790 matriculados em leis de 1800 a 1820, os
quaes divididos por vinte annos do, termo me-
dio para cada anno o numero de 339 matri-
culados.
Esta quantidade inferior de 43, confrontada
com a de 1840 que d 382 e com a d'este anno
de 1842 segundo j ouvi dizer dodobro ou
triplo dos 43 da materia que d o termo m*do
dos 20 annos com parado com o de 1840.
No periodo de 1800 a 1820 tinhamos tambem
o Brasil, onde nao havia algunia universidade
queensinassea jurisprudencia metropolitana, e
tinliaui portante os seus habitantes de vir apren-
de-la mai patria assim como esta poda para
l mandar una parte dos formados que llie so-
bejavam como deleito mandava.
Continuando a analysar esta seceo cathedra-
tica de universidade, acha-se n'ella o mesmo
vicio a respeito da diviso da populacao ur-
bana crural queda asuaquota de alumnos para
as aulas que j se notou para a Theologa.
Teem as cadeirasde direito 287 alumnos saidos
dos districtos em quanto nao tem mais de 95
ditos, que sejam fllhos das cidades as quaes
pela vantagem que levam povoaco dos cam-
pos no tocante aos cabedaes melhor podiam
desfazer-se do que se ha de mister despender
Para adquirir aquellas sciencias, que ainda que
Ilustres, sao com tudo parsitas, porque se nu-
tram custa alheia e assim se lio de haver
portante mais daninhas e porniciosas quanto
ais ultrapassam os seus limites. Os districtos
das tres provincias do sul sao notaveis na ins-
truccSo a que aspiram para a magistratura
civil os seus habitantes do campo dando 7,8,5,
Por cada um, que do as suas respetivas capi-
,'cs Lciria, Santarem, Portalegrej. Ha as do
'"i te s um, o da Guarda que os exceda, que
tem 18 estudantes curaes por um urbano. Nin-
-iii'ui ignoraqueestas estimativas nao tem, nem
podem ter nem to poueo neeessario que te-
nhamo rigor mathematico entretanto podem
ser consultadas com proveito pelo legislador,
que liouverde azer as leis para as coisas em
vez de desbaratar papsl e tempo.
Se pirm seenteiule que peor nao ter nada
do que ter toda ossa mosidade applicada no fa-
brico de um genero de fazeia que se nao ha-de
consumir, ento nao se djixeao districto da ca-
pital do reino o lab6o de ser depois dos distric-
tos de Evora, Beja e Faro o maisbetioo
de todos os 17 em rudimentos civis. Oa&as-
tecimento que elle depois recebe dos educandos
das outras naturalidades, que nfio a sua nao
attena a objeceo seno que a aggrava por-
que posto que essas trras d'onde ellos proce-
dem desp3nderao infruliferamenteo cabcdal
que levou aeducaeao d'eses mancebos, dequem
fleam despojados o qual nao de tao pequea
monta para sitios tao pobres corno sao as capi-
taes- dos nossos districtos e esse prejuizo em
nada beneficia a capital, que nao sabe o des-
tino que ha de dar essa invassao.
O embaraco que d'ahi provm mais se-
rio do quesecuida porque todos osindividuos
d'essa chusma de habilitados nao se contcnlain
senao com predicamento na classe, a que se
jnlgam com direito, e deforma alguma se que-
rem dedicar parte puramente industrial da sua
habilitaco. Esta renitencia por um lado, a
escacez de educandos proprios pelooutro, fa-
zem com que nos nossos auditorios de Lisboa se
nao encontrem pela niaior parte seno m seria e
ignorancia. Tenho eu para inim que nao ha
n'elles um escrivo que formado seja, aposardes-
sas escrovaiiinhas renderem para cima de cont
deris = C. A. da Costa.
COMMEBCIO,
Alfandega.
Rendimento do dia 9.......... 2:4388501.
Desear rego hoje 10.
BrigueGleubim frat o resto.
Brigue Jane bacallio.
Brigue Polidora (azendas iniudezas, e
batatas.
Brigue Amelia pedras.
Declaracocs
IMPORTACA.
O Brigue Hamburguez Polidora vindn de Ham-
burgo entrado no corrente mez, consignado
N. O. liieber $ C.", manifestou o sega inte :
184 pecas de cabo, 7 caixas com ferragens, 12
eom fasendas,um embrulhoroupa, Otilias bi-
xas, 10 caixas lonas, um fardo pelucia, 8 cai-
xas espingardas, 62 barris alcatro 14 ditos
pixe, lOOsaccas farellos, 273 gigos batatas ,
60 toneladas de carvao de pedra ; 2 caixas bo-
necras; N. O. Bieber Sf C.\
4 caixas pelucia urna dita goma laca, urna
barrica massas para chapeos, 7 fardos papelo,
4 caixas pertences para chapeos; J. O. Elstcr.
4 caixas vidros, 2 ditas chapeos, 1 dita co-
bertores, 1 dita miudesas, 1 dita Utas, 1 dita
bonecras, 3 ditas ferragens; J. D. Wolfhopp.
1 caixa charutos; G. Wiedemaim.
1 volume livros; E. Schaefler.
1 caixa retrato ; E. Schramm.
1 caixa gazetas, 1 dita frutas, 51 barricas s-
mente ; A. II. Wilmer.
6caixas licores, 1 dita amostras ; G. Kcn-
worthyft C.\
1 caixa pelucia ; C. A'ruger.
5 ditas fasendas; Koopc $ C.*.
2ditasbotoes ; ordem.
1 dita miudesas ; H. Zimmer.
1 barrica couro de lustro, 8 caixas peixe;
J. Aeller.
3 ditas drogas; II. Mehrtens.
1 dita um carro, 4 barricas conservas, 3bar-
rilinhos peixe, 4 ditos frutas, 5 caixas miude-
zas, 1 barril missanga, 2 caixas fasendas, 1 sac-
ca farinhade centeio; A'alkmamV Kosemund.
Fura do manifest.
i embrulho ignora-se ; II. Zimmer.
2 ditos ignora-se; E. Schramm.
1 barril, 2 einbrulhos ignora-se; A.
Wilmer.
2 ditos ignora-se ; II. Holm.
1 dito com letras; N. O. Bieber # C.1.
27buics manteiga, 24 barris conservas,
ditos arenques; ao capito.
Movimenlo do Porlo.
ii.
50
= Oadministradordamasade recebodoria
das rendas gene; internas; p Ha ultima vez
avisaaos moradores do burro de S. Antonio ,
,. Bea-VISta para que venho pagar o imposto
do banco pena de se proceder ao executivo ,
s .! 15 do corrente nao vieren) sutisfa/er. He -
cebedoria G de fevereiro de 181-3. Francisco
Xuier Caralcante de Albuquerque.
Relaco dos nomes das pes^oas cujox titulo*
de residencia se achao ha muito pis -
sados na secretaria de polica e tem sido
por vezes publicados.
Joaquim Antonio de Campos, Joao Antonio
Hall Felisberto C.laudino Pereira de Abroo ,
Bernardino Jos Pereira Manoel Y eir ,
Joao Ferreira Joao Joaquim I.uiz Martins ,
Daniel P. Austin Jos Alcxandre da Silva ,
Antonio Jos Mendos, Manoel Luiz Madurei-
ra Manoel Antonio de S. Payo Bento Fer-
nandos Jos Alvos Joaquim Pereira de O-
liveira Manoel do Beneviiles da Costa Jos
Maria Borges Jos Jacinto Baposo Joao
Gatis Joao Maria da Cunta Francisco Pe-
reira Manoel Jos Vieira Manoel Jos de
Campos Domingos Jos Vieira da Costa, Jos
Ignacio da Bocha Jos Antonio (ionios Gui-
inaiaos Jos Louronco Gonealves Joao Jos
do Miranda Aletandr Saint Martin An-
tonio Flix Gerardo Paulo Jos Gomes Fir-
mo Goncalvos Manoel Gancalvcs I.uiz For-
ro ira dos cantos Jos do Oliveira Joaquim
TliomazPoreira Manoel da Costa Hans Fro-
dorico de Hiisuin Joao Soares Botollio Joa-
quim Gonsalves Maia Manoel Ferreira dos
Santos, John Donnollv Peor Donnellv ,
Manoel Gomos da Cruz Jos de Oliveira ,
Augusto Ferreira Pinto, Antonio de Souza ,
Joaquim Jos Correia Manoel do Oliveira
Jnior, Manoel de A breo Antonio Joaquim
de Abroo Cardoso Francisco Xavier da Cu
nha Antonio Jos Funes Thomaz Pureollo,
Francisco dos Santos Mendonca Jos fran-
cisco da Siva, Manoel Jos Bodrigucs do An-
drade Manoel Alvos Pinto Jos Caotano da
Costa Francisco Soares Cordeiro I.uiz Ig-
nacio Gonzaga Joao Antones Guimaies ,
Joao Antonio Machado.
O.0 eseripturario da mesa de rendas
internas provinciaes desta cidade encairtegado
do lancamento da dcima urbana do bairro do
Santo Antonio aviza a quem possa interessar ,
que no dia 10 do corrente tom de eolleetar os
predios da rua Direita travessa de S. Podro ,
lieco de S. Pedro e largo do dito.
Le loes.
Hoje 10 he o leilao de movis de ac M
randa, chegados do Porto pelo navio Ventura
feliz na rua da Moeda armazem prximo
alfandega. Vejase o Diario N. 31.
= Os credores de A. Faton sucessor do
relojoeiro Dubois, na rua Nova, faro leilao
por intervonco do corrector Oliveira no d ia
13 do corrente de todos os relogios de ouro ,
e prata para algibeira ; ditos de parede tran-
celins caixas para tabaco a'finetes de peito ,
anneis, brincos, pulcoiras, aderecos para
se n hora o inlinidado de galanteras de ouro,
nuu O uu pedias |ii,-ciuas pioprias ai pura
lojas de ourives ; assim como se vender a ar-
maco &c.
Avisos martimos.
C\ A obniaetymologia da paloma jurispru-
dencia diridindo-a em prudencia cem dircito .
<>ta prudencia do direito. indica km a sua
untca ulilidade.
Naci sahido no dia 8.
Portes do sul ; vapor brazileiro Paquete do sul,
commandante Mathias de Marros Valente.
Nucios entrados no dia 8.
Baha ; 8 dias brigue ingle/. Andes de 207
toneladas capito Daniel Brockclbank e-
quipagem 13, carga lastro : a Latham &
Hihbert.
Naci sahido no dia 9.
Babia e Rio de Janeiro ; brigue inglcz Ro-
mance capito R. Skeock com a mesma
carga que trouce.
Philadelphia ; brigue americano Brandyvine ,
capito Powe! Smack earga assucar.
Nario entrado no mesmo dia.
Santa Rellena : 13 dias. barca ingleza Elisa,
de 214 toneladas, capito Pedro La Mes-
surer. eauioaffem 14 carga lastro ; Le
Bretn Scbramm &C*
Para o Rio de Janeiro com milita brevi-
dade saldr o patacho Flor de Maroim capi-
to Joo Jos da Silva ( Papa-fina ) ; quom no
mesmo quizor carregar ou ir de passagem di-
gija-seaGaudino Agcstinho de barros na rua
da Cruz n. GG ou ao capito.
Freta-se para qualqucr porto o bem co-
nhecido brigue inglez Andes capito Brockle-
bank de lote de 300 caixas : consignatarios
I.atham & Hibbert.
A bem conhecida barca americana Globe,
capito N. Esling sahir no dia 13 do cor-
rente mez para o Bio de Janeiro ; quem na
mesma quizor ir de passagem dirija-se aos seus
consignatarios L. G. Ferreira & C.
Avisos diversos.
Acaba de chegar de Lisboa o segundo, e
terceiro volume das reflexes sobre a lingoa Por-
lugueza e acho-se a venda, junto com a pri-
meira paite ; no escriplorio de Francisco Se-
veriannoHabello no lorie doMattos.
Precisa-se de 3:00OS000do rs. a premio .
dando-sopor seguranza hypothecaeni urna por-
cao de cscravos, todos desenibarassados ; o
principio desle pagamento da-se nesta safra de
G00 a 800 arrobas de astfuca, o o rosto do pa-
gamento finalisa-se em Novembro deste mesmo
Snne ; ;::e::: CCS7CT SStC guciu iiiju-se
a rua larga do Rozario n. 30.
O Sr. quequiz trocar urna espingarda de>
feixos por una de espoleta com as condices
que tralpu ; dirija-se a rua do Livrameuto u.
38 que o dono aceita a proposico.
No escriptorio de Francisco Severiano>
Rabello vonde-se a relacao da viageni da In-
dia que fez por torra para Portugal o Padr
Manoel Godinho publicada pola sociedado
Propagadora dos conhecimentos uleis um vo-
lume om bom typo o excollonto papel pre-
co 1,000 reis.
Precisa-so alngar una oegra para vender
na rua que soja doligonte e (el dando-so o
sustento, o pagando-so conveniente, emen-
salmonte ; na rua Nova botica de Domingos da.
Silva Toxcira.
A Senhora Portugueza, que annunciou
no Diario n. 31 de 8 do fevereiro do corren-
to anno querer tomar tonta de urna casa para
roger osservicos internos, dirija-se ruada
Cadeia do Rocino n. 39.
Roga- a quem annunciou existir um
preto no engnho Serraria que se fr de no-
mo Jaeintho Rebollo do 20 a 22 annos bo-
nita figura bastante preto falla descansada,
j fgido desde 20 de maio do 41 queira por
; muito favor manda-lo sou senhor Manoel An-
lt-ro de Souza Reis, na rua da Guia sobrado
n. 53 que pagar todas as despezas alem du
gralifieaco a quem o acboo,
Precisa-so una ama para casa de peque-
a familia ; na rua Augusta n. 12.
Existo na aua do Queimado loja n. 6 ,
urna carta para o Sr. Joaquim Alvos da Cosa ,
ausente ao Sr. Miguel Antonio da Costa e Silva,
viuda do Porlo.
Dozoja-se fallar aos Srs. Felis Gomes Co-
imbra Rolarmino l'irmino Bi/erra de Mello ,
I Jos Caetano Barbosa, e Francisco N cente Va-
lini para negocio de seus interesses ; na rua
da Cruz n. 43 ou declaren) as suas moradas.
-- amigo clesconheci-
c!o pode ser mais explcito.
O Sr. Jos Ramos da Cruz pode man-
dar recoher no respectivo eartorio a sentcnca do
processo que podio e que est prompta des-
de 13 de Janeiro p p.
Roga-so ao Sr. Vicente Ferreira da Silva
Coutinho que diz ter varios cscravos em seu
poder, o obsequio de rever se entre estes tera
um moleque por nomo Florencio de vinte an-
nos do idade poueo mais ou menos com urna
costura na poma direita da parte de fra cima
do temozelo ; o qual est fgido j annos ,
pertence ao escrivo Joaquim Jos Pereira dos
Santos, o qual mora na rua das Trincheiras,
sobrado n. 42, que pagar toda a dispesa o
I he flear assaz obrigado.
sb Um portugus que i (Tianca sua conducta,
seoflerece para receber dinheiros em alguma
casa percebendo os porcentos que se coven-
cionar : quom precisar annuncic.
Quem quiser hypothecar urna casa que
ronda ao menos 108 rs., por um cont e quin-
denios mil reis: annuncic.
Francisco Pereira Martins tendo-se des-
pedido do servico do Exm. Sr. naro da noa-
vista, convida a todas as possoas que posso ha-
ver tido conas com o annunciante quer em
seu proprio nomo quer no de seu amo a a-
presentarem os ttulos do que Ibes dever no
praso de troz dias no sitio da Magdalena re-
sidencia do Exm. Sr. Presidente das Gas 8
A pessoa em Pornainbuooa quem faltar um
OSCravo (\c nomo Jos eaeange e que foi fur-
tadoe apreondido ao ladro queira fazer pu-
blico por osla folhi o dando os signaos cer
los o podoro procural-o om Macei de Do-
mingos nento da Muda & C. que I he diro a-
onde existe.
O thesoureiroda lotera de N. S. do Gua-
de l.upe pela pouca concorrencia que tem havi-
do de portadores do liilhctcspcmiados transiere
o pagamento para a sua casa na na do Crespo
n. 10 das 10 horas da manh as duas da tar-
de nasquartasc sabbados.
= OSr. Antonio de tal que teve loja de
livros do sociedade com o Sr. Froes na rua do
Collegio ; queira annunciar a sua residencia ,
que se llie desoja fallar.
= Aluga-se o terceiro andar do sobradada
rua do Queimado n. 32 a tratar em baixo.
= Quem quizer dar um ou dous moloques
para oprenderem o oflficio de pasteleiro ecozi
nheiro ; dirija-se a rua das Trinxeiras n. 14.
= OITerece-se um rapaz brazileiro para cai
xoiro de escripia ou cobrancas., o qual he
zonto do guarda nacional: quom delle preci-
sar dirija-se a rua larga do Rozario n. 26, 1.a
indar.
= Joaquim Fclippe da Costa; retira-se para
fora da provincia.
Antonio da Silva Jnior tem a'uerte na
rua da Madre de Dos n. 26 urna loja de
calcado de todas as qnalidades para homcm
senhora, o meninas a preco muito commodo.
= Precisa-so de oulciacs do rharnteiros qd
sailiao trabalhar com perfeico: na rua das Cin-
od Ponas n. 23.


T
- I
feas
A
lotera do theatro.
'

. Lotera do theatro transiere o andamen-
to de suas rodas para o dia 14 do corrento
mez impretcrivelmente em consequencia de
ter a lotera do Guadelupe mudado as suas roe
dasdodia24dopassado mez para o dia 31 d-
mesmo. Os bilhetes achao-se a venda no bairro
do Recife na lojade cambiodoSr. Vieira, e na do
Sr. Carduzo Avres Jnior, e no bairro de San-
ta Antonio nos tojas dos srs. Jos de Menezes ,
ruadoCollegio; SLeito, ra do Queimado,
e viuva do Burgos na pracinha doLivramento
= Precisa-se de 300;000 rs. a premio de
dous por cento ao mez dando-se por seguran-
za um hypotheca em um sitio perto da praca :
annuncie.
Roga-se ao Sr. Vicente Tavares da Silva
Coutinho, o favor de entre os escravos que
tem emseu poder um escravo moco que fu-
gio a 23 de Outubro do 1842 de nome Ja-
cintho de 18 a 20 annos sem ponta de bar-
ba estatura ordinaria, cor retinta, dous den-
tes de cima que pareccra ser limados, quando
quer se entende bem e quando nao quer vira
tingoa levou vestido camisa c calcas de al-
godo ntrancado; roga-se tambem as autori-
dades por quem seja encontrado faze-Io con-
duzir ou denuncia-loa casa de Jos Pereira no
porto das canoas, n. 7 ahi receben todas as
despezas e sera generosamente gratificado.
O Sr. Francisco Caetano Pereira Guima-
raes ou alguem por elle dirija-se a ra de
Agoas verdes n. 42 ou annuncie.
Offerece-se para ama secca um parda de
idade para todo o servico interno de urna casa
de pouca familia ou homem solteiro : na ra
de Agoas verdes n. 42.
Sendo entregue em diasde Janeiro pr-
ximo passado a Francisco Martins dos Anjos
em sua serrara na ra da Praia pelo cano-
eiro Manoel \ ieira Jnior 17 pranches de
louro o 11 de amarello contendo os primea-
ros 43 taboas de costado e os segundos 23 di-
tas o mesmo Francisco Martins passou ao re-
ferido canoeiro urna cautella de que com
effeito ficava entregue de toda a madeira, e como
aconteceo, que comprando elle essa madeira
ao seu dono Manoel Elias de tal, na presenta
de Jos de Mattos e Silva Amaro Jos do Car-
ino e Jacob Martinho da Paixo, cuja impor-
tancia de 162,750 rs. pagou logo a vista, com
tudo nao recebeo do mesmo a mencionada cau-
tella que alias antes do ajuste da madeira
Ihe havia apresentado : para prevenir pois qual
quer duvida que possa aparecer, sobre a exis-
tencia da mesma cautella, faz-se o presente an-
nunck).
Aluga-se um moleque proprio para ven -
der azeite : na ra da Praia n. 33 primei-
ro ondar.
Quem deseja fallar aosherdeiros do fina-
do Claudio Manoel Jos Gomes que morou
na Villa de Pao d'Alho annuncie sua morada.
Alugao-se duas casas urna assobradada
na ra da Alegra, com comino Jos para grande
familia ; e a outra na ra de S. Gontolo da
parte da sombra com 3 quartos e quintal
murado : a tratar com Marcelino Jos Lopes.
Aluga-se dous pretos que entendao de
padaria ; quem os ti ver dirija-se a ra das 5
Pontas, n. 27 ou annuncie.
Quem annunciou querer 200g000 rs. a
premio dirija-se a ra do Nogueira n. 27.
Uia seuia le uiw costiiiiies se prope
a tomar crianzas com ama, para se criarem com
Jeite, impedidas e desimpedidas e tambem
se recebe as que estiverem ja desmamadas, pa-
ra se acabarem de criar com todo mimo e amor:
a ra Diroita, n. 50 segundo audar.
Roga-se ao Sr. Vicente Tavares da Silva
Coutinho que diz ter em seu poder varios
escravos evadidos de seus snrs. o obsequio de
ver se entre elles achara um de nome Domin-
gos de nacao Benguella de 40 annos, pouco
mais ou menos estatura regular cor fula ,
muito barbado, com alguns cabellos broncos
na mesmabarba tem urna cicatriz as costas ,
fugio em Agosto de 1839 ; sendo que o dito
! se acbe se sirva avisar ou manda-to a
ra da Florentina hoje ra Bella que ser
bem recompensado quem o trouxcr e se lhe
ficar muito obrigado.
Tomou-se a um negro caraolho que an-
davavendendo um serrote, em um dia da
semana passada ; seu dono dirija-se a ra es~
reita do Rozario toja de arcineiro n. 32.
dando-se preferencia a um que tenha exercicio:
na ra da Moeda n. 7.
Corapra-se lices de poltica por Neviro :
na ra Direita, sobrado n. 21.
Vendas.
Ainda se achilo rtndj, ot seguintes objec-
tos annunctados no Diario n. 31
Urna secretaria de Jacaranda com gavetas
e segredo ; na ra da Gloria 38.
Rap de L. novo ra da Cadeia, toja
de Magathes.
Urna negra ; na praca da Boa-vista casa
do Brigadeiro Almeida.
Urna canoa d'agoo por 330$ e pedras
de ladrilho a 800 res ; na toja do Cascao ra
da Cadeia.
Urna venda no armazem do sal ; 1 casa
em caixo e urna meia agoa ; no atterro dos
Affogados venda 75.
Urna casa terrea em Olinda ra do C2
xo ; no Varadouro venda de J. L. Machado ,
ou noneco da Lingoeta no Recife n. 3.
na toja de J. M. Seve &
Compras.
Continua-se a comprar mulatinhas ne-
grinhas moleques e negros de officio para
fora da provincia sendo de bonitas figuras pa-
gao-se bem : na ra da Cadeia de S. Antonio,
obrado de un andar de varando de pao, B, 20.
Comprao-se apolices da contadura, ven-
cendojuros : na ruado Livramento n. 3.
Compra-se um cavallo sendo esteja
p un' cirun v*>?"* porrinhi
gordo
rnnflp .
lili
I
jt: -:;, |>
Rap de L.
Filho. .
Bilhetes da lotera do Theatro; na loja da
viuva do Burgos.
Livros diversos; na Gamboa do Carmo lo-
ja do sobrado 38.
Para explicacOo dos oltjectos cima declara-
dos veia-se o Diario n. 31.
=* Vende-se urna negrinha de nacSo mui-
to linda, de dade de 12annos, com princi-
pio de costura e engommado ; um escravo de
nacao ptimo para todo o servico : na ra
Direita n. 43.
Vende-se urna canoa d'agoa ; para ver
no beco das Barreiras e para tratar na pas-
sagem da Magdalena com Francisco de Araujo
Cczar.
Vende-sc urna cadeira de dois bracos de
arruar 1 lipoia 1 urna para recolher ossos ,
obras bem construidas de bom gosto, e ainda
em madeira : na ra de Hortas loja de mar-
cineiro de Antonio Francisco de Sousa n. 40.
Vende-se urna barcaca fundiada noporto
da ra Nova, com todos os pertences, e promp-
ta a navegar, e urna canoa aberta, propria pa-
ra familia bem construida e nova ditas de 30
a 40 palmos proprios para se abrirem : na
ra do Rangel esquina do beco do trem ven-
da n. 11
Vende-se urna casa de 2 andares no beco
do Peixe Frito n. 7 : na venda do mesmo.
= Vendc-sc urna pequea quantidade de
barricas de cerveja de qualidade superior a qual
quer que tenha entrado neste porto branca e
preta e s propria para casas particulares; em
casa de Latham & Hibbert, ra do Trapiche
n. 22.
= Na ra da Cadeia doReci/c, n. 31, ven-
de-se cha hisson a sette patacas a libra.
= Vende-se 125 palmos de terreno por de-
traz das 5 Pontas 3 ah'cesccs na ra do Pala-
cete e 143 palmos de alagados por detraz da
mesma ra : na ra de S. Francisco no se-
gundo andar do sobrado n. 14 defroate do
theatro.
= Continua-se a vender agoa a 10 reisa ca-
neca ; no sitio que fica por traz do sobrado do
finado Monteiro com mais abundancia do que
em outra qualquer parte por haver canoas
para isso.
= JNa ra da Senzala Velha n. 138 adia-
se a venda vinho de Bordeaux de superior qua-
lidade em oixas de duzia.
Vende se um escravo de 17 annos, muito
hbil para o servico de carros no que ja foi ap-
plicado ; e 2000 couros de cabras: na ra da
Cruz, n. 51.
Vende-se no armazem de Francisco Das
Ferrcira & Companhia defronte do caes da
alfandega e escadinhas farinha de boa qua-
lidade em saceos de 2 alqucires e meio a
3200 rs. emaua em caixasde 16 libras, por
preco commodo : na ra da Moeda n. 7.
=s Vende-se vinho de Bordeaux emmeias
pipas, de 48, 50, 55, e 80;000 re. ; dito de
Bordeaux de difirentes qualidades em caixas
de urna duzia de 6, 7, 10, at 14;000 re. ;
(lito engarrafado de 320 a 400 rs. ; vinho de
Madeira secca superior ; moscatel frontignan
e Champanhe de marcas conhecidas; licores
finos de Bordeaux ; agoardente de Franca ab-
sinto cerveja Ingleza branca c preta agoa
mineral de seltz queijos da Suissa de Groyere
e neufchatel ; macos; biscoitos franeezes ;
consenos de crvilhas e sardinhas lingoicas
endaubages de andouillettes; azeite doce em
gigos ; mustarda franecza; rap de Hamburgo,
a 1, e 2000 rs. a garrafa ; vellas de esperma-
cete superior ; charutos da Havana ; sal refina-
do em cmbrulhos ; todos estes gneros o
outros mais veudem-se a preco eommudo :
em casa de Fernando de Lucca na ra da
Cadeia velha n. 16.
- Vende-se farinha de mandioca : na ra
n. io.
Vende-se um quarto castanho muito
novo, possante ecarrega baixo at meio : na
ra Nova n. 63.
Vende-se urna negra : na ra da Ordem
Terceira de S. Francisco n. 10.
Vende-se por muito pesada e por isto
propria para engenho urna carroca mu forte ,
e do melhor modello aqui existente, vinda de
Liverpool: a tratar com o carpina Eusebio
Fernandes junto a Igreja da S. Cruz ou na
ruado Vgario n. 13.
Vende-se urna mulata recolhida muito
bem educada perfeita engommadeira ; urna
escrava de bonita figura engomma e cose
cho muito bem ; urna parda do 25 annos ,
boa ama de casa ; seis escravas para todo o ser-
vico ; um bom escravo de 25 annos; dous par-
dos proprios para pagens ; 5 escravos; e urna
bonita moleca de 15 annos engomma, e co-
zinha com perfeicSo : na ra de Agoas verdes,
n. 46.
V= Vende-se urna burra de ferro e alguns
bahusde madeira : na ra da Cruz do Recife,
n. 40.
y Vende-se chitas francezas largas e do
mais perfeito gosto : na ra do Crespo; n. 12
Vende-se cerveja branca e preta, de qua-
lidade superior : na ra do Trapiche novo n.
10 em casa de Jones Patn & Companhia.
fc= Vende-se a verdadeira estamenha para
habito de terceiro de S. Francisco : na ra No-
va loja n. 46 do Coimbra.
Vende se um cavallo do meio bom car-
regador sellado e enfreado e he muito novo:
na ra da Cadeia velha loja n. 54.
= Vende-se um sobrado de dous andares,
com grande armazem na ra estreita do Ro
zario : a fallar na mesma ra, armazem de
trastes n. 31, com Jos Moreira da Silva.
= Vende-se urna escrava crioula de 14 an-
nos, para fora da provincia : na ra da Guia
= Vende-se 100 garrafas vasias a 50 res
cada urna zeite de Lisboa a 3840 a caada ,
e500 rcis a garrafa vellas de espermacete a
720 reis a libra carne de toucinno a 60 rcis a
libra azeitonas do Porto pretas a 200 reis a
garrafa, batatas a 40 reis a libra letria a
200 reis a libra macarro a 160 reis, pre-
zuntos do Porto a 160 reis a libra, cha Hyson a
2:400 reis a libra e todos mais gneros muito
em conta : na venda da esquina da ra do Ara-
go que voHa para Santa Cruz n. 43.
__ Vende-se Farinha de mandioca de S.
Catharina em saccas de dous alqueires e meio
do Rio superior qualidade e preco commo-
do : na ra da Cadeia do Recife, n.' 12 e 14.
= Vendo-se sera branca em gamellas, e a
retalho por preco commodo: na ra Direi-
ta n. 135.
Venderse urna meza de jantar nova :
em casa de Joo Baptista Herbster no atterro
da Boa-vista ; adverte-se que se vende por pre-
co commodo.
=Vende-se ou arrenda-se a casa nova deno-
minada da Pitombeira no lugar do Caldere-
ro caminho do Monteiro com commodos
para grande familia cocheira estribarla ,
quartos para escravos urna grande cacimba
com excellente agoa de beber da melhor que
existe naquelle lugar, com sitio quasi todo mu-
rado e arvoredos de varias qualidades, prin-
cipiando a botar ; a fallar na ra das Cruzes ,
no cartorio do Tabeliao Regis.
% Vende-se panno de linho fino ltima-
mente chegado da llha de S. Miguel por pre-
co commodo : na ra da Cadeia velha n. 40.
Vende-se urna escrava crioula de 20 an-
nos com principio de engommar e do se -
vico de casa ; urna negrinha de 13 annos sa-
be fazer lavarinto cose chao e de servico de
casa ; um moleque de 14 annos, muito esper-
to e hbil para qualquer officio : na esquino
do Livramento n. 1.
Vende-se urna loja de fazendas na ra
Direita n. 30, sita em muito bom lugar para
se vender a retalho do que tem bastante fre-
guozia, tanto do motto como da praca e
quando a pessoa a nao queira para este negocio,
se vender a bonita armaco que tem toda en-
vidracada que he propria para outro qual-
quer estabelecimento; note-se que o aluguel
he muito barato ; a tratar na mesma que se fa-
r todo o negocio nao sendo muito prejudici-
al visto ser para liquidaco de contas.
Vende-se por preco muito commodo 12
cadeiras de palhinha urna meza de jantar,
urna meza de abrir um cabide com cortina .
urna redoma de vidro com imagem um relo-
gio com caixa de prata e urna corrente de ou-
ro de relogo : na ra dos Quarteis n. 10.
Vende-se urna mui boa vacca carahuna
parida que esta dando bastante leite apezar
do lhe faltar o pasto motivo porque se vende :
na ra Nova n. 58 ou no Manguinho, n. 5F.
Vende-se um Diccionario Magnnm lexi-
cn em bom estado por 4:000, dito de Moraes,
Con.-tancio por 3:000 e Philosofia por Ceni-
zo" que pouco uso teve adoptado no Liceo por
4:000 : na ra da Praia n. 33 primeiro
andar, das 6 as 8 horas damanh e das 3 a 6
da tarde.
Vende-se urna casa terrea sita
, estreita do Rozario ,
no largo
do Mondego com bastantes commodos a sa-
ber ; duas salas bastante grandes quatro
quartos com corredor lavado, cozinha fora com
fogao inglez quintal a murado, cacimba com
excellente agoa de beber toda envidracada e
feita a moderna : na praca da Boa-vista botica
n. 20, ou na ra Nova casa de Manoel Pereira
Magalhes.
Vende-se um sobradinho de um andar ,
em terreno proprio sito na ra da Senzalla
nova com um terreno na frente para se puchar
a frente a mesma ra : na ra do Queimado ,
esquina do beco da CongregacSo, n. 41. ?
^ Vende-se as obras seguintes e algumas
ainda novas em Latim : as obras de Virgilio
em 3 volumos; a de Horacio em 2 volumes;
Salustio ; Cornelio; Selecta ; eas Cartas de
Cicero; o Novo Methodo por Pereira ; Gram-
matica ingleza por Constancio ; e um Telema-
co : na ra Direita n. 21, sobrado da esquina
do beco da Pcnha.
Vende-se a posse de um terreno atraz do
Carmo velho de 67 palmos de frente e 200 e
tantos do fundo j atterrado e prompto pa-
ra se edificar e por preco commodo : na ra
Nova n. 67.
Escravos fgidos.
s= Fugio no dia 30 de Janeiro um cabo-
col de nome Cosme claro corpo reforcado,
e quando falla vira o rosto para o lado levou
vestido camisa de riscado e calcas da mesma
fazenda ; e pede-se a quem o pegar de levar ao
Atterro da Boa-vista, em casa de Antonio Luiz
Goncalves Ferrcira ou em casa de Me. Cal-
mont & Companhia que ser recompensado.
= No dia 7 do corrente as 6 horas da tarde,
desappareceo urna negra de nome ^ icencia ,
nacao Angico com quatro marcos de B S
(pegadas as letras) sendo estas marcas em ambos
os peitos o bracos bastante atravessada na
falla levou vestido de chila novo em folha ,
cor de vinho comiso de olgodo-zinho-, e pan-
no do costa j velho cuja negra julga-se que
nao foi para muito longe em consequencia de
estar bastante tempo docnte e em uso do reme-
dios que pouco ou nada podia andar visto a fra-
quezo em que se ochava proveniente do rigo-
rosa dietta com que estava, e como ella ero bas-
tante comelona a pontos de no haver comer
que a fartace, he de supor que sahice de casa
para melhor poder comer na ra levou inda
abertasduas chagas de caustico sendo urna as
costas e outra no peito ambas do lado direi-
to ; em poder de quem estiver ou souber on-
;de est dita negra, queira leva-la ou denunciar a
seu Sr. morador no ru da Conceico da
Boa-vista n. 8 que ser recompensado pois
de nada pode ella servir por estar j desengaa-
da de molestia de peito.
Da casa do abaixo assignado na ra das
Flores n. 1 desappareceo no dia 6 do corren-
!te pelas 8 horas da noite a africana Marculina ,
|com os signaos seguintes: preta fula estatu-
ir baixa um pouco corcovada, cheia do cor-
po e barriguda dade pouco mais ou menos
13 Od, pescuto curto, rosto comprido e
gordo nariz chato cujos snicos havia arre-
matado pelo Juizo dos Africanos ; roga-se por-
tsntoa quem souber da dita africana queira
declarar ao aliaixo assignado que recompensa-
r generosamente. Luiz Francisco de .Mello
Cavalcante.
Fugio no dia 7 do corrente as 7 horas da
noite, um mulatinhode 13 a 14 annos, pernas
e ps tortos um pouco vesgo de um ollio le-
vou calca e camisa de algodao e sem chapeo ,
he natural do Serto de Cirid e est aqui a
um mez, por isso julga-se que se encaminhar
para este lugar; a pessoa que o aprehender leve-o
a Manoel Gomes Viegas na ra do Crespo ,
que ser gratificado.
= Desappareceo no domingo de tarde 20 do
Janeiro p. p. da Cidade de Olinda um mole-
que de nome Domingos reprezenta ter 12 an-
nos nacao Rebollo ladino bonita figura ,
muito vivo e regrista com urna cicatriz que
imitta a talho abaixo doolho ignorando-se em
qual delles levou calca de brim com remend
no assento e camisa desconfia-se estar fur-
tado ; roga-se a qualquer pessoa que delle sou-
ber ou encontr o dito moleque de entre-
gar no Monteiro sitio de Catharina Francisca do
Espirito Santo, sua Senhora ou na Cidade
de Olinda a Joao Paulo Justiniano mestre
carpina donde fugio o dito moleque por estai
com "!! appreodeudo o officio, ou em Fo
de Portas venda n. 00, que ser generosamente
recompensado.
-wwa> va ->. wvh -- j-.-. .....-r
dito por 14:000 rs.. a Obra de Virgilio por 2500, ,
Salustio por i:uu Diccionario francs por 11USW1* IS NA liF. WBm* r. ver.
1*j.


Ol\TTA
y
DA
RECEITA E DESPEZA
DA
Administracao dos Estabclecimentos de
Caridadc, verificada do Io de Oulu-
bro 51 de Dezembro
DE
1842.
PBEWAMBTJOOI
N Typ. de M. F. de Faria.
18*5.


v^uui'-i uj iiy-eciid t^j i-rc&jjccn
1842
ti Auiunnsirayay
uos jCiSiaonecimen-
de
MCEITA.
I
Outubio 1 Sul.lt existente coCaixa................ 998U568
a pela impot tancia de 19 Letras -proveniente da renda de diversos predios a
vencer do i. de Jufbode i844 a 7 deOutubro de 1846. ..... l:745Uooo
8..Recebidos de Francisco Alves de Moraes Pires t pelas despetas que ua caa
dos expostos les exposta Mara. .^ ............ 5U600
u TheiOuraria das Rendas Provinciaes, o subsidio pertencente ao Hospi-
tal de Caridade relativo o met de Agosto prximo passado. 5ooLkoo
dem dem da caza dos Expoios idem......... a5oUouo
3i Do Procurador d'AduiinUlracio, dj rendmento dos Predios arrecadado
ueste mes r como consta do Livro respectivo.......... i:84oiao
ovembr 9 Do Cnsul Portugus pelo trataraento de Antonio Jos Pernsodes, no-H.
de Caridade a i44o reis por dia d.dei5 deSeteinmo a aa de Outubro
prximo passado...........'..... 53Ua8o
Do mesao Cnsul pelo tratmenlo de lernah Gonoelves desde 17 de
Selembro te 6 de Outubro................ 27U360
a4 Da Theiuuraria da Rendas Provinciaes os subsidio^ do 11. dos Lijaros de
Agosto e Setemhio prximo passado.............. c*33U332
ao" Da mesma Thezouraria o subsidio do H. de CaridaJe do mei de Setena -
bro prximo pasado................. 5ooUoo.>
dem dem da caa dos Esposto* idem ideo.......... a5oUoo<
3o Do Procurador da Admiiiistracio do rendimento dos predios arrecadado
ueste mes como consta do Livro 1 esped vo........... 78aUo,8>
Dezembro 2 De ustas de diversos inquinos que foiio execulados. ....... 17U770
"\
\

7:b'u8Uo45


tos de Caridade, verificada do 1." oe Uutubro a di ae uezeroom
1842.
< A JeronimoFrancisco da Cunha, por c-nta do concert fe.tn. cara ^ ^^
53 na forma do contracto.......* 'el,aZ,iSL
7 Aos Empreados d'Adniirmtraca, de seos ordenados era Seleml.ro ^^
prximo passado. ..... .,*' X n3U836
Aos Ditos do H. de Caridad*, dem eraciodem. 4 "7
8 Ao Comprador dos E>tal>el.eimen.os de Carid.de, por diferaos genero. gj
que para os mesraoscomprou e Setembro dito.
Ao agente da Carado Expostos de diveisas despea, que com rae.- ^ ^^
en a caza fez era dilo mea de Setemhro. .. ajTJSao
a Ao dem do H. dos Laxaros dem idem......... fi-io-,
Ao dem do H. de Caridade dem idem. aooJJ55o
l % A Ignacio A M., pela carne verde que forneceo en Setembro dito. 9
1 A Silvestre Ferr., pelos concert de pedre.ro que ie. na caza dus ^ ^ ^
A^alo Joie da Silva mostr p'edriro', pela calcad, da cara n. *Qt ^ ^ ^^
em Fora de portas. .- .. .'.*" j* :i,\,ltimo
,3 Ao Capellio do H. dos Liaros seo ordenado de aa de Abril ao ultimo ^ ^^
de Setembro prximo passado..... 5. -.fj-l
,5 A Benedirto das Chagas, pelas galinhas que forneceo aoH de Lai.aa^ ^ ^^
denomex de Setembro prximo passado. ;. \..... .1 aullooo
,5 Ao Solicitador F. L. N., para as d.spezas Jiidici^ifcs. 4
Ao Dilo da Patena. Joze R. do An.nl de D.z.ma da^Chan .el.,..
da Sentenc. que con... a Adminiatracfo obt.ve.a Angelo l .ancuco ^ ^^
Conradu & outros em 18 de M.io de i84i. '
Norembro I Ao. Empregadus e Amas da cata dos Exposto. de seus o. d.nados ven^ ^ ^tj.Si
cidoaem Outubro prximo possado. ....., ,- 54Ui65
a Aos Emp.egadosd'AdministracSo ideo dem...... ^ ,74U83a
Aos Ditos do H. de Garidade, idem dem.. < '.
3 A Ignacio Adriano Mouteiro pda oarne verde fornecida em Outubro ^ ^^
prximo passado.........*"*" *., a mps-
Ao Regente da cara d. Expostos. por d.versa. desperas que com mes ^ ^
toa caza fez 110 mez deOutubro. ........ aI StiLMqo
5 Ao Dito do H. de Caridade, idem idem.......". ; ". aa 49080
- Ao dem do H. das Lazaros idem dem. *'
J | Ao Mestre pedreiro Goncalo Joze, pelo concert da caz. n. o ^ 50U000
do Padre Floriano...... ; ,* p":'iaje 00
A Benedicto dasChagas, por galinbas fornec.das .0 H. de Caridade 00 ^ ^^
mer de Outubro prximo passado. _\ "iersos gneros', '
m. Ao Comprador dos Estabelecimente de Caridade por d.versos gene ^ ,4i34o
* I0 t'Adminlstriciodo ,. S. Abril a 3o de, Junbo ?** *>, **
. A Wanoel F. Lima pelos gneros que forneceo aos Estabelecimente ^^
de Caridade em Setembro prximo passado..... a8 i4bUi6o
em Novembro prximo passado. 3i 5Hi,
,0 Aos Empregadosd'Administraeio dem dem. 3a X7383a
k Aos ditos do H. de Caridade, dem dem. .. __________
3;134U888

MUTILADO
T


Detembro
MCEITA.
Transporte.
e de Deieuibro a i U280 res.
-et.de Mello, f
d.de, produto
1 d'Alrneida p<
-ompaso, desde
eatremdr d'Ada,,,,isl,a?i<> P'o reudimtnlo dos predio'/.n-ecVd.dos
oeste ine, segundo constado Liyro respectivo. .....
7.8o8Uc45
SlUgao
a4U48p
3oUi4o
53a8o
4?Ua4u
iiaUooo
aoUi6o
n6U3o
8:a8766$
SaU* da. Sefces da Admmi.tP.cfo do. E.ta
M.aocl do Na?cimento
Preai
Antonio Mar
Thesom
Patricio Jote Bor
Joze Joiquin
Utlg '"


i84*
Dezembro

DESPEZA.
Tran'pnrle.
d Adnainistracio de Julho a Selenliro. F -,
ia Ao Comprador d,sE8tabelecel,toS.deC-.dad.'Po'r diterao. gend
re que compr. u em IVovembro prximo pasaado. *<
" Ti?,'ICen,|e d H- d.eC-rdide. P" feria, de.pezaa que 'fc, no'm, *
de No*eml>ro prox.mo pasado. .... ac
AoD.lo da ciados Ex, ,o*t.w, dem dem. .' ......
Ao dem do H. dos Lazeos, dem dem-......... ,6
Aomeimo seu ordenado de Julbo a S tembro. Ve
" SNorV.h'"*'" '-0'' 8',Ohr ^ef-rnec-wH. Caridad;
no mes e ftoveuibro prximo passado. %
.1 !SnaC,l,.'V!-'p,'lra,neVe,def0,necda ^Novembro.' .' .* .' 4?
.5 A Manoe Anlo.no de Jus pelo po fornec.dodo ,. o de ju11o 3 4<>
de Outul.ro prox-mo pasado com o ba.e de ,5 por 0,0. /,
M
*4
45
. r ----------para a mesma. ... ah
* Mi!:;L,;ird,oZiienc.*,r:e'.do.d'.ol,.,u.',';od; *-*-i f
ALuizJoiNuoe. eCa>t,o, Pgr Irez lab'oas paia'aobradoH.'doa'La.
131*08*
A Monoel rWfcco Pedro, pela Conduelo das 3o Ir'ave's da.caniLoa" do "
nospiiai dos Lazaros paiaa poita domesmo. ..... 55
* P0^uPOrlanC8d6de '9 Lelr" VeDCer d0,de Ju,ho de ,844 a 7 '*
&ldoUemC.xa. i '........
3:13417888
3oUooo
M4U5ao
85U*f.<
5aU86o
idltfo
3 (Joto
54I/790
abaU-ib.
3g4875
3lUa6o
uU36u
a8U4oo
l5oUoco
72U000
i4U4oo
87U36o
g8U585
a5(Jooo
l5U53o
i8iU685
1 aU4<>o
647U44i
60U180
a4Uoco
i-.
5.763fj75
i.'745Uo9
778U99.,
8:a876t>5
V
belecimenlos de Caridade 3i de Dezeoubro de i84a.
da Costa Monteiro.
dente.
tina Ribeiro
reiro.
?.<* de Freilaa.
Pereira,


.... n
6

Demonstracao da Receita e Despeza 'Administrado dos Estabeleci-
ments de Caridade.
a5:ao8U3o8
Receita conforme a reiaeloIN. x.......... a5- Desoea dem idem a................ > 9*
Despeza
Deficil.
765U386
Salla das Sessoes d'Administracao dos Estabelecimentos de Caridade 3i de
Dezembro de 1842.
O Escripturario
F. A. Cavalcanti Cousseiro.


N. 1.
Demonstrado da Receita annual do Patrimonio dos Estabelecimen-
tos de Caridade.
Ra da Cadeia. ^*

. i i i a36Uooo
Huma morada decaas de i andar. *
Ruado Queimado.
,.,,,.,. *........a i:oooooo
Pila dita de 3 ditaa..................
. Ra do Lipraniento. .
Dita dita de a ditos.................... 7
Ria Direila. cx.
............1 i6ooo
Dita dita de i dito.......... ....... *
'Ra do Padre Flonano.
. 4 i t 5 io3Uaoo
DtH d.ia terrea.................. .... 6 96U000
Uia diu diu. ................ ; 7 toaUooo
Dita dita dita.................''.... 8 96U000
D.ta dita dita................. ... o 6q6oo
Dila dita dita....../.............. *
Beco da Carvalha. Ka.,a
.. .... 10 52U800
Dita dita dita. ;.....
Ra do Fasundes.
Dita dita d.ta. ......... i ....?' la luoUaoo
Dita dita dita...................
Ra de S. Joze. ..n
..... i3 laiuaoo
Dila dita d.ta................. ,"*.,,.. l4 96000
DiU dita dita................ i5 76800
Dila dila dila................. '
Ra atraz da dita. ,ft 84U060
D.ta dita dita............
Ra de Manoel coco. Qm
. 17 04U000
Dita dita dila...................' 18 84U000
DiU dita dita......'**.'%,.......".*.".".. 9 lopUaoo
Dita dita dita........ '........ j j ao 108U000
Dita dila dita................ i ai 106U800
Diu dita dila. m..........
Ruadas 5 Pontos. ,..., '1U.00
Dita dita dila................. ^ ^ itoU4<>o
Dita dita dita.....................'.'.. 2 looaoo
Ditta Dita Dita. ........... a5
Dila dita dita ( feixada lodo anno). ............
BecodaViracclo. ^ ^ io4U4oo
Dita dila dita................... .' 7 84U000
Dita d.ta dita...... -......... 7
Beco de S. Pedro. .....^ a8 la9O
Dila dita de a andares. .. ...... '
RuadeHortas. .... ag 116000
Dita dila dita................. ------------------
4;i796oo


/
Transporte. 4 .- ,,
Ra de Santa Tereza. 9 ^
Huma morad, de car terrea. .- ,.......,....:.. 3o 648oB
Dila dita dita. a u^uboo
Dita dita daa. | \\ \ '. <\........t l^
/fl Dila dita de 3 andares. ,.-.'......... a* ...a t
D.ta d.ta dita........-....... '. '. 34 {$*
Ra da Roda.
;:: ZstT.::: \v v............% 4*-
Dita dila dita.........; ; 3 }^0a
Dita dila de mandar eoiio lajas......'. /.\ \ \ \ \ \ \ \ 3 6ia0
/hoz a/A7z do Callebouce.
Dita dita terrea....................... 39 ?aUuo
i?ac do Callebouce*
Dita dila dita. .................... o t0 Tj
jRa Dita dila de 3 andar. .... ........ ... xf g9jrj
Ra Nova.
Dita dita terrea. ; ;........... X* nK n
Dita dta dita. .......' ........ ? f^000
Dita dila de mandar. ;.....'.......' AA ?ft tt
D.ta dila dila...............*...... 15 'S000
Dila dila dita. ... .V .'...........' ? ?*$""
ittrro da Boa-vista.
Dila dita terrea. ; ;........ t_ .,,,,
Ra da Concetco.
Dita di., dita. ..:.............48 i9aoo
Beco do Qutabo.
l)i.. diu di... .:............ 4, 3,U64.
Ba a Alesna.
Dita dita dita. ; :..........'. 4 50 6n
ifwa Ja Gloria.
Dita dita dita. ...... en
d j i-......... 5i mUaoo
Ba do encantamento.
Dita dita de 3 andares. ,........ 1 Ti
Beco do Azeite de Peixel
Dita dita de 2 ditos......... ci c mu
/fu o Amorim.
Dita dita de um dito. ...... 14 tt
/?mi //a Moeda.
Dita dita de trez ditos...... ...V. ** c n
/ittfl a# Lapa.
D ta dita dita de um andar. .....- '-,-'. e rT
/? Dila dita dila (cono a cob.rta abatida. c- n
u"'diu diu.......::::'::::::; I *JL
11 g36U6^o


9
Trtiiporto 11J93664
Fora de Portas.
r**!1. ..:. v ::: : \ ; ':.::: : '\ S
/{A /o Vj/-. J?om /eztis as Crilas.
D,d dita una............ ^
.' m ...... l:oooliooo
Hha do Nogueira....... ,........ '"^^
f aiend- Ca n-ba.......................
Sub.ido do Hospital de CarMade. ..........6 ootooo
n?to dito do*Lauro*...............5:o3oUoou
Su. da C*xu do Eipoatos.............3-oooUooo ,:ooo oa
/oros.
A lrtnand.de de N.Senhora da S.li.lateda Bja-ista. .... Uil
jwqai J Ferreira d'Almeida........... U556 7U660
i5:aoSU3o8

Observares.
Ho rai oievfoo rendinento da l'Wnda Carnauba por ter a Administradlo tomado conia dalla a pou-
- trff.no ikIo que nao pode anda conbecer a sus renda annual. A caa o. 9 esta fexada deade Jo de
U tubro* a n -5 esteve todo o anuo, a a n. 23 desde Desmbro, por precinrem de grande coiicerKy
Silla (Jai Se*86 da Administrlo do EaUbelecimentos de Caridade 3i de Dfiembro de 181a.
O Etetipturario
Prancuco Antonio Cvalcant Couaseiro.



10
65o
N. 2.
Demonstracao da Despeza annual dos Estabelecimentos de Ca>
ridade.
Empreados d Administraco.
Escrpturario. ................ aooUooo
Procurador e Comprador................ aooUooo
Advogado..................... looUooo
Solicilador..................... i5oooo
..........-
Holpilal de Caridade.
Regente. ........,..,....... 3ooUooo
'Capeilo...................... a5ouoo
Medico...................... a4oooo
Pimeiro Cirurgiio................... aooUooo
Segundo dilo...........-....... 100U000
Primeiro Effer"meiro....... i- ...,. aoUooo
Segundo dito................... 96U000
Enferroeira..................... aoUooo
Baibeiro e Sangrador........,..'...... aoUooo
Porleiro, e Fiel do Regente................ j4oUoou
Dous serventes a laUooo reis por mez cada hum ........ 288U000
Commedorias aos a Enformeiros a Enfermeira Ajudante da dita a j
Fiel ePorteiro e aos a serventes a 200 reis por dia. .... 5iiUooo
Ditas a quarenta Enfermos a 4oo reis ditos........... 5:H4oUooo
Dita 4 escravosa a4oreisditoa.............. 35o4oo
Medicamentos para as 3 caas de Caridade........... 3:5uoUooo
Hospital dos Lazaros.
Begente e sua mulher..........'........ i8olboo
PeUl............ '......... a5oooo
Coznheiro. ................. 60U000
Comedorias ao Regentee sua mulher a 400 reis por dia a cada um. apaUoo
Dita ao Coznheiro a aoorris ditos. ............ 72U000
Dita a 3o Enlermos a 4oo reis ditos............. 4;38oUooo
Ditaa 3 escravos do mesmo Hospital a 24u reispor ditos...... a6aU8oo
Caza dos Expostos,
Regente...................... l5oooo
Dita....................... aooUooo
Comedorias aos ditos a 4oo reis por dia........... aqaUooo
Ditasa a6expostos a 3ao reis ditos.......,...... 3:o36U8oo
Ordenado a 8 amas que devem effecti va ment estar na caza a 310 reis por
, da...................... g34Uooo
Comedorias as ditas a 3ao reis ditos.....1 ...... o34Uooo
iMensalidades a 4Uooo reis a 27 amas fora da caza, encarregadas de expostos
alaidadede um anno. .......,..,. ,, i;2q6Uooo
Dita a 1U600reis a a8 ditas de um sete annos.......... 537U6oo
Comedorias a a esciAvas a 24u reis por dia........... i75Uaoo
000
i2:ai5U4oo
5:496U8oo
7:555U6oo
a5:9l7U8oo


11
Transporte.
25:917^800
Foros.
8(Ji5o
3U48o
iU5ao
11U600
lUa4
5Ui?o
4U800 55U894
a5.-973U694
Ao Hospital do Paraiio.....*......",,...
Oi-demS" Franciscana...... :......
A D. Anua Joaquina Duarte. 1..... ....
Joaquim Canuto de Figueiredo ......... .
AdioUir.clo do Patrimonio dos Orfaos........ .
a Luit de Boa.ventora Salermo..........
A Domingos Antonio de Siqueira.........-

ObservacSes.
"^tat^^S3?taWb*d---d. <***. U ta-M .84,.;
OEscripturirio^
Fvancisco Antonio Cavalcanti Cousseiro.
/




N. 3.
Relajo dos predios, cujas rendas forao augmentadas pelo novo ar
rendamento, feito por a actual Admiiiistiaco.
Caa. ; ; ~ Nos
Dita..... ............. 5
Dila. .... '............> 6
Din......................... 9
Dita. ... '................ Io
Dita......................... ii
Dita..... .*................ Ja
D(ta. ...;*- f................. 14
Dila. ... ......./.......... 17
Dila..... ......... >......... If)
Dita.....' ...... ,, 9
Dila. ... .......'...... a7
Dita..... ............... 5j
Dita. ... .....'............. 35
Di-a..... .......'.........' 37
Dita. ... .................. 4
du. ...;.......... ...... 43
Dta. .... ................... 55
du. .....;.............. 59
Observacoes.
Augmeniosobre,
rend prmi
SU800
'8000
37U4oo
aoUjoj
34Uo,,o
11U800
looo
a5ooo
8.,o
a3U8oo
5bU>n>
U8,,
7000
7U000
6I800
>Uoio
a4lUo,y
lUaoo
U600
688 U
ajo
fella das b.36e d Adm.uistracio des E,tabeleciment, d Candade 3l do D.zerabro de 184a.
.0 Escripturario
Francisco Antonio Garalcanli Cousaeiro.
MUTILADO
- I


1.3
N- 4.
Relaco dos Expostos existentes na respectiva caza, e fora delia,
at 31 de Dezenibro de 1842, com declaraco de seusnomes e
destinos.
Nomos.
Qialid.
A quem entregue.
Obierracoeei
l Um'ielina Mari da Conceiclo B Existe [na caza
i Mara da Luz P dem
3 Arcanja M ia B Idnn
4 Laiinnda Mana 1 Idtin \
5 Rachel Joaquina \faria P dem
6 Carlota Senliuiiuha B dem
"j Caustanca Amelia B dem
Francisca de Paula B dem
9 Theodora |o Marcelina Senhoruha B dem
11 Rita Amellara B dem
la Antonia Amalia C dem
13 Ignez America B dem
14 Herculana Emilia B dem
15 Facund.i Misael B dem
lt Pedro Ratea B dem
17 Pracliedes ANihiades B dem
id Mafalda Carolina P dem Em a mmenla po.
lg Svc iu S^ns n.'io B dem dem
ao Alfredo Themistorles P dem dem
al Amelia Bu-diiniana h dem dem
aa J ruina Barboza B dem dem
/S Alfredo Egino B dem dem
a4 Arobiozio Go'gonio P dem dem
a5 Anastacia Lucia P dem dem
26 Eit,evo \1 ninho B dem dem
27 Qjirino de L-m P Maria Joaquina da Conceiclo ' dem
atf Guilherme Joi P Paulina Maria da Conceico dem
29 Pedio Amer'co P Claudiana Aniceta dos Sanio dem
3o Erancbili.ii da Exallacio P Theodora Maria dem
31 Maria Francisca de Jezus P Anioni 1 Maria Rosalinda de Jezns dem
3a Mara da Nalividade . B Clara Theodora da Eonceca dem
33 Adolfo dos Santos B Joaquim de-S'iita Anna dem
34 Eiiiieni'i dos Impossiveis B Marcelina Francisca do Livramento dem
35 Andr Adelino P Aona Joaquina Pesoa dem
36 Antonio da EncarnaqSo B Margarida Maria de Jezm dem'
57 M rimbo Nolasco P Antonio Eel r da Hora Ideas
38 Tiajano da Silva P Maria do Rozario dem
39 Venancia das Oorea P Rufina PessoaCezar dem
4o Joio Principe P Maria Januaria dem
1 Justino Calistrato Preto Maria Anglica dem
4a Florencia Roza P Herculana Senhorinha do Nascimenta dem
43 Sofa Maria da Conceiclo B Senhorinha das Virgens Thereaa dem
44 Victorino Tobias de Mello P. Maria Pedro dem
45 Manoel Leopoldo P Feliciana Francisca das Chagae dem
46 Hilara Clemeniiua P Marmlia do Espirito Santo Deaamamentadoa.
4 J.ajuim Paulo P Serapiio Pires dem
>


..'-...
14
Nomes.
ir
48 Tbereaa de-Jesus
4g Jtela tjbaldina
50 Antonio Sypriano
51 Gaua r do Nasci ment
5a Silveria dos Praseres
53 Isabel Fortunata
54 Creada Candida
55 Luza da Natividade
56 Del (i na da Exaltacao
57 Josefa do Espirto Santo
58 Manoel Mara
5u Faustino do Reg
60 Theodoro de Jezus
61 Victorina Maria
62 M.iuricia dos Passos
63 Matheus d'Almei.la
64 Antonio das Dores
65 Paulina do Roza rio
66 Joaquim Silverio
67 Bernardina d'Assaaipco,
6 Emilia do Carino
69 Jlo Cacio
jo Maria da Trindade
71 Joaquina da Peuha
72 Fernandioa da Purificaba.
ji Agoatinha da.Fonceca
jA Severiria Candida
75 Ignacio-dd Sacramenlo
76 Egidid Fetrera
77 Anna Valfiida
78 Manoel Alberto
7g Antonio Serfico
80 Manoel Mathias.
81 Carlos da PaixSo
8a Boa-ventura das Mercea
- 83 Elias Melquades
84 Boa-ventura da Encarnaco
85 Felippe Constantino
86 Barbara da Conceicio
87 Maria Thereza
88 Raimunda Nonata
89 Justina Ponciana
po Justina Januaria
9r Ignez Ferieira dos Santos
9a Idelino Adolfo
93 Idelfonso d'Aguiar
94 Maria Joaquina da Costa
95 Auna Leopoldina
96 Crispina dasChagas
q7 Joanria Aastacia
Jj8 Josefa da Ti i,ndade
'99 Paula das Virgens
100 Luduvina Martha
101 Sinfrooia Margarida
102 Antonio Crispifn
io3 Alexadriru Matildes
\c4 Bendicto Hamos
Qualul.
A quem enlreguess*
P Francisca Clemencia
P Rosa' Maria do Livi amento
P Maris Joaquina da Lima
P Ignacia Maria
B LourerM. Maria d) Conceicio
P Calharina de Sena
P Joaquina de S^nta Anna
B >. Francisca Bebiana
B I), la
P Joaquina Mafia do Espirito Santo
P Bonifacia Maria
Preto Anna do Reg
P Clara Mara de Jezus
B Carlota Maria
P Anna Joaquina Peoa
B Rita Maria Barbora
P Rila Mana das Dore*
P Marcelina do Hozario
B Joaquina Maria do Carrao.
B Maria Joaquina do Espirito Santo.
R Joaquina de Santa Anna
P Mana Joaquina da Conteic.Su
P Mana Joze do Espirito Santo
B Rita Piicacia
B Benta Joaquina da Penba
P Joan na Bap lista de Jess
B Joaquina
P Maria da Sacramento
P Damingas Maria da Conceicio
B Maria Joze do Espirito Santo
P Rosa Maria th Conceicio
B Fehppa Engracia INogueira
Preto Anna Valentina
P Joaquina Mana de Barros
P Maria d'Annunciav**
P Ignez Pe petua
P Maiia dosPrafere
B Joanna Maria do Livrawehto
P Ignacia Maria
B Artn Valentina
P IzAtol Luisa
P Manoel Cavalcanti
P Joaquina Matia de .Burros.
P Julo Ferreira dtfs Santos
B Joaquina
B Rita Maria Baboza
B Isabel Bandeira e Mello
B Maria Joe do Espcrito Santo
B Francisco das Cfeagas
. P Salvador Herrrique de Albttquerque
B J080 Joaqun da Cunta
P Joto Francisco de Oli veira
P Des. Martiniano da Mocha Bastos
P Antonio Martins Ribeir
P Feliciana Maria do Carino
P Delfina Rosa do Amor Divino
P Joanna Vericima
Obser vacos.
UeMinamenlado.
dem
dem
Idni#
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem
dem,
dem
dem
Com mais.de 7 annos.
dem
dem
dem,
dem
dem
dem*
dem
dem
Idttfi
dem
dem
dem
' dem
dem.
dem
dem
dem
dem
Por termo.
dem
dem
dem
dem
dem
dem.
dem,
_


Nomes.
,o; Jacob Romano
106 Jorge 4e Jetas
107 Leandro Deodito
108 Pedro Noleaeo
109 Sancho Martina*
lio Jlo Baplista
Hl Antonio Ribeiro
112 Luia,Gonra(?a
lij Bonifacio Torrea
114 Pedro Baptisla
115 Spiridio Munit
116 Io Dcocliciano
117 Claudina Maria
118 Jeaona Merenciena
119 Esmeria Selirinda
lao Mara Alejandrina
1^1 Alejandrina Pere*
laa Roa do Patro-inio
la3 Joanna Rosalinda
la-i Romana Benedicta
1S5 Joanna Baptisla
lat Joanna Prisca
la7 Therest Aureana
la8 Joanna Amalia
la9 Lucia Luduvina
i3o Mai Iba de Jau*
Qualid.
15
A quem entregues.
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Ji
Salla das Seasdea d'Administraci
Leonarda Roza
Amia Fotnciscad'Aranje Uw
Antonio Rodrigue Samico \
Francisco Luis Maciel Vianna
Tbej-eza Perpetua de Jess
Manoel do Nascimento da Costa
Antonio Joaquina do Sacramento
Vicente Perreira d'Araujo
Jos Joaquim Pinheiro
Joze Justino de Sauza
Francisca Joaquina
lgnacia Maria do Nascimento
Anglica Felicia
Candida Roza
Jpze Mara da Cruz
JozeTavares de Soura
Jos Antonio d Reg
Antonio Fernandes Velozo
Mana Francisca Tavares
Maria Laura d'Araujo Gondim
Reverendo Jlo Baptista d'Araujo
Jeronim Theresa de Jezna
Francisco Manoel da Cuuha Medeiros
Joze Maria da Crus
Antonio Roberto da Sitoa
.Manoel Francisco Du.raens
dos Estabelecimentos de Caridade 31 de
Observcoes.
Por termo,
dem
IdeaP
dem
dem
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Jdep
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Pnf Finyjf>mnl Dezembro de l84a.
O Escripturario
Francisco Antonio Cavalcauti Cousseiro.
'


9
16
N. 5.
Recapitulaco dos Enfermos e Expostos, que existiao no \. de
Janeiro do corrente anno, e dos que entrarao, salar?, morre*
rao, e existem; conforme os Mappas N.01 6 a 8.
1 Hospital de Garidade. i i 1 1 Entrarao. Sahirao. Morrero S *- .3 'vi
Sexo Mascolino 22 | i4i 9 1 4? 1 27
Sexo Feminino 3| 74 1 45 | ii \ 10
Total. a5 | 2l5 | J4 | 69 | 37
Hospital dos Lazaros. ri! 1 X 1 EntrarSo. . I 1 I! s s s
Sexo Mascolino til 5 1 0 ,1 18
Sexo Feminino 1 4 1 >| *H 91 11
Total. | 28 i 1 0| 10 | 29
Gaza dos Expostos. ' lS --H Es] Entrarao. Sahirao. Morrero S
Sexo Moscou no 53 36| 4 1 81 54
Sexo Feminino 1 "7 35 .2 | 24 76
Total. | 120 1 7' 1 6 ( 55 1 I3
Salla das SessSes de Admiaistraco dos Estabelecimentos de Garidade 3i de
Dezembro de 1842.
O Escripurario
Franciico Antonio Cavalcanti Cousseir.
<-


17
L
N. 6\
ni A PP A dos Enfermos que existi&o. entrabo, *ahir$o, marre-
%o, e existem no H. de Caridade do. 1. o de Janeiro a 31 de
Dezembro de 1842.
r-
Aetes.
Sexo Masculino. | Sexo Feminfno.
I es c o >m o !
O
Janeiro
1 ia 1 3 1 1 i i| i-g
3 I | j? la ia la Im 1-^ laa !
l^fTTTj 4 1 fcf?7l_?l 3' lCl
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Junho
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Somma.
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Salta da, Se** a'Administrad doa E*b*c..t de Caridades, de
Deiembro de .84*.
O Escripturaro
Francisca Antonio Caralcanti Cousteira.




.




I
MAPPA dos Enfermos, que existio, entraro, sahiro, morrerao,
e existem no H. de N. Senhora da Concecao des Lazaros desde
o 1. de Janeiro t 31 de Dezembro de 1842. .

w Sexo Mascolino. f Sexo Feminino.
Metes. la 1 '? 1 ** a ~ fe '2 > v .2 I 3 fe -2 Ed | J 1 i I S 1 Cd 1 | O ICB o .*2 S Cd W c i -fe .2 3 3 W
Janeiro | 4 | _0 | 0 14 | 14 14 | 1 | 0 | 0 | i5
Fevereiro | i4 | 6 | 0 | 0 | t4 i5| 0| 0 | ,5
Marco i4 1 1 1 0 | i4 | i5 | 0 | 0 | i | ,4
Abril i4 I 0| 0 | 0 | 14 i i4 1 i 1' o | i | 14
Maio Junho i4 | 3| 0 | i | 16 14 1 o o j 2 | l2
16 | 0 j 0 | 0 | 16 | 12 1 0 | 0 | 0 | 12
Julho | 16 |. i | 0| 0| i7 12 | I J l | 12
Agosto 1 17 I 1 1 0 | 0 | 1 13 | I | 0 | .2 ||
Setembro 18 | 0 | 0 0 18 II |' | 0 | 0 | 12
Outubro 18 0 0 0 18 12 | i | 0 | 0 i3
Novembro | 18 | 0 | 0 0 | 18 i3 0 | 0 | 0 | i3
Dezembro 1 5 omina | 18 | 0 | 0 | 0 | 18 | i3 | 0 | | 2 | ti
0 | 5 | 0 i 0 j 0 | 6 | | 9 | 0
Salla das SessSes d'Administracao dos Estabelecimentos deCaridade 3i de
Dezembro de 1842.
0 Escriplurario
Francisco Antonio Gavnlcanti Cousseiro.


-..


/* N. .8
3f APPA dos Expostos queexistio, enlrarao, sahiro, morrerSo, c
existem na caza dos mesmos e fora della desde o de Ja-
neiro t 31 de Dezembro de 1842.

I Sexo Alascolino. Sexo Feminino.
Mezes. ll i i -! 1 t 1 o u, ce o '2 S i S 1 t 1 2 i '2 i -> o .2 i X i c t 1 t 1 5 1 1 1 S 1 3 1 I 1 3 l \ l
Janeiro 53 i 0 a | 5a 67 | 3 I 0 | | 69
l'evereiro | 52 ! 2| 0 4|501 69 | 1 1 0 | 117o
31arco | 50 1 i 1 0| 5 |46 7O | 0 1 0 1 1 69
Abril 46 5| 0 1 4 1 47 1 69 | 2 1 1 1 1 1 69
aio 47 1 5| 0 j i 5i | 69 | 5 ! 0| 074
Junho DI 4! 0 4 5i | 74 | 2 0| 076
Julho I 5i | 61 I 1 a 1 54 | 66 1 5 0 4|77
A posto 54| 31 0 | 3 54| 57 | 77 1 4 0 2 79
Setembro 54, 5? i 4! 0 | i 70 5 0| 5 79.
(hit obro o 0 | 4 53 | 79 1 2 1 I 4 | 76
Novembro 53 | >l 0 | i 54! 76 2 o| 4 74
Dezembro 54 1 3 3 ( 0 54 | 74! 3' o.j 1 76
Somma. 0 | 36 4! 3i l 0 I 35 2 | 24 | 0
Salla das SessSes d'Administracao dos Estabelecimcntos de Gardade3ide
Dezembro de 1842.
O Escripturario
Francisco Antonio Cavalcpnti Cousseiro.

.*.


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