Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04885


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Full Text
Anno de 1843.
Quinta Feira 9
Tudo agora depende Je no meimoa | da n(., prudencia oderc3o, t energa : con-
ruerno como principiamos a ,eremo. apuntados con, admira-o entre as Nac,e maie
ollae, _____________ ( Proclareaco di AasemMr'a Geral do BliUL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna Paralaba e Rio grande do Norte egunda e amas feiraa.
Bonito e Garanhuna a 10 e 4
Cabo Serinbiem, Ri.. Formo.o Porto Cairo Macelo, eAlagoa. no 1. 11 J4
Boa-ii e Florea a 28. Santo Ant. quinta feiraa Olinda iodos o dial
I)IASI)A,NEWANA.
de Corista
6
Seg. A
f Seg. A c^a;s de C.hrislo Aud. do J. de D. da 3, t.
7 Tere. i. Romualdo Al". Aud. do J. de D. da 1 -.
8 Quart. *. J^o da Mt Pund.dor Aud. do J. de D. da
9 Uuiot. Appol'onia V. M. Aul. do J. de D. da t. r.
40 Se'. J- Etcnlaslica V. Aud do J. de I), da 1 -.
11 Sab. i. Lwro B Re. Aud. do J de 1) da 3. T#
\K Non. da septuagsima a Eulalia V. M.
3. T.
de'Feverero Anno XIX. _V. 32-
O Diario pubea-aa lodoso diasque nAo forem Santificado : o preeo da asignatura be
de tres mil rei por qaartel pagos adiantadol. O annuncio do aaaignanle lio inserido
f grli,e o do que o nao forem a raio de SOrei porlinha. A reclamaces dereto ser diri.
gida acata Tjrp., ra da Cruie N Ja.im i nraea da Independencia loja de litro N. 6 8,
ciamos.No dia 8 de Eerereiro.
Cambio sobre Londre J7 I(l a .7 \ Nom. Ooao-Moeda da 6,100 V.
Pari 350 rei por franco.
Liaba 100 por 100 de premio.
N.
da 4,000
P_aT_-Patacciee
a Peto Columnaree
n dito Mexicano
compr
15.3J0
15,(00
8,500
1,800
1,800
1,800
renda,
16,500
15,300
8,700
1,820
1,820
1,820
Moada de cobre 2 a 3 por 100 de de cont.
Idea de letra de boa firmas 1 { \ g ao met.
PHA.ES A LA 1NO MEZ DE FEVEREIRO:
Loa No'i i I i, i 5 bora a 50 m. da tsrd. I
Quart. crc. i 7, a 2 horas e 13 m.da tarJ.| Quart. miug. 21 8 borata 27 da m.
Preamar de hoje
1. a 0 horas a 30 ai. da manhia. | 2. a 0 hora e 54 m. da larde.
PARTE OFFICIAL.
Croverno da Provincia.
F.XPED1ENTE DO DIA 31 DO l'ASSADO.
Ofllcio Ao inspector da tliesouraria da fa-
senda ordenando ein consequencia de repre-
sentacao do commandantedas armas, que man-
de procedo/a nova avaliaco para as etapes e
forragens da tropa de primeira linha no presen-
te semestre.
Ditos Ao mesmo e ao rommandante das
armas, communicando ter S. M. o Imperador
concedido licenca ao ma.jor reformado de pri-
meira linha, Manoel Machado da Silva Santia-
go para ir residir na provincia do Para.
Dito Ao agente da companhia das barcas
de vapor significando, que lindas as 48 horas
do estilo, pode fazerseguir para os portos do
norte o vapor l'araense chegado hontem (30)
dos do sul : eque desuas ordens ao respectivo
commandante para recebera seu bordo, ctrans-
portar ao Maranho o alferes Jos Joaquim de
Figueiredo.
Dito Ao commandante das armas deter-
minando emeumprimento de orden, imperial,
que mande dar baixa ao soldado do terceiro ba-
talho de artilharia a p Joaquim Jos Bar-
reto.
Dito Ao commandante geral do corpo de
polica ordenando em consequencia de requi-
sicao do engenheiro em chele das obras publicas,
que laca postar urna patrulha do corpo do seu
caminando composta de duas pracas, em o
lugar, em que se est constru ndo aponte sus-
pensa doCaxang afim de evitar qualquer dis-
turbio, que apparecer possa entre os trabalha-
dores ali empregados. Gommunicou-se ao
engenheiro em chefe das obras publicas.
Portara Ao inspector do arsenal de mari-
nha, determinando em observancia de ordem
imperial, que demitta o individuo, que no mes-
mo arsenal serve de apontador, e proponha
pessoa capaz para o substituir.
Dita Momeando o hacha re Francisco Xa-
vier Paes Barreto segundo supplente dojuiz mu-
nicipal do termo de Goianna.
DitaNomeando ao capitao de primeira li-
nha Joao Francisco do Bego Barreto ajudante do
director do arsenal de guerra com os. vencimen-
tos que lhe competirem. Parlicipou-se ao
commandante das armas ao inspector da Hie-
das provinciaes, approvando o contracto feito
por aquella thesouraria com Manoel Pacheco di
Queiroga para o fornecimonto das madeiras
precisas a obra da ponte suspensa do Cnxang ,
sob ascondiccocsj approvadas com o abati-
mento de 1 por /0 sobre o valor oreado; e deter-
minando, que ponha novamente em arremat-
tacaoo fornecimentode tijolo ecal para a re-
ferida obra, visto nao terem apparecido licitan-
tes na primeira arromatacao.
Dito Ao delegado do termo do Bonito ap-
provando a medida, que participa haver toma-
do deremettcrparaaeadeia da villa de Santo
Antao os presos de justica existentes na da sua
comarca em consequencia do arrombamento,
que os mcsmosfizeroem a segunda das referi-
das cadeas : e dsendo caso ache esta cadea
susceptiveldc concert mande proceder ao ne-
(cssarioorcamento, com declaraco dos precos,
porque ali se compro os materiaes, e renic!-
ta-o presidencia afim de deliberar comojul-
gar conveniente.
Portaras Nomeando a Laurentino Antonio
Pereira de Carvalho secundo supplente e .loan
NepomucenoPaes de Lira terceiro supplente do
juiz municipal de Santo Antao.
Olicio Do secretario da provincia i cma-
ra municipal d'esta cidade, remetiendo appro-
vada pelo Exm. Sr. Presidente a planta do
bairro de Santo Antonio.
Dito Do mesmo ,'i Jos Joaquim Bizerra de
Mello acensando recebido o seu ofilcio datado
em 23 de Janeiro ultimo, no qual participava
ter entregado a delegatura daquelle termo I Bo-
nito ) ao delegado Herculano Goncalves da Bo-
cha e achar-se em socego a respectiva co-
marca.
Dito Do mesmo ao delegado ejuz munici-
pal do termo do Bonito acensando recepcao
doofiicio, em que partecipa achar-se no exer-
cicio do seu emprego.
Dito Do mesmo ao director interino do ar-
senal de guerra aecusando recebido o seu ofll-
cio de 30 de Janeiro ultimo acompanhado do
mappa exigido daquella directora por portaras
de 29 de novembro e 19 de dezembro do an-
no p. p.
dem do da 3.
souraria da fasenda e ao director interino do
arsenal de guerra.
Odete Do secretario da provincia ao ins-
pector da thesouraria da fazenda communi-
cando achar-se licenciado por 3 meses com ven-
cimento do respectivo ordenarlo mo e ser
pago na corte pelo tribunal do thesouro publico
nacional o juiz dedireito da primeira vara do
crime desta comarca, Joaquim Nunes Machado.
DitosDo mesmo ao Exm. c Bm. bispo dio-
cesano ao commandante das armas aos ins-
pectores das thesourarias, ao presidente inte-
rino da relaco e ao director do curso jurdico ,
remetiendo exemplares da falla do throno na a-
bertura da assembla geral legislativa no dia 1.
leste mez ( Janeiro).
1I>EM DO DIA 1. DO CORRENTE.
Ofilcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda remettendo copia do aviso da secreta-
d-ida justica de 10 de Janeiro ultimo, que ap-
prova a tabella da despesa redusida que se de-
ve fa/er com aguarda nacional desta provincia
no corrente anno financeiro e que por copia se
Hie enviou com ofllcio de 15 dedezembrodo an-
io prximo passado: e ordenando, que em cum-
plimento do mesmo aviso e regulando-se pela
N'diicco, indicada na citada tabella mande
satisfaser os sidos dos cornetas e as gratifi-
caedes dos instructores dos corpos da dita guar-
da nacional.
Dito Ao chefe de polica interino remet-
iendo copias dos ofilcios e mais documentos,
do ex-delegado supplente da comarca do Bio
Fnrmoso bacharel Pedro Gaudiano de Btese
slva assimcomoos do ex-subdelegado de Se-
"inhaem Gaspar Uchoa Cavalcanti de Albu-
'l'icrque, de n. 1 9 ; os quaes discm respei-
'" lo ultimo acontecimento do engenho Gini-
l'11!"; afim de que vista dilles, e dos que l-
I "i em seu poder haja de procetier como de
I dircito, for contra o mencionado ex-delegado, e
' ""ais authoridades policiaes, que lhe parece-
[ 'em complicadas em o referido acontecimento.
Dito Aoinenectnr r\n tiicsouiaria das ren-
OfilcoAo Exm. e Bm. director do lyco
=Attendendoao que V. Ex. B.ma acaba de re-
presentar sobre a demora necessaria na abertu-
ra das aulas do lyco tenhoresol\ido que os
trabalhos do mesmocomecem lo do corrente ,
devendo V. Ex. B.n,a dirigir o curso de prepa-
ratorios segundo as providencias e alteraces
mencionadas na portara do 1. do corrente,
que vai inclusa por copia, assignada pelo ofil-
cial-maior da secretaria. Envo igualmente
V. Ex. R."" copia da portara, pei ijualo pio-
fessor daextincta cadeira d'eloquencia nacional
foi removido para a da lingoa patria. Fica sus-
penso o exercicio dascadeiras de historia natu-
ral c de seiencias phsicas emquanto est
somente organisado o curso de preparatarios ,
ou de instruccao elementar que estas cadei-
ras nao pertencem at que se possa completa-
mente organisar o curso de seiencias industri-
aes, de que ellas fazcm parte.
Portara O Presidente da provincia em
consequencia de achar-se exlincta a cadeira de
oloquencia nacional estabelecida no liceo re-
move o frofessor d"esta cadeira para a de lin-
goa nacional novamente creada com os mes-
mos voncimentos que lhe competio.
Ofllcio Aocommandantc da escuna Lebre. ,
significando, que deve fazer recolher a enfer-
mara demarinha comas precisas cautellas ,
o ex-encarregado Jo Luiz da Silva que par-
tecipa estar doente, eacha-se preso para res-
ponder consclho.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha ,
determinando, queremettaas requisicoes para
a mastreacio apparelhos etc. do brigue Olin-
da afim de se as mandar satisfazer; c que in-
forme com urgencia acerca da remessa dos tan-
ques de ferro que se destino ao arsenal de
marinha da provincia da|Bahia.
Dito Aoinspectorda thesouraria da fasen-
da dizendo que expega suas ordens, para
quecesse a consigncao de 308000 res men-
saes, que tiesta provincia havia dcixado a sua
familia o tenenteJoao Chrisostomo Fcrreira dos
Santos, queassimo requereo ao Exm. Presi-
dente do Bio Grande do Sul.Participou-se ao
commandante das armas.
Portara Ao commandante do brigue escu-
ordem do commandante das armas os 28 solda-
dadosde primeira linha, que trouxe da corle.
Gommunicou-se ao commandante das armas,
ordenando-se-lhe, quefizesseaddir ao segundo
lialalho de artilharia os mencionados solda-
dos e remettesse para o hospital os que se a-
ihassem doentes de bexigas.
OfilcioAo engenheiro em chefe das obras
publicas significando que a Presidencia nao
ordenou a demolico do banheiro de pedra e
cal, sito na beira do arrombo no lugar de Santa
Thereza e reclamado por I). Constancia Maria
Falcaodo Bego ; e que o dircito de indemnsa-
cao da parte pelas rendas provinciaes se acha
garantido pela le provincial n. 9.
PortaraAo inspector do arsenal de marinha,
ordenando, que mande iornecer raedes para :io
reinitas do exercito, edouspara o corpo tleim-
periaes marinheiros que venida Parahibaconi
destino corle ; e que faca eonta separada des-
la despesa para ser carregada aquella Pro-
vincia.
DitaAo mesmo, determinando, queman-
de examinar o estado do brigue escuna Leopol-
dina informe do seu resultado ; e remeta lo-
go o orcamento dos concertos requisitados pelo
respectivo commandante. Commiinicoii-se ao
commandante do brigue escuna Leopoldina.
Ofllcio Do secretario da provincia ao ins-
pector da thesouraria da fasenda participando
ter sido approvada por S. M. o Imperador a
nomeacao, que fez a Presidencia em 23 de se-
fembro delS35 de Jos lavares deSouza para
guarda da alfandega.
Dito Do mesmo ao inspector do arsenal de
marinha communicando que o Exm. Snr.
Pregidente conforma ndo-se com a sua propos-
ta nomeoii Joaquini Clemente de Lemos
para o lugar de apontador daquelle arsenal c
ordena que lhe mande dar exercicio logo
que apresentar o competente titulo.
DitoDo mesmo ao presidente interino da
relaco, scientilicando-o de haver sido aposen-
tado com metade do respectivo veneimento o
desembargador da mesma relaco Henrique
Velloso de Olivcira segundo o aviso por co-
pia incluso.
Arsenal de Guerra.
EXPEHIEXTE no DIA 17 ItE JA\'i;IUO.
que nao progredimos e fazem um quadro In-
felizmente milito exacto da corrupeo da de-
soiganisaco poltica e social. Finalmente, um
jornal conservador, a Presee prova com
sinceridade que nao se completa o progresso o
empraza o poder a tomar a iniciativa do niovi-
inenlo social. A a inesina lingoagem.
E' pois um tacto incontestavel que o poder
veta orea; milhares de vistas constantemente
litadas sobre elle concordan sobre esle ponto.
Mas eis-nqui onde est a IllusaO da ptica: todos
esses miisiilinaiios polticos coiifinuaniente rol-
lados para a meca governamental que estudo
com tanta miudetaas mais leves osciliaetes,
deix3o-se absolver por esta contempIacBo ns-
tica enao volveni osolhospara a sociedade do
que O poder apenas una expressao. Tal tpial
boje existe o poder nao pd e deixar de seguir
todos os mo\ menlos da sociedade. Nao o
poder que arrasta a sociedade a sociedado
que arrastra o poder.
Sim,.o moviniento retrogrado est tanto na
sociedade como no poder. O movimento retro-
grado depende de causas profundas que a im-
prensa devera por limestudar. Limitando-se a
assignalar os retrocessos do poder Ilude a im-
prensa a opinio publica sobre as verdadeiras
causas da situaeo actual. Todas as pennas dia-
rias teimo em oceupar-se de minuciosidades
administrativas de subtilezas polticas mota-
physicas entre tanto que conviria buscar em
melhores combinaedes sociaes meios elllcazcs do
progresso e de prosperidade.
Ora, oqueacomtece? O publico fatigado d
todas essas discussoes esteris lanca-sede novo
no scepticismo. A indiflerenca pelo bem ge-
gral, o desanimo e o egoismo apoderao-se dos
coraves mais generosos. Busca-se tomar urna
posico n'um meio social anrquico onde to-
da a actividade, toda a paixo est falseada.
N'esta sociedade aoavesso da natureza tudo est
entregue ao acaso; a industria urna balalha
na mpol'J.ipn-
deierminando que entregue
Ofilcio Ao presidente, signifando-lhe que,
d'acordo com a disposico do seu ofllcio de 12
do andante, a cerca do zabumba e caixa de
rufo para o Gear havia mandado fazer taes
objeetos as offlcinas do arsenal.
Dito Ao mesmo Exm. sr., participando-lhe,
ter sido arrematada a factura dos 230 bonets
desuna, da encommencia do Exm. presidente
do Gear, por Thomaz Felippe da Silva, a preco
de IjyJGOrs. cada hum, dando elle todos os ma-
teriaes ; sendo esta arremalacao menor em preco
de 400 rs. por bonet de qualquer at esta data
(bita.
Dito Ao mesmo Exm. sr. communican-
do-lhca arrematacao feita por Jos Fclis Mari-
nho da factura das roupas da encomnienda do
Exm. presidente do Ceara ; eponderando-lhe a
cerca do mais cotheudo no seu ofilcio de 7 do
corrente.
Portara Mandando despedir do servico do
arsenal o mestre da 4.a oflcina Francisco Xa-
vier das Nevcs, por morzo no desempenho dos
scusdeveres c entregando a direcejio dos tra-
balhos da mesma oflicina interinamente ao cabo
d'artifices Athanazio Martins.
Dita Nomeando Manoel Jos Pereira Bray-
ner encarregado d'adiantara escripturacao do
arsenal, para fa-er a escripturacao da compa-
nhia dos aprendizes menores no impedimento
do escripturario Thomaz Antonio Maciel Mon-
teiro que della hera encarregado.__________
EXTERIOR.
FANGA.
A IMPRKNSA E O PROORESSO.
Por toda a parte gritiio osjornaes da opposi-
coqueo poder vai n'uma marcha retrograda.
Gada dia riles assignalo com amargor urna vol-
ta para o passado. E' um concert de gemidos
e de tamurias, no meio do qual a voz do .S7-
cle evoca lastimosamente as sombras dos
comhatciili^ de julho para fa/-ias dizer ao po-
der: Sois nflela vossa origeni. Os orgos do
permanente ; a insolidariedade dos interesses
estao seu auge; os relances sao do mais vc-
Ihaco, do mais intrigante, tudo est fracio-
nado desmoronado, pulverisado. A familia
o uroico grupo que subsiste ; mas all o in-
ttresse domestico aciuartelando-se como n'uma
fortalesa poe-se em hita com tndo quanto nao
elle ; e se alguma chegaa levantar o veo quan-
tas penas, eatquantos crinies Finalmente,
o poder laborando sobre o todo toma o sou pon-
to de apoio na corrupcao e no egoismo nao pu-
dendo toma-Io na honestidade e dedicacao.
N'uma situaeo scmelhante a sociedade pa-
dece; ella se persuade que foi mais feliz no pas-
sado e quizera voltar a elle. Uns sonhao com
o passado repiibiicano, outros com o passado
monrquico e feudal. Para aquellos dever-se-
hia voltar poca da convenco ; para estes,
ao secute de Luiz 14. Uns nos restituem as for-
mas revolucionarias outros os abusos do ar-
bitrio. Em vez de fazerem esqueccr os males
do passado procurando as condicoes d'um fu-
turo melhor, reconduzcm continuamente a o-
pinio publica para o quadro do passado. O
nosso seculotem urna monomana histrica. Em
que consiste o ensino ? Emdecifrar alfarrabios.
As antigualhas estao mais que nunca na ordem
do dia. is-ahi a obra dos nossos grandes ins-
tituidores litteratos c polticos successores
dos philosophos do secute 18. Ser paraadmi-
rar que urna direceo to falsa tao retrogra-
da, augmente ainda os qucixurnes e pezares da
sociedade ?
Ha meio secute que anaci francesa sclcvan-
tou abrasada de ardor e de esperanca voz dos
seus filsofos ; ella quiz abalincar-sc a melho-
res destinos, arrestando comsigo todos os ou-
tros povos. Hoje desengaada despida de il-
lusos nao podendo descortinar o futuro, que
lhe ombaco os nevoeiros de urna poltica intr-
pecida a nacSo franceza torna a entrar triste-
mente no carril.
A imprensa longe de lhe estonder a mao a-
jui'a-a a entranhar-se por elle mais profunda-
m -nte. A imprensa repetindo-lhe de continuo
o'io poder causa de todo o mal, nao fat
aais do que augmentar a tristesa e a indifTe-
nca publica. Qual seria com efTeito a conse-
ipoencia lgica desta indica^o ? Seria fazeruma
nova revoluvo. Mas nao est a decepeo de
1830 ? Que resultarla do novo poder revolu-
cionario .' Salteria elle melhor do que o poder
actual o que he misterAfazer para organisar a
paftjdo ie:rui>(>!st;'. 'ueixo-r.c da sua p"rtc de iocicdoc! AU sena semprecoinefardc novo.


I

A naco bcm o comprehende e prefere dei-
xar-se ir orea.
Para repor a Franca c a humanidade as
vas do futuro, mister invocar o principio da
associaco. Vivemos no meio de formas soci-
aes meio quebradas pelo machado das rcvolu-
ccs e que nao fazem seno augmentar a de-
sordem. Para impedir que estes restos nao ten-
dio a soldar-se de novo, mister lancar as
bazes intcllectuaes do novo edilicio social. Tal
deve ser a obra da imprensa se nao quizer
queo poder e asociedade andem s arrecias.
E tempo de se regenerar a imprensa por ideas
orgnicas. Quando a opiniao publica em Fran-
ca tiver consciencia da transformacao pacifica a
que sao chamadas as sociedades humanas a
confianya no futuro produzir a seguranca no
presente. Ento os espiritos se oceupar um
pouco menos do que foi um pouco mais do
que deve ser. Estas ideas tero a sua appari-
co na tribuna onde adquiriro um poder no-
vo. Nao se tardar a entrar na pratica e dis-
sipar-se-ho todos os receios de regresso.
( Phalange.)
PERNAMBUCO.
CORRESPONDENCIA DA SENTINELLA.
O COMMUNICADO lu IIRASIL H O SU.
BAHO DA BOA-VISTA.
Em vista da franqueza c seguridade com que
se enunciou o autor do communicado inserto
no Brazil de 20 do corrente n. 347 a res-
peito do Sr. Baro da Boa-vista Presidente
da provincia de Pernambuco ; em vista das
gravissimas aecusacoes que de um modo tao
categrico se fazem ao nobre Barao n'esse
communicado certo ningucm haver que
deixe de encarar o governo actual como alta-
mente responsavel ante o paiz pela conserva-
cao d'aquelle delegado !... E com elTeito se
(ora possivcl acreditar-sc se houvcsse mesmo
urna sombra de verdade em quanto n'esse ar-
tigo com tanta franqueza se assevera o
Sr. Barao da Boa-vista seria incontestavelmente
o peior dos presidentes que o imperio tem con-
tado Mau poltico e pessimoadministrador,
elle ha causado na opiniao do autor do com-
municado a ruina da provincia de Pernam-
buco! Entretanto, e felizmente para o ac-
cusado hoje esses artigos pomposos vestidos
de phrases elegantes mas ns de provas e de
verdade j nao deixam no espirito do leitor
mpressoes desfavoraveis sobre tudo quando
escriptos a respeito de entidades polticas cuja
reputacao baseadaem urna longa serie de fac-
tos honrosos e serviros relevantes nao po-
de ser tisnado por declamacocs vagas e despei-
tosas.
Todava se bcm o Sr. Barao da Boa-vista
nao caroca de nossa defensa porque mais alto
do que ella e anda do que qualquer outra;
allam os seus actos e a sua carreira publica ,
se bem para confundir o autor do communi-
cado e demonstrar-llie a injustica e desleal-
dade de scu proced ment fra bastante ap-
pellar para a opiniao de todos os homens de
bom sonso ; se bem para encher de pejo o
autor do communicado fora aulicicnte apon-
tar-lho a Baha e Maranho as provincias do
frorte em fim onde rele\antissimos e incontes-
taves servicos tem prestado o Sr. Barao da Boa-
vista ; todava, dizemos, impossivel nos
dcixar sein replica aquelle communicado o
qual, francamente o declaramos nos revol-
tou apezar de nao termos com oSr. Baro ou-
tras relarps aloni da sympathi?. OU6 suas ms
neiras polidas o generosas sabem despertar as
pessoas com quem trata e o sentimento de
gratido pulos servicos importantes que a causa
do tlirono e da ordom elle ha praticado n'estcs
ltimos annos; servicosque o autor do commu-
nicado ( com espirito pequenino! ) ora busca
cscurecer.
Os melhoramentos materiaes, que duran-
te a sua presidencia tem emprendido e realisado
o Sr. Barao da Boa-vista ; um ou outro desgra-
vado assassinato que ha apparecido na provincia,
e as eleicoes ultimas sao o cavado de batalha
com que o autor do communicado busca de-
monstrar que inhibil, pactuosa c desperdiga-
da tem sido a administradlo d'aquelle presiden-
te !... Vejamos se tem razo.
Cumpre provar antes que tudo ( diz o
autor do communicado, referindo-se s obras
publicas) a necessidade a conveniencia d'es-
ses melhoramentos e que foram feitosem re-
gra e com a possivcl economa para entao
servirem de monumentos de gloria para o Baro
da Boa-vista Isto o que nunca conseguir ,
continua elle quem quer que seja
Estamos cm verdade maravilhados, e
nao duvidamos assogurar.que o autordo com-
municado se 6 Pornambucano ainda nao
foi a Pernambuco depois que o Sr. Barao da
Boa-vista tomou tonta da presidencia notem
mesmo urna idea do sua provincia! ... ou en-
tao quanto diz o communicado o resultado de
aleum sonho extravagante ou delirio qualifica-
do.Um caes urna alfandega um palacio
e onfr-a? obras idnticas onde oho b sao
melhoramentos, cuja necesidade exija de-
monstraco Sr. Gommunicante ? que outra
demonstradlo pode pretender ou exigir o autor
do communicado alein da falta d'elles? quem
ha ln que, tendo dous dedos de senso com-
mum se atreva a negar a necessidade de me-
lhoramentos semillantes em um paiz civlisado
e commercial ? A fallar a verdade so o autor
do communicado.
Sendo, pois taes mslhoramentosdc reco-
nhecida e incontestavel necessidade, o que
resta ao espirito escrupuloso? Indagar, mas
indagar com criterio e imparcialidade se fo-
ram ou nao realisados com a perfeicao e con-
veniencia pecuniaria possiveis. O autor do
communicado com exemplar franqueza as-
segura ao publico que, as obras eitas em
Pernambuco nem foram observados os pre-
ceitos da arte, nem houve a possivcl economia
no desempenho d'ellas ? ? Se temos de louvar a
maneira franca com que elle nol-o diz nao
nos podemos tambem furtar a necessidade de
culpal-o pelo criminoso silencio que guarda na
exhibidlo dos documentos comprobatorios de
suas asserces ; silencio tanto mais indesculpa-
vel quanto d'elle pende a honra e a dignida-
dc de um distincto servidor do estado Nao se
tendo portanto o autor do communicado
dado ao trabalho de demonstrar com provas ,
como alias fra de seu rigoroso dever as gra-
ves aecusacoes que fez ao Sr. Baro estamos
autorisado a acreditar e mesmo a declarar ao
tanta censura merece ao communicante do do desesperado e por nos sempre reprovado re-
firazil.'.'... Nao podendo pois, descobrir
irregularidade e imporfeieo e ainda menos
desperdicio e inhabilidade n'este ponto con-
tinuaremos a qualifcar de vaga declamadlo a
censura do Ilustre autor do communicado.
E' tambem o palacio do governo para o
autor do communicado mais um fundamento
de inhabilidade e desperdicio do Sr. Baro da
Boa-vista! Em nossa opiniao, e estamos con-
vencido que na de todos os homens imparciaes,
que tiverem Visto esta obra o autor do com-
municado tao feliz n'esta parte de suas aecu-
sacoes como as antecedentes. Para nos o
palacio mais regular c digno de tal nome que
contao imperio as diversas provincias. Col-
locado em urna praca ( e nao em urna ra ou
beco, como alias deixou entender que desejava
fosse o autor do communicado ) e reparado
com gosto e aceio este edificio attrahe as at-
tencoes de todos : o interior est guarnecido e
ornado como deve e indispensavel que esteja
a casa da primeira autoridade de urna provincia
importante e Ilustrada que tem de receber a
todos os momentos os principes e diplomatas
estrangeiros, que viajam pelo imperio : est
em fim preparada de modo a nose envergonhar
o presidente e conseguintemente o nome
brasileiro em qualquer circunstancia. As-
sim por tanto injusta nos parece tambem
esta censura do autor do communicado, que
indubitavelmente sonhou quanto escreveu -
publico que quanto elle escreveu simples- cerca dos melhoramentos materiaes emprehen-
menteojuizo que formou sem precedencia ] didos e com feliz xito effectuados durante
de maduro e imparcial exame ; juizo cuja a administradlo do Sr. Baro da Boa-vista;
publicaco o autor do coinmunicodo nos per-
mitir que lavemos de leviana e indiscreta ,
porque entendemos que a reputadlo alheia nao
deve estar subordinada mordacidad^ e ao ca-
pricho de quem quer que seja. Bellida o au-
tor do communicado a sangue fri n'ostas nos-
sas consideradles ; dispa-se de quaesquer pre-
vencoes que por ventura tenha para com o
Sr. Baro da Boa-vista ; colloque-se mesmo
na posico d'elle e diga-nos se nao temos
nulo; se nao ser doloroso e amargo
ao cidado prestante que pelo bem do paiz,
envida o ultimo de seus esforcos sacrificando
commodose fortuna o observar que duas ou
tres pennadas de um anonvmo buscam no-
doar e ennegrecer seus servicos e suas fadi-
gas !!.... Voltemos porem ao assumpto.
Ainda nao ha muito tempo que tivemos de
fazer urna viagem ao norte do Imperio e ob-
servamos entao com os nossos olhos que o autor
do communicado nao 6 justo quando censura
as obras mandadas fazer pelo Baro da Boa-vis-
ta. O -caes nos pareceu bem construido e su-
bordinado a todas as regras da construeco mo-
derna ; e segundo mesmo a opiniao de al-
guns professionaes que ouvimos elle mui
regular: nos o compararemos, para que aquel-
los dos leitores que o nao tiverem visto possam
fazer una idea ao caes ltimamente construi-
do no arsenal de marinha d'esta corte ; e sobre
todas as vantagens que ao publico rcsultam do
urna obra semclhante accresce o aformosea-
mento que d cidade, tornando este ponto
dola um logar do reunio e recreio. Masad-
mitta-se por um momento que urna irregulari-
dade qualquer se fazia sentir que os preceitos
da symetria por exemplo haviam sido of-
fendidos na collocaco de urna ou outra podra ,
de urna ou outra escada, ou grade em fim ;
nlom de pertcnccrcm estas circrriSauuas
questo de gosto em que nao ha disposicoes
estabelecidas e inviolaveis ainda assimfra
isso por ventura motivo de acerba qucixa con-
tra o presidente ? Quando muito poderia o
autor do communicado censurar o engenheiro ,
e para que a censura fosse cabida demons-
trar-lhe o erro commettido; mas simplesmentc
dizor : aquella construeco irregular e im-
perfeita sem exhibir as provas da irregulari-
dade e impcrfeieo e sem declarar como me-
Ihor e mais conveniente se poderia fazer e ,
o que mais denominar de inhbil, pac-
tuoso e disperdigado o presidente da provincia ,
por faltas que phantasia mas nao demonstra,
ha-de pormittir-nos que em quanto o nao
fizer qualifiquemos de vaga declamaeo a sua
censura.
A alfandega outra inhabilidade, e outro
desperdicio do Sr. Baro da Boa-vista para o
nobre autor do communicado ... Em ver-
dade admiramos a espantosa franqueza com que
o autor do communicado esereve face de um
publico Ilustrado A alfandega de Pernambu-
co na opiniao de todos que a tem visto passa
melhoramentos que cm nosso entender for-
mam a despeito da inveja e de mesquinhas
vingancas, monumentos de gloria para aquelle
prestante cidado cujo nome, jno podendo
deixar de ir posteridade ter de receber
dola o merecido apreco e dcsinteressada gra-
tido por seus valiosos servicos.
O autor do communicado fallou ainda do
passagem a respeito de algumas outras obras ,
que nao quiz tomar o trabadlo de indicar tai-
vez por se presumir j vencedor com o que ha
via dito. Sem duvida loriamos delCr, seo
fizesse commentos iguacs aos que escreveu -
cerca d'aquellas de que Lavemos tratado. Sa-
bemos queelcctiva mente diversas estradas, c
muitos outros melhoramentos no interior da
provincia se tem comecado durante a adminis-
tradlo do Sr. Baro da Boa-vista ; nao tive-
mos occasio de visitar estas obras e por tan-
lo nada poderemos dizer sobre ellas: o que
podemos, porem com verdade assegurar ao
autor do communicado que havendo estado
por duas vezes em Pernambuco e tendo fal-
lado com muitos individuos, e de diversos
credos politicos nao ouvimos a um s censu-
rar a administradlo do Sr. Baro da Boa-
vista O que podemos francamente assegu-
rar ao autor do communicado que o corpo
do commcrcio de Pernambuco os propieta-
rios e em geral todos os que tem que perder
cncaram o actual presidente como um garanto
de ordem e de tranquilidade na provincia! !
Ainda mais podemos assegurar-lhe que, se nao
fora o discernimento e prudencia do Sr. Baro
da Boa-vista, a provincia de Pernambuco bou-
vera tambem sido victima do contagio revolu-
cionario que assolou S. Paulo e Minas e
que seus perversos autores tanto se empenha-
ram por fazer chegar ao norte do imperio !!....
Maso autor do communicado tudo despreza,
de tudo prescinde e fascinado por peque-
ninossentimentos de vinganca continua na
serie de suas desleaes aecusacoes e pretende
tambem que a opiniao publica responsabilisee
crimine o Sr. Baro da Boa-vista pelos assassi-
natos commettidos na provincia !
Triste na realidade a posico do homem
publico Lamentamos e lamentamos de todo
o coracao sempre que tao funestos aconleci-
mento tem logar ; elles deixam ver caramente
o estado de desorganisaco e immoralidade da
sociedade; deixam ver ainda a ineficacia e
fraque/a das nossas leis e a necessidade de
substituil-aspor outras fortes e exequiveis : mas
devem ser acaso taes males altribuidos ao Sr.
Baro da Boa-vista ? nao sabe o autor do com-
municado que esses assassinatos commettidos
na provincia de Pernambuco, se observam
rcproduzidos em todas as provincias do impe-
rio mesmo nado Rio de Janeiro, que est
mais immediata aceio do governo geral ?
ignora por ventura que cm algumas familias
do interior de nossas provincias existem odios e
caprichos inveterados que a ninguem seno
curso do assassinato!!?
E concliie o autor do communicado qualifi-
cando o Sr. Baro da Boa-vista como um dos
presidentes designadores eleiloraes dos quaes
lora nica excepoo honrosa o Sr. Joaquim
Jos PinhcirodeVasconcellos.Tendo de con-
testar este ponto, nao podemos prescindir de
sollicitar tambem a attenco do redactor do
Brasil, que em suas observaees ao com-
municado descohriu n'esta parte do mesmo,
aexplicaco deum facto para ede extraordina-
rio a nao reeleico do Sr. Venancio Henrique
de Bezende !...
A melhor e mais clara prova que, em nossa
opiniao, se pode exhibir para justificar o vr.
Baro da Boa-vista da pecha de presidente de-
signador est no resultado das eleicoes por
aquella provincia. Ah reconhecer comnosco
o leitor imparcial e que tiver conhecimento
decada um dosdeputados eleitos, a liberdade
com que se fizeram as eleicoes e a nenhuma
intervenco e anda menos imposico da par-
te do presidente. Estivemos em Pernambuco
dias depois das eleicoes isto justamente na.
epoca em que para nos servirmos da expres-
so de um Ilustrado e faceto escriptord'aquel-
la provincia, os enforqnilhados mais se podiam
queixar, e a ninguem ouvimos dizer que
forcad'armas se haviam ellas feito. De certo,
se por ventura o Sr. Baro da Boa-vista tives-
se querido lancar mo de scmelhante recurso ,
as eleicoes apresentariam outro resultado.
quem mais habilitado para o fazer do que elle,q'
tinha na provincia sua disposico cerca de duas
mil armas ? e fazendo o scriam eleitos al-
gunscandidatos que se dizem desaflectos ao go-
verno com preferencia a outros seus ami-
gos?!! Responda-nos o autor do communica-
do.Alem de que a provincia de Pernam-
buco nao pertonce ao numero d'aquellas
para onde se remette urna lista de nomesestra-
nhos para se elegerem doputados nem est
mesmo em circumstancias idnticas a oulraspro-
vincias que a rebelliocollocou em una condi-
co verdaderamente a normal. Em Pernam-
buco e absolutamente impossivel que o presiden-
te possa a nao querer lancar mo da forca o
de meios torpes e llegaos, impr urna lista de
deputados aos eleitores : as afieices particula-
pola mais regular do imperio e incontestavel- aos membros d'ellas podem ser attribuidos?
mente assim Excedente local grande
casa de abertura espaoosos armazens, tudo
feito com seguranca arto c decencia for-
mam a alfandega que o autor do communica-
do chama desperdicio e inhabilidade do pre-
sidente actual Nao ha um s viajante que
ohegue a Pernambuco e que visitando os edi-
ficios pblicos nao inclua no numero dosbons ,
e bons em qualquer !cg
!....<. *

res e as influencias locaes prevalecem muito
nesta provincia ; e o resultado das eleicoes nao
pode, nem deve ser encarado pela poltica geral.
E portanto fra de toda a duvida na pre-
senca do que tica dito, que o Sr. Baro da Boa-
Vista nao foi designador (e ninguem a nao
ser o autor do communicado ainda o disse )
e que nao forcou antes deixou em plena liber-
dade a urna eleitoral. Se o Sr. Rezende nao
ontrou no numero dos deputados por Pernam-
buco seguramente nao foi porque o Sr. Ba-
ro da Boa-vista buscasse desvial-o das urnas;
outros motivos sem duvida houvero que igno-
ramos masque, quaesquer que elles fossem ,
o mesmo Sr. Bezende nos o acreditamos os
nao attribue ao Sr. Baro da Boa-Vista.
Nao tem pois muito de que admirar-se
o redactor do Brasil pela nao reeleicao do Sr..
Venancio Henriques de Rezende : e se este fac-
to por elle considerado extraordinario ,
deploramos que tenha deixado passar desaper-
cebidos outros que s poderia qualificar. O
redactor do Brasil deve saber que em polti-
ca os phenomenos sao frenuentes c nos os
estamos observando agora que o resultado-
das eleicoes de algumas provincias vio ebegan-
do a esta corte........
Paremos aqui por hoje e voltndo ao autor
do communicado concluiremos dizendo-lhe
que em quanto nao provara inhabilidade e
desperdicio do Sr. Barao da Boa-\ ista ; cm
quanto nao demonstrar que a construeco das
obrasq'censura poderia tersido feita por preces
meneros do que os realisados, indicando esses
precos e os individuos que se propunham a
cumpril-os e mostrando que qualquer peque-
a falta que houvcsse proveio do presidente
nao de algum dos empregados subalternos
de permittir-nos que duvdemos de suas asser-
ces e que appellidemos de vagas e despeito-
sas as suas censuras. Demais o estado de progres-
sivo engrandecimento e prosperidade da provin-
cia de Pernambuco ; a opiniao de que ah e
om todo o imperio goza o seu digno presidente,
o Sr. Baro da Boa-vista ; os reconhecidos
servicos que elle tem constantemente prestado
ordem e integridade do paiz melhor do que
tudo e completamente respodem ao autor do
communicado.
Em 24 de dezembro de 1842. E. O. O. A.
como, pois, pretendercriminar o Sr. Baro
da Boa-vista ? Busque antes o autor do com-
mudicado a causa de taes e fe i tos na desmora-
lisaco geral do imperio, busque-a antes na
facilidade com que hoje impunemente se ca-
lumnia o se nodoa a reputacao alheia e obser-
vo que na presenca da ineflicacia e fraqueza
das leis existentes o homem de brio o de hon-
m injuriado, Janea wao, para desatlronta ,
e
ha-
Com municado.
O Presidente da Parahiba disse em seu rola-
torio assembla provincial, qw o Miade ir
Galdino de S. lgnez Araujo viva entregue a
cranula oormo de sicarios o ora voz pul) '-
ca/que nao fra estranbo tentativa do seu fcS-


T

sassinito. Para que se conlieca, que o presiden-1
tenIi>fallou sem funJamsnt, publicimis os
,1 ,.,i leitoi junto;, que serven de reip.n'.a
coprb'3.iJn:a q 3 e.seabbiie fez ultimiman-
te appw-33' n) Diirio-nv)} girdinlo-no>
cara em m'lhir ojsuiio sii'isra'.jr-mxsa ou-
tr.)i tpicos qu3nslla pipigueiu ^
III.m,c Ex.1"" Sr. Tula quinto V. Ex.'
pe e-n pira I"18 au aforan 6 notorio e
sabido, q 3 0 Tr.dj GilJino dj Snt.i Ijnjz e
Arauio, m uto antes dis din di elleiclo do an-
uo da 1S-3 co:v>eo:i a toioi os seus freiros e
am203, p astBi a oit os Para 1ue vosscm ao
engenho Mira, rcieberem sedulas feitas a
seu molde pira a presentaren na referida el-
leicao cono de facto qu? assim sueco leo :
sobreojogo le espala 6 verdade que o dito
frade troueera las partes do sutura guarda-cos-
ta de non) Jos Miria e no engenho Mara-
abri um i aula de jogar cjpada onde exer -
citou alguns dos escravos do convento, e forros
de sua confianca : ......................
.................. e do irais que V. Ex.
me pe le acuzo que elle mandou en um dia
de domingo do anuo de 18-1 a<;outar um ho-
niem forro por esclavos do convento e al-
eunsdeseus apaniguados, Picando dito liomein
retalhado todo seu corpo e rosto de chicote
de tanger bestas no engenho cujo horneo)
morador njsta sub delegacia, de nome tiento
Grillo ; e tudo isto sao fados qui aqu dito
frade praticou vista e face de todos, assim co-
mo tamben em quanto aqui estove nunca per-
deo desuacompanhia para viagens e passoios,
um numero de guarda costas, sendo estes escra-
vos do convento e alguns forros, e todos sem-
pre bem armados de bacamartes e espadas, e
assim passava elle urna vida deshonesta e mun-
dana. He o quanto tenho de informar a V. Ex.
a quena Dos tarde como nos k mister. Sub
delegacia do Taip 10 de novembro de 1842.
lllm. e Exm. Sr. Dr. PeJro Rodrigues lvrnan-
des Chaves D. commendador da orden de
Christo e presidente da provincia da Parahiba do
Norte. Jos Luiz Vianna Jnior sub delega-
do do districto do Taip.
III.mo e Ex.moSr. Em cumprimcnto ao of-
ficio de 8 de novembro do anno lindo em que
V. Ex.* exige que esta ornara informe acer-
ca de certos factos da conducta publica do ex
abbade do moslciro de S. Bento desta provincia,
fre Galdino de Santa Ignez e Araujo, ella pas-
sa a dar a V. Ex." as informacoes, que estao ao
seu alean :e limitando-as aos ltimos feitosdo
dito ex abbade pois que a querer esta cmara
acompanba-lo em todos os actos de sua vida pu-
blica, mister Ihe seria urna longa e penoza nar-
raco de factos que milito o desabonao. Exm.
Sr. esse religioso abusando da santidade de
seu instituto nao s entregou-se todo ao mun-
do e poltica se nao tambem foi um dos
maS po:leroso; elementos da anarchie, que hia
abismando esta pr .vincia. Tendo -se de proce-
der eleicao de eleitores em 29 de novembro de
18t0 na freguezia do Taip onde est sito
o engenho Vlara pertoncente ao seu mos-
teiro resolveo elle inutiliza-las, como de facto
innutilizouas, e foi d'esde essa pocha, que tor-
nou-se um corifeo do partido anarchico : en-
tao comeeou elle por desenvolver toda aactivi-
dade de que era capaz, armou-se da podero-
sa arma dos manejos, e da intriga em que mos-
trou sumira habiidade ja solicitando do go-
verno provincial de entao medidas, e providen-
cias extraordinarias, das quaes era Piel executor,
ja insinuaiido-secom algumas pessoasde repre-
sentado mas pouco reflectidas, e ja finalmen-
te derramando cizaeas e terrors entre o povo
ignorante que tanto mais fcilmente as acrc-
ditava quanto via que ellas erao incutidas por
um ministro do altar. Na elleico de vereadores
a que se procedeo nodia 7 de Janeiro de 1841
redibrou aquelle ex abbade todos os seus exfor-
cos, empregou todo o genero de fraudes, vio-
lencias e perseguices, para obter o venc-
inento na questo eleitoral, e nao circunscre-
Tondo estes seos actos aos lugares de sua resi-
dencia o freguezia ; o seo genio turbulento e
desordeiro nada disperdicav, que fosse con-
ducente ao triumpho do partido em que elle
quasi que Pigura de chefe. Conscio das desor-
dens e intrigas, que creara esse religioso, fa-
zia-se accompanhar em suas continuas jornadas
de guardas-costas e sicarios, bem armados ,
parecendo antes un cauteloso agente de poli-
ca do que um ungido do Senhor ; o, segun-
do a fama publica mandava exercitar alguns
escravos do engenho nojogo de differentes ar-
mas para que os tivesse sempre aguerridos.
Sao estas Exm. Sr. as informacoes que por
ora esta cmara se julga habilitada para dar a
V. Ex. as quaes se nao sao bem circunstanci-
adas ao menos sao escripias com toda a fideli-
dade de que ella capaz. Paco da cmara mu-
nicipal da villa do Pillar em sessao ordinaria de
9 de Janeiro de 18*3. llln. a Exm. Sr. Pe-
dro Rodrigues Fernandos Chaves, I). commen-
dader da ordesi de Christo, presidente da pro- j
vincia da Parahiba do Norte. Manos! Salus-
tiano de MeJeiro, pro-presidente Ismiel da
Crin Gouveia Jo>6 Fernandos da Cirvalli) ,
\ntonio FeS, d Caldas Brandao M inosl Vi-
cente Elias Cavalcanti.
Illm. e Exm. Sr. Em curaprimento ao of-
fieio 'le V. Ex.* datado em 8 do corrale me. ,
informo que 6 verdade que o abbade fre
Galdino de Santa Ignez e Araujo tomn par-
te as cleicoes que se li/.orao en 18 W, na fre-
gus'.ia do Taip equs de facto tinha no en-
genho .Vlara escola de jogo de espada, na qual
aproa lio o escravos do convento, e mais pos-
soas forras que de guarda-costas servan ao dito
abbade, principalmente em suas viagens. He o
que pelas indagacoes a que procedi posso infor-
mar por agora a V. Ex.* Dos guarde a V. Ex,
por muitos anuos. Itapu 27 de novembro de
18J.2. lllm. e Exm. Sr. r. Pedro Rodri-
rendo o ?r. Ratos que (casse s6 4 homens ,
Ihe tornei que oriio insuficientes pelo numero
e
nos.
Avisos martimos.
nsolveo entao o Sr. Ratos doxar paiza- ^ ^ q fl sumaca
OusaraSr. Bates contestar esta pura ver- ,. ,. ', n- _...j._*_
Felicidade: annunciado no Diario antecedente.
ilili>9 so noaa o convencerei. t.omi huviu i -i j u *r c
iiauc i",- v Para o Rio com hrevidado o hngueJV. b.
empregar forca contra o promimento do ^. q j annunciado.
Ratos se era elle autl.ondade legal a quem { J ^ do & Q bf ^
a ley tinba incumbido curar que no seu dislnc- ^ .^
to se nao formasse ajuntamonto de homens ar-
mados e nao tinha elle na niinlia presenca
nraticado actos manifestamente contrarios a
Leudes.
lej ? Podona legtimamente oppor-mo a que | No (ia 1Q he Q ,e|-0 dp movcs de jaca,
prendesse homans quo estavo com armas pro- randa chogados do Porto pelo navio Ventura
hib.das? Devana oppor fona sera havor um -/f nd rua ,|a Mooda armazem prximo a
acto que mo authonzasse o emprego del- .liran,| Veja-te o Diario N. 31.
Crea O Sr. Ratos que detesto a calum- JT ,u. Q |(',ilAo d(> (1|1()ir pu t & Com_
a verdade, o que jamis I ho ,(an,lia 110S(M1 iirmaz......Ia rua da Cruz de
la?
nia quo prezo
tenho grangeado odiosidades, e rocriminacoos
muito ostranho as ter elle contra mim
o que
guos Fernandos Chaves. Presidente da provin- sugerido injustamonle.
cia da Parahiba do Norte. Francisco Antonio Mico o quo aconteceo em Scrinhaom mas
Poreira delegado suplente do termo do Pilar.
Extracto do juramento das testimunhas, que
dptsrao no proresso da tentativa do assattina-
to do presidente da provincia da Parahiba
Testimunha o.* Teui ouvido dizer que os
autoresdeste delicio forao Aloxandre Francisco
de Seixas Machado, Amaro Victoriano da Ga-
ma Francisco Antonio Manoel Lobo e fr.
Galdino.
Testimunha -.*Disse tambem por sor pu-
blico que as pessoas que atirrao no Exm. pre-
sidente da provincia forao os sobreditos Thomaz
dos Santos Pocha, Antonio Joaquim do Souza,
Chico Vintn Angelo Jos Botelho a man-
dado de Amaro Victoriano da Gama, pudre
frei Galdino. Conforme o secretario in-
terino Jos Antonio Baptista.
nao altere os fados ora detrimento de outrem.
Manuel Pedro de So usa
7:5558809
Alfandegd.
Rendimento do dia 8..........
Desearregilo hoje9
Patacho --Reslauracno o resto.
Brigue Jane bacalho.
Barca Globo fazendas cha farinha ,
potassa.
Brigue Gleubim frat ferro e carvao.
Brigue Amelia podras.
Brigue Polidora fazendas.

Correspondencia.
Srs. Rodadores. Tendo por urna serie de
factos platicados desdo 1822, que m'alistoi as
bandoiras do exercito do Bra/.il patenteado cu
a minha de conduda sempre lial as erizos
mais arriscadas estando justificado polas pes-
soas que assistirao e estao bem informa as
das tristes occorrencias, que tivorao lugar no
engenho Ginpapo, das quaes fiel descripefio ap-
pareceo no Diario de Pernambuco n. 2i do '10
do mez passado e sobro tudo tendo aquella
tranquilidade do consciencia que a innocen-
cia inspira, bem escuzado seria renovar as ideas
ilo Ilustrado publico sobre tao melanclico as-
sumpto ; mas tendo apparecido no Diario novo
n. 22 de 27 do passado, um commnnicado em
defensa do Sr Pedro Gaudiano de Batos o Sil-
va no qual se avonturou algumas proprosicoes
falsas quo devo por amor da verdade e da
minha reputacao combater e destruir, forco-
so foi tao bem recorrer ao prelo. Tenho por
pouco airozo e antes por muito rcprchensivel
o sistema daquellos que para justificar o seu
proceder, cnsinuo odiosidades, c conipro-
mettimento de outrem por me parecer niui
justo carregar cada um con as consoquencias
das suas acedos livres.
Contraria me parece a opini.io do comniuni-
cado do Diario novo que alterando os factos
constantes cabio no vicio em que injustamente
me aecusou.
Disse o communicado quo s avizoi ao Sr.
Rates do officio do secretario, no Rio Formo-
zo depos do morto Antonio Francisco com
que audacia se affirma isto ? Roccbendo ou ao
anoitecer do dia 6de Janeiro o sobredilo officio,
desse logo ao Sr. Rates que tinha recebido
orden do Governo que 6 solicito em manter
os direitos dos cidadoes para garantir a vida
de Antonio Francisco, c oppor-mo a qualquer
ajuntamonto Ilcito respondeu-me elle pa-
rante o alfares Pimental, no patio do engenho
Ginpapo, na noite de G de Janeiro um dia
antes da morte de Antonio Francisco que a
vida (leste eslava garantida que a diligencia
era legal e que cu Ihe era subordinado. Se
esta he quo he a verdade c o que se passou
perante tostemunhas como affirma, que sou-
be do officio um dia depois em Rio Formozo ?
Justilique-sc o Sr. Rates, ampio he o direito
de defesa ; porcm nao negu o que se passou ,
e o que foi notorio e sabido. Falsa tao beni
he a assercao de ter dcixado o Sr. Rates 6 pai-
zanos para guarda de Antonio Francisco, em
lugar dos i soldados que pedir por Ihe fa-
zerem ver os commandantcs dos destacamentos,
que naopodio deichar nenhum dos seus sol-
dados ; pois que concluida a diligencia, podio
Antonio Francisco 8 soldados, e um inferior
para sua seguranca o Sr. Rales negoulh'os ,
protestando que a lei o nao permettia e que
os soldados erao necessarios para segnranca das
prises, mais descendo do sobrado (recorde-sa)
Ihe disse que a polica era destinada a provenir
attentados c que na coilisao cm que sc achava
aquelle cidadao devia prostar-lhe auxilio; que a
cadeia de Serinhucn no tinha presos e que
me Oflereeia para Picar com o meo destacamen-
grande e variado soitmenlo de fazendas e ou-
i tros objectos 1'rancezes. Vej. o Diario N. 31.
Hojeheoleilao do Thomaz Dowsley na
rua dAlfandega \elha 34, do cavalla secca e v-
nho branco.e outros objectos.
= Os oradores do a. Faton, sucessor do
relojoeiroDubois, na na Nova, farao leilao
por interumcao do corrector Oliveira nodia
13 do coi rente de todos os relogios de ouro ,
o ptata para algibeira ; ditos do pande tran-
eelins, caixas para tabaco, a'finetes de peito ,
aunis, brincos pulcoiras, adereces para
senhora o inlinidade de galanteras de ouro,
prata e de podras prociozas proprias at para
lojas de oarvos ; assim como so vender a ar-
macao &c.
IMPORTACAO.
O Patacho lamburguez Fortuna rindo de
IFamhurgo entrado no torrente mez con~;
signado a N. O. ty Companhia manfestn
o seguinte .-
2 caixas fazendas desedas a Kalknmann & Ro-
semund ; 3 ditas fazendas 1 cmbrullio amos-
tras a Russc I Mollors & Companhia; 7caixas
miudezas a F. Hobllard ; 1 dita ferramenta, 1
barrica conservas a J. Banniain ; 7 caixas la-
zondas 1 embrulho amostras a J. Keller ; 1
eaixa charutos a B. Fele r 3i- pessas de cabos
a II. Mehrtens ; i caixas brins, 10 ditas lonas,
0 fardos fazendas 3 caixas couros, 12 ditas
armas, 3 ditas drogas 3 fardos drogas 80
barricas ginebra, 71C barras do forro, 60 har-
risaloatr.io, 15 ditos pxe, \Q barricas semen-
tes, 800 podras ladrillio 7o saceos com farello
a N. O. Biabar & Companhia; 1 caixa miu-
de/as a M. Amborg ; 2 ditas meias a G. Kon-
worthy & Companhia; 10 ditas queijosa J. II.
Dencker; 1 caixa gesso, 50 barricas somentes,
1 caixa charutos a II. Yilmer; 1 embrulho rou-
pa 2 caixas drogas 4 barricas drogas, 1 cai-
xa fumo 20 barra arenques a C. Kruger ; 1
caixa miudezas a J. C. Gomes ; 3 ditas pian-
nos; a H. Ziminor; 23 caixas vidros, fitinas
bixas, i caixas drogas 4 fardos papel: 2 cai-
xas taboinhas, 1 dita preparos para chapeos a
Orden ; 1 caixa goma-lacea a H. Mant/.el ; 3
caixas ferragons 1 dita fazendas 2 dita urna
meza, 4 ditas miudezas a J. D. Wolfhopp; 30
caixas ferragons, 50 ditas vidros, 1 dita amos-
tras 1 barrica preparos para chapeos 1 caixa
pelucia a J. O. Elstcr.
l'ora do manifest.
23 barris conservas 2 caixas conservas, 20
barris peixe 15 buioes manteiga, 1 barril car-
ne 1 caixa salame 3 pessas de carne 1 sa-
lame aoCapito.
A barca austraca Glinbien Brat rinda de Li-
verpool, entrada no corrente mez, consigna -
da a T>. Lasserre V Companhia manifestn
o seguinte:
110 toneladas de carvao de pedra a Joaquim
Baptista Moreira ; 50 barris manteiga a N. O.
Biebcr Sc Companhia ; 1 fardo fazendas de la a
Deane Voule & Companhia ; 1000 caixas sabao
a Johnston Pater & Companhia ; 1WX) ditas sa-
bao a M.c Calmont & Companhia; 120 barricas
serveja a Latham & Hibbert; 10 rolos de chum-
bo 4 V toneladas de ferro a Ordem ; 15 far-
dos fazendas d'algodao a Jones Patn & C'
Avisos diversos.
Ifovimento do Porto.
\P Ex almoxarife da extinda reparticao das
obras publicas nao recobia dinheiro da
thosouraria som ordem c podido assignado
pelo respectivo administrador fiscal rnenos des-
penda, sein um documento em forma mandado
passar polo inosmo aduiimistrador.
O qual ex almoxarife dou a final cuntas de sua
gerencia, e por isto chamou por este Diario todos
os credorosda reparticao, quo tivessen ttulos pa-
ra se liquidaren, e entretanto oque so dizpreju-
dicado nao apparecoo: dezalia pois o ex almoxa-
rife a esse quem quer que for, ou a outro qual-
quer, para apresontar o titulo, (pie faz ocredor;
o que tendo elle recebido a importancia de seu
pagamento nao a entregasse. Espera queosr.
redactor do Diario publique este no seu 1. nu -
mero para quo 0 publico nao altere o juizo que
faz do abati assignado, que quer acreditar nao
ter havido no arlilheiro n. 19 de hoje intenco
de o calumniar: entretanto, se for mais mister ,
logo que se restabeloca dar ao publico os
documentos que esclareci toda a verdade do
que tem dito. liento Ilandeira de Mello.
O abaixo assignado tendo dirigido urna
circular a seus credores para fazerem o obze
quio do comparecern na casa do mesmo an-
nunciante no dia 8 do corrente, alin de Ihes
apresontar o seu estado e por ser chamado a
juizo por alguns de entre ellos lazo prozento
aununcio ; a fin do so rounireni novamente no
dia 10 do corrente s 10 horas da manha vis-
to que se nao reuniro no dia primeiramentu
indicado na circular. Joo Leite de Sousa
Praga.
Aluga-se o armazem eo3. andar,do
sobrade de *. andaros da rua do Arr.crim de-
fronte do ferreiro Caetano : na rua do Vigario
n. 13.
ITereso-se una mulher capaz, e do
bous costumes para engomar e ensaboar rou-
pa de homem com promptido e por proco
commodo : na rua de Santa Thcreza n. 35.
No din G do corrente pelas 8 horas da noi-
te desappareceo da casa da morad ia do abaixo
assignado na rua das Flores urna africana li-
vre, de nome Marcolina com os signaes se-
guintes: preta fula estatura baixa um pouco
corcovada gorda, e barriguda pescoco cur-
to rosto comprido e cheie idade pouco mais
ou menos 15 annos ; roga-se portan to a quem
Miiilicr ila dita Africana, queira declarar ao a-
baixo assignado, que generosamente recompen-
car. Luis Francisco de Mello Cavalcante.
Os Srs. assignantes do jornal o Panorama
podem mandar receber no escriptorio de Fran-
cisco Severianno Rabello, os mezos de Novem-
bro e Dezembro.
Quem quizerdar 2008 reis a juros de 2
por cont descontando-se logo no receber do
dinheiro os juros pessoa de crdito econi
indocanto a contento; annuncie.
A portugueza que quer ser ama; annun-
(lie sua morada.
Quem annunciou precisar de 5008 res a
;:: de garantir z vida do hoaicn, <; que- i aceas,
Navios entrados no dia 8.
New Castle; 36 dias, brigue inglez Romance,
de 316 toneladas copitao R. Skcoch, equi-
pagem 12, carga carvao de pedra : a Johns-
ton Pater & C*
Hamburgo ; 73 dias, brigue lamburguez Po-
h/dora de 176 toneladas capitao E. C.
Cliristiansem, equipagem 12, carga fazon- juros, com hypotheca; dirija-se a rua da Praia
das : a N. O. Bieber & C* armazem do Manool de Sousa Guimarcs.
------------- Quem preci?ar de 200$ reis a juros de 2
AMPHI-TIIEATRO DA PLORENTINA. | por cont o mez sobre pnitores de ouro, des-
Ho|0 9 ter lugar o espectculo annunciado' contando logo-ps juros, queseja por um anno,
no Diario de bontcm com novas e venadas ou mais ; dirijase a rua do Cabua. loiada
i miudezas defronte du Matriz.


lotera do theatro.
_ Lotera do theatro transiere o andamen-
to de suas rodas para o dia 1 i do corrento
rae/ impreteiiu-linente em conse(|uencia de
ter a lotera do Guadelupe mudado ossuos roe
dasdo dia Wo passado me/ pan o dia 31 d-
mesmo. Os blhetes achao-se a venda no bairro
do Recife na lojade cambio do Sr. Vieira, e na do
Sr. Cardo/o A y res Jnior, e no bairro de San-
ta Antonio as lojas dos srs. Jos de Menezes ,
ra doCollegio ; S Leitao ra do Queimado,
e viuva do Burgos na pracinha doLivramento
O Sr. Rafael Antonio Martins Goncalves,
dirija-se a ra do Arago n. 29 para rece-
ber urna encomenda viuda do Porto.
Lm homem solteirose oflerecc para en-
sinar as primeiras letras em algum engenho, ou
fazenda do que ja tem pratica : na ra do
Rangel, n. 34.
; No dia segunda feira as 11 horas da
noite Coi encontrada nos A (logados, urna ne-
grinha de 15 annos, alta, secca, que diz cha
mar-so Emilia equeseusr. morava na ra
Direita por nome Berto, quern a conduzio
para a sua casa por conhecer que era fgida ,
u'io com ella no dia 7 a procura do sr. na ra
Uireita e nunca mais a negrinha mostrou-lhe
a casa por isso a levou a Joao Dias Barboza
Macudum porteiro do Correio com quem
se deve entender quem na dita tiver dominio ,
dando os rnais signaes.
No engenho Serrara existe um preto ,
que diz pertencer a um snr. Pontual ; e como
nao diga verdaderamente onde he sua residen-
cia faz-se o presente annuncio para a quem
pertencer Me ser entregue dando os signaes;
adverte-sc que apear de se achar em seguran-
za o referido preto com ludo nao se responsa-
helisa o annunciante por qualquer incoveni-
ente que possa apparecer.
= As rodas da lotera da Matriz de S. Pe-
dro Mrtir de Olinda andoo impreterivelmente
no dia 25 do corrente; os bilhetes achao a ven-
da nos lugares seguirites ; Recife, porto das Ca-
ndas na taverna do Sr. Pereira ; ra da Cadeia
na loja do Sr. Vieira cambista, e na loja do Sr.
capitao Jos Gomes Leal; emS. Antonio, ra
do Collegio na loja do Sr. Menezes ra do
Crespo na loja do Sr. Braga n. 13 e na loja
do Sr. Manoel Ferreira Ramos na esquina que
vira para a ra do Queimado, ra do Queirna-
do na loja de ferragens do Sr. Joaquim Claudio
Monteiro; as 5 Pontas na padaria do Sr. Car-
Ios Leocadio \ ieira n. 63 ; ra do Cabug bo-
tica do Sr. Moureira; na praca da Independen-
cia na loja de livros do Sr. Figueira ; Boa-
vista na botica do Sr. Jos Maria Freir Ga-
meiro; em Olinda nos i cantos loja do Sr. Do-
mingos Jos Alvos da Silva, e na taverna do Sr.
Jos Manoel dos Sanios na ra de S. Bento ca-
sa n. 12.
= Othesoureiro da lotera de N. Sr.' de
Guade-lupe principia apagar os bilhetes pre-
miados da mesma no consistorio da igreja da
Conceicao dos Militares nos dias 8 9, 10 e
11 do corrente, das 10 horas da manir as 2 da
tarde e d'ahi em diante as Quartos, e Sabba-
dos as mesmas horas na ra do Crespo n. 12.
= Pede-se aos senhores Jos Aprigio Pe-
reira Castro Sicupira Jos Francisco do
Bogo Barros que comparecao como que tra-
taraocom Joaquim Jos da Silva Lima : na
ra Nova venda n. 05.
= Aluga-se o sobrado de dous andares na
praca da Boa-vista n. 0 : a fallar com o seu
proprietario Prxedes da Fonceca Coutinho ou
na botica da mesma casa com Ignacio Jos da
Costa.
= Quem precisar de escravos alugados para
o servico do campo annuncie.
Novamente se recomenda ao Sr. Vicente
Ferreira da Silva Coutinho, de examinar se
acha entre os escravos em seu poder o mole-
que Paulo de Antonio de Oliveira Lima que
d 40$ rs. de gratificacao, e o preto Rornao ,
olfaiate de Alexandre Lopes Ribeiro : veja-seo
Diario n. 31.
Ainda esta disponivel o homem que se
offerece para copiar papis : dem.
Ainda se precisa de urna ama de leite, na
ra dos Qu;irteis, n. 20, terceiro andar: dem.
Ainda se precisa de um Brasileiro de 14
annos para a botica da ra estreita do Roza-
rio da frente amarella ; dem.
- Ainda est disponivel o hbil caixeiro de
escripia annunciado no Diario n. 31.
Ainda est por alugar a loja com arma-
cao da travessa do Rozario n. 10 ; a tratar na
ra do Queimado loja de ferragens n. 30 :
vejase o Diario n. 31.
Hoje (91 na praca do Sr. Dr. Juiz de Or-
faos defronte da Matriz da Boa-vista se ha-
de arrematar o sobrado meia agoa na ra da
Praia, n. 2i por ter dous^icrdeiros ausentes
rnteressados.
Na ra do Mundo novo rj. 54 tnge-
se sedas de todas as cores e borda-se de lio de
ouro tudo or preco milito comninHo ; c na v
mesma casa compra-se pennas de emma em
grandes e pequeas pon oes.
O abaixo assignado avisa a pessoa que
I he he devedor da quantia de 97200 e tem
cansado de mandar em sua casa em quanto
antes quuira Ihe pagar, na falta declarar-se-ha
o seu nome. A ntonio Joaquim Gueies.
Jacinto Pereira fazscienteao respeita-
vel publico que tem arranjado um Cosmora-
ma, urna cmara ptica e um realejo com
bonecros na ra da Florentina junto ao cir-
co para mostrar juntamente com o camelo,
e zebra as pessoas, que se quiserem divertir aos
Domingos, ediasemqueo Sr. Bernab der
seus espetando;, pagando cada pessoa 320 e
meninos 160.
O abaixo assignado, assim como seus ir-
mos na qualidade de herdeiros e represen-
tantes de seu finado pai Miguel Francisco Ca-
bral, ad ver tem ao respeitavel publico, que nin-
guern compre permute ou faca transacao
alguma com a propriedade denominada S. Jos
da coroa grande sita na comarca do Bio For-
moso cuja venda foi por pessoas Ilegitimas
annunciada no Diario de 28 de Janeiro ; por
que esta mesma propriedade foi hypothecada ao
pai do annunciante e ainda hoje se acha com
esto onus por escriptura celebrada no cartorio
do antigo taheliao Varella por divida que
contrahio seu originario possuidor o Padre
Antonio de Carvalho Leal; e como o annunci-
ante e os outros coherdeiros pretendem con-
tinuar a accao que seu fallecido pai tinha ten-
tado para fazer effectiva a obrigacao rezultante
da hypotheca por isso desdeja previne escla-
reciendo o obstculo, que sobre a mencionada
propriedade ha ; mas senao obstante alguem
com pertinacia a negociar contra elle se pro-
testa encaminhar o remedio outorgado na lei.
Antonio Januario Cabral.
= Precisa-se de 300;000 rs. a premio de
dous por cento ao mez dando-se por seguran-
za um hypotheca em urn sitio perto da praca :
annuncie.
Compras.
Compra-se 500 a 600 varas de cordao do
Porto trocido ou trancado da mesma grossu-
ra : na ra Nova. n. 32; na mesma vnde-
se urna corrente para relogio e sinete obra
muito moderna e 154 toros de angico de 7
a 9 palmos de comprido sendo a maior parte
interissos que pelo comprimento se pode tirar
qualquer obra.
Compra-se urna negrinha ou moleque
de 7 annos : annuncie.
= Compra-se duas voltas de cordao grosso ,
de bom ouro com meio feitio ; quem tiver
annuncie.
= Compra-se urna grande porco de sera de
carnauba ; quem tiver annuncie.
= Comprao-se 200 a 300 garrafas vasias :
na praca da Independencia n. 21.
= Compra-se eflectivamentc escravas mula-
tas negras e moleques de 10 a 24 annos ;
tendo boas figuras pagao-se bem : na ra Nova,
loja de ferragens n. 16.
Comprao-se botijas vasias de genebra e
garrafas proprias para licor e ditas que tenho
servido de vinho muscatel : na ra estreita do
Rozario n. 36 primeiro andar.
Vendas.
Anda se achdo a venda os seguintes objec-
tos annunnados no Diario n. 31
Lina secrotaria de Jacaranda com gavetas
e segredo ; na ra da Gloria .'{8.
Urna escrava de 22 annos, com habilida-
des ; na ra do Fagundes 27.
Um negro e urna mulata ; na ra Di-
reita 43.
Rap de L. novo ra da Cadeia loja
de Mogolhfies.
Urna negra ; na praca da Roa-vista casa
do Rrigadeiro Almeida.
Um paiol e letria venda da ra da
Gloria 95.
Saccas de milho e farinha ; na botica de
Cypriano ra do Collegio.
Um cavallo d'estribaria urna vaca e um
preto ; na ra do Queimado 29.
Compendios de Geometra; na loja do
Pinto pateo do Collegio.
Urna canoa dagoa por 3308 c pedras
le ladrilho a 800 res ; na loja do Cascao ra
da Cadeia.
Urna venda no arma/em do sal ; 1 casa
em caixo e urna meia agoa ; no atierro dos
AITogados venda 75.
Urna casa terrea em Olinda ra do C5
xo ; noYaradouro venda de J. L. Machado,
ou nnbeco da Lingocta no Recife n. 3.
Rap de L. ; na loja de J. M. Seve &
Filho.
Bilhetes da lotera do Theatro: na loja da
Livros de Mathematica e Economa poli-
tica ; no Bom Sucesso em Olinda sobrado
nico.
Um escravo moco ; na ra da Cadeia ve-
Iba 25 segundo andar.
Livros diversos; na Camboa do Carmo lo-
ja do sobrado 38.
Para expicagSo dos objectos cima declara-
dos vejase o Diario antecedente.
Vende-se urna venda no principio do at-
terro dos AITogados ao p do Sr. Silvestre com
os fundos a vontade do comprador, por seu
dono se retirar para fra na mesma ou na
ra da Santa Cruz da Boa-vista n. 28.
^Vendem-se ricos cortes para coletes, do ver-
dadeiro setim maco com florinhas bordados
aagulha dedifTerentesgostos, e fazenda mui-
to delicada a 14g reis cada corte : na agencia
dos vapores ra d'Appollo.
Vendem-se os melhores charutos=rega-
los fabricados na Bahia em caixas de 100 ,
150 e 200; bem como rap rea preta fabri-
cado no Rio de Janeiro, em libras e meias li-
bras por preco mais barato do quo o prince-
zo da Bahia chegado do Rio de Janeiro no
ultimo vapor: no ru do Apollo agencia dos
vapores.
= Na ra da Cadeia do Recife, n. 31 ven-
de-se cha hisson a sette patacas a libra.
Vende-se urna negra de nacao Angola ,
de bonita figura cozinha o ordinario lava ,
e he boa quitandeira : na travessa da Madre de
Dos n. 3.
Vende-se um cavallo muito novo, car-
rega baixo estradeiro e anda de meio de
cor mellado, por preco commodo : na ra das
Cruzes n. 29, venda defronte da typografia.
Vende-se duas cabras boas leteiras, po-
rm nao estao paridas: as 5 pontas loja de
funileiro.
Para se fazer entrega de urna olara bo-
ta-se no porto immediato de qualquer obra ,
tijolos de alvenaria pelo diminuto preco de
18;000 rs. o milheiro sendo de marca propria
para parede dobrada pois dous tijolos ao cor-
rer com a competente junta, dao justamente
um ao tico com o que muito ganhao os do-
nos de obras; quem pretender annuncie.
^ Vende-se um ellegante carrinho de duas
rodas, com pouco uso ; e arreios novos do
melhor courame da Europa ; com cavallo, ou
sem elle por preco commodo : no Hospicio ,
passando o quartel, n. 6.
Vende-se um escravo de nacao de 25
annos ptimo para o servico de campo : na
ra da Senzala velha n. 106.
- Y ende-se caixas de tartaruga, para rap
muito bem feitas e fortes obra feila no Ara-
caty ; e urna porcao de aran : na ra da Ca-
deia do Recife loja de miudezas n. II.
Vende-se taxas de ferro batido e coado
em bom sortimento e por preco commodo, e
travs de boasqualidades de comprimento de
35 a 38 palmos, e grocuras de 7, 8, 9, e 10 po-
legadas ; na ra do Vigario, n. 3.
Vende-se urna collecao de oito quadros
grandes, com as molduras douradas o lavrados,
obra de muito gosto e um par de jarros de
flores, sendo os jarros de marmore branco ;
urna mesa de meio de sala de Jacaranda por
mdico preco : na ra Direita n. 54, primei-
ro andar.
= Na ra da Senzala Velha n. 138 adia-
se a venda vinho de Rordeaux de superior qua-
'idade em Ci-ixas de duzia.
Vende-se urna negra de nucSo, de 10
anuos : na ra por detraz de S. Jos n. 39.
570 palmos de terreno, no lim da ra da
Praia a dinheiro ou com praso sendo boos
firmas: na ra da Senzala nova, n. 42 so-
brado da esquina.
Vendem-se saccas de farello superior ,
pesando cada urna 3 arrobas : no armazem do
Braguez ao p do arco da Conceicao
Vende-se urna negra de nacao Mozambi-
que de idade de 16 annos engomma e co-
zinha : na ra larga do Rozario n. 38 se-
gundo andar junto a botica do Snr. Bartholo-
rneo& Ramos.
A:ende-se um cavallo grande e bonito,
com bonsandares, e proprio para carro: na
ra da Cruz n. 7.
= Vende-se 125 palmos de terreno por de-
traz das 5 Pontas, 3 alicesces na ra do Pala-
cete e 143 palmos de alagados por detraz da
mesma ra : na ra de S. Francisco no se-
gundo andar do sobrado n. 14 defronte do
theatro.
= Continua-se a vender agoa a 10 reis o ca-
neca ; no sitio que tica por Iraz do sobrado do
finado Monteiro com mais abundancia do que
em outra qualquer parle por haver canoas
para isso.
ende-se muito boa nobreza propria
para opas do Divino Espirito ^anto : na ra
do Crespo loja n. 6.
Vende-seno arco da Conceicao quar-
tinhos de todos os tnmanhos e feitios, chegad s
no patacho Flor do Maroim por preco com-
modo.
Vende-se urna molatinha de 9 annos, do
260,000 rs. ; e um relogio de cima de meza
muito bom regulador, por 50,000 rs. : na
ra do Caldereiro n. 12.
Vende-se Potassa la Russia em barris de
4 arrobas : em casa de Hermano Mehrtens ra
da Cruz n. 47.
\ ende-se urna me/a de jantar nova:
em casa de Joao Baptista Herbster no Atierro
da Boa-vista ; adverte-sc que se vende por pre-
co commodo.
\ ende-se azeite de coco a 3040 a caada,
e a garrafa 400 reis dito doce a 4g a caada ,
ea garrafa 400 reis, dito de espermacete a
2880 a caada e a garrafa 400 reis caf do
Rio e da trra a 4500 a arroba ea 160 reis a
libra, caf de cevada a 200 reis a libra dito
em grao a 80 reis charutos em caixa de 200
a 1280 em cento a 640 papel almasso apa-
rado a 3200 o resma espermacete o 680 car-
nauba a 320 sal do Lisboa a 1440 urna por-
cao de barricas vasias proprias para assucar e
tambem pipas vosias, e todos mais gneros
de venda : na ra Nova, n. 65 ao p da
ponte.
\ Vende-se cazacas de panno preto fino,
debruadas de cordao obra muito bem feita ,
calcas de panno dito fino colletes de superior
setim de macao e todas mais obras se fazein
com toda a brevidade perfeicao e por preco com-
modo : no Attcrro da Boa-vista loja de alfai-
ate na esquina da travessa do Majtins n. 40.
Vndc-se a dinheiro, ou a prazo que con-
vier, com firmas a contento a loja na ra do
Queimado n. 14, com as fazendas que tiver,
estas compradas a dinheiro em Setembro, Ou-
tubro Novernbro do anno passado e em Ja-
neiro do corrente anno nao tem retalhos o
que se poder verificar a vista da-se seguran-
za no arrendamento da dita loja : a tratar na
mesma.
Vende-se urna rebeca quasi novo, e boa:
na ru do Gloria venda n. 93.
Vende se um escravo de 17 annos,muito
hbil para o servicode carros no que jo foi op-
plicodo ; e 2000 couros de cabras: na ra da
Cruz, n. 51.
Escravos fgidos.
Anda estao fgidos os seguintes escravos :
lzahel da ra das Trinxeiras 18; cujo
aprehendedor ter 100:000 de gratificacao.
Sebastio da casa 28 defronte da Lin-
goeta cujo dono offerece 50:000 de gratifi-
cacao.
Joao carpinteiro de Joao Manoel
Pontual, do engenho Aurora freguezia da
Escada, entregar ali ou na ra da Cadeia
velha 50.
Os signaes dcstes escravos vejfiose no Dia-
rio de honlem.
Roga-se as authoridades policiaes e capi-
taes de campo apprehenso de um mulotinho de
nome Jacob de 13 a 14 annos sem ponta de
barba com urna pequea marca de crida j
sa na maca do rosto cor natural, cabello bom,
e cocinado, bem feitodo corpo, reforcado, e
muito esperto quando falla engole alguma
cousa as palavras, fugio com calca de olgodao-
inho entroncado de barguilha e camisa do
mesmo supe-se ter fgido para as partes de
Unnn ann esteve algum tempo no engenho da Ilha ; quem
o pegar leve na ra do Fogo ao p do Rozario
n. 8 que ser grotificodo com 50:000 pois
fugio em 9 de Setembro do anno p. p.
= Fugio no dio 30 de Joneiro um cabo-
col de nome Cosme claro corpo reforcado,
c quando falla vira o rosto para o lado evou
vestido camisa de riscado e calcas da mesma
fazenda ; e pede-sc a quem o pegar de levar ao
Atterro da Roa-vista, em cosa de Antonio Luiz
Goncalves Ferreira ou em caso de Me. Col-
mont & Componhia que ser recompensado.
= No dia 17 de Dezembro de 1841 fugio
um preto de nome Joaquim de 29 a 30 an-
nos pouco mais ou menos nacao Congo cor
bem preta grosso do corpo e barrigudo,
olhos grandes barbado e o beico bastanto
crescido ainda bucal pois que pouco ou na-
da diz direito ; este preto veio do Arocoty oon-
de tinha ondodo pelo Piouhy e cont urna his-
toria de carangueijo chimango bixo de p ,
e quando ihe perguntoo pelo nome de que he
Jooquim Manoel pequinino bonito caran-
gueijo muito tempo chimango muito bixo
dep, costuma dancar muito com outros ne-
gros batendo muito com os ps e maos can-
tando as cantilenas cima pelo que pode muito
bem ser conhecido ; quem o pegar ou souber
leve-oem Pernambueo a Joo Antonio Soares
de Abreu no !c a Antonio Goncalves Va
lente ou a Francisco Jos do Costo, e no Aro-
coty o Joao Goncalves Valente.
i
RECIFE NA TVP. DE M. 1. DFF. = 1843.


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