Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04883


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Full Text
Anno de 1843.
Terca Feira T
Tudo agora depende .le nos kihoi ; de noaaa prudencie Boderecio, e sargia : ron -
Biitmoi como prncipianoe e eererooe eponledoe com admiraco entre es Nacfies mais
,olli. ( Proclamacio da Aiseinble Geral do Bium. ;
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fioienna Faretiiba e Riogrende do Norle eegunda a sextas feiras
Bonito e Garanhun a 10 e 24
Cabo Sorinbaem, Rio Formato Porto Cairo Macei e Alagoaa no 4. 41 ,
Rua-tiaue Florea a 28. Santo Ant;ie quintas feiras. Olinda todos oa diga.
DAS DA REMANA.
A Sor. A.e e'ia'sa de Christ*. Aud. do J. de D. da 2. .
7 Tare. a. Romuildn Ab. Aud. do J. de D. da 1 T.
I 8 Quart. JoiaO da Mt"a Fundidor Aud. do J. de D. da 3. .
9 Quint. Appollonia V. M. Aud. do J. de D. da 2. t. ,
10 Se*." Eacnlaatica V. And do J. de D. da 1 t.
II Sao. Lro B Re. Aud do J. de D da 3. Y.
i l Don. ila septuagsima a. Eulalia V. M.
de Fevereiro Anuo XIX. N* SO*
O Diario publica-aa todos oa das que n.lo (orea* Santificados : o praoo da assigaatura be
de re mil reia por qnartel pagos adiantadoe. Oa annuocioa doa asignantes ao inserido,
gratia, e oa doa que o n.io forera ratio de 80 reia por linba. Ae reclamacea derem aer din.
gulas a esta Tro., roa das Ornes N 3A.no a praea da Independencia loja de lirroaN. 6e b_
Calalos.No dia 6 de Perereiro:
Cambio sobre Londres. 37 1|A a u7 i Nom.
Pana 350 reit por franco.
Liaboa 100 por 100 de premio.
Ooo-Moeda da 6,400 V.
N.
.de 4,000
PlAli-PatacSea
Peoe Columnaree
ditos Mexicanos
compra anda.
15.3J0 15.50J
15,100 16,300
8,500 8.70J
4,800
1,800
1,800
Moeda de cobre 2 a 3 por 100 de dea cont,
dem deletreado boaa firmas 1 ( ; m raer..
PHASES DA LA WO MEZ DE FEVEREIRO:
La Nora i 14, 4 5 horas e 50 m. da tard. I
Quart. rese, 7, 4a 2 horase 13 m. da tarJ.| Quart. ming. 4 21 a S horaa a 27
Preamar de hoje
1.a a 10 boras e 54 m. da manbia. I !. a II hora e IS ai. da larda:
4,820
4,820
4,820
da tu.
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 27 DO PASSAO.
Officio Ao engenheiro cm chefe das obras
pnblicas significando em resposta ao seu offl-
ciode26deste mez (Janeiro ) que deve pas-
sar a Francisco de Pinho Borges certificado, pa-
ra ser indemnisado de hum cont do reis vis-
to ser esta a quantia que ha disponivel ; fi-
cando o restante da divida para ser pago no ati-
no financeiro prximo futuro.
Dito Ao commandantc das armas devol-
vendo as requisicoes para fornecimento d'agoa
ao hospital regimental no presente mez (Janei-
ro ), e ordenando, em conformidade da me-
dida'lembrada pelo director interino do arsenal
de guerra e por S. S." approvada que faca
arrematar o dito fornecimento do 1. do prxi-
mo futuro mez (fevoreiro) em diante, tanto pa-
ra o mencionado hospital, como para os cor-
' pos de primeira linjia.
DitoAo engenheiro em chefe das obras pu-
blicas disendo que para ser approvado o
contracto que celebrou com Patricio Jos de
Souza sobre a cessao, que este faz de urna
casa de sua propriedade, que convem ser de-
molida por estar na direccao da estrada do
Pao do alho c sobre o lugar, em que tem de
construir-se a ponte suspensa do Caxang, he
necessario tfque entre em novo ajusto com o
mencionado'proprietario, para que espace os
prasos dos pagamentos contractados.
DitoDo secretario da provincia ao com-
mandante das armas significando, que ser-
Ihe-ha entregue a chave da sala que requisi-
ta para as sesses dosconsclhos de guerra.
dem do dia 28.
Officio Ao agente da companhia das bar-
cas de vapor, disendo, haja de expedir suas
ordens para que as 177 pracas de 1.a linha ,
que se acho no vapor Pernambncana, sc-
jo prvidos dos mantimentos necessarios at
a corte do imperio; e que envi a conta da res-
pectiva despesa para ser paga pela competen-
te estaco.
Dito Ao inspector do arsenal de marmita ,
ordenando que accelere a promptificacao do
litigue Olinda afim de que quanto antes
caia ao mar ; visto ser urgente desarmar a es-
cuna Lebre por estar fazendo agoa em gran-
de abundancia, e nao convir proceder
sse desarmamento antes de cahir ao mar o
mencionado brigue.Officiou-sea respeito ao
commandante da escuna Lebre.
Portara Ecrr.ittindo o b***e! Manoe!
Jos da Silva Neiva do lugar do delegado da co-
marca de Goianna porter de estar mais tem-
po na vara do crime.
Dita Nomeando para presidente do consc-
llio que tem de responder o terceiro com-
mandante da primeira companhia do corpo de
polica Ma noel Pedro de Souza por nao ha-
ver cumprido a ordem que pela secretaria da
presidencia lhe foi transmitida quando com-
mandava o destacamento de Serinhaem ao
commandante geral do mesmo corpo Pedro Ale-
xandrino de Barros Cavalcanti ; e para vogaes
aos capites do primeiro batalhao da guarda
nacional deste municipio Antonio Ferreira de
Annunciagao, e OnofreJos da Costa ; e aos
do segundo Joaquim Jos Franco, Manoel Fran-
cisco de Moura e Glaudino Benicio Machado.
Offlciou-se sobre este objecto ao chee interi-
no da legiao da guarda nacional deste munici-
pio e ao commandante geral do corpo de po-
lica.
Officio Ao inspector da thesouraria. da fa-
senda ordenando emeonsequencia de requisi-
to do Exm. Presidente do Cear o brigadei-
ro Jos Joaquim Coelho que nos seus assen-
tamentos mande fascr a declaracao de haver si-
do elle confirmado no posto de brigadeiro por
decreto de 7 de setembrodo anno passado com
permissSo de contar antiguidade desde 18 de ju-
lhode 1841.
Dito Ao director interino do arsenal de
guerra, ordenando que mande preparar de todos
os precisos accessorios as duas bombas de apa-
gar Incendios, existentes naquelle arsenal;
que, depois de promptas, as mlreguc ao com-
mandante da companhia de artfices para se-
ren ali conservadas eterem o conveniente uso
cm raen n MocoMswta Communicou-se afl
commandante das armas.
Dito Do secretario da provincia cmara
municipal de Flores, scientificando-a de que
S. Ex. fica inteirado de ter ella nomeado pan
de sua parte felicitarem a S. M. o Imperador
por occasiodo seus desposorios o teen te-eoro-
nel Antonio Gomes Leal, os hachareis Joao
Perefra dos Santos Castro, e Jos Quintino de
Castro Leao, o ao cidadao Cuctano Pinto de
Veras.
Dito Do mesmo aojuiz relator da junta de
justica remetiendo o processo verbal frito ao
reo, soldado Pedro Barbosa de Carvalho, para
que, depois do visto, seja apresentado om ses-
so da mesma junta.
Dito Do mesmo ao tenente-coronel Fran-
cisco de Albuquerque Maranho Cavalcanti, in-
telligcnciando-o, de que S. Ex. o Sr. Presi-
dente o demittio do logar de segundo supplen-
te do delegado da comarca de Goianna por ser
elle incompativel com o de sub-delegado da-
quclla freguesin queS. me. exerec. Scieli-
ficou-se ao coronel Joao Joaquim da Cunta Re-
g Barros da dcmisso que lite foi dada do
logar de primeiro supplente do" delegado da
mencionada comarca pela incompatibilidadc
deste lugar com o de sub-delegado de Goiani-
nha em cujoexercicfo S. S." est : o cominu-
nicaro-se ambas estas demissocs ao chefe de
polica interino.
Dito Ao mesmo sr. para que hoinesse de
solicitar do governo Imperial, a dcmkao de al-
suns msicos do batalliiio provisorio, que por
lercm pertencido aooottogio dos orfos, e seren
de menor dado, forjo passados para o deposito,
(piando o dito balalliao seguio paraaertrte.
Dito Ao Exm. tcnente-gcneral e comman-
dante das armas da corto remettendo-lhe a
i;iiiado 1. cadete Francisco do Reg Barros Bar-
iflto, que segua com licenca estudar na es-
colla militar.
Dito Ao coronel director interino doarcenal
de guerra comiiiiinicando-lhe que fra por
o Enix. sr. Presidente approvada a medida que
apontara, para ser o fornecimento d'agoa aos
corpos fortalesas e hospital regimental,
feito por arrematacao, que elle deveria proce-
der com a precisa urgencia, sobcondic&o de que
a agoa fossede boa (pialidade pstanos quar-
teis ; fortalesas e hospital, com abundancia;
mas sem disperdicio.
Dito Ao tenente-coronel Antonio Gomes
Leal, noineando-o Presidente do eomelbo de
guerra do cadete Cosdem, em substituico do
tenente-coronel Carvalho Mendonca que 1'ora
com licenca para a corte.
Dito Ao Presidente, e mais membros d'ad-
ministraco dos estabelecimentos de caridade ,
signiflcando-lhes que em vista do seu convite,
compereceria no dia 1. de fevereiro a revista ,
que era de costume passar-se na casa dos ex-
postos se acaso algum inconviniente, deste
prasero nao privasse.
Dito Ao commundante do batalhao d'arti-
lltaria ap para passarguia ao cadete F. do R.
B. Barrotto que segua nesta occasio para a
corte, estudar na escolla militar, devendo-o
nos mappas, contar em diligencia naquella corte.
Portara Ao commandante do deposito ,
mandando excluir com guia de passagem para o
batalhao 2. d'artilharia, ap, o cadete Leoca-
dio d'Aquino Cavalcanti.
Dita Ao commandante do batalhao 2. de
l artilharia a p aiithorisando-oa receber sem
videncias, para que a guarda da allandega fos- passaein 0 eadete mencionado na portara a-
se pela guarda nacional, dada as tercas, qutiH- JjT 0qua fleayadesdej dispenso do servico
tas e domingos ; visto que tem havido constan-1 (ja g^retarja militar,
teniente falta, depois que passou a ser tal guar-, p.'ja ^0 (,,,.'
Commando das Armas,
EXPEDIENTE D0 DIA 26 DO PASSADO.
Officio AoExm. Presidente para que se
dignasse de encaminhar a augusta presenca de
S. M. I. o requerimento de Francisco Coelho
de I )i-111111)111 primeiro tenentc ajudante da for-
talcsa do Buraco no qual supplicava o paga-
mento da gratificacao de 4^000 reis mensacs ,
por ser considerado na segunda classedo estado
maior, gratificacao que lhe fora suprimida em
virtudedo aviso de 6 de maio do anno passado.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. pedindo pro-
da o mima miad a porofficial.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. enviando-lhe
a relacao das pracas cazadas, pertencentes ao
batalhao de infantera de guardas nacionaes des-
tacado e a nota dos contingentes, que os dil-
ferentes corpos da guarda nacional tem dado ,
para aformacodo de infantaria.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., requisitando-
Ihe a chave da salla contigua a secretaria mili-
tar que outr'ora servir ao porteiro por
landantcdo batalhao d'infan-
taria de guarda nacional destacado mandando
d'ordem da presidencia excluir com guia para o
respectivo corpo o guarda Henrique Viana da
Paz.
Officio Ao Exm. Presidente, remettendo-
sermftn ntwwnuirla a reunln dos ftnnselhos lhe o ponto dos emprestados, do lindo mez de
Arsenal de Guerra.
EXPEDIENTE DO DIA 7 DO PASSADO.
e mandarla concluir as compras sendo S. Ex.
concordasse.
Dito Aojuiz di^ orlaos da cidade, envian-
do-lhea relacao nominal de 61 aprendizes me-
nores do arsenal que precisavao prehencher
as formalidades exigidas no artigo i. do regu-
lamenton.0 U3de 3 de Janeiro de 1842; res-
pondendo-lhe assim o seu officio de 14 de outu-
bro ultimo.
Inl'ormaco Ao Exm. Presidente, infor-
mando favoravel o requerimento deJoanna Jac-
ques da (lonceicao em que pedia serem ad-
mit idos na companhia dos aprendizes menores
dous Ribos seus; com tanto porem que previa-
mente fossein satisfeitas as exigencias do artigo
. do regulanfenton." 113.
DEM DO DIA 13.
Officio Ao Exm. Presidente, incaminhan-
do-lhc a representadlo do ajudante do arsenal,
acerca de tres pecas de artilharia vindas do
Pitimb, queso acho as lamas do porto em
trente do mesmo arsenal pedindo saber se as
deve mandar recolher e propondo a maneira
de o fazer.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. scientifican-
do-o que possuindo o arsenal huma porco
de cobre grosso em lenccs de aprehensoes
antigamente feitasaos fabricantes de moeda fal-
ca o qual pela milita grossura nao podendo
ser utilisado, pedia a permisso do trocal-o por
outro mais lino sem prejuizo da fasenda pu-
blica.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., rogando-lhe do
dar solucao a ultima parte do officio de 1(> de
dezembro lindo do seu antecessor concernen-
te ao pagamento de 600S000 reis dos objectos
feitos e comprados para o corpo de polica.
DitoAo inspector da thesouraria da fazen-
da sobmettendo sua considerado os docu-
meatos a respeito do pagamento aos negocian-
lis |f. Calmontct C.a, de que tratava o seu of-
ficio de 11 do corrente e ponderando-lhe nao
estar de acord a conta apresentada com a con-
tracto celebrado entendendo que o premio
convencionado devia tirar-se somonte do total
da conta de Londres ; e que decidida esta du-
vida mandara fazer o respectivo pagamento.
Informacao Ao Exm. Presidente, dando
favoravel hiformaco no requerimento da viu-
va Mara Veneranda do Carmo, em que implo-
rava a admissona companhia dos aprendizes
menores do arsenal de seu filho Antonio Leo-
poldo ; mas exigindo o cumprimento das for-
malidades decretadas no artigo 4. do regula-
menton.0 113. ______^__
de guerra que nao tinha salla destinada para
suas sesses.
Dito Ao inspector da thesouraria remet-
tendo-lhe para serem pagos os papis de
contabilidade do destacamento de Goianna,
pertencentes ao mei de dezeinbcp p. p.
DitoAo commandante do batalhao de guar-
das nacionaes do Pao do alho communicando-
Ihe que ali segua um destacamento de 1 su-
balterno, 1 inferior, 2cabos, e 15 soldados,
destinado a fa?er o servico da polica e que
tendo o mesmo destacamento do ser elevado a
40 pracas o offlcial levava ordem para receber
mais 22 e 1 corneta crto que as 22 pracas
passavao a pertencerao batalhao de infantera
de guardas nacionaes destacado.
No mesmo sentido se officiou aos comman-
dantes de batalhocs da guarda nacional de Igua-
rass eCabo, com a differenea do serem os des-
tacamentos elevados a 30 pracas.
Dito Ao coronel director interino do arse-
nal de guerra para que ouvindo os mostres
das officinas informasse sobro a capacidade
profecional das pracas constantes da relacao,
que lhe transmittia.
DitoAo delegado supplente do termo de
Goianna devolvendo-lhe os recibos do official
commandante do destacamento relativos ao
mez de dezembro prximo passado para se-
rem reformados no sentido que se lhe indicou,
e participando-lhe que o soldado Trindade le-
vava a importancia do mesmo destacamento,
pertencente as pracas de prct.
dem do dta 27.
Officio AoExm. Presidente, enviando-lhe
para ser presente a jota de justica o procaso
verbal feito ao soldado Pedro Barbosa de Carva-
lho An hnfallan de infantaria de guarda* S
cionaes destacado pelo crime de desercSo.
dezembro.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., enviando-lhe a
certido de molestia do escripturario Thomas
AntonioMaciel Monteiro, e observando-lhc a
respeito.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
senda com o ponto dos empregados do arse-
nal, do mez de dezembro ultimo accompanha-
do da copia do officio que Presidencia foi di-
rigido a cerca da molestia de um dos empre-
gados.
dem do da 11.
Officio Ao Exm. Presidente, communi-
cando-lhe que o ajudante interino do arsenal ,
Jos Francisco dos Santos, representava que
sendo encarregado do laboratorio nao podia
aecudir ao mesmo tempo ambos os empregos ,
e pedia serdispensado do arsenal e reconhe-
cendo ser bem fundada sua reprosentaco ro-
gara fosse substituido.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., rogando-lhe a
bondade de instruir se pela secretaria da pro-
vincia havia sido celebrado algum contracto com
qualquer dos mestres das officinas do arsenal,
em que lhe fosse concedido sabir da officina
quando bem quisesse.
DitoAo mesmo Exm. Sr., fazendo-lhe sa-
ber, que tendo-se annunciado no Diario n.6 ,
de 9 do andante para as compras conforme
a licenca exarada no seu officio de 4 do mesmo,
apenas comparecen hum vendedor, pedindo
pela velha caada do azeite de carrapato 1^800
res preco exorbitante, (piando se havia con-
seguido inalsdecincoenta de ditas a 1S440 rs. ,
c que procedendo-sc s precisas deligencias ,
Julgavano poder obter-si' por menor preco ; e
assim tambem o de coco a 1$600 reis por cana-
d&sCTSi 2S vatlim de esnarmacflts 700 reis "
libra cas yassouras a iO reis, cada huma;
INTERIOR.
PROPOSTA E RELATORIO DO EXM. MI-
NISTRO DA FAZENDA.
Continuado do numero antecedente.
capitulo ii. Reccita Geral.
Art. 8. oreada a receita geral do im-
perio para o exercicio desta lei na quantia de
tt,50:D00,(M)0.
Art. 9. Esta receita ser effectuada com o
producto da renda geral arrecadada dentro do
exercicio da presente lei sob os ttulos abaixo
designados.
1. Direitos do 15 por cont de consumo.
2. Ditos de 48 ', j por cento sobre os vinhos
e bebidas espirituosas.
3. Ditos de 50 por cento da plvora.
4. Ditos de 50 por cento do cha.
5. Ditos de 5 por cento dos rologios,joias, etc.
(i. Ditos de "2 por cento de reexportacao e
baldeaco.
7. Ditos de 13 por cento addicionaes de bal-
deaco e reexportacao para a Costa d'Africa.
8. Expediente das alfandegas, 1 '/i porcento.
9. Dito dos gneros do paiz, '/ porcento.
10. Armazenagem V* Por cento.
11. Premios.dosassignados, V por cont.
12. Multas por nCrac-cao dos regulamentos e
faltas de manifestos.
13. Ancoragem.
IV. Direitos de 15 porcento das embarca-
ffls esirnngeira< que passao a nacionaes.
1,'i. Ditos (!> 7 pr cento de exportacao.
lfi. Ditos de 2 por cento dos objectos excep-
tuados.
17. Ditos de 'i por cento do mfses amoe-
dados.


18. Ditos de 15 por cento nos eom-os ( S. ]
Pedro).
19. Ditos de y* por cento de premios dos as-
signados (idem).
20. Expediente das capatazias.
21. Taxa do correio geral.
22. Bracagem do fabrico das moedas de ou-
ro e prata.
23. Contribuicao para o monte pi.
2-. Cobranca de divida activa, inclusive me-
tade da de rendas provinciaes anterior ao 1. de
julbo de 1836.
23. Direitos novos e velhos dos empregos e
cilicios gcraes e de chancellara.
26. Dizma de dita.
27. Decima de urna legua alm da demar-
acao.
28. Dita addicional das corporacoes de mao
morta.
29. Emolumentos de certidoes.
30. Foros de terrenos e de marinhas ( ex-
cepto das do municipio da corte).
31. Impostos sobre a mineracao.
32. Joias das ordens honorficas.
33. Juros das apolices.
34. Laudemios.
35. Matrculas dos cursos jurdicos e das
escolas de medicina e vendas de cartas de ha-
chareis.
36 Multas das academias.
7. Renda diamantina de proprios nacio-
S
nacs, dos arsenaes e estabelecimento's d'admi-
aistracao geral.
-38. Sisa dos bens de raiz.
39. Sello de letras ajuizadas.
40. Productos da \enda de proprios nacio-
naes, po-brazil plvora e outros gneros
de propredade nacional sujeitos administra-
cao geral.
41. Arinazenagem da plvora.
42. Agio de moeda e de mctacs.
43. Alcances de thesoureiros e recebedores.
4i. Bens de defuntos e ausentes.
45. Emprestimo do cofre de orphaos.
46. I ndemnisacao pela arrecadafao de rendas.
47. Dita pela medico de terrenos de ma-
rinhas.
48. \ por cento da reforma de apolices.
49. Dons gratuitos.
50. Reposices e restituicoes.
al. Salario de Africanos livres.
52. Mestrado das ordens militares e / das
tencas.
53. Rendimento do evento.
54. Remanecen tes de depsitos e caixas pu-
blicas.
55. Depsitos diversos.
Bspeciaes do municipio da corte.
56. Decima dos predios urbanos.
57. Dizimos.
&3. Emolumentos de polica.
59. Imposto de patente no consumo da a-
guardente.
60. Dito no gado de consumo.
61. Dito as casas de leilo e modas.
62. Meia sisa de escravos.
63. Sello de herancas e legados.
64. Tercas partes de officios.
Rendas com applicacao especial.
65. 3 '/* Por cento de armazenagem ad-
dicional.
66. 8 por cento das loteras.
67. Imposto sobre lojas etc.
68 Dito sobre seges.
69. Ditos sobre barcos do interior.
.70. Dito tie 5 por cento na compra e venda
de emharcacocs.
71. Sello do papel e passaportes.
72. Cobranca de divida activa destas rendas.
73. Producto dos contratos com as novas
companhias de mineracao.
74. Dito da moeda de cobre inutilisada.
75. Sobras de receita geral.
Art. 10. No caso de defciencia na receita
geral, ser o delicit preenchido.... ( cabe
cmara dos Srs. deputados a iniciativa sobre es-
ta materia).
capitulo ni. Disposicoes geraes.
Art. 11. Ficao em vigor todas as disposicoes
das leis de orcamento antecedentes, que nao
versarem particularmente sobre a (ixaco da re-
reita e despeza e nao tiverem sido expressa-
mente revogadas.
Art. 12. Ficao revogadas as leis e disposi-
coes em contrario.
Rio de Janeiro, em 7 de Janeiro de 1843.
Visconde di Abrantes.
mos nos poco espco desdccpado ; todava
cumpre-nos fazeMhe algmas observaccs. O
autor do communicado nos d como tendo fir-
mado urna ahanca offensiva com os inimigos do
Sr. Barao para desairal-o e deprimir o seu cr-
dito e accusa-nosde menos inteirado dos
Tactos havermos para explicar a nao reelei-
cao do Sr. V. H. de Rezende, impresso no
carcter do Sr. Barao o ferrete de traidor.
Asseveramos ao nobre autor do communica-
do que nao formamos allianca alguma contra o
presidente de Pernambuco e menos ainda com
o fim de desairal-o. Acolhendo esses commu-
nicados nao tivemos outras vistas senao abrir o
campo s discussoes para levar ao conhecimento
do publico os factos por elle de todo ignora-
dos da administrado dessa importante pro-
vincia e tao pouco izemos liga oftensiva, tao
pouco esposamos por ora a opiniao do au-
tor de nossos communicados que ainda nada
escrevemos contra o Sr. Barao, e nao s applau-
dimos ao artigo de que nos occupamos, como
at tivemos vontade de o transcrever e se nos
houvesse elle sido mandado, se nao buscasse
outro canal de publicidade, inmediatamente o
publicaramos.
Quanto a nao reeleicao do presidente da c-
mara de 1841 consinta o autor do communi-
cado que, na presenca de tao triste resultado ,
osamigosda ordem, que nao podiamfazer aos
eleitorespernambucanos a injuria de acredita-
ren! que haviam elles negando os seus votos
a um de seus mais prestantes deputados, que-
rido lavrar sentenca contra os principios polti-
cos por elle representados, os amigosda ordem,
que nao podiam atiento o silencio da im-
prensa pemambucana saber das miudezas
dessa campanha eleitoral, procurasssm explicar
esse acontecimento nao por traicao do nobre
presidente mas sim por fraqueza delle con-
tra os odios de seus parentes que sempre fo-
ram hostis ao enrgico esempre leal represen-
tante de Pernambuco.
Eis a idea que fazemos do Sr. Barao da Boa-
vista e infelizmente essa serie de assassinatos
qucensanguentam a provincia de Pernambuco,
etao triste ideadao de sua moralidade mais
nol-a confirma. OSr. Barao- tem muito boas
intencoes muitos desejos de fazcr prosperar a
provincia que o governo imperial Ihe confiou,
muita probidade tino administrativo e desejo
de ser leal mas ( ahi vem o terrivel mas tudo
restringir ) ; mas o Sr. Barao v-sc obrigado
por affeices de sangue e de familia por ne-
cessidade de adiar apoios, a proteger os seus
parentes, a transigir com elles, eesses que
sao mais fortes do que S. Ex. a troco de urna
ou outra concessao em poltica extorquem con-
cessoes mais importantes ou ahusam da con-
descendendencia necessaria do seu prente:
assim guerrearam a reeleicao do Sr. Venancio e
de outros correligionarios da politica do gover-
no, assim obrigaram o presidente aceitar can-
didaturas hostis a essa politica, assim vao aftou-
tos assassinando aos seus inimigos.
_ Nessa idea, longede hostilizarmosao Sr. Ba-
rao longe de oquerermos desairar condoe-
mo-nos delle pois adevinhamos quantos dis-
sabores hade ter causado a um homem cmo
o Sr. Barao, essa triste posicao.
Estimaremos muito que seja falsa essa nossa
idea que confessamos ser antes filha de con-
jeturas do que de certeza dos factos e para
dissipar a incerteza dessas 'on'ecturas que aco-
Ihemos quaesquer informacocs, quaesquercom-
municados sobre a provincia de Pernambuco ,
at que a questao esteja sufficientemente de-
batida e entao possamos ter opiniao nossa.
tomar assento como 1. supplente pela provin-1 obrigado para achar appoios a proteger seus
ca, que apenas por quatro votos deixou de pol- parentes que sSo tnais fortes do que S. Ex.
o na lista de seus representantes ordinarios como nertende o Rrasil.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
0 SR. BARAO OA BOA-VISTa.
Asaccusacoes feitas por um nosso correspon-
dente contra o Sr. Bariio da Boa-vista acha-
ram em fim quem as repellisse em importante
communicado que sabiu luz no Jornal do
Commerci) dehontem. Tinhamos vontade de o
transcrevermos em nossas columnas, e se o nao
izemos foi oor ser elle muito extenso ? tr_
Pelo artigo que cima copiamos entende o
i Rrasil que a nao reeleicao do presidente da
cmara de 1841 se explica, nao porque os elei-
tores Pernambucanos Ihe negassem os seus vo-
tos nem portrabicao do nobre Presidente de
Pernambuco mas sim por fraqueza delle con-
tra os odios de seus parentes, que sempre forao
hostis ao enrgico e sempre leal representante
desta provincia.
Custa a crer que um poltico tao hbil, um
escriptor que tanto tem observado as caballas
eleitoraes, tire imparcialmente estas conclusdes,
e assim indique as causas do resultado da candi-
datura do Sr. V. H. de Rezende sem es-
tablecer o principio de ter o Presidente de Per-
nambuco capitaneado as clcicocs ou aceitado
a administracao da provincia com esta condicao,
e a especial de dar conta da reeleicao do presi-
dente da cmara de 1841.
Mas antes de mostrarmos a inexactidao da idea
que a este respeito o Ilustre comtemporaneo faz
do Sr. Barao da Boa-Vista cumpre advertir ,
que a diflerenea de quatro votos entre o Sr. Re-
zende e o deputado ordinario menos votado por
esta provincia nao he um resultado tao triste,
nem um facto tao desairoso que deponha con-
tra a influencia do governo central, e o me-
recido conceilo do actual Presidente e epver-
segonhe o mv.liio, u quai se i,O Icdigr.GU ue
' T ~ I---------I-----T-------------------------------7.
o na lista de seus representantes ordinarios
nao sendo esta a primeira vez que o carcter in
dependente do Sr. Henrique de Rezende, con-
correndo para que elle seja preterido por outros
mais exigentes as listas dos eleitores, obriga-o
a representar como supplente a provincia que
tantoopreza. Essa diflerenea entre quatorze
votados em Pernambuco nao he muito maior ,
que a dos votos por elle obtidos abaixo de 18
entre os 20 deputados por Minas Geraes ; mas
ninguem concluir lgicamente que por essa
votaco inferior o governo central foi fraco, ou
pouco empenhado na eleicao do presidente da
cmara de 1841 pela provincia de Minas; assim
como em nada desabona o governo, nem o
candidato o resultado da eleicao da meza da
cmara de 43 pela qual este representante da
nacao deixou de ser eftctivo, icando supplente
na cadeira presidencial.
O fenmeno poltico de ficar o presidente da
cmara de 1841 primeiro supplente como o
tora na eleicao dessa cmara, e deixar por qua-
tro votos de pertencer lista dos deputados or-
dinarios de Pernambuco explica-se pelo carcter
ndependente do honrado candidato, pela ma-
neira legal, com que se houve as elcices o
Presidente da provincia, e nao por fraqueza des-
te enrgico administrador Se o Rrasil entende,
que dissolvida a cmara de 182 pela interven-
cao directa que nella teve o poder, devia o pre-
sidente de Pernambuco ser um commissario de
eleices e constranger com promessas ou a-
meacas os eleitores a votarem infallivelmente em
trese candidatos e assassinar assim o decreto ,
pelo qual se convocou urna nova cmara que
fosse livre e espontneamente eleita raciocina
hem quando conclue que a falta de maioria
n'um correligionario poltico do governo deve-
se fraqueza do Presidente da provincia contra
os odios de seus parentes hostis ao candidato.
Se porem o sistema de urna boa administra-
cao he apenas dirigir politica geral, c fazer-
se por seus actos digno da confianca do povo ,
para que os eleitores espontneamente prestem
suffragios aos que mais adhesao tenhao politi-
ca do governo e a limitar-se a isto o seu pro-
cedimento sem constranger que se vote impre-
terivelmente em certas e determinadas pessoas ,
deve o Rrasil assignar eleicao de Pernambu-
co as causas que geralmente influem em to-
das as caballas e as mesmas pelas quaes -ou o
bre presidente da cmara de 1841 foiquase sem-
pre deputado supplente por esta provincia e
tamhem aquellas pelas quaes ainda agora icou
por supplente na presidencia da camarade 1843.
Ja temos explicado em 2 nmeros anteceden-
tes deste jornal a falta de maioria que se deo
na eleicao doSr. Rezende. Candidatos do Sr.
Barao da Boa-Vista de um presidente que
recomenda sinceramente seus amigos aos elei-
tores mas que nao d nem de leve a perceber
que sua authoridade tem de ntervir neste ne-
gocio, ou com promessas ou com ameacas ,
nao tiverao grande maioria nem o presidente
da cmara de 41 nem o da de 43 porque nao
pediao nem nstavo pelo suffragio de cada um
dos eleitores.
A imparcialidade do Presidente da provincia
concorreo he verdade, para essa falta de mai-
oria porque os desaffectos destes candidatos ,
e os interessados por outros erio livres em
desviar-i he* voios ; mas esta imparcialidade ,
quando mereca do Rrasil o epitheto de fraque-
za faz o elogio do Sr. Barao da Boa-Vista ,
e vem a ser um dos mais valiosos ttulos que
elle tem estima, da maioria dos nacionaes e
de todos os estrangeiros que attendem para o
que entre nos se passa e o que obrigou ja la-
gum escriptor a fazer delle honroza e exepcao
entre os mais presidentes na eleicao da cmara
actual. Foi por um similhante procedimento ,
que o presidente da Bahia mereceo os encomios
do comunicante do Rrasil. Nao ha duvida ,
que o Sr. Rezende foi guerreado, mas essa
guerra nao parti s dos parentes do Sr. Barao,
que sempre forao hostis ao enrgico represen-
tante de Pernambuco ; ella foi tambem dirigida
por esses que o Rrasil ainda chama correli-
gionarios da politica do governo.
Por ventura estes senhores tambem erao ami-
gos e parentes, ou obtivero do Presidente
da provincia a concessao de guerrearem o nobre
candidato ? L est o Sr. Henrique de Rezen-
de ; elle que o diga se por ventura suscitar-se
na cmara esta questao. A grande maioria que
teve o Sr. Barao, em relacao a estes candidatos,
e mesmo a todos os outros explica-se com as
simpathias que elle excita aos seus comprovin-
cianos sem poder obrigar que tenhao as mes-
mas para com os seus amigos. Foi por ter-se
limitado ao circulo tracado pela verdadeira po-
litica e pela honestidade que o presidente de
Pernambuco nao extorquionma grande maioria
para os seus candidatos. Jamis se pode attri-
liin'r este resultado fraqueza do Exm. Ka.-c ,
que por afleices de sangue e de familia seja
como pertende o Rrasil.
Admira que a dialetica do Ilustre contempo-
rneo falhe todas as vezes que quer em dezar
do Presidente de Pernambuco explicar certos
fenmenos polticos. He a primeira vez que
o fraco protege o mais forte e que essa pro-
tec< ao o qualifica de fraco. He o Rrasil o pri-
meiro escriptor excepcao do seu communi-
cante ea pequea pandilha do D.n. he o pri-
meiro estadista que chama fraco para presi-
dente de Pernambuco o Sr. Baro da Boa-Vista
cuja energia provasufficientementeo socego desa-
ta provincia ainda depois de romper a desor-
dem em S. Paulo e Minas.
Mas o Brasil acha confirmada a deia que
faz da fraqueza do Sr. Barao da Boa-Vista, por
cauza da forca de seus parentes que elle pro-
tege na serie de assassinatos, que ensanguentao
a provincia de Pernambuco. Ser por ventura
esta provincia a nica do Brazil, onde todos os
annos da-se urna serie de assassinatos ? A nica
onde elles sejo os mais horrorosos ? Quando
assim fosse nao ao Poder Executivo mas
legislacao, que se deve attribuir este mal. O
mesmo Brasil nao reconhece que desde 1821
at 1836 as ideias e as instituices marcharao
no sentido de guerrear o poder e afrouxar to-
dos os vinculos sociaes; nao d elle o cdigo
criminal por transumpto destas ideias anarchi-
' Nao ser antes effeito pernicioso desse co-
ras
digo fraco do que da fraqueza dos presidentes,
a immoralidade.que no imperio grassa, e a af-
foiteza com que os assassinos enluto todas as
provincias do Brazil ?
Os assassinatos feitos no jury do Recife as
mortes perpetradas na praca publica desta cidade
as passadasadministraces, os horrorosos par-
ricidios praticados no Rio de Janeiro e na Ba-
bia e outros muitos assassinatos que em todas
as provincias se perpetro a mesma escalla,
que em Pernambuco jamis se tem attribuido
fraqueza de seus presidentes. Seria na verdade
grande injustica imputar ao Executivo faltas,
para que elle menos tem concorrido, e que nao
Ihe he licito supprir em presenca do sistema
constitucional, que nos rege.
Em Pernambuco assim como em todas as pro-
vincias do imperio a immoralidade- acorocoada
pelo cdigo criminal, e pelas absolvices do ju-
ry tem arrefecido a energia dos agentes da po-
lica elevado ao maior grao a ousadia dos
criminosos principalmente quando tem deex-
ercer vingancas ; porque em nosso paiz he este
o maior estimulo paraos assassinatos, da mes-
ma sorte que n outras partes do globo he o rou-
bo o quemis incita os assassinos.
Diz porem o Brasil, que o Sr. Barao da
Boa-Vista Re fraco para conter a serie de assas-
sinatos, que ensanguentao a provincia ; porque
protege seus parentes mais fortes que elle ,
os quaes abuso da condescendencia necessaria
de seu prente e vo affoutos assassinando os
seus inimigos.
Surprehende a ousadia com que sem a me-
nor prova sem verosimilhanca o contempor-
neo que se julga incapaz de autorisar a im-
moralidade das calumnias impressas, lanca urna
infamia desta ordem sobre a mais numerosa e
respeitavel familia do Norte do Brazil. Quaes
sao os assassinios que os parentes do Sr. Barao
lom fuitn 9 /X_____ I ... ...
......------. ^uaus iirniic enes se inuignao como
authores dessa serie de attentados que ensan-
guentao Pernambuco e tao triste ideia do ao
Brasil da moralidade desta provincia? Pelo
contrario o que achamos na serie dos assassina-
tos sao alguns parentes do Sr. Barao victimas
do ccete e do bacamarte ; o escrivao Caval-
canti em Garanhuns e o integerrimo delegado
de polica do Rio Formoso, o tenente coronel
Pedro Ucha : sendo de notar, que para o as-
sassinato deste muito concorreo a sua energia,
e fidelidade com que executava as ordens da
presidencia. Urna morte tao injusta feita as
trras do engenho Genpapo tem dado motivo
para suppor-se represalia o que a)i depois suc-
cedeo ; mas deve o Brasil estar certo de que
mui exagerado he o communicado impresso no
seu n. 349 de 24 de dezembro pois he sabido,
que da primeira vez houve somente um homi-
cidio e da segunda dous n'aquelle engenho.
Tambem ja sabia o correspondente do commu-
nicante que os filhos de Arco Verde nenhuma
morte fizerao, apezar de sentirem profunda-
mente o assassinio de seu infeliz pai : que foi
o delegado do governo e nao o povo de Gara-
nhuns que tomou enrgicas medidas por oc-
easio da morte de Jos Cavalcanti : que o ofli-
cial de polica aecusado de mandante foi (apreso
e depois solt por mandado das authoridades
judiciarias, e que ainda at hoje nao entrou em
servico por estar pronunciado : que nenhuma
crianca tem sido assassinada; e que finalmente
o tenente coronel Jos Pedro Velloso da Silvei-
ra sub delegado da fregueziu da Escada he
j #. ;w__j,. C- > i rt .
aii uOs UIuiS 'IC MillUM "*' *-* JtllUU UU WUil
Vista que se tem posto sempre em attitudc de



5a
catear o eolio da anarchia segundo as ordens dignidade do seu cargo, c a poli tica de 19 deSe-
da presidencia e que esse ofijio he obra da
imaginacao do coimnunicanle, c seus consocios,
que tanto temio c na provincia as Coreas que
a voz do Exm. Presidente pdeaquclle suh de-
legado apresentar para destruir os planos dos
inoisioeis. Era porem necessario adulterar uns
acontecime'ntos, inventar outros, e mentir des-
pejadamente, para inculcar a fraquza d'aquel-
|e qua se tema pjr ser o mais forte dos pre-
sidentes.
Pese bem o Brtsilu importancia da calumni-
osa aecusaco que faz aos Ilustres parentes do
Sr. Baro da Boa-Vista.
Continuemos porem a notar a inverosimi-
Ihanca da> coberturas do contemporneo sobrj
a posiyo do Presidente de Pernambuco fraco
porque protege seus prenles mais fortes que
elle, os quaes a troco de urna ououtracon
cesso em poltica exloquem concessoes mais
importantes ou abusan da necessaria con-
descendencia de seu prente; e assim guer-
rearlo a reeleicao do Sr. Venancio e de ou-
tros correligionarios da poltica do governo
e obrigarao ao Presidente a aceitar candidatu-
ras bostis a essa poltica.
J tivemos occasio de mostrar que apenas
foro eleitos dous deputados que se conhecem
intensos poltica do governo actual mxime
por seus discursos na Assembla Pr winciaj con-
tra a le da reforma do cdigo do processo e
que poi elles nem o mais leve empenbo tez o
Presidente da Provincia por nao serem seos
candidatos. Enlo dissemos e anda insisti-
mos queoSr Baro da Boa-vista nenhuma
transaeco fez sobre eleicoes, nem com seos pa-
rentes nem com quaesquer mitras pes?oas.
Sustentamos ainda mais que he falsa codeter o Evm. Presidente desta Provincia
transigido com seus parentes em politice, e teU-
to concessoes importantissimas. O Sr. Barao
da Boa-vista que com a maioria da Assembla
Provincial, em que se eontavo muitos de seos
parentes, e amigos tez baquear o parecer da
commisso, que declarava inconstitucional a lei
da reforma pelo qual se empenbavao esses pa-
rentes que o Brasil suppoem mais fortes que
elle; o Sr. Baro que Ihes nao fez essa impor-
tante concesso politica, havia de fazer Ihes ou-
tras? Os parentes do Sr. Barao que sao in-
tensos politica do governo haviiio de tentar ou-
tra transaeco depois de vercm que elle al-
cancou o triunfo mais importante que ento
se podia desejar em politica ? Nao duvidamos,
que para o communicante do Brasil seja da
mais alta politica a reeleicao desses outros corre-
ligionarios do governo e de pouca importan-
cia a lei da reforma ; mas para o Sr. Baro da
Boa-vista, que inda partilha as mesmas ideias,
que triunfaro em 19 da Sctembro 1837 que
tem sabido comprehender essa politica segun-
do j o Brasil n'outro tempo reconheceo, a lei
da reforma e outros actos de alta politica es-
to sempre cima das afteices de sangue c de
parentesco e do interesse particular da reelei-
cao de certos individuos, que por este ganho nao
duvidaro offcrecer-sc a alguns parentes do
mesmo para de acord guerrearem o governo,
no que foro soberanamente repellidos. Em-
bora o Brasil ainda o acredite que sao corre-
ligionarios da politica do governo individuos ,
quetent rao infructuosamente similhante tran-
sago que sempre aqui eslivero ligados com I
os authores da indicacao mo annnrocon nn
Assembla para representar-sc contra a lei da
reforma por inconstitucional e molanle; que
foro colaboradores e por circulares impressas
pediro muitas assignaturas, alm de darem 50
paraoD.-nbvo que nao guerrea s a admi-
nistrado da Provincia mas poem o governo
central de terrorista, e perseguidor, presumin-
do estabeller as bases para una joven opposico
na cmara de 183; que nos nos attrevemosadi-
zer que a falta da maioria n esses outros cor-
religionarios que na corte adulo os Minis-
tros e na Provincia fazem guerra ao governo ,
*e alguma cousa prova he a estima que os e-
leitores tinho ao Presidente ej mais a fra-
que/a deste', que nunca devia empenhar-se pe-
la reeleicao de inimigos to declarados e calum-
niadores de sua pessoa. Nao he pois necessario
transigir para que se desse este facto que ao
Brasil parece um fenmeno poltico, do qual
certamente jamis se oceupario o Sr. Baro da
Boa-vista e seus Ilustres parentes.
Amancira clara e decisiva, com que foi der-
rota la na Assembla Provincial a indicacao fei-
ta pelos amigos desses outros correligionarios do
Brazil contra a lei da reforma e a opposico
que os amigos do Sr. Baro entre os quaes
havio alguns de seus parentes fizero ao pa-
recer dacommisso, que rejeitando a indica
eo declarava todavia a lei inconstitucional ,
parecer pelo qual se empenhavo esses parentes
fortes de S. Ex." ; o triunfo que o governo
obteve nesta importante questo ; o afn com
que o Presidente da Provincia executou nessa
crise a lei da reforma, provo suficientemente ,
queoSr. Baro da Boa-vista para sustentar a
tembro nao precisa de fazer concessoes polticas
a seus parentes, e que estes nao sao mais fortes
do que aquelle enrgico cidado quando est
investido da authoridade de delegado do gover-
no imperial.
Se nao heoPresidente mais forte de Pernam-
buco por causa da forca de seus parentes o Sr.
Baro da Roa-Vista que tem afteieoados na
maioria de sua numerosa familia, e dos es-
tranhos que observo os seus. actos de impar-
cialidades cnergia seo Sr. Baro da Boa-
Vista nao tem forca para neutralisar qualquer
influencia nociva de seus numerosos parentes ,
qual ser o cidado rodeado de prestigios de
terca bastante para abater em Pernambuco esse
collosso que o Brasil suppoc sem que se
torne escravo de um partido opposto (se o
ha na realidade ) e provoque assim urna confla-
graco na Provincia ? O Brasil que o aponte.
COMMERCIO,
A lan doga.
Rendimento do dia 7..........
Descarrego hojel
Barca Globe Fasendas Cha
2:324g802
alvaiade e
potassa.
Brigue Amelia Batatas.
Patacho -RestauracSo Vinho azeite tou-
cinho carnes miudezas e rap.
Barca Globien Brat Fazenda sabo ,
manteiga e cerveja.
Patacho Fortuna Ferro e pedras.
dia se ho "de arrematar na porta da mesma I Nenhum alumno poder frequentar de fve-
1220 livros no valor de 8008 reis impugne- vereiro de 18H em diante as de mais aulas des-
te curso de preparatorios sem ter obtido no ly-
ceo approvaco de grammatica nacional.
dos pelo amanuense Domingos da Silva Gui -
maraes, no dcspu.ho por factura de Avrial
Frres sob n. 3019, sendo a arremataeo
sugeita a direitos e expediente. Alfandega 6
de feverciro de 1843.Assignado V. T. P.
de F. Camargo..
Dcclaracdcs.
He neste curso permittido so mente a accn-
mulacoda frequeucia de duas aulas, salvas
as disposices antecedentes. Palacio de Pernam-
buco l.de fevereiro de 1843.Barao da Boa-
vista. Est conforme. O oicial maior ,
Antonio Jos de Oliveira.
O Presidente da provincia em consequencia
Pelo lyco desta cidade : Do ordem do de achar-se extincta a cadeira de Eloquencia
Exm. Sr. Bispo director se faz publico a todos
os allumnos e a quem mais possa interessar ,
as novas instrucoes e ordens ltimamente re-
celadas do Exm. Governo da provincia e
nacional estabelecida no lyceo, remove o pro-
fessor desta cadeira para a de lingoa nacional
novamente creada com os mesmos vencimentos
que Ihe competio. Palacio de Pernambuco
pelas quaes tem de ser de agora em diante diri- em 3 de fevereiro de 1813. Barao da Boa-
AVISO AOS NAVEGANTES.
Secretaria de estado dos negocios da marinha
t ultramar.
Pela secretaria d'estado dos negocios da ma-
rinha e do ultramar se faz publico para conhe.-
cimento dos navegantes os seguintes annunci-
os que ao governo de Sua Magestade foro diri-
gidos pelo encarregado de negocios de Portu-
gal em Stockolmo :
A administraco da real marinha faz pu-
blico para conhecimeato dos navegantes que
se construe actualmente um farol na llha Hallo,
situada na parte exterior de Kungsholmen no
Sehecren Septentrional da provincia de Bahus,
um quarto de milha distante pouco mais ou
menos do farol conductor situado em Saln ,
na Latitude norte 58 20' 30" e Longi-
tude 29, 25', 45" a l'ste do meridiano de
ferro ou 11, 16' 45" a l'ste de Green-
wich. Este farol, que deve ser acceso no fim des-
te anno ou antes do 1. de Junho do anuo
prximo destinado a ser um espelho circu-
lado ; o tempo medio das luzesser assencial-
mentedifferente das do Marstrand e em de-
valo tempo se publicar a sua exata descripeo ,
eotempocm que deve principiar a aprender-
se. Stockolmo 11 de Janeiro de 18i2.
A administraco da real marinha faz pu-
blico para conhecimento dos navegantes, que
nao sendo possivel collocar-se no presente anno
em Falsterbo o farol lenticular nao obstante
achajr-se terminada a reconstrueco da Torre ,
continuar a luz na mesma altura om que anti-
gamente se achava durante o tempo escuro ,
isto desde o mez de outubro do corrente an-
no at ao meado de abril do anno prximo futu-
ro ; sendo substituido o farol de lampeo que
provisoriamente servio este vero pelo de logo
aberto produsido por carvo como se pratica-
va com o antigo farol; e de 15 de abril em dian-
te ser novamente collocado o lampeo grande
ate* ser montado o farol lenticular. Stockolmo,
4 de outubro de 1842.
HIovimento do Porto.
Navios sahidos no dia 5.
Liverpool ; Barca Ingleza llosendale capito
Frierd ; com a carga que trouxe.
Bahia ; Galera Dinamarqucza Catharina ca-
pito Dreschers; carga lastro.
dem no dia 6.
Londres ; Barca Ingleza Isabella, capito Dac-
ton ; carga algodao, e assucar.
Portos do Norte ; Vapor Brasileiro Parahense ,
capito Joo Milito Henriqucs ; passagei-
ros Jos Tavares da Silva Filho Mara de
Jezus e 7 flhos menores Quintino Augus-
to Pamplona, major Manoel Machado da Sil-
va Santiago alteres Figuciredo. Henrv
Ellcry Inglez.
Entrados no mesmo dia-
Bahia ; 10 dias Brigue Hamburguez Etnma
Lowisa capito Henrv Haesloope; carga
lastro; N. O. Bieber & C.*
Eclital.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camar-
go commendador da ordem de christo, ins-
pector d'alfandega de Pernambuco jffc
J ac saber que no dia 7 do corrente ao meio | a de J'tniosopina
gidos os estudos do mesmo lyco : em conse-
quencia se declara que estando prohibida a
entrada de alumno algum no futuro anno de
1844 seja em que aula for sem ter sido pre-
viamente examinado no lyc^o no estudo da lin-
goa nacional devor por isto trabalhar esta
aula depois de terminados os trabalhos di' todas
as unirs alim de poderem frcquenta-la os
alumnos que quizerem sem prejuizo de ou-
tros estudos; sendo por tantoa ordem do traba-
dlo das aulas a seguinle: Latim das7V> as 10'!:
Francez Inglez, e Rhetorica., das 7'.' as
9'/': Geographia Desenlio, Geometra, e
Philosophia das 9" as 11' : Lingoa nacio-
nal das 11 / al1,* da tarde : Por esta forma
vai declarado o annuncio que se fez publicar
antes de terem sido recebidas as novas ordens
abaixo transcriptas. Lvco desta cidade 0 de
fevereiro de 1843. O secretario Joo Fa-
cundo da Silva Guimarcs.
Exm. e Bm. Sr. Attendendo ao que V.
Ex. acaba de representar sobre a demora ne-
cessaria na abertura das aulas do lycoo tenho
resolvido que os trabalhos do mesmo conie-
cem a quinze do corrente devendo V." E\.
dirigir o curso de preparatorios, segundo as
providencias e alteracoes mencionadas na
portaria do 1. do corrente que vai inclusa
por copia assignada pelo oflicial maior da se-
cretaria. Envi igualmente a V. Ex. copia
da portaria pela qual o professor da extincta
cadeira de eloquencia nacional foi removido
para a da lingoa patria. Pica suspenso o exer-
cicio das cadeiras de historia natural, e de sci-
encias fsicas, em quanto est somentc or-
ganisado o curso de preparatorios ou de ins-
trueco elementar, a que estas cadeiras nao
pertencem at que se possa completamente or-
ganisar o curso de sciencias industriaes, de que
ellas fazem parle. Dos Guarde a V. Ex.
Palacio de Pernambuco 3 de fevereiro de 1843.
Barao da Boa-vista. Exm. e Rm. Sr.
D. Thomaz de Noronha director do lyceo.
O Curso de preparatorios do hjceo fica redusi-
do as seguintes disciplinas Grammatica
Nacional, Latim Philosophia Rhetori-
ca Geometra Geographia e Historia ,
Francez e Dezenho.
Na aula de craniinaticaNaccional ensinar-se-ha:
Principios elementares da lingoa.
Analise grammatical em proza e verso.
Bellezas da lingoa.
Na aula de latim ensinar-se-ha porclasses:
l.1 Principios grammaticaes.
2.* Analise, e tradueco dos classicosem
proza e verso e Mythologia.
3.' Composicn o bellezas da latinidad
Na aula de Philosophia ensinar-se-ha :
Lgica Metaphisica e Ethica.
Historia da Philosophia.
Na aula de Rhetorica ensinar-se-ha :
Preceitos de Rhetorica.
Humanidades ou applicacSo dos precei-
tos aos.classicos.
Potica ecomposicues diversas na lingoa
patria.
Na aula de Geometra ensinar-se-ha :
Arithmetica Algebra e Geometra ele-
mentar.
Theoria des Logarithmos e sua applica-
cao a rcsoluco dos problemas de Trgono-,
metria plana.
Naaulade Geographia e Historia ensinar-se-ha:
Regras de critica.
Ideias geraes de historia universal.
Historia brasileira especialmente a Per-
nambucana.
Elementos de Geographia.
Na aula de Inglez e Francez ensinar-se-ha :
Principios geraes da grammatica.
Tradueco dos classicos em proza e verso.
Composico idem.
Na aula de Dezenho ensinar-se-ha o Deze-
nho linear e de figura.
Fica suprimida a cadeira de Eloquencia Na-
cional.
Nenhum alumno poder matricular-se as
aulas de Philosophia ou Rhetorica sem ter
exame de grammatica latina feito no lyceo.
O alumno,que se matricularn'aulade Rheto-
rica nao poder frequentar, no mesmo anno ,
ou e Geoiiieii ia."
usa. Est conforme. O Oflicial maior ,
Antonio Jos di- Oliveira.
O administrador da mesa de recebedoria
das rendas geraes internas; pela ultima ve/.
av iza aos moradores do bairro de S. Antonio,
e Boa-vista para que venbo pagar o imposto
do banco, pena de se proceder ao executivo ,
se at 15 do corrente nao vieren) satisfazer. Re-
cebedoria (i de fevereiro de 1843.
FranciscoXarier Caralcante de Albuquerque.
O arsenal de guerra compra pares de sapa-
tos para a tropa, de ordem da presidencia de 4
do corrente: os vendedores procurem no mesmo
arsenal o director no dia 8 do andante com as
amostras e precos. Arsenal de guerra 6 de
Fevereiro de I8i3 Martins, Coronel director
interino.
Pelo Lyceo desta cidade se faz pnblico, que
da data deste ato dias, iro a concurso as se-
guintes cadeiras que se acho vafjas : a de subs-
titua desta cidade ; a de 1". letras da villa do
Cabo ; a de meninas da villa do Brejo e a de
latim de Caranhuns : os candidatos que as di-
tas cadeiras se queiro oppor habilitem-sc nos
termos da Lei. Lyceo desta cidade 4 de Feve-
reiro de 18i3. O secretario, Joo F. S. Gui-
m a raes.
Avisos martimos.
Sahir para o Aracaty no dia 10 do cor-
rente a sumaca Felicidade mestre Jos Ro-
drigues Pinheiro, para carga ou passa-
geiros, entendo-se com o dito mestro ou com
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Para o Rio de Janeiro sahir com muita
brevidade por ter a maior parte da carga prem-
ia o brigue N. S. da Boa-viagem para car-
ga e passageiros para o que tem os melho-
res commodos trata-se com Domingos Alves
da Cunha ; ra estreita do Rozario n. 13 e
tambem recebe-se escravos a frete.
Leiloes.
> Lenoir Puget YC' faro leilo, por conta
c risco de quem pretencer c por intervencao do
corretor Oliveira quinta-feira 9 do corrente as
10 horas da manila no seu armazem da ra da
Cruz de grande sortimento de fazendas france-
zas, da suissa &c., das quaes sedescrevem al-
gumas : a saber: setins muito ricos pretos e de
cores para vestidos, ditos para colletes, tafets,
sarjas sedas e velludos magnficos para col-
letes lencos de cambraiadelinho, luvas meias
de seda mantas, e lencos do seda e do garca,
challes de seda riquissimos bicos finos e en-
trefinos brins brancos ede cor para calcas,
sendo o branco o mais superior que tem vin-
o a vsv mercado camisas de cassa pintada,
grvalas de setim, fitas de todas as qualidades,
cassas adamascadas lindissimac, lencos de fil
e de cassa bordados, challes de blonde colla-
rinhosdcblonde, vestidos de cassa e chapeos
para homem ; setins elsticos, estojos de ci-
rurgia, .bijoteria falca caixas de prata para
rap, espingardas de todas as qualidades, sa-
patos de duraque para sr*., botins para si*.,
homem c menino, pommadas sapatos de bi-
zerros para homem pennasd'escrever, bande-
jas riquissimas, candieiros excedentes para sal-
las, vid ros de chaminde candieiros, globos
mu superiores carteiras e estojos ricos para
navalbas, e diversidade d'outros artigos de
grande procura.
O leilo de Gaskcll Johnson nlo teve
hontem lugar pela chuva mas ser boje ef-
fectuadoas horas do costume.
S= Me. Calmont ACompanhia, tendo de
mudar-se brevemente para a sua casa nova fa-
ro leilo por intervencao do Corretor Olivei-
ra de avultado sortimento de fazendas ingle-
sas d'algodo linho, de la, e das qualidades
maisproprias deste mercado: quarto feira 8
do corrente as 10 horas da.manh impreterivel-
mentc no seu actual armazem da ra da
Cadeia.
Avisos diversos.
i
= Joo Pinheiro Ferreira Portuguez, re-
tira-sc para lora da provincia.
= Jos Ribeiro Barboza retira-se para o
Rio de Janeiro.
= Joaquim Pinto de Azevedo Brasileiro
retira-Be pum fura da provincia.
,



Ao Sr. Fructuoso Antonio dos Santos, na-
tural da comarca da Barra do Rio de S. Fran-
cisco o qual a annos retrou-SiJ daquclla co-
marca, para esta provincia ou para a das
Alagos, avisa o Padre Joo de Olivcira Costj,
que em seu poderse acha urna carta remettida
pela familia do mesmo Sr. para lhe ser entre-
gue a qual pode manda-la ou vir receber
no convento de S. Francisco nesta Cidade ; as-
sim como saber noticias circunstanciadas da sua
familia caso isso lhe interesse.
Offerece-se um crioulo de idade para
o servico de compras de a guma casa ou tao
bem para tratar de-algum cavallo de que tem
bastante 'pratica ; quem do mesmo precisar ,
dirija-se ao fim da ra Augusta sobrado nu-
mero 94.
O Sr. Joaquim Nunes Evaristo prati-
co queira dirigir-se a Gamboa do Carmo n.
19, primeiro andar para dar cumprimento da
ordem que trouxe do Maranhao por se igno-
rar sua morada.
Precisa-se de um feitor para um enge-
nho perto desta praca e que seja Portuguez,
e soTteiro : na ra do Queimado loja de An-
tonio da Silva Gusmao.
_ Roga-se ao Sr. Vicente Ferreira da
Silva Coutinho que diz ter em seu poder va-
rios escravos fgidos o obsequio de envistigar
se entre ellos k os seguintes, pertencentes a u-
o Mara de Seixas negociante desta praca :
Paulo, Mocambique com os signues da na-
eo baixo gordo, retinto dentes lima-
dos e alvos, era canoeiro foi escravo do
Jnglez Roberto Pelly e ltimamente de Jos
Marques "Vianna em cuja mao se comprou ,*
esti fgido desde o anno de 1836. Paulino ,
Calabar, baixo olhos espantados e csbu-
galhados, fulo dentes agudos era escravo
no Rio Grande do Norte, de um Padre, o qual
o vendeo nesta praca, por seu procurador Tho-
maz Antonio Lobo ; e est fgido desde 1838.
Alatheus Angola alto magro, rendido das
verilhas, veio do Maranhao para ser vendido
pelo annunciante e fugio em Junho de 1839,
com urna corrente no pe. Augusto Mocam-
bique alto gordo, sem barba com um S
no peito direito ou esquerdo pernas grossas,
fugio em 1839 andando em urna canoa. Ma-
noel nacSo Angola moleque, de idade de
16 a 17 annos magro cor fula levou ves-
tido camisa e ceroulas de algodao de Minas,
quando falla o faz como espantado e gague-
jando desapareceo por seduco em 10 de Ou-
tubrode 1840, do que ha certeza bem como os
seguintes : Sergio, Angola de idade de 14
a 1$ annos baixo grosso do corpo vestido
de ceroulas, e camisa do algodao de Minas,
Jadino, e mui pronostico desapareceo em 17
deMaiodel841. Hypolito,- Angola baixo,
de idade de 11 a 12 annos, muito esperto,
fallando correntemente o portuguez parecen-
do crioulo retinto rosto e dentes compri-
dos levou camisa e ceroulas de algodao de
Minas, foisedusido ou furtadoem 5 de Ju-
nho de 1841. Victor, Angola, da pelo ap-
pellidode Sarnento, de 15 annos, foi vesti-
do como os cima indicados, imbigudo pos
grandes pomas zambas, rosto comprido, bei-
cos muito encarnados, foi seduzido desde o
Mondego a chora meninos em a noite de 10
de Setembro de 1841. Tito Angola de 19
a 20 annos, rosto liso e sem barba estatura
regular pernas um pouco tortas, ps chatos,
e curtos, pintor, e bolieiro desapareceo em
U'-ZZ An! c 1S42 supe-sc que esteja em
Olinda, ou em algum engenbo trabalhando de
officio de pintor : gratilica-se com 100g rs. por
cada um que se entregar no Recife na ra
do Vigario, n. 13.
Perdco-se no dia 2 do corrente de Fora
de Portas at a cidade de Olinda um titulo
e recibo da repartico das obras publicas pro-
veniente da arrematacao da ponte do Anjo, so-
hreo rioSerinbaena da quantia de um oOnto
de res cujo titulo e recibo est assignado
pelo Sr. Fernando Francisco de Aguiar Mon-
tarroios arrematante da mesma ponte; e como
este titulo e recibo de nada serve a quem o
athou por ja estar prevenido o Sr. Inspector
da thesouraria provincial de nao pagar seno
ao abaixo assignado ; por ifso previne-se ao
respeitavel publico que ninguem faca nego-
cio algum ou transacSo com o dito titulo e
assim'quem otiver acbado pode entregar na
loja de lirros n. 6 e 8 na praca da Indepen-
dencia que ser recompensado.
Miguel Jos Teixeira.
Precisa-se de urna ama secca forra ou
captiva que cozinhe engomme e ensaboe ;
e tamben! precisa-se de um caixeiro de idade
de 18 a 16 annos (lestes chegados agora : na
ra de S. There/.a venda n. 25. i
hypolheca em urna casa terrea querendo a 2
por rento dirija-se a ra Direita refinacao
n. 10.
ss Aluga-se o sobrado de dous andares, na
praca da Boa-vista n. 6 : a fallar com o seu
proprietario Prxedes da Fonceca Coutinho ou
na botica da mesma casa com Ignacio Jos da
Costa.
Gaspar da Silva Froes ,' roga as pessoas
que tem pinhores n mmente vencidos os va
resgatar no praso de 3 dias pois ao contrario
os vai expor a venda.
Barricas de lar i n ha nova all$rs. no arma-
zem do largo do alfandega de Francisco Dias
Ferreira e bolacha boa a 3200 arroba na pa-
llara n. 48 da ra larga do Rozario.
s= Quem precisar de escravos alugados para
o servico do campo annuncie.
Quem presisar de um caixeiro para qual-
quer oceupaco exceto venda procure-o no
beco Largo n. 6.
Aluga-se urna preta lavadeira de varella,
para todo o servico ; quem tiver annuncie.
J. F. da Silva comprou porconta de An-
tonio Francisco da Silva meio bilhete de n.
1011 e por conta de Joze Francisco Ramos
outro meio de n. 1920 ambos moradores no
Aracat\, da 2.' parte da 12. lotera do theatro
publico.
Os srs. 'Domingos Antonio de Lima, Joao
Moreira da Silva Bernardo Jos da Fonceca,
queiro-se dirigir a ra da Cadeia, loja de
Joao da Cunha Magalhes, para se I bus entre-
gar urnas cartas vindas do Porto.
Da-se600$rs. a juros a dous por cento
sobre hypotheca, quem quiser annuncie por
esta foi Ka.
Precisa-se de um homem fornciro e que
entenda per fritamente de massas; na camboa do
Carmo n. 12.
Aluga-se a salla o alcova do 1. andar do
sobrado n. 1. da travessa do Queimado: n
venda do mesmo.
Obras de prata velha na ra do Quei-
mado n. 24.
No Coelho ra do Jasmim casa n. 6. apa-
receo urna preta anda bucal por nome Roza e
nao diz quem seja seu sr, e por isso quem lhe
faltar, dirija-se a mesma casa que dando os
signaes certos lhe ser entregue, sendo procu-
rado at o dia 8 do corrente seno ser entre-
gue a cadeia, e nao se responsabiliza por qual-
quer fuga que a dita faca da casa do annunci-
ante.
E. Schaeffer, mudou o seu escriptoro
par a ra da Cadeia do Recife : n. 21.
Precisa-se de um feitor que traba I he de
enxada para um pequeo sitio perto desta pra-
ca : no car torio do tabellio Regs na ra das
Cruzes.
Precisa-se de alugar 60 a 80 canoas a-
bertas para carregar entulho e areia com toda
brevidade: quem tiver annuncie.
Precisa-se de um caixeiro para tomar
conta de urna venda por balanco ; no acougue
da ra do Rangel n. 44.
= O abaixo assignado declara, que deixou
de administrar a casa de sua mui a sunhora
viuva Cunha desde o dia 9 de Janeiro prximo
passsado.Jos Mara Freir Gamtiro.
O abaixo assignado vendo o annuncio feito
pelo sr. P.e Francisco Dias de Oliveira no Diario
de Pernambuco n. 28 de 4 do corrente mez
offerecendo por venda o sobrado de dous anda-
res sito na ra das Trincheiras
a este sr. que tao bem sabe desempenhar as
funecoes do cargo do que se acha revestido ;
igualmente lhe roga haja do continuar a ter
em toda a seguranca os referidos escravos at se
lhe apresentar pessoa competentemente autho-
rizadaa fim de os conduzir para casadoseupro-
prietario, Jos Antonio Gomes Jnior.
Roga Policarpo Jas Layme ao sr. que
teve a feliz lembranca de publicar oeste Diario
n. 29 ser-lhe devedor da quantia de 8$ 160
urna pessoa cujo nome principia pelas letras
P. I. L., haja de o mais breve que poder ,
declarar pela mesma folha se se entende com .o
mesmo cima que est persuadido nao ser
devedor da menor quantia nesta praca ; e me-
Ihor seria que o mesmo senhor annunciante
para nao offender o melindre daquellas pes-
soas cujo nome he comprehendido as mes-
mas letrss iniciaes fizesse presente o nome do
mesmo sr. que declara ter-Ihe contrabido a di-
vida supra. por extenco.
= o dia quarta feira 8 do corrente, pela.
4 horas da tarde porta do Sr. Dr. Juiz da 3n
Vara do Civel, Vicente Ferreira Gomes, sa
hade arrematar por ser a ultima praca a casa
de sobrado e eocheira no lugar do Monteiro ,
pinhorada a Joao Francisco dos Santos Siqne->
ra por execucio do DesombargadorMartinia-
noda Rocha Bastos.
= Terca feira na praca do Sr. Juiz Munici-
pal da l.4 vara no Atierro da Boa-vista, se ho-
se arrematar urna casa de sobrado trez casas
terreas e um sitio na estrada dos Afflictos, pe-
nhoradas viuva Annuneiaco dr Filhos para
pagamento dos credores ; os licitantes compa-
se Vende-se a dinheiro ou a prazo que
oonvier com firmas a contento a loja da ru a
do Queimado, n. 14, com as fazendas que
as quaes forao compradas a dinheiro
tiver
em Setembro Outubro e Novembro do an-
no passado e em Janeiro, do corrente anno
nao tem retalhos o que se poder verificar avis-
ta ; da-se seguranca no arrendamcato da dita
loja; a tratar na mesma, ou com o Sr. Joo
Leite Pitia Ortigueira.
= Vende-se um escravo de 25 annos de
nacao ptimo para todo o servico; urna es-
crava parda engomma, cose e cozinha, am-
bos se do a contento e gosto do comprador
na ra Direita n. 43. "
= Vende-se urna gasa, na ra do Jasmim
por detraz da Igreja de S. Goncalo : na praca'
da S. Cruz n. 2.
= Vende-se na ra do Collegio botica de
Cyprianno Luiz da Paz saccas com farinha da
trra e mUho bom a 4000 rs. o alqueire.
=Rap de Lfoboa vindo no patacho Restau-
rado na ra da Cadeia loja de Joao da Cu-
nha Magalhes.
=cx Vende-se um cavallo de estribara, mui-
ta gordo, com todos os andares e por preco
commo ; urna vacca com um bezerro ; e um
preto muito bom sapateiro : na ra do Quei-
mado n. 29 casa de Novaes & Basto.
Vende-se um caxorro de filia natural
das Ilhas muito novo e por sua natureza va-
lente por preco commodo : na ra de Agoas
verdes, n. 70.
Vendem-se barricas vasias que forao do
bacalho assim como pipas e barris de man-
reco ali onde os preces das avaliaces convi- teiga tambem vasios : na Soledade, ra do pa-
dao aos concurrentes.
Compras.
Coropra-se urna meza de jantar em bom
estado ; e um par de brincos de diamantes,
sem feitio : na ra do Rangel n. 3.
Continua-se a comprar mulatinhas pren-
dadas ; muleques, negrinhas e negros de offi-
cio sendo bonitos pago-se bem : na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
de varanda de pao n. 20.
Compra-se um cavallo, que esteja gordo,
e tenha pratica de puchar carrinho ou um ou-
tro sendo gordo, e grande : na ra da Moc-
ita n. 7 ou annuncie.
Vendas
ment do comprador declara que tem arren-
dado o primeiro andar do mesmo sobrado e pa-
go o aluguer at o fim do mez de agosto do an-
no prximo futuro de 1844 e que por consen-
timento expresso do dito padre nelle tem feito e
continua a fazer bemfeitorias pelas quaes lhe
compete rctenco,posto que por conta dcllos ti-
vesse j recebido alguma cousa. E para que
se nao ignore todas estas circunstancias faz o
abaixo assignado o presente annuncio,
Antonio Jos Duarte Jnior.
= OfTerece-se um rapaz brazjleiro pora cai-
xeiro de escripta ou cobrancas", o qual he
izento de guarda nacional: quem delle preci-
sar dirija-se a ra larga do Rozario n. 26,1.
andar.
INDUSTRIA PFRNAMBUCANA.
O deposito do chocolate estabelecido na ra
Nova n. 15 mudoua-se para a ra da Cadeia
Velha loja do Bourgard aonda acha-6e de
novo um bom soptimento desta substancia, como
chocolate especial de baunilha frreo e de
saude ; a prompta extracao o mdico preco e
o empenho com que tem sido procurado he
um garante de sua boa qualidade e delicioso
sabor ( superior sem comparaco ao chocola-
tede Lisboa.)
O abaixo assignado faz publico que lhe
Vende-se listas dos premios da lotera d e
Y S. de Guadelupc : na praca da Independen-
cia loja de livrosn. 6 e 8.
Vende-se urna negra moca bonita fi-
gura excellente engommadeira costureira ,
cozinheira, e sem vicios ; um moleque que
repre/enla 15 annos de idade tambem sem
vicio algum : na ra do Crespo loja n. 12,
de Antonio da Cunha Soares Guimaraes.
Vende-se um escravo muito robusto ,
bom refinador de assucar : na ra da Sen zal-
la nova 4.
Na refinacao da ra das Laranjeiras,' con-
tinua-se a vender argalias de gomma elsti-
ca e muito boa marmelada em latas e cai-
xas caf utido e em grao por grosso e
miudo.
Vi? iiiiii su mmii'iw inuo engarrafado de ma-
deira secca, malvasja, ede bucellas, de 1832: na
ra do Vigario n. 21.
Marques & Veiga vendem batatas de
muito boa qualidade a 500 e 600 res a arro-
ba ; no arco da Conceico o em sua casa na
ra do Amorim n. 50 fumo em folha de pri-
meira c segunda qualidade, e charutos muito
bons em caixinhas de 200 tudo chegado da
Babia no Patacho Flor de Maroim.
Vende-se urna cadeira de arruar nova,
\inda prximamente da Babia : na ra do Vi-
gario n. 21.
Vende-se dous terrenos na Capunga, sen-
do um no correr da nova e velha estrada e ou-
tro com a frente para a velha somente ; e urna
loria agoa no beco do Calabouce junto ao so-
brado de Joo Moreira Marques: na ra de
Santo Amaro tenda de marcineiro.
= Vende-se ou afora-se de 30 a 500 e tan-
lacio do Bispo venda n. 20.
= Vendem-se compendios de Geometra pra-
tica de muito bom methodo : no pateo do
Collegio loja do Sr. Pinto ; preco 480 rs.
Vende-se um porcao de pombos de mui-
to boa qualidade pelo barato preco de 480 e
6W) reis o casal, e borrachos muito em conta :
na ra da Gloria n. 8.
Vende-se urna negrinha de 13 annos ;
no beco do Sarapatel n. 6.
Vende-se saccas com muito boa farinha ,
a 3000 rs. a sacca.; no armazem de Francisco
Dias Ferreira &Companhia no caes da alfan-
dega defronte da escadinha ; assim como sac-
cas com milho por 4000 rs. ; e man em coi-
xas de 16 libras por preco commodo : na ra
da Moeda n. 7.
Vende-se muito boa sement de coentro ,
a 400 rs. a garrafa : na Soledade ra de Joao
Fernandes Vieira venda n. 21.
Vende-se urna escrava moca de 20 an-
nos muito prendada e recolhida para fo-
ra urna mulata moca de boa figura perfei-
ta costureira e engommadeira tanto de homem,
como de senhora cozinha e ensaboa muito
bem a qual tem muito prepsito para dirigir
urna casa por estar acostumadu; urna preta
moca de 18 annos, engomma, cozinha e
cose ; duas pretas de todo o servico ordinario
por 500:000 ; urna mulatinha de 12 annos :
na ra do Fogo ao p do Rozario n. 8.
= Vende-se um paiol que leva 50 alqueires
de farinha pela medida velha todo de ama-
relio, e sicopira, proprio para pessoa que tem
grande fabrica ; e letria muito nova, a 200 rs. a
libra : na ra da Gloria venda n. 95. -
Vende-se um excellente banbeiro de fo-
lha com seu competente selindrn t nintafo H
novo e em muito bom uso por barato preco ;
na ra do Crespo loja n. 23, de Manoel Jos
de Souza & Companbia.
= Vende-se batatas em arrobas muito no-
vas a 400 reis canastros com oastanhas do
Porto a 2:500 : no caes da Alfandega ar-
mazem grande defronte da escadinha.
= Vende-se barricas com farellos de superi-
or qualidade chegadas ltimamente de Lisboa,
assim como pilulas Catharticas pratiadas e por
pratiar, com as suas competentes receitas, de
novo methodo de tomar nao s pela sua qua-
lidade como pelo bom temperamento; bi-
chas de superior qualidade : na ra do Vigario,
n. 19.
Vende-se urna negra da costa para fo-
ra da provincia sabe coser chao fazer lava-
nnto, cozinhar muito bem, fazerdocede todas as
qualidades e engomma perfectamente ; e
urna outra de meia idade que sabe cozinhar ,
e lavar muito bem tanto de sabao como de
da Cruz
Quem precisar de urna carroca para con- j consta que os cus escravos Paulo e Joaquim 9
ucSo de materiaes, madeiras soleiras de pe-'qne lhe fugiro em 22 do mez passado, forao
em 29 do mesmo aprehendidos pelo sr. Ma-
drae outros objectos sendo diariamente me-
Ihor, annuncie.
Quem annunciou querer um cont de
reis a premio de um o meio por cento com
thias Gonsalves de Aquino Guerra inspector
de Bizarra comarca do Limoeiro e por meio
deste annuncio dirijo os devidos agradecimentos
tos palmos de terreno com a frente para a es-
trada da Capunga com mais de 200 palmos de varrolla esta por 220:000 : na ra
fundo e alguns arvoredos dando fructos con- d Recife n. 6 primeiro andar,
cedendo-se aos compradores algum prazo : na Vende-se urna negra lava de sabao ,
ra da Cadeia do Recife loja de chapeos n. engomma e cozinha o ordinario de urna casa,
46 ou n. 20 ou no sitio passando a ponte do '' tem bonita figura : na praca da Independen-
Al angun ho, n. 57. cia n. 28.
Vende-se arroz do Maranhao de fabrica Vende-se caixoes depinho do Franca ,
por 2:000 a arroba tapioca dita a 3:000 a muito fortes e grandes : nesta Typografia ,
arroba : no armazem de Fernando Jos Bra- rua das Cruzes.
gaez junio ao arco da Conceico.
A ende-se bichas pretas grandes de supe-
rior qualidudc chegadas prximamente : no
Atierro da Boa-vista venda n. 44, junto a
travessn rin MrtilJS.
A'onde-se un uiulalinuo de 9 annos do
idade muito bonito : na praca da Indepen-
dencia ioja n. 6 e 8.
BEClFENall'. DEiH. 1. DFF. =1843.


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