Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04882


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Full Text
Anno de 1843.
Segunda Fera 6
Tado agora depende Ae nos mo< i ds nos prudencia inoderacio, e entren
uetooi como principiamos e serenos apuntados Cora admirado enlie es Nsces
, ullss.
I------- **. I" 'IHir mi UslI-tiCB I
( Proclssnicao ,1. Assembla Ger.l do Bnini.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiaaaa, Parahiba Riogrsnde do Noria segunda > ,ti\, ferlt
Bonito e Gsrsnhnns 11) e 24
Cabo Serinhiem, Rio Fumoso Porto C.l.o Macelo, e Alago., .o 1. 11 a 31
Boa-v!'* e Flores a 28. Sanio Anta quintas feiru. Olind, iodos o .lias
DlASA .SEMANA.
d Seg. As eViae de Chrislo. Ail, do J. de D. da 2. t.
7 Tere. i. Homnido Ab. Aud. do J. de D. ds 1 T_
g Quaft. i. Jalo 9 yoiai. Appollonia V. M. Aud. do J. de D. da 2. t.
40 Seal. t Escnlaslics V. Aud do J. de D. da 1 T, "
,1 Sab. i. Lro B Bel. Aud. do J. de D da 3. T,
1> Don, da sepiuspesima Eulalia V. M.
do Fevereiro Anno XIX N 23
O Diario publica-a* todos os diaa qu* nio foresa SantiEoados : o preco da assignatura be
de tres mil rea por qusrtei pagos adiaatadoa. Os annuneios doa assignanles sio inserido
gratis, e os dos que o nao forem raiao da 80 res por linbs. As recltmaces derem ser diri-
gidas a (sla Typ., ra das CrutesN 34.ou a praca da Independencia loja de litros N. fia S.
Casillos.No dia 4 de l'evereiro.
Caaabio sobra Londres 27 I a 'j7 { Nom.
a Paris 350 reis por franco.
Lisboa 100 por 100 de prsalo.
Oi'no-M.if.li da 6,100 V.
a a N.
a da 4,000
PlaTl-Pstaces
a Petos Columnarss
ditos Mexicanos
Moeda de cobre 2 a 3 por 100 de des como.
dem da letrss da bosa firmas i J < ;) o aet.
PHASES DA LA NO MEZ DE FEVEREIRO:
La Nova 15, 4 5 boras e 50 m. da Urd. I
Quart. craso. 4 7, s 2 boras e 13 al. da trJ. \ Quirt.
compra
15,3iM>
15.10J
8,500
1,800
1,800
1,800
venda.
15.5UU
16,300
8.70J
1,820
1,820
1,820
aing. 21 a S boras 27 m. da m.
Preamar de hoje
" a 10 hora a 30 a. da tarda.
PARTE OFFICIAL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 25 DO PASSADO.
Ofllcio Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando que no caso de estar con-
forme o pret, que lhe romette, mande pagar
aomajor Antonio da Silva Gusmao, procura-
dor do delegado do, termo de Flores a quantia
de 80810'' reis em que importiio os vencimen-
tos de 26 pracas da guarda nacional que esti-
vero destacadas naquella Comarca desde 19 ate
27de dezembro ultimo. Coinmiinicou-se ao
delegado do termo de Flores.
Dito Ao mesmo, ordenando em solucao da
(Imilla, que manifestou ter a cerca do paga-
mento do sold do alferes reformado Alfonso de
Almeida e Albuquerque que mande pagar ao
dito olllcial o respectivo sold, que hemuidis-
tincto da pensao riio obstante estar elle in-
cluido na carta imperial, pela qual se Ih'a con-
cedis ; visto entender-se nao s da guia, que
elle trouxeda Parahiba cono do aviso da se-
cretaria da guerra de 28 de novembro do anno
lindo que os seus sidos tem-lhe sido eflee-
tivamente pagos.
Dito Ao commandante das armas, signifi-
cando, que por haver embarcado o batalhao
provisorio nao pode esta provincia ter em ser-
vico maisque dous facultativos para o corpo de
artilharia e para o da guarda nacional destaca-
do, fazendoos mesmos alternadamente o servico
do hospital, e das mais pravas de prlmeira linha,
como sejoas do deposito, companhia de caval-
laria edeartifices: equeem consequencia deve
despedir um dos facultativos, engajados porgra-
t i (cacao mensal e distribuir o servico pelos
dous, quotem de continuar nos referidos cor-
pos.Participou-se ao inspector da thesouraria
da fazenda.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da ordenando, que nao obstante a duvida do
commissario fiscal do ministerio da guerra ,
mande pagaras familias dos ofilciaes de com-
i is^ao do batalhao provisorio as prestaefies, que
estes lhes deixrao ; emquanloS. M. o Impe-
rador, cuja presenea vai ser levado este ne-
gocio, naoresolvero contrario.Communicou-
se ao commandante das armas.
Dito Ao commandante superior da guar-
da nacional, deste municipio, determinando
expeca suas ordens eom urgencia para que os
Iros batalhoes da guarda nacional desta ci-
dade, attenta a falta de tropa de primeira linha
passem fazeraguarnicao da praca as tenas
reiras quintase domingos. Participou-se ao
commandante das armas.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, remetiendo as condiccoes,
rom que devem ser arremattadas as obras da
primeira e segunda parte do sexto la neo da es-
trada do Pao do albo aflu de que faca por em
arrematarlo as mencionadas obras ; e reconi-
mendando-lhe que ao convidar licitantes as
referidas arremattaces, declare, que os res-
pectivos ornamentos plantas, e perlis achil-
se patentes quem os qui/cr consultar em o ga-
binete do engenheiro emchefe das obras publi-
cas.Communicou-se ao engenheiro em chefe.
DitoAo commandante das armas scienti-
iicando-ode ternomeado para al/eres do bata-
lhao de infantaria da guarda nacional destacado
ao alfcres do primeiro batalhao da legio de O-
linda Felippe Antonio Teixeira de Albuquer-
que.Participou-se esta nomeaciio ao chelo da
referida legio.
Ditos Do secretario da provincia a camaru
municipal de Oljnda, significando que forao
recebidos os seus ofllcios, em que partecipa ter
nomeado odoutor Pedro Autranda Malta e Al-
buquerque promotor da guarda nacional da-
quelle municipio e aecusa a Temessa da Cont'
e balanco da receita e despesas respectivas no
anno flnancoiro prximo lindo.
dem do dia 26.
Ofllcio Ao inspector do arsenal de mari-
nha approvando as propostas de Francisco
Mamedede Almeida e Mosquita VDutra em
que se compromottem a fazer o (ornecimento
de diversos ohjmfcM deque precisa o mesino
arsenal por trez ineaces e pelos, pitaos cons-
tantes doseu ofllcio de 19 deste mei.
Dito Ao director interino do arsenal de
guerra approvando a medida que tomou de
daquelle arsenal constantes da rclacao que
acompanhou o sen ofllcio de 21 do correntc; c
authorisando-o fazer a reduccao dos jornaes,
de que trata em o mencionado ofllcio.
Dito Ao chefe interino da primeira legi.o
da guarda nacional deste municipio intelli-
genciando-0 de que de ora ern dianle lhe se-
ra o dirigidas todas, as ordens da Presidencia ,
quedisserein respeito ao servico da dita legiao;
visto achar-se fra da capital o commandante
superior; e recommendando-lhe que prorap-
tamente execute qualquer ordem que lhe fpr
expedida, edella scientiflqoeo n^ferido com-
mandante superior. Participou-se ao com-
mandante superior da guarda nacional deste
municipio.
Dito Ao engenheiro ern chefe das obras pu-
blicas authorisando-o acceitar o oflercri-
mento que participa-lho haverem Coito do
lastro de urna embarcavao composto de pedras
siliciosas, proprias para ealcamenlos coin a
condcefio de as mandar doscarrgar; e fazer
as despesas neressarias rom esse doscarrega-
mento.
Portara Ao commandante da escuna
Lrbre. ordenando, que quando lhe orem
remettidos recrutas de marinha fisitos nesla
provincia nao lhes assentc praca sera que
telo sido inspeccionados pela junta desande,
e esta declare que estro aptos para O servico.
Ofllcio Do secretario da provincia ao ins-
pector da thesouarria da fazenda, participando
queoExm. Sr. Presidente ha nomeado para
alferes do batalhao de infantaria de guardas na-
cionacs destacado aos sargentos do mesmo ba-
talhao Caetano Jos Mendos e Manoel Can-
dido da Silva e ao alferes do primeiro bata-
lhao do municipio de Olinda, Felippe Antonio
Teixeira de Albuquerque.
Dito Do mesmo ao Jui/. municipal da 1.
vara, amigando recepeo do ofllcio de 21 do
correntc, em qu participa ter sido transferida
para o dia.11 deste meza extraccSodos bilhelcs
da lotera concedida favor das obras da igreja
do (uadelupe, em consequencia da grande quan-
lidadedos bilhetes, qne restava vender-so.
Dito Do mesmo Antonio Teixeira de Ma-
ced diiendo que S. Ex.a o sr. Presidente da
provincia, quem foi presente o seu ofllcio de
15 em que insta va pela demissao do logar de
delegado, que exerce era o termo de (aranhiins,
manda significar-lhe que j por ofllcio de 18
deste mez declarou-lhe os motivos porque lhe
niio conceda a referida demissao.
Dito Do mesmo ao Inspector do arsenal do
marinha, communicando, que o Exm. Sr. Pre-
sidente da provincia levou presenga do Exm.
sr. ministro da marinha o seu ofllcio em que
deo parte de terem *idf> jUlgfldQJ incaiinycs do
servico pela junta desaudoosprimeiros Gn^mo-
tes da escuna Lebre Mariano Gomes, e
CypranoJos, eo2. marinheiro da escuna
1." rfe.46r7Jalin.
lina Roza de Sania Anua viuva do tenante Jos
Jernimo Fernandos Guimares, paraqiie ou-
vessede satisfazer a exigencia que a respeito de
sua pretencao fasia, o commissario fiscal do mi-
li islerio da guerra.
PortaraAo mesmo, mandando d'ordem
da presidencia excluir com guia para o respec-
tivocorpo o soldado Pedro Alvares da Silva.
bre a pretencao do Margarida Mara do Nasri-
niiMito, e dos soldados .loao l'iancisco Tiburcio,
i'Malinas Francisco da Trindade quepediao
regressar conipanliia d'artfices.
Dito Ao commandante suportar da guarda
nacional da eidadede Goianna coiniiiuniiin-
do-lhe, que segua para ali um destacamento
do batalhao de infantaria de guardas narionaes
destacado com o lira de fazer o servico da po-
lica eque devendo ser o mesmo destacamen-
to elevado a (0 piaras o ofllr-ial commandante
hia autorisado reciberde S. S." as 11 pravas
(|iiefaIlavao para o completo.
Iguaes coiiiniunicaroes se fizerao aos com-
mandantes da guarda nacional do Brejo, Bo-
nito e S. Antao rom a dilfcrenra de que os
destacamentos mandados para taes lugares,
hiao receber os dous primeiros 31 pracas so-
mente, e o ultimo 11.
Dito Ao Inspector da thesouraria envian-
do-lhe os papis de contabilidade do destaca-
mento do Brejo, relativos ao mez de dezembro
prximo passado.
Dito Ao tenente-coronel do estado-maior
M. I. del!. Mendonca para que continuasse
na presidencia do conselho de guerra do alfe-
res Gosdem, por lhe parecer que este nao im-
plcaria rom oda entregado material do bata-
lhao terceiro que dcixara do coiniiiandar.
Dito Ao tenente-coronel commandante do
batalhao de infantaria de guardas nacionaes des-
tarado ordenando-Ihe que alem dos desta-
camentos do Limoeiro e Nazareth lizesse mar-
char para a villa de Goianna e Comarcas de
Santo Anlao Brejo e Bonito, hiim destaca-
mento composto de luiiii subalterno hum
inferior dois cabos hum tambor o quinze Na appellacao civel desta cidade appellanto
soldados, e para Pao do alho, Cabo e Igua- o juno appellado BatilioAIves de Miranda Va-
ra ss iguaes destacamentos menos o tambor, "'J0. escrivao Posthumo, foi reformada a
e provinindo que os de Goianna e Santo sentonca recorrida.
Antao tinhao de ser elevados a 60 pracas ; os ^ appellacao civel desta cidade, appellanto
do Brejo e Bonito a 50 ; odePodo alho, a a viuvade Jos Comes Pereira da Silva, ap-
io; os do Cabo e Iguarass a 30. Conclua Pelado Daniel Antunes dos Reis, escrivao Fer-
dando varias disposicoes sobre a marcha de reir. roijullgada a habilitado.
taes destacamentos seus vencimentos e dici-
piina.
Dilo Ao major cojn mandan te interino do
segundo batalhao de artilhera para cffectuar
o pagamento dos vencimentos das pracas de
pret empregadas no hospital regimental.
Tribunal da Rclacao.
Srsst7<> de 1 de fettrtiro de i 813.
Na appellacao crime dos jurados do Rio
Grande do Norte appellanle Vicente Ferreira
de Paita, appellado Antonio Jos de Sa es-
crivao Posthumo julgaro improcedente o re-
curso e mandaran remeter o processo ao juiz,
de direilo respectivo.
Na appellacao crime da comarca de Macei ,
appellanle o juizo appellado Jos Antonio Pe-
rcira da Silva escrivao Ferreira, sejplgou po-
la eoiilirmacao da senlenra appellada.
Pa appeliacSpcivel da comarca do Cabo, ap-
pellanle Benlo Jos Lemenha Lins appellados
a viuva e herdeiros de Manoel de Barros Reg ,
escrivao Bandeira; sejulgou improcedente a ap-
pellacao por niio ser caso dola.
Na appellacao crime dos jurados da cidado
de Goianna i appoJlantc Francisco Gomes Ma-
caco, appellado o juizo, escrivao Ferreira ,
julgaro improcedente o recurso.
Os embargos da viuva e herdeiros de Manoel
Rodrigues do Paco conlra a viuva Costa 8 F-
llios no causa de appellacao civel desta cida-
de, escrivao Bego Rangel forao recebidos, e
reformado o accordao embargado.
flpcnoHii
- ,-..
......,-:..- A...
UUL.UI1UJ UUi
,1 ;t1*..f/anf/kc nlllriii'tc
Criminando das Armas.
EXPEDIENTE DO DIA 2 DO PASSADO.
Ofllcio Ao Exm. Presidente, fazendo-lhe
algumas reflexes acerca' da doctrinado art. 35
do regulamenlo que acaba de dar ao corpo po-
licial por ir de encontr ao que se achaestobe-
lecido na resolucao n. 168 de 14 de maiode
1812 e aviso imperial de 7 de Janeiro do mes-
mo anno.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., para que hou-
vesse de. resolver a duvida appresentada pelo
commissario fiscal do ministerio da guerra sobre
o pagamento das prestac/fics, que deixrao s suas
familias, os ofliciaes de commissao do bata-
lhao provisorio quando embarcorao para a
corte.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., para que tives-
se a bondade de ordenar aos commandantesda
(i. N. de Pao d'Alho, Cabo, eIguarass, a
fim de fornecerem ao destacamento, que lti-
mamente marchou um corneta, por nao ser
possivel mandar tambor do batalhao de I. de
G. N. destacado, que contava actualmente .1
tambores tendo dado seis para outros desta-
camentos.
DitoAo mesmo Exm. Sr. remettendo-
Ihe romprlenteinenU! informado o reipieriiuento
do cadete Franciscu u Bc^ti !,i>>.-. Barre'lo ,
(pie pedia licenca para frequentar a escolla mi-
litar da corte.
DitoAo coronel director interino do arsena/
informar so-
An (marra
r- ruin lu.li.M.vii ili>
" "i......"......
Na appellacao civel da cidade da fortaleza ,
appellante a fazenda publica appellado Jos
Raimundo Pessoa escrivao Jacomo ; se jul-
gou pela reforma da sentonca de que se ap-
pellou.
Na appellaciio civel desta cidade, appellanto
iito ,Ao7oiniiiandanto"7iiteVTo" da'com- a ''>^nda publica appellado Nuno Maria de
panhia de artfices pedindo urna relac5o das SL'lxas escrivao llego Rangel foi a sentonca
pracas, que nao fossein habilitadas para os conhrniada.
trabalhos do arsenal.
Dito Ao delegado do termo do Rcife di-
zendo-lhe, que mandara assentar praca aos
recrutas Manoel Pedro Antonio Cabral, c
Manoel Bizerra Menezes e por em custodia a
.lorio Peraira de Albuquerque e Jos Gomes
de Carvalho.
Portara Ao tenente-coronel commandan-
te do batalhao destacado mandando de ordem
da Presidencia excluir com guia para o res-
pectivo corpo, o soldado Jos Francisco de
Paula Pinto Pessoa.
dem.do diaiS.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
SESSO REAL DO ENCERAAMENTO,
l:m )><) de Dezembro de 18*2.
Ao meio da comecaram a reunir-se, na sala
das sessoes da cmara electiva os dignos Pares
do reino e os sis. depiitados da naci oceu-
pando os logares marcados na artigo 19. da
carta constitucional; o sr. Duque de Palmella ,
Presidente da cmara Hereditaria, tomou a
Ofllcio Ao Exm. Presidende, ponderando- j presidencia,
lhe o disfalque do batalhao d'inrantaria de guar- Estovara presentes o sr. presidente do conselho
da nacional coraos nove destacamentos quehia de ministros, eossrs. ministros da justica, fa-
llar para as differentes coinniarcas, sendo por'zenda, marinha e dos negocios estrangeiros.
isso necessario a expedicao de suas ordens, para j A una hora foi aberta a sessao; e logo o sr.
que aguarda nacional desse a guarnicao da presidente do conselho, tomada venia do sr. pre-
_ A_______ ___' A.^ a. ~ xl.. ^w. f i lairs la .1 >inili> Ciilimlii ildi' I # ij> ka>> nnn lm i n nianinln
praca as tercas quintas e domingos de rada
semana, observando-so este detalhe dodia 29
em diante.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. enviando-lhe in-
sidentedas Cdrtos geraes, leu o seguinte.
Decreto.
Sendo rhegada a poca emque, segundo o
artigo 18 da caita constitucional da Monarchia.
formados os reqiierimentos do sargento quartel deve ter logar a sessao real da abertura das cor-
raestre Caetano Jos Mendes e do 1. sargento i tes geraes ordinarias da nacSo portugueza ; e
Jesuino 'lavares de Souza ambos do batalhao |cuniprindo que a este acto preceda o da sessao
d'infanlaria deguarda nacional destacado, que j real de eiicerramcnto das actuaescortes, a que
supplicavao a noincacao d'allrres para o mesmo niio me possivel assistir: hei por bem deter-
Ibatalhio.
Dilo Ao inspector da thesouraria requi-
sitando-lhc nova f de r/fficio do major Antonio
Affonco Vianna coinmandaiile da fortaleza de
Tamandar a fin de ser enviada a reparticao
de guerra, visto que a primeira qne lhe foi pas-
sada conten inexailiddes.
Dito Ao mesmo commiinirando-lhe que
a chave do arniasem da ra da Praia (|ue ser-
via de coxia dos cavallos desuados a pucharem
o parque d'artilhaia -da companhia d'artfices,
ontregue a proprietaria Luiza Thereza de
(ora
Jess Barbosa no dia 22 do correntc.
Dito Ao tenente-coronel commandante do
halalho d'infantaria de guarda nacional desta-
cado enviando-lhe o requerimento de Caro-
minar (|iie a dita sessao real de cncerra ment se
verifique no palacio das cortes pelas doze horas
dodia de amanlia 29docorrente mez e que
por mira assistam a ella os ministros e secreta-
rios d'eslado, que compoem o actual ministe-
rio declarando em mcu nomc fechada a sessao
extraordinaria do presente anno. Os mesmos
ministros esecretarios d'eslado assim o tenham
entendido c oexecutem ; e o Duque da terceira,
meu sobrinho, par do reino e presidente do
conselho de ministros, lea este decreto no prin-
cipio da sessao, reineitendo-se copia delio a
una e mitra cmara paralicar depositada nos
respectivos archivos. Palacio das neessidades,
em 28 de desembrode 1812. =Rainha. =Du-
ii itr. da Trrre.ira. Antonio Bernardo da Cott
\


pp
Cahral. Bardo do Tojal. Joaquim Jos
Falcdo. = Jos Antonio Mara de Souza Azeve-
do. = Jos Joaquim Gomes de Castro.
Concluida a leitura deste decreto, proseguiuo
sr. presidente do conselho:
Em cumplimento das ordens de Sua Mages-
tade a Rainha, comprehendidas no decreto
que acabo de lr Esta encerrada a sesso ex-
traordinario do anuo de mil oitcenlos quarenta
e dous das corles geraes da nacdo porlugueza.
Ento disse o sr. presidente da Assembla :
Est fechada a sesso.Retiraram-sc os dig-
nos pares do reino e os srs. deputadosda na-
$o cinco minutos depois de urna hora. = Jos
Servulo da Costa e Silva.
A respeito da prisao do doutor Joaquim Jos
Pereira de Mello advogado em Lisboa, de cu-
jo facto demos noticia emo nosso numero 13 ,
l-se no Nacional o seguinte :
Associacdo dos advogados de Lisboa.
O Sr. Pereira de Mello membro desta as-
sociaco praticou um abuso escandaloso da sua
profisso nao restituindo uns autos contra o
mandato da justica em consequencia do que
seacha preso. Nao ha alguem quedeixe de cen-
surar o procedimento do Sr. Pereira de Mello.
A associaco mandou comprimenta-lo por hu-
ma deputaco.
Consulta apresentadu Associacdo.
De que recurso deve urna parte lancar mao,
quandoo advogado contrario depois de esgo-
tados todos os meios para demorar o andamen-
to de huma causa at mesmo, a dse pedir
certido das tcncoes e accordo constantes dos
utos paraajuntaraosmesmos autos em de-
reza do seu constituinte chega por flm a pre-
ferir o ser preso a restituir os autos que diz tem
em seu poder?
Todos os meios que a lei apona esto esgota-
,L advSado desobedece authoridade,
retendo na sua mao um deposito que se manda
restituirQual he o recurso que resta a esta
parte ?
Lisboa 10 de dezembro de 1842.
L-se na gazeta dos tribunaes :
No dia 14 se discutirao na associaco dos
advogados as respostas pelo Sr. Holtrcman na
qualidadede relator, aos dous ltimos quesi-
tos da proposta do Sr. Pereira de Mello, e fo-
rao approvadas e todo o parecer. .
Fmdaadiscusso propoz o Sr. Silveira da
Motta que a associaco por meio de urna vota-
do desse um voto de censura ao Sr. Perei-
ra de Mello: depois de breve discussaoem que
tomarao parte os Srs. Ferreira da Cunha, Ma-
noelManaCoutinho, Antunes Pintoe Holtre-
man se approvou alinal a proposta do Sr. Sil-
veira da Motta com a redaccao do Sr. Holtreman,
isto he que a associaco por urna votaco de-
moiistrasse que nao approvava o procedimento
do sr. Pereira de Mello, eque muito principal-
mente de certa poca em diante fortemente o
rensurava Iancando-se esta votaco eseuob-
jecto na acta da respectiva sesso.
INTERIOR.
l'ROPOSTA E RELATORIO
Aprtsentados a Assembla Geral Legislativa ,
na i.* Sesso da 5.a legislatura, pelo mi-
nistro e secretario de estado dos negocios da
fazenda visconde de Airantes.
Augustos e dignissimos Srs. representantes
da naco. Em observancia do artigo 13 da
lei de 31 de outubro de 1835 tenho a honra
d apresen lar-vos a proposta do orcamento da
despeza e receita geral do imperio para o prxi-
mo futuro exercicio de 1843 a 1844.
PROPOSTA.
capitulo 1. Despeza Geral.
Art. 1. A despeza geral do imperio para o
exercicio de 1843 a!84i
h'xado na quantia de 23,120,866,783
a qual ser distribuida pelos
sois diversos ministerios na
forma especificada nos seguin-
artigos:
Art. 2. O ministro e secre-
tario de estado dos negocios do
imperio autorisado para des-
pender com os objectos desig-
nados nos seguintes paragra-
phos a quantia de..........3,182:964,000
a saber:
1. Dotaco
d S. M. o Im-
perador..... 800:000,000
2. Dita de S.
M. a futura i m-
peratriz..... 96:000,000
3. Alimento
deSS. AA. im-
periaes...... 42:000,000
4. Dotaco -
de S. M. 1. a
dquezadeBra-
ganra......50:000,000
5. Ordenados
e gratificaces
dos mestres da
familia imperial 10:400,000
6. Secretaria
de estado. .. 50:000,000
7. Conce-
Iho de estado. 28:800,000
8. Presiden-
tes de provin-
cias........168:600,000
9. Cmara
dos senadores e
secretaria____220:400,000
10. Dita dos
deputados, id. 283:729,000
11. Cursos
jurdicos. ... 78:580,000
12. Escolas
de medicina.. 90:435,000
13. Acade-
mia de Bel las-
Arles....... 13:416,000
H. Museo. 10:850,000
15. Junta do
commercio. .. 18:270,000
16. Archivo
publico...... 6:220,000
17. Em pre-
gados de visita
de saude nos
portos maritimos 19:541,000
18. Correio
geral e paque-
tes de vapor... 684:000.000
19. Canacs,
pon tes e estra-
das geraes.... 80:000,000
20. Cons-
truccao do mo-
numento levan-
tado indepen-
dencia no Ypi-
ranga....... 4:000,000
21. Explora-
cao de minas de
carvo...... 6:000,000
22. Cathe-
quescecivilisa-
co de Indios. 6:000,000
23. Coloni-
saco .... 20:000,000
24. Eventu-
aes.....40:000,000
No municipio
da corte.
25. Escolas
menores de ins-
trucco publica 52:317,000
26. Biblio-
theca publica.. 8:998,000
27. Jardim
Bota nn ico da
LagAa de Freitas 11:939,000
28. Dito do
Passeio Publico 5:029,000
29. Vaccina 3:220,000
30. Insti-
tuto histrico.. 2:000,000
31. Imperi-
al academia de
medicina 1:600,000
32. lllumi-
naco .... 119:522,000
33. Obras
publicas 151:098,000
34. Exerci-
cios lindos. t
Art. 3. O ministro e secre-
tario de estado dos negocios da
justica autorisado para des-
pender com os o objectos de-
signados nos seguintes par-
grafos a quantia de........ 1,598:348,411
a saber :
1. Secreta-
ria de estado.. 37:630,000
2. Tribunal
supremo de jus-
tica......... 69:933,334
3. Relaces. 188:156,667
4. Justicasde
primeiras ins-
tancias ...... 439:940,000
5. Guardas
nacionaes____ 200:000,000
6.Telegraphos 8:658,220
7. Bispos e
relaco metro-
politana..... 31:300,000
8. Evcntuaes 8:000,000
No municipio
da corte.
6. Capella
imperial..... 98:876,200
10. Parochos
11. Polica.
12. Guardas
nacionaes. ..
13. Ditas
mu nic i paes per-
manentes. .. .
14. Lazaros.
15. Casa d
14:864,220
107:256,200
18:300,000
239:285.500
10:000,000
correcco e re-
paros de cadas
16. Conduc-
cao, sustento e
vestuario de
presos pobres.
17. Even-
tuaes ....
18. Exerci-
cicios lindos .
93:940,000
24:200*000
8:000,000
Art. 5. O ministro e se-
cretario de estado dos negocios
estrangeiros autorisado para
despender com os objectos d "
signados nos seguintes para-
graphos a quantia de ... 535:064,800
a saber:
* 1 S'T'tl
taria de estado. 36:392,800
2. Commis-
so mixta bra-
zileira e ingle-
za..... 3:900,000
3. Dita na
Serra Lea ao
cambio de67 */ 4:300,000
4.Legaces e
consulados, id. 156:710.000
5. Despezas
extraordinarias
dentro do im-
perio em moe-
da fraca 20:000,000
6. Dita no ex-
terior ao cam-
bio de 67 'V*. .
7. Di Aeren-
ca entre o dito
cambio e o me-
dio de 30 por
que se calculo
as remessas pa-
ra os pagamen-
tos no exterior.
8. Exercici-
os (indos .
50:000,000
263:762,000
Art. 5.0 ministro e secretario
de estado dos negocios da ma-
rinha autorisado para des-
pender com os objectos desig-
nados' nos seguintes paragra-
phos a quantia de......2,732,500,141
a saber:
1. Secreta-
ria de estado. 35:200,000
2. Quartel
general 2:182,000
3. Concelho
supremo militar 6:000,000
4. Audito-
ria e executoria 2:620,000
5. Corpo da
armada e classes
annexas. 308:732,240
6. Corpo de
artilharia da
marinha 105:555,464
7. Reformados 47:922,750
8. Forca naval 1,099:326,000
9. Corpo de
imperiaes mari-
nheiros....... 31:325,000
10. Hospitaes. 44:139,460
11. Arrecada-
co e contabili-
dade......... 70:077,040
12. Arsenaes. 757:731,117
13. Academia
de marinha. ... 27:413,200
14 Escolas.. 3:992,000
15. P bardes e
barcas de socorro 47:135,125
16. Obras na-
cionaes....... 93:147,350
17. Evcntuaes 50:000,000
18. Exercicios
lindos........ t
Art. 6. O ministro e secreta-
rio de estado dos negocios da
guerra autorisado para despen-
der com os objectos designados
nos seguintes paragraphos a
quantia de................5,891:869,830
a saber:
1. Secretaria
de estado, e con-
tadoria \ geral a
ella annexa.... 52:500,000
2. Pagadoria
das tropas..... 17:100,000
3. Commissa-
riosfiscaes,eseus
ajudantes...... 9:060,000
4. Concelho
supremo militar 23:150,000
5. Commando
de armas...... 36:649,920
6. Escola mi-
litar.......... 48:993,120
7. Archivo pu-
blico, e oulcina
litographica.. .. 8:711,920.
8. Arsenaes de
guerra, e arma-
zens de artigos
bellicos....... 550:458,240
9. Aprendizes
menores dos ar-
senaes de guerra 60:552,920
10. Officiaes
do estado maior
general, e de pri
me ira e segunda
classe......... 123.180,000
ll.Engenheiros 50:242,000
12. Forca de
linha.........2,981:237,640
13. Dita fura
da linha......, 363:579,600
14. Hospitao* 38:277,265
15. Gratifica-
cees, eforragens
a officiaes de di-
versas armas... 31:165,600
16. Officiaes
da terceira classe 139,500,000
17. Ditos nao
qualificados. 29:185,200
18. Ditos da
segunda linha
que vencem sold
19. Ditos ho-
norarios, ditos.
20. Reforma-
dos .....
62,237,490
12:006,000
584:056,130
5:484,982
143:200,000
21. Asylo de
invlidos .
22. Obras mi-
litares ....
23. Escaleres
dos servicos das
ortalezas .
24. Presidio
da ilha de Fer-
nando ....
25. Luzes dos
quarteis, corpos
de guardase for-
talezas .
26. Barcas de
vapor ....
27. Diversas
despezas e e-
ventuacs .
28. Despezas
extraordinarias 150:000,000
29. Exerci-
cios lindos ,
16:537.836
16:964,000
27:023,22
237:516,368
73:300,370
Art. 7. O ministro e secreta-
rio de estado dos negocios da fa-
zenda autorisado para despen-
der com os objectos designados
nos seguintes paragrahosa quan-
tia de....................9:180,119,571
a saber:
1. Divida ex-
terna fundada Ib.
391.550aocam-
bio par de 43 V. 2,175:277,776
Di flerenca en-
tre o cambio a-
cima e o medio
de 30 porque tai-
vez se faro as
remessas. ..... 957:122,224
2. Divida in-
terna fundada.. 3,163:262,000
3. Caixa d'a-
mortizaco filial
na Bahia, e em-
pregados no res-
gate e substitui-
co do papel
moeda........ 40:060,000
4. Pensionis-
tas do estado.. 421:668,552
5.Apesentados 243:654,353
6. Emprega-
dos de reparti-
coes extinctas. 71:980,666
7. Thesouro
publico nac... 79:100,000
8. Juizo dos
feitos da fazenda 56:900,000
9. Thesoura-
rias.......... 252:034,000
10. Alfande-
gas.......... 725:030,000
#11. Consu-
lados......... 133:522,000
12. Mesas de
rendas, recebe-
dorias e collec-
torias........ 179:488,000


13. Casa da
moeda........ 29:200,000
14. Typogra-
phia nacional.. 27:700,000
15. OflBcina
iasapolices.... 2:660,000
16. Adminis-
tracao e costeio
de proprios na-/
cionaes....... 14:760,000
17.Almoxari-
fados existentes. 1:750,000
18. Ajudas de
custo a empre-
gados de fazenda 4:000,000
19. Commis-
ses ao curador
< escrivao dos A-
fricanos....... 1:950,000
20. Medico
de terrenos de
marinhas.... .. 5:000,000
21. Premios
de letras, com-
missocs e corre-
tagens........ 200:000,000
22. Descont
deescriptosd'al-
fandega....... 30:000,000
23. Seguros. 12:000,000
24. Juros dos
emprestmos dos
cofres dos or-
aos........ 6:000,000
25. Pagamen-
to dos mesmos
eoiprestimos... 25:000,000
26. Dito de
bens de defuntos
ausentes..... 25:000,000
27. Reposi-
coes e restitui-
coes de direitos,
* outras...... 50:000,000
28. Corte ,
conduccaoeven-
.da de po-brazil 80:000,000
29. Obras.. 100:000,000
30. Gratifica-
res......... 16:000,000
31.Eventuaes 50:000,000
32. Exercicios
lindos......... ,
DIARIO DE PKRNAIBIJCO.
40.
Huma das aecusacoes feitas ao Exm. Sr. Ba-
rao Presidente pela opposico de Pernambuco
tem sido a concesso de terrenos de marinha ,
dizendo-se que elle acabou com todos dando-os
seus amigos e afilhados &c. &c. : aqui tem
os nossos leitores urna relacao das pessoas a
quem tem sido concedidos esses terrenos e por
ella verao que o Exm. Sr. Baro em todo o
lempo de sua administracao ( quasi 4 annos
e meio ) concedeo 23 e que na adminis-
trado do Sr. Manoel de Souza se derao 50 ; e
a vista disto avalie-se a justica dos desafectos ou
inimigos da actual administracao.
Relacao das pessoas a quem se tem paitado T-
tulos de terrenos de Marinha desde o anno
de 1838 at o presente com declaraco das
datas dos despachos da Presidencia a saber:
DADOS PELO SNR. BARO.
Nomes. Datas dos despachos.
Antonio Jos R i be i ro de Moraes. Maiode40.
Antonio da Silva & C. Agosto
Angelo Francisco Carneiro Marco de 41.
Dito. Fevereiro de 42.
Domingos Jos MartinsVieira. Abril de
Francisco de Salles da Cos-
ta Monteiro. Marco
Herculano Alvesda Silva.
Dito.
Dito.
Jos Bernardo Fernandos
Gama.
Joao Januario Serra Grande
Dito.
Jos da Cunha.
Jernimo Martiniano Fi-
gueira de Mello.
Jos Ramos de Oliveira.
da Silva Neves.
MendoncaVianna
Luis Jos da Costa Amorim,
e Bernardo JosMendes. Novembro de
Mara Francisca d'Almeida Junho
Manoel de Siqueira Campello. Janeiro do
Mesquita & Dutra. Marco
Ditos. Setembro de
Nuno Mara de Seixas. Novembro
DADOS PELO SNR. SOI'ZA TEIXEIRA.
Antonio Teixeira Lopes. Agosto de
Dito.
Antonio Botelbo Pinto de
Mesquita. Agosto
Dito,
Janeiro de 39.
Setembro
Outubro
Agosto de 1840.
Fevereiro de 1841.
Julho de 1842.
Setembro
Dczcmbro
40.
41.

42.
41.
Outubro

Antonio Alves Barboza Outubro
ce Rabello da Silva Pereira.
Alvaro F'ortunato Jordo.
Dito.
Candido Thomaz Pereira & C. Agosto
Cmara Municipal do Recife. Maio
Domingos da Silva Motta. Setembro
Francisco da Silva. Outubro
Dito.
Dito. Novembro
Francisco de Amorim Lima. Outubro n
Dito.
Jos da Cunha. Agosto
l'ernandes da Silva.
Dito.
Dito.
Dito. <
Dito.
Dito.
Dito.
Dito.
Dito.
Dito.
Joaquim Antonio Ribeiroe Silva Agosto
Joao Maria Seve.
Dito.
Joao Pinto de Lomos.
Josjoaquim da Fonceca Capibaribe
Francisco Marques. Setembro
Joaquim Lopes de Almeida. Agosto
k Antonio da Silveira.
Dito.
Jos Luis de Souza. Outubro
Joaquim Lopes Machado
Joo Antunes Guimaraes
Jos da Cunha Teixeira. Agosto
Luis Carlos da Costa Campello. Junho
Leandro Jos Ribeiro Novembro
Manoel Jos Chalaca. Agosto
Dito.
Dito.
Maria Fran" Marques de Amorim. Abril
Dita. Agosto
Manoel Pereira Dias
Teixeira.
Goncalves Pereira, Dezembro
Pedro Goncalves de S. Anna Novembro
Religiosos do CarmodoRecife.
Ditos.
Ditos.
Ditos.
Dczembargador Thomaz Anto-
nio Macicl Monteiro. Agosto
Vicente Ferreira Gomes.
Thezourara de Fazenda de Pernambuco 24
de Janeiro de 1843.
Joaquim Francisco faseos.
Offi< nal maior.
Communicado.
A vista das futilidades que recorreo o Ve-
surio para refutar algumas das ideias que e-
mittimos em o numero 9 d'este jornal dever-
nos-iamos forrar ao trabalho de responder-lhe;
mas, para que o Ilustre communirante, sc-
guindo a rotina dos tolos, que desconhecendo a
mesquindade de suas produeces julgao-nas
incontestaveis nao attribua fraqueza o nosso
silencio vamos combatcl-o confundil-o e
obrigal-o a recolher-se aos bastidores, dando
assim urna exuberante prova, de que ncm urna
sombra de raziio ao menos o assiste.
Ouando alli apontamos as causas que ao
nosso ver, e da melhor, e maior parte de nossos
coevos dero incremento a actual opposico ,
incluimos em o numero d'ellas a promptidao, e
prudencia, com o que o Ex.mo Sr. Baro da
Boa-vista destruio os planos dos invisiveis su-
cios e obstou-os d'apresentar entre nsseena
igual aquellas a que serviro de theatro as
provincias de Minas, e S. Paulo; e por essa oc-
casio dissemos, que as vistas perspicazes de S.
Ex.1, as quaes nada escapava o ajudaro
frustrar a execucao dos projectos que exem-
plo das invisibilidades do Sul haviao forjado as
invisibilidades do norte: evidente he pois, que
esse termo nada, de que usamos, somente se
refere aos planos revolucionarios sediciosos ,
e anrquicos, por ser este oobjecto, de que
ento tratavamos, e nao ao caso, a que, adul-
terando o nosso pensamento e desligando as
nossas palavras d'aquellas, com que unidas mui
bem indicavao o que queramos exprimir tao
gratuitamente o aplicou o respeitarel contem-
porneo; e porconspgiiinte que o argumen-
to, de que elle se valeo para destruir essa nossa
asserco he capcioso he sophistico e nao
conseguid o lim que tanto almejava, pois nao
provou que fomos inexactos em assim nos ex-
pressarmos.
O coetneo em continuacao da refutaco, que
prctendeo fazer-nos, diz, que 5. Ex." nodis-
tribuio osempregos, segundo o mrito de cada
um por isso que deo o de Bibliotecario a un
surdo completo que ainda nao mostrou o que
he o que sabe para que viera a este mun-
do ; e que nao tem feito entrar os desvairados
petrado muilos assassinatos durante a sua admi-
nistracao: respondamos-lhe por partes.
Em 1. lugar notamos ao communicante ,
que os empregos que mencionamos, foro os
creados pela lei da reforma dos cdigos, e que
entre elles, por maiores, que sejo as fadigas,
que se d nao encontrar o de Bibliotecario :
em 2." que mentio da mais despejada, e escan-
dalosa maneira asseverando que foi porS.
Ex.* nomeado para esse emprego a pessoa, que
presentemente o exerce, por quanto elle he ge-
ral, aoGovemo geral pertence provel-o e S.
Kx.a nada influioem urna tal nomeaco pois
nem ao menos foi ouvido asemilbante respeito:
em 3. que foi alcivoso quando disse que o
actual Bibliotecario he completamente surdo;
porque por vezes o temos conversado e com
promptidao ha satisfeito algumas das pergun-
tas qne lhe havemos dirigido ; o que por ccr-
to nao faria se o seo estado fosse tal qual
o inculca o collega : em 4., que quando mes-
mo o mencionado Bibliotecario fosse tao surdo
como o figura o collega ; quando mesmo ainda
nao tivesse mostrado o que he o que sabe e
ao que veio ao mundo; quando mesmo elle fos-
se nomeado pela Presidencia; nada disso ap-
proveitaria no caso em questo : porque nem
a surdez inliabilita um hornean d'evcreitar o lu-
gar de Bibliotecario o que comprova terem
sido agora mais bem preenchidas as suas func-
ioes do que quando a Biblioteca estava a car-
go do communicante, que nao obstante o gran-
de cuidado que tomou de disfarcar-se sobo
nome de Vesurio aqui se manifeslou pois so
elle que, injustamente vota un irreconsiliavel
odio ao actual Bibliotecario pelounicomotivod'o
haver sustituido no emprego, de que com justica
o demittiro, visto ser-lhe impossivel rumprir as
obrigacoes, a elle inherentes,e ao mesmo lempo
as de acadmico, que era, precipite sendo as ho-
rasem que era obrigado a frequentaras aulas as
mesmas em que devia conservar aberta a Bi-
blioteca de um tao vil modo o doestaria ; ncm
para oceupar um lal emprego necessario se faz,
que se tenha dado mostras de urna grande e rara
liabilidade pois essa de facto seno exige para
arrumar livros, c evitar que sirvao de paslo
as tracas e scjo extraviados: e que se o ac-
tual Bibliotecario nao tem dado provas do que
he do que sabe, &ft tambem o communi-
cante nao as ha dado, menos que queira con-
siderar como provas de seo nao vulgar inereci-
mento o tocar na vida privada de outrem pelas
duas vezes que tem aparecido como escriptor
publico c asilar em sua casa quantos se nios-
travao infensos a causa do Governo e todos
os indiciados no assassinio intentado contra o
Ex.mo Presidente da Parabiba.o Sr. Pedro Cha-
ves, cujas esquentadas ideias (dos indicados^ bla-
sonan de partilhar: em 5." que o facto de se ha-
verem perpetrado muitos assassinatos durante a
administracao do Ex.moBarao da Boa-vista, nem
o deslustra por isso que nao cabe em sua alca-
da remover as causas donde elles procedem :
nem em nada teslemunlia que S. Ex." nao
fezentrarem os desvairados na rbita deseos
deveres, como dissemos em o communicado,
que de presente sustentamos ; por quanto fo-
ro os desvairados em poltica os de que alli
tratamos, caos quaesS. Ex.* com sabias e
prudentes medidas forcou a conterem-se e a
deixarem de banhar-se no sangue dos seos if-
mos como o pretendiao a imitaco dos seos
r,orriliorrnnro S Paulo t o Minos.
Fica assim contrariado o Sr. Vesurio ; e no
mesmo posto o espera para com igual forca rc-
pellil-o, caso elle volte
O inimigo dos intrigantes. _
Correspondencias.
Srs. Redactores.O Exm. Sr.' dT^pTbTf.
Chaves dignissimo presidente da Parahvba ,
largando as redas do governo daquella provin-
cia chegou hoje ao nosso porto de caminho
para o Rio onde val tomar assento na assem-
bla peral.
Nos tempos calamitosos em que vivemos ,
hum magistrado recto e perito jurisconsulto ,
da mais ntida limpesa de maos, nao he infe-
lismente cousa vulgar, e ninguem poder sem
injustica negar cssas qualidades ao sr. doutor
Chaves. Ardua herana verdade a tarefa de ad-
ministrar urna provincia como se achava a Pa-
raliyba quando o Exm. doutor Chaves tomou
posse da presidencia. C e la mas fadas ha : a
avidez pelos empregos o movel nico dos ma-
gentos; os pretendentes aos dinheiros pbli-
cos estavo divididos em dous excrcito's inimi-
gos que nao admittio transaccoesnem capi-
tulaeoes. Nao havia empregos para todos, e
forcoso foi optar pelos menos ingovernaveis :
d'ahi veio a horrivel tentativa de assassinio
comniellida contra a vida do Exm. Presidente,
e a necessidade de proceder contra os fautores
detamanhocrime, e de annullar um partido
que para satisfazer seus interesses principva
pela morte do primeiro magistrado da provin-
cia. Nao obstante tamanlios embaracos a
Parahvba fica tranquilla a guarda nacional
acuSo o LycPo com a reforma que fez o Exm.
Presidente est adaptado as necessidades da
provincia, o palacio da Presidencia que esta-
va verdaderamente inliabitavel ja pode servir
decentemente de residencia a qualquer Presi-
dente ; foro principiadas ou ultimadas as o-
bras publicas compativeis com a exiguidado
das rendas nunca os interesses do fisco haviao
ali sido protegidos com tanto ardor, e Anal-
mente as ultimas eleices feitas com toda a
ordem nem as caitas dos seus maiores ami-
gos em favor de candidatos, ainda quando go-
vernstas, foffio attendidas. A estas qualidades
como administrador rene o Exm. doutor Cha-
ves a qualidade t&o potlco presada nestes tem-
pos Immoraeso ser ptimo pal de familia.
Bem sei que os interesses frustrados e as
paixes rebatidas acharan que he esta a lin-
guagem dalizonja : masas pessoas destituidas
dessas paltes e desses interesses que tiverem
examinado os fados, bao de inevitavelmente
usar da mesma linguagem ea historia a con-
tinuara sem a menor duvida, Seu assignante.
.
e a tropa de linlia nunca estiverao naquella pro-
na rbita de seos deveres, por se iiavcrcm per-1 vincia com a oraem e orgamsao em que se
Ssnhores Redactores(') Realisaro-se Anal-
mente as minhas previsoes acerca do responsa-
vel, que devia apparecer em Juizo pela cor-
respondencia Abyssinlo : veriAcarao-se os
vaticinios de umita gente prudente, e experi-
mentada. Hum lioinem obscuro e da baixa
plebe hum individuo vendedor de miuncas de
nome Pedro Antonio de Carvalho ; urna enti-
dade sem importancia alguma na sociedade foi
queni se appresentou perante o Juiz municipal
da 5.a vara como autor e responsavel por aquello
libello infamatorio. Quem tal o poderia crer !
Quem mi\imili a gritara montona edesen-
toada do amigo do Santo Padre se persuadira
jamis que elle fosse lo pusilnime Quem fi-
nalmente leudo as fumacentas bravatas escrip-
ias no Diario reprobo poderia capacitar-
se que ellas so expiiiniao vileza e traicao !
Oh que ningueot. Opposico infame cobar-
de e contradictoria porque foges do campo da
batalba ? Porque recuas diante de mim dc-
pois de me haveres aggredido e teres jurado o
mea perpetuo aniquilamento?! Porque procu-
ras esconder-te detrada cortina a semelhanca
doassassino que encostado ao bco es|>era sua
incauta victima para traicao cravar-lhe o
punhal no peito ? Nao tens em teu gremio hum
so homem de coragem ? Nao se diz por ah,
que hum advogado abyssinio he o teu director,
e o teu orculo .' Nao he publico que foi ello
o proprio que redigio contra mim aquella inso-
lente correspondencia e que scmelhando-se a
hum possesso tem gritado por essas ras e
boticas, fazendo alarde de seu immenso cabe-
da! scicntiAco e dizendo que hade nulliAcar-
me t confundir-me ? Nao he sabido, que as
orgias impuras da ra da Praia e do Kozario ,
elle figurando de Pithagoras dissera quemuito
dezejava ser chamado a Juizo para la completa-
mente derrotar-me, appresentaudo os monu-
mentos de minhas iniquidades que existen) em
seu poder ?! Como pois recusa agora batalhar
commigo! Como foge vergonhosamente da
pugna que se acha travada entre mim, e elle! I
Como manda em seu lugar o misero, e obscuro
plebeo Pedro Antonio de Carvalho que talvez
nem lesse ainda a nefada correspondencia I
Niio ser isto ter partida de Leo disse mal,
de Leopardo, c depois batendo as orelhas fazer
parada de sendeiro ?! I Oh quesim. Quanto
porcm nao he vil, e revoltantc insultar hum ci-
dado pela imprensa, macular a sua honra,
tisnar a sua reputaco c depois fugir da res-
ponsabilidad!' como fez o Abyssinio!! Quanto
nao he mesquinha e indecoroza esta maneira
de obrar !
Se os tactos que o Abyssinio me attribue so
verdadeiros elle nao devia ceder a outro a glo-
ria de os provarcm Juizo. Como \alent Athleta
cumpria-lhe apparecer em pessoa para o Am de,
ou aniquilar-me, ou' Acar inluiramente aniqui-
lado ; mas elle foge, elle falsifica om publico-
as suas mesmas proposices imputando-as a
outro, queAgura de padrasto elle Analmente
nao tem peijo de se mostrar contradictorio e o
quequerer isto diser? I Nenhuma outra coiza
por certo se nao que os remorsos inseparaveisdo
crime o devorao, e que o temor da pena o arue-
dronta. Com que arrogancia e ufana nao ap-
pareceria elle perante os Tribunaes se podesso
nodoar minha conducta, e cobrir de opprobrio
a minha vida publica 1 Com que celeridade se
nao appresenlaria como reo na casa do Juiz for-
mador da culpa, e ahi dara principio a conven-
cer-me dos meos delictos ? Elle que me tem
vottad hum odio rancorozo, que me fulmina
frequentemente com suas iras tempestuosas,
perdera a cazo tao opportuna occasio para en-
xuvalhar-me ? Oh que nao. Si fugio do com-
bate que eu Iheapprcscntei, se metamorpho-
seou-se em Pedro Antonio de Carvalho foi por-
que sentio-se sem coragem para rezistir-me foi
porque temeo o castigo que a Lei tem decre-
tado contra os calumniadores foi Analmente
porque apezar da visita que fez ao bordeldas
cinco ponas das cartas que espalhou pela
Cidade inteira e das testeinunhas que tomou
ad perpetuam rei memoriam conhecc que todos
os seus exforcos s lhe davao hum rezultado re-
diculo, incapaz de ipoiai as calumnias contra
mim proferidas.
He-poieni forade duvida que elle perceheo

(*) Esta correspondencia acha-se em nosso
poder desde o dia a do crrente. Ot RR.,


m
o mi conceito que a populado fez do seo pro- | sao em beneficio da referida barca transmiti i cifico, se nao aprova a insubordinaco, e a des- Desde que escrevo para o publico nunca fiz
cedimnto indigno isto he de sua fgida vcr-
gonboza eque ja hoje nao ignora o descrdito
cm que tem cali ido ; por quanto tractou logo de
appresentar huma evasiva queosseus satli-
tes acodadamente flzero espalhar por essas ras.
])is ello segundo me informo que nao ap-
pareceo como res|)onsavel, porque nao quera
flcar privado da gloria de fazer parte da repre-
sentaco provincial, pois que altos destinos o
convidavao a nao deivar os bancos d'Assembla
na sesso deste anno. Ser isto verdade ? Se
he posso afflrmar ao Abyssinio que nao temos
em Pernambuco as favas de Pithagoras que
segundo se dis, dilatavaoo esophago : a pilula
he mu grande para serengolida, ea evasiva
inuilo estupida e miseravel para ser acredi-
tada.
O Abyssinio que campea de jurisla eximio,
ede eminentemente versado na poltica daepo-
chadeve saber mui bem que os direitos poli-
ticos dos cidadaos braseiros s fico suspensos
por sentenca condemnatoria a priso, ou de-
gredo ( art. 8. 2. da constituico), c que
a pronuncia apenas impede a eleicao do indi-
viduo ; mas nao priva oque ja est elleito da
fruico dos direitos adqueridos ( art. 94 3.
da citada constJ. Ora avista disto he inques-
tionavel, que ou o Abyssinio dormitava quan-
do teve tao infeliz Iembranca ou o seu cabe-
dal scientifico tem soffrido avaria e qualquer
que seja a sua differenca por alguma destas hy-
potheses authorisa-rne sempre a dizcr-lho que
tem dado de si urna idea inteiramente humi-
Ihante, e melanclica por haver usado de hum
expediente to ignobil c deshonroso para esca-
par a punico que tinha de recalar sobre sua
caliera criminosa.
Se me conhecesse de perto se podesse son-
dar a impavidez que me anima e o destemor
com que o desafio ea todos os que brutamen-
te me guerreo saberia cnto, que ainda en-
cerrado no touro de Phalaris e atormenta-
do pelas dores da morte eu nao lhe ce-
dera meia polegada de terreno quanto
niais fugir deshonrosamente de sua presenca ,
abandonar o campo, e mandar cm raen lugar
hum ente obscuro ignorante, e miseravel ,
como elle fez. Oh! queporcerto eu nao sup-
punha no Abyssinio tanta fraqueza e cobar-
a Vm. a carta que a esta por copia acompa- ordem, eu para logo o odeio, chama-o servil,
nha a (im de dignarem-se de a mandar inso- adulador escravo e tudo quanto h de mao.
nr em seu bem acreditado Diario de Pernam-
buco ; favor este, que pela primeira vez tor-
nar obrigado ao seu
Constante leitor c assignante. llamara-
c I. de fevereiro de 18 W. Joaquim Pedro
de Souza Magalhaes.
Ill.mSr. Luiz Bruguierre.
Fortaleza de Itamarac 1.de fevereiro de 1843.
Em presenca da que fez-me V. S. a honra de
enviar em data de 21 de Janeiro do prezente
anno cumpre-me recnviar-lhe os quatro mil
reis inclusos que mandou para resarcir as dis-
pozas que por ventura se ouvessem feito com
a guan ira o que esteve a bordo ; esta guarda
de minha ordem ahi conservada por trez das ,
foi compensada falem do sold que vencem)
com trezentos e vinte reis diarios pelo Saibor
^uarda-mr da alfandega, a cada praca ; c es-
ta gratificarlo, foi assaz bastante para compen-
sar as dispezas que cada um daquelles indi-
viduos fizessem naqucllcs dias : no entretanto
volto os 48000 rs. de >8 que vicrao por
que mil reis (de sua ordem) dei ao soldado por-
tador da carta de V. S.
Ratifico a V. S. os meus protestos de estima,
e consideracao sua pessda a quem Dos G.
felicissimos annos. De V. S. affecto e at-
iento venerador, Joaquim Pedro de Souza Ma-
galhes.
Varedade.
dia nao pencava que elle tendo tido a ventu-
ra de frequentar as sociedades Europeas e de
ver bellas pazagens dos campos Itlicos fosse
to desalentado c pusilnime. Mas que digo !
Elle tem calor na expresso sua lingoagem he
entusistica, eas niais das vozes insolente e
ferina logo he de crcr que tem coragem para
sustentar o que diz assim devia ser; mas che-
gando a hora tcrrivel de comparecer em juizo
e responder pelos seus escriptos e pensamentos
acoragem o abandona a palidez apparece e
o escriptor valente transforma-se em estupido
apedeuta, assim como a lagarta em voltil bor-
buleta.
O negocio, de que se trata, toca a todos indis-
tkictainentu. Com effeito qual ser o homem
honrado o cidado honesto e respeitavel, que
nao deva temer a hostilidade traicoeira que
eu acabo de experimentar ? Qual ser esse
que estar izempto de ser torpemente calum-
niado pela imprensa opposicionista e depois,
quando procurar a desafronta legal ver a sua
frente hum individuo que s inspira compaixo
pela sua miseria ? Oh que nenhum. A op-
posico que ora se faz em Pernambuco ao Go-
verno e a umitas pessoas conspicuas da pro-
vincia, tem seus principios fundados na im-
moralidadc ; ella por conseguintc he capaz de
tudo e por isso a populacao sensata a deve
fulminar com as suas maldiccs. O Abyssinio,
que segundo se diz publicamente he a dextra
dessa opposico rafada he o seu pythonico ,
n un 2'_ exterminader acaba de dar huma
prov irrecusavel das verdades expendidas. Fi-
gurando entre os seus de Gyriao da zona trri-
da elle insultou-me quanto quis, mas na ho-
ra decisiva hum homem talvez rallado pela fo-
me foi quem o substiluio. Que miseria Tanta
fumara na correspondencia Abyssiniotanta
intrepidez e agora tanta indignidade, e tan-
ta fraqueza Oh quanto nao he digno de mo-
fa, e de irriso hum procedimento to redicu-
Jo! Concluirei esta dizendo opposico que
os tiros do sacre praieiro nao podem ferir a
gente do Governo, porque ella firmada nos
principios luminosos da razo e guiada pelas
regras da Justina he inteiramente invulneravel,
assim como tainbem direi ao Abyssinio, que
su lhe convom continuar na luta, nao fassa
como o podengo ou sabujo de importuno la-
tido que apenas v a ameaca foge com a cau-
da baixa, e espavorido. A historia da joven
dascinco pontasresidente em casa do al-
faiate Joao Paulo he assumpto vasto para larga
discussao, e quem sabe se o fiao ser tambem
para huma querella Queira o Abyissinio exp-
laao publico quanlo antes que carne lico os
documentos para confundi-lo.
Tenho, senhores Redactores, a bondade
de publicar estas linhas do seu assignante
Francisco Carlos Brando.
Srs. Redactores.
Para que o publico tenba conhecimento, de
quanto foi providente o Sr. Bruguierre con-
signatario da barca frauceza, que naufragou
na barreta do Macaco em confrontacao daior-
taleza que tenlio a honra de interinamente
O CARAPUCEIRO.
O laissez faire e o laissez passer: o deixai
fazer e deixai passar.
Esta antiga mxima dos Ecconomistas Fran-
cezes, dada por elles ao Governo em a legis-
lar-So relativamente ao commercio, e a todos
os progressos da riqueza nacional, parece, que
final ( ao menos entre nos ) vai-sc extenden-
do Politica saccoes, moral, tudo.
He innegavel, que a respeito de commercio,
industria cVc. o Governo s deve prestar pro-
tecco e em tudo o mais deixar fazer aos Cida-
daos. Mas fra desta esfera nada ha mais per-
nicioso nada mais terrivel, que o laissez fai-
re e laissez passer.
Muitas vezes est-se vendo que huma Au-
thoridade nao presta para nada; porque poster-
ga as leis falta com a justica aos cidadaos he
voluntariosa e cheia de caprichos: mas como
tem bons padrinhos nao se attende ao clainor
publico conserva-se no lugar e segue-se ris-
ca o laissez faire. Hum funecionario publico
he conhecidamente prevaricador e relaxado ;
mas o que se lhe ha de fazer ? He afilhado de
tal, ou tal personagem e conseguintemente
laissez faire, laissez passer. No nosso Brasil
nao existem verdadeiramente partidos politicos,
que respeitando as pessoas e as relacss soci-
aes procurem fazer triunfar os seus principios ,
a sua politica, como sao em Inglaterra os Torys,
e os Wigs. O que h muito entre nos he a ma-
na dos arremedos; e por isso com alguma rasao
nos chamao macacos. Queremos sim arremedar
os partidos politicos da Gr Bretanha ; mas na
realidade nao h tal cousa. O que se chama
entre nos opposico he toda pessoal. Sahi
do poder (diz esta) largai taes e taes empre-
gos ; nao porque a vossa politica seja infensa
o paiz, ou porque r.ac cutr.pris bern os vosaus
deveres senao porque tenho-vos inimisade ,
odio, acoro-me por
Largai a preza ; que ardo por
empolgala: sollai a tota ; que tenho os labios
seceos e quero mamar de sorte que tudo se
cifra no verbo mamare: toda a briga nasce por-
que estes estao agarrados ao mamarerunt, e
nao h tirados da pojadura e aquellos s se es-
forefio pelo mamandum. Assim se conservao
sempre dous partidos ; o dos mamantes e dos
mamados. Sobem huns descem outros co-
mo alcatruzes de ora esvaziao-sc estes pa-
ra se encherem aquelles ; e o resultado he sem-
pre contra o pobre povo ; porque a immoralida-
de vai avante e a divida publica engrossa de
dia em dia e recorre-se ao imposto para ir
alamancando as cousas. Este he o fim dos
nossos partidos: em tudo o mais a sua mxima
he laissez faire laissez passer.
Em verdade de que he, que ordinariamente
se compe a opposico do Brazil? A excepeo
deste, ou d'aquelle cidado honesto,, e bem in-
tencionado, tudo mais consta de descontentes ,
de agastados ou de pescadores. Todos formo
huma liga oflensiva, e defensiva: bem se conhe-
cem huns aos outros ; mas elogio-se reciproca-
mente e a respeito das suas mazellas seguem a
risca o laissez passer, e o laissez faire. O sujeito,
que adoptaos meus sentimentos, e vai de accor-
do com as minhas ideias embota seja hum
bisborrias hum melquctrefe hum peralta
hum Imitante he homem de bem
consagro-vos inveterado
E o que direi a respeito da nossa educacao
moderna ? Ahi he que est em todo o seu
complemento a mxima do laissez faire e
laissez passer. Crio-se os meninos sem a me-
nor privaco. Apenas lhe assomo os primei-
ros alvores da puberdade sao entregues a si mes-
mos, sao dcixados por mao, em summa segue-
se risca o laissez faire. Os fedelhos saem ,
e entro era casa s horas que querem ac-
companhao-se e amisto-se com os bregeiro-
tes, que bem lhes parece jog5o dias e noi-
tes namoro as barbas dos proprios pais j
tem muitas vezes amazias de mo posta, &c &c.:
mas nada de constrangimento: a mocidade h
mister desenvolver-se : laissez faire : deixai-os
fazer o que quizerem ; isto mesmo he progres-
so. J ouvi huma joven (nao tinha mais de 14
annos) em prezenca de seus pais tractar de certo
assumpto que muito tinha de torpeza : e co-
mo quer que eu estranhasse mansamente me-
nina o ingerir-se em taes conversaces o bas-
baque do. pai com estupida tolerancia disse-me,
que bom era, que tambem as meninas fossem
logo sabendo de tudo para n5o errarem
portlas, e innocentes. Que filosofo da es-
cola de Pirn.
O que quer dizer e para que serve huma
moca em hum baile conversando puridade
com hum machacaz que muitas vezes v pe-
la primeira vez ? Que negocios que parti-
cularidades tem com elle ? Os pais, e os ma-
ridos bem estao vendo estas e outras cousas :
mas nao querem vexar a menina tremem d'
incorrer na feia pecha de exquizitos e carran-
cas accomodo-se ao gosto do seculo e se-
guem a regra geral do laissez faire, laissez pas-
ser. Nossos pais recatavao, e clauzuravao dema-
siadamente suas fihas : hoje pelo contrario en-
tende-se que as mulheres devem estar sem-
pre em contacto com os homens. Dizem que
dest'arte ellas instruem-se, e desenvolvem-
se na filosofa na politica na litteratura, &c.
&c. : assim ser ; mas o que me parece he ,
que as mulheres hoje sao menos estimadas e
menos respeitadas, que nos gticos tempos de
nossos maiores.
Manda hum pai a seu filhinho no verdor dos
annos educar-se em Colegios da Europa : vai
o fedelhinho s vezes bem galante, c christozi-
nho como se pode ser em to tenra idade.
\ olla d'ahi a seis ou oito annos e ninguem
o conheco ; porque vem feito mouro com hu-
mas barbas medonhas e com um tal molde de
abec? que parece hum sino. Gastou bom
ilinheiro ao triste velho e o que foi que apren-
deo ? Deo hum curso completo de nadacao ,
e geminasique aprendeo a soprar corneta e
todas as marcas das quadrilhas e nao abre
bocea que nao seja para mentir, ou para di-
zer parvoices. Nao h para elle cousa boa em
a sua patria. Zanga-se de nao encontrar no
Recife de Pernambuco tantos theatros e tan-
tos bailes como em Pariz ; enjoa-se de que
por c ainda se chame carne carne ao pei-
xe peixe ao quejo quejo quando em Fran-
ca at as criancinhas chamo-lhe viande, pois-
son e fromage. Conta entre outros egalos
seus que muitas vezes jantra com o Rei Luiz
Felippe eque em varios bailes dancra a 5.
quadrilha com a Princezad'Orleans. O pai ,
que cahio n'asneira de n operar de si cm
tenra idade, e que o devra reprehenderde tan-
ta sandice assenta que tem hum Dr. em
casa e tudo lhe releva tudo lhe consente :
laissez faire laissez passer.
Nao estao vendo certos pais que suas filhas
perfeitissimas \adas de nada serio se oceupao ,
nao eozem nao bordiio nao engommo, nao
estudo e s cuidao de 1er novellas d'embo-
necrar-se de ir a theatros e bailes e de es-
tar todo o dia janella ? Porque nao as repre-
hndelo e cohibem dessas cousas ? Porque
em vez dessa mana das novellas lhe nao infun-
diro o gosto pela leitura de livros instructivos ,
e proveitosos ? Porque lhes nao fazem ver
quanto he prejudicial a occiosidade at propria
saude ? Porque lhes nao persuadem que a
moca s de bailes, e festancas, eque a loureira
raras vezes acho bons cazamentos ? Nada dis-
to : nada de constranger a menina, que quer
ser conhecida por senhora do bom tom ; e con-
seguintemente laissez faire laissez passer.
Finalmente se esta mxima be verdadeira e
proficua a respeito da industria c do commer-
cio tenho-a por falsa c de terriveis consequenci-
as relativamente Moral e Poltica.
lor dos mais importantes cargos do Estado : poder
commandar, a fim de occorrer qualquer preci-1 pelo contrario se o individuo he honprn .
BREVE RESPOSTA AO SNR. QUE SE ASSIGNOC PO-
BRE HOMEM EM O DIARIO N. 24 DE 30 DE
JANEIRO PROX P.
Sempre que censuraren! os meus fracos es-
criptos com a decencia e urbanidade com
e merece- que o fez este Sr. ,achar me-ho prompto como
c soubcr a defender os meus principi-
1 '
OH n /nnlfiCCl
neettr i n iTimi i-i ini'ii fo
mysterio disso nunca me prevalec da prfida
arma do anonymo : todos sempre souberao,
que eu era o escriptor deste, e d'aquelle peri-
dico &c. Entre tanto os meus desafeicoados ,
e inimigos raramente tem sido cavalheiros para
comigo aggredindo-me embucados atiran-
do-me chascos e insultos pessoaes traicao.
A principio muito me affligia com tal procedi-
mento : mas hoje declaro em alto, e bom soni
que desprezo com impertubavel pachorra os la-
tidos desses gozos traicoeiros. Aqui j bouve
hum papeluxo que rara vez sabio luz que
me nao molestasse, que me nao dirigsse does-
los por meu proprio nome at no tempo que
estive no Rio de Janeiro : e qual foi o meu
proceder com taes amiguinhos? Nunca lhes dei
a menor resposta : votei-os ao desprezo que
mcrocio; e assim morreo o tal peridico sem que
eu nunca fizesse del le o menor caso.
Nao imagine o Snr. Pobre Homem que
nutro o menor resentimento contra os Juizes de
Dreito ou contra alguma outra classe do Es-
tado : pelo contrario muito os respeito e es-
timo ; por que sao pela mor parte ( ao menos
dos que conheco ) homens sisudos e justicei-
ros. Mas em meu fraco juizo entendo que
taes Juizes nao devem ser Deputados assim
como tambem o n5o devem ser os Dezembai-
gadores os Parochos e os Prezidentes das
Provincias ; por que he incontestavel que as
eleices entre nos esto as maos de certos pode-
rosos e influentes pelas Commarcas ; dos qua-
es torno-se afilhados quantos aspiro ao grosso
pescado da Deputaco. E nao ser mui diffi-
cil, se nao impossivel ser recto ser impar-
cial ser justiceiro para com taes potentados
cleitoracs quem procura empolgar o lugar de
Deputado ?
Alm disto por via de regra o sujeito que
se atira aos mares da vida politica, nella empre-
ga as suas faculdades todos os seus disvellos ,
e em al nao cuida do que em caballas em
eleices. Deleixa-se por conseguinte a respeito
do seu cm prego que he* perpetuo e torna-se
huma sinecura: deixa de instruir-se na sua pro-
fissao faz-se hospede em os negocios desta, e
nos intervallos das sesses legislativas ou est
com licenca e em sancto occio ou se toma
conta da vara he por poucos mezes e como
por emprestimo e por consequencia nao podo
tomar cabal conhecimento dos feitos ou dos
processos : e nao sofrer grandemente a justica,
estando quasi sempre na mo de Juizes interi-
nos e suplentes ?
Eu nao estranhei, que os Srs. Juizes de Di
reito tractassem de angariar votos para ser De-
putados ; pois nao havendo lei, que Ih'o pro-
biba muito piegas forao elles se deixassem
de fazer diligencia por pescaria to proveitosa ,
e tao tentadora : o que disse e ainda susten-
to he que devia de haver huma lei que nes-
te caso lhes desse a opeo afim de que o que
procurasse a vida politica abrisse mao da de
Magistrado e o que quizesse permanecer nes-
ta nao podesse aceitar os votos de seus conci-
dadaos no caso de que estes espontneamente
o elegessem. Ainda assim ( convenbo com o
Ilustre correspondente ) esses Juizes estario
expostos s iras e vingancas de certos cabalis-
tas poderosos as comarcas, toda a vez que dei-
xassem de votar as suas chapas : mas neste ca-
so haver s esse mal ao passo que segundo o
>.'>-iu venientes da accumulaco de Juiz perpetuo, e
Deputado. Reflictao bem e desapaixonada-
mente neste negocio e respondo-me : po-
de haver nada mais torpe, mais triste, mais ver-
gonhoso do que ver hum Magistrado quo
tem de administrar justica mendigando votos
de porta em porta como hum pobre ceg ,
mettendo-se em intrigas, e urdimalas, que ac-
companho por via de regra as estuosas eleices?
Ah e que iniquas sentencas se nao tero dado
para servir a taes c taes potentados Eleitoraes I
Quantos reos e faccinorosos despronunciados;
porque por elles se empenho estes e aquelles
poderosos fabricantes de Deputados !
O homem que tem assentado fazer vida da
Politica ( permitta-se-me fallar com toda a
chaneza do meu coracao ) de maravilha deixa-
r de adquirir o habito de matreiro socar-
ro, prfido, e condescendentc. E ser bom Ma-
gistrado hum homem de tal carcter ? Ter a
to precisa independencia hum Juiz que traz
asmaos atadas por certas potestades cabalistas
da sua comarca ? Sei perfetamente que es-
tas minhas ideias dcsagradar a muitos c que
alguem, comoem revendida, me atirar o re-
vrete de que tambem os Padres nao devro ser
Deputados. Em verdade eu annuiria de muito
bom grado a esta medida se entre nos s se
ordenassem tantos Padres, quantos fossem bas-
antes para o servico do Altares, e esses pou
eos Sacerdotes decentemente sustentados pelo
Estado, ou por seus correligionarios, como suc-
flde na Gr-Bretanba : mas havendo tantos
, ijut; "*u "" CTuJ u uiis que liad
T- I
1 uuits


estao adstrictos ao servico dcsta ou d'aquclla
Igroja e temi alguns a precisa instrueco, ne-
jilmrn motivo ha para seren inhibidos sem fla-
grante injustica de exercer hurn dos prineipacs
Direitos Politicos da sua Patria.
Taes sao a este respeito os mous Traeos pensa-
mientos. Nao os vendo por acertados, e muito
menos imagino que ellcs produzo o menor
<;(Teito : digo francamente o que sinto ; e com
magoa me hei convencido que hem pouco ,
ou nenhum melhoramento vira ao nosso Brasil
da geraco prezente. Por ora salvas sempre
as honrosas excepcoes nao se tem visto se-
no o systema das embacadcllas. Os mais ex-
pertos logrando os basbaques, os velhacos sem-
pre jogando chuns, e outros pregando desa-
ieilados enjillios no pobre povo ; e viva a Li-
erdade e miis a Patria.
GRANDE FERVOR POR S. GONCALO.
O corrente anno de 1843 parece que deve
desermui frtil em boa safra de cazamontos ;
poique nunca vi tanto fervor tanta devocao
por* 5- Goncalo. Por toda a parte surgem fes-
tejos a este bom Santo. Em lgreja onde nun-
ca houve tal Santo creio, que at arvorarao ou-
tro em S. Goncalo s para o festejarem. Em
huma bandeira dcstas ouvi cantar com grande
compuncao
<^ue sancto he aquelle
Que vem acola ?
Do re mi fu sol /.'//
^ ^__________^_______________________
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendimento do dia 4.......... 1:9383909
Descarrego Aoje 6
Barca Globe Chumbo e potassa.
Patacho Fortuna Genebra, piebe e al-
catrao.
BrigueAmelia Feijo, vinho eenconi-
mendas.
Patacho Restauraco Vinho carnes ,
toucinho a/e i te iniudcsas, o sardi-
nhas.
i>M
TRACA DO RECIPE 4 1>E FKVEREIRO DE 1843.
Revista Commercial.
Cambios Fizerao-se transaces a 27 '/ d.
por 1:000.
Algodo Vendeo-se a 5:400 a arroba.
Asscar Houverao pequeas vendas a 1000 ,
primeiro preco regular 1050 por ar-
roba sobre os ferros.
Couros Sao procurados a 142 reis e meio.
Alcatro Yendco-se de Suecia a 11:000 o
barril.
Jia'alho Consumio-se todo o deposito e
nao ha mesmo em segunda mo.
Carne secca Nao chegaro novos campa-
mentos e o deposito anda por 30,000
arrobas; tendo-se vendido de 1;600 a
3;200 a arroba.
Carvode pedra Vendeo-so de 8;500 a
9;000.
Farinha de trigo O Deposito anda por 5,000
barricas, e est-so retalhando pelos
procos da semana antecedente.
MUho Vendoo-so a 4;500 o alqueire velbo.
Pixe Americanodem de 3;800 a 4;000 o
barril.
Kxistem no porto 62 embarcarles, sendo 18
Rrasileiras, 11 Inglezas, 7 Portuguczas, 5
Austracas 5 Sardas 4 Suecas, 3 Dinamar-
quezas, 3 Americanas 2 Francezas 1 Pru-
ciana 1 Hollandeza, 1 Hespanhola 1 Norue-
guense.
Exportacao para ora da provincia no me:
de Janeiro prximo findo.
Algudosaccas 2157 com 11:551 ar. 26 lib.
Assucarcaixas 3074 \
;exos Jj com 302:843 ar. 15 lib.
Barnc. 68391
Saceos 18146'
Agoardente pipas 30 com
Arroz alqueires..........
Couros salgados.........
Chifres................
Charutos......... '.....
Doces.................
Farinha de mandioca alq..
I de barriguda..........
Mel i| uarto I as 5)
barris 98(.......
Madeiras paos e taboas... .
Pellos de animaes miudos. .
Sola e vaqueta meios.....
Cobro velho............
Tatajuba...............
Cnhas de boi............
Mocda..................
1 sueca 2 hamburguesas 5 britannicas, 1
americana, e 1 franceza ; contendo 7282'/to-
neladas e tripuladas por 329 possoas.
Em Janeiro de 18 2.
Algodo 14865 ar. 1 lib.
Assucar 284427.
Couros salgados 20161.
Sola e vaqueta 5303.
Moeda.............Rs. 12:2008220.
Valor da exportacao..... 634:9078001.
Direitos.............. 77:024$141.
Sal i rao 29 embarcarnos.
llovimento doPorto.
Navios sahidos no dia 3
Cutinguiba ; Hiato Brasileiro Especulador
cap. Marcolino Jos Bitancourt; carga di-
versos gneros.
Ilio de Janeiro ; Polaca Sarda S. Giacomo ,
cap. Joo Baptista I.ouroranco ; com a
mosma carga que trouxe.
Entrados no mesmo din.
Bahia; 10 dias Barca Ingle/a Rosendale
297 tonel. cap. Friedc oquip
algodo: a James Crablrco & Gompanbia.
dem no dia 4.
Cear, o Parahiba ; 11 dias Vapor Brasilei-
ro Paquete do Sul, Commandante Malinas
de Barros Valente, equip. 24; vem em
commissao do Governo.
Babia ; lOdias Patacho Brasileiro Flor do
Maroimdc 128 tonel. Cap. Joo Jos da
Silva, oquip. 12 carga varios gneros : a
Gaudino Agostinho do Barros ; passagoiros
Brasileiros ; Fr. Proropio do Coraco do
Maiia; Julio Cezar Porcira ; Domingos
Loureneo da Rocha Galvo.
varios tamanlios um carro do quatro rodas
com arreios para un ou dous eavallos, o um
bonito carrinho para dois eavallos, exactamen-
te c igual ao do Sr. A. J. deMagalhcs Bastos
feito ato polo inosino fabricante o 2 burras do,
forro batido: Segunda feira 6 do correte 'con-
tinuando-so na Torea feira immediata so a
dado de quom quer que- soja a pessoa que se
julgar legitimo sonhor do cscravo, por isso que
nisto s aspira segurar o diroito de seo consig-
nan (e. Mnnoel Dias.
P. S. Os signaos do oscravo sao os seguintes,
negro nao muito oscuro idado 17 annos r
bonito em lisura corpb espigado de naco
de
16 carga
Edital.
as O Illm. Sr. Inspector da Tbezourariadas
Rondas Provinciaes manda fazer publico que
naotondo apparocido licitantes ao fornocimonto
da cal, o do tijolo precisos para a obra da ponto
suspensa do Caxang em comprimonto da
ordem do Exm. Sr. Prezidente da Provincia
destadata hir novamente praca nos dias 13 ,
14, el5.
Secretaria da Tbezouraria das Rondas Pro-
vinciaes do Pernainbuco 1. de Fevereiro do
1843. O Secretario Luizda Costa Porto-
carreiro.
Declaracoes.
5400 caadas.
6 y
8532
2595
3000
427 lib.
24
7ar. 30 lib.
4229 caadas.
75
3284
2880
544 libras.
32 qq.
20000
Ri. 27:2498585
Gneros miudos e gasto....... 2:046|j>95
Valor da exportacao.......... 722:581S072
Dito dos direitos............ 106:0738199
S^hir.".., 20 ciuaicave Bfiu 5 puiiugiiC-
2 austracas, 3 dinamarquezas, 6 sardas,
= Pela roparticao das obras publicas so pre-
cisa comprar para os concertos da ponte do
Rocife a inadeira seguinte:
6 linhas do 54 palmos de comprido o 12 o
13 pollogadas em quadro a raso do 40,000
2 madres de 45 ditos dito de 15 o 16 pol-
legadasom quadro .......40,000
30 estivas de 44 ditos dito de 7 por 8 pol-
logadas om quadro ...... 10,000
As qualidados destas madeiras soro sapo-
eaiadepilo, massaranduba verdadeira c pao
de arco recebendo-se tambem as estivas que
foremdepo forro coraco denegro oto-
das ellas sem defoitos. As pessoas que as tivo-
rem dovorao cntondor-se com o engenheiro
oncarregado da mesma obra Floriano Desiro
Portier antes do dia 20 de fevereiro tor-
rente. Repartico das obras publicas 27 do
fevereiro de 1843. D. de Portier.
O Sob delegado da Froguesia de S. Fre
Pedro Goncalves faz scienle que no da 15 de
Janeiro foi recolbida a Cadeia a preta Jozofacri-j
ola escrava de Anna Maria do Carino moradora
no Pau do Albo no dia 3 do corrente mez o
moloque Alberto crilo representa tor dcsaceis
annos escravo do Francisco Jos morador na
Alagoa sercada commarca de S. Antao.
Avos martimos.
mlticiplicidado dos objectos nao pennittir a Mexicongo, tondo os dous den tes da frente cor-
venda do tudo no dia antecedente ) as 10 ho- tados, tem prezontemonto o nomo (le Francis-
ras da manb no lugar do Hospicio sitio do CO : fugio com carniza do panno branco cha-
A. da C S. Guimares. peo do palba do carnauba do copa baixa e a-
Tbomaz Dowsloy eorretor far leilo has pequeas, o com duas calcas urna de al-
d una quantidade de cavallasecca, e una por- j godfio e outra vestida por cima destt do ris-
co de vinbo branco superior, em barris viudo cadinbo branco o azul.
de Cabo de Boa Esperanca ; Quinta feira 9 do Tona feira na praea do Sr. Juiz Munici-
corronto as onzo horas da manlia no ar- pal da 1.a vara no Atierro da Boa-vista, se bo-
ma/em n. 34, na ra da Alfandoga \ elba. se arrematar una casa de sobrado, trez casas
= Me Calmont & Companhia tondo ih' torreas e um sitio na estrada dos Afllictos, pe-
miidar-so brevemente para a sua casa nova la- nhoradas viuva Aniiiinciaco & l'ilhos para
roloilao por intorvenco do Corrotor Olivei- pagamento dos credores ; os licitantes compa-
ra, deavultado sortimento de fazendas ingle-1 recio ali onde os procos das a\aliacescon\i-
zas d algodo linho, de la, o das iiualidudos; doaos concorrontes.
mais proprias d este morcado: quarta feira 8
do corrente as 10 horas da manb impreterivel-
mente no sou actual armazoni da na da
Cadeia.
Avisos diversos.
LOTERA DOTIIIvVTBO.
J^ Lotera do theatro transiere o andamen-
to do suas rodas para 0 da 1 4 do corrento
mez iiiprelorivolinoiito em consequencia de
tora lotera do Guadeliipe mudado as suas roe
dasdo da 24do passado mez para o dia 31 d-I
mesmo. Os bilbetes aebo-se a venda no bairro
do Recife na lojade cambio do Sr. Vieira, e na do
Sr. Gardo/o Avres Jnior o no bairro do San
Aluga-se una boa casa no principio do
Atierro dos Allogados.anexa do finado Macha-
do rom duas salas, seis (piarlos, cozinha fora:
na ra Direita n. 82 primeiro andar.
Quom anniineiou querer vender urna mo-
rada do casa no bairro 06. Santo Antonio por
700:000 res sondo (pie queira fazer esto no-
|gOCO dirija-so a ra larga do Bozario armazom
de Iones lina n. 28 ou atraz do Gorpo San-
to n. 68.
Quem quizar hypothecar algum escravo ,
sondo carreiro dirija-se a ra estroita do Ro-
zarlo n. 18, segundo andar.
Na ra estreita do Bozario n. 1 existem
dous pequeos naturaes da liba do Sao Miguel,
lillios do boa familia com suaspassagons pagas,
(lesojo-se applicar a loja de fazendas ou miu-
dozas.
O Sr. Joaqun! Correia Gomes mora-
ta Antonio as lojas dos srs. Jos de .Mono/os, dor na Ibura appareca na ra Direita n. 85, pa-
rua doCollegio ; S LeitSb ra do Queimado, ra negocio de sen interesse ; e na mesma vende-
o viuva do Burgos na pracinba do L\rainento. se una loja de fazendas om bom lugar.
Boga-seao Sr. Vicente Ta\ares da Silva
Quem precisar de roupa oiigonunada
com perfeicSo, e em conta dirija-se ra Coitinho, queira examinar se entre os eseran
do Caldereiro n. 80, que ser servido prompla- que diz tor om son poder existo um de nonio
mente. Joaqpim que deve reprezentar 35 annos, os-
= O abaixo assignado reoga ao sr. Francis- tatura regular, cor muito preta usa de brin-
a Antonio decanta Cruz, queira dirigir-so eos as orolhas o trabalba de sapatoiro, Moio
orua tas Cinco Pontas n. 32 no pra/.o do Moeambiquo : fugio om 5 d'Abril de 1835 ,
oilodiasa negocio de sen intereso. Jo$da sendo que exista queira manda-lo entregar
Silva Moreiru. ROSta praca a Antonio Jos da Costa Araujo, que
__ Quem annunciou querer vender, una pagara todas as dispesas.
= ParaMacei o hiato S. Antonio Fio
do Brazil, com a maior parte da carga promp-
ta ; quem no mesmo quitar carregar dirja-
se ao boco da Lingueta venda do Joaquim Jo-
ze Rabello ou a bordo, fundiado dolronte do
trapiche do algodo.
Leilcs.
/as
= Gaskell Johnson, estando prximo a re-
tirar-se para Inglaterra far leilo por inter-
enco do corrotor Olfato de toda a mu va-
liosa mobilia, o mais adornos da sua caza ,
aquella quazi toda nova e feita na Europa se-
gundo os modellos do primoroso goslo e da
maior durabilidado pola excellencia das made-
ras e sua perfeita construceo ; os adornos
como obras de prata, castices, lantcrnas man-
gas de vidro galholeiios bandejas louca ,
cristos lampiGos &c. sao das memores qua-
dades, s escolhidos psdrScs; ccn|re*5o a-
preciaveis artigos so venderSo leitos de ierro de
casa tonca dirija-se ra dosQuarteis, nu-
mero 20.
Arrendft-se urna olaria boira do rio ,
bom porto, o barro e proco muito em conta ,
por a dita precisar de algum reparo : na ra
de Agoas verdes n. 21.
= Jos Riboiro Barboza rotira-se para o
Rio de Janeiro.
= Joo Pinheiro Forreira Portuguez, ro-
tira-se para fora da provincia.
Joaquina Pereto da Silva Guimares,
nao mais caixoiro da loja do miudezas, de
Victorino de Castro Moura da ra dos Quar-
tois desde 0 ultimo de Janeiro do corrente
a un
= Aluga-se a nova propriedade n. 27 da
ruado Apollo; quem a pretender, fallo com
Joo Antones Guimares.
: Quem proei/ar da urna ama para una
.asa de pouca familia ou dchomem soltoiro ,
sondo para porta a dentro dirija-se a trazdo
Corpo-Santo no fundo da casa dosr. Loureneo
Jos das Nves o a porta da oseada bota para a
ra da Senzalla Velha dfronte de um assou-
gue.
= O Sr. Francisco Cactano Proliro tenha
a bondado de apparecor no oscriptorio do An-
tonio Jos de Magalbes Rastos na ra do
Queimado, a negocio do sou interesse, ou de-
clare a sua morada para ser jirocurado.
A. daC. S. Guimares.
= O abaixo assignado faz publico que ten-
do hontem dezembarcado de bordo do hiato O-
linda um escravo que Ihc foi remetido do Ara-
catv para aqui o vender acontecoo que o dei-
xaiidoeni caza lalii a pouco o pela nianh do
dia 30 do passado, elle sahindo ra nao
lornou mais; agora |>ois foi que um outro par-
coiro do dito escravo contOU ao abaixo assigna-
do que ello I he contara quetinhasido fur-
tado aqui do seo Sr. c vendido em podras do
Fogo para o certo ; que seo Sr. aqui ora um
sonhor do engenho para as bandas de Iguarac,
que possuia varios eogenhos ; e que so elle es-
cravo um dia so tornasso a ver aqui, que se lar-
garia para o dominio de seo legitimo sonhor.
Dando portante o abaixo assignado algum pozo
a historia assima roga aquelle senhor de en-
genho com quem se fosse ter dito escravo
iiomiade de so denunciar -' esta lollm para
que <> abaixo assignado certilicando-se da ve-
racidadedo fado, o possa legalmeiite ducuinen-
P
de condu
ta-lo, [ia
ra salvo-conducto daquollos que se a-
..i
KS \AM\AI.\KJ UMI-
nado espera em tal cazo franqueza e sinceri-
recisa-se alugar una canoa
zir agoa e juntamente um proto canoeiro ;
quem pretender, dirija-so a praea da Indepen-
dencia n. 14 o 16 ou annuncie.
Quem precisar de um feitor Brasileiro,
para um sitio, ou engenho dirija-se ao pri-
meiro beco da Camboa do Carino n. 5.
O Lancador das Dcimas dos predios ur-
banos do bairro da Boa-vista partecipa aos
inquilinos, e proprietarios do dito bairro quo
no dia 6 do corrente continua o lanfamentu
polas ras da Soledade alim de terem prom-
ptos os seus recibos.
Quem annunciou querer vender urna ca-
sa por700;000 rs. dirija-se a ra do Fogo na
esquina do boco da Bomba n. 32.
Meuron & Companhia proprietario da
fabrica do rap aroia preta na ra da Cruz ,
n. ,'i2 narleeipa ao ros|)oitave! pabCO que
do dia primeiro do Fovoroiro desde anno do
1843, todos os botos o meios ditos* do seu
rap levaraS 0 seu sello impresso.
Quem annunciou ter urna casa torrea no
bairro do S. Antonio para vender por700;00O
rs. dirija-so a ra da Cruz n. 52.
F. N. Colaco Lente de Mathematica em
o Collegio Sancta Cruz pretende abrir em sua
casa um curso da inesma scioncia e outro da
Lingos Inglesa sto sm o dia 13 do corrente;
os Srs. que qui/.erem frequentar qualquer des-
tes cursos podem procura-lo em a ra d'Ale-
gria n. 26.
= Abre-se una aula para meninas de pri-
meiras letras o costuras tanto chaes como
bordadas ou de lavarintos &c. : na ra da Ca-
deia dofronte dos novos sobrados do Sr. Cunha,
casa da esquina n. 2.
Am/ihi-Theatro da Florentina.
Joo Bornab participa ao respeitavel publi-
co que quinta feira dar seu terceiroexpetacu-
lo, com d i lloren tos novidades as quacs serao
delalhadas pelos cartazes, e diario. O mesmo
pede aos Srs. quo licaro com os bilhetes de ca-
marotes queilio tor a bondade de os enviar a
sua casa ra dos Quartcis.
I'reiisa-se de una ama seca forra ou
captiva quo cosnhe engome ensaboi ; e
tainbein precisa-se de um caixeiro destes che-
gados agora Be 15 a 16 annos de idade : na
S. Therezs venda n. 25.
Precisa-so do um caxeiro : no botequim
junto ao Theatro.
Aluga-se urna boa caza terrea na ra

iuuuMiOud nuu-visiu : a
Soaros Carnoiro Monteiro.
aiuu tuin i. -



6
= No dia quarta fcira 8 do eorrente, pelas
4 horas da farde porta do Sr'. Dr. Juiz da 3.
Vara do Civel \ cente Ferreira Gomes, se
hade arrematar por ser a ultima praca a casa
butes 11 oh rail os para colletes vestidos horda-
dos mi ricos parasenhora e um dito de mui
boa qualidade, azul, meias camisas com pc-
requitos para homem de muito hom gosto
de sobrado e coclieira no lugar do Monteiro luvas de pellica para homem, e scnhora, e
pinhorada a Joao Francisco dos Santos .Squci-'muitos outros objectos do ultimo gosto, e pelo
preco o mais commodo. Partecipa tambem
ra por execuco do DesembargadorMartinia-
no da Rocha Bastos.
Roga-se ao Sr. \ cente Tavares da Silva
Coutinho que diz ter em seu poder varios es-
cravos evadidos de seus senhores o obsequio
de averiguar se entre elfos se achara um de no-
mo Domjngos (|(. dade de 2V a 26 annos, es-
tatura alta bonita figura hem parecido cor
fula olhos esbugalhados falla que parece
crioulo, tem cioatrizes ras pernal cima do tor-
nozelo rom orificio de canoeiro ; foi compra-
do Francisco Rodrigues da Cruz que foi
muito tempo possuidor delle desappareceo do
poder do abaixo assignado desde Marco de
l.Sit ; sendo que o ditoescravo la se ade se
sirva avisaf ou manda-lo trazer ao abaixo as-
signado no Porte do Multo que recompen-
sar bem a quem o trouxer, o ficar muito
agradecido. Francisco Secerianno Rabel lo.
Roga-seaoSr. I*. J. L. ,o favor de ir,
ou mandar pagar na loja de fazendas na ra
Direita defronte do beco da Penha a quan-
tiade816U pois o Sr. hem sabe que nao te-
nho cuixeiro que o estoja espiando para quan-
do recebero dinheiro me pagar.
No dia 2 do eorrente perdeo-se, ou
furtaro do largo da Igreja do Foco um len-
co de chita azul contendo um panno preto ,
forrado de tafet roxo um vestido de cambraia
lisa com renda e lacos de litas as mangas ,
um par de sapatos bran'ros gaspiados e um
penle; roga-se a quem (lestes objectos tiver no-
ticia de partecipar no palco da Penha sobra-
do n. lo quesera generosamente recompen-
sado.
Quem annunciou querer fallar a Joao
Dias de Carvalho dirijaso a ra da Cadeia
do Recife n. 62.
O abaixo assignado abri sua aula de
primeiras letras no bairro da Boa-vista no
sobrado que lica defronte da igreja Conccico
dos Coqueiros : convida portanto aos Srs. pais
de familias, a utilisaretn-se de seu prestimo ,
conliarulo I lie seus lilhos, os quaes serao educa-
dos com toda a decencia e prompto adianta-
mento conforme tem praticado at aqui. Po-
lycarpo Nunes Correa.
= Joaquim Pinto de Azevedo retira-se
para fura do Imperio.
Precisa-se de urna pessoa idnea que
se queira incumbir de ir ao matto receber urnas
lvidas as quaes se acho em acto de pinhora ,
dando-se-lhe metade cujas dividas esto se-
guras : na ra de Agoas verdes n. 46 a fallar
com Joao Frcderico Abren Reg.
: Precisa-se de um rapaz Hrazileiro ou
Portuguez de idadede 12 a 14 annos para
praticantedeuma botica: na ra estreita do
Rozario botica com a frente pintada de ama-
relio.
Precisa-se de um cont de reis a premio
de um meio com hypotheca t'in urna casa ter-
rea ; quizerdar annuncie.
Quom annunciou ter urna casa terrea no
bairro de >. Antonio, por 70;(M) rs. diri-
ja-se a ra do Encantamento, arinazem n. 11 ,
por baixo do sobrado do Reverendo Vigario do
Recife.
Deyju-M! faiiar ao Snr. Francisco Jos
Pacheco de Medeiros Queiroga ; na ra do
Crespo n. 17 em casa de Jos dos Santos
Neves.
A pessoa que annunciou querer vender
urna casa por 700;00() rs. dirija-se a ra das
Cruzes, n. 12.
= QualquerSr. Sacerdote, qne esteja as
circunstancias de ser capello de um engenho ,
distante desta praca 10 legoas dirija-se a ra
da Praia n. 55 ; assim como precsa-se de um
cozinheiro ou cozinheira forra.
A pessoa que annunciou querer vender,
urna casa terrea por 700;000 rs. dirija-se a
ra de Agoas verdes n. 42.
Quem quizer contractar por niez ,
roupa lavada e engoinmada com toda a per-
feioo dirija-se a ra larga do Rozario n.
40 segundo andar ; prefere-se roupa de ho-
mem.
M"e. Millochau, modista franceza com
casa na ra Nova n. '.V.), primeiro andar tem
a honra de partecipar ao respeitavel publico e
com especialidade aos seus freguezes que
acaba de receber pela barca Casimir Delavigne,
um completo sortimento de fazendas Francezas
de bom gosto e ultima moda a saber : gol-
las de cambraia bordadas ditas de fil, para
si'iihora, e meninas cassas brancas para ves-
tidos de muito bom gosto um sortimentode
bicosdenho seda algodao ebtouda, pre-
tos e brancos de todas as larguras jaqueti-
nhas, e calcas de diversos tamanhos para me-
ninos fitas de seda ditas de veludo de todas
que chegou para a sua casa urna ptima costu-
reira franceza e promette appromptar todas
as encommendas que se lhe lizer com celeri-
dade gosto, ena ultima moda.
A agencia das pilulas vegetaes, e da me-
dicina popular americana mudou-sc da caza
do Sr. Domingos Knoth na ra de Apollo ,
para a ra da Cruz n. 18 aonde se contiiiuo
a vender como dantos.
John GeorgePoingdestre, subdito Britan-
nico retira-se para Inglaterra.
O abaixo assignado tendo contrahido una
sociedade com o Sr. Manoel Antonio d'Azevedo
<'in sua loja de fazendas na ra do atierro da
Roa-vista n. 10 tem de commum accordo e
debaixo da mais perfeita armonia dissolvido a
mesma^sociedade e por isso a firma social de
Joao Leite Pitia Ortigueira $ ,'.*, tica desde
hoje extincta. Tem o abaixo assignado por
esta occaziao a declarar ao respeitavel corpo do
commercio que em consequencia do honesto
comportamento, capacidade, probidade,e hon-
radez (pie divisou em seu ex socio o supradito
Sr. Manoel Antonio de Azevedo se resolveo a
passar-lhe a mesma loja ficando desde hoje o
mesmo Sr. Azevedo possuidor, e senhor do di-
to estabelecimento.Joo Leite Pitta Orti-
gueira.
A pessoa que tem annunciado querer ar-
rendar um sit:o com casa pequea e porto da
praca querendo um com estos commodos o
a margem do rio com cacimba de beber e
muito em contao aluguel dirija-se ra do
Agoas verdes n. 21.
Lotera de S. Pedro Mrtir.
EM consequencia da mudanca do dia do
andamento das rodas das outras Loterias ,
o Thesoureiro, faz corto que esta Lotera correr-
r improterivelmonte no dia 25 do eorrente
mez de Fovoreiro por ja ter-se vendido gran-
de numero de bilhetes.'
Compras.
Compra-se um selim com todos os appa-
rolhos sendo em hom estado : na ra do Li-
vramento venda n. 12.
Compro-se escravos de ambos os sexos ,
de 12 a 20 annos que sendo agradem paga-
ra-se hem : na ra do Fogo n. 8.
Compra-se urna obra de Breviarios ja
usada ; quem tiver annuncie.
Compra-se duas voltas de cordSo de ouro
bom de le, grosso, e sem feitio ; quem tiver
annuncie.
Compra-so botijas vasas de genebra e
garfafas proprias para licor e ditas que tenhao
servido de vinho moscatel: na ra estreita do
Rozario n. 36 primeiro andar.
Compra-se urna porcao de gengibre ama-
rollo soceo : na praca da Independencia loja
numero 21.
Compr3o-se eTectivamente mulatinhas ,
e mais escravos de 13 a 20 annos pago-se
bom sendo bonitos : na ra do Livramento n.
3 das 9 horas at as 4 da tarde.
Vendas
a lrgi
iiiiuctts para punuC uu senuora
No escriptorio de Francisco Sevcriano
Rabcllo no Forte do .Mallos ha para vender
os seguintes livros chegados ultimamente de
Lisboa: o Testamento poltico {'Inglaterra, Me-
moria official Sstema Social Primeira par-
te do Relatorio Amolinia ou os Salteadores
dos Pirineos Dramaturgo Porluguez Nau-
fragio d' A unis.
VPannos finos de boa qualidade a 200 rs. ,
e azul para fardamento a 1600 ca/emiras li-
sas o de listras a 1600 casinetas a 610 cha-
les de casimira com avaria pouco sencivel a 800
rs. e perfeitos recentemente chegados a 1440,
chitas finas de assento escuro a 140 e 160 rs. ,
cassas pintadas largas a 200 rs. cortes de vesti-
dos da rnesina a 2000r. o de excedente chita
patento de 2100 a 3000 rs. chitas finas para
colchas a 200 rs. pecas de fino madapolo rom
alguma avaria a 3820 e mais inferior a 3000
rs. lencos de metim a 100 rs. e de cassa a
160 rs. chales bordados em cambraia a 480,
lencos com 3 pontas de fil de linho a 800, pe-
cas de ganga amarella a 1H0 algodo-zinho
de boa qualidade ecom bom pouca avaria a 140
rs. eperfeito a 160 a vara riscados de linho
encorpado a 160 rs. fustes de bom gosto para
colletes a 560 o corte, ede sotim maco a 1600
reis damasco encarnado de Lisboa a 2560 ,
barragana superior para capotes tapetes de
diversos tama n los por barato preco: vnde-
se na ra do Crespo loja n. 10 de Antonio
da Cimba Soares Guimaraes.
\ ende-se duas arrobas de buxo de pes-
cada proprip para marcineiro todo junto,
ou a retalho por preco commodo : na ru do
Livramento venda n. 12.
Vende-se um bom jogo de pistolas de es-
poleta cano de bronzo anda sem servico al-
gum : na ra da Guia venda n. 7.
Vende-se urna mulatinha de 8 a 10 an-
nos de bonita figura: na ra da Cadeia do
Recife loja n. 20.
Vende-se superior rap de Lisboa, em
libras e as oitavas : na ra do Collegio loja
do Sr. Menezes n. 4.
Vende-se urna canoa de agoa, nova bem
construida de muito boas madeiras : na ra da
Praia da Ribeira annazcm n. 55.
Vfinde-sc a dinheiro, ou a prazo que con-
vier, com firmas a contento a loja na ra do
Queimadon. 14, com as fazendas que tiver ,
istas compradas a dinheiro em Setetnbro, Ou-
tubro Novembro do anno passado e em Ja-
neiro do crrente auno nao tem retalhos o
que se podora verificar a vista da-se seguaan-
ca no arrendamento da dita loja : a tratar na
mesma.
Cortes de Lia com 14 covados para ves-
tidos de senhora, a 3500 ; ditos de chita pre-
ta com 16 covados ein retalho a 1600 o cor-
te ; chitas de cores a 160 o covado ; ditas finas
e lixas em cores com algum mofo a 180 o co-
vado ; ditas sem delleito a 200 e 220 rs. o co-
vado ; ditas finas para coberta a 240 ; riscados
brancos com listras azues, muito encorpados ,
e proprios para escravos a 160 o covado; brim
pardo trocado de purolinhoa 480 a vara;ditocr
de chumbo a 560; dito branco trancado a 800 rs.;
dito branco muito encorpado e tambem da
crtros a 1600 a vara ; pecas (le Iretan ha de
Franca com 5 varas e me a a 4500 a peca ;
ditas de algodao com 20 varas a 3840 e a va-
ra a 200 rs. ; pecas de madapoles finos a
3800 ; dito superfino a 4800; e a vara a 200
e 2i0 rs. ; bretanha de linho a 560 a vara;
pecas de esguio de linho a 11:000 rs. ; peca da
sanas com alguma rotura a 1600 a peca ; atoa-
Ihados de linho estreitos a 320 a vara ; cas-
sas finas de listras. e tambem de quadros a
400 rs. a vara ; challes de seda pretos com al-
gum mofo a 6:000 rs. ; ditos de cadago muito
encorpados a 2:000 ; ditos de lanzinha muito
tinosa 3:000 ; panno preto fino e de cores a
V:000 rs. o covado ; meias curtas do berra
le seda de cores a 400 rs. o par ; lencos bran-
cos de cassas a 240 e 320 ; ditos de cambraia
recortados a 480 ; ditos de metim de franja a
1280 ; ditos de seda de franja para senhora, a
1600 ; luvas de seda pretas ordinarias sem de-
los a 320 ; ditas decores finas com burracha
no bocal a 720 rs. opar ; algodo-zinho liso a
160 rs. ; dito muito encorpado a 180 a vara;
dito trancado americano a 280 rs. ; lencos de
seda de quadros, proprios para pescoco de ho-
mem a 1760; pannos de quadros para mesas a
1:000 rs. ; e alom dostas fazendas um comple-
to sortimento de ditas : na ra do Queimado,
loja n. 1, de Francisco Joze Teixeira Bastos
& Companhia.
= Cadeiras americanas com assento de
palhinha ; camas de vento com urmacao e sem
ella mui bem feitas a 4:500 ; ditas de p-
nhoa3:500; marquezas de condur ; mesas
de jantar; commodas de amqrello ; ditas de
angico ; assim como outros ni ni tos trastes; e
pinho da Simia com 3 pollegadas de grossura;
dito serrado ; tudo mais em conta que em ou-
tra parte : na ra da Florentina em caza de
J. Beranger.
Lima parte ou partes da propriedade n.
49 no atterro dos A (Togados de dois andares ,
quintal amurado at a mar com grande coin-
priinento e foi do finado Jos Francisco Pedro-
so, e hoje de seus herdeiros ; tambem se per-
muta por cazas ou trras em Santo Anta o ;
quem convier este negocio annuncie para
ser procurado.
Vende-se arroz pilado superior ao do
vapor de Maranhao por preco eommodo em
saccas, ou a retalho : na ra da Senzaila Ve-
Iha n. 46.
Vende-se muito boa sement de coentro ,
a 400 rs. a garrafa : na Soledade ra de Joao
Fernandos Vieira venda n. 21.
Vendem-sc duas casas terreas em hom
lugar : na ra da Guia, n. 46.
Continua-se a vender agoa de tingir os
abellos : na ra do Queimado n. 37.
Vende-se urna casa terrea na ra das
Cinco Pontas n. 25 com urna casa piquena
no fundo e urna venda com poucos fundos
que bota para a ra do Forte n. 4 e urna ne-
gra de naco anda moca : trata-so na mesma.
Cortes de chitas finas de hom gosto,
3:520 : na ra da Madre de Dos loja n. 7.
estatura, regular tem urna marca de ferida na
cabera, e utra na fontedo lado direito bem
viziveis por serem grandes, levou vestido de
chita branca desbotado com babados largos
por baixo e panno da costa novo ; quem dola
souber ou apprehend-la queira leva-la a casa
cima que ser gratificado.
No dia 29 do p. p. fugio um cscravo do
nome Antonio de naco Cabunda bastante
preto estatura regular cara lisa, pouca bar-
ba olhos grandes e vermelhos levou vesti-
do camisa de algodao-zinho e calca azul, cos-
tuma andar polas vendas de garapa, no Recife,
S.Antonio, e Boa-vista; roga-se aos capitaos
de campo, ou outra qualquer pessoa que o
encontrar, de o pegar, e levar a seu Sr. Manoel
Jos Vieira Jnior, morador na ra por detrai
do Hospital lo Paraso n. 1
Fugio no dia primeiro de Janeiro passa-
do um preto canoeiro de nome Jos conhe-
cido por Jos Cordeiro, de naco Congo, o,dito
preto tem um passaporte dado pelo Juiz de Paz
dos Affogados para o mesmo ir ao'Brejo da
Madre de Dos este voltando nao entregou
por nao se exigir delle poder ser que tenha ti-
rado outro em virtude do primeiro ; e por is-
so roga-se a todas as authoridades capitaes
de campo que apprehendo apesar de qual-
quer titulo ou mesmo passaporte que o dito
aprsente ; os signaes sao os seguintes : calvo ,
de 45 a 50 annos, tem ja cabellos brancos na
testa em cima do olho tem um tajho olhos
grandes e cor de fogo, marcado de bechigas no
rosto barba serrada fplta.de dentes na fren-
te da parte de cima, boca grande, baixo do
corpo alguma cousa reforcado muito pronos-
tico intitula-se por forro, tem as nadigas
feridas de fresco por ter sido surrado a pouco;
quem o pegar leve a ra estreita do Rosario, n.
18 segundo andar ou na praca dp Boa-vista,
n. 4 que ser recompensado ; assim como
protesta-se contra quem o tiver occlt com
todo o rigor da lei.
w Fugio um escravo de nacao Mexicongo ,
tem os dous dentes da frente cortados, de 17
annos corpo espigado e muito bem pareci-
do no seu todo levou comsigo camisa de pan-
no branco chapeo de palha de carnauba de co-
pa baixa e abas pequeas e duas calcas urna
por baixo, parece que de algodao grosso ,
e outra vestida por cima de um riscadinho
azul e branco; quem o apprehender leve
ra da Cruz do Recife n. 51 que ser bem re-
compensado.
Desappareceo no domingo de tarde 29
de Janeiro p. p. da Cidade de Olinda um
moleque de nome Domingos representa ter 12
annos naco Rbollo, ladino bonita figura,
muito vivo e regrista com urna cicatriz quo
imitta a um talJio abaixo do olho ignorndo-
se em qual delles levou calca de brim cm re-
mend no assento e camisa desconfia-sc es-
tar furtado ; roga-se a qualquer pessoa que
delle saiba ou encontr o dito moleque de
entregar no Monteiro no sitio de Catharina
Francisca do Espirito Santo sua senhora ou
na Cidade de Olinda a Joao Paulo Justiniano ,
mostr carpina donde fugio o dito moleque
por estar com elle apprendehdoo officio, ou em
Fora de Portas, vetiJa n. 9, que ser generosa-
mente recompensado.
No dia 30 do prximo passado fugiro
dous negros com os signaes seguintes : um de
nome Felippe de nacao Rebollo alio do cor-
po e bastante reforcado cor muito fula ;
cara redonda, cima do estomago um talho ,
este negro acabou de soflrer urna infermida-
de ; e por isso ainda conserva a cara e pernas
um pouco inchadas. Outro de nme Ado ,
de naco Camundongo alto e secco do cor-
bastante ladino, ean-
Escravos fgidos.
po cor muito preta
da appr;ssado ha muita probabillidade de an
darem juntos tanto por fugirem no mesmo dia,
como por serem parceiros ; os apprehendedores
podero pega-Ios e levarom no armazem de em-
barricar assucar na ra d'Apollo n. 15 que
receberao de gratificaco t0:000 rs.
Fugio no dia 25 de Fevereiro de 1842 ,
urna preta de nome Mara conhecida por Be-
nedicta de naco Congo de 18 a 20 annos ,
cor preta o rosto redondo beicos de cima
grossos e um tanto levantado para cima os
dentes de cima limados de sua naci., estatura
regular os ps um tanto chatos e curtos com
os dedos grandes um tanto levantados foi cap-
tiva de Jorge Victorino de Azevedo morador em
Macei ; qualquer pessoa a poder pegar ou
que del la tiver noticia ser bem recompen-
sado entregando-a em Pernambuco na
ra das Cruzes n. 30.
Fugio no dia 30 lo passado, urna ne-
gra orioiila de nomo Maria ; baixa cara re-
donda levou vestido branco com ramagem ;
quom a aprehender leve-a a casa de J>o Fin-
io de Lemos Jnior na ponte d'Lcboa.ou ao
Becife na ra do Torres u. 14 que se gratifi-
car.
Fugio no dia 1 do eorrente mez da ca-
sa da ponte do sitio da Mangueira na Estan-
cia una preta de roiss Dcmiiga^ ". Benguela de 25 annos pouco mais ou menos, \Rccifena Typografia di Manoel F. de F. 1843.


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