Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04881


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Full Text
Anno de 1843.
Sabbado4
Tndo agora depender nos wimoi; da noaae prudencie aoderafSo, anarpia : con
rueaaoa como principamele e eeremoa aponlados com ailmira-o entre ai Nacei naii
colla*.' ( Proclamacao da AaeemMra Geral do BaatlL.)
PARTIDAS DOS (JORRE10S TERRESTRES.
Goianna, Parahiba e Rio grande do Norle aegonda aexlal {aira*
Bonito e Garanhana 40 e 24
Cabo Serinbaem, Ri.,Foraoao Porto Cairo Maceio, e Al aguan ao 1. 11 21
Boa-risia e Florea 28. Santo Anta quinta feiraa Olinda todos oa diaa.
DAS DA SEMANA.
30 Seg. a Marlinba V. M And. do J. de I), da 2. t.
31 Tere, a ''edro Nolaaco. Aud. do J. de D. da 4. t.
)||)mrt. jejuma. Ignacio R Aud. do J de D. da 3. T,
i Ouinl. Porificacau de Noasa Senhora.
3 Sext. J Rrax B M. And do J. de t. da 1 t.
o^Sab. *.' Andre' Coraino B. Re. And. do J. de D da 3. T.
5 Dona. gueda V. M.
de Fevereiro Anno XIX. N. 28-
7
O Diario publica-a* todo oa dia* qoe So (ore Santificado* : o preeo da aaaignatara h
de irea aail reia por quartel pa'oa adianiadoa. Oa nnnncioa doa aaaignante* ao iaaerido*
gratia, o* doa que o nao forem i ratao de 80 rei* por liaba. A* reclemaoae dereaa aei diri-
gida* ailaljp., ma d**Onie*N 34.o araaad* Independencia loja de lirroiN. 6a r>.
canatos.No di* 3 de Feteretro
Cambio obr* Londre* 27 4[i a -j7 \ No. Ooao-Moeda d* 6,400 V.
a Paria 360 reia por (renco,
a Liaboa 400 por400depre**io.
Moeda de cobre 2 a 3 por 400 da dea cont,
dem de letras de boaa lirmai 4 i % ao mea.
a N.
d* 4,000
PaaTA-PatacCee
a Petoa Coluixnar**
ditoa Meaicanoa
compra rcada.
15,300 16.500
PHASES DA LA NO MKZ DE l-'EVEl.EIRO;
15,'WJ
8,500
1,800
1,800
4,(wu
15.30J
8,70)
1,821
1,82 i
1,8-io
La Nora i 14, 1 5 horas e 50 m. da lard. I
tiuarl. creac.i 7, 2 boraae 1 i m. da t.r l.| Quart. mmg. 21 > 8 hora* 27.
Preamar de hoje
1. 8 hora* 30 m. da manhi*. | I. hora e 54 m. da Urda:
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 2i DO PASSADO.
Officio Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando em consequencia de requi-
sico do juiz municipal da terceira vara que
mande repor na sala das audiencias a mesa e
cadeira que pertenrem ao distribuidor do jui-
zo do civel; por tereste de comparecer as mes-
mas audiencias como he obrigado.Commu-
nicou-se aojuiz municipal da terceira vara.
Dito Ao director interino do arsenal de
guerra, determinando, quefaca enviar ao eom-
mandanteda fortaleza do Bru um oilicial de
tanoeiro com a ferramenta e mais objectos
precisos afim de concertar os toneis que scr-
\em de deposito deagoa na dita fortaleza.Par-
ticipou-se ao commandante das armas.
Dito Ao mesmo approvando a arremata-
cao que fizerao Jos Flix Marinho e Fran-
cisco de Paula Albuquerque da factura das
calcas, lenccs e fronhas que tem de so rcmet-
terem para o Cear ; e as providencias, que
partecipa haver tomado para obter os outros
objectos que devem ser enviados para a refe-
rida provincia.
Dito Do secretario da provincia ao vigario
dafreguesia do Altinho, intelligenciando-o de
tero Exm. Presidente da provincia das Alagoas,
a quem S. Ex. o Sr. Presidente desta provin-
cia em consequencia do que lhe representa-
rao S. m. e o reverendo prefeito do hospicio da
Penha deprecou a soltura de Joaquim de San-
ta A nna Manoel Ignez Francisco Bernardo ,
Bernardo Antonio, e Manoel Gerardo, que sen-
do domiciliarios no Riaxo do Matto forao re-
crutados por autoridade policial d'aquelia pro-
vincia ordenando a referida soltura.
Portara Desonerando dos cargos de pri-
meiroe segundo supplentes do delegado do ter-
mo de Goianna os cidados Joao Joaquim da
Cunha Reg Barros, e Francisco de Albuquer-
que Maranhao Cavalcanti por ser incompati-
vel oexercicio daquellcs lugares com os de sub-
delegados que exercem de Goianninha e Goi-
anna.
Dita Dispensando de supplcnte do delega-
do do Rio Formoso ao cidadao Joao Manoel de
Barros Vanderley, visto ser incompativel o ex-
ercicio deste lugar com o de sub-delegado da
I'reguezia do Rio Formoso ; e de supplente do
juiz municipal de Olinda o bacharel Antonio
Jos de Souza Gomes porsertambem incom-
pativel o exercicio deste lugar com o de sub-de-
legado da S.
I)il DSOnerDP.dO A?OSthO Nrirnipirn 4**
Carvalho do lugar de supplente do delegado, e
do juiz municipal de Flores por seren estes
lugares incompativeis com o de sub-delegado ,
que elle oceupa ; e pela mesmarazaoa Leonar-
do Bizerra de Siqueira Cavalcanti Francisco
Alves Cavalcanti Camboim Francisco Xavier
de Lima Francisco do Reg e Albuquerque,
e Josde Albuquerque Cavalcanti de supplen-
tes dojuiz municipal e do delegado os dous
primeiros do Brejo o segundo do Bonito, o
terceiro do Pao do Alho e o quarto de Gara-
nhuns ; Antonio Josde Souza Gomes do lu-
gar de supplente do delegado de Olinda ; A-
gostinho Bizerra da Silva Cavalcanti de sup-
plente dojuiz municipal do Cabo; Jos Fran-
cisco de Novaes de supplente do delegado de
Flores ; e a Jos CaetanoPereira de Queiroz de
supplente do delegado do Limoeiro.
INTERIOR.
ASSEMBLEA GERAL.
CMARA DOSSENHORES DF.l'UTADOS.
Sesso de 3 de Janeiro.
O Sr. 1. Secretario, dando conta do expe-
diente, dizque vai commissao de poderosa
acta da eleicao geral de S. Paulo ; a parcial do
collegio de liberaba de Minas; um officio do
presidente do Espirito Santo com documentos
relativos a nao ter-se reunido o collegio de S.
Matheus a acta do Collegio do Brejo, do Ma-
ranhao; e'os diplomas de dous depurados os
Srs. Jos Joaquim de Carvalho, por matto
Grosso, e Francisco de Assis Pereira Rocha J-
nior pela Parahyba do Norte.
Continua a eleicao das commisses esao e-
leitos :.
.Instiga Civil.Os Srs. Nabuco Vaz Vieira,
Peixoto de Brito. Justica Criminal Urbano,
Alvares de Azevedo Aguiar. Diplomacia.
Maciel Monteiro, Ramiro, Cansansao.Mari-
nha e Guerra. Andrea, Coelho Lima e Silva.
Itedaccdo.Reboocas, Barreto Pedroso, Ro-
drigues Torres. Cmaras mnnicipaes. Vaz
Vieira, Dantas, Carneiro da Cunha. Assvm-
bleas Procinciaes. Souza Franco, Urbano,
Miranda.Commercio Agricultura ,etc.\.
de Raependy, Cansansao, Jansen. Instruccdo
publica.Maciel Monteiro, Souza Franco, Ma-
noel Felisardo.Saude Publica.Paes de A-
il rade Maciel Monteiro Coelho. Estadstica
e Cathechese.Miranda, I). Manoel Silva Fer-
raz.
Nesta mesmasessao preslou juramento o to-
mou assento o Sr. Francisco de Assis Pereira da
Rocha Jnior e sao igualmente remettidos
commissao de poderes as actas geral e parciaes
da eleicao do Matto Grosso.
dem do dia 4.
Lido o expediente : fieasobrea mesa, para
ser tomado einconsideracao o requerimentodo
Monsenhor Silveira que pede o adiamcnlo da
diseussao do parecer da commissao sobre as e-
leicocs de Sergipe, at que sejao presentes
respectiva commissao os documentos que osup-
plicante deixou de ajuntar por impossibili-
dade.
Tomao assento, os Srs. Antonio Simos da
Silva Manoel Joaquim Pinto Paca, doputados
pela Bahia; eJos Joaquim de Carvalho, de-
putado por Matto-Grosso.Continua a eleicao
decommisses ; a saber :Minas e Bosques.
Os Srs. Paca Carvalho Simes. Ecclesias-
lica.Costa Barros Pinto Mendonca, Rezonde.
Felicdes.Monteiro de Barros Cajueiro An-
dr Bastos. Exame do thesouro. Thomaz
Xavier, Gracas, Assis Bocha.
Entra em diseussiio o parecer da commissao
de poderes sobre as eleicoes da provincia do Es-
pirito Santo que manda annullar as eleicoes se-
cundarias e proceder a novas eleicoes pelos
mesmos eleitores.Falla largamente em sus-
tentacao do parecer o Sr. Souza Martins. O Sr.
Ferraz offerecc a seguinte emenda ao parecer,
que heapoiada :
Se concla o parecer annullando as eleicoes
primarias A emenda he impugnada pelos
Srs. Nabuco de Araujo e Carneiro da Cunha, e
sustentada por seu Ilustre autor.O Sr. Pa-
checo como membro da commissao de pode-
res combate a emenda e observa cmara que
as pastas da commissao nao existe documento
algum pelo qual se mostr que se devo annul-
lar as eleicoes primarias.
Contina a diseussao fallando sobre a ma-
teria os Srs. Ramiro e Vebias e dando-so por
discutida o parecer approvado menos na
parte que manda proceder novas oloitdos pe-
los mesmos eleitores ; e approvada a emenda
que manda annular as eleicoes primarias.
dem do dia 5.
O Sr. 1. secretario l um officio do Sr. minis-
tro da justica remetiendo os decretos de 28 de
Janeiro e 18 de dezernbro de 1841 el7dese-
tembro d<3l8i2, pelos quaeshouve porbem S.
M. o Imperador aposentar : 1. aJosGoncal-
ves Gomes no lugar de desembargador da re-
laco do Rio de Janeiro com o vencimentode
oitoeentos mil ris annuaes : 2. o conselheiro
Jos Clemente Pereira, no mesmo logar de de-
sembargador da dita relaco, com dois tercos
dos vencimentos proprios do referido logar : e
o 3. Henriquc Velloso do Oliveira no logar de
desembargador da Relaco de Pernambuco, com
metade do vencimento deste logar. A' commis-
sao de pensoes e ordenados. Lidos outros of-
ficios; oSr. Visconde deBaependy pela ordem)
requer que esta cmara no dia 9 deste mez envi
aS. M. o Imperador urna deputacoa compri-
mental-o por ser um dos primeiros dias do
grande galla. O requerimento apoiado o
sem debate approvado. O Sr. Rodrigues Tor-
res como relator da commissao da resposta
falla do trono leo projecto do resposta, que
se manda imprimir para entrar em diseussao.
Futra oin diseussao o parecer da commlssSe
de poderes sobre as eleicoes da provincia das
Alagoas isto sobro a admissaoc approvacao
do diploma do Sr. Jos Candido Ponlos Visguei-
r,, g ,i esclusando Sr. Tavares Bastos.
O Sr. llonriipios pronuncia-so contra o pare-
cer oSr. Souza o Mello o dctcddo apresen-
tando e lendo varios documentos relativos as
oloicos
He lido um olcjo doSr. ministro da marinha
pe-lindo esta cmara lhe marque o dia o hora
para apresentar a proposta para a ixaco da
torcas navaes que devem conservar-seem aetivi-
dade de servico no auno financeiro do 1843 a
1844.E' designado o dia 7 ao meio dia.Outro
do Sr. ministro da fazonda, pedindo igualmente
dia e hora para approsontar a proposta para ixa-
co das despe/.as goraesdo imperio para o anno
linaneeirode 1813 a 18H, o o rolatorio da re-
partfeSo a seu cargo. Designa-eodia 7 urna
hora da tarde.
Continua a diseussao do parecer. Falla so-
bre elle os Srs. Dantas o Cansansao. E' apoi-
ada a segu i uto emenda :
Que so reconheca legitimo o prfmei'-o col-
legio presidido polo parocho na villa da Pal-
nioira no 1. e 2 de agosto. Em 5 de Janeiro de
1843 fan las.
Discutida esta materia o Sr. presidente pdem
a votos a parto do parecer que declara millas as
eleicoes primarias o secundarias do collegio da
villa da Palmeira e approvada ; litando por
eonseguinte projudieada a emenda do Sr. Dan-
tas.
E' igualmente approvada a outra parte do pa-
recer que iulga lgalo diploma do Sr. Jos Can-
dido Pontos Visguoiro quo declarado dipu-
tado pelo sr. presidente pela provincia das Ala-
goas e he introdusido.
L-se um officio do sr. ministro da guerra fa-
sendo o mesmo podido de seus collegas.
Designa-Seodia 7 polas i 1 horas da manha.
O Sr. presidente nomcia a deputacao qne tem
de ir romprimenlar s. M. o Imperador no dia 9
do corrente.
Osr. Pinto de Mendonca pro poe o adiamento
por mais um mez, em i/uanto nao vom cmara
novos esclnrecimentos : os srs. Souza Martins
e Silva Ferraz votam contra esto adiamento, que
qualilicam de urna especio nova na casa _Vc ; o
tondooradoo sr. Reboticas, a favor da propos-
ta do sr. Pinto de Mendonca por lhe parecer
quodeve merecer toda aronsidoraeaoo indivi-
duo que fra deputado as antecedentes legisla-
turas ainda ha poucoeleito para acamara dis-
solvida niio tendo praticado acto algum que o
fisesse desmerecer conancadospovos ; tendo
por adversarios o presidente da provincia eo
seu secretario, o sr. Presidente declara ad-
diada a diseussao pela hora e levanta a sessao.
dem do dia 7,
Findo o exdediente leu-se o parecer da
commissao de poderes e voto em separado do
Sr. Ensebio de Queiroz, sobre as eleicoes da
cidado da Cachoeira, provincia da Bahia.
O Sr. Pacheco tendo a palavra apresen-
tou um requerimento pedindo que se pergun-
*~ /> ~*.'n~*sr> nn ^-nnlitr Al. A\rttiA'\ IOS
tt: i i i' */......'..... *. k... .n.^%A *.
presidentes do Cear Parahyba e Peniambu-
co, ordenando-lhes o nao virom tomar assento,
foi extensiva ao presidentedo S. Paulo.
Nadaseresolve a respeitodeste requerimento
em consequencia de se achar na sala immedia-
ta o Exm. Sr. ministro da guerra que he in-
troduzido e l a seguinte:
Proposta.
Art. 1. As forcas de trra para o anno finan-
ceirode 1843 184constaro :
$ 1. Dosofficiaes delnha de que se com-
poem o qtiadro do exereito e os corpos fixos e
companhias fixas ffira da linha.
*J 2. Dedozemil praoasde pret de linha em
cireumstanoias ordinarias ede dezeseis mil em
oireumstancias extraordinarias.
3. De mil cento e trinta e seis pracas de pret
fra da linha.
Art. 2. Para se completarem as forcas flxa-
das no artigo primeiro continuarn em vigor
asdisposices da carta de lei de vinte e nove de
agosto de mil oito centos trinta e sete, menos a
parte, em que amesma lei exime o recrutado
do servico mediante a quantia de quatroeentos
muris. Os novos alistados, sendo voluntarios,
sorvii sois annos e oito sendo reerufados.
Art. 3. O govemo autorisado para conce-
der urna gratiieacao correspondente a terca
par'e do sold alem dos mais vencimentos,
aos militares que servirem activamente em
qualmier ponto do imperio, onde a ordem pu-
blica f.r alterada ou une forem encarregados
decommisses importantes.
Art. 4. O mesmo .'ovorno poder abonar s
pravas doscorposfjo exereito, que podendo ob-
lerbaiva por terem completado o sen tempo
gratificacao igual ao sold de primeira piaca .
em (|uanto forem pracas de pret.
Art. 5. A gratificacao addicional dos capel-
laes o cirurgies do exereito ser de quarenta
mil reis mensaes : quando porem os mes-
mos cirurgies forem otnpregados em provin-
cias que se acharan em estado de guerra na
qualidade de directores de hospitaes militares ,
em que houver mais deum facultativo, ou co-
mo cirurgies inores do brigada, diviso ou
forcas de operaedes ter a gratificacao de se-
tenta mil reis.
Os mesmos cirurgies sao comprchendidos
as disposicoes em vigor do alvar de dezeseis
de dozembro deniil setecentose noventa; e as
viuvas filhas ou maes de cirurgies mili-
tares as da carta do lei de seis de novembro de
mil oitoeentos ventesete pelo mesmo modo
(lioso pratica a rospoito das familias de outros
oflieiaos do exereito.
Art. 6. Nao havendo numero sufllciente de
cirurgies militaros poder o governo ajustar
porcontraeloosqiio forem necessarios.
Palacio do Biode Janeio em 7 de Janeiro de
1813. Jos ('lemen le Pereira.
Concuida aleituraS. Ex. retira-se ea pro-
posta he remetida commissao de marinha e
guerra.
Contina a diseussao do adiamento d<> pare-
cer da commissao de poderes sobre as eleicoes
de Sergipe.
Depois de algum debate annuncia-so a che-
gada do Exm. Sr. ministro da marinha que
he introduzido e l a seguinte
Proposla.
Augustos e dignissimos Srs. representantes
da DacSo.
Em cumprimentoda lei venho hoje apre-
sentar-vos a proposta da fixaco de forcas na-
vaes que devem conservar-se em actividade
de servico no anno financeiro de 1843 a 1844.
Art. 1. As forcas navaes em tempo ordina-
rio para o anno financeiro que ha de correr
de mil oitoeentos quarenta e trez a mil oito-
eentos quarenta o quatro constar de duas
mil o quinhentas pracas de todas as elasses ; e
dos navios de guerra que o governo julgar
conveniente armar. Em tempo extraordinario
este numero de pracas poder ser elevado a
quatro mil.
Art. 2. O corpo de artilheria da marinha
ser elevado ao seu estado completo.
Art. 3. O corpo de Imperitos marinheiros
ser elevado logo que seja possivel, ao nu-
mero de dose companhias com cento e seis pra-
cas cada urna.
Art. 4. Alem das companhias mencionadas
no artigo antecedente haver outra de apren-
dizos marinheiros que poder ser elevada at
ao numero de duzentos menores de idade de
dez at dezesete annos, que icar, addida ao
corpo de imponaos marinheiros.
Art. 5. Crear-se-ha na provincia de Matto
Grosso urna companhiadcartilheiros marinhei-
ros, para o servico etripulaco das barcas ca-
nhoneiras n'ella empregadas com a mesma
forca e graduacao das do batalho de artilhe-
ria j ali creado.
Art. (i. O governo, para completar as for-
cas ora decretadas ca autorisado para ajus-
far inaruja a pre'mio nacionaes ou estrangei-
ros, o para rocrutar na forma dasleis em vigor.
Art. 7. Fieatambem autorisado o governo,
liara alem do sold dar s pracas do corpo de
artilheria da marinha que concluindo o seu
tempo de servico, quiserem n'elle continuar,
urna gratificacao igual ao sold de primeira
praca em quanto forem pracas de pret, e a
recrutar na forma das leis as pracas preci-
sas para completara foria do referido corpo.
Art. 8. Os officiaes de fazenda e nutica, que
nao tem graduacocs bem como os officiaes ma-
rinheiros, nao comprchendidos no decreto n.
260 do 1. de dezernbro de 18*1 continuaro
a perceber (piando embarcados em navios ar-
mados o meio sold que Ihes marca a lei de
15 do outubrode 1836. Os cirurgies e ca-
pelles de armada vencers tambem a gratifi-
car ,o de quarenta mil reis mensaes quando
er. barrados, oueffectivamenteempregados nos
hospitaes.
Art 9. Agratificaco addicional dos cirur-
ies. o oapollos de artilheria da marinha,
ser tambem de quarenta mil reis mensaes.
Os memoros (''urgios assrr como os d sr-=
mada sao coiiiprohondidos as disposicoes em
vi'ror A/\ :l\:tr:S rio 1C. Ai. Alitowni.rr. Aa 4 "TOA a



IfJ



asviuvas, ilhas, ou macs do cirurgies mili-
tares ficSo comprehcndidas as disposices da
leideGde noverbro de 1827.
,4rt. 19. O governo tica autorlsado para a-
bonar aos marinheiros <|iie se inutilisarem no
ser\ ico da armada os respectivos vencimentos,
empreando convenientemente aquelles que
ainda poderem prestar algum servieo.
Palacio do Rio de Janeiro, em 7 de Janeiro
de 1843. MarquesHe Paramgua.
S. Ex. retira-se e a proposta enviada a
coinmissode iiiarinha e guerra.
Contina a discussao do adiamento que
torna a ser interrumpida pela chegada do Exm.
Sr. ministro da fazenda que introduzido ,
16 a proposta do governo executivo queflxaa
(iespesa para o anno flnaneeiro de 1843 a 1844,
emvinteo trez mile tantos con tos de reis, e
a rceeila geral do imperio em deseseis mil qui-
nientos e (autos con! >s. A proposta remitti-
da conimisso respe ti va.
S. Ex., Id o relatorio da reparticao a seu car-
go edepois retira-se.
Continua a discussao do adiamento, que
ainda fica adiada pela liora.
2
5

M
muco.
O,-i,:.
O S.NR BARAO DA BOA-VISTA OKFE.NDI00
NA CORTK.
| Por mais valiosos que sejo os servicos pres-
trados ao paiz por um alto funecionario ; por
mais reconhecidas que sejao sua habilidade
prudencia na gestao dos negocios pblicos; em-
fim, por mais ampios qu sejao, e merecidos
sua reputacSo e seos crditos delirio fora con-
summad) pretender alcatifar em seu favor a u-
niversalidade dos sufragios ou a totalidade
dassympathias ; com elleito, nao sendo possivel
evitar em muitos casos a luta ou colliso
dos variados nteresses los diversos par-
tidos dos grupos e nu'sino dos indivi-
duos, de necessidade, mais cedo ou mais tarde.
di i sempre de surgir urna ouotra desfleicao ,
um ou outro odio para deprimir o cidadao que
geralmente se exalta, e coodmnar urna admi-
nisfruco que geralmente se elogia. Felizmen-
te em taes occasioes a exageracao das idease a
nao yeracdade dos fados poleja to a peito dis-
cuborto com o testemuiilio publico e a evidencia
dos successos, que a causa da verdade e da pu-
blica utilidade nenlium risco nem prejuizo
soflrein das exigencias da scmrazo ou dos botes
da injustica.
Esta verdade nos foi suggerida pela leitura do
communicado inserto no Brazil de........,
cerca docaracter e administracao do Sr. bario
da Boa-Vista, actual presidente da provincia
de Pmambuco : e para refuta-lo que recor-
remos aos tv pos. Encela o autor do coniniuni-
cado a sua obra cantando hymnos de victoria
* em seu proprio louvor e considerando o seu
adversario em completissima derrota. Mas
qual 6 o triumpbo de que se elle ufana, qual
a denota que esmagao Sr. bario? Ser por
ventura o haver-se prophctisadn que a sua se-
gunda administracao seria a historia das calami-
dades publicas e ser ella urna serie nao nter
rompida de prsperos acontecimntos ? Ser
por ventura o liaver-se allirmado com todos os
aceeiilos da convicio a mais intima, que elle
era una eulidade solada na provincia, sem
partido proprio sem apoio pessoal e ser bo-
je como sempre foi a toda a luz manifest ,
que nenlium outro cidadao na provincia de Per-
umbuco goza de confianca mais ampia c merece
um apoio mais espontaneo ? Ser por ventura o
terellerecehidndai mies frouxas ;: ine>uiUis
do seu antecessor a provincia que administra em
um estado de incerteza e de equivoco que em
conjuncturas dilficeis um funesto agourode fu-
turas perturba oes e liaver formado e conve-
nientemente dirigido O espirito publico, res-
fabelocendo a conlianca da le e enrobustecendo
o principio I i autoridade vacillante ou ener-
vado? Ser por ventura liaver anniquilado ,
por meio de medidas sabias e bem calculadas
todos os elementos de desordem e de perturba-
cao queamcacro arrojar a provincia no mes-
mu abysmo em que foro precipitados .Minas, e
S. Paulo? Ser por ventura liaver assim man-
tidosem quebra a tranquillidade e aordem na
provincia de pernambuen que o luminoso c
poltico pharol do norte inteiro eo baluarte
que o protege e defende ? Se to bullanles re-
sultados se to relevantes servicos aosolhosda
imparcialidade e do criterio constituem legti-
mos motivos de censura ou aecusaco ento....
entao, sm ; deleite-seo autor do cornmunica-
do em saborear as (locuras do seu triumpbo. E'
verdade que taes fados, alias de publica no-
tablidade podem ser encarados em am diver-
so ponto de luz pelo autor do communicado,
porqueemfimo prisma dadesaflecio tudoan-
nina e tudo altera, mesmo na ponderacSodos
objedos mais graves: mas o que indubitavel
que os feitas era que assentSo a reputacSo e a
gloria daqueJIc distim {-, servidor \r. estado per
manecera uconcu6sos no meio dosempuxes en-
contrados dos seu? mu pnucos adversarios; nem,
Me pertence ; nem tao pouco derribar monu-
mentos que por muito lempo attestaro ainda o
desvelo e o patriotismo da autoridade que os le-
vantara : nos nos referimos aos seus relevantis-
simos servicos prestados causa da ordem eda
monarchia na Babia no Maranho as Ma-
guas e em outros pontos do imperio ; nos nos
referimos ao desenvolvimento da prosperidade
material da provincia de Pmambuco fomen-
tado e promovido pela sua exemplar solicitude e
reconhecido zelo. Sem embargos disto, o
autor do communicado que combatemos, a
proposito deste ultimo ponto acommette ao
Sr*. bario da Boa-Vista com rudeza e virulen-
cia ; e, nao podendo contestar a existencia
material de tantas obras de publica utilidade e
recreio nunca empreheudidas pelos predeces-
sores do actual presidente estabelece novas re-
gias de architedura e pbantasia, novos princi-
pios de gosto em taes materias para dahi
deduzir ou defeilos em taes obras, ou a sua
costosa execucao ; um reparo importante cabe,
porem antes de tudo fazer; e vem a ser : que
tendo comecado a execucao de taes obras nao
agora mas sim no anno de 1838 para ma-
ravillar que nunca houvesse urna voz Ilustra-
da que se levantasse para condemnar os vicios
dos planos adoptados s nos disperdicios da sua
fe i tura.
Sao porem as obras do caes da alfan-
dega do palacio do governo todas as de-
mais em andamento motivos de censura para
o autor do communicado que aellas nao exer-
ga utilidade alguma, nem diiculdade de enxe-
o ; porque em um caso a obra 6 executada
contrariamente aos principios de hydraulica
( que em verdade materia hoje ao alcance de
lodos "I ecom vicioso nivelamento ; em ou-
tra a diiculdade da empreza consisti nica-
mente em praticar-se urna abertura por um cer-
to chaguan ; em outro emfim, um mero
concert que nao merece attenco at mesmo
porque o edificio est em urna praca que devia
servir de passeio publico &c, &c, &c.
O simples enunciado desta opiniao revela u-
ma to qualifieada m vontade e desabrida pre-
vencoque, em verdade dispensados nos ju-
garamos de qualqucr observacao ou resposta se
por ventura fra nosso proposito levar a eon-
vii cao ao espirito do autor do communicado e
arrancar-lite a confissio da sua ceguira : tal,
por cerro nao nossa intenco, nem tao
pouco Ilustrar o publico desta capital que deve
saber por innmeras informacoes testemunliacs
o contrario de quanto se airma no communi-
cado em queslao : pois nicamente para res-
tabelecer a verdade dos fados e por amor
da mesma verdade que levantamos nossa voz
para dizer e repetir mil vezes que as obras men-
cionadas sao de grande utilidade e aformosea-
meiito para a cidade do Recife ; que esla a o-
piniio de todos os Pernambucanos que nio sao
inimigos pessoaes do presidente ou que o sen-
do tem algum fundo de Justina para avahar
seus actos; que 6 esta emfim a opiniao de
todos os Brazileiros, de todos os estrangeiros
que por Pmambuco tem transitado. Deplo-
ramos nao nos sobejar tempo para examinar as
opinioes exaradas no communicado acercadas
irregularidades de taes obras; e como feliz-
mente os principios da sciencia que rege a
questo nao nos sao estranlios opportunidade
teamos, semduvida, de entreter urna agra-
davel discussao. Nao obstante, diremos sem-
pre duas palavras :
O raes nao est construido segundo a arte e
bom gosto diz o autor do communicado.
Mas que arle ? A da construccSo por exem-
plo ? Isso cousa subalterna. Ser da hvdros-
tatica ou hidrodinmica que se pretenda fal-
lar ? Mas isso sciencia enao arte e entra
no grandee vasto ramo da mecnica que toda
se regula por principios matemticos. A ser
assim nos parece que a materia nao fica ao al-
opiniao de quantos passageiros a tem visitado;
testemunhos estes que por mparciaes mui-
to devem lisongear e encher de desvanecimen-
toa administracao que emprehendeu dirigi
e executou taes obras.
Quanto ao palacio do governo notavel
que ao mesmo tempo que o autor do communi-
cado reputa um mero concert a obra feita ,
estraiihe-lhe a falta de urna architedura pro-
pria e conbecida : mas a que especie de archi-
tetura deveria pertencer a casa da presidencia ?
Quererla o autor do communicado que ella
pertencesse ordem Jnica ou Corinthia. Do-
rica ou Gothica ? Seria bom que elle se expri-
mase com mais clareza para ser entendido.
Em todo o caso o palacio da presidencia de
Pmambuco urna excellente casa queja nao
envergonha a primeira autoridade de urna pro-
vincia to Ilustrada, to opulenta e tao impor-
tante ; e quanto necessidade de tal obra ,
que o autor do communicado encara como in-
til e s emprehendida para se disperdicarem
os dinheiros pblicos ella tao bem sostida
por todos que em verdade nao carece de de-
monstradlo ou de prova.
Pelo que toca opiniao do autor do com-
municado de se poder erigir um palacio no
collegio dos Jesutas 6 isso lembranca tao in-
feliz e to apoucada que nao merece as hon-
ras de um exarne : vimos na Europa muitos
palacios sumptuosos ; mas um s nao conhe-
cemos que nao esteja situado em pracas espa-
eosas e solado de edificios particulares;
a opiniao do autor do communicado ad-
mira ern verdade que quem requeria as rc-
gras do bom gosto para construeco de um caes
nao as invoque tambem para edificacao de um
palacio e o queira situar na eontiguidade de
casas particulares do arsenal e aproveilan-
do tao miseraveis fundamentos &c, O que
porem e mais notavel que ao mesmo tempo
que nao se acha necessidade em edificar um
palacio no lugar em que est se queira edifi-
car um no collegio que ao mesmo tempo que
se ache despeza de construeco do actual pala-
cio summamente grande lembre-se urna o-
bra do mesmo genero de mu superior im-
portancia Estas contradieces palmares cada
vez mais nos confirmao no parecer do poeta
francez : Riennest beau quelevrai, le vrai
seul est aimable.
Quanto s imputacoes de disperdicios de
esbanjamento dos dinheiros provinciaes de
deleixo na fiscalisacao e outras que taes res-
ponderemos que nada ha mais fcil do que di-
rigir autoridade que se aborrece laes aggres-
soes e taes injurias ; mas exibr as provas do
dito mais dilficil e mais embaraeoso. E' ver-
dade que a administracao de algumas destas o-
brrs foi incumbida a alguns cidadaos de gran-
de zelo, intelligencia e probidade e sua exe-
cucao nao correu pela administracao de obras
publicas estabelecida na provincia ; o que tai-
ve/, baja (brido a susceptibilidade de alguem.
Mas o que incontestavel o que ousamos afi-
anzar com a energa de proundissima convic-
cio (pie os dous prestrnosos cidadaos encar-
regados das obras do palacio e da alfandega go-
zo de urna repufaco Multada, ea nenlium
outro funcionario da mesma especie na pro-
vincia cedem o lugar em zelo em honra c ac-
tividade.
Pelo que respeita obra do caes, nenlium
documento chegou ainda ao nosso conhecimen-
to que n0So comprometter a boina do enge-
nbeiro que dirigi a obra ; quando tal docu-
mento nos fr communicado ou algum facto
de improbidade claramente demonstrado mu-
daremos de opiniao a respeito do referido en-
genheiro. Como querqueseja, elle nao foi
mandado engajar na Europa como se air-
ma no communicado : o Sr. conselheiro Mou-
tinbo o destinava provincia de S. Paulo e
elle a expensas suas ( que nao eraum liomem
do Brazil e azendo a necessaria dedueco na
parte de exageracao com que o autor do com-
municado quiz chegar ao lim que se propz
( exageracao mal cabida por desairar em dema-
sa a provincia), nos somos os primeiros a con-
fessar que urna tal situacao moral deve inspirar
serios cuidados ao governo. Mas como dcsco-
nhecer as verdadeiras causas de tal phenomeno,
que derivao todas da organisaco da sociedad*;
brasilea da desmesurada e anti-socal influ-
encia exercida pelos propietarios de grandes fa-
zendas no interior do Brazil dos defeitos da
legislacao e mais que tudo do actual estado
poltico do Brazil para attribui-las incajia-
cidade imbecilidude do presidente ? Julga
fcil o autor do communicado por termo s lu-
as sangrentas de algumas familias do interior
da provincia ? Considera elle como empreza
ordinaria aplacar odios inveterados apaziguar
dissenses antigs e prevenir funestas reaeces
em lugares mal policiados quando exercidas
por homens poderosos ? E quem esse genio
singular essa intelligencia superior que se ar-
roga o direto sem direito de atirar aos ou-
tros e s maos cheias os epithetos degradan-
tes de incapaz inhbil e imbcil ? Alterar
profundamente o estado do crenca e a moral de
urna classe, de urna massa qualquer de homens,
foi e sempre ser empreza espinhosa aos olhos
dos homens pensadores e de estado; e tanta le-
veza em assumpto de tamanlia monta e ardui-
dade indica evidentemente curtidade de com-
prehensao.
Acreditamos e esperamos mesmo que o
estado da provincia de Pmambuco na rela-
CiO em que fallamos se ha de favoravelmente
modificar; e no zelo do Sr. Baro da Boa-\ ista
depositamos nos tanta conlianca, que cheios de
esperanca, aguardamos o termo de taes desastres.
Fica pois entendido e claro que qualquer que
Ibsse o individuo que presidisse a provincia, taes
efieitos se terio sempre de deplorar em face das
circumstancias peculiares em que se ella acha ;
e mesmo se pode aliancar que esses meamos ef-
feitos terio de ser mais ampios, mais arrieaca-
dores se por ventura o timo dos negocios pro-
vinciaes se achasse em mao menos robusta e
nervosa.
Emfim o Sr. Barao da Boa-Vista atroz-
mente aggredido no communicado que nosoc-
cupa por haver empregado medidas violentas,
e movido forcas para triumphar na ultima e-
leicao ; e o que e mui serio ( porque emfim
----r-------> \ <|' ." um iitiilll'lll
anee de lodos e que billar nella com tanta absolutamente sem meios, veio da Europa e
frescura irrellexao consummada : (rata-se a-
inda da questo de bom gosto no communica-
do que nos oceupa : mas qual o bom gosto
da construccSo de um caes ? Esta opiniao
atitorisa limitas facecias, e nos nao as quere-
mos empregar. O caes foi pois bem cons-
truido ; se tem algum defeito no puramen-
eonservou-se nesta capital e daqui dirigio-se
para Pmambuco. Apezar de todas as invec-
tivas dirigidas a M. Boyer bom seria exami-
nar a despeza da obra que elle concluio e
compara-la com algumas outras feitas antes
delle ; porque feitas as devidas compensa-
ces talvez se podesse mostrar que nao foi elle
por certa cabe as forcas de quem quer que |
seia rasw (? historia dopai una pag'* nn*
te accidental e nao na obra mesma ; e se por. por certo o engenheiro mais dispendioso,
ventura nao se acha no nivelamento do solo e j Quanto censura de haver o Sr. Barao da
sim Ihe superior o caso nao rremcdiavel ,' Boa Vista engaado ao governo cerca de taes
e nem esse inconveniente (pie alias se pode obras, nao nos demoraremos em responder-lhe;
acautelar altera ern nada a belleza daquella porque estamos certos deque o governo mais
obra : quanto aodesdem com que delle falla o do que ninguem est penetrado da necessidade
autor do communicado isso deploravel, sim, de laes obras eseus bons efieitos na provin-
mas nao embarga que a poptflacSo o considere j cia: o engao pois era desnecessario ou extem-
como um aprazivel passeio publico onde ella poraneo.
se rene e se recrea. j Com o fim de desconceituar o Sr. Barao da
Pelo que (oca alfandega nao l\ menos la- Boa Vista descreve o autor do communicado
riienlavel o menospreco do autor do coiiimiini- a provincia de Pmambuco como o paiz dos
cacto; mas tambem nos parece (pie elle pode cannibaes ; e, segundo afluira nao lia rima
continuar a prestar u servido que presta, sem o comarca, um termo urna aldea qualquer on-
plucet de quem nao gosla da sua construeco de se nao perpetrem assassinatos e se pratiquem
ou que a reputa um edificio em tudo ordinario: barbaridades. Deplorando com todos os ho-
accrescentaremos ainda que no genero alfan- mens bons essas desgracadas tcn(li>n<-|oc mu.
n imperio na irao manifestado de ha muito cm alguns pontos
#ir f>
O '
xt uiCiiior uc criisic
ataca a honra e a lealdade do cidadao ), por so
ter conduzido na occasio da eleico com ma-
nifesta aleivozia para com o governo que in-
dignamente atraicora. Esta aecusaco reves-
te-se ainda de maior gravidade pelos coramen-
tarios que Ihe faz o redador do Brazil, que s
por tal guisa pode explicar a quasi nao reeleico
do Sr. Henrique de i'ezende. Cumpre pois
responder a tal imputacio con) a franqueza do
pensamento e propriedade de expresso que ella
requer alim de que a verdade apparec lim-
pa de toda mancha c o comporlainento do
Sr. Baro puro de qualquer suspeita.
Antes- de tudo inexacto falso que o
Sr. Baro solicitasse a presidencia de Pmam-
buco e mais inexacto ainda e mais falso que
houvesse assignado compromisso algum peran -
te o governo a cerca de eleices : e aproveitamos
este ensejo para advertir ao autor do commu-
nicado de que suas informacoes sao destituidas
de fundamento qualquer que seja a origem
donde ellas proced-ro. Nem por ce rio", o
governo imperial que devia conhecer a situa-
cao ento bem critica do imperio inteiro po-
da deixard lemhrar-se espontaneament'e, pa
ra coriferr-lhc tal cargo do cidadao prestante
que administrara a provincia por espaco de mais
de tres annos, rodeado de encomios des\m-
pathias e de popularidade e sem que una s
voz se levantasse at o ultimo dia do seu exer-
cicio para censurar seus actos. Quanto op-
posrao manifestada naquella poca ella por
certo nao podia merecer muito peso, nao spe-
lo pequeo numero de seus membros, seno
tambem por apparecer fra de sazao. No que
toca ao compromisso o governo do Impera-
dor mui nobre para propr taes ajustes e o
Sr. Baro mui nobre tambem para aceita-los,
salvo se o desejo alias mui natural, da parte de
algum ou alguns membros da administracao
ern favor da eleico deste ou aquelle alliado se
pode entender como condices desses con-
tractos. Livre pois e librrimo de toda a espe-
cie de constrangimento ou de pea recebeu o
Sr. Baro das mos do governo imperial a pre-
sidencia de Pmambuco ; e attentando sobre-
nado as circunstancias melindrosas do paiz o
seu primeiro o seu nico cuidado foi con-
servar a ordem na provincia e obriga-la a de-
fend-la contra as tentativas e diligencias com
que una vasta conspiraco procurava agitar
o imperio inteiro. Este pensamento que
absorvia todos os outros ; esta necessidade que
domiiuwa e avassaHava todas as outras expli-
can MilTicienternente algms das medidas eni-
prcgadS ("lo presdeme de Ftunuiiiiiuco, c ao
mesmo tempo revelo alguns dos prudentissi-


Bwim
mos passos dados por S. Ex. na seria conjunc-
lura etn que se achou a provincia aliin de c-
\ itar que que por meros pretextos de elcicao ,
terriveis focos de resistencia se organisassem e
p.-rigoso* conflictos se padessem suscitar cu-
jo desenlace e funestissimis eitos nao suriao
sanio em prol do* interesses da revoltfrao que
se temia ereceiava. Nestas nicas vistas foi
empregada a forca que nenhuma parte tomou
ilcita ou violenta as eleicoes de Pernambuco;
c quanto i vota-aodoscorpos qui;o autor do
communicado tanto condemna he Sabido
que havendo ellos sido previamente qualilica-
dos de neeessidade devio votar; assim como
ja o havio foito em as precedentes eleiedes na
capital da provincia (bairro de Santo Antonio
por delil)3ra-,5o c arbitrio de urna mesa paro-
cbial nao suspeita. Portanto a censura nao
assenta no presidente da provincia 6 a nin-
guem fere ella legtimamente pois que tal loi
a intelligencia dada pelo governo a este ponto
da legislarao.
Emfim, o Sr. Baro da Boa-A ista perseguio
e hostilisou aos amigos da administrado diz
o autor do communicado ; o, nao promoven-
do a reelcico do presidente da cmara de 18VI,
atraieoou ao governo que o noin?ou. 15 o re-
dactor do Brazil, que ignora inteiramente
quanto occorreu em tal occasio e assim tam-
ben) as causas que produziro to sensivel re-
sultado, acba que o meio ruis obvio e mais co-
mcsinbo de tplica-lo deshonrar o Sr. Ba-
rio irnprimindo-lbe no carcter o ferrete de
traidor; fazendo-se assim quinhociro da ini-
mizade e do odio que lbe vota conlialmentc o
autor do communicado. Antes de tudo per-
guntaremos : Entrava na ordem dos deveres
politicos do presidente de Pernambuco apoiar
a candidatura de reconhecidos e implacavcis
inimigos seus que anula ha pouco o havio
descripto ao governo e ao paiz inteiro como o
ultimo dos bomens ? entrava na ordem dos de-
vores politicos do presidente proteger a candi-
datura dos inembros da opposico no seio da as-
semblea provincial ? Respondo os bomens de
boa f6 e francamente confessem todos que o
presidente que se comportasse com tal longani-
midade e condescendencia, quaesquerque fos-
sern as outras circumstancias oceurrentes se-
ria um homem sem pundonor seria o ludi-
brio de todos.
Quanto porm ao Sr. H. de Rezendc ,
qual foi o partido politico que apoiou sua can-
iliura ? quaes os individuos que lbe dero seus
suffragios? seria por ventura o grupo que d'an-
tes osustentava ? serio os amigos do autor do
communicado '? Oucamos ao mesmo Sr. H.
de Rezende e elle com a candura e honra-
dez que lbe sao proprias dir : Nao e nao
porquanto, desde que os desali'eicoadosdo pre-
sidenlesouberao que elle prestara seu concurso
candidatura daquelle digno Pernambucano ,
inmediatamente lbe negro seu apoio, e pro-
curarlo embaracar-lhe o triumpho da urna. O
Sr. H. de Re/ende achou-se pois nicamente
arrimado no partido do presidente e alguns seus
amigos pessoaes; e guerreado de um lado pe-
los seus antigos alliados e de outro por cer-
tas influencias que seihpre lbe forao hostis, leve
de ver sua candidatura em serio risco,sobretudo
depois que sedescobriro os manejos oceults de
dous numerososcollegios, Bonito cLimociro, nos
(iiiifsoSr. H. de Bczcndc assiai co a!suu*
outros amigos ntimos do Sr. Bario, forao mal
succedidos. Aos imprevistos desmanchos e s-
bita desbarmonia occorrida entre as influencias
dos dous collegios indicados ( com os quaes a-
lis com tanta seguridade se contava e bavia
razao parase contar ) sedeve attribuir exclu-
sivamente o facto que tollos deploramos : e a
nao ser esta inesperada emergencia certo o
Sr. II. de Rezende seria um dos mais bem vo-
tados pois que ainda assim, pela differenca
diminuta de seis votos foi elle collocado na
ordem dos supplentes. A demonstracao do
que acabamos de expor est as actas dos diver-
sos collegios da provincia, as quaes o redactor
do Brazil encontrar sem duvida os ncressarios
lados para formar sua opinio cerca da elei-
cao de Pernambuco sem denigrir o compr-
tamelo do Sr. Baro da Boa-\ ista, que, mais
do que ninguem, lamenta um talsuccesso.e que
podada melhor vonlade disposic'odoSr. H. de
Rezende o seu lugar no parlamento se por
venlura fosse isso necessario.
Do exame das actas resulta com effeito que
em todos os collegios em (pie o Sr. Bario 0OD-
tava um maior numero de amigos, a votacio do
Si. II. de Rezende foi semprc crescida no-
meadamente no Recite S. Antao, Goyana ,
etc. As condolencias pois do autor do com-
municado a respeito do Sr. II. de Rezende lem
mu fifi o tei que de estranbo e nial assente que
volvimentos todava o que acabamos de rela-
tar sobra para firmar inabalavelmente a defesa
da reputacao e direitura de proceder do Sr. Ba-
ro da Boa-Vista.
Ligados ao Baro da Boa-vista por estreitis-
simos vnculos nos reputamos um dever religi-
oso defende-lo das malignas c injustas aggres-
sdes que Ihe forao feitas no communicado a qui-
nos referimos; desde porein o momento em que
o redactor do Brazil decidio-se a firmar tima
allianca oflensiva contra o Baro e tomou a
tarefa de desaira-Io e deprimir seu crdito, um
tal dever tomou-so aos nossos olhos sacralissi-
mo e imperiosamente reclamava de nos pon-
tual e inteiro cumprimento.
Todava nao entenda alguem que o nosso
(im no presente caso a conservaco do Sr. Ba-
ro na presidencia de Pernambuco ; nao. E se
por ventura algUUl inembro do gabinete lmar
as vistas nestas linhas que escrevemos, fique
i'iil.'ndendo que o Baro da Boa-Vista nada
ambiciona menos do que conservar-se no posto
que Ihe foi confiado ; e no caso de julgar o go-
verno acertado condescender com as solicita.Oes
de algtim alliado seu hoin que sai ha que o
Baro da Roa-Vista reduzido condico pri-
vada ou na cmara em que tem assento, con-
tinuar a sustentar os principios de ordem que
sempre suslentou sem incominodar ao gover-
no do imperador com malvolas suggestoes so-
bre seus delegados, quem querque elles sejio.
Quanto a nos em particular, declaramos cor-
dialmente que nada lamentamos tanto como
laes bitas entre individuos da niesma provincia,
e que inelhor devo comprehender os interes-
ses del la, lima aecusaco porm feita a un
amigo ausente 6 um verdadeiro appello leal-
dade do amigo presente. O que nos cumpria
pois era oceupar o nosso posto de honra : oc-
i upmo-lo e nelle permaneceremos em quan-
to o dever no-lo-prescrever.
Etc. etc. etc. etc.
[Jornal do Commercio. j
i Rendimento do da 3.......... 72 Dcscarrego hoje\
Patacho portuanez festaurac/fo vinho azei-
te toucinbo carnes e miudezas, ra-
p e batatas.
Patacho hamburguez Fortuna, fazendas, miu-
dezas sement o farcllos.
| Rrigue portuguez Amelia miudezas eiicom-
mendas batatas e cebollas.
Barca ingleza II'.m Russell carvo de pedra.
Correspondencia.
Srs. Redactores.
Queiro dar lugar no seu Diario insereno
dessa certido, como documento inconteslavel,
para mostrar a negra calumnia com que pro-
ectou o Sr. Hum quedo, denegrir a minba
reputacao com a sua manhosa pergunta, inser-
ta no Diario de sexta feira 13 de Janeiro deste
mesmo anno de 183 para que conhecida a
fraude se aborreca o fraudulento e nao se
diininua o conceito, com que at"gora o respei-
tavel publico me tem honrado e para que se
reconheca o carcter impostor e m f com
que se propoe o Sr. llum que vio a Iludir ao
mesmo respeitavel publicocom suas imposturas,
e malvadezas acobertando-se com a capa an-
nima de II um que vio : contra a qual se deve
prevenir o experto publico para nao ser por
tal annimo Iludido cuja mctainorpbose nao
o livrar de ser levado ao jury para ser punido
ile suas maldades pelas leis da responsabilidad!',
quando em outra occasio outro tal attentado
commetter.
No obzequio da insereno Srs. Redactores
muito obrigaro ao seu respeitador
O padre Francisco Jos de Luna.
III.mo e R.mo Sr. Cura. O padre Francisco
Jos de Luna precisa da certido de baptismoda
lanilla l.uiza filha Iegitima.de Domingos e
Helena escravos de Joo Paulo de l.ima, mo-
rador n'Agua-fria ; e por isso
P. a V.S. R.ma, que revendo o livro dos bap"
tisados lbe passe por certido do que cons-
tar de verbo ad verbuin : do que 11. AI.
Joo Francisco da Cunha Saldanha presb-
tero secular do habito de S. Pedro, cura da ca-
tbcdral da s de Olinda por S. Ex. B.,n" que
Dos guarde &c.
Certcfico que reverendo os livros dos assentos
dos baptisados, desta freguezia, no livro quinze
a l'olbas duzentas e oito verso se acba assento
de baptismo de Cuiza que pede o reverendo
siipplicante noseu requerimento supra, do tbe-
<>r seguinte.Aosvinte, esete de dezeinliro
de mil oito centos e quarenta e dous, na ca-
pella de N. S. da Conceico de Bebiribe de mi-
nba licenca baptisU o padre Francisco Jos de
Luna, a prvula Luiza, de idade de seis mezes,
filha legitima de Domingos e Helena escra-
vos de Joo Paulo de l.ima, morador em Agua-
Tria forao padrinbos Manoel Ferreira casa-
do e Valeria de tal soltcira ; de que fiz este
assento que assignei. O cura Joo Francisco da
Cimba Saldanha. F nao se confinha mais em
dito assento que se acha laucado em o dito li-
VfO, li.li >. ">' '""" 'liriMMI .III.i.._ .. ;
iMPORTCAO.
O patacho portuguez RestaurafaSndode i.:s-
oba, entrado no correnle mez consignado a
Mendes & Oliveira inanifeslou O seguinte :
j caas rap 17 toucinbo 20 barris car-
nes 10 pipas vinho a Tbomaz de Aquino
Fonceca; 1 eaixadoce, i vinho 3 ancore-
las dito a Manoel Pereira Teixeira ; 1 caixa im-
pressos a Francisco Severianno Babello ; 1G0
pipas vinlio :?2 barricas sardinbas ."0 barri-
cas vinho :!() canastras batatas a Mendes 0-
liveira ; 1 caixote iui|iressos a Jos Antonio
Bastos; 1 caixote bracos para balancas a Anto-
nio Jos de SAraujo; 1 caixote vinho a D.
Mara da conceicSo ^eiga; 1 dito pertences
liara guitarras a Joao Jos da Cruz ; "JO harris
doce, > carnes a Manoel dos Santos ; 1 cai-
xote senienlcsa Scbramin. Forado manifest.
'.) caixas bixas a Jos Francisco Casado J-
nior ; 1 caixa peixe a Policarpo Jos 1 avine.
fovirneiilo do Porlo.
NAVIOS E.NTUADOS KO ni A 2.
Ilamburgo ; 45 das palila hamburgueza
Fortuna de 200 toneladas capito AI. P.
Krag equipagem 0 carga varios gneros :
a\. O. BiebertvC.3 Passageiros. Fduard
de I.uca, Henrch Kriihu, Johann Triedruii,
C.hristian Kruger J. II. Deije J. A. Se-
hule.
Trieste ; .'J2 (lias barca ingleza Brazilcirn ,
de 2.*J0 toneladas capilo Goble equipa-
gem 1 i carga lastro : a Braga.
Dinamarca ; .'(i dias, brigue dinamarquez Da-
niel, de ISO toneladas, capilo D. ('.. Juul,
equipagem 10, carga lastro: ao capito.
navios s viudos no MESMO niA.
I'a'ermo ; brigue siciliano (abriel/a, capito
Constantino de Bartalo carga couros eas-
sucar.
OBSERVACOES.
Suspenden do lameiro o brigue ingles Fan-
al/ a galera americana Columbiu e a barca
franceza Hortence, levando esta 6 hornens da
tripuladlo da barca franceza Vaillant Basque,
que naufragou ao norte.
O brigue dinamarquez Daniel fundiou no
lameiro.
f^eclaracdcs
Terca feira 7 do rorrente, as \ horas da tar-
de perante oSr. Juiz de Direito da Comarca,
e interino dos I'eitos da Fazenda o Doutor
Manoel Alendes da Cunha Azevcdo na ra
do Collegio ter lugar a arrematacao dos bens
linrnl()c ;or CXCCUCSCS
mu
I
contra os devedores se-
^amos bem cortos de que merecers algum piado do proprio, sem cousa que duvida faca,
reparo da parle mesmo daquelle rccomnieiK.'a-
vel cidadio.
Fsta 6 a exacta exposico dos fados ; e se
oum o assumpto se preste a amplissimos desen-
i) que afflr.....in fide Parochi. Olinda -21 de Ja-
neiro de 18 W.Ocura Jofio Francisco da Cu-
nha Saldan l>a
almivo (liv.|nr|lf>e (
da Fazenda Publica ,
guinles :
Os berdeiros de Biia-ventura Goncalves de
renda annual, da casa n. 13 na Soledad? ,
awdiadaem 260:000 ris.
Manoel Rodrigues do Passo, de renda annu-
al a rasa n. 2 na ra da Guia avahada em
300:000 res.
Jos Fidelios Barrozo de renda a casa de
sobrado n. 35, na ra da Cadeia do Recife ,
avahada em 350:000 ris.
Alanoel \ ital da Assumpcao a casa n. 4 no
beco do Ouartel avahada em 06:000 rs. de
renda annual.
Ladislao Pinto de renda annual a casa n. 6, rja do governo que nao vencem emolumen-
tos duas carteiras, e dous moxos por 14:000.
Bernardo Jos da Fonceca, i chapeos de
massa hrancos e urna pequea armaco com
balco por 20:000 rs.
Francisco da Cunha de renda annual a casa
n. 9, na ra do Pocinho, avahada em 72:000.
Alaria Anglica de Araujo de renda annu-
al a casa n. 6. na ra do Pocinho avaliada
em 72:000 rs.
Herdeiros de Joo Alarques Bacalbo de
renda as lojas do sobrado n. 13 na ra do
Fogo avalladas em 8 i:000 rs.
Ditos de Miguel Ferreira de Afelio, de ren-
da a casa n. 21, na na do \ gao avaliada
em 61)0:000 rs.
Severino Flix da Cruz de renda a casa na
na do Pocinho avaliada em 72:000 rs.
Antonio da Silva < Cnmpanbia de renda
annual a casa n. 82, na ra dos Burgos, avalia-
em iOO mil rs.
Francisco do Pego Barros como adminis-
trador de sua mulher berdeiro de Bernardo
Luiz Ferreira de renda annual a casa com
sitio na fronte do convenio do Carmo em Olin-
da avaliada em 200:000 rs.
(amara de Olinda de renda annual a casa
n. 1 na ra do \ gario, avaliada em 370
mil rs.
Elias Flisco. una armaco de loja com bal-
co avahado em 70:000 rs.
O vapor Paraense recebe as malas para
os portOS do norte boje | as horas da tarde.
Pelo lvcro desta cidade se faz publico ,
que no dia 15 do crrente dever ter princi-
pios trabamos das aulas do mesmo lyeeo: os
alumnos que pretenderen] de novo ser admeti-
dos deveri matrcular-se e frequentarprimei-
raiiie nte a aula da lingoa nacional, ali esta-
bele cida : esla desposico nao comprehende a
toi'.o aquelle que houver de apresentar certi-
d jo de ter sido examinado e aprovado emdita
1 ingoa em algiima aula jiublica jiara poder
frequentar aquelle estado (|ue Ihe convier. Os
alumnos da aula de latim sao por este avisados
de que nao podeni continuar nesle estudo sem
o pagamento de nova matricula todos os annos
como de lei novissiina ; efinalmente veda-
da a todo aquelle que frequentar as aulas de
sciencias filosopbia rbetorica e geometra,
a faculdade de poder ao mesmo lempo matr-
cular-se em outra aula.
N. R. As aulas do Ivceo tem de trabalhar
as seguinte horas : a da lingoa nacional, das
10 as 12 : a de latim das 9 as 12 : as de
fiancez inglez e rbetorica das 8 as 10 : as
de gcographia desenlio geometra e philo-
sopbia : das 10 as 12.
Secretaria do Ivceo desta cidade do Recie
\ de fevereiro de 18i3.O secretario Joao
Facundo da Silva (uimares.
Ocollector das diversas rendas nacionaes
do municipio do Rio Formoso abaixo assigna-
do faz saber a quem convier que tem se-
questrado p^lo juizo competente, urna mora-
da de cazas terreas de taipa em chaos foreiros a
Francisco (.'asado l.ima sitas em dita villana
ruados Trapixes pertencentes ao finado Re-
verendo Abbade Francisco Antonio Pereira da
Fonceca, para pagamento da quantiade reis
- 19SU0 quelicou devendo de decima das
mesnias cazas a fasenda publica desde o pri-
meiro de julho de mil oitosentos e trinta e oito ,
ao ultimo de dezemhro do anno passado e por
isso a pesboa que se adiar encarregada da
administra!o dos bcus do dito finado deve
mandar pagar a dita collectoriaa referida quan-
tia no praso de trinta dias a contar da publi-
carn do presente ; sob pena de se proceder a
sua arrematacao lindo dito praso por aluguel
mensal por tanto tempo quanto fr bastante pa-
ra diilo pagamento custas feitas e as mais que
acrcssercin. Rio Formoso trinta de Janeiro de
mil oitosentos e quarenta e tres.Jos Luiz
da Silva Guimares.
O tbesoureiro das rendas provinciaes
paga nos dias i e (ido corren te mez o quartel
de outuhro a dezemhro do anno p. p, aosem-
pregados da secretaria da assemblea secreta-
na ra Direita dos Alogados avaliada em 48
mil ris.
\ uva de Alanoel Izidro de Miranda um
milheiro de tijollos de alvenaria avahado em
:{fi:000 ris.
Antonio Carneiro da Cunha, um milheiro
de tenas avahado em 30:000 ris.
Os herdeiros de Jos Guimares Flores de
Ins. aos do lyeeo da cidade do Recife simina-
rio episcopal de Olinda professores de latim ,
e professores de prinieiras letras. Thezouraria
provincial de Pernambuco 3 do fevereiro de
18 W. Joao Manoel Mendes da Cunha Aze-
vedo Tbesoureiro.
O 1." escriptiirario da mesa de rendas in-
ternas provinciaes desta cidade em arregado do
renda annual a casa n. 122, na ra do Amo- lancamento da decima urbana do bairro de
Santo Antonio avisa a quem possa interessar
que no dia 6 do prezente tem de collectar os
preos da liavessa do .ivramento, heco do Pa-
d'. ra do .ivramento e Penba.
rim avaliada em .'100:000 ris.
Francisca Alaria do Carmo 1500 tijolos de
alvenaria, avahados cm 18:000 rs.
O Testamenteiro do Ptdre Joo de Dos da
("osla de renda annual a rasa n. 9 na ra
do Queimado avahada em 700:000 rs.
Alaria Josefa da Conceicao, de renda an-
nual a casa n. 10, no heco do Pocinho avaha- ; ~ |
lia i ni 13:000 rs. Para a Cidade do Porto dever sahir com
.!(.<(' Theodoro de Vasconcellos de renda toda abrevidade possivel o Rrigue Portuguez
,!.. ..i.N.idn urmciu, avahada em 52:u. \ rutina beliz Lapito Antonio Francisco
Herdeiros de Joaquim Antonio de Vasconcel- dos Santos; quem no mesmo quizer carrega
A\i os martimos.


ou ir de passagem dirija-se ao dito Capi-
tao ou a seu consignatario Joaquim Jos de
Amorim na ra da Cruz, n. 45.
Avisos diversos.
OART1LHEIRON. 18
k^Amo luz, e acha-sc Venda no lugar do
costume.
Qualquer pessoa que desejar conhecero
methodo de fazer acolla como a colla da Ba-
ha assiin como ondear o (landres tal
qual como aquelle da Europa poder dirigir-
se na botica da ra Nova junto a botica do
Sr. Pinto ou na ra da Alegra casa pegada
ao lampiao, defronte do beco que vai para a
Gloria onde mora o abaixo assgnado; o mesmo
podeainda dar algumas li< oes de lingoa fran-
ceza e os Srs. estrangeiros que dcsejarem ap-
prender a lingoa Brazileira podero dirigir-se
as mesmas casas ja apontadas onde acharao o
abaixo assgnado. Alberto Lavenre.
== Precisa-se de urna amadeleite, forra, ou
captiva que tenha bastante leite nao se
olha preco : na ra dos quarteis sobrado n.
20 terceiro andar.
^ Deseja-se fallar aos herdeiros do (nado
(. ClaudioManoel Jos Gomes, cirurgiao-mor,
que foi de Paode Alho a negocio queira an-
nunciar.
Roga-se ao Snr. L. A. M. queira ter
a bondade de no prazo de 3 das vr pagar em
Ol ma a quantia de 88G10 rs. que tomou
quem nao ignora para satisfazer no primei-
ro de Marco do anno passado segundo consta
de sua letra do contrario se publicar o seu
nome por extenco.
Traspassa-se as chaves de urna loja ; e
precisa-se de urn homem para barriar urna casa
de taipa : na ra estreita do Rozario ti. 17.
Precisa-se de urna ama de leite, se for das
Jlhas ter preferencia : annuncie.
= A pessoa que tem annunciado querer ar-
rendar um sitio com casa pequea e perto da
praca querendo um com estes commodos e
a margem do rio com cacimba de beber e
muitoemcontao aluguel dirija-se ra de
Agoas verdes n. 21.
= Arrenda-seuma olaria beira do rio,
bom porto, e barro e preco mito em conta ,
por a dita precisar de algum reparo : na ra
de Agoas verdes n. 21.
Roga-se ao Sr. Vicente Tavares da Silva
Coutinho que diz ter em seu poder varios es-
cravos evadidos de seus scnhores o obsequio
le averiguar se entre esses se acharao dous com
os signaes seguintes : o primeiro um mole-
^ cote fgido a 7 annos que hoje deve ter 26
annos de idade de nome Jos, ladino cor
fula., alto, secco do corpo cara redonda, fal-
la descansada os dentes do queixo de cima
acangulados, e um dos dentes quebrado ps
apalhelados : o segundo fugio a 12 annos de
nome Antonio de idade de 50 annos baixo,
secco do corpo queixo agudo olbos verme-
Ihos com apparencias aos de cobre quando
anda assenta primeiro o peito do p antes do
calcanhar ; sendo alguns desses, de o mandar
a seu senbor Jos Fernandos Eiras, na ra Bel-
la que ja foi ra da Florentina.
Quem annunciou ter um quarto de urna
casa em a qual mora urna senhora viuva ,
querendo alugar urna senhora casada diri-
jase ra da Ordem Terceira de S. Francisco.
n. 20.
Em rapaz casado com pouca familia ,
se propoe ensinar as primeiras letras, fra
da praca; assim como tambein se offerere, para
caixeiro de qualquer fazenda os pretendentes,
dirijao-se ra da Ordem Terceira de S.
Francisco, n. 20 ,ou annunciem.
Aluga-se urna casa de 3 andares e mi-
rante com um bom armazem na ra do
Amorim no bairro do Recife ; os pretenden-
tes dirijo-se ao atierro da Boa-visla nu-
mero 16.
Quem annunciou querer vender urna
casa terrea dirijase ra dos Quarteis nu-
mero 20.
O abaixo assgnado, partecipa seus ere-
dores que tendo de proceder inventario nos
bens de seu casal, pelo Juizo de Orfos Es-
crvo Motta hajo de apresentar suas contas
legalisadas no prazo de oto das ; e para se
nao chamarem a ignorancia Ibes faz o presen-
te aviso. Ignacio de Loiola Callado.
Jos Ribeiro Barboza retira-se para o
Rio de Janeiro.
=- Joao Pinheiro Ferreira Portuguez, re-
tira-se para fora da provincia.
= Joaquim Pcreira da Silva Guimaraes,
nao mais caixeiro da loja de miudezas, de
Victorino de Castro Moura da ra dos Ouar-
teis desde u uiiiino de Janeiro do corrente
ann
- Sr. Jos Francisco de Azevedo Lisboa,
^ueira mandar receber urnas cartas na ra da
CaJc'u Je Siiio Anioiiio em um sobrado del
varanda de pao tendo as ditas vindo do Rio de
Janeiro no ultimo vapor.
= Aluga-se a nova propriedade n. 27 da
ra de Apollo ; quem a pretender falle com
Joao Antunes Guimaraes.
= Quem precizar de urna ama para urna
casa de pouca familia ou de homem solteiro ,
sendo para porta a dentro, dirija-se a traz do
Corpo-Santo no fundo da casa do sr. Lourenco
Jos das Neves e a porta da escada bota para a
ra da Senzalla Velha dfronte de um assou-
gue.
A pessoa que annunciou pelo Diario de
hontem 3 do corrente a venda de urna casa
por 700:000 reis dirija-se Pracinha do Li-
vramento loja de fazendas n. 51.
Precisa-se de um menino de 10 a 14
annos Portuguez ou Brazileiro para urna
lojinba de miudezas; quemestiver nestas circuns-
tancias dirija-se a praca da Boa-vista n. 20.
Xa Solidade ra do Corredor do Rispo ,
casa n. 10 fabrica-se agoardente e licores de
todas as qualidades assim como boa genebra ;
tudo de bom gosto e ptima qualidade ; o que
se vende em porcoes, e a retalho por preco
commodo.
Quem quizer comprar urna l>oa casa de
sobrado de dous andares toda ratificada de no-
vo elegantemente com varanda de ferro ao
gosto moderno bom quintal, e cacimba si-
ta na ra das Trinxeiras; falle na casan. 15,
da ra da Conceicao da Boa-vista.
Leonor Carolina Catanho de Vasconcel-
los, professora publica da cadeira de primei-
ras letras do Bairro da Boa-vista, avisa aos pais
de familias que hontem 3 do corrente deo prin-
cipio ao seu exercicio ; aquellas pessoas que
quizerem matricular suas ilhas podem dirigir-
se ao primeiro andar do penltimo sobrado no
largo da Matriz ao entrar da ra do Aragao.
Pede-se ao Sr. A cente Ferreira da Silva,
trae diz ter em se poder varios escravos evadi-
dos ao dominio de seus Srs. o obsequio de
averigoar se entre esses se achao um com os sig-
naes seguintes : de nacao de nome Jos, cor
fula, barrigudo, ps pequeos, idade de30
annos, fugio em Janeiro de 1839 roga-se ao
Sr. \ cente Ferreira, se se acha o dito preto em
seu poder mande-lbe entregar no arma-
zem n. 44 ra da Alfandega Velh sera
recompensado com 100:000 reis.
Boga-se ao ir. Vicente Tavares da Silva
Coutinho se entre o numero de escravos que
tem em seu poder existe urna preta de nome
Maria de nacao Benguella estatura regu-
lar representa 25 annos, pouco mais, ou me-
nos cara comprida e abocetada tem as cos-
tas da mao direita um carosso pequeo, tem
ambos os psapalhetados, em umdelles tem um
dedo grande mais virado e sem unha ; sendo
que exista roga-se de annunciar ou man-
da-la entregar nesta praca Joao Vaz de Oli-
veira na ra da Cadeia n. 47 que se paga-
ra toda adespesa.
O botequim da ra do Bozario n 27 te-
r para manhaa domingo para oalmoco lo-
iro de manha mao de vaca fiambre cabi-
della carne de porco, podim pastis e
mais petiscos e continuar todos os domingos
e das santos a ter o mesmo, e mais conforme
a extraccao ; assim como tambein continua a
dar jantares mensaes.
Quem annunciou no diario n. 27 de 3
do corrente para vender urna casa terrea no
bairro de Santo Antonio pelo preco de 700S
res declare a sua residencia.
Fma pessoa chegada a pouco de fora de-
zeja fallar com o Sr. Joao Das de Carvalho ,
socio de Jos BodriguesPereira, a negocio de
seu interesse.
Precisa-se de um caixeiro para tomar
conta de urna venda por balanco que na en-
trada d fiador a sua conduta ; as cinco Pon-
tas n. 45 onde tem lampiao.
Aluga-se o sobrado de dous andares n.
6 na praca da Boa-vista a falar no mesmo
sobrado com Ignacio Jos de Couto.
Quem achou ou souber de um cavallo que
ftigiu na noite do dia 3 do corrente do bairro
da Boa-vista sellado e infreado meio ruda-
do com algumas pintas pedrezes no pescoco e
no ucinho urna berruga queimada de fresco;
quem delle tiver noticia dirija-se a ra do
Queimadolojade ferragem n. 4 que se lhe
dar de seu trabalbo trinta mil reis.
Lotera de S. Pedro Mrtir.
Fj^M consequencia da mudanca do dia do
J andamento das rodas das outras Loteras ,
o Thesoureiro, faz certoque esta Lotera correr-
r impreterivelmente no dia 25 do corrente
mez de Fevereiro por ja ter-se vendido gran-
de numero de bilhetes.
John Mac Iver subdito Inglez retira-se
para Inglaterra.
Henrique Zimmer retira-se para fora
da provincia.
=Aluga-se ou arrenda-seum citio pequeo,
ou mesmo qualquer casa.sendonuc tenha gran-1
de quintal, sendo na estrada dos Aflictos ,!
'i =
Joao de Barros, ou Cruz de Almas; a quem
convier este negocio queira annunciar por esta
folha para ser procurado ou dirija-se ra
da Senzalla Velha n. 110 segundo andar por
cima de um armazem de assucar ficando certo
que no caso de agradar nao se ojha preco do a-
luguer..
= O abaixo assgnado reoga ao sr. Francis-
co Antonio de vSanta Cruz queira dirigir-se
a ra das Cinco Pontas n. 32, no prazo de
oito dias a negocio de seu interese. Jos da
Silva Moreira.
= Deseja-se saber a moradia do Sr. Anto-
nio Leite de Pnho para se lhe fallar a nego-
cio de seu interesse.
== Quem precisar de roupa engommada
com perfrico e em conta dirija-se ra
do Caldereiro n. 80, que ser servido prompta-
mente.
sp Um moco brazileiro sem pai, e mai,
branco solteiro sabe ler escrever e con-
tar sufrivelmente izento de guarda nacio-
nal dezeja-se empregar em algum emprego de
caixeiro de ra, ou de alguma escripturaco ,
ou armazem de assucar pois da fiador da con-
ducta pois quem o tencionar dirija-se a
= John George Poingdestre, subdito Britan-
nico retira-se para Inglaterra.
Compras.
Comprao-se escravas para fora da provin-
cia pagao-se bem tendo de idade de 10 a
20 annos e de boas figuras : na ra Nova ,
loja n. 16.
Comprao-se apolices da contadoria ven-
cendojuros: na ruado Livramento, n. 3.
Vende-se um pequeo lote de vinho de
Bordeaux de superior qualidade a 6g000 reis
a caixa ; na ra da Cruz n. 7 1. andar.
Vende-se zineo em chapas muito pro-
prio para as obras publicas a 41 $000 reis o
quintal'; no armazem de Knnothy & Brender
a Brandis.*
Vende-se vinho branco de PRR muito
superior para missa em ancoras de 9 caadas
ou a retalho pipas quartolas e barris que
forao de vinho e agurdente um funil de pao,
ternosdepezos de ferro de arroba at quarta ,
balancas para balcao temos de medidas de
pau e de folha do novo padrao um berco de
conduru urna marquesa grande com assento
depalhinha, e dous bancas de Jacaranda ; nas
Cinco Pontas n. 45.
V ende-se urna casa terrea na ra das
Cinco Pontas n. 26 com urna casa piquena
no fundo e urna venda com poucos fundos
que bota para a ra do Forte n. 4 e urna ne-
gra de nacao ainda moca : trata-se na mesma.
Vende-se urna colecao de 6 quadros u-
ma rede feita no Para toda pintada um vio-
lao com muito bsas vozes cortes de chitas fi-
nas para vestidos fitas de seda tanto lizas como
lavradas de todas as larguras e de todas as co-
res rendas da largura de um dedo a 80 reis a
Vendas
Vende-se travs de 35 e 38 palmos de
comprimento de. 7 8 9 e 10 polegadas
de grossura de boas qualidades : na ra do
V gario n. 3.
Vende-se 11 cadeiras de Jacaranda e
3 mezas da mesma madeira quadradas por
preco commodo : na ra larga do Rozario n.
35 primeiro andar.
* Na loja de calcado, numero vinte e seis
na ra da Madre de Dos tem a venda bom
sortimento sendo borzeguins gaspiados e de
ponta de lustro para home.n ditos para se-
nhora e menina sapatos de couro de lustro,
duraque e marroquim para senhora e me-
nina ditos de colxetes de marroquim e
couro de lustro botins meios ditos sa-
pates e sapatos de couro. de lustro para ho-
mem ; tudo do melhor gosto possivel e pelo
mais commodo preco.
^ende-se dous moleques de 12 annos ,
muito espertos e ladinos bons para appren-
derem qualquer officio, e servirem urna casa ;
dous pretos mocos, muito fortes para todo
o trabalbo ; um molecao peca bom offlcial de
sapateiro ; trez escravas mocas, engominao
cozinho lavo roupa
des n. 44.
na ra de Agoas ver-
Vendc-se una escrava recolhida muito
moca de 20 annos sabendo perfeitamente
engommar, cozinhar, e coser para fora ; urna
dita com as mesillas habilidades, perfeita mo-
camba ; urna mulata moca costureira de cor-
tar e fazer camisas e perfeita engommadei-
ra,e cozmira, r ensaboa, tudo com muito des-
embarasso e asseio sendo capaz de dirigir
urna casa ; um nulatinho de 12 a 13 annos
muito bonito e esperto proprio para officio,
ou pagem ; e urna mulatinba de 12 annos : na
ra do Fogo ao p do Rozario n. 8.
Vendc-se taxas de ferro batido e coado,
em bom sortimento, e precos baratos : na ra
do V gario n. 3.
Cortes de chitas finas de bom gosto, a
3:520 : na ra da Madre de Dos loja n. 7.
= Vende-se urna morada de casa terrea si-
ta na ra de Santa Rita : no pateo do Carino ,
casa n. 16.
^ ende-sc chitas escuras com quatro pal-
mos de largura de lindos padres chegadas
ltimamente de Franca : na ra do Queimado
n. 16 loja de Joao Botelho.
^ ende-se urna cabra de meia idade por
muito commodo preco : no largo de S. Pedro ,
n. 3.
Vende-se urna meza de meio de salla :
na ra Direita n. 54.
Vende se urna negra de 22 annos bo-
nita figura engomma liso vestidos de senhora,
e roupa de homem cose chao e cozinha o or-
dinario de urna casa e lava de sabo : na ra
estreita do Bozario, n. 22, primeiro andar.
No assougue inglez na ra da Senzalla
A elba n. 36 boje sabbado, e amanha domin-
ui, < ;mieiro
de todas as qualidades &c.
Vende-se leite puro a doze vinlens a
garrafa ; dirijo-se todos os dias s 6 horas e
mi'i:i na manhi .1- i>,.,....:.. i........ ....------
vara e bicos estreitos a 220 reis a vara tudo
na loja de fasenda da ra Direita n. 30.
Vende-se por precizao urna casa terrea
no bairro de S. Antonio com quintal e ca-
cimba pelo preco de 700,000 rs. livre e de-
sembarazada ao comprador se dir o motivo
por que se vende : os pretendentes annunciem.
= Vende-se urna espingarda de espoleta d
superior qualidade assim como um viveiro
para canarios : na ra do Livramento venda
n. 38 a tratar na mesma.
= Vende-se um escravo de idade de 25
annos de nacao ptimo para todo servico :
urna mulata moca coze engoma e cosinha ;
urna escrava de nacao vendedeira de frutas :
na ra do Fagundes, n. 27.
= ^ ende-se no Botequim Francez da ra
Nova D. 26 ao p da ponte ^ inho Fran-
cez de Bordeaux, dito de Sanglada de boa qua-
lidade tanto em garrafas como em barrica ,.
juntamente vinho de Champagne muscatel'
madeir e outras qualidades tambem azeit
doce Francez, agurdente de franca (dita cog-
nac) licores finos, rhum, biscoitos chamados da
reims : tudo por preco commodo.
Urna parelha de cavallos castanhos para
carro, como tambem um carro inglez quasi no-
vo muito lindo ; tudo junto ou sejiarado : no
Manguinho casa terrea defronte do sitio do Sr.
Francisco Antonio d'OIiveira.
Um escravo de 20 annos crioulo ,
bom offlcial de sapateiro com principio de se-
leiro e sem vicios ; tratar no atierro da
Boa-vista loja de seleiro.
= Dous escravos um de idade 35 annos ,
queentende de padaria e trabalha de enchada;
e o outro moleque, muito bom que sabe co-
zinhar o ordinario: na ra velha da Boa-vista,
n. 55.
earneiro e porco e iingoicas
ta da botica do Sr. Bai tholomeo i Ramos.
Escravos fgidos.
= Fugio no dia 1 do corrente mez da ca-
sa da ponte do sitio da Mangueira na Estan-
cia una preta de nome Domingas nacao
Bengueia de 25 annos pouco mais ou menos,
estatura regular tem urna marca de ferida na
cabecil, e outra na fonte do lado direito bem
veis por serem grandes, levou vestido de
chita branca desbotado com babados largos
por baixo, e panno da costa novo ; quem della
souber ou apprebend-la queira leva-la casa
cima que ser gratificado.
Fugio no dia 1. de Fevereiro as 10 horas
da manha um escravo preto de nome Jos ,
nacao Bengueia falla bem esputado, alto ,
fula com principio de barba reprezenta ter
20 a 22 annos levou camisa e calca de algodao
inglez grosso e chapeo de palha grande a imi-
tacao de jangadeiro; este negro costumava
estar em um sitio em Bem-Fica e ouve noticia
que no mesmo dia que desappareceo andou no
lugar do Carmo e na ra Nova; quem o pe-
gar ou delle tiver noticia leve a seu Sr. Manoel
Ignacio de Oliveira na praca do Commcrcio ,
ou em seu sitio que gratificar com generozi-
dade.
No dia 1. do corrente fugio um mole-
que de nome Joaquim de nacao id;.de de 12
annos baxo grosso rosto redondo cor re-
tinta ar alegre e risonho com urna piquena
cicatriz no beico superior levou rama de al-
godao grosso calca gros-a de linhage e muito
sujas da cosinha ; roga-se a todas as autoridades,
e capites do mato, que o aprcendao c kvem-o
a Ol ./.ni,,., I ...:.. Tllr-fr '- -.<> ..!' "
....."* .'l'tjlillll i i.t IIK, ill.l UU M
Praca da Boa-vista n. 6 que seriio bem grati
ir .mIiis ; e se protesta com todo o rigor da ici
contra quem lhe der coito.
Recifena Typografia de Manoel F. de F. 1843,


Full Text
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