Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04878


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Full Text
Anno de 1843.
Ter$a Feira 31
Todo agora depende de nos meamos ; da noa prudencia modera?5o enerpia: eon-
niiemoa como principiamos e sen-moa apontadoa Com dnirn-'m entre aa N acoca
1. < t>Anl*.niin J_ k_____111. A.__1 I.l)ii.it
( Proclamacao da Aasemlila Geral do Bbiil.
maia
ciiltaa.
PARTIDAS DOS CORllEOS TERRESTRES.
Goianna, Parahiba e Rio grande do Norte senda aextas feira*.
Bonito eGar.nhuns a 40 ( 24, ,
Cabo Serinhaem, Rio Formoso Porto Cairo Macelo e Alagoas no 4. 41 lf
Boa-Taia e Florea a 28. Sanio Anlao quimas feiras. Olinda todos os dial.
MAS DA SEMANA,
30 Sea;, s. Marlinba V. \I. Aud. do J. d<< D. da 2. y.
31 Tgtc j. Cedro Nolasco Aud. do J. de D. da 4. y.
Oua'rt. jejom I?n,n'o B A>id. do.l. del), da 3. t.
Ooint -* Porificacio le Nosss Senhora.
Sext. a. B '* M. Aud do J. de 1). da 4 t.
Sab. a. Andre' Corsino B. Re. Aud. do J. de D. di 3 r.
Dom. a gueda V. M.
4
2
3
i
5

de Janeiro
Anno XIX. N. ?5.
O Diario puhlica-ae lodoa oa diasauanJo forera Santifioadoa : o preeo da aaaigoatura b
de tre* mil rea por qnarlel pa;oa adiantadoa. Os annuncios dos assiRnantea a.o inserido-
grilla, e os dos que o nSo furem razio de SO reis por linha. Aa reolamacoea derem ser din'
gidaa a esla Tvp., ra da (.ltea N. 34,na a prica da Independencia loja de lirroi N. 6a -
CAMBIOS-No da 30 de Janeiro;
Cambio aobre Londres 27 til a ul i Nom. Ooio-Moeda d 6,400 V.
k k Paria 350 rea por franco. N.
Liaboa 400 por 400 de premio. de 4,000
PBiW-Patacee
Moeda de cobre 2 a 3 por 400 de des como. Peos Columnarea
dem de letraa de boaa firmas 1 { i an *.. ditoa Mexicanos
PHASES DA. LOA NO MtiZ DE JANEIRO;
.ui Nora 30, 9 horas e 42 m. da aaaoh. I La oheia 16 aa 5 horas e 36 m. da
Quarl. rese, 8, s5horaae52 ib. da tard.|Quirt. rain-, 2.', a 40 horas 42 >
Preamar de hoje
a 5 horas e 18 m. da manhSa. | 2. a 5 hora e 42 m da larde;
compra
45.3J0
4S.40J
8,500
1,800
4,800
4,800
venda.
15.500
45,300
8,700
4.S20
1.S2J
1,820
manh
.dr
4
fOO.
A VIZ O.
O Diario de Pernambueo ser d'manha
m diante impresso em lypos novos e ruis
miudos, Bfm de poder melhor satisfazer a
seiis benvolos leitores.
PABTE OFFICIAL
ABERTURA DA ASSEMRLEA GERAL LE
GISLATIVA.
Falla cora que S M. o Imperador o Se-
nhor D. Pedro II abra a primnira .es-
sao da quinta legislatura da assembtta
geral legislativa
183.
no dia 1 de jamito de
Augustos e Dignissimos Senhores Repre-
sentantes da Naco!
Venho com o inais vivo prazer abrir a pri-
meira sesso da quinta legislatura.
Certo da vossa solioitule por tildo o que po-
de contribuir para a minha felicidado e es-
plendor do meu throno, tenho a salisfago
le annunoiar-vos que hel ratificado o con-
trato do meu consorcio com S. A. R. a Se-
renissima Princeza D. Thereza Chrislina Ma-
ra augusta irma de S. M. o Rei das Duas
Sicilias.
Subsistem inalteradas as relaco^s de ami-
zade entre o imperio e as potencias estrangei-
ras e confio na Providencia Divina que nao
ser interrumpida a paz externa de que go-
zamos.
A proiun a magua que mo causou a rebcl-
lo d( clarada em Surocaba e Birbacena foi
apenas mitigada pelas provas que d >ro os
lirazileiros de sua dedicaco s instiluicoes
do imperio, e de aleigo minha augusta
pessoa. Recordo-mecom gralido do enlhu-
siasmo e presteza com que acudiro ainda
de provincias listantes defeza da ordem
publica e da* pt-rogalivas da minha cora.
A esta ellicaz cooperaco de meus fiis sub-
ditos e ao valor da marinha e exercito au-
xiliado pela briosa guarda nacional, debai-
xo dos auspicios do Todo Poderoso, deve o
meu goverrio o ter podido reduzir obedien-
cia em curto espaco de lempo os rebolla-
dos das provincias de S. Paulo e Minas Co-
raos.
Urna parte da do Rio Grande do Sul goza ,
ha mais de anno, dos b meficios da paz, e nu
tro a tsperanca de que ellos se estenderoa
toda a provincia.
O estado da fazenda publica altamente re-
quer vossa atlenco; e o complemento da re-
forma de algumas disposices importantes da
nossa legislago de urgente necessidade.
Tenho que n'esta sesso vos oceupareis desve-
ladamenta d'estes graves assumptos bem
como da instrueco publica e dos meios de
promover a introdcelo de bracos livres ,
uteis ao paiz.
Os meus ministros e secretarios de estado
vos informarn dos negocios que tem corrido
pelas repartico-'S de que se acha encarre-
gados.
Augustos e Dignissimos Senhores Repre-
sentantes da Nacao! Na ardua tarefa que ides
emprehender a vossa sabedoria e zelo pelo
bem do estado nao deixaro de corresponder
s esperanzas de todos o Brasileiros, m cuja
felicidade desejo firmar a gloria da meu rei-
nado. Est ab'rta a sesso. ___
IMPERADOR CONSTITUCIONAL E DE-
FENSOR PERPETUO DO BRASIL.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 21 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm Presidente transmit-
tindo-lhe informados os requerimentos do l-
ente graduado Miguel Arcanjo Je Vasconcel-
os ealferes Manoel Joaquim PaesBarrete,
ambos do batalho de infantaria de guardas
nacionaes destacado que pedio demissao
dos postos ; o primeiro pelo seu mo estado
de saude e o segundo por I he nao convir
continuar no servico.
Dito-Ao mesmo Exm. Sr. remettendo-
Ihe informado o requerimento do major gra-
duado da terceiraclasso J. C. d'A. Cainiso,
que pedia liceiiQa para se recolher a corh,
onde tinhaa sua familia, mandando se-lhe
abonar as comedoria^de embarque e algum
sold adiantndo para occorrer as despesas da
viagem.
Dito- Ao mesmo Exm. Sr. enviando-Ihe
para ser defirido como entendesse de justica,
o requerimento do furriel Antonio dos Ai-
mella no Rio Formoso, para fiscalisar, e con
duzir ao pjrto desta cidade as mercadorias
salvas do naufragio da birca Ing|eza=Middle-
sex.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. sobre o a-
bono da quantia de 1 :COl>or reis qin por olli -
ci de 3 Jocorrente mandou fazer ao ba Pit-
rel Jernimo Martiniano Figueira iln Mello ,
presidente nomea lo para a provincia d) Ma-
ranhSo para ajuda de custo do seu transpor-
te para aquella provincia.
D. Jozefa de Faria Goncalves e Jernimo
Freir de Faria i'edrosa.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., expondo que
(tost tivesse logo dado a execuco ao officio da
Presidencia de 11 de novemnro p. passado ,
que mandou arrecadar nesta cidade e na do
Olinda a taxa do mil res por escravo pelas
demarcares feitas para a cobranca da decima
urbana uestes dous municipios, como o pro-
curador fiscal da thesouraria sustentava pelo
parecer, que por copia acompanhava que
jos Pessoa que pedia ser excluido do bata-
lho de infantaria de guardas nacionaes des- i pedida em conformidade do que houve S. M.
tacado. |o Imperador por bem resolver e foi commu-
Dito-AoBlm. commandante das armas nicado a repartigo da fazenda em aviso da
ila provincia do MaranhAo requisilando-lhe secretaria de estado dos negocios da justiga
a guia do segundo cadete Jos Joaquim Tei- de 31 de outubro antecedente, que he pro-
xeira Jnior, que ali servir durante a ulti- hibido o despacho ras alfandegas
ma campanha. de espingardas de vento e seus
Dito-Ao inspector da thesouraria, rein- aparelhos tanto em considerado s disposi-
vian lo-lhe com o seu visto a corita da des- ?rtes dos artigos 297, 29S e ?i)> do cdigo cri-
pta feita rom o aluguel da casa que servio minal e 5. da lei de 20 de outubro de 18 51,
Dito Ao inspector da alfandega parti- destas demarcago'.s devia separar-se a parto
cipando para sua inMligencia em cumpri- que comproliende os lugares notaveis para re-
monto da ordem lo tribunal do thesouro pu- cahir somente a referida laxa sobre os escra-
blieo nacional de 10 de novembro ultimo, ex- "OS residentes dentro das cidades propriamen-
teilitas, requisitando que isto se faca pelas
cmaras municipaes ou por quem verdadei-
ramente competisse ; julgiva do seu dever
assim o communicar para que se dignasse de-
cidir e enviar novamenteas ordens que jul-
do imperio j gasse convenientes.
respectivos I Dito Ao commandante das armas, pedin-
do houvesse de por o seu visto no recibo
da quantia de HjOOO queconstava ter sido
entregue ao proprietario da casa em que mo-
de quarlelao destacamento de linha do termo como mui particularmente natureza excessi- rao commandante do destacnenlo do Rio
do Rio Formoso. vamente offensiva do taes armas mu peri-
Dito Ao delegado do termo do Recife, a- Rsas e de tao funestas consequencias que
cerca dos recrutas Manoel da Cruz e Flix nenhutn motivo plausivel podor justificar a
Jos Honorato.
Dito Ao commandante da companhia de
artfices para fazer recolher hoje mesmo ,
a de cavallaria os cavallos que se achavo
na coxia da ra da Praia que devia ser e-
vacuada, e entregue amanh.1 as chaves a pro-
prietaria sendo os materiaes e pertences
da coxia entregues ao capitn Lopps Guima-
res e os arreios pertencentes aos cavallos ,
ao major tommandante interino do segundo
batalho de artilharia a p.
Dito Ao maj jr commandante interino do
segundo batalho de artilharia a pe para
permisso do seu uzo.
dem do da 9.
Officio Ao administrador da mesa do con-
sulado remetiendo por copia a ordem do tri-
bunal Jo thesouro publico nacional n. 127 de
25 de novembro p. p. alim de lhe dar a devi-
da execuco.
Dito Ao mesmo, para remetter com a
maiorbrevidade possivel thesouraria, a
fim dse dar cumprimenlo a ordem do tribu-
nal do thesouro publico nacional de 25 de no-
vembro prximo passado que acouipanhou
por copia; 1. os manifestos das cargas de
receber os arreios mencionados no precedente todas as flrnh,rcac<5es despachadas por aquel-
ollicio.
Dito-Ao capitao commandante da compa-
nhia de cavallaria para receber nao so os
cavallos como os materiaes e pertences da
coxia da ra da Praia emprecando-os no
augmento da coxia do campo do Erario.
Dito Ao tenente-roronel commandante do
batalho de infantaria de guardas nacionaes
la mesa desde a suacnaco com as declara-
gfies que tem sido apresentadas em virtude
do arlijo iHdo regulamento de 30 de maio
del83de terem ditos barcos entrado nos
portos do imperio para onde d>'spafharo e
ahi desrarrega lo todas as merradorias e ge
eros que constasse dos ditos manileos ;
e 2. desde a mesma poca urna relacode to-
destacado, exigindo com urgencia urna re- jas as embarcaQfs de cabotagem, que tem
laco dos guardas cazados com dechraco entrado no porto desta cidade vindas das
do lempo que servem no batalho, e um map- 0tras provincias do imperio acompanhada
pa Ja forca com que cada um dos corpos da n0 sdos manifeslos e despachos ( que sr-
ruarda nacional tem contribuido pars a for- Vom de guias ) que na forma do artigo 178 do
maco do seu commando especificando ao rta(J0 reguiamento os administradores do
mesmo tempoque n. de pracas tem cada um C,,su|afj0 e mesa de rendas do porto do em-
dos corpos de dar ainda para o completo do barque sao obrigados a remetter como de
contingente pedido. todos os documentos e provas que existissem
Dito -Ao mesmo, para satisfazer a exi- por onje se mostr que se fizero as con re-
gencia do commissario fiscal do ministerio Ja rencaSfje que trata o artigo 181 se cum-
guerra sobre a Invalidado da despesa feita prrao as disposigdss dos artigos lo2, 183, e
om os objectos conduzidos de Goianna para
esta capital pertencentes a segunda compa-
nhia do batalho do seu commando.
[)to Ao major commandante interino do
segundo batalho exigindo urna nota dos ob-
jectos de rardamento que ainda estavo a
rargo de diversos agentes da caixa adminis-
trativa.
Portara Ao commandante do batalho
de. infantaria de guardas nacinnaes destaca-
do mandando de ordem do Exm. Sr. Pre-
sidente excluir com guia para o respectivo
corpo, o guarda Joaquim Francisco de Mello,
e excluir lambem por haver finalisado o
temno porque foi obrigado a servir o guar-
da Manoel Jos Marlins.
THESOURARIA DA FAZENDA
EXPEDIENTE 1)0 DIA 7 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm. Presidente da provin-
cia informando o requerimento do ajudante
lo guarda mor da
ios
pela
alfandega Manoel Jos-1 Mar-
i84.
Dito Ao mesmo participando que fo-
ro entregues na thesouraria Hlvrosde re-
ceita daquellamesa.
Dito Ao contador da thesouraria par-
ticipando ter o Exm. Presidente da provin-
cia como foi communicado em ollicio de 7
do correte cassado as licencas concedidas
pela Presidencia aos difieren ts juizes de di-
reilo do crime ecivel municipaes e promo-
tores pblicos da provincia.
Dito Ao mesmo, dem a nomeaco do juiz
de direito Martiniano da Rocha Ba-tos para
o lugar de dezembargador da relago desta
provincia.
DEM DO DIA 10.
Ollicio -AoExm. Presidente da provincia
informando, o requerimento do alferes Joo
Monleirode Andrade Malvinas em que pe-
dio a gratilicaQo de campanha.
Dito-Ao mesmo Exm. Sr. idem o de
Francisco de Albuquerque Maranho, em que
pedise inslituisse a siza que pagou pela es-
tos Ribeiro, em quolprdio urna gratificscSo
commissaode ter nido a enseada do Ga- criptura, que real.sou a retro vendendu com
Formoso, alim de ter lugar o ptgamento ,
como julgava o commissario fiscal do minis-
terio da guerra.
DEM DO Di \ il.
OllicioAo director interino do arsenal
de guerra remetiendo a factura das pelles
da buffalo que os negociantes Me. Calmont
& C. mandro virde Inglaterra por ordem
do Exm. Presidente da provincia para for-
necimento daquelle arsenal, alim de que
achaiido-a conforme com o contracto cons-
tan le da copia que acompanhava e com
I a entrega taita mandasse satisfazer a res-
pectiva importancia.
DitoAo inspector do arsenal de marinha,
idem dos artigos para o farol da barra deste
porto idem.
DitoAo administrador da recebe.doria de
rendas geraes internas. Nao se podendo
jul.ar estabelecida pelo artigo 93 do regula-
mento n. 120 de 31 de Janeiro do anno pas-
sado a arrecadaco dos 1 j()0() res por legi-
limaQo de que tracta o mesmo artigo sem
authorisaga'o de lei a qual s tem lugar no
municipio da corte como participa o Exm.
Sr. Presidente da provincia em ollicio de 9
do corrente em vista do aviso da secre-
taria d'estado dos negocios da fazenda de 28
de novembro do citado anno e nao podendo
por conseguinte continuar a ter effeito a or-
dem do mesmo Exm Sr. Presidente que
lhe communicou em 8 do referido mez de
novembro ; assim o participo a V. Merc pa-
ra sua inteiligencia e cumprimento.
PortaraAo thesoureiro da fazenda para
aceitar e pagar no dia de seu vemimento, co-
mo determinou a ordem do tr.bunal do the-
souro publico nacional de 19 do novembro
prximo passado a letrado l:5I2j(396 reis
que na mesma data sacou o thesoureiro geral
do dito thesouro a 8 das precisos a favor de
Manoel Ferrcira Lima.
ibem no DiA 12.
OfficioAo Exm. Presidente da provincia,
rogando se dignasse expedir as surs ordens ao
commandante do vapor S. Salvador para vir
no dia 12 do corrente receber na thesouraria
a quantia de quiuze contos de res, para
entregar na thesouraria da provincia do
Para -
DitoAo commandante das armas ac-
cusasando a recepeo do ollicio de 10 do cor-
rente em que requisitou a guia do coronel
graduado Manoel Muniz Tavares em servi-
co n i provincia do Para alim de ser remet-
tida mesma provincia e levando ao seu
cor hecimenlo que o commissario fiscal do
ministerio da guerra, em vista do artigo 10
das instruecoes que lhe servem de regula-
i -uto nao se julgava autorisado para satisfa-
, r a esla exigencia sent ordem eu despa-
cho do Exm. Presidente da provincia.


T^
DitoAo inspector do arsenal de marinha,
dizendo que mandando o Exm. Presidente da
provincia por officio de 18 de novembro p.
p. em vista do do Exm. Presidente da pro-
vincia da Baha e conta que acompanhava
por copia que se langasse como perlencente
a mesma provincia ; e se pozesse a disposigo
do respectivo intendente da marinha a quan-
tia de 700*000 reis qua dispendera com o
fornecimento de duas antenas escuna Le-
galidade-, cumpria pievenil-o de qua esta
importancia achava-secomprehendida no cr-
dito concedido a sua reparti^ao para o exer-
cicio correte.
Portara Ao thesoureiro dos ordenados
remettendo a nota do Monte Pi dos servido-
res do pstado relativa ao coutribuinte Joa-
fluim Elias de Moura afim de proceder aos
competentes descontos.
Dita Ao contador da thesouraria para
tomar nota da qnantia de 170,080 reis que
se deve ao alferes de I.* liaba Joaquina dos
Santos Neves de seus vencimentos perten-
centes ao ejercicio lindo de 1811, a 1842 pa-
ra ser pago qnando se derem os competentes
fundos.
Dita Ao mesmo idem de 44*444 reis
que- se deve ao Bacharel Joo Pereira do San-
tos Castro juiz municipal do termo de Flo-
res, de seu ordenado idem.
Dita Ao mesmo idem de 129*464 reis ,
que se deve ao ex 1." sargento Manoel Joze
Carneiro de seus vencimentos ditos de
1837, a 1841; da de 36^500 re; s idem ao ex
soldado Joao Francisco e da de 9*900 reis,
idem ao ex soldado Joze das Virgens Costa.
dem do da 13.
OlftcioAo Exm. Presidente da Provin-
cia a respeito da casa que servia de resi-
dencia aos Exms. Presidentes para nella se
accomodarem a thesouraria dos ordenados a
repartido da contabilidade militar e parte
do cartorio da thesouraria.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda da Provincia do Para participando a
remessa de l5:000# reis em notas, pelo com-
nandante da barca de vapor -S. Salvador-
por conta do suprimento determinado pela
ordem do tribunal do thesouro de 9 de Se-
tembro p. p.
dem do Da 14.
Officio Ao director interino do arsenal
de guerra devolvendo os documentos que a-
companharto o seu ollicio de 13 do corrente
relativos ao pagamento que pediro os ne-
gociantes Me. Calmoot & Companhia pelos
oouros de bfalo e dizendo que com elci-
to ditos negociantes s tem direito a commis-
so de 10 por cento sobre o importe da factu-
ra e somente do que se liquidar depois de
abat las as faltas que se encontrassem.
Dito Ao administrador do correio geral
para ficar na intelligencia de que deve obser-
var (ilteralmentc o disposto no artigo 155 do
regulamento Qcandode nenhum effeitooa-
viso da secretaria de estado dos negocios do
Imperio de 23 de julho de 1835 que allerou
a disposigo do dito artigo.
Portara Mandando abonar ao thesourei-
ro da fazenda no livro caixa da receita geral
do axercicio corrente a quantiadel5:000* rs.
em notas que recebeo o commandante do
vapor S. Sdvador para entregar na the-
souraria do Para.
dem do da 16.
Officio Ao Exm. Presidente da Provin-
cia sobre o ajuda de custo de ida, que man-
dou abonar e o Deputado Sebastio do Reg
Barros.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. pedindo se
dignasse communicar se tinha lugar abrir-se
nesta Provincia assentamento ao major Joze
Lucas Raposo da Cmara pela guia que a-
companhava a participado do commandante
das armas, visto o commissario fiscal do minis-
terio da guerra duvidou fazel-o sem ordem da
Presidencia.
Dito Ao inspector da alfandega partici-
pando ter o Exm. Presidente da Provincia
mandado suspender as obras, que correm por
conta da repartigio da fazenda com excep-
to apenas do concert do trapiche ou pon-
te da alfandega nao se despendendo com
este mais de 10:000* reis incluida toda e
qualquer despesa que j se lenha feito e
que remettessa e com a brevidade possivel urna
exposigo circunstanciada da obra que he a-
inda necessaria fazer-se no edificio da dita al-
fandega.
Dito Ao mesmo communicando ter S. M.
o I. em aviso da secretaria de estado dos ne-
gocios da marinha de 2 de novembro p. p.
determinado, que a barca Ingleza Hawert
Home helada para o ser vico do governo
Dritannico seja considerada como transpor
le e isenta de observancia dos regulamentos a

que esto sujetos oj nvio3 mercantes, em
quanto estiver neste servido.
Igual particpacSo se fez ao administrado do
consulado.
DitoAo contador da thesouraria man-
dando fazer as propastas dos lugares vagos da
thesouraria temi em vista de que para os
lugares em que for necessario nome de pes-
soas de fra ainda se havia proceder ao
concurso que a mesma le determinava.
Dito Ao administrador da recebedoria
de rendas internas, remettendo por copia
para seu conhecimento e execugo o impe-
rial aviso expedido pela secretaria dos nego-
cios da fazenda, em data de l6dedezembro
ultimo, que acompanhou o officio do Exm.
Presidente da Provincia de 12 do corrente,
approvando a deliberagao por este tomada de
ordenar que as causas intentadas pelo procu-
rador fiscal das rendas provibclaes fossem i-
zentas do previo pagamento dos 2 por cento ,
que substituio a dizima da chancellara as-
sim como sao as qua intento os procurado-
res fiscaes das thesourarias ; e determinando
que esta deliberado se observasse como per-
manente era quanto o contrario n8o fosse or-
denado pela Assembla Geral Legislativa*
INTERIOR.
noticias do paquete.
- O Sr. deputado Barretto Pedroso apre-
sentou na scsso de 10 mu requer me uto para
que fossem presentes cmara todos os ppela
concernentes prorogagSo do tratado com a
Inglaterra ; e tendo este requerimento moti-
vado importante discusso em que tema-
r o parte os mais notaveis oradores da cma-
ra foi por fim rejeitado por maioria de 6 a 7
Votos.
--- Foi escollado senador pela provincia do
ParoEsm. Sr. Jos Clemente Pereira.
- Os deputados pela provincia de Minas a
inda se nao havio presentado. O estado des-
ta provincia he satisfactorio ; a de S. Paulo ,
bemque mais agitada pelas intrigas eleitoracs ,
e imprudencias do presidente para rom o par-
tido governista da provincia todava nada
faa renear pela sua tranquilidode. O J. do
Commeroio noticia ter sido nomeado o Sr. co-
ronel Jos Thnmas Henriques para succeder ao
Sr. conselheiro Jos Carlos.
- Do Rio Grande a noticia mais importan-
te que encontramos he a prisao do ex chefe
da rebellio de S Paulo Rafael Tobas,
quando se preparava a unir-se aos rebeldes
le Piratinim: ocaudilho Paulistanohavia che-
gado ao Rio onde fra recolhido fortaleza
da Lage.
- A eleigS1 de Minas deo o em resul-
tado final os mesmos Diputados qu* ja em
outro numero publicamos com a diflerenga
somenle na ordem numrica o Sr. Resende
he o 19
Em Montevideo tiverio lujar acontecimen-
tos importantes. Fructo Rivera foi completa-
mente derrotado por Oribe em palmar. Depois
deste desastre ignorava-S6 o lugar em que elle
se achava, e presumia-se que se fosse reunir
aos rebeldes de Piratinim. Aorecebimento
desta noticia, no Rio, e de algumas me-
didas violentas adoptadas pelo governo de
Montevideo duas embarcacoes de guerra
nacionaes sahiro para aquello porto e forao
seguidas de duas ou tres ingiezas e da cor-
veta portugueza D. Joo I. Os ministros ,
inglezes e francezes em Montevideo in-
tervioro para que cessassem as hostilidades
entre os orientaes.
DIARIO DE PERNAIBUCO.
A hora em que recebemos os jornaes qut>
nostrouxeo Parahense chegado hoja do Rio
de Janeiro com 18 dias de viagem nao nos
permiti dar neste numero aos nossos leitores
ludo quanto encontramos de mais intetessan-
te nos mesmos jornaes ; duixamos porm
transcripta em lugar competente a falla do
Throno na abertura das Cmaras legislativas
no primeiro do corrente e um resumo das
noticias.
Da Baha recebemos jornaes al 25 : nada
havia ali occorrido de novo.
VARIEDADE.
O GOVERNO DOS HABITANTES DA LA.
Que ha montanhas na La Ta Michaela,
um facto altestado por muitos Astrnomos ,
que sao de opiniao que as taes m< ntanlias
sao certas manchas que se descobrem na di-
ta La. Ha mesmo Astronomosinho to lu-
ntico que apposta qua no imperio da La ha
Occeanos ; Mediterrneos e um grande
Vo!c3o mais fumegartte qua o Vezuvio E-
thna a o llecla que como Vm. sabe o
mais arrogante dos Vulces conhecidos. Se
ha ou nSo ha habitantes na La eu, Ta Mi-
chaela n3o me metto nisso porque a res-
peito de Astronoma n8o estou la muito ver-
sado ; comtudo parece-me que os ha por
que o celebre Capito Lunardi em urna das
suas ascensas Acreostalicas que fez em o
seu globo a (firma ter encontrado nos ares ou-
tro aereonauta que vinha do Imperio da La
E que necessidade tinha o dito Sr. Lunardi
de nos encaixar esse cara peta o ?
Mal quese avistrao estes dous viajantes
aerios ficrao estupefactos como era natu-
ral ; fizero parar as machinas e der&o-se
os bons dias um ao outro. O Lunardi pu-
chou da caixa do rap e offereceu urna pitada
ao outro viajante que se escusou dizendo
que no seu paiz era prohibido metter o na-
riz em caixa alheia mostrndose muito ad-
mirado de que c na trra houvesse gente t8o
extravagante que comprasse mil e quarenta
res de p para andar a dar ditadas pelo mun-
do sem I has pedirem.
Travou-se logo conversarlo entre ambos ,
e um aooulro perguntro qualera a forma
dos governos dos seus respectivos Planetas.
0 Lunardi Tia Michela como Estrangei-
ro foi o que tomou primeiro a palavra e ten-
do se assoado porque Ihe cahia o pingo nos
folhos da camisa djsse-lhe que ca na trra
havio diversas formas de Governo.
Que havia o Governo desptico no qual
o chefe o Senhor da vida e fazenda dos eus
vassallos e no qual ninguem segura urna
caheca humana a 99 por cento. Disse-lhe
que havia o Governo Absoluto no qual o Re
e os Ministros fazem e desfazem a Lei se-
gundo o desejo dos homens tenientes a Dos
e de s conciencia.
Que havia o Governo Republicano no
qual n8o havifio nem Reis nem Nobres mas
tudo se ralcava pela mesma bitola ; e que
havia o Governo mixto no qual o Re e o
Povo fazio as leis e tinho ingerencia nos
negocios pblicos.
O nosso amigo Lunardi quiz campar de
abicho e por isso fallou militas vezes em
Montesquieu Mably e Machiavel, no direi-
to divino n na soberana do povo ; emfim o
hornero fallou pelos cotovelos. E la na La
que forma de Governo existe perguntou el-
le ao seu Collega ? Ento o habitante da La
despindo a casaca porque o habitante da
La nao falla em poltica senSo em mangas
de camisa lhe respondeu o seguinte:
Nos ca disse elle a respeito de formas
de Governo andamos s apalpadelas. Os pri-
meiros habilantes que viero colonisar o gran-
de Imperio da La er3o uns pastranos ,
que nSo sabiSo 1er nem escrever nomero
dentre si um que tinha as barbas muito com-
pridas porque entre nos urnas barbas gran-
des s8o signal de prudencia e de capacidade ,
e o levarSo suprema d^nidade com o titu-
lo de Mayoral ; houve grande quesUo se o
homem havia de ser hereditario ou vitalicio ;
os Calvos for3o de opiniao que fosse heredita-
rio mas aquelles a quem eslava a nascer o
cabello opinrSo que fosse vitalicio. Vence-
r3o os Calvos ; receando porem que o Mayo-
ral se ievantasse com o santo ecom a esmo-
la estabelecero-lhe um conselho dividido
em tres classes ; a primeira era composta
dos que viviao de resar a segunda dos que
viviao de comer e terceira dos que viviao
degrazinar.
Assim vivemos muito temf.o e a cousa
nao ia mal : porem os que governavSo ero
muitos e entilo fizero tal algazarra que
deitr8o tudo de pernas para o ar. Quando
o nosso Imperio estava no quarto minguan-
te elles fizero tamaita grazinadela que
nao houve resistir-lhe Invadiro a choupa-
na do Mayoral despir8o-lhe a vestimenta
hereditaria e lhe pozer8o um avental assim
a modo de pasteleiro : em lugar do sceptro
lhe metter3o na mo um compasso ; e dei-
lando-lhe fra a coroa lhe encaixaro na
rabera urna mitra de papel8o pintado. O
homem ficon um figur Elles lhe derSoJlres
varas de trra para elle fazer urna horta e
nVlla semear os seus feijoes fradinhos que
.mantimento popular. Desde ento este
homem n8o tem voz activa nem passiva as
cousas governativas : faz oque lhe mauddo ,
e come o que lhe do ; assigna de cruz e
recebe as corlezias dos seus subditos pelas
festas do anno.
Nao contentes com isto for8o-se classe
que resava despiro-lhe a tnica a que
rhamro a capa da impostura -, p a mand-
ro passear em trada de carniza nao s
por economa } mas para lhe ventilara sau-
- I
de. Alem d'isso lancarao-lhe a unha aos
seus alverguns a uns arrazro-lhas ea
ou tros os venderao a troco de folhas de abo-
bora que s3o muito frescas ora como a
classe dos calvos era muito pancuia e amiga
de bons petiscos fcil foi arrum-Ia. Prin-
cipir8o por chamar-lhe estupida mandrio-
na desnecessaria e gulotona : e esta clas-
se que devia juntar-se ao Mayoral ao me-
nos por amor ucharia pelo contrario di-
vid u-so ; parte tratou so de encher a pan-
ga e parte se reuniu classe dominante
dos grazinadores em cuja gamela metteo o
focinho.
Ora aqu tem Vm. meu rico Seuhor ani-
mal terrestre como a cousa por ca vai. E'
urna coufuso que ninguem lhe mette dente !
os grazinadores junto-se todos os dias em
um palheiro a discutir pelo que reeebem
6 razas de batatas por cabega : todas as deca-
das est o fazendo taboas de Le de sorte
que j immenso o ta boa do legislativo: es-
las taboas da lei j todas ter.i camocho o
por isso ninguem faz caso dei'las. Um da
mandao que os habitantes da Lu a coma sen-
tados outro dia determino q ue comSo de
p. N'uma decada somos obr.'gados com
pena de morte a correr desfilad n'outra
vem nova reforma que nos obriga com pe-
na de acoutes a andar para irazcon'0 os ca-
ranguejos Em fim ninguem se ente.nte com
elles !
Dejludo isto meu rico Senhor animal
terrestre bem v como podem viver os ha-
bitantes da La. E' nm Imperio de doud'is
em que cada um tem a sua mana. Quando
ha La nova ha sempre grandes mudangas.
N8o ha choupana alvergue baiuca e cor-
le de porcos em que desde o quarto mingu-
ante at o quarto crescenle se nao falle em
Politica. Todas as cabegas lunticas mes-
mo as que se parecem com cabegas de cabel-
leira s8o finaoceiros economistas legisla-
tivos executivos r administrativos e ju-
diciaes de meia em meia legoa temos um
lyceu para ratos um atheneo para conser-
var as leas d'aranha una polytechna para
formar a sabedoria um conservatorio para
aprender a comerpor mmica e por danga e
em cada esquina um mialheiro para recebr
osfeijes que nos do por chan'dade os es-
trangeiros. Assim ia continuando o homem
luntico a sua perlenga ; quando urna virago
do norte separou as duas machinas e ellV's se
despediro: e eu tambem me despego, Ta
Michaela. (P. dosP. no P.)
CRIAI O CORVO, TIRAR-VOS-HA UM 0LH0.
O tribunal de T^rmelad em Suecia leve l-
timamente que dar sentenga sobre um crime
singular. Tinha sido condemnado morte-
um ladro e segundo o costume do paiz ,
tinha ficado pendente da forca para servir de
ligo aos passageiros. Um pobre moleiro do
Philippstadt tendo passado p1 lo p delle e
tendo reparado que ainda estava vivo, nao
pode resistir ao sentimento de compaixao que
o desgracado lhe nspirou subi cima da
forca corlou a corda e restituio-lhe a vi-
da levando-o de mais a mais para a sua ca-
sa onde o escondeu e onde lhe prestou
todos os soccorros de que o seu estado ca-
reca.
Logo que o doente convalesceu achou que
era tempo de pagar ao seu bemfeitor a divida
em que lhe estava,- porem a paga que lhe Jeu
foi roubar-lhe tudo quanto elle tinha cus-
ta da mais severa economa e escapar-se.
O honrado moleiro indignado de to hor-
rivel ingratidao jurou vingar-se. Acom-
panhado de seus dous filhos seguio imme-
diatamente pela pista o fugitivo, e teve a
fortuna de apanha-lo. Desta vez todos
ossentimentos de compaixao tinho cedido
ao da vinganga. Amarrarn muito Iwm o
delmquente pozero-lhe, urna mordaga na
bocea e l'oro pelas horas moras, da noito
pendura-Io na forca onde elle j teria per-
dido a vida, se a desloucada compaixao do
moleiro lh'a nao tivesse restituido.
No dia seguinte grande escndalo ntreos
magistrados de Philippstadt : ter salvado o
criminoso sublrahindo-o acg3o da justi-
ga era um crime ; ter enforcado um homem
em satisfagan da propria injuria era outro
crime ainda maior. O promotor publico per-
seguio o moleiro pelos dous crimes qae com-
mettera ; porem os juizes nao ouzardo pro-
nunciar sentenga sobre o caso porque o ho-
mem de cuja morte o delinquente era acusa-
sado ja nao devia ser contado no n. dos
vivos, desde que a execugao da sentenga o
o tinha posto no n. dos mortos.
O tribunal supremo para quem os juizes
appellaro nesta dilficuldade absolvero o
moleiro em aitengo s circunstancias dy


Wf:-wn
caso ; mas para Iho fazerem perder os dese-
jos de desenforcar para outra vez os malfeito-
res que a justiga tivessc co-ndumnado sempre
o condemnaro a urna multa pecuniaria e a
alguns mezas de priso.
O VALOR DE IJMA MULHER.
Ls-se no Diario de Tran ancdota:
Um cliefe circassiano da tribu dos Lesghi-
enses se havia distinguido por seu valor, por
eu carcter e por sua cruel la le contra os Rus-
sos vencidos e prisioneiroi. Sarprendeu com
um pequeo destacamente urna aldea oecupa-
da pelos Russos e os passou lodos a fio da es-
pada. Em outro pov >encontrou uns Cossa-
cos que lhe fizero vigorosa resistencia. To-
dos os seus soldado succumbiro e elle re-
sisti s p>r muito tompo porm por fitn,
coberto de feridas, f.>i fto prisioneiro. Con-
duzido presenga do governador militar es-
te lhe perguntou quj castigo elle mereca por
haver empunhado as armas contra o czar.
Nada me f iris, raspondeu o Circassiano.
Porque ?
-Porqu-.i o vosso czar demasiado valenle
para querer vingar-se do urna mullier. Eu
sou mulhere havia jurado vingar a morte de
meu pai e de meus irmos que perecro s
mos dos Russos.
VELOCIDADE.
Na Gazeta de Brighton do l." de setem-
brose l o seguinte :
Um viajante que sahio do Havre no vapor
Lord Melville na sexta feira ultima s cin-
co e meia da manh chegou s cinco e meia
da tarde posta de Londres pelo caminhode
ferro ; demorou-se naquella capital 6 horas ,
e tendo sahido as 8 e meia da noite pelo ca-
minho de ferro de Liverpool, onde chegra
s6 e meia da manh, correu a distancia de
200 milhas que ha desde o Havre a Liver-
pool por Briglhon e Londres no espago de
25 horas !
COMMtiRClo.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 30........ 5:659*866
DESCARREGA5 HOJE 31 DE JANEIRO.
Rrigue americano = Sterling = breu e fa-
rinha.
Barca americana = Globe = fazendas fari-
nha boiaxinha e barricas aba-
tidas.
Barca ingleza = VV.m Russell = farinha de
trigo.
Barca = Casimir Delavigne = carvo.
M0V1MENT0 DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 29.
Aracaty ; 10 das hiate nacional Olinda ,
de 49 toneladas capito Jos-'- Gongalves
Simas equipagem 6 carga sal c couros :
a Manoel Joaquim Pedro da Costa. Passa-
geiros capito Ignacio Joaquim Guedes ,
Brazileiro, Antonio Jos Pereira de Lemos,
Antonio Joaquim Goncalves Portugue-
zes ; .loo Rodrigues branles Joaquim
Canario de Azevedo D. Izabel Mara da
Conceigo 2 filhos menores e 2 escravos ,
Brazileiros.
SAHID0S NO MESMO DIA.
Trieste ; brigue sueco Julia, capito George
Bagge, carga assucar.
Jmouth ; brigue inglez Fanny capito C.
J. Ztoyte ; carga assucar.
mburgo ; brigue inglez VVillulurine car-
ga assucar.
EDITA E*.
LISTA DOS CIDaDAOS JURADOS DO
TERMO DO RECIFE,
Continuada do N. 21.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
Diiarte Rodrigues.
Antero de Souza Reis.
Joaquim Pedro da Costa.
Ignacio de Oliveira.
Jos Martins da Costa.
Antonio da Silva Molla.
Ribeiro da Cruz Oliveira.
Gongalves da Sdva.
Jos Duarte.
Cardozo Aires.
Gongalves da Cruz.
Joaquim Ramns e Silva.
Joo de Amorim.
de Sequeira Campcllo.
Goncalves Pereira.
da Silva Neves.
Manoel Jos Ferreira.
Jos de Magalhes.
Ribairo Fonseca Braza.
Belarmino Idelfonso Cabral.
<( Pereira Pinto.
Antonio da Costa Silva.
Jos de Souza Carneiro.
Pereira Rosas.
Antonio de Almeida.
e Antonio Monteirode Andrade.
de Azevedo do Nascimento.
Bizerra Cavalcanti.
Bizerra do Valle.
Camello Pessoa de Lacerda.
Cimillo PirPs.
Cardozo da Fonseca.
Coplho Cintra.
Femandes da Cruz.
Ferreira Ramos.
Ferreira da Silva.
Felis Ramos.
Figueiroa de Faria.
u Florencio Alvs de VIoraes.
Francisco de Moura.
Ifigenio da Silva,
n Joaquim da Costa.
Gomes.
Pereira Lobo.
Rodrigues de Souza.
Silveira.
Jos Galvfio.
Pereira Dutra.
dos Santos,
u Lopes Maciel.
Pedro de Souza.
Ha Silva Ferreira Jnior.
Silvestre Ferreira.
Mathias de AlbuqiiTque e Mello.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Fclicio da Silva.
Jos de Almeida Pernambuco*
Manoel Thomaz Rodrigues Campello.
Jos Martins Ribeiro.
Joaquim Ferreira Jnior.
Caetano Soares Carneiro Monteiro.
n Netto de Souza Brando.
Pacheco de Queiroga.
Antonio Cardozo.
Maj. Manoel do Nascimento da Costa.
Miguel Alfonso Ferreira.
Manoel Perigrino da Silva.
Marcellino Jos Lopes.
Manoel Elias de Moura.
Mariano Jos da Costa.
Manoel da Fonseca e Silva.
Gregorio da Silva.
Bernardino Monteiro.
Zeferino dos Santos.
Paula Quntela.
de Souza Rapozo.
Jos de Azevedo Amorim.
Antonio Simfles do Amara!.
Marcolno Ferreira Cato.
Miguel Archanjo de Figueiredo.
Maximiano Francisco Dijarte.
Manoel Joaquim do Reg Albuquerque.
Thomaz de Barros Campello.
Jos da Cota Guimares.
Jos des Santos.
Carlos da Silva Fragozo.
Soares de Figueiredo.
de Souza Teixeira.
Ferreira dos Santos.
Pires Ferreira.
Cavalcanti de Albuquerque.
Joaquim da Costa.
Ignacio de Albuquerque Maranho.
Nuno Maria de Seixas.
Onofre Jos da Costa.
Placido do Rozario Azevedo.
Pedio Alexandrino de Barros Cavalcanti.
Dr. Pedro Dornelles Cmara.
Ignacio da Cunha.
Afibnso Ferreira.
t* Ignacio Baptista.
Patricio Jos Horges de Freitas.
Porfirio da Cunha Moreira.
Pedro Velho de Mello.
Ricardo da Silva Neves.
Rodolfo Joo Barata de Almeida.
Rufino Gomes da Fonseca.
Rufino Jos Correia de Almeida.
Raimundo Jos da Silva Maia.
Sebaslio Jos da Silva Rraga.
Lopes Guimares.
Severino Henrique de Castro Pimentel.
Simplicio Jos de Mello.
Sebaslio dos Oculos Arco-verdo Pernambuco.
Dr. Simplicio Antonio Mavignier.
Sebaslio Antonio Acciole.
Sebastio Paz Brrelo.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Thomaz de Aquino Fonseca.
Thomaz Pereira Pinto.
Traiano Cetac Buriamaque.
Vicente Js de Brito.
Ferreira Gomes.
Dr. Vicente Pereira do Reg.
Thomaz Pires de Figueiredo Camarg
Victorino Jos de Son a Travaaso.
Vicente Antonio d Espirito Santo.
Virissimo dos Santos Cerqueira.
Vital do Mello Albuquerque.
ReciTe 12 de Janeiro de 1843. eu Jos Af-
ibnso G"des Alcanforado eserivo o escre-
v. Jos Nicolao Regueira Costa Jos de
Barros Falco de Lscerda B-tmvenuto Au-
gusto de MagalhSes Taques. Est conforme.
O eserivo
Joif- Jff'onso Quedes Alcanforado.
O III."" Sr. Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinoaes manda fazr publico; que
em cumprimenlo do officio do Exm. Presiden-
te da Provincia desta data seraO arrema-
tadas a quem por menos fizer nos dias 3 ,
i e 6 de Margo prximo vindouro, as
obras da primeira e segunda parte do 6 lan-
co da estrada do >o d'Alho 5 esta oreada em
16:876*068 rs. e aquella em 12:830.*400
as quaes ser" executadas conforme as condi-
g5<:s abaixo transcriptas (veio-se as condi-
ces non." antecedente) e segundo os per-
fiz e plantas respectivas, que se acho paten-
tes a quem as quiser consultar em o gabinete
do engenheiro em chpfe, das obras publicas.
Os licitantes habilitados na forma da lei,
devem comparecer nesta thesouraria nos dias
indicados.
Secretaria da thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 25 de Janeiro de
1813. O secretario Luis da Costa f'orto-
carreiro.
DECLARACOES.
perlencentes a urna pessoa capaz que se re-
tirou ltimamente da praca : quarta feira l.#
de fevereiro s 10 horas da manh no pri-
meiro andar da casa do dito corrector, perto
do arco da Conceigo.
= O corretor Oliveira far Leilo de cerca
lOOqueijosLondrinos, muito fresraes che-
gPdos prximamente de Inglaterra ; terga
feira 31 docorrente s 11 horas da manh em
ponto no armazem de Jos Rodrigues Pe-
reira & C.", perto do arco da Conceigo.
AVISOS DIVERSOS.
sa O coronel director interino do arsenal
de guerra faz constar s pessoas que rece-
bro do seu antecessor pessas de fardamento,
e outras costuras para fazer que sem maior
demora vo entregar essas obras julgando
ser bastante o lempo decorrido. = Arsenal de
guerra 2? de Janeiro de 1843.
Martins.
- A administrado dos estabelecimentos
de caridade de novo avisa as pessoas que
tem exposlosem seu poder que os devero
apresentar na revista geral do dia l.do
prximo futuro mez de fevereiro pelas 9
horas da manh na casa dos mesmos expos-
tos. Oescripturario
F. A. Cavalcanti Ccusseiro.
= Pela Repartico das obras publicas se
precisa comprar para os concertos da ponte
do Recife a madeira seguinte :
6 linhas de 54 palmos de comprdo e de
12 a 13 polegadas em quadro a rozo de
40#000 reis.
2 madres de 45 ditos dito de 15 e 16
polegadas em quadro a 40e rs.
30 estivas de 44 ditos dito de 7 por 8
polegadas em quadro a 10* reis.
As qualidades destas madeiras sern : sa-
pocaia de pilo massaranduba verdadeira ,
e pao d'arco recebendo se tambem as esti-
vas que forem de pao ferro e coraco de
negro e todas ellas sem defeito. As pes-
soas que as tiverem de'verf> entender-se com
o engenheiro fencarregado da mesma obra
Floriano Desir Portier antes do dia 20 de
Fevereiro prximo vindouro.
RepartiQodas obras Publicas 27 de Janei-
reiro de 1843. = F. D. Portier.
BT" O administrador da mesa das Rendas
geraes internas avisa os moradores do Bair-
ro de Santo Antonio que a relagao j se
acha tirada para mandar para Juio ; porem
que espera lhe o fim do mez corrente por
isso espera que venhao" pagar o imposto do
banco =Recehedoria 27 de Janeiro de 1843.
Francisco Xavier Cavalcante de Albuquer-
que.
A matricula da aula de Obstetricia ser
aberta no dia 1. de fevereiro; e as ligues
principiaro no dia 15 do mesmo mez.
LE1LES.
= O corrector Oliveira far leilo de urna
das mais completas e ricas mobilias de ja-
caranda invernisada que se tem oflererido
venda f ita ha pouco lempo pelo mais h-
bil e acreditido marcineiro desta ciJade, con-
sistindo em um magnifico sof urna linda
meza redonda de meio de salla com tampo de
pedra marmore um guarda-roupa do mais
delicado gosto leito de cupola secretaria,
bancas de jogo cade-iras guarda louga ,
' meza comprida para cha de meio de salla, tou
cadores, meza de jantar d'amarello urna
maimita, mangas de vidro, lanternas gar-
rafas e copos de cristal, compoteiras dilo a-
narelhn de cha dourado galheteiro, porta-licor, palliteiros de prata,
bandejas, e mullos outros artigos de valor,
LOTERA DEGUADfiLUPE.
Corre boje iinpielerivel-
inente as rodas desta lote-
ra, fiquem os bilheles que
ficarem, as 10 horas do
dia no consistorio da Igre-
ja de N. S. da Concei$fto
dos Militares; o restante
dos b lhe tes acho-se
venda nos lugares j an-
n iniciados.
tw Jos Santos Lages adverte ao ir. Cu-
riozo, que bem o conhece, que por pega tirou-
lhe na noute do dia 28 do corrente na socie-
dade N'atalense d'algibeira da sobrecaiaca
urna carteira na qual continha pequea quan-
tia em sedulas e um meio bilhete da lotera
a beneficio das obras do Guadelupe n. 2114 ,
e no qual tinha no verso por extengo duas
assignaturas ; e por isso roga-se ao Sr. the-
zoureiro da misma lotera caso saia premi-
ado nao pague seno aos mesmos assignados,
e o sr. Curiozo tenha a bondade de levar ao
menos a carteira e o bilhete na ra das
Trinxeiras n. 25 do contrario tero dessabor
de ver o seu nome por extengo.
Vicente Ignacio Braneo comprou de so-
ciedade com Domingos Jos de Albuquerque
o meio bilhete n. 575 da primeira parte da
primeira lotera de N. S. do Guadelupe.
= Ad. Fatton tendo de retirar-se do seu
estabelecimentoda ra Nova n. 30 previne a
pesoas que lhe tem deixado relogios para con-
certar, hajodeos procurar dentro do prazo
de 8 dias na casa [cima.
- Preciza-se de loO rs. a premio ro-
bre penhores, pagaudo-se o premio em
quarteis: annuncie.
- O abaixo assignado tendo tido noticia
que no termo da Villa do Cascavel Provincia
do Cear achava-se um seo escravu de no-
me Joaquim que lhe havia sido furtado a 16
mezes escreveo para aquella Provincia afim
de ser prezo o referido escravo e sendo com-
pridas as suas ordens no dia 27 do corrente ,
chegou pelo Vapor Pernamhucana o dito es-
cravo mais nao era o proprio do abaixo as-
signado e sim um preto bugal, e indo o
abaixo assignado recolhelo Cadeia para cujo
fim se entendeo com o Senhor Delegado ; na
rua da Cadeia do Recife evadio-se o sobredito
preto.e para que emnenhum tempopeze sobre
elle responsabilidade alguma faz o prezente
annuncio. Por procurago de Francisco Al-
ves da Cunha Domingos Alves da Cunha.
- Preciza-se de um homem de meia ida-
de que saiba 1er escrever o qual he para
engenho perto desta praga 12 legoas ; quem
quiser dirija-se a rua do Rozario estreita n.
18 segundo andar.
Bt Precisa-se de um caixero de idade de
14 a 15 annos, que entenda de venda; quem
quizer dirija-se na praga da Unio n. 21.
BT No caes do Collegio na frente do pas-
seio publico, concerta-se tudoquanto con-
cerne o offieio de ptica ; como tambem ven-
de-se, ricos barmetros termmetros e
lindos oculos citantes e agulbas martimas ,
tudo chegado prximamente de Londres.
tsr Se alguma pessoa aqui na praga ou
mesmo fora a pequea distancia 5 que te-
nha filhos de menor idade precizar de um
mosso portuguez, de idade de 19 annos,
chegado prximamente para Ihes ensinar
a ler escrever e francez, quera ter a
bondade de annunciar por este mesmo Diario,
para ser procurado
K7T Preciza-so de 2:000*000 reis a premio
sobre urna propriedade que val o dobro ,
liv e e desembaragada e he em boa rua ; os
p tendentes a este negocio dirijo-se a rua
. o Caldereiro a fallar com Joo Joaquim da
'. i"iit'ircdo. ou annuncie para ser procurado.
rr Ladislao Constantino Alves do Nasci-
mantn brazileiro, retir-" para Angolla.

- Francisco Correia de Mello subdito
Portuguez, relira-se para o Rio de Janeiro.


*"*--*
I
dirija-se a
para realisar
**""r A pessoa em cujo poder esteja urna
letra sacada por Ovidio Borges de Barros es-
tudante de Olinda e nao paga na Bahia, di-
nja-se a ra do Vigario n. 13.
ssr* Lu* Joze Francisco da Silva mora-
dor em Garanhuns faz publico que tendo
encontrado outros.de igual nome, de hoje em
diante se assignar Luiz Joze da Silva Bur-
gos.
ssr* Francisco Goncalvcs de Moraes, bra-
silero retira-se para forada Provincia.
W Quem quiser dar 500j rs a premio ,
por espago de um anno com duas irmas ,
recebendo os juros todos os mezes, annuncie.
sr* A pessoa que annunciou querer a pre-
mio com hypotheca a quantia de 1:500* rs. ,
dtrija-sea ra Nova n. Uno segundo andar
por cima do dentista, das 8 as 9 horas da
manh e das duas as 3 da tarde.
tsr* No dia 22 do corrente desapareci do
moiro urna canoa grande aberta que con-
duca lenha do Arrombado para o Becife ,
tem na popa o nome Flor do Becife e um
assento na proa ; quem della souber far o
favor de avisar a Joze Carvalho da Costa na
ra do Trapiche n. 30 que promette gratifi-
car bem.
tsr* O snr. Joo Joze Bibeiro
ra Nova n. 55 toja de bufia
o negocio que nao ignora.
W A pessoa da ra da Cacimba que pre-
cisa de escravos possanles para servico diario,
pagando 900 rs. por dia, querendo'um es-
cravo crioulo ptimo tanto em torgas como
em corpo, queira dirigir-sea ra doSol n. 25,
para se saber o genero do trabalho que lhe
pretende dar, istoem dias santos e domin-
gos a fallar no primeiro andar com Joo Al-
buquerque da SiWa Souza.
tsr* Quem tiver urna escrava que saiba co-
zinhar, e que sirva para casa de pouca fa-
milia annuncie pora se tratar do ajuste.
" Precisa sede urna hvadeira de varrel-
!a que se sugeite as faltas que houver na
roupa : na ra do Queimado n. 9, 3. andar.
*" Di*"se socedade em urna venoa no me-
Ihor lugar que ha no bairro de s. Antonio ,
sendo a entrada de um corito de reis
qu'.ser fazer este negocio annuncie.
sr* Quem levou por engao do amphi-
theatro urna cadeira de angico de encost
de voltae ps direitosde 3 faces, toda em-
butida, oom assento de palhinha, ainda em
bom uso annuncie.
tsr* Quem prrecisar de um rapaz brasileiro
para caixeiro de escripia ou mesmo de co-
branzas o qual tem boa letra e he isento
de guarda nacional, annuncie.
W O professor de Bhetorica do Collegio
das Artes avisa a quem convier qne est
aberta a matricula da sua aula e que as pes-
soas que se quiserem inscrever devem compa-
recer na casa de sobrado defronte da cadeia
em Olinda.
Precisa-sede urna
Aluga-se ou vende-se urna oanoa que
pega em 800 tijolos de alvensria a jual es
t quasi nova : tratar no Trapiche novo.
VENDAS.
S3*
quem
EBM1TAGE .
abricade Joaquina
do Reg Barros Pessoa dirigida
por El. Champes filho e discpulo de Champes
Ain sucessordeChamp-sPare e Fils, em
Bordeaux. O proprietario desta fabrica tem
a honra de partecipar ao commercio e aos
consumidores que tem em seu armazem ,
na ra da Cadeia de s. Antonio n. 19 um
sortimento de licores superfinos ao moJo de
Bordeaux e ao modo de Martiniqu* que ,
quanto aogosto o delicadeza nada deixio a
dezejar sendo fabricados com assucar refi-
nado e superfino, e o verdadeiro cognaque da
Franga. 0 fabricante tem o amo' proprio de
avangar,'que de todos os licores que aparecen)
no mercado os un icos que podem revalisar com
os licor* da ermitage sao os da antiga casa de
Champes Pere e Fils, de Bardeauv, cuja repu-
tado he mais que Europeana, e cuja etique-
ta he geralment* conhecida no norte da Euro-
pa, na Iridiare as duas Americas. As qua-
lidades principaes, e seus differnntes pregos
sioaniseth de Bordeaux, cremede Moka, Scu-
bakaEcossis HiO ; Eleserde Garus, Ele-,
xer de Dame 1500; Parfait a n >ur P^rsioo
de Dantizik Kratwasser de Breslau 1280 em
duzia esortida 12* rs. ; licores ao modo de |
Martinique Baumehumain Creme de Badia-
ne &c. a 1500 e a duzia sortida a i5* rs. ;
tambem por encomenda se poder apromptar
bons licores de 6, 8, e lO* rs a duzia ; no
mesmo armazem se acho varios objectos de
perfumara como agoa da imperatriz dita
de colonia duplerectificada de lavande, m-
bar drc. charopes surpefinos de maracuj ,
tam rindo e Iimo j assucar refinado de di-
versas qualidades charutos fumo cortado
e outros objectos.
tsr Um escravo mogo de nago com bo-
nita figura; um moleque de 18 annos mui-
to lindo, e ptimo para pagem ; urna mulata
de 22 annos engomma ecose ; urna escra-
pessoa idnea que
se queira incumbir de fazer urnas cobrangas
a* quaes esto ja em acto de penhora ; dndo-
se metade : na ra de Agoas verdes n. 46 a
fallar com Jlo Frederico Abreu Bego.
tsr* Quem tiver um primeiro andar de so-
brado para alugar as ras do Collegio, Cres-
po e Nova dirija-se ao largo do Corpo
Santo armazem n. 6.
tsr* Quem annunciou no Diario de 28 do
rorreme Janairo a venda de urna parte da
propriedade da trra em s Joze da Coroa
Grande, sendo que nelIa tenha direito e t-
tulos falle com Ignacio Ferreira Muniz na
ua dos Pires, quetamordem para a com-
prar, e como ja as quiz comprar a Joze Fer-
reira Bamos e o nao fez por elle !he pedir
um prego exorbitante pois o annunciante
he natural daquelle lugar e sabe ella por
quanto foi avaliada por morte do seu finado
padrinho Padre Antonio de Carvalho Leal;
querendo apareja, ou annuncie sua morada.
BT Pede-seao sr. Vicente Ferreira da Sil-
va que tendo em seu poder varios escravos,
se entre ellas tiver um de nome Mathias (tai-
vez tenha mudado de nome) de naco angico,
representa 45 annos quando falla he algu-
ma cousa gago faz cordrs de rame e cor-
rentes para papagaio quando fugio levou
urna japona de baeta azul forrada de dita
amarella e est fgido a 5 annos ; este pre-
to veio do Porto Calvo, pertencente a um
homem de nome Anginho o qual foi vendi-
do por Manoel Joaquim que vende escravos ,
a Joze Pereira da Cunha negociante nesta
praga, e este vendeo a Manoel Antonio
da Silva Motta morador na mesma ; se
lor o (dito escravo queira fazer o favor
de annunciar ou remette-lo a seu senhor
que pagar todas as despezas e lhe ficar
abrigado.
W Jo5o Keller retira se para fora da pro-
vincia.
va com as mesmas habilidades : na ra do Fa-
gundes n. 27.
ts*r Urna commoda um locador urna
cama de condur um bahu e urna caixa
de guardar farinha ; tudo por prego commo-
do : na ra Augusta n. 32.
*= Urna partlha de cavallos castanhos para
carro como tambem um carro inglez quasi
novo muito lindo ; tudo junto ou separado :
no Manguinho casa terrea defronte do sitio
do sr. Francisco Antonio de Oliveira.
= Na ra Nova n. 3 loja de seleiro que
foi do Labutier tem para vender por com-
modo prego retroz preto e cramezim da pri-
meira sorte em libras redes de bandas mui-
to finas 6 bandas promptas com bacalhos
de ouro e sem elles galo entrefino para bo-
netes e galo verdadeiro para divizas de Al-
teres e Tenente e plumas para ofOciaes e
urna porgo de fita de retroz para fardas.
= Taxas de ferro batido ecoado em bom
sortimento e travs de superior qualidade
de 35 a 58 palmos de comprimenlo e 7 8 -
9, e 10 plegadas de arga: na ra do Vi-
gario n. 3.
= Urna escrava bonita figura cose ,
zinha e engomma e he quitandeira :
ra da Gloria n. 95.
= Barricas vazias em numero de 200, gra-
xa de n. 50 papel de pezo: na ra das
Cruzes n 30.
== Na ra do Queimado n. 14 vende-se
um 8elim com os competentes arreios e por
prego commodo.
= Saccas com arroz pilado por prego
commodo : na praga da Boa-vista venda nu-
mero 15.
=Um escravo canoeiro, pescador e refina-
dor de assucar do gento de Angola : na
ra da Guia n. 58.
tsr Urna espingarda de espoleta de supe-
rior qualidade assim como um viveiro pro-
prio para canarios : na ra do Livramento
venda n. 58.
- Urna negra moga boa lavadeira e
quantia de 260,)i reis; e um relogio da sala
muito bom regulador nao fez um-mez que se
comprou, vende-se por neoessidade : na ra
do CilJereiro n. 12.
tar* Nove fiteiros lodos em muito bom es-
tado tendo dous qu servem para amostra
por prego muito commodo ; por se desejar
esvasiar a casa onde se acha ; assim como tam-
bem oito quadros em muito bom estado e com
boas estampas, qua servem para alguma casa
de botequim : na praga da Boa-vista n.20 ,
se dir quem o tem.
- Um escravo bom mestre de assucar de
21 annos muito robusto nao tem vicios
nem achaques : na ra da Solidado n. 38.
tarUma porgio de louga do tijelas e pratos
a \ a duzia toucinho d* Santos a 120 e
160 reis a libra letria a 200 reis, e macar-
ro a 160 reis vinho de B>rdeaux a 2i0 rs
a garrafa azeite doce a 560 rs. a garrafa ,
castanhas muito boa a 240 reis a libra : no
beco da Pol agora travessa das Cruzes esqui-
na do Quarteis n. 7.
ssr Dous escravos um de cor fula de 17
annos he carreiro e hbil para qualquer ap-
plicago o outro de naco congo bonita fi-
gura de 17 annos ej bastante adiantado
no oflicio de pedreiro ambos sadios e sem
vicio algum : na ra da Cruz n. 51.
ssr" Para tora da trra urna negra cosinhei-
ra : na loja de Guerra Silva & Companhia, na
ra Nova n. li.
= Um novo sortimento de calgados fran-
cezes inglezes e de Lisboa sendo brozeguins
giaspiados pretos e de cores para homem,
dtos de ponta de ama e duas solas pretos e de
cores para dito botins de couro de lustro ,
ditos de lizi'rro dos milhores que aqui tem
vindo, meios botins sapalos de pala e de
couro de lustro ditos de pala de bizerro ,
tudo da milbor qualidade sapatos de pao,
e marroquim para homem ditos de dito pre-
to francezes para penhora e meninas ditos
lecolxetes de couro de lustro e marroquim
oara meninos, brozeguins gaspiados para se-
nhora ditos para meninos sapatos de du-
raque pretos francezes tanto para senhora co-
tsr* Carne seca muito propria para escra-
vos por ser bem s e a prego commodo a
bordo do brigue ltiglez Beloance fundiado
na volta do forte do Mittos ou a tratar coni
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
ssr" Duas bancas novas de Jacaranda, fei-
tas do melhor gosto por prego muito com-
modo urna mesa deamarello com 6 palmos
e pstorniados urna poltrona de amarellu
fuita na trra urna carteira pequea para
cima de mesa tudo por barato prego para
liquidago decontas: na ra estreita. do Ro-
zarlo armrzem n. 32.
ESCRAVOS FGIDOS
co-
na
servigo : na ra do Crespo
propria de lodo
loja n. 2. A.
= Dous moleques : um pega de 18 annos,
bom ofiicial de gapateiro e bom servente de
urna casa ; um de 11 anuos muito esperto e
ladino para servir urna casa ; dous escravos
mogos bons para todo o trabalho ; duas es-
cravos mogas boas figuras engommo co-
zinho avo
des n. 44.
ssr- Urna cabrinha de 8 a 9 annos,
mo para meninas, e em sortimento ecom
mais vantagem por serem muito novos e das
oelhores qualidades por prego commodo :
no atterro da Boa-vista n. 24 e na praga
da Independencia n. 33.
sr Na loja de Joo Maria Seve, vende-se rap princeza de lisboa ahegado ago-
ra por prego commodo.
= Urna venda com pequeos fundos e tu
lo em bom estado tambem se vende ou se
faz outro qualquer negocio que ci-nvenha com
urna escrava: na ra de Apollo fabrica de Mes-
quita & Dutra se dir quem pertende tal ne-
gocio.
ssr" IJma escrava creoula bonita figura,
idade2l annos, coze engoma lizo, cozinha
o diario de urna caza : na ra do caldereiro ,
n. 74.
tsr* Um terreno que tem 60 palmos de-
frente e 120 de fundos, no qual tem 6
meias aguas que redem trez 8*000 rs. e trez
6*1000 ficando livre um armazem para reco-
Iher material ou edificar alguma caza por
j existir no mesmo um alicerce para se edifi-
car qualquer obra.
tsrNa loja n. 49 da ra da Cadeia no bairro
do Becife,continuase a vender superiores cha-
peos de sol u6 seda u ancezes e portuguezes,
ricos chapeos de seda para cao qn da ultima
moda prximamente chegados de Franga ,
boas sarjas pretas hespanholas setim preto
muito encorpado proprio para coletes mui-
to bons pannos pretos e de todas as mais co-
res cueiros de casimira ricamente borda-
dos, cazimiras a 840 o covado, e outras mui-
tas fazendas de bom gosto e por prego c-
modo.
T" Um elegante carrinho, com muito uso
e em estado perfeito com os arreios inteira-
mente novos apparelhados de lato ; a tra-
tar na ra da Cruz do Recife n. 18.
tsr Urna negra de nago, de idade de 20
annos bonita figura sem vicios nem axa-
ques e se afianga por prego commodo na ra
estreita do Bozario n. 33 segundo andar.
tsr* Um piano-forte muito bom a prego
commodo, para feixar contas ; na ra da
Cruz n. 55.
ssr Um mulatinho de 13 a 14 annos
, sem
vicios nem acnaques ; na quina da ra do
Crespo loja de Manoel Gomes Viegas.
tsr" Sal de Setubal muito superior a bor-
do do brigue Sueco Solida; a tratar com Leo-
poldo Jos da Costa Araujo, no Forte do Ma-
tos cnsa da quina da ra da Lapa segundo an-
dar das 2 as 4 horas da tarde.
- Cortes de l s e de l com seda sar-
roopa t n ra de A^oas ver- jas pretas de todas m quaiidades sptins e se-
i das de cores para vestidos ludo do ultimo
pela gosto : na ra ds Cadoia n. 40.
tsr* No dia 22 do corrente fugiro de casa
de Jos Antonio Gomes Jnior dous escra-
vos com os signaes seguinies : Joaquim novo
idade 30 annos pouco mais ou menos nago
congo, altura regular, secco do corpo cor
fula falto lhe os denles adianto usa fun-
da por ser rendido por isso se torna um tan-
to putrozo toma tabaco levou vestido eal-
ga e camisa branca e jaqueta de couro como
as d sertaneju he cosinheiro e entend-.*
de tanoeiro, muito ladino intitulase por for-
ro foi encontrado nessa mesma tarde no ba-
tuque as Cinco Pontas e no dia immediato
no atterro da Boa-vista. Paulo crioulo ,
idade 30 annos com pouca differenga bai-
\o grosso com pouca barba ,cor bem pre-
ta, levou vestido calca e camisa de hamburgo,
chapeo de seda he canoiro muito ladino ,
monta bem a cavallo e entende de tratar dos
mesmos ; quem os entregar no Becife ra da
Cruz n. 23 ou no engenho Meguahipe de
baixo freguezia de Muribeca ser bem re-
compensado.
= Fugio no dia 26 de Janeiro do corrente
anno de 1843 as 7 horas e meia da noute
urna negra de nome Domingas de 14 a 15
annos estatura Baixa levou camisa e saia
de estopa j velha tem urna fistola de um
talho no rosto beigos grossos ps grandes ,
i he de nago Angola desconfia-se ter ndo
seduzida por alguma pessoa que a levasse pa-
ra o Serto ; a pessoa que a pegar leve-a nos
Apipucoi as fabricas de Joo Baptista Navar-
ra que ser bem recompensado.
tsr* Fugio desde Agosto do anno passado ,
um preto do nome Fortuzo nago benguella,
idade pouco mais ou menos 30 annos, corpo
regular ; cor fula, beigos grossos tendo por
maior signal o ser zambeta das pernas, en-
contrando um joelho com outro trabalhava
as caixas d'assucar ; quem o pegar leve no
forte do mato na prenca de Manoel Ignacio
d'Oliveira Lobo que ser generozamente re-
compensado.
tsr* No da 18 de Novemhro fugio do re-
cife um escravo de nome jSeverino d'angola
ou benguella marinheiro de profisso ac-
tualmente empregado no servigo d'alvarengas
e canoas este negro he bem feito, sem bar-
ba denles limado na frente delgado do
corpo representa ter 28 a 30 annos cos-
tumado mudar de nome e dizer que he forro :
quem o prender o levar ao Snr Naberto J. J.
Guedes ra do Apollo no recife que ser
bem recompensado
tsr Fugio ou furtaro no dia 28 de Julho
de 1838 um moleque de nome Joo nago
mogambique representa 30 nnos de H pouco mais ou menos, com os signaes seguin-
tes: algumas marcas de bexicas no rosto,nariz
chato beigos grossos baixo do corpo e
retorgado bastante fula ; e da-se 100*000
de gratificago a quem o troucer*a seu Snr. ,
na ra da Cruz Joo Leite Pita Ortigueira ;
foi visto no dito anno passar na Villa do Pao
do Alhoem companhia de um cargueiro de
agoardente para o serto levando em dita
companhia um branco de nome Pedre
Chaves.
tsr* No dia 24 do corrente fugio um escra-
vo de nome Victorino preto nago Bengue-
la alto com pouca barba tem alguns si-
gnaes de juncadas as costas ; quem o apre-
hender leve-o ra d'ApolIo no Becife que
ser recompensado.
tsr No dia 9 pela manhaa fugio de bordo
do pataxo nacionalPelicano, um escravo de no-
me Felisberto, nago cassange, idade 20 annos
pouco mais ou menos ; estatura baixa foi
vestido de carniza d'algodozinho calca de
riscado azul chapeo de palha de transa de
bico ; cujo preto tem trez signaes em cada
fonte e pert^neeo a Angelo Krancisce Car-
neiro ; quem do mesmo der conta ser grati-
ficado em caza de Gaudino Agostinho de
Barros na pracinha do Corpo Santo, D. 66,
ou a bordo do pataxo Pelicano, fundiado de-
fronte do caes novo de Palacio.
Pern.nuTzp. Je AI. F. de Faria. 1842:


CORRESPONDENCIA.
Sis Redactores. = Bisante prejudieado em meus
nteresses, eoque he mais, tambem ferido em miaba
reputado ; como militar quo se presa de lar sido sem-
pre brioso cumpridor de srus de veres nao posso dei-
xar de levar ao prlo, para conherimenlo do publico,
a minha linia de condu'ta para por ella se poJer me-
llior julgar a crassa injustiea qud scflro, movida talvez
pela mais baixa e vil intriga.
Sendo sargento de 1.' buha nesla provincia, mar-
chei em junhode I83q, no posto do alteres de com-
misso, nomeado pelo Exm. Presidente o Sr. Baro da
Boa-Vista, para a pacic-ea da provincia do Mara-
nho,ondo fui em maio de I81O, pelo K\m. gene-
ral Baro de Caxias en lio presidente e commandarite
dasarmasdaquella provinci j, eleva !o ao de tenente tam-
bem decommisso, por meus servigos ali prestados :
pacificada a referida provincia do Maranho, marchei
voluntariamente em abril de 1841 no commando da
3.a companhia do 5." batallio provisorio, para a ram-
panba do Sul,com destino coitedo Bio deJineiro,
onde por decreto de 15 de junbo do mesmo anno fui
confirmado 110 posto de alteres, sem que houvesse or-
dem contraria commisso de tenente ; e por aviso da
secretaria da guerra de 18 do mesmo junbo, foi-me
mandado abonar o sold da graduago cujo posto exer-
ch por commisso na provincia do Maranho (for-
maes palavras do aviso): rccrganisanc'o ali (poror-
dem superior) a reterida 3. companhia que cnto
passsou a pertencer ao 8. batalhao do exerrito, se-
gu no commando da mesma para o Sul onde logo de
pois me oi suspenso o re' rido solio de tenente, e
com a publieago do livro de anliguidades dos cluiaps
doexercito desappareccu a minha commisso dte
nente sem que nunca houvesse ordem alguma a se-
melhante respeilo 5 como se ver da fe de olli io jim-
ia. Fui mandaJo regressar rrte do Bio de Janeiro
em novembrodo mesmo anno, o cm 1842 fui Bornea-
do quartel-mestre do batalhao do Fuzih iros, por aviso
da secrc'aria da guerra de 10 de teve.eiro : em iraio
do mesmo anno marchei rnm meu batalhSo para a
pacijicaco da provincia de S. Paulo e em st tembro
recolhi-me com o mesmo para a corta esperando un
du a retribuido de meus pequeos servidos, ltenlas
as justas e submissas reclamarles que j por vezes
havaeilo ao governo de S. A!. I Km 3 de ontu1 ro
do mesmo anno, baixou d. queda secretan* o deshon-
roso aviso contra aolliculidade do batalhao de I'i.zi-
hiiosaoqual eu per:encia, pelo que podi a S M. I.
mandasse-me responder a conselho de guerra, c mo
se ver do documento por copia (n 1) do qual me
nao deu o Exm. governo deterimento algum ; e com
a organisayao do qualio fui langado na 3 dasse.
Bcijneri a S. M. I. a repassagem para a 1 classe.
poisque de direito me partencia, b.-m como a resti-
turgao, ou conlirmago do meu posto de tenente, o
quo mo I'j indilirido, como Aviso de 1 i de novem-
bro, participado por ollicio do tenenle coronel com-
manlante do deposito da Praia Yormclha,ao qual j
eu ento partencia (Joecumento n. 2) pelo que reque-
r a S. M. I. hum outro conselho de guerra como
se ver dodocumento por copia (n. o) cujo deferimen-
lo fot o governo mandar-mo embarcar para minha pro-
vincia, onde meacho, supposto quo satisfeito por mo
ver no seio de minha familia cuja auzencia ja nao era
pequea, porm pesarozo por me nao ser mais permi-
tido seguir a carreira que com tanto ;oslo linha ence-
lado, e muito principalmente lieanlo com o meu cro-
I dito e honra deprimidos apezar dos esforgos que sem-
pre hz por manler Ilesos. E conu o meu lim nao se-
Ijaoulrosenao juililicsr a minha conducta, e fazer
patente a mjuslicM comigo praticad 1, que tanto mais
agravante fe me torna quanlo minha consciencia me
,1180 aecusa de falta ou rime que baja commellido
pelosquao divesse .scfl,-|a ; prco e rogo encarecida-
mente aos mrretissimos Srs. general Baro de Cax'as,
coronel Jos Thomaz llenrique, tenentes-coroneis
Antonio bornes Leal, Luiz Jos Fereira, e Joao
Vieira da Silva e majores Bento Thomaz C.ongalves,
Pedro Paalo de Mora.s B->go Pedro Jos de Albu-
querquo da Can-ara, c Lopo Jos de Albuquerque Mara-
nho que em favor da verdade e muito especial mer-
cme declarem pelas folhas publicas das provincias,
onde quer que actualmente estejao, qual a minha con-
duela, tanto militar como civil e nural durante o lem-
po que live a disliruta honra de servir dchaixo do dig-
no commando dos mesmos merelissimos S nheres; e
anda mais pego a tod s cm peral que se nao i:c ver-
dade oquetenho dito, dc;larero-o p las mesmas fo-
Ibas e nellas apontom as fritas em que cahi e os erimrs
i|ue purpetrei, cmlim eu desejo que appareca a ver-
dado ra o crua, ain la que eu com isso venha a per-
der. To seguro es-tou Srs. Bedactorcs que nao a
falta do boa conducta de minha parle mas sim a in-
triga foi causante se nio fa/.er a justig.a que merecio
os meus servigos, que nao xito rm desaliar a quem
quer que for que publique os fados aue me desabo-
nado peranle o governo do S. M. 1. o qual anda
talvez que hum dia venha a couhecera verdade. Ap-
pello para esse tempo ; o enirrtanto rogo a \ mes. o
o obsrquio de inserirem ossis mal tragadas linhas, pe-
lo que Ibes ser assaz grato = ) seu atiento venera-
dor e niado = Manoel Claudino de Ol veira e Cruz.
P. S. Tambem pego e rogo a todos os Srs. B.'dac-
t r:s das differentes provincias a ruj eonhecimento
esta chegar o favor de a imprimirem em su;is acre-
dita/Jas folhas.
Pcrr.arnuCu, 29 de Janeiro de isiT).
Joo F.c'ua da Silya cavalliciru das ordrtis di-S.
Berilo mrdalha da campardia da faliia tenente-coro-
nel graduado de .' lin/ia do e.rccito e comman-
dantf do deposito e fortaleza ta Praia Pennclha
por S. M. o Imperador etc.
Atiesto que cm cumprimenlo de ordem de S. P.xc.
o Sr Biro de Caxias, marechal de campo graduado,
e rommandanle das armas da corte, comnninicada cm
ollicio do ajularilode ordens encarregado do delallm
do quartel general datado de 12 de oiilubro, de 1842,
foi incluido cerno addido as companhias provisorias
de ca<*adoes desle deposito o cdicial abaixo decla-
rado ; constando dos s- us assent ;s o seguir.te :
Km cumprimento de ordem do Kxm. Sr. general
conde do Bio Pardo comoiandan a em chefo do F.xer-
cito commuriicado rm ollicio do Kxm. Sr. marcehnl
comman Jante militar desta cidade de 4 de novembro foi
desligado do HS batalhao faz ndo passagem para o
batalhao n.# 12 de caradores o oflicial abaixo declarado,
e da sua guia consta o seguinle :
Em cumplimento de ord'm do Exm. Sr. presiden-
te e commandanto das armas da provincia do Mar,
nhao commiiuicada em ollicio do Sr. lenentc-coronel
coiiimaiidanteda 2. columna em cperaeo.s da diviso


<2
pacificadora do norte, de 16 de fevereiro de 1841, fez
passagem do 8. batahio provisorio do Maranhao pa-
ra este batalhao, quando 5. provisorio, em 20 de fe-
vereiro do dito anuo e da guia que o acompanhou
consta o seguinte.
Tenente Manoel Claudino de Oliveira e Cruz,ti-
lho de Filippe Nery de Oliveira e Cruz natural de
Olinda idade 35 annos praga voluntaria a 4 de abril
de 1837; casado, teve a primeira praca no ex tinelo
corpo de engajados. Passoua2. sargento por ja* ter
servido na 1." linha doexercito, a 8 de abril de 1837,
ea 1. ditono 1." de Janeiro de i838. Foi nomeado
alfares de commisso pelo governo da provincia de
Pernambuco, eord>m adeional a do dia '23 de maio
do Illm. Kxm. Sr. commandante das armas da mes-
ma provincia. Passou a servir de secretario em 6 de
junho de 1839, dia da organisago do 1' batahio
expedicionario, em virtude da ordem do Exm. Sr.
commandante das armas de Pernambuco do mesmo
dia. Por ordem do dia da 2.a columna, n. 36, de 11
de abril de 1841, passou para a 3.a companhia do ex-
tincto 2. batahio provisorio, ora 8. por ordem do
dia do governo da provincia n. 40, de 26 de maio do
mesmo anno publicadada na ordem do dia da columna
n, 68 de 20 de junho. Foi elevado a teucnte de com-
misso pelos servicos prestados na provincia do Ma-
ranhao. Passou a commandar a 1.' companhia do so-
bredito bul iho em 14 de julho seguinle conforme a
ordem do dia n. 98, e para ajudanle do batalhao 13
provisorio em 11 de outubro, em consecuencia da
ordem do dia n. 11 Fez toda a campanha do Mara-
nhao at sua pacifiraefio, marchou em expedigao da-
quella provincia no commando da 3.* companhia do
" o batalhao provisorio, hoja 8. do exercito, para a
corle do imperio em 7 de abril do corrente anno, com
destino a.provincia do Sul. aonde por decreto de 16
de junho de 1841, foi confirmado no posto de alteres,
jifio havendo ordem em contrario r<;speito a sua com-
misso de tenento. Marchou para Santa Catharina a
rcunir-se com sua companhia ao 8. batalhao donde
marchou para a provincia do Sul, em julho do cor-
ente anno, c pertencendo ao depois ao 1. batalhao
de Fuzileiros, foi desligado e incluido como addido
as compinhias provisorias de caladores deste depo-
sito, por officio do quartel general, de 12 ludo de ou -
lunro de i<. -Nada mais consta dos seus assentos
aos quaesme reporlo, sendo desligado por oficio de
27 de dezembro. Vai pago de seus vencimentos at
fim de novembro do corrente anno. E para constar
mandei passara presente que assignei e (iz sellar com
o sinete da fortaleza.
Deposito na Praia Vermelha, 28 de dezembro de
1842. = Joo Vieia da Silva.
N. 1.
Senhor. O alferes com oxercicio de quartel-mes-
tre do batalhao de Fuzileiros Manoel Claudino de Oli-
veira e Cruz vem aos ps do imperial throno de V. M.
a pedir que em consequencia de ter sido genrico a to-
dos os oiciaes do referido batalhao o imperial aviso da
secretara da guerra de 3, publicado em ordem do dia
do quartel general desta corle de 8, tudo do corrente
mez julga-se o supplicante prejudicadissimo em sua
reputacSo e honra tanto civil como militar, o que assaz
presa mais que a propria existencia e restando-lhe
hum nico recurso, o qual he justificar-se peranto
hum conselhode guerra afim defazer desvanecer toda
e qualquer prevengSo e desconceito que o referido avi-
so Ihe tenha acarretado, tanto para com o exercito do
Brazil (ao qual muito se ufana em pertencer) como pa-
ra com o publico do mundo inteiro: humilde roga e
P. aV. M.I digne-se de conceder a graca de o
mandar que justifique-se perante hum conselho de
guerra : pelo que R. M ss Manoel Claudino de Oli-
veira e Cruz.
Rio, 18 de outubro de 1842.
N. 2
De ordem de S. Eic. o Sr. Barfio'de Caxias mare-
chal de campo graduado, commandante das armas,
communico a Vm. que sendo presente aS.M o Im-
perador o seu requerimenlo em que pedia se anullasse
a sua passagem para 3. classe do exercito, o mesmo
Augusto Sr. houv por bem mandar declarar por aviso
da reparticfto da guerra de 1-1 do corrente mez, que
lendoVm. sahido da 1.' classe por existir informa-
cCes officiaes de sua nenhuma applicaglo ao servido
da fileira de que nada entenda, e de sua conduela
pouco satisfactoria, n8o pJe por isso ser de novo
admettido ao servico de 1 .* classe.
Daos Guarde a Vmc. Quartel no deposito da Praia
Vermelha 17 de outubro de 1842. Joo Fiara
da Siha, tenente-coron 1 graduado.=Sr Alferes Ma-
noel Claudino de Oliveira e Cruz.
N. 3.
Sanhor. Diz o alferes de 1.' linha Manoel Clau-
dino de Oliveira e Cruz que tendo sido lancido na
3. classe do quadro, por decreto de 19 de agosto do
corrente requereu a V. MI., para o mandar repas-
sar para a 1.a classe:. e tendo-lhe sido declarado por
aviso da secretaria da guerra de 14 de outubro, tam-
bem do corrente anno, que V. M I. hotive por bem
indeferir a pretendo do supplicante, por existirem na-
quella secretaria, informaos oiciaes de sua nenhu-
ma applicaejio ao servico da fileira, de que nada en-
tenda e de sua conducta pouco satisfactoria ; e como
semelhante informaQSohe inteiramente falga e calu-
niosa ; o supplicante humilde roga a V. M. I., o man-
de justificar sua innocencia perante hum conselho da
guerra dignando-se ao mesmo tempo de mandar-lhe
declarar qual o commandante do supplicante que tal
informaco d u, para com toda a justiga se poder de-
fender ; visto que tem sempre tido a fortuna de mere-
cer a estima, e bom conceito de todos os commandan-
tes com quera tem servido no exercito. Por tanto =
P. a V. M- I. se digne deferir lhe na forma reque-
rida com o que = R. M. = Manoel Claudino de
Oliveira e Cruz.
Rio 12 de novembro de 1842.
Pernambuco na Typ. de M. F. de Faria. = 1843.


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