Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04877


This item is only available as the following downloads:


Full Text
"W
Anno de 1843.
Secunda Feira 30
Tudo agora depende le noa Bemol ; da no.sa prudencia anderaf 3o enarRia : con
niicmo. como principiaoioa e sereraoi apontadna com admira'o entre ai NaCoes maia
lullaa. ( ProclamacJo da Aasembla Geral do Br.iIL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna Parahiba e Rio grande do Norte aeganda- a textil feiraa.
Bonito e Garanhuna a 10 e 24.
Cabo Serinhaem, Rio Formoao Porto Cairo Marein e Magoaa no 1- (1 "H
Boa-rime Flores a 28. Santo Antas quintas feiraa. Olinda todoa na diaa.
DAS DA SEMANA.
30 SeK. s. Marti-iba V. M. Aud. do J. de I). da 2. r.
31 Tere. a. ^edro Nolasco Aud. do J. d D. da i. r.
Quart. jejum Ignacio'B. Aud. doJ. de U. da 3. T.
Quint Purifcelo de N'nm Senhora.
Seit. a Brar. B. M Aud do J. de D. da 1 t.
Sab. a. Andre' Corsino B. Re. Aud. do J. da D da 3 T,
Dom. a gueda V. M.
1
2
3
4
5
Anno XIX. N. M
de Janeiro.
O Diario publica- todo. o. di., rro.nnofor. SantiBcado. : o pre5o da NM|
de ,,.. mil re. Pr qu.rtrl pifo, ad.an.ado. O, .nnunc.o, do. M..J. *"'^
er..i.,e oldoiqueo n.lo for-m A r.xSo de SO re., por ..h.. A. M,l.ra.c,>. dere-, d'r.
p.da. a .... lyp ru. da. Cru.e. N. 34,ou a pr.c. d. Independencu loj. de hrro. N. .
cmiio.Nodi 2S de Janeiro.
Cambio aobre Londrea 27 \\\ a -SI \ Nom.
Paria 350 rei. por franco.
Liaboa 100 por 100 de premio
Ovio-Moeda de 6,400 V.
N.
I .Ir 4,000
PlATA-Pataeee
, Peoa Columnarea
ditoa Mexicano!
compra
15,300
15.10J
8,500
1,800
1,803
1,801)
Moeda de cobre 2 a 3 por 100 de des cont,
dem de letras de boaa 6rma. 1 1 { ao mn.
PHASES DA. LOA NO MEZ DE JANEIRO:
Lu. Nora 30, 9 hora, 42 -. da ... I La. chei. 16 k. ]^"'^
Quart. me. 8, 5 hora, a 5i .da <" I Q"- -B- A U 4U hor" "
Preamar de hoje
. 4 hora. 30 .. da m.nhJa. | 2. 4 54 d ",d,;
renda
15,500
15,300
8,700
1,820
1,820
1,820
a manli,
i. da i
1.
DE
CO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
lllm. e Exm. Sr. Quando no da oilo
do crrante diriga V. Ex. o meo oiTicio ,
communioando a morte do infeliz Antonio
Francisco do Rugo Barros nao m'era possi-
vel dar a V. Ex. urna inform igao e-xacta de
tudas as circunstancias qu? concorrero pa-
ra consumago do au liti atntalo, qua tave
lugar no engenho Genipapo nodia sette do
mesmo corrente mez : agora porem que a
populago da comarca inda que bastante at-
terrada vai-se reanimando confiada em
que o Governo empregar todos os meios ,
qu* estiverera na rbita de suas attribui-
ajOdS para ser garantida a segurang passoal
de proprie iade e reaparecer o imperio da
lei ; agora finalmente- qua tenho conseguido ,
com muito casto algumas informagis, vou
fzer a V. Ex. o relatorio de todos os (actos
occorridos no engenho Genipapo desde o dia
cinco ateo dia sete para V. Ex. dar-Ihe a
eonsiderago que merecer asseveran lo
entretanto que tenho efungado a popula-
gSo que V. Ex. est disposto anda com
os maioros sacrificios fazer com que a lei
seja respeitada puninlo-sa os criminosos
nao s do prximo brbaro attentado como
tambem dos mais que por ventura tenhao
occorrido na comarca verdadr-iro llieatro do
ciime. As informabas juntas sob nmeros
1 e 2 dos tyceiros tOinman lantes Manoel Pe-
dro de Souza e Manoel Zeferino de Castro
Pnnentel, que por copias tenho a honra
de levar a presenoa de V. Ex. sao cortamente
a exposigo dos multiplicados faetos que
concorrero para verificar-sa o assassinato do
propietario Antonio Francisco do R -go Bar-
ros assassinato que pelas circunstancias
de que foi revestido Compunge o c rago do
homem ainda o mais encanecido no crime.
Os terceiros commandaiites recebaran no
dia cinco do correte os oflicios sob numero
3 e 4 do delegado supplanta Pedro Gaudia-
no de Rates e Silva, requisitando-lhe9 as
torgas de seus commandos para fazer urna
diligencia. N'esse mismo dia o comman-
dante do destacamento da villa do Rio-tor-
inoso pelas oito horas da noite mircnou em
companhia do predito delegado para a villa
de Sarinhoem, onde s'encorporou forga
aili estacionada sob o man lo do tereeiro
immandante Manoel Pedro du Souza e a
alguns paisanos armados : e dessa villa mar-
chou toda a torga para o engenho Genipapo ,
onde chegou no dia seis pelas seis horas d'a-
manh tendo-se-!he encorporado antes urna
outra forca em nuinaro de canto e tantas
pracas sob a direceo d sub-debgadode Se-
rinhaem Gaspar Cavalcante de Alhuquer-
que choa cuja forca ou era composta de
paisanos, ou, de guaras nacionaos Logo
depois por ordem do delegado su.-.plente foi
posto em estado do mais completo cerco o pre-
dito engenho reunindo-se ainda mais gente
armada at as dez horas do dia sete ; o que
elevou o total da forc duzentas e cincoen a
pracas pouco mais ou menos nao incluida
a forca policial. Un correspondencia offl-
cial durante o cerco liouve entre o Uado
Reg Barros e o delegado suppUnte da
qualresultouentrogar-sa o k tenente coro-
nel Francisco Xavier da Silveira, e qu.tro
homens, e o mesmo (nado Barros mandou
entregar mais seis procedendo-se ento por
ordftndo prediU delegado a um v.rajo as
cazas da propriedade do finado acharao-sa
mais o.to homens e fez-se apprel.encao em
urna porQao de clavinot.s e mnmeo. ele-
va tambem communn-ar a V bx. (, inior-
macoca sol. numero I e2) que o lerceiro
commandante Manoel Pedro de Souz. an-
toa d retirada da forca receben OH. ollic.o do
secretario do Governo em que ltie recomen-
dava que garantisse a vida do finado An-
tonio francisco do Reg Barros; e que li
/esse oposigo a qualquer ajuntamento illicilo
Querendo dar ctimprimento a orJem di-
rigi se ao delegado supplente e lh'a com-
municou : ao' que respondeo-lhe o mesmo
delegado que elle ( ommandanto ) lh'era su-
hordinado ; que a vida dolinado Birros es-
lava garantida e que se Ihe fosse apresenta-
doditooffK'io pediria sua demisso pois el-
h era a autoridale legitim cjm quim o
Governo da provincia se devia entenler.
Nao obstante so quanlo nodia sete pelas
tres horas da parte pouco mais ou monos ,
tegressava tod'a lorca o finado Rogo Birros
requisitou ao delegado alguns soldados para
Ihe garantirem a Yida de qualquer agressao ,
e por similhante exigencia determinan ao
mesmo commandante Manoel Pedro que
deixasse fi:ar alli quatro homens do seu des-,
tacameoto ; p^rem reconhesendo o predito|
commandante a iuexequibilidade de tal or-
dom dice-lha <|ue to diminuta forca nao
obsta va qualquer agressao e que s'ella (de- j
legado ) quera que licasse todo o destaca-
mento do seu commando issose olerecia,
ao que nao annuio o dito delegado pretex-
tando a falta que Ihe faria a forca para a
polica da comarca o ento resolveo que
ficassem seis paisanos da sua particular con-
Ihuga, que serio pagos e alimentados por
onta do dito finado Hego Barros Exe-
cutada essa sua ultima deliberaco retirou-
se com toda a forca nao obstante haver-lhe
de novo lembrado o lerceiro commandante
Manoel Zeferino de Castro Pimentelf qua
seria melhor deixar no engenho Genipapo ,
urna forca de polica de dez homens e um
inferior, no que tambem nao concordou. E'
isto o que se deprehende das preditas iufor-
maQO )8 sobrtlS. 1. 2. Chegando eu ao meio
dia no engenho Ilha dasMrcs com a caval-
lariasob o meo commando vi-mena rigo-
rosa obrigaco d'alli parar por alguin tempo ,
em quanto trocava o meu cavailo que ha-
va adoecido e mandava dar de beber.aos
mais cavallos. Fui informado nesse lugar
(lo tenante eoronel Manoel Joze da Costa ,
.pie o finado Reg Barros estava sitiado p.-la
Torca de polica e mais gente sob a direcQo
dd degado supplente Rates e Silva. In-
mediatamente deitei a galope para o engenho
Genipapo, e passando pelo engenho Piudobi-
nha fui infrmalo por um passageiro .
que o dito finado Bego Bargos havia se en-
t egado. Com maior caleridade dirig a mar-
cha eao entrar no cercado do mesmo en-
genho as quatro horas da tarde ouvi al-
guns tiros ecom a preaipitaco da marcha
ainda encontrei urna forca de sessenia a 01-
tenta homens sobre a qual mandei fazer fogo,
do que resultou dissolver-se o ajuntamento ,
e ficar ferido o preto Rufino anda que alhr-
mo que morrero tnais tres j porem eu
da segunda vez que fui a Genipapo nao
encontrei os corpas nos varejos que del. lio
indispensavel porem advertir a V. Ex. que
ilpuns dos sitiantes sabiao da gente, que
marebava para impedir o assassinato por
assim alguem naver-lhes oommunicado ; e
ssa talvez fosse a razio que'os movease a
consumarem-no com presteza em quanto
o chegasse a tropa. Disto sou interinado
por muitas pessoas, que ouvir.lo agente,
que bastante scieneia tem do facto.guan-
do entrei no caza de vivenda do engenho Ge-
nipapo chei o cadver do finado Rogo Bar-
ros (ja tinha sido informado da sua mortej
no a*soalho coberto com um lencol tendo
i sPusps sua infeliz mulher, que de joelhos
poda a proteceo do Governo. To la*timo-
so era o seu estado e to pungente era a
sua dor e a de seus filhos que lizero todos
banhar-se em lagrimas: e nada podero
n'aquella occasiao informar se nao que as
fechaduras ds portas tinho ido arrancadas
por orden, do delegado ; e a porta Uo quarto
da caza de vivenda em que estava o infeliz
Reg B ir ros tinha sido arrombada a
machado pelos assassinos. He isto o que.
tenho a honra ue levar ao conhecimen-
to de V. Ex. Dos Guarde a V Ex. muitos
annos. Quartel do commando da forga po-
licial no Rio-formoso 11 de Janeiro de 1845.
lllm. e Exm. Sr. Baro da Bia-vista D.
Presidente da provincia de Pernambuco.
Miguel Alfonso Ferreira 1 commandante.
lllm. Sr. -Nj di* cinco do crrante foi
dirigido palo delegado supplente desta termo,
o bacharel Pedro Gaiidiano de Bates e Silva ,
o oflcio por copia junto em que requisila-
va o destacamento do meu commando para
ir fazer urna diligencia no engenho Genipa-
po onde se achava o propietario do dito
engenho Antonio Francisco do Bego Barros ,
hoje falescido com urna f >rca armada reu-
nida. Em virtude do queaprestei o desta-
camento do commando, e as oito horas da
noite do citado dia marclui com ella em
companhia do delegado para a villa da Sri-
nhaem, aonde chegando pouco depois da
meia noite reun-me ao destacamento all
estacionado, e alguna paisanos e mar-
chei para o predito engenho aonde cheguei
as seis horas da manha do dia seis tendo-
se encorporado a esta forca urna outra, que
que de mais a ma*is elle eslava no seu direi-
lo fazendo urna diligencia legal. Tenho
desta forma satisfeito a exigencia por V; S.
feita em seu oflieio de 8 do corrente. Dos
Guarde a V. S. Quartel no Rio-formoso O
de Janeiro de 1843. lllm. Sr. Miguel Aflon-
so Kerreira commandante da forca policial
desta comarca-Manoel Zf-rino de Castro
l'imentel 3. commandante da 5.* compai-
nha do corpo de polica. Conforme Mi-
guel Affor.so Ferreira i. commandante.
lllm. Sr.-Foi me presente o oflieio de
V. S. datado de oito do corrente e em cum-
primento a quanto V. S. de mira exige te-
nho do scientilcai-lhe que no dia cinco do"
corrente foi-me entregue um olficio do dele-
gado supplente deste termo o bacharel Pedro
Gaudiano de Rates e Silva em que requi-
sitava o destacamento de meo commando t
para una diligencia de grande transcenden-
cia e prevenndo-me, que houvesse de
postar um piquete, qua obstasse qualquer pes-
soa passar desta vila para o lado do Recite, em
consequencia pois de urna tal exigencia fiz
postar o piquete requisitado e apromptei
o restante do destacamento para seguir sob
o meo commando para a diligencia cima men-
cionada. Era meia noite quando aqui se a-
se encorporaoo a nw iuiv* una uuua, Huu w..-*.... j
marchavas>badirecc.odo sub-delegado da presento.! o mencionado delegado com o des-
freguezia de Sirinhaem oeidadao Gasgar Ca-
valc'anti de Albuquerque Uchoa em numero
de cento e tantas pracas, ( creio que paisa-
nos por nao estarem fardados) porom acha-
vo-se armados com armamento d'adarme
! 1 13 e 17. Outro sim tenho de sigu
licar a V S. que so reuni mais enloda
mesma forma armada at as dez horas do dia
sete; e tndo-se posto em sitio o dito enge-
nho desda a minha chegada a elle liouve
tacamento do Rio-formoso e alguns paisa-
nos armados : pelas duas horas ia noite reu-
nio-se esta torga de meo commando e se-
gurado pela estrada do Recite no engenho
Sibir do Cavalcanti, a presentou -se o subde-
legado desta freguozia Gasgar Cavalcanti d'Al-
buquerquo Uchoa com urna outra torga, com-
posta de urnas cento e tantas pragas, que jul-
go serem paizanos ou guardas nacionaes ,
i chegando toda esta forga ao engenho Geni-
nno uosutJ a mulla uiwu.i < -.., ...,.- ----0.------ -
entre o delegado e o falescido Barros urna papo ordenou o predito delegado que esta
correspondencia olficial, da qual resultou a-
presentar-se o ex lente coronel Xavier e
mais quatro homens e depois do quo en-
tregou dito Barros seis homens e d'ahi
mandando o delegado proceder um varejo
na caza de vivenda foro presos oito paisa-
nos, e aprehendida urna porgo de clavino-
les, e ulgum cartuxame. Depois de assim
concluida a diligencia ordenou o delegado a
propriedade fosse posta em completo cerco, o
que assim se cumpno reunindo-se ainda alli
mais forg* at as dez horas do dia sete do cor-
rente chegando ao numero de duzentas e
cincuenta pragas pouco mais ou menos, alem
das de polica. Durante este cerco o propie-
tario do dito engenho Antonio Francisco do
Bego Barros, entreteve urna correspondencia
official com o referido delegado, em virtude
retirada de toda a forga, e nesta occasiao I da qual pela urna horaida tarde do da seis se
o falescido Barros requisitou alguns soldados apresentouao delegado o ex tenente coronel
paraocaremgarantindo; enasta occasiao Francisco Xav.er da Silreira, e pelas seis ho-
ordenou o mesmod-legado o tereeiro com-
mandante Manoel Pedro de Souza que all
deixasse quatro soldados ao que nao quiz
annuir o dito lerceiro commandante pre-
textando ser esta medida intempestiva, por
ras recebando eu um oflieio do secretario do
governo dirigi-me ao delegado e dice-lhe ,
que tinha recebido ordem do governo para
garantir a vida de Antonio Francisco do Re-
g Barros, e oppor-me a qualquer ajuntamen-
quanto da nada poda obstar mas que se o i tO illicilo 5 ao que respondeo-me o de egado,
llegado queria alli dmar forga que elle | que eu lh'era subordinado, qua djn
all licaria com todo o destacamento de seu ; era legal ; a v.Ja do referido BrroijeriiffH
ommando no que nao conveio o delegado (rantida 5 e que Iraalmente se he ^sejprj.
peUfaltaqualaria a forga de polica ao sar- sentado o dito oll.c.o elle pedira d.m.ssao
! o la comarca ; ento ordenou qne ficas- por ser elle a .ull.orid.de com quera se dev.a
s ni sois paisanos da sua conlianga para entender o governo sobre tal objecto ; assis-
serem pagos e alimentados pelo proprietario Irado a este coloquio o lerceiro comandan-
do dito engenho o que assim executado te Manoel Zeferino de Castro Pimental. No di.
e ret roucom toda a for.a sendo confiada a sete se apreeenlario raa.s quatro paisanos e
cond o Sos prezos de polica. Releva sci-1 depois do que o retando Reg IWros apresen-
e. tincar a V. S. que eu lembre. ao delega- \ lou mais seis paisanos e mandando ento o
d que era melhor deixar urna forga de delegado dar um varejo na casa de vivenda do
polica da dez homens e om argento vii- dito engenho forao prezos o.to homens e
to nao poder licar todo o destacamento no
que nao concordou. Demais. cu npre-me
tambem informar a V. S. que o tereeiro
commandante Manoel Pedro do Souza rece-
beo unrollicio do secretario do Governo em
que se Ihe determinava qce garantisse a
aprehendidos alguns clavinotas e urna porgao
de carluxos. Assim terminada a diligencia
ordenou o Delegado a retirada de toda a torga,
em cuja occasiao Antonio Francisco do Reg
Barros requeslou-lhe alguns soldados para
garantir a sua vida pelo que ordenou o De-
nuose lie determinava, quo """" ------... 7 r ,M.
v.da do finado Antonio Francisco do Bego legado, que all deixasse licar quatro sida-
Barros e sa opposesse qualquer ajuntamen-
to illieito; querendo o mesmo dar cumpri-
mentoaordem recebida dirigio-se ao De-
legado supplente e Ihe a communicou ao
que respondeo Ihe o mesmo delegado que a
Vida do liudo Reg Barros estiva grantida .
e que se acazo urna tal ordem existase que
prteiiaHle pedir sua dimisso pnis o Go-
verno devia-se entender com a autondade
[llieial, e nn com elle commandante, e
dus do destacamento do meo commando 5 res-
pond-Ihe que urna tal ordem era mexequi-
vel. porque urna torga to diminuta nao po-
da i mpedir qualquer aggresso e que se elle
qu' 1 ia au licaria em o dito engenho com to-
dt> o destacamento do meo commando, ao que
nao annuindo elle resolveo, que ficassem seis
p sanos de sua particular conlianga, que se-
uao pagos e alimentados por conta do dito
Barros e executada esta ultima vontade do


!-*wr
"
delegado cora elle se retirou toda a torga ,
que all existia sendo confiada a condugSo
dos przose armamento a torga policial. Ou-
tro sim cumpre-me relatar a Y. S. que an-
tes da retirada da torga o terceiro comman
dante Manoel Zeferino de Castro Pimental lem-
brou ao delegado que seria melhor all dei-.
xar dea homens e um inferior de polica no
que nfio conveio elle fazendo a sua retirada
d'alli pelas trez horas da tarde ponco mais ou
menos. = Dos guarde a V. S. Quartl do
destacamento da villa de Serinliaem 11 deja
neiro de 183. = I||. Sr. Miguel Alfonso
Ferreira D. capito commandante da torga. =
Manoel Pedro de Souza, commandante do des-
tacamento. Conforme Miguel Affongo Fer-
reira 1.* commandante.
III."' Sr. A bem do servigo publico se
faz misier, que V. S. disponha toda a sua gen-
te, e a tenha prompta at quo eu ahi chegue,
hoje talvez pelas oito horas da noite para urna
diligencia de muita transcendencia; outro-sim
ordeno a V. S. que pelas quatro horas da
tarde faga postar nessa villa um piquete de
tre homens ou o que V. S. adiar necesia-
rio a fim de prohibir todo o transito d'ahi para
diante, fasendo demorar as pessoas, que pre-
tenderem passar ate" que eu ahi chegue, e
fazendo guardar o maior segredo acerca de
minha chegada ahi. Dos guirde a V. S.
Delegatura desta comarca 5 de Janeiro de 1843.
111.- Sr. altores Manoel Pedro de Souza, D.
commandante do destacamento deSerinhaem.
Pedro Gaudiano de Rates Silva delegado
supplente. Conforme Miguel Afonso Ferrei-
ra 1.* commandante.
Illai. Snr. = Constando-me achar-so no
engenho Genipapo urna torga armada alli es-
tacionada pelo proprietario do dito engenho ,
sem fazer o menor caso da Ici e das antho-
ridades tendo resolvid6 pirtir para alli hoje
as 7 horas da noute fim de tomar conheci-
mento de tal procedimento ; por isso digni-
se V. S. apromptar a gente de seu comman-
do para que com ella me acompanhe as ho-
ras a eima ditas. Dos Guarde a V. S. Da-
legatura desta Comarca o de de Janeiro de
1843. = Illm. Snr. Manoet Zetorino de Cas-
tro Pimente!, Dignisimo commandante des-
te destacamento. Pedro Gaudiano de Rates
e Silva. = Conforma Manoel Zetorino de
Castro Pimantel e Miguel Afonso Ferreira,
primeiro Comraadante.
officio de 4 do mez passado em que V. S.
pondera que duvidra proceder centra Joa-
quim Baptista de Mello Oxal na forma orde-
nada em aviso de 4 de outubro ultimo por
estar elle exclu Jo do Curso Jurdico por torga
do art. cap. 7.' do estatutos : Manda o
mesmo Augusto Senhor declarar a V. S. que
procede a suaduvida visto que comprehen-
dendo a junsd.go da congregago e do Di-
rector somante aos estuantes e tendo j a
quelle Oxal perdido essa qualidade, nSo podf
ter lugar contra elle o procedimento do decre-
to de 19 de agosto de 1837 para a applica-
gao d urna pena, que, alem disso, seria nesto
caso occiosa e inefficaz.
Dos guarde a V. S. Paiad do Rio de Ja-
neiro em 15 de tozembro de 1842 Candido
Jos de Araujo Vianna. Sr. Miguel do5a
cramento Lopes Gama director interino do
Curso Jurdico de Olinda.
tribnal"da"relacO.
SISSaO DE 28 DE JANEIRO BB 1 843.
O requenmento de habeas corpUsdn Mano-
si Ignacio de Freitas prezo as cadeias desta
Udade se mandou informar o juiz de di-
reito da villa do Pilar do Taip.
Na appellag5o civol Ha Comarca do Limoei-
ro, appellante Maria Francisca da Assump-
glo appdlado Thomaz Gomes de Araujo ;
escrivao Reg Rangel se manou ouvir o
Dr. Curador Geral.
"*"*------'-. .. -aneag .jiuikbw
INTERIOR.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 1 9 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm. Presidente informan-
do o requerimento do soldado Diogo Ramos
do Espirito Santo, que pedia sua exclusSodo
batalho de infantaria do guarda nacional des-
tacado.
Dito Ao coronel director interino do ar-
cenal de guerra para que houvesse de infor-
mar sobro as pertengOes de Hermenegilda Ma-
ria e Thomazia Maria d'Aquino.
Dito Ao inspector da thezouraria re-
quisando lhe a fd'officio do altores (hoje te-
nente ) Manoel Joaquim Madureira.
Dito Ao coronel chetoda legio d'Olinda,
fiignicando-lhe que em consequencia de
sua reclamago toita em officio de 17 do cor-
renta mandara por em Hberdade o guarda
Feiis Joze Honorato que fna recrutado.
Dito Ao major G. A. F. P. da Cunha ,
participando-lho quo o Exm. Sr. Preziden-
te levara ao conhecimento do Governo Impe-
rial oseo requerimento pedindo exonera-
do das commisOes,deque na qualidaded'en-
genheiro estava incumbido visto haver pas-
sado para o estado maior de 2.* classe. e que
em quanlo o mesmo Governo n8o tomava
a respeito urna deliberago devia continuar
em ditas commissfles.
Dito Ao Delegado do Termo do Recito ,
disendo-lhe que man 'ara assentar praga ao
recruta Liberato Joo Evangelista remetli-
do com o seo officio desta dala.
Portara Ao commandante do deporito,
mandando excluir com. guia de passagom pa-
ra o 2." batalhio d'artilharia a p o 1." sar-
gento addido Manuel Gongalves Sohreira.
Dita Ao major commandante interino
do 2. batalliao d'artilharia a p, authorisan-
do-< a receber com passagem o 1.* sargento
mencionado na precedente portara.
dem do pa 20.
Officio Ao delegado supplente do termo
delimito, aecusaodo o reccbmento de dous
desertores.
Portara Ao commandanteda eompanhia
de cavallaria ligeira de linha mandando dar
baixa ao soldado Felippe Joze do Reg Barros,
acolitando com praga em seo lugar ao paisano
por elle offerecido Marcolino Joze Ferreira.
CURSO JURDICO.
?2r'io nrp*ente a S. M- Imperador o
MARANH.\0.
Tendo a Assembloa Legislativa desta
provincia em sua segunda sessao preparato-
ria julgado monstruosa e nulla a eleigSo de
sena memhros toita o anno passado o Pre-
sidente da provincia ha por bem convocar
nova Assemblea Provincial para o dia 3 de
maio do futuro anno o ordena que se pro-
ceda a eleigao pelos actuaes eletores em con-
formidada do que dispute o acto addicional
constituigo do imperio e mais instrucgfles
e leis respectivas reunindo-se os Collegios
Eleitoraes no dia 5 de tovereiro prximo fu-
turo e fazendo-se a apuragSo geral na cma-
ra da capital no dia 5 de margo. 0 que tu-
docommunica Cmara municipal desta ci-
dade para sua intelligenci e devida execucSo.
Palacio do governo do MaranhSo em 12 de
dezembro de 1842Penando Joze Lisboa.
t-JLL ....... J---------n-'-niajLJi. unuiu
COWMUNICADOS.
Oemprego de estrangeiros ou a sua ad-
misso na nossa provincia, pelo Exm. Snr.
Presdanle o seu maior crime para a op-
posigao ( se este nome merecem quatro pre-
tendentes desesperados); entr. tanto que ,
para os homens pensadores, e amigos da pros-
peridade de sua patria esse o maior b^m ,
que elle tem pratcado durante a sua admi-
nistraco. O Brazil tem duzentas mil legoas
quadradas, e sendo osen solo to frtil em
vegetaes proprios s necessidades do homem;
to rico de ouro e de'diamantes e outros
mineraes preciosos, desde o seudescobrimen-
to pelos Porluguezes at o presante sua
popnlaco anda nao tem podido chegar a
quatro milhOs de individuos, inclusive os
Indios que pouco servem e antes nos a-
traso.
Os Estados-Unidos porem que apenas po-
dem rivalizar com o Brazil na fertilidade do
solo, sendo descoberto, quasi ao mesmo tem-
po sua populagao com tudo chega ao triplo
da do Brazil. A mesma desproporeo se en-
contra as sciencias e as artes ; veja-ie a
sua agricultura sua marinha mercantil e
de guerra seu commercio', seus estaDeleci-
mentos de earidade ; e finalmente o rgimen
enrgico e pacifico de seus governantes. E
onde estar a razo de tSo grande differenga ?
0 estrangeiro nos Estados-Lnidos como
em todas as parles do mundo que hoje sao
grandes as ciencias e as artes he olhado
pelo Nacional logo que ali chega como se
tora um orfo de pai e mfti, todos lhe esten-
dem a mo para o socorrer: (a) o rico o po-
bre o sabio cada um dado ali o desli-
no que lhe adquado ; ao pobre he offere-
cido o trabnlho segundo a sua industria;
ao rico o emprego seguro de seus capitaes as
vistas de que elle adquira e aecumule noves
capitaes ; ao sabio os meios desenvolver o
seu talento, na indagago dos agentes natu-
raes da felicidade humana. Emfim o estran-
(a) Com eftoito merce toda comtempla-
gaO aquelle que deixa sua Patria para ir
habitar oulro Paiz muitas zezes de deferen-
tes costumes de differenle lingoa e difle-
renle ReligiaO. ,
geiro ali nSo s acha a protecgflo das leis ,
que s3o as mais favoraveis possiveis respei-
to mas a de todas os Nacionaes que a por-
fa e mostro generosos, para com o seu hos-
pede. E o que tem praticadoo Brazil, para
com o Estrangeiro, desde o seu descobrimen-
to at o presente?
O* Portuguezes, os primeiros possuidores
do Brasil pela sua poltica entao de temor
e ambiguo alem de te re ni Os portos absolu-
tamente tochadosao Estrangriiro pintavao-^
o aos Rrasileiros de tal sorte que alguem
pensou que o estrangeiro era urna outra es-
pecie i cuja presenga bastava para nos of-
tonderemaltratar. Foi nesse estado, que
os Brasileiros principiar So a communicar e
a tractar aom o estrangeiro, depois que se
briro os portos em consequencia da inva-
s3o francesa em Portugal, e da retirada do
Sr D. Jo3o para a America do quo re-
sultou a mudanga da metropole de Portagal,
para o Brasil. A idea da nossa independen-
cia que logo se seguio foi mais um incen-
tivo para olhar-se como inimigo a qual-
quer estrangeiro : fallo com o vulgo. Nossos
legislatores at o presente pouco ou rtada tem
tratado desse negocio Nossas cidades mar-
timas verdade alguma vantagem ofere-
cem ao estrangeiro que dealgum modo po-
de-se estabelacer no commercio; mas nem o
commerciopndeadmittir maisdoqueum certo
numero limitado de individuos; e nem todos
os individuos tem as habilitages necessarias
para esse genero de vida.
Prescindndo do commercio, o que mais
pode atrairo estrangeiro no Brasil ? A agri-
cultura ? Nao. Todos sabem o quanto he
diflicil o estabelecimento na agricultura ,
quando se n8o tem algum fundo, para a com-
pra de trras e seus accessorios ; o systema
de arrendamento das trras nao pode convir
a ninguem, nio s pela demasiada dependen-
cia em que se acha o rendeiro para com
o senhorio das trras, que por nada o despe-
ja mas pela m qualidade dos terrenos, que
se arrendao que s^mpre s8o os piores com-
parativamente (b). E bem sabido o atrazo ,
em que se achBo no Brasil as sciencias e as
arles ; e por isso sem a protecgo e a-
nimagodo governo, n8o podem offerecer
vantagens ao estrangeiro. Alguns poucos
Brazileiros instruidos sao olhados geralmente
entre nos como os Zanges da sociedade !
um sabio no Brasil, se nao he empregado pu-
blico ou se n8o tem um patrimonio herda-
do morre de tome; as obras de sciencia an-
da n3o tem valor enlre os Brasitoiros e por
isso ninguem prope-se emprehendel-as :
ora se isto acontece com um Nacional, com
milito mais ras8o deve acontecer com um es-
trangeiro. Quanto s artes, ellas tem toda re-
lag8o com as sciencias : aonde se n5o faz caso
do homem sabio o artista he nada. Tudo o
que he bom das artes nos vem de fra ; e se
por ventura alguma cousa se faz entre nos ,
nenhum merecmento tem e he dado ao des-
preso se alem disto n3o se segu o ridicu-
lo. Aqui poderia eu por fim ao meu discur-
so porem como screvo com a intengSo de
nao mais escrever sobre este assumpto al-
guma couza ainda direi que comprove com
evidencia a excallencia da opiniao do Exm.
Sr. Presidente na admisso e alent dos es-
trangeiros de todas as classes no nosso paiz.
A historia do passado nos deve servir de
lig3o para o presente e o futuro ; recorrerei
pois a historia eahi acharei a solugao da
noisa questSo. Quando a Franga as suas
guerras de religiSo se dilacerava a si pro-
pria; quando a Fringa via em urna s
noite ( a de S. Bartholomeo ) matar-se per-
to de duzentas mil pessoas de todos os sexos,
e de todas as idadas pelo decreto fatal do fa-
tal do fanatismo de urna mnlher ( a rainha
Margarida de Mediis ) a Inglaterra ainda
que inmiga irreconciliavel da Franga de
bragos abertos recebe milhares de emigra-
dos francezes que espavoridos com a morto
nosolhos i8o ali refugiar-se, levando com si
go sua industria e sua riqueza. Deste a-
contecimentodata a grandeza de Inglaterra
na sua industria manufacturera : e sem dei-
xar de continuar no su prepsito para com
a Franga com esse facto deo mais urna 1-
g8o a sua rival. Carlos 12 Re da Suecia ,
que com a sua vangloria de invencivel fazia o
terror de seus viainhos Ievava a sua ira at
(b) Na Europa nao acontece outre tanto.
O sistema de arrendamento ali maullo difto-
rente do Brazil; porque na Europa os lavrado-
res nao &Q n? grandes proprictarios de trras,
e no Brazil pelo contrario estes sao" os que
nenhuma trra arrendad, p toda lavraporsua
conta. DigaO os nossos Srs. de engenho, e
os livradores de algoda.
a ) destronisamento de Pedro Grande na Rus-
sia : porem Pedro que via toda a sua grande-
sa e de sua patria na admissflo e emprego
dos estrangeiros por um lado sustentava a
guerra que lhe fazia Carlos, e por outro la-
do chamava de todas as partes o estrangeiro ,
dando por este meio vigor a sua nago na ar-
ti> da guerra at que depois de tantas ve-
zes vencido veio por fim a vencer o seu ven-
cedor dictando a lei por um tractado., a
aquellos ( os Suecos ), que outr'ora o despn -
savo por ignorante e fraco. Pedro Gran-
de para sua maior gloria nao teve somen-
te de arrostar nesie seu projeoto a guerra
que lhe fazia Carlos, mas a de um furioso par-
tidj de Nacionaes que algumas vezs se re-
voltara debaixo do pretexto de opposig3o ao
estrangeirismoe que alias linha sua frente
0 primognito, e a mulher de Pedro, a quem
elle havia repudiado. 0 cert he que a
Russia qiieento nao passava de urna na-
go quasi selvagem hoje v seu nome pro-
nunciado com espanto pela sua grande-
za, e civilisago E o que mais se pode di-
zer ? Que os exemplos cima demonstrados
no sSo sen3o consequencias necessarias de
urna poltica que tem por fundamanto a
mesma lei natural.
As NagessSo como as familias; e assim
deve ser : porque das familias que se fize-
r8o as nagOes. Assim como urna familia tem
necessidade para a sua illustragao e gran-
deza de admittir em seu seio pessoas estra-
nhas ; assim tambem urna nag3o precisa de
admittir, e empregar o estrangeiro, ecom
muita mais raz8o ; porque a nag3o hu-
ma sociedade muito mais complicada que
a familia. E' um dos primeiros deveres de
urna nag3o oemprego dos meios para chegar
ao maior grao de perfeig8o. O meio o mais
poderoso este fim sem duvida a admiss8o
e eroprego do estrangeiro. Pelo estrangeiro
se adquirem conhecimentos, que no naiz se
ignoravo. Alem disto o estrangeiro tem
de fazer umestorgo no paiz estranho sobre-
sahirao Nacin.. 1 de sua mesma prolissao j
porque de outra sorto elle n8o tirara vanta-
gem em concorrencia com o Nacional. 0
mesmo praticar o nacional com as vistas
de nao ser excedido pelo estrangeiro. Deste
interesse nascer necessariamente a emula-
g3o; e desta a perfeigSo da industria. 0 es-
trangeiro um produtor mais que tem a
nc8o que oadmitte: e si a maior riqueza
das nageies esl na raz3o directa do maior nu-
mero de seu produtores quanto mais estran-
geiros se admittir em urna nag3o mais rica
ser ella. Quem pois a vista de tantas pro-
vas dir que um erro ou espirito de es-
trangeirismo a admiss3o e emprego do es-
trangeiro.
Parece-me estar ouvindo dizer depois das
verdades que acabo de expor que n8o ea
admiss8o eo emprego dos bons e dos sa-
bios o erro, quo se combate; mas dos maos
e dos ignorantes ; e alem disto o facto de se
despedirem os nacionaes para empregarem-
se estrangeiros. Pois bem os maos estran-
geiros n3o podem ser conhecidos para nos ,
senao depois ;de praticarem toctos de mal-
dade ; como ajuizar da conducta deste ou
daquelle estrangeiro pelo simples facto de
aua presenga e de sua propria intormaco,
e quando muito da de um seu patricio,* ou
conbecido que sempre lhe ser favoravel ?
O mesmo acontece aesrea d'aquelle que se a-
presenta como instruido em alguma scien-
cia ou arte. Quanto aos quo so empreo com
prejuizodo nacional ; isto ainda nao aconte-
ceo na admnistrago do Exm. Sr Bar8o da
Boa-Vista : e quando acontecesse pela prefe-
rencia de melhores empregados urna vez
que a lei autorisasse para isso jamis seria
um erro e antes um acto de rigorosa justi-
ga. Muita gente antes quereria ser Cato ,
do que Cazar. 0 facto nico que allu-
dem nessa acusagSo, a demissSo do Sr. Fir-
mino do lugar de engenheiro e inspector das
obras publicas desta provincia, para ser em-
pregado diz alguem nos mesmos lugares
o Sr. Vauthier. A segunda parte he falga.
Quando o Sr. Firmino exercia os empregos
de que tora demttido, o >Sr. Vauthier j
servia juntamente com elle o lugar de enge-
nheiro ; e isto em consequencia de urna lei
provincia] ; como pois foi demittido o Sr.
Firmino, para ser empregado o Sr. Vauthier
no seu lupar ? Quem se pode dizer, que subs-
tituto ao Sr. Firmino foi o Sr. Coronel Jos
de Barros que depois da demissSo do Sr.
Firmino passou ser o cheto da pepartigo
das obras publicas ; mas o senhor Jos de
Barros he tanto Nacional como o senhor
Firmino, e por isso nada ha a notar de
estraugerismo na demissSo de,um *e na
admisso de outro. O meo propozito nao
tratar de particularidad** que nna.*8o olfon-


der I
omittire
&
Iguem individualmente ; e por isso
as circunstancias deste negocio, bem
que a rfl< o Pezar algiima cousa disse a respei-
to. Em condumio : o eslrangeristno nao po-
de de ne ihurji modo ser imputado ao Ex. Sr.
Bario daB .a-vista: os seos precedentes, em sua
vida publica muito o abono e os seos pro*
prios inimigos 'ida nao n-igaro esta verda-
de i paos seos principios sampre patri-
ticos, poude chegar ao cumi de gloria e
da grand ;za qu) tora ella ellavado ; j pela
opinio publica na votacai sucossivas; j p;la opinio do Go-
verno supremo na confianga que lhe tom
prestadoj. para o emprego de l'rezidente des-
ta provincia em trez ministerios sucessivos :
sena P'J' mais que demancia o supor-se
nelle urap mudanza, para o estrangerismo ,
cujo resultado desgragadissimo urna crianca
prevera. Feliz do Brazil sa como o Exm.
Baroda R>a-vi dentes, relativamente a admisso, e emprego
doestraijigeiro.
*
dizia um) que o Exm. Barolangou na mi- lameagas que tcm dcixartoescapar e ver5o do
A expssigo qu a pouco fez ao publico Vi-
cente Tavares da Silva outr'ora commandan-
te cheto dos Cabanos e que.apparace trans-
cripta no Diario n. 7. he urna prova incon-
tesUvel do grande e importantissimo servido
que a esta provincia e a das Alagoas acaba
de prestar o digno e muito estimavel pre-
feito do Hospicio de N. S. da Ponha o padre
Fre Placido de Massina: este servido he de
tanta rmgnitude segundo meu fraco modo
de entender, que deve (car gravado na lem-
branga nao s dos Pernambucanos e Alago-
anos como de todo o Brasileiro dotado de
intenges rectas e verdadeiro amante do
seu paz. Praza a Deosque este bem inten-
cionado religioso tenha companheiros que o
saibo imitar e que o governo continuo a-
proveitar-se desta religiosa corporagao para que
por meio della se desvaneci os serios receios
que noscausavo aquellos vndalos.
francisco de Barros Reg.
CORRESPONDENCIA.
Senhores Redactores.
Como me acho envolvido em urna luta, que
muito interessa ao publico saber do seu re-
sultado apresso-me a declarar que segun-
da vez chamei a responsabilizado pelo juizo
municipal da primeira vara Luiz Ignaeio R-
beiro Roma editor do D-n. ou quem quer
que elle appresentar orno responsavel pela
insolente carta contra mim dirigida ao Exm.
Presidente da provincia e publicada em o
. 17 do referido Diario. Com esta sao trez
as accusagas que tenho de apresentar no
tribunal do jury para onde convido a todos
os meus inimigos e calumniadores, assim co-
mo tambem os inimigos do Governo quaes
quer que sejo os seus talentos coragem e
valenta (se he possivel que elles possuo
alguma d'estas qualidades).
Quem tiver dezejos de escrever seu dicterio
ou calumnia no D-n. contra mim escreva
muito embora mas fique certo, que nao
ficar coaxando na manso do ropouso : ir
inevitavalmente ao jury e la ser (breado a
dar urna prova decisiva de sua capacidade.
Tenho Srs. Redactores a bondade de por
noprelo estas linhas do seu assignante.
Francisco Carlos Brandw.
Bam digo eu, Snrs. Redactores, que a op-
posigo actual de Pernambuco he capaz de fa-
zer seguir o partido do peor governo ao homem
menos condescendente : cada vez estou mais
firme na minha opinio porque cada vez
mais me d ella provas da sua inepcia e m
f de sorte que quanto mais trabalha por ga
nhar torga tanto mais derrotada fica. Ahi
est o artigo em que o intrpido no D -novo
dohontem traz um cathalogo das demisses ,
que tem servido de continuo estribilho para
as lamurias da opposigo ; que me d sobeja
prova do que digo. Contar-Ihes-hei o que
me succedeo com o tal artigo visto como a
historia nao he destituida em todo de alguma
rraga. Achava-me em companhia quando
me Yeio s mos o tal D.-novo passei-lhe os
llns e puz m* a rir. Pergunto-me por-
que rio ; respondo : das asneiras de um ar-
tigo que aqui vem e que seno he do intr-
pido do diabo he que Ihe toma a pello : e
com efleitovou ao final, e l deparo com a he-
dionda assignatura. Oh inaprociavel intr-
pido! nem outro podia ser esta assignatura
sopor si he um thesouso Depois de mui-
j gargtllUrd* i com voz tattligiv| r> artign.
que foi analizado e comentado por todos. A-
nroveite Pois 8S ideiasemittidas e aqui Ih'as
exponho. Pois sao estes os pais de familia ,
zeria com as suas demisses ? E esses. dizia
este sao os lugares que davo a subsisten
cia s familias dos que os oceupavo.' Se o
Exm. Baro d*mittisse alguem por desafeico
ou inimizade dizia um velho, contara elle
no numero dos que Ibes fazem guerra uns
poucos do empregados cuja conservago de-
pende do seu arbitrio ? E nao ser por bon-
dade de corago que elle, nao obstante essa
guerra deixa que continuem a ser empre-
gados creaturas que lhe sao intonsas e que
multas nenhuma consideragao poderio me-
recer nem mesmo pelo lado de amilia ?
Muitas vezes o tenho eu censurado desta ni-
mia bondade, lembrando-me queaquelleque
aquece a cobra est mais sujeito a ser por
ella mordido. Outro dizia : aquellos vales
quo passou o thesourciro F. nao serio mo-
tivo para a sua demisso se a compaixodo
Exm. Baro pela sua familia lhe nio valesse ?
o alcance da caixa de certo batalho que se
remediou sem prejuiso do mesmo batalhio
nao deilaria a oerder o competente responsa-
vel se igual attengo Ibe nao valesse ? outro
desfalque em urna das caixas do arsenal de
guerra nao teria perdido o figuro alcangado,
se igualmente porcompaixo senSo remedias-
so o caso ainda que sem prejuiso da caixa ?
Estes n'outros casos menos importantes ,
Snrs. BR. deixaro um amigo meu presente,
que mora no certo todo pasmado o para
melhor o convencer passei emresenhaen-
t5o os demittidos por este modo.
O Snr. tenente coronel do batalho de 0-
linda demittido do lugar de sub-delegado de
Maranguape portou-se de tal maneira no seu
lugar relativamente ao delegado que vviSo
em continuadas contestages; era precizoque
um deixasse o lugar para que o servigo pu-
blico poderse fazer-se regularmente : o Snr.
Chefe de Polica a quem o delegado recor-
reu exsminou o fado e propoz a demisso
do Snr. Souza LiSo e esta foi aprovada por
S. Ex. Pode elle ser censurado por esta de-
misso ? He por ventura o Snr. Souza Lilo
algum misoravel ou ter-lhe ha essa demisso
tirado o pao ? E quando assim fosse deva
ser conservado um empregado, que nao que-
ra seguir as ordens do seu superior ?
0 Snr. Barboza demittido do lugar de com-
mandante delegio de Flores to bem ficaria
sem pao ? Denunciado por algumas authri-
dades da sua Commarca e da limtrofe de in-
teligencias com os conspiradores de c e de
conivenria com os revoltosos do Ex como
depois claramente provou a sua conducta o
Snr. Barbor.a nao podia ser conservado por
Presidente algum ; foi portanto demittido
om a maior justiga e com todo o diroito da
parte do Exm. Presidente.
0 Snr. Florencio to bem tirara a sua sub-
sistencia do commando do esquadro da G.
N. desta Capital de que foi demittido polo
Exm. Baro ? Nao; e todava he esta urna
das demisses que mais prova a imparcialida-
de do Exm. Presidente; pois que nao obstan-
te as relagoes que havio entre ambos sou-
he esquoce-las para fazer lemhrado o Snr.
Florencio de que nunca se deve ser desat-
teneioso e insubordinado para seus superiores
de qualquer cathogoria quanto mais para a
primeira authoridade da Provincia. Todas
estas demisses sao legaes e to frequentes
que s a inepcia do intrpido as poderia tirar
a terroiro como arbitrariedades escandalosas.
Tal vez se possa dizer que alguns Ministros
( Presidentes tem desta faculdade abusado
com excesso, como por exemplo o Snr. Lim-
po de Abreo Padre Alencar Dr. Franca ,
todos coritous da opposiejio ; mas essa censu-
ra nem de leve cabe ao Exm. Baro.
A demisso do sub-delogado da freguezia
do Cabo o Snr. Estevo Velho Barreto, pri-
mo e amigo do Exm. Baro e filho do .Snr.
Podro Voltio Barreto To e amigo do mesmo,
e ambos moradores no engenho Trapxe do
Cabo sua propriedade, to bem seria urna
arbitrariedade que revoltou a gente da oppo-
sico de Pernambuco ? Pois bom; essa mes-
mo nao foi arbitraria nem caprichosa. O
Snr. Estevo a pezar do parentesco e amiza-
de que o unia ao deiegado do Cabo que he
o Snr. Manoel do Bago irmo de S. Ex. ,
nao eslava na melhor intelhgcncia sobre o
servigo com o delegado : este representou
ao Chefe do Polica que propoz Presiden-
cia a demisso do sub-delegado, a qual foi
aprovada por Sua Etc. Ficou o Snr. Este-
vo sem pao ? A proposito do Snr. Estevo,
direi sucia do D.-novo que nao se persua-
do angarear enm esse farisaico interasse ,
para o seu partido nem o Snr. Estevo nam
s.'u honrad pai o Snr. Pedro Velho que
minea ser contra o seu prente o Snr. Ba-
ro da Boa-vista ; se querem desonganar-se
fago a sua xperiencia reaiisem essas vagas
quo lado so acharo essea Snrs. e se a avan-
gada idade do Sur. Pedro Velho, o impede de
p>-seaolado de s"u sobrinho. Nao, intri-
gantes ; outro rumo !
Ainda, Snrs. RR.. me falta fallar nos Snrs.
Firmino Mouras pai e filho e nao sei se
mais alguem. 0 Sur. Firmino foi demittido
do lugar que oceupava por ser desatencioso
contumaz para com a primeira authoridade da
Provincia: estava em um lugar de commiso;
e o Exm. Presidente podia demittilo: tolo;
eslava no seu direito Nada direi sobre os
seus servigos como militar e muito menos
sobre sua capacidade como engenheiro ; mas
posso affirmar que alem do seu sold por
cujo fado somonte j nao ficava sem pao ; o
Snr. Firmino nao est to pobre, que excite
ompaixo. O Snr. Moura pai nao podia li-
car na repartigo pelo seu estado valetudina-
rio ; e de mais consta que nao est em pobre-
za : se foi bom ou mau empregado nao me
metterei a decidi-lo. Quanto ao Snr. Moura
filho he urna indignidade querer o D -novo
attribuir inimsade do Exm. Baro com o
Padre Vluniz o nao ficar elle empregado. Es-
so mogo deixou de ser empregado porque
nao havia lugar para elle ; a repartigo foi
reformada, o numero de empregados era
maior do que o necessario : o que cumpria fa-
ler ? deixar alguns de fra ; foi o que acon-
zeceu e a sorte cabio no Sur. Moura e em
mais alguns sobre quem era menos sensivol
quo cahisso e nao licaro morrendo de tome.
Creio pois que tenho raso quando digo que
a opposigo ao Snr. Baro s^rve de mostrar ,
quanto tem de illustrada a sua administra-
gao. Tanta bulla se tem (afta com as demis-
ses; tantos pais de'familia so tem inculcado,
que se acho morrenda tome em consequen-
cia dessas demisses, quo tal vez alguem me-
nos informado dos negocios Provinciaes pos-
sa acreditar nessas perfidias da opposigo ;
poreni ella mesma quiz dar occazio a que se
lhe mostrassea sua falsidade, apresentando a
relaglo dos demittidos sobre cuja materia
muito teria ainda a dizer se nao quizesse
poupar-me individualidades e nao bastas-
se o expendido para deixar desengaado o
leitor de boa f. Nao ha ahi nem pao tirado,
nem capricho, nem arbitrariedade; he quan-
to basta. Em outra correspondencia lhe di-
rei duas palavras sobre a influencia do Snr.
Baro nesta Provincia, e de suas relace com
seus Prenles. Queiro Snrs. RR. &c. &c.
O Eparninonas.
Sr. Redator. = Lendo o seo eslimavel Dia-
rio n. nello vi um excellento artigo do Ca-
rapuceiro : conego-lhe ingenuamente que
rnuito gostei nao s do assumpto, como do bel-
lo frsziado; finalmente mo de mestre, e hra-
go do gigante: todava notei que o Hlm.
Sr. Carapuceiro talhou carapugas mais fortes
para os Juizos de Direito porcabalarem as
suas Comarcas para serem Diputados : e diz
S. S. qu desta maneira um Juiz nunca po-
der administrar Justiga aquellos de quem
doponde: bem tem S. S. carros de razo ,
eeu acrescenlo mais que o Juiz, que pede vo-
tos e cabala em sua Comarca dograda-se in -
teiramente. Mas S. S. j que corajozamente,
como costuma deseja acabar com urna poli-
tica ou negocio que he o mesme que tan-
to mal nos faz porque motivo nao bate aom
torga a origem destes males ? Ou S. S. pode
bate-la ou nao : se pode d-Ihe que ter
os agradecimentos do Brazil inteiro ; so no
pode ento os Juizes de Direito tambem
o filhosdo Brazil e por consequencia tem
Direito a aquellas couzas que os mais tem.
S. S. pretende ,que os Ju'zos de Direito dei-
xando de cabalar em suas Comarcas se tor-
nro independentes podero administrar a
Justiga com rectido, e por consequencia ac
bar-se-ho os males que nos afligem, por ser a
parte Judiciaria a de mais pezoem semelhante
negocio. S S. tem muita raso; mas permi
ta-me dizer-lho que talvez se engae, ou
eu palos motivos que pens, segundo o meo
juizo ; eu o cazo. S. S. ha-de conceder-
me que, nao entrando as cabalas das Comar-
cas os Juizes de Direito ellas sempre so fa-
ro e ho-de aparecer os seos muito respei-
taveis Chetos : S. S confessa que os Che-
fes das cabalas tudo podem porque do (JO
votos para Deputados e mais : S. S. sabe a
torga que tom um Sr. Deputado no Brazil, e
para nao mortilica-lo dir-lhe-ei que um Sr.
Deputado tem bindeiras cahidas e tambor
batente em passo ordinario: ora sopunhamos,
que os Illms. Snrs. Chetos das cabalas las Co-
marcas nrdeno a um pobre e solitario Juiz
de Direito quedespronuncie aos muito dignos
u. E o T. porque sao do seo lado tem
.-ervicos, que acabala he para G que tu-
do pode e quo oile Jui deve comparecer
com a gente como dizem ; e o tal Juiz de
Direito diz-lhes um redondo e forte-no que-
ro nao despronuncio por ser contra o Direi-
to : e esses Srs. Chetos zangados com o atre-
vimento do Juiz de Direito como costuroo,
negocio com um Sr. candidato seguro e cer-
Jto para lhe darem os 60 votes da Comarca ,
alem da transago oom outras Comarcas, pa-
ra que apenas Deputado, remova media-
tamente o tal Juiz de Direito : diga-me S. S.,
sahin Jo o tal candidato Deputado fica remo-
vido ou nao, o tal Juiz de Direito ? Sa S.
S. consultar os nossus negocios ver que
sempre tem infelizmente aparecido a afirma-
tiva em semelhantes negocios. E sendo as-
sim o Juiz de Direito que substituir ao remo-
vido se arriscar a urna remosso sem proveito,
e antes muito despendioza:1 Alem disto como
nao quer S S. que os Juizes de Direito caba-
lem para serem Diputados quando elles sa-
bem verdaderamente que sao os Diputa-
dos os tolizes independentes sao os Depu-
tados os primeiros nos despachos as hon-
ras as decoragas e finalmente sao os Da-
putados os nicos ilhos, do Brazil*
Ora dganme S. S se um Juiz de Direito ti-
ver a certeza quo sendo virtuozo em seo lu-
gar, nao ser preterido as honras na sua
antiguidadee servigos nao sofrer remoss-
es ser ouvido inda quando hajo as taes
queixasdeorelhas o finalmente ser despa-
chados em forma quer seja Deputado quer
nao pensa que se importar nunca de ser
Deputado ou Senador e ter medo de fa-
zer Justiga ? De certo que nao : por tanto
corte S S. tambem esses pedacinhos de ca-
rapugas que os acho dignos da imparcial e
illustrada penna de S. S. e eu me contogarei,
como sempre, um admirador da coragem e
virtude que horno a digna pessoa do S. S.
Queira Sr. Bedactor enserir em seo sempr e
iouvavel Diario estas linhas mal toitas de um
seo Amigo e Venerador.
O Pobre homem.
VARIEDADE DO CARAPUCEIRO
O Fatalismo.
Existe entre os Muzulmanos um genero
muito commum de bravura que deve o seu
nascimento ao fatalism-), a esse systema, que
faz crer que todos os nossos dias sao con-
tados ; que urna cadeia invisivel nos conduz
a um Om que ignoramos e que de tal sor-
te est marcada, e fixa a hora da nossa mor-
te que nao ha temeridade era prudencia,
quo a posso acelerar ou retardar uras
instante. Fcil he conhecer, que tal opinio
torna o homem inaccessivel ao temor; porque
em verdade se o perigo que nos assusta, nao
tem de ser-nos fatal, segundo os decretos do
destino do que serve tmelo? E se est es-
cripto que nos ser funesto que aproveita
fogir-lhe se nao o podemos evitar.
Este systema he capaz de produzir as mais
absurdas consequencias ; porque o homem
assim conduzido pelo destino nao he mais ,
do que urna machina a su'alma he urna es-
crava a sua vontade urna simples mola. He
verdade que em todos os tempos esta ideia
teve celebres partidistas : ella parece harmo-
nizar com as noces de ordem que rege o
universo e com as da presciencia de Dos :
e cortamente qual o homem que acreditara
em profetas em orculos em agouros e
presagios se nao pensasse, que o futuro era
antecipadamente regulado, e todos os acnteci-
mentos futuros escriptos em o livro do destino?
Appareceo em os nossos tempos um homem
extraordinario que impelido por esta crenca
asmis arrojadas emprezas e na persuaso
de que nada podia mudar a sua sorte, nao co-
nhecia obstculo que lhe estorvasse o passo,
nem perigo que fosse capaz de oapavorar :
o impulso da sua ambigo parecia-lhe um man-
dado do genio que o conduzia por urna car-
reira de gloria cujo fim e termo lhe nio
ero desconhecidos. Tal era Napoleo. Um
dia tendo escapado s consequencias d'uma ter-
rivel conjurago contra a sua vida, como quer
lhe representassem o ter-se exppsto impru-
dentemente e sem necessidade aos golpea ,
que lhe preparavo ; respondeo : se elles me
atirassem talvez ferissem. ou mesmo matas-
sem a algum dos meus ajudantes de campo !
E porque nao a V. Magestade ? (Replicrio-
lhej. Porque pens que ainda nao he tem-
po [(disse elle). Accaso credos que atribua
a n.iR! se minha habilidade as cousas ex-
traordinarias, que tenho feto ? N'>: um po-
d r superior me impelle e me leva a um fim,
que ignoro : em quanto eu nao chegar a essa
i..ota serei invuhieravel : logo purera, que
deixedeser necessario urna mosca bastar
para me fazer baquear. Este (acto ISo sin.gu
MUTILADO



lar quanto verdadeiro explica muitosenigmas;
porque que perigo que obstculo, quecon-
celho poderio embargar o passo a um homem,
que estava penetrado de semelhanle ideia ?
Toda a trra sublevada poderia por Ventura
parecer barreiraa urna ambicio, que elle linha
por inspirada pelo co, e decretada pelodestino?
Se por fatalismo entende-se como muitos
ten entendido, a Providencia ; mas urna Pro-
videncia que nao destroe a liberdade do ho-
mem nem intervem immediatamente em
todas as acges humanas nesto caso nao ha
CUrisio que nao seja fatalista e at mui-
tos filsofos pagaos o foro neste sentido. For-
va Chrysippo : rasSo eterna da Providencia,
o intitulava ZenSo : e o grande Gicero vonta-
de eflcaz do Ente Supremo encadeamento de
usas segundas libadas pela vontade do Ar-
bitro de todas as cousas. Mas se por Fatalismo
se entendeuma potencia distincta e separa-
da de Dos nada ha mais absurdo ; pois he
o mesmo que o Atheismo desta ou daquella
maneira.
O Evangelho nos ensina, (e a simples raso
o demonstra) que se nao move a folha d'uma
arvore sem a vontade do Pai celeste : mas is-
to nao quer dizer que Dos entervenha em
tudo por Ma immediata vontade ; pois tal dou-
trina destruira o livre arbitrio do homem, e
tornara Daos auctor assim do bem, como do
mal. Muitas cousas Dos quer outras ape-
as permitte. Entretanto o fatalismo he abra-
cado por muita gente que alias blazona de
boa Christ. Nada lia mais ordinario do que
ouvirporahi fallar na sina de cada um ; por
que nao ha meio mais obvio e mais fcil de
deseaptivar-se de culpa. Se dei em ladro ,
em salteador, em malfeitor, em homicida nao
foi pela m educagSo que me dero pela
ignorancia, em que me deixrSo pelos mos
exemplos, e ms companhias : he sim porque
j nasci para isso e necessariamente heide
cumprir o meu destino. Quantos absurdos se
nao seguem dade se o homem est irremediavelmente
sujeito imperiora lri do seu destino onde
est o mrito, ou demerito das nossas acces ?
Todas as leis penaes sao urna horrivel tyran-
nia por isso que castigSo aceces que neces-
sariamente se havio de fazer. Em tal systema
nao se pode admittir liberdade ; e assim co-
mo o cao morde o boi marra o gato arra-
nca o cavallo eseouceia &c. sem conhece-
rem o que fazem este homem furta, aquelle
mata, &c. &c. ; porque j nascero para isso,
e hSo de necessariamente cumprir o seu lado
Noconheco doutrina mais favoravelas nos-
sas paixes e aos nossos erros e quo mais
lisonjeie o amor proprio dos pais que se de-
leixSo a respeito da educado de seus filhos.
3No ha mais do que deixalos redea solta.
Se procedem mal se se arremesso no loda-
zal de todos os vicios e d'ahi passo a co-
metter todos os crimes ; nao ha rasSo de
queixa tal era a sua sina de maneira que
segundo este systema horroroso ou nao e-
xiste Dios ou se existe he um ente essen-
cialmente mo ; por que cria homens para
serem irremediavelmente perversos e des-
gragados.
A falsidade de tal doutrina todos os dias se
observa na grande differenga que vai d'um
menino de boa e cuidadosa educado a
outro deixado de mo e mal criado Pois
he crivel, que por via de regra a m sina
recaa sobre o segundo e nio sobre o pri-
meiro ? Donde sahem commumente esses fac-
cinorosos, esses sicarios assolados esses
malfeitores que se torno terror e flagel-
lo da sociedade se nao d i classe dos vadios ,
peraltas e mal educados ? Quem duvida ,
que a ignorancia he occasionada a mil cri-
mes ao mesmo tempo que a illustraco e
a sabedoria abrem o caminho a todas as vir-
tudes ? De mais se todas as nossas acges sao
efTeitos necessarios do deslino de cada um ,
por que he que tanto nos atormenta o ac-
leo dos remorsos, toda vez que obramosmal ?
Quanto ao termo da nossa existencia he
verdade que he necessariamente limitado ;
e que Dos omnisciente o conhece desde toda
a eternidade; mas isso nao embarga a que o
possamos abreviar ou prolongar at certo
ponto. Aquelle, por ex. que se entrega
crpula e a toda a laia de intemperanga,
encurta os seus dias pelo contrario o homem
sobrio, e que passa urna vida laboriosa sim ,
mas regular chega quasi sempre a urna
longevidade espantosa. Quando meapontSo
um sujeito crapulosa e que ha chegado a
un* idade avanzada so o que reconhego
noste fenmeno he a forca do seu tempera-
mento e concluo que tal seria a sua du-
raco so elle em vez d'estragar-se fosse
um homem de vida regular, e honesta Fi-
nalmente o Fatalismo he a doutrina mui com-
moda de toda a gente corrompida e m.
0 homem de bem confia na Providencia ,
cruza-se a seus inexnrutaveis designios e
faz da sua parte quinto poude para evitar o
mal, e conseguir a felicitado.
COM HERCIO.
ALFANDEGA.
Kendimento do dia 28........ 4:809*166
DESCARREGA" HOJE 30 DE JANEIRO.
Barca ingleza = W." Russell = farinlia de
trigo.
Barca sarda = Paquete de Trieste = farinha
de trigo e vidros.
Brigue americano = Sterling = breu e fa-
rinha;
Barca americana = Globe = farinha bola-
xinha e barricas abatidas.
Barca = Rambler = carvSo.
Galera = Iris = carvao.
PRAQA
DO RECIFE 28 DE JANEIRO DE 1 843.
Revista Mercantil.
Cambios Tem havido transares regulares
a 27 1|2 d. poa 1*.
Algodo = Nao" tem havido entradas e o
prego he nominal.
Assucar = As entradas da semana farad re-
gulares. Pagou se em ca xas a 1050,
sobre os ferros, porem achando-se
prompos a sabir alguns navios as
vendas dos ltimos dias da semana nao
nao excedern a lj.
Couros continua" a ser procurados de 142
a 145 res a libra.
Azeito doce = Vendeo-e de 1850 a 1*900
jalao.
Dito de peixe = dem a 800 dito.
Bacalho = 0 deposito acha-se reduzido de
700 a 800 barricas o. esta-se reta-
Ihandoa ib (too.
Carne seca = Conserva os mesmo precos e
o deposito anda por 38:000 (ti).
Carneiras Francezasde corea = Venderfio-se
de 18,y a 20* a duzia.
Cha Hysson e Perola = dem a 1*800 a Ib.
Cerveja branca = dem a 4*600 a duzia.
Farinha de Trigo Ha em primeira mo cer-
ca de sete mil barricas, e tem-se ven-
dido a retalho de 14* a i8f res.
Dita de mandioca = Vendeo-se a 3*200 a
saca.
Folha.de flandes = Idem a 220000 a caixa.
Manteiga Franaeza aa Vendeo-se a 500 a Ib.
a retalho.
Sal estrangeiro = dem de 800 a 900 res o
oalqueire.
Vinho de Lisboa = dem a 125* a pipa.
Velas de espermacete = dem a 060 a Ib.
MOV1MENTO DO PORTO.
Secretaria da Thesouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco 25 de Janeiro de
l843.=0 Secretario Luiz da Costa Porto Car-
relro,
ESTRADA DE PAO D'ALIIO.
NAVIOS SAHID0S NO DIA 27.
Rio de Janeiro ; barca americana Osceola ,
cap. YY. P. Whipple, carga o resto da que
trouce de Philadelphia.
DITOS SAHIDOS NO DIA 28.
Pesca ; hiate brazileiro Ligeiro cter bra-
zileiro Viva.
DITOS ENTRADOS NO DIA 28.
Cear ; 21 dias, cter de guerra brazileiro
Esperanca de Biberibe commandante o
i." tenente JooManoel de Moraes Valle.
EDITA E
= V. T. P. de F. Camargo inspector
d'alfandega <&c. Faz saber, que hoje 30 da
corrente mez se ha de arrematar em hasta pu-
blica um barril S. M., S. N., vindo no bri-
gue Portuguez Africano, entrado emjunho
do anno passado consignado ordem con-
tendo 20 libras de carne ensacada pelo pre-
go de 320 rs. por libra cuja venda j foi an-
minciaem edital de 10 dias. Alfmdega 27
de Janeiro de 1843.
V. T. P. de F. Camargo.
O Illm. Sr. Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes manda fazer publico; que
em comprimento do officiodo Exm. Presiden-
te da Provincia desta dacta ser arrema-
tadas quem por menos fizer no dias 3 ,
4 e 6 de Marco prximo vindouro as
obras da primeira e segunda parte do 6.* lan-
co da estrada do Pod'Alho ; esta oreada em
16:876*068 rs. e aquella em 12:830*400
as quaes serexecutadas conforme as con,li-
en is abaixo transcriptas e segundo os per-
fiz e plantas respectivas que se achSo paten-
tes a quem as quiser consultar em O gabinete
do engenheiro em chefe das obras publicas.
Os licitantes habilitados na forma da lei,
devem comparecer nesta thesouraria nos dias
indicados.
6.* unco 1.' PARTE.
Condicoes para a arremalacao da dita abra.
1. Os trabamos e obras d'esta porco d'es-
trada ser" feitos pela forma, de baixo das
condicoes e do modo indicado na descripeo
annexa do orcamento as plantas geraes e par-
ticulares prfiz longitudinaes e transversa-
es assignados a 29 de Dezembro de 1842
pelo engenheiro em chefe das obras publicas,
eaprovadas a i2 de Janeiro de 1843 pelo
Exm. Sr. Presidente importanto o dito or-
camento em Rs. 12:830*400 sendo incluidos
nesta quanlia 10 por cento em beneficio do
arrematante.
2. O arrematante far estas obras e traba-
dlos de baixo da direcgo e instruego do
engenheiro em chefe das obras publicas que
as vigiar por si ou por intermedio de um
agente desta repartido a quem elle a en-
carregar subraetendo-se tambem as mudan-
cas que o engenheiro em chefe ou seu dele-
gado prescreverem na forma das obras, ha-
vendo indemnisagfio ou abate proporcional
quando augmentera ou diminuaO as despezas
por causa das ditas mudanzas e sob pena
de serem demolidas as obras feitas de modo
contrario descripco e as instrucc<5es do en-
genheiro em chefe ou seu delegado.
3. O arrematante nSo poder empregar as
obras materiaes nenbuns antes de serem
elles acceitos pelo engenheiro em chefe ou
seu delegado sob pena de serem as obras de-
molidas : os materiaes ser* visitados pelo
engenheiro em chefe ou seu delegado no pra-
so de urna semana depois da participarn
feita pelo o arrematante da chegada dos ditos
materiaes e os regeitados serO immediata-
mente transportados para fora da estrada.
4. Para a direccjSo das obras de pedreiro na
sua arrematado comprehendidas dever o
arrematante empregar um mestre pedreiro
tendo a precisa idoneidade.
5. Em todos os pontos onde a estrada no-
va coincide com o caminho actual dever o
arrematante, durante todo o tempo das obras,
dirigir o servico de modo tal que haja sem-
pre um transito fcil, seja na estrada nova, seja
no caminho actual n'huma largura de 20
palmos.
6. O arrematante comegar as obras o
mais tardar no praso de dous mezes depois
da parlicipaciio que lhe for feita da appro-
vacjio d'este contracto pelo Governo, sob
pena dejwgar a multa de um cont de rs. e
de ficar^sm effeito o presente contracto.
7. As obras constantes da presente arre-
mataejio dever" ser acabadas no praso de 15
mezes contados do dia. da sobremencionada
participar; fin.
8. Faltando o arrematante a prehencher a
precedente condigno as- obras passard so
bredeciso do Presidente da provincia a ser
executadas em administrago custa do ar-
rematante e pagar para os cofres das rendas
provinciaes urna multa de um cont de reis
9. Quando cstiverem as obras acabadas ,
serio ellas provisoriamente receidas por um
termo lavrado na competente repartigSo pelo
engenheiro em chefe e o inspector fiscal, fi-
cando o arrematante responsavel pela invaria-
bilidade e conservaco das obras durante o
espago de um anno depois da dacta do pre-
cedente termo, e sendo obligado a fazer a sua
custa n'este praso todos*os reparos que preci-
sarem afim de serem definitivamente as
obras entregues em perfeito estado de conser-
rago.
A entrega difenitiva das obras ser feita
por um segundo termo da mesma forma do
que o precedente.
10. A importancia da arrematadlo ser
paga em quatro prestagdes ; a primeira de
tres decimos do valor da arrematadlo e pa-
gavel quando cstiverem acabados os dous ar-
ta ultima condigSo sobre a sommr
restante
para se completar o saldo da ar 'ematagao
quando passarem as obras a ser a ministra-
das.
12. Para aerecuga do disposto pelo pra_
sent contracto o arrematante se sugeitar
inteiramente as decisOes provisorh 9 do en-
genheiro en chefe e as definitivas do Presi-
dente da provincia sem recorrer em caso nen-
hum aos tribunaes ordinarios. I lepartiga"
das obras publicas 12 de Janeiro de 1843.
O engenheiro ei i chefe
L. L. Vauthier.
ESTRADA DO PAO DO ALHO.
6. lanco > 2." parte.
As condieges para a errematacSosSo as
mesmas da 1.* parte com a difirenos das im-
portancia do orcamento, que he de res
16:876*068.
aa O Illm. Sr. inspector da thesouraria
das rendas provinciaes manda fazer publico ,
que em cumprimento do officio do Exm. Pre-
siden to da provincia de 13 do corrente vai
novamente praga para ser arrematado a
quem por menos fizer, o fornecroonto do li-
jlo para a ponte do Caxang sobascondi-
gOes publicadas no n. l6desto Diario; e bem
assim o fornecimeuto da cal e das madei-
ras precisas para a mesma ponte, sob as con-
dieges transcriptas no n. 18.
Os licitantes devidamente habilitados de
fiadores idneos devero comparecer nesta
thesouraria nos dias 27, 28 o 50 do corrente.
Secretaria da thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 19 de Janeiro de
1843. O secretario, Luiz da Costa Por-
tocarreiro.
= O Illm. Sr. inspector da thesouraria
das rendas provinciaes manda fazer publico,
que em cumprimento do ofilcio do Exm. Pre-
sidente da provincia de 15do corrente, vo
novamente praga para ser arrematadas a
quem por menos lizer, as obras da estrada do
Kecife para Ollnda pelo val da Tacaruna e
dos reparos do atierro dos Afibgados aponte
do mesmo nome: esta orgada na quanlia de
12:598*000 rs. e aquella na de 39:996*880
rs., conforme ascondigoesabaixo transcrip-
tas ( vejo-se as condigoes no Diario n. 15)
e segundo os respectivos orgamentos, perfis,
e plantas que se acho patentes a quem as
quizer consultar em o gabinete do eagenheiro
em ehefe das obras publicas.
Os licitantes, devidamente habilitados de
fiadores idneos devero comparecer nesta
thesouraria nos dias 17, 18 e 22 de feve-
reiro prximo vindouro.
Secretaria da thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 16 de Janeiro a*e
1843. O secretario Luiz da Costa Porto-
carreiro.
DECLARARES.
eos ou a metade dos atierros; a
secunda
igual a primeira quando estiverem feitas am-
bas essas partes da obra ; a terceira igual as
outras quando se lavrar o termo de recebi-
mento provisorio deque tracta o precedente
artigo ; em fim a quarta e ultima de um d-
cimo somente do valor da arrematagSo quan-
do se lavrar o termo de recebimento defini-
tivo.
H. O arrematante prestar fianga idnea
pela importancia da quarta parte do valor or-
eado das obras : a qual Picar responsavd pe-
la multa em quo o arrematante incorrer
pm virtude da sexta e oitava condigSo e do
excesso da despesa que houver de fazer a
administrago em virtude do disposto por es- /
= Pela administrago da meza do Consu-
lado se faz saber, que no dia 3 do futuro mez
de fevereiro se ha de arrematar a porta da
mesma administrago urna caixa da assucar
branco e mascavado aprehendida pelos res-
pectivos empregados do trapixe novo pnr fal-
sificago do genero ; sendo a arrematagSo li-
vre de despesas ao arrematante. Mesa do
Consulado de Pernambuco 28 de Janeiro de
18 43. Miguel Arcanjo Monteiro de An-
drade.
= O arsenal de guerra, de ordem da Pre-
sidencia contracta urna ou duas pessoas ,
habis no ofilcio de surradores que nSose-
jao escravos ; e o director interino nao duvi-
dar arbitrar um jornal qualquer em relago
capacidade professional do individuo. Di-
rij5o-se ao dito director no mesmo arsenal
das 10 horas do dia s 2 da tarde nos dias
uteis.
= O coronel director interino do arsena
de guerra faz constar s pessoas que rece-
bro do seu antecessor pessas de fardamento,
e outras costuras para fazer que sem maior
demora vo entregar essas obras julgando
ser bastante o tempo decorrido. = Arsenal de
guerra 27 de Janeiro de 1843.
Martins.
Seguros existentes na administrago do
correio at 28 de Janeiro de 1843. Antonio
Joze de Oliveira Miranda Domingos Mo-
reira Dias Francisco Domingos da Silva A-
raujo Joo Francisco Duarte Joo Luiz
Rangel.
tsr Pela RepartigSo das obras publicas se
precisa comprar para os concertos_ da ponte
do Recife a madeira seguinie:
6 linhas de 54 palmos de comprido, e de
12 a 13 polegadas em quadro a razo de
40* reis.


&
2 madres de 45 ditos dito de 15 e 16
oleteadas em quadro a 40f rs.
30 estivas de 44 ditos dito, de 7 por 8
Delegadas em quadro a 10* reis.
As qualidades destas maderas sera: sa-
pcaa de pilo massaranduba verdadeira ,
e pao d'arco recebando se tambsm as esti-
vas que for^m de p.) fdrro e corago de
negro e todas ellas sem defdito. As pes-
soas qui as tiverem deverO enten ler-se com
o engenheiro encarregado da mesma obra
Floriano Dsif Portier antes do dia 20 de
Fevereiro prximo vindouro.
Repartido das obras Publicas 27 de Janei
reirod1843. = F. D. Portier.
BT" 0 administrador da mesa das Rendas
geraes internas avisa os moradores do Bair-
ro de Santo Antonio que a relaca j se
acha tirada para mandar pira Juo ; porem
que espera the o fim do mez corren te por
isso espera que venhaO pagar o imposto do
banco =Recebedoria 27 de Janeiro de i 84*.
,__Francisco Xavier Cavalcante de Albuqu^r-
que.
A matricula da aula de Obstetricia sera
aberta no dia 1. de fevereiro-, e as lic.s
principiarao no dia 15 do nvsmo mez.
=3 Havendo a administrarlo dos estabele-
ciir.entos de raridade rerolvido f.izer no dia
primeiro de fevereiro a revista peral dos ex-
postos, manda fazer publico a fim de que
todas as pessoas encarregadas dos mesmos ex-
postos compareci com elles na respectiva
casa no indicado dia s 9 horas da manh.=
Sala das sessoes da administrarlo dos estabe-
lecimentos de caridade 7 de Janeiro de 1843.
M. Ribeiro.
Thesoureiro.
= O thesoureiro das rendas provinciaes
paga hojo 30 do corrente o quartel vencido
dejulho a setembro do anuo p.p. aos em
pregados jubilados e apozentados assim
como os de mais empregados, que nao tenho
r'cebido o sobredito quartel. Thesouraria
Provincial de Pernambuco 28 de Janeiro de
1843. Jo8o Manoel Mer.des da Cunha Aze-
vedo ,. thesoureiro.
LEILOES.
= O corrector Oliveira far IeilSo de urna
das mafs completas e ricas mobilias de ja-
caranda invernisada que se tem oflere.i lo
venda feita ha pouco tempo pelo mais h-
bil e acreditado marcineiro desta cidade con-
sistindo em um magnifico sof urna linda
meza redonda de meio de salla com tampo de
pedra marmore um guarda-roupa do mais
delicado goslo leito de cupola secretaria ,
bancas de jogo cadeiras guarda louga ,
meza comprida para cha de meio de salla, tou
cadores, meza de jantar d'amarello urna
marmita, mangas de vidro, lanternas gar-
rafas e copos de cristal, compoteir8S dito a-
psrelho de cha dourado dito de meza azul ,
galhet'iro porta licor palliteirosde prata,
bandejas e muitos outros artigos de valor ,
perlincentos a urna pessoa capaz que se re-
tiro! ltimamente da praca : quarta feira 1.
de fevereiro s 10 horas da manh no pri-
meiro andar da casa do dito corrector, perto
do arco da Conceicfio.
Ocorretor Ovira far Leilo de crea
lOOqueijos Londrinos, muito fresraes che-
gados prximamente de Inglaterra ; terca
feira 31 do corrent* s 1 1 horas da manhS em
ponto no armazem de Jos Rodrigues Pe-
reira & C.' perto do arco da Conceico.
AVISOS DIVERSOS.
O abaixo assignado faz saber ao pu-
blico que deo sociedade no seu armazem
de mulhados na praca docommercio
Joze
Mara Palmeira e fica sendo a firma da ca-
sa Manoel Joze Rodrigues de Andrade A Com-
panhia que teve principio em 24 do corren-
te. = Manoel Joze Rodrigues de Andrade.
LOTERIA DE GUADE LUPE.
Em consequencia da
grande extraeco jue con-
tina a ter o resto dos bi-
llietes que havi&o para
vender, correm inipreteri-
velmente no dia 31 do cor-
rente as rodas desta lo-
tera.
SSrUm particularpropoe-s1 a ensiiiar pri-
maras letras dando duaslicd^s por dia ,e
promete desemponhar com exartiao o. deve-
sexos; as pessoas que se qu:serem utilisar
do seu prestimo annuncie.
tar Precisa-se de um caixeiro de idade de
1-i a 15 annos, que entenda de venda; quem
quizer dirija-se na praca da Unio n. 21.
tsr No caes do Collegio na frente do pas-
seio publico concerta-se tu^oqianto con-
cerne ooffieio de ptica ; como tambem ven-
rte-se ricos barmetros termmetros e
lindos oculos oitantes e agulhas martimas ,
tudo chegado prximamente de Londres.
SW Se alguma pessoa aqui na praca ou
mesmo fora a pequea distancia -, que te-
lilla lilhos de menor idade precizar de um
mosso portuguez, de idade de 19 annos,
^llegado prximamente para lhes ensinar
a ler escrever e francez queira ter a
hondada de annunciar par este mesmo Diario,
para ser procurado
ssr' Preciza-se de 2:000*000 reis a premio
sobre urna prooriedaje que val o dobro ,
livree desembocada e he em boa ra ; os
pretendenles a este negocio dirijao-se a ra
do Caldereiro a fallar com Joflo Joaquim de
Figueiredo. ou annuncie para ser procurado.
Ladislao Constantino Alves do Nasci-
manto, brazileiro, retira-se para Angolh.
C^T J. B. Navarre & Compa-
nhia tem para vender no deposito
ao pe do arco de S. Atnonio, fren-
te a pontee caes do passeio doCol-
legio assucar refinado em paes
inteiros, pedacos, e em p por
atacado e a retalbo de urna libra :
3 qualidades i60, i40, e 80 rs.
por libra mel de bom gosto su-
perior ao de engenho por ser do
assucar refinado tendo-se as
operacoes da fabricacao do assu-
car extrahido a potassa e cal que
contem os assucares de engenlio ,
a 80 rs. a garrafa, e botijas de ge-
nebra da qualHade de lamburgo
a a/jO rs a botija.
bb Dssp o.>000 rs. de achado a quem pe-
pou hontem um canario do Imperio mstico
fgido do sobrado de 2 andares junto bo-
lica do Sr. Bartholomeo e Ramos no segun-
do andar
- Francisco Correia de Mello subdito
Portueuez retira-se para o Rio de Janeiro.
-Quem tiver algum moleque que queira
mandar ensinar officio de sapateiro ; diri-
ja-aeaobeeo da Bomba na loja de Custo-
dio Jos Maria.
- Pre.ciza-se de urna ama de' leite forra
ou cativa que tenha bastante leite, nao se
olha preco : na ra dos Quarteis n. 50 no
lercero andar.
- OsSrs assienantes do Universo Pitto-
resco queirao dirigir se ra da Cruz n.
43 para receberem o n. 22 do masmo jor-
nal.
- Aluga-se por preco commodo o armazem
(Jo sobrado do dous andares no largo de N.
Sra. doTergon.5; quem o pretender di-
iija-se a Prn^a da Independencia loja n. 3
- Quem tiver para alugar um sobradinho
deumanoar, ou mesrno um andar de qual-
quercasa com commodospara pouca familia ,
sendo no bairro do Recife e noexcedendo
de 8 10, mil reis mensaes : annuncie.
- L'm homem branco casado de 54 an-
nos de idade com muita pequea familia ,
de bons costumes, conta e escrevo bem 5
propoem-se a administrar algum engenho ,
faz nda armazem de assucar ou outro
qualquer estabidecimento pois que paraqual-
i|uer d stas coizas tem a agilidade preciza :
quem precizar annuncie para ser procu-
rado.
- O abaixo assignado avis aos pais de seus
lumnos e o publico que as ferias da sua
aula do primeiras letras sita na ra do
J;,nim se findaro no dia 13 do corrente ;
podem por tanto matricular os seus filhos pa-
ra principiarem com tempo o? seus traba-
Ihos. Manoel Adriano de Albuquerque.
-OBacbarel formado Pedro Bizerra Pe-
reira de Araujo Be|lr8o professor substitu-
to de latim do collegio das artes do Curso
Jurdico, tendo passado a sua residencia pa-
ra ehta cidade do Recife propoe-se no anno
lectivo a dar ligues de geographia e geome-
tra o desde ja do latim. Quem do seu
prestimo se quizer utilizar procure na ra de
S. Francisco sobrado n. 15 segundo an-
dar.
-Qurm annunciou ter urna casa para alu-
gar pagando so os alugueis adientados : di-
piia-ae ao forte du Matto ra do Amorim n.
-OSr. Manoel Antonio Maya, dirija-se
ra do Amorim n 33 primeiro andar
para receber urna carta vinda do Porto.
-Da-se.ata qii.uilia d* cinco contoso
qu'mhentos mil r sonto com hydotie',a nesta priga a eonten-
ti ; quem os quizr v a ra Nova n. 1 i, se-
gundo andar por cima do dentista das 8
horas at as 9 e das duas at as tres e meia:
se dir quem d.
= O abaixo assignado morador em Olinda,
aviza p.ir este Diario que apareceo m sua ca-
sa utn negro por nome Francisco procuran-
do-o para comprar, dizendoque seo senhor
chama-se Pedro Rptista Vieira morador em
Abro declarando o mesmo abaixo assigna-
do que se nao se responsabilia por dito es-
cravo. Antonio Joaquim Guedes
- Quem tiver um sitio para alugar nos ar-
rpbaldes desta cidade com casa para urna pp-
quena familia, e q' tenha terreno para se tra-
halhar, e q' se possa ter um, ou dois cavallos ;
s.mdo por vinto mil reis mensaes oalugner :
na Boa vista na botica do sr. Victorino Ft-
reira do Carvalho, para elle declarar quem o
quer.
- AlugaO-se escra'vos que s^jo bons e pos-
santes para o servico diario, principiando das
si'tp horas emeia da manh afeas trinlades ,
pas;ando-se 900 reis diarios ; a quem con-
vier dirija-se ao recanto da Cicimba no pri-
meiro andar de maali at as 9 horas, ou
de noite.
-Nodia 9G de dezemhro p. p. apariceu
no engenho Caixoeira freguezia de Ipojuca ,
um escravo de 0 annos de ida le pouco mais
ou menos, e diz chamar-sn Ignacio; quem
se julgar seu dono e dando os signaos ser-
tos lhe ser entregue no mesmo enge-
nho.
- Aluea-se o prmeiro andar da casa da
ra do Queimado numero 16: na loja do
mesmo.
6^ Dezapareceo no dia 29 de dezembro
do anno passado urna parda de nome Florinda
em urna vagem que fez ao lugar chamado pi-
ranga e como nao tenha aparecido at hoje,
e tenha so feito todas as diligencias possiveis
para se obter noticia della e nao tendo sido
possivel, rereia se que nao tenhSo posto em
pratica oque est emuzo hoje em Pernambnco,
que sumirem-se as pessoas em vida e apa-
recerern mortos por isso roga se a qualquer
pessoa que della saiba ou tenha nctieia, quei-
ra ter a bondade de d'rigir-se a a ra do Quei-
mado n. 37 que ser generozamente recom-
pensado ; ella baixa cheia de corpo tem
falta de dentes na frentp.
ar Quem annunciou querer comprar urna
chapa de fogSo quemndo urna de trez bo-
a s ; dirija-se a ra Direita n. 10.
cr Aluga-se ou compra-se urna negra ,
qoe seja fiel, que n3o tenha vicios nem axa-
ques, que seja diligente para vender azeile ;
na ra di Senzala Velha por detraz da botica
franceza C>sa terrea n. 04 ou na ra do Li-
vramento loja n. lo.
%s&- OSr. Francisco Caetano Profiro te-
nha a bondade de aparecer no escriptorio de
Antonio Joze de Magalhes Bastos-, na ra
doQueimado, negocio do seu intresse,
ou declare a sua morada para ser procurado.
sv- Precisa-se de um caxeiro no botequim
junto do theatro.
$rs. Kedactoies. Um novo genero de
negocio apparece na classe dos atravessadores,
e vem a ser : comprarem as carnes secas vin-
das nos navios estrangeiros para venderem
por preco que lhes dita suas ambiciosas cons-
ciencias; faz^ndo dest'arte encaresser o dito
genero no mercado e por consequencia mais
penivei aos consumidores. E vos senhores
que vendis nos vossos armazens carne seca ,
seris surdos ao mal que vos faz esses ambi-
ciosos especuladores ? Nao jamis o deveis
ser e por isso consent que elles se abi-
tuem a vos guerriarem por meio deste trafi-
co e o remedio infaliv.l de os evitar he
nao comprarem as carnes que forem por esses
atrevessadores compradas, e assim Je com-
mum acord incetai a carreira que muito vos
abrilhanta com o carregamento prxima-
mente chegado eatrevessado : assim o es-
pera um vosso colega ro?a-lhe Srs. Redacto-
res a incerco destas mal trabadas linhas do
Jniniigo dos atrevessadores-
tST Na padaria da ra dos Quarteis n. 18;
quem coiivier que se acha aberfa a matri-
;ula da sua aula na casa de sua residencia na
ua do Bom Successo.
tsr Precisa-se de urna casa nos lugares S6-
.niintes : ra do Rozario larga ou eslreita ,
doCabug ; quem a tiver annuncie.
tsr Roga-se ao Snr. Fiscal do bairro da
Boa-vista, que lanco as suas vistas para a ra
io Camaro que sendo ha pouco beneficiada
a custa da munitipalidade e servindo pre-
sentemente de um tranz.ito mui geral em
consequencia do e-demento da ra do Atier-
ro cda-se de novo tornando se n8o in-
tianzitavel, ao menos muito insuportavel pe-
lo lixo e imundices nella lanzadas evitando
d'est'artr maior despeza que infalivelmente
sa verificar se o entullio augmentar salvo se
um to grande incommodo dos viandantes
pouco importar Ilustre Cmara, e continuar
a indiferenca ou descuido do Sr. 1- iscal, o que
nao er Um que por al passa.
ty Roga-so ao Sur. Cipriano Joze Yictal
Ferreira Pinto tenha a bondade de mandar
entregar as chavas da caza em que morou na
ra do Cotuvello e o importe dos das que
tem vencido visto ler so mudado e por
vezes se tem procurado as ditas chaves, e nao
as tm querido entregar, assim roga-se man-
de entregar as ditas chaves na Cruz de almas
no citio confronte ao assougue aonde acha-
ra o propriitario.
*y Hypolito St. Martn & Companhia, a-
visao aos seus freguezes que reuebero de
Franca pelos navios Circonstance e Casimir
1) ;lavigne um soi timento completo de lu-
vasdepelica, e de seda, curtas ecompridas,
com infeito e sem elles chapeos de seda de
setim e de crep para Sras. caixas de llo-
res grinaldas plumas e infeites para cabe-
ras de Sras. guariiicGes de ores para vesti-
dos chales e mantas de seda pescocinhos ,
golas, ecamisetas de blom de cambraiae
de fil bonets para homem e meninos al-
jfar todo o calcado para Sras. e meninas ,
marroquins de todas as cores : assim como
yende-se cordas de tripa, e bordoes para vio-
loe reheca ; na ra Nova n. 10.
__ M.u'.MilIochau, modista Franceza com
caza na ra Nova n. 39 primeiro andar ,
tem a honra de participar ao respeitavel pu-
blico, e com especialidade aos seus freguezes,
qu acaba de receber pela barca Casimir De-
'avisne um completo sorlimento de fazen-
'iisFrncezas de bom gosto e ultima mo-
v^ Llfl (mufl l Un u uvj ^m**. -^----------1 t -
tambem se faz excellente pao de libra e meia I fugio pannos
resdesuasobrigacoas, eensina a ambos os!o3, primeiro andar.
MUTILADO
libra a cem reis a libra.
srr Precisa-se de dois homens para mas-
seira e que entendao bem de tender e bi-
lhar ; em Fra de Portas n. 122.
ts^- Precisa-sede l-.OOO^OOOa juros, dan-
do-se a necessaria garanta; quem quizer dar
" cr' pmfessor de geometra do co'.lego novo proxim.
das arte rio Curso jurdico do Olinda avisa I cem mil res.
da : saber golas de cambraia bordadas :
ditas de fil para Snra. e meninas cassas
brancas para vestidos de muito bonito gosto ,
um sortimento de bicos de linho, seda, algo-
do e blonde pretos e brancos de todas as
larguras, jaquetinhas e calca de diversos ta-
manhos para meninos litas de seda ditas
de veludo de todas as larguras alttnetes pa-
ra punhodeSnras., boloes dourados para c-
lete vestidos bordados mui ricos paia Snra.,
e um dito de mu boa qualidade azul meias
carnizas com pn quito para homem de muito
bom gosto luvas do pelica para homem e
Snras. e muitos outros objectos do ultimo
gosto e pelo preco o mais commodo. Par-
ticipa tambem que chegou para a sua caza
urna ptima costureira Franceza e promete
.piomplarasencommendasque se lhe izer.
com celeridade goto e na ultima moda.
== Roga-se a certo caixeiro que va no
razo de 8 dias buscar urna caixa com roupa
um relogioque empenhou na venda aonde
nao ignora ; do contrario serao vendidos para
seo real embolco.
ssr O amigo que fez o favor de abonar uns
cobres em edulai e que se lhe deu a guar-
dar urna bengalla e um bilhete de lotera do
f.uadelupe queira annunciar a sua loja para
ser pago, e entregar o que por favor guardou,
que por muito encommodauo nao pode hir ,
mais sim mandar por escrita que lhe era
= Pedo-se ao Snr. Vicente Ferreira da Sil-
va visto ter em seo poder varios escravos e-
vadidosao dominio de seos Srs., o obzequio
de averiguar se entre esses se acho dous com
os signaesseguintes o primeiro he um mo-
lecolc fgido 7 annos, que hoje deve ter 26
annos por nomo Joze ladino cor fula ,
alto seco do corpo, cara redonda, Taifa oes-
caneado os denlas do queixo de cima acan-
gullado c um dos denles quebrado ps a-
oaihetados o segundo por nome Antonio ,
idade 3 annos baixo ,
seco .io corpo qu'eixo agudo olhos verme-
Ihos com aparencia a olhos de cobra quan-
do ide prinuiro assenta o peito do pe ao do
10! anhar ; e por isso se roga ao Snr. Vicente
F reir, cazo sejo algum destes de os man-
d ao seo Snr. Joze Fernandes Eiras, na rua
R la que j foi rua da Florentina sobrado
I, .111, H"" J" --------. .... 1
novo prximo a mr, poisse gratificara com
\\


I
*
= Na noite de Quarta feira, para amanhe-
cer na Quinta feira 26 do corrente furtaro
deum quintal das cinco Pon tas um pir e
urna cabra deichando dous cabritinhos pe-
queos ; roga-se a quem fez esta pessa de se
ficar com o pir e lhe restituir a cabra e na
alta ser o seo nome publicado.
- O abaixo assignado tendo tido noticia
que no termo da Villa doCascavel Provincia
do Cear achava-se um seo escrav. de no-
me Joaquim que lhe hara sido furtado a 16
mezes escreveo para aquella Provincia afim
de ser prezo o referido escravo e sendo com
pridas as stias ordens no dia 27 do corrente ,
chegou pelo Vapor Pemambucana o dito es-
cravo mais nao era o proprio do abaixo as-
signado sim um preto bucal, e indo o
abaixo assignado recolhelo Cadeia para cujo
fim se entendeo com o Senhor Delegado ; na
ra da Cadeia do Recito evadio-se o sobredito
preto.e para quoemnenhum lempopeze sobre
elle responsabilidade alguma faz o prezente
annuncio. Por procurado de Francisco Al-
ves da Cunha Domingos Alves da Cunha.
- Quem annunciou querer comprar urna
escrava dando 10* reis a vista, e o resto cor-
rendo juros ; dirija-se as cinco Ponas D. 45,
venda do lampio.
- No dia 26 do prezente mez de Janeiro
perto das avemarias furtaro da venda da ra
da Cadeia do Recife n. 25 um caixo de a-
mendoas descascadas com 2 arrobas liqui-
das tinha no tampo a mrca de tinta V. ;
roga-se a quem elle for ofL-recido no todo ,
ou em pequeas porcoas haja de
referida caza assin mencionado
nerozamente se Ihs gratificar.
- Na Padaria de Joao Lopes de Li~.
preciza-se de um caixeiro para tomar conta
ac urna venda por balando, que tenha aclivi-
ade e d fiador : assim como vende-se 2
canoas fexadas com 60 palmos de cornprido,
300 barricas que foro de farinha de trigo, e
urna porgode caixas vazias vindasdo Porto ;
tudo por prego com modo.
Quem annundou hypolbecar urnas casas
rreas por um cont e duzeritos mil
6
no
avizar na
a quem ge-
ima
Sal de Setubal mnito superior, a bor-
do do brigue Sueco Solida; a tratar com Leo-
poldo Jos da Costa Araujo, no Forte do Ma-
tos c dar das 2 as 4 horas da tarde.
tar Carne seca muito propria para escra-
vos por ser bem s e a prego commodo a
bordo do brigue Jnglez Reloartce fundiadd
na volta do forte'do Maltas ou a tratar com
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
NW Por barato prego por IiquidagSo de
contas as fazendas saguintes : cortes de chita
para vestidos a 2800 3000 e 3,ji800 reis chi-
tas francezas escuras a 220 reis o covado, di-
tas de acento braneo a 180 e para forros de
bas a 120 cassa chita a 140 o covado, len-
Qos de cambraia a 320 ditos proprios para
mo de senhora a 500 bretanha toda de li-
nho a 2i0 a vara duraque preto a 760 o co-
vado metim de cor a 180 o covado, bico
estreito de dous dedos de largura a 220, brin-
cos emitan Jo aos da moda a 800 e 1000 e
dito a 400 e 600 reis fitas lavranas e lizas
de seda de todas as cores e larguras, e outras
.muitas fazendas ; na ra Direita loja n.
30 defronte do beco da Penha.
tar Urna canoa de amarello feita a moder-
na por prego commodo na ra do Amorim
n. 11.
tar Quatrocentas a quinhentas oiUvas de
multo boa prata a 200 reis a oitava na ra
do Amorim n. 11 se dir quem vende.
BT Urna negra moga de bonita figura ,
muito sidia boa engomadeira faz doce de
tolas as qualidadps ; na ra da Cadeia do
Recife loja de Joo da Cunha Magalhes.
Urna negra de nagSo de idade de 20
com urna casa de tolha bem profundada, com
cacimba e boa agoa no lugar da Baxa-verde
estrada que vai para a Capunga : quem per-
tender dirjanse ra da Cruz casa n. 28.
= Brincds eom diamantes de bonitos mo-
delos e relogio ofisontaes com corrcntes de
ouroda moda,ouroe prata para desmanchar;
as Cinco Pon tas n. 45.
res
loja confronte o beco
dirija-se a ra Direita
de b. Pedro n. 5.
Preciza-se de um hornera de meia ida-
de que saiba 1er escrever o qual he para
engenho perto desta praga 12 legoas ; quem
quiser dirija-se a ra do Rozario estreita n.
18 segundo andar.
Quem precita r de urna crila forra ,
para ama de caza de homem solteiro ou de
pouca familia ; procure no beco da bomba n.
23; na mesma caza engomma-se de toda qua-
hdade e lava-se de varrela.
COMPRAS.
Para fora da provincia effectivamente
mulatinhos crioulas e molequeg pago-
se bem sendo bonitos : na ra do Livramen-
to n. 3.
T Um cavallo sendo grande e gordo pro-
prio para puchar um carrinho dando a per-
ferencia a algura que t.enha exercio : na ra
da Moeda n. 8 ouannuncie.
annos bonita figura sem vicios nem axa-
ques e se afianza por prego commodo na ra
estreita do Rozario n. 33 segundo andar.
tar Mil molhos de palha de carnauba por
preco commodo, assim como um escravo mo-
go para todo o servico ; na ra da Madre de
Dos loja de Joze Antonio da Cunha.
tsr Seis cadeiras com assento de palhi-
nha por prego commodo ; na loja de mar-
cineiro defronte do theatro publico.
lar* Urna escrava de bonita figura coze e
engoma ccm toda perfeigo cuja dasse a
contento na ra Direita n. 43.
Um piano-forte muito bom
VENDAS.
tsr Cavilla seca vinda do Cabo da Boa-
esperanga em porces de arroba para cima ;
este peixe tem sido gavado por todos que
tento proval-o e he quasi igual a qualquer
peixe fresco, vndese no armazemn.44. ,
ra deAllandega Velha.
T Na ra do Collegio n. 15 no primeiro
andar vende-se um negro de nago mogo ,
robusto bonita figura de todo o servigo ,
sem vicios nem achaques : e urna negra
bem conduzida coze cha cosinha lava
de sabo e barrella a engoma to bem de
nago e venoe-se nao por defeitos mais
para pagamento.
tar Superior vinho engarrafado de madei-
ra seco malvasia e de Bucellasde 1832; na
ra do Vigario n. 21.
tar Lma cadeira de arruar nova vinda
prximamente da liahia na ra do Vigario
n. 21.
tar Um mulatinho de 13 a 14 annos sem
vicios nem achaques ; na quina da ra do
Crespo loja de Manoel Comes Viegas.
^er* Manase chales de seda, cortes de ves-
tidos de cambraia adamascados cortes de
chitas muito finas Iengos de seda de cores
para mos e grvala tudo de gosto moderno:' j existir no mesmo um alicerce para se edifi-
prego
commodo, para feixar eontas; na ra da
Cruz n. 55.
tar Um elegante carrinho, com muito uso
e em estado perfeito com os arreios inteira-
mentenovos, apparelhadosde latflo ; a tra-
tar na ra da Cruz do Recife n. 18.
or Uma excellente tipoia em muito bom
uso e por prego commodo : na ra da Pal-
ma casa n. 6.
tar Um escravo pardo de idade de 17
annos sadio e sem vicios proprio para
qualquer applicago sabe darcom cavallos,
e he ptimo carreiro ; os pretendentos diri-
jo-se a ra da Cruz do Recife das 9 horas
as 12 da manha n. 51.
tsrNa loja n. 49 da ra da Cadeia no bairro
do Recife,continuase a vender superiores cha-
peos de sol de seda francezes e portuguezes.
ricos chapeos de seda para cab ga da ultima
moda prximamente chegados de Franga .
boas sarjas pretas hespanholas setim preto
muito encorpado proprio para coletos mui-
to bons pannos prelos e de todas as mais co-
res cueiros de casimira ricamente borda-
dos, cazimirnsa 840 o covado, e outras mui-
tas fazendas de bom gosto e por prego c-
modo.
er Urna venda no oitSo do Livramento ,
n.2, que vende diariamente o aluguel da
caza mensal, a tratar na mesma.
tsr Caixas com folhas de (landres, sortida
e arrolalho em caza de Me. Calmont & C.
tsr" Pombos bons batedores e de boa qua-
lidade por prpeo commodo : quem preten-
der dirija-se a trempe caza da esquina que
tem lampiio.
tar Arithmeticas Algebras e Geometra
de Lacroix adoptadas as aulas do Lyco ;
na ra da cadeia velha loja de livros de
Cardozo Ayrez.
tsr Urna escrava creoula bonita (gura ,
idade2l annos, coze engoma lizo, cozinha
o diario de uma caza : na ra do caldereiro ,
n. ,74.
or Um terreno que tem 60 palmos de-
frente e 120 de fundos, no qual tem 6
meias aguas que redem trez SjOOO rs. e trez
6,y000 icando livre um armazem para reco-
Iher material ou edificar alguma caza por
na ra do Queimado loja n. J6 de Joo Bo-
telho Netto.
r* Quinhentas barricas vasias, que foro
de farinha prontas para assucar e por prego
commodo por se precisar do armazem atraz
do theatro n. 16.
car qualquer obra.
isr >'a loja de Joao Maria Seve, & Filho ,
vpnde-se rap princeza de lisboa anegado ago
ra por prego commodo.
Um terreno com 110 palmos de fren
Barricas e meias ditas com farinha
americana, de difTerentes qualidades e de sssf
muito superior, fio para sapatero, caixinhas
com charutos, Barrilinhoscom tintas em mas-
sade varias cores,latas comas verdadeiras pi-
lulas da familia ballaios condegas bichas
de Hamburgo muito grandes e outros mais
gneros por prego commodo : na ra do Roza*
rio estreita n. 13, padaria de Francisco
Alves da C."
= Uma cama de casados bem larga de
condur duas banquinhas de Jacaranda de
columna, novas, duas lanternas de sala com
mangas lavradas uma meza de engomar de
amarelo uma meza pequea do mesmo, um
par de pistolas d'alcance de cano de bronze ;
duas barras de madeira, um fogareirode fer-
ro tres quartos entre elles um de sela ,
duas cangalhas novas aparelhadas e mais
utencilios miudos de oasa : na estrada de S.
Amaro casa terrea envidracada junto ao cemi-
terio dos Inglezes.
= Caitas com cidra barricas com carne
de vaca cadeiras d'assento de palhinha em
caixas d'uma duzia caixas com conservas, e
azeitonas : em casa de Henry Forster & C."
ra do Trapiche n. 8.
= Um violo de muito boas vozes novo e
uma cazaca azul clara em muito bom uzo, e
pedras de marmore com uma flor dourada as-
sente em cima da pedra proprias para escrip-
torio pela delicada serventa de s bular em
sima de papis, tudo por barato prego : na
ra Direita n. 30.
= Uma venda com pequeos fundos e tu-
lo em bom estado tambem se vende ou se
faz outro qualquer negocio que convenha com
uma escrava: na ra de Apollo fabrica de Mes-
quita & Dutra se dir quem pertende tal ne-
gocio.
= Resmas de papel almago imitago de
meia Olanda ditas de pezo libras de retroz
sortido de todas as cores massos de linhas
le roris ditos de linhas d6 bertanha, e mas-
sos de cartas de jogar portuguezas finas pa-
res de pentos de tartaruga para marra fas de
senhora massinhos de forphoros americanos
para tirar fogo : na praga da independencia
n. 4.
= Farinha de mandioca a bordo do brigue
Daos te guarde Aindiado defronte do Tra-
piche do algodo a 3*520 reis : a tratar com
o capito a b"ordo ou com Joa *uim Duarte
de Azevedo no Forte do Matto.
= Fugio um papagaio com uma corren-
te no p da venda da ra das Cruzes n.
40, algum vizinho queotiver pegado srva-
se manda-lo mencionada venda que ser
recompensado*
^ss Um novo sortimento de calgados fran-
cezes inglezes e de Lisboa sendo brozeguins
giaspiados pretos e de cores para homem,
dtos de ponta de uma e duas solas pretos e de
cores para dito botins de couro de lustro ,
ditos de bizerro dos milhores que aqu tem
vindo, mcios botins sapa tus de pala e de
couro de lustro ditos de pala de bizerro,
tudo da milbor qualidade sapatos de pao,
e marroquim para liomem ditos de dito pre-
to francezes para senhora e meninas ditos
decolxetes de couro de lustro e marroquim
para meninos, brozeguins gaspiados para se-
nhora ditos para meninos sapatos de du-
raque pretos francezes tanto para senhora co-
mo para meninas, e em sortimento ecom
mais vantagem por serem muito novos e das
melhores qualidades por prego commodo :
no atierro da Boa-vista n. 24 e na praga
da Independencia n. 33.
= Cadeiras americanas com asssento de
palhinha camas de vento com armago, di-
tas sem dita muito bem feitasa 4*500, ditas
de pinho a 3#500 marquezas de condur ,
mezas de jantar commodas de amarello, di-
tas de angito, assim como outros mutos tras-
tes ; e pinho da Suecia com 3 polegadas de
grossura dito serrado, tudo mais em conta
que em outra parte : na ra da Florentina
em casa deJ. Beranger.
= Duas casas terreas na ra de S. Joao
da cidade de Olinda uma deltas c a pri-
meira do lado esquerdo que tem sotfio e
a outra fica-lhe defronte : a fallar na ra das
prelendentes dirijfio-se ra da Cruz do Re-
cife n. 5.
tar Uma escrava moga de 20 annos si-
bendo muito bem engommar coser e la-
var de sabo a qual se dar a contento
urna dita com as mesmas habilidades para fu-
ra ; uma dita de 80 annos de todo o servigo
por 200. ; dous pretos mogos de 20 annos
para todo o servigo mesmo para socamenlo
de assucar ; uma mua tinha de 12 annos : na
ra do Fogo ao p do Rozario n. 8.
ssrl'ma cominenda da ordem do Cruzeiro:
na ra daCruz n.l9,escriptorio de CalsJunior.
er* 125 palmos de terreno por detraz das
5 Ponas trez alicorees na ra do Palacete ,
e 143 palmos de alagados por detraz da memsa
ra ; quem os pretender dirija-se ra de S.
Francisco no segundo andar do sobrado a. 14,
defronte do t heatro
tar* Urna marqueza de condur enverni-
zada de muito bom gosto com assento de palhi-
nha, e m bom uso epor prego commodo : na
ra da Senzalla velha n. 20.
tsr Cevadinha fresca : no armazem n. 44,
ra da Alfandega velha.
Uma negra com Ib* annos com bonita
figura sabe fazer todo o servigo de uma ca-
sa de portas a dentro : na ra de Fora de
Portas n. 135.
Uma negrinha do gento de angola de
9a 10 annos bonita figura sem achaques :
no Recife beco do Monteiro casa n. 6 no pri-
meiro andar.
- Cortes de la so e de 1S com seda sar-
jas pretas de todas as qualidades setins e se-
das de cores para vestidos tudo do ultimo
gosto : na ra da Cadeia n. 40.
ESCRAVOS FGIDOS.
*a*r No dia 22 deste me/, fugio do Collegio
Santa Crur um escravo preto de nome Fran-
cisco de 18 annos ; quem o pegar queira
csnduzi-loao dito Collegio que ser recom-
pensado.
tar No dia 24 do corrente fugio um escra-
vo de nome Victorino preto nago Bengue-
la alto com pouca barba tem alguna si-
gnaes de juncadas as costas ; quera o apre-
hender leve-o ra d'Apollo no Recife que
ser recompensado.
tar Fugio no dia 16 do corrente uma es-
crava de nome Izabel, criolla bastante1 fulla ,
anda mogB, com os signaes seguintes :
olhos pequeos, rosto cumprido, beigos
grandes secca do corpo espadan Ja dedos
das mos cumpridos tendo no bragodireito
ao p da junta uma vea pulada e com bas-
tantes marcas de sarnas pelo corpo na perna
direita uma marca preta redondacomo pele de
fumo, levouvestido carniza dealgodo, vestido
de chita rcuxaja uzadoe um panno da costa ;
os apreendedores pderSo levar em caza do
abaixo assignado que sero bem recompensa-
dos ; assim como protesta contra qualquer
pessoa que a tenha oculta : dirigindo-se a ra
das Trincheiras sobrado n. S.
Gaspar da Silva Fres.
tsr No dia 9 pela manha fugio de bordo
dopataxo nacionalPelicano, um escravo de no-
me Felisberto, nago cassange, idade 20 annos
pouco mais ou menos ; estatura baixa foi
vestido de carniza d'algodozinho calca de
riscado azul chapeo de palha de transa de
bieu ; cujo pelo tem trez signaes em cada
fonte e pertenceo a Angelo Krancisce Car-
neiro ; quem do mesmo der conta ser grati-
ficado em caza de Gaudino Agostinho de
Barros, na pracinha do Corpo Santo, D. 60,
n. 48 ou na povoagao dos
1.* casa terrea depois do novo
te e 600 de fundo, o qual vai al Camba,
Trincheiras
Arrombados
atierro.
Um escravo cor fula de i7 annos an-
nos de idade sadio sem vicios hbil carrei
ro e ptimo para qualquer applicago ; os
ou a bordo do pataxo Pelicano, fundiado de-
fronte do ces novo de Palacio.
er No d'a 18 de Novembro fugio do re-
cife um escravo de nome ^Severinu d'angola
u benguella marinheiro de profisso ac-
tualmente empregado no servigo d'alvarengas
e canoas este negro he bem feito, sem bar-
ba denles limado na frente delgado do
corpo representa ter 28 a 30 annos cos-
tumado mudsr de nome e dizer que he forro :
quem o prender o levar ao Snr Naberto J. J.
Guedes ra do Apollo no recife que ser
bem recompensado
tar Fugio ou furtaro no dia 28 de Julho
de 1838 um moleque de nome Joo nago
mogambique representa 30 annos de idade,
pouco mais ou menos, com os signaes seguin-
tes: algumas marcas de bexicas no rosto,nariz
chato beigos grossos baixo do corpo e
reforgado bastante fula ; e dase 100*000
de gratificarlo a quem o troucer a seu Snr.,
na ra da Cruz Joo Leite Pita Ortigueira ;
foi visto no dito anno passar na Vida do Pao
doAlhoem companhia de um cargueiro de
agoardente
companhia
Chaves.
para o serto levando em dita
um branca de nome Pedrc
Pern.naTzp. de AI. F. de Faria. 1843.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EED69G217_CHHNS8 INGEST_TIME 2013-04-12T22:27:36Z PACKAGE AA00011611_04877
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES