Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04876


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Full Text
Anno de 1843.
Sabbado 28
Todo agora depende .le nos aeraoi J di nmu prudencia, nnderac 3o a anargia: oon-
ii(n oobo principiamos e aeremos, apnntadoa com ailmiracfio entre aa Nacoes maia
oaltaa. C Proclamadlo da Aaaembia Geral do Bft'.UL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paralaba e Rio grande do Norte segunda i sextas {airas.
Bonito e Garanhuns a 10 e 24.
Cabo Serinhaem, Rio Formoao Porto Cairo Maceio e Alagoas no 1. 11 ,
ta-Tsta Floras a 28. Santo Anuo quintas feiras. Olinda todos oa dis.
DAS DA SEUANa7~
^3 SR- O Desposorio de N. S. Aud. do J. de D. da 2. y.
24 Tere. N. Senhora da Pai. Aud. do J. da D. da 1. -
r\ 0_.-l. .. .1 i 1 i \ i
II jrn.. *a i^ii"..... *------- -. ,. .... .. ..
25 Qoarl. Converaao de a. Paulo. Aud. do ,1 del), da 3. y.
ofi Quii. Policarpo R. Aud. do J. de D. da 2. t.
97 Sat. s. Joao Chrisoatomo II. And do J. da D. da 1, y.
27
9 Dan
Sab. a. Orillo B. Re. Aud. do J. da D. da 3. y
Francisco de Sales R.
de Janeiro:
Anno XIX. N. 33-
>
O Hi.riopuMic.- tonos oadiasqnanSo forera Santificados: o preco da ssaig atara ka
de tres mil reis or qaartl r.gos adisntados. 0^ anntinctos dos signantes sio inseridos
gratis, e os dos que o n.io forem A rasan de Hreis porlinba. As reol.macoes derem ser d,n-
>. esta Trp., ra das Crasas N. 34,ou a praca da Independencia loja de Irnos N. 6, 8.
CtMBioS.No dia 27 de Janeiro.
Cambio sobre Londres 17 1., a SI Nom. Ooio-Moad. da ,400 V.
Paris 350 reis por franco.
k Lisboa 101) foHOO de premio.
N.
m de 4,000
PnaTi-Patacoes
a Petos Columnsrea
ditos Mexicanos
compra
15,300
15.10J
8,500
1,800
1,800
1,800
Yenda .
15,500
15,300
8,700
1,820
1,820
1,820
Moeda de cobre 2 a 3 por 100 de des cont,
dem de letras de boaa firmas 1 j i g O ">
PHASES DALANO MEZ DE JANEIRO.
L. Noy. 30, 9 hora, a 42 m. da ...h. [ Lu. chai. A 14 ta "f*";^"1"*
Quarl. orase, 8, 5 hora 52 m. da t.rd. | Qu.rt. trun?, a 2., as 10 hora, a 42 .. a. t.
Preamar de hoje
1 a 2 horas a 54 da m.nha.. | 2. a 3 hora 1* m. da tarda;
DIARIO DE PERNAIBOCO.

O EXM. Sr. BaRA DA B. V. CALUMNIADO
NA CoBTB.
Uro communicado annimo, mis cujoau-
thor desde as primeiras linhas se da clara-
mnte conhecer, le-se no Brasil de 20 de
D^mbro ultimo que transcrevsmos em o
N. 22 de nossa folha em o qual a adminis-
tradlo eo canelar da Exm. Sr. Baro da B.
V. sio cora tinta acrimmia deprimidos, e
to profusamente derramado o ful da calumnia
contra o bsnem rito Presidente de Parmm -
buco, que com quanto no Rio de Janeiro u-
tna penna habilissima j fizess^ a merecida a-
mlyse essa produegaode um adversario ,
que nada tm d i nobre e generoso e moa
trasse o real motivo de to intempestivas cen-
suras as incoherencias do communicado e
a falsidade. e nenhum fundammto de tudo o
que aventura contra o crdito daquell? que
por dita nossa administra est Provincia as-
sentamos de consagrar algn! mimmtosao
suave traballn de responder quelle commu-
nicado se nao com a elegancia e eom os
llralos proprios de quem na corte o refutou ,
ao manos com igual veracidade. Um pezar
jios acompanha e he a neoessidade em
quetalvez estejamos de repeiir afgumas cou-
sas j publicadas por est; jornal; mas as
censuras do communicado do Brasil sao qua-
si as mesmas com que o d, n. todos os das
atormenta os seos leito>-es por ser o seo ati-
thor quedaqui parti pouco tempo para
aceite, urna das notabilidades da opposigo,
He que he orgo o contemporneo e as-
sim naturalmente ha de dar-.e em nosso
artigo contra o correligionario ausente a re-
prodcelo da alguns argumentos com que
d'amuito teamos imposto silencio aos seos
amigo, presentes seelles fossem capases de
CoB^ossar sua derrota.
Comeca o author do communicad.) vanp,lo-
risndo-se palo dora de predizer e annunciar o
futuro com que o dotara a providencia ,
pois que oppondo se na cmara de 1811 no-
meaQo do Exm. Sr. Barao da B. V. Presi-
dente desta provincia com o fundamento de
ser inhbil e incapaz os factos conlirmarSo
=?uperabundantemente saas asrcoe e pre-
entimentos. Que methamorphose Aquel
ie que partei* nao poder iveliir exaclamen-
t^ o presente e ve- o que est dianta dos
olhos jquer prophetisar e descortinar o
futuro !
OExm. Sr. Barao da B. V ha correspon-
dido clmente s esperancas que sua no-
meaco fez nascer e em tudo juitifica a on-
(anca que n-dle depositou o Governo do S.
M.I. : sua actual administraQo apiesenta ,
como a anterior, urna serie nao interrompi-
da de m-didas conducentes e adquadas ao fim
de elevar esta provincia ao brilhantismo e
grandesa que tem direito com a diffe-
renca quo em a' primeira administrago o
Exm.Sr. B. da B V. cam suas bailas inteu
Qoes e tino administrativo eslava anda novel
na dilTicil arte de gobernar entretanto que
agora administrae governa sempreornadoda-
quelles predicados, amostrado poram pela
grande experiencia queja tem, das cou-
sase dos homens. Seos actos administra-
tivos da sua primeira presidencia llm gran
gearo prestigio e aympatliias mais firme e
seguro he presentemente o seo prestigio ,
mais pronunciadas profundas as sympathi-
as E oque vale no meio do brado geral ,
qua proclama a excelencia da actual admi-
nistrafao a voz de un detractor, e a mo-
ntona e despresivel opposicao de cortos in-
dividuos que (\sorev--m contra o (overno
por motivos que oa deshonrio e que nin-
tuem deseonhee ? Entreoos purera no exa-
aie do que escreveo no llio de Janeiro o au-
thor do communicado inserto no Brasil con-
tra o Exm. Sr. Baroda B. V.
Sem contestar a existencia das obras que
se tem feito e esto em andamento sob a
administraco do actual Presidente, especial-
mente o Caes do Collegio a alfandega e o
palacio nvo.julgao communieante do Brasil,
que taes obras desacreditao a administracao ,
iue as emprehendeo,e realisou por nao serem
necessarias pelo desperdicio, cora qua foro
fritas e em rasao da falta de gosto e de e-
legancia, que n-'ellas se nota. Quanto ar-
to e bnm gosto, que na opiniSo do communi
cante deixaro de ser consultados declina-
mos mui positivamontodesua compatencit na
materia pois que entenJendo apenas algu
ma cousa do co 1. do processo d >ve confes-
str sua inhabilidade para decidir to cathego-
ricamente que as obras emprehendidas pe-
lo Governo Provincial e dirigidas por ho-
mens prof.'ssionaes de muito talento e conced-
i nao estilo feitas conforme arte e o nom
^osto. S o author do communicado asseve-
ra porque ouvio alguem que taes obras
sto defeitUOMS nos Ihe diremos tambem ,
que mil outros pensao que as obras sao ex-
celentes ou ao menos as melhores que a
Provincia poda ter; e quando realmente exis
to alguns deeitos insignificantes, e na par-
te noessencial das obras tiro elles o me-
reeimeoto das mesmas obras ou uevem ser
11115a los em conta da administrado ? Cabe
iqui notar urna palpavel inconherencia do
uthor do communicado pois se as o ras
com todos os defeitos e irregularidades que
i lies ada custaro enormes sommas Pa-
zenda Publica, o qua nao seria se fossem fei-
tas no ri^or d'arte, e segundo o bom gosto:'!
Tambem dispensa um serio exame aquella
parto do communicado, em que se po>em
duvida a ntilidade das obras, que dero ao
opposicionista de Pernambuco na Corte as-
sumpto para censurar a administrado de S.
Ex. : porque fra em verdad rematada lou-
cura gastar tempo e palavras para mostrar ,
que era nao a til, mas necessario e indispen-
savel Provincia de Pernambuco faser levan-
tar na praia l'ronteira ao Collegio um Caes
que servase um tempo de embarque e de-
sembarque de recreio aos habitantes da Ci-
dade e, quando nada fosse acabasse com o
monto de lixo, que ali havia constantemen-
te 5 que era nao s til mas necessario e
indispensavel para urna Provincia da ordem
desta possuir una caza decente e nao um
antigo convento do Jesutas para Palacio de
seos Presidentes =queera em fim, da maior
nocessidade dar Pernambuco urna alfandega,
que nao tinha ; sendo que obras desta natu-
resa sao urna pedra de toque para se avahar
e graduar a civilisaco ou o atraso de qual-
quer paiz. O desperdicio, pois, dos dinhei-
ros pblicos a falta de economa e hsca-
lisaco das despezas eis o nico lado pelo
qual passamos considerar o communicado
inserto no Brasil.
Principiando pelo Caes do Collegio diz o
author do communicado que o Exm. Sor.
Barao da Boa-vista nao poz nenhum cuidado
para que a obra se fizesse com perfeico se-
guranza h economa gastando-se o qua-
druplo do que sa devia gastar se se desse a
precisa iiscalisaco ; por quanto fez engajar
um inhbil engenheiro Franca:, Mr. Boyer
com eno'ines yencimentos, quem tnlregou
a construccao desta e de oulras obras j com
amplsimos podres, sem superintendencia,
e fiscalisaco de coritas ordenando at a
Thesourana, que pagaste de piompto os
\ seos pedidos independentemente. de exame ,
: e de documentos. Nao se pode calumniar
! com maior despejo! Temos diante dos olhos
documentos com que incontcstavelmcntese
I nrova que a construccao do caes montou a
' 78-000..000. Esta somma nao he por certo
,-xtraordinaria,nemsacomprehendocomocom
aauarta parte ('ella a sabtr com menos de
2U:000000 se levasse a effeito urna obra
', da grandeta e da importancia do Caes do Col-
legio. Caes que se fez outrora defronle da
alfandega he muito menor e custou mais ao I que o Governo nao tinha outro a sua disposi-
stadO E' pena que o author do communi- gao que prestasM accrescendo que muito
.ado nao reveiasse ao publico o grande segre importava atienta a escassez das rendas pu-
do de asercom to pouco dinheiro obras de blicas, aproveitar armazens e alguns oommo-
tanta considerado. O Exm. Baro da Boa-vis-, los da casa em que se fez a obra. He also
ta nao mandn engajar o engenheiro Francez que o Governo desse a particulares terrenos
Mr Boyer como falsamente diz o commu- de marinha em que edilicarao grandes ar-
incante do Brasil para com enormes venci- mazens aUandegados, que alias erao proprios
mentos construir o Caes do Collegio. O Esm. para nelles levatitar-se urna boa alfandega.
Sur. Torre*, quando .Ministro da Marinha, \ Os armazens deque falla o impudente au-
mandou a esta Provincia Mr. Boyer com o tor d<> communicado foro edificados no lugar
(ira de iractar do melhoramentodo porto des- da Alfandega velha ( que nao era proprieda-
ta Cidado como se v do Aviso que em 1 de publica mas particular de um I ortuguez
data de 31 de Marco de 1838 dirigir ao Pre- residente em Lisboa que a alugava a naco)
sidente de Pernambuco, e ento o Exm.Snr. portrez negociantes que comprarjo aquella
Baro da Boa-vista aproveitou Mr. Boyer ,i terreno ao seu respectivo dono O finado Ger-
I que o grosseiro author do communicado qua- vasio lires Ferreira propoz que se compras)
lilica do mais ignorante e inhbil que os nos-' esta propriedade para ah eonatruir-se urna Al-
sos pedreiros inferiores mas que realmente j fandega, mas nao passotia idea, e abandonou-
he um engenheiro de grande capacidade e se aqut lie edificio tomando-se para alfandega
talento, para construir o Caes do Collegio.; o convento dos congregados onde depo.s de
A calumnia porem nunca sobe t.nto de ponto! grandes despesas feitas1 peta transadas admi-
.10 communicado como quando se escreve nistraces com insignihcaiites concertos le-
que Mr. Boyer eslava aull.orisado por ordem vantou-se a voz do Sr. Barao da Boa-Vista o
da Presidencia a recober dinheiros da thesou- bello ecommodoedilicio que todos elog.o
raria sem presentar documentos, nem dar menos o communieante do Brasil e algn
contas. Onde existo deque data he essa outros de sua esloia. s Srs. Joo I into de
portara do Presidente Thesouraria ? O en- Lemos Angelo Francisco Came.ro e Ll.as
genheiro B .ver era ohrigado, coooo qualquer haptista da Silva que comprarao a proprieda-
outro administrador do obras publicas, I dar de e demoliro i.s trapiches velhos ed.fi-
eontas da obra do Caes, que administrava, 1 carao esses novos arma/ens afandegados era
reparticau respectiva presidida pelos Snrs. nada dependern da hbcralidadeeconeesslndo
Firmino eAmaro, .qualpedia me^almen- Presidente da provincia. O communieante
do Brasil alardea de calumniador !
te dinheiro Thesouraria p--ra todas as obras
publicas : nao estava Mr. Boyer isento das
formalidades a que ero sugeilos quaesquer
outros administradores.
A obra da Alfandega fol tambem presidida,
Censura o communieante do Brasil a obra
ilo palacio novo como emprehendida s para
gastar dinheiro e situada em um lugar em
que o inieresse publico pedia urna praca de-
A oDra na Aiiauuei;* mi iimui" i"---, -1 .
diz o communieante do Brasil, pelo desleixo; yendo o concertantea fazer-se no palacio do
e desperdicio. Nada mais fcil aohomem que Collegio, que tinha para esse lira melhores
nao sabe avahar bem o que he honra e repu- proporcoes. Se houvosseem Pernambuco um
tago do que censurar aesmo um funecio
nano publico e imputar-lhe prevaricado e
abuso Que documentos ou dados tem o op-
posicionista de Pernambuco na corte para as-
severar que houve disperdicio e desleixo na
obra da alfandega ? Sabe elle ao certo em
quanto importou essa obra ? Sabe o menos
que ella poderia sendo feita com a devida e
palacio decente qual convem ao Governo de
urna Provincia tao rica e opulenta razio te-
ria o author do communicado de taxar de des-
neeessaria e de mero luxo a obra do palacio
novo e s emprehendida para esbanjar os
dinheiros pblicos : mas sendo notoria a fal-
ta, que ueste genero soliia a Provincia, pois
que nao ha quem tenha em conta de palacio
iuo eita t:oin niriiMnu- -1----------------t----- -
cu-tar? Grande leviandade O os salas de um anl.go convento, como dizer,
1 do communicado diz que a obra da al- que a obra do palacio novo foi e>nphend|d.
duuii ui Win..... t 1 .r.cl-ir 11 i tiilie.tro dfi nstario r FelO
fandega he insignificante e de nenhuma im
portancia por consistir apenas em urna a-
bertura no chaguo da igreja da Madre de
Dos para o que foi bastante abater duas pa-
redes fazendo-se desse lado a entrada do e-
dilicio com o acrescentamento de dois tor-
reoea por mera symetria e acha-se collocada
no peior lugar que era possivel escolher se.
Quanto insignificancia da obra nao sabe a
opposico o que diga e he notavel a contra-
diclo em qu caho jorque ora a obra da
'Alfindcga he urna obra immensa e superior
as fatuidades da Provincia, ora he um con-
cert de nonada que a administraco com a
mira na fama e no renome quer de balde fa-
\ zer passar por um dos documentos da sua glo-
ria. At certo lempo a opposigo clamava
I contra a grandesa da obra da alfandega mas
' o .Jistincto opposicionista communieante do
Brasil tomando de repente novo rumo depri-
me e menosprasa esse edificio publico. A
v.rdade porem patente a todos amigos ou
inimigosda administrado, nacionaes ou es-
trangeiros, he que a Alfmdega de Pernam-
buco passa pela primeira do imperio he urna
casa consoante cathegorica da provincia e
qnasi toda feita de novo sob administraco do
Exm. Sr. Baro da Boa -Vista pois nao s
separou-se mediante o abatimento de duas
paredes o edificio d'Alfandega do corpo da
ireja e se levantarao os torreos de que
falla o communieante.; mas lizero-se vastos
e expelientes armazens, casa de expedieri-
te trapicha eoqua de mais importante e
ncial existe nesta repartido. IVIo que
i/, respeito impropriodado do local da Al-
fandega, saiba o communieante calumniador.
S para gastar o dinheiro do estado ? Pelo
que diz respeito ao arrasamento do velho edi-
ficio da casa ta relagoe concert do collegio,
propostos peio communieante do Biasi, be
essa urna lembranca que pouca honra faz a
S. S., como anti-economica que de certo he,
e muito estulta : anti-economica, porque im-
portava a perda do antigo palacio dos Gover-
nadore que algumas proporcoes tinha para o
que se queria aconselhando a empreza de
urna obra que sobre ser sempre m e irre-
gular, seria incomparavelmento mais dispen-
diosa : estulta a inepta, porque se o desejo do
communieante dar cidade urna formosa
[iraca levia comprehender que o palacio
nao desfeia, antes torna mais lindo e aprasi-
vel, principalmente estando j ali otlieatro
publieo o campo em que se acha situado ,
e pouco lhe tira de seu espaco e exlencio a-
lam de que nao se pode deixr de notar no
communieante o mau gosto de opinar pela
edilicaco do palacio dos Administradores da *
Provincia em um lugar acanhado e quasi cir-
culado de edificios particulares como no colle-
gio deixando o bello e espacoso campo, em
que felizmente foi levantado. Quanto ao fa-
do de haver o Exm. Baro da Boa-vista Ilu-
dido ollicialmente o Governo dizendo-lhe, que
os dinheiros empregavo-se no concert da
can da relagSo be essa urna arguigo do
cv imunicante que nao resiste mais leve
t< ilexo. Como o palacio velho servio al-
ftim tempo da casa de rclago he muito no-
I ral, que o E\m. Baro participasse ao Go-
veroo de*S. M. i. que conus lava-se a casa da
Belaco ; mas que se concerlasse a casa para
a relac-o e nao para servir de palacio dos


mmmmmmmmtmttgii
a
r-
Presidentes he urna participago, que jamis
podia o Ex. Bario dirigir ao Governo,visto co-
m nenhuma razio havia para que a Presi-
dencia occultasse a natureza e fim de um con-
cert que nodeixaria de em breve tempo
chegar aoconhecimento do Governo de S. M.
I. quando o Exm. Baro lhe nao communi-
casse devando-se de mais nao perdar de
vista que o crdito e confianca que o Exm.
Bario com razo merece ao gabinete actual,
epor outro lado a reconhecida utilidade ou
necessidade da obra tornavlo de todo intil
a supposta fallacia. Com que fim na verda-
de ou com que prove to recorrera a Presi-
dencia a to grosseiro e infructifero embuste?
Com o designio de provar que sob a Pre-
sidencia do Exm. Baro da B-V. os dinheiros
pblicos sao gastos eslabonada e prdiga-
mente cita o communicantedo Brasil a ponte
de Bujary na estrada de Goianna cujo arre-
matante diz elle, cunhado de S. Exa. de-
vendo ter pago mais de huma multa por fata
de cumprimento do contracto, ha sido releva-
do por bondade de S. Exa. recebendo d.j
mais a tercera prestaco quando a obra
nao estava em termos de anthorisar a segunda.
Se o rubor do pejo puder subir as faces do
communicante do brasil, he de crer que elle se
envergonhe de tanto mentirrpois segundo do-
cumentos que temos a vista e que sendo pre-
ciso se faro pub icos estamos habilitado
diser alto e bom som que l'altou verdade
em ludo o que escreveo. A ponte do Bujary
foi arrematada ; 5 de Agosto de 1837 sob a
Presidencia do Snr. Catnargo nao por hum
cunhado do Exm. Baro da B-V. mas por
AntonioPedro Tavares de quera forao, sim ,
fiadores Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buquerque Lacerda e Antonio Alves Vianna ;
em era esta obra capaz de tentar o cunhado
deS. Exa. por grandes interesscs queoffere-
cesse, quando i'oi o preco da arrematado ,
28:999 0 500 rs. to inferior ( muito mal de
hum terco ) ao valor do orcmenlo que o Te-
nente Ceronel Firmino Herculano de Moraes
Ancora informou a S. Ex. o Sr. Camargo, em
officio de 11 de Agosto de 1837 que o arre
matante necessariamente perda. A prorogaco
concedida ao arrematante foi em consecuencia
de informaces do Snr. Moraes Ancora por
ser necessario esperar pela ponte de Tracu-
ahem para continuarem os atierros de Bujary.
He igualmente falso, que tenha o arrematante
recebido a terceira prestaco nao estando a
obra em estado de authorisar a segunda por
quanto ainJa que a obra esteja ; muito acaba-
da confessando os engenheiros que dusenlas
bracas de atierro se fisero alera das exigidas
no orcamento, S. Exa. nao lem at boje que-
jido mandar pagar-lhe a terceira e ultima
prestaco pela duvida que occorreo no rece-
bimento da obra, de nao haver chegado o ater-
ro ao ponto ; quo o engenheiro orcador tomou
por meta do nivelamento.
Calumniando sempre eom inaudito despejo
diz o communicante, fallando da cadeia de
Goianna que fra arrematada por hum p-
rente e por hura cunhado do Snr. Baro da
B-V. os quaes recebero todo o valor da-arre-
mataco sem estar a obra na primeira condi-
co, eque rae ser encarapada e concluida
por administraco. A obra da cadeia de Goi-
annajamais foi arrematada por cunhado do
Snr. Baro da B-V., sendo que em Agosto de
1837 mandou o Snr. Camargo ento Presi-
dente desla Provincia por em administraco
aquella obra em que a Cmara Municipal ,
e nao o (Governo tem intarvindo nomeando
administrador. O ultimo pagamento da quan-
tia arbitrada Cmara oi fito em 22 de Ou-
tubrodel84l quando o Exm. Snr. Baro
da B-V. nao havia voltado ainda para a sua
segunda administraco. Acompanhemos ago-
ra o communicante em outros pontos de sua ca-
tilinaiia.
Como prova da imbecili Jade e incapacidade
do Ex."* Sr. Baro da Boa-vista vem trasen-
do o author do communicado o affliclivo e
horroroso estado de Pernambuco em relago
raoralidade e seguranza individual ; mas
neste tpico o communicante nao menos fal-
tou verdade que lgica. Supposto que
hajo sido perpetrados alguna attentados, que
aflligem todo o homem de corago bem for
mado nao he com ludo exacto, excede mes-
mo os limites da exagerago, o affirmar o com-
municante que nao ha dia nenhum comar-
ca termo ou pequeo povoado em que o
punhal do assassino nao arranque o pai a urna
numerosa familia o marido a sua esposa e
nao se pratiquem actos da maior barbaridade.
Nem tanto abusar da bondade de seus Ieito-
res Nao reflcctio por ventura o author do
communicado que fasendo urna tal pintura
de sua Provincia mais consegua desacredta-
la do que convencer de pessimismo a admi-
uistrago do Exm. Sr. Baro da Boa-vin ?
fVas ah que tal he a paixo do communi-
cante, que nao escolhendo meios para conse-
guir o seu fim pouco se lhe d do infamar
sua Patria com taatoque podeise desconceitu-
ar um patricio, cujo mrito e superioridade
o mortifica! / Tambara infringi o commu-
nicante os preceitos de dialctica na censura
que fez a S. Ex.', porque ainda concedendo-
se que Pernambuco se achasse no estado af-
fliclivo e horroroso que elle figura resta-
va-lhe provar o que nSo fez nem ao me-
nos tentou que a administraco era causa
dos assassinatos e da conflagrado a que
se refere. 0 correligionario do communican-
te que c redige o diario-novo tambera a
principio culpava por todos os crimes que
se commetio o Exm. Presidente da Provin-
cia que podendo os nao punia e nao pu-
nindoos provocava ; mas agora j muden de
hnguagem reconhecendo diversas causas de
semelhantes fpnomenos como vicios da nos-
sa educago, falsos principios de honra es-
padados pela populago, defeito das leis &c.
Se o communicante algum dia rsflectir me-
Ihor ha de reconliccer igualmente a inepcia ,
com que torna responsavel o Exm. Baro da
Bna-vista e sua administrado por quantos de-
satinos e attentados se praticao como se S.
Ex estivesse munido do poder de operar mi-
lagros augmentando a tal ponto os meios de
polica que trouxesse de olho todos aquel-
los de quem su recesassem delictos aca-
bando com todos os defeitos de nossa legis-
lago que de certo modo favoneo o crime,
e oque mais he projusindo urna comple-
ta revoluto nos costumes, d'onde procedesse
horror vinganca, e o profundo despreso
d'essehabito que ora domina, principal-
mente no centro de proteger facinorosos
para adquirir respeitos e conciderago. Em
quanto porem as cousas estiverem no estado
em que se acho convenga-se o communi-
cante que sao inevitaveis os attentados
que todos deploramos mas ainda assim se
pode afianzar que o prestigio do Exm. Sr
Baro da Boa-vista e sua grande influencia na
Provincia muito ha concorrido para que a ex-
agerada e falsa descripgo que o communican-
te faz de Pernambuco nao seja urna triste
realidade assim como estamos convencidos
e com nosco todos os bons Pernambucanos,
que o Exm. Sr. Baro da Boa-vista maisqu-
ninguem desja e he capaz de fazer perder
muito de sua intensidade, j que to cedo
nao ha possivel extinguir a tendencia para
vingancas e reaegss origem de innume-
raveis males no interior da Provincia e de
P0r freio audacia dos perversos e facinoro-
sos.
Atacando o Communicante do Brasil os princi-
pios, que chama polticos caractersticos de S. Ex. ,
diz que o Excellentissimo Snr. Baro da Jtoa-vista
tnexplfcavel, incomprehenslvel, e indefinwet em
seo procedimento, fez apparecer as ultimas eleicei
as mesmas violencias irregularidades, que as an-
teriores se praticaro. e de mais perseguio os candi-
datos do Governo. excluindo da urna o Presidente
da Cmara de 1841. Quanto as violencias e irregu-
laridades das eleicoes, sao evidentemente antes de
raso do antlior do communicado He (alo, que o
Governo influisse as leires desenvolvendo toda a
sua forca, e recursos para dar votaro aos seos can-
didatos, porque se assim fosse. se'o Excellentissimo
Har o da Bost-vista nao deixasse em liberdnde a cons-
ciencia dos eleitores, bem sabe o communicante, que
nao fui tiifTicil ao Governo obter completo trium-
plio, excluindo das urnas alguns desaflectos e adver-
sarios, qne conseguido a deputaco; alem de que
no tempo das eleicoes hum pensamento de mais im-
portancia para o Excellentissimo Snr. 1'arSo da Boa-
vista, do que o triumpro das urnas, huma gloria de
maior valor que as glorias eleitoraes, absorvia toda
attenco de S. Ex., e era manter a Ordem em Per-
nambuco amearailo pelos rtvixiveis das cenas que
enluctavo Minas e S. Paulo. N5o violentou por tan-
to S. Ex. a espontaneidade dos votos, nem, que lhe
chegasse ao conbecimento, bouve agentes de polica
que obrigassem os cidados assignar as listas do
Excellentissimo Presidente, ou cheles de repartices.
que constr; n-L'ssem pa:a esse lim os seos subordina-
dos. O aommiinicante do Brasil ou alguem por elle,
que aprsente lacios; ou d alguma prova das propo-
sices, que arrisca com lamanjia insolencia contra a
a visla. Nao he menns lal-a a asserco do communi-
cado relativamente aos corpas, que marcharo para
as matines, mrrc%imentadis, com seos offieiaes
frente, levando cada soldado hum* isla dada por
seo commamlante; quando o Excellentissimo Baro
da boa-vista por huma Portara de 13 de .lunho po-
sitivamente prohibi que a I.. N. por qualquer pre-
texto se reunisse. Os destacamentos que o com-
municante alinde, foio mandados para as Comar-
cas, muito antes das eleires, com o (im de manter
a tranquilidade e a ordem ao tempo em que se fbro
descobrindo os planos dos invisiveis, e algu em aqui
rectlna proclamaces dos conspiradores da Corte.
Nao foro pois, taes destacamentos enviados para as
Comarcas por motivo da eleicoes, nem elles votaro
n'essas Comarcas, para onde l'oie, visto que o Ex-
cellcalissimn Presidente decidi, que os destacamen-
tos nao votassem nos lugares para onde mtircharSo
depois dos 15 das que piecedero a publicarlo do
Decreto de G de Maio, de maneira que os sidudos
da polica qualificados, ou nao votaro em parte al-
guma, ou remettero seos votos para a Matii* de S.
Antonio desta Cidade. A respeito da ordem secreta,
de que estava munido o Juiz do Civel para juramen-
tan autpwiSSr XtSSCZ depsz, a .siu'ade he que coaa- '
tanrlo Presideacia que alguns Juzes de paz pre-
tendan frustrar a eleicio, Caso Ihet nao agradasse,
deixando de comparecer no primeiro dia, cnose-
guinte, por nio haver Suppleutes juramentados,
expedio a todas as Cmaras ordem para juramentar
todos os Supplentes, e dando-se-lhe parte, que a
Cmara do Limoeiro nao cumprira a ordem, lavrou-
se en to a portara para que faltando o Juiz de paz, e
nao havendo a Cmara juramentado o Supplenle, o
seo Presidente o juramentarse, na falta do Presiden-
te o Vereador mais votado, que se achasse, e s era
falta absoluta de todos o Juiz de Direilo do Crime,
ou do Civel deierisse o juramento ao Juiz de paz
Supplente. Nao den pois a Presidencia ordem se-
creta ou misteriosa ao Juiz do Civel do Limoeiro,
como diz o communicante : tomou, porm, huma
medida mu .publica, e Je grande necessidade pare
impedir que certos Juizes de paz, quando se des-
contentassem das eleicoes, (as podessem de mo.s
dadas com os Camaristas seos amigos, frustral-as a
seo arbitrio
Relativamente a perseguirlo dos candidatos do
Governo, e traico praticada com o Snr. H. de Re-
sende. pouco diremos, e talvez melhor fora guardar
completo silencio, to despresiveis sao n'esta parte
os botes do insolente communicante I Sempre leal e
sincero em sua vida publica, ou particular, quem
pode crer, que o Excellentissimo Snr. Baro da Boa-
vista lancasse em seo procedimento a negra nodoa,
que n'efle enxerga o communicante do Brasil ? S.
Ex. prestou o seo apoio e recommendou, eom espe-
cial distinccSo aos seos parantes e amigos a candi-
datura do Snr. H de Resende. Se o resultado nao
correspondeo aos desjos do Excellentissimo Snr.
Baro da iloa-vista, a culpa nao foi por certo de S"
Ex. mas dos antigos correligionarios do Snr. H de
Resende, e de alguns outros inimigos de S. S., que
o hostilisaro extraordinariamente. Bem convenci-
do d'esta verdade est o Snr. H de Resende, e
nenhum habitante, ou eleitor de Peruambuco pode
lancar os olhos sobre o despresval commuucado do
Brasil, que nao exclame indignado calumnia ,
mentira! 1
Corra-se o Brazil de ter approveitado as pro-
dueces do opposicionista de Pernambuco na Corte
para tornar duvidosa a lealdade do Excellentissimo
tfaro, subscrevendo to fcilmente o que n'esse
communicado se dice sobre a eleioo do Presidente
da Cmara passada, e tirando illaces que s alguma
ogerisa particular, eno a reeonhecida lgica do con-
temporneo podia authorisar.
0 Paquete de vapor Pernambucana chega-
do dos portos do Norte deixou as provincias
do Para Maranho e Cear em tranquili-
dade.
O CARAPCEIRO.
AS ENGAJADAS.
Nos Estados Unidos ( diz o Sr. Gustavo de
Beaumonl no seu bello romance histrico, in-
titulado Mara ou a escravido ) quando duas
pessoas de difieren te sexo tem reconhecido.que
se convem urna outra promettem unir-se ,
e chamo-se engajadas: sao especies do es-
ponsaes que se celebro sem solemnidade ,
e nao (em outra saneco mais do que o la-
go da f jurada.
J que estamos pois no uso de adoptar alto
e malo os termos francezes e sendo j to
comezinhos entre nos os engajamentos, e
engajados nao se me lanzar no rol dos in-
novadores por me servir destes vocabulos
para significar nao tanto os amantes que
contrahiro'esponsai'S quanto os namorados,
que seguros a urna s inclinaQo nao admit-
tem outra nem se deixo arrastrar de soli-
citacoes estranhas. He innumeravel a grei
dos namorados ; pois cada um muitas vezes
namora segundn seu genio as suas posses,
a sua posiQo social, e as suas circunstancias.
Ha menina que por matreira e socarrona
namora quasi imperceptivelmente e assim
por modo de quem nao quer a cousa : outras
pelo contrario sao to trefegas e bolicosas ,
e taes bichancros taes monarias fazem em
prezentjadeseusapaixonados, que parece que-
rem dar rebate de seus amores a todo o mundo.
Mas no vastissimo imperio dos namorados
ha muita gente que he borboleta quero
diz'er ; que vagueia de flor em flor sem pren-
der-se a nenhuma. Ha sujeito to completa-
mente vadio to inconstante e damejddor
professional que he cipaz de namorar a
trinta a quarenta no dia trazendo a todas
n'uma enrededa diablica ; e com quanto o
nosso sexo seja indubitavelmente menos pu-
dibundo e mais ousado, toda-via nao fal-
tao muflieres to voluveis e to coquetas ,
que namoro indistinctamente a quantos as
requebro e parece que tem corago de
eslalagem.
Sede ordinario a mot;a namora por paixo,
algumas ha que se habiluo ao loureirismo,
( permitta-se-me a expresso ) e namoro por
passatempo por divertimento e at por
patuscada ; e tal desta especie ha que em
um s dia entretem a trez e quatro preten-
deres avulsos fra um emperrado que he
pffectivo e vive mais ferrado no namoro ,
duque urna galinha no choco.
Nao assim as meninas engajadas. Estas sao
amantes firmes, e que s oceupo o pensamen-
to no ohjecto do seu amor. Como porem po-
der 4u4ur sujeito distinguir estas d'aquel-
Ias ? Conversando a este respeito com certo
magano traquejado as armas de Cupido, dis-
se-me pouco mais ou menos o que se segu,
e que offdreco a todos os gamenhos e da-
mejadores, afim deque nfio se metto em
taes conquistas sem pleno conbecimento de
causa afim de nao perderem o seu tempo ,
nem suspirarem em vo. Quando virdes pois
urna mulher com certo ar de melancola sem
lhe haver morrido pai nem mi e sem ser
por molestia nao fareis juizo temerario se
a supposerdes engajada quero dizer ptvsa a
um amante certo. Essa melancola provom
muitas vezes da ideia de certos embarac,os e
privacOes, e outras de saudade do objecto aman-
do. Quando virdes outn, que ainda no raeio
Jo melhor baile ou da mais alegre partida
arrancar de vez em quando ab irno pectore
profundos, e prolongados suspiros suspeitai
logo que he engajada e sabet que ou es-
t agastada com o seu apaixonado ou estt*
nao se acha presente.
D. Umbelina nao poda ouvir urna muzica ,
urna modinha terna que nao mude de cor,
que nao lheancee e palpiteo coraco e
nao derrame lagrimas. Pois que tem a po-
bre da D. Umbelina ? Padece de ervos ?
Nada : soffreo trabalhos da vida ? Menos.
Pois que tem esta menina que anda agora
to impressionavel e tio sensivel ? Est en-
gajada : o seu amante he militar e embar-
cou para o sul. D. Aninha apezar do seu
genio jovial, e folgazo de vez em quando
repentinamente faz-se triste, o solta seus seis-
piros ; tambem he engajada e o seu amado
ha dhs lhe nao apparece D. Tetezinha alias
de genio brando e prazenteiro anda ago-
ra carrancuda falla a todos com arremesso ,
arrfbita o narizinho e parece que quer bri-
uarcom todo o mundo : porque ? Porquo es-
t engajada : arde em zelos agastou-se com
o seu amante e ainda nao fizero as pazes.
D. Mariquinhas he muito recatada e sonsa;
mas nao d duas palavras que nao traga
bailha seu primo Quinquim de qut'm alias
s vezes se mostra aborrecida: entretanto es-
t engajada com elle, e fingem que nao se es-
timo seno pelas relacOes de parentesco.
Quando virdes urna moga que ainda do-
ente e apezar de graves encommodos quer
ir a certo baile, a certa funego, a certo con-
vite desconfa i com todo o fundamento, que
est engajada e podis apostar que nesses
adjunctos tem de adiarse o seu predilecto.
Moga que a horas certas e infalliveis lar-
?a toda a especie de oceupago para se pora
p firme na varanda est engajada. Moga,
que prefere a tudo a Ieitura denovellas e
que anda copiando versinhos de quanto livro
de poesas pode encontrar, est engajada. Mo-
ga que sem reflectir um s momefito res-
ponde redondamente que nao quer cazar com
quantos pretendentes lhe apparego, he mais
que provavel esteja engajada com outro ,
de cuja posse nao perdeo as esperangas. A
moga que entra a mostrar-se devota a fa-
zer novenas e promessas a Santos, he mui-
to do desconfiar que esteja engajada. A mo-
fa que se descuida de seus ornatos e ata-
vos que em Domingo ou dia Santo nao
s'enfeita nem ao menos ata o cabello nem
muda e vestido est engajada e tem au-
rente o objecto dos seus amores ou arrufou-
se com elle. Moca quegostando muito dag
quadrilhas nao aceita nenhum cavalheiro ,
finge-se doentinha, e nao da rica no baile urna
s vez, est engajada, e o seu Adonis de cer-
to nao se acha ali. Moga que a todos trac-
ta com arrogancia e como se costuma di-
zer, por cima do hombro e que diz mu des-
peitosa que nao ha no mundo cousa pior ,
que homem est alem d'engfijada, de bri-
gas com o seu amante. Moga, que chora in-
consolavel, e at emagrece ; porque seus pas
mudro-sedo Recife para o mato, est, coi-
tadinha engajada e bem engajada. Moga
finalmente que tendo aprendido a tocar, e
cantar de repente aborrece-se do piano e
da muzica e vive tristonha, e pensativa, es-
ta engajada.
Com quanto seja balda do bello sexo o bla-
zonar de firme em suas afleicGes todava al-
gumas ha que engajando-se de manh, de-
sengajo-se de tarde para se tornar a engajar
no outro dia aturando-lhe um namoro me-
nos que um par de sapatos. Desta especie
sao varias cazadas que tem marido como
se tem um traste indispensavel tanto assim
que em lhe morrendo um, pOe logo outro em
seu lugar. A este reparo respondem as senho-
ras que muitos homens praticao o mesmo ;
o que he pura verdade : mas por nra tracto
dellas e nao driles. O meu velho amigo ,
de que cima f!!ei arrematou o nosso dia-
logo dizendo que nenhum soldado de Cu-
pido deve abrir man Ao q'jslqurr cenc"sta
por lhe constar, que s deesa acha-se engaja.


&
da ; porque bem pode acorttaoer que dos
engajados se passe para os esparrellas.
JJan cavaquinho s nossas eslimaveis
Patricias.
Consultando com a minna propria consci-
encia juiz que se nao deixa corromper pe-
lo ouro nena dobrar por empenhos conhe-
go que nada ha escripto o Cirapuceiro ,
que possa rasoavelmente servir de aggravo
ao seu prxima e muito menos ao b lio
sexo. As suas proposigft )s sao sempre geraes ,
e to desdidas de accidentes e accessorios ,
queso urna refina la malicia as poie tjrcer ,
e trnalas em aluso s.
Em verdade o Carapuceiro s falla das cou-
sas que lheparecera dignis de censura pa-
lo lado do ridiculo ; e debiixo deste respei-
to nao ha classe con ligao ou jerarchia
que Ihe nao estejo sujeilas. Tractar das
modas : nao por serem modas ; sim das que
julga inquerentes ou extravagantes 5 e urna
das cousas com que mais embirra he com
a nossa mania d'em tu lo absolutamente que-
rernos arremedar os Francas. Longo de
mim essa misaravel tolicede monnsprezar os
estrangeiros : antes entendo qua muito po-
demos edevemo* aprender delles : nnsew
modas in rebus nem he bom tudo quan-
to se faz em Franca, nem corto* usos
ainda bons ali tem lugar aqui. Cousas ha
na Europa que tomos por meras modas ;
porem que nao sao se nao filhas das cir-
cunstancias do clima. Taes sao por ex. ,
os vestidos de l as dansas violentas &c,
que assento bem em paizes de rigoroso
fri. Entre ni pelo contrario he mister ,
que tudo se accomode ao nosso clima que
he ardente. Eis as minhas ideias a este res-
peito.
COMMERCO^
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 27........ 10:232*489
DESCARREGA" H0JE 28 DE JANEIRO.
Birca sarda = Paquete de Trieste s= farinha
de trigo.
Barca ingleza =s W.m Russell = farinha de
trigo.
Brigue americano = Sterling = sabflo, vel-
las e taboado.
Brigue portuguez = Tarujo 1." = pedra.
Brigue inglz = Eliza Bell == batatas.
Calera ingleza = Iris = carvo.
Barca = Ramblen = carvo.
M0V1MENT0 DO PORTO.
NAVIOS SAHID0S NO DIA 2G,
Rio de Janeiro; brigue brazileiro Bom Je-
zus,cap. Francisco Ferreira Marques;
carga assucar.
Dito ; brigue brazileiro Jpiter cap. Mano
el Luiz dos Santos : carga assucar.
Dito ; sumaca brazileira Santo Antonio, cap.
Jofio Jos Peixoto carga diversos gene-
ros.
NAVIOS ENTRADO NO DIA 27.
Bahia ; 8 dias brigue sueco Solida, do 400
toneladas capilo Pedro Westermaok ,
equipagem 16, carga sal para lastro : a Le
Bretn Schramm & C*
Para Maranho e Cear ; 15 dias vapor
brazileiro Pernambucano comman ante
Joaquim Peixoto Guimares : tras 175 re-
crutas.
DECLARACES.
SOCIEDADE NATALENSE.
A commisso administrativa previne aos
Srs. Socios que os bilhetes da recita de hoja,
entrego-se at 4 horas da tarde. Outro-sim,
as propostas de convidados para as Galleras ,
recebem-se rnente at o meio dia.
= 02 escripturario encarregado do lan-
camento do bairro do Recife faz publico que
hoje 28 do corrente ter lugar o langamentu
dos predios das ras da Lapa, Joze da Cos-
ta e Madre de Dos.
AMPHI-THEATRO NA RA DA FLO
RENTINA.
Grande e extraordinario espectculo e-
qucstpe e ginastico, para domingo 2Mlo
Corrate presentado p"a WOMlM e compa-
nhia .le Joo Bernab dividido da maneira
seguinte :
i.' PVRTE.
Dupois que os proessorea ua crc.".".r2 :-
verem executadouma escolhida ouvertura,da-
r principio ao divartimento a dan^-a de cor-
da forte oom maromba e sem ella.
1. Joo Bernab executar urna danga
grotesca.
2. O gracioso palhago aprezentar dif-
feeis trabalhos sobre a mesma.
3. O director finalisar este acto apo-
sentando admiraveis exercicios sem marom-
ba.
2.* PARTE.
4. Volteio aposentado poj Bernab,
seus dicipulos Francisco e Augusto seo filho
Alexandre e Manoel Pereira os quaes e*e-
cutaro varios pulos, dobros de corpo equi-
librios e saltos mortaes.
3.* PARTE.
Grandes trabalhos eqittrstres,
5. O Sr. Diogo Clak aprezentar diffl-
cultosos volteios aerios sobre um cavallo em
pello.
6 Joo Bernab disiinguir-se-ha com
o exercicio dos arcos dangando e pulando
entre elles sobre um cavallo em pello ; ter-
mimndo com a admiravel corrida da anca :
"stes exercidos tem fulo os mais vivos aplau-
sos aonde por elle foro aprezentados sen-
do singular esta pirte.
7. O cavallo Romfto executar todos os
movimentosda (llaut-Ecol) ao mando do seo
dono. Dingar urna valga a toque de msi-
ca e aprezentar a scena do r-avallo morto.
8. O joven Francisco brazileiro, di-
cipulo de Bernab executar os mais difficeis
nulos e dangas sobre o cavallo a galope ,
terminando com a difficultosa corrida sobre a
cabega com as pernas no ar.
9. 0 ppqueno cavallinho campista diver-
tir o respeitavel publico com seus admira-
veis ensinos respondendo s perguntas do
s u amo e linalisar pulando carroira ar-
cos e mais objectos.
10. Huma gracioza scena aprezentada
por Bernab, e opalhago sobre um cavallo
a galope.
11. Terminar o divertimento com urna
engracada scena mimica intitulada
O BABBEIRO DA NOVA MODA.
(Principiar a* 7 horas e meia da noite)
PRESOS.
Bilhetes de entrada na platea .1*000
Camarotes cada um........8*000
Varandas para Senhoras......ltfiOO
Os mes mus aclio-se venda no dito Amphi-
Theatro das 9 horas por diante no dia do es-
pectculo e em outros dias na casa do an-
nanciante na ra larga do Rosario n. 8.
P. S.
Pedc-se aos Srs. que alugarem camarotes ,
queiro nao impedir a passagem dos corredo-
res, em consequencia de serem os camaro-
tes abertos nos fundos.
Cada camarote tem um banco e por isso
as pessoas que quizerem mandar assentos,
devem faze-lo om antecedencia no mesmo
dia do espectculo.
AVISOS MARTIMOS.
PaFa Montevideo e Buenos Ayres, sa-
hir dentro em poucos dias o brigue sardo
=5 Triumpho do Brazil o qual tem bons
commodos para passigeiros, aos quaes se pro-
mete bom tratamento para o que trata-se
com o capitio Nicolao Manar ou no Recife
ra da Cadeia n.* 45 em casa dos consigna-
tarios Amorim & Irmos.
AVISOS DIVERSOS.
Artilhero : vende-se no lu-
gar sabido.
Collegio Sancta-Cruz.
as O director d'este Collegio Antonio Ma-
ria Chaves e Mello Presbytero secularisado
por Breve Appostolico etc. etc. tem a hon-
ra de declarar aos dignos paes do seus alum-
nos e s de mais pessoas que se dignam
honral-o com sua amizade ou affeigo que
se acha no exercicio de seo ministerio no
qual assim como em tudo o mais ao seu al-
cance Ihes ofertce seu diminuto prestimo.
tsr A meza regcdora'da irmandade da Ma-
triz da Boa-vista querendo dar um testo-
munho do seu reconhecimento para com a-
quHhs pessoas que se prestaro com tanta
nioHMj subscrevendo para sociedade da lo-
tera da iin'sma Matll at a somma de
15:000* r*is se tsnto se fi/esse mister: de-
liberou que fossem considerados irmos da
1.4. ;-.....-*~j- -#; ncai Jitnu Nrs t****
Miiuiauuiuug!' v--------- ---
consequencia 86 participa que aquellas dos
ditos Srs. que ainda nlo sao irmos, podem
ir mesma Matriz assi?nar o termo do irmo,
por isso que desde j fieo no gozo de todos
os privilegios, e r<*galia concedidos po
compromisso ; e tinto esses como aqualles ,
que j sao irmos, a mesma meza deliberou,
que fossem considerados bemfeitores daquclla
sst" Preciza-se de 200*000 res a premio
sobre urna propriedade quo val o dobro ,
livre e desembiragada e he em boa ra ; os
pertenientes a este negocio dirijSo-si a ra
do Caldereiro a Tillar com Joo Joaquim de
FigueirPdo, ou annuncie para ser procurado.
ar Urna pessoa deseja leccionar em casas
particulares de latim e primeiras letras ,
mostrando grande applicago e mais com-
modo do que outra qualquer pessoa ; quem
precisar annuncie.
= O Sr Francisco Caetano Pareira Gui-
mares queira ter a bondade de annunciar
sua morad, ou dirija-se ra do Agoas Yer
les n. 42 pois muito importa fallar-Ihe.
= Roga se ao Sr Vicente Tavares da Sil-
va Coutinho se entre os escravos que tem
em seu poder existe um preto por nomo Ja-
cintho nago Rebollo idade pouco mais ou
monos 20 annos bonita figura cor preta ,
folla um tanto descangado urna marca no
ppito esquerdo imitago de urna ancora ,
podem leva-lo ao snu Senhor Manopl'Antcro
de Souza Reis no Recife ra da Guia sobrado
de 3 andares n. 53 que ser gratificado oom
100*000 reis.
sr Ladislaa Constantino Alves do Nasci-
manto, brazileiro, retira-se para Angolh.
= Oabaixo assignado 1. vizitador da
veneravel Ordem 3.* de N. S.rl do Carmo, de-
clara que existemem seu poder dous requeri-
mentos : um de Anna Mara de Jezus, eou-
tro de Francisca Monteira para sorem in-
formados sobre o que requeren. ; e como se
ignora o lugar em que morSo queiro o di-
zer no pateo de S. Pedro n. 16.
Felis Francisco da Souza Magalhes.
- Os proprietarios do botequim da ra
larga do Bozario n. 27 avizo aos seus fre-
guezes e rmis pessoas. que tendo apromp-
tado de novo o dito b.itequim com toda a
limpeza e aceio : ter domingo 29 do cor-
rente logo dimanh mo de vaca pre-
sunto de fiambre ; pastis pudim almogo
de bom caf e cha &c. como de carnes ,
oalinhas&c. e continuarlo a ter o mpsmo
e mais ( conforma fi strago ) todos os do-
mingos e dias santos ( nao sendo dias de je-
jum ) assim como aprontaro toda e qualquer
encmenla e jantares m^nsaes feito por pre-
gos commodos ; e a noite havero bons p-
tiscos bom caf tanto com leite como sem
elle.
No aesouiie inglez na ra da Senzalla
Velha n. 36 no Recife tem hoje sabbado e
domingo carne de boi. carneiro e faz
lingoigas de todas as qualidades por prego
commodo.
s^- Quem precisar do urna ama para o ser-
vigo de urna casa ; dirija-se a na do Mundo
Novo n. 17 que se dir quem pertende.
tstr Alluga-se o primeiro andar da qasa da
ra do Queimado n. 1G na loja do mesmo,
T Precisa-se de um homem portuguez ,
para fra desta praga distante 30 leguas, para
ensinar a 3 ou 4 meninos primeiras letras ;
quem esliver as circunstancias dirija-se a
ra da Madre de Dos loja n. 7 para tratar
o neiiocio.
tsr O abaixo assignado torna a pedir ao
Snr. F. que haja de lhe restituir o embru-
Iho dos 5 aneloens que lhe tirou do bolgo no
Theatro no Domingo 15 do corrente se foi
por pega basta de tempo do contrario ve-
seobrigado a declarar o seu nome e a que
familia pertence, o abaixo assignado nao teve
maior cautela na ocazio porque nunca su-
pz que homem branco cazacalmente vestido,
lhe rnetesse a mo no bolgo, e como tenha de
dar conta por ser pinhor que estava na sua
mo roga-se a entrega delles somente pela
conta que tem de dar sua dona aflangan-
do licar tudo em silencio e obrigando-se a
dar o valor delles.
Manoel Pacheco de Queiroga.
tsr A quem faltar pezos de vendas ou as-
sougues sendo de libras e meias libras e
sendo de ferro e bronze derija-se a ribei-
ra entrada da ra do Fagundes na venda do
Machado & Torres que dando os signaes
serlos Ihes sero entregues, cujas pezos foro
tomados a um menino que os andava ven-
dendo.
ssy Se alguma pessoa aqui na praga ou
mosmo fora a pequea distancia ; que te-
riha Uns de menor idade prceizar de um
mosso portuguez, de idade de 19 annos,
ChCguO pOiiiiiuiiKiik pSi .C3 cn3r>
a 1er escrevr e francez, queira ter a
bondade de annunciar por este mesmo Diario,
para ser procurado.
cr Urna senhora de bons costuraos se
propem a tomar criangas com ama para se
se criarem com leite, impedidas e dezempe-
didas, e tambem se recebem as que estive-
rem j desmamadas para so acabarem de cri-
ar com todo o mimo e amor : na ra Di-
reita n. 50 no segundo andar.
__O Senhor que alugou um cavallo na
ra do Pires para o dia 2 de Fevereiro e
deixou um pataco velho queira aparecer, quo
se lhe quer fallar. .
er A Sra. D. Francisca Maria de Olivei-
ra, moradora na ra da Penha queira man-
dar receber urna carta na ra da Cadeia do
Recife loja de lerragens n. 56.
&3 Pracisa-se de um caixeiro de idade de
14 a 15 annos, que entenda de venda; quem
quizer dirija-se na praga da Unio n. 21.
er Pede-se ao senhor Vicente Ferreira da
Silva que diz ter em poder varios escravos
evadidos ao dominio do seus senhores o ob-
sequio de averiguar se entre esses escravos se
ac lar um com os signaes seguintes : Joa-
quim de nago Cabunda alto bastante ,
cabega e orelhas pequeas olhos fundos ,
rosto pequeo equeixo fino mos grandes
e dedos compridos ps grandes e altos e
um destes com o dedo mnimo rombo isto o
sem unha ; cor preta natural, e tem o andar
cambaleado; cujo escravo desapareceu ha de*
annos pouco mais ou menos. Em Fra de
Portas, sobrado de um andar n. 82 de-
fronte do becco Largo, poder o mesmo Sr.
Vicente Ferreira mandar entregar o refrido
escravo no caso de o encontrar onde se
pagaro todas as despesas e bem gratificar
a quem pertencer.
ssr Charles Turquais, professeur au col-
lgs S.* Crux informe les personnes qui d-
sireraient apprendre la Iqngue francaise ou
perf.ctior.ner Peludo qu'elles en ont deja fai-
te qu'ilcontinu donner des legons soit chez
lui soit en ville.
Les resultis qu'il a deja obtenus ceux
qu'il obtient journellement par sa mthode
simple, facileet ratiorelle lui permettent de
garantir un succes rapide et complet aux per-
sonnes qui voudront bien l'honorer de leur
eonfiance.
S'adresser son domicilej ra das Trinch-
res n. 37..
tsr No caes do Collegio na frente do paa-
seio publico concerta-se tudo quanto con-
cerne o offieio de ptica ; como tambem ven-
de-se ricos barmetros termmetros e
lindos oculos oitantes e agulhas martimas ,
tudochegado prximamente de Londres.
sr Perdeo-se no embarque por detrazdas
obras do snr. Cunha em S. Francisco um
chapeo de sol de seda cor de caf quasi novo,
faltando-lhe no cabo o esmalte; quem o aehou
c quiser restituir dirija-se a loja da viuva
de A ongo A Companhia junto ao arco de
S. Antonio que ser gratificado.
= Arrenda*se por seis annos, um ptimo,
e prande sobrado de trez andares com gran-
de armazcm pagando o rendeiro o valor da
renda adianlado o sobrado he muito freaco,
em boa na quem quizer fazer este negocio
annuncie para ser procurado e tratar-se du
ajuste.
ssr O abaixo assignado faz saber ao pu-
blico que deo sociedade no seu armazem
de mulhados na praga do commercio Joze
Maria Pahneira e lica sendo a firma da ca-
sa Manoel Joze Rodrigues de Andrada A Com-
panhia que teve principio em 24 do corren-
te. = Manoel Joze Rodrigues de Andrade.
LOTE1UA DE GUADE LUPE.
Em consequencia da
grande extraccao que con-
tina a ter o resto dos bi-
ihetes que havio para
vender, correm impreteri-
v el mente no dia 31 do cor-
rente as rodas desta lo-
tera.
ssr Um particular propoe-se a enainar pri-
meiras letras dando duas liges por dia ,0
promete desempenhar com exactiao os deve-
resie suas obrigages eensina a ambos os
sex< s as pessoas que se quiserem ulilisar
(e seo prestimo annuncie.
sa Muga-se um sitio que tenha bastantes
arvoredos e caza piqueua para pouca fami-
. que seu aluguel nao exceda de i2 a 14
mil n-is por mez, e distante desta praga urna
legoa 5 quem tiver, annuncie para ser pro-
Cuiauu.


as
tsr Francisco Gongalves da Moraes, reti-
ra-se para fora da provincia.
ssjr Offerece-se una ama com muito bom
leite; quem precisar dirija-sj ao beco do Ma-
risco n. 5.
WT O abaixo assignado professor de fi-
losofa do Colegio das artes, avisa a quem con-
vier, que desde o dia 30 do correnta em diante
estar abarla a matricula da sua aula na casa
de sua residencia em Olinda, ra de s. Pedro
noto n. 2. Antonio Herculano de Souza
Bandeira.
tsr A senhora que tem aula do primairas
letras junio do sobrade do Travasso avisa
ao respaitavel publico que ella continua a
receber meninas para educar pois tem to-
do zelo e cuidado ; a menina ensina a ler, es-
crever contar, grammatica portuguesa: ari-
thmetica coser, bordar de seda, lacada de
susto cacundd, lavarinto, passado ecrivo,
bordados de marca de duas faces de ilhs ,
de rodinha fazer vestidos bordar l de l-
nbo por prego commodo e bom adianta-
mento das alumnas.
tsr Quem annunciou querer comprar urna
chapa para fugo querendo urna com 4 bu-
racos dirija-se a ra velha da Boa vista so-
brado n. 61.
tsr Quem quiser dar a premio 1:200i com
hypotheca em urna casa terrea annuncie.
tsr Quem annunciou querer 500* rs. a
premio de 2 por cento com boas firmas, di-
riJH-.vc; a praga da Independencia n. 3.
tsr Quem annunciou querer comprar urna
chapa de fugo querendo urna de 5 bura-
cos dirija-se a ra Direita n. 10.
tsr Allugo-seduas casas, urna assobra-
dada na ra da Alegra e com commodos
para grande familia eaoutra na ra de s.
Goncalo com 3 quartos : tratar com Mar-
celino Joze Lopes.
tsr A agencia das pilulas vegetaes e da
medicina popular americana, mudou-ge da
casa do snr. Domingos Knoth na na de
Apollo para a ra da Cruz do Recife n. 18:
aonde secontinuo vender como dantos.
tsr* Na pastelaria confeitaria e fabrica
de agoa imperial na, ra das Trincheiras n.
14, onde se encontrar todas as qualidadea
de pastis frios torta de leite cre^e fa \.
to pastelinhos forma de cho'ar|Q08 ( biscoito
de Saboia podins de 't0jas as qualidades ,
croquets mering J biscoito em caixas, aman-
teigados r'.,sca bandada, biscoito para cha,
dito ba^nado em fim tudo quanto contem
urna pastelaria ; assim como tambem faz en
tomen das para casas particulares e encarre-
ga se de assar toda a qualidade de carne, como
aves pernas de carneiro, ou outra qualquer
cousa como leitSo presunto de fiambre pe-
r e galinhas cheias e tambem encarrega-
se de dar al mogo jantar e seia em dita ca-
sa como para casas particulares; aonde
acharad tudo do melhorgosto e dando pe-
tiscos a todas as horas tudo com asseio e
promptido ; tambem achar lquidos de
todas as qualidades, como vinho de Bordeaux,
Champanhe frontignan vinho do Porto e
de Lisboa tudo da superior qualidade, como
tambem licores francezes e refrescos de to-
das as qualidades ; tudo por prego commodo.
wtr No boiequimda uniu precisa-ae all"
gar dous moleques que aajo cspprto.
= Pretenda-sa arrendar um sitio que
seja distante desta cidade urna legoa pou-
co mais, ou menos, e que o prego doarren-
damento seja commodo : quem o tirer an-
nuncie por este Diario, ou dirija-se a casa
n.* 6 na ra da Palma.
= Aluga-se ou vende-se urna conoa, que
conduz agoa nova e j curtida ; na praga
da Independencia n.* 39
4
-Compra-se fraicos vazios, pequonos e
grandes que tenhSo servido de agoa fe Co-
lonia garrafas brancas que tendi servi-
do em licor e mesmo garrafas de Bordeaux ;
quem as ti ver e quizer vender dirija-se a ra
da Cadeia do Recife n. 16.
VENDAS.
tsr Urna escrava boa engommadeira, sem
vicios nem achaques e de bonita figura; 4
ditas com habilidades ; urna dita da costa ,
boa quitandeira-, um moleque perito cozinhei
ro de idadede 16 annos ; um pardinho de
l3annos; um bonito mulato bom pagem ,
sabendo fazer todo o arranjo de urna casa ;
um escravo bom sapateiro ; 3 ditos por com-
modo prego ; e urna barcaga nova com todos
os pertences : na ra de Agoas verdes n. 46.
tsr Para fora da provincia urna escrava
cose engomma e
na travessa de s. Jo-
COMPR AS.
tsr Sedulas miudasde 5, 2, e 1# rs., com
um por cento de premio e moeda de cobre
a dous por cento de disconto ou ao par em
troco de bilhatesda Alfandega a vencer a 22,
23, e 24 de Margo e isto so serve at o dia
30 do corren te : na casa de cambio de Lou-
rengo Basto & Companhia.
!**> Um sitio ou terreno que tenha capa-
cidade para ter vaccas e que nao seja longe
da praga : ua ra da Aurora n. 44.
tsr Compra se ou aluga-se urna negra que
seja fiel e que nao tenha vicios nem acha-
ques e seja diligente, para Yendar azeite: na
ra da Senzala valha por delraz da botica
franceza casa terrea n. 64.
=Uma escrava que saiba cozinhar perfei-
tamente engommar, da-so cem mil rs. avista,
e o rasto a 2 e 4 mezes, pagando-se o premio
Meando a escrava sujeita ao restante da
quantia athe o resto do embolgo; a quem es-
te negocio conver annuncie par* tratar
do ajuste.
crioula faz lavarinto
tem outras habilidades
zen. 5 primeiro andar.
tsr Cal de Lisboa: no escriptorio de Fran-
cisco Severiano Rabello ou no armazem de
Francisao Das Ferreira no caes da alfandega.
Um escravo bom mestre de assucar ,
muito robusto umilde e nao tem mos
costumes de 21 annos : na Soledade n. 38.
4 mulatas de 18 a 25 annos, sem vi
cios nem achaques com boas habilidades :
na ra larga do Rozario sobrado de 2 anda
res junto a botica do snr. Bartholomeo no
segundo andar.
= Urna negra moga da bonita figura ,
muito sadia boa cozinheira e engomma-
deira faz doces de todas as qualidades: na
ra da Cadeia do Recife loja de Joo da Cu-
nda Magalhes.
Um escravo crioulo, de 20 annos, bom
official de sapatero e com principios de se-
leiro : no atierro da Boa-vista loja de seleiro.
= Urna preta crioula de bonita lisura ,
de 21 annos, cose, engomma liso e cozi-
nha o ordinario vende-se por necessidade :
na ra do Caldereiro n. 74.
= Um terreno com 60 palmos de frente e
120 ditos de fundo, no qual tem 6 meias
agoas que rendem 3-80 rs. e 3-6i rs. fi-
cando livre um armazem para racolher na-
'eriaes ou edificar alguma casa por ja exis-
tir no mesn um alicoree pararaedficar qua-
quer obra : na ra do Caldereiro fallar com
Joo Joaquim de Figueiredo.
Urna negra de nago de 20 annos ,
bonita figura sem vicios nem achaques o
que se alianga : na ra estreita do Rozario
n. 33 segundo andar, ou na ra do Collegio
numero 3.
= Cortes de chita fina de bom gosto a
3520 : na ra da Madre de Daos loja n. 7.
= Mil molhosde palha da carnauba por
prego commodo ; e um escravo mogo para to-
do o servigo : na ra da Madre de Dos loja
de Joze Antonio da Cunha.
tsr Seis cadeiras com assento de palhi-
nda por prego commodo : na loja de marci-
neiro defronte do tbeatro publico.
= Bordes e cordas de tripa para violo e
rebeca : na ra Nova loja de Hypolito S.
Martin & Companhia.
Costado de amarrelo enchameis de
differentes tamanhos e larguras -, taboas de
louro que foro de armaco ; um relogio pa-
ra cima de meaa : um fiteiro enviJragado
para miudazas ; mal de abelha uruss um
pilo ; um taxo grande; urna paca do matto
muito mansa e grande ; urna banca nova de
abrir : as 5 pontas n. 45.
= Casaes de pombos e ditos burrachos ,
tudo de boa qualidade e por piego commodo:
na ra do Araorim n. 53 primeiro andar.
tsr Urna venda com poucos fundos a di-
nheiro ou a praso : no atierro das cinco pon-
tas defronte do viveiro do Muniz, bem afre-
guezada para o matto quem quiser dirja-
se a mesma n. 75.
Queijos londrinos presuntos para fi-
ambre conservase molhos de todas as qua-
lidades salmo esardiuhas em latas fru-
tas para pastis serveja branca e preta ,
carne do norte superior a retajho batatas
a 610 a arroba carros de mo para conduzir
atierro urna p rgo de garrafas vasias : no
armazem de Joo Carroll & Filho praga do
Coan r7; arrio.
tar Urna venda com poucos fundos sita de-
fronte da ribeira da Boa-vista n. 56 ; fal-
lar na mesma.
Mr Cal branca e dita preta lijlos de
alvenaria e ladrilho tapamento e de ca-
cimba telhas caibros travs e Atoa
travessas ripas tudo por prego commodo :
no Porto das Canoas do Becife onde tem car-
rogas e canoas de agoa.
tar Urna negra de 22 annos bonita figu-
ra engomma liso cose chao cosinba o or-
dinario de urna casa, lava de sabio, e fax
renda ; e urna negrinha crionla de 9 annos ,
bonita figura ptima para aprender escola :
na ra estreita do Rozario n. 22, primeiro
andar.
tsr Um cavallo capado muito novo em bo-
as carnes proprio para carga : na ra da Cruz
numero 46.
tsr Cordas e bordees para violSo e rebeca
de superior qualidade na praga da Indepen-
dencia loja n. 3.
tsr Urna escrava de bonita figura cose,
e engomma com toda per feigo a qual da -
sa a contento: na ra Direita n. 43.
tar Muito boa farinha da trra a 3840 o
alqueire da medida velha arroz de casca a
4# o alqueire : na ra estreita do Rozario
numero lt.
tar Marques & Veiga vendem no arco da
Conceigo batatas a 500 reis a arroba e sen-
do 10 arrobas a 450 reis muito boa qualidade,
e no armazem do sr. Guimaraes barricas com
farellos novos a 4* e ancoretas com azeitona
do porto muito boa a 1280 rs.-
ft^> Urna negra boa lavadeira tanto de sa-
bio como da varrella ou troca-se por um ne-
gro cosinheiro : na ruado Livramento n. O,
se dir quem faz este negocio.
tsr Um cavallo grande forte bonito e
muito proprio para carro : na ra da Cruz
amero 7.
tsr Velas de carnauba da milhor qualida-
de possivel, e prego commodo: ra ra de S.
Gongalo n. 4.
tsr Urna mulatinha de 9 annos, por 280tf
rs. ; um relogio de sala de muito bom gos-
to por 80* rs : na ra de Caldereiro sobra-
do n. 12 onde morou o Amorim.
tsr Urna tscrava de 25 annos bonita fi-
gura perfeita cozinheira, doceira refina
bem assucar e lava roupa; quem a preten-
der annuncie.
tsr Bichas de ptima qualidade, chegadas
ltimamente: no atterro da Boa-vista venda
n 44 junto a travessa do Martins.
V= Um allegante carrinho com muito pou-
co uso e em eatado perfeito com os arreios
intairamente novos aparelhsdos de lati ;
para ver tratar na ra da Cruz do Recife
n. 18.
^ Na loja n. 49 da ra da Cadeia no bair-
ro do Recife continua-se a vender superio-
res chapeos de sol de seda francezes e
portuguezes ricos chapeos de seda par* ea-
bega da ultima moda prximamente chega-
dos dt Franaa boas sarjas protas hespanho-
las setim preto muito incorpado proprio
para coletes muito bons panos pretos e
de todas as mais cores, coeirosde cazimira
ricamente bordados cazemiras a 840 o co-
vado e outras mu tas tazeudas de bom gos-
to por prago cmodo.
- Um piano forte muito bom por prego
aomanodo : na ra da Cruz n. 55.
- Um escravo de nago Cassange mogo ,
sem vicios e sadio de boa figura para todo
o servigo ; urna escrava de nago lava de
barrella e de sabio engoma liao cozinha a
coza chao sem vicios, muito sadia a flal e
vende-se para pagamento: na ra do Colle-
gio casa n. 15 no primeiro andar.
Um reioja de parede bom regulador ;
tambem se vende sera para limas de cheiro
850 reis a libra : na ra do Rozario n. 17.
- Urna parelha de cavallos caslanhos para
tarro como to bem um carro inglez quasi
novo, muito lindo, tanto vende-se tudo
junto como separado : no Manguinho-Papa-
terra defronte do sitio do sr. Francisco An-
tonio de Oliveira.
V*" Um sitio na estrada de Bellem para
Olinda com casas de vivenda, e para pretos, e
com fruteiras commodos para vaccas do lei-
te plantagas decapim e para se traba-
Ihar e todo o negocio se *ar assim como
urna parte do sobrado onde mora osr. Manoel
Ignacio no Corpo Santo, e urna parte da pro-
priedade de S.'Jos da coroa grande, que foi do
finado Padre Antonio de Carvalhc Leal na co-
marca do Bio Formozo ; os pretendentes com-
paregio m casa de Manoel Bezerra Cavalcan-
te d Albuquerque no beco do Lobato ou
na prenga'doSr. Joaquim Jote Ferreira.
tsr Na loja de Joo Maria Seve & Filho se
vende rap princesa de Lisboa chegado ago-
ra por prego commodo.
ar* Urna venda no oito do Livramento ,
n. 2. que venda diariamente o aluguel da
casa mensal: tratar na mesma.
ter Caixas com folha de fiandres sorti-
do a retalho : em casa da Me. Calmont 4
Companhia.
tsr Pombos bons batedores e de boa quali-
dade : por prego muito commodo na Trem-
pe casada esquina que tem lampio.
asar* Ouatro negros mocos sem vicios nem
achaques de todo e qualquer servigo, sendo
un bom canoeiro e serrador, oulro bom car-
reiro outro com principio de ferreiro e o
outro com principio de carpina, e tem pratica
de trabalhar no campo pois advrte-se que
se vende por haver precizo; na ra do Quei-
madolojan. 5i que se dir quem he que
os vende.
-Cavalla seca vinda do Cabo daBoa-Es-
peranga am porgos de arroba para cima ;
este peixe tam ido gavado por todos os que
tento proval-o e hequazi igual a qualquer
peixe fresco : vende-se no armazem n. 44 ,
ra da Alfandega Valha.
tsr 7 pipas de agoardente branca e urna
porgo de sera amarella : na ra do Livia-
mento armazem de mulhados n. 20
= Camas de ferro chegadas ultima mente;
na ra da Alfandega velha armazem n. 44.
tar Damascos e tafetaes de seda de cores,
franjas e gales amarello de retroz t:udo de
Lisboa e proprio para ornamentos de Igreja,
farinha de mandioca em barricas do Rio de
Janeiro, urna cadeirinha de ra pouco usada,
e um silho tambem com algum tiso : no Re-
ciferua da Cadeia loja n. 57.
^tar* Poesas ternas e amorozas offe. recidas
aos Ilustres gamenhos de bom gosto nova
edigo acressentada com ptimos versos ama-
torios : na Fraga da Independencia loja de
livros n. 37 e-38 ou 6 e 8 e loja de mim le-
ras n. 36, pelo barato prego de 320 rs.
tsr Urna bonita escrava de boa conducta o
habilidades entre as quaes a de ongom-
mar com perfeigo nao foge nSo bebe ca-
chaga e muito fiel, o que tudo se afianga-
r de baixo de palavra ; e um bonito moleco.
de lo" annos" de idade montador a cavallo ,
e muito fiel : na ra estreita do Rozara
n. 10 terceiro andar.
ESC|RAVOS FGIDOS.
No dia 24 do corrente fugio um escra-
vo de nome Victorino preto nago Bengue-
la alto com pouca barba tem alguns si-
gnaes de juncadas as costas ; quera o apre-
hender leve-o ra d'Apollo no Recife ser
recompensado.
tsr No dia 22 do corrente fugiro de casa
de Jos Antonio Gomes Jnior, dous escra-
vos com os signaes seguintes : Joaquim novo
idade 50 annos pouco mais ou monos nago
congo altera regular corpo secco cor fu-
la farto-lhe os dentes adiante usa funda
por ser rendido e por issose torna um tanto
potrozo, toma tabaco levou vestido caiga e
camisa branca e jaqueta de couro como as
de sertanejos he cosinheiro a entende de
tanoeiro muito ladino intitu!a-se por for-
ro foi encontrado nessa mesma tarde no ba-
tuque-as cinco pontas e no dia immediato no
atterro da Boa-vista. Paulo crioulo ida-
de 30 annos com pouca differenga baixo ,
grosso com pouca barba cor bem preta ,
levou vestido caiga e camisa de amburgo, cha-
peo de seda he canoeiro muito ladino ,
monta bem a cavallo e entende de tra-
tar dos mesmos 5 quem os entregar no Reci-
fe ra da Cruz n. 23 ou no engtnho iMegua-
hipe de baixo freguezia da Munbeea ser*
bem recompensado.
- Fugio em y de setembro do anuo p. p
um molatinho de nome Jacob de idado 15 a
14 pouco mais ou menos com urna marca
de ferida ja s na maga do rosto em ponta
de barba caballo bom e aachiado cor na-
tural reforgado do copo muito esperto ,
engole as palavras quando falla sanio com
caiga debarguilha da algodo-zindo entranga-
do e camisa de ilgodio ; quem o pegar leve-o
ra do logo ao p do Rozario n. 8 que
se gratificar com 50# rs.
tsr No dia 7 do corrente mez desapareceo
um preto de nome Jos crioulo secco do cor-
po cor fula rosto recondo estatura regu-
lar ter 22 annos de idade levou camisa
de madapolo caiga de casimira preta de lis-
tras jaqueta preta e chapeo da palhinha ,
foi visto na ponte de Uchoa no dia 13 ; quem
o aprehender leve-o ra estreita do Rozario
primeiro andar da casa n. 32 defronte da bo-
tica.
ajar Fugio em dias do mez de Novembro
de 1842 urna preta de nome Maria nago
calaba de idade pouco mais ou menos de 00
annos com os signaes seguintes, cor fula,
rosto comprido secca do corpo alta com
o dedo do p direito grande sem unha pei-
tos pequeos ps e mos grandes ella se
intitula por forra e cosuma andar pela es-
trada nova e pelo engenho do Brum com-
prando verdura; os aprahendedores levem a
Solidado defronte da Igreja casa terrea n. 8 ,
que serio generosamente recompensados do
seu trabalho.
REUFE NA TYP. DE M. F. DE F.


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