Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04875


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Full Text
nno de 1843.
Sexta Feira 27
Todo .Kor. depende .le nie memo, ; ,1. no, prudencia aoderc5o e en.rgi. : con
iDu*mo, como principamos e seremos eponlados cora admiraoao enlre as N.coes m,,
clu,______________ C Proclamacao di Assembia Geral do Blata.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES..
Goianna, Parahiba e Rio grande do Norte seganda e lextai feirat.
Bonito e Garanhnns a 10 e 24.
Cabo Serinhaem, Rio Formse- Porto Cairo Maceio e Alagoas no 1.
Boa-Tista e Flores a 28. Santo Antao quintas feiras. Olinda todos o dias.
das da semana.
53 Seg. Os Despoiorioide N. S. And. do J. de D. da 2. t.
24 Tere. N. Senhorada Paz. Aud. do J. de D. da d. t.
j5 Quart. ConTersao de s. Paulo. Aud. doJ. de D. da 3. t.
j(5 Quint. Policarpo B. Aud. do J. de I) da 2.' t. '
27 Sext. s. JoSo Clirisn-stomo B. Aud do J. de D. da 1. T.
jS Sib. Cvrillo B. Re. Aud. do J. de D. da 3. v.
2'J Dom. Francisco de Sales B.
11
de Janeiro:
Anno XIX. N. 22.
u
O Diario publica e todos ot dias que nSo forem Santificados: o preco da assignatnra i
delree mil reispor qnartetpjos adiantados. Os annunrios dos assi'nantes sao inserido
gratis, e os desque o nfio forem ndole SO res por linlu. As rerlamaooes derem ser din
gidas aestaTyp., roa das CrinesN. 34,ou a praca da Independencia loja de litroi N. 6e .
Cavatos.Nodia 20 de Janeiro;
Cimbio aobre Londres 27 1|4 u7 i Nom. Oio-Moeda de 6,400 V.
k h Paris350 reispor franco. N.
a Lisboa 100 por 100 de premio. I de 4,000
I PATi-Pataces
Moeda da cobre 2 a 3 por 100 de des cont; Peto Columnare
dem de letras de boas firmas 1 J % ao me. >'" Mexicanos
PHASES DA. LA NO HEZ DE JANEIRO.
La Nora 30, 9 horas e 42 m. da manh. I La cheia 16, ka 5 horas e 36 m. darnanh.
Quart. cresc. 8, s5horase52 m. da tard.j Quart. rain, 21, s 10 horas t 42 m. da l.
compra
15,300
1,J
8,..)0
1.SIM)
1,800
1,800
renda
15,500
15,300
8,700
1,820
1,820
1,820
P reamar de fio je
2 horas e 6 m. da manliia. | 2. a 2 h
>ra e 31 m. da tarde.
DIARIO DE
CO.
PABTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 23 DO CORRENTE.
ficio Ao inspector da thesouraria da
faienda aecusando recepcao dos seus dois of-
ficios de 16 e 18 do corrpnle em que expu-
nlia a duviiia em que estava de mandar pa
gar a ajuda de custo de ida dos deputados por
esta provincia o conselheiro Sebastio do
Reg Barros eo doutor M 2 noel Joaquim
Carneiro da Cunta por nao ter ainda rece-
bido a necessaria ordem do tribunal dt> the-
souro 5 significando em resposta, que he pro-
vavel j se tenha expedido tal ordem se-
gundo o que declara o Exm. Sr. ministro do
imperio em aviso de 14 de dezembro ultimo ,
que por copia foi remettido aquella thesou-
raria j e que por nao convir que os ditos
deputados deixem por falta desse pagamen-
to de seguir viagem para tomarem assento,
cumpre que S. S.a sob responsabilidade da
Presidencia mande pagar a ajuda de custo nao
s estes deputados como quaesquer ou-
tros que tiverem de seguir e a requere-
rem mesma Presidencia.
DitoAo juizde direito interino da pri-
meira vara do civel nomeando-o para presi-
dir o andamento das rodas da primeira parte
da primeira lotera tavor das obras da igreja
deN. S. de Guadelupe em Olinda que ter
principio- a manh (24) pelas nove horas do
dia no consistorio da igreja da Conceigo dos
militares. Commuuicou-se ao escrivo da di-
ta lotera.
Dito Ao director interino do arsenal de
guerra approvandoa arrematago que se-
gundo participa em ollicio de 17 do correte,
fez Tiiomaz Felippe da Silva da factura de
250 bonets de gorra, pelo preco de 1*360 rs.
cada mu.
Dito Ao mesmo ordenando que ponha
em arremataco as obras daquelle arsenal, or-
eadas em 1:852,>800 reis ; e que d parte a
Presidencia do resultado da arremaftcao pa-
ra resolver linal.
DitoAo mesmo, determinando que man-
de pagar a Nicolao Joaquim Bodrigues, o que
justamente se lhe dever pelo frete das canoas,
em que foro conduzidos para aquelle arsenal
osobjectos do batallio provisorio de primei-
ra lint m.
Dito Ao mesmo, signilicando, que nen-
liuma applicago pode ser dada ao cobre de
que trata em olicio de 13 do corrente visto
nao ter sido julgado por contrabando segn
doS. S. informa emofllcio .le 21 deste mes-
mo mez, e nao ser em consequencia per-
mitido fazenda publica dispor delle.
Dito Aocommandante das armas, parti-
cipando ter concedido (cenca ao major gra-
duado Jos Ca"lano de Andrade Camiso ,
para se recolher corte. Expedio-se ordem
thesouraria da fazenda para se passar guia
ao mencionado major.
DitoAo inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes ordenando que faga arre-
matar por venda sete janella e quatro por-
tas com as competentes portadas duas fe-
chaduras e todo o material que se havia
comprado para a casa da Birreira da ponte
dos Carvalhos e que segundo informa o en-
genheiro cm chefe das obras publicas po
dem arruinar-se sem proveilo ahjutn pela
nenhuma probabilidade que ha de serem u-
tilmente empregados n'um praso breve.-Com-
municou-se ao engenheiro em chefe das obras
publicas.
Ditos Ao inspector da t'iesouraria das
rendas provincial eao inspector fiscal das
obras publicas intelligenciando-oa de haver
vista das soas informaces, edas do enge-
niteiro em cnefo mandado paaaar certificado r
Francisco de Pinho Borges para ser pago da
despesa feita com o calcamento da estrada
eS. Anto.
Dito Do secretario da provincia cma-
ra municipal desta cidade declarando que
S. Ex. o Sr. Presidente vai levar ao conhe-
cimento da assembia legislativa provincial,
na sua prxima sessio o objecto do seu officio
de 12 d'este mez em que pede se lhe decla-
re quaes os limites d'este municipio com
o de Olinda no lugar da Capunga.
DitosDo mesmo ao inspector da the-
souraria da fazenda e ao commandante das
armas participando haver-se concedido de-
misso por despachos desta dala ao tenente
sraduado Miguel Arcanjo de Vasconcellos e
ao alferes Manoel Joaquim Paes Barreto. am-
bos do batalho de infantaria de guardas na-
cionaes destacado.
Dito Do mesmo aocommandante das ar-
mas remetiendo copia da portara de 21 do
corrente, pela qual o Exm. Sr. Presidente
houve por bem demittir do posto de alferes
do batalho de infanlaria da guarda nacional
deseado ao cadete do batalho provisorio Pe-
dro de Assis Campos Cosdem.; alim de que a
faga executar.
Dito Do mesmo ao director interino do
arsenal de guerra disendo que em tempo
opportuno spro dadas as necessanas provi-
dencias acerca do objecto do seu ofiicio de 11
deste mez em que pondera a impossibilida-
de, em que se acha o segundo tenente refor-
mado Jos Francisco dos Santos de exercer
i'onjunctamento com as obrgagoes di* encar-
regado do laboratorio as funeges do lugar do
ajudanted'aquelle arsenal e pede que por
isso seja elle exonerado deste lugar.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 17 DO CORRENTE.
OfiicioAo Exm. Presidente, restituin-
do-lhe o aviso da repartigo da guerra de 25
Je dezembro do anno passado com acopia
da infornrgoque eifl-SOde margo do dito
anno dera sobre um requarimento do ma-
jor Aguiar.
Dito Ao inspector da thesouraria com-
municando-Ihe que o Exm. Presidente por
despacho de 12 do corrente, conceder dous
mezes de licenca ao major Raposo da Cma-
ra para ir ao Rio Grande do Norte condu-
sir sua familia para esta provincia onde foi
mandado servir.
Dito Ao delegado do termo do Bonito ,
respondendo o seu ofiicio de 8 do corrente,
que acompanhara a 10 recrutas dos quaes ,
seis assentaropraga dous foro postos em
custodia e dous devolvidos por iiicapazes ,
e significando-lhe, que os vencimentos da es-
colta devio ser pagos pela colectorii do lu-
gar na forma das instrueges de 6 de abril
de 1841.
dem do da 18.
Officio AoExm. Presidente, reinvian-
do-lhe o officio do sub-delegadode Pedras de
Fogo e dando a informagoque pedir a-
cerca da legalidade das contas das despesas
feitis com os destacamentos de linha guar-
da nacional e polica que ali eslivero.
^Dto--Ao mesmo Exm. Sr., para que se dig-
nasse mandar pela thasouraria indemnisar a
caixa do terceiro batalho de artilharia a p
(hoje 2.")a quanta de 14.j 880 res, que
por emprestimo deo a stima companhia do
oitavo batalho de cagadores pira forneci-
mento de dous dias de ragfles de etapo a 51
pragas da mesma.
Dito Ao inspector da thesouraria, re-
mettendo-lhe a guia que pela pagadoria das
tropas da corte foi passada ao segundo len-
te, da terceira classe do exercito Jos de Bar-
ros Cavalcanli quo acaba de fazer a sua a-
presentago vindod'ali.
IiliRlO DE PmBUCO,
. .. ...
A emigracao dos Acores.
Para satisfacer um ntsso subscriptor Por-
tugusz publicamos sob a rubricaExterior-
no nos o ir objecto a emigragao dos Agores para o
Urazil, em o qual o Sr. Castilho pode haver
fallado como eximio economista poltico, e a
inda mais como insigne, poeta ; mas nao com
a verdade do Cacto pelo que diz r.speito ao
que s passa no Brasil. Ja por occasio das
providencias do (overno Portuguez sobra o
mesmo objecto e s quaes se refero o Sr.
Castilho, dissemos nos o que entendamos
na materia e oqua occorria no Brasil com
os habitantes dos Agores que emigrSo para
a nossa trra e por isso nesta occasio nos
limitaremos a dizer que com effeito nao
rolo as areias dos nossos ros o desojado ou-
ro, nem para n> n >m para os Portuguszes;
que as arvores nao do patacas bem cunhadas
e correntes nem para uns nem para outros ;
mas que o clima he ainda bello e aaave como
outi'ora ; o solo ainda recompensa gene>-osa-
1 mente osuor daqui'lle que o verte e sabe a-
proveita-Io -, que a condirgo dos lilhos dos
' Agores em nossa trra nao smente est bem
bnge de ser comprada s doescravo-, seja
este avahado como h na Europa, seja como
existe entre nos ; como que seraprs ser e-
quivalente a quo dtsfructao naquellas ilhas a
clase proletaria sendo quo alguna sahem
i'lla, e passo para a dos proprietarios o
que basta para excita o desojo da emigragao ,
que lastima o Sr. Castilho a despeito de to-
das as medidas adoptadas pelo seu Governu
para a empecer ; e que finalmente se o Go-
verno Brasilero concorre para excitara emi-
gracao dos Agores obra nisto com acert e
! merece os nossos louvores tanto mais quan-
do nem elle ha de prometter oousas que nao
p issa rumj-rir nem tem preciso de fazer
magnificas promesas.
Abaixo tem os nossos leilores o artigo do
Brazil de que fallamos em o nosso N." 15 e
n'um dos prximos faremos as nossas relie-
xes a respiito da sua materia.
Em vista da fraqueza do nosso procedimen-
to, quande o annu passado pela tribuna e pela-
imprtiisa nosoppuzemos a nomcago do Ba-
ro da Boa-Vista para presidente de Pernam-
buco provocando-o a entrar comnesco em
urna discussao leal dos actos de sua anterior
adminislraco ( que S.Ex. se recusou per-
tinazmente ) \ depois que os factos ulterio-
res vieram soperabundantemente confirmar a
veracidade e axactido de ludo quanto ento
haviamos avangado e predicto : julgavamos
que ninguem mais haveria to imperradoque
j se negasse hoje geral conviego de que S.
Ex. nao foi nao nem pode ser bom ad-
ministrador; estando muitolonge de esperar
que se nos attribuisse sentimentos mens~sin-
ceros e menos nobres : entretanto a leitura
de um artigo proprio transcrito no n. 2 do
Malcsherbes em que o Ilustre escriplor
par de allegages impertinentes do condem-
nada materia velha nos d como gratuitos
c nao generosos adversarios \ nos convenceu
de que demasiadamente confiavainos na im-
parcialidade dos homens.
urna provocago directa tanto mais in-
justa e imprudente quanto ns justifica-
dos pelo resultado vivamos em rigoroso si-
lencio satisfeitos coui a opinio que.o pu-
blico fazia da pureza de nossas intengoes ;
sem fazer alarde de nossa victoria nao tan-
to par temeinios a pexa dedespeitosos, como
porque nada poderiainos accrescentar lin-
guagem dos lactos ; porem a citago que se
nos acaba de fazer dispensa-nos de tanta de-
licadeza para responder-mos ao Malesher-
/>es; o que faremos de modo a arrancar-Ihe as
catarata*, sequeodezejo de cortejar nao
lhe faz o efeitO da gotta serena.
C usurando o poucu cuidado com que ogo-
,;,,.., Hendeos inleresses das provinci i
mandano-lhes presiucntes pinguellas fo tr.tam de promover a sua ile.putago o
illustre redactor achuu quo o de l'ernambucu
era maravlhosa excepgo pois que consa-
grava todas as sitas Iucubrag-s e vigilias
elevago do terreno aonde ii-sceu como at-
testavo wn allegante cae a vutras muitas
obras netaveh de seu tempo.
Concordamos com o principio de que o go-
verno nao tem bem consultado os inleresses
pblicos quando em vez de mandar para as
provincias homens sabios, justos e creadores,
que fazendo cessar as intrigas que as dis-
laceram, cuidem de seus melhoramentos mo-
mos e materiaes; pelo contrario Ihes tem
mandado o fatal mimo de presidentes desig-
nadoret, e ambiciosos que s tendo em mira
obter um assento as cmaras legislativas ,
tudo McriGcfto s coDiideracOas dos partidos,
que fazem deputados e senadores ; de qu !,<:
urna prova exuberante o que succede actual-
mente que um sii prndente nao deixou de
se fazer elleger (salvo o caso singular e honro-
so do mudo digno Sr. Joaquim Jn/.e Pinheiro
de Vasconcellos ); mas de frma algu-
ma podemos concordar com a graciosa ex-
cepgo que do Hiri da Boa-Vista faz o es-
criplor a que nos referimos. E bem queda
concisoe generalidade com que se elle ex-
mssa inilic nJo apenas a conslrucgo de
diurnas obras, timo coroa de louropara seu
it'ie sem descer ao exame cirrumstanciado
das cousas podessenjos tirar argumento pa-
r provar que elle falln sem conviego ; to-
davia nao costitmando pelejar dentro dos in-
trincheiram'titos mas a peito descoberto ,
procurando o nosso adversario em seu proprio
aeantonam'-nto sem outra defeza que a ver-
dade por escudo ; desceremos a urna analyse
mais comprida dos faelos com quo mos-
traremos ao Ilustre redactor que aonde elle
achou materia para elogio, nao ha senio
motivos para censura.
( m elegante caes e mitras muitas obras
notaveis sao na opiniio do nobre escriptor,
monumentus de gloria para o Baro da Boa-
Vista ; e sssiin fallando dogmticamente en-
tendeu o nosso adversario ter conseguido o
seu lim sem reparar que peccando contra
as formulas nao fez mais que tirar consa-
quenciaa sem ter estabalecido as premissas ;
pois nao bastante a a presen tacio dessas o-
bras para aulhorisar a couclusfio ; os princi-
pios consislem em provar-se que ellas foram
exigidas pela utilidade pulica e feitas em
em regra com a po^sivel economa. Ora ,
isto o que nao fe/. nem o conseguir nun-
ca o illustre redactor : p do contrario se el-
le bem perscrular o ne meio conhecer que
esses que chama monumentos de gloria do
presidente de Pernambuco s servem para
all star os actos de urna administragio in-
hbil patacussa e disperdigada ; pois que
as mesmas e outras melhores obras teriam si-
do feitas com menos dUpandio por qualquer
oulro presidente que smente procurasse sa-
tisfazer as necessidades publicas sem atten-
der a propria fma.
E'verdade que ew.steessecfl e mais ou-
tras obras mandadas construir por S. Ex. ,
porem altendendo-se o pouco cuidado que el-
le poz para que alias se iiz ssem com perfei-
go gosto, seguranga e economa, vindo
assim a custarem o quadruplo do que seria se
sua constru> gao presiuisse urna justa fisca-
lisago nem-um realce pode deltal vir aua
.uiministragao. t va engdnheiro francez ,
Mr. Boyer foi mandado engajar com e-
normes vei.cimer.tos quando entenda tanto
de onslrucro como os nossos pedreiros de
segunda ordem e quanuo haviam na pro-
vincia engenheiros habis e urna repartigio
de obras publicas ; e elle se entregou a
conslrucco de diversas obras com autorisa-
i;o ue as fazer como enlendesse e quzesse ,
si :i nem urna superinti luencia nem fisca-
cfto de cuntas; sendo que.se ordenou
i sounria para i de prompto a todos
ii.,os desse eug nheiro independente
de algum axame nem apresentago de do-
cumentos que oslegaliaem e provassem a sua
^'


moralidade de modo que o pedido equiva-
l a urna ordem de Mr. Boyer para a thesou-
raria. Parece incrirel mas a pura ver-
dade, edeste modo se esbanjava sem pie-
dade os dinheiros da-provincia, nao se olhan
do nem para preco nem quilidade nem
quantidade: S. Ei. poz os cofres pblicos
disposigo do esirangeiro que sem amor pe-
lo paiz, e assim dea prendido de todas as peas
gaatava como gastou a mos largas 5 resul-
tando de to criminoso desleixo os escndalos,
deque Pernambuco foi testemunha ; entre-
tinto que essas obras sobre-carissimas fica-
ram imperfeitas e mal seguras.
O ees qwe apenas se pode fallar nellc ,
como tendo succedido a um monto de lixo so
bre que se edificou nao est construido se-
gundo arle e bom gosto 5 tem defeitos im-
perdoaveis sendo entre outros um dos mais
sensiveis o ficar cinco 011 seis palmos sob o pa-
vimento da ra que assim inferior e sem
se terem feito escoamentos fica allagada com
as aguas dasehuvas ; sem que se a possa at-
terrar porque isso ia intupir metade do alo-
jamento terreo das casas frontciras.
Tambem se efecluaram alguns eoncertoi as
asas da alfandega e palacio da relaco po-
rem sempre presididas estas obras pelo des-
leixo e desperdicio. A obra da alfandega nao
eonsistiu era oulra cousa mais que em urna
abertura pelo xagoo da igreja da Madre de
Deus para solar o edificio aonde est a re-
partido do corpo da mesma igreja para o
qua bastou o derrubamento de duas paredes,
fazendo-se entodesse la Jo a entrada pira o
edificio, e accrescentando-se dous torreos
para mera symetria quando fora mais fcil
e mais proprio arrear os dous que existiam ,
e com o dinheiro fazer-se algumas accommo-
doges mais necessarias em um* casa de al-
fandega ; sendo que o lugar o peior por fal-
ta do necessario fundo ; podendo ter sido a
obra feita em outro mais preprio que foi
concedido particulares, qua edificaran)
grandes armazens alfandegados, que agora
procura m ceder aogoverno sob certas condi-
fSes j se sabe favoraveis provincia, con-
dices de amigos !
A obra do palacio novo igualmente um
concert sem nem-uma architectura na
velha c.sa da relaco, s sem nem-uma
necess'.dade, a emprehendida para gastar
dinfieiro; quando a commodidade publica
e^igii oarrazamento desse velho edificio; por
quanto sendo um dos maiores defeitos da ci-
iade do Recife a falta de pravas e sendo o
lugar aonde est collocado o edificio hoje
concertado o mais espacoso e regular ,
formando urna pennsula pelo rio Capibaribe
que o corta fura melhore mais til apro-
veital o para se formar um passeio : porem
o presdeme da provincia tendo ouvido di-
zer que um certocapito genera! pretendeoe-
difcar daquelle lado um palacio com setenta
janellas, concebtu logo o desojo de o imitar
ea execugoacompanhou o pensamento e,
assim temos o apparato de dous palacios, ce-
da um o peior 5 entretanto que talvez com a
metade do dinheiro se poda no palacio do
collegio fazer algum concert que lhe aug-
mentasse a capacidade e commodos pois que
ainda tem muito espaco para ser aproveitado,
como o corpo tudo da igreja. E nao deve fi-
car em silencio o comportamentode S. Es.
a respeito desta obra illudindo officialmente
ao governo, para quem se mandava dizer
que os dinheiros eram despendidos com con-
certos da casa da relajo quando se cons-
trua um palacio aonde S. Ex. habita ac-
tualmente !
Ora a vista do que temos dito ainda acha
r o Ilustre redactor motivos para elogiar o
seu hroe pela edifiraco dessas obras ? O di-
zer-se lora da provincia o presidente tem fei-
to urna alfandega um palacio um caes ,
&c. soa liHii e pode Iludir : mas para
quem sabe o como as cousas se passaram, nada
lia ahi que cause admiraco.
Poderamos enumerar 011 iras militas obras
mandadas fazer pelo actual presidente e ana-
lvsar stia ulilidade natureza e construeco,
e ento conheceria o Ilustre redactor (uanlo
eslabanada e prdigamente se gasta os dinhei-
ros pblicos.podamos citar-lhe urna celebre e
nunca acabavel ponte de Bujari na estrada
de Goyana cujo arrematante cunhado de
S. Ex. devendo ter pago mais de urna mul-
ta, por falta de cumplimento do contracto ao
contrario pela benignidade do Exm. presiden-
te tem sido sempre del as relevado, e demais ,
recebido a terceira prestaco quando a obra
nao est ainda em estado de autorisar a segun-
da ; igualmente poderamos referir a eterna
cadea de (oyanna, cujos arrematantes um
prente e um outro cunhado de 5. Ex. j.i
receberam todo o valor da arreniataco sem ,
que a obra esteja na priuivir* condico : e siu i
ainda no tudo pois se nao nos falha a me-
moria a obra vae ser encampada, e concluida
por administraco ; poderamos finalmente
lembrar outros mu tos contractos de obras e
celebres arrematarles feitas no sentido de ac-
commodar os amigos ; e ento mais ainda se
convencerla o nosso adversario do ensimismo
da presidencia que elogia ; porem queremos
leval-o a outros pontos da administraco re
guista.
Pelo que respeita a moralidade o segu-
ranza individual do cidadSo, o estado da pro-
vincia de Pernambuco o mais aflictivo e hor-
roroso, e s atiesta a imbccilidade de seu ad-
ministrador. Nao ha dia nem um em que o
punhal do aisassino nao arranque o pai a urna
numerosa familia, o marido sua esposa; e
isto com o maior escndalo dentro das ras
mais publicas da cidade aos olhos das auto-
ridades sob as vistas de S Ex.4, sem que
um s acto e urna s providencia partam desse
foco de luz que indiquem habilidade ee-
nergia. As noticias ltimamente vindas da
provincia fazem arripiar os cabellos, pois que
pintam-na n'uma conflagraco geral de assas-
sinatos nao havendo comarca termo ou
pequeo povoado aonde se nao tenha nestes
ltimos lempos praticado actos da maior bar-
baridade ; familias poderosas armados em
campo uns contra os outros fazendo-se
guerra de exterminio com todo o escndalo
das leis e affronta da civilisago E vista
disto como dizer-se que o presidente de Per-
nambuco urna exoepco maravilhosa, porque
applica todos os seus cuidados em augmentar
a trra de seu nascimento ? Oh parcialidade !
Que nao seja o Ilustre redactor Pernambuca-
no que l nSo tenha familia, relaces, para
ento escrever sobre a sorte de nossa provin-
cia Que mais ser mister para qualificar-se
nessima urna presidencia P Se na do BarSo da
Boa-vista os dinheiros pblicos sSo esbanjados
sem regra ; se as leis nao txercem influencia
alu'tima sobre os costumes; se os cidados vi-
vem em o estado de barbaria assassinando se
uns aos outros ; se S. Ex/ nao ramedeia es-
ses males todos ; se a aeco do governo nao
ge faz ali sentir devidamente, como endeosar
sua administraco ?
Pelo que respeita aos principios polticos ,
e caractersticos de S. Ex.', tudo inexplica-
vel e incomprehensivel; podendo-se apenas
bem perceber que elle nao gosta de difficuhla-
de.% '. S. Ex.' teve as presentes eleices um
comportamento impossivel de diffnir. A gente
do governo actual, que acabava de dissolver
acamara temporaria, pelas torpezas, violen-
cias e falsidades que as passadas eleices
se pralic*ram, o Baro da Boa-vista estava res-
trictamente obrigado aempenhar todos os re-
cursos de sua intelligencia para que as ciegues
se fizessem regularmente : entretanto o con-
trario (oi o que succedeu. as vistas deobter
eleitores seu com que excluisse os seus adver-
sarios, S. Ex.* nao recuou ante meio algum,
assim vio-se com o maior escndalo dentro da
capital violentar-se a expontaneidade dos vo-
tos marcharem corposde seusquarteis para
as matrizes arregimentados com seus ol-
(iciaes frente levando cada soldado urna
lista que lhe tinha dado o seu commandan-
te. lacrada e carimbada no sobrescripto ;
assim se vio ainda na capital agentes de po-
lica intimarem aos eidados para assignarem
a lista do presidente : e chafes de repartieres
publicas apresentarem nellas listas, e man-
darem-as assignar pelos seus subordinados ;
assim se viu a pretexto de planos revolucio-
narios de proposito inventados por S. Ex.,
desenvolver-se a forca armada e mandar se
para todos os collegios destacamentos cujos
commandantes tinham por nica misso vio-
entarem,como violentaran) as eleces (quan-
do S. Ex. sabia muito deraizque se a'guem
havia na provincia contrario as idas de or-
dem eram seus prenles cujas ambiedes
insaeiaveis se prevalecem de lodo? os meios) ;
assim se viu mandar-se um juiz de direito do
civel munido de urna ordem secreta para e le
mesmo independente da cmara, juramen-
tar e impossar jui/es de paz ; tanto era certo
que eslava planejada a Cacco de certos ,
com quem se nSo contava, e to pouco com a
prompta reunio da cmara que desse mo-
do iam destruidas as difficuldades E um
presidente que assim trahe a espectaliva do
governo que o nomeoii compromettendo-o
por tal forma que pode ser apontado como
urna excepeo maravilhosa ? Que mais de
mu quareria o Ilustre redactor que nralicas-
se o seu here ?
Demais; foi dito no anno passado que o
baro da Boa-vista nao tinha partido seu ,
queera caudatario de seus prenles, (cujo
chele reconhecido c o baro deSuassuna ) ,
e que desavido com o partido Chiman-
do ro poda u.rigir ss cbfeSss emum,
sentido favoravel aos principios que actual-
mente governam, e que assim o resultado ha.
va de ser que S. Ex., como de outras vezes
entregar-se-ia as mos do partido Suassu-
na e as eleigdes sahiriam ao prazer dessa
familia. S. Ex. assignou perante o governo
o compromisso de fazer urna eleicSo sua ;
blasonou de muita forca affirmou estar in
tairamente emancipado dn seus parentes e
que tinha todos os meios para derrocar os dois
partidos nicos da provincia, e pelo meio del-
es alcancar a victoria eleitoral : o governo
teve a facilidade de accreditar em suas pala-
vras,nomeou-o;parte S. Ex. para a provincia,
procedem se as eleces e os candidatos do
governo sao perseguidos e o presidente da
cmara de 1841 atraicoado e nao tahe
reeleito !
Basta ; e o Ilustre redactor a quem te-
mos a honra de responder que nao acredite
n% f de nossas palavras que indague por
outros canaes a veracidade dos factos resumi-
dos que vimos de appresentar e faca justi-
c a a quem a tiveri
CORRESPONDENCIA.
1 11 5=^
Sr$. Redactores;
O abyssinio sempre ignobil baixo, e tra-
hifoeiro appareceo por sua vez no campo das
histilidades isto he no jornal sediciozo -,
que se denomina-Diario novo-, e ahi a se-
melhanc.a dos guerreadores Gondarenses ,
bem longe de lanzar mo das honradas armas
do raciocinio, agradou-se das do insulto ,
calumnia e aleivozia e com ellas procurou
ferir de morte a minha dbil adoentada pes-
soa. Cobarde como elle he pareca mais
prudente deixa-Io berrar na praia da Ribei-
ra assim como os hircos as serranas do
serto mas a populacSo que 14 que pen-
ca e qua tem conscianria carece de saber
dos factos para formar seo juizo acerca dis
pessoas e he por isso que eu vou respon-
der a virulenta correspondencia inserta n'a-
quelle jornal de 3 do andante mea.
Principia o Abyssinio ou para milhor di-
zer o Calabar dos nosses das a sua ditta
correspondencia vomitando gojpadas de ira
por ter eu attacado o mestre do Brigue Au-
rora Antonio Maxado de Faria na correspon-
dencia que foi publicada n'este Diario no dia
23 de Dezembro ultimo e depois acrascan-
la que o dito Faria sando victima infeliz de
minha docilidade criminosa fora a sua re-
putaco immolada ao meo ressentimsnto bru-
tal para me no ser tirado oempregoto
rendozo de cortezias &c. Perguntarei porem
a esse insolente, e vil intrigante quaes forlo
os insultos que eufiz ao me stre do Brigue-
AuroraPSeria por qucahamei-lhe calumnia-
dor fraco e cobarde homem mentirozo e
sem f P Certo que hade ser mas ce fo-
rao estes os insultas saiba o Abyssinio que
u os repito e repito com coragem porque
n'ellcs se contem verdades da urna certeza in-
contestavel 0 Mestre do Brigue Auro-
ra e o Calabar que redigio-lhe o libello fa-
mozo eontra mim publicado no Diario das
descomposturas sao dous sycophantas faltos
de brio e de coragem quando asseverSo ,
que eu dissera au p< imeiro d'elles que de-
xava de tomar conhecimenlo da queixa con-
tra o capitSo lente Lima por que assim
me tinha sido ordenado pelo Exm. Preziden-
te da provincia que se havia constituido o
protector do sobredito capito tenentc e a
da mais quando dizem que a minha
decizo conculcou a legislacfio do paiz. -
Sao dous calumniadores iufamea e des-
preziveis sao dous entes de abjecta cathe-
goria terceira vez o repito.
Se a minha sentenca que acompanhou a
correspondencia que publiquei foi filhc do
predominio da alta influencia do Exm. Pre-
zidente da provincia deve n'ella ressumbrar
a violencia por mim faifa s leis existentes ,
eaos .dictames de minha consciencia por
quanto nao ha injusticia que por si mesma
se nao manifest mas por que motivo o A-
byssinio e seo cliente que tanta femenco tem
mostrado em insultar-me ainda nao tralarfto
de apontar os defeitos d'ella, edeanalyzar
aquelles pontos era que nSo fallou a convic-
go porem to somente a dependencia c
soborno ? O Abyssinio que tanto alarde faz
de sua sapiencia que conversa com Arist-
teles Lycurgo e Soln que tem relages
com Zoroastro e Confucio e ate cora ona-
gro Memnon que conserva o cerebro api-
nbado de cellulas repletas de licor scicntifico,
que incessantemente ilue pelas demais cavi-
dades e que o faz conhecer os arcano da
natureza o motu dos astros as tendencias
dos povos os defeitos dos homans a anti-
Miulaite do elobo c as suas rcvoluces uua
o habilita pira saber quantas gerages tem
existido sobre a trra e particularmente
sobre o solo de Gondar, e para cobrir de
vilipendios a quantos empregados pblicos
existera ou posso existir que lhe nao de-
rem importancia por conhecerem a sua per-
versidad* por que motivo se nSo encarrega
da facillima tarefa de decompor aquella sen-
tenga, e demostraros vicios que ella encerraP!
Por que motivo limta-se a uivar na ra da
Praia a semelhanca dos caes gozos as bellas
noites do verSo ?! Mas que digo UmA-
byssinio he sempre selvagem elle n&o po-
de comprehender a Jurisprudencia de um
povo civilizado e por isso he-lhe impossivel
analyzar a sentenca de um Magistrado. To.-
da sua habilidade consiste em ser insolente ,
traicoeiro e calumniador. He portanto es-
cudado pedir-lhe que mostr os defeitos de
minha decizo.
Agora perguntar-lhe-hei em que foi o Mes-
tre do Brigue Aurora-victima infeliz de
minha docilidade criminoza P Seria acazo
por que nio mandei continuar o proeesso con-
tra o capito tenente Lima P Oh que hade
ser mas nfio v o Abyssinio apezar de toda
sua ignorancia que este meo procedimento
ainda sendo contrario a le nSo fazia perecer
o direito do seo cliente e nem to pouco o
constitua victima da docilidade criminoza ,
que me he por elle attribuida ?! Nao sabe
que n'esta eidade existam muitos juzes e
sub-delegados que podio tomar conheci-
mento da queixa que me foi apprezentada ,
embora tivesse eu julgado que nao devia
d'ella conhecer por dever a sua materia ser
discutida perante os tribunaes militares ?!
Nao conhece que muitos recursos existem na
lei porvia dos quaes pidiaser reformada a
minha decizo no supposto cazo de ter sido
injusta ? Ah que nada disto lhe eonvem
saber porgue agora s lhe est bem calum-
niar-me, e Iludir a. attengo do publico
com o sentimentalismo vaporozo que de-
zenvolve no principio de sua correspondencia,
e que por certo foi colhido em algum romance
moderno.
O mestre do brigue Aurora foi victima,
he'verdade,mas da supina ignorancia, ecrossa
estupidez de quem o aconselhou e se foi o
Abyssinio ; que lhe deo conselhos acerca de
sua causa como bem parece e recebeo por
elles dinheiro pode-se dizer que o nao possue
em boa f porque tendo-o cconselhado para
que enderessasse sua queixa ao Ex m Presi-
dente da provincia contra aquelle capito te-
nente, a fim de ser punido militarmente, de-
pois o induzira a appresentar nova queixa pe-
rante mim quando j aquella tinha sidorc-
cebida, e estava tendo o seu devido andamen-
to o que bem mostra ter sido por elle feito
com intengfio deliberada de haver algumas pa-
tacas mais do sau cliente.
Aqu cumpre-me declarar para que a popu-
lacho saiba que a nomeaco d'esse conselho
de investigago, que o Abyssinio acintemen-
te chama ad hoc foi motivada por aquella quei-
xa ie que cima fiz men$8o e que o Ex."'
Presidente da provincia nada mais fez do que
acquiescer ao que lhe oi requerido pelo mes-
tre do brigue Aurora que pedia a punigo
do commandante da escuna 1. d'Abril. Al
entS o Abyashiio reconliecia que o crime im-
putado aquello commandante era militar, nas
bem deprecia mudou de opinio e o qualili-
cou como delicto civil, porem tudo isto he
proprio de sua natureza e da ignorancia em
que vive abismado.
Se oEx."* Presidente da provincia nao ti-
vera nomeado aquelle conselho e mostrado
mximo interesse pela desafronta do mestre
do brigue Aurora o Abyssinio seria o
primeiro a soprar o seu albogue l na ra da
praia, e a gritar contra a Presidencia attri-
buiudo-lhe a impunidade dos crimes; como
porem S. Ex." Jesenvolveo a actividade que lhe
he natural e attendeo queixa de um cida-
do que se dizia offendido he o mesmo A-
byssinio que com oucada insolencia censura
o acto Prezidencial irrogando injurias a to-
dos aquellec que detestao e amaldicoo o
cynismo e deslealdade de sua censura e a
mim particularmente a quem elle tem votado
odio farisaico e damnado. Um ente to con-
tradictorio e malfico serve de labeo hu-
manidade ; faze-lo conhecido e abomina-lo
he rigoroso dever de todo homem honrado-
Perguntarei finalmente ao Abyssinio quaes
sao ascoitezias de que elle diz ser rendozo o
emprego de Delegado ? SerSo as quesefa-
zem aos homens tollos ignorantes e enfa-
tuados ? Provavelmente ho de ser ; pois
saiba que essas eu regato e detesto como
proprias dos Gondarenses seos compatriotas ,
e s acc ito e to bem faco aquellas que a
polidez aconselha e a boa educacfto recom-
inenda.


Se eu fra como certa moco que sahindo
fugitivo d'esta Cidade para a Europa com re-
ceio de que llie nao quebrassem as costellas ,
e athe os dentes por cauza de seo atrevimento
m creago, e,dapois voltando andar por
essas ras tojas e botequins dizendo que
converara com o Santo Padre no Palacio do
Vaticano, que elle o mimozeara com um bre-
ve ou bulla de absolvigo de dez peccados
futuros que estivera a meza do Grao Duque
Ja Toscaoa, e que S. Alteza o tratara com a
niaior distincQo que fra tido em alta con-
cideraco pela mocidade e nobreza Italiana ,
c que athe o bello sexo sabendo da suas ex-
cellentes qualidades mostrara dezejos de que
elle fixasse ali a sua rezidencia perpetua; que
passando a Pars ahi fra obzequio/.amente
recebido pelo Rei Luis Felippe, que o ins-
truir nos altos segredos da poltica das Tu-
lherias ; qu6 finalmente tivera largas confe-
rencias com La Martine e o Padre La Men-
nais aoi quaes dera alguns quina > sobre
difierentes materias scientificas certo que
hara de ambicionar essas cortezias ; como
porem infelizmente ou por grande felicida-
(i minha nao sou esse 01050 e nem aprtn
di como elle a sciencia da impostura e da
mentira vivo com a maior simplicidade re-
provando e censurando em segredo as imper-
tinentes barretadas d'aquelles qua como o
Abyssinio trazem assucar nos labios, e ve-
neno no coraQSo.
Se conservo o' emprego he porque dezejo
prestar servidos ao Governo do meo Paiz a
cujos principios e ideias tenho adherido por
conviccjo e tiqueo Abysiinio certo que me
nSo ver pedir sallario em pagamento dos
meos trabalhos e que nSo procederei como
aquellos a cujo circulo elle pertence que
guerreSo o Governo porque este julgando-
os nio habilitados lhes nao tem dado empre-
gos com que sustentem seos vicios e devas-
sides. Heide ser Delegado em quanto o Exm.
Prezidente da Provincia quizer e se deixar
de o ser nao andare por antesallas com cara
de mono fazendo indignidades e nem to
pouco procurarei o monturo da ra da praia
para n'elle espojar-me. e gritar contra a Pre-
sidencia como tem feito multa gente que
se diz boa, e que para nada presta n'estes l-
timos tempos.
Na continuado de sua corresponden ?ia faz
o Abyssinio urna expozigo perluxa e com-
pletamente adulterada do que occorrera de-
poii que me foi apprezpntada a queixa do seo
aliente. Diz que houvero milagres, mas nao
sabe quem os fez que um ofieio que me foi
dirigido pelo capitao lente Lima fra subs-
tituido por urna petizo feita talvez por insi-
nuado minha e que prompto est a prov-T
isto onde quando o como eu quizer. He
pena que esse bruto nunca seiba das coizas
positivamente, e que sempreempregue, quan-
do quer calumnur o vocabulo talvez e
011 tros que incluem um solemne escapato-
no cm favor da mpunidade. Convencido es-
toQ que se elle fizera alrmags positivas ,
e de sciencia propria noseoffereceriaaprova-
las e antes faria assignar a sua correspon-
dencia por algum miseravel preso ou ami-
go seo dos qua ando por essas ras 5 como
porem diise que nao sabia quem fra o au-
tor do inventado milagre e que t talvez
f.isse eu que insinuasse a factura da peticjo
do capitao tenente Lima offerece-se com arro-
gancia a provar estas proposites que nada
sofio qua nada exprimen!, e que apenas de-
monstro a sua m f e cobarda.
O capitao tenente Lima oficiou-me no da
ove de Dezembro remettendo-me os docu-
mentos que mostravo achar-se nomeado o
concelho de investigado que tinha de co-
nhecerdofactoque se iheimputava.epedindo-
nie que a vista d'elles eu man dasse sobres-
tar no processo que perante mim frhii or-
ganizar : rebpondi-Uie que emqualidade de
reo elle nao poda requerer o seo direito por
um'oOlcio e devolvi-lhe os sobrdaos docu-
mentos. Passadas poucas horas foi-me ap-
prezentada urna petico colindo os mesmos
documentos na qual se me requera a mesma
ciza,quese continha n'aquelle officio; man-
dei-a juntar aos authos e faze-los oom vista
ao Dr. Promotor Publico : eis o milagre e
insinuacao deque o Abyssinio falla, eiso
facto que elle com subterfugios tem adul-
terado. .. .
Diz mais, que eu assegurara ao seo cliente,
que o Exm. Pr.ezidente .la Provincia nao es-
va authorizado para dec.dir a quesillo_ do ca-
pito tenenteLima, o qual sen- por mim pro-
ressado por ser o seo delicio c.v. e nao ca-
ber na algada dos Tribun.es militares e a-
creattoU que isto mesmo eodissert 1 dous
collegas meos o que mostrara rezol^o de
proseguir nos termos da cauza anda com
risco do emprego que exerco que val tanto
como minha colossal fortuna. Na correspon-
dencia, que publiquei j fiz ver, que nao era
o mestre do brigue Aurora urna enti-
dade to importante que eu entrasse com
ella em semilhantes conversaces. Ignorante,
e apenas exercitado nos trabalhos do mar ( se
o he ) seria demasiada loucura minha fallar-
Ihe em cdigos, provizfies, competencias &c ;
alem de que todos sabem que sei reservar os
meos pensamentos acerca das materias que
perante mim se trato sendo este um dos
motivos pelos quaes o Abyssinio a 01 do seo
circulo andrajozo mimozeo-me com osap-
pellidos de despota arbitrario &c. Dous
collegas meos achavo-se em minha caza na
occisi&oem que me foi apprezentada aquella
petico docapito tenente Lima sendo um
d'elles o Dr. Feitoza n'isto foi exacto o A-
byssinio mas mentio athe a gorja quando
disse queeu havia deplorado com riles a in-
tervoiiQo de altas influencias naquelle neg-
ci, e que tinha declarado o juizo deffinitivo,
que a respailo d'ellc fazia. Elles ahi esto ,
que odigo. Suponha-se porem que no prin-
cipio da cauza o delicto me parecer civil, e
que como tal eu o considerara ser-me-hia
.icazo ndecorozo mudar de opinio depois de
haver com madureza pensado sobre a ques-
tfto ? Deixar de ser licito ao juiz consul-
tar a Lei combinar suas dispozices estu-
d ir refleclir e regeitar as ideias que pri-
meramente adquirir, dando lugar a juizos
novos e a novas convienes ? Ser elle
ohrigado a ter sempre noyes exactas abso-
lutas, e inalteraveis sobre os di fftiren tes ca-
zos sobordinados sua decizo sem que se
Ida faculte poder examina-los e averiguar
as circunstancias, de que se acho rodeados?!
Oh que nao : se o Abyssinio por desgrana
da humanidade for algum da juiz ou conse-
guir sentar-seem um threno de lama levan-
tado pailas turbas de quem he orculo (quod
Deus averia tN que siga a doutrina da inalte-
rabilidad* de ideias e ento ver com pra-
zcrcomo a trra geme debaio de suas ini-
quidades.
A ora perguntar-lhe-hei a que vem a mi-
nha fortuna no negocio do seu cliente ? Dar-
se-ha caso que ella esteja servindo de objecto
de algum calculo',' ou meditaco sua e que
por isso fosse nomeada involuntariamente na
es'upenda correspondencia ? Se assim he pos-
so afilrmar-lhe que he mui tenue e min-
goada que se fora colossal j estara bem
segara em distante Paiz para nao ser visitada
ajguma vez por < lie ( Abyssinio ) ou algum
enmarada seu munido do bacamarte certeiro.
e lamp] inte punhal. S^rve apenas para su-
prir as minhasnecessidades e para forrar-
me ao desprazer de andar por essas lojas en-
gaando os homens de boa f, os honrados
negociantes como soem fazer algnmas altas
personagens do circulo abyssiniense.
Diz mais o Abyssinio que eu capricho em
ser fie! a pessoa do Exm. Presidente da pro-
vincia 5 assim he, mas deve saber, que esta
fi.lelidade tem por fundamento conviches bem
formadas e he filha da gratido que tributo
aS Ex., das sympathias que me nspi-
ro a sua pessoa e os actos de seu benefic-
ente governo e finalmente da confianza que
elle tem depositado em minha pessoa. Nao
ho a fidelidade servil, e traigoeira com que
oCalabardos antigos tempos prototypo do
moderno Calapar illudira os generosos Bra-
zileiros he osentimento nobrede lealdade ,
nico que pode ser acceito e bem acolhido
porS. Ex. que est muito cima dos senti-
mentos baixos que animo o Abyssinio.
Acrescenta mais queeu to convencido es-
tn da falta de aplicado que tem a provi-
so de 20 de outubro de l83i ao caso accon^
tecido com o mestre do brigue = Aurora =
quo no dia 23 de dezembro lindo dissera pe-
rante muitas pessoas que se soubera qua o
conselho do investigado absolva o capito-
tenente Lima tena proseguido no summa-
no. Para que tanta mentira ? No dia 22
estive com os Srs. doutores Mendes e Al-
canforado na ra do Crespo e elles que de-
clarern o afinco com que sustentei a minha
deciso : no dia 23 foi a minha caza apenas
frequentad por algum individuo que solli-
citava despacho e pelo met escrivo ; quaes
foro pos essas pessoas perante as quaes eu
affirmei o que o Abyssinio diz ? Nao foro ou-
tras por certo se nao as andrajozas persona-
gens que tem prazer em alavercar-se dian-
te do mesmo Abyssinio e que tudo sabem ,
luJo veera tudoaftirmo em honra do seu
orculo embora se lhes diga que s po-
dem sor acreditadas l na praia da Ribeira ;
mas se essa gente tem-me votado odio ligada!,
commigo nao conversa nem freqoenu a
minha casa, como pd; dizer que ouvira de
mim o que o Abyssinio afurraa Oh que
tudo pode acontecer no seculo luminoso em
que vivemos!
Diz finalmente queso eu me considerar
offendido nao me limite ao estril dezeja de
conhece-lo dndo-lhe o incommodo de su-
bir as escadas do algum juiz que appresen-
te minha queixa "m forma e que nao parta
como Leo fazendo parada de sendeiro co-
mo succetieocom o processo de Herculano Jo-
s de Freitas &c. &o. Oh que coragem ,
que valenta de Rolda Se o Abyssinio ,
ca!umniando-me to rude e brutamente en-
tende que por meio do napolionismo rapo-
seiro de que costuma uzar hade escapar a
lesafronta legal, que eu vou procurar, en-
gana-se redondamente. Heide arrasta-lo ,
mo grado seu at a casa dos julgamentos ,
e ahi em pleno jury alem de aniquilar o
seu inveterado orgulho heide convence-lo do
seu pedantismo. Esta he a minha resolugo,
regule-se per ella fisando entendido, que nem
os seus ginchos descompassados nem a sua
m catadura, os lampejos phosphoricos de
sua eloquencia eminentemente tribunicia,
c sediga fazem a menor impresso em mim ;
que tenho a necessaria firmesa para aniqui-
lar os tribunos e demagogos.
Queiro os cos que se avisinhe esse dia de
esperanca ede gloria em que me seja da-
do desmascarar o orador das turbas afim de
que a populacho conhega que se em tempos
anteriores esse individuo inculcando-so De-
mosthenes insultava indistinctamente no
Pedro 2."e em muitos outros papeluxos ,
que por aqui correro a quintos cidados res-
peitaveis existio em Pernambuco hoje se
hade ver forjado a nao faze-lo porque acha-
ra em mim quem o confunda e o faca entrar
no p< d'ond sanio.
0 signo zodiacal de dezembro seja propicio
ao Abyssinio em quanto eu vou a casa de
algum juiz preparar os elementos da aecusa-
sa<;5o a que elle deve responder em pessoa e
nao por intermedio de algum capateiro sob
pena de licar convencido de cobarde fraco ,
e traigoeiro.
Queiro Srs. Redactores dar publicida-
de a estas linhas &. &c.
Francitco Carlos Jirando.
P. S. Por insinuacoes de alguns amigos ,
dcixei de mandar para o prelo esta correspon-
dencia que se acha escripia desde o dia G
do correte mas vendo que o intrigante
Abyssinio e os da sua sucia presistem no
proposito de aggredir-me no me posso es-
cusar de manda-la publicar tanto mais, por
que ella tem de abrir a carreira a urna serie
de eseriptos que d"ora em diante vou expor
aos olhos do publico nos quaes pretendo
mostrar as maldades de alguns opposicionis-
tas, a nullidado de outros e a m f de
todos.
COM >1 ERGIO.
ALFANDEGA.
Rudimento do dia 26........ 8:243*750
DESCARRIGA" HOJE 27 DE UHEIRO.
Barca ingleza = W.- Russell = farinha de
trigo.
Barca = Casimir Delavigne = carvo.
Brigue portuguez = Tarujo 1. = pedra.
Barca americana = Globe = farinha bola-
xinha barricas abatidas ditas
com tampos e seus pertences.
Barca = Solicito Bchese = farinha pedras,
e rodas de carro.
Barca sarda = Paquete de Trieste = farinha
de trigo.
Brigua americano = Sterling sa barricas com
farinha e barris com breu.
M0V1MENT0 DO PORTO.
NAVIOS SAIIID0S NO DIA 26.
Nevf Bedford ; galera americana Climatis ,
cap. George G. Beijamim com a mesma
carga que trouce.
Londres ; barca ingleza Lady Rales, capito
James Willus, tom a mesma carga que trou-
ce de Nova Hollanda.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 26.
Montevideo 5 30 dias polaca sarda Somma-
riva de 157 toneladas capitao Jacome
Ramella equipagem 11 carga lastro : a
Mendes i Oliveira.
por menos fizer as obras da estrada do Re-
cite para Olinda pelo val da Tacaruna e dos
reparos do atierro dos Affogados e ponte do
mesmo nome : esta oreada na quantia de
lfc>-598*000 rs., e aquella na de 39:996*880
rsT, conforme as condices fbaixo transcrip-
tas (vejo-se as condices no Diario n.* 15;
e segundo os respectivos or?amentos perfis ,
e plantas que se achao patentes a quem as
quizer consultar em o gabinete do engenhei-
ro em chefe das obras publicas.
Os licitante devidamente habilitados de
fiadores idneos devero comparecer nesta
thesouraria nos dias 17 18, e 22 de feve-
reiro prximo vindouro.
Secretaria da thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 16 de Janeiro de
1813.0 secretario luiz da Costa Porf-
carreiro.
LISTA DOS C1DADA0S JURADOS DO
TERMO DO RECFE,
Continuada do iV. 2f.
Ignacio Alves Monteiro.
dos Santos da Fonceca.
Cap. Ignacio P>reira Dutra.
Joze Bernardo Fernandes Gama.
Joo Cavalcanti de Mello e Albuquerque.
Joze Gomes dos Santos Pereira Bastos.
Grigorio Paz Barreto.
Joo Filgueira de Araujo.
Joze Claudino Leite.
Francisco da Rocha Guedes.
Joaquim de Souza Lifio.
Joo Coelho da Silva.
Joze Antonio Correia.
Joo Baptista de Souza.
Joaquim Correia de Araujo.
Joo
Carneiro de Albuquerque.
dos Santos Ferreira Gomes.
Joze Ferrs Dutra.
Francisco de Barros Reg.
Pinto da Molla.
dos Santos Neves.
Dr. Luiz Paulino Cavalcanti Vellez de Guivara.
Luiz Antonio de Cerqueira.
Vieira.
Leopoldo Jos< da Costa Araujo.
Luiz da Costa Porto-carreiro.
de Franca e Mello.
Dr. Luiz de Franca Muniz Tavares.
Luiz Francisco Barbalho
de Mello Cavalcanti.
a. Ignacio Ribeiro Roma.
de Pinho Borges.
Pires Ferreira.
da Veiga Pessoa.
Rodrigues Sette.
Gomes Ferreira.
r Pereira Rapozo.
Dr. Lourenco Machado Rios.
Maj. Luiz de Queiroz Coutinho.
Luiz Antonio Alves de Mascarenhas.
Gomes Silverio.
n Joze Gon^alves da Luz.
Lourenco Joze de Carvalho Moraea.
Luiz Francisco de Barros Reg.
Manoel Antonio da Silva Antunof.
Alves Guerra.
(Continuarse-ha.)
JURADOS DE OLINDA.
Conrfuso,
Manoel Pereira Brandflo.
Antonio Alves de Brito.
Rodrigues da Silva.
* Correia Gomes de Almeida.
Marques S. Tiago.
Cirurgiio Manoel Bernardino Monteiro.
Dr. Nuno Ayque d'Alvellos Annes da Brito
Ingles.
Pedro Bizerra Pereira de Araujo Beltrlo.
Pinto de Miranda.
Dr. Pedro Autran da Matta e Albuquerque.
Profiro Joze Esteves.
Paulo Joze de Oliveira.
Paulino Augusto da Silva Freir.
Prudencio Jos Lobo de Figueiredo.
Ricardo Chrisostomo Rodrigues.
Prof. Salvador Henrique de Albuquerque.
Aj. Salvador Coelho de Drumond e Albuquerq.
Thomaz da Cunha de Lima Cantuaria.
Vicente Ferreira Marinho.
Vicenta Joze de Carvalho.
Victorino Joze do Medeiros.
Dr. Zacaras de Gois e Vasconcellos.
Umbelino Ferreira. Cata.
EDITA BS.
ss O lllm. Sr. inspector da thesouraraia
das rendas provinciaes manda faz"r publico,
qiie em cnmprimenio do ol< i" lo Exm. Prt-
sidenteda provincia de l3do corrente,vo no-
1 ament prac, para ser arrematadas a quem
AVISOS MARTIMOS.
s= Para o Rio Grande & Porto Alegre, sa-
hir breve o veleiro brigue Argos, capillo Jo-
,. da Costa Pimanta tem excellentes com-
modos para passageiros e recebe sement
alguns escravos a frete : para o que tracta-se


__-
*------------------------------------------ I __
cora os consignatarios Amorim lrmos no
Recife na ra da Cadeia n. 45.
== Do sitio defronte de S. Joze do Man-
guinho dezapareceo no dia 25 do corren te um
carnairo mocha em grao quem dtHe tiver
noticia pode aviz|r no mesmo sitio.
4
AVISOS DIVERSOS.
n* =HypolitoSt. Martin <&Companhia,avs8o
aos seus freguezes, que receberSo de Franca
pelos navios Circonstance, e Casimir Delavig-
ne, um sortimento completo de luvas de pe-
lica e de seda curtas e'compridas com
infeitos e sem elles, chapeos de seda de setim
de crep para Sras. caxos de flores gri-
naldas, plumas e infeitos para caneca de Sras.
guarnices de flores para vestidos, sedas e so-
tins lavrados para vestidos chales e mantas
de seda pescocinhos, golas, e camisetas de
blom de cambraia e de fil cortes de ves-
tido de cassas pintadas, bonets para homam
e meninos, aljfar, todo o calcado para Sras.
o meninas : assim como vende-se corda de
tripa 6 bordes para violOes e rebecas; na ra
ova n. 10.
_ O Sr. que ajustou oito pipas vazias ,
deixando para signal cinco mil res queira
ter a bondade de as hir buscar pois se preciza
desocupar o armazem.
^ Offerce-se urna parda para ama de
casa de pouca familia a qual engomma e
toznha : no beco do Lobato n. 19.
_#" No dia 21 do crrante furtarSo'um par
de loros com os seus pertences estrivos de
casquinho do principe tudo quasi novo e
se supOe ser furtado por algum preto ou me-
nino ; roga-se o especial favor a quem for
offerecidos de os aprehender e levar ra da
Larangeira fobrado n. 6 de Claudio Dubeux,
que gratificar o seu trabalho.
T" Precisa-se de tresentos mil reis a ju-
ros dando se para seguranca boas firmas j
quem quiter annuncie.
LOTERA DE GUADE LUPE.
Em consequeiicia da
grande extracto que con-
tina a ter o resto dos bi-
Ihetes que liaviao para
vender, correm impreteri-
velmente no dia 31 do cor-
rente as rodas desta lo-
tera.
- Perdeo-se urna crui liza de ouro (gran-
de )da ra da Crnz ate" ra da Cadeia do
Recife ; quem a tiver achado e queira res-
tituir dirija-se ra da Cruz n. 18, que
ser recompensado.
= Pretenda-sa arrendar um sitio, que
seja distante desta cidade urna legoa pou-
co mais ou menos, e que o prego doarren-
damento seja commodo : quem o tiver an-
nuncie por este Diario, ou dirija-se a casa
n.* 6 na ra da Palma.
= Aluga-se ou vende-se urna conoa, que
conduz agoa nova e j curtida ; na praga
da Independencia n." 39
sarlm particular prope-se a ensinar pri-
meiras letras dando duas lices por dia o
promete desempenhar com exactio os deve-
res de suas obrigaces eensina a ambos os
sexos ; as pessoas que se quiserem utilisar
de seu prestimo annuncie.
tsr Precisa-se de 4'>0ji rs. por tempo de
6 mezes ficando na mu de quem os der
um moleque de naco que sabe cozinhar o
ordinario e tratar decavallos ; quem quiser
dar annuncie.
= Aluga-se um sitio que tenha bastantes
arvoredos e caza piquena para pouca fami-
lia que seu aluguel nao exceda de i2 a 14
rail reis por mez, e distante desta praga urna
legoa ; quem tiver, annuncie para ser pro-
curado.
= Arrenda-se por seis annos, um ptimo,
e grande sobrado de trez andares com gran-
de armazem pagando o rendeiro o valor da
renda adiantado o sobrado he muito fresco,
em boa ra quem quizer fazer este negocio
annuncie para ser procurado e tratar-se do
ajuste.
r Alugao-se 6 casas duas na ra Au-
gusta c 3 no atierro dos Aflbgados e urna
no beco do Peixoto, todas com grandes com-
modos : na ra do Crespn. i2.
tar O abaixo assignado faz saber ao pu-
blico que deo sociedade no seu armazem
de mulhados na praga docommercio Joze
Maria Palmeira efica sendo a firma da ca-
sa Manoel Joze Rodrigues da Andrada & Cwm-
panhia que leve principio em 24 docorreu-
e. ~ Manual Joze Rodrigues de Andrade.
7" A-luga-ae uma escrava que gaiba coiinhar,
engommar com perfeicSo paga-ge aquillo
que se ajustar; quem qnixer fazer egte negocio,
dirija-se a rna da Crui armaium de traites nu-
mero 63.
^ Offerece-se um mogo Portuguez para
caixeiro de qualquerestabeleci ment, aexcep-
gao de venda tendo pratica tanto de ra como
de loja de fazendas; quem precisar annuncie.
tsr Deseja-se saber se existe Simo Pedro
de S. Anna ou al^um de seus herdeiros e
se tem nesia praga procurador com quem se
possa tratar sobro certo particular ; e por is-
so roga-se a qualquer pessoa que d'isto possa
informar o obsequio de annunciar ou diri-
gir-se ra da Senzala velha n. 116.
w Tendo a viuva de Affongo & Compa-
nhia dessolvido a sociedade que existia en-
tre ella e Antonio de Azevedo Villarouca ,
que representava o socio incgnito desta fir-
ma continua ella de baixoda mesma firma,
sendo ora socio gerente Manoel Pereira La-
mego obrigando-se esta firma a liquidar to-
das as contas da sociedade espirante.
jTheodore Hathieu Cirurgi-
|lo, avisa ao sur. J. J. R. S. ,
ique queira ir pagar logo a
quantia que lhe devedor e
jn5o verificando annunciar o
___|8eu nome por extengo a
operago a quem foi ftita.
r Quem annunciou querer comprar urna
chapa de ferro de fugaode 4 buracos diri
rija-se a ra do Amorina n. 33 primeiro an-
dar.
T O snr. Joza Antonio Luiz Coelho, di-
rija-se a ra do Amorim n. 33 ou em frente
n. 48, para receber urna carta vinda do Porto.
W Francisco Severiano Rabello faz sa-
ber que Francisco Bento de Oliveira deixou
de ser seu caixeiro desde o dia 25 do cor-
rente.
tar Asenhora D. Candida Barboza Cor-
dero mana do Padre Joo Barboza Cordei-
ro queira annunciar a sua morada para
se lhe entregar urna carta de importancia ,
ou mando receber na ra velha sobrado nu-
mero 127.
tsr* Precisa-se alugar duas ou trez pretas
para venderem azeite de carrapato sendo
to somento de meio dia para a tarde ; quem
tiver annuncie.
tar O snr. A. T. S. queira ir tirar os
pinhoresque empenhou a 18 mezes isto no
praso de lo dias do contrario sern vendi-
dos para pagamento faz-se o presente an-
nuncio paraao dapois niose chamar a igno-
rancia.
tar Roga-se ao snr. A. J. S. P. ; de ir
pagar urna pequea quantia que pedio em-
prestada em urna venda na ra Direita n.
113 pois ja he tempo suficiente que pedio es-
te dinheiro, que sendo para pagar d'ahi a
a o dias e sao passados 4 mezes nada de
novo.
Perdeo-se no embarque por detraz das
MT Aluga-se o primeiro andar de um so-
brado, com muitos bons commodos para urna
familia : na ra Novan. 12.
COMPRAS.
tar Alguns quartos para o servigo de
campo que sejo novos : na ra do Crespo
loja de Joaquim \laia da Silva ou na Sole-
dad* casa de F. da Silva Lisboa.
Algumas arrobas de gengibre amarello
sendo secco : na praca da Independencia lo-
ja n. 21.
= Papel de mbrulho, sendo diarios de
formato grande a 80 rs. a libra, ou a 2560
a arroba : na travessa da Madre de Dos na
padaria de Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
HT Sedulag miudis de .r!#, 2> a 1 # reie ,
com um por cont de premio, em moeda de
cobre com dois por cento de disconto ao par
a troco de bilhetes d'alfandega a vencer em
22 23 e 24 de Margo e isto s serve at
o da 28 do correte : na loja de cambio de
Lourengo Baptista & C.
VENDAS;
bra
obras do snr. Cunha em S. Francisco um
chapeo de sol de seda cor de caf quasi novo,
faltando-lha no cabo o esmalte-, quem o aehou
e quiser restituir dirija-se a loja da viuva
de Affongo & Companhia junto ao arco de
S. Antonio, quesera gratificado.
UT A pessoa que annunciou querer fallar
a Joze de Lima dirija-se a ra do Rozarlo
da Boa-vista n. 54.
tsr Roga-se ao Snr. Vicente Tavares da
Silva Coutinho se entre o numero dos es-
cravos que pari em seu poder, existe urna
negra de nome Maria anda bugal, de 20
annos alta cheia do corpo peitos peque-
nos cara larga, olhos grandes, beigos gros-
sos e vermelhos pouco cabello e algum tan-
to vermelho cabega chata, coitas altas, bas-
tante picada de bechigas dedos das mSos
compridos a qual fugio a dousannos ; a po-
der mandar entregar a sua senhora na ra
da Matriz da Boa-vista n. 68.
tsrNosdias27, 31 docorrente,e odeFeve-
reiro, se hade trazerem praga publica, a quem
mais der, a terceira parte da casa de sobrado de
3 andares em chaos proprios sita na pra-
ga do Commercio ; quem a pjetender dirija-
ge ao atierro da Boa-vista na casa da residen-
cia do Sr. Juiz do Civel da segunda vara pe-
las 4 horas da larde.
r Arrenda-se urna olaria com barreiro ,
abeira do rio no lugar do Remedio por
prego muito commodo : na ra de Agoas ver-
pes n. 21.
tsr A pessoa que annunciou ter para se
arranjarum menino de 13 a 14 annos para
caixeiro na ra do Amorim n. 17 sendo
que ainda nao esteja arrumado, tenha a bon-
dade de dirigir-se a ra de Livramento nu-
mero 11.
r No botequimda unio precisa-se alu-
' gar dous moleques que sejio espartos.
Sera para limas de cheiro a 840 a li-
na ra do Rangel n. 52.
Quatro pardas de 18 a 25 annos, com
boas habilidades sem vicios nem achaques:
na ra larga do Rozario no segundo andar do
sobrado junto a botica do snr. Bartholomeo.
tsr* Um Diccionario Magnum Lexicn por
A rs.; urna obra de Virgilio por 2*500-, Sa-
lustio por 1* rs. ; Philosophia por Jeruze ,
em muito bom uso por A& rs. ; e mais ou-
tros livros por prego commodo : na ra da
nraia n. 53 no primeiro andar, das 6 as 8
horas da manhi e das 3 as 6 da tarde.
tar Urna escrava de 20 annos reco-
Ihida engomma cozinha e cose chao ;
urna dita da mesma idade engommadeira .
ecose para fora ; dous pretosmogos de to-
do o servigo ; urna preta por 200* rs. ; urna
mulatinha de22 annos: na ra do Fogo ao
pedo Rozario n. 8.
tar* Um escravo mogo sem vicio sadio,
e de officio que paga 640 por dia; avista do
comprador se dir o motivo da venda : na
na ra de Agoas verdes n. 21.
sr Um moleque em Fora de Portas ra
Principal n. 6.
=Na venda da esquina da ra larga do Ro-
zario n 39, vtnde-se saccas com feijo mu-
latinho muito novo e um grande sortimen-
to de Iouga vidrada.
T" Um quarto muito forte bom para vi-
agem por prego commodo : na ra do Quei-
m&do n. 29.
tsr Um papagaio muito fallador, e boni-
to : na ra de Agoas verdes n. 42.
= Um Magnum Lexicn bastante usa-
do ; e um Atlas de geografa com 10 cartas:
ua ra do Livramento n. 18.
= Folha de loro chegada ltimamente do
Porto urna caixa grande de pinho propria
para padaria : na ra estreita do Rozario
vendan. 8
ss Farinha de Mag, por prego commodo:
na ra da moeda n. 7.
= Urna banda de retro*. um talirn um
liel, urna quitarra com muito boas vozes .'
na ra do Livramento n. il.
*_r Chitas em retalho a 120 reis mada-
polao de gallo a 3800 e42o0 e muitos fi-
nos a 4500 a pega e a 140 reis a vara para
forro riscados trangados para caigas a 220
reis o covado, brim trangado escuro a 320
reis a vara dito branco a 280 reis a vara ,
algodozinho a 140 160 elc0 reis avara ,
chilaa 120 reis o covado paninhoa280 rs.
a vara chales de seda adamascados Iengos
da mesma qualidade com franja ditos pre-
tos
os pretenden tes dirijo-se praga de Santa
Cruz casa n. 6.
tsr- Superior papel almassoazul da primei-
ra sorte, resmas de 100 quadernos a 3* a
resma dito de peso azul de muito boa qua-
lidade em meias resmas a 1400 fsforos de
pentes dos superiores a 6*400 reis a groza di-
tos decaixinhas de muito boa qualidade por ser
de massa encarnada a 280 reis a duzia de cai-
xas muito boas cartas portuguezas a 1100 a
duzia ditas mais inferiores a 960 reis a du-
zia, ditas francezas finas a 1700, ditas a 13()0
a duzia colxetes sortidos de todos os n-
meros a 800 e 850 reis a duzia de caixas ri-
cas escovas para cabellos de differentes go'stos.
e por prego muito barato a 400 e 480 reis ca-
da um agoa de colonia da ma-'s superior que
tem aparecido para pessoas de bom gosto
esta-se vendendo a 160 reis o Irasco e j
pouco resta desta qualidade e multas'mais.
perfumaras de bom gosto e.miudezas de to-
das qualidades por precos commodos : no at-
ierro da Boa-vista loja de miudezas nova nu-
mero 76.
tw Urna excellente tipoia em muito bom
uso por prego commodo : na ra da Palma,
casa n. 6.
tw A Iliada de Homero e a historia da
Grecia em inglez, os Diccionarios e aGram-
raaticada mesma lingoa por Constancio : Ata-
que e defenga das pragas po; Vauban dous
volumes a tala Insaio sobre a theoria
e pratica das manobras e ovoluges navaes
Historia Grega o Diccionario Geogrfico de-
Malte-Brun a Henriade Poema e as Car-
tas de urna Peruvianna tudo em francez :
Grammalica filosophia de Jernimo Soares
Barboza, Arte de cosinha as novellas Joo
Sbogar tala ou o amor de dous salvagens
Clara de Alba e as poesas do Visconde de
Pedra Branca : na praga da Independencia
loja n. 5.
isb- Urna bonita escrava de boa conducta e
habilidades entre as quaes a d< engom-
mar com perfeigo nao foge nao bebe ca-
chaga e muito liel, o que tudo se afianga-
ra de baixo de palavra ; e um bonito moleco
de 18 annos de idade montador acavallo ,
e muito fiel : na ra estreita do Rozario
n. 10 terceiro andar.
J ter Damascos e tafetaes de seda de cores,
franjas e gales amarello de retroz tudo de
Lisboa e proprio para ornamentos de Igreja,
farinha de mandioca em barricas do Rio de
Janeiro urna cadeirinha de ru pouco usada,
e um silho tambera com algum uso : no Re-
cife ra da Cadeia loja n. 57.
se^ 7 pipas de agoardente branca e uma
porgo de sera amarella : na ra do Livra-
mento armazem de mulhados n. 20
= Camas de ferro chegadas ltimamente;
na ra da Alfandcga velha armazem n. 44.
W Castanhasde Portugal a 240 a libra ,
peixe pescada secca a 160 a libra batatas a
40 rs. e gigos a 800 rs. e todos os mais
gneros por prego barato : na venda da qui-
na da ra do Arago que volta para a s. Cruz
n. 43; assim como presunto do Porto s 200
rs. a libra.
ESCBAVOS FGIDOS.
, meias compridas decores a 160 reis o
par, pannos finos, sarjas, cassas lisas, e
mais fazendas baratissimas : na loja da viuva
do Burgos na esquina do Livramento n. 1
(O 800 couros miudos : na loja de Jos
Esteves Vianna esquina do beco da Congre-
tsr Urna mulata moga de 20 annos ,
com bonita figura cose, engomma e co-
zinha ; uma crioula de 22 annos cose bem
chao, engomma e cozinha : na ra do Fa-
gundesn. 27.
gacon. 41.
*-tsr Um par de pulceiras de filagr com
um diamante roza em cada uma obra rica
de ouro de lei feita no porto e de muito.bom
gosto: no Recife no Forte do Mattos ra do
Amorim junto tenda de ferreiro n. 32.
tar Panno de linho em pagas de 18 varas :
em casa de Hermano Mehrtens ra da Cruz
numero 47.
isv~ Uma morada de casa na ra dos Jas-
mim por detraz da Igreja de S. Gongalo ;
Do sitio uu Cordeiro em Santa Anna Ri-
gi um preto do nome Antonio nagao An-
gola secco do corpa, estatura mediana ,
ainda meio bugal, levou camisa eseroulas do
a.'godo ou estopa e tem marca O de ogo
em um dos hragos; quem o pegar pode leva-lo
ao dito sitio ou nuManguinho, sitio defron-
te de S. Jos.
No dia 12 de Abril de i84r,
fugio o negro Caetano alto
bastante, Benguela, de 2o a i!\ an-
nos, rosto com prido, beicos cahidos
com um signal no ollio direito que
lhe descea capella para baixo; des-
confia-se que foi furtado para as
partes do Norte, por nao se ter no-
ticia delle e ser muito bucal de
maneira que nao sabe dizer quem
he seu sr., tem oicio de serrador,
quando desapareceo levou vestido
calca de brim pardo velha, camisa
de chila azul, e chapeo castor bran-
co velho ;quem o pegar tem de re-
compensa ioosentregando-0 ao seu
sr. Antonio Dias da Silva Cardial:
na ra da *raia serrara n. l5 e
i7.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE v. = l42.


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