Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04874


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Full Text
Anno de 1843.
Quinta Feira 26
Todo sor depende de nos meimoi ; de nossa prudencia Boderec2o energa oon-
iaaemoa cono principiamos ', e seremos aponlados cmn admiracao entre as NacSes mais
alias. ( I'rnclamacao da Aitemblea Geral do BaAUL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianna Parahiba e Rio grande do Norte segunda-' sextas feirai.
Bonito Garantan a 10 e 24
Cab Serinhem, Rio Formoso Porto Calvo MaceiJ e Alagoaa no i. 11 Jl
Pm -vista e Flores a 28. Santo Antuo quintas feiras. Olimla todos ns das.
DAS DA SEMANA.
53 Seg. Os Despennos de N. S. Aud. do J. de D. da 2. T.
j4 Tere. N. Sennora da Pai. Aud. do J. de D. da 1. t.
j5 Qut'rl. ConTersio de s. Paalo. Aod, doJ. del), da 3. t.
6 Qnint. Policarpo B. Aud. do J. de I) da 1. t.
.7 Sext. e. Joo Chrisostomo |J. Aud do J. de D. da 1. T.
8 Sab.' Cyrillo B. Re. Aud. do J. de D. d 3. Y.
9 Dom. Francisco de Sles B.
Anno XIX. N. *h
de Janeiro.
O Diario publica-ee todo. o. das qo. n.io lor. Si.tific.do. o preeo d. *^* j*
de Tres mil re, Por .artel p.g. .di.nt.do. O. annane.o. do. m.,^. O. .-jwjo.
Rr,t,.,. osdosqueo nao l-. .x.io de 8rei, porliab*. A. T^*T\ Tn 6. 8
g,d.s T>., ra. das (,.... N 34,oa. pr.e. da Ind.pendencu loj. de hrro. N. 6.8.
CiMios.Wo dia 20 de Janeiro;
Cambio .obre Londres 27 1,i a i Nom. Ooo-Moeda d. ,40
a Paris350 res por franco.
Liaba 100 por 100 de premio.
Moeda de cobre 2 a S por 100 de de. cont,
dem de larras de boas firmas i H o ">'-'
. N.
de 4,000
PTi-Patac3e.
a. PeosColamnares
ditos Mexicano
compra
15,300
15.10J
8,500
I,80
1,800
1,800
venda ,
15.503
15,300
8,700
1,820
1.H2U
1,820
PHASES DA LA NO MEZ DE JANEIRO.
Lu. Nova 30, 9 hora, II -. da ...h. I Lu. chei. lo a, S*'*^^
Qaart. creso, 8, 5 horas e 52 m. da t.rd. | Qu.rt. m.ng. 2: 10 hora. .
Preamar de hoje
a 1 hora e 42 m. da tard;
DIA
AVIZO.
O novo destribuidor desta folha do lado
do Nortedo birro da S. Antonio, pouco des
tro na sua oceupago deixou de dar o nosso
numero antecedente alguns Srs. Subscrip-
tores, e a muitos as paginas 3 e A do mesmo
numero : roga-se portanto aos Srs. que nao
houverem recebido as referidas paginas ou
numero, queiro ter a bondade de as mandar
reclamar na loja do livros da Praga da inde-
pendencia.

GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA2l DO CRREME.
Ofiicio Ao cornmandanle das armas, re-
commendando que expega suas ordens, pa-
ra que na organisago dos destacamentos d"
balalho destacado que segundo as ordens
da Presidencia devem seguir para as diTe-
rentes comarcas da provincia sejo prefe-
ridos os guardas que forem casados e do-
miciliarios em ditas comarcas
Dito Ao mesmo, communicando ter or-
denado ao commandante geral do corpo di
polica que demitta do referido corpo o ca-
bo Jos Flix da Silva Loubato que se offe-
roceo para servir na primeira linha e Ih'o
mande apresentar para se veriiiear o seu of-
ferecimento.
Dito Ao i'ommandante superior da guar-
da nacional deste municipio, participando
ter nome^do para vogaes do conselho a qu.
d*ve responder o terceiro commandante da
quir.'ta comoanhia docorpo de polica, Joo
.lobeirodeFaria aos capitaes do primeiro
batalho Antonio Alves Barbosa, e Ono-
fre Jcs da Costa ; aos do segundo Claudno
Reido Maxado Joaquim Jos Franco, e
Minopl Francisco de Moura ; e ao do tercei-
ro Luiz de Pinho Borges : e determinndo-
le ordene aos mencionados officiaes que
se prestetn este servigo logo que jelo pre-
sidente do dito conselho, o commandante
geral do referido corpo forem para isso con-
vidados. -Communicou-se ao commandante
geral do corpo de polica.
Dito Do secretario da provincia ao dele-
gado supplente do termo, do Bonito signifi-
cando que foro recebidos os seus olficios
da 9 e H do correntrt em que aecusava a
remessa de dous desertores, e 11 recrulas
para o exercito.
Dito Do mesmo ao administrador da
masa docmsulado, aecusando recepcao das
tabellas, e balangos do rendmento e des-
pesa geral e provincial daqu^lla repartigo
no primeiro semestre do corrente anno linan-
ceiro.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
EMIGRADO DOS A?ORES.
Que de vezesoo temos deplorado a facili-
dade com que os nossos compatricios os
ilhos e moradores das nossas boas lhas e
provincias alem-mar da ouvidos e logo
crdito s insinuagoes prfidas de mercadores
de carne humana transportando-se sobre o
auspicio de doiradas promessas sem mus
liador do que o interesse de quem as faz, pa-
ra urnas p.ragens insalubres onde a segu-
ranga, independencia e liberdade se Ihes vena
para logo a trocar em griihes deescravo
que cifrar em urna so palavra eplogos de
miserias. Esta epidmica loucura percorreu
successivamente parte do Minhoe parte do
Alemtejo e nos est ao pnsente assolando
as arlis ilhas lo* Agores cWs que todas
a populosa S. Miguel. Centenares de eda-
dos laboriosos assim arrancadas aos seus
lares, vo-se a essas trras da promi.so a
esses Braiis onde os rios devem para elles
carrear oiro, as entranhas dos montes abrir-
se-Ibes por si para descobrir pedrarias pre-
ciosas e a opulencia andar-so traz elles cor-
rendo como a boa meapoz os filhinhos pe-
queos at os alcangar e cobri-los de cari-
cias. Chego e oncontrSo com peiores mise-
rias do que no seu torrSo tinha corlido,- nem
urna voz amiga para os consolar do que sem
remedio lhes c lica ; trabalho villissimo em
clima ardente ; a liberdade perdida por an-
nos longos se j nao forem todos os de sua
vida ; os cavilosos contractos cavilosamente
interpretados ; a servido prorogando-se in
determinadamente e a justiga do interesse
e a razo do azorrague !
Pouco teem valido para exconjurar to cres-
cida e crescente furia de expatriago os avi-
sos dos sabedores os tardos brados e quei-
X'imes que os j expatriados e victimas pa-
ra c estilo mandando todos os dias as sol-
licitagdes das" autoridades e as providencias
do governo.Masque ser se se deixa aber-
ta a porta s arteiras ? Sabido era j como
em S. Miguel e na Terceira se avinhSo os tra-
ficantes para fascinar os incautos attrai-
los edespacha-los contentes para o degredo !
Mas agora consta que mais cima anda a
mo que move e manobra todos estes fios
vergonhosos : a do proprio governo brazi-
leiro. Recebeu o seu vice-consul em S. Mi-
guel especiaes recommendagdes para activar
a expatriaco de portuguezes, conced<>ndo-
llies ou prometendo-lbes todas as facilidades ,
que a tal passo os podessem induzir pelo
menos at<; ao praso da partida os proprios
passaportes dos chamados colorios por urna
nova providencia lhes devem ser entregues
gratuitamente. Fique embora sem censura
esse procedimento, mas sirva para nos acau-
ti'lar-mos a remediar o mal pelos meios que
justos e polticos forem.
Dois pontos se oflerecem para tractar nesta
materia.K prejudicial a nagao portugueza
a emigrago para o imperio do lirazil ? Ha
meios legaes justos e polticos de susta-la ?
Neiibuma perda irremediavel empobrece
um estado do que a de homens seus como
nenhuma eccnomia mais do que a de lempo
o enriquece. Cada cidadao una moeda do
grande thesouro nacional ; a sua suppressao
pode segundo a sua importancia prejudi-
car mais ou menos mas em nenhum caso
deixar de ser desfalque.
Se a nago concede esse direito ampio il-
limitado a um cidado igual direito hade
conceder a todos e proclama o principio da
sua propria dissolugSo nao podendo j espe-
rar remedio seno da le santa da naturesa ,
do universal instincto, que se diz amor da
patria. Se esse instincto nao fora, os homens
se arremessariao em tropel para as zonas tem-
peradas ; e o restante do globo ficar de-
zerto.
Mas esse amor de patria neste seculo in-
teresseiro e cosmopolita quanto seno tem
enfraquecido O homem troca fcilmente a
sua cabana o seu ninho o seu cea pela re-
gio onde se lhe alligura poder ou lucro.
Cumpre portanto que a lei escripia com-
plete os apagados tragos da lei natural e que
a sociedade por seus orgos vive na sua
propria conservago.
Um cento de cidarlos arrebatados de urna
localidade sao um cento de capitaes custo-
samentc granjeados que desaparecem para
ir opulentar alheio thesouro.
Terreno que cem homens podero agricul-
tor ah se lica de puusio productos que
cem homens podero desenvolver ah se es-
maga no embrio povoado que cem ho-
mens podero multiplicar ah se desvanece
___,;i|,de golpe e horrorosa cresta levo ah
todos os inleresses materiaes polticos e so-
ciae. ... .
L" diante destas evidencias ousarode se a-
prescnlar officiosos contradictores com as the-
orias de presuppostos direitos constitucionaes,,
e de elsticas liberdades de residencia Se
nm a um todos os membros da sociedade |
COKKESPOXDEMGIA.
Srs. Redactores.
He por certo bem censuravel a omsso e
quiz'?ss mitti-lo? Sim he lcito em pai/.es livres al
,-scolha de residencia : mas cm toda a parte Idesleixo que de presente se observa na Matriz
seMlvaoo*prejuizoTde lercoiro o aqu o de Santo Antonio quanto a administradlo dos
terceiro preju dicado seria a communidatie ; sacramentos aos parodinos osquaesquazi
bem claro os fixa o artig) 145 da lussa erta se tem visto desamparados, por Ibes faltar em
constitucional. I lempo a applicago de to edificantes sacra-
! mentos !!! E na verdade o reverendo paroeno,
Milhares de procedimentos individual e I e sns serventuarios nao tem ltimamente cu-
singularmente lcitos conectivamente dege- raj0 ^e p!estarem como lhes cumpre, cer-
nero em repreensiveis. Pode o soldado por j()S Ci0S consderaveis de seus ministerios -
si requerer comoqualquer outro cidado ; quelles de seus fregue/.es que os necessitio,
mas nao pode deliberar com os seus cmara- i 0 ,.,, goralniente se diz ; mormente os indi-
das para requererem juntos e armados.Nao cajos serventuarios que administro por o re-
pode a autoridade exorbitar da lei por maior verend0 parodio, alguns dos quaes azem urna
que sf ja o crime que vai punir e por menos Ilaudita dependencia, e dilliculdade dos actos
que as suas circunstancias hoiivessem occor- lPSprituaes ou do desempenho de suas reli-
rido ao legislador mas ple em certos casos Kosas fUncges para com as suas ovelhas. Cau-
suspender as mais sagradas garantas de mui-
tos innocentes sendo tambem muitos ou
mu perigosos os culpados. Nem sempre a
razo poltica a razo civil e a salvago do
estado d'entre as leis todas a suprema.
Quanto mais rudes sao esses cidados a
quem despojo da patria e de quem a patria
se despoja ; tanto mais cumpre salva los de
lados prfidos ; sao irmaos nossos os que vo
vendidos, in lefesos e innocentes. Raie pa-
ra elles o dia da proteego. para que nao che-
gue o to arreppndimen to.
Outra restriego posta pela constituigo do
reino ao principio da liberdade de residencia,
he a dos regulamentos policiaes. Mui bem a-
visado andou pois o governo deS. M. mul-
sa espanto sem duvida o soffrer-se esta mu
sensive! indolencia que pratico os ditos sa-
cerdotes sem patentear-se nenhum clamor
de que rezulte a urgente providencia ; ao
passo que ha quem tanto insullle ao povo e
com ignobeis intenges pretenda illudi-lo, ar-
guindo de perniciosa a administrago do Ex."
Bario da Boa-vista administrago verdadei-
ramente benfica e providente .' S o ras-
teiro espirito de egosmo e perversidade le-
vada insolancia di-lo-ha. Sim ; por quan-
to ninguem em boa fe e sem despeito nega-
r que a elle se deve em grande parte a esta-
belidade do throno, e a integridade do impe-
li: digo-o as provincias, aonde no pe-
riodo da saudavel administrago de S. Ex.*
tplicando e dificultando os tramites que tem.se apresentado as hrridas faganhas da
para emigrar-se ho de primeiro percorrer j ; rp|)e|iij0 e as quaes os mais promptos e pro-
mas nao basto estas e quejandas providen- |cuos auxilios por elle prestados e expedi-
das, dos ho salvado. Com igual justiga deve-se
A principal de todas a nica talvez effi- P<>"> menos dizer sobre a nossa provincia ,
caz fra a de pren ler esses aventuremos a-, <\"- teria experimentado sem.ll.antes desgra-
slo natal com o imn da propriedade. A ;g*s se o actual administrador de quem tracto,
ilhadeS. Migud, Por exemplo donde a a nao dirigase se adm.ravel energa e d.s-
...nigraclo tem sido mais copiosa, com po- ncto zelo pelo bem publico nao Uvessem ...
voscoquasi iguala do restante do Archipe- ao sempre seu honroso padrao. Mas toda a
|.go toda ella monopolio de diminuto nu- ff-nte animada de pondonor nimiamente prza
mero de habitantes. A accumulagoda propri- Uto Ilustrado e probo administrador e v.U-
edade para alem dos racionaveis limittes, pre-! PnJia os in.quos convicios de seus invejosos
judica altamente o estado, e pred.spGe o des- e srdidos detractores, e Iembrare a respeito
proporcionado numero de homens, cujos bra- f duas segumteslhax.mas do Sr Mrquez de
Usoasuariquesa, a traslada-la para on- Marica : 0 melhor governo para os bons
he o mais justiceiro ; para os maos o que
prompamente perda e nao castiga. Os
maiores detractores dos governos sao aquelies
que ambiciono governar Apontarei anda
est'outra mxima. Os charlates polticos
prometem muito ecobigo ludo.
Basta; sao bm conliecidas as "^ropoziges
"le mais preciosa se lhes augure. Importa-
ra pois que o bom jnizo dos opulentos senho-
rios daquelles sitios os introduzisse a aforar ,
ou por qualquer forma traspassar algumas
geiras de larra a individuos que assim pres-
cindirio de ir mendigar subsistencia a remotas
paragens. Por elles deveria igualmente re-
partir-se todo o terreno inculto, pertencen- que aqu em.tto e todava habis pennas
Lo municipio ou ao estado. Similhantes ^""to00^*1?^'^
cedencias taitas com escolha opportuna- Parece que S. Ex R." nao he culpado das
neglicencias de que cima fallei por que
talvez as ignore, ou se as sabe nao tenha po-
dido remedia-las como se anhela, em vista da
relutanca ou contioversia que segundo he
publico tem orcorrido entre S. Ex." e o R."*
iinist.ro da ma- Vigario e at mesmo nao duvido que este
mente acompanhadas de severos regulamen-
tos cuja excepgo a autoridade fielmente
vigiasse serio um manancial de lucros pa-
ra o reino e de fortuna para esses que to
incerta e longaa vo procurar.
paliativo applieado pelo ministro da ma- vigario eiienaiuu. -- H~~
rinha e ultramar brandar o mal, mas nao ^mbem esteja mnocente a respe,to Lm todo
o extirpara. Toda-via ha as suas determi- caso clamo para que se remedie dev.damen-
nagoes, providencias sabias, que aprovei- f o nao pequeo mal (ja referido) que solrem
o ao pai" cuja emigrago diminue e aos os resignados moradores da freguez.a de S.n-
Zlo*LJ, nJrrl* at hoie tratados : ^ Antonio entre os quaes se con ta um que
proprios colonos ; que ero at hoje tratados;
como escravos brancos e a favor de quem he dos Sis. Re pelo menos algumas cautellas se tomaro
Que a Inglaterra, Irlanda, a Suissa a
Allemanha consinti fcilmente na expor-
tacodos seus habitantes l se entende
ah superabundancia de homens, o que dese-
quilibra produego e consumo. Mas infeliz-
mente em nossa trra mingoa ; e mal es-
te a cujo empeoramento se deve por todas as
formas obstar. Cidados, autoridades, go-
verno a todos eradaum loca seu encago
neste negooia : e compri-lo-ho sem du-
vija J, FelUciano de Caslilho.
( It. Universal.)
Muito attencioso, e venerador
O Sincero.
VARIEDADE.
O CEMITEIUO DOS PRAZF.RES.
Quiz visitar o sitio aonde inevitavelmente
na havemos de encontrar todos, a pesar da
.versidede dos caminhos que seguimos, do
mnto de que partimos da posigo em que
nascemos. Quiz dar um passeio at ao cern-


SS
ten'o dos Prazeres ir l estar um momento
antes de l ir estar sempre.
S-ntia-me triste e doente ; um bomem ai-
sim mais do cemiterio do que do mundo
Passam depressa essas illuses que v nascer
a aurora di vida! Apafjam-se muito de promp-
to as esperanzas que tanto nos prometiera e
tanto nos mentem Depois disso nao sei -
mas parece-me que a morte principia a pa-
recer um recurso mesmo mostrando-se como
urna necessidade. Para que haviamos da vi-
ver eternamente no mundo em que descoDri-
mos que falso quasi ludo o que nos lison-
jeava ? Depois do desengao entende-se a
morte.
Puz-me a caminho mas no o sabia. A
chei singular um homem nao saber o otmi-
nho do cemiterio .' Perguntei-o a urna pobro
velha que apesar da idade nao ia para l.
Eusinou-me e disse-me que nao tinha que
errar. E era verdade ; quem que erra o
cemiterio ? Vais l ter com os olhos fecha-
dos A' parta um letreiro ou urna lab ilo-
ta indica a quem se ho de dirigir os que
prettnderem tractar de arranjos tumulares.
Creio que annuncia epitaGos pelo prego mais
commodo ; da maneira que a saudade dos
que sobreviven! tem para se manifestar a van-
tagem da eeonomia e em tal mundo esta-
mos nos que muitos lembram-se de honrar a
memoria dos que Ihe morreram por isso
custar barato.
Entrei. O cemiterio urna comprida ra
de monumentos dentro da aridez de um cam-
po murado. Ha no meio um fosso loramum
-ara a plebe ; all no ha o recurso de urna
pedra contra o esquecimento de um nome.
Alli morre-se duplicadamente. A bem dizer
os infelizes que so lanzados naquelle fosso
sfio dos pebres que nem viveram quando e-
xistirara ; sao desses para quem a vida foi o
continuo esforz de um trabalho sem fin ;
se quizeram descansar tiveram de morrer.
Manda-os quasi todos para all um hospital.
Nem familia que Ihe rodeasse o leito nem
senlimento de dr que Ihe sobrevivesse Nao
viram lagrimas ao fechar os olhos. Carre-
garam um carro com elles logo que os sen-
tiram fros e esto agora a encher um fosso
com os seus corpos.
Haalli tambem urna ermida. Eslava a-
berta quando entrei e causou-me admira-
dlo que o estivesse nfio se adiando ninguem
que nella tomasse conta. Affirmando-me vi
os ps de um homem que estiva deitado den-
tro. Entrei. Nao era o que pensara ; nSo
ra um homem tinha sido. Naquella hora
era um cadver dentro de um esquife, Ti-
nha as mos postas como para continuar por
um gesto a oragfio que tinha morrido as
palavrase no pensamento.
Terrivel mysterio que ha sempre quando
um vivo se chega a um morto Quemexpli
cara o porque tluas cousas tfio similhantes sfio
tfio differentes ? Pareca-se tanto o cadver
que eslava deitado com o homem que eslava
em p Os olhos, a Mea a face ludo
isso existia em ambos; eram similhanles ain
da quando j havia entre ellfs tanta diferen-
ca como a que ia da chamma de urna vellaque
arda no altar pedra de urna ombreira que
Ihe refleelia a luz.
Como "aprende ns presenga de um ho
mem morto Como se diz adeos a tanta cou-
sa que nos morava na imaginagfio Como a
gente se despede do que como se morro !
Alli sa para*de onde quer que se venha. Alli
termina a prosperidade ea desgrasa ; alli a-
caba a ambicio e a virtude ; alli o talento e a
ignorancia. Tudo o que se sabia, todo o que
se tinha no coraefiose vfio embora do homem
que expira. Os mais elevados pensamentos ba-
lem asazas parase retirar como essas aves que
na mudanca da estago deixam o paiz que
tinham visitadojpara nao car.
Custou-me a arrancar do p daquelle eor-
po junto ao qual experimentava dous sen-
timep''* oppostos; um que me retinha ou-
tro que me repugnava. Sahi. Oar livre
deu-me sobre a cara e disse-me que vivesse.
Eslava o co tfio claro e tfio puro Mise-
ria. E aq urlle pobre l dentrs que nlo via o
co, que nao via nada .' E u mais tar-
de .
Tanta pedra torneada pulida cinzelada .'
Tanto tmulo. Tanta letra. Marmore ,
bronze ferro tudo se presta alli apoio pa-
ra dar mostras de que existi c por cima da
trra quem agora l jaz por baixo della. Que
de saudades, que de lagrimas que de fechos
de pedra. Qnanta dr petrifica.la. E as le-
tras a dizerem que o pai que o ilho que
o marido ah ficaram inconsolaveis. Quantos
esto aqui no epitafio anda sem consolado
que l em baixo na cidade esto j conso-
lados. Quantas esposas choram qui na pe-
dra que j passeiam pelo brago da novos ma-
ridos !
O que anda mais custa do que a morte o
quei anda mais triste do que o nosso flm ,
nos sobrevivermos aos nossos sentimantos.
Nos proprios somos um cemiterio. Que de
epitafios nao ha em a nossa memoria por cima
de opnias de esperances de alTectos que
ah foram morrendo por toda va nossa Yda
dentro Como alindada a cordel esta ra
em que se passeia entre tmulo? Que regu-
laridade feita com cadveres Como se apo-
drece com symitria de um e da otitro lado.
Foi dado ao homem com a faculdade de ser
muito o defeito de tornar mesquinho por cau-
sa da arte oque Dos tinha feito grande e
migestoso pelo effeito da natureza. Para que
hio de apparecer aqui junto ao tmulo aqu
junto s praias de um outro mundo esta or-
dem esta regularidade este effeito de sy-
metra Querem-se contentar os olhos quan-
do o espirito nao acha nada quo o contente.
Qaerem que haja um pensamento de admira-
go artstica alli onde q^poraco s encon-
tra impressoes que levam em si a profunda
tristeza da lembranga de um amigo. Sim ,
um amigo que fura tio necessario minlia
vida alli existia ou mais exactamente alli
deixa va de existir. A memoria nexoravel
quando se tracta de nos fazer mal. Que de
circunstancias que passaram para mim desa-
percebidas em quanto elle viva, se ani-
mavam agora para que eu mais o perdesse !
Todas as religifles comecam junto ao tmu-
lo. Quem urna vez tornara a sua existencia
dependente de urna outra desperta de um
sonho quando a separaco da morte divide os
que vivan unidos. ntfio os olhos que vi-
ram sumir-se na trra o individuo que vi-
damente procuravam, Ievantam-se para o
co ; ocoraco que se diriga para urna crea-
tura dirige-se enlfio ao Creador. Nao se po-
de o que em nos nao corpo resignar a
que se deaomponha com um cadver o que
nelle era o nosso amigo. Nao sfio os indi-
viduos s, sfioasnaces, e nfio s estas, as
diversas geraces tambem que nfio querem,
que nfio sabem que nao podem perder as-
simospais, os amigos os prenles. To-
da* crearam um mundo em que se fosse a-
char o que neste se perde Todas se quize-
ram salvar da desesperagfio desta vida na fe-
licidade da outra.
Nao vos admiris pois de em toda a parte
achar revelada a existencia de Dos porque
em toda a parte est assignalada a miseria do
homem. Adesgraca pede a religio. O homem
que ioffre er que se nfio erara triste delle !
Tristes de nos se a resignaefio devesse accei-
tar-se sem a esperanza.
Um cemiterio longe da cidade mais hy-
gienico : mas se mais administrativo me-
nos religioso. Como queris que haja elo-
quencia no pulpito desde que para entrar na
Igreja nao tendes d attravessar o cemiterio.
Quando dobravamos os joelhos sobre as sepul-
turas parecia-noso altar mais respeitavel. As
palavras dos epitafios davam eloquencia s
palavras de um padre que nos dizia aos vi-
vos que pensassemos naquelles morios Quem
nao acompanhara com a fe o que o coraefio
segua com a saudade ? Nao pesso que ae
transfiram de novo os ossos para a Igreja ,
e que os cava veres abaudonem o jazigo que
est confiado a mos administrativas. Con-
tinu a morte a correr por conta das obras
publicase da cmara municipal. Estabele-
cam-se posturas acerca dossepulchros-me-
cam o meirinhos o terreno das covas xe-
cutem-seos artigos do cdigo. Nfio se traeta
de urna le. Dos me livre de me lembrar da
cmara dos deputados dentro do cemiterio
dos Prazeres. Longe de mim a idea de fazer
passar outra ver os morios pela parte official
do Diario. Nao quero mudar o que est fei-
to quero pensar sobre o que mudaram.
As lgrejas perderam com a falta dos seus
morios. O chfio dos templos quando eslava
cheio de sepulturas fazia com que da i Ja da
morte se passasse mais fcilmente para a idea
de urna outra vida. Fazei lgrejas commo-
das arejadas, burnidas, sarapintadas. Mo-
bilai-as com riqueza ; affastai ideas lgubres;
fazei nellas ouvir a msica do theatro. Pre-
firo o proprio Iheatro. Sabei fazer distinc-
ges ae queris que nos distingamos. Nao sym-
p&tisamoscom as paredes nuas de um templo
protestante nem sympatisa a nossa gente.
A imaginaefio a intelligencia do povo ; mas
fallai a essa imaginaefio por meio de urna
magestade religiosa e nfio pelo effeito de
urna pompa toda profana.
Creio que se nfio admirarfio que tendo eu
fallado em um cemiterio acabasse por fallo-
na religio. E' o logar onde brotam mais
naturalmente os sentimentos msticos. Eu
nlo sei fazer reaeco religiosa desea que por ,
ah se usa. Os que liam annos ha o dic-
cionario philosophico deu-lhes agora para
quererem fazer a respeito de tudo o fligiario
do catheeismo. Deixa-los. Ignoro os seus
motivos. Quanto a mim junto a urna se-
pultura lembrei-me de Dos. Aonde este
inundo acaba lembrei-me de que principiava
o outro.
( Do do Gobern. )
A PEDIDO.
Vistos estes autos &c. Se qualquer juiz he
competente para recebar ou negar o recur-
so interposto de suas deeises como "julgar
de direito he igualmente certo que s d'el-
las pode conhecer o juiz superior do foro em
que se agita a questfio nfio s peh naturesa-
da materia, como para se manter a ordem do
processo. Versando pois o recurso, cuja ne-
gativa faz o objecto da presente queixa so
bre negocio espiritual segue-se que s o
juiz superior respectivo pode decidir sobre a
justica ou injustiga do despacho que o ne
gara ; o que nao obstante e sem offenga do
direito commum as leis civu pela especial
protecgo, que devem sos subditos do estado,
em todos os casos que directa ou indirecta-
mente se posso referir magestade tempo-
ral estabelecendo o recurso cora das jus-
ticias eclesisticas, fixarfio a jurisdicefio dos
juizes leigos nestas materias, e o modo de
nellas procederem regularmente como ex-
pressamente dispe o art. 2 6. da lei de
22 de Setembro de 1828. Julgar as ques-
Wes de jurisdicQfio que houverem com os
prelados &c. observada a forma estabelecida
para os recursos ao juzo da cora no decreto
del?deMaio de 1821 mandado observar
pela lei de 20 de Outubro de 1823. Os re-
cursos nterpostos das justigas, e autoridades
ecclesiasticas para os juizes da cora, diz o art.
l.do mencionado decreto,serd'aquiem di-
ante considerados, e processados, como os ag-
gravos depeticio.que se interpOedos juizes se-
culares para os Superiores.Isto posto, se pelo
regulamento de 13de Marco do'preterito anno
art. 26 he permittido ao juiz de quem se a-
grava negar o recurso e condemnar o advo-
gado que o houve interposto e minutado ,
nenhuma injuria fez ao Reverendo queixozo
o Reverendo Vigario Geral em sua interlucto-
ria de f. a f. nem pode aproveitar ao quei-
xozo o disposto no 2 do regulamento de
lOdeFevereiro de 1828 porque dos autos
consta que o recurso fra interposto nfio
de sen tenga definitiva, ou interluctoria do Vi-
gario Geral; mas do simples facto de se achar
este processando acuelle por desobediencia ao
Exm. Diocesano ; o que est fra dos termos
do referido que supe o recurso de senten-
cia : nem o contrario se comprehende as
palavras = E em qualquer tempo que pa-
recerfio talvez ao queixozo sufilcientes para re-
correr antes d'ella porque estas palavras re-
ferem-se excepcionalmente ao praso legal do
recurso, facultando a sua interposigo por
hum tempo Ilimitado nos casos de violencia
notoria. E como violencia pela rasfio de se
estar organisando hum processo nico meio
de se descobrir a verdade sobre qualquer ar-
guigocriminoza ? Quanto maneira indi-
cada no j citado regulamento para a interpo
zigfio e seguimento do recurso cumpre ad-
vertir que elle supe a carencia do agravo
depetigo, que estava ento abolido, nico,
que regulava o processo do recurso das justigas
ecclesiasticas para a cora; porque d'outro mo-
do era impossivel que se elle podesse realisar;
mas restabelecido o dito agravo pela lei de 3
de Dezembro de 1841 he incontestavel que
se deve observar a tal respeito o que ordena
a supracitada lei de 22 de Setembro de 1828
a nfio quurer-se que hum regulamento seja
derrogatorio de huma lei ; tanto mais quanto
elle leve a penas em vista suprir huma lacuna
na legislaefio pela aboligfio da nica forma
estabelecida para taes recursos. Releva an-
da saber que os recursos interpostos das sen-
tengas censuras 4c. nfio se devem tomar
em hum sentido absoluto; mas smente rela-
tivo s temporalidades que estas penas po-
dem comprehender ; o contrario do que, su-
pe que os juizes seculares podem inutil-
sar os effetos espirituaes de huma deciso ca-
nnica ; o que sobre ser irrizorio", importa o
mesmo que negar o carcter, e a santidade do
poder coercetivo da igreja. Veja-se a ord. do
liv 1. tit. 9. 12. liv. 2. tit. 1. 13 e 15.
Em vfio pertende o Reverendo queixozo em seo
requenmento de f. a f. que seja havido por
temporal o objecto de sua queixa; porque as-
sim se nfio pode qualilicar o processo que Ihe
estava cannicamente formando o juiz ecle-
sistico e do qual recorreo para a relagfio do
districto, por desobediencia Mordaos do Pre-
lado Diocesano em negocios do ministerio
sagrado ; pois que *io materia essencialmente
espiritual aquella qi 'e s tem por fim os inte-
resses da vida futun > bem como a nomea-
gfio de hum coadjuto r destinado para subs-
tituir, e coadjuvar o Parocho no exercicio das
funccesParochiaes, ,. t> qual, devendo ser re-
gulado como effectiv. 'mente he pela disci-
plina da igreja, fica evii 'ente como muito bem
observa o Reverendo qt 'arelado em sua res-
posta de f. a f., que se deye comprehender
na ordem das materias rt Iigiosas. Em sus-
tentagfio d'esta verdade o a Tt- *S5. 4. e 324,
325 do cdigo do processo i 'riminal, reconlie-
ce a competencia exclusiva dfls justigas eccle-
siasticas para imposigto das penas cannicas.
E quando mesmo podesse pre calecer a opinio
contraria s rasoes expendida. s i ( que nem
por hum momento posso adn littir) j mais
teria lugar a queixa no juzo t ecular para o
fim de condemnar o magistradi Que negara
o recurso sem que primeiro fo le reconhe-
cida per sentenga em superior ins ancia a vi-
olencia allegada pelo recurrente j do contra-
rio poderia acontecer que o juiz rect 'rrido fos-
se condemnadoem virtude de queixt i anda
que Ihe fosse favoravel a decizo sobre recor-
rido; absurdo este que chamara outro igual-
mente revoltantes. Portanto, e por outros
fundamentos que he ocioso referir julgo
improcedente a queixa. E pague o qu ?'xo-
7,o as custas. Apello porcm para a relacfi o do
districto. O escrivo para l remeta im, 'ne-
Jiatamente os autos. Recife 3 de Janeiro de
1843. = Dr. Manoel Mendos da Cunha e i V-
zevedo. = Esta conforme -o Padre Erancist o
Joze Tnvares da Gama, secretario de S. Exc.
Rma.
Numero cento e quatorze = O Visconde de
branles Prezidente do Tribunal do The-
zouro Publico Nacional, em conformda lo do
Avizo da Secretaria de Estado dos Negocios da
Guerra devinte edois de Outubro ultimo y
ordena que pela Thezouraria da Provincia
de Pernambuco, se abone por conta daquella,
repartgfio ao empregado de repartigfio extin-
ta Joze Mara Schefler Jnior addido dita
Thezouraria a gratilicaefio annual de qua-
tro centos mil res em quanto estiver em-
pregado na contabilidade daquelle Ministerio.
O que o Sr. inspector cumprir. Thezouro
Publico Nacional em quatro de Novembro de
mil oitocentos equarenta edois = Visconde
d'Abrantes.
COMMERCIu.
ALFANDEGA.
endimento dodia 25........ 9:091 #757
DESCARRKGAO HOJE 26 DE JANEIRO.
Patacho = Paquete da Madeira = vinho.
Barca = Globe = fazendas cha apom-
cete lumo tinta alvaiade e
chumbo.
Barca = Solicito Bchese = fa.rinha de tri-
go, e pedra.
Brigue americano = Sterling = .sabfio, vel-
las taboado e conservas.
Barca = Casimir Delavigne sa carvfio.
Barca = Ramblen = carvfio.
Gaiera ingieza = Iris = carvio.
Queixa-se um correspondente de havermos
dado na nossa revista mercantil de Sabbado
ultimo a carne secca melhor a 2:800, quando
elle nfio a pd obter n'esse mesmo da por
menos de 3:520: parece ao correspondente jus-
ta a sua queixa; mas nos Ihe explicamos o
seu engao Os pregos dados as revistas ,
nfio sfio dos gneros a retalho salvo quan-
do assim se menciona ; he exacto que a car-
ne se tem vendido a 2:800 a melhor porem
em partidas, econforme se acha arrumada
as pilhas ; mas depois que se tira para fra
costumo os vendedores de retalho fazer urna
escolhade 1.*, 2., e 3.' qualidade, e ven-
dem-nas pelo que podem.
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIOS SAHIDOS NO DA 25.
Parahiba ; lancha nacional Pureza de Mara,
cap. Jos Mara ; carga varios gneros.
EDITA Es.
= O lllm. Sr. inspector da thesouraraia
das rendas provinciaes manda fazer publico,
que em cumprimemo do oflicio do Exm. Prc-
idente da provincia de 13 do correntH, vai no-
tamente praga, para ser arrematado a quem
por menos lizer o fornecimento do lijlo
para a ponte do Caxang sob as condicoes
publicadas no n. 16 deste Diario; e bem aasim
ILEGIVEL
r


o fornecimcnto Ja cal e das madeiras preci-
sas para a mesma ponte sob as condicgOes
transcriptas no n. 18.
Os licitantes tievi.iamento habilitados de
fialores idneos devero comparecer nesta
thesouraria nosdias 27 28 e 30 docorrente.
SCretaria da thesouraria das rendas pro-
finciaes de Pernambuco 19 de Janeiro de
1843.O secretario Luiz da Costa Porto-
carreiro.
Vicente Thomaz Pires do Figueiredo Camar-
raargo inspector d'Alfandega etc.
Faz saber, quanodia 26 do corrente na
porta da mesma ao meio da se ha de arrema
tar dezasseis cajeiras de balando no valor de
SOjiOOO reis impugnadas pelo Guarda Joo
Manoel de Castro no despacho por factura
de H. Forstir&c. sob n. 2852, sendo a
arrematado sugeita a direitos e expedien-
te. Alfandega 2o de J V. T. P. de F. Carilargo,
LISTA DOS CIDaDOS JURADOS DO
TERMO DO RECIFE ,
Continuada do N. 20.
Joo Arcenio Rarboza.
Ignacio do R**go.
<( Joze Lopes Jnior.
Manoel Miguis.
da Malla de Miranda Castro.
Marinho Paz Rarreto.
do Reg Rarros.
Rodrigues de. Miranda.
Theodoro da Cruz.
Valentn Villela.
Clttvier Carneiro da Cunha.
Dr. Joaquim de Aquin Fonceca.
Joaquim Carneiro de Souza Lacerda.
Claudio Ylouteiro.
' Felis Machado.
Francisco Rastos.
Ignacio de Carvalho Mendonga.
Joze de Aoreu Jnior.
Alves de Albuquerque.
Ferreira Franco.
h Franco.
de Oliveira.
Luiz de Mello Carioca.
Dr. Villela de Castro Tavares.
Jorge Vctor Ferreira Lopes.
Dr. Joze dos Anjos Yieira de Amorim.
Antonio de Rarros.
Antonio Pereira Hibiapina.
Antonio da Silva Jnior.
Rento da Cunha Figueiredo.
Bernardino de Sena.
Rernardo Galvo Alcanforado.
Bernardo Salgueiro.
Candido de Barros.
Cordeiro de Carvalho Leite.
Conegundes da Silva.
Hegi lio Ferreira.
Es leves Vianna.
Rr. Joze Francisco de Paiva.
Joze Francisco Pereira da Silva.

*
<(


1
Dr.
Dr.
Dr.
Cor.









Gongalves da Silva Bastos.
Guedes Salgueiro.
lienriques Machado.
Iligino de Miranda.
de Souza Pejx*.
Ignacio Ferreira Silva.
Pereira Dutra.
Soares de Macedo.
Joaquim de Mesquita.
Theotonio de Mello.
Lopes Roza.
Lourengo Rastos.
Luiz Netto de Mendonga.
Luiz Pereira.
Machado Freir Pereira da Silva.
Narcizo Camello.
da Silva Neves.
Rabello Padilha.
Chavier Faustino Ramos.
Justino Pereira e Faria.
JoSo Vieira de Araujo.
Raptisla Pereira Lobo Jnior.
" Gongalves da Silva.
Joze Ramos de Oliveira.
Pires Ferreira.
Joaquim Coelho Cintra.
Joo Pinto de Lemos.
Joaquim Candido Gomes.
Joo da Silva Santos.
Joaquim Joze de Farias Neves.
Joze Marques da Costa Soares.
Joaquim Chavier Sobreira.
Joze Fernandos Rrazil.
Joao da Costa Monteiro.
'< Ribeiro de Vasconcellos Peisoa.
Joaquim d'Aiinunrugo Ccrqueira Varejo.
Joo Pacheco de Queiroga.
r. Joao Domingues da Silva.
Jze Antonio de Azevedo Santos.
n,1"ia Correia da v-osta.
Joze dos Santos Nunes de Oliveira.
Thomaz de Freitas
Maria Freir Gatneiro,
Francisco Laura.
Victorino de Lemos.
Joaquim Francisco de Mello Cavalcanti.
Joze Lourenco da Silva Jnior.
Gabriel de Moraes Mayer.
Maria Cezar do Amaral.
Francisco de Azevedo Lisboa.
Joo Cancio Pereira Freir.
Joze Antonio Guimares.
Epifanio Duro.
Pacheco {de Queiroga.
Jernimo Monteiro.
Joaquim Silverio de Souza.
Joze Raptista Ribeiro de Faria.
Jasquim Carneiro Machado Rios.
Joo M
Joze Joaquim do Nascimento.
Jofto Manoel Mends da Cunha.
Nupomuceno Ferreira de Mello.
r Fernandes da Silva Guimares.
Joze da Silva Guimares Jnior.
Cor. Joze de Rrito Inglez.
Joze Pereira Vianna.
Joo Martins Rapozo.
Joze Romualdo da Silva.
Dr. Joze Eustaquio Gomes.
Joze Pedro d* Faria.






Duarte Rangel.
Rodrigues de Oliveira Lima.
Themoteo Ferreira Bastos.
Alves de Souza Rangel.
Joaquim de Santa AnnaFrazio.
Vieira Rrazil.
Higinio Chavier da Silva.
Joaquim da Almeida Catanho.
Ignacio da Carvalho Mendonga.
Canuto de Figueiredo.
Joo Antonio de Figueiredo.
de Carvalho Paz de Andrade.
Carneiro Rodrigues Campillo.
(Continuar se-ha.)
DECLARARES.
= Havendo a administrarlo dos estabele-
cimentos decaridade resolvido fazer no dia
primairo de fevereiro a revista geral dos ex-
postos manda fazer publico alim de que to-
das as pessoas encarregadas dos mesmos ex-
postos comparego com ellesna respoctiva casa
no indicado dia s 9 horas da manh. Salla
das sesses da administrago dos astabeleci-
mentos de caridade 7 de Janeiro de 1843.
M. Ribeiro
Thesoureiro.
as Pela administrag&o da meza do consu-
lado se faz saber que no dia 27 do corrente
mez se hade arrematar porta da mesma ad-
ministrago urna caixa deassucar mascavado
aprehendida pelos respectivos empregados do
trapiche da companhia por inexactido da
tara ; sendo a arrematago Iivre de despezas
ao arrematante. Meza do consulado de Per-
nambuco 23 de Janeiro de 1843. -Miguel
Archanjo Monteiro de. Andrade.
= O langador da Decima dos predios ur-
banos do bairro da Roa-vista partecipa aos
propietarios e inquilinos das cazas do dito
bairro que no dia 2(3 continua o langamento
da Decima pelas ras atraz da Aurora For-
mo/a e Carnario e no dia 27 pela travessa
do Martins e ra do Hospicio ; afim de te-
rem promptos os recibos do aluguel das refe-
ridas cazas.
vr O langador dos predios do bairro do
Re;ife faz publico que hoje 26 do corrente
ter lugar o langamento pelas ras do Amo-
rim Moeda, e Maria Rodrigues. Francis-
co de Paula a Silva.
tar O primeiro escripturario da meza das
rendas internas Provinciaes desta Cidade,en-
carregado do langamento do bairro de Santo
Antonio aviza aquem possa interessar, que
hoje 26 docorrente tem de continuar a col-
lecta pela ra da Roda Caes do Machado e
Calajougo.
3. O director finalisar este acto apo-
sentando admiraveis exercicios sem marom-
ba.
2 PARTE.
4. Volteio apresentado por Rernab ,
seuo dicipulos Francisco e Augusto seo filho
Alexandre e Manoel Pereira ; os quaes exe-
cutaro varios pulos, dobros de corpo equi-
libros e saltos mortaes.
3. PARTE.
Grandes trabalhos equestres,
5. O Sr. iogo Clak aprezentara difli-
cnltesos volteios aerios sobre um cavallo t m
pello.
6 Joo Rernab distinguir-se-ha com
o exercicio dos arcos dangando e pulando
entre elles sobre um cavallo em pello ; ter-
minando com a admiravel corrida da anca :
estes exercirios tem tido os mais vivos aplau-
sos aonde por elle foro aprezentados sen-
do singular esta parte.
7. O cavallo Romeo executar todos os
movimentosda (HautEcol) ao mando do seo
dono. Dang ir urna valga a toque de msi-
ca e aprezentara a scena do cavallo morto.
8. O joven Francisco, brazileiro di-
cipulo de Rernab executar os mais difilceis
pulos e dangas sobre o cavallo a galope ,
terminando com a dificultosa corrida sobre a
cabega com as pernas no ar.
9. O pequeo cavallinho campista diver-
tir o respeitavel publico com seus admira-
veis ensinos *respondendo s perguntas do
seu amo e finalisar pulando carreira ar-
cos e mais objeatos.
10. Huma gracioza scena aprezontada
por Bernab o o palhago sobre um cavallo
a galope.
11. Terminar o divertimento com urna
ingracada scena mmica intitulada
O BARBEIRO DA NOVA MODA.
{Principiar as 7 horas e meia da noite)
PRESOS.
Bilhtes de entrada na platea IjOOO
Camarotes cada um........8*000
Varandas para Senhoras......ljJOO
Os mesmos acho-se venda no dito Amphi-
Theatro das 9 horas por diante no dia do es-
pectculo e em outros das na casa do an-
nanciante na ra largado Rosario n. 8.
AVISOS MARTIMOS.
= Para Falmouth o muito velleiro bri-
gue inglez Fanny para passageiros smente,
para o que tem excellentes commodos: satura
no dia 3 de fevereiro prximo.
r Freta-se para qualquer porto a linda
e bemeonhecida Galera Ingleza Iris forrada e
encavilhada de cobre, consignatarios Me. Cal-
moiit A Companhia.
LEILES.
AMPIII-TIIEATRO NA RA DA FLO
R ENTINA.
Grande e extraordinario espectculo e-
questre e ginastico, para domingo 29 do
corrente apresentado pela familia e compa-
nhia de Joo Rernab dividido da maneira
seguinte :
!. P*RTB.
Depois que os professores da orchestra t-
vereni exteutadouma escolhida ouverlura,da-
r principio o divertimento a danga de cor-
da forte com marom ba e sem ella.
1. Joo Rernab executar urna danga
grotesca.
2. O gratioso palhago aprezentara dif-
Ccci trabalha uie a icaa.
sr* E. Schaeffer estando prximo a seguir
para o Rio de Janeiro por este motivo far
leilio, por intervengo do corrector Oliveira,
quinta feira 26 docorrente s 10 horas da ma-
nh na casa de sua residencia ra do Vi-
gario da mobilia da mesma casa edoseu
escriptorio consiitindo em boas mezaa para
jantar d'amarello e de mo;no ditas para
jogo ditas de cosinha sofs cadeiras, al-
marios commodas, guarda-louga espe-
lhos carteira nova e moios halcio, louga,
garrafas finas copos para vinho e agoa ,
relogio de parede trem de cosinha lanter-
nas magnificas de bronze dourado com pin-
gentes de cristal castigaes leito camas
de vento e muitos outros objectos to ne-
cesarios, quanto uteispari o arranjo de qual-
quer casa.
AVISOS DIVERSOS.
=* Pretende-se arrendar um sitio que
seja distante desta cidade urna legoa pou-
co mai* ou menos, e que o prego doarren-
damento seja commodo : quem o tiver an-
nuncie por este Diario, ou dirija-se a case
n.* 6 na ra da Palma.
= Aluga-so ou vende-se urna conoa, que
conduz agoa nova e j curtida ; na praga
da Independencia n.* 39
ta^ No principio da ra da Aurora, casa
da quina que volta parao atierro da Roa-vista
ou na loja do Sr. Quaresma compra-se car-
pas de ananais verd> s e enxados limo aze-
do pequeo dos maxos.goiabas, aragais, mara-
cujaismirim, sidras. Pitangas e dosse de pre-
luxo do que cusluniava a vir do mallo em
panellas.
tai A pessoa que annunciou precisar de
um hbil contra-mestre de alfaiate ; dirija
ac o Ponas casa u. iui.
tar Quem quizerdar 500*000 reis a pre-
mio de 2 por cento ao mez por lempo de
10 mezes, com muito boas firmas pagan-
do-se os juros todos os mezes ; annuncie sua
morada para ser procurado.
or Offerece-se um homem solteiro por-
tuguez para todo e qualquer servigo de um
engenho pois que para isso tem bastante
pratica ; em Fra de Portas venda n. 92.
tsr" Quem precisar de um rapaz, para ven-
da rednago de assucar ou armazem do di-
to o qual rapaz he chegado agora do Porto ,
onde foi caixeiro quatro anuos; os pretenden-
tes dirijao-se a ra da Guia n. 58, que a-
charo com quem tractar ou annuncie.
tar* Da-se dimeiro a premio, com pinho-
res de ouro ainda mesmo em pequeas por-
gos ; na ra Nova n. 55.
ssr* Precisa-se de alguns meninos que
queiro aprender o officio de sapateiro tan-
to Iivre como sujeito ; quem estiver nestas
circumstancias annuncie para ser procu-
rado.
srm particular propOe-se a ensinar pri-
meiras letras dando duas ligues por dia e
promete desempenhar com exectio os deve-
res de suas obrigagOes eensina a ambos os
sexos ; as pessoas que se quiserem utilisar
de seu prestimo annuncie.
tsr Aluga se um sitio na entrada da estra-
do s. Amaro com casa de pedra e cal, i
quartos duas salas cozinha com portao
na dita estrada boa agoa de beber bastan-
tes fiuteiras ; quem o pretender dirija-se ao
mesmo lugar tratar com o seu proprieta-
no Joo Raplisla Claudio Tresse no seu sitio.
tsr Precisa-se de 4u0j> rs. por tempo de
6 mezes ficando na mo de quem os der ,
um moleque de nago que sabe cozinhar o
ordinario e Iratar de cavallos ; quem quiser
dar annuncie
tar Um creJor do finado Fr. Caelano, da
quantia de 13^800 deseja saber quem est
responsaval a pagar esta divida para se lhe
apresentar a conta correnle.
tar Perdeo-se no embarque por detraz
das obras do snr. Cunha em s. Francisco ,
um chapeo de sol de seda cor de caf quasi
novo faltando-lhe no rabo o esmalte; quem
o achou equiser restituir dirija-se a loja da
viuva de Aflbnso& Companhia junto ao arco
de s. Antonio que ser gratificado.
HT O abaixo assignado comprou dous
meios bilheles da lotera a favor das obras da
l.reja de N. S. deGaudelupe da cidade de 0-
linda um*de n. 185 de sociedade como
snr. Joaquim Bernardo Jnior desta cidade,
eooutrode n. 2951, tamben) de sociedade
com o snr. Antonio Francisco de Oliveira da
cidade da Parahiba e fico em poder do an-
nuncianle. = Antonio da Costa Ferreira.
= Aluga-se urna cata terrea com quintal
plantado, as ras seguintes'do bairro da Boa-
vista Sebo Conceigo Pires, Gloria e
oulras visinhas ; quem tiver dirija-se a ra
Formoza n. II
ai Aluga-se um sitio com caza pequea, e
bastante terreno plantado-, no lugar da Ca-
punga ; quem tiver ,* dirija-se a ra Formo-
za n. 11.
= Aluga-se um sitio que tenha bastantes
arvoredoi e caza piquena para pouca fami-
lia que seu aluguel nao exceda de i2 a 14
mil reis por mez, e distante desta praga urna
legoa; quem tiver, annuncie para ser pro-
curado.
as Arrenda-se por seis annos, um ptimo,
e grande sobrado de trez andares com gran-
de armazem pagando o rendeiro o valor da
renda adianlado o sobrado he muito fresco,
em boa ra quem quizer fazer este ntgocio
annuncie para ser procurado e tratar-se do
ajuste.
= Apessoa que levou as amostras de fitas
de seda da loja de Didier Robert & c. hija de
fazer o favor de manda-las levar na mesma
loja.
= Quem precizar de um rapaz de idade
de i") a 16 anuos, o qual sabe ler, escrever,
e contar perfeitamenle para caixeiro de lo-
ja de fazenda escripia, ecobrangas, ou ou-
tra qualquer arrumago excepto venda para
esta praga ou para fra delta ; quem per-
tender dirija-se a ra Novan. 5, primeiro
andar, ou annuncie advertindo que o mes-
mo d fiador a sua conducta e ja tem pra
tica do commercio.
= Preciza-se de um rapaz Portuguez que
tenha pralicade venda para ser caixeiro na
Villa de S. Anto e te dar bom ordenado ;
qu'-m estiver as sirconstancias dirija-se a
nM da Penha n. 53 para se ajustar.
= Um mogo hbil e inteligente seoffere-
r a tirar passaportes para estrangeiros bra-
leiros e escravos ; assim como folhas cor-
i idas tudo a tempo e hora; quem pertender,
dirija-ge a ra do Rangel n. S4 em en* do
Sr. Silva Ribeiro.



lotera de guadelpe
Tando-se annunciado o seo impreterivel
andamanto para o dia 34 do corrente e
promptt a dar principio nao se pode isso
realizar em consequeneia do grande n". de
bilhetes que se acliaro qusndo se reaolhero
dai cazas dos Tendedores e por isso tem
transferido para o dia 31 do andante maz ,
cujos rastantea dos bilhates achao se a Ynda
Das seguiulas partes : no Recita lija do Sr.
Vieira, cambista Em Santo Antoniu luja
do Sr. Menezes ra do Collegio -- Botica do
Sr. Joio Moreira Marques ra do Cabug ,
e na lojado thezoureiro ra do CrespoBoa-
vista botica de Joaquim Joze Moraira de-
fronte da Matriz Em Olinda nos Quatro
Cantos loja do sr. Domingos.
7" Aluga-se urna escrava que saiba cozinhar,
e engoiuniar com perfeicSo pagase aqnillo
que se ajustar; quem qiiiter fazer este negocio,
dirija-ve a ra da Cruz armazem de trastes nu-
mero 63.
tsr Preciza-se alugar 2 moleques espertos;
na ra dos Quarteis n.4,se dirquem precizi.
s& OfTerece se um mogo Portuguez para
caixeiro de qualquer estabelecimento, a excep-
to de venda tendo pratica tanto de ra como
de loja de fazendas; quem precisar annuncie.
MT Prudencio Francisco da Silva retira-
se para fora da provincia.
Henrique Schevartz subdito Hambur-
guez retira-se desta provincia.
tar O abaixo assignado declara que tendo-
Ihe Antonio Joo Ramos em 51 de Outubro
do anuo passado passado um valle de 50j
rs. e este levou descaminho ; por isso roga-
se a toda o qualquer pessoa nao faga negocio
sobre o referido valle, pois o mesmo fica sem
nenhum effeito por ja me ter pago o dito
Ramos. Dumingos Joze Machado.
tsr O abaixo assignado faz publico que
tendo em 31 de Outubro do anno passado ,
passado a Domingos Joo Machado um valle
de 50* rs. moeda correte, sussedeo o mes-
mo ter perdido o dito valle e como possa ter
sido adiado por alguem roga-se que nao
facao transaco alguma sobre o referido valle.
pois o mesmo nao tem vigor algum por ja o
ter pago ao dito Machado e o mesmo se ro-
ga a quem o tiver achado de o entregar ao
abaixo assignado que ficar sumamente agra-
decido- = Antonio Jofto Ramos
F^ Perdeo-se no dia 21 do corrente da
ra das Agoas verdes do principio da sacrista
de s. Pedro e d'ahi pela ra a cima at o
beco do Amorim ao sahir deste para a ra
de Hoi tas em seguimento a ra dos Martirios
at o terceiro sobrado passando a Igrtja urna
sedula de 200* rs. das antigs isto he bran-
ca ; quem a tiver achado queira ter a bonda-
de de restituir na ra do Livramento botica
D. 22 que ser generosamente recompensado.
tsr Engomma se liso com perfeicao e bre-
vidade : na ra das Larangeiras n. 23.
V Varejio avisa aos seus freguezes que
tem sortimento de charutos feitos na trra ,
a contento de seus freguezes vallas de car-
nauba tanto a retalho como em perces por
prego commodo : na fabrica noya do atierro
da Boa-vista n. 80.
tsr Roga-se ao snr. Vicente Tavares da
Silva Coutinho que se entre os escravos que
paro em seu poder existe um dos signaes
seguintes : de nome Benedicto ( pode mudar
o nome ) de 50 annos pouco mais ou me-
nos estatura mediocre, grosso, cabega pon-
tuda olhos cor de fogo e pequeos resto
cheio barbado de suissas encruza os
bracos quando falla-se com elle ladino bas-
tante, parece crioulo, e faz-se maluco; quei-
ra neste caso Tazar o favor de dirigir ao major
Mayer que pagar todas ai despezas.
tsr Quem tiver urna escrava de meia ida-
de que saiba cozinhar e sirva para todo o
servido de urna casa de pouca familia e a
queira alugar dirija-se a ra Nova n. 50.
mr Quem tiver um preto que cozinhe o
ordinario e o queira alugar annuncie.
tsr Francisco Goncalves de Moraes reti-
ra-se para fora da provincia.
tsr Aluga-se o segundo andar da casa de
sobrado na Gamboa do Garmo com bons
commodos para familia : no atierro da Boa-
Yiita sobrado n. 80.
tsr Atraz do theatro armazem de taboado
de pinho d Joaquim Lopes de Almeida, pre-
cisa-se de dous portuguezes que se queiro
propor a serrara mesma madeira dando-se
serra e armario para serrar.
mr Roga-se ao snr. Antonio Pereira de
Souza sargento de polica de dirigir se
sem demora a rus do Qucimado n. 6.
mr Oannunciode Victorino Ferreira de,
Carvalho publicado no Diario de quarta fe ira
n 20, conira Francisco Joze do Sacramento,
n|n noJe servir de prova legal >or nnanln
o dito Sacramento nlo diise no seu annuncio,
que Ihe nao tinha passado letras s sim que
lhenoera devador daquella quantia que
elle declarava no seu annuncio, e que pre-
tenda provar; porque letras Ihe passju mai*
da duas e que dolas Ihe pagu um cont de
reis e que para Ihe nao fazer mais vergo-
nha no publico he qu quem tem vergonha nSo mete vergonha he
um rifo antigo : naverdadehe o dito bem
conhecido nao s nesta Cidade como pelo
centro e barra fora; porem por limpo de mos
e unhas. Francisco Joze do Sacramento.
MT Na noute do dia 23 do corrente leva-
ro por engao do theatro de Olinda ama
cadeira de Jacaranda com assento de palhinha;
quem a tiver e aquiser restituir, pode man-
dar entregar no pateo do Amparo casa do sr.
Felipe que se ficar obrigado.
COMPRAS.
tgr Urna chana usada de ferro de fugio
inglez de 4 a 5 buracos ; e duas voltas de
cordo de ouro grosso, sem feitio ; quem ti-
ver annuncie.
tsr Escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos : na ra do Fogo n. 8 os quaes
se paglo bem agradando.
tsrUm tabohiro de vender fazenda, novo
ou usado : as 5 pautas n. 71 ou annuncie.
VENDAS
- Urna morada de casa de sobrado por a-
cabar no bairro da Boa-vista na ra do Pires ,
tendo nesta madeiras para coberta j lavra-
das porco de. tenas velhas alguns rocha-
ntes, com oillo da parle do Sul, dobrado bem
construido c afronteira de detraz com e cai-
xo da cozinha j i travejado muro novo ;
quem a quizer comprar dirija-se a ra Nova
venda n. 3 que l achara com quem iractar.
mr Um escravo pardo de 17 annos sa-
dio e sem vicios, proprio para quaJquer
aplicaclo, sabe lidar com cavallos, e be
ptimo carreiro : na ra da q.uz 0 Recife
n. 51 das 9 horas ao nieio dia.
tsr Urna cabra de meia idade por 160,
rs.: na ra larga do Rozario n. 3o, primeiro
andar.
Um escravo do gento de Angola ainda
bucal, com 18 annos de idade bonita figu-
ra e milite sadio : na ra Augusta n. 58.
tsr- Arithmeticas Algebras e Geometras
le Lacroix adoptadas as Aulas do Lyco :
na ra da Cadeia velha loja de livros de Car
Jozo Ayres.
tsr Quatro negros mocos sem vicios nem
chaqus de todo e qualquer sorvico, sendo
um bom canoeiro e serrador, outro bom car-
reiro outro com principio Je ferreiro e o
outro com principio de carpina, e tem pratica
de trabalhar no campo pois adverte-se que
se vende por haver precizlo; na ra do Quei
madolojan. 5i que se dir quem he que
os vende.
tsar Pombos bons batedores e de boa quali-
dade ; por preco muito commodo, na Trem-
pe casada esquina que tem lampio.
tsf Urna cadeira de arruar nova vinda
prximamente da Baha ; na ra do Vigario
n. 21.
mr Superior vinho engarrafado de madei-
ra seco, e malvasia e de bucellas de 1852 ;
na ra do Vigario n. 21.
ss Velas de cornauba da milhor qualidade
possival, e preco commodo na ra de S: Uon-
callon. 4.
mr Urna escrava crioula com todas as ha-
bilidades necessarias sem vicio algum : na
ra Direita n. 104.
tsr Um grilho de ouro de le com o pe-
so de 60 oitavas obra do porto : na ra do
Amorim no Recife no Forte do Mattos arma
zem junto tenda de ferreiro n 32.
tar Damascos e tafetaes de teda de cores,
franjas e galoes amarello de retroz tudo de
Lisboa e proprio para ornamentos de Igreja,
farinhade mandioca em barricas do Rio de
Janeiro urna cedeirinha de ra pouco usada,
e um silhSo lambem com algum uso : no Re
cife ra da Cadeia loja n. 57.
tsr- Na ra da Moeda n. 8 armazem de
Francisco Dias Ferreira & Companhia no caes
da Alfandega vende se muito boa farinha de
mandioca em sacca de 2 alqueires e meio por
3 ; e no armazem de Antonio Annes Jaco-
me Pires excellente milhoem saccas por 4a.
Rap de Lisboa a 2700 a libra : na ra
da Cadeia do Recife loja de. Joo da Cunta
Magalheg.
mr Urna venda no oitlo do Livramento,
n. 2. que vende diariamente o aluguel da
casa mensal : tratar na mesma.
mr Caixas <*om fnlha H llanrirna t ?!*.
do, a retalho: em casa da Me. Calmont.<&
Companhia.
tsr 7 pipas de agoardente branca e urna
porco de sera a narella : na ra do Livra-
mento armazem de mulhados n. 20
tar Farinha de mandioca de s. Cathanna,
-ni saccas de dous alqueires e meio do Rio ,
le muito boa qualidade e por prego com-
modo : na ra da CaJeia do Recife nmeros
12el4.
= Camas de ferro negadas ltimamente ;
na ra da Alfandega cvelha armazem n. 44.
es Urna mulatinha de 9 annos por 280*
rs. : e um relogio de sala do melhor gosto
possivel : na ra do Caldereiro sobrado n.
12 onde morou o Amorim.
>c= Cortes de II s, e de l com seda ,
sarjas prctas de todas as qualidades setins e
sedas de cores para vestidos tudo do ultimo
gosto : na ra da Cadeia n. 40.
tsr Um jogo de banquinhas de sala ao uso
moderno e envernisadas de novo ; urna
mesa propria para alfaite ludo por preco
cmodo: na ra da Cadeia de s. Antomon. 1.
tsr Um bote proprio para qualquer em-
harcaco ; urna agulha de marear ; e uro
mappa da costa do Brasil, divididos em 1
planos ; na ra da Cruz n. 51.
tar Bordos e cordas de tripa para violo e
rebeca: na ra Nova n. 10 loja de Hypolito
S. Martin & Companhia.
tsr Taboado de pinho americano, de su-
perior qualidade por preco commodo : n
ra de Apollo n. 24 fabrica de Mesquita &
Dutra.
tsr Urna mulata moga de 20 annos,
com bonita figura cose engomma e co-
zinha ; urna crioula de 22 annos cose bem
chao, engomma e cozinha : na ra do Fa
gundesn 27.
Castanhasde Portugal a 240 a libra ,
peixe pescada secca a 160 a libra batatas a
40 rs. e gigos a 800 rs. e todos os mais
gneros por preco barato : na venda da qui-
na da ra do AragSo que volta para a s. Cruz
n. 43; asiim como presunto do Porto e 200
rs. a libra.
tsr Urna tenda de ourives com todos os
seus pertences : na ra do Caldereiro n. 11
= Eflectivamente superior salitre refiua-
do em barricas e a retalho pelo mdico
prego de 200 rs. a libra : na ra das Laran-
geiras sobrado n. 5 de Claudio Dubeux.
tsr Urna negrinha de 15 annos, bonita
figura com boas habilidades at o presen-
te nao tem vicio algum ; duas pretas boas fi-
guras urna deltas engomma cosinha lava
roupa ; urna mulata de 18 annos ptima fi-
gura para mocamba cose engomma e faz
o mais servico de urna casa ; quatro pretos
mocos muito fortes para todo o trabalho, a
principalmente para engeuho por estarem
acostumados ; um mulato bom pagem, bom
barbeiro e sangrador ; um moleque de 18
annos oflicial de sapateiro : na ra de Ago-
as verdes n. 44.
mr Duas casas terreas na ra de S. Joo
na Cidade de Olinda urna dolas he a priraei-
ra do lado esquerdo que tem soto e a ou-
tra fiea-lhedefronto ; fallar na ra das Trin-
xeiras n. 48 ou na povoaco dos Arrumba-
dos priuieira Casa terrea depois do novo at-
terro.
tsr Um sitio na estrada de Bellem para
Olinda com casas de vivenda, e para pretos, e
com fruteiras commodos para vaccas de lei-
te plantajes de capim e para se traba-
lhar e todo o negocio se far assim como
urna parte do sobrado onde mora osr. Manoel
Ignacio no Corpo Santo, e urna parte da pro-
priedade de S.'Jos da coroa grande, que foi do
finado Padre Antonio de Carvalho Leal na co-
marca do Rio Formozo ; os pretendentes com-
pareci em casa de Manoel Bezerra Cavalcan-
te de Albuquerque no bec do Lobato ou
na prenca doSr. Joaquim Jos Ferreira.
tsr Poesas terns e amorozas oderecidss
aos Ilustres gamenhos de bom gosto nova
edicao acressentada com ptimos versos ama-
torios : na Praga da Independencia loja de
livros n. 37 e 38 ou 6 e 8 e loja de miude-
zas n. 36, pelo barato prego de 320 rs.
= Na ra do Collegio n. l5no premeiro
andar vende-se um negro de nago mogo ,
robusto de boa figura de todo o servigo .
sem vicios nem achaques ; urna negra bem
ronduzida cozecha cosinha, lava de sa-
bio e barrella e engoma de naglo e
vende-se nao por dbitos, mas para paga-
mento.
-Cavalla seca vinda do Cabo daBoa-Es-
peranga em porgue de arroba para cima ;
este peixe tam sido gavado por todos os que
tentao proval-o e hequazi igual a qualquer
peixe fresco : vende-se no armazem n. 44 ,
,, ,1o lfn^"~ V.lL.
ESCRAVOS FGIDOS.
es No dia 18 do corrente fugio um niola-
que de Angola de nome Izidorio idade 16 a
18 annos estatura regular secco do corpo,
rosto comprido, olhos grandes denles alvos,
levando carniza branca caiga deduraquea-
zul, jaqueta de chita preta j velha e cha-
peo de couro tambem velho ; quem o pegar
eve-o a seu senhor, no sitio denominado
Peixoto perteneente ao enfjenho Trapixe de
Ipojuca; e ahi ser recompensado.
sjr No dia 22 do corrente fugio um preto
de nome Antonio de naglo cagange com
idade de 30 annos pouco mais ou menos tem
os signaes seguintes : grosso do corpo fei-
gOes grosse-ras sem barba e he um tanto
discorado, levou camisa e caiga de brim um
chapeo preto novo e urna trouxa ou caixa
contendo alguma roupa pratos cassarola ,
e duas colheres e um ga-fo de prata ,. urnas
las colheres tem as letras gravadas H. D. e o
talher as letras J. C. R. ; roga-se a qualquer
pessoa que o pegar leve-o ra Nova em casa
de Didier Robert & Cv que ser bem re-
compensado.
tsr Fugio ou furtaro em 24 de Junho de
1836 um moleque de nome Anrelmo ca-
bra negro com idade nessa occasio de 10
annos pouco mais ou menos o qual tem os
signaes seguintes : algumas marcas de bexi-
gas no rosto nariz e boca regular beicos
finos rosto comprido secco do corpo per-
nas finas ps diYeitos, e bem feitos, e he
muito esperto : este ecravo foi de Agosti-
nho Jos Panasco Arco VerJe e depois de Joa-
quim Mauricio Wanderley a q"uem o annun-
ciante comprou em 31 de Outubro de 1835 :
depois da fuga andou por Olinda e .'oi visto
no Seminario, e tempo consta se ari^va
no lugardos Barreiros em Unna de onde ht?
natural ; qualquer pessoa que der noticia ve-
rdica ou conduzi-lo ra Direita n. 1, re-
ceber IOOji reis.
mr No dia 22 do corrente fugio de bordo
do Brigue Formoso um preto de nome JoSo ,
angola de 25 annos pouco mais ou menos,
estatura regular, boa figura, cheio do cor-
po levou camisa e caiga azul bstanlo ense-
bada e barrete;q uam o pegar Ieve-o no For-
te do Mattos a Leopoldo Jos da Costa Arau-
jo que ser bem recompensado.
mr Fugio em dias do mez de Novembro
de 1842 urna preta de nome Mara nagao
calaba de idade pouco mais ou menos de 55
annos com os signaes seguintes cor fula ,
rosto comprido secca do corpo alta com
o dedo do p direito grande sem unha pei-
tos pequeos ps e mos grandes ella se
intitula por forra e cosiuma andar pela es-
trada nova e pelo engenho do Brum com-
prando verdura; os aprehendedores levem a
Solidado defronte da Igreja casa te.rrea n. 8 ,
que serlo generosamente recompensados do
seu trabalho.
tsr No dia 7 do corrente mez desapareceo
um preto de nome Jos crioulo secco do cor-
po cor fula rosto recondo estatura regu-
lar ter 22 annos de idade levou camisa
de madapolo caiga de casimira preta de lis-
tras jaqueta preta e chapeo de palhinha ,
foi visto na ponte d Uchoa no dia 13 ; quem
o aprehender leve-o ra estreita do Rozario
primeiro andar da casa n. 52 defronte da bo-
tica.
tsr No dia lodo corrente fugio a preta
Maria da casa do abaixo assignado ella tem
j 40 annos de idade e tem rugas na ca-
ra levou vestido de chita e pao da cos-
ta j velho he conhecida por andar venden-
do doce em taboleiro de vid.o pintado de ver-
de comprava fructas por estes sitios da pra-
ga para vender doce tem pouco corpo bas-
tante ladina e muito esperta ; roga-se a
qualquer authoridade de pohcia ou capitoda
campo que a pegar a traga na casa do seu snr.
que recompensar a quem pegar.
Joo Mana Seve.
r Fugio um escravo de nome Miguel,
naglo cagange estatura baixa muito ladi-
no tem varias marcas de fogo de sua Ierra,
levou vestido caiga e camisa de brim o sus-
pensorios ; quem o pegar leve a botica ue Jo-
ze Alexandre Bibeiro na ra do Queimado ,
que gratificar o trabalho.
tsr Fugio um mulato de nome Antonio ,
do engenho Gurja de cima na noute de 23
a 24 do corrente mez, levou camisa eserou-
las de algodo chapeo de couro estatura
regular com o dedo da mo direita aleijado,
um signal deespinha no rosto da parte direi-
ta ; quem o pegar leve-o ra do Livramen-
to n. 1 ou a Gurja, que ser bem recom-
pensado.
nECFE NA TiV. DE M. b i, = *<>&


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