Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04873


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Full Text
Anno de 1845;
Quarta Fera 2&
Todo agorm depende de moa Mnoi; da noiu prudencia aaejderaeSo e energa : con-
iaaentoa eoaao prinoipiaaina e arenos apon mos eum admrfaoio enire aa Naces maie
.lu. ( Proclamado da Assesaba Geral do BauL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coiaana, Paiabiba Rio grande do Norle segaadas e sextas feiraa.
Bonito a Geranhnne a l e 24.
Cabo SetinkSem, Rio Formoao Porto Cairo Macei a Alago" no 1. 11 }|
f oa-Tate Florea a 28. Sanio Antae quintas feiraa. Olinda todos o- j:
i diae.
DIASD..
13 Se. 0 Despoioriesde-N. S. Aod. do J. de D/k 2.
li Tere. N. Senhorada Pas. Au. do J. de D. da 1. .
g QutVt. ConTersode s. Parjlo. Aod. doj. deD. da I. t.
,6 Qoint. Policarpo B. Aud. do J. de D. da 2. t.
7 Sex. a. Joao Chrisoslomo B. And do J. de D. da 1. t.
ls Sab.'a. Crrillo B. Re. And. do J. de D. da 3. t.
- Framciaoo de Salea B.
T.
tf De
m. a
d Janeiro;
Anno XIX. N. 8t>.
O Diario publica-ee lodoa oa diaa que n3o forem Santificados : o preco da aa.ignatrs,h.
detreailreiaporqnarte\pa.oa adiantadoa. O annuncios doa a.,i*nantee ao laacndos
tratis, e 0 dos trae o nao forrm A razo de 80 reis por nha. A. reclaraapdes derem sercl.r.-
gula, .esta Tvp., ra daa Crniee N. 34,oa a pr.c. da Independencia loja de lirros N. 6. .
cambios.Nodia 24 de Janeiro.
Cambio sobre Londrea 27 1,1 a il \ Nom. I Onao-Moeda de ,400 V.
Paris 350 reis por franco. "nn
Lisboa 100 por 100 de premio. de 4,000
i PltTS-Pataces
Moeda da cobfe 2 a 3 por 1(11) de des cont. Petos Colnmnarea
Ideas de letras 4a ><>, firmas 1 J { g M mea. ditoa Mencanoa
fHASES DA. LA NO MEZ DE JANEIRO
Loa Nora I 30, i 9 horas e m. da manh. I La cheia 16, as 5 horas e 36 m da
Quart.oreso.8,'i5horas52 m. da tard. | Quart. min-. 2!, as 10 horas e 42
compra
15,300
15.10J
8,:J0
1,800
1,809
1,800
venda.
15.500
15,300
8,700
1,820
1,820
*.J
anh-
ela l
1. a 0 oras e 30 m. da manha.
Preamar le hoje
2.a a 0 horas e :>im da tarde
DIARIO DE PERNAM
em que foi racolhido ao
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 1*5 DO CORRENTE.
Officio A.o commandante das armai di-
zendo expessa suas ordens ao commandanle
da companhia d'ariifice para que preste ao
director do arsenal de guerra o numero de pra-
vas da mesma companhia que for necessario,
para se tirarem trez pecas de groso calibre ,
vinda de pitimb e que segundo informa
o referido director achio-se mergulhadas no
porto em frente do mesma arsenal.=Commu-
nicou-se ao director interino do.arcenal de
guerra.
Dito-Ao engenheiro em chefe das obras
publicas ordenando que faca lavrar o termo
de recebimento da obra contigua estrada de
Santo Amaro e de que era arrematante Jos
Francisco Goncalves Jnior ; visto, conforme
participa ter-se concluido aquella obra no
praso marcado. #
Dito Do secretario da provincia aosjuizes
de direito interinos da 2 e 3 vara Jo civel ,
e ao presidente da relaco, remetiendo copia
d portara de 14 do corrente expedida para
execuco do decreto n. 248 de 22 de Novem-
bro do anno prximo findo que extingui a
1 vara da civel.
Dito Do mesmo ao commandante do vapor
Paquete do sul significando que po-
de aeguir hoje mesrae (16; para o porto de seo
destino.
Dito Do mesmo ao commandante da escu-
na -Lebre-e ao da fortaleza do brum d-
zeudo que deixem seguir para o porto de seo
destino o mencionado vapor. ^ ir
Dito Do mesmo cmara municipal de O-
linda scientificando-a d'achar-se S Exea, o
Snr. presidente nteirado di haver a mesma
cmara nomeado aos teneute-coroneis Manoel
pnacio de Garvallio Meudonca e Antonio
Gomes Leal para por parte d'aquclla munici-
palidad* felicitaren, S. M. O Imperador por
occasio dos ses desposorios.
1DBM DO DA 17.
Officio Do secretario da provincia ao juii
d'orfos d'eita cidade dizendo que S. Exea,
o Snr. Presidente determiua-Uic que remet-
a com a possivel brevidade respectiva secre-
taria urna relaco nominal dos orphaos, per-
tencentes ao collegio de olinda que lhe tem
ido entregues com declaraco das casas,
ou estabelecimentos onde elles existen. ,*e
ob que condices.
Dito-Do mesmo ao commandante. das ai-
mas significando que o Exm. Snr. presi-
ente ha submetdo adeciso do governo impe-
rial o requerimento em que o major gdufc<
do do corpode engenheiros Gustavo Adolto
Fernandes Pinheiro da Cunha., pedia ser ex-
onerado das commissoes de que se acha nes-
ta provincia encarregado # -
Dito Do mesmo ao director do collegio dos
orphos, communicando que o juir.dos or-
phaos desta cidade quem o Exm. Sr- Fre-
sidente ouvio acerca do objecto do seo ohVio de
4 do corrente informa que tendo-lne si.
do apresentado o educando Luis Silvestre Car-
dim muito depois do dia indicado em dito
ofBeio declarou ao portador que o condu-
zia que suppunha mais conveniente regres-
sar o mesmo educando em sua companlna para
aquelle estahelecimento e ahi conservar-se
t que elle s merc officiasse participando
acharem se prehenchidas as formalidades le-
gaesparaa entrada do mencionado educando
no arsenal de guerra : mas que esta sua de-
claraco nenhum efleito tinha produzdo por
que dias depois conston^lw ter sido o referido
menor abandonado ; em consequenc.a do que
o tez depositar em casa capaz e honesta on-
de esleve sem queandasse vagandO) pelas
ras d'aquella cidade de ohnda tic u u.a ti
d'este mesmo mez ,
arsenal de guerra.
dem DO Da 18.
Officio-Ao delegado do termo de Gara-
nhuns, dizend >, que nao lhe pode ser conce-
dida a demisso que pede, do lugar dedele-
gado, por serem muito importantes os servico*
de s. merc heni da policia d aquelle termo,
e por continuar s. merc a merecer a confianca
da Presidencia: e que espera, progrida na ma-
nutenco da ordem e seguranca publica
com a mesma energia qne tem desenvolvido
pela seguranca individual dos habitantes d'a-
quclla villa, esco termo.=Ofheiou-sea Fran-
cisco Ignacio de Paiva significando-lhe, que
pelas mesmas razoes cima declaradas nao
lhe podia ser concedida a demisso do lugar do
sub-delegado de Garanhuns.
Dito Ao inspectorda thesouraria da fazen-
da devolvendo o requarimento do major de
l rt liuha do exercito Jos Lucas Raposo da C-
mara e os de mais documentos ,_ queacom-
panbaro o seo officio de i6 do corrente e
declarndole que vista da guia do refe-
rido major deve mandar-lhe abrir o comper
tente assentamento.
Dito Ao chefe de polica interino seienti-
ficando-ro de ler demittido em consequencia
da sua informaco, ao Bacharel Pedre Gaudi-
no de Rales e Silva do lugar de sub-delegado
da freguezia d'Agua-preta ; e recommendan-
do-lhe que faca-o constar ao dito bacharel ,
para que cesse d'exercer as funces do referi-
do lugar.
dem do da 19.
Officio-Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes remetiendo os originaes
das condiccoes approvadas pela '('residencia pa-
ra a arremataco da cal e madeira precisas
ponte uspenia do Caxang ; e ordenando ,
que na forma do respectivo regulamento ,
proceda ; mencionada arrematado. Commui
nceu-se ao engenheiro em chefe das obras pu-
hlicas.
Dito-Aojuiz de direito do civel da co-
marca do Limoeiro, determinando, que nao
obstante ler sido chamado para servir a rela-
co siga qianto antes para a sua comarca ;
visto exigir o servico publico, que s. merc
passe exercitar as funecesdo seo emprego.-
Participou-se ao Presidente interino da re-
laco. ..
Dito Ao commandante das armas signifi-
cando que approva a medida que propoz ,
d'empregar temporariamente no servico do 2
batalho d'artilharia p os officiaes da 3 *
classe do exercito.
Dito Ao inspector da tbesourana da fazen-
da remetiendo a conta do que despeudeo o
arsenal de marinha com a barca de vapor
Paquea do sul chegada este porto em com-
misso do governo ; a fin, de qu por conta do
ministerio da guerra mande mdemoisar o refe-
rido arsenal da quantia de 542 $ 160 rs., em
que importa a mencionada conta.=Communi-
cou-se ao inspector do arsenal de marinha.
Dito Ao mesmo ordenando que mande
suspender o pagamento da prestaco. que nesta
provincia deixou sua familia o eproiie! gra-
duado Manoel Vluniz Tavares em servico na
provincia do Para : o qiial assim o requereo :
que lhe faca passar guia e a remeta ao cm-
mandante das armas.=Participou-se ao com-
mandante das armas.
dem do da 20.
Officio Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda transmittindo o officio do inspector in-
terino da thesouraria da provincia do Mara-
nhao acerca da redueco doiuppnmento que
nesta provincia deixou sua familia o capitana
do 5 batalho darlilharia ap ', Sergio Tertu-
liano Gastello-branco, ora addido ao provisorio
d'aquclla provincia ; e sigmcando-llie que
nenhuma duvida ha cm rrdusir-se a dita pres-
taco .. 25 000 rs. mensaes.
mesmo remetiendo os preis do
de guardas nacionaes da co-
eia d'autorisaco dada ao respectivo delegado j
por offieios de 9 e 23 d novembro do nno lin-
do para que os mande salisl'azer Olliciou-
se respeito ao commandante das armas.
Dito A administradlo dos estabefecimen-
los de caridade .dizendo que por Ule mere-
cer muita attenco o que expoz em officiu de i <>
do corrente, approva ter ella estabefteido na
entrada do hospital da Santa casa da misericor-
dia de Olinda urna roda onde se receban as
enancas que sao ali expostas ; nomn'l urna
rodeira que d'cllas cuide al qeSpjo en-
viadas para a respectiva casa nesta cidade; e
supprimido o lugar de rodeira d'esta por ser
dispensa vel.
Dito A mesma significando que por
julgar attendiveis as razoes presenadas em
seo officio de 13 do corrente approva a nva-
co do lugar de capello. para a casa dos e\pos-
tos quande chegue para Sua despesa a ipu>la
mareada para a referida casa ; e rconimcii-
dando-lhe, que, no caso con' rarioj laca a
necessaria participaco Presidencia para
ser este negocio submctlido deliberacao da
assemblea legislativa provincial.
Dito Ao commandante das armas decla-
rando em resposta ao seo officio de 10 do cor-
rente que os cavallos que puchado o par-
que da companhia de artfices dever.i voltar
para a de cavallaria de liuha que. perten-
cio ; que mande entregar os arreio ao com-
mandante do 2 batalho d'artilharia ; e que
laca passar os pertences da coxia para a da re-
ferida companhia de cavallaria
Dito Ao engenheiro cordeador d'este mu-
nicipio ordenando que com insistencia
do fiscal da cmara de Olinda prowla i coi -
deaeo do muro, que a adminiaWco dos
eslabtlecimentos de caridade pretend ronstru-
ir em frente do hospital dos lazaros ;,'ty\i-a que.
segundo representa a dita admmslracio .
possa a edificaco do mencionado^ ranro ell'ec
tuar-se antes que principie o invern e olis-
te-se qualquer reclamaco que por parte da c-
mara e em prejuiso do referido hospital, pos-
sa apparecer quando se tirar a planta d'a-
quelle municipio.Officiou-se sobre., este ob-
jecto 9 cmara municipal de Olinda-, e commu-
nicoii-se administraco dos estabeleciinentos
de caridade. >,
Dito Ao inspector da thesouraria di lazen-
da, participando acbar-se licenefado_ por 3
mezescomos respectivos vencimentM.ojiu/. de
UireilU U Vci va WiUdll ... v-............ .
Joo Paulo de Miranda.Igua
se fez ao Presidente interino da relaco.
. Dito-Do secretario da provincia ao capitn
de fragata Caetano Alves de Sousa 3commu-
nicaudo, que o Exm. Sr. President4 lywin
fei presente o requerimento em que S. S
pedia passagem para a corte na 1 barca de
vapor que d'aqui sair para os portos do Mil ,
manda significar-lhe que se deve dirigir a
secretaria logo que chegar qualquer vapor
dos portos do norte. I
Dito- Do mesmo ao commandante las ar-
mas, remetiendo um officio do cdBtmissario
fiscal do ministerio da guerra acorpaiihado
d* conta em duplicata das despestft bitas
com a retirada da 2 a companhia do.tbatalb-.io
d'infantariadeguardagnacionaesdesiacado.iiin
se achava em Goianiia, fim de que mndela
tisfazer as (vigencias que nelle fazo mencio-
nado commissario fiscal.
^ticipacuo
Dito- A o
destacamento
marta de Guio
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 1 4 DO CORRENTE.
Officio Ao Ex:n. Presidente commu
nicando-lhe o modo porque tem sido at ago-
ra feito o forncciniento d'agoa ao hospital ,
e quarteis, para que resolvesse sobre a du-
vida apresentada pelo director do arsenal de
"UTra na nota junta.
D;l0 Au inspector da thesouraria r*>-
mettendo-lhe a guia que pela pagndoria daf
da corte foi passada ao capitn da ler-
aawfcrani^oemcoiiequen- ira classe Joo Francisco do Reg Brrelo.
Dito Ao commandante interino do forte
do Buraco, dizendo-llie que 11S0 podio ter
toiitinuaQo as obras principiadas no mesmo
forte por falta de quantia por isso designa-
da masque tendo-se levado este negocio ao
conhccim-Mito do roverno imperial. aguar-
dava-se breve resoluc,ao.
DitoAo delegado do termo do Recife ,
devolvendo os reci iihs Manoel Ferreira de
Jezus e Antonio Loorenco de Vaes, por
que o primeiro estiva quasi ceg do olho es-
querdo resultado do estupor de que foi ac-
comettido naquelle lado eo segundo, por se
adiar aleijado di perna esquerda em conse-
quencia de urna fractura mal reduzula.
DitoAo commandante do lnUIhao de
infantera de guardas nacionaes destacado,
mandando excluir o guarda Antonio Ferrei-
ra da Silva por ter completo o lempo porque
foi ohrigado a servir no dito batalho.
Portara Ao ommandanle interino do
segundo batalho de arlilbaria" a p mandan-
do conciderar pragas do mesmo, os 151 cons-
tantes di relaco que se lhe enviava e que
lhe serio presenadas pelo commandante
interino da companhia de artfice,
Dita Ao commanihiiti) interino da com-
panhia do artilices mandando excluir e
remetter ao commandante do segundo bata-
lho de artilharia a p as lil pragas deque
se trata na precedente portara
DitaAo commanlante do deposito, man-
inndo de ordem de S. M. o Imperador dar
baixa ao soldado Domingos Candido Xavier ,
por nao ter a idade requerida para o servico
do exercito.
DEM do da 16.
Officio Ao Exm. Presidente, rogando-
llie a expediego de suas ordens a thesoura-
ria para a suspenco da prestaco que
nesta provincia dtxara o coronel graduado
Manoel Muniz Tavares, em servico na do
l'ar passando se-lhe guia que deve ser
enviada a secretaria militar.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. afim de au-
torisar o pagamento dos vencimentos do des-
tacamento da ridade de Goianna mandado
ali organisar a 2 do dezembro do anno pas-
sado.
DitoAb mesmo Exm. Sr. participan-
do-lhe que com a redueco das pragas da
companhia de artilices o passagem da exce-
dentes do estado compb to para o segundo
batalho de artilharia a ;> mandara recn-
Iher os cavallos, que estavo destinados a
puchar o parque de artilharia da referida com-
panhia de artfices a d.> cavallaria e pe-
dindo-lhe houvesse de d*r suas ordens para
serem no arsenal receidos os arreios e in-
dicar que destino se devia dar aos pertences ,
e materiaes da coxia onde estavfto os ditos ca-
vallos recolhidos.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. communi-
cando-lhe, que tendo-se em ordem do da 15
do corrente mandado organisar o segundo ba-
talho de ariilharia a p com o casco do 3.
da mesma arma e nao estando na provincia
a mor parte dosolliciaes para o batalho des-
pachados a regularidade e urgencia do ser-
vigo loinavo necessaria a admigo tempora-
ria deolliciaes designados para a terceira clas-
se e pedin-o para isso a competente auto-
risago.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. encami-
nhando-lhe o requerimento do major gradua-
do G. A F. P. da Cunha, que pedia a exo-
neracodas commissoes de que se achava en-
carregado como engenheiro por ter passado
para o estado maior da segunda classe.
Dato Ao mesmo Exm. Sr. enviando-
lh( para deferir como entendesse de justiga ,
o lequerimento do guarda Jos Ignacio Fer-
n mies, do batalho de infartara de guar-
as nacionaes dfstacado que por casado o
'^nte pedia ser desligado do dito batalho.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. enviando-
:ie o rtquermcnlo de Francisco Jos de Mel-
lo que fosso desligado do batalho de infan


%
taria de guardas nacionaes destacado seu
iilho Joaquim Francisco de Mello por ser o
arrimo de sua familia.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informan-
do o requerimiento dj coronel graduado da 3.
classe Trajano Cezar Hurlamarque que pe-
dia licenga para hir a corte.
Dito Ao inspector da thesouraria re-
meltendo-lhe os papis de contabilidade de
outubro, novembro, e dezembro do desf-
menlo do termo do Bonito que fura reduzi-
necessarios para a guarda da cadeia.
Dito Ao primeiro commandante Miguel
Affonso Ferreira, commandante da forca des-
tacada no termo do Rio Forraoso remetten-
reis pagamento das
pracas da companhia ali xistentes e recom-
mendando-lhe o melhor tratamento dos ca-
vallos.
Dito Ao tenente-coronel commandante
do batalho de infantana de guardas nacio-
naes destacado, autonsando a passagem do
alferesF. de P. d'A. Maranho da quinta
para a segn la companina por ser de con-
veniencia ao servido.
Dito Ao mesmo mandando fazer etTec-
tiva a port.ria de 26 de setembro do anno
passado, na parte que mandou excluir o guar-
da Manoel Machao de Sampaio.
Dito Ao commandante da companhia de
cavallaria para enviar a quantia de ) -20 >
reis por conta dos veiicimentos das pravas
destacadas no termo do Rio Formoso alim
de ser enviada hoje mesmo ao primeiro com-
mandaiite M. A. Ferreira.
Dito Ao delegado do termo do Recife ,
communican-io-lh? que mandara assentar pra-
ca aos recrutas Jos Joaquim de Santa Anna,
e Antonio de Sjuza e pedindo inlormaco
acerca dos de nomes Francisco de Paula Ma-
rinh Christovo delauda Cavaleanti e
Flix Jjs Honorato que allegaro diversas
izemptojs.
ARSENAL DE GUERRA.
EXPEDIENTE 1)0 DIA 22 DE DEZEMBRO P. P.
Olfioio AoExm. Presidente, partici-
pando tercumprido quinto se servio ordenar
por ofi'uio do 20 do corrate entrando nes-
se dia no exercicio de director interino do ar-
senal ; tendo porein de observar que pela
pressa em que eslava de embarcar para a cor-
te seu antecessor -a entrega feta nao pode
ter lugar com as devidas formalidades e es-
clarecimeiitos.
Dito Ao Illustrissimo commandante das
armas communicando ter em 20 do corrento
entrado no exercicio interino dedireclor do
arsenal, por nomoc/ioda Presidencia, e por-
tara daquella data, e de ronformidade promp-
toa prestara mais fiel execuco s suas or-
dens a cerca do publico servido e mesmo do
seu particular.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda scienlilicano-lhe que no dia 20 do
corrente er.trou no exercicio interino de di-
rector do arsenal por portara da Presiden-
cia da mesma data e que nessa qualidade
presara as occasifus de cumprir os seus pre-
ceitos quer nos objectos do publico servico,
ou do seu particular.
lguaes participares foro feitas ao inspec-
tor da thesouraria pro-indal e ao do arse-
nal de marmita e ao juiz de orfos.
DEM DO Dl.v 23.
Oficio Ao inspector da thesouraria da
fazenda ponderando Ihe acercada mate-
ria do seu ollicio de 2- de novembro lindo ,
lerem faltado dous couros de Rufalo dos 300
indicados.
Portara Ao almoxarife do mesmo arse-
nal ordenando-Ihe de dar com a maior pos-
sivel brevidade um balando exatissimo em ca-
da um dos armazens ou arrecadaeOes sob
sua responsabilidade e isto dentro do pr.-so
de oito dias.
DEM DO Dl.V 3 DO CBRENTE.
Officio Ao Exm. Presidente, partici-
pando-lhe jue o arsenal tem necessidade
de comprar azeite de carrapato dito dfcOco,
vellas de espermacete e vassouras alim de
poder salisf.iz'-r as requisic.>s do presente
mez e que informa o almoxarife estar ex-
hausto de taes gneros.
Portaria Ao ajudante interino do mes-
mo arsenal, ordenando Hiede dar com toda
brevidade os tres mapas e a relajo cons-
tante da nota que se Ihe enva exigindo-os
dos roestres das ollicinss.
.DEM 1)0 Dl.V 4
Ofiicio Ao Evm Presidente communi-
cando-lhe que para poder dar execucSo ao
contexto de seu cilicio do data de l9 do lindo
mez, a cerca da remessa dns mapas, na con-
observar-lhe que tendo seu antecessor dei-
tado de enviar a secretaria da Presidencia os
referidos mapas desde dezembro de 1811 ,
inclusive, vacillava, se a ordem do S. Ex.
comprehendia esses mapas atrazados ou se
se limitava aos dos ltimos dous ou trez me-
zes.
DitoAo mesmo Exm. Sr. que tendo
S. Ex. ordenado a directora do arsenal por
portaria de 10 de novembro do anno passado,
a apromptificago com a possivel brevidade
de um zabumba urna caixa de rufo e va-
rios outros objectos para serem remettidos
ao Exm. Presidente do Cear; e porque nen-
humas ordens a respeto foro dadas pelo seu
antecessor ; e ao mesmo tempo via que a
bandeira e espadas forSo ltimamente para
ali enviadas ; rogava-lhe a bondade de escla-
recer se devia mandar apromptar o zabumba
e caixa de rufo somente tudo ou cousa
nenhuma.
Dito Ao almoxarife do arsenal conco-
dendo-lhe p >d ;r Ilugar os seis serventes que
declara no seu ollicio de hontem.
dem do da o.
Officio Ao Exm. Presidente, commu-
nican io-lhe que com quanto respeitava ese
curvava s disposicoes dos seus officios do 4
de outubro ede!9 de dezembro do anno
que findou dirigidos ao seu antecessor ba
zeados em razes que suppunha havio ma-
duramente pezado no espirito de S. Ex. ; to-
da-via permittisse que com o maior acala-
m< rito Ihe pjnderasse que as restrictos
contidas naquelles olficios punlia graves en-
traves ao rpido andamento do servido; e pa
recendo-lhe nao existirem iguaes restricctfes
as nutras reparlicoes na zelo do cojos che-
fes mostrava S. Ex. confiar, reclamava de
sua imparcialidadeo mesmo conceito ampa-
rado nos precedentes de sua vida publica; as-
severando-lhe todava que serio feitos os
annuncios pblicos e em tudo se esforgaria
para que a fazenda publica nao fosse nem le-
vemente lezada.
DitoAo mesmo Exm. Sr., fazendo-lhe
ver que o armamento e corrame que pe-
Os emb .rgoj do procurador fisoal da fazen-
da provincial contra Flix Paes da Silva na
app8lIac5o civel desta cidade escrivo Fer-
reira, forSo despresados.
Na appellnco CV6I desta cidade appellan-
te a viuva de Joze Gomes Pereira da Silva ,
apellado Daniel Antones dos Reis, escrivo
Ferreira se mandou ouvir ao curador geral,
e Dezembargador Procurador da Coroa e
Fazenda.
Na apellaco crime da cidade da ParahiDa ,
appellante Joo Castor de Carvalho, appella-
do Henrique da Silva Ferreira Rebollo foi
julgado procedente o recurso.
Na appellagSo civel desta cidade, appellante
Antonio Joze Lopes, tutor das filhas de Joze
Lopes a.".pellada Leonarda Mara de Albu-
querque escrivo Posthumo se julgou pe-
la reforma da sentenca appallada.
Na appellaco crime desta cidade appel-
lant Martinho Francisco da Souza Bandeira
appellado Joze Maria Scheller escrivo Ban-
deira ; se julgou pela conlirm iqSo da stn-
tenca.
Oaggravode petico de Manoel Joaquim
Lamas contra Henrique Froster ; nao ttve
provimento.
Na appellac,5o crime da comarca de Goian-
anna appellante Joze Alves de Souza ; ap-
pellada a justica escrivo Forreira ; foi jul-
gado procedente o recurco.
Na appellaco civel desta cidade appel-
lante Ignacio Joaquim Fernandes appellado
Manoel Claudio de Quairoz. escrivo Posthu-
mo 5 se julgou pela confirmacSo da sen-
tencia.
EXTERIOR.
lo olficio e relaco das copias que se Ihe re-
molle foi recolhidoa 19 do passado mez no
arsenal, de remessa do coronel chefe de le-
gifio de Jguarass acha-se em pessimo es-
tado podendo o armamento admittir con-
cert devendo dar-se consumo ao mais pe-
lo seu estado de incapacidade.
Dito-- Ao mesmo Exm. Sr. communi-
carulo-lhe que tendo no acto de sua posse
sido recommendado pelo seu antecessor de
proseguir na obra que elle principiara tan-
to do porto do arsenal como da sala da
directora dizendo que estas despesas se-
rio havidas oa quota destinada para as do
pessoal do arsenal e tendo sido S. Ex. ser-
vido de suspender a continuado das obras
militares que por ventura estivessem em
andamento pela desposigao de seu officio de
7 de dezembro ultimo ; Ihe submelta o ex-
pendido, para que se servisse a cercado ob-
jeclo dar suas ordens ; permittndo ao mes-
mo tempo de ponderar-lhe que julgava in-
dispensavel acontinuacao e condusao da o-
bra enlendendo que toda ella devia ser fe-
ta por conta das despesis eventuaes.
Dilo Ao secretario do governo partici-
pando-llie que o almoxarife do arsenal, por-
tador do presente ollicio Ihe faria entrega da
quanlia de vinte cinco mil e seiscentos reis,
importancia a proviso doaponlador. Francis-
co de Resende em resposta ao seu ollicio de
17 He novembro do anno liiulo.
Dito Ao mesmo remettendo-lhe a con-
ta da despesa que pelo seu olficio de 22 de de-
zembro (indo e do de 2 do correte do aju-
dante de ordens de semana, foi ita coma
a remoro da secretaria da Presidencia pe-
dindo saber como deveria mandar classificar
esta despesa ou a maneira de haver o respec-
tivo pagamento.
TRIBUNAL DA RELACAO.
SESSAO DE 24 DE JANEIRO DE 1 843.
Na app?ll8Q9o civrl do juizo do oivel des-
ta cidade, appellante JooChardon, appel-
lado Joo Pecord escrivo Randeira ; se
julgou pela confirmacSo da sentencia appel-
lada.
No recurco crime do juizo contra Ignacio
Tolentino de Figueredo Lima escrivo
' Ferreira ; foi confirmada a sDntenca,
O aggravo de peti^So do juizo do civel des-
' ta cidade aggravante Bento Joze Alves ag-
t gravado Torquato Hnrique da Silva,tave pro-
vimento.
Os embargos da frzenJa publica contra u-
o Maria de Seichas na cau/.a de appellagao
civel desta cidade, escrivo Jacomo ; foro
formiilad* -** ordens kriiorinres cumpra disprezadc*.
PORTUGAL.
Para conhecimento do Commercio Portu-
guozse publico por extracto algumas dispo-
sicAes que mais o pod^m interessar, da no-
va Pauta dos Estados Unidos da America ,
promulgada em 30 de Agosto de 1842 que
se acha transcripta officialmente no n*. 6227
do Jornal de Washington o Nacional In-
telligencer, debaixo do titulo de= Acto para
estabelecer rditos sobre a importago e mu-
dar e modificar as leis existentes que im -
poe direitos sobre ella e para outros objec
tos.
Extracto.
ScqSo 1.* I*. AIA ordinaria nao manu-
facturada, cujo valor no ultimo porto, ou logar
d'onde exportada para os EstadosUnidos,seja
de sete cenlesimosou menos por arratel, pagar
odireito de cinco porcento ad valorem ; e
toda a outra l nao manufacturada pagar o
direito de tres centesimos por arratel e tri-
la por cento ad valorem.
Secglo 8.'!.-- O doce secco [ confils),
o doce de prato ( sucelmeals je as fructas de
conserva em raelago assucar ou em agoa-
ardente e toda a especie de doce de ne-
nhum outro modo designado pagar vinte e
cinco por cento ad valorem.
2." Al amendoas e as ameixas pai-
sadas pagaro tres centesimos por arratel ;
o oleo de amendoa doce pagar nove centesi-
mos por arratel ; as tmaras um centesimo
por arratel ; as passas Je corintho tres cente-
simos por arratel ; os figos dous centesimos
por arratel ; todos os outros fructos de casca
dura nao designados excepco dos que
servem para tinturara um centesimo por ar-
ratel ; as passas de moscatel e as que alo
classificadas d blon raisins, em caixotea,
ou jarras tres centesimo ^or arratel ; toda
a outra uva passada c centesimos por ar-
ratel ; e as azeitonas trinta por cento ad va-
lorem.
3.-0 azeite de oliveira em cascos,
pagar vinte centesimos por galao ; o azeite
de oliveira para saiada, em garrafas, ou Iras-
cos trinta por cento ad valorem ; e todo o
outro azeite de oliveira que nao sirva para
salada e de nenhum outro modo designado,
vinte por cento ad valoren!. As rol lias pa-
garo irinla por cento ad valorem ; as manu.
facturas de cortica vinte e cinco por cento ad
lavorem ; as laranjas elimes, em caixotes.
barris ou cascos e as uvas nao passadas em
caixotes, pequeos barris, ou jarras, paga-
ro vinte por cento ad valoiem
4.-0 sal pagar oito centesimos
por busliel de cinc enta e seis arralis : o
salitre meio refinado pagar um quarlo
de um centesimo por arratel ; e sendo com-
pletamente refinado pagar dous centesimo
por arratel : o vinagre pagar o direito de oito
centesimos por galao.
$ !>. K A agoa-ardcnte pagar um dollar
por galao: os outros espritus man ufar tu ra-
il dos, ou distillados de cernes, ou deou-
u!. producios, de prueirat) seguuu utuva
n pagaro sessenta centesimos de terceirs
prova sessenta e cinco centesimos, de quar-
ta prova setenta centesimos de quinta
prova setenta e cinco centesimos, e de to-
das as outras provas cima da quinta noven-
ta centesimos por galao : os vinhosda ma-
deira de Xerez de S. Lucar, e das Ca-
narias em cascos ou garrafas pagaro
sessenta centesimos por galao 5 vinho de
Chanipanlie pagar quarenta centesimos por
galao ; os viuhos do Porto de Borgonha ,
e o Claret em garrafas pagaro trinta e
cinco centesimos por galao ; os vinbos do
Porto, e de Borgonha em cascos, quinze
centesimos por galao os vinbos de Tene-
riffe em cascos, ou em garrafas vinte
centesimos por galo ; o vinho Claret em
cascos seis centesimos por galio ; os vi-
nhos brancos nao especificados, de Franca,
Austria, Prussia e Sardenha e de P or-
tugal e suas Possessf)es, em cascos sete cen-
tesimos e meio por galo, em garrafas vinte
centesimos por galo ; os vinbos tintos, nao
especificados, de Franca Austria, Prus-
sia e Sardenha e de Portugal e suas Pos-
sesscs em cascos seis centesimos por ga-
lo ; em garrafas vinte centesimos por ga-
lo ; os vinbos brancos e tintos de Hes-
panba da Alemanha, e do Mediterrneo,
k nao especificados em cascos doze centesimos
e meia por galo em garrafas vinte cente-
simos por galo-, os vinbos Madeira, da S-
cilia ou Marselba, eni cascos, ou em gir-
rafas vinte e cinco centesimos por galo ;
os oulros vinbos da Sicilia em cascos 011
em garrafas quin/.e centesimos por galo ;
e todos os oulros vinlios nao especificados, e
outros que nosejoosde Franca, os Austria,
Prussia Sardenha, e Portugal e suas Pos-
e sessoes vindo em garrafas sessenta e cinco
centesimos por galo e vindo em cascos
vinte c cinco centesimos por galo. -
Com tanto quenada do que neste artigo se con-
tem seja interpelrado, oupossa produ/.ir efeito
de modo que intervenha com os trartados exis-
tentes com as Naces estrangeiras : com tanto
tambem que toda a imitaco de agoas ardentes
ou espirito* ou de algum dos vinbos referi-
dos j e outro sim todos os vinbos importados
lebaiXO de qualquer denominaco que seja ,
ficaro sujeitos ao direito e>tabelecido pira o
artigo genuino e maior contribuico do di-
reito marcado para o artigo do mesmo nome :
e com tanto outro sim, que quando os vinbos
forem importados em garrafas, pagaro as
garrafas em direito separado, segundo a quan-
lia estabelecida por esta Lei. ( Pela Secco
5. rt 3. o direito sobre garrafas be de
tres dolais por groza ) Os cordeaes e li-
cores de todo o genero pagaro sessen a cente-
simos por galo: o arick, absvntho, kissenhem
wassea ratafia, e oulras simelhanles bebi-
das esperituosas de nenhum outro modo es
pecificadas pagaro tambem sessenta cente-
simos por galo.
Secco 10. Todos os artigos que nao
vem aqui designados; 011 a respeito dos quaes
esta Lei nao provideneca pagaro o direito
de vinte por cento ad valo>em.
Secco 11. Addiciouar-se-ha a quantia
de dez por cento importancia dos diversos
direitos cstabelecidos por esta Lei em todas
as fazendas gneros e mercadorias em
cuja importadlo em navios americanos ou
estrangeiros se nao faca aqui urna dislincco
especifica ; e que desde a epocha cm que esta
Lei comecar a ter execuco forem importadas
em navios-ou embarcaces que nao sejo dos
Estados-Unidos. Addicionar-se-ho tambem
outros dez por cento os direitos estabelecidos
por esta Lei em todas as fazendas gneros ,
e mercadorias que forem importadas em na-
vios estrangeiros, de qualquer porto ou lugar
a leste do Cabo da Boa Espcranca ; com tanto
porm que estes direitos addicionaes nao re-
caio em fazendas gneros e mercadorias,
que .vciiho a ser importadas depois de co-
mecar a ler vigor esta Lei em navios ou em-
barcaces. que nao sendo dos Estados-Unidos,
tenho direito por tractado Lei ou Leis
de Congresso a entrar nos portos dos ditos
Estados pagando 03 mesmos direitos que eo-
lio pagarem as fazendas gneros e merca-
dorias importadas em navios ou embanacoes
dos Estados-Unido.
DIARIO DE PERIUBIM
OS INTERESSESDA NGLATERRA EOS
DO BRAZIL NA QESTO DO TKAC-
TADO.
ARTIGO III.
Demonstrando o interesse que a poltica
Britnica tem em que or agora diminua ,
para o futuro se va exiinguinuo poucoa poui a


5
I
p'jfusit di gneros Cdonaes na America,
o que obter, impondo-n >s a maior dosigual-
dada que pu 1er as condiges do commercio ,
e progresiva privago de bragos (Diario de 19
de dezembroj provado claramente o lucro
enorme que tira do seu commercio com o Bra-
zil, tal qual foi estabelecido sem a mnima
reciprocidad^ pelo funesto trahdada 1827 ,
lucro que deriva do enorme excesso das ven-
das s compras que no faz o qual excasso
monta annualnvnte em mais da um milho
de libras esterlinas, e indicados os sophis-
mas immoralidades ou crimes a que a di-
plomacia recorrer para os efteitos do tratado
subsistirem debaixo da actual ou outra forma
equivalente. (Diario de 3 de Janeiro,) he nosso
proposito mostrar no presente artigo a ne-
nhuma necessidada que o Brazil tem de tornar
a submetter-se a condiges iniquas, e a obri-
gago em que se acha por iiso mesmo o go-
verno de subtrahir o paiz a to funestos ellei-
tos.
Para rezolver a questo que forma o objecto
do presente artigo parecem-nos dados prin-
cipaes saber quae as nages que vem a ser
em ultima analyse mais consumidoras dos
productos exportados do Brazil em que por-
porgo entra cada urna dellas nesse consumo,
e quaes as mercadorias que a troco de nossos
gneros poderiio essas nages trazer a nossos
mercados sera intervengo da Inglaterra ,
nem augmento dos actuaes presos
O conhecimento da proporcionalidade do
censumo dos nossos productos pelas outras
nages reduz-se felizmente a urna questSo de
nmeros, dizemos felizmente porque nao ha
maior eloquencia do que a do calculo, pe-
rante o qual emmudecem os sophismas dos
idelogos.
Nao podendo nos por falta de suflicientes
documentos officiaes formar como dezejava-
nios, um mappageral da exportago do Im-
perio., somos obrigados a tirar nossas deduc-
ges dos mappas officiaes das exportagoes do
Rio e Pernambuco que podemos conseguir, e
que para maior clareza rezumimos. Porem es-
tamos inteiramente convencidos que as dedc-
eles tiradas destes mappas pouco ou nada
diffiririo das que se tirarem de um mappa ge-
ral por isso que sendo o caf o assucar e
o algodo os principaes artigos da exporta-
Gao do Brazil, o destino destes (eneros, quan-
do sao exportados, h o mesmo mez nos ou-
tros portos, como veremos depois aproxima-
damente.
O valor relativo das exportares do Rio de
Janeiro no anno de 18S9, que pode ser toma-
do por termo medio oi o que se l no map-
pa n. 1 no lim desta folha,expresso em reis,
moeda fraca.
Alem das exportagoes all indicadas sahem
do Riochifres, pelles curtidas, arroz, tabaco
agoardente de cana, tapioca, Jacaranda, man-
dioca zc. que omit'imos por menos impor-
tantes e porque nenhum destes artigo vai
para Inglaterra massim, e quasi exclusiva-
mente para Portugal, e suas colonias da fri-
ca, e nao sendo conhecidas exactamente, nem
calculaveis as tomas d'esses artigos nio po-
dem figurar em mappas de comparado entre
as importages e as exportagoes.
As deduges obvias do mappa n. 1 sao que
o total do que nos compra a Inglaterra no Rio,
nesse principal mercado do Imperio, anda
pela terga parte do que nos compro os Esta-
dos Unidos pelas duas terfas partes do que
vai para Hamburgo e Breme he igual oque
nos consom a Italia e Trieste e pouco mais
do dobro do valor exportado pelo misero Por-
tugal. Porem mais escandalosos se torno os
efTeitos do actual tratado para quem sabe ,
como he notorio que essa insignificante ex-
portago que a Inglaterra faz do Rio nao
he para seu consumo, nem pode ser, porque
o assucar s he despachado em Inglaterra para
reexportago e o caf nao podendo por cauza
da enormidade dos direitos diflerenciaes con-
correr com os das colonias Inglezas tambem
he reexportado, de modo que se pode sem
grave erro assegurar que para consumo da
Inglaterra nao vai do Rio um valor superior
a 50 ou 60 contos sendo o valor excedente
da sua exportago do Rio reexportado por ella
para as nages que admittem "m satis portos
em leisscaes verdadeiramente prohibitivas
os productos Brazileiros. O commercio de ex-
portago do Rio he para a Inglaterra um eom-
mercio puramente de transito ; ora cmo csse
transito causa despezas nao Ihe convem e
he por isso que exporta do Brazil o menos que
pode e apenas t terga parte do que expor-
to os Estados Unidos que sao verdadeiros
consumidores dos productos da nos** expor-
taco.
Se fica manifest que as compras que a In-
glaterra nos faz no Bio sio insignificantes e
ni-l...., -.1- ..ma # .. nnoiimn ll -
- mcumiSi uaua p i mik. j ----
ro se vai tornar pelo valor censi leravel de
suas importages naquella praga quo gran-
de he o interesse que a diplomacia britannica
tem em que subsisti os effaitos do actual tra-
tado. Efectivamente, tomando por termo
medio das importages antiuaes no Bio, a de
1839 observa-se que o total he de vinte e
oito mil contos repartidos pelas differentes na-
ges do modo seguinte :
Inglaterra........15:092.000*000
Franga......... 4:314:000*000
Estados Unidos..... 1:799:000.y000
Himhurgo e Breme .. 1:596:000*000
Bio da Prata...... 1:577:000*000
Portugal e suas colonias 2:652:000*000
Hespanha........ 765:000*000
Trieste e Italia...... 475:000*000
Bltico......... 350:000*000
Hollanda & Blgica. 109:000*000
Se o valor dos gneros exportados do Bio
para a Inglaterra he insignificante, e se reduz
a quasi nada para seu uzo, no mappa das ren-
das he ella a prinieira ; comprou-nos para re-
vender trez vezes menos que os Estados U-
nidos para consumir e vendeo nos nove ve-
zes mais ; a adiada quer que isto continu ,
faz ella muito bem e talvez os utopistas das
economas nos queirSo persuadir que assim
nos vamos nos ella e nossos alliados natu-
raes enriquecendo ao mesmo passo e coro per-
feita igualdade, oque nos traz memoria as
repetidas bancarrotas do mais conspicuo dos
economistas do nosso tompo o veneravel, e
eloquen'e Joo Baptista Say.
Da simples inspecgo da lista das importa-
ges no Bio se conclue arithmeticamente que
a Inglaterra introduz naquella praga muito
maior valor ella s do que todas as ou-
tras nages juntas eja vimos que para seu
consumo he de todas a que menos exporta do
nosso principal mercado. Sugeitas a seme-
lhante alliada as condiges de nosso commer-
cio para o futuro, seria crime da lesa-nago ,
ou quando menos acto de punivel fraqueza ,
pois ignorancia nao he de suppor em quem
houver de decidir da nossa sorte, e custa-nos
a pensar que hja um Brazileiro capaz de sa-
crificar por dinheiro terror pnico ou qual
quer outra considerago o vindouro da sua
patria.
Idnticas reflexes se apresento mais r-
pida leitura dos mappas de importagio, e ex-
portago da nossa provincia. O systema he o
mesmo e geral para todo o Imperio seus re-
zultados sao idnticos por toda a parte. Dare-
mos todava em resumo esses mappas para
que os leilores fiquem bem numricamente
convencidos
O valor relativo das exportagoes de Pernam-
buco para as diversas nages foi no anno fin-
do em junho de 1841 como se v no mappa
n.# 2 in fine.
O assucar, como ja dssemos, he reexpor-
tado de Inglaterra, e os consumidores da Ale-
mantia, e outras nages para onde o mando
os negociantes InglezeS se estes o nao levas-
sem havio de manda-lo buscar de sorte
qu6 a exportago real da nossa Provincia para
Inglaterra reduz-se a oito ceios e vinta
quatro contos valor do algodio e pelles que
vio para consumo. Esta exportago nao che-
ga que fizero os Estados-Unidos he a
quinta parte menor do que a do pobre Por-
tugal e metade da que faz a Italia e Trieste.
Vejamos agora se as nossas compres se a
mportago das outras nages para a nossa
Provincia seguem a mesma proporcionali-
dade ese os estados que mais nos compro
sao aquelles que mais favorecidos se acho
para a vonda na Pi. ncia.
O valor total das ii. ages de Pernam-
buco no mesmo anno finao em Junho de 1841,
foi de oito mil e tantos contos que viero ,
salvo as parcellas que por insignificantes nao
merecem mengo das nages seguintes :
4:751:000*000
1:051:000*000
1:051:000*000
362:000*000
111:000*000
723:000*000
107:000*000
235:000*000
57:000*000
32:000*000
Gran Bretanha.....
Franga........
Estados-Unidos ....
Cidades Anseticas. .
Bio da Prata......
Portugal.......
Ilespniha.......
Italia eTriestre >
Bltico........
Hollanda.......
As conseqtiencias viziveis d esta lista ato
que a Inglaterra vende a Pernambuco mais
de metade do que a Provincia compra a todo o
Universo quatro vezes mais do que os Lsla-
dos-Unidos, que noscompra tanto como ella,
seis vezes mais do que Portugal, que nos com-
pra a quinta parte mais do que ella e final-
mente vint- vezes mais do que a Italia e ln-
este que nos compro o dobro do que nos
compra a nossa desinteressada Alliada que
tantos esforgos fa* para nos er.nqnecer por
esse meio s^undo a apphcagao das utopias
dos pseudo economistas que nem ella nem
a Franca querem pira si naturalmente por
medo da sua prosperklade nacional, deze-
jando arden teniente que os outros estado i as
appliquem sem duvi la para os enriquecer !
Nossas intenges nao sao como as dos advo-
gadosquedissimuloosfactosfavoraveis aparte
adversa, nem comoas dos partidistas polticos
que1 S6 esforgo para obscurecer o mrito dos
funecionarios, cujos lugares invejo, a ver-
dade eso a verdade he o nosso alvo porque
sem ella frustrado se acharia o nosso nico de-
zejo que he contribuir para illucidago das
verdadeiros interesies do Brazil sem a isso
nos mover o mnimo interesse ou a espe-
ranca do menor agradecimento (com triste
experiencia o dizemos.) Confessamos pois que
a Inglaterra consom a maior parte do alo-
lo produzido ni Brezil o que limitando
nos as suas exportagoes aquellas que esto
notadas nos mappas supra fiearo os dados
incompletos principalmente no que diz res-
neito ao Maranho Cear e Parahiha, on-
de as exportagoes para Inglaterra sao propor-
cionalmente maisconsideraveis. Masdtstes
nortos ,'da Bahia e Macei s vai o al-
godio para Inglaterra, e nao vai todo; a quin-
ta parte pouco mais ou menos he exportada
para Hespanha e para outras Nages. Ora o
Maranho, a Bahia, Paralaba, Cear e Ma-
cei produzem segundo o termo medio de
seis annos noventa e tantas mil saccas d'al-
godo cujas quatro quintas partes vo para
o consumo de Inglaterra alem do que he
exportado de Pernamhnco e pode-se asseve-
rar sem erro notavel que sao consumidos em
Inglaterra os quatro quintos do algodao pro-
duzido" no Brazil, e que a isso so limita a ex-
portago real do Brazil para ajuella potencia
antes exagerada do que redusida. O valor
d'esta exportago calculado o prego de cada
arroba de algodo pagas todas as despezas ,
em sette mil e quinhentos reis vem a ser de
quatro mil cento e quarenta e sete contos e
em troco d'este consumo que nos faz a Ingla-
terra comnramos-lhe nos mercadorias, cujo
total somma annualmaute vinte oito a trinta
mil contos isto he compramos-lhe sete ou
oito vesos mais do que lhe vendemos.
Esse algodo nico producto Brazileiro
realmente exportado para a Inglaterra, tor-
na a vir para o Brazil fabricado, de modo que
em ultima analyse a Inglaterra nao uza de
producto algum do nosso solo. Alem de que,
o algodo Brazileiro concorre nos mercados
Inglezes com o dos Estados-Unidos sem a me-
nor proteceo e nao so vendo mais caro em
Inglaterra do que em Franga ou qualquer
outra parte do mundo e finalmente duvi-
damos que o algodo que a Inglaterra nos
compra baste para fabricar os tecidos d'este
producto que nos vende. Talvez alguem a-
che esta asserco infundada porem eis-aqui
os nossos dados = A Inglaterra compra-nos
nnualmente quatro mil cento e cincoenta
contos de algodo pouco mais ou menos e
V"nde-nos por anno quatorze mil contos de
fazendas de algodo ora ou ella ganha com
a transformago do nosso algodo nos tecidos,
que nos traz a somma enorme de onze mil
contos ou parte do algodo que compra as
outras nages he para no lo vender depois
de fabricado o que me parece muito mais
provavel e assim nao nos compra a Ingla-
terra todo o algodio que produz o Brazil e
trar-nos tecidos feitos com o algodo das ou-
tras nages. Venho os diplmalas e os
pseudo economistas persuadir a quem tem
reflectido sobre estes nmeros e suas con-
sequencias que assim nos vamos nos enri-
quecendo igual, e reciprocamente.
Convencidos devem pois estar os leitores,
sensatos e desinteressados que se alguma
nago tivesse o direito de nos impor condi-
ges de commercio, consultando a nossa con-
veniencia nio seria por certo a Inglaterra ,
porque he a nago que menos compra ao Bra-
zil, sendo a que mais lhe vende. Esse direi-
to com maior razio e utilidade nossa o pode-
ria requerer a Alemanha Portugal ou os
Estados-Unidos a menos que a Inglaterra
para nos amarrar com novas condiges ruino
zas prescindindo de considerages commer-
ciaes, allegue para lhe conceder-mos to des-
propositado direito, os insultos feitos nossa
Bandeira e s nossas autoridades. Porem
deixeniosaoutra penna as considerages po-
lticas e limitemos-nos a dedueges puramen-
to commerciaes.
Altamente declaramos com a mais profun-
da conviego que o Brazil nenhuma necessi-
dade tem da Inglaterra ella he que acha in-
teresses de gran le monta no Brazil e por
isso tanto se agita para lhe nao escaparem
esses interesses. A prova da nenhuma neces-
sidadts que ns temos dos productos Inglezes
czulta do exame dos artigos que ella nos ve"-
fde. Os cento e trinta quatro contos de fer-
ro e seus artefactos, que introduz annual-
mente em Pernambuco podern vir do Norte
da Europa de Portugal ou da Franga : es-
tados que nos trazem j hojo em concurrencia
com Inglaterra metade do que precizamos.
Os quatro centos e trinta contos de bacalho
que lhe consumimos deverio s;r reduzidos
a pouco ou nada ,, impendo se a este artigo
direitos realmente prohibitivos por causa da
funesta influencia que tem sobre a saude pu-
blica. He notoria a grande mortandade que h
entre os captivos dos engeohos onde se usa
muito de bacalho, eja alguns senhores d'en-
nho ensinados por triste experiencia se abs-
tem de comprar este alimento para seus es-
cravos. Como nao ha de elle ser funesto, se
demerado nos armazens da cdade passa rpi-
damente a verdadeiro estado de putrefaeco ;
mas quando se nao prohiba, e o povo o quei-
ra pode vir dos Estados-Unidos; donde dei-
xo de vir para Pernambuco porque os In-
elezes senhores da costa nos mares onde se
pesca o bacalho nao deixo desembarcar os
pescadores Americanos para secar na trra o
pescado, obrigando-os com o egosmo ordi-
nario da Inglaterra a prepralo a bordo para
que fique mais salgado e secco, e seja exclui-
do dos mercados. A companhia do pescado
de Lisboa dada a hypothese de se favorecer
o commercio com Portugal, de press nos po-
deria tambem subministrar este artigo. Os
cento e quatro contos de manteiga que vem
de Inglaterra para consumo da Provincia, po-
tados-Unidos d'onde vem metade da que ac-
tualmente se vende em Pernambuco. Osen-
lo e trinta um contos de sabo qudela
vem e nao deverio vir ha muito lempo ,
podio ser feitos aqu, cu vir da Bahia e a
convir que venho de fura qualquer nago
os trar ; a plvora farinha tecidos de 1-
nho e outros artigrs de menor importancia
podem-nos vir de muitos Estarlos em sum-
ma a Inglaterra nao tem produegio alguma
do seu sol, ou industria que nao possamos
luver do qualquer outra nago.
Todos os negociantes concordo na facilida-
de da alterago das nossas actuaes relages
commerciaes com manifesta vanlagem do
Brazil, mas nem todos sao desta opinio no
que diz respeito aos tecidos de algodo ; ora
este he o principal objecto das importages da
Inglaterra no Brazil ; para a nossa provincia
vem annualmente trez mil contos eos mais
estados mando s trezentos contos. Con-
cordamos que nenhuma nago pode vender
(Ao baratas as fazendas de algodio de infe-
rior qtialidade e que essas sao as que mais
en consomem na provincia. Os fabricantes
ingUzes sahem que pagar pouco he a ruino-
za economa que a pobreza ou m adminis-
trago de urna easa aconselha e por isso fa-
brico ms fazendas de algodo que o povo
prefere s boas pouce mais caras, e propor-
ionalmente mais baratas. Porem a fabri-
carlo d'essas ms qualidades de fazendas nao
he um segredo ; a Franga a Alemanha e
os Estados Unidos assim como fazem os
bons tecidos de algodo e os de qualidade
media que so preferidos em todos os mrca-
los aos da Inglaterra fare tambem o de
qualidade iiiina logo quo uisi achem
ucro se a Inglaterra agastando-se por nio
renovar-mos o funesto tratado nos fizesse o
favor por isso mesmo do nos authorizar a
excluir immedwtamente dos nossos merca-
dos os seus tecidos de algodo que rasgo as
primeiras lavagens impondo lhea direitos
iguaes aos que nos seus portos pago os pro-
ductos do Brazil.
Desde que a Prussia fez outro da para
assim dizer Allemanha o grande servigo
e vencar os obstculos que as muitas alfan-
degas oppunhao fabricago to rpido vai
0 progresso da Allemanha neste ramo que
ltimamente vendero-se em Berlim pani-
nhofl de urna s cor e chitas de diversas co-
res do tamanho qualidade e forma das pe-
gas inglezas quo podem ser vendidas em
Pernambuco por seis a sette mil reis segun-
o o estado do cambio com os ganhos ordi-
jarios do commercio e que incontestavel-
mente, hade vir pouco a pouco em troca dos
roduclus que a Allemanha. nossa alliada
atural, nos consom em maior quantidade
o que qualquer outra nago. Os salarios
dos operarios sao mais baratos na Allemanha
do que em Inglaterra os direitos sobre al-
god"ies nao sao considaraveis os fabricantes
Al mes al aqui apenas podio abastecer os
i rcadoi nacionaes eso agora principiaos
1 .parar seus abriros o gesto das nages ha-
l ruadas pelos inglezes s piores qualidades
tos tecidos de algodo, O impulso est dado,
e se como he sabido a Allemanha ja excluio
a Inglaterra da venda das meias de algodio


J
eai todos os mercados da America por quo
as d mais barato do que a Inglaterra se os
eptrancados de algoJo dos Estados Unidos
saoj em toda a America preferidos aosin-
glezes ; se a exportago de tecidos de algo-
dao dos Estados-Unidos vai em lao rpido
progresso que nao obstante a concorrencia
da Inglaterra os navios que ha poucos an-
nos nos trazio apenas dez ou vinte fardos
d'estas fazendas trazem hoje diuentos ou
trezentos t levo o dobro para o Rio ; se a
Franga he ja actualmente quem nos vende os
melhores brins as qualidades superiores de
paninhos e chitas nenhuma duvida pode
haver'que essas nacoss nos traro as mesmas
fazendas de m qualidade se continuar mos
a preferir estofos baratos na apparencia po-
rem na realidade mais caros, porque ras-
gando s primairas lavagens obrigo a fre-
quentes compras.
Claro nos parece pois como a luz do da
que a Inglaterra nenhum producto tem iue
nao possamos mandar vir de muitas outras
nagss e sendo ella como fica demonstra-
do aquella que menos compra ao Brazil ,
nao deve continuar a ser a que mais lhe ven-
da, pois que de um lado nenhuma necessidade
nos obriga a isso, c de nutro, continuando os
effeitos do funesto tratado de 1827, os nossos
alliados naturaes.os verdadeiros compradores,
e consumidores dos nossos productos ho-
de ir pcuco a pouco supprindo suas necessi-
dades com productos indgenas, ou de ou-
tros estados onde o interesse nacional nao
seja sacrificado Inglaterra e assim baixa-
r cada vez mais o prego dos nossos produc-
tos at finalmente sermos obrigados a a-
bs-.ndonar a cultura dos gneros coloniaes ,
por fall de compradores que paguem o cus-
toda cultura, o qual augmentar de anuo
emannopor elfeito da progressira privadlo
de bracos a qua nos reduzio a nossa alliada.
Ser essa nossa impossibilidade de produzir
gneros coloniaes o final triumpho da diplo-
macia Britnica, por quanto com ossessenta
e tantos milhps de colonos miserabilissimos
qua tem na India, concluida que seja a es-
trada do mar Rouxo ; trar aos mercados da
Europa os gneros da India sem concurrencia,
e realmente mais baratos do que os nossos
produsidos com a actual caresta do tiabalho.
Ento ser o consumo dos artefactos Inglezes
na India trez quatro on dez vezes
maiordoque he actualmente, ento ter a
Inglaterra o seu dominio na India mais segu-
ro pelo reciproco interesse dos respectivos ha-
hitantes, ento appoiada no interesse d
sessenta e tantos milhes de homens im-
por as condices que lhe approuver as suas
tranzarles commerciaes com os outros esta-
dos da India assim vemos nos que augmen-
tar a riqueza e a prepotencia da Gr Bre-
tanha ; mas o Brazil se a lempo nao tomar
aspossiveis precauges o desgranado Brazil,
victima de novos Judas pobre e despovoa-
do estar entao em mais infelizes circuns-
tancias do que aquellas em que jazem actu-
almente os colonos da Inglaterra na India.
O CARAPUCEIRO.
O GENIO JOVIAL.
O fri eoquente, o seco e o hmido
dividiro a antiga I 'izica. Sagundo a combi-
narlo destas diversas qualidades os homens
foro sanguneos ou fleugmaticos ou me-
lanclicos de primeira e de segunda classe.
A natureza deo aos sanguneos a primavera ,
eosprazeres a inconstancia ea vivacida-
de. Os melanclicos de primeira classe rece-
berooamor, e o engehno ossonhos, eo
outono. A turbulencia e a inveja o de-
lerio e o estio caubero em partilha asegun-
da classe de melanclicos, alias chamados
atrabiliarios. Os fl -ugmaticos em fun acco-
naodarflo-se com a ordem e perseverancia ,
com a pituita e com o hinverno.
Se os caracteres houvessem conservado es-
ta simplicidade primitiva fcil fora assig-
nar aos homens o emprego, que lhes con-
vem : mas o movimento da sociedade o in-
teresse e a dissimulago chamada urbani-
dad de tal sorte estrago o typo da nature-
za queja se noencontro seno urna ra-
sa equivoca e feiges apagadas. Mas per-
gunta-se: o homem he um animal triste ,
ou um animal alegre ? Muitoi sustentarn ,
que le triste e em si mesmos offerecer a
prova. A opinio que faz do homem urna
creatura chorona deve de ter numerosos apos-
tlos por ser mu commoda a essa multido
d'espritos mediocres que o acaso ha eleva-
do cima do projirio mrito. Alem disto a
affeclago de gravidade posto que o mais f-
cil dos papis tem seu prpgo em um seculo
como o nosso e onde a dynastia dos Geme-
tras arrancou aos Hallenistas o iceptro da
moda. Sabe-se que no tempo de Moliere
as senhoras abracavSo os homens por amor
do Grego : mas hoje he de temer que o ge-
nero humano s se reproduza pelo amor do
quadro da hypotenusa.
Esta prodigiosa enctido de que se hon-
ra o nosso seculo me traz a memoria o caso,
que li de certo mestre de arthmetica. Ad-
miro dizia elle com que profundiza de
bom senso na mor parte das familias os ma-
ridos chamo s mulheres suas metades. Ai-
sim se exprmem nao por que se presuma ,
que os esposos sejo duas metades do mesmo
todo porem sim por que varias mulheres
esto no uso de contentar-se com umsa-
mante, o que perfaz urna simples diviso de
favores em duas partes. Quando pois um
marido diz. minha cara metade he como se
dissesse : fallo comtigo, metade de mulher,
que anda s minha c. O tal arithmeti-
co applicava este principio em todo o seu ri-
gor : e como era casado com urna mulher
muito loureira regulava-se palo numero de
seus cortejadores : e assim quando sabia ,
que ella trazia a dous pela corda chamava a-
morosamente a sua mulher sua terga : se e-
ro trez os amantes chamava-a sua quarta ,
sua quinta sua sexta sua sptima sua
oitava &c. seguindo sempre a mesma regra
de proporg8o. O homem pagava-se muito
desta descoberta que lhe causa va o prazer
de unir a preciso da lingoagem effuso da
ternura, e d'exprimir em toda a sua pureza
o dividendo conjugal : mas passemos ao nos-
so proposito.
Se os sectarios da gravidade se limitasiem
a ensinar que convem a um Prelado trazer
sempre os olhos baixos ; que um ministro
desacredita-se se nao enruga a testa e
deixa cahir o sobr'olho que um conego de-
ve ter um ar auethoritativo e um passo pau
zado ; que urna viuva expe-se a morrer no
celibato se nao aflecta certo porte acanhado,
e pezaroso ; ninguem contradira mximas
to respeitaveis. Mas quando aquelles tive-
ro a deshumanidade de sustentar quejo-
vial e frivolo sao synonimos que um sabio
nunca deve desfranzir as rugas sob pena de
ser tido em conta de bufo e que til s he
o que he serio os bons espiritos indignaro-
se de to sombra doutrina e formrao urna
liga contra os impostores contra os pedan-
tes e carpidores. Comprehendeo-se que
a virtude he um sentimento doce a moral
um entretenmento agradavel a rasoum
prazer picante e que he proprio d'um espi-
rito superior executar brincando trabalhos ,
que assustavo o povo instruir os homens
recreando-os e fazer que a verdade seja
adorada sobre o altar das Gragas. Grandes ,
c respeitaveis mestres contou essa escola, que
assimsalvouo genero humano do lucio, que
o ameagava. Taes foro n'antiguidade o vir-
tuoso Scrates Horacio Luciano Cicero
o maior Filosofo e orador Romano os der-
retidos Ovidio e Tibullo o mordente Mar
cial, o ferino Juvenal, e dos modernos E-
rasmo Montaigne Swift, Stele Voltai-
re Wieland e s vezes o grande Montes-
qtlied. Que homem mais jovi*| faceto,
do que o mui sabio Pontfice Bento \i ?
Quanto mais refiieto as cousas deste mun-
tando i sua pontualidade ; um relaxado ga-
bando-se da sua exactidao urna veterana
com presumpees de moga e cobijada, urna
mulher feia como o diabo toda cheia de
denguices e ternura um velhe namoran-
do urna mumia com ancas mili volumosas ,
urna jarra de carne aos tombos em urna sala,
dansando quadrilhas um sujeito muito feio,
muito pobre muito rasgado e muito asno
dizendo que he fidalgo urna abelha mes-
tra e intervenideira jubilada exaltando a
honra de sua filha na presenga do proprio
amante desta um periodiqueiro que a ca-
da passo est encensando ora a Dos ora ao
demonio inculcando a sua immutabilidade ,
e independencia um militar mais pusilni-
me que um capio alardeando de corajoso,
e valento um frade amortalhado em vida
todo Adonis todo gamenho ; um especula-
dor de poltica abrazando-se no amor da pa-
tria um Diputado ignorantsimo enru-
fando-se como um pir e tomando certo
ar magestoso e auctortativo para dizer des-
propozitos e sandices ; um mercador mais
ladino e larapio quo um judeo pondo
sempre por diante a sua coniciencia; um bar-
bacas d'espartho cheiroso e adamado ,
e urna moga com prezumpees de valentona ,
e espadachim um procurador de causas mais
girigote queoLamella de Gil Braz affe-
ctando um relio e desinteresse apostlicos;
sujeitos que nao rabisco e garatujo para
o publico, se n8o porque querem pescar, ou
pelo despeito de nao haver pescado aprego-
ando o seu extremoso amor do bem publico ;
um tutor que devora os bens de seu indefe-
so pupillo blazonando de mui fiel, e zelo-
zo um thesoureiro ou procurador de con-
fraria rica nao se lhe conhecendo outro mo-
do de vida e pretendendo ser tido com foro
de hom devoto e servo de Dos, um pateta
de 60 annos cazando com urna menina de 15,
ou urna reverendaga de seus 50 cajs aspiran-
do a espozar-se com um joven de 20 annos ;
um Definidor de frades, Prezidente in capite,
ou Padre Mestre jubilado de pansa prominen-
te e oculos fixos persuadido, que he urna
personagem d'alta importancia ; um fedelho
de dous dias s porque empolgou sabe Dos
como a carta de bacharel formado queren-
do da parte d'ElRei ter a reputagio de ho-
mem consumado in omni scibili; um pobre
trovista engrazador de consoantes arrotando
fumaradas de maior poeta que Homero ,
Pindaro Milton, Tasso, Camoes, e Lamar-
tine -, um cabalista profissional bautizando
em amor das liberdades patrias as suas intri-
gas alicantinas e perfidias eleitoraes -, o
pobre impondo de rico ; o rico carpindo-se
de swa pobreza ; cada qual estudando a me-
lhor traga d'embagar ao seu prximo ; tal he
o quadro que quotidianamente nos o lie rece
as associages humanas. Muito juizo tinha
em meu hulmide pensar a Repblica de Ve-
neza : era a representaco em miniatura do
mundo policiado, quero dizer ; era urna
companhia de malreiras ra pozas pondo em
movimento e fazendo dansar a um povo de
macacos
Dous filsofos houve n'antiguidade 1 lera-
clito e Democrito que tinho sentimentos
diametraimente opposlos : um vivia choran-
do outro rindo-so de ludo. E qual delles
o
o
individuos, nem os povos delta se a parti im -
punemente : e como s ella d complemento
felicidade e plenitude ao movimento ar-
terial a sua auzencia he o flagello das virtu-
des domesticas. Em geral os caracteres mo-
rosos sao os que vo buscar fra da familia
prazeres corruptores e criminosos excessos.
Que fructo tem colhido os Orientaos da sua
incuravel gravidade? Esta raga da homens
to bella colocada em um clima onde lu-
do se ri, excepto elles caho as duas mais
aviltadoras enfermidaJes da raso humana ,
quero dizer ; a servidflo e o fatalismo. Em
sarama nSo faltarSo filosofoa, que definissem o
homem por animal risivel; mas nSo me cons-
ta que ninguem se baja lembrado de o defi-
nir por animal serio ou clioro. Em ver-
dade de todos os animaos o homem he o ni-
co que se ri, conseguntemete a jovialida-
de pode-se dizer, que lhe hecongenita.
Nao falta quem se persuada que a serie-
dade he um caracterstico infallivel de bom
senso de talento e de sabedoria : mas re-
leva advertir, que de todos os animaes nao
ha um mais serio mais grave, e circunspec-
to de que o burro ; e que muitas vezes essa
gravidade e apparente sizudeza nao sao
mais do que um artificio para encobrir a es-
tupidez ou para cohonestar a ignorancia.
De ordinario as mulheres sao joviaes e por
isso mais carinhosas e chelas de gracas e
encantos. Urna moga carrancuda, como
um Desembargador presidente d'uma aleada ,
com um ar t&o circunspecto como um ma-
thematico procurando a quadratura do circu-
lo he um ente insuportavel. A jovialidad
nada tem de contraria ao talento, e ao
bom senso. Grandes homens tem sido mui
joviaes e por essa mesma qualidade se fize-
ro mais que muito prezados de seus con-
temporneos. O ser jovial nSo se oppe de
sorte alguma honestidade e por isso nao
desdiz do bom carcter d'uma senhora an-
tes esta torna-se mais agradavel e interes-
sante, se sizudeza d'um comportamento ho-
nesto ajunta o precioso condimento d'uma
jovialidade natural, desaffectada e gracio-
est que esta nao degenere em
era mais assisado ? A dizer francamente
cscjaiuvio iupostor,
do mais me convengo de que a natureza es- meu humilde pensar sou de parecer que
t da parte das pessoas jovies Em verda- mundo he mais digno de riso que de odio.
de quem nao v com que especie d'esturdia Reconheco as muitas miserias da naturez?
ella h produzido milhes de entes! Quem humana observo os perigos e desgranas ,
nao nota com que luxo prodigalisou tantas que por toda a parte nos cerco ; mas alm
cores inuteis tantos ornamentos s vezes de que somos nos mesmos os causadores do
incommodossobre as flores, os metaos, as maior dos nossos malea, a natureza a cada
conchas as pennas, as pelles e os mais passo nes offerece tantos bens que servem
viz insectos Com que capricho mosqueou a de re.ssarcimento a todos os contratempos e
tantos entes ridiculos, ou burlescos desd'o descommodos da vida. Fra disto se com o
butor, e o preguicoso at o passaro mofa- nosso pranto srssassem ou ao menos mino-
dor a pega ladra e o mono careteiro. rassem as nossas desditas acertado fra,
Pelo lado moral que fonto inexhaurivel de que nos mazelassemos de tudo e guardando
scenas ridiculas Oque he este mundo bem sempre um semblante de caifaz espancasse-
considerado se nao um theatro em que mos de nosso espirito qualquer assomo de jo-
todos somos actores mais, ou menos heroicos, vialidad : mas que aproveita amesquinhar-
maisou menoH burles'os ? Quem poder abs- nos dos males da vida e da injustiga dos
ter-se de rir ao menos interiormente ao homens ? Nao ignoro quanto estes vivem
observar a innmera classe de impostare* embusteando uns aos outros ; porm que se
papules o paparrotes que por ahi andan lhe hade fazer ? Todos nascemos para a socie-
ordenados pela maior parte com reverendas dade ; a misantropa he urna enfermidade e
falsas ? Velhacos consumados tractantea de nao urna propenso da nossa natureza : nao
primeira ordem, querendo inculcar-se por ha remedio se nao vvennos em relago e
homens de immaculada probidade tolos e contacto com os nossos semelhantes e por
ignorantes miseraveis vendendo se por sabios, consequencia forgoso he que nos tolleremoi,
e literatos meninos affectando consumada e soframos uns aos outros. A vida he to
prudencia, e profundo conheCHneiiio das cou- breve Para que a havemos abroharde tris.-
sas humanas; um grandissimo larapio preten-' tezas ? Do que erve sobre (erra um
dendo a estima de homem de bem ; um has- mem sempre com cara de reo, e agestado
baque sem nenhum mrito apregoando-se Um homem carrancudo e taciturno cuja
homem d'importancia um buginico um : zionomia parece feta de pedra ecai?
chirrichote um titire aspirando aos mais | A jovialidade pelo contrario tanto he urna
sa. Tudo
buffoneria.
hn-
p
li-
uianeirado | eievau'o virgo* do Estado; um calotetro ex al- das primeiras leis da natureza que nem os
VARIEDADE.
A contradieo das modas.
As modas sao verdadeiras cmaras pti-
cas ou lanternas mgicas. Nao sendo pos-
si ve 1 varia-las infinitamente, forgoso he re-
produzcas e dar hoje por moda o que j o
fr por ex ; na era de quinhentos. Quem
tetr. visto quadros e bustos antigos nao po-
de deixar de conhecer que a mor parte do
que presentemente! passa por moda j se
usou ha 500 ou 400 annos. Esses cabellos
Santo Quisto essas barbas de bode essas
cazacas de grandes abas e enormes botOes ,
tudo isso j andou em voga em tempos mui
apartados dos nossos. Mas com quanto as
modas sempre estivessem merc das fanta-
zias humanas, nao erao aquellas to capricho-
sas, einteiramente extravagantes, que no re-
ce bessem certa cor do seculo, em que appare-
ciao. Assim que o seculo das grandes barbas,
e gadelhas foi o seculo da cavallaria andante ,
tempos em que tudo er8o brios amores
generosos e bravura de cavalheiros
Mas estas mesmas reproduzidas parecem-
me (permita se-me a expresso) um anacro-
nismo; por que observo, que nao esto a par,
e passo das ideias e gosto dominantes do
nosso seculo. Este he por excellencia o se-
culo do industrialismo dos gozos materiaes,
e do egosmo. Hoje as virtudes heroicas os
bros marciaes sao desterrados para os livros
de novellas e contbs de fada ; hoje em fim
o que se preza he a penetragao a finura do
espirito e nao a forga muscular. Logo es-
ses cabellos de sigans, essas barbas de Fer-
rabraz desdizem do carcter actual e esto
em desharmonia com os homens de hoje. E
tanlo assim he, tal he o poder das ideias do
eculo que o nosso joven da moda tem sim
cabega e barbas de guerrero e valento ;
mas do pescogo para oaixo he um Maricas ,
he todosinhzinha; por que traz seucoletecom
barbatanas e espartilha se como urna noi-
va. Oraem verdade um homem com cara ,
e cabega de Hurcules ou do dos Marte
com corpo e os contornos arredondados de
Venus .um barbagas gadelhudo capaz de fa-
zer medo e desmamar crianga e com cin-
tura e anquinhas de yy he ama contra-
dig3o palpavel, he um ridiculo dos mais nota-
veis que conhego. Um sujeito contou-me,
que vira no matto urna Imagem da Sra. da
(rfincpioSn'nm fhA* Hfl S. Francisco. Estava
- '
na moda de hoje.


&
VARIEDADE.
M NOVO NARIZ DE CARNE.
MOV1MENTO DO PORTO.
Temos viro prazer em participar-mos ho-
le aos nossos Ieitores um facto acontecido
nesta cidade qu". honra sobre maneira os ta-
lentoso summa pericia de um nosso compa-
triota o Sr. Antonio B*rnardino de Almeida,
lente na nonacaleira da escola medico-cirur-
gica desta cidade. o facto.
Um dos nosso* mais antigos amigos e de
certo um dos mais honrados e dignos nego-
ciantes da villa de Guimarl o Sr. Manoel
Moreira Lopes ha largos annos vivia Sm
nariz, que havia perdido em consequencia de
enfermidade. Desde 1807 que assim o conhe-
ciamos e era elle conhecido em quasi todo o
r. ino pelo n^goci inte sem nariz pois que
costumsva frequentar aspiras do Alemtejo ,
Boira eMinho.
Ha um auno pouco mais ou menos que Ihe
principiou a crescer no resto do nariz urna ex-
crescencia que si aisemelhava a um corninho
ou pequenina tromba : consultados os facul-
tativos forSo estes de. opinio que era ata can-
croe que asna existencia e ramificaco lhe
podia ser fatal a sua existencia.
Assustado o nosso amigo veio a esta ei-
daJe e se lancou nos bracos e disposicSo ci-
rurgica do'Sr. Almeida que se incumbi de
cural-o e que tern boje o prazer nao s de o
ter curado, mas do o presentar sem defeito
o com um nariz de carne pasmosamente per-
feito.
Tratamos de nveri'.uar o molo como se o-
perara este milagro da arte o do nossc esti-
mavel muzo o Sr Mor -ira do seu faculta-
tivo podemosalcanqar as particularidades su
guintes.O Sr. M ivir principiou o seu cu-
rativo no dia 13 de outubro deste auno, prin-
cipiando por soffrer com impsssivel sarenida-
de a operaco Je Cl onplastica de maneira tal
que o mesino Sr Almeida nos eonfessou ad-
mirado que lhe nao nuvira um s gemido nem
o mais pequeo tregeito A ulcera cancros
foi arrancada com felicidad
Estando nesl estado o Sr. Almeida con-
vencHuo nosso amigo da necessidadedo nova
op-rac5o que lhe ministrva um nariz : c
nosso amigo res stiu mas a final ceden e
com a roesina seronidadeconsentio na segun-
da operado qu f.i a wguinte: Hrou-Ihe
um retallio d^ pelle da t ista de forma de um
az do espada em grande le tres polegada?
de altura e . Esto wU-
lho de pelle foi torcido no seu pedculo ,
nico ponto por onde elle QcoU preso no ui-
tervallo das duas aobrancelhas com o lim d<
permitlir que ficasse a plle s para fura e *
outra superficie ausentar pelos tres la ;os se*
bre o antgO coto do nariz quo nao era
mais que um bocado de osssoe rn nos de m< -
tade das duas azas quo pela prime! opera-
co lhe havia sido coi tul >. _
M / o meiol vou o curativo e quinta fe-
ra passada tivemos o gusta do ver o Sr. Mo-
reira quasi pronipto tendo apenas restos da
ferida da testa que se esta cicatnsando. US
seus amigos as immensas pessoas que na
tantos annosoconheeiao sem nariz (icario
pasmados como n< fi 'amos qnando o vi-
rem peritamente sao e com um nariz de car-
ne propiamente seu pois lhe saino da pelle
da sua testa. .,
Gloria arte que assim operou este mila-
pre e ao dino faeultativo o,ue foi o seu ins-
trumento. OSr. Almeida honra-se de ser
Po.tuense. (* d Port0^
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 23.
Mar Pacifico tendo sahilo de New London
17 mezes barca americana ClemdUs de
311 toneladas cap. Georg G. Benjamn ,
equipigem 25 carga azeite de peixe : a
capitao.
Baha 5 8 dias barca ingleza W.- Russell,
de 298 toneladas capitao Roberto Bruce ,
equioagem 15 carga farinha de trigo a
carvfto de pedra i a Russell Mellors & C
Nova Botlanda ; 03 dias, barca ingleza Lady
Baffl's, do 300 toneladas, cap. James Wil-
lus equipagom 17 carga l e azeite de
peixe : ao capitao : passageiros 44.
Bahia ; 12 dias barca austraca No, de 444
toneladas cap. Francisco Jos Meriah .
equipagem lo, carga lastro : a Kalkman
z Rosemund.
Lon res; 47 dias, barca ingleza Golden Fle-
ece de 312 toneladas, cap MatheusHub-
buek equip. 16 carga lastro : a Russell
Mellors & C."
DITOS ENTRADOS NO DA 24.
Bahia ; 14 dias, barca dinamarqueza Norden,
de 501 toneladas cap. James B. Kruuse ,
equip. 16 carga lastro : a Le Bretn Sch-
ramm.
teriaes que existom. Cvimpareco no dito ar-
senal a 27 do corr-nta com suas proposta.
Arsenal de guerra 2 de Janeiro de 1843.
Martins,
Coronel director interino,
= Othezourein das rendas provinciaes
paga nos dias 25 26 e 27 do crrante mz
o quartel vencido de julho a setembro do an-
no prximo pastado, aos empregados que ven-
cem emolumentos. Thetouraria provincial de
Pernambuco 24 de janairo de 1813.
SOCIFDADE DOS MELUORAMENTOS IN-
DUSTRIES DE PERNAMBUCO.
Hoje pelas 10 horas da manlia no lugar do
eostume ha a aessao ordinaria do Consslho
Administrativo da mesma soaiedade.
HT Pela Sub-delegatura de Policia da Fie-
guezia de S. Antonio foi aprehendida na noite
de 23 do corrente mez urna preta que nao
(iuer dizer a quem perleuce nem o lugar de
ua moradia, o (jue se faz publico para couhe-
ciinento de quem iuteiessar. Sob-delegatura
de Policia da Fregueiia de S. Antonio 24 de
Janeiro de 1841.
AVISOS MARTIMOS.
EDITA I*
lia- jwj-ujii'i1 u'
os-
COMERCIO.
ALFANDEGA.
n hs.4 '. 5:497*088
Rendim DUSCARKEGA5 HOJE 2DEJNEI.
Barca = Osceola = farinha bolaxinha ,
fructas e cha.
Brigue americano = Sterling == taboado ,
cha e miudezas.
Barca = Globo = faz "das cha sperm.ee-
te fumo tinta e alvaiade.
Barca = Casimir Delavigne = o resto, ecar-
Brigue potuguez = Ventura Feliz = o
resto.
Brigue sardo = ZefifO = marmore.
Brigue portoguez = t.rojo l-"-,'fd-
PatlchS = Psquet da Madeira = v.r.ho, .-
zeite peX er!*P- .
Barca 9ard'='aqueto de Tn,,. = farinha
de ii igo
n.__t>.....hl ii rrv*o.
O lllm. Sr. inspector da thesouraraia
das rendas provinciaes manda fazor publico ,
que em rumprimen'o do ofiicio do Exm. Pre-
sidente da provincia de 13 do corrente, vai oo-
vamente prac-a para ser arrematado a quem
por menos fiz';<- o fornocimento do tijolo
aara a ponte do Caxang sob as condenes
nuhliradas no n. 16 deste Diario; e bem assim
, rornecimento da cal e das madoiras preci-
ia para a mesma ponte sobas condieces
transcriptas no n. 18.
Os licitantes devidamente habilitados de
-ia lores idneos devero comparecer nesta
thesoorriino9dias27, 28 e 30 do corrente.
-S-cretariada thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 19 da Janeiro de
18 13.O secretario Luis da Costa Porto-
a mi'o- !- i
Manoel Jos Ferreira do Nascimenlo l< iscal
da Freguezia da S de Olinda em vutude
da lei &c.
Faz saber <(ue da data do prsenle a quinzc
lias principia a fazer as corridas em sua tre-
nuvia ; revistando os pezos medidas mas.
b estradas e ludo quanto for concernente as
oosturas da cmara municipal, e para que
nSo baja ignorancia a respeilo ad verte aos
seo< coniparochianos afim de se prtiven.rem.
Olinda 13 de Janeiro de 1813
Manoel Jos Ferreira do Nasvimento
i ISTA DOS CIDADOS JURADOS DO
L TERMO DO RECIPE,
Continuada do N. 19-
Joze Josquim de Lima.
Ribeiro de Brito.
Joaquim Jote de Figueiredo.
Fern-ira Ramos.
Bibeiro Pontes.
Joze dos Santos Souza
Antoni Maia.
Jao Baptista Guimtr3es Paixoto.
Ignacio Francisco Pereira da Silva.
Manoel Viegas.
Neri Ferreira.
dos Res Campello.
Jernimo Cezar Marinho Falco.
Dr. Villela Tavares.
Jacorn Geraldo Maria Lumachi de Mello.
Januario AI<-xandrino Ribeiro Caneca.
Joo Alves Machado.
Dr. Joo Antonio de Souza BeltrSo Araujo P.
Joze Antonio Villa-secca.
Joo Baptista do S.
| Brrnardino de Vasconcellos.
f Domingues da Silva.
? Fernandes da Cruz.
Dr. Joo Ferreira da Silva.
Dr Joo Floripes Dias Barreto.
Joo Francisco Bastos.
as Para Falmouth o muito velleiro bri-
pue inglez Fanny para passageiros somonte,
para o que tern excellentes commodos: sahir
no dia 3 de fevereiro prximo.
tsr Para Liverpool a bom conhecida barca
Ingleza C lumbus capitao D. Green com
toda brevidade tern maior parte da sua car-
ga prompta ; quem quzer carregir ou hir
lo passagem dirija-se aos consignatarios Me.
Calmont & Companhia.
t za Isabella Capitao II. Dalton l.'class ,
forrado o encavilhado de cobre, tern maior
parto da carga prompta. e sahir at o dia 28
do corrente mez ; quem quiser carrear ou
hir do passagem dirija-se aos consignatarioi
Me. Calmont & Companhia.
MT" Freta-se para qualquer porto a linda
e bem conhecida Galera Ingleza Iris forrada e
encavilhada de cobro, consignatarios Me. Cal-
mont & Companhia.
= Freta-se para qualquer porto o superi-
or Briguo Inglez Eliza Bell forrada o encavi-
lhada .o cobre j quem quiser carregar nelle
dirija-so aos consignatarios Me. Calmont &
Companhia.
= Freta-se para qualquer porto da Euro-
pa o Brigue PrussianoMemphisCapitao Kranso
novo forrado de cobro tratar co n os consig-
natarios L Bretn Schramm A Companhia.
9^Para o Porlo segu viagem a Barca Por-
tOfueza Tentadoura Capilao Emidio Joze de
Oliveira qaem nella qoizer carregar ou hir
le passaj'em para o que lem os mais excellen-
tes COminodoS ; dirija-se ao mesmo capilao
ou ao escrintorio de Manoel Joaquim Ramos
e Silva.
Para Liverpool segu viagem com bre-
vidade a mui ronhecida barca Ingolza Wil-
liam Russell, capitao Bruce ; quem na mes-
ma quizer carregar ou hir de passagem pa-
ra o que tern excellentes commodos; dirija-
se aos consignatarios Russell Mellors & C ".
Para Liverpool a barca Ingleza Tho-
mas Mellor capit Palethorpe muito co-
nhecida por sua marcha superior ( tendo feto
a ultima viagem redonda em 84 dias ) quem
na mesma quizer carregar dirija se aos con-
signatarios Russell Mellors & C.\
que Pedro Jos Ribeiro Alves deixou de se-
seu caxeiro desde o dia 23 de Janeiro do cor.
J. rente anno e por isso nenhuma ingerencia
mais tern em seus negocios nem para ven-
der ou recebar divida alguiua nao obstan-
te ainda estar em sua casa por assim ser per-
ciso para ajuste de contas. Manoel Ferrei-
ra Ramos.
Henrique Schevartz subdito Hambur-
guez relira-se desta provincia.
' ir Henry Greenway sudito Ingles ; reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
Domingos Jos de Lima mestre alfaiate
trespassa as chaves de sua casa, com todos os
pertences de seu ollicio ; quem lhe conviar
nodo apparecer na casa que tem a frente para
o beco do Peixe Frito, hoje travessa do Que-
mado n. = .. entrada pela ra larga do Ro-
zario que achara com quem tratar.
er A viuva do Burgos partecipaaosnr.
Alvaro de Lima Freir que che^ou ultima-
mente o documento que se disse achara-se fora
desta pra?a portan to ha ja de vir procura-lo
ou pessoa que as suas vezes fizer.
tsr A commisso administradora da boci-
edade Apollinea avisa aos Srs. Socios que
psto devendo joia de entrada e mensahda-
dfl que so at o dia 8 do mez de Fevereiro
prximo tio mandarem satisfazer ao thesou-
reiro respectivo o que devem at fim de De-
/embro ultimo deixaro de ser considerados
Socios o nao podero ter ingresso no baile
de abertura no dia 4 de Marco seguinte. A
commisso faz este avizo em cumpnmento do
seodever, eemvirtude do artigo 8doses-
latutos.
HT* O padre D. Florindo Taboada, tem
berto a sua sula de Latim, Filosofa, e Theo-
logia na travessa to Queimado ( antes beco
de Peixe Frito ) no primeiro andar da casa
n. I: os alumnos quo quizerem frequentar
ab/urnas desast aulas segundo o methodo ,
sistema que j manifest ao respeitavel p u
hJico ; o podem procurar a qualquer horado
dia em dita casa.
O mesmo padre d licflea de Theologia
mora de Liturgia da administrado dos San
los Sacramentos, e mais deveres pertencen-
tesacuraanimarum : aquelles srs. Beveren-
dos sacerdotes que quiserem ser opoztores ao
comcurso das freguezias desta Dioceso po-
dem dirigir-se casa annunciada.
tsr Prudencio Francisco da Silva retira-
se para fora da provincia.
LEI LOES.
Duarte.
de Oliveira.
Regis Quintella.
Hermenegildo Borges Diniz.
(Continuar-se-na.)



DECLARARES.
Gatera inglm= IrU = carvo.
= Contracta-se por ai remataQo a obra da
gala da directora do arsenal de guerra, dando
o arrematante todos os mattnaes obreiro.
i e serventes reccoendo em coma *iBus j- j
sr E. Schaeffer estando prozimo a seguir
para o Bio de Janeiro por este motivo far
leilio por intervenco do corrector Oliveira,
quinta feira 2(3 do corrente s 10 horas da ma-
nila na casa de sua residencia ra do Vi-
gario da mobilia da mesma casa e do seu
escriptorio consistindo em boas meza para
jantar d'amarello e de mogno ditas para
jogo ditas de cosinha sofs cadeiras, al-
marios commodas guarda-louca espe-
Ihos carteira nova e moxos lialcio, louca,
garrafas finas copos para vinho e agoa ,
relogio de parede trem de cosinha lanter-
nas magnificas de bronze dourado com pin-
gentes de cristal castices leito camas
de ento o muitos outros objectos to ne-
cessarios, quanto uteis para o arranjo de qual-
quer casa.
Diogo Crabtree A C* faro leilo por
intervenco do corrector Thomaz Dowsley ,
de urna porco de fazendas inglezas avariadas
e limpas incluindo algumas chitas amarel-
las no dia quarta {feira 2." do corrente mez s
10 horas da manh ou no seu armazem ua ra
da Cruz.__________________
AVISOS DIVERSOS.
\P Uli.lUIB.lfl-mUU uvw..M V Fuu,,l-V
LOTERA DE GADELUPE.
Tendo-se annunciado o seo impreterivel
andamento para o dia 21 do corrente, e
prompta a dar principio n8o se pode isso
realizar em consequencia do grande n*. de
bilhetes queseachirSo quando se reeolherlo
das cazas dos vendedores e por isso tem
transferido para o dia 31 do andante mez ,
cujos restantes dos bilhstes acho se a venda
as seguiutes partes : no Recife Ioja do Sr.
Vieira, cambista Em Santo Antoniu loja
do Sr. Menezes ra do Coll gio Botica do
Sr. Joo Moraira Marques ra do Cabug ,
n na loja do thezoureiro ra do CrespoBoa-
vista bolica da Joaquim Joze Moraira da-
fronte da Matriz Em Olinda nos Quatro
Cantos loja do :r. Domingos.
tsr OITerace-se um pequeo de 13 a 14 an-
nos chegado a pouco do Porto para qual-
quer arrumaca ; tratar na ra do Amorim
n. 17.
tst- Da-se duzentos md res a premio de
2 por eento ao mez, sobre pinhores de ouro ,
au prata ; na praca da Santa Cruz n. 6.
Bogase ao snr. que a dias Urou do
correio urna carta vinda do Porto para An-
tonio Joze Nunes Guimarles tenha a bon-
dade de feiha-la e deita-la no correio ou
entrega-la em Fora de Portas na venda nu-
mero 90.
_r Aluga-se urna casa terrea com duaa
salas e 3 alcovas cozinha fora e quintal na
ra bella que em outro lempo se chamava
Florentina ; a fallar na ultima casa do lado
do nascente.
O abaixo assignado coraprou o bilheto da
primeira parle da prinieira lotera da obra de
N. S. do Guade Lupe n. 367 por conta do o-
eoi eegnintes : M. F. doa S c Manoel de Je-
tus Monteiro de Macei Lourcnco Gomes
de Pernambuco. Antonio Joie Gome.
_r Roga-se aos Snrs. Juizes que pre-
sdelo as rodas das Loteras ; que tenhlo a
bonda'ie de misturar bem os bilhetes antes
que vflo para as urnas; para milhor convencer
o po\ o da boa f com que se faz esse negocio.
i ,- Urna negrinha de naco idade 13 a 14
ani'os. com bons princ pios de servigo de
casa -. na ra do Codronis venda n 9.
t^rlOO barricas vasias que serviro de fari-
nha de trigo : no atierro da Boa-vista lojan.
54 r-



Sr J. B. Navarre & Compa-
nhia tem para vender o deposito
ao p do arco de S. Atnonio, fren-
te a pontee caes do passeio do Col-
legio assucar refinado em pes
inteiros pedacos e em p por
atacado e a retalho de urna libra :
3 qualidades 16O, 140, e 80 rs.
por libra niel de bom gosto su-
perior ao de engenho por ser do
assucar refinado tendo-se as
operacoes da fabricacao do assu-
car exhalado a potassa e cal que
contm os assucares de engenho ,
a 80 rs. a garrafa, e botijas de ge-
nebra da qualilade de Hamburgo
a 340 rs. a botija.
= Pretende-se arrendar um sitio que
seja distante dasta cidade uma| legoa poueo
mais ou menos e que o preco do arrenda-
mento seja commodo quemo tiver annun-
cie ou dirjase a ra da Palma n. 6.
= Antonio Baptista Vieira, acha-se prom-
pto e servir com sus arte de sangrador, e
dentista, atodososseus freguezes e ao pu-
blico em particular em qualquer hora em
alojade barbeiro de Joj Antonio Coelho no,
atterro da Boa-vista n. 41.
- Um credor do finado Fre Cactano da
quautia de 13 0 800 dezeja saber quem est i
responsavel a pagar esta divida para llie apre-
zentar a conta crrente.
Aluga-se duas cazas grandes com com- procuraa-
modos para familia; urna assobradada na ra
d'Alegria eoutranarua de S. Goncalo :
a tratar com Marcelino Jos Lopes.
Quem annunciou querer comprar os
elementos d'Analyse por liezout traduzidos
do (rancez ; dirija-se caza terrea contigua* a
Matriz da Boa-vista.
1*4= Hadiasquefoi pegado um cavallo que
vitiha so pelo atterro do Guiqui ; quem for
seu dono dirija-se ao mesmo atierro fallar
com Antonio Rtbelloda Silva que dndoos
signaes Ihe ser entregue : advertindo que
no se respons. belisa pelo dito cavallo.
17* Da se 500,000 res a premio de 2 por
oenloao mez com hypothena em alguma oaza
n esta praca ; quem pertender, dirija.se a pra
ea da Boa vista n. 1S.
7" Urna Snra. de boas qualidades se offerc-
ce para ama de caza de pouca familia ; quem
precizar procure atraz da caa de Lourenc
Joze das Neves.
t7* Perante o Snr. Dr. juii do civel da 2. va-
ra se ho de arrematar 70 pessas de chitas de
cores inglczas e 40 pessas de cambraia lavra
das ; penhoradas por JoSo Keller na execucao
rntrnaa-m
6
"mr Aluga-se duas conoas de conduzir agoa,
queestejao em muito bom estado ; annuncie,
ou dirija-se ao atterro da Boa-vista n. 54, que
achara com quem tratar.
tsf Preciza-se de um feitor e um caixei-
ro para engenbo: na praca da Independencia
n. 15, e 16.
mr Preciza-se alugar 2 moleques espertos;
na ra dos Quarteis n. se dir quem preciza.
mr O Dr. Navarro se acha com o seu es-
criptorio na ra do Rozario eitreita n. 31 ,
segundo andar.
er Offerece-se um mogo Portuguez para
caixeiro de qualquer estabeleci ment, a excep-
to de venda tendo pra tica tanto de ra como
de luja de fazondas; quem precisar annuncie.
tar Quem precizar de 100, res a premio,
sobre pinhores; dirija-se a ru Direita n. 9o.
tar* Da-sed i nbeiro apremio em porgos
de cem mil res para cima sobre pinhores
de ouro ; quem pertender dirija-se as 5
Pontas n. 91.
\ rOArtillieiro N. 15 es-
t impresso e a venda : tem
differentes artigos em prosa
e lambem em verso: da sua
bondade avaliaro os leito-
res.
Percisa-se de um alfaiate quetenha ver-
dadeiros conhecimentos do officio, para ser
contramestre de urna loja dasse bom ordona-
o o que se quer pessoa capaz ; quem es-
tiver nestas circustancias annuncie para ser
que move a Fels Esteves Vianna : os licitantes
compareci hoje as quatro horas da tarde, de
fronte do oitSo da igreja do Livramente aon
de mora o referido nu.
7* Preciza -se alugar urna caa que tenha
commodos para urna grande familia e que seu
aluguel nao exceda de deis mil reis dando-se
tres mezes adiantados, as ras seguintcs. Fio
reutina Flores, Cruies; quem quizer este ne-
gocio annuncie.
%J7" Apareceo em caza de Joaquim Lopes de
Almeida, em fura de Portas n. 1)6 um preto de
Angola por no.ne Joo o qual he escravo da
preta .Mura de tal moradora no Cortalargo ;
a qual o deve mandar bascar, nao se responsa-
bilizando o annunciante pela fuga do mesmo
escravo.
X7* Aluga se urna escrava qac saiba cozinhar,
e engo minar com perfeicao, pagase aquillo
que se ajustnr; quem quizer fazer este negocio,
dirija-se a ra da Cruz armazem de trastes nu-
mero 63.
J7" O procurador bastante de Joze Gomes So-
bral Nasnimento cientfica ao publico de qne
Manoel Gomes Sobral deixou de ser en caixei-
ro desde o dia 21 do corrento mez c por so
engerencia nenhuma tem mais nos negocios da-
qnclli caza.
' i7" Na ra do Queimado loja de ferragem n.
7, existem duas cartas vindas de Garanhuns ,
urna para o Snr. Joze Mara de arros Brrelo,
c outra para o Senhor Raimund.) Joie Perera
Bello.
X7" OsSurs. Nascimenlo & Companhia, quei-
rSo procurar urna carta vinda do Porto; na ra
do Queimado loja de ferragens defronte do bsco
da Congregacao.
Srs. Redactores.
Nao querendo entrar em polmica com o
sr. Francisco Jos do Sacramento bem co
nhecido nesta Cidade rogo-lhe o favor de pu-
blicar o documento encluzo no seu bem con-
cituado Diario em resposta ao que elle lti-
mamente disse acerca] da falcidade do meu
annuncio.Seu atiento Venerador e Criado
Victorino Ferreira de Carvalho.
Pernambuco 4 de Margo 1842reis 300#
A quatro mezes precisos da dacta desta
pagarei por esta minha nica letra ao snr.
Victorino Ferreira Carvalho ou a sua ordem
a quantia do oOllj reis em moeda corrento va
lor de outra igual quantia do mesmo snr. re-
ceida e no dia do seu vencimento farei
prompto pagamento como costumo e o
nao fazendo pagarei o premio de dous por ceo-
lo an mez athe que o dito sr. queira esperar.
Francisco Jos do Sacramento.
Pernambuco 4 de Margo de 1842reis
500* A oilo mezes precisos pagarei por
esta minha nica letra, ao sr. Victorino Fer-
reira de Carvalho ou a sua ordem a quan
lia a cima de 30,> reis em moeda corrente,
valor de outra igual quantia do mesmo snr.
recebida no dia do seu vencimento farei
prompto pagamento como costumo e o nao
fazen Jo pagarei os juros de dous por cento ao
mez athe que o dito sr. queira esperar. Fran-
cisco Jos do Sacramento.
COMPRAS
mr Urna chapa usada de ferro ,
inglez de 4 a 5 buracos ; e duas
cordo de ouro grosso, sem feitio ;
ver annuncie.
VENDAS.
de fugao
voltas de
quem ti-
- Trinta bracas de trra de frente e perto
dequarentade fundo, no fundo tem rio de
agoa dosse para se tomar banho e lavar roupa,
a afoa do rio he boa para beber na estrada
que vai para a Baj defronte do engenho do
Cordeiro e por preco commodo : na ra Nova
loja de Antonio Francisco da Costa Braga.
- Duas pretas, urna crioula e outra de na-
co ambas de bonita figura a primeira sa-
be cozinhar com perfeicao, engoma e lava
muito bem e a segunda cosinhae lava de sa-
bo e muito bo2 quitandeira ; a vista do
comprador se dir o motivo porque se vende;
e quem pertender dirija-se em Fra de portas
casan. 18.
- Urna morada de casa de sobrado por a-
cabar no bairro da Boa-vista na ra do Pires ,
lavra-
da Cadeia do Recife loja de Joo da Gunlia
Magalhes.
mr Urna barcaca prompta para navegar
por prego commodo : atraz da Ribeira n. 9e
11 ; fallar com Joo de Brito Correia.
mr Uma cabra de meia idade por I6O4
rs.: aa ra larga do Rozario n. 3o, primeiro
andar.
. Um escravo do gento de Angola anda
bucal, com 18 annos de idade bonita figu-
ra e muito sadio : na ra Augusta n. 58.
Um cilio no alto do Monteiro que foi
do senhor coronel Martins e agora perten-
cente ao Reverendo Sacerdote Inglez : dirija-
se ao escriptorio de A- S. Corbett & Comp-
nhia na ra da Cadeia n. 46 ou a Diogo
Crabtree & Compwnhia ra da Cruz.
mr Carrinhos inglezes de duas e 4 rodas ,
pira um e dous cavallos, com eobertas ar-
reios lampioes e tudo completo por pre-
co muito commodo : na ruada Cadeia n. 4
era casa de Me. Calmont & Coropanhia.
ajar Piannos ltimamente chegados de
Londres do Ilustre autor B&odwood os
melhores instrumentos sera duvid que at
agora tem aparecido e visto as qualidades,
por preco barato : em casa de Me. Calmont
tsr- Uma morada de casa no principio do
atterro dos Affbgados n 75 com bons com-
modos quintal murado cacimba e portio :
fallar na casa mais a diante n. 57.
g^> 400 a 500 oitavas de muito boa pra-
ta a 200 rs. a oitava ; quem pretender an
nuncie.
r Sera amarella a 320 a libra caf em
grfio a 160, cevada nova a 80 rs. arroz com
casca a 4800 o alqueire pela medida velha :
no pateo do Carmo esquina da ra de Hortas
lado direito n 2.
tsr Um jogo de bancas de Jacaranda mo-
dernas e em bom uso por prego commodo :
na praga da Independencia loja n. 2i.
mr Uma sabia da matta muito manga e
muito cantadeira : na ra Direita n. 85 ; na
mesma comprase uma gargantilha e uma
corrente sendo de bom ouro e sem feitio.
mr Caivetes de molla que se bota a pen-
na e sane aparada superiores navalhas com
estojos e aiaa'ores tudo junto muito finas
cartas francezas ; tudo por prego commodo :
na ra do Cabug loja de miudezas junto do
snr. Bandeira.
mr Uma toalha de esguiSo muito fina ,
bordada de la vari nto ; sement de medobim
para plantar: no atterro da Boa-vista loja nu-
mero 48.
mr 55 travs de comprimento de 35 a 40
palmos e grossura de 9 a 10 polegadas na
ra do Vigario n. 3.
mr Um escravo pardo de 17 annos sa-
dio e sem vicios, proprio para qualquer
aplicacfio, sabe lidar com cavallos, e be
ptimo carreiro: na ra da Cruz do Recife
n. 51 das 9 horas ao meio dia.
mr 3 quartos sendo um de sela e duns
cangalhas. novas e aparelhadas por pre
go commodo: na estrada nova de S. Amaro
casa da esquina que volta para Belem.
mr 800 couros miudos : na loja de Jos
Esteves Vianna esquinado beco da Congrega-
gao n. 41.
mr Urna negra crioula de 22 annos bo-
nita figura engomma liso cose chao co-
zinha o ordinario de uma casa lava de sa-
bio faz renda : na ra estreita do Rozario
n. 22, primeiro andar.
mr Urna mulatinha de 9 annos, por 28G#
rs. : na ra do Cildereiro sobrado n. 12
onde morou o Amorim.
wUma casa terrea no bairro da Boa-vista
com bom quintal murado e cacimba: na ra
da Guia sobrado n. 46.
mr Relogios patente de ouro e prata ,
trmbem horisoutal ditos de parede com des-
pe-tador ; ditos de mesa ; tarabem faz-se tro-
ca : na ra das Cruzes casa de relojoeiro fran-
cez n. 35.
mr Uma vacca com cria e boa leiteira :
em Olinda sitio defronte do Lupe.
mr Uma rebeca era bom estado: era Olin-
da no Varadouro na refinagio de assucar.
mr Arithmeticas, Algebras e Geometras
de Lacroix adoptadas as Aulas do Lyco :
na ra da Cadeia velha loja de livros de Car-
dozo Ayres.
mr Os utencilios da padaria estabelecida
na povoaeo dos Affogados caza n. 9 r quem
quizer dirija-se a mesma padaria que acha-
ra com quem tratar.
tsr- Dois muleques pessas idade 15 a 16
annos, sendo ura pretimo cuzinheiro da-se
acontento 5 escravos por como prego para to-
do o servigo um bom pardo ptimo pagem
um ditode idade 13 annos um dito oficial de
alfaiate duas escravas recolhidas idade 20
annos engomo, cozinhao e lavo muito
bem uma dita boa costureira duas qui-
tandeiras : na ra de Agoas verdes n. 46.
tsyUmaxcellente tipoia em muito bom uso
e por prego commodo : na ra da Palma caza
n. 6.
mr Vende-se ou afora-se 30, a 500 e
tantos palmos de terrero com a frente para a
estrada da capunga, com mais de 20o palmos
de fundo e alguns rrvoredos dando fructos,
concedendo-se aos compradores algum prazo :
os pertendentes podem dirigir-se a ra da
Cadeia do Recife loja de chapeos n. 46 ; ou
no 2 citio passando a ponte do Manguinho
n. 57.
ssf* Cadeiras americanas com assento de
palhinha, camas de vento com armag&o ,
sem ella, muito bem feitas a 4500 rs. ditas
de pinho a 3500 marquezas de condur ;
mezas de jantar commodas de amarelo e
de angico assim como outros muitos trastes de
pinho de succia com 3 polegadas de grossu-
ra dito serrado tudo mais em conta do que
em outra qualquer parte : na ra da Floren-
ina casa de J. Beranger.
ESCRA V U& KUtilUi.
No dia 9 do corrente dezapariceo um
preto de uome J0S0 de naci de boa al-
tura ca>a redonda bem prato e prete
crioulo nao tem signal algum idade de
18 a 19 annos, fuma xaruto, he muito ra-
sla tem officio de cerrador cstuma an-
dar de venda em venda, econsta tambem
andar pela C(dade de Olinda ; quem o pe-
gar leve-o a ra do Cabug a loja de Joaquim
Jo*d Costa que ser generosamente recom-
pensado*
MAPPA N. 1.
CAfE
tendo nesta madeiras para coberta ja
7- 'juz municipal da primaira vara, e n- das porco de lelhas velhas alguns eniha-
faz publico que ms, Com oito da parte do Sul, dobrado bem
terno da primeira do cvel
tem mudado <>8 das
cas e Sextas fe i ras
de audiencia para as Ter
as 10 horas do dia.
7* Dezeja-se fallar com as pessoas eguintes,
Joze de Lima Jo5o Francisco daCunhaSal-
danlia. Theodora Maria, herdeiros de Jo*e An-
tonio Fernandes Joanna Francisca de Salles ,
Auna Lata da Fonceca Manuela Maria Jo-
anna Fagundes dos Santos ; aniiunciera a suas
moradas para se ilie faiiar a negocio
teresse.
ue 111-
construidoe a fronteira de detraz com o rai-
xo da cozinha j travejado muro novo; ulia e Trieste..... 1,495:000 j? 000
Gram-Bretanba ....
Franca...........
F.slados-Unidos ....
Hamburgo e Bremen
Rio da Prata......
Portugal e suas col."
Italia e Trieste.. ..
Bltico...........
Hollando eBelg-^a..
Cabo de "ftoa-E p.".
2,147:000 # 000
527:000 # 000
6,228:000 j 000
2,457:000 # 000
341:000 jj| 000
1,759:000 I 000
754:000 $ 000
709:000 5 000
745:000 I 000
ASBI'CAR.
219:000 # 000
18:000 (000
459:000 ) 000
76:000 } 000
508:000 J 000
546:000 000
212:000/|000
COUROI.
44:000 0000
179:000^1000
44:000 0 000
116:000 J 000
223:000 0 000
64:000 0 000
18:000 0 000
12:000 0 000
TOTAES.
2,410:000 0000
700:000 0 000
6 290:000 0000
3,032:000 0 000
76:000 0 000
1,072:000 0000
2,369:000 0 000
984:000 0 000
721:000 0000
743:000 0 000
15,665:000 0 000 2,038:000 0 000 700:000 0000 18,403:000 0 000
MAPPA N. 2.
Gram-Bretanha ...
Franca..........
Estados-Unidos .. .
Cidades Ansiticas.
Hespanha.
AltUCAR.
806:000 0 000
250.000 0 000
742:000 0 000
310:000 0 000
6:000 0 000
quem a quizer comprar dirija-se a ra Nova
venda n. 3 que l achan com quem tractar.
No armazem da Francisco Dias Ferreira
no largo da Alandega, barricas de farinha de
trigo chegada nova por prego muito commodo
a diruiir c;: s prsso confirme s pcrgSc.
Rap de Lisboa a 2700 a libra : na ra
ALCODA.
796:000 0 000
46:000 0 000
9:000 0 000
346:000 0 000
11:000 0 000
Bltico........... 227:000 0 000
Canal............ 652:000 0 000
Portugal.......... 951:000 0 000
cornos.
28:000 0 000
43:000 0 000
122:000 0 000
25:000 0 000
53:000 0 000
30:000 0 000
6:000 0 000 137:000 0 000
TOTAES.
1,630:000 0000
139:000 0 000
864:000 0 000
344:000 0000
352:000 0 000
1,559:000 0 000
263:000 0 000
<5->:OOO0OOO
1,094:000 0 000
5:439:000 0000 1,214:000 0 000 444:000 0 000 7,097:000 0 000
Pernambuco na Tjp. de M. 2*. (le Furia. i843.


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