Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04872


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Full Text
Auno de 1843.
Terca Fera 24-
Tndo agora depende da nos aiesmos ; da nos., pradenci. oder.cao enerK. con
laemos como principiados .remo, apontados eom admira-a entre Naces mai,
I,M__________________(ProcUm.cSo da Assemblea Geral do Brhl. )
PARTIOAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiann., Pfctb *'S"n*> do Norte segunda- MxliS feir.
Bonito Garanhuus a 10 e 24.
Cabo SerinhSem, Rio Formse Porto Calvo Maceio Alajoaa no 1.
Bo-" e F1(,re, aanto Antao gumas feiras. Olinda todos oa das.
DIASDA SE VIA NA.
53 Seg. O Despoiorioi ile N. S. And. do J. de D. da 2.
Jl Tere. N. Senhora da Pi. Aud. do J. de D. da 4. t.
?5 Quart. Converaode a. Paulo. Aod. doJ. de D. da 3. .
j-j Quint. Policarpo B. Aud. do J. de D. da ?. t.
}7 Sext. Jio Cnri-toatomo B. Aud do J. de D. da 1. r.
8 Sa. Cyrillo B. Re. Aad. do J. de D. da 3. t.
u Dern. Francisco de Slcs B.
DA
de Janeiro;
Anuo XIX, N. 10,
O Diario publica-ae todos oa diaa que nSo forem Santificados: o prrnn da assignatnra ba-
da trea mil rea por qura-tel paos adiantado. Os annuicios dos aaaifMBttl sao inseridos
(ralis, e os dos que o n.io forem raijo de SO rris por linha. As rrrlamaoes daTMo sei din-
pidas a esta Tjp., roa dasCrutes N. 34,ou praca da Independencia lojade litros N. 6e 8.
cambios.Nodia 23 de Janeiro:
Cambio sobre I.nndrra 57 l|4 i >1 { Nom, OiHo-Moeda de 6,400 V.
I Paris33U reis por franeo, n N.
a Lisboa 400 por 100 de premio.
compra
45.3J0
4 ,iUJ
8.00
1,800
4,800
4,800
senda.
45.500
45,300
8,700
i,82J
1,820
1,820
i de 4,000
]'B*Ti-Ptacoea
Moedi de cobre 2 a 3 por 100 de des cont. Petos Columnata
dem de letras de boas firma 4 } 'J au mft. ditos Mexicanos
PHASES DA LA NO MEZ DE JANEIRO.
La Nora i 30, 49 horas e 42 m. da manh.lLus cheia 15, as S horas e 36 m. da manli
Quart. creso, i 8," i 5 horas e il in.ua tard.|Quan. min,-. 2, s 10 horas a 42 ai. da t
Preamar de hoje
1. a 41 horas e 42 m. da manh.a. | 2. a 12 horas e < m da tarde.
co.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 14 DO COMIENTE.
Portara.O Presidente.da provincia em
execugo do decreto n. 248 de 22 de novem-
bro do anno prximo passado pflo qual foi
extincta a primeira vara do civel d'esta cidade
do Recife ficando reduzidas duas as ditas
varas, tomando a segunda denominarlo de
primeira e a terceira de segunda resolve
provisoriamente o seguinte.
1. Perante ojuiz da primeira vara do civel
desta cidade conforme a nova numerado
estabelecida pelo decreto cima referido, con-
tinuar ser processados os feitos pendentes
da primeira vara extincta e da segunda que
passa ter o numero de primeira.
2. Na segunda vara do civel desta cidade
contino.arO ser processados os feitos pen-
dentes da terceira Yara cuja denominaco li-
ca f.essando.
3. Os tres escrivSes do civel do termo des-
ta cidade passar a escrever perante os dous
juizes do civel por distribuigo igual as ac-
goes novas d'este mesmo termo.
4. Os ditos trez escrives do civel do termo
d'esta cidade continuars escrever privati-
vamente nos feitos pendentes em seus cari-
nos perante cada um dos juizes cujas va-
ras pertencem por esta nova donominago.
5. 0 escrivo do civel da terceira vara dos
termos de Olinda e Iguarass Jos Justino
Fernandas de Souza licar processando pe-
rante os dous juizes do civel desta comarca
em todos os feitos pendentes e as aeces
novas dos ditos termos por se acharem em
exercicio perante ojuiz municipal e de or-
fos do termo de Olinda os antigos escrives
da primeira e segunda vara do civel destes
termos ; em consequencia do que passar
para o cartorio do dito escrivo todos os autos
pendentes dos mencionados tormos.
Ollicio Ao juiz de direito da segunda vara
do crime, ordenando quena conformida-
des disposto no artigo 4. da lei n. 242 de
2 de novembrode 18ll e no artigo 5. do
regulamento de 12 de Janeiro de 1812 pas-
se oxercor o lugar do juiz dos feitos da fa-
zeuU 5 visto achar-se impedido oseu pro-
pietario e nao existir na cidade nenhum
"ios juizes do civel para substituil-o.
Dito A cmara municipal de Santo An-
tao approvando a arrematago dos disimos
de miungas pela quantia de 4922i0 reis ,
da balanca da assucar pela quantia de 272J
reis, dos impostos de 2*000 rs. sobre mas-
cates e boceteiras por 95, reis e Jas afferi-
S&w dos pesos e medidas, por 152^080 resi.
Dito Ao commandante geral do corpo
de polica devolvendo os documentos relati-
vos s faltas commettidas pelo terceiro com-
mandante da quinta companhia do mesmo
corpo Joo Ribeiro deFarias ; e ordenando,
que o metta em conselho para que respon-
da pelas mencionadas faltas.
Dito A cmara municipal de Goianna ,
declarando em resposta ao seu offlcio de 29
de novembro do anno p. p., q"e no ,reSu"
lamento geral de 31 de margo de 1832 que
e refere o $ 2 artigo 19 da lei provincial n.
!08 achara a designaco dos objectos de
que se compe os dizimos de miungas
Dito Do secretario da provincia ao juiz de
direito da comarca da Roa-vista aecusando
recepgo dos mappas dos trabalhos do jury da-
quella comarca dos crimes que deixaro
de ser pronunciados e dos commettidos na
mesma comarca relativo tudo ao anno de
1841.
argumentar, imito a nossa sinceridado e
repilla-nos com armas iguaesas deque u-
samos; si he, quo su quer faz'*r merecedor do
titulo de cavalleiro quo to ardentemento
aspira.
Depois d'analisar o caes do coegb conclu e
o collega i|iie tendo el'a al^uns defleitos ,
nenhum elogio poje produzir quera pro-
moveo a sua odilicagio : o {Ilustre commu-
nicanto ao tirar similhanto concuso esque-
ceo-se sem duvida que fallava a um adver-
sario e que este nao concordara coin to
gratuita deduego: negar o Sr. intrpido na
insolencia, e na sem-ceremonia comque
abusa da paciencia dos seos laitores que o
lugar em que acha-sa situado o supradito
rass antes da sua construego ora um depo-
sito d'immundicies donde exhalav&o mias-
mas que nao podio d^ixar d'infoccionar a
saude dos, que habitavo as casas elle con-
tiguas? parece-nos, q ue o seo despejo no su-
birato alto ponto, que a tal oarroje: negar,
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 13 DO CORRENTE.
Ollicio Ao Exm. Presidente, envian
.lo-lhe o mappa em duplicata da forga de li-
nha existente na provincia, no mezde de-
lembro do anno pretrito.
DitoAo mesmo Kxm. Sr. dando a in-
formago que exigir em 7 do corrente so-
brea delifjencia feita na noite de 23 de dezem-
bro no termo de Olinda pelo tenente Carnei-
ro Monteiro do batalho de infantaria de
guardas nacionaes destacado que foi encar-
carregado por seu commandante de prender
ali uns desertores.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. sobre o pa-
gamento da gratificago do cirurgio de con-
tracto J. T. da R GalvSo posto em duvida
pelocommissario fiscal do ministerio da guer-
ra na nota averbada na folha, que I he
transmita.
Dito Ao inspector da thesouraria com-
municando-lhe, que tendo o tenente-coro-
nel J. M. I. J. da V. P. seguido para a cor-
te deixara sua mulher D. Maria C. S. P.
autorisada para receber o seu sold do mez de
dezembro e o excesso da effectividade do
posto de 12 ao ultimo de novembro.
Dito Ao mesmo remettendo-lho para
serem pagos no caso de estarem conformes,
os papis de contabilidad*) do destacamento do
Cabo relativos aos mezes uovembro e de-
zembro do anno transacto.
Dito Ao tenente coronel commandante
do batalho terceiro de artilharia commu-
nicando-lhe que hontem lhe teria sido apre-1 empresa pois ninguem ha que conce-
sentado o calceta Flix Dias Brrelo que ia dendo a outro urna acgo boa conteste o di-
substituir no servigo do hospital regimental i reito que ella lhe d receber d'aquelles ,
o calceta que d'ali se evadir. | sobre que recahem os s?us bellos eleito* ,
0to Ao delegado do termo do Rwife um elogio em signa! dn reronhecimento : lo-
communicando-lhe em resposta ao seu ollicio go he balda de fundamento a concluso do
desta data, que mandara assentar praca ao intrpido contemporneo e nesta parte lou-
recruta Francisco Antonio de Oliveira, e ins- vadocom jusliga o Exm. Sr. Bario da Boa-
peccionar os de nome Manoel Kerreira de Je- ; vista.
zus e Antonio Lourengo de Vaes por te- j Com o pouco recejo de ser desmentido, que
rem allegado infermidades.' ha mostrado nao so o intrpido como qual-
.^. ..-- su i as____ asa......... 1uer ^G (' r'lC!il' a 'I1'" lo ajustad-
nAtlJIAJIIIa\imat atlafk menta pertence nao se e.nvergonliou de as-
CUml^USlIUAaiafUa sevsrar perante os habitantes de Pernambuco,
--------'---------------- -----------rr=^=r: ., cujos ollms eslo patentes as obras que
O intrpido persistindo no indecente procedero n'alfandega (pie ollas se limi-
e impolido modo d'exprimir-se e quo mais taro k abertura d'uma rui, a alguns repar-
indica incivilidade grosseria e-------do tmenlos no interior do edificio o a ama
aue intrepidez, principia o seo arti- pintura da amarello: que umcont.ndor re-
g inserto no D. n. n. 11 d'este anno corra a sophismas para apadnnhar urna asser-
hrhidanio-nos com o delicados epitlietos de gao n.xacta que no catar d'argumentagao
aduladores, baixos servs, ignorantes; lhe tenha escapado concedemos; supposto
retribuiramos estes inultos com outros de estejamos convencidos que lhe fica ma.sai-
Kual jae* si a educago, que felizmente roso conlessar o seo engao : porem qu.
recebemos, bem diversa em tudo da, que para nao dar a conhecer a fraqueza injus-
ao//.rtrcommunicante foi conferida d'is- tiga da causa que defiende v.lha-se de
so nos nao privasse aconsejando-nos que laicidades nao so desacredita como at re-
un so servisse do nacionaes : que se a admi-
nistrago ha promovido obras, he maiscom o
lit> de ver o seo nome eslampado em quantas
se tem feito, do que com a mira no interesse
publico ; e quo o lyceo est recheado d'es-
trangeiros : leoompanbemos passo a passo o
crintemporanco.
lie falso o principio por ello estabelecido ,
de que tendo sido a assemblea quem autori-
sou a factura das estradas nenhum louvor
mereee a Presidencia por ter posto em exec-
cugo a le que deo una t 1 autoiisago : por
quanlo assim obrando comprio a mesma Pre-
zidencla um de seus doveres o louvavel he
o procedimenlo d'aquelle que os toma para
tipo de suas arges : caliio o alustrado com-
municante n'uma grosseira e palpavel con-
tradCQio quando diz que assemblea pro-
vincial cabe agloria resultante das estradas ,
e censura o governo por empregar engenhei-
ros estrangeiros as obras d'ella relativas ;
.or que assim como d'assembiea partiu a lei,
despresando as injurias com que tanto se-
aproz de mimosear-nos > oceupemo-nos to
rnente de refutal-o.
Diz o Contemporneo, que o Exm. Sr. Ba- modos e hom dispostos armazens que all
rao da Boa-vista presentemente nao tem par- I se izero ? nao vio a moierna casa do expe-
lido dar-se- ma.or contra-senso ? .'ou diente? nao vio o trapiche em que anda
contemporneo, bisonho nos mais triviaes se esta trabalhando ? persuad.mo-nos que
rudimentos da lingoa em que escreve ig- vio 5 pois so nao o tem visto quem nao tem
ora a verdadeira aocepgo d'este termo e procurado vel-o nao he crivel, que co-
pos isto avanga, que S. Ex., cujos actos bre collega, que pesquisa tudo em que
administrativos sao defendidos e sustenta- i influe o governo afim de descobr.r alguna
dos por mais d'uma penna, das quaes a mais | brecha por onde possa inv.st.i-o sacando
mal aparada he a nossa cujo nome ha sido assim a_ "^L^^l^^^.I
sempre levado, e levado som
urnas eleitoraes cuja familia he poderoza ,
numerosa e influente na provincia em
que governa nao tam squito nSo tem
pessoasqua reunidas s'esforcem para debater
aquelles que como em outra occasio de-
monstramos so por um mal entendido res-
sentimento e nao com justo motivo o
guerrean; ou d'slla sciente finge nao sel-o ,
para melhor evacuar os venenosos e viru-
lentos pensitnentos que fervem e refer-
vem no seo frreo cerebro : no primero caso
caridosamente lhe-aconselhamos que aban-
done a vida descriptor e busque outra mais
adquada aos seus mesquiuboseoiiiiecimentos:
no segundo rogamos-lhe que seja franco,
disprezo a artimanha e quando com nosco
ue he hoje um passeio publico onde vamos '|ue votou quantitativos para as despesas das
distrair-nos das fadigas do dia gozando ao : estradas mandando cuidar em seus traba-
mesmo tempo d'uma agradavel virco ? nao ihos assim tambein d'ella parti a, que per-
o poder : negar que foi o Exm. Sr. Raro mittio o engmenlo dos citados engenhei-
da Boa-vista quem occaMonou esta meta- ros ; ese coiiformf pensa o collega perten-
morphose-'sor-lhe- impossivel: negar, que ce-lhe a gloria, por ti r sido autorisadors:
merece encomios, quem converte em recrei o das obras donde esta procede, se tambem
um local insalubre, e quasi intransitavcl? cer- o foi do engajamenlo se urna vez engajados
to ; si o tentar pouco f.'liz ser em sua os engenlieiros em algtima cousa se deverio
o^cupar e tio conseivarem-se ociosos na
persepgo dos seus vencimentos claro he ,
que, ella deve ser feita a censura e nao a
Prezidencia : fdltou a vordado quando e-
mittio a id'-a do terem as estradas custadoo
duplo do que custario se o governo nao
livesse n>dlas empregado engenheiros estran-
geiros ; pois quo a nica parle, que em taes
obras tem os engenheiros sao os orgamentos ,
limos perlis &C. ; ellas se fizero ecor>
linuo a fiznr-.se por arrematagao e nao por
administrago: arreruatago procede-se
perante a thesouraria das rendas provincia-
es, nada influindo neste acto os engenhei-
ros ; e por consequencia suppondo-se mes-
mo prevaricarlo uestes serventuarios como
malignamente insina o collega ( e o que nos
desde j repulimos) em nada d'elles depen-
de o despendi, que se lia feito, e se faz
com as estradas, nao tendo como vimos de
nrovar acgo directa sobre as mesmas : de-
iiunciou ainda mais suas intenges quando
disse que somente o desejo de ver o seo no-
me estampado em as diversas obras e nao o
bem pubiieo movia o Exm. Baro a promo-
vel-as pois; he preciso ser incapaz|de praticar
acto bom he preciso ter una alma to vil ,
que nao se abalance obrar sem que seja es-
timulado pelo interesse proprio he preciso
em im ser o intrpido para que medindo
se a todos pela sua bitola julgue-se que a
vangluria he o nico guia que tem o poder
de dirijjiro homem em seus passos e para
que d'este modo se interprete o fado d'baver-
se inscripto o nomo do Exm. Baro em as
obras que se tem feito durante a sua admi-
nistrago ignora o contemporneo, que em
todos os edificios pblicos costuma-se gravar a
ra em que tm lugar a sua construego e o
nome da pessoa que nessa poca governa;
para assim se fornecerem aos historiadores os
necessarios esclarecimentos ? nao o ignora
de certo ; por que d'isto lhe offerecem exem-
plos, mesmo entre nos os edificios que
existem feitos em lempos mais remotos :
porem a raiva o odio, queseo rancoroso co-
raco entretem contra S. Ex. talvez por nao
ter acquiescido alguma pretengo estulta,ou
sua, onde um prente, nao lhe permittem ver
seta exasperar-se monumentos, que fallarO
pi steridade, que lhe transmittiro o nome do
'i, m feilor d>) seo paiz e cuja memoria o
.brigarfl a ser gratos pagando com urna la-
:iima saudOSl ao menos n* f^vorp* n' prodiga-
i-, mi aos autores de seus das: mentio, quando
volta : acaso nao vio o contemporneo os dous
torreoes que ss acabaro de construir na-
quella repartigo ? nao vio os ntvos com-
successo as poupasse d'examinar o mencionado edificio
com escrupulosa attengo : mas nao estando
disposto abandonar to cedo a tortuosa car-
reiraque precipitadamenteencetou e nao sen-
do possivcl a f>ua alma atrabiliaria conter a
raiva, e o despreso que a assalto, quando
louva-se aquello que deseja se-vituper en-
vida os mais ignobeis meios para desfigurar
os fados qua lhe grangeo o louvor.
Iinalisao intrpido o seo libello dilama-
torio dizendo que os elogios que tacemos
ao Presidente por causa das estradas sao de-
vidos nao elle mas sim assemblea pro-
vincial qu i as mandou fazer tanto mais
quando o governo tem empregado nestas o
bras estrangeiros pela que tem gasto c.ni i disse que o lyceo est recheado de estrangul
ellas o duplo do que despendera, se para asse I ros no entretanto que o nico que all tem


SE
seo cargo uraacadeira he o Sr. D. Francis-
co do Coraco de Mara Cantoso e Castro ;
Portuguez instruido e Je grande nota, mes-
mo nos oais eivilisados paizes da Europa por
onde pasiou em suas viagens com as quaes
adquiri maiores habilitac/ies do que j* tir
nha para milhor desempunhar a regencis
da cadeira que llie foi conliada ; que he a
de geographia e historia : e do qual nao
obstante a grande vantagem que de sua
acquisico resulta um estabelecimento sci-
entifico S. Ex. nao largaria mo se urna
le lh n8o bouvesso dado facuidade para en-
gajar estrangeiros que s'encarregassem d'ins-
truir a nossa mocidade as materias, de
que os nacionaes nao possuissem cabal co-
nhccimento.
Temos respondido ao Sr. intrpido temos
refutado e reentraremos com elle em lica',
se'for preciso.
O inimigo dos intrigantes.

correspondencias'
Srs. Redactores.
Atrasadissimo anda o autor da carta inser-
ta em o n. 17 do Diario-novo acerca das
ceuzas que por aqu se passo : seja pcrem
yerdadeira ou fingida a sua ignorancia, he
do meu dever declarar, para que a populaco
saiba,que o calumnior Antonio-Machado de Fa-
ria autor da correspondencia publirada por a-
quelie Diario nodia 20de dezembn>|uItimo, fui
por mim chamado responsabilidade e se
acha pronunciado a prizo e livramento pelo
juizo municipal da 1,' vara e que pelo da
3.* chamei igualmente responsabilidade,
Luiz Ignacio Ribeiro Roma editor do referido
Diario ou quena quer que seja o autor por
ella apprnzentado da catilmaria impressa no
mesmo Diario de 3 do andante mez com a
assignatura de es Abyssinio = e espero que
o descendtnte dos Calabares hade ser tam-
ben* pronunciado para eu fcr o prazerde me
encontrar com elle na salla dos jurados, e ah
p:ovar-lhe da maneira a mais solemne que
elle alem de calumniador e este cobarde, e
pusilnime nada mais he na sociedade dos ho-
mens. Piaza aos cos, que o calor do sangue,
que lhe borbulha as veias nSoarrefe^a di
ante de quem tem coragem de esmagar o seu
orgulho e de fazer abater o yaporozo intu-
siasmo que actualmente o anima .'!!
Voltando porem ao autor daquella carta,
direi que muito maravilha-me a femenca e
solicitude com que elle procura a minha de-
misso. Certo que ella no foi escripta por
algum negociante honrado proprietario, ou
pai de familias honesto, pois que de todoi es-
tes s tenho merecido elogios e aplauzos : al-
gum ladrao de escravos assassino, ou fa-
quista foi provavelmente o seu autor e Sb
assim he como firmemente creio, tem toda
a razo de pedir a minha demisso porque
na verdade tenho sido hostil a essa gente e
em quanto ogoverno me conservar no empre-
go heide perseguida com a mesma energa e
impavidez que al hoje tenho sustentado.
He porem de notar que quem tanto se into-
ressa pela minha destituigo nao apprezente
contra mim urna aecuzaco em juizo. Se eu
sou criminoso, se sobre a minha cabeca pezo
tantas prevaricis, tantos erros, tantas ini-
quidades devo ser regularmente aecuzado pe-
rante os tribunaes para soflrer a pena que os
meus crimes mer misso nunca pode ser sulicienle castigo para
delictos to atrozes quaes os que me sao im-
putados. Juizes ha ahi, que nao hesitorfiem
condemnar-me se houverem proras que
os convenci dos meus suppoitos crimes e
porque motivo o autor da refalsada carta, ou
algum dos seus socios, me nao denuncia pe-
rante elles, e promove com afinco a minha
condemnagSo?!! Poique motivo satisfaz-seem
acular o cerbero da sucia da praia para que
inglorio uive e ladre contra mim seme-
lhan^a da serpenle que sibila ao longe sem
poder cravar os denles na estatua de ferro .
que delta zomba, e dos seus furores?!! Oh !
que nada ha de generozo em semHhante pro-
cedimento. Denuncie-me aecuze-me eu o
dezafio perante os cos e o homens e a
todo que to brutamente me guerreo le-
vem-me prtzenca dos tribunaes e ento
saberO. que sem ser Cato de Ctica que sol-
freu quarenta aecuzac/es, sem terassuas vir-
tudes e talentos eu possuo coragem igual
sua para conlundir calumniadores infrenes ,
cobardes e despeitozos. Se eu tiver a ven-
tura que bancos da aecuzago, da deffeza gemo com
o n^zo do accuzsdor e do aecuzado uuixa-
rei ento de repetir que o autor da sobredi-
ta caria, e todos es que perlencem ao seu cir- J
culo obscuro sao aniraaes ambulantes em cu-
jos coracOjs nfto razide urna s das virtudes ,
que ser*em de ornamento humanidade, po-
rem sim a peQonba de todas as cascareis, e
mais reptis que povoe os desertos das cinco
partes do mundo.
Aqui cumpre-me dizer, que grafissima he
a injustiQi que faz o escriptor da memoran-
da cartc ao Ex."* Presidente da provincia,
quando psnra que por pedido seu elle hade
demittir-me. S. Ex.* tem sobrada Ilustra-
dlo, est a par da civiliaco do seculo. e co-
nheco perfeitamente o estado do seu Paiz e
por isso he debalde que esses despreziveis
entes, queme aggridem ehostilisSosolIici-
to delleminha demisso. Collocado na cu-
pula social, e conhecedor dos homens e das
couias elle sabe milhor que ninguem que
pochai ha as sociedades civis em que cer-
tas criaturazinhas semillundo-se s tanaju
ras ftpparecem zumbindo contra o governo.
o seus agontes porque querendoroubir, es-
tes n8o consentem querendo matar estes as
perseguern, querendo em fim commetter mui-
tos outros crimes estes as estorvo, e por essa
razo creio sinceramente que o autor da carta
sem nome perde seu tempo intilmente.
Que cidado mais prestante e til sua pa-
tria que governo mais benificiente e pa-
tritico que Presidente de neo timen tos mais
heroicos e magnnimos, do que S. Ex.' r1!!!
Por certo que nenium e a prova he que a
sua gloria que os louros que rodeio a sua
fronte s&o conhecidos pela nac,o inteira e
que o seu nome he proferido com venerar-So
at em paizes estranhos ; mas deixar elle de
ter mulos que devorados de inveja e des-
peito por nlopoderem imita-lo procurem in-
til e cobardemente oftuscar o lusimento de
seus feitos brilhantet, e generosos ? O Dia-
rio da ra da praia, e o mesmo autor da car-
ta annima, que respondao. Concluirei esta,
dizendo que serei fiel a S Ex.' quer seja
delegado de polica, quer nao ese o autor
da carta sem nome dqvda, o tempo o conven-
cer : assim como lambem deve icar desde
j convencido que me n3o ver visitar se-
cretarias para pedir empregos d'onde tire a
subsistencia porque sem possuir fortuna co
lossal tenho aquella que me he bastante para
viver com honra, fican lo advirtido que o meu
desafio se acha em vigor e que se o nao ac-
ivilar eu ficarei persuadido que tom pa-
rentesco com o cachorro que rosna mas
nao morde, ou quando muito com o leopardo
da Abyssinia que avenga ma9 que esmore-
ce. Rogo-lhes, Srs. Redactores que hajo
de publicar estas linhas do
Seu antigo assignante
Francisco Cario*, Brando.
Sun. Redactores.
Constando-me que os im-os gratuitos inimigos fa-
sio circular o boato de que eu lora conivente com
os auclores do altenlado que leve lugar no Engenbo
Ginipapo em odia 7 do correte mez de Janeiro ,
nao me incomodei com isso porAue entend : que
logo que passasse a nuvem que em laes aconteci-
incnlos eostuma aparecer carregada de tudo quanto
intriga a ni fu e mesmo a ignorancia tem de
mais obscuro e degradante, fcil me fra palentiar
a verdade ao menos aos oliios d'aquelles cujo nico
interesse conhece-la. Mas sendo-ine dada a de-
misso da Sub-delegatura de Agua-preta antes de
que eu a pedisse e sem que de presente occorresse
coisa aiguma que a podesse motivar, t no ser o auc-
cess.) da inorte do iul'elix Antonio Francisco suponho
ser est o motivo da minha demisso E porque ella
pode dar vulto calumnia, fazendo os meus inimigos
crer, que a couiiauca que merec ao Exm. Presidente
foi abalada pela supposicoda conivencia que elles me
impulo;apresso-me a levar ao respeilavei publico o
quadro fiel da minha conducta nos acoiilecimentos
de Ginipapo. Sendo informado de que ebegara em
o dia 4 do crrenle pelas 8 horas da uoite no Enge-
nho Ginipapo Antonio rrancisco de volta do Cear
com porrao de gente armada que de l trouxc ,
alem de outros que se lhe reuniriio c, e recelando
com todo o fundamento pela tranquillidade .da Co-
marca deterininei, visto achar-me exercendo interi-
namente o lugar de Delegado hir desarmar essa
m-iite e prende-la alim de faser as necessarias ave-
ri^uaces para proceder contra ella como i'osse de
direito; em virtude do que marchei no dia 6 para di-
to Eugenho com os distacamentos de Serinbaein e
Hio fonnoso, acbnipanhado do Sub-delegado daquel
la Freguesia e de paisanos nolicados por elle p essa diligencia. Jntimei a Antonio Francisco que en-
tregasse a priso essa gente que tinha aunada ao
que elle de modo algum quiz assentir e nao dese-
jando eu usar da loica porque n'esse conflicto po-
derla elle ser victima e disligurar-se o facto em de-
saboco mili (como atinal aconteceo ) oiiciei ao Sur,
(.hele de Polica dando-lhe parte do acontecido e
11 din.lo as suas ordens a espera das quaes conser-
vei o Engenbo cercado. N'esse mesmo dia depois
da minha participarlo um dos certanejos conhecido
por Xavier do Tumbador que era indigitado com-
mandante dos oulros mas que me disse ter vindo
com Antonio Frencisco de quem era devedor para
ajustar aqui suas coutas procurou-me e eutregou-
se a pristo ; a noute pi etenderao outros fllgir, e dis-
pararn alguns tiros, que foro respondidos por una
das pal: ulha, queceicavo, sem ollensa de parle a
parte fasendo eu mediatamente cessar esse fugo
Ao anianl'M-T i\n rjia SCgiute cut'fgaro-sc man 4
ceitanejos armados e logo as 10 huras pouco mais
ou menos Antonio Francisco mandou dhr-me que
esUva disposto a entregar o resto da gente entre-
gou 8 homens disend'o nao haver aii mais alguea }
desconfiando porem deste seo nrocedimento dei urna
busca na casa acoinpauhado doescrivo, *doalfe-
res Mauoel Pedro e foro encontradas mais 11 pes-
soas armamento, inunico 8cc sabendo-se ento
que alguns se tinho eraJido logo que na vespera a-
vistaro a tropa e nao se podendo de maneira al-
gurna descobrir uns dois ou trez que um dos pre-
sos deuunciou estarem oceultos
oncluida assim a deligencia antes de haver chega-
d6 a resposta do Snr. Chefe de Polica pedio-me
Antonio Francisco que lhe dexasse soldados para
sua guarda porque consderava em perigo sua exis-
tencia e querendo dar-lh'os os commandantes dos
destacamentos me representaro que nao ere possi-
vel ccd-los da sua gente por quanto achando-se a
priso do Hio lormoso cheia e igualmente a de Se-
rinhaem pera onde bio esses homens que tioho
sido presos e existindo soldados doenles epreso
por faltas de servico nao restava gente iumciente
para o Serrico ordinario que se tornara ento de-
masiadamente pesado; julgando atlendiveis estas ra-
ses c d accordo com o mesmo Antonio Francis-
:o ertl lugar dos 4 sdldados lhe deixei 6 paisanos pa-
ra sua guarda. Feito oque, mandei dispersar os
paisanos notificados para a deligencia depois de
todos se retirarem sendo j pelas duaj horas da
tarde retirei-me ento eu com os destacamentos que
condusio os presos indo tamben n'esla occasio
comigo o Sub-delegado d Seiinbaem de volta para
sua casa e ficando o Engenbo Ginipapo em tran-
quillidade. Eis que pe'as 4 botas da tarde pouco
mais ou menos segundo depois me participarlo o
capito Miguel Alfonso ( que fora mandado pelo Snr.
Chefe de Polica e anda chegou a avistar os assas-
sinos ) e o dito Sub-delegado, m grupo de homens
armados accometeo o Engcnho e assassinou Antonio
Francisco tndo fgido a guarda que lhe deixei ,
nao podendo oppor resistencia pela inferioridad* do
numero. A vista do exposto aonde eslii nao digo
j a prova ; mas averosimilhanca da minha su posta
conivencia em todo o meo proceder f a raso de en-
contrar ao falescdo armado de conformidade com a
denuncia que tive e sobre tudo a resistencia que
fez a ordein que lhe intimei de se desarmai nao
seria motivo sufliciente para o constranger com a
lorca publica a depor as armas ? e ento D0 fra f-
cil adiar modos mesmo quando elle desistisse da
resistencia de cohonestar qualquer procedimento
criminoso se para isso houvesse aiguma combina-
fo .J mas n ; s psnetrei a sua casa quando de-
pois de me declarar que nao tinha comsigo mais gen-
te armada tendo-sc-me apresentado apenas 13 ho-
mens desconliei com raso do que me asseverava ,
comparado este numero com o que a voz publica in-
dica va a fim de voltar seguro de ter salisiito com-
pletamente o meo dever e nao deixar o menor ele-
mento de desordem. He natural que tudo se tvesse
prevenido a nao ser a demora do capito Miguel
Allonso Ferreira : ora se eu nao estava Combinado
com elle ( nem elle com alguem ) para se demorar,
ve-se que o feliz resultado da sua vinda ce chegas-
se a tempo se deveria principalmente a minha par-
ticipado ao Snr. Chefe de Polica na Capital; e n'es-
ta hypothese toda a imputaco cahe sobre o fado
que malogrou as providencias, facto que alias eu
nao considero de forma aiguma moralmente imputa-
vel ao seo auctor. E se a chanada do capito Ferrei-
ra autes do assassinato de Antonio Francisco nao
fosse bastante para aniqnillar o projecto de seos ini-
migos ( qne esperario a sua sabida pra o Rio for-
moso para ento acometterem) de nenhum modo po-
deria eu ser responsavel pela insuficiencia dos meios
adoptados e ordenados pelas authoridades superio-
res salvo se as medidas por mim j empregadas
os podessem inutilisar por conivencia ou erro. Mas
quem de boa podera supor o meo procedimento
de accordo com os agressores de Antonio Francisco
sem attribuir ao Snr. Chefe de Polica igual parte
'este delicio a vista da> instrueces que aera ao re-
ferido capito no officio abaixo transcripto ; urna
vez que eu nao fiz mais do que cumplir com a le ,
empregando a mesma medida que be recomendada
em dito oEcio isto dispersar um ajuntamento
Ilcito urna reunio de particulares armados ? !
tambem me nao posso convencer de erro em deiar-
mar esse ajuntamento porque tenho em meo favor
a authoridade de um magistrado sabio, prudente,
encanecido na arte difcil de executar as leis e cs-
colhido com prcfeieucia pelo Exm. Presidente para
mantei a ordein, e tranquillidade da Provincia. Pre
tei-me sem a menor repugnancia a deixar ao faletci-
do Antonio Francisco os 4 so dados que reclama va
para garantir sua existencia e os nao podendo tirar
dos destacamentos que ali te acbavo atienta as
observaces que me fisero os commandantes res-
pectivos deuei-lhe como j disse (i homens dos
que se rcuniro para coadjuvar a Polica. que
lazer mais ?.. Aonde esio as forras das Cemar-
cas de fra alem dos recursos destinados para se-
guranca comum ( os destacamentos) promptos a sal-
var a vida de qualquer Cidadno ameacado ; de mo-
do que p sso resistir com successo as grandes tor-
cas que occu tamente se prep.rem para accomet-
tcr?.. Resta-me ltimamente diser Snrs Redac-
tores que tendo o atieres Manocl Pedro recebido
em a noile do dia 6 do coi rente, ainda quando esta-
va ai mado Antonio Francisco um cilicio do Exm.
Presidente em o qual lhe recomendava ; que obstas-
sc por todos os modos qualquer altenlado contra a
pessoa do dito Antonio Francisco s fui delle sabe-
dor depois que me retire de Gioipapo n'esta Vil-
la do Rio formse aonde me foi mostrado pelo dito
alferes que sem duvida m'o nao mostrou antes,
por nao ter que notar em meo procedimento na de-
Icgeneia em questo: nada mais tenho a observar so-
bre este facto e apenas o declaro para que nada fi-
que em silencio do que possa directa ou indirecta-
mente, rellerir-se ao successo de Ginipapo. Se pois
o que se tem dito de mim vem da routade de calum-
uiar-me eu o despreso e s na minha consciencia
procuro refugio ; se porem nasce da ignorancia dos
Cactus eu os exponho com toda a verdade e cla-
resa que me possivel pelo muito que preso a
minha honra e devo a dignidade do emprego que
exerci do qual nao sou hoje menos digno do que
quando fui para elle nomeado : e tem.-me assim
justificado laracnm o publico espero que cine
lacilitar occasio de dellender-me de to negra ca-
lumnia perante a justica sendo resnonsabilisado ,
como an helio.
Queiro ter a bondade Snrs. Redactor*! de pu-
blicar estas linhas com o que muito obrigaro ao de
Vmc atiento venerador e criado,
Pedro Gaudiano de Rates Silva.
Logo que V. S. leulia chegado ao Termo do Hio
lormoso, para onde vai marchar d'ordem do Exm.
Snr. Sarao Presidente da Provincia, e aonde tem de
lomar o comniuido de toda a loica Policial ali des-
tacada convern ao servico publico que V. S. alem
das instruces do mesmo Exm. Snr. Presidente, que
tem de executar fassa sob sua responcabilidade uo
s despenar todos os ajuutamentos illicitos, e quaes-
quer retinies de particulares armado*, como to
bem aprehender as armas prohibidas a todos os que
fra de suas cazas vierem ou traiizitareni com ellas ,
fazendo-os capturar para seren competentemente
processados nos termos legaes; bem como toda a qua-
lidade de vadios vagabundos e quaesqucrouiros indi-
viduos desconhecidos ou suspeilos ; participndo-
me todas as occorrencias mais nota veis, e o estado d-
quelle Termo relativamente a troquildade publica,
sempre que lhe seja possivel. Dos guarde a V. S.
Secretaria da Polica de Pernambuco 6 de Janeiro de
1841b tdm Snr. Miguel Aff n o Ferreira, api.
to do corpo de Polica O Dezembargador chefe
interino de Polica Domingos IN'unes Ramos Ferreira.
ALFANDEGA.
Kendimento do dia 23........ 12:400j23 2
DESCAKREGAO hoje 24 DE JAKEIRO.
Brigue porluguez = Ventura Feliz sabiir-
ricat vazias e sevada.
Brigue sardo = Zefiro = pa.lra.
Barca = Osceola sa farinha bolaxinha e
fructa.
Barca = Globo = farinha bolaxnha, bar-
ricas abatidas, e cha.
Patacho =a Paquete da Madeira =vinho, e a-
zeite.
Brigue portuguez =, Tarujo !. = pedra,
e o resto.
Brigue americano = Sterling = fazendas ,
livros e drogas.
Barca = Casimir Delavigne sa o ra. sto.
Brigue inglez = Eliza Bell = carvo.
Galera ingleza = Iris = carvfio.
Barca = Solicito Bchese = farinha.
MOV1MENTO DO PORTO.
1UVIO ENTRADO NO DU 22.
Parahiba ; 1 dia hiate nacional Pureza de
Mara capito Jos Mana equipagem
22 carga toros : a Joao Francisco Lima :
passageiro, Joo de Souza Santos brazi-
leiro.
OBSEHVAQES.
EntrrSo a barca americana Globe e o bri-
gue bremence Telegraph que havi&o fun-
diado no lameirio.
EDITA ES.
LISTA DOS CIDADOS JURADOS DO
TERMO DO RECIFE,
Continuada do If. 17. (*)
Felippe Carneiro de Olinda Campelo.
Francisco de Paula Correia de Araujo JuDior.
h c Paz Brrelo.
Gaudino Agostinho de Barros.
Gonzalo Jos da Costa S Jnior.
Gustavo Jos do Reg.
Gregorio Antunes de Oliveira.
Joaquim Jos de Miranda Jnior.
Joze Chavier Vianna.
Joze de Carvalho da Costa.
Joao Pinto de Lemos Jnior.
Joze Pereira da Cuuha.
. Antonio Gomes Jnior.
Joaquim de Oliveira.
Manoel Fiuza.
Goncalves Ferreira da Costa.
Antonio Pinto.
Diogo da Silva.
Jeao Evangelista da Costa e Silva. *
Joze Mara da Costa Paiva.
c da Silva Mendonca Vianna.
Antonio da Silva Grilo.
Gongalves Fon tes.
< Pereira Vianna.
Zacaras de Carvalho.
Goncalves Torres.
Gomes Lial.
Antonio Bastos.
Joo Cardoso Ayres.
Miguel da Costa.
Cardoso Ayres Jnior.
da Cunha Magalh&es.
Jos de Amorim.
NcpomuCno Canoso.
(*) Escapou na publicago da letra C. o Sr.
Custodio Luiz dos Reis.


=

joke Mara Seve.
Antonio Lourengo.
Gomes Tavare,
Dias da Silva.
Goncalves Cascao.
Jernimo Monteiro.
Pires de Maraes.
Joaquim da Silva Lopes.
Joio Jos de Carvalho Moraes.
Ignacio Antonio Borges.
Or. Joio Joze Pinto.
Dr. Joze Raimundo da Costa Menezss.
Joze Francisco Ribeiro.
Lopes de Oliveira.
Ignacio Marques da Costa Soares.
Joo Rios de Carvalho.
Joaquim Joze de Mello.
da Costa Le i tfio.
Jernimo Morena Fontei.
Joze Fernandes Silva.
Joaquim Loio Monteiro da Franca.
Joze Rodrigues Pereira.
Jo Vaz de Oliveira.
Joze de Moraes.
Antonio Pereira Rocha.
< Antonio Ribeiro.
(Continuarse ha,)
Continuaco da lista dos jurados do Termo delinda.
Joze Camelo do Reg Barros.
Joaquim do Reg /farros Pessoa.
i*
IV .,
Joze Carneiro Monteiro.
Pereira Homem.
Curreia da Silva.
ii
Joo Francisco de Albuquerque Mello:
Joaquim Joze Ferreira da Penha.
,, Miguel Esteves Sonto.
Joze /Yaociico Carneiro Monteiro.
Joaquim da Albuquerqift Fernandes Gama.
Joo Manoel Mendes da (.unlia Azevedo.
Jgnacio Pereira da Cimba.
Joaquim Correia da Silva.
,, Francisco de Albuquerque.
Joo Sererino do fego /farros-
Joze Leonardo de Avellcz.
Joaquim Manoel Carneiro da Cunda.
Joo Ferreira de Mello.
Antonio Morei>a
Joze Mauricio Teixeira de Albuquerque.
acharel Joze Joo de Carvalho.
Lourengo Justiniano Rodrigues de Luna.
Luiz Joze Gonzaga.
Lourengo Antonio de Albuquerque c Mello.
Luiz Braz Rodrigues Campello.
Candido Ferreira.
,, Gomes Ferreira Jnior.
Lourengo Joze de Figueiredo,
J?acliarel Lourengo izerra Carneiro da Cunta,
lianoel Alves Monteiro.
de Azereclo do O'.
,, Joo de Miranda.
,, /fuliuo de Barros.
Miguel Arcanjo da Silva Costa,
J/anoel Antonio de Assumpco Cardim.
Antonio dos Passos Silva.
Nunes de Mello.
Lopes Mac ado.
,, Jacome Bizarra.
,, Joaquim dos Santos.
Dr. Manoel Francisco de Paula Cavalaanta da Albu-
querque.
Manoel Antonio Pereira Ramos.
Rumo Correia,
Miguel Arcanjo Ferreira.
( Continua. )
= 0 lllm. Sr. inspector da thesouraraia
das rendas provinciaes manda fazer publico,
que em cumprimento doofficio do Exm. Pre-
sidente da provincia de 13 do corrente, vai no-
vamente praca, para ser arrematado a quem
por menos fizer o fornecimento do lijlo
para a ponte do Caxang sob as condicoes
publicadas no n. 16 deste Diario; e bem assim
fornecimontoda cal e das madeiras preci-
sas para a mesma ponte sob as condreges
transcriptas non. 18.
Os licitantes devidamente habilitados de
fiadores idneos devero comparecer nesta
thesouraria nos dias 27 28 e 30 do corrente.
^Secretaria da thesouraria das rendas pro-
vinciaes de Pernambuco 19 de Janeiro de
1843.O secretario Luiz da Coata Porlo-
carreiro.
~__ DECLARARES.
0 sub delegado da freguezia de S. Frei Pe-
dro Gongalves Taz sciente que ha cadeia
desta ciJade existe urna preta de nome Jozela
rioula que diz ser escrava de Anna Maria
do Carmo moradora no Pao do Alho ; asiim
<"omo foi prezo e acha-se depositado um preto
le nao quer dizer quem he seu aenhor nem
onde mora oqual ser entregue a quem der
o nome e signaes exactos. Recito 21 de Janei-
ro de 1843. Francisco Mamede de Al-
meida.
'O lancador da decima do bairro da
a-vista, a viza aos proprietarios e inquilinos'
dos predios do dito bairro que continua o
hngamento no dia 25 pela ra da Aurora.
O thetoureiro Ja rendas provinciaes ,
Paga nos dias 2i e 2o do corrente, o quar-
tel vencido de Julho a Setembro do anuo p.
P- aos empregados que nao vencem emolu-
mentos. Thesouraria das rendas provincia -
es de Pernambuco 23 de Janeiro de 1813
Jofio Manoel Mendes da Canha Azevedo the-
zoureiro.
= O Escrivioe administrador da meza de
renda provinciaes desta cidade avisa.pelo
presente a lodosos proprietarios de estahele-
cimentos que pago impostas provinciaes taes
como serraras olarias, cazas de cambios,
o de modas fabricas de chapeos e d charu-
tos &c. que vai proceder executivamente
contra os que anda nao tiverem satisfeito a
respectiva imposicao. Recife 23 de Janeiro
de 1842.Luiz Francisco de Mello Caval-
canti.
= O brigue Jpiter, de que ha mestre
Manoel Luiz dos Santos recebe a mala para
o Rio de Janeiro hoje ( 24 ) as 4 horas da
tarde.
A sumaca S. Antonio recebe a mala
para o Rio de Janeiro hoje (24) as 10 horas
do dia.
AVISOS MARTIMOS.
= Para Falmouth o muito velleiro bri-
gue inglez Fanny para passageiros somente,
para o que tem excellentes coramodos: sahir
no dia 3 de fevereiro prximo.
tar* Para Lisboa segu viagem com toda
brevidade, o bem oonhecido e acreditado bri-
gue Portuguez -Tarujol.*-, capitao Ma-
noel de Oliveira Taneco ; quem no mesmo
quizer carreger ou hir de passagem para o
que tem excellentes commodos dirijao-se
aos seos consignatarios Mendes Oliveira ,
ou ao capito.
sr Para o Havre sai impreterivelmente no
dia 31 do corrente a muito velleira barca
Franceza Hortense capito Morvan Keval ,
ainda pode receber couros ou algodo em car-
regamento ; quem quizer carregar ou hir
de passagem para o que tem excellentes com-
modos dirija-se a os consignatarios Kallk-
mann & Rosemmund na ra daJCruz ti. 10.
Freta-sn para qualquer dos portos des-
ta costa a barcassa Santa Rita de Cassia de
22 caixas ; nova bem construida e boa de
vella ; quem a pertender dirija-se a escadi-
nha da alfandega que ahi achara com quem
tratar.
tsr Segu com brevidade para o Rio de Ja-
neiro a barca Americana Osceola com excel-
lentes comino los para passageiros,- os perten-
dentes dirijo se a Matheus Austin & Com-
pendia na ra do Trapixe novo n. 18.
tsr Para Liverpool a bem conhecida barca
Ingleza C lumbus capito D. Green com
toda brevidade tem maior parte da sua car-
ga prompta ; quem quizer carregar ou hir
de passagem dirija-se aos consignatarios Me.
Calmont & Companhia.
tsr Para Londres a velleira barca Ingle-
za Isabella Capitao H. Dalton l.'classe ,
forrado e encavilhado de cobre, tem maior
parte da carga prompta, e sahir at o dia 28
do corrente mez ; quem quiser carrear ou
hir de passagem dirija-se aos consignatarios
Me. Calmont & Companhia.
tsr" Freta-se para qualquer porto a linda
e bem conhecida Galera Ingleza Iris forrada e
erica vil hada de cobre, consignatarios Me. Cal-
mont A Companhia.
= Freta-se para qualquer porto o superi-
or Brigue Inglez Eliza liell forrada e encavi-
lhada de cobre 5 quem quiser carregar nelle
dirija-se aos consignatarios Me. Calmont &
Companhia.
= Freia-se para qualquer porto da Euro-
pa o Brigue PrussianoMemphisCapitoKranse
novo forrado de cobre tratar co n os consig-
natarios Le Bretn Schrarara & Companhia.
LEILOES.
sr L. Schaeffer estando prximo a seguir
para o Rio de Janeiro por este motivo far
leilo porintervengo do corrector Oliveira,
quinta feira 26 docorrente s 10 horas da ma-
nh na casa de sua residencia ra do Vi-
gario da mobilia da mesma casa e do seu
escriptorio consistindo em boas mezas para
jantar d'amarello e de mogno ditas para
jogo ditas de cosinha sofs cadeiras, al-
marios commodas guarda-louga espe-
Ihos carteira nova e moxos balco, louga,
garrafas finas copos para vinbo e agoa ,
relogiode parede trem de cosinha lanter-
nas magnificas de bronze dourado com pin-
gentes de cristal, castigaes leito, camas
de vento a muitos outros objectos to ne-
cessarios, quanto uteispara o arranjo de qual-
quer casa. .
DiogO Craulie C.: faiu e pi"
intervengo do corrector Thomaz Dowsley ,
de urna porglo de fazendas ingiezas avanada
e limpas incluindo algumas chitas amarel-
las no dia quarta (eir 25 do eorrento mez s
10 horas da manir no sen armazera na ra
da Cruz.
= L. G. Fdrreira & Companhia faro lei-
lao dor int-3rvencio do Corretor Oliveira, de
avultada pirclo do fazendas inglezas, o ame-
ricanas avariulas e limpas consistindo es-
tas em chitas madapoldes, algodozinhos li-
sos eentrangados &c. assim como d.; pen-
tes de marrafa a imitaco de tartaruga,
e outros artigos ; Terga feira Z i do corrente
as 10 horas da manh no seu arma zem da
ra da Cadeia.
AVISOS DIVERSOS.
<3"' Sabio a luz o Artilhei-
roIN-0 14. -
LOTERA DEGUADE LtJPE.
As rodas desta lotera
ando impreterivelinente
hoje pelas 10 lloras do dia
no consistorio da Iireja
da Senhorada Coceiyo
dos 31 j lita res, e o resto
los bilhetes esta rao ven-
da ateas nove horas.
Henrique Schevartz subdito Hambur-
guez retira-se desta provincia.
Preciza-se de um rapaz portuguez de
12 a 14 annos para caxeiro de padaria ; e
de um trabalhador de maepira que entenda
bm leste servico : no principio do atierro do
AlFogados n. 43.
cy Pedro Jos Ribeiro Alves deixou de
ser caxeiro do Sr. Manoel Ferreira Ramos ,
desde o diaN3l de dezembro p. p.
or JoSo Bernab partecipa ao respeita-
vel publico que se acha prompto com seu
anfitiatro e pretende trabalhar no Domin '0
29 do corrente. No Diario de quinta feira .
annuncir-se-ha o detalhe dos trabalhos e
OS precosdos camarotes e platea.
BT Precisa-se allu,:ar urna preta para o
servido de mui pouca familia e que as ho-
ras vagas vpnda na ra, obras de poura mon-
ta : tambem da-se pequeas quantias a juros
com pinhoresde ouro ou prata ; a quem con-
vier annuncie.
i^* l'm homem solteiro que afianza a
sua conducta se offerece para toda e qual-
quer oceupagao na cidade e fora della ; lao
bpm se resolve a ensinar primeiras letras, e
principios de grammaticajalina em qualquer
engenho ou fazenda : a quem eonvier diri-
ja-se a ra do Rangel n. 31 ou annuncie.
vw Preciza-se de um caxeiro para tomar
conta de urna venda das milhores que existe
nesta pra^a a qual tem bastantes fundos ,
da-se-Ihe bom ordenado e nao haver du
vida em dar-se-lhe um tergo a venda be
grande tem um caxeiro preciso ontro ;
a pessoa que pertender dirija-se a venda da
quina da ra das Flores defronte do tanque
d'agoa, que se dir para quem he, ou annun-
cie a sua morada.
aar" A pessoa que mandou fazer urna por-
fi de carnizas na ra das Tnnxeiras n.
44, appare$a pois ha muito que esto promp-
tas e na mesma casa engoma-secom perfei-
qo por menos de que em outra qualquer
parte.
jjr Preciza-se de um moleque de 10 8 15
annos para servir n'uma casa de pouca fa-
milia pagando-se bem ; quem tiver annun-
cie a sua morada para ser procurado.
tw Offerece-se urna ama de casa capaz
e sufficiente de dar conta dos arranjos da
mesma sabe coser engomar ler e escre-
ver; quem do seu prestimo se quiser til i
sar dirija-se ao largo da Ribeira casa n. 9.
tsr A luga-se um quarto aqu?lquer pessoa,
sendo capaz e que seja desembarazada de fa-
milia ; quem quizer dirija-se ao atierro da
Boa-vista loja de barbeiro n. 41.
tsr Offerece-se um rapaz cazado com
pouca familia para ensinar primeiras letras
em qualquer lugar fura desta praca ou mes-
mo para caxeiro de qualquer engenho para
o que tem bastantes conhecimentos para os
fins indicados ; os pretendentes dirijo-se a
ra da ordem T. de S. Francisco ou an-
nunciem.
tsr Joao Antonio Coelho faz sciente ao
respeitavel publico e em particular aos seus
dignos fregupzes que mudou sua residencia
do tre (io l8r0 puta O 3lt"rru da u-
vista onde se acha establecido com loja a-
berta para qualquer hora que do seu presu-
me se quizerem utilisar; n. 41.
cr O abaixo assignado declara ao publico,
que Pedro Jos^ Ribeiro Alves deixou de ser
seu caxeiro desde o dia 23 de Janeiro docor-
rente anno, e por isso nenhuma ingerencia
mais tem em seus negocios nem para ven-
der ou receber divida algunu nao obstan-
te ainda estar em sua casa por assim ser per-
ciso para ajusto de contas. Manoel Ferrei-
ra Ramos.
ar* Hcnry Greenway sudito Inglez ; reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
Domingos Jos de Lima mestre alfaiato
trespassa as chaves de sus casa, com todos os
pertenees de seu ollicio quem lhe eonvier
pode apparecer na casa que tem a frente para
0 beco do Peixe Frito, hoje travessa do Quei-
mado n. 9 entrada pela ra larga do Ro-
zario que achara com quem tratar.
= Oflereee-se um moco portuguez de ida-
de de 20 a 22 annos para qualquer arruma-
co nesta praca ou para o mato ed fia-
dor sua conducta : quem o pertender dirija-
se ra do Collegio n. 13.
tsr Bernardo Antonio de Oliveira reti-
ra-sfl para fora da provincia.
19* A viuva do Burgos partecipa aosnr.
Alvaro de Lima Freir que chegou ultima-
mente o documento que se disse achara-so fora
desta praca portan to ha ja de vir procura-lo
ou pessoa que as suas vezes fizer.
cr A commissao administradora da Soci-
edade Apollinea avisa aos Sr*. Socios que
esto devendo joia de entrada e mensalida-
des que se at o dia 8 do mez de Fevereiro
prximo nao maridarem satisfazer ao thesou-
reiro respectivo o que devem al llm de De-
zembro ultimo deixaro de st*r considerados
Socios e nao poderlo ler ingresso no baile
de abei tura no dia 4 de Marco seguinte. A
commissao faz este avizo em cumprimento do
seodever eem virtudo do artigo 8 dos es-
tatutos.
tsr O padre D. Florindo Taboada tem
aberto asna aula de L'tim, Filosofa, e Theo-
logia na trav."S5do Queirnado( antes beco
do Peixe Frito ) no prmeiro andar da casa
n. 1: osalumnos que quizerem frequentar
nlgumas desast aulas, segundo o methodo,
sistema que j manifestou ao respeitavel pu
tilico; o podem procurar a qualquer horado
dia em dita casa.
O mesmo padre d lices de Theologia
mora de Liturgia da administraco dos San
los Sacramentos e mais deveres pertencen-
tes a cura animarum : aquelles srs. Reveren-
dos sacerdotes que quiserem ser opo/.itores ao
comcurso das freguezias desta Dioceso po-
dem dirigir-se casa annunciada.
tsr Aluga-se a casa n. 6 no atterro da
Boa vista onde presentemente habita Fran-
ciso Antonio de Oliveira com t andares e
Sotlo forrada de papel no maior asseio pos-
sivel e com excellentes commodos para urna
graTlde familia ; aluga-se tambem a casa n.
4 com os mesmos commodos urna das no-
vas da ra da Aurora, ra da Solidado e
no sitio de s Amaro tratar com o dito a
cima oucom seu caixeiro .Manoel Joaquim da
Silva.
tsr Aluga-se um terceiro andar da caza
n. 3 na ra doRozario larga com muitos
commodos para urna grande familia ; quem a
quizer alugar, dirija-se a Bartholomeo & Ra-
mos ou no Recife na loja de caboa n. 17 ,
di-(fronte do Corpo Santo.
vtr Quem precisar de passaportes para
embarcacOes passageiros escravos folhas
corridas ou qualquer despachos martimo ,
dirija-se a reparlico do consulado na sala do
porteiro que ahi por concejiso do meretis-
simosr. Administrador achara o actual des-
pachante com sua banca prompta desde ,
que se abre at que se (fecha dito consulado ,
a servir a todos com a maior promptidfto ,
obiipando-se a fazer os manifestos das einbar-
caco-'8 e tudo mais que tenda abreviar ,
do que a tem dado provas.
sar Roga-se ao snr. Vicente Tavares da
Silva Coutinho se entre o numero de escra-
vos que para > em seu poder existe um ne-
gro alto, bonita figura, cor fula com urna
belida no preto da um dos olhos fugio do
Monteiro 2 annos ainda bucal mas dava
pelo nome de Carcia ; o podrr mandar eu-
tregar a sua senhora no sitio ( entre o Mon-
teiro e Casa Forte) de Catharina Francisca
do Espirito Santo ou em Fora de Portas na
venda n 90.
or Aluga-se ou vende-se urna canoa de
c nduzir agoa e duas de conduco de tijo-
1 is que pega cada urna 500 ditos de alvena-
,ia : na prac,a da Independencia loja n. 39.
CT" Precisa-se de um tr.olcquc do 10 a io
annofl para servir a urna casa de pouca fa-
milia pagndo-se bem como costume 5
nnnm..tiver annuncie.



tar O Sr. Vicente Frreira da Silva se
entre os escravos que annuncia tiver algum
dos dous apontados que faltao ao abaixo as-
signado desde 1837 : Va ion ti m de nago
Costa cor preta seeco do corpo cabega e
orelhas pequeas olhos grandes e abugalha-
dos ,
chato
meio vesgos nariz mais atilado que
, boca abicudada dentos acangulados,
pesclo comprido peito ouvado mos ps,
ealtura propnrcionaes pernas linas, idade
quefugio 16 a 17 anuos. Francisco, de na-
Cao Rebolo oqualfoi escravo do fallecido
Gervasio Pies Frreira e apellda-se por
Francisco de Veras por ter sido tara bem es-
cravo de ura tal Veras, o qual oflicial de
pedreiro e trabalhou milito tempo as obras
publicas baixo cabera sobre o grande, olhos
tambem grandes abugalhados e um Unto
afumacados nariz mais adiado que chato ,
boca grande beicos grossos peito batido ,
idade em que fugio de 23 a 24 annos fugio
em 1840. Podendo o Sr. Frreira da Silva,
mandar avisar pelo Diario ou entre^a-lo ao
annunciante que gratificar com 100* rs. a
quem pertencer. = Manoal Elias de Moura.
rar Antonio Nobre de Almeida Jnior ,
Brazileiro ; vai a Corle do Rio de Janeiro.
= Quem precizar de um pharmaceulieo
para caixeiro de bot ra ou para administrar
nesta prag* ou lora della : dirija-se ra Di-
reita n. 4!).
<3T J. B. Navarro & Gompa-
nhia tem para vender no deposito
ao pe do arco de 8. Atnonio, len-
te a ponte e caes do passeio do Col-
legio assucar refinado em pues
inteiros peda eos e em p por
atacado e a retallio de una libra :
3 qualidades i60, i40, e 80 rs.
por libra niel de bom gosto su-
perior ao de engenlio por ser do
assucar refinado tendo-se as
operac5es da labricaco do assu-
car extrahido a potassa e cal que
conten os assucares de engenho ,
a 8o rs. a garrafa, e botijas de gc-
nebra da quali lade de Uainburgo
a 240 rs. a botija.
S3" No dia 54 de Dczembro prximo pas-
sado, achou-se um cavallo no sitio do Giqui:
quem for seu dono dando os signaes lhe se-
r entregue e pagando-sc a despegas que se
tem feito dirija-e ao atterriuho do mesmo
a fallar com Joze Beato de Freitas.
tST Obilhoten. 1473 da Lotera a favor
dis obras da Igreja de N. S. de Guadelupe ,
pertence ao sor. Joze Flix da Cmara Pi-
ntante] do engerido Gaipi e ica em po-
der de F. da Silva Lisboa.
tsr O annuncio de Victorino Frreira de
Carvalho publicado no Diario de segunda fe-
ra n. 18 he falso e engaoso, tanto por
que a botica, que sabio na ra Direita para
su vender he a de Paulo Leito e nao a de
Francisco Joze do Sacramento como tam-
bem porque nada lie devedor ao dito Victo-
rino e se elle faz este annuncio falso he pa-
ra ver se desacredita o dito Sacramento para
com o publico assim como est elle desacre-
dilado
sado logo o snr. Costa que o mo,
quecomseus avisos intende desassocegar a
pobre viuva cega ; est engaando assim lhe
assevera. Joze Maria da Cunha Guimares,
procurador.
tsr Francisco Joze Cardozo comprou por
ordem do snr. Padre Antonio da Trindade
Antunes Meira da Parahiba um bilhete
da primeira parte da pritneira Lotera a favor
das obras da Igreja de N. S. de Guadelupe da
Cidade do Olinda de n. 1173.
ssy Precisa-se de 400* rs. a premio com
boa firma; quem quiser dar procure ao apon-
tador da obra da casa da Rellacao, ouannuncie.
HT1 Precisa-se de 2:000* de rs. a premio
dando-se dor hypotheca um sobrado de um
andar sotSoem muito boa ra n livre e
desembarassado : fallar na ra do' Caldorei-
ro com Joo Joaquim de Figueiredo.
sr Precisa-sedeum feitor para engenho:
na ruaestreila do Rozarlo n. 31, terceiro
andar.
xsr Prudencio Francisco da Silva retira-
se para fora da provincia.
O Quem tiver urna preta cozinheira e
aqueira alugar annuncie.
- Na ra do Crespo n. 11 precisase de
um caixeiro para escripia que Leu lia bastan-
te pratica e boa letra.
COMPRAS
vi^- Elementos de Analyse por Re/.out,
traduzidos do francez terceira edico cor-
recta e acommodada para uso das escolas de
mathematicas da universidade ; quem tiver
annuncie.
tsr Moleques enegrinhasde i2 a 20 an-
nos para fora da provincia que sejo da
bonitas figuras : na ra estreita do Rozarlo
n. 22 primeiro andar.
k
por prego com modo a dinheiro ou a prazo
conforme o trato que se fizer ; urna preta de
nago de 25 annos bem sadia e propria
para todo o servigo o com urna ria femea
de 6 mezes : na ra larga do Rozario nume-
ro 48.
- Dous escravos para fora da provincia :
na esquina que volta para a ra do Livramen-
to por cima da loja do snr. Rastos.
10 fiteirosde varios tatnanhos por pro-
co commodo : no atierro da Roa-vista n. 24 ,
loja de calcado.
Um escravo do gento de Angola anda
bucal, com 18 annos de idade bonita figu-
ra e muito sadio : na ra Augusta n. 58.
(Jma escrava de idade de 22 annos com
bonita figura, cose,engoma e cozinha ptima-
mente : urna mulata com idade de 23 annos
e com as mesmas habilidades : urna pret de
naco de idade 2b\ a 30 annos he qutan-
deira, todas se do a contento : na ra Direi-
ta n. 43.
VENDAS
Na esquina do Lvramento n. 1 loja
da viuva do Burgos continua-se a vender
11 ni de muitas fazendas baratas a? seguin-
tcs : chitas a 150, 16O, e 180 rs. o covado ,
ditas pretas com flores matisadas muilo lin-
das e finas a 200 rs. o covado e superiores
^curasda ultima moda a 240, e 280 rs. o
covado, cortes de vestidos de chita com 13
aovados a 3* 3*200, 3*500, e 3*800 o cor-
te, ditos de cassa chita de l4covados a 2200,
1 2800 atoalhado a 360 e 720 a vara, pe-
ga de paninho a 2..5*0, e de 12 jardas a
4.) rs. dito superior a 6* rs. pecas de chi-
ta cassa para luto de 22 jardas a 5*200 ,
chapeos deso de seda a 4* e 4*500 fil
le llores a 1*120 a vara, ganga azul a 130 o
covado sarja preta a 800 rs. o covado, dita
de duas larguras ina a 1*760 o covado cal-
xas de landres vasias para chapelinhas de se-
nil.ira a 1* rs. lencos de cassa cora quadri-
nhos de cores a 160 cortes de seda de cores
para colletes a i920 pannos finos de cores a
2*880 e uperioras muito encorpados a 3* ,
e 3*200 o covado fustes para colletes a 320
dito e suspensorios de burracha a 240 o par.
tar Um terreno atraz da ra do Calderei-
ro, com 60 palmos de frente 9 120 de
fundo no qual terreno tem 6 meias-agoas ,
que 3 rendem 8* rs. e 3 6* rs. ficando li-
vre um armazem para se rncolher materiaes ,
tanto assim que por ja ter engaado ou octra qualquer cousa ; os pretendentes
ao mesmo governo da provincia he que andou
as folhas declarado o seu nome porque es-
teve dando para o hospital regimental agoa
do pote engarrafada e lacrada com u titulo de
agoa de Labarraq e outros semelhantes e
chupando o dinheiro do cofre da naco, que
por elle ter esse carcter he que quer sujar a
quem vive lim..o de mose unhas como pre
tende provar. Francisco Joze do Sacra-
mento.
tar Diz o snr. Francisco Joze Dias da Cos-
ta em seu aviso de quarta feira 18 do corren-
te no Diario n. 14, que a senhora D. Flo-
rencia Margarida dos Prazeres s quer por
todos os meios perturbar o socego do annun-
ciante. Agora aparece segunda vez comou-
tro aviso de segunda feira 23 do corren te ,
110 Diario 11. Jo, dizendo que ninguem con-
trate negocio de hypotheca, venda, ou ou-
tro negocio de qualquer natureza que seja ,
com a mesma senhora encanecida nos bens do
casal de Andr Alves do Reg, porque se o
fiz^rem wr comprometido em perda de seu
vallor c crime de una transagodoloza: sem
declarar as razes e o fundamento de seu
aviso. A caso Ber que essa senhora deve a|-
puma somma ao snr. Costa ,
ilizer ; porque ella traz aeco
isso nao pode rnais ou menos
contra o snr. 1 morar familia
Costa, dirhoiro quelhe negava de debito a este negocio
sua tilha Anna por motivo de inventario mero32.
dirijo-se ao mesmo lugar que ahi achar o
proprietario para dizer vs ondiges que he
urna desobriga.
sor Farinha de trigo de muito boa quali-
dade e por prego commodo : em casa de
Russell Mellors & Companhia.
or Folha de Flandres das marcas mais
lin^s a retalho : em casa de Russell Mellors
& Companiua.
t&- Fma morada de casa no principio do
atterro dos Aflbg.idos n 75, com bons com-
modos quintal murado cacimba e porto :
a fallar na casa mais a diante n. 57.
tsr Urna escrava crioula com todas as ha-
bilidades necessarias sem vicio algum : na
ra Direita n. 104.
tsr Urna cabra de meia idade por 160*
rs.: na ra larga do Rozario n. 3o, primeiro
andar.
tsr Barricas com cerveja ingleza a 4*800
a dntia barrisinhoscom arenques de fumo
a 3*600 batatas inglezas a 640 o gigo : no
armazem do Guimares confronte ao arco
da Conceco.
ss I ma loja de mnreineiro com algumas
obras feitas com 200* rs. de fundos pouco
em boa casa que at pode
lia e na ra mclhorque ha para
na ra estreita do Rozario mi
tambem nao que ja se indou cujas parti-
ihas foro Sentenciada em utubro pas-
Um cilio no alto do Monteiro que foi
do senhor coronel Martins e agora perten-
cente ao Reverendo Sacerdote Inglez : dirja-
se aoe.scriptorio de A S. Corbett & Compa-
nhia na ra da Cadea n. 46, ou a Diogo
Crabtree <& Companhia ra da Cruz.
asr Urna venda sita em um dos melhores
lugares da ra Direita 0 com poucos fundos:
tratar as 5 pontas n. 23.'
Saccas de farinha de mandioca muito
fina por preco commodo : na ra do Cabug
loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
Por preco commodo urna commoda, um
sof, urna ban:a de meio desala, um relo-
gio de o uro1 horisontal, e urna canoa de car-
reira e mais movis de casa em razo de se
ter de retirar para fora desta praca : na ra
da Penha n. 25, ou na ra do Queimado lo-
ja n. 16.
vBr Carrinhos inglezesde duase 4 rodas ,
para um e dous cavalios, cora cobertas a-
relos lampies e tudo completo, por pre-
co muito commodo : na ra da Cadeia n. 4
em casa de Me. Calmont & Companhia.
ur Piannos ltimamente chegados de
Londres do filustre autor Raodwood os
melhores instrumentos sem duvide que at
agora tem aparecido e visto as qualidades,
por preco barato : em casa de Me. Calmont
& Companhia.
= Urna preta de bonita figura sem acha-
ques por prego commodo avistado compra-
dor se dir o motivo da venda : na ra de S.
Tereza n. 24.
w Arithmeticas Algebras e Geometras
de Lacroix adoptadas as Aulas do Lyco :
na ra da Cadeia velha loja de lirros de Car-
dozo Ayres.
sr Urna moenda de ferro para engenho de
bestas de muito boa construego ; ensera-
dos de um s panno e promptos para alca-
troar 5 vinho da Madeira em barris e meias
pipas ; algodo para saceos de assucar ; pre-
gos americanos de todos os tamanhos por
preco muito barato ; e urna factura de tinta
branca e preta chegada poucos dias que
se vender muito em conta : em casa de Me.
Calmont & Companhia na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
tsr Urna mulatinha de 9 annos pela quan-
tia de 280* res ; a pessoa que quiser dirja-
se ra du Caidereiro sobrado n. 12 onde
morou o Sr. Amorim.
Wf Urna poi^ao de sera de carnauba : na
ra da Cadeia velha loja de ferragens ao p do
arco da Conceigio n. 59.
sr- Urna casa terrea na ra das cinco Pon-
tas n. 2o com urna casa pequea nos fundos
n. 4 na ra do Forte ; tratar na mesma
com duasarmagOes.
ter Urna moleca de linda figura propria
para mocamba com principio de muito boas
habilidades ; urna preta de 20 annos perfeita
engommadeira cosinheira cose para fora ;
duas pretas de todo o servigo sendo urna por
200* res e outra por 250* reis ; um preto
de 20 annos ; e um molecao pega : na ra do
Fogo ao p do Rozario n. 8
r Um jogo de banquinhas do gosto mo-
derno e envernisadas de novo urna banqui-
nha de gaveta seis cadeiras americanas e
urna meza propria para mesire de alfaiate tu-
do por prego commodo : na ra da Cadeia em
Santo Antonio armazem 11 19
ssr Urna armagioqueseacha feita em um
armazem no bairro do Recife
qualquer estabtlecimento, urna balaoga gran-|
de com pesos de ferro e outra pequea com
ditos de bronze e differentes outros objectos
que sero patentes avista dos pretendentes ,
trala-se na venda da esquina do beco das mi-
udinhas.
Urna escrava de angola moga
lar Urna commoda de amarello feita a mo
derna urna mesa pequea por prego mui-
to commodo em razodo dono se querer reti-
rar para fora : na ra do Amorim n. 11.
tsr Urna negrinha crioula recolhida de 15
annos, bonita ligura, com varias habilida-
des e muito civilizada propria para mu-
camba de qualquer senhora, e ao comprador
se dir o motivo da venda : na ra estreita do
Rosario n. 22, primeiro andar.
Na ra do Collegio primeiro andar da
casa do Exm. Senador Manoel de Carvalho
vendem-se um escravo cagange mogo boa
figura sem vicio ; e urna negra de 28 an-
nos lavadeira e engomraa liso, cose e co-
zinha.
ssr At 9 horas da manha bilhetes da
lotera a favor das obras da Igreja de N. S. de
Guadelupe da Cidade de Olinda : na esquina
do Lvramento n. 11, loja da viuva do Burgos.
ESCRAVOS FGIDOS.
tar No da 14 do corrente fugio de bordo
do Brigue Formoso fundiado ao p da esca-
dnha de Palacio um escravo de nome An-
tonio nagfio mogambiqus de 30 annos pou-
co mais ou monos estatura regular, cheio
do corpo levou camisa e caiga azul e eha-
peo de palha tem marcas da uago bem vi-
siveis na cara*; quem o pegar leve-o ao dito
Brigue, que ser generosamente recompen-
sado.
tsr Fugio no dia 10 do corrente um mo -
leque de nome Joo de 15 annos, de nago
mogambique tem urna roda na testa, nariz
meio chalo denles aberlos querendo fazer
o mesmo roda da testa ; quem o achar diri-
ja-se ra do Brum n. 11.
r Fugio no dia 15'do corrente do enge-
nho Gararapes um escravo denominado Ma-
noel Antonio, crio u lo de 18 annos pouco
mais ou menos levou ao sahir de casa ca-
misa de algodo e caiga de riscado um pou-
co velhas tem os signaes seguintes : cor fu-
la estatura mediana olhos abugalhados ,
nariz chato e ps apalhetados ha suspeitas
de ter fgido para o Recife ; os aprehendedo-
res queirlo dirigir-se ao sobredito engenho
Gararapes, onde sero recompensados do seu
trabalho.
tsy No dia 15 do corrente fugio urna preta
de nome Mequilina nagSo da costa repre-
senta ter 46 annos levou vestido de chita ro-
xa panno da costa 5 quem aprehender leve-
a ra Direita n. 83.
sr- No dia 11 de Novembro do anno pas-
sado fugio ou furtario da lina de Nogueira um
moleque de nome Gallo de 14 a 15 annos ,
com os signaes seguintes : baixo cheio do
corpo bem pretinho cabega redonda e
rosto olhos grandes nariz chato den tes
bem alvos ps chatos bem esperto, tem na
m8o esquerda um talho na curva do dedo
polegar o dito moleque tambem atrepa em
coqueiro e pasta gado tem as nadigas 5
talhos de navalha ao comprido sendo trez da
banda esquerda e dous da direita e dando-
Ihe outra surra tornei adar-lhe outros talhos
em cruz que fiz de urna banda cm quadro
bem claro, pertence este moleque a Antonio
Cavalcante de Andrade ; quem o trouxer di-
rija-se a mesma Ilha que ter de uratificaco
60*000 rs.
tar Fugio a 4 dias urna preta crioula de
nome Izabel alta bastante fula olhos pe-
queos e papudos beigos compridos secca
do corpo, dedos compridos bastantes mar-
cas de sarnas pelo corpo urna veia pulada
ao p da junta da mo direita urna marca
preta redonda como urna pelle de fumo na
perna direita he bastante deserabaragada ,
e acostumada a vender bolinhos maisquan-
do fugio tinha sabido com urna baudeja a ven-
der fructas levou vestido de chita roxo ca-
misa de algodozinho, e panno da costa ;
quem a pegar leve-a a seu sr. na ra das Trin-
xeiras n. 18 ser gratificado ; ella tem si-
do encontrada pela camboa do Carmo e ra
do Collegio.
tar* No dia 16 do corrente desapareceo
urna preta de nome Izabel, estatura regular ,
cor meia fula cara larga mages alevan-
tadas queixo fino olhos grandes boca
pequea denles alvos gorda peitos gran-
des um tanto barriguda bunda grande ,
ps curtos, e largos com bastantes buracos
11 nos dedos de bixos j lirados ,. bonita figura,
a qual
>ma porgo de barricas vasias que foro I engomma liso e cosinha sofrivelmcnte : na
de familia de trigo ; em muito bom slado I ra do Lvramento botica n. 22.
quando falla traz sempre a le-
tra L adiante levou vestido de chita azul
com llores amarellas, e outro por baixo de
chita rancatambem j velho andava ven-
dendo mangas e cajus e mais fructas; quera
(iea liver noticia ou pegar dirija-se ra Pi-
ma n. .'0 no seeundo andar.
RECIFE NA TYP. DE M. DK F. = UM.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


WNDENCIA.
.-*"*-*
**+m-e8& Srs. Editores. Com quan'o seja eu filho da Provincia
Jo l\iu Gnnde do Norte, todava lendo de la sabido mu-
ios minos o me acliava comprometido com al^um dos
partidos, <|ue dividem e dilatern aquella Provincia, e
tndo quant > de brbaro e onoroso s- me disia ali succe-
der n o no lia duro menor crdito ora por atribuir a ex-
neraces de partidos ora a f.ilsidade de informacoes j a-
chava-me p >is n'este estado di- indel'ferensa e m. son de
ignorancia a respailo dos n-voc s de meu | aiz na'al, quan-
d > t ndo em fin> do ann > passtdo de por ali pasar o.uvi
contar co .s pr > e contra solir o mesmo facto que des-
peitou me a curiosidade de indagar de que lado eslava a
ras3o; epara isso prncurei enformar-me das pessoas, que"
me porecero de mais criterio, e leudo por circunstan-
cias de deinorar-me bastmtes das me foi m. que pensava conhecer que minlia infcls Provincia que
em todas as epochas tem sido a morada da paz se nch iva
em lium estado terrivel de oppressa e exarcebnco por
cauta da pessma admini-traclo Sr. D. Manoel de As.is Mascaienlius q ie unio-se a bum
lunhndo de perversos, e assassinos a quem fes* instru-
mentos e-gis de suas desordenadas pii^es, procurando
principalmente ser a todo cusi elleito D-pulado emb >-
r n direito do cidadSo fosse espe-inliado embora as leis,
justica fos em d.apresadas Indignado na presenca da
tinto Crimea, e lendo podido obter ulguns documentos q'
provavn juiso, q' fasia, e ainda 'jco da administrac^o do
Sr. D. Mano. 1 tuinei a deliberacao de le val-o ao conheci-
ment do publico, perante quem fan-i huma breve annlyte
ilealguns individuos com quem se uniooSr. D. Manoel. E
porq' sena demasiada mente fastidioso enumerar tudo q' sei
ali .*e praticou, principalmente por q" muitos factos j i tem
sido publicados, imitar-me-hei a poneos, e em particular a
sq' tivero lugar n'estes nlliniot tempos, os quaes por si
s sao mais q' suficieutes para mostrar o carcter irascivel
doSr. D. Manoel, e o coraefio malvolo, que encerra a-
(juelle todo engaador.
Deixaremos de passagem a morte dos Varellas feita por
gente do lado do Sr. D. Manoel, que nenhuma provi len-
cia deu e pelo contrario protegeu com todas as furcas os
issassinfos, que na"o tivero o menor incomodo, pois a
morte oi cometida por causa da elleicao de S. Exa., e na5
poda por conseguinte ser ingrato a tantas provas de aim-
sade e considerado Deixaremos igualmente o recruta.
ment foreado e injusto que em todas as epochas de
tlleico tein posto em pratica por que he este proced,
ment to comesinho boje no Brasil queja nao causa es-
panto eas lagrimas, e lamentos de huma mulh<-r ede
pequeos lilhos, que veem seu marido, e sen pai condust-
dos para bardo de Imm poro de iNavio, e d'ali para o ma-
tdouro, ficando elles a miseria, ja sao ouvidoscom indine-
rensa ja nao causa a menor coinocSo ; tal a quantidade
de factos d'esta naturesa que se observan diariamente!
Masser-ma-ha permettido recordar o procedimento escan-
daloso que teve o Sr. D. Manoel quando desconhecert
do sua posito rebaixou-se a ponto de dar vivas no par-
tido que denomiriava seu em descantes pelas ras da Ci-
dade do Natal Este facto s proprio do Sr. D. Manoel
parecer incrivel a alguern mas elle foi presenciado por
centenares de pessoas, a militas das quaes ouvi, e verde
deiro c uno he he por si sullicurite para demostrar qua
S. Exa. era capas de praticar a aeco mais picara a ac-
cao mais indigna, e revoltante, mesuro o mine mais at>os,
liorna vex que sen partido o exigi-se, e fos-e conveniente
pira o boui resultado da su a ell cao. Deve merecer par
tioular menso o acto legidiliyo a que o Sr. D. Almor
prestou sua san 8o pelo qtial fui 8o nulos a'guns C<>lle
fiios em que S. Esa. nao v.-nreoa petar dos seis gran Iri
exforcos, dando assimmais huma prova de sua era sa igno
rancia, ou antes que stava desposto alian por todos < S
lemitis legaes rom tanto que vence>se na ui na elleitoral;
assim como t imbem a creacio de n s coll- gios elleitnr. ->
es a e4i(au de outroS qn>; u t mmente fi-z e final*
mente o mov ment de lipas para tods os pontos '-a
Provincia a cuj n comandantes enrarregou a temivl a-
tribu co de recrutar, e p*ra conliecer se o que a este i- s
peilo se praticou bas'ava diz r-se,que oSr. D. Manuel lee
urna votac > -cima do i. lup'enlu qual jamis se tem vi*,
to !! Tari < o Sr. D. Va noel tant i opiutln no R. G q' sna
elleicfo aprecntasse hum p'ienomino 14o extra.>r lina no ,
mal imitado em .'Ijumis nutras Pmv mi.s o ule h t tica da adininistraca de Margo foi mais beill ex culada? Sr. Vf anual, que ndo lie li"' da Pr vimi i d i |\ii G'iin.
de o Sr. D Dlanoel qu- segundo elle me-mo oonf s*- u
no Vapor em que foi o auno pa**ado pan o llio deJanei*
ro n3o sabia a ra se nao bem prevenido, que n i bia
ouvir missa se nao no meio de sold.dos, que na > o una
os mimos, que seos proprios correligionarios Ihe m va co ni recio de algmna lr.iico, podeiia apre-enlar a
seu 1'aVor huma voltaca ta eXtraoidiara a nao .ser ex-
torquida pelj forsa epelafrude? Nao lia vera na Pro-
vincia algumoutro cidadad" mais prestigio mais rellaci-
nado deolguma familia influente, que pelo men do o descont do pre-tigio ilo Gveuiu, p-ulesse se nao
igualar, ao menos ficar pouco abaixo do Sr. D ftl-m. I ?
Semduvida ; e lie forsoso confefftar q >e sua A\\c fu
ffita a custa de centenares de vh'limaa sacrificada a Indro-
pica ambici do Sr. O. Al i noel? lpmta p .rem a s iineri-
innnia, com que S. Ex. para cahonesiar a- escoltas, q* diri*
gio para os collegios ellait-iraes, dis ao Gverno imperial
em nllicio de y de JulliO do anuo passado e <|iie v m mi-
presso no Jornal do Commeroo n. 3 ai8de 18 de Agoste
do mesmo anno, que tendu bem fundadas suspei que alguiis de-ordeiros unidos nos da Pnah ba, e Cear*
tenta va perturbar a ordem publica e que por iss-i h .vi*
enviado para bum d >s pontos da mesma Provincia arma-
mento plvora, e baila ; e para Tamantaduba, onda
suspeitava que os desordeiros sa tinha reunido maada


/
-*

la huma forsa de 4o pracas sob o commando de hum of-
tcial -va/ente e de sua inteira confianca. Se no Rio Gran-
de existiao esses planos de revoluca se S. Exa. linha
d'elles bem fundadas suspeitas por que nao prendeo aos
revoltosos que pertendio transtornar a m-dem e segu-
ranca publica ? por que alem de destacamentos enviados
para cerlos e determinados collegios as vesporas d. ellei-
cio nao deualguma oulra providencia ? porquefinda oel-
leicfio mandou retirar esses distacamentos ? nao continua-
rio os motivos de suspeita ? Tudo isto faz crer, que oSr.
D. Manoel figurou em sua mente estes planos de desordem,
que nunca existirjlo, s para cohonestar os escndalos pru-
ticados por esses agentes que armados enviou para a cam-
panlut elleitoral, e era bem escusado mais esta falsdade
da parte de quem em todos os seos actos s consultou a se-
os caprixos nao apresentou n'elles como homem publi-
co a menor onestidade; erafim o Sr. D. Manoel, que fi-
gurndole huma grande coisa, arrotando influencia e pro-
teco valiosa desia era todas as oecasies opportunas, que
elle nao se importara com lei, que obraria sempre confor-
me sua vontade, que estava authorisado pelo Governo ge-
ral a fazer tudo, huma ves, que nao transtornasse a ordem,
e pas publica bem podia dispensar este pretexto falso, e
mentiroso de que lansou mao para que sua candidatura
tivesse bom resultado : mas tudo he perdoavel no homem,
que tomando conta da Presidencia do Rio Grande do Nor-
te soffreu em seu proprio Palacio que hum dos que Ihe
fasia corte dissesse que todoequalquer Presidente, que
para al fosse, e que nao se unisse ao partido do Sul teria
de aoffrer a mesm sorte do Dr. Ribeiro, que quando Pre-
sidente ali foi assassinado, ao que responden S. Exa. com
seu ar de corpo desembarazado que seuJGoverno era ou-
tro que elle lansava hum veo sobre o passado, e que nao
quera saber quaes tintino sido os aseassinos do seu anteces-
sor oh! vergonlia! oh! miseria! mas emflm tudo, e
mais anda he proprio do Exin. Sr. D. Manoel de Assis
Mascarenhas Eu terei porem occasiSo de mostrar quem
o official Talento e da inteira confianca do Presidente do
Rio Grande do Norte. Para que porem tudo isto tivesse
lugar tinhaS. Exa. necessidade de levantar em difieren tes
pontos da Provincia nullidades athe enta desconhecidas na
arena poltica mas hem sabidas pelas centenares de orla-
os, e riuvas, que tinho feito; e alem de muitas, q' por nao
ser fastidioso deixarei de enumerar lembrarei o Proffes-
sor de primeiras letras de Villa Flor Antonio Pereira de
Brito e Paiva noroeado Tenente Coronel de G. N., pelo
vice-Piesidente que teve para isso recomendacoes de S.
Exa. ; e para q' se possa melhorroente conhecer esse hroe
raister se fas, que demos alguma ideia de seu Pay Vicente
Ferreira de Paiva, que foi morto a pouco teropox segundo
se m'affirmou, para as partes de Pedras de Fogo Sei bem ,
que se deve guardar religiosamente o -parce sepultis-; mas
aquelles que me lerem me desculpar trangredir esse pre-
ceito huma vez que se fas preciso ehegar ao fim a que me
propuz, que he mostrar a gente com quem o Sr. D. Ma-
noel leve de ligar-se. Esse Vicente Ferreira de Paiva p.
de conseguir na Povoaco de Tamatanduha onde morava
ser nomeado Juiz de Paz sem sber 1er e nen esc ever ,
e o Sr. D. Manoel o saliendo nlo deo a respeito a menor
providencia, nao sobe annular, ou antes exigir hum acto
legislativo da assemblea provincial, annulando tSo burles-
ca elleico : esse homam era tido geralmente por immoral,
ladrSo e assassino tanto que foi processado por ladrao ,
assim como seu filho o Tenente Coronel Antonio Pereira ;
e tenho para o provar hum deprecato em meu poder; sen-
do pobrissimo veio com suas tranpolnas a possuir algn*
bens principalmente depoit de Juiz de Paz era (cuja qua-
lidade era venal e corrompido; e s deixava com bens a-
quelles a quem tema demandar ou processar conforme
fasia a todos que l)8o pertenciao a .seu lado e de quem
nao podia recelar cousa alguma : sirva de prova a demanda
que intentou contra o Indio Cosme Fernandesda Silva, qu
tinha alguns bens da fortuna ; e querendo mais depressa
apossar se d'estes bens fingi que o mesuio Indio Ihe ha\a
dado hum tiro para o que apreentava huma camisa esbo*
racada de carocos de chumbo quando disiSo vs mesmos
do seu partido que tudo era falso ; e d'esta sorte intinii-
dou ao ludio possou-se de hum pedaco de trras, de
gados, e animis clepois do que consegmo por artes m-
gicas huma sentenca a favor e o miseravel vendo que ti-
nha de para outia vez Gcar sern coisa alguma ven-
deu tudo : sirva tambem de prova o querer tomar
a seu proprio sogro huma porca de trra s por
que era confinante; e o nao podeudo conseguir malira-
tou-o, amacou-o de o mandar pilmitoar, aineacu a uui-
lher de fallar com seo Pai sol) pena ele elle, e lia sofCre-
rem tddo pezo de sua indignaeao, e perversidad?, e fi-
nalmente foi terrivel massacrador de seos ])arentes, e op-
press6r de seos proprios irmas, como tudo he publico,
e bem saludo no lugar, onde elle morou. Hum Pai tal
nao podia deixar de ler hum filho semilhante; e com efei-
to verificou-so n'elle o antigo i ifao de tal Pai tal filho
se espera va pois que o celehrc Antonio Pereira de Bri-
to e Paiva aln de ser a copia fiel deseo progenitor em
seos costumes, eaccoes, o excedeo muilo nos feitos ,
que tem praticado, sendo alem de tudo hum assassino do
prefissao : baja vista as que mandou perpetrar as pessas
de Pedro Fernnndes de Lima, e de Victoriano de tal como
he publico, esc pode provar; este que at se achava pre-
sto stj por que era protegido do Commandantc Supeiior
Antonio d'Albuquerque Maranha; eaqbelleporcen.su-
rar sua immoralidad.', e de pessas de sua familia e qual
foi o fhn que deu ao assassino do i d'estes dous desgrava-
dos? roandou-o taro hem assasinar estando durmindo em
sua casa, para Ihe nao pagar, o que Ihe devia da quautia
porque tinha ajustado aquella morle Tantos ciiun s,
lanta malvadesa parece incrivel existir em coraoa huma-
no; mas desgraciadamente Amonio Pereira tudo que he
de pior rene em si, e he ainda mais d'aquillo, que se pode
conceber Mandou tambem assassinar a Francisco de tal
seu prente, casado com mais de cinco Cilios menores,^
por ter amisade com o infeliz Victoriano, que, comodkse,
foi morlo por sus ordem indo escoltado para a Cadeia, e
n'esta morte teve grande parte, ou antes foi inteiramente
de acord com Jo- Fieire de Biserril, que enta servia de
Juiz de Paz! Igualmente mandou assassinar a hum indio
(cujo nome se ignora) que hia preso,e escoltado para a
Cadeia, o que foi tam bem de acord corr seu cunhado
Francisco Gomes de Castro, que ocupava o lugar de Juiz
de Paz, sem que houvesse o mais peqiu no mouvo, sera que
d'este misera?el tivesse a menor oflen.sa, p semen te pora
darem pasto a seu genio sanguinario, e feroz! D'esla sor-
te o termo da Povoaca de Tamandaluba tornou-se o foco
de ta tremendos assassinos, e todos tremia pela sua ext-
ienda E quem este Antonio Pereira de Brito e Paiva ?
quem estes outros seos prenles ta malvados como elle ?
o mesmo a quem o Snr. D. Manoel prestou sua amisade, e
confianca; o mesmo a quem fez nomiar Tenente Coronel de
G. N.; o mesmo a quem encarregou o recrutamento; os
mesmos a quem deu toda proteca, eencumbio da gran-
de tarefa da elleico !! Tal pela niaior parte a gente, que
cercava, e sustentava o Snr. D. Manoel! taes os homens,
que escolheu para a execucafl de suas orden*! e tudo que
nao era sto, cra emprega'dos pblicos; e S. Ex. disse na


I resees le milita> pessas, quando d'qoi fi 0 auno pas-'
sido para o Rio de Janeiro, que elle, rtu Rio Grande esla-
va seguro, po* o sen partido era de gente lod.i sua depen-
dente, e de empregados publico* a quem por comiseracao
inaiuJava por muituS veses pajjar-lhes o ordennado, de seu
proprio dmheiio Conhecido, como suponho ler leito,
ose Tenente Coronel Antonio Pereira de lcito c Pftiva
tratarei por ultimo, visto que ja vou sendo em demasa
extenso, do assassinato por elle mesflio tentado na pessa
do nspeitavel Cidadad Jos Ignacio d'Albuquerque Mara-
nlia. Antonio Pereira tinha hido a Capital cuiar-sc dos
ferimenlos de hum tiro de pistla, que havia levado, e
passiavfl a noite armado, cercado de guardas costas,assistia
todas as noitesao cha em casa do Sur, Manoel, que o
manda va levar a sua casa por soldados, adiando poneos
os guardas costas, que trusia ; Antonio Pe reir frequeuta-
va da niesma nianeira a c;isa do Chefa de Polica, Juiz
Municipal, e ruis aulhoiidades policiaes, sein que soflres-
,-e o maior encoinmodo por traser armas prohibidas, e do
mena armados ein sua conipanhia dentro de huma Cidaile;
S. Ex. precsava d'olle, e nao tinha remedio se nao soffrer
d'estas e peiores cousas; aproxima-se a elleicao, e porque
era Srthidoque Cidadas respetaveisda Povoacao deTuma-
tanduba pretendiflS faser opposicao a chapa do Governo,
fez para a marchar quarenta soldados jde Polica iub o
comando do Ofical valentc, ede confanca Ten<-nte Jos
Antonio de Sonsa Caldas ; esta forsa q'chegou aquella Povo-
ii mu no dia i i ou lade Jullio do anuo paasado ida iinnicdi-
.,uniente sobordiiada ao mencionado Antonio Pereira,
que f>> na mesma occasia encarregado do recrutamento ;
mas i voz publica ilenunciou, que tildo aquillo nao era
maisdoq' planoselleitias,e que Antonio Pereira yinlia en-
carregado de assassinar aos proprietaros Andr d'Albu-
querque Maranhao Arco Verde, e Jos Ignacio d'Albuquer-
que Maianba5, por seren os 2, que mus fortes, se apresen*
t.ivao na opposicao, e com os quaes tinha elle d'a minio
lempo inimisades pessoaes. Na note de 3o de Julho foi
rercodd a casa d'estes Cidadas pelo destacamento, com-
man ludtt pelo ficial vidente, e de contanca, e com elle
viuha Antonio Pereira na trente de nove guardas costas;
Jos Ignacio abr > pelas G llorase mcia da manhisua per-
la, exigi do Conimandante da forca a ordem, que trasa;
o que responden, que estava aulhorisodo pelo Governo
para multar, e que o Tenente Coronel Antonio Pereira
o viuha auxiliando, e que lainbem estava authorisado
para reerutar : Jos Ignacio conheceu logo a len-
vel -oite, que o esperara, estando a descripcao de tfio au-
daz, qtianto malvado nssassino ; mas nenhum recurso ti-
nlu na occasia. O Cominandante da forsa den principio
a correr a casa, e tendo entrado em hum quarto da fren-
i-, o fdccinora Antonio Pe eir que tinha ficado na porta
disse para os seos ; tenhao coragem, e euthusiasmo, e cura-
prase a ordem, e inmediatamente Jos Ignacio, que estava
sentado em huma cadera soffreu huma descarga de n ti-
a-
e
ios, sendo o mesuio Antonio Pereira o primeiro, que a-
tirou O infelis lodo baliado derigio-se ao Tenente, <
pergunlou lhe qual o motivo de ser ossassignado, nao
temi elle leito a menor opposicao aa ordena do Governo.
mtao o Tenente pergunta quena foro os authores do at
tentado, e sendo lhe respondido, que Antonio Pereira,
eos guardas costas, o Official miente, e de confanca dis
que nao tinha ouvklo os tiros !! Neste nterin hum
nos guardas costas o quer com huma faca, que Ira-
sia na mao acabar de matar, mas por huma destas coisas,
q' se sent os effetos sem conhecer-se a cauza, foi repre-
hendido pelo Tenente Comroandante, e o acto brbaro, e
horroroso deixou de ser consumado ; entre tanto Anto-
uj Pereira estava bem persuadido, que a victima de sua
harbaridadee mal vades* nao escapara; visto ter levado
lumia hala abaixo do peto direto, eoutra do lado esquer-
do sobre o fio dos lotnbos, alem de outros ferimentos to-
dos graves; depois deste facto horroroso o infeliz Jos :
Ignacio no meio das dores, que soffria, banhado em sen
proprio sangne pode anda pedir ao Tenente, que lhe
deixasse 4 soldados para guarda de sua pessa; e este
oflicial valente, e de confanca teve a crueldade de di/.er-
llie, que o nao podia fazer por ter de faser outras deli-
gencias, quando assim no succedeu, poia retirou-se pa-
ra o lugar, onde estava aquartelado ; he porem de obser-
var, que antes do relirar-se disse ao infeliz Jos Ignacio,
que chamasse aluma pessoa de sua familia, e lhe ftfcesse
ver que nein elle hem seos soldados t inho tido parte
fiaquelleattentado, <|ue foi so comedido por o Tenente
Coronel Antonio Pereira, e seos guardas costas! A sim-
nlese verdadeira exposicao, que acabo de faser demons-
tra sutticieritement a crimitialMade do Tenente Jos An-
tonio de Souza, e de sua curnplcidade, por quanto dei-
xou de prender os assassinos em flagrante, como era do
rigoroso dever ; ou enla se teve receio de com 4o ho-
mens prender a lo, nao e*e homem valente, de que
trata o Sr. D. Yanoel ; mas emfim elle era de confanca,
e parece ter bem correspondido ao conceito, que seu su-
perior delle azia Deve-se saber, que este assassinato
era d'a muito premeditado, pois queo Cidada Audr
d'Albuquerque Maranhao Arco Verde recebeo em 17 de
JiHiho huma carta annima, que o avisava de tudo, e
se nao se relira para Podras de Fogo, por conhecer a
gente do Sr. D. Manoel, e q'elle mesmo era capaz de tudo,
t. ria sem duvida perecido as maos de ta abominaveis
sicarios! A voz publica denunciou logo ao Presidente
como principal author de semelhante attentado, e enta
o Sr D. Manoel ravoso talvez, por que seu agente nao
hav cumplido bem a missao de que fora incumbido man-
aprender Antonio Pereira, e seos guardas costas,
dois dos quaes, que nao fora mencionados no corpo do
delicio os recrutou, e ordenou ao chele de Polica, q pro-
cessass aos domis ; Antonio Pereira estando preso na ca-
deia da Cidade do Natal era obzequiado por S. Eso., tanto
q' no dia 7 de setembro lhe mandou levar urna bandeja de
different-s massas e o Tenente valente e ele confanca,
que depois do assassinato foi assstr em casa de Antonio
Pereira demonstrando assm mais sua convivencia n*>
soflreo'a menor cousa Ser mal fundada a voz publica,
me anda hoje denuncia ao Sr. D. Manoel como mandan-
te das moit-a, que se pretenda fazer as pessas dos Ci-
dadas Joslguacio, e seu irmao Arco Verde ? O pu-
blico que me l, que avalle avista dos factos, que te-
nho presentado. Tem oSr. D. Manoel de retirar-se,
e depois deate facto vvendo todo atemonsado, nao saindo
a ra, desconfiando dos proprios que ocercao, talo pes-o
que sua consciencia soffria/ apressou sua v.agem ; mas
diiiasempre, como he publico, que nao conv.nha, que
Antonio T-ereira fosse sollo estando elle na Pres.dencia,
mas que em saindo o devia ser, e para uso o deixava bem
recomendado i seos amigos!! Com effe.to apezar de 6
.eslemunhas de vista, e todas contestes^como fino .Pro-
- cesso que se formou ; a pezar da nenhuraa deffeta que
b este ro^e altos, e execrandos crimes apezentou, forma-
so Jury, oJuS de Direto, que o presidia den parte de
Lente e'foi subtituido no dia a9 de Novembro pelo Ju.s
Municipal Joagutm Francisco de Fasconccllost sentenca
foi de absolviccao. !e entre tan o nem c, Ju.s Peden-
te do Jury, nem o Promotor Publico appejjpio de uo es-
tndaloza^sentenca, como *'^*$Z
or iulcarem que a accao praticada por Antonio Pereua
S merS, digna de imitacao I O sangue de tanta.

I

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y ic timas sacrincadas a o furor do Sr. D. Manoel, e dos si-
carios executores de suas ordens; aa lagrimas de tantas vi-
uvas, e orfas reclamlo justica, e a Providencia divina lium
dia permitir, que ella recabia com todo o rigor sobre a
cabeca dos culpados! 1 Antes porem de finalizamos esta
correspondencia, cumpre mencionar que o Sr. D. Manoel
acbou no Presidente da Parahiba o Snr. Pedro Rodrigues
Fernandes Chaves bum emulo de suas maldades, e perver-
sidade.*),pois q' constando este q' o cidadao Arcoverde aclia-
va-se omisiado no EngenUo Espirito Santo raandou o Maj de Polica Joaquim Moreii-a,que faz na Parahiba as vetes do
Tenente Jos Antonio de Sonsa Caldas, no Rio Grande,
cercar o Engenho, e, segundo disserao os proprios sida-
dos da tropa, a ordem que traziad era para mataren) aquelle
Ciiiada, a quem'o Sr. Pedro Chaves nao couhecia, e nem
tinba em tempo algum recebidoa menor ofiensa; felizmente
oSr. Arco Verde foi avisado com antecedencia, de que o Sr.
Pedro Cbaaaa muito mal liaba fallado d'elle ea *eu Pala*
ci, e que o pretenda mandar prender, e por isso tinha-
se retirado; uem de balde o Sr. Pedro Chaves he boje ex-
ecrado por todos os homens pensadores, e queestao bem
ao fado de todas quantas hostilidades, e oppretses tern el-
le feito aos desventurados Paralbanos! Parare! aqui, Sr*.
Editores, nao porque nao saiba de inuitas outras cousas do
Sr. D. Manoel, e dos seos amigos, e partidarios, que me-
reca6 ser sabidas, mas porque conheco que tcnho abuzado
desua paciencia, e do publico, a qtiem peco desculpa; e
principalmente porque conheco, que o pouco, que lenho
ditoprova exuberantemente qual o partido no Rio Grande
do Norte, que deve merecer mais conceito, e consid<-ia-
cSo. Se se m'offerecer occasiao de outra vez precisar do
seu pre-tiinn, en cont, Sr*. Editores, que me servido,
como desta vez na iwpiessa desta correspondencia. Sou
Oe Yins. constante leilor
O Natalente.

PlAITAMUao. -^ Ttp. Im*. di L. I. R. Roma. i843.


Full Text
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