Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04870


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1843.
Sabbado 21
Tado agora depende e noi meamos ; di no. pradencit, modera?3o e energa : con-
JBaemoa como principiamos e remos aponanos com admiracao entre as Nacoes mais
inltu, ( Proclamacao da Assemba Geni do Bbul.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES,
oiana, VuMbt i Rio grande doNorle sc;n Boaito e Geranhoai a 40 e 24.
Cibo Seriaba*, Rio Formoio Porto C1to Macelo e Alagoai no 1. 11 Jl
Bo>-'u* ^ore' 28- S,n, Anla6 i quii" feirts. Olinda lodos os da.
DUSDA SEMANA..
46 SK. MarcelloM. And. do J. de D. da 2. r.
17 Tere. s. Antio Ab. Aud. do J. de D. da 1. v.
18 Qua'rt. P'ieca V. M. And. do i. de D. da 3. r.
19 Qnint. Cannto rei. Aud. do J. de D. da 2. t.
20 Sext. as Sebastiao Fabiio Mm. Aud do J. de D. da 1. r.
21 Sab. haet V M- Rel- Au'l- 'o J- de D. da 3. T.
n Dom. > Vicate Anastacio Mm.
de Janeiro:
Anno XIX. N. 17.
O Diario publicase todos os diasque nao forem Santificados: o preco da assignatora h
de tres mil reis por quartcl pacos adiantados. Os andancios dos assignantea sao inserido,
gratis, e os dos que o n.io forem n raifio de SOreis por linha. As rerlamacoes dereniserdiri-
gidaeaeslaTvp., ra das Crines N. 34,ou a pracada Independencia luja de livroi C. D.
s.No dia 20 ilc Janeiro.
CAMBIO
Cambio sobre Londres 27 4 Nominal.
ii Paria 350 res por franco,
a a Lisboa 100 por 100 de premio
, ODRo-Moeda de 6,400 V.
i K < N.
I de 4,000
. PlATa-PaUeS!
Psol Columnares
dilos Mexicanos
compra tenda^
15,200 15.400
15.00J 15,200
8,400 8,600
1,780 1,809
1,780 1,800
1,780 1.8U0
Moeda de cobre 3 por 100 de descont.
dem de letras de boas firmas 1 j.
PHASES DALANO MEZ DE JANEIRO.
Lus Nora .1 30, 4 9 horas e 43 m. da manh. I [.ua cheia i 16 as 5 horas e 36 m da manh .
Quart. creso, 8, s 5 horas e 52 m. da lard. | Qaift, m-.n?. a 2.', as ID horas a 42 m. dat.
P reamar 'le fio je
1. a 0 horas e 11 m. da manha. *| | 2. ">' e 42 m. da tarde.
DIARIO
PARTE OFFICIAL
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 11 DO CRREME.
Ollcio Ao Exm. Presidente, informan-
do em vista da representago do delegado sup-
plente da cidade de Goianna a cerca da sol-
tura de uns recrutas.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informan-
do sobre o pagamento que requera o botica
rio Paranhos actual fornecedor dos medi-
camentos necessari03 ao hospital rgimen -
tai- c a
Dito Ao mesmo Exm. Sr ponderndo-
le novamente sobre a urgente necessidade do
se concluirem as obras militares ja princi-
piadas na fortaleza de Tamandare e fortes
de Gaib e Buraco.
Dito Ac mesmo Exm. Sr. informan-
do o requerimento do major do estado mador
Raposo da Cmara que pedia licenga par ir
ao Rio Grande do Norte condusir sua fami-
lia para esta provincia.
Dito Ao tenente-coronel commandante
interino do terceiro batalho da artilharia ,
para que fizesse constar ao capito Anacleto
V. de S. Anna, que ello palo commando das
forgas que estivero destacadas no Rio For-
moso, eSerinhem, so lhe competa agra-
tficago do commando de capito e nao as
que requereraao governo imperial, que in-
defirio a sua pretengo, conforme foi commu-
nicado em aviso de o de dezembro ultimo.
Portara = Ao commandante do terceiro
hatalho de artilharia mandando de ordem
deS. M. o Imperador, communicadaem a
viso da repartigo da guerra de 19 de dezem-
bro do anno pretrito dar baixa ao corneta
llanoel Thomaz da Silva por ter finalisado
o seu engajamento.
Dita Ao mesmo mandando dar baixa
ao primairo sargento Thomaz de Aquia Re-
gio', por assim o determinar S. M. o Impe-
rador em aviso da repartigo da guerra de 19
de dezembro de 1842 por ter sido julgado
incapaz em nspecgo do saude.
DitaAo commandante do deposito, man-
dando por igual motivo, e em virtude de
ordem imperial dar baixa aos soldados ,
Miguel Pereira de Aguiar Manoel Lourenco
da Silva Jos Alves e Jos da Triodade.
Dita Ao commandante da eompanla ue
artfices mandando similhantemente dar
baixa ao soldado Agoitinho Jos Ferreira.
Dita Ao commandante da companhia de
1FL HITO
CARLOTA DE LEYMON. (*)
Nesse mesmo dia o barSo de Leymon ,
depoisde ter escrito a M.n"dTlauterive, man-
dou um proprio ; pois pensava que esse da
era a vespera da partida. Elle a conjurava a
queconsentisseemve-lo, anda que por um
s momento. Depois foi ao quarto deLarlo-
ta, cuja porta se conservava desapiadadamen-
te fechada para elle entregou ma carta que
lhe tnha escripto e voltoa para seu quarto,
onde procurou debalde conciliar o somno.
Soffria muito e havia j longo tempo 5 apo-
zardoseu exterior impassivel e calmo sen-
ta com violencia todos os males da situado
em que se collocara. A forga de comprimir
seus sentimentos, tnha o porage despeda-
ce Video Diario N. 5, 6 8> 9 l3 '
ele.
cavallaria mandando dar baixa aos soldados
Ismael Jos da Costa, e Antonio Jos Paos
Barrete
dem do da 12.
Officio Ao Exm. Presdanle, devolven-
do um oflicio do commandante superior da
guarda nacioal de Goianna sobre um guarda
que dice fra recrutado em Bebiribe ; mas
que at; o presente nao fra remettido para
assentar praga.
Dito Ao inspector da thesouraria remet-
tendo-lheaguia que pela pagad ira das tro-
pas da corte, loi passada ao major J. L. S.
R. da Cmara.
Dito Ao mesmo remettendo-lhe os pi-
peisde contabilidade do destacamento de I-
guarass pertencentes ao mez de dezembro.
Dito Ao mesmo enviando-llio os papis
de contabilidade do destacamento do Pao do
Alho relativos ao mez de dezembro.
EXTERIOR.
NOTICIAS DA INDIA
Quettah foi abandonada e ao oeste
de Cabul nao temos mais um s soldado no
Affa'hanistan. 0 ultimo destacamento do exer-
cto do general England parti no 1.", e cha-
gou a 9 de Outubro a Dadur. A retaguarda
atacada na passagem do Bulan, perdeo alguns
lomens. O primeiro destacamento deb^i-
xo das ordens do major Raid chegou a 12 a
Sukkuo e o segundo sob o commando do
coronel Narshall era esperado al6emSlii-
karpour. O capito Bygrave, ultimo prisio-
nero retido anda por likhbar Khan tor
nou a entrar em Cabul. A 26 os brigadeiros
Tulloch e Staey frente de 4,000 homens li-
zero urna expedigo para o Kohistan par-
te septentrional do Cabul. A 29 tendo e-
les encontrado o exercilo de AmcerOolla.a
20 milhasdeCabul, o qual vinha de Charokar,
fizero-no em postas. A tropas devio tor-
nar a entrar em campo a 5 d'Outubro e mar-
char para Peshawur pelos desfiladeros a 10
ou 12. Para o meiado de Novembro que
devia formar-se o acampamento do exercilo
de reserva em Pinjar parto de Sirhind.
Reino ainda algumas inquii'taQes no Bun-
dlekond, districto da presidencia de Calcuta.
Os exercitos dos ganeraas Nolt e Pol-
lock que montavSo a 18,000 homens de-
veiii uii- de Cabul a 10 de Outubro ; achar-
se-hfio em Jellalabada 22 em Peshawur a
8 de Novembro ; e em Feroze-Port a 17 de
Dezembro ou ao menos antes do Natal. E'
gado ; e a desgrana dessas duas mulheres ,
os tormentos da vida privada que ha tres me-
zesassgnalavo todo os seus das, de tal
modo lhe ero ento insiipportaveis que re-
solveu a todo o custo livrar so dalles. E ra-
ro ver-se um homem que resista aos desgos-
tos e fadiga dos pequeos infortunios que
sobrevem todos os das ; s as mulheres sao
to soffredoras.
Leopoldo de ordinario to impassivel, pas-
sou toda a noite e todo o dia seguinte em ex-
traordinaria agitado que toda se pintava
em suas f.-icoes alteradas. De tarde, o proprio
qua mandara a Pars voltou com a carta
M." d'IIauterive tinha partido ; seus dous
criados de coniaiiQa a tinho companhado 5
os outros tiho sido pagos e despedidos ; d-
zia-se que nunca mais voltaria. M m* de Fer-
Mi'-res encarregada de receberas cartas di-
rigidas'a ella nao devia manda-lasantes de
ter-lhe ella escripto. Leopoldo bem vio que
para sempre so tinha separado ; admirou a
roragem dessa fraca mulher ello que tanto
admirara o seu amor Enxugou urna lagri-
ma suliocou um suspiro e levou os olhos
a urna caixa cncrustada de ago policio que na
Tespera pozera na chamin. Anida paaseava
no quarto a passos largos para repelhr a
d'esperarque n'essa pocha urna parladas nos-
sas tropas que guarneeem o Ssindo eslarao
promptas para reunir-so ao exercito princi-
pa1 e ento taremos no principio do auno de
1813 25,000 homens estacionnados na l'ron-
teira de Sutly.
A expedigo dos brigadeiros Tulloch a
Stacy do lado do Kohistan tinh* por lim
apoderar-se da pessoa de Ukhbar-lvhan e de
Ameth-Ojlla assim como d'outros chafes.
; No fjrte de Httf qua nao pola s>r defendi-
do por estes chafas, achou-se 2 pegas e espin- i
. gardas qua tinho sido tomadas aos Ingl v. s
, na occasio do ultimo desastre. Os chafas a- ,
: vadiro-se; mas apanhou-sa algumas das suas
; mulheres. IsUlif foi destruida.
- O resgate dos prisioneros Inglezes da- i
I vido a traigo do Shah Manomad, aooarrega-
do por L'kba-Khan dos guardar. Este cha-
fa entregou os prisionciros nv'dianta 2,000
rupias e a promessa d'uma penso-do 1,000
rupias por mez. On gocio foi tratado pelos
[lazaras que acompanhavo a brigada do ge-
neral Sale. Foi urna felicidad seguir-se es-
tas negociarles por quanlo Ukhbar khan
tinha enviado destacamentos considera vais pa-
ra interceptar a su* passagem. As ultimas
ordans do chafa afighan ero de envia-los to-
dos ao Koolum e do matar aquellas que nao
podessem fizar a marcha. Os Hazaras pro-
metero apanhar Ukhbar-Ehao morto ou
vivo. O prioneros qua foro entregues em
Cabul, ero 115 passoas em numero; 31
officiaea 9 smhoras 22 meninos, 5I> sol-
Jados europeos 2 caixeiros e i mullieros ;
ellas tinhSo estado em captivero 231 das.
O exercito na sua marcha anconlrou numero-
sos esqueletos de soldados luglazes. Enter-
raro-se muitos.
( Le Naonl.)
CftKESPO\PE?CgA.
Sr.i. Redactorc.
Dignos da censura tem-.se Vmcs. tornado
pelo dasprezo soberano mas injusto com qua
tra*cto as produce/) ;s inesmaveis,M aecusa-
odas irreparavus os principios lgicos do
lmpido. Desdo que mettarao bulla o
I." artigo do 9 de Dazembro passado dasprc-
zro Vms. o seos miopes ignorantes e
futis collabo'-ndures as incontestaveia cansu-
ras desta profund > poltico, deste juriscon-
xht'io que pansa madura o reftectidamen-
te nos negocios da Patria e se acha por con-
srquencia habilitado para adminislral-a o
fiscalisar as suas rendas.
Ser por medo d >s argumentos nervosos
da que se persuade diapor o nosso Patriarca
da abordada que Vms. fugiro da discusso ?
Ojia tem deixadode responder a lodps os seus
artigos oomosequeixa elle ltimamente ,
e com razio dmpeitoto do nenhum caso, que
se faz de um censor o manos joven da joven ,
que alias por sao prestigio consilir devia to-
da a venaraefio ?
Conheeo que o silencio doD. V. teria fei-
to Cahir ol). n. pois que sem, polmica nao ha-
via de queaustentar-seesta folhaeseosatellle;
nem haveriaquem os quizesse 1er. Nao duvi-
do Jo enji'u quo t par-secom um adversario, que enfada tanto
pelo seo inspido o incorrecto estillo como
pela repelico das mesmas acusacJes sempro
vagas, que vem refroduzidas sem terem ao
manos os atavos de urna replica. Sei que o
Intrpido repele era todos os seus artgos o
m smo qua dis o Redactor do D. n. contra o
Governo Provincia] sem provas. Falla da
pretenejio dos Brazileiros por estrangeiroa
ignorantes, mas nlo se atreva a indicar quaes
sejaoestes individuos por que todos sabem
q;ie s 2 estrangairos foro empregados ;
qua Mr. Vaulhi'r nSo he ignorante, nem
inferior em honrada/ < tateligeacia do serviQo
de su repartilo aos Sis. Firmino Ancora, e
Amaro da Moma ; que o Sr. D. Francisco
foiempregado na vaga de urna cadeira resig-
nada pelo Parnambucano, que estava nascir-
cuastaucias de exercel-a satisfatoriameate; a
qu nao ha estrangeiro ignorante quom hom-
brea com os melliores oradores ecclesiasticof
da Provincia. Queixa-.se da divida dosem-
pregados que recebem ordenado pelos cofres
Proviuciaes atlribuiudo esta falta as despe-
zas das obras de palacio caes e alfandega ,
faitas pelos eolias geraes. Diz que taes obras
nao ha mas so meros concertos-quando
quer deminuir o mrito deltas e que sao no-
vas de seo p e nao concertos quando preten-
de qua se techa com isto engaado o Gover-
no central. Falla de homens aventureiros ,
sem mrito quf jormuo o circulo predomi-
nante c dispoem de toda a Provincia sem
se ttrevera mencionar estes individuos, nem
as couzas de que elles se tem servido e dis-
posto cm prajuizo da causa publica e des-
culpa-se que nao quer personalizar sem
advertir que este o meio. capcioso de fugir
das provas qua alias dove dar de urna aecusa-
go to grave faita ao Governo.
Queixa-se trar quo ellas estivessem mais baratos no pe
. riodoia passada administrago nem apon-
' tar o acto desptico do Governo que motivas-
ida desse partido quando um criado lhe
trouxe a resposta de Carlota carta que elle
escrevera na vespera. Es o que continha :
Nunca duvidei da vossa lealdade e deli-
cadeza ; se tivesse concebido algum receio
0 a este respeito o passo que agora tentaes
o dssiparia. Mas seria abusar da triste
(( situaco em que vos acliais o reclamar jun-
to a vos direitos que o vosso coraco nao
sanceionou i Sou ainda urna crianga e il-
ludi-me a raspeilo dos vossos sentimentos.
Tudomudou desde que descobri a verdade:
e a ventura que eu sonhei tornou-se para
vos e para mim cruel supplicio.
Nao acceito offerecimantos devidos s a
te generosidade de vosso corago ;'t vossa
piedade ou ao sentimento da um dever
do qual devo d'Sonerar-vos : e pego enca-
reculamente que nao mais perturbem a so-
te lido, qual nada mopoder arrancar a-
gora,
Tem apenas dezeseis annos exclamou
Leopoldo ; repararei o mal que lhe causei !
Ainda tem tempo para ser feliz pobre me-
nina :.....
Y. <)>')i a mo sobre a caxa dando mil VOl-
tas chave.... depoisdeteve-se e disse :
Ao anoutecer !... Mas nao aqui, do
modo nenhum !
Tocou a canipainha e disse que era duas
horas quera partir.
Prepararo a cari uagem ; chegaro caYal-
Mos de posta; o Carlota sentindo cerrar-se-
Ihe o corago e os olhos encherem-se de lagri-
mas ao rumor dessa partida que ella mesma
desejara correu a esconder-se no lim do jar-
dim pra a nao presenciar.
Entretanto tinha M."" d'IIauterive sabi-
do de Pars; ia abandonar a Franga; nao que-
ra tornar aver Leopoldo. Mas sua lilha !...
Meditou ir dizer-lhe um ultimo adeos obter
della a promessa de perdoar a seu esposo e
consagrar a vida a faze-io ditoso.
E pois, mudou decaminho. Arthurde Br-
val mostrou-se inquieto.
__Balaremos em Marseille no dia marca-
do disse ella.
Nao replicou e at no lhe fez a menor
r.ergunta.
Chegando ostalagem da aldea que tocava
o castalio de Hauterive, retirou-se ao quarto,
mnunciando o projaoto de pr-se acaminho
ao romper do da. Arthur nao se deitou. A's
; ,. .r-s, vio M."" d'Hauterive sabir da es-
talagem, acompanhada de urna camponeza.



se s paralisacao da industria. Nao neg que
o tal intrpido seja o mais tollo de quantos
tscrevinhao no circulo da joven e que o des-
presador silencio urna resposta que o desba-
rata, a nica adaptada a suas futilidades,
mas assitn como os Srs Redactores lem honra-
do o D. n. com replicas e treplicas en-
tretanto que alie falla como quem sempro co-
meca, e nao ouve o que se Ihe responde te-
nha com o intrpido em consideradlo de sua
idade e prestigio a deferencia se nao de con-
testado por que elle nogosta de argumen-
tos, ao menos de fazer sentir a S. Senhoria
mesma as parvoices de queso compc os seos
artigos as contradices palmares, queali
se acho o pedantismo que deixa conhecer
quem saja o verdadeiro autlior desses commu-
nieados para satisfazer o dezojo que tem
S. Senhoria de passar por honiem de impor-
tancia e consideraQo no seo pariido.
Estando para concluir esta correspondencia
deparei com on. I6doD. n. de 20 do eor-
rente no qual o intrpido ja se nao queixa d
falta de resposta o faz um resumo de todo.-
os seos resumos em replica ao que o I). v
tem dito. Ern menos de dous dias achou o
nosso Politieo a honra que ambicionara de oc-
cupar-seo D. V. com as suas excellentei pro-
ducces, e assim ja nao prcciza do favor, qu<
eu quera adquirir-lhe dos Srs. Redactores ,
embora seja isso urna contradieco do arti-
go de 20 com o de 17 Jeste proprio mez e
anno.
+
O CARAPCEIKO:
OSQUEV1VEM DA POLTICA.
Se a Politica he a sciencia de gorernar, ou
como querGaliani a arte de fazer aos ho-
mens o maior bem com o menor trabalho pos-
sivel ou segundo Locke he o bom senso ap-
plicado Moral publica : parecia-me que a
Politica nao era para qualquer Jagodes ou
cabecinha de avel ; e d'abi conhecia que
ainda tomada m parte e entendendo ,
que o Poltico nao he se nao hum animal
bipede e racional, que serve a Dos de ma-
neira que nao olenda ao diabo releva para
este fim ter muita finura, muita penetraco,
muita experiencia do mundo. Em conse-
quencia destes principios tinha por homens
raros e extraordinarios os Moyss os Ly
curgos os Solons os Nimias os Platees ,
os Aristteles os Ciceros os Hobbes, os
Lockos os Machiaveis os Monlesquieus ,
os Rousseaus, &C. dtc. : mas enganei-me
completamente. A Politica est boje redu-
zida a huma especie de pelotica que chega
a todos ; he semelhante as quadrilhas que
todos dansao ; e vive-se de Politica como
outr'ora se vivia de sapateiro d'alfaiate de
barbeiro &c. &C.
Hoje o Padre j nao quer saber de Theo-
ogia da Historia Sagrada e Eeclesiastica ,
da Moral, do estudo dos Santos Padres. Em
vez de Fleuri e de Ducreux l a Biogra-
phia dos contemporneos em vez de Conci-
na, Cuniliati Schram Penafiel Bt>zom-
bes &c. applica-se licAo ral, das obras de Rentham e em vez de S.
Joao Cirisostomo S. Gregorio Magno S.
Jeronymo e Santo Agostinho estuda Fritot ,
Roussi Macarel JoSo Baptista Say &c. O Medico nao se forma era Maiecma
para curar enfernos, ou manda-Ios para o
outro mundo debaixo de regra : elle atira
para a banda os estudos de Phisiologia A-
m
Advinhou que quera ver a lilha urna vez an-
da ; mas lcou janella para esperar orno
manto em que voltasse porque senta que
Ihe nao seria possivel pregar olho.
Carlota tinha chorado muito tempo, per-
correndo sem tino as sombras alamedas do
parque ; depois quando sobreveio a noite ,
quando de novo entrou nesse castello que
dahi por diante s ella devia habitar, tudo
Ihe pareceu deserto como se a ausencia da-
quelle a quem recusara ver tornasse inteira-
mente desella essa vasta habitacao. De seu
corado se apoderou urna dessas dores agudas
que s a perda de todas as nossas esperarlas
pode produzir, e que despedazo ou emmur-
checem tudo. O pateo onde vira a carruagem
estava dezeito ; tinha cessado o roovimento
queahi reinara depois que elle se ausentou ;
nenhum rumor se fazia ouvir. Seguio machi-
nalmente o corredor que ia ter ao quarto de
Leopoldo. Teve vontade de visitar esse lugar
em que elle habitara a ver se descobri. al-
gum dos pensamentos de que ah se oceupa-
va. Chepando ante-camara, admirou-sede
ver a porta aberta e luz no quarto : chegou-
se ento mais mansamente. Duas velas ar-
riso em urna mesa ; um homem estava de p,
om as costas voladas para a porta. Nao ;he
uatomia Pathologia Teraputica c. para
applicar-se aos livros de Politica e tendo o
Estado por hum grande enfermo pretenda
receita-lo nao romo Facultativo simeomo
Legislador pondo-lhe ora papas emolientes ,
ora vesicatorios ora ventosas mas quasi
sempre bichas. E haver Christo ( e mes-
mo Mouro ) to desalmado que se receite
com hum homem queem vez de fallar-lhe
m Hipcrates em Pinel em Rostam em
Broussais em Thomazzini dc, s trata
de peridicos de oppoico e nao opposi-
cao, de programmas governamentaes, de Mi-
nisterios assim e assado de Diplomacias,
e de formulas Parlamentares ? Eu nao co-
nloo profisso mais livre e independente,
que a do Medico. Elle nSo carece do Gover-
no nem est merc dos partidos : em
sendo assiduo e tendo a fortuna de acertar
com o curativo de huma duzia de doentes
raudos em havendo molestias (que nunca
falto ; por que o numero dos loucos e im-
prudentes he infinito ) est como se diz
vulgarmente deitado e pode enriquecer
da noite para odia. Que Ihe importa que
suba ao Poder o partido tal ou o partido
qual ? Que Iht embaraza saber quem est na
opposiso ou quem pertence ao Governo ?
Nao Ihe falte a safra dos estupores das a-
poplexias dos pleurizes nSo haja mingoa
de hipertrophias e da innmera farragem de
molestias todas acabadas em iten ; que o Dou-
tor est cima de todos os revezes e ver-
daderamente nao carece de ninguem. Ora
troca este estado independente, seguro, pa-
cifico e feliz pela vida tempestuosa preca-
ria e incerta da Poliiiea he o que me pare-
ce huma das muitas exquistices do espirito
humano.
O joven que mal acabou de cursar os
bancos das nossas Academias Jurdicas em
vez de dedicar-se ao estudo e pratica do fo-
ro e dest'arte adquirindo crditos de bom
advogado grangear huma fortuna indepen-
dente quer logo ser Deputado e repimpar-
se nos bancos dos Legisladores. Hum meni-
no destes as elei^es passadas ainda estava
com a penugem de estudante: nohavia hum
mez que se tinha formado ; e veio pedir-
me voto como Eleitor que eu ern : sup-
pur se contentasse com a Deputacjo Pro-
vincial mas enganei-me ; pois mui grave-
mente me disse que contava sahir huma?,
e outra cousa isto he ; Deputado Geral e
Provincial, l'iquei pasmado. Ora por vida
minha haver quem acredite que hum ra-
pazinho elambuzado em 4 cousas do Curso
sem nenhuns outros conhecimentos, inteira-
mente baldo de experiencia e pratica do
mundo seja hum Legislador ? Nao he isto
huma solemne mangaco ao pobre Povo ? Em
Franca ninguem he Deputado sem contar
pelo menos 30 annos de idade : entre nos o
Clerigozinho Subdiacono o Alferesinho o
Hachare! formado, em contando 21 annos po-
dem ser Legisladores Ser porque entre nos
as capacidades sao mais precoces eo deseri-
volvimento intellectual he mais rpido ? O
que se pode esperar de legisladores meninos ?
0 que vamos vendo e sentindo.
Rom e muito bom he que hajo mocos,
que se dediquem ao estudo das sciencias Ju-
rdicas e Sociaes : mas entendo ( estarei
engaado) que oSi:u demasiado numero he
huma calamidade publica ; porque de ordi-
nario o homem que se destinou a essa pro-
fisso, mui diflicultosamente sujeitar-se-!ia a
va o rosto ; mas quem a nao ser Leopoldo
leria esse talhe esbelto e nobre ? A sorpresa,
a alegra talvez a retivero immovel: elle
nao tinha partido !... Ella o observava pen-
sando que a partida apenas retardada nao
tardara a roubar-lh'o : segua todos os seus
movimentos. Pegou nessacaixa, em que to-
cara algumas horas antes tirou duas pisto-
las e carregou-as. Ao ver esses preparativos
de viagem involuntario tremor percorreu os
membros da joven : um momento Ihe veto a
ida de algum duello ; sentio-se transida de
susto !... Leopoldo sentou-se e ficou immovel
alguns instantes ; depois indefinivel gesto,
quo sem duvida corresponda a um pen-
samento annunciou ter elle tomado irrevo-
gavel resolucjio. Inclinou ento a cabeca pa-
ra a arma que tinha na mo ; a pistola, pres-
tes a disparar, ia varar-lhe a fronte.... quan-
do um grito de Carlota que Ihe tinha passa-
do os bracos em torno do corpo e aper-
tando-o contra o coragSo, pareca defende-lo
contra si mesmo, suspendeu a execugo des-
sa resoluco funesta.
Carlota !... exclimou admirado.
Meu Dos Leopoldo que ias fazer ?
Livrar-me de urna vida insupportavel.
Porque essa vida est unida a minha ?
procurar outra industria outro mdo de vi-
da que nao seja advogar ( o que nao pode
chegar para todos) empolgar empregos p-
blicos ou metter-se nos rodopos e maru-
Ihos da tempestuosa Politica. 0 estado ca-
rece sem duvida de Jurisconsultos Legis-
tas, polticos dc. ; mas nSo que todo o
mundo se dedique a isso ; porque neste caso
falta gente para outras muitas profisses e
misteres. A Patria tambem precisa de sapa-
teiros alfaiates, carpinas, pedreiros fer-
reiros &c. at de bons msicos precisa.
E que lastima n5o he estar feito senhor Dou-
tor que nada sabe hum rapaz que mui-
tas vezesseria hum excellente rabeca hum
ptimo clarineta &c. &c ? Quarr. triste nao
he que esteja alinhavando cortando cir-
s?indo, remendando, e remontando leis hum
joven a quem a natureza parece haver desti-
nado para fazer essas cousas no fato dos seus
concidados.
Queix9o-se, e arrepello-se muitas pessoas
de que o estrangeiroaqui nos abarrote de obra
feita em prejuizo dos artistas da trra ; mas
como nio ha de ser assim, se c a nossa gen-
te toda nSo quer seno ser doctora e os
que deviio destinar-se a esses misteres es-
tao todos matriculados ou para se matricu-
lar nos Cursos JuriJicos ? Quem nao convir
comigo, que urna casaca bem arranjada, que
hum botim bem feito sao muito mais apre-
ciaveis do que huma lei despropositada, ex-
tempornea ou inexequivel ?
Alguns ha que nao tendo a varinha de
condo isto he ; a carta de Bacharel ; toda-
va nao sabem applicar-se a nenhuma outra
industria, quenosejo especulaces polti-
cas, e dedico-se a escriptores pblicos, para
o que muitosentendem que nada mais he
preciso, do que arranjar quatro frases tabe-
lioas esobre tudo descompor a torto e a
direito. Est hum destes giros completa-
mente vadio, e sem modo algum de vida ;
anda herrando por um emprego publico que
he o consoltetrix afflictorum ; mas como esse
pescado anda muito vasqueiro ; porque o nu-
mero dos pescadores he infinito esem bons
padrinhos nada se consegue ; atira-se es-
peculaco de Periodiqueiro poltico. Se tem
alguma espferanca o promessa do Governo ,
ei-lo paladino Ministerial, e acrrimo defen-
sor da AdministracSo de quem aguarda a
competente recompensa. Se porem ve que
nada pode pescar por este lado alista-se as
bandeiras da opposicao e diz do Governo ,
de seus agentes e affeiQoados o que Mafo-
mas nao disse do toucinho : mas se o mesmo
governo de quem hontem disse cobras e
lagartos hoje Ihe assena, com a golodice de
leum empregosinho desapparece o grande
patriota o Catfio censurino, o pai da patria,
o martyr da liberdade esurge o mais vil e
1>aixo dos aduladores do Governo Na classe
desses escrevinhadores at os ha que tem
mandado propr transacedes com agentes do
Poder ; e alguns dest'arte tem pescado algu-
ma cousa ; mas eu se fra A octoridade da-
ra empregos ao mais indigno dos homens ,
menos a um desses borradores de papel es-
pecie de fadistas do prelo que servem indis-
tinctamentea quem Ihes paga e escrevinho
nao segundo a propria conviego sim por
mera especulaco. Descompozessem-me mui-
to embora com tanto que nenhuma impor-
tancia rinssn a f*fls mnlquetrefes e saltim-
bancos polticos. A maior seguranca de qual-
quer Governo est no cumprimento da Lei; e
disse Carlota lavada em pranto. Nao.' a vos
compete vi ver e eu que por todos sou de-
testada morrerei.
Carlota !... disse Leopoldo enternecido.
Aqu tens, disse com exaltaedo a moca,
v como a tua indiflerenca me alterou as fei-
ces !.... como estou plida e doente !... Um
momento ainda espera !.. euj nao posso
viver muito tempo! nSo te mates !... espe-
ra .'...
Carlota !... repeta Leopoldo.
E nem urna palavra para exprimir sua emo-
e/io pois va com effeito quo demudada es-
tava sua joven esposa e alfim comprehendia
quanto devia ella ter soffrido.
Como deves odiar-me J...
Taes foro as primeiras palavrn que cs-
capro de seus labios.
Mui commovida para responder Carlota
conlinuavn a aperta-lo nos bracos, e, debu-
lhada em lagrimas beijando-lhe mil vezes a
fronte e os cabellos era assim que responda
aecusaco de seu esposo.
Nesse intrrim M."' dTIaulerive havia
mandado chamar a jardineira do castello e, j
guiada por ella tinha entrado no quarto de
sua fiha j e nao a encontrando depois de
procura-la s por toda a parte, havia chega-
huma vez que a AdministracSo he justa, que
mal Ihe podem fazer as vociferaces de espe-
culadores e descontentes ? Quem governa
rectamente nao se apartando das disposi-
ces da Loi, e dos dictames d'huma consci-
encia Ilustrada em vez de odear, deve esti-
mar a opposicao quando sisuda e bem in-
tencionada ; porque esta em muitos casos, e
circunstancias o pode orientar e dirigir ; e
conseguintemente tem as maos soltas para
dar os empregos do Estado aos cidados, que
os merecem e nao a esfomeados pelotiquei-
ros que a ser possivel, ( venderio a propria
alma como vendem a penna.
Todos reconhecem, e lamento a nossa im-
moralidade e cada hum a attribuc a isto, ou
aquillo segundo o prisma porque olha para
os negocios pblicos : mas sejo quaesforem
as causas de tantos e tantos males eu es-
tou intimamente convencido que j i urna das
principaes he o ser o emprego de De,outado o
meio mais certo d'empolgar os mais impor-
tantes cargos do Estado. Em meu fraco en-
tender devia haver huma Lei, em vir.tude da
qual o Deputado fosse inhibido de cecupar
emprego algum do Governo e isto n8o s
durante a sua eleico como por toda a Le-
gislatura subsecuente. Tambem n.1 parece
mui acertado que asim como os Presi den-
tes de Provincia nao podem ser eleitos mi 'm-
bros das Assembleas Provinciaes, por ideo ti-
dade de raso nao podessem ser eleitos Depu '"
tados Geraas. Desta maneira entendo qot'
se corlara por muitas intrigas, por muitos
odios, e vingancas; e, se me nao illudo,oim-
portantissimo lugar de Representante da Na-
co recahiria em pessoas dignas, e no em ba-
damecos,e litiriteiros, que nao tem outro mo-
do de vida seno as espertezas, e cavilaces
da Poltica. Desta maneira emfim sseriio
Deputados cidados independentes e creio ,
que o nosso melhoramento seria espantoso.
Em quanto porm as cousas forem como vo,
em quanto aseleices forem huma especulando
de huma duzia de girigotes que fazem-se as
barbas huns aos outros, faco as leis que
fizerem,havemos de ir sempre de mal a peior.
Sei, que estas minhas ideas ho de desagra-
dar a muita gente: mas eu digo com franqueza
oque pens ; e se estou em erro devem-me
perdoar atienta a minha boa intenco. Se
o Padre estivesse certo, que com a Deputaco
nao empolgava huma mitra ; seoSr. Bacha-
rel soubesse que por 8 annos estava inhibi-
do de apanhar lugares de Juiz a Dezembar-
gatoria <&c. &c. s pelos 6 mil cruzados an-
nuaes parece-me, que nao procurara o lugar
de Deputado ; porque geralmente fallando o
subsidio consome-se todo, e muitas vezes nao
basta para passar com decencia na Corte do
Rio de Janeiro. Do modo por que as cou-
sas lem ido entre nos nao temos verdadei-
ro Governo Representantivo ; o que temos he
huma Oligarchia. O Brasil tem sido a granja
de hum certo numero d'espertalhOes. Em
Inglaterra por ex. ha os dous bem pronuncia-
dos partidos de Wigs e Torys, representan-
do huns a Aristocracia outros a Democracia
do paiz : mas entre nos nao h verdadera-
mente taes partidos nem opposicao de prin-
cipios ; o que h he opposicao pessoal, o que
ha he ambicio de poder e toda a guerra ci-
fra-se em ultima analyse em huns quererem
tirar a mama aos outros.
0 que he finalmente d'ordiuario o sugeiior
que vive da Politica ? He hum homem sem
principios cerlos sem convienes proprias ;
do porta do quarto do baro de Leymon.
Vio-os no momento em que Leopoldo s coro
caricias podia exprimir sua esposa seu arre-
pendimento e sua ventura. Deteve-se no li-
miar.... depois, elevando as mos, disse bai-
xinho :
Meu Dos! digna-te abencoa-Ios do co,
como eu os abengo sobre a Ierra .'
E retirou-se sem ser presentida.
Dous annos tinho deccorrido : a baroneza
de Leymon tinha sbreos joelhos urna linda
menina de quinze mezes a quem amamen ta-
ra e chamava Lucia em lembranga de sua
m que ainda viajava. A crianca estava brin-
cando com um papel, em o qual estavao im-
pressas estas palavras :
M. d'Hauterive tem a honra de vos dar
parte do seu casamento com o Sr. Arthur de
Brval.
Era urna das circulares que a baroneza de
Leymon tinha sido encarregada de distribuir
s antigs amizades de sua mi, cuja volta,
annunciada para o mez seguinte, esperava
com impaciencia. V.
FIM.


5

que manein do cata-vento muda a cada ins-
tante ; que au tera f nem lealdade com
ninguem ; que tudo sacrifica s suas preten-
des ; que est prompto a transigir com mal-
vados huma ver que estes posso concorrer
para a sua elevarlo ; que lanca mo Je todos
os meios huma vez que se encaminhnm a
geus linsem summa o Inmem que s vive
de Poltica he hura llagello da sociedade.
VARIEDADE.
A gheralidade do vocabulo massada.
Hum dos vocabulos hoje mais em voga he o
vocabulo massada, geralmente adoptado para
exprimir cousas, queenfastio, que encommo
do e zango. Mas que generalidade se
he nao tem dado Ouvir Missa chama-se ho-
je massada. O Serrao he urna grande mas-
sada. Huma disertarlo filosfica he messada.
Um discurso bem trabalhado e bem escrip-
to sobre a Beligio ou sobre a Moral he mas-
sada : s nao sao massadas as novellas e
certos fol helos de cousas superficiaes, e re-
diculas ; s nSo sao massadas as materias j
mui sedicas e os miseraveis plagalos de
nimios peridicos que por ahi correm cnm
reverendas falsas &c. &c.
A variedade sempre gerou deleite ; e d'a-
quia razo por que as reuniOes ecompa-
nhias de recreio al ha bem poucos annos ora
danQava-se ora cantava-so ora jogava-se ,
ou conversava-se. Mas presentemente est
tudo proscripto por massada excepto as mo-
ntonas quadrilhas a ponto de se tirarem
das salas os pianos ; porque j se nao ad-
mitte a cantoria se nao em algiim soar
muito particular e como se costuma dizer ,
capucha. Quam agradavel nao era ouvir a
urna senhora de boa voz e bom estilo can-
tar as bellas modinhas Brasileiras Al isto
se nos tem tirado. Hoje verdadeiramente
nao ha modinhas : o que por ahi se canta de-
baixo desse nome sao pedacos de Arias Ita-
lianas e al de sinfonas de Rossini Beli-
ni, Mercadante Donizeti, &c. que sao
excedentes composlcoesde muzica ; masque
nao tem ocunho nao tem o carcter de mo
dinhas.
Dispo-se de paixo os nossos jovens d'am-
bos os sexos ponhao de parte por momen-
tos a mana de macaquear o estrangeiro em
tudo que este tem de ridiculo ou de in-
differente ; e digo-me se ha cousa mais
montona mais fastidiosa mas massadora
em summa do que a incessante repetirlo das
taes quadrilhas. Quem vio urna vio todas :
he sempreocavalheiroengommando oassoalho
fom as ps de bracos meio erguidos e o
corpo encunado para diante fazendo corte-
lias ; e a sonhora enrufando-se estirando
o gasnate e marchando para adiante e pa-
ra traz laia de piruzinho que principia a
brigar.
Nao entendo os meus Ilustres Leitores ,
que trago ogeriza com as taes quadrilhas :
nao ; o Carapuceiro he tolerante e sabe dar
ao tempo o que he proprio do tempo. 0 que
o Carapureiro reprova he o exesso o que he
nao agrada he que se proscreva o honesto ,
e deleitosissimo recreio da cantoria pela mas-
sada d'uma quadrilha intermmavel. Tenho
visto em varias reuniOes duas trez e mais
senhora?, que sabem cantar peregrinamente;
mas ninguem ousa pedir-Ihes para cantar ;
porque os bonecrinhos azougados e quadri-
lhadores eternos bautizo em massada tu-
do quanto nao he quadrilhar. Quadrilhem
sim muito embora : mas hajo seus inter-
valos esejo estes prehenchidos pela msica,
e pela cantoria. A quadrilha s poder inte-
resar aos que danso : mas quem nao dunsa
tambem quer divertir-se ; quer ouvir cantar,
porexemplo-, e isto he que he igualdade e
nao querer fortn que todos suportem
* Massada das interminaveis quadrilhas.
Para certa gente nao ha cousa seria que
nao seja massada. Jouviaum desses dizer,
que nao ia ao enterramento d'um seu ami-
go porque taes actos ero massadas : he
provavel, que tambem nao desse pezames
por serem massadas &c. &c. Ate j me
disse certo borboleta dos dessa estofa que
nunca se confessava ; porque nao tinha ge-
nio para levar dessas massadas. Entretanto
um desses grama urna manh urna tarde
inteira o sol que lhe assa a cara para estar
namorando a certa menina : mas isso nao ,
isso nao he massada !
COM3ERC10.
ALFANDEGA.
Kendimy.nto do da 20........ 7:6l7*80G
DESCARREGA- HOJE 21 DE JANErRO.
Brigue portuguez as Tarujo 1. as vinho,
e vinagre.
Patacho = Paquete da Madeira = vinho, a-
zeite toucinho estivas, impres-
sos, doce, e passaros.
Barca = Casimir Delavigne = fazendas e
formas paraassucar.
Brigue francez = Circonstance = fazendas ,
manteiga azeite vinho e ba-
tatas.
Barca sarda = Paquete de Trieste = farinha
de trigo.
Barca = Solicito Bchese = farinha.
Barca portugueza= Tentadoras arcos, urna
bomba caixes abatidos, viraes ,
e fructa.
Brigue americano = Sterling = sabo ,
vellas e barricas.
Brigue sardo = Zefiro = ladrilhos da mar-
more.
Barca = Johann = carvo.
Barca ingleza = Thomaz Mellors = carvo.
Barca = Osceola = fazendas e bolaxinha.
Escuna = Olivia = peixe ferro carne-
ros saceos e charutos.
Brigue inglez =r Eliza Bell as batatas e car-
vo.
Galera ingleza = Iris = carvo.
Barca = Ramblen = carvo.
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIOS SAHIDOS NO DA 19.
Lisboa ; escuna portugueza Novo Congresso,
capito Manoel Jos Rato carga assucar.
Genova ; polaca sarda Constantino capito
Jos Rapello, carga assucar.
Fundiou no lamniro para acabar de carregar
o brigue portuguez Importador.
Parahiba ; hiate nacional Santa Cruz cap.
Victorino Jos Pereira carga varios g-
neros.
EDITA
LISTA DOS CIDaDOS JURADOS DO
TERMO DO RECIFE ,
Continuado do N. 14.
Francisco Chavier de Mattos.
Joze Silveira.
Firmino Joze Felis da Roza.
Francisco Gonjalves Bastos.
Fernandes Vianna.
Euzebio de Faria.
Augusto da Costa Guimaraes.
Chavier de Miranda.
Joze da Silva.
u de Paula Pires Ramos.
a Das Ferreira
Rodrigues Chando.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Felppe Lopes Netto
Dr. Felippe Lopes Netto.
Felippe Menna Callado daFoncet'a,
Felis Francisco de Souza Magalhes.
Miguis.
Francisco Alejandrino de Vasconcellos Calaba.
Antonio das Chagas.
Antonio de Souza.
de Assiz Monjes Guimares.
Dr. Bernardo de Carvalho.
da Cunha Machado.
Tenente Francisco Ferrcin de Alcntara.
Francisco Gon^alves do Cabo.
Joaquim Cardoso.
c Joze Marinho.
Joze Pereira Braga.
Joze Rapozo.
Joze Viiinna.
Ludgero da Paz.
Manoel de Almeida Catanho.
Chavier e Silva.
Dr. Fulgencio Infante de Albuquerque e Mello,
Francisco Sergio de Mattos.
Ten. k de Paula da Silva.
Antonio de Oliveira.
Joze Cirilo Leal.
Rodrignes.
Cor. Martina.
Dr. Chavier Pereira de Brito.
Riheiro Pires.
de Paula Lopes Reis.
Chavier da Silva Mendonca;
o Joaquim Bibeiro de Brito.
Dr, de Paula Baptista.
Alf. de Paula Barreto.
Serfico de Assis Carvalho;
SimOes da Silva.
< Chavier Cavalcanti de Albuquerq*.
Antonio Cavalcanti Cousseiro.
s Joa^im Arantes.
ce de Salles Alhuquerque.
* do Paula Lopes Vianua.
Francisco da Silva Lisboa.
Ribeiro de Brito.
(( Carlos Teixeira.
Fermino (lo Moli,
o de Paula Freir.
Gomes da Silva.
Luiz Maeiel Vianna.
Carneiro Machado Ros.
Ignacio da Cruz.
de Carvalho Paes de Andrade.
Caetano Porliro.
Chavier da Cunha Alvarenga.
de Carvalho Paes de Andrade J.or
de Assiz Campos Cosdem.
. Antonio Pereira da Silva.
Manoel da Costa Figueiroa.
,x Cavalcanti de Suuza Leo.
= De ordem do lllm. Snr. inspector da
thesouraria de Fazenda desta Provincia se
fiz publico que se vo preencher as vagas
de trez terceiros Escripturarios da Contadoria,
ou de hum Amanuense da Secretaria e de
dous Escripturarios e que no da 18 de Fe-
vereiro prximo vindouro se hade proceder
na forma da Le ao concurso dos que se pro-
pozerem a entrar nestes lugares.
Os pretendenlesdevero appresentar os se-
us requerimenlos documentados com fol ha
corrida certido de idade e estado e os mais
documentos que julgarem convenientes a bem
da sua pretenc,o. Secretara da Thezourria
da Fazenda de Pernamhuco 17 de Janeiro de
1843.
Joaquim Francisco Bastos ,
Oflicial Maor.
DECLARAC&ES.
= O Thezoureiro das Bernias Provinciaes,
paga nos dias 21 e 23 do corrente mez o
quartel vencido de Julho Setembru aos em-
pregados da Secretaria d'Assembla e Se-
cretaria do Governo que nio vencem emo-
lumentos aos do Liceo desta Cidade Se-
minario Episcopal de Olinda professores de
latm, e professoros de primeiras letras. The-
zouraria Provincial de Pernambuco 20 de Ja-
neiro de 1843. Joo Manoel Mendes da
Cunha Azevedo, Thezoureiro.
as- O Secretario da sociedade dos melho-
ramentos industriaes lembra aos Srs. socios
da mesma que o dia 25 do corrente he o de-
signado para a sesso ordinaria do conselho
de administrarlo.
AVISOS MARTIMOS.
tsr Segu com brevidade para o Bio do Ja
neiro a barca Americana Osceola com excel-
lentes commodos para passageiros; osperten-
denies dirijo se a Malheus Austin & Com-
panhia na ra do Trapixe novo n. 18.
ssy Para Liverpool a bemeonhecida barca
Ingleza C lumbus capito D. Green com
toda brevidade tem maior parte da sua car-
ga prompta ; quem quizer carregar, ou hir
de passagem dirija-se aos consignatarios Me.
Calmont & Companhia.
tsr Para Londres a vellera barca ingle-
za Isabella Capito II. Dalton 1.' classe ,
forrado e encavilhado de cobre tem maior
parte da carga prompta, e sahir at o dia 28
do corrente mez ; quem quiser carregar ou
hir de passagem dirija-se aos consignatarios
Me. Calmont & Companhia.
tsr Freta-se para qualquer porto a linda
e bem conhecida Galera Ingleza Iris forrada e
encavilhada de cobre, consignatarios Me. Cal-
mont & Companhia.
= Freta-se para qualquer porto o superi-
or Brigue Inglez Eliza Bell forrada e encavi-
lhada de cobre ; quem quiser carregar nelle
dirija-se aos consignatarios Me. Calmont &
Companhia.
= Freta-se para qualquer porto da Euro-
pa o Brigue Prussiano Memphs CapitoKranse
novo forrado de cobre tratar cora os consig-
natarios Le Bretn Schramm Companhia.
ss Segu por este 4 dias para o Bio de Ja-
neiro o Bergantim Nacional Jpiter ainda
recebe alguma carga passageiros e negros;
fallar com Jos Xavier Vianna ou na ra
do Vigario n. 9.
tsr O Corretor Oliveira continuar se-
gunda feira 23 do corrente s 11 horas da ma-
rh no armazem de Balthar ra d'Apollo ,
o Leilo por conta e risco de quem pertencer,
dos restantes salvados do Brigue Inglez New-
buru naufragado na costa do Bio Grande do
norte consistndo os mesmos em Enxarcias
reaes, mcame o mais cordoalha inteira ,
amarra de ferro grossa onze folhas de co-
bre &c. ; e de todo o excellente Vellame do
navio Francoz Vaillant Basque naufragado
em 4 do corrente prximo llha d'llamarac.
\= L. G. Ferreira & Companhia faro lei-
lao dor intervenco do Corretor Oliveira de
avultada porreo de fazendas inglezas e ame-
ricanas avariadas o limpas consistindo es-
tas em chitas madapoles, algodozinhos li-
sos eentranc;ados c ; assim corno de pen-
tes de marrafa a iraitago de tartaruga ,
e outros artigos ; Tere,* feira 1 i do corrente
as lO horas da manh no seu armazem da
ra da Cadeia.
tsr Jones Patn A: Companhia faro leilo
por intervenco do Corretor Thomaz Dowsley,
conta e risco de quem pertencer, de urna por-
Qo de fazendas Inglezas avariadas chegada
ltimamente de Liverpool no dia Segunda-
feira 23 do corrente as 10 horas da manh.
AVISOS DIVERSOS.
LEILOES.
Luiz Bruguiere far leilo, por in-
tervenco do Corretor Oliveira conta e risco
de quem pertencer e por ordem do senhor
j cnsul de Franca e em presenta de um seu
delegado da porgo de couros salgados, e
do caf salvados do navio fransez Vaillant
Pasque naufragado em 4 do corrente pr-
ximo a llha de Ilamarac : Segunda feira 23
I~ do correutd afl 10 horas da manha no ar-
mazem do dito Bruguiere ra da Cruz nu-
" mero l.
3T Saio luz o n. 2 do Carapuceiro : os
Snrs. assignantes que quizerem subscrever
uueiro mandar ratificar suas assignaturas
na praca da Independencia loja de livros.
- Aluga-seo 1. andar do sobrado n. 1 ,
ao sabir no patio do Paraizo : a falar no se-
cundo andar do mesmo a onde aluga-se to
bem um moleque para vender pao ou azeite,
e um molato para qualquer servido bracal
( menos para servente de pedreiro ) por ser
bastante possante em torcas.
__ Quem quizer alugar urna canoa aberta
de quindenios tijolos por pre^o commodo di-
rija-se a ra do Cabug loja de miudezas
n. 3.
LOTERA DE GUADELPE.
As rodas desta lotera ando impreterivel-
mente no dia 2 i do prezente Janeiro ; os b-
I he tes se acho a venda nos seguintcs lugares:
Uecife -- loja do Sr Vieira cambista Ar-
co da Conceicjlo, botica do Sr. Antonio Pe-
dro das Neves -- Ra do Collegio loja do
Sr. Menezes-Ba do Crespo loja doSr.
Cunha -- Bua do Cabug botica do Sr. Mo-
reira Pracinha do Livramento loja do Sr.
Burgos Praca da Independoncia loja de
miudezas do Sr. Fortunato ~ Atierro da
Boa-vista botica do Sr. Mordira -- Praca
da dita botica do Sr. Victorino Em Olin-
da loja do Sr. Domingos nosquatros Can-
tos.
ssr* Aluga-se o primeiro andar da casa n.
o da ra da Penda : a tratar na mesma. '
tsr Aluga-se urna canoa de carreira que
leve cinco a oito pessoas; quem tiver an-
nuncie.
- Preciza-se do um moleque de 10 a 15
annos para servir n'huma casa de pouca fa-
milia, pagando-se bem; quem tiver annuncie
a sua morada para ser procurado.
tsr Tendo a viuva de Alfonso & Compa-
nhia dissolvido a sociedade que existia entre
ella e Antonio do Azevedo Villarouco que
repr.zentava o socio incgnito desta firma ,
continua ella debaixo da mesma firma sen-
do ora socio gerente Manoel Pereira Lamego,
obrigando-se esta firma a liquidar todas as
contas da sociedade expirante.
tsr Aluga-se um terceiro andar da caza
n. 30 na ra doRozario larga com muitos
commodos para urna grande familia ; quem a
quizer alugar, dirija-se a Bartholomeo & Ra-
mos ou no Becifo na loja de cabos n. 17 ,
detlronte do Corpo Santo.
ssy Aluga-se urna caza na ra deS. Gon-
Calo da parte da sombra quintal murado ,
cacimba e commodos para grande familia :
a tratar na mesma ra com Joze Bernardo
Peniche oucom Marcellino Joze Lopes.
tsr O juiz d<> direito interino dos feitos da
fazenda, f audiencia as Tercas-feiras as no-
ve horas da manh na cazadelUs.
or No escriptorio d'agencia dos vapores
existem duas encommendas para o Senhor
outor Felippe Carneiro d'Olinda Campello ,
ejo Senhor Commendador Francisco Antonio
d'Oliveira.
tsr Antonio Nobre de Almeida Jnior,
Bra/ilciro vai a Corte do Bio de Janeiro.
i r O depositario geral Jos Mauricio de
Ohveira Maeiel nao podendo vir todos os dias
a r !a cidede pela perigosa molestia de sua
m'ilher participa que quem tiver algum ni.
gorro sobre dependencias judiciaes que se
nti-nda com o tabeo Bezcrra na ra das
Trinxciras, ou em sua casa na ra do Kingel.


A
Como ingragado o Sr. Francisco Jo-
s Dias da Costa no seu aviso no Diario de
quarta feira 18 do corrente n. 14 arrogan-
do-so proprietario do sobrado meia-agoa na
ruadaPraia n. 24.
E como lhe chamaras a Sra. D. Florencia
Margarida dos Prazeres e seus lilhos aos
quaes se adjudicou em partilha no seu inventa-
rio requerido pelo mesmo Sr. Costa ; tendo
ella ja frito o mesmo em 1822 ; cujos autos
sumi o Sr. Costa para a obrigar a fazer se-
gundo inventario, seoSr. Costa teve senten-
ca no juizo inferior ella pode ter no tribu-
na! da relaco quando assim lhe nao seja a-
tendida sua justiga recorreremos ao tribunal
supremo de justiga no Rio de Janeiro ; nao se
infunda nem queira Iludir os mais.
W Aluga-se o segundo andar do sobrado
da ra do Rozarioestreita que faz quina pa-
ra a ra das Larangeiras : no primeiro andar
do mesmo.
tar O abaixo assignado para convencer de
falsario a alguem que procura pelo meio
mais ignobil e infame tisnar a sua conducta,
e vida publica declara que nao tein sahido
nunca e nem sabe de sua casa noite ; e
pelo presente convida o seu gratuito detrac-
tor a que pvove o contrario sob pena de
passar pelo mais refinado intrigante e ca-
lumniador e como tal a todos os respcitos
despresivel. Jote Xavier Faustino Ramos.
tar Alugo-se duas casas terreas sitas no
atierro dos Affogados com muilo bons com-
modos para grande familia ; quem as preten-
der dirija-se ao mesmo fallar com Antonio
Luiz de Freitas.
T Quem aehou um cordozinho de ouro
fino que pouco mais ter de urna oitava, do
bairrodoRecifeala ra do Crespo que-
rendo restituir dirija-se a venda n. l,aop
da greja do Rozario.
*ar Roga-se ao snr. Vicente Tavares da
Silva Coutinho se entre o numero de escra-
vos que para j em seu poder -nxiste um ne-
gro alto, bonita figura, cor fula com urna
belida no preto da um dos olhos fugio do
Monteiro 2 annos anda bucal mas dava
pelo nome de Garcia ; o podra mandar en-
tregar a sua senhora no sitio ( entre o Mon-
teiro e Casa Forte ) de Catharina Francisca
do Espirito Santo ou em Fora de Portas na
venda n 90.
tar Aluga-sa um moleque para vender
leite de manh e azeite a tarde pagndo-
se 8. rs. por mez dando-se o sustento;
quem tiver annuucie.
tar Roga-se ao snr. que a dias tirou do
correio urna carta vinda do Porto para An-
tonio Joze>unes Guimares tenha a hon-
dada de fecha-la e deita-la no correio ou
entrega-ia em Fora de Portas na venda nu-
mero 90.
tsr Precisa-se de um professor da lingoa
latina e francesa para um engenho nao lon-
ge d praga e melhor sendo casado que a
senhora to bem se applique a instrucgo de
meninas ; a quem convier dirija-se a ra da
Cadeia de s. Antonio n. 19 deposito de as
sucar.
tsar Quem precisar de urna ama de leite
sem cria dirija-se a Trempe na esquina do
lampio.
tsr Quem precisar da passaportes para
embarcaces passageiros escravos folhas
corridas, ou qualquor despachos martimo,
dirija-se a repartilo do consulado na sala do
porteiro que ahi por concenso do meretis-
simosr. Administrador achara o actual des-
pachante com sua banca prompla desdo ,
que se abre al que se fecha dito co nsulado,
a servir a todos com a maior promptidSo ,
obrigando-se a fazer os manifestos das embar-
cares e tudo mais que tenda abreviar ,
do que ja tem dado provas.
tar Precisa-se de um moleque de 10 a 15
annos, para servir a urna casa de pouca fa-
milia pagando-se bem como costume :
quem tiver annuucie.
cy Qualquer mulher capaz que precisar
alugar urna casa dirjase a praga da Roa-
vista n. 12.
tar Aluga-se ou vende-se urna canoa de
conduzir agoa e duas de conducho de tijo-
los que pega cada urna 500 ditos de alvena-
ria : na praca da Independencia loja n. 39.
?sr Aluga-se urna casa de 3 andares a mi-
rante com um bom armazem na ra do
Amorim bairro do Recife ; a outra dita meia
agoa no beco das Barreiras ; os pretenden tes
dirijao-se ao Atterro da Boa-vista n 16.
BT Antonio da Castro Delgado ensina
grammatica latina, de manh e mathema-
ticas puras tarde em sua casa ra da Vira-
ggo n. 31.
tar Bernardo Antonio de Oliveira reti-
ra-se para fora da provincia.
wr Aiuga-se o primeiro a segundo andar
do sobrado do Braga na ra da Senzala ve-
lha ; juntos ou separados ; os pretendentes
dirijao-se a ra da Cadeia Yelha a entender-se
com Manoel Cardozo Aires.
tar Antonio Joaquim Alves Teixeira faz
sciente a quem convier que desde o dia i4
do corrente em diante deixou de ser caixeiro
de seu irmo Joze Joaquim Alves Teixeira, a
passou aslo do snr. Joze Francisco Colla-
res.
tar" Precisa-se de um homcm que saiba
podar larangeiras pagando-se um tanto por
cada p '! no Hospicio passando o quartel nu-
mero 6.
tar Quem annunciou querer comprar urna
boa casa na cidade de Olinda querendo urna
ptima preparada a moderna com sala ,
e gabinete na frente com 5 quartos e bom
quintal em chaos pro.-rios pode entender-
se com o ajudante de polica em seu quartel ;
adve-te-se que a casa na ra do Amparo ,
urna das melhores daquella cidade.
tar Quem pardeo 5 chavinhas pequeas ,
dirija-se a ra das Trincheiras n. 38.
nhia tem para vender no deposito
ao pe do arco de S. Atnonio, fren-
te a ponte c caes do passeio do Col-
legio assucar refinado em paes
inteiros, pedacos, e em p por
atacado e a retalho de urna libra :
3 qnalidades i60, i/jO, e 80 rs.
por libra mel de bom gosto su-
perior ao de engenho por ser do
assucar refinado tendo-se as
operacoes da fabricacao do assu-
car extrahido a potassa e cal que
conten os assucares de engenho ,
a 80 rs. a garrafa, e botijas de ge-
nebra da qualilade de lamburgo
a 240 rs. a botija.
tsrPede seaosnr. B. S. G. queira man-
lar satisfazer a quantia de lUOTOrs. que
he devedor na veuda da ra Nova n. 50.
= Pede-se aosnr. F. C. P. G. queira
mandar pagar a quantia de fiji720 rs. que
he devedor na venda da ra Nova n. 50.
tar Francisca Teixeira Cavalcante faz pu-
blico que na procurago bastante que passou
seo lilho Antonio Francisco da Silva Caval-
:anle para com ella cuidar e tratar dos ne-
gocios da annunciante ficou sem effeito e
orno que no existisse por outra que passou
seo genro Manoel Francisco da Silva pela
qual d por derrogada a primeira procurago,
esconcidera desde 17 do corrente mez de
Janeiro por seo legitimo procurador bastante
ao dito seo genro.
tsr Arrenda-se ou vende-se um sitio na
estrada Corredor do Bispo com urna grande
easa de sobrado terreno bastante para se
plantar e grande baixa para capim com
duas cacimbas sendo urna de muito boa
agua de beber a muitas arvores de fructas
de dferentesqualidades murado na frente;
osxos sao proprios e tem outras qualida-
des que com a vista melhor se saber :
fallar ao major Mayer.
gleza a 50t) rs. dita de tempero a 200 rs. ,
figos a 00 rs, a libra, azeite doce a 560 a
garrafa toucinho de Santos a 120 rs. a li
bra0 tapioca a 160 : no beco da Pol n. 7.
Urna moleca de 15 annos boa figura ,
com bons principios de habilidades a al o
presente nao tem vicio algum ; duas pretas
mogas, urna dallas engomma cozinha <
lava ; urna mulata de 18 annos de muito
boa figura para mocamba cose engomma ,
a faz o mais servico de urna casa ; dous pre-
tos mocos de boas figuras bons para todo
o servigo : na ra de Agoas verdes n 44.
- Gomma do araruta a saccas com mi-
llio por prego commodo : na praca da Boa-
vista venda n 18.
tar Um quarto bom para viagem por ser
muito forte : na ruado Queimadon. 29 em
casa de Novaes & Basto.
= Urna preta de bonita figura sem acha-
ques por prego commodo avista do compra-
dor se dir o motivo da venda : na ra de S.
Tereza n. 24.
Urna grande casa de pedra e cal pa-
redes dobradas muito bem construida duas
C O M P R A S
6f> Um taxo de cobre de largura de 2
palmo? e meio : na travesa do Rozario nu-
mero 2.
tsr* Maracujs de garapa efectivamente :
na ra da Cadeia de S. Antonio n. 19, de-
posito de assucar refinado a maneira da Eu-
ropa.
VENDAS.
= Contnua-se a vender agoa no sitio que
fica no fundo do sobrado do finado Monteiro ;
porem roga-se a todos que liverem escravos,
que comprem canecos pois he pela geni'.
que acode e nao se pode dar caneca a todos
tsr Duas casas terreas na ra de S. Joo
da cidade de Olinda ; urna dellas a primei-
ra do lado esquerdo que tem solo e a ou-
tra fica-lhe defronte; fallar na ra das Trin-
xeiras n. 38 ou na povoagSo dos Arrumba-
dos primeira casa terrea depois do novo at-
terro.
= Um garrote muito mango, criado Jdo
pasto e acostumado a corda, ptimo para
carroga por prego commodo : na ra Bella
a que ja foi ra da Florentina sobrado novo
prximo a mar.
- Urna porgo de pratos, e tigelas, vnho
de Bordean* o 210 a garrafa lelria a 200
rs. macarro a 100 a libra manteiga in-
portas urna janella na frente quintal mura-
do com cacimba no mesmo urna grande co-
zinha fora cuja casa fica em urna esquina
propria para casa de negocio na povoago
dos Afogados; assim como urna meia agoa no
fundo da mesma casa vende-se por prego
commodo : no principio do atterro dos Afo-
gados sobrado n. 63 defronte do viveiro do
Muniz.
tar Caf moido superior. sem a menor
mistura prego muito em conta em purgo-
es grandes e por miudo, caldas, ou charopes
de tamarindo e maracuj ca Ja garrafa 400
reis a dando o casco urna pataca ; na travessa
da Madre de Dos outr'ora Azeite de Pei-
xe na padaria de Manoel Ignacio da Silva Tei-
xeira.
tar Deposito de caf moido o melhor que
be possivel, sem a menor mistura e muito
em conta : na praga da Sania Cruz junto ao
sobrado na padaria de Manoel Ignacio da Sil-
va Teixeira.
tar Um escravo crioulo de20 a 22 an-
nos sem vicios nem achaques proprio pa-
ra servico de campo por ter esta sido a sua
ocupagSo: na ra do Queimado n. 21 se di-
r quem vende.
Um carro de quatro rodas muito forte
e leve para um cavallo com ou sem os arreios;
fallar com o sr. Miguel segeiro no atterro
da Boa-vista.
Urna escrava de nago de meia idade ,
sem vicios nem achaques, sabe cosinhar o or-
dinario de urna casa pelo prego de 200 :
na venda da esquina da ra do Aragau que
volta para Santa Cruz n. 45.
= O livro mais proprio para meninos, que
entro as escolas de primeiras letras inti-
tulado primeiras ligues a minha discipula
obra composta eimpressa nesta provincia ,
e com a qual se tem conseguido que os me-
ninos aprendo a 1er mais fcilmente ; pelo
gosto com queestudo as suas ligues: na loja
dos srs. Carioca Selle, prego commodo; no
mesmo lugar se vendem ptimos axemplares
para escripias.
tar Urna porgo de palha de carnauba por
prego commodo assim como um preto para
todo o servigo : na ra da Madre de Daos loja
de Joze Antonio da Cunha.
tar Arroz com casca a 4800 o alqueire pe-
la medida ve Iba a cavada nova a 80 rais : no
pateo do Carmo esquina da ra de Ortas lado
direito n.*21.
= Trez alcerces na ra do Palacete 143
palmos de alagado por detraz da mesma ra,
o 125 palmos de terreno por detraz das cinco
ponas ; quem os pretender dirija-se ra
de S. Francisco no segundo andar do sonra-
do n. 14 defronte do theatro.
tar* Na ra do Vigarion. 14, vende-sese-
ra branca de superior qualidade ch6gada
ltimamente por prego commodo.
tsr Relogios patente de ouro e prata ,
tambem horisontal, ditos de paredecom des-
pertador ditos de meza ; tambem faz-se tro-
ca : na ra das Cruzas casa de relojoeiro
francez n. 35.
tar Urna meia agoa ; quem a pretender
dirija-se ra de Agoas verdes n. 102.
Taboas de juros, corretagem apoli-
ces em trez partes contendo perto de cem
mil clculos chegado nrovimamentedo Rio de
Janeiro : na ra do Vigario n. 21.
Por prego commodo urna commoda, um
sof, una banca de meio de sala, um relo-
gio de ouro horisontal, e urna canoa de car-
reira e mais movis de casa em razo dse
t( r do r< tirar para fora desta praga : na ra
la Penha n. 25 011 na ra do Queimado lo-
ja n. 16.
Saccas de farinha de mandioca muitu 1
fina por prego commodo : na ra do Cabug
loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
tsr Verdadeira rezina de angico em arro-
bas e em libras por prego commodo : no at-
terro da Boa-vista loja n. 26.
18 cadeiras, duas banquinhas urna
meza redonda de meio de sala urna cama pa-
ra cas*do, tudo de Jacaranda a euvernisado e
bem trabalhado tudo por prego em conla : na
ra da Cadeia loja de marcineiro.
= Urna venda com poucos fundos' a tu-
do em bom estado ; quem pretender dirija-
se a ra d'Apollo n. 24 que se dir quem
vende e na mesma vende-se urna preta r ou
faz-se qualquer negocio que convenba.
tar Arithmeticas Algebras a Geometras
de Lacroix adoptadas as Aulas do Lyco :
na ra da Cadeia velha loja de Irnos de Car-
duzo Ayres.
= Urna crioula de 22 annos annos, cose
chao, engomma liso, cozinha o ordinario-
urna mulata de bonita figura de 20 annos ',
engomma liso, cuse, cozinha o ordinarioe
tem boa conducta : na ra de Santa Rita nu-
mero 27.
sr Urna botica com 700* rs. da fundo :
na ra Direita n. 86.
Br Urna morada de casa terrea sita na
ruado Quiabo n. 68 na povoago dos Affo-
gads, chaos proprios com grande quintal:
na ra da Senzala velha n. 90 ; assim como
quem tiver direito a dita casa annuncio.
= Urna caixa da chapeos de' palha do Chi-
le de superior qualidade por prego com-
modo : em casa de L. G. Ferreira & Com-
panhia.
tar Cadeiras americanas com assento de
palhinha camas de vento com armago t
sem ella, muito bem feitas a 4500 rs. ditas
de pinho a 3500 marquezas de condur ;
mezas de jantar commodas de amarelo e
de angico assim como outros muitos trastes de
pinho de suecia com 3 polegadas de grossu-
ra dito serrado tudo mais em conta do que
em outra qualquer parte : na ra da Floren-
tina casa de J. Beranger.
tsrr~ Urna moenda de ferro para engenho de
bestas de muito boa construcgo ; ensera-
dos de um so panno, e promptos para alca-
troar ; vinho da Madeira em barris a meias
pipas ; algodo para saceos de assucar ; pre-
gos americanos de todos os tamanhos por
preco muito barato ; e uma factura de tinta
branca e preta, chegada poucos dias, que
se vender muito em conta : em casa de Me.
Calmont & Companhia na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
tar Carrinhos inglezes de duas e 4 rodas ,
para um e dous cavallos, com cobertas ar-
reios lampiOes e tudo completo por pre-
go muito commodo : na ruada Cadeia n. 4
em casa de Me. Calmont & Companhia.
tar Piannos ltimamente chegados d
Londres do Ilustre autor Beodwood o**
melhores instrumentos sem duvida que at
agora tem aparecido a visto as qualidades,
por preco barato : em casa de Me. Calmen l
& Companhia.
ESCRAVOS FGIDOS.
D-se 100* de gratificago a quem pe-
gar ou descubrir um preto de nome Jacintho .
nagiu quigam de idade pouco mais ou me-
nos de 18 a 20 annos alto sem barba com
os dous denles d frente de cima limados le-
vou vestido caiga e camisa do algodo entran-
gado estava trabalhando em casa de Diogo
Rodrigues em fora de Portas d'onde fugio
a 3 para 4 mezes a pessoa que o pegar ou
lhe der uma verdadeira noticia recebera re-
ferida gratificago e se pagar de mais a mais
todas as despesas da sua condugao no Reci-
fe ra de fora do Portas passando o arsenal
de marinha n. 122.
tar No dia 14 do corrente fugio de bordo
do Brigue Formoso fundiado ao p da esca-
dinha de Palacio um escravo de nome An-
tonio nago mogambique de 30 annos pou-
co mais ou monos estatura regular, cheio
do corpo levou camisa e caiga azul e eha-
peo de palha tem marcas da nago bem vi-
siveis ncara ; quem o pegar leve-oaodito
Brigue que ser generosamente recompen-
sado.
I tr Fugio no dia 19 do corrente pelas 5
horas da tarde um moleque crioulo de nome
Joze de 14 a 15 annos corpo bem feito ,
cor preta levando comsigo um quarto cas-
tanho galgado dos quatros ps e frente abor-
ta nao muito carnudo ; quem o aprehen-
der leye-o ra de S. Joze a entregar ao sr.
Joaquim Paulo que se pagar generosamente.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. a 1843.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EAEMJX0C9_9GP9BH INGEST_TIME 2013-04-13T02:54:56Z PACKAGE AA00011611_04870
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES