Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04866


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Full Text
Annode 1843.
Te^a Feira 17
Todo agora depende de nos nesmos ; de nossa prudencia moiler;.i e energa : con-
tinuemos como principiamos o seremos aponlados cnm admira-ro entre as Nsr.oes mais
iil.i. ( Proclamacao.da Assemhla Geral do Baiiu.)
PARTIDAS DOS CORRBIOS TERRESTRES,
fi.ianna, Paralaba e Riogrande doNorte segundas e sextas feirai.
Bonito e Garenhun a 40 e 24.
-Cabo Serinb3em, Rio Formoso Porto Calvo Mace e Alagoas no 1. 11 ,
Boa-Tslae Flore 28. Santo nlo quintas feiras. Olinda todos os das.
das da se\ana!
16 Seg. Marrello M And. do J. Ae D. da 2. t.
17 Tere. Antao Ab. Aud. do J. de D. da 1. t.
1S Quart. P" V. M. And. do.l. de 1). da 3. r.
li Quint. Cannto rei. Aud. do J. de I) da 1. r.
20 Sext. Sebastio e Fabi.'io Mm. Aud do I. do D. da 1. r.
21 Sab. I?net V M. Re. Aud. do J de D da 3. t.
32 Dom. s Vicente e A n astado Mm.
DA
do Janeiro:
Auno XIX. N. 18.
O Diario piil>lica-setodo M (liasnue n3o forem Santificados: o preco da asignaron be
de tres mil res i'orqunit'l paros adinntsdos. Os annunrios dos assijnantes s'<> inseridos
gratis, e os dos que o n.m forem raiao de H0 res por linha. \t reelaauonM d.-em ser gidas a esta Tjp., ra das .torea N. M,OQ praea i ImcM loja Je litrosN 6 8-
C.tMr.los.No (lia 1l> iic Janeiro. 'compra
.'ambio sobre I.opdre. 27 i Nominal. Orio-Moeda de 6, '.00 V. IS.'.uO
Patria 360 res por francoi i N. 13
Liaboa 101) por 100 de premio. de a,000 '
[Pim-PuctJe.
Moeda de cobre 3 pnHOO de descont. Pmm CoIuuiarM
Idein de letras de boas firmas 1 J. ditos -Mexicinos 1,780
FUASES DA LA NO MEZ DE JANEIRO.
sen 15,400
16,200
S 600
1,800
i.SO.t
i.S.'J
Loa Nota i 31), !) horss e 42 m. da ma-ili. I Ln i che! f 16, as "> h..ra
Ousr:, cresc. i 8, i5 horas a 52 m. la tsrd. | i.l i. :. ..mi;, i U U 10 h
Preamar le hoje
i. f> horas e fi m. da manhja. | 1,
e 30 m. da manh
h-irase 42 ai. da l
(i horai e 30 m. da tarda.
i-jL*jjf

PARTE OFFICIAL
GOVERNODA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 9 DO CORRENTE.
OflicioAo Exm. consellieiro Thomaz
Antonio Maciel Monteiro, communicando ter
sido sua Ex. nomcado por decreto de 15 de
dezembro ultimo ministro do supremo tribu-
nal de justica em lugar do fallecido Francisco
Carneiro de Campos j e dizendo-lbe, que em
umprimentode ordem imperial mande sol-
.licitar o respectivo titulo.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa
/.Mida participando haver sido declarado
Presidencia pela secretaria da marinlia que
a despesa que se tem de fazer com os coli-
cortos do arrecife artificial do porto d'esta ci-
dade e que foi approvada por aviso da mes-
ma secretaria de 16 de agosto do anno lindo ,
nao veio contemplada na distribuico das
sommas para esta provincia por ser ella
posterior ; porem que da repartigo da fazen-
da se exigirSo as necessarias providencias ,
para que o thesouro publico faca esse suppri-
mento lacando-o em debito consgnago
marcada para as despesas de marinha nesta
mesma provincia. *
Dito Ao mesmo ordenando em execu-
c5o do determinado no aviso da secretaria da
guerra de 28 de novembro do anno prximo
passado que logo que seja aprt sentada na-
quella thesouraria a guia do alfares reforma-
do Alfonso de Almeidae Albuquerque pas-
sada pela provincia da Parahiba mande pa-
gar-lhe o respectivo sold.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha determinando que enve quanto an-
tes secretaria da Presidencia para seren
transmettidas da marinha as contas da
mastreago, panno ancoras, amarras l-
nelame tanques de ferro e fogo do bri-
gue = Capibaribe = que Segundo decla-
ra o imperial aviso de 21 de novembro do an-
no lindo deixro de acom pan liar as de
construego, e apparelho do mencionado bri-
gue.
Dito Ao mesmo, ordenando, faga cons-
tar ao primeiro tenente d'armada Miguel Jos
de Mallo que S. M. o Imperador conce_
F @ L H I T D
deo-lhe permisso de reeolher-se a corte ; e
que deve opportunamente para ali seguir.
Dito Aonvsmo, communicando haver
S. M. o Imperador determinado, que a bar
ca Ingleza = Harvest IIome= fretada para
o servico do governo Britnico seja reconhe-
cida emquanto estiver ueste servigo co-
mo transporte e isenta da observancia dos
regulamentos.Igual communicaco se fez
ao commandante das armas ; e ao inspector
da thesouraria da fazenda : este para o fa-
zer constar ao inspector d'alfandega e ao ad-
ministrador da meza do consulado ; e aquel-
lo ao commandante da fortaleza do Brum.
Ditos Ao commandante das armas e
no inspector da thesouraria da fazenda par-
ticipando ter S. M. o Imperador resolvido ,
que seja considerado como secretario o tenen-
te-secretario do extincto regiment de arti-
Iharia do Recife Jos Mariano de Albuquer-
que Cavalcanti.
Ditos Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda e ao director interino do arsenal do
guerra intelligenciando-os de ter S. M o
Imperador determinado que Joaquim Car-
neiro de Souza continuo por mais seis mezes
inprorogaveis ser empregado nos trabalhos
deescripttiracSo do mesmo arsenal, como
vencimento mensal de 50^000 reis.
DitoAo inspector do arsenal Je marinha,
scientificando-o de haver S. M. o Imperador
ordenado que nos primeiros dias de junho,
e dezembro de cada anno sejfto enviadas se-
cretaria da marinha os seguintes mappas :
1. das obras militares e edificios d'aquolle
arsenal e Jos navios d'armada que se a-
rJiarem tanto uns como outros em construc-
cao ou concert : 2. do estado das enferma-
ras de marinha com derlarago do numero
dos doentes queentrrSo e porque moles-
tias ; dos que foro curados ; dos que fallo-
nas
com
ellos se houver feito durante esse tempo : 3.
do pessoal empregado as diversas oflicinas
do mesmo arsenal, com especificagSo dos ven-
rimentosde cada classe de operarios e sua
despesa : e 4. do armamento, e equipamen-
to disponivel existente no arsenal e em
outros quaesquer depsitos de artigos bel-
licos.
DitoAo commandante das armas, re-
cero ; e dos que
s ; bem como da
continuo existir
despesa que
metiendo copia da relajo dos ofuciaes de-
signados por decreto de 12 do mez le novem-
bro prximo lindo para si-ivirem na compa-
nhia de cavallaria ligeira (Testa provincia a
lim de que a faca publicar em orden, do ;ia
e proceder a organisa.QAo da mesma compa-
nhia na conformidad'' 'ios decretos n. 214
de 20 de agosto e n. 24G de 12 de novem-
bro do anno ultimo que por copia tanibcm
flhe envia.
D to Ao inspector da thesouraria das
; rendas provinciai-s ordenando que mande
satisfazer as contas que Ihe envia das des-
pesas fritas com o sustento dos presos po-
bres de justiga da com.rca de Goianna ecom
o forneciinrnto do Bzeite para luzes da res-
pectiva cadeia. Communicoii-se ao juiz de
dirnito interino da comarca de Goianna.
Dito Ao agente da companhia das bar-
cas de vipor dizendoexpeca suis ordens ,
para que caso baja vago algum dos lugares
de passageires do governo em o vapor = S.
Salvador = seja recebido o ExmT" Presi-
dente nomeado para o Maranhao doutor Je-
rnimo Martiniano Figueira de Mello
Dito Ao director interino do arsenal de
guerra ordenando que mande concertar as
espingardas feixos baionetas e espadas
que estiverem nesse caso das que foro re-
colhidas naquell arsenal polo coronel chefe
da legio da guarda nacional de Iguarass 5
e dar consumo as inutilisadas.
DitoAo mesmo, significando, que vista
do que S. S.* pondera em olTicio de 5 do
corrente convem em que mando sem de-
pendencia de ultima approvacao cffectuar a
compra de alguns ohjectos ; quando seja tal
a sua urgencia qoe da demora das partici-
pares possa resultar transterno ao servico ;
quo nesse caso d parte semanal das compras;
e que nao pode terlugar a dispensa geral ,
quosollicila ; porque Vai de encontr as or-
dens imperiaes e ao que se observa no ar-
senal de marinha.
Dito Ao delegado de Garanhuns de-
terminando que informo se o terceiro
commandante Manoel Antonio Marlins Pe-
reira que fora ali preso e processado co-
mo indicado no assassinio do escriviio Jos''
Cavalcanti, foi solt em consecuencia do des-
pronuncia do respectivo juiz municipal co-
mo o diz.
Dito Do secretario da provincia aojuiz
relator da junta de justiga enviando os proces-
Sos verbaes feitos 008 lds Caetano de Sou-
za Moni iro e outros e Joaquim Flix Pe-
reir ; para que s<'jo presentes a mesma
junta.
Ditos Do mesmo ao presidente interi-
no da redacto 1 e a> inspector da thesouraria
da fazenda communicauoo ter8. VI. o lm-
I parador nomeado por decreto de 22 de no-
vembro do anno passaiioao bacharel Manoel
Prannos da Silva Velloso para dezenibarga-
j dor d'aquella relaefio.
DitoDo mesmo ao inspector da the-
souraria da fazenda, paiticipando achar-so
licenciado por ti 1. uie/.t s rom os respectivos
vencmientos o dezembsrgador chefe de poli-
ca desta provincia Antonio.Ignacio do Azc-
vedo.
Dito Do mesmo aojuiz municipal da
Boa-Vista scienlilicando-o de haver sido ap-
\ provada por S. Ex. o Sur. Presidente a no-
meaco interina do bacharel Joo de Souza
; Deis promottor publico daquelle termo ,
I paia exercer o luyanlo curador geral dos or-
faos ausentes, capellas, e residuos do mes-
| mo termo.
dem do da 10.
Oflicio Ao cha le de polica interino, as
UI." Sr. Accuso a recpcAo do oflicio de V.
S. de 8 do corrente, em que partecipa o assas-
sinato de Antonio Francisco do Bego Barros,
senhor do engenho Genipapo perpetrado pe-
la forca armada que alli dcixou o delegado,
depois do ter desarmado o mesmo proprieta-
rio e Ihe assegurado que nAo seria ufleo-
dido ; assim como que este attentado tivera
lugar s i horas da tarde de 7 poucos mo-
mentos antes da cuegada da forca de caval-
laria que daqui parti na noute de 6. Foi
rnuito scnsivel presidencia este fado hor-
roroso e anda mais que a polica o nao e-
vitasse, depois de so terem expedido a lempo
as ordens precisas para ser embaracada a exe-
cuQaoda projectada invaso do engenho Ge-
nipapo ; cumpriudo por tanto, que V. S. in-
forme a parta que em to revoltante delicio
tiverfio os em pregados de polica; e mui prin-
cipalmente so o 1." commandante Miguel
Aflbnso Fe reir deixou d'empregar a celeri-
dade, quo Ihe foi recommendada em sua mar-
cha para evitar esto crime e se o 3. com-
CARLOTA DE LEYMON. (*)
E pois quasi sempre estavSo juntos ; e
Carlota via com pezar essa inclinago que os
reunia Essa moga viva e ardente, a quem
os desgostos nfio tinhSo ensinado a dissimu-
lar, breve vio-se devorada de ciumes. Quan-
do os olhos de Leopoldo se fixavSo em sua
mi, os seus os acompanhavAo com anxieda-
de e a moga julgava 1er nelles a expresso
do amor mais temo. Se com alguma lem-
branca feliz sua mi animava a conversacAo,
Carlota Ihe invejava essa gra(;a que agradava
a Leopoldo ; e desanimada pea sua infe-
rioridade, mostrava um mo humor cuja
causa se ignorava e que a tornava ainda
menos amavel. Depois, queixasindirectas,
invectivas que applicava aos delalhes mais
indiffersntes da vida sem dizer a causa tor-
navo enfadonhas as horas que passava com
seu marido e cada vaz mais Ihe inspiravAo
o desejo de as abreviar. Todos os dias jul-
gava descobrir as palavras mais innocentes
symptomas de desprezo em Leopoldo e seu
amof por outra ; e essa outra era sua mi.' ..
era a mesma que deveria ser a confidente de
suas magoas e cuji.s conselhos devio diri:
gir suas arges e ideas !
Para mj nao advinhassens os crueis peza-
"(*) Video Diario N. 4. 5 6: 89-
resquedestruio a fraca organisago dessa
joven e os tormentos que Ihe pungio o cora-
cAo preciso era que a alteracAo progressiva
de suas feices escapasse s pessoas Com quem
vivia oque osestranhos a attrbuissem a
urna causa natural. So Arthur tinha com-
prehendido tudo. Urna vez. a sorprendeu na
ausencia de sua mi e de Leopoldo a quem
olla nao quizera acompanhar ao Diorama para
em silencio entregar-so inquietaco e s
lagrimas. Arthur entrou sem ser visto e
distingui estas palavras entrecortadas do ge-
midos e solucos : Infeliz para sempre .
Feneceu toda a esperanca .. 16 annos !. .
S me resta morrer !... Arthur retirou-se,
respeitando essa dr profunda nAo querendo
obrigar a pobre moca a envergonhar-se des-
ses soffrimentos que tanto forcejava por oc-
cultar. Tencionou porem chamar a attengAo
de Leopoldo sobre o amor e padecer de sua
esposa. Leopoldo repellio com mo humor
todas as alluses ; e Arthur, nao podendo
explicar-seclaramente, nAoconseguio ablan-
dar esse corago que j comegava a fechar-se
para Carlota.
NAo tardou que urna febre quasi continua
desse a todos os movimentos e acetos dessa
moga urna incoherencia urna desigualdade
tal que sua Vida interior era em extremo af-
flrtiva ; quando Ihe porguntivAa qual era
a causa desse mo humor Ivio tenho na-
da era sua uniea resposta : s expressoes
ternas de sua mi responda com precipita-
ran o nrrimonh. Ilm Hia entrando na sua
cmara vio-a entretda a conversar com
Leopoldo : para logo rosolveu M"" d'IIaute-
rive tranquillisar com os seus conselhos o co-
ragAo de sua filha ou corrigi-la desses incon-
cebiveis caprichos que se oppunhAo a toda u
felicidade.
Vem c Carlota ; porque te queres ir
j ? Desenlia comigo estas flores sobre este
jetim onde tinhamos projectado borda-las
juntamente.
Nao n5o posso demorar-me !
EntAo alguns divertimentos te espero i
NAo!
Onde vas ?
Para o meu quarto.
S?
S !... disse a menina casada.
E de seus olhos se deslisou urna lagrima ;
enxugou a furtivamente mas j sua mi a
tinha visto. Levantou se, pegou-lhe na mSo
dorcmente approximou-a do canap onde
a fez sentar junto a si. Carlota oppunha le-
^b resistencia.
Para que obriga-la a demorar-se se a-
qui nao est a seu gosto, ? disse o baro de
Leymon com arrebatamento edesdem.
As lagrimas ds mogacorrerSo em abundan-
cia ; Mm"d,IIauferiveestremeceu ; do sbito
Iheoccorrtu urna idea que pela primeira
vez se apresentava a s< 11 espirito : Carlota era
ragada i... Nao ousou olhar para Leopol-i
rio TiSn'era elle o nico culpado.
Houve um momento de silencio.
NiHl ff n(11l3< ascim^ (".irlota rjn MrJ*
d'IIauterive em extremo commovida. Leopol-
do, estis hoje um tanto arrebatado ; mas nao
era vossa tengao aflligi-la !...
E a pobre mi esperando terminar assim
urna cxplicago que j tema quiz unir a
111A0 do seu genio de sua filha ; porem esta
recuou vivamente.
Minha cara filha deves ser mais dcil :
a vida so compc de certas condescendencias
ao carcter dos outros.... s pessoas que nos
amo....
As pessoas quo nos amo ? disso a moga
com azedume mas que dessas pessoas ?
Ah exclamou Mmr d'IIauterive com
magna bem o vejo tens algum desgosto,
pobre menina : e preciso que te mostremos
como os leus caprichos tuas palavras amar-
gas tuas suspeites injustas aflfigem a todas
as pessoas com quem vives. Miuha Carlota ,
vejo com pezar que o teu carcter to meigo
se vai alterando ; atlribuia mudanga do leu
genio a esse ligeiro incommodo que s vezes
involuntariamente entristece urna mulher ,
anda que isso mesmo seja um novo penhor
da felicidade. Mas nao : o teu soffrimento
moral. Se alguma cousa te all.ge falla ,
minha filha falla a tua mi, e a teu esposo,
q-;e te estimo tanto Quo tristeza essa?
Nao s acaso feliz ?
E o tom com que pronuncava estas ulti-
mas palavras pareca dizer: entretanto, bem
caro me custon a la felicidade !
Assim o < niendeu Carila e em seus \tr
hjos ?* rpnrpijprwiv* wrrSo: psreceu !h"


SE
mandante Mamoel Pedro deSouza nSo recebeu
a 6 do comente a ordem desta presidencia, ex-
pedida pela secretaria para com o destaca-
mento de seu commando oppor-se inv sao ,
que os inimigos do dito Antonio Francisco ,
auxiliados pelas autoridades pociaes, pro-
jectavo fazer no engehho G^nipapo e par-
tecipar esta mesma determinago ao comman-
dante do destacamento da villa do Rio-formo-
so. Inclusa achara V. S. a portara de de-
misso dada ao 1 supplente do delegado ,
o baeharel Pedro Gaudiano de Bates para a
fazer execuiar e chumar ao exercicio deste
emprego o o." supplente coronel Gaspar de
Menezes Vasconeellos de Drumond at que
naja delegado em efectividade. Espera a
presidencia, que V. S. eropregue toda a ener-
ga e prudencia para resto* lecer o socego
destes lugares e descobnr todos os autores ,
e cumplices deste escandaloso crime.
RISPADO DE PERNAMBUCO.
Totalidade da quana que S.
#. Ex Rm. dispendeu na forma
abaixo declarada desde outubro
de 1833 at 31 de dezembro de
4841, como consta dos reci-
bos .........Rs. 115:269^813
Quantia destribuida no anno
de 1842 pelos pobres das tres
freguezias do Recife, da S e
S. Pedro Mrtir pelos recolhi-
nientos do Olinda Roa-vista ,
lguarass, e Goianna : pel'se-
minario para a obra da Ma-
triz da villa do Souza em des-
pensas matrimonip.es gratuitas ,
e para o Culto Divino nesta ca-
pital e fora d'ella Hs, 9:739.v500
Rs. 125:001^315
narelaco d'aquella cidade, por nao ter o re-
ferido advogado feito entrega de uns autos,
em que contendio o conde de Farrobo com
Lino da Silveira Pimenta & Coinpanhia. Es-
to facto tinha escandalisado gravemente a as-
sociago dos advocados a qual se reuni em
sesso para prestar os seus officins ao seu so-
cio eeollega, e discutir a mordidade do ac-
to e os meios da sua defesa e desaggravo ;
mas ainda elle permaneca as cadeas do Li-
mopiro.
TinhSo sido confirmados por S. Sar.tidade
o Patriarcha eleito S. Luiz o arcebispo cIp
Braga Pedro Paulo, o bispo de Leiria Gui-
ihorme Henriqups, e o do Porto Jernimo
Jos da Costa Rpbello.
As ultimas noticias da Hespanha que al
cangavo a 10 de dezembro annuicio a en-
trada das tropas do regente Espartero em
Barcolona no dia 4* e o restabelecimento da
tranqullidadenaquella cidade: nos artigos
transcriptos em lugar competente acharados
nossog leitores os successos mais notaveis que
ali occorrero.
Palacio da Solidada 0 de Janeiro de 1813.
- Antonio Teixeira mordomo de S. Ex.
Rm.
exterior"
Recebemos do Porto o Peridico dos Po-
bres de 14 a 20 de dezembro p. p., o qual to-
da-via pouco acrescenta s noticias anterior-
mente recebidase por nos j publicadas no
tocante poltica interna do paiz.
No dia 10 de dezembro tevo lugar em Lis-
boa no tribunal competente a audiencia do
Nacional, cujo editor fora chamado a res-
ponsabilidade pelo Sr. Jos Bernardo da Sil-
va Cabral, irmSo do ministro do Reino por
haver aquelle jornal publicado que o mesmo
Silva Cabral era o autor da proclamado in-
cendiaria que transcrevemos em o nosso
numero 6 ; mas em ultimo resultado foi o
sobredito editor absolvido p do jury
Andava em debate no circulo dos homens
polticos nos dos letrados e at nos jor-
naes como um facto extraordinario e trans-
cedente a prisao do doutor Joaquim Jos
Perei'a de Mello advogido de grande re-
putado em Lisboa e diputado eleito s cor-
tes ordenada por um dos juizes de direito
que era ella so a culpada '. ... Nao ousou fal-
lar e abragou sua mi ; mas o seu coraco nao
SOlTria menos.
Tomai a vossa mi por modelo Carlo-
ta nunca se desmentio sua bondade e afa-
bilidade.
Essas palavras de Leopoldo despertro to-
do o ciume no coraco da moga ; olhou para
seu marido mas n< ste olhar havia amarga
irona.
Acaso vos irrita o elogio de vossa mi ?
niiififnu seccamentc.
Mas conteve-se porque a expresso do
rosto de sua esposa o fulminara.
Oh nao olheis para mim desse modo !
Eento pela primeira ve/ depois do ca-
samento oliando para a figura de Carlota ,
o terror e a admirago o izero emmudecer.
Carlota olhava para seu esposo, em cuja
feicoes nao havia nem amor, nem compaixo:
tomou a sua admiragao por um sentimento de
desdem einJifferecga.
Oh .' como fui illudida !.... disse por fim
amargamente.
Garlota que queres dizer ? perguntou
M"' d Ha u ter i ve.
Qu'3 sou desgranada que fogem de mim,
que me aborrecem que a miuha vida
intil, insupportavel a todos! fogem de mim,
repellem-me querem que me v embora ,
; aturra
Signaes de supplca palavras ternas na-
da pieconter a exploso dessa colera tanto
empo comprimida. Queixas e reprehenses
HESPANHA.
ARTIGO DE OFFICIO.
Parte recob'da por ertraordinatio as 6
horas da tarde.
Rarcelona suecumbio s 11 horas da ma-
nha fio imperio da le acaba de restabele-
cer-se dentro Jos s.'us muros. Os differentes
corpos do exercito oceupo a praga e todos os
fortes da mesma. As autoridades de diver-
sos ramos de administrarlo principiSo a ex-
ereer ali as suas funeges.
De ordem de Sua Alteza o regente do rei-
no ocommunicoa V. Ex. para sua intelli-
gencia e conhecimento do conselho dos Srs.
ministrosDos guarde a V. Ex. muitos an-
nosQuartel do regente em Sarria 4 de de-
zpmbro de 1812 s 3 da tarde Mrquez
de RodilSr. ministro da marinha encarre-
gado do despacho do ministro da guerra.
A9 cartas particulares que recebemos di-
zem oseguinte : No dia 4 pelas 11 ho-
ras da manh suecumbio Barcelona dopois de
um vivissimo fogo durante todo o dia 3 e
parte da noite feito pelo forte de Monjuich,
e pelas duas horas a tranquillidade.se achava
rpstabelecida. As tropas do general Van-
llalen oceuparo todos os fortes, e as au-
toridades tnhSo tomado a direrco dos ne-
gocios. O dia 3 foi em Barcelona, de gran-
de anarchia.Parece que ha bastantes des-
granas a lamentar. Ha quem attribua o mo-
vmento de Barcelona aos Christinos para
derrubar nicamente Espartero.
momento a resistencia contra o general Es-
partero e outros dous bat8lh5es que estavo
pela capitulaga. Entretanto os amotinados
se tiroteava alguns individuos favoraveis
transago abriro a porta du Mar pela qual
onlrou Zurbano com 4 batalhOas e pouco
depois se abriu tambem a de S. Antonio por
onde penetraro 14. A chegada das tropassur-
prehendeu oscontumazes que se debandaro,
e segundo urna carta do Duque da Victoria
nenhuia s escapou doscaudilhos da suble-
vago. A entrada das tropas se verificou pois,
a despeito de urna parte dos insurrecciona-
dos. O Duque permaneca em Sarrias som-
bro espectador d'aquellas scenas sanguina-
rias e esperando sem duvida o terrivel cas-
tigo dos que lhe negaro obediencia.
As sete e meia da noite veio outra parte
com data das 4 da noite. Dizia-se hontem
que com elle havia chegado o marechal de
campo D. JoSo Van-Halen irmfio do hroe
dos successos de Barcelona. Se isto fora cer-
to podia crer-se que se preparavSo grandes
cousas pois provavel que trouxes.se ins-
trueges verbaes para o governo de Madrid.
X noticia sem embargo carece de verosimi-
lhanga.
0 general Ayerbe foi nomeado capitfio ge-
neral do principado e em chefe do exercito de
oceupaco e j marcha para o seu des-
tino. Ao apparecer o conde de Peracamps
cahia em desagrado sabemos ao menos que
ao chegar o duque perto de Barcelona, 86 lhe |
appresentou e foi despedido seccamente insi-
nuando-Ihe que era preciso tomar Barcelona ,
e que depois fallario as duas mencionadas
personagens. Ocondede Peracamp9 se reli-
rou chorando.
As noticias que circulavo noite erSo es-
pantosas ; assegurava-se que se havia publi-
cado em Barcelona um bando pelo qual se
mandava verter sangue a jorros. Dizia-se
que todos os commandantes da Milicia devio
ser fuzilados de cada tres capites perecer
um os tenentes quintados, e desarmados
os cabos e sargentos.
Isto era ja demasiado brbaro nos temos
procurado inteirar-nos e de nossas informa-
go>s resulta at agora que os amigos da tran-
sscco desde os campanarios e torres eleva-
das mallractaro os sublevados mais tenazes
at que entraro as tropas cahindo em po-
der do governo mais de 200 individuos dos
chamados da Palulea que se rtitiravo a
I! ireelona aim de ganhar a marinha.
Tem occorrido rumores de levantamento
no campo de Tarragona, e ainda ha quem
supponha testa do movimento o coronel
Prim.
As ultimas noticias que recebemos de Bar-
celona chegaro com o correio extraordinario
que veio hontem s 4 e meia da tarde.
Segundo ellas ao entrarem as tropas no
recinto da cidade offereceu-se a seus olhos
um quadro horrivel. Os insurreccionados
luctaro entre si havendo-se travado urna
esppcie de peleja entre o terceiro batalho de
nacionaes de que he commandante o Sr Prim,
batalho que quera asustentar at o ultimo
coavo do corago ulcerado de Carlota como
a torrente que arraza e destre quanto se op-
pe sua passagem. Mas essas queixas ero
vagas, e o barosuppoz que esse vago ciume
provinha de um carcter naturalmente som-
bro. Tentou reduzi-la ao silencio lancou-
Iheem rosto sua injustica e pela primeira
vez pronunciou palavras que escapo a cole-
ra que o coraco logo desmente ; mas que
mprimem no corago profundas e crois fe-
rdas e que podem para sempre destruir a
confianza e o amor.
Carlota indignou-serno teve palavras que
exprmissem sua dr, apenas pode exclamar:
- Eu bem saba que ello me detestava !
- Carlota minha ilha tu te engaas ;
elle te ama.
-Oh nao nao !
- E quem pode soffrer um lal carcter ?
disse com mo modo Leopoldo para quem
a paze o deleite de urna vida tranquilla tinha
sido sempre o primeiro dos bens que ha
dous mez.-sse allligia pelo presento, e se in-
quietava pelo fuluro por esse humor irri'.a-
vel de Carlota... Como supportar queixas sem
motivos reprehens<5es sem objecto e urna
desgrana continuada que em nada se funda ?
- Nada sem motivos sem ob-
jecto ..
Agitada por um movimento convulsivo ,
mal poda articular essas palavras. Eslava
paluda ; mselas negras espalhadas em seus
olhos desvairados atlestavlo frequentes lagri-
zados os prejuizos na Cidade : 20 casas forfio
devoradas pelas chamas.
.0 Sol diz que sabe de modo indubitavel que
dos navios de guerra ingiezes sahiro muni-
coos para o bombardeamento para Monjoich.
Os marinheiros dos navios de guerra fran-
cezes acud rao a apagar o incendio as casas.
Tinho j sahido todos os vasos de guerra
francezes e s ficro os ingiezes em Bar-
celona.
0 Heraldo diz que falso terem sido rou-
ba las casas pela M. N. antes da entrada das
tropas.
Accreditava-se que Espartero iaempregar
medidas sanguinarias para castigara subleva -
gao de Barcelona e fallava-se em muitos fu-
zilamentos que ia haver. Isto jnelo s no-
ticias dos estragos do bombardeamento tinha
causado milito terror em Madrid.
0 Infante D. Francisco de Paula manda-
do sahir de Hespanha.
Corria que as Cortes se reqnirio a 26 e se-
riSo dissolvidas se fizessem opposicfto s me-
didas de Espartero contra Barcelona.
Continuoas ordens para que n8o suspen-
dessem a marcha os corpos que se dirigio
Catalunha. Dizia-se que tinho sido expedi-
das licengas Ilimitadas e todos os Officiaes de
Capites at Alteres que se rendrfio ao povo
de Barcelona : e que a todos os Commandan-
tes at Coronis se meltio em processo e
aos Officiaes d'artilharia d'Aterazanas.
( P. dos P. no Porto.)
Folhas at 10 de Dezembro. Espartero diz
o Sol esperava-se em Madrid nao entran-
do em Barcelona, e parece que passanJo por
Valencia. 0 Heraldo diz que pela sua cor-
respondencia no dia G entrara em Barcelona.
Passo de 500 ns casas arruinadas pelo
bombardeamento, em que de Monjuich se
lancro contra a cidado 1014 bombas e 200
balas razas : as rasas da Cmara Gcavo .ar-
ruinadas e calcula se em 10 milhOes de cru-
mas estavo fixos e lhe davo urna expres-
so feroz : seus membros parecio contra-
nidos. Pareca querer ajuntar a essas pala-
vras sem ligaco alguma cousa que explicar-
se sua colera e ciume : mas ou porque a ti-
midez de sua idade o respeito e ternura por
sua mi a contivessem ou porque as emo-
ces to violentas a que estava entregue lhe
tirassem toda a possibilidade de exprimir-se ,
seus labios se agitavo sem deixar escapar u-
ma syllaba. Que triste espectculo para quem
dous mezes antes a tivesse visto to bella ta
alegre e descuidera v-la agora to desfigu-
rada por esses dous mezes de penar e cons-
trangimento, e mais ainda pela idea dessa
sentenca terrivel que nos tormentos de um
casamento desgranado parece sem cessar
mostrar-nos a inscripgo terrivel do inferno
de Dante : Aqu j nao ha esperanca
Leopoldoc M" d'Hauterive estavo real-
mente assustados.
Por fim Carlota tendo em vo tentado
exprimir os sentimentos violentos q' punho
suas ideas em desordem pareceu de sbito
ferlda de urna nova idea. Levantou-se viva-
mente ecorreu ao cofre em que guardara
as joias fez saltar-lne a tampa lancou mo
das cartas e do retrato que sabia que l esta-
vo ; e to rpido foi esse movimento que,
antes que sua mi e Leopoldo podessem di-
zer palavra tinha langado para perto delles
o retrato e as cartas. Depois, satisfeita e
confusa Dor ter ruyelaHo *" A' PEDIDO. -
Copia. AccordSo em relaco etc. Vistos,
relatados na forma da lei, estes autos en-
tre partes recorrente o delegado do reveren-
lissmo bispo de Pernambuco e recorrido o
padre Joo Cavalcanti de Albuquerque vigario
la freguezia do Cabo : julgo improcedente o
recurso denego proviment ao reccorrido ,
vistos os autes por quanto nelles se mostra que
o reccorrido nao fez grvame algum nem o-
brou arbitrariamente quando nao admittio pa-
ra vigario interino da dita freguezia do Cabo
o padre Francisco Antonio de Souza e Silva
proposto ou nomeado pelo reccorrido exi-
gindo somente a folhas habilitaco do mesmo
padre para confessar habilitago que era in-
dispensavel para que elle pudesse exercer as
funeces parochiaes, e que elle nao tinha, por
se ter perdido desde 19 de agosto de 1838 a
que obtivera ltimamente e nao ter appro-
vaco para mais tempo por ser sem validada
a que appresentou por nao ter assignatura,
como de folhas ; termos em que, ainda quan-
do podesseo reccorrido fazer a sobredita no-
meago nao podia reeahir em sacerdote, em
quem faltavo as mesmas habilitaces para o
ministerio parochial. E como pela instituico
divina do episcopado e caones da igreja T
como mesmo pelas leis do estado (alvar de
11 de outubro de 1786) aos bispos por si, ou
pelos delegados com peje o direito de enten-
der em tudo quanto he relativo cura das al-
mas administraco dos sacramentos, minis-
terio e presbiterio parochial he evidente
que se lhe nao pode denegar a faculdade de
averiguar-se aquelles que se apprezento para
pitadamente para o seu quarto cuja porta
a ouviro fechar com violencia.
Ficro mudos e immoveis : o presente e o
futuro Ihes estava explicado ; pensro am-
bos nos soflrimentos de Carlota d' pois que lu-
do tinha descoberto ; sem se communica-
rem advinhro ambos que durante a mo-
lestia de sua mi que Carlota tinha desco-
berto as cartas. Tudo ento pareceu claro r
suas lagrimas sua desconfianc'a sua mu-
danza que ha pouco ferira a Leopoldo !... *P"
bre Carlota disse elle. E M- d'Hauteri'
ve lembrada de sua propria dr dizia cora
sigo :
- Soffrer tanto por ella ... e nao poder
faze-la ditosa !
Senliro ambos a necessidade de estar sos:
procurou cada um no retiro e na reflexo ,
soccorros contra urna posico que at esses
dous recursos Ihes tirava.
Carlota tinha-se fechado no seu quarto e
nao quiz mais deixa-lo. No dia seguinte ,
Leopoldo veio ter com ella ; acompanhou-o
ao salo mas nao podro obter della urna
s palavra e logp que pode voltou para
o quarto e mandou pedir por grande obse-
quio que a deixassem s. Obedecerodhe.
Qual foi porem a admiragao e o susto de
M d'Hauterive quando hora do jantar,
viero dizer-lhe que Carlota nao estava no
quarto e que tinha partido sem a muguen
communiar os seus projectos .
(Continumr-H-ha.)


xcrcer aquella ministerio eslejo no cazo
do o (zar e n'esse direito nao contestado ,
antes reconhecidj p3lo pruprio raccorriJo ,
se comprehende cortamente o de regeitar a-
Tjas qualificacas. Quanto mais, que no caso
de que se trata n5o poJia o reccorrido fazer a
nomeaco referida por isso qu* achmdo-se
He auzente da parochia por tolerancia uu
permissSo do respectivo diocesano, e por lem-
po indeterminado ao mesmo diocesano ou
aoseu delegado e nao a elle competa o di-
reito em prover a igreja de vigario encomen-
dado em virtude de suas obrigac,Oes episco-
paes como he expresso no pargrafo 7 do
alvar de ll de outubro de 1786 liv. 3.
tit. 28 pargrafo o3o da constituico do ar-
cebispado da Bahia com o pargrafo 513 ,
tit. 30 do mesmo liv. 3." seguindo que foro
proferidos os despachos de folhas e folhas ,
aggravados que sustento. Portanto e pelo
tnais dos autos denegando como denegfio
provimento ao seu recurso folhas 2o. Julgo
.improcedente o mesmo recurso, e condemno
.o reccorrido as custas. Rio de Janeiro 2 de
julho de 1842. Verneque presidente.
Aguillar Pantoja. Lisboa.Pe$anha. Foi
presente o Sr. concelheiro procurador da co-
ira. Aguillar Pantoja. Mallos. Car-
neire.. Est conforme Francisco Pedro de
Anb'jes da Silva Muniz Abreu escrivo de
ajypellacSo.
COM M ERGIO.
ALFANDEGA.
.Rendimento dodia 1C....... 8:283*345
DESCARREGA" HOJE 17 DE JABEIRO.
Barca portug'ueza = Tentadora sa arcos, se-
bollas e fructa.
Brigue portuguez = Tarujo 1. = sebollas,
e batatas.
Brigue austraco as Sollicito Bocchus =a fa-
rinha, alhos passas e carros.
Galera ingleza = Iris = batatas e carvo.
Brigue sardo = Silencio as vinho.
Brigue inglaz = Eliza Bol = serreja, barri-
cas com sal caixas com olio dro-
gas e faiendas.
Barca ingleza = Columbus = cobre, follia
de flf.ndres manteiga e barri-
cas de ferragens.
Brigue sarde, = Zefiro = farinha, bolaxa. al-
pista vinho azeite velas pa-
pel alfrzoma avelans passas ,
louro nozes amendoas e ladri-
lhos de marmdre.
cambios em lisba.
Em 3 de dezembro.
Valor dos metaes e papis de crdito.
Objectos Compra Venda
Pecas de 7,)500 77O a 7j800
Oncas Ilespanholas. lL>2iO 14jt360
Soberanos...... 444O 4440
Ouro cerceado i 1915 l,>9oO
embarra. 1770. I780
Patacas Hespanholas 020 025
Brazileiras 900 905
Mexicanas .... 900 005
Prata em barra (i600 6800
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DA 14.
Para e MaranhSo ; 15dias, vapor de guer-
ra inglez Growler commandante Buckel.
NAVIOS ENTRADOS NO DA 15.
*wneza ; 42 das barca austraca Paquete de
Trieste, de 374 toneladas, cap. Jos Fran-
cisco Garrifolo equip. 14 carga larinha
de trigo : a N. O. Bieber & C *
Trieste ; 89 das barca austraca Sollicito
Bocchus dw 290 toneladas cap. Marco
Raduhoich equip. 13, carga farinha de
trigo : a N. O Bieber & C
Ilavre de Grace ; 44 dias, brigue francez Cir-
cunstancia de 221 toneladas cap. Andr
M. Millot, equip. 12, carga fazendas : a
Avrial Frres.
SABIDOS NO MESMO DA.
Trieste ; brigue austraco Fideli Amico, cap.
Miovich carga assucar.
Cork ; brigue dinamarquez Tordenskold ,
cap. Emmonck carga assucar.
Bahia ; Vapor de Guerra Inglez Growler Com-
mandante Buckel.
DITOS ENTRADOS NO DA 16.
Forte Chrishansborg Costa d'frica ; 30 di-
as, Brigue Dinamarquez Ida*, do 15? ton. ,
Capito J. I. Torgens jw equip. 10 car-
ga lastro : ao Cipito.
Havre de Grace ; 29fdias, barca franceza Ca-
simir Dslavigno de 190 toneladas, cap.
Lasserre equip. 15 carga fazenlas : a
B. Lasserre & C."
DECLARVCOES.
= O lancador da Dacima do Bairro da
Boa-vista, avza aos propri^tarios e inquilinos
dos predios do mesmo Biirro que tem de
continuar o lancaraento hojo 17 do corrente
pela ra Velha dia 18 pra$a da Santa
Cruz e ra da Santa Cruz 19 ra de S.
Goncalo.
tsr O segundo escripturario encarregado
do lancamento dos predios urbanos do Bairro
do Recife faz publico que no dia 13 do cor-
rente ter lugar o lanc. un uto as ras do En -
cinta ment. e Cacimba. Francisco-de
Paula e Silva.
COLLEGIO DE MENINAS
Fundado e dirigido por D. Clementina de
Moraes Sarniento no sitio do leo ra
do Hospicio.
PROSPECTO.
Carta di directora ao Exm. Presidente ,
participando llie a intenvao em que esla-
va de tornar publico o sch estibelecimento
lllm. e Exm. Sr Convidada quando
ainda residente em Paris para vir fundar
n^sta cidade urna casa de educandas, nao ha-
vendo por aingar minha chegada edificio al -
gum que me satisfizesse % ignorando a lingua
nacional, os hbitos e costumes das familias,
schei prudente adiar a execuco daquelle pro-
vecto. Sollicitada todava por alguns pas de
familia, incumbi-me da educago de poucas
meninas n5o em collegio regular para o
que me faltavo ento as necesarias propor-
Ces mas de Om modo privado e maternal.
Agora pori'm tencionando levar a pffeito o di-
to projecto e determinada com a autorisacao
do meu marido a quapsquer sacrificios de tra-
balho e despeza para fundar um estabeleei-
mento idneo e duravel rogo a V. Ex. seja
servido informar-me se existem disposig'S
legislativas ou administrativas que me obri
guem a algumas formalidades Pelo diploma
incluso vira V. Ex. no conhecimento que pas-
tel em Paris os exames a que as leis francezas
ohngo as Senhoras que seconsaaxo ins-
truc<5o publica e me acho habilitada para
exercer em Paris as funcc/Vs que passo a exer-
cer nesta cidade. Dos Guarde a V. Ex. Per-
nnmbuco 14 de dezembro de 1842. lllm.
e Exm. Sr. Baro da Boa-vista. Clementi-
na de Moris Sarniento.
BESP0RTA DA PRESIDENCIA.
Illma. Sra. Manda o Exm. Sr. Presiden-
te da Provincia em resposta participarlo ,
que V. S. lhe dirigi a lldocorrente sig-
nific8r-lhe quena legislaco actual nao ha
disposico alguma pela qual sejao obrigadis a
preencher formalidades as pessoas que fundan
estabelecimentos de instrucQo publica. He
vordade que tem o governo feito sentir As-
sembla Legislativa Provincial a necessdade
de estarem taes estabelecimentos sujeitos
inspeccao do director do Lyco ou de qual-
quer outro delegado da Presidencia. O mes-
mo Exm. Sr. congratula-se com V. S. e
mnda-!he dar nuiles ouveres pela iuruSv<''
de urna casa de rducacfio que nao pode dei-
xar de prosperar debaixo da direceo de V.
S., a quem protesto a devida considerado e
respeito. Dos Guarde a V. S. Secretaria da
Provincia de Pernambuco 17 de dezembro
de 1812. Illma. Sra..D. Clemehtina deMo-
raes Sarment. Casimiro de Sena Ma-
dureira.
CASA.
A salubridade vastido e commodos da
casa do.sitio do Leao a abundancia e supe-
rior qualidade das aguas a extenso do si-
tio circundado por altos muros que vo desde
o Hospicio at ao corredor do Bispo deter-
minro a Directora a prefer la a ou>tras, on-
de actualmente seacho estabelecimentos, e
que estivero sua disposigo. A saude de
que gozaro constantemente durante o anno
lectivo que lindoii agora as meninas que
nella habitrSo dealgum modo justifica es-
ta preferencia.
R ELIGIA5.
llavera um director espiritual encarregado
de interrogar as meninas sobre o Catheeismo
e a Historia Santa e de fazer-lhes praticas
sobre a religio e seus deveres proporcio-
nadas idade. Alcm dealgumas rezas com-
muns quotidianas as meninas que ficarem
noestabelecimento nos domingos e das de
frtsta acompanharo a Directora no desempe-
nho de suas obrigscOcs religiosas.
ESTIDOS.
Materias do ensino.
Catheeismo.
Le-.
Escrever.
Arithmctica.
(irammatica Portugueza.
Geographia.
Mythologa.
Historia Universal.
Historia Portugue/.a e Brasileira.
An^lyse graaiiiiatical e litteraria das mais es-
timadas produce/es dos melhores poetas e
prosadores Portuguezes.
Francez. \
Inglez. [ ler escrever e fallar.
Italiano. '
Costura e bordados de todas as qualidades.
Piano.
Canto.
Dansa.
Desenho.
A divisSo das classes segundo o respectivo
adantamento das educandas, a successo dos
Irabalhos, methodos do ensino, etc. serio
notados as tabellas do estabelecimento ex-
plicados pela Directora ou examinados na sua
pratica.
RECOMPENSAS E CASTIGOS.
Antes ds f.-rias que duraran ;le 8 de de-
zembro at 8 de Janeiro haver como se
praticou no anno passado exames genes pe-
rante as familias das educandas-, e no dia pos-
terior a estes exames ter lugar urna distri-
buicSo publica de premios com a maor so-
lemnidade possivel.
De tres em tres mez'S as mestras e mes-
tres do estabelecimento reunidos em conse-
Iho examinarn as educandas as materias
estudadas n'esse tempo : o parecer do conse-
Iho a respeito de cada menina s< r notado em
billWes separados e mandados as respecti-
vas familias e o resultado geral destes exa-
mt'S ficar n'um mappa vista das alumnas
al ao spcruinte trimestre, e ser registado no
livro geral do estabelpcimento.
Os castigos corporaes sao prohibidos. A'
privago de sahir nos Domingos e dias de fas-
ta, a prisflo n'um quarto do estabelecimento.
a remoQo temporaria de urna classe para ou-
tra inferior p at do lugar na mesma clas-
se o augmento do estudo a prohihigo He
vir sala as reunios das familias das edu-
candas no estabelpcmenlo as reprehenses.
&c. s3o meios que empregados a tempo e
eom justica sempr^ hastrao a Directora.
COMIDA.
Ser continuado o systema seguido no es-
tabelecimenlo at hoje e que tem sem du-
vida contribuido com a pos(;So da casa para
a saude constante das educandas e vem
a ser :
As 8 horas da manha peixe ou carne
guisada pilo e manteiga cha ou caf ;
Ao meio dia pao fructa da estadio, ou
doce ;
As 3 horas da tardo sopa carne cosida ,
pao arroz piriio peixe ou carne assada ,
de qualquer qualidade.
As 8 horas da noite. bscoitos, ou bolacha,
cha com p3o e manteiga.
LIMPESA.
O asseio utilissimo em toda a parte he
na zona trrida in lispensavel. llavera a es
te resneito o maior cuidado p < meninas to-
marn pelo menos dous banhos geraes por se-
mana. A abundancia d'agua noestabeleci-
mento tem tornado esta pratica de fcil exe-
cue,So.
OBJECTOS QUE AS EDUCANDAS TRAUA5 A SUA EN-
TRADA PARA O ESTAI1F.LECIMENTO.
O uniforme das alumnas as reuniflesde ce-
remonia ser como at; agora vestido branco ,
chapeo de palha com fita azul, cinta azul,
lavas brancas sapatos pretos.
Fora d'essas reunies as meninas anda-
r vestidas ao gosto de suas familias e tra-
ro aquellas camisas, caigas, saias, vestidos,
pares de meias de sapatos, e de lengoes, quar-
danapos toalhas para o rosto panno para
os banhos lengos. colarinhos, que segun-
do a distancia das familias estas julgarem
necessarios mas todas trar dous aventaes
pretos urna cama completa mas pequea ,
jarro bacia urinol saco para roupa suja,
copo para lavar a boca escovas para os den-
tes e para o cabello., um espelho pequeo,
um copo de prata um talher de tamanho
proporcionado a idade da menina urna ca-
deira haixa para coser urna caixa de costu-
ra livros papel e pennas
A roupa suja tanto quanto a distancia das
familias o permiltir ser levada nos sabba-
dos tarde, e as segundas feiras pela ma-
nha ser trazida ontra lavada.
HUNORAKIOM.
O estipendio annual por cada educanda he
de tie/enlos mil res, mas para as educandas
da visinhanca que almogarem cearem e
dormirem em casa de seus paes ser de du-
zentos mil res.
As familias pagar do tres em tres mezes,
adiantados.
Por este estipendio tem direito as educan-
das ao sustento e ensino do estabelecimento
comprthendido no programma supra, excep-
to as materias seguintes, cujo ensino ser pa-
go separadamente por mez :
''iano ) .-......... 7000
Canto )
Dansa............ SjOOO
Desenho............ 5ji000
Italiano.......... 5*00O
OBSERVARES.
S as ppssoas Ja familia das educandas co-
nhecidas pela Directora terSo ingresso no es-
ta jelecimento e tAo rnente nao havendo
necessdade urgente as quintas feiras das 6
horas da tarde om diante para nao haver in-
terrupeo dos tnhalhos. .Nenhum recado o-
ral ser recehido pelas educandas a nao ser
trazido por pessoa eonM^da, e dado na pre-
senta da Directora ou das mestras. Ne-
nhuma carta sahir nem entrar no estabele-
cimento sem ser lida pela Directora.
PESSOAS BMPREG.VDAS NO DIVERSO ENSISO DO
BSTABELECIMEWTO.
Director espiritual : O Sr. D. Francisco
doCoracodf Mara.
Directora : D. Clementina de Moraes Sar-
niento
D. Boza Lazary.
D. Josepha de Moraes.
M.11' Zo Poupon.
Dr. Sarment.
Sr. Joo Rodrigues.
Sr. Marinangeli.
L E I L O E S .
sa^ .lames Crabtree & Compauhia lar
Leiliopor intervenclo do corretor Thomaz
Dowsley do resto dos objectos pertenceutes ao
Brigue Mary queen of Scots condemnado nes-
lo porto, consistindo emancoras corren les ,
mastareos vergas &c. &c. eateroa leua 17
do corrente na prensa Je Manoel Ignacio d'O-
liveira Lobo no Forte do mallo e na mesma
occasio se vender urna porcao de pannos s
torrentes de Ierro, massame c ontros objecto,
salvados do patacho Brazileiro Edina Restau-
rada naufragado na Costa do Rio (irande do
Norte.
Jones Patn A Companha farolei lo
por intervengo do Corretor Oliveira de 150
barricas de cerveja branca de Edimburgo, a
mais estimada oeste mercado e no do Rio
de Janeiro, pela sua reconhecda superior
qualidade chegada prximamente "pelo na-
vio Eliza-Bell, e a qual ser competentemen-
te desembarcada : hoje i7 do corrente as n
horas da manh em ponto no armazem de
Joze Rodrigues Pendra & Companha.
S3T Luiz Rruguere far leilo por in-
tervengo do Corretor Oliveira conta e ris-
co de quem perlencer e por ordem do sor.
Cnsul de Franca e em presenca de um
sen delegado dos salvados do navio Fran-
cez Vaillanl Rasque, naufragado em 4 do
corrente, prximo a llha de Itamarac, con-
sistindo os mesmosom vellame vergas ca-
bos moitoes e cadernaes ancoras cor-
rentes de ferro escaler e muitos outros
objectos, que se apresentar no acto do mes-
mo leilo : Quinta feira 19 de corrente, as iO
horas da manh no armazem do nr. Bailar
na ra de Apollo.
AVISOS DIVERSOS.
Marcos Jos dos Santos portuguez ,
retira-se para a ciliado da Bahia.
sas" A ahaixo assignada >roprietaria mo-
radora na cidade deOlinda em seu sitio de-
fronte da Igreja do I-upe faz sciente ao Sr.
colletor de capim que desde o primeiro do cor-
rente deixou de vender capim e nao pretende
mais vender. Alaria da Conceico de Car-
va Vio Reg.
tsr Oabaixo assignado procurador da C-
mara Municipal da cidade de Olinda echa-
se, encarregado da aferi^ao de pezos e medi-
das do Municipio de Olinda e as pessoas
que tiverem de aferir dirijaO-se a Olinda
ra do B^m fim n 21 que o achara prom-
pto. c= Antonio Nunes de Mello.
vsr Aluga-se urna caza de tres andares e
mirarte com um bom armazem. na ra do
Amo im bairro do Recifc eoutra dita meia
ag' no heco das Barreiras ; os pertenden-
tes i'allem noatterro da Boa-vista n. 16
SW Roga-se o Sr. Ju/.w larceiiino deA-
im e a Sra. Antonia Vieira doCarmo :
queiro declarar a sua morada, visto que
nao he possivel saber-se.


tsr Quem precisar (!o urna mulher para
ama de casa do homem solleiro coznlia
lava de sabSo e faz todo o servigo de portas
dentro dirija-so as 5 ponas na casa da se-
nhora Izabel que li-uijianclto para cavallos, do
iadodireito.
sr Hoga-se a pessoa que no mez de margo
do anno passadodeixou na loja de Garnier
relojoeiro na ra Nova, litis pinlioros cons-
tando de um allinete com diamante, e dous
aneles com brilhanlos os ir resgastar no
prazo do la dias, que do contrario serao ven-
didos faz o presente annuncio para nao se
chamar a ignorancia.
tar Da ra do Queimado defronte do pa-
teo de palacio no dia 10 do corrente desapa-
rcelo dous cavallos um russo pedrez, com
cangalha, chocalho cana corrente, dous cou-
ros e dous pares de sacct,s e outro castanho
*>scuro, com os pea e urna mo calcados, tara-
bem com cangalha e um sacco de matalota-
gem ; quem os tiver achado leve-os ra do
Rangel n. i que ser recompensado
tear Joni-s Patn & Companhia, negocian-
tes estabolecidos nesta praga aviso ao res-
peitavol publico que de hoje em diante tem
sdmettido em sociedade osnr. Roberto Fo-
lippe Wood, o qual teveatapra a procura-
do da casa ficando a dita firma sem alte-
rado. Recife 1." de Janeiro de 1845.
cy Quem precisar de um pequeo para
vil a do que ja tem alguma pratic diri-
jase a ra estreita do Rozario n. ll.
tsr Precisa-se de um menino de 10 a 14
annos pn ferindo-se portuguez para urna
pequea loja de miudezas : na praga da Boa
vista botica n. 20.
tar Aluga-se a sala com alcova do primei -
re andar da casa n. i do beco do Peixe frito ,
hoje travessa do Queimado : a tratar na ven-
da da mesma.
JTheodore Mathieu cirurgio
Identista morador na ra No-
iva sobrado n. 14 faz saber ,
jque retira-se nofim docorren-
3te mez, levando emsuacompa-
Jnhia sua esposo e 14 escravos;
adverte-se as pessoas que Ihe devem dinheiro
tanto do denles artificiaos como de opera-
res queiro ir pagar at o dia 2odo corren-
te, o nao o iazondo se publicar seus nomes.
tsr Joaquim de Oliveira Costa Galvo ,
retira-se para o Rio de Janeiro.
tsr Ignacio Luiz de Brito Taborda faz
ver ao respeitavel publico que deixou de
ser eaixeiro de Fernando de Luca.
tar Alugo-se alguns escravos que estejo
acostumsios ao servigo de engenho-, quem os
tiver dirija-se a ra da Senzala nova n 42.
tsr Urna senhora de bons costumes se
prope a tomar criancas com ama para se
criarem com leite impedidas e desimpedi-
das e tambem se receben) as que estiverem
ja desmamaJas para se icabarem de criar ,
com todo o mimo e amor : na ra Direita n.
50 segundo andar.
tsr Precisa-se de urna ama de leite forra
ou captiva que tendo bastante leite nao se
olha prego : na ra dos Quarteis n'. 20 por
cima da oja de miudezan, no terceiro andar.
tar Dionisia Melania de Barros Guedes ,
viuva do Teen te Coronel Francisco Guedes
de Quinhones avisa aos credores de seu ea
sal que a mesma est procddendo inventa-
rio do beas do casal do dito seu marido no
Juizo da Orfosd cidade de Olinda escri-
vo Motta portantoqueiro comparecer em
juizo para justificaren] as suas dividas no
praso de 8 dias, afim de nao alegarem igno-
rancia a semelhanto respeito.
tar* Alugo-se duas canoas de conduzir
agoa que estejo em muito bom estado :
quam as estiver; dirija-se ao atierro da Boa
vista n. o i. ...
tar* Fugio da Ponte de Ucnoa do sitio da
viuva Amorim um cao grande branco ,
malhado de pardo com as orelhas cortadas
quem o achar leve ao dito sitio, ou na ra
da Cruz n. 45, que ser recompensado.
tar AIp. Ruflier retira-se para fora da
provincia.
-tsr* lJrecisa-se de dous rapazes para o ser-
vico de padaria, vender pao &c. que te-
nho deidadede 10 a 16 annos quem esti-
ver nestas circunstancias dirija-se ao atier-
ro da Boa vista a fallar com Antonio Pereira
Veloso loja n 54 junto ao segeiro Emilio.
cr* Precisa-se de urna mulher branca ou
parda de idade de 30 a 40 annos que seja
livre e desembarassada e d fiador a sua
conducta pois tem de ser encarregada de
todo o arranjo de urna casa e vencer
bom ordenao : na ra de goas verdes nu-
mero 40.
BT* A pessoa que recebeo a tempos do I a-
r urna barrica com abacates, por mo de
Podro Francisco Pereira, em rora d Portas ,
dirija-se a casa do mesmo por quanto trou-
xe outra vez um cuixo com plantas da mes-
ma Iructa.
tstr llenrique Ellery deixou de ser eai-
xeiro do Joo Stewart desde o dia 16 do
corrente Janeiro.
mr Roga-se ao Sr. A. L. S., queira ir pa-
gar 4*820 rs. que devo a um anno na boti-
ca da ra Nova pois supoe-se que se tem
esquecido, porque do contrario ja teria pago.
tay Precisa-so de duas lavadeiras que
lavem de sabo e de varrella: na ra da Cruz
numero 43.
tar* Alugo-sc duas moradas de casas nos
Coelhos da Boa vista na ra dos prazeres ,
cada urna com duas boas salas 3 quartos ,
cozinha fora quintal murado com cacimba ,
por commodo prego, por serom novas e arao-
dernas caiadas e pintadas: na mesma ra
casa junto n. 10..
tar Quem precisar de um moco portuguez
para criado ou qualquer outro servigo: diri-
a ra estreita do Rozario n. 8.
tsr 0 Sr. E. J. S. haja de ir pagar 50OO
que deve na ra estreita do Rozario venda
n. 8 do contrario ser o seu nome publica-
do por exteuco.
tar Quem annunciou querer 600* rs a
premio sobre hypotheca em urna casa no
bairro da Boa vista dirija-se a ra da Praia
numero 32.
tar Precisa-se de 600* rs. a premio hy-
pothecando-se urna morada de casa no bairro
da Boa vista ; quem quiser dar annuncie.
tar Aluga-se o 1. e 2. andar da casa n.
5 defronte do oito da matriz na ra Nova ;
quem os pretender dirija-se para as condiges
na loja da dita ou na ra da Cruz n. 21 no
Recife.
COMPRAS.
v= Urna balanga grande com terno de
pesos; qu^m tver annuncie.
= A commisso incarregada das obras do
patrimonio de N. S. do Monte do Carmocom-
pro os objftctos seguintes :
100 travs d 34 a 35 palmos e um coi-
to de grossura, e 30 mais do mesmo eompri-
mento e palmo em quadro, e 4 de 45 a 50, de
palmo e torno em quadro 200 caibros duas
duzias de tabeas de louro de refugo 20 du
zias de dito limpo e 20 mil tijolos de alve-
naria e 1000 a 1200 alqueires de cal, tudo
da melhor qualidade ; quem destes objectos
tiver para vender pode dirigir-se aos srs. Ma-
noel Pacheco de Mello Antonio Vicente Gui-
mares Domingos Joze Pereira Guimares ,
e Gabriel Antonio.
= Para fora da provincia efTectivament"
mulatinhas crioulas, e mais escravos de 13
a 20 annos pago se bem sendo bonitos :
na ra do Livramento n. 3.
VENDAS.
Um casal de porquinhosda India, mu
lindos, e um canario de imperio em sua
gaiola da rame : na ra de Hurtas n. 62.
tar Um novilho tourino, bastante gordo ,
e filho do pasto ; fallar no sisio de porto
de ferro defronte He S jo?? do Mangunho.
tar Barricas e meias ditas com farinha da
marca gallego: em casa de llenrique Forster &
C/, ra do Trapixe n. 8.
mt Urna preta de angola idade 25 annos :
na ra da Cadeia do Recife n 28.
tar Na ra do Vigario n. 3 urna porgan"
de sebo em pito saccas de farinha do ro, e
32 travs de 35 a 40 palmos de comprido e
7 a 8 polegadas de grossura.
tar Obras de ouro e prata : no beco do
Peixe Frito hojo travessa do Queimado n. 9
tar /os Goncalves Ferreira costa tem pa-
ra vender canoas em bom e em mau uso,
com corrente e fatexa de ferro maiores e
menores, que servem para carregar entulhos
ou tijolos, cujo preco he commodo 5 quem
pretender dirija-se ao mesmo.
tsr Um sitio na estrada de Bellem para
Olinda com casas de vivenda e para pretos,
e com fruteiras commodos para vaccas de
leite, plantac"s do capim e para se traba-
lhar ; todo o negocio se far assim como
urna parte do sobrado onde mora o Sr. Manoel
Ignacio, no Corpo Santo, e urna parte Ja pro-
priedade de S. Jos da Coroa Grande que
foi do finado padre Antonio de Carvalho Leal
na comarca do Bio Formoso ; os pretenden-
tes compareci em casa de Manoel Bizerra
Cavalcanti de Albuquerque no becco do Lo-
bato, ou na prenca do Sr. Joaquim Jos Fer-
reira que actiarocom quem tractar.
tsr Urna venda nova com 200 a 50011 rs. de
fundos tem a casa com bons commodos pa- j
ra familia, e muito barata: no atierro dos
Affogados defronte do viveiro do Munrz n. 85;
tractar na mesma*
tar Urna negra moca bonita figura bem
sadia boaengommadeira e cozinheira 1 na
ra da cideia do Recife loja de /oo da cuuha
MagalhSes.
tar Urna barcaca que carrega 25 caixas ,
prompta do todos os seus pertences e acaba -
da de ser fabricada de novo: em fora de Portas
na ra do Brum perto do forte casa n 49, que
achara com quem tratar e tambera para
verem dita barcaga.
*ar para fora da provincia um escravo ,
official de chapelleiro com 26 28 annos
de idade : no primero andar do sobrado que
faz esquina para a travessa do Rozario em S.
Antonio.
tar Urna porgo de sementes de miduoins
ptimas para plantar ; quem quiser dirija-se
ao atierro da Boa-vista loja de miudezas n.
48 tambem vende se na mesma loja urna to-
alha de esguilho muito fina toda feita de lava-
rinto obra rica.
tsr Urna casa terrea sita no lugar do Mon-
Jego eom bastantes commodos: A saber qua-
tro quartos duas salas bastante grandes ,
corredor lavado, cozinha fora com fogo in
glez quintal com cacimba com excellente
agoa de beber amurado toda envidracada
feita a moderna : na praca da Boa-vista n.
20 ou na ra da cruz no escriptorio do Sr.
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
= Um preto de naca", robusto mogo
sem achaques : junto a cadeia por cima da lo-
ja de chapeos n. 25.
tsr Capato de setim a 1440 ditos de du-
raque francez a 1440, ditos de marroquim
ordinarios a 640 ditos de marroquim com
fitas para menina a 800 reis ditos de lustro
a 1440 capatos de bezerro francez a la ,
ditos de panno a 1280, ditos de marroquim
a \ gapatos para menino a 160 botins de
bezerro francez a 60 ditos a 5. borzeguins
para homem a 3800 ditos de ponta a 60 ,
ditos gaspiados a 7500 botins para senhora
a 2tf ditos de ponta de lustro a 3# ditos
gaspiados a 3840 botins de lustro para me-
nino a 2200 chapeos de seda preta a 6400,
ditos do chile de aba larga a 7* ditos de co-
pa alta a 6j peitos de camisa a 800 reis ,
lengos de grava ta de cores a 4500 esparti-
Ihos para senhora a %$ garrafas de agoa de
colonia a 2* cartas de jogar francezas e por-
tuguezas, pentes de tartaruga livros em
branco sabonetes finos essencia de roza ,
tezouras finas : na praga da Independencia
n. 13 e 15.
= Compendios de Geometra proprios pa-
ra a instrugo Primaria ; de methodo espe-
dito : na loja do Sr. Piulo no pateo do Colle-
gio prego a 480 rs. cada volume.
Urna grande porgao de estacas de em-
biriba e enchameis de 25 palmos e travs
tudo de muito boa qualidade : na ra da Praia
armazem n. 55.
= Farelo superior em saccas muito gran-
des : no armazem do Braguez ao p do arco
da Conceigo.
se Rap de Lisboa o mais novo que ha no
mercado por ter chegado prximo, em libras
e oitavas : na ra do Collegio loja de Mene-
zes numero 4.
. a- Potassa da Russia ni barris de 4 ar-
robas ; em casa de Hermano Mehrtens ra
da Cruz n. 47.
Muito boa farinha da trra a 3840 oal-
queire arroz de casca & la : na ra estrei-
la do Rozario n. 11.
MT lima escrava de nago angola com
bonita figura muito possante sem acha-
ques boa cozinheira ptima doceira e la-
va tanto de varrella como de sabo e tam-
bem engomla : em fora de Portas ra do Pi-
lar no primeiro andar do sohrado n. 63.
- Travs e enchameis e caibros de diver-
sas qualidades assim como telhas tijolos ,
e mais objectos para construgo de casas e por
prego commodo na ra da Praia do Calderei-
rocasa n. 6.
- Folha de llandres a retalho : em casa
de Russell Mellors & Companhia.
tar Um moleque de nago idade 15 an-
nos bom pagem e ptimo cozinreiro de
urna linda figura dous ditos idade 13 a 18
annos, trez lindas escravas urna dita mu-
camba recolhida idade 13 annos coze ,
engomma muito bem dous mulatos de
20 annos proprios para pagem um pardi-
nho de 12 annos, duas escravas boas la-
vadeiras e quitandeiras : na ra de agoas ver-
des n. 46.
= 100 barricas vazias que servirSo de fa-
rinha de tri(*o : no atierro da Boa-vista fal-
lar com Antonio Pereira Velozo loja n. 54 ,
junto do segeiro Emilio.
= A retalho ou por junto um pouco de al-
godo de carogo bem alvo, dous relogios,
um borisonta! com caixa de ouro, outro inglez
antigo com caixa de prata, arabos sabonetes ,
urna c urente moderna para relogio com sine-
to, brincos de chapa cora diamantes uma
escraya que serve para uma familia uns co-
razas incitados para brago de senhora urna
porgo de prata e ouro para ourives: as cin-
co pontas n. 45.
= Um bonito moleque de 15 a 16 annos,
sab-ndo muito bem servir uma casa tratar
de cavallos e muito bom pagem uma preta
moga de 20 annos perfeita engommadeira ,
cozinheira, coze, para fora da provincia, uma
dita de todo o servigo por 200, um escravo
mogo de 20 annos, uma mulatinha de 12 an-
nos propria para mucamha de alguma me-
nina : na ra do Fogo ao p do Rozerio n. 8.
tar Uma negra de nago de lo a 16 an-
nos de idade : na ra por detraz de S. Joze
n. 39 a fallar das9 horas da manh ateo meio
dia.
tsr Uma escrava inda moga de nago la-
va, cozinha o ordinario engomma liso, cose
chao um preto mogo robusto : na ra da
Cadeia n. 25 por cima da loja de chapeos.
tar I8cadeiras duas banquinhas uma
meza redonda de meio de sala uma cama
para casado tudo de Jacaranda enverniza-
do muito bemfeitoepor preco muito em
conta : na ra da Cadeia loja de marcinerro.
tar Bilhetes da lotera a favor das obras da
Igreja de N. S. de Guadelupe da Cidade de-
Olinda na esquina do Livramento loja da
viuva do Burgos Ponce de Leo.
os Uma porgo de sera branca : na ra do
Vigario venda n. 14 .
= Uma venda com poucos fundos na ra
de Santa Rita o. 7 tem commodos para fa-
milia ; a tratar na mesma e na dita tem 7 pi-
pas Tasias de Lisboa.
= Duas canoas com 35 palmos de compri-
do e outra com 45 ditos muito.proprias p.v
ra se aDrir e mais 9 portas de costadinho
novas e bem largas : por detraz da ra de S.
Rita serrara n. 21.
= Uma preta de bonita figura sem acha-
ques por prego (ommodo avista do compra-
dor se dir o motivo da venda : na ra de S.
Tereza n. 24.
Uma venda na ra do Bairro baixo n.
4 com poucos fundos a tratar na mesma.
ss Uma armago de venda e sede-se
a chave de uma casa no atierro da Boa-vista
propria para venda loja de ferragens ou de
fazendas por ser em muito bom lugar os
pretendentes dirijaO-se ao atierro da Boa-vista
a tratar com o abaixo assignado que iodo o
negoci far. Manoel Francisco Lagoa.
tsr Umquarto pusso pedrez, novo cun-
to carnudo, e forte: na ra do Queimado
n 18. \
tar Grande sortimento de miudezas de to-
das as qualidades ricos botOes de massa de
padrOes modernos, e tudo se vende por
prego commodo: na ra dos Quarteis 22,
ou 3.
ESCRAVOS FGIDOS.
tar No dia 22 de agosto do anno prximo
passado desapareceu uma negra de nage
Benguela de nome Maria estatura regu-
lar secca do corno cara comprid hoce-
tada tem as costas da mo direita um caro-
go piqueno tem ambos os pes apalhttados ,
um delles tem um dedo grande mais virado
e sem unha, ella sahio com um taholeiro no-
vo a vender Podel e pudins levou vestido
cabego de algodozinho j velho, saia de
chita roxa e panno da costa novo e debrua-
do as cabeceiras com matames brancos: qual
qur capito de campo ou particulares a pode-
ro pegar e lava-la no Recife ra da Cadeia
Velha n. 47, que sero gratificados cora
%0f reis e com maior quantia se gratificara
se for aprehendida fra da praga consta que
est negra est em serta casa se dentro em
oito dias nao mandarem entregar tero de
ser punidos com o rigor da le.
AVISO.
Por negligencia do distribui-
dor do bairro de S. Fi\ Pedro
Goncalves, nao foi entregue ontem
a folha que continua a 3. e 4. pa-
gina : os Srs. subscriptores a quem
as mesmas nao tiverem sido entre-
gues com o numero de boje quei-
ro manda-las receber na praca da
Indenpndfncia loja de !ivr"K nn-
mero 6 e 8.
RECIFE NA TYi> DE M. F DE F. 1843'


Full Text
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