Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04858


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Full Text
Auno de 1SI?.
S;ibbado 7
Todo a;ora depende de no. meamos .1. no 4aaeinoa eomo principiamos e seremos apontados com admira -10 entre as Naces m.is
a. ___________( Proc,,d,i" "1 Assembla Geni do Un.wii,.,
PARTIDAS DOS CORREIOS TEI.R6SrttES.
Coianna, Parahiba e Rio -rinde do Norte segunda ajenas feiraa.
Bonito a Garanhiina 10 e 24
Cabo S-'rinhaem, Rio Forra .jo Porto Cairo Maceio, e Alajoas no 1. U 31
Boa-riaU e Flore 28. Santo Antjt quinta* feiraa. Olinda todo os da.
DUS DA SEWAiT
J Sg. Iiidoro B M.
3 Tere. ApriKo H.
| 4 Quart. Tito Utscipnlo de a. Paulo.
5 Quint. Pielao Esiellita.
6 Sel. Dia doa Res Mago?,
7 Sab Tl-eodoru Monga.
8 Dom. Lourenco Juiliniano Patriarca.
DIARI
de Janeiro;
Anuo XIX. N. 5.
O Diario publica se todos os dia que n.lo Coren Santificado : o pref o da ai;ntura ha
de tre mil rci, por qur:el pajos adiantadoa. O inaaneioa r]o aaaignantea s.io inserida
gratis, e o dos que o no forem i raijo de SO reis por linha. u II llaflBaf Nal neftM MI ri
pida a eta Trp., ra da Oiite N. Xi.nn praea d Ir Vp-i: le :il loja de litro? N, fie ,
cambios-?No dia y de Janeiro. ci,mpra tenia.
Cambio sobre Londres ?7 Nominal. I Oono-Vloeda de 6,100 V. 15,i0 15.100
a Paria 350 rris por franco. I n N. 14,S'JJ iii 000
Lisboa 100 por 100 de premio I de 4,000 8 310 8.500
PaaTa-Petace 4,7.Vj 1,770
Moeda de cobre 3 por 100 de descont. Petos Columnare 1.75) l,77i|
dem de letras de boaa firmas 1 |. ,< ditos Mexicano 1,750 1,7"0
PHASES DA LA NO MEZ DE JANEIRO
Loa Nora i 30. 4 0 Was e i? m. di minh. I !.u cheia i I >, ... > hur r 3 > m. da manh
Quart. cresc. Si s 5 horaie 5> m. da tard. J iJBtrt. mng. 2', II hor e 42 m. da t.
Preamar ./< hoje
i. 10 horas e o m. da manhSa. I 5. a 10 hora e 30 m da larde.
PARTE OFFICIAL.
-Si
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 2 DO CORRENTE.
Cilicio Ao inspector da thesouraria da
fazenda, intelligencando-o de haver sido no-
meado por decreto de 12 de setembro do au-
no prximo passado para feitor conferente da
mesa do consulado o oidado Prxedes da
Fonceca Coutinho : e ordenando que o fa-
ja entrar era exercicio logo que se apresen-
te com o competente titulo
Dito Ao commandante das armas or-
denando que pelas 6 horas da manha do
dia 3 do presente mez faga embarcar bordo
do vapor =: Guapiass = que segu para a
corte a companhia de cagadores do primei-
ra linha, ltimamente chegada de Pajeii de
Flores e que eleve o seu numero de cincu-
enta pracas sessenta com os recrutas que
.'houverem em deposito. Determinou-se ao
inspector da thesouraria da fazenda que a
vista dos prets que lhe remettesse o com-
mandante das armas mandasse ajustar as
coalas da referida tropa at o dia 4 deste mes-
mo mez : ao inspector do arsenal de marinha
que a fbrnecesse das necesarias comedorias ,
caso aindaas nao tivesse requisitado o com-
mandante do vapor = Guapiass sa ; fizesse
postar no caes do Coilegio as lanchas preci-
sas para o seu transporte : e ao mencionado
commandante do vapor que a recebesse ,
transportasse corte e entregasse ordera
do Exm. Sr. ministro da guerra.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 22 DO PASSADO.
Olicio Ao Exm. Presidente, signifi-
do-lhe que o cabo de esquadra do corpo de
polica Jos Flix da Silva Lobato, se of'.-
recera para assentar praca na companhia de
artfices, eque no oltereciraento parecendo-
Iha no caso de ser acceito rogava-lhe a ex-
pedigo de suas ordens para que dernitido
daqueile corpo podesse verificar sua praga
n referida companhia.
Dito Ao Exm. general e commandante
dat armas da corte parti no patacho Americano = Jones = se re-
mettia a serem entregues ao commandante
Jo batslhiSo provisorio varios sbjectos cons
tantes do conliecimento que lhe enviava ,
certo que ao referido commandante, se fa-
zia remessa de outro igual conhecimento
Dito Ao tenenta-coronel commandante
do batalho provisorio communicando-lhe o
exposto no oilcio precedente e remettendo-
Ihe o conhecimento dos objectos que seguio
no patacho = Jones =.
(F@L tOUTO
CARLOTA DE LEYMON. ()
Nada A Sra. d'Hauterive, tendo en-
viuvado anda muito moga se oceupava ex
elusivamente da educaco de sua filha ; e, pa-
ra deixar-lhe toda a sua fortuna se recusar..
a segundas nupcias. Era a sua familia mui dis-
tincta e tanto como a do baro ; a moga era
encantadora e de ha muito Leopoldo fre-
quentava essa casa ; nenhum comprometti-
mento intimo lheconhecio nenhuma aven-
tura de mulher havia muitos annos.
Arthur se tranquillisou, convencido de que
sua amizade em extremo melindrosa s i-
maginra contratempos na ventura do seu a-
migo.
(*) Video Diario N. 5.
Dito Ao inspector da thesouraria po-
dindo-lhe esclarecimentos acerca do ajuste
de contas feito as pravas destacarlas em Fer-
nando a contarde julho de 1834, feve-
reiro de 1839 aim de poder solver a duvi-
da apresentada pelocommissario fiscal, acer-
ca do pagamento de 11 de ditas pravas.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha para que fizesse recolher a bordo do
patacho Americano = Jones = os objec-
tos pertencentes ao batalho provisorio, cons-
tantes dos conhecimentos que enviara, ser-
vindo-se ao mesmo tempo de entregar ao
commandante do patacho os dous oTHos in-
clusos sendo um para o Exm. comman-
dante das armas da corte e outro para o te-
nente-coronel Luiz Antonio Favilla.
INTERIOR.
1 i
LYCEODA PARAAIIM.
DI."' e Ex.ma Sr. Em observancia do
3.' do art. 59 dos estatutos do Lyco d-.-sta ci-
dade lenho a honra de appresentar V. Ex.*
0 relatorio do estado do mesmo Lya'o debaixo
das suas relaces, assim moraes como ma-
teriaes no decurso do anno lectivo findo aos
13 do prximo passado novembro, e as modi-
das e melhoramento que julgo dever pro-
pr.
No I.' de marco do corrente anno abrirSo-
se as aulas do Lyceo estando providas a !.,
2.1. 4.*, o.', e 6.* cadeiras e indo ser re-
gida como tem sido, a 3.' pelo substituto
Jos LourenQo Meira de Vasconcellos. Os A-
lumnos que se matriculro foio 2o na
1 .* aula 3 na 2.*, 4 na 3 *, 9 na l.1, 3 na
5.*, e9na6.* uestes, durante o anno lec-
tivo foi despedido da l.'aula um; por nao
haver exhibido dentro do prazo, para isso por
V. Ex.a concedido, a competente certido de
idade eseretirro dous, assim como da
3.* cadeira deixou a final de continuar um ,
e da 2.' passou um a ser ouvinte da G. w En-
trando em exercicio os professores e nome-
do por V Ex. um 2." substituto, foro pro-
seguindo as aulas em seu trilito servindo
por muito tempo os compendios pelos quaes
comecro dirigir-se os professores na con-
formidade do artigo 86 dos estatutos. As au-
las 2. o. e 6. foro as nicas, era
que sempre se leccionou pelos compendios ,
que os mesmos estatutos indigitro bem
que na 2. nc houvesso tanip pam a tra-
uugo da arte potica de Horacio. Na 1. au-
la passado o primeiro trimestre, appareceo
a grammatica portuguezado padre Fortes e
na 3. da grammatica franceza por Emilio
Seveune, faltando as Harmonas por La Mar-
tina que se nao descobriro. a 4. aula
apenes teve uzo d'entre os compendios desig-
nados pelos estatutos a geographa pelo ab-
bade Gaultier. A falta, que dos ditos novos
compendios houve as livrarias do Recife ,
e por igual o descuido los pais dos alumnos ,
que nao os mandro vr da Baha, ou do Rio
de Janeiro dro azo que n'essa parte se
nao pudessem executar risca os estatutos.
Desempegado, elivre, o Lyceo de tropeos
com a reforma elle marchou com passo fir-
me e cheio e com aspecto seguro dobrar
a meta dos dezejos dos que aroo a Iitteratu-
ra sem que se rastreassem os abalos proce-
dentes, que o progresso lhe estorvavo. O dis-
; velo dos professores a assdua applicago, e
; boa conducta dos alumnos de mos dadas com
logrando interesse que pelo LycOo V. Ex.
ha tomado, dero a este estabelecimento urna
face apprasivel. Testimunha o coinpasso de
regularidade em que marchou sem haver
a mais ligeira rixa a menor discordia, con-
testago ou conflicto.
Testimunha-o terem sido approvados plena
mente os examinados e^cepgo de dous .
que o foro smplesmente, e de um, que sof-
freo reprovago. Foro feitos esses exames
pelos compendios, por que os alumnos haviSo
estudado ; pois se nao era duraseveridade,
ao menos se nao harmonizava com a equida-
de que fossem gxcluidos dos exames, e per-
dessem por isso mesmo o anno aquelles alum-
nos que tinho concluido parte dos seus w-
tudos por compendios cujo USO durante o
primeiro trimestre, approvado foi pelo artigo
86 dos estatutos. Regra parece invariavel es-
cuzar-se o cauterio quando basta o medioa-
mento.
Grandissimo foi o melhoramento que o
Lyceo grangeou pelos novos estatutos' to sa-
biamente organisados por V. Ex. com aiito-
risaQo da Assemblca Legislativa Provincial .
em a qual delineado execugo e anda-
mento prestou V. Ex. esU provincia um dos
valiosos e relevantsimos servidos, que lhe
tem levantado um altar nos coraces Paral-
banos, e exaltado a sua memoria sobre o obe
lisco da nossa gratido : judiciosa e atilada
foi a reforma que os novos estatutos produ-
zro ; evidente a regularidade dos trabalhos
Iliterarios assim como o aproveitamento da
mocidade que dahi como de sua foQtfl, se
deriva. Mas para so obter a appetecida pros-
peridade convem, segundo pens, arredar al-
guns inconvenientes que ainda subsisten).
Permilta-meV. Ex. que eu os aprsente
sua considerarlo
Em primeiro ugar noiarei a taita de duas
salas para servirem de aulas ; pois para se ob-
servaren! os artigos 9 e 29 dos estatutos ,
que mando que as lines de grammatica
durem duas horas, e que os trabalhos do Ly-
ceo sejo de manh das 8 horas at s He
12 e de tarde desde a urna at s 4 e 1|2 ,
se fez indispensavel, que duas das trez salas
fossem oceupadas por 2 professores e que a
sala dos actos que para elles se dev*ra re-
servar servisse para aula de francez. Assaz
dificil se torna o estahelecer a necessaria dis-
ciplina regularidade, e ordem, onde se nao
encontro as indispensaveis commodidades.
Em segundo lugar noiarei a falta de um
3. substituto pois dous nao sao bastantes
para suprirem nos impedimentos de fi profes-
sores que podem ser ao mesmo tempo sorte-
ados para o jun, ou chamados para a Assem-
hlea Provincial, ou em fim adoccer em con-
junctamente.
Em 5 lugar noiarei a necessidado de se
obter por um acto legislativo da ssembla
;era[ a graca de valerem para as academias
ti'eate Imperio os exames feitos no Lyco.
Un novo exame he um onus eo sabir re-
provado na academeia o estudantd que na
mesma arte ou faculdade foi plenamente
approvado no Lyco d*esta ciliado, o que bem
podo succeder nao su acineta deslustre ao
examinado como tacha aos primeiros ou
segundos examinadores, ou de condescenden-
tes ou de nimiamente rigorosos.
Em quarto lugar noterei que muito con-
vem que as aulas das cabe-gas d >8 comarcas
desta provincia se uiiifurmein com o methodo
ailoptado em as desta capital e que haja um
inspector, que curo dellas, e vigi o compor-
tamenlotlos mestres Desta maneira me per-
suado, Exm.'Sr. queailluir a mocidade
Parahibana a colher contente no Lyceo os
preliminares conhecimentos para encelar urna
carreira brilhante que ella sirva de orna-
mento e Patria do utilidade.
Dos guarde e felicite a V. Ex. por dila-
tados annos. Tambad 22 de dezembro de
1842. lll.m' e Es."* Sr. Doutor Pedro Ro-
drigues Peruandes Chaves presidente desta
provincia.0director do Lyco, Antonio
da Trindade Anfunes Meira. Conforme.
O secretario interino
Jone Antonio Baptiita.
IIHIO D8 Pfil,.\.tiH,im_
O D-NOVO piSSA DiS PALSIUADES a's AMEACAS.
Parece que atequi secontentava o D-novo
de mentir de calumniar de insultar com
mais ou menos cinismo, o sempre com a per-
tinacia do demonio tentador ; agora porem
vai mostrando que a sua missan he mi
ampia, nao se limitando somenle a pregar
ja immoralidade a falta de respailo ; que
est encarregado denzer sentir ao Exm. Ba-
' rao que segundo se deprehende do seo 1.
i artigo don 2." sobre a rubrica do commu-
jnicado do grifo se nao for demittido com-
j petentemente ser a isso coagido pelas mas-
sas em revolta, que se nao retirar em paz ,
ser isso obrigado pela guerra.
Sua amizade era ella sua nica paixo !
Arthur com urna fortuna mediocre urna
figura regulare um carcter mui tranquillo ,
tinha tido como todos os mancebos algu-
mas illuses. Tinho-se porm dissipado
ao desDonlar desse fri bom seso que estra-
ga a existencia apresentando a tal como e
dando-nos o secreto motivo das acgrtes e pala-
vras dos homens. Destituido de vaidade e am-
bicio tinha sem agastar-se descoberto a
verJadc ; gozava do bem fazendo por afas-
tar o mal e esquece-lo 5 e a experiencia, jun-
ta reflexo tinha tornado ainda mais bon-
dadoso o seu carcter.
Philosopho pratico, feliz pelo seu carcter,
raras vezesera engaado em suas afTeicfjes ou
esperanzas ; dos outros esperava to pouco !
Porm amigo intimo de Leopoldo desde a
infancia tinha-se inclinado a esse corago
to apaixonado a esse carcter to uoce a
essa alma meiancoiica e terna. Quantoao ha
rao de Leymon viver era amar seus amo-
res tinhflo sido paixes serias, e, quando al-
guma de suas inrlinac/es vinha acompanhada
|de violentos pezares querendo para seguir
j os conselhos de Arthur oceupar-se smente
' de ligeiras relagOes que nao podessem causar-
lhe desgostos o tedio e o aborrecimento vi-
nho assaltar-lhe a alma ociosa : e, como qua-
si sempre acontece apezar dos conselhos que
mutuamente se davo esses amigos segua
cada um o impulso de seu genio e procura-
voa felcidade por veredas inteiramente op-
postas.
Arthur espern com impaciencia a hora in-
dicada, e foi com infinito prazerque admirou
as gragas e encantos seductores da noiva, nes
sa carruagem em que sentado delronte del-
la poda contempla-la muito vontado. De
continuo seus olhos estavo litos sobre essa fi-
gura a que dava novo brilho a mais sngela
alegra. A's vezes olliava tambera para o s< a
amigo cuja belleza varonil e severa contras-
tava com a de Carlota sem que por isso e
tornasse menos notav I.
Maman disse a mega quando volta-
rem os bellos das, rraos a Hauterivo. O Sr.
de Brval ainda nao condece esse lugar deli-
cioso ; mas o amigo do Sr. de Leymon deve
se-lo tambem nosso e veris, senhor urna
paisagem arrebatadora as margens do Loire.
Oh como me diverta ali amigamente e
agora quanto he i de ser feliz !...
E os olhos brilhantes de Carlota parecido d-
zer : comtigo Leopoldo !
Como bello, continuou a moga, passear
em companhia debaixo dessos arvores to a-
praziveis que crtscem margem do rio !..,
Mas vos conheces essa linda habilago Sr.
de Leymon! anda o anno passado l passas-
les tns mezes En "slava enlo no col ligio ,
e ha cinoo annos n>. vejo esse lugar encanta-
dor '. Tantas vezes v js lenho ouvido dizer que
nada igualava ventura ifeqne ah gozaste!Es-
timareis moito la voltar, nao e aSaim, maman?
a Sra, d'HsuterivenSa respondeu. Atiur
dirigi os olhos (.ara ella, e pela |iiimeira vej
a encaruu. A Sra. d'Hauterive iuiia trinta e
quatro annos : a trauqullidade e regularidade


All diz o foliculario em su vista d'olhos
as comarcas da provmeia ; que a Boa-vista
est abalada pela seligo do K\ ; que Floras
esleve a.-nnagi *e ; que Garanhuns acaba de ver as ras de
sua villa um brbaro assassinato ; que B mi-
to he o foco da intriga ; o Bio-formoso th-a-
tro dos mimes 5 qu9 o Cabo est enredado j
e Goiannaemfim Nazarelh Pao do alho
e S. Anto, lulo est em desharmonia. Mis
quando fosse ludo ato verdado quando lo
dos esta males f>ssam devidos a causa, que
os altribue o D-novo seguir-se-hia d'ahi
que o Exm. Presidente devia deixar olugai
em paz para que nao seja isso obrigado
pela revolta? Nao ha nesta ameaea urna con-
lisso de que se trama contra a primeira
autoridadeda provincia, e que para justifi-
car (Tantemfto o attentado se vo propalando
essas mentiras e afeando as mais indifferen-
tes circunstancias? Analizemos li$eiramente
a expsitas Jo D-novo combinemos o que
elle diz com os factos que conhecemos
Cinco mezes sao passados depois da dsso-
lugo do ajuntamento criminoso do Ex ;
seus authores, eslranhos comarca da Boa-
vista, como toda a provincia ( s o nao ero
aos invisiveis da ra da praia ) procuro re-
fugiarle em outros disti ictos ; o crime nao
lavrou em toda a comarca ; ora o abalo, que
ama tal stdigo devia ter-lhe causado tem
inleiramente cessado as circunstancias, e o
lempo decorrido assim o fazom crer ; mas o
que diz o D-novo ? que Boa-vista est ahila-
da como se a sedigo ainda all existisse.
.Nos que sabemos quanto a sucia do D-novo
eslava era contactos com Lirio que d'aqui
ahio para o Ex, e com os mais patseos,
que por aqu passaro antes de se rennirem
com o pnnieiro ; nao devemos concluir d'a-
qui que o intrpido sabe de urna nova tenta-
tiva naquella comarca de urna nova sedigo
premeditada que eat abalando a Boa-vista ?
Porcerto que sim enisto nao somos to vi-
sionarios como seria o intrpido na sua
vista d'olhos se nao tora to perverso.
Se Flores esteve, e nao est quase prestes
i atassalhar-se acabado devia estar o receio
por este Iad,oi Mas nao ; o D-novo pensa
bem quando conta que o seu grito de revol-
ta ha de achar echo em Flores : o nico ho-
rnera que ao ver do D novo esteve ponto de
atassalhar aquella comarca he do son gre-
mio merece as suas simpathias, e toda a
sua con funga ; he capaz de arrastar os cri-
mescom a impavidez do acinoroso consuma
do ; e enlo porque nao ha de contar com a
comarca de Flores a sucia do D-novo ? Seas-
sim nao fosse urna vez que o estado de Flo-
res haviasido,porem nao era mais perigoso; a
vista d'olhos do intrpido nao teria alipousado
Era Garanhuns nao achou o D-novo outro
motivo para a desordem geral da provincia
seno o assassiuato ltimamente commetlido
na villa : oh que se os assassinatos trouces-
seni sempre com sigo to horrivel resultado ,
nunca Peruambuco se poderia julgar em paz
segura essa mesma comarca de Garanhuns
tem ido por tantas vezes o theatro sangui-
noso de iguaes altenlados que ja ella nao exis-
tira se se verificasse sempre o pharisaico re-
ceio do D-novo. Entretanto todos ou quasi
todos esses crimos tem Picado impunes, e
nessas impunidades, como na ultima, que
mais sinceramente do que o D-novo lamen-
taremos se com effeito ella se realisar nen-
huma inlluencia tem tido a authoridade do
chefe da provincia.
Tem sido sem duvida horriveis os crimes
commettidos na comarca do Bio-formoso ,
todososabem; masque podem elles intluir
no estado poltico da provincia ? nascero
de suas feices a tornavo mais bella ; era
meiga e delicada a sua physiouomia ; quem
quizesse pintar essa sensibilidade, lilha do co-
rago de tal modo inherente natureza, que
o som da voz os movimentos e o menor ges-
to attesto, com seu gracioso abandono, urna
alma creada para doces e ternas emocoes, cer-
to nao podetia escolher melhor modelo. Pa-
reca que de seus labios s podiao deslisar-se
palavras consoladoras e locantes Sem o que-
rer Arthur se sentio commovido e arrebatado
por essa expresso seductora.
Nesse momento quiz ella responder a sua fi-
lha mas seus labios levemente contrahidos
pela perturbado interna de sua alma nega
vo-se a pronunciar quaesquer expresses.
Estendeu a mo fegou na de Caricia e a
apertou levemente.
Estavo a chegar igreja. No momento
de deseer da carruagem a Sra. d'Hauterive
pudia apenas soster-se e trmula apoiou-se
no braco de Arthur. Sorrio ento olhando
para elle, quiz gracejar sobre essa perlurba-
por ventura as suas causas de alguma cir-
cunstancia poltica em que tivesse parte o
Exm. Presidente? Talvez ; e nj vamos
expr o que com algumas pessoas desta cida-
de pencamos a este respeito pensamento
qu-> alias as obs-rvagas do D-novo viero
corroborar. Quando os clubs de vuiveis e
invisiveis nesta cidade tramavo umi soroca-
banada, lembraro-se de fazer arrehentar no
Bio-formoso o grito da revolta : porque nao
seria o assassinato do honrado delegado pro-
movido por aquellos mesmos que entre
outros patriticos meios de levar a effeito os
seus planos adoptaro o assassinato do Exm.
Presidente ? Nao havio podido dobrar a fir
meza dequelle que era mais fcil de quebrar,
que de torcer desfariSo-se delle por raeio do
bacamarle e d'ahi as resultas conhecidas.
Assim tem com effeito raso o D-novo, o
Exm. Presidente he a cama indirecta daquel-
les assassinatos e portanto se nao quar tam-
bero levar um tiro retire-se em paz ; que
assim lli'o aconselho os assassinos em sua
moderarlo devida sua fraqueza : e muito
obrigado Ihe deve ficar a victima indigitada.
Mas se essa victima quer antes correr os ris-
cos de sua pasigio do que deixar-se ame-
drentar pelos seus inimigos; so o Governo
de S. M. entender que nao devo mudar um
Presidente, so porquemeia duzia de facinoras
attento, ou querem attentar contra a sua vi-
da ; e se a maioria da populacho nao quer a-
commodar-se com os principios dessa gente
immoral e perversa o que se hade de fazer ?
Ponho osemprehendedores os seus sicarios
era campo passem das ameagas realisago,
como das mentiras passaro s ameagas,
dos resultados da sua obra meritoria nao
se queixem.
Ainda nos falta dizer duas palavras sobre
os enredos intrigas e desharmonia das do-
mis, ou antes de todas as comarcas, iiuaoD-
novo bruxuleou em sua vista d'olhos Se el-
las existom sao devidas aos esforgos de al-
gn miseraveis que. tem a grande habilida-
de de intrigantes que dero por paos e por
pedras para serem deputados a dspeito de
sua condecida inaptiJo ; aos de outros mais
habilidosos porem nao mais escrupulosos :
aos escriptos do D-novo, obra dessa gente : to-
dava nao he tal a exarcebagio dessas desin-
telligencias nao tem sido to productivas as
doutrinasda sucia que nos dfim lugar a re-
ciar urna conflagragao na provincia como o
intrpido quer fazer acreditar para d'ahi
deduzir por urna lgica, s sua, que o Exm.
Presidente tem perdido o prestigio, e a forga
moral.
Se a gente do D-novo ere na verdade e
sinceramente, que o prestigio de um homem
pode livrar-nos dos males verdadeiros. que a-
pontou ; he com effeito de urna credulidade
que faz pena. Pelo menos ainda nao tive-
mos fortuna de possuir um homem desses ,
que talvez se est perdendo nos obscuros an-
tros dos invisiveis. O que nao padece duvi-
da he que o D-novo quer por fas ou por ne-
fas nao ja qu o Exm. Presidente seja de-
mittido pelo imperador mas que se retire
em paz fugindo espavorido da boca dos
haccamartes ; mas a vigilancia de urna parte,
e o prestigio que s Ihe nego os seus ener-
gumentos inimigos da outra, o ho de sal-
var ; '"taremos corr. a rebelda so assim o
permittir a nossa desgraga ; mas nem nos
limaremos ligar os bragos nem poremos
discrigo dos malvados a nosa seguranga e
bem estar.
COKftESPO\DE*CIA.
Snrs. Bedactores. Tendo aparecido as
gao involuntaria de urna mai que confia a ou-
trem a sorte de urna lilha que deixa de perten-
cr-lhe.... E Arthur pasmou vendo que essa
apparento tranquilidade essa alegra m-s-
mo nao diminuio urna ligeira agitagSo que
notava nessa mao que descangava em seu
brago.
Minha filha ainda tSo joven que eu
nao devia esperar perd-la t cedo .. e ,
alem disso eis-me no rol das velhas !... e
bem cedo no das a vos !...
E continuava a rir.... Mas que contraste
singular nao apresentava esse rosto to palu-
do essa mo que trema e essas palavras
que forcpjavo por parecer alegres !
Emquanto durou a cermonia orou com fer-
vor elevava os olhos ao co com expresso
snpplicante. E assim estava bella, ainda
menos pela pureza regular de suas feges do
que por esta emocao que narecia arrebata-!
a trra para empregar todos os seus votos ,
todas as suas esperanzas em um outro mundo.
Leopoldo cuja natureza era de ordinario
paginas do Diario novo um periodo em que
eu na quali lade de Juiz Municipal do Terrao
de Garanhuns sou acremente calumniado, vou
por meio deste seu Diario pedir ao respaila
vel publico se digne suspender o seu jui.o ,
em quanto eu chano ao Tribunal competen-
te o meu calumnia lor e posso adquirir
documentos para de todT desmasearar os
meus detractores. = Sou su venerador e
eriado. Joaquim Joze Bodrigues deSouza.
VARIEDADE.
A ADVEBSIDADE.
De mil maneiras so deixa colher a miseria
humana as redes da propria ignorancia ,
para precipitar-so emabysmos de absurdos ;
porm de todos os phantasmas, que por ve-
zes vera assustar a nossa iraca razo nao ha
nenhum que so aprsente em cores de tanta
realidade como os argumentos que a philoso-
phia inventa contra a providencia de Dos, e,
sobretodo contra a sua infinita justiga. O
malvado quem a consciencia diz que nao
tem seno castigos que esperar, trabaiha por
desviar do pensamento a importuna idea de
um ente infinitamente justo que hade dar a
cada um segundo as suas obras. E' urna idea
que o alflige ; e por isso esforgando-se por
engaarse a si mesmo diz, com mentida
confianga no intimo do seu corago : Nao
ha Dos Porm tambera o hornera religi-
oso e timorato se deixa sorprender rauitas ve-
los em lagos nao menos grosseiros quando
olha para as cousas superficialmente ou
quando o nevooiro das proprias paixos Ihe
offusca a intelligencia. Quantas vezes o ho-
mem sisudo e bem intencionado nao chega
desconfiar da Providencia Divina quando ,
olhando para o que vai pelo mundo v o
justo vexado e opprimido pela desgraga e o
perverso abarrotado de bens Como ( dir
involuntariamente comsigo) Foi para is-
n to que o Creador de infinita bonJade tirn
do nada a obra prima das suas mos ? E'
deste modo que o Ente Sapientsimo casti-
* ga nos filhos dos justos as culpas dos cri-
minosos r"
Todas estas reflexdes se apresentro desde
lempo immortal ao espirito do homem ; mas
o mais curioso de tudo que em parte nenhu-
ma ellas apparecem com tanta energa com
tanta forga e at com tanta virulencia como
na propria Escriptura. Ougamos o que diz
Job a este respeito porque ainda ninguem
Ihe levou a palma em eloquencia e amargura
queixando-se da divindade. Eis-aqui como
se exprime o hornera de beos nos differentes
captulos do Vel/10 Testamento que Yo cita-
dos em nota :
Nao ; nio quero reprimir a minha lin-
gua : failarei na tribulago do meu espiri-
to ; conversarei com a amargura da minha
alma (a).
Para que foi dada a luz ao miseravel, e
a vida aos que vivem cercados de amar-
gura (6) ?
Triste do homem se obra mal mas se
justo, vive saciado de miseria o de opprobrio.
Ser por ventura justiga que o Creador
opprima acreatura e que para aftligi-la .
se ponha da parte do inimigo que o perse-
guo (c) ?
Se tu s omnipotente oh libertador dos
homens, porque me nao liras o meu peccado,
e porque nao apagas a minha iniquidade ( (a) Job. cap. 7. v. II.
(b) Ibid. cap. 3 v. 20.
(c) Ibid. cap. 10. v. 3.
(d) Ibid., cap. 7. v. 21.
to calma, pareca agitado ; ero mais vivos
os seus movimentos olhava para todos os la-
dos e em seus olhos estavo impressos a
inquietago eo susto. Era evidente que re
ceiava algum acontecimento lunesto.... que
nao teve lugar. Becobrou depois da cer-
monia um sentimento de alegra que nao
escapou nem sua esposa nem a sua sogra:
mas nem assim pode tornar mais alegre esse
da to solemne e para todos lo triste ;
porque, sejo quaes oretn as disposiges dos
casados a satisfago das familias a digni-
dade a que se achem elevados e a fortuna que
possuo urna indisivel tristeza presido ao
da do mais feliz cazamento. Debalde tem
alguns procurado na alegra estrondosa dos
bailes na solido do campo nos prazeres
da amisade e as distrages das viagens um
refugio s rellexes o impresses afilelas que
fjz r!2secr esse. lago eterna corno o cora-
go humano to fraco to voluvel e incons-
tante nao possa evitar um secreto terror
vista desses immutaveis deveres que se ira-
Para que pJe servir-te fazeres-me teu ini-
migo ?
Contra urna folha, que o vento leva, pa-
rece que slenla ala forga parece que te
cuches de complacencia qundo persegues
urna palha secca (<) !
Por que motivo sao afQgidos os justos ?
Por que sao exaltados os impos e medro em
riquezas to ios os das ?
A sua vacca concebeu e nao abortn ;
pari e nao se Ihe mallogrou a cria (/) !
E comtudo sao estes mesmos os que
dissero a Dos : Rctira-te de nos, por que
nao queremos saber dos teus caminhos.
r Quera o Todo Poderoso para que o sirva-
mos ? De que nos aproveita fazer-lhes 0-
rac,08s(g-) ?
Como enrgico tudo o que se acaba de 1er!
Desde o amargo da irona at o irresistivel da
conviego que deve nascer dos factos, nao ha
nada que nao apparega nesta furiosa invecti-
va contra o Creador. Nao pode portanto di-
zer-se que a Escriptura omittisse os mais im-
portantes argumentos contra a justiga e provi-
dencia de Dos em consecuencia da impossi-
bilidade de desfaz-los*
preciso considerar a forga de todas estas
razes por tres lados : 1* pelo que tem de
contrario infinita justiga de Dos ; 2* pe-
la opposigo em que so acho com a sabedo-
ria divina ; 3*, pela contradiego em que el-
las parecem collocar a realidade dos factos com
o amor infinito do Creador para com a ere-
atura.
A primeira difficuldade em que encalha a
ignorancia humana a distribuigo dos bens
o dos males ; ver o malvado impune e pros-
perando e o justo soffrendo e perseguidora
cousa to directamente repugnante idea qo
naturalmente se deve fazer da justiga que
nao aero grande razo ou pelo menos sem
grande desculpa que o homem chega des-
confiar em casos destes da infinita justiga e
at da infinita bondade do Creador. E com-
tudo nao ha cousa alguma to simples como
fazer desapparecer esta to grande anomala ,
em se querendo reflectir deveres sobre a cousa.
L-j justa nao aquella que tem o seu ef-
feito sobre todos ; a que feitapara todos:
se o efleito recahe sobre este ou aquelle indi-
viduo nao seno um accidente. As balas
em urna batalha campal sao disparadas sobre
todo o mundo : e por ventura j alguem te
queixou de que ellas prefiro sempre os vale-
rosos ? Seria portanto necessario demonstrar,
prmeiro que tudo que o justo soffre porque
malvado, o que absurdo, Supponhamos,
porm que a suprema sabedoria se sujei la-
va ao caminho prescripto pela ignorancia e
examinemos os resultados que se seguirie
de semelhante anomala.
Forma-so nos ares urna tormenta : os ros
engrosso e saliera dos leitos que oscontinho;
a torrente leva diante de si os rebanhos as
casas e aldeas. Que pretendemos ? Que es-
cape o campo do justo porque justo ?
umaexcepgo regra geral, mas seja. E.
se o mesmo justo commelter um crime depois
da colheita ? Dever ella apodrecer-lhe no
celleiro porque peccou ? outro milagre. E
portanto', exigindo cada acgo boa ou ma um
milagre para premia-la ou castiga la a ex-
cenco nasr ser regr s s crdctn vir
consistir na desordem.
Quanto a mim nao acho nada mais alta-
mente conforme sabedoria divina do que
deixar que a mo da desgraga pese s vezes
com toda a sua forga sobre o justo e que a
(e) Ibid cap. 13. v. 25.
(f) Ibid., cap. 21 v. 7elO.
(g) Ibid., v. 15 e 16.
poz, ou como se, a seu pozar, o assustem esses
lagos irrevogavois cuja ventura esta apoiada
em lagos to frageis.
O da passou pois tristemente ; apezar do
diminuto numero dos convivas nenhuma in-
timidada reinou durante o jantar : a reunio
compunha-se apenas das testemunhas e de
dous prenles da Sra. d'Hauterive.
Oh disse Carlota que j se admira-
va da expresso de melancola espalhada em
todos os rostos como estamos serios Se
eu fosse supersticiosa, poderia tomar por pre-
senlimento este ar lgubre que de mim se
apossa e receiar alguma desgraga.
Nada receieis respondeu Arthur. A
gravidade que preside no cazamento s aqui
exerre o seu dominio e nao ha tristes pre-
sagios que devais temer. De ordinario sao
elles um sentimento vago de prazer ou re-
mnos um instincto da alma despertado por
faltas que oceultamos aos outros e a nos mes-
mos e que a nosso pezar nos advertem
de que, tendo-se desviado nossa conducta


&
f rospariiade se sorria s veies para o malv.
do. E ftfito que o justo vendo que tantos
h mens de bem sao tofelizes aprende a nao
temar tanto a desgrasa qU3 para evita-la,
te desvia do caminho .Ja reclido: ento que
ven Jo que tantos malv.dos prospero apren-
de a nao dar tanto apr go a.s ftv.ires da for-
tuna qm, pan obte-los toma pelocami-
nho do vicio. O contrario de tu lo isto seria
o mesmo que qu-rer que a ordem moral desap-
parec^sso inteiram'nie d > mundo o que se-
ria um mal. C>m effrito st urna le divina
mandasse que a ma do ladro ficasse secca no
mesmo momento em que commottesse um
roubo de certo ninguem se atrevera a rou-
bar ; mas nSo pelo roubo ser rao smen-
te por ser seguido de urna desgrana temporal.
Oque porm absolutamente fra de
duvida qno estas mesmas adversidades por
que o hornera mais amargamente se queixa da
Providencie sao precisamente o motivo por
que mais grabas devia dar-lhe se as soubes-
so comprebender.
Quando Dos tirou o homem do nada fo
cortamente para faze lo feliz ; e se deseja fa-
ze-lo feliz por que infinitamente o ama 5
porque Dos nao pode amar de outra manei-
ra. Se o homem caminhasse sempre firme e
seguro pelo caminho da reclido de nada
Iheservirio todas estas adversidades que to
frequen temen te vera visita-Io na curta car-
reir da vida ; portn qual o homem justo
na trra que obre sempre bem e nao peque
(a) ? Delicia qui intelliget ? logo necessa-
rio que haja algum meio compativel ao mes-
mo tempo com a natureza humana (b) e cora
a justica divina que sirva para desviar o ho-
mem do caminho do mal e para faze lo en-
trar na carreira da eterna felicidade que o a-
mor infinito Ihe destinou. Este meio s8o as
tribuales que a bondade divina nos manda.
E urna guerra de mrte feita, nao a nos (que
Dos nSo pode ter prazer algum em afUigir-
nos ) mas nossa iniquidade que o u-
nico obstculo que se acha entre nos e a eter-
na heranca para fom s creados ; a maneira
por que a infinita bondade do Creador nos
obriga a arripiar a carreira de perdido por
que tomamos ; e, para dizer tudo n'uma pa-
javra urna invenco de que se serve o amor
infinito do nosso Dos para obrigar-nos a ser-
mos felizes anda contra nossa vontade
Vir-me ha dizendo alguem que seria muito
mais couforme com o interesse humano e com
a bondade divina que Dos dsse tal forca ao
homem que elle nunca se apartasse do ca-
minho do bem ? Que Dos o podia fazer se
quizesse neuhuma duvida ha ; porm nesse
caso seria preciso que homem nao fosse ho-
mem ; e de homens e nao de anjos que se
trata neste artigo.
[ Jornal do Com. ]

COMMERCia
ALFANDEGA.
fcendimento do da 5......... 2:595*142
(a) Non est homo justus in Ierra qui facial
bonum et non necc?. Ecc. 7.
(b) E preciso nunca perder de vista que o
homem em quanto fr homem ha de ser
sempre livre ; e portento todos os meiosem-
pregados pela bondade divina para o tazar en-
trar no caminho do bem isto d felicida-
de devem ser taes que nao destruo a sua
liberdade ; que um dos seus attributos es-
senciaes.
DESCARRBGAO" HOJE 7 DB JANEIRO.
Barca ingleza = Priscilla = cerveja ferra-
Mens estanho cobre chumbo ,
fiz'ii las, econservas.
Brigue americano = Chipla = farinha de
trigo.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS SAHtDOS NO DIA 4.
Silem ; galera americana Branit, cap. A-
dams com a m siii;i carga.
Sahio para Bjrdeaux e deu costa na ilha
de Itamarac ; a galera franceza Naillant
Basque que tinha vindo de Valparaso ,
cap. Lubhert.
NAVIOS ENTRADOS NO DA 5.
Monte-Video ; 39 das barca ingleza Cigar,
de 232 toneladas cap James Harny e-
quipagem 14 carga couros : ao eapito.
Hamburgo ; 60 das patacho hamburguez
Johanes de 88 toneladas, cap. John Ba-
ker equip. 8 carga lastro de carvSo de
pedra : a N. O. Bieber & C.
EDITA L.
das ideas ou principios recebidos, devem
sobrevir-nos desgracas e desgostos impre-
vistos.
Mal tinha dito estas palavras Arthur vio
com inquielaco Leopoldo levantar-so e apor-
tar Ihe a mao convulsivamente como para
suspender as palavras que elle ia dizer e mu-
dar logo de conversado.
Toda a tarde o barc de Leymon conser-
vou essa ag tagao fra do coslume. O des-
gosto e o constrangimento fizero a noite mais
breve ; todos se retiraro cedo. Debalde es-
perou Arthur no momento de partir um o-
lhar, um aperto de mo que sua amisade Ihe
fazia esperar ; inquieta preocuparlo desviava
delle as vistas do baro cujos olhos erravo
por todo o salo sem demorar seem nenhum^
dos objectos que Ihe erio caros. Arthur
saho.
S uizer paiavra a Sra. d iauterive to-
mou sua f i I lia pela mao ea conduzio ao quar-
to que Ihe era destinado contiguo ao que el-
la oceupava. Ficou it quasi urna hora e
Pela AdministracSoda Mesa do Consulad
se faz saber que no da 9 do corrente me>
se ha de arrematar porta da mesma Admi-
nistrado urr.a caia de assucar branco ap
prehendida pelos respectivos empregados dn
trapiche da companhia por inexactido d
tara ; sendo a arremataco livre de desposa
ao arrematante. Mesa do Consulado de Per-
nambuco 4 de Janeiro de 1843 = Miguel Ar
canjo Monteiro do Andrade.
= O fiscal da freguezia deS. P. VI. da ci-
dade d'Olinda pela le <&o. Faz saber todos
os seus comparochianos quem convier ,
que em observancia das posturas municipal
ponho em execugao a aferigo do corrente
anno com o prazo de 30 dias da data deste ,
e para que nao se clumem a ignorancia man-
dou publicar por esta folha. Olinda 4 de Ja-
neiro de 1843. = Antonio Manoel Lobo.
DECLARACES.
tsr O EscrivSo e Administrador da Mosi
de Rendas Internas Provinciaes desta cidade ,
de conformidade com o art. 4# da Lei Pro-
vincial n. 78 ordena aos snrs. priroeiros
escripturarios Joze Guedes Salgueiro e Joan
Ignacio do Reg e 2' escripturario Fran
cisco de Paula e Silva procedoo lanamen-
te da decima dos predios urbanos desta cida-
de a saber : o snr. escripturario Salgueiro .
do bairro de S. Antonio ; osr. escripturario
Reg do bairro da Boa-vista ; e o snr es-
cripturario Silva do bairro do Recife ; p
regular-se-ho nessa commisso pelas dispo-
zices do Alvar de 7 de Junho de 1808. car-
ta de Lei de 27 de Agosta de 1830 Regla-
mento da Presidencia de 10 de Maio de 1838.
o finalmente pelo art. 45 da Lei Provincial
n. 94 do anno passado. O Escrivao o Admi-
nistrador muito recomenda aossrs. escriptu-
tios encarregados do lancamenlo a pootualida-
de e exaccao na descripcSo dos predios ,
prf^o do seus me u da me u ios j nomos de
seus propietarios &c. o mais deligoncias
to recomendadas pelas Leis e Reglamen-
tos citados.
Os snrs. Lacadores devorad todos os dias
a presentar na reparticao as horas que lhes
for mais conveniente o resultado dos seus
trabalhos do dia ; assim como partecipar
ao Administrador todas as duvidas, e emba-
para entrar tambem noseu quarto de dormir
forcoso foi segunda vez atravessar o sa-
lo. Ainda ahi eslava o baro de Leymon,
immovel no lugar em que ella o deixara ao
sabir com sua filha. Estremeceu ao rumor de
seus passos tez um movimento para levan-
ta r-se e paroo. Levou as mos ao rosto o
quando emfim procuravo seus olhos a Sra.
d'Hauterive, j ella tinha desapparecido.
Pouco depois ouvio fehar-s o sen quarto.
Levantou-se precipitadamente, andn pelo
salo com passos rpidos como para esra-
par s ideas que o assaltavo ; depois ten-
do entrado um criado retirou-se sem du-
vida para suhtrahir-se sua attenejio di-
rigio-se lentamente para a cmara em que sua
esposa o esperava.
A Sra. d'Hauterive tinha entrado na sua,
com apparente tranqulidado ; porem ten-
do lancdo incertas vistas em torno de si e
conhecendo que eslava so, cahio de joelhos, e
como em dilirio exclamou :
Meu Dos meu Dos compadecei-
vos de mim soccorrei-me! tirai-me a vida !
races qm encontrir^m no exercicio dessa
commisso. Recife 4 de Jin;iro d.5 1813.
Luis Francisco de Mullo Cavalcanti,
O abaixo asonado, 1. escripturario
da moza d<) reo las iuternas provinciaes desta
cidade. encarregado j)"lo rcspeclivj sr admi-
nistrador para proceder no bairro da Bja-
visUo lanGanvmto da decim dos predios ur
baas : faz setenta aos aquilinos, e pro
prietarios do mesmo bairro qu^ no dia 7
do corrente d principio ao (andamento pela
ra do Aterro, e ir sucessivammts annun-
ciando pelas folhas publicas os dias em qua ti-
ver d>J ir colletando novas ras ; o assim de-
ver8o apre/.entar no acto do mesmo os com-
petentes recibos ou papis do arrendamen-
tos ni conformidade do que dispoem o alvar
de 7 do junho de 180 < e carta d lei de 27
do agosto de 1830. L para conhecimenlo
do quem possa interessar mandei publicar o
prezente pela inprensa, ealixal-o nos luga-
res pblicos. Meza de rendas internas pro-
vinciaes 5 de Janeiro de 1843?
Joo Ignacio do Reg.
O abaixo assignado, 2. escripturario
la moza de rendas provinciaes desta cidade,
mcarregado pelo respectivo sr. administra-
dor para proceder no bairro do Recife o lan-
camento da decima dos predios urbanos : faz
eciente aos inquilinos, e proprietarios do
mesmo bairro
res no lia 10 do corrente mz pelas 6 hora*
da rnmh. = J >;io Francisco Bastos Escri-
vao das MeiifHS.
-f O abaixo assigp. ido prim'iro escriptu-
rario da Mesa do Randas Pro/inciaes desta
cidade encarregad) pdo respectiva snr. AJmi-
aistraJor para proceder no bii rodos. An-
tonio o lancamenlo da ilecima dos predios ur-
banos ; faz sciente aos inquilinos, e proprie-
tarios do mesmo bairro que n> da 7 do
corrente d prindpi > ao lancatB mto pela ra
a Cadeia o i suc^ssivam^nle annuncian-
do pelas folhas pblicos os das em que tiver
de ir colletando aovas ras ; e assim deverG
approzentar no acto do mesmo os competen-
tes recibos, papis de arrendamentos na non-
l'ormi lade do que dispe o Alvar de 7 de
Junho de IS08 carta de lei de i~ de Agos-
to de 1830 F. para conhecim -nto de quem
possa interessar mandei publicar o presen-
te pela imprensa e a lixa-lo nos lujpres p-
blicos. Mi*sa de Rendas Internas Provin-
ciaes o de Janeiro de 18i3. Joze Gue-
des Salgueiro.
A V| SOS M ARIT IMOS.
mero 3.
= Seguo viagem em poucos dias para o
Rio do Janeiro o brigue nacional Jpiter,ain-
da recebe alguma carga a freto como negros
que no da 7 do corrente d P passageiros por ter escolenles commodos
principio ao Uncamento pela ra da Cadeia I para os oonduzir, tratar com o capito Jo-
e irsucessivamenle annuncianlo pslas fo- Ig Xavier Vianna ou na ra do Vigario uu-
Ihas publicas os das em que tiver de ir col-
letando novas ras e assim devero apre-
zentar no acto do mesmo os competentes re-
cibos ou papis de arrendamentos na con-
formidade do qufl dispoem o alvar de 7 do
juuho do 1808 o carta de lei de 27 de a-
^osto de 1830. E para conhecimento de
luem possa interessar mandei publicar o pre-
AVISOS DIVERSOS.
Collrgio Sancla-Crus.
s= Tendo a direnjo d'esto Collegio conhe-
cido pela experiencia que a classe d'alumnos
externos era prejudicial tanto disciplina ,
ente pela imprensa e alixal-o nos lugares omo a elles mesmos porque, entrando no
pblicos. Meza de rendas internas provin- 'Colelgioesahindo frequentes v,-z"S no mesmo
ciaes 5 de Janeiro de 183. ta, nos perturbavam a boa ordem.masnem
Francisco de Paula e Silva. s i quer po liam conciliar a attenco necessaria
Qualquer mestre pedreiro ou mos- aosqueaspiramgloria dassciencias.resolveu
mo pessoa inteligente que queira empleitar a supprimir esta classe. Mas como por esta me-
>bra de pedreiro que se est fazendo neste dida ficasse a maior parto da mocidade priva-
trsenal do guerra comparec no mesmo as da da frequencia do Collegio contra os bons
10 horas do dia 9 do corrente para tratar desejos da direcgo que tendem a promo-
le seo ajuste. Arsenal de guerrr o do janei- r-r, ainda a rusta de sacrificios, oensino regu-
o de 1813. Martins coronel director in- lar e methodico da mesma mocidade julgou
terino. justo e acert ido facilitar a entrada d'alumnos
Q'.ialquer mestre alfaiate que se meio-pensionistas por meio doseguinte.
queira encarregar de fazer o fardameato dos Re^ulament:
iprendizes menores do arsenal de guerra Artigo 1. A classe d'alumnos semi-inter-
Mmparega no mesmo s 10 horas do dia 9 j nos, ou meio-pensionistas dividida era duas
lo corrente para tratar de seo ajuste. Arse- j soc^Oes.
nal de guerra 5 do jineiro de 1843. Mar-
tins coronel director interino.
Consulado Britnico.
VST Faz-se saber aos subditos Britnicos
residentes em Pernambuco que no dia sexta
feira 20 do corrente plo meio dia, ter lu-
'ar no consulado Britnico ra do Trapi-
che novo, o ajuntamento geral dos subscripto-
res para todos os (iris designados no aotn leo:
IV : cap. 87. Consulado Britnico do Per-
nambuco em 4 de Janeiro de 1843..*- A. Au-
gustos Cowper Cnsul.
Terrenos de Marinha.
ts^ Tendo-se de proceder a mediejio dos
terrenos entre a ra do Hospicio e da Au-
rora pertencentes aos Exms. Snrs. Joze Car-
Carlos Mannk da Silva Ferro e Thomaz
Antonio Maciel Monteiro : e os Srs. Francis-
co da Cunha Machado e Joo Pinto de Le-
mos da parte do Sr. Major de eugenheiros
encarregado das medicOes respectivas, tenho
de convidar aos ditos snrs. para que hajo de
comparecer por si ou por seus procurado-
taes soffrimenlosequivaleni a mil mortes !
E de seu cora^o escaparo lagrimas so-
lucos amargos queixumes e gemidos.
M."' Durand velha camareira que a ti-
nha criado menina, e que eslava em um quar-
to visinho. chegou-se a urna porta envidra-
cada que separava um gabinete de toucar da
alcova. Dali levantando a cortina vio e
ouvio toda essa desesperado essa dor pro-
funda que a alma da sua ama j nao podia a-
bafar. Nao ousou entrar esentio que de-
via respeitar essa dor qu nao obstante ser
to pungente a Sra. d'Hauterive tinha sa-
bido oceultar a todos os olhos. Mas sua in-
quietarlo a deleve urna hora a essa porta,
esperando que a chamassem ou que fossem
precisos os seus soccorros. Nao ouvindo en-
to nenhum queixume mais, e vendo que
sua ama continuava a estar de joelhos po-
rem immovel, encostada a um sof e com
a rabeca escondida entre as maos enlrou na
cmara para arrncala a essas reflexOes e a
essa situago perigosa para a sua saude. Po-
ren debalde ', approximando-se a arhnn
1. Os alumnos d'esta secgo entram no
C illegio todos os dias lectivos s 7 horas e
sshem ao sol-posto.
$ nico L'm retribe a pensio de I4j
res mensaes : tres ou mais irmos retribuem
esda um 12J reis.
2. Os alumnos d'esta seceo entrara no
Collegio todos os dias lectivos as 9 horas; jan-
la 'i com os pensionistas o ao sol-posto reti-
ra m-se para casa.
mensaes: tras ou mais irmos retribuem cada
um 8. reis.
Artigo 2. A idade necessaria nara entra*
i de 7 a I2annos, e para sahir, de 18 anuos.
O Collegio abre-se no dia 9 do corrente.
A admisso d'alumnos pensionistas e meio-
pensionistas tem lugar em todo o decurso do
anno lectivo, que linda no ultimo dia do No-
ve mbro.
Recife 5 de Janeiro de 1843.
O director,
Antonio Afmria Chaves e Mello.
fria inanimada ; julgou que eslava morta.
Tomou nos bragos a essa pobre mulher que
embalara quando menina o cuja sorte ha-
via sernpre seguido. Chamou-a pelo nome
de Lucia que em outro tempo Ihe havia da-
do e a afagou como enlo. Procurando re-
anima-la nao sabendo se para sempre a vi-
da Ihe fugira so devia fazer votos para ve-
la tornar dor ou desojar que o tmulo
encenasseesse myslorio desgragado de que
nao era confidente, mas cujos detalhes e
extengo conhecia perfeitamente.
Pobre Lucia dizia ; lirei-a aos qua-
tro anuos i!o leito de sua mi moribunda;
nunca maisadeixei ; tenho vivido e enve-
Iherido sem outro interesse. Sem Ih'o dizer
tomava parte em todos os seus pezares. Quan-
do um anno depois do um estado feliz a
nurte Ihe arrebatou o Sr. d'Hauterive que
..ifrimenin! .. S; sua ha pojo prende-la
. vida sua tilha '..,.
\-vniinuarst~na.)

i


-4
Roga-se qualquer pessoa, que por en-
gao tirou urna carta vinda d; Rio de Ja-
neiro no vapor Pernambu'-ana para Fran-
cisco Xavier de Oveira tuja de a entregar
na iua da Cruz n. 5, que se lheficarsum-
_mamonte grato.
Aluga-se o armazem e o priineiro an-
dar de um sobrado na ra do vigario n. 31 ,
que'o anno passado esteve alugado Antonio
da Costa Ferreira ; quem o pertender deve
entender-se com oab-ixo abismado na ra
da Gloria n. 26. = Joio Nepomoceno Fer-
reira de. MrIIo.
. Quem annunciou querer comprar urna
meza de meio de sala querendo-a anda, di-
rija-se ao Recife na ra da Madre de Dos lado
direito no sobrado contiguo igreja.
fe Aluga-se urna meia agua na ra da
Alegra, e dois andares do sobrado da ra do
Amorim e um preto para algum servico ,
prefere se para algum sitio perto da praca ;
na ra |Velha n 37.
Roga-se ao fiscal do bairro do Recife que
tenha a bondade de dar alguma providencia
sobre urna estribara que se assentou com um
boraco na parede para a ra, que se entende
ser para despejo da dita as lojas do so-
brado n. 1 da ra da Senzala Velha e tam-
bem urna poroao de entulho que botro da
mesma estribara que tem cado varias pes-
soas, e principalmente na occasio das agoas
da chuva.
Roga-se ao fiscal do bairro de Santo
Antonio que tenba a bondade de dar as pro-
videncias que se Ihe pedio sobre a ruina do
sobrado da ra do Livramerito n. 13 que
ateo prezente nada se tem feito.
O abaixo assignado faz sciente ao res-
peftavel publico que ninguem negocie como
sr. Francisco Mnniz Tavares um tica de cen-
to e cincoenta mil r ainda o dito sr. Muniz restarao annuncian-
tequarenta e tantos mil reis como consta da
conta que ja llie dei e por elle nao querer en-
.tregar o dito fica- Joo Jos de Moura.
No dia 25 de dezembro loi roubada a
casa de Mara da Couceico moradora nos
Afiogados constando o dito roubo de roupa
branca, tanto sua como do seus freguezes ;
roga-se a qualquer pessoa quem for offere-
cida de declarar para ser procurado pois
que ella quer dar alvissaras.
Na ra do Nogueira n. 13, ha quem
tega assentos de palhinha por preco commodo.
Roga-se pessoa que annunciou ter
tomado um relogio a um preto no priineiro do
corrente isto por julgar furtado tenha a
bondade de anr.unciar sua morada para se
verificar se he um que falta ou dirija-se
loja do Meroz.
Frecisa-se de um official de barbeiro ,
no Aterro da Boa-vista loja n. 41.
tsr Na ra da Conceigo da Boa vista n.
60 trata-se de cavallos por dia ou por se-
mana; assim como sangra-se e cura-se qual-
quer molestia ou achaques de cavallos.
O sr. que annunciou no Diario de 5
do corrente um preto bom pagem e cocheiro ,
e com mais habilidades sendo ainda o tenha
queira dirigir-se a ra do Queimado loja
n. A.
Dezeja-se fallar preta velha Mara do
O' que tem um fillio de nome Manoel a
qual inora no forte do Msttr no hrro 4
Recife para negocio de seo interesse el;a
pois, ou alguem por si, dirija se ra da Ca-
deia velha loja n. 53.
Joo Antonio C >eIho mestre barbei-
ro sangrador e dentista ; faz sabor a to-
dos os seus freguezes, que mudou a sua loja
do pateo do Terso para o Atierro da Bua-vis-
tan. 41.
Aluga-se o primeiroe segundo andares
do sobrado do Braga na ra daSenzalla Velha,
juntos ou separados: quem perten Jer dirija-
se ra dt Cadeia Velha en tenderse com
Manoel Cardozo Ayres.
sy i) hospital de Caridade desta cidade ,
precisa de um servente forro ou captivo
ts" O abaixo assignado declara ao publi-
co a quem Ihe faltar um moleque ( diz
elle moleque ) que ha annos anda fgido ou
furtado dando os signaes certos se Ihe dir
quem o tem nao se responsabilizando pela
fuga ou ort do mesmo. Antonio da Cus
laSoares Guimaiaes.
car No da 21 do passado mez de dezem-
bro 8ppareceu no sitio do abaixo assignado,
nm cavallo que parece ser muito novo; quem
|(V seu dono e der os signaes certos e pa-
em casa de Luiz Comes Ferreira que acha-
ra com quem tratar.
Collegio da Boa-Visla% sito atraz da
Matrit.
tsr A Directora faz sciente aos paes de suas
alumnas que no dia 9 do corrente abrir de
novo as aulas do mesmo collegio.
car Perdeo-se no dia 30 de Dezembro urna
bocota ja velha con varias pecas de roupa ,
por se ter entregado a um preto de ganho pa-
ra a conduzirda ponte dos AfTgados para o
Forte do Matto e como este se perdeo das
vistas da pessoa a quem acompanhara talvez
seja morador no mesmo AfFogados ; roga-se a
pessoa que se acha de po*se da dita boceta ,
de avisar sendo nos Affogados em casa do
Fiscal; e no Recife na ra da Cadeia venda
defronte do beco largo que ser recompen-
sado como tambem se for oferecida por
venda de a tomarem e avisarem nos mea-
rnos lugares.
car O proprietario do assougue francez do
beco da Lingoeta, previne aos seus fregue-
zes, que no* domingos e dias santos ter boa
carne de vacca carneiro e porco e lingoi-
cas feitas a moda franceza e continua ter
todos os domingos e quintas feras de todas as
semanas.
car Quem precisar de um pharmaceutico
para caixeire de botica ou para administra-
dor dirija-se a ra Direita u, 49 ou annun-
cie.
car Joo Jacintho Areia subdito portn-
guez relira-se para a corle do Rio de Ja-
neiro.
car Aluga-se na ra do Trapixe Novo o
armazem e dois andares do sobrado onde mo-
raro Alexandre Makay & C a tratar no
mesmo segundo andar qualquer hora.
tsr Quem precizar de um pharmaceutico
para caixeiro de botica ou para administrar;
annuncie.
Um preto que tem 25 athe 30 annos
de idade, e bonita figura e bom pgem co-
cheiro e monta muito bem a cavailo e
mestre de todo servico de urna casa como
servir bem a maza limpar pratos &c. e
emfim talvez nao haja outro melhor nesta Ci-
dade e vende -se por sen sr. estar prximo a
fazer viagem para Europa ; o preco 700# :
quem quiser annuncie.
>-bjc> Compendios de Geometra de um bom
melhodo : oa loja do snr. Pinto no pateo
do Collegio ; precio 640 rs.
car ptimas toalhas de linho cru pro-
prias para mesa de jantar e bancas pelo
barato preco de 3, 4, o 5ji rs. : na ra do
Crespo loja n. 11, lado do sul.
tsr" Milho e arroz de casca a 1920 o al-
queire : na praca da s. Cruz n. 35.
Azeite de espermaceti a 2880 a cana-
LOTERIA DA MATRIZ' DA ROA-VISTA.
W JVo dia 12 do corren-
te corre m impreterivel-
mente as rodas desta lote-
ra, no consistorio da mes-
ma Matriz as 10 horas
da manhaa venda-se on
uao o restante dos bilhe-
tes.
COMPRAS
tar Sera de carnahuba em grande porgo;
quem tiver annuncie.
tsr Duas voltas de cordo grosso de bom
ouro sem feitio ; quem tiver annuncie.
tsr Compra-se para fora da Provincia um
moleque tanoeiro nao se exigindo ser ofi-
cial, porem que nao tenha vicios nem acha-
ques ; quem tiver annuncie.
t5r tsr Urna bomba de metal ou de madeira,
de 12 palmos de comprimento estando em
bom estado e sendo por prego commodo :
no sitio do retiro na passagem da Magdalena,
ou no Recife casa de Gongalo Joze da Costa
e S as segundas e sabbados ou annun-
da e a garrafa a 400 rs. : na ra Nova ven-
da n. 6o ao p da ponte.
tar Um pardo bastante robusto, sem vi-
cios : na ra da Cadeia do Recife loja n. 21.
tsr Muito boas bichas pelo mais commo-
do pre^o possivel: na ra da Guia venda nu-
mero 7.
car Barricas emeias ditas com farinha da
marca Gallego : em casa de Henry Forster &
Companhia na ra do Trapiche novo n. 8.
car Farinha em saccas do Rio de Janei-
ro por prego commodo : na ra do Vigario
numero 3.
car Urna porgiio .de tamarindos e uns ca-
saos de porobos, tudo muito em conta : na
ra da Gloria n. 26.
n car Um carrinho de 4 rodas muito for-
te pelo preco de 230j : trata-se com Igna-
cio Ferreira Muniz.
tar Um pail que leva 30 alqueires de fa-
rinha da medida velha todo de amarello e
sicupira mui fornido todo
car Um jogo de Breviarios
annuncie.
VENDAS.
quem tiver
gando a despeza que tiver feito se Ihe entre-
gar. Antonio Baptista W/>ero de Faria.
tsr A pessoa que tem pan vender o pre-
to que cocheiro que monta bem a cavai-
lo &C. comoannuuciou: annuncie a sua mo-
rada para ser orocurada ou procure na ra
da Cadeia do Recife n. 32 ou no Mondego
"* syFolirihas eccleziasticas; ditas de algibei-
ra com o almanak dos empregados pblicos;
ditas de dita para os amantes; ditas de porta :
iiu praga da Independencia loja de livros n.
57 e 38 ou 6 e 8, na ra do Cabug, loja doSr.
Bandeira ; no atierro da Boa-vista, botica Jo
Sr. Moreira defronte da Igreja ; no bairro do
Becife ra da Cadeia, loja do sr. Jos Pires de
Mores ; e na ra da Madro de Dos, venda
defronte da Igreja ; e era Olinda, botica da
ra do Amparo.
car Melado de urna casa terrea de esquina
na ra de s. Rita com sala duas camari-
nlias sala de detraz cozinha fora quin-
tal com cacimba eporto : as 5 pontas loja
do sobrado do Sr. Francisco Xavier da Fon-
ceca Coutinbo.
Urna padaria com todos os seus perten-
ces em muito bom local quasi dentro da Ci-
dade a qual vende diariamente porta du-
as arrobas de pao, fora bolaxa, bolaxinha &c.
rujo aluguel das cazas (por ser duas) he mili-
to em conta avista dos commodos que se ofTe-
recem para moradia de urna familia com
banho e porto de embarque \anln n nt7n
quem pretender procure na ra do Rozario
da Boa-vista nn sobrado de um andar por ci- lata exceilente ama de casa
ma da loja de tanoeiro.
coberto que
nao entra bixo algum dentro proprio para
pessoa que tem muita fabrica ou snr. de en-
genho : na ra da Gloria n. 93.
tar Urna cadeira de arruar nova vinda
prximamente da Baha : na ra do Vigario
numero 21.
tar Potassa da Russia a 270 rs. : na ra
da Cadeia do Recife ti. 10.
sr Quatro canoas : na ra de Apollo n.
15 segundo andar.
car Urna armaco, e cede-se a chave de
urna casa no atterro da Boa vista, propria pa-
ra venda loja de fazendas ou ferragens :
tratar no atterro da Boa vista n. 68.
tar Farelos em saccas mui grandes e
muito novos na praga da Boa vista venda
n. 18 de Joaquim de Paula Lopes.
tar Urna casa terrea boa e grande, situada
em Tigipi junto da estrada e feita a mo-
derna com duas salas 2 quartos, cozinha,
e quarto para protos junto a casa tem um
pequeo sitio com baixa de capim varias
plantagesde hortalices muitos ps de ba-
naneiras prata e de ananazes existindo
mais em dito sitio urna estribara principiada
e nao acabada, a qual se vende junto com a
mesma casa : na ra da Cruz do Becifa nu-
mero 48.
tar Cinco escravas urna crela de idade
25 annos engomma bem qualquer vestido
desenhura, cosechar}, e cosinha oordina
rio de urna casa, duas de nago com bonitas
figuras engommo iizo cozmho e lavao
de sabo e varrella duas ditas de nago qui-
tandeiras cosinbSo o ordinario, todas se do
a contento ao comprador: na ra Direita nu-
mero 43.
car Urna preta de naco angola que sabe
lavar e cosinbar bem, urna bomba propria
para tirar agoa das canoas para o deposito de
tanque, urna batanea propria para pezar carne
secca a bordo dos barcos com braco e pezos cor-
respondentes, e urna porgo de garrafas vazias
novas ; quem pretender entenda-se na loja
da ra da Cadeia n. 4 ; assim como aluga-se
um sobrado em Fora de Portas com bastantes
commodos ; quem precisar dirija-se a mes-
ma loja.
car Exceilente farinha de mandioca fina ,
chegada prximamente no ultimo navio viu-
do do Rio de Janeiro : na ra do Collegio nu-
mero 21.
tsr. Urna escrava mulata de 21 annos de
idade, bastante vistoza recolhida cosi-
nha o regular de urna casa engomma, lava
de varrella, e ensaboa e faz renda he bas-
tante sadia e izenta de vicios : na ra da Pe-
rilla n. 7.
tsr Um moleque de nacSo de bonita figu-
ra idade 18 annos perito cosinheiro um
mulato de boa figura muito fiel bom pa-
gem um escravo bom canoeiro um pardo
hom feitor dn cif ir>. quatro sssrsvos per todo
o prego duas escravas por 600* urna mu-
a ra de Ago-
as verdes n 38.
car Urna negra de bonita figura sem
achaques por prego commodo avista do com-
prador se dir o moi.ivo da venda : na ra de
Santa Therezan. 24.
car Um moleque de bonita figura idade
de 14 annos e tambem um b>m escravo de
nago de 32 annos de idade; o qual bom tra-
balh^dor de enchada, e ptimo comprador de
objectosde arranjos de urna casa tudo tra-
tar na roa do Queimado loja de fazendas nu-
mero 18.
ESCRAVOS FGIDOS. "
tar No dia 4 do corrente pelas oito horas
da noute fugio do lugar dos Apipucos urna
mulata de nome Rita com roupas pretas ,
e para maior signal arrasta a perna esquerda
por ser delta defeituoza tem o cabello ros-
cado e cortado delgada do corpo perten-
cente a Manoel de Mallos Teixeira Lima
0 qual de prezente se acha no Aracaty tendo
deixado em poder do abaixo assignado para
garantir urna quantia em que se achava de hi-
tado o dito Mattos; pelo que roga-se a qual-
quer authoridade ou mesmo pessoa particular
que a aprehendo eentreguem na praga da
Boa-vista botica n. 32 ou no sitio dos Amitos
defronte do sr. Major Mores : igualmente
se protesta com todo o rigor que as leis mar-
co proceder contra quem abrigar, visto ave-
rem bem fundadas suspeitas do lugar em que
se acha maesiada.
Victorino Ferreira de Carvalho.
car A 12 de Novembro do anno passado
fugio do poder do seu senhor um preto de
nome Jos!, do gento de Angola estatura
ordinaria orelhas pequeas tendo a es-
querda furada olhos grandes os denles
abortos bem preto barbado, tendo urna
cicatriz na barriga de urna perna e repre-
senta ter 28 annos de idade : na ra estreita
do Rozario n. 31 deve ser entregue por quem
for achado, que ser bem recompensado.
tsr Fugio no dia 23 de Outubro de 1842
um preto de nome Jacintho, nago Quigam
idade pouco mais ou menos de 18 a 20 annos,
sem barba alto com os dous denles da
frente de cima limados levou vestido caigas
e camisa de algodfio entrangado ; quem o pe-
gar pode leva-lo a venda de Diogo Rodrigues
em Fora de Portas que se Ihe dar 1OO4 da
gratificago.
tsr Em dias do mez de Dezembro passado
fugio um escravo de nome Joaquim com
ullicio de gapateiro, com os signaes seguintes:
estatura baixa sueco do corpo rosto com-
prido e secco cara talhada olhos peque-
nos muito preto e tem em urna mo quan-
do mostra as palmas um dedo que o nao abre;
quem o pegar ou delle tiver noticia pode par-
ticipar a seu dono que he Antonio Baptista
Ribeiro de Faria ra do Collegio n. 2 que
gratificar'.
tar No dia 26 de Dezembro do anno p.
p. do engenho Limoeiro freguezia da Esca-
da fugiro seis escravos pertencentes ao pro-
prietario do mesmo engenho a saber: Joo
Cagange idade 35 annos pouco mais ou rae-
nos bem preto e barbado estatura me-
diana um pouco secco do corpo canellas
finas ecabiludas, pos paqueaos olhos al-
gum cousa grandes, tem m $*ro$o as
costas de urna polegada de comprido e he
muito ladino.
Jooangieo, idade 30 annos pouco mais
ou menos, de boa altura e grossura mediana,
um pouco fula, gago tem falta de dentes
na frente ehe ladino.
Jos Benguela, idade 20 annos pouco mais
ou menos de boa altura e secco do corpo,
candas compridas e finas tem urna cica-
triz junto ao nariz de um a outro lado pos
compridos, e alguma cousa cambados tem
poucos dentes, e he bem ladino.
Anto cabra, idadt de 35 annos pouco
mais ou menos tem um olho vazado es-
tatura mediana e nao muito secco porm es-
padaudo dedos grandes dos ps alguma cou-
sa torios e levou urna corrente ao pesego.
Mara crela, idade 23 annos pouco mais
ou menos de boa estatura cheia do corpo ,
e espadauda os dedos grandes dos ps tortos,
tem urna quebradura na barriga motivada
dos partos que tem tido e falta de dentes
na frente.
Euzebio crelo idade 40 annos pouco
mais ou menos alto e secco do corpo tem
na frente do queixo de baixo ou de cima fal-
ta de um ou dous dentes : qualquer pessoa
que os aprehender leve-os ao seu senhor no
dito engenho, ou no Recife ao Sr. Gaudino
Agostinho de Barros na pracinha do Corpo
Santo n. 66 que recber 25 de gratifica-
gao cada um.
RECIFE NA TVP. DE M. F. DE F. = 143.


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