Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04857


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Full Text
Anno de 1843.
Quinta Fcira 5

Todo agora depende de nos meamos; di nona prudencia moderado e energa : con-
ilinaemot como principiamos e aeremos aponladoa com admiracao enlre a Nacea maia
alia. ( Proclamacao da Assemba Geral do BaatlL.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna Parahiba Rio grande do Norte aeganda aextas feiraa.
Bonito Garanhuna a 10 e 24.
Cabo Serinhaem, Rio Formoao Porto Cairo Maceio e Alagoaa no i. 11 ,
jBoa-riai e Florea a 28. Santo Anuo quintas feiraa. Olinda todoa oa diaa.
das da semana]
3 Sfg. a. Idoro B. M.
3 Tere. a. Aprigo B.
4 Quart. s. Tito Dticipalo de a. Paulo.
5 Qnint. a. Simiao Eslellita.
0 Sext. Dia doa Rea Magos.
7 Sab a. Theodoro Monga.
8 Dom. s. Lourenco Juatiniano Patriarca.'
DIA
de Janeiro.
Anno XIX. N. 4.
mpmmmammammam
O Diario publica-a* todoa oa dia que nao forem Santificados : o preco da assignatnra be-
de trea mil reia ptrquanel pa?ns hdiantados. Os annnnrios dos assi^nantes Bao inseridos
gratia.e oa doa que o nao forem a raio de 80 reis porlinha. As reclamaci'iea derem ser diri-
gidas a esta Tvp., ra daa CruT.es N. 34.ou praea d Iilri>rnilencia loja de lirro N. 6e 8.
cambios.No dia 4 de Janeiro.
Cambio aobre Londres 27 \ Nominal.
Paris 350 res por franco.
Lisboa 100 por 100 de premio.
Ouao-Moedade 6,400 V.
N.
de 4,000
PlUT,-Patsrc>es
n Peros Columnare<
ditoa Mexicanos
compra
15,(100
14,8'JJ
8,3J0
1,750
1,750
1,750
Moeda de cobre 3 por 100 de descont,
dem de letras de boaa firmas 1 I.
PHASES DA LA NO HEZ DE JANEIRO.
l.ua Nora 30. 0 horas e 42 m. da manh. I La clie'ia 1(1, ka 5 horas e 36 m. d
Quart. creac. 8, a 5 horaae 52 m. da lard. [ Quart. m in r. 21 a III horaa e 42
Preamar 'le /taje
1" a 8 horas e m. 30 da manbaa. | 2. a S horaa e 51ra. da larde.
senda.
15,200
15,000
8.50U
1,770
1,770
1,770
a inanh.
. da I.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 21 DO PASS.YD0.
OQieio Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando que; durante a ausencia de
escuna = Lebre = mande fazer o registo do
porto pelo respectivo Patro-mor.
Dito Ao commandante das armas de-
terminando que envi ao commandante-das
armas da corte pelo patacho Americanos/Jo-
nes = a primeira va dos conhecimentos ,
que Ihe remette o inspector do arsenal de
raarinha do resto da bagagem do bat tlliao
provisorio embarcada no referido patacho.
II)KM DO DIA 22.
O/lcio Ao Exm. e reverendsimo bispo
diocesano remetiendo o compromisso da
irmandada do Santissimo Sacramento da ma-
triz de S. Jos do Rio Formoso afim de que
na forma da le haja de dar-lhe a sua ap-
provago na parte religiosa e depois o de-
volva presidencia para ser confirmado.
DIARIO DE PKRNAIBOCO.
--
O GUARDA N.7 OU ACALUMNIA
ATROZ.
Entre todas as revoltantes calumnias de
que o inepto papeluxo intitulado Guarda Na-
cional encheu o seu n.# 7 nao satisfeito das
aleivosas insinuagOes falsidades e mentiras
deque tero composto 6 nmeros seguidos ,
h urna quo pode prompla resposta, pelo que
tem de insolente e offensiva. Diz o citado
Guarda que S. Ex.* nao obstante estar mo-
rando no palacio que Coi casa da relago ,
contina a receber da Nago IiOOOfOOO reis
para casas: isto he urna calumnia, tanto
mais atroz quanto o indigno redactor diz que
he cousa sabida quando elle devia saber, co-
mo sabem quantos para isso tem raso,outem
tido vontade de o indagar que S. Ex.1 nao
recebe tal dinheiro desde que mora na re-
ferida casa. Se o redactor do Guarda nao
fosse to despejado, se quizosse fazer urna
opposigo nos limites da decencia e sobre
tudo da verdade como tantas e to repetidas
vezeso tem inculcado, teria assim offendido a
honra rte nuemquer que fjssc quanto rnais
da primeira Authoridade da Provincia ? tena
elle proprio assim confirmado o dito de seus
adversarios que com tanta razo o chamo
mentiroso ? Mas o que! Nem o fado de
ser da opposigo nem a carta de doutor ou
bacharel diio brios a ninguem.
C0SVIMUNICAD9.
F@L HITO

CARLOTA DE LEYMON.
I.
Que voulez-vous mon aini ? I n'y
a point de frttit qui n'ait son ver ,
point de tletir qui n'ail sa chenille ,
a point de plaisir qui n'ait sa douleur ,
. Notre bouheiir u'est qit'uti itiallieur,
a plus ou moins consol.
L.ETTRRS DE DUCIS.
Na ra d'Anlin n. 3 em Paris, em urna
cmara mui vasta mal mobiliada e atulha-
da de diversas personagens evidentemente es-
tranhas urnas s outras, se distingua como
urna ligeira apparigo a deliciosa figura de
urna moga de dezaseis annos. Suas faces qua-
si infantis claras, rosadas, delicadas e
graciosas brilhavo junto a basta tranca de
cabellos loiros; s alegra vibravo seus gran-
des olhos azues que de modo nenhum trahio
essa inquietacfto natural e involuntaria quo
do ordinario iransiuz no semblante de urna
noiva.
Tioha Carlota d'Hauterive toda a descuido-
NOSSA SITUAgAO ACTUAL. (*)
Passando urna vista d'olhos sobre a marcha
dos negocios polticos do Brasil durante o
anno quo acabou e o qu9 o precedeo ,
comparando a linguagem dos jornaes que
se tem sustentado ou que desaparece-
rlo da scena neste periodo, refl-tctindoem-
lim na fluctuago das coi es polticas dos par-
tidos e no pessoal nelles recrutado e demt-
i tido successivamente parece que tocamos
urna poca em que ser muito difllcil reunir
no poder seis homens que ten Jo as mesmas
ideias polticas se posso prfidamente en-
tender a respeito do sistema quo se dove se-
guir para governar o Brasil e regular a tor-
ga de seu movimento progressivo. Nem e-
! xiste urna so conviccSo profunda e geral, nem
mais urna ideia que opere sobre as massas a
rena asvonlades: cada um temasuaop-
nio seu sistema especial : em urna pala-
vra, a dviso nos credos polticos est levada
ao extremo se he que se pode dar o nonie
de credo a essas opinies de um dia que a
vaidade o interesse ou o medo fazem e des-
fazem a cada instante.
Este estado de cousas he hoja muito geral:
algumas nages o ofTerecern aos olhos dos
seus estadistas ; mas o nosso tem o quequer
que seja de peculiar o original. Na Europa,
por exemplo nasce ello de que os principios
de governo at boje postos em pratica nao
comprehendo todas as necessidades da hu-
manidade ; de que a par dos interesses anti-
gos no posso ter pacifico accesso todos os
interesses novos nascidos do desenvoluimen-
to successivo das artes eda industria ; como
nao ha sociedade aUuma sobre a trra que
lenha sido organisada nem governada em
relago aos progressos que ella devera pre-
encuer e as instituirles tem somente regu-
lado os direitos ligados ao interesses existen-
tes, os que surgem doseio da sociedade, depois
do estsooleoi ment dessas insttuges n >
sao admittidos a gozar da proteceo que des-
fructo os primeiros : donde resulta um esta-
do de oppresso que dura at o momento
(*) Grande parte das ideias e phrases des-
te artigo su tiradas do um jornal francez ,
oujos principios achei tao aplicaveis as nossas
ciroumstancias ; que me dei mais ao traba-
Iho de traduzir do que ao de expor o meu
pensa ment. *
em que os novos interesses se acho com for-
ca para dar batalha aos velhos : d'ahi por
assim dizer a necessidade fatal das revolagfie*,
como meios de progresso para os povos; mei-
os alias sempre pouco efcazes que jamis
produzem directamente a libardade dos inte-
resses su b jugados.
Entre ns porem o mal foi ao inverso : os
principios do governo adoptados m geral sup
punho necessidades que nao existio ero
talhados para um estado quo dorma no por-
vir dos lempos; e que nos assentavo como
a casaca de um homem feto assentaria em
urna creanca de quatro annos aindi que a
sua construego promettesse as formas mais
athlelicas : d'ahi procedeo crearem-se neces-
sidades facticias ou que as nossas faculda-
des nao poJio concebir e muito menos
exeontar : d'ahi interesses fantsticos pre-
maturos que o nosso lento desenvolvimento
e imperceptivel progresso nao podio deman-
dar ; o que junto a algumas poucas realida-
des resultantes mais das nossas circunstan-
cias no momento da nossa organisago do
que de nosso elTectvo progresso ou da luc-
ia dos interesses.novos contra os velhos, pro-
duzio urna revolugo da qual anda quan-
do fosse ella um remedio applicavel e provei-
toso nao havia a mais remota necessidade ;
quanto mais que destruindo ella somento sem
nada organisar o que nos poda trazer e de
facto nos trouce foi o aggravo de nossos
males que por pouco nao foro declarados
iucuraveis; e os povos continuaro a soffrer,
S9 dantos soffrio podindo satisfagoes com
novos gritos e novos testimunlios de impa-
ciancia e de colera. Eisahi porque os homens
queacreditavo no valor social dos princi-
pios revolucionarios engaados pela expe-
riencia em que undavo suasesperangas es-
to perplexos perdem toda a conviego po-
ltica edeixSo de entender-se e de se por
de accordo. Este periodo he um dos mais
tristes e mais deplorav.fis que urna socieda-
de tem de percorrer.
Depois da vevolugo do Abril a direcgo
dos negocios pblicos tem estado aquasi sem- i
pre as mos de homens que, antes da ,
abdicago tinhfio abertamente professado os j
principios do liberalismo. Ora orno se ha |
de explicar terem-se estes homens todos ou
quasetodos chegadosaopoJor divorciado
mais ou menos completamente das ideias a.que
devio a sua reputago e popularidade ? Por-
que iie quo os mais iiabeisdelles tem to re- i
penlinamente abandonado suas doutrinas
abstractas de emamcpago e de liberdade e
feito resistencia ao movimento que arraslava
os povos quando elles mesmos havio pro-
sa confianga de urna orianga : nao tema o
mal nem os desgostos cuja existencia nen-
buma circumstanria Ihe tinha anda revelado.
Sem susto se approximava do magistrado que
a devia unir por toda a vida ao baro de Ley-
mon. Esse lago que ia contrabir aos deso-
sis annos nao Ihe infunda a menor inquieta -
cao para o futuro ; a seu espirito nao se apre-
sentava a possibildade do menor pezar : o
amor a opulencia os prazeres um espo-
so cuja escol ha ocorago Ihe dictava urna
inii a queni amava diamantes cava 11 os ,
elegante e soberbo palacio essa infinidade
de ba'gatellas to necessarias a urna moga ,
tudo isso passava e repassava pela cabecinha
da alegre rapariga quj havia apenas des-
fructado todos os prazeres da infancia quan
do os da mocidade vinho com profuso apre-
sentar-lhe suas delicias. Tambem Carlota se
entregava toda ventura : sorria-se para sua
mi que eslava a seu lado paluda e trmu-
la : para Leopoldo de Leymon cujo bello
rosto nobre e distinelo se animava quando o
fixava sua noiva mas que para logo recobra-
va a express&o melanclica que Ihe era habi-
tual e que se podia talvez attribuir a essa
palidez a que davo maior realce seus cabel-
los, sobrancelhas e suissas notavelmente pre-
tas e abundanles.
Nessa mesma cmara urna outra moga a
ser unida a um homem idoso escolhido por
seus pais o chorava. Carlota olliava para
ella com um senlimento de compiaxo : diri-
gindo depois os olhos para sua mi e Leopol-
do tal era a seguranga que tinha em seu a-
poio. que tivesse embora de percorrer
urna vida de muitos seculos firme o animo-
sa emprehenderia a viagem ; na ternura com
que era amada estova todo o seu valor ; e foi
com um sorriso de ventura que acolheu as
palavras do maire :
Os esposos so devem mutua lidelidade .
soccorro ass^stencia &c.
E sua mo assignou sem hesitar esse nome
de moga que ia trocar pelo do baroneza de
Lev mon.
Nesse momento um convidado que tinha
chegado muito tardse approxiniava de urna
das testemonhas e dizia com um gesto de
sorpresa :
Como ? a noiva ?
Sem duvida ; isto vai a melhor.
Ah!. .
E tudo estava concluido ; pois nada ha de
I vocado esse movimento ? Certo partido res-
ponde a isto Recusando de egosmo m
' vontade aiistocracismo mana desptica ,
i e outras cousas peiores esses homens em
! outro tempo cheos de devolago pelos inte-
resses do l'ovo e sempre promplos a defen-
der os direitos tiesto contra os impecilhose
ataques do poder Forgoso heconvir, na
verdade que do nosso tempo nada custa a
passar sbitamente dos senlimentos os mais
generosos e sociaos, ao mais vil egosmo ,
das disposigos as mais philantrooicas ao des-
dem mais inaudito por seas sinulliantes. Mas
uin.iaccusagfio tal nao pode sati,fazer a resto
do homem cujo entendimanto nao est of-
fusead) pelo espirito do partido ; nem to
pouco pode ser urna explicaro suficiente dos
fados : ella s pile provtr a curte ras vis-
tas dos que a sustent&o. S os homens quo
tem disposto lo poder ou que delle se tem
aproximado nao tem sido cornos seus primei-
ros principios to consequentes,como se devia
esperar, he porque, vendo mais longe do que
os outros ou melhor colloeados para o fazer,
onhecero i impossibilidado do jovernar ,
com as ideias abstractas de liberdade, urna
sociedade em que domina o mais destruidor, e
corrosivo espirito de individualismo.
O liberalismo da m inoira que nos o pro-
t'essamos no tempo do Sr. D Pedro 1. e do
qual o republicanismo s differia pela sua
maior hardidez em tirar cousequencias fez
dos meios do estabelecer alibirdade a ideia
mais falsa e mais illusoria. Todo o segredo ,
a seu vf}r estava na modilicjgo mais ou
menos profunda do poder ; e bastava limi-
lar-lhe a acgo para assegurar a liberdade aos
povos. Erro grave porque o poder qual-
quer que seja alias a sua forma nao he em
si a causa da subjeigo dos povos ; mas
um meio empregado pela sociedade pelo in-
teresse de sua conservaco para manter a
ordem contra as tendencias subversivas da
liberdade. Ora em quanto esta propender
para o abuso para a desurdein o empre-
godeum poder moderador e repressivo ser
muit) neoessario em quanto este conservar'
tal carcter nao llavera sistema de'garantias
tobem concebido e tao forte que seja capaz
de o impedir que Caga de rez em quando um
acto de arbitrariedade e de tirannia em
quanto as forgas que a s>ciedade emprega e
cuja fon te est no corage e no entendimen-
to do homem se conservaran] desunidas, e
se fizerem a guerra toda a liberdade tende-
r para a desordem e anarchia le urna con-
sequencia forgada. Porttnto he pela harmo-
na dos interesses pela concordia das for-
gas indiviauaes que se devo comegar e nao
mais prompto e menos solemne do que essa
ceremonia que em nome da lei nos impe o-
brigagoes para cada poca da vida deveres
i de todos os dias de lodos os instantes.
A moga que apenas conhece as caricias de
sua mi e os brincos com que se diverta em
tenra idade cujo espirito nenhunia ligo po-
de receber de experiencia cujo corago des-
conhece as paixes quo pode despertar a ida-
; uu promitteu nao so toda a vida presente ,
seno tumben) as ideas as sensagocs gos-
tos e incln goes com que as circumstancias
podem fazer nascer quo o lempo deve de-
senvolver ; captivou corpo e alma para o pre-
sento e para o futuro. Um homem ha, a
quem conhece apenas mas a quem porten-
ce para sempre ; que tem direitos sobre o
sen pi'iisamenlo como sobre suas aeges.
Poder soi:dar-lhe a alma e nella investi-
ga a falla ou erro que a si mesma quizer oc-
cultar ; podera dispor della ede sua fortuna
h seu bel-prazer ; separa-la de sua familia ,
., i anca-la s pessoas de sua amisade arre-
bata-!., ana Ta/.'TOS da S'J2 liit CU a f-
feiges de seu coragfio !__ Tudo ir ptima-
mente !... Assignou !....
E nem occorreu imprudente Carlota um
.-,-


5
pela reforma do poder. Introduzir no propriol
seio da sociedade as condigo ;s de um arranjo
novo que tire liberdade as suas tendencias
subversivas que Taya convergir todas as tor-
cas todas as vontades para a ordetn e tor-
ne intil o empregode meios compressivos e
rpressivos tal he a via que nicamente po-
de conducir liberdade A culpa ho do libe-
ralismo haver encarado a questo sob este
ponto de vista, achando-se assim na oceasio
sem forca para satisfazer os desejos de liber-
dade que elle to loucamente havia promet-
tido preencher. O que soube foi iropellir os
povos sobre o throno. E depois ? D<*>-
pois ? Ropetiro-se as mesmas queixas, a
voz da revolta tornou a roncar em redor do
Goveruo e muilos se horrisaro e s obe-
decero ao medo sua nica opinio polita ;
e boje nao tem mais pensamento geral para
fazer prevalecer e seguir. Sem vistas no futu-
ro sem in linago sbreos destinos da socie-
dade obrigidos a fazerem de fatalistas po-
lticos encarregando-se do cuidado de nos
conduzir nao sabemos onde entrego-se
como ineptos a forg das circunstancias : por
que muitos empurrando os outros diante de
si sentiro que Ihes fdltava o chao e nao
ousarao avaucar, com razao coitados; pois
alm no cammiio qua h avian seguido ha-
via um abismo profun lo, alm he a barbaria
que nos espora ; era fjrcoso mudar de cami-
nho. A experiencia poltica das ideias pro-
duzdas pela plnlosophia do seculo 18. com-
pletou se ; e paraquem tem sabido ver dd-
duz-se por urna rnaneira evidente desta ex-
periencia que por qualquer modo que se-
jo essas ideias elaboradas he impossivel
tirar dellas outra cousa que nao seja a nega-
do mais ou menos inteira das crencas que
serviao de base organisaco antiga.
Pois bem; cuidem no caso! Nao he com taes
meios que jamis se obter a satisfagan dos
deseos de liberdade que animao os povos. A
liberdade tem suas condignas fra das quaes
lie urna cousa to impossivel como a vida o
he lora dascondicoesda organisago ; e nao
eh negando o que a contradiz que se consegue
stabelece-la corno nao he negando a morte
que se esCabelece a vida. Para isso he preciso
obra deencommenda he presiso realisar um
systema regular de forgas sociaes isto he;
das forjase dos meios dos individuos ; he
preciso uniforma-las combina-las para
que nada perdendoo seu impulso subversivo
e destruidor, nao haja necessidade de o com-
primir de o reprimir. S com esta con-
digo he a liberdade possivel. Diremos mais
ainda tambem he esta a nica rnaneira de
obter a orJem porque a liberdade e a ordem
sao do/us factos esseucialmente correlativos e
dependentes. Governados e governantes sao
pois igualmente interessados em que se pro-
ceda primeiroque tu.lo a combinago harm-
nica das forjas individuaes ; e por forjas indi-
viduaes entendernos ludo quanto cada indivi-
duo possue do meios nituraes ou adquiridos ,
para crear para proluzir para gozar e fa-
zer gozar seus similhantes. Pelo que he urna
obra industrial que releva emprehender em
piimeiio ligar e se em breve nao prevale-
cer este pensamento dilicil ser referir -to-
dos os embaracos que ho de nascer da exi-
ainco poltica, em que cahimos com tima
rapidez que vai semre em crescimento. A
duviJaest no corogo de tolos os homens ,
reunidos em entro tempo pelos principios do
liberalismo. A pratica destes ltimos annos
lhes tem feitodescobrir todo o vacuo } e eis-
ahi porque hoje elles nao tem nem mais f ,
nem pensamento nem vontade communs ,
tornndose assim atiabis para toja e qual-
quer obra s >cial. Em quem deve recahir en-
tilo a directo do mivimento que devemos
seguir ? Nao o poJeriamos dizer pirque
todo o partido poltico est farido de tual im-
potencia. S nos honens da doutrina e ci-
encia he que ainda podemos fundar alguma
esperanza de salvadlo. S elles podem dar-
nos a solugo das imnumeras difliculdaJes
em que nos vemos. Que loucura ento no-
los-faz desprezar i' *
VARIEDADE.
Fe Esperanca o Caridade.
3. PONTO.
Caridade virtude de harmona lago de
universal amor entre os filhos do Creador ,
inspiraste t algum dia em toda a tua pureza
os homens que se collocaro face do mun-
do como ministros de Dos ? Nao era para
executar a maior obra a cargo do engenho hu-
mano que elles algaro o seu poder cima
de todas as potencias da trra ? Nao era pa-
ra estabelecer n'este mundo o reino de Dos,
era com a consciencia imbuida no conheci-
mento do grande fim e com o espirito illas-
irado pela sciencia que elles se dissero re-
vestidos d'um poder emanado do mesmo Co,
eque impzerao o seu dominio aos principes,
e s nages da trra ?
Nunca se vio estabelecer-se face do rann-
do autoridade comparavel sua. Nunca hou-
ve posigo mais elevada mais respeitave! ,
e aomesmo tempo mais favoravel para fazer
reinar a Justina de Daos sobre a trra para
realisar a redempgo dos homens. Nunca
houve mais vontades reunidas mais activi-
dades desenvolvidas mais intelligencias alis-
tadas debaixo da mesma bandeira. A inves-
tigago do meio estava prescripta o fim era
determinadoe o successo infallivel; por quan-
to estava escripto que no dia em que o ho-
mem batesse porta se lhe abrira o reino
de Dos.
O acto de sumira caridade, a misso urgen-
te era pois bater porta e obter a reintrega-
go no reino de Dos. Para se tornar a achar
a lei da humanidade era mister dar se o ho-
mem investigago e fazer intervir todas as
faculdades intellecluaes. Ora bem que fi-
zero os homens a cuja voz estavo sujeitas
todas as potencias-' Que fizero elles para li-
vrar o mundo ? Que actos testemunhao a sua
sciencia e o seu sentimento de caridade social?
O' delirio incrivel elles dissero a seus ir-
mos que a dr seria indefinitamente- parti-
Iha da vida terrestre ; pregaro a aceitaco
da dr como um dogma absoluto exaltaro
a aceitado do dogma da condemnaco terna.
E foi em nome de Dos que elles vedaro e
extinguiro a esperanza do remo de Dos so-
bre a trra !
Assim invertida e desfigurada a palavra de
Jess foi referida ao mundo e s o espirito
do Anti-Christo reinou no dogma. E fracos
subjugadosos homens podero acreditar que
Deds filho tinha visitado a trra para os dei-
xar n'ella exnnifns n^r empre 20 padecimos
to e ao erro. Os homens aceitaro o dogma
fatal da condemnagio e o reino eterno do
mal achou-se consagrado pela mesma f! Des-
de ento os abusos c a represso dividiro o
mundo votado desordem e desgraca. Do
pensamento de inquielago ou temor En-
tretanto Leopoldo empallidecuu ainda ; e
com tal violencia tremeu a mi da descuido-
sa moga que altrahio todas as vistas.
No momento de subir carruagem que os
devia conduzir a igreja. Carlota achou meio
de chegar-se a sua ni Ai e diz.T-lhe : Nao tre-
ma por mim mami eu estou to certa de
que hei de ser feliz !
M."" dllauteriveolha para sua ilha radi-
ante de mocidade o de ventura ; sorri com
essa inexprimivel ternura do amor maternal;
um momento rell-clioem seus grandes ollios
azues to melanclicos e to meigos toda a
ventura de sua h mas atravez desse raio
de ventura urna lagrima se desusa dos seu
olhos cerro-se-llie os longos cilios castanhos,
como para oceultar esse indiscreto signal de
um soffrimento comprimido ; volta a cabega,
e sua iilha que a julga mais tranquila vai
alegremente ter com Leopoldo.
Partern para a igreja. Carlota e sua mi
esto sentadas ao lado urna da outra, e defron-
te dellas est Leopoldo e Arthur de Brval ,
antigo ofli^ial da guarda seu nico amigo
-* testernunha. Chegad na vespera para as-
observa, com a attengo e espirito de obser-
vaco que o caracteriso essas duas mulhe-
res que v pela piimeira vez.
Quinze dias antes tinha elle recebido urna
carta de Leopoldo assim concebida.
Ha seis mezes que nao tenho tido noti
(t cias tuas ; esse o teu costume e por is-
so nao me tenho inquietado. Como sei
quedevesvir a Paris ; espero que che-
gues a tempo de me servir de testernunha
no da do meu casamento que ha de ser
antes do fim do mez ; caso com a joven
Carlota de Hauterive. Al avista. Teu
primo e amigoLeopoldo
Este lacnico biihete que nenhuma expli-
cago continha acerca da familia, fortuna e
qualidades pessoaes da inulher que seu ami-
go ia desposar muito tinha admirado a Ar-
thur. Nao teria elle nada de bom a dizer-
Ihe ? Que razfles havio decidido esse casa-
mento .J que inconvenientes ohstavo a que
elle se explicasse a este respeito ? Mil conjec-
turas se elevaro em seu espirito: elle, o
confidente intimo de Leopoldo ; elle que
conhecia toda a vida e todo o coraco de sen
primo ludo ignorava sobre to importante
mesmo modo que se o filho de Dos n5o tives-
se vindo ao meio dos homens, estes nao ees-
sarao de padecer, e a resignaco ainda pa-
ra alies a virtude necessaria.
Em vez de recebaren) a esperanca e de a
infundirem as almas ; em vez de estudarem
o homem que recebio o poder de reinar so-
bre a creaQo ; em vez de tomarem por bus-
sola o desejo incessante de ser feliz que elle
tr>z ifalma e que constitue a unidade d'el-
la ; em vez de perscrutarem qual seria a lei
d'um vflo ordenado e harmnico para essa
desojo e para as faculdades que nascem aps
elle ; em vez de reeonhecerem que o ente Su-
premo na sua providencia tinha dado a lei ,
que o homem nao tinha poder de crear a lei,
mas que devia busca-la e descobri-la os do-
minadores de todas as ordens condemnaro o
desejo, conderanaro a revelacao divina, con-
demnaro o homem Em lugar dos bens que
Dos lhe reserva eque devem ser-lhe dados
sobo reinado da lei divina elles s procura-
ro organisar a represso e o castigo. Esta-
belecero o algoz na trra e para a outra vi-
da decretaro o demonio e as penas eternas.
E sem esperanca na bondade do Creador, sem
consciencia do seu destino a raca humana
pagou por mil e oitocentos annos de adversi-
dade a desobediencia e a cegueira dos seus
conductores sem f sera esperanca e sem ca-
ridade.
E'verdadeque os dominadores prornette-
ro estabelecer n'este mundo a f universal ,
e fazer de todos os homens urna familia de
irmos. Mas, escarneo cruel! por ventu-
ra a realisago d'uma tal promessa nao exce-
da o seu poder em toda a distancia que vai
da ignorancia sciencia ? Poda acaso um
tal resultado provr da lei do rigor que elles
acahavo de consagrar em menoscabo da pa-
lavra divina e por falta de comprehenso d'el-
la ? Assim ficou a promessa sem cumpri-
mento.
Se indagarmos dos annaes da humanidade
o que produzio a lei de Christo as mSos dos
dominadores v-seque ella lhes servio d'ar-
ma de guerra muito mais poderosa do que de
meio para desenvolveren) a inlelligencia dos
povos. Do mesmo modo que os sucessos de
Mahomet porm com muito maior poder ,
os ministros do Dos de Paz ordenaro a guer-
ra. A autoridade estabelecida em noma de
Christi custou mais sangue e mais lagrimas
humanidade do qun nunca fez correr poder
algum tamporal. Nao foi essa autoridade que
do for?a e poder idea egosta de salvacSo do
individuo separado de toda a solidariedade
com a salvaco da humanidade ; idea a mais
anti humana, amis anti-ehrist a mais
anti-divina e por cons^guinte a mais falsa
que o espirito humano jamis produzio as
suas aberracOes? Nao, presumidos christos,
nao nao ha sdvac/10 indi vi.In d. E' conec-
tivamente que a especie humana marcha no
caminho do bem, ou na estrada d.) mal. Nem
na trra nem nos c>!os ha felicidade per-
feita para algum dos membros da especie, em
quanto nao for resgatada a especie inteira.
Debalde, o egosta na sua piedade interes-
seira e mesquitiha er ir para o co en-
tretanto que seu irmo secondemna a soli-
dariedade o abraca e aparta ; porque a soli-
darledad lei du Eterno. S a humanidade
inteira poda franquear a porta d'ouro dos fe-
lizes destinos
Por tal guisa foi ochristianismo pervertido,
que se converteo em grando flagellador da hu-
manidade e nao seu libertador. Nunca ,
stir ao casamento de seu amigo Arthur I negocio que Leopoldo com a sua alma apai-
xonada e delicada devia ter concluido diri-
gido por sentimentos nao frivolos ou do inte-
ressada especulaco. Curioso e inquieto ,
correu casa de seu amigo no mesmo dia de
sua chegada a Pariz ; era a vespera do casa-
mento. Como amigo intimo Arthur em
vez de seguir, precedeu o criado que abria
as portas. Apenas entre-aberta a de Leopol-
do vio-o diante da chamin e voltando-
se com viva impaciencia ao rumor que fizera
ao entrar. To abstracto e contrario pare-
ceu que Arthur parou quasi assustado da
expresso de seu rosto.
Oh s tu ? disse afinal Leopoldo es-
for<;ando-se por parecer alegre. E Arthur ,
sentando-se perto da chamin vio sobre as
brasas papis que acabavo de arder. < Ca-
so-me amanha E um sorriso de Leopol-
do foi a resposla ao olhar prescrutador de Ar-
thur que tambem se poz rir.
Comprehendo Essa destruico do
que assi'nalon o oxeado um sacrificio an
repouso do futuro. Por minha honra nao
terei esse trabalho se cahir na asneira de
casar-me : tenho por principios nunca guar-
dar Uma Carta rtenrrinr Ao nijo m /niian.
sob o poder dos que o falsearlo foro se-
guidos os preceitos de Christo nunca a re-
dempeo foi completada. E por isso surge o
espirito do redempeo e de caridade resplan-
dacente do seio dos evangelhos livre do dis-
farce e enche de confuso as falsas inter-
pretaces.
Com efTeilo Jess nao baixou trra pa-
ra diminuir a porco de liberalidades feitas
creatura e para ensinar-lhe a ter sempre o
padecimento e a resignago por condiees da
felicidade celeste. Jess exprobrou aos ho-
mens o seu abatimento e a sua indifierenca;
ordenou-lhes que se levantassem nao s pa-
ra ganharem a outra vida, seno tambem pa-
ra realisarem na trra o reino de Dos ero.
que a falecidade resulta do cumprimento da
lei. Realisar n'este mundo o verdadeiro des-
tino tal a verdadeira cndilo da felicida-
de celeste.
Ministros do Altissimo, vos tomasteis a
contraparte da lei ; por quanto est escripto
que sob o reinado da lei divina obter a cre-
atura com todos 01 bens que requer ainda
mais do que pie pedir. Se vos foro dados
esses poderes, para que perdesteis dezoito se-
cutas antes de produzirdes estas maravilhas
do reino divino ? Foi pois nicamente para
ensinardes que a vida futura sobre a qual
vos falto luzes, pode ser feliz ou desgranada,
que fosteis instituidos sobre a trra ? Mas ,
seria ainda intoleravel a insufficiencia d'um
tal ensino sem fallar dos erros de que o se-
meais. Vos Picasteis na inaeco seientifica ,
nada procurasteis para trazer a redempeo da
humanidade e nada achasteis Pregasteis
o amor dos padecimientos, e nao vedes que a
humanidade est cansada de padecer. A' vis-
ta do cataclysma social prestes a desmoronar
todas as sociedades estabelecidas n'esta trra
angustiada, nao sabis reconhecer que a'ac-
tividade humana reclamava outro campo sem
ser o das lagrimas, e que d'ora em diante nao
mais da obscuridade dos mysterios que de-
ve sahir o alimento das almas.....
Reformai pois o vosso entendimento, vos
que nao tendes nem f nem esperanca t>
que nem se quer conheceis a caridade. Por-
que para reconher a verdade para saber o
que se deve realisar e estabelecer mister
desviar as vistas do que se passa n'este mun-
do entregue desordem e desgraca. Rele-
va partir da pura contemplaco da natureza
humana Has faculdades do homem. e dos
seus desejos legitimos, e subir ate* a divinda-
de que no seu poder e na sua justica deo-nos
a vida para que nos fosse ella feliz em to-
do o tempo e lugar. Reformai o vosso enten-
dimento se queris reconhecer os signaes
precursores da prxima entronizacodo novo
dogma. Oque hoje se passa, em nada se as-
semnlha ao que se passou nos lempos anteri-
ores nem ao que mais tarde ha de aconte-
cer. A grande era social est prestes a co-
megar, o homem est prestes a entrar de no-
vo na graca do seu Creador.
J a providencia lhe prestou o seu apoio, E
aqu e nao nos factos insignificantes e acci-
dentaos que se pretende attribuir-lhe que
ella manifestaa sua acgo benfica que ella
faz allianca com a grande potencia da Ierra ,
a vontade humana. Sa ao presente assim co-
rno no pdsadu u iiumem se rebeiia contra uma
sociedade constituida fra da sua natureza e
das suas necessidades, ao menos nao tem o
homem de presente odio aos seus sementan-
tes. Creado para a felicidade a que aspira ,
elle abandonna d'antemo o dogma da con-
vo mais prazer nunca chegaro a existir 24
horas depois de recebidas.
Ah !... disse Leopoldo am tom decensnra.
Arthur proseguio :
Com as tuas ideas romanescas com
os teus amores eternos ahi tees chegas
ao mesmo ponto que eu !... Ao menos eu ,
era aquella a quem adorava que fazia esse sa-
crificio que tornava i ndispensavel minha vi-
da de oiicial e a desordem de um aposen-
to em que cada um dos meus camaradas tem
direito a exigir oque lhe convem. Tu, es-
tacionario aqu, senhor do teu tempo com
plena liberdade, deste o teu coraco ; o
meu emprestava-o por alguns dias ; e no
entanto aos trinta e quatro annos eis-
nos ambos na mesma situago. Alegra in-
discreta prazeres do coraco divertimen-
tos passageiros sentimentos profundos a-
mores por passa-tempo, paixes eternas,
eis o que de tudo isso resta!...
Ecom um ferrinho Arthur agitava as cin-
7ns Mas Partas Oijeimartaa o ainda ili'snnhna
alguns pedacos de papel com letra de mulher:
Leopoldo os fez desapparecer com cuidado.
Arthur com o mesmo ferro procurava
inda n civ.zzz apsgsdas os ~cncre; ["*-


.deranagao, sem queconhega aindaqual o fe-
liz porvir quelhe est reservado ; ama espe-
ranza vaga transluz em sua alma. Por toda
a parte o instincto mais forte di que a falsa
razio dispOa as massas pira algum grande a-
contecimento. Todos os povos pendem para
nSo esclarecido pela sciencia algar-se no
meio das massas recriminar e sofrer a
accusaQo sem reconhecerem d'onde nascem
as culpas que arguem sem atinarem com a
verdadeira origem d'ellas e sem penetraren!
to pouco quaes sao o termo e o xito das
a paz
todos os povos ten lem harmona /miserias a que est entregue a raga humana.
SO'JU
harmona, ao vardadeiro dostino e
a hora para a regenerado universal.
De balde o espirito do velho mundo vm
tentar o ultimo esforgo ; de balde para n -
goes adultas para pvos de paixoes ardentes
vm elle ajuntar suas crengas contradictorias
e sem nexo, carunchosas, gastas e cahin-
do aos pedagos : de balde quer elle nos seus
das de esperanza sustentar a negativa. 0
termo a que est chegado o espirito humana,
reclama a applicago da lei a qual s tem
poder de harmonisar as novas forgas ainda
nao ordenadas e hoje ameacadoras. De bal-
de esto as palavras dever submisso vir-
tude escripias em letras d'ouro na bandeira
d'um passado carregado de miseria e de men-
tiras a bandeira do passado nao pode tornar
a uniros que d'ella deserto cansados de
falladas e de penas.
At o dia de hoje preza e murcha a virtu-
de com as paixas humanas no campo das
lagrimas outra via nao teve de elevado se-
naoa obscura senda do sacrificio etama-
uhas sio a ignorancia ea eegueira los homens
que a mor parte d'elles ain la noconcebem a
virtude seno n'esta condigo subversiva.
Mas foi para um fim mais nobre que se
instituioa virtude potencia vigilante e glo-
riosa ; e foi para grandes e altas harmona*
quesecrearo as paixoas humanas. Subli-
mes interpretes dasabeloria divina ellas a-
gardo, para justificaren! a ua crea-
go e para tomarem o seu lugar na
jerarchia das potencias do universo ellas a-
guardo a applicago da lei divina descoberta
e revelada pelo Messias social. Guiado o ho-
tnem por este instincto que o chama nova
vereda elle se descarta das instituc5s e
dos preceitos do passado. Se elle regeita bo-
je oserros das antigs tradic/hs nao por-
gue recuze virtude a sua homenagem eo
seu culto porque est prestes a encon -
ira-la na estrada viva em que deve formir
com ella a novaallianga.
Eis-aqui, cegos moralisadores a razo da
tibieza dos horaens para com os vossos pre-
ceitos mentirosos. Sem embargo dos vossos
sforgos para affrouxardes a m ircha dos es-
piritos elles se aparto de vos, e extngue-
se o vosso poder. E espantar-vos-hois d'isso,
se vos julgardes segundo as vossas mesmas
obras ? N'esta hora extrema olhai para o pas-
sado ; se sois capazos contempla! a obra
da vossa sabedoria.
Vede a humanidade sem vnculo e sem
poder dispersa sobre a trra agitada em
todos os lugares e padecendo um tormento
cuja causa e termo ella desconhece. A sua
marcha nao apresenta ao observador seno
urna escillaco desordenada e a sua voz
nao mais do que a agglomerago de suspiros
e gemidos. Aqu o duelo o suicidio o
homicidio o assassinato vulgariso os seus
padecimentos a sua irritago o seu deses -
pero ; e por toda a parte a miseria com os
aous voueiioa n vicios f guerra as popuia-
gfles, sem que os conductores dos pvos ,
nem to pouco a muldidao deixada na hu-
miliago saibo reconhecer a natureza do
mal. Ouvi a voz d'aquelles cujo esforco
Se vista d'estas desgrasas accumuladas
nSo ficais confundidos ; se estas penas sem-
pre avivadas e crescentos nio sao a vossos o-
hos. mais do que um campo d'alimento feito
virtude ; se tal vos parece ser o destino de-
finitivo do homem n'este mundo : ah pas-
sai pela ultima vez, passii indiferentes
face do sinistro e exaltai a dor e como se
elledevesse ainda imporao mundo, langai-
Ihe a vossa ultima palavra : resignago re-
signago ; porque vos nao ouvisteis a gran-
de voz humana que de todas as partes gritou
misericordia Passai guias cegos dos povos
em quanto que o genero humano recebir a
sua lei junto de vos e sem vos.
Assim como vos, sabemos quanto bello
supportar o pezo da adversidade e nos dia*
de padecimento geral tomar parte na miseria
commum, se se consegue alliviar d'este
modo a carga d'aquelles qu* vergo debaixo
d'ella. Assim foi que Chrsto disse aos ho-
mens que pratquem a caridade at o da em
que acliarem a lei para estabalecer o reino de
Dios sobre a trra mis esta practica em-
bira fosso mais bam seguid apenas urna
parte do dever a cumprir. Vos omittisteis a
obra mais sublime e a uniea effactiva. Mais
do que vos sabemos que se o preceito da
caridade est raluzido a tal ponto na sua ap-
plicago qui se possa cr-lo Ilusorio, por
uo se ter buscado a lei que deve geianlisar
a sua applicago. Temos estudado esta lei
poderosa novamente conquistada para o mun-
do e proclamamos a lei da affirmaco.
E a nossa f nao urna crenga vaga que
possa manchar o mysterio ou o temor nao
imposta pelo podero e s pulser adqui-
rida pilo estudo e pala intalligencia. Como
o bom grao deve ella achar a sua trra. E'
mistar despir o liomem velho para receb-la,
elivrar-se das.aberrarles em que cahio o
espirito humano. Como urna chamma ar-
dente como urna torga viva penetro as al-
mas com a f luminosa a esperanga e a ca-
ridade. Para todo o corago elevado nao
ha mais contemplado inerte desde o mo-
mento em que se inicia na sciencia dos desti-
nos. Urna nova luz allumia o Universo e

dacos escapos ao fogo ; e cada um dos que
achava e atirava ao fogo oerecia materia a re-
flexes alegres, tristes ou philosophicas.
__ E no entanto verdade, Leopoldo ca-
da urna destas cartas foi escripia debaixo da
impressfto de urna emogo mais ou menos vi-
va e quic a julgassem indestructivel Ao
receb-las o teu corago palpitava e....
Leopoldo levantou-se arrebatadamente, deu
urna volta pela cmara remexeu os papis ,
amarrotou um jornal, atirou-o no fogo e
disse rindo :
Parece-me que em Bourbon-Vende te
tornaste terrivelmente sentimental !
E havia amargura nessa voz que forcejava
por parecer alegre.
Ouve pois meu amigo tens estado
comido muito mysterioso, mrmente ha qua-
tro ou cinco annos e posso fazer mil conjec-
turas. As que fago sao todas em teu abono. Se
tivesse dito tudo o que pens, e o que mais
provavel no lempo em que vivemos, e no cen-
tro de Paris dirte-hia que felizmente para
ellas as mulheres a quem trtas assim e
cuja lembranca riscas uesse modo toro as
primeiras a esquecer-se de ti ; e seria pois
umaloucura dar ao seu amor mais importan-
a do que ellas mesmas do. lha .'... aqu
descobre o campo dos trabalhos gloriosos,
morada de paz e d'actividade E' pelo poder
da sciencia que a caridade pie hoje realisar
a telicidade no mundo pela forca d'esta
sciencia que nos a chamamos realisigo.
E' chegado o da de verilicar-se a regenera-
do. Se na caridade de vossos coraces que -
reis crear para todos os homens os bens cujo
desejo Ihes inspirou o Supremo Ordenador ,
e cuja promessa Jess renovou ; se queris
no meio d'esta sociedade agonisante fazer
surgir urna centelha de vida e infundir
as almas o espirito do Caridade universal ;
se queris reparar o mal e o passado eis-
aqui a Lei da Rmarago. S9 queris por
amor de vossos irmSos restituir aos homens
a Felicidade ea Virtude; se queris fazer
j r. ... ^ mtnl4
I <;i 1 n 1 a OilCIII IIIUUHI a UVu UU 1UU11UW ,
esaqu a Lei da Transfigurago
Em verdade vos digo nenhum poder hu-
mano mais capaz a esta hora de oppr-se a o
cumprimento dos augustos decretos. Apres-
sai-vos pois, se queris ainda guiar os ho-
mens dai-vos pr.issa a con luzi-lo* ao cami-
nho a que sao chamados. J a nova Sciencia
tem lancado raizas por todos o pontos do
globo -, j ella estenda seus ramos e prote-
ge oom sua banelica influencia aquellas mes-
los cujo itnpruteate espirito raple toda a
luz. Bim depressa o espirito humano ini-
iado por ella em seus destinos sau Jar o seu
polerd'm polo a outro.
Em quanto a ys, maus irmos que nao
tendes onde repousar vossas cabecas pos-
sa eu annunciar-vos no mais breve prazo a
redempgo universal! Vos cujo esforco
permanece sem galardo e cuja virtude jaz
sem gloria abri ao menos vossas almas
Esperanca, por quanto, eisque chega a Re-
paragao. Vossas penis nos esto presentes
como nossas proprias e por vos, os mais
pobres os menos bem herdados os mais
pacientes de toJos que ni hayamos pressa de
ver erguer esse palacio do Futuro, onde cada
qual ter o seu lugar.
Tantos dias depois da revelaglo e da pro-
mulgago da Lei creadora das riquezas de-
pois da offirta de iniciativa feita com justo
titulo a todas as Potencias da trra se os
bomens ainda esto entregues miseria e
irritago dever-se ha concluir dahi que as
Potencias sejo improprias para recebar a luz,
qne sejo inflabais para govarnar a mundo ;
ou antes, estar escripto, que para traz-los
verdade evidente, devatambemunir-se a vos-
sa voz nossa irmos desherdados ? Para
que cada qual tome parte na obra que prece-
de Realisagilo, para que se cumpra o dever
em to las as suas facas ser talvez nocessaria
a vossa cooperago ? Nao o sabemos. Mas o
poder dado a especie humana est por tal
guisa repartido e jerarchisado que no grandf
numero e as massas acha-se sempre o peso
que determina o movimento da ballanga
Ciertamente o talento do miciago nao par-
tilha da multido ; e privada de luz como
ella est n'ma sociedade onde domina o
mal, ella nao toma as mais da vezes a ini-
ciativa seno para aluta e para a destruigSo.
Mas pode aqu como em tudo a excepgo con-
firmar a regra. A luta e a destruigSo nao de-
vem sahir d'ma palavra dada com m fim
de organisagoe de paz e a voz do povo po-
de ter urna acgo determinante sobre as Po-
tencias aferradas s formulas mortas e sub-
mergidas n'm somno lethargico.
Quando ella se algar para pedir a edilicago
da humanidade a voz do povo ser a voz de
B>os. Mas, ttendei bem a voz de Dos
e sempre ma voz de amor o de caridade.
( Phalange )
toneladas cap. Adams, equipagem 26 ,
carga azaite de espermacete : ao capito.
SAIIIDO NO MESMO DIA.
Rio de Janeiro ; barca americanaTtoThchild ,
cap. Lauryem : lastro.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 3.
Mar Pacifico, tendo sabido de Salem 30 me-
tes ; barca americana Esmerald de 271
toneladas csp Stafford equip. 22 car-
ga azeite : ao capito.
Baha ; 11 das galera ingleza Australia ,
de 373 toneladas, cap. J. C. B. Hlanchard,
equip. 11 carga lastro : ordem.
ditos sumios NO ni.i 3.
Biode Janeiro ; vapor de guerra Guapiass ,
commandante o capito tenente Jos Mara
Nogueira.
Cutinguiba ; gailiota hollandeza llendricka ,
capilu Sietzema carga lastro.
LE LOES.
tar Diogo Crabtree & Companhia farri
leilo por corita de quem pertencer e por
intervengan do Corretor Thotnaz Dousley, de
todos os objoctos pertencente ao bem conhe-
cido Brigue Mary Queen of Sjots condemna-
do neste porto a saber : mastaros todo o
vellame muitas pegas de cabos de patente,
ancoras grandes e pequeas amarras de fer-
ro moitoes cadernaes e todos os mais
pertences do navio urna grande parte deltas
novas e o resto pouco usado ; e depois se
vender o casco deste famozo velleiro, e ce-
lebre navio com os mastros reaes gurup,
bombas, &c. principiar quarta feira 11
do corrente as 10 horas da manh e nos
seguintesdias as mesmas horas no Forte do
Matto prensa de Manoul Ignacio de Oliveira
Lobo.
COMMtiRClO.
est ainda um pedacinho de carta E" daquel-
la hurinha que nao me quizeste deixar ver
em Feydeau e a quem na manh seguinte
encontramos em urna entrevista to mysteri-
osa com o meu coronel!
Leopoldo desatou a rir.
E aquelle ? E' de Agostinha aquella
linda dansarina que gostava tanto de zombar
de ti ? Foi Anna quem te escreveu esta ?...
Mas todas ests lembrangas remontao a qua-
tro annos ; devem estar aqui urna immensi-
dade de cartas de novas amantes.
O baro de Leymon estava de p. Os pri-
mciros gracejos de seu amigo o tinho feito
rir ; porm deixou para logo de lhe dar a me-
nor attengo. Immovel defronte do fogo, o-
Ihos filos as cinzas que Arthur continuava a
agitar eslava paludo e inquieto. Seu talhe
elevado seus ollios tao expressivos os ca-
bellos e a barba negros o rosto nobre tris-
te e severo davao ao todo de sua pessoa um
carcter to notavcl que mpossivel era es-
capara Arthur que um momento se deteve,
mudo, pensativo e examinando-o com anxie-
dade. llouve alguns instantes de silencio.
Leopoldo foi o primeiro a interrompe lo :
__ Sao falsas as tuas conjecturas, disse; as
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 4......... 807*506
DBSCARREGAfi HOJE *> DE JANEIRO.
Barca ingleza = Priscilla = fazendas, e quei-
jos.
Brigue inglez = Fanny = bacalho.
Patacho brazileiro= Pelicano = fumo.
MOVIMENTO DO POR T O .
NAVIO ENTRADO NO DIA 2.
Mar Pacifico tendo sahido de New Bedford
3 annos; galera americana Brandt, de 310
AVISOS DIVERSOS.
wr O Artilheiro JV. 8 es-
t venda no lugar do cos-
tume
j^- 0 proprietaro do assouguo francez d
Deco ja Lingoeta previne aos seus fregue-
ses que "os domingos e das santos ter boa
carne de vacca carneiro e porco e lingo-
cas feitas a moda franceza e continua ter
lodos os domingos e quintas feras de todas as
semanas.
tgr Quem quizer dar um cont de reis a
premio com toda seguranga ; annuncie para
sor procurado.
5S7- _\'o dia quinta feira lo do passado me z
de dezembro saindo da ra de S. Jos des-
ta cidade para o bigardo Assude do Engenho
S. Francisco Cosina Maria da Conceigo ,
logodepois de ave-maria em companhiade
um seu cunhado de nome Faustino Rodri-
gues quando chegarao em casa acharo fal-
ta urna tr.iuxa com varios objectos duas
varas de cordo de ouro com urna cruz um
annel um par de brincos sete varas de
cambraia dous vestidos urna camisa de
homem um chales um lengo de seda u-
ma trouxinha com fitas linhas thezoura ,
e dedal, em dinheiro840 e tambem um pou-
co de madapolo. Roga-se a quem achou ,
axando que he do sen dever restituir o v fa-
*w no dito sisada do engenho de S. Fran-
cisco em casa do referido Faustino ou na
referida ra do S Joze em casa de Francis-
co Jorge da Cunha Mascarenha que ser
generosamente gratificado.
cartas que queimei sao todas da mesma
letra.
Havia em suas feigoes, quando pronunciou
estas palavras indefinivel ex presso que as-
sustou a Arthur : de novo icro em silen-
cio ; cada um desses dous amigos tinha um
pensamento que occultava ao outro. Arthur
j nao tratava de rir ; nos labios de Leopoldo
j nao pousava esse sor riso forgado com que
esperava engaar a seu amigo ; urna lagrima
rolava.em seus olhos.
Arthur se levantou e pegou-lhe na mo.
Leopoldo disse por capricho que
casas ; ainda tempo foge de unir ao teu
destino a sorle de urna mulher a quem nao
poders amar e que nao te amar tambem.
De novo um sorriso pousou nos labios do
baro de Leymon ; porm doce tranquillo
e sereno.
Ainda desta ve/ ests engaado ; minha
noiva encantadora ; 16 annos, todas as gra-
gas da mocidade a ingenuidade de urna cri-
anga e todos os attractivos de urna mulher.
Ella me ama e.... eu tambem.... a amo.
E "aiiiaii que se celebra o Caaaiunto ; j.
vs que est destribudo todo o meu lempo 5
nao tenho um minuto a perder 5 vera comigo
casa.... della apresentar-le-bei.
Arthur ficou indeciso ; recusou por fim ser
apresentado dcsculpando-se com o vestua-
rio e o cansago da viagem e ajuntou algu-
mas questes sobre a fortuna da pretendida.
Todas as respostas serv rao de mostrar-lhe as
vantagens que o mundo aprecia e as comino-
didades que exige junios aos prazeres que
niio se encontro em um bom casamento. Ain-
da que em tudo isso Leopoldo se exprimisse
com franqueza e confianga, nem por issodei-
xava Arthur de persuadir-se de que seu ami-
go nao manifestava todos os pensamentos que
o preoecupavo e que um mysterio de dr
presidia a este casamento mas nao lhe foi
possivel penetra lo.
Quando, emlim se separa r o, conheceu
cada um que entre elles ja nao \\avia a mes-
ma cunlianga plena e inteira qu e at ent&o.
Apezar da fadiga da viagem. Arthur, inquie-
to empregou toda a tarde em visitar alguna
migos communs para dextramente infor-
mar-se do que dizia respeito ao casamento do
baro de Leymon na certeza de que a m a-
lignidade ou inveja descobriria oque poda
jiaver de niu u u que havia de uuesio m
acontec me n tos que o havio prevenido.
(Continuarsehn }
-
,-=-


tsr Joze Egas Ja Castro Lima subdito por-
tuguez retira-se para a Bahia athe o dia
G do crrante ; quem tiver com o mosmo
contas dirija-se a ra Nova loja franceza de
Dier Robert &Companhia n. 9 para serem
pagas.
tsr Ad. Sehaflieithim subdito Allemo ;
retira-se para fora da Provincia.
tsr Deseja-se saber por esta folha as mo-
radias dos snrs. Antonio Joze Coelho Jnior,
Manoel Antonio da Silva Theodoro Joaquim
uarte a negocio de interesse.
tsr Precisa-se de urna mulher para dar de
mamar a um menino de 4 mezes a ter bom
leito e desempedida de filhos dirija-se a ra
do Cabug loja franceza n. 6.
tsr Francisco Joze da Rocha : retira-se
para a cidade do Porto.
tar* Joze Maria Vieira subdito portuguez
rctira-se para Portugal.
Colli'gio do Espirito Santo.
tsr A abertura das aulas do Collegio do
Espirito Santo tera lugar na segunda feira
1G do corrente mez de Janeiro enconse-
quencia de certos arranjos necesitados pelo
numero crescido de educandas que ha de
concorrer no presente anno.
= Procura se un ent?enho para arrendar,
que nao seja muito longa da praga de boa
produga sendj d"agoa, moente e corrente,
com escravos, e toda a sua fabrica e jun-
tamente o seu alambiquo : na ra estreita do
Rozario n. 31 segundo andar.
tsr Mathoos Gispar I^onesi retira-se pa-
ra a Rabia.
Annuncio aos indi gentes.
A sociodade de medicina determinou que
os remedios receitados as consultas gratui-
tas que d aos indigentes as tercas quin-
tas e sabbados das 10 horas ao meio dia,
na ra do Cabug fjssem do primeiro de
Janeiro de 1845 em diante pagos a sua custa.
As pessoas que rio estiverera em circumstan-
cias de retribuir aos facultativos e aos phar-
maceulicos ali adianto gratuitamente nos
ditos dias ti referida hora todos os soccorros
da medicina.
tsr Precisa-se de um caixeiro pequeo .
que tome conta em urna padaria : atraz da
matriz da Boa vista n. 22.
tsr O secretario da Sociodade Natalense,
avisa aos snrs.socios quequizerem sederoseu
lugar na galaria para a recita do dia 6 ,
queiro apresentar a proposta de seus convi-
os boje (o) ate as 4 horas da tarde na ra
do Queimado loja n. o para sarem presentes a
commisso administrativa e extrair-se o
competente carto.
tsr Joo Jacintho Areia subdito portn-
guez retira-se para a corte do Rio de Ja-
neiro.
tsr Perdeo-se no dia 30 de Dezembro urna
boceta ja velha com varias penas de roupa ,
por se ter entregado a um preto de ganho pa-
ra a conduzirda ponto dos ATigados para o
Forte do Matto e como este se perdeo das
vistas da pessoa a quem acompanhara talvez
seja morador no mesmo Affogados ; roga-se a
pessoa quo se acha de pose da dita boceta ,
de avisar sendo nos Affogados em casa do
Fiscal e no Recif-i na ra da Cadeia venda
defronte do beco largo que ser recompen-
na ra do Amorim' no Forte do Matlo: a tra-
tar na ra do Queimado loja n. 9 de Joo da
Silva Santos. *
tsr Aluga-se urna canoa, que carrega
G00 lijlos : atraz dos Martirios n. 56.
sy Antonio Lopes Pereira de Mello com-
prou por ordem dos snrs. Dias & Campos, do
Maranho meio bilhete de n. 979 da pri-
meira parte da primeira lotera a favor das
obras da lgreja de N. S. de Guadelupa da ci-
dade de < linda.
w Offerece-se urna parda para ama de
portas dentro : no beco de S. Pedro n. 6.
tar Quem precisar de um homem abil pa-
ra feitor de algum sitio perto da praga por
ter bastante pratica e ter boa conducta diri-
ja-se a botica do snr. Paranhos na ra esirei-
ta do Rozario, que o mesmo snr. dir quem
he assim como dar conhecimento da pes-
soa e fcar por fiador se for preciso.
tsr Deseja-seAIugar urna preta ou preto
que saiba cusinhar o ordinario de urna casa
e o mais servido ; na ra das Trinceiras n.
14 quem estiver nestas circumslancias di-
rija-se a dita casa ou annuncie.
tsr Huma senhora de bons coslumes se
propoem a toma r crianzas com ama para se
criarem com leite impedidas e desimpedi-
das; etambem se recebem as que estiveretn j
desmamadas para se acabarem de criar com
res de cal preta ; As pessoas que destes g-
neros tiverem e os queiro fornecer da milhor
qualidade sendo preferidos aquellos que
por menos o fizerem os pertendentes podem
apresentar as suas propostas em carta fecha-
da aqualquer um dos da commissSo. Ma-
noel Pacheco de Mello Antonio Vicente Gui
maraes e por impedimento de Gabriel An-
tonio Manoel Antonio de Jezus.
VENDAS.
iilade de bonita figura
todo o mimo e amor; na ra Direita n. 50
segundo andar.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VIST A.
$3" No dia 12 do corren-
te cor re m ira preter vel-
mesite as rodas desta lote-
ra, no consistorio da mes-
illa Matriz as 10 horas
da manhaa venda-se ou
uao o restante dos bilhe-
tes.
tsr Quem precisar de um pharmaceutico
para caixeiro de botica ou para administra-
dor iiirij-.i-.se a ra Direita u. 49 ou annun-
cie.
sado como tambem se for oferecida por
venda de a tomarem e avisarem nos mea-
mos lgaTco. ,
tar* O pequeo sitio perto da praga com
boa casa estribara e arvoredos nao ex-
cedendo de 100^ rs. como foi avisado no
Diario de 2 do corrente agrada e quer-se
saber com quem so deve tratar ou procre-
se no atierro da Boa vista perto da matriz ,
casa do Coronel .Martins.
tsr O meio bilhete n. llGo, da lotera
nica a favor da mpresso das memorias his-
tricas da provincia de Pernambuco, parten-
ce ao snr. Joo Pereira do Beg, de Macei.
Antonio Fortunato de Mendunca.
tsr A pessoa que annunciou ter um sitio
perto da praga para alugar por 100. rs. de-
clare a quem e onde se deve procurar.
ar Aluga-se urna casa terrea na ra ve-
Iha da Boa vista com duas salas 3 quar-
tos quintal e cacimba : a fallar com Pr-
xedes da Fonceca Coutinho.
tsr Quem annunciou querer comprar urna
armaco de ven.la dirija-se ao beco da Pol
por traz da praga da Independencia n. A.
Collegio da Boa-Visla, sito atraz da
Matriz.
tsr A Directora faz sciente aos paes de suas
alumnas que no dia 9 do corrente abrir de
novo as aulas tsr O snr. Jernimo Francisco da Cunha,
indar receber urna carta vinda do
"la na Aluga-se o primeiro e segundo andar
da casa da ra Nova n. 5 defronte do oitaO
da Matriz ; para as condigoas dirija-so na
loja da dita casa ou na ra da Cruz n. 21.
tsr O abaixo assignado faz publico a to-
dos os Srs. negociantes tanto nacionaes como
estrangeiros, que se julgarem credores da firma
de Jos.-Joaquim Alvas Texeira & C* ou por le-
tras ou contas as quena apresentar no praso j
de 8 dias para serem immediatamente pa-
gas pois julga nada deverem e por nada
licarei responsavel desta data em diante por
estar extinta a sociedade da dita firma. (*)
Jos Goncalves Torres.
tsr No dia primeiro de Janeiro do corren-
te mez appareceu um preto com um relogio o
qual se supoa ser furtado por ser offerecido
por deminuto prego ; a quem faltar annun-
cie por esta folha, que dando os signaes ser-
tos lhe ser entregue.
tsr Precisa-se allugar urna casa ou pe-
queo sitio que seja perto da praga mas re-
tirado do agoa quem o tiver dirija-se ra
do Queimado n. G.
tsr Aluga-se na ra do Trapixe Novo o
armazem e dois andares do sobrado onde mo-
raro Alexandre Makay 4 C a tratar no
mesmo segundo andar, qualquer hora.
COMPRAS
Para fora da provincia compra-se um
moleque tanoeiro nao se exigindo ser offi-
cial e quo nao tenha vicios nem achaques ;
quem tiver annuncie.
tsr Sera de carnahuba em grande porgo;
quem tiver annuncie.
= A commisso encarregada da adminis-
trago das obras perlencentes ao patrimonio
do hospital d* ordem terceira de N. S. do
Monte do Carmo compra as madeiras e mate-
mos seguintes :
100 travs ou aquellas que forem precisas
de trinta e trez palmos e palmo e coito de
grossura ; mais vinte a 50 ditas do mesmo
comprimentoe palmoquadrado ; quatro di-
tas de 45 a 50 com palmo e torno de gros-
sura 200caibrosde 30 palmos duas du-
ziasdo taboas de lourode refugo e vinte
duziasdeditolimpo 15 a_20 mil lijlos de
alvonaria groga mil a mil dusentos alquei-
(*) Poi erro da imprensa foi este mesmo
, annuncio publicado com as paUvras linado
u r.rn,iM na nja Hn Cabug leja de A j Joze Josquim Toixc.ra i3. qondu esiava os-
tonio Rodri-ues da Cruz. cnpto a firma de Joze Joaquim Alves Tei-
Aiuga-se o terceiro andar do faqueiro | xeira.
Um preto que tem 25 at 30 annos de
e bom pagera, co-
cheiro e monta muilo bem a cavallo, he
mestre de todo o servido de urna casa como
servir bem meza, limpar prata &c. eemfim
talvez nao haja outro melhor nesta cidade ,
e vende-se por seu senhor estar prximo a
fazer viagem para Europa o prego 700^
res quem quizer annuncie.
tsr Duas bancas de Jacaranda feitas do
melhor gesto, novas e urna marqueza de
amarello usada tudo por prego commodo :
na ra estreita do Rozario n. 32.
tsr G bois mangos de carro urna vacca
em dias de parir no Pu Amarello no lu-
gar Conceigo ; e 151 toros de angico : na
ra Nova loja de alfaiate n 32.
tsr" Um preto padeiro bom amassador, e
da-se a contento para melhor informago: na
ra Direita n. 82.
tsr Urna cadeira de arruar nova chega-
da prximamente da Bahia ; na ra do Viga-
rio n. 2.
tsr Urna armago do venda, um caixo no-
vo e mais utencis perlencentes a urna venda ;
ludo ou separado, por prego commodo : no
beco da Pole\ N. 4.
v tsr Urna preta de nago angola quo sabe
lavar e cosinhar bem, urna bomba propria
para tirar agoa das canoas para o deposito de
tanque, urna balanga propria para pezar carne
secca a bordo dos barcos com bragoe pozos cor-
respondentes, e urna porgo de garra fas vazias
novas ; quem pretender entenda-se na loja
da ra da Cadeia n. 4 ; assim como aluga-se
um sobrado em Fora de Portas com bastantes
commodos ; quem precisar dirija-se a mes-
ma loja.
tsr Batatas a 500 res a arroba : no ar-
mazem de Joaquim G. V. Guimares ao p
do arco da Conceigon. 1.
tsr Taixas de ferro batido e coaJo por
prego muito barato : na ra do Vigario n. 5.
tsr Potassa da Bussia, da primara
sorte em barris de 4 arrobas: em casa de Her-
mano Mehrtens ra da Cruz n. 47.
tsr Arroz de vapor a 2600 a arroba dito
de fabrica a 2500 tapioca do Maranho a
o a arroba : no armazem de Fernando Jos
Braguez junto ao arco da Conceigo.
tsr Urna meza de jantar, nova, que ser-
ve para 20 pessoas por prego commodo :
no attorro da Boa-vista casa de marcineiro
Joo Baptista Ilerbster.
= Banha de porco derretida muito alva ,
por prego commodo : na ra Velha n. 115.
sa O segundo e terceiro volume do Pano-
rama, e o segundo do archivo Popular : na
camboa do Carmo n. 19 primeiro andar.
tsr Caixas de folhas de flandres : na ra
da Cadeia velha n. 59.
tsr Cinco escravas nm crela do idade
25 annos engomma bem qualquer vestido
desenhura cose chao e cosinha o ordina
rio de urna casa, duas de nago com bonitas
figuras engommo lizo cozinho e lavo
de sabao e varrella duas ditas de nago qui-
tandeiras cosinho o ordinario, todas se do
a contento ao comprador: na ra Direita nu-
mero 43.
Urna arroba de pennas de ema novas
para fazer espanadores : no botequim da Es-
trella no caes de Palacio.
tsr Farinha de mandioca em saccasde al-
queire de muito boa qualidade bem tor-
rada chegada ltimamente do Bio de Janei-
ro por prego commodo : no armazem de Joa-
quim Gongalves Vieira Guimares junto ao
arco da Conceigo, voltando para Alfandega,
numero I.
tsr Excellente farinha de mandioca fina ,
chegada prximamente no ultimo navio viu-
do do Bio de Janeiro : na ra do ColleghTnu-
mero 21.
Urna padaria com todos os seus perten-
ees em muito bom local quasi dentro da Ci-
dade a qtial vende diariamente porta du-
as arrobas de pao, fora bolaxa, bolaxinha &c.
cujo aluguel das cazas (por ser duas) h*> mui-
to em conta avista dos commodos que se offe-
recem para moradia de urna familia com
banho e porto de embarque junto do caza ;
quem pretender procure na ra do Rozario
da Boa-vista no sobrado de um andar por ci-
ma da loja de tanoeiro.
, como
== Urna negra quitandeira e com mais
alguraas habilidades na ra da Cruz n. 51 ou
em Fora d tsr Urna canoa aberta qua carrega 400
tijolos : atraz dos Martirio u. 56.
tsr No caes da Alfandega no armazem de
Joaquim Gongalves Vieira Guimares, ven-
de-se batatas o gigoa 60 de40libras para ci-
ma, e sendo em porgo de lOgigos a 560 cada
um din! eiro avista.
= Na ra da Cadeia velha do Recife n. 29
no terceiro andar vende-se caixas com cha.de
6 libras primeira qualidade a 2200 a libra o
garrafas com essenoia de aniz primeira qua-
lidade a 9ji a garrafa.
Urna escrava do 25 annos cosinha en-
gomma e lava bem roupa e he propria pa-
ra servir em casa e na ra : na ra do Colle-
gion. 12ou 53.
S- Um trancelim grosso, urna gargantilha
de muito bom ouro obra feita no porto urna
duzia de cadeiras de oleo com assento de pa-
Ihinha quasi novas, um preto muito bom co-
sinheiro e alfaiate: no beco do peixe frito ho-
je travesssdo Queimado n. 9 entrada pela ra
larga do Bozario.
- Por 500* urna escrava que tem as se-
guintes habilidades: cosinha o ordinario ,
lava desabo e varrella engomma lizo : na
ra Direita venda n. 29.
Effecti va mente superior salitre refina-
do em barricas e a retalho pelo barato prego
de 200 rs. a libra : na ra da Laranjeira so-
brado n. 5 de Claudio Dubeux.
Um preto que tem 25 athe 50 annos
de idade bonita figura e bom pagem co-
cheiro, e monta muito bem a cavallo
mestre de (>h servigo de urna casa
servir bem a maza, limpar pratos &c. ; e
em lim talvez nao haja outro melhor nesta Ci-
dade e vende-se por seu sr. estar prximo a
fazer viagem para Europa 5 o prego 700*' :
quem quiser annuncie.
Os bilhetes da ametade da parte perten-
cente a um socio da sociedade Natalense ,
cuja tocou a um cortado ; pela quantia de
500 reis cada um : no botequim junto ao
theatro.
tsr Sementes de nabos rbanos raba-
netes couve tronxuda dita lombarda, re-
polho espinafre seholinho, salga alface
branca, senoiras, mustarda, coentro, e'feijo
carrapato todas muito novas : no atierro
da Boa vista n. 78.
A Sumaca Livramento Feliz vinda de S.
Miguel das Alagoas muilo bem construida e
muito boa de vella por prego commodo; quem
a pretender dirija-se a bordo no Forte do
Mattos ou em casa do sr. Joaquim Ribeiro
Pontes : na ra da Cadeia velha n. 54.
tsr Urna preta do gento de angola de 50
annos de idade lava de varrella e sabe co-
lindar o ordinario e he propria para o cam-
po do que tem bastante pratica : na ra Au-
gusta n. 50.
Cadeiras de Jacaranda bancas ditas ,
mezas de sala ditas, um superior sof de oleo,
bancas de jogo do dito, guarda louga guarda
roupa guarda vestidos secretaria com es-
tante para Iivros marquezas de amarello,
camas de angico ditas de condur relogi-
os para cima de meza banquinhas de costu-
ra para senhora oratorios de amarello, ca~
dc:raS aici iCuinis dias para se por menino
a meza com assento de palha armarios de
pinho que serve para roupa ou louga mo-
flios para pianno ditos para carteira c-
modas dejacarand .ditas de angico carteira
d'uma s face tocadores dejacarand, espelhos
de parede cadeiras para alcova bandeijas,
espelhos redondos de pendurr, mezas de
jantar e mu i tos mais trastes de superior
qualidade por prego commodo : na ra da
Cruz armazem de trastes n. 63.
Superior tinta de escrever por preco
muito commodo e tambem livros em branco
de superior papel almassocom diversas folha
proprias para recibo entradas o outras quaes-
quer escripias, dito demeia holanda pautado,
e papel almasso da primeira sorte de superior
qualidade e muitas boas pennas de escrever
e lapes e tambem se encaderna (.oda a
qualidade de obras: na ra de Santa Rita
nova n. 88.
ESCRAVOS FGIDOS
Fugio na primeira oitava de festa urna
escrava de nago cambinda de idade 32 an-
nos pouco mais ou menos baixa secca do
corpo com falta de den tes na frente do lado
superior, ps mal feitos urna cicatriz em
urna das pernas ; quem a pegar leve na ra
Nova n. 32 que sers griiuc.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 184


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