Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04855


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Full Text
Auno de 1843.
Terca Fe ira 3
Todo agora depende de nos nesinos ; da nosn prudencia moderucSo e ener?ia : oon-
tiaaemos como principiamos e seremos apontados com admira 10 r'ntre as Nacoes man
cultas. ( Proclamado da Assemblea Geral do Briil.)
PARTIDAS DOS CORRIDOS TERRESTHES.
Goianna, Parahiba e Rio grande do Norte secunda a sellas (eiraj.
Bonito e Garanhuns a 10 e 24
Cabo Serinhem, Ri Formnao Porto Cairo Maceirj e Ala-oaa no 1. 11 ,
Boa-Tai a Flores a 28. Santo Anlo quinta* feiras. Oliada todoa o (lias.
DAS DA SEMANA..
2 Sff.. Itidoro B M.
3 Tere. a. Aprigo B.
4 Quart. a. Tito Discipnlo de s. Paulo.
5 Quint. a. Simulo Estelita.
15 Sext. Hia dos fleis Magos.
7 Sab. a. Tlieorioru Monje.
8 Dom. n Lourenco JustinitnO Patriarca.
ggr^BWg^!P"BI!agiii^
Aimo XIX. N. 2.
de Janeiro.
mmmmmmmmamtaaamsas's
O Diario publira-se todoa oa diaaqne nao forrm Sanlificadoi : o preco da asignatura he
de trea mil res por quartej paTos adiamadoa. O annuncios tos asaignantcs fo inseridos
gratis, e os dos que o^it^o forrm i raiao de HO reis por linlia. As rclamaO'*ies devem ser ilir: -
pidas a esta 'J'yir'nia das Crasas N. S4.a Independencia loja de lirro> N. 6e 8,
cambios No dia i. e Janeiro.
Cambio ubre Londres 27 { Nominal. OuRo-Moeda de 6, 'lOi) V.
Paria .150 rns por franco. N ai n N.
k k Lisboa lUO por dOO de premio. de 4,000
PliiTi-Patacoes
Moeda de cobre 3 por 100 de descont. Ptof Colaauant
dem de letras de boas firmas 1 i di'.i.a Meiicanos
PHASF.S ALUANO MEZ DE JANEIRO.
Loa Nora 30. 4 'J horas e 42 rn. da manh. I Laa i 6 is i horas i
Quart. cresc. X, s 5 horas e o m. da tard. J iju ,rt. minj. 10 hi
Pn-amnr do dia 3 de Janeiro,
a Choras e m. i da ManbSa. | 1 a 7horaaa .S m da tard-.
i D)pT0 *aada.
i 15.200
lOOO
8,300 8 SO
l,76 1,770
1.7S0 1,77,,
1,750 l,77u
e .>6 m. da manli
>ras e 42 m. da t
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pkmt QFF1CML.
CONfMANDO DAS ARMAS.
CnTriNUYC-Kl DO EXPEDIENTE DO DIA 15
P.VSSADO.
DO
Officio Aocomman lante geral lo corpo
de polica enviando-lhe um requerimento
de Manoel Luiz P-reira para que ouvin lo
o alfares A. de A. Maranho houvesse de
dar sua opinio a respeito do pagamento re-
querido.
Dito Ao quarte!-mstre Jos.; Joaqun)
do Niscmento scntiP1andoIhe que por
parte do director do ar.vrul de guaira se a-
presentaria no quartel do hospicio urna pes-
soa com urna Unch i afuri de receber os ob-
jectos pertencentes ao batalho provisorio ,
qu ficaj'o a s-J targo*
Dito Ao dfrzembargadr chefe de poli-
ca pedindo i sua oppiiio ouvindo ao re-
cru-Jor acer a das provas do izempc,>8 a pre-
sentidas pelos reTutas postos em custodia
Jos Antonio Mangueira e Antonio Jos.'do
Monte remetlido com o nomo de Antonio
Jos Dito Ao sub-delegado supplento do t*r-
mo de Iguai ss devolvenlo Ihe os papis
de contnhili* le do destacamento pertencen-
tes ao mez d .novombro para seren refor-
mados no sentido da nota do commissario is-
cal do ministerio da guerra
Dito Ao commandante do batalho de
nif mUri i de guardas nacionaes destacado ,
nmeltendo-lhe para seren compct-iitcm li-
te archivados os processos definitivamente
j'ilgados pertencentes ao capito M--nd.es
Gu i maraes e soldado Innoceucio Jos de
Freitasl
Dito Ao commandante do batalhlb ter-
cerro de artlharia a p par a qu^ efTect'uasse
a sua mudenca para o quart I do Hospicio e
provdenciaudo sobre a guarnirlo da fortaleza
do Brtim.
dem do da 16.
Oficio Ao Eira Sr. Presidente in-
formando o reqn rimento do guarda Manoel
Gomes que anda nao tinlia sido apresenta-
do no batalho dfstai'ado.
Dito Ao mesmo Esm. ?"r. rem^tten-
do-lhe a conta das desposas fetas com a reti-
iaua .i << > 111, 11111 a lie uniaiia pTS CStS CSp-
tal alim de sor paga pi-la thesouraria.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informando
o requerimento do rapiloda exlincti segun-
da linda Silvestre Gongalves dos Santos que
Por ludo isso a Assemblea Legislativa pro-
vindal na > pole deixar de ser grata .1 V Ex.
e tanto mais quantoella s" records e sera-
ore se recordar ; quo V. Ex no principio
le sua a IministraQo por causa ds meios ,
que empregou para o restab'lecimento da
ordem n^sla provincia foi victima dos Comba-
tes do urna faceto.
Soestes os s-ntimentos que domno a
supplicava a S. M. o Imperador, reforma na
eonformi Jarte la lei por contar mais de 3o
annos de servido.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informm-
do orequerimento do quirtel-mestre Mann-I
Lopes Maciel que pedia o pagamento di
gratificagao d i.yOOO reis ou outra qtwt-
quor pelo tempo que esteve empregado no
laboratorio do acampamento geial de Agoa
Preta na guerra de Panillas.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. informan-
do o requeririi"nto do soldado reformado
Francisco Jos Joaqun), qui pedia passa-
gem para a provincia de sua naturalidade.
Hito Ao reveren lo padre Antonio de Fa-
ria Neves aceeit
izera para col locar
na groja da Solidar.
interesse que tomava em negocio de tanta I nentinoda Silva Freir.
misse inimiBos, bnjoso nos era attendar
somenteeos interesses Br zil iros, urgen-
tes- tornava contribuir cada qu com o seu
contingente de tuzas e experi ncia pira o
perfeitp exaraeda iraportautissiraa queiUo
do trata lo rom a Inglaterra.
Se as consequenci s mais obvias dos fictos
consumados, especiosissimasaparencial, ou
involuntarios rros nos n,i i ill |om prova-
Assemblea Legislativa provincial 5 digne-se | do lieou que entiv o Brazil e a Inglateara 1
por tanto V. Ex. de acolhel-os como um ver- Jirt tiene, ,|as circiimstanias dos dous esta-
dadeiro testemunhode sua gralidSo.
Sala daco iiciissovs da Assemblea Legis-ftos poda h.v.-r sincera reciprocHade"
lativa da provincia da Parahiba iU Norte ; que a complicar-ao de outros interesses
os, e pela diversa naturezide seus proJuc-
11 ns
m porta ncia para os onfiiinosdo hospital re-i O Exm. Presidente
de nos seguintes termos.
gimental.
II
j pela desigual lade no cora murcio o producto
provincia respon- ; livre do nosso trabalho e privan lo-nos ao
m -amo lempo do bracos, 0 qu 1 n'este senti-
Recebocneiode reconhecimenlo o testemu-, do tem sido e sera a menor duvida conti-
nho solemne, que a Assemblea provincial a- I naarta ser dirigida apoltica de S. James a
caha de dar-me do seu alto apieco. Sinto j nosso respeito.
------ -" ------- que os meus servidos nao c irrespondo a im- Para ir encaminhando a nossa sor te a seas
PARAHIBA. porlancia, que ella ihes d sem duvida por illnsoccultos o mais remotos sem perder en-
4 Assemblea Provincial prosegue em seus sua limita benignidade. Se algum m-rito (re tanto o lucro enorme qu tira de suas
Vabalhoi dosds 20 de novonbro e vai elles tem provem da justifja dos sen,- fins I aetuaes relages comnosco a Diplomacia
marchando bam\ e enirotendo com o da rectidfio das intenses que os ditaro. | Britnica vai recorrer a todas as subtilezas do
L.vn. Presidente a methor intlligencia, Todava nio posso occultar o prazer quesint
nomeO'i urna commissfto para agradecer de haver procedido m minha administradlo
este os vea (e'rv'COi e abnixo t m os nos-
sos le lores o discurco e a res posta.
Illm. eExm. Sr.A Assemblea Legisla-
tiva provincial presentemente reunida ,
lili. iia a um dos seus dever s se no come-
to dos seus trabalhos n) tivesse em consile-
raQflo agradecer os relevantes servidos por V.
Ex. pr'siados a prol da provincia que dig-
naiii nt administra.
Possuida a Assemblea Legislativa provin-
cial de um senlimento tojusto n-solveo--
colher-nos d'entre os seus mem^ros para ser-
illos o seu orgo 3 revestidos do poder ,
de maneira que merecesse a approvaQo dos
syllogiamo., a todos os artificios da corrup-
<;.io e se algum resto de p jo e o reeeio
Je novaos alijados naturaes a impedrem de
e-merar-me-hei por jarais o desmentir.
iiuiiio m iwmwm,
representantes da provincia. Este testemu-j nos impor com a espada na mao condicOes
nhobepara mim summaraente precioso, e commerciaesera seu proveita, dissimuladae
clandestinamente nos suscitar guerras intes-
tinas com que nos arruine man depretisa ,
arftando entto na rpida execuefo de seus
projectos a respeito da India com pensado
para a perla do lucio qu llielrarante o actu-
al tratado. Demonstrar esta lucro e apon-
lar os meios a que a Diplomacia Ingleza ha
de recorrer para o conservar por em quanto ,
he 0 nosso proposito n'este ariigo.
Tornar patente o interesse qae a Inglater-
ra t'm em prolongar o presente estajo de
sua9 relatadas commerciaes comnosco, ou
quan lo menos imoedir alteragOes que modi-
Os intereses da Inglaterra t e oh do Bra-
z.l na qwsia > do Ir dad).
ARTIGO 2o.
No precedente artigo ( Diario de IVrnam-
que ella nos conferio temos a distincta hoo- buco de 19 de Dazembro ) #mostramos que
ra de significar a V. Ex. a alta considera- posto n'eateseculo tenho consideravolinenta
g>, eapreQo, em que ella tem os impor- melhoradp as relagOes dos povos e seja a
tan les fritos de sua sabia, e prudente ad- n>sso ver prova de maior civilisaco, e gran- [ll}a^n nUv,'' lmen,lft esse t'"orin' interesse ,
1FL KHTTO
DESGRACA E FENTURA.
Assim pois Sr. Amedco disse o con-
de de Morand com voz commovida, estis de- vos fallece corag-m para curaprirdes um tal
aiiiiistrQo. Nao falto, Exm. S -nitor de progresso da humanidad a substituid
motivos, que sirvo do base gratidfto de dos congressos guerras nem por isso to-
que a Assemblea Legislativa provincial he tri- ramos a meta la poi fectibilidade e l lio-
butaria V. Ex. mas sobro ludo a tem pe- Jrt rarissimas vezes tem os interesses das na-
nhurado as eri-rgicas providencias, que V. gOcs Iracas sido contemplados com plena igual-
l.'_ u. .-. ------ .._.......,.. ,..1......,,..: A .1.. ; r,'i;;;i,!,'t;i UStOa flilll: lihilH-
t- ** .un Jf-- |"- -.1
ciado monstro da anarqua, que ten lo al- i mente se nao podido desvanecer esaea fataes
gado seu hediondocolo em algum is das pro prejojzosque limitio o amor do Lomera pelo
vinciaslimtrofes, jamis tm polido nesta boraem ein certos mares rio t oamontes,
alterar a paz e tranquilidade publica.
e dividen) o nosso globo em aistrielos de a-
ha algum lempo que se apoderou de vossa ai"
na nina paixao fatal que a domina.... resists-
tes em quanto podestea.... vossa origcm des-
que s ento me decidirla a revelar-vo-lo Mas
o vosso projecto de retirada altera no todo as
minhas inlciicoes. Sabei pois o mysterio do
conhecida o simples nome de Ame.ieo que j vosso nascimento; a fatalidad) que vos adejou
ten des a mingua de um sobrenome do fami-
lia que vos legaase um pai con decido a falta
de urna familia mais anda que a falla de
meios vos induzenj a fu^-ir de quem em vs
1a produzido a mais profunda impresso. Nao
linitivamente resolvido ? Ao passo que me
testemunhais o quanto vos pesa deixar-me ,
vos demittis das funrc. de meu secretario ,
que exercieis com um zele e adheso que ja-
mis esquecerei ?
O mancebo suspirou e apenas respondeu
estas palavras :
E' meu dever rctirar-me.
. E nao queieis ou nao podis revelar-me
os motivos que vos induzro a essa funesta
resoluco i'
E'-me impossivel.
Pois eu sei quaes sao esses motivos ;
sim senhor en 08 ConheCO. Sao poderosos
dever a fim de conluuardcs a ser digno de
toda minha estima Nao procuris nega-lo ,
senhor : vos amis minha sobrinha Eugenia,
euosei.
Ao ouvir estas palavras fez o joven secre-
tario um gesto de desespero ; ievaiitou os o-
Ihos para M. de Morand, e para logo abaixou-
os. E seu anibar;iro esse. silencio a palli-
dez que de sbito se Ihe debuxou no semblan-
te, ero o'tras tantas confissOes do sentimen-
to que Ihe trasburdava n'alma.
J que meus rogos e a afi ico de que
cada dia vos tributo novas provas, nao podem
oloiar-vos a icar cpmigo resta-me apena?
no ber^o e o crime de um hoiuein a quem
deveis a desgrana de vossa existencia. Vossa
lll.l!.
e sobremodo vos abonu e esse proj i to de reve|ar-vos um segredo que nem qui/era aia-
saliiides de mmln ca-a mais juslilic-i a con- da guardar. Anda seis b> in moco, Amcdeo ;
llanca que me leudas mi recido. Mu lro-se entrastes ap mas em vinte e tres annos; ^!a-
lioje mesmo suspeitas em certeza. Escutaim:' qui a dous anuos aaberieis esse segredo, por-
Poisque! ser possivel? exclamou Ame-
deo que estremecer com esa ultima pala-
vra, e vivamente se appro\imra do seu pro-
tector 5 \us conbecieis minha mi e pudes-
tes estar calado at boje ? Sem duvida a vis-
tes ; talvea que ella anda viva Oh! nao,
proseguio o mancebo com a v.>z repsssada de
pranto ; BOU um desgranado orpho que, se
minha mi anda existase me nao privara
,;e suas caricias Poiui fallai, fallai, senhor ;
tende compaixo de nimba justa impaciencia
Oh fall-i-me de minha uii do quem ja-
mis cidhi un sorriso ; de meu pai, que nun-
ca aperlci nos meus bracos. Ser-me-ho an-
da doces as lagrimas que verter por ells e
ser para niim una especie de ventura ir-me
j.i.'lhar sobre a lousa de s< US sepukbros.
U conde de Morauu pareca vivaiiiro isa
iressionado pela SUppJCa e xclama^o de A
16 empieza de facilima execuco.
Nos primeiros nove anuos do presente tra-
tado o termo medio do valor total das expor-
tac/tes annuaes de Inglat-raa para o Brazil ,
segundo os documentos ollici.ies das proprias
altandfigaa inglezas, tem sido sdounni-
Mes futa/untas a trala e uito mil sete ce-
ase setenta e duas libras e,ternils di-
A........' L'" 2:538,772
ura no mesmo espado de tem-
11 utos de dolorosa rcllexo, come^ou sua his-
toria nos seguint s termos :
y. BI mdeau cirurgio mor das equipa-
gens de marinha casoc-se com vossa mi ,
cuja belleza ento em t do u vii;o attrahia
a seus ps urna chusma de adoradores. M.
Blondeau pessuis alguma fortuna porm ti-
nba 23 annos mais que sua mulher. Nao obs-
tant essa deapropor^ao de idade os novos
esposos vivarlo por dous annos em pacifica
tranquilldade. 0 cirurgiao-mr, arrebatado
e colrico, como a mor parto dos homens ma-
rtimos tinha um excedente coraco e tri-
butava esposa que escolli-ra um amor sem
limites. Vossa mi tmida 8 frgil creatura,
retribua ctn affagos a seu marido os solcitos
cuidados com que sem cessar a rodeava a
protecc:> alTectuosa que Ihe prodigalisava e
o pezar que testemuiiliava aps algum acces-
so de calera ou exaltaco que Ihe fizia ver-
ter lgumas lagrimas. Cecilia pareca pois vv-
vi r contente com sua sorte quindo o corpo
a que pertencia M Blondeau receben ordem
e embarcar para tiuadelupe. Vio se ento e
irurgic mr n foreoaa iu'ce>.iiiaHe d e_
parar se de sua multar, por nao querer expo
iiedeo. Pegu na mioi. do joven secretario, al iidluencia perniciosa o>, clima dos tropi-
u-lo sentar ao p de si, e aps alguns mi- i cus. Vossa mu ficou em Lesneven pequea
MUTILADO
- -




po o termo medio oflicial do va-
lor das exportaos annuaes do
Brazil para Inglaterra tem sido
de...........L." 1:534,060
Balango em proveito da Ingla-
terra..........L.- 1:001,712
A Inglaterra parece pelos mippas de iru-
portago dos nossos productos que nos com-
pra a metade doqu> nos Ihe ornramos, mas
na realidade apenas consom a quinta
parte, do qu? nr Ihe consummi.ms pirque
asdu,s tercas partes do qu-) leva do Brazil
servem pira commercio de transito e sao
exportadas por elU para os estados que admit
tem sem direitos despropositados os nossos
productos.
Para cubrir esta saldo ho de necessaria-
mente ir para Inglaterra animalmente ou
um milho das nossas moldas de IjOOO reis
em oure ou cinco milh;s de patacas ou
quinhentas e Untas mil pecas de 6,>400,
somma enorme que nunca Portugal lirou
ao Brazil, quanlo este era sua colonia. Na
verdade admira que ain la apirea esse pouco
ouroe prataque s? en.'onlra uos portos do
Brazil ; grande devia ser a nossa antiga ri-
queza para ter sahido tamanha somma annu-
almente para Inglaterra Alem da pobreza
progressiva a que vamos sendo reduzidos
com o presente estado de cousas outro gran-
de mal nos causa, e'vem a ser a opinio
assaz garal do povo qu-? pelo ficto da In-
dependencia so tem lucrado os bumens que
vivem de poltica que a lib-rdade em que
nosachmos d? estipular as nossas relago-s
commerciaes nos tem sido fatal e que nun-
ca o Brazil estivera to miseravel como a-
gora devendo pelo Contrario a liberdade
conquistada ser origem de maior felicidad*.
O ganho extraordinario que Oca demons-
trado he tanto mais precioso para a Inglaterra
que redunda pela maior parte em proveito
das suas manufacturas de Igodfio cujos o-
perarios sao os miis desgranados do ll-?ino-
Unido e que sem este lucro lieano reduzi-
dos a maior miseria decaliin lo aqudla ren
dosa industria Inglesa. O B azil he eff-cti-
vamente um. dos m Ihores consumid >res de
artefactos de algo lo que a Inglaterra t-m O
Yalor annual dn expoitaQo pira o Brazil dos
productos das manufacturas de algolti (n -
glezascfiega somma enorme d? milho e
meio de libras esterlinis o que faz mais de
metade d> total das exportaos da Inglater-
ra para o Bra/.il, em quanlo a Bussia toda
a frica esuas ilhas, a Prussii a Franca ,
Sueeia, Dinamtrca e Noruega n con-
sommem tolas juntas natn meta lo d-sse va-
ler Inglaterra e na America o valor total
das axportag.)js da Inglaterra para oM'xico,
Guatimala C dumbia Buenos Ayres, Mon-
te-Video Chili e Per isto he para
toda a America do sul sem ex^eptuer um
so estado, nao igualfia o valor do Scucommer
ci com o Brazil sozinho, sendo de notar que
n'estas compirags fetas pelos mappas das
alfindegas nao figuran contrabando, porque se
l'ossepossivel porem nmeros essastransaegoes
llicilas ver-se-hia que do Hio vai incrivel
quantidade de ouro e diamantes e de l vem
cortos artigos do mesmo modo, o que tudo
augmenta o ganho da Inglaterra, a mingoa
do nosso thezouro publico e a geral po-
breza.
N'este lucrativo commercio traz a Inglater-
ra eaipregadus 200 navios, e dois mil
ciuade situada a algumas leguas de Br-st. Al-
guns mezes deconro nesse isolamento lo
perigoso para urna bella crea tura de 20 anuos,
cujo corago nao tinha ainda sido aquecido pe-
Jo mavioso baf jo do amor.
(Jccupada em seus bordados pode urna
mulher indagar a causa do desanimo em que
se v submergida ; e a percorrer-se os can-
teiros floridos de um jardini bem se pode i-
maginar e suspirar : urna rosa que se arranca
da liaste iniiltra n'alma com suave perfume
desejos vn os e indecisos. Insjnsivelmente
tomo esses desejos urna forma : fix>se a-
moldo-seegravo-se no coraco d.- urna mu-
lher assim mergulliada em mysterioso desa-
lent e enlo apresenta-se urna occasio !
A solido j tem preparado o caminho, amol-
gado o terreno e enfraquecido a coragem. A
solido essa conselheira prfida cujas pa-
lavras sao to harmoniosas to insinuantes e
avelluiiadas ja tem paralysauo b resistencia.
Comuna enlo a laviar a sed urca o, ain a mes-
mo sem ter um alvo cerlo. Apresenle-se en-
lo um horneen durante esse longo a int**r-
minavel imaginar quando se esta sob a in-
lluenna murmurio das brisas das emanageseinbal-
samadas que com o ur se respio ; soja esse
re tantos marinheiros e como estes navios
que vem rechea los de fazeudas nao podem
lavar para os portos da nossa filiada os g-
neros do Brazil porque o assucar he de fac-
to prohibido uns volto em lastro outros
vo com os nossos productos ao canal onde
recebem ordens para ir leva-las as nactes que
os admittem e consommem e muitos par-
ticularmente os que vem de Liverpo >1 ao Bio,
e a Baha depois de nos terem inundado
com a sua carga vo India ao Cabo, ou
ao mar pacifico comprar gneros para Ingla-
terra levando para essa compra dinheiro
ou letras pelo valor da carga trazida ao des-
granado Brazil.
Intil nos parece conhecidos taes factos,
insistir mais circunstanciadamente nos por
menores do lucro que a Inglaterra faz noseu
commercio com o Brazd tal qual foi estabe-
lecido pelo funesto tratado de 1827. Esses
factos apontados que poucas pessoas ins-
truidas ignora eque todos polem verifi-
car sao infelizmente mais que sufficientes
pira djmonstrar qu ), exceptuadas as nages,
onde como na India, e agora na China a
Inglaterra impoem forga de armts as con-
digfiisdo commercio, nao tem no mundo
vacea mais leiteira do que o bem mugido
Brazil.
Duvidar que a Inglaterra vai recorrer a to-
llos os meios imaginaveis para conti-
nuirem as cousis nj ilaia quo, seria dar
provas dealienaco mental. Que miis pode
ella desajar do que a conlinuico de um tra-
ta lo que establece con lig?s de perfeita ,
mas irrisoria igualdade no que diz respeito
navegaco*, irrisoria p irque nao tendo nos
mariulia mercante as vantag-?ns para nos
sao pura e simplesmeute nominaes, e para
ella sao lucrativa r-talida le de um tratado
que nos impede Je I vorecer quem liver since-
ra ruciprocidaJe para commsco por isso que
nos obriga a conceder Inglaterra todas as
vantagens que dermis a malquer outra na-
go de um tratado que nos d a penas li
renga para imp>r aos productos Britnicos
15 por cento do prego corrente e isto pira
todos e quaesqu t productos em quanto ca-
da quintal de 112 libras do nosso assucar
paga de direitos de entrada em Inglaterra ses-
senta tres shellings o que faz duzentos
e quar^nta reis da nossa moeda por libra do
assucar dos nossos engenhos s de direitos
p.ra o fisco da nossa Albada e o nosso caf
paga oito penees por libra isto he tre-
zenlos reis da nossa moeda actnal e assim
por dianle. Que boa e honrada reciprocida-
de Mais honrado ira dizr claramente que
a entra la dos productos Brazileiros era pro-
hibida em Inglaterra mas com essa franque-
zi nio se pode engaar os tolos e encubrir
os ve.hacos. Dir-se-hia que no mundo nao
ha quem precise dos nossos productos e que
os devemos dar d^e graga mas felizmente
ha muito quem nos possa servir mais barato*,
sem tamanha usura e ninguem sabe isso
lo bem como a propria Inglaterra pois que
ella he quem leva a maior parte dos nossos
productos s nages que os admittem e que
nSo tem leis liscaes verdaderamente prohi-
bitivas.
Convencida que o nosso interesse he ou fi-
carmos a respeito de cammercio senhores da
nossa vontade exequivel a cada instante ou
quando muito ligar-nos com urna potencia
que nos franqueie os seus portos com menos
escandalosa desigualdade cousas que teme
homem joven, eloquenle e apaixonado : adi-
vinhe elle e isso o.mais dillicil a causa
das lagrimas que borblho as palpebras e
desde esse momente a derrota muito para
recejar.
Foi o que acontecen-i Cecilia. Tinho
apenas decorrido seis mezes depois da partida
do cirurgio-mr quando ergueu-se em sua
alrna um sentimento novo, que para logo do-
minou-a. Todas as nuiles bem se podia ver
precipitar-Sfl com toda a presteza de um
vigoroso cavallo pela estrada que de Bresi
vai a Lesneven um joven o fogoso aspiran-
te de marinha. Apeava-se porta da casi-
nha em que morava Cecilia e horas inteiras
ahi passava embriagado na ventura de vera
bella abandonada : com ella travava migas
pratiras ,' e com ella pelo brago percorria os
tortuosos caminhos do jardim. Fcil era de
prever o resultado dessa intimidade. O titu-
lo de amigo com que a principio se contenta-
ra nao pula mais satisf-izer ao impetuoso
Adriano. Mais doce recompensa sonhra
sen corago porque atnava vossa mi com
todo o ardor e luda a forga de um primeiro
amor. Lila mui frgil para resistir cr-
rante falal que a arrastava para c aspirante ,
adivinhou a sor te que a aguardava se conlinu-
tauto urna como a outra nada poupar
para nos atar as mos de novo e se na ari-
tlimetica de seus interasses de 15 ella hz 17 ,
nao foi s porque interpretando o tratado
seu modo lucrava n'esses dois annos para ci-
ma de dois milhes de libras esterlinas mas
tambem porque quera tempo para largara
rede sobre pasca segura para o futuro.
N'esta pesca ser naturalmente primeira
isca a-supposta e fingida extenso que o com-
mercio da refinago do assucar poder vir a
ter em Inglaterra permittindo o Governo
Inglez a entrada de assucar sem direit >s com
tanto qua sej expartado depois de refina lo ,
e fazeudo certos convenios com alguns esta-
dos por onde e convenga quem estiver
muito disposto a parecer convencido que
na realidade ha de haver consummo do as-
sucar refinado que for exportado de Inglater-
ra. Porem homens de estado que heis
de influir sobre o vin louro da vossa patria ,
nao vos deixeis Iludir, pois esperamos nao
obstante a inaudita immoralidade e corrup-
co a que se tem chegalo que volunta-
riamente, nem um homem de estado peccar
em materia de que depen le a sorle do es-
tado. Esse faor quaes que sejo as apa-
rencias ter por desfecho ficarem as cousas
como esto. Se a industria la relinago do
assucar se acha reluzida em Inglaterra he
porque sTis suas colonias consommem assu-
car estrangeiro refinado e se o consommem
he porque a Inglaterra s admilte assucar d'el-
las para seu consummo e as colonias fa/.em
excedente negocio comprando assucar barato
para comer e vendendo o seu caro Ingla-
terra mas os outros estados por ineptos
que sejo sous ch -fes jamis de bjifadmit-
tiro assucar refinado de Inglaterra. Alem
d'isso ainda quando alguma potencia ache
vanlagem em conceder semelhante clausula
Inglaterra a Franga que d premios aos seus
exportadores de assudr refinado a Franga ,
onde a arte de refinar econmicamente est
mais apurada do que em Inglaterra a Fran-
ga donde podem sahir por trra emir prodi-
giosas quantidades de assucar refinado e
donde sahem eTfetivamante, pois que as
maiores cazas de Strasburgo a esse commer-
cio devem seus haveres a Franga havia de
ser o verdadeiro vendedor d'esse genero e
os refinadores inglezes nao achando com-
pradores nao comprarii os nossos assuca-
res e tu Id icaria como at agora ; tea-
mos a bicha a chupar-nos sem a podermos sa-
cudir ; e quando desse a hora desojada para
nos vermoslivres d'ella l viril urna inter-
pretado que nos amarrasse por mais al-
guns annos.
Sendo contrario as intengo>s da Inglaterra,
como vimos no precedente artigo conceder-
nos diminuico de direitos ou vantagens de
qualquer natureza que possa favorecer a
nossa produego desengaada que nao so-
mos to nescios que nos contentemos com a-
parentes concesses hade sem duvida va-
ler-se dos roeios habtuaes da Diplomacia .
isto he da corrupgo. J dizem que os
meios vem proporcionados grandeza do in-
teresse que a Inglaterra tem na questo e
ao sacrificio que se hade exigir das concien-
cias que houverem de lutar com a seduego ;
dinheiro nunca fallou para se consegurem os
fine ver habilidade para o destrihuir e para re-
correr a outros expedientes nada menos effi-
cazes postoque igualmente deshonrosos pa-
- ." !
asse a ouvir ag pilavrss apaxonadas que elle
murmurava a seus ouvidos com to perigosa
eloquencia. E nao podendo suflocar a voz
do corago resolveu fugr du perigo. Urna
noite depois que retirou-se Adriano to-
mou todas as medidas para que o sol do da
segunte a nSo encontrasso mais em Lesne-
ven. Ao romper do dia eslava tudo disposto.
Esperava porta um carro de viagem, e
eslava Cecilia a partir ; eis queouviou-se pe-
la estrada de Brest o tropear de um cavallo ,
disparado a toda brida. J dava VI. Blon-
deau o sijjnal da parti 'a, quando apresentou-
se ante ella um mancebo coberto de suor e te
poeira. Era o aspirante. A tristeza de Ce-
cilia na noite antecedente suas palavras am-
biguas seu ar de embarago, e at as lagri-
mas que debalde forcejara represar em sua
presenca ludo isso parecer a Adriano en-
cerrar algum doloroso mysterio. Vivamente
preoecupado pela ida de que alguma desgra-
na a amepga^a, e perseguido por funestos pre-
spntimentos, impossivel lhefra conciliar um
s momento de repouso. at que obedecen-
do voz secreta aue Ihe susurra n riijyi.
dos o nome da mulher que arnava se resol-
vera a vir esperar que ella desperlasse para
beber ao lado della as consolagoes de que tan-
ra quem Ibes cede ou delles se serve.
Estamos naturalmente disposlos para crer
na probdade dos outros, pirem quem vio
caluro tractadocom Portugal to til ao Bra-
zil nicamente p>rqoe off ?ndia os interes-
ses Britnicos quem sabe as causas recndi-
tas desse phenom-moanti-nacional, que levou
a maioria dos nossos deputa los de enlo a tor-
n-ir-se cumplice da nica nago no mundo, que
pode vira ter lucro com a nossa ruina de al-
gum mo lo se acha autorisado para ter receio
de algum novo phenomeno anti-na< jonal.
Sirva pois a opinio publica fundada no co-
nhecimjnto exacto dos factos sirva de es-
udoa fraqu iza, de preservativo corrupgo,
de terror immoralidade consummada. Es-
tule esta qu?stu vital tolo o cidado brasi-
leiro amante da sua patria e saibt quem'
houvor de dicidir da nossa sorte que trta-
los j nao sao mysterios recnditos que a-
bundo no imperio inte|ligen*cias capazes de
reconhecer o que mis conviria. de advinhar
-.s motivos porque f>i o mal preferido ao bem
nacional e da chamir a antrnadversj pu-
blica sobre quem a merecer.
Sa a fortuna quizer que para gloria do no-
me BraziHro as illus?s e a corrupglo nos
nao tornem victimas he de temer que a Di-
plomacia Inglez se va I ha de oulros recursos .
a que se acredita com veh >meo(as suspeitas
que j recorrer minias vez-s. Primeiro a-
uvagar com a dissolugo d imperio, per-
dida que tenha a esperanga de nos obrigar
com medo de maior desgraga a deixar-nos ar-
ruinar pou'-o a pouco po lera ser que tente
a dissolugo total do imperio. E na verda-
dedesse modo conseguira ella quanlo qui-
zesse, pois se agora unidos noscuslar tanto
resistir s condignas que Ihe ?orouver im-
(>or-nos que f^r divididos l.acos dila-
cerados com interminaveis guer civis o
reduzidos pe nossa maior fraqu .a a muito
peor estado do que a desgranada Aanerica Hes-
panhola. Nesse fatal desfeclio da^questio nao
s a Inglaterra acharia a continuago dos lu-
cros actuaes mas executaria com facilidade
o projecto que formou ha muito tempo de
seapossar dos tres pontos commerriaes mais
importantes da America mendt al, a sa-
ber, da foz do Amazonas de S ita Catha-
rina e de um ponto no Bio da Tirata. Es-
tas tres poSQO'S commerciaes e a posse do
isthmo de.Panama sao ohjecto da insaciavel
'obiga de Albio Ella sabe que graos* a
nossa corrupgo e sua astucia e forga poda-
r retardar o progresso da prosperidade dos
estados que prodnz-m gneros coloniaes ,
mas tambem nao ignora que nao poder im-
pelir de um modo permanente e indifiuito es-
sa odiada prosperidade e que faga ella o
que fizar esses quatro pontos ho de ser an-
tes de dois serojos os mais ricos emporios do
commercio do mun lo e por isso j tem
promptoo plano de extorso e vai a tempo
preparando a execugo do seu plano.
Com mag-ia oconfjssa nos mas os factos
passados e sibidos de toda a nigo fazem-nos
recear que esse terrivel e altamente crimi-
noso recurso da Diplomacia ache cmplices
ntrenos. S havendo-os poder s-r tenta-
da a sua execugo, alias baldado seria tena-
la. Talvez h >mensde boa f mas destitui-
dos dos corihocimentos precisos para antever
i'..------- --u-----....... I... ... .
j iiimiii iiii'-in uoaoa 'ii.-vMiiiii_ i'i mil'u i.na
o remedio para muitos males mas de certo
nao faltaro ambiciosos que ahracem esse ex-
pediente palricida nao por ^ignorancia dos
to precisava. Acarruagem atulhada de car-
gas, o grito em que prorompeu Cecilia ao a-
V8ta-lo o olliar repassado de tristeza que
langou-Ihe ludo revelou o fatal segredo ao
perspicaz amante. S >bra la era a recompensa
de seus amores pois qne tennao sua presen-
ga ; e o mancebo conheceu que ra amado ,
vi.sto que querio fugir dalle. Neda entretan-
to trehio a alegra que Ihe trasborduva no ani-
mo ; antes, pelo contrario, ao approximar-
se de Cecilia tinha o rosto bBiihailo em la-
crimas ; e murmurou ao ouvi.lo da moga al-
aumas palavras que a SzarAu estrenuci-r. *A
coragem de Cecilia abandonou-a nesse mo-
mento decisivo : fraqueou sua resolugo, a-
peou-se da carruagem e mandou-a embora.
Algumas horas depois ouvio-se na casi-
nha de Lesneven gemidos e BtipplicaS pro-
testos e juramentos : urna voz enlrecortida
iroferindo palavras ardentes ; e outra mais
maviosa e fraca a implorar proteceo e pedir
graga
Desde esse dia renunciou vossa m5i ao
seu projecto de partida ; todas as nmtes
hors do craniici-iji i ui.ktiv .<.<> n jMiiirante a
porta da m >d< BU i Si I .vni que anda boje
existe entrada da aldea. Ahi deixava o ca-
vallo e seguia com furtivos passos para urna


3
malas q pir immkr+h.ns'j) I> mando, ep.rlhes
procero anjea inuo ja li jurar ou de ad-
quirir npi ias e Ilcitas nquisas. Dos ho-
oi>isdti))t f ntl* hi qu; tem;r bista
mitrar-Ib. q mi hoo ver Ja j jiro interesas
ter ; e ningnem mais soubs do destino que
os mil va los havio dado ais dous padecentes,
pois que o compadre do religioso particioa-
va do destino do padre. Na sexta foira 30 do
passalo apparecero os cadveres daquelles
dous desgranados pouco abaixo da ponte do
niciinal, rms dM ambiciooi siria bucara R cife e tendo-se sido retirados do rio e
exiiroiti'a)^si:ri:l-;i>?.1.^Jf,) ,|Ur Ja examinados por dous facultativos declarado
patril Cinta-Ios pila f > <; i ni rbita de
seindvans Sirio ultim>recursj d> govar-
no, ponmomofn limmtv[ ostalo em
qu; jaaha i skmIiI' l{-il!ra as iullu
encias ettra-lagaas tem li a lo muitas v;z;s
prepotentes e com prevmir ,i i sempre
in lfi r miis fa?il o m m >s prepucial do
qu; reprimir desarmi-los 1a ante-ral > es-
pillnnioenlr.10 pov> o couheolra mto dn
ver 11 i roa interesa ;s B azil 'iros ha o cami-
nhitoaissagaro. Pdrsu* i Jo o pivo que
os irom dores di lesorlem as circumsim-
cas criticas do Brazil'so adiados e jenles
da naga i que nos quer arruinar, convencido
qu; a Inglaterra he qmm lia d; ganhar na
desordem desconliar das prom-ssis dos
sopliismis, e das tamurias dos qui blazonan-
do de unios patriotas, e de f;ilaes immi-
gosdequdtrnerestrangeiro sao ni realida-
de alliados e auxiliadores dos unios es
tran;eiros que polem e tenciono arruinar-
nos
FACT03 DIVERSOS.
Em um das oitivas di fasta em un sitio
entre Hara-Simplicia e Agua fra dar) um
tiro em Jjzi Francisco mora lor i iqu -II ;s lu-
gares, quellie erio um Oimqo E,Le hornera
requera peranteo Chafo de Polica um ter-
mo de seguranca'da vida contra um visinho
mirador n > m m sitio onda foi atacado? t>n-
do-sa aquello M gistralo dirig 1 ~em contoa-
nlna doquiixoso at*a ntrala do referido si-
to, afn da vdf se encontr va o morador
estes que pareca certo terem morrido pou-
cas horas antes asfixiados dentro d'agoa e
nao terun tmalo alimentos por muito tem-
oo : suppoem-se d'aqui qu) os barbaros que
Ihe havio querido extorquir odinlieiro, os
havio f uto passarpMos horrores de urna fo-
lie de 3 dias, e se havio aliml desfilo
leiies por aquella maneira tai vez para fa-
zer crer que havio morrido affjgados por al-
guna acaso.
PERNAMBUCo.
Rendim^nto total Ha ntBg do confutado ds-
ti eidide nj miz de dazemhro prximo
passado.
Direiiosde7 p. c. d'axporlagao.. 40:412*149
de 2 p. c. dita
de l|2 p. c. de dita ..
d'ancorage para fora do
imperio.......
de dita para dentro dito
depozta los que excede-
ro d'anno......
Siza de 15 p.c. da venia dasem*
barcaces estrangeiras ....
Emolumentos de certidO'S. .
Papel dos passaportes imperiaes..





7*881
176*829
7:601*156
. 387*237
136*317
1:1-25*000
20*630
#100
MOV1MENTO DO PORTO.
49:867*652
Hndimrnto das provincias.
Dizimo do Assuoar das Alagoas 902j303
doalgodao da Parahiba... 458*087
NAVIO E.NTP.VDO NO DA 31.
Bihia ; lOdias, brigue eiciliano Gibriela ,
de 277 ton Malas, cap Constantino D;bar-
tolo equip. 11, carga sal, e couros : a N.
O. Bieber & C.
DITO NO DA 1.a
Bio de Janeiro ; 30 dias, patacho brazileiro
Pelicano, de 138 toneladas, cap. Joo Mon-
teiro d'Almeda equip. 12 carga carne :
a Gaudino Agostinhode Barro?.
Rio de Janeiro ; 51 dias brigue brazileiro
Indepm lente ISO toneladas, rup, Joa-
quii Antonio Maia, equip. 14, carga car-
ne : s Gaudino Agostinbo de Barros.
OBSBRVAQSS.
Anda sobre a valla 1 birca americana Wil-
lis de 16!) toneladas, viuda dos Abrolho
m 14 dias tendo sabido de New Badford o
8 mezes cap. Alb.rt DuggaC, equip. 32 : as
rnesmo capito. Vem refrescar e segua para
a pesca.
15ECLAIIACOES-
t^ O vapor Guapiass recebe a mala pa.
ra os portos.do sul hoje ao m io dia
as Pela administraco da m'za do consu-
la lo se faz saber qu^ no dia 7 do corrente mez
se hade arrematar puta dimosma admi-
nistraco urna caixa da assucar branco apre
hendida pelos respectivos empreados do tra-
pixe do Pelloirinlio por inexactido da tara
sin lo a arrematigo livre de despezas ao ar-
rematante. M-za do consulado de Pernambu-
co 2 de Janeiro 1813. Miuel Archanjo
Monteiro de Andrade.
no estado em que se aclia n'aquella praia, de -
vendo para i.iformaco dizer-se que este
Brigue oi construido lu 3 anuos, encavilh-
do de cobre, e ferrado em Junho de 1841
com cerca d 750 fjlhas do cobre grosso e
he de lote de 27 i toneladas : a seo bordo
existem duas barricas com 15 quintaos de
cobre vellio e o casco acba-se ao norte da-
quHIa barra sobre arenosa praia que fica
quasi enxuta na biixa mar demarsgrandes.
AVISOS DIVERSOS.
quinun ja ao *reca aos que Ihe intimavo as n- 1 ^ :^,l'!!'2
ordena do Chefe da Polica nar. m.^ Diz.modoassucardesta provincia 15:682*802
lo algodao do caf de dita......
do fumo de dita.....
Multas por infraccOes do regula-
inento .... .....'.
Taxade40rs. por saca d'algodo
de 160 por caixa d'assucar.
de 40 rs. por feicho dito...
de 20 rs. por barrica e saca
3:l5(*2S5
8*097
5*233
20*585
101*160
452*440
3*080
661*000
orlens do Cliefe de Polica pira comparecer
em su presenca e all separan.11 se, quan-
dachegou oa-a ouvio um tiro para o lado do
lu^iremqui -ixin o Joze Francisco 5 f^z
immedatamen part re m as ordenanzas que
o adiar o fari lo e seguir o o aggressor | do
triliio qu 1 Ih-as elle in lie m; m s n 1 o poda-
rn mais alcancar, e n-m reconheoec., por
o verem sjmnre de costas at' que desapa-
receo. O ferido est tora dop-rigo e anda
de p.
Na da 27 de dezmibro fin do teve o senhor
dpzemhargidorchef;de polica urna denun-
cia de que o religioso .franciscano fre Caeta-
nodeS. Engracia Munz que sahira de,ta
piaga em companhia da um sefi compadre pa-
ra diaer as mssas l> Natal no sitio da Taca-
runa para que fra convidado sob nome
de urna s>mhora ali moradora, estav preso
naquelle sitio e que um sen prente Ihe
exl irquira com aineaca urna letra de al^uns
Pontos de res e urna carta para as pessoas
que deixara em sua casa chamando-as para
aquello lugar e orddtlandodnas quo levassem
comsigo todos os olijoctos de valor. Dirigi- i Brigue americano = Chipla = farinha.
fie logo o ebefe aquello sitio ; mas nem Relie Brigue elciliano = Gabriela = fazendas
nem nos Contiguos descobrio o pobre religio-j caixas,
su anes > d*s bu'css h nus nroc ''eo. ^" nina r,
niuicia foi dada por urna pessoa a quein, di
zem contya o perpetrador do crime o modo
po que obtivera a letra que procurava reba-
A VI SOS MARTIMOS.
71.378*721
Meza do consulado de Pernambuco 2 de
Janeiro do 1843.
O administrador
M. Archanjo Monteiro d' Andrade.
tsr Para o Maranho a sahir com brevi
dade por ter proniplo a maior parte do seu
carregamento, o brigue escuna Laura--
quem nelle quizer carregar, ou hr de passa-
gem dirij-se ao capito.
' Para Lisboa, o Brgue-Escuna Hortu-
guez Novo Cingresso, muito velleiro for-
rado e pregado de cobre do qual he capital
Manoel Joza Bato : seguir com muita bre
vidade por ter parte de tua carga prompta :
quem no mesmo quiser carregar ou ir de pas-
sagem para o que tem muitos bons comino-
dos, dirija-se ao dito capito ou a Mvnde
& Oliveira na ra do Vigario n. 19.
L E I l E S .
ALFANDEGA.
Rendimento do da 2......... 1:785*225
DESCARREGA* HOJE 3 DE JANEIRO.
P.

poriiiiha de qu^ tinha a chava que Ihe da
va entrada no jardun de M.*'Blondeau. E
todas as manlias antea que o prini'iro ar-
rebol da madrugada podesse tiahir<'sss inys-
ti-riosas entrevistas foltava para Breat sem
que ninguem .susieitasse o motivo de suas ox-
cursO's nocturnas.
E o que succede em todos os amores. Um
rapaz dominado de viva paixo persegue por
tola a parte com seus oihnvs declarar6-'S a
irnillh-r que Ihe ^palpitar 0 COraCflo. As
assiduidades os cumprimentos, a periuibi-
fio as palavras al; o siNticio concorre
tu lo pua coinprtometter a muiher amada. Al
vu Bsaioi lias vistas de todos, a an) inte nao
culpada e nada tem anda outorga.lo ; porm,
quando nada mala ta que desojar se que
o .11.ante ja saciado comeca a calcular as
palavras a a tornar-se fri e ceremonioso di-
ante de toilos. Redobrio entAoaspreeaucOes,
com medoque tiansli.-zi a Verdade. I) >s^ra
?a i,im'nte pirm tardos vein qu asi sem-
pr patea-cuidado! e ao passo te cario da ventura que o guarda longe de
irtuoo curiosos in;.-; < esmera em
. t" '"i "' i 6i a j suas i"
'! i tdad s an le lores l va produzdo o fru to:
j** .la perdida a muiher na opinio do mun-
. i. .i <. 11, .
. "... lilH'J .
Brigue inglez = Ebe = azeite.
Brigue brazileiro =Triumpho Americano =
farellos, e pixe.
!Mc. Calmont & Companhia ferio
lelo por conta de quem pertencer e poi
intervengo do Corretor Oliveira, sabbado
7 do corrente as 10 horas da manh, no For-
te do Matto de varios salvados do Brigue In
alez N'ewhum naufragado na costa do Rio
Grande do Norte consisti lo principalmen
te em ancoras de ferro grandes e pequeas.
OOrrentes de ferro dito moiiOes e cadernaes.
pegas inteiras de cabos, cahos soltos, enxar-
ciaes, muito valame fu,'oda cmara, co-
bre velho barris de carnes salgadas e ou-
tros.artigos que esta rao patentes j na mesma
occa^io se poro lanihem a venda osmastr.os,
vergai e uuiros paos no estado em que exis-
lirein no Ro Grande doNorie, se antes nao
chegarem para aqui serem vendidos* assim co-
mo se vender o casco do dito Brigue Newoum
do, antes de hiver suecumbido e a socie"
dade jamis reforma o juizo que urna vez for-
mou.
Com as precaucOes que tomvo os dous
amantes se nao deixro embar os viznhos
de Cecilia cuja reputaco era j objecto de
mordazes commentarios.
Estranhos porm a quanto os rodeava ,
Adriano a a esposa culpada passro dous n-
ii s embriagados ern todas as felicidades de
um amor reciproco. A lembranga de seu
marido, a piincipio tenaz e ameagadora se
havia pouco a pouco esvicido do animo de
Oiilia. Agora, sulju,; Xonado que Ihe testeujunhava o aspirante ,
eixava-se descuidosa embalar com as encan
tadoras palavras que escapavo de seus labios,
como se devera ser eterna essa ventura a-
d altera.
Ai driles! profundo era esse somno de
delicias, mas quo amargo ser o despertar !
i Vossa mi Amedeo j nao poda oc-
ultar as consequencias inevilaveis da sua fal-
ta Sua cintura outr'ora to fina e esbel-
ta comecou de repente a dilatar se. Ceci-
a nao sabia maia de casa. Os da passava-
os a esperar pelo homem que a havia feito ol-
vidar scjus deveres ; e as noites empregaro-
as os dous impni lentes em formar mil castel
los no ar. O filho que trazia Cecilia no ven
tre havia ser bello e sensivel como ella ; e
havia de ter a cora geni e o espirito do aspi-
rante. Confia lo-hio aos temos e solcitos
cuiddos de urna robusta camponeza ; sua mi
ira vistalo todos os dias, sem despertar a
menor suspeita ; e quando elle crescesse e fi
casse forte seguira a prolisso de seu pai :
servira sob suasordens no mesmo navio e
ao lado delle ganharia seus postos
Cbimericos projectos Os imprudentes,
no meio de seus sonhos de venturoso porvir ,
nosabio que o corpo a que pertencia M.
Blondeau tinha sabido de Guadrlupe e que
vogava o marido ultrajado paia a Ierra da
patria.
L'ma noite eslava Cecilia mollemente es-
tendida em um sof com essa arrebatadora
pallidez que tem no semblante a muiher pres-
tes a ser mi: Adriano sentado aos ps del
la suspirava em voz baixa essas phrases
heias da languidez e voluptuosidad, cojo
ncauto to poderoso no meio das trevas.
O amante f liz eatava reanimando a corat;ern
la muiher que se havia nndido a seus amo-
res e carnhos.
-Sim, minha amiga, diziaelle, tudo
Sabio o Carapuceiro n. 78. tractan-
do das difTerentes especies dr namorados. A
varieJade faz ver que nao ha nada como o
olno do dono ; vende-se na praga da lude-
pendencia n.* 6e 8.
"T Quem adiar um aro de ferro
dos que serven de guaroicSo ao
eixos de carrinhos, forrado com
casquinho e que foi perdido des-
de a ra Formosa atlie ao Galdei-
reiro queira ter a boudade de tra-
ze-lo ra Nova D. id em casa
do Doutor Fouceca que ser re-
compensado.
^ Acha-se venda o IV.
7 do Artthero em prosa
?em verso; he o ultimo do
inno passado nao obstan-
te estar com a data mo'der-
la, e vende-se pelo mes-
no preco.
W Innocencio da Cunha Goanna faz
publico que mudou o lugar do sua residencia
oara o pateo de S. Pedro sobrado n. 3
*sr Quem annunciou no Diario de hon-
tem um sitio pequeo para arrendar perto
la prar,a ; dirija-se a ra da Conce;o da
Boa-vista casa junto a greja do Rozario.
tsr Arrenda-se um sitio que seja perto
la praga para pequea familia e que tenha
dgunfl arvoredose terrenos para plantages ,
|uem liver annuncie para ser procurado.
SSf Joaquim .Toso de Santa Anna Barros ,
Taz sciente aos paes de seus alumnos que a-
bre as suas aulas de primeiras letras e fran-
ez no dia 9 do corrente mez de Janeiro as-
sim como tambem scientilica a todos os mais
Senhores que desejo o zelo prosperida-
le eaptido de seus filhos e que de seu
irestimoso aueiro utiiiar ; hajo de diri-
,'ir-se em Fra de portas na ra do Pilar ,
Timeiro indar do sobrado n. 63.
W Precisase dd um cozinheiro que seja
oeritimo na sua proficuo para o ser/ico de
orna hospedara na ra dos Quarteis loja de
miudesa* que se Ihe dir quem pretende.
tsr Desapareceo no dia 26 de Dezembro
p. p. da obra do caes da ra da Praia uma
moa aberta de lote de 600 lijlos com uma
orrenle na poupa de uma meia braga alta-
roza*. com pouco uso; quem da mesma souber
far favor participar no mesmojeaesao mestre
la obra Joo Fernanoes Gouveia ou na ra
da Cruz no escriptoro de Jos Ramos H ni_
I veira.
tir Precisa-se de uma preta para cosinhar
engomar ; no atierro da Boa-Vista, loja
franceza n. 11.
tenho previsto. A ama me inteiramente
devotada: lillia de um rendeiro de meu pai,
casada apenas ha um anno. Nunca houve
muiher de 20 annos que possuisse majis vi-
gorosa saude. Nosso llho estar em segu-
ranga em casa della e nao ho de faltar
sua infancia nem cuidados, nem mysterio. O
medico meu amigo : desde muito conheco
Ma discricoeadheso. Desterra pois todo
0 susto de leu coraco socega leus justos
cui ados : mais alguns dias de soflmenlo ,
e far-me-bas o mais venturoso dos homens.
A moca voltou para o aspirante seus o-
Ihos lnguidos e melanclicos. Deslisou-lhe
pelos labios ineffdvel sorriso e estendia-lhe
a mo com um abandono ebeio de granas
quando entrou a criada que mister havia si-
do admiltir na confiJencia desses amores :
cbi gou-se sua ama e entregou-lhe uma
carta com o sinetedo correio da Rochelle A-
penas lanyou Cecilia os olhos na carta fatal ,
1 iapou-lhe ella das mos e cahio a moca seni
sentidos no sof.
Desgranados acabava de surgir para el-
es o di de ei"iae4/j J
MUTILADO
(Contnuar-se-ha.)


Q'-i ."* '*Wt
4
Srs. Redactores-----Tendo-se retirado des-
ta oidade pe"a Serinhaem a servigo publico ,
o meo amigo o snr. Mmoel Pudro da Souza ,
terceiro commandante do corpo de polica ,
recomendou-me, entre outros objectos, que
ma prestasse a qualquer exigencia deseu Av,
que sendo octogenario, e achacado nao se
podia exporaos rigores de umalonga viagem.
Acontece porem quo aquello infeliz ksse br-
baramente assassinadoemcompanhia do Re-
verendo Fr. Caetano de quem era amigo in-
separavel em um dos dias santos de testa ,
e procurando eu comprir com os deveres de
amisade dando-lhe s-pultura soube que
os snrs. olfioiaes do corpo de polica se ha-
vio encarregado do enterro do Av do seu
c#Ilega sem que consentissem que eu ti-
vess o menor dispendio ; o que com effeito
seelTectuou na noute em que o cadver fora
encontrado, sendo enterrado na Igreja do
Hospital do Paraso com a maior decencia
possivel pois alem da msica e padres da
Igreja assistiro os snrs. oleiaes do corpo ,
e varias pessoas convidadas.
Le/ado pelo espirito de gratido julgoei
do meo rigoroso dever patentar este acio de
beneficencia pralicado pela brioza ofikialida-
de do corpo de polica para que delle o pu-
blico tenlia conbeciment ; assim como para
em nomo do dito meu amigo, o sur. Vlanoel
Pedro dar-lhes os devidos agradecmentos
por toalto obsequio.
Queirasnrs. Redactores por me fazerem
favor dar publkidade a esUs Imitas que
ao mrito dediea.= Joo Izidro L^pes Lima.
tsr Jozi Egas de Castro Lima subdito por-
tuguaz rotira-se para a Babia athe o da
6 do correte ; quem tiver com o mosmo
contas dirija-se a ra Nova loja franceza de
Dier Robert &Companhia n. 9 para seren
pagas. a
tsr OfiVoce-se uma mulher branca para
ama de qu .Iquer casa e as habilidades se di-
r a vista qum a prnenler, dirija-se a travessa do
Pocinho n. 21.
ssr Francisco Joza da Rocha ; retirase
para a ci lado do Porto.
s&" Ad. Sehafheithfm sublito AllemSo ;
retira-se para fora da Provincia.
ssr Preciza-se de um padairo branco que
seja b^m perito na ra Direita n. 82.
ssr O abaixo assignado faz publico que
boje fica extincta a sociedad comuiercial, que
com ello tinha o sr. Manod Joze Machado Ma-
lherios e que girava debaixo da firma de
Machado &Srntos; em virtule do que sao
convidados todos aquelles que se julgarern
credoresdaquella firma para apresentarem
suas coritas no prazo de oSto dias, afim de se-
rem legnlisadaM e satisfeitas em tempo. -
lilanoel da Silva Sanios.
ssr Quem precizar e quizer comprar a
metade de uma casa terrea na ra de Santa
Rita Novan. 7, com 19 palmos de frente e
57 dito* de fundo com cozinha fr-i quintal
pequeo murado porto cacimba meeira ,
cilios foreiros ; d<"ve procurar no pateo do
Terco loja do sobrado N. 20.
Com o artigo 6. do papel de tract
de soriedade celebrado entre os Srs. M-noel
Jos Machado Malheiro e Manoel da Silva San-
tos sob afirma de Machado & Santos se pre-
vine os t redores de dita firma uuaudo deixar
ella de existir ou se julgar dissolvida dita
sociedade ; igualmente responde-se com o
mesmo artigo ao annuncio do socio o Sr.
Manoel da Silva Santos, encerido no Diario du
2 do corren te.
r\
HP3
Artigo 6. Esta sociedade nao he tempora-
ria e por isso sem tempo limitado qual-
quer dos socios pode quando queira dissolvel
la ou da-la por dissilvida quando por qual-
quer motivo lhe nao convenha continuar na
mesma mas nunca ter lugar a ser dessol-
vida quando seno axem reunidos ambos os
socios na casa de seu estabeleeimento ; assim
como tambem de estarem pagos tod >s os
credores salvo convenci entre nos em con-
trario.
tsr Perdeo-sp da ra do Amparo t o va-
radouro da cidade de Olinda um alfinete
de peito de forma quadrada lavrado a roda
comoanelo e com as letras iniciaes R. M.
N. o qual tern 3 oilavas e m\a de peso ;
quem o achou dirijr-se a mesma cidade so-
brado de varanda de ferro ao subir para a
Misericordia ; e sendo no Recife ao largo de
s. Pedro n. 16
tsr Quem precisar de uma ama capaz pa-
ra casa de homem solleiio, que sabe en-
gominar e cozinhar dirija-se ao beco do Sa-
rapaMn. 90.
4 I-----
"3C um .-i/i c i < M uimaica ua
JOAO Bernab professor gymnastico e
equestre tendo chegado da corte do Rio de
Janeiro com sua companhia aonde leve a
honra de apresentar seus espectculos du-
rante dous annos, no circo da ra de s.
Anna por elle edificado etevea honra de
merecer elogios pblicos como tambem te-
ve a honra de trabalhar perante S. M. o I.
I). Pedro Segundo e as Augustas Princezas.
O mesmo participa ao respeitavel publico ,
que estapromptando um circo Olmpico,
com todos os commodos possiveis na ra da
Florentina. O director Ionio tido a fortuna
de ser aplaudido nos sem trab dhos equestres
tinto na corte do Rio de Janeiro como em
outras capities da Europa espera merecer a
mesma benigna protegi dos generosos Per
mmbucanos condecidos por amantes das bel-
las artes.
ssr Joo Jacintho de Souza faz seiente
aos seus amigos e em particular aos seus
freguezes que a sua loja da ra do C ollegio
com frente para o caes mudou-se para a
ra do Cabula n. 8.
t^ O proprietario do assougue francez do
beco da Lingoeta previne aos seus fregue-
ses, que nos domingos e dias sintos ter boa
carne de vacca carneiro e porco e lingoi-
gas feitas a mola franceza e continua ter
todos os domingos e quintas feras de todas as
semanas.
BT Do sitio do Cwleiro na Migdalena ,
fuifio no dia 30 de dezembo p. p. um caval-
lo rugo, grande, gordo, tendo as dinas apa
radas e para maior sin.I tem uma ferida
noquarto esquerdo junto a cauda: quem o
tiver apanhadoe quiser restituir ser bem
recompensado.
ssr Aluga-se urna preta a qual cozinha o
ordinario e cose mui sofrivel : na ra da
Ordem Terceira de S. Francisco n. 20.
ssr Quem annunciou no Diario de 2 do
corrente, ter para arrendar um pequeo sitio
pertoda praga por pre^o de IOOji rs. se
ainda nao alugou dirija-se a ra do Quei
mado loja de ferragens n. 4.
t" Desoja-se saber por esta folha a mora-
i'ia da viuva do fallecido D. Mano&l Xavier Bo-
telho a negocio de interesse.
%sr Prccisa-se de um cozinheiro que seja
perito na sua profisso para o servido de
uma hospedara : na ra dos Quarteis loja
de miudezas n. 12.
ssr Ueseja-se saber por esta folha as mo-
radias dos snrs. Antonio Joze Cocino Jnior,
Minoel Antonio da Silva Theodoro Joaquim
Duarte a negocio de interesse.
ey Joo Antonio Coelho perito barbei-
ro dentista e sangrador madou sua re-
sidencia do pateo do Tergo, para o alterro da
Boa vista n. 48 ondeoffrene o seo presu-
mo a aqueiias pessoas que precisaren! em des-
empenl.o de sua arte.
r Precisa se de uma ama de leite preta
forra ou captiva que naO tenha filhos e
que tenha borne bastante leite nao se olha
a prego no caso que agrade : na ra larga do
Rozario n. SO.
rar Preciza-se de uma metade de uma ca-
za sendo esta que more pouca familia e
pessoas de idade ou alguma viuva honesta .
para uma senhora milito capaz com pouca fa-
milia d-se fiador. ou mezes adiantados:
sendo no bairro de Santo Antonio e prefe-
re-se em boa ra uirija-se no principio da
ra Imperial, lado dinito n. 4 que achara
qui-m pretende.
esr Quem precizar de um rapaz portu-
guez para tomar corita de qualquer uma ven-
da ; o qual tem bastante pratica dirija-se
a ra do Sebo venda n. 16.
BT" A lotera concedida a favor das obras
da Matriz de S. Pedro Mrtir de Olinda cor-
re impreterivelmente no dia 9 de Fevereiro
prximo futuro ; os hilheiesacho-se a venda
nos lugares j anminciados.
Perdpu-se no dia 20 de Dezembro uma
boceta j velha com roupa por se ter entre-
gado a um preto de ganho para a conduzir pa-
ra o Forte do Mattos e este supe-se ter se
perdido de vista da pessoa a qupm acompa-
Loteria da Matriz da Boa-Pista.
Esta lotera pela primeira vez defferio
o seu andamento allem do dia aprasado ; as
causas torio fortes e imperiosas e o publi-
co se deixar convencer da forca desta verda-
de se sobre ellas meditar attentamente, tor-
nando-se assim indulgente.
Hoje porem se annuncia ao mesmo respei-
tavel publico que as rodas corrom imprete-
rivelmente no dia 12 do futuro mez de Janei-
ro, por isso que uma sociedade composta
dos pessoas abaixo assignadas, se compro-
inettero por titulo exprego a fijar com
uma quantidade de bilhetes at ao valor de
quinze contos de rois se isto se fizer mister,
portanto ainda se convida aos amantes des-
te jogo a entrarem nelle com fervor ja
pela pa aplicagio a que se dedica o beneficio,
ja pela fisioa certeza de um andamento irre-
vogavel. D. Joo Bispo de Pernambuco ,
Bento Joze da Silva Migalhies Jozj Pereira
da Cunha Luiz Gomes Ferreira Joze Joa-
quim de Oliveira Gabriel. Antonio Joze
Francisco de Azevedo Lisbia B. Lrsserre ,
Joo Pinto de Lemos, Angelo Francisco Cir-
neiro Joze Antonio Gomes Jnior Joze Ga-
briel de Moraes Mayer, Padro Ignacio Baptis
ta Francisco Antonio de Oliveira Francis-
co Joze Barb >%a Diniz Antonio de Moraes
Silva Joo Moreira Marques, Francisco Joa-
quim Cardozo, JoaO Joze de Carvalho Mo-
raes Thomaz Antonio Msciel Mmteiro, Jo-
ze dos Santos Neves Caetano Pereira Gon-
galves da Cunha Mmofll Joze de Souza Car-
neiro Joze Antonio Alves da Silva Joze
Eustaquio Gomes Antonio Luiz Gongalves
Ferreira Antonio Joza Pires Joa Pinto
de Lemos Jnior Antonio Joaquim de Sou-
'a R beiro & Angelo Francisco Cirneiro ,
Thomaz de Aquino Fonneca.
BT Aluga-se um sobrado de um an lar e
sotio na ra da Concordia por detraz do
Carmo o qual tem muito commodos e he
de um prego commoJo ; qu>m pretender di-
rija-se ao sitio do retiro de Francisco da Cu-
nha Machado ou ao Recife casa de Gongalo
Joze da Costa e S na ra da Madre de Dios.
tsr Aluga-se o armazem que fica por traz
do sobrado da ra de S. Francisco, em que
mora o sr. advogado Joze Narciso, o qual
armazem he perto do embarque, e tem mui-
tos commodos; quem o pretender dirija-se
ao lecife casa de G mgalo Joze da C >sla e S,
ou ao sitio do retiro na p.ssigem pertencento
a Francisco da Cunha Machado.
tsr Francisco Rodrigues da Silva Fataun-
cos retira-se para Portugal a tratar de seus
negocios.
mr J. O. Elster avisa a seus 'reguezes ,
que de hoj > em diante tem adraittido a seu
mano F C Elster como socio no seu estabe-
cimento de chapeos e que continuar de
baixo da firma de Elster Irmios ; elle espera
que continuem da mesma maneira afrequen-
tar o mesmo estabelecimento onde se>o
sempre servidos com promptidio e por pregos
mui com modos. = Pernambuco 1. de Janei-
ro de 183.
tsr Taboado de pinho de boa qualidade
e por prego com modo : na ra de Apollo n,
24 fabrica de Misquita & Dutra.
tsr* Bichas grandes de ptima qualidade
chegadas prximamente amendoas sag ,
legilimovinho feitoria, bons paios, chourigus,
e pequeos barris com toucinho de Lisboa :
no atierro da Boa-vista venda n. 44 junto
a travassa dos Martins.
E- Uma negra de bonita figura som
achaques por prego com molo avista do com-
prador se dir o motivo da venda : na ra de
Santa Rita n. 2 i.
ssr Urna preta do gento de angola de 30
annos de idade lava de varrella e sabe co-
zinhar o ordinario e he propria para o cam-
po do que tem bastante pratica : na ra Au-
gusta n. 50.
= Umaescrava moga engomma bem lizo ,
e cozinha o ordinario cuja d-se a contento ao
comprador : na ra Direita n. 43.
= Um cavallo alazio proprio pira menino
por nio ser muito gran le esquipi e tem to-
dos os andares : na ra d Duas escravas uma de nagi qui-
tandeira ccsiriha o ordinario lava tanto
le varrella como de sabi > e outra dita cre-
la cose bern e engomma cosinha e
lava : na rui do Figun les n. 27.
Na ra da Cruz n. 36 se vende fari-
nha de mago por prego commo lo.
= Noarmizem do sr. Vasselar defronte
das escadinlm da Alfn lega se ven le farinha
o milho lo Rio de suoerior qualidade por
prego commo lo.
ar ptimos charutos de Havana e fama
voa ; rap de Lisboa : na ra do Cabug lo-
ja do Bandeira.
ar Superiores caivetes da mole que
injterido-se a pmna sai perf'.ime<.te apara-
na rui doCibug lojt de imulezas jun-
ua
Si
COMPRAS
tar Para lora da provincia effectivamente
molatinhas crelas e mais escravos de 15
a 20 annos nu5r\.so hum snn.l k/n!*i -
na ra do Livramenton. 3 das 9 horas da
marina as 4 da tarde.
ssr Urna machina de imprimir cartas: na
ra da Moeda n. 8 ou annuncie.
ssr Uma venda com poucos fundos ou
sa armaco, no alterro dos afogados; quem
tiver annuncie.
VENDAS.
ata luga-m pula a iju'iij y retvDeO qUel-
rua do AEorim junto ao ferreiro Caetano : I ra entregar, na ra da Cadeia do Recife ven-
m tratar com o mesmo. ida defronte do beco largo.
tsr" Loriga da Bahia vidrada : na ra da
Cruz n. 64,
tsr* Urna commoda nova bem feita de
angico edo uso, por prego commodo : na
ra de Agoas verdes n 38. "
UT Sementes de nabos rbanos raba-
netes couve tronxuda dita lombarda, re-
polho espinafre sebolinho salga alface
branca senoiras, mustarda, coentro, feijio,
ecarrapato, todas muito novas : no atierro
da Boa vista n. 78.
ssr Du-s est ravas mogas, fazem mui bem
pi de l, e todas as qualidades de bolinhos
e boas vendedeiras de ra estas pretas sao
vendidas por ter fallecido sua senhora ; 2
pretos para todo o trabalho um delles he
bom carreiro : na ra de Agoas verdes nu-
mero 44.
tar Relogios patente, de ouro e prata ,
tambem horisonlal ditos de parede com
despertador dilos de mesa ; tambem faz se
troca : na ra das Cruzes casa do relojoeiro
francez n. 35.
lo do sr. Bindeira.
ssr Urna mulata moga de Bonita figura
boa cozinheira e engomma com perfei-
go na ru> da Cideia do Recife loja de Joo
Ja Cunha Magalhes.
ssr Cadeiras americanas com assento df
pallunha camisde vmto con annrgio e
sem ella, muito bem fts a A"&) rs. dit >^
de pinho a 3500, mirquezasR con lur ;
mezas de jan'ar commo las dr amarelo e
de angico assim com i outros muitos trastes e
e pinho de suecia com 3 pologadas Je grossu-
sura, dito serrado tu lo mais em conta d0 que
em outra qu lquer parte : na ra da Floren -
tina casa de J. Beranger.
ESCRAVOS FGIDOS.
=5 No dia 26 para 27 de Dezembro de
1842 fugiro do engenho Sebir do Cavalcan-
ti na comarca do Rio Formozo dous escravos
bem ladinos ; um de nome Mauricio de na-
gio angico idade de 40 annos alto b-m
feitodo corpo e cara secca tem marca de
sua trra as fontes e testa desdentado
adiante no queixo de cima, cor fula levou
chapeo de carnahuba oliado de branco uma
pistola jaqueta e caigas brancas camisa
de madapolo e de algodo da trra se-
roula bata encarnada, e mais alguma rou-
pa : e outro de nome Raymundo de nago
congo i.ade de 40 annos baixo secco ,
desdentado adiante no queixo de cima com
o dedo polegar da mo direita lascad i h sera
unha tem marcas de chumbo na cabega ,
e levou uma espingarda lazanna curta cora
aneis de lato e guarda odee do mesmo
pregado com taixinhas um chapeo de palha
novo jaqueta de chita de assento branco ,
e flores encarnadas e caigas brancas ca-
rniza de madapolo e de algodo da trra ,
seroulas bata encarnada, e mais alguma
roupa. Supe-se ter hido para o serlo e
roga-se a todas as authoridades policiaes e
capites decampo e mais pessoas particu-
lares, queiro pnnde-los, e leva-Ios aodito
engenho ou nesta praca na ra Auausta n.
8 que se gratificaro todas as dispezas com
generozPlade.
tsrNa noute de 29 de Nivembro p. fugio
ilo sitio da Palmeira no Luca a escrava Jo-
anna de nago songo de 35 annos pouco
maisou menos, baixa meia fula cbelo
cortado levou vestido de chita de assento
branco com pintas azuis panno da costa
bastante tiza lo e contas ao p vscogo ; em
a noute de 15 para 14 de Dezembro fugio do
mesmo sitio o escravo Joo bonita figura ,
nago gabo de 26 annos alto ps gre-
lados tem no peito do p direito marca de
uma chaga cabello grande nao se sabe a
roupa que levou por t"r conduzido uma cai-
xinha com toda a roupa: quem dos mesmos
suuuer dirija-se au ni-smo sitio ou a ra da
Cadeia do Recife loja de farragens n. .r>6.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1843.
..


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