Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04850


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Full Text
Annode 1842.
Sexta Feira 25
Todo agora depende de nos mp.mn. ; da nossa prudencia moderado e energa : con-
tinuemos como principiamos e seremos apuntados com admiraco entre as Nacoes mais
cultas. ( Proclamacao da Assembla Geral do Bbaul.)
, PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
.Goianna, Parahiba e Rio grande do Norte segunda- e sita& feiras.
bonito e Garanhiins a 10 e 24.
Cabo Serinhaem, Rio Formoso Porto CaWo Macei e Alagla no i. H ( r %\
Boa-risia e Flores a 28. Sanio Anute quintas feiras. Olinda lodo os dias.
DAS DA SEMANA.
40 Seg"s. Fausta. And do J. de D. da i. r.
20 Tere, jejum s. Dominios de Silos Ab. Re. Aud. de J. de D. da 2. .
21 Quart. 8 Tome' Ap.
22 Quii. Honorato M. Aud. do J. de D. da 2. t.
23 Sext. Servilla advogado. Re. Aud. do J. de D. dal. t.
2i Sab. jej a. Cragoiio M. Re. Aud. do .1. de da 3, t,
25 Don. asoimento de N. S. Jeius Chtisto,
de Dezembro. Auno XVIII. N. 277.
O Diario publica-* todos os dias que nao forem Santificados : o preco da assignaturai ka
de tres mil rcis por quartel pao> adiantadox. Os annum-ios dos assi?nantes sao inserido*
gratis, e os dos que o nio forem ,-i rat.'io ilr SO re i s por linha. As .vlamaces deyem se/
dirigidas a esta 'l'ypografia, ru .'.as CruiesN. 34, ou a praVa da Independencia loja de lirro
Numero 6 e 8.
CAMBIOS no da 22 de dezembro.
compra venda.
Cambio sobre Londres 27 i Nominal.
ci Pa'is 350 reis oor franco.
< k Lisboa 100 por 100 de premio.
Moeda de cobre 3 por 100 de descont,
dem de letras de boas firmas 1 |.
OfRo-Moeda de 6,100 V,
k N,
.. de 4,000
PATA-Patacoes
i< Petos ('nltimnares
I ditos Mejicanos
miuda.
1;i. 00 15,200
14.S0J IbuOO
8.300 8.500
1,75a 1,77
1,7..) 1,77o
1,750 1,770
1,640 1,68
Preamar do dia 23 de Dezembro.
1. a 10 boras e (i m. da manliSa,
2.a a 10 horas e 30 m. da tarde.
PHASES DA. LA ISO MEZ DE DEZE.UHRO.
Lna Nora A 2 1 hora e 56 m. da man!'.
Quart. rese. 4 9 s 8 horas e 7 m. d tara.
La cheia n 17as 4 horas e 26 m. datar*.
Quart. ming. a 24 2 horas 26 m. da tard.
DIARIO DE PERMMBII
BBf
PARTE OFFICIU.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 17 BO CHMENTE.
OITicio Ao choto do polica interino se
Illm. Snr =s Chegando estajPresidencia pe-
la voz publica a noticia de ter desapparecido ,
depoisde esptncado por Mmoel Birnardino
Vieira de Mello Francisco d irnos de Araujo
e Vasconcellos no terina de Nazarelh sem
que as autoridades policiaes tomissem conhe-
cimento do tocto nem proce iessem na forma
da lei cumpre, que V. S." tom os*esclareci-
mentos necessarios e proceda este respei-
to com toda a energa para que saiba-se com
veracidade do acop.tecimento e deja puni-
do quem tivar praticado o tocto pela manei-
ra referida.
DitoAo cheto do primeiro batalho da
guarda nacional do Cabo significando em
resposta ao seu officio de 3 do corrente que
acamara municipal compete fornecer os li-
vros para a matricula dos corpos da guarda
nacional, como he expresso no artiglo da
lei de 18 de agosto de 1831 ; equedevepro-
por para reforma segundo ja se o autorisou
em officio de 29 de oulubro ultimo os olli-
ciaes que nao querem servir ; e para os
substituir pessoas que d'isto mostrem de-
ejes.
Dito Do Secretario da provincia D.
Clementina de Moraes Saruiento=lllm. Sra.
=Mand o Exm. Snr. Presidente da provin-
cia em resposta a participaco que V. S.*
lhe dirigi a 15 do corrente significar lhe ,
que na legislado actual nao ha disposigo
alguma pela qual sejo obrigadas a prehen-
cher formalidades as pessoas, que fundo es-
tabelecimentos de instrurgo publica. He
verdado que tem o governo feito sentir
assembla legislativa provincial a necessidade
do estarem taes estabeleci montos suj sitos a
inspecgo do director do lyeo ou de qual-
queroutro delgado da presidencia.0 mes-
moExm. Snr. con^ritula-se com V. S.* e
manda-Ihe dar muitos louvores pela fundago
de urna casa de educago que nao pode dni-
xar de prosperar debaixo da direcgo de V.
S.", a quem protesto a devida considerago e
respeito.
Dito Do mesmo ao juiz relator da junta
de Justina, participando havero Exm. Snr.
Presidente designado o da 20 do corrente pa-
ra sesso da referida junta. Igual participa-
cao se toz ao presidente interino da relago ,
e ao commandante das armas ; a este para o
faxer constar aos vogaes militare ; e aquello
4jGS togados.
Dito Do mesmo a cmara municipal ties-
ta cidade aecusando recepgo das contas da
receita e despesa respectivas relativas ao
anno lindo e do ornamento para o futuro.
DIARIO DE l'HIMWiim
Bem dice o Sr. Antonio Machado de Paria ,
mestro do brigue Aurora na insultante cor-
respondencia do D.-n. de 20 d por ser estranho di intrigas do paiz foi seu
primeiro cuidado narrar ao Exm" Presi-
dente da provincia o attentado do comman-
d.inle da escuna l.'d'Abril, e requere/-lhe
as providencias que o cato reclamava ; por
que cortamente se j estivesse iniciado teria
lugo recorrido sucia do D.-n. que t< m na
insolencia una panacea para lodos os males,
que a immoralidade produz ou sua imagi-
naco cria.
Nao para acreditar que sera o concurso ef-
caz do D.-n tiresM algum bomem a petu-
lancia eo despejo, qua mostrou o mestre
do brigue Aurora em vomitar insultos, e le-
vantar falsidades as mais inverosimeis contra
a !. authoridade da provincia ; so nesse jor-
nal em que todos os dias se falta verdad, e
ao respeito que se deve ao publico poda o
correspondente a que nos referimos ajuda-
do pela penna 'mais hbil que para insultar ha
entre a sucia adulterar com tanta impavi-
lez os toctos, sahindo pela tangente- cons-
ta-me dicenio-me &C. da obrigago que
tem de provar tudo que aventurou.
E' preciso ser muito inapto ou estar alie-
nado pelo desojo de descobrir tollas em quem
vive sobrancoiro aos tiros da matodicencia, co-
mo o rochedo ao furor das vaj,\* que o comb-
l.em para aconselhar que s s queixe do Ex.mo
Presidente quem confessa como o mestre
do brigue Aurora que preso s 6 horas da tar-
de de 3 do corrente jelo commandante da es-
cuna foi por ordena, ou insinuicao de S.
Ex." solt nesta mesma noite : que narrando
no din seguinte o acontecido, foi-lhe a o en-
tregue o marinheiro e se nomeou conselho
d'investigacao ao commandante aggressor.
Quaes ero as providencias, que o caso exi-
lia da parte do Ex." Presidente, se nao tozer
soltar o msstre do brigue assim que soube
do Cacto mandar restituir o marinheiro re-
crlftado e processar o commandante da es-
cuna ? Esto confessa o queixoso que toz o
Ex.m* Presidente e com a maior brevidade;
pois na noite de 3 foi a sua soltura, e a 5, por
ser domingo o dia 4 se mandou processar o
commandante da escuna e entregar o mari-
nheiro. O que mais quera o correspondente
do D.-n. ? Pertendia acaso, que o Ex 'n0
Presidente sua aucloritate fizesse o comman
liante soffrer a pena de Talio ou que mes-
mo lhe impozesse as penas da lei ? Ahi vamos
nos insensivelmente para a independencia do
poder judicial, que o collega mette tanto a
ridiculo pelo desejo que tem de ver a admi-
nistrado atacal-a para mais seguro attri-
buir-lhe tendencias para o poder absoluto.
Se o Exm Presidente sem metter em con-
selho o commandante da Escuna lhe lizesse
suffrer alguma pena nao diria o D-n. que
o protegido de S. Ex. era o m sstr do Brigue?
Nao gritara que a administragao obrava
arbitrariamente porque o supposto offendido
era estrangeiro ou ao menos lnha por pro-
tectores certos amigos de S. Ex. i' Mas tendo
o goveruo procedido em regra limitan lo-se
s providencias que a lei authonsa, temos
no mestre do navio urna victima da pesada in-
fluencia do protector do capito teen te !
Ouaes sao os, motivos quaes as provas dessa
protecgo ? Pois o capito tenente era valido,
e altamente protegido pelo Exm. Presidente,
e nao costumava frequentar o palacio de re-
sidencia de S. Ex ? Quaes sao essas recom-
mendacoas em favor do commandante da Es-
cuna mais pederosas de que aquellas com
que conta o mestre do brigue Aurora ?
iga-o em coHSCiencia, se a tem, esse homem,
ou quem por elle redigio a desabrida corres-
pondencia. Falla vedado o corresponden-
te do D-n. alfirmandoque o conselho de in-
vestigago fofa adhoc nomeado depois de ad-
mittida no Foro civil a sua queixa sem se
lembrar de ter j declarado que recorrer no
dia 6 ao delegado dcipois de ha ver requerido a
S. Ex. ; sem advertir que o conselho fora no-
meado a 5 e publicada essa nemeago na
parte ofiicial d'utn dos Diarios da semana pas-
sada e que o Exm. Presideute no mesmo
dia 5 em que lhe foi apresentada por escrip-
to a queixa do correspondente mandou pro-
cessar o capito tenente Lima.
Em dizer que #conselho foi nomeado ad
hoc parece o correspondente ignorar o proces-
so no Foro militar, onde nao conselhos
permanentes nem para investigaren) o tocto
i' ni para julgarem os indiciados. Fnseou-
tros sao Borneados quando se o Aereen o caso ,
jo correspondente pedindo ao Exm. Presi-
dente a punico de seu ollensor e declaran-
do que depois recorrer ao R>ro civil, d !x>u
perceher que estava convenc Ja da compe-
tencia do foro militar conforma o 4.' da
proviso de 20 de outubro de I8j4, do qual
declinou quindo outra cousa Un fez conta ,
ou quando vio que tolbavo as suas protec/ies
na presenca de uma authoridade respeitado^a
ta lei.
Notificado a 7 do presenta por um ofCcial
dejustica para responder prjsenteo delegado
o capito tenente duvi I >tl ac lir notilicaco
espida das fornualidaljslegies, e pedindo
asclaracioientos ao Exm. Presidente por en-
tender que nao era obrigado a responder no
Riro civil, toi-Ihe declralo que devta oni-
paracer para allegara inoompetenota do Sro,
que o patrono do correspondente confunde
com a lide pendente ou prevenco A; jurisdi-
qio.
Nesta diciso mostrou o Etm. Presidente
o seu respeito a independencia do poder jo li-
cial, dizendo ao capital t mente que allegas-
se ali a excepeo, que tinha a seu favor a qual
licava dependente d* deciso do delegado.
As inverosimeis falsidades que levanta o
correspondente do D-n. sobre a intervengo
deS. Ex. attribuindo-asao delegado por si
mesmas se destroem. E' incrivel que o dele-
gado fizesse taes declaraQes principalmente
sendo to calumniosas. J o dito delegado
em desaggravo de sua reputarlo assim vil-
mente atassalhadachamou a julio O author
dessas imputocOes, par desmentir semelban-
tes embustes.
O Achules da correspondencia para apre-
sentar o Ex. Presidente como prot'Clor do
commandante da E>cuna, i a sabida desta
no dia 13 antes de decidir o delegado a ex-
repeode incompetencia de furo. A favorita
expressio de queS F.x. coitou o no gordio
com a esp >da de .lexandre dando ordem
sabida da Escuna para o Rio de Janeiro na-
quelle mesmo dia assim o di a entender.
Parece que o dies ira), a decapitadlo do
commandante estava pendente 13 do corren-
te
, eque sa ordem de sabida da Escuna da-
la por S. Ex. livi'otioreo da execuco S
nesle caso poda o correspondente do D-n.
attribuir tanta nflaenca partida da Escuna
para o Rio. E' verdade que ello dei.va con-
i luir-se que ficara sem salisfacao por ter sido
militas horas depois de sabir a Escuna publica-
da a deciso do delegado.
tolsa a consequencia que d o queixo-
so sabida da escuna, de por o seu comman-
dante fra do perigo de ser procossado por
que pao devendo ignorar as regras mais tri-
viaes do processo criminal sea salistoco ,
que exigia era a da justiga poda recor-
rer da deciso do delegado na ausencia do
commandante que nesta viagem foi o ni-
co prejudicado pelo rigor do servido militar ;
pois todos sabem que s a elle poda seguir-
se damno da sua partida para o Rio deixan-
tlo o delegado livre para pronuncalo atizan-
te e o queixoso para recorrer a segunda ins-
tancia da admisso da excepeo, ou para to-
zer jurar os seus marinheiros sobre o toct
praticado na escuna se o processo continu-
asse. Para o julgamento na primeira sesso
do jury, que ha de ter lugar no anno futu-
ro hva muilo tempo de ser requisitado o
ro'ao Exm. ministro da marinha para sus
pendel-o do commando e deixal-o vir de-
fender-so. He a todas as luzes manifest que
a sabida da escuna nenhuma influencia tinha
no processo nem as provas queao quei-
xoso convinha dar com os marinheiros do
bri ru Aurora ; antes esta circunstancia nas-
cida das oceurreucias do servgo lhe era mais
tovoravel.
O Exm. Presidente mandou sabir a escuna
porque foi 'da necessaria para conduzir al-
gumas ragas do batalho provisorio, que se
nao podero accommodar nos outros navios.
Nem o processo do Sr. Machado de Faria re-
clamava a demora da escuna ueste porto.
Nio estando pronunciado o capito tenen-
te Fernando Lzaro de Lima nao havendo
mesmo a menor requsigao das autoridades
judeteos toita a S. Ex. a respeito doste of-
iicial era irregular a suspenso qua se lhe
desse do commando da escuna que o gover-
uo de S. M. lhe confiara.
O que havia pois era estar o capito tenen-
te notificado pelo delegado e com uma ex-
eepclo pendente no que a viagem ao Rio
prejudicava nicamente o proprio comman-
Jdnte que nao po lia eximir-se do servigo ,
sem pronuncia que motivasse a sua suspen-
go. Onde descoor>; o correspon lente do D-
n. a espadille Alvuilre ? onde acha elle o
corte do n gordio ? Em que poda a viagem
da escuna livrar o comman Jante do perigo do
um processo o da silistoco legal que se
pretenda i'
Convinha porem a certa sucia que tam-
hem este tocto se adulterasse e que nao po-
dendo-se nelle descobrir pretexto para aecu-
sar se de estrangeirsmo a Presidencia se
lhe lizesse a imputaclo pelo extremo oppos-
to ; ese apresentasse o Exm Haro como
protector de um capito tenente da armada
contra o mestro do brigue Aurora e debai-
xo do nom ; deste se enchessem as paginas
to D-n. tios improperios, que tem-so habi-
tuado a vomitar contra tolas as autoridades
O insolente redactor do Uo infame diatribe.
cok kVespoxdexcias.
Snr*. Redactores.Em quanto nesse jor-
nal infame e incendiario, que se denomi-
na =Diario Novo ss, tratou-se nicamente
do insultar a minha pessoa e dozaliar contra
mimos o ios da multido, concervei-me em
silencio porque a minha educago nao con-
centia queeu entrasse em polmicas com
os trelos que to cobardemente me insulta-
vo ; mas agora, qu; tracta-sedo maculara
minha honra, e de atribuir-se-me toctos, que
podem por em duvida a lidelidade que tenlio
votado ao Exm. Presidente da provincia e
as sympathias queme inspiroos actos do
seu governo o devor obriga-me a langar
mo da penna para ropellir as prfidas insi-
nuagojs que com este intento tem sido
toitas contra mim. Eu vou tractar da corres-
pondencia de Antonio Machado de Faria, in-
serta no sobre dito Diario de 20 do corrente.
Esse homem que imitando a todos os que
escrevem para aquelle insolente jornal ca-
lumnia-mecom tanta vileza e cobarda ap-
pareceo em minha casa no dia 0 do presente
mez queixando-se do commandante da es-
cuna Primeiro de Abril, Fernando Lzaro
de Lima por o haverem preso e posto a fer-
ros. Uespachci a petigo de queixa que me
apresenlou e marquei a audiencia do dia 9
para a inquirigo das testemunhas mandan-
do que fosse citado aquelle commandante ,
alim de assistir a formagSo do processo. Cho-
cado porem o dia aprazado uma petigSo me
foi apresentada por parte do mesmo com-
mandante em que moslrava que o crime
que se lhe impulava era puramente militar ,
e que em virtudedisso j um conselho de in-
vestigago tinha sido nomeado pelo Exm.
Presidente da Provincia para d'elle conhecer;
meodei juntar esta petigo aos autos com os
documentos, que provavo a verdade do ex-
pendido e ordenei que subissem a conclu-
sa para ser tomada na devida consideragao
a excepgo allegada. Tudo isto passou-se no
li 9 e nao podendo eu por incommodos
v ssoaes ecrescida afluencia d'outros pro-
is proferir no mesmo dia nem nos trez
intes o dispacho que tinha de tozer a-
barcom a causa ou mandar que ella con-
inuasse no dia 13 apareceo-me urna peti-
godaquelle Furia na qual inculcava que



-

urna grande protecglo se fazia nasta cidade ao testemunhas, e em outros assumptos parten- o,'8jteremos n* o presidente vindouro enta
se adversario e ped a-mu que sem embar-
go da resposta do doulor promotor publico ,
a quem mandei dar vista dos autos eu or-
denasse a continuacio do proceso. Conbeci
entio que o negocio se tornava cada dia
mais importante pelo calor qu> lhe era com-
municado peles vis athletas da opposigo ; e
rezolvi-me a proferir sem demora a niinha
decisfio. Consultei a proviso do supremo
conselho militar de 20 de outubro de i8j4 ,
e nella deparei com o 4. que plenamente
convenceo-me deque ocrime commettido
pelo dito commandante s podia ser julgado
pelos tribunaes militares e por isso despa-
chei neste sentido mandando sobrestar o
processo e revogando o despacho, pelo
qual antecedentemente havia admettido a
queixa. Os que forem de boa f e enten -
derem da materia analyzem a minha senten-
ga que abaixe vai transcripta; e vejo se nel
la ha vislumbre de violencia fita a legislado
do paiz e aos ditamesde urna consciencia
bem formada. At aqui nada ha de extra-
ordinario mas a calumnia e ale'iYosia ti-
nho de representar o seu papel e com ef-
feito assim acaba de acontecer.
O capitio do brigue Aurora o calumnia-
dor Faria sem peju declara em sua corres-
pondencia que eu lhe discera que tinha
porcerto o meu comprometlimento com o
Exm. Presidente da provincia porque elle
ge havia constituido o protector do comman-
dante Lima seu aggressor ., e acrescenta que
eu fra a palacio donde voltara dizendo-lhe
que nao podia dar a sentenca em seu favor ,
porque o contrario me havia sido determinado
pelo mesmo Exm. Sr. Oh que protervia, que
desmacarada insolencia. Sa esso vil intri-
gante conhecesse de perto o Exm. Presiden-
te da provincia se soubesse avaliar a nobre-
sa dos seus sentimentos e se por outro lado
nao gnorasse os principios de honra, que
me animj por certo nao se arrojara a pro-
ferir to revoltante calumnia. Felizmente
porem em todas as vezes que elle foi a mi-
nha casa presentes estavo militas pessoas,
entre ellas o mesmo escrivo : que testemu-
nhou o que eu lhe disse na occasio de publi-
car a sentenca como melhor se v do docu-
mento n. 2. Em verdade qua dados tinha eu
para declarar ao mestre do brigue Aurora ,
que S. Ex. fazia protecgo ao commandante
Lima ? Que entidade to importante era es
se mostr para eu fazer-lhe to francas de-
claraces como as que elle menciona em
sua correspondencia ? Todo mundo sabe que
o jui* que por seu intortunio se deixa so-
bornar ou corromper por influencia de al-
guem procura occultar a sua deshonra e
seria eu o proprio que praticando um acto
deste genero o fosse revellar ao mesmo offen-
dido ? !! Tanta ignorancia e corrupgo ,
suppor em mim o mestre do brigue Aurora!!!
Ah que elle me nao conhece porque se
assim fosse saberia que eu observo com a
maior religiosidadeo principio de renunciar
a existencia quando a nao poder sustentar
com honra. Fui a palacio he verdade a
exigencias do servido publico no dia do em-
barque da tropa e conversei sobre o nego-
cio do commandante Lima ; mas nao devi-
zei em S. Ex. interesse algum a favor do
dito commandante ; antis disse-me que eu
fizesse justiga e que obrasse como enten-
desse e fosse de lei. Ora quem assim se ex-
plica com to nobre franqueza tea desejos
de influir na minha deciso ? Por certo que
nao. Se o calumniador Antonio Machado de
Faria e o Abyssinio, que redigio-lhe a cor-
respondencia ,"pretendem guirrear-me que
sejo ao menos generosos que nao maculem
o mrito acrisolado de um cidado respeitavel
que o Exm. Presidente da Provincia e
que disparem sobre miai nicamente os ti-
ros da maledicencia, que eu os repellirei
com a energa que me for possivel, mas
van a minha exhortarlo porque a genero-
sidade nao pode fazer parte dos sentimentos
de quem calumnia e em tudo opposta
moral dos Abyssinios.
Increpa-me to bem aquelle Faria por ter
eu proferido a sentenca no dia em que deo
de vela a Escuna 1." d'Abril, de que era com-
mandante o seo contendor e d'ahi tira ar-
gumento para dar por certa a existencia da
protecgo, e a influencia, que ella exercia
sobre mim mas qu>m nao ve a estulticia de
semilhante increpago ? Se eu eslava cor-
rompido pela influencia do governo, sea mi
nha decizo era lha dos seos dictames ne-
nhuma necessidade hvia de retarda-la bem
pelo contrario devia proferi-la em quanto
aqui estivesse o commandante Lima para re-
cebar os seos agiadecim-ntos. Os que fre-
uuento a minha caza sabem mui bem que
sella se trabalha diariamente em inquirir
centes a polica e justiga criminal, qua ad-
ministro e sendo isto assim como he que
o mestre do Brigue Aurora increpa-rae por
nao ter eu despachado incontinente a sua cau-
za !! Quereria acazo, que deixasse de mo
s processos dos reos prezos que segundo a
lei tem toda preferencia no juLamento !
Nao podia ser. Despache! quando me foi
possivel, quando outros negocios de mais ur-
gencia me permettro e por isso nenhuma
violencia fzaos moos deveres.
Tenho pois mostrado que nenhuma con-
ciderago alheia da justiga influio na minha
decizo que o Exm. Presidente da Provin-
cia n'ella nao teve parte e que finalmente
sao falsas, e calumniozas essas asserces, que
em sua correspondencia meattribue o mestre
do Brigue Aurora resta-me ainda acres-
centar que parante os tribunaes ser elle
convencido da sua aleivoza e ento sabe-
r que esse pugillo de miseraveis, que o in-
suflaro para manejar a intriga contra mim ,
a oflender o mrito do Exm. Prezidente cu-
jos feitos brilhantes elles invejo compoem-
se da escoria da Provincia, que s (em nome,
e importancia no jornal dos inxurros isto he
no immundo Diario novo
Queiro Snrs. Redactores dar publicidade a
estas linlias do seo assignante e venerador.
Francisco Carlos Branda o.
MNTEJfCA.
Tendo a provizodo supremo conselho mi-
litar de 20 de Outubro de 1834 no 4. clas-
sificado comocrime puramente militar oque
for commettido por influencia de embrego
militar, e sendo d'esta natureza o que faz ob-
jecto da queixa a f., pois que na pratica d'elh
directamente influiraoemnrego, queoquerel-
lado exerce abordo da Escuna 1. de Abril,
deque he commandante e aonde perpetra-
ra o delicto valendo-se sem duvida da obe-
diencia que lhe tributa a guarnidlo da mes-
ma Escuna he claro que o seo conheci-
mento compete aos tribunaes militares nos ter-
mos do art. 8 do cod do processo crim. o
que por certo oqueixozo reconhecera, quan-
do inderessara primeiramente a sua queixa
ao Exm. Prezidente da Provincia, dando por
esta forma lugar a que um concelho de inves
tigago fosse nomiado para do facto conlie-
cer ; pelo que revogando o dispacho proferi-
do na petico a f. mando que fique de ne-
nhum efieito'tudo que ulteriormente se tem
feito em virtude d'elle, ficando assim sobres-
tada, para nao mais continuar por este juizo,
a formagoda culpa contra o querellado, e pa-
gue o queixozo as custas.
Recife 13 de Dezembro de 1842.
Francisco Carlos Brandan.
- Em virtude da portara supra certifico ,
que achando me em caza do delegado, e juiz
municipal suplente da segunda vara o Doutor
Francisco Carlos Brando, por diffarente ve-
zes que ella foi Antonio Machado de Fa-
rias, nunca vi ah tratar-se de protervo ,
quefizesse o Exm. Prezidente da Provincia ao
capito-tenente Fernando Lzaro de Lima ,
e o dito Farias s se demorava em quanto e-
ro dispachadas as suas petigtfes e achan-
do-me eu igualmente prezente na occasio ,
em que o mesmo Dr. delegado publicou a sen-
tenga que mandou suspender o processo re-
querido pelo referido Farias contra aquelle Li-
ma ouvi o sobredito Dr. delegado dizer, que
aquella sentenca era filha de sua conviego ,
porque entenda vista da lei que o crimo
de que se queixava o referido Farias era mi-
litar tudo isto prezenciei e oque tenho a
certificar. Cidade do Recife 20 de Dezembro
de 1842.
Em f, e testemunho de verdade
O Escrivo
Manoel Joaqnim da Silva Ribeiro.
Srs. Redactores.
Em resposta minha correspondencia in-
serida no Diario n. 273 dissero os redactores
do Diario-novo, queoSr. Dr. Prannos fora
lembrado por alguns deputados para presi-
dente desta provincia sem duvida habilita-
do no parecer dos redactores, para promover
a nossa prosperidade. Mas he indispensavel
que os redactores preslem lianca de que o Dr.
Paranhos venturoso para o futuro cumprir
fielmente suas obrigages administrando Jus-
tina ao partido que se crear sua administra-
cao. Mas como ser isto ? nos governos cons-
tilucionaes ha sempre partido do governo ,
partido de opposigo e outro de justo-meo.
Ora hindo abaixo a maromba ficamossem o
do justo-meo e por consegu'mte s restarSo
os dous. Ah temos nos qua aquelles redacto-
res moslrfio-se de todo injustos para com o
melhor dos partidos, pois que querera distruir
o do justo-meo islo he, a maromba. .Neste
.ado entre o seu mesmo partido e o outro da
opposigo. Fallando-lhe ento o do justo-meio,
que apoio poder elle achar nestes dous que
llierestao? 0 do governo nem sempre ser
recto, o da opposigo be quasi sempre injus-
to entilo como se quer abaixo a maromba !
Q.ie torre de babel Vo erguendo aquelles
redactores Nos j nos nao entendemos, e el-
les nao se entendem a si. Julgo por tanto que
he prudente conservar sempre a maromba.
Urna vez que nfto he precizo o partido da ma-
romba porque raso vacilo os polticos so-
bre o melhor meio de dirigir a Nao do Esta-
do i e porque motivo a assembla geral tem
sido to inconsequente e precipitada na con-
fecgo das leis judiciarias ? Nao sendo precizo
o partido da maromba nao deveria haver par-
tido da opposigo porque neste caso as leis
fundamentaes devem servir de typo justiga,
e as leis administrativas devem ser suas legi-
timas filhas. Tambem porque razo Bento
Goncalves da Silva tem tantos annos posto
em duvida a boa f dos amigos de Sorocaba
inimigos da maromba e que lhe dro mar-
melada e valha a verdade nao quizero seus
soccorros ? Porque razo tendo havido tantas
prooioQes urna parte de urna provincia tem
rezestido ao imperio todo, e isto a tantos an-
noa apezar dos louvaveis esforcos do Ex."'
Baro da Boa-vista que tem mandado talvez
perto de oito mil guerreiros descendentes
dos Vieiras e Rebollos j seria a defunta marom-
ba a cauza destes males ? Agora pois conse-
guido os redactores do Diario-novo o restabe-
lecimento da unifto daquella provincia com as
outras do imperio por terem lancado por
trra a maromba e Bento Goncalves da m-
va que v precepitar-se nos medonhos abys-
mos que lhe cavaro aquelles que lhe dero
marmelada. Entretanto S. M. L deve vir quan-
to antes a Pernambuco para ver a bnlhante
perspectiva desta provincia, e abengoar o pro-
gresso que lho tem dado o Exm. Baro
lembro isto como de justiga attendendo ao
espantoso progresso da provincia de Minas
Geraes que sem ter rendimentos para pagar
a todos os seus empregados tem obtido de seus
20 deputados tudo o que pretende, em quan-
to o nosso Porto est perto do ultimo suspi-
ro Abaixo a maromba.
Srs. redactores quero ter o prazer da envi-
ar-lhe mais algumas perguntas; noentanto
tenho a honra de assignar-me. Joao de Bar-
ros Falcao de Albuquerque Maranhao.
A PEDIDO.
Senhores Eleitores da Provincia
A honra que vos dignastes fazer-me ele-
gendo-medeputado por esta provincia as-
sembla geral legislativa do imperio em urna
epocha em que lutando a Nago Brazileira
com difficuldades mui graves, exige nos seus
representantes reconhecida instrugo ina-
balavel firmeza prudencia esclarecida e
inteira e leal dedicago a seus verdadeiros
nteresses me constitue duplicadamente a-
gradecido a vossa escolha e penhorado por
mais esta prova da confianga de meus conci-
dados empregare subidos esforgos para bem
satisfacer suas rectas intengfles zelando seus
interesses, e promovendo os melhoramontoi
materiaes e moraos do paiz.
He esta a 3.'vez qua eu tenho a honra
de ser por esta provincia eleito representante
da nago e se em todas reconheci superior
a meu merecimento a escolha nesta dero
os habitantes da provincia prova irrecuzavel
de que sabem sustentar com firmeza suas con-
vieges, e prestar valiozo apoio ao cidado ,
que teve a ventura de Ihes ganhar as simpa-
thias. E esto s facto responde sem replica
aos convicios e calumnias que contra mim
tem langado meus inimigos cozos da affei-
go e confianga que me vota um povo intei-
ro que me viu n conhece.
Candidato deputago geral em 1837 ,
quando sahido apenas dos bancos da acade-
mia s podia appresentar em meu abono al-
guns poucos servigos e sofrimentos pri
zo e expalriaco por haver em 1823 unido
minha voz juvenil a dos cidados que pug-
navo pela independencia do imperio eu re-
conheci logo que o triunfo que sem mai-
or contestago obtivera minha candidatura ,
era devido dispozigo favbravel <|Ue a meu
respeito concebio meus concidados meu
deverretribuir-lhes com inteira dedicago ;
eo tenho procurado cumprir.
Ao tempo da eleigo de 1841 ja tinha eu
por cerca de U mezes exercido a prezideucia
da provincia e esta circunstancia alem da
politica que a ella prezidiu tornou mais
contstala a minha candidatura. Puzero-
se em lide as desafeiges individuaos parti-
lha infalivel de todo o prezidente de provjn-
cia e regeitadoda listadas primeiras auto-
ridades devi ainda minha eleigo aos esfor-
gosde meus numerozos amigos e as simpa-
thias que me havio ganho os actos de mi-
nha 1.* administrago provincial por meus
proprios contrarios tidos sempre por mui
vantajozos provincia.
Sobrevindo em poucos das o falecimento
do presidente Vice Almirante Tristo fui eu
chamado para tomar conta da administrago
provincial e os habitantes da provincia sa-
bem em que desanimo a encontrei e em qua
estado de tranquilidade e seguranga acon-
servei por cerca de 14 mezes. eaenlreguei
ao meu sucessor. Rogado que me conser-
vasse na Vice Prezidencia at decizo do go-
verno imperial, que se denorou em me fa-
zer substituir atravessei sem oppozigo os
mezes que vSo de fevereiro a outubro e foi
s depois da chegada do commandante das
armas brigadeiro Sergio, e da de seu s ecrta-
rio encommendado que os primeiros imp-
tomas della apparecero.
, A noticia da nomeago Je novo prezidv'nte
em os primeiros dias de novembro t a
chegada dos cunhados Souza e Medeiros utn
em Janeiro e pouco depois o outro, veio dar
direcgo eouzadia aos dissidentes ; eaes-
perangada dissolugo da cmara quatrienal
dosdeentoacreditada redobrou-lhes a ac-
tividade na esperanga de que me poderio fa-
zer baquearem a nova eleigo tirar-me as-
sim a influencia, e ficarem livres para cami-
nhar desempedidos em sua marcha de espe-
culages illicitas.
Era porisso mister desacreditar o Vice
Prezidente e nao houve especie de calum-
nia de que se nao langasse mo oppozigo ,
que se lhe nao fizesse : e sao Sao sabidos na
provincia os factos que dispensa documen-
tos. .
Convinha por tropogos a administrago e
oppozigo irracional encuberta ou decla-
rada comegou de apparecer. Vota vio-sede
bom grado" aos riscos, que lhes podessem vir,
se contidos pela forga contanto que como
perseguidos podessem ganhar simpatinas e
excitar compaixo ; querifto-se desprezados
para poderem ir impunemente avante. Tudo
lhes servia comtanto que o Vice Presidente
podesse ser alcunhado de despota ou de pu-
zilanime.
Era precizo impedi-lo at de bemfazer a
provincia para que dahi lhe nao rezultasse
crdito e actos os mais meritorios os mais
honrozos lhe merecero censura e oppozi-
go : xemplo a factura do utilissimo caes da
ra de Bellem e nova do Imperio.
Chegou abril, e com elle noticias da pr-
xima vinda do novo presidente e depois as
de sua chegada em Maranhao; e desassom-
brada a n. de dissidentes comega desde lo-
go a desfazer-se em calumnas e insultos
pelo prelosem que os possa conter nem a mi-
noria em que se vm nem o desprezo cora
que era visto seu peridico immediatamen-
te abandonado pelos assignantes ; nem as
provas que do os honrados habitantes da
cidade ao Vice Presidente ja substituido na
administrago e em viagem para a corte do
imperio, e que impassivel esobranceiro
aos convicios deixa a resposta aos seus con-
cidados que generozos tomo a peito a sua
defeza.
Saioda provincia, e em viagem para*
corte encontr em Pernambuco a noticia da
dissolugo da cmara temporaria, e ordern
para nova eleigo e nem porisso deixo de
seguir meu destino confiado em meus nume-
rosos amigos e em geral na quazi totalida-
de dos habitantes da provincia que tanto
mais Via dezenvolvar-se em meu favor, quan-
to mais injustos, e violentos se mustravo
meus inimigos. O resultado poz ptente,
que eu tinha razo de sobra para naquelies
me confiar.
Chego provincia a noticia, eordens,e e
em campo a faego e empregando todos os
meiospor mais ignobeis e illicitos querossern.
Dero-se i-smosos homens dos extremos; re-
crutaro para seu seio osdesafectostodos,em-
bora nullos, e despresiveis pela mor P"Jle5
dirigidos pela primeira autoridade mlIllar"
provincia comegaro a luda eleitoral, em qu
nao obstante tantos meios de que podio por tivero de ceder opinio publica ,
que por toda a parte lhes foi contraria e
arrancou das roaos victoria to glorioza p
ra os sustentadores de minha candidatura.
Havio alcangado a subdivizo dos co
os da cidade, e Santarem ext.ngodo
Melgago creago dos de Obidos e Abaiw ,
aumento do de Camet tudo nos seus u
teresses como a final se venlicou ; vio
tada a votago nos trez ltimos sob a u
commandanta dos armas no v
gao do


5
Jernimo do Abait ede utn Joo Augusto
d8 Camela conseguiro nelhs fazor callar
ou antes violentar a constancia dos votantes,
e que seus candidatos obtivessem. totaliiade
dos votos.
Por todos os outros districtos ero idnticos
osesforcoseosmeiosda fa^jlo;epor elles gira-
vo decontinuo as cartas, o os omissarios.
Moveo se desdeo brigadeiro commandante das
armas at o ultima recrutu, e a lista dos com-
missarins das eleiQjes contera o nome de um
brigadeiro um tenante coronel dois capi-
tes cinco tenontes um alferes alguns
inferiores e muitos soldados da primeira
linha e se llie pode addicionar um juiz de
direito da capital e alguns officiaes de ma-
rinha de polica, e paizanos.
Urna chapa que se dizia do governo, e con-
tendo o nome do presidente da provincia .
docommandante das armas, e do Dr. A.
C. Correa foi remettida aos commandantes
militares, autoridades, e cidados dos dis-
trictos todos e com injunco de se votar
nella sem falta e de forma alguma em mim,
que o nao querio nem o governo provincial ,
nem o geral; e n8o foi possivel consegui-lo ,
nem com os esforgos inauditos que no col-
legio da villa da Viga fez o Dr. juiz de direi-
to Souza que indo ao dstrcto em um va-
por do govorno tirou dahi pretexto para se
dizer seu enviado. A firmeza dos elleitores
d'aquelle collegio transtornou seus planos ,
em muitos outros viro os emissarios de-
satendidos seus rogos epromossas edes-
prezadas suas ameacas.
Tanto mais cruenta era a guerra que se
fasia minha candidatura, mais escandalo-
zas as ameaQas epromossas, maorcora-
gem,e firmeza desenvolvido os habitantes da
provincia, justiceiros permitta-se-me di-
ze-lo em proteger contra sius contrario.! o
cidado que goza o crdito de se haver
sempre esforgado por bem cumprir seus de-
veres ; e por sem duvida generozos e mag-
nnimos em o nao dezampararem nao obs-
tante as violencias com que os ameacavo.
. Nao que houvesse risco evidente para os
que assim obravo; porque nao havio pro-
vas de que a primeira auto.idide da provin-
cia recommendasse ou apoU-se estes mane-
jos gnobeis e o resultado vai mostrando ,
que havendo tomado provden ias em tudo
favoraveis aos meus contrarios e dos quaes
s lhes proveio os votos que pudero obter,
nao se tem prestado s violencias prometi-
das em seu nome pelo que ja o appellido
de traidor c o cobrom de convicios.
Era forera em nome do governo provinci-
al e geral que se fazio as ameagas, e
prorr.essa ; dava direcco estes manpjos o
cc/inmandante das armas brigadeiro Sergio
empregando a inlluencia do cargo que pode
ser mmeusa em urna provincia militarmente
organizada ; citavo se fados athe certo pon-
i comprobativos de que vacilla o Ministerio
actual em conservar-me a conanc* com que
sempre se tem dignado distinguir-me o gover-
no Imperial ; e tanto bastava pira que tives-
sem motivo de desanimo os meus amigos po-
lticos se nao fosse nelles ixa a conviccSo de
que eu serei sempre um fiel servidor da Na-
yio e do Monarcha e nao (nessem timbre
do a sustentar, e firmar com seus sufragios.
Foi contra todas estas dificuldades que te-
vc de lutar a grande manira dos habitantes
da Provincia, ede tal sorte a fez, que'secu-
bri de gloria e me empenh >u com urna di-
vida de gratido que sou o primeiro a reco-
nhecer, e que jamis a poderei satisfazer
completamente.
Era a quem mais caitas dirigisse em favor
de minha candidatura ; mas se empenhasse
por si e por seus amigos. Era o cidado de
todas as classes ind.'pendcnte e livre : era o
empregado civil., e eccleziastico mais ou
menos sujeito e dependente ; ero alguns
propnos militares de todas as armas e gra-
duales cuja pozico ou espirito os habili-
tava para emillirem voto livre ; ero mesmo
commandantes militares assz corajozos para
resistirem aos meios que empregou seu chefe
militar, e todos elles sem sahirem fora do cir-
culo dos deveres tracado por sua pozicao ,
procuraro e acharo meo de poder prestar
seus votos e dos amigos ao cidado de sua sim-
pathia ou amizade.
Abertas as urnas, e publicados os votos vi-
ro amigos e contrarios que anda he acer-
tado e prudente confiar as impathias dos
seus concidados e que o cidado que as
tinlia merecido fura um dosescolhidosda pro-
vincia e com numero de votos superior aos
dois candidatos oppostos nao obstante os
nvios de sedueco e violencia que ern o-
jinzicSo empregou um dnlles chefe de forc;a
militar da provincia. He una d*\ssas victo-
rias espantosas a quem conhece bem os ele-
mentos de oppozicSo contra os quaes se lu-
tou e que muito honra aos bons sentimen-
ts, coragem, e firmeza dos habitantes desta
heroica provincia.
Motivo mais do que instrumento, de tri-
unfo to assign jeas em primeiro lugar aos dignos eleitores,
que tivero a bondade prestar-me seus votos ,
e em geral aos habitantes da provincia que
a urna e quazi sem excepeo de classe ou
nacionalidade se declararo a meu favor e
se esforcaro pelo triunfo da minha candida-
tura. Eu vou partir em poneos dias para a
Corte do Imperio, ecomo sempre unire meus
esforgos aos dos benemritos Brazileiros que
pugno pela prosperidade e iniegridade do
Imperio e sustentago do Throno Constitu-
cional do Sr. D. Pedro II. e serei incansavel
em promover tolos os negocios que digo
respeito e esta rica porejo do Imperio Brazi-
leiro cujos honrados habitantes tantas pro-
vas de estima, e consideraco ho tido a bon-
dade de dar-me. Para 16 da Novembro de
1842.
Bernardo de Souza Franco.
Risso Francisco Ciqueiro .Antonio Bri-
gondell, Thourhie.Bordan, ('arlos Spotorn,
Maria Campapiano e I lilho Sardos.
Calix
das
bri;ue nglez
Augia de
cap. John Dupre equip. Jl
a Me. Calmont & C."
Publicacdod Pedido.
Illnr e Revm. Snr. = A Cmara Munici-
pal da Villa de Flores inteiramente conven-
cida das excelentes qualidades que ador-
noa pessoa do Reverendo Francisco Antonio
da Cunha Pereira por V. Evc Revm. no-
meado Visitador das Comarcas de Paja, e Boa
vista para administrar o Sacramento da Con-
firmaco e exercer outras t'uncjs Ecelesi-
asticas proprias do seu ministerio como
digno Delegado de V. Exc. Revm. seria ta-
xada de indiflerente se nao apresentasso a
V. Exc. Revm. os seus cordiaes e respeito-
sos agradecimentos pela acertada escolha ,
que fez de to afavel quanto benemrito
Sacerdote, para visitar todas as freguesias ,
de que se compe as duas referidas comarcas;
o qual por sua ndole, educaco, prudencia, e
maneiras agradaveis tem grangeado a estima,
9 considerado de todos os habitantes desses
sertes assim de maior, como de menor
! esphera A cmara pois penetrada do mais
1 vivo e indizivel prazer por tal nomeaco ,
dirige a V. Exc. Revm suas homenagens ,
' protestando a mais firme gratido para com a
1 veneranda pessoa de V. Exc Revm., que, por
[ felicidade da lreja Pernambucana he seu
meritssimo Chefe.
Dos Guarde a V. Exc. Revm. cuino to-
dos havemos mister. =e Paco da Cmara Mu-
| nicipal da Villa do Flores em sesso extraor-
dinaria de 7 de Novembro de 1842. = Exm.
e Revm. Sr. D Joo da PurificaQio Marques
Perdigo, Prelado Diocesano. = Joo Evan-
gelista Leal Periquito Joze de Souza Maga-
Ihes Manoel de Paiva Mattos, Manoel Fer-
reir Rabello Serafim Pereira de Jess.
Publicamos notamente o soneto communica-
do e transcripto no Diario antecedente por
ler sid impresto com erros graves.
A' JOVEN 0PPOSICA PIUIEIRA.
Soneto.
Ecos de Sorocaba e Barbacena ,
He justa a vossa furia delirante
Contra o nobre Baro da Patria amante,
Que vos poupa mais urna infame scena.
As garras assestai sobre a melena ;
Vibre sarcasmos vossa lingoa ovante :
A' Cinthia nada importa um cao ladrante ,
Ella rege o seo carro em paz serena.
Torpe ambicio embora vos estrague :
Quem nao pe s no mando o seo estudo ,
Nao teme que a mentira vil propague.
Do Imperio ser Reg sempre escudo.
Dos Farrapos impvido azorrague ,
DdPernambuco a Honra, a Gloria, eludo.
COMMERCIO.
177 ton. ,
carga sal
SAIIIOO NO MESMO DA.
Portos do Su I i paquete de vapor nacional S.
Sebastio commandante Jos Maria Fal
cao : passageiros, Dr. Urbano Sabino Pes-
soa de Mello e 1 escravo tenente coronel
Jos Mana Ildefonso Jacome da Veiga Pes-
soa Jos Pereira da GracV Jnior Dr.
Luiz deCarvalho Paes deAndrade, e um
escravo, Brazileiros ; Thomaz Goslind, In-
glez ; Francisco Bermudes de Castro, Por-
tuguez e os que viero do norte.
NAVIO ENTRADO NO DA 21.
Da Pesca, 9 das, brigue Americano Phenix,
de 220 ton cap. LeonardoSmaM equip.
17, carga azeite ao cap.
NAVIOS SAIIIDOS NO DA 21.
Macei ; barca ingleza Theresa Jane cap.
Guilherme Wrelet carga assucar : passa-
geiro John Wuliane Nash Inglez.
Rio do Janeiro; Pataxo Nacional Laurentina,
cap. Francisco Joze de Araujo, carga \arios
gneros: passageiros Thomaz Baptista Dias
Guimares Antonio Baptista Portuguo-
zes, Thereza de Jezus do Nascimento l-
zabel Maria de Araujo Brazileiras.
Rio Grande do Sul ; Brigue Escuna Nacional
Pampeiro, cap. Ignacio Goiigalves Lima ,
carga assucar.
ORSERVACES.
A escuna sarda S. Antonio sabida de Geno-
va arribou ao Rio Grande do Norte donde
vem trazendo do i." porto 50 dias ; o seu
destino he para Montevideo.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 22........ 3:909* 190
DESCARREGA IIOJE 23 DE DEZEMBRO.
Brigue inglez = Science = bacaiho e ba-
tatas.
Brigue = Laura = volumes de barricas, tres
caixes e urna barrica.
Barca americana = Rothchild = farinha.
_________________________________
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 20.
Rio Grande do Norte 4 dias escuna sarda
Santo Antonio de 54 ton cap. Antonio
Bragio Eshiafno equip. 16, carga cal, e
colgado : ao capito, passageiros Francisco
quizer carregar ou hir de pissrrem dinja-s
ao consignatario lie. Calmont & C
__Para o Rio de Janoiro sae no dia 21 lo
correnle o bri,;ue escuna S. Jos receba
escravos a frete : trata-se com Dllino Gon-
salv^s Pereira Lima na ra Nova nume-
ro 41.
AVISOS DIVERSOS.
EDITAL.
Pcenle Thomaz J*ircs de Figueiredo Ca-
ntar so inspector d1 Alfandega etc.
Faz saber, que noarmazem n. 9 desta Al-
fandega existe alem do prazo permettido pelo
regulamento um barril de carnes S. M., e S.
N. vindo no brigue Portuguoz Africano en
Irado era Junho do cdlrente anno consigna-
do ordera; o qual so nao for despachad
dentro de trinta dias ser vendido em lei
lo por conta e custa de seo dono segun-
do dispoem o artigo 274 do regulamento, sen
quelhe tique competindo allegar cotiza algn
ma contra o effeito d'esta venda.
Alfandega 22 de Deffemhro de 1842.
F. T. P. de F. Camargo.
DECLARACES.
CONSULADO RRITANMCO.
Faz-se saber aos subditos Britannicos resi-
dentes em Pernambuco que no dia quii
feira 29 do correte, pelo meio dia ter lu-
gir no consulado Britannico, ra do Trapiche
novo o ajuntamento geral dos subscripto-
res para todos os fins designados no acto Geo:
IV: cap. 87. Consulado Britannico de Pernam-
buco em 17 de dezembro de 1842.
A. Augustus Cowper
Cnsul.
t^ Nao se tendo effectuado hoje, o con-
tracto de diversos gneros para o fornecimen-
to dos navios d'armada e arsenal, confor-
me foi assim annunciado ; o Senhor inspec-
tor do arsenal de raarinha manda fazer cons-
tar que o mesmo contracto ter lugar no
dia 29 do corrente. pelas 11 horas d'a-
manh : as pessoas que quizerera ainda a-
prezentar as suas propostas e as que j isto
izero sao convidadas pelo mesmo Senhor
Inspector comparecer em dito dia h hora ,
afim de entrarem em concurso se assim for
necssario.
Secretaria da InspeccSo do arsenal de ma-
rinha da Pernambuco em 20 de Dezembro
de 1842.
Alexandre Rodrigues dos Anjos ,
Secretario.
AVISOS MARTIMOS
Para Lisboa seguir com brevidade o
brigue escuna portuguez Novo Congres-
so muito velleiro forrado e pregado de
cobre do qual he capitio Manoel Jos Ratto,
e tem parte de sua carga prompta ; Quem
no mesmo quizer carregar ou hir d passa-
gem para o que tem muito bons commo-
dos :. dirijo-se ao dilo rapjlo_. on Mon-
des & Oliveira : ra do .'gario n. 19.
- Para Londres sahir a linda e velleir?
barca ingleza Izabel capito H. Dal-
ton 1.a classe forrada e encavlitada de
cobre
*r O Artillieiro N. 5 est
venda.
vr Para acautelar o respeitavel publico-
contra falsificadores e evitar a compra de
qualqueroutro remedio debaixo do nomo de
Medicina Popular Americana publica-se a
lista das nicas pessoas as dilfirentes pro-
vincias, autorisahs para a venda da mes-
ma a saber : Thomaz Cosliug agente pa-
ra o imperio doRio de JaneiroOliveira & C,
Para Lemonnier i C. J. J. dos Santos
Almeida A C. e Madama Cemmer Maranho
-Jos Pedro dos Santos & Irmo,Caxias-Jos
Peixoto Guimares di C.-AlcantaraThomaz
W. Cameron Antonio Eloy di Costa Cea-
r Domingos Ivnoth Pernambuco Joa-
quim Ignacia Pereira Rio Grande do Nor-
te Eduardo Power Paraliba do Norte
Manoel Das da Costa Goianna Antonio
los da Cunha Rio Formoso Diogo Bur-
nett & C., Maceio Lima & Irmo, Ba-
'a--Francis & Furst ftab^ra Minas
Geraes-- Francisco Xavier de Moura Leito ,
Ouro Preto -- Tauriz Domingos Mosnier B-
nanal Ilenrique Otten Santa Catarina --
Krancisco Xavier dos Santos Santos Ro-
Irigo Antonio Cardoso Rio Grande do Sul--
los Jacintho de Almeida, Barra Mansa
Vntonio Moreirs Coelho Louzado, lguass
losJoaquim Madeira Ubatuba Liberato
Gomes da Silva Rio de S. Francisco -- No-
berto Sanford Itagoahy Manoel Goulart
le Souza, Victoria J. M. da Cunha Val-
le Macah Antonio Maria Al ves Cam-
>os~ Roberto Juker Morro Ooeimad
Soares & Mauricio Porto das Caixas -- Ma-
noel Bento da Silva Porto da Estrella
Fernando da Costa Abreu Masaltes Ma-
j Manoel Pires Azambuja Vassouras.
-Quem annunciou segunda feira precisar
le urna ama para hir para um sitio de um
'ome'ra solteiro ; dirij i-so ao beco do maris-
:o casa n. 149 que achara com quem tra-
tar.
COLLEGIO SANTV CRLZ.
Cumpre declarar quoa eloquente oraco ,
recitada pelo Bm. Sr. D.Francisca do Cora-
lito de Maria no solemne acto da distribuigo
le premios, que leve logar n'este collegio no
lia 30 de novembro pretrito nao publi-
cada n'este Diario porque nao mereca a luz
publica lo excellente peca oratoria ; mas
porque sendo assaz longa por assim o e-
\igir a magnitude do assumpto nao podoria
sahir impressa na sua integra vindo assim
a perder muito do seu brilhn. Nao estamos
todava privados da esperanca de gosar to
bella produego ; por que consentindo seu
digno autor, mandou-se imprimir para ser
distribuida em folhetos.
- Aluga-se urna casa terrea novamente e-
dificada, na ra daSolidade, coln duas gran-
des salas seis quartos cosinha fura e um
grande quiutal murado e outro sercado com
um poco com muito boa agua de beber : na
ra da Aurora casa n. 58.
ar A crila que no dia 29 de Agosto do
corrente anno furlou da casa a donde eslava
varias pecas de ouro que eslavo empenhados
por divida que se devia a casae como as ditas
pessoas tenhao querido tirar-los por isso ro-
ga-seadita crila que os mande entregar na
dita casa afim de se nao pagara seus donoso
tre/. dobro do que valem pois assim o exigem
e do contrario se pora seu nome por extenc*
por ser beui conhecida nesta praca e de quem
foi cativa,
mVtonio Joze Fernan-
dos, Subdito Portuguez
retira-sc para o Rio de Ja-
neiro.
tsr Dezapareceo da loja n. 15 da ra No-
va H palmos de collar fino e urna medalha.
bindo urna preta aloja para buscar fitas ele-
vando para pinhor o collar e a meda'Hia e
romo nao se saiba quem foi por que na loja
linha muits gente rega-ao a9 pessoas
quem for ofierecido tomarem e levarem a ca-
sa de Anecleto Jos de M-ndouca que ser

\'A
recompensado, o mesmo se pede a quem
._ possuif em boa ou m f pois se loe pro-
tem parte da carga prompta ; quem i mette guarda? segredo.


4
i
{viso Importante.
xar Em um clima to quente, como o
Brasil aonde as molestias termino f tal-
mente as vezes no espago de poucas horas ,
he misUr haver um remedio que poosa ser-
vir ao mesmo tempo como preventivo e
curador A Medecina Popular Americana ,
lem essa propsiedade ; tomada as vezes ,
em quanto ella impede a accumulago dos
humores conserva o sangue puro e conse-
guintemente ar as pessoas menos sugeitas
a apanharem qualquer molestia seja ella
contagiosa ou nao. Recommendase portan-
to aos snrs. fazendeiros e ao publico em ge-
ral deensaiar este excellente remedio que
pelo lado econmico, he preferivel a qual-
quer outra medicina de semelhante nature-
za tendo as caixinhas maior numero de
purgantes e por menos prego. Vende-se so-
mente em casa de D. Knoth na ra de Apo-
lo n. 27. r
Constantia Wine.
A small quantity bosh red and white of
this delicious Liqueur, shipped by M.' Hoets
the proprietor ofconstantia fanno, on sale al
the warehouse of Dowsley Raymond &Bryts.
y Quem precisar de urna crioula com
muito bom leite derija-se ra Velha n.#
55 que se dir aonde existe na mesma se
aluga um preto para servigo de campo.
vr Da-se dinheiroa premio sobre pinho-
res de ouro : na ra Nova 55.
^ O Snr. Maooel Joaquim Gongalves e
Silva queira lera bondade de ir receber no
armazem do snr. Antonio Annes Jacome Pi-
ris defronte do caes da alfandega 24 vo-
himes com barricas viudas .lo Maranho no
Brigue Escuna Laura e pagar os direitos
armazem e 'rete.
W Joo Jacinto de Souza faz sciente
aos seus amigos e em particular aossens seus
freguozes que a sua loja da ra do Collgio
com frente para o caes, mudou-se para a ra
do Cabug n. 8.
tar Desencaminhou-se da repartigo do
sello nns autos de appellage civel entre
partes appellante Manoel Joaquim Pereira ,
e appellada Joaquina Maria do Nascimento ,
escnvo Posthumo os qaes fbro ali para
sereo:, sellados roga-se a quem os ti ver que
os mande entregar na ra Direita n. 119 que
muito se agradecer ou annuncie.
ssr Precisa-sede um administrador.para
engenho, que tenha perfeilo conheoimento
de agricultura, e de fiador a sua conducta :
quem esliver nestas circunstancias dirija-se a
ra larga do Rozarlo n. 35 loja de miudezas.
ar Quem annunciou no Diario de 20 do
corrente querer vender um engenho que moe
cora agoa moente e corrente distante des-
la cidade treslegoas queira declarar aonde
se de ve tratar e qual o engenho.
lar* Roga-se a todos os snrs. que aparta-
ro bilhetes pertencentes a lotera da matriz
da Boa vista nos diferentes lugares aonde
se vendem que no caso de os querer diri-
girera-se a casa do thesoureiro na ra da Cruz
numero 16.
SST" Aluga-se a sala com alcova do primei-
ro andar do sobrado n. 1 do beco do Peixe fri-
to hoje travessa do Queimado : a tratar na
venda do mesmo.
tsr Offerece-se um mogo portuguez para
caixeiro de armazem de assucar, ou de ra ,
e d fiador a sua conducta ; quem precisar
dirija-se a ra do Amorim n. 48 ou annun-
cie.
tar Precisa-se alugar urna casa de 2 anda-
res em qualquer das S'guintes ras : Livra-
mento Queimado, Cruzes Collgio, e No-
va ; quem tiver annuncie.
tSf O Padre Thonn- Ignacio Gomes, se
propOe durante as ferias a dar ligues de gram-
matica latina aquellas pessoas que quise-
rem fazer exame em o principio do auno.
tsr Nodia 19 do corrente desapareceo nm
cavallo russosujo, todo pintado de pedrez, ma-
gro tem estrada baixa desobrigada, com idade
de 10 a 11 annos, o qual eslava amarrado de-
fronte de urna venda na ra Nova ao p da
ponte o qual eslava com urna cangalha
I ral pode fazer 100,) rs. por auno ; assim co-
mo ve,nde-se um sitio no lugar da campia da
Igreja da casa forte trras proprias t"'
de arvoredos de fructo com casa de viveo-
da muito fresca por ser da parte da sombra ,
de tudo trata-se no sobrado a cima.
tss- Na freguezia de s. Lourenco da Mttta
distante da praga 6 lgoas, ha o engenho no-
vo Caluanda o qudl levantou-se pelo uso e
fructo de 14 annos de muito boa produgo,
e bom de assucar segundo o,que tem apre-
sentado nesta primeira safra muito boas
maltas e perto ptima produco de milho ,
feijo e roga boa machina e assentamen-
to; o qual traspassa-se a' pusse e dominio que
se tem anda i2 annos com urna safra prin-
cipiada de 1800 a 2000 pes ; a pessoa que
quiser este negocio dirija-se a casado Capi
ta JoaG do Reg Barros na ra dos Quarteis,
bu no mesmo engenho para com a vista rae-
lhor se ex por.
tar Aluga-se o primoiro andar da casa n.
29 da ra da Cadeia velha : a tratar na loja
mesma casa.
bt O Sr. Padre que offereceo as 5 pon-
tas 70ji rs. pelos dous pares de brincos e as 4
voltas de cordao pode aparecer.
Fabrica de Rap por Vapor.
ssr Jernimo da Costa Guimares e Silva,
proprietario da fabrica de rap movida por
machina de vapor avisa ao respeitavel pu-
blico que em seus depsitos ja se acha grande
sortimento tanto para consumo como para
exportacSo do mais excellente rap que sem
exageragafl principia a aparecer n'este Im-
perio.
A superior qualidade deste rap ( firmado
com as letras iniciaos do proprietario) seu
bom aroma em tudo semelhante ao rap de
Lisboa, d'onde o proprietario pode obter a
receita o estilar moderado sem que ganhe
bolaO nos narizes e sem os feria, o conser-
var-so por muito tempo som .que s dete-
riore mofe nem seque e o maior capri-
xo sobre a limpesa e asseio com que he fabri-
cado este rap sao propriedades estas que o
torna" asss bello e recommendavel.
Os depsitos.. sao noj atterro da Boa
vista n. 16 ra da Cadeia velha n. 50 e
fm Olinda ladeira do Varadouro na refinaga"
de assucar de Manoel dffSilva Amorim nos
quaes se vende a prego ixo de 5 libras para
cima e tambem a retaiho somente pelo pre-
go porque os compradores de 5 libras para
cima podn vender.
tafPfecisa-se de urna ama que tenha bom
e bastante leite : naruxda Augusta sobrad
pintado de amarelo.
. tsr Bazilio Cardozo retira-se para Por-
tugal a tratar de sua saude.
sar Aluga-se urna preta que cozinhe or-
dinario e cosa sofrivel : na ra da ordem
terceira de S. Francisco n. 20 ou annuncie.
tar Precisa-se de um pharmaceutico para
administrar urna botica 5 quem estiver as
circunstancias segundo a lei annuncie.
W Arrendo se duas casas no sitio ca-
rua do Livramenlon. 5 com a entrada pe-
la ra do Rangel das 9 horas da manh as
4 da tarde.
ar Urna escravt'preta que seja capaz para
todo o servigo interno e externo de urna casa,
e se tiver cria anda melhor : 6m fara de
portas sobrado n. 82.
OT Urna ou duas eanoas de conduzir agoa
quesejo grandes: na ra da Cadeia do Re-
cife a tratar com Manoel Antonio da Silva
Motta.
lar* Urna cabra bicho cora cria e que te-
nha bastante leite : na ra da Moeda n. 8 ou
annuncie.
tar Urna corrente de ouro de 30 a 40 oita-
vas sendo de ouro bom a 3200 a oitava: na
rua de Hortas n. 31.
tar* Duas voltas de cordo grosso de ouro
bom ; quem tirer annuncie.
VENDAS.
ponte o quai eslava com urna cangaina ,
quem o descobrir procure a Joo Xavier Car-
neiro da Cunha.
M^No botequim da Unio junto aos quar-
teis precisa-se de um caixeiro de 12 a 14
annos, e tambem precisa-se alugar um ou
dous moleques que sejo expertos.
O* Perdero-se na occasio que se despa-
charo o primeiro e segundo volume da his-
toria universal de Roteck em Alemo, a pes-
soa que os restituir a seu dono na rua da
Cruz n. 40 receber o rs. de gratificagaO.
tsn Aluga se um sobrado de 2 andares
muito/rescos na rua doCaldereiro no bair-
ro dea. Antonio com-quinU! e boa c?oin?-
h tendo no quintal um parreiral de uvas
musratel e ja podadas que no dito parrei-
jueiro ou poranno ou para se passar a
festa com muito hons com modos e banheiro
para banho por prego commodo : a tratar
no mesmo sitio.
W Aluga-se urna casa de dous andares
com grandes commodos e muito fresca por
ser da parte da sombra aonde morou o Snr.
major Nascimento atraz da matriz da Boa-
Vista e tambem se permuta por casas ter-
reas : quem a pretender dirjase a mesma
ran. 22, que achara com quem tratar na
mesma vende-se urna porco de barricas va-
sias que foro de farinha de trigo muito em
conta.
tar Joze Soares de Azevedo lente da
cadeira da lingoa franceza do Lyceo tem
abertoemsua casa rua do Collgio n. 14 ,
primeiro andar um curso da lingoa france-
zo e outro de philosopliia. As pessoas que
quiserem estudar qualquer destas disciplinas,
podem dirigir-se ao annunciante at as 9 ho-
ras da manh ou das 3 da tarde em diante.
tsr Na rua da praia ftor detraz da ribei-
ra n. 15 e 17 precisa-se filiar ao snr. Joo
Baptista Navarro morador nos Apipucos e
aos snrs. Joze Antunes Correia, Manoel An-
tunes Correia de Queiroz moradores no en-
genho Colegio e Joze Marques da Cruz no
engenho Canoeira.
COMPRAS.
tsr Um mulato de 12 a 18 annos, para
pagem, e sesouber montar bem a cavallo se-
r preferido: na rua da Cadeia do Recife n.
52 ou no Mondego na casa de Luiz Gomes
Perreira.
" Parsfuiada provincia Uactivamente
muialinhas crelas e mais escravos de 13
a 20 annos pago-se bem agrandando : na

V-Oslivros soguntes com alguna uso ,
e por prego commodo ; Recreago Filosfica
pelo padre Theodoro d'Almeida 10 vlu-
mes, o Filiz Independente peta mesmo au-
tor 3 volumes : na rua Nova loja n. 11.
- 12 cadeiras um sof duas bancas de
Jacaranda ; tudo novo e do melhor gosto e
urna marqueza de condur muito bem feta,
urna dita deamarello uzada urna boa me-
za de araarello cora 6 palrms de comprido e
i de largo com ps torniados ; tudo por pre-
go commodo : na rna do Rozarlo estreita
n. 32.
BT Dousescravos para fora da provincia:
na pracnha do Livramento por cima da loja
do Sr. Rastos.
er Um cavalinho de bonita figura pro
prio para menino montar pela sua mansi-
do : na rua da Cadeia Jo Recife loja de Joo
da Cunha Magalhes.
tsr Na loja de Carioca & Sette na rua do
Queimado n. 13, um completo sortimento
de chapeos de todas as quaiidades cores e
mdicos precos.
aar* Urna venda bem afreguezada tanto
para a praga como para o matto metade a
prazo com boas firmas : a tratar na mesma
na rua de fora de portas ao p do beco largo
n. 90.
Cerveja branoa em barricas de 4 du-
zias vinho de Champanhe das melhores
marcas e ptimo vinho de Bordeaux- em
barris como engarrafado em caixas de urna e
duas duzias : em casa de Kalkmann & Ro-
senraund na rua da Cruz n 10.
CT" Farinha de mandioca em saccas d al-
queire, de muito boa quaidado, e bem tor-
rada chegada ltimamente do Rio de Janei-
ro por prego commodo : no armazem de
Joaquim Goncalves Vieira Guimare? junto
ao arco da Conceigo voltando para alfandega
numero 1.
t*" Presuntos bons e muito baratos : na
rua do Azeite de peixe n. 5; no armazem do
Bragaez ao p do arco da Conceigo o na
rua estreita do Rozano n. 13.
W Milho e arroz de casca a 1920 o al-
queire : no pateo da s. Cruz n. 55.
sar Sal superior ltimamente chegado de
Cdiz no Brigue Inglez Augia : em casa de
Me. Calmont & Companhia.
w Um preto por prego commodo: na rua
do Vigario n. 4 em casa de J. O. Elster.
W Na rua do Queimado loja n. 14 de Lu-
iz Joze de Souza vende-se chapeos de sol
de seda de superior qualidade e por prego
commodo.
W Um pequeo sortimento de charutos
da Havana e Manilha de ptima qualidade :
na ruada Crui n. 7.
v im- Chapeos de massa de seda ; e se pre-
paro os do Chile, e tambem se lavo, e con-
serto-se castor e massa : na loja de chapeos
bo p do arco des. Antonio a prego muito
commodo.
w Um escravo muito proprio para en-
genho por ser bom trabalhadorde enchada ,
robusto e de boa figura : na rua Direita lo-
ja de sera n. 135.
tar Urna commoda nova bem feita en-
veruisada, do uso e he de angico, por pre
go commodo : na rua de Agoas verdes nu-
mero 38.
er A loja de fazendas n. 14 no atterro da
Boa vista com poucos fundos, ou s a ar-
mago ; a tratar na mesma.
W Duas casacas novas que servem para |
um mogo de 16 a 20 annos^ feitas a moder-
na e 7 cohetes de seda muflo bem feitos ,
e dous bahus novos tudo por prego commo-
do : na rua da Cadeia do Recife n. 8.
tsr Vende-sen... srr; r.d-se urna casa ter-
rea na povoagaO do Monteiro : no Pateo de
S. Pedro n 11.
W 4 vasos de Iouga, grandes e bonitos ,
aropros para craveiros : na Soledade n. 32
confronte ao lampiaO. '
tar Charopes de tamarindos lima, i,_
ranja maracuj pitanga proprios 'par
refrescos pela festa por cauaa do caior.'e fras-
cos com 2 libras do polpa de tamarindos na
rua estreita do Rozrario botica defronte da
vendan. 1.
ar Farinha de trigo da bem conhecida
marca Galego chegada em direilura de por-
to de Richmond : em casa de Henry Forster
& Companhia, rua do Trapiche n. 8.
tar Um negra crela de 22 annos cozi-
nha o ordinario lava de sabo e varrella e
he perita para todo o servigo de campo por
ser nelle criada desde pequea : no forte do
Mattos beco do Costa n. 16.
BT Duas escravas urna crela moga
de bonita figura engomma bem liso cose'
faz rendas e bicos e cozinha e a outra de'
n ago engomma e cozinha : na rua Direita
numero 43.
fcV Urna preta de nago Quigam moga
e de Bonita figura : na rua do Rangel n. 54,
a fallar com Victorino Francisco dos Santos,
tar Urna carabina a baila forgada coni
o relie e baionet feita segundo o modello
das armas de que se vervem os atiradores
fr.*ncezes em Afinca', esta carabina he to
nottfvel pela beleza do trabalho como pela
excelenca das suas quaiidades, e j>ode igual-
mente .servir para um militar ou para um
curioso. He do alcance de 900 metros ou
800 vares ./ quem a pretender dirija-se ao
atterro da k vista em casa de Emilio La-
rousseric, ao.ide ter a faculdade de a expe-
rimentar, ede se assegurar tanto de seu al-
cance como da su>^ torga e justeza.
BT" No sitio que fica por traz do tanque do
finado Monteiro coiTtinua-se a vender agoa
a 10 rs. a caneca ( sendo esta de regular
grandeza ) ou maior quft em outro qualquer
lugar do bairro de s. Antonio-
tar Para fora da provn,c'a um escravo
mogo de bonita figura : na ru*.1 da Cadeic do
Recife loja de Joo da Cunha Mv tsr Urna carroga de carregar t'apim, feta
de novo por prego commodo : na casa do'
carroeiro franoe* na praga da Boa vsta loja,
ds sobrado do snr. Brgadeiro Almeida,
BT Na venda da esquina da rua do Ara-
go n. 43 continua-se a vender presuntos
americanos proprios'para firabre a 240 a
libra queijos novos a 1280 paios a 210 ,
letria a 240 macarro a 200 rs. batatas a
40 rs. caf a 160 tapioca a 100 rs. azei-
te doce a 500 rs. a garrafa, cevada a 100 rs.,
maces de portugal e todos os mais gene-
ros por prego commoJo.
tar" Potassa da Russia a 2^0 a libra ; na
rua da Cadeia do Recife n. 10.
ssr Cadeiras americanas com assento de
palhinha camas de vento com armrgo e
sem ella, muito bem feitas a 4500 rs. ditas,
de pinho a 3500, marquezas de condur,
mezas de jan'.ar, commodas de amarelo, e
de angico assim como outros muitos trastes 5
e pinho de suecia com 3 potagadas Je grossu-
sura, dito serrado tudo mais em conta dO qua
em outra qualquer parte : na rua da Floren-
tina casa do J. Beranger.
ESCRAVOS FGIDOS.
Nodia 18do corrente fugio um preto
de nore Joaquim de nago Mogambique ,
de 08 annos alto cheio do corjio mal
encarado tem urna belideem um olho, ps
grossos e apapagueados com bastantes ta-
inos pelo rosto e corpo levou vestido cami-
sa de chilae caigas de estopa 5 quem o pegar
leve a praga da Independencia 11. 39 que se-
r gratificado.
Fugio aoCoronol Francisco Joze Mar-
tins na manh do dia 12 do corrente o seu
escravo de nome Joze pardo escuro de 20
annos nascido na Bahia de mediana esta-
tura reforgado do corpo bem parecido ,
levou vestido camisa e calcas de algodozi-
nho e um bonet pequeo na cabega sem
mais vistuario elgum he muito mintiroso ,
e inculcase por forro para conseguir eva-
dir-se ; quem o pegar leve ao atterro da Boa
vista.
' No dia 18 do corrento fugio nm es-
cravo de nome Luiz por alcunho bechiga ,
crelo, de 30 annos, estatura regular, cheio
do corpo, muito picado das bechigas pelo
rosto os dedos polegares dos ps bastantes
abertos ; quem o pegar leve a Joze Francis-
co Ribeiroda Silva na rua da senzala nova
n. 40 ou trapiche do Anelo me *or or..
tf;-.,i~ o--
HMMHIVi
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842.


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