Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04845


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Full Text
Armo de 1842.
Sexta Fera l*t
rT""""":!
Tudo Ror depende de nA* meamos ; ila nossa prudencia moderacSo e energa con-
imu-rnos como principiamos e seremos apuntados com admiradlo entre at NaCoas waii
aullan. ( Proclamac da Asscmbla Geral do BiaiiL )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna Parahiba e 11 io grande do Norte seganda a sextas feiraa.
Bonito e Garanhuns a ti) e "4
Cabo Serinbjem, Rio Farinoso Porto Calvo Macero e Alagoa no 1. H a J\
Boa-vista e Flotes a 2.S. Santo Anl.io quintas feiras. Olinda lodos os dina.
DAS DA SEMANA.

4" !*e. a Justino M. And do J. de D. dad. t.
U Tere. LwwV. M Re. Aud. do J de D. da 2. t.
ib Qnart. Tmporas jejum s Ajnello Ab. Aud do J. de D da 3.T.
jg Ouint. Eutebio Yerselence R. Aud. do J. de D. da2.r.
i Sexl. Temp. jej. s. Ananins Re. Aud. do J. de da!, t.
17 Ssb. Temp. jej s. Kartholnmen de s. Geminiano. Re. Aud. do J. de D. da 3. y.
4,S Dom. -i. do advento. Expectac.~io deN. Sra.
de Dezembro, Anua XFIII. N. 272.
O Diario publica-se todos os diasque nao forera Santifieadoa : o preco da asignatura he
de tres mil res por quartel pagos adiantado. Os annuncios dos assignanlea ato insendoi
gratis e osdoaqueo n.'.o forern aradlo de 80 reis por liana. As reclamaci>s derem er
dirigidas a est Tipografa, ru (las CruzeaN. 34, o a praca da Independencia loja de Uttoa
Numero 6*8,
CAMBIOS no da lo de dezembro. compra venda.
Ouao-.Moeda de 6,100 V. 44,800 45.000
Cambio sobra Londres 27 d.
< ii Pars 350 reis por franco.
K Lisboa 400 por 400 de premio.
Moeda de cobre 2 por 400 de tlcsconto.
Idam de letras d* boas firmas 1 j i i-
N.
de 4,000
PlUTa-Palacoea
Peos Columnares
ditos Mexicanos
miuda.
44,800
44.60J
8,200
1,7J0
4,720
4,720
1,620
14.800
8 4U
1.74*
1.74
1.74o
IrW,
Preamar do dia 15 de Dezembro.
1." a 4 horas e 30 m. da manilla.
2." a 4 horas e 54 m da tarde.
PIIASES DA. LA HO MU?' DE DEZEMBRO.
Loa Nova i ? 4 1 hora e 56 na. da fttan'l.
Quart. cresc. 9 s 8 horas e 7 m. da tari.
La chei 47as 4 horas e 26 m. datard.
Quart. ming. i 24 2 horas e 26 ni. o a lard.
INTEEIOR.
S. PALLO.
Apurac/m de 19 CloUegiM capital Santos ,
Mogy ds Cruzes, Atibaia, Jacaraliy, Cam-
pias, JunrJiliy, Taubat, Pindamonhan-
gaba, ll B.'agan$a itapetininga S.
Sebislio Lortia, Strocaba S. Hoque,
Rinaiial, Areias e Guaratingueta.
Os Srs. : Votos.
j Joaquim Jos- Pacheco...... 449
2 Rodrigo Antonio Monteiro de Barros 398
3 Joaquim Octavio JN- bus...... 364
4 Carlos Carneiro Je Campos .... 3ol>
5 Fernando Pacheco Jordaa...... 359
G Jos Manoel da Fonseca. 856
7 Joaquim Firmino Pe re ira Jorge. 322
8 Joo Evangelista Negreiros Sayo Lo-
bato ..............504
V Jos Alves los Santos.......281)
Jos Carlos Pereirade Almeida Torres 27i
Baro de Casias........."S9
Jos A agosto Gomes de Menezes 133
Antonio Mariano'de Azevedo Marques 12
Jos Ignacio Mlveira da Mota. H5
N.B. Faltao a Coritiba e Mogy-Merim.
(Jornal do Commereio.)
.. .. i ~ *
CO
O DIARIO-N. N. 105 e 106.
O contemporneo do D-n. est cada vez
mais enpragado apezar dos seus artigos se-
rios e al ameagadores com que nos mimo-
sea de vez em quando : e como nao ha de as-
sim ser se t-m elle por colaboradores tan-
tos athletas dtJUfrdado, taas inimigoi
do despotismo e al, oh nue fortuna o In-
cruento de Pajah ? D'ahi t'.-*sa forca de ra-
ciocinio que esmaga csse foco de Iuz-s que
deslumhra easa firmeza de principios que
vae aos peitos do mais impvido: Imcem os
curiosos indistinctamente a mSo ao primeiro
numero do D-n. que lhe ficar sob os olhos,
desenganar-se-ho que se o Governo Geral
v. o Provincial q-uizerern acertar qmzerem
marchar na senda da justica e da rasJo til-
de alli hir procurar a mstrr^So : embora bao
ja muita gente que tie tanta ignorancia de
tanto ped ntismo e arrojo de tanta sandice
e ocmtradic^lo estampada em letra redonda ,
se corra di? vergonha. Quem lie por exem-
p!o que ao 1er o mellijluo artigo do n. 105,
eseguindo-o em sua d''inon8trgo da attri-
buicao de todos os males presentes, pretritos
o futuros do Brazil em geral o de Pernam-
b-ico em particular ao Exm Presidente nao
S miquillo que vai c por este valle de lagri-
mas como at noque de nenhum ente hu-
mano depende nao lamentar o atraso des-
sas capacidades da opposigo ;'
Com effeltoflerio para lastimar e at pa-
ra envergonzar a imprensa Pt-rnambucana ,
as producemos do D n se nao se prestassem
lias tanto a excitar o siso. Eis-ahi o n. 106
da sublime folha leio o artigo KLEl(tfES .
a mofina dosnossos oposicionistas, e (iquem
serios os que poderem : que de historias nAo
nos conta o autor do bem deduzido artigo ,
como se' mostra finorio o tal magano com a
provoccio e discuss&o a reifteho ati-
rando directas e insiuuafSes copiando do-
cumentos importanti*simos e soltando gra-
ves accusacSef ? Q"e cousas serao essas ,
que nos aprsenla o politlcfio do collega a
rt!ipeito?\ Leio, meus senhores, o arti-
go que he de fundo da na da paia, e VOrto a
tropa em linhn debalalhn os tmpregados
arhe.cados, o alarido o pranto por toda a
parle', o sus> e o terror por todos esses
mattose CertOeS, ludo causado pelo ruido das
asalariadas baionetas j as prisoes as de-
portaQOts esse cometa emfim de cauda e
cahelleira que os astrlogos da ra da praia
lescobrirSo e cujas malficas inlluencias com
elteito se comegaro a sentir desde esse lem-
po de tristes e nunca assaz lamentadas elei-
cs Oh ah ih Quem podera ler com
uixutos olhos o quadro miserando, to ha-
hillamenie desenhado por to bem aparada
peana Quem poder reprimir os assomos
la sancta indignacao, do patritico rancor ,
que faz borbulharem no peito a leitura de
Unto despotismo. Nao indaguis porem do
autor oh leitores do D n. qual foi o soldado
que votou duas vezes, que gente era essa que
nSo estava as circunstancias da lei para vo-
tar que historia he urna de votantes das
ras direita queimado o a?oas-verdes ; por
que isso nunca vos explicar elle. A Ivinhai
o que quer dizer esse calculo de trez um e
meio votantes por fogo e se pod^rdes resol-
ver esse problema arithmetico notai se be
exacto o est distico : pesquizai qual o empre
gado dem ttido, removido, incommodado por
andar em ranxada com os opposicionistas a
impingir cdulas que dizio do governo ,
para Ibes darem algum curso \ indagai an-
da porque foro em diversos pontos da pro-
vincia destacadas algumas forcas da guarda
nacional ; porque foro daqui mandados al-
gups militares para o Hio e couhecereis at
que pontochega o scepticismo a m f des-
9es energmenos praieiros.
E he commettendo quanlo excesso S3 pode
imaginar ora ameacando ora servindo-se
do nome do governo ora pedindo e adu-
lando, ora falsificando assignaturas para im-
pingir listas e augmentar o numero de vo-
tos que essa gente ousa hoje lancar sobre
os seus adversarios, sobre os homens de bem,
as culpas as indignidades oscrimes que
ella s commetteo ? He assim que elles que-
rem pissar por opposicionistas imparciaes e
amigos do seu paiz ? Nao miseraveis Nao
he desta sorte que homens bem intenciona-
dos on ao menos habis fario acreditar
suas (tpiniji.'S ; nao he assim que se conse-
gue nao diremos baquear mas se quer a-
balar principios saos actos com ocunho da
iustiga e da profunda poltica e reputac/>es
solidas.
Outra prova ainda do que levamos dito nos
ministra o n. 107 do luminoso orgo da ra
da praia no seu artigo de fundo. Ahi diz o
contemporneo que nao houvero festejos e
nem enthusiasmo no dia 2 de dezembro por
que o Exm. Presidente o nao quiz por estar
ressentido dos boatos que. se tem espalhado ,
o nem o povo por estar descontente do sea
governo ; mas logo diz ; que se o governo se
apresentasso cheiode enthusiasmo e animas-
se com sua prosenca o regosijo publico que
s de um incentivo precisava ento sim tu-
do leria sida digno desse magesloso dia : an-
tes j elle havia dito que o D-v. quem
sempre est chamando orgo official falta-
ra verdade, inculcando regozijos que nao
havio existido. Ora comp he que tendo
o Exm. Presidente a intencaio de mostrar o
seu ressentimentoao governo geral, ou de
se lhe inculcar necessario consente que o
seu orgo affirme o contrario do que elle quer
fazer sentir ? Pois o Presidente nao tem sim
pathias em Pernambuco e o povo s espe-
rava que se elle apresentasse para mostrar o
seu enthusiasmo por esse grande dia ? Ha
netas contradicc/es muita miseria, muita im-
pudencia ; mas tambem ha gravissima oflen-
sa contra o povo Pernambucano Qual he o
homem quesera capaz de abafar no peito os
s'ntimentos do brioso povo de Pernambuco ?
t-m elle mostrado tantas vezes que nao
sabe humilbar-se como eseravo ? que se nao
di ixa abater na adversidade ? E como ousa
assim o D-n. lancar sobre um povo todo tfio
negro insu to ? Felizmente sabem os Per-
nambucanos despresar tanta loucura, tanta
animosidade ; sabem despresar o aggressor
que o ataca atraliiQ admente ; mas que nao
0 pode ferir tanto mais conliecendo que o
fim de todo esse embrogli') desse apontoa-
do de falsi lades foi propalar que houvero es-
ses boato? e pira inculcar que ellos causi-
ro resentimenlo ao Exm. Pres dente.
Nem melhor estrella assistio ao contempo-
rneo quando avnturou nesse m^s.-no n.
a seguinte fraze Olioiwm da con/i mea da
trez ministerios que tivertko principios dicer-
108SlC. logo que esse homem oonheoeo que a sua po-
lilea nao a de acoordo com a do segundo mi-
misterio com qui-m servir, pedio asuade-
misso ? O contempor.-meo esquace ou igno-
ra quea poltica do ministerio actual lie a
mais aproximada da loutrina do gabinete de
19 de setembro primeiro com quem servi-
r o Exm. Presidente. ? E quem naquelle
tempo fez chegar a voz da verdade ao p
do throno nao poder tambem dize-la
hoje se os msenos motivos se apresen-
tassem ou se osen pondonor se julgas-
seolTenddo :' Conhecia o contemporneo to
pouco o homem a que fez elogios magnficos ,
ijue ta'o depressa lh'os qui/. retirar ; ou se per-
suade que todos nos esquejemos ja do jne
ainda nao lia seis me/.es temos em bem intel-
1 i "i veis caracteres ? Vea entao o contempo-
" r- t
raneo por aqu a re que nos pode merecer o
valor que as suas asserses podem ter. A
nossa infelicdade est em termos laes rahis-
cadores a testa de um jornal de Pernambuco !
J7 s'aut mieux Jair>' envi que piti.
PfuV. Franc.
Cada um livro e pode exprimir seus sen-
timentos e eremos que nao merece criticas
aquelle que dirige a ouiro um elogio, dicta-
do pela sinceridade e inspirado por aquillo
queouvuou sentiu. Foi somente guiados
pela conscencia e um vivo prazer (fue escre-
vemos algumas linhas sobre o Sr. D. Fran-
cisco e que dicemos que era na nossa opi-
nio o melhor pregador que boje entre nos
existe ; e se nos servimos das pnmeiras pes-
soas do plural dos verbos nao foi com inten-
eo de que se suppozesse que fallavamos por
outros e sjm por ser mais usual nos com-
municados. Assim quando dizemos nos
entendemos ou queremos dizer o author do
artigo ; e por isto queira o Snr. Z persua-
dir-so queso procurou tasquinhar-nos sero
motivo e c.imo dizem por tabella sen-
do sua intenco vir sobre um illustre prega-
dor que nao merece por certo os ataques que
a mesquinha inveja lhe lera dirigido.
Mui infundados e fora de prepsito sao as
criticas do Sr. Z, e, para convnce-Io, pe-
dimos-lhe que se digno de ler o cometo de
no-so artigo e l ver que assim nos expri-
mimos do melhor pregador que hoje entre
nos existe Somos por ventura dignos de
censura si ainda nao tivemus a dita de ou-
vir certos pregadores de que falla o Sr. Z ,
porque ou nossa curta idade ou certas circuns-
tancias nos collocaro na impossihilidade de
gosar de to grandes prazeres ? Parece que
ninguem o dir.
Nao fallamos dos pregadores que j nao
oxistem ou que se achilo em estado de no
poder pregar ou por sua idade ou por seus
achaques; apenas dicemos que o Sr. D. Fran-
cisco era o melhor que aqui em Pernambu-
co tinhamos ouvido. A que vem pois a
longa historia dos pregadores que temos ti
do ou que por aqui teem psssado ? Querer
por ventura o Sr. Z que nac tecamos mais
elogio algum, que nao admiremos maisqual-
qu.T hom pregador por que em outro tem-
pj houvero na provincia grandes talentos i
Nos nao excluimos totalmente da classe do
i ns pregadores os que ainda existem e:
Pernambuco ; tendo dito que se tornava ne
cessario que tim homem poderoso pela pala-
vra chamasse aos templos os verdadeiro* rej
ligiosos tivemosocuidado de nao esquece-
o queseacha escripto na linha 20 de nosso
co nmunicado e qus assim -;boje que a im-
moralidade tem destruido urna boa parte do
nossa crenca religiosa e que raras vezes so-
bre o pulpito se encontr um ministro capaz
de aquecer nossos CoractSas j regelados Do
que acabamos de citar se v claramente que
'nao negamos que existe pregador capaz de g-
uecer nossos corace*; mas que,ainda no
tendo tido a ventura de encontral-lo sobre o
pulpito, pederamos dizer que o Sr D. Fran-
cisco era o m Ihor pregador tanto mais que
as-informales que temos obtido dos outros
pregadores, sao todas para conservar-nos fir-
mes em nossa opinio. Nos estamos pouco
avesados tecer elogios, sobre tudo estran-
geiros e quando em nossos escriptos dirigi-
mos algumsempree.com conscienciencia e
sinceridade ; e por isso era o primeiro que
de nossa penna sabia a um estrangeiro.
Em que pois burlesco ou extravagante
nosso elogio como diz o Snr. Z ? Em nSo
ser a elle dirigido, ou porque o foi a um ou-
tro pregador ? Em que enxovalhou o Diario
de Pernambuco ? Nao Sr. Z ; s enxova-
lha aquillo que indecoroso e vil ; s seria
burlesco u mea elogio se fosse em estilo gros-
seiramente jocoso e nem pelo objecto nem
pela pessoa havia para que dizer burlas :
0 Sr. Z sim recheou o seu arrasoado del-
las, e nenhuma injustiga lhe fazia un se as-
sim appellidasse o seu artigo.
Nao podemos nos dizer o que pensamos o
que sentimos ; j crime o ser franco ?.... O
autor do communicado apenas tem ouvido al-
guns miados ou outras cousas que serio ca-
pazes de fazer carpir as lacrimosas rolas se-
gundo a b'dla expresso de certo pregador ou
do autor do communicado assignado ini-
migo dos aduladores e confossamos inge-
nuamente que estremecemos e o coraco se
nos aperta dolorosamente, como mui bem
diz outro pregador quando nos achamos era
presenca de taes summidades.
E ser justo, commedido, ser pulido quem
assim obra assim que se argumenta ou se
critica algum artigo que nao agradou ? Pa-
recia-nos que s em outros tempos era conhe-
cida urna tal Hermenutica ; e por isto nao
duvidamos que o Sr. Z que tanto se lembra
do pastado e hoje s vive do pausado ainda
procure em casos aperlados d'ella lancar rao
e faze-la reviver.
Esperamos pois vista do que acabamos de
dizer e das explicacoes que damos, que o Sr.
Z, leia com mais sangue fri o nosso artigo,
e se convenga de queso quizemos fallar dos
plegadores que nos autor do artigo te-
ios visto e ouvido ; que se convenga tambem
que somos responsaveis tao somente por nos-
sas consciencias e podemos dizer que ainda
nao ouvimos to bellas expressOes nem vi-
mos to nobres gestos como os o Sr. D.
Francisco. Nada diremos sobre o sentido
das ph rases quem vem no fim ,desse com-
municado e que sao se destacadamente
for avante diremos mais do que se pensa
porque isto nos parece mais urna araeaca pa-
ra evitar resposta do que conhecimento de
msela : isto s em resposta propomos que
o Sr. Z assigne o seu nome ; quando qui-
zer entrar em polmica individual, porque
do contrario nao aceitaramos a luva a um
mascarado que pode depois de zurzido sa-
l i -se milito airoso logo que tenha mudado
de habito. y.
Enjoado de urna questo [que alias pelo seu
objecto merece que della os jornaes se oceu-
peni e que una penna menos in-habil do
que a nossa a dilucide ] em que o mutuo res-
! poito, qne, pelas conveniencias sociaes, quan-
1 do nao so ltente para outras muitas razouns,


2
os homens civilizados devem guardar.entre
si jase ia perdendo ; nos nos tinhamos re-
solvido a nao escreviir mais urna so palavra
sobro o loro a que toca oconhecimento d > cri-
en do soldado artiice i]ii! estando de
guarda feriu o sen commandante ; quando
om o Diario-novo de 23 do corrente Nov m-
bro appareceu pata segunda vez ura commu-
liicado comhatmdo mili urbanamente nossa
humilde opinio n'esse jornal. Conreado
assim por um outro campp), para entrar
ainda no circo ila lide nao po em as resistir
ao dezejo de quebrar mais 'ama langa : outra
vez pois pegamos na dbil penna; mas des-
presando ludo quanto se tem escripto alhaio
da questo tanto mais por que n'isso nada
encontramos, que pass.a ser applicavel nos-
sa pessoa, oceuparnos-he-rnes tnicamente da
materia controvertida submetlendo nossas
ideas, e nosss principios dicizo imparcial
lo publico Ilustrado, por que o juizo s (/ae-
remos de (iitem com juizo mas srn pando
nos leia. Porem como o nobre autor do com-
municado a que nos referimos nem um s
argumento produziu louvando-se as razo-
ens do nosso primeiro Ilustrado adversario ,
ha-de permitir-nos qua com este.conlinm-
mos a argumentago; e consinta lambern en-
tretanto o nobre ..-ontemporaneo do Diario-no-
vo que franqueando as suas paginas para
quo a nossu opinio fosse combatida com tan-
ta urbanidade igualmente a combate, que
que postoque remola nao he todava ab-
solutamente exentrica da questo si a an-
tV.harmos por todas as suas faces.
O nobre contemporneo que ostenta acri-
solado constitucionalismo, tomou a hbil pen-
ua para defender as liberdades publicas que
se lhe figurou invadidas; mas ao mesmotem
po por urna contradiego que nao se explica
lacilmente nao quer aoceitar ascondicoens
d'eese mesmo sistema pelo qual tao deno-
dadamente propugna. O nobre con tmpora*
neo que se collocou na opposigo para co-
mo diz sustentar o sistema constitucional ,
aconselhando o governo, a m de que elle nao
se desvie do trillio legal, aeonselha-0 que. in-
vada o poder judicial, encarregando-se da
prizo dos delinquentes e ainda [ e isto he o
mais!] que o mesmo governo avahe o grau
Je probabilidade dos indicios e em conse-
quencia d'esle sen jizu fii0a pronder cida-
los a quem a.nda se nao farmou culpa.
Simiihantemente o nobre contemporneo
impondo ao governo urna natavel responsabi-
Jidade nega que a verdadeira e quasi ex-
clusiva cauzi dos crimes, que espantosamen-
te se tem reprodusido seja a corrupgi dos
costjmes eos restos da influencia daedu-
cf.go feudal [ permita-se-nos esta denomina-
(i > J que ainda preocupa muita gente que
tal veZ esteja persuadida que vivemos na ida-
do media ed l fazen lo opposico aogo-
v^rno] como origem, ou cauza prima d'esses
crimes impunidade como si essa viesso do
governo e nao da nimia bondade dos jura-
dos que at mesmo nVsta Capital, per urna
compaixo mal entendida t-m soltado no
meio dasociedade fras que sude humanas
tem as figuras. Sirva de exemplo alem de
mtras muitas, a absolviio do assassino Ma-
ioeI Gonsalves Mendes deque tanto se oc-
u^ou a imprensa em Margo de 1837 Por
Vse pensamento pois com tanto afn propa
Jado nos, por urna concluzo lgica nos
persuadamos que o nobre contemporneo ,
que atrihue impunidade quasi exclusiva-
mente lodos os nossos males e que domina-
do por esta idea ca!ie no extremo de querer
que o governo provincial usurpe urna das mais
melindrosas fungoes do poder judicial, a fim
de que os delinquentes nao escapeni a pena
merecida persuadiamos-nos, dizomos, que
o nobre contemporneo cstivsse de arordo
comnosco sobre o foro a que compete o conhe-
cimento do crime do soldado artfice, por
quanto anda mesrr..ique nao houvesse, como
ha lei positiva que authorise a sua compe-
tencia, bastava a severidade que o destinme,
para ser preferido pelo nobre contemporneo,
que, para conseguir punigo dos delinquen
tes [ seu pensamento dominante e centro
para o qual parece que convergem todos os
seus clculos polticos .' J a conselha ao gover-
no provincial, que se torne arbitrario, eqne
invada o poder judicial Que urna opposi-
co pugne pelo desenvolvimento pratco das
ideas liberaes, que cerce quinto lhe he pos-
si\el todo o arbitrio do poder, nada ha quo
admirar, por qu he este o elemento das op-
posicoens : mas que uma opposigo trabalhe,
para que o governo se tome arbitrario que
o censure por que elle respeitando as ins-
lituicoens do paiz nao uza da fotga para
envadir um 'los outros poderes do estad
que tai im acnseme que cah|ue aoepsu
nstitugo>ns h'beraes ; he em verJade digno
de pasmo I II tatica espantosa ou descu-
berta que eslava reservada presente oppo-
sigo Sero estes conseihos uma insinua-
go maligna Querer que o gaverno os re-
oebapera ento palor com plausivel razo a
eilsal-o ? Nao nao : tal idea importara
uma perfidia .' Mea tornando ao objecto ;
nJ estavamos assim p-rsuadicfo porem en-
ginamo nos i o nobre onloreiporarteo do Di-
ario novo amitlinlo em suas paginas os
lois Communicados que to urbanamente
combalerarn nossa muihuml de opinio ti-
rou-nos da illusao em que estavamos; n> pois
temos a honra de pdennos convidar onobre
contemporneo, que supomos ser pessoa que
p;rfeilam'nte ent-mdeda materia para que,
em lugar de encher as columnas do seu jornal
de communicados, que, sem produzirem um
so argumento eombatem os seus adversarios
com tanU nrbaidadn, que prove, e oonven-
ca o respeitivel publico de que da inteligen-
cia conlrari qu) nos damos ao adverbio
puram-nie dos cdigos nao se seguem os ab-
surdos que ja notamos e que agora repeti-
mos com mais aigum desenvolvimento e
que portanto nio I12 preciso pncurar outra
inteligencia qui salve os cdigos d'esses ab-
surdos. Entremos pois outra ?. na questo .
e perdovnos o nobre contemporneo a ousa-
daque lomamos de convdal-o para ella.
Si delicio puramente militar he smente a-
quelle que as les civiz nao punem, si aos co-
oigos he so esta a inteligencia que se Ihes
pode dar, segue-se inconteslavelmente que
os crimes de desobediencia de ferimento, de
ameac, de calumnia de injuria dic. c\c pu-
nidos pelos artigos 128, 201, 207, 229, e 236
do col. crim., e outros de que tratam o mes-
mo cdigo, e de mais les civiz nao sao crimes
puramente militares,e nem a desobediencia de
que o illustradoSr. =s=S= quer fazr um.iEx-
cepeo mu gratuita, he crime puramente mi-
litar ; por quanto nao tendo o legislador feito
esta destinco a ninguem mais he dado fa-
zel-a : Quod Lex non distinguit, nec nos
distinguere debemos. E postoque o mui illus-
Irado Sr. =sS= arrasta para a queslao a lei
da Guarda Nacional, somonte porque foi pro-
mulgada, depois do cdigo consinta que lhe di-
gamos que citou Dreito estranho ao cazo, e
que se permitido fora tal arbitrio ^jsimilhan-
temente poJia traser de ra'stos eth apoio da
sua opinio alaum compromisso das confra-
rias, ou aljuma regra das ordens monsticas
[ que sao igualmente les que regulam estas
corporacoens equeobrigam tanto os seus
membros com a dos ti. N. a os que o sio ]
quefossem confirmadas depois dos cdigos ,
e que por ventura tenham al^um artigo que
puna a desobediencia ; porque tanto tem de
commum com o exercito, quo pertence exclu-
sivamente ao ministerio da guerra a lei da
Guarda Nacional, que perience ao ministerio
da justiga como tem os compromisos das
confrarias e regras ou estatutos dos frades ,
cujos negocios tamh-m pertencem exclusiva-
mente ao ministerio da justiga. E nao veo
Ilustrado Snr. =$= n'essa mesma lei da G.
Nicional uma dispo>ig5o que o contradiz ?
Nao attende que despondo o legislador n'essa
lei, que os Guardas Nacionaes s ficaro sub-
jeitos as leis militares, quando formaren) cor-
pos destacados tem eo ipso declarado que
ella nao he militar e que as suas disposi-
goens nao podem ser applicadas ao exercito ?
O Ilustrado Snr. =rS= serviu-se deargu-
ment is de conveniencia no seu s-gundo co"m-
municado e scilou a lei da Guarda Nacio-
nal para justificar essa conveniencia; mas ten-
do depois contradicto-se, quando regeitou os
nossos argumentos que tambem chamou de
conveniencia cahiu em si e para nao dar
o seu braco a torcer nega o seu proprio Tac-
to. Melhor seria que mudasso do opinio :
sapienUs cst mulare consilium. Mas conti-
nuemos.
Si pois crimes puramente militares 93o ,
eomo quer o Snr. =S=, somente aquelles
que as Leis civil: nao punem, temos que v. g.
o fficial que sendo mandado pelo seu pene-
ral guarnecer um ponto pelo qual o inimi-
go ha-de apoderar-se do paiz desobedece ao
seu general, e nao marcha, pretextando por
exemplo sr mais converisente bater o ini-
migo all mesmo e que d'esta desoberljencia
resulla ser a Patria pntregue voracidade do
inimipo que este Official nocommefto cr-
mp melitar e que por tanto o mximo da
pena que lhe pode ser imposta sao dois mo-
zos de pri/o". segundo o art. 128 do cdigo
crim. Si um soldado ameacar por exem-
plo o seo commandante das armas tendo
at a ouzadia de lhe dizer que a ha-de esbo-
fetar oque depois o hade matar nao com-
mette n'esta ameaca crime militar, e por tan-
to a maior pena que pode sofre he a de 6 me-
zes de prizo, imposta ploart. 207 do mes-
rao coJ. E para que isto se realise ser -
in la precizo que o commandante das ar-
nas se queixe do soldado a authoridade civil,
e que perante esta o mesmo commandante
las armas e Soldado, ambos asentidos ,
um como aecusador, e outro como aecu^ado,
pois de novas scenas as quaes a pnm-ji-
ra authoridade militar da Provineia pde ser
mn l:i libria la, haver entilo s-utenga Su-
ponha-se mais que defronte da caza do gene-
ral mora um corneta [ que por ter sido refor-
mado nao he obrigado a morar noquartel]
mui turbulento mal creado, que com pa-
lavras obsenas fere os castos ouvidos da fami-
lia do general eque esto nao pode chegar
janella j por que o corneta ora se lhe a-
presenta descomposto ora com mulheres es-
candalosas etc. &c. Este corneta, segundo
os principios do Snr. =S= nao tem commet-
tido grave crime puramente militar, nada, na-
da: mas que recurso resta ao generai? A pro-
videncia do art 121 do cdigo do procesio. O
general pois far sabir a atith iridade policial,
que o corneta que mora defronte do Seu quar-
tel general fas tudo quanto acabamos de di-
zer e linalm me depois que o general der
suas provas, e, si o corneta requerer, for con-
testar-se com elle perante o juiz ser o cor-
neta obrigado a assignar termo de bem vi ver
coiri o se general sob tal ou tal pena se
transgredir o termo 0 d'alii por diante, si o
corneta continuar a indirectamente insultar o
seu general ser condemnado si o general
o aecusar segunda vez a uns tantos dias de
cadeia! Basta de hypothosis Estes factos ,
e outros muitos que seria ertfadonho trazer
para exemplo sao a consequencia necessaria
da inteligencia queda o'Snr. =S= ao ad-
verbio puramente de que se uza nos cdi-
gos e appzar de tudo isto diz mui ancho
o mui Ilustrado Snr. =S= no ultimo seu
commiincado== le verdade que quando
na interprotago das leis se encontram ab-
surdos no se sentido literal deve-se d.<
recorror a um otro sentido f estamos de a-
cordo ] em que taes absurdos so nao deem-,
masque absurdos [ conlifcua o Ilustrado
Snr. =S=] se encontram na interpretadlo
exammatioal da legislagao que citamos? &C.
Oh Deus Eterno Ha quem sem ser in-
toirament? hospede na historia militar, quem
n5c ignorando os mais treviaes principios de
jurisprudencia militar, (firme e conscencio-
samente sustente que uma intiligencia da le-
gislagao, que d infalivelmente os resultados
que acabamos de exemplilicar, nao he absur-
da Quanto pode a preoeupago Quanto
pode um mal entendido amor proprio !
Ou o Ilustrado Sr. S nos ba de Drovar
que a permissao de todos esses factos que
pela inteligencia que d aos cdigos podem
muitas vezes ser repetidos nao sao absurdos,
e que he possivel a existencia de disciplina mi-
litar em o exercito que for regido por uma
tal legislagao ou ento ha de permetir-nos
que descubramos no seu emnenho uma insi-
nuago maligna; isto he: que o Sr. -S-
querendo imputar legislatura de 1830 todas
as desgragas por que temos passado susten-
ta que ella redigiu e votou o cdigo crimi-
nal para anarchizar o Urazil e que todos os
nossos males inclusive a horrivel isubordi-
nago de setembro de 1831 se devem As-
sembla Geral Si o Ilustrado Sr -S- t-
ver a habilidade de convencer o publico Ilus-
trado a quem respetosamente submetemos
estas nossas refl"xes, de que pode conceber-
se a idea de disciplina om um exercito, (salvo
se for composto de philosophos) com uma tal
legislagao ; si o Ilustrado Sr -S- dizemos
convencer c publico de que he possivel harer
disciplina em um exercito no qual um cor-
neta insultando o seu General, 011 ameagan-
Washiflgon um Napdlifio em fim atribu -
ram umi grande parte das gentlezj8 que os
mmortalizaram ; porque
Cesse tudo o que a Musa antigua canta,
Que outro valor mais alto se alevanta.
Si pois da intehgen -ia qua d o Sr. =S=
aos cdigos se seguem os absurdos que nata-
reos raister como o mesmo Sr. = S =
confessa procurar outra que os salve : nos
pois entendemos por Crimea puramente ou
aropriainnte ( a ) militares aqu tiles cu-
jas circunstancias que os acompanh-am
pela prosso do dilenquente privam que
eom essas circunstancias conjuntamente p0s-
sam ser commettidos seno por cidadfios alis-
tados no exercito ou na armada : por ex-
emplo o crime do sida lo artifiee nao poJia
ser commettido seno por um militar pop.
que as circunstancias que conjunctamente se
deram no acto do dlito s se podura dar
sendo elle perpetrado por um militar. Gm-
tinuemoS.
Diz o Ilustrado Sr. S. que nao invarte
os nossos argumentos para poder combtel-
os ; porem no seu ulitimo communicado de
Diario 230 colun. 2*. dizque nos dicemos
no riosso ultimo communicado Qne a pro-
vizo de 20 de outubro tras quatro qtresito*
( b ) nos quaes se acham defenidos os crimes
ouramente militares Nos dicemos isto ?
Eis o que escrevemos e se l no Diario n.
239 pag. 2. coluna 4. Goulitiua o Ilustrado
autor do communicado S. sustentando
que a provizo do supremo conselho militar
deveser entendida com S S. a entende :
isto he solando as palavras que prece-
k deram aos quatro quesitosque asdifinem,
e subordinando a inteligencia d'estes que-
sitos( que o Ilustrado autor chama clas-
ses ) aquella que poderiam tamb-m ter
as dictas palavras tomadas isoladamante.
Mas nao adverte o Ilustrado autor quo
sendo os moncionad'os quesitos a germina e
corrente explc*go d'essas palavres.....
vem a deinigo a ficar definida pelo defi-
nido &c. &C.
Ora Ilustrado Sr. S. os quesijos deli -
nem em geral crimes militares ou deinetn
as palavras da provizo ? E nao inver-
teu o que dicemos ? Nao isole os .nuesi-
tosdas palavras ou por outra nao desuiia o
que est unido que achara n'este lodo har-
mona e uma mui clara enterpretago dos
cdigos na parte subjeita : mas diz o illuslra-
dosr. S. -que pelos nossos principios nao
ha crime que nao seja mlilar e conclue
exigindo que nos declaremos qual he a di-
ferenga que veio ao faro militar depois que
os cdigos declarara, que este foro s oonti-
nuaria a conhecer dos crimes puramente ( 011
propiamente ) militares. Vamos satisfazer
esta exigencia.
Antes dos cdigos todos os crimes commet-
tidos por militares a excepfo de resistencia
justiga lesa Magesta le Divina ou huma-
na lurtos da fazenda publica contrabando,
e vendas de carne eram julgados pelo foro mi-
litar': depois dos cdigos, nao s quasi todos
estes exceptuados que, pela maior pars passa-
ram a ter outros nomes, continuaram o per-
tencer ao foro civil mas tambam tolos a-
quelles outros que nao sao propriamento mi-
litares. Antes dos cdigos falsificar uma cs-
criptura ou qualquer papel jurar falgo
(a) Os legsladores serviram-se DO Cdi-
gos do adverbios purameute, como sinnimo
de propriamente adverbio este j antes ein-
pregado pelo Exm. Sr. Marechal Sampaio no
opsculo que serve de guia nos consMIios
de guerra. Lea-s com reflexo o no qual
vem exceptuadas as agoens que nao esto
comprehendidas na disposigao do art. 310 do
cdigo criminal e por essa leitura severa
queahi, assim como no 2 do art. 30b", do
do-o de lhe dar com um pau e de fazer-lhe mesmo cod. o adverbio puramente he empre-
ndanlas mais injurias se lembrar o mesmo
General s tem pela Lei o recurso: no primei-
ro caso d# roquerer perante a authoridade ci-
vil para que o corneta assigne termo de bem
viver com elle General e 110 segundo de o
aecusar perante a mesma authoridade civil ,
que conforme entender o negocio pode man-
dar o bom do corneta em ps ; em toda parte
confossaremos que o Sr. =S:c he um genio
sublimo que fez uma descuberta mais inte-
ressante organisago social, do que seriam
sriencia, e s artes a quadratura do circulo, e o
motu continuo; conlessaremos era fim e sus-
tentaremos, quanto couber em nossa fraques
/a, que devem desde j entregar-se s chama-
todos esses cdigos militares, que ain> sao seguidos pelas civilisadas nagfltsdaeuropa,
que n'esta parte esto a perder de vista de
nos que devem j varrer-se da memoria
todas essas caronchosas ideas de disciplina ,
s quaes um Alexandre de Macedonia um
gado como sinnimo de propriwmente.
( b ) Quesitos he um subs. m. hoje
mui usado ( tal vez quem primeiro se sirviu
d'esta palavra a dirivasse do verb latino queG?,
ere ) e significa -o (fue se procura de-
monstrar, ou se (fuer para um verlo fita.
N'este sentido uza reos d'esse subs. na presen-
te questo ; mas como o sr. Pereira e Souia
compsuraa obra que intilulou Glassos dos
crimes, julga o Ilustrado sr -S.-que he
imperdoivel delita de lesa-jurisprudt'ncia
tratar de crimes e nao encaixar seja co-
mo for o termo classe de que se serviu o
sr. Pereira e S.tuza O suprcmoconselho mi-
litar quiz definir as palavras da sua provizo .
ou demonstrar o sintido em que as tmlia
era progado e como diviliu essa dilinigo
em qua tro partes, a estas chamamos nos (fe-
sitos e mui propriamente: digam OS que
sabem fallar e escrever a linuoa Naoinnal.
G.


.ni i mt

5
em juizo destruir monumentos pblicos ,
redusir pessoa livra a escravidfto lerir ma-
tar fiwer abortar e em Iim outros muitos
ddietos ques'ria enfadonho innumerar per-
tenciam ao foro militar ojn palos co ligos
nm um d*eatos crimes, eotroa minios
que nao referimis partencem a este foro, em-
bira as leis militares os puna;; : salvse con-
juntamente na perpetrlo.do ifalkto o de-
lenquente offjn ler a ,fi;-i .a, i, >^ cit>
circumstafiefa esta qu > Q torna propnam mte
militar. Em summa crimes pnpriamente
militar heaquetle (repelimos ) qus > -ls
circumstancias que conjunctamente o acom-
panham nao podem ser commettidopor u.n
paisano ; bem como o crime lo saldado art-
fice que a sima aponto para exornlo. IJm
paisano o nao poda commelter por que um
niisino nu poda estar de guarda e por-
tanto ferir a disciplina militar quando foriu
o sargento. Antes dos cdigos to ios os cri
mes pertenciam au foro mil,lar excepgio
d'aquelles exceptuados; hojes pertencem
os que ofmlem directamente a disciplina,
co derdbetiao, osedigo feita por paizanos,
segundo o artigo. 109 da bi qu.Teformou o
cod. rio proc.
Porem o Ilustrado sr. S. prevalecendo-
se da disposico d'esta lei novissima tira
d'ella urna concluzao contraria ao seu literal
sentida e ptrecendo-lhe que fez una
etnportante descobert jalga .levencida; maso que dis'poem este artigo
100 da lei das reformas? Copi imol-o. Ojian-
do as rebelies, ou sedientes entrarem mi-
litares, sero estes julga los pelasteis, etriT
* bunaes militares E o que qur isto diz r ?
li'spondmos.nue quando os militares entra-
rem as rehdio.-s, ou sed'QOiS embora
nao obn-rn como militares, ou nosesir-
vam d'esta nobre proQss > para eometterem
o -leiicto devem ser julgados pelo foro mi-
litar ; e nada mais*. Por exemplo reun ni
ee quareula paizanos para deporem urna au-
toridad? q nal quur e a estes paizanos se
uue um ou mais o!fiei.es militaros e e.stes
som uzarem da firda e s 'in de maneira al-
guma sa utilizarem da graduagfio militar,
para cometterem o crim \ flnalm ri( i oom os
seus correos o eonsumun. Este dilicto he
ncontest'v 'invine civil e oa oflQciaes n'el-
ie implicados responderan sem duvida no
foro commum se a novissima lei citada nSo
desposase o contrario. Para que esse arti
o 109 poJesseapadrinliar a opinio do mui
illustrado e respeitavol sr. S. precizo
ra q'je*proyase que os erim-s de rebelifio o
sedigo s poiam sercommotli los por mi-
litaras e na qualidade de militares e que
os paizanos os nao poliam commetter. Se
r,oder provar isto est decedi la a questao e
nos nos ^onfessaremos venc lo : mas como
nos persnadimos que esta d-monstragao nao
lie possivel segue-sa at pelo literal sen-
tido da lei em questo que antes d'ella os
militares que entravam em algum dosdelic-
tos de que ella trata eram julgados pelo
foro civil, ou pelo militar segunda as cir-
cumstancias do delicto e boje deem-se as
circumstancias que se d*rem respondem
emente nVste ultimo hro Knto era pre-
cizo que deiinquissem servinio-se para o
delicio da qualidade de militares para es-
larcm subjeilos ao foro respectivo, boje pe
te Diario. Tambem aproveit amos agora es.
ta occazio para rogar ao mu Ilustrada sr.
-S. -qua tonha a bondale da nao sabir do
campo di quisto para n >> co.rtbitsr em
campo apirtado. A riim qussto lia sobro
foro e no sobre a alga h de juizes ou tri-
osl designado n.1 prmera parte do 8. arli-
go dos de guerra. Esta mesma opinio e
firmado tanto em algius das rasoes que d
o dito communicado, como em outras sus-
tento milito antes de que tal communica-
do apparecesse um ollicial militar em a se-
hunaes ou sobre a conveniencia ou pre-/cretaria do commando das armas no dia em
juizod'ossas aleadas, e si o Ilustrado sr.
- S. -attentasse pira esta circunstin :ia, nao
firia tinta bulla, qmn lo applicam >s o prin
cpio dos criminalistas: qie tanto miin se
nsegue o fin principal da pea i quanlo
menostampo decor/et do delicto dsna pini-
ctio. Assnn como no foro commum ha cri-
mes, que por pequeos sao julgados summa-
riamenfe pelos juizes de paz, delegados, jui-
zs municipaes Ac &c. e outros que por
sua gravidade pertencem aos jurados tic. &c ,
tamb.m no for, militar sucede o mesmo : ha
delictos que sao punidos sunimar.amente pi-
las fiommaulants dos orpjs, outios dj-
p til de um consellio da nvestigago que
gasta mais lempo, e outros em Iim pelocon-
selho de guerra que consoms muito mais lem-
po eque tem formulas mais longas que
ufarantem a defeza ao reo. Esegue-sepor
isto, que o axioma dos criminalistas nao seja
um principio exactissimo e applicavel em
qualquer foro ? A nossa questo ha sobre o
foro e nao sobre a alcaJa dos juizes e tri-
buines! Esse argumento do Ilustrado sr. -S -
hoque ficou em p, e bem em p. Po
remo Ilustrado sr. S. exige igualmen-
te, depois que airosamente se desem-
baragou das objecQes que Iba lizemos so-
t)re o ter imputado ao supremo conselho
militar urna incoherencia em que nunca
iste respejtavel tribunal cahiu e sobre a
theorio da susp-mcao das garantas; dizendo
l'u.iei n is palavras de outro fallei eronica-
nente. Qua descuberta Bom ser que o
!l'istra;lo sr. S. -quanJo servir-se d'essa
figura se digne por caridade de declarar
|iie falla irnicamente para que os igno-
rantes como nos, que nao metem o dente no
sublime saibair. que isso he irona ou en-
tlo recor le-se do que ensina o velhoQuin-
tilianno. Mis vamos ultima exigencia e
liemos este j mu longo communicado.
Exige o Ilustrado sr. S. que nos decla-
ramos si a junta de justiga de Pernambuco
irevaricou quando declarou que o furriel
Claudino nao tinba cnmmettido crime mili-
lar. Nsdizeudoque nao sabamos porque
razao ou equivoco a junta de jusliga tnha
julgado sor crime civil o delicto d'essa furri-
d e qua elle s a ella devia to extraordi-
nario favor exprimimos bam o nsso
oensamento e escusado era mais nada dizer;
mas orno em ludo queremos satisfazer o
uosso Ilustrado adversario anda diremos
las palavras. Nem pelo nosso pensamento
passou a idea de prevaricarlo p0r que esta
presupoem animo de delinquir e entender
urna lei sem allentar para o seu espirito
ni) he delicio e nem como tal est clacifi-
cado este acto. Nos sim quisemos dizer, que
a junta nao escrutou a mente do legislador ,
e pouco rellctu sobre a provizo do supremo
coriselho militar ; porem nem por isso se se-
>'ue que todos os membros da junta enlendes-
sem mal a lei. Esta junta compoem-sn de
s tte membros ; mas as suas diciso" >s podem
ser vencidas somente por trez. O Exm. Sr.
qu-ess' mesmo soldado artilic- foi pela pri-
meira vez responder o consdho de guerra.
Os olliciaes militares querem disciplina, e
nao o sangue dos soldados que consideram
s"us fillius o como paes zelosos os querem
corregidos mas nao mortos. Na horrenda
carnefecina fjita em soldados na chra-meni-
nosemsetembro de 1831 nao liveram par-
te em verdade officiaes militares. Nunca da
boca de um official militar sahiii por mais ,
e mais criminosos que fossem os soldados o
seguinte horrivel anathema : mata que he
soldado como brbaramente se proliriu n'es-
se lutuoso s teinhro de 1831 !! lie para li-
vrar os soldados d'este barbirismo de alguns
paizanos que os olliciaes os querem disci-
plinados e submissos mas nao baixos O
ollicial he o pai dos soldados: assm como tem
obrigagao de pugnar pilos seus direitos de
os soocorrer em suas necessidades de os
defender &c. &. ; tem igualmemte obrigago
de castiga-los quando elles o merecom,
G.
CoMMERCSO.
Lou rengo Jos das Neves.
k Antonio de Siqueira.
Luiz Antonio Vieira.
Leopoldo Jos da Costa Araujo.
Luiz Pedro das NeveS.
Cezario do llego.
da Costa Porto-carreiro.
de Franca da Cruz Ferreira.
de Franca e Mello.
Dr. Luiz de Frang Muniz Tavares.
Luiz Francisco llarbilbo.
Francisco de Mello Cavalganti.
m Ignacio Ribeiro liorna.
K de Moma Acciolo.
de Pinho Borges.
Pires Ferreira.
Jos da Silva Guimares.
( Continuar-se-ha. )
AVISOS MARTIMOS.
sss- Para a Babia sai impreterivelmente
antes de festa a sumaca = Santo Antonio =,
e para o Assii o brigue = Americano Feliz=;
para carga e passageiros trac ta-se com Ma-
noel Joaquim Pedro da Costa na ra da
Cadeia n." 46.
L E I L A .
contrario nao ha circumslancia queossub- presidente, segunda a Iai que rege este tr-
jeitetn an for> commum. D'isto j n'esti
nosso Pernambuco tiremos um exemolo. Pe-
la seiligio dasSinco Pontas pommettida por
militares, e na qualidade de militares em
Novembro de 1831 e em que enlraram al-
,,:ins paizanos; es primelros foram julgados
em con Sel ho de guerra e as sentencia d'es
te tribunal ; unas foram confirmadas, e ou-
tras alteradas pela junta de justica de Per-
nambuco que regulou-se somente ( note-se
depora dos eodigos ) n'i ste processo pelasleia
militaras, e que nao juU'ou incompetente o
foro militar; e os segundos foram julgados
no foro cotiitnum. Agora perguiitamos nos
o Ilustrado sr. S. -: Concordam as sen-
tengas proferida pela junta de justica de Per-
nambuco sobre os reos da sedigao das o Si neo
Pontea com a que proferu declaran-
do nao ser crimen te militar o do furriel
Claudino ? E perguntamos mais : a inteli-
geocia que J a scdigos o supremo conse-
ibo militar que nunca lei incoherente n'es-
ta quesio he ou nao a mais certa e cu-
ri -1 para seguir-se ? Responda nos por q
he. Entretanto aproveilamos a occasio para
C'rlilicarnioi. a mui Ulustrado e raspeitavel
sr. S. qu i n i copiamos as deas d i cem-
municfl lo do mui ( sr. M, -
i podamos copiar, por que um da an-
bunal, he mero director dos trabalhos e nao
tem voto ; e quando dos outros seis mem-
bros tres sao de urna opinio e tres de
autra entende-se que venceu o opinio
mais favoravcl ao reo : logo bastava que tres
membros da junta entendessem os cdigos,
e a provizo como entende. o Ilustrado sr.
- S. e, como nao entende o supremo con-
selbo militar autor d'essa mesma proviso ,
para que o furriel fosse favorecido como
foi. Nao bouve pois prevaricago. mas hou-
ve orro na intelligencia da loi : eis o que di-
cemos e o que agora repetimos ; quer mais
claro ?
Basta : entretantopermita-se-nos que an-
da derlaremos que nao tomamos parte n"esta
questao para ver como se quer inculcar ,
correr o sangue do desgragado soldado art-
fice : nSo nao asss humano he nosso cora
gao. Pugnamos pela disciplina militar, temos
urna opinio nossa, e a emettimos com a fran-
queza (talvez seja este o nosso maior deleito)
qur nos destingue na emisso de nossas ideas;
e tio franco somos que apezar de contra
DOS acular a vnganga d'esse soldado que
aindo pode ser solt e que na idade de 10
annos se esteiou na carreira dos crimes com
tanta ferocidade ; nos om por tan do-nos pou-
co (jin elle venha a ser solt algum dia con-
l,Sl:'"11" '.' nos na Typogra- conUmos com a opinio do communicado d.-
o nosso primeiro c immunicado ,. coma Diario novo, quando diz q' ao mesmo soldado
nem podem deefar ir os Srs. Redactores d'es- nao se deve impor ni aior pena do que a qu
ALFANDEGA.
Rendimonto do da lo........ 1:794j(629
DBSCARREGA HOJE 16 DE UEZEMBRo.
Brigue norueguense ^= 17 de maio =carvo.
Barca ingleza = Izabella = carvo.
Barca = Navarro = farinha barricas com
lampos e farellos.
Patacho =s Racex = taboado e batatas.
Patacho portuguez=\ovo Congresso=:vinho,
e vinagre.
Brigue = Ctharina = massas passas, cai-
xas com plantas e fructas.
Brigue brazileiro = Americano Feliz = fu-
mo.
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DIA 14.
Cork ; 21 dias brigue sardo Constantino ,
de 205 ton. cap. J. R-pello equip. 13,
carga manteiga : a Le Bretn Schramm
SAHIDOS NO MESMO DIA.
Cear ; patacho brazileiro Maria Luiza cap.
Ignacio Marques, carga diversos gneros.
Cutiuguiba ; hiate brazileiro Especulador ,
cap. Jos Themoteo dos Santos carga di-
versos gneros.
Una ; brigue brazileiro Novo Destino eap.
Estevo Ribeiro carga varios gneros :
passageiro Joaquim Jos Lamenha Bra-
zileiro.
NAVIO ENTRABO NO IA 15.
Sao Joo de Terra Nova ; 36 dias brigue
inglez Science, de 102 ton. equip. 14,
carga bacalbo, cap. James llogou : a Le
Bretn Schramm & C.
tsr Far-se-Jia leilo de urna porgo de
garrafas vazias em gigos muito superiores,
terga (oir 20 de dezembro no caes d'alfan-
dega junto ao armazem de Antonio Annes.
EJDITAL.
AVISOS DIVERSOS.
Aluga-se urna casa terrea com aquar-
tos 2 sallas na frente cosinha estribara
para 2 cavailos e quintal murado para se
passar a festa at o ultimo de Margo do prxi-
mo auno no lugar de S. Auna em trras
do Snr. Domingos Pires a mesma tem ba-
nho abeira do rio, e se d por prego commo-
do por j estar perlo a festa ; no Recife na
ra da Cadeia velha luja n. 55 a faltar com
Joo Maria Seve.
PILULAS VEGETAES, E UNIVERSAES AMERICANAS.
O nico depositodellas he em casado agen-
te D. Knoth ; na ra de Apollo n. 27.
A viso Importante.
ter Em um clima to quente como o
Rrasil aonde as molestias termino fatal-
mente as vezes no espago de poucas horas ,
he mister haver um remedio que possa ser-
vir ao mesmo lempo como preventivo e
curador A Mcdecina Popular Americana ,
tem essa propriedade ; tomada as vezes ,
em quanlo ella mpede a accumulago dos
humores conserva o sangue puro e conse-
guintemente tara as pessoas menos sugeitas
a apanharem quslquer molestia seja ella
contagiosa ou nao. Recommenda-se portan-
toaos snrs. fazendeiros eao publico em ge-
ral de ensaiar este excellente remedio que
pelo lado econmico, he preferivel a qual-
quer outra medicina de semelhante naiure-
za tendo as caixinhas maior numero de
purgantes e por menos prego. Vende-se so-
mente em casa de D. Knoth na ra de Apo-
lo n. 27.
Continuar o da lista dos jurados.
Major Jos da Silva Guimares Jnior.
Coronel Jos de Brito Inglez.
Jos Mara Schellsr.
Joo dos Santos Porto.
Jos Pereira Vianna.
Joo Marlins Rapozo..
Jos Bomualdo da Silva.
Dr. Jos Eustaquio Gomes.
Jos Pedro de Faria.
Duarte Rangel.
Antonio Correia Gomes.
Rodrigues de Oliveira Lima.
Themoteo Pereira Bastos,
de Inojoza Varejo.
Alves de Souza Rangel.
Joaquim Si.' Anna Fraso.
Vieira Brazil.
Igino Xavier da Silva.
Joaquim da Silva Pereira.
a de Almeida Catanho.
Ignacio de Carvalho Mendonga.
Canuto de Figueiredo.
Joo Antonio de Figueiredo.
'< Jos de Miranda.
de Carvalho Paes d'Andrade.
Carneiro Rodrigues Campello.
Ignacio Alves Monleiro.
dos Santos da Fonccca.
Pereira Dutra.


((




Precisa-se de urna ca-
sa terrea que ten ha com-
modidades para urna com-
i anhia de Alcides, e tam-
bem para cavailos, camel-
los e outros animacs que
recentemente chegrao a
esta cidade : quem a ti ver
an nun ce.
= Manocl Rodrigues subdito Portuguez,
retira-se para fors da provincia.
r A quem ihe faltar urna canoa de car-
regar agoa a qual foi apanhada na passagem
da Magdalena vindo pelo rio abaixo cheia
d'agoa sem conductor, dirija-se a ra daCrs
do Recife n. 64 que dando os signaos serlos
llie ser entregue.
tsr i
ara
o Rio G
rande do Su I segu com

hrevidade o Brigue escuna Pampreiro e so
r cebe escravos e passageiros para o que tem
xcellentes commodos e os pretendentes di-
i ijo-se a ra da Cadeia do Recife n. Ao.
C#- Aluga-se una preta que saiba vender
na ra e servir em casa quem tiver c
qui/er alugar annuncie ou dirija-te ao at-
ierro dos A (logados casa n. 84 para se traclar
d negocio.


"ptrr-nrrpat.*-*-.:,- .~r/ra> r y-iH. mmuJ *jjumrn-rvJa~vwifc. Wjggy >
4
Lombrigueira ou Vermfugo Efca
I
A medicina popular Americana tem
alem das virtuds j citadas, a de ser um
vermfugo activo e innocente aplicavel tan-
to a solitaria como para as outras especies de
vermes. Este verdadeiro thesouro das fami-
lias vende-se sornente em casa do agente
D. Knoth na ra de Apolo n. 27.
tsr Osnr. Rufino Joze dos Santos, ofli-
cial de Chapeleiro haja de annunciar a sua
morada para negocio de seu interesse, ou d-
tija-sea ra Nova n. 6, que se lhe deseja
tallar.
*.f*sr Qualquer Reverendo Sacerdote que
<]iser ser coadjuctor da freguesia de N. S.
da Paz dos Allegados annuncie por esta fo-
llia ou cntenda-se com o Parocho da mes-
ma freguesia o qual llie oflVrcco 300; rs.
annuaes pagos da forma que quiser para fa-
zer as suas vezes nos seus impedimentos-,
alm desta quantia tem na mesma matriz
duas capelamas urna as quintas feiras e
outras nos domingos e di.-.s santos.
OT Thomaz Joze Samjean retira-se pa-
ra fora da provincia lovando em sua com-
panhia sua mulher e um lilho menor.
tsr Johnston Pater & Companhia avi-
saoaossnrs.de engenho o muito princi-
palmente aos seus freguezes que ja se acha em
seu armazem um grande sortimento de rao-
endas e tasas -, tanto batidas como fundidas,
de todos os lmannos elles -espero muito
breve de Inglaterra ponjao de machinas de
vapor assim como se encarregao de qual-
quer encorn (i Ja d.) machinismo que se lhe
queira faz.ir ; e promettem servir bam aos
seus freguezes tanto em prego com em qua-
lidade os pretendentes dirijao-se a ra da
Madre de Dos n. 5.
tsr Precisa se de um fornsiro, se este en-
tender tumbem de masseira se pagar bom
ordenado: na padaria junto a ponte grande
da Passagem.
Frederick Youle, subdito Inglez retira-
se para a Europa.
Aluga-se urna casa sobrado Je 5 andares
mirante na ra do Amorim ; os perten-
dentes dirijfio-se ao atierro da Boa-vista n.
16 e 37 adverte-ie que a casa tem armazem
que serve paras recoliier.
w Defronte da ribeira da Boa-vista ha pa-
ra alugar um sobrado de um andar com 3
grandes quartos cosinha fora salla adan-
te e atraa quintal pequeo com boa ca-
cimba e um outro quintal grande proprio
para plantag-vs : a fallar no 3. andar do so-
brado que faz quina para a Iravessa da igreja
do Rozario, em S. Antonio.
Perdeo-se em lOdororrenle um letra
saccada por .lo Fernandes Eira e aceita pe-
io senhor Thomaz Dias Souto da quantia de
l94,>060 rs., morador nesta praga cuja letra
tem um crdito no corpo da dita de98,746 rs,
recebido por conta pois quem achar que-
rendo restituir dirija-se a ra da Florentina
sobrado prximo amar n. 37 ou annuncie
pois que o dito aceitante j est sciente de
nao pagar ; pois a pe?soa que achar de nada
serve,
S0C1EDADE DE MEDICINA.
tsr Tendo esta sociedade concordado dar
audiencias gratuitas aos doentes pobres e co-
nhecendo que receitas e conselhos nao sao
bastantes a remediar seu sofrimentos deci-
di em sesso do dia 5 do corren le que se
desss tambera medicamentos, para uso ella
nomeou urna commisso e a authorisou para
contratar com qualquer snr. pharmaceutico
que queira preparar e vender ditos remedios.
Para cujo fim a commisso convida aos snrs.
pharmaceuticos que estejo as circunstan-
cias e qurro acceitar esta empreza a com-
parecerem na sala ue suas sessoes gratuitas ,
na ra do Cabug primeiro andar por cima
da loja de sera n. 2 no dia 22 do corrente,
ao meiodia. Joo Francisco de Oliveira ,
Membro da Commisso
tsr Aluga-se urna coxeira no aterro da
Boa-vista : a tratar na ra do Queimado loja
numero 4.
tsr Aluga-se 3 casas no atierro dos affo-
gados toilas com bastantes commodos para
grande familia e urna pequea no beco do
Peixoto ; quem as pretender dirija-se a ra
do Crespo n. 10.
tg* Aluga-se a sala e alcova do primeiro
andar do sobrado n. 1 do beco do Peixe frito
boje travessa do Queimado propria para es-
criptorio ou homem solteiro : a tratar na
venda do mesmo.
tsr Ainda nao se negociou a casa do beco
da Bomba n. 4 lado do norte pela incohe-
rencia de alguns compradores faz-su pois
osla declaragao para onhecimento dos que a
pretenderlo, depois de ajustada com oulros :
na ra da Gloria perto do convento das frei-
rs n. 33.
ey Quera precisar de urna ama para o ser-
vico de casa chegada das ilhas a urna anno ,
dirija-se a ra da Cruz n. 62.
tsy Apareceo um boi mango no sitio do
Boqueiro ; quem for seu dono procure na
Ibura quedando os signaes lhe ser en-
tregu e o annunciante nao se responsabeli-
sa por elle.
tsr Domingos Joze de Lima mestre al-
faite partecipa aos seus freguezes, que mu-
dou-se para a casa da quina da travessa do
Queimado da parte da ra larga do Rozario ,
sendo a entra Ja pela mesma.
tsr Offerece-se um rapaz brasileiro de
muito bons costumes casado com pouca fa-
milia, e com muitaagilidaJe para adminis-
trar qualquer fazenda ou sitio em q^ual-
quer lugar que se oflerecer e no sendo para
o lim indicado sera por oulro qualquer que
convenha ao annunciante os pretendentes
dirijo-sea ra da Ordem Terceira de S.
Francisco n. 20 ou annuncie
tsr Aluga-se m sobrado para se passar
a (esta ou annual na ra de s. Bento de-
fronte do varadouro rom suficientes cora-
modos para familia se achao pintados e
caiados ; os pretendentes dirijSo-se a ladei-
ra da Misericordia n. 3.
tsr Previue-se ao publico que Ezequiel
Joze de Carvalho nao pode vender nem fa-
zer nenhum outro negocio com os bens que
lhe tocaro em parlilha por morte de Lou-
rengo Joze de Carvalho, porisso que sendo
cssa heranga proveniente da terga quefoi de-
clarada n'um codecillo do mesmo tinado se
est disputando em juiso contra a validade do
mesmo Codecillo e sobre que ja se pronun-
ciou primeira sentenga contra a validado do
referido codecillo.
^9" Joze Antonio da Costa Braga mo-
rador no Grvala previne ao snrs. negoci-
antes desta praga aquelles com quem tem
tido transacoes que de 15 do corrente em
diante nao paguem qualquer ordem que
elle saque nem acceitem carta de abono
que elle d a alguma pessoa sem que sua
firma esteja reconhecida pelo escrivo da-
quella Povoago o snr. Joze Mendes de
Oliveira a nao ser desta forma elle por
nada se responsabelisa evitando assim a
roubar-se-lhe sua firma, como a poucos dias
sucedeo com urna ordem de 600 ra. sobre o
snr. Manoel Jos da Silva Braga.
*^- 0 Bacharel Manoel Joze Pereira de
Mello passou a sua residencia para o segun-
do andar do sobrado n. 29 na ra estreita do
Rozario e ali continua a advogar.
TenJo o abaixo assignado deparado
com um annuncioque o snr. Leopoldo Caio
de Mello Guararcma fez imprimir nos Diarios
desfa Cidade offerecendo a venda o sitio do
Mondego heranga de sua mulher lilha do
fallecido Padre Manoel Alves de Aguiar ', em
consequencia de ter amigavclmente conclui-
do o pleito que rom osnr. Joo de Alemo
Cisneiro trazia omeltindo fallar na pessoa
do abaixo assignado a quem o mesmo snr.
Leopoldo tem proposto acomodago e como
esta at o presente se nao realisasse ; o abai-
xo assignado como administrador dos bens de
sua mulher coherdeira naquella propriedade,
previne as pessoas que pretenderem com-
prar o dito sitio que negocio algum effectu-
em a respeito sem-que primeiro se eutendao
com o annunciante. Jozo da Silva Cisnei-
ro Guimares.
tsr Emilia Thereza dos Santos retira-se
para a Cidade do Rio de Janeiro.
O abaixo assignado escrivo da prove
doria e ausentes da comarca do Recife faz
sciente a tolas as pessoas que tiverem causas
no seu cartorio que elle se acha resedindo na
ra Direita n. Il2. Galdino Temislocles
Cabral tsr A pessoa que annunciou querer com-
prar um escravo querendo um crelo que
sabe coz i n liar o ordinario dirija-se a ruada
S. Cruz da Boa vista n. 78, das 7 as 9 horas
da mnh.
es- Joze Antoaio Gomes GuimarSes resi-
dente no Rio de Janeiro por ter adiado ou-
tro de igual nome faz publico que mudou o
seu para Joze Antonio Arujo Guimares.
tsr Por igual nome tirou-se do correio
urna carta para Francisco Joze Duarte; quem
for seu dono dirija-se a ra de Agoas verdes
numero 12.
tar Roga-se pela segunda vez ao snr. Ma-
no! Antonio de Figueiredo de dingir-se a
ra de s Rita nova n. 91 para receber urna
carta vind do norte ou annuncie.
tsr No da 17 do corrente pelas 4 horas
da tarde a porta do Dr. Juiz da terceira vara
do Civel Vicente Ferrcira Gomes na ra do
Livramcnlo se ha de arrematar por ser a
ultima praga o sobrado e coxeira de Joo
Francisco Santos de Siqueira no lugar do
Monteiro que est pin hora lo por execugaG
do Dr Martmtano da Rocha Bastos.
Lotera de N. S. de Guadelupe.
tsr Esta lotera tem o seu infalivel anda-
mento no di* 19 do corrente ; e para reali-
sar-se a irmandade da mesma Senhora ro-
ga os amantes destejigd concorro a com-
pra do restante dos bilhetes que Se acho a
venda nos lugares ja annunciados.
tar Dogo Geen retira se para fora da
provincia com toda sua familia.
COMPRAS.
lar Urna corrente de ouro botr. sem feitio ,
quem tiver annuncie.
tar Sera de carmhuba pelo preco mais
com modo que for possivel : na ra do No-
gueira n. 13 ou annuncie.
tsr L'm cao a travessa io do boa qualidade;
quem tiver annuncie.
VENDAS.
UT Uma casa terrea grande com 4 quar-
tos cozinha fora quintal muito grande ,
que serve para guardar animaos : na ra da
Conceiga n. 8.
tsr Urna cama de armaga" com se com -
ptente colxo, urna marqueza um toca-
dor, edifferentes objectosera meio uso, e
por prego commodo : na ra [dos Quarteis
botequim grande.
tar* Cerveja branca em barricas de 4 du-
nas, vinho de champanhe das melhores mar-
cas e ptimo vinho de Bordeaux em barri-
cas corri engarrafado em caixas de urna e
duasduzias : em casa de Kalkmann & Ro-
senmund na ra da Cruz n. 10.
tar Urna meia agoa quem a pretender
dirija-se a ra de agoas verdes n. 102.
tar Na ra do Queimado loja n. 14 de
Luiz Joze de Souza ha para vender chapeos
de sol de seda de superior qualidade o por
prego commodo assim como um bom caval-
lo de bonita figura gordo e com todos os
andares.
ter 4 canoas novas chegadas pouco das
Alagoas e que se achao no forte do Mallos,
a saber urna com 43 palmos de comprimento,
outra com 40 ditos e outra com 3o urna
finalmente pequea : na ra Direita n 119
ajar I ma lazarina pequeua para caga ,
muito boa de pontaria com chumbeira e
polvarinho por prego commodo : na ra
Direita n. 85.
tsr lima mulatinha de 16 annos mui
linda ptima para mumbanda coss, e co-
nfia e he recolhida urna crela com bonita
figura cose bem liso engotnma faz ren-
das e bicos de todas as qualtJades e cozi-
nha o ordinario ; outra dita de nacao boa en-
gommadeira cozinha o ordinario e lava
de sabae varrella : na ra Direita n. 43.
tsr Urna casa terrea na Soledade n. 32 ,
em chaos proprios com 60 palmos de frente
e 400 ditos de fundo plantados de varios
arvoredos e cacimba : na ra da Guia sobrado
numero 46.
tar Superiores caivetes com mola que
metendo-se a penna sai aparada : por prego
commodo : na ra do Cabug loja de miude-
zas junto do snr Bandoira.
tsr No atierro dos AHogados um ptimo
terreno com 57 palmos de frente e 150 de
fundos ja com alic-rces para se levantar
duas moradas de casas : a tratar no mesmo
atierro casa junto ao snr. Pav;if> n. 84.
tar Um sortimento de relogios patente,
e fionsontal ditos de parede eom desperta-
dor por prego commodo ; e d-se dinbeiro
sobre pinhores de relogios modernos : na ra
das Cruzes n. 35.
tsr Barris de carne de vaca salgada ditos
de dita pequeos da superior para familias ,
ditos pequeos de linguiga barricas de fari-
nha de milho caixa d'spermacete ditas de
fsforos gangas amarelas da india lengos
de seda de cor Je muito boas qualidades ,
chegados ltimamente ; na, ra do trapixe
novo n. 18.
tsr Na praga da Boa-vista n. 26 urna
nuvilha bastante gorda para assougue ou para
crear por ser de boa rassa assim como pa-
Ihasde coqueiros.
tsr1 Cal virgem em pedra para servir de
potaga em barris a quatro mil rs. na ra
do Apolo armazem de Francisco Joze Sil-
veira.
tsr Cma porco de barricas vazias qiie fo-
rao de farinha de trigo : na paderia da Cam-
boa do Carino.
tar Urna flauta de 8 chaves chegada a
pouco de Franga na loja de Antonio da Sil-
va Gusmo na rua do Queimado.
tar Urna escrava do gento de angola de
idade 18 annos ; com principio de costura
a engomado; no bco do Rozrio, n. 12
das 8 a 10 horas da manh o das 2 a 5 da
tarde.
ar No Recife rua da cruz n. 23 ; barris
com vinho branco da Una da Madefra muito
proprio para o lempo da festa no s por
ser muito simples e de superior qudid*de ,
mas tambem pela commodidade de prego na
mesma caza se continua a vender pegas de
panno de Iinho muito fino.
car Duas Tipoias feitas na trra de model-
lo muito bonito ooher'as de sola muito hem
pintadas e dourados novos com cortinados ,
tornos de marfm tudo do melhor gosto ,
pois nunca serviro ; quem as pretender
procure no pateo do hospital do paraizo so-
brado de 2 andares que achara com quem
tratar.
tar lima frasqueira com 12 frascos bran-
cos lavrados para licor propria para quem
vai passar a festa oujos frascas levo carra-
fa e meia pelo demito prego de dez mil reis;
na rua da cadea do Recife venda n. 25 defron-
te do beco largo.
tar Marques & Veiga vendem no arco
da Coaceigao, batatas inglezas da melhor
qualidade possivel a 600 reis a arroba e
sendo 10 arrobas a 500 reis : e no armazem
do Snr, Guimares farellos novos a 5*200 a
barrica.
Ermitage.
tsr Esta nova fibrica que trabalha sobre
assucar refinado a maneira da Europa velas
de carnahuba, charutos, charopes licores,
conservas annuncia ao respeitavel publico
que tem a venda no seu deposito na rua da
Cadeia de s. Antonio n. 19 assucar super-
fino em pedra, dito em p dilo de primei-
ra qualidade em p e dito de segunda em
dito em porgues e em libras bem como
assucar candi loiro tudo.por rasoavel prego,
lima flauta preta com 8 chaves de pra-
ta em bom uso : na rua da Cadeia n. 19.
tsr A bordo do Brigue Formoso funda-
do defronte das escadinhas de palacio, ven-
de-se superior carne do Rio Grande do Sul ,
sebo em rama, e urna porga de chifres ,
tudo por prego commodo.
tar Um relogio de algibeira com disperta-
dor e repiligo em ponto maior Jo com-
mum s em oiro de lei tem o valor maior
de setenta mil reis e o melhor regulador
possivel no prego interessante para quem
desejar possuir um relogio bom e da-se pe-
lo prego de cem mil reis, pela necees idade
que ha de ser vendido : a tratar com o relo-
joeiro na rua do Cabug.
tsr Bicos brancos e pretos de 100 a 4 00
rs. a vara ligas elsticas para m^a a 120
rs. o par : noatterro da Boa vista loja nu-
mero 48.
tsr Um carrinho de 4 rodas feito em Lon-
dres, em bom uzo e um cavallo russo gran-
de e bom ensinado para o mesmo com
seus arreios completos pelo mdico prego
de 400* rs. : na rua da Aurora na Boa vista
n. 24.
tsr Urna escrava de nagio -de 28 annos,
bonita figura muito possante sem acha-
ques propria para todo o servigo de urna
casa por ser boa cozinheira ptima docei-
ra lavadeira tanto de sabo como de var-
rella e engomma liso, tudo com muita lim-
pesa a vista do comprador se dir o motivo
da venda : em fora de portas no primeiro an-
dar do sobrado novo n 03.
tsr Duas camisas de linho, ricamente bor-
dadas prnprias para baptisado : na rua do
Mundo novo n. 54.
tsr Cadeiras americanas com assento de
palhinha camas de vento com armrgao e
sem ella, muito bem feitas a 4500 rs. ditas
de pinho a 3500 marquezas do condur,
mezas de jantar commodas de amarelo e
de angico assim como ontros muitos trastes ;
e pinho de suecia com 3 polcgadas de grossu-
sura, dito serrado tudo mais em conta dO que
em outra qualquer parte : na rua da Floren-
tina casa do J. Beranger.
ESCRAVOS FGIDOS.
tar Em 7 do corrente fugio um escravo
de nagio benguela de nome Cardozo alto,
sem barba cheio do corpo cara bexigosa,
nariz grande ps e mos grandes com
urna nascida na frente, levou vestido camisa
de algodo da Ierra e caigas do algoda en-
trabado lengo en1 amado na sinlura ; quem
o pegar leve em casa de Angelo Francisco
Carneiro na praca do Corpo santo que rece-
ber 20<* rs.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842.


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