Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04842


This item is only available as the following downloads:


Full Text

Atino de 1842.
Ter$a Peira 15
Tuilo aora depende le nfts meamos ; di nona prudencia moderado e energa : eon-
(inaems com principiamos e seremos aponlados cum ailmirafo entre as NaCta maia
.ulus. ( Proclamaciio da Asaembla Geral do Bazii.. )
PARTIDAS DOS C0RRE10S TERRESTRES.
tioianna, Paralaba e Rio grande do Norte teganda sextas feiraj.
UoaitO e Garanhun* a 1U e 24.
Cabo Serinhiiem, Rio Formse- Porto Cairo Macc-in e Ali'oaa no i. U P |
Da-istae Flores a2S^ Santo Anuo, quintas feiraa. Olinda todos nidias.
DAS DA SEMANA.
Al fle?. s Justino M. Aud do J. de D. da t. t.
i; Tere. Lima Y. M Re. Aud. da J. de D. da J. t.
.i Quart. Tmporas jejum s Acuello Ab. Aud. do J. de D da 3.T.
-I i Ouint. a. '"uiebii. Vrrselencc B. Aud. do J. de D. da2.T.
i'", Sext. Temp. jej. s. Inanias Re. Aud. do J. de D. dal. T.
47 Sal l'cMiip. jej s. Itartliolomeo de s. Ceininiano. Re. Aud. do J. de D. d3.T.
4S Doro. 4. do advento. F.xpeelacfio deN. Sra.
de Dezembro. Anuo XVIII. N". K>J
O Diario piiblica-se todos o das qne nao
de tres mil res por quartel pa-roa adiantados.
gratis e o dos que o n.'io forem ruao lie
dirigirlas a esta 'J ypografia, ra das Cruiea N
Numero 6 e 8.
forem Santificados : o preco da signatura bo
ilc)S
Os annuncios dos assignanle sao inser
80 res por liaba. As rei-lamaces ileTcm ser
. 34, ou a praca da Independeacia loja de lirro
CAMBIOS no da 15 de de/embro.
Cambio sobre I.ondrea 27 J d.
ti Paria 35 reis por franco.
,< Liiboi 400 por 100 de premio.
Moeda de cobre 5 por 100 de descont,
dem de letrai de bois firm.ii 1 J i 1 J.
OiRo-Moedade 6.400 V.
N.
de 4,000
PRTA-Palac5ei
n Peos Columnares
diloi Mexicanos
miuda.
compra venda
i 4,800
44, 8,200
1,720
4,720
4.72J
1,620
15.000
14,800
8.400
1.740
1,740
1,740
1,680
Preamar do din 13 de Dezembro.
1.a a 2 horas e 54 m. da maahaa,
2.a i3hnrise 18 m da tarde.
PHASES DA. LA NO MEZ DE DEZEMBRO.
La Nora S 1 bora e 56 m. da mailb,
Quart. cresc. i 9 s 8 hora e 7 m. da tard.
La ebeia 17 ai 4 horas e 26 m. da tard.
Quart. ming. A 24 s 2 horas e 26 m. da tard.
IAR
DE
VierSo-noi mais folhas de Portugal o Na-
cional de Lisboa e o Diario da Governo at
;ii ile Oatubro p. p. osquaes por conseguinte
adinto s 3 das s noticias d'aquella corte
recebidas ltimamente pelo Porto e nao con-
t '-ni de aovo seno algaraa cousa de Londres
al a dita de 21 c de Parizat 20 do predi -
to roez, se bem (pie de pon-o interes.se; o que
se le debaixo da rubrica Noticias do Paque-
te :
Os finidos Portugueses tinhfo subido con-
ronsideravel mente ha praca de Londres ; os
da *> p >r cento ficavao a 39 I ~1, e os de 3 por
eentode 22 l/l a 223/4-
LISBOA 21 DE OTl'BtrftO.
Snas Altezas Reaes o Prncipe de Joioville,
e o Duque de Aumale tendochegadn bontem
(20ia esta capital a I)-lo da lea; ata La Beffe
P utle liverem a honra de ser boje recehidos
porSuas Majestades a (Iv.niiv e Ki.-Rri e
dejantare.il em familia na Sua Real compa-
nhia. 0 alastres viajantes recehorio ama-
nbi ( 2 2 ) o corpo diplomtico no Palacio de
Bdfltn que fora deslio ido para alojatneuto
deSS AA. ____________
NOTICIAS DO PAQUETE.
Cintinuavam os processo dos implicados
as desordena dos districtos manufactores, po-
dendo alfirmar-ae qne os nes t-mdadoo
exemplo da mais exemplar moderaco as
sessoes das commiascs especiaes.
Nao bavia ulteriores noticias de importan-
cia da India ; dzia-se potvn que segundo in-
fornaacoes ltimamente recebidas as (oreas
britnicas se achavam divididas em tres fortes
columnas promplas a tomar urna vigorosa
oSensiv contra os afghans.
Nada eonstav* mais da China alm de al-
gamas insignificantes particularidades cou-
das na parte ollieial da tomada de Chapo.
A questao da Servia parece que dever Com
pitear os negocios do Oriente. Dizia-se em
1 i intantinopla que os representantes das gran-
des potencias e principalmente o da Russia,
se oppun iam s oaudancas que alli tiveram lo-
;ar. Adirmava-sc igualmente que o novo go-
verno da Servia adoptara o systema do terror
A Porta tittlia em fim cedido em demittir O-
mer Pacha do governo da Syria poim o no-
meado para substituto nio tem as condicoes
queseexigiSo para restituir tranquillidade
aqelle malfadado paiz
A noticia que se bavia espalbado que al-
gons jornaes puhlicaram de baver naufra-
gado ta costa da Hollauda a fragata austraca
Bellona rommandada pelo archiduque F..
est felizmente desmentida A fragata nao
linda saido anda do ancoradouro de Ports-
mouth.
Os jornaes de 'aris continuando a oceupar-
se da questSo do direitode visita, lazcm longos
co nmentarios soguinie carta do conde de
Aberdeeu:
Negocios estrangeiros 2(5 de Maio.
iMil'ords Tomo a liberdade de chamar
aatcncao de VV. SS. sobre as instrueces
dadas toa olliciaes de marinha (le S >J. em-
pregidos na supresso do trafico dos negros na
costa da frica e sobre os actos consequen-
tes assim como sobre os pormenores que se
acham nos papis especificados margen dcs-
la carta. O advogado geral de S. M- a
quem estes papis toram presentes declarou
na poder tomar sobre si diier que lodos os
actos especificados como tendo lulo logar as
(alunas, Rio-Sestos, e Sev-Bar possam
ser estrictamente ustificados DOOl que as ms-
traccoes dadas aos olliciaes de marinha de S.
M. conlidas nos mesmos papis teniam
sido de natureza que |)ossauu executar-se legal-
tnente. O advogado da Rain'ia pensa que o
hloqueio dos rios o desem -arque das tripu-
lares a deslruico dos navios e a tomada
dos individuos, retidos em eicravidao nos
p liles com os quaos a Inglaterra nao est en
guerra nunca podem ser considerados como
sancionados pelo direito das gentes nem
pelas disposces de algtim tratado existente;
e que posto queseja muito para desejar ver
acabado o trafico dos negros, o bein mais con-
ducente a esse (iiu, si' de ve ser ohtido por
meios legitmos.
Em consequenia e a respeito dos ac-
tos do capto Narseem Ro-Pongas no da
2 de Abril de 184 l, e das cartas dirigidas
pela repirtco do almirantalo em 0 de Abril
I." o 17 de .futifio e 2S de lulho do anuo
passado peco a VV. SS.'que consideren
(pianto para desejar que os oflijaes da mari-
nha de S M. Impregdos na supresso do
trafico dos negros receham ordem de absier-
se de destruir os escriptorios da escrfvatura ,
e tomar os individuos retidos em escravido-,
a ufo ser que a potencia, em cujolerritorio
ou jurisiieco se acbarem os escriptorios, ou
os escravos, tenha tractado com a Inglaterra,
ou querido por arranjo formalmente escrip-
to com os oIRiaes ingle7.es dar s forcas
navaes de S. VI. o poder de 'adoptar taes me-
didas para a suppressao do trafico 5 e se pro-
cedendo destruicao de um escript irio se a-
cbarem mercaduras ou outras propriedades
que se possa presumir [lerlencerem a negoci-
antes estrangeiros, .Decenarioainda tomar
cuidado ain nao comprebender estes heus na
destruicao do escrptorio.
u Quinto ao bloqueio dos ros parece se-
cundo os papis a que se Caz referencia, que
os termos hloqueio e blur/u n- foram empre-
ados pelos olliciaes da marinha ingleza, na
conformidade da louvavel pratica do fazer es-
tacin ir crusadores vista dos portos onde s<*
faz o trafico com o fim de interceptar nie-
Ihor 03 navios negreirosoecupados neste ne-
gocio em contraveneno dos traclados entre a
Inglaterra e as potencias a quem pertncem
estes navios. Mis como o termo bloifieio na
sua accepQo natural se estende a interdico
de todo o commercio e de toda a communi-
caQiio com o logar bloqueado tomo a lber-
dade de chamar a attencao de VV. SS. so-
bre a queslo de saber so nao conviria preve-
nir os olliciaes da marinha de S. M. a este res-
peito para evitar que pelo uso inconsidera-
do e repetido do termo bloqueio o exercicio
do direito confiado aos olliciaes inglezes para
a suppressao do trafico dos negros possa ser
confundido com O exercicio muito difirante
do bloqueio actual. (Assignado) Abeidnm
(Diario do Governo.)
"DIARIO DE PEiMJIBUCO.
OS PRESOS DO DIARI0-N. E A FALTA
DO PAGAMENTO DOS EMPREGAD0S.
Mostramos em o numero 267 de nossa fo-
Iba a contradicho e a falta de vordade com
que o D-n. afumara que o Brazil estava j
pacificado, e que apezar disto o governo con
tinuavacom iiifracees da conslituicao pri-
sa 's injustase arbitrarias, sellando com o
terror os seus actos, e perseguig-s. Certa-
mente o Brazil ainda est a bracos com a luc-
ta a mais devastadora que tem tido ; ainda
est no futuro posto que muito provavel em
presenta da energa da administracao actual,
a pacifieaco do Rio Grande do Sul : lio fora
do duvida que as prises sem culpa forma-
da e as deportadles dos conspiradores se
Qzero quando na provincia de S. Paulo na
,! Minas e nos limites da do Rio de Janeiro
estava aleado o pendo da anarchia : iro
.stes actos de urgente Deceasidade pralteados
pelo governo n'OPl estado excepcional, em
que D-n. os admita por quanto os con-
demna quando continuo depois do restabel-
lecimento da nrdam publica ; nao padi&o por
oinsequantiia merecer mais leve cjnsura.
0 L)-n. quiz 00 sen numaro 97 apreseQtar
o gaveraj como p;rsoguidor diiendo quo
elle continuava ao system de terror e ex-
terminio sem referir um s dess.'S actos nem
a su 1 data, porqu) mui palpivel ssria a con-
tradiclo ou a falsidade ; mas em outro nu-
mero precedente havia estigmatisado a Pre-
sidencia dosta provincia n'um artigo qu-*
tem por epgrafe os presos de Pernambuco
pintando com as negras cores de deporla-
co e exterminio o embarque de varios mili-
tares que por suspeitos de entrarem n'uma
conspirago contra o Governo iioconvinha
quefossem eoaservadoi ni guiruicli da pro-
vincia e forjo remedidos ao Eun. minis-
tro da guerra para dar-lhes destino ; e ali
nao Iheesqii!Co a tctica de oecullar que
esses militares fro d'aqui tirados em lempo,
que a tranquilid ule publica nao poda ser
paefeita, estn lo arvorado em S. Paulo o es-
tandarte da rebellio, aclnndo-sej dola
ameaea la a provincia de Minas parte da do
Rio e quando os emissarios da Invisival
conferencavo nesta cidade sobre a execu-
co de seus tenebrosos planos antes de terem
alguns procurado o centro da provincia a
povoaijao do Ex : de tu lo isto era sabidor
o D-n. e boje appirejeu lamentando a in-
nocencia dos militares, conjuranlo-os a se
justifica rem.
0 contemporneo foi consequente om nccul-
tirsemproas circunstancias, que juslilicao
as medidas do Governo mis nao adverto na
incoherencia qu* leve de adtnittir os actos de
enorgia, as prisdas feitaa pelo governo cen-
tral em crise melindrosa, e negal-as Pre-
sidencia n'uma occasio to urgente. Os
militares podem ser removidos d'umas para
outras provincias : foi a medida do que lan-
cou mo a Presidencia sem oceultar ao
Exm. ministro as suspeitas que pesavo
sobre esses militares pelas oceurrencias ,
que nem elles mesmos polem negar. O go-
verno acautelado e prudente, como he ,
teve-os presos emquanto a crise era melin-
drosa emquanto a provincia do Rio estava
ameacada de involver-se as mesmas desor-
dens porque passavo S. Paulo e Minas ,
e apenas cessou esta necessidade pol-os em
liberdade, e nao preterio aquello cuja anti-
guidade o chamava a ser promovido. O D-n.
tracta de aecusar sem conta o governo cen-
tral e principalmente o provincial para
ver se os desconceitua na opinio dos incau-
tos mas para sua confusSo ella acrisola a
inteiresa e prudencia do governo todas as
vpzes que traz discusso seus actos.
Igual vema a ser o resultado da aecusago ,
feita em o numero 103 do D-n. Presiden-
cia, porque nao paga as dividas dos emprega-
dot provinciaex para dissipar asteadas em
abiertos de lu.vit. Com que provou o colle-
ga urna accusaQo to grave ? Como se tem
a insolencia de rhamar dissipadora urna ad-
ministrado publica sem a conviccao, sem as
provas de semelhante prevaricaco ? E verda-
de que o Exm. Snr. Bario da Boa-vista
quando vollou em dezembro de 1841 achou
a provincia individada para com os embrega-
dos provinciaes em cinco mezes de seus orde-
nados do anno inanceiro que corra, alem
do muito que maior parte delles se devia
do exercicio lindo cuja divid orcava a
maisde()4:000 reis postoque na sua re-
tirada em abril do anno passado se devesse
em geral somente dous mezes de ordenados
a os serven luar ios da provincia. Nao lia du-
vida que a facilidade de decretarem-se despe-
sas sem iUencjo receita poz sempre em a
poroso exeeutvo provincial, que nao he (
creador deseas despezas ; foi por isso quo a
passada administracao deixou augmentar-se
tatito a divi la n3 pagando 0 exercicio (11-
do e devendo cincJ mazes do que corria de-
serte que nos oito mezes de sua duracio qua-
si a ninguem pagou salvo o reverendissim
fiscnlisador das rondas da provincia a quem
110 dia de sua gloriosa c voluntaria dctmsso
s se deviaq seis das de orden idos.
Encontrando o Exm. Biro neste apuro a
provincia com a divida crescida a trre-
cadago das reas atraza Jissiir.a, como
constou da relat.iro da thesouraria provin-
cial, nao pola senloem dias da semana Sao-
la man lar pagar o quo se devia at o fim do
dozembro passado aos empregados que nao
veocido emolumentos pigando-se depols
a todos tanto dos mezss de abril a juulio ,
com de jullio a d izjmbro. Da mesma sor-
te apenas nolim do auno inanceiro de il a
i2 foi-lhe possivel miniar sitisfazer os or-
denados do trimestre d 5 Janeiro a margo e
a 3 do corrate mandar ao inspector da the-
souraria que pagasse .'< mezes ltimos do
exercicio (indo. Estava por ventura (briga-
da a Presidencia a fa/.er mais do que isto em
presenc.i dos apuros do cofre provincial ? Nao
cortamente. As necessidtdes da provincia ,
a applic'acao de suas rendas, a mssao do sen
administrador nao so reduzem como en
tendeo D-n. ao pavimento dos empregados.
O homein laborioso que paga tributos di-
rectos e indirectos resistira com razao ao
pagamento da taxa se visse que ella se ap-
plicava exclusivamente aos empregados do
quae9 poneos bens espera. Os nossos con-
cUadaos industriosos querera ver applicaJa
boa parte do que elles pago em melhora-
mentos que adiantem a agricultura e o
commercio, fontes da riqueza das nac/ies
Assim como seria com razao aecusado do
intiabilidade o estulticia o homem incumbid
da admloialracao de urna caza individada ,
se tratasse nicamente decaiisummir as ren-
das em amortisar as dividas sem cuidar dos
meios de augmentar essas rendas insullici-
entos por ()ue alem de nao pagar comple-
tamente aos credores deixaria aniquilada a
casa que Ihe fora confiada para tiral-a da
miseria ; da mesma sorte um governo que
apenas se limitasse a extorquir dos agricul-
tores commerciantes 8 artfices os mais pe-
zados tributos para sustentar urna lista im-
mensa de empregados pblicos nao jazeria so-
mente na mais despresivel mediocridade ,
merecera com fundamento a accusacode im-
bcil.
Urna administracao euergica e illustrda ,
um governo bemfazejo e reorganizador, como
tem sido o do Exm. Baro dvia, como fez ,
sem abandonar o pagamento da divida que
Ihe legaro para remediar as urgentes ne-
cessdades dos serventuarios da provincia ,
ir laucando os fundamentos indispensaveis ao
augmento das rendas publicas na abertura ,
e reparo das estradas, na construyo de pon-
tes que resisto a impetuosidade das en-
Chentes de rios caudalosos no concert das
que se tinbo deteriorado. Os productos de
nosso solo essa riqueza principal que a
natureza nosdeu em partilha tem um alto
custo de transporte em razao do mo estado
das vas publicas. O governo que abando-
nar estas obras nao pode aspirar a gloria ,
que o actual tem alcanzado de proteotor da
industria da provincia. S o D n. tem a
simplicidade de dizerque urna ponte suspen-
as em Caxang onde a correntedo Capiba-
ribe he to impetuosa, mximo n'uma e-
pocba de endientes as mais extraordinarias ,
h obra de luxo que tem apenas o mrito
da perspectiva. Fallar d'est'arte o autor
o artigo porque nao cahem debaixo de sua
iprecaco consti ucoes scmclliantes ?
No estado de adiantamento em que se a-
choas sociedades o povo cria necessida-
des alem das reaes \ be preciso pois que lia.
ja as cidades lugares de recreio, edUicios e


2
legantes; que os administradores pblicos
toinem tambem a seus hombros a tarefa de
Teunir ao -til o agradavel ; para que nao
seja a sua memoria to curta como o lempo
de sua geslo.
A maior parte dos empregados provinci-
aes contenta-se com o seu modo de vida, an-
tes quer que se Ihe deva do que applicar-SH
a oulra industria ; mu.la gente pansa com
lies, e a prova disto he clara no afn com que
se lango mil pretendentes vaga do mais in-
significante emprego que apparece. Se as-
sim he, como quer o D-n. que se esgotem as
rondas da provincia'com ordenados, ficando
m abandonos meiosde communicago in
^ispensaveis ao augmento da nossa indus-
tria agricultura, e commercio? Falta a
verdadeoD n. quando affrm* que se tem
creado novos empregos. O Exm. Baro
nao tem creado empregos antes suprimi,
mais de quatro com a reorma da repartido
das obras publicas.
lie incrivcl que o D-n. nao reconheca es-
tas verdades que julgue obras de luxo a es-
trada de Tacaruna e a ponte suspensa do
Casanga. Antes elle se coHtradiz affirmando
que estas obras tem um lim benfico. Ser
dissipador quem taz construcges benficas ?
Explique-o nosso collega com a sua lgica.
Veja se pJe um individa lo pagar dividas
sem fazer que seus capitaes produzo, sem ap-
plical-osa umlim benfico?
Nestas contradiges cilio semiente aquella
pessoa que cega de iuveja nao pode ver sem
esbravejar os factos, que em toda a provincia ,
os monumentos que nesta cidade attesto o
tino governativo do Exm Presidente : em
honra desta administrjco fallo os melhora-
mentos que ahi esto patentes desde 1838 ,
o quasi a unan midade dos habitantes da pro-
vincia ; contra ella apparecem solados al-
guna pretendentes de empregos e dous ou
tres aspirantes sem mrito Presidencia de
nmi provincia de primeira ordem S3 nao fu-
ruo amor do bem publico estimaramos que
o governo central lizesse com estas capacida-
despara contental-as a experiencia, que segun-
do a fahula fez Apollo com seo filho l-aetonte ,
entrejrando-lhe nas mos inexpertas a regen-
cia do carro do sol Ento veramos as ren-
das publ'u as fiscalizadas a juslit-a admi-
nistrada, a economa eslabelecida e con-
cluida a grande obra da civilisaco no dia da
retirada prematura.
Este honesto desejo de governar por fas ,
ou pnr nefas arrastra o autor do artigo a de-
clarar o lim de suas queixas escapando-lhe
na ultima linha que nao linveja a adminis-
trara mas quer que que lhe caiba a vez de entrar.
Esperamos pelos outros factos que ho de
ser como estes que pela mesma narrado
do seu editor em vez de offuscarem apuro
o brilho do Exm. Baro, que por ventura
desta provincia preside a seus destinos.
AS ELEICES DO DIAHIO NO\0
JN\ 106.
A 10 do corrente sabio no Diario novo so-
bre = Eleices de Pernambuco um artipo,
que est na forja desde IG de Oulubro e
mullas locubracoes custou ;i pessoa que delle
se incumbi. No seo exordio diz o contempo-
rneo que apezar das insinuar oes riue nos ati-
7ou nos mostramos durmentes eternos hor-
ror a urna discusso sobre este ponto. Se o
lal proemio nao bsse de anliga dala seria in-
desculj^el o c llega no que ueJIe aventurou
depois de termos em trez nmeros de nossa
folha pedido as aecusacoes que houvcsse so-
bre eleices por ser a verdadeira queixa do
aullior de taes arligos oriunda da derrota que
jiellas acabou de soft'rer.
Prescindindo comiudo deste lapso da penna
do author demos como elle pede a explica-
cao das suas proposiees, que tanto o aflli-
giro
Entendemos que as eleices de Pernambuco
revelo o pensamento polilico da Provincia ,
jiorque sendo a maioria dos Depulados eleilos
verdadeiros amigos do Governo actual sem
duvida o pensamento polilico da Provincia o
inesmo de que est possuida essa Adminis-
traco que tem feito a reforma das Lea do
processo criminal tem sullocado as rebelioes
de S. Paulo, e Minas, e ha de restituir ao Im-
perio a Provincia de S. Pedro.
Sendo o rgimen constitucional o Governo
das maioria temos que o pensamento poltico
se manifesta pela eleico da maioria dos ami-
bos da Administraco nao tendo esta sulloca-
do os votos, nao podamos esperar que fossem
somente eleitos os correligionarios do Gover-
no ; sempre algum opposicionisla bavia de oh-
tel-os principalmente bavendo oscandidato re-
currido loexjedientt depedi-los individual-1
mente, edominando em tnuitos dos que elegem
o sentimenlo de benevolencia o desejo de ar-
raujar estes pretendentes com o pingue ordena-
do de 2:400 # rs. Urna eleico pois, em que
urna grande maioria dos Deputados, e os 4 pri-
meiros Sup(>lentes sao correligionarios d'Ad-
ministraco em que apenas apparecem dous
opposicionistaj declarados e mais um p
contricio e arrepeudido de seus passados
exressos revela que o pensamento poli-
tico da Provincia o mesmo adoptado pelo
Governo, que preside os destinos do Impe-
rio. O mais que po le o Diario novo concluir
que csses trez opposicionislas aleancaro vo-
tos nao polticos mas derivados de interesses
particulares por quanto os dous primeiros
foro candidatos de urna familia que est ra-
mificada por toilas as povoaces da Provincia,
e nao pode dei.xar de conseguir votaco para
um ou ou tro dos seos protegidos, em quanto
as eleices forem como as de que se trata, a
expresso da vontade dos cidados activos da
Provincia sem a menor coaeco da parte do
Governo : o tercero de que fallamos alcancou
pediado individualmente os votos depois de
protestar seuarrependimento de certas ideas
que manifestara irrefiectidamente os con-
seguio d'aquelles que por benevolencia o
quizero livrar por quatro annos de urna dis-
pendiosa mudanca para mais de 400 legoas ;
sendo os mais eleitos os Exms. Presidente e
Vice Presidente d Provincia dous ex Minis
tros do Gabinete de 19 de Setembro e os
sectarios do? principios deste Gabinete os
seos amigos poli ticos nao se pode ne;*ar
que um pensamento polilico o systema fir-
mado no Imperio por este Gabinete domnou
na eleico a qnal manifestou que ero estos
os sentimentos da maioria da Provincia.
A eleico dos 3 opposicionistas e J* mais
um joven tendo-se recolbido das vi gens ,
que para instruir-se fez pela Europa a-
inda nao teve occasio de manifestar autn-
ticamente que poltica segu nao pode
contrariar nem mesmo enibaciar o triun-
fo da Administraco ; pois quatro votos nao
podem ser comparados com os 9 effeclivos e
quatro subsidiarios que tem o Governo na
representaco desta Provincia Assemblea
Geral.
A entrada dcstes 4 individuos concorreo pa-
ra Ilustrar a administraco Provincial que
obteve maioria pela adheso que lhe presta a
Provincia nao tractou de forcar os sufra-
gos que foro to livres na escolha que
se podero dirigir a 2 opposicionistas rero-
nhecidos e a um arrependido e mais outro
Cidado que ainda nao teve de manifestar sua
polili'-a
Foi depois de baver dito o D-n. que a e-
leico era urna mistura de amigos do Gover-
no e opposicionistas que elle conclnio con-
tradictoriamente que a Administraco Provin-
cial arrancou os votos aos cidados que se
empregaro meios indignos para vencer que
a eleico nao representa o pensamento da Pro-
vincia. Que factos menconou o D-n. em
abono de suas to vastas assercoes ? A vo-
taco das 3 Freguezias desta Cidade os desta-
camentos mandados pira diversas Commareas,
o juramento deferido ao Juiz de Paz supplent'e
do Limoeiro as-queixas do Chefe de Legio
do Bom Jardim os insultos de um soldado na
Parocbia do Bonito
Acompanhemos o collega na enumerac.o
destes successos e no modo por que elle o
conta Nesta Capital foro qualifirados os
(. soldados dos corpos de Polica, Guarda Na-
ti cional destacada, arthelheria cavallaria ,
artifices Batalbo Provisorio com o que
se fez urna massa enorme de votos ; entre-
tanto qne s os Cidados elegiveis foro \o-
tanles, de sorteque na Freguezia de S An-
tonio qnalificaro-se apenas 1700, sendo
8.0OO os fogos Como altera o contempora-
110 os factos! Na Freguezia de S. Antonio qua-
lificaro-se dous mil e noventa votantes dos
quaes 645 foro elegiveis. Nos dous corpos
de 1 rt linha ( Cavallaria e Artifices ) e nos
outros dous (Policia e Guarda N. destacada)
qualificaro-se 503 votantes, dos qnaes apenas
400 e tantos foro votar. Os Eleitores alcanca-
ro de 1500 a 800 votos, entretanto que os da
bomens da opposico a todos os Governos ,
excepto o da maioridade tivero de 500 a
400 votos. Dos 1700 que foro votar subtraia
o D. n. os 500 soldados e veja por que a sua
gente nao oblevc dos 1200 a desojada maio-
ria ? como foi que os 500 soldados dero aos
Eleitores do partido do Governo 1500 e
quase geralmenle 1000 votos ? Se estes 1200
votantes fora os soldados ero todos elegi-
veis ero todos das pe como diz o D n.. que meio haver de ronhe-
cer se a expresso da vontade do povo, se o vo-
to da melhor gente, o nao w .' Confunda-se o
I Author do artigo e sua gente : veja os Cida-
desda Freguezia deS Antonio condemnando-
os ao esqueciraento, por estarem desengaados
com os pelotiqueiros polticos Na Freguezia
da Boa vista a proporco entre os votos dos sol-
dados do Provisorio e os mais cidados foi
igual a da Freguezia de S Antonio e seme-
Ibante o resultado da Eleico Na Freguezia
do Recife poucos ero os soldados d'Artilheria,
e estes mesmos tinho por chefe um inimigo
pessoal da Presidencia. He falso que se des-
sem guardas sem serem pedidas para as Matri-
ses e desafiamos o collega a proval-o
Falla mui despejadamente o D n das solli-
citacoes das pronessas das ameacas que
o Governo em pregn pelas ras e at pelas
Beparticoes Publicas para extorquir os suffra-
gos Nao faca urna accuaco assim vaga
aponte o delgalo do Governo que ez Uso.
Esqueca-se o author do artigo que seoscom-
pauheiros = amfrs florentes mate arca-
des ambo = audavo pelas ras oferecendo
10 # rs a quem assigoasse urna chapa no
que levaro a lograco de sugeitos que de-
pois foro dar os seo* votos pessoalmente : es-
quece-se de que no Corpo de Policia, na Al-
landega, e outras Reparticoes audavo os seos
emissarios aluciando quem votasse dando a
sua chapa a assignar ? E o giverno tomou l-
gura desforco destes Em pregados ? Foi o Go-
verno que mandn o celebre companheiro de
S. S. s boticas a agarrar-se pelas pernas dos
eligivei$ que'foro sorteado* para eleger a
Meza Parochial7 Teve o Governo pajfte no
desprezo com que elle e sua gente forao tra-
tados pela maioria dos cida lo< apezar de
se comprometer a conseguir condecora-
cs ? Nao certmente. Os destacamentos
lorio mandados para manter a seguran? pu-
blica milito antes das eleices quando se fo-
ro deseobrindo os planos dos = Invisiveis =
quando a gente do Diario novo e a'guns que
%e dzem amigos do (ioverno Central recebio
proclamacbs dos conspirado-es da Corle 3c.
Sempre bcrave nas coumircas destacamentos
para coadjuvarem a Policia. Elles nao foro
para inlcrvirem em eleices nema Adminis-
traco Provincial nellas se ntrometteo : ahi
esto as provas na deciso dada' :s Juntas de
S. Aito e outras Parocbias, que os Solda-
dos devio votar onde tinho o seo domicilio
ante da pu))licaco do Decreto de 4 de Aluio ,
na circular para que os Cheles da G. IV. por
nenhum pretexto a reupissem no dia da elei-
co; nas Decisoes dadas aos Subdelegados, de
que se devio sugeitar maioria das Juntas
qualificadoras mnitas vezes oppostas ao Go-
verno, como a de S. Autao, de Serinhaem, de
Maranguape de Nazareth <*c.
A portara sobro o juramento aos upplen-
tes dos juizes de paz f >i prece lida de outri
s cmaras a qual nao foi por todas ex.n-
culada e determinava que o juramento
fosse deferido pelo presidente da cmara e
na sua falla p do vereador mais votado que
se achasse e so em ultimo caso pelo juiz de
direito como delegado da Presidencia da
provincia que he a primara autoridad* in-
cumbida de deferir juramentos. Ella tinha
em vista impedir a tctica de ser frustrada a
eleicjio pelo juiz de paz que nSo via ir esta
sahindo conforme a. suis caballas. Sendo
urna medida geral tanto podia ser favora-
vel como contraria ao partido do governo,
mas sompre em prol da execugSo da Ii que
mandava proceder as eleices eem favor da
maioria dos oidados activos, cojos sufragios
atterravo os decahidos de popularidada.
Com que prova o collega a falo* aecusago
feita ao delegado do Limoeiro ? Com as par-
tes do chefe de legio edo juiz de paz ,
que ero os interessados em obstarem a elei-
co que estavo certos de prderem nella ,
e por isso vendo baldado pela portiria o pri-
meiro plano recorrerlo ao da calumnia.
Quanto aos insultos do soldado que foi
levar um officio ao Bonito pralicados no ac-
to da oloioo nunca isto constou ao gover-
no seno pelo D-n. Agora sabemos que
este soldado embriagado e no meio do con-
curso do povo dice algns desaforos. Mas a
embriaguez ou ainda a insolencia deste sol-
dado prova que 1 administrarlo mandasse
por elle suffocar a liberdade dos cidados do
Bonito no acto de exercerem a soberana ?
S urna enanca pode crer s o D-n. julga
persuadir, que um misero soldado fosse ca-
paz de receber a misso de extorquir os votos
dos habitantes da extensa freguesia do Boni-
to tivesse a forca necessaria para desem-
penhal-a. To estulta accu.snc.So nao espe-
ravamos de um collega to estrenuo era po-
ltica.
Quando a maioria dos deputados eleitos ,
e primeiros supplentes he da opinio polti-
ca do governo pode se atfirmar que a e-
leico revela o pensamenlo poltico da pro-
rr, -ljTjij! !' Ticg
vincia dnaccordo com os principios da ad.
ministnico.
Q'.nndo com to eslrondosa maioria de e-
leitores do sistema da administraco podetn
trez opposicionistas obter os suffragios de
seus concidados : quando as accu.sac.ues es-
tudadas nour.:o de dous mezes sao do cu-
nho das que apresenta o D-n. numero 100
contra o goveno provincial pode-se di/.er
seguramente que nesta eleico a presidencia
noabusou do seu poder nem suffocou a li-
vre expresso da vontade do povo antes
comella PHustroo se mais a aduiinistracio
doSnr. Baro da Boa-vista.
SOCIEDADE B3S MELHDRAMENTOS IN-
DUSTRIA ES.
Discurso proferido pelo Prndente d 1 Socie-
dad* na p"i,n"ira sess'j d) Ct'icel/to
d' Ad ninist'aco.
M.*us Senlnres. Un grande facto nos apr-
senla a poca actual: hojn os espirito profun-
dos os bomens animados d > hons desejos ,
as pissoas sinceras de tolos os pitidos so des-
vio cala vez mais da bilila estrada da velha
poltica da poltica irritante pira marchar
na sonda tal vez anda miltraeida, porm
ao m'mos picilica e segura dos tnelhora-
m;ntos sociaes ; nao porque a antiga poltica
d iixassa de p'resfar ao mun lo grandes serv-
gas dostruin lo o arraigad 1 sistema do des-
pjtismo; rifas lim porque forcosohe con-
fessa-lo, pelas proprias con Iqs da obra que
emprehendera s se havia ella desenvolvi-
do no sentido da critica deixando no escuro
ou intactas as quist's orgnicas. Hoje por-
tadlo que a obra da d vm ligio est concluida,
ou ptico resta n qu ) s falta construir o -
dilicio moderno sobre as ruin is do antigo, he
jus,to que se adoptom meios elBcizes de pro-
ver s urgentes preciso vs acttn ks da sooieda-
de. Desacreditadas, agora mais que nunca,
pomposas phrases e vagas discusses to-
llos qflerem realidades mais pilpaveis ; pou-
co caso se faz de controv rsias theorcas; mas
tolos anhela) melhoram mtos cuja venturosa
influencia pissao apreciar ; gente-se a todo o
mom -nto e ca 11 vaz mais que a mira constan-
te da actividade do homem deve ser a cre-
Qo de ra 'ios para obter o seu bom-estar e
procura-se redobrar a applieago na indaga-
Qo deste benfico resollado.
Sem duvida nenhuma Senhores somos
nos o povo que mais necessidade tem destas
realidades que acabo de apon lar ; nos hoja
mais do que qualquer outra nago do mundo
nos devemos oceupar de toda a especie d
melhoramentos ; somos mallo novos pois
que de hontem datamos ; e como na grande
familia dos povos, a merfridade nao tem pri-
vilegios devemos a lim de nos col loca rmo
o mais breve possiv-l na plana que nos per-
tence empregar todos os esfargos para che-
garmos promptamente ida le viril. Nos ,
he certo habitamos o mais rico e mais bello
paiz lo globo a natureza foi com nosen pro-
diga do seus favores; atbmosfera pura e sem-
pre amena : verdura eterna solo benfico ,
que s pede a mo do homem para dar-nos
com profuso as melhorcs produeces ; tudo
isto temos he verdade : mas at aqu nao
passa de magnificas promessas. A natureza
he boa mi mas para d .r-nos o que carece-
mos exige de nos algum trabalho : he neces-
saro que o homem nao deseanoe inteiramen-
te em sua proficua abundancia; he preciso que
pelos labures de sua intelligencia e polo tra-
balho de seus bragos elle faga redundar em
seu proveito essas felizes disposiges. A nossa
agricultura he ainda o que era ha um seculo;
os poucos melhoramentos que nella se fazoni,
to lentos sao, tantas dfficuldades enconlro,
que uns nao progredem e outros nao avul-
to; a nossa industria he quasi nulia ea
muitos respeitos somos forgidos tributarios
da Europa pelos productos manufacturados ;
nossas vas de communicago comego ape-
nas e so nosso litteral he abundante e po-
\oado : vos sabis quanlas dilliculdades ha
para desceren de nossas maltas e certes aos
portosd'embarque os elementos de nossa ex-
portagao, e as que soffrem para ali chegarem
os productos fabricados qne nos vem d'alem-
mar ; em lim nosso paiz demanda povo-.ge*
mais numerosas, comega a sentir a necessi-
dade d subslituico prxima do trabalho es-
Cravo pelo traballio livre e j se lhe anto-
Iha no futuro a imniensa tarefa que tetnrde
executar e ante a qual nao lhe he dado re-
cuar.
Cumpre pois que obremos com energa ,
que o paiz tolo concentre as suas forcas ,
marche a essas conquistas do futuro que deve
absolutamente realisar para nao doscor r-
pidamente ou cahir mesmo de todo. >r-


5
drffl he que o govorno nessa obra immensa,
drt cujas cm Jigoes acabo de dar alguns tra-
aos tem sua pirte que tomar no trabalho
commum;oonviriaat, quoquanto fosse possi-
v,|, animisse oeoadjuvasse os esforgos que
se houvessftni detentar; mis consagrado
sin raisso to til com imperiosa de mito-
te r a ordem ni sooiadade e ds Ihe garantir
qu italianamente a viJa circunscripto as
estrellas regfaa qui as leis Ih i impiz-iro ,
nio pode quanto f.ira para desejir ter ac-
or) e urna iniciativa poderosa nos fados do
progresso sacial. Cmvem portanto ^ue va-
inas em sen socorro que os esforgos indivi-
duaes convenientemente reunidos suppro
una aCQo que nao poje ser assaz prompta e
Instante livre ; que cada um nos limites de
suas torgas parcaas concorra para o grande e-
dificiocom o tributo de seu trbame- 5 ed
impulso ao m ivim-nto, de cujos felzes effei-
tos hade participar.
Foi sob a influencia das ideas, que levo ex-
pendidas que se concebeo o projecto da so-
ciedade cuje concelho administrativo inau-
gurarnos na presente reunio. Seu fim nobre
e til he digno das simpithias de to los os ho-
ni'ins bem-intencionados ; e devenios esperar
que ella as encontr bim pronunciadas, em
mi provincia como a nossa, to sinceramente
miga da paz e to es-larecida j sobre seus
vardadeiros interess.vs. A sociedade que fun-
damos quer oilftsenvolvimefitoda prosperida-
de material. Este plano he vasto, e compre-
bende innumoraveis fados; Ilustrados porm
pelo estudo nsos po ler.emos classificar, dar
cada um a sin verdad 'ira importancia c valor
relativo na obra geral e examinar aqualles ,
qtn dv>m s mais especialmenta nossa at-
tengo. E como o hom em nao vivas do pao,
devemos cuidar em suas facultades intellec-
tnaes o maraes e td*ez possamos sem sahir
do nosso quadro ter tambem alguma feliz
influencia sobre os fictos desta ordem.
Todava meus Senhores seria sem du-
vila de nossa parte grand* presumpeo attri-
buir nossa sociedade urna poderosa influen-
cia e vastos trabalhos ; mas qmlquer que
seja a nossa obra p>r m^squinlio que seja o
resulte io qui conseguimos sempro lleve-
mos ile deixar um trago sibre o terreno, sem-
pre n >s cal) ir a gloria de havermos indicado
o bom caminho e ss nao nos pozermos ao
nivel da emproza outros mais inteligentes e
mais esforga ios viro substituir-nos e mais
se aproximarn do alvo desejado ; de todo o
molo he um germen que langamos no ter-
reno, eque nao pode morrer. As forcas so-
ladas se perem ; as intelligencia abandona-
das a si mesmas ico em silencio ou em oci-
osidade ; n Ihes offerecemos Um signa! de
reunido; aproximadas ellas seammaro pelo
mutuo contacto, tomaro urna direcc&o com-
ao delegado que logo que eu soubesse com
corteza o destino dos revoltosos seguira in-
falivelmente a persegui-los.
Soube'depois que o Rirbaft devia chegar
brevemente villa pois so havia querido
por os seus correligionarios em caminho para
par-me que sabia naquella tarde pelas 4 ho-
ras e trocados alguns cumprimentos fique!
de comparecer em sua casa aquella hora afini
de oacompanhar at fora da villa e comef-
feilo ali fui ter com os meus Orbciaes entre
os quaes o Alferes \\ anderley, que o devia a-
a Batoia ; e ento querendo em tudo empre-jcompanhar. Api/, de mirachegouo Capito-
mum e destes esforgos combinados brotaro
1 ^sanamente felzes effeitis.
Esperemo-lo assim Senhores e se nos
nao conten ti nn is com votos esteris, estas es-
peraogas sero realisaJas ; sim insistamos no
linsso proposito e qual uer que seja o resul-
tado de nossos esforgos, podeiemos ao menos
dizer que trabalhando no edificio, cuja pri-
ineira pedra temos langalo fomos animados
de generosos desejos de leaes e nobres in-
tenefles.
MHallESlWNDENCEA-S.
0 CAPITO BRITO AO BARBOZA DE
FLORES.
Srs. fifi. Destacado cento e dez Iegoas
desta cidade quando aqu se pubcaro no
Diario novo di Aeren tes artigos em que se pro-
curou embacar o meu crdito a respeito da
execugo das niinhas instruegoes como com-
mandutiteda forga, que marchou sob minhas
ordena para a comarca de Flores em quan-
to relativas a F. Barboza Nogueira Paz s
.agora psso roubar algum lempo as minias
oc.'up'cos para expor ao publico oque na
rcabdade occorreo. .
Djzi&q minhas- instruegoes que eu devia
prender nao s os revoltosos do Ex, como
tambem todos ossuspeitos de connivencia com
elles &c, dc ; e sabendo eu que aquelle Bar-
boza havia-se escapado com os que ja tinho
sido presos o que ninguern dir que nao he
nnnifesta connivencia quando cheguei a
villa de Flores quiz immediatamente por
nie em seguimento delle ; mas tanto me re-
climou o delegado daquelle termo que nao
siliis.se da villa alegando que nao se pidia
saber ao certo qual fra o caminho que havio
seguido os fugitivos que elle s^ria assassi-
nado lo'^'o que eu roarchasse sobre elles e
quilidade dos moradores ; que me lo idi a
ycar com efleito na villa declarando porem'
gar a prudencia qm podesse cab;r na execu-
go dos meus deveres consultei se d via jul-
gar suspeito aquella hornero. e conforme as
minhas instrucghs prende-Io como eu en-
tenda ; e esta consulta foi verbalmente feita
aosjuizes dedireito Manoel dos Passos Bip
lista e Bornardo Rabello da Silva Pereira
( as referidas instrucg53s me recommendavo
que fosse de accordo cora as autoridades lo-
caes quando me fosse possivel. ) Bissero-
me aquellos juizes qui quinto elles eu
nao poda effectuar a priso em questo som
ordem do chefe de polica ,. por nao vrex-
presso as instruegoes o nomi delle Birho/.a,
bem como o de outros ; recean lo porem que
neste parecer podesse ter grande influencia o
medo do bacamarte retirando-me a meu
quartel rmterei a'mesmi consulta por escripto
e Uve somante resposta identici do Dr. Bap-
tista no fim de trez dias ; e ento rsolv-me
a fazer o que eu iulgava do meu dever.
Na noite de 16 de setembro chegou o Bar-
boza villa e sabendo eu disto dei ordem
para que o destacamento fosse no da seguinte
pira o exercco costumado municiado e de
armas carregadas, eulepois de alznns minu-
tos de manobras mandei o alferesWanderley
intimar a ordem de priso por escripto ao
Birboza, que me respndeo tambem por es-
cripto dizendo-me que sempra fora obediente
s ordens lgaos do governo e que se dara
priso.,, loso que se Ihe apresentasse ordem
expressideS. Ef. para sst ; mas que do
contrario rasisteria pedndo-me em nme
de S. M. o Imperador que nao fizessi correr
sangue naquella comarca. Dirigi-me ento
pi'ssoafmente casa do Birboza acomjanhido
do Dr. Biptista a quem para resolv" isto
foi preciso dizer-lhe que eu eslava decidido
a em pregar a forga ; e ah mostre-lhe as mi-
nhas nstr,ucgoS na parte que Ihe diza res-
oelocomo suspeito de connivencia-, sendo
urna mentira o que esse Birboza asevera
em sua correspondencia pois que nem titi-
las se acha o artigo por elle improvisado : e
sendo por elle lidoo ponto por mim indica-
do disse-me que nao se entenda com elle ,
porque ah nao estava o seu nome. Pergun-
tei-lhe se negava o facto da soltura dos presos,
eresponJendo-me que nio, disse-lheque
por isso o julgav9 suspeito e como tal o de-
via prender ; que tambem em nome de S.
Magestade Ihe pedia que me n3o obrigasse ao
emprego da forga ; que eu faria que elle fosse
tratado com todas as altengo ,-s at ser entre-
gue no Recife autoridade competente. Res-
pndeo a final que se suieitava ; masque
nao poda partir com brevidade : depois d'al-
gumas observiges de ambas as partes, fixei-
Ihe oitodias exigindo a sua palavrade hon-
ra de que nao pedia este praso para prepa-
rativos de resistencia e deque no im del-
le marchara a companhado de um ofllcial 5
responJeo-meem tom que procurou tornar
grave : O sr. ctpito esteja certo que F.
B. N. P. nunca commetteo nem coramet-
ter indignidades. -
Retirei-me e procurei d'ahi em dante
oonservar-me sem communicar com ninguem,
afim de evitar intrigas ; mas no dia 19 me
veio dizer o alferes Wanderley que Manoel
Vicente cunhado de Barboza Ihe pedir para
me perguntar se eu aceitara um convite do
Barboza para almogar em sua casa na qual
psrtendia reconciliar-se com o delegado de
que era medianeiro o capito-mor J. M.
Carneiro da Cunha : respond que eu estava
disposto a fazer quanto do mim dependesse
sem sacrificio do meu dever para que hou-
vesse paz e harmona na comarca. Pouco
depois veio o dito Manoel Vicente realisar o
convite mim e aos meus officiaes e no dia
designado nos dirigimos casa do Barboza ,
onde encoutramos o dito capito-mr e de-
legado e muitas outras pessoas da villa: ah
entre outros brindes aquelle capito-mor
me dirigi um exaltando a minha prudencia,
e o Barboza outro minha moderago e poli-
Jpz &c. &c. retirando-so todos muito amigos
esatisfeitos.
Recebi pouco depois um presente do Bar-
mor por quem parece que se esperava e
cliamando-me de parte me instou de todos 09
modos para que eu deixasse partir o'Barboza
> que me dava a sua palavra de honra de o
ipresentar ;i S. E\*. ; ao que tudo respond
que me era impossivel visto queja o havia
participado ohcialrnente replicou-me que
tudo podia com o Senhor Gommandante das
Armas e que por isso oo tivesse eu receto
de ser reprehendido ; eu respondi-lhe que
faria o que estava determinado que o
Olficial tratara bem o Barboza e que at se
nao opporia .i demora de alguna dias 110 seu
engenho como elle Capitao-mor podia Di
rigio-se ento ao Barboza e este depois de
conferenciar com elle parte me veio dizer
que ainda me quera fallar ; sos o dito Capi-
to-mor, que de novo me pedio, que ao me-
nos quando voltasse villa troucesse contigo
tambem o OiKcial que devia acompanhar o
Barboza e que seguiria no outro dia a en-
contra-lo afim de que se nao dicesse que
o Barboza tinlia partido como escoltado. Ccdi
esta reclamaco por attenco a certas conci-
deracoes que me havia fcito o Capito-mor so-
bre disposicoes sinistras dos prenles do Bar-
boza Ser. Sc\ ; e com eleito a um quarto de
legoa da villa voltei com os OHciaes e mais
pessoas que o havio acorapanhado despe-
dindo-mc delle era presenca de todos nos ter-
mos geraes de cmlidadc e nao como elle
impudente e calumniosamente o diz.
Al,mis minutos depois da minha chegada
Villa, fiz seguir novamonte o Alferes Wan-
derley ; mas este voltou quasi no mesmo ins-
tante dizer-me que o Barboza se tinha reco-
Ihid a villa. Parecendo-me antever nisto
alguma tramoia mandei o mesmo Oiicial sa-
ber delle o motivo do seu obrar e me res-
pndeo que sendo j. tarde e tendo-lhe es-
queci'lo alguns papis de importancia tomara
a resoluco de pernoilar em casa e que par-
tira de madrugada. Decidi-me ento a no-
mear o Tenente Prestes para aquella commis-
so pela falta que me azia o Alferes, e ten-
do o Barboza partido as 6 horas da manh ,
elle seguio as 7 com ordem de apresenta-lo a
S. Ex'. e de fazer a sua obrigaco em qual
quer circunstancia que podesse occorrer.
Nao sabendo de mais nada a respeito de
Barboza e tendo recebido ordens para reco-
lber-me a esta capital, marchei para ella no
dia 1G de Novembrop: p: sem que mais
me importassecom Barboza de quem s ti-
vera noticias no dia 14 pelo Tenente Prestes ,
que nao foi portador de nenhuma a respeito ,
por julgar-se aqui que elle me devia encon-
trar em caminho.
Esta be a fiel exposico do que occorreo
entre mim e o Barboza e nella me esmerei
quanto pude para evitar a prolixidade afim de
nao cancar Snrs. RR os seus leitores.
Se Barboza conservasse com a rusticidade e
aleivosiado vaqueiro a humildade da sua c!as-
se se muita gente por interesses efmeros .
Ihe nao houvesse dado una importancia que
elle nao merece por titulo algum se o latego
da justica fosse mais Cumplido e nao deixas-
se impunes tantas feras que nem as bre-
nhas dos bosques devio ficar tranquillas o
Barboza nao seria to insolente e talvez nem
to mentiroso. A baixo transcrevo a carta que
acompanbou o seu presente com a charada
de que fallei e por ella vero os seus leito-
res que foi elle quem encetou essa correspon-
dencia e nao eu como com tanta desvergo-
nha diz aquelle Barboza. Escusado heajun-
tar aqui copia do oflicio que dirig ao Senhor
Commandantc das Armas communicando a
priso de Barboza logo que elle se deu por
pre-o porque um hornera de senso nao po-
de crerque um Olficial assevere em presenca
do seu Superior que Ihe dirigi um oflicio ,
que nunca existi ; mas vae em original o
Charada.
Sou linda meu nome he bello
Sju signal de deslingo ,
C
Occupo grande logar
Os sabios me preslo attengao.
2.
i.
Illm. Snr. Acuzo a recepgo do o.T.eio de
V. S. com data de boje em que me partecpa
que mandando intimar por um ofllcial ordem
de prizo em uome do Exm. Presidente da
Provi ncia ao coronel Francisco Barboza No-
ueira Paz e que este responder com o of-
licio que. me remeta por copia ( achando-se
com as companhias em exercco ) mandou
chamar ao Dr. juz de direito do crime, Ma-
nuel dos Passos Biplista e que em compa-
nhia do mesmo fora ento munido das suas
instruegts, e dirgindo-se a caza do men-
cionado coronel onde Ihe fez ver que elle es-
tava obngado a sugeitar-se as ordens do go-
verno e que o reconhecera negando ni-
camente ser legal a ordem minha. Sendo es-
ta opinio apoiada pelo Dr. juiz de direito su -
pra declarado com quem a vista dos seos
conhecimentos nao o posso exprobrar. Em
quanto a segunda parte do oflicio de V. S. em
dizer-me que nao dezejando ver o sangue .
quero dizer nao dezejando V. S. ver talvez
correr sangue nesta comarca estes tem sido
sempre os meos sentimentos filantrpicos ,
e a mais nada me devo responsabilizar. Doos
guarde a V. S. muitos annos. Delegatura do
Termo de Flores 17 de Setembro 1842. =
Illm. Snr. capito Francisco Victorino Xivi-
erdeBrito, com mandante da forga de 1.a li-
nda. = Manoel Domingues d'Andrade de-
legado do Termo de Flores.
Snrs. Rnductores. Tendo a pouco depa-
rado com un* artigos dos Diarios novo e de
Pernambuco ; em que aquaile fazia carga ao
G. por todas as impunidades dos crimes' o
&c. ; e peh> Diario de Pernambuco Vms. sa-
tisfatoramonte demonstra vio a quem cabia
essa recriminago isto he ao poder ju licia-
rio afectado da imimralidada do seculo mal
entendida complacencia pelos criminosos c\c:
vero, pois muito a proposito referir-lhe um
facto que bem prova a opinio que Vms. e-
miltiro cuja historia me referi um amigo
que me assegurou ser exacta e recente ; e
que se prova va com os proprios autos que i-
rio brevemente aos jurados.
Sendo processado por um delegado certo
R. por ter ido as 10 horas do dia em urna
povoago insultar a Um inspector dequartei-
ro por ter uns dias antes preso em flagran-
te a um seo companh^iro que arma lo de
faca depona, insultava e ameagva aos
moradores do logar ; levou a tal audacia esse
R. seu atlen lado que armado tambem de urna
faca de ponta e pistola la) tomar satisfages
ao inspector, o qual querendo modralo a-
legando que Azora aquella priso em raso de
seo oflicio Ac., e que o nao vies-se atacar j
foi quando o U mais furiosamente o acom-
metteo empunhando a pistola ; e passando o
inspector a dar-lhe voz de priso a ordem do
delegado, nao s Ihe nao obedeceo como ba-
teo-lhe a pedra a pistola e sao quasi a cor-
rer pela estrada da povoago,; e tendo o ins-
pector o acompanhado chamando os mora-
dores que oajudassem a prender foi assim
capturado esse hornera, depois de ter segun-
da vez batido a pedra a pistola carregada o
empunhado a faca do ponta que tambem tra-
hoza ( constava de 1 couro de onga 2 ana-
nazes e 1 queijo ) com urna charada em que
me dava a entender que era Mago ao que
respond com outra cuja palavra era hroe :
rreio que isto se diriga a captar a minha be-
nevolencia para o que alia? eu estava dis-
posto, urna vez que elle seguisse para o Recife
como eu Ihe havia intimado.
.No dia 21 veio elle minha casa parteci-
que me dirigi o Delegado de Flores em res-
posta partecipaco que Ihe fiz da priso do
Barboza e creio que he quanto basta para
persuadir a quem nos nao conhecer que
Baiboza he um mentiroso. Sou &e.
francisco Victorino Xavier de Brito.
111. Sr. Capito Brito. = Lizongeo-me
quando encontr sobre mim tanta bonomia :
mssemelhantes effetos nascem das almas
grandes,como a de V. S., que sem merecimen-
to meu tem repartido comigo tantas finezas.
Approveito-me do ensejo para enviar-lhe a
presente charada.Sou e^m a maior estima
affectuoso e muito nhrigado criado.Fran-
cisco Barboza Nogueira Pas.
zia o servindo-se de tudo para evadir-se.
Foi assim processado. e como o delegado nao
exigisse a assignatura do R. na inquirico
das testemunhas Ove fundado talvez em
que tal se nao exija nos arts. H2 e H3 do
cod. do proc. crim.. por que como juiz novo,
e Ieigo nao he muito que se nflo cingsse
mais do que ao que est expresso na lei a-
charo pois nisso os advogados bastante ma-
teria para alegaram que o processo ostava il-
legal disendo que o preso nao assistira a
formago da culpa por nao ter assignado
&c. : embora dos mesmos autos se mcfstra
que elle esteve presente pelas declarages que
fez assignadas pelo juiz escritas pelo escri-
vo em presenga de muitas testemunhas :
0 que tudo foi exuberantemente demonstrado
pelo Dr. Promotor acrescentando que nfio s
aquella falta d'assignaturas nao era essenci-
almente Ilegal : como que era das que de-
vio ser sanadas pelas disposicoes do reg. de
31 de Janeiro art.290 &c. Foi igualmente as-
sim julgado por dois Snrs. juizes munici-
p es que sustentaro a pronuncia. No entanto
1 R interpoz um recurso ao juiz de direito, o
qual mandando de novo inquerir as testemu-
nhas ; e posto que na inquirigo se passasse
pelos fados capitaes, como o gato por cima de
brazas, segundo^lizem ; mas informo-rn
que mais de duas testemunhas, juraro d
/


ii iiBBtyimaimtSB'xatMuij wmi; jganwyajlW W'*
luHiWMJMnt ij.iujmaff ->
vista que o R. batera a pe;lra a pistoh ; e
tdosquo ello estevo presente a formagao da
culpa &c. : com ludo este juiz a penas o
julga incurso no crime do uso d'armas e co-
mo tal afiancavel : pelo que deu o R. sua fi-
anga e poz-se na ra; e provavelmente quan-
do chegar aos jurados se o sr. promotor
nao insistir na accusago da primeira pronun-
cia como tao dignamente sustentou re-
querendo niais provas e quantas quizer pa-
ra os jurados conhecorem deste tacto finar
essa escandaloso attentado impune ; e um
homem que to onsadamente comete crinv-'S,
como me disem q' este ja he useiro e vesei-
ro 5 pis que todos o conhecem por turbulen-
to e a quem impulo maiores crimes, cada
vez mais habilitado a seguir a sua depravada
carreira : pois se quem bate a pedra a urna
pistola carrejada a urna pessoa de autoridade,
depois a o insullar travando urna disputa
por motivo reprobo e por um acontecimen
to que deccorreo mais de 2 i horas (tal foi o
espago da prisao do camarada e da Satisfagao
que foi o R. tomar por ella ao inspector ) nao
tem cometido crime de tentativa de morte
com circumstancias agravantes nao sei para
que foi SO orine clarificado nol cdigos.
Portanto se Vms. Srs. RR. julgarem de
intoresse ao publico o conhucimento desse
fado o farfio inserir com que muito o-
brigarSo ao Initttigodat impunidades
CMMEIiClO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 12........ 8:025*130
OESCARREGA 1I0JR 13 DE DEZEMBRO.
Patacho porluguez=Xovo Congresso=vinho,
azeite, vinagre, carnes, toucinho,
e fazendas socas.
Brigue americano = OJessa = 8 barricas
com farinha 4 ditas com bolaxi-
nha e 4 ditas com pregos.
Rirca portugueza== Pernambucaita =s fazen-
das suecas.
Brigue dinamarquez = Fordemkiold = car-
vo.
Brigue norueguense = 17 de maio =carvo.
Rrigue = Chipla = cha fazendas po-
tassa queijos caixas com varios
objectos, cadenas, charutos, man-
leiga arelios bolaxinha.
Brigue-escuna = Lpez = farinha, aveia ,
e barricas abatidas.
Patacho = Racex =s batatas.
Rarca ingleza = Monarch = fazendas, e car-
vo.
Barca ingleza s Izabella = carvo.
CAMBIOS E.M LISBOA '
Em 28 de outubro.
Dinh ' letras.
. 41 43
Haniburgo 48 7|8 . . 49 48 3|4
, (53 .... d. Londres).- ., nft (.t 3|4 .>4 5(0 d. v. 83 3|4 _
v. 54 53
Genova ....... . 522 524
Paita......... . 52.". m
Valor dos meta es e papis de crdito.
Objectos. Compra. Venda.
Pegas de "500 . 7*780 a 7*820
Oncas hespanholas .. 14*330 14*450
4*420 4*450
Ouro cerceado .... j9o0 1*930
em barra..... 2o 20
Patacas hespanholas . m *930
a brazeiras .. *905 *9l3
mexicanas ,900 910
Prala em barra . 28a28 1|2 <( '
M 0 V1 M E N T 0 DO PORTO.
NO DA 10
Fundiou no lameiro tendo viudo do Santa
Catharina com 20 dias de viagem a Fra-
gata de guerra sarda Geneys comman-
dante A.Carnelly: segu para Genova.
No dia 11 nao entrro nem sahirSo embar-
co ges.
AVISOS DIVERSOS.
tsr Oflerece se um homem casado com
pouca familia para administrar qualquer IV
zenda ou sitio o qual tem bons coslumcs ,
e muita agihdade para o lim indicado por le
bastante pratica ; os pretendentes dirijo-se
na ra da ordem terceira de S. Francisco n.
20 ou annuncie por esta folha para ser pro-
curado.
tsr Quem precisar de roupa lavada e en-
gommada dirija se a ra da Gloria n. 75.
Conduz-se em cavallos materiaes pa-
ra obras, em cassambas. lenha ou qual-
quer outro servigo por prego commodo : as
5 ponas n. 71.
BT Domingos da Roza faz sciente a todas
as pessoas que tem pinhores em sou poderos
vo tirar no praso de 8 dias do contrario
ser8o vendidos para seu embolco pois ja
passa do lempo mu i tos mezes ; na mesma
casa n. 92 existem duas cartas vindas de Lis
boa para os snrs. Manoel Joze Gomes e
Francisco Gongalves Reg.
tsr Aluga-se um primeira andar milito
fresco, que bota de ra a ra com commo-
dos para homem solleiro ou pequea familia:
na ra do Amorim n. 17 a fallar com Anto-
nio Joze Ramos.
tsr Offerece-se um pequeo do 12 a 13
annos chegado agora na Pernambucana ,
para cmeiro o qml mostra ser muito es-
perto e da fianza a sua conducta : a fallar
na ra do Amorim n. 17 com Antonio Joze
Ramos.
tsr Na padaria de Joo Lopes de Lima ,
precisa-se de um forneiro e amassador ; as-
sim como se vende urna porgao de barricas
que foro de farinha de trigo.
or Precisa se de urna ama de leite parda
ou prela : na ra do Colegio n. l6.
tsr Rogarse a quem achou um bonezinho
de panno fino preto que perJeo-se no atierro
da Boa vista na noute de sabbado 10 do
correte querendo entregar dirija-se a ra
da Conceigo da Boa visti em casa de Rufino
Gomes.
tsr Alug5o-se duas casas em s. Anna 5
proprias para se passar a festa juntas urna
aoutra por preco commodo : a tratar na
ra do Queimado Joj de ferragens n. 4.
tsr Quem annunciou querer 100* rs. so-
bre pinhor< s de ouro dirija-se a ra estrei-
ta do I!o/irio sobrado n. 29.
tsr Francisco de Lima Soares Hesp-
nhol retira-se para o Rio de Janeiro.
tST Quem tiver urna preta para alugar ,
que saiba fazer o servigo ordinario de urna
casa, dirija-se a ra das Triiicheiras nume-
ro 14.
sar Diogo M. Genn retira-se para Eu-
ropa com sua familia.
S2y*Aluga-se o quarto andar da casa n. 21
n ra Njva, muito fresco por todos os prin-
cipios primeiro por ter cozinha no soto
e segundo por ser independento de outros so-
brados muito proprio para homem solteiro
ou familia pequea ; os pretendentes din-
jao-se a loja do mesmo sobrado
tsp* Qualquer possoa que quiser assentar
praca em primeira linha por outro dirija-se
a ra larga do Rozario botica de Bartholomeo
6 Ramos.
tsy Deseja-se saber a moradia da senhora
Leonor Thereza de Ofiveira Miranda para
negocio de seu interesse : na pra?a da Inde-
pendencia loja do snr. Meroz ou annuncie.
ts^ Quem annunciou comprar escravos
mocse de bonitas figuras, procure o aju-
dante do corpo policial para ajustar um que
muito agradar ao comprador nao obstante
seu prego.
tsr Precisa-se de mocos que saibo tra-
balharem masseira : na ra estreita do Ro-
zario casa de relojoeiro e sera.
vsr Tomo-se mogos chegados de novo ,
que se queirao aplicar ao servido de padaria
e conforme o seu adiantamento so Ihe far o
ordenado: na ra rio Azeile de peixe n. 11
padaria de Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
v-<- Os snrs. assignantes do Universo Pit-
toresco dirij5o-so a ra da Cruz n. 45 para
receberem o n. 2l do mesmo jornal.
G5- L'ma senhora de bous costumes se
prope b lomar criancascom ama para se cria-
ren) com leite impedidas e desimpedidas e
tambem se recebe as que estiverem ja desma-
madas para se acabaren) de criar com todo o
mimo eamor: na ra Direita n. 50 segundo
andar.
r Precisa-se de urna criada portugueza
para servir de ama secca a urna crianza du-
rante a viagem desta at a Lisboa : quem es-
liver nesles circunstancias dirija-se a ra da
Senzala nova n. 42, na certezc de que ter
alem da passagem paga urna gratificado
que se ajustar.
BT" Jeronjmo Joze Telles subdito brasi-
leo retira-se para o Rio Grande do Sul.
\ss~ Aluga-so urna casa terrea em fora de
portas no principio da ra da parte da ma-
r grande a casa tem militas com modos :
a tratar na ra da Guia n. 38.
= Precisa-se d'uma ama que tenlia bom
leite, forra ou captiva : no atierro da Boa-
vista N. G.
U" Aluga-sc urna casa terrea pequea que
tenha quintal cacimba e seu aluguel regule
oito mil rs. ; qu-'m ti^er annuncie.
9BT Precisa-se alugar escravos que sejSo
bons para o servigo diario das 7 horas da
manh a noute ; quem os tiver annuncie ou
dirija-se ao recanto do beco da cacimba ou
primeiro andar, tl as 8 horas da manh.
tsr Mario Gomoud retira-se para a
Franga.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
No da 15 do corrente
corre iiifalivclmente eta
lotera s 10 horas da ma-
nhaa no consistorio da
dita matriz; O rest;> dos
bilhetes achaose venda
nos lugares j annuncia-
dos.
tsr Precisa-se de urna ama de leite que
seja forra : na pracinha do Livramento nu-
mero 42.
car Como n5o he possivel achar se em
casa o snr. Joze da Costa Albuquerque Mello,
nao obstante o lempo que para isto se tem
embregado, roga-se-lhe que procura a Manoel
Raimundo dos Prazeres para negocio
sabe e muito lhe interessa.
que
COMPRAS
t&" Garrafas vasias de todas as qualidades:
na aua estreita do Rozario n. 11. ^
VENDAS.
Na botica de Manoel Felip9 da Fon-
seca Cande na ra larga do Rozario n. 42,
ha para vender prximamente chegado da
Fraqca na Camelia os verdadeiros pos Pa-
rasienses purgativos anti-syphiliticos, anti-
Jarlrosos, 6 anti-biliosos. Estes pos oblive-
rSo umagrande oelebridade em toda Europa,
eosseus sucessos maravilhosos do cada dia
Ihes merecem aprovacSo geral o que prova
que nenhuma preparago goza de proprieda-
des to eminentemente depurativas.
Os pos parisienses sao o ver Jadeiro especi-
fico as molestias secretas, recentes ou in-
veteradas. Como depurativos do sangue sao
da maior eflicacia em todas as molestias en-
tretidas por um virus qualquer, quaes as
informidades da pelle as empigens as sar
as antigs ou repercutidas, as dores rheu-
matismaes as afTecQes escorbticas e escro-
fulosas em fin em toda acrimonia do sin-
gue annunciada por comichoes calores, no-
doas amarelias e vermelhas, hemorroides ,
pregos pstulas no rosto aphtos ulceras
na boca ou dentro da garganta cor lvida
do rosto olhos avermelhados flores bran-
cas humor melanclico plidas cores, ata-
ques dp ervos idade critica das inulheres.
0 uso permanente desses psentretem a fres-
cura do rosto a liberdade do veiitre. V-se
segundo o exposto que acabamos de fazer que
estes pos s3o utillissimosem muitas adecentes
acrimoniosas destas que nao tem um car-
cter suspeito e de mais sao reconhecidos
como um dos mais poderosos anli-biliosos.
Maneira de fazer uso dalles.
O modo de usar delles he muito simples ;
toma-se um papel que pe-se dentro de um
bule derrama-se nelle tres chicaras d'agoa
fervente deixa-se fazer a infuso como
para o cha. Quando ficar resfriada coa-se.
Bebe-se urna chicara desla infusao antes de
se Jeitar, outra ao levantar, e a ultima urna
hora e meia ao depois do almogo. Continua-
se assim durante 15 a 20 dias at 30 dias
consecutivos se for a molestia ou infermida-
deantiga. Porem quando urna pessoa tem
simplesmente um embarasso gstrico, basta
o uso de 2 ou tres papis.
Estes pos nao contendo nenhuma prepara-
gao mercurial o resguardo he fcil a obser-
var ; abstem-se de comidas salgadas o lei-
te e os farinhosos lhe s8o preferidos 5 elles
n3o interrompem de poder girar.
tu- Mangas de vidro lapidadas e lisas, lin-
ternas de vidro lapidadas e lisas ditas de
casquinha bandejas linas porta licores ,
aparelho para cha dourados, de porcelana ,
garrafas lapidadas finas campoteiras lapi-
dadas copos para agoa ralis para vinho ,
ditos de champando,, aparelhos para meza de
diversos goslos ditos para cha frascos de
boca larga e oulras multas fazendas por
prego commodo : na ra do Livramento nu-
mero (5.
er* Um mulatinho de 12 annos seno
vicios nem achaques : na ra do Cabug loja
de miudezas junto do snr. Bandeira.
5^" Um folies ainda novo : na ra doCol-
Jegio n 16.
tar Milho, arroz de casca a 1920 o alquei-
re : no pateo da S. Ciuz da Boa visa nume-
ro 53.
tsr 6 cadeiras de angico una marqueza,
urna cama com colxo duas bancas do ama-
relo um tocador urna manga de vidro ,
tudo em bom estado e por prego commodo:
na ra estreita do Rozario n. 18.
I- Arroz com csea a 4* rs. o lquere
pela medid velha sera amare! a 320 a li-
bra c;if em gr8o a 160 cavada nova a 80
rs. : no pateo do Carino esquina da ra do
Hortas n. 2.
C9-Muito boa farinha de mandioca a 3840
oalqueire, arroz branco a 11* rs. dito ver-
melho a 8* rs., dito dn casca a 4* rs. : na
ra estreita do Rozario n. 11.
tsr Urna cabra bicho muito gorda, por
prego eommodo : na ra da Nogueira n. 13.
jty Em porcrtss e a retalho sera de carna-
hubade muitoboa qualidad<*: na ra da Con-
ceigilo da Boa vista em casa de Rufino Gomes
da Fonceca.
\ tsr Na loja do bom baratero de Guerra
Silva tSi Companhia na ra Nova n. 11, adia-
se a venda um completo sorlimjnto do su-
das de todas as cores e qudidades para vesti-
dos cortes de cassas pintadas do cores fixas,
lindos chapeos de seda para senhora caixos
de flores ditos de penna e outros muitos
objectos de bom goslo chegados prximamen-
te de Frange.
tsy Rap de Lisboa de superior qualida-
de : na ra do Crespo loja n. 21.
2y Urna casa terrea sita no Mondego ,
com bastantes com modos a saber: duas sa-
las grandes 4 quartos oorredor lavado ,
cozinha fora com fugo inglea cacimba com
exeellcnta agoa de beber murado, toda en-
vidrecada e foita a moderna : na praga da
Boa vista botica n. 20 otl na ra da Cruz
escriptorio de Manoel Joaquim Ramos eSilva.
tsr Um palanqun; ern bom uzo, por 30.>
i*eis : na praga da Boa vista botica n. 20.
tsr Tatas de-forro cuado e batido e fer-
ragens antigs para engenho, por prego com-
modo : na ra do Vigario n. 3
tsr-Pequanos barris com urna arroba e
meia de toucinho de Lisboa : no atterro da
Boa vista n. 22.
tST" Urna canoa aborta que carrega 600 li-
jlos propria para familia : ni rui do Cal
dereiro n. 56.
tsr Um jogo de diccionarios de inglez pa-
ra portu^u v. e de portuguez para irtglez e
um metholo com muito boas msicas: na
ra da Cruz n. 37 segundo andar.
tsr Um cavallo novo bom carregador : na
ra Nova n. 16.
tsr Um selim com pouco uso : na ra
,lo Rozario a primeira venda n. 1.
Um preto por 230* muito robusto
para todo o servico ; 2 ditos de boas figuras,
um moleque pega de 16 annos ptimo para
todo o trahalho B servir a urna casa duas
escravas mogas de boas figurad com boas
habilidades urna dolas co*e engomma e
cozinha ; urna mulata mog:i com boas habi-
dades : na ra de Agoas verdes n. 44.
tsr Madapolas de forro para sapalos, de
boa largura com 21 varas a 3360 a pega ,
4caixilhos com vidros grandes, proprios pa-
ra loja do miudezas 5 por prego commodo :
na ra do Quoimado n. 61 loja que foi de Jo-
ze Felis
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia sexta feira 9 do corrente fugio
um escravo de nHgo Angola d tiome Fer-
nando T alto secco do corpo, bem barbado,
[ts espanalhados .maos grandes e cascudas ,
levou vestido caiga branca, jaqueta de garnga
azul chapeo do chile ja usado he bem co-
nhecido nesta praga foi escravo do solici-
tador Felippe Lopos Neto esto escravo quan-
do sabio levou toda roupa ; quem o pegar le-
ve^ ra Direita n. 147 defrontu do Tergo,
que ser gratificado.
tST D.;sap'ireceo da cidade da Parahiba
no mez do outubro do auno passado um ne-
gro crelo de nome Antonio o qual foi es-
cravo do CapitSo Joze Francisco da Silva ,
morador no Coit do Brejo de are-a he alto,
magro olhos regulares nariz afilado cor
fula falla faiihosa tem olHcio de carpina,
e he casado com urna mulata'forra acabocola-
da de-nome Maria e supe-se estar na
comarca de Nazareth por ser de l filho; quem
o pegar levn a Parahiba a Fortunato Joze Dias
deS. Paio, ou em Parnambueo a ra do Cref-
po n. 6 que ser generosamente recom-
pensado.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F.= I*--


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E8HIFURJD_M77O9E INGEST_TIME 2013-04-13T00:57:24Z PACKAGE AA00011611_04842
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES