Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04840


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Full Text
A i no de 1845.
Sabbado 10
Todo agora der>ende de nos meemos ; da nossa prudencia moderscilo e energa :
lliiasaias como principiamos e seremos acontados com admiraeo enlre as Ntees
cultas, C Pro'ltmaco da Asseinba Geral do Bkat.il.
PARTIDAS DOS CORREIQS TERRESTRES.
Goian" Paralaba e Hio grande-do Norte seguida e sextas feirae.
Bonito e Garanhons a 10 e 24.
Cabo Serinhero, Rio Formoso Porto Calvo Macei e Alago iol,)l #
Bu-Tsta e Flores a 28. Santo Ant.io rjainlas feiras. Olinda todos os dits.
--------;-------- .. .
DAS DA SEMANA.
e Ser Geraldo Are. Aad do J. de D. da 1. y.
6 Tere. s. Nicolao B. Re. Aud. de J. de D. da 3; T.
7 Qus'rt. Ambrosio Are. ASd. do J. de D. da 3.t.
,S Quii. Conoeiy o de N. Sra.
J Se. Leocadia V. M. Re. Aud. do J. de D. dl. t.
40 S"6- Melquades P. M. Re. And. do J.deD. da 3. r.
41 Dom. 3. do adrento, s. Damatio P.
de Dezembrosi Anua XVUI. HF. 8*7.
O Diario pnblica-se todos os das que n.lo forcea Santificados: o preeo da assignitsrrs, m
de tres mil reis por quarlel patos adiantades. Os annuncios dos signantes sao inserido
~ liba uill *-i.i |f*i iiu.ih.1 ba-i'i aui.fn.av.i r"' *.-------* f." ------------------
:ms eos dos que o nao forem raselo de 80 reis por liaba. As reclamecoea dereni
rgidas a esta 'J'ypografia, ra das Cruies N. 34, bu a pra;a da Independencia loja de U
i'umcro 6 t 8.
Numero 6 t 8.
'CAMBIOS no da 7 de dezembro.
Cambio sobre Londres S7 J d.
Pars 360 reis por frsnco,
Lisboa 100 por 100 de premio.
Mosda de cobre 2 por 100 de descont.i
dem de letras de boas firmas 1 f a 4 j
OuBo-Moeda de 0,400 V.
n k N.
e de 4,000
PiTi-Patc8ee
Petos Colnmnares
cu tus Mexicanos
miada.
compra venda
14,890
1..6J
8,200
1,720
1,720
1,72J
1.6J0
15.000
14,800
8 4(*
1,740
1,74*
1.74o
Preammr do dia 10 de Detembro.
1. 11 horas e 42 D. da manhaa.
2." 12 hora-i e 0 m. da tarde.
PHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMRRO.
I.ua Nora i 3 i 1 hora e 58 as. da manb.
Qnart. cresc. 4 9 s 8 horas e 7 m. da larri.
La ebeia 4 17 as 4 hora e 26 m. datard.
Qnart. ming. 4 24 s 2 hora e 26 m. da tard.
ARIO DE PERNAMBIJCO
I*
COMMANDO DAS ARMAS.
KXPEDIENTE DO DIA 29 DO P.VS8ADO.
Ollii) Ao Exm.' Presidente, restituin-
do-lhc o officio do inspector da thesouraria ,
acompanhaJo da representaco do commissa-
rio fiscal do ministerio di guerra acerca da
ettpe quedevia com-p'tir as pracas do pret
reform i Jas edzenJoque Ihe pareca fun-
damentada a opiniao do dito commissario ;
m ts que sen Jo ella pauco favoravel as referi-
mentos ao governo imperial.
Dito Ao mestno Exm Snr remetten-
do-lhe informado o requerimento do ex -sol-
dado do txtint'to regiment de artilharia Vi
cente Korroira de Stnti igo que ao governo
imperial Mip.dicava a merc da sor reformado,
om atlentjo a ter servido sem nota 18 annos,
e aehar-so hoje por sua velltice impossibilita-
do de havor os meios de subsistencia.
Dito Ao tnesmo Exm. Snr. informan-
do o requerimnto de Estevo Cavalcanti de
Albuqu^rque que pedia demiQo para eu
escravo Francisco que com o nomo do Jos
fra recrutado e assentara pra Dito Ao mosmo Exm Snr. commuui-
cando-lhe que no dia 28 tivera lugar a no-
va arr.'inatago dos medie i montos precisos ao
hospital reg raen tal ficanJo com o forneci-
iiuiito o boticario Prannos que se compro-
meteo a faze-ln por 47 por cont menos dos
pregos marcados no formulario sugeito as
con licOas estipuladas na anterior arrenia-
taco.
Dito Ao mosmo Exm. Snr., enviando-
]!ie para doirir como fosse do justiga os re-
queriraentos de Jos Francisco de Paula Pin-
to Pessoa Ignacio Jos da Fonceca que
pedioser exclu ios do batalho de infantaria
di; guardas naoiona >s destacado ; assim co-
mo o requerimanto de Delina Mana, que
pedia a miasma excluso para seu Ollio Jos
Domingos, s Idado do dito batalho.
Dito Ao inspector da tliesouraria re-
metiendo Ihe parasorcm pagos, os papis
decontabilidade do destacamento da Escada ,
a contarde 15 de junho a 18 de setembro
deste auno duvenJo a importancia ser en-
tregue a Jos Justino de Sjuza Jnior.
Dito Ao delegado suppleute da fregue-
sia de Agoa-preta devolvenJo Ihe os papis
decontabilidade do destacamento do mez de
outubro e indicando Ihe a maneira porque
d.'vio Je ser novamente organisados, e pa-
gos.
Dito Ao delegado supplente do termo do
Cabo pedindo-lhe informasse a respeito do
rec-ruta Antonio do Espirito Santo que di-
iw ser doento da gota e filho nico de vi-
uva.
Dito Ao com man Jante do batalho pro-
visorio communicando Iho que o alferes
Jo- Maria Marques adJido ao inesmo bata-
lho viera pago da corte at o fim de no
vembro.
DIARIO DE PHWAIBllCO.
0 DIARIO N. DE 28 DE NOVEMBRO.
Mais de urna vez temos escripto, o de novo
roiiliaml)SHos typos o desfavoravel mas im-
parcial e verdaoeiro juiso que faz-mos do
"" > pensando que ao collega fallecen) i-
'ias e piincipios iara a empreza que se
pfopoz ao passo quesobra-lhe deslealdade e
1,1' le. Este juiso iue he lambeui o do pu-
1 sensato acht-se aulonsado por todo o
" D-n. I ni Ja loa luz com ar de opposi-
[Sao a aduiinislra(&o central e da provincia ,
e un documento, que firma ainda mais o me-
recido conceito da nossa folha, he sem duvi-
da o artigo que appareceo 28 do p. p. No-
vembro com a epigaphe Ogovorno o
partido da opposicSo, e a cmara de 1843. -
Em verdade jamis se pode esperar siicori-
dade de hotnens que nao escrevem por con-
vieco dos males pblicos e com o louva-
vel dt>sjo de remedial-os mas que profun-
damente feridos, ao menos assim o presu-
man) em seo amor proprio e orgulho tu-
do fazim por capricho e acinte arrastados
por paixes ignobeis ; nem tambem he dado
ao D-n dispor de suciente cabe Ja I de id.'ias
para discorrer com acert sobre o estado do
paiz e indicar meios e planos conducentes
fazel-o progredir ao caminho da civilisago
e da prosperidade, sendo, como todos sab>m,
um jornal de retalhos que vive do artigos
mendiga Jos, sem nexo sem syslema e's
uniformes pois que sSo todos produjo*? de
descontentes em fazer opposi no, embora nSo a presenten, umargumonto,
que mereca esse nome nem refiro um fado
som alteracSo da verdade. Fallemos do ar-
tigo.
Delxando por um pouco a provincia e suas
desgn$as o D-n. remontou-se s regiOss
d'alta poltica e l da eminencia do saber
que o condusio seo vode aguia diz-noscom
o looi que Ihe he proprio =que o Rrasil,
livre da guerra civil est prestes attingir
o desojado grao de estabelidade e de ventura
==; que o governo porem cora suas tendencias
invasras e despticas, com as continuas in-
fraeces da constituico provoca desconfi-
anza e os mais serios receios da nagSo =, e
que o meio de salvar o paiz he urna opposi-
q3o no possoal, mas de principios, op-
posigfto que analyse vigorosamente os actos
do governo e seos delegados, mostr a incon-
veniencia e inutilidade das medidas por elle
cmpregadas denuncie as infraeges da cons-
tituico e discorra sobre a vida inteira do
governo. Acompanhemos o contemporneo
em cada um desses pontos.
He para admirar o desembarazo com que
o D-n. assevera, que o Brasil, livre da guer-
ra civil v actualmente restabelecida a or-
den publica em todos os pontos a hydra re-
volucionaria abatida e esmagad e a monar-
cliia desassombrada. Nao sabemos o que se-
ja aqui mais notavel se a falsidade o despejo ,
se a grosseira contradicefiodo contemporneo.
Sorprehende a desenvoltura com que o col-
lega falta verdade por que he mistar ser
precisamente o contrario do que foi Epami-
nondas para dizer, que o Brasil est livre da
guerra civil, quando todo o mundo sabe que
resta pacificar-se o R. G. do Sul, esse gran-
de foco de anarchia e rebol lios de que era o
filiaos as de Minas e S. Paulo, que ainda po-
de animar pelo exemplo as ramificares, que
ha pelas provincias principalmente mere-
cendo as sympathias de peridicos que Ihe fa-
zem o servigo de reunir os fragmentos disper-
sos da extincla e ominosa opposico Mas na-
da admira tanto como que tendo o D-n. aven-
turado tamanha falsidade, logo abaixo escre-
vesse = quo ainda continua a terrivet luta
as campias do R. ti. do Sul ehacerte-
sa deque militares de vidassero sacrificadas
primeiro que a ordem seja restabelecida na-
quella importante provincia = Livre o Brasil
da guerra civil e a luta do Sul continuando,
e a repblica de Piratinim com probabilidad
de ainda fazer derramar mijito sangue sao
cousas que so o D-n. entende o con -ilia !
Pensar o contemporneo que a luta do R.
G. do Sul nao he guerra civil ?
Gracas ao governo enrgico e vigoroso, que
Hie dirige os destinos o Brasil tem fundada
esperanzas de que em breve se acabe a guerra
civil,e se abata, para jamis erguer se, o eolio
da anarchia: sim, a administrarlo patritica e
eminentemente nacional que aniquilou os
movimentos revolucionarios dS. Paulo e Mi-
nas ha detambm em pouco lempo traser
ordem e communhao os rebaldes do Sul ,
as medidas qua o governo supremo tem to-
mado, e est pondo em exoengio ho de sem
duvida para con fu sao e vergouha do D-n. e
sua gente ser coroadas de feliz resultado ;
mas por ora o Brasil ni o est livre da guerra
civil, a ordem nSo est restablecida em to-
dos os pontos do Imperio. N3o compare o
D-n. o Brasil ao enfermo queconvalesce j
le porigosa molestia as ao individuo, que
soffrendo era seo corpo varios golpes conse-
guiocicatrisar algumis f rijas porm ainla
Ihe falta curar a mais grave profun la e
quasi chronica. So a guerra civil, pois, le-
gitima a energa do governo como parece
admittiro D-n. nenhuma raso tem elle de
censurar a administrado central por se mos-
trar vigorosa pois que he triste mas nem
por isso menos certo que o Imperio soffre ain-
da em seo seio a guerra civil e seos desastres.
Mas com que fim escreve ol)-n., contra
toda a verdade que o Brasil est em plana
tranquillidade J Sem duvida para dizer, que
he tempo deo governo abrir mo de medi-
das vigorosas, s propiias de urna posico ex-
cepcional procedendo constilucionalmente
om toda a extenso da palavra e sem desviar-
se um pice da senda da le tragada, bem en-
tend lo pelo liberalismo do D-n. em cuja
opiniao parece que sao um i e a mesma cousa
governar constitucionalmonte e administrar
Jo modo quo so protjo e animem as revolu-
cd>seseos authores. Como he myope ou
malicioso o contemporneo Crea o nosso
collega, que o restabelccimento da ordem em
todo o Imperio, caso fosse verdadeiro nem
por isso dispensava forca e energa no centro
da administrado pois deve convencer-so da
verdade trivial mas de que no parece ter
consciencia =que aforra e vigor do poder
execulivo he urna condic.Ho vital das monar-
chias principalmente %* como a nossa .
abrangem grande extensSo de territorio. Se
o D-n. admitte ou desculpa a energa no go-
verno quando so faz mister para extinguir a
guerra civil e restabelecer a tranquillidade ,
dd mais um passo na estrada da verdade e
reconheca tambem que essa mesma energa
no seio da paz he o meio mais seguro de pre-
venir movinrmtos revolucionarios e obstar
que a ordem publica se perturbe : seno pri-
meiro caso cura o mal presento no segundo
remove o mal futuro. 0 D-n. faz votos ao
ceo para que o governo recue e volte :
nos porem Ihe anhelamos progresso em ma-
teria do prestigio e de forca que s assim
sera ello governo e o Brasil urna nago fe-
liz. Deste voto sero todos os que entendem
alguma cousa de poltica e aquellos que se
derem ao trabalho de consultar a historia do
paiz sobre a delibiliJade e fraquesa de seo go-
verno em certas pocas e os males sem con-
ta que d'ahi resultarlo para a nacAo. O D n.
recordase saudoso desses tempos felses; mas
crea que jamis tornaro.
As tendencias anticonstitucionaes do actu-
al gabinete diz o D-n. do lugar conti-
nuas apprehensoes e receios perturbSo e
roubo naco toda a ventura e felicida-
de que ella poda gosar. O Brasil com
temor de oppresso! 0 governo com pla-
nos de escravisar a nago Risum teneatis ?
He j bastante sedica e por consegmnte in-
digna de ser adoptada por um jornal como o
D-n. que se presa de original em seo sysle-
ma de opposico, a tctica de incutir as mas-
sas mdo de oppresso e despotismo. A li-
berdade poltica he cousa de que o Brasil nao
soffre mingoa antes parece que Ihe supe-
rabunda : pois he tal sua constituicao que
o elemento popular realmente prepondera
I autoridide hablital-o-ia a penas manter
' > essencial equilibrio dos poJores, obrigan lo
i democracia conter-se nos devidos limites.
Tranquilise-se o D-n. o sua gente que as li-
berdades publicas nao esto amaagadas com
supp3 o governo respaila em extrema o
pacto fundamental ; conhjce muito b?m o ge-
nio da naQo e o,espirito do tempo, para ten-
tar contra os direitos Jo povo. Sa ao menos
o Dn. citasse alguos factos comprobatorios
das tendencias anti-constilcionaes do gover-
no nao passaria por opposicionista de m
f ; mas o que faz elle ? Aprsenla factos j
pela na$o julgados e approvados, factos, que
o governo praticou note-se hero no tempo
ilos desvarios de Minas e S. Paulo,, quadra
excepcional at no conceito do D-n., em que
a necessidade reclamava actos enrgicos e da
vigor. Foi algum dos actos apuntados pelo
D-n. posterior pacificacio de S. Paulo e Mi-
nas ? E do mais nao foro essos actos prati-
cados pelo governo no exercicio de suas attri-
buics conslitucionaes ? Nao canearemos o
publico disculindo ainda a dissolugao da c-
mara a deportado dos grandes influentes '
dos movimentos de Minas e S. Paulo o se-
questro dos bens dos rebeldes para indemni-
sar os damnos que foro corolarios de seos
crimes nem outros actos do governo que
o D-n. com denominacio arbitraria pretende
converter'em violentas infraecas da lei fun-
damental. Sria repetir o que pennas de me-
Ihor aparo tem Sobejamente escripto e fa-
zer reviver um processo lindo em que a op-
posigo pagou as custa, e pagara sempre ,
se o bom sonso e o dever de tractar de cousas
uteis Ihe nao imposessem eterno silencio.
Concedemos ao D-n. que o Brasil ainda
est vacilante e algum tanto receioso de seo
futuro ; mas nao por que csteja ameaQado
com o rgimen do arbitrio e do terror : nSo ,
o governo actual s intimida os perturbadores
da ordem e os inimigos do estado sos mais
inspira confianc* j pelo que tem feito
j pelo muito que dcllo se aguarda. Outros
sao os fundamentos do degaoimo quo possa
haver. A industria entre nos est ainda na
infancia : o trabalho, condigo essencial de
existencia e defelicidade para o homem he
objecto de aborrecimento e desprso para
nossos concidados naturalmente indolentes e
preguicosos por effeito desse clima e posico
geogrfica que (azem os estrangeiros dizer
do nosso paiz Le Bresil n'est pas un lieu de
travail el de forc ; mais un sejour de repos
et de volupl E como se no bastassem.
as causas na tu raes aggrava-se a repugnan-
cia ao trabalho com a escravaria que cor-
rompe nossa moral, he invencivel obstculo
ao desenvolv ment da industria e qual-
quer melhoramento e progresso. Governar
he a mania dos nossos compatriotas todos
querem urna porejio de autoridade publica ,
nao attendem vocaees nao cnsul to ap-
tidovs a estrada que conduz aos empregos
pblicos he a da geral predilecco, lanzo-se
todos ella e est sempre obstruida as
relacOes publicas e particulares os costumes
apresanto um aspecto melanclico predo-
mino o egosmo o desleixo a prevarica-
Zo a insobordinago ; nao ha espirito pu-
blico nm amor de patria Quem medi-
tar n'estes e em outros elementos de ruina
e dissolucfio nao er certamt-nte que o Brasil
seja urna naco que tem tudo para ser com-
pletamente feliz sendo-lhe s contrario o
seo governo.
Se os males do Brazil nao sao obra da ac-
tual administrazao, j se v que a opposizo,
essa panacea do D. n. nao vem felicitar
o paiz antes Ihe pode fazer immenso mi1.
Nao he da guerra dos partiJos polticos que
nazo hade colher o mnimo proveto : j se
decide de ludo. Se o governo adquiriste meios ) foi o tempo em que se pensava que estas lu-
e frfia em grao incoinparavelmente superior tas produzio ulilidade. O governo acha-se
ao de que actualmente gosa esta addic/to de ] rodeado de mil embarazos e difflculdades no
y


2
\
desempenho do sua alta raisso : nos o de-
venios ajudar vencer e superar todos os obs-
tculos e jaiuiis aunv!nta-lo* cro indis-
cretas censuras e arguigVs. II j vordade que
segundo o programan dijo p^lo contempor-
neo oppDsigio qu> se est organisanlo
nao hade elle segtfir as pisa las das que Ihe
procedero, nao ha d9 ser oj)posigSo pessoal ,
mas de principios opposigo original que
leve a nao do estado pjrto de salvamento
por mares nunca de outretn navegados !
Mas em que consistir a origina'.idade d'es3a
opposigo? Em discorrer pela vida inteira do
governo ? Isto fazia a extincta c aniquilada
opposigo. Consistir em contestar ao go-
vernqo direito de dissolver a cmara? Mas
n5o poder exceder aquella de cujas cinzas
pretende levantar-so, pois quo a extincta op-
nosigoat comas armas sustentou as suas
convieges nesta parte. Estar a originali-
dade em declamar sobre o derramamento de
sangue sobre eleigOes falta de liberdade ,
de seguranza e outras banalidades ? O D. n.
quer (Jue a opposigo de 1843 seja em ludo
nova e entretanto indica-lho o niesmo cami-
nho quo lio desganadamente trilhou a op-
posigo extincta. Fique entendendo o D. n.
que se houver a opposigo que espera ha-
de ser lo pessoal to odiosa e ruim como a
outra ; porqu > a poltica do D. n. e sua gen-
te he so poltica do nomes proprios e nada
mais. As esperances porem do D. n. sao
inteiramente destituidas de fundamento : a
camarade 1843 hade corresponder aos vo-
tos de seus committentes e ser fiel a sua
misso.
O espirito d'associago tem-se desenvolvi-
do entre nos em diversas pochas na creagio
de innmeras sociedades com varios ttulos
e fins. Porem ellas pela maior parte tem sur-
gido e desapparecido sem deixarem o menor
vestigio de sua existencia, s mu nenhum mo-
numento que Ihts segure a memoria na on-
da da geraco seguinte, como brilhantes me-
teoros que deslumhrando os olhos por alguns
instantes de todo se desvanecen] a pos urna
f.ixa luminosa.
Entretanto as necessidades do nossa indus-
tria sao urgentes e clamo muito alta. A a-
gricultura a principal fonte da riquesa de
um paii extenso e frtil, luta entre as diffl-
culdades de suas operaaOes a escassez de
forgas que as execulem. Revolve-se em anti-
gua mutilados e processos desarrazoados, dis-
pendiosos prejudiciaes boa produrgo e
incompativeis com a expedigo de trabalho
to importante, os quaes nao tem em seu fa-
vor son So o habito da execuge e a falta de
conhecimento de outros mais vantajosos ,
amparadas na nenhuma instrucglo dos prin
cipios de Phisca e le Cliimica industrial, que
se nao dero ainda a conhteer em seus bene-
ficios nossa industria que sem suas luzes
corra to s cegas. Esgota-se em transpor
tes summamente onerosos, "altando meios
facis e promplos do communicaglo e
para a transferencia dos productos. A-
meaga emfim inteira ruina pela falla de
agentes sendo os animaos to pouco abun-
dantes e caros em extremo hoje em razo
das epizootias que tem devastado as fazen-
das dos criadores e causado incalculaveis
prejuizos aos lavradores e indeem decres-
cimento os trabalhadores escravoi nicos en -
tre nos empregados, ao que se nao tena seria-
mente tentado at aqu oflerecr remedia
nem pola aubstituigio de Dragos livres nem
pelos meios proprios para econoinisar o tra-
balho.
Pelo que toca a fabricas e artefactos o
nosso atrazo neste genero de emprego s for-
gas do homem e aos productos da natureza
assim postos em proveilo patente a todos.
O nosso commercio de nocessidade deve
ser acan hado e to fraco como os outros ra-
mos da industria que o mantem postas fra
de conta instituigOes e praticas existentes,
que Ihe sao de tanto damno.
Apos ludo um concorrenle poderoso e sagaz
chama a si todos os esforgos levado do a-
mor do que seo para tirar-nos lodos os
recursos, por-nos fra da competencia com
os Povos que Ihe sao sugeitos ; deixando-nos
inanidos e nos com os olhos fixos vemos a-
proximar-se a miseria e a dessolago com
a tranquilidade com que o innocente cordei-
to sent a mo do inexoravel sacritlcador.
Mas um territorio to rico lo mimoso
da natureza e to pouco explorado, em que
a industria acha-se tas Mas e nao so
applicou anda seno a poucos gneros de
produego, nao pode deixar de offerecer mui-
soccorro desenvolver por certosua grandesa,
e sem que ninguom possa embargar-lhe os
pas*os da gigante moslrar-se ha poderoso e
choio do vida quando mosmo parecesse pro
ximo a sjo fatal aniquillamento.
l'm goyerno sabio e zeloso da publica pros-
peridade como o que felizmente rege a
este lempo o Imperio roconhece sem duvi-
da o que temos exposto e certo da quanto
importante a um Paiz n )vo em que ainda
os elementos nao esto combinados para o
prospero desenvolvimento da industria ne-
cessariamente tmida e pouco afoita princi-
palmente sendo embaragada por obstculos
de outra ordem o impulso e auxilio do
Poder se desvella por dar expanso aos
mananciaos da riquesa publica sem a qua
todos os bens desapparecem. Nem porem <
governo pJ envolvido em trabalhos to
graves ludo devidamente operar debaixo desta
relago nem sua argSo pode Jdeixar de ser
muito fronxa e extremamente desproporcio-
nada dos meios empregados os qua*s ao
rnesmo passo mister que sejo postos em
pratica em vasto complexo.
Mas se ha meio de dar impulso {industria
pelos mesmos particulares que com o Po-
vo de que fazem parte se idenfifieSo ,
comrounicando-so universalidade seo espiri-
to e interosse sua influencia poderosa e ad-
miravel parece de ludo zombar e tendo
em sua acgo a forga ale todos como que e-
lectricamente combinada jg opero-se prodi-
gios inexplicaveis, e executa-se o que fora
delirio para ofrio calculador inexperto do po-
der das Nages.
Tudo isto devia estar bm gravado no es-
pirito do actual administrador desta provin-
cia que proeurou reunir alguns homens ca-
pases de serem de til ida de em seos esforgos
reunidos industria nacional e ao desen-
volvimento material da provincia dndo-
se com seos amigos a que se formasse urna
sooiedade coro esse presuposto.
O dia 2 de dezembro da em qua o Brazil
acorda todas as suas esperangas, foi o esco-
Ihido para installar-se lio patritica institu-
gao estando preenchidas as condigas dos
estatutos |previamente organizados a que
adherir&o os membros necessarios para a sua
formaglo : seo titulo o de -- Socedtde
dos melhoramentos industriaos de Pernam-
buco. Os annaes do grandioso Monarcha ,
em cujas mSos se achfto depositados os desti-
nos do Imperio de Santa Cruz, cortamente
que nao podio ser melhor festejados que pe-
la nauguragSo da urna sociedade cujo alvo
o seo aditamento. Que sempre Ihe aspire a
fortuna Que nao fallego Uo felizes auspi-
cios !
Esta nobra associago nio tem fns de os-
tentago nem se propoem discusses me-
ramente literarias e sem resultado dentro
em pouco esquecidas. Com posta de pessoas
que por suas luzes trabalho e capitaes
podem concorrer para o progresso de nossa
riquesa e desenvolvimento de todos os meios
a ella conducentes tem em mira derramar
os conhecmentos uteis industria Nacional,
dar-Ihe as direeges convenientes investi-
gar quanto Ihe possa ser til, examinare
ensatar quaesquer inventos e applicagOes que
Ihe sejo de vantagem executar os traba-
lhos e operagOes que forem conformo aos
seos fns, tomara si e raalisarempresas pro-
vaitosas exercer aquellas especies de indus-
tria que nao estiverem em pratica ou forem
pouco favorecidas sendo capazos de bene-
ficio.
Tudo que for abem do augmento da nossa
industria deve ser objecto dos cuidados da
sociedade dos melhoramentos induslriaes de
Peni.: ella procurar que o trabalho seja ap-
plicado da inanaira a mais conveniente ; que
se exerga na vasta escala da produego sobre
os objectos em que melhor possa ser ompre-
gado ; esforgar-se-ha para que as despesas
sejo diminuidas e se economize o mais
que for possivel, tomar a peito a melhora
dos vehculos decommunicago; sero objecto
de suas maiores solicitudes : a abertura de
estradas a coiistrucgo de ponles : i urna
sociedade principalmente de execugo e so
tem em intuito a realisago do bem.
Todavia nao ser somente de proveilo ge-
ral mas proporcionar aos seus membros
meios de empregar seoscapitaesem empresas
e fabricas uteis com lucros seguros, sondo
estas dirigidas com sabedoria o pruJencia e
debaixo da protecgo de um associago com
forga p3ra vencer quaesquer obstculos qao
se opponho a sua execugo e progresso e
ajudada do favor do publico em que nao dei-
xar de pronunciar-se bem forte sytnpithia
elemento de ordem, aomesmo lempo que de I ser Ilimitado ellos polero residir em
prosperidade debaixo de outra relago em
quanto que offerecer honesto emprego de
que tirem sua sustentago milhares de indi
viduos que entre nos jazem na mais ver-
gonhosa indolencia e na miseria presa dos
vicios, doscrimesa que sua mesma vida pres-
ta azo e victimas de urna morte prematura
por falta das eoramoddades indispensaveis.
Tanto tarto que um grande bem nunca Yem
desacompanhado e que na complicada ma-
china social tu lo se liga, e o meloramento
ou ruina de urna parte so d mais oU menos
a sentir em todas as outras.
A constituigo da sociedade toi combinada
da maneira a mais propria pira odesompe-
nho de seos fins tendo o seo governo toda a
forga e meios de movimento. Por sua mes-
ma instituigo est na necessidade do traba-
lhos positivos e o exercicio censtante de
sua direegio deve dar-lhe grande actividade.
No mesmo dia constituida a sociedade, pro-
cedeo-se eleigo da direcgo geral, e foro
leitos presidentes S. Ex. oSr. Bario da
Boa-vista, a quem pertence dirigir todas as
reunios da sociedade director geral o Exm.
Sr. Cons. S. do Reg Barros a quem toca dar
direcgo a tojos os trabalhos sociaes direc-
tor do exterior o Sr. secretario da provincia
C. de S. Madureira encarregado da propaga-
go das ideas tendentes ao fim da sociedade
director do interior o Sr. engenheiro L. L.
qualquer ponto do imperio sero elcitos
pelos mombros-effoctvos eso sero matri-
culados socios depois da deolarago por ellos
foita de que desejo fazer parte da sociedade e
aceito os seus estatutos.
Art. 6. Tanto os membros e (fie ti vos como
os adjuntps pagar na ocoasio de sua ad-
misso na sociedade, 50#O00 res e 3,>000
reis mensalmonte.
Art. 7. Os membros correspondentes se-
ro em numero Ilimitado poder ser re-
sidentes no Brazil ou fra delle sero eleitos
pelos membros efToctivos dVnlre pessoas, cu-
jo mrito e intorosso quo tomarem pelo paz ,
ou servigos que tivirem prestado ou posso
oflerecer sociedade os tornarem dignos de
ser admittidos.
Estes membros nao sero sujeitos contr-
buigo alg'uma pecuniaria.
Art. 8. Membros honorarios s os pffecti-
vos, qua em consequencia de ausencia de
mais do um anuo doixarem de tomar parle
activa as operago\;s da sociedade.
O membro honorario que se recolher ci-
dade conservar o seu titulo e ter direito
ao primeiro lugar que vagar de membro of-
fectivo.
Art. 0. Dar-se-ha ulteriormente um titu-
lo em forma aos membros destas diferentes
classes.
TITULO III.
tos-recursos a seos filhos para escaparen!
miseria e s'enriquecerem sendo cora pru-1 por operagOes to patriticamente empreen
dencia e com a necessaria perspiracia procu-: didas.
jados e aproveitados: e o Brazil com qualquer' Tao mporlaule sociedade ser ainda um
Vauthier incumbid) de reger a execugo
de todos os seos projectos e empresas. To
acertada es^ollia dos directores geraes cujas
luzes prudencia e honradez sao bem co-
nhecidas acarear a maior ronfianca socio
dade, ed a esperar o melhor acolhimento
do publico.
Os outros membros effectivos que devem
concorrer para os trabalhos da sociedade foro
tirados de pessoas residentes nesta capital
que mais em estado se acho de tomar oceu-
pagOes d'esto genero todas credoras de estima
e considerago.
A sociedade dos melhoramentos industria-
os de Pornambuco, formada sobre taes ba-
ses nao pode deixar de ter a approvagflo e
sympathia de quantos se interesso pelo bem
da provincia e de todos os amigos de sua ri-
quesa e progresso.
Para membro adjunto he elegivel lodo o
cidado honesto amante de seo paiz: eia con
cidados aproveilai a feliz occasio de concor-
rerdes para oadiantamento e felicidade de vossa
patria, vinde reunir os vossos esforgos em
prol da industria nacional e vos colhereis
as bengos da posteridade juntamente com a-
quelle cuja administrago nesta provincia fez
raiar a aurora de sua prosperidade.
ESTATUTOS DA SOCIEDADE
dos
Melhoramentos Induslriaes de Pcrnambuco.
CAPITULO I.
Fim e mtios d'acco da Sociedade.
Artigo 1. A sociedade dos Melhoramentos
Industriaos lera por fim o desenvolvimento
da prosderidade material da provincia.
Art. 2. Os meios d'acgo da sociedade
sao :
1. Osestudo discusso e propagago das
ideas ou dos projectos tendentes aos fns da
sociedade.
1. A realisago pratica daquellas ideas ou
projectos, que Ihe parecerem dignos, quer se-
ja pelo emprego directo de recursos pecunia-
rios da sociedade quer pela acgo indirecta
de capitaes albeios, administrados pela socie-
d.de, ou por companhias creadas sobsua in-
fluencia. '
TITULO II.
Composicao da sociedade.
Art. 3. A sociedade se compor de qua-
tro classes de membros :
1.* Membros effeclivos.
2.* Membros adjuntos.
3.* Membros correspondentes.
4.* Membros honorarios.
Somonte as duas primeiras classes compo-
rOa parte'activa da sociedade.
Art. i. Os membros effectivos sero em
numero de 30, residentes habitualmente na
cidade do Itecife ou nos seus arredores ate
cinco leguas.
No caso de vacancia de um mombro effecti-
vo em consequencia de bito ausencia de
mais de um auno ou recusa de continuar a
fazer parle da sociedade o seu substituto se-
r eleito d'entre os membros adjuntos pelos
membros effectivos existentes.
As condigOes de admissfio sero depois de-
terminadas se a.sim convier.
Art. 5, 0 numero de membros adjuntos]
Organisaco da sociedade.
CAPTULO I.
Da classijicaca dos poderes..
Art. 10. Adirecgo da socidade inteira-
mente confiada aos 56 membros effectivos ,
que tomar o nome de Concelho d'Admi-
nistrago
Art. 11. 0 Consolho d'Administrago ele-
ger d'entre os seus membros maioria do
votos e em globo urna Commisso Rega-
dora composta de 10 membros lodos resi-
dentes habitualmente no Rectfe; e esta com-
misso igualmente de seu seio, maioria
absoluta de votos elegor urna direcgo ge-
ral composta de quatro membros.
Art. 12. Os membros da direcgo geral
sao :
1. O presidente da sociedade.
2. O director geral.
3. O director do exterior.
4. Odirector do interior.
Art. 13. Os doze membros da commisso
regadora que nao forem da direcgo geral ,
sero divididos por esta em tres commissoes
permanentes de 3 5 e \ que njudar" em
suas funcgOes especiaos o 2. 3. e 4 mem-
bros da direcgo geral.
Art. 14 Alom dos poderes permanentes
de que trato os arligos precedentes crear-
se-ho commissoes para o estudo profundo
das questes de qualquer genero que a so-
ciedade se propozer a resolver, e para vigilan-
cia dos trabalhos execuUdos por ella ou da-
quelles que ella livor confiado homens es-
peciaes.
EstascommissOes so compor de trez mem-
bros um dos quaes ser escolhido das tres
aommisses permonentes pela direego geral,
e os outros dous pela commisso regedora
d'entre os vinte membros do concelho d'admi-
nistrago de que falla o artigo anterior.
Art 15. A commisso regedora nornear
um secretario e um thosoureiio d'entre os
socios effectivos ou adjuntos.
Art. JO. Adirecgo geral e a commisso
rogedora sero regularmente reeleitos de dous
em dous annos.
Art. 17. No caso de morte ausencia do
mais do um anuo oudemisso de qualquer
dos membros destes dous poderes ser elei-
to quem osubstitua, na forma do artigo II.
No caso de ausencia do lo dias al um an-
no ser da mesma meneara eloito um inte-
rino que deixar o lugar quando se apre-
sentar o substituido.
No caso de ausencia, que nao excada a
lo lias o presidente ser substituido por
um dos outros membros da direcgo geral se-
gundo a ordem jorarehica. Qualquer destes
sei substiluido por outro
Arl. 18. Tudas as vezes que em conse-
quencia do segundo periodo do art. antece-
dente o concelho d'administrago se achar in-
completo ser chamado para o completar
um membro adjunto que deixar igualmen-
te o lugar quando so apresenlar o substi-
tuido.
Art. 19. O membro honorario quo- volUr
ao Recifo poder ser chamado a tomar parto
nos trabalhos da sociedade so a direcgo i?o-
ral assim o entender tendo smente voto
oonsultito.
Art. 20. O coiicdho d'administrago fara


m
3
sessSo lodosos me?.es e a commissSo rege-
dora todas as semanas.
A direcgo tantas vezes quantas ella julgar
necessarias.
A commisso regadora eoconcelho d'ad-
ministrago faro alem destai as sessSes
para que forem convidadas peh direcgo
geral.
Art. 21. llavera annmlmente na poca
que f*'r determinada assembea geral no Re-
cife dos membros activos da sociedade para
os fins adiante designados.
Art. 22. As sesses desta assembaa nao
pod -rO ser mais do seis e as suas delibera-
res lerlo validade logo que se achem pre-
sentes a nmioria dos socios effectivos em e cicio e os membros adjuntos que corapa-
recerera.
Art. 23. As sessOs dos outros poderes nao
poder" ter lugar sem a maioria de seus
membros.
CAPITL'LO II.
Atlribuicoes dos diversos poderes.
Art. 21. A' sociedade reunida em assem-
blea geral pertence :
1. Votar o budjet do anno futuro e no-
mear urna commisso compost* de cinco mem-
bros ecujo parecer ser definitivo, para
exame das con tas.do anno lindo.
2. Ouvir o relatorio annual dos trabalhos
da sociedade.
Art. 2o. Ao concelho d'administrago per-
tence :
1. Discutir dilinitivamente os projectos
convenientes ao fim da sociedade e em ge-
ral ludo o que diz respeito aos interesses
della.
2. Determinar a opportunidade de por es-
tes projectos em execugo quer com os pro-
prios recursos da sociedade quer por com-
panhias executoras.
3. Discutir definitivamente o projecto an-
nuo das despezas.
4. Modificar aquelles artigos deste budjet,
depots de votada pela assemblea geral annu-
al na terga parte do seu valor para mais
ou para menos com tanto que nao seja ex-
cedida importancia total consignada.
5. Fazer nos presentes estatutos as modi-
ficares ou addiges que digo geralmente
respailo sociedade sera tocar todava as
attribuic/tes da commisso regedora e da di-
rerco geral.
Art. 26. A'commisso regedora compele:
1. Discutir primeira vez tudo o que faz
o objecto dos cinco precedentes
2. Deiilir sobre a opportuninade de estu-
sociedade seja qual fr a maneira porque
tenhflo si.Id propostos e nomear urna com-
misso que disso se omipe.
3. Modificar na forma o com as restric-
oo s declaradas no 4. do artigo antecedente,
qualquer artigo do budject annuo, votado, na
quinta parte do seu valor.
4. Determinar as con dictes que se devem
propir s companhias que se crearem sob
a influencia da sociedade para cesso dos
projectos que forem da propriedade da so-
ciedade.
5. Ilegular as condicOes d execucSo dos
projectos de qualquer ordem que a sociedade
emprehender realisar com os propriws recur
sos e nomear, sendo necessario, urna com-
misso de xame para velar no andamento
dos trabalhos e emprego dos fundos.
6. Fazer nos presentes estatutos as mo.li-
ficaces e addiges que disserem especialmen-
te respeito s suas allribuices.
Art. 27. A Directo Geral compete:
1. Propr diseussao do conselho d'ad-
ministrago e commisso regedora as di-
versas quesles de que trato os dous artigos
precedentes
2. Hedigir os programmas das quesles
que devem ser estudadas pelas commisses.
3. Corresponder-se com os sabios .artis-
tas ou operarios de cujo mister a sociedade
possa precisar para esludar qualquer ques-
to technica, redigir qualquer projecto ou
realisar este ou aqu-lle trabalbo que a socie-
dade tiver decidido por em xecuco com seus
proprios recursos. Assim tambera tratar
com esses bomens a remunerado de seus tra-
balbos semsahir dos limites marcados no
5. do artigo antecedente.
4. Entender-se directamente com os capi
tal islas para execuco dos projectos estuda-
dosou promovidos pela sociedade sem des-
vur-se dos limites designados nos 2. do
artigo 25 e 4. do antecedente.
5. Kxecutar e f zer executar ,^sem ul-
trapassar os limites impostos pelo o. do art.
antecedente o emprego dos fundos conce-
didos pelo budjet annuo com aulorisago de
modificar qu-dquer artigo do despeza na oi-
tava parte para mais ou m sem exceder a importancia loUI consignada
6. Redigir todos os annos o relatorio an-
nuo das operages da sociedade.
7. Redigir e presentar todos os annos
discussfio da commisso regedora e do conse-
lho d'administrago o budjet das despezas do
anno seguinte.
8. Nomear todos os agentes subilternos,
de cujos servidos precisar a sociedade e re-
gular tudo o que se reterir economa da
sociedade.
9. Occupar-se em geral, tanto no exterior
como no interior de tudo o que poder aug-
mentar os receursos da sociedade seus bene-
ficios e sua influencia e regular todos os
objectos n5o exceptuados pelos dous captulos
deste titulo.
Art. 28. O presidente da sociedade presi-
dir a todas as reunios e ter alm do voto
deliberativo o de qualidade.
Art. 29 O director geral, coadjuvado pela
primeira commisso permanente oceupar-
se-ha mais especialmente das operagas de
ordem geral da sociedade da investigado
das ideas ou projectos uteis da redego dos
progammas deque trata o2. do artigo
antecedente &o. &c. e ter a inspocgfio
da secretaria.
Art. 30. O director do exterior coadju-
vado pela segunda commisso permanente oc-
cupar-se-ha mais especialmente da propaga-
gao das deas por livros palavras ou es-
criptos peridicos ; dirigir a redaccSo dos
jornaes da sociedade e se encarregar em
geral de todas as relages com o exterior ,
que nao dig8o respeito aos negocios finan-
ce i ros.
Art. 31. O director do interior coadju-
vado pela terceira commisso permanente ,
oceupar-se-ha mais especialmente de tudo o
que se referir s relages interiores da socie-
dade tratar dos negocios de (angas tanto
no extorior como no interior e terinspeo-
gio e direcgo na caixa da sociedade.
TITULO IV.
Artigos transitorio*.
Art. 32. Julgar-se-ha constituida a soci-
edadepela adheso aos presentes estatutos do
lOpessoas, que sarao reputadas membros
pffectivos fundadores; e que compor a com-
misso regedora.
Art. 3$. Cerno membros efeciivos elles
completarn" por eleicSo o numero de 36 exi-
gido pelo artigo Sea sociedade achar-se-ha
entao regularmente formada.
Recito 2 de Dezernbro de 1842.
PUBLICABA'O LITERARIA..
Sendo a educagio o inslrucco da mocida-
de a base do grande edificio social, e deso-
jando eu contribuir com o meu fraco contin-
gente para que ambas as cousas se geuerali-
zem a fim de que o povo Portuguez seja o
que deve ser, tendo um perfeilo conhecimen-
to de seus dogmas tanto religioso como po-
ltico assim cerno da moral chrisia a fim
de que va m desappa recen do d'entre nos tan-
tos erros ecrimes que offendem a Deus e
lociedade; por tudo isto, me dediquei a cora-
pr um Manualsinho em forma de Dialogo .
que comprehende em 12 lices com a maior
clareza o seguinte : 1. Os deveres do ho-
m'-m na sociedad 2. Do que (levemos a
Deus Patria e a nossos semelhanles
3. Dos preceilos da le de Deus 4. Da or
gem da Religio Catholica 5. De Jess
Christo e de sua Santissima Me ti. Mais
expcages sobre o referido objecto 7.
Das obrigages dos filbos para com os Paes ,.
e destes para com seus filhos 8. Da devo-
co ao Santo Sacrificio da Mssa e no Templo
9. Da obediencia le e ao Cheto do es-
tado 10. Da Charidade para com os nos-
sos semelhanles 11. Instruidas para a
mocidade na earreira da sua vida e 12. Fi-
nalmente a coulinnago das mesmas. A-
lm de tudo isto tem mais algumas mximas
moracs seguindo-se o Ritual da Mssa Ro-
mana dividido em lalim e portuguez com
todas as expcages da Missa sem falla de
um so ponto do que contm toaltoe subli-
me Misterio ; finalmente o Cntico de
Acgo de dragas tambera em latim e portu-
guez concluindo com a explicado do nosso
dogma poltico consagrado na lei fundamental
do estado. Pr tuu"i> isto, e tendo a maior con-
fianza deq"e esta interessante obra, primeira
em grande parte que tem sahidoluz, nao dei-
xar'por sua doutrina de ter geral acolhimen-
to dos Paes de familia que desejam o bem e
felicidadede seus fillios ; moralisando-os, e
doutnnando-os a fim de que venham a ser
uteifl Cidado* e bons ChrisUos ; me dei ao
trabalbo de a ordenar a lira de contribuir
por esta forma para a tolicidide d i num Cn
cidalos. Francisco Alves de Sjuss Car-
vlho. Subscrevo-sa na praca da Indepen-
dencia luja dn livri)s n. 6 e 8 pelo prego de
JJOO reis cada exemplar.
CoM HERCIO.
ALFANDEGA.
Rend ment do da 9......... 3:130/848
DESCARREGA HOJE 10 DE DEZIMR0.
Patacho = Races = batatas.
Brigue norueguense = 17 de maio =carvlo.
Brigue = Chipla = farinha bolaxinba ,
mantega de pnreo e cha.
Barca ingleza = Monarch = batatas.
Brigue Inglez ^= Mary Queen of Scotef =
fazendas, ferragens e torro.
Barca ingleza = Iza bella = carvo.
Barca portugueza = Pernambucana = fazen-
das tindo, e encommendas.
Patacho americano = Lucy = tahoado.
Brigue francei = Adolpho = vinho.
Brigue = Odessa = barricas com farinha a
ditas vazias. n
Brigue dinamarquez = Fordemkiold = fa
zendas barricas de pos, formas, e
gesso.
MOVIMEiNTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRABOS NO IA 8.
Jersey ; 34 das escuna ingleza Racex de
147 ton. cap. P. Peconet, equip 8, car-
ga batatas: a Me. Calmont & C*
Philadelphia ; 31 das brigue americano
Chipla de 186 ton. cap. PeterLane,
equip. 10, carga varios fencros : a Mateus
Austin & C.'
NAVIO SAHIDO NO >IA 9.
Rio de Janeiro ; brigue brazileiro Boavenlu-
ra cap. Joaquira Pedro de S e Faria ,
carga varios gneros.
NAVIOS ENTRADOS NO DA 9.
New-York ; 43 das brigue americano A-
dessa de 181 ton. cap. J. D. Gallaghar,
equip. 10, carga farinha de trigo, e mais
gneros : a Henry Forsler & C."
Lisboa ; 35 das patacho portuguez Novo
Congrcsso, de 133 ton. cap ManoelJost
Ralo equip. 11 carga vinho, azeite do-
ce pedra e mais gneros : a Antonio
Machado Malheiros.
Rio da Janeiro ; 21 dias brigue austraco
Arone de 270 ton. cap. Constantini ,
equip. 13 carga lastro : i N. O. Bieber
& C.
EDITA ES. ~
Continuaco da lista dos jurados.
Joaquim Jos de Miranda Jnior.
Jo3o Pinto de Lemos Jnior.
Jos* Pereira da Cunha.
Antonio Gomes Jnior.
Joaquim d'Oliveira.
t Manoel Fiuza.
Gongalves Ferrera Costa.
<- Ignacio da Cmara.
Lei te.
k Antonio Pinto.
Diogo da Silva.
Joaquim de Souza Pinto.
Jo8o Costa da Suva.
Jos Bernardos de Souza.
Joaquim Joze da Costa.
Gomes de Albuquerque.
Ignacio Lopes da Silva.
Jos Fernandos Silva.
Martina Pinheiro.
Jernimo Jos Ferrera.
Joaquim Lucio.
Jo8o Franchco Teixeira.
Joaquim Lopes do Almeida.
Jos Rodrigues Pereira.
Faustino Porto.
Joao Manoel Jess da Malta.
Vaz d'Olveira.
k Joze de Moraes.
Antonio Pereira Rocha.
Joaquim dos Santos.
Joo Antonio Ribeiro.
Jos Joaquim de Lima.
IgRibeiro de Brito.
Joaquim Jos de Figueredo.
Ferreira Ramos.
Jos de Lima.
i Ribeiro Pontes.
Jos Francisco Marques.
dos Santos Souza.
u da Cunha.
Antonio Maia.
Jofio Baplista dos GuimarSes Peixoto,
I gnaci Firmo Xavier.
Francisco Pereira da Silva.
Manoel Viegas.
Nori da Fonceca.
dos Reis Campello.
Innocencio Xavier Vjanna.
Jernimo Cezar Marinho Falco.
( Continuar s-hit. )
= Pela administradlo da meza do consu-
lado se faz saber que no dia 12 do correte
se ha de arrematar porta da mesma admi-
nistragio urna caixa de asiucar branco ; e no
dia 13 do mesmo trez ditas todas aprehen-
didas pelos respectivos empregados dos tra-
piches do Angelo e Pellourinho por inex-
aclidfio das taras sende a arrematago livre
Je despezas ao arrematante Meza do consu-
lado do pernambdeo 7 de dezernbro de 1842.
Miguel Archanj Montero de Andrade.
DELARA9OE8.
a" A thesouraria das rendas provincaes
paga nos dias lO e 12 deste corrente mes
aos empregados do lyceu desta cidade semi-
nario episcopal proftssores do latim ditos
de primeiras letras e jardim botnico o
quartcl vencido do primeiro de abril ao fin)
de junho deste correle anno.
Thesouraria provincial 9 de dezernbro de
1842. Joo Manoel Mendts da Cunha
4tt*i llxsiurtir.
AVISOS MARTIMOS.
MT Para o Cear sahir no dia 12 do cor-
rente o patacho nacional = Maria Luiza =
e so recebe alguma carga miuda e passa-
geiros para o que tem bons commodos ; o
que pertenderem hir de passagem entendi-
se com seu dono Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro.
=Para o Rio de Janeiro segu viagem a-
t o da 12 do corrente o patacho americano
Jones, com muito superiores commodos na
cmara para )6 passageiros e Io\a por prega
commodo e to bem recebe escravos a fro-
te : dirija-se ao consignatario Hcnrique Fors-
ler & C. : na ra do trapixe Novo n. 8.
tsr Para o Ro de Janeiro segu viage
com toda a brevidadeo bem conhecido e ve-
leiro patacho as Laurentua Brazileira = ,
capilao Antonio Germano das Neves; para
carga trata-se cora Joaquim Baplista Morei-
ra ( no seu escriptoro na ra d'Apollo 6
para passsgeiros com o referido capit3o.
AVISOS DIVERSOS.
tar O Artilheiro est prompto em n.* 2 ,
e traz para os seos freguezes urna conver-
sagao com o seu cabo d'esquadra Continua-
gaodoiopico don. passado. O que sao el-
les o que querem elhs ? '- Urna carta do
Cidado Balabadaios seu visinho Condesta-
vel Andando com alguma metralhada, que
nao sirva de pena ao inimige. E como es-
to os lempos arrastados vender-se-ha d'ort
em diante e tambem o 1. n. por ua
vintem.
?.lar Hojea lardea porta doSr. Dr. juiz da
3. vara do civel Vicente Ferreira Gomes, na
ra do Livramerrto, se ha de arrematar urna
porga de fazendas que seachaO no deposito
geral penhorados a Francisco Joze Rodrigues,
por execuga da viuva l>. Anna Maria Muniz.
A pessoa que levou ontem um chapeo
de sol novo da porta da th denados deixando outro velho queira ir
destroca-lo na loja de livros do sr. Pinto de-
fronte de Palacio alias se publicar seu no-
me visto que foi conhecido por pessoas que
se achavo prezenles.
W O tenante coronel Luiz Antonio Fa-
villa tendo de seguir para a corte com o seu
batalbio e nlo podendo pessoalmente des-
pedir-so dos seus amigos, Ihes roga diicul-
pem tal falta involuntaria pelos muito* afa-
xeres de que est sobrecarregado e o muito
pouco tempoquelhe -resta; proteatando-lhea
que sempre ser grato a tantos obsequios quo
recebeu ; e igualmente Ihes offerece o seu di-
miijuto prestimo era o lugar de seu destino*
tsr No dia 12 do corrente no lugar o ho-
ras do costume vai a praga do Juizo dos or-
jhos um moleque de nomo Agoslinho per-
tencence a heranga do fallecido reverendo vi-
gario Sebastio Jos Peixoto de Guimarfies,
de novo avahado por 8o# reis por achar-sa
doente dos ps, para pagamento dos credores.
Nos dias 12 13 e 14 do correle dezern-
bro sao pagos os premios obtidos pela extrago
da 1. parte da 12. lotera do theatro das dea
horas da manhfi a urna da Urde no eteriptorio
do respectivo Ihezourerfo, e deste ultimo dia
em dianle nos aabbados e quarlas toiras do
todas ai semanas.


4
ri
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
No da 13 do corrente
corre impreterivcl mente a
primeira parto da 1/ lo-
tera, cujo premio grande
he 12:000^000 n?s; o res-
to dos biiietes achiio-se
a venda nos lugares an-
nnneidos.
OT Joze Francisco de Azevedo Lisboa,
vai Bihi o rio de Janeiro a tratar dos seus
negocios.
MST Francisco Bernardos de Castro reti-
rarse para o Rio de Janeiro.
tar Joze de Souza Carneiro porluguez ;
retir*-se para o Rio de Janeiro.
Lombrigueira ou Vermfugo Efficav.
ar A medicina popular Americana tem
alem das virtudes j citadas a de ser um
vermfugo activo e innocente aplicavel tan-
to a solitaria como para as outras especies Je
vermes. Este verdadeiro thesouro das fami-
lias vende-se smenle em casa do agente
D. Knolh na ra de Apolo n. 27.
5SF* Os snrs. estudantes que as presentes
ferias quiserem estudar lgica ou geome-
tra dirijao-se ao lente adjunto da cadeira de
philosofa do liceo na ra do Queimado.
ar Arrendo-se 3 casas no sitio cajueiro,
com muito bons commodos por anno ou
para passar a festa na beira do rio e com
banheiro prompto para se tomar banho por
prego commodo : a tratar no mesmo sitio.
ty Os snrs. Antonio da Silva Joze Joa-
quim Jorge e Jacinto .Machado Thota ou
seus lierdeiros dirijo-se a botica de Mano-
el Felip; da Fonceca Cande na ra larga do
Rozario n. 42 parasellies fallar a negocio
de seus interesses.
ar No da torga feira 6 do corrente as 10
para as 11 horas da manb entregou-se a
um preto carregador d fazendas para os lo-
gislas 2 embrulhos com 30 pecas de cam-
braias lisas e estas acompanhava um bilhe-
te declarando o nome do logists, se outro
qualquer locista recebeo por engao pde-
se por favor de acusar-se, visto que para
queir. hia al o presente nao recebeo por
isso desconlia-se que o preto as tenha furtado,
assim como se alguma pessoa souber para on-
de o preto as levou e vier descobrir no trapi-
che novo n 14 ser gratificado generosamen-
te e promette-se guardar segredo.
0 thexoureiro da lotera da Matriz da
Boa-Tista certifica ao rcspeilavel publico ,
que nao verificar a sua retirada da provincia,
sem que se extraa o pague a dita lotera ,
quo infalivelmente corre nodia assignallado
MIU. Eugrnie Suelle retra-se para
Franca.
ar Precisa-so de I00# rs. ao premio que
seconvencionar pelo terapo de um anno,
sobre a casa terrea n 53 da ra de S. Bcnto
em Olinda ; a quem convier este negocio,
uirija-se ao Recife ra do Amorim n. 28 nu
segundo andar ou annuucie.
OT Domingo (11) se abrir urna nova
pastelaria confeitaria e fabrica do agoa im
penal na ra das Trincheiras n. 14 onde
se enconlrar loda a especie de paslaeis,' frios
tartelctes ere me de lete pastel i n los], di-
tos de forma de rliouricps. hiscoito desaboia,
podins de lodas as qualidades, croques me-
ring, biscoito cin caixas ; em fiw tudo o
que contem urna pastelaria ; assim como en-
comendas para casas particulares; como tim-
bem se encarrega de assar tada a qualidade
de carne como aves, pernasde carneiros ,
ou outra qualquer couza ; e tambem se en-
carrega de dar jenlarcs na dita casa, onde ha-
vera todos os das e a todas as horas que co-
mer soja fri ou quente ; todas as qualidades
de lquidos como seja agoa imperial, vinho
do Porto, Bordeaux. moscatel, eliampauhe,
seryeja e toda a qualidade de licores finos, or-
chala limonadas laranjadas e toda a espe-
cie de refrescos.
cy Quem annnnciou querer alugar urna
pretinha para andar rorn urna menina desma-
mada dirija se a Cidade de Olinda na ra
do s Rento n. 28 que l achara urna de 12
annos, e muito geitoia para andar com me-
ninos e tratar do ajuste se agradar ; a^sim
como quem anuanciou querer alugar 4 pre-
los para trabalhaiem em um estabeieciment
perto da cidade querendo dous dirija-se
a mesma casa.
tw Quem precisar de 200 at 300 palhas
de coqueiros para banheiro dirija-se a Cida-
de de Olinda ra de s. Beuto casa n. 28.
0T Quem precisar de um homem para
caixeiro de engenhoe mesmo para todo o ser-
vico do mesmo de que tem bstanla pralica ,
dirija-se a ra da Praia n. 33 serrara de
Constantino Joze Raposo.
tsr Aluga-se urna casa terrea pequea que
tenha quintal cacimba e seu aluguel regulo
oito mil rs. ; quem liver annuncie.
ar Quem tiver para alugar urna morada
de casa terrea que soja grande e que tenha
bons commodos para urna grande familia ,
a tenha botn quintal e cacimba o seja no
atierro da Boa vista annuncie.
ar Aluga-se um pianno de muito boas
vozes por prego commodo ; quem precisar
annuncie.
ta^Aluga-se um soto ; por cima do arma
zem da ra da Praia n. 70.
tsr Quem precisar de urna ama para o
servido de casa de pouca famia sabe 1er, es-
crever e contar e tambem algumas obras de
alfaiate, e he pessoa muito capaz de dar con-
la do urna casa e d fiador a sua conducta
por issos qiiercasa de pessoa capaz, diri-
ja-se ao pateo da Fibeira n. 99.
Lotera de N. S. de Gaitdelupe.
ar Pelo presntese fazcerto ao respeita-
vel publico que es rodas desta Lotera te-
rO andamento ao da 19 do corrente; por
isso roga-se aos amantes desle jogo o fhaior-
mente aos devotos da mesma Senhora quei-
ro concorrer a compra dos ditos bilhetes ,
que resto afim de Jque se possa acodir ( em
quanto a estaco o promette ) a grande rui-
na que ameaca a Igreja da stipradita Senho-
ra nico fim para que lo i benficamente
concedida esta Lotera ; os bilhetes acho se
a venda nos lugares ja annunciados.
Nova Fabrica de Rap por Vapor.
ar Jernimo da Costa Guimares e Silva
proprietario da fabrica de rap movida por
machina de vapor avisa ao respeitavel pu-
blico que em seus depsitos ja se acha gran-
de sortimento tanto para consumo como
para exportado do mais excedente rap, que
sem exagerado principia a aparecer n'este
imperio.
A superior qualidade desto rap (limado
comas letras, iniciaes do proprietario ) seu
bom aroma em tudo semelhante ao rap de
Lisboa d'onde o proprietario pode obter a re-
ceita ; o estilar moderado sem que ganhe bo-
lo nos narizes e sem os ferir e conserva-
se por muito lempo sem que se deteriore, mo-
fe nem seque e o maior capricho lobre a
limpesa emeiocomque he fabricado este
rap, sao propriedades estas que o torno as-
ss bello e recomendavel.
Os deposito sao : no atierro da Roa vista
n 16 raa da Cadeia velha n. 50, e em O-
linda ladeira do Varadouro na relinago de
assucar de Manoel da Silva Amorim nos
quaes se vende a prego fixo de 5 libras para
cima e tambem a retalho somonte pelo pre-
go porque os compradores de 5 libras para
cima podem vender.
ar Aluga-se urna canoa, que carrega 1400
tij' los de alvenaria : na ra do Queimado
numero 37.
tr Precisa -so de dous pequeos para irem
para a Pa rali iba serem caixeiro de loja de fa-
zenda, e que um delles lenha alguma pratica:
na ra do Cabug n. 4.
ar Quem precisar de urna mulher para
o servico de urna casa dirija-se a ra da
Camboa Carmo n. 10.
ar Quem precisar do urna esesava cozi-
nheira dirija sea ruada Gloria n. 77.
ar Precisa-se de urna ama com bom lei-
te : na ra Direita n. 58 pnmiiro anJar.
Iloje as 8 horas da noile la-
ver o concert de muzica na caza
da Sociedade Apolnea, embeenficio
de Mademoselle Zo Fopon.
COMPRAS.
tsr Garrafas vasiasque fenho ser/ido de
vinho muscatel a 120 cada nina : na fabrica
de sabo do atierro dos affogados ou na ra
do Queimado loja n. 6.
VENDAS.
Um mualo de bonito figura carpina,
e ferreiro o qual se acha na cadeia por ter
vindo fgido do sertfio : na praga da Inde-
pendencia loja de livros n. 6 e 8 ou 37 e 38.
ar Bichas de boa qualidade por prego
commodo: no pateo da S. Cruz n 70.
tsr Um proto trabalhador de en-hada e
entonde de padaria ou aluga-se para algum
sitio perlo da praga com bom trato : na
na velha n. 57.
tsr Caixas com 16 libras de mann e
saccas com farinha de mandioca em bom es-
tado a 2560 : na ra da Moeda n. 8.
tsr Um carneiro bastante gordo: nos Coe-
Ihos segunda casa junto ao muro de Francis-
co da Silva.
t9" Um paol de amarelo com 10 palmos
de altura e outro tanto de comprimento e
largura 8ditos o qual leva para cima de 50
alqueires de farinha e tabem servo para
armazem de assucar: na ra da Gloria na lo-
ja do sobrado n. 87.
tsr Urna duzia de cadeiras de Jacaranda ,
duas bancas pequeas de dito ; por prego
cnmiodo : na ra Augusta n 68, das 6
horas da manlia at as 8 e de urna hora at
as 3 da tarde.
ar Urna padaria sita no principio do atter
TO dos Affogados com todos os seus perten-
ces prompta para trabalhar; e urna bomba
de bronze propria para tanque ou canoa de
agoa: no principio do atierro dos Affogados
a fallar com Silvestre Joaquim doNascimento.
tsr Diversas historias e contos religiosos ,
impressos na cidade do Porto para uzo das
familias christas. Sao pequeos Jivrinhos
brochados e a muibaixo prego que todo o
chefe de familia dove por as mos de saa es-
posa e filhos e todo o educador as de seus
pupilos, para ihes moldar o corago e o es-
pirito. Vendem-se na loja de livras de An-
tonio Joze Pereira Das na ra do Collegio
n- 20.
tsr Um habito de lerceiro franciscano ,
em bom uso : no beco da Pol n. 14.
ar 36 colheres do praia para mesa 24
detas para cha nina dita pa soupa dous
pares de castigaes urna salva para 6 copos ,
tudo de muito bomgosto, assim como dous
paliteiros com bonitas duras de re e rainha,
e caixas com marmelada de superior qualida-
de de 4 e 8 libras : na ra do Crespo n. 6
tsf* Ainda resto para se vender 3 fugOes
de registode nova invengo chegados ultima-
mente de Inglaterra contendo os seus per
lences e machinismos, mui proprios para ca-
sas de grandes familia em razio de se po-
der cozinhar 6 panellas, e um bom forno
de ferro repartido mui proprio parra assar
galmhas, pirs iritoes, e outros muitos
objectos, os quaes tem a singularidade de
com um s fogo poder-se cozinhar com 6 pa-
nellas e o forno tudo ao mesmo lempo, pois
o discanso asseio, e economa deste fugao
merece toda altengo os quaes tem concor-
rido muito para a sua extrago : na ra No-
va loja de ferragens n. 23 do Teixeira & An-
drade.
tar* Potassa americana nova de primeira
sorte em barris pequeos e agora chege-
da na Barca Navarro : na ra da Cadeia do
Recife em casa de L. G. Ferreira & Compa-
nliia.
tsy Marques & Veiga vendem em sua ca-
sa na ra do Amarim n. 50 o seguinte : fumo
em folha de primeira e segunda qualidade ,
queijos das ilhas alguidares de todos os ta-
ina nlos cevada nova do Lisboa a 1600 a ar-
roba toucinho de Santos as arrobas e ma-
ungas de alhos a 80 rs. sabio duro a 110
reis.
ar Saccas com farinha de mandioca a
2880 e a 3800 a sacca arroz de vapor supe-
rior : na ra da Cadeia velha n. 33.
ar Um violo de ptimas vozes, e em
born uzo : na ra do Queimado loja n 5.
tsr Um sortimento de r< logios patente e
horisontal, ditos de parede com despertador,
por ijrego commodo; e d-se tambem dinhei
ro sobre pinhores de relogios modernos : na
ra das Cruzes n. 35.
tsr Duas camisas de linho ricamente bor-
dadas proprias para baptisado : na ra do
Mundo Novo n 54.
ar Duas escravas de 20 annos de boas
figuras, com boas hahilidades, urna dellas
coso engomma e cozinha ; urna mulata de
20annos, boa figura, cose, engomma e
cozinha ; dous escravos mogas de boas fi
guras bons para todo o trabalho um delles
he bom para tomar cohta de um sitio pois tem
sido acostumado a islo: na ra de Agoas ver-
des n. 44.
st" Bichas superiores de 160 a 400 rs. ,
sardinhas em latas, e ervilhas conservas m-
glezas, queijos londrinos licores linos cho-
colate fino de canela vinho do Porto ma-
deira seceo malvasia muscatel de setubal,
Bucellas cherey agoa ardente de Franga ,
por prego commodo : na ra da Cadeia nu-
mero 2.
t Marques & Veiga venJem no arma-
zem de Joaquim Gongalves Vieira Guimares
no arco da Conceiga, barricas com muito
bom fardo a 5200.
r 30 toneladas de rarvaO de pedra a
bordo do Brigue Dinamarquez chegado agora:
em casa de Hermano Mehrlens na ra da
Cruz n. 47.
ar Por prego muito commodo uma casa '
de taipado muito boa construegafi, bom quin-
tal sercado boa agoa d3 bebtir e com urna
venda com poucos fundos na ra da casa
Forte : a tratar com Francisco Belmino da
Costa na mesma casa.
ar Rap prjnceza fabricado no Rio de Ja-
neiro de superior qualidade e com ex-
cellente aroma por prego em conta qualquer
porgaO est muito fresco por ter chegado
no ultimo Vapor : na ra de Aopollo em ca-
sa de J. B. Moreira.
tsr- Bom milho em saccas a i> : no ar-
mazem de Antonio Annes Jacoma Pires no
caes da alfandega.
tsr" Rarricas que foro de farinha de tri-
go em bom estado e por prego commodo:
na ra da Cruz n. 64.
tsr" Uma excellente casa terrea sita na ra
do Nogueira n. 1 e um sobrado no beco do
Padre n. 8 : a tratar na luada senzala velha
n. 116.
tsr* Rarris com carne salgada ditos pe-
queos cora potassa barricas com farinha
de milho e vellas de espermacote : em ca-
sa de Matheus Austin A Companhia na ra
do trapiche novo n. 18.
tsr* Uma parelha de cavallos rugos rabVs,
ou umscavallo, p'isque tem trajinado
nao s juntos como em carro de duas rodas:
na rb* da Cadeia do Recife n. 15 por cima da
loja do Rourgard.
ar 53 caixas vasias do boas madeiras e
bem fiitas a 4200 toda porcao ; e aluga-se
umo canoa nova que carrega 700 lijlos :
na ra da praia por traz da ribeira numero
15el7.
tsr Um bote capaz do levar 10a 12 pes-
soas e de 4 remos um baloo proprio pa-
ra loja um carrinho em muito bom uzo ,
de 5 rodas quasi novo com um cavallo rus
so grande para carro e bem euslnado: na
ruada Cadeia de Recife n. 46.
tsr* Uma barca de vapor^de 255 toneladas,
no melhor estado possivel visto ser cons-
truida de carvalho em Junho do 1836 com
machinas de patente de nova invenga, e for-
rada o encavilhada de cobre tem os mais
lindos e completos commodos para 40 pessoas
e muito propria para con luzir carga a su-
perloridado deste navio e a sua machina foi
provada em Inglaterra o seu gasto de car-
va5 he. s de 11 quintaes inglHzes por hora,
e a sua marcha regular Je 10 millias por ho-
ra : na ra da Cadeia velha n. 46 casa de
A. S. Corbett & Companhia.
tsr Cadeiras americanas com assento do
palhinha camas de vento com arinrgao e
sem ella, muito bem feitas a 4300 rs. ditas
de pinho a 3500, marquezas de con ti, ,
mezas de jan'ar commodas do amarlo, e
de angico assim como outros muitos trastes ;
e pinho desuecia com 3 porgadas de grossu-
sura, dito serrado tudo mais em conta dO que
em outra qualquer parte : na ra da Floren-
tina casa de J. Reranger.
ESCRAVOS FGIDOS.
ss^1 No dia 5 do corrente fugio o ngro
Roberto, crelo de 25 annos cor fula ,
cara abocetada grosso do corpo estatura
regular, pos chatos, bonita figura, com cili-
cio de podreiro levou camisa de algodnO en-
trangado e caigas do mesmo bastante sujas
de tinta de pintar ; quem o pegar leve n
praga do Corpo Santo armazem n. 17 ou na
ra do Vigario n. 11 ou no trapiche novo
a Francisco Augusto da Costa Guimares ,
que sei n-compensado.
tsr Fugiro no dia 4 do corrente dous ne-
gros ambos de nome JoaO, e de angola ,
lento o mais velho 35 anuos e outro 25 e o
mais velho tem em uma das mos e as cos-
tas urna queimadura ja velha e tem em um
dos olhos uma vel'da e mpOe-se ter Indo
para Unna ; quem os pegar leve na ra de
Hortas casa terrean. 38 que ser gratificado.
ar Acha-se fgido um pardo claro, de no-
me Antonio, he ofOcial de pedreiro de 32
annos estatura baixa cabellos caxiados ,
ps curtos e grossos bem frito de corpo ,
muito experto e quando falla gagueija al
goma cousa, anda calgado o intitula-sc por
forro ; quem o pegar leve atrat da Ifairiz da
Boa vista n. 16 que ser recompensado.
tsr Fugio no 30 do p. p. um eseravo de
nome Antonio de riagao rabinda estatura
regular de 40 annos bastante cabeludo no
peilo reforgado do corpo e tem ilfll siiial
na barba procedido de um arranh; o que le-
vou com urna lima levou calg.s e ca vi-a
branca ; quem o pegar leve na ra de Apollo
fabrica de Mesquita & Dutra.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F.= 1812.


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