Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04838


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Full Text
Anno'de 1842.
Quarta Feira
Tado rom depende de nos piramos ; da nossa prudencia moderado e energa :
tinuetnos como principiamos e seremos apontados com admira^o entre as Naces
caltas. ( Proclamacio da Assemba Geral do Rhit.ii..
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fioiann, Paralaba e Rio grande do Norte seganda e sextas feiras.
Jonita e Garanhuns a 4 e 24.
Cabo Serinhiem, Rio Formoso Porto Cairo Maceio e Alagoaa no 1. 11 e
H0a-T9ta e Flores a 28. Sanio Anto quintas feiras. Olinda todos os dias.
DAS DA SEMANA.
J fleg. Geraldo Are. And do J. de D. da 1. r.
(i Tere. s. Nicolao B. Re. Aud. de J. de D. da 5; T.
7 Quart. s. Ambrosio Are. Aud. do J. de D. da 3.r.
S Oninl. Confe?-0 de N. Sra.
o. Sext. I-eoeadia V. M. Re. Aud. do J. del), dal. r.
4(1 Sab. s. Melquades P. M. Re. Aud. do J. de D. da3. r.
11 Dom. s do advento, s. Damatio P.
de Pezembro, Atino XVIII. Tt. Mfo
O Diario publican todo. o. dia. qn.nlo forero Santificados: o preeo da ?*"."
de.resmilrei.porqoar.Mp.ro. adi.n.ados. O- -*>* *+* 2%
g,..,. osdosquio nao fon .. de 80 f> P"' '">-. A >?'*'*Te" "
dingida, a esta Tirana, ru. das Lr. N. 34, on a pr.c. da Independenct. 1... de hrro.
Numero fi e 8. ___________
CAMBIOS NO DA t DE DEZEMBRO.
compra venda.
Cambio sobre Londres 27 | i.
Paria 350 reis por franco.
Lisboa 100 por 100 de premio.
Woeda de cobre 2 por 100 de descont,
dem da letra, da boa. firmas 1 { a 1 f.
Ouno-Moeda de 6.400 V. 14,S00
a N. 14.60J
a da 4,000 8,200
PluT.-PatacSe. *>7J<>
Peo.Colomnare. 1,720
ditos Mexicanos 1.720
a miuda. M10
15.000
14,800
8.4C0
1.740
1,74
1.74o
Preammr do dia 7 de Dezembro.
1." a i! horas e 18 ro. da manhaa.
2.a a 9 horas e 4.2 m. da larde.
PHASF.S DA LA NO MEZ DE DF.'/EMIIRO.
I.ua Nora 2 1 hora e 56 m. da man,.
Quart. cresc. 9 4. 8 hora* e 7 m. da tard
I.ua cheia 17as 4 horas e 26 m. da tard.
Qu.rt. ming. 24 s 2 horas e 26 m. da tard.
DIARIO DE PT^TMAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 29 DO P.VSS.VD3.
0,Tio Ao inspector da thesouraria das
rendas provincias, significando que a vis-
ta do que S. S. infirma em oficio Ja 26 do
correlo (oov^mbro) sobre as cuntas dos col -
lectores da provincia est manifesta a oms-
s:\o dos, que pertencem aos termos do Brejo,
Garanhuns, Flores, Rua-vista, Bonito, Igua-
rass e Cabo ; e quedeve por tanto demit-
til-os, nomeaniio pessoas, que fiscalisem com
inteiresa as reas provinciaes; e remetter os
precisos esclareeimentos para insiruirem os
processis que devein contra os ditos collec-
tores intentar os promotores pblicos das co-
marcas respectivas. Renietteo-se copia da
informacSo do inspector da tliesouraria das
reas provinciaes cima referida a cada
um dos promotores pblicos dos mencionados
termos para que avista della e dos mais
esclarecimentos que podessem obtor, denun-
ciassem dos respectivos collectores
Portara Ao commandante do brigue =
Imperial Pedros, determinando ordene ao
do brigue-escuna = Nictboroy = que se
aprompte para hir quanto antes para a corte.
=s Communicoit-se ao inspector do arsenal de
marinha. =c
Officio Ao chefe da legio da guarda na-
cional de Olinda ordenando que ornecj
diariamente a guarda da cadea daquella ci-
dade como numero de guardas do 1." bata-
Iliao da lgifto do seu commanlo, que Ihe re-
quisitar 0 delegado daquclle districto.= Par-
ticipou-se ao delegado do termo de Olinda.
0,to Ao Ex.""* e R."10 Director do ly-
co dizendo expeca com urgencia suas or-
dena para que st-j i entregue ao escrivAo da
lotera do th.-atro publico, Jos Xavier Faus-
tino Ramos a chavo do sallao que serve
d'aulfl de grammatica latina no mesmo lyceo,
a fim de que alli se possa effecluar o anda-
mento das rodas da 1.a parte da 12." lotera,
visto nao poder pnceder-se a esse acto em o
.consistorio da igreja da Conceico dos milita-
es por achar-se elle oceupsdo em conse-
mieuca da prxima feslividade da respectiva
irmandade.
Dito Ao commandante das armas de-
terminando, que remella secretaria da pre-
sidencia urna certido dos assen lamen tos do
2. lente Francisco Elias Pereira extrahi-
da do livro mestre do -i." corpo do artilharia
[FL HITO
OS REVEZES DA FORTUNA. (*)
montada de 1.a linda, que, segundo infor-
ma o inspector da thesouraria acha-se ar-
chivada no 3." batalho de artilharia a p
Dito Ao Ex.moe R."0 Director do lyco,
significando em resposta ao seu oficio de 27
do outubro ultimo que, visto achar-se va-
ga a cadeira de l.1" letras da fregueiia do
Cabo deve man Jal-a por em concuro.
DEM DO DIA 1. DO CORRERTE.
Oficio Ao engenheiro em chefe Jas o-
bras publicas autorisando-o contractar
com Patricio Jos de Souza a cesso da casa ,
que tem de ser demolida na estrada do Ca-
xang na direceo da ponte que se vai fa-
zer : e scientificando-o de que nomeia pa-
ra louvado ocidado Manoel Coelho Cintra.
Communicou-se a Manoel Coelho Cintra.
Ditos Ao chefe de polica interino ao
inspector da thesouraria da fazenda e ao
do arsenal de marinha intelligenciando-os
de ter S. VI. o Imperador confirmado por
carta patente de 17 de outubro p. p. II D.
Kaikman no emprego de cnsul do Grito Du-
cado de Oldemburgo no porto e cidade de
Pernambuco ; e de ha ver a Presidencia man-
dado cumprr a dita carta. Participou-se
H. I) Kaikman.
Dito Ao commandante das armas, de-
terminando ordene ao sargento quartel-
mestre do 5. batalho provisorio de calado-
res Urbano Fernandos Barros e ao soldado
Manoel Rodrigues da Silva viudos do Rio
grande do norte na escuna de guerra =s Le-
bre = quo se apromplem seguir para a
corte. Expedio-se ordem ao commandan-
te do brigue = Imperial Pedro = para re-
ceber seo bordo, e conduzir a corte o sar-
gento quartel-mestre e soldado,, cima re-
feridos.
Portara Nomeando para presidente do
conselho de guerra que deve responder o
despenseiro da escuna = Lebre= Jos Luiz
da Silva ao primeiro tenente Fernando L-
zaro de Lima T para auditor 8o auditor de
guerra interino Jos Nicolao Rigueira Costa ,
e para vogaes ao primeiro tenente Achules
Lacombe e aos segundos Ludgero de Sales
e Oliveira Feliciano Ignacio Mara Joo
Lucio de Souza Valente e Francisco de Sei-
xas Souto Maior.Ao commandante do bri-
gue = Imperial Pedro = devolveo-se o con-
selhode investigaco do referido despen.-ei-
ro com a nomeacodo presidente, e mem-
bros do conselho de guerra que deve o
mesmo responder ; e recommendou-se que
quando houvesse de dar principio aos respec-
tivos trabalhos fizesse aviso ao auditor
fim de comparecer : e este officiou-se in-
Tomada esta determinado passei imme-
diatamente a p-la em pralica e encaminhei-
me para a ra do Regente com a rapidez do ho-
mem que ve com impaciencia todos os minu-
tos que decorrem entre a concepgoe a exe-
cugodo seu intento la correndo com os
pensamentos absortos na anciedade do mo-
mento a vista deslumbrada pela rapidez de
meus movimentos e pela confusa successo
dos objeclos que por mim passavao quando
sbitamente me vi demorado na carreira por
Eduardo Burrell o principe dos peralvilhos.
Espera espera Luttrcll que quero
dar-te os parab ns.
Parabens de que ?
Do tea despacho : correio mor deste dis-
tricto ; por certo que o es pois somente a
personagens de to alta categora he dado an-
dar com tal velocidade.
Asneira nao medetenhas Acabo de
saber que me aconteceu urna grande desgra-
na. 0 meu procurador fugio Dos sabe pa-
ra onde, e l se foi com todo o meu dnheiro.
Que dizes C te ponho na lista dos fal-
lidos. Adeos que estou com pressa.
E esse homem que se dizia meu amigo fo-
se rindo-se de mim e da minha desgrana.
Ah disse eu, nao acontecer outro
tanto com Joo Fraaer !
E poucos momentos depois bti sua porta.
Demorr5o-me na ra mais de um seculo. Ba-
t e torpei a bater ; depois toquei a campa-
nha e ao toquo urna moga de cabello
ruvo ar estpido touca de fil cor de car-
vo, limpand os escarlates bracos no sujo
avental surdo da cosinha para peguntar-
me o que quera.
Est em casa o Sr. Frase r ? porguntei
eu com tom impaciente
telligcnciando-o da sua nomeaco para que
desse principio aos trabalhos do conselho lo-
go que para isso fosse convidado.
Oficio Ao commandante das armas di-
zendo que com o ollicio que Ihe remeti
do auditor de guerra interino Jos Nicolao
Rigueira Costa em que declara que est
prompto prestar-se aos conselhos de guerra
que se tem de proceder das 9 al as i 1
horas dos das em que durar a sesso do ju-
ry que elle se acha presidindo fica satis-
feita a requisito de S. S.* de 21 de novem -
bro ultimo.
DiloAo inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando que caso anda exista
alguma quantia daquola marcada para obras
militares no crrente anno financeiro man-
de entregar pessoa autorisada pelo comman-
dante das armas 316i8u reis que se-
gundo o ornamento feito pelo major do cor-
po de engenheiros Pinheiro da Cunha sao
necessarios para os indispensaveis concertos ,
de que precso a casa de deposito de agoa e
o calabouco do f>rte do Buraco.Particpou-
se ao commandante das armas.
Portara Ao commandante do brigue=
Imperial Pedros, determinando, que trans-
porte para a corte o recruta vinJo do Cear,
Antonio Thomaz Lima que se acha seo
bordo e o entregue ordem do Exm. Sr.
ministro da guerra.
(*) Vid. Diario N. 2t.
Bonito e Boa-vista aos quaes j estranhei a
demora : segundo que a arrecadago feita po-
los collectores nilo he boa como ja fiz sen-
tir a V. Ex. na informago de 26 de fovereiro
de 1840 a qual me remetto : 3. releva to-
dava ponderar que poucas sao actualmente
as rendas provinciaes a cargo do collectores
e sao as seguintcs : primeira decima dos pre-
dios urbanos ; segunda sello de herancas o
legados ; terceira meia siza dos escravos ^
quarta novos e velhos direitos dos emprega-
dos provinciaes ; e quinta imposto sobre as
olarias serraras fabricas de tabaco de
xarutos e de chapeos, cazas de modas de
cambios o de leilo : destes impostos o \.
e 5. sao millos e nada rendem ; o primeiro
nao existe se nao em poucos municipios, e
aonde existe nao avulta porque a renda dos
predios sao mu baixas : o segundo he mui-
to eventual e todo dependente dos magis-
trados ; o o terceiro muto diflicil de arreca-
dar por que as vendas dos escravos se fa-
zem por escriptos particulares es5o as mais
das vezes contracto de poderosos contra os
quaes os collectores nao tem recursos. Deus
guarde a V. Ex. Thesouraria das rendas pro-
vinciaes de pernambuco 26 de novembro de
1842.Illm. e Exm Snr. baro da Boa-vis-
ta Presidente da provincia.O inspector ,
Joo Bapttsta Pereira Lobo Jnior.
O Sr. Fraser em casa !
est.
Para onde foi ?
Nao Sr. n8o
Illm. Snr.V. S. informar quaes os col-
lectores que tem prestado contas quaes os
que se tem negado a isto ; assim como o es-
tado da arrecada?So foita por elles e as pro-
videncias que V. S. tem tomado para coagir
os omssos ao comprimento dos seus deveres
Deus guarde a V. S. P. de P. ol de outubro
de 1842.Baraoda Boa-vista.Snr. inspec-
tor da thesouraria das rondas provinciaes.
Illm. e Exm Snr.Em salisfaco ao ofi-
cio de V. Ex. de 31 do mez prximo passa-
documpre-me informar; primeiro, que tem
prestado contas os collectores do Olinda, Goi-
anna Pao do albo Nazareth Limoeiro ,
Santo Anto Rio Formoso Serinhem e
Cimbres -, os do Brejo, Garanhuns e Flores
trouxerfio as suas contas as quaes lhes fo-
ram regeitadas por se nao acharem em for-
ma e lhes ordenei que as trouxessem com a
devida regularidade e prestesa ; os do Iguara-
q e Cabo compareceram de prximo nao ten-
de este verificado ja a entrada dos dinheiros
arrecadados por depender do recebimento
de dinheiros que ali adiantou ao delegado *,
n5o prestaran, contas ainda os collectores do
Para onde foi t retorquio a moca em voz
sumida 5 por certo Sr., que vo-lo nSo pos-
so dizer.
0 seu criado estar por ahi ?
0 seu criado por aqui Nao Sr. a
pessoa por quem procuris foi-se tambem.
- O criado foi com elle ? Porque como
he que foro ?
Como he que forJio Ora foro j se
sabe em urna sege puxada a quatro caval-
los que mandro vir nosei de donde.
__Cos que contratempo PartrSo mul-
to cedo ?
__Partiro muto cedo nSo Sr., parti-
ro muto tarde ; logo que meu amo voltou
de jantar em Russell Square.
Em Russell square ? Para que diabo foi
elle jantar em Russell Square ? Desgrana
sobre desgraca !
Meu amo voltou para casa duas horas
antes de ser esperado e mal chegou mandou
buscar quatro cavallos pelo Sr. Roberto.
Que dizeis! Entao que aconteceu ?
Que aconteceu Oh o Sr. Roberto con-
tou-nos ludo o que aconteceu. Disse-nos el-
le : O Sr. Luttrell, grande araigalho de raou
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 20 DO P.VSSADO.
Oficio Ao Exm. Presidente da provin-
cia enviando no proprio original a repre-
sen lacio que acaba va de dirigir o commis-
sario fiscal do ministerio da guerra para que
em vista della se dignasse decidir ou con-
sultar ao governo imperial qual o prego por
que se deve abonar as etapes s pracas refor-
madas quando pelos decretos das suas re-
formas s se conhece que tem direilo
este vencimento.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., informan-
do o requer ment de Marcellino Jos Lopes ,
e Antonio de Souza Rangel em que pedi-
rfio a S. M o Imperador a graca de aposen-
ta-los nos lugares que servirn de escriptu-
rarios da exmela repartirlo das obras pu-
blicas.
dem do ra 22.
Oficio Ao Exm. Presidente da provin-
cia participando achar-se na alfandega des-
la cida.Je os couros de bufialu que por
sua ordem foro encommondados para Ingla-
terra por intermedio dos negociantes M.*
Calmont & C.\
amo est perdido e perdido para sempre ;
o seu procurador fugio com todo o dnheiro
que elle possuia. O amo est atrapalhado ,
e por isso parece-me que se safa da cidado
por ulgum tempo para estar longe da tro-
voada.
Cos ser possivel tanta traigo <*
E ento, conlinuou a moga sem se im-
portar com as minhas exclamacOes eu diss*
aoSr. Roberto que fosse muto feliz ; por
que bem sabis Sr. que he muto bom
ter amigos em quanto esto bem ; mas loga
que acaba a vindima acaba a amizade e nao
nos devemos meter em seus negocios.
A moga era urna verdadeira phlosopha se-
gundo os principios de Hume e de La Roche-
fuucault. Conlinuou a promulgar as suas
mximas no mesmo tom de voz montono ,
fro e lnguido ; mas eu nao me aproveitei
dolas. Fugi para oceultar a minha tristeza
na solido desses quartos onde na noite an-
tecedente rodeado de tantas commoddades,
orgulhosamente contemplar! a minha provi-
[ sao de felicidade. Que quebra tinha soffrido
essa proviso Mas esperanzoso por natu-
reza triumphava ainda meu temperamento


Dita Ao mesmo Exm. Snr., rogando I mez tero mesmo Excellentissimo Sn
so dignasse declarar se ha ou nao incompa-
tibilidade no desempenho do exercicio do ba-
charel Antonio Herculano de Souza Bandei-
ra promotor publico do termo de Olinda ,
com o do professor de fi'osophia do collegio
das artes.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., informan -
lo o requerimentode Sebastio Jos Gomes ,
ctrurgio de partido do terceiro batalh&o de
artilharia a p em que pedio augmento da
gratiucac.au que percebe.
Portara Ao contador da thesouraria pa-
ra tomar notada quantia de 1:210. res
importancia do sold que se deve ao ex-se-
gundo tenenie de artilharia Joo Carneiro
Leo, desde Janeiro de 1827 at julho de
1831 alimdeser pago quando pelo go-
verno supremo se derem os fundos neces-
sarios.
dem do da 24.
Officio Ao Exm. Presidente da provin-
cia, informando o requerimento de Jos Ber-
nardo Fernandes Gama e Bernardo Fer-
nandesGaras, em que pediro o pagameulo
da penso de 200* res que a seu fallecido
pae foi concedida pela carta regia de 12 de
agosto de 1803 e que deixou de perceber
do anno de 1822 em diante.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. informan-
do sobre serem pagas as despesas dos desta-
camentos das guardas nacionaes das comar-
cas pelos rendimentos a cargo dos respec-
tivos collectores.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., a respe-
to do supprimento para a conclusio da obra
que falta concluir nos armazens e trapiches
da alfandega.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
participando que achando-se na alfandega
desta cidade 4 caixotes com os 300 couros de
buffalo que se mandaro vir de Inglaterra,
por ordem do Exm. Presidente da provincia,
era necessario que entendendo-se com o
inspector da alfandega e com os negociantes
M.# Calmont & C. mandasse recolher tudo
aos respectivos armazens ; seguindo a este
respeito o que est em pratica.
Dito Ao inspector da alfandega sobre
o mesmo objecto.
Dito Aos negociantes M\ Calmont &
C. idem.
Dito Ao juiz municipal da primeira va-
ra desta cidade enviando os documentos so-
bre a falsiicago das letras apresentadas pe-
Jo intitulado Joo Henriques de Mattos, vindo
da provincia do Para.
Dito Ao contador da thesouraria remet-
iendo a conta das despesas feitas com & capa-
tazia da alfandega para mandar veriQcar a
sua exactido e fazer extrahir outra com
declaraco do que o ex-arremattante deve
indemnisar a fazenda.
Portara Ao thesoureiro da fazenda pa-
ra aceitar e pagar no dia do seu vencimen-
to a letra de 4:000ji a oito d i as precisos sa-
cada pelo thesoureiro geral do thesouro pu-
blico nacional, a favor de Joaquira Pinto de
Aievedo.
dem do da 23.
OfficioAoExm. visconde de branles,
presidente do tribunal do thesouro publico
nacional, participando o fallecioienlo de 2
escripturarios da contadoria da thesouraria ,
e pedindo autorisagao para estas vagas e ou-
tras serem preenchidas.
Dito Ao contador da thesouraria parti-
pando em cumprimento do officio do Exm.
Presidente da provincia de 24 do corrente
r. na-
quella dala declarado ao comm andante su-
perior da guarda nacional deste municipio,
que os empregados pblicos istmios do ser-
vico aclivo nao esto dispausados das gran -
des paradas.
lguaes officios se dirigiro ao inspector da
alfandega e ao administrador da mesa do
consulado.
INTERIOR.
PARAHBA.
Relatorio que As%embtia Legislativa da
Parahiba apresentou na sessiio ordinaria
de 4842 o Exm. Presidente da masma
Provincia.
SENH0RES MEMBROS DA ASSEMBLEA LEGISLA-
TIVA PROVINCIAL.
Venho na forma da le expor-vos o estado
da provincia, e depois folicitar-vos pela vossa
reunio aqual me faz antever urna tonga
serie de prosperidades para a mesma provin-
cia passo a dar cometo a minha expozigo,
o que com tanto menos timidez fago quanto
mais he a conflanca que deposito na vossa be-
nevolencia.
Seguranca publica e individual.
Tenho a satisfago de annunciar-vos que a
provincia goza de profundo socego e deve-
nios dar-nos os parabens deste resultado, que
pareca tilo difcil de realizar-se no meio do
predominio de urna faceSo selvagem que ti-
nha mostrado na tentativa do meu assassina-
to todo o alcance da sua perversidade Sem
escrpulo nos meios de vencer, era ella de tu-
do capaz, e o tempo n9o veio se nao confir-
mar estes receios, e a necessidado de redo-
sanguineo ; e ao subir a escada do meu quar-
to airaagem de Maria se apresentou sor-
rindo se minha imaginario ; e eu disse
comigo mesmo : Foi-se a minha fortuna !
Desamparou-me o meu amigo Mas Maria,
dolo do meu corago tu anda es minha.
Suavisarei a minha alma com a leitura da
tua carta e depois verei o que eumpre fa-
zer.
Eu sabia que o correio devia ter chegado.
Approximei-me mesa onde as minhas car-
fns erao sempre depositadas mas nao exis-
t! ahi carta alguma. Nao poda dar crdito
a meus olhos ; loquei a campainha e pedi as
minhas cartas ; respondro-me que nenhu-
mns tinho sido recebidas durante a minba
ausencia. Tinha passado o correio ? T-
nha havia j multas horas Nao poda du-
vidar por mais tempo. At Maria era perli
da e era esta a maior d* todas as minhas
desgracas. Rangi os dentes dei patadas no
soalho fiz o papel de doudo. O meu cao ,
a quem espanta va a violencia de meus gestos,
nxava seus olhos em mim < pareca condoer-
se da minha agitago. Vi ou imaginei ver,
urna expressio de ternura ede commiseragao
brar de vigilancia e vigor para abater-lhea
audacia que recrescia a proporgio que se a-
vznhava o termo da sua queda. Refugia-
dos em Pernambuco os seus membros mais
influentes depois doattentada de 21 de Agos-
to a penas tornro a si do susto que lhes
cauzou o mo xito d'aquelle crime projec-
taro novamenle assassinar-me assaltando-
me em palacio com porgo de homens arma-
dos. Na povoago de pedras de Fogo em das
deOutubrodoanno passado formaro-se con-
ventculos em que se tratou d'este. objecto,
aliciou-se gente e fez-se cartuchame porem
avzado a tempo tomei as precauges necessa-
rias e ou por que estas fossem presentidas ,
ou porque reilectissem melhor nos perigos da
empreza ou por que esperassem o prximo
triunfo da sua faego no seio da cmara dos
depulados os conjurados desistiro daquelle
plano. Todos sabem como foi dissolvida a
cmara e se Ihe seguiro logo as revoltas de
S. Paulo, e Minas, asquaesoEx luga-
rejode Pernambuco quiz arremedar. lis-
tes acontecimenlos reanimro as esperanzas
dos refugiados que acreditarlo que o incen-
dio aleado n'aquelles lugares fcilmente se
propagara nesta provincia. Porem o bom
senso dos seus habitantes e a energa das
autoridades soubero frustrar-lhesos dese]os,
e com a aniquilaco da anarqua as sobredi-
tas provincias cessaro elles de agitar-se e
os 'receios de que seja aqu perturbada a tran-
quilidade publica.
Nao he menos lisongeiro o estado da segu-
ranza individual. Os assassinios erao fre-
cuentes, e para ter-se um deia Ja sua quan-
lidade bastar saber-se que s no termo de
Pianc existiiSo no rol dos culpados 144 crirai-
no seu olhar e banhado em lagrimas, lan-
cei-me ao chao exclamando :
Sim Neptuno, tudo na trra me aban
donou menos tu : a minha fortuna o meu
amigo a minha amante s tu s tu, meu
amigo meu el Neptuno mees constan-
te na hora da minha alllicgo.
Levantei-me principiei a passear no meu
quarto a passos largos febricitante pela r-
pida successo de successos dolorosos per-
dido da cabeca affiicto no corceo e perple-
xo no maior ponto !
Impellido por essa inquietadlo do corpo
que resulta da agitago do espirito, pegue i
no chapeo chamei Neptuno e preparei-me
para ir procurar fra de casa essa distraego
ao meu pesar que nao poda encontrar no so-
cego da minha morada. Ao sahir do quarto,
meus olhos fxro-se accidentalmente as
minhas pistolas. A minha mo estava na te-
chadora da porta. Vi que chegar-me ao lu-
gar em que ellas estavo era tentar o inferno
para que me lentasse ; mas occorreu-mo que
morrer era punir os indignos autores da mi-
nha desgraca era levar o inextinguivel re-
raorso aos corages de Maria e de Jo4o. Tu-
nosos de mor te, fra aquellos a quem se nao
tinha feto processo cujo numero nio era
diminuto. Ordenei logo no comeco da minha
administracao um rigoroso recrutameuto e
recommendei s autoridades policiaes a-ap-
plicago de todos os esforgos para avitarem o
uso das armas prohibidas. Estas medidas
sustentadas por urna continuada vigilancia
surtirn o effeito desojado. A remessa de 311
recrutas para o exercito e marinha livrou a
provincia de um grande numero de vadios ,
afugentou outros e conteve em melhores
hbitos os que nella (icario. Os assassinios
diminuirSo consideravelmente podendo a-
lirmar-vos que no anno corrente nao se con-
to mais de 10 em toda a provincia.
Administraco da jaslica. .
Sera sempre para lamentar a relaxado a
que chegou entre nos a administracao da jus-
tica criminal. Osjuizes de paz deixavo de
processar os criminosos, ou por nao saberem
haver-se com as formulas complicadas do
processo, ou por temor de serem victimas do
seu zeio ou muitas vezas por connivencia
oom os mesmos criminosos. A impunidade
era a consequencia necessaria d'esta situago;
os crimes multiplicavo-se de urna maneira
espantosa, e o jury agravava a desordem go-
ral com as suas decises frequentemente par-
ciaes e injustas. Importantes alteracfles aca-
bo de ser feitas no jury, as justigas de paz,
eem todo o nosso sistema policial pela le de
3 de Dezembro do anno passado e he de es-
perar que o tempo venha confirmar a sabedo-
ria destas reformas, as quaes postas em exe-
cugo nosta provincia desde 16 de Margo ulti-
mo se acho hojeem seu inteiro andamento.
A administracao dos orfos posta as mos
de leigos e egostas s tem sido at a-jui enca-
rada com indifernga ou servido de proveito
a alguns individuos. Nenhum desses juizes
pela lei cuidou jamis de fazer o arrolamento
dos orfos de porem arrematado os seus
servicos de conservar e augmentar os seus
bens, e por este deploravel deslexo tem mu-
tos daquelles infelizos augmentado o catalage
dos vadios e criminosos e expiado as pri-
ses as culpas que s devem ao abandono e
misara em que osdeixro as autoridades a
quam a lei tinha encarregado de vollar sobre a
sua educago. Em virtude da citada le de S
de Dezembro o juizo dos orfos foi reunido
aos juizes municipaes e como estes devo
sor Sachareis einteressem no cumprimento
dos seus deveres para serem promovidos na
magistratura, he de crer que da sua Ilustra-
cao e do seu zello venha grande melhora-
menlo este interessante ramo do servico pu-
blico, para entrar no profundo conhecimen-
todoqual, exped ha pouco circulares aos
respectivos juizes para me remetterem map-
pas segundo modellos dados que demonstrem
o nome numero e residencia dos orfos ,
seus tutores, oceupaces, estado deaprovei-
tamento dos seus bens, pessoasem cujas mos
paro os seus dinheiros desde que datas ,
quanto e por que premio ; esperando que es-
te trabalho sirva de despertar a attenijao das
autoridades e de corrigir os abusos introdu-
sidos no directorio dos orfos.
Forca Policial.
Veris do mapa n. 1 o estado da forca po-
licial e a maneira porque se acha destri-
buida.
Uzando da faculdade que me concedeu a
lei da 16 de oulubro do anno passado elevei
a dita torga de 150 160 pragas e devo di-
zer-vos quo o mnimo a que pode ser redu-
sida. Empregada em destacamentos as di-
mei pois as pistolas, alizendo comigo
mesmo ao occulta-las no peito : Tal vez ca-
rega dellas.
Nesla disposigo de espirito divagando
por becos e ras solitarias, sem outro motivo
que me dirgissealem da necessidade de loco-
mogo, achei-me por fim as margeos do Ta-
misa, a pequea distancia da ponte de West-
minster. O meu bote estava guardado perto
desse lugar : sobre a agua poda entregar-me
ivremente minha melancola, ninguem me
observara. Estara s com a tristeza, e com
quanto fosse desfavoravel a estago e o tempo,
segui para o ponto onde eslava Tundeado o
meu bote.
O tempo nSo est bom para andar no
rio disse-me o homem que guardava o meu
bote. Faz muilo fri e vamos ter muita
chuva.
Sem me importar com o que elle dizia, pe-
guei nos remos e fui-me encaminhando para
o bote. Mal entrei nelle comecei a re-
mar com toda a forga e sub rpidamente o
noalChelsea levando Neptuno deitado a
meus ps. Quando me vi assim s sobre a
agua sem que pessoa alguma podessa ou-,
vrsas commircas, e em continuadas dili-
gencias muitas ve/.es anda depjis d'aquell e
augmento nao foi suTbiente para as neisessi-
daJes do servigo e tive de recorrer a tropa
do linha. Limita as djspazas publicas
reoommendago qua nao cessare de Tazar-
vos, mis por errad) calculo nao vos privis
dos meios que garanten* a vossa seguranga e
a paz publica. Sara o apoio da fjrc nao lo-
ria a provincia o socgo de que boje goza e
esta vardade de todos sentida iqui-voi em
memoria para o momento em que delberar-
des sobre a fixago da Torga policial.
Sobmetto vossa aprovago as modificagoes
constantes do documento n.'2, que autori-
sado pela citada lei de 16 de ontubro fiz no
regulamento da 29 de margo de 1837 sen-
do a principal aquella que sujeta o corpo po-
licial a disciplina do exercito. Sao passados
seis mezas depois desta reTorma e apenas
dous soldados foro pranchados. Este facto
senti necessidade da aqui oconsignar para
honrar o bro d'aquelle corpo e a habilidado
do seu digno counuaridante que sem "gor,
e maiores esforgos o tem sabido mantar em
bom pede disciplina.
Ate qui nao tem sido contamplados na des-
peza da polica o concert de armamento, lu-
zesde quarteis e compra demunigo, e
todava estas despezas sao certas e necesa-
rias e assim cumpre qne nao passem esque-
ciJas na prxima lei do orgamento.
Guarda Nacional.
Temos 11,899 guardas nacionaes de ser-
vigo activo e 1,159 da rezerva repartidos co-
mo demonstra o mippan.3 por dez legiOes e
dous batalhas avulsos. Est numerosa for-
ga possuida como he de melhor espirito de
ordem e afierro as nossas inslituigoes preen-
cheria prefeitamente lodos os seus fins se
estivesse mais bam organisada instruida e
disciplinada.
Na suacomposigao entro muitos indivi-
duos que nao tem as condic;s da lei vicio
que attribuocreago doexeessivo numero de
batalhes para completar os quies foi mister
nao fazer escolha e ao receio que tem tido
os commandantes de perderem a sua influen-
cia restringindo o al stamento. A maior par-
te des bataldOas esto por Tardar e nao tem
livros de matriculas Tazendo-se estas por
via de regra em Tolhas avulsas de papel as
quaes frequentemente sao alteradas ou pela
acgo do tempo ou pela m f e excep-
tuado o batalho da cidade nota-so em todos
a falta de instruego. Estes abusos tem sido
remediados em parte nao podendo esperar-
se o sen total desaparec ment se nao do lem-
po que quem faz apreciar a bandado das
instituigOas e encorpora-las nos hbitos dos
povos.
Ordenei que fossem recrutados os guardas
nacionaes nfio exceptuados pela lei que nao
se fardassem dentro de certo praso e esta
medida comega a ser proficua. Forneci li-
vros aos batalhes do commando superior da
cidade e nomeei instructores pira os mes-
mos sentindo nao poder cslender estas pro-
videncias outros corpos em razo da insuf-
ficiencia da respectiva quota.
as provincias em que as assembleas pro-
vinciaes modificro a l-'gislago sobre a guar-
da nacional tem sido considerada provincial a
despeza com os cornetas. Se quizesseis se-
guir este exemplo o dinheiro que actual-
mente se gasta com aquello objecto poderia
ser applicado para a iuslrucgo e tornar-
se-hia esta mais geral, como tao precizo se
faz.
vir-me a minha afflicgo rom pendo os
diques que por tanto tempo a tinha conlido
em quanto estava exposto aos olhos de meus
semelhantes descarregou tola a sua forga
em vehementes exclamages de indignago.
Louco idiota quem me mandou acre-
ditar nelles ? Mas nunca nunca mais me
illudir. Oh Maria julgra-me feliz
morrendo por ti e tu me abandonas tu me
despresas no momento em que um sorriso teu
me Uvera indemnis.ido de todos os males da
fortuna de toda a traigo da amizade! Quan-
to a Fraser todos os homens sao o mesmo ,
egostas por natureza hbitos e educago.
Sao criados na vileza e feliz aquelle que
mais cedo comega a suspeitar delles. Sim ,
feliz aquelle que despresando suas oucas
demonstragoes de amizade retem todas as
sympathias da sua natureza dentro da estrel-
la segura priso do egosmo ; mas eu sere
vingado. Perdido como estnu pobre o des-
presado assim mesmo eosnarei aos pedidos
que nao pnsso sec ultrajado inpiiueuieiite
nem calcado aos ps sem represalia !
( Continuar-se-ha. )


5
O artigo s-xto da le de I i de margo de
1837 determina que o* ol^iaes da guarda
nacional uoaejo privados das suas patentes
so ni par sen tonga ao misma passo que
p.rniitte tirar-lhes o exercicio, loo qu'j nao
sirvo bim. Ora tanda sido postos avulsos
grande numero d outra vez chamado* para as leiras da guar-
da palo privilegio dis suas ptenles ; e dahi
|)a resultado qui mu i tos se tem feito de pro-
posito relaxados no cumplimento dos seus
veres s com o Oto de serem desligados
d-> srvigo e ficar->m eom as honras mas nao
com os prevaleos dos pystos. Ha precizo ,
Sjnhores que acoabeis cora este gernun de
indisciplina annulan lo aquella disposigo ,
em meu entender estabelecida llegitima-
mente pois qu nao sei que a outro poir
que nao o exocutivo pertenga a concosso de
honras, distincgfos. No Rio e Perna al-
buco os oli:i-es dinittidos nao fico no go-
zo de suas pitantes, e esta medida que estrei-
ta os lagos da obediencia e da disciplina tem
concurrido poderosamente para ievar a guar-
da nacional d'aquellas provincias a um esta-
do de regularidade que he digno de ser imi-
tado. ( Continuar-se-ha. )
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores.
Quem perturba o repouso de pacificas ro-
las estorvando que se desfago em innocen
tes brincos sombra de frondosas arvores ,
v-las tmidas esvoagar ao longe e fugirde
s/ia presenga ; mas quem pem em desasso-
goum enxamede maribondos e os irrita,
procurando impedir sua acgo nociva passa
pelo desgosto de os ver voltar sobre si feri-
lo com seus farp iens e persegui-lo de nma
manaira terriYel.
Se o Dr. Brando despota como se figura ,
houvesse posto em perigo a tranquillidade de
idadaos honestos e pacficos estamos per-
suadidos, deque, quando muito, urna quei-
xa surda se haveria contra elle levantado e
wftta persuaso nos confirmo os innumera-
veisexempos de despotismos, que se tem com-
mettido na nossa provincia e que tem sido
sopitadus ; mas como elle ousou desalojar de
seu eortigo b-spas feroses est soffrendo a
dor de suas farpoadas venenosas.
K seguramente de alguma bespa ou mar-
bondo agoiitado por elle que partem corres-
pondencias pergunlas e nutras mil cousas
transcriptas no Diario novo tendentes desa-
credita-lo ; mas de balde se cansa seu far-
pai> se quebrar na bem eonhecida, e nega-
vel probidadiloSr. Dr. Branda), e s Ihe fi
cara em partilha o odio e despreso, que a so-
CJAfade se langa? sobre calumniadores vis.
No Diario novo de 29 do p. p. mez de no-
"vembro apparece um pobre jui/. de facto que
mal podera entender a orthographia dos cdi-
gos criminando o Dr. Brando por haver
mandado soltar a Antonio Francisco Cedrei-
ra e Jos- Mariada Silva presos'em flagrante.
Que ousadia naneado Sr. juiz defacto de
metler-se em materias de que pnuco ou na-
da pesca como elle mesmo confessa Como
sabe o sr. juiz de facto que estes dous ho-
mens foro presos em flagrante que teste-
munhasouvioelle ? Inquiri elle do facto co-
mo o poda' esmerilhar o juiz encarregado
de o appreciar ? Por ventura a simples cir-
cunstancia 'de achar-se alguem preso, e dizer
quem o prendeo que o fizera oro flagrante ,
consttue flagrante ? Nao tem visto o sr. juiz
de facto quantas vezes perante o tribunal
do jury tem o promotor publico sido langa-
du da aecusago, julgando-se a causa peremp-
ta, por se allegar e provar por parte dos reos,
no momento de seus julgamentos que o cri-
uie particular e o individuo nao foi preso
em flagraute, quando sob esta condigo que
prosegua a aeco da justiga ? Se pois nao
a opinio ou simples dito de quem prendeo ,
que classifica ser a priso feita ou nao em
flagrante que dever faser o delegado, ou
outra qualquer autboridade que tiver juris-
diego sabendo que tal individuo preso por
um (-rime affi.>ngave!, o nao foi em flagrante ?
Decerto manda-lo soltar, do contrario com-
metler um crime, pois sabendo, que a pri-
so era Ilegal a nao relachou.
Pois foi o que succedeo com Cedreira e
Jos Mara : foro recolhidos cadeia por
se dizer, que liaviio sido presos em flagrante ;
mas indagando do facto o Sr. Dr. Brando
soube que tal flagrante nao existir cum-
pli a le, mandando solta-los. E diz-se, que
o Dr. delegado (espota e diz-se que elle
calca aos ps os diretos do cidado quan-
do elle oprlmeiro, que to solemnemente
os respeita !
Desenganem-se os srs. inmigo dos despo-
tas e juiz de facto entre os quaes ha de cor-
to identidade, que nao com arguiges de tal
naturesa que abalarn o bem merecido cr-
dito do Sr. Dr. Brando tomem nosso con-
selho, abandonem to vil, e tSo redicula em-
preza porque suas palavras farad o effeito
opposto ao que elles tem em vista a repu -
tago do calumniado toma vulto e cria rai-
zes mais fortes ao passo que elles se redicu-
liso e se torna o objecto do odio a des-
prezo publico.
Basta por ora ; breve voltaremos para di-
sermos alguma oousa sobre as cartas a res-
peito de Luiz Franosco Correia Gomes de Al-
m-ida e outros documentos transcriptos no
Diario novo do 1 de dezembro.
O inmigo dos velhacos,
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendmento dodia6......... 16:563*270
DESCARREGA- HOJE 7 DE DEZEMBRO.
Barca americana = Navarra = farinha ,
barricas abatidas com seus per-
tences.
Patacho americano =]Lucy = barris com car-
ne salgada caixas com sabio di-
tas coro phosphoros e bacalho.
Brigue francez = Adolpho = vinho
Brigue Inglez == Mary. Queen of Scotei =
fazendas, e ferro.
M0V1MENT0 DO PORTO.
NAVIOS SAHIDOS NO DA 6.
Rio de Janeiro ; patacho sueco Lafaete cap.
J. A. Daimberg com a mesma carga que
trouce de Gottemberg.
Dito ; barca hamburgueza Thereza capitSo
Cari A. Nuescke com a mesma carga que
trouce da ilha Terceira.
Barcelona por.Porto Rico } pataoho hespanhol
Cassador cap. Izidro Maristany carga
algodo.
NAVIOS ENTRADOS NO DA 6.
Porto; 27 das barca portugueza Bella Per-
nambucana de 437 ton. cap. Manoel
Francisco Ramalho, equip. 19 carga sal,
vinho e &c. : ao capilo.
Ilha de S. Miguel; 38 das, brigue brazleiro
Lial, de 172 ton. cap. Caetano Jos Tra-
vasso equip. 13, pasaageiros 146, car-
ga lastro : a Gaudino Agostinho de Bar-
ros.
New Castle ; 38 das brigue norueguense
17"> of May de 300 ton., cap. A. J. Bie,
equip. 12 carga carvo de pedra : a N.
O. Bieber & C'
Cirurgio Francisco Fernandos Vieira.
lente Ferreira d'Alcantara.
Francisco Ferreira de Mello.
Gonzaga Bastos.
Gongalves do Cibo.
Gomes da Silva.
Ignacio da Cruz.
Joaquim Carduzo.
Pereira Lobo.
<( Ribeiro de Brito.
Joze Arantes.
de Araujo Albuquerque.
k (( Cvrillo Leal.
Marinho.
Cor. Martins.
o de Mallos.
< Pereira Braga.
Rapozo
do Reg.
Rodrigues.
K da Silva.
Silveira.
(( Vianna,
Vieira Machado.
C Continuar-se-ha. )
Vicente Thomaz Pires de Fgueredo Camar-
go inspector d'Alfandega dtc.
Fago saber que no da 9 do corrente ao
meio dia na porta da mesma se hade arrema-
tar urna caxa com trinta e cinco pistolas no
valor de 140tf reis impugnadas pelo feitar
conferente Joo Francisco Duarte no despa-
cho por factura de Didier Robertt & C.4, so-
bre n. 2026 sendo a arrematago sugeita
ao pagamento dos diretos e expediente.
V. T. P. de F. Camargo.
EDITA ES.
Continuacio da litta dos jurados.
Custodio Miguel Gongalves.
Delfino Gongalves Pereira Lima.
Diniz Antonio de Moraes e Silva.
Domingos Affongo Ferreira.
Joze Martins Vieira.
Soares.
Malaquias d'Aguar Pires Ferreira.
k das Neves Texeira Bastos.
da Silva GuimarSei.
Elias Baptista da Silva.
Estanislao Pereira d'Oliveira.
Teen te EstevSo da Cunha Mendes Azsvedo.
Evaristo Mendes Azevedo.
Feliciano Augusto de Vasconcellos.
k Joaquim dos Santos.
Dr. Felippe Lopes Netto.
Felippe
h Menna Callado da Fonceca.
Felis Francisco de Souza Magalhes.
Miguis.
Firmno Joze Felis da Roza.
Francisco Alexandrno de Vasconcelloa C.
Antonio Cavalcante Cosseiro.
u ( das Chagas.
de Oliveira.
a Pereira de Brito.
de Souza. "
d'Assis Campos Cosdem.
Mendes Guimarei.
Baptista d'Almeida.
Dr. Bernardo de Carvalho.
Bizerra de Vasconcellos.
Caetano Profiri.
* Carlos Texeira.
Carneiro Machado Ros.
de Carvalho Paos d'Andrade.
K das Chagas Cavalcaute Passoa.
da Cunha Machado.
u Das Ferreira.
Euzebiode Farias,
sa, que )amais n'esta cidade se tem offerecido
venda; e para melhor informago de perten-
dentet, especifica alguns dosartigos maisapre-
ciaveis que vem a ser : um custoso piano
horsontal do insigne author Broadwood. tai-
vez igual seno superior a qualquer outro,
que n'esta praga exista ; cadeiras do mais
apurado gosto fritas de Jacaranda sendo al-
gumas de bragos; sof, mezas redonda e com-
pridas para meio de salla ditas para jogo ,
mezas de trums com lampos de pedra marmo-
re sumptuosamenta manufacturadas no paiz;
do melhor Jacaranda ; um jogo de bagatelia ,
um leito d'angiqo outro de ferro com en-
xergs ecortinado; guarda-roupas, touca-
pores mui lindos com excellentes espelhos ;
dois aparadores sendo um do mais apurado
gosto ; urna meza de jantar para 24 pessoa*
muito forte e acabada com a maior perfei-
go cadeiras de bataneo ditas usuaes, me-
zas pequeas um banheiro de patente ta-
petes e outros trastes; aparelhos de meza ,
e para sobre meza sendo um todo branca da
porcelana a mais superfina e outro verde ,
ditos diversos brancos, e dourados para cha ;
globos e serpentinas de bronze para urna, e>
duas luzes do gosto mais moderno ; castigaes
de folha de prata lanlernas e galheteiro
Lde casqunha oompoteiras,' garrafas e co-
pos de fino cristal; facas e garfos cabo de
marfim colheres e garfos de prata alema" j
varias obras de prata ; um selim para Sen ho-
ra montar a cavado ; utencilios de cozmha
indispensaveis, e um carrinho da duas rodas
com arreios para um cavalla.
DECLARADO.
A thesouraria das rendas provnciaes
paga nos das 7 e 9 do corrente aos em-
pregados da secretaria d'assembla dita da
presidencia thesouraria das rendas provn-
ciaes e meza das rendas internas o quar-
tel vencido de abril a junho do corrente an-
no. Thesouraria provincial 6 de dezembro de
1842. Joo Manoel Mendes da Cunha
Azevedo thesoureiro.
A VI SOS MARTIMOS.
=Para o Rio de Janeiro segu viagem a-
t o dia 12 do corrente o patacho americano
Jones, com muito superiores commodos na
cmara para 76 passageiroi, e loa por prego
commodo e to bem recebe escravos a fro-
te : dirija-se ao consignatario Henrique Fors-
ter & C. : na ra do trapixe Novo n. 8.
=Para o Porto sahir com brevidade o bri-
gue portuguez Mara Feliz capito Antonio
Luiz Gomes ; quem no mesmo quizer carre-
gar ou hir de passagem dirijo-so ao seu con-
signatario Antonio Joaquim de Souza Ribei-
ro ou ao dito capilo na praga do coramer-
cio.
xsr Para o Rio de Janeiro segu viagem
com toda a brevidade o bem condecido e ve-
leiro patacho as Laurentina Brazileira = ,
capito Antonio Germano das Neves ; para
carga tracta-se com Joaquim Baptista Morei-
ra, noseu escriptorio na ruad'Apollo, e para
passageiros com o referido capito.
tsr Para Lisboa sahir impreterivelmente
no dia 14 do corrente o brigue portuguez=
Jozeilna = capilo Paulo Antonio da Rocha ;
quem quizar carrregar pequea porgo de
carga ou hir de passagem entenda-se com
Mendes & Oliveira ou com o referido ca-
pito.
tar Para o Cear sahir no dia 12 do cor-
rente o patacho nacional = Mara Luiza =
e s recebe alguma carga miuda e passa-
geiros para o que tem bons commodos ; os
que pertenderem hir de passagem entendi-
se com seu dono Antonio Joaquim de Souza
Ribeiro.
= Para Lisboa segu impreterivelmeute
no dia 17 do corrente, o brigue portuguez
Conceigo Flor de Lexandria capillo Vicen-
te Anastacio Rodrigues anda pode receber
pequea quantidade de carga bem como
passageiros para oque tem muitos e excel-
lentes commodo; a quem convier dirija-sa
ao referido capito ou a Mendes & Oliveira.
AVISOS DIVERSOS.
LEILOES.
MT" J. M. Geun estando prximo a later
urna viagem al a Enropa far leilo por
intervenco do corrector Oliveira sexta
feira 9 do correnta s 10 horas d< manh .
no 3.* andar da casa pintada d'amarello de-
fronte da igreja matriz da Boa-vista da mais
completa mobilia eoutros objectos tanto pa-
ra adorno, como para utilidade de qualquer ca-
Sahin o Carapucero n. 72. O seu as-
sumpto he dizer o que sent a re.peito da
muita m criago que vai pelo nosso mun-
do. A variedade trata da contradigo das
senhoras : anda mais esta para se zangaren,
do pobre Crapuceiro. Vende-se na praga
da Independencia loja de livros n. 6 e 8.
tsr 0 abaixo assignado por ultima vez ,
avisa a quem tiver pinhores em seu poder ,
que os vo remir dentro em oito das do
contrario vsse na necessidade de os chamar
ao juizo de paz sem excepgo de pessoas.
Bernardino Francisco d1 Azevedo Campo*.
tsr A pessoa que tver para alugar na ci-
dade de Olinda urna casa decente e com
bons commodos a qual deve ser situada
porto do mar ; dirija-se a ra da Cadeia ve-
iha casa n. 24.
tsr As pessoas que assiguaro na socieda-
dade de 30 bilhetes inteiros da lotera da
matriz da Boa-vista, na ra da Cadeia nume-
ro 15 faro o obsequio de ir levar oempor-
te da assignatura at o dia 10 do corrente ,
do contrario nao ter que reclamar caso saia
algum premio na dita sociedade.
tST Quem percizar de um caixeiro portu-
gnez para venda, ou outra qualquer arruma-
cao, excepto padaria ; dirija-se a ra das Cru-
zes, venda N. 29, ou annuncie.
tsr Preciza-se de urna ama que tenha bom
leite, sendo forra ou escrava; no sobrado de
dous andares depois da Igreja dos Martirios,
D. 4.
tsr Aviza-se a quementeressar que a ca-
za de Gaskell Johnson & C. de boje em van-
te est em liquidago debaixo das ordens dos
Senhores Georg Kenworthy 4 & } quem ti-
ver contas contra a dita casa, lera a hondada
de manda-las ra da Cruz n.* 13 para se-
rem conferidas. = Estamos de accordo eom
o anuuncio'ut supra. = George Kenworthy
& Companhia.
mr 0 abaixo assignado vendo no Diario n.
251 annunciada a venda da casa sita na ra
Nova, de dois andares n. 37 participa para
conhecimento dos compradores que ella lhe>
est hypolhecada em parte. Antonio Joa-
quim de Souza Ribeiro.
tsr Ajuga-se Urna preta que saibacozinhar
o ordinario quem tiver dirija-se ao atierro
da Boa vista loja do miudesas n. 48 ou an-
nuncie.
or Antonio Joze Soares ; retira-se para
Lisboa the o fim do prezente mez.
tsr John Hadfield, retira-ae para a Babia,
e quem tver contas com o mesmo queira a-
pretentar-se.
tsr Francisco Bernardes de Castro reti-
ra-se para o Rio de Janeiro.
tsr Hum rapaz de 16 annos offereee-se
para caixeiro de loja de fazendas, ou ra do
que tem bastante pratica dando bom fiador
a sua conducta ; a fallar na ra da Cruz n.
15, 2. andar.
wOSnr. Manel Antonio de Fgueredo,
dirija-se a ra de S. Bita nova n. 91 para re-
ceber urna carta vinda do Norte.
tsr Joze de Souza Carneiro portuguez
retira-se para o Rio. de Janeiro.


4
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
No da 13 do conente
corre impreterivelinentea
primeira parte da 1.a lo-
tera cnjo premio grande
he l:O)0#O0Oris; o res-
to dos bilhetes achao-se
a venda nos lugares an-
nnncidos.
Lombrgueira ou Vermfugo Efficat.
ar A medicina popular Americana tem
alem das virtudes ja citadas a de ser un
vermfugo activo e innocente aplicavel tan-
to a solitaria como para as outras especies de
vermes. Este verdadeiro thesouro das fami-
lias vende-se somonte em casa do agente
D. Knoth na ra de Apolo n. 27.
ar Permuta-se vende-se ou arrenda-se,
um sitio pequeo inuito parto por ser logo ao
sahir da Solidado para o Manguind com
nao poucos arvoredos de fructo chaos pro-
prios com grande e decente casa de sobra-
do toda eovidragada contendo 14 quartos ,
um algrete na frente com dous portos de ,tra(Jor ferro, e-no fundo outro porto, grande co-
cheira casa para pretos e cosinha pogo
de agoa capaz de beber e tanque para ha-
nho : na ra do muro da Penha sobrado n.'
30 das 6 as 8 horas da raanha e das 3 da
tarde em diante.
wQuem quiser 500* reis a premio sobre
penhores de ouro, ou prata a 2 por cento ao
mez ; annuncie sua morada.
OT Joo Van:Mcyl penhorado dos ohze-
quios que receheo do respeitavel publico des-
ta capital e sciente da grande influencia
que ha pelos prezepios vai dar por sua con-
ta com adjutorio da companhia de actores ,
seis fungflssde prezepio que sro destribui-
das nos seguintes das: 24 27, e 30 de de-
zambro: 3 6, e 8 de Janeiro. As
duas primeiras noites contero a Annun-
ciaco e Nascimento do Menino Dos as
duas seguintes a chegada dos 5 Reis Magos ,
as dnas ultimas a degolago dos innocentes
a pregado do Raptista cantigas dancas
pastoris mmica e a representaco destes
tres dramas sero executadas por meninas e
pela companhia de actores : todas as pessoas
que quiserem assignar para verem as seis re-
presentages daro no acto de assignareir. ,
a quantia de tres mil reis somente, e recebe-
rao do bilheteiro do thfalro seis bilhetes de
entrada para os das indicados. Assigna-.se
em sua casa no pateo do Hospital do Pa-
raizo no !. andar ou no thealro das 8 ho-
ras a 1 da tarde e das 4 as 6.
G7" Antonio Francisco da Costa Draga ,
chegado a esta cidade em Julho do corrente
anno da capital da provincia do Rio Grande
do Sul, retira-se para a mesma provincia.
ar Procura-se para urna (amilia estran-
geira sem flhos urna ama parda ou preta
torra que saiba engemmar e cozinhar :
na ra da Cruz, n. 7 das 9 horas al ao
meio da ou na passagem da Magdalena ,
primeira casa de sobrado de 2 andares das 6
as 8 horas da manila ; na mesma precisase
alugarum preto proprio paraoservico exter-
no e tratar de cavallos.
OT Quem precisar de um rapaz portuguez
para caixeiro de venda Jo que tam bastan -
tepratica ou para caixeiro de ra ou de
engenho, dirija-se ao beco do peixe frito nu-
mero 7.
ar Joze Francisco de Azevedo Lisboa.
vai Baha e rio de Janeiro a tratar dos seus
negocios.
* Quem annunciou querer comprar urna
porfi de ps de coqueiros dirija-se a ola-
riada ra da Florentina.
ar Deseja-se fallar ao snr. Manoel Fran-
cisco Ponles a negocio de seu interesse pelo
que se roga o obsequio de dirigir-se a ra de
s. Rita n. 39 armazem de socar assucar ou
declarea hora certa em que se achara em casa.
r-s- Um rapaz de 15 aunos branco, bra-
sileiro. natural e morador nesta praga e
a po'uco tempo sahido do rullegio dos orfos ,
sabe ler, escrever e contar, se offerece pa-
ra caixeiro de qualquer estabelecimento ( me-
nos de venda ) ou escripturace de carto-
rio; quem de seu prestimo precisar com qual-
qer ordenado por mdico que seja alim do
te estabelecer entre os homens, procure a
qualquer hora na ra do Rangel junto a ven-
da do snr. Bhito Gomes Vieira que achara
com quem ajuste.
^* Quem annunciou querer 500, a ju-
ros sobre pinhores dirija-se a ra doColle-
gio na botica de Cyprianno Luiz da Paz.
h u snr. Dr. Juiz do Civel da terceira vara
na ra do Livramento se ha de arrematar
por ser a ultima praca, urna pouca de fazen-
da que se acha no deposito geral penhora-
da a Francisco Joze Rodrigues por execu-
cdo da viuva Anna Mara Muniz.
ar Perderao-se dous meios bilhetes da
Lotera do theatro de n. 296 e 396 5 roga-
se por tanto ao senhor thesoureiro da dita
lotera que no casa de qualquer numere
saia premiado nao pagar porque sen-
do preciso so justificar a posse que ha em
ditos bilhetes.
cr Qualquer sor. que precisar de urna
cavallo para passeio dirija-se a ra de s
Goncalo n. 4.
3sr*Precisa-se de urna ama que tenha bom
leite forra ou captiva : no atterro da Boa
vista n. 62 lado do nascente.
ar Quem precisar de urna raulher de da-
de para ama de casa de homem solteiro ou
de pouca familia dirija-se a ra das Cruzes
onde foi a Typografia ou annuncie.
ar A pessoa- quo annunciou no Diario de
5 do corrente querer urna preta para cozinhar
o ordinario de urna casa d i rija -sa a ra da
Ordem Terceira des. Francisco a. 20.
Ofereco-se um homem para adminis-
quer lugar o qual tena bastante agihdade
por ter pratica e d fiador a sua conducta :
na ra da Ordem Terceira de s. Francisco
numero 20.
ar A viuva do Burgos faz sciente a quem
convier, que Manoel Joaquim da Rocha e
Bernardo Joze Corroa deixaro de ser seus
caixeiros este desde o primeiro e aquelle
desde 5 do corrente.
ar Desde as 10 horas do dia 3 do corren-
te se ausentou da companhia de Manoel de
Souza Pereira seu fllho mais velho de no-
me Manoel de 11 annos portanto reco-
menda aos seus amigos e conhecidos lhe o
aguardem caso o vejo ou se dirija a loja
n. 10 da ra do Crespo a indicar o lugar da
sua estada.
ar Traspassa-se a posse de um terreno na
ra da Aurora com o fundo para o Hospi-
cio a retalho de ra a ra ou por inteiro,
tem parte atterrado o tambem se vende at-
terrado por proco muito commodo : na ra
Nova n. 58.
ar Na padaria de Joo Lopes de Lima ,
precisa-se de um forneiro e dons massei-
ros e sendo peritos nao se repara a prego.
COMPRAS
Frascos oompridos que fossern de agoa
de colonia em grandes e pequeas porgues :
na ra da Cadeia velha n. 15.
ar Urna commoda inleira de amarelo ,
feita a moderna e com poujo uso -, quem
tiver annuncie.
*^- Urna casa terrea no bairro da Boa vis-
ta ou de s. Antonio nao sendo em becos :
na ra do Livramento n. 20.
ar Umaescrava moga de boa figura, sem
vicios nem achaques que sirva para vender
frutas : na ra da Gloria n. 62 ou annun-
cie.
ar Um laxo de cobre usado, de peso de
urna arroba puuco mais ou menos, e que sir-
va para derreter sera sendo nestes oito das
para ir para fora da provincia : na ra do
Azeite de peixe n. 11 padaria de Manoel
Ignacio da Silva Teixeira.
ar Urna casa as ras seguintes : de Hor-
las eslreita do Rozario as Gruzes e pa-
teos do Carmo s. Pedro e Hospital do Pa-
raso, e tambem urna carroga; quem tiver an-
nuncie.
ar Um escravo mogo ou de idade que
saiba tirar leite e tratar de gado que seja
bom e nao tenha vicios : na ra de
verdes n. 12.
ar Algumas oilavas de ouro bom anda
que seja em pedagos e diamantes em obras
antigs anda sendo cravados em prata : as
5 ponas n. 114 na mesma vende se um es-
peiho grande sem asso.
ar Na praca da Boa vista por cima da bo-
tica do snr. Goulo compra-se efectivamen-
te escravos do ambos os sexos de 12 a 22 an-
uos para fora da provincia e paga-se bem
agradando.
VENDAS.
Agoas
: na pra-
do muito
na praga
Urna escrava de nago ; de 25 annos ,
engomma bem liso cozinha ,| lava de sabo
e varrella e he quitandeira : na ra do Fa-
gunJes n 27.
"*-sar Chales de seda e adamascados muito
ricos e grandes longos com franja de seda
dinho para gravata golas d* seda ornadas
de bico de seda blond para pescogo de sen ho-
ra suspensorios de veludo bordados tudo
da ultima moda e viudo ltimamente de
Franga e por preco commodo : na loja da
viuva do Burgos na esquina do Livramento
numero 1.
tw Um muito bom selim inglez com to-
dos os seus pertences, muito em oonta : no
atterro da Boa vista loja de segeiro francez ,
n. 19.
tsr* Urna morada de casa do sobrado de 2
andares na ra de Agoas verdes desta cidade,
livre e desembaragada de pinhora ou hypo-
theca : a tratar na mesma n. lOO.
tsr* Um ptimo escravo, mogo e de boa
figura sem vicios nem achaques
cinha do Livramento loja n. 51.
tar* Urn pienno forte novo e
boas vozes por prego oommodo
doCorpo Santo n. 17.
"s" Urna negra de nago ambac sem vi-
cios nem achaques o que se afianga parida
de poucos das a qual sabe bem tratar de
criangas e com muito bom leite para criar,
vende-se igualmente o filho que he mulati-
nho : na praga da Bia vista cas* do carroei-
ro francez por baixo do sobrado do snr. Bri-
gadeiro Almeida.
ar 53 caixas vasias de boas madeiras e
bem fetas a 4200 toda porco 5 e aluga-se
umo canoa nova que carrega 700 tijolos :
na ra da pcaia por traz da ribeira numero
I5el7.
ar Na fundicao de ferro e fabrica de ma-
chinas da ra ea Aurora acha-se para ven-
der machinas de vapor de forgas mais pro-
prias para engenho e de construgo mais
aprovailas e fortes, com moendas ou sem el-
las. Moendas de varios tamanhos e quali-
dades entre ellas ha urna de nova constru-
go que dispensa virola invengo de um se-
nhor de engenho porto desta. praga, e que
tem sido muito aprovada ; taxas de ferro ,
portas de fornalhas, serras sortidas para ser-
rara bombas arados roldanas jarras
para agoa, moinhos grandes de caf, e safras
tudo de ferro chaves de parafuzo das chama-
das inglezas niveis de espirito e &c. ; e na
mesma fabrica faz-senosO as obras a cima
mencionadas, como tambem machinas de
vapor de todos os tamanho e torga tanto ma-
rinbo como das outras e caldeiras para qual-
quer das ditas, canos de ferro para encana-
mentos de banheiro bomba ou qualquer
outro fim barcas alvarengas canoas de
ferro para vapor ou outros motores carrei
ras de patente para navios estradas de fer-
ro e machinas locomotivas assim como em-
prehende-se qualquer obra de engenharia
civil ou mechanlea que se offerecer. Este es-
tabelecimento offerece grandes vantagens as
pessoas que necessitao de obras desta nature-
za nao s pela facilidade de encommendar
em propria pessoa e sem tradugSo de urna
lngoa para outra de termos technicos nao
feralmente entendidos como tambem pela
garanta natural que sempre tem todos que
compro directamente do fabricante pela
faoilidade do recurso havendo deffeito ; e
apromptido mesmo de algum conserto que
possa necessitar por estarem os moldes de to-
dos uo paiz.
ar Sal do Ass bordo da sumaca Del-
raira fundiada defronte Ja Lingoeta ; os pre-
teudentes entendSo-se com seu dono Antonio
Joaquim de Souza Ribeiro na ra da Cadeia
do Recife.
ar Cm bote capaz de levar 10 a 12 pes-
soas e de 4 remos, um balco proprio pa-
ra loja um carrinho em muito bom uzo ,
de 5 rodas quasi novo com um cavallo rus-
so grande para carro e bem ensillado: na
ra da Cadeia de Recife n. 46.
ar Urna porgo de raeias barricas pro-
prias para assucar : na ra da Ordem Ter-
ceira de S. Franoisco.n. 20.
ar Urna porgo de prata sendo um ta-
Iher de cha : na ra Nova n. 65 ao pe da
ponte.
ar Assucar refinado e de outras qualida-
des caf muido por commodo prego e ce-
vada a 80 rs. : na praga da Boa vista loja do
sobrado de Pedro Ignacio Baptista.
tsr Urna casa meia agoa de pedra e cal ,
com uma sala 3 quartos sita no atterro
dos A (Togados mu propria para alguma
ferrara por ser situada em o lugar .para ellas
destinado um terreno com 25 palmos de
frente ja atterrado.fe com ameiago de 1 oito
contiguo: ne mesmo aterro venda n. 100.
ar Arroz.vermelho pilado e de casca f>m
Iqueires e em saccas e 10 arrobas de sera
amarrlla : na ra do Livramento armazem
n. 20
Uma casa terrea na Soledade n. 52
te e 400 de fundo plantado do Iarangei-
ras oaneleiros. romeiras e outras mais fru-
leiras e com cacimba : na ra da Guia so-
brado n. 46.
ar Superiores caivetes muito finos, de
mola que se bota a penna e saia aparada ,
por prego commodo : na ra do Cabug lo-
ja de miudezas junto do sr. Bandeira.
OT Dous quartos e um cavallo de estri-
bara com bons andares e seis cabras bi-
chos com bom o bastante leite, proprias
para criar meninos: na ra por traz dos Mar-
tirios n. 46.
ar Um ptimo moleque de 18 annos de
bonita figura com bons principios de sapa-
teiro : na ra do Cabug loja de miudezis
junto do snr. Bandeira.
ar Um bonito banheiro de flandres, mui-
to torte, e novamente pintado com seu
competente selindro por 16* : na ra do
Crespn. 23.
OT Espirito de 36 graos proprio para
marcineiro botica e chapeleiro, em gran-
des e pequeas porces vinho de Bordeaux
dito muscatel de setubal malvasia borce-
las carcavelhos bastardinho do Porto ,
azeite doce a 3840 a caada, e a garrafa a
320 queijos pratos marmelada em latas ,
estrelinlia pevide para soupa paos pre-
suntos chorigos e todos os mais gneros de
venda por prego commodo : na ra Nova
numero 2.
ar Uma colegaO de 5 annos do jornal Pa-
norama em 5 voluntes encadernados ca
xas de soda sedelitez ptimas para refresco a
800 rs. acaixnha : na ra dj Crespo n. 8
lado do sul.
OT Uma vacca ingleza da melhor rassa ,
chegada agora da Inglaterra no Brigue Mary
Queen of Scolt : na ra da Alfandega velha
armazem n. 44.
ar Uma barca de vapor de 255 toneladas,
no melhor estado ponsvel visto ser cons-
truida de carvalho em Junho do 1836 com
machinas de patente de nova invengafj, e for-
rada e encavilhada do cobre, tem os mais
lindos e completos commodos para 40 pessoas
e muito propria para conluzir carga a su-
perioridade deste navio e a sua machina foi
provada em Inglaterra o seu gasto de car-
vao he. s de 11 quintaes inglesas por hora r
e a sua marcha regular de 10 millias por ho-
ra : na ra da Cadeia velha 11. 46 casa de
A. S. Corbett & Companhia.
^ OT Chapeos de palha eom abas para se-
nhora a 5j ditos dexseda vindos de Paris ,
botinsgaspiados de marroquim a 2 ditos
pe lustro a 3200 cassas francezas para ves-
tidos a 5j o corte vestidos do 13 e seda e
de seda meias luvas suspensorios sa-
patos para homem e senhora bicos man-
gas de vidro a6j o par 5 e outras muitas fa-
zendas mais em conla de que em outra qual-
quer parte : na ra Nova n. 12 e l
"^S^ MadapolOss de forro para sapatos, de
boa largura com 21 varas a 33(50 a pega ,
4caixilhos com vidros grandes, proprios pa-
ra loja de miudezas por prego commodo :
na ra do Quoimado n. 61 loja que foi de Jo-
ze Felis
ar Vende-se ou freta-se para qualquer
porto da Europa a Barca Americana Nava 1 re,
forrada e encavilhada de cobre e muito ve-
leira ; quem a pretender dirija-se a L. G.
Ferreira & Companhia no seu escriptorio
na ra da Cadeia do Recift).
ar Uma colxa de damasco em muito bom
uzo ; uma commoda e urna mesa de Jaca-
randa : na ra do Raugel n. 56
ar Uma preta de nago, de 18 annos,
lava cozinha o ordinario, e engomma liso:
na ra de s. Thereza n. 10.
ar Chapeos de sol de seda de superior
qualidade e prego commodo; assim como ou-
tras muitas fazendas : na ra do Queimado
loja de fazendas n. 14 de Luiz Joze uo Souza.
S2^ Um torno novo fabricado por o snr.
Froppier o melhor tahricante de Pariz, esta
grande pega conficionada toda de ferro poli-
do reno a solidez e a elegancia e pode indis-
tintamente servir para lorniar toda a qua-
lidade de metaes : no pateo da Matriz de s.
Antonio n. 8.
ar Uma duzia de facas com cabos de pra-
ta uma duzia de garlos de prata urna pa-
relha de trinchantes com cabos de prata, duas
salvas pequeas antigs de prata, tudo a 200
rs. a oitava : em OlinJa ra do Baldo n. 24.
ssr- Vende-se ou Ireta-se para qualquer
porto e Brigue Americano l'adang de lote
de 175 toneladas forrado e encavilhado de
cobre, prompto para seguir viagem: a fallar
com o seu consignatario Joze Hay.
ricOa c g>miura iciiyvo vuui iiauja uo acua ar~ (una casa terrea ii ooieuaae n. 02,
da mesma qualidade ditos de seda de risca- j em chaos proprios com 60 palmos de fren-1 RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F = 1842.


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