Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04837


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Full Text
Anno de 1845.
Ter$a Feira 6
4
Tlo .S" depende de nfts wenmos; da non prudencia moderaoSo e energa : con-
...i.niiis como principiamos e aeremos apontaclos com admirado enlre as Nar.oes mais
M,f" r ( Proclamacao da A.aembl. Geral do BtUUL.)
culi*** *________^^
---------------------5---------------------------------------------------
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
t- ..,. Paralaba e Rio grande do Norle scgnda e sextas feirai.
(,oian* i ... ~,
unm e Garanhnns a 11) e Zt
r T Serinhfiem, Rio Formo so Porlo Cal Macelo, e Ala-o.. no 4, H e 21.
r -risla e Flores a 28. Santo Antao quintas feiras. Oliuda todos oa diaa.
___ |
DAS DA SEMANA.
K -, Geraldo Are. Aud do J. de D. A* i. t.
j. Vec s. Nicolao R. Re. Aud. de J de D. da 2: T.
7 Oiiari. Ambrosio Aro. Aud do J. de D. da 3.T.
c n.int s. Conce"?" de N. Sra
o c". ', Leocad a V. M. Re. Aud, do J. deD. dal. t.
Z Sab." Melquades P. M. Re. Aud. do J. de D. d3. T.
41 Dora. 3. do d10- Da8"0 P-
de Dezembro. Anuo XVIII. N. M.
O Diario public.-.e todos o. di.* que 3o forem S.nt.tt<-..lo. : o preco d. |.
de .re. m.l . g'.is. e o.do.,neo n.io for,m r.zao de SO rei, por lmha. As ^h^?"^^
bridas a esta Typopr.fi., ru. d.a Lm,e.N.34, o prac. d. Iodependenc.loj.deh.ro.
Nnnero fi e 8.____________________
CAMBIOS no da 5 de dezembiio. compra venda.

Cambio sobre I.ondre. 17 J d.
P.ri35U reispor fr.nco.
,, I.i.biSa 400 por 400 de premio.
Moed.de cobre 2 por-400 de descont.
Idcmdeletr. de boas firmas 1 { i |.
Owo-Moeda d. 6.400 V. 44.SOJ
N. 14.0J
de 4,000 8.200
P*iTi-P.t.c6e. *?3
I'eiOB-Columnares 4,720
n ditos Mexicanos 4,72J
miuda. 4,6IJ
15.000
44,800
8,4u0
4,74
4,740
4.74,1
l,i>0
Preamar do dia C de Dezembro.
4." a 8 horas e 30 m. d. manha.
2. 8 horas e 54 m. d. l.rde.
Loa Nora
Quart. cretc.
La. che i
PHASES DA. LIJA NO MEZ DE DEZEMBRO.
2__ 4 bor. e56m. d. m.nh.
,9__. 8 hora e 7 m. da tard.
.-, 17 as 4 hora e 26 m. dtrd.
I.'II lllK'" *------ _--------------
Quart. ming. 24 a 2 hora, e 20 m. di l.rd.
HARIO DE
NAMBLCO

ERRATAS.
Diario n. 283 pag. 2 columna 2. li-
nln 7. =r pnra conservar = li-ss = para
censurar : na m ?sma pagina e columna li-
nda 4.3. = e conhcciinento =a la-se = e re-
sentimento.
PARTE OFF3S8
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarjd do comnnn lo das armas de Per-
narabuco 3 de dezembro di 1842.
Ordem add:cional.
O commandante das Armas ello^ia aos cor-
pos quj hontrm oIemniUro o 17. anni-
versarh natalicio de Sua Magestade o Impe-
ra lor. pela b-ila apparenciaeacceiocom que
se apr-s.-ntaro na grande pirada, e com par-
licAilartdad o curpo de polica segundo
batahao le guardas narionaes compadhii
de ;j: tifi'.vs e companhia de cavallaria ligei-
ra de linlia pela rggularidade com que lie-
rao as marchas de continencia as quaes
sobresihiro aos de mais corpos. Antonio
de S Brrelo.
EXPEDIENTE DO DIA 23 DO PASSADO.
Odi Ao Kxni. Presidente envian-
sorio que embarcarlo para acrtenos va-
lores = PiraoiTSe= Paqu-t; dos Sul =Gua-
piass= e (oyranga= alim de que lhe des-
se<"onv.'niente direcQ"to.
9,1,, Ao mesmoExm. Snr. enviando-
Ihe a cotila dos medicamentos fornecidos as
praQ.s de linlia qu foro curadas em Pe-
dras de Fogo importando em 18,)600 reis ,
e rogando-lhe a espediQo de suas ordens ,
para que talquantia fosse paga a Jos Rodri-
gil'S-de Arauj i Porto.
Dito Ao inspector da thesouraria en-
viando Me os papis de contabilidade do des-
tteamenisido Pao do albo relativos ao mez
de outubro ultimo, e dizendo-lbe que o mes-
mo desta-'amfciito fra reduzido a 20 pravas
no lia 17 do dito mez.
Dii0 Aocapito commandante da com-
panhia de cavallaria ordenando-lhe que
v a tltesouraria receber a quanlia de 540,)
'F L HI T 0
OS REFEZES DA FORTUNA.
res para a compra de novos cavallos visto
que os existentes n8o ero sulicientes para
as necessidades do servido e mesmo por
que a companhia tinha augmentado em pra -
gas.
DEM DO DIA 2 i.
OfTcio AoEsm. commandante desar-
mas da provincia do Maranhao aecusando
recehido o seu otTicio de 9 deste mez acom-
panhado das guias que llie foro requisitadas
em officio de 21 de outubro.
Dito Ao tenente-coronel Pedro Borfees
deFaria encarregado do expediente militar
da provincia do Para dizendo Ihe que a
prestido do msico Joaquim Libanio The-
norio Wra suspenda em virtude de imperiaes
ordens eque a communicago devia ter si-
do frita a ex-oh*ieio pelo commissario fiscal
do ministerio da guerra visto que ao tempo
da suspengo, ero as prestac/Ses cobradas di-
rectamente da thesouraria.
DitoAo tenente coronel commandante
do destacamento de linha de Paje de Flores,
para que se recolhesse com o destacamento a
esta capital.
Dito Ao tenente-coronel Luiz Antonio
Favila enviandodhe as guias das pravas vin-
das do Maranhao que passaro a pertencer
ao batalho provisorio sob seo commando.
Dito Ao mesmo pedindo-lhe informa-
les acerca da pretengo de Clara Maria do
Monte cujo requerimento Ihe enva.
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 12 DO PASSADO.
OITicioAo Exm. Presidente da provin-
cia sobre a continua^o da obra da casa da re-
laco.
Dito Ao mesmo Esm. Snr., informando
o requerimento deD. Mara Alyesde Almei-
da e Albuquerque, em que pedia ser indem-
nisada dos sidos, que se ficaro devendo ao
seu fallecido marido at margo de 1824.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., idem o dos
trabalhadoresda olficina que denominoda
= Estiva =.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. dando os
esclarecimentas sobre os vencimentos que
por esta provincia se tem abonado familia
do alfares Camillo Ferreira Madureira que
exigi o Exm Presidente do Rio grande do
Sul.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda da provincia do Rio grande do norte
em resposta ao seu ofiicio de 27 de outubro
p. p. que requisitou a remessa de 6:000,
reis pela embarcago de guerra a partir para
aquella provincia.
Dito Ao inspector da adminixtrae.o das
rendas provinciaes da Parahiba idem de 27
de outubro dito, em que participou o saque
de 1:000* reis, favor do Amorim & Ir-
mSos.
Dito Ao inspector da alfandega exigin-
do a relago dos autos de approhenso que
foro remetidos para o juiso antes da execu-
Qo do ultimo regulamento.
Dito Ao contador da thesouraria com os
conhecimentos dos gneros e mais aitigos ,
que ltimamente foro remetidos para a Ilha
de Fernando de Noronha e os balances da
receita e desposa do>espectivo almoxarifado,
ilo mez de margo a outubro p. p. alim de
Ihe dar o conveniente destino.
Dito Ao commissario fiscal do ministe-
terioda guerra em resposta a sua represen-
tagn sobre o pagamento do aluguel de^ ca-
sas e de luses que o delegado de Flores
forneceo s companhias do 8. batalhSo de ca-
gadores ali estacionadas.
dem do da 14.
DitoAoadministador da recebedoria de
rendas internas remetiendo por copia a de-
marcaco das cid ides do Recife e Olinda fei-
ta para a demarcago da decima dos predios
urbanos alim de se regular quanto a collee-
ta e cobranza da taxa dos escravos.
dem do da 15.
Olicio Ao Exm visconde do branles
presidente do tribunal do thesouro publico
nacional participando que no mez de outu-
bro p. p. passou das caixas dos rendimentos
com applicago especial para a da renda,ge-
ral para serapplieada as despesas geraes ,
a somma de 34:020>687 reis que ncllo *e
arrecadarSo dos ditos rendimentos como
costav das cdntas que acompanhavo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. dem so-
bre a continuago da obra da casa da re-
lago. .
Dito Ao Exm. Presidente da provincia,
informando o requerimento de D. Maria da
Conceigo e Araujo em que pedio o meio
sold do que competirla a sou fallecido pai ,
o capito de primeira linha Jos de Araujo
A noito de quinta-feira lo de fevoreiro ,
foi urna das mais agradaveis que me legibra
ter passado. Esta va eu a sos ; o meu cora-
go batia levemente ; as pulsagoes tinhfto
augmentado com o exercicio que fizera de
manh ; o san^ue circulava livremente pelas
minhas veas como se nao eneontrasso estor-
vos sua correntc e meus sentidos estavo
elevados por urna multido de feiizes recorda-
giVs, de brilhantet esperangas. A miriha
salaapp-S'-ntava-me todas as commodidades.
que o homem pode desejar ; que me impor-
ta va pois a inclemencia do lempo i A-
chuva agoutav t a claraboia da cse.da ; o ven-
to te zunia raivos) na chamin ; mas quan
do meus olhosse voltavo da crepitante e a-
prazivel i ihareda do f gao para as ampias do-
bras das bem fechadas cortinas das janellas ;
quundo o tapete que tobria o soalUo cedia
-;od.) meu p, bateado o compassode
UU.a aria favorita que ento cantava o zuni-
do do vento a estropnada da rhnva servi-
o para exaltar na onnha estima as com-
modidadt-s da minha casa o fazer-me aprc-
Aguiar se fosse reformado na forma dale4
de 16 de dezembro de 1790.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda da provincia do Para aecusando a re-
cepc&o do seu oflicio de 24 de outubro ulti-
mo que acompanhou as rebgdes das letras
na importancia de 1 i:747j0ll reis qo a-
quella thesouraria sacou sobre esta, as quaes
passavo a ser aceitas.
Dito Ao mesmo idem da mesma data,
sobre o.suppriineuto de 425:71 4ji 900 reis,
que esta thesouraria tem de fazer a aquella,
durante o corren te anno financeiro.
Dilo Ao inspector da administrago das
rendas provinciaes da Parahiba sobre as letras
sacadas no valor de 3: lOO.fOOO reis por con-
ta dos direitos daquella provincia nsta ar-
recadados.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha recommendando que com a brevida-
de possivel envi a thesouraria oso'rgamen-
losde receita e despesa d'aqu -lia repartigo ,
relativos ao anno financeiro de i84i a 1845,
afim dse concluirem os que tem de remel-
le r para o tribunal do thesouro publico na-
cional.
Dito Ao juiz de orphos desta cidade ,
sobre os emprestimos feitos particulares pe-
los cofres dos orphos sem designagfio de
tempo.
Iguaes officios forSo dirigidos a todos os
mais juizes dos termos da provincia
Portara Ao thesoureiro da fazenda pa-
ra aceitar e pagar no dia de seu vencimento a
letra de 2:000,)000 reis a 15 dias precisos
sacada pelo thesoureiro geral do thesouro pu-
blico nacional a favor de Gaudino Agostinho
de Barros.
Dita Ao mesmo idem de I6:831ji590
reis dem de N. O. Bieber & C.'.
Dita Ao mesmo idem de 1:317,)i 191 reis,
idem de Domingos Jos Vieira.
[),la Ao mesmo idem de 1:600# reis i-
dera de Manod do Nasciment Pereira.
dem do da 16.
Olicio Ao Exm. visconde de branles,
presidente do tribunal do thesouro pub ico
nacional, informando o requerimenlode A-
morim & Irmos
Dito Ao commandante das armas da pro-
vincia devolvendo os papis de contabilida-
de do destacamento do termo doBrejo re-
lativos aos mezes de setembro e outubro pro-
ciar a boa estrella que me livrara de aceitar
convites que naquella noite me aparlassem
de meus penates. Oshomens casados podem ,
querendo extasiar-se em altisonantes phra
ses sobro os prazeres da vida domestica e a
festiva reunio dosseus circuios de familia ;
maseu nao hesito em affirmar que nos os
solteiros no nosso estado de simples bema-
venturanga possuimos nao s todas as do-
guras do nosso estado ; senao que tiramos
mais vantagens solidas do mesmo matrimo-
nio do que podem colher lodos esses decan-
tados elogiadores da sua propria felicidade.
Nos. temos os seus jantares sem a despeza
qup trazem ; temos suas partidas sem a fa-
tiga dessas inierminaveis discussOes domes-
tiras inseparaveis dos arranjos preliminares ;
compartimos o festivo e nsonho vero das
suas casas quando brillantemente se llu-
mino para receber companhia e nao toma-
mos parte no invern de escurido e de eco-
noma que sempre se melle de permeio : e
depoisde partiihar do sol calmoso das horas
-aleyoneas dos casados partimos antes que se
desvanca a transitoria illuso dallando o
,.u-ulu a sos na contemplago das mudangas
menos brilhantes do rosto e genio da consor-
te e no combate contra as tormentosas per-
versidades da sua prole. Njnhum homem he
realmente sonhor de s, nem est na posse
[llena do todos os commodos que Ihe offeroco
a sua casa se por ventura o prendem as ca-
das do matrimonio. Nenhum homem eu
o repito pule estar no inteiro gozo da vida ,
a nao sor solteiro e mogo com um criado
fiel para o servir. To convencido estou eu
desta verdade que nada neste mundo a
nao ser o amor que vos consagro Maria me
podia induzir a deixaro celibato. Nada a
nao ser a adorago de to rara unio de bel-
leza e de um espirito to cultivado me po-
dia fazer dar de mo ao meu actual estado de
feliz independencia ; mas as circunstancias
peculiares e favoraveis em que me acho, pas-
so lo menor para o maior grao de felicidide.
Metti as mos nasalfiibeiras do meu cham-
bre que seja dito do passagem he por
certo do mais rico brocado que tenho visto ,
e passeando vagarosamente no meu quarto ,
continuei dizendo comifjo mesmo : Nunca
Imiive nunca podia haver um homem to
feliz como eu Que mais posso eu desejar
neste mundo ? Maria adora-me e eu adoro
Maria. Verd.de he que est em Brighton ,
mas todas as manhs recebo urna carta della,
e daqui a q^inze dias estaremos unidos para
sempre. Ha alguem mais feliz em amores e
em amizde ? Ahi est o meu condiscpulo
Joo Frger ; fico que nao ha cousa nesl
mundo que elle nao faga por meu respeito.
Certo estou de que ninguem Ihe merece tanta
a miza Je como eu a exceugo talvex do
seu velho tio Si mo c da sua egua preta.
Quando terminei o soliloquio eslava perto
do fogo ; sentei-me e comeceie apostrophar
o meu magnifico cao de Terra Nova que ,
tendo compartido o meu jantar dorma so-
cegadamente sobre o tapete. E tu tambain ,
meu Neptuno nao es tu o mais bonito cao
do universo ?
Nepluno conhecendo que Ihe diriga a
palavra comecou a mexer-se e despertan-
do pouco a pouco filou em mim os olhos com
expresso allirmativa.
Ah se es e demais excellente nada-
dor !
Neptuno levantou a cabega e deu com o
rabo.
E companbeiro fiel e intelligente que
ama seu dono.
Neptuno esfregon a cabega na minha mo,
e concluio a conversa deitando-se outra vez.
Ah este cao he philosopio exclamei
eu nunca diz urna palavra de mais. Ora .
na verdade que sou feliz ; feliz em amor em
mizade e na posse de Neptuno ; e como se
tildo isto nao fosse suficiente para completar
minha ventura anda tive a dita de vender,
nesles tempos to calamitosos a veneranda
casa de meu pal com as suas ridas fr-
gidas e montanhosas g'iras de gesso e pedra
pr,r quinhentos eolitos d vista Oh agora me lumbra ser boin es-



a
limo passados que acompanharo o seu of-
licio de 8 de norembro linio para em vis-
ta da nformago do commissario fiscal do
ministerio da guerra dgnar-se communi-
car o que se devia por em execugo.
Dito Ao contador da thesouraria parti-
cipando ademisso concedida a Joaquim Pin-
to Brazil, do emprego que exercia.
Dito A Francisco Antonio da Silva Ju-
rina em resposta ao seu officio no qual se
compromelteo a cortar no seu terreno, deno-
minado Lagam e recolher aos arnia-
zens nacionaes desla cidade no espado de
utn anuo milquintaes de po-brazil.
Portara Ao thesoureiro da fazenda pa-
ra aceitar e pagar a letra de 5:000* reis sa-
cada pelo thesoureiro geral do thesouro pu
buco nacional a oito das precisos a favor de
Pedro Nunes da Fonceca.
dem do da 18.
Officio Ao Exra Presidente da provin-
cia informando o requerimento de Manoel
Fernando da Cruz sobre o terreno de Mari-
nha que pedio por aforamento.
Dito Ao raesmo Exm. Snr. remetien-
do o ornamento da obra que falta concluir
dos annazens, e trapiches da alfandega
Dito Ao cominandante das armas da pro-
vincia pedindo houvesse de dar os necessa-
rios esclarecimentos sobre o requerimento,
que acompaohavade Vicente Ferreira Mari-
nho rendeirodo palacio de Olnda.
Dito Ao mesmo devolvendo os papis
de contahilidado do destacamento do Pao do
alho, pe'rtencentes ao mez de eutubro ultimo,
?isto nao se acharen conformes, como ex-
pfle o commissario fiscal do ministerio da
guerra afim de dar as providencias, que
julgar necessarias.
Dito Ao administrador da recebedoria
de rendas geraes para informar se Joaquim
de Albuquerque Fernandes Gama pagou a
siza da otaria que arremattou em 12 deou
tubro de 1839, do ex collector Antonio Mo-
reira da Costa.
dem do da 19.
Portara Ao thesoureiro da fazenda ,
para acceitar e pagar no dia do seu venc-
mento a letra de 1:708,> reis, a oito das pre-
cisos sacada pelo thesoureiro geral do the-
souro publico nacional a favor de Antonio
Jos* de Magalhes Bastos.
EXTERIOR.
IN5TRLCCA0 publica.
Se frmos procurar a rgem dos males em
Portugal, adiar- se-ha em ultima analyse que
todos se derivam da falta Je instrucco publi-
ca. E' a essa causa sem ncnhuma conles-
tago que se deve altribuir a facilidade com
que se podem promover tantas parcialidades
polticas, tantas dissenses no nosso paiz :
ainda conta d'essa mesma ignorancia que se
deve laucar a lenacidade em que se defen-
dem certos principios prejudiciahssimus ao
bem publico em quanto outrosdo contrario
effeito sao repellidos ainda com mais perti-
nacia.
Sendo a educado popular ueste seculo a
base de todo o governo quer representativo,
quer monarchico simples, causa admirago
ver como os nossos personagens polticos mais
eminentes, com to pouca asslduidade tem
trabalhado na sua propagago. Eu no sei
a que fatalidade reporte um tal desamparo a
nao ser a esse mesmo mysterio inexcrutavel
que fez por tantos annos, que os escravos no
Imperio Romano j adorassera urna pura e in-
cruenta Religio em quanto os snrs. para
quem elles nao serviam senSo de animaes de
carga continuavam as trvas da ignoran-
cia a fazer culto divino da degollado das
reze, aoseu pantheismo.
O primeiro milagro que nos nlo veramos
se a instrucgo publica 'nSo estivesse to gc-
neralisaJa em quantidade, era a Ameriea In-
gleza comprehendendo mais d um milho
de milhas quadradas isto 36 vezes mais
territorio do que Portugal, tanto como a Aus-
tria toda o Reino-Unido da Inglaterra na
Europa, a Franca a Hespanha e a Tur-
qua, suster-se nica no seu governo federal,
por linhasde cambraia por assim dizcr e
que tantos elementos naturaes e polticos
conspiram a quebrar. Este prodigio que
bastante para tornar estupefactos todos os esta-
distas do velho continente parece que devia
ter bastado para suscitar as nossas indaga-
ges at darmos com o seu movel principal.
Outro phenomeno nao menos palpitante de-
vido ao mesmo principio o que se est ac-
tualmente presenciando em Inglaterra. Con-
cordan! todos os publicistas de todas as cores
em poltica n'aquelle Reino, que nunca hou-
ve um exemplo de.resignago como o que all
est dando toda a populacho fabril e operara,
avexada pelos mais terriveis padecimentos da
fome e indigencia. As suas luzes Ihe chegam
para conhecer que pela violencia nada pode
melhorar a sua sorte, e s dos actos do poder
legtimo maduramente pensados, Ihe pode
vir o seu alivio.
A tranquilidade e a paz que vai calando
sensvelmente por todas as classes inferiores
de Franga a adhesio que todos os dias
all se augmenta para com a nova dynastia ,
sao effeitos do muito desvelo que o seu go-
verno desde 1832 tem posto em diflundir por
por todo o territorio a ediwagio elementar.
Assm cada um pode ser juiz por si nos as-
sumptos que mais o interessam e j custa
mais arrastarem-no levianamente para en-
trar em tumultos onde n8o pode figurar se-
noeomo instrumento ceg para, a poucos
pasaos vira ser victima expiatoria.
Nao menos em obsequio da muita Ilus-
trarlo que o seu governo tem derramado pe-
las classes inferiores da sociedade, que a Prus-
sia gosa de tanta prosperidade ; e os povos
u'aquella monarchia tanta reverencia consa-
gran) ao seu monareha. S9 ellos j assim nao
desfructassrm muitos dos bens queosysle-
ma constitucional de si promelte quando o
seu programma fielmente executado elles
nao esperariam contentes e pacficos, do tem-
po nicamente a reforma do principio gover-
namental da sua nago. Ha muito teriamsido
levados pela torrente da forga bruta ao vr-
tice, aonde tem sido dilacerados tantos outros
pazes cisatlantcos, em que a anarchia ves-
tndo os trajos da liberdadetem arvorado o seu
pendo, para pelo que parece e pelo que
se vai vendo, o nao arrear ainda esta gera-
cao mais chegada.
0 assumpto to importante to poucas
crever os Srs. Drax e Drayton acerca do di
nheiro e ordenar-lhes que o paguem imme-
diatamente ao meu banqueiro ; he gente de
bem ninguem o duvida mas por lim sao
procuradores de causas nao ha que fiar.
Sempre he mo deixar dinheiro em seu po-
der ; ruaos obra.
Se bem o disse melhor o fiz. Escrevi urna
carta aos Srs. Drax e Drayton ordenando-
Ins que pagassem os meus 500 contos de reis
ao meu banqueiro Coutts e depois de dizer
ao meu criado que logo de manh a levasse a
seu destino peguei no castigal e acompa
nhado .por Neptuno que de noite tica sem-
pre de sentinella porta do meu quarto fui
metter-me na cama na occasio em que ose-
reno gritava debaixo da minha janella : a Ja
deu meia noite!
He por sem duvida muito proveitoso dei-
tar-se a gente cedo como eu me deito por
que .pode contar com sonhos agradaveis. As
Tisoes que occupro a minha imaginago du-
rante o somno n3o foro de natureza menos
animada do que as das minhaslucubraees
despertadas. Sonhei que era a madrugada
Jj dia do meu noivado; que estava eu ves-
tido de setira branco com franjas de prata ;
que a minha Mara sentada em dourada ca-
deiriuha era levada para a igreja pelo padre
sacristo que trazio lagos de fita branca
na cabelleira e grandes ranjalhetes no peito
la sotaina ; que nossas mos ero unidas por
Hymeneo em pessoa que no altar brandia
o ardite por cima de nossas cabegas e dan-
gou um pos de deux cora a noiva no raeio da
ra do Regente quando em procissiio voltava-
raos de S. James ; que eu ia caminhando
ao lado do Neptuno, que, sem eu saber co-
mo estava identificado com o meu amigo
Joo Fraser e servia de padrinho ; que ao
cliegar minha casa que me pareca o pa-
lacio de Brighlot achei grande quantidade
de saceos de dinheiro cheios do ouro pos-
tos em lileira sobre urna mesa do marmore ;
que comegava a despeja-los aos ps da minha
noiva com urna orago eloquente quando
sbitamente foi interrompido o meu sonho
pela apressada entrada do meu criado que
paludo e trmulo se chegou ao meu leito e
me informou com voz ngitada que levara
a minha carta easa dosSrs. Draxe Drayton,
e que vira o Sr Drax, mas qu oSr. Drayton
linha fgido de noite levando em sua cornpa-
nhia os meus quinientos contos de reis e
mais quatro contos do seu socio.
Fiquei passado Estava perdido Que
couvinha fazer ? 0 relogio ainda nao tinha
dado dez horas ; mas nao obstante ser to
cedo resolv levantar-me immediatamente
e ir ter com o Sr. Drax. Em um instante,
em menos de urna hora estava vestido e a
caminho para Lincoln s Inn. Vinte minutos
pessoas se tem oceupado Jelle em Portugal ,
que eu me animo, falta de melhores, a apre-
sentar alguns dados estadsticos, sobre a ma-
teria a ver se assim chamo sua considera-
go alguem mais que pela sua collocago
especial e pelos scus conhecmentos se de-
libere a dar-lhe aquelle impulso de que elle
carece e que indispensavel para que Por-
tugal nao continu no mesmo torpor em que
jaz ; e seus habitantes larguem esse desma-
zelo com que se descuidam de tudo quanto
ha de mais indispensavel em um governo ,
cuja forma como o nosso actualmente as-
pira a sor.
Um cidado que nao sabe ler escrerer e
contar que uso, sinceramente fallando, po-
der fazer do seu suffragio eleitoral ? qual 6
a habilitado que pode a sua consciencia adqui-
rir para votar com discernimento sobre o can-
didato que ser de mais proveito na advoga-
go da causa com mu ni ? qual a discussSo
pela imprensa : que elle por si pode consul-
tar sem induegoes alheias, para se esclare-
cer sobre esta mesma e sobre as qualidades
do representante que deve eleger para a pro-
mover ? como pode haver ou se hade crear
essa mesma discusso se elle nao concorre pa-
ra o seu cortejo ? e como hade elle concorrer .
se ella Ihe nao serve de nada ; visto que a nao
sabe ler ?
Nao se limita a isto s o inconveniente da
falta de letras na nossa povoago. O governo
representativo distribue muitos cargos pelo's
cidados. Ora nesses como hSo de elles bem
exercer as funeges que Ihes esto annexas .
se nSo tiverem ao menos rudimentos vulgares
de educago intelectual ? Ou ainda como
ho de elles avahar a integridade com que
um terceiro se elles forem analfabetos faz
uso d'esses mesmos cargos ? E sendo poucos
os habilitados como pode o desempenho
delles, que gratuito, deixar de ser um gr-
vame intoleravel para os que pela sua aptidio
tem de andar continuadamente em servigo
do publico ?
Parece-me que, estas razes e outrai mais
que com estas tem relagfio, e que omitto por
brevidade sao sufficentes para resolver a
questSo das frequentes vicissitudes polticas
que experimentamos. O alicerce do nosso no
vo rgimen nao o que de vera ser ; est por
ora movedigo como asareias, porisso qualquer
o pode abalar para onde mais Ihe apraz.
Se os interesses polticos padecem por falta
de educago os materiaes digamo-lo com
bastante pjo nosso visivelmente se tem
deteriorado cada dia mais desde a restaura-
gfie. Um systema que principiou sem duvi-
da com boasintenges em 1821 aproveil
tando-se da bisonha simplicidade do povo ,
tem substituido n'elle ltimamente a mais
frrea escravido competencia livre sem
a qual nao ha industria. A perspectiva aqui
medonha, mas como o seu quadro nio per-
tence ao presente assumpto nao me demora-
re em o desenhar. C. A. da Costa.
NOTICIAS DIVERSAS.
O en terrado-Um carvoeiro, chamado Trillet
trabalhava ltimamente em urna mina de car-
vo de pedra quando desabou parte do in-
terior da mina, deixando-o enlatado. Alguns
trabalhadores, que se achavam distantes cor-
depois estava em presenga do Sr. Drax.
Appareceu-me este derradeiro possuiJor
de rabichos com a cabega bem apolvilhada ,
meias de seda que em tempos mais remotos
tinho sido pretas, sapatos luientes como um
espelho emfim o mesmissimo Drax que eu
desde crianga ti vera sempre em cont de per-
luxo. Ahi estava elle na mesma attitude no
mesmo trajo o mesmo hornera respeitavel ,
calculista systematico que meu pai me
dissera que elle era o modelo dos procurado
res mas com as feigOes mudadas paludo e
cabisbaixo como quem sbitamente sea-
chava, em urna posigo em que a sua probida-
de se tornava duvidosa os seus clculos er-
rados e todo o seu systema destruido.
Oh Sr. Luttrfcll exclamou elle, j
sabis pois desta to extraordinaria occorren-
cia ; que dir o mundo ? que pensaro os
meus amigos ? A casa de Drav e Drayton ha
tanto tempo estabelecda ha tanto lempo
respeitavel e um dos socios oSr. Drayton,
fugir!...
Porem, Sr. Drax, lembrai-vos dos meus
quinhentos contos de reis !
Fugio Sr. sem deixar dito onde po-
derla ser encontrado para onde se Ihe po-
deria escrever : cousa singular extraordi-
nario procedimento !...
Queris azei-me enlouquecer, Sr. Drax.
ixei-me eu vas imploro que passos con-
reram logo em seu soccorro mas s passa-
dos quatro dias, que se poude descubrir o
desgragado. Elle vivia ainda, posto que mui-
to raco esuas primearas palavras forio .
Eu nao lenho nada. Mas, como poderia ter
vivido Trillet quatro dias dentro do urna mi-
na ? Por prudencia ainda nao tinha sido in-
terrogado ; mas achou-sa em urna das suas
algibeiras um resto de tabaco do fumo, do qual
ella provavelmente seseryio, para sustentar
a sua existencia queja nao inspira inquie-
tagao alguma.
Fundacao dan -universidades em Hespa-
nha. Quando se creram universidades na
Europa tiavia j varias as capitaes em que
soexplicavam as sciencias sob o nonie de es-
colas geraes. No sculo 12. transfirmram-
e estas escolas em universidades, crendo-
se succesai va mente em Hespanha nos annos
segrales : em 1200 a de Salamanca pelo rei
D. Alfonso 9.*- 1293 a de Alcal de Henares
pelo rei D. Sancho- 1346 a de Valhadolid pe-
lo rei D Alfonso 11.'- 1430 a de Barcelo-
na sendo trasladada em 1701 para Cervera ,
e restituida em 1837 para Barcelona 1483
a de Palma de Maluorca por D. Fernando
o Catholico.
Progresso. Attrahe muito a attcngo em
Mulhausen um quadro curioso. No primeiro
plano v-so esquerda a cidade de Basila ,
e direita a de Slrasburgo.
Anno de loO Via-se um hornem a
p que caminhava vagarosamente nao sa~
bendo quantosdias gastara para hir de Basi-
la a Strasburgn.
Anno de looO Prmeiras carruagens :
gastavam oito dias nesta viagera.
Auno de 1600 Diligencias; emprega-
vam seis dias.
," Anno de 1700 Diligencias aperfeigo-
adas ; fariam a jornada em quatro das.
Anno de 1800 Por me.io de carroa-
gens de posta j nao gastavam se nao dois
dias e meio.
Anno de 1841 V-seum caminho de
ferro e um locomotor que faz a jornada em
duas horas.
Anno de J900 Ver-se-ha um globo
aerosttico regido por urna maquina alada ,
com um regulador. Ento se Dos perraittir,
se andar em minuto emeo.
Alais outro incendio. A cidade de Be-
retzk na Transilvania foi incendiada a 2
de julho quemando-se 007 casas. Varas
pessoas perecram, e rauitas se acham redu-
zidas maior miseria
Bella prova de amizade. -Escrevera de
Beyrouth a um peridico francez o segunto :
-Ocondo de Zichy pertencento a una
familia das mais distinctas de Hungra, foi
atacado ha das pop um inslenle maula ,
acompanhado de outros seus camaradas o
qualagarrando-o pelas barbas Ihe arrancou
parle dellas. 0 conde veudo-se s e de-
sarmado conteve a sua colera e foi quei-
xar-se ao bey que commandava as tropas.
Este procuron applacar o conde asseguran-
do-lhe que o arnauta naquella demonstrago
tinha querido dar-lhe urna prova da sua a-
mizade. Se isto he aqui moda replicou
o conde Zichy nao levareis a mal que eu
vos d tamhem urna assignalada prova da
minha affeigo. E dizendo isto, langou-
llie mo s barbas. O bey desconcertado
vem dar para haver mo o meu dinheiro.
0 vosso dinheiro Sr. l.ullrell! O .mes-
mo sujeito levou comsigo qualro contos de
reis da sociedade que era lodo o dinheiro
que lindamos em mo do banqueiro ; passou
um cheque por toda a quantia recebeu-a ,
e nem ao menos fez assento da transaego !
Olhai Sr. esta manh poda eu ter sacca-
do contra o meu banqueiro, acontecen) cou-
sas muito menos provaveis e podia ter sido
deshonrada a minha lirma !
Oh Sr. Drax se nao me attendeis ,
morro. Vede que estou perdido e que es-
tava para casarme.
Tant peior. Porem, Sr. Lultrell, vos,
mogos da moda nao podis entrar a fundo
nos sentimentos de um socio e de um homem
de negocio. A minha situago....
Nao podendo aturar por mais tempo as
iamentag>s do Sr. Drax, e vendo que es-
tava em demasa oceupado com a sua pro-
pria desgraga para altender minha ,- peguei
no chapeo e sahi apressadamente para ir pro-
curar em outro lugar os conselhos econsola-
glo de que careca.
Vou casa de Joo Fraser exclainei eu;
ello he sempre sensivel sempre prudfiite ,
sempre generoso. Ter J de mim dir-me-
na o que convrtn fazer na triste conjunclura
em que me acho,
( Continuar-se-ha. )
i.


*
com esta resposta, mandou chamar o arnau-
ta e or.Ienou que Ihe dessem cem pauladas na
presenca do cunde da Ziohy.
(O Nacional.)
DIARIO DE. PKRYIIBCCO.
O Diario novo n. 101 replicou defeza que
fizemos ao govurno as injustas increpares ,
que sobre elle latiQou o nosso collega a res-
peto dos acontecimentos do Ex ; embora
tiicesse que defendemos ogoveruo miseravel-
mente, deo dsfesa miseravel as honras de
um replica de S. Scnhoria. Nao pertende-
mos fazer ao contemporneo injustice em
suppol o to papalvo que ignorasse as at-
tribuicoes do Poder Judicial e as raias do
Executivo mas fomos obrigados a manifes-
tar a illaco mui obvia que corra das pro-
posicfies do collega ceg de despeito e re-
sentmento para nao enjergar no procedi-
niento do governo, que secontem em seus
justos limites se nao erro descuido e in-
dolencia.
Na distancia de centenas de Iegoas queria
o saBio Aristarco da administrado provincial,
que esta desse nao providencias para cons-
trangir o ajuntamento a dissolver-se mas
ordenspara virem informac-s da natureza
docrime, para voltarem no fim de dous ou
trez mezes avisos as autoridades policiacs ,
para proclamarem a dissoluco do ajunta-
mento ? Queria mais que no lempo de se
parem providencias se declarasse pela im-
prensa a intenco dos chefes da revnlla pa-
ra onda pertendio seguir as providencias-,
que se tinhfto dado as Jorcas que se tinhai
reunido a direcco que se lites pertend'a
dar. Se neste conselho ou nesta exigencia
nao descobrimos intengo de favorecer os
planos dos sediciosos e entorpecer os da po-
lica para desacreditar o governo que se
odeia por que a imputacao grave e nao
queremos fazel-a ao collega, diremos que o
proeedimento por elle insinuado ser de um
enera! parlamentar d nm ch fe de poli
cii elecliv, mais os fructos desta tctica se-
rio sempre a perda da batalha a retirada
segura dos revoltosos para logar que mais
Ihes conviesse. Assim quer o cnllega que Ihe
consta que se publique tudo que se tem fei-
lo para capturar os fugitivos. Em q ta oto
da publiacao das medidas se poder seguir
proveiJO aos criminosos canse-se embora o
l)-n. que ellas jamis iro para a imprensa.
Por nao se publicaren! as ordens expedidas
s autoridades policiaes ehtende o D-n. que
nenhumasse tem dado. Guarde para quan-
do Iher tocar a vez de administrar provincias,
ou dirigir a polica o seo sistema de publica-
co-s que se ho de dar muto bem com elle
os criminosos.*' Quando da publicaco da mar-
cha dos sediciosos nenhum inconveniente pj-
dia eguir-se, por constar <\\w estavo presos
pelo capito Simplicio neiihuma duvida te-
ve a presidencia de mandar publicar as parti-
cipacjes da Paraiba as quaes secontinho
as circunstancias de que era preciso informar
o publico; por que nao vio o menor desar em
publicarem-se antes dos oflicios das autorida-
des de logares da Paraiba aonde a forca de
Flores foi capturar os fugitivos, do que as dos
delegados da Presidencia de Pernamhuco. 0
collega foi que leve m f, em queixar-se na
sua accusaeo de falta de informaces de quaes
ero os chefes do ajuntamento e suas inten-
S0>s, e concluir disso que nao achava circuns-
tancias de criminalidade no ajuntamento ,
depois de ter lido em nossa folha as participa-
res das autoridades da Paraiba que elle diz
agora serem salisfilorias ; salvo se entende
que s haver criminalidade no ajuntamento
armado da Povoago do Ex quando o fac-
to forqualificado pela Presidencia de Pernam-
buco sem advertir que aquella Presidencia
"So mais incompetente do que esta na ma-
teria sugeita.
0 collega ou tem pcuca perspicacia, ou gran-
de falla de sinceridade em dizer que justifica-
mos o governo com o miseravel sistema de
que a este pouca importa o que houve no Ex.
Dissemos que dissolvido o ajuntamento per-
seguidos como foro os seos chefes fugitivos
peloesforco dos delegados da Presidencia,nao
eslava ella obrigada a inquirir miudamente
as circunstancias do facto para impor penas a
seos authores por que esta attribuico das
autoridades judiciaes encarregadas de formar
r,|lpa e sentenciar os delinquentes no que
"So pode o governo intervir sem violar um
aptigo constitucional Ao governo incumbe
nianler a s -guranea com a forc publica, dis-
solv'endp ajuhtlmenios armados, batendo-os,
P1'"' 'i!;,.: .o .. s acharem com as armas
'i' mo ou farem seguidos corno chefes ,
ou for -i seguidos
ou influentes da revolta. Mas desde que se
restabellecc o socego s ao poder judicial,
que pertence punir os delinquentes e isto
depois de ter arrefecido o fogo das paixoas,
porque noscrimes polticos tarda deve Ser
a aeco da justica para nao se tornar ins-
trumento dos partidos.* Insistimos nesta ma-
teria que todos sabem, e muto bem o author
da replica por que elle ceg de despeito fal-
la como quem deseonhece estes principios,
ou como quem pertende seduzir o governo a
ntrometter-se no que Ihe nao pertence para
tornal-o odioso aconselhando oque marche
era todos os objectos na frente de todos os
empregados e por consequen"ia dos juiz.es
na qualificaco dos crimes Se o governo se
deixasse levar do canto desta serta como
nao viria ella gritando depois que marchava-
mos para o governo absoluto concentrando
todos os poderes no executivo ?
Nao foi deducc.ao lgica a deque a polica
s procura os criminosos depois de descober-
tos.- Quando dissemos que elles nao"appareci-
o na provincia, demos a entender que nella
nao estavo segundo as informaces obtidas
pela polica e que se constasse que vinho a
ella a polica os procurara por que s nes-
ta provincia os pode procurar em logar deter-
minado para ento captural-os, porem antes
de serem procurados nao se acho. Houve por
tanto, falta ou de lgica ou de boa f no
sentido que se quiz emprestar a esta proposi-
C0 ta obvia. Mas para que havemos de sup-
por m f no colega em torcer o sentido das
nossas palavras em ensinar ao Governo a
usurpaca" das attribuicSes do Poder Judicial,
a publca para se tornarem nullas, em nao achar crime
no ajuntamento armado do Ex depois de
informado de seus fins pelas authoridades da
Parahiba em mostrar tanta simpathia pelo
Barboza (a) que solliu os chefes da sedica'l,
se o que ha no author da acusaga" e da repli-
ca despeito e resentimento s a sua mo-
fina he a eleica" do colegio da Boa vista, on-
de certos pretendents maiotia dos votos
da Provincia tiverafi apenas dous votos : se
n'outros collegios tambem fora" poucos os
votos ? Embora.... a votagaO foi muito
abaixo da prosumpeosa espsranca. Essa mo-
ina persegue o author da replica em todos os
seus artigos, nos quaes principiando por des-
figurar algum facto dos agentes da adminis-
tracaO, das authoridades judiciarias, Isnca
toda a imputagaO sobre o Governo : e acaba
com a queixa impreterivel das eleices. Nos
negocios do Ex o maior criminoso he o juiz
de direito porque persuade-se o despeitoso
opposicionista que elle faltou ao pedido de
arranjar-lhe maioria ou ao menos de nada
informar aos eletores arespeito de sua candi
datura : os nicos implicados sao todos elei -
tores que nao Pentraro na maioria de dous
votos.
Nm a residencia nem ao juiz da Boa-
vista pode imputar a sua derrota o resentido
opposicionista ; procure antes no seu proce
dimento as explicagOes necessarias. Se tem
factos pelos quaes possa provar os abusos do
governo as eleiQes, apresente-os para
ver se mais feliz na descoberta, por que to-
dos conhecem a pesar das cavilacOes que lie
tem sido fiel sua misso no modo porque
se houve sobre o ajuntamento armado doEx,
o assassinato doescrivo de Garahuns <&c.
dras ditas com phosphoros cas-
cos com azdte, barris com carne ,
caixas com sabilo farinha barri-
cas abatidas, e bacallio.
No dia 4do correnta deu sobre o recife em
frente da cidade o cter brasileiro Andori-
nha, que trazia 30 dias de viagom do Rio de
S Francisco, carregado de arroz e pedras de
amolar. A equipagem foi salva com o mes-
tre Manoel Joaquim e os passageiros Ma-
nuel Fernandes do OHveirt e Francisco Go-
dinho Pinheiro Portuguezes.
M0V1MENT0 DO PORTO.
CoMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 5......... 6:453*761
DBSCARREGA HOJE 6 DE DEZEMBRO.
Patacho sueco = Emilie = farinha barricas
. abatidas ditas com tampos, breu,
cha, pregos carnes, e fumo.
Barca americana = Navarre = farinha ,
potassa bolaxinha fazendas e
espermacete.
Brigue (rancez = Adoipho = vinho', azeite,
e massas.
Brigue Inglez = Mary. Queen of Scotes =
fazendas, louga e ferragens.
Patacho Americano = Lucy = caixas com si-
N4TI0 SAHIDO NO DA 4.
Bahia ; barca sarda Mara Luiza cap. G.
Tiscomia carga a mesma que trouce de
Londres.
NAVIOS BBTRADOS NO DIA 4.
Falmouth pela ilha da Madeira e Canarias ;
30 dias trasendo do segundo porto 20 ,
paquete Inglez Ranger commandante
Tuner.
Gottembourg ; 70 dias patacho sueco La-
, faete, de i 16 ton. cap J. A. Daimberg ,
equip. 6 carga pranchOes, remos, alca-
trao^ e pxe : a Me. Calmont & C.*
NAVIOS ENTRADOS NQ DA 5.
Londres ; 36 das polaca austraca Fideli
Amigo, de 300 ton., cap. Marco Miovick,
equip. 12, carga lastro : ordena.
Preston ; 29 dias barca ingleza Izabella ,
de 30S ton. cap. M. Dalton equip. 17 ,
carga farinha de trigo e carvo de pedra :
a Me. Calmont & C
New Port ; 32 das, brigue ingler Chase ,
de 217 ton. cap. James Cook, equip 10,
carga carvo de pedra : aocapito.
1 EDITA L.
Continuacao da lista dos jurados.
Antonio Joze de Almeida.
Alves Ferreira.
da Costa
Azevedo.
Doarte Jnior.
Gomes Arantes.
< do Gorreio.
de Magalhes Bastos,
de Oliveira.
Pereira.
de S.
Pinto.
Rodrigues de Suiza Jnior,
de S Azevedo.
de Souza Cousseiro.
Leandro da Silva.
Luiz do Amaral e Silva,
de Freitas.
Gongalves Ferreira.
Major Antonio Manoel deMoraesda MesquitaP.
Antonio Marlins Ribeiro.
Cap Pais Cortez.
Pedro dos Ares.
Pereira Barros.
k Rabello da Silva Pereira.
Ricardo do Reg.
Brigadeiro Antonio Rodrigues de Almeida.
Antonio Rodrigues da Cruz.
Dr.
M

K
((

Dr.



'
Cap



N

K






n
<(

Caetano Joze Alves.
da Silva.
Luiz dos Res.
Pinto de Veras.
Quintino Galhardo.
da Silva Azevedo.
a da Costa Moreira.
Theodorio Antones Villaca.
Dr. Candido Joze de Lima.
Candido Thomaz Pereira Dutra.
Canuto Joze Vellozo da Silveira.
ChristovSo Guilherme Brekmfield.
Cypriano Joze da Paz.
Dr. Clemente Joze Ferreira da Costa.
Claudino Bencio Machado.
Clarindo Ferreira C Constancio da Silva Neves.
( Continuar'Se-ha. )
POST-ESCR1PTUM.
ilha da madeira l3 de novembro.
Esta pobre ilha, que to atenuada se acha-
va por fracos pregos que seus vinhos hoje al-
cango por toda a parte, e principalmente
porque pertence a porlugal que tem sem-
pre sido madrasta de suas colonias, esta ilha
acaba de soTYer urna grande calamidade.
Urna inundaQomedonha e aturada deslruio
parle da cidade, ecausou innumeiaveis que-
bradas pelos campos levando graodissimo
numero de habitacOes, e de fazendas de vi-
nho pelas ribanceiras abaixo para o mar.
Ficro dessa maneira arruinadas muitas fa-
milias. Seguio-se a este desastre um furacio
que derrubou infinita quantidade d'arvores
uteis. (Carla particular.)
DECLARADO.
r* O paquete inglez Ranger recebe as
malas para o Rio de Janeiro, e Bahia hoje (6)
as 4 horas da tarde.
LEILES.
J. M. Geun
(a) Quando os referimos correspondencia
do Sr. Barboza dizendo que elle vinha para o
Recife onde nao de va ser procossado ja-
mis quizamos allirmar que elle estove nesta
cidade pois quase todos sabem e melhor
devf-u saber o D n. que este campio fez
alto sois ou sete Iegoas distante desta praca
n'um engenho onde homisiou-se e dahi
loroou a escaparse para Flores que o
dislricto da culpa e o logar em que ha de
por ella responder.
Lima.
das Neves.
Samico.
de S Le to.
da Silva Cunha.
n. Guiarles.
v c Gusmo.
de Souza Raugel.
Res.
Texeira Lopes.
Jnior.
Dr. Vicente do Nascimento Feitoza.
Vieira Coelho.
<( Vital de Oliveira.
Arsenio Fortunato da Silva.
Bartholomeo Francisco de Souza.
Bazilio Rodrigues Seixas.
Bento Bandeira de Mello.
Francisco de Faria Torrea.
Joze Alves.
da Costa.
Fernandes Barros,
Bernardino Pereira de Brito.
de Senna Dias.
k da Silva Guimares.
Bornardo Antonio de Miranda.
Damiio Franco.
Fernandes Vianna.
Joze Martins Pereira.
Braulio Rodrigues Texeira.
Bruno Antonio de Serpa Brandfo.
Dr. Cacinuro Joze do Moraes Sarment.
de Senna Madureira,
estando prximo a tazar
urna viagem al a Enropa far leilo por
intervenco do corrector Oliveira sexta
feira 9 do correnta s 10 horas da manht t
no 3.* andar da casa pintada d'amareilo de-
fronte da igreja matriz da Boa-vista da mais
completa mubiiia e otitros objectos tanto pa-
ra adorno, como para utildade de qualquerca-
sa, que jamis n'esta cidade se tem offerecido
venda; e para melhor informaco de perten-
dentes, especifica alguns dosartigos maisapre-
ciaveis que vem a ser : um custoso piano
hdrisont''l do insigne author Broadwood, tai-
vez igual senlo superior a qualquer outro,
que n'esta praca exista ; cadeiras do mais
apurado gosto feitas de Jacaranda sendo al-,
gumas de bracos; sof, mezas redonda e com-
pridas para meio de salla ditas para jogo ,
mezas de trums com tampos de pedra marmo-
re sumptuosamente manufacturadas no paii
do melhor Jacaranda ; um jogo de bagatella
um leto d'angico e outro de ferro cem en-
xerges e cortinado ; guarda-roupas, touca-
pores mui lindos com excellentes espelhos
dos aparadores sendo um do mais apurado
gosto ; urna meza de jantar" para 24 pessoas
muito forte, e acabada com a maior perfei-
5I0 cadeiras de balance ditas usuaes, me-
zas pequeas um banheiro de patente, ta-
petes e outros trastes ; aparelhos de meza
e para sobre meza sendo um todo branco d
porcelana a mais superfina e outro verde
ditos diversos brancos' e dourados para cha
globos e serpentinas de bronze para urna, o
duasluzes do gosto mais moderno; castica'es
de folha de prata lanlernas e galheteiro
de casquinha compoteiras, garrafas e co-
pos de fino cristal; facas e garfos cabo de
marfim collieres e garfos de prata alema ;
varias obras de prata ; um selim para Senho^
ra montar a cavallo ; utencilios de cozmha
iodispensaveis, e um carrinho de duas rodas
com arreios para um cavalle.
AVISOS DIVERSOS.
^" Quem quizercarregar trastes para |
sar a festa ou canoa par conduzir familia
em urna canoa aberta de seis centos tijoloa ,
por commodo preco, e se responcabelisa pel
que conduzir ; dirija-se a ra Nova loia nu-
mero 51
Aluga-se urna preta escrava que en-
f tenda de cozinhar e comprar na ra pagan-
do-se 9 measaes ; quem tiver dirija-se a
ra Nova casa de marcineiro ao p da Igreja
da Conoeico.
ar Preciza-se de urna ama para toda
servico e compras de urna casa de muito
pouca familia ; na ra do caldereiro D. 78,


lotera da matriz da boa-vista.
No dia 13 do correte
corre impretervelaiente a
prnieira parte da 1.a lo-
tera, cu jo premio grande
he l::0ab^000ris; o res-
to dos billietes achao-se
venda nos lugares an-
a
nunciados.
Lombriguaira ou Vermfugo ffica
tsr A medicina popular Americana tem
aleta (ras virtudes j citadas, a de ser um.
vermfugo activo e innocente aplicavel tam-
to a solitaria como para as outras especies de
vermes. Este verdadeiro thesouro das fami-
lias vende-se somente em casa do agente
D. Knoth na ra de Apolo n. 27.
OT Permuta-se vende-se ou arrenda-se,
um sitio pequeo muito perto por ser logo ao
sabir da Solidada para o Manguinho com
nao poucos Jrvoredos de fructo chaos pro-
prios com grande e decente casa de sobra-
do toda envidraba contendo 14 quartos ,
um algrete na frente com dous portos de
fefro e no fundo outro porlSo, grande co
cheira casa para pretos e cosinha pogo
d.i agoa~cai>az da beber e tanque para ba-
nho : na ra do muro da Penha sobrado n.'
30 das 6 as 8 horas da manha e das 3 da
tarde em diante.
ssr Quem qiiier 500* reis a premio sobre
penhores deouro, ou prata a 2 porcentoao
mez ; annuncie sua morada.
ey Miguel de Brito Correa faz publico ,
que ninguera compre Joaquim Joze da Cos-
ta raoradorem Fra de Portas a parte de u-
ma morada de casa terrea na ra da Roda n.
que se deo ao mesmo Costa em partilhas ,
no inventario, que elle fez pela morte de sua
mulher: quando alias toda a casa j se a-
clia letigioza em consequencia de um libello ,
que o annunciante promoveu no juizo da 3.
vara do civel contra o mesmo Joaquim Joze
da Costa ; e tanto assim que na sentenga
deste juiz que deliberou as partilhas ahi se
disse que estas se fizessem respeito da casa
demandada de modo tal que se nao preci-
ze reformar as mesmas partilhas no caso do
annunciante vencer a sua demanda. Fago
este annuncio para que ninguem se chame a
ignorancia. Miguel de Brito Correa.
tsr JooVamMeyl penhorado dos obze-
qios que recebeo do respeitavel publico desr
t capital e sciente da grande influencia
que ha pelos prezepios vai dar por sua con-
ta com adjutorio da companhia de actores,
seis funches de prezepio que sero destribui-
das nos seguintes dias: 24 27, e 30 de de-
zembro
6 e 8 de Janeiro. As
duas primeiras noites contero a Annun-
ciagao e Nascimento do Menino Dos ,' as
duas seguintes a cliegada dos 3 Reis Magos ,
as duas ultimas a -degolago -Jos innocentes
e a pregado Jo Baptista cantigas dangas
pastoris, mimiCa e a representado destes
tres dramas sero executadas por meninas e
pela companhia de actores ; todas as pessoas
que quiserem assignar para verem as seis re-
presentares daro no acto de assignareir. ,
a quantia de tres mil reis somente, e recebe-
ro do hheteiro do theatro seis bilhetes de
entrada para os dias indicados. As^igna-se
em'soa casa no pateo .do Hospital do Pa-
raizo no 1. andar ou no thealro das 8 ho-
ras a 1 da tarde e das 4 as 6.
er O conserto de msica vocal e instru-
mental de Moselle Zo .rofessora de pianno,
ter lugar na noule de sabbado 10 docorren-
te no salo da sociedade Apolmep; e em obse-
quio a beneficiada cantar o snr. Mannangel
algumas aria e duettos.
*sr O abaixo assignado comprou um bi-
Iheleda lotnria do theatro que principion a
coarer ew 5 do correnta cujo bilhele desa-
pareceo por isso pede ao snr. thesoureiro da
ntsina, lotera que nao pague a pessoa algu
tnas ndo saia premiado se nao ao annuncian-
ta,cujo blhete he de n. 1752. Antonio
Piafa Soares.
r Quem precisar de 300* a juros a 2
por ceolo ao mez sendo com boas firmas,
dirija-se acua da Praia n. 50.
.asar No primeiro andar do sobrado que vira
para a ru- das Cru7.es apr.mpto-se bande-
jas de docesecco de diversas qualid.ides co-
no arvoredos de alfinim com toda perfeicSo ,
como tamben, bolos podins e pao de l ,
todo com ramo de alfinim e delicadas flores ,
o por preco com modo.
r Precisa-se de um caixeiro pnrtueuez
para toma: conU de urna venda : as 5 pon-
Us II. 23.
Quem precisar de um menino de ida-
de de lannos, para caxeiro de loja de fa-
zendas ou miudezas dirija-se a ra do Quei-
mado loja n. 32 o qul d fiador a sua con-
ducta.
tsr Antonio Francisco da Costa Braga ,
chegado a esta cidade em Julho do corrente
anno da capital da provincia do Rio Grande
do Sul, retira-se para a mesma provincia.
tsr Na ra larga do Rozarlo botica de Bar-
tholomeo & Ramos, precisa-se de um mogo
que teulia principios de pharmacia.
ssy Precisa-se alugar uma preludia ou
parda forra ou escrava de 10 a 12 annos ,
para andar com uma menina a pouco desma-
mada ; quem tiver annuncie.
tsr Procura-se para .uma familia estran-
geira sena filhos uma ama parda ou prela
forra, que saiba engemmar e cozinhar :
na ra da Cruz n. 7 das v horas al ao
meio dia ou na passagem da Magdalena ,
prnieira Casa.de sobrado de 2 andares das 6
as 8 horas da manh ; na mesma precisase
alugar um preto proprio paraoservico exter-
no e tratar de cavallos.
tsr Aluga-seuma casa deo andares e mi-
rante na ra do Amorim ; os prctendentes
ilirijo-se ao atterro da Boa vista adverte-se
que a casa tem armazem que serve para re-
colher.
er A commisso administrativa da socie-
dade Terpsichore convida aos seus socios pe-
la ultima vez a reunirem-se hoje as 6 horas
da larde afim de ter lugar a elleico da nova
conmissfto.
Lj* Aluga-se uma preta que saiba cozinhar
o ordinario, qae3 tiver dirija-se ao atterro
da Boa vista loja de miudesas n 48 ou an-
nuncie.
tsr Quem annuhciou a compra de 50 ps
coqueiros, dirija-se a praga da Boa vista
botica n. 20.
tsr Asenhora Joaquina Mara da Con-
ceigo que a mezes morou na ra do Vigario ,
queira aununejar por este Diario a sua mora-
da para se lhe fallar a negocio de seu inte-
resse.
tsr Perdeo-se no da sabbado 3 do cor-
rente um boto de abertura com um bri-
Ihante e esmalte azul com estrelas de ouro
em circulo ; quem o ach >u e quisar restituir
dirija-se ao pateo do Carmo n. 9 que tera de
gratificagio 20*000 reis.
Hypolito St. Martn & Companhia ,
avsSo aos seus freguezes que recebero pe-
lo ultimo navio Yndo de Franca um novosor-
timento de todo o que diz respeito a loja fran-
ceza ; chapeos de seda e de crep franzidos
para senhora e menina, flores riquissimas do
ultimo gosto de Pariz colarinhos pescoci-
nhos, e golas de cambraia de filo e de
bbnd perolas brancas ou aljfar im-
mensos objectos para brindar meninos agoa
de Colonia de Jean Marie Faria e de prin-
ces superiores a da Reine do Fleurs : na ra
Novan. 10.
lar No botequim da Unia junto aos quar-
teis precisa-se de dous moleques para alu-
gar e tambem de uma Iavadeira de barrella:
que se obrigue a trazer a roupa de oito em
8 das.
tsr Perdeo-se do atterro da Boa vista at
a ra Dreila um embrulho contendo uma le-
tra de 59* sacada por Jernimo Correia de
Albuquerque e acccita por Pedro Velho
Brrelo e mais um recibo a Jernimo Cor-
reia de Albuquerque de Jozo Mara Gongnl-
ves e mais urnas cartas de Manoel Antonio
Figuciredo ao mesmo Albuquerque ; quem o
achou leve a ra Direita n. 72, ou annuncie.
tsr Precisa-se de 200* a premio sobre hy-
potheca em metade de uma casa terrea 4 pa-
gando-seos juros mensalmente ; quem qui-
zer dar annuncie.
BT A pessoa'que annunciou por este Dia-
rio ter para vender doas tipoias queira d-
rigir-se ao atterro da Boa vista venda n. 44
ou tnnuneie.
jar Preciza-se de 300* reis a premio de 2
por cento ao mez com hypolheca em urna
caza terrea no hairio de S. Antonio j quem
quiser dar dirija-se a ra do Rnzario estrel-
la loja n. 35.
tsr Antonio Joze Soares ; retira-se para
Lisboa the o fim do prezente mez.
tsr Offerece se umrmoco que sabe ller es-
crever e contar gramtica latina e franceza,
para qualquer arromaco, dando fiador a sua
Joseph Fachinett,compositor de mu-
sica vai passar a calma no engenho Varz"
no passo de Camaragibe do Snr. Capito
Joze de Barros Pimentel; as pessoas que pre-
cisaren! do seo prestimo at Feyereiro. podem
dirigir suas encommendas ao dito logar.
COMPRAS.
NBT" Urna grammetied e seu diccionario
Italianno: quem tiver annuncie.
tsr Uma escrava moca de boa figura, sem
vicios nem achaques que sirva para vender
frutas : na rus da Gloria n. 62 ou annun-
cie.
tsr Urna escrava parida de pouco tempo ,
que seja recolhida e de bons costumes, pa-
ra fora da provincia na praga da Indepen-
dencia loja de livros n. 6 o 8.
VENDAS.
conducta ; quem quizer, annuncie para ser
procurado.
tsr Preciza-se de um cont de reis por um
anno com o juro de um e meio por cenio, liy-
potliecando se para sepuranca uma morada de
caza terrea que vale 1:600* reis livre e de-
sembaragada ; a tratar na ra dos Martirios
n. l: assim como vende-se uma heiauca
na liba deS. Miguel.
> tsr Um torno novo fabricado por o snr.
Froppier, o melhor fabricante de Parz, esta
grande peaconficionada toda de ferro poli-
do rene a solidez e a elegancia e pode indis-
tintamente servir para torniar toda a qua-
lidade de roetaes : no pateo da Matriz de s.
Antonio n. 8.
tsr Um bergo com o seu competente cor-
tinado e colxes tudo em bom uzo e por
precocommodo-; quem pretender annuncie.
tsr Marques & Veiga vendem em sua
casa na ra do Amorim n. 50 os seguintes
gneros, fumoem folha de primeira e segun-
da sorte queijos das ilhas, de superior qua-
lidade toucinlio de Santos as arrobas bar
ricas com farellos a 5200 alguidares de to-
dos os tamanhos e albos em maungas a 80
reis.
cr Uma duzia de facas com cabos de pra-
ta uma duzia degarfos de prata uma pa-
relha de trinchantes com cabos de prata, duas
salvas pequeas antigs de prata, tudo a 200
rs. a oitava : em Olinda ra do Baldo n. 24.
tsr Potassa Russianna em barra peque-
nos : em casa de Hermano Mehrtens na ra
da Cruz n. 47.
tsr Urna porcad de frascos varios a 50 rs.:
na ra do Jardim n. 55.
tsr Uma parda de 20 annos de boa fi-
gura cose engomma e faz todo o servi-
o de uma casa ; uma preta moca por 500*
serve bem uma casa e nio (em ms quali-
dades ; dous pretos de 20 annos de boas
figuras e bons para todo o ser vico e um
delles he bom para tomaf conla de um sitio
pois sabe bem planta-lo e limpa-lo : na ra
de Agoas verdes n. 44.
tsr Vende-se ou treh-se para qualquer
porto e Brigue Americano Padang de lote
de 175 toneladas forrado e encavilhado de
cobre, prompto para seguir viagem: a fallar
com o seu consignatario Joze Ray.
tsr Madapolesde forro para sapatos, de
boa largura com 21 varas a 3360 a pega ,
4 caixillios com vidros grandes, proprios pa-
ra loja de miudezas $. por preco commodo :
na ra do Queimado n. 61 loja que (o de Jo-
ze Felis
tsr Um quarlo grande por preco com-
modo : na praca da Boa vista botica n. 20.
tsr Carne de toucinho de Santos a 60 rs.
a libra tapioca do Maranliao a 120, bata-
tas novas a 40 rs. azeite doce de Lisboa a
4* a caada e a garrafa a 520 dito de car-
rapato a 1920 a caada e a garrafa a 260 ,
caf do Rio de Janeiro muito chumbado a 160
a libra e passas novas a 240 : na ra do
Arago n. 43.
tsr Vende-se ou freta-se para qualquer
porto da Europa a Barca Americana ava re,
forrada e encavilhada de cobre e muito ve-
leira ; quem a pretender dirija-se a L. G.
Ferreira & Companhia no seu escriptorio
na ra da Cadeia db Recife.
tsr Uma marqueza de amarello em bom
estado um mesa de 6 palmos e 4 de largu-
ra com ps torniados que serve para duss
pessoas esorever, nova tudo por preco
commodo : na ra estreita de Rozario arma-
zem o. 32.
tsr Acha-se a venda na coxeira do segei-
io Miguel em o atterro da Roa vista um
lindo carrinho de 4 rodas proprio para um
ou dous cavados tambem se troca por ou-
tro caso se deseje.
tsr Dous escravos marinheiros, por sua
senhora se retirar dsta praca para o mallo ,
e uma bandeira brasileira : em fora de por-
tas na ra principal n. 35.
tsr Uma commoda 'nova bem feita e
do uso de madeira jatobras, por muilo
commodo preco : na ra de Agoas verdes
numero 38. [
de Jacaranda do porto com um camap
, pe
mesma madeira ; na ra do rangel n. 54
a fallar com Victorino Francisco dos Santos.
tsr Um bahu de couro preto grande e
novo, um dito mais pequeo duas casacas
feitas a moderna uma verde e outra cor de
caf e mais varias pe$as de roupa : na ra
da cadeia do Recife n. 8.
tsr Na ra das Larangeiras vendem-se
charutos vindos da Baha a 480 o cento.
*sr Uma venda em fora de portas junio ao
beco largo n. 90 a dinheiro ou aprazo com
boas firmas : a tratar na mesma.
tsr Chapeos de sol de seda de superior
qualidade e preo commodo; assim como ou-
tras muitas fazendas : na ra do Queimado
loja de fazendas n. 14 de Luiz Joze de Souza.
tsr Uma preta de nacSo, de 18 annos ,
lava cozinha o ordinario e engomma liso:
na ra de s. Thereza n. 10.
tsr Uma colxa de damasco em muito bom
uzo ; urna commoda e uma mesa de Jaca-
randa : na ra do RaugeH n. 56.
tsr Um palanquim em bom uzo, por 30*:
na pra^a da Boa vista botica n. 20.
^ tsr Na ra do Livramento n. 10 conti-
nua-se a vender varias miudezas baratas co-
mo sejo lnha decarritel a 360 a duzia, abi-
tuaduras de massa a 700 rs. transelim de
burracha muito bons a 120, pomada france-
za lalheres de cabo branco muito finos,
suspensorios de burracha a 320, meias da se-
da preta para senhora a 1440 ditas de al-
godio muito finas thesouras finas a 240%
agulhas francezas em caixinhas velas de es-
prrmcete superior de 6 em libra a 800 rs ,
lnha denovello de todas as quaiidades pa-
pel de peso superior a 3* e almasso azul a
3200 e mais um completo soitimento de
miudezas muito em cunta.
tsr Uma escrava crela do 20 annos, co-
se engomma bem e cozinha o ordinario ,
outra dita de nago com bonita figura be
quitandeira : na ra hireila n. 43.
tsr Saccascom farinha da ierra a 3200 e
em porcodeS para cima a 3* cevada no-
va a 80 rs. a libra : no pateo do Carino es-
quina da ra de Hortas lado direito n. 2.
tsr Cadeiras americanas com assenlo de
pallinha camas de vento enm armrc,ao e
sem ella, muito bem feitas a 4500 rs., ditas
de pinho a 3500 marquezas de condur,
mezas.de janfar, commodas de amarelo e
de angico assim como outros mu tos rasl >s ;
e pinho de suecia com 3 porgadas .le grossu-
sura, dito serrado tudo mais em cotila em outra qualquer parte : na ra da Floren-
tina casa de J. Beranger.
tsr Um negro crelo de 24 annos de bo-
nita figura bom traballiador de ene hada :
no pateo do Carmo esquina da ra de Hur-
tas lado direito n. 2. "
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr Fugio um moleque de nago Angola,
de 13 annos r na noule de 30 para amanhe-
cer do dia primeiro do corrente, levou cami-
sa e ceroulas de lona, orelhas turadas; quem
o pegar leve a fora de portas da parte da ma-
r grande em casa de Joze Esteves de Amo-
rim. .
tsr FugirSo pelas duas horas da madru-
gada do dia 5 do corrente 3 escravos seguid-
les : Thomaz crelo de 22 annos altura
regular, alguma cousa cheio do corpo, o
rosto immita como quem teve bechigas, tem
em cima do hombro squerdoou direito urna
marca que parece ser queimadura levou
caigas de estopa ja velha e camisa de algo-
do da trra, chapeo de palha novo de aba
larga. Paula do gento de Angola de 40
annos, he bem conhecido por ter um taiho
no peito do p esquerdo por causa de um
tumor que teve naqueile lugar o qual ainda
nao est bem fechado e tem o roslo ama-
relo por ter estado doentc, adverte-se que
ella manqueja do p levou vestido de chita
azul com flores amarellas e camisa de algo-
dAo. Raimunda crela (filha de Paula ) de
12 annos, estatura regular a proporgAo da
idade he alguma eousa fula e levou v. til-
do tambem azul com flores amarelas e cami-
sa dealgodo, he de supor que andem jun-
tos por terem fgido tambem juntos e jul-
ga-se andarem para a banda da Igreja dos
Afllictos ,-por ja terern estado l algur.s tem-
pes ; ro>a-se portante a todas as iulhorida-
des policiaes e capites de campo e mesmo
pessoas particulares a sua prehenga e de
os levara ra da Praia em casa de Joaquim
Pereirade Mendonga que sero recompen-
sados.
lima duzia do cadeiras de palhinh. RECIFE NATYP. DE N. F. DE F.= 1842


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