Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04835


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Full Text
Anuo de 1842.
Sabbatlo 5
Todo agora eVapende de nos meamos ; di nossa prudencie modereeSo e energa : con-
jinuemos como principiemos e seremos eponledos com admiraco entre as Nacoca meie
cultas. C Proclamado da Asseinblea Geral do Bftim.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coianea, Paraniba e Rio jranile do Norte aeganda- e eextas (eiras.
Bonito e Garanden* a 40 e 24
Cabo Serinhaem, Rio Formnao Porto Calvo Maceio e Ala-oas" no 1. H J^_
Boa-vista e Florea a 28. Santo Antao quinta* feiras. Olinda todos na dia.*.
DAS DA SEMANA.
JS Se. Gregorio 3. P. And do J. de D. da 1. v,
< Tere. jcum s. Saturnino M. Re Aad. do J de D. da 3, y.
M Ourt <* Andre' *p. s. Troyeno H.
( Ouint. F.loi And. no J de D. da 2. v.
J ext. Bibiana V. M. Re. And. do J. de D. da 1 v.
i Sab a. Francia o Xavier Ap. Re. Aud. do J. de D. da 3. T.
4 om. 2. do advento, a. Barbara V. M.
de Dezembro: Anno XVIII. N. 26S.
O Diario publica-ae todoa os diasque no forem Santiftcadoa : o preso da asaignatura bo
de trea mil reia por quartel pagos adiantadoa. Os annuncioa dos asaignantea sao inaendoa
gratis, e os dos que o nao forem raiio de 80 reis por linda. Aa reclaraacuea devem ser
dirigidas a esta 'J'vpografia, ra daa Gruas N. 34, oaa praca da Independencia lojade livroa
Numero 6 e 8.
CAMBIOS no da 2 de dezembro.
compra venda.
Cambio sobre Londres 27 { a 28.
Paria 350 reia por franco.
Lisboa 100 por 100 de premio.
Moeda de flobre 2 por 100 de deaconlo.
dem dt letraa de boaa finnae 1 a 1 {.
Ocao-Moeda de 6,400 V.
N.
de 4,000
Fam-Patacoee
Peoa Colnmnares
ditos Mexicanoa
anda.
li.SOl)
l.iit
8.200
1,7*0
1,720
1,720
1,620
15.000
14,800
8 410
1,740
1,740
1,740
MSfl
Pteamar do dia 3 de Dezembro.
1.* (i hora* a 6 m. de manhia.
2." a 6 horas e 30 aa. da tarda.
I na Nova
Qnart. cresc.
Loa chai a
Qoirt. ming.
PHASES DA LA NO MEZ
i 2 1 hora e 50 m. da manh.
8 horas e 7 m. da tard.
4 17 aa 4 horaa e 26 m. da tard.
4 24 a 2 horas e 26 m. da tard.
DE DEZEMHRO.
PERNAMBUCO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 26 DO PASSADO*.
Olficio Ao corntnandante superior da
guarda nacional deste municipio. = Illm. Sr.
=Respondendo o olficio de V. S. datado de
l do corrente no qual informando a quei-
Xd do major doesquadro de cavallaria deste
municipio expOa a duvida que tem de
cumprir a ordem de 21 de outubro, pela qual
mandou a presidencia que V. S. procedes-
se na forma da lei por ser prohibido empre-
ar os guardas nacionaes do m jdo, que o che-
fe interino da primeira legio xigia ten-
do-os por escala diariamente s suas ordens ,
cumpre fazer advertir V. S. que na dita
ordem seno comprehendia a qualilicago do
procedimento do dito major como regular,
por quanto devia elle primeiro cumprir as or-
dens do chefe de legio para depois repre-
sentar contra ellas ; massim a prohibidlo de
continuar essa pratica opposta ao systema
da organisago da guarda nacional ; sendo
mu clara a deciso do governo no aviso de
15 de Janeiro de 1834 concebida em termos
geraes e comprehensivos de toda a guarda
nacional do imperio, em que se prohibe o
costume prejudicial aocmmercio de dis-
traeros guardas de suas oceupages ordina-
rias sem urgencia immediata do servigo pu-
blico, sendo bastante chamar um ou outro,
quando houverem ordens para expedir e
que he esta a marcha que deve seguir o di-
to chefe interino da primeira legio. Cum-
pre por tanto que V. S. reformando a or-
dem do da do commando superior que au-
torisou similhante pratica faga com que el-
la cesse. Espera a Presidencia que a fiel
observancia do que no presente ollicio tem
resolvidode conformidadecom o mencionado
aviso, seja a determinado, que a V. S cum-
pre tomar, sem embargo da insinuarlo que
f.'Z de pedir esclarecimientos ao jjoverno im-
perial contra o qu estab leca o decreto de 5
de julhode 1836 que marcou as suas attri-
buiges.
Dito Ao comrr.an'ante das armas. =
Illm. Sl>r.= Uevendo solemmsar se o da 2
de dezembro prximo futuro, anniversario
natalicio dt* Sua MagHUde Imperador de-
termino que a lropa de Imha existente
nesta ridadd se hume HU gratule parada no
referido dia juntamente com o corpo de po-
lica n primeira legio da guarda nacional
deste municipio ; a qual commandada pe-
lo seu chefe lomara o lugar que llie com-
pete pulo artigo 70 da lei de 18 de agosto de
1831. V. S. commandar- toda a Torga e
depois de ter indicado o lugar e hora da
sua reunido, far que ella se poste na ra
do Collegio s 11 horas da nianha, lim de
se Tazer o cortejo efigie de Sua Magestade ,
edarem-se as salvas do estilo. Communica
r as suas disposiges tanto ao commandan-
te superior da referida guarda nacional co-
mo aocommandante geral do corpo de poli-
ca aos quaes nesta dala ordeno que se
entendo com V. S. respeit. A guarnigo
da praga ser feita no dia primeiro pelo pri-
meiro batalho da guarda nacional de Olinda,
cujo chefe passo a expedir as convenientes
ordens e rendida no dia 2 jtarde pela tropa
de primeira linha. A guarda principal ser
composta de 40 pragas commandadas por
um qapito e ter bandeira. Expediro-
se as precisas ordens respeit ao comman-
danto superior da guarda nacional deste mu-
nicipio ao commandante geral do corpo de
polica eao chefe da legio de Olinda.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 2, DO P.VSSADQ.
Olficio Ao Exm. Presidente commu-
nicando-Ihe que desembarcaro e tivero
destino onze invlidos vindos da corte no
brigue = Capibaribe = havendo ficado um
na provincia da Baha segundo os outros in-
Tormavo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. partici-
pando-fhe que se linha concluido o coucerto
do payol da plvora dos particulares no forte
do Buraco e remeltendo-lhe o exame e
orgamento dos concertos que indispensavel-
mentese deviao fazer no callabougo e casa
do deposito d'agoa do mesmo forte, impor-
tando em 316*9-480 reis
Dito Ao mesmo Exm. Snr. pedindo-
Ihe anda providencias acerca do auditor da
gente de guerra.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., enviando-
lhe a relago nominal dos recrutas que tem
desembarcado doj brigue = Capibaribe = ,
em cumpriment do seu ollicio de 19 do cor-
rente.
Dito Ao major cheTe interino do primei-
ro batalho da guarda nacional deste muni-
cipio restituindo-lhe oslivros e mais pa-
pis que tinhao sido submettidos a infor-
mago.
No mesmo sentido aos majores chefes do
segundo batalho da guarda nacional e do
esquadro de cavallaria.
Dito Ao commandante do destacamen-
to do Rio-formoso respondendo o seu olfi-
cio de 18 com o que lhe havia dirigido em
dezanove.
Dito Ao commandante do deposito ,
mandando considerar em diligencia na pro-
vincia do Cear o soldado Joo Prachedes ,
que acompanhou o major Manoel Joaquim de
Oliveira.
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA .9 DO PASSADO.
Olficio Ao Exm. Presidente da provin-
cia informando o rpquerimento do ex-pri-
meiro sargento Joo Bulista de Araujo em
que pedio o pagamento dos far lamentos que
se lhe (carao devendo al o anno de 1831 .
em que veio da corte com passagem para a
guarnigo desla provincia
DEM DO DIA 10
Olficio--Ao mesmo Exm. Snr., dem o do p *
Albino de Carvalho Lessa ex-capello da I
Hia de Fernando sobre pagamentos de e-
lapes
Dito Ao inspector da thosouraria da fa-
zenda da provincia da Parahiba sobre a re-
messa de 4:000 reis determinad pela or-
dem do tribunal do thesouro publico nacional
de 5 de outubro prximo lindo para occor-
rer as despesas a seu cargo por conta do exer
cicio de 1841 a 1842.
Dito Ao do Cear sobre o supprimento ,
que esta thesouraria tem de Tazer a aquella ,
no corrente anno financeiro d5l:8o9j395
reis, deduzindodesta quantia 4:000000 do
saque d'aquella thesouraria e 10:000 reis
remettidos por ordem do Exm. Presidente da
provincia.
Dito Ao administrador da meza do con-
sulado para em exacugo.da ordem do tri-
bunal do thesouro publico nacional de 14 de
outubro prximo lindo informar o requeri-
mento de Amorim & Irmos em que pe-
dio ser aliviados da multa como consig-
natarios do brigue escuna naeional =Tito=.
Portara Ao collector de diversas rendas
do municipio do Rio-formoso remetiendo
3 letras de. 160 reis cada urna que foro
entregues pelo ex-collector Floriano Jos de
Carvalho afim de que em seus vencimentos
faga cobrar as suas importancias e recolher
ao cofre da thesouraria.
dem do da 11.
OllicioA o inspector da alfandega para
remetter com a roaior brevidade urna conta
circumstanciada das despesas pagas por a-
quella repartigo por conta do arrematante
da capatasia Vicente Ferreira Gomes des d
que este abandonou a sua administrago; at
outubro p. p.
CORRESPONDENCIA.
Snrs. Redactores. Lendo no Diario-no-
vo n.* 91 a catilinaria recheada de insultos ,
e de falsidades contra o delegado d'esta cida-
de julguei que como cidado interessado
em defiender a honra dos bons servidores do
paiz nao devia demorar-me um s momento
em debellar as revoltantes calunias que a-
li se contem e em manifestar ao publico o
facto que adrede lhe foi adulteradamente
revellado. He este o fim que medeterminou
a escrever as linhas que se seguem.
Cheio de consternago, e de terror, assom-
brado pelo phantasma do despotismo assola-
dor e pela negra sombra da tirana o ini-
migo dos despotas, autor d'aquella pega d
principio a ella com urna expczigo enthusi-
aslica e declamatoria na qual Taz ver que
a seguranga individual se acha ameagada e
que o delegado de polica o Bacharel Francisco
Carlos Brando tem para isso concorrido ,
marchando impetuozamente na carreira das
violencias, e arbitrariedades. Heesteopen-
samento do inimigo dos dspotas-enunciado
nos primeiros trechos de sua indultante cati-
linaria mas pergunlar-lhe-hei qual tem
sido o acto arbitrario e violento praticado
pelo delegado'? Tem elle acaso attacado as
garantas constitucionaes e a liberdade dos
cidados ? Tem invadido o asilo domesti-
co e perturbado com suas ordens a paz das
familias ?! Existe por ventura encarcerado
nascadasd'esla cidade algum homem hon-
rado algum cidado honesto por mandado
seo ?! Oh que nada d'isto existe e se o ini-
migo dos dspotas quer convencer-se consulte
os acoentos das prises e elles o enTormarfio
mll.or. O que tem feitoo delegado do poli-
eia ; qual tem sido a sua conducta ? Debe-
lar e perseguir os ladr s e assassinos que
inundavo esta Capital he o seo trabalho do
dia e afn da noite, eser este o procedimen-
to que o inimigo dos despotas alcunha de des-
ptico e tirnico ? Ser despotismo e
tirana prender a doze ladroes de escravos a
outros tantos faquistas e assassinos pro-
cessalos pronuncia-Ios e remette-los para
o tribunal competente a fim de sofrerem a pu-
nigo de seus crimes ? I Certo que no en-
tender do inimigo dos despotas ludo isto he
despotismo intoleravel he refinada tirana ;
maso delegado de polica se deve honrar, que
por ter assim obrado lhe dem o appelido de
dspota, e perseguidor. Sim deve ter glo-
ria n'isso por que elle sabe comprehender a
sua misso e seria traidor o juramento que
prestou se transigisse com os criminozos ,
e atiie com esse inimigo dos despotas que
talvez pertenga a mesma classe e esteja
bem iniciado nos altos arcanos da quadri-
Iha fulminante. Tenho athe aqui pedido Tac
tos que provem os despotismos, e violencias
do Bacharel Brando, mais agora rocordo-me,
que o inimigo dos despotas apontou um e
Toi a przo de Manoel da Costa Pereira ,
tratarei d'ella.
Joaquim Antonio de Santiago Lessa acha-
va-se prezo pelo assassinato do procurador
Joaquim Manoel de Castro, e o delegado trac-
tava da formar lhe a culpa com a circunspe-
cto que ocareteriza quando em um dia pe-
las dez horas da manh aparece em caza do
major Santiago pae o dito Manoel da Costa tego do inimigo dos despotas,que conquistoo
e cujo processo tanto
la soltura de seu ilho uzando if essa occa-
zio do suposto nome de Antonio Francisco
de Moraes, e dizendo que urna pessa da Boa-
vista he quem remeta aquella carta. O ma-
jo' Lessa conservou-se em silencio ; seo filho
foi pronunciado e depois de absolvido" no tri-
bunal dos jurados elle o proprio que des-
cobre e patenteia aquelle facto. Ciozo de sua
reputago e empenhado em extinguir a la-
droeira queja lhe constava estar-se fazendo
com os prezos o delegado informa-se de la-
do e manda vir a sua prezenga aquelle Cos-
ta Pereira. Chegado ah elle confessa sem re-
bugo que Tora o author da sobredita carta ;
que urna pessoa o instigara a faz-la e que
com o nome d'essa pessoa que elle denomina-
va Antonio Francisco de Moraes fora ella a-
prezentada ao major Lessa. O delegado per-
cebe o negocio conhece que tinha havido
supozigo, e mudanga de nome da parte do
referido Costa Pereira com o fim de obter da-
quelle major a mencionada quantia que por
meios lcitos elle Costa Pereira nao obteria j
olha para o artigo 302 docod. crim. e em vir-
tude d'elle combinado com o artigo 269 do
mesmo cod. e 175 do cod. do proc. crim.
manda-o recolher a prizo processa-o e
pronunciado.
He este o facto que consta dos autos ; mos-
tr agora o inimigo dos despolas onde est a
injustiga praticada pelo delegado. Diz elle
que nao ha crime ou delicio sem urna ley
anterior, que oqualifique e assim por
que o art. 1. do cod. crim. o diz expressa-
mente ; mas nao ser crime previsto e qua-
lificado pelo art. 301 e 302 do mesmo cod.
uzar de nome suposto e mudado para o fim
de obter-se de outro o que s por este meio se
podia obter ? Nao ser crime empregar ar-
teficio fraudulento para uzurpar toda a fortu-
na de outrem ou a mxima parle d'ella ?
Per certo pois que o 4." do art. 264 do
cod. citado, e os artigos j mencionadosclas-
sifico esses actos como criminezos. He pois
evidente que Manoel da Costa Pereira pra-
ticando como praticou os delitos menciona-
dos foi legalmento prezo e pronunciado
pelo delegado e com quanto o inimigo dos
despotas nao encontr naquella carta que a-
diante vai transcripta, criminalidade alguma,
talvez por eflfeilo de summa philantropia para
com os ladres deste genero todava deve
conTcssar que nao sendo o predito Costa Pe-
reira encarrega-io da defeza do Lessa filho ,
nao podia exigir dinheiro de seu pae como
prometimenti de obter-lhe a soltura e fa-
zendo assim por via da Tallada carta praticou
um acto que as leis do peiz reprovo e o
cod. crim. castiga. Devo aqui acrescentar ,
que tanto o procedimento do delegado de po-
lica Toi regular, e conforme com a lei que a-
ehou o apoio do juiz de direito da 2.a vara do
crime
Com effeito este magistrado sendo reque-
rida ordem de habeas corpus pelo promotor
publico, a favor do sobredite Costa Pereira,
denegou-a manifestando assim que a prizo
fora bem feita por onde se evidencia que o
juizo do delegado a respeit da materia nao
est izolado e nem he fundado em concide-
rages mesquinhas.
Perguntarei agora ao inimigo dos despotas,
se conhece a esse Manoel da Costa Pereira.
He provavel que me responda pela afirma-
tiva, por qUe quem tanto se enteressa por el-
le o deve conhecer mas to bem provavel,
que noqueiradeclarar que elle he um renda
polica, vagabundo; e sem oceupaco honesta,
que sendo caxeiro do Negociante Manoel Gon-
galves da Silva de l fora despedido e de-
pois entregara-se a toda classe de devacides,
vagando pelas mas sem se applicar ao traba-
Iho. He este o homem que mereceo a pro-
Pereira e entrega-lhe urna carta, na qual exe-
gia d'elle a quantia de douscoutos de reis pe-
as suas simpathias
tem desafiado as suas iras ,
e os vehementes


5*
furores da camarilha rapinante. Oh que as-
sim devia suceeder por que o delegado nao
respeitou o Gosla Pereira membro d'essa ca-
marilha ; nao o d'xou furtar impunemente,
nfto coneentio quo elle exercesse em pleno
dia e no centro de urna cidade populoza e
civilizada um meio de vi la criminozo ere-
provado pel^s leis do imperio. Detxarei de
falar mais na prizao processo e pronuncia
do famigerado Manoel da Costa Pereira por
que tenho mostrado com a maior evidencia .
que o delegado de polica obrou em regra
e com toda justiga tanto que o seo acto foi
seccionado pela autoridade superior trac-
tai ei agora da portara do mesmo delegado in-
serta no Diario de 8 do mez lindo, que fez ob-
jecto de grande parte da berdalenga corres-
pondencia do inimigo dos despotas. A histo-
ria d'essa portara que grande, e nteres-
sante ao publico tem de ser dezenvolvida em
um communicado que brevemente manda-
re! para o prelo ; por ora direi apenas que
o delegado de polica chegou no conhecimen-
to, de que diversos membros da camarilha, de
que cima falei frequentavo constantemente
a cada e nao deixavo os desgranados pre
zos socegar.
Uns ali hiSo prometter-lhes una breve e
immediata soltura selhes dessem certas e de-
terminadas quantias, outros hiaoatterra-los
e araendronta-los figuran Jo-lhes um futuro
infeliz para obten m as mesmas quantias i
outros finalmente mculcavo se personagens
de alto respeito e considerago abarrota-
vo grande valimento com o mesmo intento.
A vista d'isto o que devia fazer o delgado
de polica ? Concentir que essa quadrilha de
depredadores cobardes e de nova especie
continuasse na carreira das depredaces ? Se
tal o fizesse o governo devia immediatamente
retirar d'elle a sua conGanga, o promotor com
razo o aecuzaria e a populago justamente
indignada (angaria sobre elle as suas maldi-
goes. Expedio portanto essa portara pro-
hibindo a ladroeira e quem haver ahi, que
sendo, de boa fe nao aplauda e elogie o seo
procedimento ? S o inimigo dos despotas ,
que bem parece ser o patriarca d'esse circulo
invizivel, a que pertence Manoel da Costa Pe-
reira. Devo aqu lembrar que a portara
de que s trata nao prohibi os advogados e
procuradores tratarem com os seos clientes,
constituintes a cerca de suas defezas ; por
que de sua redaeco se v que ella sdiz
respeitos aos gatunos pertencentes ao grande
patriarcado estabelecido em honra da divinda-
de, ladroeira, e por isso he mui de balde que o
inimigo dos despotas procura envolver em se-
melhante negocio a nobre e honrada classe
dos advogados, a que o delegado to bem per-
tence. Seja me aqu licito dzer que mui
mesquinha he a inteligencia do inimigo dos
despotas e mui grande a sua ignorancia e
estupidez em materias jurdicas ; por quanto
era seo libello famozo afirmou que o dele-
gado de polica nao tinha faculdade para expe-
dir aquella portara e nem poda prohibir
as negociacoes criminozas de que n'ella se
faz menco. Que mizoria Que absoluta ig-
norancia da legislarlo do paiz' Se elle ao ma-
llos ti vosse olliado para o 8." do art. 58
combinado <'om o art. 62 $ 1." do regulamen-
to n.* 120 nao leria por certo proferido to
revoltanle blasphemia ; fique porem conven-
cido de sua nnllidade em semelhantes as-
sumptos e saiba que o citado reguUmento ,
e antes dVlle a lei de 5 de Dezembro de 1841
no $ A. do art. 4.' deo aos delegados de poli-
ca a faculdade de vigiar e providenciar so-
bre ludo que pertenc a prevengo dos delic-
tos. Ora nao ser prevenir o delicto qualifi-
cado pelo 4 do art. 264 do cod. crim. pro-
hibir que esses depredadores de que j se
tem fallado vo a cada extorquif dos mi/.era-
veis prezos alhe o pao do dia com o prome(ti-
men to de obter-lhcs as solturas ? Por cer-
to que sim; logo o .Snr. I)r. Brando obrou
em regra e s quem for de m f o poder
argir. Terminare aqu Snrs. Redactores, o
meo discurso,por que tenhoconscienciade ha-
ver com elle esmagado a mi moza prodcelo do
inimigo dos despotas e de ter mostrado, que
elle apezar de ser papalvo he um infame
calumniador; esperare! agora que o raesmo
inimigo dos dospotas ou algum assecla seo
possuido de odio farizaico contra o Snr. de-
legado e animado de santa piedad pelos
ladrOes que elle tem perseguido apparega
de novo em campo, ou que o Snr. Roma quei
ra por no prlo a dezena de correspondencias,
que se acha na sua pasta e to bem as rui-
dozas cartas ofiicios e mais documentos ,
que refalsadamente forac- geraJos e sahirio a
luz depois da suspensfio do escrivo Athaide;
por que ento tomarei de novo o meo posto ,
sacudirei muitas cazacas que ae acho empo-
i radas, e terei a g/ori de expr ao sol n'es-
ta estagao queimtdora, muitas calvas de pes-
sa, que alardeo de conspicuas e venera-
veis. Segredos i m penetra veis aproxima-e
a hora d sahirdes a luz Seeu for to ven-
lurozo, Snrs. Redactores, que o inimigo dos
despotas nao abandone a luva terei novas
occazisde oceupar as paginas do seo Dia-
rio e de mostrar-lhes a estima que lhes
tributa
O inimigo dos salteadora?.
Carta de Manoel da Costa Pereira ao major
Lessa extrahida do proprio original.
lllm. Snr. Santiago. Como eu rae cons-
ta que seu filho est preso pela urna (norte ,
que dizem elle fez no caso de que queira
ve lo em sua casa dentro em breves momen-
tos d dar a quantia de dous contos de res,
a qual eu responsabiliso-mo a dar-lhe urna
escpula de mancira tal, que jamis nunca
se haodeemportar com elle ; porem queren-
do utilisar-se deste meu prestimo de ser
nestes dias o qual eu prometo ser satisfeito
pois quem Ihe manda esto um seu amigo
mesmo o qual prometo para o futuro dar-
se a conhecer. Seu Amigo &c.
1. Despaeho do juizde direito interino da
segunda vara do crime proferido na peticSo
de habeas corpus apresentada pelo pro-
motor publico favor do dito Costa Pe-
reira.
Informe o senhor delegado do primeiro dis-
tricto qual a razio porque mandou prender
a Manoel da Costa Pereira e se j foi pro-
nunciado e em que crime. Recife 7 de
novembro de 1842. Ferreira Gomes.
Informado do delegado. Mandei pren-
der a Manoel da Costa Pereira porque u-
sando de nomesuposto tentara por este meio,
e por intermedio de urna carta que elle mes-
mo fabricara, obter do major Sanctiago Lessa,
pae de Joaquim Antonio de Sanctiago Lessa,
a quantia de dous contos de reis com o pro-
metimento e pretexto de fazer terminar a
a aecusago que seu filho sofiria pelo assai-
sinato de Joaquim Manoel de Castro. Sem
me demorar em mostrara magnitude deste
assumpto devo dzer que a priso foi le-
gitmente decretada ; por quanto sendo as
penas comminadas aos del icios desta nature-
za as mesmas que a lei tem fulminado con-
tra o crime de roubo como he expresso na
ultima parte do artigo 302 do cod. crim.
claro que nao lem lugar a (langa no caso
em questu, embota tenha havido apenas
tentativa a respeito da hypothese do citado
artigo 302 e por isso pleno cabimento ti-
nha a disposigo do artigo 175 do cod. do
processo em cuja letra firmei o meu proce-
dimento.
O promotor publico, com pezar o digo ,
saltn por cima de suas attribuiges quando
arrogou-se a faculdade de classificar o delicto
em tentativa de estilionato. O poder de clas-
sificar os crmes s foi dado aos juizes, que
delle tem de conhecer e uzando deste po-
der combinado com o facto e circumstan-
cias queorodeo, nao posso deixar de
ter por mal pencada essa classificago feita pe-
lo dito promotor !
Devo declarar que o processo contra o
preso ja se acha devidampnte organisado c
que s falta o despaxo de pronuncia, ou des-
pronuncia qun anda nao foi proferido por
terem os autos de r com vista ao mesmo pro-
motor o que j ordenei. V. S. porem re-
zolver o que entender. Recife 7 de novem-
bro de 1842. Francisco Carlos Brando.
2. despacho do juiz de direito interino
Visto estar formada a culpa nao tem lugar a
ordem requerida. Recife 7 de novembro de
1842.Ferreira Gomes.
3. Despacho do mesmo juiz em urna repli-
ca do promotor Sendo o preso indiciado
em crime inaiangavel, e estando como in-
forma o delegado formado o processo nao
tem lugar a ordem requerida. Recife 7 de
novembro de 1842.Ferreira Gomes.
Atiendo as repetidas queixas que me tem
sido feitas contra o escrivo Francisco Igna-
cio de Attayde pelo facto de haver retarda-
do o andamento de alguns processos e tras-
lados pedidos pelas partes a pretexto de fal-
ta de pagamento das custas contra a literal
disposigo do artigo 408 do regulamento nu-
mero 120 e de ter alem disto cobrado, e
recebido das mesmas partes emolumentos ex-
cessivos e marcados ao seu arbitrio com fla-
grante violagodas leis existentes ; e toman-
do outro sim na devida considerago a impu-
tago que publicamente se tem feito ao di-
to escrivAo de haver tido parte na negociago
criminosa que principiou se a entabular
com Joo Francisco de Souza Peixe ou pes-
soa de sua familia por occasio do processo
que por este juizo se Ihe formou hei por
bem suspende-lo at que ventilando-se es-
tes fados por um processo que contra alie
est ordenado, verifique-* a sua innocen-
cia, ou culpabilidad. R*cif- 15de. n>vem-
bro de 1812.Francisco Carlos Brando.
PERNAMBi Cu-,
MT Rendimento da meza da recebednria
de rendas internasgeraes no mez de novem-
bro lindo.
* Rendimento G?ral.
Direitos novos e velhoi 762*768
Ditos de chancellara.. 6*490
Verbas da dita 6*000
Dizima........1:373*471
Impostes de letras. 42*094
Direitos de legitima -
cao........ 3*200
Cartas de hachareis.- 52*000
Emolumentos de cer-
tidOes...... 5*466
5 por c de vendas de
embaroagOes .... 350*050
Sisa dos-bens de raiz. 2:724*400
Sello addecional 276*260
2.' decima de mao
morta...... 144*938
Decima urbana 218*956
--------------- 5:966*093
Rendimento applicado ao papel moeda.
Impostes de lajas a ber-
tas........ 729*760
Ditos de barcos ...
Ditos de seges e carros
Taxa de 1 rs. por es-
cravo.......
Sello do papel ....
33*600
12*800
53*000
398*580 1:229*740
7:195*833
Pertencente renda
geral......6:180*091
dem' amortizagao
do papel moeda.. 1:015*742
7:195*833
O escrivo
Estanislao Pereira dOliveira.
VAUEDADE.
Tribunal da Castel-Sarrazin em Franca
Poder cazar urna surda muda ?
Margarida L... 4 urna formosa rapariga de
25 annos, surda muda de nascimento e
rica.
Um mancebo pede-a em cazamento. A
rapariga cnsente; altestSo-n'o seus pais, as-
sim como a gesticulago da sua physionomia.
Toda-via o muir que condece na rapariga as
mais louvaveis qualidades, mas que nao Ihe
acha a intelligencia de que fallo os artigos
2l2e seguintes do cdigo civil, recuza ca-
za-la.
O maire requerido para que sol as com-
minag.Tes de direito proceda s formalidad -s
ma'.rimoniaes Repulsa <.!><( m-. la do mairt*.
Como sabir desta peripecia? verdad que
a lei nao declara incapazes os sunlos mudos ,
mas exige que posso manifestar o seu con
sentimento de um modo positivo. Empra-
za-seomairo perante o tribunal de CastH-
Sarrazin para que haja de proceder a cele-
brago do matrimonio no mais breve termo ,
sob pena de pezadas multas.
Assim foi que se apresentou esta causa na
audiencia de 19 de agosto.
Oadvogado da joven surda muda apenas
expoz os tactos quando o tribunal, sem na
da defirir, ordena o comparecimento das
partes.
O Presidente em alta voz : como vo
chamis ?
A surda muda nada responde.
0 presidente: a vossa profisso ?
A joven muda procura com os olhos sua
mSe.
0 presidente ao porteiro : approxi-
mai-vos da rapariga.
O porteiro approxima-se ella recua.
O presidente: perguntai comparecen-
te se qoer cazar ?
O porteiro com a voz dos preges em au-
diencia faz a pergunta.
A surda muda responde com um grite.
O presidente perguntai com quem quer
ella cazar ?
A muda d o mesmo grito.
O presidente ao porteiro indicando-
Ihe o seu companheiro de servigo o qual
pst ornado de um enorme par de oculos :
Perguntai-lhe se quer cazar com R...?
A muda faz um trejeto muito pouco li-
songeiro para o porteiro.
Manda-se chamar a mi da rapariga.
0 presidente mi : dizei a vossa fi-
lha que nos mostr aquella om qu- ni Iia
quer cazar., (diaei-lhe que o procure na salt.
( Accionado entre a mi e tilda ) ; esta
parece muito agitada e liea indecisa ; en
tretanloa pantomima do seu pal uno junta a
da mi parece dospertar-llie una idea sbita -r
ella sahe e percorre precipitidamente a salla.
Em menos de trinta segundos i lia torna a
apparecer, trazendo pela mo o seu a-
mante.
0 maire d eonta da moralidade da joven
surda muda e falla da sua intelligencia ;
ella vai missa oceupa-se do arranjo da ca-
sa guarda as vacas dic .. Toda-via a-
crescenta o maire nada prova que ella seja
capaz de cumprir os preceitos do capitulo ti.
do cdigo civil, no titulo do matrimonio,
sobre os deveres dos esposos ; elle devia ter
recusado proceder s formalidades m&trimo-
niaes.
0 procurador do rei tem a palavra: senho-
res diz elle a questo foi mal establecida
pelo advogado que acabaes de ouvir. Mo se
trata de saber se a joven L.... se oceupa dos
cuidados da familia se desempenha bem ou
mal a arte da cozinha estes factos nao seru
contestados; mas sim se ella compreiiende
os encargos e deveres do matrimonio trata-
se de saber, se pode dar um consentimento
intelligente. Ciemos que nao. Nao basta
que ella tenha repellido ou que parecesse
repellir perante vos ao porteiro R... ou que
tenha trazido a vossa presenga o seu preten-
dente para provar-se que comprehende a
importancia d'este acto solemne Por mais
que diga o seu advogado o cazamento an-
tes um lago moral e civil que une as familias;
estas sao as sementeira^ do estado. Por con-
seguinte indeferireis a pretengao da surda
muda e"condemna-la-heis as custas.
A surda muda pareceo comprehender a
conclusao do procurador regio ella fica aba-
tida. O maire remette-se justiga.
O tribunal considerando que um consen-
timento deve ser intelligente e comprehensi-
vo e nao puramente maquinal e problemti-
co declara que por ora nao ha lugar a au-
torisar-seo maire para proceder a celebrago
do matrimonio e condemna Margarida L...
as custas. ( Le National. )
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dial.*........ 3:250*845
DBSCARREGA HOJE 3 DE DEZEMBRO.
Rrigue Americano = Pedang = taboado. *
Brigue Portuguez = Feliz Destino =pedras.
Patacho Americano = Lucy = barricas abati-
das com lampos e arcos
Brigue Rrazileiro = S. Manoel Augusto =
fumo, barricas vazias caixdes e
charutos.
Patacho sueco = Emilie = carnes, eli, pre-
gos, lumo, firiniH buWha, bar-
ricas abali las c eotii t mi-.
americana s= Nayarre _= /. nd 3 ,
cli espaiuiaiet caais coiii cha-
peos de pallia, f-iriulia, bolaxniliis,
farollos batatas.
Barca
Aviso aos navegantes.
Novo farol das Ilhas Berlengas na costa do
reino de Portugal.
Pela secretaria de estado dos negocios da
fazenda so faz publico para conhecimento
dos navegantes que do dia 15 de junho do
corrente anno em diante se accender o novo
farol de rotago ; e de primeira ordem de-
nominado Duquo de Braganga que acaba de
ser construido em urna das Ilhas Berlengas ,
prxima costa do reino de Portugal na la-
tilude de 39 graos e 25 minutos norte, e lon-
gitude oeste de Grenpwich 9 graos e 31 mi-
nutos (longitude ao oeste do observatorio do
Castellode S. Jorge da cidade de Lisboa 22
minutse 5 segundos ). A sua altura desde
a superficie do mar at ao luminar do farol
365 ps Inglezes. Este farol far o seu giro
completo no espago de 3 minutos exactos,
apresentando neste tempo urna brilhante luz,
Sej^uindo-se logo o eclypse. Secretaria de
estado dos negocios da fazenda, em 6 do ju-
nho de 1842 = No impedimento do conse-
Iheiro ofiicial maior =zJoaquim Pinkeiro da
Silva.
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NQ DIA 1.* DE DEZEMBRO.
lito' ; 10 dias brigue braziieiro Auror* ,
de 187 ton., cap. Antonio Machado de
\


3
Faria, equip. 17 carga sal : a Amorim
i- Irmos.
a8caty ; 12 das hiato brazileiro Flor de
Lr*nueira de 54 Ua., cap. Manoel Joa*-
qiiim P-Ti*ira equip. 9 carga sola, ju-
ros, P dvu a ; passageiro, Joze Das Cor-
rea da.Sdva.
SABIDO HO HRSMO DIA..
fiRAHiB ; IHhIh br-zil-ro Pureza de Mara
cp. Joze Mara carga Tarios gneros.
sa 0 Illm. Sr. inspector da thesouraria das
renJas provinciaes, manda fazer publico, que
ein curaprimenlo das ordens do Exm. Snr.
presidente da provincia de 3 do corrente tem
de ser arrematadas as obras da estrada do Re-
cife para Olinda pelo val da Tacaruna orea-
das na quantia de 39:9960880 reis e os re-
paros do atterro dos Affogado e ponte do
mesmo nome oreados em 12:596*000 reis.
Os licitantes devidamente habilitados de
fiadores idneos devero apresentar as suas
propostas em cartas feichadas para serem a-
bertas em presenta de todos os concurrentes
no acto da arrematado que ter lugar nos
jias 5 7 o 9 de dozembro prximo futuro,
perante a mesma thesouraria, aonde se acho
patentes nos dias uteis s horas do expe-
diente as plantas descripcSes orcamen-
tos, e condiges com que devem ser arrema-
tadas ditas obras e reparos. Secretaria da
thesouraria das rendas provinciaes de Per-
nambuco 4 de novembro de 1842.
0 secretario
Luis da Costa Porto-carreiro
brajas coeiros falto feito. e muitos outros
artigo de prompta venda t terga feira 6 do
crrante s 10 hor<*s da man ha" no seu ar-
mazt-m na ra da Cruz.
DECLARARES.
Existem na administragao do correio os of-
ficios abaixo, de interesse particular.
1 oficio do Exm. presidente ao ministro
da .guerra interesse de Jos de Souza For-
Iuav. _
1 dito do mesmo ao dito, interesse de Tor-
cato Alexandrino dos Anjos.
\ dito do mesmo ao dito interesse de An-
tonio Albuquerque Maranho.
1 dito do mesmo ao dito interesse de Ma-
nool Cavalcante Silveira Bizerra.
1 dito do mesmo ao dito, interesse de Ma-
noel Thomaz da Silva.
1 dito do mesmo ao dito interesse de An-
tonio Lourenco da Silva.
J dito do mesmo ao dito, interesse de Joo
Paulo Ferreira.
1 dilo do mesmo ao dito, interesse de Igna-
cio Ferreira Muniz.
1 dito do mesmo ao dito, interesse de Fran-
cisco de Assis Mondes GuimarSes. '
1 dito do mesmo ao dilo do imperio in-
teresse do vigario da freguezia de Maran-
guape.
\ dito do mesmo ao dito da fazepda inte-
resse de Marcelino Jos Lopes e Antonio de
Souza Rangel.
AVISOS DIVERSOS.
,\V|Slh \1 A l I I I M OS.
\3T Para 0 Rio (le .1 n ITO esruna anie-
ricani = li.7-.1io = sahii 9 do corrente ,
tniN honseoriimodos .para pnssageii<; quem
quizer liir ile pa* gem falle a seu consigna-
taiio Ji.seph Ray
-Para Lfebna seguir no dia 18 de de-
samoro o multo veleiro e acreditado brigue
portuguez Coticeigo de Mara de quo he
apito Manoel da Cosa Neves para carga e
passageiros a fallar com Francisco Severianno
tabello o com o capito na praga do com-
mercio
= Para o Aracati o patacho S. Jos Ven-
cedor, o hiate Olinda este no dia 7 e aquel-
le no dia 17 impreterivelmeiite tem os seus
carregameiitos quazi completos ; os preten-
dentes dirija-se a Manoel Joaquim Pedro da
Costa. '*
tss- 0 brigue Aurora entrado por franqua
do AssQ, pertende sahir no 4 do corrente
para o Rio de Janeiro pode reeeber a frele
algunsescravos, e tem excellentes commo
dos para passageiros para o que trata-se com
o capito na praga do Commercio ou na
ra da Cadeia do Recite n. 45.
L E I L E S .
r Lenoir Puget & C" fara leSo, por
intorvenca do corrector Oliveira, de grande
sortimentodefazendas francezas, e da suissa,
consislindo principalmente em selins de co-
res sedas para vestidos suspensorios finos,
bolins para sr., pentes de tartaruga para
marra fas, sapa tos napolitanos cassas, cam-
- Parteoipa-se ao snr. thesnirelro da ot
ra do th^atro que corre no dia 3 de deznm-
hrn que no ras.i oue saia premiado os meius
bilheteg n. 296 39 i os nao pague por se jul-
gar perdidos ou furtados de urna casa par-
ticular quando seu dono veio ao Recife cm-
pralos e assim pedo-se o snr. thesoureiro para
que nAo pague se nio a seu dono o sr. tenen-
te Francisco Goncalves de Arruda.
Srs. Redactores.
Se o Bucfalo do grande Alexandre conquis-
tador do Oriente mereceu ter lugar as pa-
ginas da historia pela sua fogacidade cavallar
em quanto moco; pelos seus grandes servi-
dos prestados ao dono em todo o curso de suas
conquistas ; pela longa duracio do sua vida ,
e feliz veihice, o cavallo Corvo assim chama-
do nao merece menos de se dar delle no-
ticia fazendo-se publicas suas qualidades,
seus andares ou entino sua feliz moci-
dade sua desgranada veihice e come
quencias que da sua mesma desgraca se se-
guir por apparecerem dous disputando o
dominio daquelle animal por meio de rendi-
da demanda que dura ha sete annos, e em
que se tem gasto nio o valor de um s caval -
lo mas o de muitos cavallos de grande prego.
Fez-se bem conheeido nesta praga o caval-
lo Corvo no anno de 181*.) e parte do de
1820, sendo seu dono M. Pelly pela sua
vivacidade ou ardileza e pelo seu andar de
esquipado o de todo o genero de carrego ,
que hberalmeiit tomava ao mais leve signal
de bride. Passou no mesmo anno ao poder de
M. Gunston por Pelly se disgostar daquelle
cavallo por causa de urna bexiga que se Ihe
formou no espinhaco, e neste estado o com-
prou Veiga a Gunston, e della o curou. Achou
Veiga o cavallo tanto de seu gosto que assen-
tou dse servir delle-at morrer, sem o ven-
der a pessoa alguma e assim o cumpria ,
apesar de haver quem Iho quizesse comprar,
e com ganho depois que ficou bom da be-
xiga que tinha.
Em 14 de marco de 1832 foi aquello ca-
vallo furtado da estribara de seu dono e s
em 5 de julho de 1835 he que appareceu em
poder de Francisco Gomes Flores no seu si-
tio do Salgadinho onde foi aprehendido ju-
dicial e legalmente seguindo-se os mais
termos de adiada at que foi julgada por sen-
tenca a propriedde do aprehendedor. Antes
do que se fez exame e vistoria por peri-
tos sobre o estado em que foi adiado o dito
cavallo no dia de sua aprehensa, de cujo exa-
me se mostrava ter sido capado poucos an-
nos ; contramarcado no mesmo tempo ; em-
pregado no uso de cangalhas, e picado no lu-
gar do patinho pelo que ficra afio ou cxo
do quarto.
A este tempo oppoz-se Flores, dizendo que
o mesmo cavallo era sua propriedde e nao
lo aprehendedor rio aue ap travou rendida
d- manda *l que a final M dwvdlo a favor
de Wisa t em r vista, m ndundo-ae-lhe
restituir o cavallo em quosto rom indemnisa-
ca*<> dos dias de servido e difTerenca de va-
lor que se liquidassem na execncao.
S parte contrariou e nao podendu esta fazer
prova em todo o tempo da ditaco apezar de
serespacejada a 30 dias, foi sentenciada a
liquidaco e condemnado o liquidado a pa-
gar ao iquidante i *200 reis por dia de ser-
vico livre de sustento, o mesmo que elle ti
nha ped'do em 8Ui recn,ren5io > na (^ua, n*'
via provado ser aquelle o ganho diario do ca-
vallo livre de sustento e que elle empre-
gava na conducho de tijolos arfia e outras
cargas pelo mesmo cavallo ser forte e pre-
sante.
A'quella sentenca veio Flores com embar-
gos pedindo se fizesse a liquidaco por ar-
bitradores e houve juiz que assim Iho con-
cedeu ; em consequencia do que nomerio as
partes louvados e que louvadO o da parte de
Flores! Homem queahsorreu em imagina
das desperas com o sustento e tratamento do
cavallo quanto elle poderia ganhar por da ;
de maneira que apenas o liquidante tinha
de haver do liquidado 161 reis por dia de ser-
vic livre de sustento ; e porque o dezem-
patador com tal laudo ooncordasse (tanto val-
le em Pernambuco a proteccio) seguio-se ap-
pellacio para a rellaco aonde por sentenca
ge mandou proceder a novo laudo, alienta a
lezlo enormissima queapparecia nt.'l-
quidagfto.
Em cumprimento, e execugSo deste accor-
dio se procedeu a nova noraeacSo de louva-
dos, em que o liquidado nomeou pela sua
parte um alusador de ctvallos de tola aqua-
lidade e o liquidado se louvou em um hbil
procurador de causas e um terceiro por elle
lemhrado eaprovado pelo juiz rdVelia do
liquidante
j Come^ou o louvado do liquidado o seu lau-
do leudo em vista o cavallo que possuia Guns-
ton ist he um cavallo lino de sella e hem
tratado fazendo aer o seu alluguel de t jOOO
reis por dia de servico que montava a 922#
reis para descontar desta quantia 676*480.
importancia do seu sustento pelo que fz'a
dover o liquidado ao liquidante lio somente,
a somma de 245*520 reis, o que se v do mes-
mo laudo II. 201. Descortinemos o arteficio
desta louvago.
No mesmo animal se devem considerar dois
estados difieren les ; 1 .* o em que era estima-
do e bem tratado em poder de Pelly, Guns-
ton, e de Veiga antes de I de sdr furtado ; 2.a
o em que passou a ser empregado em condu-
eles de (urdes pezos partilhando a sorte dos
mais cavaiios de cangalhas em quanto este-
ve em poder do liquidado, administrando o
seu servico um molito cargueiro do mesmo li-
quidado. Nos autos s so trata do mesmo ca-
vallo considerado naquelle segundo estado,
cujos dias de servico se mandro avahar pela
sentenca fl. 142 e accordio l. 175 lten-
la a lezao enormissima, que apparecia na 1.*
Ion vaco em prejuizo do liquidante exequente.
Por conseguinte fallando o louvado, como fal-
la daquelle cavallo em seu 1.* estado o que
se condece por lde estabelecer a quantia de
676*480 reis de comedorias nao avaliou os
dias de servico do cavallo em questo que
forio os que se lhe manJaro avaluar nem
cumprio, e salisfez ao acoordo de ti. 175, a
que se comprometteu por seu juramento e
que por isso devera ter muito em vista ; pas-
sou sim aquelle louvado a avahar quanto
podera gastar em comida o cavallo possuido
por Gunston no decurso de 1208 dias : ava-
hadlo esta que nem lhe tinha sido ordenada,
nem pedida mas to somente a do servico
diario do cavallo em questo fl. 142 e 175.
Nao se lembrou aquelle louvado que sendo
nomeado para reformar a lesSo enormissima,
que apparece no Laudo de fl. 145 segundo
o accordu fl. 175 elle mesmo prosegua na
mesma lesio salvo se entende por funeces
de arbitrador as mesmas que as dos advo-
gados que sao defender por suas subtilesas ,
e argumentos as partes que os constituir"o
tendaoou nojnstica. Porque para alliviar
o liquidado do que justamente deve ao liqui-
dante melte em despezas do cavallo 676*48*
reis repartidos pelos dias de servico sai a
739 res o sustento diario do pobre animal ,
que na qualidade de cavallo de cangalha o
que o louvado podia ver a fl. i 1, 27, ex 40 a
43, e 75, apenas se podia sustentar com o que
apanhasse a dente no prado entretanto que
seus lombos se achassem livres de carga ; de
maneira que a despeza do animal era maior
do que o seu ganho ; porque ganhando s
por dia para o dono, o liquidante, 266 rs.
( repartidos os 2i5*520 rs. pelos dias d> sr-
vic/i) aaslava com *!!-* o liquidado por da
733 rei, segundos'* d-'duz do m "nio laudo
em que apparece o servico diario do Cavallo
ain.la por menos preco porque se pode alu-
gar um carneiro para meniuos aprenderem a
montar.
0 mais he constituir-se aquelle louvado
contador do juizo sem que para tal fosse au-
thonsado ; porque s lhe havia sido mandado
avaliar o servico diario do cavallo em ques-
to livre de sustento e nada mais : o
multiplicar pelos dias que esteve o cavallo
em poder do liquidado o preco do servido ;
descontar os domingos e dias santos e de-
duzir a justa quantia que o liquidado deve
ao liquidante era da competencia do conta-
dor e nao do arbitrador, pois que nesta
causa nao achava contas mercantis a exami-
nar, em que tivesse de fazer apparecer o
justo saldo em favor de urna das partes con-
tendoras.
Nio deixaremos tambem de fallar no prego
de 1*000 reis por dia do servico do cavallo.
Se o louvado trata de cavallo de sella nunca
se alugou cavallo por menos de 2*000 reis
por dia em tempo algum nem no Rio de Ja-
neiro, ondejo sustento mais barato 100 por
centodoqueem Pernamhuco ; ese trata de
cavallo de eangalha a onde vio ou lhe cons-
ta que com este se gastem 753 reis por dia?
Aqui o deixaremos com esta pergunlapor nfio
fallar mais de um sr. a quem sempre tratei
com ccrdialidade e amizade que nao falle-
cer ainda que seu laudo prejudicou a execu-
Qo por nova lesao enormissima a despeilo do
ultimo accoidonaquella execuco proferido.
Dou desculpa ao louvado porque talve lhe
redigisso seu laudo o mesmo que reduzia
' h iijlZ-
i 900 e tantos mil reis de perdas edamnos
a 40# mil. e tantos reis em urna catiza
de torga nova que o m^smo V-nga venceu
contra Ligneati em grao de Revista. A lingu-
agem, eo estylo, se nAo engaa, bemopare-
cem. Quem nao quer que lhe chamem rapoza
nao se cobre com a pelle della.
sr* Alujase o sobrado de um andar na
ra nova de Santo Amaro em Fora de Por-
tas que tem commo los para urna fa nilia
regular quem o pretender dirja-se a I ja
de Joaquim Gongalves Casco que achara com
quem tratar.
Novn ftbrica de tap por vapor.
tsr Jernimo da Costa Guimarea e Silva,
proprieUrio da fabrica de rap movida por
machina de vapor, avisa ao rospei la vel pu-
blico que em seus depsitos j se acha grande
sur ti ment tanto para consumo como para
exportacio do mais excellente rap quoaem
exagerago principia a aparecer n'este impe-
rio. "
A superior qualidade deste rap (tirmado
cam as letras iniciaes do proprietario _) seu
bom aroma em tudo similhante ao rap de
Lisboa d'onde o proprietario pode obter a re-
ceita o estilar moderado sem que ganhe bo-
lo nos narizes e sem os ferir o conser-
varse por muito tempo sem que se deteriore
mofe nem seque e o maior caprix sobre
a limpesa e o meio com que fabricado esto
rape* so propriedades estas que o tornio as-
sz bello e recomendavel.
Os depozitosso no atterro da Boa-vistan.
16 ra da Cadeia velha n. 50 e em Olin-
da ladeira do Varadouro na refinaco d'assu-
car de Manoel da Silva Amorim nos quaea
se vende a preco tixo de 5 libras para sima ,
e tamhem a retalho somente pelo prego por-
que os compradores de 5 libras para sima p*
dem vender.
jsr A direcgo da Sociedade Theatral Phi-
lotalia, convida aos Socios a reunirem-so no
dia 4 do corrente pelas 6 horas da tarde ; na
caza nova da ra da Praia seido o objecto
da reunio elleiges da nova direcgo.
or Aluga-se o 2. andar com grande so-
tSo da caza n. 73 na ra do Rangel ; a tra-
tar no mesmo.
r Prompto! Eis-aqu
o Artilhciro na trincheira;
se nao he um grande cam-
pio, sempre he mais um
athleta da legalidade e
da ordem. Querem-o mais
claro? l vai. Appareceo
hontem o Io N de um jor-
nal denominado o Arli-
Iheiro, cuja doutrina ser
sabida mediante 80 rs. por
cada exempUir dados na ,
luja 'e livros da nr tc;t da
Independencia N# e S,
onde elle estar a vemla
desde as 9 horas da ma-
nila ate a noite.
or Roga-se ao snr. Antonio Pereira de
Souza de se dirigir quanto antes a ruadoquai-
mado n 6
tsr A senhora D. Francisca de Carvalho ,
que veio de Macei para esta cidade em 1837,
queira por favor annunciar sua casa ou di-
rija-se a ra do Livramento numero 25 pri-
meiro anJar, para reeeber urna carta de
importancia relativamente a urna heranga
que lhe pertence e isto quanto antes para
evitar prejuizos.
ar Menard tem a honra de previnir ao
respeitavel publico, e particularmente aos
freguezes do agogue que foi do Lachasse na
ra das Trincheiras que elle comprou o ea-
tabelecimento do sobredito, e convida aos
mesmos freguezes decontinuarem na mesma
casa tambem se vender todos os Domingos
e dias Santos, carne de porco de carneiro,
e liuguigas.
tsr feudo apparecido em casa do abaixo
assignado no Poco da Panella um molatinho
de nome Bazilio idadede ll para 12 annos ,
dizendo ser forro e pedindo ser acolhido o
abaixo assignado o fez ; mas para ar redar de
si qualquer responsabilidade no caso de ser
I captivo dito molatinho faz o presente an-
nuncio e desde j declara nao responder se
por ventura elle desaparecer. Jvao Caval-
cante de Mello e albuquerque.


m
m
lotera do theatro.
As rodas da lotera an-
cloinfalliveljicute no da
3 do corrente no salo do
edificio do Carino, onde
est o Lyeo, e os bHie-
les vender-se-liao at as 10
horas do referido da nos
lugares do costil me.
tsf 0 abaixo assignado faz sciente ao snr.
administrador da mesa da recebedorias dos
impostos provimiaes que no dia 23 do mez
de novembro deixou de possnir a canoa gran-
de aberta que tinlia para seu servico de
que fora obngado a pagar o imposto de 4*800
annual e que este est pago at o anno fi-
naceiro de 1841* 1842 como consta do reci-
bo competente julgando-se o abaixo as-
signado desabrigado do dito imposto desde
aquelle dia 23em diante em virtude do que
faz o presente annuncio. = Joze Antonio de
Souza Machado.
Lombrigueira ou Vermfugo ffica-z,
tsr A medicina popular Americana tem
alem das virtudes j citadas a de ser um
vermfugo activo e innocente aplicavel tan-
to a solitaria como para as outras especies Je
vermes. Este verdadeiro thesouro das fami-
lias vende-se somente em casa do agente
D. Knoth na ra de Apolo n. 27.
tsr Qualquer Reverendo Sacerdote que
quizer ser Coadjuctor da Freguezia de Nossa
Senhora da Paz dos Affgados ; annuncie por
esta folha ou entenda-se com o Parodio da
mesma Freguezia, o qual Ihe offerece duzen-
tos mil reisannuaes pagos da forma que
quizer, para fazer todo o servico da Parochia,
nosseus impedimentos. -Alem destaquan-
tia tem na mesma Matriz duas capellanas ,
urna as Quintas-feiras outra nos Damin-
gos edias Santos.
Arrenda-se para passar a festa ou por
anno urna encllente e grande casa terrea ,
com salas em propongo gabinete ao lado ,
quartos e soto s este com commodos para
grande familia invidracada passeio a ro-
da pintada cozinha fra coxeira es-
tribara para quatro cavados e quarto para
pretos com porto proprio e situada na
margern do Capibaribe ; a fallar com Gabriel
Antonio morador no pateo do Carmo ou
no sitio do Cordeiro onda se pode ver a di-
ta casa.
Arrenda-se urna casa pequea porem
com commoJos para grande familia tem co-
sinha fra quarto para escravos e estriba-
ra grande tudo muito lirnpo e aciado, com
porto independente esobre o rio Capibari-
be fallar com Gabriel Antonio aqui ou
no sitio
J. O. Elster retira-se para o Rio de
Janeiro.
tsr Precisa-se de um feitor portuguez ,
para ir para o matto ; a tratar na ra do Li-
vramento armasem n. 20 ou na ra dos Pi-
res sitio da esquina que vira para a Soli-
dade.
tsr Thomaz Sayle respei tosa mente tem de
participar aos seus amigos e ao publico em
geral ^ue principiou a correr o seu novo es-
plendido e enditado mnibus com famo-
sos cavallos e bem conhecidos cocheiros ,
nao s ror sua experiencia como por sua civi-
lidade aos pasageiros, parle lodosos das da
matriz de Santo Antonio s 5 horas da tarde
em ponto para o Monlejro e do Monteiro
para o Recife s 7 horas da manh do dia se-
guinte e vista do mo estado dos lempos
ou negocios tem resolvido a redusir o seu
prego a 1*000 res cada passageiro.
tsr Perdeo-se dous pequeos retratos em-
brulhados em um quarto de papel; quem os
tiver achado e queira restituir leve a ra dos
Pires n. 2
tsr Luiz Joze da Silva relira-so para
Maceio.
T* Quem perdeo urna letra procure na
ra do queimado loja de ferragens n. 30 que
dando os signaes serlos Ihe ser entregue.
tar O Escrivo da Irmandade de N. S. da
Conceigo da Congregagao, convida a todos os
Irmos da mes-ma, para reunio da meza ge-
ral domingo4 do corrente, pelas 9 horas em
ponto, no consitc.rio de sua Igreja, conforme
o art. 48 do compromisso.
tsr Da-se dinheiros a juros sobre penho-
res, quem quizer dirija-se a ra da florentina
D. 37 as 10'horas da manha ou as 3 da
tarde.
W Aluga-se o segundo e terceiro andar
da casa n. 6 ," defronte do trapixe novo a
tratar no escriptorio de Charles Roope & C.
tai Precisa-se de urna ama que saiba engo-
mar e cozer ; na loja franceza da ra do ca-
bug n. 6
tar Roga-se ao arrematante da Ilumi-
narlo dP9te cidade que baja de dar as suaa
providencias sobre o lampio da ruado cal-
dereiro na esquina que bita para o becco do
pcinho da panilla que dando nove horas e
meia j o dito lampio acha-se apagado o
qual parece que se manda apagar de proposi-
to para alguma empreza, seja ella qual for,
dslfl favor Ihe ficar assaz obrigado. Um
que nu quer engaos.
tsr O abaixo assignado avisa aos snrs. se-
us assignantes do jornalPanoramaque os
mezes ele setembro e outubro, acho-seno seu
escriptorio. Francisco Soverianno Rtbel/o.
tsr A pssa que tirou do eorreio por en
gano, urna carta vinda da Baha para Joo
de Oliveira Ramos ; com o n. 2012 faga o
favor annunciar aonde se deve procurar ou
levada a casa da ra da Cruz do recife nu-
mero 31.
tsr* Preciza-se de urna ama para todo
servico e compras de urna casa de muito
pouca familia na ra docaldereiro D. 76.
Na ra d'AIegria D. 13 prope-se
ama pessoa a ensinar Drimeiras letras du-
rante as ferias ; os pais de familia que nao
quiserem ter seus filhos por tanto tempo na
ociosidadde dirijo-se a mesma casa onde
acharo com quem tratar.
tsr Snrs. Redactores. Queirao inserir
no seu diario a seguinte resposta aos chama-
dos herdeiros do finado Joze Pereira Campos.
Qualquer inquilino das casas que perlencero
ao finado Joze Perira Campos de quem sou
testamenteiro ou outra qualquer pessa que
contractar sobre os bens do mesmo finado,
com Joaquim Pereira Arantes que se diz ca-
zado com urna filha dquelle finado e tutor
de outra fique advertido que todo negocio
ou pagamento, foito nao ter vigor nem o
approvarei em quanto durar o tempo de mi-
nha testamenteira ealem dissolodo aquel-
le tempo que for preciso para o mesmo Aran-
tes habilitar sua mulher e luleilada devida-
mente o que nao fez at hoje, apessr de
todas as suas bravatas : e para que ninguem
se finja Iludido faz o prezente annuncio.
Ma noel de Paiva,
tsr Na ra da cadeia velha loja da viuva
d'Anadeto Antonio de Moraes existem duas
cartas vindas da Bahia urna pera Antonio
Joze Victoriano d'Albuquerque Cavalcanti, e
outra para Antonio Manoel de Moraes Mes-
quita Pimentel.
w A loja do bom barateiro, de Guerra ,
Silva & C. na ra nova n. H acaba de rece-
bar ltimamente de franca na barca came-
lia um lindo sortimento de sedas de todas
as cores, qoalidade para vestidos, cortes de
caS9as pintadas muito finas cores fixas para
vestidos: lindse ricos chapeos do melhor
gosto para senhora challes de seda ditos
de lan caxos de flores ditos de pennas e
outros muitos objectos de bom gosto
tsr Os snrs. que assignaro e apartarAo
bilhetesda I." parte da 12.a lotera do Ihea-
tro cujas rodas ando hoje (3 de Desembro)
na loja de Guerra Silva & C. na ra nova ,
queiro fazer o favor de os ir buscar at as 9
horas da manhS alias sero vendidos ou
entregues ao Thezoureiro.
COMPRAS
O Secretario moderno de commercio
ou modsllosimples da escripturagSo mercan-
til : na venda n. 5 junto a loja da viuva do
Burgos na quina do Livramento.
tsr Um quarto que seja possante aindo
mesmo sem andares ; quem o tiver dirija-se a
ra da praia sobrado de 2 andares D. 37.
*ar Para o Rio grande do sul escravos e
escravas de 10 a 3o annos sendo sadios ,
com habilidades ou sem ellas ; na ra nova
loja n. 26.
tsr Garrafas vazias de todas as qualidades;
na ra estreila do Rozario D. 11.
tsr Garrafas vazias que tenho sido de
vinho moscatel, a 120 rs. cada urna na fa-
brica de sabo do atierro dos ffbgados ou
na ruado queimado loja n. 6.
VENDAS
marca Elephante dito Je B)rdux, em gar-
rafadoeern birris csrvaj-i foran:i; em cusido
K-ilkamann A Rosenmund : na ra di Cruz
n. 10.
tsr Bichas grandes hgadas prximamen-
te e um pao com 44 palmude comprimen-
to proprio para qualquer embarcaco : no
beco da Lingoeta n. 8.
ssr Superiores caivetes de- mola muito
finos, que se mete a p^nna: e sai apira 1 ,
por preco comino lo : na ru* do Cabug loja
de miU'lezis junto do snr. Bmdeira
tsr 3 cavallos de estribara com diff ren-
tes andares por prego commodo: em casa
de Rufino Gom^s da Fonceca na ra da Con-
ceigo ou em casa de Novaes & Bisto na ra
do Quemalo n. 29.
tsr Vinhos de diversas qualidades, cognac,
absinthe krche genebra da Holanda ,
azeite doce em caixas chocolate marme-
lada docerija, e abriscots em latas, amei-
xas biscoito de frang a 34000 a groza, co-
pos lapidados e ordinarios, caixinhascom
arenques de fumo charutos da Havana ,
tudo por commodo prego : no armazem no-
vo na travessa do Corpo Santo n. 25.
tsr Urna canoa nova bem construida e de
boas madeiras carrega 2000 lijlos de alve-
naria urna dita nova de carga de 700 ditos,
a dinheiro ou a prazo com boas firmas, e tam
bem a troco de escravos, 53 caixas vasias
para socar assucar a 4200 cada urna sendo
toda a porco : na ra da praia por traz da
ribeira n. 15 e 17 a tratar com o Cardial.
tsr Francisco Tarault, tem a honra de
annnnciar ao respeitaval publico que elle
abre amanh um assougue na travessa da
Lingoeta n. 2 no qual vender diariamen-
te excellente carne de vacca e as quintas
feiras domingos e dias santos carne de por-
co, carneiro e exoellentes lingoas a moda
de Franca.
tsr A obra intitulada methafisica da con-
tabelidade commercial, muito til aos guar-
da livros de casa de negocio e um methodo
de rebeca com muito boas msicas : na ra
da Cruz n. 37 segundo andar.
ezoito cadeiras dous jogos de bancas,
e urna mesa de meio de salla tudo de jaca-
randa e 130 caixes com excellente doce de
goiaba, por mdico prego ; na ra do Cres-
po loja n. 8 3 andar.
Caixas de soda Water Sedelitez para re-
fresco a i# rs, a caixinha : na ra do Crespo
n. 8.
S tar Urna balanga com conxas corren-
te e pezos proprios para armazem de assu-
car ; na ra do Amorim n. 48.
W Uma escrava fiel. em vicio nem
achaques cosnha o diario e engoma liso ;
na ra do Amorim n. 48.
Xtsr Chapeos de castor branco pardo e
preto da melhor quadade que existe no mer-
cado assim como de castor ordinario das
proprio para fazer qualquer obra de vornis
asiin como da suissa costado costadinho '
sualho e forros de casas fundo de barricas
athe50 palmos de comprido prego pordu
zhs 3*000 3*200, 1*000, 5*000, 5*o00,
6#000 e outros dilT-rentes pregas qu- vis
la das qualHades e do compra lor se far todo
ijuste assim como ha uma p>rgao de refago
que sopara desocupar o armaz-m t-ii,j
por todo preg ; atrs do the tro junt. > i m
brido do Manoel Antonio de J -zus ou a
fallara Joaquim Lopes de Almera caxeiro.
d* Joo Mathrus.
yat Farellos em barricas ch-gidus nova-,
m^nte de Lisboa no armazim di Permuta
Joze Hraguez.
tsr Um 5elim inglez novo aparelhado e
e por prego cmodo, na ra do atierro da
Boa-vista D. 9.
sar 0 verdadeiro vinho do porto feitoria
de superior qualidade e muito velho, assim
como outros do mesmo lugar, edifferentes
qualidades e de lisboa tudo por pre^o
cmodo ; na venda defronte da matriz da
Boa-vista casa de frente amarella ao p
da esquina.
y tsr Pezos, bala ngas com os competentes
bragos una qurra de ferro uma porco de
paos de csrnaba proprios para se fa-
zer bicas ; um preto bom official de pedreiro
para fora da Provincia : quem pretender an-
nuncie.
Cera de carnauba em porgSo e a re-
= Uma escrava de nacao bonita figura ,
sem vicios nem achaques sabe cozinliar bem
o diario de urna caza lava de sabo engom-
rna bem liza e faz doce de todas as qualidades
muito bem; na ra Direila sobrado de um an-
dar numero 50.
- Vinho de champanhe tinto e branco ,
mesmas cores por 4*500 ditos de castor pre-
to e branco para senhora ditos para meni-
nos branco sem pello por 3*200 de muito
boa qualidade ditos redondos com borlas pa-
ra senhoras e meninos ditos francas di
tos de massa branco e prpto de divagas qua-
lidades todos do formas mais modernas :
bonets de varias qualidades para homens e
meninos pelo mais cmodo prego possivel ;
na ra da cadeia do reciffe loja de chapeos
ii. 46 e no atierro da boa-vista loja de
chapeos n. 10.
tar Na ra Augusta no sobrado novo n. 9,
os melhores caibros que tem aqui aparecido ,'
pela sua boa qualidade e mesmo por esta-
rem ja descascados ; ripas cal branra te-
Ihas lijlo de ladrilho e alvenaria, cal pre-
ta alguns costadinhos para portas por te-
rem sobrado da obra ; assim como uma boa
carteira de urna s face, tudo por prego c-
modo a qualquer hora se achara com quem
tratar.
tar Uma duzia de cadeiras de palhinha
de Jacaranda do porto com um camap da
mesma madeira j na ra do rangel n. 54 ,
a fallar com Victorino Francisco dos Santos.
wr O restante de uma porgio de mel de
abelha, por prego commodo, no forte do mat-
to padaria de Antonio Maia (Jones n. 5.
tsr Muito boa farinha da Ierra a 3*840 o
alqueire arros branco a 11*000 dito ver-
melho a 8*000 dito de casca a 4*000 : na
ra estreila do Rozario D. \\.
^ Uma cadeira de bragos de arruar um
palanquim de rebugo duas tipoias ; tudo
bem construido novo e de bom gosto: urna
cama de condur com aimagao, para cazados,
duas banquinhas de Jacaranda redondas, para
jogo : na ra de hortas caza n. 40 loja de
marcineiro de Antdnio Francisco de Souza.
tar O melhor taboado de pinho que no
mercado tem aparecido por ter 3 palmos de
largura e 30 a mais de comprido sem noz
talho por preco commodo ; na ra da cada
do reciffe n. 43.
\tsr Na praga da independencia loja nova ,
n. 39, ha para vender o seguinte: cha hisson
da 1. -sorte 2#560 a libra rap ara preta
1*080, dito rollo amburguez a garrafa 2**210,
ricas abotuaduras de matal dourado para ca-
zacas ditas para edete ditas de maga do
gosto moderno dita de velludo :. tranga de
reros para fardas dita de quatro quinas e
redonda para bandar cazacas pentes finos
de marrafa, ditos de tartaturuga para marra-
fa ricas fitas de sinteiro para creangas, bi-
cos de todas as larguras rendas de linho ,
pente de coco dispengaves de fio de seda ,
retrozes inglezes para acasiar,aderegos e brin-
cos pretos de filagrna para senhora apare-
Ihos para guarda nacionaes ltimamente che-
gados do rio bandas de 1.1 para sargentos a
3*000 cada urna os verdadeiros pos de Ma-
noel Lopes em frascos pequeos a 1*200 rs. ,
superiores bichas ltimamente chegadas por
prego commodo.
tsr Uma escrava de 20 annos. eugoma-
deira cozinheira coze muito bem, um mo-
leque de 16 annos boa figura bom servente
de uma caza compra trata de cavallos lie
bom pagem ; uma preta moca de bonita figu-
ra perfeita, engomadeira cozinheira ; ou-
tra dita de 20 a 22 annos de todo servico ,
muila boa quitandeira ; um moleco passa de
20 annos proprio para carregar cadeira ,
e para armazem de asssucar ; na ra do Fgo
ao p do Rozario n. 8.
ESCRAVOS FUGIDOS.
ty No dia 13de Novrmbio fugio u a ne-
gra de idade de naga Congo de nome
Maria vesga os ps t levou vestido de chita preta cmii flores encar-
nadas ja desbotado camisa de algo iozuiho;
quema pegar It-ve ao sitio oa tamariutira na
estrada dos Atbelos ou no Recife, ra de
Apollo n. 23 que ser recompensado.
tsr Fugio no dia 22 de Novembro p p ,
um preto do gen lio de Angola de nome An-
tonio ladino com 20 annos de Ierra re-
presenta ter 35 a 40 annos, veio a 3 aonos
da provincia do Cear he baixo corpo re-
gular dentesacangulados, com um carosso
a cima do embigo para um lado do estomago,
ps raxados, andava vendendo pao para o
lugar da Boa viagem levou vestido camiw
de estopa e caigas preta velha ; quem o pe-
gar leve a praca da Boa visla n. 28 casa da
viuva do Queiroga ou na padaria dos aflb-
gados que ser gratificado
tsr Em 30 de novembro ultimo fugio do
"poder de Francisco Severianno Rabello um
seu escravo de nome Antonio estatura me-
diana cor bem preta e bonita figura muito
barbado, olhos pequeos reprezenta ter 28
annos levou vestido caiga t jaqueta branra,
carregando um sacco com botijas vazias tem
sido visto napaisagem da magdalena, este es-
cravo foi da senhora D. Lauriana Roza Can-
dida Rigueira : quem e pegar leve ao sobre-
dito no forte do matos pue ser bem recom-
pengado.
RECIFE NATYP. DEM. F. DE F.= 1842


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