Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04834


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Full Text
An.no de 1842.
Sexta Feira 2
Tado aRora dapenrle ,1c no. me.moi ; ra nosaa prorlencia moer.cao e cnereit ; con-
..o como princip.aaio. e s,remo. aponladoa con .dmir.cao entre .. Nacuca m..
CU"M_________________(ProcUm.co di Aiienbla Geni do Bb.iil.)
PARTIDAS DOS C0RRE10S TERRESTRES.
Coianna Parafciba Rio grande do Norte legenda- e citas feiraj.
Bonito e Garantan* a d e 4.
Cabo Serinhaem, Rio Formoao Porto Calvo MacciA, e lagoaa ao 1. U j,
Boa-viltc e Florea a 28. Santo Anlao quintas feiraa. Olinda todoa oa das. '
DAS DA SEMANA.
JS Seg Gregorio 3. P. And do J. de D. dad. T.
J9 Tere. je.nm s. Saturnino M. Re. Aud. do J. de D. da J; .
it Qiiart. Andre' Ap. a Troyano H,
4 Quint. Floi I!. Aud. do J. de D. da $.v.
i Sext. Hibiana V. M. Bel. Aud. do J. de D. da 1. T.
3 Sab a. Francia a Xavier Ap. Re. Aud. do J.de D. da3.t.
4 Dom. 2. do advento, a. liarbara V. M.
de Dezembro. Anno XVIII. N. 261.
O Diario publica-te todoa o> diaa que riao forera Santificado : prego da aeaignatura bo
de tres mil rea por quartel pago adiantadoa. Oa annuiitios do Msignantea a 10 inferido.
gmii e oa dm que o nao forcm razo de 80 re por linha. Aa rcclamaci'ies devem aer
dirigida! a culi Typografia, ra dat Crmei N. 34, ou a praca da Independencia luja da livroa
Numero 61 8.
CAMBIOS NO DIA .* DE DEZEMBRO.
Cambio tobre Londres 37 J a 28.
i Paria 350 rea por franco.
x Liiba 100 por 100 de premio.
Moeda de cobre 2 por 100 de deaconto.
dem de latra de boas firmal i a 1 j.
Omo-Moeda de 6,100 V.
a N.
da 4,000
PenTA-Patacea
fl IVku C-dumnnre
diloi Mexicano!
uiiuda.
compra vend.
14,800
li,60j
8.J0J
1,750
1,720
1,72J
l.fiM
15.000
14,800
8 4)0
1,740
.740
*,74u
.*0
"reamar do dia ? de Deiembro.
4. a 5 horas e 18 m. da manhaa.
Z." 5 borae e 42 m da tarde.
PHAbES DA LA NO MEZ DE DEZEMHO.
Lna Nova 4 2 1 hora e 56 m. da manh.
Qnart. creac. 9 ai 8 bnraa e 7 m. da tard.
La cheia 17 ai 4 boraa e 26 m. da tard.
Quti. ming. a 24 ii 2 hori! e 26 m. da tard.
I Alt IO |)E i* E K N A11B U < 5 O.
su 2 ^ 3333:23333
Este da tao caro aos Brazileiros,
que sempre o olli.ivo cuino a sua
mellior esperanca no infio das tem-
pestades polticas 'ue nos afjis-
nnvo ; este dia que os Brazileiros
sempre dezejvao que se volvesse
com a rapidez do raio para que a
maioridade viesse mais breve e com
ella o termo dos nossos males es-
te almo dia j assoma no horizonte
mostrando-nos realizada a esperan-
za que nos ajudou a atravessar tan-
tas calamidades : o Monarcha in-
clume e na plenitude dos seos d-
reitos Gonstitucionaes o Paiz de-
.sasso ni Lirado das lutas em que pe-
rigava domadas as ambicoes que
de mao armada invadiao o Poder ,
mais firme a Dynastia pelo prximo
consorcio de S. M. 1. limpo o ho-
rizonte desse negrume de que ou-
trora se moslrava carregado hum
futuro de reorganizaco, eis o qua
dro rizonho que a luz deste dia nos
aprezenta : certamente a recordacao
de tantos annos perdidos atraz de
quimeras de tantas lutas que se
succederao e se empenharo nao
por amor de principios se nao de
pessoas nos fez dezejar ancioza-
mente a sombra da Monarqua para
abrigar-nos do furor das faccSes, a
Providencia nos deparou mais cedo
do qua deviamos esperar esse abri-
go dezejado, agora cutiipre que nao
sejamos arrastrados para novos
precipicios que nao nos mostre-
mos ingratos para com o favor que
nos fez a Providencia salvando-nos
desses abrolhos em que perigamos:
novos partidos vo reuascer novas
lutas.se devem de travar, mas ere-
mos firmemente que a sua accao se-
, ... *
ra circunscripta em os limites, qne o
S.sthema Reprezentitivo nos assio--
na que el'a nao enten lera senlo
com os Ministros di Ciri que
respeitara inviolabilid.de do Mo-
narcha ; nJo teuieiius esse.s novos
pulidos que bao de apparecer com
a abertura das Can iras por que
ellesnao aTrontarao o espirito pu-
blico todo devotado ao Imperador,
elles esto amestrados pelo passado
de oppoaicao de 184 i, e pelos des-
fechos das rebellides de Minas, e S.
P'iulo ; reunamo-nos em torno do
Throno defendamos ao Senhor
D. Pedro 2. e o Brazil sera sal-
vo e feliz.
A diviso serdepois con luzi I a sin se- lnossas libri|ad>*s publicas tem a PARTE OFFICIAL
COMMANDO DAS ARMAS.
QUARTEL DO COMMANDO DAS ARMAS DE PERNAMBU
CO 29 DE NOVEMBRO DE 1842.
Orden addicional.
Convindo solemnizar-su o da 2 DE DEZEM-
BRO prximo vindouro AnnivArsario Nata-
licio deS. M. o Imperador, determinou o
Exm. Snr. Presidente que nesse faustoso
dia formassem em grande parada a tropa
de linha o corpode polica e a primeira
legio da guarda nacional deste municipio.
Ocommandantu das armas dando como
Ihe cumpre o detalhe da parada ordena que
ella se componha de urna diviso contendo
duas brigadas pela maneira seguinte : A pri-
meira legio da guarda nacional formar a
primeira brigada. Obatalho de infantaria
de guardas nacionaes destacado ; o batalhao
provisorio ; o corpode polica ; a companhia
de artitlces em qua tro pelotn como infan
taria e guarnecendo um parque de arlilha-
ria de quatro bocas de fogo de C. 3., e
companhia de cavallaria ligeira de linha ,
comporfl a segunda brigada. Assim orga-
nisada a diviso tomar pelas 9 horas da
nanha sua primeira posico em linha na
ra de S. Goncalo no burro da B avista ,
tocando a direita a igreja e prolongando a sua
esquenla na directo Nesta altiludc rrceber o commandante das
armas que lites passar a revista do costume,
e tomar o commando em chefe.
gunda pnsiQao em columna na rm do Colle-
({io tendoa vanguarda neste largo e a re-
taguarda na dirego da mesma ra, Cadeia ,
campo de palacio.
Servir de ajti ian te general o senhor te-
en te-coronel Manoel 1,'iiacio de Carvalho
MfiidoiiQa tt-ndo por si'ii aju lante o se-
nhor primeiro lente Pedro AfTonso Fer-
reira.
Commandar a primeira brigada, o res-
pectivo cli''fe ila legiAo, ea segunda o senhor
coronel Trajano Cezar Burlamaque. O Sur.
capilode artilharia Anacleto Lopes de San-
ta Auna servir de major da segunda briga-
da edeajudante de campo, o senhor ter-
ceiro commandante docorpo de polica Joo
Jos II i he i ro de Faria.
O commandante das armas convida aos S "
olliciaes, e cadetes, que nao arrumarem,
comparecerem na secretaria militar pelas
11 horas do indicado da afim de assistirem
a parada e ao cortejo que se tem de fazer
a efigie de S. M. I
As muzicasdos corpos tocars o recolher
do dia primeiro a arvorada e recolher do
dia 2. Antonio Pedro de Sd Barreta.
IH.MI0 DE PERMUTO.
FlLKIIT0
A PRI ME IRA MENTIRA. (*)
No da seguinte Mr. St. Elrai* se apre-
sentou do maulla em casa de M"# deCour-
luny Anatole eslava ausente e o visita-
dor linha uno oouco confiado nisso. Lucy ,
admirada hesitou primeiro em recebe-lo ;
de|-ois lembrando-se que eslava a discrQo
delle e lemendo deconlenta-lo deu or-
den que o fizessem nlrat- para o saio, e
ppareceu immediatamente.
Mr. St.-lSIme aaudou-a com ar que procu-
rava tornar tmido ; porem desembara^ou se
logo entregaiido-liie o laque que encontra-
ra na carruagem de M" de Bui.ijoli :
Aqu vos trago sen hora disse elle
com toin de confianza ,. a testemunha muda
(*') Vid. Diario N. 25o 256 e 260.
(carregou nesta palavra ) de urna noite de
que nao posso perder a memoria. (Jotras
testemunhas nao serao menos discretas.
Lury sem levantar os olhos a S' m profe-
rir palavra fez um movimenlo de cabeca
que indica va um agrad 'Cimento.
Mr. St.-Elme continuou :
Nao sera mais licito asperar do acaso a
volta de igual ventura ?
Era com effeito um acaso senhor. Ra-
ras vezes estou sosinha e quando Mr. de
Cnurtenay est aqu, nao vou ao theatro sem
elle.
Nem sempre elle est livre para vos a-
ompanliar. Que mal haveria ento em apro-
veitardes um divertimento que se aprsenla
e que vos he oierecido por urna amiga ?
Nenhum sem duvida ; mas a esta
respeilo nada tenho que desejar e se jul-
guei dever oceultar a M. de Courtenay o di-
verlimentoque me deu M"# de Boisjoli foi
porque elle sentira que eu o devesse a outros.
Sois um anjo. Quao adoravel he a vus-
a indulgencia Nao se podem dar cores mais
agradaveis a um abuso de autondade. Fe-
H hoje 17 annos que no seio d'uma fami-
lia real um mui grande accontecimenlo aca-
bava de complelar-se : um novo penhor de
porvir era concedido s leaesesperangas d'um
povo generoso. D. Pedro 1. sustentava pe-
la primeira vez um filho em suas mos glori-
osas : acabava de nascor em fim o primei-
ro principe Brazileiro
He em das similhantes ao dia de lioj? ,
quando os annos em crculos regulares nos
despertam mais viva a lembranca d'um acn-
tecimenlo grande e feliz; quando mil corarl-
es e mil vozes se reunem em um vasto e mag-
nifico concert para abengoar a Providencia,
e que todos os pensamentos to diversos dos
homens se absorvem n'um ssentimcntod'a-
legria e de esperanca ; he ento qu convm
algar a voz d'entre a multidao silenciosa, para
pronunciar al,;om 11 palavras severas.
Simv, jiven Monarcha penhor sagrado
da nossa felecidade futura 1 *rca santa d'-dli-
ai.ca em torno da qual todos os partidos se
estendem urna mo amiga ; n-i saudmos o
teu nascimento com os nossos votos e espe-
rances : vimos-te crescer no meio de nos, e
pjra nos, eoercam>s hoje o leu throno com
a nossa confianza e amor : sabemos que as
50 lirm- para assustentir e que nunca por
ti sero viol idos esses direitos cuja guarda le
ha vemos confiado.
Entretanto ao redor do teu berco, ao re-
dor da tu infancia ao redor di la adoles-
cencia ue han pelejado rail les pelejas se h
feito um rande estridor e l.-vinta i> nmgran-
de tumulto : a tm prvsnca seren >u por um
momento os anim >a e |Vv m o r--p >us 1 aos
espinlos; e posto queoulras pertuibig-s re-
centes tenhatn agitarlo o paiz a sua impo-
tencia immediatamente demonstrada ns ap-
preseuta j a nacao tranquilla repousando-se
em ti ; porem esta bonanca ser acaso
percur ora de novas tempestades ou antes
aurora de melhores dias ? Nos assim o espe-
ramos e o devenios esperar. Toda-via, al-
gumas nvoas nos cobrem anda o horisonte,
e he misterque um potente sopro as disper-
sa ; e que para nos socegar completamente ,
nos amostre o co brilhanto em cima das
nossas cabecas em todo o seu esplendor.
Na era em que estamos os povos sao for-
tes : o seu poder ha sido reconhecdo e pro-
clamado ; e lie mister que os res eSses pas-
tores dos povos como diz o velho Homero ,
tenliao tambem o brayo forie para os pastore-
ar ; que o seu nimo se encha do bons deso-
os e d'energica vonUde ; e que para suppor-
tarem gloriosamente a caroa a sua fronte se
alargue sob profundos pensamentos. At o
presente as nossas lutas bao sido esteris ,
mas ellas testemunho enrgicamente os ma-
les que nos opprimem, e a aetividade que nos
devora. Estes males carecem de cura: es-
tas forjas que concentradas em si niesmas ,
produzcm a luta e a discordia carecem ser
dirigidas para um fim grand9 e til. Impe-
rador A Providencia deu-te para reger o
mais farinoso e mais rico paiz do globo ; mas
esta trra est anda inculta e pobre e ape-
nas mostra em seu seia algumas populaces
dispersas : deixa-la has tu desfallecer em
tuas mos ou queres antes conduzi-la glo
riosa para a senda dos felizes destinos que a
esperam ? Sao estes de certo os teus vo-
tos. O teu corado sympathico vibra uni-
sono com os coraces de teus leaes subditos,
e tu queres a nossa felici lade como nos que-
remos a tua gloria ; mas para isto he necea-
sario que tu feches os ouvidos a todas as vo-
zes confusas dos partidos queso agitam jem
torno de ti para n > ouvires outra voz se-
no os br idos do povo : he necessario que
r iltes a fac*> a todos i-sL".s advogados mentiro-
sos, s suas rivalidades estrellas, e sua po-
ltica mesquiuha e estril : he necessario que
vultes os olhos para as massas que com am-
liz Courteniy de reinar n'um coracao ao
qual outros se gloriario de obedecer !
Lucy comecava a sentir se assaz ambara-
cada quando Anatoln entrn. Por urna
delicadeza fcil e comprehender ella nao
se linha dado pressa de guardar esse leque
trazido com Unto mystt'riu e que parocia
servir de pretexto galantera de Mr. St.-
Elme ; porem vista de Anatole quiz
pegar nelle : nao tendo pudido faz lo com
presteza, sua mao eslendida 8>bre a mesa bi
dexot ficar o mal-aventurado leque. M. de
Courtenay sorprendido de acharen sua ca-
sa a tal hora Mr. St.-Elme, linha feito cara
carrancuda. St.-Elme explicou sua visita ,
oflerecendo da parte de M" de Boisjoli dous
lugares nos Boiiffe para a nodo. Anatole
recuauu. A nuvem engrossava. No mesmo
instante avistou o leque sobre a mesa :
Ah .' disse elle com um pouco de mo
humor ei-Io de volta ?
Sim, meu amigo, trouxero-m'o agora.
Dizendo estas palavras Lucy corou at os
olhos, e lancou a Mr. St.-Elme um olhar
que foi comprebendido e nlu escapou a M.
de Courtenay.
Fui St.-Elme que o trouxe disse elle
conmigo.
O saugue Ihn fervia as arterias; elle sabio
do sali. St.-Elme se despedio e Lucy !i-
cou fra e passada.
Anatole encerrado em seu gabinete fu-
rioso e desesperado bu tea va em vo orde-
nar um pou-o suas i.leas Di r'u mi" seu
Snrilo se poz a cot-jar varias circuimUncias
que Ihe pareiiao gravissimis. Ararla qii'-i-
mada a perlurbaco d-* Lucy itepoi* >h sua
rhegada, a assiduidade de Sl.-Elme (>ara com
ella em casa de su prun* essi in iisposi-
go no lhetro precisamente d>pois de ella
ter insistido para que ella pegasse nesse le-
que mlim esse mesmo loque quebrado ,
segundu dizio achafdo ah ao mesmo lempo
que St.-Elme e mais que ludo isso anda ,
a emocao de Lucy e os olhares de intelligeucia
que sorprender.
Que f zr para se convencer de urna des-
grana qne pareca mais que muito certa ? To-
das as ideas extremas passr&o em um mo-


2
bas asmaos te inJicam urna poltica grande e
generosa a nica que convem aos destinas
doRrazil Fra precisamos reprimir a di-
plomacia d'astucias e de mentiras e qui fa
amos lumbre d'uma nohre franqueza para
ique assent^mos o nosso rppouso em acertadas
lliauca?;dentro, pr-esmos le paz e
de trabalho ede. todos os b"nefi 'os que v-rr.
com elles :precisamos qu a agricultura fl i-
reca que a industria se crie e estmda
por todo o territorio os seus b^agos fa-
cundos ; precisamos qu* as n >ssas regios
abpnc>adas se cubram de populac<*s ricas
e felizes ; precisamos que de todas as
partes crculem por estradas seguras e rapi
as a abundancia p a vid i: precis a voz suave p forte das sciencias o das artes ,
que sao filhas queridas dos cis os nossos
ostumes se amenispm e sedepurpm. E's
ahi a vprdadeira politira grande e glorio-
sa que ronvem ins'aurar ; o caminbo para
o qual ronvem impelir os espiritos inquietos ;
o signal radioso d'aniio e d'esperanca que
he mister fazer brilhar no nosso ceo anda
enublado. E a este potente spro as faece*
apagars as suas ultimas cliammas, a esta voz
que annuii'iar magnficos conselhos todas as
forcas anarchichas se reuniroem nm poderozo
acord : ento o futuro se surrir para no* ;
ento o nobre imperio He Santa Cruz se Ilu-
minar aosolhos das nacoesattnitas e arre-
batadas de tao viva e pura claridade ; entao,
nm concurso de vozes eomovidas cada di a
mais numerosas saudar, Imperador, leu
tbrono glorioso : ento enfim so inscrever em
caracteres resplandcentes em nossos coraces,
em nosso solo fecundo e as tahoas sagradas
da Historia dos Grandes Res e dos Grandes
Povos esta data memoravel DOIS DE DE-
ZEMBRO
astas mesmo JBo talento ; mas era preciso ou J dos estes fados de nada serve ono ser calotei-
ro: que se importa o publico que todo oempre-
go que faz o Empresario-cmico seja pago ou
nao? os seus fornecedores he que ajusto essas
cuntas, o Publico ajusta as que tem com elle .
nomo comprador que ho e nao ven Jpdor.
S'tmpre que o Snr. Gamboa sp v anortado
ahi nos traz a sua relucho de empreados, re-
clamando que deixecn viver tanU gmte. d
quem he elle pae carinlinso prpvident* p la-
borioso ; tpm el|p tanto d desses mesmo*
desgranados quando se tralla de suas igno-
beis vinganets ? Quasi ao mpsmo tem poda
r>ublif;aco dessa carta despeda pile o actor
Santa-Roza com qu^m nao tnha escriptura ,
declarando perante o Snr Inspector do thea
tro que esse actor era como um criado que
eslava ao seu servico que podia desped lo
quando b'-m Ihe parecesse. E que havia fei-
to esse pobre diabo ao Snr Empresario-c-
mico para assim o fa/.er saltar dos seus dous
eixosde justica raridade ? Horrores! faz r
de bilheteiro na fu neco lrica do Snr. Lu"ci,
contra quem muilo despeitoso se achava o
que fossemos injustos para nao Ihe tributar-
mos nossa sincera admiraco ou de marmo
re para nao termos experimentado as delicio-
sas impresses de to ricos pedacos d-'elo-
quencia.
Nao duvidarnos que algum membro da op-
p isic.au kui < 1 > S)i-nt p^lb terriv-d sysl. -
mi de d sorganisaeo soci d, que nfdizman-
te vae entre n* Uvran lo tanto, nos atre. al-
gum punludo dj lama ou nos aecuse de ^.*-
fange'ri'mo. Nlo somos nem a hiladores ,
nem menos patriotas do qm qu !iti quer que
o sej ; somos sim conscienciosos estima-
mos o tal mo onde se enconlra e a Jmira-
mos aatHle que o tem. Nssa devisa
donnohs a C>ar ce qu' apparlie.nl a Ct-sar.
COi;ftESPO\OE^C!A.
COMMUMICADO.
Pela segunda vez ti vemos o prazer de ouvir o
Rm*. Sr. D. Francisco, econfessamos que cada
vez mais penhorados e at enlevados ficemos
pela eloquencia e erudico d'este sublime, e,
nao offendendo o melindre de quem quer que
seja, do melhor pregador que hoje entre nos
existe.
Nunca aqui ouvimos expresscs mais bri-
Ihantes e persuasivas nunca vimos gestos
mais insinuativos e cheios de nobreza do que
ws do b"Ilo ministro da Igreja de que fallamos.
Suas imagens sao puras e magnificas., e as
palavrassahem envoltasem bellas e variadas
flores e vo tocar as fibras menos sensiveis
do corceo. Tudo n'elle concorre para tor-
na-lo perfeifo ; urna bella e respeitavel cabe-
ra, estatura magestosa e suavio'ade de voz.
Hoje que a immoralidade tem destruido
urna boa parte de nossa crenca religiosa e
que raras vezes sobre o pulpito se enconlra
um ministro capaz de aquecer nossos coraces
j regelados ; hoje que a pompa tem transfor-
mado as Igrejas em lugares de divertimento ,
preciso um homem eloquente que possa ex-
citar nossas froias consciencas e chamar aos
Templos os verdaderos religiosos. E*se ho-
mem, nao duvidarnos, ser o Rui*. Sr. D Fran-
cisco e d'antemo nos fucilamos com sa-
ber que temos que ouvi-to mais algumas
vezes
Ninguem supponha que haja de nossa par-
te exagerarlo estudada ou que escrevamos
estas linhas impelidos pelos s-nlimentos de a-
misade u sejamos -cho de ilgum Sdlo :
nao aqui disemos o que nos f--z sentir o no-
bre Orador. Sumos admiradores enthusi-
mento por este espirito perturbado. Fiar-se,
pedir consellio ir s inquirirO->g inquietar
M"' de Boisjoli matar St.-Elm ou morrer,
confundir e desesperar Lucy Anatole poz
tudo em deliberago. Depois icou .suspenso:
a elevado de sua alma venecu a exallaco de
seu cerebro. Repellio como indigno de si
tudo o que nao era conforme com o respeilo
que elle tiuha mulher que escolh>a p
quem am ava, e tambem com o que a si mes-
mo devia com seu carcter de franqueza e
de lea dade. Escolheu o partido mais pru-
dente o de conter-se observare prevenir
sem ce cndalo se fosse lempo a desgrana
cuja supposico s Ihe Iratistornava toda a
existencia. Reappareceu pois com ar que
quera ser calmo : mas sua agitaeo era mal
disfargada sob una apparencia de constran-
gimento que gelava a pobre Lucy. lepois
de alguns minutos de um silencio de emba-
razo ella se aventurou ; seu corceo se sen-
ta bastante puro e firme para ir ao encontr
da suspeita.
Que tens
u,iio arrufado
Snrs. Redactores O Emprezario-comico
do theatro defenden io-se ( diz elle ) no sup-
plemenlo do Diario-Novo n." 93 das incul-
pado 'S que Ihefiz na minha ultima que Vmces.
livero a bondade de publicar disse muito
de sua pessod iuculcou-se por homem mo-
desto eneroso bem criado, fallou em ul-
trages afrontas vituperios ; mas nada de
raciocinio, nada de argumento, nada em fim
que o possa justificar. O Snr. Gamboa uesta
cidade he to conhecido como o gato ruivo ;
ese ninguem porcerto o tem por velhaco ,
tambem ninguem oconhece pela sua polidez,
e moderaco : fallo figurando o Empresario-
cmico ou sobre ascena ou como homem
que perlence ao Publico pela sua p.-ofisso ;
porque oque elle he como particular, nao
quero eu saber ; bom proveito que faga a
quem goza da sua amavel intimidade. Para
que nos traz elle a balha os beneficios que tem
feito a favor de confrarias de desgranados
do Imperio ou fra delle (podia muito bem a-
presentar a casadecorrecco)quandoninguem
Ihe fallou nisso? Todos sabem que o Sur.
Gamboa em cuuss que preduzao patacoadas,
he de urna hberaldade espautosa ; porque he
homem capaz de lancar nio de quanto meio
possa concorrer para fazer o seu edificiozinho,
que nao he elle dos que deito agoa pintos,
e muito menos aos alheios. Nisto concordao
todos eelle que continua he por uue Ihe a-
cha furo ; mas todos os que lem o Diario-no
vo viro os seus insultos : se elle pensa que
Ihe he permittido dzer tudo e que nos te-
mos obrigago de acreditar em quanto oras-
teirovem aqui arribar eganhar a vida por
faz ou por nefas est engaado. Boas tes-
temunhas existem da historia da reprehendo
platea ; e o Empresario-cmico queconfes-
sa haver apostrophado a um preludiante de
assohio que se quer justificar com os Magis-
trados e Autoridades que temos, como se nao
lembrou de que nao era elle que competa
consultar a maioria da platea ? Onde vio el
le que um actor assobiado tivesse lodeslam-
paua arrogancia ? E demais sabem todos
os que la estavo que nao houvero esses a-
poiados que a sua imaginacao Ihe phantasiou;
e eu estay muito persuadido que se elles se ti-
Vssem repetido devio ser entendidos como
pura caQuada Elle que to absoluta e des
fticamente rege a sua casa quer que im-
putemos ao actor Lopes-Ribeiio a indigna ap-
parica dos mendigos de proissio sobre a sce-
na ? nao, elle he empresario directoi e
nao sei quanta cousa mais, logo he o respon-
savel pelo que se faz no territorio da sua em-
pr.'sa,direcgo,C.cc. Para justificar-sede lo
mulo amuado. Nunca le vi anda com se-
Ibante humor.
Sim responden Anatole com ar som-
bro he preciso tempo para aprender mu-
tuamente a conhecer-se. Faco tambem essa
experiencia.
Que queres dzer ? que ha de mudado
entre nos ?
Quem sabe ? Nao sou antes eu que de-
fo pergunta-lo ?
Anatole tu s injusto disse Lucy es-
tendendo-lhe a mo ; eu sou sempre a mes-
ma tu so...
M. de Courlenay se levan ton sem pegar na
mo que pedia a sua.
Basta interrompeu elle ; nSo pego ex-
plicco nao quero condolencias nem re-
criminaces ..Supponho que ficarieis mais sa-
tisfrita de mim se eu acolhesse mais favo-
ravclmente aquelles a quem honris com
particular benevolencia. Nao posso promet
ter-vos este excesso de complacencia.
Empresario-cmico contra quem tudo ha-
via revolvido o Snr. Gamboa s por que o
homem procurou suas melhoras! Fra com
a tal caridads Goncluindo a sua berenga o
Empresario-cmico diz como no principio
dissera que a mnha misso he desacreditar
o theatro ; sem lembrar-se que eu fui por el-
le aggredido. Quando o Snr Gamboa foi pe-
dir ao Snr. Lazary para publicar urna corres-
pondencia que menoscabava os conhecimen-
tos artsticos do Empresario-eomico e sua
mulher ( gritos de consciencia !) n3o Ihe disi
se que sto era para Ihe procurar um endien-
te ? Logo em vez de procurar-lhe mal desa-
creditando o theatro procurodhe mais urna
enchente : mas oque faz rir urna estatua he
fallar o Empresario-cmico em desacreditar o
theatro! Julgavaeu, que assim como nin-
guem d o que n5o tem, tambem era impos-
ivel tirar alguem o que nao possue mas
(ico agora desengaado, favores que devo ao
Snr. Gamboa.
Seja qual for a minha misso o que se
deve indagar he se o que eu digo he verdade,
e nao me ha de desmentir somente o dito
honrado do Empresario-cmico, que he sus-
peito nao basta dizer me he mentira que
n5o est aqui o senhor Gamboa com a gente
que tem a seu servico. Quem n5o sabe que
essa folha real, que nos den o senhor Gam-
boa nunca foi cousa praticada na Europa ?
entretanto o nosso homem disseque aquillo
era nvencSo italiana com a frescura com que
o diria em Pajah. 0 que se faz na Europa
oeste genero he a escolha dos melhores ac-
tos de pec,as lricas em que primo os can-
tores que tem de figurar na funeco e tan-
to isto tem de agradavel. como teria de nause-
abundo e deteslavel urna collercao de actos
de pecas dramticas por melhores que el-
las fossem por mais habilidade que tives-
sm os actores. E aonde acharia o exemplo
o Empresario-cmico dedar como deu aqui.
em espectculo um trecho de guerra civil, em
que procurou at imitar as personagens d
partido decahidn? J se esqueceo o Snr. Gam-
boa desta sua obra mprloria ? Ser pren's >
lembrar-lhe que me refiro desordem de A-
hril dp 1832 sobre a qual elle compoz m-->
cousa a que chamou drama ou nao sei que ,
em que os apodos a seus prnprios patricios r rSo liberalizados mos cheias ? Ser pr-
'iso que Ihe repita que todas as vpzps que aqui
tem decahido um partido sempre elle ou a
sua tropa se aproveita do ensejo fazendo al-
luses offensivas que nSo vem as pessas ?
udo isto j passou e oaponto somente pa-
ra fiz-T si ntir ao Empresano-comico quo a
historia do seu theatro he contempornea e
oortauto muita gente a condece : tratemos
;> os Toiitra cousa. Ahi prepirada urna grande func,ao no tbatmi ca-
iMipira para o da 2 anniversuio Jh S. M,
> Imperador : esti fuii'C> lie u;na l-mc* de
aracter PXecutada iiisig.i'Mn-nt- pelos ha-
'-is |irof-ssores d" danca mmica d.> unca
ssaz louvado referido th'alro. Ora sh vq
likserque isto he urna borrachera qu he
i-npossivel que uma omptnhia. onde s dous
professores existem, nada po te Uz^r qu nao
s-ja por extremo burlesco ri liculo insu-
portavel desacre litarei o the,.tro ? Diz o
seu Empresario-cmico: e qiirf Ihe hci de fa-
zer ? paciencia. Vo m *us Senhores vao
lodos ver admirar e applati tir o qu ignora-
vamos at agora! Como nao ha de ser hrilhan-
te uma danQa de carcter um drama mmico
executado pelos Gamhoas eoutros dangari-
nos de renome Como no ficara offuscada
a habilidade do Snr. Wanimeil e sua esposa !
Basta! Sou &c.
O C. S.
MISGELLANEA.
Estabelecer e defenir os dreitos da pro-
priedade llteraria e artstica as socieda-
des modernas uma necessidade a que pre-
ciso sattsfazer no interesse da civilsagn.
Em todas as narres cultas tem este ohjecto
merecido a especial altenco dos homens de
estado; algumas gosam j do beneficio de ef-
fectives provis^s acerca delle ; outras traba-
Iho para obte-Ias e todas se empenhSo em
estabelecer ou aperfeiQoar os regulamentos,
que devem reger em to importante materia.
Tambem entre nos houve quem apresentasse
no parlamento um projecto de lei sobre a
propriedade litteraria ; infelizmente nao se
realisou o pensamento do seu Ilustre autor ;
mas nem por isso deixa de caber-lhe a glo-
ria de haver prestado um eminente servico
ao seu paiz. O germen precioso e fecun-
do ; os fructos dependem agora s da oppor-
tunidade do tempo Em quanto poren; to-
dos reconhecem as vantagens de uma tal le,
forcosoconvr que a sua confeccAo offerece
difficuldades e que nao pode deixar de ser
altamente til consultar a este respeito as o-
pinies dos homens competentes Julgamos
por tanto fazer um servido aos grandes inte-
resses que por ella se pretendem proteger e
assegurar dando publicidade nesta folha s
seguinles considerarles que encontramos na
Revista Universal Lisbonense fetas por
um dos mais distinclos publicistas de nossos
dias cuja reputarlo europea um titulo de
gloria para a naco Portugueza.
Observaces sobre os direilos de pro-
priedade Iliteraria e arli^tistica.
De lodos os assumptos de jurisprudencia
moderna poucos teem sido to mal compre-
hendidos pelos escriptores p legisladores romo
o que versa sobre os direitos da propriedade
Iliteraria e arlislishra.
Nos julgamos adiara razo desta >n,'u!a-
ri laiie no habito em qu- sp eslava de ir bus-
car nodireilo romanos principios do direito
universal; em vez de se examinar, como
mais modernamente se lem pr-tioado se as
loutrinas do direito romane-fllo ou nao con-
firmes aos prinoipi-isdo .lireit. universal.
Com efTeilo os Grpgos e o Romn >s sus
discpulos, noconhecero oulrodireilo se-
Anatole sabio pronunciando estas paiavras
Anatole ? disse ella com tom com tom acre e caustico,
meio affagador ; voltaste) Durante esta curia conferencia Lucy t-
nha tido de novo o pensamento de confessar
tudo a seu marido e de explicar assim os
diversos incidentes que tinho podido origi
nar suas inquietaces ; porem tendo o tom
de Anatole tornado impossivel loda effuso ,
ella tnha reconcentrado para o intimo de seu
corayao a verdade prestes a escapar-se. Sen-
tia-se profundamente escandalisada das sus-
peitas de Anatole ese maravilhava de ter
ell ousado expressa-las. Sua culpa Ihe pa-
reca muito leve em compararlo deste crirr.e
de lesa-confianca e de lesa alleicao. Que !
pela mais smiples apparencia elle nao hesi-
ta va em accusa-la em condemna la sem ou-
vi-la Infamava-a, repellia-a sem que uma
duvida um pezar viesse atravessar-lhe a al-
ma Que preciso tiuha ella de se aecusar
com cstronJo de se embarazar de escrpu-
los por uma ninharia quando a julgavao
capaz de esquecer seu amor e seus deveres.
Ambos se considrenlo como victimas e de
parte a parte ficro agastados com seguran-
za de consciencia. A noite foi agitada ; en-
tretanto algumas horas de som no restitu rao
um pouco de calma aos espritus.
Demanh anda estavo arrufados ; mas
as disposices estavo mollificadas. Anatole
sahio cedo e esteve ausente a maior parte do
da. Reflectio e deixou a Lucy o tempo de
rellectir. Cada um fez ento n fl 'xes mais
justas sobre si mesmo. Se sfio mais graves
ns aggravos de Anatole di/.ia Lucy comsigo,
os meus foro os primeros. Nao sou eu a
culpada de tudo o que me acontece ? Nao fui
eu a primeira que tive falta d-confianca ede
inceridade ? A intenco me justifica mas
Anatole nao pode julga-la. Elle he injusto
porque soffre e he de mim que Ihe vem seu
sofrimento.... Eu ia talvez dizer tudo hon-
tem se elle nao se tivesse mostrado tao
zombador e to duro. Mas crer-me-ha elle
agora ? Confessar que menti nao he perder o
direito do ser acreditada ? Kseutar-me-na
somente elle que me suspeita sem se dig-
nar de explicar? He indigno, e eu nao de-
vera ter o menor pezar por seu tormento.
( Continuar-se-ha )


5
no o da forga e o da propriedade territo-
rial ; e dosses mesmos nunca chugaro a ter
s^no idis muito mperfetas e em grande
parle falsas Dj dimito que compete a pro-
priedade do trabalho mal podio ter ideias
el iras porque o Irabalho era entre elles si-
uonymo de escravido.
Felizmente o christinianismo e o espirito
da lib-rdaledos povos invasor** do imperio
romano trazan lo aus si a aboligo da es-
cravatura enn .brecero o trabalbo ; e os
trabdhalor-s livr-'s reconli'Cerio qu* tam-
pm "Ihs tmho dir'it s de propenda le.
Entretanto cora a avalizo desloa di-
reto* liona d^s-r feita palos principios da
juris >"U leticia romana em quanto os juris-
coiiS illos nao advertirn que outras devio
ser a balanca e a medida dos direitos do ho-
rnero e do cidaio era forciso quo confun-
diss'-m Jeias to distinctas, e em cerlo
mo lo, mesmo oppostas, como as d pmp ie
dad* territorial, e propriedade do trab'dho
J n'oulra parte (I) mostramos a differen-
ga pie existe entre estas duas especies de pro-
priedade ou para melhor dizer que na
chamada propriedade territorial no ha real
mente propriedade seno na proporgo em
que ha trabalho ou valores provenientes do
trabalho.
lsto posto notaremos que o direito de
propriedade consiste em que a todo o h >mem
compete o direito de dispor livremente do
fructodoseu proprio trabalho ou do de ou-
trem que Ihe houver livremente cedido.
Econspquenciad^sta livre disposico que
o proprietario cedendo a outrem o produc-
to do seu trabalho o faca deba i so das con-
diges que bem Ihe approuver ; salvo aoces-
sionario o direito de as nao acceitar se ellas
forem excessivaniente onerosas e a obriga-
Qo de rejeita-las se forem inhonestas.
Esta doutrina se applica a toda e qualquer
sorte de trabalho ; porque todas as razoes
que se derem a favor de urna sero applica-
veis a todas as outras sortes.
Advertimos isto para de ante-mo repel-
lamos a impertinente distinego que cortos
legislas e depois delles alguns legisla-
dores pretenden) introduzir entre os di
reitos de propriedade que competen) aos tra
balhos manuaes e os que competem aos tra-
balhosda intelgencia da imaginago ou
la tradigo histrica.
A distinego que debaixo deste ponto de
vista, cumpre bem ixar, a que existe
entre os trabalhos que s podem ser reprodu-
cidos e igualados por quem tiver igual forga
de talento ou valenta de genio queseo pri
meiro auctor e aquHlesque o podem ser
pelo emprego de simples trabalhos mecnicos.
Ni'Ste segundo caso esto todas as prodc-
eles litterarias e musicaes bem como gran-
de parte das descubertas na Chymica e das
invencoes na mecnica.
Comprehemie-se pois fcilmente, que nes-
tes casos o dever do legislador prohibir se-
veramente que os autores de similhantes pro-
ducg'.s sejam frustrados pelos contrafactores
do fructo dos seus trabalhos.
No oulro caso porm toda a le que prohi-
biss-a reproducn t'as obras do genio ou
dos tdenlos siip-rions seria supeillua e
absurda. Supeiflua a respeito dos talentos
.ordinarios que apenas po lem aspirar a pm-
duzirem facas copina que longo de proju-j
dicar m ao valor 'os oiixinaes s podara
sei vir d-leaigar Ds-u merec mnlo. '\bsur
da em qnanti def-ndessea Hnhens de fazer
mi) qtladro da Sania familia, porque Raphael
Uvera primeiro essa concepgo ; a Bartolozzi
Rravar a Santa Cea como M'Ogan ou
Tlioivvaldseii as tres Gragas de Canova. As
producto-a (Iteraras e artsticas produzem
muitas vezeg o effeilu de darem origo a ou-
tras que sem serem exactameute as mes
nas, tem Cornelias tanta anologia que se
tem querido fazer passar como con tra faeges
das primaras Taes sao asgravuras dos qua-
dros as maquinas modifica las na sua com-
posico e os productos chymicos variados
nos elementos de que sao composlos ou no
modo porque sao manipulados.
Pelo que. pertence as gravuras dos quadros,
evidente que os motivos pelos quaes oa-
mante das bellas arles se determina a com-
prar um quadro de Sequ'ira, sao intera-
mente diversos daquelles que o levam a com-
pra a estampa que delle fizesse o gravador
Bartolozzi.
Por outro lado, como seria extravagante a
ln que prohibisse o execicio da sua arte a
todo o abridor por mais insigne que elle
fosse que no ajuntasse a este talento o da
(1) Manual do cidado V. Conferencia .
170 e seguint'S, o no Precis d'un Cours
d'Economie Poliligue.
concepcSo da assutnptos nunca produzidos pe-
la pintura ou pela gravura ; segue-se que
forgoso deixar livre a cada um reproducir por
va da estampa o que outros por esse mo-
do ou pela pintura ou pela esculptura ,
houverom pnblicado. Se igualarem ou x-
ced*rem os primeiros estes s se pod -m
qujixar da natureza que Ihes no deu igual
lal-Mito. A sociedade deve agrad'icer-lhes
-u is produeg 'S nlo que valoren, e e alem
disso por aqu-dhs de igual ou superior mere-
cimento que sua imitago so fizerem
equfS-m ellas, tdvez nem ellas nem seus
auctores se teriam falto conhecer.
Em quanto s machinas e productos chy-
micos j se acha sufficientemnta acautula-
la a contrafargo na maior parte das legisla-
QOes. Em todas ellas est mandado qua os ar-
bitros distingan) as modificagoes importantes
daquellas que, sendo secundarias, nao podem
eorrer parelhas com a invengo primitiva ,
nem por consegunte pode* ser licito que
Ihe fagam urna prejudicial concorrencia. Mas
esta remisso a expertos tudo quanto a le
pode providenciar ; ni o sendo possivel deter-
minar o que necesariamente varfa, por dif-
fernntes razes em cada um dos casos par-
ticulares.
Duas outras questes occorrem neste as-
sumpto : urna qu admira ter jamis podido
ser questo entre jurisconsultos, e vem ser :
por quanto tempo deva durar o direito de pro-
priedade dos auctores das prodneges cuja
contrafaego a lei pode prohibir na forma das
orecedentes observagfles. A outra : at que
ponto os cessionarios daquelles direitos sao e-
quiparaveis aoscedentes.
A livre disposigo do producto do proprio
trabalho na opinio de todos os juriscon-
sultos, de acord neste ponto comosen-
so-commnm a condico essencial do direito
de propriedade : condiglo que riles na sua
lingoagem tan enrgica quanto equivoca ,
exprimirn) chamando-lhe o direito de usar
e de dbniar.
E' pois forgoso, ou recusar aos productores
de obras litterarias ou artsticas todo o direito
de propriedade ou conceder-lhes o de usar e
abusar desse producto do seu trabalho -, isto
: de publicar esses productos ou de no os
publicar; e, publicando os ou, oque vale
o mesmo aIinando-os impor aos cessio-
narios as condiges que bem Ihes aprouver ;
salvo a estes o direito de no acceitarem as con-
diges impostas se Ihes no agradaren).
0 auctor interessado em vender as suas
obras e porhnto, obrigado a acceitar o
prego que no mercado Ihe ixarem os compra-
dores. Se as suas pertengOes forem exorbitan-
tes acontecer-lhes-ba o mesmo que ao ven-
dedor de qualquer outra mercadoria, a quem,
npm por isso a lei civil obrga a vender por
prego fixo ; l est a lei do mercado ; a le
do reciproco interesse do comprador e do ven-
dedor ; a nica capaz de equilibrar as justas
pertengOes das partes ; pois s ellas podem
decidir cada um no que Ihe diz respeito ,
com pleno conheciment de causa.
Esta lei do mercado ser tanto mais eflcaz
nn caso de que tractamos que o auctor no
pode producir em pnhlico o sen trabalho, sem
nisso empregar capital seu ou alIHo : capi-
tal que accreseendo ao que deve ter despen-
dido para se habilitar a fazer e concluir o seu
trabalho. o r.> na neeessidade de suj'-itar-ae
a condigO"S arrasoadas para se cnbrir dos seus
desembolsos, ou se desonerar das dividas que,
para conseguir aquelles Ons houver con-
trahido.
Se faltando-I he fondos proprios tiver de
ajuntar-secom um Editor, como acontecer
as mais vezes este contribuir eflicazmente
a faze-lo moderar as condiges da venda do seu
trabalho como interessado que em se em-
bolsar quanto antes das despezas da edigo.
A proposito de Editor, passemos segunda
das mencionadas questes a saber : al que
ponto os direitos deste ou de qualquer outro
cessionario se podem equiparar aos do auctor.
Em principios de Direito Universal a ca-
da um livre altribuir sua propriedade o
valor que bem Ihe aprouver, slvo aos com-
pradores o couvirem nisso mesmo, ou re-
iluzi-lo ao que por um commum accordo, ex-
pressoou taeito. Ihes parecer que correspon-
de utilidade ao custo e ao aprego do ob-
jectD por serem estes os tres elementos de
que se compe o valor do mercado.
As leis positivas tem porm providenciado,
para os casos em que no tiver ha vi do con-
veiico entre partes, ixando um juro deter-
minado como lucro a que iica tendo direito
em juizo toda a pessoa que, a bem de outrem,
houver prestado algum capital.
Isto posto, cumpre distinguir no valor da-
qutdlas obra* litterarias ou arlislicus, que sao
su je i tas a contrafaegao, dous elementos: o
capital do Auctor, e o capital do Editor.
O capital do Auctor v comparavel ao de um
terreno cultivado e plantado pela modo crea
dor d'uma fazenda, cujovalor, indep-nden
temenle do trabalho annual e successivu dos
segunt<*9 pnssuidores. dura tanto lempo quan-
to as arvores o mais hemf -itorias primitivas ,
sem prec sao de s>rem substituidas ; e os ju-
ros correspon lentas a esse capital sao. b-m
como o mesmo capital, incontestavel proprie-
dade do fundado edaqudles a quem succes
sivamente passarem seus direitos ; qur di-
zer : urna durago indefinida.
Noassim docapitd.do Eiilor porqm
alem de ser limitado em qnantia. por su
natureza circulante isto de consumo t-
de embolso mais ou menos prompto.
Urna vez que o embolso delle e dos juros
da mora se houver verificado < no tem o
Editor direito a mais nenhum valor.
Se o Auclor Ihe vender o seu trabalho, com-
pe-seo capital, delle Editor empenhado nes-
ta empreza do prego dessa compra e das des-
neasda publicago ; e portanto logo que a
somma total destea dous artigos e seus respec-
tivos juros Ihe seja embolsada o fundo, por
ella grangeado, reverte para o direito senho-
rio e seus herdeiros ou se nem ello nem
elles existirem para o patrimonio publico.
O erro dos jurisconsultos consiste em equi-
parar a compra do manuscripto ou do invento,
seja chTmico seja mechanico, compra de um
predio. No assim : a transaego com o E-
ditor idntica com a da locago, em que
o rendeiro pagasse adiantada a totalidade da
renda. E a prova qu na venda do predio
compra-se a faculdade de grangea-lo e paga-
se a totalidade dos valores nelle incorporados
pelo vendedor ou pelos ante-possuidores i en-
tretanto que o Editor bem como o rendei-
ro compra s a faculdade de grangear o fun-
do creado pelo Auctor ; no paga o capital ,
p'orque como dissemos, este inapreciavel,
por ser de indefinida durago.
Para o direito do Editor poder adquirir o
carcter de urna locago por tempo indelinido,
seria mister que, imitsgo do rendeiro per-
petuo se obrigasse a pagar ao Auctor ou a
seus herdeiros por tempo indefinido tantos
por cento de cada exemplar vendido.
Alm disso assim como o rendeiro pode
admittir outros que com elle grangeem o
fundo comtanto que paguem parte da ren-
da e da despeza ; do mesmo modo a cada um
deve ser licito publicar urna mesma obra ,
comtanto que fazendo como faz as des-
pezas da sua edigo pague ao auctor, bem
como o mencionado primeiro edictor outros
tantos por cento de cada exemplar vendido.
Dpvendohaver em todo o paiz bem ordena-
do urna direcgo da nstrucgo publica alli
se poderia crear urna secgo de estadislicaCI).
onde todos os impressores fossem obrigados a
fazer registaras obras e o numero dos jogos
que deltas se publicassem as suas olicinas.
Alli poderiam os auctores a mais interessa-
dos certificar-se da respectiva quota no di-
videndo dos lucros
e alifum dos edictores dsse por urna vez
e antecipadam-nte ao auctor como actual-
mente se pratica Alumi avultadi qnantia
nn dt-veri i esta ser considerada como pr>-go
de compra segundo o que hoj" erradamente
se faz ; mas como um adiantamento conta
da quota do mesmo auctor nos futuros divi-
dendos.
Reflectindoque j vai completamente longo
este artigo, aqui pomos termo porcm no
podemos abster-nos de notar que seria digno
de um governo liberal o declarar que a lei da
propriedade litleraria e artstica entendida
como vimos de expend-la comprehende ,
tanto as produrge< nacionaes como es es-
trangeiras pois vergnnha que se respete
a propriedade puramente material onde
quer que ella se encontr sem distinego
de paiz -, e que se permita roubar impune-
mente a que deriva das facilidades intellec-
tuaes dos homens logo que importada de
paizes estrangeiros : costume pelo menos to
brbaro com o denominado direito de nau-
fragio.:=&7i-e.jfr0 Pinheiro Ferreira.
( Diario do Governo.)
CoMMERCIO.
DESCARKECA" NO I.V 3 DE DEZEMBRO.
Brigue Americano = Pedang = taboido.
Brigue Portuguez = Feliz Deslino =pedras.
Patacho Americano = Lucy = barricas abati-
das com lampos e arcos
Brigue Brazileiro = S. M-jnoel Augusto =
J fumo, barricas vazis caixes a
charutos.
Patacho sueco = Emilie = carnes, cha, pre-
gos, umo, farinha bolacha, bar-
ricas abaliJas, e com lampos.
Barca americana = Navarro = frzendas ,
cha esparmacete, caixas com cha-
peos de palha, farinha, bolaxinhas,
farol los batatas.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 1 .*........ 3:25084o
M O V I M E N T O IX) PORTO.
NAVIO SAHIDO NO DIA 29.
cutingoiba ; brigue sueco V.ctorino, cap.
Peter Osplund carga lastro.
NAVIOS ENTRADOS No DIA 30.
MACEl ; 7 das patacho brazib'iro Lauren-
tina de ll2lon. cap. Antonio Germa-
no das Neves equip. 14 Car^a ma.leira.
philadelphia 5 60 das patacho sueco Emi-
lie ; do 98 ton. cap. Nicolao Backman ,
equip. lo, carga varios gneros.
ilha de fernamdo ; 3 das cter americano
Vivo de 36 ton. cap. Joo Simes, equi-
pagem 5 carga peixe fresco.
ilha de pernando ; 3 dias hiate americano
Ligeiro de 50 ton. cap. Martin Ray-
mond equip. 7 carga algum peixe sal-
gado : a F. C. Madahil.
SAHID0S NO MESMO DA.
Lisboa ; brguo portuguez S. Domingos de
212 ton. cap. Manoel Gongalves Viana ,
equip 12 carga varios gneros passa-
geira Mara Carlota do Carmo Brazi-
leira.
trieste ; brigue dinamarquez Barnblm de
277 ton. cap. J. D. Mulby equip. 9,
carga asquear.
DITO ENTRADO NO DIA I.- DE DEZEMBRO.
Londres 5 Mi dias barca sarda Alaria Luiza,
de 290 ton., cap. G. Tiscornia, eqnip.
17 carga carvo de pedra : ao capit&o.
AVISOS DIVERSOS.
(1) Se ja-nos permittido aproveitar esta oc-
casio para manifestarmos a desagradavel im-
presso que em Ierra estranha fez em nos-
sos ouvidos a adopgo quasi geral de certas
palavras sem reflexo importadas de outras
ingoas em despeilo da delicadeza da nossa;
taes sao Estalistiea em vez de Estadstica :
judiciano em vez de judicial.
V *y Prompto Eis-aqui
o Artlheiro a trncheira;
se nao heum grande cam-
pao, sempre he mais um
athleta da legadade e
da ordem. Quercm-o mais
claro? I vai. pparece
hojeo 1. N. de um.or-
na! denominado o Arli-
Iheiro, cuja doutrina ser
sabida mediante 80 rs. por
cada exemp'ar dados na
loja e livros da praca da
Independencia N" o e 8,
onde elle estar a veri la
desde as 9 horas da ma-
nfla ate' a noite.
- Aluga-.e 3 cazas, 2 no atierro dos AIoga-
dos e 1 sobradinho na ra da Gloria da Boa-
vista ; qu'-m pertender dirija-sa a ra do
Crespo n. 6 lado do norte.
ty Preciza-se de um bom forneiro que
lenha perfeito conhecimento de padaria e
dasse bom ordenado quem quizer dirija-so
ra da Seuzala velha n. 90 a qualquer hora
do da.
tr Precisa-se alugar um soto de casa ter-
rea ou sobrado de um andar onde more
pouca familia no bairro de S. Antonio *
que he para urna pessoa capaz ; quem o ti-
ver annuncie.
tsr Aluga-se um soto na ra da Praia
por sima do armazem n. 70.
tsr Precisa-se de urna ama para todo o
servgo de casa interno e externo na ra
do Rangel n. 73 primeiro andar.
v' Prccisa-se de um pequeo de idade
de 12 a \A annos desseschegados da Ilha Ter-
ceira para se applicar a caxeiro de venda ;
a tratar na Roa-vista ra da Gloria venda
do una porta n. 87.
tsr Aluga-se o 2.a andar cora soto do
sobrado cito na esquina da ra do Rozario
estreita que vai para a ruada larangeira no
I. andar do mesmo.
wsr Luiz Joze da Silva relira-se para
Macei.


Bgg
lotera do theatro.
As rodas da Joteria an-
do infallivelmente no dia
3 do corrente no sala o do
edificio do Carmo, ondejt
est o Lyco, e os bilhe-
tes vender-se-hao at as 10
horas do referido dia nos
lugares do eostume.
tsr 0 abaixo assignado faz sciente ao snr.
administrador da mesa da recehedorias dos
impostos provinciaes que no dia 23 do mez
de novi-mbro deixou de possuir a canoa gran-
de ab'-rta que tinha para seu servido n de
que fora obngadoa pagar o imposto de 4*800
annual e que este est pago at o anno li-
naceiro de l84l a 1842 comoconsla do reci-
bo competente julgando-se o abaixo as-
signado desabrigado do dito imposto desde
aquel le dia 25em diante em virtude do que
faz o presente annuncio. = Joze Antonio de
Souza Machado.
Lombrigueira ou Vermfugo hfficaz,
tsr A medicina popular Americana tem
alem das virtudes j citadas a de ser um
vermfugo activo e innocente aplicavel tan-
to a solitaria como para as outras especies de
vermes. Este verdadeiro thesouro das fami-
lias vende-sesomente em casa do agente
D. Knoth na ra de Apolo n. 27.
s^ Qualquer Reverendo Sacerdote que
quizer ser Coadjuctor da Freguezia de Nossa
Senhora da Paz dos Affogados ; annuncie por
esta follia ou entenda-se com o Parocho da
raesma Freguezia, o qual Ihe offerece duzen-
tos mil res annuaes pagos da forma que
quizer, para fazer todo o servigo da Parochia,
nos seus impedimentos. -Alem desta quan
tia tem na raesma Matriz duas capellanas ,
urna as Quintas-feiras outra nos Domin-
gos edias Santos.
Arrenda-se para passar a festa ou por
anno urna excedente e grande casa terrea ,
com salas em proporgo gabinete ao lado ,
quartos e soto s este com commodos para
grande familia invidracada passeio a ro
da pintada cozinha fra coxeira es-
tribara para quatro cavados e quarlo para
pretos com porto proprio e situada na
margera do Capibaribe ; a fallar com Gabriel
Antonio morador no pateo do Carmo ou
no sitio do Cordeiro onde so pode ver a di-
ta casa.
Arrenda-se urna casa pequea porem
com commodos para grande familia tem co-
sinha fra quarto para escravos, e estriba-
ra grande tudo muito lmpo e aciado, com
porto independente esobre o rio Capibari-
be a fallar com Gabriel Antonio aqu ou
no sitio
Aluga-se urna casa no sitio do arco da
ponte de Uclida junto a passagem de Sinta
Anna com commodos para familia : os pre-
tendentes dirijo-se a ra do Crespo n. 6.
J. 0. Elster retira-se para o Rio de
Janeiro.
Fabrica de sabo
tsr O abaixo assignado como administra-
dor e socio tem o praser de partecipar aos
seus freguozes e amigos que ja tem em sua
fabrica o bem conbecido sabo prelo e ama-
relio a llO rs. desencalcado e encaixado a
120 rs. a libra, sua qualidadee solidez o
faz distingnir de outros que se achio no mer-
cado, na mi'sma fabrica tem superiores agoa
ardenle de Franca e do reino aniz, gene-
bra licores finos e ordinarios agoa de co-
lonia espirito sabonifcado, espiritos es-
sencias, e leite virginal. = Manoel Joze de
Azevedo Maia,
tsr Deza parece o do assogue da ra do Ro-
zarlo larga, Quinla-feira prxima passada ,
levando a importancia da venda da semana ,
Francisco Xavier Vieira Ligo ; quero do mes-
mo der noticia no assogue defronte da Cadeia
ser bem recompensado.
tsr Precisa-se de um feitor portuguez ,
para ir para o mallo ; a tratar na ra do Li-
vremento armasem n. 20, ou na ra dos Pi-
res sitio da esquina que vira para a Soli-
dado.
tsr" Thomaz Sayle respeitosamente tem de
participar aos seus amigos e ao publico cm
geral que principiou a correr o seu novo es-
plendido e enfeitado mnibus, com famo-
sos cavados e bem conhecidos cocheiros ,
nao s f or sua experiencia como por sua civi-
lidade aos passageiros, parle lodosos das da
matriz de Santo Antonio s 5 horas da tarde
en ponto, para o Monteiro, e do Monteiro
para o Recife s 7 horas damanhi do dia se-
guirte e vista do mo estado dos tempos
ou negocios, tem resolvido a redusir o seu
prego a 1 jOOO res cada passageiro.
tsF" Preciza-se de urna ama para urna ca-
sa de pequea familia : na ra Augusta nu-
mero 12.
ST JoSo Joze Gonzaga Pereira partecipo.
ao respeitavel publico que desde o dia 26
do passado deixou de ser caixeiro da casa da
snr. Angelo Francisco Carneiro.
Lotera de iV. S. do Guadelupe.
tsr elo presente se faz certo ao respei-
tavel publico que as rodas desta Lotera tero
andamento no dia 19 de dezembro prximo
futuro : roga-se portanto aos amantes deste
j' go e maiormente aos devotos da mesma
Senhora queiro concorrer compra dos di-
tos bilhetes que resto afim de que se pos-
sao acodir (em quanto a estago o permit*),
grande ruina que a mega a Igreja da supre-
dila Senhora nico im para que fui benfica-
mente concedida esta Lotera; os bilhetes
acho-se a venda nos lugares ja indicados.
tsr No Domingo 4 do corrente, pelas 8
horas da manh tem de se proceder a eilei-
go do novo presidente da irmandade de N.
S. da Conceic.fio dos Militares ; para o que o
abaixo assignado roga a todos os irmos da
dita irmandade queiro comparecer, as ho-
ras a cima ditas no consistorio da mesma
igreja para o lim exposto. = Manoel Estevo
do Nascimenlo Quintoiro secresario da ir-
mandade.
tsr Precisa-se de um caixeiro para venda,
que tenha alguma pratica, de idade de 14 a
16annos: na ra da Guia n. 36.
tsr OTerece-se urna mulher de bons cos-
tumes para todo o servigo de urna casa sendo
Je pouca familia ou homem solteiro, exce-
ptuando-so o engommar ; quem precisar di-
rija-sea ra da Penha defronte da praca da
farinha n 17.
tsr* Precisa-se de urna pessoa que quei-
ra tomar cor.ta de urna venda por balango :
as 5 ponas n. 23.
tsr A pessoa que annunciou no Diario de
28 do passado querer vender urna duzia de
facas de cabo de prata, lium dita* de
garfosdita, e mais duas salvas de prata, di-
rija-se a rua'de s. Bom Jess das crelas ven-
da n. 19.
tsr Os snrs. Manoel Joze Gomes e Fran-
cisco Gonzalo Reg, dirijo-se a Fora de
portas n. 92 para recoberem urnas cartas via-
das de Lisboa.
tsr No dia 23 de Novembro passado, des-
apareceo do Monteiro junto a casa forte um
cavado melado cor clara capado, descarna-
do com esto ferro L4 quem o tiver adia-
do far o favor de dirigir-se a ra Augusta
n. 12 que ser recompeasado.
tsr Quem precisar de usaa escrava con-
zinheira dirija-se a ra da Gloria n. 77.
tsr Precisa-se de urna ama para o servigo
de urna casa de pequea familia: na ra Au-
gusta n. 12.
tsr A pessoa que annunciou querer alu-
gar metade de urna casa no bairro do s. Anto-
nio que seja de um ou dous moradores pa-
ra urna s pessoa dirija-se a ra de s. Rila
casa n. 86 que se dir quem aluga.
rar A pessoa que no dia 30 de novembro
no collegio da s. Cruz por engao levou
trocado um chapeo preto com aba forrada de
merino sendo o forro de dentro de seda de
quadros casoqueira desfazer a troca te-
nha a bondade de-annunciar ou entender-
se com Antonio Bernardo Quinteiro na ra
Nova n. 63 que tambem nesta occasio en-
tregar o que de la trouxe.
tsr A pessoa que annunciou no (Diario n.
259, precisar de urna ama para casa de ho-
mem solleiro dirija-se aosCoelhos segunda
casa junto ao muro de Francisco da Silva.
tsr Roubaro da ra das Trincheiras n.
18 no dia 29 do passado de meio dia em
diante do corredor da eseada urna baca
de rame grande ja muito usada, e um la-
xo de cobre quasi novo que podei ter 16
libras: a quem for offerecida qualquer des-
tas pegas mande partecipar na casa a cima,
aprehendendo o vendedor que ter boas al-
vigaras.
or Domingoss Augusto da Costa Guima-
res comprou para Antonio Joaquim Gaspar
Jnior da Parahiba um meio bilhete da pri-
meira parte da 12." Lotera concedida a fa-
vor das obras do theatro, de n. 2266 cujo
bilhete lira em mo de Joaquim Tavares Bas-
to para llio entregar na Parahiba.
tsr Pcrdeo-se dous pequeos retratos em-
brulhados em um quarto de papel; quem os
tiver adiado e que ira restituir leve a ra dos
Pires n. 2.
ht Francisco Coutet, carroceiro no at-
ierro da Boa vista tem a honra depreveni
4
ao respeitavel publico que mudou sua tenda
para a praga da Boa vista ; casa do snr. bri-
gadero Almeida junto a botica do snr. Vi-
ctorino e toma carros de aluguel em sua
casa para isto ter bastante commodo.
COMPRAS.
tsr O Secretario moderno de commercio
ou modellosimples da escripturago mercan-
til : na venda n. 3 junto a loja da viuva do
Burgos, na quina do Livramento.
tsr m aparelho para cha, de prata sen-
do moderno o gosto emb >ra se p*gue al-
gum felio : na ra do Queimado loja de
ferragens n. 4.
VENDAS.
= Urna escrava de naco bonita fijjur i ,
sem vicios nem achaques sabe coziuhar bem
o diario de urna caza lava de sabio engom-
la bem li/e e faz doce de todas as qualidades
muito bem; na ra Direila sobrado de um an-
dar numero 50.
- Vmh-> de champanhe tinto e branco ,
marca Elephante dito de Bjrdeux, em gar-
rafado eem birris. curveja branca; em casa de
Kilkamanri & Rosenmund : na ra da Cruz
n. 10.
ter A venda do becodo Peixe frito n. 5 :
a tratar na mesma.
tsr Bichas grandes chegadas prximamen-
te e um pao com 44 palmos de comprimen-
to proprio para qualquer embarcag&o : no
becoda Lingoeta n. 8.
tsr Um cavado russo claro bom carre-
gador baixo e passeiro : na ra do Mundo
novon. 15.
tsr Barricas com farinha sssf no Forte
do Mallos armazem do snr. Mendonca, a tra-
tar com Francisco Al ves da Cunha na ra es-
trella do Rozado n. 13.
tsr Barricas com farinha americana de
diversas marcas e de sssp caixas com fo de
sapateiro, latas com as verdadeiras pilulas
da familia pegas de gaKes de espeguilha ,
saccas com suporior arroz de vapor e da fa-
brica, e bichas hamburguezas muito gran-
des e tambem se alugo tudo por prego
commodo : na ra estreita do Rozado pada-
ria de Francisco Alvcsda Cunha.
tsr Superiores caivetes de mola, muito
finos, que so mete a penna e sai aparada ,
por prego commodo : na ra do Cabug loja
de miudezas junto do snr. Bandeira.
tsr Barricas com superior farelo chegadas
prximamente da america : no armazem de-
fronte da escadinha da alfandega.
tsr Pannos de linhoaberto em pegas de
30 varas largos a 3*600 ejestreitos a 5* sr.;
e um preto do gento da costa de boa esta
tura para todo o servigo afianga-se nao
ter vicios : na ruada praia n. 70.
tsr 5 cavados de estribara com differen-
tes andares por prego commodo: em casa
de Rufino Gomes da Fonceca na ra da Con-
ceigo ou em casa de Novaes & Basto na ra
do Queimado n. 29.
tsr Urna -cama de angico: na ra de
Hurlas n. 45.
Por preciso urna escrava de 20
ut
an-
nos, cozinha lava e engommfio liso: na
ra larga do Rozario n. 35.
tsr Vinhos de diversas qualidades, cognac,
absinthe krche genebra da Holanda ,
azeile doce em caixas chocolata marme-
lada docerija, e abriscols em latas armi-
xas biscoito de franga a 3*000 a groza, co-
pos lapidados e ordinarios caixinhascom
arenques de fumo charutos da Havana .
tudo por commodo prego : no armazem no-
vo na travessa do Corpo Santo n. 25.
xtarlexemplaresda obra solido, um thea-
tro de Voltaire em 4 volumes u compendio
de geografa universal 2 volumes arte de
cozinhar todas estas obras se vendem mili-
to emeonta: na ra das Trincheiras n. 18.
tsr L'ma escrava de idade de nago Ca-
gange cozinha o ordinario e ensaboa pelo
prego de 100* por ser de fraca figura : no
atierro da Boa vista n. 84.
tsr Por prego commodo, urna casa de um
andar esolo, em chaos proprios, com mui-
to bom quintal na ra do Fagundes n. 14:
a tratar na ra do .tange! n. 81.
sr O sitio denominado estiva de baixo no
lugar da Ibura distante desta prga legoa
e meia e tambem sem nao duvida fazer ne-
gocio com o mesmo em pequeas porges^ a
palmos pelo prego de dous a 3* tendo de
(undo mil e quatio centos palmos sendo a
frente por urna estrada real e populosa com
excedente agoa para banhoem rio corrente ,
que circula pelo fundo todo o sitio com ar-
rvoredos de fructo e porto de embarque at
mesmo para canoas grandes, nfio se duvidar
fazer negocio mesmo aprazo : a tratar no
mesmo sitio a fallar com Ovidio Gongalves do
Valle ou no largo da matriz de s. Amonio
numero 7.
tsr Urna negra de 18 annos, de nago
ambac sem vicios o que se adunca de bo-
nita figura e prenhe de 7 a 8 mezes : no
atierro da Boa vista loja de ourives francez.
tsr Saceos com farinha da trra a 3*200,
eem porgo a 3# cevada nova a 80 rs. a
libra no pateo do Carmo esquina da ra da
Hurlas lado direito n 2.
tsr Continua-se a vender agoa de tingir
os cabellos e soigas : na ra do Queimado lo-
ja de chapeos n. 37 o methoJo de aplicar
acompanha os vidros. m
N tsr Bicos pretos estreitos ditos brancos ,
fitas degirga a 120 a vara estojos de na-
valhas linas, oculos de armago d.- muito boa
graduag) linda de ca rile! a 560 a duzia ,
papel de peso a 3* a resma : na da do Ca-
bug loja de miudezas fi. 3.
tsr Dous escravos mogos de boas figuras,
bous para todo o servicj, um dell<;s sabe b un
plantare (impar sitio por ter sido oceupa-
do nisso ; umapardi de 20 annos, boa fi-
gura cose, engomma e cozinha nao tem
vicio algum ; um preta por 500* moga ,
cozinha lava e vende: na ra de Aguas ver-
des n. 44.
Urna escrava de nago Angola de
25 annos com urna cria de 3 mezes pro-
pria para qualquer servigo : na ra larga do
Hozado n. 48 ; assiin cuino um i porgo de
barricas vasiasque forode firinha de trigo ,
que se vendem muito barato.
tsr Urna preta de nago angola de ida-
de de 20 annos de bonita figura cozinha o
ordiuario e engomma : na ra das Laran-
geiras n. 14 segundo andar.
tsr Urna canoa nova bem construida e de
boas madeiras carrega 2000 lijlos de alve-
naria urna dita nova de carga de 700 ditos,
a dinheiro ou a prazo cun boas firmas, e tam
bem a troco de escravos, 55 caixas vasias
para socar assucar a 4200 cada urna sendo
toda a porgo : na ra da praia por traz da
ribeira n. 15 e 17 a tratar com o Cardial.
tsr Francisco Tarault, lera a honra de
annnnciar ao respeitaval publico que elle
abre amanh um assougue na travessa da
Lingoeta n. 2 no qual vender diariamen-
te excedente carne da vacca e as quintas
eiras domingos e das santos carne de por-
co, carneiro e excedentes lmgoas a moda
de Franga.
tsr A obra intitulada melhafisica da con-
labelidade commercial, muito til aos guar-
da livros de casa de negocio e um methodo
de rebeca com muito bas msicas : na ra
da Cruz n. 57 segundo andar.
tsr Dous cavados milito bons: na ra No-
va loja n 11.
tsr Superiores thesouras de Guimares ,
chegadas ltimamente do Porto tanto de
harbe.ro como de alfaiale e costura : na ra
Direita venda da esquina de s. Pedro nume-
ro 16.
tsr l'm violo novo com boas vozes : na
ra da Gloria n 94.
Urna escrava de nago moga engom
bem lizo cozinha o diario de urna casa ha
vendedeira de frutas : na ra do Fagundes
II. 27.
ESC R A V O S FGIDOS
No da l5de Novembro fngio u i a ne-
gra de idade de nago Congo de nome
Mara vesga os ps leni bastantes tutos;
levou vestido dechila |>ivt., com llores encar-
nadas ja desbotado camisa de algo lozmho;
quema pegar leve ao sitio da lamer MI tira na
e.strada dos Afilelos ou no Itecife ra de
Apollo n. 23 que ser recompensado.
sr Fugio um m-ileque de nago Angola,
de 13 annos na noute. do 50 para amanlie-
cer do dia primeiro do corrente lovou ca-
misa e ceroulas de lona oredias furadas ;
quem o peger leve a fora de portas da parte
da mar grande em casa de Joze Este ves de
Amorim.
tsr JNo dia 13 de Maio fugio urna negri-
nlia de naco angola, de nome Josefa de
estatura muito pequea cor preta denles
abertos as costas sarjadas de veniosas tem
no braco esquerdo a marca VI testa curta e
levantada, levou vestido de cliila azul com
flores amarellas, novo saia de sarja preta e
outra de xila azul usada e pao da costa novo ,
e mais urna coberta de retalbos dentro de urna
troxa : quem a pegar leve na ra do calabcu-
ce velho casa terrea com portadas pintadas de
pelo junto a nm sobradinho a seu Snr. o
preto Antonio Joze Tavares,
RECIFE NATYP. DEM. F. DEF.= 1842.


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