Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04833


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Full Text
Anno de 1842. Quinta Feira I
Tudo aora depende de nos mesmo ; d, ,,, prudencia moderc3o e enerfri, : oon-
,iuemo como principiamos e seremos ipontados com admira, ao entre a Nace mti,
Clilla. ______________C Proclamaco da Aemblea Geral do Biaiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Counna, Parahiba e Rio grande do Norte uganda e aexlas feira.
Bonito e Garanhtin a 10 e 24.
C.bo Serinhaem, Rio l'ormnso Porto Cairo Maceio e Alago no 1. U e 21.
fjui-rista e Flores 2.S. Santo Anlio quintas feiras. Olinda todo o das.
DAS DA SEMANA.
'9, Se". Gregorio 3. P_ Aud do J. de D. da i. t.
29 Tere, jejun Saturnino M. Re Aud. do J de D. da 5. r,
30 Oiiar! Andre' Ap. Troyano B." j
4 Ouint. Kloi H. Aud. do J de D. da 2..
2 Sext. Hibiana V. M. Re. Aud. do J. de D. dal. T.
3 Sab Frang o XaTier Ap. Re. Aud. do J. de D. da 3. v.
i Dom. 2. do advento. Barbar V. M.
de Dozembro. Anno XVIII. N. f60.
O Diario publica-te todo o da que nao forem Santificados: o preco da aiaignilura be
de tres mil reia por quartrl pagos adiantado*. Os annuncioa do aasignanle aao interido
grali e o dos que o nao forem araran de Miren por linha. As reclamaciiea derem er
dirigid esta 'J'ypogrifia, ra da Cruie N. 34, oo a iiraca da Independencia lojade lino*
Numero 6 e 8.
CAMBIOS no da 29 de novembro.
Cambio obre I.ondre !? i 2H.
Paa 35U re. for franco
Litboa IU por 4 Moed de cobre 2 por 100 de descont,
dem de letra de boas firmas 1 j a 1 j.
Oi'Ho-Moeda de 6.100 V.
n N.
> de 4,000
PATA-Patacoe
Pems Columnares
n ditos Mexicano*
a miada.
compra venda.
14.800
i i.fio)
8.20
1,750
1,720
i,7a
1,62
15.000
14,800
8 4t0
1,74"
1.740
1.74
1,68a
Preamar do din i. de Dezembro.
1.a 3 hora e 42 m. da manhaa.
2. i 4 horaae 6m da larde.
PHA.tES DA. LA NO MF.Z DE DE/.EMMHO.
Lu Not a 2 1 hora e 56 m. da manh.
Quart. crec. 8 hora a 7 m. da larri.
La cheia a 17 ka 4 hor e 26 m. dtrd.
Qnarl. ming. 4 2 hora e 2fi m. da lard.
IMARIO DE PEKNAMBlJeO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 25 DO CORRENTE.
OlTicio Ao inspector ta thesouraria da fa-
zenJa determinando, que em cu mar i ment
da ordem do tnbun! do thezouro sob n oo
de 20 de juriho do correute anno mando sa-
tisfazer ao director do arsenal de guerra a
quautia de 3:030ji500 reis em que, segun-
do a conta que por copia Ihe r.;mette im-
portaro um docel quatro reposte.ros e
um lapete preparados em o dito arsenal pa-
ra a sala do cortejo do palacio do Cear. Par-
(ticDOU-98 ao director do arsenal de guerra.
Dito A cmara municipal desta cidade ,
remetiendo o relatorio do engenbeiro Bouli-
treau respeito dos trabalhos de alimpamen-
to e dessecamento das ras desta eidade ,
afim deque hajo de tomal-o na devida con-
siderado.
EXTERIOR.
NEGOCIOS DO RIO DA PRATA.
MEDIAQA DA INGLATERRA E DA FRANCA-
Montevideo 26 de outubro.
Este negocio, que oceupa ha alguns mezes
a attengo de todos aquelles que se inleresso
pela prosperidade e commercio do paiz te-
ve o seu desenlac: os govemos de S. M. B.
eodeS. M. o rei dos Francezes n polio
ser indifferentes a todos os males que causa
humanidade urna guerra to dilatada e que
urna das partos faz com um encarnigamento e
crueldade que nao est nos costumes do mun-
do civilisa lo : nao podio empregar melhor a
sua alta o poderosa influencia do que em pro-
curar conciliar as desavengas to funestas aos
belligerantes como aos neutros : cada um
dos soberanos que offerecia a sua media
gao tinha ttulos as considerages e defe-
rencias do governador de Buenos-Ayres e
devio esperar que nao scrio desattendi -
dos, quando fallavo em nome da huma-
nidade e dos intersaos desse mesmo gover-
nador : enganro-se e quando receberem
a resposta escripia to governador de Buenos-
Ayres nao poder deixar deconhecer de
IF L MI T8
A PRIME1RA MENTIRA. (*)
Chegou a hora temida do espectculo. Lu-
cy mats pensativa e mais pallida do que
costumava nao estava menos bella.
Esiou com m fetgo me parece a M.
de Courtenay que vinha dar-lhe pressa. Que
dizes ?
Anatole admirou o corpo delicado coberto
com um vestido de seda roxa a engranada
cintura meio-encoberU por urna renda prela ,
e louvou particularmente6 penleado que com-
pletiva seu toilette de bom gosto e fazia 90-
bresahir com tanta vantagem as cores pra
teadas de seus bellos cabellos loiros. Pas-
sou tudo em revista com complacencia, e nao
Ihe escapou o leque que Lucy tinha na mo.
Que leque to yelho he este porque
n*o levas o ultimo Que te dei ?j
ste esta muiio bom.
O outro seria melhor e eu estimara
que parte estilo a justica a moderadlo o os
prineipios deordem e civilisago.
Ogoverno, continuando na marcha mo-
dnr'ada que adoptou sempre em todos os actos
officiaes respeiU-se bastante, e respeita de-
masiadamente a decencia publica para respon-
der aos doeslos do governo actual da Buenos-
Ayres com urna polemiza indigna do lugar e-
levado que oceupa limitou-se a dar parte ao
presidente da repblica e|s IIH. CC. deste
resultado triste por isso que deixar pesar
males sobre a humanidade se bem que. pos-
sa vira ser um dos innmeros meios de que
se serve a Providencia para alliviar os miseros
norta.es
Montevideo 24 de outubro.
O abaixo assignado, ministro geral, tem
a honra de dirigirse a S. Ex. o presidente da
repblica general em chefe do exercito com-
binado de operacOes em Entre-Rios remet-
tendo-lhe copias da nota recebida hontem do
cavalleiro IVIandeville ministro de S. M. B.
em Buenos-Ayres e da resposta que deu o
Sr. Rosas i ollera formal da mediaco que
Ihe lizero os ministros inglez e francez.
A repulsa que faz novamente o Sr. Ro-
sas da mediaco era prevista eesperada pelo
governo, e por isto ne o sorprendeu. Equi-
vocou-se porm o governo crendo que, ao fa-
zer o Sr. Rosas esta nova repulsa fosse um
pouco mais hbil e se explicasse de ouUfD mo-
do. 0 Sr. Rosas sabe quanto offendeu o go-
verno de S. M. B. com o tom de rancor pes-
soal que empregou ao rechazar a primeira of-
ferta de mediacSo e devia crer-se quo por
interesse proprio por dignidade e porcon-
siderago aos ministros mediadores se hou-
vesse mostrado mais comedido e tivesse res-
peitado mais as formas de civilidade o decoro
que respeito todas as nacoes cultas; mas pa-
rece que se esforcou em ser mais descomedi-
do com os mediadores e em insultados mais.
te A resposta que nesta occasio deu o Sr.
Rosas justifica a nossa causa e a torna melhor
no conceito de todas as naedes ; e ainda que o
governo tem o dosgosto de fazer 1er a V Ex.
este documento asqueroso para que esteja in-
tegrado de tudo quanto occorreu neste nego-
cio julga que nao produzir no seu animo
neiihum outro senlimenlo seno a necessida-
iie de expurgar a America de um brbaro hy-
pocrita que nem pode soffrer reputages que
o oiTusquem nem ver sem iiiveja a prospe-
ridade dos seus vizinhos nem viver seno
rodeado de ruinas desangueede terror.

(*) Vid. Diario N. 255, e 250.
que fosses com elle. Qaeres que chame a
Julia?
Nao disse Lucy com voz impaciente ,
he intil. O outro leque est quebrado ;
mandei-o concertar.
0 leque nao eslava quebrado : ella o havia
esquecido na carruagem de M" de Bisjoll.
Pareca que as mais pequeas circumstancias
se reunio para tortura-la. O nao irreflec-
tido que Ihe parecer sem importancia fazia
de sua vida um supplicio e quanto mais
mentiras accumulava primeira menos Ihe
pareca possivel urna conliss.
Inquieta e envergonnada pelo constrangi-
mento a que se va reduzida durante a repre-
sentado Lucy nao se sujeitava s illuses
da scena. VI. de Courtenay a achava fria e
distrahida. Peor foi quando, no fim do
primeiro acto ella vio em um camarote
visinho do seu a Mm# Descars cuja volta
ignorava e que com urna palavra poda der-
ribar esse pequeo edillicio com tanto traba-
Iho levantado. Seu primeiro pensamento foi
sabir com Anatole : a repentina pallidez que
cobria seu roc permittia-lhe pretextar urna
indisposigo ; mas um instante de reflexao
a fez desejar ver e prevenir aquella que podia
confundida e que o acasa Ihe enviava. In-
sisti portanlo paro car quando Anatole ,
A re pu taca o multar de.V. Ex. urna
las propriedades e das glorijs do-paiz. eo
paiz far opportunameute o que tleve para de-
f 'inl-la v sustenta-la: nao o Sr. Rosas, no-
tavel smente por suas atrocidades, quem po-
de relnixa-la com successe: tudo o que co-
mo isto ha de pessoal nesse escripto ser
desprezivel no conceito de V. Ex. e pela
leitura da sua resposta Picar convencido de
que nao ha que esperar pa/. com Rosas seno
a que derem repblica as armas que V. Ex.
commanda eos sacrificios de todos os povos
comprometlidos nesta cruzada de humani-
dade.
OSr. Rosas diz aos ministros mediadores
que submettera este negocio sala de repre-
sentantes, mas islo urna evasiva, urna far-
g com que seguramente quer experimental
longanimidade dos ministros mediadores e
que seria irrisorio se nao f.-a a recordaQo de
scenas horrives e vergonliosas. O spectro
sanguinolento do presidente Maza ali est
dando urna lgo eloquentn ao represent nte
que conserva algum sentimento de indepen-
dencia e as scenas e vociferarles da socie-
dade popular da Maa-hurca, quando submet-
teu Sala de Representantes a questo fran-
ceza mostro bem o que deve esperar-se dos
representantes de Buenos-Ayres.
O governo julga que as ulterioridades des-
te negocio da mediaciu devem deixar-se ao
senlimenlo de dignidade de que se devem
suppr penetradas as altas potencias mediado
ras em quanto os esforcos do exercito que
V. Ex. commanda preparo urna paz que se-
ja compalivel com o carcter principios e
systema do Sr. Rosas.
Dos guarde a V. Ex. Francisco Anto-
nio Vidal.
Montevideo 25 de outubro de 1842.
O poder executivo da repblica tem a hon-
ra de dirigir-se a honrada assembla geral
para dar-lhconta do resultado que teve a of-
ferta formal de mediago que por ordem de
suas respectivas cortes fizero ao governo de
Bueno9-Ayres os ministros de S. M. Brilan-
nica e de S. M. o rei dos Francezes.
O governo de S. M. Britannica desojan-
do emprear a sua poderosa influencia em fa-
vor da humanidade affli'ta com a guerra en-
tre a Repblica Jo Uiuguiy e Buenos-Ayres.
Convido ao de S. VI. o re dos Francezes a
iinn-se para offerecerem juntos os governos
h- lligerantes a sua respeit.v-l mediaco : e
leudo-se prestado com prazer o governo de
vendo-a paluda Ihe propoz a retirada para
casa. 0 soflrimento imprejso em suas feices
servio-e de desculpa par. a resto la noite
Depois da tragedla M"' de Courtenay foi
visitar M"* Descars ao seu camarote, onde
a encoiitrou s. Anatole tundo encoutra-
do um conhecido no corredor demorou-se ,
e Lucy pode logo primeira vista explicar
sua situaco perplexa e o que ella esperava
de urna amiga. Mais odiosa que M"' de Cour-
tenay recommendavul por seu procedimen-
to e por seu carcter Mm# Descars tinha o
direilo de aconselhar. e usava dellecom pru-
dencia e benevolencia.
Minha querida menina disse-lhe ve-
jo-vos com pezar nessa estrada tenebrosa \
mas seria muito mal feito accrescentou sor-
rindo-se pregar-vos um sermo quando pe-
ds um obsequio. Vejo demais que a hco
vos cusa bem caro e que nao ser perdida.
Com a coragem do perigo Lucy tinha Sido
clara e breve : o silencio estava promeltido ,
e ella respirava depois de tantas emoges suc-
cessivas quando.M. de Courtenay entrou
com dous prenles de M" Descars que a ti-
nho acompanhado ao espectculo. Tinha-
se representado Bajoset e estabeleceu-se o
parallelo entre Roxaiia e Hermione : e nao
foi sem risco para Lucy a qual dirigiro-se
S. M. o rei dos francezes or lenato a seus
respectivos ministros que ofT-recesiem juntos
a mediago de seus augustos soberanos
0 governo da repblica tinha pedido ante-
riormente a mediago de S. M Britannica ,
que se apressou a offerec-la sem successo :
nao poda recusa-la seminconsequencia quan-
do se off-recia novamente; e a penas foi ins-
truido pelo ministro de S M. Britannica Ja
nova resolugo do seu governo e da concur-
rencia do governo francez manifestou que
aceitava esla nova prova de interesse e de a-
mizade que ambos os .governos tindo resol-
vidodar. Consequentemente logo -iue che-
gou ao Rio da Prata o Sr. conde Delurde ,
ministro de S. M. o rei dos Francezes junto
to guverno de Buenos-Ayres, fez-se por par-
te de ambos uma ollera nova e formal da me-
diago de seus respectivos governos para fa-
zer cessar a guerra em que estavo empenha-
das as repblicas do Uruguay e de Buenos.
Ayres apoiando a conveniencia de admittir
este meio honroso de ultimar a guerra com
todas as considerages que inspirava o inte-
resse de ambos os paizes os da humanida-
de e os da conveniencia.
O governador de Buenos-Ayres depois do
demorar a sua resposta por espago de 50 das,
recusou aceilar a mediago fundando a sua
recusa em um extenso escripto que o gover-
no da repblica recebeu oflicialmente.
O poder executivo considerou que o respei-
to que se deve decencia publica e dignida-
de e decoro dos altos poderes de uma nagio
civilisada nao Ihe permittio enviar a hon-
rada assembla geral um documento singu-
lar em seu genero e inteiramente desusado
na diplomacia dos povos cultos; uma irrup-
go virulenta de personalidades ; um mani-
fest de proscripgo contra ochefe do estado
e contra todos os que de qualquer modo con-
tradigo as pretengdes e projectos do gover-
nador de Buenos-Ayres ; uma revelagao
inhbil dos principios que tem dirigido o go-
verno actual de Buenos-Ayres em suas reli-
gues com as potencias europeas e dos seus
projectos sobre este paiz.
Basta a H. A. G saber que nao ha a es-
perar paz do governador de Buenos-Ayres se-
no a dasarm-s : o governador de Buenos-
Ayres, na resposta que deu aos ministros que
Itieofferecero a meoiago ratificou o ler-
rivel dilemma que o poder executivo annun-
ciou s honrad s cmaras na sua mensagem
de 16 de fevereiro : elle ou nos. nao nos dei-
niutas perguntas e foi ohrigada a renovar
sua mentira em presenga de M"' Descars e
a responder nao sem corar que era a pri-
meira vez que via Rachel ; mas sachou re-
curso na fgida quando ouvio o irmSo de M"
de Descars dizer a M. de Courtenay :
Eu prefiro Rachtl em Hermione e so
minha irm nao tivesse estado no campo....
Tu nao sabes o que dizes interrompeu
M"" Descars rindo-se e nao vs que M* de
Corten a y espera que Ihe des a mo.
Lucy se tinha levantado com effeito como
por um movimento involuntario e sahio do
camarote mais inquieta do que tinha entrado.
Anatole entretanto nao tinha reparado as
ultimas palavrasque tanto havio assustado a
Lucy. Muito oceupado da joven trgica, nao
tinha felizmente ouvido sendo o juizo que
della se fazia ; e a interrupcao de M"" Descara
Ihe parecer simplesmente a expresso de u-
ma opinido contraria. Porem Lucy depois
de tantos abaios nao podia mais tranquil*
usarse: ella receava de tudo e de todos.
Tantos incidentes pequeos tinho viudo com-
ulgar uma falta a principio ligeira que ella
; comegava a envergonhar-se de si mesma e
nao via meio de sahir da senda de mentiras
em que tinha entrado.
(Conlinuar-w-ha. )


2
xa outro meio e em lo terrivel alternativa
a elf i?io nao duvidosa.
A. H. A. Geral v pois que a guerra te
prolonga mais doqueo poder-exeeutivo jul-
gava : pensou que o governador de Buenos-
Ayres respeitaria aquillo que todo o governo
culto respeita a interposigo de dous gran-
des poderes enoduvidou manifestar-vos
na mesma mensagem que o nnimava urna es-
peranza mui fundada de paz prwmpta e de
longa tranquiilidade ; vio, porm, cora sen
tmenlo que honrava em demasa a seu ini-
placavel ininigo.
A guerra, H. A., continuar-se-ha com vi-
gor e contando com a protecco do co ,
com bomsuccesso A repblica tem um exer-
cito numeroso enlhusasmado e decidido: tem
um general habH provado em 30 annos de
combates, e alliados fiis compromettidos
e interessados como nos em fazer desap-
parecer um inimigo dosocego publico ; mas
serio necessarios novos valiosos sacrificios
O governo vos submelter brevemente as me-
didas que devem proporcionar-lhe os recur-
sos que exige esta guerra impoltica injusta
e deshumana que nos faz o governador de
Buenos-Ayres.
D*os guarda a Honrada assembla geral
muitos annos. Joaquim Sarez. Fran-
cisco Antonio Vidal. ( Nacional. )
(Jornal do Commercio.)
PERNAMBLCO.
Rendimento total d' Alfandega em
N.ovembro de 182.
Rendimento total.......... 108:913*560
Cha SO p. c. a di-
nheiro.......
50 p. c. em
assignados ....
Plvora 50 p. c.
a dinhi'iro.....
50 p. c. em
assignados....
Vinhos, e lqui-
dos spirituosos:
asaber48l|2p.
c. a dinheiro ..
48 f|2 p. c em
assignad.os....
37*800
1:638*000
504*748
334*375
727*903
10:103*911
1:675*800
ou transversal cora o hroe Jack Patrickson ,
e se pretende prestar alguns servicos sua
memoria defendendo com valente e alti-
sonante eloqmncia os seos successores debel-
lados pela portara do Sr. delegado.
Se nao ser mais conveniente a sua merc
congregar os seus clientes e hir com elles
habitar algum canto da Arabia aonde fcil-
mente sero todos naturalisados cdados Be-
duinos e podero sem recearem a portara
do delegado conquistar as algibeiras dos po-
bres prezos e at arrancar-lhes as vidas ,
e apropriarem se dos trapos que os cobrem.
Sea commisso de que se acha encarre-
gado, estende-se a attacar o monetario do Se-
nhor delegado, e a vizitar em alta ndite e
munido de boa faca de ponta os bahs e car-
teiras do mesmo Sr., pois que na ultima de
suas perguntas procura saber de quantos qua-
tro centos mil res se cdmpe a bolga d'elle.
Finalmente (ainda que seja lora do assump-
to) dezejara tambem saber se o senhor m-
m!go das patacoaddi he algum desses esper-
talhes que era Janeiro deste anno cercarlo
o Sr. delegado na occazoem que elle vie-
ra estabellecer-se nesta cidade 5 trazendo al-
gumas centenas de pataces adquiridos com
o seu trabalho pelos sertes e se he por n5o
querer pagar o que Ihe deve ou por haver
sofTrido alguma cincho que tSo brutamente
guerrea sua portara desenvolvendo con-
tra ella um despeito ignobil, e selvagem.
Se o inimigo dat patacoadas tivex a bon-
dade de responder a estas perguntas outras
anda mais interessanles Ihe sero feitas pelo
Inimigo dos ladroes.
919*123
10:8314814
Diversas outras
mercadorias a sa-
ber 15 p. c. a di-
nheiro........24:493*921
15 p. c. em assig-
nadS......... 42:456*753
Joias 5 p. c.............
Armazsuagepi addicional de 3
>l*p.c..................
Reexportado 2 p. c........
Expediente de 1 112 p. c___.
Gneros naconaes 112 p. c...
Premio dos assignados 112 p.c.
Armazenagem de 1|4 p. c. .
Multas.....
Emolumentos decertides.
66:950*674
163*000
17:478*986
123*932
7:976*257
61*845
1:227*387
482*268
1:015*596
8*880
R.' 108:913*560
Renda geral...
Dita ajpiieada
84:291*764
24:621*796
R.' 108:9)3*560
Oescrvo da alfandega
Jacome Gerardo Mara Lumachi de Mello
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores.
Vendo o ervor com que o Intmigo das pa-
tacoadas se tem pronunciado contra a porta-
ra do delegado desta cidade inserta no Diario
de oito do corrente ja fazendo perguntar no
Diario novo numera 85, ja respondendo-as
no mesmo Diario n. 96 nao me posso escu-
ir de perguntar-lhe tambem o seguinte :
Se a portaria do Senhor delegado oflendeu
os interesses de sua merc ou se os seus cla-
mores contra ella sao apenas filhos de algum
receio de que a justica Ihe nao caa em
casa.
Se alem dos seus receios (no caso de os ter)
reeebeu commisso de algum circulo de sal-
teadores para attacar aquella portaria ou
se foi (je seu motu proprio e para fazer ser-
v?09 aos ladres que encarregou-se d'esta
hojosa e brilhanle commisso.
^tem algum parentesco por linha direta,
Srs. Redactores. Como fiscal do bairro
Reaife julgo-me strictamente obrigado a res-
ponder ao sr R. correspondente do Diario-
novo n 95 acerca da 4.a infraccao de que
falla nessa cerrespondencia pois *:
Nao he o Demo to feo
Como alguem o quer pintar.
Osr. R. n8o exacto quando diz que na
casa da esquina da ra da Ladea se levantara
um 3 o andar sobre os dous velhos andares.
Isto vontade de ralhar. A casa era de 5 an-
dares e seu dono precizando mecher-lhe
na coberta por estar arruinada e querendo
picar-lhe o reboque pediu licenca para isso ;
mas como o 3.* andar era extremamente
baixoe forzosamente havia de fazer cornija ,
e a nao poda fazer sem levantar as paredes
6 palmos to bem ponderou essa ncessida-
de ca cmara ouvindo o seu engenheiro
cordeador deu-lhe licence para o fazer ; e
creo que esta anda nao foi excedida.Eis a-
quioquese ha passado em verdade-que
cazo mui diverso da asserco do sr. corres-
pondente que ( em boa hora o diga e o
faga ) protesta empenhar suas Hercleas for-
ceas para annquilar o reinado da impostura
(Santa Barbara assim Dos o ajude ) e
arrancar das garras dos esperlalhes ( bem
feito ; Deus me perdoe ) o nosso malfadado
Pernambuco-que as mos do correspon-
dente n'um abrir e fechar d'olhos punha a
perder de vista todas as grandesas do mundo !
Oxal que osr. R. pon ha termo aos nossos ,
e mui particularmente aos seus so (Trini en tos :
elle est magoado e pelo que mostra tem de-
do em im parece homem de mSo cheia e
capaz para muito mais. Grabas Providen-
cia j vo aparecendo genios muito nota-
veis na nossa trra ....
Terminarei assegurando ao sr. R. que
me nao hei de enfadar quando me quizer U-
zer suas advertencias mas jamis me justi-
licarei se nao declarar seu nome poique me
nao quero oceupar com um anonymo que pa-
rece querer vingar-se espreitando nihharins
e com pondo feios embustes ; pois se pelo
dedo se conhece o gigante-a fome obrigan-
do a tanto os miseros mortaes julgoque o sr.
R. um d'aquelles que da cmara "cono ra-
zo diz.
Por amor de vos Briolanja ,
Eu ando morto ,
Pezar do meu av torio....
Para descargo de consciencia rogo aos Srs.
Redactores o obsequio d'esta publicado pelo
que Ihes ficar summamente obrigado o seu
assignante
Ma noel Ignacio d'Olivera Lobo.
ma s Provincia do Imperio em que o snr.
Carvalho nao tenha dad<> provas do seu acri-
solado civismo e do seu zelo infatigav.il em
desempenhar as honrosas commisses que
por umitas vezes Ihe tem sido incumbidas pelo
governo Imperial. Esta, de que ltima-
mente fra encarregado certamente urna
das mais importantes e em que mais serv eos
reaes ello prestron ao estado e nossa pro-
vincia em particular.
O arsenal de marinha quando aqu che-
gou o sr. Carvalho eslava como acephalo:
existia nclle a maior desorden) e confuso :
fiscalisaso era pessima ou antes nenhu-
ma havia ; os gneros ( quasi todos da nfi-
ma qualidade) ero vendidos pelos fornece-
dores com enormisslma lezao da fazenda pu-
blica etc. etc. cessou finalmente esse estado
de cousas com a presenta do snr. Carvalho
que seube tirar a ordem do chaos fazendo
entrar nos seus eixosas cousas e as pesso-
s. 0 snr. Carvalho achou felizmente no
Exm. Sr. presidente da provincia o maior a-
poio possivel para conseguir os grandes me-
Ihoramentos que effectiv quolla reparlicao relativamente sua fisca-
lisago. Taes ro'os lucros e interesses que
d'alli liravo os fornecedores qne d'estes
havia quem pedisse dinheiro a 2 por 100 ao
mez para comprar gneros e fornecel-os de-
pois ao arsenal de marinha S por aqu se
pode avahar qual a fiscalisagao que all exis-
ta. Gracas sejo dadas digamo-lo de pas-
sagem'ao muito digno e honrado presidente
da provincia que to poderosamente concor-
reu para a cessa,gao de tao escandalosos abu-
sos annullando todos os contractos leonino
feitos por certos negociadores com o arsenal
de marinha. Talvez seja essa a grande pe-
dra d'escandalo para muitos a quom nao a-
grada a administracao do Exm. Sr. Venancio
Jos Lisboa.
Consta-nos que o sr. Carvalho chama lo
corte para oceupar um lugar eminente onde
pode prestar grandes servicos a astado, O-
xal que o governo Imperial lance sempre
mao de lo bons e zelosos servidores para de-
sempenharem c.ommissOes to importantes
como aquella de que acaba de ser encarregado
o snr. Antonio Pedro de Carvalho. Estamos
bem convencido de que elle n8o deixar nada
a desejar.
Desejamos ardentemente para o nosso paiz
cdados to uteis e prestantes como o sr.
Carvalho a quem sem lisonja podemos
apresentar como modelo de honra zelo, in-
telligencia o actividade.
(Correio Maranhense.)
LONGIVID.VDE.
No da 31 do prximo passado mez de on-
tubro falleceu na cidade de Olinda Caetano
Jo.* de Souza conhecdo por Castao Ca-
hoculo de idade de 116. annos. Este ho-
mem era natural da me.ma cidade onde
sempre viveo; foi cazado urna nica vez e te-
ve quatro filhos dos quaes existm dous, ten-
do um delles mais de setenta annos. T a
idade de 115 annos inda faziaduas a trez via-
gens por semana de 2 a 3 legoas, e s deixou
de sabir a ra cinco mezes antes de morrer por
ter 'uado molestado de utr. encontr que Ihe
deu um cavallocarregado. He de notar que es-
te liomem amava os prazeres de Bacho, e nao
pouco os de Venus. Sendo oflcial de capa-
teiro deixou a muitos annos o oflicio para
servir o lugar de porteiro dos auditorios da-
quella cidade que oceupou com inteireza t
dous ou trez annos antes de morrer.
CoMMERCJO.
A' PEDIDO.
Parte neste vapur para o Rio o snr. capilo
de mar e guerra Antonio Pedro de Carvalho
que fra encarregado pelo governo Imperial
de inspeccionar os Arsenaes do Maranho e
Para.
O nome d'este digno olicial sobejamente
conhecido no Brazil pelos seus muitos e va-
liosos servicos prestados a favor da causa pu-
blica as erizos mais difllceis e melindrosas
porque temos passado. Nao ha talvez u-(
ALFANDEGA.
Rendimento do da 29 de novb.r# "2:077*53.
4
DESCARREGAO HOJE 1 .* DE DEZEHBRO.
Barca hamburgueza =Thereza =caixas com
queijos e encomraendas.
Barca ingleza =:Nigthingal = ferro.
Brigue Portuguez= Feliz Deslino =vinho,
vinagre azeite e fazendas.
Barca americana = Navarre = bolaxinha ,
farinha fazendas cha e vellas de es-
paimacete.
Sumaca = Selestna = vinho, passas, figos.
Brigue Americano = Pedang = taboado.
Brigue Brazileiro = S. Manoel Augusto =
barricas vazias e fumo.
as
Therez, de 500 ton. cap. Cari A. \.
escke equp. lo carga queijos e car-
vo de pedia : a Mandes A Olivera ;
174 passageiros.
par viiibv ; 1 da, lancia brazileira Sanij
Cruz cap. Victorino Jos Pereira^ equip.
5 carga lenha : a Joaquim de Oliveira
passageiros, Antonio joe Soares Jnior
Thomaz Antonio dd S^queira Antonio
Joze Marques de Albuquerque portugue-
zes.
SAIFIDO NO MESMO DA.
baha ; brigue sueco Lowise cap. P. N.
Hu Unan com a carga que trouce de New
Castle.
DITOS ENTRADOS NO DA 29.
Barcelona, com escala por Malaga ; 73 dias,
trasendo do ultimo porto 47 brigue hes-
panhol Arturo de 180 ton. cap. Jos
Riconia equp. 13 carga vinho agoar-
dente, e mais gneros : a Manoel Joaquina
Ramos e Silva.
rio de Janeiro ; 16 dia.i, barca dinamarque-
za Waldenars, de 405 ton. cap. Michael
Smidt, equip. 13 carga lastro : ordem.
baha ; 12 dias galera ingleza William Pa-
ker de 4H ton. cap. William Swell,
equip. 18 carga lastro : a Me. Calmont
philadelphia ; 42 das barca americana Na-
varre de 242 ton. cap. D. Col equi-
pagem 13, carga farinha de trigo: a L.
G. Ferreira & C.'
io de Janeiro ; 19 d ias, barca sarda Paque-
te Feliz de 194 ton. cap. J. B. Villa ,
equip. 12, carga lastro : a Den ter & C*
EDITA ES.
MOV MENT DO PORTO
NAVIO SAIIIDO NO DA 27.
Liverpool ; brigue inglez Ariel cap. Rober-
to Fulton carga aigodo c assucar.
navios entrados no da 28.
ii.ha terceira ; 24 dias, barca hamburguea
Vicente T. P. de F. Camargo inspector da
alfandga &c. Fago saber que hoje 1. do
correte mez de dezembro ao meio dia se ha-
de arrematar na porta da m^sma seis caixas
com doce no valor de 86*000 res impug-
nadas pelo feitor conferentn Joaquim Bernar-
do de Figueiredo, no despacho por factura de
Jos Francisco Lessa sendo o arrematante
sujeito ao pagamento dos direitos. Alfandega
29 de novembro de 1842. F. T. P. de f.
Camargo.
= Vicente T. P. de F. Camargo inspector
corrente mez de dezembro pelo meio dia se
hade arrematar na porta da mesma ..eis ba-
hs com perfumaras urna caixa com seis-
ditos com oleo de macass e urna outra cai-
xa com figuras de gsso, ludo no valor de
280.)000 reis impugnada pelo feitor confe-
rente Joo Francisco Duarte, no despacho por
factura de M. Laivoi, sobre n. l9ll sen-
do a arrematado sugeita a dreitos o expe-
diente. Alfandega 29 de novembro de 1842 -
r. T. P. de F. Camargo.
O Dr. Francisco Carlos Brandao, dehgado
de polica desta Capital, e juiz mw.icipa/
em exercicio da 2.* vara ele Faz saoei
que por tile forao inscriptos na hstadoi
jurados porterem as qualidades exigan-
nos paragraphos i." 2. e 3. do artigo 4Ji i
do regulamento n.' 120 os cdados ,.b u-
xo declarados.
Agostinho Henriques da Silva.
Dr. da Silva Neves.
Brigadeiro Aleixo Joze de Olivera.
Alexandre Joze Lopes.
Rodrigues dos Anjos.
Amaro Francisco de Moura.
Anacleto Joze de Mendonga.
Lopes de Santa Anna.
Apdr Frojos de Lcenla.
Angelo Custodio dos Santos.
da Silva Pragozo.
Anselmo Joze Pinto de Souza Jnior.
Anlonino Joze de Miranda Falcan.
Antonio Alves Barhoza.
Annes Jacome Pires.
Avelino Ferreira Lopes.
Baptista Bibeiro de Parias.
u Bento Frcs.
Alferes Antonio Bernardino dos Reis.
Antonio Bernardo Rodrigues Sette.
de Caldas Branda.
Camello Pessa de Lacerda.
Cardozode Queirus Fonceca Jnior.
Carlos Francisco da Silva.
Ten. Cor. Antonio Carnero Machado Ros.
Antonio de Castro Di Igado
Correia Gomes.
da Costa Ferreira.
Reg Monteiro.
da Cunha Soares Guimares.
Das Sout.
Dornt'ilas Camera.
Egidio da Silva.
Felis dos Sanios.



3
Antonio Ferrera d'ASnunciago.
Teixeira Lopes.
Alteres Antonio Francisco deAlmeida.
Antonio Francisco Maia.
dos Santos Braga.
Ten. Cor. Antonio Germino Cavalcante.
SirurgAo Antonio Gomes.
Capito Pereira de S.
Major LiaJ.
Antonio Gomes Pessoa.
Este Artigo merece, ser meditado por todos os importancia na occasao do falecimenlo.
pa.se pelos Preceptores da MocMada ; ven- Joaqun Pereira Arail.
ae-se na praca da Independencia loj do ''
Gongalves Ferreira.
Henriques Mafra.
Ignacio da Silva.
de Torres Bandeira.
Jernimo Lopes Vianna.
Joo da Ressurreigo e S>l|va)
Joaquim d'Almaida Gudjes.
Ferreira de R pay0
'de Mello.






r.
Cap
Procurador Fiscal Antonio. Joaqum deM
Antonio Joaquim de b[r \n d-L,___
Dr.

( lio Pacheco.
"e "ioraes de SouzaRibeiro.
(Continuar-se-ha.)
DF.CLARAgOES.
Colletjtoria do municipio d'Olinda.
O co'.iector do municipio d'Olinda faz pu-
blico 'a todos os seus colleclados que o mez de
desembro prximo o marcado para a cobran-
te, passiva a boca do cofre do 1. smestre
jo corrento anno financeiro de 1842 a 1843 ;
e que findo este praso proceder contra os
que nocomparecerem executivamente ; e
para que n8o aleguem ignorancia faz constar
pplo presente. Olinde 25 de novembro de
1842. 0 escrivo ,
- .ivros
n-a 6, e8.
W" Thomaz Sayle respetosa mente tem de
participar aos seus amigos e ao publico em
geral que principiou a correr o seu novo ex-
pandido o enfeitado mnibus, com f,.mo-
sos caval'.os e bem conhecidos cocheiros ,
nftos rorsUa experiencia como por sua cvi-
lidade aos passageiros, parle todos os dias da
matriz de Santo Antonio as 5 horas da tarde
em ponto para o Monteiro e do Monteiro
para o Recife s 7 horas da.manhA do dia se-
guinte e vista do mo estado dos lempos
ou negocios, tem resolvido a redusir o seu
prego a 41OOO res caifa passageiro.
* Preciza-se de urna ama para urna ca-
sa de pequea familia : na ra Augusta nu-
mero 12.
nW Joaquim Joze de Santa Anna Barros,
faz sciente aos pais de seus alumnos e jun-
tamente ao respeitavel, publico, que mudou
a sua aula da ra de S. Amaro em Fora do
Portas para principal ra do mesmo ba-
irro no primeiro andar do sobrado n. 63 por
ser mais arejado e ter commodo suficienle
para os seus alumnos do que na outracasa : as
Joo Goncalves fodrigues Franca
AVISOS MARTIMOS.
- Par, o Miranho seguir dentro em pou-
cos dias o brigua Tentago, de superior mar
cha ; recebe anda alguma carga a frete. es-
cravos e passageiros para o qu' offerece
excelentes cmodos ; os portendentes tra-
tan com Fermino Jos F. da Rosa na ra
da Mo-'iIh n. 8
- Para o Sar sae empreterivelmente no
dia 15 de d zembro por ter m**tade de seu
carregH ment, a bordo, o patacho nacional
Mara Luiza meslre Ignacio Marques; qu^m
no liiesmo quizercarreg8r ou ir de p-ss< enteiiclfto -se com dito meslre ou com An-
tonio J'Vaquim de Souza Ribeiro : na ra da
Cadeie, doRi*rife
- P.ra Ln-boa seguir no dia 18 de de-
7-ppjhro o muito veleiro e acreditado brigue
Portuguez ConceigAo de Mara de que he
capilo Mi noel da Costa Neves, para carga e
passageiros a fallar com Francisco Severianno
labello ou com o capillo na praca do com-
mercio.
-Para o Aracaty seguir com brevidade
o patacho S. Jos Vencedor por ter parte de
seu crregamento pronto; quem pertender
carregar dirija-se a Manoel Joaquim Pedro da
Costa.
Para o Aracaty sae enpreterivelmente no
dia 15 de dezembro o hiale Olinda s reee-
be carga miuda ; os pertendentes dirijo-se
a Manoel Joaquim Pedro da Costa, na ru"
da Cadeia n. 46.
LEILOES.
* Joo Keller far leilo por interven-
ido do corretor Oliveira quinta feira 1.* de
dezembro s 10 horas da manda em ponto ,
noseu armazcm da ra da Cruz, do mais
completo sortimenlo de fazendas recentemen-
te chegadas pelos navios Hortense, e Camelia,
sendo as principaes as seguintes : merint
pretos e de cores das mais superiores qua-
lidades brins riscados para calcas riscadi-
nhos para vestidos de senhora, chales de me-
tim, cassas adamascadas e bordadas lencos,
bls cambraias bicos superfinos los de
seda brancos e pretos gangas azues in-
trancadas, chitas e cassas pintadas, e
incitas outras fazendas do gosto mais moder-
no as quaes sero vendidas infalivelmente
li o fim do armo para feichar contal.
- James Crabtree & C. faro leilo do
intervencao do corretor Thomaz Dousley ;
fjuinta feira 1. Je dezembro de urna porco
de fasendas inglezas avariadas e iimpas: prin-
cipiar as 10 horas da manha.
AVISOS DI VERSOS.
^ Sabio o Carapuceiron.0 70 cujoas-
Himpto roui interessante he o fatalismo do
povo e o systema frenolgico do Dr. Gal!.
pessoas que se quiserem aproveitar de seu
prestimo, o poJero procurar no lugar as-
sima.
Aluga-se urna casa no sitio do arco da
ponte de Ucha junto a passagem de Sania
Anna, com commodos para familia : os pre-
tendentes dirijo-se a ra do Crespo n. 6.
Aluga-se um mulequ sem vicio e of-
ficial degapateiro para urna tenda do mes-
mo officio, e que tenha boa agilidade na
mesma offioina ; na ra Novaloja n 67.
A pessoa que annunciou querer com-
prar urna loja de fazendas a dinheiro que
rendo comprar urna com poucos fundos na
ra do Livramento n. 14 na mesma acha-
ra com quem tratar.
OSnr. Manoel de Almeida Lima qoei-
ra ter a bondade de vir em casa de Joo Vaz
de Oliveira receber urna carta que so I he
rpmetle da cidade de Loanda.
Quem annunciou querer comprar urna
loja, mesmo noatterro da Boa-vist>, dirija -si-
de n 14, que se vende com poucos fun os a
dinheiro ou a prazo ou com desoneragAo da
praga.
Aluga-je urna casa na cidade de Olinda
na ra da Biquinha a primeira do lado *
querda rom bons commodos temi a mes-
ma 2 sallas na frente e quatro quartos, sal
la de jantar e cosinha : os pretndenos di
rijo-se praca do cnmmercio seu pro-
pietario Jos Manoel Fu/a.
Quem annunciou no Diario n 259 que-
rer comprar um melliodo fcil de escriptura-
gAo ; dirija-se ra da Senzala velha nume-
ro 100.
O abaixo assignado, comprou de socie-
dade com Lourengo Joaquim d Miranda Es-
teres residente na capital do Cear um bi-
Ihete inteiro de n. 2003 da loteria favor
daa ob'as do theatro prxima a correr. Ig~
naci Francisco Mallos Varejo.
Precisa se de alagar urna casa terrea
pequea no bairro de S. Antonio ou mes-
mo ametade de urna casa que soja de pessoa
capaz ; quem tiver annuncie.
Quem annunciou no Diario n. 259 de
29 de novembro querer alugar nina canoa
demilheiro, querendo urna ; dirija-se lo-
ja de miudezas da ra doCabug n. 3.
Quem annunciou no Diario de 29 do
corrente querer comprar urna loja com a-
zendas querendo urna defronte do oito do
Livramentu n. 10 ; dirija-so mesma.
O Senhor que por engao no dia da ar-
rematando dos medicamentos para o hospital
regimental na secretaria militar, levou um
chapeo pretonovo deixando ficar outro to
bem novo querendo disfazer o engao ; di-
rija-se a botica da ra do Rozarlo estreita
n. 10
Um mo^o Portuguez de 21 annos de i-
dade se prope a fazer escripias e cobran-
gas do que tem bastante pratica ; quem de
seu prestimo se quizer ulilisar annuncie para
ser procurado.
Os herdeiros do falecido Jol Pereira
Campos fazem scienle ao publico, e aos en-
dinos das casas que Ihe sao pertencentes de
nao pagarem aluguis das casas em que mo-
ro ao testamenteiro Manoel de Paiva por
terem lomado posse judicialmente os herdei-
ros, assim como recommenda a quent tiver
contas ou oulros objectos pe,rtencentes ao fa-
lecido hajo de nao pagarem nem entre-
garen) ao dito testamenteiro, e assim o a-
baixoassignado por se adiar habilitado, faz
o presente annuncio por se ter desemeami-
nhado papis, livros e outrosobjectos de
-^ OSnr. Adelo dos Santos Pereira ,
queira dirigir-se agencia da companhia dos
vapores, para receber urna carta com dinheiro
hindo munido Jo respectivo conhecim-nto.
Precisa-se de urna preta que entenda
de cuzinhar e comprar de ra pagando-se
mensalmente novo mil reis ; quem a tiver
queira ir tratar na ra Nova casa de marci-
neiro ao p da igrjja da Cmceigo dos mi-
litares.
Quem quizer dar 60ji reis a juros por
dous mezes de trez por cento ao mez com
seguranza em urna parte de casa sita em 0-
linda no valor decent e cincuenta mil reis ,
dando-seos juros adiantados annuncie pa-
ra ser procurado ou procure na ra do Ro-
zado estreita casa n. 28 segundo andar.
Aluga-se um sth cun casa de vivenda.
e arvores de fructas ; na passagem da Magda-
lena junto do do senhor Manoel Cardoso da
Fonreca ; na ra do Colle^io n. 5. ou no
Mondego sitio que foi do falecido tenente-co-
ronel J. da Costa R. Reto Monteiro.
Precisa-se alugar urna escrava na ra
Direita n. 52.
J. O. Elster retira-se para o Rio de
Janeiro.
A Olaria da Florentina precisa de um
canoeiro forro ou captivo e que d fiador
a sua conducta pagando-se mensalmente ,
com sustento e m-iradia ; a quem convier pro-
cure na mesma olaria.
Quem precisar de urna ama para casa ,
a qual sabe engomar e cosinhar e duas ca-
noas abertas ; atraz dos Martyrios n. 56.
Aluga-se um segundo andar com sotA >,
com bastante commodos para .numerosa fa-
milia na ra da Senzala velha n. 76; quem
o pretender dirija-se na mesma ra n. 82 em
casa do senhor Pedro VIuller pintor.
Francisco Tarault tem a honra de
prevenir ao respeitav I publico que tem de
abrir um agougue no becen da Lingueta n
2 onde igualmente se adiar, carne de car-
neiro de porco e linguicas a moda fran-
ceza todos os domingos, quinta feira e
dias Santos.
Arrenda-se para passar a festa ou por
anno urna excelente e gr.nde casa terrea ,
com salas em proporco gabinete ao lado ,
quartos e sotan s este com commodos para
grande familia invidrag-ida pa- la pintada enzinha fra coxeira es-
tribara para quatro cavados e quarto par
pretos com porto p-oprio e situada na
mnrgem doCapibaribe ; a fallar com Gabriel
Antonio morador no pateo do Carmo ou
nositiodo Cordeiro onda se.pode ver a di-
la casa.
Arrenda-se urna casa pequea porem
com commo ios para grande familia tem co-
sinha fra quarto para pseravos, e estriba-
ra grande ludo muitolimpo e aciado com
porto independent esobre o rio Capibari-
be fallar cora Gabriel Antonio aqu ou
no sitio
A pessoa que annunciou querer dar
500* a juros sobre hynotheca de urna casa no
bairro da oa-vista dirija-se ra da Gbiia
n. 60 ao p da venda.
LOTERA DO THEATRO.
As rodas da lotera an-
doinfallivelmente no dia
3 do corrente no salo do
edificio do Carmo, onde
est o Lyco, e os bilhe-
tes vender-se-h5o at as 10
horas do referido dia nos
lugares do costume.
Fabrica de sabo.
er- O abaixo assignado como administra-
dor esocio, tem o praser de partecipar aos
seus freguozes e amigos que ja tem em sua
fabrica o bem conbecido sabo prelo e ama-
relio a 110 rs. desencaixado e encaixado a
120 rs. a libra, sua qualidadee solidez o
faz distingnir de outros que se achao no mer-
cado, na mesma fabrica tem superiores agoa
ardente de Franca e do reino aniz, gene-
bra
lonia espirito sabonificado, espiritos es
sendas e leite virginal. = Manoel Joze d.
Azevedo Maia.
XST Preciza-se de um bom criado para ser-
vir meza e andar na trazeira do carro ;
noatterro da Boa-vista em caza de Francisco
Antonio d'Oliveira.
ssy Qualquer Reverendo Sacerdote que
quizer ser Coadjuclor da Freguezia de Nossa
Senhora da Paz dos A (Togados ; annuncie por
esta folha ou entenda-se com o Parocho da
mesma Freguezia, o qual Ihe offjrece duzen-
tos mil reis annuaes pagos da forma que
quizer, para fazer todo o servigo da Parochia,
nos seus impedimentos. -Alem desla quan-
tia tem na mesma Matriz duas capellanas ,
urna as Quintas-feiras outra nos Domin-
gos e dia* Santos.
%sr Aluga-se o armazcm da casa n. 25
da ra da Praia com o primoiro andar da
mesma com ptimos commodos para urna
familia alugo-se juntos ou separadamente,
por prego coinmodu os pretendentes diri-
jo-se ou ao segundo andar da mesma casa,
ou na ra dt Cruz II. 51.
Aluga-se o 2. andar do sobrado da quina
da ra larga do Rozario,defronte da igreja, em
cujo primeiro andar d audiencia o sr. don-
tor curador geral dos orphos sendo com
a condigo de haver o inquilino as chaves
depois do dia primeiro de desembro prximo
futuro : quem o quizer pode dirigir-se a# di-
to sobrado para velo, depois casa de Gon-
ralo Jos da Costa e S uo tecife ra da Ma-
dre de Dpqs para se tratar do ajuste.
w Toma-se 400# a juros, dando-se boa
firma ; quem quiserdar annuncie.
tsr Precisa-se de urna ama para urna casa
depouca familia, na ra Augusta n. 12.
PILULAS VF.GETAES, E NIVERSAES AMERICANAS.
O unifto deposito delUs he em casa do agen-
te D. Knoth ; na ra de Apollo n. 27.
XST Quem precisar de urna ama para o ser-
vigo de urna casa capaz de portas dentro ,
que sabe lere escrever, coser, e tambem cose
algumas costuras de ifaiate dirija-se ao
atttrro da Boa vista no beco do ferreiro ca-
ea n. 1.
tar Preeisa-se alugar metade de urna casa
que more una a duas pessoas rapazes para
urna s pessoa e que geja no bairro de s.
Antonio ; quem tiver annuncie.
tsr Vendo-s no diario de segunda feira
28 do passado n. 258 nos avisos diversos,
se pede ao sur. C. T. que v pagar o que
deve na venda da ra da Gloria e como
m-sta ra nao tenha urna so venda para
evitar duvidas se pede ao author deste pe-
dido que declare qual a venda.
Lombrigueira ou Permftigo hfficatt
tsr A medicina populas Americana tem
alem (fas Virtudes ja citadas, a de ser um
vermfugo activo e innocente aplitavel tan-
to a solitaria como para as outras especies de
vermes. Este verdadeiro thesouro das fami-
lias vende-se somente em casa do agente
D. Knoth na ra de Apolo n. 27.
tsr O abaixo assignado temi recebido de
Gedeou T. Sinou em o dia 28 do p. p. parli-
cipago de achar-se elle nomiado cnsul de
sua nago nesta cidade em consequencia Jo
que quera logo ser empossado ; o abaixo as-
signado promto a fazer-lhe a entrega pedida ,
pedio-1 lie a participadlo official de seu go ver-
no. O nomiado porem nao eslava munido
dessa pessa ollicial da maior entidade para o
caso, e a pezar dsso solicitou com instancia
posse e antes que a posse Ihe fosse transfe-
rida felos n 11'ios legaes fez-se recon'tecer
cnsul as extagoes publicas desta cidade. O
abaixo assignado conhecendo seus deveres a
atiendendo a responsabilidade que sobre elle
pezaria no caso de urna endiscreta entrega
rerusou protestanto entregar o consulado
apenas Ihe viesse as mAos a communicacio
ollicial qne era infalivel por que o seu go-
verno he muito discreto e regular.
Agora com efTeito realizou se a cliegada des-
sa participaco e o abaixo assignado em me*
diatamente entregou em 28 do p o archivo
do consulado com todos os papis de que es-
lava de posse, como cnsul dos Estados-
Unidos de America do Norte : he o que o a-
baixo assignado tinha protestado fazer pelo
annuncio deste Diario de 24 do p.p. Resta
agora somente advertir ao respeitavel publico
que a recuzagAo do abaixo assignado na en-
trega do consulado era fundada em razAo le-
gal nSo somente nos principios geraes ao di-
re ito que rege o caso nos uzo e costumes em
materias desta ordem sao preceitos coersiti-
vos por tanto at o dia da entrega que foi
o emidiato a participag.ao ao governo Ameri-
cano lodos os actos de jurisdigo consular
praticados por outro que nao fosse o abaixo
Resignado sio irritse nul la soba respon-
licores tinos e ordinarios agoa de co- I sabilidade de quem as praticou.
0 abaixo assignado aproveita esta occasiio
para testemunhar a todos os habitantes desta
cidade especialmente aos Pernambucanos a
maior obrigagflo,devocAn,e respeito pela bon-
dade com que lodos o tem penhorado princi-
palmente nestes ullimosnlias. Pernambuco
30 de novembro de 1842. Jozeph May.


r
..

4
I
tar* Pertendendoo snr. Joaquim dos San-
tos Asevedo vender a sua casa sita na ra No-
va d. 27 porisso previne-se a quem con-
vier que dito snr. a tem alujado por cinco
annos cojos ndo em o ultimo de setem-
brode 1845 como consta da escriptura de
arrendamentonocarloriodo escrivo Regis ;
pelo qual se obrigo dito Azevedo e sua
mulher a nao despc-jar durante ditos annos o
locatario anda que necessitem de dita casa
para si, ou para seos prenles mais chegados,
eque este tracto e locado obrigo a mes-
la casa e que igualmente de sua livre von-
tade se obrigo a nao vender dita casa nem
fazerem sabr ella transado alguma sein im-
poreni ao comprador ou a pessoa a quem
passar o dominio da dita casa a obrigago de
conservar o locatario por aquelle tempo e
coro as condiges do tracto c que venden-
do elles locadores a dita casa ou fazeado
sobre ella qualquer transarlo ; pela qual
dem della dominio a outrem ficar nulla a
venda ou qualquer outro tracto. Para cum-
pritnf oto deste tracto e condignos obriga-
ro scus bens e pessoas o protestaro nao re-
clamarem contra dita escriptura e quecon-
travindo elles locadores quaesquer das con-
diges em dita escriptura exaradas por a
mesma escriptura se obrigo a pagar ao loca-
tario douscontos de res de multa por indem-
nisago dos prejuizos e damnos que o loca-
tario poder ter embora se ache prximo a
lindar o arrendamento constante de dita es-
criptura. Declara-se mais que ditos locatores
ja estao pagos do aluguel at ao ultimo de
setembro de 1845 o que tudo consta da dita
escriptura : isto previne para que nao pjssa
quem convier para o futuro chamar-se a igno-
rancia.
Kr O abaixo assignado faz sciente ao snr.
administrador da mesa da recebedorias dos
impostos provinciaes que no dia 23 do mez
de novembro deixou de possuir a canoa gran-
de aberta que tinha para seu servigo e de
que fora obrigado a pagar o imposto de 4*800
annual e que este est pago al o anno li-
naceiro de 1841 a 1842 comoconsla do reci-
bo competente julgando-se o abaixo as-
signado desabrigado do dito imposto desde
aquelle dia 23em diante em virtude do que
faz o presente annuncio. = Joze Antonio de
Souza Machado.
Lotera nica concedida para impressao das
Memorias Histricas do. Pernambuco ,
compostas par Joze Bernardo Fernandes
Gama.
5:000 Bilhetes 13* 65:000*
Beneficio de 12 por
rento a favor das Me-
morias......7:800*
Imposto de 8 por|
para o Thezouro. 5:200*
7:400 Verbas deSel-
lo 80 reis. 592* 13:592*
Liquido 51:408*
1 Premio de. .
1 ...
i ...
1 ...
2 fC
5 ...
10 ...
20 .
40 <( ...
120 ...
1:083 ...
2 a i* e ultimo
brai Premios icos, a. .
1:286
3:714 Brancos,
5:000 Total.
1
1:000*
400*
200*
100*
50*
20*
14* 1
2:000*
6:000*
5:000,
2:000*
2:000*
2:000*
2:000*
2:000*
2:000*
2:400*
5:162*
423* 846*
Reis 51:408*
As vantagens que offerece este plano de Lo-
tera e a venda que ja se tem feito apesar
dos obstculos que ltimamente tem apare-
cdod esperanzas de que talvez as rodas pos-
sam andar no correte anno : e para este
11 m se convida os amantes d'este jogo para
comprarein bilhetes que se acham a venda
nos lugares ja annunciados.
er Quem quiser dar 1:000* de reis a
dous por cenlo ao mez sobre hypotheca em
urna casa ou traspassar na hypotheca da
eaesina quaotia a cima pedida faz se nego-
cio com algum interesse por se precisar
muilo, tanto a casa da hypotheca como a do
trespasso sao muito seguras, a vista de quem
pretender se mostrar os ttulos o o motivo
porque se faz este negocio; quem pretender
dirija se ao ultimo sobrado da ordem tercei-
ra de s. Francisco em casa de Joanna Fran-
cisca do Espirito Santo viuva de Luiz Igna-
oie, n. 10.
tsr A pessoa que perdeo urna caxorra de
agoa toda branca com algumas malhas par-
das que pouco se encherga a obra de um
meze meio a pouco mais ou menos ; quem
for seu dono dirija-se a Soledade venda que
Oca defronte da sacrista da Igreja que lhe
ser entregue.
** Alugo-se 3 casas na ra da Alegra
por prego commodo isto ha a bale-se d-*z
tust>s inxnsaes em cala urna; quem as
quiser alugar prorure o escriptorio do Dr
Pereira ra do Rangel.
tar Da-se dinheiro a premio sobre puiho-
resde o uro resmoem pequenai quantias :
nr ra Nova n. 25.
xsr Aluga-se urna casa terrea na ra dos
Pires do bairro da Baa vista : a tratar com
Francisco Pires no atierro do mesmo bairro
sobrado de 3 andar *s n. 65.
tsr Precisa-se de 200* rs. a premio de 2
por cento ao mez com firmas a contento :'
na ra estreita do Rozado n. 35. ,
tsr Aluga-se urna casa toda envidrara la
com 4 quartos cozmha fora e sitio a mar-
gem do rio na povoaco do Monteiro pro-
priedade de Antonio Joze de Oliveira : a tra-
tar com Bartholomeoik Ramos na ra larga
do Rozario.
tar OBilhete n. 2541 da primeira parte
da 12.* lotera do theatro publico pertence ao
snr. Agostinho Biptista da Fonceca do
Maranho.
tar Precisa-se alugar urna parelha de ser-
radores forros ou captivos : annuncie.
COMPRAS.
tar Um porto de ferro que sirva para
sitio que seja novo ou em bom uzo: na ra
das Flores n. 23 de urna as 3 horas da tar-
de dos dias uteis.
W Um sobrado de um andar que esteja
em bom estado e as seguintes ras : do
Rozario Rangel, Cruzas pateo do Carmo,
e ra de Hurtas ; um molequo ou mulatinho
de 12 a 14 annos que seja bem procedido :
na ra das Flores n. 23.
tsr O Secretario moderno de commercio
ou modello simples da escripturago mercan-
til : na venda n. 5 juhto a loja da viuva do
Burgos na quina do Livramento.
tsr Dinheiro de cobre chemchera prin-
cipalmente marcado velho : na ra do Ara-
go venda junto a obra n. 8.
tar lm carnnlio de mo estando em bom
uzo ; quem tiver annuncie.
. j- Um Tito Livio uzado : na ra da Flo-
rentina sobrado novo ao p da mar ou an-
nuncie.
VENDAS.
tsr Um escravo de nago Angola de 38
a 40 annos, boa figura possante sem vi-
cio algum bom trabalhador do enchada ,
machado e fouce por ter sido do matto, por
prego commodo a vista do comprador se
dir o motivo da venda : na ra de s. Gon-
zalo n. 20.
tar Vinhos de diversas qualidades, cognac,
absinthe kercho genebra da Holanda ,
azeite doce em caixas chocolate marme-
lada docerija, e abriscots em latas amei-
xas biscoito de franga a 5*000 a groza, co-
pos lapidados e ordinarios caixinhascom
arenques de fumo charutos da Havana .
tudo por commodo prego : no armazem no-
vo na travessa do Corpo Santo n. 25.
tsr Um sortimento de relogios patente e
horisontal, ditos de paredecom despertador,
por prego commodo; e d-se tambem dinhei-
ro sobre pinhoresde relogios modernas: na
ra das Cruzes n. 35.
ar Vinho do Porto sherries claret ,
champanhc agoardente de Franga superior,
genebra serveja vinagre branco tinta
para marcar roupa presuntos para Hambre,
queijos londrinos conservas mostarda ,
niolhos, alcaparas frutas para pastis la-
tas de salniiio soupas preparadas ervilhas
em latas sal refinado lijlos para limpar
facas saceos de tapete para viagem bonets
para marujos tinta verde e branca em latas,
oleo de linhaga chicotes de estalo, ditos
para bolieiro superiores carros de mo de
conduzir atierro, com rodas de ferro batido :
no armazem de Joo Carroll & Fiho na pra-
ga do Commercio.
E3" Um pardo de 18 annos oflicial de
marcineiro e um preto canoeiro de 30
annos : a fallar com Manoel Antonio da Silva
Motta na ra da Guia n. 46.
tsr Para fora da provincia um preto de
boa figura : na ra da Cadeia do Recife em
casa de Joo da Cunha Magallies.
Urna venda com fundos a vontade do
comprador", e com com modos para familia ,
epor commodo aluguel bom quintal e ca-
cimba na Boa vista no baco de Joaquini Jj-
ze de Veras n 14: a tratar na mesma.
OT A historia Ecoloaiastiea pao Abbade
Ducreux U volumas Pamda Anirevvs,
o'i a virtude recompensada Victor ou o me-
nino da srilva : a Gmrni do marte, novela,
Ziura ou um easo extraorbnano e o resu-
mo de.ideografa : no atierro di Boa vista lo-
ja n. 48.
r Az-utedoca a H1)! vcmili e 36)
a garrafa de coco a 32 )J gi^ con 4 ) li -
bras de batatas a $00 rs. cevada a 2240
arroba e a 80 rs, a libra espermaceti a 700
rs. carnahubi a 300 rs. sa a 320 fa-
rinha do Maranho a 140 caf de s-avala a
180 a libra caf do Rio e d* trra a 4300 a
arroba e a 160 a libra sal do Ass a 1600,
micarro talharim letria frfijo mulati-
nho novo a 10* o alquero: na ra Nova ven
da n. 65 ao p da ponte.
tsr Urna casa terrea ao descer da nica dos
4 cantos ao virar para a ra do Jogo da
Bola toda de pedra e cal, com chaos pro-
prios e terreno ao lado esquerdo : a fallar
com o destribuidor do Diario em Oiinda.
Xfj" Canquelherias para prezepios linhas
de marcar roupa a 20 rs< o novelho fitas
para atilhos de meia a 80 rs. a vara suspen-
sorios de burracha a 500 rs. o par ordina-
rios a 300 rs., pares de ligas de burracha a
160 penles para prender cbelos a 160, ba-
nha oboioalOO rs sabonete a 40 rs. ,
caixas para rap agoa de colonia larapari-
nas obreias e oulras canquelherias tudo
por prego commodo : no atierro da Boa vista
loja n. 48.
tar Um pardo de bonita figura : na ra
do Vigaro armazem n. 18.
tsr Urna parda de boa figura clara e
cabello anelado de 22 annos ptima pa-
ra mumbanda ou para qualquer outro ser-
vido pois cose, engomma faz renda en-
saboa e cozinha : na ra da praia n. 25 se-
gundo andar.
tsr Um moleque de nago, de 15 annos
muito ladino proprio para pagem ou para
qualquer officio afianga-se nao ter vicios
uem achaques um dito de 12 annos ; urna
escrava de 20 annos cose e engomma bem
liso outra dita que lava bem de varrella e
cozinha : na ra Direita n. 43.
tar Urna escrava de bonita figura de 30
annos : na ra Nova n. 67.
tsr Barris com carne salgada ditos pe-
queos com potassa, barricas com farinha de
milho e caixas de vellas de espermaceti: em
casa de Matheus Austin z Companhia na
ra do Trapiche novo n. 18.
tsr- Vndese, ou arrenda-seo engenho
Cotunguba entre a comarca de Nazareth e
Pao d'Alho um dos milhores predios desta
especie por sua forte produgo proximidade
dos partidos bom cercado onde o gado se
conserva sempre gordo sem depender de pas-
torar suficientes maltas boa maquina ,
prompto de ludo, e actualmente moendo com
muito grande safra es vende-se com a fabrica
ou sem ella conforme convier ao comprador,
ftem urna excellente distillagao que pode
traballiar em ponto grande smente com o
destillador porque agoa e mel correm em
bicas para a destillgo organisada com a
maior facilidade que pode haver 0 motivo
desta venda porque o dorio Antonio da ">ilva
Pessoa por molestia quer se retirar par a
praga. As pessoas a quem convier podem
contratar no mesmo engenho ou com seu
mano Joaquim do Bego Barros Pessoa em
Api pucos.
Um cavallo rudado do bonita figura, com
bons andares : na ra do Fogo loje de al-
fa ia te defronte do becodo Sarapatel.
- Potaga russiana em barris pequeos : em
casa de Hermano Menrlens ra da Cruz
n. 47.
- Para satisfazer aos freguezes e ao publi-
co fasso sciente que do i." de dezembro do
correte anno principia-se a vender as bo-
gias de sera de Carnauba a 320 reis, tanto
em libras como em arroba : na mesma casa
na ra de Hortas n. 11.
- Mil e tantas libras de cera em rama ou
em porgues ebegada ltimamente d'Angula ,
de superior qualida ; no beco do peixe frito
n. 3.
- Saccas com milho muito novo no arma-
zem de Antonio Annes Jucome Pires, pelo
mdico prego de 4* rs. no caes da Alfan-
dega ao p da escadinha e na ra da Moeda
n. 8; caixas com 16 libras de massas por
prego cmodo ou a Firmno Jos Felis da
Roza.
Dezoito cadeiras dous jogos de bancas,
e una mesa de meio de salla ludo de Jaca-
randa e 130 caixescom excellente doce de
goiaba, por molico prego ; na ra do Cres-
po loja n. 8 3 andar.
Caixas de soda Wit*r SidMilez para re-
fresco a 1* rs, a caixinlia : na rui do Crespo
o. 8.
Sil do Ass a bordo da sumaca Dl-
mira os pretndenos dinjao-se a bmlo da
m^sma sumica, ou a Antonio Joaquim
I, Souza Ribiiro.
-Rap princaza fibricado no Rio de Ja-
neiro de supidorquili lid e com xcellen-
te aronW P01" Ppe c ,,n *' a ",n IWlquer
porgo : t'*t nw l ,v "sc P )r t,,r "n 'S*do uu
ultim> vap>
r r na ru lo Apillo em casa de
J. B. Moreir
__Un, ca'rikhode 4 rolas, d> ultimo gos-
to e pianos de '.armario de excellente vozes:
na ra do Vigana
Urna bomba oV ^ronze '!; patente no
principio Silvestre Joaquim do iV ^"'m-nto,
Urna escrava de nag > rao5 engoini
bom lizo cozinln o diario de urna casa boa
vendedeira de frutas : m rt'a da F-gundes
n. 27.
- Urna collegao de oito quid "s grandes ,
com as molduras douradas e lavra 'las; obra
degosto : na ra Direit sobrado n. ^2l.
Um moleque d'Angola ptima bWra ,
muito esperto e habilidoso para aprndi" of-
ficio ou para pagem : na ruada Cruz n. 1^-
Bixas boas chegadas de Lisboa pelo
brigue Feliz Destino, pretas e verdes e de
bom tamanho a 240 cada urna : na ra da
Cadeia do Recife n. 25.
-Vinho de champanho tinto e branco ,
marca Elephante dito de Bordeux, em gar-
rafadoeem barris. cerveja branca; em casa de
Killrmann & Rosn mundo: na ra da Cruz
n. 10.
- A' armago e todos os pertences da ven -
da da ra de Santa Rita Nova n 93 em
muito bom lugar por ter venda a muitos an-
uos tem cmodos para familia e ser o
prego do aluguel cmodo tem porto para a
praia e nao tem alcaides quem a per ten-
der procure na ra Nova loja n. 24 pois
se faz todo negocio.
*r Um cavallo de estri-
bara cor prefa com ma-
lhas brancas, por 350$ rs.,
o qual se acha na ra de
Apollo^ estribara tonio Sauer; quem o pre-
tender dirija-se casa da
Viuva do Burgos.
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr* Do engenho Petimb fugio um escra-
vo no dia 16 de Oulubro p. p. com os signaes
seguintes : baixo um tanto grosso quasi
sem barba cara redonda um pouco barri-
gudo ps rondos he de Angola nao tem
a falla atravessada de nome Francisco, por
alcunho Chico rico, por ter sido de Fran-
cisco Joaquim morador em Algodoaes, conhe-
ciJo por Chico rico quem o pegar leve ao
dito Miigcoho ou no Rncife na ra do Co-
dorniz em casa de Guillarme dos Santos Soa-
res que ser recompensado.
tsr Fugiro no anno de 1824 dous negros
um de nome Thomaz de Angola repre-
sentava quando fugio 12 a 14 anuos boni-
ta figura, cor bem tinta, sem que tivesse la-
quelle temoo signal algum ; o outro d- nome
Luiz da mesma nago anda moleque na-
quelle tempo, mas com bonita figura os
quaes desaparecero naquelle tempo e jul-
ga-se terem sido furtados porque nunca
mais se leve noticias d'elles os qoaes fo-
ro comprados a Joze Joo Carneiro poris-
so supoe-se que terio a marca delle que era
esta IIC porem nao ha lembranga se era no
peito ou no brago ; portanto pede-se as au-
toridades policiaes capites de campo e
mais pessoas particulares que delles leiiho
notii ias de os aprehender e leva-Ios a ra da
Praia sobrado de 2 andares n. 37 casa de Joa-
quim Pereira de Mendonga que pagar 50*
por cada um alem da despezas ordinarias.
tsr Consta com certeza que se acha no
Cachang um escravo de nomo Aleixo, debai-
xo da protego de pessoas desse lugar, por
isso que fugindo elle levando um quartao,
este voltra conduzido por pessoa do mesmo
lugar : protesta pois de se obrar judicial-
mente contra que;n o acoilar se immeuiaU-
mente o nao remetterem a seu snr. no sitio
da Capunga do Dr. Pereira. __
RECIFE NATYP. DE M. F. DE.F. = 1842.


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