Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04828


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Full Text
Annode 1842.
Quinfa Feira 24
* Tnilo agora depende ilc noa meamos ; da nossa prudencia moderno Fio e energa : coa-
dunemos como principiamos ,' e aeremos apuntados com admiradlo entre as Naces maia
caltaia ( Proclamado da AssrmM'a Geral.do BaiilL.)
PARTIDAS DOS C0RRE10S TERRESTRES.
Coianna, Parahiba e Rio grande do Norte segaada < e sexta.* teiras.
Bonito eGaranhnns 10 e 24
Cabo Serinhem, Rio Formnso Porto Calvo Maceio e Algoas no d. H a
jjoa'-vista e Flores a'2. janto Ahi.io quintas feir'as. Olinda lodos os dias.
DAS DA SEMANA.
21 Se*. Apresentar.'o de N. Sra. And do J. de D. da 1. r.
22 Tere. s. Cicilia V. M. Re. Aud. do J. de D. da 2. .
23 Quart. ClejHante P M. And, do J de D da 3. r.
24 Ouint s. Joao da Cruz C. And. do J. de T). da 2. t.
le ab s, Pedro Alcxandrino B. M. Re. Aud: do J. de D. da 3. t.
tfi l)om. i. ^o advento, s. Margarida de Saboia Via,
de Novembr^. Auno XVIII. W. 2>S>
O Diario publicase todos os diasque n lo forera Santificados: o preco da aMignaiare hi>
de tres mil res por quartcl pagos adianiadoa. Os annuncios dos assignenlee sao inaeridoe
gratis, e os dus que o nao forem :i rat.in de SO rei puf liana. As renlamacoes devera ser
din-idas a esta Typogratva, ra das Cruiea N. 34, oa a praca da Independencia loja de livroa
Numero 6 c 8.
CAMBIOS yo da 25 DE oimrmo. compra venda.
Cambio obre Londres 2S Nominal'
Paria 3;i() res por franco
n Lisboa 100 por 100 de premio
Moeda de cobre 2 por 100 de descont,
dem de letras de boas firmas I a 1 f.
Oao-Moeda de 6,500 V. 14,600
. N. 14.4J
,, de 4.000 *,' 00
PuATi-Palaccs 1,700
n Pama Cilumnares i,703
ditos Mexii'anos 1,700
n iniuda. 1,980
15.SO0
14,600
8.100
l,72u
1,720
1,720
1,620
Preamar do din 24 de Novembro.
1." alO horas e (Im, da manhaa.
2.a a 10 horas e "II m da tarde.
PI1ASES DA I.UA NO HEZ DK NOYRMBRO.
I.ua Nova 2 1 hora e 40 m. da lard.
Qoart. creso, 9 &* 10 horas e .'i7 m. da lard.
I.ua cheia 1S h 1 hora e 10 ni. di man!.,
i.'u-rt. mig. 25 as 6 horas e 42 ni. da inanh.
DIARI
DE
GO VER-NO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 18 DO COMIENTE.
Officio Ao inspector da thesouraria da
fazenda trnsinittindo um ofiicio do Exm.
Presidente do Rio grande do norte auompa-
nhado d'outro do inspector da lliosoiiraria da
fazenda d'aquella provincia em quo se do
os esclarec mentes que S. S. pedio em olfi-
cio de 2* de outubro p. p. acerca de urna let-
tra sacada a favor do negociante Joaquim Ig-
nacio Pereira.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras
publicas autorisando o despender as con
sijnages marcadas no projecto de distribui-
go para os trabalhos dos estudos graphicos ,
relativoss dilltrentes estradas d'esta provin-
cia.Communicou se ao inspector da the-
souraria das rendas provinciaes e ao ins-
pector fiscal das obras publicas.
Portara Ao eommandante da escuna
__Lcbre, ordenando que entregue ds-
pos:go do eommandante Jas armas os 3 de-
sertores Antonio Alves da Silv< ira Anto-
nio Jos de So'usa e Mano.-I de Paria Jni-
or que comlusio da P o sargento e asoldado, qu ; tioux" do Rio
grande do norte. OnViou-se ao eomman-
dante das amias para mandar receber os men-
cionados indvi ius; e recoinm mdou-se-lhe,
que fazen do conservar pr.-sos os desertores,
desse partea presidencia para Ibes dar o
conveniente destino.
Oficio Ao engenheiro em chele das obras
publicas autorisando-o alugar a Casa ,
precisa para recolher a tVrramenta e obj.'C
tos necessarios para o concert.da ponte dos
carvallios. Participou-se ao inspector da
thesouraria das rendas provinciaes e ao ins-
pector fiscal das obras publicas
Dito ~ Ao mesmo transmittindo K avizos
de letlras sacadas em differentes datas na
thesouraria da fazenda da provincia do Rio
grande do norte sobre a d'esta favor de di-
versos, e importando todas em 4>: 105?496 rs.
Portara -- Ao inspector do arsenal de mn-
rinha ordenando que mando receber do
director do arsenal de guerra e entregar ao
eommandante do vapor ~ Guapiass os ob-
jectos que se destino para a provincia do
Ceara.--Delerminou-.se ao eommandante do
vapor Guapiass- quo recebesse e trans-
portasso ao Cesr, entregar ordem do res-
pectivo Exm. Presidente os referidos ob-
joctos : e communicou-se ao director do arse-
F Lilil T
A PR1 ME1RA MENTIRA.
Bofe dizia Anatolede Courtenay jo-
ven official de artilliaria ao sabir de casa de
seu coronel multo me lisongta seguramen-
te este signal de confianza mas nao me im-
portara que outro fosse o honrado. Esco-
Iher-mo agora para esta misso a mim ca-
sado ha apenas tres mezes, mandar-me a
Marselha Separar-mo dessaamavel menina
que he toda minha vida Sem o temor do ri-
e diculo, cu tera dado minha defliisso. Em
Verdade nao meconheco : at aqui foi o amor
para mim cousa de brinco ; creio que agora
se vinga e confesso me vencido. Quem o
nao seria por Lucy esso llusouro ;le gra-
t s e de candura ? Nada menos era necessa-
ro do que esse anjo de pureza para sanctili-
car-me depois de minhas aventuras de guar-
nal de guerra a expediQSo d'estas ordens.
Dita Ao Director do arsenal de guerra
ordenando que remeta secretaria da Presi-
dencia alim de ser transmitida ao Exm.
Snr. Ministro do imperio a corita da despe-
za feitacom um docel 4 reposte-iros e um
tapete mandados preparar para a salla do
cortejo do Palacio do Cear.
Officio A cmara municipal d'esta cida-
dade devolvendo approvada a planta do
bairro da Boa-vista ; e ordenando que a
forneQSo ao major do corpo de engenheiios ,
Gustavo Adolfo Fernandes Pinheiro da Cun
ha fim de poder fazer as demarcares e.
mediefies dos terrenos de marinha de que
se acha encarregado.
Dito Ao juiz municipal interino da se-
gunda vara, dizendo que lica sciente de
ter S. m. suspen lido a Francisco I^naeio de
Attaide do exercicio de escrivo do seu juizo.
THESOURARIADA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 8 DO CORRENTE.
Oificio Ao Exm. Presidente da provin-
cia informando o requerimento deJ. Stwart
a respeito dos salvados da barca Ingleza =
Middlesex.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. com acon-
ta do qbe recebeo de seus vencimentos pe-
lo arsenal de marinha desta provincia o se-
iMindo lente da armada nacional Manoel
Ignacio Brido,
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha a respeito da despesa do arrecife artifi-
cial deste porto.
Dito Ao inspector da alfandega partici-
pando para a sua intelligencia e cumpri-
mento que o Exm. Presidente do tribunal
do thesouro publico nacional pela ordem de
8 de outubro prximo passado em cotifor-
midade do aviso da repartido dos negocios
r-strangeiros de 9 desetembro antecedente,
d term'inou que emquanto os governos im-
perial e de S. M. B. nao chego a um a-
Cordo sobre a intelligencia do artigo 28 do
tractado de 17 de agosto de 1827 continen)
como at aqui em vigor as estipulac/ies do
mesmo tratado como se tivesse de durar at
novembro de 1844.
Igual participaQo se fez ao administrador
do consulado.
Officio Ao inspector do arsenal de ma-
rinha remetiendo o requerimento do segun-
do tenenle da armada Gerardo Joo Dama-
zio de Souza Freir em que pedio os meios
necessarios para se transportar a corte do
Bio de Janeiro para que houvesse de satis-
nigo. Ella nao sabe que converso fez que
existencia desconhecida me revelou Sim ,
Lucy devo-te um mundo de poesa, de sen-
timento e de delicadeza. A ti todo mu res-
peito a ti todo meu amor !... e vou deixa-
la so, aflligi-la. ..deixa-Ia s em Paris,nao he
talvez muito prudente, .to bonita, to mogo,
to engrasada!. .Mas ella me ama do todo seu
coraco de moga ingenua e nada me occul-
tar... Demais minha ausencia nao ser
longa ; escreverei muitas vezes todos os
dias. Lucy far o mesmo, e dar-me-ha con-
ta de suas ueges sem que eu lh'o pega.... A
desconfinga seria urna profanago.... Agora
he preciso faze-la consentir nesta partida. Po-
bre anginho que o nao espera. ... O diabo
eve a com misso
Depois de muitas preparaefles Mr. de
Courtenay acabou por dizer sua miilher a
terrivel necessidde que o ohrigava a partir
Lucychorou, Anatole nao ponpou consola-
ges ; depois separro-se. Mas o viajante
nao eslava anda em metadb do 'caminho
quando urna contra-ordem o fez voltar para
Pars, e abencoar seu destino c seu coronel.
faz^r ao despacho do Esm. Presidente da pro-
vincia proferido.
Portara Ao thesoureiro da fazenda pa-
ra acceitar e pagar no dia do seu veneimen-
to como determina a ordem do tribunal do
thosoaro publico nacional de 10 de outubro
ultimo a letra da 1:l3j270 res a 8 dias
precisos que na mesm i dala sacou o thesou-
reiro gertl do dito thesouro favor de Ma-
noel Forreira Lima. '
Dita Ao mesmo dem do 14 do dito
mez a letra de 5:000^000 res a 15 dias
precisos idern de Amorim & irmaos.
Dita --- Ao collector de diversas rendas do
municipio de Serinhaem remetiendo o re-
querimento de Fr. David da Natividade de
. Sen hora para informar qual a gratifi-
cacao que se Ibedeve parrar na conformida-
da da despacho do Exm. Presidente da pro-
vincia proferido no mesmo requerimento.
Dito Ao administrador da recebedoria
de rendas internas para em cumprimento
do officio do Exm. Presidente da provincia
de 25 de outubro prximo passado arreca-
dar a quantiade 1^600 res de cada legitima-
gao de que ttracta o artigo 33 do regnlamen-
to n. 120.
Grande ineendio em Liverpool em 5
de setembro de 1842.
Ha vinte annosque nio se tirilla visto na-
quella eidade um incendio scmelbante ao que
acaba de devorar massas de fazendas. Conta-
se pelo menos dezasete pessoas queimadas on
esmagadas pelas ruinas. Desabon um arma-
zem com estrepito e fnro submergidas to-
das as pessoas que nelle se achavo. Forao
comprehendidas duas bombas nesta espantoza
destruigo. Ficro feridos muitos bombeiros;
um inspector leve as mos queimadas o as
pernas quebradas ; e foro morios dous cons-
tables. Muitos feridos foro transportados ao
hospital do Norte. No espagu de sete horas q
fo terlinas (125 milboes) de fazendas. So o algo-
dAo evaliado em 48,000 sacas; a 8 lib.* st.
a saca temos 38 4,000 lib.'est. sem contar
oulros productos, principalmente das Indias
Orientaes. Oarmazens apresento o aspecto
d'um monte informe de ruinas de cujo seio
se levanta urna chamma immensa.
Manifestou-se o log s trez horas da ma-
nila na oficina d'um tanoeiro. O vento no-
roeste contribuio muito para o desenvolvi-
mento do incendio. Havia naquella offleina
e nos telheiros visinhos urna grande quanti-
Era com estremecimentos e exclamages in-
voluntarias.que Anatole correndo a posta ,
pensava na alegra de rever e sorprender sua
querida solitaria.
Quando chegou sua casa em urna das
primeiras manhas de novembro M. de
Courtenay nao estava levantada. Elle en-
trou sem rumor em seu quarto e acordou-a
com um beijQ. Ella deu um grito e abrin-
doosolboy, disse levantando se como para
certificar-se melhor da realidade de sua viso:
- E's tu Antole i Que ja de volta! Nao
te esperava ainda !
Tambem nao cuidava que to cedo te a-
bragaria minha bella. Voltei por ordem
do coronel e impaciente corr sem urna hora
de descango. Que tizeste anjo querido ,
depoi.sda minha partida ?
-Estivo muito triste, respondeu Lucy
fazendo um biquinho que a tornava encanta-
dora.
- Disso eslava eu certo tornou Anatole
beijando-a de novo. Nao sabes diverlir-te
sem mim boa Lucy nem eu sem ti. E
recomegro as caricias.
darle de madeirase de materias combustiveis.
Espalhro-so logo faiscas sobre os armazens.
onde estavo amontoadas numerosas sacas d'al-
goio. Em poucos instantes todos os nrma-
zi ns de Fromby-Street ero piezas das cham-
mas.
Os bombeiros fi/.ero todos os esforgos para
impedir o fogo de ganhar os edificios mais
prximos ; porem tinho de lutar contra um
adversario temivel o vento que desenvolva
o incendio (Puma maneira horrivel. Em to-
d >s os quarteires visinhos, os habitantes a-
terrados se apressavao a transportar para fra
de suas cazas o que tinho de mais precioso.
Os bombeiros comporlro-se com urna dedi-
cago admiravel O calor foi to intenso du-
rante algum lempo que os espectadores em
grande distancia nao podio olhar para o the-
alro do incendio ; o calor Ibes fazia mal aos
olhos Tirava-se agua em grande quantidade
do reservatorio de Waterloo. Mas as paredes
ero to altas que ojogo das bombas mal po-
da elevar a agua aquella altura. O agente
de polica llogson aohou-se sepultado de.baix*
de montes de sacas d'algodo inflamadas ;
enofoi possivel tira-lodaquella immensa for-
nalha. Onze armazens foro preza das cham-
ma s
Dezasete feridos foro transportados ao hos-
pital ; trez morrero ao chegar ; dezoito a
vinte homens com urna das bombas ficro en-
terrados dabaixo de tangos de paredes meio
consumidos pelas chammas. Durante o incen-
dio tinha-se posto bombeiros sobre os te-
Ihados, para que nao acontecesse algumades-
graga priso que era na visinbanga. Ti-
nlia-se l-.ngado pressa sobre os tectos co-
bertores molhados os quaes nao se cessava
de ensopar d'agua. Muitos bombeiros iic-
ro com o rosto queimado. Durante alguns
minutos foi mister curar-se-lbes os olhos ,
por tiMos quasi cegado a intensidade do calor.
A eidade est n'uma agitago extrema ; mi-
litares de curiosos precipito-se para o theatro
do incendio. Conseguio-se isolar a. chammas
para deixa-las extinguir-se no seu foco. O
eommandante Bevan enviou inmediatamente
um destacamento de marinheiros do navio
Elna de S. M. para prestar auxilio autori-
dade. Estas tropas terio servido, em caso de
necessidde para escoltar os detidos na pri-
so visinha para outra casa de detengo. Qua-
torze bombas jugo ainda sobre esta fornalha
sempre ardente e onde acabo de consumir-
se as sacas de algodo que fornecro tanto
alimento s chammas. Podase avista-las de
grande distancia.
Nao se sabe ainda toda a extenso da per-
da principalmente os nomes de todas as
Quando Anatole satisfez os primeiros trans-
portes sua altengo mais livre dirigio-se
para outros objectos. Sua ultima carta esta-
va aberta em cima de urna mesinha de laca
que havia no meio da cmara : as flores mur-
chas nos vasos as serpentinas sem bugias ,
urna especie de abandono geral lestemunha-
vo o pouco cuidado que se toma va deste tem-
plo cujo dos estava ausente. Anatole sen-
ta urna satisfagan misturada de enterneci-
mento e nao poda deixar de exprimi-la.
Chegando-se para urna estante sobrecarrega-
da de numerosos objectos de fantasa mais ou
menos grotescos ou curiosos viu o oculo de
Lucy posto na prinieira prateleira.
- Fosle liontem ao theatro ? perguntou.
Nao, meu amigo respondeu Lucy a
toda pressa.
V. entretanto ella tinha ido !
Anatole nao insisti ; porm Lucy ficou
confusa. To depressa pronunciou esse nao
fttal como logo se arrependeu : todava
una vergonha falsa a impedio de retractar-
se, iua falta lhe pareceu irreparavel desde o
primeiro momento; por nada quereria ennfes-


I
victimas. Muitas companhias de seguros te-
r perdas enormes a soffrer.
( Globe. )
Eit-nqui novos pormenores sobre o in-
cendio /ur assolou Livepool.
O Iheatro do incendio eslava comprehen-
dido entre dous squares de Neptune street
ede. Crampton-street: d'ura lado, 163 me-
tros de extenso e do outro 209 metros.
Todos os edificioscomprehend.dos neste espa-
co foro preza das chammas. Dezeseis cazas
outras propriedades esto inteiramente con-
sumidas. Queimro-se io.908 sacas d'algo-
do. At aqui nao possivel avahar a perda ,
cuja somma flucta entr 7 e -100,000 lib.'
est. O numer. de oo(),000 lb.s provavel-
menl* o mais exacto. Os armazens valio
32,000 lib.'est. Dezenove companhias de se-
guros figuro as perdas com 330,906 lib."
est. O numero das pessuas murtas ainda nao
conhecido se bem que avaharles exageradas
as faQo montar a 20. O certo que foro trans-
portadas ao hospital do Norte 2o pessoas. N'S-
te numero havia nove bombeiros. Em summa,
pde-se dizer que a perda s do algodo de
362,246 lib.* est. A perda em fazendas e edi-
ficios de 95,000 lib. est. ajuntando-se
32,000 dos armazens temos urna perda real
de meio milho ester-lino
(Standard.)
Liverpoollb de Setembro.
As noticias desta data informo-iiosdeque
o fogo posto que cortado por todas as partes ,
anda nao estava extincjo, e suppunha-se que
durara quinze dias. 0 Iheatro do incendio
oflerecia o mais notavel espectculo : de dis-
tancia em distancia avistava-se pilhas immen-
sas d'algodo meio consummidas que ainda
em igniQo assemelhavo-se a montanhas de
logo e apresentavo a apparencia de toma-
inas abrazadoras. Bombas collocadas em dis-
tancias regulares cereavo o foco do incendio
e nao cessavo de tr>balhar. Ao passo que se
penelrava as ruinas, descobria-se novas des-
granas Achava-so debaixo do entulho ossos
calcinados que indicavo novas victimas. To-
dava venceo-se o fogo e esperava-se que
nao haveria maiores < nos que nao se manifestasse alguma exploso
nos armazens anda em combusto ou que
nao se levantasse algum vento violento antes
de acabar odia. ( Journal du Havre. )
Escrnvt -se de Liverpool, em data de 27 de
Setembro:
Hontem de manh julgava-se que estava a-
cabado o incendio; mas esta noite s 11 ho-
ras apparereo o fogo com urna nova violencia.
allumiando todo o rio as docas as bacas e
o bairro de Ceshire. Parece que as chammas
tinho ganhado hontem tarde urna cavalha-
rice e antes que se tivesse podido retirar os
cavallos foro 5 consumidos. A's 10 ho-
ras da nole o Iheatro do incendio apresen-
tava um contraste maravilhoso com as scenas
das noites precedentes. Em vez do tumulto
e da confuso reinava um socego melancli-
co no lugar do desastre perturbado apenas
pelo jogo das bombas, que continuavo a t.-a-
balhar. Cinco minutos depois, tocou de no-
vo a rebate, os agentes de polica dispersa-
ro-seem diversas direcces e espalhou-se
inmediatamente na cidade o boato de que o
fogo havia rompido de novo o que confir-
mava o aspecto da atmosphera que se tinlia
tornado avennelliada e inllammada.
Ofogo tinha lavrado nos armazens de ma-
rinha de Crompton-Street e em pouco lem-
po invadios telheiros de cobra e estendeo-se
sa-la a seu marido. Demais que confianza
Ihe prestara elle se souhesse que el a o havia
engaado em qualquer occasio e com qual-
quer intencao que fosse ?
Urna mulher que Mr de Courtenay nao
gostava que andasse em companhia de Lucy ,
M mt de Boisjoli--, vuva de um olficial gene-
ral tinha vindo busca-la para irem ao thea-
tro francez ver Hachel em Andromaca ; Ha-
chel, de quem se entretinha todo Paris e
que ella nao tinha visto ainda. Nao havia
mal nisso ese tivesse tido tempo para re-
llectir, Lucy nao tera feito desse diverti-
mento um mysterio. He verdade que essa re-
presentac.au a tinha interessado milito e que
as mais delicadas attengoesde Mr. St.-Elme ,
cavalheiro assiduo de M-T" de Boisjoli,, ti-
nho sido dirigidas a M." de Courtenay. Ha-
bituado s phrases pretenciosas s adroi-
ra^es exageradas sensibilidade de con-
venci das mulheres que querem fazer eflei-
to Mr. St.-Elme liavia seguido com vistas
de satisfago at podara dizer amorosas as
emor,es candidas e silenciosas q' se pintavo
na physionomia intelligente e apaixonada de
em menos d'um quarto de hora n'um espago
de perto de 40 jardas quadradas. O vento
estava nordeste e ainda que fraco dirigi as
chammas para a rotunda afastando-as das
cazas e armazens situados ao norte de Cromp-
ton-Street e que estavo ebetos de algodo
e de fazendas de preco. Os soccorros foro
levados para este ponto.
Os armazens de imrinha onde este novo
fojo teve origem ero o ponto mais afastado
do foco do grande incendio ; e algumas pes-
soas nao pensando que o fogo se podesse ter
communicado espontneamente, o attribuio
a malevolencia. J eslava extincto e oses-
tabelecimentos destruidos limitavo se aos
que temos indicado. At ento, as compa-
nhias de seguros nao tinho podido ajustar-se
sobre as perdas.
Os estragos do incendio que reduzio a cin-
zas urna massa de propriedades que oceupa
vo urna extenso da terreno assaz vasto para
conter urna nova ci Jade (sentimos diz-lo),
ainda nao estavo terminados. No momen-
to cm que isto se escrevia (as 10 horas da
manh), ainda o fogo ardia, e temia-se d'uma
grande quantidadede terebinthina sepultada
debaixo das ruinas e a que nao su poda
chegar. ( Le National )
DIARIO DE PERXAHBL'CO.
A barca de vapor Bahiana chegada a este
porto hoje(23) pela manh deixou o Bio de
Janeiro no dia 12 do corrente em perfeita
tranquilidade : vem ella em commisso do
governo e deveconduzir d'aqui para o Bio
as companhias do 8. batalho que fizero
alto no Brejo na marcha de Flores para
esta capital.
Novos jornaes francezes ltimamente rece-
bidos at a data de 3 d'oulubro p. p. nos
habilito a dar aos nossos leitores mais cir
cunstanciada noticia sobre o incendio de Li-
verpool e a recomposieo do ministerio Por-
tuguez.
VARI KD A DE.
MESTRE FAGINDES A MESTRE MANOEL BRAZ.
Manoel Braz. Beceb a vossa carta e
vos agr I^qo a promptido com que me des-
tes as inf>rmaQ>s que vos ped ; com qtian-
to estranhe sobremodo a chocarrice com que
trtastes objecto to serio e ainda maisa ri-
sada de cassuada com que encetastes a expo-
sieo como que admirado da minha patri-
tica curiosidade. Estou com vosco collega,
na opinio de que nao precisamos de estran-
geiros para as conjugaQoes do verbo enge-
nharia ; mas levo milito adiante nao vos
sirva isto de pena o meu acrisolado patrio-
tismo : vos quererieis que os eslrangeiros vi-
essem aqui cstabelecer escolas onde nos en -
sinassem essas theorias de engenharia e ou-
tras bacufuadas mais ; e eu entendo e "o-
migo muitos homens de polpa, que isso mes-
mo he escusado. Mandemos vir quando
muito os livrinhos por onde elles estudo ,
que he quanto nos basta para que todas as
scieneias se nos tornem familiares. Darmos
o nossodinheiro a eslrangeiros collega !...
um dardo Nao temos nos os mesmos mem?
bros orgos e faculdades que elles ? Nada;
nada de eslrangeiros. Vede se invejamos bo-
je alguma oousa na chicana E como ad-
quirimos nos esta profunda sciencia ? Com
Lucy ; se porem a santa caridura dessa ang-
lica menina nao foi bastante para desvia'"
qualquer pensamento culpado a presenca dp
M." de Boisjoli conteve ao menos sua expres-
so; e Lucy commovida com as dores ciosas
de Hermione nao percebeu o efleito que
alia causava. A propria M.""' de Boisjoli nao
den f disso. Nao havia portanto depois
dessa noite no corago da mora algum
sentimento algum instincto de agradar que
devesse occultar a seu marido. Ella tinha
apenas 17 annos ; 'spu espirito prompto e
simples nao conhecia rodeios e se nessa oc
casio havia faltado a seus hbitos de since-
ridade era por temor irreflectido de 8guar a
alegra de Anatole confessando-lhe urna
dislracco em companhia de pessoa que nao
era de seu gosto.
Nao sabendo como havia dissimular a per-
turbado que ella nao podia vencer chamou
sua criada para ajuda-la a levantar-se ... Ju-
lia appareceu.
- Dai-me o meu roupo azul.
A costureira o tnandou buscar hontem
em quanto a senhora eslava fra para por-
os livrinhos e o nosso talento sem mais na-
da. Pois assim poda ser com tudo o mais.
Sem passar em reonha quantas obras de en-
genharii seacho espalhadas neste rico ese-i -
enlco Imperio Pitemos os olhos somonte
em algumas desta nossa cidade : olhae para
essa ponte do Becife monumento duradou-
ro da capacidade dos nossos engenheiros ,
T,uer theoricos quer praticos desde o tempo
em que nos eramos ainda Portuguezes! como
all transluz e fura os olhos a esses estrangai-
ros a habilidade de todos os modos lempos e
pessoas do tal verbo eng-nharia ; e tudo sto
sem que essa gente se avistasse nunca com os
taes malditos eslrangeiros Mas nossa cen-
suravel propenso para tuda quanto he l des-
sas estranjas e que se nao desarraiga por
nada nos faz desprezar este e outro* bellos
monumentos e negar que nisto que se diz
mestranijas de engenheiro temos de tudo .
como vos dizeis e para tudo digo eu. A-
inda outra : mandaro vr de Portugal a fa-
chada da igreja do Corpo santo j lavrada ,
asneira i masem um demos-lhes um quinao,
mostrando a esses estrangeiros que nos man-
daro pegas escusadas que para sua eterna
vergonha ahi ando a matroca e arranja-
mos urna torre que se est rindo e rir para
sempre da sua parvoice. Bepetiro o mesmo
despropsito mas em sentido inverso com
a fachada da Matriz da Boa-vista e ja um
dos nossos habis architectos comecava a en-
vergonha-los quando desgragadamente a
mania do estrangeirismo fez nue Ihe fossem a
mo nao obstante haver-se elle esmorejado
em reformar toda aquella monstruosidad e
passarfio a obra um estrangeiro. Nao ve
jo collega para que vos regozjaes no pro-
cedimento da companhia do encanamento ,
nem to pouco para que Ihe chamis virgo
prudentissima; eu pelo contrario a aecuso al-
tamente de leso-nacionalismo; por quanto se
chamou o Snr. Conrado, nem por isso dei-
xou de contratar um estrangeiro para execu-
taro plano daquelle engenheirc : e porque
esse estrangeiro morreo ( icamos com esse
de menos que dizeis, collega ? ) chamou
um mestre pedreiro estrangeiro deixando
ahi desprezados tantos meslres pedreiros nos-
sos patricios; nio se lembrando a camRanhia,
em cuj administraco alias existe pessoa com-
petente para julgar as ti.ihilitaro -s. que alem
dos.architecto< cujai obras levo menciona-
das temos tantos outros que nonja simples
executores sao engenheiros como qualquer.
E arrastada essa companhia sempre do seu
estrangeirismo mandou vir da eslranja os ca-
nos de ferro e mais oulras bagatellas neces-
sarias como se fossemos alguns patosque
nosaibamos fazer tudo quanto se diz mes-
tranca de engenharia. Avista disto nao ad-
mira que alguns patricios nossos olvidados
de que sao descendentes dos Vieiras Dias e.
Camaroes tenho o descoco de dizerem que
a maior parte desies nossos Ilustrados com-
patriotas nem sabem tirar um plano Oh !
que nosei de nojo como o cont Nao re-
flecten! esses homens que com bossulas da es-
lranja rom toda essa traquinada de instru-
mentos eslrangeiros ho impossivel que nos
entendamos ? He preciso collega he ab-
solutamente necessario fazer convencer esta
gente de c e de l de que assim como vos
fazeis borzeguns gaspiados que parecem urna
pintura assim como eu fafo coletes que pa-
recem um espartilho este faz olhos de santa
Luzia que parecem tirados naquelle instante
das rbitas de urna guariba aquelle az unhas
para o menino Jess que se podeni aparar
tizoura tambem poderiamos nao s fazer tu-
do quanto se faz por esse mundo de Deus ,
como tambem inventar a plvora e descohrir
outras muitas cousas se e!ls j nao estives-
s?m (desgragadamente, collega ) inventadas
e descobei tas. Appresentem elles se sao ca-
pazes um argumento da fevera deste Oh !
e quando nos os tivermos bem persuadido,
bem convencido bem capacitado de que lhes
nao temos invejas ento que glorias que
prazeres qne folgangas Que importa que
todos elles rindo nos pergnnlem ; qu? Jie
das vossas obras ? Que importa que nos
digao que estamos na nossa juventude, e que
por isso somos inexporientes e principian-
tes em urnas novgos e ignorantes em ou-
tras cousas'? Desaforo d'eslrangeiros! nos Ihe
diremos em alto bom aom: aqui tendes bo-
tins gaspiados olhos de santa Luzia, a pon-
te do Becife a torre do corpo-santo. E se
nos retrucaren): tudo isso he obra de a-
prendizes ; comegaes a miUr bem ; appli-
cai-vos. estudai e se tiverdes tanto bro
como amor proprio tanto senso como or-
gultio viris a ser aiguma cuusa, e podereis
concorrer a hombrear com outras naedes de a-
van^ada idade qu-r as scieneias e artes ,
quer nos mistores ? Asneira d'estFang i-
ros collega Quem vai l dar cavaco par-
voices de Monsieur Caca e Mr. Coco ? Quan-
do muito lhes redargiremos ; que.valenios
muito. mais do que elles cesta dito
Agora collega meu e amigo muito ama-
do permitti-me qu*s vos d tambem alguma
noticia, e vos faca urna ou duas advertencias.
Contarfio-me aqui que. o Governo Provincial
quiz contratar o Snr. Conrado para Pernam-
buco, antes de contratar um estrangeiro; que
Ihe offerecera 4 contos de reis annuaes, e que
elle se recusara. Dissero-me mais, que esses
engenheiros estrangeiros nao duvido empre-
gar quanto Brasileiro se lhes aprsenla con-
forme a sua capacidade e a necessidade que
ha della. Dissero-me ainda que em al-
guns misteres sao empregados estrangeiros y
por que se nao acha um s Brasileiro que del-
les entenda. Talvez seja tudo isto falso; mas
asseguro-vos que m'o dissero pessoas respei-
taveis ; mas vos, que smpre fostes capazo-
rio me diris se devo cier o que me ass-
veroaquelles senhores que (como bem o
digamos ) nao sao eslrangeiros. Vamos em
fim aos concelhos : creio que vos espichastes ,
meu collega quando fallastes na pedra que
foi assenlada tres ou quatro vezes Nao ve-
des homem de Deus que he isso um ramo
das meslramjas da engenharia e que a cen-
sura ou cassuada cabe sobre nos ? Querieis
que o engenheiro fosse canteo ? Como nao
ririeisvs. se um freguez querendo provar-
vos que nao sabis o vosso oeio vos ar-
gumentasse esm o lustro do bezerro estaladi-
50 oucom a cor do cortido da sola ? Tomai
pois cuidado as vossas notas, e quando me
quizerdes por malignio'a la fallar era Fefeco,
que bem sabe.is ser meu contraparcnle nao
procuris um meio que reverte contra vos ;
011 por outra, como diria o meu visinho dou-
tor ; nao lancis mi de um argumento con-
tra producentem. Ainda outro. Para que he
dar a entender que ha malversares. que nao
podis provar vendo-vos por isso obrigado
a usar de circumloquios mesmo comigo; so
para que venho a dizer estrangeiros: estes
senhores nunca viro obras publicas sem fur-
to e por isso nao podem crer que agora se
realizem : ou ( o que ser ainda peior ) que
o ladro do que usa nisso cuida ? J vose-
queceo adoutrina de nossos honrados paes
que sempre nosdiziao (ao menos.o meu) que
em materias de honra nao se devem aventu-
Ihe guarnico nova conforme* ordem de mi-
nha ama.
Est bom interrompeu Lucy com im-
paciencia dai-me outro.
- Ah tu sahiste hontem pergnntou M.
de Courtenay ?
- Sal i responde u Lucy com um pouco
de hesitarjo fui casa de M._* Descars.
Esta segunda mentira era forjada pela
primeira.
Julia voltou para vestir sua ama ; Mr. de
Courtinay sahio. Depois que Lucy se ves-
tio nglig com galantera fui logo reu-
nir-sca Anatole que estava no camarim.
L'm bello fogo ardia no fogo e aquecia o via-
jante. Aosentar-se junto da chamin um
criado entrou e enlregou-lhe um dilhete; per
corre-lo rpidamente amarrota-lo entre os
dedos eatira-lo s chammas tudo foi feito
em um instante.
Que carta he essa que tanto parece zan-
gar-te ? perguntou Anatole sorrindo-se.
-Nao nao me zanga.... acho-te um pou-
co curioso.
-Nao ha curiosidade entre aquellesque
nao tem segredos.
Podem-se ter alguns muito innocentes,
mas esta carta nao he segredo, respondeu
Lucy que j tinha tido tempo de tranquillisar-
se : he de Amelia que me convida para jan-
lar, julgando que estou s ; mus como che-
gaste nao irei.
-E porqu nao iremos juntos? Manda
dizer tua prima que iremos ambos.
A carta como se pode adivinhar nao
era de Amelia. Tres !
Tudo pareca ligar-so contra a pobre mor;a.
M,mc Dt'scars,- com quem Lucy dissera que
havia passado a noite da vespera e-'mcuja
casa el a devia realmente jantar nesse da
prevenia-a jios esse bilhete mandado pela
posta, que tTOlo inopinadamente necessida-
de de ir ao campo tinha partido no dia pre-
cedente e nao teiia o prazer de recebe-la.
Comprehende-se a perturbarlo que deveiia
causar a Lucy este testemunho tmivel c o #
movirnento quasi involuntario que Ihe liflM
feito alirar ao fogo a carta aecusadora.
( Conlinuar-se-ha. )


5
rar suspeilas ? Nao sabis que quando es-
tamos to adiantaJos em tanta cousa nao
nos cabe mostrar-nos to atrazadosem moral?
Avossa linguagem foi a de um vil calumnia-
dor ; perdoai-me amigo ; deixaste-vos levar
do moexemplo nao caais noutra. Asse-
gurai-vos bem do fdcto colhe as provas e
se nao tiverdes animo de denunciar Autori-
dada a dtdapidago da fazenda publica re-
oiette-me toda a papelada que nao hesita -
re em meapresentar reclamando apena da
le contra o delapidador quer seja estrangei-
ro quer patricio.
Aqui flo s vossas ordens Manuel Braz ,
com a mnlia Maria Thereza que muito se
recommenda vossa Josefa e ambos padin-
do a Deus que vos tenha em sua santa guarda.
Fagundes.
infeliz jogador ; foi-nos impo'sivel aproxi-
mar-m-nos d'elle ; somente ouviamos a to-
dos os que sahio do grupo que o cerca va ,
repetirem esta palavra : Dead! dead ( Mor-
to morto. )
( Le National. )
COMMERCIO.
NOTICIAS DIVERSAS.
Duello a suco.
Um viajante descreve assim um combate
de jogadores de soco esse ignobil duello
usado na Gran-Bretanha.
Quando os dous homens, um Escocez ,
e o outro Irlandez se encontraran a dos
passos de distancia houve um silencio geral.
O aspecto do Irlandez a principio melanc-
lico e gelado reanimo)) se toda-via elle
nao tinlia na sua postura a enrgica elegan-
cia do seu inimigo ; via-se que elle nao per-
tencia a urna escola to severa to classica ;
nas se tinba menos arte tinha mais as-
tucia. Ojogador Irlandez era um discpulo
da natureza e que havia tido por mestre, a
experiencia.
Logo elles se ameagaro. Depois das ne -
gagas spguiro-se os golpes a principio da-
dos em falso e logo terriveis O Irlandez
procurava ferir por baixo o Escocez de p,
na altura dos hombros 5 o seu p parta com
o brago rom urna precisSo gymnastica ; e
neste movimento impetuoso o curpo fazia sa-
hir o hombro com todo o seu vigor cummu-
nicando assim aobrago um poder irresistivel.
Lineo vezes foi o Irlandez lanzado por trra ;
os seus amigos cercavao-no ento enxuga-
vo Ihe o rusto aniniavao-no e tomavo a
po-lo em p em frente do seu adversario e
cuinecava de novo a luta. Bem quizera eu
por ineladeda iiijiiIm vida poder intervir ; eu
eslava pregado no lugar onde me t 11 lia posto,
ltenlo s menores .cousas assistindo a um
homicidio que nao poda impedir mudo
de espanto, debaixo da mais dolorosa im-
presso.
A quinta vez que o Irlandez foi derribado ,
esteve um quarlo de hora sem tornar aos seus
sentidos ; tinha cabido entre as rodas das
carruagens com tanta violencia que todos o
tivero por morto.
0 Escocez respirava urna alegra feroz. Ja
a mujlidao comegava a niover-se quando o
homem que assistia mais particularmente ao
Irlandez fez signal com a mSo que anda
nao eslava tudo acabao : o Irlandez tinha
sido levantado sobre o seu assento ; mos a-
migas o cercavo, esostinho; rostos palu-
dos animados de urna expressao iiidefini-
vel se uniaoaoseu ; fazio descer ao seu
ouvido palavras misteriosas que elle escuta-
va como o penitente que est para morrer ,
escuta as palavras de um padre. Todos os
olhos estavu Utos n'este hornera que pare-
ca lular entre a agona e o desejo da vingan-
ca. Elle ficou muito lempo assentado e im-
movel ; depois dirigi algumas palavras a-
quele que o sustinha olhando a cada passo
para o Escocez. Depois poz a cabrea entre
as duas mos eseondendo assim o rosto e pa-
recendo recolher-sc. Meia hora depois des-
cobrio o rosto cruzando os bracos sobre o
peito ; suas f-'ices linho tomado a expres-
sao de urna triste resolucao. Ajudavo no a
erguer-se. Elle volveu ao redor de si um
longo olhar prescruta lor; os seus amigos
cercavo-no anda, fallando-lhe com urna ve-
hemencia com um calor que de balde ten-
tara eu descrever. Finalmente deixaro-no
livre e tornou a comegar o combate.
0 Escocez nao tinha mais a mesma agilida-
dc : elle tinha sido ferido militas vezes no
lado e o seu rosto attestava pela sua palidez
que nao o tinha sido em vao ; toda-via pe-
la miiiha parte eu eslava bem longe dees
perar o que ia succeder. 0 jogador Irlandez,
depois dfi ter escapado a muitos ataques a-
proximou-sede repente do seu inimigo por
lim mov mente desesperada, com os punhos
levantados como se quizesse feri-lo no ros-
to e langando o hombro direito para traz
do-lhe no lado urna naneada to furiosa que
o Escocez cabio para nfo se levantar mais.
Eu avist-M n'este momento um medico meu
amigo. Peguei d'elle pelo brago e arras-
tei o para o lugar onde estava estendido c
ALFANDEGA.
Rendimentododia23 de novb.r# 11:814*489
DESCARREGA HOJE 21 DE NOVEMBRO.
Brigue = Madonna o resto do bacalho.
Barca Ingleza c= Nigthingal = ferro em bar-
ra, maquinismo, ancoras, 2 guin-
dastes e 26 taxas de Ierro
Patacho Inglez = Penelope = carvo de pe-
dra.
Barca Ingleza = Thereza Jane = carvo de
pedra.
!M0RTAgA.
A barca franceza Antoimelte vinda do
Marselha entrado no corrente mez, consig-
nada a N. O. Bieber & C. manifestou o se-
guinte:
2o0 pipas com vinagre 1 i fardos com al-
fazema 24 meias ditas com dita 2 caixas
com telhas de vidro 30 barricas com vina-
gre 25 barricas com azeite 3l9 caixascom
vinagre 1 caixa com fisuras 29 caixas
com azeite 520 pessas de louga 20 caixas
comenxofar, 20 ditas com ago 6 hahs
com perfumara 1 caixa com dita 20 far-
dos com amendoas ; N. O. Bieber o C.
2 caixas com fitas ; ao capito.
A barca inglesa Theresa Jane vinda de
Liverpool, entrada no corrente mez con-
signada a Me. Calmont & C manifestou o
seguinte:
150 tonelladas de carvSo de peira 1800
caixas com sabo 112 gigos com batatas ;
Me Calmont & C.
26 do corrente s 11 hbras da manh, noar- vende a prego fixo de 5 libras para cima,
mazem das casas novas do sr. A. da C. S. o tamben) a retalho somente pelo prego por-
Gumares, defronte de S Francisco, dos que os compradores de 5 libras para cima po-
melhores o mais bem condecidos carrinho9 de dem vender.
duas rodas cobertos e descobertus com tsr Sis. Redactores. Lendo o seu Diario
forro de palhinha no encost e outros sem de 15 de outubro p. p. nella encontr) urna
ella; cabriols de quatro rodas do mais aper- prevengao respeito a cabra Filiciana de 22
feigoado gosto 5 todos com as competentes, annos de idade que pertence a Francisco
laniernas e arreios ecom molas to elas- Xavier de Vasconcellos e no a Antonio rer-
ticas a bem temperadas que alem de fortes reir Lima. Ora se nao fosse o nome da ca-
as torna summamente leves e suaves poden- 1 bra e do engenho Arar" de baixo bem lon-
do efectivamente asseverar-se a vista de : ge estava eu de advinl.arqusocaso hera comi-
suasqualidades, serem os melhores que|po, porque nunca iz negocio com este sur.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTR.VDOS NO DA 23.
Baha ; M das, brigue brazileiro S. Manoel
Augusto de 234 toneladas e meia cap.
Manoel Simes equip. 12. carga difieren-
tes gneros: a Bernardo Antonio de Mi-
randa: passageiros Antonio Joaquim Mas-
sa Luiz Joz da Silva Brazileiros An-
tonio Vicente de Souza Carvalho, Portuguez,
Lucio Sobar Genovez.
Rio de Janeiro ; 11 das, em commisso bar-
ca de vapor Badiana commandanb Ma-
nnpl dos Santos Ornellas equip. 25 de
240 ton. : passageiros, o teen te reforma-
do Antonio Rodrigues d'Almeida o alfares
Joze Maria Marqn*s com 4 pessoas de sua
familia o alferes Joaquim Cavalcante de
Bulhescom 3 pessoas de sua familia, o ex
alferes Joze Joaquim de Figueiredo e 60
pragas invalidas para este porto eos do nor-
te Francisco Gongalves de Moraes e um
escravo brazileiro Jorge Chadiwick ,
Inglez.
n'e-sia se lem importado d'Inglaterra e'como
nao poderio encommendar-se sero a pre-
gos muito mais subidos do que sero vendi-
dos.
AVISOS DI VERSOS.
^r Rafael Luci, parti-
cipa aos Srs. assgnantes
das Fu noyes Lyricas na
Na tlense, (pie a terceira
e ultima, ter lugar na sex-
ta feira 25 do corrente e
tamben) participa que jH.""
Carmela Adelaide Lncei
desenipenhar, pela pri-
me ira vez, a parte de Ca-
dette da Opera II Posto
Abbandonato
tsr- Quem precisar de urna mulrnr para
ama de urna casa de homem solleiro sendo
de portas a dentro ; dirija-se ra do m.uro
da Penha casa n. 20
tsr Precisa-so de urna ama de leite : na
ra de Horlas n. 16.
Na fundgo de ferro e fabrica de
machinas, da ra da Aurora, acha-se para
vender machinas de vapor de forgas mais pro-
prias para engpnho e de construcgSo mais
aprovadas e fortes com moindas ou sem
ellas, moendas de varios t^manhos e quali-
dades entre ellas ha urna de nova construc-
go que dispensa virola invengo de um
snr. de engenho perto desta praga e que tem
sido muito aprovada ; taxas de ferro por-
tas de fornalha serras sortidas para erra
rias, bombas, arados; roldanas, jarras
para agoa tudo de ferro moinhos grandes de
caf safras de ferro chaves de parafuzo
das chamadas inglezas nivela de espinto
&c. e na mesma fabrica faz-se nao so as o-
bras a cima mencionadas como tambem ma-
chinas de vapor de todos os lamanhos e for-
gas tanto marinho como das oulras e cal-
deiras para qualquer das ditas canos de fer-
ro para encanamentos de banheiro bomba ,
ou qualquer outro fim barcas alvarengas,
canoas de ferro para vapor ou outros moto-
carreiras de patente para navios es-
DECLARAQ OES.
tsr Existe na administrsgSo do C^rreio
desta cidade as cartas seguras seguintes : 1
carta para Ludgero Salles e Oliveira, 1 dita
para o doutor Jos Vieira da Silva.
AVISOS MARTIMOS.
tsr Para Lisboa com toda a brevidade por
ter parte da carga prompla o bemeonceitu-
ado e velcro brigue portuguez = ConceigSo
de Maria de que he capito Manoel da Cos-
ta Ne ves tem excellentes e asseados com-
modos para passageiros ; quem quizer carre-
gar ou hir de passagem dirija-se ao seu con-
signatario Francisco Severianno Rabello ou
ao capito na praga docommercio ou a bordo.
t^- Para o Ass segu prefixamente no
dia 26 do corrente o brigue brazileiro = Sa-
gitario = para carga ou passageiros tracta-se
com A. F. dos Santos Bfaga, na ra da Moe-
da n.142.
L E I L O E S .
= Me. Calmont & C." continuaro por
intervengo do corrector Oliveira o seu lei-
1:1o d'esplendido sortmento de fazendas in-
glezas ; quinta fera 24 do corrente s 10
boras da manhfi no seu armazn ra da
Cadeia.
*2T Me. Calmont & C. farSo le13o por
intervengo do corretor Oliveira sabbado
res
tradas de ferro e machinas locomotivas ; as-
sim como emprehende-se qualquer obra de
engenharia civil ou mechanica que se ofiVre-
cer. Este estabelecimento offerece grandes
vantagens as pessoas que necessito de obras
desta natureza nao s pela facilidade de en-
comendar em propria pessoa e sem tradugo
de urna Ifngoa para outra de termos te-
chnicos n3o geralmente entendidos, como
tambem pela garanta natural que sempre
tem todos que compr8o directamente do fa-
bricante pela facilidade do recurso havendo
deffeitn e a prornptidao mesmo de algum
conserto que possa necessitar por estarem os
moldes de todos no paiz.
y ova fabrica de rap por vapor.
tsr Jernimo da Costa Guimaraes e Silva,
proprietario da fabrica de rap movida por
machina de vapor avisa ao espeitavel pu-
blico que em seus depozitos j se acha grande
sur lmenlo tanto para consumo como para
exportadlo do mais excellente rap que sem
exagerago principia a apparerecer n'este im-
perio.
A superior qualidade d'este rap ( firmado
com as letras inicies do proprietario) seu
bom aroma em tudo semelhante ao rap de
Lisboa d'onde o proprietario pode obter a re-
ceita estilar moderado sem que ganhe bolo
nos narizea e spui os ferr o conservar-se
por muito tempo sem que se deteriore, mofe, pregou em S. Joze do mussamb.
nem seque e o maior eaprixo sobre a limpe-
:a e acceio com que fabricado este ra .'
sSo propriedades estas que o torno assz
bello e recomendavel.
Os depsitos sao no atterro da Boa-vist;> R.
16 ra da Cadma velba n. 50 em Olinda
ladeira do Varadouro na refinagao d'assucar
de Manoel da Silva Amorim nos quaes se
Francisco Xavier e nem tenho esse nomo
que o snr. previdente me d. He verdade
que comprei urna cabra com este nome a
meu cimbado Manoel Xavier de Vasconcellos,
a dous annos e disso tenho um papel de ven-
da passado por meu cunhado com testemu-
nhas assignadas e como nao seja a primeira
venda que elle tenha feito e lodas legaea
comprei eoi boa f nao pencei que elle ven-
desso o alheio : mas se houver oposigo a (i
ta venda eu nao fago, e nem quero duvida
com meu cunhado venha o meu dinheiro
que elle levou e ahi esl a sua cabra e seja
logo pois eu protesto de hoje em diante nao (
correr mais r.sco ao que nao he meu como
diz o snr. previdente.
.4nloio Percira da SUva c Lima.
tsr Custodio Jos Pinto Guimaraes, reti-
ra-so para lora da provincia.
*jjr Quem lhe faltar urna canoa de carre-
ra procure no sitio de Francisco Xavier Mu-
niz Bastos dofronte do Palacio velho.
Lot'-ria do Theatro.
erIVliis 10 horas do dia 5 de dezombro, p.
f. andarn infalivelmenteas rodasdesta lotera.
embora fiquem bilhetes por vender : os aman-
tes destejogo que se quisereiu habelitar aos
premios concorro a comprar bilhetes nos lu-
gares j annunciados.
tsr 0(erece-se para administrar qualquer
fazenda, um homem que tem bastante pra-
tica e dar fiador a sua conducta na ra
da ordem terceira de S Francisco n. 20.
- Tondo-se no dia 22 do corrente compra-
do huma escrava por nome Benedicta ao Se-
nhores Gev. Kenworlhy & Comp ', vinda da
Cidade da Paiahiba para pagamento dos mes-
mos Senliores e lendo a mesma escrava no
mesmo dia a tard sabido para vender boln los
e al o presente nao lem aparecido julga-se
ter sido faltada ou fgida ; com os signaes se-
guintes: naco rebollo, altura regular cheia
do corno cor hum tanto fulla, com hu i>a ci-
catriz no lado direito do rosto quasi a pona do
ouciio. eoutras mu i tas as costas de fogo, le-
vou vestido de chita cor de rosa com bico no
talho. ebabado largo nos punhos pao da
costa com lista azul e branconovo, qualquer
pessoa ou Capito de campo a podero pegar
e levalla a traz da Matriz do batrro de S. An-
tonio no segundo andar do ultimo sobrado con-
fronte ao quarlel de Polica que sero recom-
pensados ; e protesta-se com todo o rigor da
lei a qualquer pessoa que a tiverjem seu poder.
PILULAS VEGETAES, E UNIVERSAES AMERICANAS.
O nico deposito dellas he em casa do agen-
te D. Knoth ; na ra de Apollo n. 27.
tsr Dezeja-se fallar cornos Snrs. Joze da
Silva Reg Joo Antonio da Costa Anto-
nio Caelano do Reg Custodio Moreira dos
Santos, e os herdeiros de Joze Gongalves Bas-
tos, e Francisco Barboza de Araujo ; annun-
ciem as suas moradas para se Ibes fallar a ne-
gocio de inleresse.
tsr- Em poder do inspector do'quarteirio
do destriclo do Manguind acha-se urna
vacca que foi aprehendida a dous meses ,
quem se julgar com din ito a mesma a pode
procurar em o sitio de Joze Baplista Ribeiro
de Fara no mesmo Manguind.
tsr Sahio honteni o carapuceiro n. 68 ,
cujo principal assumptohe tractardas velhas
dengosas. A variedade consta da methamor-
fose de Fideles em espelhoa., sonha com seus
visos de alegora onda ha boas carapugas ,
e baratas; por que a 60 rs. vende-se na p/a-
ga da Independencia loja de livros n. 6, e 8.
tsr Roga-se a quem achou um pequeo li-
vro o faver de o entregar que se lhe pa-
gar alvigaras entregando na ra nova loja
n. 58 e mesmo se compra um dos ditos li-
vrinhos o que se perdeo tem a capa amarel-
la de uns que dizem = Aonde vais peca-
dor aonde te escondes teu senhor te cha-
ma e tu nao respondes cujos foro des-
ribuidoa j a annos por um missionario, que
Aluga-sc urna boa caza no mondego
com bastantes commodos duas salas seto
quartos cosinba fora boa cacimba de be-
ber boas lafrangeiras cercado de limoeiro ;
quem a pretender dirija-se ao mesmo correr
casa do Snr. Feliciano na esquina que vira
para a trempe ou no aterro do aflbgado sobra-
do do Lima defronle do viveiro.


CeJe-se por aforamento um terreno
na frente do sitio do F.xm. Drzembargador
Cjnselheiro Maeial Monteiro tendo algumas
bemfeirorias feitas pelo foreiro que ceda o
dito aforamento ; o terreno he bastante en-
chuto e propno para logo so edificar in-
dependente de atterro : trata-se na ra de
Hortasn. 140.
tsf Arrenda-seannulmenle ou pelo lem-
po que se contratar urna casa terrea abar-
racada com grandes commodos sita no
lugar d) Manguinho e pertencente ao seu
proprietario o Exm. Dzembargador Conse-
IheiroMaciel Monteiro: trata-se na ra de
Hortasn. 140.
Lotera da Matriz da Boa-V'Uta.
Nao se tendo verificado o andamento das
rodas da lotera do theatro impossivel se
torna correr esta no da designado adan-
cando-se porem ao respeitavel publico que
logo que se extraa aquella esta Ihe succe-
der immeJiatamente pais o extraordinario
consumo que ha tido, habilita a fczer tal as-
serc&o.
COMPRAS
juros
Apolices da contadoria vencendo os
na ra do Livramento n. 3.
Um cordo de bom ouro sem feitio :
ni ra do Queimado n. 6.
tsr Um sof de Jacaranda, moderno, com
pouco uzo -, quem tiver annuncie.
t& Urna porco deprata boa sendo em
cabos de facas garfos, o salvas pequeas e
antigs, sendo pelo prego de 200 rs. a oita-
va : em Olinda ra do Balde n. 24.
or Um Tito Livio usado: na ra da Fio-
Tres escravas urna do idade de 20 an-
nos engomma coso e cozinha outra de
nago engomma cozinha eVauira lava-
deirade varrella ; e um moleque de 12 an-
uos todos se do a contento ao comprador:
na ra Direita n. 43.
O"^ Vende-so no lugar denominado baixa
verde da Capunga um terreno com 86 pal-
mos de frente cujos fundos chego a cam-
boa por prego com modo : na praga da In-
dependencia n. 14.
tar* Saceos com farinha da trra a 3200 ,
cevada nova a 80 rs. : no pateo do Carmo
esquina da ra de Hortas lado Direito n. 2.
tsr Um cavallo de estribara por prego
com modo : na ra do Fogo n. 24.
tsr Acha-se em Porto .do Galinhas um
sitio com 132 ps de coqueiros com 4 a 5 an-
nos de plantados urna casa de taipa cubera
de telhas com bons commodos e boa re-
partigaO tem urna armago de venda de
moldados i e fazendas c outra casa pega-
da boa para padaria ou destiladlo boa
cacimba de pedra e cal, coberta de telhas ;
de s.
rer.tina sobrado novo
annuncie.
prximo a mare, ou
VENDAS.
Barrisco carne salgada ditos pe-
queos com potassa barricas com farelo e
vellas de espermacete : em casa de Matheus
Austnz Companhia ra do Trapiche no-
vo n. 18.
tsr lol toros de angico do 7 a 9 palmos
decomprido sendo a maior parte pegados
que pelo seu comprimento se pode tirar qual-
quer obra : na ra Nova n. 32.
tsr A venda do becu Peixe frito n. 5 a
dinhero ou a prazo: a tratar na ra de Agoas
verdes n. 15.
tsr Um sobrado novo de um andar em
chaos proprios que rende 200* de aluguel
animal por 2:500* : na ra estreita do lio-
zar io D. 31.
tssr Guarda louga guarda vestidos, guar-
pa roupa e livros camas marquezas, ca-
deiras relogios de cima de mesa e muito
mais trastes por barato prego por se querer
entregar o armazem : na ra estreita do Ro-
zarlo armazem de trastes n. 45.
W Urna escraya de nago Angica de 20 ,
annos com bonita figura cozinha e he I ar Mangas de vidro a 6* o par lindos
i chapeos de seda armados vindos de Pariz a
15* ditos de palha de todas asqualidades ,
bolinsdo lustro para senhoraa 3200, dlos
na ra Nova de marroquim a 2# sapatos do lustro-para
i homem a 2500 ditos para meninos meias
quem a quiser comprar dirja-se a ra
Rita n. 86.
"^ s^ Chales do seda do ultimo gosto e cho-
zados prximamente na Barca Hortence do
Havre: na ra do Queimado n. 16, loja de
Joo Botelho Netto.
not* Damasco branco ejencarnado, ricos
e tafet das mesmas cores ; ludo de Lisboa ,
e proprio para ornamento : na ra da Cadeia
velha loja n. 57 de Joo Mara Sevet Com-
panhia,
tsr Urna negra de bonita figura, sem
achaques, a vista do comprador se dir o mo-
tivo da venda : na ra de s. Thereza n. 24.
tsr*. Urna cabra bicho cora leite, tendo um
cabritinho por prego commodo : na ra do
Livramento n. 32.
tar* Um escravo de nago Congo do 38
annos boa figura possante sem vicio al-
gum bom trabalhador de machado enoha-
da e fouce, por ter sido de engenho: na
ra de S. Gongalo n. 20.
tsr Vellas de carnahuba e fio de algodo :
na ra velha n. 72.
ssr Pentes de tartaruga superiores para
marrafa a 1300 o par : na ra do Queima-
do loja n. 3 confronte ao beco do Peixe frito
tsr Os pertencus de um a rmazem de as-
sucar balang'is pesos caixoes ps e so-
cadores tudo por junto ou dividido : na ra
da Cadeia velha n. 50.
vs" Chapeos de seda e de palha para s1-
nhora capoles de blonde fitas do ultimo
gosto pescocinhos d blondo e de cassa bor-
dada toucas de ditos bera enfeitadas cha-
les e mantas de seda cpelas e caixos de
flores ricos fitas e bicos de todas as quali-
dades calgado para senhora luvas e meias
de seda ; assimeomose recebe toda e qual-
querencommendacomo vestidos, chapese
e toucas tudo se far ao gosto dos freguezes
de seda curtas para homem a 1* rs. o par ,
bonels do veludo bordados a 1410, pentes
de tartaruga a 1200 o par cliabvs de seda e
casemira mantas de seda, de fil e girsa ,
ditas desella para meninas lengos de seda,
garga e fil cortes de vestidos de seda bor-
dados sedas para vestidos luvas de seda e
de pellica para senhora ditas curtas sem
dedos meias de todas as quahdades para se-
nhora bicos de linho e seda pentes para
prender cbelo fundas e outros muitos r-
ticos tudo por prego muito commodo : na
ra Nova n. 12 e 18.
tsr 18 cadeirss 4 bancas urna mesa de
meio de sala tudo de Jacaranda e com
bem pouco uso e 130oaixas com doce de
goiaba : na ra do Crespo loja n. lOou na
casa n. 8 terceiro andar.
tsr Urna escrava ptima pera o servigo de
campo ou olaria e he boa quitandeira : no
pateo da ribeira n. 15.
tsr Urna negra de nago [Angola de 20
annos, de bonita figura propria para todo
o servigo ou troca-se por um negro mogo
queseja gil para comprar e ganhar na ra :
na roa Nova n. 5.
tsr 3 barricas de sebo e tambem caixes
com vellas de sebo em porges grandes e
pequeas : no beco da lingoeta venda n. 3.
or Marques & Veiga vendem em sua
casa na ra do Amorim n. 50 o seguinte :
cevada nova muito boa a 1600 a arroba, fu-
mo em folha de primeira qualidade vindo da
Bahia no Brigue s. Manoel Augusto, e co-
pos de medida.
tar Um violo em bom uso : na ra do
Queimado n. 5.
er 20 barricas vasias muito boas a prego
de 900 rs. : na ra de s. Rita nova n. 5.
^ssr* Chapeos de castor muito finos, chega-
dos agora do Rio ditos pretos francezes, de
modernas formas ditos de todas as mais
qualidades brancos e pretos por menos
do que em outra qualquer parte : na ra do
Queimado loj i n. 13 de Carioca A Sette.
tsr Um preto para fora da provincia : na
ra do Crespo n. 2.
ver Bons corles de Ianzinha de muito lin-
dos padres chales de l de bom gosto e
por prego barato e outras muitas fazendas
por prego commodo : na ra do Crespo n.
23 loja de Manoel Joze de Souza & Compa-
nhia.
tsr 5 vaccas paridas de pouco tempo ,
comeras; e do bastante leite: os prelen-
denles comparego hoje as 11 horas do da.na
praga da Independencia.
ra
que
Iho
he provavel tor procurado o serto do Ass
d'onda he natural sendo comprado nesta
cidadrt a Joze Curios da Camino morador no
supraditu serto o qual escravo pertcnce a
Manoel Francisco da Silva residente na
do Livramento n. 25 primeiro andar
gratificar competentemente a quem'
apresentar.
tw Fugio no da 20 do corrente um escra
vo de nome Manoel baixo e grosso, Um
tanlo fulla tem urna costura na munheca
direitae he meia lorta e outra marca de
de ferida a cima do calcanhaj direito f-ii-m
a pegar leve na estrada da Soledede para o
Manguinho na ultima casa antes de chegar a
maro. a
tw Desapareceo no dia 16docorrente um
moleque de nome Paulo crelo grosso
cabega grande pescogo lino e curto levou
vestido camisa de algodozinho com punhos
caigas de estopa ludo usado muito bem'
fallante e sup0a-se andar por aqui mesoio
ou por Bebiribe ; quom oxpegar leve a ra
dos Pires sitio da esquina que vira para a
Solidado, ou na ra do Livramento arma-
zem n 20 que ser recompensado.
ta- Joaquim Cavalcanti de Albuquorque
roga a todas as Authoridades Policiaes e
pessoas particulares que virem um seu es-
cravo crelo de nome Fideles alto grosso
do corpo bem barbado cor bem retinta
o pegem e mandem entregar nesta praga na'
loja de Joaquim Joze de Mello, ra da Ca-
deia do Recife ou no seu engenho Paulis-
ta que alem de satisfzer todas as despezas
que se fuerera com a condugo do dito escra-
vo ficar sumamente agradecido ; este es-
cravo foi comprado a Luiz Amavel Dubourq
e fugio no dia 13 do corrente poucos dias
depois dn dita compra.
W Desapareceu da casa n. 40 da ra da
Cadeia do Recife das 9 para as l horas da
noute do dia 20 do corrente um preto escra-
vo de Joze Goncalves Casco de nome Mi-
guel, de 20 a 26 annos, nago Benguella,
estatura regular, rosto abocetado
oomprido olbos regulares denles
alvos,
ESCRAVOS FGIDOS.
| e muito mais em conta do que em outra qual-
rua do Fagundes n. 27.
tsr Um casal de pretos proprios para o
servigo de casa ou de campo
n. 2 e4.
Fugio no dia 20 do corrente, um par-
do de nome Manoel estiiura regular de
17 annos falla muito, he alguma cousa cor-
cunda e tem urna malha branca no psito ,
levou camisa de algodo e caigas de brim
ordinario de cor, chapao de palha ; quem
o pegar leve a ra de Apolo n. 24, fabrica
de Mosquita & Dutra que ser recompen-
sado.
tsr Fugio. em a nonl* de 18 do corrente ,
um escravo crelo de nome Manoel, de 20
annos, estatura regular, sem defeito algum
exterior pouco ou nenhum bugo de barba ,
nariz'
finos e
cor quasi fula fdila, serrada sobre
o peito tem um signal pequeno'de pelle repu-
chada, ao peda fonte esquerda urna peque-
a cicatriz, quando anda he com o rosto bas-
tante levantado, passos miudos, ps um pou-
co atravessades levou vestido camisa e cal-
gas do estopa do Porto ou algodo presu-
mere que o referido escravo fosse furtado ,
porissono s se promete recompensar a'
qualquer pessoa que o queira pegar, ou de-
nunciar aonde elle possa existir como tam-
ben) se roga a todas as authoridades e agen-
tes enearregados da polica e principalmen-
te as do registo do porto a sua coadjuvagSo
para que o mesmo nao possa sahir de barra
fora sob qualquer pretexto sem o pleno con-
sentimento de seu legitimo senhor.
W Fugio o preto Joo angico moange
( nao tem talhos) falta-lhe o dado grande do
p direito, e no peito do mesmo p urna
grande ferida na cabega perto de u-ma ore-
lha he um pouco pellado ou faltado cabello ,
andava ganhando na ra, e ja a lempos ven-
deoquartinhas ; quem o pegar leve a Luiz
da Costa Leite snr. do mesmo preto na ra
Nova n. 58 que ser recompensado.
3KKto
ira Lirio da Silva Car-
RECEITA
Saldo que passou do 7. anno............
Contribuiges recebidas de differentes mpregados* no mez
deJu!h0................4:350*017
ASosto.........'......7:592*506
Setembro...........; 5:450*956
Juros compostos recebidos dos mesmos......
Descontos de 2 112 por |Q sobre penses pagas .' ." .' .* ."
Juros das apolices vencidos no ultimo semestre .
Compra de 35 Apolices de..........1:000*000
y
DESPEZA.
Valor rtil. Valor em Apolice. ]j
l:8l76l8 lOoXo^OOO j GratificagOes aos mpregados dos Estabelecimento
15:393*479
168*455
452*737
30:120*000
35:000*000
PensOes pagas aos herdeirosdos Contnbuintes falecidos .
Indemnisaces aos portadores dos meios bilhetes da 19.1 lo-
tera n.* 5562 e da 20. n." 4974......;
Despezas com impressOes e objecin para o expediente dic.
Com os preparosda casa para o Estabelecimento na tavessa
das Bellas artes.................
Aluguel da mesma al fim de Junho p. p........
Com a compra de 35 Apolices de 1:000* de juro de 6 por
a69Pr|o.................. 21:150*000
Valor real. Valor em Apolicei.
584*98T
18:037*716
Rs... 47:966*289 1039:000*000
24*000
101*960
463*462
46*924
I j
SALDO.
Em dinheiro -."..................
Eml012 Apolices de........1:000* 1,012:000*000
" 17 ........ 800* 15:600*000
a l! ........600* 6:600*000
l7 M '..... 400* 6:800*000
45:409*104
4:557*185
1057
Rs,.. 47:966*2X9 1039:000.>008
Rio de Janeiro !. de Outubro de 1842.
O Director Theaoureiro Manoel Moreira Lirio da Silva Carneiro.
O ^Director Secretario Joao" Jacotes da Silva Lisboa
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1842.



CONTA
DA
RECEITA E DESPEZA
DA
Admiiiistracfto dos Estabele-
cimentos de Caridade,
Verificada do i. de Julho a 30 de Se-
tembro de >
1842.
Typ. de M. F. de Faria
a


Conta da Receita e Despeza da Adminislraco dos Estabelcitnentos
184a. RECEITA.
Julbo i Saldo em Caixa.................... i:45gX'6B5
Pila importancia de 19 Letras a vencer do Io de Julbo de i844 1<'e Outuhro
de 1846 provenientes do arrendamtnto de diversos predios .... i:745Uooo
3 Recebaos do Theioureiro da Irmanrlade da R. Senhora da Snlldade de f ros
de lo" palmos de teneno pertenceme ao H. do Lazaros al 3o de Junlio
ndr\,8V* .* ..................' ,t)U8o
9 Do Dr. Ant nio Vicente 'lo Navimento Feitoia pelas despezae que na caa
dos Ex pontos fez o Exposto Ju'iio.............. laUBo
a3 Da Thezouraria das Rendas Provinciaes pela importancia de urna L. tu que
tendo-se rerebido da mesma Thezouraria (oi piotestada encolbida por nao
paga em 3o de Junho prcxirno pasado............5 I:65U5oo
3o Do Procurador d'Administiaco, do rendimento dos predios arrecadado neste
mez coruo consta do Livro respectivo. .........4 i:48ttta
Agosto 11 Do Cnsul Porlugnez pelo trtamete lo no H de Caridade de Daniel .Au-
gusto Pereira de 4 a 18 de Junho p. p a iU44" r* por dia .... 5 a^Ultio
Doinesno, dtm de Antonio Affoncc do 1" a 6, e de 9 a 3o de Jnnbo a
lLT44|e>s por da..................6 4'UJao
Do mesmo dem de Manuel LepesGuimariens de l3 3o de Junho a iU44
rea m.....................7 a5Uqjo
Do mesan idern de Carlos di Silva de 16 a a3 de Junho a 1U440 rs. por da I0U00
u Do mesmo idern de Manuel Francisco Moieira do 1 a 3o de Junho a i(J44
res por da.....................9 ^SUim
3i Do Procuiador d'Administracio do rendimento dos predas ai recadados ne>te
mea como consta do Livrc respectivo.............lo 648U 7>
Setcmbro 9 De Antonio Vital de Oiiveira pelo tratamento de sua escrava Rita no ti. de
Caridad*, de a de Julho a lode Agosto i' iU28o...... t a-jUio
7:i777i,

* 1


V

de Caridade, verificada do Io de Julho 30 de Setembro de 1842.
oZ DESPEZA.
i .ihA i Pasos a Jernimo Francisco da Cunta, pelo concert da caza n 53 na forma do
Jul t I 3oUooo
contracto............. \ *j mwuW
Aos Empregados e amas da caza dos Expostos dos seus ordenados vencido, em
Malo e Jiiiiho prximo passado........ 4a3Uoia
a A Manoel Figueiioa de Faria pela impressl) da Conta da Receita e Despeza
d'AdroinisliacSj, do i de Outubro ao ultimo de Dezeflnbro p. p. wclume
/ rotDpagi ................... 3 90U000
Ao mesrno'idem do i de Janeiro ao ultimo de Marco prximo passado. 4 J0U000
<( 8 Aos Empregados d'Adroiniatraclo, dos seus ordenados vencidos em Junbo p. p. 6 S^l?
Aos dem do H. de Caridade idcm ideo. 6 ^uf
q A Ignacio Adriano Monteiro pela carne verde torneada em Junho p. p. 7 184U440
r A" Comprador dos E.tabelecimentos de Caridade pelos gneros que para os mes-
roo. comprou era Junho prximo passado....... ''un
. Ao Regente do H. de Cmdade pelas despejas com o mesmo H. fritas em Junbo 9 DJio
Ao dem do H. dos Lzaro, idem idem. ....... J}}*00
, Ao dem da Caza do. Expostos, idem de ao a 3o de Junho dito., 11 i4Uaoo
A Benedicto das Chagaa par g.linha.que forneceo ao H. de Caridade era Ju.
nho prximo passado.........; .\ \ ** 7 200
Ao Reeent.do H. dos L. e sua mulher de seus ordenados vencidos do i* de
Abril ao ultimo de Juoho. .......... 3oUoo
la A Wl Calmont & Comp., imporUtaria de fazenda. que vendeo para os Estabe- 38oUo0
lecimentos de Caridade....... ]j ,aziuen
ao A Manoel Ferreir. Lima pelos gneros fornecido. no mea de Junbo p. p. 15 }}M
A Ferreira & Braga, por 1a Colchle 12 trav.ce.rosparaoH.de Caridade 16 Uooo
Agosto 1 Aos Empregados e mas da Caza do. exporto do seua ordenados tencido. em ^
Julho. .......... ......j ,* '
6 AoCompradardosEaabelecimentos de Caridade, por a compra de diverses ge- l88Ua8(
ero, em-Julho................__"f *
Ao Regente da Caza do. Expotos, pelas despezas que com a mesma caza tez em 56rj86o
Ao wo do H. de Caridade idem' idem....... p3U5lo
Ao Dito do H. dos Lazaros dem dem. g fi
Aos Empregados da Administrado do. .eus ordenados vencidos em Julho. a 5 Aos D.los do H de Caridade idem dem. J.lll^o
,u A Ignacio Adriano Monteiro pela carne verde que fornceo em Julho a4 *i&U07o
,3 A afaooel Antonio de Jeaus, pelo po fo.nee.do do i- de jane.ro a 5o de Junho ^ ^^
a A Jlo Joaquim de Figueiredo, na qual.dade de bastante Piocurador do Pa-
dre Jlo T.v.res de Mello, ex C-pello do H. do. Lazaros. .. U 7
3o A JozeSimes de Magalble. por urna grade de ferro para^o H. de ^"dade.
Setembro Ao. Empreg.dc e ama. da Caza do. Expostos de .eo. ordenado, vencido, em A-
go.to prximo passido 3o 54i65
a Aos Dito. d'Adrainistraco de seus ordenados dem......... i74U83a
Aos Dito, do H. de Caridade idem dem. ''
3 Ao Comprador dos Estabelecimentos de Caridade pelo, genero, que para o. ^ ^^
mearnos comprou em Agosto. .......o;.i fa*
ATRegente do H. de Caridade pela, de.peza. que oom o me.rao Hospital fez ^ ^^
em dito roez de Agosto............. 34 A5U46o
Ao Dito da Caza do. Expostos, dem dem........./ 35 a3U88o
AoDitodoH. dos Lzaro, idem dem. *
A Bened.cto da. Chaga. por galinhas que forneceo em Agosto prximo pa.. ^ ^^
do ao Hospital de Caridade..... .* .* V7*noin 3t 6t)U4qo
A Antonio JozePereira por fazend.s que vendeo para a C?Mr^,^0Co aldo ?
5 Ao ex Regente da Caza do. Expoato., Marcelino Lu, de C.rv.lho pelo saldo ^ ^^
da de.peza do i* a 19 de Junho, ...... _
4:45oU558
V
A


i84a RECEITA.
Transporte.
Setembro lo Recebidos da Thezouian'a das Renda Provinciaes, do subsidio do H. de Caridade
do mez de Junho prximo passado.............. ii
f Dame.-ma, idem do H. dos Lazaros idem idera. ......... i
dem dem da Cata dos Ex pos tos dem idem. ...... il
a 17 dem dem do H. de Caridade do mez de Julho........ i5
( dem dem da C. dos Expostos idem idem....... 16
dem dem do H. dos Lazaros idem idem. ....... 17
3o do Procurador d'Adrainistraco do rendimento do predios arrecadados neste
mez segundo consta do Livro respectivo,........... 18
7:i77U732
5ooUouo
25oUooo
a5oUooo
5ooUoo3
a5oUooo
4>6U666
45U3o
9:58oU698

Observa
Do dficit deixado pela tranzactt Administrado sresl* 1 pagar a qaanti Je 6:3ooo83 reis do ex The
Theioureiro submeteo a approvacio das suas contas.
W
Manoel do Nascimen
Presi
Aleixo Joze
Escri
Antonio Mar
Tbezou
Patricio Joze Bor
Jeie Joaquim
9*'


184a DESPEZA.
Transporte.
Selembro 5 Pagos Ao ex Regente da Casa dos Bxpostos Marcelino Luz de Carvalho, de sen
ordenado do i* de Maio a 19 do dito mezdeJunbo, em que foi despenso daquel-
le exerccio.....................3q
a A D. Rita Francisca de Carvalho ex Regrnte da Caza dos Expostos de seu or-
denado vencido em igual lempo em que lio bem foi despensada.....4
A Manoel Antonio Alves de Brito por 4o escarradeiras para o H. deCaridade. \i
g A Manoel Ferreira Lima t pelos gneros que em o mez de Julho forneceo aos
Estabelecimentos de Caridade. ......... ... 4a
(( Ao Solicitador dos Estabelecimentos de Caridade, Felippe Lopes Neto, para des-
pezar judiciaes. '...................43
la A Joze de Medeiros Travares por hixas para o H. de Caridade desde 19 de
Agosto de 184', a 7 de Junho do coi rente..........' 44
<( 1.1 A Ignacio A. W. pela carne verde fornecida em Agosto...... \b
28 A M. P. L,, pelos gneros fornecidos em dito mez. .....4^
3o A Justino Pereira de Faria & Irmios, herdeiros do finados Luiz P. de P. por
saldo do que I he fcou devendo a tranzada Administracfo de gneros que for-
neceo de Julho de 1839 a Maio de I84i ........47
11 Por 19 Le ti as existentes em caixa,. e a vencer do 1 de Julho de 1844 7 de Ou*
tubro de 1846....................
K Saldo en caixa............. ........
4:45oU558
20U419
27U221
17U60Q
210U720
20U000
79U600
211U680
a3746o
i:447^>4a
6:846Uioo
i:745Uooo
998598
9J589698
?oens.
aureiro Antonio Joie Pires ,* porcarcer esse pagamento aulorixaelo d'Aaiembla Provincial a quem o referido ex
to da Costa Monteiro
dente.
de Oliveira
vio.
tin* Ribeiro
reiro.
ges de Preitaa.
Pereira,
'-V_v



I
Continuaeo da Demonstracao do Dficit deixado pela tranzata Admi-
nistraco.
Pelo que se pagou a diversos como consta da demonstrlo da corita crtenle do trimealre de Abril
a Junho prximo passado.................... 6:o!>?U438
Idea % Justino Pereira de I'a ra & Irmio, como se ve da conta corrale relro ( Pespeza n. 4?. ) i'447a4
.' 8:.i54U683
dem a Manuel Jote da Silva Braga como procurador bstanle dos herdeiros de Luiz da S Ira,
como se redo conla corren le de Abril a JunLo ( Desperan, ag )...... '-:46oUi-3
io:8i4U953
Observares.
A quantia de.Rs. i'.foUzj'i de que cima se Uz menejo supposlo nao st-ja debito conlrahido pela trm-
xacla, Adminilracio co.m tudo os acluaes Administradores a incluem na demonstracao supra a fim de que teco-
nheca que atenidas suas despezas ordinarias lem pago a quanlia de lo;8l4U953 res no espacode 16 metses de seus
trabalhos.
Salla das Sesses d'Administrapo dos Estabelecimento de'Caridade 3o de Setembro de 1843,
O Escripturario
Francisco Antonio Cavalcanii Cousseiro.



I
* ?
MAPPA
DOS
Enfermos e Exposlos que existio, eritrarao, sahirfio, morrero e exis
lemnosHospitaes deCaridade, Lazaros, e Caza dos Expostos desta
Cidade do Io de Julho ao ultimo de Setembro de 1842.
Hospital de Candarle.
Hospital dos Lazaros.
Sexo masculino.
Sexo feminino.
I 11 IL fi J
I* I
I i I I 5
I 2 3
vi

tes
es
s
I t? I si
a
o

Ed
Julho a6 | 8 | 6 | 5 | a3 | la 6 | 4 | a | la
Agosto i | 12 | ii | 4 | 20 | ia j 8 | 5 | 5 | 10
Setembro 20 | i3 | 8 | 6 f 19 | 10 5 | 3 | 5 | 7
Somma { 0 1 33 | 25 | i5 | 0 | 0 19 | 12 | ia | 0
Sexo masculino.
Sexo feminino.
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Julho - 16 | 1 f 0 0 1 17 1 12 i| 0 I 1 12
Agosto 7. 1 1 1 0 1 I 1 12 1 1 1 0| 2 1 I l
Setembro 18 | 0| l 0 1 18 1 11 l i| 0 0 1 12
Somma. >l 0| 0 1 3| 0| 3|
Sexo masculino.
Sexo feminino.
Caza dos Expostos
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Julho | 5l 6 1 2 | 54 | 76 | 5 | 0 | 4 1 77
Agosto I 54 1 3 I 0 3 | 54 | 77 1 4 1 0 1 1 79
Setembro 1 54 |. 4 I 0 t | 57 | 79 | 5 | 0 | 5 79
Somma. | 0 i3 | 1 6 | 0 | 0 1 14 0 11 1 0
Salla das Sessoes d'Administracao dos Estabelecimentos de Caridad* 3o de Setem~
'rode 1842.
0 Escripturario
Francisco Antonio Cavalcanti Com&eiro.
-

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