Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04824


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Full Text
Amo de 1842.
Sabbado 19
Tu.lo aora depende de niSs mes ; fe nossa pra.lencia moderna e energa : con-
tinuemos como principiamos e seremos apontados com admira-.o entre a Nacfies mai
callas. ^^_______( Proclaroacao da Assembla G eral do BraiiL. )
PARTIDAS DOS C.ORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Parahiba e Rio jrnnde do Norte segandas e sextas feira.
Bonito e Garanhuns il e 24
Cabo jerinhiiem, Kio Form >so Porto CaWo Macei e Alagoat no i. U f ,
Boa-vistae Flores 28. Santo Anuo quintas feiras. Olinda todos os das.
DAS DA SEMANA
44 Se, ss. Clementino, e Filomeno Mm. Aud do J. de D. da 1. y.
45 Tere. Leopoldo Marques,. Re. Aud. do J. de D. da 2. y.
j} Quart. Gonealo de Lagos. And. do J de D. da 3. t.
H1 Quint. Gregorio Thaumaturgo B. Aud. do J. de D. da 2. r.
tH Sesl. s. Romao M. Re. Aul. do J. de D. da 4. y.
49 Sab s. Label Rsinh de Hungra F. Re. Aud. do J. de D. da 3. y.
20 Dom. Felii de Valois Fundador.
de Novembr*. Anno XVIII. N. $Sf.
7m lJWllalaliai7ai ipwaiaWsTWaTasMararTTl-----------------TaTMawaasaaaaaWTai---------r~i----------
O Diario publicase todos os da que nao forera Santificados : preen da asignatura nn
de tres mil reis por quartel pagos adianiadoa. Os annuncios dos assignanles fio inseridos
gratis, e os d.n que o arfe forem rai.lo de SO reis por linha. As reclamacoes rieren! ser
dinjidas a esta Tjrpografia, ra das (.ruies N. 34, o a praca da Independencia loja de livros
Numero (i e 8.
CAMBIOS no da 18 de outubro.
compra venda.
Cambio sobre Londres ?S Nominal'
n Paris 350 reis por franco
Lisboa 100 por 100 de premio
Moeda de cobre 2 por 100 de descont,
dem de letras de boas firmas \ a i j.
Ouao-Moeda de 6,100 V.
n N.
de 4,000
PmTA-Palacoes
Petos Columnares
n ditos Mexicanos
miuda.
__________i--------------------
14,600
14,40.1
8, 00
1,700
1,700
1,700
l.terj
15.800
14 600
8 20o
1.720
1,72,1
1.72o
Mo
Preamar do dia IS) de Novembro.
1. a 6 horas e 6 rn. da manliaa.
2.a ati horas e 30 m da tarde.
PI1ASF.S OA. LA NO MEZ DE Nl/VEMBRO.
La Noy 2 1 hora e 49 m. da tard.
Quarl. cresc. 9 a 10 horas e 57 m. da tard.
I.ua cheia 18a 1 hora e 10 m. damanh.
Quirt. ming. 25 af horas e 42 m. da manb.
IARI
PAUTE OFFICIAL.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 10 DO COIIRENTE.
Illra.0 eExm." Sn.rOser.vigo pad- jCecom
a falta do auditor da gente de guer ra ? qut}
sendo o juiz dedireito da primeinA vara 0
enmo desta cidade est quasi se ,nipr) oCcu.
pado as funcgfies do emprego zado. Alguns processos est;' t0 para|isados
com a auzencia do auditor ^foi presidir
o jury no termo de Iguarag/j ^ e entre e|[es
o do soldado da companhi vle artfices que
ferio o sargento comman'Ante da guarda da
cada. Estes processos nao poa\!m ter anda-
mento sera o referido i1(jtor } e neste caso
convem tomar urna p- .evidencia que no meu
entender se acha d #,ja no decreto de 12 de
agosto de 1833 f ^e manda servir de audi-
tor da gente de guerra as suas respectivas
commarcas o s ;juizes de direito dellas.
Dous sao os |ujzes (]e direito desta cidade ,
os quaes faz- Jm commulativamento o servigo ;
pelo que ip s parece que estanJo o da pri-
men a var auzente da capital e impossibi
litado de, exerceras funcgas d'auditor oda
segun,'iA est habilitado para o substituir. Se
este',neo modo de pensar nao encontrar no
de t/. Ex. o necesario apoio ento lembro
a nomeago de um bacharel formado para au-
ditor o qual tenha de se oceupar exclusiva-
mente dos processos militares j nao digo
daquelles que porsua natureza a lei quer
que tenha auditor letrado ; mas anda dos
que se fazem nos corpos aos desertores que
tambera nelles deve servir o auditor letrado ,
o somente um capito quanJ > aquello esti-
ver impedido. A'V. Ex. se nojulgarau-
torisado para adoptar urna ou mitra medida
que cima apunto ter a bondade de levar o
expendido ao conhecimento do governo de S.
M. o Imperador fim de resolver sobre o
objecto como entender em sua sabedoria.
=Deos guarde a V Ex. quartel do corai-
mando das armas de Pemamburo i0 de no-
ve mb'-o de 184-2.Illm. e Exm. Snr. barSo
da Boa-vista Presidente da Provincia= An-
tonio Pedro de S Brrelo, commandante dos
armas.
FOLETO
OS TENEBROSOS MYSTERIOS
Da,
TORRE DE LONDRES, {*)
XVII.----IXPLIC4CES.
O estrangeiro que se dirigi a Jack o do-
no do palacio em que se elle achava era um
homem quo os leitores viro passar no cur-
so desta historia : era o incgnito quo na
caverna dos ladres na estalagem do Pes-
cogocortado, exhortou ao gentil sir Tony
para que tivesse resignacoe coragem.
O mysterioso hospede encaminhou-se para
Jark e como que sorprendeu-lhe a presenga
deste e chamou o criado.
Pedro disse elle que homem este ?
Nao aquelle por quem esperaveis sn-
nhor ?
Nao, absolutamente ; eu te havia di-
to Podro, que talvez te mandasse a-
qni um mancebo que viria s pedir hos-
pitalidade; port!m elle nao veio porque
(*) Vid. Diario N. 235, 236 237 240 ,
241 243, 244 ,215, 240 249 e 2o0.
Dito Ao mesmoExm. Snr. remellen
do Ihe em duplcala o raapna da forga rjft li-
nha existente na provincia, pertencente ao
rnez de outubro prximo (indo.
Estando Vm c* como auditor da gente do
guerra sugeito as nomeagas que por bsta
commando s tem de fazer para os differentes
processos militares convem quando tenha
em razo do seu emprego como juiz d^ direi-
to do crme de sal.ir para fora da capital
(comoapouco succedeo ) que me parteci-
pe afim de me poder guiar as nomeagOes
que houver de fazer para os conselhos de
guerra, e que igual participago me seja IVit i
no seu regresso. Com a sua auzencia ficarao
parausados os processos militares, e constan-
do-me que j est dovoltade Iguarag on-
de foi presidiros jurados me dir se est
prompto para dar andamento aos referidos
processos afim de fazer as nomeages. =
Deas guarde a Vm." quartel do commando
das armas de Pernambuco 10 de novembro
de 1842. Antonio Pedro de S Barreto =
Snr. Joze Nicolao Rigueira Costa auditor
da guerra interino.
Dito Ao inspector da thesouraria com-
municando-lhe que nesta data mandara re-
colher ao hospital regimental para sercon-
vinientemente Iractado o soldado reforma-
do Francisco Joze Joaquim cujos ven.^imen-
tos assim como o valor da rago d'etape ,
que lhe lica competindoem virlude do arti-
go 10 do regulamento de 17 de fevereiro de
1832 serio cobrados pelo bitalho proviso-
rio em pret separado.
Dito Ao presidente do conselho de in-
vestigigo que se est procedendo contra o
capito Mondes Guimares ordenando lhe ,
quo depois do tomados os depoimentos das
testemunhas offerocidas pelo tenente coronel
commandante do batalhao ouvisse por ulti-
mo o referido capito depois do que o con-
selho deveria dar o seu parecer.
Dito Ao tenente coronel commandante
do batalhao terceiro do artilharia a p man-
dando era vista do conselho de investiagSo a
que se proceder rebaixar d* cabo d'esqua-
dra para soldado a Francisco Joze de Olivei-
ra que ficaria solt assim como o soldado
Bizerra d'Araujo continuando presos para
serem juljrados em conselho de guerra os
soldados Virissimo Jozo da Silva Caetano de
julguei a proposito nao mando-lo. Dizeme ,
pois quem este homm ?
E' um mogo respondeu o criado um
pouco desapontado que veio pela janella mui
cavalleiramente eque metteu-se nesses ves-
tidos como se tivesse direito para o fazer.
A' vista de tanta audacia julguei que trata-
va com o encantador mancebo cujo nome me
havieis confiado.
Vosso erro me lisongea meu bravo ,
observou Jack ; mascumpre ser justo. Lem-
brai-vos de que sempre sustentei que havia
engao em vosso juizo ; esperaveis algum li -
Iho de familia quando eu n8o sou mais do
que um gatuno sem f e sem calgotns redu-
zido a correr mundo vestido moda do lem-
po de Ado o Eva e a procurar a vida aqui
e acola como ave d'arribago Pois bem fiz
minhaconfisso, disse-vos quo eu vos en-
ganava e que vos enganavo mas nada qui-
zestes ouvir.
Sim vossa justicagao fcil ; pormeu
teria jurado que sois nosso amo mogo : ahi
ten des, senhor vede.....
E o criado mostrava ao mysterioso dono da
casa a fita azul que Jack anda trazia esta
mesma fita que elle tirou a Tony quando ,
profundamente adormecido esteve sobre a
mesa de uiestre Bob.
Grande Dos esta fita eu a conhego ,
c a sua,!sim....tcm a palavra Emelinu bordas-
da com fios d'ouro em urna das faces isto..,
ILEGIVEL
Sotiza Monteiro, Joze Lourengo e Joze
Fernandos de Amorim implicados nos fur-
tos fe i tos na Barra do G.mella.
Dito Ao d-zembargador chefe de polica,
enviandn-lhe a rol.ig3o das pragas do cavalla-
ria de linha que no dia 25 do mez prxi-
mo passado aeompanhartd ao capito Joa-
quim Joze Carneiro Monteiro na deligencia
de prender o facinoroso Alexandre Vafentim.
com o que ficava prehenxida a sua exigencia
feita em offico de hontem.
DIARIO DS PERNAHBCO.
Depois de ter o Diario-novo servido de orgfto
das bravatas do ex-coronel Barboz-a que sol
tou os preso chefes to movimento sedicioso do
Ex nao admira que venha agora pondo
em duvda a existencia do crime desses anar-
chistas para nao ficar desairoso com as sim-
patizas que mostra pelo protector dos Lou-
renco de Castro e Livio ; eque na falta de
um meio franco e leal para defeoder-se das in-
culpacoes que lhe foro feitasnon. 247 de
nossja folha trate de recreminar-nos por
nao ter o Governo provincial qualificado cathe-
goricamenteo crime dos homens que se reu-
niro armados na povoacao do Ex, ou por
nao havermos nos determinado o artigo do c-
digo criminal em que se acho elles in-
cursos.
Estranha pretenco de um escriptor que
inculca entender da jurisprudencia criminal, r
principalmente da Constituico politica Pois
o Governo provincial he que est OYUrnbido
de inquirir o faci e eslabelecer a criminali-
dade dos delinquentes ? Nao ser esta faneco
privativa lis autoridades judiciarias encar-
rogadas de formar culpa e de sentenciar os
ciiminosos ? Assim os escriptores da opposi-
co querem que os seus erros passem por
culpas do Governo A Presidencia desla pro-
vincia nao ratou de eslabelecer o crime dos
individuos, que se reuniro armados poique
isso lhe nao competia Participando-lhe o Jui/.
de Direito da comarra da Boa-vista que se
linha dissolvido o ajunlannento sedicioso da
povoacao do Ex acreditou como devia ,
que sedicioso era o ajunlamento e neste sen-
tido aecusou a parliripacao O Juiz de Direi-
to da comara era mais compleme do que nos,
E voltando-se para o criado dsse-lhe :
__Pedro, retira-te, preciso conversar com
este homem.
Sabio o criado Jack prevendo calorosa
explicago poz-se em attitude do profundo
respeito diante daquelle que ia ser seu juiz.
Senhor disse o hospede nao vos co-
nhego porm adivinho quem sois ; esta fita
encontrada om vossa mSo aclara-me o espi-
rito. Vosso nome Jack Patrickson e de-
vieis a esta hora ser enforcado.
Jack deu um pulo para traz como se ti-
vesse diante de si a fatal corda.
Senhor disse elle ao que dominava-o
com o olhar bem razo tinha eu do dizer
que oris o diabo s sem nunca me terdes vis-
to conheceis meu nome.
E leus crimes ; s um ladro e o
que ainda peior, poderias ser um asssssino.
lim assassno disse Jack oh nunca.
Nao tomaste o lugar de um mancebo no-
hre que foi para o teu afim de perecer na
corda da infamia ? perguntou o estranho com
voz estrugidora.
Perdo perdo! dise Jack o que fiz
foi constrangido e forgado. Se tivera recusa-
do o mancebo que pozoro em meu lugar .
o cujo retrato aqui reconheci nem por isl>
teria escapado.
. Escuta replicou o estrangero em lo
do este drama horriveS urdido Contra tm
pobre menino dous homens representro
do que o D-n e mesmo do que a Presiden-
cia da provincia para julgar ern sua commu-
nicaco olfu-ial sediciozo o ajunlamento ; e lo-
davia nao ficava o crime por esta participarn
Cualificado se no exame das circunstancias
o fado em que entrasse a autoridade en-
carregada de formar a culpa se conhecesse
que nao era sedico o delicio ; mas sim outro
desses que com elle fratemiso
Constou pela imprensa que os chefes daquel-
le ajunlamento ero os Lourenco de Castro ,
Livio Sombra e outros anarchistasdo Cea-
r que pretenda com essa gente armada in-
vadir o Cralo r)euP as autoridades e mar-
char cidade da Fortaleza para deprem o
Exm Presidente daquella provincia caso fa-
Ihasse a tentativa de assassinato. Se este fim ,
se o embaraco que tal ajuntamento armado poz
exeruco das ordens para eleicio primara na
povoacao do Ex no dia marcado nao autori-
savo o Juiz de Direito a charna-lo sedicioso,
ao menos desculpo a sua asserco n'um officio,
pelo qual nolinho os reos de ser julgados.S
por falta de lealdade podia o D-n fazer-se to
novo nestas materias; pertendendo que antes de
formada a culpa estivesse jurdicamente capi-
tulado o delicio. S por esta falta avancara o
contemporneo nos seus raciocinios a ponto de
excluir os Lourenco de Castro e outros socios
de Livio de toda a culpabilidade no ajuntamen-
to armado da povonco do Ex e assim lor-
nar innocente a soltura que fez o ex-coronel
Bar'ioza dos presos que ihe forao confiados pe-
lo Major Loureiro
Para chegar ao seu fim sem dezar desculpa-
se arleiramente o D-n. com faltas de informa-
rles e de publicidade ; o que somente poderia
justifica-lo peranle os bomens absolutamente
esquecidos. Logo que chegou a noticia do
ajuntamento sedicioso da povoacao do Ex ,
tis a publicamos; assim que nos constou a
sua disperso a noticiamos ao publico no Di-
ario do 1. de Agosto e confirmamos cora
participacoes officiaes esta boa nova no supple-
mento do de 14 : no de 17 publicamos os ota-
dos da provincia da Parahiba e no de 20 o
do Juiz da Boa-vista que atiestavo a comple-
ta debandada daquelles sediciosos. A 7 de
Setembro annunciamos a priso de Castro,
Livio e outros ; a 10 publicamos as participa-
cues do Delegado de Flores sobre a marcha da
forca que os capturou e a 16 as que annun-
papeis terriveis ; quero fazer decepar as ca-
begas destesdous homens.
Dous homens repeli Jack e como
chamo-se elles ?
__Oh seus nomes estSo hm gravtJos em
minha memoria : um se chama lord Weller-
son e o outro Bobo carcereiro.
E' Satn em pessoa pensou Jatk elle
conhece todo o fio da intriga.
-Pois bem Jack una vez que aqui es-
ts preciso que me ajudes a fazer admi-
nistrar justga a fazer cahir as cabegas des-
tes sceleratos
Quanto ao lord Wellerson respondeu
Jack nao duvido fazer contra elle tudo o
que vos aprouver ; porm o velho Bob con-
fesso-vos que me custa trahi-lo.... Foi elle
quem me salvou a vida evitando-me a corda.
__Jack perguntou-lhe o estranho com voz
solpmno as soitas perigosasde que fizeste
parle, ouve se ainda a voz do sangue, ama-te
ainda aquelle que filho da mesma mii ?
Sim respondeu Jack
Pois bem l^nga de ti estes escrpulos ,
porque o Bob cuja reputago o vida queros
poupar esse Bob estrangulou teu irmio ,
teu proprio irmao.
Oh! raiva! disse o antgo ladro, que?...
Semple morto ?
Bob estrangulou-o no ca'abougo onda
o tinho posto em teu lugar. Semple mor-
reu victima de sua senielhauga comtigo.... O


^
2
ciavo a soltura dos mesmos feila pelo ex-co-
ronel Barboza. Que mais informaces quera
o publico a respeito deste movimento ? Que
mais esclaracimcnlos era o Governo ou mes-
mo o Diario obrigado a dar ?
Queria lalvez 0D-11 (e isloseconclue dassuas
observaces) que a Polica indicasse ao publico
as informaces que tinha dos passos dos fugiti-
vos para que clles podessem mudar de difec-
cio e Iludir as indagaces da autoridade.
Se assira he elle amigo da repressao dos crimes,
se a publicidade he o meio que a Policia a seu
modo tem de pesquizar os delictos mecas I he
nao pedimos nem desse seu amor da ordem e
tranquilidad^ publica era da sua alta scien-
cia administrativa. Ogoverno da provincia
e a policia do conta das medidas empregadas
para perseguigo dos criminosos depois que
soelles capturados ; assim o tem feito at
aqu com os ditos sediciosos Depois da fu-
ga da Flores nao tem elles mais apparecido
na provincia ; se constasse que nella estavo,
era dever da policia procura-Ios para depois
anuunciar o resultado da diligencia ; nao
podefazera vontade ao D-n. de avisar o pu
blico e por concurrencia os criminosos dos
passos que d para aprehende-los antes de
conseguir a sua priso.
A marcha da forca de priraeira linha para
Flores a 19 de agosto foi annunciada no Dia-
rio de 20-. O seu lim, que era impedir algum
movimento combeom o inado do Ex visto
ser connivente o ex-coronel Barboza, nao
devia ser publicado^ assim como nao era pru-
dente publicar a detnisso dada a 18 de agosto
ao dito Barboza para nao chegarem pelo
correio estas noticias primeiro que a tropa.
Basta que a demissao se desse a 18 antes da
soltura dos presos \ quefossem conduzidasas
participaces a respeito pela tropa que sa-
hio a 19 ; que disso se desse conta ao minis-
terio 23 d'agosto ; e que o ex-coronel jus-
tificasse assuspiitas de connivencia que ex-
istido contra elle. Nao havia urgencia na
publicidade dessa demissao antes de chegar
ao municipio onde tinha de ser exeeutada.
Verdade he que tem razo de exigir publica-
gao de ludo, que se passa quem publica
at o que nao est provado. Assim diz o
contemporneo que esteve nesta cidade o
ex-coronel Barboza sem que pessoa alguma
o visse: assim. aecusa levianamente de falsa-
rio e trahidor o capito Brito sem provas
desse facto sem que elle se manchasse com
delictos anteriores. Este procedimento nao
lie d'orgo de trevas porque nao percebe-
mos a forga desta antiphrase mas he sem
duvida do orgao da opposico infundada to-
dos os mandatarios do governo.
Se nao ha prfida insinuacao descobre-se
ao menos excessiva leviandade na pergunta
que faz o D-n. das ordens para reforma de
processos. A lei nao o governo da provin-
cia incumbe s autoridades locaes a forma-
cao dos processos : ellas devem esta hora
ter cuidado nisso e se antes o nSo fizero ,
foi sem duvida por esperarem que os delin-
quentes capturados alii chegassem para serem
ouvidos e contestarem as testemunhas. A-
gora que esto certas da fuga dos principaos
sediciosos, que tinho sido presos, de que
elles nao querem ser ouvidos, ho de concluir
esses processos e do resultado ha de ser o
velho carcereiro fe-lo passar por ti e o es-
trangulou para assegurar-se de seu silencio.
-Vinganca exclamou Jack quaesquer
quesejo os desatinse crimes de meu irmo,
quero vinga-lo. Lina faca um punhal, se-
ja o que for e vou matar o faeinoroso que
immolou meu Sempie.
- De vagar louco, rtplicou o estranho ,
servir-se do punhal perecer com elle por
que a le pune todo o homicida. Eu me
encarrego de tua vinganca com a condigo
de que dianle da juslica revelars ludo o
que sabes a respeito da troca feita na Torre de
Londres dars todas as indicages precisas
para demonstrar a cuipabilidade de lord Wel-
lerson e de seu cmplice.
Nao tenho duvida.
Entao fica aqui, e, succeda e que suc-
ceder nao saias desses muros e de nada
temas.
Eu o juro.
O estranho mostrou-se satisfeito e desap-
pareceu com a rapidez do raio.
Decididamente o diabo disse Jack
quando se vio s ; elle condece as cousas mais
secretas. Por minha alma s Dos sabe co-
mo acabar isto.
Depois da entrevista que acabava de ter
com o proprietario do esplendido palacio em
que se achava pz-se Jack a reflecr uo
desastrado lim de seu irmo.
- Pobre Sempie disse elle com lagrimas
publico informado em tempo competente.
Fique porem certo o D-n. que as autorida-
des do Ex nao tem recebido ordens para re-
forma de processos, nem para amnista e
que o governo da provincia nao teme a pu-
blicidade de scus'actos nem a analise ( an-
da aleivosa ) que se Ihes flzer pela convic-
io de que a opiniao publica fazsempre Jus-
tina a quem a merece.
CORRESPONDENCIA.
Srs. Redactores.
Quando ha dous mezes pouco mais ou me-
nos o cmico emprezario Gamboa, nao sa-
tisfeito de insultar indirectamente o publico,
que vae ao theatro com as suas embacadel-
Ias quotidianas, nao contente de insultar di-
rectamente e por esse mesmo tempo toda es-
ta cidade com os seus escriptos no Diario No-
vo ousou, porque 1 he fizero noseioque
da platea ,' estando em scena vollar-sn do
tablado para os espectadores e apostropha-
los reprehendendo-os com dureza de pala-
bras de pronuncia e gesto, e esses es-
pectadores foro to indulgentes que lhe uo
atirro com os bancos velhos da platea ao ta-
blado at faze-lo vir pedir perdo de seu in-
slito atrevimenlo ficou esse cmico habili-
tado e autorisado a insultar o publico por quan-
ta maneira lhe vier ao bestunto e as provas
desta asserco as dara elle todos os dias se
todos os dias elle podesse inventar beneficios
destes e daquelles entes invisiveis para seu
nico proveito : eis aqui urna que eu nao sei
como classifique e que leve lugar -4." feira
16 do corrente. Dava elle a peca -Casamento
baptismo o enterroe em um dos actos apre
sentou em scena tres mendigos pblicos desta
cidade e entre elles o bem conhecido chico-
pep e os pacficos espectadores encarando
o facto somente pelo lado do ridiculo riro
muito, mas nem urna apupada dero a quem
tivora a lembranca to baixa e indigna de
apresentar em scena borrachos e mendigos
de envolta com actores faeto que nao he
possivel decidir so he mais insultante para o
publico, ou mais degradante para a scena.
Considerem agora todos quantosseachavo no
theatro naquelle da se he crivel que um
homem que sevandija a sua propria arte pro-
fessional at este ponto seja capaz de algum
acto meritorio de algum sentimento nobro,
de alguma obra boa em lim. Para que tives-
semos mendigos sobre a serna bastavo as
phisionomias de certos actores improvisados
que esse emprezario cmico nos impe ; mas
o Gamboa nao he homem de meios termos :
os seus insultos sao completos e cada urna
impunidade arrasta um novoe mais forte in-
sulto. Parece que o especulador de represen-
tages diz l com os seus botes : os Pernam-
bucanos absolvem crimes porque nao me
absolvero os insultos quando apezar disto
os faco rir com as minhas extravagancias ?
(*) Mas tudo isto tem seu termo ; se o co-
(*) Por me servir do termo extravagan-
cia occorre-me o annuncio quo boje li na
folha do theatro sob o titulo Extravagan-
cia theatral-digno de reparo e de eterna
cacuada. Ah diz a Direccao, (termo que
nos olhos foi attrahido pelo ouro, e,
como para adquirido, servio-se do ferro,
morreu d'uma maneira horrivel; anda foi
muito feliz em nao ter acabado s mos do
algoz. Oh todas estas scenas horriveis em
que tenho representado o papel to louco que
continuo, servir-me-ho de uleislices. Se,
em despeito das faltas passadas poder obter
minha absolvico e Iiberdade prometi ser
homem to honrado qnanto me fr possivel.
Apenas acabou de proferir estas palavras ,
ouvio bulha horrivel... olhou para a janella..
urna mullidlo de homens armados investio
com a casa. Todos vinho munidos de ma-
chados e pistolas todos corrro sobre elle
e pozro-lhe as armas ao peito...
-Serihores senhores disse Jack ; per-
mitti-meque vos faga agumas ligeiras obser-
vages.
- A morte! a morle '. uivou a tropa bran-
dinJo as armas.
CONCLISA.
Os furiosos que invesliro com o palacio
onde Jack se achava prisioneiro depois de
o terem amarrado a um movel dispozero-
se a executar seus disignios. Sem duvida
ter o leitor conhecido nesta quadrilha os
hospedes doPescogo cortado, os quaes, com o
deo frente nofaltro aorendezvous dado.
Chefe, disse um ladroao que comman-
dava a quadrilha nao esta noiteque deve-
nios ver o Grande?
j nao denota idea coliectivaj que a imitago
mico emprezario quer ridiculizar o theatro ,
a scena os actores ; faga-o muito embora ;
mas respeite os que o poe em estado de poder
fazer tudo isso ; e so o nao faz obrigue-mo-lo
a lazedlo, que temos para isso direito e meios:
mostremos que sabemos conhecer oque he
injuria, e anda mais que sabemos repel-
idas doutrinando o insolente que no-las
irroga.
o c. s.
A' PEDIDO.
lllm. Snr. Em resposla ao oicio que
V. S. me dirigi em dcta de hontem tenho
asignificar-lhe quanto a primeira parte que
nao acceitocomo destituida de fundamento ,
que he a advertencia que me faz de lhe
partecipar quando houver de sahir da cidade
para ir em alguns dos termos da comarca
exercer como Juiz de Direito algum acto do
meo oficio, e bem assim quando houver de
rccolher-me, por quanto nao me consideran-
do em tal caso legalmente impedido do exer-
cicio do Auditorio de Guerra meo cargo ,
nenhuma obrigago me corre de lhe fazer a
partecipago que exige : quanto segunda
parte que estou prompto para os Conselhos
de guerra que se tem de proceder po-
dendo V. S. porisso fazer as respectivas no-
meages.
Dees Guarde a V. S. Recife i 1 de No-
vembro de 1842. lllm. Snr. Antonio Pe-
dro de S Brrelo Tenente Coronel e
Commandante das Armas da Provincia.Jo
ze Nicolao Rigueira Costa Auditor interino.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 18 de novb. 1:724*467
dos thealros italianos se lembrou (e a lem-
brauga he feliz!) escolher os actos de algumas
excellentes pegas, e dar assim ao publico esta
moxinifada indigesta que elle pagar cora o
seu dinheiro se quizer ver at onde chega a
extravagancia da Direccao. Com effeito se
he preciso ter disposiges orgnicas peculia-
res para sorer a massada da representago
de urna pega de cuja execugo o menor de-
feito he nao saberem duas palavras dos seus
papis a maior parte dos actores qual deve
ser a robustez da paciencia que poder sof-
frer cinco actos de cinco differentes pegas ,
sem costura sem enredo sem graga ? He
na verdade muita extravagancia, ou antes
muita insolencia Se nao fora velha manha
do theatro calumniar quanto paiz ha neste
planeta-mundo desde o Kamtchacka at a Pa-
tagonia desde o Japo at o Senegambia por
nm e outro hemispherio muita duvida me
Picara sobre a cultura das bellas arles na Ita-
lia, e bom gostodos Italianos: mas como qner
que seja, e concedendo de barato que na Ita-
lia se chama folha real a tal extravagancia,
entendo que sera supporXavel essa represen-
tago exeeutada por bons actores que ex-
cedessem nesses actos escolhidosde difieren-
tes pegas ; mas no nosso theatro nao pode
deixar de ser indigesto sarrabulho.
O correspondente.
Sim elle deu-noseste ponto de reu
nio pretende que seja o ultimo que tere-
mos: ha nisto alguma velhacaria que vos
contarei logo ; por ora roubemos e saquee-
mos tudo.
Os diabos me confundo disse Jack m
voz baixa esta a mais celebre das aven-
turas de minha vida... meus antigos collegas
nao me reconhecrfio e roubo-me com os
diabos se eu nao tivesse promettido ver e
calar. .
Emquanto Jack fazia estas reflexes, e de-
mais pensava quem seria este mysterioso
proprietario que benvolamente deixava-ge
roubar os rapazes do Pescoco cortado davo
de garras a tudo que Ihes cahia sob as mos,
ouro, prata, joias, neos estofos tudo em-
fim tomaro e o despojo total dividiro
em muitos fardinhos.
Apenas concluiro esta empreza appare-
ceu um homem a janella vestido com man-
to que lhe cobria a maior parte do rosto.
--Meus amigos disse o homem do man-
to sabis quede ha muito tempo tenho dado
que fazer aos vossos bragos. O vosso Bob ,
que vos protega e que era a alma de vossa
quadrilha foipresoe tem confessado tudo :
conessou que ou o havia encarregado de en -
tregar meu innocente sobrinho s mos do
Ifioz, confessou queeu votei a morte quelle
que todos vos raatastes.
DESCARREGA" HOJE 19 DE NOVEMBRO.
Patacho nglez =: Penelope= carvo.
Patacho sueco = Alerta = Uboado pixe r
alcatro, e vergonteas.
Barca Ingleza s Negtlingal srs barricas com
farinha e vazias.
Barca Ingleza = Thereza Jane = sabo.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DA 18.
Ro Grande do Norte ; 53 horas escuna de
guerra brazileira Lebre, commandante o
i.9 lente Marcos Joze Evangelista : pas-
sageiros, George Ving Thoreirhall inglez ,
Alxandr Lumdak dito, Toaquim Ignacio
Pereira Brazileiro, Raphael ArchanjoGal-
vo dito.
New-York pela costa do norte ; 90 dias c-
ter Americano Prompta, de 25 ton. cap.
Stephu Shmit, equip. 4 ; carga taboado :
a Duarte Valeriano Madeira : passageiro ,
Francisco dos Santos Porluguez.
OBSERVAgES.
Conduz mais a escuna Lebre 20 recrutas
para o exercito, 12 para a marinha, 1
sargento, 1 soldado e urna mulher.
~ DECLARAQES.
O vapor = Guapiass = recebe as
malas para o Cear Maranho, e.Par ho-
je (19) s8 horas do da.
= Autos de revista existentes no correio
geral desta cidad u-
Autos em que sao partes Manoel da Costa Pe-
reira Cutrim e Francisco Vieira da
Silva Lessa.
Ditos ditos, Joaquim francisco de Paula Es-
toves Clemente, e ,Manoel Ferreira Cha-
ves.
Ditos ditos Francisco Jos Rodrigues, e An-
tonio Gomes Pessoa.
Ditos dites Antonio Luiz B. zerra e mu-
lher com Joaquim Jos de Faria e
mulher.
Ditos ditos Jos Ricardo e Mai^oel Gon-
galves Guimares.
Ditos ditos, Lut King & C, com Caetano
Pereira Gongilves da Cunha.
Ditos ditos, o padre Joaquim de Freita.s e
os administradores do patrimonio 1os
orfos da Provincia.
Ditos ditos Anniceto Nunes da Silva, e mu-
lher com Jos de Goes de Mello, e
mulher.
Ditos ditos Bernardo Lasserre & t.*, com
Joo Ferreira dos Santos.
Ditos ditos, Antonio Joaquim da Silva, e mu-
lher com Manoel Correia de Mello, e
mulher.
Ditos ditos D. Anna Joaquina de Vasconcel-
os e outro com D. Anna Joaquina
da Gama e outro.
Ditos ditos, FurtunatoRibeiro da Silva, com
Antonio Rodrigues de Oliveira e ou-
tros.
Ditos ditos, Francisco Alves de Carvalho, e
mulher com Manoel Lopes de Barros.
Ditos ditos Joaquim Aurelio Pereira Carva-
lho eo padre regente do hospital do
Paraizo Joaquim Antonio Gongalves
Lessa.
Quem lordMervillo o pai de vosso
sobrinho vosso irmo ?
Sim. Eu vim para recommendar-vos
eterno segredo para vos fazer jurar que
nunca apoiareis com vossas relages esta con-
fisso de Bob que por si s nao basta para
condemnar-me. Aos olhos de lodos meu so-
brinho passa por ter morrido pois dorme
em um cemiterio aquello que tomou seu lu-
gar.
-Sim vai contando com isto, disse Jack
comsigo certo que o nao duvidas porm
nao te ririas se soubesses que sahi do fre-
tro.
- Quanto a meu irmo devo estar des-
cansado porque vos o matastes no momen-
to em que dispunha-se em New-Yoik para pas
sar a Inglaterra para justificar-se aos olhos
do rei e pedir seu patrimonio no assim?
-Sem duvida, sem duvida respondero
os ladres desse nao tenhais recejos de que
vos ven ha aecusar.
- Neste caso adeos disse o homem do
manto atirando urna bolsa mesa.
O movimento quo fez estranho ao atirar
a bolsa fez cahir o manto que o cobria. Jack
e sir Tony reconhecero lord Wellerson seu
mais implacavel inimigo
-Espera! disse ento urna voz que parta
do meiodos quadrilheiros espera, digno
lord antes de deixar esta casa contempla um
pouco os quadros desta sala.


pilos ditos, a cmara municipal da cidade de
Goianna e o padre Joaquim Francis-
co de Faria.
Autos crimes, dos reos Flix Gomes de Olivei-
ra e Simo Gomes de Souza, senten-
ciados pelo jury de Santo Anto.
Oescrivoe administrador da mesa de
rendas internas provinciaes desta cidade faz
publico para que chegue ao conhecimento de
todos os proprietarios dos predios urbanos dos
Ires bairms desta cidade e povoaco dos Af-
fogados que no dia 1. dedezerabro prximo
vindouro se principio a contar os trinta dias
marcados'para pagamento a boca do cofre
da respectiva decima do 1." semestre do cor-
rente anno financeiro de 1842 a 1843 e fin-
dos os quaes se proceder executivamentecon-
tra todos os devedores pelo principal e juros
deccorridos. E para que nSo alleguen) igno-
rancia mandei affixar o presente e publca-
lo pela imprensa. Mesa de rendasprovinciaes
jfi de novembro de 1842.
Zuiz Franciseo de Mello Cavalcanti.
Escrivao e administrador.
AVISOS MARTIMOS.
te-se que dito mechanisrao he mui proprio
para movimemto de qualquer engenho por
va de vapor agoa ou de bestas o que
uode consegur-secom de minuta despeza.
sar J. O. Elster far leilfto por interven-
5o do corrector Oliveira dos mais lindos
chales de seda, queja mais forao imprtalos
u'este mercado, e muita procurados por se
rem da ultima moda assim como de finsw-
mos merinos, lengos de casia ditos de sed
para homem chales de cambraia sedas do
varias qualidades, pannos leves do gosto m-iis
mederno para caigas ede muitasoutras fa-
zendas muito procuradas chegadas recente-
mente do Havre pelo navio Hortense e s
agora despachadas,- terga feira 22 do corrente
s 10 horas da manh no seu armazem ra
do Vigario.
luir dirja-se a rm direiU esquina do beco de
S. Pedro casa de Jos Cirios Paes Barreto ,
que dar de gratificado cincoenta mil rs.
de novcmhro
= Para Genova segu viagem em poucos
lias por ter o seu carregamonto completo o
patacho sardo Benedicta Maria ; quem no
mesmo quzer ir de passagem para o que
tem excelentes commodos ; dirija-se aos
seus consignatarios Manoel Joaquim liamos
t Silva ra da Cruz n. 53.
LEIL.ES.
Ressell Mellors & C. Tardo leilo po
intervengo do corretor Oliveira de 100 bar-
Tcasdeserveija de Londres metade preta e
metade branca que desembarcar na esca-
dinha da alfandega nosabbado 19 do cor-
ren le dia em que serio vendidas as 10 ho-
Tasda manh no armazem de JosBodri-
guesPereira &X. onde se apresentaro as
amostras,
tsr Kalkmann & Bosenmund faro leilo ,
por intervengo do Corretor Oliveira de
nmilas miudezas de varias qualidades co-
mo s<>jo fitas dn seda e de linda botes de
metal e de osso ,' caixas para tabaco e para
barba oculos pentes de marraa e de alisar,
luvas de algodo marroquins e espin-
gardas laz'arinas e de coronha ntera&c. :
Sexta feira 18 do corrente as 10 horas da ma-
nh no seu armazem ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Kalkmann & Bosenmund conlinuaro,,... ~ r-----
por intervengo do corrector Oliveira o seu |de voltar para o pateo de S. Pedro> ,
tsr Sabio o Carapuceiro n.# 67 com urna
rajada de poltica sobre a continuado dos
crimes entre nos. A variedade traz urna ques-
to importante entre dous velhos, e urna ve-
Iha a respailo de lubishomes : vende-se na
praga da Independencia n." 6e8.
jar Aluga-se o segundo andar com mi-
rante da casa sita no pateo do Hospital do
Paraizo : a fallar com o commandante geral
do corpo de polica.
tsr Troco-se dous muleques, um com 8
annos de idade outro com um e meio por
urna negra; ou um negro; a quem convier es-
te negocio dirija-se ra das Cruzes ven-
da n. 41.
tsr O Dr. Pereira tem tres casas para a-
Ingar na ra da Alegra : quem pois as pre-
tender o procure no seu escrptorio na ra
do Bangel.
OT Aluga-se um sobrado na ra de s. Ben-
to defronte da ladeira do Varadouro para se
passar a fasta op annual quem o pretender ,
dirija-se ruada Agoas verdes n. 38 2. an-
dar ou em Onda na ra do Bomfim a fal-
far com Antonio Nunes d Mello.
= Tundo a irmandade do Sr. Bom Jess
dosPassos de acompanhar em 20 do cor-
rente a solemne procissio de Corpus-Christi;
roga-se aos irmos e outras quaesquer pes-
soas que tenhao em seu poder capas da mes-
ma irmandade se dignem ir com ellas a-
companhar dita procissao ou entrega-las ao
actual thesoureiro.
= Precisa-se de urna ama de leite desa-
pencionada de familia no i. andar da casa
n. 9 no principio da ra de Hortas. antes
das se te
leilo de mui ricas fazcndas Francezas da
Suissa e Alemanha segunda feira 21 do
corrente s 10 horas da manh no seu ar-
mazem ra da Cruz.
tsr O corrector Oliveira far leilo segunda
feira 2l do corrente as 11 horas da manh ,
de urna serrara porttil de patente com todo
o macdnismo completo a qual he movida
por impulso de cavallos ora erecta e traba-
filando no lugar de fora de Portas passando o
arsenal de marinha e se vende por motivo de
desolver-se a sociedade entre seus actuaes
proprietarios ; da casa de madeira onde a
mesma existe com estribara adjunta adver-
Lord Wellerson lancou urna vista d'olhos
sobre seu interlocutor.... era o gigante Lilli-
put, e olhou para os quadros.
-Grande eo* 1 ondeestou en? exclamou
o lord o retrato de meu sobrinho os de
meus avs. ser isto urna illuso para
onde arrastro-me ?
- Lord Wellerson meu digno amigo ,
disse Lilliput approximando-se do grande sce
lerato nem todos os punfiaes mato todos
os fretros nao conservo seus hospedes nem
todos os calabougus de Londres sao funestos
hcmicidp.
- Que quer dizer este homem ? perguntou
tremendo lord Wellerson.
- Quero dizer replicou Lilliput tomando
sir Tony pela mo que este menino a
quem esses senhores tem por um ladroea
quem salvro teu sobrinho sir Tony,
que protegido pela Providencia pode es-
capar a teus golpes.
- Meu sobrinho disse Wellerson meu
sobrinho !. .. vivo !.... sim elle.
-Oh ainda isto nao tudo accrescen-
tou Lilliput o ladro que havias posto em
seu lugar e a quem fizestes enterrar vivo ,
para nada teres areceiar de sua indiscrigo ,
este pobre diabo a quem se deu o claustro
como "scada que o levasse ao tmulo... an-
da vive est aqui
- Isto o inferno disse Jack comsigo ,
ahadem qui onios palavra de honra.
as nove horas da ranh e das duas as qua-
tro da larde.
= Tendoannunciadoo andamento das ro-
das da lotera de N S de Guad'lupe de Olin-
da para o dia 21 do corrente nao pode isso
realisar-se-em ccnsequencia da lotera do thea-
tro ter parado com o andamento de suas ro-
das no dia aprazado e ainda nao ter desig-
nado o dia. .
= Perdeu-se do Corpo Santo ate arna do
Crespo urna carteira de capa azul com du-
zentos mil reisem sedulas sendo urna sedu-
ladecem mil res e mais om seduUs de
dous rail reis ; quem a achou querendo resti-
Rio Grande do Norte 10
de 1842.
Tendo-se perdido no dia 8 do corrente na
sahida da barra deste porto o patacho brasi-
leiro Edinna Bestaurada que aqu tinha en-
trado arribado vindo da Bahia com destino pa-
ra Pernambuco : o abaixo assignado estabel-
lecido com casa de negocio na ra da Alfan-
dega desta cidade offerece seu prestimoaos
srs. carregadores e consignatarios das merca-
dorias que conduziaaquello patacho para cum-
prir suas ordens nesta provincia e declar*
que j ficSo descarregadas algumas fazendas e
gneros tendo aquellas urna porco inteira-
mente molhadas : para dar informaco do
abaixo assignado podem fallar com Antonio
Bodrigues da Cruz com loje na ra do Ca-
__ Precisa-se fallar aos senhores Manoel
Goncalves e Joo Joze Borges ; o primero
que foi caixeiro do senhor Chardom e o se-
gundo do senhor Joo Pinto de Lemos e
como se ignora as suas moradas por isso
se Ihes roga o favor de as declararem por esta
folha ou dirigirem-se ra da Cadeia loja
numero 49.
OSr MI. P. L. queira, noprazode
3 dias vir loja de ourives da ra da Cadeia
do Becife onde bem sabe pagar o importe
das obras de ouro que comprou para pagar
em oito das, pois j faz mais de um mez, e
se assim o nao fuer declarar-se- o seu no-
me por estenso, a o estratagema de que usou
para adquirir ditas obras.
Por engao tirou-se do correio urna
carta para Manoel Alves Monteiro vinda
da Bahia; a quero Ihe perlencer procure-a em
casa do relojoeiro Meroz na praga da Inde-
pendencia.
__ Precisa se de um pequeo de idade de
12 a 14 annos de idade, para caixeiro de ven-
da no pateo do Carmo principio da ra de
Hrtasn. 1 ladoesquerdo.
Aluga-se o sobrado de dous andares e
loja na ra da Praia e loja do sobrado
dos quatro cantos da Boa- vista e o segundo
andar do sobrado da ra do Amorim ; a
fallar coro Manoel Caetano S. C. Monteiro.
__ Deseja-se pprmutar um bom sobrado
novo de dous andares com excellente vista
para o mar na ra da Praia por outro, tam-
bem de dous andares porem que seja ero al-
guma das prncipaes ras dos trez bairros ,
voltando-se aquillo que for de razo ; quem
este negocio quizer entenda-se com Manoel
Caetano Soares C. Monteiro.
Os herdeiros do finado Francisco Nu-
nes Muniz declaroao publico, e com es-
pecialidade ao senhor Antonio da Cunha Soa-
res GuimarSes que foi engao dizerem que
erao herdeiros do finado Joze Lino ^Jves Coe-
Iho, no Diario numer 244 de 11 do corrente,
pois que o escravo Antonio Taboca lhe cou-
be por heranga do seu Av o dito Muniz ru-
jo ficou em poder do mesmo Cocido at o
dia de sua morte como tutor e administra-
dor que era dos ditos herdeiros, e por conse-
guinte nenhum negocio este poderia fazer
em sua vida com o mesmo escravo por lhe
n5o pertendef < e se acaso ante9 de sua mor-
te o havia hypothecado ao senhor oze Go-
mes Sobral do Nascimento como o dito se-
nhor Soares GuimarSes fez ver ao9 herdeiros,
no Diario n. 246 est nulla esta hypothe
para cum os mesmos herdeiros assim como
joutra qualquer transac^o felta pelo dito falle-
cido Coelho com o referido escravo de
quem os herdeiros pretenden have-lo do poder
de quem o tiver.
_- Precsase de pretos para serventes de
pedreiro quem os tiver dirija-se ra da
Senzala velha numero 88 ou na Senzala
nova na obra que se est fazendo que l
acharo com quem tratar.
No botequim da cova da Onga ^Do-
mingo 20, ter para almoco presunto de fiam-
bre e cabidella, e dahi em diante ter mais
alguma cousa para petiscos.
Avsa-se as pessoas que tem bilhetes
para o dia 19 a beneficio de um juven parti-
cular que o dito beneficio fica transferid
para o dia 29 do corrente.
__ Aluga-ae o primeiro andar da casa n.
22 da ra do Vigario ; muito boa para peque-
a familia : a fallar no segundo andar da
mesma a Francisco Cavalcante
__ A senhora D. Joanna Francisca de Car-
valho que veio de Macei para esta cidade
em 1837, queira por favor annunciarsua mo-
rada ou dirigir-se ra do Livramento nu-
mero 25, primero andar para receber urna
carta de importancia relativamente a urna he-
ran<;a que lhe pertence e isto quanto antes
para evitar prejuizos.
tsr- Franciso Joaquim Moraes relira-se pa-
ra fora da provincia.
Deseja-se fallar a D. Lanor Tereza de
Oliveira Miranda para negocio de seu inte-
rece.
__ Estabececeu-se na ra do Cotovello n.
35 urna frabrica de estatuas de gesso. de
lodo os lamanhos propras tanto para aulas
dedesqnho como para jardns ou outro qual-
quer lugar esposto ao lempo, por serem pre-
paradas com urna composiQo de nova inven-
5o; e vende-se gesso em p e em pedra.
erOferece-se um rapaz Portuguez de ida-
de de 22antios, para tomar conta de qualquer
venda ou padaria, pois tem pratica dos dous
negocios por os ter occupado e est arrumado,
porem como ganha pouco ordenado deseja
arrumar-se aonde ganl.e mais, quem precisar
aun inicie : para ser procurado.
tsr Fugio no dia 15 do corrente urna sabia
da malta muito minea por estar ha mais de12
annos em gaiola ; e muito boa cantadeira se
alguem a tiver apanhado e quiser restituir
na ra das Cruzes n 20 ser gratificado com
generosidade virificando-se ser a mesma, o
que fcil pelo cante que comparado e como
soando notas de msica.
ar A mesa actual di irmandade do S. Sa-
cramento do Corpo Santo avisa aos irmos da
mesma para acompanhar a procisso do Corno
da Daos ; domingo 20 do corren te .pelas 3 ho-
ras da tarde e roga aquelles que nao forem
o obsequio de mandarem entregar as suas ca-
pas ao thesou reir.
Francisco Joze Alves Pitomba.
Aluga-se urna meia agoa propria para
cocheira, na ra da Alegra : trata-se na
ra do Vigario n 21.
- O ladrSo da Torre que foi posto em lu-
gar deste menino e depois enterrado vivo ,
est aqui exclamou Wellerson atordoado.
Lilliput deu alguna passos para onde estava
Jack e chegou urna luz perto do rosto deste ;
lord Wellerson olhou para est homem preso
pelos ladres e exclamou : '
- E' elle !... mas tu que me fallas tu que
souliesle 1er em meus pensameutos espiar
minhas acetes mallograr meus projectos ,
quem s tu ?
-Sou lhe diz Lilliput, um homem que
de continuo te andou no encalgo ; e .como
chegasse mui tarde para obstar que Tony ,
depois da morte de sua mi fosse para tua
casa puz peito a tudo para salva-lo das tuas
mos. Testemunhei o rapto dessa pobre cri-
nga adormecida ; e para tira-la do seu
carcere fiz-me criado da amasia de um me-
dico infame a quem o carcereiro teu cm-
plice entregava corpos vivos e safei a To-
ny das tuas unhas de tigre, das garras do Bob
e da lncela do sanguinario doutor; mais tar-
de no instante em que esperando por enr.
salvo a crianga perdia-lhe o raslo quiz
Dos que a confisso do medico moribundo
me revelasse o sitio onde o meu protegido es-
lava : segui-o e exhortei-o coragem e ao
silencio.
- E tu fizeste lo aqui vir disse Wellerson
com feroz sorriso ; bem imaginado na verda-
de e te capacitaste que o deixariamos ir em
paz.... Parvo.. este sitio ser o teu tmulo
e do menino cuja gerarebia to impruden-
temente revelaste.
Ao dizer estas palavras fez Wellerson um
aceno e os ladrescahem de espadas desem-
bainhadas sobre Lilliput, que logo tal in-
tento presente brada : -Guardas! appa-
re?So !!!
Escancara-se a porta do fundo e .... sur-
dem cem soldados armados que agarro Wil-
lerson e seus cmplices emquanto Lilliput
aoencorrentado Jacques reslitue a liberdade
que por um momento seus antigos cmara-
das daviao roubado.
__Oh gigante diz Wellerson antes que o
conduzisse a escolta supplico-te urna graga;
venceste-me e um conquistador generoso a
nSo pode recusar.... Dize-me o teu nome ?
A nica respostt d Lilliput foi desman-
char os dous eothurnos que, oh pasmo o
alteavoem muitas pollegadas.... Logo que os
descalcou perdeu de chofre a desmarcada
estatura.... Depois desenroloa a enorme gr-
vala que o pescoco lhe cobria e tirou en
tflo... quem ocreria ? ... a sua estupenda ca-
bega queoutra cousa nao era seno urna si-
mulada carantonha invento do seculo Xil,
attribuido ao frade allemao Shiuzelman ca-
reta que posta n'uma cabega real r dva a
quem a trazia visos de muito alio pois que
s a testa e osso coronal ero maiores que urna
cabega vulgar.
Em Lilliput tirando essa monstruosa care-
ta ouviro-se de improviso tres exclama-
ges :
- E' o b im anjo que me foi consolar na
cova do Pescogo cortado exclamou sir Tony.
E' o proprietario grita Jacques : bem
dizia eu que elle aqui devera estar.
E' elle diz Wellerson paludo como
cadver : meu irmfio.... o conde Merville !!
Meu pai brada Tony., .e se langou nos
bragos daquelle que incessantemente o havia.
protegido. *............ '
..................1
Agora dever o leitor atinar com o fim des-
ta historia cujo Iheatro foi i Torre de Londres.
O velho Bob morreu enforcado lord Wel-
lerson por merc da intervengSo da gentil
Emelina sua filha foi condemnado a de-
portago smente ; sir Tony restituido so-
ciedade com a categora que lhe competa ; e
seu pni das proprias mos do rei recebeu o
seu pleno e completo perdo. Quanto a Jac-
ques Palrickson a favor das recommenda-
c/k-s de que foi objecto dcixr&o-no ero paz,
sem ficar comprehendido na sentenca que
condemnou a deportago toda a quadrilha da
estalagem do Pescogo cortado. Nunca mais
houve noticia delle o que foi occasio de
dizerem ms linguas que elle se tornara ho-
mem honrado.
FIM,



-sia armmvTxtxnaBnamaam.,- tnM~ iiniii>
h
Theodore Mathieu cirurgiSo, "hador queira faz*r o favor de os tomar e
[dentista da real cmara de S. Ievar raa de s. Hita Nova n. 54.
M. I). Uaria Segundo Rainha
A pessoa que quiser fornecef a agoa
0e Portugal^ partecipa ao res-j Para ^o1"*8 do Buraco compareca no raes-
'poituvel publico que nao" se ,no Para tratar do ajuste.
tar Precisa-se alugar dous moleques ou
Juas negras para venderem na ra que se-
Jo fiis paga-se bem odia : na ra do Ara-
gao n. 39 casa de duas portas e urna janela.
_jretirou como tinha promelli-
do em litis de setembro mas sim verificar
de 15 dedezembroera diante, e leva em sua
companhia sua esposa, e 13 escravos; as pes-
soas que se quiserem utilisar de seu prest -
14 pri-
mo podem dirigir-se a ra Nova n.
meiro andar.
3~KAFAEL Luoci par-
ticipa aos Srs. assignantes
das Funccoe.s Lyricas na
Na tlense que a segunda
lera lugar no dia 21 do
corrente, e para agradar
mais aos Srs. assignantes,
pela primeira vez M.1" Ma-
nuela Caetana Lucci can-
tar huma cavatina.
sr No armazem de trastes da ra da Cruz
n. 63 precisa-se de dous aprendizes de mar-
cioeiroque saibo bem envernisar pagn-
dose-! he conforme o seu trabalho.
tar Precisa se de um moleque que saiba
alguma cousa cozinhar para casa de pouca
familia : na ra da Cruz n. 51.
sar Precisa-se*<* t olQcial de carpinteiro
captivo pira trabalhar alguus mezes; quem
tiver annuncie.
COMPRAS
MoeJa de cobre corrente com o dis-
conte de 2 por cento : na loja de cambio de
Lourengo Bastos Companhia.
sar Um carro de mao para conduzir ma-
terial : na ra larga do Rosario venda n. 33.
tsr Um preto ou moleque sem vicio: na
ra do Caldereiro obrado de um andar nu-
mero 2.
V.ss#- As obras de Salustio, Virgilio, e Cor-
nclio traduzidas ao p da letra : na ra de
s. Rita n 91 ; na mesma casa vende-se um
moleque crelo, de 16 annos, a moeda ou
a troco de fazendas,
tar Urna dura de cadeiras com assento
de palhinha e duas bancas Je sala quem
tjver annuncie.
sar Urna morada de casa do sobrado de
um andar ou mesmo terrea, as ras prin-
cipaesdobairrode s. Antonio; quem tiver
annuncie.
VENDAS.
ULULAS VEGETAES, E UNIVERSAES AMERICANAS.
O nico deposito deltas lie em casa do agen-
te D. Knoth; na ra de Apollo n. 27.
ssr Aluga-se o pretos : no armazem da
ra do Vigario de J. J. de M. Reg.
W Joijo Baptista Gorjo se assigna de
hojeem diante por Joo Baptista de Mello
Gorjo por cauza de haver uutro de igual
nome.
tar Quem achou um boto de ouro lavra-
do e urna bengala querendo restituir se
dar 1 rs. dei gratificago na ra de S.
Rita Nova n. 54.
ssr Um mulher capaz e sem filhosse offe-
rece para toser e engommar em urna casa do
pouca familia inda mesmo pelo sustento e
vestiario : na ra Augusta n. 12.
sar Um rapaz portuguez de 14 a 16 an-
nos, para caixeiro de loja de fazenda ou
outra qualquer arrumaco, exceptuando ven-
da sabe 1er e escrevar ; quem precisar an-
ouncie.
ssr Quem annunciou no Diario n. 249
querer comprar urna venda com poucos fun-
dos e que tenha commodos para familia,
dinja-se ao atierro dos affogados defronte do
viveiro do Muniz n. 85.
tS9" Aluga-se o terceiro andar do sobrado
da ra do Queimado n. 8 .- a tratar na loja
do mesmo.
BT Aluga-se um sitio com boas scommo-
daces pastagem para o a 8 vaccas mui-
tosarvoredos de fructo com urna grande ca-
sa feita a* moderna, na estrada do Rozariuho:
na ra larga do Rozarlo botica n. 42.
* wr C. W. T. Ivolilmeyer retira-se para
fora do Imperio.
ssr Quem annunciou ter para vender urna
obra de Moral na ra da Cruz baja de an-
nunciar o numero da casa ou entender-se
com o Padre Bacalho.
SST O abaixo assignado comprou por con-
ta de Manoel Antonio Lopes da Silva Muriti-
ba morador em Macei 5 meios bilhetes
da primeira parte da 12 L. do theatro com
os seguintes nmeros: 3081, 3077, e 794.
Joaquim Ribeiro Pontes.
tsr Quem precisar de um rapa; portuguez
de lo a 16 anuos para padaria para massni-
ra ou tendedeira pois disto tem bastante
pratica ed fiador a sua conducta o mes-
mo para padeiro de alguma embarcarlo ou
para qualquer outra oceupago annuncie.
tar Existem anda para alugar duas mo-
radas de casas na Capunga amargem do rio
Capibaribe os pretendentes dirijo-se a
praeinha doLivramenton. ol
tar Aluga se duas canoas abertas urna
carrega 900 lijlos e a outra 700 : atraz
dos Martirios n. 56.
ssr Da-se 100, rs. a juros a 2 por cento
ao mez sobre pinhores de ouro ou prata :
as 5 pontas padaria de Joo Lopes Lima.
ssr Na padaria da Passagem da Magdale-
na precisa-so de um amassador.
or A pessoa a quem for offerecido uns
oculos de armago branca com caixa encar-
nada que forao furtados por um preto ga-
Folhinhas de porta algibeira e Pa-
dre : na praga da Independencia loja de ti*
vros n. 37 e38, ou 6 e 8; na ra do Ctbu-
ga lojadosnr. Bmdeira j na ruada Cada
do Recife loja de ferragens n. 4l; na ra da
Madre de Dos venda da esquina defronte
da Igreja ; na Boa-Vista defronte da Malriz ,
botica do snr. Moreira ; e em Olinda boti-
ca da ra do Amparo.
tsrUma negra de bonita figura, sem acha-
ques e com algumas habilidades, a vista do
comprador se dir o motivo: na ra Nova nu-
mero 67.
ssr Urna cabra bicho com bom leite, ten-
do um cabritinho: na ruado Livramentonu-
mero 52.
ssr Na ra Nova loja de seleiro de Joza
Ramos da Cruz & Companhia que foi do
Labulier, vendem se batidas ricas com baca-
Ihaos de ouro a 30 rs. e do novo padro
a 56j vindas agora do Rio de Janeiro.
"* tar Luvas de pellica pretas e brancas, por
menos prego que pode haver : na ra do
Queimado loja n. 16.
ssr Urna venda com poucos fnndos ou sor-
tida da maneira que o comprador quiser a
dinheiro ou a prazo com boas firmas na ra
daSenzala velha n. 15; na mesma, um
caixo de casa em chaos proprios, em Olinda,
com todos os matereaes proraptos.
*sr Um pardo de 18 annos de bonita fi-
gura com principios de sapateiro, e propno
para pagem ao comprador se dir o motivo
da venda : a fallar na obra do novo palacio
com o apontador.
ssr Urna alva para padre bordada de
susto, feita em panno do esguio tendo o
bico mais de palmo de largura obra muito
bem feita, um candieiro francez: as o pon
tas n. H4 ; na mesma casa existe urna car-
ta para o snr. Carlos de Souza Martins, viuda
de Oeiras.
ssr Um bom sobrado de 2 andares e so-
lo, com armazem cito na ra Nova n. 37
o qual se vende por preciso afim de se pa-
gar um debito que a mesma casa est obri-
gada: na ra do Livramento armazem n. 20.
"-ar Rhethorica pelo Padre Meatre Mari
nho e um Cnmelio em latim : na ra de
Agoas verdes n. 42.
ssr Urna flauta de bano muito rica e boa
com 8 chave* de prata ; e um carneiro em
grao, muito mango, proprio para menino
montar ou mesmo para carroga : na ra da
Roda n. 27.
sar Um negro bom trabaihador deencha-
da e carreiro e excellenle para estar em
um sitio sabendo bem tirar leite e tratar
de gado o preco he commodo e se vende
por dfce nao haver preciso: ua ra de Agoa
verdes u. 70 das 6 horas as 8 da mauh ,
e das 2 as 6 da tarde
tar Urna escrava moca de 20 annos en-
gomma com perfeico cozinha e cos para
do Nascimento : a fallar com Joze Antonio
Machado Malheiro ,'ou com o mesmo Silves-
tre n. 48.
W Bogias de carnahuba de 6, 8" e fl tiri
libra bem alvas e de boa luz cartas e ta-
boadas para meninos pautas grandes e pe-
queas em papel de holatida e urna rotula
uzada de 9 palmos o mel 'de altura e 5
de largura por preco commodo: na ruado
Nogueira n 13.
tar Urna escrava crelo de 22 annos, sa-
dia e sem vicios lava de sabao cozinha o
ordinario cose sofrivel he quitandeira e
Uz todo o mais servicode tima casa : na na
Nova sobrado n. 42 confronte a Conceiga.
t^- Urna canoa aberta grande que pe-
ga em 1500 lijlos de alvenria grossa com
pouco uzo, e por prego commodo, tima du-
ia de cadeiras, uir. canap, um jogo de
bancas urna mesa de duas abas onde podem
jantar oito pessoas um oarrinhode 4 rodas
para poder andar dous meninos, um selim
para montara de homem em bom estado ,
um braco de balanga de Romo & Compa-
nhia com todos os seus perteuces : na ra de
Apolo armazem n. 13.
tar Urna porcade resinado angico mui-
to nova elimpa a qual pelo bom arranjo
em que se acha em dous saceos de couros ,
pesando cada um duas arrobase 271b. livres
da tara, eslo com suficiencia paraserem ex-
portados : no porto das canoas no segundo
andar do sobrado da esquina de Manoel An-
tonio de Souza Reis.
tw Urna morada de casa terrea de pedra
e cal, com commodos para familia com
quintal ou sitio conforme o ajuste na estra-
da do Hospicio que vai para S. Amaro, pas-
sandoo quartel, e dous sobrados, no pri-
meiro portan.
sw Um habito da ordera da Roza pro-
prio para trazer-se em farda : na ra Direi-
ta n. 120 primeiro andar.
sar Um sanco foito no Rio de Janeiro, pro-
prio para conduzir autos ou'quaesquer pa-
pis : na na dos Quarteis n. 20.
n ssf Cortes de coleles de setim de muito
bom gosto : no atierro da Boa vista loja de
fazendas u. 8 defron te da casa do snr. Joo
Piuto de Lemos.
tsr Caf moido muito bom sem a menor
mistura de outra especie em porces gran-
des e: pequeas para todos os freguezes
prsenles e'fucturos de hoje em diante alhe
segunda ordem he a razo de 220 ou 7040
a arroba e a retalho a 240 a libra : no de-
posito na S Cruz padaria de urna s porta e
no Rcife ra do Azeite de Peixe aonde he
torrado e moido padaria n. li de Manoel
Ignacio da Silva Teixeira.
tsr Urna preta do gento de angola, de 25
annos, vendedera de ra cozinha o ordi-
nario por prego commodo : na ra velha da
Boa vista sobrado da esquina do beco do Ve-
ras.
sar Uma eommoda de condur era bom
estado com dous gavelOes e tres gavetas pe-
quenas um carro de puchar fio um par de
bancas de lapidar : na ra Direita n. 119.
W Um moleque crelo de J6 annos, bom
vendedor de ra : no principio do atierro dos
Affogados n. 31.
* Uma morada de casa terrea com bas-
tantes commodos para uma grande familia ,
quintal grande com bstanles arvoredos : e
um casal de escravos sendo o maxo bom
caranguigeiro e aratueiro sem vicios e a
negra faz todo o servigo de uma casa : na ra
da Conceico da Boa vista n. 7 do lado di-
reito.
tarDuas moradas de casas terreas em chaos
proprios no beco do Padre n. 5 e 9 : quem
as pretender annuncie.
tar Uma cabra preta muito boa leiteira ,
que d um garrafa de leite por dia ; no atier-
ro de Boa vista n. 86 ; na mesma compra-se
um moleque ou moleca de 12 a 16 annos,
que tenha boa conducta.
* Una casa terrea cita no Mondego, com
bastantes commodos a saber duas salas
grandos 4 quarlos corredor lavado cozi-
nha fora com fugSo inglez quintal murado
com cacimba de excellente agoa de beber e
feita a moderna : na praga da Boa visla boti-
ca n. 20 on na ra da Cruz escriplorio de
Manoel Joaquim Ramos e Silva,
wt- Cueiros de suparior casimira ricamen-
te bordados muito bons chapeos de sol dd i
seda portugueza e franceza ricos cortes de
Um preto mogambique de bonita fi.
jura, ganhadorde na e cozil)fa o ordina-
ria, e he bom refinador de assucar ; na ra"
das Flores n. 6.
ssr Uma secretara obra moderna
boa, com 3 gavetas grandes e um armario
envidragado em cima e uma cadeira de ja-
caranda para menina assentar-se na escola
um moleque crelo de 10 annos proprio pa'.
ra qualquer servigo ; e um selim inglez para
menino montar em carneiro: na ra de Hor
tas n. 46.
tar Superior caf moido dito de cevada
a 180 a libra, e superior assucar refinado-
na reinaco da ra Direita n. 10.
tar O Brigue Escuna Americano Jones
forrado e encavilhado de cobre e prompt
em ludo a seguir viagem e um terreno etn
foYa de portas; dirija-se a Diogo Crablree & C.
na ra da Cruz n. 43 ou A. S. Corbett 4
Compnhia ra da Caucia n. 42.
tsr Um escravo de nagao angola de 36
annos, boa figura possanteesem vicio al-
gum proprio para o servigo (a Campo : na
ra de s. Gonsalo n. 20
Um escravo de bonita figura que re-
presenta ter 20 annos vindo do Ass sem de-
feito nem vicio : na ra da Cruz n. 64.
tar Uura preta crela de 23 annos cose ,
engomma o cozinha o ordinario, ludo com
alguma perfeigo, e d-se a contento : na
ra Direita n. 129 spgundo andar.
t^ Uma lanterna mgica fantasmagrica,
vinda a pouco de Franga com lindas figu-
ras e pinturas mui finas propria para os
passa tem pos da festa: na ra Nova loja fran-
ceza n. 2.
ts^" Uma casa bem construida e nova ,
com bons commodos quintal murado com
porto cacimba no atierro das 5 pontas
defron te do viveiro do Muniz n. 45 : a fallar
no mesmo lugar n. 75.
tsr Caf moido a 220 a libra e 140 em
grao assucar branco em arroba a 1920 ,
cevada a 100 rs. a libra manteiga boa a 720
e mais gneros por prego commodo : na ra
estreita do Roza rio n. 38.
jar Pequeos barris com batatas : no
atterro da Boa vista junto ao beco do ferreiro
numero 44
tsr Por prego muito barato um diccio
nario de Moraes da 4.* edigo em bom uzo:
11 13
na praga da Independencia loja n.
e 15.
tsr Uma porgao de sebo ja limpo :
largo do Tergo venda n. 7.
tar Uma casa em Olinda com commo-
dos suficientes para pouca familia por pre-
go commodo: ne ra Augusta venda n. 58.
no
Duas moradas de casas de taipa no lu-
gar da Cabanga lodas com excellente quintal,
e com alguns arvoredos e ps de coqueiros ,
e he perto do banho salgado e bom (,eixe
efetivo na porta ; os pretendentes dirijo-se
as 5 Pontas n 26 a fallar com o Amorim J-
nior que todo o negocio se far.
2sr Uma venda na ra de Fora de Portas
o p do beco Largo n. 90, bem afreguezada ,
e em bom Jugar com bom sortimento pro-
prio para o lugar, e vende-se a prasopor o
abaixo assignado estar a sabir para fora da
provincia: tratar na mesma.
Jos deL. Soares.
ESCRAVOS FGIDOS.
tar No mezdeJtilho do corrente anno ,
d.'sapareceo da casa do abaixo assignado um
preto africano de nome Joaquim de 25 an-
nos cor preta olhos afumagados um de-
do do p cavalgado para cima do outro; quem
o pegar leve a ra do Crespo n. 15 que ser
recompensado.
Manoel Joze Lopes Braga.
sar Fugio pelas 3 horas da tarde do dia
17 do corrente do assougue defronte da ca-
deia de Joo Dubois um esrravo crelo de
nome Joo Mathias carniceiro alto, secco
docorpof muito esperto pouca barca de
30 annos com duas marcas de facadas, uma
em baixo do olho esquerdo e outra em cima
maior, vestido de camisa e caigas brancas ;
quem o pegar leve ao mesmo assougne que
ser recompensado.
ADVERTENCIA.
tora ; duas ditas de todo o servigo cozinho chita e lanzinha para vestidos
e lavo de saba e varrella; uma dita engom-
madeira parfeita e cozinha ; um preto mogo
para todo o servigo; uma molatinha de 12 an-
nos : na ra do Fogo ao p do Rozario nu-
mero 8.
Uma venda no principio do atierro
muito boas
casinetas setins pretos e de cores para roje-
te pannos casimiras de todas as cores ,
muito bons chapeos de seda franceza entre el-
les alguns forrados e gaspiados de merino ,
brinse outras muitas fazendas de gusto; e
uma bareaga nova vinda das Alagoas : na ra
A primeira errata da Orago de S. Exc.
Revm. apontada no Diario N. 248 nao foi
exacta ; e deve ler-so dcsto modo = para
que quanto possat aprehender o beneficio
de que ele:lt'ia-separa que quanto pus-
sae* aprehender compreJwudae* o benefi-
cio d< que etc.
dos Affodos, defronte de Silvestre Joaquim Ida Cadeia loja n. 49 de Francisco da Silva."" -RECIFE NATYi>. DEM. F. DE F. =1842.


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