Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04819


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 13*%. Segunda Feira IA
Tudo agora depende de nos meamos ; daosa prudencia moderae.m cnerda : con-
tinuemos Como prractuiajnoa e seremos auonladns Coro admira .10 entre as N.c'oes inaia
<'ul""- ( Proclamado da Assembla f.eral do Ba.uiL. )
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fioianna, Paraliiba e Rio grande do Norte vagancias e srxtas feira lionilo c Garanbuns a 10 o 24.
Cabo Serinbjem, Rio l'ormoso Porto Cairo Macei e Alagoas no 1. 11 e 11.
Boa-vista e flores a 2!S. Sanio Anuo quintas feiras. Olinda todos os das.
DAS DA SEMANA.
14 tftg. M- Clementino, e Filomeno Mm. And do J. de D. da 1. r.
45 Tere. s. Leopoldo Marquai. Re. Aud. do J. de D. da 2. v.
16 Quart. s. Gonealo de Lasos. And. do .) de ]). da 3 v.
17 Onint. Gregorio TKanmaUrgo B. \wl. doj. de D. da2.r.
15 Sexli s. Romfio M. Re. Aud. doJ. deD.dal. v.
l!) Sab. s. Iaahel ll.iuh. Je lluiiria F. Re. Aud. do J.deD. da 3. v.
20 Dom. l'clir. de Yalois Lundador.
T
Noveaihro. ^juig XVi. N. 246.
i" ^laTaBWaMaTaTMT'aTllalVWlil IITrirnuinrilllll I nmumnnw III' I II1 lili malilla a i'
O Diario pablica-se todo* OS dias (fae nifo forem Santificadas- o oreen da a.i^natora I"i
ir iriiarli'l p'-,w adaotadok, Os nnnaiin dos assis
gratii e os doa que ai
dirigidas eU Tipografa, ra dasCruiesN.PS, i- |>rca la
Numero I e 8.
CAMBIOS no lia 1 2 ir.o.
compra venda.
Cambio s' ibrc I ondre '.'/ Nominal*
h Feria 3.il) reii por f (neo
K i I it] '., ''II | ir -mi
Mo-da de robre 2 p ir 101! de des onlo.
dem de letras da bou Rnaai lia I j.
' I de fi.!) V
' -N.
de i.H 10
PaUTA-PaU
a I '-<>s -'l'i'nnares
ii diloa Mexicano*
n miuda.
I I.
1,74(1
1,740
1,740
l,(i2U
11,320
l JO
3
I
; io
i,
Preamar do tlia 14 de Novembn.
I
o
i 2 horai e (1 ni. da manhfia.
2 horas e 30 m da tarde.
PHASES DA LIJA No MEZ DK NOVEMURO.
La Nota di hora c 49 m. da i.nl.
Quarl. rese, i 9 s III lloras e .)7 m. ih tard.
La oheia IS\ 1 luna e 10 m. damjtnh.
Quart. miii. .i 25 ;is (i bous e 2 m. da tnaiih.
DIARIO DE PERNAMBUCO
t
9
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 7 DO CORRENTK.
OITicio Ao chele de polica interino ,
transmiltiodo para quo jtenba o conveniente
destino o auto de vestoria manijado fa-
zer pelo commandanle da illia de Fernando
cm o cadver do prisioneiro do Rio-grande
do sul alli retido Joza Vianna.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras
publicas approvando o contracto ddicio-
nal da ponte do Anj > com a clausula de tero
arremattante pela sua, administrarlo 2 14
por cento do valor da arrematado, e mais 18
por cento do mesmo valor seo beneficio.
Dito Ao juiz municipal da primeira va-
ra d'esle termo remetiendo a devassa a
que se procedeo na llia de Fernando pela
inorte de Mara Thereza do Pilar im de
que na forma da lei e como lhe cumpre ,
proceda nos ulteriores termos.
Dito Ao chefe de polica interino en-
viando as nomcacs do subdelegados dol.
e 2 rustrido do Cabo fritas vista de sua
proposta de 13 do passado para quo os fa-
ca juramentar e entrar em exercicio.
Dito Ao juir da primeira vara do civel,
nomeando-o para presidir o andamento das
rodas da primeira parte da 12.a lotera do the-
atro.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenando que ponda
em arrematado o fornecimenlo do tijolo ,
necessario para obra da ponte do Caxang ,
na conformidade das condices que lhe re-
mette. =Cotnmuiticou-se ao engenheiro em
edefe das obras publicas.
Dito Ao commandanto das armas de-
terminando que mande assentar praga e
addir aos differentes corpos de primeira linda,
os 19 prisioneiros do Rio-grande do sul, que
regressaio da ilda de Fernando *, e que re-
mella o rebelde Jacinlo Guedesde Oliveira ao
commandantedo bngue= Imperial l3odro=,
para conserval-o preso bordo.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda participando terem sido approvadas
por S. M. o Imperador as gratiicaces, por
que forao engajados pelo commandante das
armas os cirurgioes, e capalles de nomeago
provisoria.
@L UEY
OS TENEBROSOS MYSTERIOS
>A
TORRE DE LONDRES (*)
TARTF. II, AYEMinAs sEirtiafiirfAB de su iort-
XII.CAVANDO A TEERA.
Odoutor a quem vimos prestes a trabaldar
no corpo de sir Tony protegido pela igno-
rancia do seu escondrijo na Torre de Londres,
era um medico de muita vnga no terr.po em
que se passavo os tactos desla distoria.
A cidadee a corte disputavo-so suas visi-
tas e urna sentimental lady destas nervo-
sas cahiria em syncope se o celebre lilbo de
Esculapio dedignasse de ir ve-la.
Sua experiencia provinh justamente des-
ses trabalhos anatmicos que elle nato lema
fazer sobre corpos animados ; todava fa_
zendo-lde justica devemos confessar qus
' (*) Vid. Diario N. 235, 236 237 240 ,
211 243, 244 e 2 lo.
Dito Ao commandanto das armas in-
telligenciando-o d'haver S. M. o Imperador
permittido, que segusse para esta provincia ,
im de ser nella empregado como corrvier
ao servio o major de primeira linda Joze
Lucas Soares Raposo da Cmara.
Dito Ao commandante superior da guar-
da nacional d'este municipio ordenando ,
qu." faca punir na forma da lei, os dous
guardas da terceira compandia do primeiro
bataldo d'este municipio Simplicio Joze de
Araujo e Higino Ferreira da Silva que ,
segundo participa o inspector do arsenal de
marinha estando hontem (6) de guarda no
mesmo arsenal. desamparro seo posto des-
de o meio dia e s se apresentarao doje (7)
s 6 doras da manha. = Communicou-se ao
inspector do arsenal de marmita.
Dito Ao commandante do hrigue =Im-
perial Pedro =, participando ter ordenado
ao commandante da escuna= Lebre=, que
siga em commissao para o Rio-grande do
norte.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda scientiicando-o d'daver mandado
dissolver o destacamento de guardas nacio-
naes de Nazareth.
COM MANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE D0 DIA 5 DO CORRENTE.
OfilcioAo Exm. Presidente, informando
o requerimento do alferes reformado Francis-
co de Assis Mendes Guimares que a S. M.
o Imperador supplicava o levantamento da re-
forma a prornuQo do posto do tenente
com antiguidade de 18 de jultio de lHil e
capito em remunerarlo dos seus servicos de
campanha.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. enviando-
lde competentemente informado o requer
ment do alferes Antonio Bernardino dos Reis,
que ao Soberano pedia a graga d'o passar da
terceira para a segunda ou primeira classe e
o posto de tenente a que se julguva com di-
reito em vista de seos servigos e antigui-
dade.
Dito Ao capitao commandante da fonja
expediccionaria a Paje de Flore, prescre-
vendo-Ihe o itinerario de sua mareda para es-
ta capital, como anteriormente Ide fra or-
denado.
Dito Ao inspector da thesouraria im
de mandar pagar ao thesoureiro da irmanda-
de da Conceigo a importancia de quatro
sepulturas que a mesnia irmandade deo a
igual numero Je suldadus que falceerfio no
mez de outubro p. p.
Dito Ao vico-presidente da meza rege-
dorada irmandade da Conceigo dos milita-
res commuiiicando-ldo o e.ipo*lo no prece-
dente ollicio.
Portara Ao tenentc-coronel comman-
dante dj batalhfio de infanlaria do guardas
nacionaes destacado mandando desligar do
mesmo com guia para o respectivo corpo ,
o guarda Amaro Flix de Santa Anua ero
attdpcao a ter servido voluntariamente por
mais de seis mezes, e luver apreseulado p-
timo com por lamento civil, e militar.
Dita Ao com roa nda ti te da compandia de
cavallaria mandando apresent.tr ao terceirq
commandante do corpo de polica J. R. de
Faria um ordenanza montado, armado, t
municiado im d'o acompandar a urna dili-
gencia fra da capital.
ANNUNCKX
= 0 Illm. Sr. commandanto das armas
da provincia em execuc/io do artigo 22 do
regulamento de t7de l'evereiro de'852 ,
manda convidar aos sendores boticarios esta-
blecidos nesta cidade comparecerem na
secretarla militar as 10 doras do dia 22 do
correte mez afim de se proceder a arrema-
Uofio dos medicamentos precisos ao hospi-
tal regimental, perante o conceldo extraor-
dinario de que trata o referido artigo. Ie-
cife 11 de ovembro de 1842. Francisco
Camello Panda de Lacerda secretario mi-
litar.
EX.TER10K.
Vimos jornaes Francezes que alcango at
a data de 25 de setembro p. p. e as noticias
mais interessantes com que nnlles deparamos,
sao as que so contem nos artigos que levamos
transciptos ao condecimento dos nossos lei-
tores.
FRANCA.
Pars 22 de setembro.
Tem-se fallado da pouco tempo da surdez
do pincipe de Joinville mas douve engao
em dizer-se que era um mal recente. O jo-
ven principe infelismente j da muito affec-
tadod'uma grande fraqueza d'ouvido e as
pessoas que sao admettidas sua preaenca ,
sao obligadas a explicar-so em voz muito alta
para se i.t/.erem tuivir de S. A. R. Este es-
tado de colizas nao impedir o joven principo
de tomar continuamente um commando ma-
rtimo. As diversas tentativas de cura tem
sido nellieazes al boja e nao podero fa-
zer desapparecer a especie de surdez quo pa-
rece querer toniar-se urna molestia edronica.
Falava-.se muito de novo n'uma esposa
que S. A. R. ir buscar lem do ocano ,
no Bra/.il. na pessoa d'uraa das irmas do Im-
perador D. Pedro 2.
Nao sabemos o grao de veracidade quo me-
rece esta noticia loda-via devenios notar
que da dquco tempo as toldas allem&es annn-
diavo a viagem do principe Welkemar da
l'mssia ao Hio de Janeiro e davo a esta ex-
ciiisfii) Ipngiqua um motivo ora matrimonial ,
ora poltico e concernenle luudaco d'u-
ma colonia transatlntica.
A cmara Franceza deve reunir-se daqui
a alguna mezjs. At ento a poltica in-
terior tem pouca importancia ; a imprensa
pois obrigada a oceupar-e quaai exclusiva-
mente dos factos que podem interessar a
Franca na poltica externa O repouso dei-
xado ao gabinete no intervallo das sesss
pela tranquillidade perfeita do povo e pela
calma com que elle espera que os seus repre-
sentantes possao por lim cumprir o seu man-
dato e pedir con tas ao ministerio da sua
mui longa gesto, este repouzo, dizemos nos,
deveria ser empregado por elle em aproveitar-
se de todas as ocoasies quo lhe ollerecem as
compiieacoesda poltica inler-nacional pa-
ra reparar as faltas que tem commettido o
para fazererguera Franca d'este estado dea-
batimento em que elle a deixou cahir. Que
fazem os nossos ministros para cumprir este
dever ? Temo-Ios visto tomar o exemplo dos
Estados-Unidos e exigir a modilicaco dos
tratados do direito de visita ? 'Keem elles sa-
bido tirar partido do actual estado da Syri pa-
ra recuperar n'aquella desgracada regio a in-
fluencia que perderao? A nossa esquadra nao
fez mais doqueapparecer as costas da Sy-
ria e mesmo antes que Sir Strat-ford Can-
ning tivesse podido pedir a M. de Bourque-
nay explicaces sobre essa apparigao o almi-
rante La Suissej se linda affastado, e um
jornal ministerial declara boje que a fro-
ta do almirante La Suisse tinha ido ao 0-
riente para passeare mudar de ar. Em quan-
to ao tratado do direito do visita o protoco-
lo ainda est aberlo espera da assignatura
elle indistinctamente servia-se de cadveres
para suas pesquisas habiluaes.
Sadindo da Torre de Londres encami-
nhou-se directamente casa do membro do
parlamento que segundo dissera Lilliput,
o mandara procurar. S o nome de sua se-
nhoria cuja saude lhe estava confiada fe-
lo abandonar Tony ,que palpilava sob sua
faca -, e nao tomou folego antes de chegar
portado illustreenfermo, na qual bateu com
quanta fo.rca tinhe.
Appareceu um criado ,. que tando ordem
de seu^mo para nunca recusar entrada ao
medico disse-lhe apenas o reconheceu :
Entrai Sr. doutor.
Odoutor entru e achou seu pretendido
enfermo muito oceupado em descubrir os os-
sos de u mea pao cstudo anatmico que nao
tem menos valor do que os lgubres trabalhos
da cirurgia.
Diabo dsse o doutor : que.doenca !
Ad sendor o qqe sentis ?
Nada i
Como nfio estis perigosamente en-
1ermo ?
- Absolutamente nao !
E comtudo forao dizer-me que me cha-
maveis.
Doutor, dissecom ar severo o membro
do parlamento agasalhando na boca urna coxa
do capio que tinha no garfo nao gosto
que previno o futuro nem que seantecipem
a respeito de minuas indigestos futuras. Se
eu tiver algum incommodo vos mandarei
chamar.
Odoutor sahio confuso perguntando-se
que motivos obrigario a Lilliput a mentir ,
este bom gigante que at ento nao tinha da-
do signal de inteligencia.
Era j muito tarde o tempo estava fri e
hmido : o doutor renunciou a idea de ir di-
rectamente Torre, e entrou por um instan-
te em sua casa.
Ali achou dous homens que o esperavo.
Ento mandries que lazeis aqui ?
Mo* obra meus caes !
Nao vos enfadis senhor respondeu
um dos homens vamos j partir. o tempo
cobre-se ninguem nos poder ver e con-
tamos trazer-vos cousa que sirva.
Pois bem ide disse-lhes o doutor to-
mando o capote : e, emquanto vou fazer um
curso indispensavel procurai trabalhar de
modo que me venda boa caga.
Os homens lizero-Ihe profundo cumpli-
mento e atirro-se ra. Odoutor, ipres-
sandoo passo, dirigio-se para as negras mu-
ralhas da Torre do Londres.
Deixaremos o honrado medico percorrer as
ruazinhas prximas Torre c que sao quasi
certos refugios de ladres para acompanhar
os dous individuos aos quaes parece que dra
elle importante commissao.
J elles atravessro a cidade. A' medida
que se approximo de urna igreja que Ihes fi-
ca direila, demorao o passo e olho com
precaucao em torno de si.
Ouves alguma cousa ? pergunta o mais
velho.
Nao podemos arriscar-nos responde
o outro.
'Bofe, tornou-Ihe o primeiro j me
voh disgostando desteolHcioa que nosobriga
este doutor da desgraca. Furtardefuntos
meter a alma no inferno ; arrancar do fundo
das sepulturas aquelles que dormem o som-
no eterno tira-Ios de seu ultimo refugio pa-
ra entrega-Ios aos instrumentos desse medico
excommungado, renunciar a toda esperanca
desalvaco eterna.
Nao te suppunha to virtuoso compa-
dre, replicou-lhe o outro. N'outra occasio,
se o julgares conveniente peders recusar
a proisso, e eu procurarei companheiro
menos dypocrita ; mas hoje preciso dar con-
tadesi. Portanlo, meu velbo peccador ,


2;
2
da Franca por baixo do de 1841 %s se fe-
char quando M. Guizot tiver tomado e
peito ratifica-loa despeito da cmara, ou
quando tiver achado urna maioria to condes-
cendente que o approvc.
(Journal du Havre. )
Le-se na Sentinelia de la Marine jor-
nal de Toulon de 16 do setembro :
Recebemos esta tarde d'um dos nossos
correspondentes de Pa/.iz informages acerca
da misso da ville de Marseille, as quaes te-
mos toda a razo para julgar exactas. Se-
gundo a carta que recebemos a Ville de Mar-
seille nao se limitar a transportar para o Rio
o nosso ministro plenipotenciario o baro de
Langsdorf, mas tambem este navio assistir
s festas que devem ter lugar por occasio do
casamento do Imperador do Brazil D. Pedro
segundo cm urna Princeza da Familia Real
de aples. Outro navio a cujo bordo sup-
poem-se que o almirante Casy pora o seu pa-
vilho deve partir de Brest para se adiar i-
gualmenle no Rio.
<( O nosso correspondente acrescenta que a
fragata Belle Poule commandada por
S. A. R. o Principe de Joinville partir tam-
bem para o mesmo destino, lima das Irmas
do Imperador do Brazil que se diz noiva do
Principe de Joinville vira a F ranga condu-
zida pelo almirante Casy e o cazamento das
duas Altezas ser celebrado logo depois da
sua chegada a Pariz.
( Le Commerce.)
INGLATERRA.
As noticias dos districtos manufacturemos
sao sempre duvidosas. Entre osjornaas In-
gleses, uns pretenden! que a situago mlho-
ra outros que seaggrava. Melhorou peor,
oque bem eerto que ella muito m.
Por outro lado o mal ganha os campos. Eis
oque se l no Morning Advertiser.
Sabemos de boa fonte que os rendeiros
sto em consternago. Elles temem que an-
tes do Natal o prego do trigo lenha abaixado a
4o schellings a quarta. N'este caso com
o alto prego dos seus arrendamentos ver-
se-ho arruinados. Os seus temores sao bem
fundados. Elles reclamo a escala movel em
vez do direito fixo ; eesta escala movel junta
a urna colheita excellente os tem arruinado.
Ha so um remedio para este estado de cousas,
que a completa aboliga das leis dos c-
rcaos.
Assim porqualquer lado que se encare
esta sociedade nao se v por toda a parte
seno miseria e desastres ; e ( cousa extra-
nha ) diz-se oommumente que a desgraca de
uns faz a felicidad de outros. Ora nem
isto mesmo se verifica na Inglaterra. A mi-
seria dos obreiros um facto damnoso para
os agricultores e a ruina d'estes nao melho-
i-a de forma alguma a sorte das classes indus-
triosas. Sao miserias que em vez de se neu-
tralisarem augmento reciprocamente.
( Le National )
Consta que houve um incendio em Liver-
pool, a cujo respeito l-se no Naticional
o seguinte:
O incendio de Liverpool nao teve outras
consequencias seno que o valor dos damnos
causados reduz-se a 15, 000.libras esterl e
quando muio comprehendendo n'elle o dos
navios, monta a 20,000 libras. Os armazens
estavo seguros, e cr-se que a maior parte
mos obra, deixa oarrependimento para
quando ti ve res tempo.
Os dous ladros de defuntos chegavSo nes-
ta occasio aos ps do gradil de um cemite-
rio Profundo silencio reinava em torno del-
les ; a la como que a medo esclareca
com seus paludos e frouxos raios as alvas pe-
dras dos tmulos e os tristes e curvados ramos
dos cy prestes dessas arvores da morto !...
Certos de que ludo repousava em torno del-
les nossos dous ladres escalro o gradil
com tanta mais faclidade quanto estavo
acoslumados a este exercicio em alturas su-
periores que tinho agora deattingir.
Chegando ao meio do cemiterio examin-
rfio attentamente o lugar em que a trra t-
vesse sido revolvida a menos tempo.
__Desde a noite em que Curtamos o cada-
ver do soldado ainda aqu nao voltei, disse o
mais velho ; tu me guiars amigo.
Tranquillisa-te respondeu o outro a-
qui est a mina.
E parou junto de um terreno em que a
herva nao tioha ainda brotado e tirando da
algibeira urna nasinha porttil ajustou-a na
bengala e comccou a cavar. Seu companhei-
ro fez o mesmo e dahi a um instante desco-
4qiro no fundo da sepultura queacabavode
das fazendas foi posta em guarda pela po-
lica.
i As noticias de M menester annuncio a
qubra de M Richard Robert, cujo passivo
dizem que he de 60,000 libras. Assegu-
ra-se que o seu principal credor he o banco de
Manchester.
INTERIOR.
CEARAi
TRIBUNAL DO JURY.
Na sesso do da 5' do aorrente(Outubro)foi
julgado Bernardo Antonio da Silveira pelo
crime de tentativa de morte contra a pessoa
do Exm. Presidente da provincia o brigadeiro
JozeJoaquim Coelho e foi justamente con-
denado a gales perpetuas como vero nos-
sos leitores da sen tengas seguinte.
Sentenca.
A vista da decisSo do juey julgo o reo Ber-
nardo Antonio da Silveira incurso na pena
do grau mximo do artigo cento e noventa e
dous do cdigo criminal combinado com o ar-
tigo trinla equatro do mesmo cdigo e ocon-
demno a pena de gales perpetuas com as cus-
tas dos autos e apello. Absolvo a Joze Mari-
ano, e Joze Severino Bezerra do crime por-
que sao acusados no presente processo. O
escrivo passe alvar de soltura aos absolvdos,
e Ihes seja dado baixa na culpa pagando
nesta parte as custas a cmara municipal.
Salla das sessoes do jury da cidade da Forta-
leza 5 de outubro de 1842. Pedro Pereira
da Silva Guimares.
O capito-mr Barbosa e padre Alexandre
Francisco Cerbelon Verdeixa forSo julgados
na sessodo da 6 e s 10 horas da noite
d'esse dia quanda acabaro os trabalhos do
jury, foi publicada a sen tenga infra transcri-
pta da qual se v que elles foro condemnados
a 8 annos de priso com trabalho pelo crime
de tentativa de sedico sendo alm d*esta
pena condemnado o ultimo ( padre Alexan-
dre) a mais 4 annos de priso com trabalho
e multa de vinte por cento do daino causado,
pelo crime de concorrer para a falcificago de
urna portara feita em nome do ajudante d'or-
dens do goverqo com a qual obtivero elle
e seus sequases armamento muniges de
guerra etc., do Subdelegado da povoago
do Trahiri.
Deixaro de ser julgados Belarmino, Fran-
klim Thomaz Lourengo e os outros por
estarem ausentes e em lugar nao sabido. Es-
t por tanto demonstrado que nem Bernar-
do falgo delator, nem hum trama foi ar-
ranjado par apartar Barbosa e seus compa-
nheiros do campo eleitoral. A poca de elei-
goes se passou 12 juizes de sua escolha os
julgaro e sempre foro convencidos de seus
crimes Appellaro para a relaco de Pr-
nambuco a cujo destricto perteuce esta pro-
vincia. Vejamos se o que temos dito d'essa
gente he verdade ou se o espirito de parti-
do he que nos tem guiado quando os procla-
mamos criminosos.
Sentenca,
Attendendo as decises do jury com as qua-
s me conformo condemno aos reos capito-
mor Joaquim Joze Barbosa e padre Alexan-
dre Francisco Cerbelon Verdeixa pena de 8
annos de priso com trabalho cada um grau
mximo do artigo cento e onze combinado*
com oartigo trintae quatro do codigacriminal
pelo crime de tentativa de sedigo. Avista
das mesmas decises tambem condemno ao
reo padre Alexandre Francisco Cerbelon Ver-
deixa a quatro annos de priso com trabalho,
e multa de vinte por cento do damno causado
grau mximo das penas estabelecidas no art.
cento e sessenta e sete do cdigo criminal,
pelo crime de concorrer para a falciicago de
urna portara que o mesmo fez em nome do
ajudante d'ordens do governo : ficando o reo
capito-mr Barbosa absolvido quanto ao
crime de complecidade de tentativa de morte
contra o Ex.0 Presidente da provincia. Pa-
guen) os mesmos reos as custas
Salla das sesses do jury da cidade da For-
laza 6de outubro de 1842. Joze Mara
Eustaquio Vieira.
( Pedro II.)

o o "* ** ff* o o
uj ef P C* *t
Santarem
Porto de Mos5> iOO'.!) ~) n
BraMnCa W "api *"fl
Cintra 2
. Viga
f/5
Mwtjft
H A hule
=>
?* Camel
O O* cO "^ 30 ^
e* "< ff* w
J?

abrir... um simples fretro de madeira bran-
ca .
Aqui est um disse o velho se que
nos nao engaamos e se nao arrancamos das
entranhas da trra algum pobre diabo de que
os vermes fazem p.'rtc ha um secuto.
Ests doudo compadre com tal cai-
xo to bem conservado to limpo de a-
varia ?
Tens razo disse humildemente o pri-
meiro o medo tira-me o juizo !... E' singu-
lar que os escrpulos me apparego nesta
idade depois de dez annos de exercicio !
E' porque decahs, meu bravo tor-
nou-lhe o outro em tom chocarreiro a ve-
Ihice tira-voso uso dosolhos.
Proferidas estas palavras o ladro de ca-
dveres tira o caixo e com a faca que tinha
arranca urna taboa mal pregada pelo marce-
neiro.
Logo que arrancro a taboa cuidro de
examinar se o cadver eslava em estado de
ser apretentado... um meteu a mao e tocou
nocorpo...
E'singularissirao disse o velho resur-
recionista ; dir-se-hia que este corpo....tem
calor.. .
Bom replicou o outro, ah temos mais
urna..,, asneira : decididamente fareis mu-]
<
a.
O
t<
<
H
O
>
Ci.li.Jt
o(O*-y)Ortecf'
05 < C^ t^ 5 <


3
I?

a
o
ja

es
te
u
a
U
o
5
O
-O
o
t>0
o"5 6-.1
-> a o 3 S."o
> C o' 3 -O
?H Em-< -> -s a. -s 2
2S
o
rs
o
s
"O
V
o C
2 9 .
E -i
s 2 Si
a
V
' ns
x. s>
t.O<>4*3-c:t'b>-bt.(S
Falto 6Collegios com 100 a tlO Elleitores.
Par* Senador em 9 Collegios com 275 Elleitorea tem oblido
M. da G. J. Clemente Pereira. 250
Arcebispo da Baha. 214
Coronel Marcos. A. Bricio. 79
General Andrea. 73
Dr. Joze Candido. 47
Falto 7 colllegios com loO a 160 votos.
COMMLNICADO.
No nosso communicado que os Srs. Re-
dactores do Diario de Pernambuco tivero a
bondade de inserir no n. 234 da sua apre-
ciavel folha, prometlemos voltar ao assumpto
que nelle se tractava, se o Ilustre correspon-
dente do Z)iario iVovocontinuasse a sustentar
a opiuio que expender cerca do Dialogo en-
tre o Pastor e a Ovelba. Como o pretenden
fazer, mister que tambem desempenhemos
a nossa palavra.
Sentimos cordialmento que o nosso honra-
do adversario nao quizesse antes refutar os
nossos argumentos com as armas do raciocinio
do que com doestos e calumnias ; e mui cor-
dialmente o sentimos porque sendo pouco dex-
to bem em renunciar ao ofiicio. .sois visio-
nario.
Apenas porem o chasqueador proferto
a ultima phrase ouvio dentro do fretro es-
tas palavras :
Quem falla to pertode mim?... j chu-
guei ao outro mundo ?
Os ladres olhro estupefactos um para
outro.
Vamo-nos embora disse o velho.
Nunca ; talvez urna iilusao j agora
vejo o resto.
E acabando de quebrara tarapa do caixo,
considerou attentamente o que elle continha
Era um mancebo que pareca despertar de
profundo somno : este olhou para os ladres
com grande srenidade e disse-lhes :
Bem me haviao fallado de urna vida eter-
na porm nunca acreditara que aqui fizes-
se tanto fri !... Antes quizera estar no in-
ferno.. pelo menos l aqunta-se a gente ,
e isto mais delicado
A estas palavras extravagantes mui ds-
tinetamente proferidas os ladres fra de
si deixo as ps e correm lanzando gritos
horriveis.
Jack Patrickon a quem j os leitores
reconhecro vendo fugir os priuieiros in-
dividuos que se lbe apresenlro e suppon-
tros neste manejo icar o nosso contrario com
as honras da ovago.
0 Ilustre censor principia a sua resposta ao
nosso communicado manifestando grande ad-
mirago por nos havermos esquecido da nossa
assignatura. Nao foi esquecimento : suppo-
semos que o nosso nome nao favoreca nem
prejudcava o estado da queslo ; nao elle
to respeitavel que auctorise o discurso em que
se imprima nem tojgnobil que llie debilito
o valor. Todava, se esta ommisso est mar- -
cada cuino um peccado na cartilha do nosso con-
tendor bem grave o que S. S. comette em
nos dar o exemplo pois por mais que apu-
rassemos a vista, limpassemos os oculos e ap-
plicassemos o microscopio nao nos foi possi-
vel devisar o seu nome nem no 1." nem no 2. ;
communicado. Talvez que por ser to sobre-/
carregadode appellidos como sem ser os dos
hespanhoes S. S. nao quizesse ter o incom-
modo de o assignar mas ento nao nos devia
disparar aquella selta, por que provavelmen-
te hava de resvalar, e reverter contra o sa-
giltario. Isto posto, tambem nao deveria ter-
nos pelo Sr. Voltaremos porque se um
palavra da ultima linha de qualquer impresso
annimo pode servir de alcunha ao seuauctor,
assiste-nos igual direilo para pormos a de Sr.
Lagrimas ao nosso adversario.
S. S. oceupa-se mais com a nossa pessoa do
que com as nossas objeeges ; tracta mais das
nossas qualidades do que dos nossos argumen-
tos. Diz que escrutinamos as consciencias a-
Ihas ; que invertemos a nosso bel-prazer os
seus pensament? ; que talvez escancaremos
pharisaicamente os labios com o gostinho de
ver exposta luz do dia a maior das miserias
l tterarias, e antes de no seguir a pista d-nos
como toda a delicadeza o sonoro epilheto de
perverso! S. S. entrou nesta liga com a lou-
gania e ademanes d'um paladino leal e gene-
roso mas parece querer abandonal-a com o
desaire d'um rabe traigoeiro.
Cumpre-nos entretanto dar urna explicago
categrica sobre o motivo que obrigou o Ilus-
tre censor a langar a mais hedionda ndoa no
nosso proced ment. Em todo o decurso da-
nossa vida qualquer que fosse a posigo em
que nos achassemos. nunca nos olvidamos des-
te conselho de Silvio Pellico : S<' V'ivvennv
d'ofjendere alcuno abbi lanobile nmilt di
chiedergliene acusa. Siccome tutta la tua
condola mostrerd che non sei un vi le nes-
suno ti chiemerd vile por ci. Sempre assim
otemosfeito, e nao hesitaramos agora em pe-
dir humildemente perdo ao nosso antagonis-
ta se a consciencia nos arguisse de o termos
offendido por acinte quando Ihe chamamos vai-
doso e ato riamos pedil-o pessoalmente, se
S. S., assignando-se nos seus communicados,
nosdsse a conhecer a sua importante pessoa.
Mas o nobre contendor fez urna censura quo
se por um lado tinha al. una couza de razoa-
vel, pelo outro tinha mijito de indiscreta.-
Todas as pessoas sensatas conhecio que a obra
censurada tinha alguns defeitos em quanto
composico (o qual a que sahe'das mos dos
homens que os nao tenha ?) mas nao quemo
aggravar o mal assoalhando-o pelos jornaes.
Appareceu S. S. communicando estes defeitos
quelles que j os sabio e dando /.o aos mal
intencionados para deprimirem o Ex."" Bispo
e depois a Beligo, que de ordinario por on-
de ac bao. Foi somente a esla importancia
que o nosso contendor quizanogar-se, osten-
tando de finissimo critico que nos cham-
do-se sempre no outro mundo disse :
Nunca teria acreditado que os eleilos
fossem to feios e selvagens. .. parace que o*
anjosnoconhecem os preceitos da civilida-
de... estou nu como um verme tirito como
um pobre porta de urna igreja e os che-
i libias nem ao menos me ollerecero um fo-
gareiro E comtudo nao posso ir ao Paraso
sem camisa nem sapatos : preciso que tam-
bem v ter-me com um alfuiale se que
alfaiates sao aqui admitlidos,
" Proferndo estas palavras, levanlou-se en-
volto em sua mortalha. Como alm dola ,
tivesse smente as ceroulas q' uso os Fran-
ciscanos sol o habito nao podia corajosa-
mente resistir ao .fri e estendeu osolhos
procurando algum refugio.... De repente ca-
hio-ihe a vista sobre um tmulo. ..vio o epi-
taphio.... A presenga destes objectos para lo-
go dwperlou recordages de sua vida passa-
da sua strategia do convento seu enterro ,
e esta rosurreigo inespeada. Apoderado
de urna ?ertigem de ventura de um accessp
do alegra delirante-, Jack precipitou-se fura
do cemiterip cujas grades saltou com a ve-
locidade de um cavallo de tiro ; e envolto
em sua mortalha deilou a correr pela ci-
dade !
( Coiitinura-se-ha/
'



u.
%
ni os vaidade licando na corteza de que nao
nos servimos deste termo como para designar
urna propriedade constante na sua pessoi. A-
gora permitta-nos S. S. que lije digamos que
nao e necessaria a agudeza de vista que infun-
dadamente se altribuo ao lince para divisar
aira vez dos buracos da sua capa a mais for-
mal indisposigao contra o auctor do opuscu-
culo censurado : um myope a vai descortinar
sob os refolhos da irona derramada liberal-
mente no i.' commuuicado ; uns olhos de
toupeira vel ahilo bem maiiifesta no 2.# Se
,ella justa ou injusta, disso nao curamos nos,
mas que o ensejo nao era proprio para S. S.
a patentear oque nao padece duvida al-
guma.
Em quanto argugo que nos faz de que
Invertemos os seus pensamentos nao temos
receio de pedir aos nossos leitores que confren-
tem os communicados d'um com os do outro,
que nos senteneeem pela maneira que qui-
zorem, se fr verdica a accusago do nosso con-
trario. O que porm faria chorar de rizo ao
vhilosopho tenebroso *o misanthopico He-
faclito dizer o honrado campeo que so-
mes nos os que queremos ter o gostmho de
ver exposta luz do diaa maior das miserias
litterarias Na verdad, Quis i alia fando
trmperet risu? Nos que zelamos a bem me-
recida reputago do nosso bom Pastor; que
lhe dedicamos o maior respeito ; que o def
rendemos da inveja e da calumnia, somos os
que desejamos para escancarar pharisai~
1 ament os labios, ver manchada a sua hon-
ra ; e o nobre contendor que neste ponto mos-
tra sentimentos diamelralmente oppostos aos
nossos un amigo mais affecluozo de S. Ex.'
do que era Castor do Pollux ou Theseo de Pe-
rithoo Robert Macaire diria neste cazo:
Voila comme on ecrit l'histoire !.' E nos o que
duveremos dizer ? Que assim que soem ar-
gumentar os se/iba ephariseos.. .
O nobre adversario julga como um impos-
sivel absoluto o estarmos convencidos do que
dicemos cerca da propriedade dos termos -
carranca de chafariz proa de navio, &c. ap-
plicados quelles que nao comprehendem ou
poe em duvida os sublimes misterios da nossa
l'. To convencidos estamos do que ento di-
cemos que ainda insistimos na mesma opi-
nio. O Ex.""" Pastor compara a testado in-
crdulo ou do impio, mas nao a cara ou a fi-
gura com a carranca d'um chafariz ; e por
que ? porque sendo o rosto o eccho silente do
coraco, assim como o pejo ou o medo se ma-
nifesta as faces pelo rubor ou pela pallidez ,
a cbstinago a colera &c. se demonstra na
testa conlrahindo-a e enrugando-a; no por
isso improprio comparar as rugas da testa
d'um homem quando se obstina com as
da carranca d'um chafariz pois que sao as
obras de.sta nalureza onde ellas se en-
contro mais expressivas. Comparar por es-
ta maneira as rugas da parte superior do ros-
toas d'tima carranca nao o mesmo que com-
parar todo o rosto cotn a carranca e por isso
nao podeS.S. forcar-nos a deduzir desta com-
paraco que a propriedade do impio ser feio
e serapre horrivelmente feio.
0 Ilustre contendor convida-nos para ver-
mos alravez dos buracos da sua capa urna
collecco Ue retratos de varias persongens
histricas, rujas caras erao bonitas ainda
que suas obras fossem feias Julgamos que
esta gaieria de retratos vem em alguma ca-
mara-optica que S. S. traz comsigo pois
que s neste instrumento que nos poderia-
mos ver os taes tigures attenta a manei-
ra por que nos convida. Agradecemos mas
nao acceitamos o seu urbano convite por
que nao s tomos visto muitas vezes os retra-
tos dessas persongens como tambem algu-
mas das suas obras; e entre ellas as do papa-
couves Epicuro, que parecem feias a S S.
talvez por nao as haver entendido bem.
Como o nobre antagonista promette voltar
outra vez nos o aguardaremos no nosso pis-
to asseverando-lho que se os seus no vos ar-
gumentos tiverem a irresistivel forga dos que
empregou no communicado a que responde-
mos jornal em que coslumo ser impres-
sos adquirir tal celebridade que br-vemente
circular por todos os paizes estrangeiros ,
exceptuando o ce/e./'a/ imperio da China, por
que lem do primognito da La ser um ini-
migo capital do opio os ambiciosos ingle-
zes nuoadmittirio ali um lito poderoso con-
currente no trafico do anlio.......
Parahcns lhe s-jo dados.
te jornaes do Para at 22 do MaranhSo at
29 do passado e do Cear at 2 do cor-
rente. Em todas essas provincias se conser-
vava tranquilidade publica sem allerago.
Nossos leitores lem no lugar competente a a-
puraco dos votos conhecidos dos eleilores do
Para Parece que' a escolha dos Depctados
naquella provincia recahir definitivamente
nos tres primeiros senhores mais vota Jos se
se nao verificaren* os estratagemas eleitor es,
que dizora preparar-se para eflectuar urna
exc'usSo como ha Bahia.
No Maranhfio parece que he sem duvida o
triunfo do partido Bera-te-vi : os candidatos
mais votados sao o Exm. Presidente e
os Doutores Franco de S e M. Jansen Pe-
reirs. Na villa do Rozario o juiz municipal
suspendeoo a mesa parochiala pretexto de ter
sido roubada a urna eleitoral ; mas foi all o
chefe de policia fazer um exame reconheceu
11S0 ter havido o menor arrombamento na
urna e continuaiao-se as eleicoes. A apti-
rago geral havia sido transferida pira o dia
5 do corren te.
No Cear foro julgaoos como nossos lei-
tores vero no lugar competente os pronun-
ciados por tentativa de sedigo e de morte
contra o Exm. Presidente. A assemblea pro-
vincial fez a suasessao de abertura no dia 12
do passado.
Farfolla de trigo = Chegou urna carga de
900 barricas, das quaes descarrega-
ro 100 que n8o alterou o prego e
o mais seguio para o Rio de Janeiro.
Manleiga = Chcgarao do Havre na barca llor-
tence 440 barrisque estao por vender,
e a Ingleza tem regulado de 420 a
480 rs. a Ib.
Potassa Americana = Tem-se retalhaJo a
280 a Ib
Tabaco maependim= dem de 2:200 a 5:600
a (-.
Taimado de pinho=Foi vendido um carrega-
mento de Gottomburg a 11*000 rs. a
duzia de tres polegadas.
da Cruz terga feira 15 do corren le : priu
cipiar as dez horas da manhi.
POST-SCRIPTL'M.
Pelas 5 horas e meia e quando ja tnha-
mos nosso jornal sobre o prelo recebemos
pelo Vapor S. Sebasiifto folhas do Rio que
chego a 28 do passado : nenhuma novidade
importante havia occorrido ; o General Ba-
ro de Caxias havia partido para o Rio
Grande.
MOVIMENTO DO PORTO.
No dia 13. arcages. n3o onlrro nem sahiro em
EDITAES.
COMMERCIO.
AVISOS DI VERSOS.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 12 de novb."
897*335
DESCARREGAO HOJE 12 DE NOVEMBRO.
Barca franceza = Hortense = batatas man-
leiga queijos e magas.
Galera ingleza = Emily = fazendas e car-
vo.
Brigue inglez = Ariel =hacalho.
Patacho sueco = Alerta = taboado, alcatrao,
pixe e batatas.
O 111.* Sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, manda fazer publico, que
em comprimento da ordem do Ex.m0 Sr. pre-
sidente da provincia de 7 do corrento, tem de
ser arrematado nos dias 16, 17 e 18 do cor
rente o fornecimento de 170, a 200 milhei-
ros de tijollos necessarios para a obra da
ponte suspensa do Caxang, conforme as con-
diges organisadas pelo engenheiro em chefe
das obras publicas e que serio patentes aos
concurrentes nos dias uteis s horas do ex-
pediente na secretaria da mesma thesou-
raria.
Os licitantes deverao comparecer devida-
mente habelitados-de fiadores idneas. = Se-
cretaria da thesouraria das rendas provinciaes
de Pernambuco 8 de novembro de 1842.
0 secreiario
Luiz da Costa Porto-carreir.
EXPORTAgAO" Di PROVINCIA DE 7 A 12 DE
NOVEMBRO.
Havre = Barca Franceza Cecilia 236 sac-
cas de algodo 15 caixas 263 sac-
eos de assucar 4:192 couros salga-
dos 2000 pon tas de boi, 5 y) 22 Ib.
de caf 100 Ib. de doce moeda Rs.
27:674*620 gneros miudos e gasto
232*605 valor da exportago Rs.
66:668*714.
Liverpool=Por Parahiba Brigue Inglez Stu-
varth 40 saccas de algodo 46 cai-
xas de assucar 846 couros salgados,
gneros miudos &c. 40*000 valor
Rs. 7:457|470.
Dito= Brigue Ingles Seven 969 saccas al-
godo 32 caixas e lo barricas de
assucar 2004 couros salgados 263
peles de animes miudos 19 meios
de vaqueta 4000 unhas de boi g-
neros miudos e gasto 69*800 valor
Rs. 42:259*661.
Philadelphica = Brigue Americano Seaman ,
2:672 couros salgados, moeda Rs.
13:214^080, gneros miudos 86:876,
valor Rs. 24:843*996.
DECLARAQES.
Companhia de Beberibe.
O abaixo assignado como caixa da Com-
panhia de Bebiribe annuncia a quem con-
vier que elle, na conformidade do art. 17
dos estatutos, tem de levar ao conhecimento
do conselho deliberativo os nomes dos Senho-
res accionistas, que, no prazo j marcado por
esta folha, nao satisfizeroas respectivas pres-
tagoes afim de ser-lhes imposta a pena do
artigo 31 dos meamos estatutos infra-trans-
cripto.
Art. 17. O caixa apresentar ao conselho
os nomes dos accionistas que, depois de
tereni sido avisados pelos jornaes para realisa-
rem suas cotas nao o houverem feito pas-
sados 30 dias.
Art. 31. O accionista, que deixar de pa-
gar alguma ou algumas prestagoes depois do
prazo marcado no art. 17 perder as entra-
das que ti ver feito em boneficio da masa
social, e a sua inscripgao ficar de nenhum
effeito. Manoel Goncalves da Silva.
AVISOS MARTIMOS.
Tivemos pela barca de vapor S. Salvador,
chegada esta manha ( 13 ) dos portos do Nor-
PRACA DO RECIFE 27 DE NOVEMBRO DE 1842.
Revista Mercantil.
Cambios = Houverq transagOes regulares a
27 d. por I* reis.
Algodo = As entradas tem sido lemitadas e
as vendas a 5:500 por @
Assucar = As entradas do novo no exceden)
a 350 caixas das quaes se venderSo
algumas a 700 rs. por (g sobre o ferro,
e do velho a 500 rs. dito \ embarri-
cado tem-se vendido o branco a 2200 o
velho, e o novo a 2:400 a t, e o mas-
cavado a 1:300 do novo, e em saceos
o velho a 2:100, e novo a 2:300 o
branco.
Agurdente caxaga = Tem-se vendido de
47* a 50# a pipa.
.Couros salgados = Sao mais procurados a
135 rs. por Ib.
Arcos de ferro = Vender-sea 6:400 o qq.
Azeite doce = dem de 2000 a 2100 o galo.
Dito de peixe = dem de 600 a 620 o dito.
Bacalho = Chegare dous carregamentos,
um de 670 barricas que foi vendido a
10:200 e o outro de 1765 ditas que
dizem ter-se vendido amenos de lOtf;
as vendos a retlho foro menos abun-
dte
Carne secca == No ouvero ntralas e o
depozito nao excedo a 24:000 Carvo de pedra = Tem-se vendido de 10* a
12< a tonelada.
Cerveja = dem de 3:200 a 4:400 a duzia.
Para o Havre a bem conhecida e muito yel-
leira barca Franceza = Hortense =a capito
Morvan Keval, sahir com brevidade por ter
a maior parte da sua carga prompta ; quem
quizer carregar ou hir de passagem para o
que lem excellentescommodos dirija-seaos
consignatarios Kalkman & Rosemmund.
= Para o Cear a sumaca = Estrella do
Cabo = pertendesahir at 30 de novembro ,
por ler parte de seu carregameuto prompto ;
os pertendentes para carga e passageiros di-
rijao-se a Manoel Joaquim Pedro da Costa ,
na ra da Cadeia n. 46.
xsr A Barca Izabel sahir para o Rio de Ja-
neiro impreteri vel mente no dia 15 do prezen-
te mez : pode somente receber alguns escra-
vos a frete ; a quem convier dirija-se a G. A.
de Barros atraz do Corpo Santo casa n. 66.
LEILES.
= Nos dias 12 e 14 do corrente a bordo
do Bergantim Jpiter, se ultimar a venda
das carnes seccas avadadas d'agoa salgada ,
por conta e risco do quem pertencer.
= Joo Keller continuar segunda feira
14 do corrente s horas costumadas, por in-
tervengao do corretor Oliveira o seu leil-
das mais excellentes fazendas, j assaz coo
nhecidas de seus freguezes e de quem espe-
ra a frequencia para aproveilarem a repeti-
go de boas compras
- James Crabtree di C. faro leilo por
intervengo do corretor Thomaz Dowsley,
[de algumas fasendas limpas e avariadas e de
muito bom gosto no seu armazem na ra
O sr. Joaquim Mara de Lima queira
procurar urna papeltta dada pelo cnsul por-
tuguez na leja de fasenda na ra Direita n.
30 pois foi adiada na porta da dita loja.
Bar* Na loja de cera na travessa do Roza-
rio n. 3, vende-se cora amarella do paiz a
320 reis a libra e a 7*680 reis a arroba de
boa qualidade.
29- Aluga-se um sobrado de trez andars
c mirante, na ra do amorim do bairro do
Recife, e urna caza terrea meia agoa, as
barreiras do bairro da Boa-vista ; quem as
pretender dirija-se ra do Crespo n. i4.
tsr OlTerece-se urna mulher parda para o
servigo de portas a dentro de caza de ho-
mem solteiro ou de pouca familia e tam-
bem far algumas compras : quem do seu
prestimo precizar procure no pateo da-Ribeira
do. bairro de Santo Antonio n. 9 para tratar
do ajuste.
= Offerece-se um rapaz portuguez de ida-
de de 20 annos o qual sabe ler e escrever,
para caixeiro de venda ou outra qualquer
arrumago o qual d conhecimento sua
conducta ; quem pertender annuncie, ou di-
rija-se venda do Alterro ao pedo Sr. Sil-
vestre Joaquim do Nascimento.
tsr A pessoa que perdeo huns culas de
armago de graos e caixa dirija-se ra
de Santa Rita nova n. 54, confronte torre
casa que tem na portada J. B. G. que dando
os signaes lhe ser entregue.
tsr Joo Mara Pnchete subdito francez,
rctira-se com sua familia para o Assu.
- Pedro Al ves Correia e Maria da Con-
ceigo Brasileiros retiro-se para o Ass-.
tsr Aluga-se urna boa casa terrea moder-
na cita na Trempe com commodos para
grande familia : na ra Nova n. 67.
Rafael Lucci, parte-
cipa aos Snrs. assignantes
das (uncroes lyricas na
Natalensc ; que a primei-
rater lugar no da 15
do corrente.
tsr Precisa-se de 150*000 a premio com
seguranga em urna casa terrea quem tver
dirija-se ao Mundo novo esa n. 54 ou annun-
cie.
tsr Alluga-se um sobrado de 2 andares ,
na ra do Caldereiro muito fresco, com
quintal e cacimba e um parreral de uvas mus-
cate! -, quem o pretender dirija-se a ra da
Gloria junto a fabrica do falecido Gervazio
o primeiro sobrado.
tsr O Senhor Joaquim Teixeira Pinto ,
queira dirijir-se na ra da Cadeia do Recife ,
loja de Antonio Gomes Pessoa para lhe ser
entregue urna carta vinda do matto.
tsr Quem tiver para alugar urna morada
de casa terrea ou sobrado de um andar que
tenhabom commodo para urna grande fami-
lia e loja com bom quiutal, e cacimba, sen-
do a cuja casa no alterro da Boa-vista a
pessoa qne a tiver e quizer alugar ; annun-
cie.
asi" O abaixo assignado como procurador
bastante de Joze Gomes Sobral do Nacimen-
to reponde ao aviso dos snrs. herdeiroa do
finado Joze Lino Alves Coelho encerido no di-
ario de Pernambuco n. 244 de 11 do corren
te que o escravo Antonio Taboca a muito
tempose acha hypothecado ao seu constituen-
te Sobral como consta do competente titulo
de Hypotheca vindo por tanto a ser o pro-
testo dos referidos herdeiros contra aquello
defunto por isso previne o anniniciante pelo
presente ao respeitavel publico que ninguem
contrate sobre o dito escravo visto protestar
hir a vello do poder de quem estiver.
Antonio da Cunha Soares (Mimarles.
tsr O snr. Antonio Joze da Silva, official
de marcineiro queira ter a bondade de de-
clarar sua moradia, ou drigir-se a ra da Sen-
zalla velha caza n. 132, para negocio de seu
particular interesse.
vr Alugo-se duas casas na ra da Flo-
rentina : a tratar na mesma ra sobrado no-
vo ao p da nrre3


yiysaummmammmai\\Mtmwimmm
A
\fil"-r*%t'i*m^ammmsamamaran~mxv\
E5>- O Dezembargdor Peixoto declara que
o seu ultimo apelido he de Abreu o Lima,
PILMAS VECETAES, E I'MVEISAES AMERICANAS.
O nico deposito della$ he em casa do agen-
te D. Knoth ; na ra de Apollo n. 27.
tsr E. Plum retira-se para fora da pro-
vincia.
s^- Aluga-se pelo lempo de fosta, ou por
anno un sitio no lugar do Manguinho, com
boa baixa para plantado de capim bastan-
tes fruoteiras e boa casa : a tratar na ra
da Cadeiado liedle loja de chapeos n. 46.
mt Quem tiver un sitio para alugar por an-
no e que ten ha casa de vi venda arvoredos
de fructo, e baixa para capim, sendo nos se-
gujntes lugares : Santo Amaro estrada de
Joo de Barros solidado, e do Manguinho
paraca, nao excedendo de 200* res, annun-
cie, ou dirija-se ra da Cadeia velha o.' 14.
.mr ODr. J. C. Bandeira de Mello mora
na ra Nova a. 18 onde tambem tem o seu
escriptorio de advogacia e pode ah ser pro-
curado como advogado das 10 horas da
lianha as duas da larde.
W Aluga-se pelo lempo de festa ou an-
nual o sobrado da ra de s. Bento em Olinda
,'ir
por cima da botica ; quem o pretender iiri-
ja-se ao varadouro ra do Balde n. 24.
r Precisa-sede um pequeo que enten-
da de venda, de 12 a 16 annos : na venda
defronte da ribeira da farinha n. 3.
tsr Aluga-se urna boa casa de sobrado na
Trempe : a tratar na ra da Cadeia do Recife
numero 21.
tsr Precisg-se de um caixeiro de 20 na-
nos que tenha pratica de venda para to-
mar conta de urna por balanco por seu do-
no precisar de ir cobrar dividas no matto :
annuncie.
tsr Existe urna carta vinda de Portugal ,
para Joaquim de Castro Rato na ra Nova
numero 5.
tsr Quem lhe faltar um bote dirija-se ao
armazem de Antonio Ferreira Baltar que
dando os signaes lhe ser entregue.
-Precisa-se alugar um moleque, ou ne-
gra que entenda de cozinha esaiba com-
prar ; assim como um sobrado de um andar ,
ou casa terrea que tenha quintal grande e fi-
que de meio dia em vante do lado da sombra,
sendo no bairro da sombra e nao excedendo
o aluguel de 15* rs mensaes juntamente
outra casa mais pequea que nao exceda de
8* rs., os quaes se pagaro adanLidos e pro-
mete se bom trata ment : na ra da cadea
loja de ohapejeiro n. 46.
tsr No botequim-Unio, junto aos Quar-
teis tem de hoje em diante dois afamados
cosinheiros, um chamado por alcunho--
Joo dos bons petiscos, os quaes esto promp-
toa a arranjar com asseio e Jimpeza toda
a qualidade de encomendas agora para o tem-
po de festa jantares e comidas de mensa-
1 idade ludo a voutade dos freguezes, e por
commodo preco.
tST No botequim da ra do Rozario, pre-
cisa-se de um cozinheiro que seja hbil.
tsr Com algum snr. negociante do Cear,
ou outro qualquer que convier negocia-se
urna letra de 224* rs. vencida em Margo de
1837, pertencente a urna pessoade conside-
raco daquella provincia, pessoa mui capaz ,
e de toda probidade nica razo que ha de
se fazer este negocio he a estremosa necessi-
dade que agora ha desse dinheiro: na ra de
Agoas-verdes n. 42.
tsr A Irmandadc dos Martyres s. Cbris-
pitn e Chrispiniano erecta no convento de
N. s. do Monte do Carmo desta cidade se-
ria nao s injusta como ingrata se deixasse de
buscar uai meio pelo qual podesse dar o mais
publico e sollemne testemunho de seu eterno
reconhecjmento egratido ao Illm. e Revm.
Sr. D. Francisco do Coraco de Maria Cardu-
zo e Castro pela benignidade com que se
dignou abrilhantar a recente festividade dos
reCerjus Santos, prestando-se a fazer nesseN tsr Folhinhas de porta alribera e Pa-
da Independencia
ir ser caixeiro em urna casa muito capaz na
cidade de Goianna : na ra estreitado Roza-
rio n. 38.
tsr Precisa-se do uaaa ama para o servico
de urna casa de pouca familia : na ra da
Cruz n. 51.
tsr Quem annunciou querer comprar era-
veiros dirija-se a Solodade indo pela Trem-
pe lado direito antes de chegar a Igreja n.
17 e todos esto em estado de se mudar,
tambem se vende alguns ps de alecrim.
tsr* O Sr. Antonio Jore Saraiva dirija-se
a ra do Amorim n. 33 primeiro andar para
receberuma carta vinda do Porto.
= Kalkmann z Roscnmund farao leilo ,
por intervengo do corretor Oliveira de
grande e esplendido sorlimento de suas bem
conhecidas fazendas da Suissa Alemanha ,
e Francezas, as mais proprias deste merca-
do as quaes sero vendidas a preeos acom-
modados para fexar con tas: terca quarta ,
c quinta eira seguintes 15, 16, e 17 do
corrente precisamente s 10 horas da manha
em cada um dos referidos dias no seu ar-
masem ra da Cruz.
ts*r Antonio Francisco de Azeveio Campos
pede aos seus credores lhe apresentem suas
contas correnles por extengo o mais breve
possivel para conferir : no pateo do Carme
venda n. 41.
tsr Perdeo-se um quaderno servindo de
relago de dividas do mez de Outubro ; quem
o tiver aehado queira por favor entrega-lo
na ra do Crespo loja n, 25 de Manoel Joze
de Souza & Companhia os quaes aviso aos
seus devedores nao paguem a pessoa alguma ,
que nao sejio aos seus caixeiros Joaquim Fer-
reira de S Guilherme Joze Pereira e Joze
Mari a Baptista Carneiro poiss se leva-
r em conta os recibos passados por estes se-
nhores.
tsr Urna pessoa com suficientes conheci-
mentosde escripturacao mercantil desoja-
se gnearragar deste trabalho ; quem de seu
prestimo se quiser utilisar annuncie.
tsr Apareceo no sitio de Manoel Bernar-
dino Monteiro na estrada de Joo de Barros,
um moleque que nfloquer dizer quem he
seu senhor ; quem for seu dono dirija-se
ao mesmo sitio que dando os signaes lhe se-
r entregue e nao se responsabelisa por
fuga.
tsr Aluga-se para se passar a festa a casa
de Manoel Joze de S. Anna contigua a do
Fr. Joze de S. Jacinto Mavignier no Poco da
Panella por muito limitado preco desde o
corrente mez the o ultimo de Feve eiro de
1843 ; quem a pretender dirija-se a Joo
Dia* Barboza Macundum na repartigo do
cor re o.
MT* Quem precisar de um rapaz branco
para criado que sabe montar a cavallo e
ensinar os principios de um andar athe cs-
quipar, dirija-se a ra estreita do Rozario
n. 23.
tsr O abaixo assignado, naO podendo agra-
decer particularmente a cada urna das pessoas
que to benignamente se prestarlo em socor-
re-lo ajudando-o a apagar o incendio que
leve lugar em sua casa onde tem botica ,
no dia 10 do corrente ; agora por meio des-
te annuncio confessa-se muito grato a es-
tas to benficas pessoas a quem offerece
seus poucos servigos e prestimo em reco-
nhecimento a to grande beneficio.
Joa Soares Rapozo.
COMPRAS
Moeda de cobre corrente com o dis-
conte que se convencionar avista da porgo
que se offerecer: na loja de cambio de Basto
& Companhia.
VENDAS.
douradas e de boa madeira de fora, fornidas ,
e una canap em bom uzo urna niesinha
de Jacaranda ; e urna dita pequea de madei-
ra tambem do fora quem pretender annun-
cie.
tsr* Para fora da provincia ou engenho,
um cabra de 52 annos : no nicho do Noia n.
02 segundo andar.
tsr Por preco commodo os seguintes li-
e vros com algum uzo : Recreago philosophi-
ca pelo Padre Theodoro de Almoida 10
v. ; eo Feliz Independente pelo mesmo ,
3 v. : na ra Nova loja n. 11.
tsr" Saceos com arroz pilado vermelho a
di rs. : na praga da Boa vista n. 15.
tsr 20 bragas de trra no Brejo da Madre
de Dos denominada s. Victoria : a tratar na
Boa vista ra do Curral casa junto ao fer-
reiro com Germana do Carmo Caldas.
tsr Farinha de mandioca em barricas,
chegada prximamente do Rio de Janeiro ,
e urna cmoda de Jacaranda de gosto moder-
no com pouco nso : no Recife ra da Ca-
deia velha loja n. 57 de JoSo Mara Seve.
tsr Um mulato de 20 annos sem vicios
ao comprador se dir o motivo porque se ven-
de : na ra da Cruz n. 34.
tsr Urna canoa nova bem construida que
pega em 600 lijlos ou troca-se por um pre-
to ; tractar na ra do Crespo loja n. 10.
tsr Urna excellcnte e fortissima carro-
ga vinda de Liverpool propria para enge-
nho para ser puxada por bois em
de ser pezada pela sua fortido e ptima
construgo ; a tractar com ocarpina Euzebio
Pernandes junto Igreja da Santa Cruz, ou
na ra do Vigarion. 13.
tsr ptimos prezuntos inglezes e vinho de
bordeaux e do reno das qualidades mais esti-
madas ; em casa de Kalkmann & Roscnmund
na ra da Cruzn. 10.
^tsr Historia Ecleziastica pelo Abbade Du-
creux em 11 volumes, Vctor 6 menino da
Selva Pamella Andreus ou a virtude re-
compensada em 2 volumes Noticia vridica
dos acntecimentos do cerco do Porto dous
resumos da Geogralia para uso da mocidade ,
e Caverna da Morte novella, Leocadio ou a in-
nocente victima do crime; tudo por prego
commodo : no atierro da Boa-vista n. 21.
tsr Um moleque de 10 annos crelo sadio
sem vicios nem achaques, muito esperto ,
hbil para qualquer servigo, por se precisar :
na ra de Orlas n. 46.
tsr Dous prelos de 20 annos boas figuras ,
um he bom cosinheiro e servente de urna
casa um dito de meia idade por 250*000
muito forte e rebusto quatro escravas mo-
gas duas sao boas costureiras engomma-
deiras, e cozinheiras urna dita por 300* ,
cosinha lava roupa vende na ra urna
malatinha de 12 annos muito alva e com
bons principios : na ra de Agoas verdes nu-
mero 44.
3sr Urna flauta de bano com 8 chaves de
prala o muito boa de Yozes: na ra da
,Rodan. 27.
tsr Um carneiro em grao e muito man-
go : na ru da Roda n. 27.
tsr Bixas de superior qualidade chegadas
prximamente de' Portugal : no atterro da
Boa-Yista n. 19 junto ao beco do Ferreiro
<&r Vinho de bordeaux superior a 4* a
duzia manteiga ingleza a 500 reis a libra ,
canella a 1* a libra licor fino a 1280 a ca-
ada engarrafado a 320 lingoigas a 400
reis a libra queijos superiores a 1280 azei-
le doce de Lisboa a 600 reis a garrafa cha is-
son : no beco da Pol n. 7 esquina dos Quar-
teis.
tsr Um preto para fora da trra : na ra
do Crespo n. 2.
Bosias de carnauba de 6 8 e 9 em
muito superior por prego mui-
te de Lisboa ,
to em conta.
%sr O Brigue-Escuna Americano Jones ,
forrado e encaYhado de cobre e prompto em
tudo a seguir viagem; eum terreno em fora
de portas : dirijo-se a Diogo Crabtree &
Companhia na ra da Cruz n. 43 ou A. S.
Corbett & Companhia ra da Cadeia n*. 42.
- Barris de cal virgem em pedra que ser-
ve em lugar de potassa -. na praga do Com-
mercio armazem de Manoel Ignacio d'Olivei-
ra ou na ra do Vigario casa de Mondes &
Oliveira.
tsr Dous moleques um de 15 annos e
o outro de 10 : na ra do Livramonto arma-
zem de louga e mulhados n. 20.
tsr Por prego commodo man em caixas
de 16 libras : na ra da Moeda n. 140.
tsr Superior azeite doce a 4480 a caada,
o a 600 reis a garrafa : em Olinda ra do
Amparo venda n. 7.
tsr Urna venda com poucos fundos, arma-
cfio, mostrador e sortimento tudo novo e
tambom um resto do sal do Ass e a venda
tem commodos para familia ; seu dono vende
porque se retira para fora do imperio :
no atterro dos AfTogados defronto do viveiro
do sr. Muniz n. 85.
tsr Na praga da Independencia loja n. 58,
e 40 tem para vender pares de adragonas ri-
cas de capilo, tenante, e alferes, do esqua-
dro de G. N. amoda da corte e juntamen-
razo! te bandas com borols todas de ouro muito ri-
cas, tudo igual ao novo uniforme como se po-
der ver do figorino na mesma leja ; tambem
se vende um bom brilhante, aneis, ecruzesde
diamantes rozas, habito de cruzeiro, de Chris-
to e Aviz assim como ricas salvas decasqui-
nha casticaes espivitadeiras, tudo bordado
de prata bons bules de casquinha e de
metal, e bandeijas de todas as qualidades e
tamanho serpentinas oculos de ver navios
e excedente rap princeza como a muitos an-
nos nao yem a Pernambuco em libras e a re-
talho.
tsr Sal do Ass a bordo do Brigue Escuna
S. Joze fundiado defronte do Trapiche novo ;
trata se com Delfino Gonsalves Pereira Lima ,
na ra Nova n. 44.
tsr Um caixao envidragado para fazendas
ou miudezas, 8 calcas de brim escuro : na
ra do Livramento loja de couros n. 11.
Urna morada de casa terrea de pedra
e cal com commodos, para urna familia ;
na estrada que vai do Hospicio para Santo
Amaro com quintal, ou sitio conforme o
ajuste passando o quartel, e dous sobrados ,
no primeiro porto que achara com quem
tractar.
tsr Urna preta crela de 23 annos cose ,
engomma e cozinha o ordinario, tudo com
aJguma perfeigo e d-so a contento : na
ra Direita n. 129 segundo andar.
ESCRAVOS FGIDOS.
acto o mais eloquente e edificante sermo
sem outro intoresse mais do que dar urna
prova de sua benevolencia e orthodoxia. Pelo
que a mencionada Irmandade vale-se do pre-
lo, a fim de por este meio agradecer ao mes-
mo Illm. e Revm. Snr. to elevada honra e
obsequio e assim mais a afabilidade po-
lidez e bom acolhimento com que tractou a
Irmandade as pessoas de seus membros os
qua mais firme reconhecimento e inabalavel gra -
tido.
tjr Aluga-se ou v'enJe-se urna casa ter-
rea com muitos commodos cita no Pogo da
Panella ra da Mangueira ; os pretenden-
te.s dirijao-se a ra larga do Rozario n. 56 ,
segundo andar.
tar Precisa-se de um rapaz de 14 a 16 an-
nos chegado ltimamente do Porto para
dre : na praga da Independencia loja de li-
vros n. 37 e 58, ou 6 e 8; na ra do Cabu-
g loja do snr. Randeira ; na ra da Cada
do Recife loja de ferragens n. 41; na ra da
Madre de Dos venda da esquina defronte
da Igreja ; na Boa-Vista defronte da Matriz ,
boli-
botica do snr. Moreira ; e em Olinda
ca da ra do Amparo.
sr Assucar branco a 2* rs. a arroba e
70 rs. a libra caf em carosso a 100, e moi-
do a 240 a libra manteiga superior a 720 ,
azeite doce a 600 a garrafa e todos os mais
effeitos se vendem muito em conta : na
estreita do Rozario n. 58.
""^tsr Lengos a chineza, setinados, adamas-
cados e de oulras qualidades de marca
grande e pequea : na ra Nova n. 21 loja de
Joo Mendiboure.
Urna duzia de cadeiras de palhinha ,
ra
libra a 320 a libra sao bem alvas e de boa
luz cartas e taboadas bons methodos ,
para meninos a 40 e 80 reis pautas gran-
des e pequeas a 50 e 60 reis urna rotula
usada com 9 palmos e meio de altura e 5 de
largura : na ra doNogueiran. 16.
tsr Urna escravacom urna cria o muito
bom leite no lugar do Coelho ; a fallar com
Anacleto Joze d Mondonga no primeiro so-
brado passando a Igreja de S. Gongalo.
tsr Ha para vender no Collegio do Espiri-
to Santo nos Coelhos um fogocom forno de
ferro muito proprio para urna casa de fami-
lia por ser grande e muito econmico. O
forno aquerido pelo calor do fogo servo pa-
ra assar carne e cosar bolos e pao em mui
pouco lempo ecom muita perfeigo. Vende
se por ser pequeo para o dito Collegio; quem
o quiser comprar annuncie ou dirija-|p ao'di-
to Collegio ondeainda est assentado.
tsr Urna escrav8 de meia idade : na ra
larga do Rozario n. 30 primeiro andar.
tsr Na ra do Crespo n. 21 loja de San-
tos Braga, rap as libras chegado ultimamcn-
Fugio um moleque por nome Samuel,
nago angola de 12 annos de idade alto ,
e magro anda doente de frialdade ; levou
vestido camisa de chita branca pintada e cai-
ga de riscadinho azulo qual fugio no dia 10
do corrente da ra da Cruz n. 10.
tsr Fugio no dia 3l de Outubro urna preta
de nago angola de nome Mara de 20 a
24 annos de idade bonita figura ps e bra-
gos grossos cara redonda estatura regular,
levou vestido camisa de algodozinho e ves-
tido de riscado cor de caf com listras amare-
las j velho tem o coz do vestido cor de
roza tem sido vista pela Boa-vista Mundo
novo e por detraz dos Martirios, e tem sido
ltimamente vista nos Affogados por onde
anda agora athe a passagem com um. lengo
amarrado atiracl ; quem s pegar a leve na
ra das Laranjeiras n. 14 segundo andar.
tsr Fugio no dia 9 do corrente pelas 11
horas da noute um preto de nome Thomaz ,
crelo de 20 a 22 annos, alto cheio do
corpo o rosto imita como quem teve bexi-
gas tem um sigtial em cima da p do hombro
Jireito que parece ser queimadura levou
vestido somente quando fugio serola de al-
godo da trra chapeo de palha porem tem
camisa do mesmo panno e de bata encar-
nada e caiga de estopa e do brim por isso
he fcil ter mudado de traje e por nao ter
esta roupa em casa, e sim fora ; por isso se re-
comenda encarecidamente a todas as authori-
dades policiaes e ca pitaos decampo e mais
pessoas particulares a sua aprehonso e de o
Ievarem na ra da Praia sobrado de dous an-
dares n. 38 em casa dosr, Ferreira de Men-
donga, que se gratificar generosamente.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F = 1842.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E8SQR1WBX_OH1CL5 INGEST_TIME 2013-04-13T01:56:01Z PACKAGE AA00011611_04819
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES