Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04817


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Full Text
Anuo de 1842.
Sexta Feira 11
Tmlo agora rleponde de nos intsinos ; da nosu [inicien.!* moderafiio e energa : con-
linaemoi como principiamos i* soremos fl|>oniaclos ccim ailmirac.io enlre Nacoes nais
'". ( Proclamacao da AssemMa Gerol do Hii.wii..)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Uoianua Parahiba e Rio ?ran iimiiii e Garanlmns a 10 24.
Cabo Serinbfieni, Rio Formnao Torio Cairo Maceii e Alagoas no i. s H e 51,
oa-visla e J'lores a 2. Sanio Anlo quintas Cetras, linda todos os das.
DAS DA SEMANA.
T ?>e;. Florenrio B. Aud do J. de D. da 1. y.
S Tere. Serenarlo e seas comp. Mu. llel. Aud. do J. de D. da 5 v.
9 (lun. s. Tlieiidoro M. Aud. da de da 3..
40 Ouinl. Andr Avellino. Aud. do J. de T). da 2. t.
4\ Sevt. i- Marlinho K. Hel. Aud. do J. de D. da 1. v.
12 Sab jejiim Marlinho P. M. Rol. And. do J.dcl). da 3. v.
13 Doro. Patrocinio de N. S.
de Novcittbro* Armo XV111. N. 244,
HKIKtt^EJjg*r^^......'IKMUIMILI Wia'aVim
O Diario publi.-a-si-to.lo: os .lias qm-n.'io for.-i.i SanliCradoa ; u orreo da as4nalara bn
t> de tres mil reis por quarlel pa is adianiadi>s. Os aimnr-io ,lo* asiipianles sao inserido
' % din-idas a esta TyporiD. ra das CrilteaN, 34, 011 a praea da Ind.-pend.-n.-ia loja de livrui
ft Nunirro lie S. ________^____________
CAMBIOS no da 10 DI oltiV.uo. compra vend.
Cambio sobre Londres ?? Nominal-
r. Pa'is 850 r.-is por frani'O
Lisboa l(H) por 100 de premio
Moeda de cobre 3 por 1IK) do ilmeont.
dem do letras de boas firmas Ira 1 }.
O. ao-Moeda de t.400 V. 15,200
.. N. 15,00
de 4,0110 8,200
PaATA'Palaofca 1,740
i. Peros Ccilumnnres 1,740
k raiiida. 1,(20
15,220
15,200
8,220
1.760
1,70o
1,780
1,611
Preamar do da 11 de Novembro.
1. a 11 horas e m. 42 da maiilifia.
2." a!2 horas e m. (Ida larde
P11ASKS D.VLCAKO MEZ DE NVF.MBRO.
I.na Nova 2 l bo" e 49. da lard.
llnarl, creso, 9 lOhoias o ,>7 m. da lar.1.
Lila che.a 18a 1 hora a 10. da nana.
Qilirt. mins. i 55* <> horas e 42 m. da inaiib.
se
RIO DE PERNAHBU
^
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 4 nO CRRENTE.
Olficio AoExm. Presidente, informan-
do o requorimt nto dos soldados Francisco
Joze de Menozes Amoriin Jnior Juo Joze
do Menezea Amorim e Joze Francisco de
Menezes Amorim que pedio faculdade pa-
ra eslu-.Jar os preparatorios.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. enviando-
Ihe a conla do fardatnenlo mandado abonar
ao cadete Joze Francisco Soaros do bata-
lho provisorio que embarcara para a cor-
te am de ser salisfeila pela thesouraria.
DitoAo inspector da thesouraria en-
viando-lhe os papis de contabilidade do des-
tacamento do termo de Iguarac relativos
o mez de outubro passado aliin de seren
pagos.
Dito Ao delegado do termo do Cabo ,
pedindo-lhe informarlo a respoito da dissolu-
co do destacamento fim do poderem ser
eneaiiiinhaos a thesouraria os papis de con-
tabilidade.
Dito Aodezembargador chefe de poli-
ca disendo-lbe que ficava em custodia
para ser inspeccionado o recruta Antonio do
Espirito Santo que allegjij infermidade.
Portara Ao tenente coronel comman-
daiiie do batalho de infatuara de guardas
nacionaes destacado mandando d'ordem do
Exm. Snr. Presidente excluir o guarda
Andr AI ves da (ama que obtivera carta
de lberdade debaixo de condico que anda
nio satislizera

MISCELLAlNEa.
FANNY ELSSLER NOS ESTADOS-UNIDOS.
0 extraordinario acolhimento as pompo-
sas ovages de que fui objecto a bailarina Fan-
ny Elssler na America do Norte sao sem ex-
emplo nos annaes do mundo llieatral. O
Courrhre des Estats-Unis, folha muitocon-
ceituada de New-York, resume no seu nume-
ro de 14 do jullio p. p. todas as pilases da
portentosa carreira de Fcnny no solo Ame-
FL MIT
OS TENEBROSOS MYSTERIOS
DA
TORRE DE LONDRES (*)
X. A .LT.l NTBE DOl'S IICBES.
Etn quanto sr Tony auxiliado pelo gi-
gante ten lava escapar ao bistur do sangui-
nario doutor eoladro Jack entrelinha a-
morosa correspondencia cotn a innocente E-
melina outros aconlecimentos linho lugar.
0 gigante Lilliput depois de haver cuidado-
samente apilpado o sacco qno viera na ponta
da corda fechou-o em un armario que ha*
via no qnarto onde ha pouco estivera sir Tony.
Betn quizara elle ver o queconlinha o sacco ,
porm ouvio passos e nao quera fazer suspei-
tar que tiulia favorecido a fuga de sr Tony :
tirou a chave do armario ?* safoii-se/ Seu
primeiro cuidado foi o de visitar o caU-
bouQo que sir Tony tinha ocenpado Julgue-
se pual seria sua admiracio qujudo l foi en-
contrar Seinple H quem nesL; monr.mto o
velho Bobeslragulava.
" (*) Vi.iTiario N. 235, 236 237 240 ,
-412 e 243.
ricano : offerecemos este artigo aos nossos
leitores : ser lidocom interesse e os artis-
tas da scena brazileira acharo nelle assump-
to para vastas e profundas meditadles.
Primeiro. campanha. 1840.
Mademoiselle EIssIt chegou a New-York a
3 de maio de 1840. 0 seu debut nesta cida-
de consisti em 1G representacoes ; 15 des-
las forb-lhe pagas a razo de 000 dollars ca-
da urna e a outra dada em seu beneficio ,
rendeu-lr.e 1,550 dollars. Emjunlio va de
New-York para Philadelpliia, c ah represen-
ta 12 vezes pelo mesmo prego sendo toap-
plaudida como em N'ew-York Sessenta mu
/.icos allemes do-lhe urna serenata magni
(ica debaixo das janellas de sua casa. De Pbi-
ladelpha passa Whashinglon onde dansa 4
vezes.
E apresentada ao presidente e aos ministros,
e todo o gabinete vai assistir s suas repre-
sentarles. Estas fazem tanto mal ao tlieatro
legislativo, que ha quem proponlia que os
representantes sejao conduzidos ao congresso
por ofcaes de polica. Fanny Elssler visita
o Capitolio e a Scsso interrompida por
curiosidade e por galanteio.' Todos estes fic-
tos sao precisamente historeos. Tambeni se
disseque Fanny subir tribuna; mas islo
nao passa de urna (acacia.
Em Ballimore, Fanny dansa seis vezes e
depois do seu beneiicio puxada tn.io.na
sua carruagem at a casa, eahi do-lhe urna
grande serenata.
Segunda cani/>anha. 18 40.
Volta Fanny a New-York ed oito novas
representacOes to lucrosas como as primeiras.
Masas extravagancias de Baltimore operavo
urna especie de reaeco no amor proprio ame-
ricano e urna sernala, comecada em gran-
de pe pelos Allemes, degenera em molim.
Os Allemes gritao contra a oppresso da
sua lberdade symphonista as paixoes poli-
ticas buscao tirar partido deste acontecimen-
to, e a municipalidade demcrata de New-
Vork presta o seu apoio aos concertantes pa-
ra nao perder os seus votos.
Em Boston a cidade dos quakeis c dos pu-
ritanos to grande o dilirio causado pela
apparigo de Fanny, que os jornaes invento,
para exprimi-lo a palavra Elssler inania.
Fanny dansa ali trez vezes sondo urna del-
tas destinada para a subscrico do monumen-
Lilliput metteu a cabega pelos buracos for-
mados pelo arrombamento do terreno ; e no
momento em que o velho carcereiro da Torro
de Londres examinava a sangue fro a sua
vctima foi elle quem Ihe pedio fogo para
accender o cachimbo.
Ainda que mestre Bob fosse mu matreiro ,
vio se por um momento desconcertado na pre-
senta da horrivel catadura de Lilliput. En-
carou estupefacto para esta cabera monstruo-
sa sustentada por um pescoco deeitraordi-
naria grossura e onde estavo dous olhos
immoveis e lixos como os de um defunto e
enorme nariz pareca cobrir urna parte carco-
mida do rosto.
0 que queris, perguntou-lhe elle nao
para buscar fogo que vindes aqu ?
Ah ah ah nao julgm compadre ,
achar-vos em to' bella occupaclo ......que
menino este que to bem arranjastes ?
Um ladro Jack Palrickson.
Ah sim j vejo que chovem Jacks ,
respondeu-lhe Lilliput ; tinho-ma dito que
o verdadero Jack fugira !
Se assitn fosse nao serias estranho a
esta fuga tu que vens aqui por passagens
incgnitas.
Ah ah ah continuou Lilliput cha-
coteando pode milito bem ser.
-Tu ris tu me insultas ? disse o -car-
cereiro transportado de raiva.
INo te temo pai velho, porque te y
to uacional de Bunker ffiU. Os puritanos
indigno-se por esta cooperaco, c a mpren
sa da l'nio discute por espaco de um mez a
questo de saber se se deve aceitar ou recusar
o dom da dansarina estrangora. A commis-
so encarregada de examinar este negocio ,
a qual j tinha litio Biaumarchais responde
que a questo est resolvida de fado e que
aquillo que he bom de receber bom de
guardar. 0 noitie de Fanny Elssler figura-
r pois enlre os dos fundadores da Columna
nacional de Bunker llill.
D. Boston, Fanny passa polo Nigara para
reapparecer em Philadelpliia e dfl Philadel
phia desee a Richmond onde dansa urna s
vez que Ihe rende dous mil dollars ; dan-
sa seis vezes em Oiarleston e embarca para
llavana.
Nesla cidade as novas orages dcixo in-
teiramenle a perder de vista as oracO's pre-
cedent'S. Fanny contractada a razo de
1,200 pesos por noite o dansa dez vezes.
Seu b-neicio rcnJe-lho 'i 6,000 pesos e
magnficos presentes enlre os quaes Ogtl*
rao diamantes de grande valor e um rico tra-
je para a caxuxa A'sahida desta represen-
taco sobe carruagem do conde de Penal-
ver e escoltada por urna immensa mullido,
com soldados o msica na frente at sala
onde se Ihe havia preparado urna cea Sarda-
napalo. As alas por entro as quaes passou
eslavo Iluminadas. Fanny chama a esta
noite a sua marcha triumphed.
A' sua chegada a Nova-Orleans as almo-
fadas da caloca que a conduz a S.iint-Char-
les-llotel s3o postas em leilo e vendidas por
alto prego. Dansa vinte e seis vezes nos 2
Ihealros americano e francez a razio de
1,200 dollars por noite O proco dos lugares
ao principio marcado em 3 dollars mas
depois sao vendidos em leilo a lo e a 20 dol
lars, Qsios beneficios rendem Ihe cada um
3 a 4,000 follis c ricos presentes oflereci-
dos tanto em nome dos hoini'iis como das
senhoras lilhas do paiz. Suscita-so urna es-
pecio de rivalidade entre as populagd ;s cre-
la e americana e urna serenata dada pela
orchestra do theatro francez e dos amadores
interrompida p^Ios Americanos que gri-
tao : fog ]-fogo E com este pretexto tra-
zem e despejo as bombas sobre os msicos.
coni'iictter um crime, e tenho tua sorteem
minlias maos
Insensato! disse Bob j a sangue fri,
crs que me deixarei apanhar como urna in-
nocente pomba no lago armado aos meus
pos ?.... em verdade amigo tua lgica fal-
ta-te nesta occasio.
De veras ? perguntou Lilliput em tom
chocarreiro.
Seguramente accrcscenlou Bob pas-
sando a mo em sua barba grisalha. Ests
vendo amigo esse cadver esse homem
teso e estrangulado viste-me commetter o
crime crs tero velho Bob em tuas garras -.
pois bem vers como elle saber tirar-se de
tuas unhas.
- Era o que me falta va ver. disse o gigan-
te sentando-se no chao.
Ests prompto? perguntou Bob com ma-
licia.
Promptissimo respondeu seu antago-
nista muito frescamente.
Bob sabio den alguns passos fra do ca-
labougo e tocouo sino de alarma... voltou e
eticaron finamente para Lilliput
OgigantPi calmo e impassivel nenian
menos tentou fugir
Admira, disse Bob, a confianQa q e
leus em leus segredos ; sem duvida es|i>
ras que acreditat em tuas palavras quando
d sseivs que eu estrangulei este homem .'
Anda nao chegou o momento de minhas
Te: ceira campanha. 1841.
Fann\ reapparece em New York pela ter-
ceira vez c dansa onze ve/es com to bom
xito como anteriormente. O esculptor Stout
faz-lhe a estatua e o pintor Itunan o retrato.
Em Philadelphia dansa quatro vezes e nao
se falla na socedade Philadelpliana seno do
um genlleman que eslava /.pitnico havia do-
ze anuos o ao qual avista da silphida resti-
tuio repeiitinunenle o riso e a saudo ; depois
desta cura por meio de aiiava epiropta,
Fanny volta a iN'ew-York para daqui ir a Bos-
ton mas nao a deixo sabir sem obterem
della cinco novas representactles.
Etn Boston dezeseis representaedes pa-
ra urna das quaes Fanny convida os trezentos
marinheiros da oo C'lombus', que llie li-
nho feto as honras de seu bordo como no
anuo precedente a Xorlh'Carolina Ihe tinha
feito as honras do seu no ancoradouro do
New-York.
QuarJa campanlta. 18 41-1842.
Quirto contracto em New-York ; segunda
viagem Havana onde Fanny dansa oito ve-
zes no ihpiitroprincipal' com as mesmascon-
diges que antes. I'otvm a miseria geral
que reina nesta ilha faz com que a popula-
co peca que nao se dohre o preco dos luga-
res. O director Don Mart^ nao acquies-
co a este pedido e urna parte da populaco
conjurada deixa de ir ao theatro. Fanny
faz-se emprezaria e aluga o grande thea-
tro Tacn a razo de ()0 pesos por noite, to-
llas as mais despesas por sua conta. Nao faz
alteraeo alguma no prerjo ordinario dos bi-
lhetes e o povo concorre em maior nume-
ro com mais enthusiasmo que nunca a
I." representantes successivas. Na noite do
seu beneficio Fanny cornada pelos calal-
leiro havanezes em nome da cidade. De
volta a New-York vem carregada de versos
de todas as quahdades impressos em setim
de todas as cores. Despedo-se de New-York
e do Mundo-Novo em doe representagOes ,
debaixo da urna temperatura de mais de 80
graos de calor. Desta* representagdes as
quatro ultimas foro dadas por olla em bene-
ficio de seu dansai ino Martin do director
do Park dos orphosde New-York e de urna
caixa de pensiles para os artistas da qual
ella mesma concebcu a idea e cujo plano
desenvolveu na seguinte carta :
revelagfs, mestre Bob ..Quando fr tempo ,
direi que cobardemente estrangulastes este
homem, ebemassim que dstes lberdade a
um grande criminoso para sacrificares um.
innocente.
Que queres dizer com sto ? perguntou
Bob j to paludo como a morte.
Quero dizer que as faltas de um homem,
nunca sao occultasquo urna testemunha nao
possa v-las ; quero dizer velho tigre quo
tu tens relagdes directas com urr. certo lord
Willerson...
Basta disse Bob comsigo e branco co-
mo urna morUlha ; elle mesmo acaba de pro-
ferir a sentenca de sua morte.... cumpre que
este homem morra : minha segurangj. o ins-
linclo de minha conservago ludo me impde
o dever de suffocar com elle estes terriveis
segredos arrancados noite.
Neste momento entrou urna mullido do
carcereiros e sota carcereiros attrahidos pelo
toque de alarma....
O velho Bob tendo-os reunido disse-
Ihes :
Amigos em to pouco tompo esta
segunda vez que vos chamo mas de cada
vez o perign era instante : ha algumas horas
quera entregar-vos um prisioneiro evadido,
e por inim apanhado agora para vos ma-
nifestar um desses crimes cojo Qm est envol-
vido em oscuros e impenetraveis mysterios.
Acabando de proferir este sentencioso exor


2
;.
Senhores. Ha perto de um anno que
eu perguntei se j se havia estabelecido nesta
cidade algum fondo para allivio dos adores
velhose indigentes e soubecom grande es
panto que em um paiz to decididamente thea-
tral nos seus gostos prodigo na sua genero-
sidade, nao exista instituigo alguma err. fa-
vor de urna classe to exposta ao infortunio e
Uo digna de sympathia.
Em todas as grandes cidades da Europa ,
como Londres Paris Berln e Vienna j
e crero recursos permanentes para este
piedoso lim, e nao sei o motivo por qu* nes-
ta grande capital igualmente afamada por
sua caridado e por suas sympathias dramti-
cas, se nao fez ainda nenhuma feliz tentativa
com o lim de organisar sobre urna base soli-
da e duradoura um tundo para semelhante
lim.
Nao me compete resolver esta questo ,
porm arriscare! urna observaco, e vsm a
ser : que nem as difliculdades nem os contra-
tempos anteriores podem ser urna objecgo real
contra a tentativa e feliz xito de um novo e
geral esforco.
O momento o melhor possvel; muita
gente est soffrendo que nao pode ser alliviada
pela assistencia individual. Quanlos artistas
velhos e enfermos, que tem sobrevindo longo
tempo ao poder de agradar lango agora um
olhar supplicante para aquelles que podem e
feu o espero) desejo soccorr los !
Seus pr.meiros direitos existem indu-
bitavelmente, em face da prolisso a que per-
tencem e que conta entre seus membros,
pessoas to estimaveis como ricas das quaes
me prezo conhecer um grande numero, e que.
por seus notaveis talentos illustrario qual-
quer posigo em que se achassem collocados.
Mas sabido que os recursos da profisso es-
to agora por diversas causas miseravelmente
limitados. Nestecaso, da communidacle in-
teira que devem partir os mais dlcazes soc-
corros e felizmente para os pobres que os
sdicito urna communidade que nunca
surdaao grito da desgraga innocente.
Julgo, Senhores, que os meussentimen-
tos nao me tero levado alm da posigo que
eu desejo occupar nesta boa causa a de um
humilde instrumento. Apresento-mecomo um
dos membros da grande familia de artistas que
olhario como um favor, como um privilegio,
empregar lodos os seus esforgos no allivio de
seus irmos desgrasados, os quaes, posto que
pertengo a um solo e a um clima estrangei-
ros aos meus, nem por isso deixo de ser-me
intimamente ligados pelos fortes lagos de urna
mesma carreira e de urna natureza commum.
Em resumo senhores eu fago a ofer-
ta formal de meus servicos professionaes para
o estabelecimento na cidade de New-York ,
deum fundo de cariclade destinado ao alli-
vio dis actores invlidos e tenho a fervorosa
esperanza, afirmecrenga que isto ser um
manancial de grandes bens.
Agora s me resta pedir per.do s pes-
soas cujos nomes tomei a liberdade de menci-
onar ; mas pareceme que tinlia algum direito
de faz-lo porque estes nomes sempre figu-
rro liberalmente em lodosos projectos phi-
lanlropicos em todas as empiezas nobres...
Podeao ellas por ventura risca-loi quando
inscriptos en: seguida deste aparello ?
dio langou Bob um olhar terrivel sobre Lil-
liput, porm este olhava-o com a maior se-
renidade ; nem ao menos tomou o trabalho
de levantar-se para ouvi-lo.
Que ha de novo, mestre Bob ? pergun-
tro ao mestuo tempo os empregados da
Torre j trata-se ainda de outra evaso .J
Nao de um homicidio de que fui
testemunha vociferou Bob com a maior hy-
pocrisia do mundo do homicidio do sen-
tenciado Jack Patrickson que eu aqui trou-
xe ha pouco.
Oh exclamarlo todos.
Vede esse cadver ?
Est mor lo exclamarlo todos os assis-
tentes e morto estrangulado pelos signaes
que o laco deixou no pescoco... Que do as-
sassino ?
O assassno, respondeu Bob em tom ma-
gestoso aquelleque por subterrneos cami-
nhos introduz-se nestecalabouco e que di-
ante de mim consummou este homicidio o
assassino....ei-lo ali !...
E mostrou o gigante Lilliput, que conti-
nuava a olha-lo sorrindo-se.
E' esse homem que ah est....
Todos os olhos e bragos levantro-se sobre
Lilliput que apenas contentou-se com arre-
dar-so um pouco edisse com zonibeteira
voz :
__De vagar senhores. Quando tivesse
eu cemmdtido o crime que so me imputa ]
Tenho a honra de ser vossa rauito vene-
radora
Fanny Elssler.
Nao isto terminar de ama maneira real
urna carreira de rainha ? Esta ultima repre-
sentago do Fanny foi um acontecimento de
que nao ha exempl.> nos tablados americanos.
A actriz recebeu dos espectadores todas as
provasdeuma viva sympathia. Foi chama-
da duas vez.ds scena cornada e coberta de
flores. Com movida a ponto de verter lagri-
mas veio boca do theatro e dissse para o
auditorio :
Eudevia dizer-vos alguma cousa ares
peito da obra que emprehendemosesta noite;
porm o meu corag.So nao sent para isso a
necessaria forga. Daixai-me pedir-vos que
vos conservis fiis ao que to nobremente
emprehendestes.
Chegou finalmente a hora da separago ;
o seu peso j me opprin\e. Forgoso me di-
zeradeos, um adeos eterno a um povoque
me inundou com seus favores, que nunca he-
sitou nem na sua generosdade nem na sua
benevolencia, desde o feliz momento da mi*
nha chegada at este doloroso momento da
minha partida A' Allemanha patria do
meu nascimento Franga patria da mi-
nha adopco eu devo por certo muito; mas,
como poderei exprimir-te a ti America, to-
das as obrigagrjes que agota me esmagn o es-
pirito e o coraco ? Aceita a humilde offren-
das da minha gratido banhada rom minhas
lagrimas Adeos meus bons amigos Adeos
America Emquanto viva prezarei a tua
memoria ; quando morta enviar-te-hei as
minhas bengos!
Ao ouvir estas palavras o publico rompe
em phreneticos applausos agita chapeos e
lengos, e Fanny, a interessante Fanny, cho-
ra amargamente. Era urna interessante pe-
ripecia !
Aqui damos o resumo desta admiravel car-
reira de dous annos de triumphos nao nter-
rompidos: Fanny dansou na America 178 ve-
ves por sua conta e 21 vezes gratuitamente ,
em beneficio de artistas de directores de
snciedade de beneficencia etc. etc. ; total
100 vezes. As suas 178 representages ren-
dro-lhe 140,000 dollars ( 252 con tos de
res ), oque faz um medio de 786 dollars
(1:414,11800) por cada representagSo. De-
duzindo destes 110,000 dollars as despezas .
os dons e as perdas de Fannv restn-lhe l-
quidos 01,000 dollars ( 163":800.>000 ) Fan-
ny colheu esta enorme reedita s com o auxi-
lio de oito dansas que foro : A Tarntula,
a Silphida Nithulia a Rnsa ritmada, a
Railadeira a Gip*y Somnmbula, e o
Principe e a Fada. E mesmo estes tres ul
timos s foro dados nos ltimos seis mezes
Os auxiliares de Fanny nestas dansas foro
James Silvain vindo com ella da Europa e
que a acompanhou pelo espago de dozoto me-
zes que lhe Valerio cerca de vinte mil dol-
lars e urna reputago no Novo Mundo. A
Silvain succedeu Martin que tambero ad-
quiri reputaco ou antes um peculio to
valioso como o de Svain. Ambos foro igual-
mente uteis a Mademoisolle Elssler que a-
chou no primeiro um talento cheio de agl-
dade de graca e de harmona como o seu e
no segundo urna escola e urna robutez que
o tom So um dansarino de primeira ordem.
Entre os satellites femininos de Fanny de-
vemos notar Mademoiselle Pauline Dsjardns,
cujos progressos devidamenle applaudidos
pelo publico, foro admiraveis e as quatro
jovensVale Elisa, H-mriqueta, Julia e
Amelia, a mais bella das pleiadasque seguio
Fanny Elssler.
Finalmente e para terminar esta nomen-
clatura por um dos mais caractersticos fados
thealraes do Novo Mundo, que Fanny Elssler
comprehendeu e de que soube tirar o me-
lhor partido como mulher de genio ell
orou cincuenta vezrsem publico tanto em
inglcz como em francex allemo e hespanhol
Nao sero estas proezos outros tantos tra-
balhos de Hercules e de Demosthenes ? Nao
ter Fanny Elssler um direito incontestavel
de levantar as praias americanas duis co-
lumnas e de tambem escrever nellas: Nec
plut ultra ?
Fanny regressa Europa e leva comsigo,
no Caledonia suas coras e seus spefehen ,
dos quaos qualquer livreiro poderia fazer urna
curiosa edigo para uso dos artistas que se pro-
pozessem a visitar a America aps ella; masdei-
xa em New-Yorck a maior parte dos seus dol-
lars empregados sem bons .stokes dos estados
de New-York edo Ohio, que lhe rendem um
juro de 10 por cento. O nico risco que cor-
re talvez de perder algum dia o capital. Mas
o seu bom genio subsiste e depois de have-
la enriquecido pela America n5o ha de ar-
ruina-la pela America.
De Liverpollo Fanny vai directamente a
Vienna ver sua familia e de Vienna ir ou a
Londres ou talvez a S Petersburgo caso
nio possa convenientemente transigir com a
Opera de Paris, esse throno desoecupado que
ficou sempre sendo o objedo de seus votos ,
mas ao qual lhe ser mais fcil renunciar do
que sujeitar-se a reconquista-lo ponta dos
60,000 francos que a direcgo lhe pede. Es-
tamos porm persuadidos que a Opera e Fan-
ny se entendern por lim satisfactoriamente,
porque to triste para um rei estar sem
throno como para um throno estar sem rei.
( Jornal do Commercio. )
DIARIO DE PER\AMBi'CO.
r-----------------------------------------------------------?
Tendo sido publicado o nosso artigo de fun-
do do n.* 242 com graves erros lypographi-
cos, de novo o publicamos hoje, pedindo des-
afina aos nossos subscriptores.
Como o Diario novo, como tudos os homens
em cujos corages palpita o amor dos seus se-
melhantes e o sentimento da honra nacio-
nal nos deploramos e havemos deplorado
mil vezes os crimes atrozes que com tanta
frequencia nos aprsenla a chronica quotidia-
na; como elle, nos horrorizamos do vicio in-
veterado de nosso estado social revelado por
esse symptoma ; acreditamos que a socieda-
de civil no pode ser realmente constituida ,
onde no existe a seguranca individual ao a-
brigo dasleis e da forga publica ; e pensamos
emfim, que he da maior urgencia, que todos
os hornens intelligentos e bem intencionados
prestem a sua attengAo esto lado dos nossos
costumes e proenrem ao mal que nos de-
vora um remedio prompto e eflicaz.
nada mais teria feito do que poupar ao car-
rasco um servigo sempre montono; este ho-
mem tinha de serenforcado estrangulro-
iio. .nao i; grande a differenga
Grande sorpresa causou ao velho Bob esta
resignago de Lilliput o qual tinha pensado
que proromperia em gritos de raiva quan-
do se vsse aecusar pelo crime de outrem ;
todava, desconfiando que o gigante espera-
ra evadir-se abrindo na parede passagem
idntica aquellas por onde costumava intro-
duzir-se no lugar onde se representa a cena
principal desta historia, e como inimigo pru-
dente snppz-se obrigado a frustar-lhe os
planos de fuga e portanto tomou as pre-
caugfos aconselhadas por seu interesse.
Nao nos compete disse elle aos seus a-
judantes oexame da moralidede da victima;
se elle devia morrer, espada da le perlencia
cri-Io : este homem pois um assassino;
c em lugar do criminoso morto em suas
mos, resta-nos elle, que aindamis
criminoso; desejo, portanto alim de conser-
var justiga seu direito que seja elle transfe-
rido para c gaiola de ferro.
Sim, sim gaiola de ferro repeti-
ro todos
Antes porm que] isto tenha lugar ,
quero fazer urna pergunta : algum d'enlre
vos o conhece ?
Cada um approximou-se por sua vez para!
examinar a face satnica de Lilliput,... Sem-j
pre calma sua hedionda physionomia con-
servava-se immovel porm to animada
como d'antes.
Nunca o vimos, respondroa urna voz.
Mas em caso de necessidade o reco-
nhecerieis ohservou o vingativo carcereiro.
Oh nada mais fcil : com tal cara
nao se escapa fcilmente aos olhos dos gu-
ardas
EntSo partamos., meu colossal amigo,
accrescentou Bob ievantai-vos e andai
diante de nos.
Bem o desejo respondeu Lilliput, mas
nao o poderei se vos nao mostrardes compas-
sivo....Sinto um fri extremo....fazei com-
que me prestem um capote.
Nao seja esta a duvida pensou Bob ,
satisfagamo-lo com tudo melhor vontade
quanto ser a ultima vez em que sejo ouvi-
das neste mundo as preces de semelhante
monstro. .. Vefamos senhores quem lem
a compaixo de prestar um capote ao prisio-
neiro ?
Um sota-can ereiro ainda mogo atrou o
seu e Lilliput rebucou a cabega e a parte su-
perior do corpo deixando de fra as nemas,
do que rio se descacaradamente os circuns-
tantes, como se estivero loucos. Este capote,
bem como todos os dos outros empregados da
Torre de Londres na poca em que leve lu-
gar esta historia tinha urna pequea corOa
do ta branca tom osta legendaC. Beaes.
Mas nao julgamos cerno o D-n. que o
remedio seja to fcil de descobrir, como elle
o diz ; nao entendemos que seja sufliciente,
para achar a solugo desse intrincado proble-
ma a reforma dos nossos costumes ,
dirigir ao governo d'uma inslita maneira at-
taques sem fundamento que se nao procu-
ro justificar com urna s razo boa ou m.
Por certo que se o remedio estivesse descober-
to se o problema se achasse resolv do, per-
tenceria ao governo tomar a peito a sua appli-
cago ou pelo menos ajuda-la com todo o
seu poder ; mas d'aqui at l todos os ho-
mens que dzem amar o seu paiz devem
aprofundar a questo. e resolverla ; dever es-
te que he anda mais rigoroso para a i ni pren-
sa, que deveria estir cangada de tantas discus-
soes esteris H>: forgoso ale npar logoesteflm,
e mais cedo o conseKlireWOS se sentirmos (
que todas essas palavras cTieias de azedume ,
que essas reccitas universaes applicaveis
todos os males que essas aecusag^s vagas
feitas ao poder provo smente a fa.Ua de
scicnci politica naquolles que dellas fa-
zem uso. Pelo que nos respeita sabedo
quanto he grave a questo que faz o objedo
deste artigo quantos elementos e relacOes
difficeis de avaliar ella coiitm esluda-Ia-he-
mos pausada e conscienciosamente, e apo-
sentaremos os meios de cura que julgarmos
ter achado, se nao com a couvicgo de haver-
mos feito urna grande descoberta ao me-
nos com a de termos obrado como homens
de bem.
Deixando de parte por boje a face principal
do problema nos encararemos somente um
lado restricto e procuraremos determinar a
influencia que pode ter o governo de um paiz
sobre a transformago de seus costumes.
Tudo na natureza est ligado ; todos os
fados sociaes em urna nago se encadeo ;
mas o governo, na resume em si todos os
fados sociaes ; lgicamente deveria occupar o
primeiro lugar, figurar como fado principal ,
como aquello em torno do qual todos os ou-
tros secolloquem e coordenem ; mas tam-
bem he urna verdade que a religio o estado
das relages de familia o apuro das artes
e das sciencias a organisago da industria
&c. &. sao outros tantos factos sociaes que
tem tidoat hoje e continuaro a ter sobre a
natureza dos costumes urna influencia pelo
menos to poderosa como a forma da consti-
tuco politica e civil ; de sorte que em boa
lgica se nao pode attribur quelles qua fa-
zem mover as rodas da machina politic* ; is-
to he nao se pode attribur ao governo urna
acgo absoluta sobre os factos que elle nao
abraga no seu todo. Isto posto a forma
da constiluigo politica e civil est bem lonf?e
de ser a mesma para lodosos paizes : aqui
reina o despotismo o mais absoluto enrgi-
camente afoiado sobre a forga phisica ; ali o
absolutismo se modera o poder deum s se
impe algumas regras, e faz algumas conces-
sOes ao poder de lodos ; finalmente de grao
em grochega-se ao poder constitucional mo-
derno a forma poltica a mais liberal e a
mais verdadeiramenle democrtica de todas
as que at o presente tem sido aceitas pelos-
povos. Ora, quanto mais se anda de urna
extremidadeda escala para a outra mais se
v o fado social governo perder a sua in-
0 prestito poz-se em marcha. Era curto
o Caminho que tinho de andar at a gaiola de
ferro, priso assitn chamada por ter guarne-
cidas as faces internas das paredes de grossas
barras de ferro. Tudo levava erer que se-
ria satisleila a vinganga de Bob quando oti-
vio-se um grito terrivel...
Sabis benvolo leitor que basta que
um grite para fazer gritar a todos os uiitros ,
e foi o que D'ssa occasiu leve logar : levan-
tou-se um rumor geral. Ninguein soube
como nem porque. ninguem sobe dizer
quem proferioo primeiro grito; mas o que
logo foi evidente a todos he que. o gigante
tinha desaparecido .
E comtudo ninguem se tinha evadido,
ninguem tinha fgido Mas Lilliput de-
sappareceu como um sonho !
O velho Bob atterrado por este incidente
sobrenatural levanlou as mos para os ceos e
exclamou:
Quem he pois este ente que por
tal modo zomba de mim ?
o diabo! dsse ao ouvido de Bob a vo
de Lilliput bem conhecida .
O carceiro voltou-se para agarrar sua presa,
porem. s vio alraz de si a insignificante
fac de um sota-carceireiro que esperava suas
ordens !
0
( Coilinura-se-ha.s


fluencia propria e deixarsobresahirem outros;
mais se v a massa representada pelo go-
verno perder sobre o individuo a sua ac-
c/io directora ora oppressiva ora benfica,
para ceder esse mesmo individuo direitos e
.garantas que na verdade podem era parle
preserva-lo do mal mas que fazem tunbem
perder aocorpo social-essa fjite compacida Je
essa poderosa unidade que caracterisa o regi
men absoluto de tal sorte que o governo
nao ab-agando mais se nao uto menor nume-
ro de faotos sociaes no tem mais tanta li-
brdade ile fazer mal porem he tamhem
milito mais impotente, quando se trata de
fazer o bem. Portanto se aspremissas que
cslibelecomos sao exactas forzosamente se-
ra verdade que sob o rgimen absoluto o
governo pode ter sobre os coslumes urna in-
fluencia quase absoluta entretanto que com
urna forma constitucional soelles muito pou-
co dependentes do governo.
Appliquemos estes principios ao nosso paiz
para torna-Ios mais claros e mais palpaveis
1) Brasil conta a sua nacionalidad^ ha vin-
te annos smente ; durante 5 seculos leve
urna vida falsa e incompleta arrastado sil-
jra por urna metropole que havia desenvol-
vido para a guerra e para a conquista he-
roicas e brilhantes faculdades mas que para
a administrarlo do nosso p.iiz tinha deso-
do ao mais nfimo grao de ignorancia; o Bra-
sil era realmente para Portugal um paiz es-
cravo cuja riqueza natural o trabalhoa me-
tropole desfruetava com toda a dureza de um
senhor cruel sem de modo algum importar-
se com hbitos e costumes sem de modo
algum occupar-se em regular outra cousa que
nao fosse a extorso das riqu^sas como se
houvera querido ligar ascadeas da escravido
pela immoralidade e impotencia ou como
se tivera previsto que esta rica presa escapa-
ra bem depressa de suas debis mos, Foi
depois de longos annos de semelhante rgi-
men que a epocha da regenerarlo come-
';ou para o nosso paiz e que por urna serie
de modificagGes rpidas executadas no curto
espigo do lo annos, chegamos a possuir urna
conslituigo a mais librale a mais ampia-
mente democralica que ha no mundo pre-
sentemente. Ilavia-se por ventura estudado
o estado do paiz antes de Ihe determinar esta
forma de governo i1 Ser ella a que Ihe fura
mais propria ? He o que aqui no discutire-
mos. Jugamos que a constituido he uro
grande (acto acabado aeeito pela nago; el-
la consagra direitos preciosos e por este ti-
tulo nao convem tocar-lhe seno com muito
respeto; tatnbem quaesquT que sejo as mo-
dilieac.O;'sdque a possamosjulgar susceptivel,
ciemos que essas modificao s s devein ser
taitas com a maior reserva e que exigem
longo estudo; porem ao menos devemos con-
vir que se eila d ao individuo muitas e po-
deros.s garantas nao deixou ao todo sobre
o individuo, ao governo sobre o povo um
grande poder e urna acgo vigorosa. Ora qual
era o povo para quem se estabelecia esta cons-
lituigo to liberal ? um povo onde a metade
da populaco era escrva e que tinha em si
os vicios nalivos que procedem desse esta-
do social anti-natural ; um povo, ondeas
classes favorecidas da fortuna habituadas a
se rollocarem a cima da lei conhecendo so-
mente o impulso do momento tinho algu-
ma cousa dessasoberba, to prompta em vin-
gar injurias, do guerreiro da idade media; um
povo cujos memhros espalhados em urna su
perlicie immensa de terreno com poucoou
nenhum contacto entre si, nao estavo pene-
trados desse senliiiiento de solidaridade hu-
mana o mais forte lago de sociedade civil ;
um povo onde ainda a to pouco tempo exis-
te o sentimento de patria e onde as aflei-
res e o pondonor de familia reinando exclu-
sivamente se havio como era natural de-
senvolvido al um ponto exagerado. E nes-
se estado de cousas com elementos to pou-
co susceptiveis de harmona com urna cons-
tiluigo eminentemente liberal como a nossa
poda o governo modificar os costumes e har-
monisar tudo como por encanto? Nao; seme-
lhante ph^nomeno era impossivel! quando a-
penas ter urna ^eraco tido o lempo de che-
gar idade da razo depois da poca de nos-
sa independencia querer-se-hia j que todo
o passadoeslivesso abolido, que lodosos ves-
tigios dos coslumes anligos eslivessem apaga-
dos nao isto nao podia ser.
.Nao nos admiremos pois do pouco progres-
so que temos feito e,sobreludo nao recrimi-
nemos ninguem que as recriminagGes de na-
da servem ; tratemos somanto de marchar
d'ora em diante o mais depressa possivel e
convengamos-nos de qua nao he com catili-
narias contra o Poder que havemos de cu-
rar os nossos males.
Abramos estradas cultivemos nosso rico
paiz povoemos nossos sertes e nossos mal-
los estabelegamos entre os homens relaces
mais frequentes e mais facis procuremos
diminuir o mais possivel essa infamia da es-
cravido, levemos o homem livre ao traba-
de cada quintal e a quantidade que se o-
brigo cortar, sujeitando-seexpressamente
a nao traserem para o deposito se nao o pao
brasil de suportar qualidade pena do Ihe ser
reigeitada e queimada a porreo que for
qualificada como inferior. E prestar alem
salvo se forem proprie-
Iho apertemos o mais possivel os lagos da
unio criemos para a mocidade um vasto |disto Manga idnea
systema de educago que abrace ao mesmo tarios dos terrenos.
lempo o corago e o espirito ahafemos nes- Art. 6. Um dos feitores da mesa do consu-
sas tenras creaturas o sentimento da falsa
dignidade e substituamos-lhe as deas de
verdadeira nobreza e so nao tivermos feilo
tudo para attingir o desojado fim teremos
ao menos a consciencia de marcharmos no ver-
dadeiro caminho.
Repitamo-lo ainda : nao publicamos oque
precede como um exame ou.solugo completa
da questo ; ella vollaremos depois e tra-
taremos de proeurar nesla materia outra ebu
sa que nao sejo motivos di injuria contra
o governo ou contra os partidos.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 10 de novb.ro 9:593*828
DESCARRECA" HOJE ll DE NOVEMBRO.
Galera ingleza = Emily = carvo.
Urigue Escuna =Susam =irTazendas.
Brigue porluguez = Jozephina = fazendas.
MOVIMENTO DO PORTO.
NAVIOS SAHID0S NO DA 9.
Parahiba do Norte ; hiate brazileiro Santa
Cruz, cap. Alexandrino Jos Pereira : car-
ga miudezas.
Dita do Norte ; hiate brazileiro Pureza de
Mara cap. Joze Maria : carga varios g-
neros.
NAVIOS ENTRADOS NO DA 10.
Cutinguiba ; lO dias hiate brasileiro Espe-
culador de 38 ton., cap. Jos Themoleo
dos Santos, equip. 6, carga couros : ao
capito.
Ass ; oO dias brigue escuna brasileiro S.
Jos de 148 ton. cap. Joquim Jos dos
Santos equip. 9 carga sal: ao propie-
tario Delino Gongalves Pereira Lima.
Stockolm ; 53 dias patacho sueco Alert, de
107 too., cap. E. Hosow equip. 9 car-
ga taboado pxe e batatas : a Me. Cal-
mont & C.*
OBSERVACES.
Suspendeo do lameiro para Lisboa a char-
ra poriugueza real principe D. Podro ,
commandante Jernimo Romero.
EDITAES.
AVISOS DIVERSOS.
lado nomeado pelo inspector da thesoura-
ria ser incumbido de examinar a qualidade
dopo brasil trasido pelos encarregadosdocor-
te e regeitar todo o que nao for de supe-
rior qualidade. Vencer por este trabalho
urna gratlicaro marcada pelo thesouro so-
bre proposta do inspector da thesouraria ; e
quando se verifique de m qualidade o pao
brasil recebido pelas thesourarias e remet-
tdo para a Europa o referido feitor ser por
isso responsabilisado.
Art. 7. O fet r certificar no recibo de en-
trega feita nos respectivos depsitos a superior
qualidade do pao brasil que for recebido ;
e sem esse certificado sobre a qualidade nao
se far pagamento nem ser abonado adian-
tamenlo algum feito aos ditos encarregados
do corte.
Art. 8. No fim de cada trimestre o inspec-
tor da thesouraria remetiera ao thesouro pu-
blico um mappa assignado pelo feitor nomea-
do, declarndoos nomes dos propietarios ,
ou outros encarregados do corte do pao bra-
sil, o prego e quantidade a que se obrigro,
as porc/es que tiverem trasido ao deposito ,
as regeitadas e queimadas as embarcadas
para Europa c nome do navio e seu desti-
no, e finalmente o estado do deposito. Ro de
Janeiro em ll de Janeiro de 1842.
Vizconde iV branles.
DECLARAgOES.
O l||.- Sr. inspector da thesouraria da fa-
zenda desta provincia, tendoem conormidade
do regulamento de ll de Janeiro do corrente
anuo adiante transcripto, de contractar o
corte e condueco para esla cidade de dez
mil quintaes de pao brasil convida aos pro-
pietarios dos terrenos que produzem este
genero e bem assim s pvssoas que qui-
zerem encarregar-se do corte nos terrenos
devolutos para dentro do praso de trez meses
virem appresentar mesma tlv;souraria suas
propostas. Secretaria da thesouraria de fa-
zenda de Pernambuco 8 de abril de 1842.
Joaquim Francisco Bastos,
Oflicial maior.
Regulamento.
Ovisconde d'Abrantes presidente do tri-
bunal do thesouro publico nacional ordena
quena execugo do art. 11 da lei n. 243de
50 de novembro de 18 il se observe o seguinte.
Art. 1. Ocrte do pao brasil as provincias,
em que for permiltido pelo governo ser u-
nicamente feito pelos propietarios dos terre-
nos que o produzem conforme as exigen-
cias das thesourarias.
Art. 2. No caso porem de que o proprieta-
rio recuse encarregar-se do corte sendo con-
vidado pela thesouraria a que o faca esta
depois de receber delle resposta negativa ou
nenhuma dentro de um praso rasoavel que
Ihe ser marcado poder encarregar o mes-
mo corte quem se propozer a faze-lo com
mais vantagem em favor da fazenda nacional.
Art. 5. Nos terrenos devolutos he permil-
tido o corte a quasquer pessoas que forem
para isso devidamenteauthorisadas pelas the-
sourarias respectivas.
Art. 4. O tribunal do thesouro sobre pro-
postas e informaces das thesourarias po-
der elevar o prego actual do corte do pao bra-
sil at ao mximo marcado na lei.
Art. o. As pessoas, que se proposerem ao
corte, assignaro termo por si ou seu pro-
curador em que se dever declarar o preco
= A administrarlo dos estabelecimentos
de caridade tendo de fazer os precizos repa-
ros na coberta do hospital de N. S. da Con-
ceigao dos lazaros convida a qualquer mes-
tre carpina (ou mesmo a qualquer particu-
lar) que dos referidos reparos se queira en-
carregar por imprcitada para que comp-
rela hojo s quatro horas da tarde e todas
as sextas feiras s mesmas horas na salla
de suas sesses onde Ihe sero prezentes as
condigOes.
A mesma administrarlo preciza de urna
pessoa livre, ou escrava para servente do hos-
pital de caridade.
Salla das sesses d'administrago dos esta-
belecimentos de caridade 11 de novembro de
1842. O escripturario
F. A. Lavalcanli Cousseiro.
Companltia /<* Beberibe.
0 abaixo assignado como caixa da Com-
panhia de Bebiribe annuncia a quem con-
vier que elle, na conformidade do art. 17
dos estatutos, tem de levar ao conhecimento
doconselho deliberativo os nomes dos Senho-
res accionistas, que, no prazo j marcado por
esta folha, nao satisfizeroas respectivas pres-
taces afim de ser-lhes imposta a pena do
artigo 31 dos mesmos estatutos infra-trans-
cripto.
Art. 17. O caixa apresenlar ao conselho
os nomes dos accionistas que depois de
terem sido avisados pelos jornaes para realisa-
rem suas cotas nao o houverem feito pas-
sados 30 dias.
Art. 3t. O accionista, que deixar de pa-
gar alguma ou algumas prestacGes depois do
prazo marcado no art. 17 perder as entra-
das que tiver feito em beneficio da massa
social, ea sua inseripgo licar de nenhum
ffeito. = Manoel Goncalves da Silva.
avisos MARTIMOS.
= Freta-se para qualquer parte o brigue
americano = Brandy\vine=de primeira clas-
se e de lote de 207 tonelladas ; os perten-
dentes dirijao-se aos consignatarios Matheus
Austin & C.", na ra do Trapiche novo n 18.
= Para o Cear a sumaca = Estrella da
Cabo = pertende sabir at 50 de novembro ;
os pertendentes para carga e passageiros di-
rijao-se a Manoel Joaquim Pedro da Costa ,
na ra da Cadeia n. 46.
LEILA 0.
= Joo Keller continuar por interven-
gao do corrector Oliveira a fazer leilo de
suas bem conheeidas fazendas Irancizas, al-
enlas e da Suissa por pregos accommodadi s
alientas suas boas qualidades e a serem BS
mais apropriadas para o mercado : hoje sexta
feira 11 do corrente s 1 horas da manha
em ponto, no seu armazem ra da Cruz.
Lotera do Theatro.
\sr Tendo-se procedido na manila do dia
9 do corrente a arrccjdacao dos bilhetes da
lotera que ficro por vender e reconhe-
cendo-sc que os mesmos bilhetes imporlavo
na sobida quanta de 12:600,>000 reis, quazi
melado da importancia total da lotera re-
quereo o respectivo thesoureiro ao Sr. juiz de
direlo presidente nomeado para a mesma lo-
tera que sobi'eslivesso no andamento das
rodas at que consultada a commisso re-
presentativa dacompanhia dos Srs. accionis-
tas do thealro, acerca desta inesperada oceur-
rencia ; a mesma commisso resolva defini-
tamenle. Por este motivo alias muito pon-
deroso foi suspenso o andamento das ditas
rodas, que brevemente ser effecluado logo
que tomadas sejo as medidas convenientes pe-
la commisso de que se tracla.
XST Prec/.a-se de urna ama para casa de
homem solteiro ; quem estiver nestas cir-
cunstancias anuuncie para ser procurada.
SSjr Os llerdeiros do finado Jaze Lino Al-
ves Coelho particpo ao respeitavel publico.
que ninguem fassa negocio com a viuva do
dilto falecido Candida Motileiro de Queiroz,
sohre um eseravo de nome Ant mi Taboca ,
que I lies toeou por deixa de seo Av Francis-
co Nunes Muniz por isso que desde j pro-
testo sobre quem contractar qualquer nego-
cio com o referido escravo.
cr- Aluga-se urna grande casa na povoago
do Monteiro com commodos para grande fa-
milia e com sabida para o rio; na ra Drei-
la sobrado de um andar n. 121.
asr Huma snra. capaz se prope a ser ama
de casa de homem solteiro, obriga-so ao ser-
vido interno da casa quem quizer annuncie;
ou dirjase a ra Direita n. 85.
CT Quem quizer dar roupa lavada para se
engomar com oasseioe promptido, dirija-se
a ra Direita n. 85.
= Francisca Hazilia da Roza faz publico
( com expecialidade ao corpo do commercio,)
que temestabelecido na ra da Scnzalla velha
I). 116, um armazem para comprar ven-
der e recolher gneros ; e que nesta dacta
tem passado procuraco bastante seu dig-
no filho Joze Gongalves Ferreira Roza para
seu gerente ; e como tal o auctoriza para rea-
lizar quaesquer tranzacgOes^ e firmar todos os
documentos que forem necessarioserelativos
ao mesmo estabelecimento sendo a annun-
ciante respougavel por todo e qualquer de-
bito que o referido seu filho houver decon-
trahir em nome da caza deste dia por diante.
Recife / de Novembro de 1842.
Na passagem da Magdalena junto a pon-
te grande ada-se aberta urna nova padaria,
a qual trabalha com as melhores farinhas
existentes no mercado por tanto aviza-sa
aos moradores daquelle lugar e outros ad-
jacentes que acharo al todos os dias muito
hom pao o bolacha assim como breve encon-
traro lambem biscotos d'agoa, doce, fatias
para cha &c: na mesma padaria precisa-sealu-
gar ilous negros para venderem pi, dan-
do-se bom aluguel aos senhores.
KS7" Na noute do dia 4 do corrente apare-
reo em mirilla casa um escravo dizendo que
quera que eu o comprar-se e que era
do engenho Bom Jess e seu snr. se cha-
mava Pedro; quem se achar com direlo ao
d i lo escravo dirija-se ao sitio que tica no
fundo do sobrad^ do fallecido Monteiro que
dando os signaes Ihe ser entregue ; adver-
ando porem que nao me. responsabeliso pelo
dito escravo. sa Manoel Francisco Guima-
res.
BT Quem achou um boto deouro lapida-
do tetilla a boiidade de anminoar que se
Ihe dar 13 rs. de gratificago, o boto he de
abertura.
XST A pessoa que tem guardado urna ben-
gala de pao preto a'urna pequea mardepe-
rola com um trogal, queira fazer o favor de
annunciar.
w Por se encontrar igual nome faoo
publico que de hora em diante me assigno
por Joo Baptista de Mallos Gorjo.
ssy Aluga-se pelo lempo de festa. ou por
anno um sitio no lugar do Manguinho, com
boa-balsa para plantaco de capim bastan-
tes frucleiras e boa casa : a tratar na ra
da Cadeia do Recife loja de chapeos n. 46.
cr1 Aluga-se um sobrado de um andar no
heco do Padre n. 3 : a tratar na ra da Sen-
lala velha n. 116.
tsr l'rpcisa-se fallar com o snr. Joaquim Jo-
ze Dias Carneiro, natural de Portugal, para ne-
gocio de seu interesse : na ra Nova n.5.
tsf Precisa.se de um aprendiz de fazer
charutos brasileiro ou portuguez .. de 12 a
14 annos : na Boa vista no heco de Joze de
Veras fabrica de charutos.


^
4
I
= D. Ivnoth agente nesta praca dos Sis.
D. Palmer & C.' do Rio de Janeiro participa
ao respeitavel publico, que fui nomeado agen-
te para a venda da medicina popular america-
na do doutor SiiII, a qual tem tido tanta es
tracciio no Rio de Janeiro pelos seus beno-
ficos resultados as curas de todas as moles-
tias causadas pela impureza do sangue. N.
B. vende-se somonte em oarmazem do an-
nunciante na ra de Apollo n. 27 cada cu i
xinhavai acompanliada do seu receituario, e
casta mil reis.
NUUfi VKGBTAES, F. l'NIVERSAES AMERICANAS.
O nico deposito dellas he em casa do agen-
te D. Knoth ; na ra de Apollo n. 27.
tsr O abaixo assignado com aula parti-
cular de primeiras letras na praca da Roa-vis-
ta tendo de dar pomptos no fim d'este mez
aiguns meninos e nao podendo continuar a
ensinar no principio do anno vindouro com
o pouco numero que conla para esse lempo;
e constando-lhe que aiguns snrs. pretenden]
coniar-lhe o ensino de seus filhos, roga ,
queirSo participar- Ihe esta sua pretengo at
o dia 20 d'este. Tambem se obriga o abaixo
assignado a receber aiguns pensionistas nao
exceden-to ao numero de oito.
Manoel Nato de Souza Bandeira.
yse~ Antonio Savcr com estribara na ra
d'Apolo defronte do theatro tem a honra
elle continua a recpber cavallos at comple-
tar o numero que pode acommudar a sua es-
tribara : e adverte mas que sabe tratar dos
cava|los em suas molestias .
cortar cauda ao costo inglez
aparar cascper-
i ludo com os ,
feicad e por prego com modo.
tsrJoo Rernardino de Souza Rastos, sub
dito Brasileiro retira-se para o Rio de Ja-
neiro e roga as pessoas a quem dever de
apresentarem suas contas na ra da Senzala
Velhan. 152.
tsr Aluga-se para se passar a festa urna
casa de pedra e cal, muito fresca na cam-
pia da lgreja da Casa Forte com duas sa-
las 4 quartos cozinhafora estribara e
cacimba com boa agoa de beber ; os preten-
derles dirijo-se a ra do Vigario armazem
numero 8.
tsr Aluga-se o primeiro andar da casa n.
35 no principio da ra da Gloria junto a
fabrica de Gervasio : tratar na mesma casa.
tsr O abaixo assignado authoriza ao Sor.
J. de Lima Soares para vender a venda de to-
ra de Portas junto ao beco Largo D. 90 : os
pretendentes, dirijo-se a mesma, pois ven-
de-se por o dito Lima sahir para fra da pro-
cincia.
Antonio Joze A'unes Guimaraes.
tsr Os snrs. Henrique da Silva Ferreira
Rabello, e Antonio Coelho de Mello Surur,
queiroannunciar suas moradas, ou dirigi-
rem-se a repartigo do correo a fallar com
Joo Das Barbosa Macundm, para tartar de
negocios que muito lhes inleresso.
tsr Aluga-se um preto para trabalhar em
armazem de assucar, ouempadaria, de am-
bos os trabalhos tem muita pratica : na ra
do Queimado loja n. 14 de Luiz Joze de
Souza.
w Aluga-se um armazem no fundo da
rasa de Francisco da Cunha Machado, na ra
des. Francisco ptimo para qualquer esta-
belacimento por sor contiguo ao mar; quem
o pretender dirija-se ao segundo andar do
mesmo sobrado das 8 as 10 horas da manh ,
ou das duas as 5 da tarde.
tsr Aluga-se urna casa no sitio do arco da
Ponte de Uchoa junto a passagem de s. Au-
na com commodos para familia ; os pre-
tendentes dirijo-se a ra do Crespo n. 6.
tsr Aluga-se um sobrado de dous andares
e loja na ra da Praia; e urna muito boa casa
terrea nos 4 cantos da Boa vista e as lojas
do sobrado do mesmo 4iantos : a fallar com
Manoel Caetano Soares Carneiro Monteiro.
tf Precisa-se de 2 a 3:000ji de reis a
premio com hypolheca em um sobrado novo
em urna das melhores ras desta Cidade, que
rende annualmente5i0# : na ra da Senzala
Velha n: 90.
car Alugo-se as casas n. 1 e 2 do atierro
da Roa vista, com oxcellentes commodos,
urna no sitio de s. Amaro e ra da Soleda-
de ; dous sitios na Ponte de Uchoa a mar-
gem do rio defronte do de Francisco Anto-
nio de Oliveira com quem se trata do pre-
o ou com o seu caixeiro Manoel Joaquim
da Silva.
ar E. Plum retira-se para fora da pro-
vincia.
= Aluga-se um'sobrado de dois andares e
loja na ra da Praia e urna muito boa caza
terrea nos quatro Cantos da Roa-vista ; a
fallar com Manoel Caetano Soares Carneiro
Monteiro.
MEDICINA POPULAR AMERICANA.
tsr Nao ha objecto que merega mais flxar
a altengao das differentes classses da socieda-
de, que urna Medicina Popular; urna que
as varias molestias que affligem o genero u-
mano posso ser applicada com seguranza c
sem temer as funestas consequencias que as
vezes procedem das differentes composicOes e
misturas que sao prescriptas laes como ,
por exemplo preparaos de mercurio &c.
as quaes na verdade- muitas vezescurSoa
molestia para qual toro receitadas mas ao
mesmo tempo deixSo raizes para outras mo-
lestias que nao admittem cura : e n8o he raro
de ver pessoas prematuramente velhas e
com urna constituidlo totalmente arruinada,
pelo estravagan te uso de semelhantes reme-
dios. Para corrigir em parte estes males ,
n autor da Medocina Popular Americana, em-
pregou muitos annos a procurar um remedio
que ao mesmo tempo substituisse o uso do
mercurio ( este verdadeiro inimigo do ho-
mem ) purificasse o sangue e restituisse s
saude aquelles intolizes que padecem do uso
do mesmo.
A Medecina Popular Americana consiste em
urna s qualidade de pilulas compostas de
dous differentes principios : um he purgativo
e desostruento removendo os humores vici
ados das dilTerentes partes do corpo e assim
purificando o saugue ; o outro he tnico .
dando torga e vigor ios rgos da digesto ,
e por tanto impedindo a accumulago dos hu-
mores nos intestinos &c. urna combinacSo
como esta nSo pode ser se nao prove tosa na
mor parte da molestia e sendo vegetal esta
combinado pode ser administrada a crea-
tura mais delicada sem receio nenhum e
com certesa de beneficios resultados.
As molestias as quaes tem sido mais til
a Medicina Popular Americana sao as se-
guintes : Indigesto Dyspepsia molestias
do ligado Rheumatismo Gotta e Aflec-
eflesda cabecero geral affeccescutneas ,
febres com intermitientes remittentes e
beliosas iflamaces em geral, escrfulas ,
ulceras antigs cancros, hemorrhoidas ,
hydropesia pedra na bexiga retenco de
urina e outras molestias particulares dos or-
gos urinarios molestias syphiliticas in-
commodos da senhoras como obstrueges ,
fraquesa attaqnes nervosos, ic. em fim
todas as molestias produzidas pela impureza
do sangue.
A Medicina Popular Americana que a
mnitos annos est em uso as indias occiden-
taes e orinntaes costa d'africa &c. &c.
tem-se tornado urna medicina inestimavel,
sendo preparada de proposito para climas
quentes e composti d'ingredisntos que nem
requerem dieta nent resgnardo e se podo ap-
plicar a chancas da mais tenra idade.
O nico Agente do Autor em Pernambuco ,
he D. Knoth na ra do Apollo n. 27 cada
caxinha heaccompanhada do seu receituario
e custa mil reis.
tsr Precisa-se de urna pessoa forra para
fazer algumas eompras para casa de pouca fa-
milia conduzir o jantar para urna pessoa ,
e fazer o mais que poder dando-se-lhe co-
mer vistuario e curativo no caso de algu-
ma molestia : na ra Nova n. 58.
**r A senhora D. Anna Silvena de Souza
Gardim manda receber urna carta vinda da
Povoago do Allinho dirigida pela senhora
D. Maria Vieira da Penha : na ra Nova lo-
ja de marcineiro junto a lgreja da Conceigo;
na mnsma ha urna mulher que seofferece pa-
ra ama de portas dentro de casa de pou-
ca familia1
tsr O abaixo assignado faz sciente ao res-
peitavel publico que tendo dado aosnr. Sa-
boia relojoeiro um relogio para consertar ,
o mesmo Saboia passou-lhe um recibo do dito
relogio ao abaixo assignado e tendo este
perdido o mesmo recibo por este motivo in-
do buscar o seu relogio nao Ihe quiz entre-
gar por nao Ihe apresentar o frecibo por
este motivo o abaixo assignado faz o presente
annuncio para ficar desoncrado e nao ter
effoito o mesmo recibo caso aparessa. = Ma-
noel da Gloria.
tsr Hoje (ll) as horas do corren te se ha-
de arrematar em praga publica do Juzo da
primeira vara do Civel desta Cidade urna
casa de sobrado de 2 andares no Porto das
canoas, por execuga" de D. Izabel Maria Fer-
reira contra Antonio de Souza Reis o he
a ultima praca; quem quiser arrematar com-
prela na porta do Juiz.
ar Aluga-se un sobrado de um andar e
solo quintal com cacimba e tem bastan-
tes commodos para grande familia : em Fo-
ra de portas n. 84.
tsr Precisa-se de urna ama para casa do
pouca familia : no beco da Pule n 4 segun-
do andar.
tsr ODezembargdor Peixoto declara que
oseu ultimo apelido he de Abreu e Lima,
COMPRAS.
tsr Para torada provinciaescravas de 15
a 55 annos sendo sadias com habilidades
ou sem ellas, e creolinhas de 10 a 15 annos:
na ra Nova loja n. 26
tsr Urna rotula que tenha 10 palmos de
compridoeSde largo; quem tiver annun-
cie.
tsr Um ou 2 prelos que nao sejo velhos :
na ra do Caldcreiro sobrado de um andar
numero 2.
tsr Ranha de cobra de viado para reme-
dio : na ra do Vigario casa do Lima Jnior
& Companhia.
VENDAS.
Por preciso urna escrava parda de
boa figura sem vicios muito propria para ama
de urna casa inda rapariga, que nao tem
maisde 17 a 18 annos: na ra Direila n 86.
xtsr Osseguinteslivros : D.Raimundo de
Aguiar ou os Frades Portuguezes ; Cartas
de Heloisa e Abailard seguidas das cartas
"morosas de urna religiosa portugueza Rui
Braz drama em 5 actos; A victima da Ir -
quisigiio da Sevllha j ou a infeliz Cornelia
Bororquia ; e o Jornal Museo Pittorcsco : na
ra do Rangel n. 8.
tsr Lima parda moga com boa figura, com
habilidades necessarias para bem desempe-
nhar o servigo de urna familia um aparelho
de porcelana dourada dobrado um laxo ,
um pilo grande, urna caixa com realejo
que toca dando-se corda um relogio sabo-
nete inglez caixa de prata urna banca de
abrir envernisada duas ditas e urna mar-
queza do Jacaranda obras de ouro e prata
sem feitio e urna corrente de ouro de le
com meio feitio : as 5 pontas n. 45 onde
tem lampia.
tsr 150 toros de angico sendo a maior
parte pegados regulando cada um 7 a 9 pal-
mos de comprido que se poda tirar qual-
quer obra : na ra Nova n. 32, na mesma
vendo-s* toda e qualquer obra de alfaiale.
tsr Excellentes bandas para officiaes : na
ra do Cabug loja defronte da Matriz.
tsr Um sacco feitono Rio de Janeiro, pa-
ra carregar autos : na ra dos Quarteis nu-
mero 20.
tsr Um preto de 16 a 18 annos: na ra
da Cruz n. 59.
tsr Urna secretaria moderna obra bem
fcita com 3 gavetas grandes e um armario
em cima envidragado : na ra de 1 tortas nu-
mero 46.
tsr Urna poltrona feita na trra de ama-
rlo por prego commodo : na ra estreita
do Rozar o n. 32.
tsr Gomma de araruta sag de primeira
sorte, farinha de tapioca, passas muito
novase figos e lodos os mais effeitos de ven-
da um quarlo em boas carnes : na praca
da Boa-vista n. 18.
tsr Caf do Rio bom a 4600 a arroba ,
em libra a 160, e muido a 240 a libra ,
sem mistura e um bom sortimentode assu-
car por prego commodo : no deposito de
assucar da ra eslreita do Rozario n. 54.
tsr linda e veleira Escuna Swallow
(Andorinha) construida de Carvalho torrada
de cobre, e feita de prepsito para China ,
para onde segua viagem com escalla pelo Rio
de Janeiro se nao for vendido uestes trez
dias : entende-se com Henry Forster & Com-
panhia ra do Trapiche novo.
tsr Muito boas bixas pelo mdico prego de
240 reis cada urna : na ra da Guia venda
numero 7.
tsr Urna meza de jantar i na ra Direita
numero 121.
tsr Urna pequea porgao de travs sen-
do embirib a massaranduba de 55 a 36
palmos de comprimento e de 7 Po-
legadas de face : na pracinha da Livramento
numero 65.
tsr Urna toalha de lavarinto de bretanha
de linho toda aberta com bordado de bom
iosto por prego commodo : na raa do Ca-
bug loja de miudezas junto a botica.
tsr Para sevados urna porgao de bola xa
inferior a 1* a arroba : na ra larga do Ro-
zario n. 32.
tsr No armazem de Dias Ferreira defron-
te do guindaste no caes da Alfandega cai-
xas com. 2o0 charutos de superior qualidade ,
e caixas com uvas e resmas de papel branco
a 1800.
tsr Um Silho com todos os seus arreios
quasi novo por ter tiio muito pouco uso ,
e por prego commodo ; urna cadeirinha de
bragos, torrada de damasco com a sua cornpe*
tente caixa, pouco uzada; urna caixa com duas
duzias de vinho feitoria engarrafado a 22 an-
nos ; no Recito ra da Cadeia velha loja n. 57
de Joo Maria Seve.
t^" Urna balanga pequea com correntes
e pezos de metal e por commodo preg
na ra da Senzalla velha n. 116.
tsr Urna rica cadeia de ouro para relogio
obra de muito gosto por ser de um modelo
ainda nao visto, assim como um transelim
de ouro para homem com passador moder-
na : na loja de Teixeira Rastos & Companhia
primeira ao voltar para a ra do Queimado.
tsr Leite puro a pataca a garrafa : na
praga da Roa-vista r.a porta da botica da viu-
va dosr. Joo Ferreira, as 7 horas da manh.
tsr Aparelhos para cha de porcelana dou-
rados e pintados e duzias de chicaras de por-
celana douradas garrafas lapidadas para vi-
nho copos para agoa calis para vinho ,
e ditos para champsgnhe, campoteiras para
doce, tudo lapidado do ultimo gosto lan-
ternas bordadas e lizas com p de vidro por-
telicores finos bandeijas finas mangas la-
pidadas e lizas de muito bom gosto e ou'ias
muitas mais fazendas por prego commodo:
na ra do Livramento n 6.
tsr Duas grades de assougue : na ra do.
Caldereirosobrado de um andar n. 2
tsr Chicotes de ostalo com cabo de mar-
tello a \ e 800 res esporas de saltos com
tarraxa a 700 rs. caivetes finos de penna ,
papel de p.-zo a 3* a resma focas e garfos
muito finos, fita-) de coi a 520 i peca, cartas
portuguezas e ftantfezaa e outras muilas
miudezas baratas: na ra do Livramento
numere 10.
tsr Um caixo envidragado para fazendas
ou miudezas, 8 calcas de brim escuro : na
ra do Livramento oja de couros o. 11.
tsr Os bilhelesda lotera das obras da Ma-
triz de S. Pedro Mrtir de Olinda schao-se a
venda nos lugares seguintes : Recito Porto
das Canoas na taverna do sr. Joze Pereir ,.
ra da Cadeia na toja do sr. Vieira Cantis-
ta e do sr. capitao Joze Gomes Lial ; o*m
Santo Antonio ra do Coltogio na !oja dur
sr. Menezes ra do Crespo na loja do sr.
Braga n 15, e na loja do sr. Manoel Ferrei-
ra Ramos na esquina que vira para a ra do
Queimado ra do Queimado na loja de
ferragens do sr. Joaquim Claudio Monteiro ,
as cinco pontas na padaria do sr. Carlos
Leocadio Vieira n. 65 ra do Cabug, bo-
tica do sr. Moreira na praga da Indepen-
dencia na loja de livros do sr. Figueiroa ;
Boa-vista na botica do sr Joze Maria Freir
toja
e ta-
e na
Gameiro ; em Olidda nos 4 Cantos ,
do sr. Domingos Joze A Ivs da Silva ,
verna dosr. Joze Manoel dos Santos ;
ra de S. Rento casa n. 12. As rodas an-
do impreterivelmente no dia 6 de Dezembro
prximo ucturo no consistorio da lgreja de
N. S. da Conceigo dos Militares.
tsr Chapeos de sol de seda de superior
qualidade e prego commodo, velas de carnau-
ba muito bem feitas de 6 7 8 em libra a
520 : na ra do Queimado loja de Luiz Joze
de Souza.
tsr Superior rape princeza de Lisboa che-
gado ltimamente de Lisboa a 2,600 reis
a libra: na quina do becco da Congregagao loja
de fazendas de Joze Esleves Vianna n. 41.
tsr Urna prela de naco de boa figura ,
e com habilidades : em Fora de Portas n. 83,
assim como rolas da india.
tsr Urna escrava de nagao congo de 20
annos de bonita figura sem vicios nem
achaques o que ae afianga : na ra estreita do
Rozario n. 33 segundo andar.
ESCRAVOS FGIDOS
tsr No dia 25 de Outubro p. p. fugio
urna escrava de nomo Domingas nacao ca-
binda de estatura regular, secca do corpo ,
representa ter 50 annos cor meia fula
olhos regulares e meios papudos, costuma ven-
der verduras na praga e canquelharias pelo
matto foi escrava da D. Mariana viuva
do fallecido Arouca ; quem delta tivar noti-
cias ou pega-la. dirija-se a Cidade de Olinda,
em casa de Joze Antonio de Miranda, nos 4
Cantos principio da ra do Coelho quesera
generosamente gratilicado.
wr No mez de Juiho do corrente anno
desapareci do abaixo assignado um preto
africano de nomi> Joaquim de 25 a 26 annos
pouco mais ou menos cor preta, olhos afu-
magados um dedo do p cavalgado ; loga-
se, as pessoas que o aprehenderem olevem na
ra do Crespo n. 15 que serio recompensados.
Manoel Jos Lopes Draga.
REC1FE NA TYP, DE M. Y. DE F. =l 842
N-


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