Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04812


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Full Text
-Ja*
r
Armo de 1842.
Sabbado 5
Tudo agora ilrpende d na m moa ; di non* prudencia modrrarao e enerpjia ; coa
linnemoa cubo principiaraui
aulus.
serenas aponladoa coro admirarlo entre aa Naeoaa mai
(l'roclamacio di Ataembla Geral do araul.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna Paraib e itio grande do Norte segandas e aexlaa leirai.
Bonito e Garanhuns a 40 24-
Cabo Serinhaem Rio Formoto Porto Calvo Macei e Alagoaa no 4.
jul-Tta e Flores 43 e 8. Santo Anlo quintas feiraa. Olinda todoa o dial.
U.
DAS DA SEMANA.
31 Se?. j<-'.nm Quinttnn M. And. ib J. de D. da 2. t.
\ Feto. & F'"' de todos os Santoi.
"' Quart. Commemornciio dos defuntos.
3 Oirnt. Malaquia* 1. Aod do jur. de D. da 2. .
4 Sext. a, Carlos Borromeo B Aod. do J. de D. da 1! t.
!i Sab. Zacaras, e a. Izabel Pues de a. J. Bap; Ral.' Aud. do J. da D. da 3. j',
( [)on>. SfToro B M.
Preamar do da li de Novembro-
i. a 1 horas a !4 ai. da man 1.a.
2. a 7 horas e IS m. da tarde.
de Novembro. Anno XVIII. N. 259.
O Diario publica-ae todoa oa diaa que njo forera Santificado : o po da aaaignatara ba-
da (rea mil rea por quarlel pagoa adiaotadoa Oa annurteina doa aai grana e oa do que o io orem i raio da 80 rea por linba. Aa raolaaaoea dereai aer
diri-idaa aeataTyporraiia roa das Cruiai D. 3, en a praca da Independencia loja de litro
gidaa a eaia Typograji
Numero 37 e 38.
CAMBIOS NO DA DE NOVEMBRO.
compra vend
Cambio sofcra Londres 27 Nominal.
a a Para 350 reie p. (raneo.
B a Liaboa 400 por 400 de premio.
Moeda de cobre 3 por 400 da daaeoulo.
Idea* de latra de bou firmal 1 | i }.
0o-Moadada 6,400 V. 45,500
+ a N. 45,001

PlAT*
. da 4,000
PatacSea
Prtoa Colomnaras
dito Meiieanoa
Btiuda
8.500
4,740
4,710
4,740
4,020
45,220
45.200
8J20
4,760
4,70
4,760
4,640
PHASES DA LOA NO MEZ UE IVOVE.Mim.
Laa Nora a 2 -- 1 hora .49 aa. da tard
Quart. araae. a 9 aa 40 boraa 57 aa. da tard.
Loa eaeia a 48-- i I hora a 40 aa. da aianh.
Quart, amina;, a 25 --l 6 horai 42 ai. da manli.
DIARIO DE PERNAMBUGO.
PARTE OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 27 DO P.VSSADO.
OlTicio Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, remettend) copia do enn-
traclo, feito pala presidencia com Fierre An-
dr Mara Rigaire, para praticar nos enge-
nhos que llie forem designados o melho-
do que mais conveniente llie parecer para
melhorar o fabrico fio assucar da canna.
Dito Ao inesmo, ordenando, que man-
de pagar ao contrctado a quantia de 600j rs.
por conta do seu ordenado de 4:0OU reis.
Circular Aos delegados dos differentes
termos da provincia determinando que d'o-
ra em diante se dirij.io aochefe de polica so-
bre tudc que forobjeclo policial e tam-
bem acerca do recrutamento ; salvo somen-
tc o caso de achar-se elle lora desta cap-
tal.
Portara Nomeando ao major graduado ,
commandante da sexta companhia do bata-
llio de infantaria da guarda nacional desta-
cado Luiz Antonio Alves Mascarenhas ,
instructor pircial do quarto batalhao da guar-
da nacional do municipio doRecife. = Com-
municou-so ao inspector da thesouraria da fa-
zenda e ao commandante superior da guar-
dia nacional d'este municipio esta nonaeago,
e a dispensa do referido'lugar (('inspector,
concedida Ctetano Quinlino Galhardo 3
commandante do corpo de polica : cujo
commandante geral particip:>u se a dita dis-
pensa para IITa fazer constar.
Oflicio Ao inspector da thesouraria da
fazenda ordenando que mande pagar os
sidos e oais vencimentos do destacamento
de cavallaria da guarda nacional da Roa-Vista
do mez de setembro ultimo avista da re-
lacjio que llie remelle assignada pelo ca-
pito Pacifico Lopes de Siqueira ; assim co-
mo adiantar-lho os dos mezes de outubro ,
novembro, e dezembro : eque entregue a
impoi tanda drf ludo ao tenent Francisco Sa-
lustiano Granji. = Communcou-se ao de-
legado de turnio da Boa-Vis^a recommen-
dando-se-Ihe que determinasse ao comman-
dante do citado (testamento, organisasse men-
salmente os prels relages de altcragOes e
recibos conforme os modelos que Ihe en-
viara tirando para cada praga os vencimen-
,tos constantes da nota que lambem se Ihe
remettia ; assim como que promptos es-
tes papis osencaminhasse ao commandan-
te das armas para este os transmittir the-
souraria como se pratica com os outros des-
tacamentos.
Dito Ao delegado do termo de Gara-
nhuns ordenando que mande organisar ,
o remelta Presidencia para resolver a res-
peito o ornamento da despesa que se po-
llera fazer com as obras necessarias na casa ,
que prope para quartel do destacamento d'a-
quelle termo e com a factura das guaritas
para as senlineilas da respectiva cadeia.
Portara Ao director do arsenal de guer-
ra determinando que mande apromptar as
esoovinhas com aguiietas quefaltaro pa-
ra completar a requisigo do Exm. Presiden-
do Rio Grande do Norte, que em oflicio de
29 de Agosto p. p. declara haverem sido re-
cetadas somente l50.
Dla Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando que remella a secretaria
da provincia a conta dos objectos ltima-
mente enviados para o brigue escuna= Fide-
lidade = estacionado no Cear constan-
tes dos pedidos que acompanharo a porta-
^pria da presidencia de 10 do crrente outu-
o lugar de vi-
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 26 DO MaffeM.
OfGco Ao Exm. Presidente, dzendo-
lhe, em vista do aviso da repartido da guerra
de 28 de setembro ultimo que na guarni-
do desta provincia nao existe o capito de
artilharia Joze Mara dos Prazeres ; mas
sim o capilo Joze de Oliveira dos Prazeres ,
que hoje se acha reformado em major.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. devolven-
do-lhe competentemente informado o reque-
rimentodo alferes Joze Bernardo Fernandes
Gama que supplicava ao Soberano a anti-
guidade de 27 de abril de 1823 data da pro-
posta que o elevan a alferes o posto de l-
ente para o estado major com antiguidade
de 2 de dezembro de 1839 e
ce-director do arsenal de guerra.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., envando-
Ihecom informaco a supplca que a S. M.
I. dirigir o ex-soldado do extincto regimen-
t de artilharia de linha Roberto Antonio de
Oliveira que achando-se em idade avance-
da doente e imposibilitado de trabalhar
para a sua sustentadlo e de sua. familia e
pedia a graga de ser reformado com os res-
pectivos vencimentos, nao s em altengo ao
seo estado como por ter no servico do ex-
ercito dous filhos sendo um segundo sar-
gento eoutrocabo de esquadra do terceiro
batalhao de artilharia a p.
' Dilo Ao mesmo Exm. Snr., transmit-
tindo-lhe informado o requeriinento do alfe-
res J. L. L. de Albuquerque que pedia 30
dias de licenca para ir a Parahiba tractar de
seos negocios e conduzir sua familia para
esta provincia.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. signifi-
cando-lhe em resposta ao seu oflicio de 24 do
crrente ; e em face do aviso da repartico da
guerra de 29 de aetembro que nos corpos
da guurnicSo desta provincia existio dous
segundos tenentescom o nomede Joao Mari-
nho bemque seus cognomes difirissem a
saber no terceiro batalhao de artilharia a p,
o segundo tenente Joo Mariuho Cavalcante
de Albuquerque ( hole primeiro tenente ) e
na companhia de artfices o segundo tenente
Joo marinho Pae Barreto.
Dito Ao major commandante interino
do quarto batalhao da guarda nacional deste
municipio exigindoa reUgo, e mappas pe-
didos em margo deste anno afim de se con-
cluir a inspecgo ordenada pelo Exm. Snr.
Presidente lembrando que a estagao era a
mais propicia para este servico.
No mesmo sentido se ofliciou ao comman-
dante interino do 6. batalhao.
Dito Ao major chefe interino do'primeiro
batalhao signiheando-lhe, que na manha
dodia3 do vindouro mez, toiialugar a ins-
pecgo da primeira e segunda companhias
do oitavo batalhao e no dia immediato a
da terceira e quarta, devendo por tanto man-
dar depositar o archivo na secretaria militar.
EXTERIOR.
INGLATERRA.
LONDRES, 5 DE SETEMBRO DE 1842.
As noticias da India recebidas pelo ultimo
correio sao notaveis principalmente pela re-
solugo que so diz formada pelo Govornador
Geral do retirar as tropas do theatro da guer-
ra resolugo que fora superfino dizer que
lem causado espanto e desanimo, no publico
ngulo-Indiano assim como na imprensa
d'este paiz. Assevera-se que havia expedido
ordwns ao general Pollock para voltar inme-
diatamente quando tivesse soccorrido a forga
deJellalad -, masque contra isto linha aquel-
la genera! representado uConseiuanu urna
relirada mepos precitada do pajz, 04 fflesmo
umaavangada de Candahar sobre Cabul de
acord como general Noli. No entretan-
to annuncia-se que as suas tropas soflirio
do calor e tornavo-se cada vez mais des-
contentas pela inago Esta linha igual-
mente dado a Akhbar Khan occasio de por
em segura custodia os seus prisioneiros In-
glezes a aiguma distancia de Cabul e do
apossar-se da Bula Hissar. Comtudo corra
um boato para efleito muito contrario obre
este ponto que Akhbar Khan tondo sido in-
duzido por Futteh Jung a entrar na Bala His-
sar foi all deiido em prfsfio. Foi urna fal-
sa noticia espalhada pelos Walnees pe to de
Jellalabid mas parece nao ter si Jo confirma-
da. O general Nott linha ganhado ulterior
vantagom sobre as Torgas Alghans sob o com-
mando de L'khbar Khan. O Khan linha a-
vangado sobre Candahar com 8,000 homens ,
quando o general Nott, observando as suas
posigOes. mandou dous regimontos nacionaes,
como 41. de Sua Magostad?, e pegis de
Anderson para altaca-los ; sendo o resultado
que o immigo foi rechagado das eminencias
queoecupava, ,c Mahonied Alta um doa
seus chefes mais importantes foi morlo To-
dava n3o se pode deixar de lastimar que
a victoria fosse impedida de ser mais decisiva
por falta de cavallaria porqne isto obstou
persc. uigo
Kelat-i-Ghilzie foi desmantelada pelo coro-
nel Wymer e s8o estes todos os successos
que lem assignalado o progresso dos aconte-
c mentos desde as anteriores noticias. Na la
so sabe a respeito da sorte do coronel Palmer
e seus officiacs.
O projectoque havia mais importante, era
a formagSo d'umexercito de reserva montan-
do a 20,000 homens, o qual devia ser posto
debaixo do commando de Sir Jasper Ni col I,, e
oceupar Sirhind.
O numero das tropas Inglezas em Affghans-
tan e sua inmediata visinhanga de 25,000
homons exento certamente bstanle forte
para exigir retribuigao do inimigo se esti-
vesse d?baxo de hbil commando porem
nao se pd) mais negar o facto que a honra
Ingleza est por reparar n'aquella parte ; seja
qual for a causa parece-nos comtudo cla-
ramente que apenas um dos chefes militares
empregados lem realisado* asesperangasque
se devia depositar na sciencia militar dos In-
fflezcri. Nao fallamos do valor pessoal ; mas
d'aquella pericia e conhecmento da guerra
a que devenios toda a India.
A mesma observagao se applica mais essen-
cialmente China de cuja parle s ha noticia
da mortandade addicional de milhares de Chi-
nezes sem o allivo d'uma s esperanga de
conclusao da lucta antes com perspectiva
de ser ella interminavelmente procrastinada.
O Imperador fugio para a Tartaria aconse-
lhando smente aos seus subditos que perse-
vere m na sua resistencia s nossas exigencias.
Do Commissario Lin com a sua compensago
em dinheiro nao ha urna palavra e a nao
ser a malanga da miseravel canalha a que se
allude as cousas estavao absolutamente lao
estacionarias quanto o terio estado sob a
direegao do mulheril Elliot. Comtudo di-
zia-se ser da intengao do Plenipotenciario a-
vangar para o norte e comegar com ardor
s operagOes ; logo que tivessetn chegado as
tropas auxiliarss que se esperava. Por esta
razo a seguinle (ornada de noticias pode ser
esperada com anxiedade ; masque se acabar
em nada ?havemos de seguir anda um
systema de mortandade sem alguin arranjo
diplomtico decisivo e efllcaz ?
Voltando outra veza India de notar que
ao menos se consarvava urna apparencia de
tranquillidade excepgio de Bundelkund. j
Era alli necessaria a presenga das tropas o
conseguintementa estavo para ser expedidos
O,000 hoineiiaa fin do iiiiiidar os (ie;ifce-
los, Asfofias Indianas sao quasi unnimes
na expresso da sua opiniSo relativamente k
evacuago de Affaghanistan as acluaes cir-
cunstancias. O u Amigo da India, cuja ^
moderacao em todos os tempos e cuja forte
sympathiu com os direilos dos injuriados sao
bem conhecidas pergunto Se a nossa re-
tirada d'um paiz onde os nossos enviados
tem sillo assassinadus e as nossas tropas
mutiladas sem fazermes um esforgo por re-
cuperar a nossa honra se deve julgar um
procedimento varonil e nobre que outra in-
duccfio podemos tirar seno que est che-
gado ao seu termo o nosso imperio Indiali-
co ? Com elleito na India oude a quesillo
da retirada ou da volta deve de ser clara e
perfectamente entendida as nicas pessoas
que nao inslao pala conlinuago da guerra ,
sao os civilistas redosos de que as suas algi-
beiras sejo inconun;) adas na falta do min-
goado pagamento e alguns srdidos trafican-
tes cobigosos de continuar na Asia central
um mesquinho escambio. Com estas excep-
goes toda a gente Ingleza na India se empenha
em dar urna sulugao honrosa ao negocio, eon-
sderando-o como temos feito desde o prin-
cipio como a <( sine qua non u do nosso do-
minio as provincias Orientaes. A forma-
gao do exercitode reserva em Sirhind tem o-
riginado algumas especulador nos nimos
dos militares a que Iludiremos n'outra oc-
casio. A alluso ao Punjaub por conse-
guinte entre estas assumplo de grande deli-
cadeza. Nada haver mais singular nos an-
imes das nossas conquistas Orientaes do que o
facto de ficar sendo o Punjaub territorio in-
dependente do poder Brilannico ; isto se
Affghanistan cahir diante das nossas armas.
Diz-se comtudo que os Seiks sao' a nosso fa-
vor ; sete mil das suas tropas estavao em
Jellalabid o que se pe usa va que facilitara o
progresso do General Pollock para Cabul.
Diverjamos ter dito que Sir Hugh Gongo,
devia ser soccorrido na China pur Lord Sal-
toun e quo o plano de Pottinger era avangar
sobre Pekn sem demora. Havia um boato
anda nao confittnrdo de que Hong Chou Foo
linha sido tomada e que a embocadura do
grande canal eslava em suas mos. Por tan-
to talvez que as prximas futuras noticias
deem as cousas por decedidas.
( Morning Advertiser. )
as folhas de Pariz pouca cousa ha que me-
rega noticia.
A mor parte dos contemporneos Francezes
se absten) de commenlar as ultimas noticias da
India e China. Todava, um jornal, o Nacional,
parece nao conhecer limites, porque d ex-
panso a tod a sua amarga animosidaJe con-
tra a Inglaterra. Nao satisfeito de fazer o
quadro mais exagerado do estado das cousas
expressa nao s a sua firme persuasao mas
a sua arden (o esperanga deque o poder e
grandeza da Inglaterra esto prestes a desap-
parecer. Depois predi/, a retirada dasforgas
Britnicas da China assim como do Affghanis-
tan e acrescenta : Esta retirada ser o
signal mmedialoda ruina ; mas um facto
histrico quo nenhum conquistador jmaia
permaneceo por muito tempo depois de haver
dado um passo retrogrado. Se considerarmos
quantos mercados se fecho as outras partes
do mundo contra esta potencia (a Inglaterra),
que organisada para vivar s do monopolio,
e cujo melhoramento impedido por cala-
midades domesticas eembaracos na polti-
ca externa, ser-nos-ha licito esperar qu*
rosta occasio a Inglaterra nao formar ex-
ccpgo le commura ( dem. )
DIARIO BE l'EHNAMUL'CO.
Ha alguns das esta parte que o Diario
novo nos attaca obstinadamente e dir-se-h'i
que nos desafia impvido a dcCr a una ice
do |)oqra. Eis-nps pois po circo como elle.


2
parece dosejar; e desla vez regosje-se o No-
vo diario, que n5o s5o os communicados que
]he responden) mas he o diario de fernam-
BCoque se ihe dirige em pessoa.
Pergunta-nos a folha moga quaes sio os
nossos principios, e exige em im de nos urna
profisso de f. Vamos salisfazer sem demo-
ra a urna c ontra cousa mas antes de en-
trarmos em materia queira permittir-nosa
folha que Ihe dirijamos tambem urna per-
gunta. O Diario-novo que nos falla de prin-
cipios pensar acaso ter-nos dado os seus, ?
Tomar elle por urna proflsso de f as sedi
ras banalidades que nos appresenta ? To-
mar elle por principios que convem discu-
tir os farrapos velhos disparatados e mal-
juntos que ho successi va mente ornado as
suas columnas e que nos sabemos de cor,
por que todas as opposices as tem repetido e
repisado cera vezes, em todos os paizes cons-
tilucionaes desde que se inventario consti-
tuices ? De certo, se todas as suas opinies
se rasumissem as vagas generalidades em
que elle se refocila nos nao teamos com o
Diario-novo cousa alguma a discutir. Elle
ama de corago a felicidade do paiz; mas pen-
sar elle que nos a nao desejamos to viva-
mente ? O Diario-novo ancia pela tranqui-
lidade publica ; mas accusar-nos-ha elle dd
nSo sermos seus partidarios ? 0 Diario-novo
professa sincera devogo pelas leis do Estado;
mas receiar elle, que nos as nao respeitemos
tauto ? Porm quando depois desies lugares
communs, em voz de passar a principios mais
positivos e mais immediatos em lugar de
nos indicar os meios que possue de realisar os
seus bellos desejos o Diario-novo se agarra
essas subtilezas negativas que ho compos-
to o cathalogo poltico de todas as opposices
passadas ; quando se contenta com dizer-nos,
que as cousas vo mal, sem nos revelar por
que e sem nos indicar o carilindo dos me-
lhoramentos reaes julgamos-n>s nos com
pleno dirito de induzir ou que o D-n. de
malicioso nos oceulta os seus principios, ou
que o D-n. com effeito nao tem principi-
os. E por certo elle nos d urna bella occa-
siio de Ihe retribuirmos as accusacOcs que
nos suscita e de Ihe dizermos talvez com
verdade que obra desta mancipa por que es-
pera saber, qual ser o partido que tnumpha,
aim de se collocar do lado do vencedor mas
nos regeitamosos attaques pessoaes deste ge-
nero, preferimos acreditar na boa fe do D-n.,
e pensar antes que se as suas opinies se for-
mulocom to pouca luz, provm isso da fla-
queza da sua sciencia poltica
Porm pela nossa parte, nos seremos mais
explicativos e Ihe revelaremos todo o nosso
pensamento.
A historia do paiz ha boje 20 annos, a his-
toria das nages alm do ocano nos tem da-
do e dSo cada dia mii severas e uteis liges.
Qae resultados ho ah produzidos as lutas
polticas as contestares e as intrigas dos
partidos ? A que nos tem conduzido essas
ambiges pessoaes que empenho em redor do
poder um combate encarnicado para se apos-
sarcm delle successivamente ? Que bons fei-
tos nos tem trazido os diversos ministerios
que tura successivamente oceupado o poder,
e que bem de pressa se tem esqMecido das pa-
lavras occjs e vasias de que so serviro pa-
ra subir ao posto ou que incessantemente
attacados por faeges inimigasno tem podido
levar effeito os seus bons desejos? Que re-
sultados ? A discordia, e o antagonismo mais
o mais profundo dos interesses traduzindo-
se as massas por um funesto pendor de guer-
ra. A que nos tem ella conduzido ? A ex-
pulsar e a proscrever um principe cuja me-
moria augusta he hoje reverenciada por lodos
os partidos ; um principe a quem nos de-
vemos nacionalidado e independencia eque
professava pelas instituiges livres quo nos
hara dado um respeito e amor bem since-
ros. Que bons feitos nos tem trazido ?
Nenhum : absolutamente nenhum. O bem
ser das massas, o exame das verdadeiras
condiges de progresso do paiz, a solugo das
questes graves e difliceis que o nosso estado
social particular nos ordena que resolvamos
antes de tudo sob pena de retrogradarnos e
de nos perdermos tudq isso ha icado do lo-
ra as especulages dos nossos advogados
parlamentares : as questes vitaes ho sido
desprezaias o deploravel estado das nossas
finangas ; o decahimento da nossa agricultu-
ra ; a ausencia de toda a industria nacional,
nao tem attrahido de snrle alguma a altengn
qos nossos Lycurgos e de nossos Solons palra-
dores : a organisagio do trabaiho, a coloni-
sagio, a substiluigo de populages Iivres em
lugar de rebanhos d'escravos na agricultura e
na industria, por todas essas necessrtUdes im-
periosas ha passado a poltica, em ao menos
se diguar eucara-ls com repouso.
Da con tem plagio destes factos e do esta-
do das suas causas resulto em nosso espiri-
to convieges profundas e racionaes que fe-
lizmente existem por desenvolver no espirito
do povo e que nos nao cessaremos de repro-
duzir debaixo do todas as suas formas, e com
toda a torga de lgica que Ihe he propria.
Vamos aqu ennuucia-las em poucas palavras.
Nos eremos que as lutas polticas sio vis e
funestas : que estes combates desesperados ,
que setravo por causa d'alguns principios
suhtis as altas regies parlamentares nio
tem outra utilidade senio para aquelles que
delles se servem afim de galgar ao poder, eque
mu pouco importio s verdadeiras necessida-
des do povo.
Cremos que as deias d'absolutismo ho si-
do radicalmente destruidas no mundo pela
philosophia do seculo passado eque nio de-
vemos por isso ter medo de que ellas renas
gao 5 e posto que nos parega conveniente ve-
lar com cuidado na marcha de um governo
que podesse ser to desinlelligento e conhe-
cer tio pouco a poca que quizesso sonhar
com invases impossiveis nos julgamos, que
he intil e pengoso haver quem hoje faga de
cerbero com palavras rancorosas com des-
conhangas exageradas com attaques sem
im as portas de nossas liberdades publicas ,
que nenhum poder ha hoje na trra que ten-
te forga-las.
Cremos que a ordem e a liberdade, a esta-
bihdade e o progresso sio imperiosamente
necessanos; que sio dous grandes factos, sem
os quaes os povos nao podem gozar d'uma vi-
da completa j mas nao pensamos que a liber-
dade seja to amiudadamente ameagada co-
mo dizem ; e se os governos sio tantas vezes
obrigados a impor-ihe entraves vista das
necess.dades urgentes da ordem e da paz ,
nem por.sso nos encaramos estas duas condi-
ges vitaes como antagonistas antes cremos
ao contrario, que a ordem absoluta e a liber-
dade perfe.ta nio podem se realisar urna sem
a outra : somente como antes de tudo con-
vem que baja estabilidade, como a ordem he
imperiosamente necessara antes de tudo ,
para reahsar praticamente oque a liberdade
exige ludo quanto tender ordem ludo
quanto tiver a ordem por alvo possuir ne-
cesariamente a nossa sympathia e os nossos
votos.
Sabemos que todas as cousas esto longe de
cammhar bem neste mundo : que no nosso
paiz sobretodo, existem males bem graves:
sabemos que a seguranga individual he mili-
tas vezes ameagada que oscostumes anda
che.rio a barbarie longe dos gran* centros
habitados: sabemos que ao trabaiho nio ha
quem de honra ; que agricultura faltio-lhe
bracos; que a industria he nulla; que a ques-
tio da escravatura pode por-nos s bordas do
abismo ; que nos habitamos urna vasta re-
giio a mais rica e mais frtil do globo, que
dsperece em nossas mios; porm nao iremos
demandar o melhoramento, que o nosso es-
tado reclama nern a solugo que esses pro-
blemas exigem a politice queso se impor-
lana de os envenenar sem os resolver ; antes
passando para o terreno mais pacifico das sci-
encias econmicas esociaes acharemos na
theoria da organisagio do trabaiho o poderoso
remedio a esses grandes males.
Sabemos, que os interesses esto dividi-
dos no raz que a Juta se patenteia a cada
passo que a iminonlidade reina, e quo urna
incommodtdade penosa nos acabrunha ; mas
nao pensamos tambem que a dviso dos
interesses seja urna lei invariavel, qual de-
vamos sujeitar-nos ; nio pensamos que o
sofrimento seja para sempre a partilha fatal
da humanidade e sabendo sobre tudo que
o genio das revoluges nao heum genio ben-
fico e conciliador ; nao invocamos a peleja ,
para estabelecermos a harmona e o acord
dos interesses; antesachamos no poder da
asscciago o principio geral que deve con-
summar esse grande resultado.
Sob a influencia destas ideias prevemos
para o paiz urna brilhanle carreira; vemos de-
senvolver-se rpidamente a sua prosperidade
materia!, desonharem-se as estradas flore-
cer a agricultura levanlar-se a industria ,
eslabelecer-se o crdito circular a vida pelo
commerco'; e sem nos deixarmos invadir por
esse patriotismo estreito que poem as nages
em estado d'antagonismo, alegramo-nos com
a dea de ver a nossa patria tomar o lugar que
Ihe pertence no ciminho do progresso.
Taes sao os nossos votos a nossa f e os
nossos principios. Abandono do terreiro r-
dante da-politica, estudo das questes sociaes,
trgoa conr ^ vis theorias methaphysicas ,
ensaio o pratica dos melhoramentos positivos,
tal he aexprcsso laminaria do nosso pensa-
mento.
este terreno acolhe-Io-hemos com milito
prazer; se elle se acha disposto no cir-
culo pacfico dos estudos de que acabamos de
fallar a ajudar-nos com os seus conselhos
e luzes ouviremos as suas palavras cheios de
mu grande reconhecimento ; mas em quanto
o nio vrmos sair da rbita dos ralhos e das
extravagancias communs, dexa-lo-hemos
desvairar-se nessa senda tortuosa, em que se
quer perder e contentar-nos-hemos cora Ihe
ir mi as palavras quando por ventura
nos parecerem perigosas a pezar do pouco
echo que fazem.
Se o D-novo nos quer accompanhar para
COMMUNICADO.
O homem que vive em sociedado deve tri-
butar s convieges dos outros homens um
respeito religioso, ainda mesmo quando re-
pugnen) com a sua razio, e que esta o con-
venga que ellas, ou sofilhas de preocupa-
ges, ou repousam naleviandade com que se]
examinou a exaclido dos principios que as
produziram ; mas este dever tem seus limi-
tes. A's convieges alheias (embora err-
neas ) deve sim tributar-se religioso respeito;
porem he em quanto ellas, circunscrevendo
a sua influencia nos homens que as defen-
dem quasiquenem um mal cauzam so-
ciedade: mas quando, preocupados pelas
primeiras impresses que receberam esses
homens esforgam-se para adquerir proeseliy-
tos e ao mesmo tempo pretenden) "que seus
erros sejam acceitos como dogmas; enlio
presta-se um servigo sociedade quando se
combaten) essas convicgas ou fallando
mais exactamente quando se tracla de des
preocupar aquelles, quo esto por ellas do-
minados.
O Ilustrado autor do communicado = S =
do Diario de 24 do passado Outubro com essa
sua, alias bem deduzida, produegio corrobo-
ra estes nossos principios .oflerecendo urna
prova incontestavel do quanto pode preocupar
um homem ainda de muilo talento e das
melhores inteoges a impressio das primei-
ras ideas que acceitou Este Ilustrado autor
( que he pena empregue o seu talento em u-
ma causa insustentavel, e cuja victoria im-
portara a desmoralisago do exercito) a
quem nio tenho o prazer e honra de conhe-
cer como elle tambem segundo diz me
nao conhece em seu primeiro communica-
do do Diario de i O de Outubro posto que a-
venturasse sophisterias todava sustentou-
asem forma e cingiu-se a questo mas
como quer que advogue urna causa que nio
he possivel sustentar e visse pulverisados
todos os seus argumentos, figurou-se-lhe en-
xergar nos communicados dos adversarios da
sua opinio desejos de attribuir a um fim me-
nos louvavel a exposigo de suas ideas e
como em disforra atira-lhes a luva con-
vidndolos para o nojento campo dos doestos,
e at com indirectas parece que pretende
tornar esta questo ( quo hoje he de grande
utilidade ellucidar-se ) em urna d'essas pol-
micas as quaes para descrdito da im-
prensa se barateam injurias e os conten-
dores mais parecen) Cafres, do que homens
eivilisados, cujas maneiras urbanas e ca-
valheiras devem sempre distinguil-os d'esses
barbaros entre os quaes a civilisago nem
anda est em seu comego. Mas nos por cer-
to nao levantaremos essa luva : cingindo-nos
a questo restituimos intacto tudo quanto
for alheio d'ella. Entremos na materia.
Ainda o Ilustrado e mui respeilavel au-
tor do communicado = S = insiste na sua
opinio ; porem nao respondendo urna so pa-
lavra aos argumentos que no nosso primeiro
communicado produzimos e com os quaes
provamos a toda a luz que da inteligencia
que d s palavras puramente militares dos
cdigos se seguem absurdos que so com in-
juria dos nossos legisladores se lhes podem
attribuir diz ( para nao deixar de dizer al-
guma coliza) que esses argumentos sao de
conveniencia, eque o seu resultado he con-
trario a grammatical inlcrprelagio das cla-
ras palavras da lei e depois repetindo com
mais algum desenvolvimento os mesmos ar-
gumentos que expendeu no seu primeiro com
mimicado presta-nos ideas que nio emilti-
mos para tero prazer de confutal-as Nao
responderemos porem absolutamente tudo,
ror que ficaram em p os nossos primeiros
argumentos, apenas nos limitaremos a aquel-
les pontos em que o Ilustrado autor do com-
municado = S= despresou soberanamente
as regras da lgica.
Sustenta o Ilustrado autor que os nossos
argumentos sao de conveniencia e que indo
a sua consequencia de encontr ao sentido
grammatical o'us cdigos nio podem produ-
zir effeito. Mas permita-nos o mu Ilustra-
do autor do communicado, que deduzamos
urna necessaria concluso dos seus mesmos
principios ; e vem a ser: quo nio sendo pre-
ciso na applicago da lei escrutar o seu senti-
do ea mente do legislador de sorte que
se salvem os absurdos que muitas vezes of-
ferece o simples sentido grammatical escu-
sados e bem inuteis se tornam os cursos ju-
rdicos visto que para entender as leis e
applical-as, basta saber a grammatiea da lin-
goa em que ellas esto escripias. Mas seas-
sim he (o que mui reverentemente nega-
mos ) o que entender o Ilustrado autor do
communicado =S= por hermeutica jur-
dica de que nos falla em sus communica-
dos? Ser alguma figura grammatical ? Po-
rem o Ilustrado autor que rejeila os argu-
mentos de conveniencia parece que se con-
tradizn'esse mesmo communicado; por quan-
to tambem produz argumentos de convenien-
cia sobre o crime de desobediencia quando
diz: que este crime nio he puramente mili-
tar visto que o cdigo criminal igualmente
o pune no artigo 128 ; mas que he puni-
do pelo foro militar nao porque seja pu-
ramente militar mas sim porque seria gran-
de mal para a disciplina (da qual essen-
cialmente depende a existencia moral do ex-
ercito) quecrimes to pequeos e que me-
recer, urna prompta punigio dependesse o
seu julgamento das delongas do foro civil &c.
cvC. Pincipio correnle sustentado por todos
os criminalistas he que quanto menor espa-
go de tempo decorre do dilicto sua punigio,
tanto mais se consegue o principal fim da-
pena : exemplificar. Ora he, inquestionavef
que si um soldado por exemplo, desob^de-
cendo ao seu superior ofTendeu, a disciplina
v. g. como dez si elle alem da desobede-
cer o ferir e injuriar tem por urna rasoa.
vel proporgio olfendido a disciplina como
cem. Logo no primeiro caso, como o Ilus-
trado autor aceita o argumento de convenien-
cia ou escruta a mente do legislador d
disciplina um resultado favoravcl na razio de-
dez e no segundo ( que he o da questo )
como regeita o que pouco aceitou d con-
tra a disciplina que reconhece de summa
importancia um resultado na proporgo de
cem. Paraofactodo soldado que estando
de guarda desobsdeceu e ferlu o seu ''om-
mandante nio quer o Ilustrado autor do
communicado que passem os argumentos de
conveniencia e que convencen) de absurda
a intelligencia que d aos cdigos; porem pa-
ra o outro facto que pplos artigos de guer-
ra tem gravisiima pena, segunde as circuns-
tancias, e no qual militam as mesmas ra-
zes mas que nao afecta a posigo do solda-
do accidentalmente protegido valem e
passam es argumentos d conveniencia! Ter-
rivel maneira de raciocinar !
Continua o Ilustrado autor do communi-
cado =S=: sustentando que a proviso do
supremo conselho militar leve ser entendida ,
comoS. S. a entende ; isto he isolando as
palavras que precedern) aos quatro quesitos
que as difinem e subordinando a inteligen-
cia d'estes quesitos ( que o Ilustrado avtor
chama claces) aquella que poderiam tara
bem teras dictas palavras, lomadas isolaJa-
mente. Mas nao adverto o Ilustrado autor ,
que sendo os mencionados quesitos a genui-
na ecorrente explicago d'essas p-ilavras ,
que a nao seren por elles assim explicadas ,
ficariam tojjvagas como sao os cdigos na
materia subjeita vem ( a seguir se a inteli-
gencia queda) a difinigao a ficar definida
pelo definido}? E negara que isto he absur-
do ? Terrivel maneira de raciocinar !
Mas o ilustrado autor do communicado
=S= argumenta com o exemplo do furriel
d'arlilharia Claudino Joze de Melle o qual
diz qne tendo ferido no quarlel o sargento da
sua companhia o supremo cousolho militar,
fundando-se na sua provizo declarou que o
crime oo era puramente mililar Que illu-
zo do Ilustrado autor Por que nio se deu
S. S. ao trabaiho de examinar o fado, para,
louvando-se no que Ihe diceram nio apoiar-
seem urna falsidade Este furriel cometeu o
delicio estando o batalho a que pertenco no
Rio de Janeiro ahi responden u conselho de
guerra ; mas retirando-se entretanto o bata-
lho para esta provincia do Pcrnambuco ,
veio o processo com ello e aqui en'tSo foi
submettido junta dejustica a qual nao
sabemos por que equivoco ou por que razio
declarou que o crime nao era militar : o con*,
seibo supremo militar nunca viu tal processo,
e nem d'ello ao menos leve noticia. Si o fur-
riel vai ser julgado pelo foro coinmun deve
este extraordinario favor junta de justiga do
Pernambuco, e a mais ninguem. Citou parlan-
to o Ilustrado autor um facto que nunca
existiu para apoiar a sua opinio atribu-
indo ao supremo conselho militar urna inco-
herencia em que esse respeilavel tribunal


r!
5
nunca cahiu. Terrvel maneira de racioci-
nar
i
O conselho supremo militar pelo contrario
no fado que vamos narrar explicou a sua
provisao da me-mia maneira que n; a en
tendemos e lo claramente que nada mais
deixa a dezejar. Vamos ao Cacto o qual te-
mos a honra de offerecer judiciosa analizecj
do Ilustrado autor do communicado =S =
O cabo Pedro Chrisostotno da Cunlia do 3."
br.lalho d'urtilhoria a pe" foi acusado no Rio
de Janeiro o remeltido a.conselho de guer-
ra por se Iha imputar que sendo incumbi-
do em Hernambuco doeonduzir prezo para
luido de urna embarcago o soldado de caval-
laria Manoel do Nascimento, furtara a este sol-
dado quando o cunduzia preso a quuntia
de 61*000 reisem sedulas. Reunido no Rio
de Janeiro o conselho de guerra, declarou este
por termo lavrado na primeira de suas ses-
ses que julgava nao lbe competir o julga-
niento do delicio do cabo por no-ser crime
puramente militar. Subi em oonsequencia
o processo com este termo ao supremo con-
selho militar e n'este conspicuo tribunal se
lavrou oseguinte acordam.
Volle o processo ao conselho de guerra,
lim de tomar conhecimento do facto impu-
lado ao reo, por ser para isso competente
regra geral estabelecida na provino de 17
deoutubrode 1834 citada pelo dito con-
u selho e da disposigao do art. 18 dos de
guerra he manifest que o crime de que
se trata he puramente militar. Rio de Ja-
neiro 15 de setembro de l84l. Moreira
-Rodrigues Callado Pereira Pinto-
u Couto A. Pantoja CarneiroVeiga,
Em oonsequencia d'este acordam foi o cabo
Pedro Lhiisostomo julgado pelo conselho de
guerra que o absolveu por taita de prova.
E que nos dir agora o Ilustrado author do
communicado ? Entende ou nao, oomo nos
entendemos o conselho supremo militar a
sua pi oviso ? Se o Ilustrado author do com-
municado =S= quer com os seus proprios o-
llios desenganar-se, ten ha a bondade de di-
rigir-se ao quartel do 8? batalhflo d'artlhe-
ria a p; na fortaleza do Brum, para examinar
o processo.
Mas o Ilustrado author do communicado ,
para aliviar-se do pezo de que o sobrecarregou
oexemplo quo lhe aponamos do julgamento
em cons.lho de guerra dos reos militares ,
envolvidos na ultima sedgo da Babia diz :
que esse exemplo nada prova, pois que deve-
se notar que a Bahia enlo anda se achara ,
por assim dizer, em um estado de guerra e
excepcional, geniendo sob o pezo de urna me-
dida extraordinaria suspengas as garantas ,
eo$ 11 o arl. 179 da conslituigo. Quanto
pode a preocupado !
Si o eslylo correcto, e o modo escolstico de
argumentar do Ilustrado author do communi-
cado-S-nao foitalecesseim a idavantajosa que
f izemus dos seus nao vulgares con heci roen tos,
nos em verdade diramos vista d'esta
sua quartada que he-bem hospede na theoria
do nosso direilo publico constitucional. Os
podei es do estado brazileiro nao podem em
caso alguiu suspender a conslituigo do esta-
do ; em coi tos cazos porem pode o poder le-
gislativo, e na sua auzencia, o executivo sus-
pender rnente algumas das formalidades que
garantem a liberdade individual. He esta a
doulrina do 35 do art. 179 da constitu-
gao. Ora ninguem, que se leiiha dado ao es
ludo da sciencia social, dir, que suspender
afumas das formalidades, que garantem a
liberdade, que he um direilo, importa a sus-
pendo dos mais (j rejtos ; 0u anda
inais importa a abrogago temporaria de lo-
dos elles ou urna dictadura ntirina o que
sem duvida so d suspendendo-se o 11 do
art. 179. n theoria poisconstantemente seguida
no reinado do Sr. D. P.:dro 2." quando tem
sido precizo uzar do remedio do 5o, no tm
excedido a faculdade de se proceder a prizo ,
iodepenJcote de certas formalidades, e de re-
mover as poasoas quo se tem tornado perigo-
sa de um para oulro lugar ou lazelas dei-
xar o Imperio.
011 portanto nunca esleve suspengo, e
nem jamis houverao na Bahia juizosexcepc-
onaes, para julgar os reos. Aquelles militares,
que n'essa occazio respondeVa.n i conselho de
guerra, seriam da mesma sorte julgados pelo
foro militar quer as garantas fossem quer
nao suspengas por
tar os argumentos contrarios sua opinio ,
drz em summa, dirigindo-se pranos, que se
se desse perigo para a disciplina militar com
a publicarlo de suas ideas no Diario, que en-
tao se devia vedar a instrucgo primaria a
lim de que os soldados nao podessem ler a
conslituigo e os cdigos em cujas paginas
estilo exarados os seus direilos e garantas ,
e depois que tambem diz que as nossas ideas
sobreest ponto s podiam ter voga nostempos
do mais acrisolado despotismo pergunta se
consiste o nosso terror em ver os artigos da
lejislaco transcriptos no Diario e desenvol-
vidos ? Unusquisque ocoteros agit ex natu-
ra sua.
Nao temos terror e assaz de fortaleza he
dotada nossa alma para encarar os perigos ;
mas queremos evital-os queremos poupar
victimas, que talvez se sacrifiquem pela lei-
tura de principios subsersivos, com menos pru-
dencia publicados. Um soldado que apenas
mui mal sabe ler nao pode em verdade co-
nhecer si s8o exactos ou nao os principios
exarados em um cscripto, que mesmo por
ser hbilmente elaborado anda mais peri-
goso se torna.
Nos diremos em nosso communicado que
no3 pareca que o 17 do artigo l79daconst.,
citado pelo Ilustrado autor do communicado
= S= provava contra producentem e que
S. S. entende de urna maneira mui particular
os cdigos nos artigos em questio, mas dizen-
do isto depois de termos demonstrado os ab-
surdos que se seguem da inteligencia que o
mesmo Ilustrado autor d aos artigos dos c-
digos, ficamos persuadido, que nos tinha-
mos explicado precizamente ; mas S. S. o na-
ga e exige urna nova demonstrago ao mes-
mo passo que na continuarlo dos seus ar-
gumentos tem a bondade de nos prestar i-
deas que em verdade no emittimos. To-
caremos n'esta ultima parte de passagem e
para satisfazer a vontade do mui Ilustrado, e
respeitavel adversario da nossa opinio di-
remos mais duas palavras, explicando o nosso
pensamonto j muito e milito difinido no
primeiro communicado, que fizemos inxirir
n'este Diario.
Nos nao dicemos s e simplesmente que
a nica inteligencia que se pode dar aos c-
digos he a contraria d'aquella que S. S. Ihes
d ; mas sim que para salvar os absurdos ,
he precizo dar-lhes urna inteligencia contra-
ria qual he a que d a provizao do supremo
conselho militar. Mas o Ilustrado autor do
commuicado = S = aqui sola meia duzia de
palavras all desloca um periodo acola d
um sentido obliquo a esta ou aquella propo-
sito ; e depois n'estas pegas assim destaca-
das descobre incoherencias D'esta sorte a-
chou S. S um absurdo quando nos offere-
cendo um exemplo de paridade, dicemos, que
S.S. poda applicar tambem o art. 157 do cod-
orno, ao crime de desergo ; e assim pode S.
S. achar todas essas concluses an ti -lgicas ,
que teve a bondade de corrigir ; e anda mais
acharia si mais periodos isolasse. Terrivei
maneira de raciocinar! Mas deixemos estas re-
flexoens passemos antes a satisfazer a von-
tade do Ilustrado autor, e lindemos este j ex-
tengo communicado.
O 17 do artigo 179 da centituigo dispoem
o seguidle = A excepgo das cauzas, que
por sua naluresa perlencem a juizos particu-
lares na conformidade das leis nao haver
foro priviligiado... Deste mesmo $ pois se
v que a inteligencia da sua disposigao de-
pende das leis que extreman) as rauzas que
perlencem a juizos particulares das que s
perlencem ao foro commum. Ora, declaran-
do as leis anteriores aos cdigos, que as
cauzas (com certas excepcoens que nao vem ao
cazo ) crimes dos militares sejam julgadas no
seu foro particular e nao tendo os cdigos ,
como se v claramente da provizao do supre-
mo conselho revogado essas leis seno em
quanto aos crimes que nao offendom a santi-
dade do juramento, disciplina &c &; segue-
se que esse $ da const. preva contra pro-
ducentem, quando elle he offerecido para se
sustentar que o crime do soldado artfice ,
cumprehendido no ispirto dos cdigos e na
letra da citada provizao no deve ser julgado
no foro militar ; por quanto conservando o
dito da const. o foro particular em todas as
cauzas que segundo as leis perlencem a
juizos particulares e conservando tambem
os cdigos em toda sua latitude esse foro, nos
offendem a disciplima A A ; he
ser abalada seniSo'aniquilada entenden-
do-se os cdigos como os entende o Ilustra-
do autor do communicado =S= esta s ra-
zio nos induz a pegar na dbil pena. Tam-
bem nosso coYago palpita pela numanidade -
tambem de todo o corago acolhemos as ideas
philantropicas ; mas vivemos em sociedade ,
eao bem e estabelidade d'este Todo, he
nrecizo alguas vezes sacrificar os mais charos
senlimentos de nossa alma.
G.
PERNAMBUCO.
Rendimenio do mez de Outubro lindo ,
moza da Recebedoria de rendas u ter-
nas genes a sabrr :
Rendimento Geral.
da
Direilos novos evelhos
Ditos de chancellara
Verba dellas
Dizima
Impostosde letras
Matricula do curso ju-
rdico
Carta de hachareis
Emolumentos de cer-
tides
Foros de terrenos de
marinha
Siza dos bens de raz 6
Meia siza deescravos
Siza adiccinnal
2. decima de ni5o morta
Decima urbana
317*793
2*080
1*050
632*463
60*211
3:532*800
20*000
*960
2*674
6:5U^250
22*500
264>740
924*687
2'.0#53O
Redimento applcado ao
pepel moeda
m pos tos de lo jas abor-
tas 825*100
Ditos de seges 12 c800
Taxa de i#rs. por es-
cravo lOliuOO
Dito do papel 919* 09
12:602*738
1:888*3000
44:491#038
.lecebedoria 2 de Novembro 1842.
O escrivio,
Estanilo Pereira d'Oliveira.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 4 de novb." 1:872*637
DESCARREGA HOJE 5 DE NOVEMBRO.
Brigue porluguez = Jozephina = vinho, vi-
nagre azeite, sevada, drogas, al-
pista rap, cabos carnea ti^u-
cinho e sebollas.
Escuna americana = Rod Rover = taboado.
Galera ingleza = Emily = fazendas ferra-
gens sabo manteiga queijos ,
batatas prezuntos laxas, e ma-
quinas.
H0V1MENT0 DO PORTO.
que commelteram crime I crimes que offendem a disciplima & 6i
puramente militar, e estavain comprehendi- claro que ollerecer esse da const. para pro-
dos as disposicas da proviso de 17 de ou-' var urna idea contraria a sua literal disposi-
tubro de 1834. Muito mais lato desenvol-
vimonto poderiamos dar esta questo ; mas
a estreiteza de un artigo de jornal o nao per-
miti.
Continuando o Ilustre e mui respeitavel
aulhor do communicado =S= a tjuerer refu-
gio, por ser contraria ao que dispoem os cdi-
gos, he offerece-la contra producenlera.
Basla. Entretanto permita-se-nos que de-
claremos que nesta questo s temos em
vista a mauutengo da disciplina do exercito ,
e que como estamos convencido que esta.
NAVIO ENTRADO NO DA 3.
Liverpool ; 47 das, galera ingleza Emily ,
de 208 ton., cap. Geo Guillet, equip. 13,
carga fazendas : a Me. Calmont i C*
NAVIOS SAHIDOS NO DA 3.
Lisboa ; charra porlugueza Real Principe D.
Pedro commandante o2. lente Jiro-
nimo Romero : passageros Francisco Gar-
ca e sua mulher hespanhoes Antonio
Candido Augusto esua mulher, portuguezes:
fundiou no lameiro.
OBSERVAgES.
Chegou de Caiane com 14 das a fragata de
vapor franceza Gomera, commandante
Louransou : fundiou no lamei rio.
Deo fundo no lameiro para reeeber prali-
co e seguir para o Ass a sumaca bra-
zileira Perola, de 98 ton. equip. 12, car-
ga lastro: a Manoel Joaquim Pedro da
Costa.
DECLARAgAO.
Para Lisboa segu viagem no da 2 O
do corrente o Brigue PortuguezS. Domingos,
anda recebe aiguma carga e passagriros: tra-
ta-se com o Capito na praga do Commercio,
ou com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonscca na rua Nova n. 41.
tar* Para o Rio de Janeiro, segu corr. raui-
la brevidade o brigue Fiel, para carga, ou pas-
sageros que oferece lindos commodos : tra-
ta-se com Firmino J F. da Roza ou com o
capillo Manoel Marciano Ferreira.
LEILES.
ur* Gaskell Johnson & Ompanbia farSo
lelo, por intervengo da Corrector Olivera,
de grande variedade de fazendas inglezas pro-
prias do mercado, para fecharem algumas con-
tas: Teica feira 8 do corrente slO horas da
manh em ponto ; no seu armazem rua da
Cruz.
= Leilo de urna porgSo de carne secca .
a va riada que se vender a bordo do ber-
ganlim Jpiter por conta de quem perten-
cer ; nos das 5 e 7 do corrente.
xsr Lenoir Puget & C. continua o seu lei-
lo de um esplendido sortimento de fazendas
e miudezas francezas e suissas *, como sejo
cambraias chales de eassa e fil leugos de
todas as qualidades, assim como encarnados
para tabaco setins sarjas luvas fitas
de todos os nmeros, pentes de tartaruga,
chapeos sclns tachaduras marroquins ,
flores e outras muitas pexiaxas proprias
paraafosla ; tendo alem disso urna porgo
de vidros era caixas de todos os lmannos o
urna porgo do rico papel pintado para forro
de sala que se ha de vender por todo o pre-
go estes dous ltimos artigos sao realmente
de grande vantagem para aquellas pessoas
que edificio cazas : segunda feira 7 do fr-
rente logo chegada do corretor Oliveira, q'
apresentar ao respeitavel publico um varia-
do sortimento de roupa feita que se ha de
vender por todo o prego no armazem da
rua da Cruz.
O corretor Oliveira far leilo no dia
que annunciar de urna serrara porttil de
patente, com todo o machn ismo completo .
a qual he moida por impulso de cavallos ora
erecta e trabalhando no lugar de fura de Por-
tas passando o arsenal de marinha e ven-
de-se por motivo de dissolver-se a sociedade
entre seus actuaes proprietarios ; da casa de
madeira onde a mesma existe como estri-
bara adjunta, e pela qual ha um arrenda-
mento por seis snnos razio de cem mil res
annuaes principiado no 1. de Abril pasaado;
de urna porgio de pranxoes deamarello ,
louro e de pinito ; e de seis cavallos 'pro-
prios para o estabelecimento.
AVISOS DI VERSOS.
= 0 patacho = Flor de Maroim = recebe
a mala para a Babia manh (6) s 10 ho-
ras do dia.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Cear pertende sal.ir al o dia
30 de Novembro a sumaca Estrella do Cabo ;
os pertendentes passageros dirijio-se a Ma-
noel Joaquim Pedro da Costa na rua da Ca-
deia n. 46.
Sabio o Carapuoeiro n.* 63, contendo
a continuarlo do corto allegorico das seta mu-
Iheres cont que he urna fabrica de bou
carnpugas e concluecom varias Ancdotas :
vende-se na praga da Independencia loja de
livros n.#6 e 8.
tar A senhora Izabel Mara do Carato ,
tenha a bondade annunciar a sua morada ,
ou quanto antes tirar os seus trastes que exis-
tem empenhados pela quantia que licou de-
vendo de alugueis da casa em que morou na
rua de Senhor Bom Jess das crioulas ; pois
he bastante o lempo que se tem esperado, pois
se nao tira-Ios no prazo de oito das se ven-
derlo para debito da divida e he segunda
vez que se annuncia, para que se nio chame
a ignorancia ; pois as proprietarias morio na
rua das Aguas verdes N. 42.
xssr Perciza-se de um caixeiro no bolequm
junto ao theatro.
er Precisa-so de urna negra para serv-
go de urna casa de pouca familia ; quem a li-
vor procure na loja franceza de Joo Cala A-
n numero 18 que se tratar do ajuste.
C9T Dezeja-se fallar ao senhor Antonio de
tal, brazileiro natural de Pernambuco que
costuma a mascatiar pelo mallo por alcu-
nba thotonio tapioca ; annuncie sua morada
para ser procurado.
tar Ofierece-se um rapaz para caxeiro da
cobranga ou de loja franceza o qual afiao*
ga a sua conducta -, quem precisar annuncie
ou dirija-seao mundo novo u. 17.
tai Quem precisar de urna ama deleita,
drija-se ao largo do Corpo Sanio: u. 13.
tsr Aluga-se um preto para algum servi-
go que entende de padaria muito deligen-
te para trabalho de sitio, nao foge e he mui-
to fiel ; tambem se troca ou vende, por urna
preta sadia sem vicios inda mesmo sem
prendas ; quem pretender dirija-se rua Ve
Iba n.37.


- .!Siil^i fg.Jlimu. *im^-- +^mm*m+*m
f -.....IM IIIIH i'ilWWMil #IIWIJ*IW tfWlW
Acho-se a vndanos
lugares annunciados os bi-
lhetes da lotera do Thea-
tro, cujas rodas ando impre-
terivelmente no da 9 de No-
vembro.
^Hoje he a partida de incfirra-
menlo da sociedade Euterpina.
tsr 0 Bicharel Vicente Perpira do Reg,
mudou a sua residencia para a ra Nova n.
5 primeiro andar.
tsr B. Lansac retira-se para Franga.
OT 0 abaixo assignado avisa as pessoas
que tem pinhoros em poder do annunciante
hajo de remi-los ate 15 do corrente, do con-
trario passar avende-los para seu pagamen-
to por ter disto precisao.
Andr Manoel de Amoedo,
, tsr Aluga-se por prego commodo ura boni
armazetu proprio para dous estabaleciraen-
tos por ser de ra a ra cito no Recife na
ra da Moeda no fundo da yenda do Snr.
Alejandre incumbindo-sc o annunciante
dos arranjos necessarios : as chaves para o
ver paro em mo do snr. Joze Fernandes
Povoas com venda em outra quina e a tra-
tar na ra do Nogueira n. 13.
tsr Permuta-se por urna casa nesta Cida-
de ura sitio na Matriz da Varzea com casa
grande trras proprias, muitas fruteiras de
todas as qualidades, perto do banho da pe-
dra no rio capibaribe com elegante vista
. para a estrada publica e ptimo lugar para
ge passar a festa : na ra de Agoas verdes
numero 36.
tsr O Secretario da sociedade Apolnea
avisa aos senhores socios da mesma que ha-
veri sesso da sua commisso adminis-
trativa no dia 7 s 6 horas da tarde para se
concederem os bilhetes de convites para a par-
tida do encerramento em 12 do correle.
tsr Thomaz Sayle avisa ao respeitavel
publico que principiar a correr o seu bem
conhecido Onibus no dia sabbado 5 do cor-
rente pattindo da matriz de Santo Anto-
nio as cinco horas da tarde at o Monteiro
e dalii para o Recife no dia segunda feira as
7 horas da manh e continuar toda a fusta
as mesmas heras
tsr Quera pretender e quiser alugar ou
pelo tempo da festa ou por anno urna ca-
sa em s. Anna com sufDcientes commodos
para urna familia qualquer por ter duassa-
las ura gabinete e 4 quartos grandes di-
rija-se a ra das Trincheiras sobrado n. 50 ,
a mesma casa tem muitos arvoredos uteis.
tsr Aluga-se o primeiro andar da cazan.
29 na ra da Cadeia velha ; a fallar na loja de
chapeos da mesma caza.
-Quera annunciou a venda de duas casas
no beco do padre dirija-se a ra do Livra-
mento n. 22.
tsr Urna senhora capaz se offerece para
ensinar meninas a 1er, escrever, contar, coser
e bordar de toda qualidade edoutrina Chris-
t ; assim como recebe costuras de alfaiate
para fazer com tedo a perfeigo e prego com-
modo : oaruadeAgoes verdes n. 56: na
mesma urna roulher que quer ser ama de
urna casa s para o servigo interno.
tsr Na botica da ra larga do Rozario Je
Bartholoraeo & Ramos, precisa-se de um
praticante de pharmacia.
tsr 0 snr. Jacinto Antonio Affonsq di-
rija-se a ra do Rangel n. 81 para receber
urna carta viuda de Lisboa.
tsr' O abaiso assigaado, declara que ten-
dqVse retirado por alguns mezes para a pas-
sagm da Magdalena afim de ver se restabe-
lecia sua saude, e tendo experimentado gran-
de melhora, tenciona receber ali alguns me-
ninos que durante o tempo da fuclura festa ,
seus pas queiro admitti-los em primeiras
letras afim de pouparem o atraso que elles
costumao a sofrer durante este tempo.
Polycarpo Nunes Corroa.
tsr Urna muiher capaz se offerece para ser
ama do una casa de homem soltciro para
o servigo interno : na ra Direita n. 85 ou
annuncie.
tsr Offerece-se urna portugueza para ama
d* casa que sabe engommar, coser cozi-
nliar e fazer todo o oais servico de urna casa:
no beco dos Ferreiros na priraeira casa nu-
mero 1.
*r A passoa que Ism um chapeo de sol
grande de seda uzado, queira annunciar ,
assim tambem urna caixa de tabaco de conxa
preta e um boto de uuro de abertura lapi-
dado que ser recompensado.
tsr D-se 3000 rs. a juros de 2 por cen-
to sobre penhores : na ra do Collegio bo-
tica n. 6.
tsr Aluga-se um preto muito deligente
para o servico de campo ou de padaria, to
bem se vende ou troca-se por urna preta ou
moleque que nao tenha vicios : na ra Velha
numero 37.
Aluga-se urna boa casa feita a moder-
na e com bastantes commodos e muito
fresca por ser da parto da sombra cita na
Trempe: ra Nova n. 67.
tsr Aluga-se para qualquer sitio um bom
preto velho muito robusto e trabalhador de
finchada ou .outro servico de campo : na
ra Nova n. G7.
tsr Moje sabbado do duas horas em va rite
haver carne de carneiro capado muito gor-
do e todos os snrs. que precisaren! de sebo
de iirn de carneiro capado podern mandar
buscar assim como vende-se um bonito car-
neiro mango proprio para menino montar :
no assougue francez defronte da cadeia.
tsr Offerece-se para administrador de en-
genho de assucar um inglez que tem prati<-
cado seisannos as indias do Odste ( Barba-
des ) ; q uem de seu prestimo se quiser uti-
lisar dirija-se ao escnptoKo de Le Bretn
Schramm i Companhia na rna da Cruz nu-
mero 55.
tsr Aluga-se urna casa era Bebiribe, toda
envidragada cora 6 quartos estribara e
caza para pretos: na ra larga do Rszario bo-
tica de Bartholoraeo & Ramos.
tsr Obilheteda primeira parte da 12."
Lotera a favor das obras do Theatr Publico ,
pertence ao snr. Joze Felis da Cmara Piraen-
teldo engenho Gaipi e iica em poder de
F. da Silva Lisboa.
tsr Algum sur. pai de familia ou outra
qualquer pessoa que precisar de urna pes-
soa para leccionar delatim e primeiras le-
tras, cm casas particulares, e por prego mui-
to mais commodo do que outra qualquer pes-
soa ; quem precisar annuncie.
tsr A commisso administrativa da socie-
dado Terpsichore partecipa aos snrs. socios
que a ultima partida desteanno, est marca-
da para odia 19 do corrente mez ; assim co-
mo os convida acomparecer em o dia 22 pe-
las 6 horas da tarde afim de se proceder a
eleigo da nova commisso.
tsr Vende-se em asta publica im preter vel-
mente no da 7 do corrente Novembro por
ultima praga na porta do Juizo da segunda
vara do civel rua do atierro da Boa-vista
a abandonada Barca Brasileira Ermelinda ,
vinda de Serra Lea para onde (ora aprezada
pelos cruzadores britnicos ; convida-se pois
aos pretendentes para comparecerem em dita
praga ( e com a divida venia aos agentes Bri-
tnicos ) afim de se concluir a referida arre-
matago.
COMPRAS.
tsr Escravas para fora da provicia com
habilidades ou sem ellas de 15 a 35 annos ,
e creolinhasde 12 a 15 annos sendo sadias:
na ra Nova loja n. 26.
VENDAS.
Aluga-se urna casa terrea na ra ve-
lha n. lo na Boa vista : a tratar na ra da
Cruz do Recife n. 15 segundo andar.
tsr Da-se a juros de dous por cento ao
mez sobre pinhores de ouro prata ou
brilhantes al a quantia de 1:000 de rs. ,
em quantias que aos pretendentes convier: no
pateo da S. Cruz n. 3.
tsr Precisa-se de um escravo fiel para ser-
vico de urna casa de homem soltciro onde
ser bem tratado tendo elle quem dA fiador
a sua conducta e sabendocozinhar o ordi-
nario de urna casa e tratar de um cavallo ;
quem estver no caso de aluga-lo dirija-se
ao ejcriplorio dos snrs. Alejandre Mackay
& Comsapnl)ia,
Urna Apolicc da divida publica da quan-
tia de 400,j que vence 5 por cento ao anno ,
por metade do seu valor ; quem pretender
annuncie.
tsr O sitio denominado Estiva de baixo ,
do finado Monte no lugar da Ibura dis-
tante desta praca legoa e mcia proprio pa-
ra ter vaccas do leite e raesmo para planta-
ges com arvoredos de fructo com banho
em agoa corrente porto de embarque at
mesmo para canoas grandes com 207 bra-
gas de frente 220 de fundo e com 300
de malta deconstruego um pouco distante,
vende-se para pagamento de algumas dividas,
por isso nao se deixar de fazer negocio inda
mesmo a prazos: tratar no mesmo sitio com
Ovidio Gongalves Valle.
tsr Una porgo de sebo em rama de 8 a
10 arrobas: nos 4 cantos da Boa vista yenda
numero 46 j
no atierro dos AfTugados defronte dovvero
do sr. M.uniz n. 55.
tsr Flores francezas, bieos inglezes lar-
gos e estreitos chapeos de setim seda e
palhinha, tocados de todas as qualidades para
senhoras, e meninas, eoutras muitas galn -
larias por prego cornmoJo : na ra de Agoas
verdes n. 42.
xsr Urna mulata de bonita figura, de 18
annos sadia sem vicios engomara com per-
feigo faz doce cose faz renda e lavarinto,
e cosinha : na ra de Agoas verdes n. 20.
tsr Papis pintados para forro de salas oorn
suas competentes barras fitas e guarniges ,
cortes de lanzinha de novos padres : na loja
de Manoel Gomes Viegas esquina da ra do
Crespo.
tar* Urna casa assobradada no alterro dos
Affogados com 2 frentes por ser de quina ,
tem commodos para duas familias edificada
a pouco tempo muito asseada com porto
ao lado toda envidragada com duas salas ,
cinco quartos cosinha senzala para pretos,
no soto trez salas e trez quartos o sitio
com alguns arvoredos de fructos baixa para
capim um grande viveiro com bastante pei-
xe por prego commodo : na ra estreita do
Rozario n. 31.
er lima escrava de nago de bonita figu-
ra, de 14 annos de idade sem vicios nem
achaques engomma liso cosinha o ordinario
de urna casa e coze alguma couza; procure
no pateo do Hospital do Paraizo ao vollar
da ra da Florentina, no sobrado porcuna
da venda do Nicoiu.
tsr Um escravo de angola de 20 annos sem
vicio algum : na ra larga do Rozario botica
d Barlholomeo & Ramos.
tsr Continua-sc a vender saccas com arroz
pilado vermelho assim como urna rede de pa-
lhinha feita no Para por prego commodo: na
ra do Ara gao venda n. 44.
tsr Aparelhos para cha sendo bule, as-
sucareiro manteigueira e tijela de metal
branco superior bacas de mos e tornei-
ras do raesmo de patente de diferentes ta-
manhos alraofarizes defumadores e escri-
vaninhas de latan seringas de estanto, e de
la to e outras diversas obras de metal la-
lo eestanto, por prego commodo: na ra
Nova defronte da lgreja da Conceigo dos Mi-
litares n. 38.
tsr* Barris pequeos com potassa america-
na barricas con farelo muito novo o velas
de espermacete ; em casa de Matheus Austio
& companhia rua do Trapiche riovon. ib1.
JT Francisco da Silva tem para vender
urna barcaga grande e nova que carrega
para mais de.20 caixas de assucar, quem a
quiser comprar haja de o procurar na rua.
da Cadeia do Recife.
or- Queijos tlamengos grandes da melhor
qualidade possivel a 1200 rs. cevada muito
nova a 100 rs. batatas e passas e todos
os mais gneros por prego rasoavel ; na venda
da rua do Arago que volta para o pateo de
Santa Cruz n. 22.
tsr O Hiate Americano Red Rover ; os
pretendentes dirijo-se a Malhfcus Austin &
Companhia na rua do Trapiche novo n. 18.
tsr Um negro de nago Angola idade 28
annos bonita figura proprio para todo o
servigo: na Boa-vista rua do Arago na ca-
sa que fica defronte do sobrado de dous
andares.
tsr Urna tenda de funileiro com armago
para as obras feilas, c com toda a ferramen-
ta pertencente a mesma oficina na rua Di-
reita ; quem a pretender dirija-se a rua do
Crespo casa n. 10 terceiro andar.
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr Fugio na noite de 2 do corrente um es-
cravo crelo, natural da Freguezia da Escada,
que foi escravo de Joo Aflbngo Ferreir no
engenho Trez Bragos de estatura regular ,
que representa ter de idade 25 annos bem
preto levando vestido caiga de brim branco
tino, e carniza de algodozinho chapeo de
palha tendo urna cicatriz no pulgo da mo
direita ; os aprehensores o podero conduzir
a casa de Antonio Luiz Consalves Ferreira no
atterro da Boa-vista que se recompensar ge-
nerosamente.
tsr* Fugio no da primeiro do corrente an-
no um negro de nome Joaquim e apilidado
na rua pelos outros por Carioca, de nago, al-
tura ordinaria secco do corpo cor preta ,
barbado, cara comprida, com dous dedos de
menos em urna das mos, levando vestido
caiga de casimira velha cor de rap e carniza
de brim com mangas curtas; quem o pegarle-
ve na rua do Hospicio casa junto ao sr. Padre ,
Mestre Laurentino.
Lina venda com poucos fundos e bem------------------------------------------------------
atreguezada com commodos para familia ; | RECIFE NA TYP, DE M. F PE F. =1849
tsr Urna alva para Padre mu rica, bor-
dada de susto e feita em panno de esguio ,
com o bico do raesmo bordado de mais de
palmo de largura, vende-se barato ; urna pi-
pa e urna quartola arquiada de ferro 2
(landrescom seus temos de medidas e funil
de pao do servigo de azeite : as 5 pontas
numero 114.
r Bichas pretas a 480, ditas de Hambur-
go grandes a 800 rs.., e aplicadas a 400 rs. :
na rua das Cruzesaop da Typografia.
tar Taxas de ferro coado a 90 rs. e de
beigo virado a 50 rs. a libra as de ferro ba-
tido sem altcrago em prego moendas para
agoa e animaes, vapores de forga de 3 at 6
cavallos, com moendas proprias ou sem ellas,
formas de chapas de ferro para purgar assu-
car : em casa de Fox & Slodart, rua da Sen-
zala nova n. 1.
Sf Um selim inglez uzado por prego
commodo : na rua do Livrameato n. 25 pri-
meiro andar. .4
tsr Barricas com farinha SSSF no forte
do Mattos no armazem do snr. Mondonga : a
tratar com Francisco Alves da Cunta, na rua
estreita do Rozario n. 13.
tsr Caixoas com muito bons chapeos de
Braga saccas com superior arroz da fabrica
e de vapor, latas com as verdadeiras pitil-
las da familia barris com tinta em massa da
diversas cores bichas hamburguezas mui-
to grandes e tambem se alugao: na rua es-
treita do Rozario n. 13 padaria de Francisco
-Alves da Cunha.
tsr Tres terrenos e as bamfeitorias de
urna padaria cita na rua da Glora perten-
cente a Joaquim Correia da Costa os terre-
nos cito nos lugares seguintes : um por traz
de S. Gongalo com 50 palmos de frente e
200 ditos de fundo e os outros dous forei-
ros, no sitio de Joze Joaquim Bezerra Caval-
canti entre as duas pontes da Magdalena ;
os pretendentes podem entender-se com Ma-
noel Antonio de Jess morador na rua dos
Quarteis D. 5 que se acha authorisado pa-
ra vender; na mesma precisa-se de um cai-
xeiro para tomar conta de urna padaria no
artigo balco e administraga da mesma;
dando fiador a sua conducta.
sr Superior tinta de escrever e livros em
branco de papel almasso de priraeira sorle
com diversas folhas propria para recibo entra-
das e outra qualquer escripia dito de papel
de oan Ja pautado dito de meia olanda tam-
bem pautado tudo por menos prego de que
em outra qualquer parte ficando o annunci-
ante responsavel pelo papel e a seguranga da
encardenago : na rua de Santa Rita nova nu-
mero 88.
^tsr Cortes de chitas finas a 3:000 rs., du-
raque preto a 760, fusto pintado a 320 pa-
o da costa a 400 o cova io fitas de seda li-
zas e lavradas ditas de sinteiro para menino
a 280 rs. brincos imitando aos da moda a
800 rs. o I i ditosa 400 e 600 rs. lindas
pedras de marmore com urna flor dourada as-
sentada em cima da dita pedra para botar em
cima de papis a 1 j cada urna : na loja de fa-
zendas na rua Direita n. 30 defronte do beco
da l'enlia.
tsr Ricos foges, de registo de nova in-
venga chegados ltimamente de inglalerra ,
com todo os seus pertences e machinismos ,
muito proprios para casa de grande familia
em' razo de se poder cosinhar 6 panelas e
um bom forno de ferro repartido muito pro-
prio para assarleiloes,galinhas, pirs, eoulros
mais objectos e sem dar trabalho ao cosi-
nheiro os quaes tem a singularidade de com
um s logo poder-se cosin!;ar o dito fogo ,
que admitte 6 panelas e o forno tudo ao
mesmo tempo, pois o discango asseio e a
economa destes foges merecem toda atcn-
go a qttal tem concorrido muito para a sua
extrago: na rua Nova loja de ferragens n. 25.
tsr* Um ferro de fazer ostias : em fora de
portas penltimo sobrado do lado do nascen-
te antes do primeiro beco n. 137.
xsr Bolaxinha e biscoito doce e agoado a
5120 a arroba e a 200 rs. a libra e recebe-se
encommendas de bolaxinha ingleza bem tra-
balhada e com limpeza : na rua Direita de-
fronte do Terco. .
tsr Taboado de pinho americano e snecia
e por prego muito commodo por se precisar do
armazem em que elle se acha : por traz do
theatro da parte da mar.
tsr Urna negrinha de 12 annos bonita fi-
gura esabe coser: na rua do Vigario ar-
mazem n. 18.
tsr Urna rasa de pedra e cal na povoago
dos Affogados, com Ierra propria por pre-
go commodo: na rua de S Joze n. 40 na
mesma precisa-se de 400,? a premio sobre
bypotheca.


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