Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04811


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Full Text
__

;'"
Annode 1842.
Sexta Fera _
Tuilo eor depende de ni me sitio ; danosia prudencia moderacSo e energa : coa-
.-nenio como principiemo e (eremet apuntado coa dmiraco entre1 NacSaa astil
culus> (Proclemaeio da Aaae'mblea Geral do Iraiil.)
PARTIDAS DOS C0RRE10S TERRESTRES.
f ,'ann P.raib e Rio grande do Norte esnndaa e aeilaa feiraa.
Bonito. eGaranbune, u 40 a 24-
T bo Se' Bn-' e Fl *3 e 8. Sanio Anl3o qainlaa feiraa. Olinda todoa oa diaa.
DAS DA SEMANA.
31 See. jejo1" Qnintino M. And. dj J. de D. da 2. t.
4 Te'?. Fl de lodo o Santo.
i Ou.rt. Commemorscfio dn dafunlo.
3 Ouint Malaquias 1. Aod do juii de D. da 2. .
Snt Orlos BorromeoB And. do J. de D. da V. r.
5 Stb. '. Zc"'- e s I""'' Vl""< ie J- B,P: R#1- Au''- do J d* D- t 3* t:
6 Do. S*""0 B M-
de Novembro. Auno XVIII. N. 258.
O Di.no publio.-.. todo. o. dia. 1. 5o forem S.atinc.do : o praoo da ...irnatar. b.
v iM.nu ___..rt.l ...na diantado O. annuncio. d.a amanante, lio naerido
de -.1 re.P' 12/ "'_ r.lo de o reii po, linha. A. r.c..m.o6e. da,.. ^
&\^aW..-. S *-* W 1^*-.. UJ. d. Un..
Numero 37 OT. ._______________________________________
CAMBIOS no da 5 de novembro. compra venda.
Cambio obr Londra. 57 Nominal.
Par 350 rai. p. franco.
, Liiboa40U por 400 deprimi.
Moada de cobre 3 por 400 de deaconio.
Idas de latr.. da boa. firaat 4 \ a {.
Odro-Moada da 6,400 V. 45,300
> N. 45,00.
da 4,000 8.100
Piara Pataco*. 1,740
Peoe Coloaaaro 4,740
dito Meiicanoa 4,740
. aiud. I,(i20
45.220
45.20
8JI0
4,760
1,760
1,760
4,640
Preamar do dia 4 de Novembro
' 1i boras li aa. da aan*>i.
4.
i. milis (i ai. a. ---.
5. a <> hora r 30 m. da tarde.
PHASES DA LDA NO MEZ DE NOVEMBRO;
Loa Nora a 2 4 bora e 49 a. da l.rd.
Quert. oraio. La. baia 48-- a 1 bora a 40 a. d. m.nh.
Qaarl, ainR. a 25 4. < bor.* 42 a. da manli.
> I 4 RIO E P E R 1\ \ IIR E O.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 25 DO PASS.VDO.
Olicio Ao Exm. Presidente, dando-
llie os esclarecimentos que pedir em sen dis-
pacho de 18 do correte acerca do guard.i
Fidelis Joze da Costa da torga destacada em
<01inda.
Dito Ao lente coronel commandante
interino da fortaleza do Brum comniuniean-
do-lhe que 'o brigua Ingtoz = Ann = fro-
tado para o servico de S. M. B. deve ser con-
siderado como transporte o santo da ob-
servancia dos regulamentos a que esto su-
jeitos os navios mercantes em quanto esti-
ver empregado no referido servico segundo
determinou o imperial aviso expedido pela
repartic/to da marinha ao Exm. Sor. Presi-
dente desta provincia, em data de 6 deste
mez.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
aQm de mandar fornecer o azeile necessario
para a illuminagao do quartel do Hospicio ,
no correte mez ; cuja falta de fornecimen-
to se tornado sencivel', e dispendiosa ao
bat'ilhao ali aquartelado.
Dito Ao delegado supplente do termo
do Bonito _. devolvendo-lhe os recibos que
enviara com seu oflicio do primoiro do corren-
te fim de serem reformados e significan-
do-lhe que a dispesa feita com os recrutas,
devia ser paga pela collectoria do lugar ou
pela thosouraria precedendo ordem do
Exm. Sor. Presidente, a guem devia remet
ter a conta legalisada de tal despesa.
Dito Ao lente coronel commandante
do batalho de infantaria de guardas nacio-
naes destacado pedindo-llie ioformages a
respeito da prisao do furriel Jofto Pereira Pin-
to feita oa noite de 25 por un ollicial do
corpo de polica, cujo furriel tora entregue ao
commandante da guarda que se acliava posta-
da na igreja de Santa Thercza.
Dito Ao mesmo communicando-lhe ,
que o batalbo terceiro da guarda nacional
deste municipio devia dar para o batalho
do sen commaodo 20 pracas e nao 30 co-
mo anteriormente eslava determinado.
Dito Ao lenle coronel eommandante
interino do 3. baUlbo de d'artilheria a p ,
exigindo a remessa da f d'olicio do segundo
tenenle ( boje ,, ) Joao Mai inho Cavaleante
d'Albuquerque.
Dito Ao tenenle coroiH commandante
do batalbo provisorio dizendo-lbe que a
tbesouraria se passara ordem para mandar
satisfazer os objectos que sao necessarios ,
para com deceocia s^r administrado o Sagra-
do Viatico aos enfermos do hospital regi-
mental.
Portara Ao lente coronel comman-
dante do batalho provisorio mandando de
or.iem de S. M. o Imperador conimunica-
da em aviso da repartido da guerra datado
3 Jo correte e ollicio da presidencia de 24
dar baixa aos soldados Joze Manuel de Paula,
Crispim Teixeira Menies Manoel Ignacio
Ferreira de Lima e Manoel Augusto de O-
liveira todos julgados incapazes do servico ,
em nspecgo da junta de saude de 30 do agos-
to ultimo.
Outra no mesmo sentido ao major com-
mandnnle da companbia de arliices man-
dando dar I) uxa aos soldados Joo iiomo de
Souza o Manoel Rodrigues Pinheiro.
Dita Ao lenlo coronel Coii.maiidante
do batalho de infantaria de guardas nacio-
naes destacado mandando excluir do mes-
mo o caco de esquadra Fernando Antonio
Sarment Maya que so offoreceo para servir
no batalho provisuiio de linlid.
Dita -- Ao tenenle coronel commandante
do batalho provisorio mandando receber
como praca voluntaria do mesmo o paisano
Fernando Antonio Sarment Maya.
REPARTIQO DA POLICA.
Parte das occorrencias dos das 30 e 51 do
Outubro.
0 commandante geral participa que no dia
30 do mez p. passadj fora preso pelo inspec-
tor do lG. quarteirodo Recito ordem do
subdelegado respectivo, o paisano Antonio
da Rocha Compasso por dar com urna ben-
gala em um soldado do corpo policial ; que no
dia 31 do mesmo mez toro igualmente presos,
pelo tambor da 6." companbia do batalho de
guardas nacionaes destacado, o portuguez Jo-
s de Souza Carneiro, por ter espancado a urna
preta torra ; e por um soldado do corpo poli
cial o paisano Jos Soarcs Pereira Lima, o
qual aobava-se erido na cabega e era per-
seguido pelo clamor publico como ladro :
toi recolnido cadeia.
0 delegado do termo do Breio, tambem par-
ticipa que at o dia 16 do sobredito mez de
outubro n3o occorrera novidade no dito ter-
mo oque consta do ofllok) com data de 16
do p. passado.
EXTERIB.
PORTUGAL.
ANNEX0 C.
Reeulamento relativo ao tratamento (los
negros libertos.
artigo \.'
0 objecto e fim da letra e espirito deste re-
gnlamento assegurar aos negros e outros
libertados em virtude das estipulacs do
tratado a que este regulamento est annexo
( com a marca C) bom tratamento perma-
nente e urna plena e completa alforria na
conformidade das humanas intenses das al-
tas parles contratantes.
Anigo 2.
Logodepois que a seotenga de condemna-
Qodeuma embarcago, aecusada de estar
implicada no illicito trafico da escravatura ,
tive sido profunda pelas commissoes mixtas,
estabelecidas em virtude do tratado a que este
regulamento est aonexo todos ps negros ,
ou outros que estiverem a seu bordo e
que torem trazidos para elle com o lim de se-
rem reduzidos escravido sero entregues
ao governo a que pertencer o cruzador que ti-
ver feito o apresamento.
Art' Os oegros assim libertos, e entregues a es-
se governo sero postos debaixodo cuidado
e superintendencia de urna junta composta de
dois membrosou commissarios autorisados ,
a convocar um terceiro quando se deem as
circunstancias abaixo especificadas.
^aquellas colonias ou possesses de SuaM.
F. aonde em virtude do tratado a que es-
te regulamento est annexo houverem de
residir as commissOes mixtas, sero as juntas
de superintendencia des negros liberto com-
postas dos governadoresdas ditas collonias ou
possesses e dos commissarios britnicos
das ditas commisses mixtas ; e quando os
commissarios britnicos estiverem ausentes ,
eoto os arbitros britnicos das mesmas com-
misses mixtas tomarn asenlo, em logar
dos commissarios as juntas de superinten-
dencia dos negros libertos.
Naquellas colonias ou possesses de Sua M.
B. aonde em virtude do presente tratado,
houverem de residir as commisses mixtas ,
sero as juntes de superintendencia dos ne-
gros libertos compostas dos governadores da-
quellas colonias ou possesses, e dos commis-
sarios porluguezesdas ditas commisses mix-
tas ; e quando os commissarios portugueses
estiverem ausentes enlo os arhitros porto-'
gue/.es das mesmas commiss*s mixtas toma-
ro assenlo em lugar dos commissarios ,
as juntas de superintendencia dos negros li-
bertos.
Os diferentes membros das juntas de supe-
rintendencia antes de entrarem no exercicio
das suas respectivas funcQ^s dfvero pres-
tar juramento porante o principal magistrado
do logar, cargos sem favor ou parcialidad na con-
formidade da verdadeira iutenQo e nlelgjts
cia deste regulamento.
Artigo i."
Para melhor levar a efivito o fim que se tem
em vista no presente regulamento ser es-
colinda e nomeaeja pela junta de superinten-
dencia para obrar debaixo da su directjo ,
com o titulo de curador dos negros libertos ,
urna pessaa de conhecida probidade e huma-
oidade que podr com autorisaco da juo-
ta empregar as pessoas que sejo necessa-
rias psra a coadjuvarem no cumprimento dos
seus deveres.
O curador, assim nomeado devora an-
tes de comegar a exercer as funeces do seu
cargo, prestar perante a junta de superin-
tendencia um juramento nos seguintes ter-
mos :
Eu A. B. juro solemnemente que hei de
proceder, como melhor souber eenten-
<( der, fieleimparcialmente no desempenho
do meu cargo, e que me hei de portar com
devi lo respeito para com a autoridade da
<( junta de superintendencia dos negros li-
bertos a que estou ligado.
Assim Dos me ajude.
Artigo 5.*
0 curador dos negros libertos dever assis-
tir pessoalmente entrega que se lizer dos
negros pessoa encarregada pelo governo de
os receber, depois de proferida a sentenca
de alforria c,omo se especificou no artigo 2.
deste regulamento.
Quando os negros forem entregues ao go-
verno como cima se disse dever o olfi-
radas em urna escriptura ou instrumento que
se ha de celebrar com todas as fomalidades-
entre quem os tomar de soldada e a dita-
junta.
Esta escriptura ou instrumento ser feit*
em duplicado mpressa e nao escripia ;
fieaudo urna copia della em poder de quem os
lomar de soldada e a outra em poder da jun-
ta debaixo do cuidado do curador.
Quando as quantias por duas ou mais dif-
erentes pessoas oftorecidas do soldada por
a m negro torem
i'iiaes
dar-se-ha prefe-
cial que os receber passar recibo delles em o-
riginaes duplicados que assignar e em
que declare o numero dos de cada sexo.
Um destes recibos originaes ser dado
pessoa anteriormente encarregada dos lie-
gos e o outro ser dado ao curador que o
depositar na secretaria do registo da com-
misso mixta que sentenciou o caso da em-
barc.iQo em que os negros foro capturados.
Ao lempo em que se fizer a entrega dos di-
tos negros ao governo pela maneira cima
mencionada sero elles inspeccionados com
miudeza pelo curador que pora a cada um
seu nome o qual lngara em um livro que
iotitular =a Registo dos negros libertos = e
que para esse fim deve haver na secretaria da
juota de superintendencia ; na frente do no
mese far a descripeoda pessoa, da sua i-
dade provavel e signaes corpreos e de
quaesquer particularidades que se posso ve-
rificar acerca da familia e naco de tal negro;
bem como se lancar o nome da embarcado
em que toi capturado.
Cada negro ser enlo marcado na parte su-
perior do braco direito cornilm pequeo ins-
trumento de prata que ter por divisa um
symbolode liberdade.
Artigo 6.
A junta de superintendencia dever ento
fazer constar pelos papis pblicos a sua in-
tcneo de por a aprendizes os negros libertos,
e passados sele das depois de feito este anun-
cio ter logar o assoldadar ou dar para a-
prendizes os negros em leilo publico ou
propostas particulares como se julgar me-
lhor ; sendo ento distribuidos os negros pe- lados,
las pessoas que os tomaretn de soldada com i
rencia pessoa que se encarregar de empregar
esse negro como ollicial mecnico ou como
creado de servir.
A'ligo 7.
O tempo de servicia que os aprendizes ho
de estar obrigados dever ser de sele annos
para todos o< negros que ao tempo de se
assoldadarem, tiverem mais de treze annos de
idade ; porm tres desses sele annos podero
depois ser perdoados a arbitrio da junta ha-
vendo recommendaco do meslre e provas
de que o aprendiz he capaz de ganhar urna
subsistencia honesta e he merecedor de tal
indulgencia.
O servido como aprendizes daquelles ne-
gros que ao tempo em que se assoldadarem
tiverem menos de trez annos de idade de-
ver continuar ato aos vintus annos ; sujeita
adiminuigo desto praso ao arbitrio da junta,
havendo-se dado as devidas provas de que o
aprendiz he merecedor de tal indulgencia ; o
capaz de se manter a si proprio.
Artigo 8.
Quando se confiar ao mesmo meslre mais de
um aprendiz haver cuidado em escolher
para esse fim os que forem da raesma naco
Africana e se fr possivel da mesma familia ;
nao sendo em caso algum separado de sua mii
o filho ou filha que tiver menos de quatorze
annos de idade ; e antes devendo ir sempre
de aprendiz com sua mi, para o memo mes-
tre. *-
Artigo 0.
O nome e morada do mestre juntamente
com o nomo e situago da fazenda ou casa a-
onde o negro liberto tiver de residir deve-,
rao ser inseridos em frente do nome do negro,
na sua escriptura ou instrumento.
Artigo \0.
Nenhum negro sera dado de aprendiz a
mestre algum que resida a mais de vinte mi-
Ihas ingleziis do lugar em que estiver estab-
lecida a commisso mixta que o libertara e
se algum mestre a quem um negro seja dado
de aprendiz mudar depois de residencia ,
exigir-se-ha que assim o participe immedia-
tamente ao curador.
Os aprendizes devem sempre residir na-
quella designada fazenda ou casa do mestre ,
que estiver registrada como situada dentro da
supramencionada distancia do logar aonde se
adiar estabelecida a commisso mixta.
Artigo 11.
A pessoa alguma se confiar um ou mais ne-
gros libertos sem que prove junta que
possue abundantes meios para empregar ,
manter e sustentar o dito negro ; ou ne-
gros ; e sem que se obrigue debaixo da
multa de oitenta duros por cada negro, a que
as condices porque o recebe ho de ser exac-
tamente cumpridas.
Artigo 12.
0 mestre se obrigar a pagar a somma es-
tipulada pela soldada de cada aprendiz : e se a
ioiportancia della houverde ser paga por urna
vez, poder o curador exigi-la antes de o
assoldadar ; e se houver de ser paga peridi-
camente poder exigi-la em quarteis adian-
Arliro 13.
>
as condices e estipulaces abaixo menciona-
das que sero publicadas ao lempo du leilo
ou das propostas ; assim como sero iacorpo-
0 mestre se obrigar:
Primo. A que o aprendiz ser mantido
com aumentos sadios e abundantes ; e ser


&
2
prvido com o vestuario quo fr usual segundo
ocostumedo l'aiz.
Si-cundo. Quo sari instruido as verda-
des da reiigio chrisl a fim de poder s>r
baptisado antes de expirar o segundo anuo do
s!u lempo de aprendiz.
Tertio.Qurt sor vaccinado o mais de-
prossa possivel depois de haver sido entregue
ao cuidado do mestre ; e que as suas moles-
tias ter a convenicntn assistencia do faculta-
tivo e ser tratado com o devido cuidado e
atlencAo ; e no caso >\o fallecimeni que
ser decentemente enterrado cusa do dito
inestre.
Quarto. Que se entinar ao aprendiz al-
guma oceupa^ao til ou que ser instruido
m Uum commercio ou oflieio mecnico
por onde lique habilitado a poder mtnter-so ,
piando tiver espirado o tempo do seu ser-
vico.
Quinto. Que quanJo nascer um filho de
alguma aprendiz far o mestre immediata-
mente participaos desse acontecimento
junta de superintendencia a fim de que si-
milhante fado seja devidamente registrado.
Sexto. Que o biptismode urna crianza
nascida eni taes circunstancias ter logar den-
tro de tres mezes depois do seu nascimento
a que oseuestado de liberdade, ser declarado
no assentode baptismo; mas que a dita enan-
ca ficar com sua mi. at que esta acabe o seu
tempo de aprendizado, e ser sustentada i'
tratada pelo mestre delta, do raesmo modo que
um aprendiz.
Artigo H.
Nenhum mestre ser authorisado em caso
algutn a trespassar a outro mestre o seu a-
prendiz negro sem psrmissAo especial e por
escripia da junta e se o mestre houver de
sabir do pa ou tiver de mudar a sua residen-
cia para urna outra parte situada alm dos li-
mites cima prescriptos para as pessoas que
tem aprendizes ; ou se vier a achar-se to
transtornado de fortuna que se veja obrigado
a deixar o seu estabeleciment entilo e em
cada um destes casos dever elle particpa-
lo junta qual levar e entregar os seus
aprendizes que sero por ella recobidos ,
dados depois a outro mestre pelo resto do
tempo que tiverem ainda de servir dobaixo
das mesmas condices anteriormente impos-
tas ao primeiro mestre. Em caso nenhum
porm ser permitido ao mestre entregar o
seu aprendiz a alguma outra suthoriJade que
nao seja dita junta ou ao curador sujeito
s ordens della.
Sealgum aprendiz fr culpado em crimes,
que o tornem sujeito s penas das leis do
paiz, ou fr culpado de habitual embriaguez,
insubordinaco, deliberado desleixo, ou des-
truico da propriedade de seu mestre ., pode
este em tal caso traze-lo perante a junta de
superintendencia : e provando-se os factos ,
ter a dita junta a faculdade de invalidar as
escripturas.
Artigo io.
Se algum aprendiz 'ugir dar oseu mes-
tre immediata informando disso ao curador ,
o qual proceder logo a urna investigarlo
summana do facto, para conheciment da
junta de superintendencia. Qualquer mestre
a quem se provar que dispz indevidamente
de algum aprendiz do qual tenha dado parte
de ter fallecido o! de se ter escondido pa-
gar de multa a soturna de trezentos duros.
A metade desta multa Sfia paga ao denunci-
ante e o resto ao curador para ser posto
dispoii$i> da junta paraos fins abaixo in-
dicados.
cer que olla foi natural notar este facto no
registro.
S< a cansa da mirto fr uvidosa, ou se e
eonhecer que ni o foi natural dever entAo
interrogar os outros negros e os outros ha
hitantes da casa e tom ir outras quaesquer
medidas que parecer necesarias para verifi-
car as circunstancias do cas : ese houver
motivo para suspeitar que a moito do dito ne-
gro foi occasionada por violencia indevido
trartamento ou culpavel negligencia usa-
r dos meios convenientes para fazer compa-
recer o culpado perante os tribunaes do paiz.
A>tio 17.
Se o mestre de qualquer aprendiz violar al-
guma destas condices, impr-se-lhe-ha urna
muleta, que nao ser menor de cincoenta du-
ros nem exceder a cem metade da qua
ser para o denunciante e a outra meta-
de ser posta disposicAo da junta de su-
perintendencia, para os fins ab-iixo indicados.
No caso de algum excessivo man tracta
ment da parte do dito mestre para com o
seu aprendiz alm do mesmo mestre pagar
a sobredita muleta perder se a junta de
superintendencia assim o julgar conveniente,
todo o ulterior direito ao servico do aprendiz.
o qual ser tirado desse mestre e dado a
outro pelo rosto do tempo que Ihe faltar de
aprendiz.
Artigo 18.
Se o mestre de um aprendiz fallecer o
seu herdeiro ou a pessoa a quem se devol-
ver a posse de tal aprendiz dever dentro
de quatro dias depois do fallec ment do di-
to mestre, participar esse.caso junta de su-
perintendencia : cumprindo junta expedir
immediatamente ordem ao curador para tra-
zer perante ella o aprendiz e piando este
Ihe fr apresentado o dar a outro mestro
debaixo das condices eslabelecidas.
Se o herdeiro, ou a pessoa em cujo poder
estiver o dito aprendiz se descuidar de par-
ticipar o fillecimento do mestre dentro de
quatro dias dever pagar um duro por dia
por cada aprendiz negro pertencente ao tal
mestre fallecido ate1 que tenha feito entrega
delles todos sobredita junta ; e ficar alm
disso sujeito s outras penas applicadas fal-
la de cumprimento das condices eslabeleci-
das neste regulamento.
Artigo 19.*
Se algum negro liberto fr tomado para a-
prendiz.ou assoldadado por conta do governn,
dever aescriptura conter a respeito do dito
negro as mesmas condices,e estipulaces que
cima se prescreveram para os casos em que
elle fr dado de aprendiz a um individuo par-
ticular.
Artigo 20."
Ser permittido aos negros libertos a ar-
Arligo 16.
Se algum aprendiz rohlr doente dar dis-
i o mestre inmediatamente parle no cura-
dor a fim deste. ou um dos seus ajiidantes.
poder ir ver o dito aprendiz e participar a
junta a natureza da sua molestia e a maneira
por que elle tratado. Se um aprendiz fal-
lecer dar-se ha disso immediatamente par-
te ao curador a fim do que este, ou um dos
fcteus nju Jantes, possa ir verificar que o negro
Metido, eraopreprio e verdadeiro aprrn-
bitrio da junta de superintendencia ( quand<>
se tiver verificado que previamente se obtiv-
ra o livre consentimento delles) assentar pa
ca desoldados ou marinheiros as Lrcas re
guiares de mar ou de trra do estado em
cujos territorios tiverem sido emancipados.
A junta ern tal caso tomar cuidado em cer-
tificar-sede que os negros entendem e conhe-
cem perfeitamente a natureza das obrigacoe.'
que contrahem por assim alistaren).
O governo em ujo servico os negros se
alistarem assignar um recibo delles que
ser entregue ao curador ao tempo do alista-
ment ; e a junta tomar medidas para asse-
gurar que a pipila e permanente alforria de
taes negros Ibes fique salva segundo o verda-
deiro espirito deste regulamento.
Artigo 21 ."
.se
.la
i/ riesen pin como tal no registro. Para es-
te fim dever o curador ou oseu ajudante
fazer as pesquizas que julgar ecessarias .
klerftjandf> os habitantes da casa emqueo
ntgro falleceu, os visinhos ou outras quaes-
quer pessoas ; e lomando quaesquer outras
medidas que entender precisa para o habili-
tar a verificar a verdade de maneira que o
enterro do negro quo deve ser custa do
mestre, possa ler lugar sem maior demora.
l'in relatorio suminario do resultado destas
pesquisas sei depois lavrado officialmente
peio curador, e entregue sem demora
junta.
O curador Jepois de fer indentificadoocor-
po de qualquer aprendiz que tiver fallecido ,
indagar a causa da sua morlc,e se so confie-
Aquelles negros libertos que nao forem pos-
tos a aprendizes, o* que se nao afistarem as
forcas de mar ou de trra do estado a que per-
tencer a colonia ou possessAo em que estive-
rem, ou cujas escripturas vierem ficar sem
effeito ou a ser invalidadas ficaro a cargo
do governo da dila colonia ou possesso : e
serao conservados dentro do espiro de vinte
milhasdo logar onde residirem as commis-
soes mixtas.
A desppza feita em manter o sustentar os
ditos negros estar a cargo do governo da co
lonia ; ficindo elle? porm debaixo do cuirii-
do e superintendencia da junta e do curador \
osendo-lhes applicavel o presente regulamen-
to a todos os res pe i tos excepto no que toca a
estarem por aprendizes.
Artigo 22.
O curador pnrurar explicar a cada t\e-
gro por meio de um interprete a natureza
de qualquer contracto em que elle entre ; e o
prevenir de que se em algum tempo for mal-
tratado por sus mestres se deve queixar ao
curador ou junta de superintendencia dos
negros, libertos
J Ii'/vn O**
s. UgO -.
Sera da obrigago do curador ou do seu a-
judante, visitar ao menos urna vezem cada,
trimestre, todos os lugares onde estiverem
alguns negros libertos debiixo da superinten-
dencia da junta: devendo examinar e inspec-
cionar todos ps ditos negros receber suas
queixas, e fazer indagac/es cerca dellas pa-
ra descobrir a verdade e investigar quaesquer
abusos que possam prejudica-los ; cumprin-
do-lho tambem Inquirir da conducta geral
delles.
O curador levar depois ao conhecimento
da junta todas as queixas dos ditos negros, e
qualquer quebrantamento das condices e es-
tipulacfips do contrato em virtude do qual es-
tiverem servindo; e em lodosos casos de bem
fundada queixa, usar a junta dos meios con-
venientes para que se Ihes faca justiQa.
As inspecces cima prescriptas na"o se de-
verao fazer em periodos determinados mas
em tempo certo e inesperado.
O curador dar tambem parte junta em
cada trinestre do estdo em que achar os
negros libertos; e a sua participaejio ser lan-
i;ada em un livro que haver para esse fim
com o titulo de= participaces docurador=
e que deve estar depositado na secretaria da
junta de sorte que recorrendo-se a elle se
possa fcilmente saber a occunacAo e compor-
tamento de todos os negros libertos.
Artigo 24.*
Todos os actos praticados pelo curador, jun-
tamente com urna expsito de todos os fac-
tos que successivamente chegarem o seu co-
nhecimenloa respeito dos negros libertos, se-
ro logo communicados junta de superin-
tendencia nao devendo elle instaurar proce-
dimento algum nem dar qualquer passo a
respeito dos ditos negros sem conhecimen-
to e authorisacao da junta.
Artigo 25
O curador receber todas as quantias que
houverem de se pagar pelas soldadas dos a-
prendizes e todo o dinheiro precedente das
multas em que incorrerem os mestres, o dar
de ludo conta junta dt> superintendencia.
A importancia total dever ser pplicada
para os fins abaixo indicados.
Artigo 26,
Qnando tiver expirado o tempo presen pto
para o servico de algum aprendiz dev?r c
curador, debaixo das instrueces da junta de
superintendencia notificar o dito aprendiz
juntamente com seu mestre para comparece-
rera perante a mesma junta qual o mes-
tre entregar ento a escriptura do negro re-
cebendoesta junta urna certidao em que de-
clare que completou oseu tempo de aprendiz,
e tem jus a todos os direitos e privilegios de
urna pessoa livre.
0 curador ter cuidado em que essa certi-
dao seja legalisada e registrada conforme a
pratica do paiz.
Artigo 27."
A junta de superintendencia ter authori-
dade para admoestar o curador e qualquer
outro empregado subordinado mesma se
algum delles deixar de enmprir fielmente
seu dever podendo a junta demilti-los. se as-
sim o julgar necessario e nomear-lhes suc-
cessores
Artigo 2V
Os nrocessos necessarios para as cobranzas
las quantias que m mestres deverem por con-
ta das soldadas dos aprendizes e para a exi-
gencia do pagamento dasdiffcrentee mullas e
penas pecuniarias cima impostas; sero ins-
taurados nos tribunaes competentes do paiz
onde as respectivas juntas de superintenden-
cia residirem e serao proseguidos a requisi-
co da junta. '
As cusas de taes processos sero pagas co-
mo abaixo se menciona; e as altas partes con-
tra tu rites se obrigam por este Artigo a conce-
der ( dentro de seis mezes contados da troca
da ratificacao do tratado a que este regula-
mento est annexo ) a authoridade e poderes
necessarios aos tribunaes do paiz onde as res-
pectivas juntas de superintendencia estilo ps-
tabelecidas para tomarem conhecimento das
aeges que para a devida Pxacucao deste
regulamento forem intentadas perante os di-
tos tribunaes, a requisicAo das juntas ; de
sorte que se cobrem as multas cima mencio-
nadas e se exija a entrega do dinheiro refe-
rido sendo feito o pagamento da sua impor-
tancia pessoa designada por este regulamen-
to para a n-ceber.
Artigo 29
O dinheiro procedente das soldadas dos ne-
gros libertos e das mullas em que incor-
rerem os mestres ser depositado pelo curador
em um cofre de tres chaves das qnaes cada
comrnissario da junta de superintendencia
guardar urna e o curador outra. O cura-
dor depositar por este modo as diversas quan-
tias logo que as receber dando antes urna
regular entrada dellas em um livro destinado
para esse fim.
Ester dinheiro ser appcado da seguinte
maneira saber : urna porcao delle ao
arbitrio da junta de superintendencia ser-
vir para pagar os ordenados do curador e
dos ou tros o.ulciaes em pregados debaixo das
ordens da junU ; da porc^ao restante se applj.
cara o que for preciso para.pagar as deapezis
ffitas orn demandar os mestres pelo quehrari-
lamento das condices e estipulaces dos
seus contratos ; e tambem para pagar as ou-
trps despezas ocasionadas para levar a eUfeilo
este regulamento ; e o saldo que sobrar se
o houver, ser e mpregado ao arbitrio da dita
junta em prou, over as eommodidades e
orosperidade dos negros libertos durante
o tempo do seu sel vigo ou depois delle a-
cabado e especrafm ente em premiar aquel-
les que bem se copdu;'''*em.
As cuntas destas Ain, ''eiros e da maneira
porque houverem sido despendidos sero
no fim de cada anno KriU s efn duplicado pelo
curador ; e depois de e*sn niadas e approva-
das pela junta ser um do < ditos duplicados
transmitido por cada coran osario ao gover-
no por parte do qual estiver a brindo
Se os fundos nao forem sofl mentes para sa-
tisfazer as justase necessarias r equisiges tej-
as para os fins exigidos ser oqw. faltar
suprido em partes iguaes pek*' dous go-
vernos.
A rugo 30.
No caso de s? excitar alguma coi. 'troversia
entre os dous sobreditos comrnissario* ^a Jun-
ta a respeito da nomeaco de algum offieial
seu subordinado ou acerca de algum outro
objecto relativo exeeuQAo deste regularm ntf
se a tal controversia occorrer em urna cok fM*
ou possessAo porlugueza convocar a jon l
a pessoa que nessa colonia ou possessAo s*m -
vir de arbitro Brit milico na commisso Mixta
segundo o tratado; ese ocaso tiver logar
em urna colonia ou possessAo Rritannica .
convocar entAo a junta de superintendencia.
a pessoa que nessa colonia ou possessAo servir
segundo o tratado ; a fim dt> que a junta de
superintendencia dos negros libertos assim
formada sendo com posta dos dous com mis-
sanos e de um arbitro decida pluralidade
de votos todos esses pontos de desavenga.
Nao ser permiltido aos membros da jun-
ta de superintendencia nem a qualquer olli-
cial seu subordinado, pedir ou receber de
pessoa alguma salvo como neste regulamen-
to se especifica emolumento algum debaixo
de qualquer pretexto que seja pelo desempe-
nho dos deveres que Ihe sao impostos pelo
presente regulamento.
Aittgo 31
Nenhuma cousa que se contenha neste re-
gulamento se entender sentar qualquer
negro liberto da suji'icao em que est como
homem livre de que se proceda contra elle
por qualquer crime que cometa ( excepto
como neste regulamento se providenciou )
contra as leis do paiz onde se achar. Em to-
dos os casos porem em que se imputar urna
ofTensa contra essas leis a um negro que es-
teja debaixo do cuidado da sobredita junta de
superintendencia ellas Ibes sera o applicadas
como a um homem livre.; devendo o cura-
dor pessnalmente ou por meio de alguem-
responsavel que para esse lim tenha dipu-
tado snr presente nos tribunaes de justica
do paiz para que sh faga jusliga ao negro.
Artigo 32. c
Estipulou-se mais, com o fim de evitar
desnecessaria multiplicaco de palavras que
ludo quantos' contem as disposices cima
prescriptas, que seja applicado aos mestres,
se entender como applicavel igualmente as
mestras e que ludo que as dilas disposi-
ces a respeito dos negros e aprendizes e
applicado ao sexo masculino e numero sin-
gular ser entendido como applicavel igu-
almente ao sexo femenino e numero plural,
salvo se urna tal intelbgencia for expressa-
mente opposta a qualquer outra disposicAo
deste regulamento.
A Higo 53.
Este regulamento ser inserido na gazeta
ou jornal offieial dos paizes cujos soberanos
sAo partes contratantes deste tratado e tam
bem na gazeta ou jornal olicial do logar onde
se estabelecerem as respectivas commissoes
Mixtas ; e os governos dos ditos paizes con-
ferirao referida junta de superintendencia
dos nugros libertos aos curadores e a seus
ajudantes subordinado* aquellas junta, a
authoridade necessaria para que as mesmas
juntas, curadores e olieiaes que respecti-
vamente servirem debaixo das suas ordens
possam cumprir os devores n exercer os po-
deres que por este regulamento Ihes sb con-
fiados.
*>
Artigo
34
Se para o futuro parecer necessario adop-
I


5
itf rliMit W'iSS
tar novas medidas, em consequencia d se ha-
verem tornado i neicazes as estabelecidasneste
Aanexo, convein as altas parles contratantes
jne consultar entre si, e ajusfar, oulros meios
mais appropriados a obler campadamente o
bosque Um era vista.
Oj plenipotenciarios abaixo assignados ,x na
eonformidade do artigo 11. ,i0 trata.de por el-
Jes assignado B(B8te dia tres de Jiilhe de mjil
oitocentos quarenta e dous couviciarn em
quu o procedente regulam l.ac quat.ro urti'-ros ser annexado ao dito tra-
tado e considerado como parta integrante
i el le.
Aos tres dias de Jullm de mil e oitocen-
tos e quarenta e dous.
( L. S. ) Duque de Pal mal la
ARTIGO ADDIUONAL.
yfo Tractado concluido entre Portugal e a
Gram-brelanha para a abolic~i> do tra-
fico da escravatura aos tres das do mez
ti':; Jullio do Auno do Nascimento do Nos-
ao Serthor Jess Quisto de mil' oitoccntot
tiia>cnla e dous.
Gimo o objecto doste tratado e dos tres
Anuexos quu forman) parte delle nao ou-
tro seno prevenir o trauco da escravatura ,
sem prejudicar a respectiva navegado mer-
cantil das duas nagos : e co no este frau-
dulento trauco feito da costa d'Africa aonde
a coroa de Portugal tem timbera extensas
possessoes coloniaes as quaes sfl faz com-
liiercio licito que importa segundo o es-
pirito desle tratado promover e |proleger ;
as altas partes contratantes animadas dos
niesmos sentimenloi concordan) era que se
para o futuro parecer necessario a qualquer
l'tdlas adoptar novas medidas ou alterar a!-
gum dos regulamentos oxecutivos para con-
seguir o dito benfico fim ou para obviar al-
guma imprevista inconveniencia SobrediU
navegaciio ou comm -rcio licito que a ex -
periencia t"iilia dalo a conhecr en) onse-
quencia tlti se terein acijado ine'Ticazes ou
prejudiciaes os esl.ibe.'eci los n-ste tratado e
nos seus A anexos ; as lilas altas partes con-
tratantes se comprme! tom a c insultar entre
si sobre o fim de mais completamente conse-
guir oobjeclo proposto.
O presente artigo a ddicional ter a mesma
forga e vigor como se estivesso palavra por
palavra no tratado assignado uesta data : e
ser ratificado c as ratificagde* trocadas no
termo de dous mezes contados da data da sua
assignalura ou mais cedo se for possivel.
Em testemunhodeque os plenipotenciarios
respectivos o assignaram e firmaran) com o
sello das suas armas
Feito era Lisboa aos tres das de Julbo de
mil oitocentos quarenta o dous.
( L. S. ) Duque de Pa/mella.
E sendo-me presente o mesmo tratado, cu-
jo theor fica cima inserido, e bem visto,
considerada e examinado por mim ludo o
que Delle se contera, e nos tres Anuexos e
artigo addicional, que l'azem parle do mesmo
tratado tendo ouvido o consellio destado ,
o ratifico e confirmo em todas as suas partes;
a pela presente o dou por lirme e valido para
liaver de produzir o seu devido eleito pro
metiendo em F de Palavra Real observa-lo e
cumpri-lo inviolavelmente e faze-lo cum-
prir e observar por qualquer modo que possa
ser. Em testemunbo e firmeza do sobredito
Jiz passar a presente carta por mim assi na
da passada com o sello grande de minbas
armas ereterendada pelo raen consellieiro ,
ministro e secretario destado abaixo assigna-
do. Dada no palacio de Cintra aos vinte e
nove dias dome/, de Julbo do Anuo do Nas-
i'iini-nio le Nosso Senbor Jess Christo de
nal oitocentos quarenta e dous.=RALNHA=:
( COU1 Guarda .=:uque da Tcrce'ua
Tratado para a bol cao do Irnfico da
esclavatura.
MEMOKANDl'M
Fica claramonto entendido enlre o Duque
le Palniella por parle de Sua Magestade
Fidelissima Lord lloward do Walden, por
partede Sua Magestade Britannica que si-
multneamente com a troca das ralificacoes
do tratado fiara abolicao do trafico da escra -
vatura por elles assignado na data de tres
do Joltio de rail oitocentos quarenta e dous ,
ser promulgado nos dominios de Sua Mages-
tade Fidelissima um decreto estabelecendo as
penas que deven) ser impostas sobre as pes-
soas implicadas no trafico da escravatura, de-
clarando pialaria pido artigo 15. do dito tra-
tado ; e que o acto do Parlamento que au-
thorisou a pro eder contra o trafico da escra-
vatura se tornar nuil de nenhum efTeiio
peld que diz refpeito ; itandeira Portugueza.
Lisboa 5 de Julbo de 18 12.
Duqne de Palme/la.
( Diario do Governo. )
NECROLOGA.
Mariture linquenda tellus ,
el domus, et placens uxor.....
A 2o de margo de 1781 e na cidade de
' ngola nasceo o snr. Euzebio de Queiroz
Goutinho da Silva filbo legitimo lo doutor
Domingos Placido da Silva e Je D. Helena de
Queiroz Coulinbo da Silva pessoas as mais
distinetas d'aquelle reino. Apenas na idade
de 10 anuos foi o snr. Queiroz enviado por
seus pas a Portugal para frequentar os estu-
dos primarios e depois formar-as em direito
na academia de Coimbra onde distinguido
por sua conducta e premiado por louvavel
pplicacb concluio a sua formatura dentro
do lempo indispensavel e foi logo nomeado
juiz de fra de Braguella passando successi-
vamente a oceupaf os logares de ouvidor em
Angola e depois no Sarro do Fri, da pro-
vincia ile Minas de desemhargador de Per-
namhuco e de chanceller na cidade da B ihia ,
d'onde foi chamado por espontanea escolba
do Snr. D. Pedro 1., para oceupar na
formacao do supremo tribunal de Justina o
logar do conselheiro que exerceo at a sua
morte.
* dorado por sua esposa e por seus dignos
filbos de quem recebeo sempre os mais ex-
tremosos cuida los viva o Exm.snr. conse-
lheiro Queiroz atormenta lo, de longo tempo,
por um sofrirnentochronico de conga > que ,
repentinamente, e dentro de poucos minutos,
o fez suecumbir na noite de 5 do corren te ,
terminando nos bracas de sua desolada fami-
lia urna existencia que elle lo dignanvnt"
prehenehia! Oh terivel contingencia da vida'!
Ob misera ondiegao da especie humana !
Ainda n'esse dia 5 pelas 10 horas da noite se
achava o Exm. Snr. Queiroz cercado de al
guns de s-Mis paren tes e amigos, que nial
pensavflu na prxima e triste sorte quo os a-
guardava !
0 Exm. snr. conselheiro Queiroz exerceo a
magistratura por mais de 37 annos durante
os quaes deo sempre as mais exuberantes pro-
vas de muitozelo inteligencia e tanta in-
teiresa que falleceo deixando por nico pa-
trimonio a sua familia a memoria de suas
virtudes E comise ellas nAo hastasem
para merecer-lho asbengAos da patria elle a
legn com dous filbos que .educados por
suas lices sao dignos modelos de um tAo
Ilustre varao Era o Exm. snr. Queiroz dota-
do de genio brando e carcter benvolo apar
dos mais saos principios : sen trato jovial, e
suas maneiras ainda que graves chcias de
bondade faziao mui desejada a sua corapa-
nhia : todos Ihe tributavSo a maior estima e
respeito principalmente porm aquelles ,
que tendo a fortuna de o trataren) de perto,
podiAo conhecer dos rasgos de seu beneficente
corac.1o que elle por aquella modestia inse-
paravel ao verdadeiro mrito, procurava sem-
pre enrobrir.
Morreo o Exm. snr. Queiroz na idade de
61 annos 5 mezese 11 dias : suas to raras
quilo excefientes virtudes ppdio de existen-
cia mais longos annos porm o nexoravel
destino, quede ordinario parece perseguir
os entes virtuosos, no o tinba assim decre-
tado e com rapio golpe que tantos cora-
ges deixou magoados privou a sociedade
brasileira de um magistrado inabalavel do
mais digno esposo e virtuoso pai 0 Exm.
snr. conselheiro Queiroz j nao existe mas
a sua imagem e alembranca de suas virtudes
existiro sempre indeleveis no coracSode seus
numerosos amigos e prenles que com sen-
tidas lagrimas pagSo o devido fnbuto s suas
einzas veneraveis E para eterna memoria de
nossa gralidAoe amisade nAo cessaremos tam-
ben) de dirigir fervorosas suppcas ao Omni-
potente para que na morada dos justos oc-
cupeelle odistincto logar que por tantos t-
tulos lhe compete A trra Ihe seja leve.- P.
(Diario do R. de J. )
DECLA RAQUES.
- -. A adminis'raco dos esta be lee i raen tos
de caridade avisa a qupm umvier que iioje
pelas quatro horas da larde na salla das suas
sessOes ( na ra do Calinga por cima da loja
<\c cera) continua i arrematacao da renda dos
predios abaixo declarados :
CaUBS terreas na na do padre Floriano n
5 e 0, na ra de S. Jote n 13 na ra de
ninnoel coco n. 17, e 20, na ra das 5 Ponas
o 22, 23 24, e 25 no beco da Viraco u.
27, casas de 2 andares no beco de S. Pedro
n. 28 na ra de Korlas n. 29, na ra do Ca-
labonce n. 40 na ra da Glora n. 51 na
na atraz do Calabouce u. 6t
Salla das sessoes d'administracao dos estalie-
lecimentos de caridade 4 de Novemliro de
1842. O escriplnario, V. A CsValconteG.
ST O abaixo assignado faz publico para que
chegue aoconhecimento de tollosos possuido
res le predios urbanos dos tivz bairros d'esta
pidad.? e povoaQo dos Affgados que do dia
8 de Agosto do crrente ao no se principian a
contar os juros de um por cenlo ao mez sobre
a quantia que esliverein a dever da respectiva
decima urbana e mais impostes provinciaes
tudona conformidade d artigo 38 da le pro-
vincial n. 9i da 7 de Maio d'este anno o co-
mo nao tenhocomparecido solver seus do
hilos: passa aexlrair reUcO de todos os deve-
dores a fim de seren (ejecutad-* p^lo juirn
competente : isso at o dia lo do prezenle
raez Meza de ren las internas provinciaes 5
de Novembro de 1842.
No impedimento do escrivfto e administra-
dor. Joze Guodes Salgueiro.
COMMERGIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 3 de novb.rB o:438,)i909
DESCABRBCA5 HOJE i DE NOVEMBRu.
Galera ingleza = Eraily = fazendas sabo,
ferragens queijos batatas pre-
zuntos e encomincndas.
Rrigue porluguez = Jozephina = vinho, fa-r
zendas pessas de cabos ditas de
stopa barricas desevada az-nte,
drogas alpisti carnes e tou-
cinho sebollas.
Rrigue ingiez = Margarelh Elizabeth = car-
vio.
AVI SOS MARTIMOS.
xsy O patacho sssFlor de Miroim = segu"
para a Baha no dia 8 do corren te raez : os
Sis. passageiros dirijo-se a. escriptorio de
Gaudino Agostinho de Ranos, detraz do
Corpo Santo caza n. 67, para verificaren) suas
passagens.
= Para Montevideosahir o patacho Sar-
do Iris at o dia o do Correte SO recebe al-
guns passngeiros para oque tem bous coin-
mo.los : trata-se com o Capitao a bordo ou
no Recife ra da Cadeia n. 45.
"avisos diversoS.
Nova Fabrica de tap por vapor.
Jironimoda Costa Guinuraes e Silva, pro-
prietano da fabrica de rap movida por ma-
quina de vapor aviza ao respeitavel publico
que em s us depsitos j se acba grande surli-
inento tanto para consumo d'esta praca, co-
mo para exportarlo do mais excellenle rap
que sera exagerarlo principia a aparecer ues-
te imperio.
O seu bom aroma em tudo semelhante ao ra-
pe* de Lisboa donde'o proprietario pode obler
a receita o estilar moderado sera que ganhe
bolo nos narizes o sem os ferir o conser-
var se por muito tempo sem quo se dete-
riore, mofe, seque o maior caprixo so-
bre n limpeza e aceio cora que he fabricado es-
te rap sao propiedades estas que o tornao
assaz bello, e recommendavel. A superior
qualidade deste rap firmado com as letras ini-
ciaes do proprietario patenlea a verdade do que
se leva dito, e a mudanca que mu i las pessoas
de bom olfato tem feito deixando de tomar o
rap de Lisboa para tomarem d'este no qual
nao acharo repugnancia as tem feito decla-
rar que he rap mui bom e que este e gu-
tros gneros j se lhe nao sent a falla deixan-
do de vir da europa. Os depsitos sao no af-
ierro da Boa-vista loja do proprietario n. 5 ;
e na ra da Cadeia velha no armazem confron-
te com a ra da Madre de Dos a tractar com
Antonio Gomes da Cunba e Silva. Os depo
zilos sho para vender de 5 libras para cima a
prego fixo sendo-lbes tambem concedido
vender a relalho smente pelo prego por que
os compradores de 5 libras para cima podem
vender.
tsr Roga-se pessoa que lhe for oTerccido
um Iranselim una medalba e um par de
brincos com lt diamantes ludo de ouro, de
nao comprar e aprehender a pessoa le-
vando as ditas pegas na ra por de tra* dos
Martirios n. 21, que ser generosamente re-
compensado.
sgr Entrando algumas pessoas era duvida
se as rodas da lotera do Theatro andaro, ou
nao no dia lixado ; pelo presente se declara
do modo o mais positivo que as sobredi tas
rodas tem o seu impretenvel andamento no
dia 9 do rorrete acbando-se os respectivos
bilhetes venda nos lugares j annuuciados.
= D. Knoih partecipa ao respeitavel pu-
blico, que elle acaba de mudar o depozito das
pilulas vegetaes, e da medicina popular ame-
rirana para a ra de Apollo n. 27.
=c D. Knolb agente nesta prae.a dos Srs.
D. Palmer & C* do Rio de Janeiro parteci-
pa ao respeitavel publico que foi nomeado
agente para a venda da meduina popular ame-
ricana do doutor Snell, a qual tem lido tanta
extracco no Rio de Janeiro pelos seus be-
neficios resulla los as curas d todas as mo-
lestias causadas pela impureza do sangue.
N. B. vendo-se smente em o armazem do
annunciante na ra de Appollo n. 27 ; cada
caixinhavai acompanhada do seu receituano,
e custa mil res.
ssr Quem precisar de passaportes para
embarcagOas passageiros seravos e fo-
Ihas corridas ou qual quer despacho mar-
timo dirija-se a repartigo do consulado na
salla do porteiro quo ah por consenso do
meretissimo senbor administrador achara
Francisco Joze dos Santos cora sua banca de
despachante promplo desde que se abrir athe
se feixar o dito consulado a servir a todos
com a maior promptidao ohrigado a fazer
os man i fes tos das embaroac-s e tudo mais
que tender a abreviar do que tem dado
provas.
\3T No dia o do corrento mez da Novem-
bro no armazem do senbor Joze Antonio
Pinto na ra da Cruz as l horas do dia se
ha de arrematar o resto dos trastes do falles-
cido Joaquim Leocadio d'Oliveira Gm'mares,
em prnsenga dos-mirar doutor juiz do civel
da terceira vara.
Sr. Boticario zangado.
xty Por acazo lendo a correspondencia de
Vm. na qual rommunica Vm. que gente
enredadeir lhe communicara qlie certo es-
trangeiro apresentara urna carta de pharma-
cia feito o exame em 1831, quando n'a-
quella poca o jury nAo tranalhava e c>rn
este breve de marca pretende aeoberlar a bo-
tica de outro strangeiro. Rao pude, sr. boti-
cario zangado, a vista de urna impostura d'esta
natureza licar calado ; mas protesto respon-
der com toda a moderagao pois que nunca
quiz sustentar polmicas : mas como boje
me vejo ohrigado pela forca d-s circunstancias
a responder vou pois em poucas palavms
o fazer, e o publico.senslo nos julgar.
Saiba pois senhor boticario zangado que
em 1825 eu passei aqu meus exames de
pharmacia sendo o juiz o sr. Dr. Joo Lo-
pes em fim fui approvado plenamente e
abr a botica da ra Nova que hoje pertence
ao sr Pinto a quem foi vendida quando
em 1824 fui com minha senhora para Fran-
ga depois live outra na ra dos quarteis ,
que foi vendida durante a minha molestia .
demais que o sr. i.cal queira-se dar ao tra-
balho de ir dar um varejo nos livros de re-
gistros da cmara e necessariamente ver
que o abaixo assignado est nos termos das
lea. Se a maldade nAo se estendesse a tanto,
de certo nAo vina boje este sr. boticario zan-
gado a vane ir proposigoes calumniadoras O
com o nico fim de desacreditar um boticario
conforme a lei. Emlim paciencia...Dos he
grande, elle ser nosso leal juiz. Eu te-
nho a honra de ser de Vm. um boticario em
vii lude da lei.
Alberto Lavenere.
CT" Thomaz Sayle avisa ao respeitavel
publico que principiar a correr o seu bem
conhecido Onibus no dia sabbado 5 do cor-
rente paitindo da matriz de Santo Anto-
nio as cinco lloras da tarde at o Monteiro
e dahi para o Recife no dia segunda feira as
7 horas da manh e continuar toda a festa
as raesinas heras
tar Manoel Joaquim Pereira, subdito
porluguez relira-se para fora da provincia.
sar Aluga-se o 3. andar da casa da ra
doqueimado por sima da botica n. 15 a
fallar na mesma.
CT Aluga-se urna casa que tem commo-
dos/iara piquena familia no Pogo da Panella
defronte do rio n. 8 a fallar na ra do
queimadon. lo
or Aluga-se um sobradinho na ra Im-
perial numero 100 ; a fallar no mesmo as-
sim como se vende urna casa meia agoa que
rende 4ji rea mensaes.
s_j- Oferece-se urna mulher desimpedida
sem filhes para ama de homem soiteiro ou
viuvo coze muito bem engoma de todas
as qualidades coze de alfaiate menos co-
sinhar ; na ra dojardim numero 33.
s O .Secretario da sociedade Apolnea
avisa aos sen hnres socios da mesma, queha-
ver sesso da sua comraisso adminis-
Irativa no dia 7 s G horasda tarde, para se
lonccderem os bilhetes de convites para a par-
lidado encerraniento em 12 do crreme.
- Precisa-se de ura rapaz de 12 a 14 an-
nos que spja deligente ; no botequim da
porta larga junto aos quarteis.
ILEGIVEL



iMau^MjueyftlBBt
.4
I
Achao-se a venda nos
annunciados os bi-
lhetes da lotera do Thea-
tro, cujas rodas andao impre-
lugares

teiivelmente no da 9 de No-
vembro.
tsr 0 snr. JoaS Ignacio da Avila quei-
ra fazer o favor de dirigir-so a ra de s. The-
reza o. 24 a negocio de seu interesse.
tsr O Hachare! Vicente Pereira do Rcgo,
mudoii a sua residencia para a ra Nova n.
5 primeiro andar.
sr Precisa-se de um pequeo para o offi-
eio de tanueiro ou queja tenha luzes des-
ta oflicina ; qnem Ihe conver anuncie.
tsr Tendo-se deliberado e decedido em
sessao geral da Sociedade Apolnea, que seus
membros pagassem um addicional de 2 rs.
em suas mensalidades al lim de Marco do
prximo anno de 1845 afm de poder-se
acodir ao dficit da mesma sociedade; a actu-
al commisso administrativa vista do es-
tado de melhoramento da caisa pelo thesou-
reiro apresen lado tem resolvido que do
Gm do corrente mez de Novembro em diante,
cesseaquelle augmento d mensalidades e
que Qquem redusidas a 3j rs. em conformi-
dade dos seus estatutos. Ao passo que o the-
soureiro tem a satisfagio de publicar esta re-
solugio para con heci ment dos snrs. socios,
n9o deve exirair-se de recommendar e ro-
garaalgunsa promptidio nos pagamentos
de suas mensalidades afim de poder susten-
tarle o brilhantismo de urna to conspicua
sociedade, qual tem a honra de pertencer.
F. G. d'Oliveira.
tsr 0 abaixo assignado solicitador nos au-
ditorios desla Cidade e Comarca do Recife ,
avisa pela ultima vez a todas as pessoas que
esto a dever foros atrasados ao Hospital de
Loanda legado deixado pelo finado Con se
lheiro o Conego Joaquim Marques de Araujo ,
que compareci a pagar os referidos foros na
casa do mesmo abaixo assignado na ra de
Agoas verdes n. 14 sobrado de um andar, das
7 horas da manh athe as 9 e das duas as 4
da tarde, pois que o abaixo assignado se
acha authorisadocom procuraco bastante do
snr. Joo Maria Save como procurador do
mesmo Hospital, para chamar a todos os fo-
reiros omissos a Juiso e receber toda e qual-
quer quantia tendente aos referidos foros e
passar o competente recibo amigavelmente ,
e todos aquelies foreiros que nao concorrerem
asatisfazer promptamente os seus dbitos se-
rio chamados a Juiso impondo-se-lhes a pena
de comisso em que todos tem cabido e de-
mandados perante a Justica e sem com-
templagiode foreiro algum.
Francisco Antonio Rabello de Carvalho.
tsr B. Lansac retira-se para Franca.
tsr D-se 100* rs. a juros em diversas
parcelas sobre pinhores de ouro : na praca
da Independencia loja n. 27.
tsr Offerece-se urna mulher sem filho ,
para ama deleite, e mesmo para algum ser-
vico de urna casa de pouca familia, para co-
zinhar lavar, eengommar: na ruada Flo-
rentina nova n. 31.
tsr O abaixo assignado avisa as pessoas
que tem pinhores em poder do annuncianle
hajode remi-los al 15 do correte, do con-
trario passar avende-los para seu pagamen-
to ,"por ter disto preciso.
Andr Manoel de Amoedo
tsr* Aluga-se por prego commodo um bom
nrmazem proprio para dous estabulen mri-
tos por ser de ra a ra cilono Recife na
ra da Moeda no fundo da venda Alexandre, incumbindo-se o annuncianle
dos arranjos necessarios : as chaves para o
ver paro em mo do snr. Joze Fernandes
Povoas com venda em outra quina e a tra-
tar na ra do Nogueira n. 13.
tsr Quem pretender alugar um solio, sen-
do sen liora viuva e sem libios dirjase a
ra do Nogueira r. 13 onde saber quem
tem um de bons cora modos bem arejado e
prego rasoavel.
tsr Permuta-se por urna casa nesta Cida-
de um sitio na Matriz da Varzea com casa
grande, trras pr<>prias, muitas l'mteiras de
todas as qualidades, perto do banho da pe-
dra no rio capibaribe com elegan'e vista
para a estrada publica e ptimo lugar para
se passar a festa : na ra de Agoas verdes
numero 36.
or A pessoa queannunciou querer com-
prar um carrinho sendo queira um de duas
rodas bem arreiadoeem muito bom uzo ,
com cavallo ou sem elle dirija-se a ra da
Cadeia velha loja de Antonio Gomes Pes-
soa.
tsr Precisa-se de urna ama de leite : na
ra da Alfandega armazem n. 3.
W Se o snr. Francisco da Silva Santiago,
se dignou responder a alguma das cartas que
ltimamente lhe tem dirigido um ex commer-
ciante desta prag.i pode mandar entregar a
resposta na ra do Livramento.
tsr Quem pretender e quiser alugar ou
pelo tempo da festa ou por anno urna ca-
sa em s. Anna com sufficientes commodos
para urna familia qualquer por ter duassa
las um gabinete e -i quartos grandes di-
rija-se a ra das Trineheiras sobrado n. 50 ,
a mesma casa tem muitos arvoredos uteis.
tsr Da-se 200 rs. a juros sobre pinho-
res de ouro ou prata : na ra do Arago
quina que volta para a s. Cruz n. 22.
tsr Se n'esta praca existe o snr. Antonio
da Rocha Pariz ou alguem por elle filho
do snr. Nicolao da Rocha Pariz, da Villa de
Vianna do Minho em Portugal sirva-se de
ir a ra do Vigario n. 5, para negocio de seu
particular interesse a fallar com Francisco
Joan de Barros.
tsr Arrenda-se pelo tempo de festa o so
hrado armazem e sitio que foi de Antonio
Coelhoda Silva, no lugar do cortume dos
Coelhos : tratar no mesmo sobrado.
COMPRAS.
para
50 ps de coqueiros proprios
plantar': na ra da Moeda n. 140.
tsr Carneiros gordos, todos os dias
tratar com Francisco Xavier Vi eir Lego
ra larga do Rozario assougue n. 1.
se
: a
na
VENDAS.
tsr Xaropes de tamarindos e de pitan-
ga limo, laranja. grozella orxata e ma-
racuj e frascos com duas libras de doce de
tamarindos ; na travessa do Rozario para o
Queimado botica de Joio Pereira da Silveira.
tsr Caixas com agulhas de fundo doura-
do ditas em papis para alfaiate esporas
de molla de asso ; e urna casa em S. Anna ,
propria para se passar a festa, por prego com-
modo : na ra do Queimado n. 4.
tsr Um excellente banheiro de flandres ,
com selindro por prego commodo : na ra
do Crespo n. 23.
tsr Potassa Russiana primeira sorte, em
barris pequeos : em casa de Hermano Me-
hrtens, ra da Cruz n. 47.
tsr Urna escrava para fora da provincia ;
na travessa da Florentina nova n. 4 ; na
mesma casa precisa-se de urna mulher idosa ,
parda ou preta para desmamar urna crianga ,
por tempo de 2 mezes.
tsr m porgio de sal bem alvo proprio
ao de Lisboa : na ra Nova venda ao p da
ponte n. 33.
tsr Lindissimos cortes de vestidos de chi-
tas mui finas e ditos inais ordinarios por
prego commodo : na quina da pracinha do
Livramento loja de fazendas da viuva do Bur-
gos.
tsr Um escravo de nago anela de 36
a 37 annos possanie e trabalhador de en-
filada pois he o que sabe por ser do mallo,
sem vicio algum pela diminuta quantia de
270.J rs. : na ra da S. Cruz a tratar com
Victorino Antonio Martins com aula publica
de primeiras letras
t^" Aparelbos para cha sendo .bule, as-
sucareiro manteigueira e tijela de metal
branco superior bacas de maos e tornei-
ras do mesmo de patente de difieren tes ta-
manhos almofarizes, defumadores e escri-
vaninhas de lati seringas de cstanho, e de
lati, e outras diversas obras de metal la-
ti, eestanho, por prego commodo: na ra
Nova defronte da Igreja daConceigio dos Mi-
litares n. 38
tsr Um relogio horisontal de caixa de ou-
ro bom regulador, um dilo de caixa de
prata, sabonate inglez urna corrente gros-
sa de ouro um completo corazes azues e en-
ramados para bragos de senhora pares de
botes para aberturas e punhos de differentes
modellos um par de fvellas de bom ouro
para padre um par de brincos de filagr ,
urna bride e urna faca aparelhada de boa pra-
ta urna salva e outras obras de ouro e
urna pouca de prata para fundir-se : as 5
ponas n. 45 onde tem lampio.
-Familia de mandioca, com alguma a-
varia e em bom estado por cmodo prego;
na ra da cadea velha n. 35.
er Duisescravas de boas figuras, com
boas habilidades urna dellas he boa costu-
re ira engommadeira e cozinbeira ; urna
dita pof 3o0ji rs. e outra por 300. cozi -
nhio lavio e vcndem na ra ; urna mula-
tuina de 52 anuos com bons principios de andares,
habilidades ; um preto de meia idade por
o trabalhode urna casa: na ra de Agoas
verdes n. 44.
tsr Urna casa no pogo da Panella por
prego commodo : no Manguinho n. 8.
'*sr 123 palmos de terreno por traz das 5
pontas e 143 ditos por traz da ra do Pala-
cete ; e dous alicerces na mesma ra : na
ra de s Francisco n. 12 segundo andar
tsr 500 varas de panno de algodio da
trra muito boa fazenda a 220 rs. a vara:
na pracinl.a do Livramento n. 57.
tsr Para fora da provincia um moleque
de 18 annos, crelo, de bonita figura, e
ptimo para todo o servigo : na ra do No-
gueira sobrado de um a 11 lar n. 39.
sr Urna casa de pedra e cal na ra de
s. Rita Nova n. 72 : na ra das Trineheiras
numero 23.
tsr Urna corrente de ouro com 25 oitavas,
e urna cadeirinha nova com todo* os perten-
ces : na praca da Boa visla n. 9.
T Um Tilio Livio em portuguez e lalim
sendo portuguez de um lado o latim do outro,
e um Cornelio em latim : na ra de Agoas
verdes n. 42.
tsr Urna duzia decadeiras de oleo novas :
na ra larga do Rozario n. 40.
MT1 Francisco da.Silva tem para vender
urna barcaga grande e nova que csrrega
para mais de 20 caixas de assucar quem a
quiser comprar haja de o procurar na ra
da Cadeia do Recife.
tsr Barris de vinho de feitoria de superior
qualidade da colheta do anno de 1 Sol e ja
muito claro : no armazem do Machado &
Santos, ra do Amorim ou a fallar com
o mesmo Santos.
tsr Urna venda com poucos fundos e sem
alcaides em muito bom lugar para vender
para a trra e faz muita conta no aluguel
por ter um sobrado por cima e outra loja in-
dependenle que se aluga a vista do compra-
dor se dir o motivo: na ra Velha venda
numero 9.
tsr Urna escrava de lo a 18 anuos de
linda figura sabendo perfeitamente engom-
mar cozinhar e coser ; duas ditas de todo
o servico mogas e muito reforgadas ; 2
pretos de todo o servigo um moleque de 14
annos muito bonito para pagem; urna preta
lavadeira do sabio e varrella ; e urna mula-
tinha de 12 annos : na ra do Fogo ao p do
Rozario n. 8.
tsr Na fundigio de ferro e fabrica de ma-
chinas da ra da Aurora acha-se para vender
machinas de vapor de forgas mais proprias pa-
ra engenho e de construgio mais aprovadas e
fortes com moendas ou sem ellas. Moendas de
varios lmannos e qualidades entre ellas he
urna de nova construgio que despensa virola ,
invengio de um sr. de engenho perto desta
praca eque tem sido muito aprovada ; laxas
de ferro portas de fornalha serras surtidas
para serrara, bombas de ferro, arados
de ferro roldanas de ferro jarras de ferro
para agoa moinhos grandes de caf, safras
de ferreiro, chaves d-i parafuzo das chamadas
inglezas, niveisde espirito c.&c. e na mesma
fabrica laz-se nio so asobras a cima menciona-
das como tambem machinas de vapor de
todo tamaito e forga tanto marinho como
das outras e caldeiras para qualquer dos di-
tos canos de ferro para incanamentos de ba-
nheiro, bomba ou qualquer outro fim bar-
cas, alvarengas, canoas de ferro para vapor
ou oulios metores carreiras de patente para
navios estradas de ferro e machinas locomo-
tivas assim como emprehende-se qualquer
obra de engenharia civil ou mechanca que
se oTerecer. Este eslabelecimento offerece
grandes vantagens as pessoas que necessito
de obras desta natureza, nio s pela faclidade
de encomendar em propria pessoa e sem tra-
dugio de urna lingos para outra de termos
tcchnicos nio geralmente entendidos como
tambem pela garanta natural que sempre tem
todos que comprio directamente do fabrican-
te pela facilidade do recurso havendo defeito ;
e a promptidio mesmo, de algum concert
que possa necessitar por eslarem os moldes
no paiz.
**- Queijos flamengos grandes da melhor
qualidade possivel a 1200 rs. cevada muito
nova a 100 rs. batatas e passas e todos
os mais gneros por prego rasoavel ; na venda
da ra do Aragio que volta para o pateo de
Santa Cruz n. 22.
tsr O H>ate Americano Red Rover ; os
pretendentes dirijio-se a Matheus Austin &
Companhia na ra do Trapiche novo n. 18.
^ Um negro de nagio Angola idade 28
annos bonita figura proprio para lodo o
servigo : na Boa-vista ra do Aragio na ca-
sa que fica defronte do sobrado de dous
de espermacete ; em casa deMatheus Austin
& companhia ra do Trapiche novon. 18;
tsr Superior palha de carnauba muito a|-
va em porgio e a retalho : na ra da Crua
numero 64.
tsr Urna venda com poneos fundos ou s
a armagio no lugar da Trempe: tratar no
sobrado immediato n. 433.
tsr Um bom brago de balanga e pezos ,
e prezuntos muito em conta: na ra do Azei-
te de Peixe armazem n. 5.
tsr Um mulato de bonita figura de da-
le 18 annos bom para pagem sem vicios
nem achaques : na ra Nova loja n. 21.
tsr Urna carroga com pouco uzo de carre-
gar pipas por baixo ou caixas de assucar por
ser muito forte: tratar com Manoel Antonio
da Silva Molla, ou no Porto das Canoas do Re-
cife onde se vende tambam travs cabros ,
telhas e lijlos.
wr 5 escravos de nagio para todo o servi-
vigo por commodo prego, um dito bom cano-
eiro, seis escravas de nagio de idade 20 a 22
annos sabendo engommar, cosinhar lavar,
urna bonita mu leca de idade 18 annos sem vi-
cios nem achaques um mulato de boa con-
ducta a qual se afianga de idade 20 anno>,
bom pagem e criado de servir um dito bom
comprador muito fiel ptimo para o servigo
de urna casa : na ra de Agoas verdes n. 38.
tsr Urna tenda de funileiro com armago
para as obras feilas, e com toda a ferramen-
ta pertencente u mesma oflicina na ra Di-
reta ; quem a pretender dirija-se a ra do
Crespo casa n. 10 terceiro andar.
C3~ Um moleque de boa figura e sem
achaques quem o pretender dirija-se ao ar-
mazem do sal.
tsr Na ra do Queimado loja n. 14 de Lu-
iz Joze deSouzaha para vender chapeos de
sol de seda de superior qualidade e prego
commodo ; na mesma loja tem velas de car-
nauba de (3, 7 e 8 em libra a 320 muito bem
feilas.
= Um sobrado de dous andares com so-
lio corrido formando trez andares ainda no-
vo e feito a moderna e muito bem constru -
do, e de muito boas madeiras lendo 120
palmos de fundo e 34 de largo e com um
grande terreno no fundo e com o embarque
a porta a toda hora e por isso que o lie re
grandes vantagens ao comprador pela toca-
lidadeem que se acha, na ra da Praia n. 58 y
os pretedentes dirijio-se ao arco de Santo An-
tonio a-fallar com Joo Hcnriques da Silva.
ESCRAVOS FGIDOS
fugio
Barris pequeos com potassa america-
No da 30 do passado Oulubro
um preto de nome Liborio orelo idade 20
annos pouco maisou menos tem a marca de
um taino na testa he baixo e grosso do
corpo levou caiga de pao azul e camisa lina,
aleen disso levou mais dous pares de caigas
brancas urna de setineta e urna de brim e
duas jaquetas de riscado encarnado ; quem
o pegar elevar ra d'Apoilo n. 16 ser
bem recompensado. ,
sr Fugio na no. te de 2 do corrente um es-
cravo crelo, natural da Freguezia da Escada,
que foi escravo de Joio AfTongo Ferreira no
engenho Trez Bragos de estatura regular ,
que representa ter de idade 25 annos bem
preto levando vestido caiga de brim branco
lino e carniza de algodozinho chapeo de
palha tendo urna cicatriz no pulgo da mi
direta ; es aprehensores o poderio conduzr
a casa t> Antonio Luiz Gonsalves Ferreira no
atierro da Boa-vista que se recompensar ge-
nerosamente.
tsr Agoslinlu. crelo fugio a 22 do mez
de Oulubro vin Jo a poucos dias do engenho,
lem altura e corpo regular, cara bastante mar-
cada do bexigas com duas cicatrzes noqueixo
procedido de dor de denles tem a falla atra-
palhada que nio parece crelo levou carniza
de algodiozinho e caiga de brim branco j-
queta de pao fino velha consta andar va-
diando mesmo aqui e mellido pelos assou-
gues aprendendoa cortar carne ; recomenda-
se a todas as pessoas encarregadas da polica
e qualquer pessoa o poder pega-lo e leva-lo
na ra do Nogueira n. 39 que ser recompen-
sado.
tsr Em dias do mez de Maio do anno p. p.
fugio um escravo pardo de nome Fabricio ,
baixo grosso cabellos anelados bem bar-
bado de idade _pouco mais ou menos de 2>
annos, tem urna cicatriz em um queixo pro-
veniente de urna fstula foi visto em Goianna
no mez de Junho do mesmo anno indo para
as partes de pedias de fogo ; roga-se a todas
as authoridades policiaes e capitaes de cam-
po sendo que o peguem leve-o na ra do No-
gueira sobrado de um andar n. 39 que serio
recompensados com 50,.
2ft0s rs. muito forle e robusto para todo na barricas con farelo muito novo e velas I RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =1842,


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