Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04810


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Full Text
Anno de 1842.
Quinta Feira 5
Todo agora dependa de na meamoa ; da nosaa prudencia moderacao e energa : con-
jinuemoi oomo urincipianof e aere mea apuntado cum admiraeao entre aa Naeoee maia
oulut.
roclamacio daAeaenbla Geral do aratil.)
PARTIDAS DOS COR'REIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraiba e Kio grande do Norte, aegandae e aextaa fairi. ,
Bonito e Garanhuns a 40 e 24'
Cabo Serinbaem Rio Formoio Porto Cairo, Macei e Alagoae no 1. Uf Jf
JJoa-rilta e Florea 43 e 8. Sanio Anto quinta feiraa. Olinda todo oa diaa.
DAS DA SEMANA.
31 Seg. jfjura Quntino M. And. dj J. de D, da 2. T.
1 Tefe. Peala de lodos os Sanios.
1 Quart. Commemorar.iio dos defuntos.
3 Quint. Malaquias 'I. And do juix de D. da 2. r.
4 Seat, a. Carlos Borromeo l( And. do J. da D. dii 1.' t.
5 Sab. Zacaras, e s Iiebel Paea 6 Don. Severo B M.
de Novembro. Anno XVIII. N. 557.
O Diario publica-fe todoa oa dial que aSo forem Sntificadoe : o preco da aasignatora be
da trra nil res por quartel pagos adianlados O annuacina doa assignanlea alo inferido*
gratia oa dos que o nao forem a raiio de 80 rea por linha. Aa roclamacCee devana fe
dirigidas a ealaTjpograBa rna daa Ornea D. 3, a a praca da Independencia lija de lirnn
Pinatero 37 e 38.
CAMBIOS no da i.
Caaabio aokra Londr.a 27 Nominal.
a Paria 350 res y. franco.
Lisboa 400 por 100 de premio.
Moeda de oobr. 3 por 400 de de acn lo.
Ideadcletratdt boa* firaai 1 i J.
de noyembro. compra venda.
Oumo- Moeda de ,400 V. 45,500 45.220
N. 4S.O0J 45.200
de 4,000 8.300 8 220
PiTi Pataco.. 4,740 4,760
Paioa Columnares 4,740 4.700
dito Mexicanoe 4,740 4.760
> aaiuda 4,0:0 4 ,40
Preaifiar do din 3 de Noveml>r0,
4. a !> bons a i 8 a. da aaanha.
% 5 hora" e 4j m. da urde.

Loa Nora
Qaart. rete
La a ebeia
Quarl, saiag.
PHASES DA LOA MO MEZ UE NOVF.MBRO.
a 2 4 dora a 49 aa. Ja lard.
a 9 -- as 40 horaa a 57 ai. da tard.
a 48- 4 4 bora a 40 aa. da aaanh.
a 2j 4t 0 horaa a 42 aa. da in.mli,
I IA RIO DE PBHNA11BUCO.
ERRATAS.
O expedienta do commando das 'armas pu-
blicado no numero antecedente do da 2o ,
e nao de 24.
Na linha G4 do communicado cm lugar de
demonstra leia-se denota.
PARTE OFFICIAL.
0VERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 20 DO PASSADO.
Oflicio Ao inspector da .thesouraria da
fazenda. ss Illm. Snr. Por dflirio de to
do corren la isentei o commandanle das armas
de dirigir esta Presidencia as requisiges ,
e prelenges de pagamento de despesas mili
tares ordinarias as quaes po'Jiio ser pagas
por essa thesouraria independente deordem
d'esta Presidencia depois do corrente
do commissario fiscal ; e declarei que (ca-
va assim revogada a ordem de 12 de Margo
passado. Ve-se pois que a revogago foi
limitada ao caso cima mencionado, e nao
comprehendeo o visto do commandante
das armas que linha sido exigido por aquel-
la ordem nos casos deque tratoos artigas
7, 12 e 13 Jo regulamento numero i 19 de
29 de janoiro d'este anno, que s3o apolicaveis
esta provinia em falta de um regulamento
especial. Fica d'esta sorte resolvida a duvi-
da do commissario fiscal do ministerio da
guerra que acompanhou o oflieio de V. S.a
de 22 dopresente.== Communicou-se aocom-
mandatii das armas.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras
publicas autorisando-o mandar fazor os
concertos da ponte dos Cimillos da dos Af-
fogados ealguns outros do mais urgencia ,
e cujos orgamenlos tenhao sido j approva-
dos pela presidencia, -as Participou-seao ins-
pector da thesouraria das rendas provinciaes,
e ao inspector fiscal das obras publicas.
Dita Ao director, do arsenal de guerra ,
ordenando, que exclua da respectiva com-
panhia os aprendizes menores Joo Mano-
el Ferreira Pedro Antonio do Espirito San-
to e Miguel dos Anjos e os mande apre-
sentar ao mjor commandante da companhia
F'OL EMIH TO
OS TENEBROSOS A1YSTEBIOS
n
TORRE DE LONDRES (*)
de artfices para nella servirem de tam-
bores.
Dito Ao delegado de Podras de fogo ,
devolvendo a conta das despesas que acom-
panhou o seu oflicio do primeiro do corrente,
lim de que seja eslremada a que se faz com
o destacamento de primeira linh da feita
com o do corpo de policia para ter lugar o
seu pagamento pela thesouraria que per-
tencer.
Dito Ao commandante do brigue = Im-
perial Pedro = significando que nada po-
do resolver acerca do objecto do seu officio
de 24 d'este mez ; porque nenhuma ordem
recebeodo Exm. ministro da marinha sobre
a remessa para a corte na escuna = Logali-
dade = de 51 pragas de marinhagem.
DitoAo commandante das armas, de-
volvendo os dous requerimentos que lemet-
teo com o seu oflicio de I de agosto ultimo ,
nos qiia.-s Joze deBitancourt Amarante, e
Joze Lopes de Oliveira podem o pagamento de
varios gneros que fornecero para o ran-
cho do batalhao provisorio de caladores de
primeira linha ; e dizendo que constando
das informac>s do lente coronel comman-
dante d j dito batalhao esta re m taes gneros
incluidos na despesa como j pagos de-
voro os siipplicantes exigir o seu pagamento
do alferes Francisco do Reg Barros Falco ,
que para elle havia recebido as necessarias
qumtias.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
autorisando-o para comprar as 8o grosas de
botes amarellos de que informa precisar o
mesmo arsenal : e recommendando-lhe que
prefira o prego que for mais conveniente fa-
zenda publica vista das propostas que
em concurrencia apresentarem os vendedo
res do genero.
Dito Ao inspector fiscal das obras publi-
cas significando que pode mandar passar o
titulo de pagamento das despesas feilas com
a obra do arromhado de Olinda constantes
das pegas justificativas, que acompanharo
o certificado, que remetteo com ollicio de 20
do presente e que he devolve menos a
do aluguel da casa para a qual no houve
autorisago : e prevenindo-o, dequeconhe-
cendo S. m. pelos regulamentos de 25 de
maio d'este anno quaes sao as despesas or-
dinarias e quaes as extraordinarias tor-
na-se desnecessario consultar a presidencia
sobre aquellas, que podem ser salisfeitas sem
dependencia de deciso superior.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras
publicas autorisando-o a dar comego o-
bra da ponl't do Caxang ea alugar urna
casa naquelle lugar em que se possa collo-
ear o gabineto .lo engenheiro encarregado da
dita obra e parte dos armazens necessarios
ao andamento do trabalho. sa Communicou-
se ao inspecto da thesouraria das rendas pro-
vinciaes e ao inspector fiscal das obras pu
blicas.
fiXTElUOR.
PORTUGAL.
AXNEXO A.
Ao tratado entre Portugal ea Gram-Bretanha
sobre o trafico da escravatura aos tres das
de julho de mil oitocentos quarenta e dous.

Instruccoes para os navio* das marinhas reaes
portugueza e biitannica empreados em
impedir o trafico da esclavatura.
ARTIGO 1."
IV. CHA VOZ NA TORRE !
Antes de revelarmos ao leitor o que pas
sou-se entre lord Welierson o o ladro por
elle hospedado em seu palacio fagamos urna
visita Torre de Londres onde nos esperao
acontecimentos nao menos criminosos.
No calabougo que deixra Jack Patrickson,
achava-seo infeliz mancebo para ali oonduzi-
doquando dorma. o despertar olhou em
torno de si e horrorisado exclamou :
Grande Dos onde estou en i' Oque
fiz para estar neste sitio Meus nao sao
estes vestidos...este calabougo... nao foi aqu
que adormec. J nao estou no palacio de
meus antepassados Senhor Senhor !
dai-meo fio deste horrivel enigma...
Neste momento abrio-se a porta do ca-
labougo eentrou um horneen do meia idade,
vestido de preto.
O Vid. Diario N. 235, e 230.
- Meu amigo disse elle ao misero Tony ,
dentro em duas horas ....
- Dentro em duas horas !... O que ?
.Seris enforcado.
Misericordia divina o que dizeis se-
nhor ? Mas enganai-vos nunca fiz mal a
ninguem sou nobre acabo de chegar de
Franga sou absolutamente innocente.
- Meu pobre amigo retorquio-ihe a ne-
gra personagem estamos mu habituados a
i-stes protestos de innocencia, poupai-voso
incommodo de faze-los. VJinha visita tem
smente por im o saber se me queris ven-
der vosso corpo ; pois neste caso enfor-
car-vos-hei com as necessarias precauges pa-
ra vos n;lo estragar o physico.
Ah e quem sois vos ?
O carrasco da boa cidade de Londres.
Pelos vossos fe i tos devieis esperar que cedo ou
arde me conbecerieis.
Senhor exclamou Tony com a energa
do que era capaz consent que eu falle aos
juizes provar-lhes-hei que nao fui condem-
nadn que aqui me acho por efleilo de um
trama iniquo cuj> fio minha imaginago
nao pode anda distinguir... Abr senhor,
abri as portas quero fallar aos jnzes.
Por minha alma disse o car risco o
pobre Jack torna se hyJrophobo j o terror da
morle fa-lo imbcil : quanto me.adraira isto!
parecia-me que Ihe sobra va coragem. Anda
fiontem noite dzia minha muiiier que ellel
O commandante de qualquer navio perten-
cente marinha real portugueza, ou britan-
nica que esliver munido destas instruego -s ,
lera direito de visitar dar busca e deter ,
salvo nos limites exceptuados no art. 2. do
tratado, qualquer embarcago portugueza ou
britannica, que esliver efectivam- nle empre-
gada ou se suspeitar que est emprigada em
transportar negros, ououtros, com ofimdc
os reduzir escravidSo ; ou de ter sido esqui-
pada com essas vistas ou de ter sido assim
empregada durante a viagem em que for en-
contrada pelo dito navio da marinha portu-
gueza ou britannica; devendo em gonsequen-
cu o dito commandante conduzir, ou mandar
amesma embarcago o mais breve possivel
para ser jnlgada perante urna das cornmisses
mixtas estabelecidas em virtude do arl. 6."
do dito tratado ; quo ser a mais prxima do
lugar da detengo, ou aqulla a que o dito com-
mandante sob sua responsabilidade julgar
que se poder chegar com mais brevidade.
autigo 2.
Todas as vezes que um navio de qualquer
sorrir-se-hia a vista do cadafalso... Como en-
gano as apparencias ... Em summa nao
ha que tratar com um alienado : deixemo-Io
chorar em paz os ltimos minutos que lhe
restao de vida.
E sanio correndo os sete ferrolhos que
soslinho a porta de ferro.
Vendo-se a sos o primeiro movimento de
Tony foi levantar-se... e para evitar urna
tnorte ignominiosa occorreu-lhe escapar-ao
pelas grades da janella onde com pouco custo
subi....Mas ah licavaella a cem ps sobre o
Tamisa ; o demais as malhas dessa rede
de ferro de que eslava ella guarnecida impos-
sivel tornavo este suicidio Conhetendo a
inutilidadi) de seus esforgos, poslou-se de joe-
Ihos e exclamou :
Oh meu Dos se apraz vossa divina
vontade que eu assim acabo os das que me
dsles dai-me forga bastante para amar-
vos e obedecer-vos.
-. Conclua esla curta e evangelia oragSo ,
qundo parcceu-lhe ouvir passos atraz de si...
sim nao enganou-se, ero passos distinctos;
e logo depois urna voz humana quo d'alem
muro perguntou :
- Ja k Patrickson estis ah ?
Tony n3o respondeu : hesitava se devi-
ria aceitar o nome daquelle cujo lugar oceu-
pva.
Estis abi ? repeli a mesmo voz.
das marinhas reaes devidamente authorisa-
do, como cima fica dito, encontrar urna em-
barcado que esteja no aso de ser visitsda ,
na forma das estipuladnos do dito tratado, se-
r a visita feita com a maior moderago, e com
toda a altengSo que se deve observar entre na-
c/> <.s amigas e alliadas ; e em todos os casos
ser esta visita feita por um official, cujo pos-
to nao saja inferior ao de tenente as respecti-
vas marinhas de Portugal e da Gram-Breta-
nha salvo se o commando, por motivo de
morle ou por qualquer outra circunstancia
recahir em ofllcial de patente inferior ; ou se
o ofllcial que flzer a visita for a esse tempo o
segundo commandante do navio que izer essa
visita.
AMiGO 3.
O commandanle de qualquer navio das duas
reaes marinhas devidamente authorisado ,
como cima fica dito que deliver qualquer
embarcago em observancia do theor das pre-
sentes instrueges far por escripto ao tempo
da detengo urna decUracSo aulhentica que
mostr o estado em que achou a embarcago
detida ; a qual declarago dever ser por elle
assignada ; e ser dada ou mandada junta-
mente com a embarcago capturada cum-
misso mixta perante a qual a dita embarca-
gao ser levada ou mandada para ser julgada ;
e dever entregar ao mestre da embarcago
detida urna certido assignada dos papis
apprehendidos a bordo assim como do nu-
mero dos esr ravos adiados no acto da detengo.
Na declarago authentica que por este ar-
tigo se exige do apresador, bem como na cer-
tido dos papis apprehendidos dever elle
inserir o seu proprio nome o nome do navio
apresador, a latitude e longitud*) do logar on-
de a detenefio tiver sido feita e o numero dos
escravos achados a bordo da embarcago qun-
do detida.
Ojiando o commandante do cruzador nu
julgar dever tomar sobre si o conduzir e en-
tregar a embarcago detida nao confiar esse
servigo a nenhum official de patente inferior
de tenente do marinha salvo se for a algum
ofllcial que a esse tempo nao seja inferior ao
terceiro em commando do navio apresador.
O official encarregado da embarcago detida
dever quando levar os papis da embarca-
cao perante a comrr.isso mixta entregar ao
tribunal um relatorio por elle assignado, e
Sim respondeu a final Tony coui ve-
emenda. r
-So?
S!
Pois bem ; vem c depressa 'o tempo
urge.
Tony estendeu a vista pelas paredes...nada
moveu-se...nem urna porta oceulta. De re-
pente lobrigou urna enorme mo descarnada ,
a cujos dedo rematavo negras e curvas u-
nhas, como que sahida do subterrneo. Es-
ta mo acenava o. Reparn ento que o en-
te invisivel tinha levantado tres podras dota-
drilho do calabougo.
Pe os ps cm mnhas mos compadre
Jack.
E outra mo horrivel juntou-se primeira.
Tony oonsiderou de um lado urna morte
affronlosa o de outro lado o acaso, sem du-
vida pouco lisongero porem com probabi-
lidades de salvago ; nao hesitou mais e
langou os pos nessas garras abortas como para
atracar urna presa.
A' misericordia de Dos Torio suas
ultimas palavras, e desappareceu.... As pe-
ilras levantadas cahirflo em seus respectivos
assentos.
Na tarde seguinte apregoava-se a venda
do London Messenger cuja edigo linha sido
de trinta mil ejemplares em virtude da im-
portante noticia que continha.
k O celebro ladro Jack Patrickson evadi-

,



2
authenticado por juramento, de qtraesquer
mudanzas que posso ter occorrido a respeito
da embarcado da sua tripulado, escravos,
se os houver, e da sua carga, entre o periodo
da sua detengo, e o lempo da entrega do dito
relatorio.
artigo 4.
Parte alguma da tripulado ou dos passa-
geiros ou da carga ou dos escravos acha-
dos a bordo da embarcago apresada, ser ti-
rada d'ella al que a dita embarcarlo tenha
sido entregue a urna das commissoes mixtas,
salvo se a transferencia de toda ou parte da
tripulaco ou dos passageiros ou do todo ,
ou parte dos escravos adiados a bordo, se jul-
gar necessaria quer seja para lhes conservar
a vida, ou por qualquer outra considerado de
humanidade quer seja para seguranca das
pessoas encarregadasde conduzir a embarca-
do depois da sua detengo ; em o qual caso o
commandan te do cruzador ou o ofilcial en-
carregado da dita embarcarlo detida lavrar
um termo em que declare as razOes da dita
transferencia; e oscommandantes, marinhei-
ros ou passageiros assim transferidos sero
conduzidos ao mesmo porto aonde fr a embar-
cacSo e carga.
Os pleni potenciarios abaixo assignados, con-
vierfio na conformidnde do art. 14. do tra-
tado assignado por elles neste dia aos tres
dejulhodemil oitocentos quarenta e dous,
que as instruegoes precedentes que conslo
de quatro artigos sero annexadas ao dito
tratado, e consideradas como parte integran-
te delle.
Aos tres de julho de mil oitocentos e qua-
renta edous.
(L. S.) Duque de Palmella.
ANNEXO B.
Regula ment para as commissoes mixtas que
devem julgar os casos das embarcages, na
conformidade do tratado entre Portugal e a
Gram-Bretanha sobre o trafico da escrava-
tura de tres de Julho de mil oitocentos e
quarenta e dous.
Artigo 1.a
As commissoes mixtas que se estabelece-
rem na forma das eslipulagoes do tratado ,
do qual este regulamenlo declarado formar
parte integrante sero compostas da manei-
ra seguinte:
Cada urna das duas altas partes contactan-
tes nomear um commissario c um arbitro ,
que sero authorisados a tomar conhecimento,
e a julgar sera appellago todos os casos de
presa ou detengo de embarcagOes que em
observancia das eslipulagoes do dito tratado
forem levados perante elles. Os commissa-
rios e osarhitros, antes de enlrarem no ejer-
cicio das funcgOes de seus cargos devero
respectivamente prestar juramento perante o
principal magistrado dos logares ; ondo as
mencionadas csmndsses residirem de que
ho de julgar justa e fielmente, e de que nao
daro preferencia nem aos reclamantes nem
aos apresadores; assim como de que lio de
obrar em todas as sua| decises na conformi-
dade das estipulaos Jo sobredito tratado.
A cada urna destas commissoes estar ag-
gregado um secretario ou oilicial de Registo
nomeado pelo Soberano em cujos territorios
residir a tal commisso ; o qual secretario
se da priso 5 minutos antes de marchar ao
supplicio.
V. Vil CAFITl'LO DE AKBIPIAR OS CABELLOS.
Deixemos sir Tony entregue s pavorosas
garras que o arrancro de sua priso ; e ,
at segunda ordem, nos nao irapoi tem os peri-
gos a que se elle expz, nem as galantes a-
venturas de Jack Patrickson queaindadeve
estar em colloquio coin o astucioso lord por
eujas boas gracas de ladro que era veio
a ser grfio-senhor de Inglaterra : segui-me
antes se vos apraz a esta velha cabana si-
tuada margem do Tamisa a qual julgar-
se-liia inhabitada se pelo colmo nao transpi-
rasse fumo.
ous homens vivem neste miseravel tugu-
rio : tem ambos horriveisphysionomias as
quaes vem-se estampadas a hediondez de
suas paixes e o desregramenlo dos preceitos
mora en.
- Ento Semple, vira ou nao ? pergun-
tou o mais velho delles ao companheiro.
Sim meu velho Black nosso homem
ser-nos-ha enviado ; um magno que arru-
fa-so por qualquer cousa ; e parece-mo que
teremos funeco posto que nosso freguez
diga o contrario.
E' forte ?
Nao amito : um velho arcabougo des-
dentado.
Porem a quem anda restaO unhas no
saini } foraa cuidado os galos vcjhos sa
ou ollcial de registo regjstira todas as acias
dessa commisso devendo, antes do entrar
noexerciciodoseu cargo, prestar juramento
parante ella de que se ha de conduzir com o
respeito devido a authoridade da dita commis-
so e portar-so com fidelidade e imparciali-
dade em todas as materias relativas ao seu
respectivo cargo.
O ordenado do secrelrario ou ofilcial de re-
gisto das commissoes que se ostabelecerem
as possesses coloniaes de Portugal ser
pago por S. M. Fidelissima ; e o do secreta-
rio ou ofilcial de registo das commissoes que
seestabelecerem nos dominios de S. M. Bri-
tannica, ser pago por S. Dita Magostado.
Cada um dos governos satisfar motade da
importancia total das despezas eventuaes das
ditas commissoes.
Artigo 2.
As despezas que fizer o ofilcial encarrega-
do da recepeo, manulengo e cuidado da em-
barcado escravos e carga delidos e as que
se fizerem com a exeenco da sentenga bem
como todos os gastos occasionados por levar
urna embarcarlo a ser julgada sero pagos ,
no caso della ser condemnada pelos fundos
que provierem da venda dos materiaes da
embarcago depois que fr desmanchada ;
das provises della ; o daquella parte da car-
ga que consistir em mercadorias : e no caso
que o producto da venda de ludo isto nao seja
sufllciente para pagar (aes despezas, ser pre-
enchido o que fallar pelo governo do paiz
em cujo territorio tiver sido condemnada a
embarcago. Se porm ella ficar desemped-
da sero as despezas occasionadas por a le-
var a ser julgada pigas pelo apresador; ex-
cepto nos casos especificados o de outra for-
ma regulados no Artigo 10. do tratado a que
este regulamento est annexo e no Artigo
7. deste regulamento.
Artigo 3.#
As commissoes mixtas deciJiro da legali-
dade da detengo daquellas embarcagfles que
os cruzadores de urna ou outra nago detive-
rem na conformidade do dito tratado.
Estas commissoes julgarodefinitivamente,
e sem appellago todas as quesles que se
suscitarem pelo apresamento e detengo de
laes embarcages.
O procedimento destas commissoes ter lo-
gar com a menor demora possivel; e para es-
se fim se exige que as commissoes decidam
rada caso quanto possa ser praticavel den-
tro do espago de vinte dias contados do dia
emque a embarcago detida tiver sido levada
ao porto onde residir a commisso que a ha
de julgar.
Em caso nenhum ser demorada a sentcn-
ga final alm do periodo de dous me/es quer
seja por motivo de ausencia das testemunhas,
quer seja por outra qualquer raso excepto se
for a requerimento de qualquer das partes in-
toressadas;no qual caso, dando a mesma parte,
ou partes, fianga edonea de que tomam sobre
si a despeza c risco da demora podero as
commissoes a seu arbitrio conceder urna
dilagoaddicional que nao exceda a quatro
mezes. Ser permittido a qualquer parte em-
pregar aquelle advogado que julgue capaz de
a coadjuvar na defeza da sua causa.
As sesses das ditas commissoes mixtas se-
rio publicas, e todas as partes essenciaes dos
processos que instaurarem sero escripias na
ingoa do paiz em que respectivamente rosi
direm as mesmas'commissoes.
Artigo A.
A forma do processo ser a seguinte :
Os commissarios respectivamente nomca-
dos pelos governos examinaro em primei-
ro logar os papis da embarcago detida e
lomaro os depoimentos do mestre oucom-
mandante^dedous ou tres, pelo menos, dos
principaes individuos de bordo da dita em-
barcago, assim como a declarago jurada do
apresador se acaso parecer necessaria; a fim
de se habilitarem a julgar e sentenciar se a
mesma embarcago foi ou nao justamente de-
tida segundo as eslipulagoes do sobredito
tratado, e a fim de que nessa conformidade
ella fique condemnada ou desempedida.
Acontecendo que os dous commissarios
nao concordem na sentenga que devem pro-
ferir sobre qualquer caso perante elles pro-
posto ou seja a respeito da legalidade da de-
tengo ou de a embarcago estar ou nao nos
termos de dever ser condemnada, ou acerca da
indemnisago que se dove conceder ou so-
bre qualquer outra questo que possa resul-
tar do mencionado apresamento ; ou no caso
que se suscite alguma differenga de opinifto
quanto ao modo de proceder da dita commis-
so tiraro elles sorte o nome de um dos
dous arbitros nomeados como cima se disso ,
o qual depois de ter examinado todo o proces-
so conferenciar sobre o caso com os dous
supramencionados commissarios : proferin-
do-se ento a deciso ou sentenga final, na
conformidade da opinio da maioria dos tres
Arti&o 5.
Se a embarcago detida fr mandada resti-
tuir por sentenga da commisso. sero a em-
barcago e sua carga logo entregues no esla-
do em que ento se acharem o mestre ou
pessoa que o representar pudendo o dito
mestre ou a tal pessoa requerer perante a
mesma commisso que se Ihe faga urna ava-
liago da importancia das indemnisaces que
possa ter direito a reclamar. O mesmo apre-
sador e na falta delle, o seu governo Pica-
r responsavel pelos prejuizos a que possam
vir a ter direito o mestre da dita embarcago,
ou os donos della ou da sua carga.
As duas altas partes contractantes se obri-
gam a pagar no prazo de um anno contado
da data da snntenga as custas a prejuizos
que forem julgados pela sobredita commisso;
ficando mutuamente entendido e convencio-
nado, que taes custas e prejuizos sero pa-
gos pelo governo do paiz de que for subdito o
apresador.
Artigo % '
Se a embarcago detida for condemnada ,
ser declarada boa presa juntamente com a sua
carga de qualquer qualidade que ella seja a
excepgo dos negros ou outros que tive-
rem sido trazidns a seu bordo para o fim de
serem reduzidos escravido ; e a dita em-
barcago segundo o que se acha estipulado
no Artigo 11. do tratado desla data ser ,
assim como a sua carga vendida em leilo .
a beneficio dos dous governos, obrigados ao
pagamento das despezas supramencionadas.
Os escravos recebero da commisso urna
carta de alforria, e sero entregues ao gover-
os menos tralaveis e lem vida dura como
um padre romano.
- Essa boa e que me importa ? a este
soberbo instrumento nao ha existencia que
resista
E tirouda algibeira um buido punhal e
poz-se a passa-lo na pedra.
No mesmo instante batem porta.
Abri disse de fra urna vozconlrafeita
Black abri a porta emquanio Semple
continuava a aliar o punhal.
Entrou um mascarado envolvido em lon-
go capote.
Estis promptos ? perguntou elle.
Sim respondero osdousseeleratos : e
o homem ?
Nao tarda aqui. Quando vos elle pedir
a somma promeltida matai-o.
Bem : e quinto a nos?
O mascarado atirou urna bolsa sobre a m?sa
Eis ahi o que vos prometti : adeos
E retirou-se.
Os dous sssassinos contaran urna por urna
todas as pegas de ouro contidas na bolsa.
- E'isto mesmo disse Bla.k. Mas, em
que pensas Semple ?
- Pens que se como ludo nos leva a
crer nosso fiel Jack conseguir salvar-se,
poder-nos-ha vira ser de grande auxilio
-Jack! cala a boca dahi : um ladro
medroso, um tolo incapaz de soster o cabo
de um punhal ; serve quando muilo para
nos apertos das ras de Londres surripiar al-
gum relogio ou bolsa ; um sida lo poltro,
que s atira de retirada ; porem os altos fei-
tos nao sao para os seus bigodes
Escuta disse Simple.... ou vi passos. .
-Oh !
Batem.
Estis prompto ?
Sim
- Pois abre
Abrio-se pela segunda vez a porta e en-
trou urna velha e hedionda personagem j
conhecida dos leitores o guarda da Torre de
Londres aquelle que proporcionou a troca
do ladro Jack Patrickson por sir Tony em
summa mestre Bob em pessoa.
A' visla das horrendas cataduras dos que
devio servir de intermediarios entre lord
Wellerson e o velho carcereiro, foi este acom-
mettido do um sentimento de temor ; porem
concertou-se e disse com accenlo d confianga:
Sois ys sonhores os meus thesou-
reiros ?
Sim respondeu Black vinde receber
o dinheiro por corita do prego ajustado en-
tre vos e urna pessoa que deseja ficar incg-
nita i'
- E' verdad?.
Pois bem aqui tendeso pagamento.
Estas palavras foro a senha ao companhei-
ro e os punhaes do ambos cahiro sobre o
velho, Nimiamente fraco para sustentar o
no a quo pertencer o cruzador que fez a cap-
tura para serem tratados na forma dos ru-
gulamentos e condiges contidas no Annexo a
este Tratado debaixo da letra C.
As despezas feitas para a manutenco e
tornaviagem dos commandantes e tripulago
des embarcages condemnadas sero pagas
pelo governo de que forem subditos os tacs
commandantes e tripnlagOcs.
Artigo 7/
As commissoes mixtas lomaro lambem co-
nhecimento e sentenciaro definitivamente
e sem appellago, todas as reclamages do in-
demnisago por perdas causadas s cmharca-
gesecargas, que houverem sido deudas
segundo as estipulages desle tratado mas
que nao tiverem sido julgadas boa presa pe-
las dita? commissoes ; e em todos os casos em
que for ordenada a restituigo de taes embar-
cages e carga ( salvo os mencionados no Ar-
tigo 10 do tratado eem urna subsequente
parte deste regulamento que Ihe est an-
nexo ) devero as commssfhs julgar ao re-
clamante ou reclamantes ou ao 'seu asan-
te procurador ou procuradores a beneficio
dello ou delles urna justa e completa in-
demnisago e de todas as perdas e damnos,
que o dono, ou donos, tiverem effecti va men-
te soflrido por um similhante apresamento ou
detengo a saber :
Primo. Em caso de perda total,
O reclamante ou reclamantes sero in-
demuisados :
A. ---Do casco da embarcago do seu
mass/me apparelho e mantimentos.
B D* todos osfretes vencidos e a vencer.
C Do valor da carga de gneros se a
houver, deduzdos todos os gastos e despezas
que se fizer com a venda de tal carga inclu-
sa a commisso de venda.
D. De todas asoutras despezas usuaes
em similhanle caso de perda total
Secundo. Em todos os outros casos em
que a perda nao for total salvo os abaixo
mencionados sero o reclamante ou recla-
mantes indemnisados :
A. De todos os prejuizos e despezas es-
peciaes causadas embarcago por ter sido de-
tida: e da perda do frete vencido ou a vencer.
B. Da estalia quando se deva na con-
formidade da tabella annexa ao presente Art.
C. De qualquer deteriorago da carga.
D De todo o premio de segure sobre aug-
mento de risco.
O reclamante ou reclamantes tero direi-
to ao juro na razo de cinco por cento ao
anno, da somma que lhes for julgada at
que seja paga pelo governo a que perlcncer
o navio apresador. A importancia total des-
ta indemnisago ser calculada na moeda do
paiz a que pertencer a embarcago detida e
ser liquidada ao cambio corrente do dia da
detengo.
As duas altas partes contractantes convie-
ram todava se se provar de modo que sa-
tisfaga os commissarios de amban as nagoes ,
e sem lhes ser preciso recorrer a deciso de
um arbitro que o apresador fora induzdo
em erro por culpa do mestre ou do com man-
dante da embarcago detida que neste caso
nao ter direito a dita embarcago o receber
pelo lempo da sua detengo a estalia esti-
pulada no prsenle artigo nem qualquer
impulso de dous bragos vigorosos o vellio
Bob caliio por Ierra Do pavimento, porem,
sorria-se vendo o afn com que os assassi-
nos procuravo ft-ri-lo mas os buidos pu-
nhaes embutavo em seu corpo Oh! pro-
digio esses pulsos, afieites a impelir pu-
nhaes enfraquecio ...e a lamina nao pene-
tra va a pelledo velho carcereiro.
Bob aproveilando-so do espanto de seus
adversarios ergueu-se tirou por sui vez
o punhal, langou a mo ao pescogo de um ,
sobragou Ihe a cabega edecepou-lhe a ju-
gular
Black cahio langando espadaas desan-
gue, como um carneiro sob a mo do car-
niceiro !. .
Este horrvel espectculo tirou a Semple
o ultimo alent e prostrado aos ps do ve-
lho exclamou :
Perdo meu hom senhor, nao rae
matis por quem sois
Vos e vosso lord que paga os crime,
sois aimla mui criangas !. .Vos, porpen-
sardes que cu aqui viiia do note comoum
menino entregar me vossa discripgo
elle por persuadir-se que eu nao suspeilaria
o empregodeste meio anda quede escolas-
tico, para livrar-se de um cmplice insuppo1*"
tavel
Perdo invoca Semple incessante^
tenle.
- Sim nfio serci eu cjuem te mate, se l
/


^""p*-
outra indernnisago pelas perdas o damnos ,
ou despesas procedentes da mesnn detencao.
Tabella da eslalia ou irtdemnisaqo diaria
das dnspezas da demora do urna embar-
cacao de
J00 toneladas at 120 inclusive Ib. 5,,
121 a 150...........6,,
151-170...........8
171-200...........10 por
20l-2cil)........... 11,, dia
221-250..........12
251-270...........14,,
27I-30O. :.........l3
e assim proporco.
Artigo 8.
Nem os Commissarios era os Arbitros ,
nem os Secretarios das Comraisses pediro ,
ou rccebero de qualquer das partes interessa-
das nos casos propostos pera n lo as Commis-
cf>es emolumento ou dadiva alguma debaixo
de qualquer pretexto que seja pelo desem-
penho dos deveres que tem de cumprir.
Artigo 9
Quando as partes interessadas jclgarem ter
motivo para se queixarem de alguma injusti-
ga manifesla da parto das Commisses Mixtas,
podero represntala ais seus respectivos
Governos que se reservam o direito de se
entenderem mutuamente para prevevir tal in-
Justifi para o futuro.
Artigo 10."
As duas altas partes contractantos convie-
ram em que no caso Je fallecimcnto enfer-
midade, ausencia com licenca ou outro
qualquer impedimento legal, de um ou mais
commissarios uu arbitros, qocompoem res-
pectivamente as suprarnencionadas commis-
s5es ser o lugar dos ditos commissarios ou
arbitios nteiramente suppriio da maoeira se-
guinte :
Primo.Da parto de S. M. B. e naqucl-
las eommissi'S que se estahellecerem as
possessOes de sua dita Magestade se a va-
cancia Cor Jo commissario britnico ser o
seu lugar preenchido pelo arbitro britnico ,
tanto naquelle caso, como se a vacancia for
oiiginariamenle do arbitro britnico ser o
lugar delle successivamente prebencliido pelo
governador ou tenente governador residen-
tes as mesmas possessOes pelo principal
magistrado, e pelo secretario do governo dol-
as ; e as ditas commisses assim constituidas
como cima, faro as suas sesses e em to-
dos os casos propostos peranto ellas para se-
ren julgados procederao a julga-los e a
proferir senlenca uessa conformidade.
Secundo.Da parte da Gram-bretanba e
naquelias commisses que so estabelccerem
nas pessessojs de S. M. F. se a vacancia
for do commissario britnico ser o seu lugar
preenebido pelo arbitro britnico; e tanto na-
quelle caso, como se elle for originariamente
do arbitro britnico; ser o seu iugar successi-
vamente preenebido pelo cnsul e Viee-con-
sul britnico se houvor um cnsul ou vice-
cnsul britnico nomcados o residentes nas
ditas possessOes ; mas se a vacancia for tanto
do commissario como do arbitro britnico,
sei entilo preenebida a do commissario pelo
cnsul britnico e a do arbitro pelo vice-
cnsul britnico se bouver um cnsul e um
portares gentilmente. Quero smente que
me acompanbes : occorre-me urna idea.. .
Nos o capataz dos Iadr-iS de Londies ?
Sou sim.
E's irmfio do celebro Jaik Patrickson ,
aquelle que evadio-se ?
Siru senhor.
Um exfolente rapaz accrescenlou son-
samente o velbo Bob: sim um rapaz que me
merece toda considerado : he pena que se
tenba deixado en torear.
Dizio que elle linba-se evadido.
E um romance ; foi enforcado e bem en-
forcado : eu o vi em Tiburn estirando urna
lingo to comprida como a de um par de In-
glaterra quando consulta seu medico. Tu te
pareces com elle admiravelmente.
Assim o creio, pois no club tomaYo-nos
aum pelo outro.
- Vamos vamos disse ocarcereiro no
te matarei posto que attentaste contra meos
dias: smente conserva-te-ffel preso em meo
domicilio. Pe este lenco sobre os olhes eu
te &uiarci : pretendo nicamente que nao a-
pren lis o caminho de minba casa medida de
precaucao que desculpars.
Semille n.1u leve a menor objecc.o a oppr-
llie. Pobre mosca enredada na tea dessa a- f
randa humana por Miz julgava-se ten do
escapado sorte de seu companbeiro. Dei-
xou-se vendar, e em silencio s.-guio para onde
o levou seu guia.
Depoisde urna hora de marcha ouvio ro-
dar grande porta sobre os gotucos subi es-
vice-consul britnico nomeados e residen-
tes nas ditas possessOes ; e nao bavendo cn-
sul ou vica cnsul britnico para preencher o
lugar do arbitro britnico ser enlo cha-
mado o arbitro portuguez naquelles casos em
que o deveria ser o britnico se o houves-
se ; mas se a vacancia for tanto do commissa-
rio cmodo arbitro britnico e no bouver
cnsul nem vice-consul britnico para as pre-
encher interinamente faro ento o com-
missario e o arbitro portuguez as suas ses-
ses e em todos os casos, propostos peran-
to elles para serem julgados procederao u
julga-los, e a proferir sentenca nessa con-
formidado.
TercioDa parto do Porlugal e naquel-
ias commissOes que se estabelecerom nas pos-
sessOes de S. M. F. se a vacancia for do
commissario Portuguez ser o seu lugar
preenebido polo arbitro portuguez ; e tanto
naquelle caso como se a vacancia for origina-
mente do arbitro portuguez ser o lugar
delle successivamente preenchido pela princi-
pal autoridade civil presidente nas mesmas
possessss, pelo principal magistrado, e pe-
lo secretario do governo deltas ; e as ditas
commisseo assim constituidas como cima ,
farSo as suas sesses e em todos os caso,
propostos perante ollas para serem julgados s
procederao a julga-los ea proferir senten-
ca nessa conformidade.
Quarto.Da parte de Portugal e naquel-
ias commissOes que se estabelecerem nas pos-
sesses de S. M. B. se a vacancia for do
commissario portuguez, ser o seu lugar pre-
enchido pelo arbitro portuguez; tanto na-
quelle caso como se ella for originariamen-
te do arbitro portuguez, ser o seu lugar
successivamente preenchido pelo cnsul e
vice-consul Portuguez, se houver um cnsul
ou vice-consul portuguez nomeados e resi-
dentes nas ditas possessOes ; mas se a vacan
cia for tanto do commissario como do arbi-
tro protuguez ser ento preenchida a
docommissario pelo cnsul portuguez, ea
do arbitro pelo vice-consul portuguez, se hou-
ver um cnsul e um vice-consul portu-
guez nomeadose residentes nas ditas pos-
sessOes ; e nao bavendo cnsul ou vice-
consul portuguez para preencher o lugar do
arbitro portuguez ser entilo chamado o
arbitro britnico naquelias casos em que o
deveria ser o Portuguez, se o houvesse ; mas
se a vacancia for tanto do commissario co-
mo do arbitro portuguez, e no houver cn-
sul nem vice-consul portuguez para as pre-
encher interinamente faro ento o com-
missario e o arbitro britnico as suas sesses,
e em todos os casos propostos perante elles
para serem julgados procederao a julga-los,
e a proferir senlenca nessa conformidade.
A principal autoridade civil do estabcleci-
mento onde houver de residir qualquer das
commissOes mixtas dever no caso de oc
correr alguma vacancia ou seja do commis-
sario ou do arbitro d# outra alta parte con-
tactante dar logo parte della a principal
autoridade civil do'estabelecimento mais pr-
ximo da dita outra alta parte contractante ,
afim de que essa vacancia se possa preencher
no mais breve periodo possivel; e cada urna
das altas partes contractanles concorda em
preencher definitivamente o mais depressa
possivel, as vacancias que por fallec ment,
ou outra qualquercousa pjsso occorrer nas
suprarnencionadas commisses.
Artigo 11.*
As commiss-s mixtas devero transmitlir
todo os anuos, ao respectivo governo um re
l-ilorio concernente:
Primo. Aos casos que foram propostos
perante ellas para Serern julgados.
Secundo. Ao estado dos negros libertos.
TercioA qualquer informaco que pos
sao obtor a respailo do tratamente e progres-
so feito na pducaejio religiosa e macaniea dos
negros libertos ; devendo o dilu relalorio ser
annualmente publicado em cada paiz com
autorisaeaodo governo.
Os plenipotenciarios ahaixo assignados ,
na conformidade do artigo 14 do tratado por
elles assignados ueste dia 3 de julho de 1812,
convieram em que o precedente regulamenlo
am consta da II artigo, seja annexado ao
dito tratado e considerado como parto inte-
grante delle.
Lisboa 3 de julho do 1842.
( L. S. ) Duque de P.tlmella.
( D do Governo. )
P E B N A M R C O.
cadas desceu oulras sempre precedido por
seu guia al que a final parou. O guia lar-
gou-lbe a mo... correro~scferrolhos.
Posso tirar a venda meslre Bob ? per-
gunlou Semple.
Pois nao meu filho respondeu Bob j
fura da grade, e rindo-ses gargalhadas.
Semple arrancn o lenco que Ihe cobria os
olbos. Eslava n'um callabougo escuro.... lan-
cou as vistas para a janella.... Oh cos !
Achava-se na Torre de Londres cujos um-
braes acabava de salvar.
Meslre Bob disse um inspector das pri-
ses urna denuncia anonyma informa-nos
de que o ladro Patrickson obleve plena liber-
dado gmcas vossa condescendencia.
E falso respondeo o velbo Bob com ar
de perfeita seguranca. Olhai para esse calla-
douco veris que o condemnado foi de novo
apandado.
Seresleo verdadoiroculpado? parguntou
o inspector tirandoa luneta, be istoo quecum-
pre verificar. Por duas vezes vi Jack l'atri-
ckson e as le.ces desse traanle (iero gra-
vadas em id i tilia memoria pois nessas duas
vezes, eniquantooinlerrogava, deu-me caca
s algibeiras.
Eo inspector, pondo seu binculo com
la! curiosidade examinava o pobre Semple ,
como se procurasse ver o rosto de urna dansa
ria de llieatro.
Sim, por cerlo, que elle mesmo, disse
o inspector podestes apanha-lo e trazer ao
aprisco ; meslre Bob sois un bravo carce-
Pendlmcnto tolal d' /tlfandfga em
Outbro d" 1812.
Rendimento total____....... 15(5:413*198
Restituirlo................ 792*383
R." 155:620*815
Cha 50 p. c. a d-
nheiro........ 37*800
SO p. c. em
assignados..... 2:602*620 2:730*420
Plvora 50 p. c. a
dinheiro................. 153*562
Viudos, e lquidos
espirituozosa sa-
ber 48 112 p. c.
a dinheiro..... 2:137*258
48 1|2 p. c. em
assignados..... 7:015*829 9:153*087
Diversas oulras
mercadorias a sa-
ber 15 p. c. a di-
nheiro........ 21:465*160
15 p. c. em assig-
nados......... 80:880*807 102:346*327
Joias 5 p. c................. 134*800
Aripazenagem addicional de 3
l|2p.fl.................. 25:600*615
BeexportaQo 2 p. c........ 27i*082
Expediente do 1 112 p. n......11 :S85* 107
Gneros nacionaes 112 p. c... 18*742
Premio dos assignados 112 p. c. 2:038*168
Armazenagem del|4p.c... 1:152*983
Multas.................... 40*000
Emolumentos decerlides.... 4*920
Renda geral... 123:678*681
Dita applicada 31:942*131
R." 135:620*313
R.' 155:620*815
reiro, fizesles urna ac^o meritoria, pela qual
promelto-vos um grao deaccesso muitobreve,
e 100 libras de gratificarlo.
E' muila bondade senhor respondeu
Bob escusando-se modestamente.
- Nao be justica que faco ; cumpre re-
compensar ao verdadeiro mrito. Entretanto,
vou dar ordem para que esse velhaco seja en-
forcado antes de amanhecer.
Acabando estas palavras o inspector deu
as boas noites aos que o rodeavo e sahio a-
companhado dos assistenles. Bob achan-
do-se s fez o seguinte raciocinio:
-S Dos sabe como escapouso daqu o
incgnito que c deixei ; nSo devo expr-me
segunda vez. A semelhanca deste gatuno
com o verdadeiro condemnado he urna fortuna
que minba boa estrella deparou-me ; aprovei-
temo-la nem esperemos pela manh... deve
morrer esla noite mesmo .. amanha correr
na cidade que elle suicdou-se o estar salva
minha responsabilidade. Satisfelo com este
plano, enlrou Bob no callaboueo de Semplo.
onde o achou s e deitado sobre o pavimen-
to. Bob trou a grvala passou-lh'aem tor-
no do pescoco e apertou...
Oh oh exclamou Semple queres
matar-me por las ruaos, piedado lindas
prometlido...
Nao ha piedade respondeu o velho sce-
lerato has de morrer cumpre que morras,
grita embora ninguem te ouve todos dor-
mem o ninguem pensa que neste callabougo
ecgro lenlis alguem jnteresse eni esirsogu-
Oescrivo da alfandega
Jacome Gerardo Mara Lumaki de Mello.
CO.MMEKGIO.
ALFANDEGA.
Bendimento do da 2'de novb.r* I:425#5ft4
ESCARREGA IIOJK 3 DE XOVEMIUlu.
Brigue portuguez =Jozep!iina = ezeite, dro-
gas miudezas dinheiro a se-
bo I las.
Brigue inglez = Margaretli Elizabelb = car-
ril o.
MOV1MENTO DO PORTO.
NAVIO ENTP.AD0 NO Dli 1.
Lisboa ; 46 dias brigue portuguez Jozepdi-
na de 215 ton. cap. Paulo Antonio da
Rocda, equp. 12, carga varios gneros :
a Mondes & Oliveira; passageiros, Jos Gon-
rjalves Joo Carlos Guerrero, Caeluno Jo-
s Gomes Joaquim Cdavier Vieira Ligo ,
portuguezes.
NAVIOS SAIIinOS NO DIA 1.
Aracaty; dalo brazileiro Flor de Larangeiras,
cap. Joaquim Pt-reira,carga varios gneros;
passag. Antonio Ferreira Pinto, Jos Fer-
reira deCarvalho,BernardnoJosdaRocha,
Jos dos Santos Franco Jos Severino de
Paiva Hiplito Cepiano Pamplona, Gon-
Calo Baptista Vieira, Jos Anastacio de AI-
buquerque, Manuel da Costa Domingos
Jos Nogueira Jaguaribe padre Ricardo
Francisco de Lemos Manoel de Mesquila
Teixeira, Manoel Joaquim de Santa Anna,
Joo Cardozo Manoel Marques de Olivei-
ra, brazileiros Jos Dias Correa da Silva,
Cazimiro Pinto de Araujo Nogueira Joo
Nunes do Araujo Nogueira portugu'zes,
e 5 escravos dos passageiros.
Parahiba e Liverpool; brigue inglez Blucher,
cap. Jos S. Carram, em lastro ; passagei-
ros Antonio Alvcs de Souza Carvalho e um
escravo.
NAVIO ENTRADO NO DIA 2.
Aracaty; 12 dias, hiate brazileiro Olinda ,
de 40 Ion. cap. Jos Gomjalves Simes ,
equip. 8, carga couros : a Manoel Joaquim
Pedro da Costa passageiros Manoel Ro-
drigues Ferreira Jnior Candido Jos da
Silva Raimundo Francisco de Amorim ,
Lourenco Gomes dos Santos, Joo da Silva
Loureiro, brazileiros; e 7 escravos a en-
tregar.
AVISOS MARTIMOS.
...... !! I ...... .1 .. I
tsr Para Lisboa segu viagem no dia 20
do corrente o.Brigue Portuguez S. Domingos,
anda recebe alguma carga e passageiros: tra-
ta-se com o Capito na praca do Commercio,
ou com o consignatario Tdomaz de Aquino
Fonseca na ra Nova n. 41.
ts^ Para o Cear pertende sabir al o dia
30 de Novembro a sumaca Estrella do Cabo ;
lar-te. E Bob apertou o lenco com toda a
forra que tinha... Semple anda abri a boca,
porem em vez de palavras sahio s san-
gue Seus denles rangro, e horrivel es-
tertor escapou-lhedo peito ; os cabellos erri-
cro-se sobre as fon tes os dragos estendd-
ro-se, e depois de torrvel agilaco Ocaro
immoveis as pernas : os odos fechro-se e
o sorriso de agradecimenlo que a victima cos-
tuma dirigir a Dos quanto lindo seus sori-
mentos veio pairar sobre seu rosto ; eslava
ludo consumado... Semple eslava morto.
Logo que Bob assegurou-se de que o cada-
ver que linda nas m.ios eslava para sempre
inanimado resolveu colloca-lo de modo que
no outro dia os em pregados da Torre accredi-
tassem que Semple se davia suicidado para e-
vitar o supplicio ; e para este fim ferio iume ,
e accendeu urna vela. Quando o clareo da luz
esclareceu o theatro do crime lanc,ou Bob u-
ma vista d'olhos em torno de si com este r> ceio
inseparavel do culpado., e apenas come^ou o
exame toinoii-se paludo como a mor le '. .. E'
que acabava de ver nesso mesmo calabouco,
olido eslivera Jack Patricksonc o interessante
sir Tony, surgindo da trra.... um medonho
rosto de domem que surria-se de um modo
satnico.
Oque queris aqui ? perguntou o car-
cereiro atoidoado.
Que tendis a bondade de permillir
que accenda m*u cachimbo em vossa luz !...,
(to>oUpuar-*rii|,)


4

os per tendentes passageiros Jirijo-sa a Ma-
noel Joaquim PeJro da Costa na ra da Ca-
deia n. 46.
BT Para o Rio de Janeiro seguir com a
brevidade possivel o brigue escuna Isabel :
quem quizercarregar ou hir de passagem po-
de intender-se com o capilo Joaquim Anto-
nio Gadre a bordo, ou no Recife ra da Ca-
deia n.
45.
LE1LES
s=Leilo que fazem Lenoir l'uget 4 C. por
intervengo do corrector Oliveira de um gran-
de sortimento de fazendas francezas e suis-
sas como sejo cambraias adamascadas e,
bordadas leugos e chales do cassa e filo
chales de seda sarjas e setins lizos gr-
valas de setim bicos de linho selins um
grande sortimenlo de llores lencos encarna-
dos fitas brins cazemiras proprias para
fahisnables, e finalmente um grande surti-
mento de alcaides do qual se pode tirar grande
partido notando que todas as fazendas se
ho de entregar pelo prego mais elevado que
seoerecer : quinta fe ira 3 de Novembru as
10 horas em ponto no seu armazem da ra da
Cruz.
tai Alexander Mackay & {'.. faro leilo
por conta de quem pertencer, e por interven-
go do corrector Oliveira de cerca dez
quartolas d'azeite de peixe salvadas da barca
ingleza Middlesex capito Talbert naufra-
gada na costa do Rio Formozo *na viagem
que fazia de Sidney a Londres ; sexta feira 4
do corrente s 11 horas da manli no seu
armazem de Rallar ra d'ApoIlo ; prximo
ao porto das canoas.
AV l SOS DI VERSOS.
_
tsr Precisa-sede um feitor para um enge-
nho fora desta praga que entenda de car-
reiro podendo ser at portuguez dos che-
gados prximamente : na ra das Cruzcs n.
6 segundo andar.
tsr1 R. Lansac retira-se para Franga.
Acho-se a venda nos
lugares annunciados os bi-
Ihetes da lotera do Thea-
tro, cujas rodas ando impre-
terivelmente no dia 9 de jNo-
vembro prximo futuro.
tss** Precisa-se de urna mulher parda ou
preta para o servido de casa dando-se o
sustento e vestuario : na ra velha venda da
quina que volta para a ra da Alegra ou
annuncie.
Precisa-se de urna ama para urna casa
de pequea familia : na ra Augusta n. 12. ,
a falar com Joo Izidro Lopes Lima.
tsr* Precisa-se de urna lavadeira de var-
rela ou de sabo : na ra da Hurtas n. 62.
Para juntos lerem mas nao relerem.
or Plena e formalmente se declara ao
que nao he nem dt'ixa de ser caixeiro ( vejo-
se suas licanlinas no Diario n. 233) que men-
te ment, e mente, quaudo diz que =
o menino formoso, joven e bello anda es-
crevendo cartas aos patres para compromet-
ter os caixeiros = e assevera-se-Ihe que esta
falsa proposigo propria de sua gigantesca
pessoa he igual muitas oulras que espa-
lda al por seus agentes Mas que esperar
de um filho que foi desobediente ingrato ,
a protectores e falso amigo ? O mundo he
todo seu e.....! Nao se Ihe nega porem o
illibado crdito que gosa ( ao menos ern suas
conquistas Ac. ) na praga de Pernambuco,
a pesar de ser inferior aquella que outr'ora
desfructou em S........e E... M... Quan-
to as obrigagOes que leinbra ao menino for-
moso ja que S. Mee. n'elle fallou saiba, que
aquellas confiadas a sua vigilancia as conserva
muitoem dia e ora e lano assim he que
sempre Ihe sobrou e ainda sobra lempo nao
para desacreditar familias respeilaveis nem
to pouco para pagodes, mas sim para daros
seus innocentes passeios visitar os amigos ,
e coadjuvar aquellos queja o foro em nome,
nos afazeres que seus patres Ihes confiavo.
E quanto as quali Ja Ips de (ormoso joven ,
e bello sao meramente encaixaveis na esbelta
pessoa de S. Mee., que nao he do Porto :
quem assim Ihe falla nao he jurisconsulto ,
legislador ministro de estado, ou fantasma,
he sim menos do que qualquer acha de lenha,
que por agora nada mais Ihe diz aguardan-
do as Jadainhas de todos os Sanios a poz das
quaes ouvir o devido ; e competente repi-
que nao dos sinos do Corpo Santo, mas sim
da Igreja do Pillar o slo Ihe aima = Um
que he caixeiro.
ouro prata, e panno na venda da ra da
Roda n. 4o queiro ir lira-Ios no praso de
8 das e nao comparessendo perderd" todo
o direito quo tiverem.
tsr Aluga-se um sobrado com soto, loja,
quintal e cacimba, tem commodos para gran-
de familia na ra do Cotovelo : tratar na
ra do Livramento n. 50.
tsr Urna mulher casada que tendo um fi-
lho e este morreado, licou com muito bom
leite e como he pobre sugeita-se a criar
em sua casa qualquer crianr/i, q>e Ihe quei-
ro entregar, prometendo ter todo o amor
e desvello como cosluma ; quem pretender
dirija-se a ra do Caldereiro n. 91 quo se
dir quem he o todo o negooio se far e
sabero da conducta da pessoa que a tal se
propoe.
tsr Quem annunciou a venda de duas ca-
sas terreas no beco do Padr dirija-so a ra
estreita do Rozario n. 11.
Collegio de s. Antonio.
tss* Havendo augmentado o numero de
Alumnos tanto pensionistas como externos
d'csto Collegio ; e nao tendo a casa onde
se achava estabelecido as proporces neces-
sarias para a cornmodidade dos mesmos
Alumnos; o abaixo assignado tem a honra
de communicar a todas as pessoas que Ihe
confiarem a educagao de seus filhos ou re-
comendados e a lodos os seus Amigos em
geral, que o dito Collegio se mudou para a
ra do Sevepara a casa do snr. Joo Mara ,
onde agora se acha orgaoisado com todas as
disposicoesque demanda um estabelecimento
d'esta naluresa. O abiaxo assignado devia
pessoalmente partecipar esta mudanga aos
Paes dos Alumnos d'esta Cidade, ou aos seus
correspondentes assim com aos seus Ami-
gos : mas nao podendo por agora distrahir
algum lempo das suas obrigaees pedo des-
culpa de o nao ter assim feito. = Rernardino
Freir de Figueiredo Abreu de Castro Di-
rector.
tsr Precisa-se do urna casa para duas pes-
soas, que o seu alugucl nao exceda de 7 a H#
rs. e que seja no bairro de s. Antonio ;
quem liver annuncie.
tsr O snr. Joa Ignacio de Avila quei-
ra fazer o favor de dirigir-so a ra de s. The
reza n. 24 a negocio de seu interesse.
tsr Quem achou um anel do ouro, com
firma, querendo restituir dirija-so a ra No-
va n. 28 em casa de Antonio Ferreira da Cos
la Rraga que pagar o adiado.
tsr O sr. que annunciou querer um
aprendiz de tanoeiro sendo queira um ca-
brinha escravo, com principio o mesmo oli-
cio annuncie sua mor. da ou dirija-se em
fora de portas a fallar com Honorato Ra boza
da Costa.
- Precisa-se alagar um andar de um so-
brado pagando-se IOji rs. or mez e da-
se um quurlel adiantado : quem livor an-
nuncie.
-Precisa-so alugar um proto dando-se
o sustento e dormida ; na ra de S. Rita nu
mero 85.
- Precisa-se de um ptimo forneiro para
a padaria eslabalecida na Solidado : trata-se
na mesma ou na ra da Sa.nz.dla velha nu-
mero 98.
- Aviza-se ao sr. que levo a curiozidade de
entrar em raza de Joo Antonio Martinz ,
morador na ra da Cadeia n. 12 e levou um
relogio de ouro com correnle; ou fossepor cas-
toada ou para ficarcom elle, o queira enlregar
a seu dono pois ja parece que foi roubado ;
porem se o mandar isto fioar em segredo e
so o nao for entregar, no seguinte Diario se de-
clarar quem he para sua vergonha ; to bem
se aviza os senhores relojoeiros que se Ihe of-
ferega o mesmo relojo para comprar que
prendo o quo for ollerecer. N. R. quem
entrega, o dito relojo a seu dono lera bom
premio.
tsr Offerece-so para ama de caza de pouca
familia urna mulher que sabe cozinhar la-
var, e engomar : na ra da Florentina n. 31.
%sr Precisa-se de SfJOjiOOO reis a pre-
mio com hypolheca em urna morada de raza
cila nesla praga ; quem quiser dar annun-
cie para ser procurado.
-Olerece-se um rapaz brazileiro para
caixeiro de cobranza ou de loja de fazenda o
alianga a sua conduta ; quem precisar an-
nuncie ou dirija-se a ra do Mundo Novo nu-
mero 17.
tsr Na quina da ra do Collegio numero
20 com frente para o palacio se abri urna no-
va loja de livros onde se encontra um bom
sortimento como sejo livros elementares
do sciencias diversos de direilo, e lambem
nlo tenha vicios : dirja-se a ra Nova n. 18.
tsr A pessoa que quer comprar o carrinho
de 4 rodas puchado por um ou douscavallos,
dirija-se a ra do Vigario n. 3.
tsr 0 Richarel Vicente Pereira do Rogo,
mudou a sua residencia para a ra Nova n.
5 primeiro andar.
tsr Hoje as 4 horas da Urde em praga pu-
blica do Sr. Dr. Juiz de Direito da segunda
vara do Civel Rodrigues Setta no atierro
da Roa vista se ha de arrematar o arrenda -
ment de um sobrado de dous andares e so-
to, com trepeira na frente e varandas de
ferro, no atierro dos affogados avahado o
arrendamento annual por 400. r*. pinho-
rado por execugo de Francisco Joze Rarboja,
a D. Anna Joaquina Lins Wanderlei.
- Quem perdeo tres quartas de cordo de
ouro apareca na ra das Trinxeiras sobrado
n. 42 que dando os signaes cortos Ihe ser
entregue.
COMPRAS
0 Diccionario de Moraes da quarta
edicto em bom uzo : na praga da Indepen-
dencia loja d livros n. 37 e 38.
sr* Urna porgo de portas de louro com
grade ou sem ella novas e ja feitas seja da
largura ou comprimenlo que for em gran-
des e pequeas porces, quem livor annun-
cie.
tsr* Qualquer porgo de ananazes athe 4
mil, quo sejo verdes proprios para doce ,
como tambem outras quaes quer fructas nara
o mesmo eleito : na ra da Madre de Dos
loja n. 2 i
tsr* A dinheiro 4 moradas de casas terreas
em chaos proprios, ou mesmo foreiros e
que sejo em boas ras : no segundo anlar
do sobrado que faz quina para a travessa do
Rozario das 6 horas da manh as 9 e das
3 as 6 da tarde.
tsr* Tartaruga em grandes e pequeas
porcOes pentes velhos ainda mesmo sendo
quebrados conserta-se toda obra de tarta-
ruga e faz-se pentes de encomenda ; todo
por prego commodo : na ra de Hortas loja
de tartarugueiro na quina que volta para o
Pocinho.
tsr* Continua-se a comprar escravos para
fora da provincia de 13 a 20 annos: sen-
do de bonitas figuras pago-se bem : na ra
da Cadeia de S. Antonio sobrado de um an-
dar de varanda de pao I). 18.
VENDAS.
urna boa escolha das melhores noveas as-
sim como diTerentes objectos pertencentes a
taes estabelecimpntos.
A* pessoas que tiverem pinhores de 1 Quem tiyer urna negra para alugar, quejfeilas.
xsr Urna negrinha crela de 16 annos, bo-
nita figura cose chao faz lavarinto e renda
de todas as larguras outra dita do naco de
12 annos com principio de costura, e outra
dita crela de 7 annos e um negro de nago
de 28 annos bom serrador : na camboa do
Carmo n. 19 segundo andar.
taruma Apolicc da divida publica da quati-
tiade 4004 que vence 5 por cento ao auno ,
por melado do seu valor ; quem pretender
annuncie.
BT Rilhetes e meios ditos da lotera do
theatro : na loja de Carioca & Setle ra do
Queimado.
es** Um moleque de boa figura e sem
achaques quem o pretender dirija-se ao ar-
mazem do sal.
tsr Urna tenda de funileiro com armaco
para as obras feitas, o com toda a ferramen-
ta pertencente a mesma ofiicina na ra Di-
reita ; quem a pretender dirija-se a ra do
Crespo casa n. 10 terceiro andar.
tsr Machinas do vapor com suas moendas
de difierentes tamanhos e precos um gran-
de sortimento de moendas para animaos e pa-
ra agoa de bem conhecida fabrica de Low Moor,
laxas de ferro batido e fundido de 4 palmos
athe 10 de boca formas de ferro para purgar
assucar de tamanho e feilio em uso as pro-
vincias do Sul urna prenga hidrulica que
pode servir para embarricar assucar com mui-
ta promptido como j seesperimentou, esta e
as machinas de vapor os vendedores se en-
cumbem de mandar assenlar por um mecanis-
ta hbil : em casa de Fox & Stodart ra da
Scnzalla nova n. 1.
tsr As verdadeiras pilulas da familia, che-
gadas ltimamente do Porto ; na ra do Quei-
mado loja n. 6.
tsr Na ra da Cruz n. 55 armazem de
chapeos ha quem venda um carrinho quasi
novo de qualro rodas puchado por um ou dous
cavallos.
tsr Na ra do Queimado loja n. 14 do Lu-
z Joze deSouzaha para vender chapeos de
sol de seda de superior qualidade e prQO
commodo ; na mesma loja tem velas de car-
nauba de 7 e 8em libra a 320 muito bem
tsr" Urna canoa de amarlo para carregar
agoa mui bem acabada e boa construc^o,
a dinheiro ou a praso com boa firma: na pra-
5a da Independencia n. 37.
tsr Trez moloques um com idade de 15
annos muito lindo com principios de cozi-
nha sem vicios nem achaques, um dito cre-
lo de idade de 12 annos outro dito crelo do
idade de ll annos, urna escrava de naco, cn-
gomma bem liso e cozinha um escravo de
nago com bonita figura afiansa-so nao ler
vicios : na ra Direita n. 43.
tsr Lindssimos cortes de vestidos de chi-
tas muito finas, ditas mais ordinarias: na qui-
na da pracinha do Livramento loja da viuva
de Joo Carlos Pereira de Rurgos.
tsr* Urna negrinha de idade de 10 annos >
pouco mais ou menos e he do matto : na
ra do Fagundes n. 47 lado do nascente.
w Um escravo crelo mostr de tanoeiro
os pretenden tes dirijo-se ao atterro da Boa-
vista a casa da sen hora D. Laureana Roza
Candida Regucira Pinto tratar com Joo
tiulino da Silva Ramos.
tsr Um escrayo denagSode bonita figura:
no atierro da Roa-vista em casa de Dona Latin-
ara.
tsr Um selim inglez uzado por preco mui-
to commodo: na ra do Livramento n. 2o pri-
meiro andar.
= Um sobrado de dous andares com so-
to corrido formando trez andares ainda no-*-
voe feito a moderna e muito bem construi-
do e de muito boas madeiras tendo 120
palmos de fundo e 34 de largo e com um
grande terreno no fundo e com o embarque
a porta a toda hora e por isso que olere
grandes vantagens o comprador pela loca-
lidade em que se acha, na ra da Praia n. 38 ;
as pretedentes dirijo-se ao arco de Santo An-
tonio a fallar com Joo Hcnriques da Silva.
Janeiro com o titulo violeta em libras e
meias libras, a em qualquer porgo, bem co-
mo superiores charutos em caixinhas de 100,
ludo por barato preco chegado do Rio de Ja-
neiro a poucos dias ; tambem se vendem
obras de ouro do melhor gosto como sejo
brincos pulceiras aneis,- aneles memori-
as de ouro diamantes e brilhantes da ul-
tima moda : na ra d'ApoIlo em casa de J. R.
Moreira.
tar Um caixo envidracado para fazendas
ou miudezas selle cortes de coletes de sarja,
oito calcas de brim escuro de q 11 adros urna
caiga de lustrim ludo por prego commodo : na
ra do Livramento loja de couros n. 11.
tsrRoas abotuiduras do massi 700, facas e
garfos muito finas, trancelim de borraxa 80 rs.
lizoura finas, 200 meias do seda para senhora
1 i40, ditasde algodo pretasmuito finas, sus-
pensorios de borraxa, colxetes 80 is a caixa,
papel de pezo.muito superior 3000, tinla preta
deescrever. bicos e rendas agoa do colonia
muilo superior, pumad franceza brincos
pretos, caivetes finos, linhas de carretel 360
a duzia com outras muitas miudezas baratas ,
na ruado Livramento n. 10
tsr Um sobradinho de um andar e soto
cito no caes do Machado : na ra do Collegio
n. G botica de Cypriano Luiz da Paz.
tf Velas de carnauba do superior quali-
dade por serem muito alvas e do boa luz do
6 em libra ; quem as pretender dirija se ao
atierro dos Aflogados casa n. 34.
r* hem feito e com pouco uso : no atterro da
Boa-vista coxeira franceza de Emilio.
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr No dia 20 do passado fugio uma negra
de boa altura de nome Francisca barrigu-
da como qunn he quebrada boiguda e ps
grandes foi cativa do falecido Custodio Mo-
reira dos Santos capito que foi de cavalaria
e supe-se ter hido para Santo Anto onde
foi compraJa o hoje cativa docapilo de Arti-
Iheiia Dutra.
tsr" Desapareceo no dia Sexla feira 28 do p.
urna negra de 35 annos de idado por nome
Francisca alta e secca bem fula levou
vestido de chita branca com palmas encama-
das e pao da costa ; qumn a aprehender leve
ao Coelho na olaria de Antonio Joze de Almei-
da que ser gratificado.
tsr" No dia 30 do passado Outubro fugio
um preto de nome Liborio orelo idade 20
annos pouco maisou menos tem a marca do
um talho na testa he bailo, e grosso do
corpo levou caiga de pao azul e camisa lina,
alem disso levou mais dous pares de calcas
brancas uma de selineta e uma de brim o
duas jaquetas de risendo encarnado ; qurm
o pegar elevar ra d'ApoIlo n. 16 ser
bem recompensado.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. =18


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