Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04809


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Full Text
< Kl =.:...
Annode 1842.
Qimita Feira 2
^BSESSBXaBBaBHBaBBMBtQ:'2
i 3?!
'l'mlo ajora depende i'.c ni mesmos ; ilt nossa [irudf r.i'ia moderaco c energa : coa-
liiuttinos cumo principiarlos c seremos apon lados cum arimiraco entre as Nacoes maia
jullas. (Proclamacio daAssembla Geral do Iraiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Guian na Paraiba e Kiogrande do Norte, segundase sexlsa feiras.
I'.onilo e Garanhuti.. a 40 e 24-
Cabo Serinhaem Rio Formoio Porto CaWo Macei e Alagoas no 4. 44,
toa-vista e llores 43 e -8. Santo Anl.'io quintas feiras. Olinda todos os dial.
DAS DA SEMANA.
31 See. jpj1,m Qtiinlino M. Aud. dj J. de D, da Z. T.
,; Fesla de todos os Santos.
Commcmorncao dos (iefuntaa.
s. NJtlaquiem B. Aid do juii de I), da5. t.
a, Carlos l'orromro B And. do J. de D. da 1' t.
i, Zaearial, e s Jiabcl Paos des. J. Bap: Re. Aud. do J. da D. da 3. 1,
s. Severo B M.
4 1'eic.
2 guar.
3 Quii.
/i Stwt.
5 Sal.
( Korn.
de Novembrti. Anno XVIII. N. 256.
II I I IIIIIIMIIiMll II I II 11III IITaf
asignatura be
O Diario publica-ae todoa os di.s qne nao lor-m jenhSe.doe : o prefo i
* tre. m.l reia por qu.rtel pago, adi.n.adoa O, annunr o. dos a ie.gs.nte, iil0 inser.doe
rraril e os dos .pe o nao forem n rallo de SO reis por lir.n. Al r.l.macoea deven, er
' dirigidas a est.Tfaogr.fi. ru. das Cruiea D. 3, ... a prac. da lndeoe.denc. loj. de litroa
i Numero 37 e 38. _^_^__________
CAMBIOS no da ol deoutubro. compra venda.
Cambio aobre Londres 27 Nominal.
, Paria 350 reia p. franco.
> I.iaboa 400 por 400 de premio.
Moeda de robre 3 por 400 de desronlo.
I Onao- Moeda d. 6,100 V. 45,200
a N. 5.00J
d. 4,000 8.J0S
PltTt Paiaeei 4,710
Pexoe Colomnam 4,710
dito Meiicanoe 4,710
>...!. 1.02U
45,221)
45,20
8 220
4.7GO
1,760
4,7(t)
1,640
Pveamnr do da 2 de Novembro.
4. a 1 horas a 30 m. da aainM.
2. a 1 horas e ii'i m. da tarde.
PHASES OA LUA NO MEZ DE NOY HUIRO.
La Nos-a a 2 f 4 kora e l!l m. da lar.!.
Ouarl. creae. a 9 be 40 horas !>7 m. da lar.l.
I.na chaia a 18 A I hora a 10 m. da manh.
guart. mine, a 2 --a ti horaa e 42 m. da aaanb
BT2
M*.
07FICIAL.
G O V E R N O D A P U O VI N C I A.
EXPEDIENTE DO DI.V 2 DO PASSADO.
Olicio Ao inspector da thesouraria da
fazenda ordenando que mande arrecadar
pnia racebedori das rendas geraes internas
os 1:600 reis, que o regulamonto numero
i20dispa sejo rerolhidos ao thesouro por
cada legitimago.
Dito Ao chele interino do polica. =
Illrn. Snr. = Resolverlo provisoriamente a
duvida que V. S." lem de (be competir a
expediego de passaportes tanto a nacionaes,
corno a estrangeiros para (ora lo imperio ,
visto parecer-lhe que s Iba pertence dar as
legitimagoes par?, este caso em consequen -
cia das expressoes de similhantes ttulos ,
passados conforme o modelo numero 2. e ar-
tigo 90 e 91 do regulamonto numero 120 ,
cumpre significa r-lhe que esta Presiden-
cia concorda na inteligencia por V. S." da-
da nesla parle s^cc. priineira do cap. pri-
meiro tas disposices policiaes do dito regu -
lamento nao s pela inferencia que V. S.a
tirados artigos i)0 e 91 mas tambem pe-
la epigraphe da mencionada secc. priineira ,
a qual restringe as novas disposig" s aos pas-
saporles para dentro-do imperio, deixando
salvas por consequencia as que foro manda-
das observar pelo artigo 118, ultimo do
cod. de proces. crim., e principalmente por
se adiar a duvida resolvid* no artigo 29 das
instruoQfK's de 2(> de fevereiro d'este anno ,
palo qual derlarando-se que na corte e pro-
vincia do Rio de Janeiro s secretaria d'es-
tado competa a expediccao de passaportes
para fora do imperio lica decidido que aos
chefes de polica nao foi dada esta attribui-
Cio polo mencionado regulamonto numero
120 sunsislindo ella como dantes, exclu-
siva das Presidencias as provincias. Quan-
toao imposto de 1:000, que o artigo 93 do
1FL MITO
OS TENEBROSOS MYSTERIOS
Di
TORRE DE LONDRES (+)
II.
ITUA SCEN.V Dl'PLA.
Mestre Rob foi direito Torre de Londres.
Na poca em que comega esta bistoria es-
lava a disciplina bem Ion ge de attingir ao
grao de regularizada que ao dopois Ibe deu a
civilisafjiio ; o posto que fcilmente recorres-
sem tortura todava a inspecgo o vigi-
Iincia senocxerciao cora a exactido o ri-
gor boje em pregados. A autoridade de Bob
dava-lbe direito de entrar na torre de Lon-
dres hora que lhe aprouvesse e porlauto,
sam obstculo dirigio-se ao callabougo onde
eslava um liornem qtw no seguinte dia tinha
do ser confiado aos cuidados do algoz : este
homem chamava-se Jack Palrickson e a es-
sa hora conservava-sc a lio coinprido em seu
pobre leito.
Que fazos nessa posigSo meu Jack ?
perguntuu o carcereiro quando se vio a sos
com o preso.
Meu caro carceieiro respondeu Jack ,
agora mesmo refleclia na extravagancia das
cousas humanas. Coutemplava aquella ara-
1 nha que to tranquilla vive no centro de
forca-Ia emquanto que ainaiih por esta
sua leia sera que ninguemse lembrede en-
sobredilo regulamonto manda recoliier ao llte-
souro por cada titulo de legilimaco deve
ser elle pago em consequencia d'esta dispo-
sicao na recebedoria das rendas geraes inter-
nas d'esta provincia. Kca assim respondido
o seo offcio de 5 do crrente.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa
zenda determinando em consequencia de
requisc/io do commandanto das armas que
mande pagar os vencimentoa do corneta Flo-
rano Gonzalo pelo destacamento da guarda
nacional de Iguarag onde elle s'acha em
servico. = Communicou-se ao commandante
das armas.
Dito Ao juiz dos orpbos d'esta cdade ,
ordenando que em observancia do artigo 4.
do regulamonto de 5 de Janeiro d'este anno ,
e enltMidendo-se cun o presiilente da admi-
nistracSo dos estabelecimentos de caridade ,
que em officio d 14 de setembro ultimo re-
qaisita (|ue sejo admttidos na compuiha
dos aprendizes menores do arsenal de guerra
osexpodos, SerapiSo Innocencio e Ga-
briel faga o tutor dos ditos expostos assig-
nar o termo que se exige para a sua admis-
so e o remt-tta ao director do mencionado
arsenal. = Officiou-se ao director do arsenal
de guerra para que depois de recebido o
dito termo, admitisseos referidos expostos
em a citada companhia ; e administracao
dos estabelecimentos de caridade intelligen-
ciando a da expediccao d'estas ordens.
Dito Ao delegado do termo do Pao do
albo participando que foi entregue e le-
ve o conveniente destino o desertor de pri-
meira linha Antonio Francisco dos Santos ,
que remeltoo com o seu ollicio de 24 d'este
mez.
Dito Ao chefe da legio da guarda na-
cional de Iguarag communicando ter con-
cedido reforma ao alferes da primeira compa-
nhia do primeiro hatalho da legio do seu
commando Leopoldo Joze da Costa Araujo.
DitoAo inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenando em conse-
quencia de representacio da cmara munici -
pal to Rio Formoso que lhe mande pagar
o alu;5uel do trapiche que serve dequarlel
naquella comarca, na razSode l^.> reis men-
sa es desde t3 de fevereiro de 1837 como
j so lhe determinou em ollicio de 13 de do-
zembrode 1841.= Partidpou-se acamara
municipal do Rio Kormoso.
Portara Mandando passar nomeacao ao
major graduado da extincta segunda linha,
Luiz Antonio Alves Mascarenhas para com-
mandante da sexta companhia do balalho de
nfantaria da guarda nacional destacado com
os vencimtmtos de sua electmdade. = Com-
municou-se ao commandante das armas, e
ao inspector da thesouraria ta fa'zenda.
lllcio Ao rMigimheiro em chif.) tas o-
bras publicas significando, que os dous ser-
ventes que se acho empegados s ordens,
e como correios um do inspector fiscal e
outro de S. m. nao devem continuar ex-
istir ; pois que o servido de que ellos esto
encarregados, deve ser leito pelo conti-
nuo.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 2 DO PASSADO.
Ofl]co Ao Exm. Presidente devolven-
do-lho com sua informagao o ollicio do dele-
gado do termo da Boa-vista no qual requi-
sitava vencimentos adianlados para o desta-
camento de cavallaria ali existente em ra-
zio da grande distancia e falta do seguras
eonduges.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. transmit-
lindo-lhe competentemente informado o re-
querimento dos soldados Manoel do Nasci-
mento e Sebastio Joze da Hora do tercei-
ro batalhao de artilhara a p que supplica-
va a S. M o Imperador demigo por terem
acabado os seus engujamentos.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. remetten-
do-lhe informado para ser deferido como en-
tendesse os requerimentos de Cosma Dami-
aima e de Firmo Costodio nos quaes pe-
dio a primeira que fosse desligado do ba-
'(*) Vid, Diario >',
hora estarei espichado : lamento nao ter eu
vindoao mundo com o destino de apanhar
moscas.
Jack disse-lhe o carcereiro c!s talvez
mais feliz do que mereces.
Certo replicou Jack sem se mover se
fa/ieis consistir a felicidade humana na van-
tagem de morrer com urna corda ao pescogo ,
sou um magano bem ditoso.
Naogracejemos Jack. Queres que teu
pescogo escape corda ?
Se quero que meu pescogo escape cor-
da perguntais .*
Sim.
De muito boa vontade : se me poderdes
livrar da forca ,'ser-Yos-hei infinitamente a-
gradecido.
E queres nao smenle escapar morte,
porem de mais a mais gozar de urna brilhante
posigao social ?
God dam meu velho corvo a mim la-
dro de relogios e lengos a mim condem-
na.lo pelos tribunaes superiores a mim ,
cuja mi morreo de pezar fazeis tal propo-
sigao?. .Ali! aviai-vos mal sabis quo
interessanto me parece vossa historia !
Jack tu nao s ladro por amor do of-
ficio mas smenle por necescidade : juras-
me de esqueceres para sempre mos hbitos ?
Juro-o.
De esqueceres a vida passada ?
Inclusivamente a corda de bom grado
prometi.
De desempenbares d'ora em diante o pa-
pel que le Qzerem reprezenlar sem a nin-
guem revelares luaantisfa condgo pois que
rjjsto pende a tua vida ?
FftlUi, que yos escuto!
Pois bem levanla-le toma este capo-
le e segue-me.
Por Dos e a guarda ?
-Temos urna passagem secreta, desco-
nhecida de todos feila por ordem de urna de
nossas boasrainhas por onde vinha ver o
conde d'Essex por ella engaiolado no lugar
em que eslavas ha pouco.
Dizendo estas palavras 'carregou mestre
Uob sobre urna mola, e abri se a parede.
Por esta passagem o protector e protegido sa-
Iiiro apressadamonte.
Quando se vii o lora da torre enfiro o
caminho da casa de Bob onde este encerrou
Jack em um quarlo ; e para eyitar-lha a
fuga conservou-lhe a corrente que lhe pren-
da as mos.
No mesmo instante bateu o lord e Bob
abri a porta.
Ali est vosso homem disse ograo-
senhor mostrando um carro que parara por-
ta ajudai-nos a tira-lo.
O lord, Bob e Peter tirrSo do carro um
mancebo profundamente adormecido. Lindo
como um anjo* suas feigOes exprimio a bon-
dade do seu corago e a nobreza de sua al-
ma meigo sorriso lhe entreabra os olhos.
No acordar elle i' pejgunlou o velho
carcereiro.
TranquiHsai-vos tornoudhe o lord :
fi-lo beber boa dose do narctico.
-Sr. Jack disse Bob ao individuo por
elle salvo comprimentai ao vosso lio milord
Wellerson.
Meu lio disse o ladro estupefacto e
com os olhos filos no rico traje do lord ati !
meu lio Na vordado muito as-
sejado!
talhSo de infantari de guardas nacionaes des-
tacado seu lilho Joaquim Ferreir e este,
ser dispensado do dito batalhao onde se a-
cha na qualidade de aidido.
DitosAo Exm. resiliente, e comman-
daite das armas da provincia do Cear, com-
municando-lho a partida do major Manoel
Joaquim deOliveira que hia ali ser empro-
gadocomo conveniente fosse ao servigo.
Dito Ao major commanlante da forta-
leza de Tamandar respondendo o seu olli-
cio no qual relatos a fuga dos presos de justi-
ga e mandando prender ao commandante ,
sentinella, e mais pragas da guarda, que
por falta de vigilancia ou desleixo tives-
sem ooncorrido para semelhante fug de-
vendo do acontecido dar circunstanciada par-
te ao delegado do termo para proceder co-
mo fosse do ei.
Dito Ao chafe de polica respondendo
ao seu oflicio do 22 do corrente relativo aos
auxilios que o capito Xavier de Brito de-
via prestar as autoridades policiaes do termo
de Paje de Flores.
Dito Ao mesmo aecusando o recebi-
mento de dous soldados que se tinho au-
sentado do balalho provisorio.
Dito Ao lente coronel commandante
do balalho provisorio mandando por em li-
berdade o cadete Porto-car'rciro por se ter
finalisadoa sua sentenga.
Dito Ao mesmo mandandodlie apre-
sentar es soldados Domiciano Lisboa, e Vi-
cente Ferreira que se acbavSo ausentes do
batalhao aliin do que os lizesse punir na for-
ma da lei.
Dito Ao mesmo para que fizesse cons-
tar ao alferes de commisso Joaquim Pereira
Xavier de Oliveira que o seu offerecimento
para liir servir no exercilo do sul fra leva-
do ao conhecimcnlo do Exm. Snr. ministro
da guerra para resolver como entendesse
conveniente.
DitoAo mesmo, communicando-Ihe ,
que se linha expedido ordem a thesouraria
para o pagamento da despesa feita com o for-
Se nao vosso tio deve d'ora ein dian-
te ser como tal considerado aos olhos do
mundo.
Pois sim to'nou-lhe Jack : n&ovejo
nisto inconveniente algum .masque
mogo este ?
E' o que vai substituir-vos.
Como assim a pessoa a quem se cn-
forcar em meu lugar i' pobre menino....
Nada anda mo como sou nao convirei
nislo, nao consentirs que morra to bella
crealura Enforcado para livrar-sc um bir-
bante como eu !
Donde vem agora essa compaixSo ? per-
guntou Bob. E pensas poder salva-lo? Quan-
to s louco Aqu mesmo serias' estrangula-
do se ousasses. oppr-le nossa vontade e
nada farias por elle, cuja sorlo est ha mui-
to tempo decretada.
lina vez que asaini c disse Jask melan-
clicamente Dos lhe suavise a morte.
O lord o seu cmplice Bob sahiro juntos
para recommendar a Peter toda a attengio.
Jack aprovoitando-se desta ausencia,
fez urna vista algibeiras do mancebo para
nao esquecer as regrasde seu ollcio,e achou...
umeiuteiro de senhora... urna fita lisa dse-
tiin azul na qual eslava bordada a palavra
Emelina.
Pobre rapaz! disse elle sem duvida
isto alguma prenda de amor. .. escondamo-la
em nosso collete de llanella ser urna lera-
branga una reliquia do homem que niorreu
por mim.
Tinha apenas guardado a fila quando en-
trarn as duas personagens principaes deste
drama.
Jaci, disso Bob fa Idandez o cretQ


2
neoimento dos recrutas postos em custodia ,
de 8 de tovereiro a 19 (Je outubro do cor-
rente anno.
Portara Ao tenente coronel coraman-
dante do batalho de infantaria de guardas
nacionaes destacado mandando desligar do
mesmo com guia para o respectivo corpo o
guarda Luiz Martins da Costa ligando ao di-
to batalho o substituto Manoel da Silva que
elle lhe apresentaria.
TRIBUNAL DA RELAQO.
Sesso de 31 de Outubro de 1842.
Na appellaco civel da Cidade da Parahiba,
appellante o juizo appellado Caetano Pedro
deSouza ; escrivAo Reg Rangel se julgou
pela confirmacap da sentenca appellada.
Na appellaco civel desta Cidade, appellan-
te Nuno Mara de Seichas appellado Fran-
cisco Ferreira de Mello e outros ; escrivo
Reg Rangel se mandou ouvir o Dr. Cura-
dor Geral.
Na appellaco civel desta Cidade, appellan-
te Antonio Ferreira Christovo e appellado
Joaquim Joze da Costa e Oliveira ; escrivo
t Randeira se julgou pela confirmaco da sen-
tenca de que se recorreo.
Na appellaco civel da Comarca de S. An-
to appellantes Sebastio Antonio Acioles
Lins e D. Anna Francisca Acioles Lins e
appellado Francisco Gomes Vellozo de Azeve-
do escrivo Jacomo, foi julgada firme, eva-
lioza a dezistencia.
Os embargos de Manon! /"ferino dos San-
tos contra Adolpho Schramm na cauza de
appellaco civel desta Cidade -, escrivo Reg
Rangel foro disprezados mandando-se
cumpr^ o accordo embargado.
Na appellaco crime da Cidade da Fortale-
za appellante Joze Antonio de Torres Ban-
deira appellado Francisco Joze de Souza ;
escrivo Jacamo se mandou ouvir ao Curador
Geral
0 embargos de Manoel Antonio da Silva
Mola contra Jacinto da Rocha e Silva na
appellaco civel desta Cidade ; escrivo Pos-
tnomo, foro desprezados, mandando-se com-
prir o accordo embargado.
Na appellaco civel desta Cidate, appellan-
te Joze Joaquim de Mesquttav>e appellado
Francisco Antonio de Souza ; escrivo Ran-
deira se julgod pela confirmaco da sen-
tenca.
Na appellaco crime da Villa do Ico da Pro-
vincia do Ceara appellante Antonio Joze de
Mattos, reo prezo appellado o juizo escri-
vo Bandeira nao tomarftoconhecimento.
Na appellaco civel da Villa Federal das Ca-
beceiras, appellante o r. Francisco Luiz Pe-
reira Tavares appellado a parda Nicacia e
suasfilhas ; escrivo Bandeira, se julgou pe-
la confirmaco da sentenca de que se re-
correo.
Os embargos de Joze Rodrigues de Olivei-
ra Lima contra D Ignacia Maria Xavier, na
appellago civel desta Cidade ; escrivo Fer-
reira foro desprezados.
O aggravo de peticXo de Joze Ignacio da C-
mara contra Anna Maria Muniz do juizo
da 2.* vara do civel desta Cidade teve pro-
vimenlo.
O aggravo de petico do mesmo juizo da
2.* vara de Antonio Machado Dias contra
D. Joaquina Maria do Sacramento Dias te-
ve provimento.
O aggravo do petico do juizo dos orfos
desta Cidade de Francisco Ferreira de Mel-
lo, interposto no inventario de Joanna Fran-
cisca do Nascimento, nao leve provimento.
REPARTICO DA POLICA.
Illm. Exm. Sr. Tendo-me constado que o
facnoroso Alexandre Valentim que no dia
20 do correnttt havia resistido escolta de ca-
vallaria que fra captural-o commandada
pelo capito Joaquim Joze Carneiro Monteiro,
em urna casa do engenho Armazem a onde
existia e que na occasio da masma resis-
tencia havia sido deixado como morto pe-
la torga que fra necessario em pregar se-
gundo a parte dada pelo mesroo capito-, an-
da existia vivo e sem maior perigo ; por
que fura visto curar no sohredito engenho ;
marchei no dia 28 pelas nove e meia horas da
noite com torca policial, e de linha, que re-
qcisitsi V. Exc. com direceo ao sobre-
dito engenho : e tendo-o posto em cerco ,
toi franqueado no dia 20 pelas seis horas da
manh sem opozico alguma e procedendo
busca em todas as casas e suas pertencas ,
nao foi encontrado n'elle o sobredito Valen-
tim ; mas declarou o Sr. do engenho que na
verdade existia vivo por que ali so tinha cu-
rado mas que seus parentes o tinho reti-
rado e que ignorava o lugar em que esla-
va escondido. Passei ento tozar as inda-
garles possiveis e em resultado ohtive saber
que existia em trras do engenho Penedo de-
baixo em um lugar no meio do mato ; por
treze meia horas da noite do dia 30 fiz que
a escolta de cavallaria dirigida pelo altores
Barbalho expjorassa aquelle lugar aond*
toi encontrado capturado e condusido
enfermara da Cadeia d'esta Cidade, aondese
acha. Nao mandei capturar os Srs. de en-
genho pai e lilho e os mais que em dita
parte se disem ter resistido por me parecer
nao estarem no caso do 2.# do art. 301 do
regulamento de 3l de Janeiro do corrente an-
no para poderem ser capturados sem culpa
formada vista d tortas as occorrencias.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria de Poli-
ca de Pernambuco 31 de Outubro de 1842.
= Illm. e Exm. Sr. Baro da Boa-vista Pre-
sidente da Provincia.=0 de/embareador Che-
to interino de Polica Domingos Nunes Ra-
mos Ferreira.
na capital, e mais Fugares da provincia a
fausta noticia da pacificaco de Minas Geraes;
a assembla legislativa provincial resol veo por
unanimidade de votos que fosse nomeada
uma deputago de cinco membros para levar
a presenca do Exm. Presdante da provincia
as suas congralulaQfles por um to deseja-
do acontecimento. Tendo poisa deputaco
nomeada corapawoido no palacio do governo
no dia e hora aprasada ah o orador da de-
putaco o deputado Joao Carlos Vanderley
recitou na presenga do Exm. Presidente da
provincia o seguinte :
Discurso.
Illm. e Exm. Snr.Foi no meio dos maio-
res transportes de jubilo e con ten lamento ,
que a assembla legislativa provincial recebeo
a faustissima noticia que V. Ex. se dignou
officialmente communicar-lhe de haver si-
do pacificada e restituida ao imperio da lei
a provincia de Minas Geraes onde o espiri-
to vertiginoso e frentico dilirio dos inimi-
gos do throno e da monarchia havia arvorado
o ttrico e lgubre estandarte da desordeno;
bem convencida a assembla legislativa pro-
vincial de que este to desejado acontecimen-
to veio em grande parte minorar os gravissi-
mos males, que j pezavo sobre a nossa cara
patria, e preparar, por assim dizer, um novo
camiuho de gloria, que deveconduzir a pro-
vincia do Rio Grande do sul os bravos defen-
soresdo throno, nao pode a mesma assembla
deixarde testemunhar petante V. Ex. pelo
orgo da presente deputaco o prazer inti-
mo de que se sent possnida e os seus mais
sinceros votos de congratulaco por um even-
to to desejado.
Digne-se pois V. Ex. deacolher benigna-
mente a expresso dos sentimentos da assem-
bla legislativa Provincial, permittindo-nos
a honra de entoar em seu nome na respeita-
vel presenca de V. Ex.: viva S. M. I. e cons-
titucional o senhor D. Pedro segundo! Viva
aconstituico e acto addicional Viva a n-
cificac-5o da provincia de Minas Geraes Vi-
va o os bravos defensores do throno !
Sua Ex. dignou-so responder que em
qualidade de delegado de S. M. o Imperador,
muito agradeca a assembla legislativa pro-
vincial os sentimentos de amor e lealdade ,
que ella acabava de manifestar a Augusta Pes-
soado Monarcha eo interesseque ella to-
mara pela pacificaco nao s da provincia de
Minas como do paiz em geral.
que noconheees as ras de Londres ; nao
assim ?
Cerlamente.
E' preciso que ignores para onde te levo.
-Comoquizerem.
Vas ser um gro-senhor !
Por S George isto ponsivel ?
Mas convm que primeiro tomes esta
beberagem.
Biabo algum veneno ...
Louco disse o carcereiro e tomara
eu o trabalbo de trazer-te aqui para envene-
nar-te '.' Ecom que firn i'... Leslava a corda
para livrar-me de l se te nao julgasse til.
Tendes ra'zo. respoudeu o ladro ;
mas para que essa beberagem ?
Para dormires sem islo nao se pode
fazer a metamorphose ; porem quando a-
cordares seras poderosa personagem.
Serei ministro da justica .'
. Oh isso nao.
Tanto peior respondeo Jack recebendo
o copo porque, nesse caso agraciar-me-
hia a mim mesmo. Em summa entregumo-
nos sorle ; bebamos e acordaremos sobe-
rano de algum imperio comanlo que nao
vamos depois sondar do alto de alguma torca,
que corredio n me sufibea diante de meu po-
vo Sorveu de um trago o conteudo no
corpo. e cabio adormecido.
'um momento Bob Peter e milord
Wellerson vestiro o ladro com os reos tra-
jes daquelle que ia a oceupar seu lugar e
enfaxaro este com os andrajos de que se co-
bria Jack.
Emquanto a victima do odio do lord Wel-
lerson era por Peter e Bob transportada para
fi caJJaboucq da torre, on4e o flguardava mr-
INTERIOR.
RIO GRANDE DO NORTE.
a' pedido.
/Havendo sido recebida com grande aplauso
teaffrontosa o gro-senhor", saboreando de
antemo sua vinganca, acompanhava no car-
ro o ladro irlandez Jack Patrickson fazen-
do delle um homem eminente de cujas risi-
veis aventuras vamos tratar.
III ---- o ACOBIUB no Linsto.
Notou-se que na noito do acontecimen-
ta que acabamos de descrever as luzes de
innmeras bugias innundavo os saldes do
palacio de lord Wellerson e que os criados
andavo em motu continuo.
Elle j chegou di/.ia urr..
Tornaremos a ver esse caro menino ,
dizia nutro.
Que ventura repelia um lerceiro.
Por toda parteouvio-so canucos gritse
vozes de pessoas que arranjavao e desarran-
javo movis como que nada mais desejas-
sera que fazer honroso gasalhado ao recem-
vindo.
Ora este hospede esperado tinha com ef-
toito chegado na vespera s 10 horas da
noite: eera o rico herdeiro da consideravel
fortuna de uma familia nobre ; era sir Tony
Merville em summa.
-J viste nosso amo novo? perguntava
um criado a seu companheiro.
- E' impossivel.
-Porque ?
- Porque desd o momento em que che-
gou logo seu lio e futor lord Wellerson mo-
nopolisou-o ejimais ninguem Ihe pz o o-
Ihoemcima! .Dir-so-hia que elle receia que
engulo seu sohrinho !
- E' prova de que o estima.
-Nao o creas camarada : ninguem gos-
ta de um mancebo a quem tem do restituir
um miJiiftQdc libras eslerttnw,
Na Sesso da Assembla Legislativa Pro-
vincial de 17 de Setembro do corrente
anno.
O deputado Joo Carlos Wanderley ; Sr.
Presidente ; se os sentimentos de amor e
devotaco que u consagro ao meu paiz ,
me levaro com mxima satisfaco a concor-
rer com o meu voto para que esta Assembla
inderessasse a Augusta prpzenca de S. M. o
Imperador os seus votos de homenagem, res-
peito e gralido, por se haver o mesmo Au-
gusto Sr. dignado de sanecionar as imporlan-
Se o gentil sir Tony tivesse morriio exi-
lado corno seus pas nao se lhe dario con-
tas ; e aqui para nos estamos sos ?
-Sos absolutamente sos.
.;Pois bem Creio que j o tio devorou
boa psrte do bolo e muito lhecustar apre-
senta-lo intacto.
Diabo!
- Silencio que vm gente : nao falle-
mos to alto nos negocio de nossos amos.
Era j da alto quando acor.Ion sir Tony
Merville. Vio-so em um magnifico leito de
pniinas, coberto com uma colxa de velludo
escarate recamada de ouro.
-Aviemos-nos, dsse elle ( os leitores
coobecem o verdadeiro nome deste sir Tony),
creio chegada a hora de me vrenforcar. Pe-
lo menos tenho a consciencia de haver sa-
bido desfruciar meu derradeiro somno.
Dizendo isto Jack Patrickson, que se ha-
va esquecido da scena da vespera e da con-
cordata com o velho Rob e lord Wellerson ,
senlou-se na cama.
- Ui! exclamou elle que isto espe-
Ihos, quadros tapetes! Ah sim ,
anda nao despertei de todo : ou quem
sabe ? Talvez fui en toreado e acho-me j
n'um quarto de dormir do outro mundo.
Estas palavras foro acompanbadas de mi-
nucioso exame em sua propria pessoa. Sua
admiraco subi de poni quando reparou
que linha vestida uma camisa de finissituo
linho cujosfolhos e punlios ero decustosa
renda.
- E esta exclamou de novo : se estou no
paraso devo contossar que ha por c pti-
mas costureiras e que os anjos tem bom
gostQ em teus vfstirJQS, A muitos guarda-
rne-
os membros
tissimas leis de 23 de Novembro e 3 de
Dezembro doanno passado aquella creando
um conselhoM'estado o esta reformando o
cdigo do processo criminal ; estes mesmos
sentimentos'me animo hoje a offerecer a con -
ideraco desta Assembla uma indicaco pa-
ra que por interm dio de uma deputago
de seu seio, faga ebegar a respeitavel prezen-
ca do Exm. Presidente desta Provincia o
Br. D. Manoel d'Assiz Mascarenhas a ex-
pressSo de seu reconhecimento o gratido ,
pelo esmero e solicitude com que o mesn.o
Exm. Presidente se ha destinguido em pro-
mover por todos os meios ao seu alcance o
bem estar e prosperidade desta Provincia dig-
namente confiada a to sabia e judicioza ad-
minislracSo. Isto me parece, Sr. Presiden-
te, de summa justica e eu espero que a ndi-
caco que tenho a honra de offerecer
recer a acquiescencia de todos
da Cmara.
Indicaciio,
Sendo assaz omnipatentes o disvelo e soli-
citude com que o Exm Presidente desta Pro-
vincia o Dr. D. Manoel d'Assiz Mascare-
nhas se ha distinguido em promover, por to-
dos os meios ao seu alcance o-bem estar dos
povos confiados a sua administracSp, sen-
do igualmente reconhecido que as actuaes
circunstancias, em que se tem adiado algu-
mas Provincias do Imperio, o Rio Grande do
Norte tem gozado, e continin a gozar da mais
perfeita tranquilfidade-, oqueem grande par-
te he devido a actual administrara,) cujos
actos tem sido invariavelmente formulados
pela lei pela moral c pela razo publica :
Indico.
Que esta Assembla por meio de uma de-
pulaco de seu seio facachegar ao conhe-
cimento do Exm. Presidente da Provincia os
seus votos de reconhecimerilo e gratido pe-
lo esmero, e empenho com que o mesmo Exm.
Presidente se ha destinguido em promover o
bem estar dos povos,cuja adminislraco lhe toi
confiada; e pela coadjuvaco franca e leal, que
elle ha constantemente prestado a todos os ac~
tos desta Assembla protestando-se-lbe que
a mesma Assembla continuar a permanecer
nos sinceros dezejos de lhe prestar igualrriea-
te toda a sua cooperaco.
Pago da Assembla Legislativa Provincial
do Rio Grande do Norte 17 de Setembro de
1842. =Joo Carlos Wanderley.
Em consequencia de Ifaver sido unnime-
mente approvada esta indicago foi nomea-
da uma deputaco de cinco membros, a qual
tendo comparecido no palacio da Presidencia
no dia e hora aprasada ahi o orador da mes-
ma deputaco, o deputado Antonio Alvares
Mariz recitou na presenca do Exm. Presiden-
te da Provincia o seguinte :
lliscurso.
Illm. e Exm. Sr. A Assembla Legislati-
va da Provincia do Rio Grande do Norte ,
conscia do esmero e solicitude com que V.
Exc. se ha destinguido em promover por
todos os meios ao seu alcanse o bem estar,
roupas roubei eu porem nunca em nenhum
encontrei cousa que se possa assemelhar com
o que aqui vejo Palavra de honra se to-
dos sounessem quo bem se traja na vida e
terna cerlo nao faltara quem se quizesse
enforcar par gosto e pura sympalhia.
Mas Jack anda duvidava se quanto via era
real ou effeitos de sonhos ; e para verificar ,
tornou a encostar a cabeca e cerrava os o-
Ihos quando vio abrir a porta t? entrar um
lacaio todo agaloado. Tomando-o por uma
personagem importante Jack ergueu-se do
leito em camisa, como eslava, e pz-se a
fazer-lhe cumprimentos.
Costuma V. Ex. .lomar alguma cousa a
esta hora ? perguntou-lhe o lacaio
-Meu caro senhor respondcu-lhe Jack
amiudando as corlezias a fallar a verdade ,
muitas vezes aconteceo-me tomar alguma cou-
sa porem nunca escolhi hora e o fazia em
toda occasio opportuna sem olhar para o
relogio....Porque nao senta-se ?
-V. Ex. tem milita bondade. venho
procurar as botas de V. Ex.
Minhas botas disse Jack admirado ,
apenas tenho um par de sapatos que j per-
tencero a um abbade de quem os lomamos
despedindo-o e descalco.... Porm elle nao se
deve queixar__ S. Joo Baptista andava des-
caigo e a historia nao diz que por isto tives-
se calos.
0 lacaio pensou comsigo mesmo q' taes dis-
parates provinho do genio tolgazao de sen no-
vo amo ( pois suppunha fallar a Tony Mervil-
le ) e por isto se nao idmirdu anles ap- '
proximou-sc sorrindo-sc e dissa-llio ;
Permilti que vos vista.
'- Pe bom grado disse JacK.


3
e prosperidaJe-desta Provincia que, com
gloria de V. Exc, e nimia satisfago de seus
habitantes foi pela segunda veztconfiada a
sabia, e judicioza admipslragao de V. Exc.,
rsconhece como un de seus importantes de-
vores o de vir hoje, por meio da prezente de-
putago depozitar na prezenca de V. Exc.
os sinceros votos de sen reconhecimentoe gra-
lido como um testmunho do alto apreso,
e conciderago em que a mesma Assembla
tem os relovantissimos servigos por V. Exc.
prestados a esta Provincia em os trez periodos
de sua administradlo.
A Assembla Legislativa Provincial seeom-
praz'igualmente de poder nesta mesma occa-
zio congralular-se com V. Exc. pela bpm
acertada, e merecida eleigfio, que de V. Exc.
acaba de fazera Provincia para seu represen-
tante na Assembla Nacional Digne-so pois
V. Exc.'d^.acolher benignamente a expres-
so dos sentimentos da Assembla Legislati-
va Provincial aqual contina a permanecer
nos sinceros dezejos de prestar a sua franca e
leal cooperago a todos os actos da adminis-
trago de V Exc, cuja recordacao ser s-m-
pre grata a esta Provincia. Cidade do Natal
21 deSotembro de 1812. S. Exe. digi.ou-
se responder que muito agradeca os senli-
mentos que llie acahav de manifestar a As-
sembla Legislativa Provincial o que nutria
os mais sinceros dezejos de Ihe prestar toda a
u cooperaco fazendo a Provincia todos os
bens que eslivessem ao seu alcance.
c-^
He desta sorte que a Assembla Legislativa
Provincial do Rio Grande do Norte sabe frzer
justiga ao mrito e as virtudes que tanto
caracteriso o eximio ,. e destnelo Presiden-
te da Provincia.
COM.UUNICADO.
Estando no domingo 50 do corrente ,
com o senlior subdelegado do bairro de San-
to Antonio e nao leudo este podido encon-
trar um medico ou ciruigiao pira proceder ao
exame do cadver que lora adiado na praia,
me oleieci e nos dirigimos Ribeira do
Peixe lugar em que eslava exposto o ca-
dver.
O cadver era de um pardo que pareca ter
,38 10 anuos de ida.le- de estatura ordina-
ria espadado o rtao apresenlava nem fe-
rimento, neni contuso? ou ecchymoses &c ;
nada sobre elle se encontrava que fizesse crer
que Uvera sido assassinado ou ao menos que
luclara e resistir a algum allaque e apenas
havio sobre a regiao dorsal alguus arranhes
ohliquos de fra para dentro parallelos cn-
tre si e de que fallarei mais abaixo. As
palpebras azas do nariz labios e orellias
se achavo roidas e ainda doitavao algum
sa ngue.
O cadver n5o eslava entumecido e ape
as liavia a rigidez cadavrica ; a pollo sem
alterago na cor.
Tendo-mo informado da posigao e do lugar
En fie as calcas.
Estou habituado a calgar-me s; como,
porm quer lomar este incommodo fico-
vosobligado. Ah... diei-me urna cousa, co-
nbeceis-me ?
Pois nao !
Quem sou eu ?
Essa boa sois.sir Tony Merville o
lierdeiro de um milho de libras esterlinas
Caspite o que dizeis n.eu amigo? a-
cho liem construida essa obrase ... tornai a
rcj>etis-la: tenlio una fortuna de....
Um milliAo csterlino.
-- F.: urna maravilha! Dizei-me ainda nu-
tra cousa proseguio Jack enliando a veslia
dourada que llie entregna o criado eslais
bem certo de que nao fui enforcado ?
Cerlissimo.
Por que ?
Por queesbis vivo.
Este rapaz grande em lgica pensou
Jack agrado-me. seus raciocinios.... Oque
me nSo est agradando sao estas caigas por
aperladas de mais.. com tudo estou habi-
tuado a usar de outras, que se nao fizero pa-
a mim.
O criado deixou Jack continuar suas refle-
xes e foi sahindo. Um instante depois ,
entrou noquarto trazendo urna mesa sump-
tuosatr.ente servida Expeliente bife "de vitel-
la batatas douradas ao fogo pudim afogado
em ondas de rhum, presunto allemao, vinhos
francezes todas as doguras gastronmicas ,
em summa achaviio-se reunidas.
Em quanto Jack vio-se smente no meio de
esplendidos vestidos e magnficos movis,
em que se achava o cadver, quando f contrado soube que estava de brugos entre
pedras periodo mar com cabega na par-
le mais declive da ribeira. Demais soube que,
aoescurecer do dia antecedente esse ho-
mem estiva mui ebrio e que logo depois de-
sapparecera da Ribeira do Peive onde fura
visto durante a tarde. Eis o que pensei.
Esse homem t< ndo-se dirigido a praia ou
forgado por alguma necessidade ou por seu
estado de embriaguez cahira no lugar em
que fra encontrado ou por haver tropega-
do as pedras em que eslava ou por ter si-
do aecomettido por alum ataque* aplopeticn,
que nao he raro nos casos de embriaguez ou
por algum accessode epilepsia, e, nao pudendo
levantar-se, all Picara ou adormecido ou
sob a influencia do ataque ; mas crescendo
a mar e sendo prenmar n'esse dia as 2 ho-
ras e 6 minutos da manda fra ento as-
phyxiado pela agoa que apenas Ihe che-
gara alem da ametade do corpo e que nAo foi
bastante para carrega-lo. Foi sem duvida
durante o lempo em que a cabeg* esteve sub-
mergida na agoa que os sirs o roero e o
estado das roidellas que ainda deilavao de
si sangue, me convence de que havio restos
de vida quando a mar veio cobrir-lhe a ca-
bega.
Os arranhes de que cima fallei, nao dei -
tavo de si sangue algum nem liavia nfiltra-
Ofto sangunea no tecido cellular visinho
piles ; isto bem mostra que nao existiro
durante a vida nem alguna momentos de-
pois e sim que foro produzidos pelas pe-
dras no momento em que se levantara o ca-
dver e o seu parallelismo do mais foroa
iiiinha opiniao.
A rigidez cadavrica demonstra que a mor-
te nAo datava de mais de 8 10 horas e
isto se conforma com a minha opiniao de que
fra a mar que o asphyxiara. Recife 31 de*
outubro de 1812. /. d1 A quino I D. M. P.
CORRESPONDENCIA.
Srs. Redactores.
Tarde mas em fim depois de longa va-
pem chograo s minhas mflos os n." 60 ,
61 G2 do Diario Novo que nos derSo a ler
Irez communicados que tem por objecto :
O dialogo entra o postor e a ovelha para ins-
truccao da mocidade: nelles seu sabio e mo-
dernissimo escriptor pretende mas debalde,
desbotar o merecimentodesla obra por que,
segundo o modernissimo pensar e a moder-
nissima delicadeza seu auctor se afastou da-
quella fraze que requerem as nossas luzes
e civilizago, e chora pelas barbas abaixo por
se perder com taes produeges o tempo
precioso; entre tanto que a incredulidade vai
aseucaminho, ganhando raizes por um cam-
po outrora frtil e productivo que talvez em
breve tempo se torne por falta de cultivado-
res maninho ou quaze estril.
Louvamos, por que suppomos verdadeiros,
os sentimentos do Ilustre communicante ,
quando treme de susto por ver que a nossa
credulidade est por urna depertdura est
caKe nHoca/i'. ftfelices de nOs se nfio ti-
vessemos homftns juslos sobre a Ierra Per-
n.imbucana por que entao j terii chovido,
como sobre nossos pais, ou agoa que nos
afogasse ou fogo que nos abrazasse Mas,
perdoe-me o Ilustre communicante : a vonta-
do qu Ifnlio de dizer, que tanta santidaie
me tem alguns Ia>vos de pharisaica ; e o faria
se nao temesse que talvez falle com algum
doutor ou pregador. Pois em urna epocha,
em que andio pelas mos de homens e mulhe-
res de velhos e mogos em lingoa verncu-
la a Thereza philosopha Fr. Martinho o
Capitulo dos franciscanos, a Pavorosa illuslo,
Le bon sens, o outras obras moraes deste jaez,
que ornSo as nossas livrarias, espa!hSo-se so-
bre as mezas, e tem logar distincto no totlle
'l'algumas senhoras do grande lom ; no tem-
po em que nos theatros que sao escolas de
moral se repetem e cantao palavras lasci-
vas e frases de lal modo arranjadas que
deixSo ver por baixo da rola capa da figura ,
a malicia do pensamento, e qua nao obs-
tante sao recebidas com applausos geraes, e
com descargas deestrondosas palmas pois
ueste tempo digo eu que o illlustre com-
municinto enrontra nsso opsculo em ques-
tSo a maneira indecorosa, com que se trato
asdesordens que se praticAo na inobservan-
cia do 6. preceito do declogo ?
J vejo que o Ilustre communicante me
responder que um abuso nos nao d direi-
lo para outros abusos e que mui diverso o
carcter d'ur pastor do carcter d'um cmi-
co ; samus et harte vemant petimns que, da-
mus que \'iris: sim mas diga-me o Ilustre com-
municante onde est a expressAo que se
nao conforma com a das Snelas Escripluras,
e dos apostlos ? Por ventura esta lei sagra-
da esta nlociiQo d'um D us infinitamente
sancto infinitamente sabio tamhem estar ,
romo as obras dos homens sojeita mobi-
lidade e inconstancia humana estar depen-
dente da influencia do seculo A nossa reli-
giAo para todos os povos para todas as
epochas. Ser pois prohibido repetir hoje do
pulpito as parahulas do evangelho por que
nao eostumamos de fallar por parahulas, nem
(' esta a lingoagem da nossa idade e de nosso
paiz Nflo foi nos annos de 1778 1785 ,
1790 em que o padre Antonio Pereira pu-
blicou a liaducgo da Biblia ; e por ventura
este grande sabio, e sublime Idelogo nao ver-
teo as palavras latinas por palavras portugue-
zas que de certo arranliAo e ferem os castos
ouvidos de nosso modernissimo correspon-
dente P
Por que. se nao agasta o Ilustre e moder-
nissimo correspondente com as palavras do Pe-
reira ; traduzindo a epstola de s. Paulo aos
Calatas, cap. v. 19, do mesmo aos Co-
rinlhios cap. vi e vu quaze em >todo9 os
paragraphos? Por que nAo faz urna 1H de re-
forma para o cntico dos cnticos? Por que....
Deixemos mais alguma cousa para outra vez,
se assim nos for necessario ; por hora linde-
mos com as palavras do supracita lo apostlo
das gentes aos Gal atas cap. v.--26. Nio
nos fagamos eubigosos da vangloria ; provo-
cando-nos uns aos outros tendo inveja uns
dos outros.
O yigario da Fara.
A' PEDIDO.
III.""' Sr. Autorizado pelo Ex."" presi-
deqte da provincia por o (fio i o de 2" de gosto
para em nome do governo agradecer a todas
as pessoas que concorrrAo para o restabeleci-
mnto da ordem pela debindada dos sedicio-
zos da povoaco do Exii sem que percizas-
sern reunir forgas para atacallos. Euem oo-
me do governo louvo a V. S. a sua inergia, as-
segurando-lhe que tiio relevantes servigos bao
de ser levados imperial presenga de Sua Ma-
gestade o Imperador Constitucional.
D^os Guarde a V. S. mol tos annos. Dele-
gatura do termo de Flores 13 de septembro de
1842. lll.m0Sr. Manoel Francisco de Ma-
galhftes juiz de paz da freguezia da Serra Ta-
Ihada. Manoel Domingues d'Andrade.
COMMERCIO.

consfrvou-se tranquillo : porm, avista des-
sa ostentagao de iguarias nao se pode con-
ter e vidamente langando-se a ellas, excla-
mou :
Que admiravel combinagao grande
Dos o lord (agora recordo-me), fazendo-me
tirar da torre para levar spmelhante vida, leve
engenhosa idea. Ter vestidos dourados em
todas as costuras, criados que servem de joe-
Iho e um tal al moco infinitamente mais
bello que ser enforcado qualquer que seja a
sympathia que se tenha pela corda.... S urna
cousa aga minha ventura.... estas caigas in-
gratas que me prendem at a liberdade in-
tellectual.
Sentando-se como pode na cadeira mais pr-
xima mesa nosr.o ladro atacou as iguarias
com furor igual ao de SansSo contra os Philis-
teos. Quera de urna s vez reparar as forgas
perdidas nos mitos das que jejura. Conti-
nuava com tAo boa disposigao quando vio ,
como por encanto, despregar-se nm panno da
parede deixando o espago de urna porta, e
por ali entrar as ponta9 dos ps urna creitura
tao linda, que os poetas tomario por alguma
dessas fadas do Oriente.
E seriao ps ?... sim, lindos psinhos, cuja
pelle de alabastro brilhava atravez das malhas
das meias de seda e to pequeos que es-
tari o folgados emsapatosdebonecas... mos,
quefaziao zelosos os psinhos, talhe gracioso
e delicado, que melhor o nao teria urna com-
panheira de Diana ; negros e bellos cabellos
sombreavAo-lhe o nevado eolio; labios que fa-
zio desmatar do dor a mais rubicunda rosa
d priwaveri) n pYididw dw 9lho* brilh-
ALFANDECA.
Rendimento do da 31 d'Outubro 1:698*000
DESCARREGA HOJE 2 1>E XOVEMBRU.
Brigae = Brandwime = batatas, barricas
abatidas, e arcos.
MOV MENT DO PORTO.
_^_______________L.___ i
NAVIO ENIRADO NO DIA 50.
Ass ; 20 das Sumaca Brasileira Bom Su-
cesso, de 1-11 tonel. cap. Ignacio da Fon-
ceca Marques, equip. 13, carga sal : a Jos
Manoel Fiuza.
dito no da 31.
Aracaty ; 42 dias Sumaca Brasileira Estrel-
la do Cabo, de 91 tonel. cap. Joaquim
Jos Antonio equip. 10, carga sal cou-
ros, e sola : a Manoel Joaquim Pedro da
Costa : passageiros Cndido Jos Nunes
Guimares portuguez Joo Gomes Bas-
tos dito Rozenda Maria da ConceicSo ,
brazileira 7 escravos a entregar a Ma-
noel Joaquim Pedro da Costa.
vo duas saphyras cujo fulgorcontrastava com
as sobrancelhas de bano.
Esta encantadora visAooom tal graga e agi-
idade dirigio-se para mestre Jack, que se po-
deria toma-la por urna dessas mgicas more-
nas do imperio das fadas ; asquaes, segundo
os teslemunhos dos poetas, corto os ares com
azas de beijallor presas aos dedos de rosa.
Traja va ainda vestidos matutinos; e os sol-
tos cabellos quasi que tocavSo ao chao a-
zendo trescalar em todo o quarto os suaves
perfumes com que os untara. Longo pentea-
dor de setim azul preso por um par de col
cheles de diamantes, mal oceultava os divinos
e rosados thesouros, mysteriosas riquezas da
mocidade e belleza. Collocou-se ella diante
de Jack o qual de sorprendido deixou cali ir
o garfo.
- Que isto d'sse elle comsigo.
- Tony.' chamou com assucarada voz a lin-
da moga.
- Tony respendeu Jack cuja memoria
annuviava se com os vapores do vinho, Tony!
n3o sei onde mora.
s tu mesmo, Tony tu mesmo meu
primo retrucou-lhe a encantadora menina :
como podeste esquecer tua mulherzinha ?....
J te deslembras os somnos que juntosdormi-
mos sombra dos lilas de nosso grande par-
que !
Raios me partao nesta hora se alguma
vez dorm em parque de lilas pensou com-
sigo Jack.
Nao respondes, Tony ? Olvidaste os ju-
ramentos da infancia .'
,Pode berp ser que eu fizesse jurswentoa
DECLARAgES.
A administraran dos estabelccimentos de
caridade avisa a quem convier que no dia
2dcNovembro prximo futuro pelas quatro
horas da tarde na salla de suas sesses con-
tinua a praca da renda das casas abaixo de-
claradas :
Casas terreas N. Se 9 ra do Padre Floriano.
12 dita do Fagundes.
a 13 dita de S. Joze.
)> I7e20dita de Manoel Coco.
22,23, 2t,e25,Cinco ponas.
27 Beco da Virago.
em pequeo no duvido sou capaz de o
fazer.
0!; nSo nAo t>s esqueceste disse a
bella menina soltando um grito de alegra.
Bom parece que nAo esqueci pensou
ainda 'o ladro.
E reflectia nesta nova singularidade, quan-
do se Ihe langou ella ao pescogo, e ternamen-
tu apertou-o contra seu nevado eolio.
A (figura i-vos a posigAo de nosso here. A-
char-se nos bragos de urna belleza sentir
voar da fronte s faces dous labios frescos e
embalsamados como as tenras folhas de um
cravo : ter apenas 20 anuos e resistir .
Ainda conservas este signal que te man-
dei a Franga !
E com dedos de rosa mostrava-Ihe a lita
azul, onde estava bordada a palavra Emelina,
e depositada por Jack sobre a mesa.
A pobre crealura multiplicou innocentes
caricias, com que acabou de perturbar Jack..
la ellepagar-lhe amor com amor ia talvez
perder-se mo grado seu quando abrio-se
a porta. Entrou lord Wellerson.
- Relirai-vos disse este lillia com mo
modo.
"Emelina sabio confusa.
- E vos senhor. fallando a Jack no mes-
mo lom sentai-vos eescutai-me.
- Ainda bem disse este o abraco nlo
foi de todo intil, sempre rendeu-me alguma
cousa.
E o ladro metteu na algibeira essa cousa,
que, por um resto de sus antiga profissao ,
subtrahira bella menina... era o clchete d
diamantes com que prendia o penteador. ,
(Coptinwir-iHia,.)


MyiM
A


31
40
31
59
61
dita de St. Thereza.
dita do Calhabouco.
dita da Gloria.
ditadeFrade Portas.
atraz do Calhabouco.
Casas de2andaresn. 28 dito de S. Pedro.
n. 21) ra de Moras.
Salla das sessOes da administrago dos csla-
belecimentos de caridade 24 d'Outubro de
1842.--0 escripturario Francisco Antonio
Cavalcanti Cosseiro.
LEILOES
= Leilao que fazem Lenoir Puget & C. por
intervengo do corrector Oliveira de um gran-
de sortimento de fazendas francezas e suis-
sas como sejo, cambraias adamascadas e bor-
dadas lencos e chales de cassa e lil, cha-
les de seda, sarjas, e setins lizos grvalas
de setim bicos de linho, selins, um grande
sortimento de flores, lencos encarnados, litas,
brins, cazemiras proprias para fashisnables,
e Gnalmente um grande surtimento do alcai-
des do qual se pode tirar grande partido, no-
tando que todas as fazendas se hao de entre-
gar pelo prego mais elevado que se offerecer :
quarta feira'2 Jo Novembros 10 horasem pon-
tono seu armazem da ra da Cruz.
ssr Precisa-se de um pequeo para o ofli-
cio de tanueiro ou queja tenha luzes des-
ta ofllcina ; quem lite convier anuncie.
tar Quinta feira 2 docorrentese far lei-
lao as 10 horas da manh a porta do arma-
zem de Francisco DiasFerreira, de urna por-
go de fumo por conta e risco de quem pre-
tencer.
tsr
Aluga-se o segundo andar do sobrado (guns estudos, a ensinar primeiras letras fora
a tralar
AVISOS MARTIMOS.
tsr Para Lisboa segu viagem no da 20
do corrente ojBrigue Portuguez S. Domingos,
ainda recebe alguma carta e passageiros: tra-
ta-se cora o Capito na praga do Commercio,
ou com o consignatario Thomaz de Aquino
Fonseca na ra Nova n. 41.
AVISOS DI VERSOS.
Sahio o Carapucciro N. 62, e a sua
materia he o mui intaressante cont allego-
rico das sete mulheres, em o quai encontro-
se soberbas carapugas de todos os adarmes :
vende-se na praga da Independencia n. 7, 8.
= Algum dos Senhores que f'oro par-
tida dada pelos estudantes na caza da socie-
dade Euterpina e que quandochegou a sua
caza, naturalmente reparou que tinha volta-
do com chapeo que nao he seu queira lera
bondade de levantar a beira do forro de couro
do mesmo chapeo que ahi achara o nome do
dono d'elle, que est prompto para recbelo,
e entregar aquello que lhe dei sarao.
Aluga-se a loja da casa da ra do No-
gueira com duas salas 3 quartos cozi-
na ra da
nha fora, quintal e cacimba
Cruz n. 6 primeiro andar.
tar No botequim da Estrella precisa-se de
trez caadas de leite diariamente, que nao
tenha agoa; quem quizer a dita freguesia
com tanto que seja cedo ; dirija-se ao mes-
mo ou annuncie para o-ajuste.
tar Aluga-se a casa n. 2 do altrro da 15o-
vista onde presentemente habita Francis-
co Antonio de Oliveira forrada de pipis ,
com todo o asseio e com excellentes cora-
modos para urna grande familia : tratar
com o mesmo, ou com o seu caixeiro Manoel
Joaquun da Silva.
tsr Precisa-se de urna mulher parda ou
preta para o servico de casa dando-se o
sustento e vestuario : na ra velha venda da
quina que volta para a ra da Alegra ou
annuncie.
tsr Arrenda-se um sitio junto do Toque ,
com casa a margem do rio, com muitoscom-
modos : no atierro da Boa vista casa do Me-
dico Brito ou no sitio ao p do mesmo.
- A quem for oflerecido um corte de calca
de pao preto e um corte de colote de sitim
de maco que no dia vintc e nove ao meio
dia se entregou a um moleque na loja de San-
tos Neves para conduzir a casa do alfaiate
Novaes, e desapareo ; annuncie por este
Diario para ser procurado, que se gratifica-
r ou do contrario dirija-se a casa de Ma-
noel Joaquim Gomes, ra do Crespo.
tsr Aluga-se urna casa de sobrado com
bastantes com modos na Trempe ; quem a
pretender dirija-se a ra da Cadeia do lieci-
fen. 21.
tar Furtaro do quintal do atierro da Boa
vista urna taxa de cobre de fazer calda com
3 palmos e meio de boca ; roga-se a pessna a
quem for oflerecido o favor de a tomar e levar
ao atierro da Roa vjsla Joja to chapeos nU'
moro JO, i
do Braga na ra da Senzala velha
no terceiro andar do mesmo.
tar OSr. cstudanle da academia de Olin-
da Carlos de Souza Martins tenha a bon-
dade de procurar urna carta vinda deOeiras,
as 5 ponas n. 141.
tsr Precisa-se de um oflicial de pharma-
cia para tomar conta de urna botica : na ra
das Trincheiras n. 18.
tsr Precisa-se de urna ama para todo o
servico de urna casa de milito pouca familia :
na Soledade casa nova que fica bem defronte
da Igreja.
tsr Aluga-se um negro robusto para qual
que servic.0 : na praga da Independencia
numero 9.
tsr Tendo-se deliberado e decedido em
sesso geral da Sociedade Apolnea, que seus
membros pagassem um addicional de 2* rs.
em suas mensalidades al fim de Margo do
prximo anno de 1843 afim de poder-so
acodir ao dficit da mesma sociedade; a actu-
al commisso administrativa vista do es-
tado de melhoramento da caixa pelo thesou-
reiro apresentado tem resolvido que do
fim do correte mez de Novembro em diante,
cesse aquello augmento d mensalidades e
que fiquera redusidas a 3ji rs. era conformi-
dade dos seus estatutos. Ao passo que o the-
soureiro tem a satisfaco de publicar esta re-
soluco para conhecimento dos snrs. socios ,
n3o deve eximir-se de recommeridar e ro-
garaalgunsa promptido nos pagamentos
de suas mensalidades afim de poder susten-
tarse o brilhantismo de urna to conspicua
sociedade, qual tem a honra de pertence'r.
F.G.d'Oliveira.
ar 0 Secretario da sociedade Apolnea
avisa aos senhores socios da mesma que ha-
ver sesso da sua commisso adminis-
trativa no dia 7 s 6 horas da Urde para se
concedorem os Jnlhetes de convites para a par-
tida do encerramenlo em 12 do corrente.
csr Oflerece-se urna mulher parda de bons
costumes para ama de leite : nos Aflbgados
pateo deN. S. da Paz n. 25.
or 0 primeiro secretario da sociedade
Natalense avisa aos snrs. socios que hoje
pelas 6 horas e meia Ja tarde ho que tem lu-
gar a sesso ordinaria.
tsr Aluga-se urna boa casa moderna, com
bastantes commodos para grande familia e
mui fresca cita na Trempe : a tratar na
ra Nova n. 67.
tsr Perdeo-se no dia 30 do passado a nou-
te um boto de ouro na porta da Igreja de
N. S. do Terco; quem o achou querendo res-
tituir, far o favor de levar na ra estreila
do Uozario n. 13 ou annuncie que se paga-
r o achado.
r Quem precisar de um caixeiro para
venda, dirija-se a ra do Rangel quina do be-
co do Carcereiro n. 5.
tsr No dia 22 do p. p. mez pelas 8 horas
e meia da noute foi tomado pelo inspector do
quarteiro da ra Direita um mole-
da praca prestan Jo fiador a sua conducta
na ra do Caldereiro n. 6.
Precisa-se de urna ama para urna casa
de pequea familia : na ra Augusta n. 12. ,
a falar com Joo Izidro Lopes Lima.
tsr O botequim da ra larga do Rozario
n. 27 precisado um caixeiro portr.guez de
14 a lannos.
W3T Precisa-se de um padeiro que saiba
trabaihar bem de masseira as 5 pontas
numero 30.
tsr Perdeo-se na noule de 30 do passado,
um anelo de ouro lavrado com um ajaman-
te ; quem o achou qnerendo entregar a seu
dono dirija-se a rna do Yigario n. 8 que
ser recompensado.
tsr Precisa-se de carpinas para as obras
da Matriz da Boa vista.
OT Quem precisar de urna ama para ca-
sado um homem solteiro de portas dentro,
dirija-se aos bairros baixos n. 8.
tsr Offerece-se urna mulher parda des-
impedida esem (Ilos para ama de casa de
homem solteiro, de portas dentro : no pateo
doCarmo n. 3.
tsr Quem precisar de urna ama de leite
dirija-se a ra do Vigario n. 13.
tar Deseja-se saber por este Diario quem
he o correspondente nesta praga de Bernar-
do Joze da Cmara.
tar Precisa-se de urna lavadeira de var-
rela ou de sabo : na ra da Hurtas n. 62.
COMPRAS
V tsr Um carrinho de 4 rodas que seja pu-
chado por um cavallo ou de duas rodas, em
bom uzo com preferencia ao de quatro ro-
das ; quem tiver annuncie.
tar Urna duzia decadeiras americanas em
oom uzo ; quem tiver annuncie.
VENDAS.
15/
que
que que leria 11 a 12 annos um par de c-
palos novos de couro que os andava ven-
dendo na mesma ra por 400 rs. e por
lhe parecer furtado o tomou ; quem for seu
dono dirija-se a casa da residencia do mes-
mo inspector n. 120 primeiro andar
dando os signaes lhe ser entregue.
tar Arrenda-se um sitio de coqueiros com
i02 ps de fructeiras e 60 de sepa j quem o
pretender dirija-se a ra do Arago casa que
fica defronte do sobrado de dous andares.
tar 0 abaixo assignado outr'ora estabele-
cido com loja de fazendas nesla praca decla-
ra que em odia H de Dezembro de 1841,
saldou todas as suas contas com os seus hon-
rados credores a quem por de ver e grati-
do o abaixo assignado eternamente nao s
tem de agradecer os inumeraveis favores dos
mesmos snrs. recebidos como mesmo o bom
acolhimento eboafque sempre Ibes mere-
ceo : aproveitapois esta occaciao para pedir
aos seus honrados devedores hajo quanlo
antes de se dirigirem a aclual casa da resi-
dencia do abaixo assignado na ra do Livra-
mento n. 23 primeiro andar para lhe satis-
fazerem seus dbitos conforme a boa razo.
Manoel Francisco da Silva
tar Aluga-se a sala e urna alcova de urna
pequea loja propria para venda e vende-
se a armacoe pertences que dentro exisle :
no port dos Martirios n. 27.
tar Aluga-se urna grande casa na poYoa-
gSo do Monleiro com commodos para gran-
de familia e com sabida para o rio : na ra
Direita sobrado de um andar n 121.
tsr Os snrs. Manoel Joze Fernandos e
Joze Joaquim Martins Gesleira qucirSo di-
rigir-se ao beco da Lingoeta venda n. 3 para
receberem urnas encomendas
W Oflerece-se um, rapaz solteiro com fll-
= Um escravo de bonita figura ; na cam-
ba do Carmo junto ao estanque.
tsr Urna venda nova, com armaco, mos-
trador e sortimento ludo novo com poucos
fundos e um resto de sal do Ass que ter
50 alqueires da medida velha, no atierro dos
Affogados n. 83: a tratar na mesma.
tar Cordas de tripa e bordees para violo
e rebeca, de superior qualidade : na praca
da Independecnia n. 3.
tar Urna canoa de amarlo para carregar
agoa mui bem acabada e boa construcgo,
a dinheiro ou a praso com boa firma: na pra-
ca da Independencia n. 37.
tsr Vende-se ou troca-se por um moleque
de 12 a 14 annos, urna escrava de nacfto ,
de 40 annos cozinha o ordinario de urna ca-
sa he moito fiel, nao foge nem bebe o que
se pode afianzar ao comprador : no atterro
da Boa-vista n. 39.
tar Urna caza terrea cita na ruaJDireita :
tratar na mesma ra caza de seleiro n. 51.
tar Um flandres de vender azeite com um
terno de medidas e funil com pouco uzo : na
ra do Mundo Novo n. 40.
tar Urna bonita escrava de 20 a 22 annos
quitandeira, lavadeira, e cozinha duas ditas
de fodo o servico urna dita por 200j um
lindo moleque de 14 annos de todo o servico ,
dous pretos sendo um canoeiro urna mulati-
nha de 12 annos urna preta da costa muito
reforgada lavadeira de va relia e quitandeira :
na ra do Fogo ao pe' do Rozario n. 8.
tar Marque & Veiga, vendem em sua caza
ruadoAmonm n. 50 oseguinte: temos de
copos de medida, garrafas brancas, fumo em
folha toucinho as arrobas agoardente do
reino de 29 graos e potes com uvas a 2600.
tar Urna pfeta moca sadia com urna cria
de 11 mezes a qual tem muito bom leite ;
atraz da Matriz, sobrado n. 18 primeiro andar.
tar Duas moradas de cazas terreas no beco
do Padre : quera as pretender annuncie para
ser procurado.
(* tar Carne de yaca e de porco lodos os das :
na ra da Senzalla n. 37.
*> tar Lindissimos cortes de vestidos de chi-
tas muito finas, ditas mais ordinarias: na qui-
na da pracinha do Livramento loja da viuva
de Joo Carlos Pereira de Burgos.
lar Urna negrinha de idadede 10 annos
pouco mais ou menos e he do matto
ra do Fagundes n. 47 lado do nascente.
tar Trez moleques um com idade de 15
annos muito lindo com principios de cozi-
nha sem vicios nem achaques, um dito cre-
lo de idade de 12 annos outro dito crelo de
idadede 11 annos, urna escrava de ncelo, en-
gomma bem liso e cozinha um escravo de
nago com bonita figura afiansa-se nao ler
vicios : na ra Direjta n. 43.
tsr Urna escrava de 18 annos de nago ca-
mwndopgo; na m de Hortas sobrado w, 7,
na
Um escravo crelo mestre de tanooiro
os pretendenles dirijo-se ao atterro da Boa-
vista a casa da senhora D. Laureana Roza
Candida Regueira Pinto tratar com Joao
Rufino da Silva Ramos.
tar Por prego muito commodo urna cama
de angico nova de armaco para casal : na
ra larga do Rozario casa da quina do beco
do Peixe frito no terceiro andar.
tar Um escravo sem vicios nem achaques ,
com oflicio de serrador e bom ganhaJor de
ra : atraz dos Martirios n. 56.
tar Um negro de naco Angola de dado
de 28 annos de bonita figura pro-
prio para todo o servico : na ra do Aragao
caza que fica defronte do sobrado de dous
andares.
tar Prezuntos inglezes para fiambre, quei-
jos londrinos muito frescos conservas de to-
das as qualidades, latas de sardinhas sai-
mo carnes preparadas molhos de todas as
qualidades latas com ervilhas batatas in-
glezas superiores chega las na ultima em-
barcado por preco commodo licores de to-
das as qualidades vinhos de todas as quali-
dades champanhe superior frascos com ge-
nebra serveja preta e branca em barris e
a retalho charutos de habana e Babia tin-
tas de diflerentes cores, oleo de linhaca ,
cha hysson, aljfar e preto, carne salgada de
vaca e de porco, frutas em conserva proprias
para pastis sal refinado para meza lijlos
de alimpar facas tudo por preco commodo: no
armazem de Dowsley Raymond Prytz; ra
d'Alfandega velha n. 3.
x or A obra de Virgilio em Latim boa en-
quadernago e bom papel em 3 tomos ex-
plicacjo daSyntaxe por Antonio Rodrigues
Dantas um Salustio em Latim com algum
uso Arithmtica de Bizout em Portuguez
traduzida de Francez enriquicida alem de tu-
do com o Apendix das operaces do banco &.
em bom papel com mappase sem uso algum,
dous tomos dos Annaes de CornHio Tcito em
Portuguez bom papel e enquadernaco, e no-
vos Mestre Inglez ou nova Grammatiea da
lingoa Ingleza por um sistema original para
se aprender com perfeico e brevidade este
edioma sem dependencia absoluta de Mestre ,
o Curso Elimentar e compendiode Malhemati-
cas Puras ordenado por La CaiHe augmen-
tado por Marie e Ilustrado por The/eneau
tradusido do Francez coizi pouco uso : no pa-
teo de Santa Cruz'n. 9 dolado direito, em
caminho para a ra do S. Gongalo ; na mes-
ma casa venderse um mulatinho de 8 annos.
tsr Efectivamente superior salitre refinado
em barricas e a retalho pelo barato preco
de 200 reis a libra : na ra das Laranjeiras
n. 3 casa de Claudio Dubeux.
tsr Acho-se a venda urna porco de ben-
gallas com gancho muito bonitas chegadas l-
timamente da Inglaterra : na ra da Cadeia
velha n. 17 primeiro andr.
= Um escravo crelo sem vicios sadio ,
com 30 annos de idade pouco mais ou menos,
he oflicial de pedreiro na ra do Quartel da
polica primeiroandar n. 20. Sobre as qualida-
des do escravo do-se todas as segurangas capa-
zes de satisfazer, e Iranquilisar ao comprador.
Bogias do carnauba de (i, 8 e 0 em
libra bem duras alvas e da boa luz a
320 reis a libra cartas e taboadss para me-
ninos a 40 e 80 rs, ; paulas grandes e peque-
as em papel de holanda a 30 e 60 rs. : na
ra do Nogucira n. 13.
tar Um escravo mogo de bonita figura bom
canoeiro e ptimo serrador urna canoa bem
construida propria para familia ou para capim
por ser muito maneira a fallar com Joo
Evangelista de Mello na ra da Praia n. 55.
tar Estrelinfia e outras massas propria pa-
ra soupa letria a 200 reis a libra chocola-
te sevadinha sag de primeira sorle um
terno de pezos de bronze de 8 libras ate' meia
quarta e um terno Je medidas de pao do no-
vo padrao : na venda que foi do Gloria no pa-
teo da Santa Cruz.
tar Dous cavallos assas gordos bonitos
e carregadores : na ra \elha sobrado da
quina do beco do Veras na Boa vista.
tar Urna venda com um cont de reis de
fundo tem commodos para familia o em
um dos melliores sitios desta praga na ra
de Agoas verdes N. 15.
ESCRAVOS FGIDOS
Fugio ou fui taran um muleque no dia
29 do passado pelas 5 horas da tarde com
caiga e camisa de estopa e esta ja velha e
tem um cravo no calcanhar do p direito ,
que o priva de assentar no chao : quem o
pegar leve a ra do Cabug loja do miudezas
de Joaquim Joze da Costa quesera recom-
pensado.
RKCIFE NA TVP. DE M. F. PE f, =1842,


Permambi i i I') 0( roBRE 1842
Monsieur la Chancelier
II cst tonnnnt qu'aprs vnus lre trotiv com| lent pour le
ccu lio <* plainte et avoir inflige la punition vous veniez au
iourd'hui esaayer de me demontrer l'irregularit de la march
que j'ai cru devoir suivre. II cstaussi tres drle que vous in*6
eriviei soua l'tnfluence des ondit c'est probiBlement caqui
cause tant d'erreurs dans votre letlre et vous ate \ lac* dan* la
necessit de vous Paire obscrver que dans lo ules les administra
iimis la loa vciit des criis plutt que de grandes pilcases ver
bale qu'on pent tourner et changer volunte
Je coir.prends d'autant moins celte lettre dfl dU rpnndat-
.'i la niienne du onze queje ne m'imaginis pas lre 8*ous |ajur-
rlictiou de Mr. le Chancelier et na orois pas plus devoir aecepter
ses reprimandes qne ses insultes.
Vous m'avez en outre calumnie Monsieur et o'cst surtout ce
queje ne puis tolerer,
J'ai lMionneur de vous saluer.
Le Capitaine du Branger
Di ni oh.
PERNAHBUCO 1*> OCTOBRE 18iv2
Monaimr ir Cnsul.
Le 12 j'ai regu une lettre de Mr. le Chancelier ainsi concite:
PERNAHBUCO 10 CTOBRE 18-2
Monsieur.
Vous vous adresse a moi pour.obtenir la sortie de prison
de votre matelot Leopold bien que je vous ai Pait dir par le
Commis de la Chancellerie que o'etail a Mr le Cnsul que ?ous
de?ies erire. C'est un effet a M Fippel qne j'ai soureis votre
dernire demande d'emprisonnement et comme il a'agissait
cette fois de matelots trancis et non portugais Mr. le Cnsul a
eorit lni-mrae Mr. le Prefet de Plice pour Pincarcratinn
C'est lu qui demandera galement la mise en liberte que lui
seul pent obtenir : les Autorits Bresiliennes^0j? connaisaent ici
que le Cnsul de Franca dont vous seul mfeonnessez l'autorit
Vuu8 prtendez dit on pour justifier votre refua d'adresser di-
rectement vos demandes Mr le Cnsul qn'il n*a pas rpondu a
vos precedentes roquetes Cela cst faux vous le savez Lien ou-
tre les reponses verbales de Mr. le Cnsul je vous ;ii remis moi-
nime le 11 Septembre dernier une lettre fort longne de Mr. Tip-
pel que vous m'avez apport en Chancellerie disant que vous ne
eonnaissiez pas l'individu qui l'avait signe. Cette lettre a ele
transcritede nouveau avec une autre reponte de Mr. le Cnsul
ur les dernires plces que vous avez apportes en Chancellerie
et qui sont votre disposition depuis le 4 du oonrant avec le
prooi verbaux rea ti fs a votre prendere affaire des matelots
portngnis reuvoyes et non pays jusqu'a ce jour.
J'ai riionncur de vous saluer
Le Chancelier du Consul.il
( signe ) /) Goussencourt.
Cette lettre remplie de Faite errons n'obtiendrait de jnoi
juciine reponse si Mr. le Chancelier n'avait en l'inooncevabla
idee de m'accuser d'avoir moonnu vutre nutorit consulaire.
Vous vous rappelere Monsieur le Cnsul la forc avec la
quelle j'ai repouRs dans le lems toute espece de dcuiarchcs di-
rectes de Mr le Cnsul portugais a mui et do moi ;i Mr le Cn-
sul portugais. Vous vous rappcbt que daiguant m'expliquer
vous mme qn'il vous serait penible de paraitre offtciellement
\ii que Mr. le Cnsul portugais n'avait pas rempli i votre egard
certa i ne visite de convenance nu d'tiquelte je refusai peurtant
d'agr autreinent que par vous et sana VOUS'. Pour ne pas en ci-
terd'autres ce fait prouve asse le scrnpuie que j'apporte dans
o,!.-, devoirs de citoyen.
II ni 'importe dono Monsieur le Cnsul que cetle accu-
sation soit dtruite el que la fausset en retourne sur l'auteur.
A defaut des tribunaux de mon pay* je declaro poursuivre en
calomnie Mr le Chancelier. Je reclame une enqute et l'ins-
truotion de cette affaire le plus proroptemente cu.lc plus publi-
quemente possible.
Une seule fo8 Mr. le Chancelier me remit une lettre di-
sant qu'elle venait de vous. C'talt un tissu d'insiiltes de faits
nexacteB et provoeateurs Oh que je fus soulag lorsque je
m'apercus qu'ell ene- portait pas la signature du Cnsul de nan-
ce. Que je fus bien ai-e de la rcinetire a.Mr. le Chancelier en
lui disant : Monsieur repreuei votre lettre je n'ai pas y re-
pondr i uisqu'cllc ne vient pas du Cnsul. Monaieur le Chan-
celier ajouta qu'il roe la rapporterail le lendemain lgabinent
signe par le Cnsul. Je suis retourne diversea fois la Chan-
cellerie dans le courant du mois dernier et pour tant elle ne m'a
plus ele remise Commeilt se fait il done que Mr. le Chancelier
ncore m'en parler aujourd'hui et medir que depuis le 4 do
ce mus sculenient clloesl a na disposition.
Rccevez Monsieur le Cnsul etc.
Le Capitaine du Branger
Demofj.
La publication de ees lettre m'cvpose de nonvean aux me-
naces de Mr le Cnsul et b acin lui j'ai deja fait assez pour
qu'on puisse me retirer mon Brevet saos nul doute que mainte
nant il va pour le moins demandar la privation du mes dreits
eivils.
T&ns les Francais savent que non brevets de capitaines an
long cours ue aont paa des brevets de coniplaiaance; il mefau-
dra done paraitre en cour criminelle. Enattendant que Mr le
C.onsul m'y conedise et que je lui rponde la mon aise je son-
mets aux reflexiona de mes concitoyeus quelques explications
sur ce qui s'est pass
D'abord j'ai enlam avec Mr. le Cnsul poor obtenir la
pnnition de deux matelots trangers navignaoi aons mon pa-
villon ooupablea sous et oontre mon pavillon l'gard duquel
ils avaieut contrete un engagement positif prouv par le role
d'quipage.
irc que verbalement Mr le Cnsul s'est declar complent
on ineomptent ne serait pas juste il Bottait entre le denx. Ce
qu'il vouait c'tait ne paa paraitre officiellement, c'est cette
position que je n'ai pas comprise et qu'il m'tait impnssible
d'accepter il daigqa mme ce sujet me communiquer certai-
nes misos que l'obligcaicnt en agir ainsi. Par exemple uno
visite d'tiquelte la quelle aurait manqu Mr. le Cnsul Por-



tugis. Enfin je vnulais une deiaiim pour ou oontre moi. Jo
I,i muhiis de .Mr. le Cnsul Mr le Cnsul ne l'.i pas rondn* et
j'ai protest II s'est alora lache rouge el a dchir 1111 de mes
ocritH qu'il trouvait tmraire insolent anarolii(|ue.
Ce qui le fchait t-urtout c'est que je disais qu'il tait trop
rarement dans tes burcaux. J'ornis penscr que la nation ne le
sold pas 21,(100 franca pour rester oontinuelleuient a son sito ;
que celte maniere d'agir pouvait porter des prjudices aux
Flaneis ct je |>uis citer un exr-mple qui me concerne.
Lors de nion arrivee je deposai a la Chaiioellerie une de
mande crite. Elle rclanint de Mr. le Cnsul la nuinnation
d'experta pour aaaiatcr a l'ovcrture de mes panneaux ; ouvenure
qui devail avoir lleu daos V.'i licores aux termes d'on oontraot.
Ma lellre dut aller trouver Mr. le Consol au sile. Sa reponse
resta-elle longtenis en rnute na lettre fot elle longue se
rendro ou bien Mr. le Cnsul etait il absent mciue de soh site
C'ett ce que je ne pourrais dir mais ce qne je puis assorer cVst
que la reponse arriva quntre cinq jours aprs la demande ;
elle tait vicillc de date Qoelle rose peul tre.
Maiiitciiaol je m'aocuse de nc pas croir qo'il soit pennis
un Employe de la nation francaise de faire ce que bou lu semble
saos qu'aucuii citoyen puisse y trouver i redir mneme ase
plnindre. Je m'accuse ao contraire de oroir que ees Messieur
le tres humblca el tro honores serviteurs de la nation mil dea
devoirs a remplir et qu'ils ne duivent |ias en exceptar les plus
petits dtails. Je ne comais d'inviolablu que la scul personne
do Rui el je croirais manquer a inon devoir envers lu si je me
dispensis de dtailler ses ininistrcs conimc a mes conoiloyens
les inillcs ct une petites choses dont je puil l re le tmoin el qui
lendent prejudicier les' intrts nationaux.
Cela pos encor un mol. Est-il bien convenable que la
Chancellen* francaise a Pcruambuco sans avertissement prala
ble surtout se trouve transportee et puisse exister une demic
licu do centre des afta res eoraineroialoa ? Faudra t il dono
desurdais un jour pour y porter une pioe un second jour
|iour la diriger la rsidenee champtre de Mr. le Cnsul ( si on
l'y trouve ) et un troiaiiue pour la reponse. Je trouve le roya*
ge un peu long qu'on me permette done d'observer quedaos
l'iutrt de mes colljjues surlout il serait a dsiier que Mr. lo
Cnsul viiult bien mettre leor dispositina le jour de ledr arri.
vee une boiine voilure alin de leur viter la pertc d'uu tema
touj'iiirs precicux pour nona.
Est iljiussi dans l'ordre qu'uo Chanceler crive ct agiste
teln les bavardaj-es qu'il parait ecouter.' Comme notaireou
buissier pubiio ne doit il pas se borucr cnrc;itrer loutei le
pices que les Citoyens francais peuvent desirer dans leur inte-
rt leur su ret ou leur dfense.
Mr, le Consol va sans duute taxer ees (|uclque8 obaerrationi
de vritables folies ; quil daigne done clairer inon ignorance
qu'il ouvre le livre de sos rglemeos et qu'il me les montre jo
leo roniercierai, bien qu'il ni'ait deja rofuse ceux de 1633.
Je demanderai cnoorc a Mr le Cbanoclier s'il ne ernit nii
s'il ne se oroit pas dans l'ubligation de faire suivre lrnr desti-
naron aussitt qu'il peut lea reeevoir les diffrenlea lettrcsou
pices qui lui arrivent de Mr. le Cnsul et dont les retarda ne
peuvent tre que prjodieiables. Supposant que Mr. le Cban-
celier ne soit pas oblig de les expdier elles seraient toujonrs
inieux a la poste qu' dormir dans ses boreaux. II estvraique
quelquefois c'est un iiioyen d'empcber une replique qu'on n'ai-
iiierail paa a recevnir
Je demanderai Mr. de Goussenrurt s'il croit scriouscnicnt
qu'un Mr. Ti|ipel tout court peut tre consider comino Mr. le
Cnsul de r ranee Tippel. Si innic il oroit sincrement qu'on
lie puisse pas apjicler un individu individu. Je lu demande
tout cela pour tiion instruction car jusqu' present mon igno-
rance me port a faire une ditterence extreme entre Mr. le Cn-
sul de Franee Tippel el Mr. Tippel tout siniplcment. Je reoon
ii.iis dans le premier un magistral de mon paya et daos le second
un simple particulier dont les artes ne peuvent tre valables.
Maintenant mes Cumpairiutea je n'ai lach qu'un jictit bout
de confession j'altends aveo rsgnation la pnitence qui pent
suivre et je reste tout dispuse en faire une genrale si M. lo
Cnsul le desiie.
Periiambuco 1S Octubre 1842.
Le Capitaine du Brick le Branger
Demoh .
Keeife .- na Typ. de A/. I', de Paria. Oulubro de II.


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