Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04806


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Full Text
Anno de 1842.
Quinta Feira 27
i ii
Tcdo agora lepando e mis otimoi ; 4osa proW. BoderaaSa atnergia: o,,
linuemos oumu pnaciuiaKoa e (* apoMados com arjmiraco aittte Nacoes asis
oolua. _____ (Proclaasaoo da AasrmbICa Garal do iraiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
^Joianna Paraiba e Kiograade do Nana, seguidas a sextas (tiras.
Bonito Gsranhunu u -10 e 24-
Cabo Serinheese, Rio Pormoxa Porto CIto Mieei Alago ss no 4. ,11 ,21,
Boa-tUta e Flores 13 e 8. Sima Anlao quintas feiras. OHada todos o din. '
Cas da semana.
24 Se*, a. fael Are. Aad. do J. de D. da 2. y.
25 Tere. a. Chiispim e Chrspiniano Ira. Re. And. do J. de D. VI. -.
/ Ulrt. a. Evaristo V. M Mm. Aad. do J. de D. da 3. -.
27 Quii, ji'jo'1' Ele-bao Imperador. Aud. do juii de D. da 2. T.
2$ Sext. rlf Simio e s. Judas App.
211 Sab. a. Feliciano M Ral. Aud. do J. da D. da 3. Y.
30 Dos, s. Serapiao B. C.
de Outubro. Anno XVIII. N. 253.
O Diario publicase todoa oa diaa que nSo forra Santificados : o proco da assigaatara ha>
de tres atil, rail por quartal pagos adiamados Osannoncios dos assi'nantes sao inserido*
friiij e os dos que o ni forasa rato de SO res por Linha. Asreclamaedes deseas aer
dirisidVs aelsTy Numero 37 Sai
Csssbio sabr Londres 27 \ Nominal.
Paria 350 rea p. franco.
I.ieboa 400 por 100 dr premio
Moada da cobra 3 por 100 da desconlo.
Idea do letras de boas firmas 1{ a{.
> de outubro. compra venda.
Oaao- Moeda da 0,400 V. 15,400 45.600
$ N. 45.20J 15,400
da 4,000 8.300 8,500
Pbat - Palaees 1,720 4,740
Pesos Columnaras 1,720 4,741
* dilo Mexicanoa 1,720 4.740
iuda 1,580 4,620
Preamar do dia 27 de Outubro.
!.". If hora a 42 m. da mankS.
X "a 42 hora, e 6 as, da Urde.
PHASES da loa no mez de outubro.
l.ua Nova a 4 ia 4 boras e 6 m. da manh;
Quarl. oraac. a 11 -- as 4 bares a 22 m. da manh.
Loa ebaia a 49 s 8 horas 53 m. da msnh,
Quarl, minR. a 26 ia 10 boras c 23 m. da lard.
DIARIO DE PERNA11 BUCO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 21 DO COMIENTE.
OfTicio Ao inspector da thesouraria da
lazenda ordenando que mande pagar ao
delegado de Flores a importancia Jo aluguel
de casas que forneceo aos ofliciaes e de
luzes com que supprio as 3 companhis do
8. batalho de cagadores de primara linha ,
destacadas naquelle termo. Communicou-se
ao delegado do termo de Flores.
Ditos Ao inspector do arsenal de mari-
nha ao chefe interino de polica e ao ins-
pector da thesouraria da fazenda intelh'gen-
ciando-os de ter sido approvada por S. M.
o Imperador a nomeaco feita pelo Presi-
dente dos estados unidos d'America de G.
T. Snow, para cnsul d'aquelle governo
'esta cidade.'5articipou-seG. T. Snow.
Dito Ao chefe interino de polica re-
metiendo em satisfago ao que requisitou em
oflicio de 20 docorrento a nomeago do 3.
supplenta do subdelegado da cidade de Goi-
anna Joaquim da Silva Barboza.
Dito Ao delegado do primeiro dislriclo
>do termo do Rccife concedendo-Ih>- o pra-
:so de 20 dias que em oflicio 20 do corrente
pedio para organisar a lista dos cidados ,
que podem ser jurados.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
autorisando-o para comprar trez mil varas de
brim mil e duzentos sapa los, e mil eslei-
rs d'Angola iifim de poder satisfazer as
duas requisiges do batalho provisorio de
que trata em seo oflicio de 17 do crrante.
Dito Aojuiz de direito da segunda va-
ra do crime d'esla comarca: Foi-me presen-
te o oflicio, que S. m. dirigi esta Presi-
dencia com data de 19 do corrente reque-
rendo-me expediego de nrdens para se
verificar a soltura de Joo Francisco de Sou-
za, Peixe alferes da exlincta segunda linha
preso na fortaleza do Brura por crime civil ,
em consequencia de ter o commandante da
dita fortaleza deixado de cumprir o mandado
de soltura que S. m. expedio por nao ter
para isso ordem do commandante das armas
que exige urna previa requisigo da autorida-
do civil que tem de mandar sollar os pre-
sos militares ; visto entender Vm. que no
deve prestar-se essa requisigo por Ihe
parecer contraria a independencia do poder
judkiario A proviso de 2 de novembro
de 1837, que mandou conforme o aviso
de 31 de maio de 1777 recolher e conser-
var as priscos militares ordem dos juizfS
civis os ofliciaes e soldados cujos crimes
nao sejo puramente militares trana gran-
des inconvenientes disciplina e ordem do
servigo das fortalezas e quaesquer outras
prises militares se dispensasse a commu-
nicago da autoridade civil ao commandante
das armas tanto da entrada como da sa-
bida de qualquer preso no caso cima refe-
rido : e por isso a expresso, que nella vem,
ordem dos juizes civis, pode endender-se.
salvas as communicages, devidas ao chefe mi-
litar de baixo de cujas ordens esliverem
as prises : tanto mais quanto simillianles
communicages concorrendo muito para a
regularidade do servigo militar em nada
degrado a autoridade civil. Resolvo pois ,
que a soltura dos reos presos militares, as-
si m como a sua entrada, soja previamente
communicada ao commandante das armas ,
em quanto o governo imperial nao decidir de-
finitivamente sobre esta duvida, que por sua
gravidade leve ao conhecimento de Sua
M. o Imperador com os documentos que
Vm. meenviou.Communicou-se ao com-
mandante das armas.
Dito Ao commandante superior da guar-
da nacional d'este municipio, remetiendo
urna representado do major commandante do
esquadro de cavallaria da referida guarda
nacional, em quesequeixa de injusta pri-
so que soffre por ordem do chefe interino
da primeira legio em consequencia de ter
recusado cumprir a ordem do dia da dita le-
gio pelaqual se exigia i ordenanca de ca-
vallaria do dito esquadro diariamente afim
de que proceda na forma da le, visto ser pro-
hibido o empregar d'esta sorte os guardas
nacionaes.
Dito Ao major commandante do esqua-
dro de cavallaria da guarda nacional do Pao
do albo participando, que remetteo ao ins-
pector da thesouraria das rendas provinciaes,
para ser pago o pret do clarirn do dito es-
quadro pertencente aos mezes de fevereiro
junho d'este anno e que acompanbou o
seu oflicio de 17 do presente mez.
FL MUYO
ASDAS ORFJS
ou
HUMA DESESPERAQAO INFERNAL. (*)
IV.
CLEOMCK.
.... Cediamo al destino. Dame lontauo
Vive felice il tno dolor consola.
Hoco avrai Cli'io (i viva inlidele anima mia.
Gi de questo momento
oconcincioH morir tju'cslocl'io verso
r nis'i'ultimo piaoto, tldio! Soiidii/nt
Uaipi che infida e che S|)eijui a iosouo,
ALCK-TK,
Perdono anima bella! Oh Dio perdono!
METASTASIO.
O astro dos morios ia plcidamente rola do
eco derramando frouxos e amarellos raios .
e desapparecendo de momento em momento
( *) Vid. Diario N. 227 228 e 229.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE D0 DIA 21 DO CORRENTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente, informan-
do o requerimento de fr. David da Nativida-
de de N. S. religioso Franciscano e ac-
tual prelado do convento (de Santo Antonio
para tornar a apparecer d'entre brancas nu-
vens que marchetavo a abobada celeste. A
virago, susurrando por entre a basta follia-
gem dos bosques os bramidos das ferozes
ongas e surucucs o ruido que fazio os ta-
mandas correndo pelas campias em busca
de formigueiros e as capivaras atravessando
o rio, os sibilios dos mochos pousados as
cumieiras das oa baas ,
.....'......o grito agudo e trisle
Nos velhos sapezaes dos verdes grilos( 1 )
o som repelido que se espargio rompendo os
ares
Do 8{oureiro morcego as tenues azas ( 2 )
c de quandoem quando
A voz do cao que rosna e vella cm torno
Aoliiiinildetecto q'a innocencia habita. (3)
misturando-se com o cantar dos vigilantes
gallos, harmonisavo o hymnoda noite.
da villa deS-rinhem, que pedia se Ihe mau-
dasse abonar urna gratificarlo rasoavel, pe-
lo tempo que esteve aquarlelada no mesmo
convenio a forra de primeira linha que pa-
ra ali deytacou.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. informan-
do o requerimento do furriel de cavallaria de
S Paulo, Francisco de Couto que pedir
demico allegando ter sido tiesta provincia
impropriamente recrutado.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., commu-
ncando-!he a fuga dos presos de justiga que
se achavo recolhidos em Tamandar u as
providencias que se dero para serem apre-
hendidos.
Ditos Ao Exm. Presidente e ao com-
mandante das armas da provincia do Ccar ,
remettendo-Ihe urna relago das pracas d'ali
vindas com destine acorte e que passaro a
perlencer ao batalho ^provisorio tiesta pro-
vincia as quaes nao trazendo guias ro
agora exigidas afim dse escripturar oli-
vro mestre do dito batalho.
No mesmo sentido se ofliciou aos Illms.
commandantesdas armas das provincias do
Para e Maranho.
Dito Ao delegado do primeiro districto,
e juiz municipal da terceira vara desta cidade,
respondendo ao seo oflicio pelo qual com-
municara aclnr-se no exercicio de suas
funeges.
Dito Ao delegado do termo do Rio For-
mse aecusando o recebimento do volunta-
rio Joze Alexandre que assentara praca.
thesourariTda fazenda.
EXPEDIENTE DO DIA l9 DO CORRENTE.
Oflicio AoExm. Presijente da provin-
cia informando sobre o pagamento, que
pedio o delegado de Paje de Flores sobre o
fornecimento de casas dos ofliciaes e de lu-
zes s tres companhias do 8. batalho de ca-
ladores para ali expedicionarias.
DitoAo mesmo Exm. Snr., sobre o
requerimento de Joze da Silva Neves em que
pretendeo por aforamento um terreno de ma-
rinha no lugar de lora de portas.
DEM DO DIA 20.
Oflicio Ao Exm. Presidente enviando
o do delegado de Santo Anto Laurentino
Antonio Pereira de Carvalho com as con-
tas da despesa que fez com o recrutamento,
lim de determinar o seu pagamento.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda da provincia do Rio Grande do Norte ,
aecusando a recepeo do seu oflicio do primei
ro do corrente em que participou ter toma-
do posse do dito em prego.
Dito Ao administrador dJ correio geral
participando para sua inteligencia de que
em cumprimento da ordem do tribunal do
thesouro publico nacional numero 84 de
9 de setembro p. p. s se pode dispender
no corrente unno financeiro com aquella
reparticao a quantia de 7:860ji reis e com
o telgrafo da torre do Collegio a de reis
333*600 nao tendo lugar qualquer ex-
cesso sem nova e expressa ordem do mes-
mo thesouro.
IDF.M DO da 21.
Oflicio AoExm. Presidente da provin-
cia, informando o requerimento de Joze
Luizde Oliveira Azevedo.
dem do da 22.
OflicioAoExm. Presidente com a re-
presenlago que dirigi o commissano fiscal
do ministerio da guerra sobre a execuco da
ordem de 15 do corrente que revogou a do
12 de margo p. p.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. com o do
Exm. Presidente da provincia do Rio Gran-
de do Norte, de 18 de Janeiro deste anno,
que acompanhou o aviso de 7 de junho pr-
ximo passado de urna letra sacada ordem
do thesoureiro das rendas provinciaes da
mesma provincia e por este indocada a
Joaquim Ignacio Pereira, os quaes nao com-
binando as datas pareca que se devia devol-
ver exigindo os necessarios esclarecimentos.
Dito Ao inspector da alfandega partici-
pando ter S. M. o imperador or carta im-
perial de 26 de agosto prximo passado ap-
provado a nomeago feita pelo presidente dos
estados unidos d'America do norte de G T.
Snow, para cnsul daquello governo, n es-
ta cidade.
Igual participago se fez aoSnr. adminis-
trador da meza do consulado.
(1) J. B. de Andrada e Silva Huma tar-
Jrt no sitio de S. Amaro.
(2) dem idem.
(3) J'entendsau loin, verseeriant sejour,
Lavoixduchienquigrondeelveilleauloiir
De I liumble toit qu'habite rinnoceiice.
Chateaubriand Nuit de prinlcmns.
Meia noite Alfonso ouvindo bradar
pelo seu nome ergueu-se. Era Marianna
que o chamava ; Marianna que languia as
ancias da morto.......
O velho embugado em negro capote ar-
rastando-se vagorosamente chegou aoleito;
ellabeijou-lhe as rugosas mos e solugando
asregou com copiosa torrente de lagrimas
urden tes.
Chamai, meu querido pai. pai sim
que vos m'o haveis sido .... Chamai Diuiz e
l/.abei querod'elles me despedir ; quero ,
v-los pela vez extrema, e morrer amada por
elles.... morrer....
Morrer !.... Morrer .... exclamou o ve-
lho cheio de admirago.
Sim morrer !. Meu Dos Meu pai
todo poderoso perdoai-me Perdoai-me o
horrendo crime.... a voluntiria morte que
beb na taga da desesperagoedociume !....
Aflonso trmulo repassado de susto e de
pavor como um menino ante alguma visan
smistra ou hrrido phantasma banhadoem
frios suores a interrogou por vezes; porem.
instado fortemente foi chamar Diniz e Iza
bel. Entoella se ajuelhou ante o cruxicio
que penda da parede esbroada da cabeceira
ARTIGO COMMUNCADO. -
Para esclarecimento do Publico ; Cb/|-
frontacoes.
A prova de que o paiz reclama, as circuns-
tancias urgem urna opposigo forte leal, e
toda Brasileira seria a demonstrago por
fados deque o paiz era presa de um governo
refractario oppressor, imbcil concussio-
nano, e anti Brasileiro. A prova de que a na-
go nada pode esperar de bom, de justo, libe-
ral e til das influencias polticas e adminis-
trativas do partido da maioria actual seria
do seu Jeito ; e banhada em lagrimas se
poz a murmurar o symbolo dos Apostlos.
Sentindo passos, persgnou-se e deitou-se.
Aflonso chegou sgguido de Diniz e Iza bel.
Mal os vio novas lagrimas se desprenderlo
desses olhos outr'ora to bellos to cheios de
vida de amor e de ledice nos quaes agora
llum nao sei que de magoado e triste
Os coragoes mais duros enternece. (4)
e serpejro em fio pelas faces
Que descoradas estavo como rosas
Que lio sido fra da estago cortadas, (5)
pois que io perdendo
A rubra e viva corc'o a doce vida. (6)
Tomou as mos de ambos ctbrio-as de
beijos e ligou-as e depois suspirando ex-
clamou tristemente :
He teu Isabel .... Eu t'o cedo !... S
feliz cun elle por toda a vida que generosa
aival morre para que vivas ditosa para que
o possas lograr sem que o ciume te mortifique,
(4) Basilio da Gama O Uruguay.
(5) Descolorido eslava como a rosa
Que ha sido fuera de cazn cortada.
Gracilazo de la Vega.
(6) Cames Os Lusiadas.



demonstrar, que seus candidatos ltimamen-
te oleitos para a legislatura geral compartin
do seus principios e abucgagao constitucionaf,
eroos menos aptos para consumar a grande
empresa de salvar a patria. SeuHhante de-
dicaco franca e generosa de escriptor publico
seria reputada em todo o seu a prego o supra-
suino do patriotismo Brasilero ; eclyp'saria o
sacrificio heroico de Codro de Lenidas e
Mucio Scevola.
Vejamos porem como o sabio escriptor dos
artigos legalidade governu, constituigo
no desenvolvimento de seus raciocinios
comprova a primeira proposigo que dedu-
simos do seu n. 59 e que elle rectifica no
05. Elle tem dito : 0 governo col locado
em circunstancias extraordinarias appellou pa-
ra a nago e esta pesando com prudencia
seus verdadeiros inleresses prestou-lhe os
nieios necessrios para o tirar de apu'ros e
elle vio-so de repente victorioso fez lesap-
parecer os perturbadores do soreg publico ,
supplantou a opposigo nao llie deixando a
menor sombra ; facto extraordinario nos go-
vernos representativos. Facto extraordina-
rio echoamos nos que comprova a som-
ina extraordinaria de confianza da nago Bra-
sileira no seu governo ou seja coadjuvando
su; energa para debeliar os opposicionistas
perturbadores ou seja adlierindo sua poli-
tica excluindo-os da urna eleitoral at as som-
bras at os defuncin!... He com effeito
um facto exuberante da plena convicio da
constitucionalidado do governo. Com tudo
he contra este governo que o paiz reclama ,
as circunstancias urgem urna opposigo forte,
leal
toJo Brasileira !
Altos juizos do
prestantissimo escriptor Mas como opposi-
go forte feita por quem ? Pela antiga op-
posigo nao lie possivel que della nao resta
nem sombra ( D. n. 59): opposigo pela
maioria do mesmo partido do governo con-
forme os communicados deste Diario 224, e
250 tambem nao ; porque seria ella urna
sandice sem ser Com posta de desafectos dos
ministros ( n. 05) Ser pus organstda do
algum terceiro partido eminentemente Brasi-
leiro que como Tancredo escapado do ge-
ral naufragio dos perturbadores pblicos se
congrega na ra da Praa ? Nao : nao temos
superabundancia de capacidades : Os erros
dos nossos polticos ( n. 59) seu egosmo ,
sua ambiguo desmarcada e criminosa, a inep-
tidio de quasi lodos prepararam de a milito
a crise actual que leve por preludios csses
golpes, que lia soffrido a constituigo. A-
ceilamos a declarago offerocendo a seguin-
te contrariedade : Se a crise actual foi prepa-
rada polos golpes fulminados contra a consti-
tuigo, osopposicionistas.no foram perturba-
dores pblicos. Saiba se mais que sendo
quasi todas as nossas capacidades cotilleadas,
urnas asss egostas e ambiciosas outras i-
neptas ou governistas outras perturbado-
ras do socego publico o projeeto de opposi-
go futura nao sera realisdo por nenhum fo-
lego vivo nem por algum cidado liabitanle
em qualquer canlo do Brasil ainda que do-
minado por um sulto onde ten ha penetra-
do a prnslituigo poltica. Hoassim que in-
terpretamos e retribuinios essa nota do n.04,
admirando de achar-se o sabio escriptor to
immaculado que presuma de organisar una
opposigo inclume ddVodos os deffeitos para
salvar o Brasil espreitando os actos do so
verno ; porque o governo he sempre o nimi-
go commum que mas (levemos temer! Diz
istoo escriptor que n'outpa parte diz ( n.*
te exacerbe teenfurega, earme leu brago
contra meu peito .
E tu meu caro Diniz nica consola-
go de minha alma A4i tu devias fazer a
minha felicidade e foste-me infiel perjuras
te Pois hero faze a de Isabel que tu a-
mas que este escripto.......Oh, este eserip-
to onde Ii teu crirr.e ten perjurio onde li
ininha desgraga destruio todas a mirillas
esperangas esperangas (pie me embaluvo
no berro da ventura ; envenenou nieus dia.s ,
que to docemenle escovo-se ; turbou os
Sonhos encantadores de amor que en sonhava
adormecida em teus bragos acarinhada por
teus beijos, alagada por tuas cantigas .......
Ei-ioaqui esse terrivel escripto .......
Perdao Perdao dsse Isabel cahindo
de joelhos banhadaem pranto.
Momento horrendo Afionso, como urna
estatua contemplava esta scena sem poder
conceb-la sua admiraeo aiigmenlava-se
de instante a instante. O silencio dos tiiuiu-
los reinava por toda a choupana ; apenas de
quando em quando o quebrava um ou outro
solugo de morte ou de arrependimento ; a
catuleia que pirita a um esbroado pilar ar-
da fnebremente soltando bagos ca;
37) que os malos que peso sobre o paiz sao
inteiramente devidos aos disrespeitos s leis,
o aulhoridades. a Que reconhece- que a
constituigo tem servido de arma poderosa s
ficgrtes para vencerem. o o tem conseguido.
Elle quer entrar na liga e abragado com a
constituigo capitanear a opposigo futura ,
foite, leal, o toda Brasileira i ajudado ate
dos definidos contra esse governo que no seu
appcMo nago tudo alcangou: marchar por
vereda opposta isto lio : propalando que a
constituigo quasi nao existe ; que ella tem
sido lodosos dias abjurada ; linguagem to
diferente da linguagem dos Ollonis, dos Ma-
rinhos, dos Paulas Soasas Tobas, Felici
anos &c. &c, quanta be a differenga en-
tre nmeros iguaes. Nos veremos pois, se
dados os mesinos principios postos os mes-
moa precedentes desenvolvidas as mesmas
theorias nao teremos os mesmos resultados:
veremos que opposigo conscienciosa... de-
sinteressada .. independente... quanto deve
o povo ganhar cam os seus patriticos sacrifi-
cios!... O infante nascido ora vamos ver!...
Nao sao porem infaliveis as previses hu-
manas. Se a constituigo quasi nao existe;
sebe todos os dias abjurada : de quem ser
a culna do governo ? Nao : l nos diz o
mestre da vida-( n. 38. ) Lancemos um
golpe de vista para os actos do Parlamento
Brasileiro desde 1834 e nos devemos maravi-
llar de ver como pela maior parte sao verda-
deiros ultrajes feitos constituigo do Impe-
rio. E, diremos nos a outra parle cabe
aos anarchistas das provincias.
Quando o mal vem Ierra loca todos !
Tambem o governo levo a sua reprimenda :
em o n. 59 pergunta-se : que meios exstem
para obligar o governo a conter-se nos limi-
tes de sua autlioridade que mais e mais pre-
tende augmentar ? responde-se Na op-
posigo que lio mister organsar-se. Mas
tendo ella de apparecer no seio da Assembla
Geral e sendo esta con.posla mo grado
dos defunctos polticos cm grande maioria
de candidatos governistas convimos com o
n.n 64 que he para a nova cmara que se fi-
xo as vistas atientas de todos os Brasileiros,
na nobre empresa de salvar o paiz de falaes
compromeltimentos legados por essas admi-
nistracoes que os opposicionistas de expe-
rulago erguio e derrubavo todos os se-
mestres que menos pusillanimes que de-
sorientados e condescendentes gravaram as
finangas do paiz creando empregos para anga-
riar opposicionistas, vivio derepellir sedi-
res dos opposicionistas ; subslituiro pelos
dinheiros pblicos as honras e distinegoes ci-
vis porque os opposicionistas quero ser ri-
cos e nao apparecer benemritos ; curva-
vo-se ao predominio estrangeiro porque
nao conhvo com estabilidade nem tinho
prestigio ; cedio no disrespeito constitui-
go porque os opposicionislas a tornavo
bandeira de todas as f.icges. Agora nao se-
ra assim : um governo prestigioso por seus
successos felizes pelo crdito de sua ener-
ga pela sua resolugo de sustentar os di-
reinos do Brasil a monarchia constitucional,
a integridade do imperio ; imprimir sua po-
litica nos corpos co-legislatvo? e recobendo
delles urna coadjuvago franca leal forte,
e toda Brasileira a patria ser salva Sal-
va pelo governo do Imperador .' Salva pela
coadjuvago conscienciosa da maioria dos Bra-
sileiros que despresa as insinuagoes sedigas
d'uma poltica que tem por filo principal o
interesse do estabelecimento d'uma Typogra-
parecia extinguir-se le momento a momento
Diniz arrebatou o bilhete das mos de Mari-
anna approximou-se'da candeia leo-o .
conheceo o enredo tragado pela prfida Isa-
bel, e o fez em pedagos. Marianna force-
jando sentou-se ; e arrimando a cabegaao
hombro do velho Afionso olhos embaciados
pelo hablo da morte gritou por Diniz com
urna voz trmula e moribunda : Diniz correo
para ella cerrou a nos seus bragos, hanhou-
a com lagrimas ardenles e ella I lie entregou
seu ultimo suspiro... e tornou-se paluda e
fna. A candeia tinna soltado seu ultimo ola-
roe apagado-se .... Affonso abri a janella,
e a la enfiamlo por ella seus debis raios ,
foi pallidejar sobre o cadver de Marianna e
urna coruja enorme e feia balendo as com
passacias azas entrou piando agouros ade-
jot por de sobre o cadver e desappareceo.
Diniz cornos cabellos alvoragados olhar
scinlilante de raiv langando mo de um
puiilialque Ihe ficava a punca distancia ar-
remegou-se desapiadado soPre Isabel.
Morro Morre prfida Paga com a
vida os teus delictos ; apaga com teu sangue
a sede de vinganca que me devora !
Perdao ..." Perdao! ..
phia. Eiso rediculo a par do sublime como
disse Napleo !
* *
CORRESPONDENCIA.
_______________________ >-------------------------------'~i
Srs. RedactoresPensava todo o mundo
que a polmica theatral que enelieu por limi-
tas vezes as columnaa dos jornaes desta cida-
de estivess^ inteiramente encerrada e eu
ainda mais que todos acreditara que mais
se nao quera renovar urna questo que a
impericia dos contendores tornara intermi-
navel eosdoeslos asquerosa. Enganaro-
# porem todos : ah surgi um litor das o-
bras de darret apresentando-nos alguns
trexos dellas no Diario novo para nos fazer
convencer de que nao podamos em nossa po-
bre provincia que emfim he provincia as-
pirar mais do que a um tbeatro to bom
como o da famigerada cidade de Lisboa. Se
o tal leilor d" Garret, a{jarrando se a doutri-
na do seu autbor quizesse s faznr compra-
gojsqi^e exaltassem o chamado theatro de
Pernambuco, nao seria eu que sahria do
meu armazem para entrar em urna arena ,
onde a injuria he a arma piincipal para a
qual todo o sebo da carne secca nao me tem
sufficientemente habilitado ; mas como en-
xergo na sua correspondencia outro intuito ,
e a carapuga tioleuor me desafia e excita ,
nflo ha remedio ; procurare tirar-Iho a mas-
cara leve o diabo os lucros do arrrn'm em
quanto rabisco o que me vem ao beslunto.
Se o bom Garret disse dos theatros de Por-
tugal todas essas cousas que nos refere o seu
lo.'Uoi-, que nao dira elle ao ver que este
tanto se anoja que em compensago de se
dar o dstincto nome de Arlisla a pelotiquei-
ros ou sallunhancos, me servisse eu ou
quem quer que foi do nomezinhode Sig Como soffreria o bom Garret que um homem
que he seu leilor confundisse em objeclos
theatraes um professordecaretascom mu pro-
fessor de msica ? Que np diria selheeu
dissesse que o emprezano do theatro Ca-
pueira he quem promove todas essas insig-
nes correspondencias pedindo a terceiros
para as fazerem publicar como entre outras
succedeo com as que se doro luz com a as
signatura J. J. G. ? Que todas essas obras
primas que tem fallado na sociedade Natalen-
se sao por elle promovidas quando nao de
sua propria pessoa a verse melte a zizania ,
entre a Nal lense e o Sr. Lucci pe o des-
peito de nao querer este continuar a cantar
no seu theatro ? Se o Sr. Garret porem nada
disto sabe ; saiba-o o publico desta cidade ;
sim saiba todo o mundo que este be o fio
da intriga. 0 Sr. Gamboa he milito amigo
des Artillas que toco nesta Ierra e lo
amigo que Ihes nao deixa pudendo urna pin-
ga de sangue ; emfim he lo affeigoado a
essa gente como altencioso pa>a o publico :
e nao Contena de depenna-los na sua ca-
poeira ; e nao contenle de insultar o publico,
em face do mesmo publico; e nao contente
de vender gato por lebre e de ajunlar os
luzios, intriga solapadamente por via dos
jornaes inxerindo nessas correspondencias
censuras contra si proprio,(quelhe doem tanto
como urna podra )a im de melhor encobrir-
se e ferir impunemente.
Desparte o bornem que tem encostado os
maiores genios que he arehiteclo deco-
rador, pintor, macbinsta autor, actor,
poeta Ac. ilc. Se. tem ainda mais aqua-
lidade de intrigante na qual todava sabre-
*
Diniz Meu filho .
Em nome de Dos perdao .
Morre Morre prfida .
Ah nao me mates .... E um gemido,
t para sem pie a morte !
Que horror meu Dos Que horror ,
exclamou o velho precipitando-se sobre o de-
sesperado amante a quem dominavo todas
as furias do inferno. Diniz acabava de sacar
o ferro doseiode sua vctima e ainda tinto
de sangue ainda lepido ia embeb<>-lo em
seu coraco quando arrebatou -Ih'o ; e fu-
rioso bri'dou-lhe que se contivesse. Porem
nada nada absolutamente pode oppr barrei-
ras furia d seu peito.
Quem pode assoberbar as catadupas
Do rio que das rochas se desaba ? (7)
Abri precipitadamente a porta e seu pai
o seguio segurando-o pelo brago. De repente
escapou Ihe e
Qual sbito relmpago fulgente (8)
excede a tudo. A sociodade Natalense sabe e
conhece os seus deverei ; e o Exm. Governo
ainda melhor : e nao hade ser pelos ditos dos
J. J. G. que nem um nem outra so bao
levar as suns deliberagoes. Srm duvida
nenhuma a Natalense se preza muto de con-
correr para que um artista de merecimento
possa viver aqu sem prscsar da leonina pro-
tecgo do gango da capoeira ; mas nao o hade
fazer sem discernimento e muilo menos
como alguem dsse, o hade fazer cm prol do
qualquer Sigano.-
Se o Sr. leilor de Carret quer consolar-
nos em nossa miseria theatrl. com a miseria
alheia ainda que m.-.l de muitos tristes con-
solo he ; trabalhe muito emhora em obter o
seu fim masdeixe a sociedade Natalense em
socego que tanto tem ella com a capoeira e
com o seu gango como a guerra da China
com o fri da Bussia : o que o thealro aqui
he e o que pode ser sabem todos aquelles
que tem nm pouco de conhecimento do ob-
jecto e das nossas circunstancias ; mas nem
as circunstancias obrigo nem o objeclo
exige que se insulte, que se ludibne que.
se minta ao publico e muito menos que sn
intrigue a quem quer que for. 0 artista do-
mis nfimo merecimento nao se avilta nao
se abaixa pegar nestas armas para obter
dinheiro : o artista quer e procura a gloria ,
e esta nunca vem to estreme de proveito ,
que deixe lugar a invejar um pedago de pao,
e a arranca-lo da bocea aos oulros..
Volto a carne secca senhores Redactores ,
perdoem a massada qne Ihes procurou quem
se lembra de tal genero todos os das, fazen-
do-me sahir do serio inalteravel do meu cons-
pi uo armazem. S u &c.
O. C. S.
COMMEUCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do da 26 d'Oulubro 8:855ji038
DESCARREGA HOJE 27 DE OUTUBRO.
Brigue Escuna Americano = Seaman = Fa-
rnha, barricas abatidas com seus
perlences charuto, e hiendas.
Brigue = Brandnime farinha, bolaxinha,
Carelios barricas abatidas e com
ta tupas.
Brigue inglez = Stwart = ggos com bata-
tas
Escuna portugueza an Liberal = sebolas.
EDITAL.
Vicento Thomaz Pires de Figueiredo Camar-
go ins|)ector da alfandega &c. &c. .
Fago saber que boje 27 do correte mez a
porta da alfandega ao meio da se hade arre-
matar 20 temos de condegas impugnados
pel 2." escripturario .loze Fidels Barrozo de
Mello, no despacho por fatura de Antonio Joa-
quina de Souza Bibeiro sob o n. 14 i7 no va-
lor de 44ji sendo o arrematante sugeito aos
Jireitos. Alfandega 26 de outiibro de 18*2.
V. T P. de F. Camargo.
declarTces.
(7) Magnlbes, Dialogo de duas sombras.
(8) Qual relmpago sbito brilhante.
Melendez.
(^ollectoria do municipio d*01inda.
0 collector do municipio dOli nda faz cons-
tar a quem convier que o praso marcado
para a matricula dos escmvos ultima-se no ul-
timo do corrente mez Como j annunciou ,
desapareceo a seus olbos para sempre paia
sempre .
Meu filbu Meu filho Meu desgragado
filho! .exclamou Afionso levantan
do as mos para o Co e cahimio de joelhos ;
v urna voz soou ao longe : '.
Marianna Marianna cu j te sigo !
Serei teu outra vez E um gemido parti do
fundo das ondas .
.....'........
Desde enlo nunca mais os colonos de S.
Franciscoousro de passear pelas suas mar-
geos durante ameianoite; e fama foi por
muito temro que a essa hora um vulto cor-
rendo dcspenhaia-se as ondas a bradar.
Marianna Marianna eu j le sigo .
Serei leu outra vez E ao longe as ondas bra-
mo fnebremente !
Rio outubro 15 de 1840.
11 O M ANCE
Por J. No1 berta de S S.
FIM.
<_


v, .
3
e que lindo este praso requerer a authorida-
de competente para proceder na confurmida-
de dos artigos 23 e 24 do regulamehto de 11
o proceguimonto pelas mas de S. Jofio, 0uar
teis Bom Sucesso, Mangabeiras, estreita de
Sebastio Lopes, largo do Amparo ladeira
da Mizericordia Nova Muthias Ferrejra ,
Bom-Qm Xavier Santa Hoza da frente de
S. Francisco do Carina do S. Francisco ,
piaia do mermo nome, nttcrro do Varadouro,
e dos Arro'.ubados. Olinda 15 deoutubro de
O escrivo
Joiio Condal ves Rodrigues Franga.
~A VI S O S M A R 1 T I MUS. ~
= Para o Ass sai impreterivelmente no
dia 10 de novembro o hiate = Vingadora =s
para carga e passageiros trata-se com Manoel
Joaquim Pedro da Costa na ra da Cadi ia.
S3T Para o Rio de Janeiro seguo com mul-
ta brcvidade a barca nacional teabel ; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gem de passagein dirija-so Gaudino Agos
tinho de Birros no pracinlia do corpo Santo
ca/a n. 67.
tsr Para Pliiladelfiia o brigue americano
= Seaman = recebe fete por prego comino-
do ; quem pretender dirija-se a caza dos con-
signatario L. G. Ferreira & Companhia.
L E I L E S .
= Alexandre Mackay & Companhia faro
leilo por cinta de quem pertencer e inler-
vengo do Corretor Oliveira, do casco da bar-
ra ingleza Middescx naufragada na costa do
Rio Formoso, o legalmente abanJonada .
assim como dos salvados da mesma barca cor.-
sistindo em cerca de 20 sacas de la de carnei-
ro avariadas um ancorte cabrestante de
patente ancora de proa um tanque de fer-
ro urna secreta, escolilhas brozeadas urna
verga grande um mastro grande 4 vergas
pequeas 2 roastros de sobrecellente urna
lanxa 3 argolilas de ferro 2 cestos de ga-
via 2 barricas de farinha urna dita de bo-
laxa a i bah &c. : Sabbado 29 do corren-
te s 10 horas da manh, no armazem de
Rallar ra de Apollo.
= Johnston Palor & C* faro leilo por in-
tervengo do corrector Oliveira de grande
variedade de fazendas inglezas de linho al-
godao e laa proprias d'este mercado as
quat's se vonderao para feichar coritas : quinta
feira 27 do corrente s 10 horas da manh em
ponto, no seu armazem ra da Madre de
Dos.
= Leilo que fazem Lenoir Puget & C. por
intervengo do corrector Oliveira de um gran-
de sortiniento do fazendas francezas e suis-
sas como sejo, cainbraias adamascadas e bor-
dadas longos e chales de cassa olil, cha-
les de seda sarjas e solins lizos grvalas
de setim bicos de linho, selins. um grande
sorlimentode llores, longos encarnados, litas,
brins, cazemiras proprias para fashisnahles,
e linalmente um grande surlimcnto de alcai-
des do qual se pJe tirar grande partido, no-
ta::do que todas as fazendas so ho de entre-
gar pelo proco mais elevado que se offerecer :
quarta feira ^ do Novembro s 10 horas em [ion-
tono seu armazem da ra da Cruz.
AVISOS DI VERSOS.
--- as lojas dos Srs. Me-
nezes ra do Collegio, S
1 eito ra do Queimado ,
Guerra e Silva ra Nova e
vi uva de Burgos pracinha
do Livramento e na dos srs.
Y eir Cambista e Cardozo
Aires Jnior ra da Cadeia
velha acho-se a venda os
billietes da lotera do Thea-
tro, cujas rodas ando impre-
terivelmente no dia 9 de No-
vembro prximo futuro.
tSF" Aluga-se um gran je armazem todo la-
drillado de pedra, na ra da Praia ofl'ere-
cendo a grande vunlagom de ter o embarque
na porta a toda hora proprio para armazem
de assucar, ou para qualquer outro eslahele-
cimonto ; quem O pretender, dirija-se a ra
da Praia sobrado ue 2 andares n. 3 e 8,
Arrenda-so urna caza com cmodos para
urna grande familia no novo bairro de Santo
Amaro com bello banheirode agua salgada,
muito frescas as msmascazas: quem as per-
tender arrendar dirija-se a Joze Gongalves
Ferreira Costa na ra da Aurora.
= Perciza-se do um caixeiro para tomar
conta de urna venda por balango advorte-se
que a venda vai-se abrir de novo ; a quem es-
te negocio convier dirija-se defronte da Ribei-
ra da Roa-vista venda do Soares defronto
da guarda.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra Nova n. 7 ; quem o pretender pode
dirigir-se a loja por bailo do mesmo.
= Existe urna carta para Joaquim de
Castro Rata na ra nova numero 5.
vw Quem precisar de um rapaz de idade
de lo a 16 annos o qual sabe ler escrever,
e contar perfeitamonte e j tem algumas lu-
zes do commercio e he hbil para caixeiro
do loja de fazendas ou pira cobrangas ou
outra qualquer arrumago excepto venda pois
disto nao tem pratica alguma ou para esta
praga ou fora dola ; quem se quizor utelizar
do seu prestimo annuncie ou do contrario di -
rija-se ra do Rozario estreila n. 30 defron-
te da botica, 1. andar : advertindo que o dito
d fiador a sua conducta.
AV1ZO AO PUBLICO.
A actriz Mara Anacleta do Paraizo, agra-
decerlo a affavel bondadecom que grande nu-
mero de pessoas Ihe fizero a honra eobzoquio
arceitar bilhetes para o seu beneficio do dia
28 do corrente vem pelo presente avizar
a lodos aquelles generosos protectores que ,
obrigada por um rasgo da coslumada philan-
tropia do Sr. emprezario Francisco de Freitas
Gamboa V-ge na triste e vergonhoza neces-
siilade d abandonar a empreza do dito bene-
ficio e isto depois dos maiores sacrificios e
de assaz avnltadas despezas bem como de
extraego de partos j distribuidas, impressos
de programmas e bilhetes confeigo de um
vestimenta rico para o artista dangarino &c.
&c. olla recobra alguns pagamentos adiantados ,
de diversas pessoas roga s ditas, queirao
procurar este dinheiro, no botequimzinho porto
do theatro junto ao tanque d'agoa ; e para
que o sensato publico possa julgar entre ella
e o muito pbilantropo emprezario aqui ap-
presenta os soguintes documentos.
Mr. Gonet. Visto que Vm. nao pode pa-
gar o 2." beneficio, e nem para elle, nom pa-
ra o terceiro que pretende fazer tem fiador ,
queira dezavizar o publico, pois quesem esse
quezito nao passo a fazer-lhe cnsaiar a pega
que pretende para o dia 28 do corrente 5 pois
Vm. nao podendo pagar noventa mil reis, me-
nos pasar duzentos e noventa : mormente
quando a cobranca Ihe vai entrar em tempo
de fosta ; e para en nao ficar endividado em
muzica, e mais despozas he melhor deixar-
sedisso. Theatro 20 deoutubro de182.
Seu venerador
Francisco de Freitas Gamboa.
Sr. Gamboa. Acabo de receber a sua car-
ta na qual Vm. me diz que por Ihe dever ainda
90* rs. do meu passado beneficio. Vm. nao
principiar os ensaios da peg de Mariquinha.
sem que o accabede pagar.... Assazestranhei
este seu modo de proceder, que tanto se apar-
ta d'aquelies sentmentos de philantropia que
sempre Ihe suppuz.... Pois so considerar que
os 2 beneficios reunidos Ihe rendero in-
cluzas as despezas 475*500 rs. ; e que des-
ta quantia s Ihe fico restando 38*780 rs... pois
que para completar 9liP780 rs. que me recla-
ma, Vm. mette na conta 53.y000 rs. deoutras
dividas, sagradas, sim. (para mimquesou
honrado) porom que nAo tem correllago ai-
cuma com o citado beneficio, exceptuados os
11*000 rs. que Mariquinha Ihe ficou restan-
do.... Se considerar que ainda tenho para
cohrar porto de 200* rs. dosquaes polo menos
150 eslo bem amparados : se considerar que
tenho feito despezas na lypographia assim
orno para o appromptamento do artista frail-
ee/, quemo devia dangar e que Mariquinha
tambem fez algumas despezas inherentes a
penivH distribuigo dos nossos bilhetes: se
considerar mais que tenho 30 e tantos cama-
rotes j passados e 120 bilhetes de platea
distribuido*, dos quaes j rebeb algum dinhei-
ro "le annimos que beide forgozamente res-
tituir : se attonder que fui com o seuconsen-
(imento e de sociedade com Vm. que distri-
bu com a licenga do inspector do theatro, o possivel
qual revisou e approvou a pega ; que dis-'
Vm. nunca me fallou em fiador seno ago-
ra, mas bem deve saber que ou por o nao
achar ou por julgar mais conveniente para
o bom dezempenho das mirillas pogas, prefe-
r e apezar de ludo ainda preiro fazer so-
ciodade com Vm.... pois sou pobre, e o pobre
vergonhozo nao acha fiador.
Espero pois que depois destas consideragoes,
despiezando os enredos de entes de que ovil
carcter Ihe deve ser bem conhecido voltar
a sontimentos mais conformes razo e
su 1 propria ndole. quando nao ....
Dos est em toda a parte !......
Esperando pela sua resposta, ainda me con-
fesso Seu obrig." c.
J. J. Gonnet.
Sr. Gonnet. Apezar de Vm. dizer que a
conta nao he toda do beneficio ; se juntar a
ella os 20* reis que Ihe abati, e o que tomei
em pequeos gneros, ver que era maior :
finalmente Vm. bem conhoce que quem nao
pode pagar agora 00* reis, menos pode pagar
em novembro 290* reis ; pois. he lempo de
festa : e se nao pode agora cobrar duzentos
mil reis que diz Ihe devem de bilhetes, co-
mo poder cobrar mais 500* reis Ueste novo
beneficio Picando a receber o total de 700*
rs. e isto em tempos que todos voparaos
citios ? Deixe-se disso 5 e se com tudoquer
insistir, pageos 90* reis, de lianga ao mais
que me competir, ou faga por sua conta ; por
qu eu nSo quero dinheiro = in nomine =
que he moeda que nao lie acceita pelos nieus
(redores. Theatro 20 de oulubro de 18i2.
Sou &c.
Gamboa.
(Algumas rellexoes da beneficiada sobre o
documento 11 3.)
1." Os 20* res de que falla o pbilantropo
Sr. Gamboa procedero de urna gralificaqo
voluntaria do curativo que a pedido delle
Gamboa, eu Ihe lizera, na pessoa de um mu-
leque que, por desbixo mperdoavcl ., sea-
chava com os ps perdidos de bichos choios
de postemas purulentas e ameagando gan-
grena ; curativo nojozissimo e que gastou
mais de 15 das de penozo tratamento tudo
minha cusa.
2.* Os pequeos gneros de que caviloza-
mente falla o sagacissimo Sr. Gamboa impor-
tro em 2*020 ....
3.* Em quanlo ao que diz o mesmo Senhor
Gamboa, sobre a quaze impossibilidade de
cobrar este terceiro beneficio em tempo de
festa : duas cousas j se Ihe respondero na
occazio____A 1 .* que ainda se nao tinha ido
cobrar de muitas pessoas o 2. beneficio ,
por terem as ditas acceitado bilhetes para o
5., o que devia tornar infalivelmcnte a co-
branga ultima, mais fcil, mais rpida, e
mais avultada. A 2." perguntando-lhe o mo-
tivo por que, o julgando assim elle Gamboa
vai fazer no dia 3 de novembro um beneficio
oceulto por ametades com seu bi (hele tro
Zcbedeo Cezar ? se por ventura o dito Zobe-
deo ter o privilegio de se fazer em holgar
mais depressa que urna senhora m de fa-
tribui diro, mais de 400 noticias : se con-
siderar em lim os motivos fortissimos (pois
eu Ihos conliei em particular) que foro a causa
do nao estar Vm. j totalmente embolgado ,
espero que revogar a deleriliiiiago exarada
na sua mencionada carta,
mi!ia .'....
4.' Em fim v-se claramente pelo contheu-
do da sua desorganizada carta que o pbilan-
tropo emprezario, faltando ao trato de socie-
dade que comigo fez presente o Sr. J. J. C.
L. e outras pessoas s o que procura be
obrigar-me a dar-lhe na circunstancia critica
e aperlada em que me acho 200* reis pelo
beneficio ; porem dezengane-se o ambiciozo
empresario que prefiro antes perder tudo ,
e ver-me reduzida a mendigar, para meus cin-
co filhinhos, do que trabalhar nicamente pa-
ra S S.... Eacabarei esta justificagc dando
a este sapionlissimo philosopho um consolho
de rrulher que he o seguinte : Sr Gamboa ,
se quer grangear simpathias se aspira ao ti-
tulo de philanlropo se nao quer que ge di-
ga que to smente compraz se praticar
a bella virlude da beneficencia com estron-
do publico ; sacando o dinheiro do povo pa-
ra soccorrer tal ou tal desgraga Ilustre para
construego de tal ou tal edificio. ..deixando,
ou reduzindo na miseria as pessoas que de
mais perto Ihe toco ( S S bem me deve en-
tender ) seja mais razoavel mais humano,
e sobre tudo mais circunspecto ; nao lance
em rosto alguns trceos ou insignificantes ser-
vigos como a pouco acaba de faze-lo urna
sociedade respeitavel e agora urna triste
familia... Nao maquine pelas suas Gam-
hadas a ruina de pessoas que nun^a Ihe fi-
zero mal ; em fim seja homem se Ihe for
Mara Anecila do Paraizo.
t*y- O abaixo assignado tendo annuiiciado
o dia 21 do prximo mez de Novembro para
comegar a correr a roda da lotera da sua Ma-
triz de S. Pedro Mrtir do Olinda v-se 0-
brigado a transferir esse acto para o dia ( de
Dezembro prximo futuro por liaver sido
marcado para o mesmo da 21 de Novembro o
andamento das rodas da lotera de N. Sra. do
Guadolnpe da mesma Cidade e terem sitio
feitas outras iguaes transferencias pelos ad-
ministradores da lotera do theatro, o do San-
lissimo Sacramento da Boa-vista, por cauza
do embargo feito nos premios da lotera do
Rozario da mesma freguezia da Roa-vista, que
a pouco acabou do correr : portante o mesmo
abaixo assignado convida os amadores da sor-
te a comprar bilhetes na certeza de que nao
occorrendo algum outro igual embarago a di-
ta lotera hade correr impreterivelmente no
mencionado dia (> de Dezembro. Os bilhe-
tes ach'>-se a venda nos lugares seguintes =
Recfe porto das canoas na taberna doSr. Jo-
ze Peroira ruada Cadeia na loja doSr. Vi-
eira Cambista e luja do Sr. capito Joze Go-
mes Leal ; em S. Antonio ra do Collegio na
loja do Sr. Menezes ra do Crespo na loja
do Sr. Braga n. 15 lado do sul ra da Ca-
bug botica do Sr. Morcira ; ra das cinco
pontas na padaria do Sr. Carlos Leocadio Vi-
eira n. 65 ; Roa-vista na botica do Sr. Jozo
Maria Freir Gameiro; em Olinda nos quatro
cantos loja do Sr. Domingos Joze Alves da
Silva, e taberna do Sr. Joze Manoel dos San-
tos e na ra de S. Rento cazan. 12; as ro-
das andar no consistorio da Igroja de N.
Sra. da Conceigo dos militares no dia 6 de
Dezembro.
Vigario Joo Joze Percira.
John Grey subdito Britannico; retra-
se desta Provincia.
tsr Aluga-sc um sobrado na ra da S. Cruz,
com dois quintaes*murados ; tratar na ra
do Calderoiro n. 22.
tsr OSr. Sargento da barca portugueza ,
queira pagar oque deve A. J. F.; pois nao
se queira retirar sem pagar 011 ao menos
Ihe dar mais um ar da sua graga.
SS" Pelo patacho Liberal entrado n'este
porto em 18 do corrente, veio urna carta pa-
ra Francisco Joo do Barros como consta da
respectiva lista e n. 012 ; e como houvesse
curioso que docorreio geral a tirasse ; roga-
se-lhe por segunda vez que depois de to-
mar notta de seu conteudo a mande por eb-
zequio entregar na ra do Vigario caza n.# 5 ,
( antes n 8 ) ao proprio que a deve receber,
e qual ter talvez do responder com ur-
gencia.
ssy Perante o conselho de administrago
do 3." bataho de artilharia a p se hade
vender quem mais der, urna volumosa pes-
sa de gazemira encarnada : quem a pretender
pode comparecer boje na secretaria do bata-
Iho na fortaleza do Brum, s 11 horas do dia.
t^- Se o snr. P. T. at o dia 26 do pre-
zente oulubru nao vier ou mandar pagar
a quantia de cncoenta e quatro mil res de-
bito que contrahio em 51 de margo p. p. ,
18 de abiil dito e 3 do uni dito e quatro
cascos vasios que so empreslaro para coudu-
zir o quecomprou donde provem a quantia
a cima referida sem que por ora seja preci-
so referencia, s muitas respostas por escrip-
toem que confessa dever porem que res-
peito a pagamento nada de novo te-
r de ver o seu nomo sem que seja por let-
tas iniciaes v um portador ao qual, ao fim
de dias ter que pagar as passadas.
tsr Manoel Joaquim Gomes, pede ao se-
nhor Joo Joze Loite hora morador na cidado
de Olinda o especial fa\or de vir ao Recife,
para dar-lhe pessoal resposta daquelle nego-
cio deque oencarrcgou.
tsr Quem annunciou no Diario de il do
corrente querer fallar Manoe!" Joze Gon-
galves Vieira diriga-sea ra do Rozario lar-
ga numero 29, 4"e se dir sua residencia.
w Aluga-se o terceiro andar por cima
da botica da ra do Queimado numero 15;
fallar na mesma.
tsr A pessoa que tiver algum ouro sendo
b?m e querendo vender ; annuncie para
ser procurado : compra-se tambera urna cor-
rente de ouro sem feitio ; quem a tiver an-
nuncie.
tsf" Precisa-se de dous padeiros que sai-
bo bem trabalhar em maceira e forno ,
assim como aluga-se pretos ladinos que sai-
bo vender pao na ra : na nova padaria
junto ponte grande da Passagem da Magda-
lena.
ssy Adverte-se ao menino formoso joven
e bello que se deixe de andar escrevendo
cartas a fim de ver se comprometi os caixei-
ros com osseus patres, pois esteja crto que
essa pessoa goza na Praga de Pcrnambuco de
tanto ou mais crdito do que esse senhor e
milhor ser cuidar as obrigages de seu pa-
lrito se nao quizer ouvir a ladainha de todos
os Santos em sabbado d'alleluia ( sollemne-
mente ).
Um que nao nem deixa de ser caixeiro.



IIIIBII 11
4
tsr precisa-se de un menino de 12 alo, ssr OTerece-se um rapaz porluguez de 15
annosde idade, que tenhaalguma pratica del a 16 annos para caixeiro de cobtangas, ou
vendar ferragem e miudezas j quem estiver' oulra qualquer occupaco excepto venda ou
dirija-se a rO. da Ca-; padari. : na ra da Praia armazem n. 3.
nestas circunstancias
deit velha loja D. 30, ao p do arco da con-
ceico.
ssr Aluga-se toda a casa n. i do atierro da
Boa-vista ou sem o prinieiro andar ; as no-
vas da ra da Aurora ra da Soledade e
no sitio de S. Amaro ; dous sitios na ponte
de Uchoa a margem do rio em frente do de
Francisco Antonio de Oliveira com quem
se trata do prego ou com seu caixeiro Ma-
noel Joaquim da Silva.
ssr Precisa-se de um canoeiro forro ou
captivo para tomar conta de urna canoa de
agoa : na ra Nova n. 57.
ssr Aluga-se por muito commodo prego,
para se passar a festa uma casa para peque-
a familia na casa forte : fallar no atier-
ro da Boa vista em um sobrado de um andar
junto do Sr. Oliveira ourives.
ssr Aluga-se um sobrado de dois andares
eloja, na ra da Praia por 650ji rs. annuaes:
e tambem se aluga por 10j res mengaes a
loja do sobrado dos 4 cantos da Boa-vista;
fallar com Manoel C. S. Carneiro Monteiro.
tsr Francisco Cordeiro Bapozo subdito
porluguez relira-se para o Bio de Janeiro.
= Lava-se de sabo, eiigoma-se, e coze-
se custuras chans, tudo por prego commodo,
com prefeigfio e promptido 5 no pateo do
Carmo n. 6.
.tsr Tendo sahido em o dia 5 de Novembro
de 1841 da villa do Pillar da provincia da Pa-
rahiba para esta cidade Manuel de Caldas Bran-
do Jnior e nao tendo al hoje apparecido,
roga-ses pessoas que souberom noticias delle,
queiro ter a bondade de dirigir-se a praga
da Boa-vista ; botica da viuva Ctinha.
tsr A pessoa que precisar de roupa engo-
mada e tambem ensaboada com demora
de 8 das ; e de varrela de 15 a 20 dias para
nao faltar ; nota-se quem quiser e Uie con-
vier recebero j engomada e se responde por
alguma falta que possa liaver ; a pessoa que
quizer annuncie a sua morada para ser pro-
curada ou dirija-se no Becife no beco do
Tocolombo n. 10.
ssr Os directores da companhia da serrara
de Jaguaratinga convido com muita instan-
cia a reunio dos Srs. accionistas em 20
docorrenle ra de Senzalla nova n. 1. as
onze horas da manh para tomarem em con-
siderago os mi Inores meios de continuaren)
as obras da dita companhia, e outras medidas
a bem dos accionistas
tsr Precisa-se de um olicial de pharma-
cia brosileiro ou portuguez, fazendo-se
uma boa paga correspondente os trabalhos da
casa : no Mondego botica n. 29
tsr Didier Robert & Companhia pedem
a quem levou ou mandou buscar a mais de lo
dias na sua loja na ra Nova as amostras
de sedas para vestidos, e bicos brancos de
blondede Ihes fazer o favor de manda-las
entregar.
tsr Roga-se ao Snr. Francisco da Costa
que he mestre de calafate, queira fazer;o favor
de ir a ra das Cruzes n. 41 que se Ihe de-
seja fallar.
tarOfferece-se um rapaz portuguez de ida-
de de lo annos para caixeiro de venda o
qual tem bastante pratica ; quem o preten-
der annuncie.
tsr Quem annunciou querer comprar gar-
rafas vasias dirija-se ao atierro dos A frega-
do* defronte do viveiro do Muniz venda nova.
tsr Aluga-se o primeiro andar do sobra-
do da ra Nova n. 7 : tratar na loja per
baixo do mesmo.
ssr Quem quiser dar por algum lempo ,
uma preta escrava para se aperfeigoar em
costuras da moda dirija-se a ra Nova nu-
mero 10.
tsr O Sr. Antonio Jos Saraiva dirija-se
ao Forte do Mattos ruado Amorim n. 33
primeiro andar para receber uma encomenda
vindadu Porto pelo Brigue Mara Luiza.
W Manoel Francisco Coelho professor
adjunto das cadeiras de gramaiatica latina ,
e portugtieza do Collegio S. Cruz se pro-
pe a ensinar a lingoa latina a tarde em sua
casa ; as pessoas que se quiserem utilisar de
seu presumo dirijo-se a ra do Colovcllo
n. 17.
OT Precisa-se arrendar um sitio, quele-
nha bastantes fructeiras boa casa e hom
terreno para plantas nos lugares seguintes:
Soledade at Belem na estrada de Joo de
Barros 011 S. maro que saia na cncruzi-
Ihada de Belem quem tiver annuncie.
tsr As pessoas que tiverem pinhores tan-
to de ouro como de prata e panno na ven-
da da ra da Boda n. 45 queiro ir tira-Ios
no praso de 8 dias e nao compareciendo
perdero todo o direito que tiyer.
tsr Precisa-se de um pequeo destes che-
gados prximamente de idade de 12 a 14
annos para caixeiro de um? venda : na ra
da (loria da Boa vista por baixo do sobrado
de Joz3 Antonio da Silva Santos.
S3T Antonia Muria dos Santos Tavares nao
pode deixarde combater oannuncio do Snr.
Antonio Joze Fernandes Guimares apareci-
do no Diariu do 24 do Outubro do correte
anno em que elle depois do arresto que a
annunciante Ihe lez convoca credores pa-
ra que ententem suas acgfias sem fazer men-
gados nomesdos mesmos a que d a co-
nhecera annunciante que tal convocago nao
he verdadeira, porque quando elle e seu
companheiroestivero presos por cauza desta
divida asseverou que somente devia a an-
nunciante e ao Cnsul Francez : e mais
a ninguem e agora com entento de preju-
dicar a mesma annunciante faz um tal an-
nuncio e tal vez tenha fabricado algumas
dividas e annunciante nao consentir que
aquelleseu devedor a prejudique como pre-
tende, protestando contra tal annuncio e
contra quaes quer dividas que aparego e
que a annunciante supe nao serem exactas.
COMPRAS
tsr Escravos de ambos os sexos para fora
da provincia, com tanto que representem boa
figura e sejo mogos na idade bem como
escravos de oflicio, sendo pedreiros e carpin-
teiros os quaes agradndose pagaro bem :
na ra da Cadeia do Becife n. 45.
ssr Contmua-se a comprar escravos para
fora da provincia de 13 a 20 annos: sen-
do de bonitas figuras pago-se bem : na ra
da Cadeia do S. Antonio sobrado de um an-
dar de varanda de pao D. 18.
tsr Farinha do Reino avariada : na ra
do Collegio n. 14
tsr Urna escrava recolhida de 16 a 20
annos que engomme e cosa bem: na ra
do Livramento n. 3 com a entrada pela
ra doRangel.
>. tsr A obra Aparato para a disciplina ,
e ritos ecclesiaslicos de portugal: as 5 pon-
tas n. 114 ou annuncie.
tsr Um Kagado jabotim: no forte do Ma-
tos ra do Amorim n. 33.
VENDAS.
Barris com potassa americana e barri-
cas com farello : em casa de Matheus Austin &
Companhia ra do Trapixe novo.
tsr Casaes de pombos batedores a 800 rs.
ditos de burrachos a 560 um galo da India
por 3ji200 : nos 4 cantos, indo para a ra
da Gloria lado esquerdo n. 57.
tsr Urna barrica contendo perto de duas
arrobas de ptima gomma de araruta : no
aterro da Boa vista D. 19 junto ao beco do
ferreiro.
^sr Pannos de Iinho aberto em pegas de
de 30 varas a 3* rs. e largos a 3*600, cha-
peos de sol do Porto a 83 rs. e meias de Ii-
nho curtas: na ra da Praia armazem nu-
mero 70.
tsr 6 pipas arquiadas de pao e duas de
ferro e uma porgo de garrafas vasias : em
(ora de portas junto ao beco largo n. 29.
tsr Uma ne^jra de bonita figura crela ,
lava de sabo e varrela cozinha o ordina-
rio e tem uma cria de 8 annos : na ra do
Fagundes n. 50.
tsr No sitio defronte de S. Joze do Man-
gulnho vendem-se 5 casas terreas, com quin-
tal em chaos proprios a fallar no mes-
mo sitio.
Por
prego commodo uma negra da
costa de meia idade boa vendedeira: na ra
da Alegria casa junto ao cartorio do escrivo
Je Orfos.
"*tsr Um rico aderego de ouroe diamantes,
pares de brincos com alfinetes, um rico par
de pulceiras pares de brincos de ouro e
ssr Uma casa de pedra e cal no Pogo da
panella propria para se passar a festa ou
venda com bom quintal ,- e com duas fren-
tes uma para o rio e o fundo para N. S.
daSaude. por prego commodo : no Man-
guinho n. 8.
tsr Vende-se ou permuta-seura pequeo
sitio na estrada do Arraial com casa toda
envidragada por 1:i00f rs. com cacimba
da melhor agoa que pode haver : na praga da
Boa vista n. 22.
Na ra do Queimado leja N. 7 de Luiz
Joze do Souza vende-se, chapeos de sol de
sjda de superior qualidade por prego com-
modo.
- Taxas de ferro coado e batido em bom
sortimento, e outras firragens mais pira en-
genho por prego commodo: na ra do Vi I
gario n. 7.
v- Um carro de 4 rodas com todos os1
seus arreios : no atierro da Boa vista na
coxeira franceza de Emilio.
ssr Potassa da Bussia em barris pequeos:
no armazem de Machado & Basto na ra de
Apolo n 3.
tsr Urna venda no pateo do Hospital do
Paraso com poucos fundos : na venda por
baixo do sobrado n. 16.
- mt Um methodo de violo por Molino :
na ra da Senzala velha n. 36.
tsr Urna grade de assougue muito for-
te : na ra Nova n. 52.
vwrBrim trangado de listras decores a 1200
a vara dilo branco muito fino a 1200 a va-
ra cazemira de todas as cores muito finas a
l800ocovado pegas de bretanha de rolo de
10 varas a 2200, cutim francez para jaquetas e
caigas a 360 o covado merino preto muito fi-
no a 2500 o covado chitas em cortes ham-
burguezas a 3500 ditas a 240 o covado ,
pegas de cambraias adamascadas muito linas 1
801 ditas de cores a 5500 chales de seda
de lindos padres a 3ji lengos de seda com
franja a 1200^pegas de madapolo infestado
a 5 ditas de*galo fino a 4800 ditas com a
mesma marca a 4t ditas de algodaozinho a
2800, gangas azus trangadas a 140 o cova-
do ditas lizas a 130 o covado sarja de l de
duas larguras a 640 o covado, brim francez
branco todo de Iinho a 960 a vara bretanha
muito fina a 800 rs. algodo largo america-
no a 220 a vara brins muito finos lizos para
lenges a 480 a vara riscados trangados pa-
1a caigas a 240 o covado setinetas muito fi-
nas a 300 o covado, lengos pretos de boa qua-
lidade a 3/ meias abarlas para senhoras a 360
o par ditas para homein a 240 fazendas
de todas as qualidades para coletes de cores e
pretas sendo enlre estas setins prelos lavra-
dos de 1200 e 2500 o covado e outras mul-
ita mais fazendas por prego mais commodo
possivel : no atierro da Boa-vista loja de fa-
zendas defronte da Matriz.
ssr Uma escrava de nago Benguela sem
vicios nem achaques : na ra do Hospicio se-
gunda caza lerrea lado do nascente.
- Urna cama de angico moderna e bem
fe i la para cazal com seus ncherges um
bahu grande e um selim para menino mon-
tar em carneiro na ra de Hurtas n. 46.
- Urna canoa aberta bem construida
que carrega 600 lijlos de alvenaria grossa :
na ra da Cadeia do Recife n. 13.
BT Um sortimento de relogios patente ho-
risontal, ditos de parede com despertador .
por prego commodo : na ra das Cruzes caza
de relojoeiro francez n. 4.
tsr Um terreno em fora de portas com
duas casinhas, ao pe' da casa do Sr. Barboza,
e um Brigue-Escuna1 Americano de lote de
I80 toneladas com todos os pertences e
prompto a seguir viagem : trata-se na casa
de James Crabtree & Companhia.
tsr Capim por arrobas e em porgo na
ra dos Pires no ultimo porto a esquerda
quem quer voltar para o corredor do Bispo ,
ou na ruado Livramento armazem de louga
e mulhados n. 20.
ssr Urna yenda em muito bom lugar, e
Direita casa do artista Gcminianno Hilario do
Oliveira e Mello.
ssr Um bonito mulato para pagem de
16 a 18 annos sabe bolear, cozinhar, e teru
principios de sapateiro : na ra da Cadeia do
Recife loja n. 20.
tsr Superior caf moido dito de cevada
tambem moida por prego muito commodo :
na roa Direita na renago n. 10.
tsr Urna escrava de nago de 24 annos.
engomma bem liso e cozinha o ordinario
de uma casa lava tanto de sabo como da
varrella : na ru Direita n. 43.
ssr No armazem novo de trastes da ra do
Rozario eslreita n. 45 vende-se por menos do
que em oulra qualquer parte o segu ule ca-
deiras de Jacaranda ditas de oleo ditas ame-
ricanas ditas para meninas de escola de ja-
caranda de angico e d cerdeira bancas
de Jacaranda ditas de oleo, marquezas de
condur ditas de amarelo, guarda roupa ,
guarda louga guarda livros guarda vestidos,
camas de angico ditas de condur ditas de
amarelo camas de vento cadeiras para al-
cova cmodas de Jacaranda carteiras de
uma s face mochos para piano > e muito
mais trastes tudo de superior qualidade no ar-
mazem a cima e na ra da Cruz armazem de
trastes u. 63, nos mesmos armazens preciza-
se de dous officiaes de marcineiro e dous meios
ofiiciaes tambem se admiltem aprendizes.
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 25 do corren te fugio um negro
de nome Miguel, nago Cagange levando
vestido carniza e caiga de brim e com os si-
gnaes seguintes : tem uma cicatriz nafonle
do lado esquerdo de queimadura de fogo e
outras muitas no peito cujo escravo he bas-
tante ladino e consta ter andado pelo A'flbga-
do : quem o aprehender leve na botica da ra
do Queimado n. 15 que ser recompensado.
ssr Fugiro no dia 25 de Agosto desle cor-
rente anno os escravos seguintes : Luiz mu-
lato bem claro, com ollicio de alfaiate e
gapateiro, altura regular e grossura cor-
respondente bastante barbado tem uma
orelha furada com um brinco falla branda ,
sabe 1er escrever, e loca rebeca, Lucas ne-
gro crelo com ofiicio de carpina tem falta
de denles na frenle uma orelha furada com
seu brinco he bem alto e reforgado bem
feito do corpo cara luslroza e bonita tem
cicatrizesde chicote as nadigas que receheu
de seu antigosr. que sendo o Padre Periqui-
to Vigario de Paja passou ao sr. Tenenle
Coronel Leonardo Bezerra de Siqueira Caval-
canti na Pesqueira. Estes escravos ndito
juntos levaro uma espingarda Jazarina no-
va e bastante roupa. O abaixo assignado
recomenda a lodas as pessoas erica negadas da
polica para os prender e juntamente tem
promettido 200* ; sto he 100# por cada um
a quem os pegar e venha na ra de Agoas
verdes n. 70.
Francisco Joze Duarte.
ssr Fugio no dia 5 de Julho docorrenle,
um negro de nome Joo nago cagange es-
tatura baixa grosso do corpo foveiro pelos
tornozelos com falla de um a dous denles de
diante da parte de cima ; quem o pegar leve
na ra das Cruzes n. 41 que so recompensar
com 25*.
tsr Fugio no dia 25 do corren tu um preto
nome Jacinlho nago quigam, de idade
diamantes memorias diversas
lixas, bolOesde brilhantes
, pares
e memorias
de
de
ditos tudo de muito bom gosto e chegado
ltimamente do Rio de Janeiro: na ra de
Apolo em casa de J. B. Moreira.
^ Rape" vilete com excellente aroma ,
da nova fabrica de areia preta do Rio de Ja-
neiro: na ra de Apolo ern casa de J. B. no-
reir.
ssr 20 arrobas de sera de carnahuba de
muilo boa qualidade : na ra da Madre de
Dos loja de Joze Antonio da Cunha.
ssr Dous mulatos de 20 a 22 annos, para
fora da provincia : defronte da Madre de
Dos a fallar com Custodio Luiz Res.
cora^poneos fundos na travessa da ra da
Gloria vende-se porque o dono est doenle
e quer ir para o mato a dinheiro ou a pra-
so com boas firmas : a tratar na mesma.
ssr Uma machina do vapor para moer as-
sucar 3 ditas para moer com agoa uma
dita para moer com ca vatios formas d* furo
para purgago de assucar e rodas para car-
roga tudo de boa qualidade : na ra da Ca-
deia do Recife escriptorio de Joze Antonio
Bastos.
ssr Uma corrente grossa de ouro com
um relogio tambem de ouro, muito bom, por
lHOtf rs. : na ra Nova loja de Calderciro nu-
mero 55.
tsr I ma lapinha para o prezepio do Me-
nino Jes;;s com todos ns ornatos que sao
precisos para a sua maior elegancia : na ra
pouco mais ou menos de 18 a 20 annos sm
barba alto com os dous dentes da frenle
de cima limados levou vestido calca e carni-
za de algodo entrangado ; quem o* pegar le-
ve o na venda de Diogo Rodrigues em fora de
portas que ser generosamente recompensado.
tsr No da 18 de Agosto do correnle
anno, fugio do engenho Piripiri do Norte ter-
mo da Cidade do Natal provincia do Rio Gran-
de do Norte um escravo de nome Hilario ,
idade de 30 e tantos annos alto secco do
corpo ps grandes, bem barbado, bom oli-
cial de gapaleiro um tanto suido ou que
se finge surdo levou comsigoa tenda dentro
de urna malinha de couro : quem quer que
o encontr o poder aprehender e leva-lo
naquella provincia no dito engenho a seu se-
nhor o Tenente Tozo Fernandes Carrilho e
nesta praga o poder entregar ao Doulor Joa-
quim Aires de Almeida Freitas na ra das
Cruzes n. 22 que ser recompensado do seu
trabalho.
tsr Fugio de bordo do Patacho S. Jolo
na noite de 25 para 20 do corrente um escra-
vo prelo de nome Luiz nago Cabinda de 40
annos estatura regular beigos grossos ,
com berrugas, eseis dedos em cada p ; quem
pegar dirija se a caza oe Francisco Marques
Rodrigues A Irmos : na ra do Trapiche n.
26 que ser recompensado.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842
*<>


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