Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04803


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Full Text
Armo de 1842. Segunda Fera 24
Todo agn depende de.ni ate amos ; da noaaa prudencia moderacSo a energa : coo-
tinuemoa como principamela aeremaa apuniadua cun idmiraco entre aa Nacota maia
culiaa. Proolamaco diAuembla Ceral do iran.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna farail a Hiograade do Norte, aesanda e eextae leiraa.
Bonito iGarantiuii- :Ua24-
Cabo Serinhaero Rio (''ormino Porto Calvo Macei a Alaeoaa no i. 41, Jl,
Bua-viata e Florea 43 e 8 Sanio Anio quiniaa feiraa. Olinda todoa oa diaa.
DAS DA SEMANA.
25 Se, a. Rafael Are. And. d > J. de da X v.
35 i'ere. a. Chriajiim e C' 2 Ojart. a. Evaristo P M Mm. Aad. do J. de D. da 3. v.
27 <}i.'nt. jejnm a F.lesb:lo Imperador. Aad do jnii de D. da 2. T.
->-. Se. a Simio es Judas App. Aad. do J.de D. da 1. v.
H'J Sab. a. Feliciano M Ral; Aud. do J. da D. da 3. v.
2V Doni. a Scrapio B C.
de Outubro. Anno XVIII. BT 250.
O Diario publica-ae todoa oa diaa qne n3o foreai Santificadoa : o proco da aaai7talara ba
detrra mil reia por quinal pagoa adiaaladoa Oaannuactoa doa aaaignantea j4o inaeridoa
grafa e oa doa que o nao forero relio de 80 reia por linha. Aa rn-lamaoora davem aer
dirigidaa a eaia Tipografa roa daa Cruiea D. 3, a a praca da lndepeadeacia loja de liaros
Numera 37 e 38.
CAMBIOS no da 22 di outubro.
Cambio loare Londree 27 $ Nominal.
Paria 358 reia p. franco.
a Liaboa 400 par 100 de premio.
Muida de cobre 3 por 100 da deecoato.
dem o letraa da bou firmal 1 v a {.
Ocio- Mo.da da 6.400 V.
a a N.
> a da 4.000
PllTt Patacaa
a Paxoa < lolumnaraa
dito Mexicano.
viuda
compra venda.
15,400 15.600
15,20) 15,400
8,300 8 500
4,7W 4.7W
1.720
1,720
4,580
4,740
4.740
1,620.
Preamar dn din Si de Outubro.
4. a 9 hora e 48 m. da eeanha.
2. a U hora a 42 m. da larda.
PHaSES da loa no mez ue outubro.
Loa Novo a 4 a 4 fcoraa a 6 m. da manh.
Quarl. eraae. 44 -- ha 4 horaa a 22 m. da man.
I.ua ehoia a 49-- ia8 hnraa a 53 m. da manh.
Qoart. ming. a 26 s 40 horaa 0 23 m. da tarJ
niARIO DE PERNAMBUCO.
IIIUIO K KIMUHCO.
O vapor Paraense entrado neste porto a 22
i\ en huma novidade ha va al i occorrido e em
S. Paulo e Vlinas continuava a tranquilidade,
e ordem.
Por decreto de 25 de setembro mandn S.
,M. que ficasse sem vigor o de 17 de maio que
suspenden as garantas na provincia de S.
Paulo.
Por decreto de 9 de setembro mandn S.
M. que o regiment provisorio do conselbo
d'estado conlinua'sse a ser observado c in-
cumbi a seceo dos negocios do imperio das
alteraces que a experiencia mostrasse ne-
cessarias.
Por decreto de 30 de setembro ficou sem ef-
'eiio o de 20 de jutibo que mandou se obser-
vassem as leis militares em tempo de guena
as provincias de S. Paulo e Minas.
No da 4 do corrente bouvero diversos des-
pachos em remuneraco dos serviros presta-
dos em Vlinas que publicaremos em outro
numero.
O presidente.da provincia de Minas orde-
nou que se procedessem as eleices para depu-
tados geraes as primarias a lo as ultimas
a 27 de novembro e a apuradlo geral a 15
de dezembro p f. Na me>ma occasio convo-
cou a assembla provincial para o priuieiro do
torrente.
Pelo juizo municipal da segunda vara se
conbeceo existir na corte com ramifiraees pe-
las provincias do imperio urna sociedade se-
creta denominada palriarchal d'invisiveis com
fins subversivos Em nossos seguintes nme-
ros daremos a pronuncia do respectivo proces-
o e os estatutos da sociedade. Forao pronun-
iciados alem dos senbores Getulio e Trislo,
de queja fallamos em outra occasio os se-
nhores : LimpoConrgo GeraldoTorres
HomemElizcuJ. F. Guimares e os
senadores padres Jo/.e Bento e Alencar
senhor dezembargador Antonio Joze de
Carvalho Chaves foi nomeado ministro do su-
premo tribunal de justica por o lugar que va-
gou pelo bito do conse heiro E. de (uei-
ro/. Coutiiiho.
O senhor Buo de Caxias commandante em
chele do exerato em operacoes em S. Pedro
do Sul fui lambem nomeado presidente da
misma provincia ; reassumiudo ao mesmo
lempo o commando das armas da corle, para
melhor poder dirigir os seus preparativos. O
senhor Saturnino bavia por intermedio de seu
irmo o Exm. Ministro dos negocios eslran-
geiros pedido a sua demisso allegando
o,uauto seria conveniente que o Baro reunis-
te ambas as autoridades.
llavia-se espaihado na corte o boato de ter
sido concluido un tratado entre o Brazil ea
Inglaterra ou que fora dado a um senador o
encargo de o redigir ; mas o Jornal do Com-
mercio di/, que eslava auiorisado para decla-
rar que ero falsas semelhanles asserces.
Eis-aqni o resudado das eleicoes do Rio de
Janeiro tle 23 collegios conhe< idos ( 999 el-
leit.tres ) segundo o Jornal do Commercio.
A senlinella aprsenla urna diifereuca no d-
cimo deputado e priuntiro supplenle.
Os Srs Votos.
1 Paulino Joze Soares de Souza. 94'
2 Joaquim Joze Rodrigues Torres. 880
3 E de Queiroz Coutinho Vial toso da
Cmara 802
4 Joaquim Francisco Vianna. 765
5 Joze Clemente Pereira. 714
6 Visrondc de Baependy. 701
7 Joze Ignacio Vaz Vieira. 583
8 Francisco Joze de Souza Soares de An-
drea 544
9 Antonio Pereira Brrelo Pedroso. 518
'10 Ignacio Manoc! Alvares de Azcvcdo 176
Joze Antonio de Siqueira e Silva. 46
Joo Manoel Pereira da Silva. 459
Saturnino de Souza e Oliveira. 428
DioclecianoAugustoCezar do Amaral. 345
Ilavia entrado na Babia arribado o brigue
Capibaribe que seguia para o Para em con-
sequencia da morte do commandante o ca-
pito de fragata Sebastio Roque da Cunlia ,
assassinado por um soldado d'artilharia de ma-
rinba que elle bavia mandado castigar ,
valendo-se da confuzao que troucera o caso
de ter ido um homem ao mar em occasio de
melter nos rinzes e nao querer o comman-
dante dizem que fosse soccorrido.
COMMUNICADOS.
No tribunal Toscano de John Bull foi a
redacco deste Diario acensada pela insereno
edoutrina do artigo communicado do nume-
ro.... qualificando-se de serie de parvoices e
mentiras o que ali foi dito nao por igno-
rancia. Prelende-se responsabilisar a redac-
Co porque urna vez deca rou que s impri-
mira aquelles escriptos cujos principios ca-
sassem com os seus como se tal deliberarlo
excluase a faculdade de receber aquelles que
I he nofossem hostis posto que nao idn-
ticas.
Nao se cansa o communicante de tomar a
defeza da redaego em objecto que precisa-
mente Ihe nao pertence ; menos de explicar
se a reserva se o gelado silencio do Diario
he teima covardia, ou menosp>eco ; quan-
to porm a duvida aflectada sobre a sua po-
ltica pelas numeras vezes que ella tem si-
do manifestada nao pode deixarde lastimar
a falta de reminiscencia do orgo da opposi-
co. 0 homem anda quer mais !
O sabio Jiecrutador da futura opposico
contesta ao communicante de que preten-
der organisar urna opposico depois de con-
cluidas as eleices eleicOes motivadas por
urna dissoluco da cmara temporaria elei-
Qesganhadas quasi completamente (quanto
he condecido ) pela poltica do governo era
um ollicio de defuntos : pede qu>< se ihe de-
monstre a fontedesta tbeoria e nos Ihe di-
zemos que secundariamente a soluco del-
la se depreliende da expu.Mcao de seus nies-
mos arligosLegalidade Governo, Consti-
tnigrio. Adiante o explicaremos. Nos dis-
semos : lie preciso saber que principios e
que desejos queremos fazer pruvalecer pa-
ra saber Jepois que homens havemes de es-
colher : e nao he isto fundamentar a theo
ria ? Se j temos escolhido Mandatarios se
nesta escolha triumphou a poltica do governo,
sea maioria da futura Representado Nacio-
nal comparte a poltica do governo como
quer o sabio escriptor organisar a seu talento
urna opposico contra o governo que se toi-
ne maioria para obter o complemento das
ideas do seu numero 64 ? Urna opposico
antagonista do actual governo e de to-
dos os governos alias procedentes do parti-
do dominante que nao he o de S. S." con-
formo deixa entrever no seu numero 60 ?
Oque he isto senao querer assoprar defun-
tos ? He principio rommum : Emquanto um
partido nao predomina, em vo se esperar
por urna maioria ixa na legislatura: ella fluc-
tuar necesariamente segundo as occorren-
cias do acaso. Hoje um partido predomina,
elle tem a maioria dos legisladores elle
saneciona a poltica do governo ; nos di-
zemos : s por abuso de termos, ou para
mos fins se pode em um governo constitui-
do como o nosso considerar a opposico e o
ministerialismocomo entidades refractarias,
misadas para se destruirem mutuamente ,
(nando ao contrario um e outro principio
subsistem connexos e nao dilerem senfio no
modo de encarar as cousas nem podem ex-
crcer suas funeces fora das maiorias eonsti-
tuciouaes : o sabioescriptor chama a isto se-
rie de parvoices confunde ideas distinclas ,
e quer impingir como igual a opposigdo cons-
titucional til e necessaria, a qual nao im-
pugnamos da qual se pode e deve tratar em
todo o tempo antes na occasio e depois
das eleiQes segundo o estado verdico dos ne-
gocios pblicos ; com essa opposicSo organi-
sada de desafectos do governo inexoravel,
guerreadora armada d censura do terror
e da sedigJo para supplantar o governo ; tal
e qual nos a temos tido at boje; e elle a tem
combatido nos seus artigos ; mas para subs-
tituida com os seus as insidias ao governo:
e como o quer conseguir, que he a nossa
questlo principal ? Com os deputados eleitos
amigos da poltica do governo oriundos do
mesmo partido Como ser possivel isto???
Temo-lo antes por urna dessas concepces ex-
travagantes que tantas vezes tem fcito ce-
lebre o Qusote que preside as locubracOes
do sabio escriptor e que tantas vezes tem
dado com os burros n'agoa !...... Mas tratar-
se-ha da opposico pela imprensa ? Nao he
della de que tem fallado o Paladim da legali-
dad e da conslituiefio ; esta nao precisa or-
ganisar-se cada um a faz por si e o seu
pasto sao os faotos sejo elles apontados e
censurados pelo novo opDOsicionista e vere-
mos se a redaeco do Diario he covarde. Eia,
pnncpiai a censuia dos actos do governo.
Sustentaremos sempre que nos principios
do communicado se pode dar urna opposic.ao
de cousas e nao de pessoas ; conforme o or-
go da ra da Praia s a tiriamos de pessoas
e nao das cousas como at hoje. A maior
miseria he que tendo-a elle combatido quer
continuar o abuso. He de bom !
Sim, a opposico dere enlreter-sedas cou-
sas e nao das pessoas : e se das cousas se po-
de julgar pelos precedentes das pessoas, o que
he nao fora das regras hermenuticas muito
mal se ha de achar o factor da opposiQo fu-
tura de Pernambucol Eis-aqui nosa humilde
opinio. Se o governo exorbita,ou sem exor-
bitar no sentido rigoroso da lei deu um passn
imprudente e nocivo aos interesses pblicos; o
primeiro Jever da opposig > nao he declamar
sebre a informe noticia do facto dahi podem
vir males e nem um nico bem ; cumpre-
Ihe indagar a existencia do acto pesa-lo em
todas as suas relaQes ; se o nao pode fazer ,
ou se o que colheu nao Ihe parece suficiente ,
pedir esclan-cinientosdh'ectamenteaogoverno,
eso depois de bem esclarecida a opposico de-
ve argir de illegal ou de inconveniente o fac-
to e exigir do governo que emende o erro ,
que mude de procedimento : se elle cede
cessar deve a hostilidade, seno, e se o caso o
merecer deve aecusar formalmente os Mi-
nistros.Ora, pergunta-se: ser este proce-
der franco e generoso espcravel n'uma oppo-
sico anthipalica organisada dos inimigos
pessoaes do governo centralisada n'um p*r-
trdo reactor ? Ninguem o dir : mas a oppo-
sico he necessaria porque nos homens es-
t a possibilidade de exorbilar ; aonde a en-
contraremos pois razoavel til e constitu-
cional ? Entre os mesmos amigos do gover-
no no mesmo partido dominante ; cutre os
homens que formo a maioria que compon mentos de que nos servmos para provar-
em o circulo donde sahioe que pertence o
governo e que interessados no triunfo de
seus principios nio consentiro queosen-
carregados da sua execugo desviando-se da
verdadeira direcgo firo os interesses da
Naco.
Vejamos agora o que he a opposico orga-
nisada dos inimigos do governo em cuja inu-
tilidade em cujos malficos influios sobre-
salte a doutrina puramente constitucional do
communicado como cima promettemos fa-
zer ver recopilando periodos dos artigosLe-
galidade Governo ConstituiQo-
N. 37... Em verdade a experiencia
de muitcs anuos nos tem demonstrado que
essas 9 oulras espertezas dos nossos polti-
cos (em materia de opposico no mesmo
sentido do escriptor ) nao involvem idea a-
guma do bem publico ; sao apenas meios de
que lanco mo para empolgarem o poder ; o
melhoramentodo estado moral, o material do
paiz e a eslabelidade de nossas instituales
sao objectos de to pouca monta que nun-
ca entraro em seus clculos.
N. 58 ... H'-para lastimar que 20 an-
nos de independencia e 18 de constituirlo te-
n han sido para nos de pereita infancia, e
que as alinales dos Brazileiros s se tenho
dirigido exclusivamente sobre a distribualo'
dos poderes sobre a forma do governo nos
constantes maneios agitacties e dissen-
cnes polticas sempre perniciosas, e final-
mente em opposiijes', que s aspir&o o po-
der para exercilal o anda peior do que o*
seus adversarios e que quando proclamo
alguma tbeoria administrativa he s com o
interesse de fazer subir seus chefes e seus
personagens, edemitir os ministros...
N. 59 Se temos at agora fallado con-
tra essa opposicjo que se pretendo organi-
sar he pela convie^o em que estamos de
que ella he um arremedo de todas as outras ,
que tem oxistido e que por isso o interesse
pessoal, e nao a felicdade publica he seu u-
nicofim; mas nos reconhecemos que as
circunstancias urgem que o paiz reclama
urna opposico, leal e toda brazileira de quem
ha de depender a sorle futura do Imperio, a
Avista disto e do mais cusa a perceber
o que se pretende em taes artigos !
Em todo o caso cumpre notar ao sabio es-
criptor que esse periodo do seu numero 59
envolve encongruencia da theoria. Essa op-
posico forte e leal, ou se ha de tornar maio-
ria para ser arbitra da sorte futura >io Impe-
rio, e ento tornar-se-ha minislirialsmc; ou
se fr sempre minora eopposico nao po-
de conter a sorte futura do Imperio : se con-
correr para ella ser conforme os principios
do communicado ,, por consequencia exclui-
do fica S. S." de entrar na Qa ; excluido po-
seti va mente ; porque segundo o seu nume-
ro 65a opposico limitada a aconselhar es-
clarecer ajudar o governo he sandice :
excluidos ( falla o seu numero 64 ) por
que He sem duvida para a nossa cmara
que se inclino as vistas att-nlas de todos os
Brazileiros. Excluido (ouc mais esta ,
e assente l no seu canhenho ) porquanto se
a Naco nao deve confiar nessa opposico
transacta composta de antigs notabilidades
alias recommendaveis por seu saber e servi-
dos causa publica mas possuidas d'uma
ambicio incommessuravel ; menos muito
menos anda na gente do Rmnp Brazileiro.
Respeitar as conviertes alheias he um de-
ver de todo o cidado e com espc-ialidade
daquelle que se enrarrega da pesada misso
de escrever para o publioo urna vez queso
nao pretenda arrogar o absurdo poder de -
ranmsar as consciencias dos mais : he por
isso queextranhamos que o author do com-
municado assignado por M. e publicado no
Diario n. 221, taxasse de sofismas os argu-
mos que o exime do soldado que ferio o
sargento commandante da guarda em que o
mesmo se achava devia de ser julgado pelo
foro commum.e nao pelo foro militar; e admi-
ramos como o nosso Ilustrado adversario
poude conciliar estas duas expresses -que
nos assim pensamos e que os nossos argu-
mentos sao sofismas ; sabendo que o sofis-
ma supOem conhecimento da verdade e que
quem o emprega pens de maneira diversa ,
do que diz. Se os nossos raciocinios nao sao
exactos atrbua-se isto inteiramente cur-
teza de nossa inteligencia ; mas nenhuma
parte se de nossa vontade.
Sem termos u menor conhecimento do f-
fensor nem io olendido e nicamente


?!
guiado pelo espirito de justica qm sampre
nos ex forcemos para quo teja a bussola e o
principio regulador de nossa conducta ou-
vindo asseverar, qua se pretenda julgar o
soldado oriminoso pelo foro militar o en-
tendcndo, que semelhante passo ora urna
offensa as leis e instituiros do nosso paiz .
jugamos de nosso rigoroso dever offerecer ao
jnizo do publico as nossas considerarlas sobr
a questo, procurando quanto em nos
coubesseembjr.ipar como cidado que as
leis do paiz fossem violadas e como ho-
mem que os direitos da humanidade fossem
to caprichosamente atropellados; eisofim.
com que foi redimido o nosso primoiro com-
municado e que no mesmo se acha franca-
mente declarado isto he que o soldado
delinquente devia de ser julgado peio foro
commum por nao ser o seu crime paramen
te militar, eque no foro commum se lhe
nao podia infligir maior pena do que a da
tentativa de morle. Qual ser pois o fim se-
creto do nosso communicado que anezar da
claresa de nossas expressoes nelle lobrigou o
nosso Ilustrado adversario ? Querer por ven-
tura dizer, que procuramos a impunidade
do criminoso somente por sustentarmos que
elle devede ser julgado pelo foro commum?
Tal nao suppomos do nosso Ilustre adversa-
rio ; Rao s por ser urna iujuria irrogada dos
nossos tribunaes considerar a impunidade
como resultado infalivel de suas decisoiS; mas
anda por termos manifestronte confassado
em nosso primeiro communicado a culnabili-
dade do delinquente e a necessidade de sua
punico. ^
Se seguissemos a trilha do Ilustrado au-
thor do communicado M. procurando des-
cobrir fins secretos um daquelles que se a-
chio francamente declarados to bem nao
poderiamos dizer que o seu communicado
fora hab mente elaborado com o fim secreto
e pou'-o nobre de fazer correr o sanjjue de um
seu eemelliante e cortar o fio da existencia
a um ente de sua mesma especie ? Mas nos
sommos mais justo para com o nosso Ilus-
trado adversario ; eremos que o quo diri-
gi a sua penna( que sem duvida era digna
de melhor causa ) foi nicamente dilucidar a
questo patenteando sua convieco que
lastimamos nao tivesse sido formada de me-
Ihores elementos : sim eremos ( perdoe-nos
o nosso Ilustrado adversario ) que elle em-
presa paralogismos mas nao sofismas.
Contestando o author do communicado
- M. a intelligencia que demos expres-
so crimen puramente militares empregado
pelo nosso cdigo criminal e do processo ,
isto he crimes que somente sao punidos
pelas leis militares e de que nao tratj as
leis civis diz que a desobediencia e insu-
bordinarlo tem sido sempre consideradas
crimes puramente militares e punidas no
foro militar entretanto que o artigo 128 do
cod. crim. to berr. pune a desobediencia. O
argumento do author do communicado nao
destroe a intelligencia por nos dada expres-
so crimes puramente militares : nao he por
se terem considerado esses crimes puramente
militares, que elles tem sido julgados no
foro militar mas sim por estas duas rases ;
1. por que seria um grande mal para a dis
ciplina e economa do servico militar que
crimes to pequeos e que merecem urna
prompta punir.au fossem sugeitos a delon-
gase prolixidadesda formulas do foro civil ;
e 2. por que se pelo artigo 85 da le de
18 de Agosto de 18.3 que he posterior ao
cod. crim. a desobediencia ou insobordina-
eo a falta de respeito ic. de quo se tor-
narem culpados os guardas nacionaes, estan-
do de servico, sao punidos pelo foro militar,
isto he, pelo concelho de disciplina por
maioria de razo os militares de l.linha,
ondea disciplina he de certo mais rigorosa ,
que se tornarem reos de taes deliclos nao
devem de ser julgados pelo foro civil 5 e por
conseguinte tropa de lnha to bem se de-
via do estender a mesma excepeo que a
le cita la fizera ao artigo 308 2. do cod.
crim. ; al. rao he de utilidade a 2. he
de direito. Assim a desobediencia nao ho
crime puramente militar como pensa o au-
thor do communicado mas todava por ser
urna das excepgOes referidas ho sugeita ao co-
nhecimento do foro militar segundo as ra-
zies que a cuna expendernos.
Se os nossos legisladores tivessem declara-
do que o foro militar continuara a confie-
cer dos crimes miliares, anda se poderia
admittir a intelligencia do author do commu-
nicado considerando-se crimes militares os
que fossem commetlidos pelos militares em
occasio de servico posto que ento os le-
gisladores terio usado da expresso crimes
2
te militares artigo 328 2. d^ cod. pen 6
artigo 8. dooodi do proc crim., restringindo
i estos crim somante a jurisliceo do foro
militar, nao quiz su^etar ao conhecimento
leste foro to los os crimes militares mas u
nicamente da classe destes aquelles que fos-
fossem punidos pelas leis militares e nao pela
legislsao civil, como dissemos em o nosso
primeiro communicado attendendo-se toda-
va as excepQs que cima fizemos e de
que nao tratamos em o nosso primeiro com-
municado por julgarmos ao alcance de todos.
Satidd um principio sabido de Hermenuti-
ca jurdica que nenhuma palavra da lei se
oode considerar suparflua e ociosa mas sim
escripta com justa e fundada raso como
com tanto despreso se l o adverbio puramen-
te com o qual os nossos legisladores quize-
rflfj mostrar que a competencia do foro mi-
litar nao se estenda todos os crimes milita-
res porem somente bos puramente milita'
res, como to ocioso se julga o adverbio /><-
ram-nte que se o encara como se nao exis-
lisse e como se os legisladores tlvessem es-
tondido a jurisdico do foro militar todos
os crimes militares em goral! O adverbio
puramente modificou em grande partea ex-
presso crimes militares ; e com fundamen-
to nao se lhe pode dar urna intelligencia di-
versa do que temos dado.
Passemos agora ao Achylles do author do
communicado quo he a proviso de 20 de
Outubro de 1834 a qual citamos em apoio
de nossa opinio em o nosso primeiro com-
munici'do. Esta proviso declarando quaes
os crimes meramente militares diz que taes
sedevemde considerar todos os crimes de-
clarados as leis militares e queso podem
ser commeitidos pelos cidados alistados nos
cor pos militares do oxercilo ou armada, e
exemplificando a presenta 1. os que violo a
sanctidade e observancia do juramento pres-
tado ; 2." os que offenderem a subordinarlo
e disciplina ; 3.os quealtero a ordem e po-
lica do servido ; e 4. oexcesso ou abuso de
authoridade em occasio de servido. Ora
pelas niesmas palavras da proviso citada ve-
so que os carecteristcos dos crimes pura
men'e militares sao : 1.* acha re m se decla-
rados as leis militares e 2.* s poderem
ser comm^ttidos por militares : em vista des-
tps principios he que se devem de entender
os exemplos mencionados na dita proviso ,
pois qrie Ibes sao subordinados e nunca des-
tacada e absolutamente sob pena de se dizer ,
que os exemplos destroem a regra o quo he
absurdo. Assim
ferio ao sargento
rantias e suspenso o 11 do artigo 179 da
constituirlo al os paizanos podio ser jul-
gados pelo concelho de guerra : e quando tac*
rases nao ouvassem to bem nao poderiamos
nos chamar abuso ? ,
Temos respondido ao author do communi-
cado assignado por =M= e confutado se-
gundo nos parece todos os argumentos, de
que o mesmo e servio para corr.bater a noss
opinio ; passemos agora a responder ao au-
thor do communicado assignado por =G=,
do cujo trabalho bem poderiamos prescindir ,
visto que os seus argumentos sao os mesmos
j apresentados pelo author do communicado
quem acabamos de responder, mas como
d'envolta com os seus argumentos lhe esca-
passem algumas asserjoes inexactas e tirasse
algumas consequencias contra as regras d
lgica he mister que as refutemos.
Principiou o Ilustrado author do communi-
cado =G=, a quem nao temos a honra de
conhecer por mostrar o grande perigoque
havia em poder ser o nosso communicado (ido
por soldados, que pelas razdes nelle exaradas
se julgassnm fora da severidade das leis, como
se nosso communicado contivesse ideas anar
quisadorase destructivas da disciplina militar.
Se os artigos da legislaco que citamos, de-
vem de ser ignorados dos soldados, segundo os
principios do Ilustrado author do communica-
do deveria de ser-Ihes vedada a instruccio pri-
maria, para que nao podessem 1er a constitui-
do e os cdigos em cujas paginas estio exa-
rados os seus direitos e garantas ; mas deixe-
mos semelhantes ideas que s vogaro nos
lempos do mais acrisolado e frreo despotismo,
em que os despotas procuravo que os seus
vassallos desconhecessem at o seu proprio ser:
consistir por ventura o terror do author do
communicado em ver os artigos da legislaco
transcriptos no diario e desenvolvidos ? He
pueril : vamos a diante.
Dice o Ilustrado author do communicado=
G=, que o art. da constituido por nos citado,
que foi o art. 179, 17, provava contra pro
ducentem! / este aboli o privilegio de foro.
como se v da sua integra. A excepclo das
causas, que por sua natureza pertencem a jui
zos particulares na conforrnidade das leis, nao
fiavei1 foro previligiado nem commisses
especiaos as causas civeis ou crimps : sobre
esta baze foro redigidos os artigos 308 do cod.
pen. e 8.* e 171 docod. do proc. crim. : co-
mo pois dizer-se que o art. da constifuigo .
que citamos para moslrar-mos que nao havia
foro priveligiado, prova contra producen tem ?
Se com effeito o Ilustrado author do com ni u
o crime ao soldado, que i nicado liga a expresso contraproducentem a
podendo ser commettido sua verdadeira idea devenios de crer, que
porqualquer cidado nao alistado nos cor- o author do communicado entendede urna ma
pos do exercito ou armada nao se pode con- neira particularissima o art. em questo. e jul-
siderar puramente militar por carecer do
segundo caracterstico declarado na supradita
proviso e por consequencia nao pode ser
sugeilo ao foro militar mas sim ao foro com-
mum.
Esta mesma intelligencia que damos a ci-
tada proviso foi da la pelo concelho supre-
ga que elle revoga os artigos dos cdigos cri-
minal e do processo, que citamos e que fo-
ro redigidos segundo a sua clara disposico :
lerrvel maneira de raciocinar !
Os argumentos, que em seguimento de seu
communicado deduz o nosso adversario da in-
telligencia, que demos a expresso crimes pu-
mo militar no processo do forriel de artilha- runente militares, da proviso citada, do iu-
ra Claudino Joze de Mello que tinha ferido
no quartelao sargento de sua companhia : o
concelho supremo fundando-se na menciona-
da proviso declarou que o crime nao era
puramente militar e por isso excntrico da
competencia do foro militar : julgou millo
todo o processo e mandou que fosse o reo
processado pelo foro commum onde anda
tem de ser julgado. Nao entendera por aca-
so o concelho supremo militar a mencionada
proviso ? nao sera por ventura aplicavel ao
ramentoquepresto os soldados &c. jseacho,
segundo o nosso fraco entender snbejamen-
te respondidos na primeira parte do nosso com-
municado por tanto continuemos a mostrar
somente as suas enexactides, como cometa-
mos.
Dizer-se que entendemos de urna manei-
ra mui particular os artigos citados dos cdi-
gos exiga urna demonstrarlo ; exigia, que
o Ilustrado author do communicado desse a
genuina e aulhentica interpretado dos men-
dito forriel o 8. artigo de guerra que se pre- j conados artigos provando, que a expresso
tende aplicar ao soldado, que ferio o sar- \ crimes puramente militares neWes escripia ti-
gento ?
.Negou o nosso Ilustrado adversario a pari-
dade dos casos, que apresenlamos em o nos
so primeiro communicado mas sendo todos
elles crimes punidos pelas leis militares, com-
metlidos por militares em occasio de servico,
e al um delles furimenlo feito em um sar-
gento como contestar a sua paridade ? S se
para em tal caso haver paridade se exige ,
queooffensor seja um sollado de artfice ,
que oolenddo soja um sargento do mesmo
corpo que esteja de guarda a cada desta ci-
dade e que at tal vez tenho no mes iguaes.
Finalmente em contraposigo aos faelos ,
que citamos apresentou o author do commu-
nha urna interpretado diversa do que lhe de-
mos ; porem tal nao fez o author do commu-
nicado ; soltou a proposico e nao provou ; e
argumentou com conveniencias contra a gram-
matical interpretaco das claras palavras da
lei Terrivel maneira de raciocinar !
Procurando o autor do communicado com-
baler os dous exemplos que presentamos .
de crimes puramente militares saber a
deserco e abandono do posto antes de ser
rendido, punidos pelo 12. e 14 artigos de
guerra, dice que lambem estes crimes se
podia aplicar o artigo 157 do eodigo crimi-
nal. Se o author do communicado tivesse l-
do quaes as penas conrpspondentes aos crimes
nicado o caso dos !U1. militares envolvidos na previnidos no citado artigo 157 nao avanca-
sedico, que ltimamente apareceo na Bahia, ra urna prupozicio to absurda. As penas
o> quaes foro julgados pelo concelho de guer- decretadas no citado artigo sao suspenso do
ra &c. ; porem este caso nada prova con- jemprego por um a trez annos e multa con-
tra nos pois deve de lembrar-se o author do respondente ametade do lempo : ora supo-
communicado, queaBihia ento anda semillamos, que um soldado a quem se obri-
achavapor assim dizer em estado de guerra ; gou assentar praga diserta, ou que por
ichava-se em um estado excepcional ge- medo do irumigo deixa o seu posto : aplique-
commettulos por militares em servico ; po- mendn debaixo do pso de urna midida ex- se-lhe a pena ; he suspenso porexcmplo por
rem empregando a expresso c-imespuramm-; inordintri filiamos da suspenso de ga-^rez annos de emprego de soldado ou por ajuTzeTe qw MonUra wdideT "^l-
outra dase-lhe tres annos de licenca nao vfi
0 Ilustrado author do communicado quo
taes crimes nao sao punidos pelas leis civis ,
a qw) por isso com justa raso dicemos que
-raopuramente militares ? Terrivel maneira
le raciocinar! !
Dice mais o author do communicado, que os
exemplos que apresentamos em prol de nossa
opinio bem como o julgamento dos RR. ac-
osados do roubo das diversas rendas ic. nao
podio servir de guia porque foro abusos
tolerados pelas circunstancias dos tem pos em
que dominavo as ideas subversivas e desor-
ganisadoras. Com offeito os soldados crimi-
nosos do roubo deque tratamos, foro pro-
cessados por um juiz e condemnados pelo
tribunal dos jurados : a relago do destricto
confirmou a sentenca : e o supremo tribunal
Je justca noconcedeo revista : quanla gen-
te a abusar Quanta gente a errar E a re-
cente deciso do concelho supremo militar no
mencionado processo do forriel Claudino Joze
de Mello que anda lem du ser submettido
aojury to bem ser abuso dos lempos das
ideas subversivas e desorganisadoras ? Ter-
rivel maneira de raciocinar !!
Dice anda o author do communicado que
a ntelgencia por nos dada aos artigos dos
cdigos he justamente contraria nica, que
se Ihes pode dar : ora nos entendemos por
crimes puramente militaies como se expri-
mem os artigos citados dos cdigos crim. e proc aquelles crimes que somente sao pu-
nidos peles leis militares e que as leis civis
nao punem ; mas segundo diz o author do
communicado a intelligencia justamente
contraria he a que se deve de dar ; logo se-
gundo entende o Ilustrado author do com-
municado davenr-se de considerar crimes
puramente militares aquelles que somente sao
punidos pelas leis civis : fatal intelligencia !
1 mi di l m Scyllam cupiens vitare Chaiybi-
dim.
Finalmente disse o autor do communicado,
que a alenda dos tribunaes militares se esten-
dia lodosos crimes que se acharem coni-
prehendidos nos quatro quisitos ( eremos que
quer dizer elasses)da proviso citada; e
apresputandoalgunscisos que segundo elle
mesmo confessa nao podem si-r julgados pe-
lo foro militar por n da terem com a deci-
pliua militar nem tiolarem a santidad
do juramento prestado e nao s mn por
conseguinte juramentos mili/a-a mencio-
na o furto ou roubo fra dn quarlel, a bi-
gamia, &c.
O 18. Art. de guerra pune todo o furto ou
roubo commettido por soldados ou seja den-
tro do quartel ou fra delle como se v da
generalidade com que se exprimeo artigo ci-
tado, e particularmente da expresso de que
o mesmo se serve o que fr ladro de es-
trada nao sendo crivel que o autor do com-
municado lome a palavra estrada por corredor
de qualtel ; e o artigo 27 pune o soldado,
que se casar sem licenca do seu coronel. Ora
jurando o soldado obedecer com a mais exac-
ta promptido e respeito a ludo o que con tem
os artigos de guerra, he incontestavel que
com metiendo o furto ou roubo anda fra do
quartel ou casando com urna segunda mu-
Iher em vida da primeira sem licenca do
seu commandante tem violado a santida-
de e religiosa observancia do juramento pres-
tado; e assim segundo os principios do au-
tor do communicado tem commettido um cri-
me puramente mili/m comprehendido na
primeira classe da citada proviso : sao por-
lanto contraproducentem os dous exemplos de
crimes nao sujeitos ao foro militar apresenta-
dos pelo autor do communicado e o mesmo
poderiamos dizer dos mais. Avista disto he
manifest que basta o simples bom senso pa-
ra se conhecer que a citada proviso deve
de ser entidade como dissemos na primeira
parte do nosso primeiro communicado.
Muito louvamos a bondade do eoraco do
autor do communicado G .que igu-
rando-se-lhe o desgrncado artfice j con-
drmnado a mor'.e ; para elle implora a cle-
mencia do nosso magnnimo Monarcha ;
mas lemhra-lhes que se elle mesmo que
com tanto afn procura que este desgrana-
do seja julgado pelo foro militar tivesse
de defender algum militar que por com-
melter alguma fraqueza em occasio de
combate tivesse encorrido na pena do quarto
artigo de guerra talvez que apesar de spr
este crime puramente militar o aulor do
communicado quizesse que o seu cliente
fosse julgado pelo foro civil, onde se nao pu-
nem os que nao sao dolados da coragem pre-
cisa para ouvir de peno o zuido das balas
e o estampido alroador da arlitharia : quod
tibi non visjieri alteri ne fac-ris.
Ja temos dito bastante para que o publico


naremr>s co
mnmosa jr
nigo dos
ellas ; m?.
m a segunte deofaracio : nos a-
istica e as leis ; e (tosejarnos a pu-
delinquenles Je conformidade com
is tambatn respetamos os foros da
5
humanida de, e nao duvidaremos, sempre
que nos
prestar o
na a um
parecer mister voluntariamente
soecorro de nossa fraca e dbil pen-
homem desgranado. S.
COMMERCIO.
. ALFANDEGA.
Rendir aunto do da 22 d'Oulubro 2:886*213
DKSCARB.EGA HOJF. 24 DE OUTUBRO.
Brigue Escuna Americano = Searaan sa Fa-
rin'.ia de trigo, e barricas abatidas.
fiare a dinao'iarqueza = Preciosa = fazendas ,
raiudezas, ferragens papel, dro-
gas e potassa.
Pa .tacho bespanhol =Cassador= vinho, pas-
sas e allios.
firigur: sueco = Victoria ^= taboado.
Brigue escuna sardo = Benedicta Mara =
sebo.
Escuna portugueza = Liberal =pipas, barris
de vinho, azeite, e diversos volu-
mes e sebollas.
PRAfA DO RECIFE 22 DE OUTUBRO DE 1812.
Revista Mercantil.
.f,imbio= Houvero tranzaces e ainda ha
saccadores a 27 d. por 1*.
.Algodo 3= As vendas regulares foro a 5700
por (>.
.Assucar = O numero de caixas do novo nao
excede a cincuenta e anda se nao 11
xou o preco.
Couros = Sao menos procurados, e alguns
lotes tem sido offerecidos a 135 res
a Ib.
Alcatro Sueco = Vendeo-se a 13*500 o barril.
Alfazem* = l'lom aip.
Azeite doce = dem a 2*v.00 o galo.
Bacalho Chi'garo trfscarregamentoscom
6000 barricas, que stguiro paraoSul,
ooqut ha em d -pozito continua-se a
retalhar a 10*000, sendo mui lento o
consumo.
Barricas abatidas = Vendero-se a 700 reis.
Breu = dem a 4* rs. o barril.
Carne Secca = As vendas no decurso da se*
mana foro mais activas os precos
porem nao nHliorarfio ; nao pdenlo
obler a de nHhor qualidado mais do
que 2* rs. por a e da ln para baixo
conforme a qualij&de : o depozito
de 45000 arrobas.
Cobre para Calderoiro = Vendco-se a 650 reis
alib.
Dito para forro = dem a 600 reis a Ib.
Farinlia de trijo = Enlrou um carregamento
de 1260 barricas que se est relalhan-
doa 19* rs.
Queijos llamengos = Venderfio-se a 1 > reis.
IMPORTACAO.
O brigue brazileiro = Jpiter = vindo de
Monte video entrado no rprrenle raez ,
consignado a Xavier & Guerra.
Manifestou o seguidle:
2700 quintaes de carne secca 60 couros
seceos.
349 quinties de carne secca 120 arrobas
de sebo em rama, 4300 chifres, 300 lingoas,
8 caix-'scorn plantas.
. U brigue sueco = Victorino = vindo da Sue-
cia entrado no cor rente mez consignado
N. 0. Bieber & Companhia.
Manifestou o seguinte :
3l9 duzias de taboado de pinho.
O brigue inglez = Bliicnnr = vindo de Liver-
pool entrado no correte mez consigna-
do a Johnslon Pater & Companhia.
Manifestou o seguinte
273 i|2 toneladas de carvo de pedra ;
J. B. Moreira.
54 quintaes de batatas ; ao Capitn.
40 toneladas de carvo queimado ;
Ordem.
A escuna portugueza = Liberal = vinda de
Lisboa, entrada no corren te mez consig-
nada Francisco Severianno Rabello.
Manit>slou o seguinte :
45 barricas com azeite doce, 17 pipas com
vinho, 5 caixas com rap; Thomaz de A-; zendas,
1 caixa com cha ; Jlo Cardoso Ayres.
40 barris com azeite doce 10 ditos com
agoardente 38 canastras com batatas, 1600
molhos de cebollas 1 caixa com livros 15
ditas com tnucinho 10 barricas com cevada,
11 pipas com vinagro 8ditas com vinho, 15
barris com dito 150 raras de lagedo, 1 cai-
xa com impressos ; a Francisco Severianno
Rabello.
1 caixa com instrumentos; A.Schramm.
1 meia pipa com vinho ; Manoel de Car-
val ho Medeiros
1 caixa com drogas ; Joio Moreira
Marques.
10 barris com azeite ; Manoe! do Nasci-
mento Pereira.
150 varas de lagedo 10 barris com vinho,
8 pipas com dito, 30 barris com azeite 15
caixas com toucinho 6 pipas com vinagre ,
10 barricas com cevada ; Manoel Joze Ma-
chado Malheiros.
1 caixa com peixe; Policarpo Joze Layne.
6 fardos com cordas, 24 pessas de cabos ;
Nuno Maria de Seixas
122 paroleiras com uvas ; Jordo Joze
Fragoso.
1 barril com azeite, 2 ditos com vinho, 1
caixa ignora-se ; a E. SchaefTer.
2 caixas com uvas 1 dita com impressos,
150 rodas d'areos; Manoel doNascimento
Pereira.
4 caixas com rap; Antonio Joze de Ma-
gallies Bastos.
1 caixa com ferragens ; Albino Joze Fer-
reira da Cunha.
1 embrulho com alfasema, 1 caixa com pvs-
tilhas; P. J. Layne.
15 caixas com uvas 1 barrica com drogas-,
o Capito.
2 caixas com chapeos; T. de A. Fonseca
4 ditas com uvas 3 barris com carnes ;
Joan Joze Gonzaga Pereira.
1 lata com sementes ; Flix Augusto
Sco!a.
1 cesto para crianca andar, 1 sacco com al-
pista ; Ordem.
4 embrulhos com papis; Joio Torcato
Penna.
1 embrulho ignora-se ; J. B Mnureira.
O brigue escuna americano =Seaman = vin-
do de Philadelphia entrado no corren te
mez consignado Ordem.
Manifestou o seguinte :
1260 barricas com farinha de trigo 1060
litis abatidas, 45 ditas com lampos; Ordem.
15 caixas com fazendas de algodao; Jones
Patn & Companhia.
1 caixa com charutos a Ordem.
O brigue inglez = Minerva = vindo de Li-
verpool, entrado no corrente mez consig-
nado Gaskell Jonson & Companhia.
Manifestou o seguinte :
349 toneladas e 20 quintaes de carvo de
pedra ; J. B Moreira.
240 laboas de pinho.
A barca dinamarqueza = Preciosa = vinda
de Hamburgo entrada no corrente mez ,
consignado a O. Bieber & Companhia.
Manifest o seguinte :
1 barrica com couros 6 caixas com pei-
xes 4 ditas com miudezas, 3 ditas com fazen-
das ; a Joo Keller.
8 caixas com fazendas 3 ditas com ferra-
gens 1 dita com vidros 60 barris com al-
catro 794 formas para assucar 1 caixa
com couros, 100 ditas com queijos 1 dita
com vinho 2 pessas de earne, 25 barris com
pixe 165ditoscompolaca, 20massosdar-
eos ; N. O. Bieber & Companhia.
6 caixas com armas 1 dita com fazendas;
Kalkemam & Rosemund.
3 caixas com fazendas 1 fardo com amos-
tras ; Galkell Johnson & Companhia.
2 barris com peixe 1 caixa com miude-
zas 1 gigocom macaos: J. O. Elster.
20 volumescom drogas 6 fardos com pa-
pelo, 5 caixas com miudezas. 10 barris com
peixe salgado 10000 botijas vasias : C.
Kruger.
1 caixa com miudezas a C. Roope & Com
panliia.
4 barricas com couros ; E. Bidoulac.
1 caixa com charutos a B. Ficle.
125 barris com potaba 13 volumes com
drogas 400 gigos com batatas : Mehrtens
16 caixas com miudezas, 2 ditas com fa-
1 dita com oleados 2 ditas com cou-
1 dito ignora-se ; A.
1 dito ignora-se ; N.
panhia.
6 pombos ; o Capitio.
Scrhamm.
0. Bieber & Com-
Exportaco de 17 a 22 de Outubro.
Havre Brigue Francez Amorique, 1307 saccas
de algodio 8 caixas assucar 3020
couros salgarlos, 12000 chifres moeda
de ouro e prata rs. 67:398.1840, gene
pos miudos e gasto 802*761 valor
119:099*826.
Triestre Dito Dito Le Bey 261 caixas, 3 fe-
chos, e 15 barricas de assucar 450
couros salgados gneros miudos e
gasto 49*748 valor rs. 21:899*858.
Liverpool Dito Inglez Thomaz Baltersoby ,
1620 saccas de algodio 87 caixas as-
sucar 3:071 couros salgados, moeda
de prata rs. 3:638*000, gneros miu-
dos e gasto 159*787 valor reis
75:130*618.
Dito Barca Ingleza Thomaz Mellors 1460 sac-
cas algodo, 1:193 couros salgados ,
32 Ib. de doce moeda de prata rs.
1:689*600 gneros miudos e gasto
130r002 valor rs. 64:737*919.
RIO DE JANEIRO.
CAMBIOS NO DA 7 DE OUTUBRO.
Precos da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres. 27
Paris. 350 nom.
< Hamburgo. 655
Metaes. Dobrdeshespanhes.28*800
da patria. 28*450
Pesos hespanhes 1 *87 a 1 *880
da patria. I*8l0
Pecasde 6*400. v. 15*650
de n 15*100
Moedas de 4*000 8*600 a 8*700
Prata......88a88 Ij2
A plices de 6 por cento. 70 a 1|4
HOVIMEiNTO DO POKTu
NAVIOS SAHIDOS NO DA 22.
Rio de Janeiro; brigue brazileiro Relmpago,
cap. Jos Antonio de Carvalho carga dif-
erentes gneros, passageiros S. Ex.* o Sr.
Pedro de Araujo Lima e 1 criado brazi-
leiro Manoel Joo da Silva idem, Domin-
gos Goncalves de Moraes Jnior portuguez.
Antonio da Cunha Mendonca dem Jos
Antonio da Silva austraco, 17 escravos a
entregar com passaportes.
ENTRADOS NO MESM0 DA.
Philadelphia ; 68 das escuna americana Red
Rover de 68 toneladas cap. Beijamin J.
M Murtrin equin. 6 carga taboado e
vinagre &c. : a Matheus Austin & C*
Arribou a este porto por eausa dos masta-
ros : seu destino era para Mante-rvido
Rio de Janeiro, com escala pela Bahia, e Ma-
cei ; 14 dias paquete de vapor brazileiro
Parahense, commandante Joo Melito Hen-
riques, de 200 ton., equip. 24: a Joaquim
Baptista Moreira, passageiros, tenenteco-
ronel de engenheiros A. A. F. Suvelok ,
{. tenente de ditos Ignacio Vellozo Peder-
neira e um criado Domingos Theotonio
de Oliveira Jos Joaquim Domingues de
Souza Luiz Antonio Pereira Franco e um
criado Jos Thomaz da Silva Joaquim
Felis Xavier, reverendo vigario Joo de Sou
za Moreira Francisco Joaquim Duarte ,
Antonio Jos de Mendonca H. Ferreira de
Figueiredo Candido Raimundo Valvadez ,
Jos Antonio Ferreira Bento Jos Moeda,
dous escravos a entregar.
EDITAL.
quino Fonceca.
1 caixa com livros; Antonio Joze Pereira
Dias A Companhia.
12 Gamelas com sera ; Joze Pereira da
Cunha.
10 caixas com toucinho 15 barricas com
cevada 60 canastras com batatas ; Mendes
& Oliveira.
25 ancorcas com azeitonas 800 molhos
de cebollas ; o Capito.
ros i dita com perlences para chapeos 3
ditas com drogas, 6 tinas com bixas; Ordem.
11 caixas com miudezas 1 dita com cha-
peos 4 ditas com fitas 1 barrica com miu-
dezas : J. D. Wolfhopp.
12800 lijlos ; J. J. Kiar.
10 barris com azeite 12 ditoscom semen-
tes 12 ditos com trigo ,12 fardos com dro-
gas 1 caixa com pennas ; A. F Willers.
1 embrulho ignora-se ; E. Bidoulac.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camar-
go inspector da Alfandega &c.
Faz saber que no dia 25 do corrente se ho
de arrematar em hasta publica porta da al-
fandega 15 barris com 156 @ de ere, no
valor de 93*600 4 caixas com 3500 potes
para extractos 85*000 1 barril com 464 li
bras verde crenie 129*920, 1 libra nitrado
perxido de ferro 500, 200 rolos de tafel
120* 30 vidros deRacceh 33* e 26 vi-
dros essencia de salsa parrilha 35*280 im-
pugnado pelo feitor e confereote Joo Ribei-
ro de Vasconcellos Pessa no despacho por
factura d Bartholomeo & Ramos sendo o
arrematante sugeito ao pagamento dos direitos
e expediente. Alfandega 21 de outubro 1842.
V. T. P. de F. Camargo.
Collectoria do municipio d'Olinda.
0 collector do municipio d'Olinda faz cons-
tar a quem convier, que o praso marcado
para a matricula dos escravos ultima-se no ul-
timo do corrente mez como j annunciou ,
e que lindo este praso requerer a authorida-
de competente para proceder na conformida-
de dos artigos 23 e 24 do regulamento de 11
d'abril do corrente anno ; tendo de continuar
o proceguimenlo pelas ras de S. Joo, Quar-
teis Bom Sueesso, Mangabeiras, estreita de
Sebastio Lopes, largo do Amparo ladeira
da Mizericordia Nova Mathias Ferreira ,
Bom-fim Xavier Santa Roza da frente de
S. Francisco, do Carmo, de S. Francisco ,
piaia do mesmo nome. atierro do Varadouro,
e dos Arrumbados. Olinda 15 de outubro de
1842.
O escrivo
Joao Conga! ves Bod ligues Franca.
DECLARARES.
tsr A barca de vapor Paraense comman-
dante Joo Melito Henriques sahe hoje 24
do corrente para os portos do norte g 4
horas da tarde.
AVISOS MARTIMOS.
= Sai para o Aracaty o bem conhecido
hiate Flor de Larangeira no da 30 do cor-
rente empreterivel ; nao sahio no dia 20 por
cauza da demora dos ca-regadores ainda -
recebe alguma carga e passageiros os pre-
lendentas dirijo-se aos lugares ja annuncia-
dos.
tsr Para Philadelfiia o brigue americano
= Seaman = recebe frete por pre^o comino-
do ; quem pretender dirija-se a caza dos con-
signatario L. G. Ferreira & Companhia.
______
\= J. P. Adour &C* faro leilao por in-
tervenQo do corrector Oliveira na terQa feira
24, enaquarta 25 do corrente s 9 para as
10 horas da manha no seu armazem ra da
Cruz dos seguintes artigos proprios do mer-
cado e por presos baixos visto venderem-
se para saldo de contas a saber : lencos, cha-
les e meias de seda ditas d fio da escocia ,
veludos, sarjas, e oulras sedas lencos de
fil, bices, miudezas, ferragens, chapeos de
sol papel pintado e domado para forrar
sallas cpalos de duraque e setim para se-
nhoras, botins para ditas marroquins, be-
zerros e muitos outros objectos.
Joo Keller continuar por interven-
cio do Corrector Oliveira, o seu leilo de
multiplicidade de fazendas, das quaes apenas
tem podido appresentar aos seus freguezes as
de sedas, setins, &c., restan io-ihe anda as
de mais subido valor, e mellior-s, por setem
de prompta extrarco, como sejo as de la,
e algodo tanto brancas, como tecidas e
estampadas; e vender-se-ha lambem urna por-
co de falto eito vindo d'lnglaterra : segunda
feira 24 do corrente s horas do costume no
seu armazem ra da Cruz.
AVISOS DI VERSOS.
-- Por motivos impre-
vistos Itafael Luce i nao
pode dar a sua fuiuco no
da marcado (25 do cor-
rente) e logo que seja re-
movido o obstculo o far
saber ao publico.
sr AlugaO-se qnatro pretos no armazem
da ra do Vigario de J. I. M. Reg.
nr Precisa-se de urna ama que saiba de-
sempenhar com prefeico o cargo de urna casa
de homem solteiro prefere-se pessoa idosa ,
e que d conheeimento de sua conducta ;
quem se adiar nestas circunstancias, annun-
cie sua morada ou dirija-se ra Estreita
do Rosario segundo andar do sobrado por
cima do botica do Sr. Paranhos.
or Aluga-se urna prela muito fiel, e com
todas as habilidades para bem servir urna ca-
sa ; quem a pretender, dirija-se a ra estrei-
ta do Rosario no segundo andar do sobrado
onde tem botica o Sr. Paranhos.
= Quem tiver urna preta boa vendedeira
que a quizer alugar para vender azeite de
carrapato, e mel annuncie a sua morada pa-
ra se tratar do ajuste ou venha entender-se
no aterro dos Aitogados caza junto venda
do Sr. Beliznrio. Na mesma caza engomma-
se roupa com toda a perfeicfio e asseio, sendo
calcas a 80 rs. carnizas a 40 rs., e lambem
se lava muito em conta.
3= O abaixoassignado tem a honra de par-
ticipar a todos os Srs. Reverendos oposito-
res a freguezias, que elle pretende abrir con-
ferencias demoral no dia terga feira 25do cr-
lente qualquer porem que se quizer ins-
orever o poder procurar no Convento de S.
Francisco a qualquer hora.
Fr. Joo de Capislrano Mendonca.


^mmmm
T-
-,.
%
O imediato e maisofliciaesda Barca
Portugueza Real P. D. Pedro nao lites sen-
do possivel (iespdirem-S''; pelos grandes a fa-
zeres de todas as pessoas, de sua amisade o
fazem por meio deste Jornal, e era reconhe-
cimento delles offerecem a todos osseus ami-
gos seus prestimos na Cidade de Lisboa para
onde seguem viagem.
cr Precisa-se de 400* rs. a juros pa-
gando-seos juros todos os mezes, e dando-se
urna morada de casa em Olinda por segu-
ranza tambem d-se 50* do principal to-
dosos mezes; quem quiser fazer este nego-
cio annuncie.
tsr O1"'"1 annunciou no Diario n. 225,
querer vender metade de urna caza dirija-se
a Olinda na ra do Amparo botica de Joo
Soares Ha pozo.
tsr Nodia 21 do corren te pela maulla fu-
gio um papagaio muito fallador com urna
corrente de ferro no p : quem o achou que-
rendoo restituir leve em fora de portas n.
84 que ser recompensado.
= The undersigned having received a let-
{ ter from G. F. Snow, stating that he has be-
en appointed to substitute him as Cnsul for
the United States ofNorth America In Per-
nambuco begs leaves to acquaint thc Public
that he has no objection cohatever to olT-^r ,
especially as the Exequtur from the Rrazili-
an Government has been granted but that
he cannot deliver up the archives of the Con-
sulate until he receives instructions to doso
from the Government of the United States
which will relieve him from all thc responsi-
bilities of his charge.
Recife, 22 de October 1842.
Joseph Ray.
tsr O abaixo assignado tendo recebido
urna carta de G. J. Snow partecipando-lhe
achar-se nomeado para o substituir no Con-
sulado de sua nago communica ao publico
que nenhuma duvida tem a por principal-
mente por ja ter obtido o exequtur do Go-
verno Brasileiro mas que nao pode entre-
gar o archivo do Consulado sem participago
do Governo Americano por isso prompto a
entregar o Cousulado nao o pode fazer sem
essa communicacao que o livre de tuda a res-
ponsabelidadedo seu cargo.
Joseph Ray.
tsr Joo Alves de Souza portuguez, re-
t ra-se para Macei.
LOTERA DO THBATUO.
= A lotera do theatro nao tendo em lem-
po algum deixado deeflecluar o andamento
de suas rodas nos dias em que para isso tem
sido Gxados pela primeira vez e quica a
nica tem de annunciar-se que as rodas
da 1.* parte da \ 2. "lotera nao podem ter an-
damento no dia 25 do corrente Outubro como
se havia declarado visto ter sido diflicultada
a prompta extracgo dos seus bilhetes ,- j pe-
la falta do pagamento dos premios da lotera
do Rosario que continuao a ser retidos e
j por se ter anteposto a lotera da Matriz da
Roa-vista que nao podendo dar andamento
tambem assuas rodas retem em si capitaes ,
que a estarem desembarazados concorrerio
a dar extragfto a lotera do theatro com a
maior presteza- Nao obstante porem todas es-
tas consideragoes pelo presente se declara .
que as rodas da mencionada do theatro anda-
rn iafalivelmente no dia 9 de Novembro pr-
ximo futuro : aehando-.e a venda os bilhetes,
que resto nos seguinles lugares. No bairro
do Recife as lojasde cambio dos Srs. Vieira,
e na do Sr. Joo Cardozo Ayres Jnior ; e no
de S. Antonio lias dos Srs. Joze de Mene-
zes ra do C dlegio Antonio de S. Leito,
ra do Queimado n.# 23 Guerra e Silva, ra
Nova e da Sra. Viuva de Burgos na praci-
nha do Livramento.
*sr Firmo Antonio de Figueiredo mudou
o seu laboratorio cliirnico da ra da Roda pa-
ra a da Florentina defronte do sobrado do
Sr. Eiras n. 38 onde continua a vender
ptimos licores agoa-ardentede anniz e do
reino e genebra tudo por mais commodo
prego possivel,
= Terceira vez se aviza ao Sr. A. A.
R. queira por obzequio vir pagar a quantia
que nao ignora na praca do Commercio bo-
tequim do Almeida ; nAo o fazendo se publi-
car seu nome por extengo.
tsr O abaixo assignado faz cerlo ao re<-
peitavel publico que tendo o Sr. Marcelino
Jos Rodrigues Colago passado ao annuncian-
te um val da quantia de trinta mil res sem
declarar no dito val o nome da pessoa a quem
devia pagar a mencionada quantia pnr isso
declaro que j recebeu a dita quantia s- m que
o val Ihe aprezentasse por se ter dezencmii-
nhadodo puder do annunciante por isso faz
co ver que apparecendo o dito val de nada va-
ler.
Antonio Martins Saldar.ha.
m
4
Precisa-se a lugar um soto de caza
terrea para urna s pesioa no bairro de
S. Antonio ; quem tiver annuncie.
=5 Srs. Redactores. = provocado injusta-
mente pelo Snr. Antonio Joze Pinto da Sil-
va no falso e revoltante annuncio que
f-z inserir em seu Diario n. 200 passo por
necescidad a desmasearar esse roubador do
erudito alheio. Eu nao fui quem emendei
ssa letra 1 para 2 de que trata o fallado an-
nuncio e se na verdade existe ossa emenda,
foi certamente furgicada por meus inimigos ,
para sollaparem o meu crdito que smpre
estar illibado atr >vez dos baldes do preci-
pitado snr. Pinto e seus asseclas. Pergun-
te esse snr. caluniador aos snrs. Joze Anto-
nio Bastos Joo Antonio de Carvalho Si-
queira Justino Pereira de Faria Antonio
Domingos Ferreira Manoel Rodrigues Cos-
ta a casa do finado Bairfto e a outros nitri-
tos snrs. commerciantes desta praga a quem
tenho comprado muitos e muitos contos
de res de fazendas a 18 anuos que tenho es-
te estabeleciment se algum dia encontra-
rlo em mim alguma indignidade. Faltou
tambem a verdade dito annunciante com a
pecha que me enculca de estar eu vondendo
meus bens para nao ter com que pague aos
meus credores.
Eu tenho loja com fazendas casas e le-
tras de boas firmas a que tenho j offereci
ao dito snr. Pinto e dava-lhe mais dous es-
cravos porem o snr. Pinto a nada quiz an-
nunir e sim quera que eu ihe fezesse u-
ma hypotheca de todos os meus bens sem
excluzo de outros meus credores e como
" nao me sujeitei a isso por me ser indeco-
roso tratou de me justicar e desacreditar-
me com o fallado annuncio. Snr. Pinto ,-e
os snrs negociantes desta praca fezessem
com S. S. o mesmo que S. S. pretende fa-
zer comigo onde iria S. S. parar ? Rasta
snrs. Redactores, deem lugar no corno de
seu Diario a i stas linhas para desabafo de
quem se acha offendido pelo Elephantino den-
te do Snr. Pinto.
Sou de Vm. muito venerador e criado
Thomaz Antonio Guimaraes
= O abaixo assignado partecipa por este
meio anda ao Snr. Cnsul Francez a quem
mais dever que os seus bens se acho em-
bargados a instancias de Antonia Mara dos
Santos Tavares, e comecada urna execuco e
assim como outros nenhuns o annunciante
nossua que os mesmos snrs. hajo de pro-
prsuas aeces para entrar em rateio.
Antonio Joze Fernandes Guimares.
= Prsciza-se de um caixeiro portuguez-
para urna venda defronte da ribeira de fa
rinha N. 3 a tratar na mesma.
= Manoel Correia faz scienle a todos se-
us credores. que a reunio para tomar co-
nhecimento do estado de seu negocio he hoje
pelas 10 horas da manh.
= Quem quizer alugar urna caza para
passara festa no Poco da Panella com tres
<1 liarlos dispenca, duas salas, ecozinha
fora : dirija-ie a pracinha do Livramento
n. 57.
tsr Precisa-se de um feitor que traba-
Ihe de enchada entenda de horta afvore-
dos e vaccas para um sitio ao pe' Ja pra-
ga : na ra de Agoas verdes n. 66.
tsr Precza-se de um caixeiro que saiha
tomar conta de urna caza por balanco e um
nadero sendo perito nao se repara ao pre-
lo ; na padaria de Joo Lopes de Lima.
COMPRAS
Urna morada de caza terrea em ras
publicas do bairro de Santo Antonio, que nao
exceda de um cont e quatro centos mil rs. ;
a pessoa que a tiver annuncie por este Diario.
taT1 Continua-se a comprar escravos para
fora da provincia de 13 a 20 annos : sen-
do de bonitas figuras pago-se bem : na rila
da CadeiadeS. Antonio sobrado de um an-
dar de varanda de pao D. 18.
VENDAS.
Um mulato bem parecido de 18 an-
nos : na ra Nova n. 2i.
tsr Um escravo com ofiicio de calafate .
sem vicios nem achaques : na ra da Floren-
lina nova casa junto ao sobrado do Eiras.
tsr Panos de lindo abertos em pecas de
50 varas a 7> e largos a 3600 chapeos de
sol do Porto a 8ji e meias de linho : na ra
da Praia armazem n. 70.
tsr Na ra do Crespo n. 21 loja de Anto-
nio Joze dos Santos Bra<;a vende-se Rape'
de Lisboa de superior qualidade e muito
fresco a 5*200 a libra.
BT Um terreno em fora de portas s com
duas casiuias, ao pe da casa do Sr. Barboza,
e um Brigus Escuna Americano de lote de
iSOtonelladas cora todos os pnrlences e
prompto a seguir viagem ; em casa de Ja
mea Crabtree 4 Comjwohia.
tsr Meias pura menina muito finas d
todos os tamanhos: na ra do Queimado
n. 13 loja de Carioca & Sette.
tsr Seis mil pontas d boi, bem escolhi-
das : na ra Nova n. 12.
tsr 600 varas de panno de algoda da tr-
ra de boa qualidade a 220 rs. a vara : na
pracinha do Livramento n. 57.
tsr Dous cavallosacos, gordos, bonitos
e carregadores na ra Velha sobrado da qui-
na do beco do Veras.
tsr 200 barricas vasias que forao de fari-
nha de trigo, urna porca de caixas vasias
do Porto, e duas canoas fechada com mais de
60 palmos de comprido tudo por prego
commodo: na padaria de Joan Lopes de
Lima.
tsr Um sitio com urna excellente caza de
vivenda toda envidracada com bom soto ,
cocheira, caza para pretos e cavalarisse ,
amargem do rio Capibaribe no principio da
estrada da ponte do Uchoa : os pretendentes
dirijo-se a ra de Agoas verdes n. 38.
tsr Um escravo de naco angola idade
de 35 a 38 annos sadio sem vicio proprio
para todo o servico de campo e bastante pos-
sanie, vende-se por 300*. a vista do compra-
dor se dir o motivo da venda; quem o preten-
der dirija-se a ra de S. Goncalo a tratar
com Manol Elias de Moura.
tsr Capim de planta por arrobas e em por-
co: na ra dos Pires no ultimo porto a es-
querda quem quer voltar para o corredor de
Hispo ou na ra do Livramento armazem de
louca e molhados n. 20.
tsr Um tonel novo que leva cinco pipas de
agoa proprio para algum navio ou depozito
de agoa quem o pretender pode procurar no
Trapiche novo.
tsr 200 pedras de dous palmos em quadro,
muito lizas, ecom as quinas todas vivas,
a prego de i i cada urna ; dirija-se em caza
de Joze Gonsalves Ferreira Costa na ra da
Aurora em Santo Amaro ou no Recife na bi-
ja de Joaquim Gonsalves Cascic onde est
urna para amostra.
tsr Urna porco de travs das melhores
qualidades de madeira ten lo 35 a 36 pal-
mos de comprido 7, 7 meio, 8 e 8 meio po-
legadas de face toda porco ou empartidas
pequeas como convier o comprador fazendo
o ajuste : na pracinha do Livramento N. 65.
tsr Um moleque de 16 annos bonita li-
.iira e sem achaques proprio para pagem ,
a vista do comprador se dir o motivo porque
se vende : na ra do Queimado n. 6.
tsr* Vende-se ou hypotheca-se a retro du-
as moraHas de caza de um sobrado com um
terreno annexo na ra da Guia lado do nor-
te no bairro do Recife : quem pretender an-
nuncie.
tsr Rape princeza de Lisboa de muito boa
qualidade chegado ltimamente pela Escuna
Liberal por preco commodo: na ra do Quei-
mado em caza de Novaes & Bastos n. 29.
tsr Muito boa farinha de mandioca a i
o alqueire de medida velha : na rna estrella
do Rozario venda n. 41.
tsr Azeite doce a 4400 a caada e a gar-
rafa a 560 dito de coco a 3 a caada e a
garrafa a 400 reis caf da trra a 4500 a ar-
roba dito do Rio a 160 a libra passas no-
vas, batatas, queijos muito frescaes arroz
a 10* o alqueire vermelhos a 9* urna por-
co de lingoicas do certo, e todos os gneros
de venda : na ra Nova n. 35 ao p ponte.
tsr Um quarto muito novo. em boas car-
nes : na praca da Boa-vista n. 9.
tsr Por preco commodo urna a plice da
quantia de 400* a qual vence rs juros de cinco
por cento quem quizer annuncie.
tsr Na botica da ra larga do Rozario de
Bartholomeo V Ramos vende se er fino
em barricas a 800 reis a arroba ; e verde
dromea 360 reis a libra.
tsr Urna cazaca de pao preto por prego
muito commodo para um menino de 14 a 15
annos : na ra do Rangcl loja de cera n. 3.
tsr Barris com breu papel de pezo gra-
sa de n. 37 quatro temos de medidas trez
de folha e um de pao urna bomba de tirar
vinho um lampio de vidro, e canterios para
urna venda : na ra das Cruzes n. 30.
tsr Bogias de carnauba de 6 e 9 em libra ,
bem alvas e de boa luz a 320 reis a libra car-
tas e taboadas, bons methodos para meninos
a 40 e 80 reis, pautas grandes e pequeas a
30 e 6o reis : na ra do Nogueira n. 15.
tsr Urna escrava de angola de 18 annos ,
bonita e sem defeito algum, cozinha bem la-
va e engomma perfeitamente e faz todo o
mais servic.0 de urna caza, tanto de dentro co-
mo de fora; na ra Nova n. 10.
ts^ Urna caza terrea na ra dos Copiares
I) 20 por prego commodo ; a tratar na ra da
oadeia do Recife N. 14 no terceiro indar.
tsr Por prego commodo a dinlieiro ou a
irazo urna padaria nu principio do atierro
los Af!bgados ; a fallar no misino all no
om Silvestre Joaquim do Nascirn -rito e lam-
hem coco secco para embarque e paiha pa-
ra banheiro.
tsr Sacas com farinha da trra a 4* ar-
roz com casca a 5840 o alqueire pela medida
velha: no pateo do Carmo quina da ra de
Hurtas n. 2 ladodireito.
tsr Na loja do Bom Barateiro de Guer-
ra Silva & Companhia na ra Nova n. 11
acha se a venda purgantes e vomitorios do
verdadeiro Le Roy chegado ltimamente
Je Franga na Barca Cecilia.
tsr Um cavallo mellado apataca lo bas-
tante gordo muito proprio para carro e
muito bom andador de passo: na Soledade
junto ao Quartel n. 6.
ty Urna porgo de prala fina sendo urna
duzia de facas urna dita da garios urna
parelha de trinxar, e outras obras : em
Olinda ra do Balde n. 24.
t^ A loja de fazendas n. 10 na ra do
Livramento, com poucosfundos, ousomen-
teaarmago, adinheiroou a praso tam-
bem se permuta por alguma casa torrea : a
tratar na mesma ; assim como compra-se
90 a 100 oitavas de prata.
tsrOt bilhtes da loteteria da Matriz da Boa
vista continua-se a vender nos lugares abai-
xo mencionados ra do Collegio, Joze Menezes
Jnior ra da Cadeia, Vieira Cambista, Jo-
o Cardozo Aires Jnior fora de portas, Bo-
urgard ra do Cabug. Joo Moreira Mar-
ques, ra Nova, Domingos Antunes Villassa ,
ra da Praia, Joze de Medeiros Aguiar, cinco
pontas, Manoel Ferreira Diniz, largo da Boa-
vista, Joze da Silva Saraiva, e Victorino Fer-
reira de Carvalho.
tsr Na venda da quina da ra do Arago
que volta para Santa Cruz D. 22 continuao
vender pre2untos a 200 reis a libra e a retalha
a 240 reis, sevada a 100 reis a libra, e quei-
jos da melhor qualidade possivel, chegados
ltimamente a 1200 e manteiga ingleza e
640 a libra dita franoeza a 480 dita sofri-
vel a 320 dita para tempeiro menos m a
240 touciiilio de Lisboa a 240 a libra le-
tria superior a 240 a libra macarro dito a
200 reis a libra batatas novas a 60 reis a libra,
uvas a 480 a libra passas novas chigadas LIti
mmente 280 a libra, e todos os mais gneros
por baratissimo prego.
191 Por precizo a por prego commodo,
urna caza terrea nova na ra dos Prazeres ,
a primeira defronte da coxeira do sobrado do
sr. Gadault onde tem o Collegio de meninas ,
quem a pretender dirija-se a ra do Collegio
sobrado n. 1 primeiro andar.
tsr* Urna venda oom mui lemitados fun-
dos no lugar da Trempe : a tratar no sobra-
do immedialo n. 433.
ESCRAVOSFUG IDOS.
Fugioou furtaro no dia 16 do corrente
urna negrinha por nome Mara pequea, mui
viva e desemharagada no fallar, he crela de
idade de 10 a II annos ; levou pao da costa
novo vestido de cassa brauco com babados ;
he refeita do corpo : quem a pegar far o fa-
vor de entregar ao seu sr. Joze Ferreira Do-
mingos Fradeles na ra do Col egio n. 21
que ser gratificado.
tsr No dia 4 fugio um preto por nome
Gongalo alto bonita figura levou caiga
de ganga azul carniza de algodo trangado ,
e bonet inglez ; roga-Se a qnalqner authorida-
de ou capilo de campo o obsequio que delle
tiver noticia de o pegar e levar no Trapiche
novo ou em Santo Amaro em caza de Fran-
cisco Agusto da Costa GuimardS que sera
bem recompensado.
tsr Matheus do gento de benguela de
estatura um pouco menos que regular, cor
fula, com algumas marcas de bexigas pelo
rosto bons denles, reprezenta ter de 22 a
25 annos de idade pouca barba pernas um
tanto arquiadas ps e mos pequeas cor-
po proporcionado com urna coroinha no alto
da cabega procedida de carregar pezos,fala
muito atrapalhada e pouco inteligivel de ma-
neira que pan-ce novo ou bugal muito taba-
quista fugio ou foi furtado na noitedo dia 24
de Selemdro do corrente annodas 9 para as
10 horas da noite da ra da Praia aonde foi
carregandoe deixou um palanquim vestido
com caiga e carniza de algodo americano ,
bastantes velhas e sujas ; quem o pegar ou
delle souber dirija-se a ra da Aurora sobrado
D. 5, que receber uina generoza gratilriaqo.
RECIFE NA TVP. DE M. K. DE F. =1842.


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