Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04801


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Full Text
Annode 1842.
Sexta Feira 21
Tudo agora depende de ni mesmoi ; da ioiii prudencia moderar3o energa : eon-
linuemqj cono principiamos irrrm apuntado! con djiiiracao entre aa Nacei maii
.jaitas. (Proclamaco da Asamblea Geral do iran.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
-Coianna Paraiba e Kio grande do Nene egnnda e seitai (eiras.
Biiinio 6aranliuns ad0e24
Cbo Serinhaem Rio Formn Porto Cairo Macei e Alagoas no 1. 11.
Bo
n-visl e Floras 13 e 8. Santo Antao quintas feiras. Olinda todo os dia.
DAS DA SEMANA.
Heduriges Duqneza And. do J. de D, da 2. T.
Lucas Erangelista. Re. And. do J. de D. da 1 Pedro de Alcntara F. M. Mm. Aud. do J. de D. da 3. t.
.1 .> i> Cancio. And do juil de da 2. r
2t Sext. l'rsula e sana Comp. Mm. And. do J. de D. da l r.
22 Sab. a. Mara Salom. Re. And. do J. de D. da 3. r.
2J Uom. Joao Capistrano F.
17 Seg.
1< l'eie. s.
1:) Quart. s.
20 Quint. s.
de Outubro. Anno XVIII. N. 228.
O Diario publica-se todos os diss que nao forem Santificado : o preco da assignatnra ha
de tres mil rei por quartel pagoa adianladua Oaannuneios doa aseignantes sao inseridos
gratis e os do que o nao forem i raiao d 80 rea por linha. Aereclamaodra derea ser
dirieidaa a eala Typografia roa dasCrntea D. 3, au a praea da Independencia loja de lirru
Numera 37 e 38.
CAMBIOS no da 20 de outubro.
Cambio sobra Londres 26 i Nominal.
. Pars 365 rea p. franco.
Liiboa 106 por 100 nominal,
Moeda de cobre 3 por 100 de descont,
dem de letras de boaa firmal f i J
compra
Omo- Moeda da 6,400 V. 15,400
N. 15.20J
. 4*4,000
PiaTi Pataco*"
Patos C.olumnaree
dito Maxicanoa
miuda
8,300
1,720
1,720
1,720
1,580
venda.
15.600
15,400
8500
1,740
1.740
1,740
1,620
Preamar do dia *< de Outubro.
l.-.<". bora 54 m. da manel.
2. a 7 hora e 18 m. da tarde.
O
Lna Nora
Quert. ereic.
Lu obeia
Qaari, ming.
PHASES HA LOA NO MEZ DE OUTUBRO.
a 4 -- si 4 horae e 6 m. da minh.
a 11 as 4 haraa a 22 m da manh.
a 19 aa 8 hnraa e 53 m da manh.
a 26 -l 'O oras e 23 m. da tard.
ARIO DE PERNAMBUCO.
ERRATA.
No Qm do officio ao juir. de direito interi-
no da comarca do Limoeiro publicado no
Diario numero 227 em lugar de = acumu-
lar nenhuma outra vara = lea-se = aecumu-
lar aquella outra vara =.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 17 DO CORRENTE.
Oficios Ao commandante das armas e
ao inspector da thesooraria da fazenda par-
ticipando que tendo sido dissolvido o des-
tacamento de guardas nacionaes do Bonito,
licaro fazendo a guarnico da cadeia um sar-
gento dous cabos e dez soldados.
Portara Ao commandante do forte d,o
Buraco ordenando que entregue Ricardo
Chrisostomo Rodrigues as 9 arrobas de pl-
vora arruinada que para ali foro remet-
tidas pelas embarcages de guerra ; visto te-
las comprado em hasta publica. Commu-
iitcoo-se ao inspector do arsenal de raari-
4ihe.
Officio A cmara municipal d'esta cida-
de, significando, em resposta ao seo officio de
30 do junio prximo passado que ser to-
mada em consideraco a requisico que faz
de loo" palmos de terreno em um dos ngulos
do Palacio Velho para a construego d'um e-
dilicio que sirva para as suas sesses e
lamb:>m para as do tribunal do jury casa
la vaccina o detengo de presos : e que
convem em se plantarem arvoredos as pra-
vas desta cidade podendo a dita cmara dis-
pender at a quantia de IOj reis com cada um
iirvoredo pelo espago de 3 annosoonsecutivos,
no caso de que os moradores, ou os donos dos
predios situados as pragas e largos nao
altendoao convite da mesma cmara.
DitoAo inspector do arsenal de mari-
nha approvando as nomeages que fez, do
piloto Balthasar Joze dos Reis para comman-
dar o patacho = Pirapama = que segueio
para o ilha de Fernando e d'um contra-
mestre e 12 pragas de marinhagem para o
guarnecerem com os vencimentos que lhes
arbitrou : e intelligenciando-o deque to-
das as despezas com o mencionado patacho
[FL MITO
ASDAS ORFJS
ou
HUMA DESESPERAgAO INFERNAL. (*)
II.
Arma Arma! Trido soa, tudo guerra !
Guerra o mar soa, soa guerra a trra !
Dos valles repulsando uos outeiros
Responden! guerra os echos derradeiros.
MOMMIO DE O.UEVEDO.
O quente saugue espuma !
Qual belga (ogt qual Urasilio le re!
Quem evita o Mavorte
Ka espada letiimil encotitra a morte !
J. DA Ni SaLDAMtl.
O dia comegava a desponlar quando an-
nunciou-se a marcha do exercito inimigo ,
que desceo em tres liulias at a faldi do mon-
te : a prnneira era coiumandada por Archi-
e holl a segunda por Segismundo Escup, e
a terceira por Nassau cuja guarda"se coin-
nesla viagem sero feitas por conta do mi-
nisterio da marmita.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DU 15 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm. Presidente infor-
mando o requerimento do guarda Francisco
'lavares que pedia o lugar de almoxarife do
forte Po-Amarelo.
Dito Ao commandante do deposito re-
mettendo-lhe a guia que pelo bitalho provi-
sorio foi passada ao sargento particular Joo
Antunes de Menezes.
Dito Ao commandante do destacamento
de primeira linha do Rio Formoso, remelten-
do-lhe a importancia dos vencimentos do mes-
ino destacamento, at o lim do corrente mez,
e respondendo aos seos olficios de doze da-
tado.
Dito Ao commandante do forte deGai-
b intelligenciando-o que alem das salvas
que devia dar nos dias 7 de setemhro e 2
de dezembro de cada anno devia dar tam-
bem a d'orago do forte.
Portara Ao tenente-coronel comman-
dante do batalho terceiro de artilheria a p,
mandando reconher primeiro cadete ao sol-
dado da quinta companhia Vicente Ferreira
de Mello e Albuquerque que em conselho de
direcgo provou a sua nobreza.
Dita Ao major commandante da compa-
nhia de artfices mandando em igual con-
formidade reconhecer primeiro cadet 8o sol-
dado Manoel d'Azevedo do Nascimento.
Dita Ao tenente-coronel commandanle
do batalho provisorio mandando dar baixa
so soldado Joze Estevo Moreira aceitando
com praga em seu lugar ao paisano por el-
le oTerecido Benedicto Francisco dos Passos.
EX.TERIOB.
PORTUGAL.
A. EMIGlUgA.
As noticias da IlhaTerceira figuram naquel-
les habitantes urna disposigao para emigrar ,
muito maior do que ategora nelles se tinha
observado. Ao mesmo tempo so v a emigra*
go.de Lisboa e deoutros portos lo nosso con-
tinente ir augmentando d'um modo espanto-
so. A gravidade do mal denunciada por
um decreto publicado ha dias para eslorvar
( ) Vid. Diario N. 227.
punha de cincoent arcabuseiros a cavallo.
Menos de dous mil Brasileiros Portugue-
ses e Hespanhes achro-se de repente
emfrente da linha dirigida por Segismundo
Escup e immediatamenle sguio-se horren-
do combate. O choque foi terrivel Tudo
tornou-se confuso e horror D. Clara, no
seu animoso palafrein corra de fileira em
(ileira exhortando os seus guerreiros e bra-
dando-lhes continuamente :
Victoria ou morte !
O Scevola Africano o intrpido Henrique
Dias precedido de seus valentes soldados ,
pelejava denodadamente. Camaro, com
seus Indios nao era menos fatal aos Hollan-
dezes. Langas, espadas settas se cruzavo
retinindo horrivelmente como urna orches-
tra de raios Continuas descargas de mos-
quetaria brados gemidos e solugos mor-
taes se mesclavo mais e mais realgando o
horror da guerra l Por toda a parte chuvei-
ros de balase frechas Sangue fumo p e
ruina inundava tudo e em toda a parte a
morte a morte a morte L se destaca
do grupo negro dos pelejadores o terrivel Hen-
rique Das ; urna bala le varou o punho ,
manda que instantneamente se Iho faga a
amputago e langa-so de novo ao meio do
conflicto exclamaudo :
por meios indirectos a dminuigo de bracos
que tanto nos va i defecando.
Em teora quem nao acha subsistencia ao
paiz que Ihe deu*o ser, quem nelle se v per-
seguido ou ncommodado, deseja naturalmen-
te ir procurar em outra trra o que na sua
nao pode encontrar. Neste sentido a emigra-
go um direito e deve ser constitucional-
mente garantida.
Mas se o paiz ainda tem recursos naturaes
que sendo bem aproveitados posso sus-
tentar muito maior numero d'habitautes e
se a pezar disso os meios de subsistencia nao
chegam para a pouca gente que habita esse
paiz em tal caso a emigrago sem dei-
xar de ser um direito individual, um in-
dicio infallivel de gravissimos erros ou de cri-
mes da parte de quem governa. Os indivi-
duos nao podem ser obrigadosa morrerde fo-
me na trra onde nasceram ; pelo contrario a
obrigagSo principal de quem administra essa
trra procurar nella mesma, e a cada um
de seus habitantes os meios de trabalhar e
de ganhar por seu trabalho a propriasusten-
tago.
De baixodeste ponto de vista a emigragio
deve ser differentemente considerada nos A-
gores e em Portugal.
Aquellas Uhas, notavelmente feriis, tem-
peradas e sadias sugeitas a menos causas de
celibaio e habitadas por mulheres mais fe-
cundas que as do nosso continente sao ha
muito tempo e proporcionalmente mais po-
voadas que Portugal. A Ilha Terceira tai-
vez a que a este respeito faz maisdillerenga
das outras, por que a administrago dos otor-
gados e algumas outras cousas ainda ali con-
servan! inculta urna parte consideravel do ter-
reno que poderia ser bem empregado.
Tambem nos Agores alm de agricultura,
se podem aproveitar outros gneros d'indus-
tria. O mar que as cerca abunda conside-
ravelmente em diversas especies de peixe, ba-
leas etc. ; e as pescaras esto ali muito atra-
sadas. A existencia j antiga d'uma boa fa-
brica de chapeos na Ilha Terceira ; o muito
saboque naquellas Ilhas se fabrica clandes-
tinamente mas todo com materias do paiz ;
a pruducgo espontanea de varias drogas de
tinturara ede outras substancias que se po
dem considerar como materias primas para di-
versas especies d'artefactos 5 a extrema facili-
dade com que ali se aclimatisam quas todas
as plantas dos paizes quentes ; e em fim a ro-
bustez e as propenses laboriosas e industri-
Basta-me urna mSo para servir a Dos ,
ao rei e patria A' f de soldado em como
porcada um dos dedos desta que me resta ,
me fornecer meio para vingar-me Animo !
que fieos peleja por nos por nos contra os
hereges Animo qua a victoria he nossa !
Eseus soldadossereanimavo por modo tal,
q' Segismundo Escup comegou a recuar;porem
o General JArchichofle com a primeira linha
o veio animar e a batalha pareceo comegar
de nova.
Ximenes de Almiron voou com a reserva a
reorgar o exercito real ; mas crescido era o
numero das tropas de Nassau ; e desacoro-
goados os nossos do de rosto aos contrarise
victoria e seguem em boa ordem sempre
perseguidos pelos invasores para o Comen-
daituba. Ahi um punhado de bravos Portu-
guezes guardava a passagem. Decididos a
resistirem novamente como encarnigados ti-
gres se precipitarlo sobre os Hollandezes, que
grandes estragos sofi ro. Era de ver dous
mil homens pleiteando contra um exercito
numeroso e aguerrido stnpre valentes ,
sempre grandes, ainda mesmo prestes a se-
rem vencidos.
0 bravo general portuguez Andrada des-
pezando as ordens do inerte Bagnunlo ar-
rojou-se do reducto com um punhado do sol.
aes dos Agorianos : tudo isto bem dirigido,
poderla talvez dar naquelle archipelago os
meios precisos para sustentar o dobro da sua
actual povoago. \ a*?
Nao obstante porm tudo isso fra de
duvida que ali a multiplicarlo dos habitantes
ha-de augmentar sempre mais rpidamente
do que os meios precisos para elles subsis-
tir!.
Por isso all antiquissimo o habito d'emi-
grar para o Brazil e pode dizor se que a po-
voago das duas extremidades d'aquelle im-
perio quasi toda oriunda dos Agores ; para
se avaliar bem isto, nao preciso mais do que
examinar em qualquer das ditas Ilhas um
carlorio d'oros o ausentes onde os docu-
mentos tenham sido conservados com algum
cuidado.
Todas as circunstancias que acabamos de
referir se l'ossem bem aproveitadas pode-
rio dar ao nosso continente um augmento
successivo de povoaco sem fazer mal aos
Agores. Cunsta-nos que j houve antigamen-
te essa idea e que alguus casacs se manda-
rovirda IlhaTerceira ed'algumas outras ,
para com elles se estabeleoerem aldeias na Es-
tremadura ou no Alemtejo ; mas o resultado
foi o mesmo que tantas outras tentativas tem
tido no nosso paiz : os casaes agorianos deli
nhrao de miseria em Lisboa ou nao sabemos
em quo outra trra e alguns d'aqui mesmo
sahirn para o Brasil.
Actualinento acha se nos Agores nm gran-
de numero de habitantes se) trabalho e sem
subsistencia ; -lhes forgoso deixar a trra
onde nao podem viver : e por mais que se fa-
ga para o impedir ou elles hao de emigrar ,
ou hao de perecer de miseria n'um paiz na-
turalmente l a o afortunado mas que nao po-
do sustenta I-os
A tradiegao que lhes pinta a ventura extra-
ordinaria d'alguns seus prenles no Brasil e
outras causas geralmenle conhecidas attrahem
aquellos individuos pouco felizes para um paiz
onde se lhes figura que melhoraro de sorte.
As circunstancias verdade que j l nao sao
as antigs ; a illusao talvez nao durasse mui-
to depois da chegada simultanea de grandes
bandos d'Agorianos a qualquer porto do Bra-
sil ; e as actuaes perturbarles que ameago a
propria capital do imperio pode ser que an-
niquilem de todo os recursos que all se po-
den o encontrar para quaesquer bragos la-
boriosos.
M&s quo ho de fazer os Agorianos que nao
dados da guaruigo ao meio dos Hollandezes ;
alentados os Brasleiros e Portuguezes com
este exemplo de bravura e intrepidez con-
seguem rechagar os vencedores.
Victoria victoria bradrao os solda-
dos en thusiasmsdos.
Avante avante que ella he nossa !
gritava Ximenez de Alm ron.
Meus amigos, tres de vossos capitesj
nao existem morrero como eu desejo de
morrer combatendo como bravos que erlo !
O vosso sargento-mr l licou cabido entre o
tropel dos morios e feridos, sem que des-
mentisse o seu valor ; vingai-os pois .' Nada
de desacorogoamento Animo que Dos
peleja por nos por nos contra os hereges !
Animo que a victoria he nossa dizia o ar-
dido Henrique Dias aos seus bravissiraos criou-
los.
Victoria ou morte repeta D. Clara ,
esporeando seu fogoso palafrem que res-
pirando enxofre e morte, emastigando no
fivio espuma fogo e sangue se intlamma-
va com o espectculo da batalha e relincha-
va pulsando a trra com as patas.
D. Antonio Filippe Camaro acorogoava 01
robustos e esforgados Indios que governara
com o exemplo de impavidez e denodo ; era


pr
i

do ministerio pelo rei Luiz XVI. 0 mo-
narcha desconliado oltiava com ciume pa-
ra oseu rival em litteratura : por outroUdo,
Chateaubriand nao gostava de un rei lati-
nista e todas as suas sympathias reconcen-
travao-se nos infortunios da duqueza de An-
goulme e na leal candura do conde d'Artois
e de seus Glhos.
A segunda restauragSo n8o contava tres
mezesde existencia e j a camarilha de Luiz
XVIII havia por suas intrigas obrigado
Chateaubriand a langar-se m opposigo que
o proclamava chefe recebendo delle o con-
servador como bandeira. Estranha illuso
dos juizos contemporneos A entrada de M.
Decases no ministerio foi saudada como urna
victoria da liberdade quando nao era seno
um mero triumpho do paco A luta foi sern-
pre o elemento vital e natural de iM. de Cha-
teaubriand principiou pelos combates con-
tra a revolugao de 93 depois contra Napo-
leo, contra Luiz XVIII, contra o systema
Decases e por lim contra M. de Villie.
Sobreveio a revolugao de julho : era-Ihe
mister marchar com os zeladores de urna re-
voluco que elle nao havia feito ; porem jul-
gou como o seu amigo Royer-Collard que
tirilia acabado o seu lempo o que nao podia
abondonar urna dvnastia pela qual tinha (Vi-
to tantos sacrificios. No meio de um delirio
monarchico e christo quebrou os lagos da
vida e deixou-se cartuxo do desterro se-
pultar-se vivo ciieio anda de todas as suas
torgas no vade n pace da legitimi-
dade.
Os combates de seus nobres e todava ,
pueris sentimentos elle mesmo os expres-
sou no seu ultimo discurso na cmara dos
pares. Se dizia Chateaubriand me
coubesse dar urna cora eu teria de a por
sobre a cabeca daqnelle que vos acabis de
eleger porem eu nao tenho o direito de
eleger e por tanto dou a minha de-
misso.
A mesina sublileza de consiencia publi-
camente confessada ievou Chateaubriand ao
acto que mais patenta agbelleza de sua al-
ma briosa acto to tocante como a miseria
de Milto e como a lealdade de Bayard
quasi desconhecido da maior parte dos hu-
mens do seu partido que nao soubero nunca
avaliar bem um corago to generoso urna
inteligencia to bella.
Pouco tempo depois da revolugao de julho
e do discurso cima referido, a ra i n ha dos
Francezes .Mana Amalia fez pedir a M.
de Chataubriand que a viesso visitar, se
nao como rainlia ao menos como sen hora ,
como mi e christa. O par renunciador he-
sitou todava encaminhou-se para o paco
debaixo da condigo do maior segredo e de
sera sua visita guardada para a uoite. Sen-
do introduzido Chateaubriand pera rite a ra i -
nha a conversa demorou-se um tanto so-
bre os assumptos do dia. Nao quero diz
Mara Amalia tentar a vossa ambigo se
nhor porem na tarefa ardua que temos en-
cetado eu e os meus necessitamos do vos-
so apoio queremos ser animados pelo sopro
do vosso genio Vos o querereis ?
Senhora, nao posso. s
u Sois literato disse-lhe a rainha e
quando nao estis no ministerio vivis dos
vossos trabalhos litterarios; permitti-me pois
que da minha fortuna particular vos offerega
urna renda annual de cem mil francos. Ro-
tos na peleja e de curar os feridos ; lasti-
moso lhe era em extremo esses ais de dor que
continuos se desenlagavo de seus corages ,
e essas rimas de inanimados corpos que an-
da arquejavo as vascas da morte sequio
sos de vida. No entanlo, na opposta mar-
gem jazio os nossos ; um borburinho reina-
va por lodo o exercito e Bagnuolo era o
objecto de serias refloxes. Poucos soldados
fallavao das proesas que obrado havio duran-
te o conflicto ea mor parte arda no desojo
de ver o da crastino para de novo dar pro-
vas de valor e expurgar as trras do Brasil
dessa peste invasora. Ximenes de Almiron
cunversava tristemente o seu amigo Martim
Ferreira da Cmara quando lhe viera* tra-
zer umaordem de Bagnuolo ; e pouro depois
' esse nome echoava pelo campo coberto de
maldigOes.
Vamos depressa de pressa exclamou
. Ximenes de Almiron.
Para onde ? para onde i interrogro
todos a um tempo.
Para Madanella nasAlagoas, raspan
deoo general.
Para Mu lanella ? perguntou Francisco
Rabello, mijito admirado.
Sim para Madanella ; foi a ordem que
occebi do general Bagnuolo,
go-vos que aceitis, na certeza de que s eu
serei agradecida.
M. de Chateaubriand ficou confundido de
admirago ede enternecimento ecom la-
grima nos ollios protestou que nunca acei-
tara ecomeffeito cumprio a sua palavra.
Desde logo retirou-se Chateaubriand da see-
ua poltica j a velhice trazia os seus cui-
dados e o Cysneexhalou o seu ultimo canto
na defesa da duqueza de Berry cuja con-
duela censurava anteriormente.
lluje Chateaubriand est defunto .
Seja lcito agora tratar de alguns erros bio-
graphicos que lhe dizem respeito. Todo o
mundo er que M. Chateaubriand nasceu no
anno de 1769 no mesmo em que nasceu Na-
polefio, Cuvier, Waltor Scotte M. de Jouy.
Chateaubriand nunca disseo contraro, por-
que lhe tiravo dous anuos de i Jado sendo
que nasceu em 1767.
M. de Chateaubriand foi formoso de cara e
bem feito de corpo e pois deve-se lhe per-
doar os enfeites da arte com que procura
adornar os- pequeos vestigios que a idade
avnngada anda lhe nao tirou. Poeta ta-
lentoso e fidalgo de grande tom viveu sem
peso e medida despresando a economa e
todas as cousas queestreito a intelligencia.
Fez sempre urna enorme despeza com a sua
toilette e foi tal a sua paixo que entrando
em urna loja de modista gastava quanto ti-
nha qual mulher formosa e casquilha em
objectos de goslo e de luxo.
.M. de Chateaubriand o restaurador da
lim pesa do corpo em Franga pois cumpre
declarar que na historia do povo francez,
desde 1792 at 1800 houve urna poca du-
rante a qual o asseioemigrou conjunetamente
com a polidez e com a boa educago. Os mi-
litares nao linho tempo e os paisanos nao so
atrevio a cuidar de si. A banheira era um
traste aristocrtico e a lavagem um crime de
lesa-nago. E erro crasso altribuir aos Ingle-
zes a introduego da limpesa individual no
continente europeo. Os grandes fidalgos da
Franga derfto as primeiras liges nago in-
gleza e os aristcratas de Londres nao pass-
ro do meros copistas. Quem ha de accredi-
tar que o aulor dos Martyres consagra quatro
horas cada manila ao seu enfeile duas em lim
par os dentes que esfrega um por um e
em pentearos cabellos prateadosPDiz Chateau-
briand que os homens de estado e de ne-
gocios nao obro com juizo calgando os botins
ao sabir da cama e aportando o pescogo des-
de as 7 horas da manh com um lengo de
seda tomando assim cedo o traje de mei-
rinho. E no decurso do acto de asseiar-se ,
acto meditativo. durante esta pausa,
com chinelas que as ideas nascem que o
corpo se acha desembargado se alegra de
per si pelos cuidados que toma em seu provei-
to. E' o momento que Chateaubriand esco-
Ihe para conversar com os seus ntimos ami-
gos com bonhomia e amabilidade. A sua
conversa nao como os seus livros ; tem mais
solidez do que esplendor ; mais natural do
que estudada ; tem mais interesse do que
brilhe.
M. de Chateaubriand cudou constantemen-
te da sua reputage litteraria como de um ca-
pitulo de sua toilette. E esse cuidado mere-
ceu-lhe tamhem muitos elogios e mullas cri-
ticas acerbas.
E' cousa sabida que qualquer sujeito alcan-
ea urna carta sua pois responde com exac-
tid5o ao mais desconhecido escriplor. Quan -
do urna obra lhe dirigida ainda que soja
urna folhnha de algibeira, e se acompanha-
da de nma e pistola dedicatoria Chateubri-
and roga ao seu secretario ; M. Pilorge que
abra o livro e escolha a todo o risco a primei-
ra phrase de um capitulo, o qualquer que el-
la seja nao se esquega elle na sua carta de
igradecimento de inserir em resposta esta
formula : Como vos mesmo dizeis na vossa
obra (pagina tanta ) Segue-se a citago da
pagina da obra, a nica que elle procurou
ler.
A resposta irresistivel !
Amante distinctodo bello sexo, que lhe
pagou com relevantes favores dedicou-se
agora Chateaubriand ao culto do urna deosa ,
a Sra. do l'Abbaye aux bois. E' a ultima !
Verdadero poeta grande historiador,
homem poltico e fiel Chateaubriand con
servou puras todas as suas amisades pois
o tempo e os acn tocimen tos nunca que-
brrao os lagos de amisade que ha tantos an-
nos tem com a familia de Berln. Apesar
de ser fcil e muito accessivel a qualquer que
lhe langa urna lisonja vulgar sabe comtudo
conter-.se e guardar a dignidade de um gen-
tilhomemde apurada aristocracia.
Chateaubriand na idade de 75 annos sub-
siste de urna pengSo forite de suas obras.
O seu partido j nao faz caso do escriptor que
censura as loucuras legitimistas que falla
alto a favor de urna reconciliagao como ho-
mem religioso que nao entrega a sua crenga
aosfanaticos do clero, comoestadista que nun-
ca empregou o poder vil da intriga, como ve-
Iho sisu'lo que tem avahado as miserias da
emigragao e que sabe o que o irresistivel
espirito dos seculos que ninguem possue a
forga de domar.
( Nouvelles la main )
NAVIO ENTRADO NO DA 20.
Maranhao ; 23 dias brigu; braziieiro Tenla-
go de 110 toneladas, cap. Antonio Fer-
reira dos Santos equip. 15 carga difle-
rentes gneros ; a Firmino Jos Felis da
Roza.
E elle ?
Acaba de partir com urna companhia de
soldados acompanhado de Duarte de Albu-
querque Coelho para a Madanella para
onde devemos retirar-nos sem perda de tempo.
Covardia infamia meu general.
Rabello !
Para Madanella as Alagoas repetido
todos pondo-se promplos para partirem.
Viva a ( Viva a liberdade Viva a pa-
tria que havemos de defender aqu em quan-
to livermos vida gritou Rabello ; e parte do
exercito i espondeo com centenares de vivas.
Para .Madanella vamos O general
Bagnuolo he...
He um traidor He um traidor !
O general Bagnuolo he quem o ordena. De
claro por desobediente a todo aquello que se
oppozer a sua ordem !
Para a Madanella para Madanella E
o exercito escoltando os habitantes de Por-
to-Calvo seguio, ocaminhoda Madanella.
Nassau avisado da fuga de seus inimigos,
e nao podendo comprehender como soldados
victoriosos dessem de rosto aos vencidos, man-
dou que o seu sargento-mr com seiscen-
las pragas os fosse persejruindo em sua fu-
ga mas este recolleo-se logo sem que di-
ligencuM enconlrur-se com cllcs oque
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 20 d'Outubro 5:454*994
DESCARREGA HOJE 21 DE OUTUBRO.
Barca dinamarqueza = Preciosa = fazendas,
papel, miudezas, drogas e potaga.
Brigue portuguez = Liberal = vinho, azeite,
caixas com loucinho, diversos volu-
mes e sebollas.
Patacho hespanhol = Cassador = vinho, vi-
nagre, alhos, passas, uvas, figos ,
azeitonas, erv-doce, alpista, comi-
nlio. e azeite.
Brigue Escuna Americano = Seaman = Fa-
rinha.
MOV MENT DO PORTO
NAVIOS SAHIDOS NO DIA 19.
Babia ; barca dinamarqueza Crile cap. J.
P. Paysow, com a carga que trouce de Ham-
burgo.
Rio de Janeiro ; brigue americ-no Olinda,
cap. S. Hutchinsom, com a carga que trou-
ce de Terra Nova.
Dito ; brigue inglez Rebecea Jones capi-
to John Valente em lastro.
dito no da 20.
Parahiba ; lancha brazileira ConceicSo de Ma-
ra mestre Jos Mara equip. 4 car-
ga differentes gneros.
EDITA ES.
por certo nao ra muito de seu gosto.
No outrodia ao romper da alva o gene-
ral Miguel (iiberton admirado do silencio
que reinava na villa mandou um official ao
reducto de Bagnuolo pedir-lhe as ordens ;
mas nem ordens ncm avisos tinha Bagnuo-
lo dexado : com tanta precipitago abando-
nou elle a villa que de vera defender Resta-
va um expediente e Miguel Giberton, delle
langou mo As casas e os armazens forao
entregues ao fogo e eneravadas as pegas das
trincheiras.
O exercito hollandez atravessou o rio sem a
menor opposigSo e veio por cerco ao forte
Os sitiados nao obstante a pequenez de seu
numero correspondern denodadamente ao
fogo do inimigo accomettro-no com cora-
geni e o inquietrfio diversas vezesem anima-
das e bem dirigidas sortidas. Quinze dias se
haviSo passado. e ainda durava o cerco! Um
punhadode hroes capitaneado por um he-
me que soube cumprir as ordens que lhe
prescrevra um prfido general moslrou aosr
estrangeiros como se defenda a patria com
dignidade e honra. Tanta intrepidez tanta
coragein nao deixro de incitar a admiraco
e o respeito do honrado Nassau quo Ihes
mandou olferecer a capitulago que ello re-
cusou ao principio na* que por lim acei -
= O administrador da meza da recebedo-
Ka de rendas graes internas aviza s pessoas
constantes da relaco abaixo declaradas pa-
ra que compareco nesta repartico para re-
'ormarem as suas relacoes, por nao estarem
conformes com o que determina o regula-
mento. Recebedoria 20 de outubro 1842.
Francisco Xavier Cavalcan d'Albuquerque.
Claudina Mara do Sacramento Mara Ri-
ta Corrcia Peres Policiano Lourenco da Sil-
va Joo Paxeco de Queiroga, Pedro Jos Ta-
vares de Faria, Maria Jos das Virgens, Joa-
quina A Ivs dos Reis, Anna Joaquina de Mo-
ran* Antonio Deoutra Evaristo Salgado,
Joaquim Pereira de Vasconcellos Fraucisco
Caetano Pereira Guimares, Bento Gomes Pe-
reira de Lima, Jos Honorato dos Santos, Ber-
nardo Goncalves do Nascimento, .loana Fran-
cisca, Jos Andr de Oliveira, Mariana Fran-
cisca d'Oliveira Paulino da Silva Minde lo ,
D. Roza Tereza da Cunha tenente coronel
Antonio Germano Cavalcante de Albuquerque,
Venancia Francisca de Almeida Jos Lins
Paredes.
LEILES.
= Alexandre Mackay & C* faro Ieilo por
intervengo do corrector Oliveira, e conla de
quem pertencer do casco da barca ingleza
Middlesex naufragada na costa do Rio
Formozo e legalmente abandonada assim
cqmo de um ancorle, cabrestante de ptenle,
ancora de proa tanque de ferro para 10 to-
neliadas d'agoa urna secreta e 5 escotillas
bronzeadas &c.: boje sexta feira 28 do corren le
s 10 hoias da manh no seu escriptorio ,
ra do trapixe novo onde os Snrs. perten-
dentes podem dirigir-se para os necessarios
esclarecimentos nSo querendo mandar exa-
minar a dita barca no lugar onde se acha.
Joao Keller .continuar por interven-
cao do Corrector Oliveira o seu Ieilo d'es-
plendidas fazendas franeczas, alemas, suissas
&c. hoje sexta feira 21 do correte, por nao
caber no tempo a venda da grande porcao, de
que tem de dispr pelos mai altos precos, que
se ofTerccerem sem limites.
AVISOS DI VERSOS.
*^" Na loja de fazendas
N. 5 da rua do Queimado
confronte o beco do peixe
frito, rebate-se bilhetes, que
sahiro premiados na Lote-
ra do Rosario que ullima-
mamente correo.
tsy Precisa-se de um menino de idaJe de
12 a 13 annos queja lenha alguma pratica
de vender ferragem e miudesas ; queira di-
rgir-se a rua da Cadeia velha na loja nu-
mero 30 ao p do arco da Gonceico.
mmmmmmmmmmmmmmmmmtmmmmmmmmmmmmmm
tou quando j toda a resistencia era-Ihe i-
nutil ; que os parapeilos estavfto demolidos ,
e entulhados os fossos ; e sabio em frente da
guarnigo com armas e bagagens mecha
acceza, bala em boca e bandeiras despregadas.
Nassau fortificando Porto-Calvo entre-
gou-o ao capito l'eter Vanderverr? ; e, pon-
do-se em marcha com todas as suas forgas de
trra e mar voou em seguimento do exerci-
to fugidio.
Marianna, que cuidos se esforeara por res
tabelecer a sua amiga e prima com alegra
a vio salva do perigo que ameagava leva-la
sepultura e com ella a Diuiz acompanhou o
exercito fugidio que chegadoa Madanel-
la marchou precipitadamente para S, Fran-
cisco deixando no seu transito desfallecidas
mis em os bragos da fome e da miseria e cri-
ancinhas, velhos e donzellas que cahio fa-
tigados de lorigas marchas e devorados pela
fome que de maldiges cobrio os nomes
de Nassau e Bagnuolo motores de todas as
suas desgragas. E, c.'iegados a S. Francisco,
forAo guerreados e vencidos pelos hollandezes.
Bjgnuolo, esse desvaiente general italiano,
que a Hespanha Horneara para commandar^
corajosos Braritoirns esfor^jadas Portugue
zes tinha fgido para Sergipe! ....
(Coiiliuuar-so-lia.)
PAGINACAO


p) Um viver as suas Ilh^s ? quem pode exi-
gir que ellos alli se deixem tranquillamente
morrer de (orne ? que meios de subsistencia
so ilies procuro l ? ou quem v,s chama para
o nosso continente asseguraud.o-lhes nelle o
pao de cada dia ?
Eis-aqui as considerages qrJ8 se devio ter
em vista, qunlo se falla n* emigrago dos
Acures para o Brasil e qu.'mdo so procuro
meios de a eslorvar. Mas '.juem ha ahi que
seja suficientemente anarch ista para pensar
neSles objectos ? que re; 1Co lem elles com
a legitimidade d* Carta ,( cora a moralidade
da salvado com o espe ndor do throno e
cora as outras materias qUe exclusivamente
attrahem e devem attr t\\ir a attengo de po-
lticos medidos pela hi' .ola do Sr. Costa Cabral
c de seu Ilustre irm? ,<, 0 Sr. Joze Bernardo ,
do Sr. Albano do Sr. Cavilo dos precla-
rsimos Diario, Co rreko, Restaurago &c.,
&c. &c ? ? ?
Quanto emir rago de Lisboa e d'outros
portos do remo t que quer isto dizer ? J fo-
ro arrolcados t ,>os 0s pousiosda Estremadu-
ra do Alemt jo e mesmo d'uma parte da
Beira ? ja um, portuguez niio acha no seu paiz
onde enterra ,r Uma enxada ou o ferro d'um
arado ? J\ esto esgotados todos os ramos
d'insdustr'.a fabril de que o nosso paiz sus-
ceptivel i j a producgo das nossas fabricas,
das nosf ^8 artes e otficios tanta, que os pro-
ductoras nao achem consumo ? J os nossos
marip.'noir/os e os nossos navios sao to nume-
roso^ q re scenciu nao possa empregal-os ? J as nos-
sas provincias ultramarinas esto de tal mo-
do povjadas e aproveitadas que l nao cai-
ba nem maisum portuguez ? Era uma pala-
vra j nos chegmos ao periodo dccrescen-
te e m que irremediavelmente se acha precipi-
taba a soberba Inglaterra ?
A vergonha quem hade responder a cada
ruma destas perguntas. Sim a vergonha de
wermos um paiz to frtil como o nosso si-
tuado nesta latitude, collocado na estrada
commercial do mundo inteiro com um por-
to como o de Lisboa na posigo em que el-
le se acha ; este paiz falto de povoago, de-
zerto em to grande parte com to bons
principios de industria mas tudo em princi-
pio ; este paiz, pedindo que llie approveitem
a trra o ar o sol, os rios os portos, as
costas ; este paiz sem gente bastante para a-
proveitar nada disso : e ainda em cima for-
jando uma parte de seus habitantes a cxpa-
triarem-se a irem procurar fortuna em tr-
ras longiquas onde nao sabem que sorteos
espera e onde primeiro que tudo tero de
Juctarcom o ar e com o sol que em Portu-
gal sao to seus amigos e que l sero os
seus maiores e mais enfadonhos inimigos ?
E que providencias tomaes vos para es-
torvar esta vergonha As que ha pouco se
publicram r'uui decreto pela maior parte
absurdo e no qual to bem pela maior par-
te se exorbitou das funcces administra-
tivas !
Mas que queris vos ? Se nao tendes um
nico pensamento que se dirija para a prospe-
xidade material do paiz y se os vossos actos
nao podem ter outro effeito se nao o de di
minuir os meios de vida para os homens que
tendes sujeitos ao vosso dominio ; se um vos-
*o confidente indirecto revelou estlidamente
uma das bases dos vossos planos ; se o vosso
jornal ollicial disse que vos nao queris bata-
IhOes d'artistas que votera as eleigfles ; se
tudo mostra que vos nao tendes outras regras
se nao as que naturalmente se incluem nestas
poucas palavras como queris conservar a-
marrados aos vossos cepos os individuos que
por vossa culpa por vossos crimes se v-
em condemnados ou a fugir da trra que vos
infestaes ou a morrer nella de fome e de
mizeria ?
O pensamanto da Revolugo de Setembro
era democrtico ; pertendia achar em Portu-
gal os meios precisos para a subsistencia dos
portuftuezes ; pretenda mfllhorar a sorte dos
presentes, e preparar um futuro brilhante pa-
ra os vindouros. Vos chamastes e chamis
ainda anarchista a este pensamento ; elle era
demasiadamente grande, demasiadamente no-
bre para vos o comprehenderdes para vos
o respeitardes. Combatei-o de todos os mo-
dos ; queris que o paiz s para vos seja til,
nao queris que ninguem tenha quinhocon-
vosco na prosperidade que vssonhaes s pa-
ra vos mesmos : e para isso tentaes impedir
que os vossos escravos vos abandonen!.
E' porem impossivel. Ou vos hav xar os portugueses, ou os portuguezes ho de
ir deixando Portugal.
[ Nacional. ]
esta torga bavia ja marchado tendo sido li-
rada do destacamento daquella comarca. Per-
mita Deus que esta providencia possa sus-
pender o desastrado curso das vingangas ;
j que no nos he dado descobrir um s per-
petrador de grandes crimes ; j que essas fe-
ras nfto podem convencer-se que a vinganga
atraicoada he uma infamia e que o assas-
sino nao s merece o castigo das leis ; mas
tambem o horror e o Jespresode todos os ho-
mens de bem, de toda a sociedade civili-
sada.
VARIEDADE.
MR. DE CIUTEMJBUI.VND.
DIARIO DE PERNASIBIJCO.
No dia 9 docorrente no lugar da Pedra ,
comarca de Garanhuns foi assassinado Jer-
nimo de Albuquerque Arco-verde-, dizem que
com 8 tiros e na occasio em que se retira-
va para casa depois da missa. Os habitantes
desta cidade lero uns libellos famosos que
aqu imprimiroos senhores Arco-verde, e
Izidoro Siqueira e por esses libellos ioaro
sabendo que entre o senhor Arco-verde ea
familia de Pesqueiro existio velhas animosi-
dades que necessariamente se havio de de-
senvolver com os virulentos doestos e aecusa-
ces de que elles foro recheados mo larga;
e a vista disto nao he de admirar que no-
ticia dessa morte uma voz geral se levantasse
contra essa familia de Pesqueiro que he nu-
merosissiraa ; e muito menos que os filhos do
assassinado assentassem que dos ltimos
inimigos do seo pae lhe linha vindo o mal ,
e procurassem em consequencia tomar vin-
ganga delles nao obstante serem parentes
mui chegados pois que era o senhor Arco-
verde casado com uma irm do senhor Izido-
ro. Todava assevero cartas do Brejo, e
pessoas que conhecem essa familia e o falleci-
do que tantos ero os inimigos. deste que
ninguem poder sem temeridade suspettar
que viesse daqui ou dalli o crime commettido:
na verdade to tracoeiros sao os nossos ho-
mens dos punhaes e bacamartes to infa-
mes no emprego dos meios para suas horri-
veis e barbaras desafrontas que nao raras
vezes temos visto em nossa trra que um i-
nimigo espera que ao seo contrario apparega
nova inimizade para ento a salvo de toda
a suspeita disfeixar o golpe, que oom a
paciencia e rancor do tigre ha Via preparado
Como quer que seja consta que os filhos do
assassinado procuro vingar-se; e que a fami-
lia do Pesqueiro est designada para pi estar
a victima ou as victimas seja ou nao seja
ella a criminosa. O subdelegado respectivo
requisitou uma forga ao delegado do Brejo ,
para alli manter a seguranza individual ; e
mais amigo de obras que do palavras e ,
quando recuava nao era como Ajax amea-
cando mas sempro pelejando. llum cru-
xilicio lhe pendia do sobre o peito bem co-
mo o habito de Christo com que o acabava de
galardoar o tyranno Philippe IV honra que
onto a raros se conceda ; mas boje U-
fano elle offerecia o peito a torrente de si-
bilantes pelouros e pareca dizer a cada pas-
so : lum Brasileiro nao teme a morte
quando combate pela patria pela honra e
pela f !
Victoria victoria repetio constante-
mente os soldados pelejando com enthu-
siasmo.
Pedro da Cruz, que bravamente havii guer-
reado durante o conflicto, cahio ferido por
uma bala ; c ao seu lado jazia estericado o
animoso Cosme Viaima que ensanguentado
sustentava ainda a sua espada.
Ah meu amiiro, tu tambem fostes
maityr da patria Somos companheiros na
gloria de morrer com ella .. Jisse Pedro
da Cruz.
Eu antes quizer ex'elamou o joven
Cosme Vianna ser companheiro desses que
j.leiteio por el! eque ho de vencer .
* Oh I enl.io, como, cheio de prazer nao
Aoaria aos bragos de rainha n<, leYando-lhe
INCORRETA
Certos homens que j pertencem a posten-
dade gozfio de mais vida do que os que exis-
tem ; tirados do pedestal que o poder o ta-
lento ou o seu partido conseguiro levantar-
Ihes, sao ainda venerados como personagens
de maior crdito do que o que obtirero os
deoses que lhes uccedro na opinio pu-
blica.
Tal Chateaubriand, ainda hoje muito mais
ministro do que Villemain ; pois Villemain
nao seno uma parte do concclho, em quan-
to Chateaubriand foi a brilhante persoinfica-
go de um partido, de uma seita de uma es-
cola litteraria.
Seja-nos licito analysar essa grande fama,
qual tributamos tanto respeitocomo se fos-
se um monumento Oriundo de uma boa no-
breza da Bretanha gentilhomem procedente
de uma daquellas familias algum tanto afasta-
das da corte M. de Chateaubriand veio a Pa-
rs nos seus primeiros annos dedicar-se car-
reira militar e logo depois tomou parte as
discusses philosophicas que entao dividioos
litteratos entre a Encyclopedia e o Alraanack
das Musas.
Chegado de uma provincia ainda commovi-
da pelo processo de La thalotais, o joven Cha-
teaubriand parecia inclinar-se para a demo-
cracia pelas suas recordages, e lornar-se in-
crdulo pela escolha de certas leituras.
Entretanto, a primeira obra litteraria que
publicou foi o Ensaio sobre as revoluges ,
impresso depois om Londres. O autor, se
houvesse tomado assento na convengao em
vez de emigrar para Coblentz, teria sem du-
vida tomado o lugar de Hrault de Schelles.
Chateaubriand, pessimo cortezo, mo sol-
dado sem gosto para um desterro domestico,
avesso ao herosmo dos campos de batalha ,
sem provr no meio das miserias e dos dissa-
bores da emigrago, foi logo acommettido por
uma profunda melancola que conseguio cu-
rar pelo concurso de tres agentes as via-
gens longinquas as aventuras da vida mar-
tima coestudo arduo das singularidades da
litteralura ingleza. Aquello que as lidas
de um espirito incerto e de uma vida vagabun-
da nao procurava seno o esquecimento de si
mesmo achou em seus proprios enfados uma
fonte de gloria. Os magestosos quadros do no-
vo mundo ento ainda novo, hoje to de-
pressa envelheci io despertro a sua ima-
ginagao rica sem duvida porm perplexa e
um tanto desconfiada. Quando M. de Cha-
teaubriand regressou da America para a In-
glaterra, tornou-se objecto de admiraco e de
curiosidade no meio de uma reunio de ho-
mens Ilustrados que anciosos de voltarem
Franga, conseguiro leva-lo para Pars, on-
, do sustentou-se a principio pelo producto do
sua penna.
Foi a primeira resolucaode Chateaubriand
marcada pela duvida e pela hcs'itago ; colli-
Ka as suas impressoes do mesmo modo que se
colhem asfrutasquesenoquerem perder, sem
com tudo submetta las a nmsystema qualquer.
Tinha visto sentido escripto sem designio,
sem alvo movido pelo corago em vez de o
ser pela cahoga.
Homens Ilustrados e muito eruditos do lem-
po entre elles Laharpc redactor do Mercu-
rio, os amigos ntimos de Fontanes e Joubcrt,
primeiros confidentes do genio e do corago
do autor de Rene descobriro logo o segredo
de uma tal dssordem de ideas e dero ao jo-
ven escriptor um conselho novo e audaz.
Cumpria moslrar-se avesso s ideas domi-
nantes, invocar as antigs opinies, afastan-
do-se um tanto dos ten iveis factos da revolu-
go ouvir todos os echos religiosos que re-
tumbavo no fundo de tantas almas genero-
sas com as quaes sympatliisava, elle, filhodo
mesmo saegue das victimas da phiinsophia o
do terrorismo elle prente de Malesherbes
o demais companheiro do poeta Andr Cli-
nier.
Sem demora abragou o poeta com ardor as
grandes proporges de um tal plano sobre o
qual baseou todo o seu talento, j deantemo
domado pelo estudo e fortificado pelo trabalho.
Napoleo ficou maravilhado dos primeiros
ensaios de Chateaubriand e foi ento que
alguns amigos, querendo que a cora do poe-
ta formasse um dos llorOes da cora do impe-
rante, conseguiro obter-Ihe o lugar de secre-
tario de embaixada. Chateaubriand acceitou
o emprego que exerceu pouco tempo ; deu
a sua demisso apenas soube da morte do du-
que de Enghien. Dest'arte Iivrou-se para sem-
pre do jugo, sacrificando voluntariamente to-
das as vantagens que poderia alcangar pelas
gragas do imperador ; e en", quanto todos os
litteratos da poca procuravo humildemente
avivar-se com os raios do sol omnipotente da
pohcia imperial, foi o nico que procurou
gloria de per si e empregou a sua forga em re-
sistir.
Desde ento cada uma das suas obras veio
a ser um combate contra o poder uma con-
tenda contra a seita philosophica e as via-
gensquena mesma poca fez foro outras
tantas peregrinagoes movidas pela religio e
pela poltica.
Nesta luta entre um escriptor e um gran-
de capito foi o litterato que matou o seu ad-
versario. Ofolheto sobre Bonaparte et les
Bourbons foi o golpe mortal dirigido por
Chateaubriand contra o triplicado despotis-
mo que Napoleo exercitava sobre os reis ,
sobre os povos e sobre as crengasdo velho
mundo. O folheto na balanga dos aconte-
cimentosde 1814, leve tanto peso como a
tomada de Paris e nao ser exagerada as-
sergo histrica o dizer que o parcial e fogo-
so publicista equivalera a um sexto monarcha
na santa-allianga.
Parte constituinle da dynastia dos Bour-
bons Chateaubriand estreitou os lagos de
uma alliang* intima com o Jornal dos Deba-
tes e com o poderoso apoio da polmica er-
gueu-se como verdadeiro orculo como pro-
pheta e como dos da monarchia. Foi, com-
tudo objecto do grandes suspeitas e de as-
sombro o ver o primeiro apostlo e o primei-
ro soldado da restaurago afastado sempre
a noticia da restaurago da ratria In-
feliz De cinco filhos que mandara guerra
eu s lhe restava .... eu s ... E ago-
ra ?____Nada Ah !------
O mogo torceo o rosto e calou se e o seu
silencio foi de morte Pedro da Cruz o abra-
gou e o seguio. D. Antonio Coulinho e os al-
feres Gaspar Cabral Joo de Ucha e outros
tivero a mesma sorte, e se foro abragar na
eternidade.
Os soldados nocessavo de gritar : Vic-
toria Victoria carregando bravamente
sobre os contrarios ; aeces brilhantes feitos
de heroicidade se succedio uns aos outros 5
scenas tocantes arrancarlo lagrimas de quan-
tos neste espectculo terrivel se achavo se a
guerra as nao tivesse estancado. Huma Bra-
sileira fatigada de rombater cahio sem a-
lento; immediatamente um Hollandez lhe
varou o peito com a espada ; sua filha de-
sesperada o investe com o ferro em punho ,
rasga-lhe o peito penetra os esquadrOes ini-
migos prostrando a quantos se lhe ousavo
de antepr causando estragos derramando
sangue ; soltos os cabellos sciutilantes os
olhos de raiva parecia o genio da vinganga,
anhelante de sangue e de carnagem e se re-
gozijando enm os estragos que deixava aps
si j 1 quando, ferida e prostrada cxhalou
o seu ultimo suspiro suas palavras foro ex-
primidas com uma alegra e contentamento
dilliceis de descrever-se.
-Morro mas depois de yingar-te, minha
mi I depois de dar a morte* aquellos que te
privro da vida ; morro mas satisfeita !
E pouco depois cumulo de morios de
feridos a escondrfto aos olhos de seus ini-
migos. .
Isabel, que anciosa buscava a sua rival ,
a descobrio a pouca distancia batalhando
como uma Amasonas ao lado de Diniz de
quem jamis se apartara e seu corago pal-
pitou e fro estremecimento percorreo-lhe
todo o corpo. Trmula como a taboca agi-
tada pelas auras, armou o mosquete, e na in-
ditosa amiga na rival que odeava mais que
aos contumazes Hollandezes disparou a ar-
ma
No mesmo instante Isabel se vio a Dragos
com um Hollandez ; a bala de seu mosquete
tinha apenas beijado levemente a face de Ma-
rianna que volvendo os olhos para a par-
te de que viera*, a vio ameagada de ser vic-
tima do furor do fero soldado ; correo ao seu
soccorro e quando este lhe desfechava o
golpe de morte o prostrou por trra. To-
dava Isabel estava ferida ; Warianna s po-
de impedir que menos fatal o golpe lhe fosse.
Vendo-a pois quasi a perder a vida a arras-
tou para fra do lugar da acgo procurando
minorar os .offr.mentos daquella que pouco
antes lhe dispunha a morte .
Nassau observando o desanimo que pnn-
cipiava a apoderar-se de seu exercito eover-
onhado ao ver dous mil homens disputan-
do to obstinadamente a victoria a um exer-
cito cinco vezes mais numeroso esqueceo-se
de que era general em chele para obrar co-
mo simples soldado ; arrojou-se ao seio da
batalha, arrostrou perigos, incitando os seus
a mita-lo. .,.
A batalha estava quasi a decidir-se, ea
victoria pendente aos bravos defensores do
Brasil 1 o Comendaituba tinha-se tornado um
rio de sangue quando Nassau admirado
de tanta intrepidez de tanta bravura da
parte de seus inimigos ordenou que se to-
casse a retirada.
- Victoria Vitoria Viva a fe Viva el-
rei Retumbou pelas campias de Forw-
UAnote veio sbitamente estender a mor-
talhada morte sobre o.campo ju*jdo da
mor tos e os exercitos acharo-se divididos
peloensanguentado Cotnenda.tuba
Nassau, aproveiUndo-sedastrevasd.no.
te, tratou de enterrar seus guerre.ro, mor-
mm


.4
= 0(Terece-se um rap^z portuguez de i-
dade 1 i annos prximamente chegado, pre-
tende arrumar-se, em luja de fazendadoque
j tem alguma pratica : na ra do Livramen-
lo D. 3
vsr 0 Snr. Joze Antonio Alves Ferreira ,
queira-se dirigir a ra da Cadeia de recife luja
de Joo Ja Cunha Magalhes para se Ihe cu
trgar urna carta viuda do rio Grande do
Norte.
or- Alugo-se duas casas no sitio do Cor-
deiro, sendo urna grande com commodos
para numerosa familia tem soto, no qual
alem das salas, tem 4 quartos e separado
casa para escravos, estribara, e coxeira para
dous carrinhos ; outra com duas salas na
frente alcovas dispensa, cozinha fora, um
quarto independente estribara, e casa para
escravos tudo na margem do rio ; quem a
pretender por anno ou por passar a Testa ,
falle com Gabriel Antonio no pateo do Car-
ino n. 9.
tsr Precisa-se de urna ama de leite; assim
como aluga-se, ou compra-se urna negra que
saiba engurruar, e cozinhar : na ra da
Alfandega velha armazem n. 3.
tsr Sao chegados os pos anti-biliosos e
purgativos preparados pelo boticario chimi-
co Manoel Lopes no Rio de Janeiro vnde-
se na praga da Independencia n. 39 pelo
seu antigo proco.
Lotera da Matriz da Boa vista.
Um espirito de bem calculada previsao,
parece ter entrado na confeccao do annuncio
ltimamente publicado respeito a presente
Lotera.
0 sucesso occorrido na do Rozario foi lo-
go encarado como um estorvo nascente, mas
elle adquirindo maior corpo tornou mais
estacionaria a venda por isso que se espe-
ra o pagamento daquella para se realisarem
compras mui valiosas desta. Consulte-se o
publico amante deste jogo e da verdade e
elle mesmo confessar o fado, fazendo a mais
plena deffeza a esta Lotera. Cumpre pois de-
clarar que ella sim ha conseguido nao min-
goada extraego attendendo s circunstan-
cias ; e isto prova quesera infalivelo an-
damento no termo aprasado se nao se dra
esse inconveniente, filho da forca maior,
que nao cabe as faculdades de urna Irman-
dade destruir rpidamente : neste apuro ,
anda he mister defferir o andamento pelo
tempo que somente baste para remover os
justos e bem sabidos embarazos e de novo
se roga ao respeilavel publico que conside-
rando na pia applicaco do beneficio con-
corra a compra com o maior ardor, seguro
de que, dada a possiblidade as rods cor-
rerlo immediatamente.
tsr Furtou-se s 9 horas da noite do da
18 docorrente mez na caza n. 44 da ra da
Cruz urna caixinha de Jacaranda com os cu-
nhos amarellos fechando com chave, for-
rada por dentro de papel verde, com dois fun-
dos, espelho na lampa por dentro, contendo :
linhas, retroz agulhas, cadacos de linha ,
um didal e um furador de prata, botes de
madrc-perola e outros varios ebjectos de cos-
tura 5 7*000 reis em cdulas nma pequea
boceta com tampa de vidro com brincos de
liligrano de ouro, anneis e corrente de ca-
bello cartas e papis de importancia : quem
a troucer ao Snr. Francisco Porta morador
na dita caza ou der indicios cortos
munerado.
Aluga-se urna casa terrea na passagem
da Magdaluna, junto a ponte com sitio com
arvoredose banho ao pe* da casa para se pas-
sar a fasta quem o pretender ; dirija-se a
ra da cruz n. 32.
tsr Joze Dias Correa da Silva subdito
portuguez relira se para fora da provincia,
or Joze Antonio Pereira de Campos, subdi-
to portuguez retra-se para portugal.
OT Lava-se e engomma-se com toda per-
feigo e cuidado : na ra do Arago da Roa-
vista caza terrea defronte do imaginario.
tsr Quem annunciou no Diario n. 225 ,
querer vender urna parte de urna caza na ra
do Amparo em Olinda dirija-se a mesrna ra
botica de Joo Soares Rapozo
W Osabaixo assignados declaro a quem
convier que elles esto judicialmente no-
meados administradores da caza do linado Jo-
ze Domingos da Costa Cardial e que somen-
te com elles se devem entender os devedores
da mesma caza erom mais ninguem. Oque
annuncio para evitar fuetnras desculpas.
Por Crabtree Heyworth d Companhia, James
Crabtree Companhia ; por Jones Latanj & Companhia
R. P. M. & Companhia.
' tar Aluga-se urna morada do caza em
Olinda no pateo do Amparo para se pas-
sar a festa; com grandes commodos para
grande familia e por prego commodo :
tratar na mesma Cidade na ra de Mathias
Ferreira n. 40.
1SP Quem precisar de urna ama crela ,
que tem muilo bom leite e nao tem ilhos ,
dirija-se a ra do Raugel n. 8l ; na mesma
casa vende-se por proco commodo o jornal
Museo Pittoresco.
tsr ArrendSo-se duas moradas de casas
para so passar a festa ou por anno no sitio
do cajueiro a margem do ro Capibaribe :
tratar no mesmo sitio.
tsr lima mulher viuva se offerece para
ser ama de qualqucr casa ainda mesmo pe-
lo sustento sabe eiigommar coser cozi-
nhar e todo o mais arranjo de urna casa ,
e d con heci ment de sua conducta; quema
pretender dirija-se a casa terrea defronle do
sobrado de Joanna dos Passos D. 20 ao vir
para a Trempe lado direito a fallar com Jo-
ze Soares Pinto Correia ou annuncie.
tsr Aluga-se urna casa de sobrado na So-
ledade ; quem a pretender dirija-se a ra da
Cadeia do Recife n. 10.
or* Joaquim Trajano da Silva Brasilei-
ro retira-se para a Rahia.
sss- Quem annunciou querer alugar urna
caza terrea no bairro de S. Antonio, dando
8* rs. mensaese um anno adiantado dirija-
se as 5 pontas N. 23, que alem di que ja
se vio ha outra.
tsr O abaixo assignado faz sciente ao res-
peilavel publico que Manoel Joaquim Viei-
ra deixoudeser seu caixeiro desde o dia
19 do corrente. = Antonio Ferreira Rraga.
tsr Aluga-se urna canoa de conduzir agoa
bastante grande e muito estanque : na ra
da Cadeia n. 45.
tsr Precisa-se de urna ama que saiba des-
empenhar com perfeigo o cargo de urna casa
de homem solteiro prefere-se pessoa idosa ,
o que de con heci ment de sua conducta ;
quem se achar nestas circunstancias annun-
cie sua morada ou dirija-se a ra estreita do
Rozario, segundo andar do sobrado por ci-
ma da botica do Sr. Paranhos.
tsr Precisa-se de um homem que entenda
bem de padaria : na ra Direita padaria nu-
mero 82.
tsr O Sr. Antonio Rodrigues de Almeida,
queira annunciar asua residencia pelo Dia-
rio para se lhe entregar urna carta vinda de
Lisboa.
or Findos os dias da Le, se ha de arre-
matar pelo Juizo do Civel da terceira vara ,
Escrivo Santos, por execugo de sentensa
que encaminlia Joze da Silva Braga contra
Manoel de Albuquerque Barros Jnior e
seu irmoJozc Bezerrade Barros Cavalcanti,
urna olaria com todos os seus pertences a
margem do rio Capibaribe contiguo ao si
tiodo fallecido Bastos avahada por commo-
do prego de dous coutos e duzentos mil reis.
tsr Aluga-se pelo lempo de festa urna
casa grande com 4quartos, cozinha pucha-
da fora contigua a esta um quarto para es-
cravos quintal grande com alguns coquei-
ros no fundo do quintal desembarque ba-
nho perto de agoa de beber em Olinda de-
fronte do convento de S. Thereza que he
hojeCollegio dos orfos ; quema pretender
dirija-se a ra do Rangel lado do nascente ,
no primeiro andar do sobrado n. 26 onde
tem na porta urna preta velha quitandeira.
tsr Jernimo Romero Commandante da
ser re-Barca R. P. D. Pedro, nao tendo tempo sufi-
ciente para se despedir de todas as pessoas de
sua amizade, o faz por meio deste Jornal, e
com particularidade aos seus dignos amigos da
Armada Brasileira, pelo bom acolhimento, e
franqueza com que sempreoobsequiaro, sem
que deixe igualmente de agradecer o mesmo
a outras muilas pessoas, e em remuneraco
de tantos obsequios Ihes offerece seus dimi-
nutos servicos na Cidade de Lisboa para on
de se retira.
tsr O abaixo assignado roga a todas as pes-
soas que se julgarein seus credores de Ihes
aprezentar suas cuntas para serem pagas
mediatamente, ou a bordo da Barca R. P. D.
Pedro ou no Trapiche novo.
Jernimo Romero.
= Da-se dinheiro a premio com pinhores
de ouro, mesmo em piqupnas porgos ; na
venda do pateo do Carmo D. 7.
tsr Arrenda-se duas moradas de casas para
se passar a festa ou por anno nositio do Ca-
jueiro amargem do rio Capibaribe ; quem as
pertender dirija se ao mesmo sitio para
tratar.
tsr Quem tiver achado urna chave de re-
logio de por em cima de mesa de dar corda,
e outra chavinha de abrir a pojlinhu do men-
cionado relogio ambas sao ue ago e a de
dar corda he de mo-sinha pode trazer na
pracinha da Independencia loja do Meroz ;
que ser bem recompensado.
Aluga-se o armazem que fica por
detraz do sobrado da ra S. Francisco D, 6 ,
lado do nascente ; pertencente a Francisco
da Cunha Ma chado; o qual fica perto do mar:
quem o pertender dirija-se ao segundo andar
do dito sobrado das 0 as 8 horas da man ha, e
das 12 em diante.
tsr Offerece-se urna senhora para coser
toda a qualidade de costura de alfaiate tanto
de pao como de seda com muito asceio e
promptido assim como a caseia e tambem
serjecom muita delicadesa toda a qualidade de
pao quem dos prestimos a cima declarados
se quizer utilisar ; dirija-se a ra do Cabug
loja de miudesas D. 2.
COMPRAS
tsr Um grilho de ouro sem feitio e um
ou dous pares de brincos e urnas atacas : na
ra da Senzalla velha armazem de licores.
tsr Apolices da conladoria : na ra do
Livramento n. 3.
tsr Dous barris ou quartolas de azeite de
palma ou dend ; na ra da Cadeia arma-
zem n. 40 defronte da ra da Madre de Dos.
w Continua-se a comprar escravos para
fora da provincia de 13 a 20 annos: sen-
do de bonitas Gguras pago-se bem : na ra
da Cadeia de S. Antonio sobrado de um an-
dar de varanda de pao D. 18.
VENDAS.
Urna cama de angico moderna e
bem feita, por seu dono retirar-se, com en-
xerges, por prego commodo e um selim
de menino montar em carneiro : na ra de
Hortas n. 46.
tsr Urna capa e batina nova de lila, e
barrete tudo sem uzo algum e urna boa
rebeca : na ra Direita n. 119.
tsr Urna venda com mui lemitados fun-
dos no lugar da Trempe : a tratar no sobra-
do inmediato n. 433.
w Presuntos de superior qualidade a
200 rs. a libra e um brago de balanga com
corren tes e pesos athe 10 arrobas: no ar-
mazem de Fernando Joze Braguez ao pe' do
arco da Conceigo.
tsr Duas pretas e um mulato : na ra da
Cadeia velha n. 63.
Ser Parnaso Luzitano 6 v. Guarda livros
moderno 3 v. Cdigo do Juiz de Paz 3 v. ,
compendio de Geografa 1 v. Fbulas de
Esopo I v. : na loja de miudezas de Joaquim
JozeLodyna ra largado Rozario n. 35.
tsr Na tema de marcineiro de Joze Pedro
na ra de S. Rita Nova tem para vender na
sua tenda um guarda roupa uzado com ga-
vetas de puchar lora para guardar casacas e
vestidos de senhora e 5 gavetas por cima ,
urna carteira de urna face com gavetinhas e
escaninhos dentro ; um armario de guardar
livros e papis e com duas gavetas em baixo .
tudo em bom uzo.
tsr Um brago de balanga grande, pti-
mo para armazem de assucar ou de couros ,
com lodosos seus pertences, e outro dito
mais pequeno, proprio para armazem de car-
ne com os pesos que convier ao comprador
de dous temos para baixo : na ra da praia
armazem de carne vindo da ribeira de baixo
do primeiro sobradinho da parte de trra ,
ou na ra Velha da Boa vista venda n. 19.
tsr Urna escrava de nago moga en-
gomma bem cozinha lava de sabo e var-
rella : na ra do Fagundes n. 27.
tsr 500 oitavas de prata em differentes
obras sem feitio : na ra do Cabug loja de
miudezas junto a botica.
tsr Urna porgo de cera de carnahuba .
muito alva e preco commodo e fumo em
follia para charutos : na travessa do Rozario
loja de cera n. 3.
HT No Recife na ra da Cruz escripto-
rio de Joe Antonio Gomes Jnior, se vende
por prego commodo superior panno de l-
nho chegado prximamente da IIha de S.
Miguel.
tsr Na ra da Guia junto a Antonio Tei-
xeira Lopes em urna venda se vendem
bixas boas a 240 cada urna.
tsr Um escravo do servigo decampb ga-
nhadorde ra e com officio de serrador :
na ra atraz dos Martirios n. 56.
Urna mulatinha de 11 annos, de bo-
nita figura propria para so mandar ensilar:
as 5 pontas n. 32.
Urna escrava de nagaO de 3o annos ,
cozinha o ordinario ptima lavadeira de
varrella e tem muita pratica do servigo de
campo : no pateo do Tergo n. 139 no segun-
do andar.
"** Panos finos de todas as cores a a 2560
o covado e superiores por prego commodo ,
pegas de bretanha de rolo com 10 varas a 2# ,
chapeos francezes superiores para homem a
6ji bretanhas de Iinho puro de seis varas a
4ji a pega cortes de chita patente e de pa-
dres a 2500 e 3> ditas de cassas pretas u
2200, chitas e cassas de bonitos padres a
160 e 180 e muito superiores a 240 cha-
les de la a 1600 ditos de mitim a 800 meics
ditos de chita a 480 lengosde cassa de qua-
dros para grvala a 320 ditos de seda para
mo a 320 ditos finos a 800 de cassa pinta-
dos e de chita a 160 ditos de seda com fran-
ja para senhora a 1600 babados de linho do
porto a 160 a vara e franjas de todas as lar-
guras para cortinados a 12o ganga azul iza
a 90 rs. o covado, fustes para colle a 400 o
covado, ecorteydesarjaa I#, rendase bicos
do linho mantas de garga meias de seda
pretas e de cores tanto para homem como para
senhora chila e algodo azul com vara de lar-
gura e algodo branco americano tudo pro-
prio para ropa de escravos cobertores de 15
a 1600 ditos de algodo para escravatura a
6i0 e de lodos os lmannos por prego
commodo alem destas um completo sorti-
mento de fazendas por barato prego na loja no-
va de Antonio da Cunha Soares Guimares ,
na ra do Crespo D. 8 lado do sul.
tsr A pagamento um sitio perto desta cida-
de com boa caza de vivenda feita de pedra o
cal boa estribara para trez cavados bas-
tantes arvoredos de fructos terreno sercado
para seis vacas de leite, muito bom lugar para
olariag por ser abeira do rio e ter barro den-
tro do mesmo sitio e ja tem urna o.iria co-
berta decapim ; quem pretender dirija-se a
ra da Cadeia armazem n. 40 defronte da
ra de Madre deDeos.
tsr Ositioquefoi do fallecido Paula Pin-
to na povoagodoa Affogados, o qual tem pro-
porges para se edificar cazas em numero de
50 a 60 icando um grande terreno urna
grande baixa e um excedente viveiro no
fundo do mesmo sitio, e nao se adiando com-
prador de toda elle tambem se retalha em
pequeos sitios ; os pretendentes dirijao-se
ao mencionado sitio a tratar com o seu pro-
prietario Manoel Joaquim do Reg e Albu-
querque.
tsr Um terreno com 60 palmos de frente
e 300 de fundo no lugar da estrada nova da
capunga com arvoredos de fructo e serca de
madeira propria para edificar urna caza : a
tratar na ra Nova D. 45 loja de chapeos.
tsr Bules assucareiros, mantegueiras e
lijellas de metal branco torneirasdo mesmo
de patente candieiros escrevaninhas de
fumadores e almofarizes de lato serin-
gas de lalo e de estnho e outras diversas
obras de metal e lato e estando por pre-
go commodo : na ra Nova defronte da Igreja
da Conceigo dos Militares n. 38.
tsr Um escravo do gento de angola ida-
de de 35 a 37 annos sadio esem vicio ,
proprio para o servigo decampo /bastante
possante : na ra de S. Gongalo a tratar do
ajuste com Manoel Elias deMoura.
tsr* Para fora da provincia urna escrava de
nago angola sadia cozinha o ordinario ,
ensaboa e engomma liso: no Pateo do Car-
mo n. 22 das 6 as 9 horas da manh e
das 4 da tarde em diante.
ESCRAVOS FGIDOS
tsr Qualquer authoridade policial ou capi-
to de -.-ampo poder* aprehenher a escrava
Elena que fugio no dia 18 do corrente, he bem
leita de corpo, meia dentussa, alta do genlio
da costa da mina, ter 30 annos de idade, es-
ta escrava est recolhida nesta praga parano
hirparao engenho que athe fugio da cama-
rinha onde eslava posta, certeza aonde ella
estrecoIhida;d-se 100* de gratilicago a
quem a pegar leve-a a Joze Mana da Cunh
Guimares ou aosr. Manoel Gonsalves da Ro-
cha.
tsr" Fugio no dia 18 do corrente da caza
de Manoel Joaquim Ramos e Silva um mole-
que crelo de nomo Barnab veio do Mara-
nho no Brigue Escuna Carolina esta ultima
viagem tem os signaes seguintes : estatura
regular, 18 annos de idade pouco mais ou
menos fala desembaragada e tem principio
de alfaiate foi vestido com carniza de risca-
do caiga branca muito suja com um re-
mend em cada joelho mais branco que a cai-
ga ; roga-se as authoridades e mais capites
de campo a aprehenso do dito escravo e de o
levarem na ra da Cruz n. 26 a caza do au-
nuncianle.
tsr No dia 13 do corrente fugio um negro
de nome Audr alto cheio do corpo pa-
rece mogo de idade 40 annos pos grandes ;
quem o pegar leve a caza do sr. Lourongo Jo-
s das Neves na ra da Cruz do Recife que
ser bem bem recompensado.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842.


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