Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04799


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Full Text
Annode 1842.
Qtrarta Feira 19
Tildo apora depende de nos mesmos ; da 10111 prudencia moderaco e energa : con-
tinuemos como principiamos e aeremea apuntados com admiraco entre as Nacoes mais
cultas. (Proclamacao daAssembla Geral do araiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna Paraib e Rio grande do Norte, sandia e sextas (eiraa.
Bonito Garanhutib, 40 e 24"
Cabo Serinhaem Rio Formozo Porto Cairo Macei e Alagnas no 1. H, t 21,
Jjoj-vista e Flores 43 e S Santo Ant">o quintas feiras. Olinda todos oa das.
DAS DA SEMANA.
\1 Se. Hedures Duqueta And. dj J. de D. da 2 r.
. t rere. (, Lucas Krantfelisia. Re And do J. de I) da \ r
4!) QuMt. Pedro de Alcnnlara F. M Mm. Aud. do J. de D. da 3. r.
j0 Q> nt. s. Jo i Canelo \od do juii de D da 2 r
?4 Srxt. s. rsula esuns Comp Mm. Aud. do J. de D. di i', r.
2* Sab. s. Mari* Salom-, Rl. Aud. do J. da D. da 3. r.
J l Un, a J0A0 Capistraoo F.
Preamnr do dia 19 de Outubro.
i. l> ^ora 8 aa. da nunka.
2. a ;> hora e 42 m. da larde.
de Outubro. Anno XVIII. N. 226.
O Diario publica -se todos 01 das qae no orem Santificados : o preco da assignatura ba
de tres mil res por quartel pagos sdfanladoi Os annuncios dos assignantes sao inserido*
gratia e os dos que o nao forem raiao de SO reis por linha. Aa reolamaeSes dereaa aer
dirigidas a esta Tipografa roa das Cruies D. 3, su praca. da Independencia loja de lirrof
Numero 37.e 3S.
CAMBIOS no da 18 de outubro.
Cambio sobre Londres 20 J Nominal
a Paria 365 reis p. franco.
Lisboa 40fi por 100 nominal,
Mosda de cobre 3 por 100 de descont,
dem de letras da bas firmas i \ a J.
compra venda.
Ooito-Mo.da d. 6,400 V. 15,400 15.600
. N. 45,20.) 15.400
de 4.000 8.300 8 iOO
PaUTi-Palacoee 1,720 .740
u Peros Colaannares 1,720 1.740
dito Mexicanoa 4,720 1,740
anuda 1,580 1,620
Loa Nora
Qoarl. craso.
Loa cheia
Qoarl. sing.
PHASEN OA LOA NO MEZ UE OUTUBRO.
a 4 si 4 hnraa e 6 m da manh.
11 aa 4 h..ras e 22 aa da manh.
a 19 a 8 koraa a 53 a. da manh.
a 26 -s 10 hnraa 23 aa. da tard.
IIA RIO HE PKKrVAMBUCO.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DI.V 11 DO CORRENTE.
OlTicio A cmara municipal do Pao do
alho, significando-lhe que approva aarro-
inalaQo do contracto da laxa sobre os ms-
cales e boceteiras pelo preco de 50j500 rs.;
e quedeveporem administracao o coiicracto
dos dizimos ; visto nao terem apparecido li-
citantes na segunda praga e nao convir ac
ceitar a quantia olTerecida pelo cidado For-
tunato Joze de Arruda.
Dito Ao delegado do termo de Pao do a-
llio ; coinmunicando que foro entregues ,
e tivero o competente destino, o recruta Pe-
dro Martinho de Alcntara, eo desertor A-
mara de Barros Souza de que traa em seos
dous oflicios de ll do corrente.
Dito Ao chefe 'da legio de Iguarag ,
dizendo, que nao poile ter lugar a baixa ,
que em ollieio de 7 do crrante requisita ,
para o recruta Luiz de Franca.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda remetiendo o roquerinvnto do capi-
to Adelo Lopes de Santa Auna fnn de
que na conformidade das ultimas ordens
imperiaes Ihe mande pagar o que Ihe com-
petir pelo tempo que servio de mandante do
ierceiro batilho d'artilhara p. -r- Partici-
,pou-se ao commandanle das armas.
Dito A cmara municipal do Liinoeiro ,
approvando as arremataco.-s dos contractos
do disimo de miungas impostos sobre os
mascastes e boceleiras e de cepo ecurral,
por tempo de tim anno ; sendo o primeiro
por 534i reis o segundo por 98, 100 reis ,
e o terceiro por 158,) reis.
Dito Aoengenheiroem chefe das obras
publicas, autorisando-o despender mais
202,7I5 reis com o acrescimo d'obras no oi
lavo tango da estrada de Santo Anto.Com-
municou-se ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes e ao inspector liscal das
obras publicas.
COMMANDO DAS ABMAS.
EXPEDIENTE DO DA H DO CRRENTE.
Oflicio AoExm. Piesidente, remellen-
do llie informado o requerimento ile Jezuino
T.tvares de Souza que aupplicava ser no-
meado olf.-res du batallio de infanlaria de
guardas naeona.-s destocado a que perlen-
cia nomo primeiro sargento.
[),t,, Ao m.'srno Exm. Snr. commu-
nicando-lhe qu tendo nomeado oconselho
de gUefra qu d>-via juli?r o sol la.lo Cha-
gas ta companh a d'aitilices, pelo iiorrivel
attentado platicado na guarda.da cadeia na
manila lo da 2 d crrente e havendo re
commendadoao presid ule do me.imu conse-
lho que o lizesse logo convocar, aira de
Ihe dar ageite andamento que o caso e
a diciplina exiga deixou de ter a convoca-
golugar porque o auditor, bacliarel Ri-
gueira Cosa participara que no dia J5 ti-
rilla de abrir na villa de Iguarac a sesso dos
jura los. E porque nos Crimea militares de
natureza grave nao poda servir um capilo de
auditor, e coiivinba que o julgainento do
soldado losse o mais possivel immediato a
perpetrado do diliclo; rogava a S. Ex. hou-
vesse de tomar una providencia a respeito do
impedimento do auditor.
lo Ao mesmo Exm. Snr. informan-
do o requerim< uto doartilice Manoei Ciraco
da Fonceca que estando na ilha de Fernan-
do fazendo e concertando vaiias obra* de
tan >viro pedia se Ihe abonasse nos das em
que trabalhasse o jornal de 560 reis que
percebia no arsenal de guerra e nao 1G
que pela ilha Ihe era abonado.
DitoAo mesmo Exm. Snr., signili-
cando-lheem cumprimento ao seo despacho
de iOdo corrente. que o recruta Luiz de
Franga fora preso pelo delegado supplenle do
termo de Iguarac e remettido pelo chefe
de polica no da 7 do corrente para assentar
praga que se virificou no batalhao pro-
visorio.
Dito Ao lenlo coronel commandanle
da ilha de Fernando respondendo ao seo of-
ficio de la de maio desle anno ao qual a-
companharSo as relages de pagamento e de
alteraces do destacamento que estava pago
at o ultimo de abril ; aecusando a apresen
tagSodas 6 pragasque regresso da ilha por
dillerentes motivos, e de varios papis que
tivero o conveniente destino.
Dito Ao mesmo aecusando recebido os
mappas da forga do destacam nlo e do ar-
mamento corrame, e equipamento do
mesmo e o attestado do falecimenlo do pr-
meiro cadete Esteves d'Almeida que cumpria
sentenca na ilha. Conclua signicando-llie,
que mili presenteira Ihe havia sido a commu-
nicaco de que a ilha estava em perfeita
tranquilidade, reinando a maior armona
ntreos olliciaes e empregados e de con-
servarse a tropa com a maior subordinado ,
e deriplina.
Dito Ao mesmo, participando-lhe, que
o primeiro lente Pompeo Romano de Car-
valho segua no pataeho = Pira pama = a
render o tenenle Francisco Antonio da Fon-
ceca Galvo ; restituindo-lhe os requerimen-
tos de varias pravas do destacamento que
pedio retrar-se para que os derisse co-
mo entendesse de justica e de convinieneia
para o servido e dando-lhe outras disposi-
c,es sobre ohjectos militares.
Dito Ao mesmo dizendo-lhe que o
commandanle do patacho = Pirapama = ,
Ihe entregara a quantia de4:97iii0 reis,
importancia dos vencimentos do destacamen-
to atofim do corrente outubro lim de
ser pago no sentido que indicavo as relajos
de pagamento que a referida importancia a-
companhavo. Tambem se Ihe remettia o
fardamento vencido constante das relacoes
numero le2, e communi^ava-se-llie que
hia ren-ler ao cirurgio Costa o cirurgio
JozeSoares de Souza o qual percebia so-
menle urna gratiici^o de 60^ reis mensaes
e qu artifice Ciriaeo da Fonc-ca devia re
lirai-re s^ por acasj tivesso concluido as o-
bra.s que foi fazer.
Dito Ao mesmo mandando addir ao
ilnslaca-nento da Iha o soldado de cavalla-
ria J ize Teixeira de >ouza alirn de lazer o
servieo que Ihe competisse.
Dito -- Ao major Joo Paulo Ferreira ,
riara que informasse se rec-bera alguma or-1
tem para a dispensa dos guardas Francisco
das Chagua Pacheco Felippe Nery de Bar-
cellos Horneados inspectores de quarteiro
rielo delega 'o do termo de Iguarac e se
na Ibrca existia o sargento Joo Antonio Bi-
heiro inspector do segundo quarteiro do
Fragoso.
Dito Ao capito Francisco de Paula Met-
ra Lima dizendo Ihe que o furriel Dias Vi-
e ra leva va a ser-lhe entregue, a quanlia de
24>800 importancia das etapas das trez
pragas que se trataro na enfermara e da
gratificarlo da*mulher que curara os bexi-
gui-ntos em stia casa.
Pito Ao commandanle da fortalesa de
Itamarac diz'-ndo-lhe que as folhas dos
seos vencimentos devia abrir urna casa pa-
ra observac/jes e que alem das salvas dos
dias 7 de setembro e 2 de dezombro de ca-
da anno devia dar tambem a do orago.
Dito Ao dezembargador chefe de poli-
ca signilicando-lhe que assentara praga o
recluta Malinas Francisco Bibciro mencio-
nado no seo nflicio d'hoje.
Dito Ao delegado do termo de Nza-
reth, que o sargento Ordonh levava a impor-
tancia dos vencimentos do destacajiwoto
relativos ao mez de setembro ultimo, merio
os do capilo, cujos recibos voltaro por
nao eslarem conformes.
DitoAo delegado do ternv do Pao do
albo, reinvian lo-lhe os pipis de contabi-
lidade pertencentes ao mez de setembro ,' pa
ra serem reformados no sentido da nota lan-
Qada pelo commissario liscal do ministerio da
guerra.
Dito Ao commandante da companhia de
artfices, dizendo-lhe que icara de posse da
resenha e recibos dos lOcavallos que com-
prara para o parque d'artilheria da mesma
companhia.
dem do da 12.
OlTicio Ao Exm Presidente, remetten-
do-lhe a conta do importe do az*ile dispendi-
Jo pelo capito Adelo L. de Santa Anua ,
com trez luzes fornecidas ao quaitel do desta-
camento do termo de Serinhaem do primei-
ro 4 do corrente, e rogando-Ihe a expedic-
qo de suas ordens para serem pagos osal-
lugueis das cinco cavalgaduras que conduz-
rSododito termo para esta capital a baga-
gem dos oiTiciaes e do destacamento sendo
duas de Alexandre Rodrigues da Silva duas
de Antonio Francisco e urna de Joo Sole-
ro Rispo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. envian-
do-lhe informado o requerimento do capi-
to A. L. de Santa Anna que pedia se Ihe
mandasse abonar a forragem a que ,tnha di-
reito pelo tempo que servio de mandante do
batalliSo Ierceiro de artilheria a p isto
de 4 d'abril a 31 de maio e de 9 a 17 de ju-
llio do corrente anno.
TRIBUNAL DO JURY DO RECIFE.
PRESIDENCIA DO SNR. DR. MENES.
Sesso de 5 do corrente.
Maria doCarmo dasChagas, vuva de Ma-
noei Lopes crila de 30 annos, moradora
no Ribeiro grande da comarca do Liinoeiro ,
onde Pira por crime de homicidio nte pessoa
de seu marido condemna la 23 annos de pri-
so simpl-'S e protesta, a por novo julgamen-
to em 28 de Janeiro desle anno ; foi ahsolvi-
da. O Snr. Dr Pro uotor interpoz o recurso.
Sesso do da 6.
Romano Joze Correia branco solteiro ,
de 20 annos, morador na Pao do Alho e ali
cond"rnna homicidio em Severino, escravo de S bastio
Antonio Paes Barreto em 29 de Noveinbro
dj anno passadn ; foi absolvido.
Sesso do da 7.
Joze Eleuterio de Mello Franco pardo ,
vuvo de 56 annos morador nesta Cidade ,
ac usado por uso de armas prohibidas ; foi
condemnadoa 7 mezes de priso simples.
tem-se inventado pregaras jmellas das casas
desterrando assim elhs a luz do da para
que as cr^angas posso permanecer quietas na
cama : nao ternlo os piis nada que Ihes dar a
comer, poupo da qnalle modo a dor de ou-
vir os seus clamores. Nos' Con.lados de York
e .le Lancaslre familias intuirs tem-se costu-
mado a levantar-se da cama um da sim ou-
tro nao : antes de se deita^em rezo em com-
munidade e pedem a I) -os a gra^a de as nao
accordar. Alguns funinlos ensaio urna por-
oso de experiencias em si mesmos. Varios
teem le i tu a observado seguintc que he
digna da attenco dos pbilosophos : como a
agoa he a nica substancia propria para en-
cher o estomago que podem obter com facili-
dade, leem observado que bebendo urna
grande porcoedeitando-se logo ; se applaca
a fome por algumas horas. Sim o povo dos
districtos fabris applica-se com seriedade e
com solemne attengo arte inteiramente
nova de supportar a fome. P. do P.
miRio m pkhwiiiu co.
fcaXTERIOB.
ARTE DE SUPPORTAR A FOME-
Quasi todos os dias damos aos nossos leto-
r-'s noticia dos progressos espantosos que a fo-
me faz em Inglaterra; n'esse paizcuja ambi^o
nao conhece outros limites mais do que os do
inundo e que nao t'-m pao que dar a milha-
res de filhos seus. Vamos transcrever agora
um paragrapho que nao duvidamos far estre
mecer mesmo o homem maisduio do cora
Qo.
Urha nova arte (diza Chronica de Puf-
olck ) nasceu em Inglaterra. Este povo en-
genhoso famoso at aqui por invengoes que
teni augmentado o poder e os gozos da huma-
nidad' applica agora as suas faculdades para
descobertas d'outra naturesa : est estudando
e platicando hoje a arte de sollrer a fome. Os
progressosda nago ingloza ne>ta novacarreira
sao assombrosamente rpidos: Na Escocia
A cabamos de receber folhas de Lisboa ( o
Nacional e o Diario do Governo ) que alcan-
co a 3 de Setembro p. p. mas nada adan-
lo s noticias de Portugal recebidas no prin-
cipio do corrente mez por via do Porto re-
lativamente a negocios polticos d'aquella
Beino. As relacoes com a llespanha nao li-
lil fu offerecido alterarlo. As ultimas fo-
lhas de Madrid ero de 24 e 25 d'Agoslo ;
porem nao continho cousa alguma d'inte-
ressante para leitores estrangeiros.
A'PEDIDO.
OraQo que recitou o Exm. e Bmo. Snr. Bis-
po D. Joo da P. M. Perdigo no dia 29
de Setembro na Igreja do Recolhimenlo de
N. S. da Gloria por occizio da primei-
ra cominunho das Educandas doCollegio
Espirito *anto.
Qui manduca! meam carnem,el hbit meum
sanguinem babet vitam aternam et ego
resuscitabo eum in novissimo die.
AqiD'lle que come a minha carne e be-
be o meo sangue possue a vida elerna, e eu
o psuscitarei no ultimo da. S. J C. 6.*
V. 55.
Jamis duvdeis carissimas filhas, da ple-
na satisfago e completo regosijo com que
comprelo hoje wste sagrado Templo dedi-
cado Ma de Dos soh a invocago de N.
S. da Gloria onde to b'm comparec para
solemnisar seo li-licissimo transito, testemu-
nhando qual a sublimidad* d'este inefavel mis-
terio quo pamente acreditamos qu indo
nossa Mi a Santa I. e a instruco dos SS.
PP nos persuddem que o sacratissimo Cor-
po da Mi de Dos Templo do Esp. Santo ,
jamis devia jazer sepultado no corago da
trra para suportar os horrores s^pulcraes.
Mais de urna vez bern digo a Providencia ,
que inspirou o acto, que ora celebramos ex-
citando o zelo pastoral para pessoalmente vos
dirigir esta Exortago e por meio d'ella vos
insinuar o sincero e puro amor d'aquelle,
que hoje pela primeira vez se digna visi-
tar vossas almas a cujo respeito est o meo
espirito como arrebatado na consideraco d'a-
qwella Dignidade, e predilecto com que
neste dia vos quer agraciar o Divino Esposo.
Atienta vossa tenra idade parece-me que
nao vos he possivel comprehender anda ,
qual a preeminencia que hoje vos constitue
superiores aos mesmos Arijos. Perlendo po-
rem faser-vos ver qual o dogma da Transubs-
t.mciaco do pao no Corpo real de J. C. pa-
ra que quanto punten aprehender o bene-
licio de que neste ditoso dia soeg partici-
pantes a fim de que vossa affectuosa e e-
lerna gratulan glorifique o Auctor do Sacra-
mento que pertendeis receber pelo miuiste-



HS?tH"
2
rio de um sacerdote J> que ingenuamente e| Corpo real deJ. C. ; bem como deves estar
Un

i<

r* i


com a maior justica se reconhece o mais in-
digno de que era suas mos posto que sa-
gradas seja collocado o Pao dos Aojos.
Regosijo-me extraordinariamente que na
Cidade Episcopal de Pernambuco e durante
aduiinistragod'um Prelado intercssado na
perene ventura e temporal prosperidaJe de
sua Gre se pralique urna acgo mais bri-
Ihante um acto da inaior edificado urna
ceremonia inteiramenle nuva.
Nao sendo porera de minha intengo pro-
crastinar a recepgo do Pao Anglico era TOS-
sas almas por que vos considero vidas de
gostar quanto antes esle prestantsimo I) un ,
ou por que vossa dbil compleigo m'induz a
crerque nao devo ser prolixo em urna OCCa-
sio na qual he mister nao retardar o desig-
nio proposto rogo a Providencia que vos se-
ja propicia, permittindo se. reahsrn nossos
pius intentos gravando em vossos corg6es a
'doutrina annunciada pelo menor dos Prela-
dos da Santa I. para em tempo proprio ,
produsir os fiuctos, que de vos s'espero, con-
formes com aquelles que as plantas odorfe-
ras produsem junto das agoas.
O mesmo Auctor dos Sacramentos vos orne
daquellas virtudes que vos constituyo d'al-
guma maneira dignas da receberdes em vossa
alma o Sacramento Eucharislico, quando vos-
sa devogo ou o dever, vos attrahirem rei-
teraco d'este fervoroso exercicio, o mais pro-
prio a concorrer para a santificago das al-
mas que com as melhores disposiges o fre-
quento.
Suplico voss'atlengo e que passeis a re-
lectir quanto vos desojo ser til pela presen-
te allocuco dirigida a promover vossa pie-
dade e a manter vosso fervor consideran-
do-vos firmes na crenga do dogma Eucharis-
tico para que este Sacramento, instituido
para vos corroborar na pratica de todas as
virtudes vos previoa contra os vicios que
vos constituo indignas de senles introdusi-
das na meza qual preside o Rei Celestial ,
que exige dos convidados a maior pureza de
costumes declarando ao mesmo lempo a pe-
na eterna contr'aquelles, que se sento a ni -
im sublimissinia destituidos da veste nup-
cial significativa da caridade com que llove-
mos de todo o curasao amar a Dos, e ao pr-
ximo como a nos mesmos.
Animado pela confianza de que estaes dis-
postas para receber o Sacramento Eucharisli-
co, e tao bem a sua virtude, considerandovos
instruidas sobr'estes doiis objectos da maior
importancia au devendo ignorar que urna
cousa he o Sacramento oulra porem a sua
virtude, rogo-vos elevis vosso espirito -
quelle, que se digna recrear com su real pre-
senta vossas almas naquefle memoravel dia ,
em que a Santa I. Cara Esposa de J. C ,
celebra a memoria do Principe dos Anjos, o
glorioso S. Miguel.
Supcai a este purissimo Espirito vos con-
ceda urna completa victoria contra vossos ini-
migos espirituaes. Coniai-lhe vossas almas,
para que quando tenhao de subir presenga
do Criador a este sejo aprcsentadas pelo
ministerio de lo poderoso Protector desti-
nado particularmente a condusir as almas pa-
ra o Paraizo Celeste. Esta feliz recordarlo
vos ministre um vivo incentivo para nao
praticardes aeges que rffendAo su'amavel
presenta, posto que invisivel. Em vossa
nabilago e em qnalquer lugar prestai a
esle sublime conductor das ai.nas a maior
reverencia. Considerando-o sempre presen-
te nao queiraes praticar o que nao vos atre-
verais praticar diante dos liomeni e se du
vidaes drs sua presenga por que nao he. vi -
sivel altendei que a presenga dos objectos
to bem secoinprova sem que sejo mani
festados diz S. Bernardo. Invocai seo es-
pecial patrocinio em todas as occasioes peri-
gosas convencidas de que jamis omitlir
aquella prolecgo que por vos Ihe for supli-
cada. O mesmo Espirito de que ora nos re-
cordamos queira interceder por mim para
dignamente proferir a doutrina de J. C. e
por vos para lhe prestardes a devido at-
teugo.
* Couvinha que o discpulo a quem J. C. ri-
Jiutou maior predilecco, toase aquelle, que
particularmente nos instruisse a respeito do
Sacramento Eucharisticu. Este dis<-ipulo nos
refere que estando J. C. em Cafarnaum ,
Cidade Metropole da Galilea depois d'expen-
der na Sinagoga a doutrina entao obscura ,
sobra manducago deseoCorpo, abertamen-
le d?clarou : = Eu sou o Pao da vida. Vos-
sos pas comero o mann no deserto, e mor-
rero. Aqui est porem o Pao que desceo
do Ceo para que tod'o que d'elle Comer ,
n;io morra. =
Acreditai filhas sempre dilectsimas, que
certas que h espiritual a morte que elle
menciona virilicad'a qual, nos constitui-
mos reos de morte eterna justamente im-
posl'aquelles que presumem receber indig-
namente o adoravel Pao dos Anj assegura o Apostlo em sua Ep. aos Cor. Ca-
pitulo 11.
Asseverando J. C. ser elle o Pao vivo, que
deseco do Ceo, e que se qualquer comer d'es-
te Pao vivir eternamente quem pode con-
ceber a menor duvida cerca de tal asserso:'
J. C. anda boje nos diz : = O Pao, que vos
dou he a minha carne para ser a vida do
mundo. =
Quanlo os Judeos contendido soh'a man-
ducarlo da carne de J. C. Ihes allirma este
amavel Salvador : = Na verdade vos dio,
que se nao comerdes a carne do Filho Ho-
rnera e beberdes oseosangue, nao vivereis
eternamente. = De cuja doutrina he mister
collegir, que assim como o corpo humano nao
pode subsistir sem o alimento indispensavcl
sua conservarlo do mesmo modo nAo pode
Vivar a alma sem a espiritual nutrigo que
oCorpodeJ. C. Ihe cara nica. Eis a causa
por que elle nos declara que a sua carne he
a verdadeira comida e o seosangue a ver-
dadeira bebida. Diz mais : as Todo aquelle,
que come a minha carne e bebe o meo san-
gue existe em mim e eu nelle. = Piaso
por que dice S. Cyrillo Bispo d'Alexandria :
= Do mesmo modo que urna porco de cera
fluida unida com outra constitue urna s por-
co assim to bem he urna s cousa com J.
d'onde resulta a abominavel adheso aos vi-
cios, misrrima mente preferidos pratica dos
deveres christos. Que diflerente porem he
o procedimento dos verdaderos catholicos ,
quando animados pelo exercicio d'estas 3 vir-
tudes e convencidos de sua indignidad,
frequento a meza anglica para cumprirem
o preceilo deJ. C., e o de sua esposa mili-
tante .' *
Era presenga de tal demonstrago, no ha-
ver quem lamente a inf hz sorte dos que se
olvido de satisfazer um preceilo insinuado
por J. C. para estar em vigor al consuma-
gao do seculo ?
Quai.do J. C. dice aos apostlos e por es-
tes nos : Recebei, e comei, este he o raeu
corpo lasei isto para memoria da mais emi-
nente e extraordinaria predilecgo, que ex-
tremosa e excessivamente lenho demonstra-
do para com o genero numano prezent
lhe eslava a espantosa ingratido dusdeso
hedientes a este preceilo, pelo qual inten-
tou attrahir taes refractarios. Tinha prezen-
te digo, a deploravel dureza d'aquelles, que
com o maior escndalo repugno ou lalvez
deteslo preslar-lhe aquelle reconhecimento,
que o exuberante penhor e testemunho ir-
refragavel de seu amor de nos exige quando
excedente a ludo que podemos supplicar, e
conseguir.
Que pavorosa cegueira porem a d'aquelles ,
que se privo a si mesmos de tantos dons ,
jos maiores beneficios e das superiores Gra-
gas, anexas a este Sacramento Eis a cauza
por que a muitos nao he permillida a recep-
C. aquelle, que o recebe dignamente em gao do sacratissimo Viatico na ultima hora da
' ar- a. *. I __*______ata!, k ----aa, ._ ni. raja lUmn Lava HA W* fMii iHl
su'alma. = E nao ser lamentavel a infeliri-
dade dos que se privo voluntariamente dos
effeitos d'este Divino Manjar para viverem
separados de J. C. pela culpa ?
Teraei, filhas, urna tal separago, quan-
do esta nada menos importa que a eterna
reprovago J. C. vos convida dizendo-vos
porS. Thomaz que nao ha nago quego-
ze deoses lo prximos a si como a nossa ,
cujo verdadeiro Dos, sempre nos esl pre-
sente e de quem somente a culpa nos pode
allongar.
Quantas Nages que anda boje adoro deo-
ses que tem mos e nao a pal pao boca, e
nao fallo ps e nao ando, quererio go-
zar a prezenga do Dros vivo qua! o nosso ,
sempre pronto a beneficiar suas criaturas ,
nao Ihes sendo permitira esta prerogativa ,
por justos juizos e inexcrulaveis conselhos
da Divina Sahedoria ? Execravel deve ser pa-
ra nos o exercicio das paixes, que nos arro-
jo na mais perigosa separago pela qual se-
remos equiparados aquelles incrdulos disc-
pulos do Salvador que de mo grado offendi-
dos da doutrina de seu VJestre determin-
ro abandon-lo para nao mais o seguirera ,
porque sua conducta degenerada nao poda
supportar a magistral instruego dirigida a
censurar sua incredulidade a respeito d'uro
Misterio no qual J. C. manifosta a mais ex-
cellente caridade, exposto, atao fim dos S-
culos por amor dos homenss aos maiores in-
sultos, e ptofanages d'aquelles mesmos, que
proft-sso acreditar sua doutrina.
Sendo porera do nosso mais estricto dever
tributar a este Sacramento a maior venerago,
e o mais profundo respeito acompanhadodo
sincero reconhecimenlo prestemos-lhe tam-
bem fiel, e aflectuosa adheso para que to
preciosa iguaria afasle de nos aquelle tedio ,
que exprrimento os que lhe sao desaffeigoa-
dos ou onposto.i. Nossa viva f repare a in-
credulidade dos corages que existem como]
submergidos no gelo da mais resfriada infide-
lidade.
He verdade que jamis podemos comprehen-
ler a admiravel suavidade d'este Sacramento ,
e que nos devemoscon-dderar lidiarnos de sua
recepgo, porem estas saudaveis reflexes, que
nos devem indusir a praticar as disposiges
exigidas para gosarmos to sublime dadiva ,
nao impedem o frequenle uso da commu-
nho ; pelo que, reputo frivolo qualquer pre-
texto que se possa allegar para nao a fre-
quentar. Se bem meditarmos no diminuto
numero dos que anhelo a proximidade da
sagrada meza comprehenderemos que nao
exisle outra causa lem da comraum maior
parte quero dizer, a carencia de d'es-
peranga e de caridade. De f por que nao
tribulo sua crenga aquelle fervor e zelo
activo que esta exigo em considerado s
palavras da Trans substanciago proferidas
pelo mesmo Auctor e Instituidor dos Sacra-
mentos ; d'onde procede a mais censuravel
ndilIVrenga D'esperanga porque nao ap-
plicao os meios para obterem o fim ; d'onde
provem insuporlavel nausea que j inen-
rione. De caridade, porque nao estSo deter-
exinanigo humana, ou se Ihes he concedida,
quig Ihes nao aproveita !
Reflexionemos por algum tempo nos ter-
nos, o carinhosos sentimentos de J. C, quan-
do prximo sua paix e morte nos de-
inonstrou o mais generoso amor na insttui-
go d'este Sacramento apezar da criminosa
indifferenga ou desprezo que" tinha de se
realisar entre os mesmos, que professo o
christianismo !
Se com efieilo penetrarmos estes sentimen-
tos jamis hesitaremos as supereminentis-
simas provas de seu infinito amor para com
os homens o mais caroobjecto de sua com-
placencia.
O' precioso e admiravel Sacramento ex-
clamou S. Thomaz no quJ como em um
salutfero banquete superafluenle em deli-
cias gostamos as especies do pao e do vi-
Bemaventurados os que possuem a pureza
do corag'io ; el les vero a Dos
Convencidas pois do quanto convem vos-
sa devogo solemnemente venerar e adorar
a admiravel instituigo d'este Sacramento, o
mais maravilhoso. e salutfero no qual bem
disemos a Divina Potencia que pelo mesmo
Sacramento otorga aos qu-< disnamente o
recebem as mais extraordinarias g.-agas ,
o merces tributai-lhe as devidas aeges d'in-
genua gralido mu especialmente quando
prestaes vossa assistencia ao incruento sacri-
ficio acreditando o igual aquelle, que n> .
Calvario foi consuma lo pela effuso do pre-
cioso sangup do Rederaptor. Proponde em
vossa mente e determina aproxmar-vos ao
celestial banquete, abrasadas no fogo da mais
ardente caridade ; elogo que vos retirardes
do lugar santo perseverai firmes m-sta virtu-
de que vos colloque as circunstancias de
resistrdes;s malignas persuasOes d- vossos
inimigos. Meditai na supernal dignidade a
que hoje soes elevadas. Reflccti como J. C.
vos nutre de sua propria carne para vos fa-
zer participantes de sua gloria jamis con-
sentindo que a nutrigo espiritual seja ad-
ministrada como a corporal que recebem os
filhos entregues por suas mes ao estranho a-
limento. Quando a sugesto diablica vos
induzir a praticar aeges que vos constituo
indignas de reiterardes a recepgo do pao an-
glico recordai-vos do beneficio esperialssi-
mo que vos foi prodigalisado certas de
que taes recordagoes sao effieacissimas para
corrigir todo o irracional movimento segun-
do a expresso de S. Joo Chrysoslomo.
Lamentemos com esle santo padre que se
converta em propria ruina o meio mais fcil,
e poderoso de conseguimos nossa salvagfio ,
seo pao, que desceo do co envenenar
nossas almas como envenenou a do Judas
traidor que ainda hoje infelizmente apre-
zenla imitadores da mais atroz e negra per-
fidia.
Segundo o sentimento de Santo Agostinho,
tractando d'este sacramento nada h mais
este prccii'au oano
SII)IUC0U
em figura o
uho trans substanciadas no corpo e san-
gue de J. C. e por meio do qual nos sao per-
doados os nossos peccadbs ao tnesmo tempo
que nos he communicado o aumento de todas
as virtudes !
He offerecido na Igreja pelos vivos, e pelos
morios para que a huns e outros aprovei-
te, attrahidos aquelles pela inefabilidade dos
dons gratuitos que esle suavissimo manjar
em si contem como fonle perene de lodos
os bens; refrigerados estes pelos copiosos fruc-
tos do sacrificio que Ihes he applicado. Co-
mo significativo da immensa caridude com
que J. C- nos ama exige queem nossos co-
rages exista um vivo reconhecimenlo im-
presso no animo de todos os fiis a extensi-
daded'esta caridade que os despert da m-
sensihilidade em que jazem quando huns
por mera formalidade outros por carencia
d'ahrazado ardor se allongo do pao que
vivifica a alrr.a e concede tambem a dilata-
do da vida corporal se esta convem sal-
v.igo to viajmte.
A existencia real de J. C. as venerabi-
lissimas Formas, para segundo a divina
promessa permanecer entre nos athe exi-
nanico do orbe jamis se pode negar. 0
dogma esl estabelecido. Nos o acreditamos,
e somente resta que nossa conducta seja uni-
sona cora a f que professamos. Com esta
concordar o nosso procedimento se urna
vez pela saudavel reflexo nos convencer-
nos que a manducago da carne do Filho do
Homem he a nica comida que pode sa-
ciar nossos desejos e faserque o homem vi-
ador ame as verdadeiras delicias fortifican-
do a alma para o constituir livre da opresso
inmiga, mais eflcazmente rfa hora extrema.
Carissimas esposas de J. C., todas as ve-
zes que a necessidade vos constranger a to-
mar a refeigo corporal, recordando-vos at-
lentamente da corrupgo do alimento que
vos he urgente, esforgai-vos para que vossa
mente occorra aquella deliciosa iguaria que
designa immortal lodo que gosa ventura dea
saborear. Se naturalmente apetecis qual
quer vianda temporal appetecei com maior
avidez, quauto vos seja possivel a proxi-
midade da misteriosa meza presidida pedo
supremo pai de familias que vos convida e
minados a cumpnr os deveres da criatura pa- espera ornadas (.'aquella pureraI que el'c
ra com o Criador c para com o prximo j recomenda quando diz a lodo o Universo. -
limivel, que a separago entre Curalo e o
Christo.!
Deplorando esta terrivel e funesta sepa-
rago que nos faz renunciar a unio que
nos desiuna membros de J. C. b -m como
a observancia de seos preceilos nos designa
templo, em que se dign 'habitar passo a
lembrar com S. Gregorio a grande distancia .
que occorre entre as deliciascoif oraes e as
espirituaes para que nos recordemos do a-
prego que a estas devemos trioutar nse-
paraveis da digna recepeo do Sacramento
Eucharistico.
Quando as delicias corporaes nao sao sabo-
readas causo apetite aquelle que as de-
seja gosar ; quando porem segundo a ur-
gente necessidade satisfasem vidamente o
paladar, immediatamente occasiono uro cer-
to fastio qua a mesina sociedade provoca.
Polo contrario : as delicias espirituaes esto
sempre em tedio quando se nao goso; logo
porem que se disfructao mais se desejo.
Naquellas o apetite agrada a experiencia
o desvanece o desejo produz a saturidade ,
esta o fastio ; mas nestas, o dezejo he peno-
so a experiencia mais deleita ; o apetite
causa a saturidade, esta aqu- lie.
Qual porem a raso porque muitos nao en-
tendera esta lingoagem cerca das delicias es-
piritual ? Fcil he a resposta a este quesito.
Se amassemos os celestiaes praseres aban-
donaramos certamenle os terrenos. Nos
enmprehenderiamos como esles sao viz quan-
do indignes da estima que os mundanos
Ihes trihuto com detrimento de sua salvagao.
Nos os reputaramos contrarios ao unieo ob-
j.-cto que nos devenios propor recordan-
do-nos de sua efmera durigo.
Eis a cauza porque nao saboreamos o prazer
inherente aquellas verdadeiras delicias e re-
cusamos sentir os aprecia veis effnitoa que a
posse d'estas produz naquelles, que Ibes pres-
to perfeila adherencia, e sincero amor ,
convencidos que jamis podem gosar o que
nao apetecem apetecer o que nao gosto ,
gostar o que nao amo amar o que ignoro.
Aquelle que nos crou he o mesmo q,,e
nutre e alimenta nossas almas com sua car-
ne. Nenhum Judas assista na sagrada meza,
nenhuin soberbo nenhum incontinente,
pois que na grande Cea que J. C. prepa-
rou e institua para os que o amo p;-la
exaego de seos preceilos nao pode ser ad-
mittido qualquer vicioso sem que se cuns-
litua reo de divina indignaeo.
Vamos dilectas lilbas continuae a cele-
brago do incruento sacrificio dirigido ao
pai das luzes para que vos inflame no sa-
grado fervor da caridade com que deve ser
depositada em vossa alma a Sacratissiroa For-
ma j Ilustre vossa monte para comprob-




nerdes a ineflabildadc d'um sacramento, cn-
fa'difsna recepcio vos designa superiores
Jjlenidade anglica ; illumine vosso espirito ,
% que conservis illes'a creng* que tri-
buta.* o sacramento que satisfatoramente
vos devo hnJa administrar constituido tal
celas proprias paiavras de^seo instituitor e
finalmente vos esclareca', para dissipardes
aualquer duvida que a maligna influencia
vos possa sufrir cerca d'um misterio que
a hertica pravidade temeraria porem in-
1, letferamente tem combatido.
Aniiiai-vos predilectas esposas do cordei-
r0 sem mancha ; avivai vossa f ; ooflai n>
dador do incremento rlenles da fl l-iidade
de suas in L'fectiveis proinessas em quanto
,u rom o maior preserves entrego a podero-
sissima proterva) de N. Senhora da Clona ,
aUe na qualidad- de mi clemente e pro-
tectora dos que ivlla confio,vos aliste no nu-
mero de suis atl-ciosas filtias, o fleis servas.
Vi-g'>m sempre purissima antes do parto ,
neate e lepois d'este ; julguei conveniente
instruir por meio de minha insulficiencia es-
tas vossas e minhas lilhas cerca da frarefto
do pao celeste qiw neste .lia de feliz re-
cordacfto anhelo minislrar-lhes persuadi-
do que a pratica d'um eoutrodever, me
i,e allribuida. Dignai-vos escular os rogos
dos que a vos recorren, certos da sup-ror
beneicencia coin que acolheis as suplirs
Ata peccadores dos quaes no calvario rostes
designada mi. OHereco-vos, e vos entrego
estas vossas servas determinadas e dispa-
las a receber em sua alma aquello mesmo ,
que em vosso purissimo ventre encarnou
uara'nos remir da escravido. Patrocina! es-
las vossas filhas, para que protegidas por
vos siulo os effeitos de vossa clemente pie-
dade, queasdeflenda de qualquer maligna
influencia. Communrai-lhes um raio da-
ouella pureza urna bis ca d'aquella virgin-
dade, quevosdesignou mi do verbo encar-
nado Preservai-as da culpa para que a
ureza dos coslumes seja o alvo a que di-
ijao todo o seo desvelo. Como despensadora
dos inesgoslaveis e superabundantissimos
thesouros confiados vossa distribuido ,
derramai sobr'ellas aquelles auxilios e gra-
cas que Ibes sao urgentes para amarem a
virtudc e odiar os vicios. Senhora Mal de
Dos em cujasmosa divina providencia
depositpu nossa sorle, fasei doscer sobre
nos vossa misericordia, cubra-nos a fimbria
de vosso manto sob o qual s'acolhem os a-
l.bulados, para seiitirem vossa eflicaz pro-
tegi. Alxmgoai estas tenras plantas e as
condusi pelo caminho que devem trilhar ,
para obterem vossa fruico na eterna gloria ,
or.de vivo -e reincm por todos os seculos
dos seculos.
.5-
lous vigsimo segundo da independencia e I gente e da necessidade de estudar a lingoa
do imperio do Brasil Escrevi e assignei
Em f de verdade.
Francisco Ignacio de Athahyde.
A' PEDIDO.
Julgo improcedente a denuncia contra Do-
mingos Das dos Santos por nao haver pro-
vas q\ie meconvsngo do faeto criminozo ;
porque o dito da primeira testemunha nao
pode fazer carga ao denunciado por ser in-
vcrosimilimo que alguem confesse um fac-
i criminoso a um ofiieial de jostra que
lhe vai fazer urna citago ; o da segunda igu-
almente nao prova o facto de que traa a
denuncia, por se referir somente aodito da
supposla lesada que nao poria duvida d-
guma em ir langando as primeiras pedras
para o edificio da maldade ( o que he mul-
to verosimivel avista do depoimento da Ier-
ren-a iMtemunba ; ) o dito da lercein b'm
longe de oflVnder ao denunciado o favore-
ce por mostrar que a inculcada senhora da
escrava quera prurar um fcetocriminoso coa
tfslemonhas compradas; a quarta nada dis-
se; o dito da quinta nada prova por funda
ella sua s'.-ieiicia a cerca da fado em tradic-
ces, lamben i vagas, occorrendo demais a
mais a fuV r do denunciado os altestados im-
portantes, que apprefentoM em seo favor ,
particularmente o do Mas-arenhas que ale
afiirma que o denunciado sempre fora senhor
da e.crava qu- se diz roubada por elle ;
pelo que seja o denunciado sollo da prisio
r.m que s- ada e pague a cmara munici-
pal as costas. Recife vinte oilo de S-temhro
de mil oito Rentos e. quarenla e .lois. Jo*0
Antonio de Souza Bellio de Araujo Pereira.
E nada maisse continha em dita sentenga ,
que eu escriv por virtude do despacho re-
tro bem e (luiente copiei por certido do
proprio original que se aclia nos autos res-
pectivo* aos quaes me reporto ; e vai na
verdade sem cousa que duvida faca coi ferda
e concertada na forma do estilo e por mim
escripia e assignada nesta cidade doRecife de
Pernambuco Sos quatorze das do mez de Ou-
tubro do an no do NascimentodeNosso Senlior
Jezus Ciiristo do mil oito ceulos e quaruuta e
COMMEKCIO.
ALFANDEGA.
Rendimento dodia 18 d'Outubro 8:343074
DESCARREGA HOJE 19 DE OUTUBR0.
Brigue Dinamarquez = Bornholm = Fari-
nha.
M O V l M E iN T O DO P u i u
NAVIOS SAHIDOS NO DA 17.^
Babia ; Brigue Hespanhol Ronda Cap. Ja-
ms Rold carga a inesma que. trou&e.
Babia e Rio de Janeiro., Barca Ingb-za Crea
more Cap. Tlnmas Slapley com a ines-
ma carga que trouxe.
ENTRADOS NO DA 18.
Barcelona e Malaga 5 60 das Patacho II >s-
panhol Cassador de 98 tonel Capilolzi-
dro Maristany cquip. 11 carga vmho vi-
nagre finos uvas e mais gneros : a
Joo Pinto de Lemos & Filho.
Lisboa ; 39 das Escuna Portugueza Libe-
ral de 122 tonel. Cap. Manoel Joaquim
Vieira equip. 11,Carga vinhos e mais g-
neros : a Francisco Severiano Rabello.
Santa Catharina ; 20dias, Brigu Bras.eiro
Boa-ventur de 193 tonel, Capito Joaquim
Pedro de S e Faria equip. 16, carga fa-
rinha de mandioca : a Joze Gonsalves Fer-
reira da Costa.
EDITAES.
= Olllm. Sr. inspector, da thesouraria
das rendas provinciaes em comprimento do
oflicio do Exm. sr. presidente da provincia
de 13 do co-rente manda fazer publico ,
para que cessea extorco que consta ter feito
o arrematents da barreira da Magdalena exi-
gindo paga em separado pelos cavallos que
puchan) as carroagens que a laxa devida por
estas he de oilenla res, por quanto nao
sendo ellas animadas e nao se movendo por
si a disposicao da lei sujpe os animaes que
as pucho. Secretaria da thesouraria^das
rendas provinciaes de Pernambuco 17 de
Outubrodel842.
O secretario
Luit da Costa Por tocar reiro.
DECLARA?A.
= Existe na administrago do Correio urna
carta segura para Francisco da Silveira Mar-
tins Lial.
aviso martimo.
ss Para o Rio de Janeiro o brigue escuna
Jozefina ebegado do Ass em 16 do
correte: s recebe escravos a frelee passa-
geiros : a tratar com Gaudino Agostinho de
Barros na Pracinha do Corpo Santo D. 67,
ou com o Capito.
LEIL ES.
cy Joo Keller far leil^ por intervenco
do Corretor Oliveira Quarta-feira l9 do cor-
rente s 10 horas da manh cm ponto, no|
seu armazem na ra da Cruz dos seguintes
artiges proprios do mercado, a saber j sedas,
sarjas e setins lizos e lavrados taf-ts de
lodas as qualidades e cores grande varieda-
de de lencos de seda para homem e Snra., fa-
sendas para colletos d*- todas as qualida les ,
velludos ie cores para ditos challes de seda,
ditos le la e algodo challes e lencos de fil
bordados de lodosos tamandoa, ditos de cam-
braia ditos de metim, bieos inglezes e fran-
cezes challes pretos de fil e seda meias
pretas d'algodo ditas brancas fitas de se-
da retroz- e de velludo cartoensde flores
! artifieines suspengorios de barraxa cassas
bordadas adamascadas brancas e de cores
d-' todas as larguras e qualidades pannos
d'irlnda lencos para tabaco d'algodSo di-
tos de linho escumilba preta leques de se-
da carteiras merinos pretos e de cores ,
vestidos de cassa brancos e de corf s chapeos
de pellucia para Snras. riscados d'algodo
para caigas e muilos outros artigos ; e ad-
verte-se que o mesmo leilo conlinuar no
dia immediato em consequencia de nao ser
possivel vender-se tudo na Quarta-feira.
"TVISOS DI VERSOS.
verncula. Avariedade compoe-se do Medi-
co de Pajah impostor de nova especie ; por
que receitava os enfermos pelo livrinho espi-
ritual intitulado sa Gemidos da Mi de Dos :
= Traz as esteirinhas de miniatura e tudo
arremata com urna Ancdota intitulada = O
conselho sobre cazamento : vende-se na pra-
Qa da Independencia loja de livros numero
6, e8.
= Aluga se um preto padeiro bom amas-
sador ; na ra Direita padarian.0 82.
= Quem precizar de urna parda para ama
de casa de homem solteiro ou cazado de pou-
ea familia a qual sb* bem cozinhar engo
mar com muita perfeigo e da fiador a sua
conducta ; dirija se ra do Livramento loja
de cornos 11. ll.
%ST A pessoa que precizar alugar urna ra-
za no bairroda Boa-vista ou Santo Antonio
por !2,y000 reis queremlo urna por 14^000
roa no bairroda Boa-vista nova, muito as-
siada com quintal murado e cacimha ; di-
rija-se ra da Madre de Dos primeira lo-
ja de fasenda n. 22.
tw Aluga-se urna grande casa terrpa com
grande soto, na ra da Alegra na Boa-vista:
tratar na ra do Livramento armazem de
louga e mulhados n. 20
BT" Na ra do Queimado N. 13 precisa-se
de urna pessoa para cobrar dividas na praga e
no mallo.
S3T Ainda que ao annunco do Snr. Gas-
par da Silva Froes no Diario de Pernambuco de
30 de setembro p. p. seria milbor seguir o.an-
tigo rifo a pahvras loucas orelbas mou-
cas a abaixo assignada offendida na pes-
soa de seu marido o Snr. Antonio Francisco do
Bego Barros nao pode deixar de dizer a esse
Snr. Froes, que parece cobarda esperar a au-
zencia de s m marido para fazer um annun-
co que bem mostra a impostura e dispeito
do Snr. Froes, eseno quer passar por um
refinadissimo impostor declare quando. e com
quem se tratou da venda doengimho Ginipa-
po. Milhor seria que o Snr. Froes annun-
ciasse que estava agasta'lo com os herdeiros
de minha finada sogra D. Fabiana de Barros
Negromonte por lhe fazerem um arresto em
todos os bens por solugo do inventario, e
que devendo o Snr. Froes apprezentar ao p
de tiinta contos de reis pertende evadir-se
com um testamento feito, e assignado por
quem mais nao existia romo exuberantemen-
te se mostrar ; mas o Snr. Froes nao devera
ter queixa do marido da abaixo assignada ,
por quanto este nada promoveo contra o Snr.
Froes, e tendo em si documentos importantis-
simos a respeito de dinheiros prata &c. da
finada minha sogra nunca uzou nem uza-
ria destes a nao seren as loucuras do Snr.
Froes que assim offende a quem attendendo
pessoa com quem se acha ligado sempre o
respeitou. O Snr. Froes sabe que o marido
da abaixo assignada nao sahio pelo mundo
a procurar fortuna com os chinellos debaixo
do braco mas sim a tratar de cobrangas de
nao pequeas quantias, e que breve voltar ao
st io de sua familia : sabe que alem dos bens
existentes em Ginipapo tem outros muitos .
eento para que aquelle annunco ? Para o
dezacreditar ? Nao : o Snr. Froes nao he car
paz, por que i m mensas sao as pessoas, que
com Antonio Francisco do Reg Barros tem
lido negocios, e a sua firma sempre vab*u como
moeda enlende Snr. Froes ?... Agora sa-
ber mais que a abaixo assignada como
procuradora bastante de seu marido previne,
o publico para que ninguem compre ao Snr.
Fres a parte que lhe altinsir no inventario
a que se vai proceder nos bens do finado Ne-
grau.onte e protesta contra qualquer venda
me possa verdadeira ou simuladamente
apparecer por quanto os boas do Snr. Froes
pmhorados e em depozito nSo cheafio pa-
ra solugo nem da metade dos bens da fina-
da sogra da abaixo assignada, que milito m-
te ver-se as circunstancias de fazer semilhan-
te annunco em alb-ngao pessoa com quem
se acha ligado o Snr. Froes e protesta nao
dar mais resposta porque como dito he so as
circunstancias expostas a obrigano a dizer o
expendido. ... >
Mara Marroquina de Jezus Nazareno.
= Aiuga-se um sitio com casa d vivenda e
arvoredos, no Bem-fica junto ao do Sr. Cardo-
so, as lojas da casa da ra doCollegioN. 5 qu<*
deltfto para o caes j e vende-se um carr.nho
de duas rodas, novo e bem construido : a tra-
ctar na mesma casa do Colb'gfo n. 5 ou no
Mcndego sitio do fallecido tenente coronel
Costa Rebollo.
Curso de lingoa Franeeza por Carlos lur-
quais professor do Collegio de
Santa Cruz.
Este curso feito por m<>u methodo novo
i.^'rs;^
pessoasque j podem traduziro Francez ou
que que o fallo incorrectamente.
Os exercicios principaes do curso se com-
pile de :
I. Leitura Prosa c Verco.
2 Applicago por meio de exemplos das re-
gras da grammatica.
3. Analyses grammaticaes e lgicas.
4. Conversago.
3. Discusso.
6. Narrago.
Por este methodo se pode em muito pouco
lempo fazer rpidos progressos.
A diversidade dos exercicios a modici-
dade do prego o a hora devem ser tantos
maiores altrativos para aquelles que desejo
mstruir-se ou quo tem necessidade de faze-lo.
0 curso lera logar lodos os dias nao feriados
de 6 horas e meia at s 8 da noile. O prego
ser por suhsrripgfio a 5000 reis mensaes
por pessoa.
To ver podem dirigir-se morada do professor
na ra larga do Rozario n. 1 primeiro andar
todos os dias uteisde 8 horas da manh
ao meio dia. O mesmo professor d ligues
particulares quer em esa quer fora.
sr Perlende-se comprar una casa terrea
nesta cidade a senhora Mara dos Aojos V-
uva do fallecido Roberto dos Santos Ramos ,
o seus herdeiros ; se alguem se julgar credor
declare por iste Diario al o dia 20 do cor-
rente quando se pertende passar a escriptura;
pois o comprador quer icar em posso pacifica
e sem responsabilidade.
ss Novo estabelecmentodo maderas e ma-
toneas de casas na ra por detraz da do
Caldereiro casa nova D. 6 passandoo beco do
Pocinho existe um deposito de msdeiras e
materiaes como travs enxameis caibros ,
telha lijlo de diversas qualidades cal barro,
areia & ludo por prego commmodo.
cr OQerece-se um rapaz de idade de lo
a 16 annos que d fiador a sua conducta ,
sabe ler, escrever ,-c contar perfeitamente ,
e j tem alpumas luzes do comercio para ca-
xeiro de loja de fazendas ou de ra ou
outra qualquer arromago excepto venda pois
disto nao tem pratica alguma ; ou para esta
praga ou para fora della, quem do seo nresti-
mo quiser utilisar-se anniincie a sua morada,
ou do contrario 5 dirija-se a ra estreita do
Rosario D. 30, 1. andar defronte da botica.
= Perante o juizo da 3. vara docivel (Jo
sr. doutor Nubuco ) se ha de arrematar hoje
-i. feira 19 de Outubro ( ultima praga ) duis
moradas de cazas por execugo q' move Fran-
cisco Cavalcanlede Mello contra seo devedor
Bernardo Fernandes Gama cujas cazas sao
cituadas urna na Boa-vista defronte de San-
ta Cruz com um ptimo quintal de 400 e
tantos palmos do largura muito bom para
delle se fazer um excellente jardim ; outra
na ra de Santo Amaro por detraz da ra
nova caza da esquina em que tem oflieiim
um polieiro allemo.
= Pela 3. vara do juizo do civel se ha de
arrematar boje as horas do costumee na porta
do mesmo feliz os escravos penhorados a Loiz
Francisco Correia Gomes de Almeida por exe-
cugo que lhe move o bacharel Francisco
Carlos Brandio 5 quem quizer langar com-
parega na mesma caza e hora endicada.
= A abaixo assignada avi/a ao respeita-
vel publico que ninguem faga neg- o com seo
filho Bonifacio Maximsimo ue Mallos nem
com outra qualquer pessoa acerca de um es-
cravo pardo de nome Roque cujo escravo
tendo tocado em partilha a abaixo assignada
foi-lhe aprehendido ob e subrepticiamente
no dia 5 .lo .'orrente a requerunento do refe-
rido Bonifacio que munido de um formal
le partilha falso coiiseguio Iludir o mere-
tissimo juz que ord-nou a aprehenco e
como tudo esteja ja desfrto e a abaixo assig-
nada conseguirse out"o man lado de aprehen-
go a seo favor e nao se baja ainda execuiado
ste por ocultaren! o mencionado escravo a
abaixo assignada faz este annun >t afim de
nrevinir que alguem seja engaado com o
Talso formal de partilha de que fallou: a rogo
le Maria da Prixo e Mallos ; Firmo Joze de
Mattos. .
-Vende sebancsdejogo.cade rascle Jacaran-
da^ de olio, sacas com arroz-da fabrica de va-
por, presuntos, chapeos de braga condes-
sas balaios latas com as verdadeiras pi-
lulas da Familia galles de palheta bixas
de Uamburgo : na ruaeslreita do Rozario D.
13 padaria de Francisco AI ves da Cunha.
er Vende-se ou arrendo-se lerrenos j
atterrados com capacdade de se por qualquer
estabelecimento de forno ; por terem porto de
embarque no fundo; e igualmente arrenda-
se urna grrnde caza assobradada com igual,
qualidade ; no lugar dos Coell.os da Boa-vis-
ta ; a tratar com Marcelino Joze Lopes.

aa
:
I


4
tsr- Eu abaixo assigoado palo presento fu-j tT D-se dinheiro a premio om peque-
ro publico que desde odia 27 de Agustb do as quanlias sobre pinhores de ouro ou
annocorrente em diante, licoii extincta a prata: na ra Nova D. 9.
firmada Antonio Joze dos Santos Braga &\ ssr Precisa-sealugar urna prota, para de
Compinhiaem razo de ter findoo praso da manha fazor o arranjo das compras de urna
sooiedadea que eslava ligado e ter vendi- caza de pouca familia ea Urde empregar-se
do o esla'beleciment de loja de fazendas ao
Sr. Paulo Pereira Simos; icando todas as
tranaages que se acho pendentes de baixo
da dita extinta firma a cargo do mesmo Sr.
Simrtes daridu-raeeu assim por disouerado
de toda e quaiquer respousabelidade ten-
dente a mencionada extinta iirma.
Antonio Joze dos Santos Braga.
Wt Joo Wanimel e sua mulher Caroli
na Wanimel se propoem a dar lines de dan-
ca ; elle em casas a que seja chamado e a
spnhora Wanimel em sua casa no paleo do
Hospital do Para izo ; as pesso.is que quize-
rem mandar suas meninas a referida casa ,
ou queirocontractar para esse fim se podem
dirigir em lodosos dias uteis ao sobrado de
mirante no segundo andar.
W Antonio da Cunha Mendonga actor
Portugez retira-se para a Corte do imperio.
VST Na ra estreita do Bozario sobrado n.
38 ensino-se os preparatorios seguinles :
Philosophia, Geometra Inglez e Francez.
tsr Joze Antonio Pereira de Campos, sub-
dito Portuguez relira-se para Portugal.
tsr Urna senhora de meia idade se ofie-
resse para ser ama de casa de pouca familia ,
ou do homem solleiro sabe engomar co-
zer e desenipenhar o cargo de urna casa
com perfeigo ; na venda de Correia & Beiris
dentro da ribeira da Boa-vista em frente a
guarda da mesma.
tsr Precisa-sede urna ama que ten ha boa
saude, e bomjleite porcm sem tilho ; na
ra da praia primeiro andar do sobrado nu-
mero 53.
tsr Da-se duzenlos mil reis a premio so-
bre pinhores de ouro ou boas firmas ; a tal-
lar na ra do Livramento n. 10 que se di-
r quem o d.
CT Oannuncio inserido no Diario nume-
ro 224 de 17 do correte enlende-se com o
senhor Oliveira official de carpinteiro que se
acha abordo da barca Real Pincipe l-edro ,
e como o srnhor commandante da dita bar-
ca se escandilisou por s nao ter ter declarado
o nome do devedor, sou obrigado a fazer esta
declarayo.
Joaquim Joze Rodrigues da Costa.
tsr Precisa-se de um caxeiro Portuguez
de idade de l 1(5 anuos para urna venda
defronte da ribeira da farinha D. 5 a tractar
na mesma.
tsr Existe na administrago do correio
urna carta segura para Francisco da Silvoira
Martus Leal.
at Troca-se por tijollos de alvenaria gro-
ca urna canoa em bom uso que carrega 700
ditos ; na praga da Boa-vista botica do senher
Ignacio. <
tsr Na loja do bom barateiro de guer-
ra Silva & C." na ra nova numero 11 a-
cha-se a venda purgantes e vomitorios do
verdadeiro le roy chegado ltimamente de
Franga na barca Cicilia.
C?" Boga-se ao senhor J. J. S que haja
de ter a houdade de vir ou mandar pagar no
praso de oito dias a quanlia de 3i,jl0 reis,
que o mesmo devedor na loja da ra da ca-
deia velha I). 54 desde o auno de 183o,
sendo 21^740 ue fazendas que comprou e em
dinheiro que pedio poroilo dias 6*400 reis ,
do contrario satura o seo nome por ex tengo e
o empreo.
tsr Sao chegados os pozes antebiliosos e
purgativos preparados pelo boticario chi-
niico Manoel Lopes no Rio de Janeiro e
vende-se na praga da Independencia loja nu-
mero 39 pelo seo anligo prego.
Tendo varias vezes advertido ao se-
hor Placido que tendo urna casa nos Af-
logados entre duas do annuncianle que a
va acudir pois est em estado de vir ahaixo
do contrario estar obrigado pelo prejuizo do
abixo assignado.
Joo Muniz de Souza.
ssr Precisa-se de um amassador ( mosso
branco) ainda que nao seja desembargado
na oceupago ; na ra da Gloria na padaria
do lado do sul.
tsr 0 abaixo assignado tendo annuncia-
do por este Diario irocar bilhetes primiados
do Rozarlo, pelos os da matriz da Boa-vista
que est prximo a correr deixa de o fazer
por se achar a mencionada lotera embar-
gada.
= A pessoa que no Diario n. 225 annun-
ciou precisar lugar urna caza terrea que seja
aciada e tenha cacimba querendo na ra
da Alegra na Boa-vista ; dirija-se a ra do
Livraiuenlo ormazem delouca, c mol.'iado.s
n.m 20.
em vender na ra pagando-se mensalmen-
te 10, rs. ; qnem tiver annuncio.
tsr R ;;a-se a pessoa competentemente
.ulhorisal i que tenha a hondada de em ves-
poi as de Domingos e Di te dar um passeio at a Soledade estrada
que vai para o Manguinho lado esquerdo ,
onde se ajunta nessas nuiles certa sucia com
um brinquedo a que chamo fandango, e que
somonte serve de importunar a visinhang* ,
oom algazarra que fazem at ao amanhe-
cer a fim de ver se po tormo a semelhante
harulho.
tsr Precisa-se de um rapaz portuguez de
16 a 18 annos para caix-iro de uina padaria
de bolaxinha doce, prefera-se dos que che-
garo ultimiineuic na Barca Mara Feliz : na
ra Direila padaria n. 129.
ssf Alugo-se duas casas no sitio do Cor-
dero, sendo urna grande, com commodos
para numerosa familia t*m soto, no qual
alem das salas, tem 4 quartos e separado
casa para escravos, estrilara, e coxcira para
ilous carrinhos ; outra com duas salas na
frente alcovas dispensa, cozinha fora, um
quarto independente estribara, e casa para
escravos tudo na margem do rio ; quem a
pretender poranno ou por passar a fasta ,
falle com Gabriel Antonio no pateo do Car-
ino n. 9.
X3F Aluga-se urna negra quo sirva para
vender na ra : no botequim da estrela.
tsr Precisa-se de um caixeiro de maior
idade : na ra Direila n. 24.
ts" O Snr. Mano 1 Domingues Maia v,
ou mande recebr urna carta viuda do Porto ,
pelo ultimo navio na ra da Cadeia do Be-
cife loja de ferragens D. 57.
tsr Precisa-se de urna ama capaz para
o servigo e compras necessarias de urna casa
de pouca familia : na ra da Cadeia do Reci-
fe D. 57.
tsy Precisa-se de una ama de leite; assim
como aluga-se, ou compra-se urna negra que
saiba engommar, e cozinhar: na ra da
Alfandega velha armazem n. 5.
tsr Precisa-se de urna mulher de idade,
que saiba coser, eengommar, edebonscos-
lume, parase oceupar em urna caza de pou-
ca familia : na ra Nova n. 55.
tsr D-sc dinheiro a juros sobre pinho-
res de ouro e relogios de algibeira : na ra
das Cruzes n. 35.
tsr Precisa-se de um rapaz portuguez que
tenha pralica de taberna de 12 a 13 annos :
na ra do Sol n. 25 primeiro andar.
tsr Aluga-se para passar a festa urna casa
na passagem da Magdalena entre asduas pon-
tes, junto a venda: tratar na mesma venda.
tsr Precisa-se alugar urna escrava para
vender na ra : na Boa-vista ra da Gloria
D. 12.
tsr Precisa-sede um official de pharma-
cia ,oualgum menino que lenha alguma pra-
lica : no Atierro da Boa-vista botica D. 40
de Joaquim Joze Moreira.
tsr Joze Dias Correia da Silva subdito
portuguez retira-se para fora da provincia.
tsr Aluga-se um sobradinho de um andar
no bairro de S. Antonio por 10,) rs. man
saes : tratar na ra estreita do Bozario ar-
mazem N. 30.
tsr Precisa-se de um feitor para sitio : na
ra Nova N. 41.
COMPRAS.
Continua-se a comprar escravos para
fora da provincia de 13 a 20 annos : sen-
do da bonitas figuras pagao-se bem : na ra
da Cadeia de S. Antonio sobrado de um an-
dar de va randa de pao D. 18.
tsr Urna r.egrinha ladina de 10 a 12 an-
nos, que seja sadia sem vicios e de boa fi-
gura : na ra Nova n. 5a.
tsr Um negro ou negra de maia ida Je ,
que nao tenha vicios nem achaques e saiba
irablhar do anchada e en tema do servigo
de campo prefare-se o negro : na ra de
Hortas n. 5o ou annuncie.
tsr Escravas de 15 a 35 annos ecreoli-
nhos de 10 a 15 annos para fora da provincia
sendo sadias com habelidades ou sem ellas :
na ra Nova n. 26 e 28.
tsr Um grilho de ouro sem feito e um
ou dous pares de b incus e urnas atacas : na
ra da Senzalla velha armazem de licores.
tsr Urna casa terrea na ra das Trinchei-
ras do lado da Gamboa doCarmo que te-
nha quintal c cacimba : annuncie.
tsr Urna pequea casa terrea no bairro de
S. Antonio; alheo pregode 600> rs.: na ra
Nova lado do norte penltima loja se dir
quem quer.
tsr 12 colheresde soupa, 12 ditas de cha,
urna conxa um paliteiro e nina salva para
5 copos de agoa ludo de prata e sem foitio:
na praga da In lependancia loja de ourives.
VENDAS. ~
tsr Um diccionario de Moraes da quar-
tu ediga em meio uzo: na ra dos Quarteis
Decima 20.
tsr A caza da ra do Jardirn D 61 nova
a apenas tem 8 annos de acabada com 5
quartos corredor fechado e leita a modar-
na : na ra Diraita n. 119.
ta^ Barricas com farinha SSS : no arma-
zem do Mendonga no forte de Mallos a tralar
com Francisco da Cunha na ra estreita do
Rozario n. 13.
- Urna preta de idade de 16 annos bonita
figura sem vicios propria para todo o ser-
vigo na ra das 5 Ponas N. 27.
tsr Um piano Inglez de superiores vpzes
e em bom uzo pelo prego de lOOjOOO reis;
quem o pertender dirija-se ao pateo de S. Pe-
dro D. 16.
tsr A dinheiro, ou a praso, ou a troco de
lijlos ou aluga-se urna canoa de carreira ,
mui bem feita que carrega 8 a 10 pessoas :
no estaleiro de Joo Eugenio por traz de S.
Rila nova.
s^- Estrelinha e pevide propria para sou-
pa letria superior a 200 rs. a libra, sag
ile primeira sorte sevadinha e chocolate :
no pateo da S. Cruz venda que foi do Gloria.
tsr Urna escrava crela lava, engomma,
a cozinha : na ruado Hortas n. 9i.
tsr No armazem de Fernando Joza Bra-
guez ao pe' do arco da Conceigo do Recife ,
vende-se farinha de boa qualidade do Rio
de Janeiro a 5*200 a saca, e lingoas do Rio
Grande muito em conta.
tsr Um terreno corn 120 palmos na fren-
te com alicerce e J 40 ditos de fundo a
20* rs. o pa mo no alinhamrnto da ra da
Boda: tratar no sobrado de frente amarela.
tsr Um muiatmho de bonita figura de
18 annos, proprio para pagem um negro
crelo de 20 annos ptimo pagem e tem
principios de carpina. urna mulata de 50 an
nos cozinha o ordinario eos chao e lava
desabo o varrella : na camhoa do Carino
D. \ 1, segundo andar.
tsr Muito boa bolaxinha e biscoito doce
e d'agoa a 200 rs. a libra e de 8 libras para
cima a 16 patacas: na ra Dircita n. 129, pa-
daria do lado do Tergo.
tsr Por prego commodo um cavallo bom
esquipador marchador e passeiro em mai-
as carnes ; e tres vaccas duas paridas e
urna prenho : no sitio da Piranga junto do
Vilaga fallar com o Padre Luiz Joze da
Silva.
tsr Na ra do Queimado loja N. 7 de Luiz
Joze de Souza ha para vender chapeos de sol
de sada de superior qualidade e prego com-
modo ; na mesma ha para alugar um prelo
bastante forte para trabalhar em padaria, que
tem muita pralica.
tsr Um aparelho de porcelana dobrado pa-
ra eh e cafe' urna marqueza duas bancas
da Jacaranda um pilao grande. 2 lax .s em
bom astado um bargo de condur urna
banca de abrir envernisada um relosjio para
cima de rn^za um realejo que toca dando-se
corda e relogio sabonete inglez caixa da
piala : as5 ponas D. 25 onde tem lampino.
car Boas abotoadurasde massa a 700 di
tas para cazacas da brim a 440 scovascom
espelho ditas sem espelho Irancelim da
borraxa a 80 reis caivete.- finos a 400 di-
tos grandes de molaa 320, sabonetes para bar-
ba a 400 superior agoa de colonia meias
de seda pelas para senhora a 1440 luvas de
sada com dedos a 640 dilas sem dados a 4tl0,
lezouras finas a 240 e a 200 reis bonitas
francezasa 120 macass perola muito supe-
rior e de todas as cores tinleiros de vidro
lapidados ditos ordinarios fitas de seda li-
zas e lavradas bicos largos e estrilos ren-
das francezas lacas e garfos muito linos e tam-
bem ordinarios e outras militas miudezas
baratas : na ra do Livramento loja n. 10.
v tsr Na loja frauceza da ra do Cabug que
faz quina para a das Trinxairas, ha para ven-
menino flores para chapeo e cabaga cami -
zas de cassa pintadas para homem propria s
para o campo cassas francezas pintadas par a
vestidos" de senhora de todas as cores', saroula s
curias" de meia para tomar banho lengos do
cainbraia do linho llaliaiio b>rdalos, sab ma-
tes le todas asqualida les para barba baiiin
para caballo agoa'do colunia selins elsti-
cos finos um sortimento do grvalas de sa-
lim cordozinho e cabillo e outros muito
objeclo-ituJo por prego muito commodo que
nao d< sigrdar ao comprador.
tsr Um sitio no arraial na estrada que vai
para o Moiiteiro aon le actualmente se cobra a
estradi, com caza para gran I > familia, muito
arvoredo de fructo, estribara, caza de fari-
nha caza para ven la in lop^ndeiito da caza
de vivenda capoeira dentro do sitio inJep >n-
dente de pagar o tributo da estra la muita
tarra para rossa e dais cazinhas no fon lo
que rendara mensalmante 4ji; os prelen lentes
dirijo-se ao mesmo que aeharo com quem
tratar : tambe ni se permuta por alguma ca-
zinha no Becife.
^ts^ Osseguinteslivros novos chegados da
Lisboa Archivo Theatral Jornal Mozaico
com estampas Ruinas de Volney Filho da
minha Mulher Gustavo ou a boa pessa D.
Raimundo de Aguiar ou os Fradas orluguu-
zes, Ortographia de Madureira.Geograpbia da
D. Joze de Urcullu Evaristo e Theodora ou
o Castello de Glosterne Viagens de Anterior
pela Grecia Historia da America, os lian -
doleiros do Castello de Vissengrado e as Come-
dias novas caminho escuro Camilla no Sub-
terrneo Dever de Filho e amante 0 He-
rosmo da amizade conjugal Ministro cons-
titucional Roberto na.Franconia ou p Ladro
sensivel, Christierno Rey da Dinamarca Si-
no de 2 horas Henriqua Justiceiro e ou-
tras muitas: na ra do Crespo loja D. 8.
tsr Urna armago e seus pertencens da
venda defronte da Igreja de Sanlta Rita nova,
por prego commodo a dinheiro ou a praso: a
tratar na mesma e tem commodo para fa-
milia e quintal.
tsr Urna preta da nago bonita figura sa-
be cozinhar engommar com porfeigo e co-
ser : na ra da S. Francisco caza de Antonio
da Cunha Soares Guimares.
tsr Por 400ji uina morada de caza meia
agoa bem construida, citano atierro das
5 ponas, que rende mensalmente Ai ou
troca-se por um escravo : as 5 ponas loja do
sr. Joze Andr de Oliveira se dir.
tsr Um escravo do gen lio de angola ida-
de de 55 a 57 annos sadio esem vicio ,
proprio para o servigo de campo bstanle
p.-ssante : na ra de S. Gongalo a tratar do
ajuste com Manoel Elias de Moura.
tsr Sacas com arroz verme I lio : na ra
do Arago venda D. 44.
tsr ptimas bixas a 520 cada urna : na
botica da ra estreita do Bozario n. lo.
tsr Urna escrava crela de 20 annos,
engomma cose cozinha refina assucar ,
faz doce de diversas qualidades ; um escravo
de nagAo com bonita figura : na ra Direila
numero 43.
tsr Urna barraga quecarregal0caixa.se
duas canoas abertas de carreira tudo por pre-
go commodo : no estaleiro de Joo de Brito
Correia atraz da ribeira.
tsr Dina mora la de casi de dous andares
e soto em chaos proprj s cita na ra da
Senzalla velha D. 58 i uja venda ser muito ra-
soavel ao comprador por s; preeizar minio do
dinheiro para latisfazer a diversos qu>* a mes-
ma casa tem direili : na ra da Cadeia velha
a fallar com Joo Yaz de Oliveira.
ESCBAVOS FGIDOS.
tsr Nodia23 de Setembro p. p. fugio da
Cidade de Goianna nm escravo de nome Joo,
nago angolla de altura ordinaria seco (Jo
corpo athe parece que nao tem barriga, su do
corpo, nao tem ferida nenhuma pouca bar-
ba tem urna marca de logo da parle direila
junto do canto do olho que se cobiecom urna
moeda dedois viutens ; ro^a-se perianto a os
capiles de campo e mais pessoas particula-
res do povo o queiro pegar e levarem em
Goianna Manoel Gongalves Ferreira Sin0-
es ou no Bacilo na ra da Cruz D. 46 que
ser bem recompensado.
%3r No dia 17 do corren te fugio um escra-
der, penn-sde escrever boas bandeijas de j vo name MitBetis nago inocambiqui,
todas os lmannos cand.e.ros de maquina car- | rt.piescilta ler 18a20 annos, clie.o do cor-
cel, sapatos de marroquim para senhora ,
ditos do duraque ditos de bezerro de urna
e duas solas bolina para senhora com pon tet-
ra de lustro e lodos gaspiados borzeguins
da duraque prelo com ponteira de lustro para
homem bolinzinhos de marroquim para me-
nino, chapeos de sol para homem castor
branco para caigas bonets de veludo para
po cara buxixuda estatura regular ; levoii
vestido calca branca alguma couza inxovalba-
da ; quem dille liver noticia dirija-se a ra
da Cruz em caza de Manoel do Niscimciilo Pe-
reira onde recebera as abrigaras.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. = 1842.


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