Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04796


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Full Text

Anuo de 1842.
Sabbado 1S
To8 at;ora depende de nos meimoi ; di misas prudencia moderacao eenerga : coa-
fcnueinoi cueto principiadla e lercaao aponlados com admiraeio enlre as Nacea meii
eultas. .Proclamaco daAsaembla Geral du iran, j
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
f.oianna Paraib e Mi grande do Norte ae;nndai e sexlaa leirai.
Bonn eCaranhuot. a 40.a 24-
Cabo Serinnaem Rio Formot Porto Cairo Macei e Alsjoas no i. 11,
Bua-Tea e Florea 13 e S Saale Ant.io quintal feiraa. Olinda todos oa diai.
DAS DA SEMANA.
10 Sc<- F',c''e,> de Borja. Aad d J. de I). da 2. r.
J | ere. f. Firmino B. Re And. do J. de I) da 1. ,
42 Qjart l. Cipriano B M Mm. Aud. do J. de D. di 3. T.
13 Quii, a. Kduardo Rei. And do juit de I), da 2.
2i Srtt. a. Callisto P. M. And. do J. de D. da i', t. ,
15 Sal. a. Therexa de Jeius V. C. Re. Aud. do J. da D. da 3. r.
1$ Don. Martiniano M.
de Outubro. Anno XVIEL N. 225.
O Diario publica-ae todoa iM "iai qne n3o forem Santificadoa o preo 4a asignatura n
de (rea mil fis por quartel pagoa adiantados Oa annunoma dos asaignantea aao inserido
gratis e oa den que o n;io forem raan de SO reia por linha. Aa reclamacoes derem e
dirisidaa a eala TrpoRraOl roa da* Crutee D. 3, ... a praca da Independencia loja do lirro*
Numero 37 e 38.
CAMBIOS no da \\ deoltlbro. compra venda.
Cambio eokra landres 26 l . a Paria 365 res p. franco.
. Lisboa 106 por 100 nominal.
Moada d cobre 3 por MM de descanto.
ldaaa de letras da boaa firmal IjiJ.
Odio- Moada da 6.400 V. 15,500
, N. 15,30
, -da 4.000
Paira Patacei
a Petm C.olumnare
a dito Mexicanoa
a aaiuda
8.500
1.760
1.760
1,760
1,640
15.700
15 500
8 700
1.780
1 7M>
1.780
1.680
Preamar do din 15 de Outtibro.
1. a 2 hora a 6 m. da manhi.
J."e 2 hora r Mita, da larde.
PHASRS DA LOA IVO MEZ UE OLTUBRU.
Loa Nora a 4 aa 4 boraa e 6 m da manh
Quart. craae. a 11 4 hirai a 22 m di manh.
Lna ohaia a 19 a 8 hiirae a 53 m da manh.
Quart. mine- a 26 -a 10 horaa a 23 aa. da Urd.
59
3.IARIO l)E PEl\I\AMBU
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA H DO CBRENTE.
Olicio Ao engenheiro em chefe das o-
bras publicas communicando ter approvado
oorgamento, que remelteo com olicio de
30 de Setembro ultimo acompanhado competente memoria, para a projectada estra-
da de Tacaruna para Olinda ; e ordenando ,
que organise as condQ0s com que esta o-
bra dever ser arrematada.
Dito Ao ciuado Antonio de Siquera Ga-
paleante concedendo-Ihe demisso do lugar
guesia-do Cabo. Participou-se aoctiefe de
polica interino.
DitoAo commandante das armas sig-
nificando que nao tem lugar a nomeago de
um capilo para servir do auditor no conse-
Iho do soldado Pedro Alves da Silva por
isso que o actual auditor de guerra interino ,
Joze Nicolao Rigueira Costa poucos dias se
demorar na villa de Iguarag, para onde
vai seguir : e que deve esperar pelo mencio-
nado auditor interino.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando que mande abonar as
comedorias d'embarque e adantar tres me-
es de sold ao primeiro tenente da compa-
nlia de artfices Pompeo Romano de Carva-
llio que destaca para a ilha de Fernando.
Inlelligenciou se o commandante das armas
daexpedigSo d'esta ordem.
Portara Determinando em conformida-
de ta fei de 18 de Agosto de I85i que no
municipio do Romlo se forme urna legio ,
composta doi dous batallioes de guardas na-
cionaes que alli existem.
Dita Mandando passar patente de co-
xone chefe da stipracilada legio ao lente
oronel Joze Mureira Alves da Silva. Com-
municou so o conteudo nestas duas portaras
aonomeado e acamara municipal do Boni-
co : aquclle para que sollicite seo titulo ,
-e d andamento organisagao da legio : e
-eda para que cumpra o que a respeito llie
incumbe a lei.
DitaAo inspector do arsenal de ma>i-
nha ordenando em consequencia de requi-
sito do Exm. Presidente-das Alagoas que
mande fazer os indispensaves reparos de
que precisar o brigue escuna = Caliope =s ,
' assim como forrecer ao dito navio dous me-
zes de mantimenlos e pagar os vencimentos
a lripolcao e olliciaes.
Olicio Ao commandante da ilha de Fer-
F@LKIIIT]
GONZALES COQUES.(*)
Atravessou assim o arrebalde e chegou
loja de George Krab. O filho do mercador a-
hi se achava s ; Gonzalos Ihe perguntou pe-
lo pae.
Est em cima com um estrangeiro ,
respondeoo menino.
Demorar-me-hei dice o pintor.
E poz-se examinaros quadros o as diver-
sas curiosidades que guarnecio a loja de Krab.
lima caixa de papelo ebeia de gravuras de
obras de Michel Angelo e Rafael (ixou toda
a sua attengo ; setatou-se por tras Je um
grande qiiadro de Rbeos collocado no meio
do armazem e poz-se a examinar urna por
urna.
(*) Vide o Diario N. 223, 221, e 222,
nando scientifcando-o de que o patacho
sa l'irapama =: que para alli segu con-
duz seo bordo varios gneros constantes
dosolTicios do inspector da thesouraria di fa-
zenda e alguns sentenciados cujas guias
Ihe sero remettidas pelo chefe de polica e
pelo juiz municipal da primeira vara : pre-
venindo-o deque pelo commandante das
armas llieserao dadas as ordens sobre o sir-
vqo militar: determinando, que faga regres-
sar o patacho com brevidade mandando por
elle o carregamento de pedra de calcar que
for possivel, os sentenciados que deverem
voltar por terem concluido o tempo de suas
sentemos, assim como as pravas, que o men-
cionado commandante das armas ordenar, re-
gressem : exigindo informaQo circunstan-
ciada acerca do estado actual d'aquHle pre-
sidio ; e recommendando que o faga con-
servar na melhor ordem.
C0MMAND0 DAS ARMAS.
EXPEDIENTE D0 DA 5 DO CORItENTE.
Oicio Ao Exm. Presidente, requisi-
tando-lhe o concert do porlo da fortaleza
do brum assim como o do lampio da pra-
ea d'armas.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. pedindo-
Ihe esclarecimentos acerca dos vencimentos ,
que cavocompetindo ao hacharel Joaquim
Nones Machado juiz de direito da primeira
vara do crime desta cidade e auditor de
guerra pela lei, em quanto gozava dos quatro
mezes de licenca que Ihe fora concedida por
S. M. o Imperador.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. significan-
do-lbeque tendo obtido demico do servico
d'ordemdeS. M. o Imperador, o soldado
do batalho provisorio Manoel Joze Rodri-
gues natural da provincia do Maranho ,
rogava-lhe houvesse de liie conceder transpor-
te para alli na primeira embarcago nacional,
conforme pedia.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. dando-Ihe
a informa cao que pedia acerca das casas de
residencia dos olliciaes e luzes fornecidasa
forca do oitavo batalho de cagadores expe-
diccionaria a Paje de Flores.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. informan-
do o requerimento de Joze de Souza Fortu-
na Soldado que foi do regiment d'arlilhe-
ria extinto desta provincia, no qual suppli
cava a S. M. o Imperador a graga de o refor-
mar visto a sua avangada idade e moles
ths e impossibilidade de haver os meios de
subsistencia.
DitoAo mesmo Exm. Snr. dan !o-
llie a nformago que pedir a cerca do solda-
do Caetano Soares que tendo assentado vo-
Havia j muito tempo que afii eslava quan-
do se ouviro vozes na eseada. l!ma porta
d'esse lado se abriu e George Krab appare-
ceu com um estrangeiro.
Vai-te Williams diz o mercador ao
filho tua mae precisa de ti.
O menino sahiu.
Eis os dous quadros de que vos fallei ,
continuou o mercador mostrando ao estran-
geiro as duas telas suspensas na parede.
__ Sao com efeito do mesmo Henrique
Staubs cujas pinturas vi em Oudenarde ?
Sou eu quem vendo seus quadros
mestre Hals.
Pinta elle outra colisa que nao seja
flores ?
_ Nao.
Estaos bem certo ?
Rem certo.
__ E dizeis que esse Staubs habita Har-
lem ha s seis mezes ?
Pouco mais ou menos.
Que ligura tem elle ?
r- E alto e bello rapaz, urn pouco plido,
untariamente piaga na cornpinhia de artfi-
ces conheceo-so depois ser desertor do cor-
>o de polica.
Dito Ao inspector da thesouraria para
quehouvossi de mandar pargar ao thesourei-
10 da i manda le de N. S da Conceigao dos
militares a quantia de 2o600 res impor-
tancia de quatro sepulturas que a mesma
irmandale deo a Igual numero de pracas de
primeira linha faleoidas no mez deSetembro
ultimo.
DitoAovice-presidente da mesa rege-
dora da irmanJade de N. S. da Conceigo
dos militares communicando-lhe o exposto
no precedente officio.
DitoAo commandante do deposito, man-
dando por em liberdade o soldado Policarpo
Jozed'Albuquerque por ter sido sustentado
pelo juiz municipal da terceira vara o des-
pacho de dispronuncia que tivera da subde-
lega tura no processo crime que contra elle
intentou Antonio Joaquim de Mello Pacheco.
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 1. DO COURENTE.
PortaraAo Sr. thesoureiro da fazenda ,
para em cumpnmento da ordem do tribunal
do thesouro publico nacional n. ll de 9 de
Setembro prximo findo aceitar e pagar
no dia de seu vencimenlo pelo cofre do e-
xercicio corrente urna letra de 2:511^690
res quenaqueila data sacou o thesoureiro
geral do dito thesouro a 8 dias precisos a
pagar a Joo Alvos da Carvalho Porto valor
recebido de Carvalho & Rocha.
dem do da 3.
OfficioAo Exm. Sr. Baro Presidente da
provincia informando o requerimento do
guarda da alfandega Joaquim Alves da Sil-
va que pedio [licenga para tractar de sua
saude.
dem do da 4.
DitoAo sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes participando ticar ex-
pedida a necessaria ordem ao thesoureiro
desta para entregar ao d'aquella a quantia
de 8:500j00 res da prestago do crrante
mez.
PortaraAo sr. collector de diversas ren-
das do municipio do Rio Formoso decla-
rando que com as circulares expedidas em
3 lo mezpassado ficava respondido o seu
officio no qual requesitava providencias so-
bre a nova arrecadaco da laxa de IjiOOO rs.
por escravo e do imposto de dous por cen-
to das cauas demandadas em juizo.
DitaAosr. commissario fiscal do minis-
terio da guerra, remetiendo os esclareci-
mentos a nota das observagOes feitas pela con-
triste os cabellos longos e os olhos temos:
he mais Ralael que Rembrand.
isto. Vive s ?
Nao sei ; s vem aqui para me trazer
seus quadros, e nunca falla de si. Entre-
tanto me lembro agora que o visinho Ryscofl
me dice que o havia encontrado urna tarde
nos prados dando o brago a urna rapariga
mu bella ; sua mulher sem duvda.
__ isto isto repeli Prez 6 pre-
ciso que o veja.
O mercador olhou para o Hespanhol com
admirago.
Tendes alguma cousa com esse mogo ?
diz elle com um tom desconfiado.
__ Sim mstre Krab ; onde mora ?
__ Nao sei, respondeu Krab secamente.
Como ?
Mestre Hals pelo que parece est
cangado de me pagar urna pobre commisso
sobre os quadros que Ihe vendo ; quer te-Ios
de primeira mo.
Vos vos enganaes mestre-, nao venho
da parte de Hals.
tadoria geral do dito-ministerio que forao
enviados a esta thesouraria pelo director do
arsenal de guerra alim du Ihe dar o compe-
tente destino.
DEM DO DI\ G.
OfficioAosr. inspector da alfandega e-
xigindo com a possivel brevidade os orga-
mentos de roceite e despesa de sua repaitgo,
relativos ao anno financeiro de l84i 1845.
Iguaes ullicios foro dirigidos aos srs. ins-
pectores do arsenal de marinha director do
de guerra, e aos administradores da meza
do consulado e recebedoria de rendas ge-
raes internas.
dem do da 7.
OfficioAosr. inspector da alandega em
resposta ao seu de 2G de Setembro prximo
findo que acompanhou os requeiimenlos
dos negociantes inglezes J. Stwarl, e A.
Matkay & C. em que dspulo a consig-
nago das mercadorias salvadas da barca
Middlesex naufragada na praia do Ga-
mella ~ desta provincia.
dem oo da 8.
DitoAosr. juiz dos feitos da fazenda,
rogando houvesse de dar os esclarecimentos ,
que exigi o procurador fiscal da thesouraria
em seu parecer sobre o olicio do collector
de diversas rendas do municipio do Rio For-
moso o qual devolvera.
DitoAo sr procurador fiscal da thesou-
raria remettendo por copia o oflicio do
Exm. sr. BarSo Presidente da provincia do
6 do corrente para em seu cqmprimelo ,
haver pelos meios competentes do ex com-
mandanto do esquadro de cavallaria da guar-
da nacional, F. J. Carneiro Monteiro, os
dous cavallos para os quaes recebeo pela
thesouraria a quantia de 190, rs.
IH.IKI0 DE I'EIIWhIH'C.
r ------------------------------------------------ -------------=
A rebelliaG de minas ou A opposica
DE ISrl.
J temos publicado alguns arligos impor-
tantes sobre o disfecho dessa rebellioque a-
ineacava a Monarqua porem nojulgamos
anda preenchido o nosso dever de jornalista
quando se trata de assumpto to gravo ; al-
guinas rellexOes mais escreveremos a respeito
dessa victoria q'illustrou ao ministerio actual,
e mo grado nosso seremos obrigados a re-
volver o passado da opposigo de 1841 : em
verdade que louvores nao cabem ao governo
pela energa e esforgos que empregou para
destruir essarebelliao que entretinha as es-
perangas dos desordeiros de outras provinci-
as ? e essa victoria brilha anda mais porque
certamente trar apoz de si a pacificago do
__ Ento por vossa propria conta ? Em
todos os casos podis procurar em outra parte
inlormagOes sobre Staubs; nao sou to tol-
lo que d o enderesso de meus pintores um
alborcador.
Eslaes em erro, gritou Prez; nao sou
mercador de quadros.
Dzeio-o outros !
Juro-vos....
E' intil !
O mercador reconJuzia o Hespanhol
porta.
__ Mestre, diz Prez fazendo-o parare
olhando em torno de si dou-Yos cem duca-
dos se me fazeis conhecer a morada de Staubs.
E como o mercador ia fazer um signal de
recusa.
Esculai-me acrescentou elle ; n8o se
trata aqui de quadros mas de rapto.
0 que me queris dizer ?
Procuro urna rapariga cujo raptor so
me nao engao o vusso pintor de flores ,
que se nao chama Henrique Staubs, e sin)
G onza les Coques.
r
/



l
2
II o Grande para onde o prestigio Militar do
laro de Caxus e o valor dessas tropas que
elle duas vezes conduzio para a gloria o para
o Iriurafo devem de levar o desanimo aos
rebeldes e-a conimca o o enlhuziasmn
ao nosso exrcto : essa victoria enche o Bra-
7. de esperangas qu'5 repouz.lo na rezoluco
lirme que manifesleu o Joven Monarcha de
inanter illezos os direitos e prerogativas da
sua Corda ; ministra una ligo proficua es-
las oppoziges que nascidas da avidez do
imperio, e da vinganca transpoem os limi-
tes que o sistlioma reprezentatvolhes assigna,
para que ellas posso prestar utili Jade ao paiz
esclarecendo seno corrigindo ao governo que
aberra dos seos deveres : essa victoria encer-
rou de facto a poca do interregno cujo carc-
ter cujas consequencias perduravo nao
obstante a maioridade encerrou essa poca
em que as ambienes invadio o poder por
meio de movmentos populares e 'ogo o ce-
dioa outras que de seo turno Ih'o disputa-
vo pelo tnesmo caminho ; poca de inslabi-
lidade e de desordens ; de concesses e de
v exigencias ; de crimes e de impunidade ; de
resistencias e de fraquezas ; de re be I Oes e
de amnistas. Mas qum he que concorreo
para que to prematura vissse a nova epnca ,
que. dispona e que aplainou o nosso futuro ?
Sem duvida aoppozicao de 1841 que trocou
as glorias e os smcessos de Parlamento pe-
la sorte das batalhas a censura legal pela re-
zistencia armada e a ordem pela anarqua :
foi eila que por seos desmandos deparou ao
governo a quem guerreiava occasicles para
accarear as simpatas da Naci, e a conlian-
ca da Cora tornou mais diulurna a admi-
nistrago dos seos adversarios sanctifirou a
poltica dominante confundio-se e provo-
cou sobre si a execrago publica : desorga-
nizada e sem drecco avezada a poster-
gar a Constituicao para poder dominar re-
pellida pelo voto nacional e roagndo contra
elle desesperada de assumir o poder que se
Ihe antolhou inacessivel pelos meios sociaes;
foi essaopposigo carecterislica Jque fez appa-
recer a rebeliio de Minas e S. Paulo der-
ramou o sangue Brazileiro e sacriicou tan-
tas vidas : eertamente ainda nenhuma oppo-
zigo houve que deixasse de si tradico to
omminoza que desnaturalizasse tanto o sis-
thema reprezentativo e compromettesse mais
a sua pozigo alias nobre. Ah que outra
prova puderieis exhibir para mostrar quo des-
prezais o voto nacional e temis os recur-
sos que o sisthema representativo vos depara
para guerreiar com vantagem os vossos adver-
sarios adquirir importancia social e por
ventura subir ao poder.' Cauza estranheia
que empunliasseis as armas que promoves-
seis urna desordera que ronfiasaeis em um
movimento popular na poca das elleiges '
quando devieis commelter decizo das ur-
nas o vosso letigio com o poder Como he
que inculcando tanta conianra as instlui-
goesdopaiz, e a necessidade de sua manu-
tenco e inviolabilidade vs vos armis ao
depois contra essas instituiges insinuis a
insufliciencia dos seos recursos, ea desor-
den) como meio de opposigo constitucio-
nal ? Queris subir ao poder tazando de-
gros desses cadveres accumulados pela vos-
sa ferocidade ?.....Queris subir ao po-
der respeitados pelo sangue que vos tinge e
q' como q' se anima e brada contra vossos des-
varios ?.....Querieis subir ao poder (al-
lumiados por essas chammas que devorarn
a parte do Parahibuna e que jamis se a-
nagaro na memoria Jos Mineiros ?!.....
Quando triumfasseis como ponderieis fazer
bem ao paiz ao lado de um Monarcha sem
prestigio ? Vossa victoria rompera essa v4o'
que adorna a Magestade : ao lado de um Mo
narclia a quem as primeiras conoessOes tor-
nario incipaz de recuzar as segundas, e do'
manter a autoridade que I be restara; a quem !
a mpressfio do terror que Ihe infundirieis
sendo ello vencida tornara tmido na pre-
zi-nca d-i novas tentativas das outras ambi-
eoea que vos disputassem o posto ? Como pu-
derieis extinguir as reb-llioes que nascerio
da vossa ascencSo ao pader ? Como vos pu-
derieis manter sem reacoas sem meios vio-
lentos e anlogos origem da vossa eleva-
gao '.' mas como imporieis silencio s lac-
ees que as vossas relaefies treario ?
Prescindndo do sangue derramado das
victimas. dos sacrificios do Ihezoiro, da
Magestade offendda das Les violadas, urna
tremenda responsabilidade peza sobre vos que
deixastes o poder sos e sem oppozigo e sem
freio forte dos immensos recursos concedi-
dos pelas legislaturas passadas ; os males que
elle por ventura tiver feto, snas exhorbitan
cas, snns aberracoes vos devem ile ser in-
culpados por que as vossas rebullidos nao fo-
ro tropeos para o governo mas por meio
dolas ao contrario destes occazkW e possi-
hilidades do abuzos elle adquiri mais Don-
(langa publica, e com esta confianga e sem
oppozico mais lvre e desembarazado pode
obrar e abnzar.
A opposico de 1841 nos trouxe males in-
calculaveis mas a elicacia dos exemplos
que nos deoo governo de energa e vigor ,
a tradieco ominoza dos desmandos e ex-
cessos delta devem preparar-nos um futuro li-
zongeiro : sem duvida a oppozico que vier ,
identificada com o paiz mais advertida hade
prestar sjjrvigos importantes, e nao exce-
dendoaos limites da sua misso patritica de-
nunciar os desacertos do poder e o revo-
car do mo caminho que seguir por meio
de censuras intrpidas mas comedidas.
Completando esle artigo nao nos pudemos
cohibir de louvar a nossa provincia pelo es-
pirito de ordem que a distingue ao passo
que desan.lo e retrogrado as outras que
oirtrora Ihe davo exemplos : a provincia de
Pernambuco recebe as Leis de Reforma e as
acolhe como urna emanaco dos poderes po-
lticos do estado v a dissolugo e a reco-
nhececomoo exercicio de um direito que
a constiluigo conferio ao Monarcha e em
quanto as outras as faeges alevanto o eol-
io correm s armas edesprezo as urnas ,
Pernambuco se dipem para as elleiges, e
consuma este acto soberano sem as dificul-
dades que Ihe sao inherentes sem um dis-
turbio sem urna violencia e estas elleiges
I atravez dos emdenhos e patronatos que a em-
baragaro revelan o pensamento poltico de
provincia e illustro ainda mais a adminis-
trago patritica do Exm.Baro da Boa-vista:
estas elleiges respondem satisfactoriamente
aos Cassandras que esvevero esses Commu-
nicados do Brazil sobre a pozigo poltica do
nobre Baro na presidencia desta provincia.
gos da justicia e dos homens de Ilustradlo.
A provincia apezar de ter em si filhos seus
que bem posso desempenhar as funcgftns de
Secretario com tu lo perdoo no Exm. Sr.
Dr. Peretti um que por sua pratica activi-
dade expediente o talentos milito Ihe se-
ria desumma utilidade: a entrada em urna re-
partigo pela primeira voz abala e con
funde o mais consumado theorista.
O d >ver de ir exercitar o cargo honrozo de
juiz de di.-ejlo da comarca do Goianna em Per-
nambuco provincia de seu nascimento o
arrancou de nossos bragos entre mil sauda-
des e tristes adeoses.
O Illm. e Exm. Sr. Brigadeiro Presiden-
te da provincia conhecedor das virtudes e
qua'idades de seu fiel amigo e Secretario ,
e por ser este um dos Vice-Presidentes es-
collados pelo governo supremo, mandou
postar no ugar do embarque o batalho pro-
visorio que Ihe fez as continencias do estil-
lo ; aeompanhou-o atea bordo, ondecon-
correro todas as primeiras autoridades, seos
amigos, e hons Cearences ; e ao sahir a bar-
ca urna salva nos avivou mais a saudade
annunciando sua partida.
Assim vio o Cear parlir-se, entre os abra-
ces c demonstrnrfics de puro sentimento ,
o Exm. Snr. Peretti... Os elementos sejo-
Ihe propicios, eoconduzo, sao e salvo io
seo de sua familia ao lugar em que suas
virtudes o collocaro : suas recordagfles sa-
rao indeleveis entre os Cearences que nao
podem ser laxados de ingratos. ( Pedro II.)
CORRESPONDENCIA.
INTERIOR,
SMWSP
A provincia do Cear vio com grande senti-
mento no dia 26 do corren te apartar-se de
suas praias e conduzido pela barca de va-
por S. Sebaslio o Exm. Sr. Dr. Anselmo
Francisco Peretti de cuja intelljgeneia e
honradez foi ella testemunha ocular em to-
llo o lempo que servio como Secretario da
Presidencia. Sua dedicago c desinteresse
no servico publico seu amor observancia
da lei Ihe denlo um lugar dislinclo nos gra-
tos corages dos verdadeiros Cearenses ami-
E' possivel ?
Tenho todas as razes para ere lo ; mas
podis ajudar-me sabe-lo.
0 que he preciso fazer ?
Procurar o meio de fazer-me ver a ra-
pariga com quem o vosso pintor passeia.
Ser difBcil ; elle habita s rm urna ca-
sa no arrehalde novo sane raramente e
nao recebe pessoa alguma.
Nos nos arranjaremos de sorte a fize-lo
sahir : e posso contar com a vossa discrigo ,
Diestro ?
E cu posso ter por certos os cem duca-
dos ?
Estar.-.ps concordes diz Krab contando
o dinheiro.
Prez so approximou dos quadros que o
mercador Ihe hava mostrado quando tinho
entrado e leu o nome escrpto em baixo :
Henrique Staiibs, sim, sim murmu-
rou elle ; julgaste que bastava mudar de ge-
nero de pintura e assignar um nome falso
para me ernbaragar em niinhas pesquizas
iub. n^o de boje que don cus aos bonjens,
c bem saba que encontrara tuas pisadas em
alguma parte.
Com effeito diz o mercader que se ti-
rilla approximado, agora acho n'eslas pin-
turas de Ibres alguma cousa do pincel de Gon-
zalos Coques.
Nao assim. meslre Krab ? oh elle ;
estou convencido nao ujfr teria escapado se-
no cessando de pintar e se perdendo na niul-
lido ; mas esses grandes artistas lera neces-
sidade de dizer o que leem no corago 6
preciso que eslejo sempre em corresponden-
cia com o publico. Acredilo que se podem
esconder mudando de eseriptura e nao pen-
sando que cedo ou tarde se Ihe reconhecer a
penna. Adeus meslre vou tomar nimbas
precaugoes, e manha nos poremos em
campo.
Tallando d'esta sorte Prez sabio da fo-
ja e o mercador accompanhou-o.
Gonzals linha entretanto uvido ludo. Lo-
go que se vio s dcixou o lugar em que se
achara retirado o a brindo urna porta de
dutraz que conljecia se langou tora, do arma-
Snrs. Redactores.
Appareceu bontem no seu eslimavel Jornal
oannuneio d'um tal Abrzu ,
Cujo ignorado nome sombra dorme
Do nada protector.........
Declara o annunciante que ainda nao teve
tempo nem estomago para 1er a historia
d'outro Abreu e extrahir della um ramalhete
de parvices e desparates para mimosear o
publico : pede aos Snrs. Redactores que Ihe
insiram aquellas regras em prova de que nem
todos em Pernambuco comem araras nem
aprecian) obras que mesmo na cochinchina
seriam regetadas e despresadas : diz que
foi preciso que em nome de todos os sensa-
tos elle comecasse a critica., e d finalmen
le a noticia de que esl para entrar no prlo
urna analyse critica feita por mo de mestre
veremol-a o atnem com que remata to-
da a oraco.
Como nao tenho parte no ajuntamento de
sensatos cuja cabrea o Snr. Abreu an-
nunciante, tomo a liberdade de emprazar essa
respetabellissima communidade para me res-
ponder aos seguintes qusitos que immediata-
mente derivam da leitura do tal annuneiu :
1. Se um verdadeiro sensato pode expen-
der o seu juizo critico sobre urna obra que a-
inda nolsse ?
2. Se provavel que um homem cuja e-
rudigo assaz conhecda commetta parv-
ices e disparates na confecgo d'um obra na
qual sempre se reporta aos mais celebres his-
toriadores que o precederam ?
3. Se nfin contra os dicLmes da Moral e
da Religio dizer que u na obra moral e rel.
giosa abunda em parvices e disprales tendo
o seu auctor somonte coordenado ou resum
'lo aquillo que ..litro distinctos escrptores
haviam dicto prmero do que elle ?
4. Se proprio do critico sensato uzarde
epithetos aviltantes contra um homem que
nunca o ofTendeu ?
5." Se nao urna offensa feita ao publico
desta Cidade o querer mimoseal-o com par-
vorices e desparates visto que s se minio -
sea urna pessoa com aquillo de que ella gosta ,
e dado este caso se ou oo o publico de
Pernambuco tido por parvo e disparatado na
conta do sapientissimo annuncianle ?
6.* Se provavel que o Exm. Snr. D. Tho-
maz de Noronha os Illms. Srs. Padres Bar-
reto Miguel Lopes Gama e outras pesso-
as, cuja erudigo e senso sao bem conhecidns
encarregassem um insensato de comegar urna
critica ?
7.a Se nao 6 urna prova de ignorancia o di-
zer que um livro que traela da religio chris-
t seria regeitado mesmo na cochinchina ,
quando todos sabem que habitantes desse paiz
seguem a Religio de Brakma ?
E nao sendo este o sentido mas sim o de
julgar a obra pelo lado litterario to mal
confeccionada que at seria despresada pelos
habitantes da cochinchina ; nao ser outra
prova de ignorancia julgar que estes povos
san os menos instruidos quando nao h ah
estudanto de Geogr phia que ignore que a co-
chinchina um paiz da Asia o que os seus
habitantes descendentes das chinas san insig-
nes as artes e scioncias de que foi bergo es-
sa parte do mundo ? Qual das ponas desto
dilemma escolhe o Snr. annuncianle ?
8. Poder merecer o nome de critico sen-
sato aquelle que nao prova a opinio que e-
mitte ?
9." Poder finalmente criticar sensatamen-
te urna obra Iliteraria quem ignora as mais
simplices nogoes de Grammalica Porlngueza?
Quem diz veremol-a em vez de vl-a-hemos?
Se os Snrs. Redactores se dignaren) dar ca-
bida no seu interessnnte Jornal estas linhas
e aquellas que tenciono escrever em defensa
da honra e do mrito contra a calumnia e a
inveja prestan um grande favor ao
Abreu N. 3.
COMMEIICIO.
ALFANDEGA.
Rendimento dodia 14 de Outubro 3:550/299
DESCARREGA IloJE 15 DE OUTUBRO.
Brigue Dinamarqus = Bornholm = Fari-
nha.
Brigue Franeez = Cicile= Fazendas, vinbos,
e manteiga.
zem, e se poz a correr para o arrebalde novo.
A conversago que acabava de escutar nao
Ihe poda deixar duvida alguma : tinhflo des-
coberto suas pisadas, e urna prompta fuga
era de absoluta necessidade. Mas essa fuga
s deria subtrahi-lo ao perigo por alguns na-
ta rites : o feliz acaso que o tinha servido nao
se reproduziria sempre ; mesmo quando Do-
lores e elle escapassom ainda urna vez sper-
seguces dos Alranzos achar-se-hio bem
depessa expostos novamente e todos os cui-
dados para se oceultarem serio inuteis. P-
rez o havia dito, o pincel do joven pintor
devia denunciar seu nomo.
comprehemlcsse ; estava eollorado na alter-
nativa de renunciara I olores ou do renunciar
a arte! e todava entro estes dous infortunios,
a escolha Ihe pareca impossivel : o pintor e
o amante eslavo ento de tal sorte confundi-
dos em si, que, perder urna de suas alegras,
era perde-las ambas o que seria na enfade
a arte sem Dolores seno a na tu reza sem o
sol j mas Umbum pino recusar o genio no
IMPORTAgA".
A barca franceza =r Cecilia = vinda do Ha-
vre deGraga entrada no cofrente mez ,
consignada a L. A. Dubourcq.
Manifestou o segunte :
80 barris com manteiga, 1 caixa com fa-
sendas 2> cestos com champanha ; A.
Schramm.
25 caixas com fasendas ; Kalkemam &
Rosemund.
1 cai.ta com fasendas \ fardo com ditas:
N. O. Bieber& C*
6 caixas com fasendas ditas com livros;
Lenoir Puget & C*
3 caixas com fasendas ; J. O. Elster.
6 ditascom fasendas 1 dita com papel ;
Bolli & Chavannes.
I caixa com instrumentos de msica 20
massos de papel pardo ; L. A. Dubourcq.
I caixa om llores 1 bocela com passas ,
1 caixa com fasendas 3 ditas com chapeos ,
I dita corn conservas, 1 barril com agoarden .
te ; ordem.
1 caixa com papel de msica ; J. J. de
Carvalho.
200 barris com manteiga ; :\ J. J. Monteiro.
momento em que vinha a desenvolver-se ;
nao era por ventura um sacrilegio que eternos
remorsos apenas expiario ?- Oh se fos-
se necessario decidir-se entre a pobreza ea
riqueza entre a vida e a morte !.... Mas par-
tir o coragac em duas amelados, e escolher!...
Gonzals tornava-se louco com tal pensa-
mento. Igualmente domnalo por seus dous
amores passava de continuo de um para en-
tro ; estava no caso da rni que tem de esco-
lher dentre dous filhos igualmente caros a-
quelle que s poderia ser salvo. Por instan-
tes a arte era mais forte ; depois Dolores su-
perava. Elle se debaltia em vo no meiod"es-
ta lucia procurando decidir-se mais tarde ;
urna voz que nao podia suTfocar Ihe gritava que
escolhesse. .Senta romo una necessidade a-
bragarsua mleira stuago j, hora da crise
havia ehegado e sua alma se revoltava con-
tra urna mais loriga incerteza.
Passou polo arrebalde sem nada ver sem
nada ouvir n chegou tara de ai ao jardim
do florista ; mas ao aspecto da casinha proli.
L estava Dolores que o espera va, sem


5
8 caixas com fasendas, 1 dita com cilindros,
\ dita com estampas 2 ditas com livros ; a
L. Bruguieri.
G caixas com fasendas, 3 ditas com vidros,
1 dita com carneiras i dita com instrumen-
tos de musiea 1 dita com sal amoniaco :
Didier Robert & C.
t caixa com fasendas Angelo Francisco
Carneiro.
2 caixas com fasendas; Ramm & Zimmer.
27 volumes com drogas 1 caixa com vi-
dros 4 botijas com oleo ; Saisset & C.
fi caixas com fasendas T. Keller.
5caixascom porcelana 3 di tai com pa-
pel 2 ditas com cristal, 1 dita com fasendas,
1 barril com tintas 1 caixa com selins ;'
Avrial Freres.
15 barricas com carnes A. Morin.
2t volumes com fasendas, 3caixascom pa-
pel 15 d itas com fasendas ; .V. Lasserre &
Companhia.
1 <~ xa com calcado 1 dita com fasendas;
J. Colornbier & C.
1 f;aixa com armas, 800 gigos com batatas,
1 ca'xa com phosforos, 4 volumes com papel;
ao 'Capito. fr
1 caixa com botas fWauthier.
1 dita com Paseada*.; A. Millocbau.
6 barricas com arme), 1 caixa com alfine-
tes 11 ditas com fasendas I dita com acido
:nitrico 1 dita com robe 1 dita com charo-
pe, 1 dita com papel pintado, 1 ditacoin dro-
.'gas 2 ditas com chapeos, 1 dita com selins,
1 dita com papelo, 1 dita com thesouras ;
Lehmamm >. C.
1 caixa com oculos 1 dita com fasendas';
Garnicr.
33 volMmescom drogas. 2 gigos com gar-
rafas ; K B. F. de Sonsa.
. 12 caixas com vidros \ ditas com fasen-
das i dita rom chapeos, 4 ditas com vellas,
I di ta com calgado 1 dita com perfumara ;
a (,als Jnior.
150 caixas com queijos; L. A. Baudoux.
5 caixas com fasendas ; a Tobler Freres.
50 cestos com champanha ; a Me. Calmont
& Companhia.
1 caixa com obreias 11 volumes com dro-
gas ; Cesar Kruger.
Fora do manifest.
Ti embrulho com amostras ; Keller.
i dito com ditas ; F. Relenot.
1 dito com ditas ; Lehmann di C.
i dito com ditas ; L. Bruguieri.
1 dito com phosforos ; o Capito.
do dita arremataco sugeita a diroitos eex
pediente. Alfandega 13 de Outubro de 1842.
V. T. P. de F. Camargo.
Vicente Thomaz Pires de Figueredo Camar-
go Commendador da Ordem de Christo ,
Inspector d'Alfandega de Pernambuco por
S. VI I. Que Dos Guarde &c.
Faco saber que a 15 do correte mez sero
arrematados ao meio dia a porla da alfandega
8 leruos de condecas 24 ass.ifates 18 ces-
tiuhos e 78 cestas d'aro ; impugnadas pelo
2 escripturario Joze Fideles Barro/o de Mel-
lo no despacho por factura de Manoel Fer-
reira Quedes no valor de 50 $ reis sugei-
to o arrematante aos direitos. Alfandega 1 i
deOutuhrode 1842
V. T, P. de F. Camargo
N. B. Ser arrematado no mesmo diaeo-
ra 24 frascos com essencia de salea parrilha ,
inpugnados pelo mesmo 2. escripturario no
despacho de Barlholomeo e Ramos no valor
de20# rs.
DECLARAgES.
MOV MENT DO PORTO.
__________________________________________
NAVIOS ENTBAD0 NO DIA 14.
Suecia pelo Ass; 3 mezes Brigue Sueco
Victorino de 100 tonel Capito Peter Os-
plund cquip. 8 carga taboado : a N.
O. Bieber t Companhia.
Ri'j de Janeiro ; 33 das Rarca Brasileira
Izabe! de 18C> tonel Capito Joo de Car-
valho Rapuzo, eqtip. carga farinha de
mandioca caf, feijo fumo e mais ge-
miros : a GauJino Agoslinho de Barros.
EDITAES.
Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camar-
go inspector d'Alfandega &c.
Faz saber que boje 15 po corren te, ao meio
(lia e na -porta d'Alfand.ga se ho de arre-
matar A caixas com 1(50 espadas no valor de
1:600^ reis, impugnadas pelo amanuense
Concalo Joze da Costa e S Jnior no des-
pacho por factura de Joze Luiz Pereira sen-
CONSULADO BRITNICO.
KSr Faz-so saber aos subditos Britnicos
residentes em Pernambuco que no dia quinta
feira 20 do corren te mez de Outuhro pelo
meio dia ter lugar no consulado Britnico
ra do trapixe novo um ajuntamen o espe-
cial dos subscriptores ao capello lnglez.
H : Augustos Cuwper Cnsul.
taar O Arsenal de Guerra compra 300 a
400 caadas de azeite de carrapato ; quem o
tiver apprczente se na sala da Directora no
da 18 do correnle das 10, as 11 horas da
manila.
GABINETE LITTEBARIO.
=Tendo-se de proceder a balanco nos li-
vros do Gabinete Littario faz-se mister que
os Srs Socios, quetem livros em seo poder, os
manden) recolher no prazo de tres dias con
tados deste e nSo o fasendo ficarO sugeitos
pena dos estatutos.
O Bibliotecario.
= Tendo-se de proceder, no dia 17 do
correnle mez, a medicSodos terrenos deMari-
nhas concedidos pela Procidencia aos Snrs.
Antonio Teixeira Lopes Joo de Brito Cor-
reia Antonio Jozo de Oliveira Joaquitn
Joze de Figueiredo Braz Antonio da Cunha,
e Manoel Hilarte Rodrigues no lugar de Fo-
ra de Portas da parte da mar pequea de or-
dem do snr. Sargento Mor encarregado das
medceles dos ditos terrenos tenhoe con-
vidar aos referidos concessionarios, para que
hajo de compirecer por si ou seus procura-
dores no mencionado logar logo as (> horas
da manila.
Joo Francisco Bastos.
Escrivo das Medicos.
tsr Existe no correio geral urna carta se-
gura para Anna Joaquina Correia de Araujo.
SsrO Arsenal de guerra compra um boi
manco que sirva para carroga quem o tirer
para vender traga-o ao dito Arsenal hoje as
11 horas da manila.
LEILAf).
O Corretor Oliveira far loilo por or"
dem do Cnsul de S. M. F. e cotila de quem
pertencer de i09 cascos vasios que fiearo
depois dos attestos dos que viero com azei
te de peixe na barca Real Principio D. Pedro,
arribada a este porto na viagem que lazia de
Mocambiqua, com destino a Boston : hoje 15
do corrente ao meio dia em ponto no arma-
zem dos trapixes do Angelo.
AVI SOS DIVERSOS.
AVISO MARTIMO.
= Para o Aracati Hiato Nacional Flor de
Larangeira forrado de cobre e de primei-
ra marcha pettende sabir at o dia 20 do
coi rente, por ter ja mais de meia carga
prompta : quem no mesmo quizer carregar
ju ir de passagem para que tem excellentes
commodos ; dirija-se a bordo do dito Hiate ,
ou com o seu proprieta rio Bernardo de Souza
ou na loja da ra da Cadeia do Recife D. 17.
durida e nada eslava decidido em seu ppn-
sament! Deixou-se cahir sem forcas sobre um
Danoo de relva ; sua iuceiteza se tinha torna-
do um desespero.
Lancou etn torno de si um olhar espanta-
do : as llores candadas Comegavo a levantar
as caberas ; a agoa dos tanques estremeca
com o vento da tarde e o sol que se apro-
ximava ao acaso chamejava como um in-
cendio por entre os acacias. Esta belleza da
creaco arrebatou Gonzals.
Oh nao, murmurou elle estcndedo
os bracos nao nao renunciare a ludo isto !
O'iero viver com as llores e com o sol ; sou
pintor, sou pintor !
Neste momento um canto suave e mode-
rado se f z ouvir. O pobre moco estremeceu ,
e ahrindo com precauco a folhagem do lu-
gar em que se achava escondido, apercebeu
Dolores que inclinada sobre a janela p_recia in-
terrogar o caminho com oolfiar. A joven Hes-
panhola tinlu na mo um vazo de Ierra com-
Inutn que cnchugava cantando a meia voz
um, fonancero d- seu paiz ,
....... E o pastor diz Ins : Eu vos
amo ha sete annos senhora e quiz dizer-vos
urna vez.
Agora tnandai vir os soldados do conde
vosso pai, para que me carreguem de cadeias ;
cbaniai o algoz para que me ponha cm tor-
tura os membros ; encommendai para mim
um fretro, pois sei que mcreco a morte.
Ins respondeu ao pastor : Tudo ser f- i
to segundo vosso dezejo ; mas por cadeias
tereis rr.eus bracos ; por torturas, meusbci-
jos e por fretro o leito nupcial.
a Eu tamben) vos amo e por vos, dei-
xarei o castelo do Conde ; era rica se re fe-
liz : era poderosa serei amada.
Irei habitar vossa cabana. Snchez, guar
darei com vosco as cabras nos rocliedos ; se-
rei uina esposa laboriosa e submissa como
convem.
E nao olhes se mi.i ha fronte mais alva
do que a tua ; hem depressa se atiigueirar
sobre a montanha ; nao te inquietes pela fla-
queza de minbas mAos ; mais se fortifirar
com o lraba!lio ; mas o|||a o nieu coraco ,
t=_ Sabio o Carapuceiro 37 ira/endo
urna engenhosa alegoria das galinhas sagra-
das cont traduziilo livremente das obraide
Lemontev, e que. tem mais de urna applica-
co ad hbitum A variedade compe-se
d'um Dialogo entre D. VIariq-.iinhas, e seu
marido Man Coco a respeito de trajes para
passar a festa Vende-se na praca da inde-
pendencia N. 37 e 38
tST Rafael Lucci, e sua filba tendoobli.Io o
consenso e especial favor da Sodedade Nata
lense para no seu theatrinho dar tres func-
qes Lirycas por meio de subscripeo parti-
cular avisa as pessoas que lhe fzero a hon-
ra de assignarem a referida suhscripQo e
todo o respeitavel publico desta Cidade que
as ditas tres funceos tero lugar a primei-
ra no dia 2o do corrente e as nutras nos dias
8 e 15 de Novemhro futuro. A subscripc/io
cmtinua em su casa na ra do Queimado D.
16, das 11 horas do dia at as cinco da tarde,
sendo a rasSo de o reis pelas 3 noites. Para
os homens est destinada a primeira galera ,
e as Snras. tero a sua dispnsiQo a segunda
e terceira os bilhetes da pldcia vendem se
a i 000 reis no botequim junto ao theatro
publico.
SST O abaixo assignado faz publico qu^ lo-
go que deixou de ser administrador dos bens
de seu Tinado pai Antonio Ma.iques ds Costa
Soares, em consequencia de se haver lindo o
prazo marcado na concordata creditoria re-
correo ao juizo dos orfos aonde existe o in-
ventario sollieitando, prestar contas do tempo
de sua administraco e entregar a quem
mandasse o mesmo juiso aqtiillo que em si
tem e toda a demora provem do juizo e nao
do annunciante : iguilmento declara que s
de um inquillino recebeo 4oji reis e do nu-
tro 5. reis por irem elles de seu moto pro-
prio pagar-lhe cuja quantia devia receber pa-
ra dar contas nao sendo acertado repugnar-
se ao recebimento, que depois poderia ser
imputado.
Joze Marques da Costa Soares.
t^- Arronda-se para se passar a festa ou
por anno quatro cazas a margem do rio Capi-
baribe ; quem as pretender entenda-se com
Joaquim Carndro Machado Rios em S. Jo-
ze do Manguind.
tsr Fugio da cabanga da caza do abaixo as-
signado no dia 6 do corrente um carneiro
grande capado, mais roncoio e foi dezapa-
recido da pessoa que o seguia nos sitios dos
coqueiros quem o tiver achado leve-o na ca-
banga em caza do abaixo assignado que rece-
ber 2j( reis de gratificaQo.
Jeronymo Sebastio de Alencastro.
^ O Rergantim Nacional Relmpago que
est a sahir para o Rio do Janeiro preciza
de um cozinheiro que saiba da sua profis-
<;So quem estiver n'estas circunstancias o
dirija-se a bordo do mesmo a fallar com ,
Capito ou a caza do consignatario Joaquim
Baptisla Moreira na ra d'Apollo.
MEDICINA POPULAR AMERICANA.
tsr Nao ha objecto que mereca mais Pisar
Snchez, pois meu coraco corajoso e forte.
Em quanto Dolores cantava urna revolu-
i;So tinha parecido operar-sena alma do joven
pintor. Suas mos se tinho dirigido ao cora-
Qo como para comprimir as pancadas ; seus
labios tinho murmurado o nom de Dolores,
e lagrimas havio mulhado suas palpebras.
Depois que a rapariga deixou a janella (con
elle por muito tempo immovel ; om Pim, le-
vantando a cabega como se Uvera tomado urna
resolnco deixou a latada soh que eslava ,
subi a escada da casinha e abri de vagar a
porla.
Dolores arranjava a meza para a ccia : ao
aspecto de seu amante soltou urna exclama-
cao de alegria e veio Iangar-se nos seus bra-
cos.
Quanto lardaste diz ella ; comecava'
j a inquietar-me.
Gonzals abrarou-a sem responder.
O que ha ? pergunlou a rapariga recu-
ando esls plido.
Elle sentou-se, e poz Dolores sobrg os seus
joelbos,
B
a altcngn das difieren tes classes da Socieda-
ile que urna Me lecina Popular ; urna que
uas varias molestias que allligem o genero u-
mano possa ser applicada com soguranca e
sem temer as funestas consequencias que as
vezes procedem das differentes coinposiQfies
e misturas que sao pre?criplas taes como .
porexemplo, preparaQ(5s do mercurio, &c.
as quaes na verdade -- muitas retes curio
a molestia para qnal fprio receitadas mas
ao mesmo tempo deixo raizes para oulras
molestias que nao admillem cura : e nao he
raro de ver pessoas prematuramente velhas ,
e com urna constituigo totalmente armia-
da peloestravdgante uso de semelhantes re-
medios. Para corrigir em parte estes males ,
o Autor da Medecina Popular Americana ,
empregou muilos annos a procurar um reme-
dio que ao mesmo tempo substituase o uso do
mercurio ( este verdadeiro inimigo do ho-
rneo) ) puriPicasse osanguee restituirse a
saudo aquellos infelizes que padecem do uso
do mesmo.
A Medecina Popular Americana consiste \
en; urna s qualidade de pillas compostas
de dous differentes principios: um he pur-
gativo e desostruente movendd os humo-
res viciados das differentes parles do corpo ,
.) assim purificando o sangue ; o oulro
he tnico dando forca e vigor aos orgos
da digoStUo e por tanto impedindo a aecu-
mulaco dos humores nos inteslinos c
Urna combinaco como esta nao podo ser se-
no proveilosa na mor parte das molestias o
sendo vegetal esta combinaco, pode ser ad-
ministrada a crealura mais delicada sem re-
ceio nenhum e com certeza de benficos
resultados.
As molestias, as quaes tem sido mais
til a Medecina Popular Americana sao as
seguintes : Indisesto Dyspepsia moles-
tias dos ligado Rheumalismo Gola e Affec-
c,oes da cabera em geral affecces cutneas ,
Cobres com intermitientes, remitientes e be-
liosas inflamacOfs em geral, escrfulas, l-
ceras antigs cancros hemorrhoida. hy-
dropesia, pedra ni bexiga relenco de uri-
na e outras molestias particulares dos orgos
urinarios, molestias sypliililicas incommo-
dus das Senhoras como obstruCQoes, fra-
queza altaques nervosos &c. em fm to-
das as molestias produ/.idas pela impureza do
sangue.
A Medicina Popular Amevicana que a
muitos annos est em uso as indias occiden-
taes e orientaes, Costa d'A frica, &c. te. tem-
se tornado urna medicina incstimavel, sendo
preparada do proposito para climas quentes e
composta d'ingredientes que nem requeren;
dieta nem resguardo e se pode applicar a en-
ancas Ja mais tenra idade.
O unieo Agente do Autor em Pernambuco,
he D. Knoth, na ra da Cruz n. 57 cada
caixinha he accompanhada do seu recetuario
e custa mil reis.
i
tsr Aluga-se una preta para o servico do
dentro de urna caza : no lorie do Mattos na
padaria de Antonio Maia Cortes ; na mesm
tem para vender urna porco de mel de abe-
Iha em porco e a retalho.
tsr Aluga-se urna caza terrea com grande
soto e muito bons commodospara familia,
no bairro da Boa vista ra da Alegria : a
tratar no largo do Livramento armazem do
louca e mutilados ti. 20.
= Urna pessoa de muito bons eos tu mes
se offereco para ama de pouca familia, para
todo o servico de portas a dentro e tudo
com perfeico e asseio : a pessoa que quizer
dirija-se ao pateo de S. Pedro D. 16' que se
dir.quem a pessoa.
diz elle.
preciso que
a escollia cuta
Descobriro o nosso retiro ,
Deus!
O homem que me quiz assassinar em
Bruselas est aqui.
Prez !..'Quem le dice ?...
Gonzalscontou oque lhe havia succedi-
do em casa de mestre Krab e a conversaco
que tinha ouvido.
Tu vs ajunlou elle
.lenuncie pintura ou a ti
feila.
E correndo ao cavallele, onde a Santa Ce-
cilia eslava exposla :
Nao sou mais pintor exclamou ello ;
tu me sacrificaste sua nobreza e tua honra ,
Dolores eu te sacrifico niinha arte.
E cerrando oquadro sobre o seu coraco
applicou lhe os labios.
Adeus repetiu elle minha santa
adorada que me devia dar a gloria adeus
niinha esperanga ; adeus meusonho !
E agarrando a teU com raiva rompeu-
e pisou-a a ps.
(Continuar-se-ha.)


,4

Offernce-s- um Potuguez de 16 pa-
ra 17 annos de Hado para Caixeiro de qual-
quer estabelecimento o qual dar fiador da
sua conducta ; a pessoa que precizar dirija-se
a Boa-vista Ioja de chapeleiro D. l.
W 0 abaixo assignado len lo o quarto avi-
zo no Diario de Pernarnbuco do dia 1 2 de Ou-
tubrode 182, que annunea ques vio re-
matar em praga pirante o Juizo do Civel da 5.
vara urna morada de casa terrea cita na ra de
Santo maro Biirro de Santo Antonio:
o abaixo assignado declara que elle mora nos-
8a casa a 11 annos ; e que jadianlou a seu
proprjelario Bernardo Fernandes (ama o alu-
guel al o mezde Setembro do anno prximo
vindouro do 1843 a fien do remamatanto
contar logo com este descont, e rebate no au-
to de arrematado o que tudo consta dos re-
cibos do mesmo propri<*larioreconhecid.)S por
Tabelio que se acho em mo do abaixo
assignado.
Joo Baiimann.
Precisa-se de um caixeiro para Ioja de
, fazenda nesta praga de idade de 18 a 22
I annos, equeviesse a pouco de Portugal e
que ja ostivessa em Ioja de fazenta : quem
quizer annuncio por este Diario para ser pro-
curado.
Quem quizer alugar para passar a festa
urna caza para pouca familia no lugar da
capunga com seos arvoredos de frutos o ver-
duras : dirija-se ao misma casa que chara
c>m quem tratar. ,
Precisa-se de 800> rs. a 1 cont de rs.
a juro de 1 e meio porcento ao mez sobro
hypotheca em urna propriedade que rende
sempre mensalmeuto 25 j rs. dos quaes se
deduzir o dicto juro : a quem cjnvier o ne-
gocio annuncio.
= Constando queopreto Narciso Joze de
Santa Anna anda fazendo notiicages dizen-
do que he por ordem do Juizo sem aprezentar
para isso despacho ou mandado ad verte-se
ao publico que elle nao he olficial de justiga
nem para isso est aulhorizido para que
pessoa algunia caia na logrago desse velha-
co como tem acontecido a algumas pessoas,
quem elle (em feito semilhantes trapaceras
cobrando as ci tagnes e dizendo ser a ex of-
licio do Juizo.
F. J. P. de Carvalho.
= A abaixo assignada tendo despedido o
seu caxeiro Anastacio Joze Azevedo Jnior no
dia 10 de Outubro do prezente da refiuaco
que tem na ra da Gloria e oonstando-llie que
elle pertende cobrar algumas dividas perten-
centes a mesma refinaco declara por este
que nao leva em cunta recibo algum nem nu-
tra qualquer tranzarlo que o mesmo faga
deste dia emvante.
Maria Joaquina de Abreu Lima.
tsr Preciza-se de um caxeiro rapaz chega-
doltimamente da cidade do Porto para liir
para a cidade Goianna servir de caxeiro em
urna caza muito capaz por isso o que se achar
as circunstancias, dirija-se a ra estreita do
Rozario venda D. 33 para m t*actar$ na mes-
ma venda vende se doiscaixOes proprios para
venda e. mais pertences quem os pretender,
dirija-se a mesma.
= Alug3 se o segundo andar das cazas da
ra do Torres ao p da caza do Sur. Joo
Pinto de Lemos os pertendentes dirijo-se
ao armazem de assucarao pedo Trapixe do
pelou rinho
maraes
= Huma pessoa intelligente e com abo-
narlo que seacha desempregada propo-
em-sea tomar a administrarlo ou liquidarlo
de qualquer caza de commercio est bdci-
mento ou ainda obras ou outra commisso
para que possa ser idonia mediante um es-
tipendio proporcionado ao peso e importan-
cia do trahalhoe ao seu bom desempenho ,
quem do seu presumo quizer utilizar-se ter
o incommodo du annunciar a im de ser
procurado.
= Preveni-se que a cabra de nome Felici
ana de vinte dous annos de idade be escrava
de Francisco Chavierde Vasconcellos, e nao de
Antonio Ferreira Lima com-Senr. do enge-
nho Arariba de Baixo em cujo poder se a-
clia a liui deque ninguem compre dita es-
crava.
**r Preoiza-se comprar duas varas e urna
quarta de bico de ramagem largo que sirva
para bretanha : na ra das Trinxeiras sobra-
do n. 42.
=Prec:za-sedo um porluguez para feitor de
um sitio com a condigo de trabalho se for
dcstesque a pouco xegarao milhor, no prin-
cipie do atierro dos Affogados a fallaj com
Sivestre do Nasciraento : e o mesma raza
vende-se cocos para embarque e palha para
banheiro.
tsr Precisase de um homem para feitor
de engenho : na ra do Vigario n. 13,
a fallar com Joao Antunes Gui- quintal e cacimba : a tratar na
na ultima caza do lado do norte.
Lotera da Matriz da Boa-vista.
O successo imprevisto occorri lo na extra-
gao da lotera d Rozario torna de absolu-
ta necessidade deferir o andamento desta ,
para o da 20 do corren te Outubro poi* h*
oralmente sabido que os premios percebidoi
m um i lotera sarvem para a compra dos
brinetes d outra e no sendo pos ji ve I arris-
car mais que o valor do beneficio he to
justo quanlo necessario esledeferimento.
C. Augusto GuItzoNv, Hamburguez,
retira-se pura Babia.
I'ILULAS VEGETAES g L'NIVERSAES AMERICANAS.
_ tsr 0 nico deposito dellas he em caza de
D. Knoth, agente do Aullior, na ra da Cruz
n. 57.= N. B cada caixinha vai embrulha-
da em seu receituario com o sello da caza
em lacre prelo.
t* .No dia 4 do eorrente desapareceo do
porto do sitio invisivclda Cidade nova urna
canoa de carreira com assentos dos lados ,
pintada de verde a lempos e pelo encola-
mento recebe agoa ; quem della tiver noticia
dirija-se a Antonio Joze Gomes do Correio ,
que gratificar.
tsr A pessoa que pelo Diario tem annun-
ciado propor-se a dar lavada em 8 e lo das ,
roupa de varrella responsabjlisando-se por
qualquer falta querendo encarregar-se de
baixo das mesrms condignos da lavagem de
urna nao pequeua porgo de roupa dirija-se
ao pateo do Carmo caza n. 22 a qualquer hora
do dia.
tsr Quem quiser alugar urna caza para
passar a festa nos aflogados ra de moto-
colomb para pequea familia e por pre-
go com modo dirija-se ao pateo do Carmo
sobrado D. 18.
tsr Aluga-seum sobrado de 2 andares e
solo : no alterro da Bja vista a fallar com
Juaquim de Olivera e Souza.
tsr Arrenda-se por anno, ou por festa,
urna boa caza e com bastantes commodos a
margem do bello capibaribe no lugar do
poco da panella na ra da beira do rio, por
prego com modo ; quem a pretender procu-
re a Antonio da Silva Gusmao na ra do
Queimado.
C3~ Quem precisar de um caixeiro portu-
guez de 16 annos sabe bem ler, escrever,
6 contar para qualquer arrumago dando
fiador a sua conducta annuncie.
tsr Quem annunciou no Diario n. 215
querer comprar prata em obras sendo quei-
ra urna porgan de oitavas em cabos de facas ,
garfos, e outras obras dirija-se a Olinda
ra do Balde n. 24.
asr Precisase de urna caza de um sobrado
para urna pequea familia que tenha quin-
tal que seja entre a Soledade eo bairro da
Boa vista e nao llavera duvida em pagar-se
os alugueis adiantados ; quem tiver annun-
cie.
3- Gaspar da Silva Froes roga as pes-
soas que tem pinliores em poder do annun-
ciante os quaes ja se acho vencidos de
irem pagaros juros ou resgata-los confor-
me o trato, e adverte as pessoas a quem
mandou avisar particularmente no cazo de
nao virem cumprir com osseus deveres que
vai annunciar seus nomes por extengo e
fazer venda dos mesmos pinhores.
tsr Aluga-se urna caza terrea na ra da
Florentina com muito bons commodos ,
mesma
principio do attorro dos affogados na pnmei
ra fibrica de restilagao.
tar Urna prensa de espremor caj ; xjuem
tiver annuncie.
VENDAS.
-
ra
tsr Quem annunciou no Diario de 14 do
eorrente ter para vender urna bomba de pao
de sicupira com todos os seus pertences ,
para urna cacimba dirija-se a ra da Flo-
rentina caza que tem olaria.
tsr Quem precisar de urna mulher para
ama de urna caza que engomma bem, e
cozinha dirija-se a ra de Agoas verdes do
lado de N. S. do Tergo n. 39.
tsr Troca-ge por tijolos de alvenaria gros-
sa urna canoa em bom uzo que carrega
600 ditos: na praga da Boa vista botica do
Sr. Ignacio
COMPRAS
Os Diarios de 20 de Maio e 4 de Ju-
nho do eorrente anno : na praga da Indepen-
dencia Ioja de livros n. 37 e 38.
tsr A historia de Pamela Andrewes ou a
virtude recompensada, en: porluguez; quem
liver ;.nnunrie.
tsr A obra recreagao filosalica pelo Pa-
dre Tlieodoro de Almcida : na camboa do
Carmo n. J9 prime!ro andar.
tai Para fora da provincia escravas de lo
a 35 annos sendo sadias com hahilidades
ou sem ellas : na ra Nova Ioja D. l3ou 14 ,
de manha at as 10 horas e a tarde das duas
as 4 |
tsr l'm negro que seja bom forneiro no
tsr Cabos do Cairo, e pegas da lona da
Russia por prego commodo sacas com fa-
rinha com toque de avaria a 1600 a sica :
em caza do Francisco Marques Rodrigues &
Irmaos ra dos Tanueiros quina da do tra-
piche n. 12.
tsr Via balco mu i lo bem feito de ama-
relio todo de molduras que serve para Ioja
de fazendas por prego commodo : na ra
estreita do Rozario D. 30 ; no mesmo aluga-
se um armazem por 7j rs. na masma ra.
tsr Por seu dono retirar-se da cidade von-
de-se urna cama de angino nova de bam
gosto com seus enxergfaes e cortinados de
cassa para cazal e un selim para menino
montar em carneiro com seus pertences ;
na ra de Hurtas n. 46.
Um sortimento de relogios patente ho-
risontal ditos de parede com despertador ,
por preco commodo : na ra das Cruzes caza
de relojoeiro francez D. 4.
tar- Bugias de carnauba de 6 e 9 em libra,
bem feitas e de boa luz a 320 res a libra ,
cariase taboadas para meninos a 80 e 40 reis;
pautas grandes e pequeas a GO e a 30 reis :
na ra do Nogueira n. 13.
ssi"Duas redes du palhinha feitas no Para ,
proprias para tipoia de Senhora ou para
qualquer commodo com suas competentes
cordas e borlas: na ra do Collegio venda
Decima 12.
tsr Um bonito mulato de 20 anuos som
defeito algum bom criado de servir, cinco es-
cravos para lodo o ser vico sendo um bom ca-
noeiro, um moleque de 18 annos bom pagem,
duas escravas recolhidas com boas habilida-
des cinco ditas para todo o servigo urna
niulatiuha de 8 annos um bom escravo por
550,y : na ra de Agoas verdes D. 58.
> ssr-Na ra do Queimado Ioja D. 9 de Lu-
iz Joze de Sousa ha para vender chapeos de
sol de seda de superior qualidade, lengos
de seda pretos grandes e pequmos ; luvas de
seda brancas e pretas para homem e Senhora .
meias de ditas pretas para homem ditas
brancas de algodo abortas muito finas para
Senhora tudo por prego muito commodo.
tsar Urna armago de Ioja propria para
qualquer estabelecimento, na ra Direita de-
fronte do beco do Serigado ; quem a preten-
der dirija-se em forado portas D. 21 que
se dir quem faz o negocio.
tsr ptimos queijos do CertAo ; por com-
m-.do prego : no atierro da Boa-vista venda
de Manoel de Azevedo Maia.
tar Cal virgem de muilo boa qualidade em
barrisa 4ji : na ra d'Apollo no armazem de
Francisco Joze Silveira.
tsr Urna bonita moleca de 17 a 18 an-
nos muito vistosa e sem defeitos e muito
propria para casa, porem sem habilidades: na
ra do Queimado em casa de Antonio da Sil-
va Gusmao.
t*.r Urna porgSo de carne do Cerlo a 160
reis a libra muito gorda manleiga ingleza a
500 reis superior azeite de Garrapato a 280
reis a garrafa : no beco da Pol D. 7 esquina
dos Quarteis.
tsr Duas escravas com boas habilidades ,
urna dita engomadeira, cosinha bem, urna di-
ta por 500ji cosinha lava vende na ra ,
dous pretos pegas bons sem falla para tudo ,
um dito por 300ji bom para todo o trabalho ,
e serv bem urna casa um moleque de 8 an-
nos j serve bem urna casa : na ra de Agoas
verdes n. 44.
tsr Urna venda com os fundos de 500 a
uOOjf querendo o comprador tira-se at a
metade para fora pelo dono ter outras vendas
aonde bote os efeitos ; suem a pretender di-
i ija-se a na da Senzalla velha defronte do be-
co do Campello parede e meia ao barbeiro.
tsr Urna Juma nova e bem construida ,
piulada com gosto para deposito de ossos :
na ra dos Martirios D. 18 e tamhem se en-
gomma com toda perfeicao por prego commo-
do qualquer que seja a pega ea vontade do
dono.
ty Urna propriedade com padaria e um
terreno em fora de portas : a tratar com Ja-
mes Crablree & Companhia.
tsr O Brigue Escuna Americano Jones,
forrado ecncavilhado de cobre de primeira
marcha ; os pretendentes dirijao-se a James
Crablree & Companhia.
tsr Urna bomba de pao de sicupira com
todos os seos pertences, a qual se dispoe por
ter sabido curta para a cacimba de que foi
mandada apromptar: na ra do Vigario ar-
mazem q. 17.
Um escravo de nacSo mogo al to ,
de bonita figura proprio para todo o serv-
vico : na ra da Cruz n-. 43 segundo andar.
^ tsr" Dragos de balangas grandes obra
muito boa e bem trabalhada muilo proprios
para armazensde carne do coar ou mesmo
para outra qualquer ocupago por prego
mais commodo do que era outra qualquer
fiarte, as quaes tem concorrido muito-para
a sua extrago: na ra Nova Ioja de ferragens
,,;, quina D. 13.
G y A% melhores taboas de pinho america-
no qu'e neste mercado tem aparecido por ler
al 50 palmos de comprido e trez palmos de
lardse n nos Para fazer qualquer obra de ver-
niz assi m como tambem da suecia de cos-
tado cosi'adi,,no assoalho, e forro de ca-
sas e fundo:.' de barricas, a duzia a 5200 4ji ,
5* 5300 6, e outros difTerent-s pregos
conforme os com primen tos e grossuras assim
como tambem vende a praso conforme as por-
coes : atraz do tbeatro junto ao sobrado do
Sr. Cunta a fo|k'ar com Joaquim Lopes Ma-
chado caixeiro de Jo oMatheus.
tsr Um terreno i lugar do Coelho conti-
guo ao embarque pro^1-'0 para edificar pada-
rias refinages ou tena 'as de ferreiros por ter
multa largura e proporgr* >s tendo em urna fren-
te perto de 100 palmos e na outra 48 de
fundo 250 cujas frentes da Para duas "Jas
do Jasmim e do Prazer te. "'d0 Ja plantado
na frente da ra do Prazer uu aheerce com
48 palmos de frente e 90 de fan,,o tendo
soleiras e corda o de pe Ira ja sen lau"os com os
panos dos oitpes em boa altura.' grades de
janellas e portas promptas advet "te-se que
o alicerce he proprio para sobrado, Por ,sso
que tem 7 palmos de profundidade tambem
se vende mais outro alicerce e terrent' junto
do mencionado : na i na Nova Ioja de Al 'Ionio
Ferreira da Costa Braga.
tsr Um mulato de bonita figura de 2o
annos, para o ver na cadeia desta Cidadv-
sendo para engenho distante desta praga : a
tratar no pateo do Carmo n. 18 segundo ani-
dar ou na fortaleza do Brum.
tsr (Jia casa terrea assobradada acaba-
da apouco com grande asseio com commo-
dos para duas familias tem cinco quartos e
duas salas e no soto trez quartos e trez sa-
las com grande scnzala para pretos e es-
tribara com bom sitio plantado com va-
rios arvoredos e boa baixa para capim de
planta, e um execellente viveiro com bastan-
te peixe vende-e por prego commodo os
pretendentes dirijao-se a ra estreita do Ro-
zrrio de Ioja de encadernador.
tsr Um pianno de muito boas vozes pre-
cizando de algum conserto por prego de 6O41;
quem o pretender. dirija-se a ra do Livra-
mento armazem de louga e molhados D. 10.
tsr Um escravo proprio para todo o ser-
vigo e bom eczinheiro : no beco da Lin-
goeta venda de Joaquim Joze Rebello
tsr Urna casa terrea na ra dos Copiares
n. 20 ; a tractar na ra da Cadeia do Reci-
te 11. 14 no terceiro andar.
tsr Urna armago da venda defronte di I-
greja de Santa Rila nova a mesma tem bas-
tantes commodos para familia e quintal, a
diubeiro ou a praso ; a tratar na mesma.
ESCKA VOS FGIDOS.
tsr No dia 26 de Setembro fugio urna ne-
gra por nomo Maria baixa e cheia do cor-
po, levou urna gamella com peixe e um pralo
com banha que andava v<>ndeudu levou
vestido cor de roza novo pao da costa velho
e uns solitarios as orelhas tem os ps cha-
tos os dedos curtos com urnas marcas as
barrigas das pernas foi vista um destes dias
na Cidade de Olinda ; quem a aprehender le-
ve-a em fora de portas casa defronte do Sr.
Luiz Antonio Vieira que ser bem recom-
pensado.
tsr Desapareceo no primeiro de Janeiro
de 1841 do varadouro em Olinda urna preta
de angola ainda bugal, de nome Maria que
se supoe ter sido furtada para Goianna, e tem
ossignaes seguintes : he bem alta cor fula,
cabello vermelho marcas de bexigas no ros-
to e de sarnas na cahega olhos grandes, o
beigo de baixo grosso e vormelho os den-
tes curtos bragos compridos mos e ps
tambem compridos e seceos, levou vestido
de chita roxa. e argolas doouro ser bem re-
compensado quem a trouxer na ra do Fogo
no primeiro andar do sobrado D. 18.
de l.iim 111 Hincado do n. prece-
Erralas
dente.
Pag. 2 col 4 linhas ant-penultima e an-
terior = Cidadao militar, lea-se cidado nao
militar.
Pag. 5 col. 3 Un. 22 =dos de mais cida-
dos lea-se aos de mais cidados.
RECITE NA TVP. DE M. F. DE F. = 1842


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