Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04795


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Full Text
w*m
Anno de 1842.
Sexta Feira \\
Todo afora depende de nal usamos ; da noaaa prudencia moderado, e energa : coo-
aiaoemoa como pnacijuaasot e lerenioa aponiadoa cou. adaiiracci enire aa Nacea wais
Vialtu,
... _...,._.. ----------
(Proclamarn daAssembUa Geral do iran.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
r.oianna, Taraiba e Rio ffraade doNarte, wganda e aeitaa (eiraa.
Bonito a Garanhuot, a 40 a 24-
Cabo. Sarinbaem Rio Formoio Porlo Calvo, Macelo e Alagoai no 1. 11,
y0i-Tsla e Flore 13 e 28. Sanio Ant.io quii as feiraa. Olinda todos o din,
DAS DA SEMANA.
/JO St. i. Francisco de Borja. And. rtj J. de D. da 2. y.
11 i'erc. a. I'irmino B. Re. Aud. do J. de D. dal. .
At Ouart. 1. Cipriano B. M Mu. A mi. do J. de D. da 3. T.
i\ Quint. a. Eduardo Re. Aud. do juii de D. da 2. v.
1i St. a. Callialo P. M. Aud. do J. da D. da i' r.
15 Sab. Therea de Jer.m V. C. Rsi; Aud. do J. da D. da 3. .
48 Don. a Marlinianu M.
cb Qutubro. Anno XVIII. N. 222.
O Di-rio publica-ae lodo oadia (jue nao orem Saotifieadoa : o preco Ja aaai'nalara ha
de irea mil reit por quartel pag adianiado. Oa anniiiicim do aaai?nanlei ajo iaaorido
gralii e oa daa qu: o nao fo,e:a laiao de 80 reia por linha. Aa raolamaoea deven aer
diri-daa a la Tipografa ra das Cruwa D. 3, an. a praoa da lndepende,oia toja de livi-..
' ISumefo 37 e 38. _____________________________
CAMBIOS no da \o tpoOTDBRO, compra venda.
Cambio lokra l.onclrra 2(1 \ i. por 1.000
Paria (iS reia p. franco.
s a Lisboa !i.,"> por 100 nominal,
Moada de cobre 3 por 100 de dearonio.
dem de lelrai de bou firsias I f J.
Ooo- Moada da 6,400 V. 5,S00 15.700
N. 45.30J S.S0
8.500 8 700
4,7fi 1,78
1,760 1.7W>
1,760 1,780
1,1.40 1,680
> ., da 4,000
Pniii- Palacoei
a Pe toa Oolnsinare<
* dito Meiicanoa
mi ti da
Preamnr do din 14 de Outubro
l."a1 hora a 18 aa. da manai.
J. a 1 hora e 42 m. da larde.
Loa Nota
Quart. siaae.
La eheia
Quart, niing.
PHASEsS DA LA NO MEZ VEODTUBRO.
a 4 a 4 bnraa e 6 m. da manh
a 11 as 4 burea a 22 m. da manh.
a 10 -- a 8 hi.raa < 53 m. da manh.
a 26 a 10 boraa a 23 m. da tard.
DIAR
DE
NAMBU
PARTE OFFICIAL.
COVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 10 DO CRREME.
Oflicio Ao commandante das armas,
participando ter mandado concertar pelo ar-
s-iKtl da guerra o porto, e o lampiao da pra-
.ca d'armas da fortaleza do briim.
Dito *- Ao mesmo scienliicando-o d'ha-
ver mandado pagar ao capito Allonso llono-
- ralo Bastos cujo requerimento S. S." infor-
.mou em oflicio de 5 do corrento a forragem,
que llie compete por ter servido de man-
dante do terceiro batalhao de artilltaria a p
desde o primeiro at 26 do Jullio prximo pas-
sudo.
Dito Ao mesmo aecusando recepeo do
SOO ollicio de o do corrente em que pede es-
clarec montos sobre a duvida que tein de
autorisnr com a sua rubrica o pagamento do
sold de auditor de uerra ao juiz de direito
Joaquim ft'unes Macbado durante a licenga
de 4 mezes, que Ihe fora concedida pelo Go-
verno imperial com vencimentos dos seos or-
denados visto estar oulio magistrado no
ejercicio de auditor, desdi que elle entrou
no gozo da referida licenca ; e signicando-
llie em rosposta que deve esperar pela de-
ciso do Exm. Snr. Ministro da guerra ;
quein nesla dala tom ofiiciado respeito.
Dito Ao Ilxni. e R.mo director do liceo,
dizondo ordene ao professor, e ao adjunto
Ja cadeira je lalim do mesmo liceo e a um
dos d'esta cidade que compareci no curso
jurdico em o dia 14 do corrente pelas 9 llo-
ras da manb im d'assislirem ao concurso
para a cadeira de latim do collegio das artes.
Communicou-se ao direotor interino do
curso jurdico.
Dito Ao cjiefe de polica interino re-
metiendo um ollicio do inspector do arsenal
de marinlia em que participa o furto de 27
folbas de cobro que se achavo dentro d'um
caixo na ollicina de carpinteiros pira que
proceda lai respeito como de direito for
Commuuicou-so ao inspector do arsenal de
ni ario lia.
Dito : Ao commandante do brigue = Im-
perial Pedro =, determinando, que faga
conservar bordo da escuna=Lebre=o Pilo-
to Eduardo Augusto de tauza, im de subs-
tituir o respectivo esenvo em quanto esti-
ver em curativo na enfermara do maiinha.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
ordenando em considerado representarlo
sua, que conserve oempregado Joaquim Car-
neiro de Souza Lacerda que fora admittido
IF@1L[KI LE TO
G0NZALES COQUES. (*)
Soube-fe algunsdas depois naseflicinas
de Anversj que o pintor Gonzalos Coques li-
nha desaparecido ; sem que se pudesse co-
nhecer o molivo. A duqueza d'Alcanzo tam-
bem annunciou, que sua sobrinlia bavia par-
tido sbitamente para a Hespanha a cha-
mado de um tio.
Alguns boatos de fuga e de rapto se espa-
Iharo j mus a duqueza nAo leve difficuldadfl
em faze-losdesmentir. Ella conlinuou dar
seus amigos noticias de Dolores e a 1/ies
mostrar cartas que estas Ihe escrevia dizia
ella de HeWmha e isto se passou assim ,
al que no liin de algum lempo de ausencia
ningutiii man falln oeste ohjecto.
Enlre-tant a duqueza de nada se descui-
dava para descubrir o lugar em que se ha-
(*) Vido o hiaro N," 220, 221.
n'aquella reparticAo para adianlar o registo .
cmquanto os seos servidos forcm de absoluta
necessidade e o governo imperial nlo resol-
ver o contrario.Participou-se esta resolu-
co ao inspector da thesouraria da fazenda.
Dito Aojuizmiinicip.il interino da pr-
meira vara significando quanto primeira
parle do seo offieio de 8 do corrente que fa-
ca embarcar na vespera da sabida do patacho
= Pirapama = que tem de seguir para
Fernando no dia 12 os sentenciados a de-
gredo naquella ilha que poderem ir nesla
occasio ; e quanto a segunda que deve re-
motter ao commandante da dita ilha urna re-
lagio dos sentenciados all existentes quo
j tiverorb cumprido as suas sentencas lim
d'os fazer regressar para esta cidade.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, ordenando, que ponda
em pratica a medida que propon em seo of-
icio de i do corrent1! d'entregar ao delega-
do do termo Ao Itio-formoso ou pessoa por
elle aulorisada or quarteis adiantados e
vista da con la legalisada que elle dever
remetter do quartel anterior ; a quota des-
tinada para sustento dos presos pobres de
justica d'aquelle termo e fomecimento de
luzes para as prises respectivas : visto nSo
haveralli quem qeira fazer estes forneeimen-
tos, segundo representa o referido delegado.
Communicou-se esta disposiQoao delegado
do Rio-formoso.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda ordenando provisoriamente em at-
ten^So ao que representou o das rendas pro-
vinciaes que as causas intentadas pelo
procurador fiscal da referida thesouraria pro-
vincial sejao isentas do previo pagamento
do imposto de 2 por cento que substituio a
dizima da chancellara ; por parecer Pre-
sidencia que o$ primeiro do artigo O do
repulamento que baixou com o decreto nu-
mero 130 de 9 de Abril nao he s compre-
hensivo dos procuradores liscaes das thesou-
rarias do fazenda mas tambem dos Oseaos
das thesouraras das rendas provinciaes : de
terminando que neste sentido expeca suas
ordens : e intelligencando-o deque nesta
data tem dado parte d'esta resoluco ao Exm.
Snr. ministro da fazenda. Communicou-se
o conteudo n'este ollicio ao inspector da the-
souraria das rendas provinciaes.
Cortara Ao inspector do arsenal de ma-
rinha ; determinando que por corita dos ven-
cimentos do capito tenente d'armada Ra-
fael Lopes Anjo que vai servir na provin-
cia do Para, abone-lhe a quantia de 300,>0
res; e que aga a conveniente declarado na
respectiva guia.
Ollicio Ao agente da companhia das bar-
va refugiado sua sobrinha. As precauc/es
que linha lomado com o lim de oceultar sui
fuga Ihe bsTVO sido inspiradas mais pela
vaidade do que pela aleQo. O que procu-
rava mais que ludo era oceultar que u-
ma Alcanzo lvesse podido abaixar-se amar
um homem do novo ; porquanlo nao era a
falta que a revoitava massim a escolha do
amante : pouco Ihe importava a honra urna
vez que a nobreza ficasse salva : e Dolores ,
espoza de Gonzalos, em vez de ser sua aman-
to Ihe teria parecido anda mais culpada ,
por ha ver derrogado mais irrevocavel-
mente.
Pouco severa sobre a roalidade das cousas ,
entenda que se concedessem favores passa-
geiros e secretos a alguns villOes dotados de
espirito ou de bellesa ; mas sem que so com-
promettessem as apparencias. Por islo aecu-
t,uva a sobrinha de inepcia o senta em
urna palavra mais despeilo lio que indignaQo.
O que ella quera todo o COSto era se-
para-la de Gonzals o I'aze-la reapparecer
antes que alguma circunstancia inesperada
cas de vapor nesta cidade duendo baja
de mandar dar passigem pan o Para bordo
do vapor = S. Salvador = ao capito teen -
te supramencienado e a um seo criado.
Portara Autorisando o commandante
ilo vapor = Pernambiicana = seguir parav
os portos do seo destino na m inhl do dia 11
do corrente.
Dita Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando que fac,a apromptar e re..
metter paraoCear pelo vapor = S. Salva-
dor =s sendo possvel os gneros constan-
tes dos pedidos que Ihe enva requisita
dos pelo Exm. Presidente d'aquella provin-
cia para o brigun escuna = Fidelidad.
Ollicio Ao chafa de polica remetien-
do em satisfacii > sua requisico de 7 do
corrente copia do imperial aviso da secre-
taria d'estado dos QCgO'doa da justica de 29
de Agosto ultimo ; pelo qual ver que forAo
reintegrados no exerccio do ollicio de correc-
tores de folbas os continuos da relaQo.
Ditos Ao Exm. e R.- director do liceo,
e ao inspector da thesouraria das rendas pro-
vinciaes participando ter jubilado na lorma
da lei ao professof publico de primeiras le-
tras de Muribeca padre Antonio Pedro de
Souza : e dzendo ao primeiro que man.le
por concurso aquella cadeira.
Dito Ao chefa da legiao de Santo Anto,
significando que nao pode ser-lhe conferi-
da a aculdade que pene para preparar na-
quella villa um lu^r ,j,; detengo, onde sejflo
recolhidos os guardas nacionaes por (altas
de servido : e que os ditos guardas devem ser
recolhidos onde tem sido at o presente.
Dito Ao director do arsenal de guerra ,
autonsandp-o a comprar as 20(55 varas de
brim que diz serem precisas para satisfa-
zer sea requisico do hospital regimental e
a da companhia de artfices : ordenando ,
que marque o dia em que se effeclue esta
compra e convido aos vendedores da fazen-
da a concorrerem todos na mesma occasio :
e scentiieando-o de que esta disposigo Pica-
r em regra.
Dito Ao engenheiro em chefe das obras
publicas communicando ter approvado o
projecto para os reparos do atierro dos Affo-
gados eda ponte do mesmo nome que re-
metido com o seo ollicio do primeiro do Se-
tembro prximo passado determinando que
organise as condices com que devero ser
arrematados os reparos do alterro, e submet-
t'as approvaco da Presidencia : e auto-
rsando o mandar fazer os reparos da pon-
te visto serem urgentes.Participou-se o
conteudo na ultima parte d'este ollicio ao ins-
pector da thesouraria das rendas provinciaes,
e ao inspector fiscal das obras publicas.
divulgasse a verdade. Como se tratava do
seu orgulho recorreu a todos os meios para
descubrir os dous fugitivos; mas especial-
mente um velho creado da casa cujo tino
experimentara em militas oceasiSes.
Prez linha sido outr'ora familiar da In-
quisico e havia adquirido esta perspicacia
tenaz e astuciosa de todas as pessoas habis
para a espionagem. Somelhante aos selva-
gens do novo mundo que encontro sobre
a herva as pisadas do animal inimigo sabia
descubrir a pista mais ligeira a indicado
mais fugitiva : segua vosso trlho senta o
ar que hartis respirado reconhecia a pala-
vra que tinheis laucado de caminho a um es-
talajadciro ou a um mendigo.
Em urna palavra inleiramente dedicado
aos Aicanzos, Prez era um d'esses vellios cri-
ados, que seconfundem com as familias, que
serven'. e partilho as suas paixOes, Tudo
quanto o rapto de Dolores linha felo sentir a
sua ama elle o hava sentido ; o orgulho
dos Aicanzos linha sido tambem magoado em
sua pessoa, Jurou pois encontrar a rapariga,
Dito Ao chefe da legifio de Nazareth ,
communicando ter concedido reforma aosca-
liitaes do primeiro hatalhSo da dita legio ,
Francisco Xavier de Araiijo e Ignacio Xavi-
er Carneiro de Albuquerque ; o ordenando ,
que mande Ci|Ztr a prOpwla para os poslos ,
que deixo vagos.
DitoAo inspector da thesouraria da fa-
f.enda devolvendo os papis, que rcmetteo
com o seo ollicio de l(i de Agosto ultimo re-
lativos ao ajuste de coritas do que se deve ao
sargento demittido do segundo batalhao pro-
visorio de primeira linha Joo Francisco
Monteiro : dizendo que parece-lhe razoa-
vel a exigencia do commissariOafiscal do mi-
nisterio da guerra acerca d'apresentaQo da
escusa ; e que determine ao dito fiscal A
a mencionada prac;a um documento de refe-
rencia mesma escusa e ponlia em pratica
este expediente em quanto o governo im-
perial nao der outra providencia este res-
peito. Communicou-se o conteudo na ultima
parte d'este ollicio ao commandante das ar-
:nas assim como haver-se pedido ao Exm.
Ministro da guerra que d'ora em diante
mande dar as pravas demitlidas a escusa' do
servico separada da guia para ajuste de con*
tas ou por duplicaU afim de que se con-
silie a fiscalisac.ao dos vencimentos com a se-
gurarla da praa demittida para nSo ser
de novo chamada ao servido.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE D0 DIA 4 DO COMiENTE.
OiTicio Ao Exm. Presidente, remet-
tendo-lhe o mappa da for^a do batalhao de
infantaria de guardas nacionaes destacado ,
com declarado das pracas dos contingentes
dadas pelos diversos corpos das que havio
sido excluidas, e das que faltavo para o coni-
pleto dos mesmos contingentes.
Dito-Ao mesmo Exm. Sr. rcslituindo-lha
o requerimento do capito reformado Misqui-
ta Pimentel com o ornamento e discrip-
Brum cando por esta forma prehenxido o
disposlo na sua ordem de li de Maio deste
anno.
DitoAo mesmo Exm. sr. remettendo-
lhe competentemente informado o requeri-
mento de Francisco Pedro de Vasconcelos ,
queaS. M. I. supplicava mandasseda baixa
a um seo escravo chamado Joo que com o
susposto nome de Manoel Joaquim Ribeiro ss
achava com praQa na companhia d'artifices.
DitoAo mesmo Exm. sr. rcmeltendo-
llie informado o requerimento do capito Al-
fonso Honorato Bastos, que pedia se Ihe
lunndasse abonar a importancia de urna for-
c parti munido das insinules da duqueza.
Como o havia calculado, o talento de Gon-
zalos o ajudon a descobrir-lhe as pisadas. Es-
te se linha refugiado em Bruxellas, onde vi-
va com o producto de seus quadros quo li-
nha o cuidado de mandar vender por tercei-
ro; Prez acliou em Amsterdam muitas des-
tas pinturas recentemrnte postas no commer-
cio ; remonlou de compradora comprador e
acabou por chegar a Bruxellas onde desco-
brio os dous fugitivos.
Sua* medidas forno logo tomadas para rou-
har Dolores e se desembarazar do amante.
Elle se lembrava de seu oflicio de familiar da
inquisigao e pouco se atemorisava com oa
meios violentos, ina noite que Conzals vol-
tava a casa com sua amante se collocou em
sua passagem accompanhado por alguns ho-
mens que se lan^ro sobre o joven pintor o o
feriro com diversas punl.aladas ; mas os bur-
guezes altrahidos pelos gritos da rapariga a-
i-odirao e forgro os assassinos a fugirih.
Prez, prezo por viles, foi posto em urna
prisao donde nao sabio senao depois.de tri


^^
u

ragem que vencer do i. de Junho deste an-
no na quali lade de mandante do 3. bata-
ihiofd'arti diaria a p.
DitoAo inspector da theznuraria remet-
iendo Ihe os papis de contabilidade do des-
tacamento da guarda nacional do termo do
Limoeiro do 1. a 9 de Setemhro ultimo ,
afim de seren pagos e communicando-lhe ]
que o mesmo destacamento liavia sido dissol-
vido por ordem do Exm. sr. Baro Presi-
dente.
DitoAo director do arsenal de guerra,
para que houvesso do nnndar satisfaser a
requisigo dos materiaes necessarios ao con-
cert do payol da plvora dos particulares no
forte do Buraco afim de se dar principio a
obra visto que estando o mesmo payol dis-
coberto, e exposto ao lempo, o sualho
se arruinara e a dispesa se tornara maior.
DitoAo major Joo Paulo Ferreira com-
municando-lbe que em vista do seo olficio ,
em resposta ao que lbe Tora dirigido em 28
do passado ficara o Exm. sr. presidente in-
teirado de nao haver prestado a forga de 40
pracas com que o sub delegado de Marangua-
pe tisera as deligencias na noite de 22.
DitoAo commandante do forte de Caib ;
respondendo a dous odaos que continhao
objectos de servigo e dizendo-lhe que neste
anno o forte s d?veria salvar no dia 2 de De-
2embro conforme a circular desta data.
DitoAo mesmo disendo-llie que o re-
querimenlo que acompanbara o seo offico de
30 de Setembrop. p. devia ser encaminha-
do a S. M. o I. sendo competentemente do-
cumentado.
DitoAocaptoSebasto Lopes Guima-
res remettendo-lhe a portara de nomia-
go e mais papis que servio de funda
ment ao conceibo de investigado que se
mandou proceder pelo criminoso attentado
praticado na guarda da cadeia na manh do
dio 2 do corrente pelo soldado da companhia
d'artifices Pedro Alves da Chagas.
DitoAo major commandante do 3. bala-
lho d'artilharia ap communcando-Ihe,
que havia nomeado para vogal do conselho de
investigaco mencionado no olficio cima ao
1. tenente Pedro Affonso Ferreira.
Igual communicago se fez ao commandan-
te da companhia d'artifices sobre a nomea-
co do alferes Francisco Joze de Souza Alves.
CircularAos commandantes do fortale-
zas com excepeo da do Brum e Buraco,
determinando que so devio salvar nos diss
7 de Setembro 2 de Dezembro e no d'O-
rago, dando o n. de tiros marcados na la-
bella de 6 de Maio ultimo.
PortaraNomeando o conselho que ti-
nha de invistigar do fermento eito pelo sol-
dado Pedro Alves das Chagas da Companhia
d'Artifices, ao sargento LuzJoze da Bocha
na manh do dia 2 do corrente estando
ambos de guarda na Cadeia.
as fehcitages da corte dspunha-se a to-
mar assento na poltrona quando o conde Be-
ckenJorf o detiii, declarando que um pre-
sentimento o adverta que eslava para acon-
tecer umadesgraga se S. M. quizesse as-
sentar-se. O Imperador zombou do que
chamava loucura e ia a tomar assento na
poltrona quando o conde Beckendorf pu-
xando da espada Ihe embargou o passo. An-
tes que o Imperador tivesso podido lomar a
si da sua surpreza o seu fiel ministro esla-
va a seus ps, dizendo-lho : Perdoai-me se-
nhor, julguei que devia consultar somente
o cuidado do vosso interesse pessoal e nao
iz mais do que o meu dever : ordenai quo se
examine esta poltrona. Procedou-se ao e-
xameda poltrona ; ella'conlinha urna mola
occulla rom duas espadas que mais leve
presso da mola devio cruzar-so furando as
ilhargasde quem se assentasse.
Ser esta anedocta exacta ou nao ? A
historia nos mostra quo precarios sao a vida
e o poder dos Imperadores da Bussia ; e cer-
tamente para que taes anedoctas apparego
de lempos a lempos mister quo a socic-
dade seja estimulada por um vivo e profundo
descontentamente.
EXTERIOR.
O -Morning-Herald publica com gran-
de seriedade a seguinlo historela poltica de-
baixo do titulo de : um presen tmenlo :
Chegou-nos urna noticia estranha mas
cuja exaclido nao podemos por em duvida ,
recebendo-a d'uma fonle nleiramenle recom-
mcndavel.
Dizem quo no dia do 27. anniversario do
cazamento do Imperador da Bussia chama-
das as vodas de prata reuniro-se o
grandes do imperio para offrrecerem a S. M.
urna poltrona de prata. O Imperador depos
de ler entrado no sallo onde devia receber
A Inglaterra que submetteo todas as ban-
deiras a sua visita para impedir o trafico dos
negros faz por si este trafico e da manei-
ra a mais odiosa. Eis-aqui os fados que re-
fcrem cartas da costa d'Africa chegadas a
Marselha por va de Ilavana :
Os Inglezes descero ha alguns mezes ao
porto de Gallinhas, e em menoscabo dos tra-
tados penetraro at qualro milhas para o
centro. Um francez tinha establecido urna
feitoria junto da aldeia de minas ; elles man-
daro attacar esta caza por urna multido de
negros da cosa que viero com elles. O
Francez quizao principio defender-se; deo
muilos tiros de espingarda pela janella ; mas
continuando a augmentar o numero dosag-
gressores elle poz-se em fuga e escondeo-se
nos mattos. Este homem tinha recebido ha-
via pouco lempo fazendas levadas por dous
navios de Marselha, e cujo valor monlava a
70,000 pezos : tudo foi roubado. Apresen-
taro-se entSo os Inglezes e dizendo que
linha existido all um eslabeleciment para
o trafico dos negros apoderaro-se d'um
milheiro de infelises qua conduziro para
hordo dos seus navios sob pretexto de os tirar
aos traficantes. Nao ha muito lempo que
nma expedgo deste genero Ibes rendeo 300
negro. roubados ao paz dos Bisagos. Tam-
bem se faz mengo de >00 negros embarcados
em Cambia a bordo d'um navio de 500 ton-
nelladas, na presenga d'um capilo francez
que depz d'isto perante o commissarioda
Marinha em MarselhaGazeta do Meiodia.
(Le National. )

COMMUNICADO.
Todos esses escrptos subversivos que tem
sido mos cheias desseminados pelo vulgo i-
nexperto todas essas ideas que de adrede se
pregaram e cscreveram para desmoralizar o
exercito e (ornar necessaria. ... a sua dis-
solugao em 1832 em fim todos esses ard/
de que sempre se tem servido, e serve, a tur-
bulenta demagogia [ inimiga irreconsiliavel de
tudo quanto he desciplina e ordem ] para le-
var a efeito o seu plano de desmoronamento
social nada em verdade a meu ver produziu
tantos males como produzria o Communi-
cado do Diario de Segunda feira 10 do corren-
te si a sua doulrina podesse por um s mo-
mento calar no animo do legitimo Tribunal .
mezes e gragas as diligencias da duqueza de
Alcanzo. Quando se vio livre, os dous aman*
tes tinho deixado Bruxellas.
Poz-se siu procura com novo ardor ;
mas, instruido sem duvida pelo que Ihe havia
succedido Cotzales tinha tomado suas pre-
caugOes para que suas obras o nQo traliissem
mais. Peivz percorreu em vio as lojas dos
mercadores, pedindo telas de Gonzalos Coques
e propondo cohri-las d'ouro ; todas as suas
pesquisas furo inutjis ; Gonzal Coques nao
pinlava mais !
O enviado da duqueza d'Alcanzo linha ja
corrido intilmente a Flandres ; "ollanda ,
FYanga, e Inglaterra; voltava Auvers
desesperado mas visitando todava em
caminho os armazens de a I boleadores e to-
mando sempre informages. Um dia ern
que se ochava em Oudenarde na oficina de
Hals menos celebre por seu talento do que
pela habilidade de traficar com o dos outros ,
esso pintor receben militas lelas que desen-
i aixotoij em presonra de Prez.
t~ Que. pinturas sao estas.' perguntou o
vclho Hespanhol.
Maravilhas respondeu Hals ; quadros
de (lores de um rapaz que ha bem poucos me-
zes se tem levelado. Ordinariamente os mai-
ores artistas se annuncio por obras imper-
feitas ; este comega com obras-primas. Ha em
suas produegoes a graga do rapaz e a experi-
encia do ancio : em fim podis julga-lo vis
la do seu maior e mais bello quadro que a-
qui o tenho.
Hals abri um cortinado e mostrou a Prez
um quadro suspengo parede.
Era o interior de um pequeo quarlo pobre
e alegre. No fundo se via um Jeito coberlo de
sarja com a pa e um ramo benio mais perto
din.s cadeiras grosseiras ; sobre a estreila ja
nella alguns vasos de faianga Ruarnecidos
com tulipas de diversas cores e em fim, no
meio, um cesto de vime meio inclinado e
do que corra a verdura os fructos e as llo-
res.
- Vede, diz Hals, que finura e harmonio !
nosio su.tTile aq u i llores movis, fruc-
tos ; todo um quadr, e este quartodvier-
[ o conselho de guerra 1 quo ha de julgar o
Soldado da companhia d'Artiflces que es-
tando de guarda ouzou ferir o Sargento seu
commandante Nao se persuada porem o il-
lustrado author do Communicado, quem quer
que seja esse Senhor que quero deseobrir si-
nistras intengoes no acto de ler Falto estam-
par suas ideas ; pelo contrario estou conven-
cido quo o mrodezejo de descutir a questo
o induziu a publicar o seu pensamenlo e ao
mesmo lempo o fez e^quecer que estamos
rom um exercito em carnpanha quo este Di-
ario tambem he ldo por Soldados e que si
os homens de urna instruego menos com-
mum podem ler sophislerias, edar-lhes o ne-
cessario descont ; um Soldado que apenas
mui mal sab< ler, er, sem maisexame, que
s;io firmes e inconcussosos argumentos que o
poem fora da severidade das leis militares. E
que d<) males e horrores nao se podem se-
guir de um passo menos pensado Que de
crimes nao pode produzir esse Communicado ,
contra as innocentes intengoes de seu au-
Ihor. Masdohemos os resultado quepo-
de ler a publicago do Qommunicado para
oceupar-nos da sua doulrina.
Descorreu o Ilustrado author do Commu-
nicado sobre a exlingo do foro militar ci-
tou um dos Artigos da Constituigo que me
parece prova contra producentem combinou
a doulrina dos cdigos criminal, e do proces-
so na parte relativa aos crimes militares e,
apoiando-se em algumas das palavras [ iso-
lamlo-as] da provizo de 20 deOutubro-de
(854 queso reputa crimes meramente mi
litares, aquelles declarados as leis militares,
e quo smente podem ser commetidos pelos
cdados alistados nos corpos do exercito ou
armada, finalmente concluiu, depois de
expender mais alguns argumentos a que a -
danto responderei que o Soldado que feriu
o seu commandante, estando do guarda nao
commetteu crime militar e que portanto nao
deve ser julgado por um conselho de guerra !
Mas parece-me que o Ilustrado author do
Communicado antes de tirar a conclusao
que tirou devia oceupar-se mais do ponto
ossencal da questo ; isto he, si o crime que
aquelle Soldado commetteu he ou nao mera-
mente militar ou por outra si aquelle cri-
me nao olTendeu a subordinago e disciplina
militar e nao est comprehendido nos que-
sitos da provizo que citou. Era esta a qties-
to principal de que devia tratar o Ilustrado
author do Communicado : porem d'ella quasi
que nao falln ; contentando se com narrar o
facto esqueceu-se das circunstancias que o
mesmo facto ministra para se tirar urna con-
clusao contraria a que tirou e que em ver-
dade nao poderia tirar si se desse ao traba-
Ihode ler toda a provizo cujas palavras Ihe
serviram. Permita-me pois o Ilustrado au-
thor do Communicado a quem tenho a hon-
ra de responder que Ihe oerega a integra
d'essa mesma provizo e a do juramento que
os Soldados presto quando sao alistados, pa-
ra sobre essas pegas firmar os meus argumen-
tos de urna maneira franca e leal
A provizo e o juramento ei-los :
Provizo = A regencia em nome do Impe-
rador o Sr. D. Pedro 2. Faz saber a voz
Prezidente da Provincia de Pe.rnambuco. que
sendo-lhe prezente a reprezentago do Prezi-
dente da Provincia da Baha obre a duvida
em que se tem entrado na junta de justiga da
mesma Provincia a vista de alguns proces-
sos que a ella sao remeltidos dos conselhos de
guerra; quaes os crimes, que na frase do Ar-
tigo I do cdigo do processo criminal, se de-
vem considerar como puramente militares ,
visto que dito Artigo os nao exemplfica a-
chando-se os vogaesembaragados e discordes
sobre tal objeclo pedindo o mesmo Prezi-
dente providencias a respeito que sirvo de
reara naquella junta de justiga. Mandou con-
sultar o conselho Supremo militar de justiga ,
e conformando-se inteiramente com o parecer
do mesmo conselho ; lia por bem por sua
mmidiata e imperial rezolugo de 17 je
Outubro tomada sobre consulta de 20de A-
gosto do prezente anno, dsterminar-vos, que
em quanto nao houver lei explcita se extre-
me os crimes militares dos crimes civis pura
o fim do cumplimento das dispozigoes do pre-
dito cdigo do processo criminal, reputndo-
se crimes meramente militares todos os de-
clarados as leis militares e que s podem
ser commetidos pelos cidados alistados nos
corpos militares do exercito ou armada co-
mo sflo : i." Os que violo a santidade, e
religioza observancia do juramento prestado
pelos que assento praga: 2." Os que offendem
a subordinago e boa disciplina do exercito e
armada: 3." os que allero a ordem, polica, o
economa do servigo militar em lempo de
guerra ou paz : e i.' O excesso ou abuzo
de authorjdade em occazio detservigo, ou in-
fluencia do emprego militar, nao exceptuados
por lei que pozitivamente prive odilinquente
do foro militar. Cumpri-o assim: a mesma re-
gencia o mandou pelos membros do conselho
Supremo militar abaixo assignados. Joze Vic-
toriano de Velluna a fez n'esta Cidade do Pio
Janeiro aos 20 dias do mez de Outubro do an-
nj do Nascimento de nosso Snr. Jezus Chrs-
to de mil oilocentov- e trinta e quatro = Jo-
ze Joaquim de Lima e Silva a liz escrever ,
e suhscrevi = Luiz da Cunha Moreira = Jo-
ze .Manoel de Almeida =.- Cumpra-se Palacio
do Governo de Peruambui'o 30 de Dezembro
.le 1834 = Paes de Andraa'e = conforme Vi-
cente Thomaz Pires de Figu^iredo Camargo.
Secretario da Prezdencia.
Termo de juramento de olficiaes inferiores, e
soldados.
Eu F. que ora estou allistado iO pra^a de
sargento furriel, cabo de esquadra ou sol-
dado, na companhia de F. do regiment de
que te coronel F. juro aos Santos Evaii^e-
Ihos em que ponho minhas mos de serv>
bem e fielmente a S. Magestade Imperial, e
de obedecer com a mais exacta promptido ,
e respeito a tudo o que contem os Artigos de
guerra e a todas as ordens dos meus supe-
riores concernentes ao Imperial servigo e
de me nao parlar por pretexto algum dn meu
regiment sem hcenga e de servir em toda
a parte com zelo e valor seguindo sempre
as bandeiras sem jamis as dezamparar,
debaixo dasquaes estou allistado e promplo
para derramar todo o meu sangue em sua de-
fensa como bom, e fiel subdito: e para fir-
meza de tudo assignei este termo de juramen-
to &c. cvc.
O Soldado Pedro Alves das Chagas es-
tando de guarda Cadeia d'esta Cidade feriu
a traigan o Sargento seu commandante com
designio pronunciado de o matar desobedo-
cendoa ordem que Ihe intimou de se aquie-
tar mosmo, depois que o feriu e desobede-
cido ao cabo que o quiz prender em flagran-
te. Este facto leve lugar depois das seis ho-
ras da manh do dia 2 do corrente, tendo no
dia precedente o Sargento castigado o menci-
onado Soldado com algumas chibUadas por
urna falta que commettera. Eis o facto: res-
ta indagar si he ou nao crime puramente
militar.
Nao ha duvida que um paizano ou cida-
do militar, poda ferir o Sargento como o
Soldado feriu e desobedecer como o Solda-
do desobedeceu ; mas ento esse acto nao
to tem sua expresso como urna cabega de
Rub-ns. Entre os pintores de nosso lempo
nao temes ldo seno um antes d'elle que
tenha sabido dar a seus interiores esla poezia,
e sua pintura um estofo lo preciozo: Gon-
zalos Coques.
Gonzds Coques! gritou Prez, dizeis
que a pintura deste quadro se parece com a
sua ?
Tanto quanto a pintura de dous gneros
differentes se pode assemelhar.
E como chamis este pintor de llores '
Hennque Staubs.
Onde mora ?
Em Hurlen).
Compro o quadro mestre Hals diz
Prez.
Na mesma noite estava elle na estrada que
va i ;i Ha re m.
Na extremidade de um arrebalde de Har-
lem e no fundo de um jardim cultivado pe-
lo florista Ko|Iman se olevava urna castaa
meia escondida entre os jasmins. Era com-
posU de ym s nodsr, purt o quI ie ubja
mea*
por urna escada exterior que a vinha cubra
com sua folhagem, interlagaa com madiesil-
yas roseas. Era la quo viva, Gonzals e sua
joven amante.
Ambos tinho sido atlrahidos pelo isola-
mento da habitago quo os esconda a todos
os olhos e por sua giaga rustica. Gonzalos,
alem disto ah tinha encontrado a/vantagem
de ter sempre ante os olhos as flores, e os fruc-
tos que devia pintar.
Tendo comprehendido, depois de sua aven-
tura de Bruxellas que seus quadr/os o fyro
sempre reconhece-lo, se tinha decitlido a mu-
dar de genero e de nome a fim ule embara-
gar seus perseguidores. Bastante/ Ihe cuslou
deixar assim urna carreira gloriosamente con-
quistada pura ensaiar outra ince/rta e nova ;
mas a seguranga de sua felicidade/ era o prego
deste sacrificio. I
Alem de que havia para esta sl/ma urna con-
ta mais preciosa do que a fama/, era a arte
Pouco Ihe mpoitava em urna paluvra o
sussurro des homens em roda d sua obra ; o
quo ihe Java cuidado era a obr* em i-U't


m
passari* de um d'osses crimes ordinarios, que
nao ofleodem a subordinago e boa discipli-
na do exercito. O paizano que nao tinha
prestado juramento do obedecer com a mais
exacta promptido e respeito a tudo que con-
tein os Artigos de guerra nao violava o ju-
ramento por que nunca o prestara e nem
com oseu delito allerava a ordem e polica do
servigo militar que s po lem ser alteradas
por individuos militares. E podr-se-!ia di-
zer o mesmo de um Soldado que estando
do gu ir la fere e desobedece ao sen eom-
mandante? 6er preciza urna demonslrago
roathematica para se responder pela negati-
va? Negar que este Sida lo violou oseu ju-
ramento eolendeu a disciplina militar se-
ria o mesmo que negar tus aosol. Nao trans-
grediu oxidado os Artigos Io, 7#, e 10
dos de guerra nao violou o juramento nao
offendeu a subordinago e boa disciplina? sim
fez tudo isso, e o mesmo Ilustrado author do
Communicado o confessa no principio do seu
Artigo. Si pois o Soldado transgrediu esses
Artigos si elle preenclieu completamente os
quesitos da provizo como dizer-se que a
mesma provizo apoia urna cousequencia o-
posta ? Continuemos.
Os Artigos dos cdigos,queoauthordoCom-
municadoentende de urna maneira mui par-
ticular esto justamente de acord com a ci-
tada provizo ou ella com elles ; e segundo
os mais treviaes principios de Hermenutica
jurdica, elles de outra sorte nao podem ser
entendidos, sob pena de se atribuir aos le-
gisladores manifest absurdo. He evidente,
e nao carece de demonstrado que os legis-
dores nao podiam ter em vista afrouxar a dis-
ciplina doexercito, ou transtornal-a quan-
do redegiram oscodigo-i criminal, e do pro-
cesso por que isso importara o mesmo que
tornar a forga publica um flagelo da socieda-
de. Ora sendo islo exactissimo e sondo
principio inquestionavel recebido por todas as
uagoens seja aual for a sua forma de Gover
no que he mpossivel ter um exercito que
des.'-mpenhe o lim para que as nacfies o tem,
sem que elle esteja subjeilo leis severas
julgainentos peremptorios e urna rigorosa
disciplina nao se pode sem manifesta in-
juria aos legisladoras Brasileiros entender
os cdigos como os entendeo illustradoauthor
.do Communicado por que a serem assim
interpretados era impossivel a manutengAo da
vordem eda disciolina, e eslava portanto que-
brada acadeia uuica, que contem os Soldados
m seu dever ento melhor fora nao haver
exorcito !
Mas o Ilustrado author do Communicado
diz = que a expressao "crimes puramente
militaros" empregada nos cdigos arreda
e exclue da competencia do foro militar todos
scrimes, que apezar de contra elles oommi-
narem penas as leis militares, tambem ts^as
"leis civizos pnnem" : taescrimes [continua]
nao se podem chamar "puramente militares",
pois que o adverbio puramente repelle to-
da a idea de participado ou ingerencia do
qualquer outra legislago [ que nao for mili-
tar ] naquelles crimes por exemplo o abando-
no antes de ser rendido, deserga" &c. sao cri-
mes "puramente militares" ^ss por que as
leis civiz os nao punem.
Este argumento doillustrado A. do Commu
nirado pan-ce que pruvade mais. NAopodendo
ser julgados os Militares em conselho de guer-
ra seno pelos ciinx'S que as Leis civiz nao
punem e nao haveudo talvez um s crime
urna s falta que um Militar possa commet-
--
ma. Seu amor (alias to profundo e to de-
licioso) se confunda em seu curaca o com a
ador.iciio da arte. Elle nAo amava Dolores
nicamente por que era terna em amar mas
porque era sublime em pintar. Attertdia me-
nos vezes a seu affecto do que a sua inspira-
dora belleza ; e o que n'ella via nao era u-
meute urna mulher cara mas urna parte ma-
ravillosa da creago, o que quer que fosse de
de santo e de bello que dava genio smente
por seu olhar !
Por taesrazes consagrava tima parte de
seus dias a estudar suas grabas e a reprodu-
zi-las sobre a tela. Pouco se inquietava que
seus progressos nAo fossem conhecidos pela
multido que o nao applaudissem ; senta
que seu talento augmentava e linda insto gran-
de prazer ; cada da entrava mais nos miste-
rios da arte, como o solitario piedozo na posse
do seu Dos. Seu genio era mais do que um
genio, era urna reiigio : scmilliante aos pri-
meiros christos que adoravAo a J. Christo
as catacumbas sem escotar o barulho que
Roma en; cima fazia, cultivava a pintura sem
se inquietar com a fama.
Quanlo a Dolores, Ludo o que senta seu
linaute ella o senta. Estas duas almas pa-i)
ler a que nao seja jurdicamente applica-
vel alguma das desposigoes das Leis civiz '; se-
fue-se que quasi nao existo crime puramente
Militar porque raro ser o facto que nAo
esteja comprehendido e nAo tenha pena de-
signada em algum dos Artigos do Cdigo
Criminal. Esses mesmos dota delitos que o
Ilustrado author do Communicado apona ,
como puramente Militares parece que nAc
o sAo, segundo oseu mesmo principio. Ao
abandono de posto antes de ser rendido
desergAo nAo podara tambem o Ilustra lo
author do Communicado aplicar o Art. 157
do Cdigo Criminal? Si o applicasse nAo es-
lava muito fora dos seus principios Mas que
absurdo que transtorno que desordem na
disciplina e polica do servigo Militar nAo
se segueria de urna tal interpretagAo dos C-
digos ?
Suponha se por exemplo que um Soldado ,
porque o seu ofllcial o reprehendeu o in-
juria publicamente ou o fere ; que oulro no
Quartel ou no Corpo da guarda falla mal
dos seus Superiores ameaga-os de os matar
&c. &c. QUa' ser o procedimento que se
deve ter com estes Soldados segundo o Ilus-
trado author do Communicado ? Ir o of-
licial intentar a sua queixa., perante as Jus-
ticas ordinarias expor-se a novas injurias
na formago da culpa ouvir anda muito
mais e o que quizer dizer o advogado na oc-
cazio do iulgamento e por (im ser o Solda-
do [ si for ] condemnado a alguns dias de pri-
zAo e multa correspondente Ac. &c. ? E
conservar-se-bia disciplina em um exercito no
qual se vissem estes e outros factos repeti-
dos ? Ser possivel conceber-se idea do dis-
ciplina e suhordinagAoem um exercito que
he regido por urna legislagAo tilo absorta?
Sero por ventura os Soldados Brasileiros [ e
os de todas as nagfies ] tirados da clace a mais
bem educada e a mata morigerada ? Ter
a clace, dondu sahem a grande parte dos Sol-
dados as mestnas ideas de ordem os mes-
mos bons costumes que ordinariamente se
acha com poucas excepgoens as outras
claces superiores ? Ignorariam os nossos le-
gisladores, estas circunstancias ? Ser pos-
sivel que ellas nAo entrassem nos seus clcu-
los qundo redegiram os cdigos ? NAo '
nAo e asss injuria se faz ao seu bom sengo
quando se quer dar urna inteligencia a os c-
digos diversa d'aquella que Ihes deu a citada
provizo de 20 de Outubro de 1834.
Os exemplos que o Ilustrado author de
Communicado cita do roubo da meza das di-
versas Rendas e &c. lerados pelas circunstancias dos lempos nos
quaes as ideas subversivas e desorganisado-
ras anda dominavam o terreno que tinham
invadido no lutuoso comego doanno de 1851 ;
abuzos que nAo fazem regra e que nAo po-
dem servir de guia. E por ventura tres ou
quatro cazos julgados constituem Le no nosso
paz ? Nao temos nos dimito escripto ? Si ca-
zos julgados podem servir de regra sirva-
nos ento com melhor fundamento o processo
dos militares, queentraram na ultima revo-
lugo da Babia e que foram julgados em
conselho de guerra cujas sentengas urnas
foram conlirmadas eoulras revogadas im-
pondo-se pena capital a reos a quem o con-
selho de guerra havia imposto pena menor.
A inteligencia pois que d o Ilustrado au-
thor do Communicado aos Cdigos he justa-
mente contraria a nica que se Ihes pode dar ,
salvndoos absurdos e mui longe de estar
to restringida como quer a Algada do Tri-
recio se terem moldado em urna mesma reii-
giao, mas tinho chegado ao lim por dous pon-
tos oppostos : Gonzalos tinha comprehendido
o amor pela arte ; Dolores, a arle pelo amor.
Todo o lempo que o joven pintor podia dis-
por era consagrado a esludos serios. Con-
demnado a nao pintar para os outros seno
flores ou fructos pinlava para si imagens da
Virgem, santas e aojos. Dolores Ihe STvia de
modelo para seus trabalhos que elle oecul-
lava a todos os olhos e sua vida se escuava
assim em urna successo de estudos encanta-
doras e de emogdes suaves.
A forga de ser grande, sua felicidade s ve-
zes o amedrontava ; por isto tema a cada ins-
tante ve-la exlingur-se e.sobre ella velava
com urna febricitante anxiedade.
Depois de sua cliegada a Harlem tudo ti-
nha feilo para ser esquecido e impedir que
soubessem que vivia. O mercador que Ihe
comprava os quadros era o nico homem a
quem tinha fallado ; sua casa a nica em que
havia entrado. Dolores ainda era mais seden-
taria : nunca ia cidade eevtava os lugares
frequentados. Smente, quando a tarde es-
lava bella corra com Gonzales os prados
que se estendio em frente do jardjm do (lo-
buna! Militar pelo contraro ella estende-se
a lodosos crimes que esto comprelienddos
nos quatro quesitos da citada Provizo. O
Soldado s deixa de ser julgado pelo Foro Me-
ntar quando commette delito que nao of-
fendea desceplina e subordinago Militar:
por exemploquando injuria, fere, mata ou cau-
za outro qualquer mal a um paizano ou ci-
dado nAo Soldado quando furia ou rouba
fora do Quartel ou dos postos Militares e
finalmente quando commette adulterio bi-
gamia, ou outro qualquer crime, que nem
urna relago tenha com a disceplina Militar ,
e no qu 1 nAo viole a sanldade do juramento
que prestou. N'estes e outros cazos nAo
tendo o Militar offendi lo a desceplina toda-
va offendeu a sociedade em getal como po-
de olender outro qualqti'T cidado e justo
be que nao fique o Militar da peior condigo
e que no seu julgamento se Ihe guardem to-
das essas garantas que se guardam no Foro
commum dos de mais cidadAos. Eis o que
nao he crime puramente Militar isto he ; o
que de nem urna forma offende a subordina-
go edesciplina do exercito.
Concluo pois que o infeliz Soldado Pedro
Alves das Chagas commetteu horrivel crim*
puramente Militar e que como tal deve ser
julgado pelo conselho de guerra. Pnza a
Deus que o nosso Maganimo Monarcha por
effeitosde sua Innata Clemencia Tenha pie-
daded'esse dosgragado, que ceg pela paixo,
e quiga vitima de predicas desorganisadoras ,
commetteu tAo f'io attentado praza a Deus
digo que si esse infeliz for condemnado a
pena ultima pelo conselho de guerra que
Sua Magestade Imperial se Digne Apiedar-
se d'ello.
Postoque muito interessado sou pela disci-
plina do exercito sou hmem dou descon-
t a fragilidade humana, e reconhecendo n'a-
quelle attentado os restos dos desvarios pas-
sados nAo posso deixar de condoer-me de um
desgracado que talvez nao se arrojasse a tan-
to s a impunidade nAo tivesse ganhado o
terreno que por nossa infelicidade chegou a
ganhar.
G.
COMMERCIO."
ALFANDEGA.
Rendimento dodia 13 de Outubro 6:3226G6
DE8CARREGAO" HOJE M DE OUTL'IWO.
Brigue Dinamarquez es Bornholra = Fari-
nha.
Brigue Francez = Cicile = Fazendas.
HOV1MENTO DO PORTO.
NAVIO SAHIDO NO DA 12.
Ilhade Fernando; Patacho Pirapama Com-
mandante Bal lazar Joze do Beis ; passa-
geiros Brasileiros o CirurgiAo mor Joze Soa-
resda Silva e sua familia Thereza de Je-
zus e um escravo, Pompeo Romano de Car-
valho com sua mulher e trez filhos e um
criado oito degradados duas mulliTes e
seis homens, Severina Vieira de Mdlo o
trez filhos a preta Angela escrava.
ENTRADO NO DA 13.
Rio Grande do Su I ; 28 dias Barca Ameri-
cana Navarinode 249 tonel Capilo Tho-
maz G. Nicols equip. 15 carga couros
IA e chfrrs: ao Capilo. Veio refrescar o
segu para Philadelphia.
Bio de Janeiro ; i(i dias Barca Inglcza Flo-
rista -, ambos procuravAo os caminhos mais
solitarios, e, apoiados um no outro, fallndo-
se com um surriso caminhavo com peque-
nos passos sobre a relva lina colhendo una
flor, seguindo urna borbuleta nos ares, ou
esrbtaudo os suspiros dos passarinhos em seus
ninhos de musgo. Algumas vezes, depois de
urna longa caminhada paravo no fundo de
algum claro dos bosques e Dolores se senlav-i.
Ento seu amante (cava em p diante d'ella.
Com os bragos cruzados e com a cabera in-
clinada mirava o sol que ia desapparecendo
por tras das arvores escutava o rumor dos
ventos as folhas os cantos dos (aviadores ,
e no meio d'estas mil harmonas, d'eslas mil
bellezas Dolores Ihe pareca ser a rainha da
creago.
Depois descia a nole lentamente ; a la se
mostrava por entre os choupos, e ambos ga-
nliavo o caminho que tinho seguido !...
lloras do amorosas conversas, em que se nAo
ouve mais faltar onde o brago cerra o brago,
que sustenta, onde a cabega se inclina para;
a cabega amada, e onde em lim a confidencia
mais arrebatada se extingue em um beijo.
Havia algum lempo que Gonzales traba-
lliava em urna sania Cecilia que, emseupen-
mely de 2">7 tonel, Cap. M. A. Gcbowt,
equip. lT em lastro : a Mo. Calmont &
Companhia.
SAHIDOSNO MESMO DIV.
Macei 5 Brigue In,lez Star, Cap. John Cle-
mHntsow em lastro.
Maranha ;" Brigue Escuna Brasileiro Beja
Flor, Cap. Joze )jmingos Pereira de Ma-
tos com a mesma carga que troux do
Rio Grande do Sul.
Macei ; Brigue loglez Amelia Hill Cip.
William Hill em lastro.
Rio de Janeiro; F.scuna Americana, Alicia ,
Cap. Thomas Dukcliard carga resto da
que trouxede Baltimore.
AVISOS MARTIMOS.
= O brigue escuna Nacional Jozephina, es-
t a chegar do Ass por estes 3 ou 4 dias e
o qual llevo seguir para o Rio de Janeiro: du-
rante sua demora neste porto receher es-
cravos a freti; quem os tvera embarcar ,
dirfja-se a pr.iga do corpo Santo caza D. 67.
~A VI SOS DI VERSOS.
= Urna pessoa de muito bons costumes
se ofTerece para ama de pouca familia, para
todo o servigo de portas a dentro e tudo
com perfeigo e asseio : a pessoa que quizer
dirija-se ao pateo de S. Pedro D. 16 que se
dir quem a pessoa.
xsr O abaixo assignado previne aos in-
quilinos das cazas que foro do faleci-
do Antonio Marques da Costa Soares e que
passarad a seos herdeiros que nao paguen
oaluguera Joe Marques da Costa Soares ,
que nenhuma authoridade tem para o rece-
ber porque desde 5 de Setembro do corre-
te anno o dito Joze Marques declarou por
annuncio no Diario que no era mais admi-
nistrador e que nao Ihe competa outra cou-
zase nodar contas o apezar deste annun-
cio consta ao annuncianle que aqueta Joze
Marques passou a cobrar do inqulino Fran-
cisco Gomes da Silva em SO de Setembro 45*
do aluguer do caza do aterro da Boa-vista ,
e que procura o mesmo dos outros, e um
tal modo de proceder he certamente para es-
tranhar-se e he to bem em irejuzo dos
interessados o consta mais que tendo si-
do procurado por alguns credores responde a
estes com o.annuncio feilo no dia lo de So-
tembro, equeest a relirar-se para Lisboa,
que nada mais tem com a caza e entretan-
to nao prestou ainda contas nem entregou
couza alguma ao juizode orphos como na-
quele seo annuncio aseverou : com este an-
nuncio o annuncianle afasia de si toda e
qualquer responsabilidade e esta recair
sobre os inquilinos e credores que se por-
tarem com omissodeixando a porta fran-
ca para o dito Joze Marques continuar a
prejudicar aos interessados e credores como
at aqui tem feilo.
Antonio Marines da Costa Soares.
Lotera da Matriz da Boa-vista.
O successo imprevisto occorri lo na extra-
gao da lotera d Rozario torna de absolu-
ta necessidade deferir o andamento desta ,
para o dia 20 do correte Outubro pota be
geralmente sabido qv.e os premios percebidos
em urna lotera servem para a compra dos
bilhetes doutra e n;io sendo possivel arris-
car mais que o valor do beneficio he to
justo quanlo necessario este deferimento.
C. Augusto Gultzow, Hamburguez ,
retira-se para Baha.
smenlo devia exceder a ludo quanto havia
feito at ento : era a primeira vez queexpe-
rimentava esta alegra do artista que reeonhe-
ce que a vida se tem communicado sua obra.
Um dia depois de ter Iralialhadocom mais as-
siduidade do que de costume, senlio a neces-
sidade de descangar e sabio s. O mercador
a quem venda seus quadros de llores Ihe de-
via algum dinheiro ; elle se dirigi sua luja
para Ih'o pedir.
Una aragem ligeira comegava a mitigar o
calor do dia ; as casas do anebalde langavo
urna linha de sombra a cujo abrigo se podia
caminhar ; os meninos sentados a cada li-
miar comio a sua moronda, e-as raparigas
conversavo perto das fontes.
Gonzales caminhava tangandoem roda de si
um olhar encantado : como todos os homens
que o estudo tem conservado encerrados sen-
ta debaixo do ceo urna iueffavcl expressao
de con ten lamento ; sentia que os ervos se Ihe
eslendifio e que o cerebro se. Ihe desenvolva, o
ar perfumado da larde o transporlava, os ps
nao tocavo mais a Ierra, tudo Ihe pareca
brilhar e surrir.
;

(Contiuar-se-ha.)


w mi Mmiaa r.Diwi mig^amawti.ilm H>
Srs. redatores = em quanto nao chega o
estomago ao Sr. Abreu pira lera historia, de
que, a ira do deleitar o publico, preten !
* exlrahir um ramalhele de. /nin'jices e dis-
parates rogo-llies o obsequio do fazerem
sciente pela sua acreditada folba ao tal
Sr. das parvoicss, que se por ventura 83 re
conhece que a historia do outro Sr. Abreu tem
defeitos tambem nao sedtivida que nao po-
dero ser judiciosamen te-notados pelo Sr. fe-
remo la que pelo seu annuncio be;n
mostra estar muito abaixo dos Cchnchinas.
= Augusto Lamp subdito Hanoveriano ;
rctira-se para o Rio de Janeiro.
- = Francisco Salustiano Mir,retra-se pa-
ra fora da Provincia.
tsr Quem precisar de um caixeiro portu-
guez do 18annos, para envendo ou outra
qualquer arrumago pois sabe bem ler e es-
crever dirja-se a ra do Kingel venda De-
cima 4o.
tsr Aluga-se um sobrado de 2 andares e
loja na ra da praia e loja do sobrado dos
4 cantos da Boa vista : a tratar no forte do
Mallos prensa deCarneiro Monteiro.
tsr Aluga-se sem o primeiro andar a ca-
za n. 1 do Atierro da Boa vista com excel-
lentes com modos as novas da ruada Auro-
ra ( prevenindo-se que o collegio sai at o
fim docorrente mez ) outras na ra da So-
ledade e sitio do S. Amaro : a tratar com
Francisco Antonio de Oliveira ou com o
seu Caixeiro Manoel Joaquim da Silva.
ssr Precisa-se de um olicial de pharmacia
' g.iii
4
ou mesmo algum menino que ja tenha algu-
nia pratica : no atierro da Boa vista D. 40.
er Francisco Joze da Suva Regada re-
tira so para o Rio de Janeiro.
PILCLAS VEGETAES E U.NIVERSAES AMERICANAS.
tsr O nico deposito dellas be em caza de
D. Knoth, agente do Autbor, na ra da Cruz
n. 57.= N. B cada caixmha vai embrulha-
da em seu receiluario com o sello da caza
em Jacre preto.
tsr Faz-se negocio com preciso com 3
letras de I0\> rs. cada una ja vencidas, de
Antonio Cavalcanti de Albuquerque e Mello,
morador em Garanbuns esto Sr. tem hon-
ra e possessoes e crdito nesla praga, e por
isso muito convem a quem poder empatar : a
tratar no atierro da Boa vista n. 29 sobrado
de Manoel de Souza Rapozo.
tsr O abara asignado leseja fallar a se-
nbora D. Quitea Mara da Couceigo pa-
ra negocio que interessa a ambos como ig-
nora a sua morada queira annunciar, ou diri
ja-se ra da Cadeia fallir com Ala noel
Joaquim Pedro da Costa.
tsr Ninguem compre os alicerecs na caza
forte que se psenlo a venda na ra de
Aguas verdes D. 38 segundo andar em o
Diario n. 219, porque he bem sunegado e
sobre elle e outros que se rao decla-
rando a propurco que se forcm querendo
vender se vai instauraba acgo competente.
tsr Pede-se mu benignamente ao Snr.
arrematante da actual numerago desla Cida-
de ou a quem sobre ella vea de ter o
cuidado de fazer limpa'r quantas borradellas
por engao ou como quer que seja lem
posto o pintor as portadas de muilas das
proprirdades que estando athe enlo lim-
pas, nao ha necessidade de que fiquem as-
si m sujas alaia de borradellas que fazem os
malcreados na noite de S. Barthoiomeo : um
poco de sabo com una escova dura mulha-
da em agoa ser lodo o prejuiso que nisto
lera o snr. arrematante. Um qus est com
a portada de sua propriedade suja.
tsr O Sr. que no dia 7 do corrente ofle-
receo 350ji por um preto annunciado no Dia-
negocio
re cita na ra dos Tanueiros e um sitio:
luciara a abaixo assignada, que ninguem con-
trate nogoeio algum e era compre a parte
lo sobrado annunciado ; parque tendo o fal-
lecido Joaquim Joo Fernandes de Souza pai
do annunciantedoixado de legado de sua tor-
ga a abaixo assign ida, em dinheiro quantiade
1:600ji rs. dous escravos, recebeo logo a
abaixo asignada os 2 escravos, e ficou o tes-
tamentoiro o tutor Manoel d >s Santos Lins
B tndera de posse do dinheiro cujo dinhei
ro a mais de 5 annos o dito tutor deu a ju-
ros do um por cont ao mez ao annunciante
JofiodaCrue, com bypolheca na parte do
sobrado annunciado, e ludo comprova a con-
(ssiio por letra do mosmi Cruz em pod;r da
abaixo assignada e at o presente ainda nao
rooeheo nem o principal de 1:600tf rs., e nem
os juros nao obstante-ser declarado no tes-
tamento que o rendimento seria para seus
alimentos e como a abaixo assignada ja se
acha emancipada, e at contratado seu caza-
mento que ser breve e o dito annunci-
ante Joo da Cruz ja foi at requerido pela
sentenga de formal de parlilha e so tem ne-
gado a entregar o dinlioiro e os juros e se
opondo athe por isso para que ninguem se
chame a ignorancia, comprando urna pro
priedadecom o impedimento ja declarado, faz
o presente annuncio. Mara Joaquina Fer-
nandes Souza.
tsr No dia lo do corrente se ho de ar-
rematar o resto dos trastes do fallecido Joa
quim Leocadio de Olheira Guimares no
mesmo lugar e horas ja anntinciadas.
tsr Precisa-se fallar com o Sr. Joze Mara
de Souza Rangel, ou a quem suas vezes flzer:
na camboa do Carmo n. 15.
tsr Quem precisar deum liomeni porlu-
guez, chega do prximamente para padaria
uu feitorde sitio dirija-se a ra da Cruz n.
8 -e. mido andar ou annuncie.
tsr Perdeo-se urna carteira de mo, ten-
do dentro urna papeleta passada pelo cnsul
portuguez um bilhete n. 5033, firmado por
Joze Dias da Silva Cardial, desda lotera que
est correndo a beneficio das obras da Igreja
de N. S dollozarioda Boa vista, porlanto
roga-se ao Sr. Thesoureiro da mesma loleria.
e a tolos os Srs. que ven Jem bilhetes a tioco
dos premiados o nao receba e nem pague no
caso de sahir premiado ; a pessoa que liver
adiado dita carteira e a quiser restituir di-
rija-so a ra estreita do Rozarlo D. 33 que
se Ihe Acara agradecido.
tsr Precisa sededous portuguezes che-
gados de nevo um para criado e outro pa-
ra feitor : na botica de Joze Mara Freir Ga-
meiro na praga da Boa vista a tratar com
Francisco Rafael de Mello Reg.
t* Um porta-licor; nove vaos de caixi-
hos para jan das, e 4 ditos para alco/a, obra
moderna um carro de puc'iar fio, um jogo
le bancas de lapidar para ourives o uns cai-
xties tudo por prego com modo : na ra do
beirra baixoD. 3.
xsr Urna porgafl de travs de Sapucaia ,
emboriba sapucaraina e massarandnba ,
tendo 7 e meia a 8 polegadas de face 55 a
36 de comprimento : na pracinha do Livra-
mento loja de fazendas D. G7.
t^* Vende-se ou arrenda-se terrenos ja
atterrados com capacidad" de se por qual-
quer estabclocimento de forno por terem
porto de desembarqui nofundo cito no lil-
ar dos Coeliios da Boa vista : a tratar com
Marcelino Joze Lops.
tsr Urna canoa nova, abjrta e que con-
duz600 lijlos de alvenaria grossa por pre-
go commodo e tambem se vende a troco dos
mesmos: a Iratar com Marcelino Joze Lopes.
tsr Um mulato de bonita figura de 2b*
annos para o ver na cadeia desta Cidade ,
sendo para engenho distante desta praga : a
tratar no pateo do Carmo n. 18 segundo an-
dar ou na fortaleza do Brum.
tsr Sapatos inglezes, batatas ditas quei-
jos londrinos presuntos proprios para fiam-
bre : no armazem.de Joa Carroll & Filho,
na praca do Com merejo.
tsr Um sitio na Boa viagem com frente
e linda vista para o mar tem de 80 a 100
ps decoqueiros dando fruto muitos ditos de
cajueiro quedad excedentes cajs alguns
da provincia ou para qualquer engenho ou
fazenda : no pateo da ribeira D. lo.
tr Urna preta recahida de 20 annos de
bonita figura, sabnndo perfeitamente ongom-
mar cozinhar e coser para fora da provin-
cia urna dita com as mesmas habilidades,
urna negrinha e um> mulifinlii de 13 a i.{
annos, um bonito escravo moco de 20 annos,
perfeito canooiro : na ra do Fogo ao pe' do
Rozario n. 8.
tsr Superior salitre refinado em barricas,
e a relalho a 200 rs. a libra : na ra das L
rangeiras sobrado D. 5 de Claudio uboux.
tsr Umacarroga nova com rodas d ferro:
no atterro da Boa vista as Iojas de Joaquim
Coelho Cintra.
tsr Para fora da provincia urna escrava de
nago angola sadia e robusta sabendo co-
sinharo ordinario de uma casa ensaboar
e engommar liso: no pateo do Carmo n. 22
das 6 at as 9 horas da manh, e das 4 da lar-
de em diante.
COMPRAS
tsr Moeda de cobre com diseonto de tres
por con lo : na ruada Cruz n. 37 assim co-
mo vende-se um braga de balanca porluguez
de 6 palmos ainda novo.
tsr Uma imprensa de ferro para copiar
cartas e garrafas vasias francezas na ra
da Cruz D. 47.
ditos de massarandubi, com baisa para plan-
tar capim e melan^ias qua se pode ocupar 2
a 3 escravos em servida eilectivo, assim como
pode ter algumas vacas de leite Ierra pro-
pria com caza de tacanea purem ainda por
acabar vende-s; a dinheiro ou troca-se
por cazas nesla praga ou por escravos : na
ra do Livramento sobrado I). 12 defronle
das catacumbas no primeiro andar.
tsr Urna casa (errea assobradada acaba-
da apouco com grande asseio com commo-
dos para duas familias tem cinco quartos e
ESCRAVOS FGIDOS
tsr No dia 22 de Agosto p. p. desaparece
uma negra de naco benguela de nome Ma-
secca do corpo cara comprida e boce-
, tem as costas da mo direila um ca-
igo pequeo tem ambos os ps apalheta-
, um delles tem um dedo grando mais vi-

na ,
tada
dos
rado
e sera unha sabio com um tabo-
leno novo a vender pao de l e podms le-
VENDAS.
rio pode vollar para concluir o
quando ainda o queira
tsr Precisa-se alugar uma caza de G a 7
rs. por mez dando-se um anno adianiudo ,
annuncie.
tsr 'recisa-se de uma ama de leite, que
seja forra : no Recife D. 27.
tsr Quem annunciou ter uma corrente de
ouro com ineio feitio dirija-se a venda no-
va defronle Je palacio do lado do passeio pu-
blico.
tsr Ballhazar Gomes Pereira Luna avisa
ao publico que perdeoum bilhete de Joa-
quim Joze Forreira, passado ao annunciante,
da quanliatle 11 bolo rs. passado no dia
ll do corren le contendo no iim a declara-
qio de perlencer ao Ballhazar ; e [)*ra Jue
algucm nocontraleou receba o dilo bilhete, lava de sabo evarrela com
se faz o presente depois de estar avisado o j annos : na ra do Fagundes n. 36.
passador do bilhete para nao pagar. ^ Un torrador e fugao de ferro do tor-
tsr Maria Joaquina Fernandes de Souza rar cafe' e um moinho grande em bom uzo,
e abaixo assignada lendo no Diario n. 2M tudo por preco commodo : no forte do Mat-
um annuncio do Sr. Joa da Cruz Fernandes tos ra do Amorim na venda da quina n. 3.
de Souza, olferecendo para vender a parle de tsr Botijas vasias : na ra da Cruz Deci-
uma morada de caza de sobrado de and-i- ma 47,
Um mulato de bonita figura de 16 a
1K annos sabe bolear cosinha sofrivel ,
tem principio de sapateiro : na ra da Cadeia
do Recife loja n. oo.
tsr Uma venda com muitos poucos fundos
propria para qualquer principiar na ra do
Torres ao sabir no beco da Lingoeta ; a tra-
tar na mesma ou na ra do Amorim n. 12o.
tsr Um terreno no lugar do Coelho conti-
guo ao embarque proprio para edificar pada-
rias refinagoes ou tejidas de ferreiros por ter
muita largura e pro'porgOes tendo em uma fren-
te perto de 100 palmos e na outra 48 o de
fundo 250 cujas fenles do para duas ras
do Jasmim e do Prazer tendo ja plantado
na frente da ra do Prazer um alcerce com
S palmos de frente, e 90 de fundo tendo
soleiras cordo de pe Ira ja sentados com os
panos dos oiles em boa altura grades de
janflas e portas promptas adverte-se que
o alicoree lie proprio para sobrado por isso
que tem 7 palmos de profundidade tambem
se vende mais outro alcerce e terreno junto
do mencionado : na ra Nova loja de Antonio
Ferr ira da Costa Braga.
tsr Uma negra de bonita figura, cozinlu
do 7
tsr
duas salas e no soto trez quartos e trez sa-
las com grando senzala para pretos e es-
tribara com bom sitio plantado com va-
rios arvoredos e boa baixa para capim de
planta, e um execellente viveiro com bastan
te peixe, vende-o por prego commodo os
pretendentes dirijo-so a ra estreita do Ro-
zrrio de loja de encadernador.
-NkXStr Maquinas de vapor com suas moendas
de difefeiites lmannos c pregos um gran-
de soi tunento de moendas para animaos e pa-
ra agoa da bem condecida fabrica de low moor
laxas de ferro batido efundido de quatro pal-
mos at dez de boca formas do ferro para
purgar assucar de tamanho e feitio em uso ns
provincias do sul, urna prenga hidrulica que
pode servir para embarricar assucar com mui-
ta promptido como j se esperementou; es-
ta e as maquinas de vapor os vendedores
encumbem-se;,de mandar assentar por um
mecanisla hbil : em casa de Fox & Stodart,
na ra da Senzalla ora D. 1.
= Domingos Pereira Mendanha vende fu-
mo em follia para charutos muito em Coti-
la e presuntos americanos a 200 rs. a li-
bra no armazemde Dias Ferreira & Com-
panhia defronte da escadinha da Alt'andega.
tsr Uma bomba de pao de sicupira com
todos os seos pertences a qual se dispoe por
ler sabido curta para a cacimba de que foi
mandada apromptar : na ruando Vigario ar-
mazeui n. 17.
ur Sacas com arroz pilado de alqueire
da medida velba por prego commodo : na
ra da Conceigo da Boa-vista D. 8.
tsa1" No armazem pequeo de Francisco Di-
as Ferreira no caes d'Alfandega continua-se
a vender papel branco superior a 2ji a res-
ma ea 1800 dilo mais ordinario., ptimo
para carlorio ou Typographia.
tsr Um pianno de muito boas vozes pre-
cizando de algum conserto por prego de 60j;
quem o pretender, dirija-se a rt)a do Livra-
mento armazem de louga e molhados D. 10.
xsr2 rotulas de porta de ra, de amarello ,
novas com pouco uso, e 2 portas de alcova*, do I
pinho, com pou ultimo sobrado pegado ao arsenal a tralar na
venda por baixo do dito.
tsr Um escravo proprio para todo o ser-
vigo e bom coziibeiro : no beco da Lin- Slslf,"aes se8u,nles he bem alta cor fula,
vou vestido cabego de algodozinho j vilho
saia de chita roxa e pao da costa novo o de
bruado as cabiceiras com matames brancos
qualquer capito de campo ou authoridaJes
policiaes a pod-ro pegar e leva la na ra da
Cadeia velha no Recife D. 22 que sero recom-
pensados assim como se protestar contra
quem a tiver oceulta ou roubada nio se de-
xando dri exigir os dias da servigo de quando
a tiver em seu poder.
tsr No dia 26 de Selembr fugio uma ne-
gra por nomo Maria baixa e cheia do cor-
po, levou uma gamella com peixe e um prato
com banba que anda va vendendo levou
vestido cor de roza novo pao da costa velho
e uns solitarios as orolhas tem os ps cha-
tos os dedos curtos com urnas marcas as
barrigas das pernas foi vista um destes diat
naCidado deOlmda; quem a aprehender le-
ve-a em fora de portas casa defronte do Sr
Luz Antonio Vieira que ser bem recom
pensado.
tsr No dia 10 do corrente mez fugio do
abaixo assignado uma escrava de nago ango-
la de nome Catbarina baixa e alguma
cousa reforcada do corpo cor meia fula ca-
ra larga nariz chato olbos grandes ps
pequeos eos dedos curtos e com costuras
de bobas que leve 5 roga-se porlanto aos oa-
pites de campo e mais pessoas particulares
do povoa queiro pegar, e ievarem na estrada
de Joao de Ranos sitio do espector de quar-
tciro que sero com prompido gratificado.
Joo Nepomoceno Ferreira de Mello
Fugio no mez de Setcmbro p. p um
mulatinhode nome Jacob, deidadede 15 a
14 annos semsignal Ue barba cor natural,
cabello bom e cachiado com um signal de
fenda ja sam na macan do rosto, reforgado do
corpo ps curtos e grossos bem feito de
corpo e muito esperto sabio com caiga de
algodozinho enlrangado de barguilha e ca-
misa dealgodo com lodos os denles fecha-
dos pois protesta-so contra quem o tiver oc-
culto com todo o regor das leis quem o pe-
gar o levar na ra do Fogo D. 8 que ser
bem recompensado.
tsr Ha mezes que desapareceo da porta do
abaixo assignado um seo escravo ainda bu-
gal nago genge do gento de angola bo-
nita figura estatura alta e picado de bexi-
gas cabega olbos nariz regular, e den-
tes muito claros tem carimbo no brago di-
reilo e o fallar mostra ar alegre quem do
mesmo souber, e o pegar leve na ra da Cruz
n. 8 segundo andar que ser bem recompen-
sado do seu proprietario.
Antonio da Costa Ferreira.
ar Desaparecen no primeiro de Janeiro
de 1841 do varadouro em Olinda uma preta
do angola anda bugal, de nome Maria que
se supo ter sido furlada para Goianna e tem
goeta venda de Joaquim Joze Rebello
tsr O Brigue Escuna Americano Jones,
forrado e cucavilhado de cobre de primeira
marcha 5 os pretendentes dirijo-se a James
Crabtrec & Companhia.
tsr Uma propriedade com padaria e nm
terreno em fora de portas : a tratar com Ja-
mes Crabtree x Companhia.
Um escravo crelo muito possante,
cabello vermelho marcas de bexigas no ros-
to e de sarnas na cabega olhos grandes, o
beigo de baixo grosso e vermelho os den-
tes curtos bracos compridos mos e ps
tambem compndos o seceos, levou vestido
de chita roxa. e argolas de ouro ser bem re-
compensado quem a trouxer na ra do Fogo
no primeiro andar do sobrado I). 18.
tsr
e de bonita figura preferindo-se ara furalRECIFE NA TYP. DE M. F DE F. = 1842


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