Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04794


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Full Text
I
m
Annode 1842.
Quinta Feira 15
Todo )for depende ilr na me.imoi ; da notm prudencia moJt rio e energa : coa-
tinueraoi como principiamoe e eremos acontado, con admiracio entra aa Nacdei mait
culta1;. (ProclamacSo da Aseembla Geral do araiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
r.oianna Faraiba e Rio grande do Norte aeganda e extaa feiraa.
Bonito t GaranhuUB a 40 e 24-
Cabo Serinhaem Rio Formoio Porto Cairo, Macei e Alagoae no 4. iit e 21
Boa-vi*1* e Florea 43 e 28. Santo Anta .juintaa feira. Olinda tooa oa dial.
DAS DA SEMANA.
40 Se%. a. Francieeo de Borje. Aad. dj J. de da 2. t.
41 l'crc. a. Finnino B. Re. Aad. do J. de D. da 4. .
42 Q:iart. CvprianoB. M Mm. Aud. do J. de D. da 3. v.
43 Quint. *. F.duardo Rai. And. do juit de D. da 2. .
4i Sest. s. Callirto P. M. Aud. do .1. da D. da 4.' r.
45 Sab. s. Thereandn Jeiui V, C. Ra; Aad. do J. di D. da 3, v.
/ Drn. a. Mnrtinianu M.
de Outubro. Anno XVIII. N. 221.
O Diario publioa-ae todoa 01 dial qoe n5o forem Santificados : o preco da aaaiptaiara b
de trea mil rea por quartel paroa adientadoe. Oa annuneine doa aeiRnantee aao inserido
(rratH e oa doa que o nao forem raao de 80 reia por linha. Aa reclamacOe derem aer
dirigida, a eetaTypografi. ra daa Cruiea D. J.am pr? da Independencia loja de livro
Numero 37 e 38.
CAMBIOS no da 12 deoitibro. compra venda.
45.700
45.500
8 700
4.780
4.7M
4.780
4,680
Cambio eokre Loadr.a 26 [ d. por 1.000
Paria 365 reia p. franco,
a Liaboa 406 por 400 nominal,
Moeda de cobra 3 por 400 de demonio.
Idea de letras de boaa firmas 4 i -
Odio- Moeda da 6.400 V. 45,500
a N. 45.30J
. da 4,000
PlATa Palaoe
l'etoi Colnmnarae
dito Mexicano.
miuda
8,500
4,760
4,760
4,760
4,640
Preamar do dia 43 de Outubro.
4. a 0 horas i 30 a. da aaanbj.
2, a 0 horaa e 54 aa. da tarde.
PHASES DA LOA NO MEZ DE OUTUBRO.
Loa Nova a 4- a 4 koraa 6 aa. da manh
Quart. crean, a 4 I aa 4 braa a 22 aa. da manh.
Loa ch.ia a 49 a 8 horaa a 53 aa. da manh.
Quarl. aing. a 26 -a 40 boraa 23 m. da tard.
SS
> IA RIO E PE BlV/iMBCC.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 8 DO COR RENTE.
Ollcio Ao inspector da thesouraria da
fazenda ordenando que mande indemnisar
o arsenal de marinha da quantia de 28,>OO
reis pela qual debitar a thesouraria do Rio
grande do norte importancia do que se des-
pendeo pelo mesmo arsenal com o forneci-
mento feito 6 recrutas de marinha remetti-
dos pelo Exm. Presidente d'aquella provin-
cia ero o vapor = Paquete do sul = para a
corte.
Dito Ao inspector do suprareferido ar-
senal intelligeneando-o da expediego da
precedente ordem.
Portara Aocommandante do brgue =
Imperial Pedro =. determinando, que man-
de para bordo do vapur = Pernambucana =
urna guarda de imperiaes marinheiros liin
de guardarem os recrutas que alli se aclio.
Dita Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando que mande fornecer aos re-
crutis, viudos da Parihiba e Rio grande
do norte as precisas rages durante a sua
viagem corte : e que faga conla separada
d'esta despesa.
Ollicio. Ao delegado do termo d'Olinda ,
devolvenJo o recruta Manoel Joze que re-
metteo com seo ollicio de hoj-; (8) visto nao
star no caso de ser recrutado por ser casa-
do : e significando que deve hzel-o proces-
sar se for criminoso pois/jue para isto es-
t autorisado.
Dito Ao commandante do destacamento
do Pao do alho scientificando-o d'haver si-
do entregue o desertor d'aquelU destacamen-
to Antonio Joaquim de Santa Anna que
remetteo pelo cabo Antonio Pereira Barata.
Portara-Ao commandante do vapor=Per-
nambucana= determinando, que entre-
gue a ordem do commandante das armas o
desertor do batalhfio provisorio que trouxe
a seo bordo.
Ollicio Aocommandante das armas di-
zendo, que mande rece be r do supradito com-
mandante o supracilado desertor.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas proviuciaes ordenando que faga
F@LIHIIf TTO
GONZALES COQUES. (*)
A derradeira disputa que acabamos de con-
tar tinha levado Gonzalos pensar de novo em
sua fgida, e, sem ter tomado urna resoluco,
perguntava si mesmocomo poderia partir e
onde devena ir quando ouviu balter de va-
gar na porta da oflicina.
Quem est ahi ? perguntou elle brus-
camente. Urna voz. maviosa e um tanto tr-
mula respondeu :
Sou eu mestre.
Gonzals foi abrir e um rapaz de qumze
anuos coberto com um rico vestuario pola-
co entrn na olficina.
Perdi, Antonio, diz o pintor, pas-
sando amigavelmente a mo sobre acabeca do
rapaz ; tinha esquecido que era hoje teu dia
de lico.
Antonio deitou sobro elle um olhar Insto e
que pareca exprimir urna reprehengo.
__ Pois eu me nao esqeco diz elle do-
cemente.
Cotzales foi assentar-so pensativo e o
rapaz se approximou d'elle com urna timidez
chea de ternura.
(*) Yidc o Diario N.* 220.
encommenda Joze Lucio Correia de Pa-
rs da porco de fiod'arame que se nece-
sita para a ponte suspensa do Caxang vis-
to nao convir contractar o seo forneciment
com o licitanto que appareceo : assim co-
mo que Ihe remeta as copias que lhe en -
via do ornamento e condiges com que
dever ser fornecido o dito rame e adian-
te lhe urna somma de libras sterlinas que
montem sete contosde reis.
Dito Ao subdelegado da freguesia dos
Afhgados, significando, que volta o recru-
ta Ignacio Soares que remetteo com o seo
ollieio d'hoje (8), por nao estar no caso de
servir na primeira linha.
Dito Ao commandante das armas de-
volvendo o requerimento de Joaquim de Mel-
lo S Cavalcante que enviou com o spo olli-
cio de 4 de Julho ultimo ; visto nSo ter lu-
gar a dispensa que elle pede do servido do
hatalliAo de guardas nacionaes destacado.
Ditos Ao ehefe de polica ao comman
dante das armas., ao inspector da thesoura-
ria da fazenda e no do arsenal de marinha ,
participan'lo que o patacho == Pira pama =
saln para a Ilia de Fernando em o dia 12 do
correte : ao piimeiro im de que faca a-
nromptar os sentenciados degredo n'aquella
ilha que existirem na cadeia d'esta cidade ,
e poderem ir nesta occasiao ; devendo manda-
Ios embarcar na vespera da saida do dito na-
vio : ao segundo para que ex pega suas or-
dens acerca do servigo militar da mencionada
ilha : ao terceiro para fazer embarcar os g-
neros e mais objectos que para alli de-
ve m ir nesta occasiao : e ao quarto para sua
inteligencia.
Dito Ao delegado supplente do termo
do Bonito, recambiando todos os recrutas ,
que remetteo com oflicio do prime!ro do cor-
rente por nao prestarem para o servido ; e
recommendando-lhemuito que nao recrute
mais homens casados.
THESOURARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 26 DO P. P.
OllicioAo Exm. Sr. BarAo Presidente da
provincia, dando parecer sobre o prego da pol
vora avariada que foi arrematada pelo arse-
nal de marinha.
DitoAo mesmo Exm. Sr., informando
a respeito dos vencimentos dos soldados re-
Vos estaes triste mestre !
Joo abaixou a cabera.
Comprehendo : ella veioainda aqui.
Sim diz Gonzals ; ella veio me lera-
brar que me nutria a dous mezes sem que
eu nada tizesse; e ella tem razo: ha dous
mezes que s tenho trabalhado para a arte ;
meus dias e minhas noites se teem consumido
aqui diante d'esta tela onde apago cada
manh o que fiz na vespera !... por quan'.o lo-
dos os meus esforcos s3o inuteis, Antonio; em
v3o procuro reproduzir as vagas imagens que
fluctuo diante de meu pensamento ; no rno-^
ment deas reproduzir ellas se desvanecem
e se confundem. E como nao ha de ser as-
sim ? Nada me faz lembrar sua belleza. Pro-
curo em vo em torno de mim formas i-
mitar : ludo c pesado grosseiro trivial.
Oh porque nio nasci eu na Italia como nos-
sos divinos mestres !... Porque nao oresci co-
mo elles em urna atmosphera de luz de e-
leganeia e poesa Ah esses ero feli-
zes!... suas almas s tinho que retletir na
creagoque os cercava e seus pnceis que
copia-la. INo tinho necessiilde de inven-
tar o sol e a graga! pintavfio entre llores odor-
feras cantos melodiosos, mulheres semi-
nuas e seu genio nao era senao felicidade !
Fallando assim Gonzalos se linha aproxi-
mado de seu qnadro.
Tudo isto fri Tulgar, diz elle sa-
formadosdo corpode municipal permanente ,
Alvaro de Luna Freir e Francisco Xavier
de Freitas.
DitoAo sr. procurador fiscal da fazenda,
dizendo que constando a thezouraria que no
deposito publico existem sommas arrecadadas
pertencent?s a defunlos e ausentes e en-
tre ellas algumas provenientes de bens lti-
mamente arrematados ; cumpria lever isto
ao seu conhecimento para na eonformMade
do que lhe incumb o regulamento de 9 de
Maio do corrente anno fazer com que taes
sommas fossem reeolhidas ao cofre.
DEM do da 27.
DitoAo Exm. sr. Biro Presidente da
provincia informando o requerimento de
Felis Cavalcante de Albuquerque Mello que
pedio o lugar du continuo da alfandega.
DitoAo sr. director do arsenal de guer-
ra rogando a fimde poder satisfazer o des-
pacho do Exm. sr. Biro Presidente da pro-
vincia que em visti do requerimento de
Joze Luiz deOliveira Azevedo e do que ex-
pendeo ocommssaro fiscal do ministerio da
guerra, communicasse tudo quanto de sua
parlo lhe occorresse.
DitoAosr. inspector do arsenal de mari-
nha remetiendo os documentos para o a-
diantamenlo da quantia de 200, reis para os
reparos do arrecife irticial do porto desta ci-
dade.
dem do da 30.
DitoAo Exm. sr. Baro Presidente da
provincia informando o requerimentd de
Ignacio de Loiola Caliado que pedio o lugar
de almoxarife da ilha de Fernando de Noro-
nha.
DitoAo sr. inspector do arsenal de ma-
rinha participando ter o Exm. sr. Baro
Presidente da provincia approvado a ar-
rema tagao da plvora rvariada existente no
forte do Buraco.
PortaraAosr. thezoureiro da fazenda,
para em curoprimento da ordem do tribunal
do thezouro publico nacional n. 80 aceitar ,
e pagar no dia de seu venc ment urna letra
da quantia de 1:174j703 reis sacada pelo
niesmo thesouro a favor de Antonio Pereira da
Cunha.
DitaAo ditosr. idem idem n. 82 dita
de 1:600, reis, idem de Manoel Ignacio de
Oliveira.
cudndo acabega. Meu Dos Nunca acha-
rei pois o modelo da hellesa que entrevejo em
minhas meditages !... O' Rafael Tita-
no onde esto vossas bellas amantes que vos
tornarao immortaes !...
SuspirouYoltou-se para Antonio.
Gragas ti ao menos terei achado u-
ma das formas com que ten ha sonhaJo; olha,
minhacahega d'anjo bella e entrotanto
est longc da tua Queres tu servir-me an-
da hoje de modelo ?
'_ Estou s vossas ordens mestre.
Gonzals pegou na palheta veio por-sc ao
cavallete e comparou os tragos Jo aojo com
os de Antonio.
Como sao nobresas linhasde ten ros-
to diz elle mirando o joven Polaco com urna
admiragocomplascente ; que tristeza e do-
gura em teu olhar !... Ah si tu tivesses u-
ma irm que com tgo se parecesse !...
Houve um longo silencio. Gonzals linha
continuado pintar coito ardor. De repente
a porta da .llicina abrio-se, Margarida ap-
pareceo novamente.
Ahi esto uns Gdalgos Ilespanhoes ,
que querem entrar ; diz ella bruscamente.
__ Ao diabo que querem elles ?
__ Nosei ; mas vierSoem carro dourado.
Seus nomes ?
__ Um s o deu: e o conde de los Cavallos.
Antonio soltou um grito.
REPARTICIO DA POLICA.
Parte das occorrencias do da lO do corrente.
O commandante geral do corpo policial >
parlicpou-me que no dia 8 do corrente fora
prezo pela sentinella da ponte da Boa-vista a
ordem do delegado d'este termo o paisano Jo-
s Pinto de Moraes por querer forgar a u-
ma mulhcr e no dia 9 nao occorrera nov-
dade.
dem do dia 12.
O delegado supplente do 1. destricto do
termo d'esta cidade parlicpou-me que hon-
tem pelas 0 e meia horas da manh desabra
um repartimento de lijlo do soto da casa
D. 13, cita na ra larga do Rorano sobro
o forro da salla onde s'achava a familia,
residente na mesma casa rujo forro ce-
dendoao grande peso que sobre elle carre-
gava despregou-se e abaleo sobre a mes
ma familia deque MSIlou licarem grave-
mente olFendi Ja a dona da casa com urna
p.-riia fratura.ia e algumas contuso(?s pelo
corpo ; um lilho da mesma com urna perna ,
tambom fracturada, e a cabeca bastante com-
pre ssa (deque est m irfal ) um outro fe-
rido em dilTrentes lugares e com algumas
conlusflea no rosto e finalmente urna pre-
ta feri.la.
Nao occorreo mais novidade.
Pessoas dspaohadas do dia 1 12 de Setem-
bro p. p.
Para o Rio de JaneiroA Joarina, escrava ,
do negociante Joze Pereira da Cunha ; e to
bem a Joanna, escrava do mesmo Cunha. A
Maria escrava do Pedro Nunes da Fonceca.
C(>ar Jozefa de Freitas Cavalcante, bra-
silera levando em sua companhia urna fi-
Iha menor de nome A-lgelina.
Rio FormosoA Custodio Napoleo e
Ventura, escravos, de Manoel Zefenno dos
Santos.
ParaA Pedro Nunes de Alcntara bra-
sileiro.
MaranhoD. Rasemond suiso.
Rio Grande do Sul Theodoro crioulo ,
escravo de Manoel Francisco da Silva Car-
r'0> ai- I
Rio FormosoManoel Jozo Vieira Braga,
portuguez.
Rio Grande do SulBartholameu escra-
vo de Manoel Joaquim Baplista.
- Bem acaso o conheceis? perguntou
Mhgarda. Mas o rapaz nao responda e Un-
gava em roda de s um olhar espantado. Ou-
virao-se vozes do lado daescada.
_ Sao elles diz Margarida indo abrir a
porta.
Antonio correu para Gonzals.
- Estou perdido !
- O que queris dizer ?
- Em nome do co fazei-me sabir sera
que seja visto.
- impossivel.
Os visitantes estavo j no patamar.
- Esconderme, ento cscondei-me gr-
tou o rapaz fra de si.
- N'este gabinete diz Gonzals em-
purrando-o para um refugio em que gnardava
suas telaS.
N'este momento o conde seguido pelos
dous fidalgos appareceu a porta.
- Eis-aqui meu marido gritn Margari-
da apresentando Gonzals aos visitadores.
- Bons dias mestre diz los Cavallos ;
Rubens nos tallou do ti, e vimos ver ten
musco.
- Vede-o meus senhores.
Os jovens fidalgos se pozero examinar
quadros suspensos s paredes o pararo di-
ante dos seis quadros oncoriimendadus pelo
archiduque Leopoldo.
- Porque diabo nao terminas estes bellos



9
2
Abreud'UnaManoel Jsze da Motta por-
tuguez o negociante. Joze Cabral, por-
tuguez.
Parahiba--Antonio Gonsalves Madeira, bra-
sileiro adoctivo.
Sobral l\ do CiarDefina escrava de
Anlonio Furlado de Alhuquerque.
Rio de JaneiroMtquMioa nacoLoan-
da escrava de lanonl Nun >s Pires
Ico P. do CearPrancisco Gonsalves Li-
nharez porluguez.
Para o lo, com escalla pelo Aracaty
Francisco Alves de S>uza brasil.'iro.
ParaFrancisco Joze da Silva Lobo por-
tuguez.
t Rio de Janeiro GetruJes Jozefa Del-
fina Francisco e Joze cscravos do Manoel
Joze Vianna.
Rio Grande do NorteGeorgo Keng. Hon-
nbil, nglez ; Alexandre Lunesdaine, in-
glez.
Leverpool Carlos Astley i nglez Dr.
Berterlust inglez ; Jannes Curry inglez.
BahaJoaquina Dias de Jess, portu-
/ gucza.
Rio de JaneiroSamuel P. Jonhston in-
glez ; Antonio Felicio de Vasconcellos bra-
sileiro.
AracatyFrancisco Gomes de Mallos J-
nior brasileiro.
Rio Formoso Joze Joaquim Tasso Jnior,
sardo.
AracatyJoze Felis de Aquino do Nasci-
mento brasileiro.
Rio de JaneiroAlbino crioolo escravo
deThereza Francisca Martinz.
Rio Formoso Manoel Pereira Vianna ,
brasileiro adoptivo.
Villa io PenedoManoel Fernandes R-
beiro portuguez.
EXTERIOR.
ESTADOS UNIDOS.
Os fazendeiros d'assucar da Luiziana n'u-
nia grande reunioque lizero adoptaroum
memorial dirigido ao congresso mostrando
com muita forca a necescidado de se dar pro-
tecco a este grande ramo de produccao. Di-
zem elles que tendo os tactos demonstra-
do que com a operaco pratica do Compro-
misse Bil de |833 a agricultura e o coin-
mercio bem como as manufatuias nao s es-
to paralizadas como reduzidas a um estado
de ruina absoluta elles appello para os re-
presentantes da naco e roga-lhes en-
carecidamente curem de urna industria que
emprega um capital de 52,000,000 de pezos
- cuja destruido alem de causar um prc-
juizo nacional que excede a todo calculo a-
cabaria pela expropriaoo de todos os fazen-
deiros n'ella empenhados.
Affirmo elles que a fallada e tendencia ,
assassina das doutrinas de 85 parcialmente
reavivadas sm 1833agora esto provadas
pela sua operaco pratica nos oito annos des-
de enlo decorridos que tem causado mise-
ria ruina e desolarlo nunca vistas a todas as
elasses da socie lade a lodos os ramos d'in
dustria existentes em todos os Estados Uni-
dos.
V-se pelo relatorio do secretaaio do the-
esbocos ? perguntou o conde Gonzalos.
- Trabalho em ontra cousa.
- Sim resmungou Margarida em urna
AnnuiiCao.
Santidade i' mo goslo mestre ; nao se
sabe onde se possa colocar isto ; indecente
em um quartode dormir triste em una
salla dejantar... E onde est essa Annun-
ciacao ?
Coques mostrou com o dedo seu cavallete
e os tres senhores Hospanlioes se aproxima-
r o ; mas apenas o conde lancou os olbos so-
bre a tela exclamou :
- Por Dos Olbae Cabrclla ; nao co-
nheceis por ventura estacabeca d'anjo ?...
- Oh a sobrinha da duqueza d'AIcan-
zo a bella Dolon's.
- Que dizeis, meus senhores, dice Gon-
zals aproximando-se. .
- Ah tu pes nossas grandes damas em
teus quadros de santidade continou los Ca-
vados : mas tu condeces a duqueza .' Nunca
teencontrei em casad'ella ; como podeste fa-
zer o retrato de Dolores ? pois que elle ; a
semiihanca maravilhosa.
- Estacabega? inteirompeu Margarida
que se tinha aproximado o retrato do pe-
queo polaco.
- Qual polaco '.'
- Antonio que aqu eslava 'pouco :
. nrondepassou e/le
souro que as importaces de assucar bruto
nos Estados Unidos no anno de 1841, das
Antilhas Dinamarquezas e Hollandezas das
Plllipinas-, de Cuba e outras Ilhas Hespa-
nimias, e do Brazil subiru a 18,477,412
jezos e as exportables durante o mesmo an
no para aquelles mercados foro 9.487,152
pezos. Evidente qiH por 18,477,412 pe-
zos de importaces provindos dos ditos pai-
zes teem os Americanos do pagar annual-
menle em moeda ou em letras europeas ,
equivalentes a moeda 8,990,260 pezos, sen-
do o restante a somma das pxportaces e
como as importaces de caf e outros gne-
ros livres sobem quasi a somma total das ex-
poatac/ps e a noexcedem quasi a lotali-
dade dos assucares importados tem de ser
paga em moeda ou em lelras equivalentes a
moeda.
As importaces provindas ds Cuba e de
outras Ilhas Hespanholas sohem a il,134,230
pezos dos quaes 3,7i2,0l8 consistem em
mercaderas livres e as exportaces dos Es-
tados Unidos para essas ilhas, inclusive
1,276,253 pezos de algodes em transito,
como n5o sobem a mais de 6.072,330 pezos,
o restante que 5,061 Oo5 pezos tem de
ser pago annualmente em moeda ou em le-
tras equivalentes a moeda.
Ao mesmo passo que to grande parte das
importaces provindas de Cuba e das outras
Ilhas Hespanholas sao admitidas nos Estados
Unidos livres de direiros e ao mesmo tempo
que oCompromisse Bill contempla u:na re-
dcelo final a20porcento, ad valorem ,
sobre os assucares a farinha de trigo ame-
ricana paga n'essas ilhas um direito de II
1;2 pezos por barrica ou 275 por cento mais
do que o cusi de sua prodcelo -- e bem
sabido que em Kespanha se esto fazendo es-
forcos para fechar de todo os seus porlos in-
troducto d'este genero. Os signatarios do
memorial dizer que si o trabalho da Luizia-
na fosse bem resguardado de sofrer baixa pe-
lo trabalho eslrangeiro os grandes fazendei-
ros de assucar em breve refinario porgo dos
seus assucares que necesario fosse para o con-
sumo dos Estados Unidos se de fado j ha
urna grande fazenda que n'estes quatro annos
atrazados teem fabricado 700,000 libras an-
nualmente de assucares refinados iguaes
aos que se fabrico com assucares estrangei-
ros e que s o estado de proslraco em que
esto os fazendeiros de assuc.ir em consequen-
cia da operaco da le de 1835 os tem pri-
vado de imitar o exemplo supracitado po-
isso que o maquinismo da reinac/io exigira
um em prego de pelo menos 20,000 pezos.
Em 1828 o numero total de engenhos de
assucar subi a 308 e em 1833 esse nume-
mero havia subido a 091. Na Suissa de 18IG,
o estado de Luisiana j eslava fornecendo a
metade dos assucares necessarios ao consumo
dos Estados-Unidos e dava esperanzas de
em breve bastar para o inteiro consumo. An-
tes porem de poderem os ltimos 383 en-
genhos de assucar entrar em operario fui a-
doptada a tarifl'a do 1835 ej 155 fazendas
teem-se visto na necessidade de abandonar as
suas plantaces e engenhos de assucar pela
operaco desastrosa da lei e os autores do
memorial julgo que a sua accao futura nao
pode deixar de anniquilar este ramo impor-
tante de industria nacional.
- Sahiu diz vivamente Gonzalos;
- E impossivcl : nos oleramos encon-
trado na escada ; necessariamente est escon-
dido.
- Nao est aqui, asse uro-vos.
- Aposto que o aeharei.
Mas Gonzals lancou sobre sua mulher um
olhar no qual havia tanto imperio que ella
parou logo.
O que ha ? perguntou o conde ; porque
nos oceultas o joven Polaco que servio de mo-
delo para o anjo.
Esta mulher louca, monsenhor pin-
tei esta cabera de lembraneja.
Eos Cavallos olhou para Gonzalos com um
ar suspeiloso chamou seus companheiros
parte e trocou com elles algumas palavras em
voz baixa.
Coques sentio que era precizo terminar com
isto.
Meus senhores dezejo ainda alguma
cousa ? perguntou elle framente.
O conde deixou cahir sobre elle um olhar
altivo.
Acaso te estorvamos mestre ?
Vivo do meu trabalho, respondeu o pin-
tor.
Les Cavallos fez um gesto de colera que lo-
go reprimi.
Ento te deixamos, diz elle ; somerite,
loma cuidado, que cusa algumas vezes mijito ]
Por um calculo mu lo baixo os 525 enge-
nhos que anda trabilho despendem an-
nualmente 2 000,000 de pezos em concer-
tos forneq nentos zc. pro lueco dos
Estados Orientaos e O^cidentaes da Unio ;
desl'arte os mechanicos os fabricantes o os
agricultores de toda a Unio, sao directamen-
te interessados pela quantia de 2,000,000 de
pezos annualmente no fabrico do assucar.
A ultima safra de assucar calcula-se em al-
uns 80 milhes de libras e 4 milhes de gal-
los de melado. Pelos pregos medios d'este
anno represento urna quantia total de
2,880,000 pezos, dos quaes. como cima
dissemos despendem-se 2,000.000 nos ma-
teriaes para o trabalho annual e em outras
produeces de industria diversa ao mesmo
passo que os fazendeiros recebem to somonte
880,000 pesos 60 por cento do capital em-
pregado( 52,000,000 de pezos. )
Dizem os autores do memorial tal tem sido
o resultado da lula provocada pelo Com pro-
mi sse Bill de 1855entre o tiabalho americano
e o trabadlo eslrangeiro. Urna produccao
nacional de um dos gneros mais necessarios
que apenas chega a 30 por cento do consum*
Jo paz acha-se dest'arto rebaixada pelo tra-
balho eslrangeiro 70 por cento do custo de
sua produccao Nenhum outro logar do mun-
do offerece semelhante anomala ; e qual a
consequencia de to triste estado de ccisas ?
O completo desarranjo no equilibrio entre a
carencia e o suprimento do genero c a per-
turbado em todos os ramos de industria ,
desde o mais rico proprietario aleo mais hu-
milde mechanico e jornalero. Vendo-se o
fazendeiro de assucar na necessidade de cul-
tivar aquelles gneros que d'antes comprava
aos Estados Occidentaes, estes achSo-se de
repente privados de um mercado para as suas
prodceles e como a sua colheita annual
excede as necessidades do consumo, d'aqui
segue-se urna baixa no seu valor como agora
se est vendo no mercado de um modo assus-
lador. Os engenhos de assucar sao abando-
nados a produccao extra causa baixa no al-
godo no arroz e emfim em todos os gene-
ros que ora se cultivo nos campos d'antes o-
ecupados pela cana pois que nenhuma gran-
de industria se pode destruir n'um paiz sem
produzir depreciaco em todos os outros ra-
mos de industria no mesmo paiz e damno
em toda a nacfio.
Os autores do memorial affirmo que urna
proteceo efliciente da parte da legislatura ,
de modo que em vez de 0,03 de pezo se pu-
desse alcangar 0,05 por libra de assucar bru-
to habilitara os fazendeiros de assucar da
Luiziana a augmentar a cultivado da cana a
ponto de bastar para o consumo annuo do paiz
alguns 250,000,000 que empregario mais
00,000 pessoas pelo menos, as) quaes sendo
fornecida pelos cultivadores do'algodo redu-
zirio o excesso da producc.80 n'este ultimo
artigo e augmentario o seu valor ao menos
at ahegar o custo da produccao. Isto tam-
bem creara urna necessidade gradual de pelo
menos 000 engenhos e moendas das nossas
fundicoes em toda a Unio, representando
urna quantia de 3,000,000 de pezos e cal-
deiras instrumentos de agricultura fer-
ragens bostas. cavallos etc. : em somma
muito maior. E todo este trabalho nacional
carecera outros tantos navios e Carros e da-
r-a rn pintar nobres damas.
E voliando-se para os companheiros.
Vamos caza da duqueza acrescentou
elle, verificaremos a semelhanga de Doloies
com o anjo.
Gomales Ihes abri a porta e os vio dezap-
parecer pela ercada.
Logo queficro sos, Margarida se tinha
encaminhado para o Gabinete, e se havia en-
contrado face a face com Antonio.
Eslava convencida exclamou ella.
Sal i sahi, Margarida! diz Gonzals
que tinha corrido.
Porque motivo se esconde elle ? o que
significa ludo isto ?
De repente os olhos da Flamenga se fixarao
sobre Anlonio ; deixou escapar urna exclama-
cao, como se urna suspeita a ferisse novamen-
te e, por um movimento rapidissimo. que
nao podia ser prevenido abri a pellica do
rapaz.
Urna mulher gritou ella.
Gonzalos ficou immovel e sem voz.
Urna mulher! repetio Margarida; bem
possivel! Ah agora comprohendo !.... Eis
os discpulos a quem das lices Gonzalos.
Callai-ros Margarida.
Nao bastante para ti a Cantarna a-
lir8s-te as grandes damas !
Callai-vos callai-vos.....
E tu cuid* que tolerara isto? Nao. n3o,j
ria occupacco a outros tantos homens e ra -
pazes para a distribuico jentre os consumido-
res da Unio mais do que si fosse feita por
paizes estrangeiros e de nenhum modo di-
minuira as exportaras para as Antilhas, por
isso que agora mesmo a Unio Americana irn -
porta d'ellas urna somma igual de caf e de
outros gneros livres ao mesmo passo que
livraria os Americanos do escoamonto annual
.le 8 a 0 milhes em moeda que agora tetn
de pagar s Antilhas pela que d'ellas recebem
alm da somma da sua exportaco circuns-
tancia esta que independente de qualquer
outra he por si mesmo de immensa impor-
portancia nacioml.
Concluem os autores do memorial patenlo-
ando a sua conviego de que no estado a que
se acha reduzido o fabrico de assucar nada
menos do que 0,05 de pezo de direitos sobre
o assucar bruto e n'essa proporgo sobre as
outras qualidadesde assucar pode impedir a
calamidade em que tein de cahir todos os fa-
zendeiros de assucar da Luiziana e acrescen-
to que mesmo deixando de parte toda e
qualquer outra consideraco tendo esta in-
dustria crescido pela tarfFa de 1810 e ten-
do-se debaixo d'essa lariffa empregado mi-
lhes e milhes de pe.zos em obras que nao
podem ser destruidas sem as consequencias
asmaisruinozas para aquelles que tem eni-
pregados n'ellas os seus capitaes nao he s-
no recta justici a essas pessoas que o mes-
mo direito de 1816 seja continuado todo o
tempo que o governo precizar de rendimento
e este for proveniente da mesma industria.
The VVeekly Herald.
COMMUNICADO.
O communicado dado a luz em o Diario nu-
mero 218 e assignado por =S= relativa-
mente ao laclo do Soldado que no dia 2 do
corrente estando de guarda procurara -
cintu e deliberadamente assassinar ao rom-
mandante da mesma guarda suposto seja e-
U'borado por hbil pena talvez com o secreto
fim de desviar do mesmo Soldado o castigo que
o espera pela enormidade do acto que pratic-
ra todava confiamos a pesar de pouco ver-
sados na materia que aquelles a quem per-
tencer entrar no conhecimento do delicio e
de seu autor nao sedeixar Iludir com sofis-
mas e belos argumentos e que aplicando
sobre ellesoescalpello da menos rigoroza ana-
lyze se convencer queucrime do Sol-
dado puramente militar e que o foro mili-
tar ( e nao o foro commum como pensa o eom-
muiiicante) o competente para julgar e co-
nhecer do crime deque se trata.
Toda a doulrina do communicante para
fundamentar sua opinio redus-se ==10 =
a mostrar que os Soldados s devem respon-
der perante o foro militar por crimes pura-
mente militares os quaes segundo enten-
de sao aquelles que tem urna pena certa o
determinada na legislaQo militar, e de que se
nao faz menco no cdigo criminal : =2.=
a exemplos de outros RR. Soldados que por
crimes quazesmelhantes foro remetidos pa-
ra o foro commum. Pedimos perda ao com-
municante para Ihe dizermos, que nem um e
nem outro fundamento pode dar forc.a e vigor
a sua opinio.
Quanlo ao 1.* = diremos, que a intellgen-
minlia casa nao iiade ser transtornuda em al-
couce !
Fora d'aqui, gritou Gonzals furiozo.
Sm, retiro-me ; mas lornarei d'aqui a
pouco com a duqueza d'Alcanzo !
Lancou-se fora da officina ; a rapariga fez
um movimenlo para segu-la ; depois, pa-
rando :
Que me importa agora! diz ella. E sen-
tou-se chorando.
Durante toda esta scena Gonzals tinha fi-
cado como ferido pelo estupor. O que acaba-
va de saber era to sbito, to inesperado que
apenas Ihe tinha podido comprehender o sen-
tido. Entrevia urna felicidade que nao ousava
encarar de face e diante da qual feichava os
olhos. Entretanto', quando se vio s com a
rapariga que Ihe ouvio os suspiros sentio
inchar-lhe o corago ; approximou-se de Do-
lores e pondo-se diante d'ella em p o
com as mos postas :
Senhora, diz elle com supplce voz, ten-
de piedade de mim, pois que receio estar lou-
co. Nao ouso nem comprehender, nemercr....
Oh nao me deixeis engaadoras esperan-
zas, Senhora ; tudo quanto aqui se passou
to estranho que tenho medo de mal explca-
lo. Este disfarce... estas visitas. .. O que #
ha para mim no fundo deludo isto? E' urna
felicidade ou um desencanto ?, .
E como a rarariga guardav o silencio, c os


-3
da dada pelo communicante ao que seja cri-
oie puramente militar nao exacta por que
a desobediencia por exemplo aos superiores e
outroscrimes da que trata o cap. 26 do novo
ragul- de infantaria e ocap. 27 do de ca-
valaria qua sempre foro c sao considerados
puramente militares podem ser commetidos
por cidados nao alistados no exeroilo, os
quaes esto por isso sujeitos as penas do art.
128 do cod. criminal : mas npm por isso al-
guem dir que sendo a obediencia e subordi-
uago o esteio da disciplina militar o Sol-
dado que a olla Miar deixe de ter com-
anetido um crime militar Mas para que ger-
tvir-nos de argumentos quan lo temos deci/ao
positiva sobro o razo de que se trata ? Ei
la qui.
Duvidando a junta de justica da Babia o
que se devia entender por crirne puramente
militar e sendo este negocio levado pre
senga de S. M. o I. Besolveo o mesmo Augus-
to Senhor piii Pro, de 20 de Outubro de
1834 que se devia considerar por tal o acto
de violar asanlidade do juramento pelos que
aasenlo praga a ofensa frita a subordina-
gao e boa disciplina do exercilo e armada
a alterado na ordem polica e economa
do servigo e o abuso de autoridade ern o-
cazio de servigo. Ora si atenta irnos para
qualquer d'estas especies veremos, que o
Sold do commeteo um crime puramente mili-
tar, ou soja violando o juramento que pres-
tou de obedecer ao que contem os rticos de
guerra, em quanto fallou a subordinagoe
respeito a seu superior commandanle da
guarda em que se acliava, servindo-se de bai-
oneta para o ferir ou seja por abuso do em-
prego em que eslava pois fasendo parte d'u-
ma guarda destinada para conservagao da or-
dem publica armada nicamente para esse
fim por Ibe ser vedado usar de armas fora do
servigo abusou o mesmo desso em prego e ar-
ma que militarmente Ihe fora confiada ser-
vindo-se d'ella para ferir o seu commandan-
le c cuino assim commeto um crime mili-
tar nos termos do art. 171. i. do cdigo do
proee.so.
Quanto ao 2.* diremos igualmente que os
arestos ou cazos julgados que o rommunican
te apresenta para roborar sua opinio nada
concluem j por que nao constituem direito
enlre nos e antes sao reprovados pela urea
le de 18cT Agosto de 179,ej por que nem
.as especies sao as mesmas e quando fos-
sem nada licito concluir e inferir com jus-
tiga d'um ou d'outro abuso praticado por es-
ta ou por aquella autoridade: e si cazos jul-
gados pudessem servir para apoio de uossa
doutrina nos trariamos lembranga a sedi-
go que ltimamente aparecer na Cidade da
Babia em a qual sendo envolvidos BB. mi-
litares forao esses processadus julgados e
condemnados pelo conselho de guerra e junta
de justica reputando-so o seu crime pura-
mente militar, apesar de estar o mesmo tam-
hem classificado no cod. criminal e marca-
da pena para cidadus nao Soldados.
Somos mui amigos de ver a le religioza-
mente executada e ardentemente anhela-
mos que a subordinago militar, como ba
Z(j de disciplina e o ervo mais poderozo do
eiercito nao seja de modo algum perturba-
da e que o cidado a quem anagoarma
solugos redobravo, puz-se de juelhos diante
dVIla :
Senhora urna palavra somonte que me
diga o que devo temer ou esperar. Oh o-
ll.ai, pego-vo-lo de joelbos, senhora ; olhai....
eu choro !
A joven Hespanhola Jeixou cahir os dous
bragos ao redor do pescogo de Gonzalos e
prununciuu seu nome mui baixo. Lste lan-
gou um grito d'alegrra.
Dolores Dolores bem verdade, meu
Dos que viestes por mim ? verdade que
me amis ?... .
Gunzals!. repeli ella, appoiando
sobre a fronte do joven pintor sua face molda-
da pelas lagrimas.
Este a cercou delirante com tim dos bra-
gos e levantando-lhe a cabega com outra
mo para melbor ve-la :
O' meu Dos diz elle com urna voz al-
terada pela feheidade tudo isto nao 6 por
ventura um sonho ?... nao eslou louco ? Eu
amado por vos. Dolores, por vos. nobre mo-
ga e to bella !'.... Mas como pode isto ser?...
Ousarei eu amar-vas?..'. Oh! parece-meque
so poderei ailorar-vos como a Dos Diante
de vos si rilo a necessidade de por as maos e
ajoelhar-me s de olhar para vos, choro de
alogria Oh quem vos tornou to miseri-
cordiosa ecomo podfstes filar vossos oihos
sobre mim ?
Ha um anno Gonzalos, vos conheco
para manutengo da ordem sofra mediato
castigo quando abusar da confianga n'elle
posta: por isso esperamos ver decidido em o fo-
ro militar o crime do Soldado de que se tra-
ta e que sofrendo o mesmo a pena, em que
voluntariamente incorreo pela atrocidade do
seu delicio sirva isso de exemplo outros
para nao praticarem iguaes alentados.
M.
COVIMRCIOT
ALFANDEGA.
Rendimento dodia 12 de Outubro 2:96ij2CG
DESCAUnRCM" Hall 13 dr outubro.
Brigue Dinamarquez = Bornhulm = Fari-
nhc
Brigue Franeez = Cirile = Fa/.endas.
"declaraces.
=s O Arsenal de Guerra compra porgo de
azeik? de carrapatopara fornecimer.lo das es-
tnges militares ; quem o livor cumparega na
sala do seu Expediente as 10 horas da inanh
dodia II e 12.
CONSULADO BRITNICO.
ssy Faz-se saber aos subditos Britnicos
residentes em Pernambuco que no da quinta
feira 20 do corrente mez de Outubro pelo
mcio dia ter lugar no consulado Britnico
ra do trapixe novo um ajuntameo espe-
cial dos subscriptores ao capello Inglez.
H : Augustus Cowper Cnsul.
AVISOS MARTIMOS.
= O brigue escuna Nacional Jozephina, es-
t a llegar do Ass por estes 3 ou 4 dids e
o qual deve seguir para o Rio de Janeiro: du-
rante sua demora neste porto receber es-
cravos a frete ; quem os Uvera embarcar ,
dirija-se a praga do corpo Santo caza D. 67.
GF'Para o Maranho sahir em poucos dias
o pequeo 'alaoho Brazileiro S. Joo forra-
do e pregado do cobro e forte de quilha a
borda tem parle do seo carregamento enga-
jado ; quem no mesmo quizer carregar ou
hir de passagem para oque tem excedentes
commodos dirijo-se a F. M. Bodrigues &
limaos, na ra do Trapixe esquina das dos
Tanoeiros n. 12.
ssy Para o Aracaty sai athe o dia 20 do
corrente, o bem conhecido Hiato Flor da La-
rangeira forrado de cobre e de primeira
marcha, j tem mais de meia carga prompta;
qnem quizer carregar ou ir de passagem ,
por que tem excellentes commodos dirijo-
se ao seo proprictario Bernardo de Souza, ou
a bordo do mesmo Hiate ou na loja de fa-
zendasda ra da Cadeia do Recife D. 17.
L EI L A 0.
t^- Alejandre Makay & Companhia, con-
signatarios da barca Ingleza Middlesex ca-
piti'io Talbert, faro a venda por leilo pu-
blico a quem mais der por conta de qunm
perleneer o por inlarvengo do corretor Oli
veira da porgo d l de carneiro avariada ,
salvada da dita barca naufragada na costa do
e vos amo.
Onde me vistes?
No convento de Santa-Mara em quan-
lo pnlaveis vossa Samaritana. Todos os dias
escondida as tribunas cobertas com veos ,
passava horas inteiras a vos contemplar. In-
vsivel para vos ; viva na intimidado de vosso
corago via-vos ora palillo de desespero ,
ora uminoso de nthusiaamo ; ouvia-vos fal-
lar vossa obra luuva-l ou malilizcla ; as-
sistia em fim a todas as angustias de vossa
inspirago. Algumas vezes, quando os curio-
sos vnbo fazer-vos visita vos esculava fal-
lar de arte de poesa de religio ; tudo o
que dizieis me pareca novo e entretanto
senta que todos estes pensamentos existio
em mim. Em fim um dia (lalvez o tenhaes
esqdecido) um joven pintor que havieis co-
nhecido em vossa infancia veio ver-vos-, li-
zestc-lhe a confidencia devossos soffrimentos
e vos conheci entilo inteiramente. Vosso ami-
go vos conlou tambem sua vida : elle eslava
cheio de forga e de esperanga : amavo-no !
Denois de te-lo escutado lhe pegastes na mo.
Sfeliz, Bynold, lhe dissestes.... Ab se
urna mulher me tivesse amado Urin genio ,
eu seria um homem de talento : e choraveis
fallando assm : desd'esse dia vos amei.
Anjo anjo exclamou Gonzalos cer-
rando a rapariga em seus bragos e eu na-
da soube !...
~ Talvez que me tivesse tullido} mis 080
Rio-formoso. na viagem que fazia de Sdney
a Londres : boje 13 do corrente s dez horas
da manh no armazem do Augusto & Com-
panhia ra d'Apollo prximo ao porto das
canoas, ond os pretendenles podero exami-
nar as qualidadesda maior porgo all deposi-
tada assim como convidao a examinar mais
os 38 fardos existentes ifalfandega grande
d'esta cidade.
*VI SOS DI VERSOS.
Aluga-se una boa caza para se passar a
festa no Caxang defronte do ro agua fra :
qunm a pertender dirija-se a ra nova D. 32 ,
a falarro'M o seu dono que he Miguel Ber-
nardo Quinleiro.
Percisa-se falar aossrs. Joaquim Fran-
cisco d> Paula Esteves Clemente e Joo Si-
mos Ferreira para negocio do sen interece,
pm caza de Novaes & Basto na ra do quei-
mado D. 15.
Por segunda vez se avisa ao Sr. A. A.
de B. qtieira vir pagar aquella conta que o
dito sr. no ignora no Botequim do Almei-
da na praga do Comercio e nao o fazendo
0 seu nome se publicar por extenso.
tST O abaixo assianado deseja fallar a se-
nhora D. Quiteria Mara da Conceigo pa-
ra negocio que inieressa a ambos como ig-
nora a sua morada queira annunciar, on diri
ja-se ra da Cadeia fallar com Manoel
Joaquim Pedro da Costa.
CT" Aluga-se urna canoa aberta que rar-
rega nove con tos lijlos, a traz dos Martirios
D. 56.
VST A rapidez com que o Advogado Jrio
Baptista Soares sabe desta praca para a Co-
marca do rio formoso llie n.io d; tempo dis-
pedir-se dos sens amigos, a quem protnetle a-
bracar no regresso e servir na sua estada na-
qnella Comarca. Os seus clientes desta praca
podem procurar melbores patronos a quem pa-
guem para seren servidos, certos de que o
annunciante nunca Ibes mentio, nejn recebeo
paga por papis, que Ibes nao fizesse.
13*" Joaquim Trajano da Silva, filho le-
gtimo de Manoel Duarte Ferro retira-se
para a Cidade da Babia, a tratar dos seus fes-
tudos.
tsr Alnga-se urna caza terrea na Boa-vis-
ta na ra do Pires ; quem a pretender diri-
ja-se a ra Nova D. 32 a seu proprietario
Miguel Bernardo Quinteiro.
tsy Boga-se pela terceira vez, a quem pos-
suir um crdito passado pelo abaixo assig-
nado, no anno de 1826 a Constancia d'Oli-
veira moradora nesta praga ; o obsequio do
tractar de seu embolso na Villa de Bananei-
ras Provincia da Parahiba do Norte com o
abaixo assignado.
Antonio Dias d'Araujo.
ssy Aluga-se por prego commodo um bom
armazem sito na ra da mneda no fundo
da venda do Snr. Alexandre e leva-se em
conta os concertos necessarios : a tratar na
ra do Nogueira n. 13.
cr Quem precisar de urna ama de bom
1 te, vinda do mato; dirija-se a ra do Roza-
rio eslreita D. 31.
ssy A pessoa quetnnunciou querer trocar
qualrobois mangos por qualro vaccas pa-
ridas de prximo as quaes alem de estarem
tive tempo. Minha tia que eslava em Hes-
panha voltou e me faz sabir do convento de
Santa-Maria. Ento via-vos muito,menos ve-
zes ; todava procurava-vos por toda a parte,
e muitas vezes vosencontrava nos passeios ou
nos muscos. Mas de repente cessei de ver-
vos ; por muito tempo eslive sem saber a cau-
sa d'essa desapparigo ; em fim forga de
informagfies, soube que linheis tido urna lon-
ga enfermidade que estaveis anda convales-
cente !... Nao pude resistir por ibais tempo
minha inquelago. Minha tia nicamen-
te oceupada com os prazires do mundo me
dava toda a liberdade. Ajudada por minha a-
ma que mora perlo d'aqui prucurei este
vestuario e me apresentei aqui para tomar
lges de pintura. Conhereis o resto Gonza-
los. Via-vos muitas vezes, ouvia-vos fallar :
era feliz, eme leria callado anda por longo
tempo se o acazo nao tivesse tudo desco-
berto.
- Ah nao vos lastimis Dolores por
quanto teria devido ao arazo a mais bella ho-
r* de minha vida. Se soubesseis o que sinto !
quereria agradecer minha ventura e nao pos-
so ; eslou aos vossos ps como um menino
sem forga, sem vonhde anniquilado pela
sorpreza e pela alegra ; nao ooso sentir que
vivo, tenho modo que um movimento me nao
disperte e quereria morrer aqui ouvindu
vossa voz e vos contemplando.
- Gonzalos vos tambem me amis ?
muito gordas tem leite bastante ; dirija-so a
ruad'Agoas verdes D. 70.
%ST Aluga-so oaimazem e o terceiro an-
dar de quatro indares da na do Ainorm no
bairro do Recife defruote do ferreiro Caeta-
no o armazem ha proprio para qualipieres-
tabelecimentu commercial ; a tractar na ra
do Vgario D. 12.
= Aluga-se varias casas, quer na campia,
como na ra da caza Porte propras para sb
passar a Testa estando as ditas casas coloca-
das tanto do lado da sombra e por isso mui
frescas, mas nao longo "do rio> Capibaribe : a
tractar na ra do Viga rio I). 12 ou no sitio
do proprietario Nuno Mara de Seixas, no
principio da eslrada do Cordeirtt.
A sra. D. rsula Delnquela Vfarinha,
queira vir ou mandar al o uia 20 do rorrenld
reinir seus pnhores e pagar oito nsezes dfl
uros j vencidos em lO deste mez do con-
trario nao viudo ueste mesmo da se ven-
dero para ntero pagamentos e para que nao
possa allegar ignorancia so faz esto avzo :
no patio da Santa Cruz D. 3.
Sabio no dia 11 do corrente do quinta,
do ultimo sobrado da praga da Boa-vista a
virar para a ra da Conceigo, um quarlo
melado piquno o est discantado o
bom cabrcslo : a possoa que o livor adiado
queira leval-o ao mesmo sobrado no 2. an-
dar ou avizar para se mandar ver, ese
gratificar.
Na padaria do patio da Santa Cruz da
frente da igreja percza-so d'um forneiro ,
que seja hbil e dezembaragado if esta oc-
cupago.
= A pessoa que annunciou no Diario do
hontem que se propoetn a tomar roupa pa-
ra mandar lavar tanto de sabfio como de
varrella com a demora do 8 a 15 dias res-
ponsabilisando-se pela falla que ouver : quei-
ra debaixo dessa condigo vir ou mandar to-
mar conta de urna purgo : no beco do poixe
frito D. 1 primoira caza da ra do queima-
do : no 2. andar.
Perciza-se saber a morada do sr. Joo
Fels Evangelista pois dizem que mora na
ra da Gloria da Boa vista e diz rotirar-so
para o mato: queira o mesmo sr. dirigir-so
a ra do collegio por sima da 2. botica vindo
pela ra do Crespo que ahi se lhe deseja fa-
lar.
Manoel Alves da Cruz faz publico
que nao tem authorizado a fmulo algum da
sua casa para comprar sem dinheiro ; e o
annunciante no se responsabelisa por quau-
tia alguma que dos mesmos se confiar.
Se algum senhor de engenho dos su-
burbios dosta praga quizer um capello pa-
ra o tempo do Natal, ou para todo o anno
principiando ( se convier ) em Novembro ,
procure na sacrista da Ordem Terceira de
S. Francisco das 7 horas at as > da ma-
nda.
tsr Offorece-se una mulher para ama de
caza de muito bons costumes cozinha o
diario le urna caza engoma. ensaboa,
ecoze, perfeitamente os pertendentes di-
rijo-se a ra do Collegio D. 12.
= Dezeja-se saber onde mura Felsberto
Antonio Pinto de Almeida Castollo Branco
Jnior.
-So vos amo! Dolores! lembrai-vos que
nSo sois para mim smente urna mulher:
suis a realisagu de todas as minhas esperan-
gas de toilas as minhas chimoras Si vos
amo; meu Deus! Vos que descostes como um
anjo para o pobre abandonado mas nao ve-
des que sois agora ludo para mim que nao
posso mais viver seno por vos e para vos 2
Ah bem dito s ja o acaso que trouxe aqui
esses lldalgos .
Ah quo m'os lembraes ; de tudo mo
tinheis feito esquecer ; lus Cavallos est ago-
ra em casa de minha lia.
Deus ten les razo.
--- A duqueza implacavel : querer vin-
gar-se de vos por causa de meu amor.
Que me importa !
__Lembrai-vos quo Margarida vem condu-
si-los aqui. Oh! nao quero espera-Ios, mor-
rena de vergonha e do dor aos seus olhos ; o
de mais separar-me-hio de vos, Gonzalos.
__Oh jamis exclamou o pintor rode-
ando a com seus bragos. Foi Deus q,ue nos
uniu n. nos separaremos mais Nao po-
des ficar aqui dora em diante, Dolores; pois
bem quebremos os lagos quo nos retem ,
renunciemos ao nosso passado e comecemos
ambos urna nova vida ; que cada um denos
seja d-hoje em diante para outro um mundo o
urna familia : lujamos juntos .
(Continuar-se-ba.)


i mimmMmmGi&k><*\miJimammrxi,lWJtBre**i**'rv*
.4
XST Arrenda-se un terreno no beco das
Barreiras com proporgoes para estabelecer-sc
urna ou mais fabricas das que vao ser remo-
vidas para o mesmo lugar e des Coelhos na
conformiladc das posturas da Cmara Muni-
cipal : os pretendentes dirijio-se ao comman-
dante geral du corpo de polica que se acba
authorisado a 'azerdito arrendamcnto.
MLULAS VF.GKTAES E UNIVEItSAES AMEKIC.VNAS.
W O nico deposito dolas he em caza de
D. Knolh, agente do Author, na ra da Cruz.
ii. 57.= N. B. cada caixinha vai embrullia-
da em seu receituario com o sello da caza
em lacre preto.
x^- Manoel Coelho do Espirito Santo ,
subdito brasileiro retira-se para Europa.
tsr Deseja-se fallar com o Sr. Antonio jo-
ze de Oliveira Castro a negocio Je seu inte-
resse na ra da Cadeia do Recite loja D. 25
ou queira declarar aonde se deve procurar.
tsr Novo deposito de rap princeza da
Baha acaba-se de establecer na ra da
Cruz do Recife escriptorio n. 16 ; este rap
da grande fabrica da Babia, que pela sua boa
qualidado sempre mereceo a geral estima do
respeitavel publico desta cidade assim do
Rio de Janeiro Rahia e&c. e para que ve
nba a resultar mais alguma vantagern aos
consumidores deste rap o fabricante man-
da estipular no seu novo estabelecimento o
precede 900 rs. por libra quando se com-
pre de o libras para cima ( valor da mesma
fabrica na Baha. )
tsr Aluga-se um primeiro andar da um
sobrado com bastantes commodos para urna
familia com quintal e cacimba na ra da
Praia caza de Joaquim Pereira de Mendonga,
assim como tambem se aluga urn gran Je ar-
mazem todo ladrilhado de podra e proprio
para qualquer estabelecimento por ter o em-
barque no fundo a toda hora.
ge Je Maria da PaixSo e Matlos Firmino Jos
de Mallos.
tsr Quem precisar de um eaixeiro portu-
guez de 18 annos para engenho ou outra
qualquer arrumagao pois sabe bem 1er e'es-
crever dirija-se a ra do Rangel venda De-
cima 45.
tsr Aluga-se um sobrado de Candares o
loja na ra da praia e loja do sobrado dos
4 cantos da Boa vista : a tratar no forte do
Maltos prensa deCarneiro Monteiro.
tsr Aluga-se sem o primeiro andar a ca-
za n. 1 do Atierro da Boa vista com excel-
lentes commodos as novas da ra da Auro-
ra ( prevenindo-se que o collegio sai at o
fim docorrente mez ) outras nn ra da So-
ledade e sitio de S. Amaro : a tratar com
Francisco Antonio de Oliveira ou com o
seu caix'Mro Manoel Joaquim da Silva.
$sr Precisa-se de um official de pharmacia
ou mesmo algum menino que ja tenha algu-
ma pratca : no atierro da Roa vista D. 40.
tsr Francisco Joze da Silva Regada re-
tira se para o Rio de Janeiro.
tsr Aluga-se um negro padeiro amassa-
dor : na ra Direita padaria n. 82.
tsr Aluga-se para se passar a festa ou
pelo lempo que se ajustar urna caza no cen-
tro da povoacao do Monteiro milito fresca ,
com bastantes commodos e ptima vista : a
tralar com Manoel Gregorio da Silva.
tsy Aluga-se o primeiro e segundo andar
do sobrado do Braga : na ra da senzala ve-
Iha juntos ou separados: a tratar no ter-
coiro andar do mesmo.
tsr Faz-se negocio com precisiJo com 3
letras de IOji rs. cada urna ja vencidas, de
Antonio Cavalcanti de Alhuquerque e Mello,
morador em Garanhuns este Sr. tem hon-
ra e possussoes e credilo nesla praga, e por
isso muito con vem a quem poder empatar : a
tratar no aliono da Boa vista n. 29 sobrado
porcento : na ra di Cruz n. 37; assim co-
mo vende-se um brago de balariga portuguez
de 6 palmos anda novo.
tsr 30 oitavas de ouro velho sem feitio :
no beco largo venda D. 25 quina do lam-
pio.
tsr Continua-se a comprar escravs do 13
a 20 annos para o lio de Janeiro sendo
de boas figuras pagfto-se bem: na ruada Cadeia
de S. Antonio sobrado de um andar de varan-
de pao D. 8.
tsr Umacoberta para tipoia que seja no-
va ou em muito bom uso : no atierro da Boa-
vista D. 19 junto ao beno do Ferreiro.
tsr Urna salva de prata de Irez a quatro co-
pos deagoa e um bom cordode ouro com duas
varas de compridoqueseja fnotudo sem feitio:
na ra do Sol por biixodo Sr. Tenente Coro-
nel do Batalho de Contingentes.
r Urna parelha de lanternas de vidro pa-
ra cima de meza sendo cornos ps tambem
de vidro j de meio uso e assim como urna
banca de jogo para as mestnas sendo de Jaca-
randa quem isso tiver annuncie.
VENDAS
tsr Da-se 600 a juros a 2 por cenlo ao de Manoel de Sou/a Rapozo.
mez em quantiasde 100 a 200ji rs. sobre
pinhores de ouro ou prata : as 5 ponas n.
30e32.
tsr Deseja-se saber se existe nesta praca
ou fora delta, algum prente do fallecido Jo-
ze Serqueira da Costa natural da Villa de
Vianna dominio de Portugal, sondo que exis-
ta annuncie sua morada ou dirija-se as 5
ponas n. 52.
tsr Tliom Pereira Lagos arrematante
do imposto de 20 por cenlo sobre o consumo
das agoas ardentes de produco brasiloira ,
avisa aos Srs. do Municipio da Cidade de Olin-
da que se acho coletados no dito imposto,
venho pagar-lhcs o primeiro trimestre ja
vencido no Domingo I do corren te dia
em que para este im 89 deve apresentar na
mesma Cidade no logar de S. Thereza na
caza do Sr. Pedro Marciano junto ao Sr. Jo-
ze Ferreira Calo neni s para recebimen-
to da Colleta feila como para verifical-a.
= Augusto Lamp subdito llanoveriano :
relirt-se para o Rio de Janeiro.
= Francisco Salustiano Miro;retira-se pa-
ra fora da Provincia.
= Quem tiver para vender urna canoa em
bom uzo que pegue em mil, ou mil e qui-
nientos tijollos ; dirija-se ra d"Apolo ar-
mazemnovon. i' : no mesmo arrnazem se as pessoas que se quiserem aproveitiu- de seu
sa Oabiixo assignailo Juiz da Irmanda-
de de N. S. de Guade Lupe da Cidade de Olin-
da, avisa a todos os Irmos da mesma Irman-
dade, que no dia s. Smao e S. Judas a
28 do crrente pelas 9 horas da raauh ha-
tera meza geral para a elleico dos novos em-
pegados da dita Irmandade que bao de ser
vir no anno de 1813, e para constar faz o
presenle.= Thomaz da Cunha Lima Cantua-
ria.
tsr Ilontem pelas 6 horas da manh, teve
lugar em a ra larga do Rozario o desaba-
mento de um sot;lo cujo resultado foi bem
fatal a familia do Sr. Valenca ; e constando-
nos que o tecto da caza de 5 andares, que faz
quina para a travessa do Rozario e em cuja
loja tem arrnazem de mulhados o Snr. A. R.
do Reg amiassa grave ruina rogamos a
quem competir queira lansar suas vistas
sobre dita caza a fim de por acuberto aos
respectiuos moradores e os visinhos de um
sucesso tao dsastroso.
Um morador da ra.
tSTMe Somgean parteira, l'ranceza mora-
dora no palio da Matriz de S. Antonio D. 8,
faz scienle ao respeitavel publico que se ada
prompta nao s a exercer a l'aculdade de par-
teira, como de sangrar e vacinar, para o que
= Domingos Pereira Mcndanha vende fu-
moem folha para charutos muito em cori-
ta e presuntos americanos a 200 rs. a li-
bra no arrnazem de Das Ferreira & Com-
panhia defronte da eScadinha da Alfandega.
tST Um sortimento de relogios patente ho-
risontal. ditos de parede com despertador ,
por prego com modo : na ra das Cruzes caza
de relojoeiro francez D. 4.
tsr Urna bomba de pao de sicupira com
todos os seos perlences, a qual se dispoe por
ter sabido curta para a cacimba de que foi
mandada apromptar : na ra do Vigario ar-
rnazem n. 17.
sef Duas bombas com cal Jeiras de cobre ,
e canos de chumbo teudo trinta palmos de
comprido proprias pora navio ou pocos,
em (ora de purtas n. 100.
tsr Urna porgio de quadros magnficos ,
da passage da historia Sagrada dous da me-
moria Real em portugal praca do Commer-
cio em Lisboa e porto da mesma ; e urna ca-
deirinha de 2 bracos tudo por preco com-
modo : as 5 puntas n. 112
tsrRape' de Lisboa em libras e as oitavas,
e de outras qualidades,e bous charutos, echa
de differentes qualidades de fitas e mais miu-
dezas : na ra do Cabug lujado Bandeira.
tsr Urna escrava anda rapariga, e mui-
to vistoza : em caza de Antonio da Silva Gus-
mao.
\tsr Panos finos do boa qualidade e de to-
jas as cores a 2880 o covado e de outros
mais superiores por mdicos procos ; casemi-
rasde tojas as cores e qualidades a 1760 ; se-
das setins de diversas cores com bem pouco
mofo a 500 ; superiores lavas e meias de
soda para senhora lencos chales mantas
de seda e de garga de bom goslo lencos .
recebem esciavos alugados para socar assucar.
tsr Quem annunciou querer comprar urna
corrente grossa de ouro sem feitio, querendo
urna de muito bom ouro e bastante grossa, pa-
gando meio feitio por ser nova: annuncie sua
morada.
= P.ibliolhecario do Gabinete Litterario
pede aos Snrs. Socios, que tem livros em
seo poder hajo de os mandar recolher, que
so fazem precisos para balando de verificaco
a que se vai proceder pela direccao ; podendo
remete-los das 4 as G horas da tarde.
tST A quem convier tomar 50 arrobas de
capim diariamente por lempo de um anno
a 120 res cada urna arroba ; dirija-se a ra
da Guia caza n. 11 que achara com quem
tractar.
cy A abaixo assgnada avisa ao respeita-
vel publico que nn;uem faga negocio com seo
ilho Bonifacio .Maximiano du Maltos ncm
com outra qualquer pessoa a cerca de um es-
cravode nuine Roque cujo escravo tendo to-
cado em partiilia a abaixo assgnada foi-Jhe
aprehendido db esub-replciamenle no dia
ri do corrente a requerimento do referido Ro-
prestimo a acbaro sempre prompta a toda e
qualquer hora que seja chamada tanto para a
praca como para o matto mostrar o grande co-
nliecimento que tem de sua liiculdado do
que bastante prova tem mostrado para com as
pessoas por que tem sido chamada as quaes tri-
buta os mais sinceros reconhecinienlos pelo
bom crdito que da mesma tem divulgado.
tST A pessoa que annunciou querer alu-
gar urna caza pelo preco de 7 # 000 res ,
dundo um anno adiantado; dirija-se a ra do
.Mundo Novo D. 10.
tST Aluga-se um negro para vender fasen-
da na ra com alguma pessoa ou para ven-
der pao sendo sempre acompanhado ; quem
pertender dirija-se no patio de S. Joz uu-
mero 02.
tST A pessoa que annunciou no diario de
11 e 12 do correte querer saber da moradia
de Pedro Jos<: dos Sanios que lbi caxeiro do
Sr Diogo Crabtre & C. ; entenda-se na ra
da Cada loj- de fazendas \. 45.
ES" Pergunta-se a quem loilber responder
quem deo concetilimentoa uns Alomaos para
terem urnas oficinas de ferreiro na ra das
-ollas
linho
e mantiletfls de cambraia e de fil de
bicos e rendas de todas as larguras e
por barato prego ; chitas, e cassas pintadas
a 160 e 180 o covado e das mais moder-
nas e superiores a 240 ; cortes de vestidos de
chita palente a 2500 e 3200 ; panos ada-
mascados para cubrir mezas de meio sala de
tsr Sag de boa qualidade muito boas
bixas chegadas prximamente ptimos quei-
jos londrinos e o ligitimo vinho feitoria en-
garrafado em Portugal : no atierro da Roa-
vista D. 19 junto ao beco do Ferreiro.
tsr Potassa da Russia. nova em barris
pequeos em casa de Hermano Mehrtens
na ra da Cruz D. 23.
= No sitio defronle de S. Joze do Man-
guinho ; vendem-se 5 moradas Jl cazas ter-
roas em chaos proprios : a fallar no mesmo
sitio.
tsr" No arrnazem pequeo de Francisco Di-
as Ferreira no caes d'Alfandega continua-se
a vender papel branco superior a 2 a res-
ma e a 1800 dito mais ordinario ptimo
para cartorio ou Typographia.
CT" Urna morada de casa de dous andares
e sotao em chaos proprios cita na ra da
Senzalla velha D. 38 cuja venda ser muito
rasoavel ao comprador por se precisar muito
de dinheiro para saplisfazer a diversos que a
mesma casa tem direito: na ra da Cadeia ve-
lha a fallar com JoSo Yaz de Oliveira.
tsr Man de superior qualidade era h-
celas de 8 libras, gommarabia primeira sorte
em dita de 16 libras por prego commodo : na
ra do Vigario 1). 5l.
tsr Azeite de carrapato sem mistura a 2#
a caada e a 280 a garrafa : na ra Augus-
ta numero n. 8.
tsf" Um pianno de muito boas vozes pre-
cizando de algum conserto por prego de 6O0;
quem o pretender dirija-se a ra do Livra-
mento arrnazem de louga e molhados D. 10.
ts#" Redes viudas de Maranho que tanto
servem para tipoias, como para salas, por
serem bem feitas : as 5 Ponas n. 28.
S^*2 rotulas de porta de ra, de amarelle ,
novas com pouco uso, e 2 portas de alcova, do
pinio, com pouoo uso : na ra d'Apollo no
ultimo sobrado pegado ao arsenal a tratar na
ven ja por baixo do ditj
tsF* Um cavallo gordo bonito de boas
marchas por IOOji : nos quatro cantos da Boa-
vista sobrado de dous andares.
tsr Urna loja com fazendas, em urna
das principaes ras do Bairro do S. Antonio ,
a praso com desobriga a praga : na ra de
Agoas verdes n. 44.
tsr Um escravo proprio para todo o ser-
vigo e bom cozinheiro : no beco da Lin-
goeta venda de Joaquim Jozo Rebello
tsr O Brigue Escuna Americano Jones ,
forrado e cncvilhado de cobre de primeira
marcha ; os pretendentes dirijao-se a James
Crabtrec & Companhia.
tsr Urna propriedade com padaria e um
lerreno em fora de portas : a tratar com Ja-
mes Crabtre & Companhia.
tST Um terreno de propriedade cito no
atierro dos Afogados do lado do nascente,
com 220 palmos de frente e mais de 500 de
fundo: na ra Direita sobrado n. 5i.
- Urna colego de 8 quadros grandes com
a moldura dourada e lavrada obra de muito
gosto ; um par de jarros grandes de lloras j
o um par de lanternas com castigaes de ridro:
na ra da Virago caza de Marcineiro.
tsr Caixascom cadeiras americanas de pa-
Ihinha lonas da Russia, barricas com pregos
americanos tinta em botijas de londres, pa-
pel de peso inglez garrafas retas em gigos,
2500 a 5ji ; bretanhasde Franga ede ham-1 vinho de champanhe : em casa de Henrique
, saias para senhora e cambraias Forstcr & Companhia ra do Trapiche novo
burgo finas
ni faci ^ue munido de um formal de part-1 Trinxcirasd'csla cidade em as quaes traba-
bordadas de cor e de branco do ultimo gosto ,
assim como outras muitas fazendas facul-
tndole as amostras aos compradores as lo-
jas de Antonio da Cunha Soares Guimares ,
na ra do Crespo D. 5 lado do Norte, e 8 do
Sul.
tsr ptimas bixas a 320 cada urna : na
ra estreila do Rozario botica n. 8.
WT Sacas com arroz pilado de alqueire
da medida velha por prego commodo : na
ra da Conceigo da Roa-vista D. 8.
tsr Por preciso, urna negrn de nagflo
moga com principios de costuras ede cozi-
nha e sem vicio algum : na ra de Horlas,
numero 17.
tsr Um terreno no lugar do Coelho conti-
guo ao embarque proprio para edificar pada-
rias refinagoes ou leudas de ferreiros por ter
I muita largura e proporgos tendo em urna fren-
te perto de 100 palmos e na outra 48 ede
fundo 250 cujas frentes do para duas ras
do Jasmim e do Prazer tendo ja plantado
ia fronte da ra do Prazer um aiieerce com
Iba falgo conse^uo Hundir o meritissimo jllio em obras jrocas com carvao de pedia em j 48 palmos de frente e 90 de fundo tendo
Jhz que ordenou npivhensao ; e como tu-
do j estoja desfeito o a abaixo assignada
cunse.L.'Usse outro mandado de apreliensaoa
seo favor <* nao se baja anda executado es-
te por occullarem o mencionado escravo a
abaixo assignada faz o presente Anuncio a
flm de previnr que algum soja engaado com
o falco formal de parlilba de que falln. A ro-
picjuizo da saudc nao s dos moradores da jsoleiras e cordo d pedia ja sentados com os
mcMiia i- ua como dos que por onde exhala panos dos o loes em boa altura, grades de
a fumara do mesmo carvao.
COMPRAS
; janaHas e portas promptas advert -ie que
<> aiieerce he proprio para sobrado por isso
que toni 7 palmos de profumidade tambem
se vende mais outro alicoree e terreno junto
mencionado : na na Nova loja de Antonio
cr Moeda de cobre com disconto de tres'^errtira da Costa Braga.
numero 67.
tsr Chocolate a retalho e em porgao, por
prego commodo : na praga do commcrcio,
venda de Manoel Joze Rodrigues de Andrada.
tsr Um escravo crelo muito possante,
o de bonita figura, preferindo-se para fora
da provincia ou para qualquer engenho ou
fazenda : no pateo da ribeira D. lo.
tsr Urna escrava de bonita figura pro-
pria para o servigo de urna caza e boa ven
dedeira de ra -. na ra do Livramento loja
Je couros D. 9.
ESCRAVS FGIDOS.
tsr No dia 9 do corrente fugio da padaria
da camboa do Carmo un negro de nome Jos,
de nago cabund de idade 50 e tantos an-
nos levou vestido camisa de algodoznho e
caiga de estopa o o maior signal he ter um
pe juchado por causa de urna ferida que tem
na perna : quem o pegar leve-o a dita padaria
que ser generosamente recompensado.
ar Fugio no dia 9 do corrente um escravo
de angola por nome Domingos com caiga
branca c camisa de ciscado ; quem O apre-
hender leve-o a casa de Joao Pinto de Lemos
& F. na praga do Corpo Santo que ser gra-
tificado.
REC1FE NA TYP. DE M. F. DE F. = 182


Full Text
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