Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04792


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo ce 1842.
Terc;a Peira 11
Tudo ora depende de nos mesmos ; da nomi prudencia moderaciio energa : con.
linuemot coo principiamoa a aeremos apontados com arimiracfio entre a Nacea mai,
KM
(l'roclamacao daAssembUa Gerel do rar.il.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
r '.-ni Ptraiba t Rio grande do Norte, fenndiie sextas fetras.
Bonita Garanliuns, a 40 a 24-
C hi Serinlisem Formoto Porto Cairo Macelo e ^lairoae no 4. 44,
n a ri*,s e Flores 43 e 28. Sanio Anuo quinlas feiras. Olinda iodos o* das.
DAS DA SEMANA.
40 Se.
FrancNco de Bolja. A mi. dj .1. de D. da 2. r.
II i'ec. Firmino B. Re. Aud. do J. de D. da 4. r.
42 Qjart Oprimi R. M Mm. Aud. do J. de I, da 3. r.
43 Quii. Eduardo liei. Aud do juii de I), da 2. T
44 ScXl. CtUUto P. M- And. do J. de D. da V. r.
15 Sab. a. Tnei de JeuM V. C. Re. Aud. do J. dt D. da 3. t.
4( Do, s Marlinianu M.
de Oulubro. Atino XVIII. N. 219.
O Diario publica-ae lodo o* diaa que n.o i'oreaa Santificados : o preco Ja aaaignalura b
de Irca mil rea por quarlel paos adiantado*. Oa annuncios dos assi;nanlca i,"k> inserido*
Rratis e oa dos que o nao forem rat.o de SO res por linha. Aa reelamacoes derem aer
dirigidas a cata Tipografa ra das Cruiea D. 3, au a praja da Independencia loja de lirroa
Numero 37 e 38.
CAMBIOS no da 8 deoitibro.
Cambio iokra Londres 2f> .'. .1. fior I IMMI
* a Paria 3(i5 rea p. franco.
Lisboa lOfi por 400 nominal,
Moeda de cobre 3 por 400 de descomo.
dem de larras da boas firmas 4 { a J.
Obro- Moeda de 6,400 V. 45,500
> N. 46.30J
. da 4,000 S..II0
Prta - PalaeoM 4,7e
l'etos Colu-.naarai 4,7fi0
a dito Meaicaaoe 4,70
a inda 4,<>.0
compra venda.
45.700
4B.S0
S 7>l'
1,78
1,7*8
4,7.*
l.f.SH
Preamar do dia 11 de Outubro
4. a 4(1 horas a 54 aa. da anha\
2. "a 44 horas e J8m. da larde.
PUASES DA LA NO HEZ EOUTUBRO,
Loa Nora a 4 -- na 4 boraa e li m. da m.inh
Quarl. ereae. a 41 -- a 4 horas e 22 m. da ni nli.
Loa chaia a 49-- U 8 boraa a 53 aa. da nianh.
Quarl, mine, a 20 -- a 10 horai t 23 aa. da lard.
DIAR
DE PERrVAMBUC
PARTE 07FIC1AL.
G 0 V E R N O D A P R O V I N C I A .
EXPEDIENTE DO DIA O DO CORREN Te.
Ofllcio A cmara municipal d'Olinda ,
approvando as arrematares dos contractos
d'aquella cmara constantes do seo otTii'io
do 26 du mez (Indo pelos procos e lempo,
decl irados no mesmo olcio ; assim como a
resolueio que tomou do mandar por em
administraclo a casa de plvora do Mangui-
uho por nao ter apparecido quera a Solici-
tasse ; e significando que devem sor [ios-
tos novamenle em praga os contractos da a-
firigio, e do imposto sobre os mscales, vis
to serea bai]tos os pregos que por ellos offe-
rcceiu os cidadaos Bento Goncalves e Vicen-
te Ferreira Marinho.
Dito A cmara municipal do Limoeiro,
declarando em rosposta ao seo oflicio de 9 do
S'tembro ullimo que as balangas que de-
vem haver nos acougues para verifica r-se a
exaclidio do peso da carne qtl9 se vende ao
publico ,' ( por cujo uzo percebem as cmaras
a laxa do viole res por cada taino he o que
so chama repeso dos agouguos de que tra-
ta o capitulo segundo da lei provincial nume-
ro 108 de 10 de Maio d'esle anuo no 6. ; e
que a sua anecadaco devora sor foita por ar-
remalaco na forma da lei ou por admi-
nistrado, no caso deque nao baja quern a
queira arrematar.
Ditos Ao commandante das armas e
ao inspector da thesouraria da fazenda pir-
tioipando cm coiisoquencia de communicacao
do Exm. Presidente do Cear queS. M. o
Imperador por decreto de 2 de Agosto do pre-
sente anuo promoveo ao posto do capitio do
estado maior de segunda classe do exercito ao
lenlo Joaquim Cesar do Mello Padilha ,
que se acba naquella provincia.
Dito Ao commandante das armas, dise-
lo em rosposta no Seo ollieio de 3 do corren-
te, que os soldados exlropiados do antigo cor-
po do municipaes permanentes Alvaro de
Luna Freir e Francisco Xavier de Freitas ,
que se mandario addir a um dos corpos do
piimeira linha devom percober os mesmos
vencimenlos, que recebiao no. referido corpo.
B&TELUR.

PORTUGAL.
Tractado Magostado a Rainha do Portugal e dos Al-
gtrvCS o Sua Magostado a Rainha do Romo
Unido da Gram-Riolanba e Irlanda as-
signado em Lisboa pelos respectivos Pleni-
potenciarios cm 3 de Julho de 1842.
DONA MARA por Graca do Dios Rainha
de Portugal e dos Algarves {Taquea, e d'a-
le.m Mar, em AlVici Sonhora de Gui e da
Conquista NavegafilO s e Commercio da h-
thiopia Arabia l'ersia e da India c.
Fago sabor aos que a prsenle Carla de Con-
lirmaco e ralificaeo virem que aos tres
das do mez de Julho do correnlo anno se
conoluiu o asaisoou na Cidade do Lisboa en-
tre Mira e sua Mafealade a Rainha do Reino
Unido da Grara Brelauba e Irlanda polos
respectivos Flouipotoneiarios munidos dos
competentes Poderos um tractado de com-
niorciO o nav. gagao com o (im de dar toda a
extendi possivol ao commercio reciproco en-
tro os dous estados cujo tluor o se-
gu ule : ,.
* Sua Ma'eslade a Rainha de Portugal e Al-
garvos e Sua Magostado a Rainha do Reino
nico da Gram-Brotanhae Irlanda desojan-
do manter e estillar os lagos de am.sa.le que
lo felizmente lem subsistido entre as Coroas
de Portugal e da Gram-Bretanha e animar
e ampliar as relagrtes commerciaes entre os
seus respectivos subditos por meio de um
tractado de commercio e navegaco nomoa-
rfio para esse fim seus plenipotenciarios a
Saber : S. M. a Rainha de Portugal e AJgnr
ves a I). Pedro de Soma Holstoin Duque do
Palmolla Presidente vitalicio da cmara dos
Pares, Omselheiro d'Estado Gram-Cru/
da Ordem de Christo o da torro e espada ,
Capilao da Guarda Real dos Archeiros Ga-
valleiro da insigne Ordem do Tos/lo de Onro ,
o (ram Cruz das Ordens de Carlos III em
II '.spanha da Legio de Honra em Franca ,
de Santo Alexandre Newsky na Russia Ca-
valleiroda Ordom de S. Joo de Jorusalom .
Conde de Sanfr em Piemonto Ministro e
Secretario d'Estado Honorario ovo. e\o. &e. e
Sua Migeslade a Rainha do Reino Unida da
Gram-Rrotinha e Irlanda a Carlos Augusto ,
Lord llovard de Watdea Par do Reino Uni-
do da Gram-Brelanha e Iran ja Cavalleiro
Gram Cruz da muito Ilustre ordem do Ranho,
enviado Extraordinario e Ministro plenipoten-
ciario de Sua Magostada Rritanioa junto de
S. M. F., o\e. &c. &e. os quaes depois de
havorom reciprooamente communicado os
seus respectivos Plenos Poden s que acha-
ra o em boa o devida forma convencionanlo
e condumio os artigos seguintes :
Ait. 1. Os Subditos decada una das al-
tas parles contractantes gosaro nos Domi-
nios da oulra, de todos os previlegios, immu-
nidades c protecgo de que gozarem os sub-
ditos da naci mais favorecida. Podero via-
jar residir oceupar casas e armazens dis-
pordos seus bens allodiaes o cmphyteu'.icos ,
e de qualquer oulra propriedade legalmenlo
adquirida por venda doaco escambo ,
ou testamento ou poroulro qualquer mo-
do sem o mais leve impedimento ou obs-
tculo qualquer. Serio isentos de empresli-
mos forgados ou de outras quaosquer con-
Iribuicoes extraordinarias, que nao sejo ge-
raes ,*ou eslabelocidas por lei : c bem assim
de todo o sorvigo militar quer por mar ,
quer por Ierra. As suas casas de habitagao ,
armazens e lodas as partes e dependencias
delles serio respeitadas e nao serio sujeitas
a visitas arbitrarias ou a buscas : e nenhiim
exame, ou inspeegio se far nos seus livros,
papis ou contas sem sen tenga legal de um
tribunal ou Juiz competen!*.
O lancamento da quanlia que deve ser pa-
ga pelos subditos Britnicos cm Portugal e
sous dominio* de manei > ou decima indus-
trial e do que lem at agora gosado uina i-
sfmgo especial ser em todos os casos para
o futuro feito, se elles assim o reelarnarem,
conforme o arbitramento dado por informado-
ros commerciantos dous dos quaes serio
Porluguezes e dous Britannicos, nomoados
polo consolho do dislricto ; e no caso de que
as parls ilutadas ponho alguma objeogio a
importancia do dito langamento ( que em to-
dos os casos estar em urna justa proporgio
com o arbitramento porque forem Untados os
subditos nacionaes de Portugal ) torio direito
do appollar para o tribunal do Ihesouro B
docomparecerem em pessoa ou de serem
ouvidos por advogado perante o dito tribu-
nal ; enoenlanto nao se far exocugao na
sua propriedade at que o mesmo tribunal ba-
ja dalo urna deciso definitiva.
Pica toJavia entendido que os subditos Bri-
tnico residentes em Portugal e seus Do-
minios que ah niocommercem ou ex-
i-rcao qualquer ramo de industria mas li-
rcui os seus rendimentos de oulra origem se-
rio da mesma sorte que os subditos Portu-
rniezer, inteiramonte isentos do lancamento
do dito imposto de maneio ou decima in-
dustrial.
Aos subditos de cada urna das alias parles
contractantes ser tambem permitlido nos:
dominios da oulra o livre uso e cxcrcicio da j
sua religiio sem p>r forma alguma sorem
inquietados pela? suas opinioos religiosas :
rioderio reunir-so para objeotos do culto pu-
blico e para celobrarem os ritos da sua re
ligio n is suas proprias moradas ou em ca-
peilas ou'lugares para esse flra destinados ,
som que agora nem para o futuro solbo o
menor embaraco ou interrupeo qualquer :
a Sua Magostade Fidellissima lh por bem ,
agora o para sem pro conceder liconca
aos sub litos de Sua Magostade Rritanioa pa-
ra edificaren! o conservarem taea capellas e
logares de culto dentro dos seus dominios :
licando sompre entendido que as ditas ca-
pellas e logares de culto mi devom ler lor-
ies de sinos nem sinos. ^
Os subditos de Sua Mageslade Britnica te-
rio igualmente liberdade para enterrar os
sous mortos pelo modo e com as ceremonias
usadas no seo respectivo paiz nos terrenos
ecemiterios que compraren! o prepararen!
para esse fim; e as sepulturas, na confor
midade da anliga pratica existente do nen-
hum modo ou forma deixariodo ser respei-
tadas
Art. 2. Os subditos de qualquer das altas
partos contractantes podorio livremente dis-
par por testamento dos seus bens Indivi-
duaos que possuirem nos territorios da ou-
tra : e os herdeiros ainda que subditos da
oulra parte coiilraclant1', podero suceeder
nos seus b^ns individuaos, ou por testamen-
to ou ab intestado e tomar posse Jos
mesmos segundo a lei ou seja ern pessoa,
ou per seus bstanles procuradores : o no
caso de eslarem ausentes os herdeiros ou os
seus bastantes procuradores ser o cnsul
autorisado a tomar conta dos ditos bens se-
gundo a lei ale que o dono tenha feito os
nocossarios arranjos para lomar posse da
sua propriedade. Suscitando-se duvida en-
tre difiorenles reclamantes quanlo ao direito
|ue cada um possa ter dita propriedade ,
serio taesduvidas decididas pelos tribunaes
do paiz em que essa propriedade existir. E
se para o futuro se conceder nos dominios de
qualquer das altas partes contractantes aos
subditos de urna outra nagio algum favor
relativamente posse ou heranga de bens de
raz ( bins fonds ) ser o mesmo favor exten-
sivo reciprocamente aos seus respectivos sub-
ditos quer seja em Portugal quer na Gri-
Brotanha.
Art. 5. Os subditos de cada urna das al-
tas partes contractantes residentes nos do-
minios da outra podero livremente agen-
ciar os sous proprios negocios ou commet-
tel os adminislragio de quasquer pessoas
que nomeem para seus correctores commis
sarios agentes ou inlreprcles sem que
subdito algum britnico soffra reslrico na os-
colha das pessoas que bajo de desempenhar
taos incumbencias e sena que sejio obrig-
dos a pagar salario ou remuneragao alguma
a qualquer pessoa que nao tenhio escolhido
para aquelle fim. Conceder-se-ba absoluta
liberdade em lodos os casos tanto ao com-
prador como ao vendedor para conlractarcm
um com o outro e para fixarem o prego de
quaesquer fazendas gneros ou mercado-
rias importadas nos dominios de qualquer
das partes contractantes ou delles expor-
tadas observando-se exactamente as leis
e coslumes estabelecidos no paiz.
Os subditos de qualquer das alias partes
contractantes residentes nos dominios da ou-
tra terio liberdade deabiir armazens, e
lujas a retalbocomo qualquir subdito nacio-
nal segundo os mesmos regulamentos mu-
nicipaes e policiaes, nao sendo por isso o-
bi gados a pagar tributos, ou impostos maio-
resdo que pago ou vierem a pagar os sub-
ditos naeionaos,
Art. 4. llavera reciproca liberdade de com-
mercio e navegago entre os subditos das
duas altas parles contractantes c os respec-
tivos subditos"dos dous Sob3ranos nio paga
ro nos portos, Bahas Ensea las Cida-
des Villas ou lugares quasquer que forem
nos dous Reinos nenhuns ootros ou maio-
resdiroilos, tributo?, cuiitribuigiS, ou
impostos, seja qual for o nomo com que pos-
sSo ser designados ou entendidos, do que
aquolles que forem pagos pelos snbdifos ou
el iadios da liacfto mais favorecida.
Nenhum direito d'AIfandega ou outro im-
posto ser carregado sobre quaosquer gneros
Ja produego do um dos dous paizes na
importagfio por mar ou por torra desse paiz
para o outro que soja maior do que o di-
reito ou imposto carregado sobro os genero.1:
da mesma qualidade da produeco e impor-
tados de qualquer outro paiz ; e nenhum di-
reito restrieco ou prohibilo se impor
na imporlacTo ou exportacio de um para ou-
tro paiz nos gneros e productos de cada
um delles que nio soja imposto nos gneros
da mesma qualidade quando importados
de qualquer outro paiz, ou exportados para
elle : E Sua Mageslade a Rainha de Portugal,
o Sua Magostado a Rainha do Reino Unido
da Gram-Rretanha c Irlanda So obrigo e
prometiera em son nomo c no de seus her-
deiros e successores a nio conceder favor ,
privilegio uu mmunidade alguma em
objectos de commercio e naveg-co aos sub-
ditos ou cidadaos do outro qualquer estado ,
que nao soja tambem, e ao mesmo lempo
extensivo aos subditos da outra alta parte
conlractante ; gratuitamente se a conces-
sio a favor desse outro estado liver sido gra-
tuita e dando o mais aproximadamente pos-
sivel a mesma compensago ou o equiva-
lente no caso de ter sido condicional a cn-
eos sao.
Art. 5. Nenhuns diroitos de tonelada, de
porto (k (arces do pilotajem de quaren-
lena .ououlros semelhanles ou correspon-
dentes direitosde qualquer natureza, e deno-
ininagiuque sejio se imperio cm algum doj
dous paizes sobre as emharcagrtes do outro ,
as viagens que e las lizerem com carga en-
tre ambos os paizes ou em outras quaes-
quer viagens que fagao em lastro os quas
direitos nio sejio igualmente impostos sobre
as embarcagoes nacionaes em casos simi-
Ihantes.
Art. 6. Todos os gneros da creagio, pro-
duegio ou manufactura das suas respectivas
Possessoes que em um dos dous paizes po-
dem legalmonle sor importados do outro ,
em navios desse outro paiz serio quan-
do assim importados snjeitos aos mesmos
direitos quer sejio importados em navios
de um ou do .outro paiz ; c da mesma sorle
todos os gneros que podem legalmenlo ser
exportados de um dos dous paizes para outro,
em navios desse outro paiz, serio quando
assim exportados sujoitos aos mesmos di-
reitos e goza rio da inesina restittiicio de di-
reitos premios e concessoes quer sejio
exportados em navios de um ou de outro paiz.
Art. 7. A fim de promover e animar asre-
lages commerciaes entre os Dominios das Al-
tas Parles Contractantes para o muluo be- "
neficio dos respectivos Subditos convem Sua
Magostado Fidelissima e Sua Magestade Bri-
lannica em tomar em considergo os direitos
ora impostos sobre os arligos de rroduegio ,
ou de manufactura de qualquer dos dous Pai-
zes com o intuito de fazcr'nesses direitos as
reduegocs que possio ser compaliveis com os
respectivos interesses das Altas Parles Con-
tractantes.
Esta materia far sem demora objecto de
urna negociagao especial entre os dous Go-
vei nos.
Art. 8. Ser permitlido aos Navios Porlu-
guezes ir directamente de qualquer porto dos
Dominios de Sua Magostade Fidelissima a
qualquer Colonia de Sua Magostado Britan-
nica c importar para a dita Colonia quacs-
>


*
2

quer gneros da creaco producco ou ma-
nufactura de Portugal ou de qualquer dos
Dominios Portuguezes, nao sendo os ditos
generas daqueiles cuja importaeAo seja pro-
hibida na dita Colonia ou dos que s soj.1
nella admiltidos dos Dominios de Sua Mages-
tade Britannica o os .ditos Navios Portugue-
zes c os ditos gneros nelles importados desta
maneira nio sero sujeitos naquella Colonia
de sua Magestade Britannica a pagar direitos
)U imposic,>s maiores ou diversas do que
pagario os-Navios Britnicos que imporlas-
sem iguacs qualidades de gneros ou do que
pagariAo similhantes gneros de creacAo ,
producto ou manufactura de qualquer Paiz
Kstrangeiro, cuja importacao naquella dita
Colonia fosse pcrmittida em Navios Britan-
nicos. Do mesmo modo ser permittido aos
Navios Britannicos ir directamente de qual-
quer porto dos Dominios de- sua Magestade
Britannica a qualquer Colonia de sua Mages-
tado Fidelissima e importar para a dita Co-
lonia quaesquer gneros da crcagAo, proJuc-
co ou manufactura do Beino Unido ou
de qualquer dos Dominios Britannicos n'io
sendo os ditos gneros daqueiles cuja impor-
tacao seja prohibida na dita Colonia ou dos
queso sejo nella admiltidos dos Dominios
de sua Megestade Fidelissima : e os ditos Na-
vios Britannicos, e os ditos gneros nelles
importados desta maneira nao sero su-
jeitos naquella Colonia de sua Magcstcde Fi-
delissima a pagar direitos ou imposices mai-
ores ou diversas do que pagario os Navios
Portuguezes, que importassem iguaes qua-
lidades de gneros ou do que pagariAo simi-
milhanles gneros da creago producto ou
manufactura de qualquer Paiz Estrangeiro ,
cuja importacao naquella dita Colonia fosse
permUtida em Navios Portuguezes.
Art. 9. Ser permittido aos Navios Portu-
guezes exportarem de qualquer Colonia de
Sua Magestade Britannica pira qualquer logar
que nAo pertenca aos Dominios de Sua Dita
Magostado todos os gneros cuja exporta-
ro daquella Colonia nao fr geralmente pro-
hibida e os ditos Navios Portuguezes e os
ditos gneros exportados nelles desta manei-
ra nao sero sujeitos a pagar naquella Colo-
nia nenbumas diversas ou maiores im-
postos do que serio pagas pelos Navios Bri-
tannicos que exportassem taes gneros ou
por taes gneros exportados em Navios Bri-
tannicos e tero jss mesmas restituicoes
de direitos oa gratificaces que a estes se-
rillo concedidas.
Do mesmo modo ser permittido aos Navios
Britannicos exportarem de qualquer Colonia
de Sua Magestade Fidelissima para qualquer
logar que nao pertenca aos Dominios de Sua
Dita Magostado todos os gneros cuja expor-
co daquella Colonia nAo fr geralmente pro-
hibida ; e os ditos Navios Britannicos e os di-
tos gneros exportados nelles desta man*ira .
nao serAo sujeitos a pagar naquella Colonia
nenhumas diversas ou maiores imposices
do que serio pagas pelos Navios Portuguezes
que exportassem taes gneros ou por taes
gneros exportados em Navios Portuguezes ;
c tero js s mesmas restituices de direitos,
ou gratificaces que a estes serio concedi-
das.
Art. 10. Por Cite Artigo se declara que as
estipulagcs do presente Tratado nao se de-
ven entender applicaveis Navegaco e Com-
mercio de transporte entre um e outro porto
situado nos Dominios de qualquer das Parles
Contratantes se cssa Navegaco e Commer-
cio de transporte fr nesses Dominios reser-
vada por I,ei exclusivamente para os Navios
Nacionaes.
Os Navios porm de qualquer dos dous Pai
zes podero descarregar parte das suas caras
em um porto dos Dominios de qualquer das
Altas Partes Contratantes e d'ahi proseguir
com o resto da sua carga para qualquer outro
porto, ou portosdos mismos Dominios sem,
em laes casos pagar maiores ou diversos
direitos do que pagario os Navios Nacionaes
em similhantes circunstancias ; podero tam-
bero, carregar do mesmo modo em differentes
portal na mesma viagem para oulros Paize*.
Art. Ir. A liberdade reciproca de eommer-
cio c Navegaco declarada e estipulada pelo
presente Tratado nao so eslender ao contra-
bando de guerra ou a objectos que forem
propriedade dos inmigos de cada l'ma da
Partes.
Rciiunria-se agora mutuamr-ntc faeuldade
concedida pelos anteriores Tratados de po-
dereni os Navios de cada um dos dous Pdizes
transportar gneros e mercaduras quaesquer,
que sejo propriedade dos inimigos do outro
Paiz.
At 12 Em lodos os casos cm
qualquer
>| HIV'U
portados do outro Reino nao fr urna quan-
tia fi\a mas em proporeo do valor dos gne-
ros esse direito ad valorcm ser estabelecido
e assegurado pela maneira segninte a saber :
o importador quando der entrada na Alfande-
ga para pajear os direitos, deveri assignar
urna declaraco com a descripeo e valor dos
seus gneros na importancia que Ihe parecer
convcnienle ; c no caso de que o Ollioial ou
Officiaes das Alfandegas sejo de opinio de
que a dita avaliaco insuficiente ser-lhos-
ha permittido tomar os gneros pagando o
seu valor ao importador, segundo a sua de-
claraco com o accrescimo de de/, por rento ,
restituindo tambem o direito que estiver pago.
A importancia destas sommas ha de ser paga
ao importador quando se entregarem os g-
neros ao dito Oflicial ou Officiaes : o que nfo
exceder a quin/.c dias contados desde a pri-
meira dolenoo dos gneros.
Art 13. Assim como todas as merca dorias
de qualquer origem quer sejo ou nao ad-
missiveis para consumo do Paiz, podem ser re-
cebidas e depositadas em todos aquelles por-
tos do Reino Unido da Gr-Bretanha e Irlan-
da que por Lei esto designados como por-
tos de deposito para taes gneros em quan-
to se I los nao der entrada para consumo do
Paiz ou para reexporlaco, como seja ocaso,
segundo os Regulamentos feitos para esse fim ,
e sem que taes gneros eslejo no entanto su-
jeitos ao pagamento de qualquer dos direitos ,
com que serio carregados se sua chegada se
Ibes desse entrada para consumo no Reino-
Unido 5 da mesma sorte a Rumba de Portu-
gal Consente c Convem em que os portos
dos Dominios de Sua Magcstide Fidelissima ,
que agora sao portos de deposito, ou possao vir
a s-lo para o fueturo por Lei devero ser
portos franco*, para nelles se receberem e de-
positaren! ou para consumo no Paiz ou pa-
ra reexportaco como seja o caso todas as
mercadorias importadas em Navios Britnicos ,
e todos e quaesquer gneros de producco ou
munufactura dos Dominios Britnicos impor-
tados por Navios Portuguezes; e os gneros as-
sim recebidos, o depositados, sujeitos aos devi-
dos Regulamentos, nao ficaro no entanto o-
brigados a nenhum dos direitos com que serio
carregados, se sua (Legada se Ibes desse en-
trada para consumo nos Dominios de Sua Ma-
gestade Fidelissima
Art. 14. Todos os gneros ou mercadorias
que se acbarcm a Fiordo, ou forma re m a car-
ga ou parte da carga do Navio de um dos
dous Paizes que tiver naufragado ou sido
abandonado na costa do outro Paiz ou por-
to della ( salvo se a importacao desses gneros,
ou mercadorias lr absolutamente prohibida
por lei ) sero admiltidos a consumo no Paiz ,
na costa do qual ou porto ; qual, o dito Na-
vio tiver naufragado ou sido abandonado ,
ou taes gneros e mercadorias tiverem sido a-
cliadas : pagando os mesmos direitos que se os
ditos gneros e mercadorias fossem importa-
das em um Navio nacional anda mesmo que
taes gneros e mercadorias nao podessem por
Vi ser importadas no dito Paiz se nao em
Navios nacionaes; e quando se fixar a impor-
tancia dos direitos queelles tiverem de pagar ,
se ter attencn ao detrimento que os ditos' g-
neros e mercadorias bouverem soffrido
Para evitar fraudes devero os Directores
das Alfandcgas de cada urna das ditas Naoes
averiguar as causas dos naufragios : e quando
se convenci que os ditos naufragios livero
garia a embarcaco nacional ; e os gneros ,
e mercadorias salvadas do naufragio nao fica-
ro sujeitas a pagar direitos excepto se fo-
lem despachadas para consumo do Pa.
Se alguma embarcaco mercante de qual-
quer dos dous Paizes entrar por arribada Torea-
da nos portos do outro a fim de fazer algnm
concert, prestar-se-lhe-ha toda a facilidadepara
obter o socorro de que careea Observar-sc-
ha a mais restricta reciprocidade no sentido
mais favorarel quanto a alliviar nos portos
de cada urna das ditas Naees a dila embar-
caco f dos direitos imposices e. despezas
a qup esto sujeitas as embarcacoes que entrao
para o fim rnente re commerciar Conce-
der-se-ha tempo sufficicnte para completar os
mirtos ; e em quanto a embarcaco se es-
tiver preparando nao se exigir que, sem
Hf^essidade desembarque parte ou o todo
Ja sua carga : e se alguma divergencia de o-
que cm
logar por accidente ou destaca", livres de
suspeita de conluio, authorisnro segundo a
vontade do proprietario ou do seu agente, se
presente estiver, ou alias do Cnsul ', a baU
deacoou a venda para consumo do Paiz, dos
gneros ou mercadorias ; com tanto que taes
gneros ou mercadorias podessem legalmenle
ser importadas pelos Navio* de um dos Paizes
para os portos do oulro.
No caso em que alguns Navios de guerra ,
ou embarcacoes mercantes venbo a naufra-
gar as costas dos Dominios de qualquer das
Altas Parles Contraranos esses Navios ou
embarcacoes ou todos os seus fragmento! e
toda a sua armarn e apparelhos assim como
todos os gneros e mercadorias que delles se
salvaren", OU o producto Helias se se vende-
rem serlo fielmente restituidas a seus donos,J
logo que forem devidamentente reclamadas
por elles ou por seus bastantes procuradores:
e no caso de nao apparecerem no sitio do nau-
fragio os douos ou procuradores referidos ,
pelos respectivos Cnsules da Naco a que per-
tcncao os propietarios do ditos Navios rm-
bareacoes ou gneros e em cujo Districto
tenba logar o naufragio ; com tanto que a dita ,
roclamaoosoja finta dentro de um anuo e dia do ou repintante do Consu
es Je o tempo do naufragio 5 e do dito Con-1
I. dono, ou procurador, pagar smente'
piniao tiver lugar entre as Authoridades das
All'andegas, e ,os Capites das ditas embar-
cacoes acerca da necessidade de desembarcar
paite ou todo da carga, ser a sua deciso
eommettida a dous louvados publieos 011 a-
jnramenlados sendo um nomeado pela pri-
meira Autboridade da Alfandega do porto f
o oulro pelo Cnsul da Naco a que a embar-
caco pertencer
Art 15. Sua Magestade a Rainha de Por-
tugal Prometi que o commercio dos Subdi-
tos Britnicos nos Dominios Portuguezes nao
ser restringido nterromnido ou de algu-
ma ouira maneira impecido por efleitode
qualquer monopolio contracto ou privile-
gio exclusivo de quaesquer vendas ou com-
pras; mas que M Subditos do Reino-Unido te-
ro faeuldade livre e Ilimitada de comprar
011 vender a quem quizerem, e por qualquer
forma e maneira que aprouver ao comprador e
vendedor sem serem obrigados a dar prefe-
rencia alguma ou favor em consequencia
de qualquer dito monopolio contracto ou
privilegio exclusivo de venda ou compra ; e
Sua Magestade Britnica Promette que urna
similbnnte isencode restrieces relativamen-
te a compras e vendas ser dislrnctada pe-
los Sbitos de Sua Magestade Fidelissima que
commerc-em ou resido no Reino-Unido.
Entendendo-se porm claramenlc que o pre-
sente Artigo nao deve ser interpretado de mo-
do que prejudiqnc os Regulamentos especiaes,
que esto agora em vigor ou vierem para o
futuro a ser promulgados com ofimsmente
de animar e melhorar o commercio do vinho
do Douro C devendo porm sempre entender-se
que os Subditos Britnicos sero a respeilo
do dito rommereio poslos no mesmo peque
os Subditos Portuguezes), ou relativamente
oxportaco do sal de Sel ti bal.
Este Artigo nao invalida o exclusivo direito
possuido pela Coma de Portugal de dar por
Contracto nos Seus propios Dominios, a
venda do marfim urzella o uro em p sa-
bio plvora e tabaco para consumo do Pa
iz ; com tanto porm que no caso de que os
mencionados gneros venbo a ser, no lodo
ou em separado genero de livre commer-
cios nos Dominios de Sua Magestade Fidelis-
sima tero os Subditos de Sua Magestade
Britnica a faeuldade de traficar nelles to li-
vremenle e no mesmo p romo os Subditos
011 Cidados da Naco mais favorecida.
Art. 1G Conveio-se e concordou-se que
nenhuma das Alias Parles Contratantes Rece-
ben 011 Conservar no Seu servico sabendo-
0 quaesquer Subditos da Outra Parte que
desertarem do servico militar d'Ella quer
de mar quer de trra ; e que anles pelo con-
trario os Dimittir respectivamente do Seu
servico logo que Lhes for requerido
Conveio-se alm dislo, e declarou-se que
se alguma das altas partes contratantes con-
ceder a qualquer outro eslado algum novo fa-
vor ou facilidade relativamente entrega de
taes desertores ser esse favor ou facilida-
de considerada extensiva tambem outra alta
parto contratante do mesmo modo como se
o referido favor ou facilidade tivesse sido
expressamente estipulada pelo presente Trac-
tado.
E convencionou-se mais que no caso de que
os aprendizes 011 marinheiros das embarca-
res perlencentes aos subditos de qualquer
das altas partes contratantes, desertem no
tempo em que estiverem em qualquer porto
do territorio da outra alta parle, serAo os
Magistrados desso porto ou territorio obriga-
dos a dar t)do o auxilio que estiver ao seu al-
cance para a npprehensodos ditos desertores,
quando para esse fim lhes fr requerido pelo
Cnsul da parle interessada ou pelo deputa-
e corpornQo
alguma pblica civil ou religiosa dar pro-
teccao ou asvlo a 5aes desertores.
uer dos dous (temos, o direito que 9e as desperas feitas na arrecadacao dos gneros ,
t d, unpor sobre quaesquer genero, ,-Je o Mrio de salvados. que em iguafca* ^ confo^
Fidelissima e em contemplaQflo aoaJianla-
mento cm que se acha o syslenia de legisla-
gAo e de administrado daJuslica em Por-
tugal, consente por osle Artigo em desistir do
privilegio do Juizo da Conservatoria, logo que,
e em quanto os subditos Britannicos forem
admiltidos em Portugal ao beneficio de garan-
tas similhantes ou equivalentes s que go-
zAo os subditos de Sua Magestade Fidelissima
na Gr-BreUnba pelo que respeita ao pro-
cesso por jurados a nAo poderem ser presos
sem um mandado de um Magistrado, c seren
interrogados dentro de vinte e quatro horas
depois de presos em flagrante delicio e a ser
admiltidos a fianca : ficando bem entendido
que a oulros respeitos sero os subditos de Sua
Magestade Britannica postos em Portugal no
mesmo p que os subditos Portuguezes em
lodasl as Causas civeis ou crimes ; e qt:e nao
podero ser presos, salvo eln casos de fla-
grante delicio sem culpa formada ,. e sem
um mandado assignado pela Aulhoridadelegal.
Art. 18. Declara-se por este Artigo que S.
Magestade Britannica confiando as garantas
que sAo ou podem vir a ser dadas aos sub-
ditos Britannicos pela Legislaco Pertugueza,
sob o actual systema Conslilucional nao re-
clamar (Pora avante "para os subditos Britan-
nicos residentes em Portugal privilegios al-
guns deque nAo gosem os subditos Portu-
guezes nos Dominios Portuguezes ou Britan-
nicos : ficando porm entendido no caso [que
Dos nAo permita ] em que alguma somnm-
cAo poltica prejudique o efeifo das mencio-
nadas garantas que Sua Magostado Britanni-
ca ter direito a reclamar o restabelecimento,
e observancia dos privilegios concedidos pelo
presente Artigo e pelo procedente.
Art. 19. O presente Traclado ficar em vi-
gor por tempo de dez alios, contados da sua
data e por mais dozc mezes depois de qual-
quer dasduas alias partescontractanles hav r
participado outra a sua inlenco de o dar
por finalisado reservantlo-.se cada urna das
altas partes contrctiles o direito de fazer
outra urna tal parlicipacAo no fim do dito ter-
mo de dez annos, ou em outro qualquer tem-
po subsequente ; e ambas accordaro pur esle
Artigo que passados doze mezes depois de urna
das parles haver recebido da outra a referida
participado cessar o terminar tste Trac-
lado e todas as suas estipnlacoes.
Ajustou-se com tudo que cada urna das al-
tas partes contractanles ter o direito, no fim
do cinco annos do pedir urna revisan de
quaesquer Arligos deste Traclado que nao
prejudiquem o principio em que elle se fun-
da, participando seis mezes anles o desejo de
que se fac,a essa reviso : com tanto porm
que fique claramente entendido que a faeul-
dade de fnzer tal parlicipacAo se nAo en temie-
ra alm do quinto anno nom ser reconhe-
cida depois de elle haver decorrido.
Art. 20. 0 presente Traclado ser ratifi-
cado e as suas ralificaccs trocadas em Lis-
boa dentro de dous mezes contados da sua
dala ou anles se fr pussivel.
Em leslemunho do que os Plenipotencia-
rios respectivos o assignarAo e lirmaro com
o Sello das suas Armas. Feilo em Lisb a aos
tres dias do mez de Julha do anno do Nasci-
menlo de Nosso Senbor Jess Chrislo oitocenlos equaienta e dous. ( I,. S. )
Duque de Palmeila. Lord Howard.
E sendo-me prsenle o mesmo Traclado ,
cujo theor fioa cima inserido e hom vslo ,
considerado e examinado por inim tudo o
que nelle se conlm, depois de ouvido o con-
selho de estado o ratifico e confirmo em to-
das as suas partes ; e pela presente o dou por
firme o vlido para haver de produiiroseu
devido effeilu : Prometiendo emFe Pavra-
vra Beal de>ohserva-lo e cumpri-lo e Fazo-
lo cumprire observar por qualquer modo que
possaser. Em leslemunho o firmeza do so-
bredito fiz passar a presente carta por mim
assignada passada com o Sello Grande das
minhas Armas, e referendada, pelo meu ron-
selheiro Ministro e Secretario de estado a-
baixo assignado. Dada no Palacio de Cinlra
aos vinte e nove do mez de Julbodo anno do-
Nascimento de Nosso Senbor Jezus Chrislo
de mil oitocenlos quarenta edous. Bainha
( com Guarda. ) Duque da Tere. ira.
( P. dos P. do Porto. )
A' PEDIDO.
Como, por merc de Dos, somos Calholi-
co Bomano e o amor da Justina seja um dos
preeoitos do Divino Mestre, jnlgamos nao de-
ver deixar cm silencio o qua presenciamos nos
dias 3, e I do corren te na Igreja de S. Fran-
cisco.
Na madrugada do dia i onvimos repicaros
sinos d'aquella Igreja 5 recordamo-nos de po
era a vespora da fes|a do grande Patriatcha de



5
Assiz ; orguemo-nos o dirgimo-nos ao Con-
vento : vimos com gosto que torios os Re-
ligiosos, dirigidos pelos seus Prelados, depois
de nina Missa cantada levaro em procisso
por entro grande concursa de povo a Bindei-
t do sen Patriarcha, que arvorrao em fren-
te da Igreja e a sen lado a do Divino Espiri-
to Santo, a da Senhora da Conccigao, e de St.
Antonio enloando cnticos anlogos ceri-
monia ao passo que a armoniosa banda de
mu/.ica do 2. Batalho da G. N. exocutava va-
rias pe<;as e repetidas girndolas de loge-
les subio ao ar.
Aordcm e decencia que reinou em lodo
o acto e a sumptuosidade com quo a Igreja
.stava adornada, sumptuosidade, que sem te-
mor de sermos alcunhado de hyperbolico, po-
demos arriscar que nunca a vimos lao rica
e decentemente armada nos enrbeu de pra-
zer e edificaco ; e, no propozito de assistir
a todos os demais actos nos retiramos, bem-
dizendo a Providencia, que tantas mizericor-
dias despende sobre a nossa Provincia, aonde
o espirito de liberlinagcm que tanto grassou
entre nos, com as nossas mudanzas polticas,
(por que liavia, e anda ba infelizmente quern
crea que para ser patriota liberal, be
necessario sor libertino materialista e ale*
albe-o) perde duriamcnle terreno e mesmo
no immundo red uto do seplicismo os nossos
mizeraveis philosopbantes sao victoriosamente
batidos pelo Evangelho do Homem Dos.
A' noite comparecemos na Igreja, mas obe-
lan Jo um pouco larde foi-nos difficil penetr-
la : conseguimo-lo e movido do espirito de
uncao nos prostratiios e demos novas (ragas
Providencia pelo fervor com que vamos um
numeroso concurso buscar o Templo do Dos
Vivo.
Asseslmos s vesporas que forfto prece-
didas d'um excellente serrr.o pregado por um
Religioso que nos disserAo ser da Baha e
cbamar-se......de St," Izabel. A pureza da
lingoagem, a forga das figuras e da expresso,
a concizo dos periodos e a propriedade do
accionado do Sr. Fr. St." Izabel, nos encan-
Lou ; mais d'mna voz nos dissemos be um
emulo do P.' M/ Capstrano ; maso que
sobre ludo nos locou ocorago foi oonthusi-
asmo de que se possuo o Orador cnthuzias-
4i)o que bem demonstrou ao auditorio a con-
viego intima que linlia das verdades que e-
nuiciava.
Depois da satisfagao que os dous primeiros
actos nos d-fundiro no espirito comparece-
mos festa no dia 4. Visitamos a Sacrestia,
aonde'estavo representados os passos princi-
pes da vida do Patriarcha, com toda a decen-
cia e expresso. Urna cauza imprevista nos
desvrou da Igreja no momento em que o Ora-
dor devia subir ao pulpito, voltando quaze no
fin da Missa soubemos que o Snr. P.' M." S.
Felippe tinha sido o Probador e que desem-
pon liara o sou encargo ; em compensaco ti-
vemos o gosto de presenciar um acto bem lo-
cante. O collcbranlo suba pela primeira vez
ao Monte Sagrado, e (indo o sacrificio, seguo-
se a cerimonia do beija rno : foi ento, que
involuntariamente nos salterio as lagrimas por
que chcada a vez do R.m* Provincial, An-
ciao rcspeilavel por suas virtudes e por sua
anglica dogura vimo-lo banbado em dece
pranto de jubilo e ternura, beijar as mos do
novo Sacerdote dequem be Tio legitimo e
a quern lem servido de Pai na sua Orfandade.
SS. Ex R."M os Snrs. Pispos Diocesano,
e Besignatario assestiro Missa, e soube-
mos que c Snr. D. Thomazjantara no Conven-
io relirando-se por incominodado o Snr. D.
Joao a cuja despedida assestimos.
Quizeramos enlao, ter junto a nos um
philosophanlc para Ihe pedir mos a razo de
aprovar as continencias e cerimonias que se
tem com as Autoridades temporaes o a de
ridiculizar as quo se tributan) aos Ministros
ilo Aliar, e aos Prncipes da Igroja ; e estamos
persuadido de que o convenceria-mos que a-
quellas toeam os sentidos e que estas fallao
ao espirito por que n'aquellas so se ve o ho-
mem e nestas dezaparecc o homem e urna
idea mais elevada i de um Enviado do Altis
simo domina o pensamento penetra o co-
rago.
Anda comparecemos noito ao Te-Deum.
Pr.'gou oSr. IV M.' Capstrano.....Edc-
vemos dizor :ilguma onza do se.rmo do gran-
.Jilnniio Sr. Fr. Capstrano e em Pernamhu-
co aonde o sen alto mcrecimento he assaz co-
nhecido ?.. Diremos apenas : mais urna
voz o admiramos.
Somos franco e por tanto permittira o Sr.
H Guardio, que Ihe digamos : Com mui-
la nuiosidade buscamos ronhece-lo porque ,
d'ahum modo prevenido a sen respeito por
umCommunicadoque nos doram am-
bos os Diarios no mesmo dia o que vamos
deprjjem, e decencia nasua Communidad*-,
ede sumptuosidade nos Actos conlrastava
a impresso que linhamos recebido com aquel-
la letura. Vimo-lo sympathisamo-lo por
que na physiognomia do Sr. Guardio se le
a rellexo e a circunspecgAo; e um nosso
amigo, quo lem a ventura de communicar o
Sr. Guardio nos fez. urna pintura tal da aus-
teridade do seu carcter e da regidez dos
seus costumes que poz remate ao contraste
queja haviamos encontrado, entre o que va
mos, e o que linhamos lido e nao nos po-
demos evlar de recordar-lhe o Communi-
cado. Tiveriios ento a necessaria explica -
gAo do myslerio porque o nosso amigo, tes-
temunha oceular do que houvera no Conven-
to no dia de S. Nicolao e scenle da razo
de disgosto que tem do Convento o virulento
Autor do Communicado nos illucidou de tal
modo que. nos julgamos em consciencia o-
hrgados a desmentir as falsidades que aquelle
papel conten. Nao por ostentagAo como n-
dica o communicante mas por devogAo ao
Santo do seu nomo fez o Snr. Guardin, que
se cantasse urna Missa no dia de S. Nicolao ,
devogAo que se he louvavel em um Secular,
om um Religioso mais louvavel he excep-
gfio do convite de G ou 8 amigos seus para
com elle jantarem, nada mais fez o Sr. Guar-
dio e em nada mais leve parte : he falso e
alcivoso o dito de ter havido a represengAo
d'uma comedia pelos Belicosos pos apenas
o que de extraordinario houve loi. a presenga
de um vellio pelotiqueiro queentreteve urna
parte da nole fazendo ligeirozas de mos, e
os Collegiacs com permisso do Provincial,
obtida a qual se dirigirn) ao Guardio que
| Iba nAo podia recuzar, foram os que con-
vidaran) o referido velho : quanto ao magn-
fico balo, e girndolas de fugeles foram dc-
vidos a um amigo do Snr. Guardio e dolle
sou be no momento em que o ascendiAo. Nao
descubrimos em to simplces e innocentes de-
monstraogoes de amizade dos Collegiaes ao
seu Prelado e em (Ao natural condescenden-
cia do Sr. Guardio a pompa e magnificen-
cia que Ihe emprestou o Communicante e
menos os crimes e as nfraeges da Regra ,
por ter havido um jantar no Convento a que
assislrAo 6 ou 8 hospedes : mui bem regula-
dos foram os Convenios em Portugal, e da-
vam jantares ; e trazendo exemplos de caza :
o Hospicio da Penha, quo, he inegavel, sem-
pre'foi mui austero no seu rgimen, deu jan-
tares e grandes jantares quando ainda a
peste phlosophante nAo tinha invadido Per-
nambuco. Mas em fim cada um ve" pelo seu
prisma e alguem ba tio delicado da retina
que nao pode supportar a claridade anda
com oculos verdes.
Pense por tanto o Communicante como qui-
zer ; temos assaz de tolerancia mas permit-
(a-nos que digamos : o Snr. ac(ua| Guardio
do Convento de Santo Antonio do Recife he
digno de todos os elogios, nao s pela boa di-
recgAo que leva no seu governo como pelos
actos de piedadecom que vai edificando o po-
vo actos que produzem mais fructos do que
talvez pensam os philosopbantes e os indiffe-
rentos em materias religiosas. Continu o Sr.
Guardio fazer as Festas no sou Convento,
com decencia devida ao Culto Divino que
fallando de espirito mo-grado as luzes
que tanto nos tem deslumhrado, ellas pro-
duziro necessaria mente saborosos fructos de
moraldade dos quaes ter a devida recom-
pensa d'Aquelle que se nao engaa.
Julfo improcedente o procedimento ex of-
ficio d'aJustica fundado na parle dada pelo
Inspector de quarleirao do Loreto, contra
Francisco Das Forte em que se suppe la-
dro de dois moleques de ames Francisco e
Paulo, pertcncentes a Bernardino de Sena ,
por que o depoimento das lestemunhas a
carta com a assignatura Nunes Machado -
aprehendida pelo dito Inspector de quarleirao
om mo dos dois moleques e o dito delles ,
he o que existe nos autos contra o reo e na-
da disto Ihe fas cargo, por que as lestemunhas
se referem quasi todas ao dito dos moleques ,
quo nao fas prova em Juizo a carta tambern
nao a fas a vista da declaraco feita pelos TaLel-
lies por raim nomeados para a. examinaren
como consta dos autos e finalmente o dito dos'
moleques Francisco e Paulo nada prova por
serom elles esclavos, e-menores, ealem disto o
objf co do (orlo pelcquo soja o processadp
Francisco Das Forte, relachodo da prisao em
qnn se acba. Recife 28 deSetembrode 1842. -
Joo Antouio de Souza Beltro de Aiaujo Pe-
rcira.___________
DESCARREGAO IIOJR 11 DE 0I1TIRR0.
Brigue Francez = Cicile = Batatas.
Barca lngleza = Thomas Mellors = Maqui-
nismo.
Brigue Dinamarqucz = Bornholm = Pa
pe e alhos.
Brigue Portuguez = Maria Feliz = Ferra-
gens vinho ,"azeitonas.
Patacho Americano-Jencs- Barricas abatidas.
Hate Braslero =tEspeculalor = Formas de
ferro.
Brigue Escuna Brasilero = Beija Flor=Bar-
ricas vasias.
IMPORTAOvrt.
A Escuna Americana = I.igera = vinda de
New-Yorck, entrada nocorrente mez, con-
signada ao Capito.
Manifostou o so^iiinle :
95 ca xas com charutos i ditas com pil-
las ; ordom.
O Brigue Dinamarquez = Bornholm = viudo
de Trieste entrabo no jrrente mez, con-
signado a N. O. Bieber & Companhia.
Manifestou o soguinte :
1683 barricas com farinha de trigo, 15
caixas com papel 1 pacote com amostras ;
N. O. Bieber & Companhia.
1 dito vellas : ordem.
COMMEKCIO.
M O VI MENT DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 9.
Mace \ dias Brigue Escuna Nacional Cal-
liope Capito Tenente Felippe Jos Fer-
reira; passageiros Elias Soares de Albu-
querque, braslero^ e Miguel da Costa Li-
ma portuguez.
Babia; 13 dias, Brigue Escuna Nac. Boija
Flor de 135 tonel., Cap. Joze Domingucs
Pereira equip. 8 carga diversos gne-
ros : a F. J. Fels da Boza.
SABIDOS NO MESMO DIA.
Macei ; Hiate Nac. S. Joze Flor do Mar ,
Cap. JoAo Antonio da Silva carga varios
gneros; passageiros brasileiros Joze Fe-
lipe de Souza e o Franciscano Fr. An
Ionio Manoel Joze de Carvalho portu-
guez.
Falmouth ; Paquete Inglez Surfte,Com-
mandante Duglas-, passageiro o Tenente de
polica VVelck Inglez.
ENTRADOS NO DA 10.
Montevideo ; 38 dias, Escuna lngleza Ad-
mral Nelson de 220 tonel Cap. F. Lon-
gles equip. 8 carga couros : ao Capi-
(10.
Havre de Grare; 52 dias. Barca Franceza Cicile
de 176 tonel., Cap. L. Borge equip. II ,
carga fazendas : a L. A. Dubourcq. Passa-
geiros. 2 homens e 2 snras francezes.
Montevideo; 5 3 dias Brgin Brasileiro Ju
pter de 248 tonel. Cap Joze Ignacio Pi-
men(a equip. 17, carga carne secca: a Jo-
ze Xavier Vianna.
Bio Grande doSul, pela Baha 51 dias tra-
sendo do ultimo porto 11 dias, Brigue Bra-
slero Flor da Fdo 137 tonel. Cap. Joa-
qun) Joze de Sequera Porto equip. H ,
carga carne secca : a Amorim Irnjos.
SAII11>0 NO MESMO DIA.
Babia ; Patacho Brasileiro Laurentina Cap.
Antonio Germano das Neves carga fari-
nha de mandioca.
DECLARAgES.
CONSULADO DE PORTUGAL.
= Hoje H do corren te asi i horas da
manh se hade arrematar na ra da Praia ,
no armazem que foi do fallecido Joze Joaquim
Pereira da Silva urna porgo de carne do
Charque constante do inventaro quo no ac-
to da arrematago se apresentar e bem as-
sim os utensilios do armazem ludo perten-
cente ao mesmo fallecido.
= O Arsenal de Guerra compra porgAo de
azeile de carrapatopara fornecimento das es-
tagoes militares ; quern o tiver comparega na
sala do seu Expodiente as-10 horas da manh
do dia 11 o 12.
AVISOS MARTIMOS.
ALFANDEGA.
Reodimeoto dodifl 10 de Ou|iproi5;385*505
Para Lisboa, a barca Real Piincipe
D. Pedro commandante Jernimo Romero,
de magnifica construego e muito veleira ,
recebe carga a frele, por prego muito com mo-
do; para o que tracta-se no Consulado de Por
tugal e para passageiros com o commandan-
te a bordo : sahiralft"o da 18 do rorrenlo.
tsr Para o Rio de Janeiro, o lindo e ve-
leiro Bergantn) Relmpago forrado, een-
caYilhadade cobre Capito Joze Antonio de
Carvalho, a sahrcom muta brevidade por
ter a maior parte do seu carrogamento promp-
to : para carga escravos a frete, e passagei-
ros, tracta-se com Joaquim Baptisls Moreira ,
no seu escriplorio na ra de Apollo ou com
o Capito a bordo.
~L EI'LA O .
ty J. P. Adour S Companhia faro lei-
lo por intervengao do Corretor Oliveira ,
Torga fe ira \ 1 do correle as i( para as 10 ho-
ras da manila, no seu armazem, ra da Cruz,
dos seguinles artigos propriosdo mercado, o
por pregos bai vos visto venderem-so para fe-
char contas a saber: lavas, e meias de seda,
ditas de fio do escocia, volu los, sarjas e mul-
las sedas lengos de fil, chapeos para ho-
mem, filas do seda de varas qualdades ren-
das e bicos mudezas ferragens chapos
le sol de seda calgado para homem e
Senboras e meninas, marroquins bezer-
ros e muitos outros artigo.
AVISOS DI VERSOS.
MEDICINA POPULIS AMERICANA.
U5^ Nao ha objecto que merega mais flxar
a altengo las difl'orcntes. classes da Socieda-
de que urna Medicina Popular ; urna que
as varias molestias que afiiigem o genero u-
mano", possa ser applicada com seguranca e
sem temer as funestas consequencias que as
vezes procedem das differentcs composges
e misturas que sao proscriptas, taoscomo,
por exemplo preparag.-s de mercurio ic.
as quaes na verdade muilas vezes curio
a molestia para qual lorio receiUdas, mas
ao mesmo lempo deixo raices para oulras
molestias que nao admittom cura: e nao he
raro de ver pessoas prematuramente velbas ,
e com urna constituigo totalmente arruina-
da pelo estravaganlc uso de semelhantes re-
medios. Para corrigir em parte estes males,
o Autor da Medccina Popular Americana ,
empregou muilosannosa procurar um reme-
dio que ao mesmo tempo substituase, o uso do
mercurio ( este vordadeiro inimigo do ho-
mem ) purificasse o sangue e restituisse a
saude aquelles infelizes qua padecem do uso
do mosmo.
A Medicina Popular Americana consiste
em urna so qualdade de pilulas compostas
de dous difieren tes principios : um he pur-
gativo e desostruenle removendo os humo-
ros viciados das diferentes partes docorpo,
e assim purificando o sangue ; o outro
he tnico dando forga e vigor ios orgos
da digesto e por tanto impedindo a aecu-
mulago dos humores nos intestinos &c.
Umacombinago como esta nao pode ser so*
nao proveilosa na mor parte das molestia e
sendo vegetal esta combinago pode ser ad-
ministrada a creatura mais delicada sem re- .
ceio nenhum c com certeza de benficos
resultados.
As molestias as quaes tem sido mais
til a Medicina Popular Americana sao as
seguintes : lndigeslo Dyspepsin moles-
tias do ligado, Rheumatismo, Gotta, e Afiec-
ges da cabega em geral afreeges cutneas,
febres, com intermitientes remitientes e be-
liosas inflamagrtes em geral, escrfulas ul-
ceras antigs cancros hemorrhoda hy-
dropesia pedrana bexga retengode uri-
na eoutras molestias particulares dos orgos
urinarios molestias syphiliticas incomino-
dos das Senboras como obslrucges fra-
queza attaques nervosos <&c., em fim to-
das as molestias produzidas pela impureza do
sangue.
A Medicina Popular Americana quo a
muitosannosest em u o as indias occiden-
taese orientaos costa d%africa,Sc. &c. tem-
se tornado urna medicina inestimavel sendo
preparada de proposito para climas quentcs e
composta d'ingrediontes que nem requeren!
dicta nom resguardo c se pode applicar a er-
angas damaistenra laclo.
O nico Agente do Autor em Pernamhuco,
he D. Knolh na ra da Cruz n. 57 cada
caixinha he accompanhada do seu receituario
e cusa mil reis.
tsr Preciza-sede urna mulhcr forra de meia
idade (se for preta melhor ) para ficarem urna
caza sem familia at o lempo que a familia
venha do mallo ; dirija-se a ra da S. Cruz
caza do Sr. Francisco Antonio do Albuquer-
que, defronte da ribeira ou annuncc por es-
te Diario para ser procurado : na mesma ca-
za vende-se um hiendo, urna pataliva da pra-
hiba um canario da Ierra i coboculinhos.
2 papa capns, 2 curios, tildo por prego com-
modo.
= Prcciza-se de urna ama de leite escrava,
ou livre ; na ra do Colegio sobrado em que
mora o ajudanle d'ordcns Gama.



A
I
tsr No Recite ra das Cruz escriptorio de
Joze Antonio Gomes Jnior so vende por pre
co commodo saccas com alqueire de farinhade
mandioca de superior qualidade feita na
muribeca.
cv A pessoa qucannunciou juerer com-
prar hunscaixes para amostras de venda ,
dirija-se ra da Senzalla defronte do beco
do Campello parede e meia ao barbeiro.
tar Alugo-se ou compro-se duas canoas
d'agoa ; a pessoa que as tiver dirija-se na pra-
<;a da Independencia loja N. 11.
oy Dezeja-se fallar com o Snr. Antonio
Joze d'Oliveira Castro a negocio de seo in-
teresse ; na ra da Cadeia do Recife loja D.
23 ou queira declarar aonde.se deve procu-
rar.
tsr A pessoa que quizer roupa lavada c en-
gomada com demora de 8 a lodias tanto
de brrela como ensaboada pois se respon-
sabeliza a qualquer falta de roupa que hou-
ver -, quem quizer dirija-se ao porto das ca-
noas do Recife urna caza terrea no beco do
Toclambou D. 10.
PIULAS VEGETAES E UXIVERSAES AMERICANAS.
O nico deposito deltas he em caza de
D. Knoth, agente do Author, na ra da Cruz
n. 57.= N. B. cadji caixinha vai embrulha-
da em seu receituario com o sello da caza
em lacre prelo.
tsr Na ra do Queimado loja de Luiz Jo-
ze de Souza exist-m duas cartas vindas do
Aracaty, urna para o Sr. Jos Pires de Mo-
raes e outra para o Sr. Francisco de Paula
Moura estudanle do Seminario de Olinda.
tsr A pessoa que Ihe convier 4 escravos,
para trabaharem deenchada, dando-se-lhes
o sustento e 480 por mez dirija-so a Joo
Dias Barboza Macondum na repartico do
Correio.
tsr Arrenda-se parte de urna caza de so-
brado no bairro do Recife em boa ra e
independen te, consla do urna sala alcova
e gabinete um quarto cozinha e dispensa,
quarto para prelos, quintal peqneno cacim-
ba por preco muito commodo; a quem con-
vier dinja-sea ra do Vigarion. 18 primeiro
andar, das O horas da manh at as 3 da
tardo.
tsr O abaixo assignado tem a honra de
scientificar ao respeitavel publico que con-
tinua na caza de sua residencia ra de S.
Thoreza D. 1 a ensinxr a 1er escrever con-
tar grammatica portugueza e doulrtna
Christ pelo mdico preco de 2jf mensaes ,
e gratuitamente aos flhos do pessoas que por
sua pobreza nao poderem pagar as quacs de-
vero nesle caso apresentar documento que
prove essa pobreza e a boa conducta do me-
nino. = Emilio Xavier Sobreira de Mello.
say Gaspar Loiz Pinto subdito portu-
gue/., retira-se para fura da provincia.
tsr Joze Manoel de Medeiros porluguez
retira-se para a Baha.
tsr Roga-seaoSr. Pedro Joze dos Santos
que fui ciixeirp do Sr. Diogo Crabtree & C.
naja de declarar a sua morada a fim de se
concluir um negocio em que o mesmo Snr.
tem parle.
tsr Acha-se em poder de Manoel Joaquim
morador na Matriz da Varzea um preto de
nome Joo que nao sabe dizer quem he seu
pedra marmore com um pequeo sitio, e
sahida para o rio; outra grande caza por aca-
bar no lugar do Cal lereiro, tambem com um
pequeo sitio e sahida para o rio e 3 ola-
iias no mesmo lugar do Monteiro urna pe-
quena com forno de coser telhas, outra gran-
de com forno grande e outra com forno de
cozer tijulos arompanhadas de urna senza-
la c caza de feitor e tambem se arremata
r urna escrava de na^fto da costa ; as pessoas
que quiserem arrematar os ditos predios, di-
rij'lo-se ao lugar do Monteiro paia os exami-
nar e ao porteiro dos auditorios para ver as
competentes avaliagoes.
tsr Joze Dantas Correia de Goes faz pu-
blico que perdeo um meiobilhete n. 3298 da
primeira parte da lerceira Lotera a favor das
obras da lgreja de N. S. do Rozario da Boa
vista por isso previne ao snr. thesoureiro
Ja mesma lotera que o nao pague a outra
pessoa caso elle saia premiado.
Cf O Snr. Manoel Joze Gonsalves Vieira1,
baja de annunciar a sua morada que se Ihe
deseja fallar a negocio de seu interesse.
or Permuta-se urna caza terrea cita na
ra velha do bairro da Boa vista por outra
mais pequea na mesma ra : na ra velha
D. 9.
tsr O Sr. Anacleto dos Santos Percira ,
queira dirigir-se a agencia dos vapores para
receber urna carta com dinheiro indo mu-
nido do respectivo conhecimento.
er O abaixo assignado Marciano Lins Bar
radas, lendo o Diario de Pernambcco nume-
ro 21 i de 3 de Outubro do correnta auno
deparou com o'annuncio do Sr. Luiz Antonio
Barhoza de Bri to annunciando ter fgido de
seo poder um escravo de nome Joze Calom-
him pertencente ao Snr. Joo Firmino da
Costa Barradas pai do abaixo assignado ,
cujo escravo nunca pertenceo a meo pai, e
sim a mim por heranca de minha av a Cale-
cida D. Maria Bezerra Monteira como cons-
la do inventario que se procedeo pelo Juiz de
Orfosda Villa do Rio Formozo e tendo-me
procurado como seu legitimo Sr. nao se po-
de xamar fugitivo e assim o declaro.
Marciano Lns Barradas.
tsr Manoel Coelho do Espirito Santo ,
subdito brasileiro retira-se para Europa.
crelo e oulro de afio : na ra da Cruz nu-
mero 23.
tsr? Bandejas : em caza de Hermano Me-
hrtons.na ra da CruzD. 23.
tar Urna bombado ferro com todos os seus
pertences qu3 tem servido do tirar agoa
ilas canoas para o deposito do tanque cuja
qualidade he a melhor possivel : na ra da
Cadeia do Becife n. 45.
tsr l'm armaco e seus pertences de ven-
da defronte da lgreja de S. Rita Nova e na
mesma caza tem commodos para familia e
quintal a dinheiro ou a prasp : a tratar na
mesma.
tsr Vinho superior engarrafado, da ma-
deira secca malvasia, e de bucellas de 1834:
na ruado Vigario n. 16. -
tsr Um escravo pardo, bom trabalhador
de campo o do bonila figura :. na ra do
Cabug loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
tsr Redes vindas do Maranho que ser-
vo para tipoia ou sala por seren muito bem
feitas : as 5 pontas n. 98.
tsr Fi nissimas meis de fio da Escocia o
melhor que he possivel : na loja de Carioca
& Selle na ra do Queimado D. 13.
tsr* Por seu dono sabir para fora da Cida-
de urna cama de angico de cazal nova ,
feita a moderna com seus enxerges e cor-
COMPRAS
tsr l'ma corrento de ouro que seja muito
grossa da moda comprida e que seja de
bom ouro esem feitio : quem tiver annuii-
cie.
tinados de cassa : na ra de Hurtas n. 46.
tsr lima cadeira de Jous bracos em bom
uzo : na ra velha caza do nicho.
tsr Um relojo horisontal, de sabonete ,
muito bom regulador com caixa lavrada :
na ra da Cadeia do Recife D. 52 adverle-
se que nao se vende por ter deleito mas sim
por preciso.
tsr Uns alicerces na ruada caza forte, do
lado da sombra proprios para urna excellen-
te caza tanto em largura como em compri-
mento : na ra de Ago'as verdes D. 38 se-
gundo andar.
taT" Urna preta de 20 annos sabendo
perfeitamente engommar cozinhar e coser ,
para fora da provincia, urna mulatinba e urna
negrnha de 12 a 13 annos, um bon-
tsr Vm forte pianno com muito boas vo-
Recife n. 33 das 8 horas da manh as 2 da
tarde.
tsr Noarmazem de Joze* Rodrigues Perei-
ra & Com pan h a vendem-se excellentes quei-
jos londrinos presuntos pira fiambre muito
frescaes chegados pelo Thomas Mellors e
recen temen te despachados ao proco cada um
dos artigos de 440 rea por libra sendo um
al dous, de 420 de 2 arrobas, 3, de 400 de
3 arrobas 10, e deste numero para cima
a 300 a dinheiro a vista.
\ tsr Urna pequea casa terrea na ra do Jo-
go da bola em Olinda chaos proprios e mais
urna porgo de terreno para o lado direito, p-
timo ou para plantar ou para edificar outras
moradas ; ludo por prego rasoavel : na ra
de Mathias Ferreira sobrado n. ll na mesma
casa saluslios tradusidos ao p da letra ;
Rcsumos de Arithmetica para o uso das me-
ninas, oflTerecidas as Professoras Publicas Ues-
ta Provincia, a 240 reis ; e ditos de gram-
matica portuguesa, porS. II. de Albuquer-
que a 640 reis.
ESCRAVOS FGIDOS.
VENDAS
snr.; quem se adiar com direito ao mesmo
dirija-se a caza do annunciante.
tsr Arrenda-se um terreno no beco das
Barreiras com proporcoes para estabelecer-se
urna ou mais fabricas das que vio ser remo-
vidas para o mesmo lugar e dos Coelhos na
conformi -Jade das posturas da Cmara Muni-
cipal : osprelendentesdirijo-se ao com man-
dan te geral do corpo de polica que se acha
aulhorisadoa fazerdito arn-n lamento.
tsr A pessoa que quiser roupa lavada e
engommada com demora de 8 a 13 dias tan-
to de varrella como ensaboada respunsabe-
lisando-se por qualquer falta de roupa que ou-
ver dirija-se ao porto das canoas do Recife,
caza terrea no beco do molocolomb 9. 10
tsr Aluga-se um preto bom canoeiro : no
porto da ra Nova venda da quina.
tar Deseja-se fallar com o Sr. Antonio jo-
ze de Olivera Castro a negocio de seu inte-
resse na ra da Cadeia do Recite loja D. 23
ou queira declarar aonde se deve procurar.
tsr Quem tiver para alugar urna caza an-
da que seja pequea com tanto que lenha
quintal, eoaluguel mensal nao exceda de
7g rs. dando-se um anno adiar.lado an-
nuncie.
tsr* Hoje (11) se ha de arrematar na porta
da morada do Sr. Dr. Juiz da primeira vara
do Civel. por oxecuco de Manoel Fernn Jes
da Cruz contra saus llovedores Joaquim da
Fonseca Soaics de Figoeiredo e sua mulher,
05>qf)s seguntes : urna grande e exce'lcnte
C3.:a'na estrada do Mmteiro ladrilhada de j
tsr l'ma venda com muito poucos fundos.
propria para qualquer principar na ra do
Torres ao sahir no beco da lingoeta : a tratar
na mesma ou na ra do Amorim n. 125.
tsr Velas de carnahuba de 6 7, o 8 em
libra a 28o rs. e pequeas em duzias a
lOO e 180 rs. : na ra estreita do Rozario
defronte do armazem de vinhos caza terrea
pintada de verde.
ts^ Azeile de carrapato liquido a relalho a
280 a garrafa toucinho de santos superior
que he como o de Lisboa a 200 rs. a libra e
mais ordinario a 120, azeite doce a 360 a
garrafa, passas a 320 a libra manteiga in-
gleza a 500 rs. a libra nozes a 100 amen- jljnho de trez ponas
doas a 400 rs. bolaxinha ingleza a 280, cha
isson a 25G0 .'tria a 240 macarro e ta-
Iharim a 200 c 210 rs. vinho de Bordeaux
ai,' rs. a duzia vinho do Poilo vellio a la.
rs. agarrafa tambem ha de 6i0 e 480, vi
nho da Figueira a 1920 a caada e de Lis-
boa a 1760 : no beco da Pol D. 7 quina da
ra dos Quarleis.
tsr A obra de Vulter em francez, resu-
mida em 5 tomos novo Diccionario portu
guez Moraes, de primeira e seguudn edico,
novo : na S'dedade caza D. J2 ; assim como
3 bicudos bons cantadores.
tsr Urna venda com poucos fundos no
lugar da Trompe : a tratar no sobrado im-
mcdialo n. 433.
ti3~ Presuntos muito bons a 200 rs. a li-
bra e urna balanca grande com braco B pe-
sos : no armazem do Braguez ao p do arco
da ConceiQo.
tsr L'ma mulata de bonita figura da 30
annos cozinha o ordinario cose chao e
[lava bem desabito, um moleque de 16 annos,
cozinha o ordinario e lava de sabo um
'mulatinio de iSunnos ptimo para pagem
por ser de bonita figura, duas negrinhas urna
de 3 anuos c outra de 8 urna negra de
16 annos, propria para todo o servido, e
Um negro de 21 annos para todo o servico,
Indos de bonitas figuras: na camhna do Car-
ino I). 11 segundo amlar.
tdV Dous prolos de boas figuras, sendo um
to escravo moco de bonita figura carneceiro ,
um dito de todo o servico : na ra do Fogo ao
p do Rozario D. 23.
tsr Sacas de farinha da trra de muito
maior tamanho do que asdocoslume tem
muito mais de alqueire velho a 3200: na
loja de Antonio da Silva Gusmo na ra do
Queimado.
ssr lima escrava de naco da costa sadia
sem vicio nem achaque duas canoas de car-
reira abertas proprias para familia e urna
barcada que carrega 10 caixas ; ludo por pro-
co commodo ; no estaleir de Joo de Brito
Correia atraz da rbeira do peixe.
tsr Na quina da pracinha do Lvramen-
lo loja da viuva do Burgos contnua-se a ven-
der fazendas milito em con la entre as-quaes
sao suspensorios de borra xa a 210 o par biins
trancados de listras a 560 a vara dito bran-
co liso a 280 320 560 dito liso escuro
fino a 440 a vara, lindas de cores a 960 ,
ganga azul a 120 o covado fustoes para co-
letes a 240 320 400, ditos brancos finos a
700 a vara lencos de seda com franja para
senhora aJ760 cortes de lin Jas sedas para
coletes a # di los de cassa para veslidcs a
2240 e 2280 ditas de chitas finas a 3ji ,
3500, l chales de fil do linho, lencos de
sarja preta riscados
para calcas a 210 o covado panos finos a
2600 3ji 5500 As 4300 chitas madapo-
lea o algodozinho .
tsr Amanli 12 do corrente urna cavala-
ria de quai tos e poldros por precos com-
modos delronto da Cadeia so achara das 8 ho
ras em vante.
tsr Vacas do leile por preco commodo :
no atierro da Boa vista loja de chapeos D. 10.
tsr Caibros de superior qualidade ripas,
lijlos do la Jrilho ditos de alvenara te-
Ibas, c ludo o mais que for preciso para obras;
tambem se vende lijlos dealvenaria pos tus no
porto para pagar lodos os fins do mez agra-
dando ao comprador : na ra Augusta sobra-
do novo n. 9.
tsr l'm selim Inglez pequeo para meni-
no montar em carneiro novo com todos osatura
seus pertences : na ra de Hurtas n. 46 e
urna-negra de naco, de 21 annos com boas
habilidades.
tsr L'm balco novo e muito bem feito
com suas molduras com trez palmos de lar-
gura e de amarello interisso que serve pa-
ra loja de fazendas por preco commodo
ra estreita do Rozario armazem D. 30
No dia 4 do corrente desappareceo
um escravo de nome Goncalo nac/io Ango-
la, alto, cor preta olhos grande, rosto re-
dondo pes pequeos e representa ter 20
annos ; Jevou vestido calca de algodo tran-
cado azul, camisa branca tambem de algo-
do trancado, e bonel Inglez : quem o pc-
{>ar o conduzir Francisco Augusto da Cos-
ta Guimares na casa da esquina defronte
do trapiche novo ser generosamente re-
compensado.
tsr Roga-se as authoridades policiaes e
capites de campo a aprehenso do escravo
de nome Antonio nago angola de idade
28 annos pouco mais ou menos estatura
baixa gordo cor fula sem barba falla
bem explicado beicos grossos nariz bem
chato ; he capinheiro e caranguijeiro ; o
arostumado a estar em venda quem o
encontrar pode leva-lo na ra do azeite de Pei-
xe na padaria, que ser generosamente gra-
tificado.
UT Na noite do dia 3 para 4 do corrente
fugio do sitio Rullrim prximo da Cidade de
Olinda um negro com os signaes seguintes :
crelo de idade 18 a 20 annos baixo gros-
so do corpo de nome Vicente he natural
do lugar do Tolo aonde tem mi os apre-
hensores que o levacem a casa de seu sr. Cae-
tano Pereira Gonsalves da Cunha morador
no beco da Lingoeta n. 21 sero generosa-
mente recompensado.
tsr Fugio da noile do da 2 para 5 do cor-
rente do engenho Laranjeiras um preto co-
nhecido pelo nome de Antonio pequeo com
officio do carreiro, naciio angola, bem ladino
eregrista estatura baixa bastante -reforja-
do do corpo bem barbado e suicado tom
falta de um dente na frente de cima ps pe-
lucnos e vollades para dentro pernas ar-
quiadas tem as fon tes marcas de ventosas
c levou ao pescoco urna corrente e urna pe-
ga no p porcm se supOe j estar sem os fer-
ros pois quando fugio levou urna lima e um
martello quem o aprehender leve a Pedro
Velho de Mello no mesmo engenho Laranjei-
ras ou a seu filho Joo Evangelista de Mello
na ra da Praia no armazem das casas de jo-
ze llgino de Miranda que ser generosa-
mente recompensado.
tsr No da 7 deste corrate mez fugio um
moleque de nome Juo, naciio camandongo ,
de dade de 12 annos pouco mais ou menos ,
rosto comprido beicos grossos olhos gran-
des os ps de periquito todos os dedos in-
cbados de bixes que leve ; quem o aprehen-
der leve-o no Recife no segundo andar na ra
dos Baibeiros que ser recompensado.
Na noite do dia 8 do corrente desapa-
rejo do sitio da Mangueira destrilo da Varzea
um casal de escravos com os signaes seguin-
tes : Domingos naco pacn ge estatura re-
gular cor fula peinas finas e meias zam-
bas pouca barba e lima marca de fogo em
um dos pt-ilos. Agostinlia naci angola es-
a
maif-
^ i^,iv=. /iguMinna naeao angola es
a,llij. 0.Drn secco cor preta, e par
signa! est pejada : qud;uer pesso
soa
que o pegar, ou delles tiver noticia, dirijo-
zes por commodo prego : na ra da Cruz no
se ao engenho do meio no sitio da Mangueira,
e nesta praga na pracinha do Liviamento loja
de fazendas n. 29 que ser generosamente re-
na : compenslo.
da 6 do corrente ; qnem o aprehender e frou-
ter a seu dono na na do Vigario u. 16 ser
bem recompensado.
ra.
tsr
Bom fumo em ful ha : em casa de E.
Scbaefler ruado Vigario n. 18.
l'ma rica cadeira de armar
na ra do Vigario n. I (i.
Baha
feita
na
RECIFE NA TYP. DE M. F. )F. F. = 18.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EU2GA8OQP_3OBH1M INGEST_TIME 2013-04-13T02:24:50Z PACKAGE AA00011611_04792
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES