Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04788


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Full Text
Anuo de 1842.
Quinta Feira 6
aa^s
Todo as ainuemo, coo pritcipimo e tereaius aportado, com ailiniracao entre M "aca, mu
>ul|ls> (Proclamacio da Aaeemblca Grel do Iraiil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
C inn Paraib* i Rio grande do Nene, iegnndiie aeita. eiraa.
RMttO Garanbuns 40 e 24-
'! y Serinniem Rio Fumoie Pon Cairo, Maeei e Alagoae no 1. 11, ?1,
ja-Tia e Flore, 43 e 28. Sanio Antao quimas feiraa. Olinda lodot o. das.
3 Sil.
4 Fef.
5 Qus'rt.
< Quii,
7 Sel*.
8 Sab.
y lio*.
DI AS DA SEMANA.
Candido M. Aud. ftl J. d D. da 2. T.
Francisco de Assia Pnri.rcha. Re. And. do J. de D. da i. T.
Placido e aep, cora Mi. Aud. do J. de D. da 3. t.
Bruno Fundador. Aud do juii de 1>. da 2. Y.
Marros P. Aud. do J. d D. da 4: t. -
Britfdk. Princera Vh. RU Aud. do J. da D. da 3. .
Patrocinio dn S Joie
de Oiitubro. Ai.no XVIII. N. 91 fo
UtU
O Di.rio puhlic.-,e todo, o. di. qw S fot S.nt.ficado, : o pt^o .. ....piatora U
d. ,re, mil i. por qu.rtel pago, .di.nl.do,. O. .nuncio, do, ....Kn.nle. .So marido.
gr.li, o, d., qu. o nao fore- r.Uo d. HO rei. por lina. A. recl.-acoe. dte- aer
dir.,rid...e...TypoSr.6. ru. da.Cru.e. D. 3, .u a pr.c. da Independen, lo,, de l.rro
Numero 37 e 38. _____
CAMBIOS no da o deoitibro.
Oo.o- Moad. d. 6,400 V. 15,700
N. 45..SOJ
, da 4,000
PT P.tacei
Peto. Colunn.roa
> dito Mexicano.
u miuda
Cambio .obra Londree 25 J Nominal.
s Paria 375 re. p. fr.noo.
, I.isbo. lUti per 400 nominal.
Moari. ld.mdcletr.de bou fir.. 4 J a.
compra venda.
45.900
45.7O
8,S00 J.000
4.S20
4,820
4,8?0
4,40
1,840
4 ,640
4..H4
l.ftSfl
Preamar do din G de Oiilubro.
4. ti hora, a 54 n. da nanhS.
2.". 7 horas e 48 da Urde.
Loa Nora
Quart. crtac.
Lia ehai.
Qu.rl. aaiag
PHASF.S DA LOA NO MKZ DE O TI URO.
a 4 e 4 boraa fi d. m.inh
44 as 4 beraa a "22 a, da m ni'.
19- i* 8 boraa a 53 ai. da in.mli.
. 26 -4a 40 bora. e 23 da lard.
i>e PERra4JML
PAUTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA I." DO CRREME.
Olfato A0 inspector da thesouraria da
fazenda ordenando
que mande adiantar
trez mezes de sold 'abonar a competentes
comedorias de embarque e passar a respec-
tiva guia ao coronel Firmino Herculano de
Moraes Ancora que segu para a corte em
o vapor ==S. Sebastio.
Dito Ao agente da companhia dos va-
pores n'esta cidade dizendo, haja de dar
passagem para a corle em o supramenciona-
do vapor ao supraettado corone!.
Dito Ao commandante das armas n-
telligenciando-o Jo conteudo nos preceden-
tes officios. .
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes remetiendo a conta do des-
pendido com o sustento dos presos pobres de
iuslica do Limoeiro desde o mez de Abril at
o fim de Agoslo d'este anno na importancia
de 100,>l60 res, fim de que estando lega-
Iisada, a mande pagar Manoel Goncalves de
Oueiroz Patriota. .
" j)l0 Ao delegado do termo do Limoei-
ro scientificando-o da expedido da antece-
dente ordem em resposta ao seo officio de 26
do me/, ultimo em que a requisitava.
r)t0 Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenando que com
urgencia mande comprar na corte um chro-
nometro para a repartic/io das obras publicas.
Pito Ao agente da companhia das barcas
de vapor nesta cidade determinando que
mande dar passagem em o vapor = S. Salva-
dor = ao segundo teen le d'armada nacio-
nal Antonio Claudio Soydo Jnior que se-
gu viagem para o Maranhao fim de servir
na bella Amerlcarta.
Hilo \o commandante du brigue = im
norial Pedro = significando que pode
fazer embarcar em o vapor no antecedente
cilicio mencionado ao segundo tenente no
mesmo citado.
Dito Ao inspector da thesouraria da la-
zenda, determinando que informe, quanto
s> tem despendido, do primeiro de Julno ul-
timo ateo presente da quota marcada para
as obras militares nocorrente anno linanctv-
ro com as obras e concertos das fortale-
Ms e qnarteis.
Dito __ Ao commandante do bngue im-
t,erial Pedro = ordenando, que mande dar
guia de desembarque ao recruta de rnarir.ha ,
Anlonlo Martins embarcado no bngue de
seo commando ao marinhe.ro de classe.su-
perior Bento Joze e ao segundo mannhei-
Vo Francisco Femandes tambem do d.to
briaue e ao primeiro grumete da escuna _
primeiro d Abril = que se acho na enfer-
mara de marinl.a com molestias mcurave.s
epofistoincapazesde continuare. i
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Tractado para completa bjllio do Tr,nco
da escravatura entre Sua Magestade a Ra-
inha de Portugal e dos Algarves, e b. Ma-
gestade a Rainha do Reino In.do da Gra
Rretanha e Irlanda assignado em Lisboa
pelos respectivos Plenipotenciarios em 3 de
Julhode 1842.
Don.iuiii.1. por Graga de Dos Ra.nha
de Portugal e dos Algarves, d aquem e d alem
Mar, em frica Snra. de Guie, e da con-
quista navegacao, e commerc.o d.Ertno-
Dia Arabia Persia e da India etc. Faco
aber "todos os que a presente carta de ap-
prova?o confirmado e rstificaQao virem ,
que no dia tres de Julho do presente anno de
mil oito ceios quarenta e dous se concluu o
assignou na Cidade de Lisboa entre mim e
S. Magestade a Rainha do Reino-Lnido da
Gram-Rretanha e Irlanda pelos respectivos
Plenipotenciarios munidos dos competentes
Poderes um Tractado para a completa abo-
lilo do Trafico da escravatura o qual do
theorse^uinte :
Suas Magestadesa Rainha de Portugal e dos
Algarves e a Rainha do Reino Unido da
Gram-Rretanha e Irlanda Tendo grandes
desejos de pOr immediato termo pratica bar-
bara e pirtica de transportar os naturaes da
frica atravez dos mares com o fim de os
reduzir escravido; e considerando Suas di-
tas Magestades que esta infame pratica foi de-
clarada crime altamente punivel pela Le da
Gram-Rretanha no anno de mil oito centos e
sete e foi igualmente prohibida debaixo de
severas penas pela Le de Portugal em Dezem-
bro de mil oitocentos e trinta e seis e sen-
do Suas ditas Magestades de opinio que afim
de maiscompletamente prevenir para o futu-
ro a perpetraQo deste crime e de tornar
msis efficaz a execugo das Leis feitas em ca-
da um dos Paizes para a sua puniefio ser
conveniente estabelecer regulamenlos de Po-
lica Martima, e constituir commissr.es colo-
niaes aos quaes regulamentos e commisses
(carao sujeitos os navios que mvegao debai-
xo da bandeira de qualquer das partes, e nao
pertencentes a urna ou outra das Marinhas
Reaes, resolvero Suas ditas Magestades con-
cluir um Tractado para esse fim, e nessa con-
formidade nomearo para sens plenipotenci-
arios a saber : S. Magestade a Rainha de
ortusal e dos Algarves, a Dom Pedro de
Sousa Holstein buque de Palmella presi-
dente vitalicio daCamara dos Pares, conselhei-
ro d'estado Gram-Cruz da ordem de Chris-
to e da Torre e Espada Capito da Guar-
da Real dos Archeiros, Cavalleiro da Insigne
Ordem do Toso de Ouro e Gram-Cruz das
Ordens de Carlos III em Hespanha da legi-
ao de honra em Franca, de S. Alexandre de
Newsky na Russia Cavalleiro da Ordem de
S. Joo de Jerusalem Conde deSanfrem
Piemonte ministro e secretario de estado
honorario', &c. &c &c. ; e S. Magestade a
Rainha do Reino-Unido da Gram-Rretanha e
Irlanda a Carlos Augusto Lord Iloward de
Walden par do Reino-Unido da Gram-Rre-
tanha e Irlanda Cavalleiro Gram-Cruz da
milito Ilustre Ordem do Ranho enviado ex-
traordinario e ministro plenipotenciario de
Sua Magestade Rritannica junto de S. Ma
gestado Fidelissiraa &c. &c. &c os quaes ,
tendo communicado um ao outro os seus res-
pectivos plenos poderes, que acharao estar
em boa e devda forma concordaro nos so-
guintes Artigos :
Artigo 1. As duas altas partes contactan-
tes mutuamente decanlo que a pratica in
fame e pirtica de transportar por mar os na-
turaes d'Africa, para o fim de os reduzir a es
cravido esemprecontinuar a ser, nm
crime rigorosamente prohibido e altamente
punivel em toda a parte dos seus respectivos
dominios e para todos os subditos das suas
respectivas Coroas.
Art. 2. As duas altas partes contactantes
consentem mutuamente que quedes navios
das suas respectivas Marinhas Reaes que
estiverem munidos com nstrueces especiaes,
como abaixo se menciona posso visitar e
dar busca as embarcacoes das duas naces ,
que sejo suspeitas com fundamentos rasoa-
veis de se empregarem em transportar negros
para o fim de os reduzir cscravido ou de
terem sido equipadas com esse intento, ou de
terem side assim empregadas durante a via-
gem em que forem encontradas pelos ditos
cruzadores; e as ditas altas partes contactan-
tes tambem consentem que os mesmos cruza-
dores possao deter e mandar ou levar as di-
tas embarcac/ies a fim de enlrarcm em pro-
ceso da maeira abaixo convencionada, e pa
ra fisar o direito reciproco de busca de mo-
do tal que seja apropriada a conseguir o ob-
jecto deste Tractado e prevenir ao mesmo
tempo duvidas disputas e queixas conven
ciona-se que o dito direito de busca ser
exercido da manera e conforme as regras
seguintes :
Primo. Nunca ser exercido seno por
navios de guerra authoiisados expressamen-
te para esse fim conformo as estipulac/ies
deste Tractado.
Segundo. Em caso nenhum ser exerci-
do o direito de busca a respeito de um navio da
marnha Real de qualquer das duas Potencias.
Tercio. Todas as vezes que a busca em
urna embarcado fardada por um Navio de
Guerra, o commandante deste navio de Guer-
ra inmediatamente chegada a bordo da
embarcaco que est pera ser visitada e an-
tes que principie a busca, apresentar ao Com-
mandante da dita embarcado o documento
pelo qual devidamente authorisado a dar bus-
ca,eentregar ao mesmo commandante da em-
barcaco que est para ser visitada urna certi-
do assignada por elle mesmo declarando o
seu posto no servico naval do seu paz e o
nome do Navio de Guerra que commanda ; e
esta certido devora tambem declarar que o
nico objecto da visita averiguar se a em-
barcaco que deve ser visitada se acha em-
pregada em transportar negros ou outros ,
a fim de serem reduzidos escravido ; ou se
est esquipada para esse fim. Quando a bus-
ca for dada por um Official do cruzador que
nao seja o Commandante delle proceder
o mesmo Ofiicial strictamente como so o fora,
depois de ter previamente a presentado ao Ca-
pito da embarcaco que for visitada urna co-
pia do documento cima referido assigna-
do pelo Commandante do cruzador; devendo
do mesmo modo entregar urna certido assig-
nada por elle, em que deolare o seu posto na
Marinha Real, o nome do Commandante por
cuja ordem procede a dar busca o do cruza-
dor em que anda embarcado e o objecto da
visita como ja se disse. Se pela visita se co-
nhecer que os papis da embarcaco esto em
devida forma e que a embarcaco anda em-
pregada em negociaces licitas dever o Of-
ficial declarar no diario da derrota da embar-
caco que a visita foi feta em execugodas
ordens especiaes cima mencionadas ; dei-
xando a embarcaco em liberdade do prose-
guir na sua viagem.
Ouarto. O posto do Official que der a
busca nao deve ser inferior ao de Tenente
da Marinha Real ; salvo se na occasio da vi-
sita elle for o Official segundo Commandante
do Navio, ou se o commando, por fallecimen-
to ou outro qualquer motivo tiver recahiJo
em um Official de patente inferior.
Quinto. O direito reciproco de busca e
dedeterico nao ser exercido no mar Medi-
terrneo, nem nos mares da Europa, que es-
to fra doF.streito deGibraltar, e ao Nor-
te de trinta e sete graos paralello de lati-
tude septentrional e que esto dentro e a
Leste de vinte graos de longitude Occidental
do Meridiano de Greenwich.
Art. 3. A fim de regular o modo de prtr
em execucao as disposicoes do Artigo prece-
dente convencionou-se :
Primo.Que todos os Navios das Marinhas
Reaes das duas Naces que daqui em diante
forem empregados em impedir o transporto
dos negros ou outros para os reduzir escra-
vido sero munidos pelos seus respectivos
Governos de urna copia as lingoas Portu-
gueza e Ingleza do presente Tractado das
InstrucQoes para os cruzadores a elle annexas
sob a letra A ; e dos Regulamentos para as
Commisses Mixtas a elle annexas sob a le-
tra R; os quaes annexos sero respectivamen-
te considerados como parte integrante do Trac
lado.
Secundo.Que cada inaa das Altas Par-
tes Contractantcs de tempos a lempos, o
todas as vezes que se llzerem algumas mu-
dancas nos Navios de Guerra empregados ues-
te servico dever commiinioar outra os no
mes dos diversos Navios munidos de laes Ins-
truccs a forga de cada um c os nomes
dos seus diversos Com mandan tes e dos Olli-
ciaes immediatos em commando.
Tercio.Que se em algn tempo houver
justo motivo para se suspeitar que alguma
embarcarlo navegando com a bandeira do
qualquer das duas naces e indo debaixodo
comboi de algum navio ou navios de guerra
de qualquer das duas partes contratantes,
empregada ou tenciona empregar-se no
transporte de negros, ou outros para os redu-
zir a escravido ; ou est esquipada para es-
se fim ; ou tem sido assim empregada du-
rante a viagem em que foi encontrada ; ser
do dever de todo o commandante de qualquer
navio da marinha real de alguma das duas
altas partes con tractantes que estiver mu-
nido de taes instruces como cima se dis-
se communicar por escripto as suas suspei-
tas' ao commandante do comboi e o dito
commandante do comboi dever aecusar por
escripto a mesma communicaQo cumprin-
do-lhe proceder elle mesmo na companhia
do commandante do cruzador busca na
embarcado suspeita.
Se as suspeitas se acharem ser bera funda-
das segundo o theor deste tratado ser
ento a dita embarcaco conduzida ou man-
dada pelo commandante do comboi, para um
dos pontos aonde as commissftes Mixtas esto
estabelecidas afim de que soltiaa sentenca
applicavel ao seo caso.
Quarto.Nao ser licito visitar ou deter,
debaixo de qualquer pretexto ou motivo quo
seja embarcaco alguma mercante Tun-
deada cm qualquer porto ou ancoradouro ,
pertencente a qualquer das duas Altas Par-
tes Contractantes ou ao alcance de tiro do
peca das bateras de trra ; salvo se por parto
das Authoridades do Paiz se pedir auxilio por
escripto ; porem so alguma embarcaco sus-
peita for encontrada nesse porto ou ancora-
douro far-se-ha a conveniente representa-
co s Authoridades do Paiz pedindo-Ihes
que tomem as medidas necessarias para pre-
venir a violado das cstipulacoes deste Trata-
do e as ditas Authoridades procedero a lo-
mar medidas eflicazes nessa conformidade.
Art. 4. Como os dous precedentes Artigos
sao inteiramente recprocos, Obrigo se mu-
tuamente as duas Altas Partes Contractantes
a ndemnsarquaesquer perdas que os seos
respectivos subditos possAo softrer pela de-
tenQo arbitraria e illegal das suas embarca-
res ; bem entendido que esta compensado
ser feta pelo Governo enjo cruzador tiver
sido culpado dessa arbitraria e Ilegal detcn-
go. A compensado dos damnos dfe que tra-
ta este Artigo se far dentro do espaco do
um anno contado do da em que a Commis-
sSo Mixta proferir sentenca sobre a embarca-
do por cuja dcencb se reclamar tal com-
pensaco.
Art. 5. Fica com tudo claramente enten-
dido entre as duas Altas Partes Contractantes,
que nenhuma estipulado do presente Trata-
do ser interpretada como opposta ao direito
que tem os'subditos Porluguezcs de serem a-
companhados em viagens indo ou vindo das
Possesses Portuguezas na Costa d'Africa ,
por escravos que sejo bona fide do servico do
sua casa, e que sero devidamente nomeados
e descriptoscomo taes em passaporles com que
a embarcaco deve ser munida pela principal
Authoridade Civil do logar onde esses escra-
vos tiverem embarcado; com tanto porem :
Primo -Que em taes viagens nenhum Sub-
[ dito Portuguez ( excepto se for colono Por-
*



2
tuguez muJando-se definitivamente da sua
residencia em una Posscsso Porlugueza na
Costa d'Africa ) naja de ser acompanhado por
mais de dous escravos, que sejo bona fde do
servico de sua casa.
Secundo Que o mesmo colono mudan-
do-se definitivamente corn a sua familia da
sua residencia em urna Posscsso Portugueza
na Costa d'Asrica, nAo seja acompanhado por
mais de dez escravos e que todos estes es-
cravos sejo boua fide do servico do sua casa.
Tercio Que esses escravos do servtco do
sua casa estejo sollos e em liberdade na em-
barcago e vestidos como os Europeos em
similhanles circunstancias.
Quarto Que nenhuns oulros escravos sejo
embarcados no navio em que se acharem os
ditos escravos de servico de sua casa e que a
viagcm em que o mesmo colono e sua familia
for assim acompanhado por taes escravos do
servico de sua casa seja urna viagem em di-
reitura s Ilhas Portuguezas de Cabo Verde .
Principe on S. Thome, de algum logar das
*Possessoes Portuguesas na Costa d* frica,
aonde o dito colono tivesse estado permanen-
temente residindo.
Quinto.Que os Passaportes cima men-
cionados cspocificaro cada urna das pessoas
a bordo da embarcado e declararo os seus
nomes sexos idades e occupaces o
ultimo logar da sua residencia e logar para
onde vo.
Sexto.Que nao baja cousa alguma na
equipago ou na qualidade da embarcago
em que essjte escravos de servido de casa se
posso achar que justifique a sua detengo
em virtude das condices deste Tratado.
Porem se a equipago ou a qualidade da
embarcago justificar a sua detengo deba-
xo das estipulages do presente Tratado, ou
se algum dos Regulamentos especificados nes-
te artigo nao for observado ou for violado a
respeito da dita embarcado ento o meslre
della, a sua tripuladlo, e o dono ou donos
da dita embarcado da carga ou dos es-
cravos iicaro sujeitos a que se proceda
contra elles como cmplices em urna infrac-
co do presente Tratado c a serem castiga-
dos nessa conformidade ; a embarcacao e a
car"a serio julgadas e condemnadas e os
escravos postos em plena liberdade.
Art. 0. Para fazer julgar com a menor de-
mora o inconveniencia possivel as embarca-
ees que posso ser detidas segundo o theor
do artigo 2. deste Tratado estabelerer-se-
ho logo que seja praticavel, duas ou mais
Commissoes Mixtas compostas de igual nu-
mero de individuos das duas Nages; nomea-
dospara esse fim pelos seus respectivos So-
beranos.
Metade deslas Commisse? residir nos ter-
ritorios pertencentes a Sua Magostada Fide-
lsima e a outra melado as Possessoes de
Sua Magestade Britnica ; e os dous Gover-
nos ao lempo da troca das ratificaees do
presente Tratado, declararo cada um, quan-
to aos seus proprio Dominios em que loga-
res ho de as Commisses respectivamente
residir ; reservando-se cada urna das duas
Altas Partes Contractantes o direito de mu-
dar a seu arbitrio o logar da residencia
daCommisso estabelecida nos seus proprios
Dominios j com tanto porem que ao menos
duas das ditas Commisses devo sempre re-
sidir ou na Costa d'Africa ou em urna das
llhas Adjacentes daquella Costa.
Estas Commisses julgaro as causas que
Ibes forem submettidas segundo as estipu-
laces do presente Tratado sem appellago ;
e m conformidade dos Regulamentos e Ins-
truges que eslo annexas e que silo consi-
deradas como formando urna parte integran-
te delle.
Art. 7. A CommissAo Mixta que ao pre-
sente se a<:ha estabelecida e fazendo as suas
sesses em virtude da Conveneo concluida
entre Portugal ea Gram Brctanha em vinte
e oito de Julhode mil oitocentos e dezesete ,
continuar a exercer as suas funcees ; e an-
tes e apoz do lim de, seis mezes depis da
noca das Ratificagoes deste Tratado e at
nomeago e definitivo estabelecimento das
Commissos Mixtas emviitude do presente
Tratado julgar sem appellago segundo
os principios eestpulages deste Tratado e
dos seus annexos os casos daquellas embar-
cacoes que fort-m mandadas ou trazidas pe-
jante ella ; e quaesquer vacancias que posso
occorrer as sobredi tas Commisscs Mixtas,
.sonto precnchidas da mesma maneira que se
bao de preencher as vacancias as f.ommis-
.soes Mixtas que lem le ser estabelecidas
.segundo as espulaces deste Tratado.
Ait. 8. Se o Ofiicial Cdmmandantede qual-
quer dos Navios das respectivas Marnhas Ros-
ea de Portugal o da Cram-Brelanha devi-
diees do artigo 2. deste Tratado se desviar
a qualquer respeito das estipulabas do dicto
'I ractado. e das Instruccftas a elle annexas ,
poder o Governo quo s-j julgar lesado pedir
urna reparaco ; e em tal caso o Governo
a que esse Ofiicial Commandante portencer ,
se obriga a mandar proceder a investigages
sobre o objecto de queixa ; e a impor ao Of-
iicial um castigo proporcionado a qualquer
transg/esso que possa ter commettido ace-
tosamente.
A'rt. 9. Qualquer embarcado Portugueza
ou Rrilanica que for visitada em virtude do
presente tratado, pode ser legtimamente
detida e mandada ou conduzida perante urna
das commisses mixtas estabelecidas em con-
sequenria das estipulaces delle se acaso al-
guma das couzas abaixo mencionadas for en-
contrada no seo aparelho ou equipago ou
se se provar que estvero a bordo durante
a viagem que a embarcado segua quando a-
presad.i : a saber :
Primo.Escotilha com xedreses cm vez
de escolilhas fechadas como uzSo asembar-
cagcs mercantes.
Secundo. Separages ou repartimentos
no poro ou na caberla cm maior numero
do que sao necessaros para embarcages em-
pregadas em commercio licito.
Tertio.Pranchas de sobrecellente pre-
paradas para se armarem com urna segunda
coberta ou coberta para escravos.
Quarto.Cadeias grilhes ou algemas.
Quinto.Maior quantidade de agua em to-
neis ou em tanques do que mister para
consumo da tripulaciSo da embarcago como
navio mercante.
"Sexto.Um numero extraordinario de to-
neis para a agua oudeoutras vasilhas pa-
ra guardar lquidos ; salvo se o mestre .'pre-
sentar urna certdo da alfandega do logar
d'onde despachou na sua partid declarando
que os donos da embarcago derSo llanca id-
nea de que aquelle extraordinario numero de
tones ou de outras vasilhas seria somente
em pregado em receber azeile de palma, ou
para outros fins de commercio licito.
Stimo.Maior quantidade de bandejas ,
camellas ou ceibas de rancho, do que ne-
cessaria para uso da IripulacAo da embarca-
go como navio mercante.
Oilavo. Cm caldeirAo ou outros apare-
llins de cozinha de extraordinario tamanho,
e maiores ou adaptados para se tornarem
maores do que necessario para uso da tri-
pulaco da embarcacao como navio mercante;
ou mais de um caldeirAo ou outros apare-
Ihos de cosinha de tamanho ordinario.
Nono.Erna quantidade extraordinaria de
arroz, oudefarinha do brazil exlrahida da
mandioca vulgarmente chamada farinha de
pau ou de milho mudo ou grosso ou de
qualquer outro genero de matitimento a-
lm da que provavelmente se pode tornar
precisa para uso da tripulaco urna vez que
o dito arroz farinha farinha de pao de
milho grosso ou outro qualquer genero de
mantimento nao tenha sido lanzado no ma-
nifest como parte da carga para negoeio.
Dcimo. Erna quantidade de esleirs ,
ou esteires maior do que a necessaria para
uso da tripularlo da embarcacao como na-
vio mercante.
Erna qualquer, ou mais de urna dessas
diversas cousas que se prove ter sido adia-
da a bordo ou ter estado abordo durante a
viagem que a embarcacao seguia quando cap-
turada ser considerada como prova pri-
ma facie de andar a embarcacao emprega-
da no transporte de negros ou outros para os
reduzir escravido ; e em ronsequencia
disso ser a embarcacAo condemnada e decla-
rada boa presa, a menos de se darem provas
claras e incontestavelmenlo satisfactorias da
parte do mestre ou donos a contento dos
juizns que tal embarcacao andava ao lem-
po da sua detenco ou apresamento empre-
ada em alguma empreza licita e que al-
guinas das diversas cousas cima menciona-
das que foro achadns a seu bordo, ao lem-
po da sua detenco ou tinho estado a seu
bordo na viagem que seguia quando cap-
turada ero necesarias para fins lcitos na-
que! la propria viagem.
Art. iO. Se alguma das cousas especifica-
das no arligo precedente for adiada em qual-
quer embarcacao ou se prove ter estado a
seu bordo durante a viagem que seguia quan-
do capturada em virtude das estipulaces des-
te Tractado : nenhuma compensacAo por per-
das dainos, ou despeza provenientes da
detnncAo detal embarcacao, se conceder; em
caso algum ao mestre ou dono della ou
a qualquer outra pessoa interesada na sua e-
quipacao ou carga : anda mesmo que a eom-
de condemnaco--, em consecuencia da sua
detenco.
Art. 11. Em lodos os casos em que urna
embarcaeflo frtr d ;tida em virtude deste Trac-
ta Jo, pelos respe divos cruzadores das partes
contractantes, orno lendo estado em pregada
em transportar n e^ros ou outros para os redu-
zir escravido ; ou como lendo sido esqui-
pada com esse n'lento; e fr consequentemen-
te sentenciada e condemnada pelas commis-
ses mixtas que se ho de estabelecer como
fica dito ; poder qualquer dos dous Gover-
nos comprar a en ibarcaco comdemnada pa-
ra o servico da sota Marn ha Real pelo preco
que fr fixado por pessoa competente para
esse fim escolhida pelo tribunal das commis-
ses mixtas : porm o Governo cujo cruza-
dor ti ver detlo a embarcacAo conde-
mnada tera preferencia na compra, ea
nio ser assim comprada, ser logo depois da
condemnacAo inteiramente desmanchada, e
assim vendida em pedacos separados.
Art. 12. Quando qualquer embarcacAo ti-
ver sido julgada coa presa por urna das com-
misses mixtas ; o CapitSo Piloto, tripu-
laco e passageiros adiados a bordo da dita
embarcago serAo immediatamente postos
disposico do Governo do Paiz ( debaxo de
cuja bandeira navegava a dita embarcacao ao
tempo da sua captura ) para serem processa-
dos e punidos segundo as leis desse Paiz ; da
mesma maneira o dono da embarcacao as
pessoas interessadas na sua equip9c8o e car-
ga e os seus respectivos agentes, serAo pro-
cessjidos. e punidos ; salvo se provarem oo
ter tido parte naquea infraeco do presente
Tractado em consequencia da qual houver si-
do condemnada a embarcacao.
Art. 15. Cada urna das Duas Altas Partes
Contractantes mui solemnemente se obriga a
garantir a liberdade aos negros que forem
emancipados em virtude do presente Trac
lado, pelas Commisses Mixtas estabeleci-
das as Colonias ou Possesses desse Gover-
no ; e a dar de lempos a tempos e todas as
vezes que for pedido pela Outra Parte ou
pelos Membrosdas Commisses Mixtas por
cuja sen tonca tiverem os escravos sido liberta-
dos a mais ampia informaco a respeito do
estado e condico dos ditos negros com o
proposito de assegurar a devida execueo do
Tractado a es te respeito.
Com este fim foi feito o Regulamento, *n-
nexo a este Ti 'actado sob a letra C para o
tratamento des negros libertados porsenten-
c.as das Corn mi sses Mixtas e fica declarado
formar parte integrante do presente Tracta-
do : reservando -se as Duas Altas Partes Con-
tratantes o direito de alterar por commum
consentimento e mutuo aceordo mas nAo
de outra maneir.a os termos e tbeor do dito
Regulamento.
Art. 14. As Actas ou Instrumentos anne-
xos a este Tractado, que mutuamente se
convenconou deverem formar urna parte in-
tegrante delle sao os seguntes :
A.Instrucges para os Navios das Mari-
nhas Reaes de ambas asNaces; entrega-
dos em prevenir o transporte de negros e ou-
tros feito com o fim de os reduzir escra-
vido.
B.Regulamento paTa as Commisses
Mixtas.
C -f Regulamento par* o traiamento dos
negros libertados.
Art. 15. Sua Magestade a Rainha de Por-
tugal e Algarves declara por este artigo pin-
tara o trafico da escravatura equeaquel-
les dos Seus Subditos que debaxo de qual-
quer pretexto que seja tornarem parte no tra-
fico de escravos sero sujeitos pena mais
severa inmediata de morte.
Art. 16. O presente Tratado ser ratifica-
do, e as suas Ratificaees serAo trocadas em
Lisboa no termo de dous mezes contados da
data da sua assignatura ou mais cedo se for
possivel.
Em testemunho do que os respectivos
Plenipotenciarios assignaro em originaes
duplicados Portuguezes e Inglezes o pr-
senle Tratado e o firmaro com o sello das
suas armas.
Feito em Lisboa aos tres das do mez de
Julho do auno do Nascimenlo de Nosso Se-
nhor Jess Christo de mil oitocentos quaren-
ta e dous.
( L. S. ) Duque de Palmella.Howard de
Walden.
gotes de rotos principiro a gritar = Viva a
Rainha nada de decimas e conlribuices =
echegro a aproximar-se ao General gritan-
do aos Soldados o Batalho de lnfataria 8 lo-
mou a attitude que convinha : destacou
grandes palmillas e o motim nao progrediu !
Em S. Victor tambem se reuniu muito povo :
a Guarda de Seguranca se viu na necessidade
de se reforgar em frca para dispersar muitos
magotes sendo obrigada a mandar carregar
armas !! Assim se poz em respeito, os gru-
pos dispersro logo. Fizero-se algumas
prises mas nao occorreu desgraca alguma,
c o socgo se acha restabelecido.
J P. dos Pobres no P.)
* ------~
COMMENICADO.
itooientenomeadouaCUpformidade das con-jmisso mixta naoproferisse seutenca alguma
RRAGA 2K D'AGOSTO.
PRONCNCIAMENTO PKQUENO.
Ilontem houve nesta Cidade um simptoma
de anarchia Ha das que certos agitadores
induzio os povos para se revolucionaren!
contra as Decimas e um destes era o B. G.
\o sahir-seda missa domeio da varios ma-
Lendo o Communicado inserto no Di-
ario Novo numero 43 nao podemos deixar
de admirar a acrimonia com que ueste es-
crito he censurado o procedimento do Exm.
Snr. Bspo Diocesano relativamente sus-
penco imposta ao Reverendo Antonio Al-
ves de Souza. Prevenindo os leitores quer
o auclor do communicado que o nAo
alcunhem de irreligioso. He urna forma-
lidade, de que uso com muita frequencia
certos escrptores do tempo. Fazendo pro-
testos de religosidade ; niunindo-se com o
salvo-conducto de preliminares promessas d
nunca faltarem ao respeito devido Santa Re-
ligio Caliiolica Apostlica Romana : ahi li-
mos os campees do liberalismo que se nao
curvo ao aceno dos Res vagando ufanos e
desassombrados pelos indiinidos espacos da
sua liberdade. Correndo impvidos redia
sola por ullmo perdem os estribos, e as-
sim do em pantana com a mesma causa ,
que advogo. E os protestes ? Os protestos !
Ou ico no papel, em que foro escritos ,
ou nao passao de mero som que no ar se
desvanece.
Mas tratando do particular objecto de
que nos oceupamos se o autor do Commu-
nicado pode ou nAo ser alcunhado de
irreligioso decida-o quem 1er o escripto ;
queeu por mim longe estou de querer met-
ter-me a resolver esse problema e apenas
notarei de passagem que a expressAo San-
to firman de que infelizmente se lembrou
o autor do Communicado e com que ap-
pellidou a Porlaria de S. Exc. R.*, he u-
maexpresso irreligiosa ofiensiva do pu-
blico decoro e falla de respeito He irre-
ligiosa porque confundindo o sagrado
com o profano, d irnicamente ao firman
o attributo de Santo : he offensiva do publi-
co decoro porque este exige que sempre
se tribute respeito as determinaees das le-
gitimas autoridades embora seja licito re-
clamar mas em termos decentes contra
taes determinaees quando mo fundamen-
tadas em direito de justiga : he faltado res-
peito, porque nada mais manifest do que
a resoltante irrisao, com que iguala a Por-
tara do Exm. Prelado a urna ordem do gran
Turco, pondo-lhe a ridicula alcunha de S.
firman E he assim que as pessoas re-
ligiosas acato os prmeros Ministros da Re-
ligio os Pastores da primeira ordem os
successores dos apostlos ? Graves, e bem im-
portantes refiexoes nos occorrem neste mo-
mento mas convem omittil-as e nao in-
terromper oexamedo Communicado .
Proseguc o seu autor discorrendo cer-
ca da causa da suspenco e perguntando se
havera muita razo n'cale procedimento ,
responde : Cremos que nao Ora eisaqui
o que he verdaderamente crer de leve vis-
to os insubsistentes fundamentos em que
esta crenca se firma. Reduzem-se elles
inculcada egalidade com que o R. Padre
Souza foi nomeado pelo R. Parocho para
o substituir no acto daeleigo primaria e-
galidade que se quer comprovocar com o
Decreto de quatro de Maio do prente, anno,
e da qual se conclue que o sacerdote assim
nomeado nao devia incorrer em censura ec-
lesistica. Consulte-se porem o Decreto de
4 de Maio e ver-se-ha que dizendo elle em
geral no arligo, que ao autor do Commu-
nicado fez conta citar isto he no artigo
12, que assistir Mesa Parochial o Paro-
cho ou quem suas vezes lizer expres-
samente declara no artigo l>, que o juiz
de Paz., e o Parodio tem substitutos designa-
dos por lei.
Quizera agora que o autor do <> Communi-
cado lizesse ver em qual dos seus artigos deu
este decreto como elle diz mais elasterio
intervengo do Parodio na meza Parochi-
al, do que as proprias instnicg.'s de 26 de
Margo de 1824. Mas liga o que quizer o
autor do <. Communicado o cirto he, que
o Decreto e as instrucees eslo inteiramen-
te de acord : porque expressando-se aquel-


,-i
le no artigo i? nos termos que fico cita-
dos a expressao (Testas no 2. do capitu-
lo primeiro fie a seguinte : Com assisten-
cia do Parocho ou de seu legitimo substitu-
to : usando o Decreto no artigo 12 das pa-
lavras cima notadas ; as inslrueges no ca-
inaneira. Tendo o R. Padre Souza commet-
lido urna falta gravo e nao puramente in-
voluntaria como se diz porque nao igno-
rava a existencia do Coadjutor nem que a
elle competa fazer ao ve^es do Parocho ; para
o corrigir d'essa infracgo publica e por
pitulosogundo2 exprimemse.com iJenti- jconsoguinto escandalosa impoz-lhe o Exm.
cas palavras : O Parodio ou o sacerdote
que suas vezes fizer E vista da innega-
vel identidade t que seda entre o disposto
nas instiucc/xs e no decreto que prespica-
cia ser capaz de descubrir nesto essa imagi-
nada forga de elaslicidade ? Ora que o sub's
titulo do Parodio designado por lei ; que o
legitimo substituto do Parocho seja ,. nao
qualquer sacerdote por elle nomeado maso
coadjutor, he to claro quesera ofTendcr
osizo commum intentar demonstra-lo. E
como he que vista de disposiges que
nenhuma duvida admittem ecom ns quaes
jncontestavelmente se conforma o despacho
do Esm. Prelado categricamente se af-
iima que o Decreto de 4 de Maio invo-
cado por S. Ex. R."" est bem lor.ge de for-
neeer-lhe a materia de desculpa ? E de que
lera o Exm. Prelado de desculpar-so ? De
ter observado a Lei i1 E perante quem i' Pe-
ante algum improvisado interprete da lei ,
quearrogou a si a autoridade de aexpor a
seu arbitrio ? So as leis eslivessem a merce
dequalquer, que se julgasse com direito de
assim as interpretar bem aviados estiva-
mos.
Mas vamos ao pretexto ', com que o autor
do communicado preten le justificar a no-
menguo do R. Padre Souza para substituir
o R. Parocho. Nao havendo diz elle ,
Coadjutor nomeado e em exercicio o Pa-
rodio podia e devia autorisar um outro sacer-
dote para proenxer essa funego. Que o Pa-
rodio em tal caso e ainda fora d'elle po-
dia fazer essa nomeaco he to certo que
cffeciivamente a fez mesmo fora do caso,
ie porem estando no caso devia fazel-a ,
permita-nos o autor do Communicado,
qm salva a sua prompta deciso diga-
mos que em nosso humildo parecer a
qui'Sto nao be para se resolver com tanta fa-
cilidade. Deixando-a pois de parte e tra-
tando precisamente do que nos importa di-
remos tatnbem urna vez decisivamente ,
que ocaso proposto pelo autor do Commu-
nicido de nenhum modo se verilicou ,
nem ainda presentemente se verifica. A fre-
guesia de Santo Antonio tem coadjuctor ; e
o mesmo autor do Communicado na im-
possibilidade de negar absolutamente esta
verdade persuadio-so qu se tirava de
embarago em que ella o constitua acres-
dentando nomeago o exercicio coadju-
tor nomeado e em exercicio. Mas porque
nao est o coadjutor em exercicio? nica-
mente porque o Parodio llio nega com de-
sobediencia formal ordem superior. Logo,
apezar dest reluctancia tem a freguesia
legitimo coadjuctor que deve fazer as vezes
do Parocho nos actos religiosos; legitimo
substituto do Parodio, que deve fazer as suas
vezes nos actos civis em virtde da lei ,
que assim o determina. Logo nem pela
Lei nem pela necessidade est ju f
ficada a nomeaco d'outro sacerdote.
Passadepois o Authordo Communicado '
a considerar o Despacho do Exm. Prelado
mesmo na hypotesede queS. Es. Rm. tenha
por si a razao, edecide, que ainda assim
iiinguem dir que o despacho possa chamar-
se nimiamente paternal. Intenta provar o
seu assrto lembrando o espirito da Religio
QlrisM citando o exemplo do seu Divino
Instituidor e ponderando que o R. Parre
Souza he o nico arrimo de sua familia. E
quem dissu ao Authordo Communicado
que estas considoragoes nao occorrero ao
Exm. Prelado e foro por elle pesadas ? Se
os gratuitos censores que tanta filantropa
inculco e tao severamente condemno a
imposico de qualquer pena, podessem pene-
trar no coraco de um superior que muitas
vezes se v na terrivel colliso ou de casti-
gar suffocando o clamor da cumpaixo por
q:ie a justica assim o exige ; ou de perdoar ,
nao dando ouvidos ao brado da justiga por
que a compaixo assim o reclama: enlo esses
indiscretos censores verio um coracao amar-
gurado e alllicto, e vista d'elle nao poderiao
deixar de reconhecer a irtjustica dns suas cen-
suras. Em collisGes taes o que a prudencia a-
conselha he que a justiga seja adobada pela
clemencia; que se nao falte, aquella mas
que se nao deixe de usar d'esta. Tal oi co-
mo nos consta e mesmo se infere do seu se
gundo despacho que se pode consultar a
resoluco do Exm. Rispo Diocesano; nom
vista da brandura com que S. Ex. Rui. se
tem constantemente portado podia esperar-
se que louvesse Je proceder de di lloren te
Prelado a pena de suspenso porque de jus-
tica assimoodevia praticar ; inclinado porem
clemencia linha determinado levantar-Ihe
a suspenso dentro de breve tempo. Mas o
R. Padre Souza que com o seu primeiro
procedimento havia provocado contra si a jus-
tica com o suhsequeute aTastou de si a cle-
mencia. Deixando-se levar deconselhosos
mais imprudentes e sem advertir ao menos ,
que hia precipitar-se s para sustentar a-
llieios caprichos bem prximo ao termo,
cm quesera absolvido da pena que Ihe ti-
nha sdo imposta, como igualmente nos cons-
ta attreveo-se a exercer funeges Parochia-
es sem attendor suspenso imposta
qualquer sacerdote que assim o praticasse ,
sem attender mesmo irregularidade, em
que incorria violando a suspensivo com
que j eslava ligado !! Oque acabamos de
dizer he nicamente em obzequio da razo ,
sem que seja da nossa mente affear as faltas do
I!. Padre Souza ; nos as lamentamos e o
que de todo o corceo desejamos he que elle
trate deas reparar abracando com docilidade
o conselho de pessoas imparciaes e pruden-
tes.
Prosegue o Author do Communicado com
urna intempestiva descommedida e at in-
decente tirada n'a qual pinta os vicios dos
Ecdesiasticos com as exaggeraces, que Ihe
vierao fantazia. Nao faltava que oppor a
esto impertinente aranzel mas contentar-
nos-hemos com dizer, que ainda mesmo ,
que a tal descripcao fosse exacta ( quanto
mais nao o sendo ) com tudo nao tinha alli
lugar.
Volta o Author do Communicado aos
despachos de S. Ex. Rm. afllrmando que
d'elles conhece que urna pequea dose
de despeito entrou no seu juizo. Acabamos
decrer que o Author do Communicado
he to prompto como infeliz nas suas inter-
pretages. Os despachos por ah correm im-
pressos no Diario dePernambuco n. 200, lei-
o-se e ver-so-ha que esse pretendido
despeito s poder ser conheddo por quem
for rapaz de descubrir o elasterio do De-
creto de 24 de Maio.
A' vista da notoriedad? dos fados e do
que expressamante consta da Pastoral de S.
Ex. Rm. mpressa no Diario de Pernam-
bueo n. 184, he sobremaneira pasmoso o
modo porque estes fados foro alterados e
desfigurados nos ltimos periodos do Com-
municado Custa na verdade a crer que
alli se falle em urna fanlaziada questao do
Exm. Prelado com o Parocho ecomojuiz de
Paz na uccazio das elleiges ; quando nao
houve mais do que um officio de S. Ex.
Rm. dirigido ao Sr. Juiz de Paz, nao com
o fim de excluir directamente o R. Padre
Souza mas sim de fazer ver quem era em
conformidade da Lei, o legitimo substituto
do Parocho. E onde est aqui a inventada
disputa do Exm. Prelado com o R. Pa-
rocho a respeito dos seus direitos ? 0 de-
clarar competente Authoridade quem era o
legitimo Coadjutor pode por ventura qua-
liicar-se de disputa com essa Authoridade e
at com o Parocho ? Custa na verdade a crer
a acilidadecom que no Communicado se
di/., que o Sr. Juiz de Paz teve o bom sen-
so de nao admittir a simples vontado de S.
Ex. ; quando o que se passou foi appresen-
tar-seentaooR. Parocho, e nao se dar por
conseguinte ocaso de ser necessaria a substi-
tuigo ; pois a dar-se o Sr. Juiz de Paz ,
que nao ignorava a Lei e que como esta-
mos certos nao havia deixar de observal-a ,
sem duvida em cumprimento d'ella e nao
pefa simples vontade de S. Ex. como
quer o Author do Communicado, havia
de admittir o legitimo substituto do Parocho,
e nao o sacerdote por elle authonsado incom-
petentemente. Custa na verdade a crer, que
a suspenso manifestamente imposta para cor-
rergo da falta commettida sem fundamento
algum se attribua no celebre Communica-
do a expediente de que se langou mo pa-
ra privar o R. Padre Souza deassistir elei-
go ; como se para isso nAo fosse suliciento
a disposigo da Lei. Por ultimo custa na ver-
dade a crer que estando pblicos os des-
pachos de S. Ex. Rm. e podendo ser fcil-
mente consultados o Author do Commu-
nicado se anime a dizer que o Exm. Pre-
lado ostenta n'elles inexorabilidad*!
oque esta tem origem no .'esentimento ,
que Iheficou accressentando : E |aqui te
mos por consequenrja a razo por que S. Ex.
diz .. sendo interdicta ao Juiz de Paz e
ao Parocho a convocagfio dos substitutos *.. -
Ora quem ser capaz de perceber que stas
palavras do despacho procedem de resenti-
mento ? Faltava mais esta interpretaco de
incalculavel forgada elasticidade !
Permitta-nos o Author do Communicado ,
que seguindo o seu exemplo lnalizemos
tambem o presente artigo com a nossa pero-
rago diz"ndo que nos parece milito bel-
la a observancia do preceito, que ordena, que
se tribute o devido respeitoas Authoridades
legtimamente constituidas ; nao interpre-
tando temerariamente os seus actos e naa
intentando de modo algum metter a ridiculo
os seus mandados e as suas attribuigoes
com amargas zumbaras : e isto em um tem-
po', em que se propalo sem nenhum reparo
doutrinas subversivas que tendem directa-
mente a desmoralizar os Pvos sublevndo-
os contra a legitima dominago e inspiran-
do-lhes o dssprezodos Reis, dos Ministros da
Religio e at da mesma Religio.
COMMERCIT
ALFANDEGA.
Rendimento dodia 5 de Outubro 9:i3lji883
DESCARREGA HOJE 6 DE OUTUBRO.
Escuna Americana = Alicia = Farinha de
trigo.
Brigue Portuguez = Maria Feliz = Trastes,
alhos carne. e la/.en das.
Barca Ingleza == Tilomas Mellors = Maqui-
nismo e ferro.
Brigue Inglez = Severn sa Fazendas.
Brigue Inglez =Auiilia Hil =Carvo de pe-
ra.
1 barril com lingoas i caixa com papis
Russell Mellors & Companhia.
i Barril com lingoas i caixa com miudo-
sas ; D. Rocomam.
1 Barrica com carreja 1 dita com miude-
sas 1 barril com lingoas ; ao Dr. London.
1 Sexto com louga. 20 presuntos, 20 quei-
jos ; John Caroll & Filho.
1 Barril com conservas,
20 presuntos 20 queijos
panhia.
i Caixa com chapeos & carapugas ; J. G.
Poengdestre.
08 Gigos com batatas, 08 quoijos, 53 pre~
simios ; ao Capito.
7 1 Cai\a i;nora-se 1 barril com agurden-
te, 1 caixa com ginebra; Bereley Newcomm.
i Caixa ignora-se ; S. Cobertt.
Varios embrulhos com amostras; diversos.
i dito com frutas ,
Davis & Com-
HO VI MENT DO PORTO
IMPORTACA.
A Barca Ingleza = Thomaz Mellors = vinda
de Liverpool cintrada no correnle mez ,
consignada a Russell Mellors & Companhia.
Manifestou o seguinte :
20 Tonelladas de ferro em barra 1 caixa
com miudezas ; ordem.
25 Bar i s com manteiga ; Joo Pinto de
Lemos & Filho.
2 Fardos com fasendas d'algodo, 13 cai-
xas fasendas d'algodo 4 fardos com fasen-
das de linho ; L. G. Ferreira & Companhia.
96 Barricas com ferragens 63 barriscom
ditas 2caixas com ditas 192 quintaes 3|1
de ferro em barra 2 barris com chumbo, 4
ditos com alvaiade 2 barricas com zinco 1
caixa com instrumentos pticos, 2 barricas
com vidros locaixascom mobilia 5 ditas
com fasendas d'algodo; Kenworthy & Com-
panhia.
2 Barricas com vidros ; Joze Jernimo
Monteiro.
8 Barricas com ferragens 27 laxas de fer-
ro 91 pessas de ferro para machinismo 8
caixas ditas de dito 11 fardos com fasendas
de linho i barrica com vidros 500 caixas
com saho 2 ditas com obras do couro 10
ditas com fasendas d'algodo, 2 fardos com fa-
sendas d'algodo 4 ditos com fasendas de
la ; Johnston Pater Si Companhia.
1000 Caixas com sabo i fardo com fa-
sendas de linho ; Me. Calmont & C.
1 Caixa com papel ; A. Schramm.
9 Caixas com pessas para machinismo i
barrica com pessas para machinismos soltas
pessas para machinismo, 50 feixas d'arcos de
ferro ; Fox Stodart
100 Brris|com manteiga ; N. O. Bicber
& Companhia.
7 Fardos com fasendas de la 1 dito com
fio de vella, 11 ditos com fasendas d'algodo,
5 caixas com ditas de dito; James Crabtree
6 Companhia.
1 Caixa com selins ; P. Reg Rarros.
1 Rarril com agoardente ; ao Capito.
i Caixa com roupa; Charles Roope.
2 Fardos com fasendas de linho 9 caixas
NAVIO SAHIDO NO DA 4.
Suspendeo do lameiro para Philadelphia j o
Patacho Americano Ariel, Capito DanielS.
Gregg, com a mesma carga que trouxe
do Rio de Janeiro.
DECLARAC A.
COMPANHIA DO BEBERIDE.
Os Snrs. Accionistas da oompanhiadoen-
canamento d'agoas potaveis para estacidade,
sao avisados pelo presento para que iiajo de
realisar dentro de 50 das contados desta da-
ta dois por cento sobre o valor das aegoes que
subscrevero por conta da 1.' prustago;
no escriptorio do caixa da companhia o Sr.
Manoel Gongalves da Silva, na ra da Cadeia
do Recife.
Escriptorio da Companhia 26 de Setembro
de 182.
O Secretario
Jos Rento da Cunha Figueiredo.
= O aun unci assignadoA Alma da Pas-
toril nao nos foi remettido nem veio ru-
bricado pelo Snr. Joo Baptista Vieira Ri-
beiro. Os Redactores.
AVISOS MARTIMOS.
com fasendas de algodo B. Lasserre &
Companhia.
24 Fardos com fasendas d'algodo 4 ditos
com fasendas de linho; Jones Patn & Com-
panhia.
8 Caixas com fasendas d'algodo Rosas
Braga & Companhia.
5 Fardos com fasendas d'algodo; Russell
Mellors & Companhia.
i Caixa com chapeos; J. O. Elsler.
26 Fardos com fasendas d'algodo 4 cai-
xas com fasendas d'algodo; Deano Yoiiled*
Companhia.
Fora do manifest.
1 Barrica com cerveja 2 barris com man-
teiga 1 embruiho com toucinho ; a Samuel
Berey.
\ Sexto ignora-se, 2 barricas com cerveja,
ss^ Para a Bahia at o da 8 do correnle
mez, o patacho Nacional Laurentina ; quem
no mesmo quizer ir de passagem, dirija-se ao
seu proprietario Lourengo Joze das Neves, na
ra da Cruz n. 52.
ny Para o Aracaty sahir no dia 16 do
corrente mez a Sumaca Felicidada de que
mestre Joze Rodrigues Pinheiro por ter par-
te Ja carga prompta quem na mesma quizer
car regar intenda-se com o dito mestre ou
com Antonio Joaquim de Souza Riheiro.
= Para Lisboa a barca Real Principe D.
Pedro commandanto Jernimo Romero ,
de magnifica conslrucgo e milito veleira ,
recebe carga a frete por prego muilo commo-
do, para o que tracta-se no Consulado de Por-
tugal e para passageiros com o comman-
danto abordo: sahir at o dia 18 do cor-
rente mez de Outubro.
= A Barca de vapor S. Salvador
commandante Simplicio Joze de Mallos, ten-
do entrado arribada, e achando-se em con-
cert sahir em muitos poucos diaspara o
seu destino dos portos do Norte : as pessoas
que quizerem ir n'ella do passagem poder
dingir-se agencia da companhia, ra de
Apollo.
Para a Bahia.
= Sahir em poucos dias o brigue escuna
--Carolinarecebe nicamente passageiros
para o que tem sxcellentes commodos e mi-
Ihor tratamento : trata-se com F. M. Rodri-
gues & Irmos ra do Trapixe N. 12.
= Para o Rio de Janeiro o lindo, e ve-
leiro Bergantim Relmpago forrado e
encavilhado de cobre Capito Joze Antonio
de Carvalho a sabir com muita brevidade
por ter parte do seu carregamento prompto :
para carga escravos a frete, e passageiros ,
tracta-se com Joaquim Baptista Moreira no
seu escriptorio na ra de Apollo ou com o
Capito a bordo.
LEILA
far a venda pu-
londrinos o 30
= O Corrector Oliveira
blica do cerca 68 queijos
prezuntos para fiambre sexta feira 7 do cor-
rente ao meio dia em ponto no armazem de
Joze Rodrigues Pereira no beco do Capim.
AVISOS DIVERSOS.
No dia 30 4e setemhro achou-se um


H
385
4.
segu
do costutne ; e abaixo se
numero de bilhetes premiados.
8
1 Premio
1
1
1
l
I
\
8
2
981
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M .....
.....200*000
..... 100*000
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4., e ul-
timo b. 1l2,>000
..... 10*01)0
12:000*000
6:000*000
3:000*000
1 000*000
:>oo*ooo
400*000
400*000
100*000
224*000
15:690*000
39:620*000
Quera qu'uer alugar do meio dia para
a tarde duas pretas boas vendadeiras an-
nuncie por esta folha.
tsr O Sur. A. A. de B. queira porobzc-
quio vir pagar a quantia que nao ignora no
liotequim do Almeida.
tsr Aviza-se a quem couvier, que em urna
Cadeia fora d'esla cidade acha-sa prezo um
preto que diz ser forro porcm he captivo ,
e terr. os signaes seguintes : baixo cheio do
corpo, bonito, com urna sicatriz junto ao olho
direito 2o aunos de idade chama-se Ma-
noel do Nacimento: a pessoa que se julgar com
direito a elle dirija-se Boa-Vista ponte Ve-
lha no segundo andar do sobrado I). 3 das
2 horas em diante, para millior se infor-
mar.
- Appareceo no dia 28 de Setembro p.
p. na estrada da Solidado que vai para Belem,
no sitio que demarca com o sitio do sr. the-
soureiro das rendas provinciaes urna escra-
va a qual nao diz verdadeiramente quem he
seu senhor quem for seo dono dirija-se ao
mesmo sitio que dando os signaes llie ser
entregue advertindo qne o mesmo annun-
ciante nao se responsabeliza por qualquer
fuga que a mesma possa fazer.
Gaspar Luiz Pinto subdito Portugez re-
tira-se para fora da Provincia.
= Preciza-sea forar um terreno ou com-
prar algma casa de taipa velha ou nova que
esteja em algum terreno foreiro, e que ten lia
proporces para criar 4 a 6 vacas de leite an-
da que o dito nao tenha arvoredos perto da
praca na ra de Hortas n. 46 na mesma se
troca urna Imagem da Conceigo que tenha
um palmo.
ss Perdeu-se urna carta que se hia lanzar
no correio para Joa Manoel Pereira da Silva
assistente em Lisboa ; quem a achou queren-
do restituir leve-a ao pateo da ribeira D. 45.
= Aviza-se as pessoas que lem bilhetes da
lotera de Rozarlo que nao" rasguem os que ti-
verem sahido brancos por terem de correr as
rodas emeonsoqtienda de ter faltado na ur-
na um numero; por cujo motivo est de fac-
to e de direito milla
ser valida.
O hspetador
tsr Joo Felippe de Souza Lio previne
aos foreiros das trras pertencentes ao vincu-
lo de N. S. da Conceigo dos Coqueiros que
s ao annunciante como inventariante dos
bens do mesmo vinculo compete o pagamen-
to dos foros ; assim como os ladennos dos
casas que se bouverem de vender desde o fa
lecimento do administrador do referido vin-
culo Joo Marinlio Falco, para o que
tem constituido nesta Cidade por seu procura-
dor bastante a Joaquim Candido Ferreira ,
nico autorisado para taes cobranzas alem do
annuncianto ficando certos lodos os forei-
ros que nao se levaro em conla qualquer re-
cibo c I cenca que nao sejo passados pelo
annunciante ou seu procurador.
cr Kalkmann & Rosenmund decanlo que
do primeiro de Outubro em diante s vendem
com a condigSo dos compradores assignarem
letras, mencionando os juros de 1 e meio por
cento ao mez no caso de nao serem pagas no
vencimento.
Quem precizar de um rapaz brazileiro
de idade de 15 a 16 annos o qual sabe 1er
escrever e contar para caixeiro de cobran-
gas ou loja de fazendas ou mesmo de miude-
zas pois j disto tum pratica dando fiador
sua conducta : annuncie,
tsr Aluga-se o terceiro andar da caza da
ua Nova 0. 10 a tralar na mesma.
PILIILAS VEGETARS E UNIVERSARS AMERICANAS.
O nico deposito dellas he em caza do
carteira debaixo do Trapicho da Companhia,
contendo urnas pequeas sedulas e alguns do
comentos ; a pessoa a quem pertencer dando D. Knoth, agente do Author, na ra da Cruz
os signaes certos lhe ser entregue, na ra '
do Vigario venda de Francisco Ferreira da
Silva.
GZg~ No dia 13 do corrente an-
dao impreterivelmeute as rodis d
Lotera da Matriz da Boa-vista e
os bilhetes vendetn-se nos lugares
n. 57.= N. B. cadacaixinha vai embrulha-
da em seu receituario com o sello da caza
em lacre preto.
tsr O Cirurgo Lino da Penha de Franca,
mu lou a sua residencia para a ra da Ale-
gra caza junto aochapeleiro.
- No dia 6 do corrente mez de Outubro se
ha de arrematar na portada morada do sr. Dou-
torjuizda 1. vara do civel por execuco de
Manoel demandes da Cruz contra seus deve-
dores Joaquim da Foncoca loares de Figu>
reido e sua mulher os bens seguintes: urna
grande e excellente casa na estrada do Mon-
teiro com um pequeo sitio e sabida para
o rio, outra grande casa por acabar no lu-
gar do caldereiro tambem com uui pequeo
sitio o sahida para o rio e tres olarias no
mesmo lugar do Monteiro urna pequea com
fornodecozor telha outra grande com (orno
grande o outra com forno d Gozar tijolo ,
acompanhadasdo umasenzalla ecasa para
feitor ; tambem se arremata urna escrava de
nago da Costa. As pessoas que quiserem
arrematar os ditos predios dirijo-se ao mes-
mo lugar do Monteiro para os examinarem ,
e ao porteiro dos auditorios para ver as com-
petentes a val i agries.
tsr Aluga-so urna caza terrea na ra da
Florentina com muito bons commodos,
quintal e cacimba: a tratar na mesma ra
na ultima caza do lado do nascente.
= Quem precisar de um homem para pa-
daria inmincic.
tsr O baixo assignado comprou por corita
e ordemdoSr. Padre Antonio da Trindade
entunes Meira, residente na Parahiba um
bilheteinteiron. 1412, da primeira parte da
primeira nova lotera da Matriz da Boa-vista.
Francisco Joaquim Cardoso.
tsr Precisa se falar nesta cidade com An-
tonio Joz Cardozo natura! da villa do Monte
argir na provincia do Alemtejo do reino de
Portugal o qual veio com as tropas vindas ,
daquelle reino para esta provincia em 1807;
em 1828 se achava em portugal d'onde regres-
sou outra vez para esta provincia: se aqu an-
da se acha annuncie a sua morada para ser
procurado no caso de ser falecido os seus her-
deiros para negocio de seo interesse.
tsr Pretende-se arrumar um menino por-
tuguez com idade de i3 para 14 annos em
alguma loja de fazenda ou miudezas, o qual
he muito vivo e j tem alguma pratica de
loja ; quem delle precizar sendo para esla
praga, dirija-se a ra do Crespo loja D. 12.
= O abaixo assignado faz sciente qu ven-
deo a sua venda N. 16 da ra Direila ao snr.
Joze Joaquim Alves da Silva e o mesmo snr.
Silva fica ohrigado a pagar todas as dividas
que a mesma devia: assim comofica autoriza-
do a receber todas as dividas que a mesma
devem assim como agradece muito a todos
aquellas snrs. que to generozamente se con-
fiaram delle.
Francisco Dias Fortes.
0 abaixo assignado faz sciente a todas
as pessoas que se julgo credores extinta
vende de Braga & Forte e de Francisco Dias
Fortes o favor de tirarem suas con tas no
prazode 8 dias afim de seren conferidas e
pagas em seu devido lempo : assim como os
e nem he possivel que mesma sao devedores de nao pagarem
se nao au abaixo assignado vislode direito lhe
pertencerem.
Joze Joaquim Alves da Silva.
cr Quem annunciou ter para vender 5 ou
quarlos em boas carnes como se v do
Diario de 5 do andante pode leval-os no at-
ierro da Boa-Vista cazado coronel Martina,
onde se comprarO se agradarem.
tsr Arrenda-se urna casa, em Santa Anua,
junto da propriedaJe de D. Maranna conti-
gua a olaria da mesma prxima ao Bio Ca-
pibaribe muito propria para passar a festa .
quem a pretender dirija-se a pracinha do
Corpo Santo D. 67.
tsr Boga-se aoSnr. capito do brigue Ma-
ra Feliz chocado pouco do Porto o fa-
vor de dirigir-sc ra das Trincheiras sobra-
do D. 0 que se lhe dezeja fallar.
tsr Manoel Francisco Coelho profoesor
adjunto das Cadeiras dogrammatica Latina
e l'ortugueza do collegio Santa Cruz se pro-
poe a ensinar a lingoa latina tarde em
sua caza ; as pessoas que se quizerem utili-
zar doseu prestimo dirijo-se ra do Co-
tovello casa D. 17.
ts Quem tiver adiado dezanove mil reis de
sedulas sendo urna de dez urna de cinco ,
o quatro de um e quizer fazer o favor res-
tituir procure a Joaquim Bodrigues Pinheiro
Jnior na Ihezouraria geral ounoseosilio
na estrada do Pumbal, que se lhe ficar eter-
namente agradecido.
tsr Quem precisar de um pequeo portu-
gus do 12 annos, para caixeiro de loja
ou venda chegado a pouco dirija-se a ra
doVigario venda de Francisco Ferreira da
Silva.
tsr D-se dinhe.ro a premio sobre pinho-
res de ouro ou prata : na ra do Livramento
numero 2.
tsr Arrenda-se pelo tompo de festa um si-
tio na Boa viagem contendo varios pos d'1
fructa como coqueiros cajueiros man-
Kueirase &c. : quem pretender dirija-se a ra
do Jardim D. 45 caza do mesmo nome.
tsr Um moco brasieiro se oTurece para
ensinar as primeiras letras, grammatica por-
tugueza, arithmetica em cazas particulares
as pessoas que de seu prestimo se quisoram
utilisar annuncie.
tsr Deseja-se fallar com o Sr. Alvaro de
Luna Freir, a negocio que lhe interessa ,
para oque haja de annunciar a sua morada
para ser procurada ou dirija-se a pracinha
do Livramento loja de Joze Antonio Alves
Bastos.
tsr Quem tiver pinhores a mais de um
mez na venda da ra eslreita do Rozario que
faz quina para o Carmo queiro ir remilhos
dentro do prasode 8 dias do contrario serao
vendidos para pagamento sem que a seu
dono fique direito algum por quanto ja se
tem annunciado immencas vezes.
tsr Deseja-se saber se nesta praga ou fora
della exislem os Filhos de Bernardo Joze Ozo-
no natural de portugal conselho de Cha-
ves provincia Tras-os-Montf.
tsr Perdeo-se des de a ra das Flores ai
a Camboa do Carmo 15* rs. em sedulas de
5* rs. : quem achou querendo restituir di-
rija-se a ra de Agoas verdes n. 70 que ser
gratificado.
tsr A pessoa que por engao tirou urna
carta do Correio para Antonio Joze Alves, vin-
da do Porto no Brigue Maria Feliz queira
lar a bondade de entregar na ra do Livra-
mento armazem de louga e mulhados D. 10 ,
ou annuncie.
tsr A terceira e ultima praca da caza ter-
rea as 5 porttas D. 60 annnciada em o
Diario n. 207 foi transferida para o dia 6
do corrente na porta do Snr. Dr. Juiz de
Orfns as 4 horas da tarde.
tsr O Sr. JoaO Gomes Jasmim antes que
se retire para a Bahia dirija-se a pracinha do
Livramento venda n. 25 a negocio queo mes-
mo snr. nao ignora.
tsr A pessoa que olereceo 700* rs. pela
caza terrea de pedra e cal junto ao caldereiro,
pode vir fazer negocio no segundo andar do
sobrado de 4 ditos na ra larga do Bozario
onde tem botica.
Precisa-se de 200* rs. a premio de 2
por cento ao mez, com boas firmas 5 quem
quiser dar annuncie.
Hoje as 4 horas da tarde na prora do
Sr. Juiz de Orfos delronle da Matriz da
Boa visla se ha de arrematar 6 escravos do
finado Lourenco Joze de Carvalho os quaes
se arrematan para pagamento do testamen
teiro.
C O M P B A S .
tsr Ouro e prata em obras velhas:na
ra Direita n. 30 segundo andar.
v2y Urna grammatica franceza de Monte
Verde uzada: na ra ve ha fabrica de rap.
tsr l'ma bomba de ferro ou de pao em
bom estado : quem tiver annuncie.
tsr Continua-se a comprar escravos para
o Bio de Janeiro de 15 a 20 annos sendo
de bonitas figuras pago-se bem : na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar de
varanda de pu D. 8.
tsr lima caza terrea nesta praga que nao
exceda de 1:200* : na ra do Fogo n. 382 ,
primeiro andar.
A obra segredo da natureza : na ra
Direita n. 85 ; na mesma vende-se dous vos
decaixilhos proprios para alcova ou varanda,
e 12 ditos de petoril; tudo com seus vidros,
por prego barato.
tsr IJma pequea caza terrea no bairro de
S. Antonio que nao exceda de 600* rs. : na
ra das Cruzes D. -4.
1^ Um methodo de flauta : na ra de
Agoas verdes D. 42.
VENDAS.
tsr Urna venda bem afreguezada para a
trra e com poucos fundos cita na ra do
Cotovello tem commodo para familia, a di-
nheiro ou a praso com boas firmas e tam
Hem s se vende a armaco : a tratar na ra
Direila n. 16 venda da quina do beco de S.
Pedro ou na mesma yenda da ra do Coto-
velo D. 15.
W3T Urna loja com fazendas em urna das
principaos ras de negocio do bairro de S.
Antonio a dinheirooua praso com desobri-
ga a praga : na ru de Agoas verdes n. 44.
tsr Potassa da Bussia nova em barris
peqnenos : em caza caza de Hermano Me-
hrteus ra da Cruz D. 23.
tsr Papel pratiado e pintado do varias
qualidades e estampas de bom gosto por
prego commodo : no pateo de S. Pedro De-
cima 18.
tsr 60 palmos de Ierra nos a (Hgados na
ra do porto, foreiros e com dgumas fruclci-
ras : na ra de S. Miguel da mesma povoa-
go na loja do sobrado quo foi de Francisco
Nicolao de Pontes; na mesma loja 12 qua-
dros modernos um bahu de vidro 2 gar-
rames, um barril de guardar azeito ludo
por prego commodo.
tsr Urna escrava de nago costa de 25
annos de bonita figura com algo mas ha-
bilidades entre as quaes he a de engommar
bem : na ra do Bangel D. 38 de manh
at as 8 horas e das das da tarde al as b.
cr Carne dosertoa i60a libra lingoi-
gasequeijos: na praca da Boa visla venda
D. 9.
tsr 19 caixas novas para socar assucar ,
muito bem feitas por prego commodo : na
ra do Vigario armazem n. 28.
tsr Um sobrado novo de um andar n ra
do Padre Floriano D. 77 junto ao do Frci
Caetano de 2 andares com soto e cozi-
nha no mesmo bem asseado, em chaos pro-
prios grande quintal murado e cacim-
ba : na ra eslreita do Rozarlo no segun-
do andar de urna propriedade de 3 ditos com
loja de marcineiro.
tsr l'm subradinho com bstanles com-
modos m chaos proprios e fresco, em
Olinda na ra de S. Bento, onde tem botica;
e tambem se aluga por festa ou annual : a
tratar na ruado Balde n. 24.
cj- Pao a 120 rs. a libra todos os dias
das 5 horas da manha as 9 a saber o pao se-
r de todos os tmannos como os freguezes
quiserem botando-se na balanga alhe com-
pletar o peso que o IVeguez quiser : na pa-
daria no fundo da ra de Apolo pegada a
nova ra do arsenal de Marinha.
tsr .Um escravo pega de 24 annos bom
cozinheiro e serrador: na ra de Hortas De-
cima 42.
tsr Marques & Veiga em sua caza na ra
do Amorim continuaos vender presuntos
por prego muito commodo sacas de arroz de
casca a 4* rs. copos de medida sacas cora
l'eijo branco de Lisboa toucinho de Lisboa
e do Santos fumo em folha para charutos de
primeira e segunda qualidade.
tsr Umcavalloesquipador e carregador ,
e mais bondade : as 5 ponas n. 54.
tsr Sacas com farinha de mandioca por
prego commodo : na loja de Antonio da Sil-
va Gusmfio.
tsr Urna mulata de bonita figura de 28
annos cozinha o ordinario cose chao, la-
va de sabao he diligente para lodo o servigo
e muito carinhoza para criangus : na camboa
do Carmo D. 11 segundo andar.
tsr Um negro de bonita figura, sem acha-
ques ganhador de ra ou permuta-se por
urna negra : na ra Nova D. 54.
4 canoas do condusir agoa todas de
construgo de ama relio e secupira em
Civilhadas de frrd o pao cujas sao muito bem
fabricadas e bem acabadas o vende-se a troco,
de escravos de ambos os sexos para fora da
provincia ou dinheiro adverte-se que tam-
bem se vende de urna em urna : atraz do Car-
mo velho no estaleiro do Mestre Joo Mina c
para tratar na ra dos Quarteis D. 3.
tsr Urna escrava de nago boa engom-
madeira cozinheira refina assucar e faz
doce : na praga da Independencia loja
numero 11.
tsr Azeite de carrapato sem mistura a
2*240 a caada : na ra Augusla n. 8.
v= Cortes de l cornil covados proprios
para vestidos de sen hura chegados do Rio de
Janeiro sendo fazenda da ultima moda na
quella corle a 6* o corlo tambem se conli-
nua a vender os bons chales de cadago escu-
los bordados as pontas a 2* reis cada un: na
ra doQueimado D. 1 primeira loja viudo da
ra do Crespo.
tsr Urna casa terrea de pedra e cal junto
ao banho do Caldereiro Com duas salas qua-
tro quartos cozinha fora, telbeiro para recreio,
pogo com agoa de beber, 364 palmos de trra
no cortil me dos Coelhos defronte do si lio de
Antonio Coelho : na ra larga do Bozario ca-
sa de quatro andares que tem botica segundo
andar.
BF.CIFE NA TYP. DKM. F. DE F. =1842.
4L


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