Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04776


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Full Text

Aunjule 1842.
Segunda Feira 22
Todo agora depende de nos mestnos ; da nocsa prudencia modesaQUO < energa : con-
uemos com i iincpiemos e iritmo! ponindos tom a cu|tas_ (Pioclamaco da AssemL-lt'a Geral .lo Irat.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Coiann Paraii e Mi prsnde do Norte scgnndas e sextas feins.
Bonito e Garanhum O e 24
,. bo ( ^erinlucm to Formoto Pono Calvo, Mace e Alagoas no 4. 44, e 21.
l'aie t. Santo Anlo quintas fciras. Olinda todos os dias.
DAS DA SEMANA.
22 Se?, s. Tliemoteo M. And. d> .1. de D. da 2. v.
21 IC. j.jnm s Falippe Benicio. Re. And. do J. de D. dal. t.
24 Qjart. + s Bartholoinei Ap. s. Protolomeo B. M
23 Quii. Loii Re de Franja F. V. Aud do juii de D da 2. Y-
25 Se. Zefirinn P. M. And. do J. de D. da '. r.
: 7 Sob. s. Joi de Calaran. Bel. Aud. do J. de D. da 3. r.
28 D-m. O Sagrado Concito de Marn SS
de Aposto. Anno XVIII. N. 180
aJMMM1I.U. I'""" I !! III
O Diario publica-se la liso* din ,a no foros S lotificad n : o bw^o Ja asignatura he
de tr.-< ... i > Os annun-ins dos assivaotes so inserirlos.
forea :. ra 10 de SO res por linha. As rer-|om,,r, devem ser
,;,,,. i (ktaet 1). 3, .i a praea da Independe acia loja de lis ron
Numero ">< e

CAMBIOS ko biA '20 de acost.
Cambio solo.' I on.'rrs ?f> nominal.
., Part S7Breieri frjtnro,
n ii Lisboa lO por lu* d pr,
Moeda de cohre 4 por lu) ,!r descont.
Idea, di1 letras de boas liiines le a 1 f }.
Ocro-Mo'd.de 1.400 V. 1(1,200
- N. 4,O0J
de 4,000
l'alaeoes
Petos Columnares
dilo Mejicanos
rinda

i'mri
compra venda.
.400
4H.0U
t.o 9.200
1,870
4.870
4,870
4,680
4,880
4,880
4,880
4.7*)
Preamar do
i a 8 horas i
2. a i) horas
rila 22 de A?,oslo.
18 m. da manbu.
42 ni da tarde.
PliASES DA l-IJA NO MEZ DE AiOS.
Loa Nora a fi s 0 horai e 2! m. da tsid
Quarl. rese, s 13 huras 4m da manh.
I.ua cheia a 2(1 II horas r 56 da lard.
Qu,rl. rotng. a 29 s 1 horas e 30 m. ds manh.
DIARIO DE
XN
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPF.DIENTE DO DA 18 DO CORRENTE.
Ollcio Ao commandante das armas, in-
telligenciando-o de Itaver ehegado com o des-
tacamento pertenecnto ao corpo de guar-
das nacionaes destacado que se achava na
comarca de Nazareth mais oito pracas pa-
ra siprirum as que desertaro.
Dito Ao Exm. e Rcvcrontlissimo Di-
rector do Lyceo disendo que mande por
a concurso a cadeira de primeiras lettras da
villa de lguarac.ii, vaga pelo falecimenlo do
respectivo professor.
Dito- Ao inspector da thesourana das
rendas provinciaes, remetiendo as filiagOes
do corneta mor Joaquini Canuto de Santa
Auna e do corneta Manoel Francisco do
Nascimento ambos do segundo batalbo da
guarda nacional d'este municipio afim de
que Ihes faga abrir o competente assentamen-
lodopraca, e mande pagar.. que se Ibes
esliver a dever at o fira de Junho do anno
prximo passado.
Dilo Ao commandante superior da re-
ferida guarda nacional communicando o con-
teudo no antecedenle olficio.
Dito Ao inspector da tbesouraria das
rendas provinciaes ordenando que man-
de despachar e entregar ao engenbeiro em
ebefe das obras publicas a caixa constante do
conliecimenlo, que Ibe remelle, e que a
bordo do briguc = Armorique = capilo
Rcnouf, veio remellida de Paris com os di-
versos objectos mencionados na factura que
igualmente llio enva c foro encommenda-
d js para aquella repartico.
Dito __Ao supfamehcionaJo engenheiro
em cnife determinando que receba os su-
pla di tos objectos cuja relaco Ibe remelle ,
c Ihe sero enviados por parto do inspector
da supracilada tbesouraria.
Portara Ao Director do arsenal le guer-
ra ordenando que mande fornecer os ma-
teriaes que forem necessarios ao concert
de un dos paioes to forte do buraco, que vai
ser Coito sob administragodo respectivo com-
ina nd ante.
Olficio Ao commandante das armas ,
participando a expedico da precedente or-
dem ; dovolver.do approvado o orgamcnlo
das desposas precisas ao concert menciona-
do no antecedente olficio ; e autorisando o
para mandar fazcl-o sob adtninistracao do
respectivo commandante.
Dito Ao mesmo determinando em con-
S'quencia de rcquisicSo do inspector da tbe-
souraria da fa/enda que' mande apresenlar
ao commissario tiscal do ministerio da guer-
ra um ordenanca que devora permanecer
8UOS ordens fim de ser incumbido da
entrega de certos ollicios e outros papis do
servido publico,
Dito Ao supracilado inspector, parti-
cipando ter expedido a ordem anterior.
Dito Ao inspector da tbesouraria das
rendas provinciaes significando em respos-
ta ao seo olficio de 9 do corrente que deve
onlraclara niimoracao dos edificios (Posta
cidado com o dos dois empreiteiros., que
dVlla pretenden! incumbir-se que por me-
nos a fizer; e intelligenciando-o do quo de-
ve ser levado quota consignada para as dos-
pesas ewnluaes no corrente anno financeiro
o tpiantilalivo que com este servido so des-
pendor.
COMMANDO DAS ARMAS.
T.XPEDIFNTF. DO DA 13 DO CORRENTE.
Oilicio Ao Exm. Piesidenlo requisi-
taiido-lbe a expedico de suas ordens para
que fossem aprosenlados ao commandante do
batalbo de guardas nacionaes destacado, 2
calcetas para se oceuparem da impesa do
quarlel e das prisoes.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. romdlen-
do-llie informado o requerimento do a I fe res
F. de P. d'Andradc Maranbo do balalbao
d'infantaria de guardas nacionaes destacado ,
noqual pedia o abono de lo0^ rcis para oc-
correr as despesas que lem a fazer com o seo
grande uniforme fazendo-se-lbe o disconlo
pela quarta parte do seos sidos.
Dilo Ao mesmo Exm. Snr., envian-
do-I h& para ser despachada urna roquisico
d'objeclos necessarios as 5 companbias do 8.
balalbao de cac.adorcs e rcquisilnndo-l!ie
oulras providencias tendentes a marcha desta
companbia para fora da capital.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., requsltan-
do-lhe cavalgaduras para a conducao da ba-
gagem dos olliciaes ambulanra e muni-
goes que devia levar a forea de linha que
linha de sabir para fora da capital.
Dito Ao Exm Presidente do Ro-gran-
de do Norte rcmeltendo-lhe a guia do sar-
gento Joo Euiz da Serra que segua na es-
cura lebre.
Dito Ao inspector da tbesouraria para
mandar abonar aocapililo F. V. X. de Brilo
a importancia de trez me/es de sidos adian-
tados, a forc-a do com mando do dilo capitSo
quo devia expediccionar para fora da ca-
pital.
Dito Ao capito commandante da ter-
ceira companbia do 8. batalho de caradores
F. V. X. de Brilo communicando-lbe o
ex pos lo no olficio precedente.
Dito Ao capilo engenbeiro para que
fosse as fortalezas de Tamandar e daib ,
com o fim de examinar e inspecionar os
trabalbos feitos pelo major Fernando da Cos-
ta devendo depois apr sentar o resultado do
examo para sobre ello se ordenar a conli-
nuacao dos ditos trabalbos.
Dito Ao major Fernando da Costa, com-
municando-lhc o exposto no ollicio prece-
dente.
Dito Ao Director interino do arsenal de
guerra para entregar ao capito F. V. X.
de Brito oiOO carluxos embalados.
Dito Ao capito F. V. X. to Brito, pa-
ra hir receber o carluxame de que trai ta o
olficio cima.
Dito Ao commandante da fortaleza do
brum para receber e conservar cm segu-
ranga os 31G0 cartuxos.
Dito Ao lente coronel commandante
do batalbo de infantaria de guardas nacio-
naes destacado para que .li/.esse recolher ao
batalbo as pragas do mesmo em servico do
termo de Nazareth.
Dilo Ao capilo commandante da com-
panbia d'artiices para que recebesse do
arsenal de guerra o que so (icou devendo aos
soldados Livramento o Sacramento e lhes
fiesse o pagamento.
Portara Ao cirurgio de Partido Mano-
el BernardinoMonleiro para que mandas-
so preparar a ambulanga que devia acom-
panhar a forga que marebava para fora da ca-
pital.
DEM DO WA 1G. -
OfficioAo Exm. Presidente, enviando-
Ibe em duplcala o mappa da forga effectva
de linha existente na provincia pertcncen-
le ao mez de Julbo ultimo.
Dito Ao mesmo Exm, Snr., submet-
tendo a sna aprovago oorgamenlodo con-
cert do paiol da plvora dos particulares no
forte do buraco.
Dilo Ao mesmo Exm. Snr. rogndo-
me a expedigo de suas ordens para sor rece-
ido a hor Jo da escuna lebre, c transporta-
do a provincia do Bio grande do norte o al-
teres Miguel Joaquim do Rogo Monteiro
pouco'chegado do Maranho ,
erutos.
Dito Ao inspector da tbesouraria, re-
mellendo-lhe organisadu d'acopdo com as ins-
trqjacf.esd G de Abril de iSil a conta dos
venchwuilos da escolla, -que conduzio re-
rruUs em .lulbo deste anno do termo do Bre-
jo para esta capital e bem assim os papis
de conlabilidade do destacamento do mesmo
termo, pertencentes o referido mez, pira
seren pagos no caso de eslarem eonformes ,
entregndose nao s a importancia dos pa-
pis, como a da conta ao ci lado Pedro Fran-
cisco de Mello.
Dito Ao Capito d'Engenbciro G. A. F.
P. da Cunha para que fosse inspecionar as
obras principiadas as fortalezas de Taman-
dar e Gaib, sob a dirergo do major Fer-
nando da Costa pnderido corrigllas quandp
por venlu-ra onconirasse algum deleito e
mesmo examin ir o orcamenlo e plano sobre
que se ellas traetaro. Conclua cnearreK.tii-
rondtuindo re-1 Estas qucsbles sobie que mister exigir as
I mais formaes promessas sao:
1. O budget; 2." o direto de visita ; 5."
as leis de setombro ; 4.a reforma eleitoral.
O budget crescendo sompre e escollado do
dficit tom obegado a urna cifra que esgota
o prsenle compromelte e parausa o futuro.
Queremos deputudoa que obriguem o Coverno
a nao ultrapassar a somma de mil milbOes ,
encargo j enorme quasi o dobro daquelle
que nos impiinha o imperio e mais que suf-
iciente para todas as necessidades do estado.
Ouoremos depnlados que l'agSo desappare-
cer inleiramenU odireito de visita do cdigo
internacional que prosigo na annullagao
dos tratados de 1851 0 33 e fagao ell'ectiva a
responsabilidade dos ministros que forem lo
inimigos da Franca que raliliquem qualquer
convenoftoque oxpozftse a nossa mannba aos
varejos dos cruzeiros Inglezes.
Queremos depulados que ao meuos vlem
pea reviso das leis de selembro e de oulras
Ul|U3'. I.IIHJ tiiivvttiaw. v-ws.w. .-..--------------- -,-, | .
do-o de outros exames de obras de que neces- contrarias a imprensa ; que tirem ao ministt-
sitavo as ditas tbrlicagfios.
Dito Ao major Fernando da ("osla, com-
municando-llie o exposto no ollicio cima.
DitoAo tenento coronel commandante do
balalbao Provisorio, respondendo o sen ollicio
de 12 e providenciando sobre a pequea
ambulanga que deve de existir no quarlel pa-
ra o curativo de leves eiiermidades.
REPARTICO DA POLICA.
Parte das oecorrencias do da 19.
O Commandante eral do corpo policial
parteripa lioje que forao hontem presos i or-
dem do subdelegado da freguesia do Santo
Antonio, o sol lado da companhia' d'Ai li!i-
ees Joo Antonio dos Santos-, porlhe ter si-
do aprehendida urna lima agueada ; e or-
dem do da Boa-vista o cscravo de nomo
Se veri no por ser encontrado pela guarda
do Minguinbocom urna faca de pona: foi
recolhido a cadera fi aquelieao cilbahouco.
Veio-nos a mo o Nacional de Franca
que alcanca a*o primeiro de Julbo p. p. mas
pouco acreseenU de maior interesse s notici-
as da Europa que temos transcripto daquello
e de outros Jornaes anteriormente recebidos.
Alm dos negocios eleitoracs em Franga
que oceupo a mor parle das suas columnas ,
refere o mesmo Jornal varios insultos practi-
cados por Inglezes no mar contra o pavlhfio
Francez, a titulo do to preconisado direto
de visita ; sobre cujos escandalosos abusos
convida com vehemencia a sena atleneo o
sen Governo e de cuja inaeco a esse respoilo
assaz se qucixa. ,
FRANCA.
Pariz 21 de, Junho.
Acommisso radical consultada por um gra-
de numero de correspondentes sobro a linha
que devem seguir as prximas eleices Ibes
dirige a seguinte resposla.
bem certo que o corpo eleitoral privilegi-
ado e fraccionado como nao pode produzir
umi representago completa da Franca.
Porcm o dever dos bomens que pertencem
opinio democrtica de reunir lodos os
scus esforgos seno para alcangar um bem im-
possivcl ao menos para prevenir um mal
maior.
Os principios sao conhecidos 5 os fados
tambem o sao : no se trela boje mais do
que de obrar com inlelligencia com unio o
com firmeza.
Releva principalmente constituir por toda a
paite eommissoes eleitoracs fazer tantas re-
tniir.es preparatorias (minias for possivel o
chamar os candidatos a explicaco sobre as
questes que esto na ordem do dia,
rio a facul lado de converler os jurys em eom-
missoes ; que sollicilem 011 apoiem a refor-
ma elitoral e a pailemeiilar.
Os Candidatos que adoptaren! mais comple-
tamente estes principios de conducta sao os
nicos que os patriotas pdem apoiar com
eontianea ; com tanto que todava a sua pro-
hidade reconh cida sirva de garante sincoii-
dade das suas prom-ssas. Em quanloaosque
recusassen contralor empenhos formaes sobre
01 pontos que ac bao de ser indicados, a com-
rriisso radical julga to seu dever dar aos seus
amigoj o conseibo de nao se prestarem a
transaerjio alguma ede repellir sem fraqueza
candidatos que nao Ibes olTerecessem mais al-
guma seria garanta.
L-se no Constitulioncl >.
A visita ou antes a pilhagem do navio
Francez Deux Su-urs por urna parte da e-
quipagem da Fragata Ingleza Magadascar
prva evidentemente que se tcm tomado na
Inglaterra o partido de desanimar o nosso
commercio martimo e de ultrajar o pavilhfio
Francez. O quo ha do mais odioso n'estes
Tactos de pirataria o abuso insolente da
forea. Ter o nosso Governo descido tfto bai-
xo que soffra semelbantes insultos sem fa-
zer reciaatago alguma ? A Franga ainda nao
est acostumada a uina lal buiniliagao. Que
so deve pensar d'um ministerio que pode sup-
port-la ?
A Miseria da Classe Operara na Inglaterra
actualmente um dos tltemas principaes dos.
Jornaes Inglezes o Francezes. Essa miseria
extrema vai se eslendendo por todo o Reino
Unido da Gran Rrelanba e brevemente nao
haver mais urna s cidade manufactura que
nao aprsente o mesmo espectculo de deso-
lago. Eis-aqui 'novos detulbes que d o
Sun de 29 de Junho sobre aquella triste si-
luacSo.
m (ilascow 20,000 pessoas vivem da cai-
xa dos pobres e os salarios diminuem sem-
pre. O mesmo acontece em Dunder. Em Ac-
crington ( Con lado de Lancastre) sobre 2,000
pessoas apenas loo eslo regularmente entre-
gadas. Muitas pessoas lem vivido mu i tos di-
as Conundo ortigas cozidas com urna pou-
ca de larinba. Km Marsdeaperto de Burnley
sobre 3,000 individuos 2,000 cabiro em po-
breza o os outros 3,000 nao tardaro a expe-
1 mentar a mesma sprte. A taxa dos pobres 6
de um Sbelling por libra esterlina por mez.
Em Wigan familias inteiras permanecem dei-
ladas todo odia por que a fome mais tolera-
vel (piando o bomem est ii'uma posigo incli-
nada. 200 proprietarios de cazas em Prescott-
no padero recen teniente pagara taxa dos
pobres. Eis-abi os factos que M. Cooper de-
nuiuiou a Cmara dos Comniuns. ^
^ Le National. )
/
asa.


\
<2
! ACTOS DIVERSOS.
A nossa provincia acaba de recchcra visita
de um ladrao \ cuja residencia nesla cdado ,
nao obstante ter sido somenle de moia dhzia
de das fornece materia para urna historia
que merece ser contada. Foi o vapor S. sal-
vador que nos tronce esse eavalieiro dMndus-
tria quese apresentou aqu sob o nomo do
Joo llenrique de Mallos e como porta-
dor de tres letras importando na quanlia do
2,vi:(5TG,K>00 sendo urna sobe o Snr. Manoei
Joaquim Ramos e Silva de 14 contos, e duas
sobre o Snr. Joaquim Riplista Morera do
remanescente da primeira quanlia. Estas le-
tras erAo saccadas por casas de commercio res-
peilveis do Para e Maranho acompanha-
das por carias circunstanciadas de introduc-
ro e abono e os fundos para seu pagamento
efo o producto de letras da Tbesouraria de
Fazenda da dita provincia do Para sobre a
desla e sobre o Thesouro Geral : as letras que
tinho de ser aqui acceitas, o foro sem a me-
nor hesilaro e o supposlo Joo llunriques
do Mallos achavn-se habilitado a recobor a
quanlia mencionada. Apezar porm de sc-
rcm curtos os prazos o homem procurou lo-
go rebate-las entrou cm ajuste de um na-
vio o apresentou-se por toda a parto co-
mo um especulador de torga superior. Fe-
lizmente o Snr. Ramos e Silva recusou-se a
fazer-lhe o rebate e s urna casa de cambio
negociou urna das letras saccadas sobre o Snr.
Baptista Moicira cujo producto todava nao
recebl'0 por inteiro ; e foi este mesmo rebate
junto a outra circunstancia que passamos a re-
ferir quosuscitoua desconfianca, e por lim
o reconhecimento de que o homem era um la-
drfio. Troucera o pseudo Mallos carta de re-
commendago para o Snr. Firmino Jozc Fe-
lis da Roza cora quem bjustou um navio,
quo o apresentou ao Senlior Rieber como
um negociante seu amigo ; mas dous ou
tres dias depois apresentou-so elle s ao Se-
nhor Rieber, para tomar passagem era urna
galera que segua para Hamburgo a qual pa-
gou immediatamente, com a condgo de ser
recebdo abordo fora do porto sem exigencia
de passaporte. O Snr. Rieber referi este fac-
to ao Snr. Roza que encontrando-se com o
agente da casa de cambio que rebatera a letra
lh'o contou, e este j dosconfiado pela facili-
lla le com que aquello Mattos lhe dera 1 por
cento de descont na letra que devia vencer-se
d'nli a poiicos dias assentou que havia ve-
Ihacnria e procurou o Snr. Ramos e Silva pa-
ra o consultar. Todos juntos se dirigio pa-
ra a hospedara em que se achava o Mattos
quando o avistarlo ao longe na ra da cadeia;
mas elle reconhecendo-os voltou a primeira
ra que cncontrou e desapareceo. Toma-
ri\o-se todas as providencias e o Exm. Pre-
sidente mandou sabir no da 19 a Escuna Lc-
bre para dar caga galera que devia bordejar
as aguas da provincia espera do traante ;
porm nao foi alcanzada e nao se sabe se
com efl'eilo se escapou ou se ficou em trra;
nao tendo elle entrado depois daquelle en-
contr na hospedara onde deixou o seu
bah. Ha toda a probabilidade que as letras
sobre a Thesourat ia e Thesouro Geral sao ver-
daderas, e que a falsidade existo somente as
que ero directamente a favor de Joao llen-
riques de Maltes lloje nao se ignora nao
sabemos como que o homem se lem chama
do Joao llenrique da Costa Joao Joze llen-
rique e finalmente Joo Henriques de Mal-
los porm nada se pode julgar com funda-
mento sobre o modo porque foi feila a ladro-
nea. Algumas pessoas que conhecem o Co-
ronel deste iiome quo seacha no Para como
um do? Gommissarios que devem examinar
os limites daquella provincia com os da Cui-
anna franceza se tem atlligido peloanniincio
que foi publicado neste Diario sobre o que leva-
mos referido; mas esses Senhores devem tran-
quillizar-se a respeilo do seu amigo, que por
certo nao he a pessoa de quem se trata. Os
seus signaes so os seguintes : estatura regu-
lar reforjado, 40 anuos, trigeiro e pallido,
cabello prelo c crespo com principio de cal-
va. Cor.s!a-nos que o Coronel tem cabellos
blancosecutas differencas. O furto realisa-
do lio da quanlia -de i Con tos de res recebi-
dos por cunta da letra rebatida.
Vv Flix Peixolo de Arito M
r Joze Tliomaz Nabuco rtc Ar.injo
D Dr Manocl Joa-junn U da Cuolia
Di- Mauoel tiendes da G Azevedo
Padre Venancio ti de csemle
(ir Franci(> Io'id C da (
Dr A- stiulio da Silva \evcs
Dr Urbano Sabino P. de Helio.
Dr. Jo'o Jozc Pinto
/). Jonqnim Mimes )1ao*indo
,Dr. Joaquim Manocl Vieira de Mello
Major Antonio (lome* Leal
1* F. Antonio Joaquim de Mello
Padre Miguel do S Lopes Gama
Dr. Alcxnndrc dos it t MWh
i)r. Antonio Atronco Fo.rreira
Apolinar o F. de A. M.
Joaquim Joze da Cos
COLLEGIO DO BONITO.
Bario da Boa-vista
Dr. Hcreulano (i. da Rocha
Dr Fclix Peivolo de B. M.
Dr. Joo Jozc Ferrcira de Agolar
Dr. Fmcisco D. da Silva
Dr. Sehaslio do Rec;o l(arrns
Manoei Ignacio C Mendonca
Padre Lniz C C. da Silva'
Dr. Urbano Sabino P. de Mello
Padre Venancio II de Re/eude
Dr. Pedro F de Paula Cavalcante
Procurador Fiscal A. J de Mello
Dr. Filippe Lopes Netto
Dr. Jernimo M. Figucira de Mello
Dr. Anlonio P Mniiel Monteiro
Apolinario Florentino de A M.
L)r. Joaquim Nunes Mitiado
Joaquim Joze da Cosa
Dr. Joze B. da C Figncredo
Dr. Amonio //iptista tirana
Dr Rcroardo II. da S. Pereira
Dr. Agostinlio da Silva Neves
1 cz. Manoei I Cavalcante de Lcenla
Dr Joze Thomaz N. de Antojo
Amonio Jozc de Oliveira
Dcz. Joaquim T Peixolo
Dr Manocl Mondes da *'. Azevedo
Dr. Zacaras de Goes V
Dr Manoei .1 C. da Cnnha
Dr Joze V de A Cmara
Padre Lanrentino P de Carvalho
Dr Joaquim E do R. Dantas
Padre Miguel do S, Lopes Gama
Dr Joo Joze Piulo
Dr Luiz de V, Paes de Andrade
Dr Loo renco F de A Calanho
Antonio Gomes Leal
Dr. Jozc Filippe de Souza Leo
Dr. Alvaro B Uxo C.
Dr Francisco X. P de Mriio
Dr. Cnelano da SIv S Tliiaqo
Dr Joaquim Manoei Vieira de Mello
335
315
301
289
278
25
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241
234
231
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33
31
30
30
27
27
27
25
24
24
23
22
20
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I
li
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12
|l
8
7
7
fi
5
5
5
4
NOTir.KS F.i.Kiror.u'.s.
.Resumo da volacio dos collcpios anteriormente pu-
bltcads c incluido o do /onito :
O Scrd'O'Ts.
Erin aro da ffoa-x'tilm
Coneelheiro Sebasliodo R. Barros
' Dr Pc'ro F de P. C. d'Albiiqnerque
' oncclb.iro Amonio P M iHonteire
Dr. Lui/ de Ca vallm I de Andrade
Dr. Alvaro V. U Ua\airante
f: Joo Joze Feneira de A^iiar
A'PEDIDO.
Eleitores da Fregoezia deS. Lourengode
Tijcupapo.
Os Snrs, Votos.
Francisco de Paula Cavalcante de L. fi8fl
Xavier d'Alhuquerqtie Mello. 081
Joo de Se Albuquerque. f>78
Felisberta Correia de Mello. 0.i
Manoei Tertuliano de Souza Costa. Oifl
Joao Ta va res da Rocha. 618
Antonio d'Albuquerque Mello. 6i4
Stiro Clementino Coelho Catando. C42
Anlonio Gongalves d'Azevedo. 631
Vasco Mauricio Falco. G2
JoAoJoze de Castro. 620
Luiz Candido Carneiro da Cunda. 021
Tertuliano de Mondonga Furtado. 614
Antonio Senhorinho Bandeira rio Mello. 60I
Antonio Malina* de Medeiros. 604
Joze Antonio Marlins da Cosa. 898
VARIEDADES.
A EDl'CACA.
Nao da consa niais importante do que ave-
zar logo os meninos a rcfleclir sobre os de-
veres da sua condicSo e sobre a obrigacio
que tem de conformar-se com as leis do Crea-
dor o com as da Sociedade da qual de.ve-
rao ser um dia membros uteis o car.)S. A du-
caco nao tem nutro objecto seno fazer co-
nheccr aos homens o modo por que devem o-
brar em todos os estados da vida como Reis ,
como nobres como Ministros nonio Ma-
gistrados como pais como prenles como
amigos e como associados por isso a educa-
gao nao outra consa mais do que a moral a-
presentada aos homens desde a sua infancia
para lhcs fazer conheccr os seus deveres cm
as diversas relaees, que leem e poderao
(er um dia com Supremo Auldor da sua e-
xislenria comsigo mesmo e com os seus
similhantos ; e por mais varias que possain
parecer eslas relacfies urna recta e sabia e-
ducaco ensinar a mesma moral a lodos os
homens cm todos os estados da vida : far-
Ihes-ha sentir a nocessidade que lem de ser
liis suas obrigages de ser justos e ben-
ficos para com todos ; por isso que os deve-
res do homem reduzem-se justica consi-
derada em todos os aspectos.
Acducago lleve propor-se a habi'inros
homens a reprimir desde a infancia as pal-
xoes qu" sao contrarias a seus deveres .i
sua Micidade ou dos OUtrofl c a fazer-
Ihes condecer os motivos quo os devem dc-
724
oin
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tSfl
352
terminar. O Sprlanos mostravam a seus
biliosos escravos quando estes se acbavam
no delirio da embriaguez a fim de Ibes ins-
pirar horror a um vicio que degrada o homem
a o pe abaixo dos brutos. Similhantemen-
le com punir o menino de um erro uu de u -
n.t indencia que baja commellido mos-
Ira se-lhoque praticando certas aecoes desa-
grada nos oulros e por esfe modo pdfl tor-
nar-se infeliz : desl'arte oppfe-se o lenior a
eus desej'is inconsiderados e este teinnr
oassando pouco e pouco a habito torna-se to
forte que basta para refrer a sua temen-
dado.
Mas para tornar mais eflicaz a cducacAo ,
dever esl^. comprehender urna serie continua-
da de experiencias, por va das quaes conbe-
cain os meninos que fazendo mal a outrem ,
este mal recahe sobre elles mesmos ; por e-
xemplo : se elles se mostrassem injustos pa-
ra edm os seus compandeiros seria mister
fa/c-los experimentar logo igual injustica ; se
peccassem por altivez cuidar do os bumi-
Ihef e ftzer-lhes sentir que um servo em qua-
lidade de homem merece respeitos daquelles
mesmos que lem direito de exigir o seus
serviges e que por ser elle pobre, ou in-
feliz nem por isso ostfto authorisados para u
despresar. Esti educagao experimental se-
rla muito mais proficua do qu3 os preceitos
esteris que de ordinario se langam vagamen-
te no educar os til los dos grandes, ou dos
mimosos da fortuna. Por se nao observaren!
eslas regras to naturaes (! que a Sociedade se
acha cheia de homens injustos vaos, per-
tinazes e impetuosos que se torn->m incom-
modop e pesados a todos e que da sua parte
provam mil amarguras que teriam evitado ,
se a sa educagao fosse mais alienta e rasoa-
vei.
Para inspirar porem desde logo infancia
e moeidade ideas de justiga desumma
importancia que os pais e preceptores se mos-
treos da sua part* justos para.com os seus dis-
cpulos. Urna educagao desptica o legula la
pelo capricho indisporia os discpulos des-
gosta-los-a de suas ligues e nao servira se-
no para confundir em seu espirito as nogoes
de equidade. As pessoas de um carcter vio-
lento insolrido e inconstante de certo nao
sio proprias para formar o espirito e coraglo
da moeidade ; porque a educagao pede (locu-
ra sangue fro e mnis que ludo uina con-
ducta firmeeinalteravel. Releva que o me-
nino conhega por si mesmo a justiga dos cas-
tigos que Me sao impostos assim como das
recompensas, que se lhe outorgo : releva
que sinta a equidade e utilidade dos motivos
que determinan) o seu preceptor severidade,
ou ternura para com elle. Fin rigor injus-
to fa-lo-ia ter na conta de um tyranno o lioso
e as caricias fura de proposito serian, loma-
das por signal de fraqueza. Mui difficil e-
ducar bem a meninos que se consideran) al-
ternadamente alvo do mo humor de outrem
sem o haver merecido ou dascegas ternuras
de seus pais ou preceptores : em taes mos
o seu espirito nunca toma oslabilidade algu-
ma. Esta a razao por q' as mulheres sao de or-
dinario pouco capazas de educar os fillios; isto
porque sendo ellas cm grande parle domi-
nadas de um humor inconstante e ligero .
nao sao aptas para inspirara meninos prin-
cipios constantes, proprios para regular uni-
formemente o aysteoia da vida.
Urna educagao desleixada deixa nos homens
impresses ndeleveis. Desde os mais verdes
anuos 4 mister luclar contra as paixoes, cott
Ira os vicios e defeilos ou para impedidos
que nasgam ou para refrea-los. Especial-
mente nos lilhos dos Prinflipesje dos Grandes
eumpre declarar guerra ao orgulho ; IDpe-
dindo que entre em seu corago aquello des-
preso insultador da miseria e indigencia c
aquella vaidade que ordinariamente costu-
mam inspirar-Ibes desde a infancia : mister
pelo contrario fazer-lhes conbecer a preciso
que lim desses homens que a opulencia e
grandeza sem despresar, e avesa-lo;a (lac-
lar com bondade a todo aquello que trabalha,
quer para satisfacer as precisoes dos grandes,
ijucrpara Ibes subministrar rs com modos e
prazeres da vida. Assim formados os discpu-
los lornar-se-iam justos respeilariam as
pessoas uteis serian) reconhecidos para com
osen trabalho, e conhecejami que aquello
que cultiva a Ierra e o artistas.'io bomena mais
interessanles e necessatios a seus Concida-
dSos. e pirconsequcncia mais esTimaveis do
que cortos nobres orgulhosos imitis o nialfa-
z.ijos
Di-st'aite repiimindo o educador O OrgaJhu
em o seu discpulo c fazendo-lhe conheccr
a preciso continua que tem dessfl Homens ,
que lhcs parecem mais abjeetos far naaeer
tielles a sensibilidade (ao conforme ao espiri-
to da Religio e da Moral e que ,'> urna dis-
~N
posicao preciosa na vida social, c aveza-Io I e
a ni1 Tfssar-se pela surte to infi-liz cujos
Lrabalbos lao oecessariqs sao sua felicidade:
cultivar nelles aquella benevolencia teinae
humana que da movimenlo a um coincio
bem fondado apresentando a seus ollios o
qaadro das miserias de outrem conduzi-lo-
ha ao meos Bom o pensament choca do
pobre ou visinho, ao leito dos enfermos o
lhe mostrar mudamente a miseria ele lanos
hr.mens uteis que torneados de suas cor:s
temadas lamidas, soln ni privoQao de ttiilo
para fazer que gosem os ricos das comiuo I i
dadesda vida : fa lo-ha rellectir sobre as des-
graeas innumeraveis sob que gemetn lau-
tos mortaes seus smiHiantcs moslrando-lh.i
especialmente iquelles que baquearam na
miseria aos golpes de urna fortuna adversa,
o rellexi-mand que a csse golpes lodos esta-
mos SU jeitos e que nao da estado que nao
possa ter sua victima innocente.
Deste modo o discpulo nao ^cvii tentado a
ensoberbecer-te do suasorio ventajosa pro-
var trson timen lo da compaix'io senlira en)
sen coraco as magoas dos nfelizes lera en-
tranhavel satsfaco de se ver em estado le
os poder soccorrer, gosar do doce pruzer da
beneiiceneia vfefi correr lagrimas degrali
dao e consolar-seda de as haver merecido ;
conhecer finalmente que a verdadeira vanta-
gem que pode ter um homem a respeilo do
otitro consiste nicamente em pode-lo fazer
feliz ou ao menos alliviar-lhe os seus males.
Poneos sao os pais e poneos o meslres que
sejam prvidos das qualidades necessarias para
bem ulucara moeidade. Os fjii" s' cncarre-
gam desla tarefa Importante alem da sc-
encia o tlenlos necessirios deverao conbe-
cer o homem estudar o carcter, as facili-
dades e inelinngOes dos discpulos que perten-
dem formar. A experiencia mostea que ncm
lodosos meninos tem as mesmosdisposigocs
naturaes, nao sendo semprc azados para a-
qulo que os querem fazer. Pare que pois
atormentar e punir um menino a quem a na
tureza ha negado a actividad* a penetraeao .
memoria e. quasi a possibilidade de dar a
devida allengao aos objeclos que se lhe apre-
sentam ? A violencia o rigor e os castigos
repetidos sero por ventura meios proprios
para excitar o amor lio esludo naquelles que
naturalmente nao tem disposigo para isso?
A (locura, a paciencia a persuagfto, a in-
dulgencia as boas maneiras sao para anga-
riar moeidade me ios mais seguros do que
a colera o dureza, "le q' s se d ve langar mo
para aquell'S mancebos que por prijjuiga e
Jesleixo nao querem fazer uso das dUposb0es
e facilidades do seu espirito.
Ijm dos maiores defeilos da.educagao or-
dinaria ser desptica humiliadora e ca-
paz de opprimir os mais poderosos recursos
da alma. Muitos pais e mostrea nao fallam
aos meninos senfio como a escravos e lem
por colisa indecente sua dignidade o racio-
cinar com elles o epor-lhes os motivos de
seus preceitos o fazer-lhes conhecer equi-
dade o nleresse que os mesmos meninos
lem em so Ihes cruzar. Esta educagao servil
nao pule f.izcr sonfio aulmatos privados do
razao ignorantes de todos os principios ,
semprc incertos o fluctan tes incapazes de
julgar por si mesm >s de consa alguma c
guiados toda a sua vida por habito e aulbo-
ridade.
A grande arle 9o educar a mocidado con-
siste cm saber compadeoer-se da fraqueza da
lenia dade, em ageitar-se por assim dizer,
a ella em Baber tirar aos preceitos- ludo que
riles ti ai de fastidioso c austero concillando
lest'arto a amizade dos discpulos. Rejera
que raciocine ocom elles quem.es qiizer
tornar entes razoaveis que cunea os enga-
ri a lim ucito na certeza de que tuna oilucago des-
ptica nao pude I' linar seno tolos ou mal-
vados.
Para tornar virtuosa urna nago mister
que a Moral seja o lim principal de todas as
-ciencias que. si esnam moeidade por
isso que todas a seu iudo devem contribuir
para fazer os homens justos humanos so-
("iaveis e benficos a seus simldanlcs. ARe-
ligiao o mais solido fundamento da Moral:
o pnmeiro eus:no que releva dar aos meni-
nos a qual llii s inculca ossas mesmas vir-
tudes ordena las pelo Auldor da nalurezalo
bom e benfico para comnosco. A Historia
deve ensinar-llies os lerriveis ell'eitos que Mo
produ/ido sobre aterra as paixoes desregra-
das c os di'scjqs dos homens immoraes ; a
Jurisprudencia as regras esl ib decidas para a
admmistragio da Justiga e conservagao da
paz na Sociedade. I n i- da Naturezn o
das (i.ules devo redara condirta reciproca
dasNagoos. A Poltica abran ge u conjieci-
ii:cno dos deveres mutuos que Juram os sobe-
/


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r.,nos entre si.* A Physiea a Medicina, a
flivinica t Mecnica a Aslronomia a
piiilosnphia a Floquoncia &c. &c. todos
oSr no Iciii sor fu Jados seno no bem que pro-
(|n/..ina(is homens. As Arlos as Manufac-
turas a Agricultura o Commercio e outras
.in,l.-.;y>s subministran ao povo mil m ios de
subsistencia c o habilitan! a grangear for-
tuna honfista eontribuindo com islo mesmo
.,n,;i (, 1) ni da Sociojado. A moral p nlat'to
cviJeitemente im de todas as '.ciencias; ella
/ o vinculo que une a sociedade ; ella obliga a
suas leis a todos os homens que querem ser
felizos. Cuida em ser utd a teussimilliantes
sequeros ser sempro feliz : eis a grande
mxima que a educaco rio accordo com
,1 Moral devo cnsinar a todos os homens.
( O Ilocreio.)
. coitnnn DE TOLUOS-
Os ditos efeitos memoraveis do Sr. D. Pe-
dro IV pedio s per si uin Valerio Mximo,--
e lstima que alguma hbil penna os nao
va colligindo em quanto o lempo os nao con-
som ou altera, como em laes cousas o coslu-
ma. Do um seu dicto que tanto lh hon-
ra o juizo como o eoraoo taremos nos lem-
branca pida julgarmos proveitosa na actual
conjunclura. Convdou-o certo lavrador,
proprielario rico do Riba tejo 6 dono de
grandes manadas paro assislir em Villa Tran-
ca a urna corrida de novilhos que se prepa-
rava apparatosa.
Meu amigo, Ihe respondeu o principe
philosopho e Huimano convi Ic-me para
ir vSr os seus novilhos lavrar as suas tc--
rus e esleja certo de que Ihe nao bei de
a l faltar como agora fago. O lavrador,
farpeado ao vivo por to desla mao nunca
Oais voltou ao ataque.
).M FHANTASMA.
Tiisleo sair do mundo, porm mais
triste o voltar a elle ; vir ser dbjecto de ter-
ror e horror a conhecidos e desconhecidos ,
a inimigos eat aos do quem mais se foi ,
esedeveu ser amado : eisaqui o porque
d'onlre tantos que deixo a vida lo pou-
cos reapparecem ? e nenhum delles sem for-
lissima razio. Para provar esta derradeira
clausula, ahi eslo quantas historias de phan-
tasma ando armazenadas pelas memorias das
velhas do to.las as trras grandes o pequeas
Sendo nmito para notar que d'enlre quan-
los motivos imaginaveis podero obligar
espirito a tornar c sempre o muiscom-
mum tem sido o dinheiro : aqu vinha
Cal i indo urna dissortagao sobre a omnipoten-
cia do dinlieird, a qual cu por militas razos
nao quero hoje fazer: deixemos o nosso di-
nheiro l onde jaz e nao tornemos a fallar
delie, que por ser defuncto que no ha de c
voltar, nao tet que fazer com a nossa historia.
Ora pela nossa historia, que nao sei lon-
ga, idea ver que a inda apparecem .dounctos;
e Iv.m como antigamenlo obrigados nao
por conjuros de feiliceras mas pela magia
do dinheiro.
II avia dous dias que o prior de Marvo .
fallecido entre risadas aos ps da forca c
Mallos Lobo laboriosamente estrangulado
no alio della jaziao o primeiro no Cerni-
terio de S, Joo o segundo sobre a mesa
phrenlogica do Hospital de S. Jos : era
chegada a hora da mea noilc de 10 para
1 7 de Al.'-il j nao havia la ; as estrellas es-
tavao quasi todas empana !ns de um vn
orvlhoso ; as ras desertas ; os solitarios
lampinos desconnados ; is sentinellas abor-
ri las. Su havia alegras deviso ellas de es-
tar pelas casas fechadas hermticamente. Al-
gn* pasaos que d longe em longo resoavo
pelas raicillas acordarlo os impacientes la-
dridos dos ees que ci.to pareciao os ni-
co.; s'.'iilioivs da eidade desamparada 5 ess\>
pajoa distantes e apressados aflirmariois qu>
o iiq gua va n.Mi o amor nem a amisade .
11'ni opiaz-r, nem cousa alguma das que
onfoitigo a vida mas que fio porta ou do
boticario ou do medico, ou da parteira ou
di prior <, implorar socenrro ; em summa
qu era urna duquollas nuiles azingas que
nrocm a alai 1 como esperanzosa llr das
v.tilias o fazem os nevoeiros ; e em que de
qualquer objecto com que se encaro a natu-
re/a (para me servir da cxprcsso/le um
poeta 1 nosoarelra urna fealdade ; neslas ho-
ras qu Polos n, os filhos de Ado baveoo
amargado o mundo se nos desfigura coim>
um grande panno de Anas visto pido avesso;
o iles 11I10 gota! la est mas as roces a
; o a vria desapparecer.10 : as raias entre
o s3r e o liada en're a exislcneia e a mor-
le coinojque se psgi o scepticismo c6a
parto do M'U gelo pela razan ; o demonio do
Mlicidio Ijaija peanle us ojos d vontale
como um trasgo ao luar,. e as cancellas qu-
sepa rao osle do outro mundo parecem arrom-
badas e por ellas franca a passagem assiin pa-
ra ir como para vir. Foi pois em tal noile
e hora \ hora duodcima quando os gal-
los como crmile's em costas de sena ou
como os pensamentos dos nannra los se pr'-
vocAo e se respondetn ; que passav.lo pe-
lo Caes do Tojo da boa-Vista logar do pat-
bulo dous algarves um rapa* e um vdiio;
linhio seroado n'uma taberna da Alfama e
recolhiAo-sea pernoitar no seu barco, um dos
mu los que negrejavo cnleirados contri a
praia { v ideal aquello viver aquelle volar
e dormir de um barquero: -hivemos d fiznr
delle um da um con I o phantaslico moda
do Hoffmann) Chogados perto d'onde a loica
fura substituida por urna alta e escarpada
mJa do pinho n.lo podero ahster-se de
alear solhos para aquelle gigante vegetal ,
fadado a sustentar com pSo cosido as turbas,
ahi posto no proprio sitio em que tres 111a-
deiros seus prenles, havio dado s mes-
mas turbas o paslo de ramo humaba l'a
nem el circenses nao odisserao ellos mas
talvez pensaro alguma cousa semilhinle
( porque ninguem adivinha o que Dos
pode prtr do pensamenlo em cada cabo^a )
quando, d'entre o negro das ramas no ci-
mo da mda virio dispontar c < roscer um
phantasma brancodemui descompacada al-
tura; benzem-se, esconjuro-se e procu-
rando baldadamente arrancar da voz para
da parte de Dos Ihe requererom quem soja ,
o a que venha a visao Ibes acea impe-
riosamente que se aproximen!; vendo que o
terror os detinha immoveis, alca 11ra longo
braca contra o Ceo como quem para os ten-
der atiesta podero 6 cimeca a descor com
passo eheioe firmo do sen oscuro tlirono pa-
ra encontra los ; o pavo- quo Ih'as lolhdra
Ibes desata as forcas para fiiqir ; o fugindo .
e gritando cada uro para sua parte desap-
parecem ; deilo ao spoctro senhorear s-
sinho o seu camjio d'on le qu^lle sbito
alarido duas ou tres pessoas mais que por
ahi perto a mesma hora passavao. arre
batarao igualmente a fuga para espilharem
depois com suas relag^s por entre o povo es-
ta noticia correcta e augmenta la segundo
o eslylo.
Por mil modos incompativeis nos tem ella
ja vindo ao conhecimento : --- segundo uns .
o phantasma era o prior de Marvo o eslava
ajoelhadc d ihAns postas e cabera balsa 5 se-
gundo oulros era o padoconte que volteava
n'uma imagem de forca com grandes movi-
Dticntos, como aflVonlado sob o peso de um
carrasco invisivel : qual alirma que o- olhos
da sombra resplandecio como brazas e um
granito circulo de fogo a/ul a abrangfa ; qual
teima que cstava metlida em um nicho ou
bruteseo de nuvem negra 5 este encarece o
dolorido o afibgado de seus gemidos, aquel-
le-, o profundo do seu silencio. Narrar
os delirios da plebe crdula 6 eserever u;n ca-
pitulo da historia o um capitulo precioso.
Do que temos dito nenhuma ontra satisfaeo
daremos aos ciladores do Calador ; e aos phi-
losophos do Diccionario philosophico.
1 Mas qu'*m era em realidad o 1 que vinha
all aquella phantasma ? --- Era segundo se
ere uo sem verosimillianca algum con-
trabandista ; eso tinha por lim despejar dos
'guardas da All'andega aquella praia ; nao
para orar ou pedir sufragios mas para
nos regalar ao outro dia com alguns arralis
de rap bom por um prego inferior ao de
b040 res.
Antonio Filicano de .asiduo.
GOMJELB09 no I1E1 DE PBUS8IA FRKDEBICO
Gl'rLHBItHE III. Kl! I'II.IIO.
Sua mageslade eirei dirigiu a carta seguinte
ao conselho rfos ministros ;
Mando que se publiquen dous documen-
tos prwftzos que conforme a vonlado do
finado rei Meu Augusto Pai e Soberano,
Me foram entregues no dia do sua morto. lis-
tos dous documentos um dos quaos lew por
epgrafe es Minhas ultimas vonlades= e 011-
tro'comeca por estas palavras : = Es tu ,
non caro" Fiv.|erico = sao datados do 1. de
Dozembro de 1827 o escriptos por seu pro-
prio nunlir ,'-B" re esso hroe de nossa
grande pou. ,-,". .. -' ****$*
paz ao lado daqu 'IM que lano u-
meu povo comigo a misorioonli de Dos, e
peca-lbe a manutencao da paz esse precioso
thsouro que o augusto del'unelo nos adqui-
iu com tanto rusto e quo souba conservar
com tanta facildado S-i esse lliesouro viesse
a p>rigar(do que Dos nos guarde), estou
corto de que assim como 0 sou pOVO SS le-
v.uitou sua voz, tambem minba so te-
vniitaria o nvu povo como un s liomom.
cn digno 6 um tal povo de ouvir as palavras
roa 's que se Sftguom e BS99 rnosnn povo
ver que eu no poda asdgnahr o principio
do nvu fenado por arlo mais bollo lo que
publican lo o -Jgulnte do?umerftb. = Sans-
Souci, em 17 de Jmih) d 18 lo == Fre lenco
Guilhernio.
Minhas ultimis vontades. Qnando w
minnas u'.lio.iis vontados aqui escriptas .
chegarem ao con'ecini'ni) d m-us queridos
lios de minha cara Augu.-li e de nicus
amados prenles. i n"n ser.d conta lo no nu-
mero dos vivos. P.aza a Deas quo enti'io
vista do preceito que tio conhecido Ihes :
Pe risa i naqudles que j n'io existem
ponsem lamhni em niim com saudade Dos
seja para mim um Juiz Misericordioso c Cle-
mente o receba o meu espirito que en-
trego em suas mos. Sim Pai celeste, en
trogo o meo espirito '-m tu as nulos. Tunos
reunirs todos dem do tmulo. Oxalii em
(na cra^a nos julgiies dignos desse favor ,
por Jezus Crislo ton caro (i I lio n"S dor Amen Km sua (dorna sabedoria qui/
Dos que eu patease por acerbas e dolorosas
provas nao s em minhas reinetas pessoaes,
quando, ha 17 annos me privn do que
tinha de mais caro no mun lo como tambem
nos acontecimentos de que foi victima a mi-
nha querida patria. Porm em recom-
pensa esse D-'os ebeio de bmdade gra-
pas eternas Ihe sejam rendidas permitiu que
eu fessa espectador de nconlecmentos conso-
ladores 6 Caros a meu coraco. lvn primeiro
losar vem as gloriosas guerras de ISI. !Sl I
sos o lea 'S e subditos obed'entes. Amen.
Derlin em ].' de Dozembro de 1827.=
Frederico Guilh 'rmo. (Constutionnel.)
fDia'rio do Ciovcrno.)
COMMERCIO.
l8lo, s quaes a patria devo a sua reslau-
raco. Os oulros sucessos que me commo-
vem ocoraco sao o amor que me tem nviis
filhos queridos os beneficios de que Deosos
eneheu e cm lim n felici lado preciosa e
inesperada de eu graess Providencia ,
adiar ainda na decadencia dos annos urna
companheira ,quedver meu citar publica-
monte como um modelo do amor lerno c
-fiel. ;
Don os meus sincerse derradeiros agraile-
cimentos aquellos que com lid-didade e ta-
lento me setviram e ao oitado. Don igoal-
menteos meus sinceros e derraderos agrado-
cimentns a lodos os que me mostraran sen
tmenlos do amor idelidado e dedicaoio
pessoal. Pe nio a lodosos meus inimigos ,
al aquellos que, por discursos, escriptos ,
ou fictos acmlomente desfigurados procura-
ren), gracasa Dos, militas vezes mas de-
bal le tirar-me a conli inca do, meu povo ,
qua o thesouro mais precioso que ptssno.
Berln, em o 1. de Dezembro de 1827.=
Fie lerico Guilherme.
E'S tu meu caro Frederico que carre-
jas agora com o peso dos negocios pblicos .
e de sua lerrivol responsabilidade. O logar
que al agora leus oceupado para isso le dis-
poz mais do que a oulros muitos herdeiros de
qualquT corda. A ti pertence Jnstifiear as
minhas esperanzas e da patria. Tetis prin-
cipise senlimentns sao um penhor de que
has de ser o pai de teus subditos. Guarda-te
jessa mana de innovac/ies que so tem tor-
nado universal: guarda-te dessas numerosas
tbeoiias.actualmente existentes, que se nao
pod mi por em pratica 5 po-m guarda-te tam-
bem de rair em outro excesso que podena
sor igualmente funesto. quero dizer, do um
air.or exclusivo s inslluicoes antigs. E-
vitando esses dous extremos que peders
fazer melhoramentos v.-rdadeiramonle otis.
0 oxorcitocsl perfeitamenle organisado ; (iz
o que delle esperava tanto na paz como na
-liona. Queira Dos que ello nao perca nun-
ca de vista a sua alia missao Queira Dos
que-a patria nunca se esqueca do que Ihe e
devedora F.ize quanto do ti depender ,
para estar em boa intelligoncia com as poten-
rias europeas. Oxal a Prnssia Austria, c
Pinssia se conservem sempre unidas Tal 11-
nio a salvaguarda da paz ou ranea. Meus
olidos (iilM>S me cio a suavewrisolacao do
n ruiro por umacoiiducli
|ioi, wiiimv.i-"|......1.....----- ---l^ln'iiir*
rada ecuja lembranea se conservara sem- q.-,..- -" ..........
re viva. Praza a Dos, Senhor sobe/aito til, activa, pruno,.*.-.
los corae/Sos une esse amor-lo povo, que
mslcnlou a Frederico Guilherme III nos dias
de perigo que Ihe aformosearam os annos
la velhice e sdocaram as ama 'guras da m -rte,
s de seiiie!.i!t" proop.iimmn e. ivr. -
den) esperar os bon 'iicios ilo 1 wi I
oonsoladora suavisara meus uernwoir aae-
uviit s. Heos proteja c anev"o Cira \*
tria Abencoc-lc, raen iiitio, a teuret-|
ALFANDEGA.
llendim nto do dia 20 do Agosto ;i:rfi,3i870
DSSCARnBGAd lloJF. 21 DE AGOSTO.
Brigue Brasileiro =Triumpfio Americano =
Diversas mercadorias; todo o carrega-
iiionlo.
Brigue Portiiguez = S. Domingos =: Vnho ,
vinagre azeile, carnes, e miudezas.
Rriguo Francez = Armori.jue =rz Fazendas.
Itarca Ingleza = Clisa Johnston= sabo.
EXIMIi'l \o\h.
Con fe r i rao durante a semana iluda as se
guintOS emharcaoes :
Monto Vdeo = llague Sardo Maria l(0
barricas de assucar til pipas do agoa-
ardente 700 libras de doce geno-
ros milldoS e gasto 2l8,f000, vakr
Rs. .'i:07-2.089.
Porto = Rriguo Porluguez Primavera, 07
caixas, Vilo barricas assucar, 530 cou-
ros salgados, 108 libras do doce,
i l|-2 alquciivs del uin I a demandioea,
200 pa)u*s de nunaes, -2-2 i meM de
vaqueta G quintaos de tatajubt ,
1H)>.)T)0 res moeda gneros mindos
e gasto 30i).)08.'i, valor 12:r;i0,>'79
res.
Cana! por Maceio = Brigue Dinamarquez
Milita 84 caixas 2fexose98 birri-
cas de assucar, gasto 29.C200 valor
reis :7.V>,>878.
Porto = Barca Portugueza Tentadora, 6 sac-
ras algodao loO caixas o fexos 856
barricas e 2 caras assucar, 27 1 2 al*
queires de arroz Gol couros salga-
dos 8:893 chil'res, 560 libras de do-
ce i2 1|2 alqueires de farinha de
mandioca, 12 tabeas d'amarello, 1:290
meios sola e vaquetas 6 1|2 quin-
taos lata juba, (>28ji640 rs. aa moeda,
gneros miudos c gasto 90oji9l0, va-
lor rs. 50:757j81 i.
Barcelona = Polaca llespanhola Ceres 720
saccas ulgodo, generu$ miiido e gas-
to 193*920, valor rs. S5:SI0ji479.
Macei = Rrigue Inglcz Fany a mesma
carga qno tronce.
p. u. A Barca Portugueza Tentadora,
nao pagou o direito d'ancoragem por con-
duzir da Porto mais de 100 Colonos !
PXAQ.1 00 RECIFE 20 l)K AGOSTO DE 4812.
Revista Mercantil.
Cambio =3 Sobre Londres ouve urna peque-
a transaco a 2o d. por 1*000, e
continua nominal.
Algo lo = As entradas tem augmentado e
partidas escolhidas valcm t 6,200 a
arroba.
Assucar = FizerSo-se pequeas vendas a
C00 sobre o ferro, e os vendedores pe-
dem Gf)0.
Couro = Continu8o a sor offerecdos 1 145
res a libra.
Azeitc doce = Vendeo-se a 2,>500 o galo.
Bacalho = dem de G:500 a 8000 a barri-
,ca conforme a qualidade eo deposi-
to anda por 3200 barricas.
Bolaxinha = dem a 4:000 a barrica.
Carne secca = ldem de 1200 a 2200 a 3 ,
tendo entrado dous carregamenlosde-
pois da ultima revista subi o dep-si-
to a35000 ,.
Farinha de trign Cliegou o Globe de Phi-
ladellia com 20GO barricas das quae
parte .segu para o Rio de Janeiro : As
vendas da nova tem-se frito a tt
e da velha a l7.>000.
Manteiga = Da Franccza venderio-se algn-
mas partidas a 510 reis a libra o da
Ingleza de 560 a 800 res.
Vnho tinto = O do Lisboa da marca PRR
vendeo-se a l22,v a pipa e ha falla.
II V LVI E N T 0 DO PORTO.
PHVtOS SAH )D0S NO D)A 19.
- rpooi. Marca lianburgueza Pilol,Capilio
. M. Peicrzcu \ com a mesma carga, que
. *A! ue val l'araizu.
toa raibsao ao i.overno a Kscuna de Guer-
. -sasi-ira impute i.ommandanle oprimei-
,, -.- --ue -ascos Jos Kvangelhta.
:iHJS no WA 0.
rio te ^M*ro : >atacno Am?r.cano Ariel,
i.ap. shii o. fcragg, com o r> slo dacar-


4
M. -.'*- .
A Escuna Brasileira Lebre que tinha Saludo
honlcm a meia noute entrou boje as 2 ho-
ras tarde.
EDI TAL.
Vicente Thomaz Piros de Fi-;ueiredo Clamar"
go Inspector d'Alfandega &C.
Faz saber que no dia 2i do corrente mez ,
se hade arrematar era hasta publica ao meio
dia na porta da mesma as mercadorias abaixo
des na dispozigo do artigo 272 do rogulamento ,
e por isso j anunciadas por cdital de 50
dias.
Cinco pecas de cobro, 5 bancos de madeira
marra M. E. consignado a AtTonco Sanie Mar-
tin vindo no Brigue Francez Genie, entrado
eni 12 de Junho di: !'."! avahado tudo em
30ji r.s. sendo a arremtatelo livredc direito.
Alfandega 19 de Agosto de 1812.
V. T. P. de F. Camargo.
AVISOS DIVERSOS.
tsr A viuva de Joze Antonio Maia faz sci-
ente aos credores de scu cazal que tendo a
commisso procedido ao balanciamento da
casa, roga aos mesmos de compareoerem bo-
je 22 do corrente pelas 10 horas Ja manh no
terceiro andar do sobrado D. 4 na ra do
Rozario larga vindo munidos do suas com-
peten!'S coritas.
tsr Gaudino Agostinho le Barros des-
pedio no dia 18 do corrente mez ao scu cai-
xeiro Joat]tiim dos Santos e Souza.
tsr Aluga-se urna preta para o servico de
urna casi de pouca familia; quem tiver an-
nuncie.
ULULAS VEGETAES E UNIVERS.VES AMERICANAS.
Estas pilulas j bem condecidas pelas gran-
des curas que lem feito nao requeren) nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo to simples que n;lo fazem mal a
mais tenra crianca : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purilico o sangue ,
augmento as secregoes em geral : tomadas ,
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipacao depois de sua
operaco como quase todos os purgantes fa-
'/em e por serem mui facis a tomar e nao
tausarem incommodo nenhum. O nico de-
posito dellas cm casa de D. Knolh agen-
te do autbor: na ra da (Iruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre prelo.
tsr Roga-se a pessoa que se achar de pos-
sede urna carta trazendo dentro da mesma
umaencomenda vinda do Maranho em Mar-
godo corrente para Raimundo Joze Almei-
da Couceiro queira dirigir-se ao Mondego
fabrica do Rape', ou annuncie sua morada ,
que se lhe licar obligado.
tsr Perdeo-se huma chave de cofre; quem
a tiver adiado e a levar na ra da Cadeia ve-
Iha no primeiro andar da casa N. 54, ser
bem recempengado.
tsr 0 abaixo assignado avisa as 'pessoas
que lem pinhore* em seu poder haja de os
ir remir da data deste a 8 dias, alias passar
a vende-los para seu pagamento ; por isso
que muito mal chego para o principal, e com
osle ja tem sido avisados por algumas 4 vezes,
a mais de unanno o declaro mais que este
he o ultimo annuncio e para que se nao
chamem a ignorancia faz o presente annun-
cio. =: Herolao Joze de Fre tas.
tsr Da-se 100.* a premio de 2 por con lo
eoin hypotbeca cm urna escrava icando el-
la cm poder do hypothecante pagando todos
os mezes o importe dos dias da escrava : an-
nuncie.
tsr Aluga-se um escravo que tenha prati-
ca de padaria : na ra Dircita padaria D. 13,
sobrado de 5 andares.
tsr Precisa-se de um pequeo que tenha
chegado a pouco lempo para caixeiro : na
ra da Guia D. 10.
tsr Troca-se cobre por sedulas com 2
por cinto de descont : na ra dos Quarteis
D. 5.
tsr Quem precisar de urna parda para
ama de caza de homem solteiro ou de pou-
ca familia, dirija-so a ra dasenzala velha do
bairro do Recite n. 55.
tsr Quem annunciou querer comprar urna
prensa do copiar carias dirija-so a ra do
Vigario n. I">.
tsr Lcmbra-se aoSr, C. J. V. F. P. quei-
ra mandar pffgar os 30,* que pedio empresta-
do em tt de Agosto na ra do Vigario n. 18
familia com quintal ; a tratar no pateo do
Carmo caza de Gabriel Antonio.
COLEGIO DA s CBl'Z.
Aula da Lingoa Franceza.
Esta aula he actualmente regida por Mr.
Charles Tourquais no impedimento de Mr.
Francote Chahriilao.
Nao obstante ter sido ja publicado n'este
Diario n. 89 a lista das aulas dVste Collegio
rom os riomvs ile seus respectivos professores,
continan) otada cortos Agentes a espalhar
por entre os incautos que o Collogin nao lem
professores. = E' forle teima E' grande fal-
la de sentimentos nobres e generosos Como
se mente 18o desfasadamente ? E como ha
gente to pobre d'espirilo que nao penetra
as artimanhas nem com prebende o fina pro-
posto de taes Agentes, seductores eallicisa-
dores ?
O Collegio olTerece 21 aulas; d'estas acham-
se em exereicio onze.
O estabelecimento conta apenas dous annos
e 7 mezes do duraco. = Quem ha ahi tSo
falto de senso eommum que nao compre-
benda que he impossivcl em to curto espaco
de tem po preparar alumnos para requer lar to-
das as aulas ? Principalmente de Philosofia,
Historia natural Rhetorica, Commercio&c.
SlO, = Salvo se quisermos admiltir o absurdo
de que se pode aprender latim em 3 mezes ,
geometra em lo dias, philosopia n'um mez,
et sio de celeris.
No Collegio S. Cruz n5o se admiti este
absurdo nem outro similhante qual he o
frequentar um alumno 4 ou 5 aulas por dia.
= Deus sabe quanto cusa dar-se conta de
duas !
Finalmente o Collegio lem sido e conti-
nua ser patento nao" s aos dignos paes dos
alumnos mas tambem a quaesquer pessoas
de prohidade que o queira visitar : portan-
te qualquer Chele de familia que acredi-
tar e apoiar os dicterios e as ves queixas de
rapazes c que sem criterio prestar attenco
as informarnos o artimanhas'los antagonistas
do Collegio, mostrar que nao tem bom sen-
so ; porque tendo o Collegio franco para
poder ver e conhecer as cousas de perto e
intormar-se per si mesmo entrega-se dis-
crieo de pessoas que se empenho em il-
luiliro engaar, para levaren) a cabo seus
disignios sinistros.
A direcco assim como nSo se tem poupa-
do a inoommodos a vigilias ea despezas ,
para por o Collegio no p de grandeza em
que boje se acha, tanto, quanto opermittem os
recursos, que o paiz oorece ; assim tam
hem lhe nao faltar animo e coragem para
encarar e desvanecer as intrigas de seus vis
antagonistas que incapazes de produzir coli-
sa til cuidam ter forras, para destruir com
a arma da srdida e infame intriga nm esta-
beleeimenlo ja to acreditado, e cuja esla-
belidade desejam todos as pesoas que sabem
pensar, ss 'araestas he que a directo ap-
pella ; para estas he que as portas do Cole-
gio se palenteam ; porque s estas sabem
apreciar a boa educo s estas sabem reco-
nhecer quanto merece o zeloso educador
wsr O Sr. Jozp Lourengo Gonsalves quei-
ra mandar a praca da Independencia loja de
livros n 37 e 58 procurar duas cartas vindas
de Campia Grande.
COMPRAS.
tsr O archivo popular estando limpo :
quem tiver annuncie.
tsr Para fora da provincia, mulatinhas .
crelas, e crelos de bonitas figuras de 13
a 20 annos e se pago bem agradando : na
ra da Cadeia do Recife n. 5 primeiro andar ,
das 9 as 4 da tarde.
tsr 40 a 60 enchameis de louro, de com-
primenlo de 23 a 24 palmos a 2ji cada um :
na ra do Vigario n. 7.
rio ; euma chamarra para urna pessoa baixa
o secca do corpo : na ra Nova D. 16.
. tsr. Urna preta do 50 annos para o ser-
vico de campo : na ra das larangeiras caza
que tem coxeira : ou na ra do Crespo Da-
cima 11.
tsr Vinho de Lisboa em barris-, por ca
nada a 1*200, e a garrafa a 180 : na ra da
Cadeia de S. Antonio armazem de assucar
refinado D. 4.
tsr Farinha de trigo da bem acreditada
marca SSSF : na prensa do Mendonca no for-
te do mattos.
Calima caza de taipa, na encruzilhada de
Rellem com commodos para familia, e com
armacafi e pertences para venda : a tratar na
Soledade confronto a entrada do beco que vai
para o Pombal.
tsr Urna escrava de meia dado, sem acha-
ques : na ra do Padre Florianno D, 8 ao pe'
do lampiafj.
ssr Espadas praliadns para ofliciaes : na
ra Nova loja de Joze Luiz Pereira.
tsr Urna loja com poucas fazendas no pti-
mo lugar da Pracinba do Livramenlo : urna
caza terrea com quintal, cacimba e portan,
a qual rende mensalmente 42^ ; e um caval-
lo grande e gordu bom para carro : na
Pracinba do Livramonto D. 23 lado da es-
cada.
nr Um cadeirinha em muito Inm uzo e
um novo e lindo bote proprio para deverli-
mento ou para bordo de alguma embaroa-
caO ludo por muito commodo prego : na
ra do Cctovello D. 30.
KT" Superiores charutos da Caxoeira che-
gados'ullimamenlo superiores aos de Ila-
vana : no attorro da Boa vista caza de lintu-
reiro D. 35.
tsr Farinha de mandioca de S. Calhari-
na e sacas de dous alquoires o meio do Rio,
a prego de 4*800 : na ra da Cadeia do Heci-
fe D. 58 e 59.
tsr Colecao das leis portuguezas ; Cont ,
Repertorio das leis extravasantes, e outros
livros de direito ; um pianno desencorduado
proprio para se consertar e aprender-se; urna
meza grande de advogado ; e um silha com
manta com pouco uzo : tpiem pretender an-
nuncie.
tsr Pascual Joze de Mello ; Processo Or-
fanologico por Carvalho obras completas de
Pereira o Souza Digesto Portugnez Doc-
trina das Aecoes por Corroa Telles Colle-
cao das Leis extravagantes desde a compil;*-
co Filipina albe o anno de 1822 em G v. ,
pelo Dezembargador Delgado um Indicador
de cambio Historia da Grecia Economa
Poltica por Joze Droz traduzido pelo Dr. Joao
de Dos e Silva 2 divros em branco un
guarda loutja de amarello envernisado urna
porcao de taboadode louro ja serrado, ludo
por preco commodo : no segundo andar do
sobrado da quina do beco do Ouvidor defron-
te do thealro de manha albe as 10 horas c
a tarde das 3 cm diante.
tsr I ma escrava boa bocclcra co/.inhei-
moea que saiba ongommar e coztahar, urna
mulalinho de 10 annos : na pracinlia do Li-
vrainniento D. 21 loja de Jozo Joaquim da
Costa
SS" Duas moradas de casas na estrada do
Remodio urna de pedra ocal o outra do
taipa: a tratar com Miguel Crrete de Miran-
da no mesmo Irisar'.
SC R A V OS F U G IDOS.
tsr No da 29 de Julbo p. p. indo a Cida-
JedeOmda, desapareceo o escravo Sehns-
io. de naco cassange; o tem os signaos se-
gundes bem prelo do 50 annos pouco
mais ou menos ; pouca barba olhos verme-
Ibos denles alvos o perfeitos, um carleo que
parece lobinho sobre o bracoesquerdo da par-
te de fora ps vollados um tanto para dentro ,
o tem a perua dircita ebeia de cicalrzes pro-
venenles de sarnas cosluma embebedar-se ;
quem o pegar leve na ra do Jardiin caza do
mesmo nome que" se pagarao as despezas,
que so liverem feilo.
t^* Fugio urna negra de nome Anna, creo-
la do Sei to, gorda, baixa, com vestido de chi-
ta azul e ferro ao pescoeo por ter fgido
mais vezes ; quem a pegar leve ao cscriptorio
de Lenoir PugettVv C. na ra da Cruz n. 5.
VENDAS.
tsr Lma propriedade com meia legoa de
torra em quadro com maltas de tirar ma-
d'.'ii as de conslrurjo, e canoas situada urna
legoa alem do rio de Unna na extrema de
L'nna e agoa prela cuja propriedade se ven-
de para pagamento doSnr. Elias dos Santos
Silva : quem a pretender dirija-sc a praca da
Independencia loja de livros que achara as
inlorrnaconns precisas
L~r l ma venda com os fundos do G00* ,
na rus da senzala velba defronte do beco do
Camplo e parede e meia ao barheiro : a tra-
tar na mesma.
t& Um oratorio grande proprio para se-
lebrar-se o sacrificio da Missa, com sua cm-
ra c ensaboadeira : na ra do Caldereiro
Decima 22.
tsr Superior tinta de escrovor a 580 rs.
a garrafa e sem a garrafa a 520 : na ra de
S. Rita Nova lado oposto a Igreja D. 17.
tsr Lm cavallo alazao maniendo : na
eslrada dos Afilelos no sitio da malarinera ,
antes de virar para a eslrada do Rozarinbo
do lado direito.
tsr Potassa da Rnssia em barris grandes o
pequeos por preco commodo : na ra da
Cruz D. 60.
ty* Cabos d< couro de 6 polegadase meia,
proprios para guindastes, por pretjo commo-
do : no trapiche da Companhia.
tsr lma negra crola de 26 annos com
urna cria de 7 annos, de bonita figura a
negra cozinba o ordinario lava de varrella,
e sabo e be boa quitandeira: na ra do Fa-
gurules D. 18.
C3~ Fidclis crelo do Maranbo refor-
jado retinto e barbado fugio no dia \\ do
Juliio p. p. consta andar acollado as imedia-
ces do Monti'iro ; da-se boa recompensa a
quem o aprehender e Irouxer a seu dono na
ra do Vigario I). 16.
tsr Fugio o negro Joao, no dia 5 de Julho,
naco caeange, estatura baixa, grosso do cor-
po, ps grossos e foveiros pelos lados e.pe-
los lornozelos um mais do que outro olhos
al'iiinassados com falla de uui a dous denles
de diante da parle de cima descona-se es-
tar em algum sitio trabulhanda por que
sabe plantar orlaliee : quem o pe;ar levo
a ra das Cruzes D 1 que ser- generoza-
mente ri'Componsado. ,
tsf No dia 1? do corrrento fugio ou furia-
rao da abaixo assignada um escravo de nome
Joao nm tanto bucal que aperas sabe di-
zer o nome de sua Senhora e mais algumas pa-
Iavras pouc o entelegivris he bastante alto ,
secco do corpo olhos grandes caheca com-
prida sem barba denles grandes na fronte ,
feio de rosto ps grandes levou vestido
caira de estopa o carniza de riscado verde
com trabados desapareceo do pe do arco do Uom
Jezus donde tinha bido comprar algumas cou-
zas para cazo o por esta raz&0", a abaixo as-
signada rega a todos as authoridades encarre-
gadas da polica o favor da sua aprelienso e
aos Srs capto e mostr de embercacilo o
favor de o nao rece be r a sen bordo assim co-
mo ao rezislo deste Porto a mais scropuloza
inda; aeao na sabida de canoas o jangadas ,
pote que a abaixo assignada est prompta a pa-
gar generosamente lo ia e qualquer despeza ,
na sua caza em lora de portas N. 207 de fron-
te do primeiro beco.=Lourenoa Maria da !>il-
va.
tsr Fugio po dia 4 de Julho p. p. pelas se-
to horas da noilc um escravo do nome Pa-
tricio crelo de vinfe edous anuos esta-
tura alta corpo proporcionado pelo, de
feicoes miudas o tem em urna das nios um
dedo que nao dobra sabio com calca e jaque-
la branca, porem poda ter mudado de roupa,
e trocado onome p.irano scrconhrcido; quem
o aprehender e lizer com que seja entregue
a Gaudino Agostinho de linios na pracinba
do Corpo Santo D 67 Holledlo recbela 50,?
de !,rrnlilic.ieao.
t^* J.muario Alexandrino da Silva Caneca
morador na ra do Liviamento sobrado D. 14,
faz sciente aos capiles de Campo e campi-
as que no dia 18 do corrente Agosto au-
zentou-se o scu escravo por nomo Demingos
de naco conp,o com os signaes seguintes: cal-
no primeiro andar. : potente commoda tudo de jalla em bom
tsr Aluga-se nina caza na Soledade ao p estado ; o tambem se troca urna Imagen) do
do Sr. Vieiracambista com commodos para Sr. Ciuxilicado contra de N. S. do Reza-
ga nova do estopa ( em folha ), carniza de al-
Uf*riCrli3 Ca}" aafig,1,,'.a.:|g"li'oznl'o; de 4o annos pouco mais, ou
menos, estatura baixa, no lto da cabega una
coroa pjr ofeito de pezos nos lados da lace
2 lirihas de carocinhos de carne marca da na-
gAo barbas somente no labio superior o
na pona da barba denles podres ps cnei-
os de cravos, que o obrigao a andar de vagar ,
bruto no fallar.
tsr Desapareceo no dia 15 do corrrenledo
sitia de- bebirib de baixo o escravo Joao
com os signaos seguintes : velbo ,.baixo ,
corpo proporcionado grossura po'rcm descar-
iso cose chao cozinba e lava
bem de sabo: na ra do Fagundes D 14 en-
trando da ribeira lado esquerdo.
tsr Taboadode pinho da suecia costado
costadinho, assualho e forro proprio para
cazas e fundos de barricas, de 1|2 polegada
a 5|4 de grossura ; remos de faia vergontas
de pinho e pregos ripais caixa.es e cabega
de pipa por pregs commmodos : no arma-
zem de Joze Antonio da Silva Van na no forte
do Mallos.
w* Urna canoa nova com 40 pilmos do
comprida c 4 menos um quaito de boca, ja
prompta, sendo de um s pao, muito pro-
pria para carregar una familia pote pega
em 16 pessoas : em fora do portas no esta-
leiro novo do Joaquim Antonio Rodrigues,
ao p do Pilar e junto ao tanque do agoa.
tsr \endc-sc ou troca-sc por urna negra
nado iev.iu vestido carniza e serote de al-
godao o runa pequea Irotixa supe-sc ter
sido seduzido por pesssoa daquele lugar;
quem o pegar leve ao paleo do Carmo venda
I). 5 que ser gratificado,
RECIFE NA TYP. DE M. F. E F.= 1842
. _


Full Text
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