Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04771


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de 1842.
Terca Feira Ifi
linio igra depende i)e aa ineamn
nucir
cultas.
, da nosss prudrnria minie rae,"< o e energa : ooa-
linoemos como principiamos e "renioa apon lados com admiracio entre ai Nsces ma.a
(Froclamaco da Asutnil'li'a Geral do Irazil.)
PARTIDAS DOS COR REOS TERRESTRES.
foUnns Faraiia e Jlmpranile do Norte, segundas sextas feiras.
Konito S Garanhun a O e 24-
Cabo Serinhaem Rio Fornioio Porto Cairo Marei
l'ajei'i 43. Sanio Ani.ni quintas feira*. Olinda todos o
e Alagoas no4. 44, e 21.
43 Se*. *
-ir fero. .
47 Qjart.
48 Quii, a
j9 Se*, a.
0 Sab.
_1 Dom.
DAS DA SEMANA.
Assnmpeiio de N. Seniora.
Roque F. Re. Aud do J. de D. da 4. T.
Monede M. Aud do J. ,1,. I), da 3. T.
Clara de Monta Falco V. Aud do juii de P. da 2.
e. Luia II. Aud. do J. de D. da 4.' t.
Bernarlo Ab Re. Aud. do J. de D. da 3. y.
I. Joaqun Poi de N Si a.
de Agosto, Anno XVIII. N- 175.
'* O Diario publioa-ae todas os dias que nlo forem Saafioado* : o |>r*fo da assifrnalura ha
1 de tres mil rei por quartel pagos adiantados. Oa annuncioa dos aasignanles s* inserido,
t' gratis e Os iltfsque o nao forem 4 raio de 80 icis por linha. As reclamarles deven er
dirigidas a esta Tj-pografia ra das Cruns I). 3, au a prifa da lndqiendenris bija de lisro
Numero 37 e 38.
CAMBIOS NO DA lT DE AGOSTO.
Cambio snkre I.Andrea '!.> nominal.
. Paria 3fi reia p. [raneo.
, > Lisboa 400 par 100 da pr,
Motda de cobre \ por 400 de descont.
Id.aa deletreada boas firmas le ale}.
Descont de bilh. da Alfandtga i a ]
saei.
compra venda.
Ocro- Moeda de 6,400 V. 4fi,l00
a V 40,00)
de 4,000
Palacoes
Peros Columnsres
dito Meaicanos
ni"'.
Pai*a
0,000
4,870
i,870
4,870
4 .OSO
40.900
40.400
9.200
1.8
1,890
1.890
4,?J
Prenmar do dia IC de Agosto.
4. a 0 horas a 30 m. de ansa.
2. a 0 loras e 54 m. da tarde.
PHASES DA I.UA NO MEZ DE AGOSTO.
La Nova a0-- t 0 horaa e ?! m, da tard
Quart. ereae. a 43 -- aa 3 horaa e 4 m. da manh:
La cheia a '20-- aallhoiai t 50 m. da lard.
Quart, niing. a 29 --s I horas e 30 m, da maoh.
Iil/IUIO |)E PEKNAMBU
KX.TEUOK.
FRANCA.
A dissoluco da Cmara o as prximas elci
c,es fornecem aos Jornacs de Londres occasi-
3o de recapitular os sorvicos que M. Guizot
t'.Tii feito nao Franca mas Inglaterra c
as outras potencias eslrangoras. Va sem di-
zer que todos exaltan a este respeilo o ta-
lento c as virtudes do chele do (iabineto de
21) deOutubro e pedem o triumfodos can-
didatos enfeudados poltica d'este grande
Ministro. Eis-aqui em que termos o Mor-
ning Posl entre outros formula a sua ad-
miraeo e os seus votos.
O Gabinete Soull-Guizot pojo (azor um
appello aos Collegios Eleitoraes de Franga e
convida-los a reunir-se em torno da bandeira
da paz, da ordem e da civilisago. Em IX o
M. Thiers esleve prestes a precipitar a Eu-
ropa n'iiina guerra arrojando o seu pai/. a
dumonstracot:s bellicosas que- elle nao teria
podido sustentar, M. Guizot no seu ace.es-
so ao poder tinha urna trela diflicl a euin-
prir. Tralava-se de fazer entrar de novo a
Franca na cual sao europea c de acalmaras
susceptibilidades ciosas das potencias. M.
Guizot colbeo ptimo resultado a este respei-
to sem embargo das declamaces banaese
exigentes da opposico ; e n'eslas circuns-
tancias o Ministro elevoti-se ao mais subido
ponto de celebridade pelo sou tacto por sua
coragem e pela sua habilidade. O Gabinete
leve conslantem -nte maioria em todas as ou-
tras quesles polticas e administrativas. El-
le so naufragou n'uma na da rateficaeflo do
tratado a respeilo do direilo de visita. M.
Guizot bem pudera ter-se retirado mas nos
lbe agradecemos por haver permanecido no
poder fazendo o maior sacrificio de quo era
capaz. Elle salvou assim o paiz da adminis-
trarlo do bomens sem principios taes como
M. Mole e M. Thiers. Desejamos cordial-
mente que o resultado das cleices correspon-
da expectago do Ministerio porque todos
os bomens sensatos devem fazer votos, pa-
ra que elle so conserve no poder. M. Gui-
zot tem a seu favor as sympathias de todos os
grandes estadistas conservadores da Europa.
Terremoto na Jl/ia de S. Domingos.
Os Jnrnaes tos Estados Unidos do 51 de
Maio e do primeirode Junbo chegados a Li-
verpool pelo Acadia con tem longos deta-
llies sobre um terremoto que no dia 7 de
Maio linha destruido quasi totalmente a ci-
dade do Cabo llaitiense c militas nutras Ci-
dades. Eis-aqni as particularidades que do
por extracto d'um jornal do Porto do Princi-
pe o Patriota de 11 ce Maio :
Foi a Cidade do Cabo Hatienso que
mais soffreo ; ella foi totalmente destruida.
Dizem que morrero dous lerdos dos seus
quinze mil habitantes. l!m excessivo calor,
espessas nuvens, que cobrio osouteiros vi.
zinbos e seguiio adirecQo do sudoeste ao
nordeste foro os precursores d'esla horr-
vel catstrofe.
( Alguns martimos conlo que os navios
que sa achavae ancorados sentirAo o abalo
ant:s de so perceber o das cazas o que pa-
reca indicar que o tremor de trra vinha do
Oeste.
No Porto do Principo experimentou-se
mu dislinctamcnte dous abalos. O primeiro
foi mais curto do quo o segundo que durou
perto de tres minutos. Todos os habitantes
sahio horrorizados do uaa casas e espa-
Ihavo-so pelas ras. Se dnrasse um pouco
mais o Porto do Principe teria sido tbealro
d'uin desastre igual ao de 1770, d'aquelle
liorrivel anno cuja lembranca assaltava ento
todos os espirilos. Ha poucas casas que nao
tenho solfrido. A fachada do paco do senado,
onde estayo gravadas as armas da JRepublica
destacou-se e parti se. O interior ficou intac-
to. No sabbado, segunda, e terc,a feira
ainda homo alguns alalos. Os habitantes
corrillo desesperados para urna e outra par-
to ; as mulhercs desmaiavilo. O lempo va-
riava do um modo extraordinario na se-
gunda feira, ora fa/.ia excessivo calor ora
ehova ora fa/.ia bom lempo e via-se de
poislodosossignacs precursores d'uma lem-
pestade. loia carta de S. Marcos annuncia
que esta cidade experimentou um violento
tremor de trra. Muitas casas Hcarao dam-
nificadas algumas deslruiJas, mas nin-
guem morreo.
Em Conaiven os abalos foro ainda mais
fortes. A maior parle das cazas foro derriba-
das. Rom peo ao mesmo lempo um inen-
dio, e nao havia urna s gota d'agoa na cida-
de. Todas as cazas que nao foro preza das
chammas soffrerao consideravelmente. A
igreja a pi sao o palacio nacional a Iho-
zouraria e o arsenal foro destruidos. O
autor d'osta carta conclue assim a sua narra-
cSo Ha apenas meia hora que experimen-
tamos urna violenta commoco. Ignoramos
o numero dos mortos e fondos. Todos os pre-
zos que nao csto sepultados debaixo das
ruinas puzero-se em fuga. Heos quera
que o Porto do Principe nao tenha a lastimar
urna calamidade similhante.
Na segunda feira 9 de Maio o tremor de
trra foi seguido d'um incendio que devorou
o armazem da plvora e consummou a ruina
dos desgranados habitantes que tinho esra-
pado quelle espantoso abalo. As cidades
de S. Nicolao e de Porto da Paz dizem que
tambem csto destruidas.
A sabida do capito Morris ainda nao
se tinha recebido noticia alguma das outras
partes da Una; porem presumia-se quo as
cidades do norte nao oflerecio mais do que
um monlo de ruinas.
Le National )
DURIO DE PNAMBl'CO.
Santo: officiou o Sur. Conego vigario da
mesma freguesia porque S. Ex. Reveren-
dissima se achava impodido. Nolim da mis-
sa recitou urna eloquentc oraejio oSnr. Viga-
rio do Recifo Francisco Pereira Rarreto a
qual pretendemos dar aos nossos Ieilorcs em
um dos prximos nmeros desta folha. Fin-
do o acto religioso o vljegio retirou-sa pa-
ra o lugar da reunio onde foro recebidas
asustas em numero de 1G9 cuja apurac/m
se concluio no mesmo dia. O collegio eleito-
ral de Olinda ac bou no dia lo os seus traba-
dlos ; e eis-aqui oslo Snrs. mais votados
reunidos os dous collegio.
Votos do re OlindaTntal
Exm, Bar'o da Boa Vista 3
Dr. P. F He P. C de All) 153
Cons. Sebaslio dn R Barros 140
dem A P. Maricl Monteiro 120
Dr. J T Nabuco d' Vraujo
Dr L. de C. Pacs d'Andrade
Dr. ABO Cavnlcante
ir W. M da C Azevedo
Pe V. H. deRezendo
Dez. M. l. C. Lcenla
Dr. M J. C. da Gnnha
Dr. F. J. C. da Cunlta
P. Miguel do S. L. Gama
f.'i
9.
tos
83
81
72
7C
7fl
68
.1/
t!
22
28
4
20
4
2
12
S
15
tSi
180
103
167
12.'.
116
IP6
87
8J
R
81
77
73
Recebemos de Lisboa o Diario do Governo
e o Nacional at 28 de Junho.p. p os quaes
adanlo somenle trez dias ao Peridico dos
Pobres do Porto ltimamente recebido : d'a-
quelles jornaes porem collegimos que o gover-
no venceo em ul imo resultado na cleicao dos
Deputados obtendo a seu favor urna forte
maioria e reduzindo-se os da opposico col-
ligada que consta de tres partidos a uns depu-
tados .
Nao lo pouco notavd que o Ministro do
Reino Antonio Bernardo da Costa Cabial ,
principal agente do movimenlo Carlista de
27 de Janeiro foi eleito na mor parte dos
Collegios Eleloraes do continente do Reino ,
cujaapuracotranscrcveremos do ultimo nu-
mero do recebido do Diario do Governo.
As noticias mais recentes da Hespanlu cujo
extiacto publicaremos amanh alcanco a 21
de Junbo.
NOTICIAS F.I.EITOIUES.
No dia \\ do correte reunio-se, como to-
ra dele minado, o collegio eleitoral desla cida-
de apresentanJo-selfi" eleitores : procedeo-
sc fleicoda Meta que se compoz da ma-
neira seguinto Presidente o Exm. Vice
Presidente Snr. Doutor Pedro Francisco de
Paula Cavalcante do Albuquerque com 185
votos; Secretarios os Srs. Gmselheiro Antonio
Peregrino Maciel Monteiro e Ignacio de Barros
Brrelo com 183 votos 5 Escrutadores os Srs.
Doutor Joze Thomaz Nabuco de Araujo com
158, e Domingos AlTonso Neri Ferre-
ra com 124. Nomeada a comisso para a ri-
viso os trabalhos naquelle dia. No dia 18 reu-
nido o collegio dirigio-se a Igreja Matriz de
S, Antonio, paraouvir a Missa do Espirito
A Mtv.a Parochial de Sorinhaem cujas e-
leicftes primarias liavio sido addiadas para o
dia 7 do oorrente concluio em lempo os seus
trabalhos para ser instalado o respectivo
collegio eleitoral no dia designado pela Presi-
dencia ; o que alias ja se nao contara em enn-
sequencia de alguns obstculos que aparece-
rn no.-- primeiros dias. Deste modo a ni-
ca freguesia que nos nao consta haver lejo
as sitas eloiees foi a do Kxii e isto mes-
mo em duvida ; porque lalvez que os sedi-
ciosos que ali se achavo so ten lulo retirado
em tempo de deixarem aos habitantes da-
quella freguesia a Iiberdade necessaria para
as elejees.
REPARTIDO DA POLICA.
Parte das occorrencias do dia 12.
Da parle dada hoje consta que fora rrezo
o crioulo Felis Cantalicia pelo official da
primeira ronda ordem do Subdelegado d'es-
11 freguezia por espancar a sua mulhor o fi-
Iha lirinilo a esta em um braco.
Nada mais consta ter orrido n'esta cidade
da parte dada pelo coramandante geral do cor-
po policial.
CORRESPONDENCIA.
......trop tard daos le naufrage
Confus on se rpent d'avoir brav l'orage
Boileau Sat XII.
Rem longo eslava do pensar que len Jo
vividosempreentre canas e gente inculta,
me vera boje reduzido triste necessdade de
entrar em discugOes scientificas sobre mate-
rias que desde.a mnlia primeira correspon-
dencia confessava que me erfio desconhe-
cidas, e com pessoas sera duvida pertencen-
tes esse Illustre Conclave cujas iras fui
sobre mim chamar ; entretanto para por
alguns momentos esquecer-me da monto-
na questo deeleices e querendo ainda re-
correr alfarrabios alheios me venho apre-
zentar perante o publico pedindo ante-
mo desculpa pela ousada ; quo tenho toma-
do em procurar luctar com pessoas lo emi-
nentes e lo profundas o confessando que
j me vou arrependendo por haver pubficaJo
meus agradecimenlos dirigidos Sociedade
de Medicina.
A questo versa somenle sobre a phrase de
urna das propoziges adoptadas pela socieda-
de phrase que oflercce urna grande obscu-
ridade ; esta facilitando a combusta* do
fumo Sc J na minha primeira correspon-
dencia havia dito qu sendo o fumo um re-
sultado um producto da combusUo era
necessario que i urna nova aeco comburente
fosse submetido ; mas o Sr Praciano que
raciocina como um frade Bernardo nao po-
de comprehender o que 1 lie havia dilo e faz
orer que umacousa possa ao mesmo tempo re-
ceber influencia do um agento quando ella so
ple existir depois (jue esse agente tiver in-
lluido sobre a cousa primaria ; islo que
sendo o fumo um resultado da aeco combu-
rente do fogo sobro a substancia combustivel,
possa aquello receber instanlaneamentea mes-
mfi influencia to logo quando esto obra so-
bre a materia que lbe deve dar origem.
Na verdade sendo o fumo o resultado da ac-
eo com urente do fogo s aquello poder
existir depois que os agentes comburentes
liverem obrado sobre a materia combustivel ,
decompondo-a porque dessa acQo ou de-
composieo que nasce o fumo e por conse-
quencia raciocinando lgicamente si da
primeira acgo 6 q' se pode seguir a segunda,
visto esta nao puder ter lugar sem que a pri-
meira tenha existido segue-se que a com-
buslo do fumo s pode ter lugar depois q' a
materia combustivel livor sido decomposta.
Si nos qnizer-mos servir de alguns exemplos ,
o da exploso de urna arma de fogo e o do
som de um sino veremos quo o fumo da ar-
ma s pode existir, depois que a combusto
da plvora tiver tido lugar o quo o som s
o pode depois que o sino liver recebidoa
choque. K'verdade quo nos dous exemplos
quasi impossivel distinguir a differenca ;
porque a segunda ac^o segu to de porto a
primeira ; islo d o fumo a combusto da
plvora o som ao choque do sino que pa-
rocem instantneas ; mas um bomem acoslu-
mado com raciocinios exactos e s oceupado
com sciencias, quanto o Sr. Praciano de-
ve mu fcilmente ver que urna nao pode ter
lugar no mesmo instante que a outra isto 9
que o fumo resultado da cumbuslo da pl-
vora nao pode existir seno depois que 9
fogo liver decomposto a materia combusti-
vel &c.
O fumo nos fornos das paderias se nao in-
llainnn nao recebe inlluencia da aeco com-
bnrente c nao por meio desta aeco que
elle oessa ou diminue e sim pela intensida-
de da combusto que se produz sobre a ma-
teria combustivel ; isto sobre o carvfioou
lenha. Foi milito mal proposito que o Sr.
Praciano citou Mr. O fila lano mais que a
sua citac/io me serve de arma de defesa a
parece que tomn albos por hugalhos. Na
minha ultima correspondencia nao encontra
lugar, em que en duvide de que o fumo seja
composto de carvo leos matorias resi-
nosas espirito de lenha acido actico, -
goa. hydrogcneo carbonclado gaz oxydoda
carbono, acido carbnico porque, nao so
j sobre isto tinha suvido fallar como por
que havia lido Mr. O lila na mesma pagina
que S. S. copiou ipsis verbis tendo to-
dava sallado duas palavras necessarias por
estar sem duvida nuii eufarnbado na mate-
ria c quo sao plusieurs /miles ; maso
que na minha correspondencia acha escripia
que fumo um vapor denso que de s lan-
oso os corpos em combusto nao tendo dito
a menor palavra sobre sua compozico ; por-
que nao quera aprczenlar-mucomo cbiraico ,
nem ser laxado do pedante. Nada dice tam-
bem sobre a distiUago da lenha por nao vr
pello em urna to pequea correspondencia
e porque o meu fin s era chamar terrei-
ro alguns dos enfronhados que por nossas
ras rorrem em grande prega sem lerem do-
entei ver nem excurces scientificas fa-
zer ; entre tanto cstau convenc lo que, si ti-
vosse fallado em distillaco e composgodo
fumo, nem alterara a obra de Mr. Orilla,
nem citaria o que la seno anconlra ; isto ,
quo ao fumo condensado sobre as paredes
das chamin s e que se da o nome dJerrugem
davkami'w ; porque teria o trabalho de 1er



niPlhor a passagem c vera que elle assim se (godo obter urna economa importante, com
'
esprirojB-quando o fumo vnm a condensar-
se polo resfriamcnto depocm sobre as paro-
dos das chamins urna carnada composla de
diversas materias prevenientes d.i decompo-
y.ioo dos principios, inimediatos que sea-
chao suspensos no fumo o que doVO Varjar
segn Jo a natureza i]o combuslivel : diz
lie. essa carnadas que s- d o nonio de
orrugom dechamin ( sui.*). EfltAo Sr.
Praciano q'.'al de nos le com mais cuidado ,
ou que nao ctei a passagem c por conse-
quencia que nao dei provas de a nao haver
entendido, ou S. S. que com toda a iu-
lelligeiu'ia de que capaz, diz : que ferru-
gem de chamn o fumo condensado ou ,
para mais claro ser o fumo cm estado so-
lido ? Nao com prebenden que Mr. QrHad
o nome de ferrugem de chamin carnada de
diversas materias provindo.da dccomposigSo
de dhfersos principios immoJiatos que se a-
clifio suspensos to fumo o (neo fumo de-
poz ? Eis o texto da passagem cm francs :
-la fuico vient elle i se condensar en se re-
froidisxint sur les pnrois des chmins elle
depose, soiis lenam de su le une conche contr
posee, dt- plusiews m Hieres p'wonant de
la dcmposition des piincjj>es immdiats
q.ii alacien! suspendas dans / fume et dont
la composition dol vnrier suivanl ln ncAure
duprincipe immdiat. Qual pois o egente
da rago elle dpose sous le nom de soie
n couclio com posee &c '.' Creio que el-
le pronome feminino que cslem lugar de
fume. Qual .\ aceito ou verbo .' Dpo-
s.', verbo activo lendo^rrui complementor
Qual e* pois es'.e cumplimento ou atributo ?
Parece ser ccue.he &c. Nao v S. S. que si
Mr. Orilla quizesse dar o nome de ferrugem
de chamin ao fumo condensado e em cama-
das sabo bastante francez para se expri-
mir assim la fume .ir dpose. en conche1; ,
en se candensant el serefroidissant sur lis
ptvois den climins xc. ?
Querendo-me mostrar a com bus tilo do fu-
mo o Sr. Praciano traz oexemplo da vella .
mas este cxemnlo nao faz mais do que dar
fofci nos meus argumentos. Nao confessa
S. S. queavella, que anda de i la de si fu-
mo arder ou inflammar-sc-ha com facilida-
de se urna chama se projeclar at o pavio
da vila '.' Com effeito parece queso de pro-
posito que o Sr. Praciano aprezonlou um
tatcxeroplo; por quanto mui bem devia elle
ver, onde querque o tirn, que l se nao
achava i combuslo do pavio explicada pela
combuslo do lumo c sim porqneos gazes
firmadas pelo calrico se inflammfio. Eiso
que diz Mr. Lassaigne no sen artigo sobro a
teoria da chama. Toda a materia combus-
tivel simples ou composla nao pode ser in-
lammada senao depois de ter sido evapora-
da ou gzeilicada e levada urna certa tempe-
ratura que difieren te segundo a natureza
da substancia. Assim continua elle a
combuslo do oleo, da cera do cebo s po-
de ler lugar depois de ter silo csquenlado
bastante de composlo c transformado em
gaz Ora j v o Sr. Praciano que a cera da
vella estando anda em um grao do calrico
nn!nvel e quazi liquida basta a chama ,
que lB8 chegar ao pavio, para augmentar o
grao de calrico o inflammar os gazes, que se
desenvolver por esto mesmo calrico, que
j exista e que nao era bstanlo para in-
:! orna los. Bem claro estaque, si fora ofu-
mo .Mr. Lassaigne nao teria omeltido pa-
ra nielhor explicar a continuacao do artigo
- as mechas d'algodao as lampadas as vel-
las de cera c decebo tem urna duplicada fun-
eo ellas delormino a asecncao da materia
embustir! por entre scus Hanjentos o oc-
casionao pelo calrico que se desenvolve .
por sua comhusto a decompozico do oleo ,
on eebo liquidado ou fundido, que ahiso acha
Se: parece que si fora o fumo, que se infla tu-
rna sse o dito aulhor completara o artigo fa-
/endo disso mencao. Onde adiara o Sr.
Preciado urna tal explicarlo '.' lilla parece tan
' absurda e oferece urna tal desordeni de in-
telligencia que duvido que o Publico nao
possa apreciar a fo raso poder o Sr. I'iaciino determinar a in-
dammaco do pavio cbogando a chama ;i co-
lumna de fumo que do pavio si eleva na
altura dcqualro ou seis dedos ? Ser lifficil ?
:\ao duvido nem duvidei que baja ulilida-
decnmliusliv.'l mas ninda nao compreben-
i bem a ulilidade da combuslo do fumo poi
fornos do paderias e tal qual explica o Sr.
Praciano*, entertanlo sobre a ulili-de dos
tamos fumvoros citarH urna oassagem du
(iuidcdu Chauffeur por flronvellee Jaunez..
Em resultado definitivo se tem reconbecdo
que a quanlidde de carvo perdida com o
fumo geraJmenle pouco aprcciavel, que Ion-,
um forno fumvoro pelo contrario se acha
um grande augmento de desposa de combus-
livei &c.
O Sr. Praciano queredo mostrar a uti-
lidado da combuslo do fumo aprezenta a
tlieo ia da combuslo da lenha ou carvo; mas
esta theoria a arma mais forte que tenho
para niinlia oefesa. Mr. Orilla fallando da
BombusUio do carvo em contacto do ar, diz:
AquTtlados em contacto doar os principios
inimediatos, que nao sao volateis s? de-
compoem rapilamenle c derramSo um fumo
picante de im chairo variavcl c que di-
vido volalilisaco do urna parte dos princi-
pios formados durante a decomposi^o; esses
principios nao volateis se intumeeem ene-
grecci e acahlo por deixar um residi tor-
roso chamado cinzas muitos d'entre elles ,
e sobre ludo quandu o calor' assaz elevado ,
proiluzem urna chama mais ou menos viva .
e enlo espalhfio menos fumo. Este fumo nao
consiste na verdado seno em partculas nao
queimadas dos productos da destillaco que
nao pdenlo oxydarse no meo da chama por
falta de oxygeneo &c. -Mais adianto diz a inda
Mr. Ordla. Si o oxygeneo que so combina
com estes productos, forem embastante quan-
tidade para transformadlos completamente e
rpidamente ^m ogoa e em acido carbnico ,
nao haver ou quazi que dexar de haver
fumo, c a chama ser mu viva o contrario
se observar si a temperatura for pouco ele-
vada una part dos productos volatilisados
se espalhar na alhmosphera seni se com-
binar com o oxygeneo deitar um cheiro
picante e ir depositar-se sobre as paredes
do chamin. De fudo o que acabamos de. ver,
nem urna s palavra ou phrase faz crcr que
baja combuslo de fumo. Nao o oxygeneo,
que se combina com o fumo, e faz arder,
como diz o Sr. Praciano; par quanto quan-
do mesmo o tumo fosse destruido pela in-
troducto do ar, nao assim como to grossei-
rarnente descreve em sablchao o tal Se-
nlior. Si se quizesse formar urna theoria d<'
combuslo de fumo s um homem ISo ins-
truido e intelligente como o Sr. Praciano.
poderia dizer cmphalicamento o que no fin
de sua carta se le c qu assim.- I)'ahi se
deprehendecom toda evidencia, q' facilitan-
do-lhe a entrada do ar por meo de respira-
lores movis nos fornos das padarias o o-
xygeneo do ar co-nbinando-se com o fumo
produz a combuslo d'este o que leude
fasercom que "o fumo milito diminuido se
red usa em chama &b Na verdade admira
que um homem que quer campar de ins-
truido e intelligente assim escreva J
o Sr. Praciano havia dito que algumas subs-
tancias ou principios quecompoem o fumo
nao sao combusliveis, e islo nasuaphraze
-substancias quazi todas combusliveis &C e
como pretende que o oxygeneo vae combi-
nar-se com lodo o fumo in globo e in-
ilimma-lo? Quando se quizesse ad-
millir a theoria de combuslo de fu-
mo nos fornos das paderias pareee-me que
era assim que poder-se-ba raciocinar com
melhodo : o oxygeneo do ar indo combi-
na r-se com as partculas combusliveis do fu-
mo facilitara a comhustao destas c o fu-
mo deeomposto cessaria &c. Mas suppoem o
Sr. Praciano qit por haverem no fumo par-
tculas combusliveis esta theoria seja appli-
cavel, c que o fumo desppareca completa-
mente ? Pareee-me que se engaa e tanto
o creio, que, sendo a chama o mais alto grao
de combuslo- a chama de urna vella nao de-
vena dexar escapar fumo por quanto alem
le estar em um elevado grao de combuslo
errada por urna enorme massa de ar : mas
si quuer ler Violelte ver que a chama da
vella conlem cm si partculas carbonosas csi
nao for dos mais impetrados ha deconfessar
que se applicar um papel ou prato de porce-
lana na altura de um p longo da chama ha
d obler nodoas pretas que sao semelbantes
s que se f >rmo pouco a pouco as paredes
los tubos dos fornos &c. Mas por que ape-
sar de se achar a chama da vella as melhorcs
condicoes possiveis deixa sempre cscapai
partculas de combuslivel '.' Por que a com
huslo deixa quasi sempre escapar partculas
combusliveis ; e si se procuia inlroduzir o ai
em um foco de combuslo para que este ,
por seu oxygoneo favoreca a combuslo qm
se opera na materia combuslivel islo no
carvo ou lenha a im de que oslas mal-ras
nao perco (antas partcula.-, combusliveis,
que concorrem para a formaco do fumo e
nao para ubmetter o fumo aeco coinhu-
renle, por que este existir em maior ou me-
nnr quanlidade, segundo a mais ou menos
viv. combuslo.
F.stou convencido que o sentido da Socie-
dade nao i-odeatlivar a combuslo (iofumo,
e sem diminuir a quanlidade que os fornos daa
paderias deito de si e que ncommodo os
habitantes; porque este existir sempre cm
maior ou menor quanlidade pelo defeito da
construco dos ditos fornos. A Sociedado
te em vistas (e pordoeoSr. Praciano si to-
mo a defesa daSocieda ledo Medicina por ve-
la com Ifio mo defensor) I." diminuir o fu-
mo 2."maioreconoma de combuslivel para os
padeiros. Ninguem creio, pensar que a
Sociedado,, tem em vistas submellc-r o fumo
combuslo ; a Socedade vendo o grande in-
conveniente que resulta do fumo das pide-
ras quiz fazer um servico a os habitantes ,
mas esse servico sabio incompleto ou de ne-
nhuma sorle claro e o que justamente de-
sejava que fosse explicado. Qucrer por ven-
tura sustentar o Sr. Praciano queaSoricdade
leve em vistas a combuslo do fumo facilita-
da pela ntrodncco do ar nos fornos ? Du-
vido e si Sssim foi devora sugeitar-se aos sc-
guintes racoconos. 1." si o ar facilita a com-
hustao do fumo este susceptivel de com-
buslo. 2. S o ar combuslivel deve arder.
3. S o ar est nestas circunstancias deve
arder todas as vezes que for suhmrtido in-
lluencia dos agentes necessarios combus-
lo e deve arder por sis, e solado, vislo
ler em si as propredades combusliveis. To-
dos estes principios sao dedueces da proposi-
co adoptada pela Sociedado mas poder o
Sr. Praciano admiltir que o fumo iudadoe
submeiildo influencia do oxygeneo e do ca-
lrico arder ? Nao sei ; por quanto ainda
nao enconlrei em alguns alfarrabios que le-
nlio lido c que sem dnvida sao em maior nu
mero do que os que por mos de S. S. tem
pausado ; ainda nao enconlrei digo que o
fumo solado se inllamasse como diz o Sr. Pra-
ciano em sua carta. Todos os tres rrinoinios
nao podem ser regetados peb Sr. Praciano ,
si este, como Campeo da Sociedade admil-
tir que o plano apresentado por ella esli'i mu
bem, e claramente redi&ido. Se o fumo c
combustvel por si s e deixa de exislir in
llammando-so logo que se acha submetlido
influencia do calrico e do oxygeneo do ar .
em todos es casos cm que recebera influen-
cia destesdous agentes, deve arder pois qn-
tica admillidu que o fumo combuslivel cm
(odas as circunstancias mas por ventura un
pouco de fumo recebido em um meioqual-
quer e submetlido urna alia temperatura
em contacto rom o ar inflammar-sc-ha ou ar-
der? Pode ser; mas ainda nao vi cm nenhum
livro descripta urna (al experiencia c eu de
sejaria queoSr. Praciano me citasse alguma
passagem de professores do Ciiimica que di-
go claramente que o fumo s* in/lamma
que elle se combina com o oxygeneo na com-
hustao do carvo ou lenha e arde. Eu nr>
quero que de passagens me lirededucQes
semelbantes asque ja apresentou e simas
serenes ciaras # cm formaes palavras e que
nao deixem duvidi: mas lano me parece ser
impossivel que me apresante urna tal citago .
que j o nao fez quando era o melhor argu-
mento que poderia apres-ntr contra mm
do que estar tirar deducc/les asnatiras.
Tenho respondido ao Sr. Praciano e passo
agora ao Sr. Serlanejo.
Comcca o Sr. Serlanejo sua carta com um
lom que nao proprio de nossos Serios e a-
presentando ao pobre Publico que lana-
historias j tem ouvido a phraze decoiv
da Sociedado de Medicina para com ella l-
vrar essa corporaco de una explicarlo qm
boje se torna necessaria. Nao sei em qu" ;
Sociedade de Medicina perdera seu decon
dando urna explicac/io decoroza mas estol-
persuadido que a Sociedade nao deve ler rc-
soluci's mmutaveis e obscuras como erfii
os orculos dos anligos tanto mais que esl
Sociedade j nao particular por quaiitc-
nara ella concorremos nos, Povo, com os nos-
sos duus conlos de res.
I.oiige bem longe de mim a ideia de que-
rer allacar a Sociedade de Medicina coninos
la de 18 Mdicos e Cirurgidcs respeitaveis :
seja-me porem pcrmcllido discr qn1, si a So-
ciedade se quer acroditar deve nao espalhai
o obscuro em seus trabalhos nem lornar-si-
lo arrogante nem lo orgulhosa quando
oara sustenlar-sc j preciso que dos cofres
Provinciael saia dinbeiro quando o menor
sopro poder faze-la cahr por Ierra.
Sei bem Sr. Serlanejo que o Dicciona-
rio technologico define a palavra fumvora -
a dizque este vocabulo se d aos fornos cm
que, por meo dedisposic/ies particulares s
completa a combuslo despartes combwih'e's
do fumo. Sei tambem que --fiimivorc quer
ii-er devoador de fumo mas nao sou to
nosen que por que a clymologa do vocabu
lo fumivorc -- quer diser devorador de fumo
eor clua logo c sem o menor exame que um
forno umivore devora fumo, que em um for-
no lal s ha combuslo de fumo; por que pas-
sarh militas vezes pelo desgosto de cahir cm
erros grosseiros. Todos se servem do voca-
bulo -- oxygen -o que em sua ctymologia
quer diser gerador do cidos ; entretan-
to boje sabido que o oxygem-o nao o nico
gerador do? cidos c quem sse guiando
pela elvmologia da palavra oxygeneo -- lal
dicesse cabina em um grave erro ; porque
a clymologa da palavra oxy'oneo -- err-
nea.
O vocabulo fumivore sim quer di-
ser devorador de fu-no mas c ello exacto ;
em um forno fumivore nao ha mitras materia*
combusliveis ; ha por ventura fumo e nada
mais do que fumo eni combuslo i' Nao do
cerlo e d'ahi se ve que o vocabulo fumvoro
nao corresponde por si una demonstradlo
baseada sobre" principios certos que um
termo sonoro de que com furor se servem os
Francezes e mais do que nem um oulro Po-
vo para acreditaren! o darem voga nina
descobcrla. Mas o que. o Diccionario te-
chnologico ? I ui Diccionario de termos em-
preados as ai ts Ove. ; urna especie de En.
cvclopedia. Mas c isto um trac-lado urna o-
bra tbeorica ? Nao por quanto s lancar
mo do Diccionario da I.'mgoa Franccza de
lioisle ver que o termo -- technologico --
vem de leclinologia que la fatissc sci-
cnce dos mols ; islo c a falsa sciencia das
palavras. Mas por que o inventor de laes
fornos Ibes .eu o nome de fumivores ,
por que o Diccionario technologico traz a sg-
nilicaco do termo fumivore sejue-se
que sua denominado seja urna demonstraco
rigorosa que seja um argumento fundado
ipresenlar quando so trata de uai ponto sei-
pntifleo?! !
E' vordade que o Cuide du Chauffeur
le M. M. Grouvclle o Jaunez, c nao a arte
do esquenlador, como mu inexactamente ,
e sem duvida por informacAes dice o Sr.
Serlanejo traz a expresso fume br-
le bien brulc -, mas essa obra tambera
um Iractado que aprsenle demonstradles
nr>r meo de principios reconhecidos ? -Nao ,
e.tanto assim que se serve d'eslas express-
s como figuradas, da mesmo sorle que se
serve de mitras que al.-axo citarci. Eis o
que diz elle na pag. 100 art. l7.* Causes
dla fumeNous devons dir un mol sur
elle queslion laquelleon a pemiant long-
icmps allaeli une Irop baulo importance.
Lorsqu' on brle sur une grille un combusti-
ble surcharg de goudion et de carbone ,
une parlie d'builo volatile decompose ,. se
lgagc en chappant la combustin el pro-
.iuit 'une fuaye noire. Moins ou jcltera
d'airsur une quanlil donne de combusti-
ble moins la combustin sera complete it
rdus il se prodiiira de fume; et plus en con-
serva nt la mome tem pera turo de combustin,
ou eim-rra d'air sur le combustible plus la
combustin sera complete el la fume Brute
Este artigo, alem de me servir em um
ponto tem oidro ponto que contradlorio
com os principios de Piysica e tm nada d ,
como mui bem se v,umadenion.-draco thec-
rioa da combuslo do fumo. Diz elle que ,
luando se queima sobre urna grclha um com-
buslivel subearregado dealcatro e carh<-
ne urna mui pequea quanlidade de oleo
folatil se escapa e pro luz um fumo espejo ;
tan j se v pelo que cima dice cm respos-
la ao Sr. Praciano que si o ar for ceder
sen oxygeneo ao comhnslivvl subearregado
dealcatro activar a combuslo inllam-
mar esla quanlidade de oleo voltil ,'eo Tu-
mo se nao desapparecer rompidamente,
ser menor. Nao pcpseoSr. Serlanejo quo
o fumo cessar por que ha-de ser quemado,
nfio; o fumo cessar, porque, sendo a com-
hustao mais completa esto nao tera lempp
le formar***, o por conseqiu-ncia nao appa-
ecera. Diz mais que si se inlrodu/ir maior
quanlidade de ar no foco de combuslo con-
servando a misma temperatura da combus-
lo mais completa ser a a combuslo 4c,
mas geralmcnte sabido que des c que li-
ma quanlidade maior de nr for introduzda
em uro foco decrmbiislo maior ser a tem-
peratura ; por quanlo esla depende da mamr
ou menor ir lensidade daquclla : afislu, si o
ar, que exista como 1000 produzia urna
l' mperalura de "O graos logo que ao mes-
mo foco de combuslo rhegue una massa-de
ar correspondente 2,000 a temperatura e-
!cvar-se-!:a cima dos TO graos de calor de
que gosava por este principio de Physica -
mais osygi noabsorver um corpo combusli-
vel maior ser sua combuslfip e maior por
conseqneiicia sua leniperalura. Do que acabo
de dizer segue-se, que um mesmo foco de com-
buslo nao poder conservar a mesma tem-
peratura, logo que receba una quanlidade
de ar maior do que a que ate enlo recebia e


que liaste ponto he contradilorio o artigo.
A expresso de fumis hrule nao se a-
rha ncm fundada nein demonstrada com
proras e como ainda nao encontrei nos
aulhores, que lenho lido urna demonstradlo
de combustao do fumo ncm mesmo decom-
btisto de fumo cm un foco fio combuslo do
carvo ou iculia procuro c licarei sem in-
lender, nem admittir como demonstrada a
simples expressHo de fumo queimado de
qm no precitado artigo so servem os dous au-
lhores; mlretanlo como o snr. Sertanejo
liincou mo do tal Guia para com elle me es-
magar, desejaria que medicesse si est lam-
bem demonstrada a expresso de que se ser-
vem os niesmos aulhores na pag. I iO art.
210 e que he ar queimado e resfriado o na
pag. 110, art. 177 a de llamme brle com-
plolemcnt.
Todas oslas historias de foges o fornos que
cxislem na salla do commercio de Londres e
na Boulairgrie Royale de Pars, nao sao cou-
sas novas para milita gente, o eu, que nun-
ra sahi de Pernamhuco, eu que embarcado
s tenlio ido ao Monteiro e Olinda j nelles li-
nha oiivido fallar ; mas parece-me que o snr.
Sertauejo que lem a mania do ver ludo com
os olhos que Dos Ihe den, fez furo nos ."0,000
homenS da guaroico do Paria por quanto
oreio ler ouvido fallar cm muito maior nu-
mero.
Nao duvido que Mr. Payen aprsenlas*; em
scu curso aos trabajadores de Pariz um for-
ro moiislro, ncm queesse Musir Professor se
tivesse servido da expresso de combustin
de la fume fallando i pessoas que s apren-
den! pralieamente mas que esteja elle con-
vencido do que em taes fornos o fumo se
queima parece-me duvidoso e nao acredi-
tarei no snr. Sertanejo si m'o asseverar. Mas
como quera o snr. Sertanejo que Mr. Payen
faltase agente sem principios theoricos, eque
si a prende praticamente? Coal todo o rigersci-
enlifleo :' Soria tornar-se obscuro para com
aquellas posso.is ; si empregasse theorias se-
ria nAo comprehender seu lim isto he cnsi-
nar aos traba I ha dores a construecao daquclles
fornos e Ibes fazer comprehender sua lilil Ja-
do ; seria sabir da regra de Quintiliano que
recommenda que se faga altencAo diante de
quem se falla e obre que so falla. Mas dir-
ine-hia o snr. Sartanojo que elle que teni
immensos tonbecmentos l se acbava e
eu nao duvido por quanto elle be que
pertencia ver si eslava bera colocado ao lado
de laos trabalhadores.
A llieoria da combuslo da lenha e carvAo
lie mui sabida e desnecessario for citar tan-
tos aulhores que la!vez s tivesse lido com
-os olhos dos outros, e he justamente esta
tbeoria que mo da forgas. Sei mui bem que
o fumo, scienticamento fallando be um
resultado de deslillaeo, cojos dilforentes
productos obtidos se formao successivamente
em razo do grao de oxigenaco que Ibes he
proprio; que a agoa e acido carbnico sen-
do mui oxigenados se (brollo cm primeiro lu-
gar que o gaz oxido de carbono e acido aco
(jco sendo menos, se formao em segundo
Jugar, oque s em ultimo he que se forma
o oleo que lie mu poueo oxigenado e o gaz
liydrogeneocarbont'ladoque Je nenhuma sor-
te o be. Mr. Dumas fallando sobre o car-
vo vegetal, diz que si a temperatura for mui
-elevada nao poder-se-lia obter nem oleo, nem
acido aclelico 5 por quanto estes corpos nAo
podem existir i esta temperatura ou quan-
do se formero sero destruidos proporcAo
que se forem formando. 0 que concluir pois
de ludo isto e da iheoria da combuslo do
ca vao ou lenha i' E' que si nAo ha bastan-
te oxigeneo c em quantidade sulbcienle a
combuslo nao ser completa o o fumo ap
parecer, porque, repito, elle he o resul-
tado da combuslo incompleta, que se opera
sobre a lenha 011 carvAo, Mas desde que
hotrver um augmento do ar ou de oxigonio,
a combuslo de incompleta que era lor-
nar-se-ha viva destruir todas as partculas
combustiveis que se terio espargido si a
combuslo conlinuasse ser incompleta c
por consecuencia o fumo, que lie composto
destas partculas combustiveis que pelo fogo
for.i destruidas antes que se espargissem .
nao se podo lormar. D'ahi se v com faeili-
da-Jci que nao pode liaver combuslo de um
rorpo que nao existiu o isto Unto assim he
que desde que o sur. Sertanejo confessa que
0 fumo he resultado do urna combuslo in-
complela e que si o oxygeneo vier aecumu-
1 ir-se no foco de combuslo da lenha ou car-
vo se pode logo concluir que completando
o oxigeneo a combuslo da lenha 011 carvo ,
fez com que as parliculas combustiveis se nao
espargissem e que nao hoiivesse fumo ; por
quanlo si se procura determinar a combuslo
do fumo que se fornigu intes da inlrodijcco
do ar ou oxigeneo introduzindo mais ar do
que recebia o foco de combustao swcauVr
qiie o ar completando a combustao da lenha
ou carvo fu com que esta nAo deixe es-
capar partculas coml.ustiveis c o fumo que
se nao formou nao pode sor queimado por
que seria dillicil determinar a combuslo de
um corpo qr.c nAo existe e o que se liavia
formado com a combuslo incompleta por sua
nalnreza se escapou do forno peles tubos ou
chamiues.
Aqu termino, e s ajunlarci que muito
me admira que tendo o snr. Sertanejo le-
vantado a luva que sem pensar liavia deixado
cahir o pobre Malulo Ihe nAo dirigisse um
golpe exterminador, c s." conlcntasse eom ti-
cas fanfarriees. Era do esperar que no meio
de tantos aulhores citados, como l'osscm Tli-
11a rd, Gay-Lussac, Dumas. Pclet, Berze-
DKSCADREOA :0JF. 10 DE ACOST.
Ilrigne Porluguez = Importador = Fazcn-
das, miudezas, albos, sebollas, c po-
la esa.
Brigue Inglez==Fanoy=s Bacalho
Brigue Brmense = Lowiso = Fazendas
vinhos 0 potassa.
Barca ngleza = Johnston = puteadas, c
manleija.
Pdlaci.o Inglez = Amieus = Plvora.
niPOlVTAOU).
PORTO Brigue Portugus Importador 2S
miui com (.imneos a ditas c I cmlimlho com nii-
nrlc/as, 70 ClinheleS rom vrlhis re s-'lio I calva com
\ nl.itiit'-t 11 (lilas com penada. H3 barril 10 ceas
c C ciiulicics com Icrrn^cn, I caitas com lihas
l barril com prcunlo* 3 calas 1 (relos c 1 cmliru-
llio com fiscndas IC caita* com chapeos 2 ditas
com (io, 2.18 c.inaslras eom albos, I uiianla-ioiipa ,
4?a cadeiras, I comorla, M mecas, fi indios, I caita
Sapatos- borraxa 550 40
Poz.....S600 400:)
Olio de cupalba 8000
n |' igual (J quaitilbcs
l'rur iOOO
Grudedeguraj. 1-SOOO 22000
rd'outrospex. 8000
Tabacod'liuluia "000 5000
(l." de Maio.)
MABA.MIAO 29 DE JUCHO.
lioneros de Kxportaro
Algodfio l. qual. 48oo a 5200 por rrob.
litis ixc. &0. &C, nAo encontrasse urna s pai-
sa sem em que a combustao fumo nos focos e 19 ancorlas com azeitonas, :<> liarrs com v une .
do. combuslo (U canuto ou lenha fosse'com-' ** Pil,!".c wrb com rinfio b pipas e J barris
, : com azeitc (luce I caixa com peinen I lardo com
provada e demonstrrda com pnncipoi>bem |Wneri9 ocaiascocon|ietealiatidos e...nov-
elaros. Vma tal mam-ira de proceder nao mo 7as, 1 carrinlio para enanca, 3 caUas com reros, 1
parece filha da eeneosidade o mu.la gente | pedra brrrarta i caisas com oliras <\c prata, I.S ditas
presumir que fui falla de argumentos termi-' rpra ccvoda' ? *<" "'ll,:,s- "P*1 lr,i-
1 cas com serveia. .'> caixns com raleado, d rodas nanles; por quanto nem Mr. bomas qiiee|C0Si 1 cunheti comal*ofaris dopedra, I porc;
bastante claro e ludo explica nem Mr. I li-1 de lastro de pedia 3 caiaas cora livros idiacon
par
ili[.
caada
ar.

9
,, Serra 5800 a iooo p
Agoard. da tena 70000 a 80000 p
nard que lo minucioso he em suas denion- Imhas c liv.os, 1 porefio le sehollas, 1 calva com ..-
IraCoeS, l.em eU lim Mr. Orilla qUO lO niC-" 3 lilascon, lras.es I I..la 3 eml.rullm-.^ucra-
,, \. ', .. .... ; se, 4 niolhos de lout, ? "olas com passaios, 2no
lliodico he, lenao omiltido urna tbeoria Ul ,, |ir.is devime.
..me.
TKKRA NOVA
nem nina explicarlo toda necessaria par que
j fssc bem comprehendida a combustao do lu- ''' barricas com hacillio.
P.riL'ie Inglez Fanni
mo. A vista pois de udu s espero para
convencer-me que o snr. Sertanejo med' o|
praser de mo mostrar em algum dos auiliores, Siiintes^nbarcncos.
urna passagom cm que venha dito poucomais Iresle BrifueJIespi
1 011 menos isto : Si o fumo que se desen-
volv de um fuco de combuslo que se opera
1 sobre o carvAo ou lenha receber o contado
de urna maior quantidade de ar do que a que
: recebia o foco de combustao inllammar-s?-
h ou arder o que he por sto que, quanrlo
a c< mbusto da lenha ou carvo for mais viva,
este se nAoolT-:recer aos nossosolhos, por
queoar cedendoseu oxigeneo ao fumo esto
inllammar-se-ha ou arder, o cessar onlo.
Desde que me mostrar repito, um ponto as-
sim claro c explcito convencer-me-hei de que
nos fornos de paderia a oombust&o do fumo
Exi'omvcv".
ConfcrirAo (luanle a semana find.i as se-
anbol Florentino 2i7
caixas 20 lexos e 19 barricas assu-
car, gneros miudos c gasto lll.yli."
valor 18:23 t C8.
Philadellia == Brigue escuna americano B. F.
Loper 025 barricas assucar 700
couros salgados 50 libras de doce ,
generse gasto8110 valor I8:280j3o7
CinabssEscuna Dinamarquez Elina iv28 cai-
xas 70 barricas assucar gneros c
gasto 20,v280 valor 0:070d)G5 rcis.
Arroz de vapor KOO a 1700
d'oulras fabr. 1500 a 1700
em casca 1200 a 1500
Azeite de carrap. 440 a iSO
,, detierzelim IODO a 1200
,, d'Aiidiiolia 100 a iSO
Carne seca do M. 5noo a 5000
,, do Acarac 2800 a 1000
(mitres de Boi 2000 a 22(50
Couros salg. Ierra 115 a 125
i secos Una da ProV. 130 a 155
de cabra urtidos a ,"i>0
Garrapato 1000 a 1200
Doce seco 011 calda 5000 a 5200
Familia mandioca lloo a 1200
dVoa 1600 a 2000
Fcijo da lena 2100 a 2800
Tumo do inolho 0000 a 8000
Dito de corda bom 8000 a 12000
Gomma .... 2000 a
l'ierzelim llOO a
Grude de peise Ib. 520
Milho .... 1000
Mendobim 1800
Mel de cana da t. 200
piuriA no rrcife 15 de agosto i>f 18 i2.
Revista Mercantil.
voder ter Imsar por meio dos respiiadores ,, ..
movHS} que ,' nos fornos o queridos ror car- Cambios = (>ontinuo nom.naes nao len-
vao ou lenha. o fumo cessa ; porque foi do liavido transan.es {or fallado sa-
qufimado e n&o porque, o oxigeneo activan-
do a combustao do comhustit'el nao deu lugar
que o fumo se fornuissc.
NAo sei si lenho sido claro, ludo tenbo em-
pregado para faser comprehender ao Publico,
nao esse Publico de monopolio que cerca os
18 Mediros ou Cirurgioes e sim o imparcial
o sensato assev>'raiido aos que me lerem ,
que tu.lo o que aqui se ada he meu que me
nao foi preciso recorrer aos conselhos de ou-
tros nem correc^Ao de linguagem feila por
amigos. Eu me cing somenle aos livros.
Nada responderei ao snr. Praciano respai-
lo do que diz -obre a minba pretendi ao lu-4
gar de membro da Socedade de Medicina,
somenle Ihe certilicarei que se elle podenco
esta Sociedade. pode ticar persuadido que
eu poderia mui bem sentar-mo ao seu lado.
Nao foi intencAo minha em nada olTendero
melindre da Sociedade do Medicina ; eu ape- Familia de trigo = dem a da America de
eadores.
Aigodo = As entradas lem sido mais abun-
dantes e flzero-so algumas vendas
n 0)000 da primeira ortc e 5,200
a 5.) 100 do de segunda.
Assucar = Tcm-so pago a 700 por a sobre
o ferro, mas em ronsequencia das
ultimas noticias dos mercados da Eu-
ropa nAo ha compradores por osle
proco.
Coaros = Sao offerecidos a 115 reis a Ib.
Bacalho = (megou urna carga covn 2180
barricas, da qual so venderAo IOOO
a 7j500 c exportaro 580 para Ma-
cei.
Barricas vazias = Vendero-sc de 850 a 900
Cabos de linho patente = dem de 20,y a
27ji o quintal.
Ei va-doce = dem de 5,>o00 a <<.
Panod'alg. largo 21000
eslreito 22000
Sabao da trra 2(>00
Sal (paneiro) iGO .1
Taboado de costado 200 a
18000 q
17000
Bacoi
i) Cedro
Lomo
Paparanba .
Vaquetas ,
12000
S00O
1500
2100
2000
f)00
1200
2000
500
2000O
21000
2800
200
200
a 25000
a 21000
a 10000
a 12000
a 1500
l1
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
>i
pipa
ar.
>
alq.
quarf.
5
>
ar.

cont
Ib.
'
'
alq.
frasco.
alq.
1
ar.

alq.
j
ar.
alq.
11
quart.
rollo
n
ar.
alq.
palmo
duzia.
>


urna.
(Do Publicador Maranbense )
M V I M E N T O 1)0 PORTO.
as quiz que alguns de seus membros tomas-
sem parte na discussAo.
Recebad snrs. RB. mcus saudozos agra-
dccimenlos e um adeos que Ihe dirige antes
de para o mato partir o
Matulo.
P. S. Algumas pessoas que se dizem c-
niinentemenle instruidas e que alcunhAo
logo de asneirn ou capadocismo qualquer
escriplosem sedarem do ordinario ao traba-
Ido de o examinaren), pretend-m que foi
um disparate do pobre Matulo a diinico que
de fumo aprcsenlou : aqui cito os aulho-
res donde a lirci. as Les dilinies vem
o termo vapor e si elles erro eu me
encheriade gloria apezar d'isto so me po-
desse sentar ao lado de laos pessoas.
0 Diccionario redigido por M. M. Orila ,
Chomel, J. F.loquet, llyp. Cloqoet, e ll-
clard em 2 vol., no artigo fumo asignada
por Mr.'Orila assim se exprime : Fume
esl la vapeur plus ou moins paisse donl la
nature vari singiiliremont c. Nyatcn
em seu Diccionario : Fume esl la rapeta
plusou moinspaisso rcsultant de la dcm-
position des corps organiss par le feu &c.
The London Encyclopmdia yol. XX.
Smoke is a dense elastic vapor arising from
burning brodies .Ve.
"CO.VIM ERGIO.
ALFANDEGA.
Uendimento dodialS de Agosto I:1945o0
lOj a 20,y000 a barrica e o deposi-
to anda por 1200 barricas em primei-
ra nio.
Dita de Mandioca = Pouco procurada pela a-
bnndancia da da Ierra.
M&nteiga Fraaceza = Chegaro 550 barris
do Havre os quaes ostAo por ven-
der : as ultimas vendas regularn
de 500 a 550 rcis a libra.
PABA' 25 DE JFI.1IO.
Gneros de ExportacAo.
5000 5800 por arroba.
4500 por frasq.
1500 por ar.
000 por >
1200 por
1800 por polo
0500 por ar.
2500 por i) '
2000 por um
110 por Ib.
1000 por nr.
1000 por alq.
"000 por ar.
-150 por Ib.
1000 por
Aigodo
Agoard. da trra 5000
Arroz .... M00
miudo 500
cm casca 1100
Azeite andiroba 4000
Bonaxa em obra 5000
Cacao ....
Couros seceos .
.> salgados verde 105
(javo .... 5500
Castaa* .
Caff .... 000
Cu man 400
Guaran 1200
SalfS parrilha 8000 12000 por ar.
Amarasdepiacab 12U0 25C0 porpoleg.
Tapioca 2800 5000 por alq.
Farinha d'agoa 1100 KOO por ,,
Fminlia secca 2100 ,,
Meidecanna 2S00 2100 poto
Milho ..... 500 mo
. NAVIO ENTRADO NO DU 12.
Londres : 10 das Patacho Inglez Amieus ;
de 150 tonel. Cnp. George Orange, e qui-
pagom 12 carga plvora e fazendas ,
a Me. Calmont & C.
Para Maranhfio e Cear 10 lias Vapor
Brasileiro S. Salvador de 200 tonel. Com.
John II. Oilen, o quipagem 24: a Joaquina
Baptista Moreira.
ENTRADOS NO DA 15.
Liverpool 5i das Barca ngleza Eliza
Johnston de 210 tonel. Capitao Peter
Patrie, equip. 15, carga; fazendas: a
Johns ton Patcr & C.
D E C L A B A (; A 0.
ssy 0 NaporS. Salvador, recebe as mal-
las para o Sul boje (10) as 11 horas do dia.
AVISO M A B I T I M O.
Para o Bio de Janeiro segu em pou-
eos dias a Barca Brazileira Firmeza bem co-
ndecida nAo s pelas velocidades de suas
viagens como pelos superiores commodos e
bom Iratamcnlo aos passageiros; para o res-
to da carga passageiros e escravos a tratar
com Antonio Francisco dos Santos Braga na
ra da Moeda X. 142 ou com o Capito da
mesma, Narcizo Joze de Santa Anna.
AVI SOS DIVERSOS.
----- '"'- ---------------------- -- 1 Jalar
= O abaixo assignado comprou um
mc'o bilhelo da lotera do theatro de n. Il7i,
de so to Rodrigues Selle.
Joaquim BodriguesDuarte.
=3 Do-so 50o,>000 a juros a dois por cen-
lo ao mez com firmas a contento ou pinho-
ros a pessoa que os quizer annuncie.
= Bopa-sc aos snrs que devem bilhetes de
loteras na loja de cambio do Vieira quei-
ro quanto antes birem ou mandarcm pagar
os seus dbitos do contrario tero de verem
os seusnomes publicados por esta folha.
= Aluga-se por I2j000 mensacs um bom
armazem de ra a ra sito na ra da moe-
da no fundo da venda do Snr. Alexandre ,
e leva-se em conta alguns concertos necessa-
rios : trata-se na ra do Pfogueira 0. 25,


3r35Si
a-wi nn tm*
4
Theodore Malhieu crurgio
Idealista Irancez parlocpa ao
respeitavel p;il)!co, que se re-
tira desta provincia por lodo
mez de Setembro avisa as
'pessoas que te quiserem utili-
sarde son prestimo dirija-so a ra Nova D.
7 lado da Matriz.
tsr Aluga-sc urna grande caza de sobra-
do com suficientes coinraodos para familia ,
coxeira estribara cacimba um quintal
murado, e ou tro grande sercado com bs-
tanles plantas grande parreiral de 2o pal-
mos de largo e520 de fundo porto ao la-
do da caza pintada de novo no bairro da
Boa vista no lugar denominado a ilha, com
zrtinle para palacio vellio e fundo para o hos-
jmcio c com estrada para o mesmo ; os pre-
bndenles dirijAo-se ao Recife na ra da Con-
ceicSo n. 28 e 2G, a fallar com o seu prepric-
tario Joao Mara Sevc.
tsr Joo Marques da Silva Jnior, retira-
se para o Aracaly a tratar de seu negocio.
s Prccisa-se de um padeiro que entonela
bem tanto de (orno como dos mus arran-
jos de urna padaria para ser empregado em
urna nova padaria nesta Cidade : a falar no
primeiro andar da caza n. 54, na ruada
Cadeia velha.
s^- Antonio Jozc (ornes Gumarcs reti-
ra-se para lora da provincia.
tsr Precisa-se de um rapaz que tenba pra-
tica de pharmacia segundo o seu u.ereci-
mentodar-se-lia um ordenado suficiente : na
praoa da Boa visla botica D. 10.
iS- Manoel Francisco Ribeiro, e Joze Fran-
cisco Ribeiro rdiro-se para o Aracaty.
= Desapareceo no da o do corren te do es-
talero de S. Francisco urna canoa aberta de
egrreira sem corren le tendo falta de una
taboa no paneiro, o banco quebrado : quera
ncbar, dirija-se a ra da laranjeira D. 5, a fa-
lar com Claudio Dubeuxe que gratificar o
seu trabalho. x
tS' Precisa-se do urna ama branca, ou
parda de bonscosturaos quesaiba engomar,
e lomar cotila de urna casa de pouca familia ,
pagar.do-se-lhe rasoaveltnente ; quera isto
se propuser dirija-se a ra do Oueimado D.
16, segundo andar.
BT Prccisa-se de 500j com bypotbeca era
um molequo, pagando-so os juros de dotis
porcenlo ; quem quiser dar annuncie.
& A pessoaque precisar do 4 escravos*
para o servigo de enchada dentro desta pra-
ga dirija-se a ra de S. Futa Nova D. 1 a
fallar com Joo Das Barboza Macundum ou
na repartidlo do Correo.
tsr Quera lbo fallar ura lenco de seda com
unas pouoas de pocas de roupa dentro pro-
cure na ra larga do Rozario D. G.
tw O Padre Francisco Dias de Oliveira ,
pela segunda vez adverle ao respeitavel pu-
blico para que ninguem caia no logro de
acceitar ou negociar urna obrigago que
dizera aparecer no Recife ora seu nomo pois
lie falca porque o annunciante at esta da-
da nao deve letras c nem obrigagoes a nin-
guem e por isso bem longe do paga-la, des-
de ja protesta chamar lodo o rigor das leis so-
bre o aulhor de setnliante fraude.
KS3- O abaixo assignado f .z ver ao respei-
tavel publico que no da 8 do correntc com-
prad um cavallo a Joze Pedro de Mello qu
Vea do mallo cujo cavallo lera os signaos
seguintes : grande ruco magro mas lie
bastante grosso o qual tenho era meo poder;
c no dia 11 veio em minlia estribara ao p do
arco do Dora Jess para eu llie alugar outro
como de fado o aluguei e athe agora nao
tem aparecido e como se me faz suspeito tal
prced'uflenlo porisso rogo as aulhoridades
a captura do mencionado individuo ; o caval-
lo tem os signaes seguintes. grande, nisso
pedrez tambem magro o be alguma couza
aca : quom der noticia do dito cavallo na
mesma estribara ser recompensado.
AdolfWolichard.
nr Narciso Jo/e de Carvallio relira-se
para lora do Imperio.
tsr Na ra do A leer i m passar.do o enea Jer-
nador na segunda caza engomraa-so rou-
pa com muita perfeicio, e por prego mais
tommodo do que em outra qualquer parte.
tsr Atoga-e urna crela forra para ama
de urna caza do hornera Bol te i ro ou cazado
de pouca familia, sabendo cozinhar, engora-
mar perfeilamenle coser marcar c diri-
gir imn caza com muita idelidade por ser
conhecida como tal por varias pessoas capa-
zos : nTi ra da Roda I), 0.
'"tsr Adverte-sea certoSr. Sacerdote que
deixe de lomar parte em negocios que lbc nao
oerencem qtwndo nao ter o esgoslo de
ver b seu nomo por inlciro com o objeclo
de que se trata para melhor ser condecido.
r n abaKo assignado declara ios intc-
ressadosnos 48 bilhetes do mprestimo da
Polonia que comprou niais por conta da
raesma sociedade tres bilhetes intuiros o um
meo dos nmeros mencionados perlcncen-
tes a primeira parte da 1 i. lotera a favor das
obras do Ihealro desla Cidade, bilhetes in-
tuiros n. 2807, 2808, 2809, e meio n. 208.
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
mr Aluga-se um escravo bom trabalha-
dor de indiada, e tratador de m el oes: na ra
de S. Gongalo a fallar com Manoel Elias do
Maura.
tsr Aluga-se o sitio do fallecido Joaquim
Leocadio du Oliveira Cuimares, na passa-
gem da Magdalena : a tratar com Joaquim Jo
ze de Miranda Jnior em sua caza.
tsr A commissao cncarregada da liquida-
go da caza do fallecido Joaquim Leocadio de
Oliveira Gumaraes faz scienle aos credores
da mesina, que tendo-sc procedido as avalia-
coes de lodos os bons que tem de enlrarera
em inventario, be niister justificarem as suas
dividas, a fira de que sejAo descriptas no
mesmo inventario.
OT O abaixo assignado tendo noticia que
Francisco de Rorges morador na caza forte ,
irmo de Simo Antonio Goncalvcs preten-
do hypothecar um terreno na ponte de L'choa
cujo terreno tem o mesmo abaixo assignado
maisde nidada que houve por compra por
escriptura publica celebrada no cartoro do
Tabelio Coelho a Romana Mara dos Afil-
elos fazendo por isso sciento para que pessoa
alguma faga nenhum contracto com dito ter-
reno sem ser ouvido o abaixo assignado sob
pena de nullidad<\
Domingos Carlos de Araujo.
= Sao para o Aracaly o lliale Flor de La-
rangeira no dia 16 docorrente e nao sae
no dia lo como promelteo por ser dia santo ;
e ter descarregado e carregado em qualro
dias, ainda que contra vontade de certo su
jeito que anda oflereccndo levar carga de graga
e por meio fete aos carregadores; com ludo
desengane-se que nada (az com a Larangeira
por que est muito cima da Estrellado Ca-
bo e adverte-se aos senhores carregadores
que nao se fiera em tretas do tal sujeito, se-
guren) a sua carga para ao depois niio chora-
re m sem remedio.
= Qnem annunriou querer alugar um pe-
queo sitio para so passar a festa entregando
m Setembro athe o fim de Marco queira an-
nunciar a sua morada ou dirija-se alrazda
Matriz da Roa-vista na padaria.
tsr Precisa-sede urna casa do um s an-
dar quo lonha quintal c cacimba e que
nao seja em ra esquisila j quem a tiver pa-
ra alugar annuncie.
mr Sabio o numero 23 do Espelho das
Bellas 5 Aplogo rabe ; as Gracas educa-
gao : ancdotas ; advinhagflo mximas o
pensamentos vende-so nos lugares do cos-
tunie.
= Aluga-se urna ama que tem bom lete :
quera quizer dirija-se a ra do Nogueira
casa terrea 0.
tsr A pessoa que annunciou no Diario de
sabbado um sitio para arrendar queira an-
nunciar sua morada ou dirija-se ao bote-
quim da estrella para ah tratar do ajuste.
"== Nao se tendo concluido o leiISo de saccas de farinha annunciado para odalo
do correntc lera lugar quarta feira M do cor-
rente impreterivelmenlo no armazem do
Rraguez junto ao arco da Conceigio.
cambio do Vcra, na ra
do Queimado loja de fo-
ao da Silva Sanios e na
ra do Cabug botica de
Joao Moreira,
XSJ" Dilhetoscmeios bilhetes da Lotera do
Thcalro que corre no dia 18 do corren te-;
na loja de chapeos no largo do Collegio.
xsr Bilhetes o raeios ditos da lotera do
theatro : na roa do Cabug loja de miudezas
junto do Sr. Randeira.
mor Pilhetos interos da loteria do theatro
a 8^400 e meios ditos a 4j 400 : na praga da
Independencia loja n. 20.
mr Chapcosdesol de seda muito fortes,
e ltimamente chegado"! do Porlo : na praga
da Independencia n. 20 e na ra dos Coart-
is n. 5,
tsr L'm prcla perfeta cozinheira en-
gommadeira : na ra do Collegio D. 7 lado
do nascente.^
tsr l'm negro de naco, anda moco,
muito robusto e sadio com oflicio de canoei-
ro e paseador de mangue cozinha alguma
couza, e sabe bem lavar urna caza : na ra
do Cabug loja franco/a D. 4.
Fm preto mogo de ooa figura ganha-
COMPRAS.
tsr Escravos do ambos os sexos e lam
bem com officios carpinas pedreiros o fer-
reiros para fora da provincia : na ra da
Cadea de S. Antonio sobrado do um andar
de varanda de pao D. 8.
mr Quartos possantes: na ra da sen-
zala nova D. 1.
tsr Para fora da provincia escravos de
ambos os sexos com preferencia mulatinhas
e crelas de bonitas figuras, para menos do
20 annos J se pago bem agradando : na
ra da Cadeia do Recien. o no primeiro an-
par das 9 horas da manhil M 3 da tarde.
tsr Escravos mogos ; na nraga do Corpo
Santo I). 07.
VENDAS.
w Bilheles da Lotera
do Poco da Panella, cujas
rodas andao impretenvel-
mente no 1. do mez de
Setembro : na rua da Ca-
deia do Recife loja de
dor de roa e do todo o servigo 5 duas negri-
nhas de 12 annos ; um lindo mulatinho de
L4 annos proprio para pagera ou officio; una
pretade20 annos de linda figura recolhi-
da perfeta costureira engoinmadeira e
faz lavarinlo de todas as larguras, e tira amos-
tras ; duas prctas de todo o servigo ; e iim
mulato de 20 annos padeiro : na rua do Fo-
go ao pe' do Rozario I). 2o.
tsr L'm negra moga e robusta : na rua
Augusta caza da viuva do cirurgiao Antoiio
do Carino.
ST Sarria com azcte do carrapato : na
rua Direila D. 11 segundo andar.
tsr Para officai de Guarda Nacional, um
jaque', una barretina prompta ecom cordoes,
urna canana urna barretina, ludo em muito
bom estado que parece novo : na rua Direila
1). 1 i segundo andar por cima da botica.
tsr A loja de fazendas da rua do Livra-
menlo D. 7 com o fundo pouco mais ou
menos de 2 con tos de reis motado a visla c
metade a praso : a tratar na mesma.
tsr Com palmos de trra com 500 ditos de
fundo cora arvoredos de fruto, larangei-
ras cercado do limo na frente cacimba
d'agoa de beber, e no meio do torreno a
dinheiro ou a praso lamben; se divide em
dous terrenos de >0 palmos ficando a ca-
cimba para ambos por ser no meio do dito
terreno, licandocom 10 palmos de largura ;
na estrada que vai do ftfongiiinlio Para a Ca-
punga : a tratar na rua Nova na loja de An-
tonio Ferreira da Costa Braga.
tsr Na povoaco dos a Rogados no beco
do quiabo vode-se duas moradas de cazas
de pedia e cal, bem construidas, com 150
palmos de fundo e 50 de (Vente cada urna,
s terreno para levantar outra caza, chaos pro-
prios boa cacimba e ajguns arvoredos de
fruclo : no forte do Maltos rua do Amorim
tenda de ferrero do Caetano.
tsr Vellas decarnahuba superiores tanto
em qualidade como na boa luz quo aprsen-
la sem fazer a menor pinga desde que se as-
sende athe que se acaba a 400 rs. a libra :
na praga da Independencia a. 9.
tsr Caf moido muito bom e tambera
se torra c moe-se de lora a 1G0 a libra: no
forte do Maltos na venda de Antonio Joze Fer-
nandas de Carvalho.
tsr l'ma preta moga robusta com urna
cria de trez mezes propria para criar com
boa figura ,W possante cozinha engoma ,
c lava de sabao : na rua do Queimado loja
D. 12.
tsr 1 Oratorio de trez faces de vidro mo-
derno com suas lmagens muito em conta:
na rua do Nogueira D. i de fronte do Nicho
do Ncia.
ur l'ma negra crela de 18 annos cozi-
nha bem e engoma ; muito fiel e sem vicio :
na pracinha do Livramenlo por cima da loja
do Basto.
tsr Superior tabaco da Babia cin latas de
libra a 500, sem latas a 520, manteiga ingle-
za a 000 reis, Franceza a 400, americana ICO,
do porco a 410 reis azeite doce a caada a
U200 garrafa a oGO paios a duzia 2,>200 ;
o a relalho 200 res 5 iingoicas a 520 re-
is toucinho de Lisboa a 20 reis. de san-
tos a 100 o 120 pacas 2 lo reis a libra a-
meixas 100 a libra bolaxinha ogUza ma-
gas ile todas as qualidades queijos flamen-
gas a L)I20 paneiros de sal de quarta velha
a 520, breu a 1^120 o libra 4o, graixa N.
07 a HO, papel de todas as qualidades es-
pei macelo a 080 a libra e mais gneros ludo
por prego commodo : no largo do Terco
venda D. 4.
SST* l'm brago d-balancagrande inglez ,
e varios livros em Francez : na praga do Com-
mcreio bolcquini do Almeida.
tsr Cartas portuguozas de boa qualidade
a I 200, o masso ditas Francczasa 2,j600 ,
papel de pezo a 2800 dito meia holanda n
5* thezouras finas a 200 (rancilin de bor-
racha a 80,rs., luvas do seda para snra. a iOO,
ditos para homem a 900 dita de algodo
muito fina a 500 Tacas e garfos banha
Franceza a 120 o pote, agoa de colonia mui-
to fina ', pentes de tartaruga para marraras ,
botoens do massa para cazaca fsforos de
penles e de caixa espelhos cssencia de
roza c outra militas miudezas baratas : na
rua do Livamento D. o.
tsr l'ma canoa propra para fan^ilia car-
rega 12 a 11 pessoas nova e bem finta du-
as camas novas feitas de amarello duas ban-
quetas de dito meia duzia de cadeiras ameri-
canas urna caixa de amarello urna podra
de moer linta e 2 ditas de flilrar agoa una
canoa com 02 palmos para abrir I a caza na
rua da praia onde est a sociedade trcatral ren-
de annual 500,> : a tractar na rua da praia ser-
rana do Cardial.
tsr L'ma barcaga que p>ga em 10 caxas ,
mu bem construida c aparelhada de ludo
para navegar : na rua do Amorim a fallar
com Antonio Joze Francisco Yuga.
=s Bilhetes e meios ditos da loteria do
theatro em casa de Meroz relojoeiro Praga
da Independencia.
tsr Bilhetes e meios ditos da lotera do
theatro pelo seo justo valor na rua da Cadea
loja de camb:o do Snr. Yiera.
mr Um moleque de idade de 14 a 20 an-
uos de idade, que cnlenda deco7.ii.ha quem
o liver annuncie.
tsr Fmaescrava moga com bonita figura ,
engomma liso cose ecezinlu : na rua do
FagundesD. 14 indo da ribeira lado es-
querdo.
tsr Bilhetes da lotera do Theatro : na lo-
ja do Carioca & Selle, rua do Queimado D. 15.
tJ" l'raaesciava debmila figura de 20
annos cora habi'idades 5 4ditas paia todo
o servigo do una caza ; um lindo moleque ;
o escravos para todo o servigo ; um dito bom
coziuheiro ; um bonito mulato de boa condu-
cta bom lanueiro e ptimo r-agem : na
rua de Agoas verdes D. 58.
C- Tres escravos por 500 cada um, mu
robustos para todo o servigo, tres prelas, que
coznho lavao e engommo ; urna mula-
liuha de 1G annos, cose bem e faz o mais
servigo de urna caza dous rnoleques de 12 a
10 anuos bons para todo o servigo : na rua
de A oas verdes D. 57.
tsr l'ma cama de amarello e um colxo
novo por- prego commodo : na rua das
Trincharas 1). 25 primeiro andar.
tSF Una loja com pouca fazenda no
ptimo bigarda pracinha do Livramenlo D.
25 lado da oseada : a tratar cora seu pro-
pietario na mesma; assim como tambera
urna morada de caza terrea em boa rua com
quintal murado portiio e cacimba a qual
rende mensalmenle l2 res.
tsr a loja doCambio de Lourengo Basto
& Companhia ainda ha um resto de bilhe-
tes c meios ditos da loteria do theatro ao
prego de 8 e 4,> reis.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio no da 12 do mez de Maio do crente
um escravo de nomo Jos de nacjio Cassan-
ge baixo de 40 annos levou vestido ca-
rniza de bada azul e Caiga de ganga azul ,
falla muito atrapalhado: quem o pegar leve na
rua da Cadeia do Recife D. 02 que receher
oOji reis.
mr Fugio no da Ido Junho pp. pelas 1
horas da noite um escravo de nonio atricio,
crelo de 22 annos do idade : do estatura
alto proporcionado, de cor preta, fegocs mui-
das; tem em urna das rnos um dedo que nao
dobra como os uutros sabio com caiga e ja-
queta branca porm podo ter mudado de
roupa c ter trocado o nome para nao ser
conhecido ; quemo apreender e izer c>m
que seja entregue a Gaudino Agostinho de
Barros na pracinha do Corpo Santo D. 07, fc-
cebor SOj reis de gralilicago.
mr Desapareceo da caza do abaixo assigna-
do um preto aflrieanode nome Joaquim, de
21 anuos estatura regular cor preta, olbos
afumacados um dedo lo p por cima dos
oulros desapareceo a 50 dias ; quem o pe-
gar leve a caza do abaixo assignado na rua do
Crespo D. 7 lado do sul. as Manoel Lopes
Braga. __^__
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F.= 1842,


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBKSMKZRL_BDAYNE INGEST_TIME 2013-04-13T02:54:23Z PACKAGE AA00011611_04771
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES