Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04770


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Full Text
Anno de 1842.
Sabbado 13 do
Tudo agora depr-.ide de nos memo. ; d. no. ptMcu modeaac3o e energa c
nuemo. como orme,,,... e .mo, lado, rom .dic.o enlr, a, N.eOe. ,.i
_________ (Proclamaciio da Assenihlla Geral do traiil.)
cultas.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fiuianna, ParaiU e Hio grande do Norte, seRunda* e tenas feira*.
Bonito t (aranlium (I e 24-
Cabo Ser i n Win Rio Formoio Porto Calvo Hacei e Alapoaa no 4.
A ajen 13. .Sanio Anlao quintas feiraa. Olinda todos os dias.
II.
Se..
y i'eio
10 Qjart
\i Quioi
-12 Ser.
-13 Sab.
44 Doro.
das da semana.
i. Cytiaco M. Chae. Aud. do .1. de I), da 3. t.
jujuin s Romao M. Re. And. do J. de D. da 4. t,
, + s Lourenco M. s. Asteria V. M.
si. Tiburrio e Siuana Mm. Aud do juii de D. s. Clara V. F. Aud. do J. de D. da 1; t.
jejnm ss Hypolilo Cassiano Mm. Re. Aud. do J. de D. da 3. t.
a. I'niebio S rerdole.
Agosto.
Anno XVIII. N. 174.
Jf> O Diaiio publiea-ae todas os daa ue nao forem Santificados : o preco it .(signatura he
de tres mil res por quartel pagea adianladoa. Oa annuHcioa doa assignanies ,,- inaeriOna
gratis e os d.s que o nao forem a rato de 80 rea por linha. Aa recltmaeoea derem ser
a dirigidas a esta Tipografa ra das Cruies I). 3, en a praca da lndependeaci. lnja de litros
' Numero 37 e 38.
CAMBIOS NO DA 12 DE AGOSTO.
Cambio sobre Londrea 25 nominal.
* Paria 3fi0 reia p. franco.
I Lisboa 400 por 400 de pr.
Moeda de cobre 4 por 400 de descont,
dem de letraa de boaa firmis 1 e a 4 e i
Descont d. bilh. da Alfandtgs 1 a \ i
MI,
compra venda.
Obro Moeda de 6,400 V. 0,100
N. 40,00)
. d* 4,000 i.000
PaUTa Palacea 4,870
i l'fim Culminares 4,870
dito Mriicanoa 4,870
mi mi a 4,680
46,200
46,100
0.200
4,800
4,890
4,800
4.7O
Preamnr do Ain 13 de Agosto
4. "a JO horas e 0 m. da manfc.V
2. a 10 loras e ?0 m. da tarde.
PHASE8 DA LA NO MEZ UE AOSTO.
lu Nora a 6 -- i II lions 20 m. da tard
Qoart. cr.ac. a 43 ka 3 boraa e 4 aa. da manli.
Lna ebeia a 20 -- s 44 horas e 56 aa. da lard.
Qoart, mmg. a 29 --a 4 horas e 30 aa. da asanli.
DIARIO RE
RIV A11RIIC O.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 9. DO CBRENTE.
OTicio Ao Doutor Joze Joaquim de Mo-
raes Sarment autorisando-o encarregar
o cidado Manoel Gongalves da Silva da con-
servarn eaceodos instrumentos do labo-
ratorio ch i mico, percebendo por esse traba-
Ihoa graticagode 400, reis que Ihe se-
r papa pela thesouraria provincial vista de
umattestado por S. m. passado que pro-
ve o cumprimento dos seus deveres.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes intelligenciando-o do
conteudono precedente oflicio.
Dito Ao mesmo, oidenando, que man-
gle pagar o que se esliver a dever aos cornetas
dos tres batalhes da guarda nacional d'esla
cidade al o fim do anno financeiro prximo
passado.
Dito Ao agente da companhia das bar-
bas de vapor dizendo em resposta ao seoof-
lcio de boje que pode fazer sahir para os
portos do seo deslino completas as quaren-
*ta e oito horas do estilo o vapor ss Paraen-
se = chegado hontem dos partos do sul.
Dito Ao engenheiro em chefe devol-
vendo approvado o projecto de distribuido Ja
quot consignada pela le provincial nume-
ro 9i de 7 de Maio ultimo para as obras
publicas da provincia no corrente anuo finan-
ceiro ; c determinando-Ihe que remalta co-
pias authenticas Jo referido projecto ao ins-
pector da thesouraria das rendas provinciaes,
c ao inspector fiscal das obras publicas; as-
sim como que envi logo os orcamenlos das
obras que deven ter lugar no dito anno li-
deixe desembarcar as 109 pnces de pnmei ges Leal afim dse encarregar do expedi-
a que traza seo bordo ordem do entn da inspecgo da guarda nacional, deven-
naureiro n de seren autorisadas.
Ditos Ao inspector liscal das obras pu-
blicas, e ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes communicando ter appro-
vado o supracilado projecto ; scientilicando-
os de que o engenheiro em chefe d'elle Ihes
rerivter copias ; e prevenindo-o ao ultimo
de que nenbuma obra poder ser feila sem ex-
pressa autorisago da presidencia.
Dito Ao inspector do arsenal de mari-
nha ordenando em cumprimento do impe-
rial aviso de 21 de Julho ultimo que mande
dar b.iixa i; passar guia de desembarque aos
grumetes Joze da Costa Barros, e Antonio
Joaquim este do vapor = Crrelo, Brasilei-
ro = e aqut-lle do brigue escuna Nictheroy.
Portara Ao director interino do arsenal
de guerra determinando que mande pagar
o que se licou devendo de fardamento aos ex-
.s ddados da companhia de artfices Joaquim
Francisco do Livramento e Antonio do Sa-
cramento.
Oflicio Ao comman Jante das armas ,
scienlilicando-o da expedido da ordem pre-
cedente.
Portara Ao inspector do arsenal de ma-
rinha ordenando que faca por a disposigo
do commandante das armas os escale res e
hnxas que forem precisos ao desembarque
da tropa vinda bordo da barca de vapor
sss Pernambucana
Olficio Ao mesmo dizendo que satis-
faga as requisges que Ihe fizer o engenhei-
ro em chefe para dar comego aos trabalhos
graphicos relativos ao projecto de melhora-
menlo do porto d'esta cidade ; e que man-
da por desde j a sua disposigo um escaller
com os nectarios remadores, e palro que
ficar effectivamente s suas ordens em
quanto o contrario nao for determinado.
Dito Ao engenheiro em chefe ntell-
gennando-o do conteudo no antecedente of-
licio.
Portara Ordenando ao commandante
da barca de vapor = Pernambucana =, que
commandante das armas.
Oflicio Ao brigadeiro Antonio Borges
Leal appmvaiido os mei.is queem seo ofli-
cio de 6 do corrente declara ter empregado
para darcomego ao examee inspegao da guar-
da nacional de que se acha encarregado:
incumbin lo-o da mesma commisso respei-
lo dos corpos dos municipios guarag ; e dizendolhe que para esse fim
seenlenda com as respectivas cmaras, e
com os chefes dos mencionados corpos.
Dito Ao commandante das armas par-
ticipando havel-o desonerado do exame e
inspegao da guarda nacional dos supracitados
municipios e de ter incumbido d'essa com-
misso ao supramencionado brigadeiro.
Ditos Aos chefes das legioes da guarda
nacional de Olinda e Iguarag e as res-
pectivas cmaras communicando haver dis
pensado o commandante das armas da commis-
so suprareerida, ter encarregadod'elfa o
Citado brigadeiro : eordenando-lhes quena
conformidade das ordens, que anteriormente
Ihes foro expedidas, prestem-se a todas as
requisiges, que por este Ihes forem enca-
minhadas para similhante fim.
Dito Aoagpnteda companhia das bar-
cas de vapor disen o que mande receber
bordo do vapor ss Paraense = que segu
para os partos do norte os invlidos Manoel
David da Penha e Jacintho Joo da Silva ,
que regresso para as provincias do Para e
Maranho donde sao naturaes.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 8 DO CORRENTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente enviando-
do considera -lo em diligencia fora da capital.
Dito Ao mesmo ordenando-ihe a re-
messa de urna relago de todas as pragas vin-
das de diflerentes provincias sem as compe-
tentes guias afim de serem requisitadas.
Portara Mandando assenlar praga vo-
luntaria no batalho provisorio a Antonio Se-
bastio de Mello Reg fazendo-o reconhe-
cer cadete da primeira classe por assim ter
sido considerado em conselho de dirego a
que se procedeo sobre juslificaco que dera de
sua nobreza na forma do al vara de ifi de
Margo de 1757.
REPARTICAO DA POLICA.
Parte das occorrencias do da i.
Foro prezos pelo Inspector de quarleiro
do lugar do forte do Mallos, o oseravo de no-
me Joaquim por espancar a urna preta ; o
pelo Inspeclor do Manguind Joze Antonio de
Lima, cujo motivo nao vem declarado na Par-
te hojedada pelo Commandante Geral do Car-
po Policial.
bX/mUOH.
Iheo orgamentodo resto dos concertos a fa-
zer se no quartel do Hospicio na importan-
cia de 1:59-fjl 20.
Dito Ao mesmo Exm. Sur. enviando-
Ihe competentemente informado o requeri-
mento de Joze da Rocha Paranhos botica-
rio forneredor dos medicamentos precisos pa-
ra o hospital legimental, pedindo o paga-
mento do que se Ihe devti, acontar de 7 de
Novembro de 1841 a 6 de Fevereiro deste
anno conforme a conta legalisada que apre-
sen lava.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. informan-
do o req'uerimento do primeiro cadete do ter-
ceiro batalho d'artilheria a p Antonio Lu-
ciano de Moraesda Mesqula Pimentel que
pedia a nomeago d'alferes para o batalho
provisorio ou de iufantaria de guardas na-
cionaes destacado.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. enviando-
Ihe informado o requerimenlodo sngundo l-
ente Joze Antonio Ra boza que pedia se
Ihe ajustasst; cuntas pela thesouraria um
vista da guia qu<* trouxe da provincia do Ma-
ranho onde fizera a campanha.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., pedindo-
Ihe esclarecimentus a cerca da.continuago da
commisso do major Fernando da Costa
de outros objectos tendentes a obras mili-
tares.
Dito Ao Exm. General commandante em
chefe do exercito do sul
IIESPANII.V.
Ultima circular do centro director.
<( A Conslituigo do anno 12 a mais con-
forme com os principios republicanos : e com
urnas cortes eminentemente demcratas pode
fazer a felicidade deste desgragado paiz. E'
urna bandeira arrojada no Congresso consti-
tuinte de 1836 por um digno deputado que
temosa honra de contar entre os nossos ami-
gos ; e cuja bandeira o povo hespanhol deve
levantar em prova de que nao saffre que se
Ihe diminuo os direitos que a maioria da-
quelleCongresso despresou. A convocatoria
de ser para nomear Regencia trplice se-
gunndo o artigo 192 da dita Conslituigo do
anno 12: com islo ficar inutiiisadoo Duque,
queem seo da poder ser um estorvo. Ac-
cordar definitivamente sobre o enlace da Rai-
iilia para evitar outra questo posterior li-
ma vez que a presumpgo est de parte de
que as primeiras corles sejo mais dem-
cratas em razo de serem nomeadas nos
prinieiros momentos de perigo quando nao
liouver anda logar para as intrigas que ainda
en lo ha vemos de ter dos santes. Rever a
Gonsltugo e declarar a responsabilidade
dos Ministros. Estas sao as bases sobre que,
segundo o nosso conceito deve rebentar a
revolugo e fundados as noticias que te-
mos das outras provincias sem prejuizo de
marchar at s republicas federativas sem-
pre que as circunstancias da revolugo o per-
miltirem.
c Resta-nos combinar o plano do movimen-
to c a epocha. Em quanto ao lempo deve
ser o mais breve : encarregamo-lo vossa
prudencia porque nos estamos ja dispostos,
e tambem sobre qual das dnas provincias,
Barcelona ou Valencia deve dar o signal ,
Ministerio provisorio e determinar reu-
nio das cortes extraordinarias conforme a
Constituigo.
5. As nomeages de que trato osar-
ligos antecedentes devero recahir precisa-
mente em membros da junta central.
6. As nomeages de funcionarios do
Estado que a Regencia provisoria tiver do fa-
zer tero como ella o carcter de interinos.
7. As nomeages sero feitas ouvindo
as juntas de provincia por via da central.
8.A junta central e as de provincia
permanecern com o carcter de auxiliadoras
da Regencia provisoria at nomeago da
Regencia poras cortes extraordinarias.
No caso em que a revolugo nao tenha
em toda a nago o xito que esperamos, o
Principado e o reino de Valencia unidos e
Arago se quiser associar-se a nos deve-
ro declarar-se independentes e formar o
seu directorio composto d'um vogal de cada
junta de provincia em Barcelona.
k Offerecemos estas bazes &e.
que se tem por esta provincia
miliadocapito Francis o Vid
com o pacto solemne de ser secundado por a
communicaudo-lhe|outra immediatamente a respeito do plano,
abonando a fa- 1.Dado o signal e no momento do
pito Francis o Victor de Mello e triumpho cada provincia dever nomear urna
Albuquerque os sidos da sua patente des- junta.
de 18 de Dezembro de 1838 em diante em 2. Cada junta dever nomear um re-
relago a velha e nova tabella. presentante que v a Madrid se se tiver ja
pronunciado; e no caso contrario ao ponto
que Ihe for designado para formar urna junta
Dito Ao capito Francisco Victorino Xa-
vier de Brito communicando-lhe que com
a torca do seo comniando devia seguir para n
provincia do Cear e que por este motivo
nao desenibarcava.
DiloAotenente coronel commandante
do batalho provisorio para que mandasse
apresentar 1 Cadete ou oflicial inferior in-
telligenle ao Exm. brigadeiro Antonio Bor-
central.
">. Esta junta central reassumir o
podar da nago e Romear a Begencia pro-
visoria de tres pessoas ; fazendn para isso as
\/>'.- de doputago permanente decolles de
que falla o artigo 189.
4. A mesma junta central nomear o
Circular do Ministro das justigas.
Chegou ao conhecimento do Governo que
algn? espiritos turbulentos, dyscolos a per-
versos trahalho por allerar a Iranquilidade
publica e Iranstornar as instiluigoes vigen-
tes que a nago deu a si mesma ; lomando
como apparente pretexto para as suas desor-
dens a Conslituigo poltica de 18(2, para
cujo effeitose valem para seduzir os incau-
tos nao s do pretextos mas tambem de
imposturas e calumnias.
Os seus intentos sao condecidos ; e S.
A., o Regente do reino que os tem sabido
com a maior indignago me determina que
advrla a V. S. como por sua ordem o fago,
que, se por desgraga apezar das medidas
de precaugo que se teem tomado para impe-
dir similhantescrimes, continuaren! os seus
instigadores em suas horriveis machinages ,
e puderem ser provadas legalmente e em ter-
mos que segundo as leis se possa proceder
contra a existencia de similhantes planos de
transtorno ou estes chegarem a ser postos
tm pratica osjuizes de primeira instancia
respectivos e competentes procedo sem a me-
nor interrupgo iiem levantar mo e com
toda a severidade de seu grave ministerio,
formago do processo, e a po-lo em estado de
sentenga final rom a maior brevidade usan-
do de quantas faculdades as leis Ihe concedem
para consegir que ao delicio se siga com a
menor demora possivel o terrivel castigo
que segundo as leis corresponden! a taes
a lien lados.
A Relago para islo dever excitar desde
ja o zelo dos juizes de primeira instancia do
seu territorio advertindo-lhes que qualquer
demora dissimulago ou condescendencia
ser considerada com a maior severidade e
ficar sujeilos responsabilidade das con-
sequencias lerriveis, que poder seguir-se.
a Esta mesma responsabilidade quesera
indeclinavel, pesar igualmente sobre quaes-
quer outros funecionaros que em negocio lo
gravo deixarem de cumplir exactamente as
seus deveres nao s na brevidade e perfeita
instruego dos processos ; mas tambem na
exacta applicago das leis que dever fazer-
se sem a menor contcmplagao.
Circular do Ministro da GovernagSo.
Os iuimigos da Conslituigo e das leis agi-
to-se por varias partes para realizaren! os
seus planos de deso ganisago e de anarchia.
Vencidos sempre que se tem levantado contra
a lei fundamental da Monarchia e contra a or-
dem publica querem hoje tentar nova for-
tuna apparentando ideas exaggeradas, c trac-
lando eni nome destas de destruir os poderes
do Estado e rasgar a Conslituigo que a na-
go deu a si mesma. Descaugando S. A. ^ o
Regente do reino na firme vontade da immen
4


.
Mmaiora dos Hespanhoes na deciso da
seilicia Nacional, e na lealdade do exercito ,
tio teme que as instituicocs pcriguem ; po-
rcm sent as desgranas que os perturbadores
da ordem publica faro recahir sobre as suas
cabecas. A Constituigo de l8!2o seu gri-
to : cora recordado to gloriosa querera des-
truir a nnidade de Regencia e marco como
termo dos seus trabalhos o lstabelecimento
de repblicas federativas.
i O Governo condece os meios de que se
valem sabe os nomes dos conspiradores ,
segu de perto os seus passos e tem toda a
energia toda a vonlade e toda a forca ne-
cessaria para os confundir e snniquilar. A's
authoi idades pertence secundar a acgo do Go-
verno : aquella que nao se julgar com valor
bastante para coraba ter de frente nao dig-
na do seu posto : o seu pondunor u a sua pro-
bidade Ihedever avonsclharque entre a lir-
mesa para sustentar as leis e a renuncia do
seu logar nao ha meio termo. S. A. nao
duvida de q' esta ser a conducta que todos os
funcconarios pblicos seguirn e que nada
omitlir dequanto julguem conveniente pa-
ra reprimir as tentativas dos criminosos.
ver se dexassemos passar sera rcfltfXOt*v antes, cujo exercicio teria de so f re r coma
SECRETARIA
LISBOA.
DE ESTADO DOS
DA KA/.KM) A
NKOCIOS
Terceira Repartco.
Pela Secretaria de Estado dos Negocios da
Fazenda se faz publico para conhecimento
dos Navegantes, que do da 15 le Junhodo
corrente anno em diante se accender o novo
Farol de rotaco e de primeira ordem de-
nominado =s Duque de Braganca = que a-
caba de .ser construido, em urna das Ilhas
Berlengas prxima Costa do Reino de Por-
tugal na latitude de 39 graos e 2o minutos
Norte = e iongitude Oest de Greewich 9
graose 31 minutos( Iongitude a Oest doi-
servatoria do Castello de S. Jorge da Cidade
de Lisboa 22 minutos e 5 segundos ) a sua al-
tura desde a superficie do mar at ao luminar
iio Farol 36o ps inglezes. Este Farol far o
seu giro completo no espaco de 5 minutos ex-
actos apresentando nesle tempo urna bri-
Ihante luz seguindo-se logo o Eclipse. Se-
cretaria de Estado dos Negocios da Fazenda ,
em 6 de Junho de 1842.
(P. dos P. no Porto.)
1)1.1111(1 l)E ratViHIllCII.
A poucos dias annunciamos aos nossos lei-
tores que o grupo de facciosos reunidos no
Exu se havia dispersado, evadindo-se os
mu lores da sedigopor diferenles pontos en-
tre outros o Livio para Garanhuns : esta no-
ticia que nosveio por via desta ultima comar-
ca sabemos hoje ser falsa por participacoes
ofllciaes do 27 do passado datadas da villa da
Boa-vista. Verdade he que algumas pessoas
mais influentes da freguezia do Exu que se
haviao de algum modo envolvido na sedicao,
setcm retirado e abandonado os perturba-
dores ; mais estas ainda se achao reunidos,,
e ao tempo das participagoes de qu* falla-
mos ainda mostravo querer dar um assalto
ao Crato. Tambem passa por certo que o
Livio veio Garanhuns depois de se haver
declarado a desordem no Exu ; ninguem sabe
porem qual o negocio que o trouce a esta co-
marca. As distancias daquelles lugares, que
so a da Boa-vista ao Exu he de 50 leguas ,
tem feito com que ainda na poca que nos
referimos nao houvesse urna (orea da lega-
lidade em presentados sediciosos que con-
to por este modo obnr impunemente muitas
maldades antes que se Ihes possa ir s mos.
Consta-nos todava que se tomo medidas de
maispromptaexecuco e qui com a bre-
vidade que he possivel serfio chamados or-
dem esses malvados.
C0MMDN1CAD0.
O PROVINCIALISMO.
He sem duvida para lastimar-se, que quan-
do todos os Brasileiros se devem considerar
como irmaos como filhos de urna Patria
commum se leio escriptos em que se
pertende dar-lhes tantas patrias quantas sao
as provincias do Imperio e se inculca fun-
dado no mais exclusivo provincialismo que
os nascidos em outras provincias embora
sejo aptos para oceuparen. o elevado cargo
de deputados nao devem obter a elleico por
esta. Sustentador dos principios de ordem ,
o de unio geral onde esto implcitamen-
te incluidos os verdadeiros e mais solidos pro-
essa doutrina do Provincialismo cujas fu-
nestas consequencias acaba de sofrer a pro-
vincia de S. Paulo onde ella foi conducida
sol) o norae de arribados e k anli-airiba-
dos.
Futeis perigosos prejudiciacs e anli-
naconaesso sem duvida es fundamentos
sa doutrina= (Jugamos o propagador della.
Diz este que he desairoso ernambuco, u-
raa das provincias de I ordem tomar para
seos representantes pessoas nascidas em ou-
tras tendo em seo seio filhos capazes de o
r prezenlarem. Por aqu se v que elle
considera Pernambuco como urna Naco ex-
tranha que s deve empregar os seos filhos,
quando pelo contrario nao ho seno urna par-
te do mesmo paiz nao tem com as outras
provincias seno urna mi commum que he
o Brasil senfto um s lago de unio que
he a Constituigo do Eslado. E por que sen-
do lodos os brasileiros irmos achando-se
ligados pelos niesmos vnculos socaes e as-
sociados conseguinlemente aos mesmos des-
tinos haver desar em que Pernambuco
escolha urna ou outra pessoa que nelle nao
nascesM para o representar na A. G. e Le
islaliva do Imperio ? Por que ter elle esse
mesquinho e desgragado ciume que isolando
as provincias do mesmo estado destroe o es -
pirito de nacionalidade onde o Imperio en-
centra a sua forga e faz com que as provin-
cias nao considerem como suas illustrages ,
os talentos as capacidades de suas coirmans,
posto que todas vivao em communho de in
teresses e ormem urna s patria ?
To forl porem he o sentimento de naci
nalidade que liga os brasileiros de todos os
pontos do Imperio, apezar da doutrina do
provincialismo que nao ha um s que nao
se glorie quando eonhece que outro teve
parte em honrozos tiabalhos literarios, ou
scientificos foi author de discubertas uteis ,
ou publicou obras de talento e de genio. Os
oradores deslinetos de nossas Cmaras os
legisladores mais instruidos e experientes de
nossas cousas os administradores mais ha-
bis e discretos os sabios os Iliteratos os
poetas qualquer que seja o ramo que se
appliquem o lugar em que tenho nasudo ,
sao os oradores os legisladores os admi-
nistradores os sabios, os litteratos os
poetas do brasil embora qualquer provin-
cia reivindique a sua parte de gloria na glo-
ria de seos filhos. Bem ira o Brasil se u-
ma provincia se julgasse vilependiada,quando
o Governo Imperial nomeasse pessoas qui*
nella nao tivessem nascido para sao presi-
dente, ou rara outros empregos ? seaexem-
plo do que pertende esse provincialista a res-
peitode Pernambuco, cada comarca noqui-
sesse votar para deputado em filhos de outras
comarcas ? se as freguezias se os districtos
se fossem por esta maneira zulando a ponto
de nao haver um s lago urna s palavra de
unio, que chamasse todos os brasileiros a
um centro commum e (izesse convergir to-
dos elles ao sentimento da nacionalidade, e
da felicidade do paiz ? As consequencias de
um semilhante estado de cousas que alguem
parece desejar com os mais ardentes votos ,
sao to claramente funestas que nos nos fur-
tamos ao trabalho e dissabor de appresen-
lar-mo-las aos nossos leitores.
Receia-se alguem, de qu os filhos das ou-
tras provincias sendo elleitos depulados ,
preGro os interesses de sua provincia natal
aos da que Ihes fez a honra Je escolher para
seos procuradores e este he o 2. motivo que
se allega para os excluir das urnas eleitora-
es e arredar-lhes as sympalhias que por
ventura posso merecer dos elleitores. Para
raciocinar assim cumpre prescindir inteira-
mentedo inleresse dos proprios procurado-
res que desejando naturalmente a reelei-
ga, tambem naturalmente procuraro fazer
prevalecer os interesses daquella quem de-
vem a honra da repeesentago ; seria preci
so nao dar influencia alguma aos sentimen-
tos da gratido e do dever sobre as aegoes
humanas. Talvez que o correspondente nao
eccredile na forga delles ; mas em todo o ca-
so nao poder desoonhecer que o inU-ress*
io u estado ( ) o empucha para a sua pa-
tria adoptiva onde tem talvez familia em-
pregos fortuna onde conseguinlemente
esto todos os seos interesses presentes e
lodo o seo futuro e onde espera obter co-
mo dissemos a ContinuagAo da vida poltica,
queadoptou.
Nao se desconherendo o mrito de alguns
candidatos estrangeiros pertende-se ex-
cluil-os da votago sob pretexto de que el-
les oceupo na provincia empregos impor
sua ausencia durante a sessiio legislativa. Nao
Jiscutiremos esta coa retada que pode preju-
cara todos e quaesquer candidatos, que
na provincia forem empregados pblicos;
mais lembraremos, que a constituigo do
imperio assim o nao entendeo pois nao ex-
eluio da deputago os que oceupassem em-
pregos querendo deixar plena liberdade aos
elleitores e julgando sem duvida que a ad-
misso de empregados no seio da legis-
latura que tenho pratica dos negocios p-
blicos e conheciment'os especiaes adqueridos
no exerciciode suas funeges muitopodeiia
contribuir para a boa confecgo e aperfei-
coamenio gradual da legislago. Tambem nao
vo conforme a constituigo quando pensn
ser do interesse e honra de cada provincia es-
oolher nicamente os seos naluraes pois a
constituirn e as leis se assim o julgassem
acertado nao terifto permittido, que podes-
sem ser elleitos os filhos de outras provincias,
nao cbamario aos deputados e senadores =
< Augustos e Dignissimos Senhorcs Repre-
sentantes da Naga.
Sim a constituigo e as leis quisero .
que os representantes da nago podessem ser
escolhidos em qualquer parle do imperio ,
segundo a confianga dos elleitores ella fun-
da-se em alta razo poltica ; a nagSo he u-
ma s e a diviso territorial em provincias ,
feita bem nicamente da administragSo ,
nada pode e deve induzir a respeito dos direi-
tos polticos dos cidados por quede outra
parte nao haver lago commum, e sim uns
como diferentes imperos.=Sm a consti-
tuigo regeitou as deas mesquinhas e pre-
judiciaes do provincialismo e snbstituindo-
as pelas ideas mais generosas mais fecun-
das em resultados chamou todos os brasi-
leiros com os requisitos legaes aos cargos da
representago nacional admitti-os a todos
esses cargos sem outra differenga que nao
fossea dos seos talentos e virtudes e abri
assim um immenso concurso um concurso
todo nacional em cada provincia onde os
mais dignos fossem escolhidos e premiados
=Toda a questo pois na escolha dos dpputa-
dos que a provincia deve enviar represen-
tado nacional he questo de mrito 5 qnem
o liver o'.itenha os votos dos elleitores mas
nao se excitem ideas ante-constilucionacs .
prejudiciacs e perigosas ao paiz; nao se queira
privar n provincia dos servaos que os filhos
de outras podem prestar-lhes com as vistas
de obter um dia a sua confianga e a honra
de reoresental-a ; e convengo-se de que esse
provincialismo queapregoo, somente po-
de ser til aas homens de mrito duvidozo
ou nullo e nao aos talentos rees, que sem-
pre ho de ser approvados pois que nao he
possivel annular o tahnto e obstar lhe o
caminho j que elle se abri para poder so-
bresabir. S temem a competencia dos filhos
das outras provincias os pobres de espirito
por que sendo del les o reino do Co querem
lambem ser quinhonheiros das vantagens
desle porque querendo abarcar ludo pro-
curo apertar o circulo dos competidores e
excluir para esse fim os mesmos juizes de di-
reito e desembargadores embora naturaes
da provincia por que finalmente invocan
no seo egosmo um privilegio para poderem
vender mais caro ainda que imperfetas as
suas mercadorias ou por outras consegui-
rem fcilmente osseusfins sem rivaes.
Srs. elleitores escolhei para vossos Dp-
puladosos brasileiros mais distinclos qual-
quer que seja a provincia em que viro a
luz ; escolhei-os segundo a confianga que
vsmerecerem no desempenho daajtacom-
misso de que vo ser encarregados ; es-
colhei-os conforme os dictames da vossa cons-
ciencia e as necessidades polticas da po-
ca em que vivemos ; escolhei os que forem
amigos da ordem e da liberdade assim co
modas ideas que a sustentan; e regeitai essas
ideas de provincialismo, eom que vos per-
tendem illudir Escriptores de m f.
Ah em quanto oauerretro inexoravcl ,
Ebrio lodo 11 ;i gloria Km silencio piojcea canaiicii I .
Derrocar o ll o verso ;
Em quanto a vacillante mociddde
Os seus bens prostitue formosura .
Rstrajando nos bailes nos ilieairos
I as que iouIj s arles ;
a mais bella porco mais adoravel
Do sexo encaniador apprennsivo ,
Seus direilos proclamo reverente ,
Excelsa Baroneza !
Km vo ergiie a lujos tira Q brai-o armado* .
O sexo majestoso 5 se bumilba ,
Co'a Historia das Nacoes combate e vence
v^ua audaz nimiga
De Aristocla E^'-' Aspacia A-at.s
ritagoras t:ieomnes e Nuina ,
E o lastimoso Scrates profundo
Seus Hictame-s beber.
Na Alexandna Hipacie se eterniza ,
Em Milo lie > cnesi a prolessora
Das sciencias que o V^rplo exp r.meulara ,
Proiecc.. loS'mbme.
No amor d loria ardendo InunfauM ,
Medita Chastelet raros prodigios ,
Commenta o sabio Newton decanUdo
Nosannaes das hciencias ;
E quem pode arrancar do luido sexo
O vo encantador do estro acceso i
Quem ente mais amor fa mais doce ,
E tmida s tu pira '
A desditosa Sapho lon;o lempo
Foi nico Poeta. Inda retumbao
Seus cantos immortaes nos Leos das Musas ,
He Klla lambem Dcosa.
Duque/a de Heaufortc llenrique assombras
O <;rande llenrique Quairo e s leus verses
Tuas gracas immensas lens eucaulos
Kizerii tua gloria.
Verder Gtiicbelio Viot ocage ,
Bourdic Durenov forSo assornhros ,
Estrellas scinlill.nies do Parnaso ,
Esmaltes da belleza !
A sabia Sevign Genio preclaro ,
Do majestoso estilo creadora .
Do amor materno foi modelo exacto ,
Delicias da innocencia
Quem mais eraras derrama nos romances i
Rurney Genl.s .' Flabaut, e la Fayctte ,
Do genio da evprsssSo os traeos mostrao
^os pomposos discursos
Em Palmira Zenobia sobe ao tbrone ,
E seiibnra do Imperio do Oriente
Quer 110 Eavpio ou na Persia denodada
Os lmanos combate.
Babilonia orgulbosa tu n'o cedes
Em valor leroismo Grecia a Roma ,
Semirames ten nome leva aos Evos ,
E da Ma los te o espanto
Eu divaao cantando estranlios ledos .
Quem mais lorias obiem no Qumlo Imperio .
PRECLARA BAR -NEZA sim ten orne
A* eternidade vda.
Ao teu caro Consone sabia inspiras
Sagrado amor da Patria e das Sciencias ,
Pernambuco prospera triunfante ,
Tu so seu Santelmo.
Throno Religan e Liberdade
Sao bellos ornamentos da la alma ,
Jamis destruir pode o voraz'lempo
To sublimes virtudes
Teus (Ilustres A vos os Albuquerques ,
O santo amor da l'atiia idolatrro ,
Aos Balavns tyrannos oppiessores
Moslraro-se invenciveis
Mulber Deidade! acolhe os puros votos .
Que'ethala o estro meu fulgente e puro
Perfumes Nabatheos rolando em nuvens
Consagro aos teus altares.
Pe'o Htirhmr Formado Joo de arros ta cao
de Albuquerque Maianluw.
( ) Assim sao aqui alcunhados por ce ros
f resso* do Imperio faltariainos ao oosso de- Seuhorej os lilhus de sulras provincias.
A' lllustrissima e Excellentiss-ma Senhorr.
Baroneza da Boa-vista.
ODE.
Dai-me s por empresa o Nome vosso
E veris quanto valho e quanto posso,
CAMOES.
Se o Estro arrebatado de Aleri
Nao me he dado guiar nesle ureo Dia ,
Se as calices de Petrarca encantadoras ,
No Pleclio meu nao so"o ;
Eu nao desenlio as fui as imidacaveis ,
Que a enroscada poltica alimenta ;
Seu veneno lelbal nao me consom
O peilo compassivo ;
Eu nao canto paltes desordenadas ,
Hum sus, ira Vauclusa nao me ruuba ,
Pen.-tnieiitos sublimes mageslo
l'ulluo ua miuha alma.
VARIEDADE.
K ESCOMA de um bom deputado.
Estabelecido como felizmente se acha en-
tre nos o systema Representativo, he urna
consequencia necessraia haver Deputados ou
Representantes do Povo ; e como antes devem
ser da escolha da NaQio ( ao menos assim se
diz e assim pamente se deve accreditar) e
esta deve escolher o melhor parece que nao
ser fora de proposito apresentarmos a nossos
Leitores algumas ideas sobre este importante
objeclo ; muito mais que havendo em nosso
paiz Academias Liceus e escholas para toda
a qualidade de sciencias artes e olicios com
mechanica e sem ella ainda nao lemos urna
aula onde se ensine o olliciode Procurador do
Povo offieio lhe chamamos nos que nao fal-
ta quem lhe chame ((beneficio! nao nos
metamos porem nesta questo cuja soluto
alias nao he dificultosa.
O primeiro perigo na escolha de um bom
Deputado est em que nao temos remedio
se nao ir buscar os Deputados classe bpede
dos animaes racionaos, maisconhecidos pelo
nome de homens Ora como todos os ho-
mens ando de casaca e de lenco ao pesclo,
nao deixa de ser diffcultoso escolher os que
sao mais aptos para curar a causa do Povo.
O hornera Deputado he como os outros ho-
mens passeia entre elles e enlre elles se con-
funde ; na falta de outros mios eflicazes re-
commendamos o recurso que nos fornecem
Lavatere Cali.
E' provavel que nina grande parte dos nos-
sos Leitores nao sejo Doutores de Capillo ,
era Radiareis formados, nem Governadores
Civis. Acadmicos, Generaes, Coroneii ou
juizes de Direito e por sso talvez ignoreo
quem sao estgs 2 anima lejos Lavaler e Gall :
ora ho de dar licenga que lbo diga. Lavaler


/
.
?>
e Ga!l fora" dous philosophos machuchos,
que gastaras o seu-tempo em ninharias philo-
sophicas islo he, na arle de conhecer os
homens peto focinho e pel toutico. m ad-
vinhava as propensas do bicho homem, con-
sultandn-lho a rchitectura do nariz o outro
atlvinhava o mesmo, examinando-lhe a ca-
veira. Eis-aqui, amigo Povo modo me-
Ihor de reconhecer os homens que nos devem
representar no Parlamento. Tanto o Lavater
como o Cali vendem-se nos Livreiros.
Ora Ih verdade que o homem como diz a
Ta Michaela he um animal incomprehensi-
vel. Suas vozes cngano suas feiciJes illu-
dem a qu ntos Padres que tamb-im sao
homens segundo se v nao temos nos ou-
vido ralhar contra o Sexto Mandamento, e no
enlanto a gente os v por ahi com a sua afi-
Ihada '. que s vezes he bem boa pequenita !
quanto9 individuos nao herrad por esses Thea-
tro9 e por essas pragas patriotismo e mais pa -
triotismo equando a gente julga no casus
focderis encontrar um Bruto ou um Mario ,
acha um Joo Fernandes que nao se quer
comprometler quantas carinhas finalmen-
te nao ando por ahi que parecem envernisa-
das pela caridura e seus donos sao uns per-
feilos velhacos Como porem nem todos po-
dero dispensar os bilhestres para comprar n
Lavater ou o Gall, nos pela ridicula parei-
monia de um vinlem remediaremos a sua ne-
c ssidade do melhor modo possivel, pois cada
um dando o que tem nao he mais obri-
gdo.
Em primeiro lugar lie preciso saber as ne-
cessidades da Patria porque est claro que o
Deputado vai para as ('orles para remediar es-
tas necessidades, e nao para ir ao Theatro .
nem aos lausperenes da sensualidade. Depois
de tantos clisteres parlamentares que o amigo
Povo tem levado desde 1890 depois de tan-
tas experiencias governativas, legislativas,
administrativas judiciaes, e econmicas
com que temos sido obzequados gracas
fertilidade, nao ha ahi quem nao saiba as
necessidades do Paiz. Em nosso humilde en-
tender as duas primen-as necesidades da Pa-
tria sao socego e pao para a boca. Nestes
dous mandamentos se enoerra toda a historia
das nossas precises.
Para sustentar o socego he preciso susten-
tar a Carta Constitucional e ratificar o mo-
vimentode 27 de Janeiro 5 he preciso fechar
de urna vez a porta da anarchia e por a naco
a cobei lo de revolugrtes e de Bernardas, que
sao sangras polticas. A Carta he liberal ,
mas he preciso desenvolvel-a e segural-a por
meio de boas leis regulamentares adequadas
aos usos e costumes da nago. Em quanlo
as leis foreni francezas ou belgas amachi-
na nao anda ; pois o carcter nacional as re-
pelle. Somos pois de opinio que hoje a
principal virtude do Deputado deve ser o a-
mor Carta Constitucional, Rainha e sua
ynastia : se a Eleigo recahir em homens
que proteslassem contra o movimento de 27
de Janeiro ou homens que quetem repbli-
ca ou o absolutismo queremor,metter as
Ji'-mas as mos dos nossos inimigos^ anease,
caso quem he tolo pede a Dos que o mate ,
e ao diabo que o leve.
Para termos pao para a boca he preciso s-
ltennos governar as rendas do Estado : nao
gastar mais que as nossas rendas e nao vi-
ver como ale agora de emprestimos e de ca-
Joles. Perlugal est hypothecado ao Estran-
geiro e penhorado pehs Nacionaes. O Esta-
do tetn urna divida muito grande quo larde
pagar o Povo nao pode com mais tribu-
tos porque est pobre ; o nico remedio a
seguir he a mais restricta economa nos di-
nheiros pblicos. Se nao nos metleimos com
coragem nesta estrada adeos Portugal, Nos-
so Senhor le salve a tua alma. Todos sabem
que Porlugal sustenta por capricho grandes e
ociosos Estabelecimenlos pblicos com que
nao pode e que absorvem grande parte das
rendas publicas. E' preciso extinguil-os.
E' preciso livrar o Governo da tutela infer-
nal dos Agiotas : he preciso pagar em dia aos
servidores do Estado i diminuir a divida pu-
blica ; salvar o Douro da desgraca que o cer-
ca ; animar a Industria do Paiz, e nao sacri-
ficada a Traclados ruinosos E' preeiso a-
cabar por urna vez a le dos Foraes; decretar
a responsabiiidade dos Ministros e dos Em-
pegados ; tornar mais fcil e mais barata a
cobranga dos rendimenlos pblicos; dar ao
Clero a sustentculo e o respeilo que Ihe he
devido ; salvar a vida le tanto innocente que
por ahi morre nessas rodas mingoa de leite ;
acabar por urna vez com o abuso fatal do di-
r''ito demissorio ; em fim nao falta que fazer
"as fue tu ras (lories o ponto est em que os
liorn-'iis que para l vo (enhilo vonlade de
o fazer e coragm de arrestar as dfkuldades, \ <
e ao mesmo lempo virtudes para resistir s
, que quasi sempre ex-
influencias do Poder
rbita seduz e corrompe.
E ter a NaeSo portugueza desta vez a fe-
licidado de acertar com esses homens bons ,
sabios e virtuosos, e de um carcter incor-
ruptivel ou cahir ella de novo as maos
dos seus comedores ? desses homens que nos
teem crucificado cacoado e devorado, car-
regando o povo de tributos fazendo reformas
ridiculas, e trocando a sua consetencia por
O Administrador da meza do Consulado des-
la Provincia, faz saber aos Srs. Propietarios,
e rendeiros dos trapixes recebedorias de
caixas e mais volumes de assuear da Pro-
vincias das Alagas e meslres das barcassas,
canoas e nalgas que as conduzem queem
virtude das ordens da thesouraria de 11 do
rorrriile,deverSo com despacho desla Admi-
nistradlo principiar no dia 1G a descarrega-
i-m somente noTrapixe novamente edifica-
um habito e o bem da Patria por um era-'do denominado d'Alfandega velha a fim
:remns n nnn inivn n... .1.. cenle daquella Provincia all fiscalizar os
Nao emitliremos o nosso juizo nun
nossa opinio ; e bem que maliciosamente s?
espalhe que as fuetnras Corles sero ainda
peores que as suas antecessoras nos nao
queremos ter as dores antis do parlo. Co-
nhecemos a origem destes boatos, e com a
franqueza que nos he propria e pela qual te-
mos sido assaz castigados por amigos e inimi-
gos tomamos a liberdade de dizer aos Cida- \
daos Eleitores que nao tem somente origem'
na estrategia de nossos inimigos, mas elles
sim tambem sao lilhos de urna talvez injusta
des onfianga que lavra no Partido Cartisla.
Se tivessemos tido a honra ou a desgraga i
de sermos Eleitor nos de certo nao confia- s
riamos um diploma de Deputado ao homem
fosse quem quer que fosse cuja existencia
poltica c mesmo social estivesse ligada a con-
tinuagao destes abusos. Firmes nestes prin-
cipios lugiriamos de sobrecarregar a Cmara
de Empregados pblicos, bem que os nao
excluiramos, e tambem nao encheriamos a I
Cmara de urna s classe. Entre os homens
dependentes do governo l apparece um ou j
outro que o combata ; masa excepeo nao!
derroga a regra geral, e o seculo nao he de
Catoes.
Nao queremos dizer que desconfiamos do
governo pelo contrario temos inteira confi-
anga no Ministerio, e somos de opinio que
muito merecer da Patria o Deputado que o
apoiar. Desejamos que elle tenha urna mai-
oria mas nao urna mnoria Villele mas
urna maioria conscienciosa livre e franca ,
urna maioria que o defenda de seus inimigos
injustos, ma.-- que saiba tambem resistir-Ihe
(liando elle por desgraga exorbitar da tslrada
legal em prejuizo do Povo A Patria est
primeiro que os homens ; a Patria tica eos
Ministerios morrem. Nos esperamos
El
nlicados v domes em virtude da ordem da
12 de
mesma Provincia.
Meza do Consulado de Pernambuco
Agosto de 1812.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade.
DECLARACES.
%3T O Brgue Brasileiro Empreza de que
he Capito Francisco Ferreira Borges rece-
be a mala para o Cear no dia 20 do corren te.
= O Brigue Nacional Feliz Deslino, sai
para o Bio de Janeiro, com escala pelo As-
s, no dia 22 do crreme, recebe car-
lario na loja do snr. Pinto defronte do
Collegio.
tsr A Commisso de Polica da Assemblea
Legislativa desta Provincia encarregada de
contractar com quem por menos fizer a publi-
cago dos seus trabalhos por tachigralos,
convida as pessoas que se quizerem propor
esta empreza a enviar ao primeiro Secretario
da mesma Assemblea, Antonio Joze d'Olivei-
ra as suas propostas em carta fechada ateo
dia 20 do correnle.
T11EATRO.
Reprezentagoe cantoria =Bafael
e Ma-
nhecida nao s pelas velocidades de suas
viagens, como pelos superiores commodos o
bom tratamenlo aos passageiros ; para o res-
to da carga passageiros e escravos a tratar
com Antonio Francisco dos Santos Braga na
ra da Moeda N. 1-2 ou com o Capito da
mesma Narcizo Joze de Santa Anna.
L E I L A .
tsr Fernando Joze Braguez faz leilio sab-
bado 13 do corrente de 83 sacas com farinha
de mandioca cm bom estado por conta e risco
de quem perlencer : no arroazem junto ao
arco da ConceigSo.
AVISOS DI VERSOS.
tsr 0 numero trita e nove do Carapu-
ceiro sahe hoje as nove horas do dia trac-
tando da questAo de qual bra o fructo que
tentara no Paraizo a nossos primeiros Pais.
Na Variedade discorre sobre as brocas Elei-
toraes, e conclue definindoo que he urna mu-
Iher resingueira vende-se na praga da In-
dependencia loja de livros n. 37 e 38.
UP Precisa-se de urna ama branca, ou
parda de bonscoslumes que saiba engomar,
e tomar conta de urna casa de pouca familia ,
pagando-se-lhe rasoavelmente 5 quem isto
se propuser dirija-se a ra do Queimado D.
16 segundo andar.
= Do porto dos Martiiios furlaro tima ca-
noa aberta de carga do mil e duzenlos lij-
los de alvenaria tendo por signal dous re-
mendos compridos nos encolamentos, e urna
queimadura na poupa, ou proa ; quem del-
la der noticia receber de achado deis mil rs.,
na praga da Independencia loja de Thomaz
Felippe da Silva.
= A pessoa que annunciou no Diario de
12 do corrente, querer trezentos mil reisa
dida pega = D. Ignez de Castro = No fim do
2. aclo Balad Lucci cantar urna aria do
=Barhero de Sevilha= No fim do 4? acto
Madanioizelle Lucci, cantar=.L'ina nova Ca-
que os 1 valina da y Gaza La(lra_ No fim u 5 o
clores farao urna escolha que agrade ao bom aclo remitl,\ 0 (.spectncu|o com m =ExCeJ.
senso da Cidade invicta e consultando a op.- | u.nte e ap|aiuJij0 noVO Dllcllo da Upera Gazza
inflo publica nAo confiemos destinos daarlo Ladr Forse un di conoscerete= Este bri-
damoizelle Lucci, gratos aos bnozos habitan- | jros COm indoganles a contento 5 dirija-se
tes desta Capital vilo Domingo H do cor-j ma ja Senzalla velha padaria D. 50
rente dar urna esplendida fungo da maneira | a Aluga-se um terceiro andar no beco do
reprezentar-se-ha a muUo aplau-j peixe Frito D. 3 com commodos para pe-
quena familia ; quem o pcrlender dirija-se
sedueco e int-iga mas sim ao mrito e
virtude Se assim o fizerem a Patria a-
bengoar os seus nomes ; se for pelo coi|tra-
rio, do que Dos nos lvre ento diremos
com a Tia Michaela Quem torto nasce,
tarde ou nunca se indireita.
(P. dos P. no Porto.)
CO VI VI ERGIO.
ALFANDEGA.
Bendimento do dia 12 de Agosto 4:929*613
DKSCAKRECAO HOJE 15 DE AGOSTO.
Brgue Porlugue/. =Importador = Mobilha,
miudezas, sebollas, e albos.
Brigue Inglez'=Fanny= Bacalho
Brigue Bremense = Lowiso = Fazendas
vinhos vellas,, potassa e plantas.
MOVIMENTO DO POBTO
NAVIO ENTRADO NO DIA 12.
Porlos do Norte ; 1o das ; Barca de Vapor S.
Salvador;de220 tonel.; ommandante Joo
Henrquos Oten ; equip. 28 consignado
J. B. Moreira : passageiros oAlemoH.
P. L. Kalkmann e o Nacional Joo Hen-
riquesd Mallos 2 alferes 1 cadete 1
e 47 pragas do Exercito.
sargento
ED1TAES.
Domingos Affonso Neri Ferreira Juiz de Paz
Supplente da Fregnezia do SS. Sacramen-
to do Bairro de Santo Antonio do Recife por
S. M. o L &c."
Faz saber aos snrs. Eleitores que perten-
rem ao Collegio Eleitoral desta Cidade que
em o dia 14 do correnle se deve reunir o re-
ferido Collegio, para se proceder a EleicAo
dos Deputados Assemblea Geral Legislativa.
Pelo que os snrs. Eleitores se devem adiar
em o referido dia pelas 10 horas da manh ,
na salla do Itocel no Palacio do Collegio lu-
gar marcado para a reuniAo.
E para constar mandei passar o presente ,
e publicar pela imprensa. Freuezia de San-
toAntonio do Recife 12 de Agosto de J842.-
Eu Innocencia da Cunha Goianna Lsenvao
' Domingos Alfonso Neri Ferreira.
Ihanle expectaculo deixar sem duvida sap
tisfeilos os amadores da divina arte na qual
fu rao o Snr. Lucci e sua lillia os possiveis
exmeos para agradar a os seus benignos es-
pectadores.
NB. 0 Expectaculo ter lugar nu dia mar-
cado nao chovendo das 6 horas da tarde
em vante e no caso de chover se transfiri-
r marcando-seo dia pelas folhas dublicas.
Principiar as 8 horas e meia em ponto.
POST-SCBIPTUM.
Tinhamos o nosso presente N. quasi com-
posto e haviamos dado aos nosso leitores
as noticias que tinhamos do Ex por via da
Boa-vista quando recebemos pelo Vapor S.
Salvador jornaes do Cear que confirmo
estas mesmas noticias, eaccrescenloque o
Exm. Presidente ha va marchado para o Cra-
to no dia 2 do corren'e a fim de d'ali diri-
gir as suas operages e avangar sobre o E-
x para bater os sediciosos. Do Para temos
noticias d 23 de Julho e do Maranho at
51 : a prime ira ficou em paz ; na segunda
Continuaba a guerra dos partidos cabano e
bem-tev pela imprensa e com as armas na
comarca da Chapada o partido do Tenente
Coronel Mlito com o do Capito Carvalho e
outros Em nosso prximo numero transcre-
veremos alguns artigos do jornal do Cear,
sobre o movimento do Ex.
AVISOS MARTIMOS.
venda que
E7" O Illa te Flor da Larangeira bem co-
nhecido pela sua boa conslrucyAo e man ha,
sai para o Aracaty no dia 15 do corrente : j
tem meia carga prompta ; e como pretende
sair no dia marcado recebe toda a qualida-
de de carga seca miuda, ou grande: os pre-
tendentes dirijo-se a ra da cadea do Re-
cf- loja N. 17.
C?" Para o Aracaty sai impreterivelmen-
le no dia 14 do corrente a Sumaca Estrella
do Cabo : tem a bordo 1040ji00() rs. de (re-
te e com este mesmo o proprie|ro a faz *e-
<{Ur ; [ior isso os snrs. carregadores que qui-
zerem seguir as presentes agoas nao so -
r-mem tietas do Larangeira venho ajustar
n frete que he baralissimo : a tratar com
Manoel Joaquim Pedro da Costa.
ts- Para o Bio de Janeiro segu em pon-
eos dias a Barca Brazileira Firmeza bem co-
a ra do padre Floriano n. 55
lica junio o beco tapado.
= Precisa-se de um mego Brasileiro ou
Estrangeiro para caixpim dp nogooio j tenha alguma pi tica ; as 5
Ponas loja do Snr. Jeze Andr deOliveifa,
se dir;
ty OlFere-se um rapaz Portuguez chega-
do a poucos lempos para caixeiro de venda ,
sabe ler, escrever, e contar o qual j tem al-
guma pratica de venda, e d fiador a sua con-
duela ; quem de seu preslimo se quizer utili-
zar dirija-se a ra do padre Floriano ven-
da que lica junto ao beco tapado n. 35.
= Antonio Magalhes da Silva comprou
por conta e ordem do Sr. Joze Magalhes da
Silva Porto, meio bilhele da 1. parte da H.
Lotera a favor das Obras do Theatro Publico
da Cidade do Recife den. 5016 ; cujo bi-
Ihete fica em poder doannunciante.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado
amarelo da ra do Plcete : a tratar na ra do
Cabug loja de miudeza junto ao Snr. Ban-
deira.
= Desapareceo no dia 5 do corrente do es-
taleiro de S. Francisco urna canoa aberta de
carreira sem corrente tendo falla de urna
taboa no panero, e o banco quebrado : quem
achar, dirija-se a ra da laranjeira D. 5, a fa-
lar com Claudio Dubeuxe que gratificar o
seu traballio.
= Da-se dinheiro a premio em pequeas
quantias sobre prala ou ouro ; na ra da
Praia armazem de Joze da Silva Campos.
= Em resposla ao annunciojdo snr. Capito
Joo Filipede Souza Lio inserto no diario n.
171 de 10 do corrente cumpre-me declarar
aos foreiros do vinculo da Conceico dos co-
queiros da Boa-vista que tendo principiado
pelo Juiz dos Orfaos d'esta Cidade ao inventa-
rio dos bens do meu casal pelo falecimento
de meu marido o ultimo Administrador do
dito vinculo e estando encabegado nos refe-
ridos bens como conjuge sobreviven te para
d'ellesdar partilha aos respectivos herdeiros ,
a mim e nao ao senhor Joo Felipe hum
d'elles como administrador desua mulher ,
beque devem pagar os Iaudemios e foros ven-
cidos e que se forem vencendo, afim dse-
rem contemplados no inventario e parlilhas
dos bens do met caza I na forma da le.
Antonia Maria da Conreigo.
= O abaixo assignado aviza a os foreiros
do vinculo de N. Snra. da Conceico dosCo-
queiros quo ella se acha legalmente autori-
zado para cobrar os foros supra do menciona-
do vincllo, bem como para passar as licen-
ras e receber os Iaudemios; quem o perten-
der procure na ra Nova loja D. 12.
Joaquim Candido Ferreira.
f


ratres/ssikixrutr-^im
f-i.
&
*?&**
Vicente Ferien a Vidal, lera-sc pa-
ra o Aracaty levando em sua companhia sua
cunhada Carolina Emilia de Paula.
t~ Manoel Joze Rodrigues de Oliveira ,
retira-so para o Aracaty a tratar de seus nego-
cios.
tsr Aluga-se urna grande caza da sobra-
do com suficientes commodos para familia .
coxeira estribara cacimba um quintal
murado e outro grande sercado com bas-
tantes plantas grande parreiral de 2o pal-
mos de largo e 520 de fundo porto ao la-
ti da caza pintada de novo nn bairro da
Boa vista no lugar denominado a illia, com
trente para palacio velbo e fundo para o hos-
jmcio e com estrada para o mesmo ; os pre-
sidentes dirijAo-se ao Recife na ra da Con-
ccgo o. 25 e 26, a fallar com o si/u proprie-
tario Joo Maria Se ve.
PILULAS VEGETAES E UMVERSAES AMERICANAS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem feito, nao requerem nem
dieta, e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo tao simples, que nao fazem mal a
oais tenra crianga : em lugar de debilitar ,
forticao o systema purilico o sangue ,
ugmento as secretos em geral : tomadas ,
seja para molestia clironica ou somente co-
mo purgante suave; o inelhor remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipacao depois de sua
operagao como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causa re m incoinmodo nenlium. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do author : na ra da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinlia vai embrulhada em
seu receituario rom o sello da casa em la-
cre preto.
tsr Bernardino Vicente de Araujo, reli-
ra-se para fora do Imperio.
tsr O abaixo assignado, 1-mlo o annun-
cio inserido no Diario de 9 do frrente do
Reverendo Padre Francisco Dias de Oliveira,
em que declara nao ter passado letra, ou obri-
gacAo a pessoa alguma declara ao sobredi-
to Padre e ao publico que em sua mo se
acha uma obrig igo da quantia de 564, 770 ,
passada por Coslodio Ferreira de Mello em 2
do corrente a praso de 8 mezes abonada
pelo Reverendo Padre como fiador e princi-
pal pagador e para constar fago o presente
annuncio.
Joze Joaquim de Mesquita.
tsr O Secretario actual da Irmandade de
S. Joze de Agona Erecta no Hospicio de N.
S. da Penha pelo presente convida aos Ir-
isaos da mesma a comparecerem Domingo 14
do corrente pelas duas boras da tarde no
mencionado Hospicio a lim de eucorpora-
dosacompanharem a procisso de N. S. da
Roa Morte ; outro sim faz ver aquellas pes-
soas que tiverem opas em seu puder e baran-
des hajaO de entregar no largo do Livra-
mento D. 12.
tsr Joo Marques da Silva Jnior retira-
se para o Aracaty a tratar de seu negocio.
tsr Os interessados na Rarca Ermilinda ,
que seguindo para Loanda foi apresada na-
quella costa e depois restituida queiro
levar ao escriptorio de Angelo Francisco Car-
neiro notas das mercadorias carregaJas na-
quelle vaso e seus respectivos valores pois
que isto se faz mister a bem de interesses
geraes.
= Precisa-se de urna pessoa de bonscos-
tumes capaz de lavar e engomar com as-
ceta pagando-se-lhe rasoavelmentc : quem
isto se proposer dirija-se ao sobrado de um
andar contiguo ao do sr. Francisco Antonio
d'Olj vtira no atierro da Roa-vista que ah se
llie dir quem pretende.
ms Precisa-se de om padeiro que entenda
bem tanto de torno como dos mais arran-
jos de uma padaria para ser em pregado em
uma nova padaria nesta Cidade : a falar no
primeiro andar da caza n. 51 na ra da
Cadeia vellia.
CT A pessoa que tiver uma crianza para
criar em caza de uma .senhora casada diri-
ja-se a ra do Jardim D. 11.
tar Arrenda-se um pequeo sitio para se
passar a festa ou at Marco vindouro en-
tregando-so por todo o mez de Setembro a
cazado sitio he grande e tem estribara; quem
pretender annuncie.
UT No dia 9 do corrente foi aprehendido
a um moleque uma letra da quantia de res
154350 sacada por Joze Coelho Neves con-
tra Antonio Razilio e juntamente uma cla-
reza de uma corita salda a favor de Gabriel
Gonsalves Lombo, a pessoa que a isto tiver
direito, dirija-se a ra Direila D. 5i nao
se responsabeiisando o annunciante por cou-
za alguma.
tsr A pessoa que hypotheca ou vende dous
sobrados do um. andar dentro do Recife di-
. Real Principe viro ; la,Lto aP sul, comoao norte uesia rio\mua ,
?iro a risco para pagamen-. fizendo-se-lhe por isso bom interesse, o qual o
je tem feit,Bcito porto pela (leve dar (ador donio ; quem a isso se qin
ada c para contnuaco da zer sujeitar ; dirija-se a ra de Agoas verde-. I
rija-so a ra da Cadeia do mesmo bairro %><
tsr O Comniandante Jernimo Romcco-d"
Parca de S. M. F. Real Principe D, 1 ufe
precisa de dirinbeiro
lo das despezas que
sua arribada forgad_
suaviagem ao de Boston nos Fslados Uni-
dos d'America do Norte : as passoas a quem
convier celebrar este contracto pela somiiia
de 6000 pesos liespanhes .e.pela que mais
Ihe for necesaria podem dirigir ao Consula-
do de Portugal suas propostas em carta fe-
chada.
tsr Precisa-se de um rapaz que tenha pla-
tica de pharmacia segundo o seu mereci-
mento dar-se-ha um ordenado suficiente : na
praca da Boa vista botica D. 10.
ts- Arrenda-se um sitio na passagem da
Magdalena entre as duas pontes com caza
de sobrado que tem commodos para grande
familia ; um dito com caza terrea para pe-
quea familia : na ra da Gloria sobrado de
um andar junto ao convento das recolhidas.
tsr Antonio Joze Gomes Guimares reti-
ra-se para lora da provincia.
tsr A Companhia de seguros da Tragada
Haba = Lealdade = annuncia ao respeila-
vel publico que tem authorisado a Manoel Joa-
quim Ramos e Silva para conhecer da legali-
dade dos sinislros e avarias que tenho sofri-
doqualquer emba-cacao ou mercadorias pela
mesma companhia seguas, e que tenho de
ser nesle Porto legalisadas para elle poder
requerer o quanto possa faz*-r a bem dos inte-
resses da Companhia; a qual declara que nao
attender documento a'gum nesta legalisado
sem nelle intervir o mesmo seu agente.
tsr Quem annunciou quererer dar 900
a premio com hypotheca em uma morada de
caza annuncie sua morada.
tsr D-se 100* a juros adous por cento
ao mez, sobre pinhores do ouro ou prata :
em fora de portas D 21.
tsr Das duas as 5 horas da tarde do dia 9
do corrente do pateo de S. Pedro novo at ao
meio da ladeira da Misericordia perdeo-se
uma moeda velha de j e encastoada em
ouro roga-se a pessoa que a achai ou a
quem for ofTerecida de a aprehender e levar a
caza de Joaquim Marques morador no ines-
me pateo de S. Pedro que ser gratificado ,
e mesmo a quem der noticia certa.
re- D-ce de 100 a 1:000* de res a ju-
ros sobre pinhores de ouro : no atierro dos
Affogadcs venda junto ao sobrado do Rrito.
tsr 0 abaixo assignado tem comprado de
soeieJado com o Snr. Manoel Antonio de
Abreu snr. do engenho S. Paulo 10 bi-
Iheles inteirosda primeira parle da 11. Lo-
tera das obras do iheatro desta Cidade dos
nmeros seguimos : 2417, 5556, 2019,815,
2817,1601,55 2818, 908, e 2911.
Rento Joze da Silva Magalhes.
tsr Aluga-se uma crela forra para ama
de uma caza de um homem solteiro ou ca-
zado de pouca familia sabendo cozinhar ,
engommar perfeitamente coser marcar,
o dirige um caza com muita fidelidade por
ser conhecida como tal por varias pessoas ca-
pazes : na ra da roda D 6.
tsr Quem precisar de uma ama com mili-
to bom lete para criar dirija-se a ra es-
treitado Rozario na quina que volla para a
ra das Trincheiras D. 53.
tsr O abaixo assignado comprou um
meio bilhete da Lotera do Theatro do n.
1172, de socedade com o Snr. Guilh rme
Augusto Rodrigues Sette.
= A sra. Izabe Maria do Carmo enpa-
Ihadeira que morou na ra de S. Rom Jezus
HT Preciza-se de um homem, que se quei- para engenho de agoa e de beslas ; na ra da
ra"encarrilar de hir fazer certas cobranzas Cruz N. 27.
tanto ao sul, como ao norte desta Provincia por prego commodo b caJeiras de oleo,
' em.bom uzo ; quem precizar annuncie.
tsr Urna muilo boa meza de jantar de
amarello envernizado por pr -go milito pm
Dj 5$ conta : 110 lateo de S. Cruz tenda do marci-
tsr 0 abaixo assignado Provincial do Car- neiro.
mo nesta Provincia roga encarecidamente as
veneraveis ordens tere-iras, confrarias e ir-
mandades a quem teve a honra de convidar
para acompanharem a Procisso da Snra. da
Roa morte que por especial merc" se dig-
nem de achar-se no seo Convento as trez
horas em ponto do dia I i do frrente visto
que a mesma Procisso deve sahir imprete-
rivelmente as quatro horas da tarde.
Fr. Joo de S. Izabel Pavo, Provincial.
COMPRAS
Um escravo mogo pardo ou preto ,
que seja official decarpina : annuncie.
**sr Dous compendios do hi:'.loria de Ros-
suet, que estejo em bom uzo : quem tiver
annuncie.
tsr Quartos possantes : na ra da sen-
zala nova D. 1.
^tsr O primeiro lomo das insttuiges ora-
torias por Quintiliano tradugo de Soares
Barboza edigfto de Coimbra ou vende-se
o segundo tomo : quem quiser annuncie.
VENDAS.
das crioulas, quttira no prazo de 8 diasir
resgatar seus trastes que se acham em po-
der de propietaria da dita caza para paga
mentos dos alugucis pois do contraro se-
rio vendidos para em boleo da dita quantia.
= A pessoa que annuuciou queror permu-
tar um sobradinho porum sitio na Boa-vista,
fazendo-lhe conta um em distancia de tres le-
gos* porem com mais de um quarto de le-
goa mu i tas plantas, bom cercado e a
margem de bom rio : a falar na ra do Li-
vramento D. 7.
tsr O primeiro Secretario da Socedade
Natalense avza aos Snrs. Socios que hoje
(15'hsesso pelas 6 e meia horas da larde.
tsr Precisa-se de um, ou dous andares de
casa que tenho commodos no bairro de S.
Antonio em qualquer das seguintes ras S.
Francisco Collegio Crespo Queimado ,
Cruzes Rozario estreita e larga Cabug ,
e Nova ; quem tiver annuncie para ser pro-
curado
tar Domingo, e Segunda feira h na ra
das Trnxeiras no assougue Francez carne
de poico a 1-iO a libra.
Manoel Francisco Ribeiro, e Joze Fran-
cisco Ribeiro retiro-se para o Aracaty.
Varias obras de direito, para os di-
ferentes annos jurdicos da Academia em 0-
linda : na ladeira da Misericordia D. 7.
tsr Richasdo muilo boa qualidade che-
gadas ltimamente de Lisboa por prego
commodo : na ra larga do Rozario D. 11.
tsr Lm bom chexo*cantador que arre
meda todos os passaros e tem 5 annos de
gaiola : na ra do Cabug loja de ourives De-
cima 1. _^
tsr Bilhctes da lotera do Theatro intui-
ros a 9f e meios a j.'iOO : na praga da In-
dependencia loja de miudezas D. 2i.
ssr Vende-se ou arrenda-se um sitio bs-
tanle grande, no lugar do Arraial com ca-
za de pedra e cal estribara grande baixa
para capim agoa corrente todo anno o ar-
vores de fructo : na ra estreita do Rozario a
fallar com Joaquim Joze Ferreira da Penha ;
o mesmo tm para alugar uma preta para to-
dooservigode uma caza, por 10. mensaes.
tsr Urna venda na ra Nova D. 20 com
os fundos de 80O ou a armago sem os g-
neros OU aquellos que convier ao compra-
dor a praso com firmas a contento, 011 a
dinheirn : a fallar com seu proprietario Ma-
noel Luiz Vi raes na ra dos Pires D. 11 ,
ou na portada Alfandega.
tsr Um violo com boas vozes por 5? :
na ra dasenzala velha ; assim como 20 pal-
mos de pedra de sacada da trra de muilo boa
qualidade.
tsr Um rico e exeellente Atlas geogrfico
de 10 carias como poneos tem aparecido .
d'Andriveau-Goujon contendo a revolugo
da trra theoria das e&tages pavilhr.es ,
ludo na mais rica impresso bom colori-
do publicado em Pariz no anno de 1840 ,
mui til a quem com proveto quiser esludar.
por serem mui expressi vas as suas di viso, \s ,
por prego muito commodo : na ra Nova lo-
ja de Guerra Silva & Companhia.
OF* Uma cadeirinha em bom uzo, e um
bote novo proprio para doverlimento ou
para bordo de alguma embarcago : na ra
do Cotovello D. 50.
Urna escrava parda de 25 annos cose,
engomma lava faz renda lavarinto e
cozinha ; um escravo pardo de 20 annos ,
de bonita figura official de fazer telhas e li-
jlos e ptimo para pagom : na praga do
oorpo Santo a fallar com Antonio Rodrigues
Lima.
tsr Um mulato e um negro de 24 a 2o
annos, bons canoeiros ao com piador se di
r o motivo porque se vendem, e se afianga a
conducta dos mesmos : na ra Nova D. 25 ,
loja do Coimbra.
tsr Vende-se ou hypolheca-se uma caza
terrea cita alem da ra do Mondego no ca-
minhoquese dirige ao Manguinho de pe-
dra e cal, nova, e anda nao tem os repar-
timentos internos boa para qualquer esla-
belecimenlode officina ou industria, e es-
tar na principal entrada para esta Cidade e
avisa-se as pessoas que ja nella tem intentado
querendo podem comparecer na ra das Cru-
zes quina que volla para obecoda Pol junto
a praga da In.Jependencia, para ultimar o
negocio com vantagem ao comprador ou hy-
polhecaro.
Uma maquina de vapor e inoendas i
de
tsr Um mok'quc com 20 a 22 annos ,
nagao rebollo proprio para todo servigo : na
ra do Rangel entre e Sr. Mendello e Faria a
Iractar com Victorino Francisco dos Santos.
W Uma porco de papel pintado para
forro de sala : na ra do Fugo I). 12.
ts? Urna olaria no lugar doMonteiro pa-
ra pagamento de dividas com barro para to-^
da qualidade de obra e suficiente commodo
para lodo arranjo de familia tscravos e
augmento do mesmo servigo; quem pretender
dirija-se ao escriptorio do Dolitor Joo Paptis-
ta Soares atraz, do Carmo que achara com
quem tractar. Obrigando-se os seos proprieta-
rios levantar as partes que a grande cheia
desbaralou, como ja se est fazendo.
tsr AmanhS, carne de vitela muilo gorda a
90 rer, no assougue de fronte da Cadeia.
tsr Os livroseguinles : um Atlas de Geo-
graphya com 10 cartas a arte de se tractar a
si mesmo as en fertilidades venreas, e Te-
rencio em Latim : na ra do Livramento loja
de fazenda D. 9.
tsr Duas excellentes cazas em Olinda ,
urna nos quatro cantos eoulra na ra por
traz do Amparo, chaos proprios ; quem pre-
tender dirija-se ao eslaleiro defronte de S.
Francisco a fallar com Manoel da Silva Maris.
Um esplendido aparelho de porcelana
para servigo de meza para 24 pessoas um di-
to igual para sobre-meza o um dito para
cha e cafe recenlemente chegados de Inglater-
ra : os quaes pela sua rara belleza, igualdade
de padroens ricas pinturas e dourados, e
qualidade da jiorcelena podem revaiisar se
nao lo superiores com a inelhor louga su-
perfina que antigamente nos era importada
da china ; os perlendcntes dirijo-se ao es-
criptorio do correlor Oliveira.
tsr Meios bilheles da lotera do Theatro :
na ra do Cabug loja de relojoeirejunto do
Bandeira.
tsr Bilhctes da lo teria do Theatro : na lo-
ja de Carioca & Sette, ra do Queimado D. 15.
tap Um galnt'i porquinho do mato : no ar-
maz ni de capim na ra do Sol confronte o
Porto das canoas de agoa.
OT Bilhctes e meios ditos da lotera do
Theatro que corre no dia 18 do corrente;
na loja de chapeos 110 largo de Palaci j.
tsr Meios bilheles da lotera do Theatro:
na ra do Queimado D. 2 lado do nascente.
tar* Lma escrava de meia idade nago
angola, propria para qualquer servigo de ca-
za : na ra velha D. 22.
tsr I). Joanna do Roz;rio Guimares Ma-
chado com os mais administradores do fal-
lecido Joaquim Lopes Machado vendem pa-
ra pagamento de dividas o sitio do mesmo
nos affogadcs com caza de vivenJa senza-
la para tjseravos onde tem um quarto forra-
j-fJo pata enfermara estribara para 5 cava-
os duas cacimbas murado na frente com
gradiamento de ferro porto jardim com
boas flores, 200 parreiras que todas do uvas,
de muilo boa qualidade pos de larangeiras,
limeiras, goiabeiras, fructa pao. coquei-
ros planta de capim suficiente para dous
cavailos e um bom viveiro no fundo para
ver entendaf)-se c.m a mesma Senhora na ra
Direita e para tratar com Honry Forster &
Companhia.
tsr Urna preta moga robusta com
uma cria Je trez mezes propria para criar,
com boa figura e possante, cozii.ha en-
goma e lava de sabo : na ra do Queimado*
lojaD. 12.
tsr Um oratorio de trez faces de vidro,
moderno, com suas Imag-ms, muilo em conta:
na ra do Nogueira D. 1 de fronte do nicho
Jo Noia.
tsr lima negra crela de 18 annos
nha bem e engoma e muito : fiel ,
vicio: na pracinha do Livramento por cima da
loja do Basto.
, coz 1,
e sem
ESCRAVOS FGIDOS.
tsrDesapareceoda caza do abaixo assigna-
do um preto afTricanode nome Joaquim, do
2i anuos estatura regular cor preta, olhos
afumagados um dedo do p por cima dos
oulros desapareceo a 50 dias ; quem o pe-
gar leve a caza do abaixo assignado na ra do
Crespo D. 7 lado do sul. == Manoel Lopes
Braga.
RECIFE XA TYP. DE M. F. DE F.= 1842.



SLPPLEMjENTO
DIARIO
AO
RHAMBUOO1T. 174,
Domingo 14 de Agosto de 1842.
BHfc*
INTERIOR.
MARANHO.
Teve com efTeito logar a primcira reu-
niodo partido liberal como ha vamos an-
nonciado pela nossa folha. Foi to grande c
concurso de gente que tornou-se impossivel
o ingresso de um grande numero no cor-
po da Ignja ; sendo na verdade para sen-
tir que a estreitesa do recinto nao permitisso
a todos tornaren) parto em um acto to pa-
tritico.
Em quanto durou a sesso conservou-se
aquella multido compacta na melhorordem,
so quebrantada pela exploso dos vivas que a
cada momento rcsoavo e por outras de-
monslragOes de jubilo com que applaudio as
deliberagOes que se hio tomando. O sur.
Raphael de Carvalho que fra nomciado
presidente da mesa fez um discurso impro-
visado no qual com aquella forga c con-
cisoquc todos Ihe conheccm demonstrou
que a legenda que devenios inscrever as nos-
sas bandciras < a de--!iberdade o ordemque
para a nossa feli.-idade urna to nccessa-
ria como a outra e que spm a segunda ,
a primeira um ente phanlastico e imagina-
rio O desenvolvimiento d'estas verdades pe-
ranle um ajunctamentonomerosocomoaquol-
le cortamente do melbor efleito e do mais
proficuo resultado: e sirva-nos isso para
mostrarmos aos nossos adversarios que se
appellamos para o povo em n -gocios que sao
do povo Sabemos todava aproveitar oense-
jo para imbuir-lhc doutrinas ss, tracan-
do-lhe os limites nos quaes deve cir-
cunscrever-se o seu direito e cerceando-
llie o mbito das suas pretenses exageradas.
Os nossos contrarios que tanto bla.sonao.de
monarchistas desmentem com singular des-
pejo e impudencia lodos os seus principios e
sentimentosde monarchismo, quando pro-
curo embelecar o povo para servir s suas
tramas o aos seus manejos : e seno baja
vista s elcicOesde 1836 em que persuadi-
So ao povo queelles hoje chamo canalha ,
que podia depor o presidente da provincia e
at mesmolentar cunlra a sua existencia, se
elle noquizesso annuir aos seus desejos !
snr. Dr. Pago que depois do sur. Es-
tevo levo a palavra apresenlou a idea de
fuso de partidos s no intuito do fazer co-
nhecer a algalia menos expertos ou antes
aos muito expertos o acolbimcnto e ac-
ceitago que mereca essa ridieula idea pro-
posla polos nossos adversarios. Apenas a pa-
lavra de fsofoi proferida, por toda a
parle ecboaro as vozes de rcprovacao : afi-
gurou-se-nos quo entrara o demonio na I-
greja e que erio os clamores do povo os ex-
orcismos empregados para d'all o cxpellirem!
Nao podia ser mais torminanle a resposta da-
da aos partidistas da fuso
Coucluidaa sesso, gran le numero de pes-
soas,entre as quaes muita gente grada, percor-
rtu as ras da cidade, ao som de urna banda de
msica militar que tocava o glorioso bymno
da nossa Independencia, entoado por todos, e
de fogos de artificio que retumbavo nos aros;
e fazendo pausa em frente do palacio do Go-
Terno abi se doro vivas a S. M. o IM-
PERADOR CONSTITUICAO' e ao Exm.
Snr. Presidente da Provincia.Todos estes
vivas forSo victoriados com enthusiasmo pelo
immenso concurso de povo cujossentimen-
tos de ordem o adheso Pessoa do Monarcha,
forlo palenteados por bum modo nao equi-
voco durante a reunio e o passeio cleitoral.
E' com a eloquencia dos factos que nos
desmentimos o louco do snr. Solero que com
singular desavergonbamento aflirma na sua
Revista que todos os das se rarefazem as fi-
leiras do partido bemtevi; ; com a eloquencia
do< factos que Ihe provamos que esse mesmo
partido quo om 18H derrotou comple-
tamente os seus adversarios est bem Ion-
ge do que diz S. Meo., cada vez mais forte ,
mais unido, c mais compacto; eso almenan-
do que cheguo o dia I 1 de setembro para lhcs
wostiar para quanto presta.
Passando-se pela casa do Exm. Snr. Bri-I
gadeiro Magalbes deu-se um viva que muito
honra o nosso illustio concidado.Viva o
Exm. Gommandante das Armas, recto c
imparcial. Estas demonstrages de estima,
partidas espontneamente do povo devem
ser sobremanera lisongeiras aquellos que
como o Snr. Magalbes fazem timbre de
cifmprircom seas deveres tendo por busso-
!! a fustiga e a imparcialidadc.
Ilhn. Snr........
A Commisso directora composta dos
membros abaixoassignados tom a honra de
participar a V. S. que no dia 10 docorron-
le moz teve lugar a primeira reunio do par-
tido bemtevi, como se havia annunciado no
Gorreio Maranhense.
Nunca jamis houvc nosla cidade reu-
nio popular to brilhanto to nmeros,
e to cheia de onlhusiasmo, como a que nes-
so dia se presmciou !
Depois de se haver Iraclado de objectos
tendentes s eleiedes conservando-so o im-
menso concurso deassistentes na nielhor or-
dem e no mais religioso silencio so inter-
rompido pelos frequenles applausos e enthu-
siasticos vivas ao partido Brasilero grande
parte do ajunctamento percorreu as ras da
capital ao som da msica militar que tocava
o hymno da Independencia; o dirigimlo-sc ao
Palacio do Go/erno ; all prorornpeu em no-
vos vivas a S. M. o Imperador Cons-
lituigo o ao Exm. Presidente da Pro-
vincia.
Os abaixo assignados juIgSO do seu do ver
communicar a V. S. que ellos foro escolla-
dos o approvados para comporem a commis-
soo central encarregada de dirigir o movi-
mento cleitoral na prxima eleico; oproteslo
fazer quanto em si for para nao desme-
recerem a confianga ncllcs depositada.
Cumpre assegurar a V. S. que o partido
bemtevi se acha cada vez mais forte unido
ecompacto ao passo que os seus adversarios
jazom completamente derrotados som che-
fe e at sem esperanga de fazerem como
soio as suas reunios ; pois cntendem que
ollas s servirio para deriunciareni a sua
fraquosa.
O Presidente da Provincia a quem a fac-
go tem procurado illaquear por meio da in-
triga nica arma de que boje podem nzar ,
conserva-se inexoravel e surdo s suas prfi-
das suggestes ; e moreoc as sympalhias do
partido liberal ; porquanlo, no curto espa-
go da sua administrago tem j feitoconhe-
cer que aos seus actos preside a imparcalida-
de a jusliga c a roctido.
Esta commisso espora que V. S. como
pessoa influente d'csso circulo continuo a
dar provas do sen acrisolado patriotismo ,
contribuindo por si o pelo auxilio dos seus a-
migos para o triumpho de huma causa quo s
pode firmar a prosperidade c o bem-eslar da
Provincia.
Ella tem a honra do apresentar a V. S. a
lista dos candidatos esrolhidos o approvados
do accordo com os seus commiltontes.
1." O Exm. Senhor Doutor Venancio Joze
Lisboa.
2." O Exm. Senhor Dr. Joaquim Franco
de S.
3.' O Exm. Senhor Dr. Joo Antonio de
Miranda.
4. O Illm. Senhor Dr. Manocl Janson Pe-
reira.
Os abaixo assignados 'communicar" a V.
S. todas as deliberagas quo lomarem rela-
tivamente a importante misso deque se a-
cbo oncarregados ; e desde j con to com o
valioso apoio do V. S. de quem so subscre-
vem com a mais alta estima c considerago.
Mu alientos veneradores patricios e a-
migos.
Maranho de Julho do 1812
Francisco Gorreia LealAngelo Carlos
Muniz Izidoro Jansen Pereira Estevo
Rapbael de Carvalho Joze Lamagner Fra-
ilo Joze Jansen do Paro.
Pelo qufl toca a nossa provincia conlinua
no mesmo estado e apresar da oxncerbago
dos partidos que so combatcm furiosamen-
te pelos jornaes nao ha receio de (pie a
tranquillidade se altero. Na commarca da
Chapada porom desde principios do Maio quo
tem bavido seus tumultos e pertu bagues ,
uascidos do inimisado declarada entre o l-
ente coronel Mililao o seus adherontes
de um lado, e o capito Carvaliio e do te-
nonte Jo/.e Rento Morena e outros da ou-
tra parle. Consta-nos que estos ltimos ,
reunindo mais de com homrns li/.eram fu
gir para esta cidade no principio da qucllc
mezao dito Milito. O governo fez daqui
partir o juiz do direito Dr. Maciol da Cesta ,
com bum destacamente de 20 pragos; mas este
sr. chegandoao Miarim, soubequeasdesordens
tem ido a mais na sua commarca opediu
maior forga. Disem-nos que vo parlir mais
30 homens. ( Gorreio Mar. )
CEARA'
Assemiu.ka Legislativa Provincial.
Finalmente 21 dias depois d'aquelle, om
que devera-se tor aborto a assemhloa provin-
cial reunise numero .ulficiente de depu-
lados o nomearo-se na forma do artigo \
do regiment da ca3a as duas commissoes ,
para verificago dos poderos dos apresentados
o levanlou-so a sesso. No da seguinte (22)
a commisso do poderos aprosentou o seu pa-
recer que be o quo abaixo tnnscrcvemos o
qual depois de alguma discusso em que fal-
laro os Snrs. dontores Soares Guimares ,
Vieira e Theolilo oi unnimemente apro-
vado. Em cousequoncia do que so ofiiciou
ao Exm. Presidente da provincia remclten-
do-sj-lhe por copia o parecer afira do nian-
dar proceder a nova eleico de deputados pro-
vinciaos juntamente com a dos deputados ge-
raes. Louvores sojo dados aos dignos mem-
bros da assemblea provincial que ta nobre-
menle se poi taro sacrificando o seu interes-
se privado para suslentago da ordem e
mais exeacto cumprimonlo das lcis que re
gulo a eleico.
PARECBB.
A commisso encarregada da verificago
dos poderes dos deputados provinciaes pre-
sento legislatura, revendo todos os diplomns
apresentados c confrontando-os com as actas
pareaos que Ihe foro presentes achou que
nenhum dos cleitos, nem ainda mesmo os
seus supplentes excluidos alguns collegios
tem mandato legitimo para representar a
provincia polo excessivo o desproporcionado
accrescimo de eleitoros em todos ellos, em
consequencia do arbitrario augmento de fo-
gos as 31 freguezias, que contem a provin-
cia a excepgo de tres uU quatro como he
sabido, oque destruioa principal base das
eleigoes.
Nao he este acrescimo smenle conjectura-
do, mas ja realisado pela actual apurago para
novas eleigoes em algumas freguesias, como
por ex. : na do Mocejana quo tendo dado
23 agora d 18; na do Aquiraz que deu 34 e
agora aprsenla l; na do Cascavel que pas-
sou do 32 a 18; no Aracaty do 71 a 50, RjIu-
ritde (>0a 53; Ganind do 30 a 17 Quci-
xaramobim do 80 a 30 ; Maria Pereira de
G() a 18 ; e S. Rernardo de 21 a 23 ; e mar-
chando do condecido para o incgnito sejpindo
a regra de proporgo he claro que igual allera-
go so achara nis freguesias de cuja apura-
go ainda nao ha noticia. AIem desta razo
que se evidencia pelos mesmos diploma* as-
sim confrontados, ou confrontados com as ac-
tas da elcigo para a legislatura passada oc-
correm outras muitas nao monos ponderosas
que por publicas e notorias dispc:iso de
provas.
Taossoem primeiro lugar a suspenso de
garantas pola sedigo por amor da suspenso
das leis provinciaes, com oque o governo
cnto aterrorisou ludo e desviou de seus
collegios as pesoas de influencia e de mrito
ja fazendo-as exterminar como succedeu com
o coronel Agoslinho Joze Thomaz do Aquino,
o vigario Manoel Roberto Sebreira o Don-
tor Jozo Pereira da Graga juiz de Diroilo C
> Doutor Raimundo Ferreira de Araujo Lima
la villa do Ir : o coronel Manoel de Torres
Jamara, o vigario Antonio Pinto de Mendon-
Qa o juiz de paz Miguel Alves de Mello, e
o juiz de ireito interino Antonio da Costa
Rraga om Queixnramobim c mais alguns
om outros pontos ; j mandando-os vir a sua
presenga como fez por ex : entre outros
com o vigario Manoel Thomaz Rodrigues
Canipello o o juiz de paz Joze Barboza Gar-
deiro de Ganind ; oj finalmente prenden*
ilo-os por seu? agentes como fez com o coro-
nel Manoel Felippo Castello-Rranro, o ma-
jor Joo Carlos da Silveira o caplo Venan-
cio Pereira Castello-Rranco de Raluril o
como V. Ex. mesmo Snr. Presidente, quan-
do segua para o eiodo sua familia &C. c. :
obligando assim o povo doscenlrali9ado a ca-
lar sua consciencia o a dar na mudez desta
coaego o seu voto ou antes o poder de repre-
sentara pessoas de quem so nao confiava o
antes tema.
Depois desta a segunda foi a forra armada
destacada rom nocessida Je por" muitos colle-
gios pacficos pela qual dedo governo exc-
cugo a suspenso de garantas, c fez da
mais impondo sua vontade a pona de bato-
netas, excluio das eleigfios as pessoas nao ex-
terminadas nem chamadas s ordens nem
presas que mais intrpidas reconhecendo a
sua soberana n'aquellu dia verdadeiranicnto
nacional nao rccuaro dnto do tantos torro-
res, ameagas, pcrseguigos 6 violencias; o qii>!
rcclamavo cm vo o direito do votar liviv-
menle como so vota nos paizos constitucin
naos. Roclamavo em vo sim, porque quem
se nao curvava a vontade e as armas do {.-n-
. verno era declarado rebelde e inimigo do S.
M. o Imporador econdemnado sem recur-
so a perder o seu voto como sucecdoo ao
povo do Ico Riacho do Sanguo e Queixi-
ramobim onde mandou-sc urna deputago
de tres cidados dos princpacs ao chefo da
forga armada para conceder quo so flzes-
som as elciges livremento teve o povo un
resposta que s votara ponta do baiono-
tas pelo o que so dospersaro lodos.
Ao passo porem que assim so excluio os
cidadfios livrese ndepentlcntesda urna elei-
toral se rocebio votos o mais votos las tro-
pas nao cm urna mas cm tres ou quatro pa-
rochias, por onde passavo as suas marchas
ou operages eleitoraes, como fez atropado
cx-coronel Manoel de Barros Cavalcanle, que
volou cm Rrejo Grande Grato Lavras e
Ico; a do cx-lenentc-coronel Pedro de Quei-
roz Lima quo votou no Aracaty Cascavel ,
Baturit e Queixaramobim e a do tx-ma-
jor Joze Paulino Nopomuceno que volou cm
Sobral e igualmente em Baturit o Queixara-
mobm : c nao foi s isto mas al se rece-
bio votos de meninos do toda a idade c ain-
da mesmo de cscravos eo que he supra
summum at se recebio votos de pessoas fan-
tasiadas para somonte formarem-sc montes
de sedulas que pejassem as urnas e de-
cidissem da victoria. Tanto foi o escndalo ,
e depravago !
Mas nao paro aqu as monstruosidades ;
pois como so devesse o tim ser igual ao prin-
cipio na apurago das listas nao se lio os
nomes dos votados mas conlavo-se as se-
dulas e distnbuio-se os votos a calculo, ou
so urtavo de urnas para as outras pessoas
do lado enlo > ominante como se fez com
o maior descaro cm alguns collegios em
que pela variedade dos meios se permillio vo-
tassem os cidados da opposigo.
A ludo isto accrcscoo serem fetas as clei-
gOes com excluso do parochos em urnas e
juizes de paz cm outras freguesias em to-
das presididas por juizes millos por terem
sido cleitos cm virlude de una lei revogada
por outra como he sabido e foi decidido
pela ndago do dislricto cm conccsso do
< habeas-corpus em um processo dos mui-
tos quecm differentes pontos so baratca-
ro a muitas pessoas. Para excmplo recorda
a commisso o succedido na freguezia de Mo-
cejana onde a presen tando-se o reverendo


2
_
S!--
Antonio Nogueira de Braveza com noniea-
giodo reverendsimo visitador Vicente Jo-
ze Pereira para presidir aseleigOes por sor es-
trangeiro o parodio apoderou-se o reveren-
do Joze Ferreira Lima Sucupira da mesa pa-
rochial dizcndo que linha prcviso do ante-
rior visitador. O vigario nomeado para as-
sistir as eleigOes em Aquiraz fui suspenso
sem motivo pelo governo que as mandiu pre-
sidir pelo vigario do Ico finalmente no Ria-
cho do Sangue chegou-se a ponto de substi-
tuir o parodio por utn leigo.
Toda esta desordom e despropsitos se en-
caminhara a dar a minora dominante un
triumphomais fcil, pomo com effeito daria
por meios to variados e irresisliveis se os
collegios do Jardim e S. Matheus onde n9o
chegou a forga ao tempo das elm'gei prima-
rias scientes destes escndalos e iniquidades
nao oppozessem a tantas nullidades, urna nulli-
dade a tantas monslruosidadesuma monstruo-
sidado, e a tantas irrises e escrneos da razo
publica urna irriso e escarneo de seus auc-
lore.
A commissao falla do augmento om nume-
ro do eleitores nesses collegios nos quacs
s se apona esta defeito : pelo menos as e-
Jcigcs ahi foroa livre expresso da vonta-
tade dos cidados ; porque nelles nao influi-
rlo a suspensao de garantas a torga arma-
da os processos a sontenga de perda de
votos os votos dos que j tiuhao votado em
outros lugares a dislribuico dclles a cal-
culo o furto dos de urna para mitras pes-
soas a excluso dos parochos e dos cicla-
dlos e a presidencia de juizes millos &c.
He verdade que o collegio de S. Matheus uo
se reuni no lugar legal ; porem sim no Sa-
hoeiro mas disto foi causa a forga armada
que o accorametteo para prival-o da liberda-
de deque havia privado os outros collegios,
p alem disto foi o governo d'ento que deo o
primeiro exemplo mandando que a eleico
da Imperatriz so deixasse de fazer na matrit
e se fizesse na villa capella filial.
Nao obstante osla notavrl diflerenca julga
a commissao que estes collegios por este defei-
to sao to millos como os outros pelos defei-
tos o nullidades re ftidas. Em conclusao he
a commissao de parecer que n vista de to soli-
das razes pelas quaes t,1o sabiamente j
foi dissolvida a cmara dos depulados geraes,
para q' ninguom goze do fructo do seu crime,
cada huin se contenha na esfera do licito e
do honesto se julguem millas in totum por
amor da ore> m e da cjnsolidagfio do sistema
teprosentativo as eleiges dos deputados pro-
vinciaes visto que nenhum dos eleitos quer
juntos todos quer excluido. alguns collegios
tem mandado legal e legitimo para reprezen-
tar a provincia.
Sal* dascommissoes no pigo da assembla
provincial do Cear em sosso de 21 de Ju-
lho de 1842. Manoel Soares da Silva Be-
sierra Pedro Pereira da Silva GuimarSes
Joaquim Saldanlia Mari uno Joaquim Vic-
toriano de Almeida Pinheiro Placido Fran-
cisco de Assis Andrade.
PROCLAMAgO.
Cearenses Infames desordeiros alguns
dos quaes vos sao bem condecidos por suas
perniciosas doutrinas, e pelos seus princi-
pios desorganizadores acabo de levantar o
estandarte da anarchia na Povoacao de Ex ,
ameaco esta Provincia e a de Penambuco
com aguerra civil. Querem pois esses mal-
vados iufligir-vos o aos vossos irmflos e y-
sinhos os horrorosos males por que passasteis
na calamitosa poca de 1832 ; querem outra
vet talar os vossos campos destruir vossas
propriedades e sacrificar milharesde victi-
mas a insaciavel sede de sangue que os de-
vora Mas tao funestos intentos serao bal-
dados. Providencias as ruis promplas ee-
nergicas tem sido dadas e numerosas for-
jas de amigos da ordem e do Imperador ,
j a esta hora terfto marchado do Grato e
Jardim para supplantar os desordeiros. Nao
coatente porm com essas disposigo parto eu
mesmo para o theatro da guerra afim de
anniquila-la logo em seu principio pondo-me
testa dos leaes e valorosos Cratenses. A-
nimo pois Gearenses e como preludio do
vosso triampho sobre os inimigos da ordem ,
disLois, e do Throo entoai com o vosso
Presidente.
Viva a Religio Catholica Apostlica Ro-
m >na !
V:-a a Constituidlo !
d o Imperador !
Vivo os Gearenses amigos da ordem das
Leis e do Ihrono !
Cear, 30 de Julho de 1842.
Joze Joaquim Coeliio
Tendo-se o Presidente da provincia de au-
sentar-seda capital da mesma determina,
que o Sr. secretario do govorro fique encar-
regado do expedienle que vista do regu-
lamento da secretaria pode assignar e ex-
pedir e authorisa-o para abrir a correspon-
dencia dirigida a esta presidencia quer ve-
nha da corte quer dos pontos da provincia,
devendo dar parte a este governo do que em
dita correspondencia encontrar relativamen-
te ao socego publico, ebem assim de qual-
quer importante oceurrencia que apparocer
n'esta capital. Todas as vezes que nos of-
ficios vindo do centro se pedirem com urgen-
cia providencias que nao forem concernen-
tes tranquillidade o mesmo Sr. secreta-
rio ofilciar s autoridades que as pedirem ,
dizendo que as medidas sollicitadas nao po-
dem ser tomadas em consequencia de estar
ausente o presidente : quando porem taes
medidas interessarem conservago da or-
dem dever o referido Sr. secretario envi-
ar os oflicios em que lorem apontadas e
bem assim aquelles em qnese participar
alteradlo da ordem em qualquer ngulo da
provincia ao chefe de polica afim de que es-
te delibere o que convier fazer, segundo o
que a respeito se Ihe sem determinado.
Entender-se-ha igualmente o Sr. secreta-
rio com o agente dos vapores cerca da sabi-
da d'estes para o Norte ou para o Stil; reco*
bendo dos commendantes dos mesmos a cor-
respondencia oDctal que vier por mo d'el-
les e poder expedir licengas para as em-
barcages mercantes, quetiveremde deixar
o porto. Receber outro sim da autoridade
competente as partes do registo fazendo-as
archivar competentemente ; e expedir para
a thesouraria independenle de oflleio da
presidencia toda e qualquer ordem Jo the-
souro publico cuja remessa exigir urgen-
cia.
Palacio do Governo do Cear em 1. de A-
gosto de 1842.Joze Joaquim Coelho.
Para nos covencermos de que os castro* e a-
lencares sao anan Instas sao assassinos nao
necessitavamos auanha-los ltimamente ten-
tando contra a existencia do Exm Presidente ,
nem velos com as armas na mo no Ex re-
voltados contra o governo e.asteando o pen-
di da anarchia bastava trazer-mos me-
moria as luctuosas pocas de i817 24 31 ,
e 41 em que ellesj corro frenticos exa1-
tado* j como hypocritas e traidores fizerao
correr o sangue de seus patriaos Esta sua
nova tentativa nao ser prova para nos por-
que as temos sobejas, he para alguna que an-
da n8o est inteiramente convencido da per-
versidade e mizeria desses grachos sempre
queixosos do sedicSoe sempre promptos para
tuda quanto cheira a revoluco e desordem ,
como quem nada tem a perdor e cujo ali-
mento he a pilhagem dos cofres pblicos ou
das boleas dos particulares.
0 movimento sedicioso do Ex pois nen-
hum fim politico parece (or ; porque Joze
Lourenco "de Castro Xilderico Thomaz
Lourenco de Castro Lvo e outros seme-
ntantes que sao os caberas da revolta nada mais
querem, nada aspiro seno ronbar servem-
se ento do nome do augusto Imperador para
illaquear os incautos e rsticos que os es-
guem e de quem fazem degros para subir ;
tctica mui sediga e peculiar dequanlos rus-
gueiros e revolucionarios tem apparecidono
Brasil. 0 povo simples e que ignora as pre-
tencoes inquasdos demagogos osaccompanha
por algum tempo mas ao depois conhecendo
pelo tracto do tempo a sua illusao, os desam-
para. He assim que as sedges do Para ,
Pernambuco, Babia, e todas tem principia-
Jo e acabado inda que algumas infelizmente
depois de vertido muito sangue e lagrimas ,
que so devera verter esses propagadores da
desordem seus chefes c sustentadores.
Inda bem que os figurines da revolta do
Exu sao bem conhecidos ; Livio o revolu-
cionario do Maranhao Joze Lourenco de
Castro ex-redaetor do Vinte e tres de Julho
nesta capital Xilderico sohrinho do Alen-
car espadachim famoso Thomaz Lourengo
de Castro gritador de esquina nSo podem
engaar senSo aquelles que sao de provin-
cia estranha ; e aquelles dos cearenses que
sao como elles de conducta dosregrada, e reos
de polica inimigos da prosperidade de sua
patria, e da monarchia conslilucional. To-
dos os qu nao sao dessa esteira renegSo as
commoges publicas que so trasem ruina ,
e desgracas, e se reunirn em um s corpo
para expurgar o Cear dessa caterva de de-
generados brasileiros que salteadores dese-
jo viver custa dos males da patria. Os cea-
renses que n8o sSo castros e alencares todos
amfio e venero seu Imperador e timbre
he seu eseu brasao conservar esta parte do
imperio izenta do influxo da guerra civil, que
os inimigos do Soberano intento perfia-
mente fazer laYrajnes limites da nrssa pro-
vincia.
Fortaleza 2 de agosto.
Parti da cidade esta manh S. Ex. o Sr.
Brigadeiro Joze Joaquim Coelho para por-se
frente dos cearenses amigos da ordem e da
monarchia e sufibear o grito da sedigoque
soou junto comarca do Crato Quatro dias
apenas mediarSo entre a noticia da revolta
e da partida de S. Ex. As mais enrgicas e
promptas providencias forao logo dadas para
n.1o deixar que os sediciosos ganhem um
palmo do terreno, e sejo esmagados no
mesmo lugar em que sem respeito s leis ,
sem amor ao Soberano ousaro revolucio-
nar-se. Armamento muniges e urna for-
ga de 50 pragas de linha parti logo no dia
immediato ao da noticia do sublevamento e
breve se achara reunida aquella que so ada
destacada no Crato e com outras de diver-
sos pontos que se v3o por em movimento, nio
tardar muito que esse bando de insuflados
paguem com o anarchista Joze Lourengo de
Castro e Livio a sua temeraria prelengo ;
e S. Ex. ter de unir mais urna palma a ou-
tras mu i tas briosamente adqueridas nos cam-
po de Marte debelando os inimigos do Bra-
sil.
Estamos convencidos que os desordeiros
do Ex nao podero sustenlar-se por muito
tempo; por quanto os dous maiores chefes
que figurao na revolta sao dous co.tados que
n8o possuem com que sustentar-se a si sao
dous bandidos sem reputagao sem riqueza ,
e que apenas poder 3o ser acompanhados por
alguns malfeitores de profigao por que to-
dos os outros que se achao aggregados para
logo se despersarO urna vez que conhegao
que nao podem levar vante a sua rusga se-
no por meio do roubos e exlorgOes de toda
a casta. Breve vollaiao os defensores da pa-
tria desfazendo a espelunca dessa caterva de
sceleratos e trapilhas. Viva o Imperador !
Nao lisongeia a hum morto a voz de hum vivo.
MACEDO
Que precaria nao he a existencia do lio-
mem O Sr. Miguel Joaquim Fernandes
Barros j nao vive Huma morte repentina
o levou deste mundo na madrugada'do dia 22
docorrente mez(Julho). Os senlimentos, que
occasionou to funesto e inesperado aconteci-
mento nos habitantes da capital sao" signaes
bem significativos da eslima, que o finado go-
sava de seus concidados estima devida por
corto as suas excellenles qualidadescivi.se mo-
racs. ComcflcitocraoSr. Barros desvelado e ca-
rinhoso pai exemplar esposo bom amigo ,
e distinelo brasileiro por seu afierro as instilu-
iges, quo felizmente nos regem. Tenente re-
formado de artilharia oceupou na provin-
ia alguns anuos a cadeira de geometra da
qual se demillio para seguir a profissao do
commercio deque ltimamente vivia com
grande crdito na praga. Major ajudante do
ominando superior da G. N. tinha pouco
sitio agiaciado pelo governo com o habito da
ordem da Roza. O seu funeral foi honrado
com um concurso raras vezes visto nesta
cidade 13o mmeos. S. Ex. o Sr. Presiden-
te da provincia em reconheciment de ami-
zade se dignou ser um dos que seguravao a a-
zellia do fretro que condusio o morto
sepultura. Jaz na igreja do Rozario.A tr-
ra Ihe seja leve.
( Pedro II. )
Fortaleza 6 de Agosto.
Appareceoum movimento sediciozo noEx,
Povoago desta Provincia sustentado por ce ti-
lo e noventa Iludidos entre os quaes figu-
rao como chefes dous sobrinhos do Seni-
dor Nascimento um do Senador Alencar ,
o rebelde de Caxias Livio LopesCastello Bran-
co e um filho do Sucupira. EscolherSo es-
ses milraveis um ponto aonde podem ame-
agaf a quatro Provincias mais onde tambem
podem ser esmagados pelas forgas combinadas
dellas. No dia 20 do mez prximo passado de-
vio elles ser atacados por mil cento e trinta
e cinco homens desta Provincia entre G.
Nacionaes, e pragas de primeira linha, e
esta hora estaro completamente batidos a
nao terem tomado o aceordo de se de.banda-
rem subtrahindo-se desta arto ao encontr
das nossas forgas.
(Carta particular.)
monia de um partido ea tollerancia do ou-
tro grande gloria cabe Provincia do Mara-
nhao ; mas se e'ssa sera cerimonia he devida
a afoutezado partido que a ostenta, e a tolle-
rancia do outro resiguago de quem se ada
sem apoio ; ndo in vejamos o tal modo de dis-
cutir o merecimento dos candidatos e os
meios de conseguir a sua eleigo : he urna
maneira de cabala to extraordinaria que
ninguem aprovar estando isento do furcr
da mania de cabalar. Nao he menos extraor-
dinario o acto solemne da Asstmbla Provin-
cial do Cear acto pelo qual ella mesma se
declara milla e por consequencia dissolvida.
He um exemplo que raras vezes ser insitado,
com quanto o merega mais que todos : quaes
quer sejo as circunstancias que para elle
concorrerfio, ninguem poder negar aos Mem-
bros da Assembla Legislativa do Cear um
desinleresse e imparcialidade que faria hon-
ra mais patritica das Assemblas ; e islo
succedeo no Cear que por certo nao dispu-
la a primazia entre as provincias mais Ilus-
tradas do Brasil.
Nossos leitores acabo de 1er o que pelo Ce-
ar nos constou a respeito a sedigo do Ex ;
que. se por si s nao devia dar grande cuidado
aos amigos da ordem nem por isso devia ser
desprezada pelo Governo ; por que em quan-
to existir um ponto no Imperio ofTerecendo o
exemplo da anarchia nao podemos contar com
a paz de que tanto precisamos. Felizmente
temos como da outra vez que fallamos dos
negocios do Ex de darmos a boa apoz da
m nova : abaixo copiamos cluas pegas offi-
ciaes que do por dissolvida a reuniao faccio-
sa do Ex ; e um destes oflicios he do Jardim
que dista somente urnas t leguas do Crato ,
e anda menos do Ex. Cartas particulares
dizem que os sediciosos sabendo que se apro-
ximava o destacamento de Polica quo contra
elles marchara de Flores e vendo-so aban-
donados de alguns influentes do Ex deixa-
rao o campo da revolta ; e o que parece mais
extraordinario he que de novo se affirma que
Livio, que foi o chefe da sedigo veiopara
Garanhuns. As mesmas cartas manifesto o
receio que ha de que os facciosos queiro reu-
nir-seem outro ponto e fazer outro movi-
mento sedicioso receio que nos part I hamos,
com quanto as medidas que se tem tomado e
se continua a empregar nSo nos deixem riu-
vidar do resultado de to miseraveis e treslou-
cadas pretenges.
DIARIO M l'EltVlHIH'CI).
O que levamos copiado do corrcio Mara-
nhense de23,25e30de Julho ofTerece um caso
to novo no Brasil que nao nos atreveremos
ajulga-loem presenga somenta de jornaes ,
que pinto o negocio cada um com as cores da
sua bandeira : se a civilisago do Maranhao
vao lo adiante da de todo o Imperio que se
possa essa civilisago attribuir a sem ceri-
Illtn. Exm. Sr.Aproveito a ocasio pa-
ra levar ao conhecimento de V. Ex. o oflicio
encluzo do Delegado da villa do Jardim co-
marca e provincia do Cear em que me
participa a suprecgo? dos rebeldes do Ex
comarca da Boa-vista ; e a vista d'esta to
salisfaloria noticia neste momento recebida ,
vousustar a marcha da G. N. deste munici-
pio e da freguezia da Scrra Talhada at se-
gunda ordem pois havia planiado duas de-
visoes urna em direitura ao Jardim e ou-
tra ao Ex 1 esta commandada pelo major
Bernardo Luiz Ferreira Cezar Loureiro %_
aquella pelo capilo de G. N. Manuel Nu-
dos de Magalhes. Ex pois em suma o que
tenho a honra c gloria participar a V. Ex.
a quem Dos Guarde muitosannos.
Delegatura do termo de Flores 2 de Agos-
to de 1842.
II 11. eExm. Sr. Bar8o da Boa-vista Pre-
sidente da Provincia de Pernambuco.
Manoel Domingues d'Andrade.
Illm. Sr.Hoje recebi o oficio deV. S.
de 24 de Julho corrento pelo qual fique i in-
tendido do modo com que V. S. dizempenha
ai fungoesqe seu cargo m os ti ando em suas
deliberages sentimenlos de nobreza e lealda-
de pelos enlereses da patria. Os rebeldes a
vista do modo enrgico comq' se dessidio esta
comarca abandonaroa sua criminoza cauza;
sao hoje bem siuco dias que os conspiradores
se debandaro tendo mostrado por todos os
lados a manifestagao de seos delitos. Por es-
sa provincia se evadiro a maior parte dos
criminosos o Livio fozem hoje trese dias
que procurou essa comarca e talvez nao es-
teja longe da hi, os outros ignoro o verda-
deiro destino delles.
Resta-me finalmente agradecer a V. S-
apromplido com que se prestou a minha re-
quisgo ficando certo que o mesmo mea-
chara todas as vezes que oflerecer o servigo
publico. Dos guarde a V. S. Jardim 20
de Julho de 1842.
Illm. Sr. Monoel Domingues d'Andrade
Delegado de Polica do termo de Flores.
Joo Joze de Goveia ,
Delegado de Polica do Jardim.
REC1FENA i'P. DEM. F. DE F.=x 1842.


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