Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04769


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Full Text
Anno de 1842.
Sexta
Tudo agora depende de nos meamos ; d ,., nrj.- .
inuemo* como principiado, e eremos .,!>? T "od5
ult.S. "'"""* '?*> <."" **?* entre as Nar-es
---------------____________jProcUm^o^d.Assrmhle. (eral do .r.x,
todeuoSo eenerjria ; ron-
urariin .nii_ IV.-- _
PARTIDAS DOS CORREIOS TITiRFSTnF*
fiounna, ParatU e II,o grande do Nrie, le /J f '' '
Bomio eGaranbuio a -1Q e24- -.""tas e sextas feras.
Cabo Serinhaem Rio Formoin Porto CmU*1- M
l.je toi-^taff^ fodT0,\LAUf:0.....' "
DAS DA SEMANA.
8 Se?. I. Cvri.coM. Cb.nc. Aud. do J. de D. da 2 .
. iwp. jcjum Rm:10 M Rel# A-d Ho j
M Q-jari. + s I.oureneo VI ,. A(,leri V M f
1! SUT' "V, l,hvCOv e Su"n" Mm- Aud > ui* <* t) ,u v.
4 Ser. a. Clara V. !. Aud. do J. de D. da | t -
Sal.. jej..mSs lfvpoliu, Cassiam Mn.. Rel.Vud do I A. n J t
44 f).m. a. I.iuebto Saoerdole. J 3- .
11.
de Agosto. Anno XVIII. Jf. 173.
i II MnrMrIlal^Tl---------r,mM~,l^"a"aaaMaurZ__^_^^^_^rZ
JfA O Diario publioa-se tudas os diaa que n3o forem Santificados : o pree0 da asignatura be
\r de tres Mil reu por quarlel pas adianlados. Os annunrioa dos aasignsnlea s.'ia inserid...
(Tralis e os desque n nfto forem i rario de 80 res por linha. As recl.maeoes derem arr
di-ipidas aestaTvpoerafia ru das Crine I). 3, en praea da Independencia |i de lirroa
Numero 37 e 38.
CAMBIOS no da
Cmbio sobra Londres 25 nominal
Paris 30(1 res p. franco.
u Lisboa 100 por 100 da pr.
Mneda de cobre 4 por 100 de desronln.
I Descont de hilh. da Alfandil ;
mei.
II de agosto. compra venda.
Odo Moeda da ,400 V. Ifi.OO 16,290
*
1'lUTA
da 4,000
- I'afacoes
Pesoe Columnares
dito Meiiranoa
aiiuda
N. 40,001
'J. 000
4,870
1,870
1,870
1,680
16,100
9,200
1,800
1.8W
1,800
1.720

Preamnr ro ttia 12 de Agosto.
1. a n ho, e IS m. da manhS.
* a I horas e 4'2 m. da tarde.
PHASES DA l-UA NO MEZ UE AGOSTO.
La Nora a fi -- s 0 boras e 20 m, da tard
Qnart. rese, a 13 -- ka 3 horas e 4 m da manh.
Loa ebaia a 20 kt II horas 56 aa. da tard.
Quart. minE a 21) -4a 1 boraa e 30 aa. da manh.
liliRi> de i*v.;\iiinrrs^-
PARTE OFFICIAL.
GOVERN,) DA PROVINCIA.
EXPKDlENTE D0 D(A g no C0RnENTE>
OlhV ,0 Ao inspector da thesouraria da
laze.ndu ordenando que do primeiro .lo
correnle em dianto mande suspender a con-
signado de seis mil reis mensaes, que nes-
ta provincia deixou sua familia o alteres do
quinto batalho de caladores de linha Joze
Candido de Oiiveira ; pois assitn o requereo
o mencionado alferes ao Exm. Presidente do
llio grande do sul, que deferio oseu reque-
rimenlo.
Dito Ao commandante das armas par-
ticipando oconteudo no precedente oflicio.
Dito Ao mesmo e a inspector da the-
souraria da fazenda intelligenciando-os de
haver sido promovido por decreto de 27 de
maio prximo passado ao posto de apito de
caladores de primeira linha o lente da mes
maarma, e linha Joze Teixeira Campos.
lito Ao administrador da meza do con-
Jega (Posta cidade o macaco,,,e cm cili-
cio de 0 do corrente assevera poder ser dis-
pensado.
Dito Ao inspector da alfandega parti-
cipando ter expedido a ordem anterior
ito Ao subdelegado da freguesia de In-
gaz,,ra aecu/.andorccebidoo seo oflicio de
MitJuIho ultimo, em que partecipa l.ave-
rem-se concluido as elei?(>s primarias na-
quella Ireguesia na maior ordem e harmo-
na.
DUo Aocomman.lantedas armas par-
ticipando para sua inteligencia e execu-
PA fino W \I ^
quarlel do Hospicio. 0 Capitn de E. (. A.
F. P. da Cnnha.
Dito Ao mesmo para que Uzease reco-
Iher todo o armamento do batalho ao arsenal
de guerra rcubenrio outro em substitu-
QflO.
Dito Ao lente coronel commandante
do batalho de infantaria de guardas naciu-
naes destacado, mandando recolher a torga
deOlinda o guarda J. Silverio.
Portara Ao major commandante da for
?a destacada em Olinda mandando desligar
da mesma o guarda Victoriano Rarboza ,
cao un 11 i____-_-.,---. v..v.vu- ua uiciiii 0 guarda .icioriano llar hoza ,
mandad dar'bal; 4, Z ^ ^ **" Pr "A eStar nM *ntoMlM de continua
mandar dar haixa as pravas constantes da
relagSo que por copia Ihe enva.
tendo-lhe competentemente informado o re-
querimento de Joaquim Herculano Pereira
Caldas que a S. .VI. I. impetrava a graga
"-uuiii lezat '1,('admitlir no servido doexercitono Posto
sulado aecusando recepeo do mappa dos M ente de infantaria de Linha, que ou-
prec^os corren tes dos gneros de exporlago Itr ora oceupara com utilidade do mesmo ser-
nrt tlrnYimn nuccarln nnnn #1 r>r.nn:-~ VICO.
C0MMAND0 DAS ARMAS.
BXPEDIBNTI DO DA 6 DO COIIFIENTK.
Oflicio-- Ao Exm. Presidente, remet
no activo servico.
TIIESOCRARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 18 lio PASSADO.
no prximo passado anno tinanceiro.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes, determinando, que man-
gle entregar ao prefeito do hospicio da Penda
a quantia de 200. reis para occorrer as des-
pesas que se tem de fazer com a condc-
elo de um Missionario, que parte para a
baixa verde ; e preven i ndo-o de que seme-
Ihanle importancia dever ser deduzida da
que a le do ornamento do corrente anno li-
nanceiro votou para as despesas eventuaes.
Dito Do secretario interino da provincia
ao prefeito do supramencionado hospicio,
participando a expedido da antecedente or-
dem tdizendo baja de comparecer na re-
ferida thesouraria lim de recebera supra-
citada quantia.
Dito Ao insffcctor da thesouraria das
rendas provinciaes remetiendo copias do re-
gulamenlo e plano da lotera concedida
para impresso das memorias histricas d'es-
ta provincia pelo cidado Joze Remani Fer-
nandos Gama.
Dito Do secretario interino da provin-
cia ao supramencionado cidado fazendo i-
gual remessa.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda sci en tilica ndo-o de que S. M. o
Imperador por decreto de 9 de Julho ultimo
diraittiodo lugar de bibliotecario da bibliote-
ca publica de Olinda a Antonio Manoel de A-
ragoe Mello e nomeou para o substituir o
bacharel formado Joze Jernimo Cezar Lou-
reiro.
De igual theor se expedio ao director do
curso jurdico de Olinda.
Dito Da secretario interino da provincia
ao supramencionado bacharel ntelligenci-
ando-o da sua nomeago e de que deve sol-
licitar oseo titulo pela secretaria d'eslado dos
negneios do imperio
Dite Ao inspector da thesouraria das
rendas provinciaes ordenando que mande
pagar Virissimo Antonio de Mattos procu-
rador do delegado de polica do termo do Rio
formoso a quantia de 26^960 reis impor-
tancia do despendido com o sustento dos pre-
sos pobres de Justina d'aquella comarca em o
mez prximo lindo.
Dito Ao supramencionado delegado ,
communicando o conteudo no antecedente
oflicio.
Dito Ao mesmo disendo que fica scien-
te de haver S. m. entrado no exercieio de
juii municipal d'aquella comarca e de se a-
char ella tranquilla.
Vl0.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. transmit
tindo-lhe informado o requerimento^do ex-
alferes de 1. linha Malinas Ferreira de Sou-
za que supplicava o ajuste de con tas e pa-
gamento dos sidos que deixou de receber ,
do_primeiro de Agosto de 1831 a Marco de
Dito Ao inspector da thesouraria, para
que houvfssede mandar pagar ao thesoureiro
da irmandadede N. S. da Concejero dos mi-
litares a quanti. de o2,>000 reis impor-
tancia das sepulturas dadas pela mesma ir-
man Jando a cinco pragas de linha que fa-
lecero no mez de Julho ultimo.
Dito Ao vice presidente da mesa rega-
dora da iimandade da Conceigo dos milita-
res, communicando-llie o exposto no oflicio
cima com o que icava respondido o seo
oflicio de o do coi rente.
Dito Ao capitao do Imperial C. d'En-
genheiros G. A. F. P. da Cunda, para que
oxaminasse e zesse o ornamento do res-
tante dos concertos do quarlel do Hospicio ,
devendo aessefim entender-se com o len-
te coronel commandante do batalho Provi-
sorio.
Dito Ao commandante interino do ;>.
batalho da guarda nacional deste municipio ,
dizendo-lhe que fra ligado ao batalho de
infantaria de guarda nacional destacado o
soldado L de F. Meirelle e devolvendo-lhe
tres guardas destacados ao servigo do mesmo
batalho por nao estarem comprehendidos
no regulamento de 7 de Dezembro de 1841.
DitoAo capito Antonio Paz f.ortez
scientiflcando-lhe que eslava expedida a or-
dem para ser considerado como infermeiro do
hospital regimental o soldado M. R. Pi-
nheiro em substiluico ao soldado Manoel
do Monte que lora demiltido.
Dito Ao major commandante da foren
destacada em Olinda communicando-lhe ,
que a ella se recolhena o guarda Joaquim
Silverio que se achava servindo no batalho
destacado.
Dito Ao commandante interino do quar-
to batalho da guarda nacional deste muni-
cipio dizendo-lhe que foro ligados ao ba-
talho de iiif.iiit.ii i,t de guardas nacionaes
destacado, tres dos 9 guardas que remetie-
ra com seo oflicio desta data, voltando os mais
por nao estarem comprehendidos no regula-
mento de 7 de Dezembro de 1841.
Dito Ao lente coronel commandan-
te do batalho provisorio communicando-
lhe que fra encarregado de examinar e
uno ao engenneiro em chele, ordenan- Ihe, que lra encarregado de examinar, c ment da extracto das mesmas loteras que
do que fornega ao director das obras da alfan- orear os concertos que restavo a fazer-se no|o sello seja posto a proporgo que os
Oflicio Ao Exm. Presidente da provin-
cia informando o requerimenlo do F. S.
C. de Lacerda e J. M. P. de Abreu.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., dem so-
bro a requisico, que fez o Engenheiro Vau-
tiiier de um dos andares do torreo da Ma-
dre de Dos a onde se acba collocada a al-
fandega.
Dito Ao Inspector da thesouraria da fa-
zenda da provincia da Rabia, respondendo
ao seo oflicio de S do corrente.
DEM DO DA 49.
- Oflicio- Ao Exm. Presidente da provin-
cia, informando o requerimenlo do Snr. Ma-
noel Lobo de Miranda Henriques depulado,
a assemblea geral ltimamente dissolvida pe-
la provincia da Parahiba.
dem do da 20.
Oflicio Ao Exm. Presidente da provin-
cia informando o plano da lotera concedida
a favor da continuac/io da obras da matriz do
Sacramento da Roa-vista.
dem do da 21.
Oflicio Ao Exm. Snr. Visconde de A-
brantes presidente do tribunal do thesouro
publico nacional enviando a quantia de rs.
r>():00ji em notas inutilisadas pelo com-
mandante do vapor S. Sebaslio.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. idem di-
ta 2:OOQ4i de reis idem.
Dito Ao Exm. Presidente da provincia,
prdindose dign.isse expedir as suas ordens
para o dito commandante vir receber na the-
souraria ditas notas.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rondas provinciaes da Parahiba com a conta
correte entre esta e aquella thesouraria at
7)0 de Junho (indo.
IDEM DO uia 20.
Oflicio Ao administrador da recebedo-
ria de rendas geraes internas para (car na
intelligencia de que em vista doqueem 0 de
Junho prximo passado deelarou o tribunal
do thesouro publico nacional ao ju/. dos fol-
ios da fazenda da corte nao se pd* conti-
nuar a adianiar por a th-'Souraria somma al-
guma para despesas do expediente dos pro-
cessos ; que as cerlides que os emprega-
dosliscaesexigirem a bem do servico publi-
co devem ser passadas gratuitamente ; e que
quando protm.verem o sello este dever licar
averbado na recebedoria para ser satisfeito
pidas partes se ao pagamento forem obri-
gadas.
IDEM Do da 27.
Oflicio Ao Exm. Presidente da provin-
cia iniormandoo requerimenlo de Prxedes
F. Coulinho.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. idem o do
m.ijr reformado Manoel A. Monteiro.
Dito Ao administrador da recebedoria
de rendas geraes internas dizndo em vista
do que pondera em seo ollcio de 21 do passa-
do relativamente ao sello dos bilhetes das
oleras que alem de convir para o dianla-
mento da extraco das mesmas loteras que
bilhetes se vo preparando, e encadernando,
nao resulta disto inconveniente, ou prejui-
7.o para a fazenda ; porque devendo todos os
livros e papis de cada lotera entrar a fi-
nal para a thesouraria para serem examina-
dos nessa occasio se conhecer seo impos-
to foi exactamente pago.
dem do da 28.
Oflicio Ao Exm. Snr. Raro Presidente
da I rov nica sobre oarmazem do touco da
Alfandega, que requistou o Engenheiro Vau-
IDIM Do DA 29.
Oflicio Ao mesmo Exm. Snr. Presiden-
te informando a respe.to dos vencimentos
que se devem ae W 'Sargento M. J Car'
neiro. ^","
Dito Ao Snr. Inspector da Thesouraria
;a-Sd v r ?cia do Par ^ss
i i n' a *>dias Precisos sacada porF
J. F. da Roza e abonada por Mendes A A-
mor.m sobre A. J. da S. Sendim & Com-
panhia, por con la do supprimento determi-
nado pela ordenado T. do T. PbJiCo 2
nal de 10 de Janeiro ultimo. 'C,"
Portara Ao Snr. Thesoureiro da The-
souraria da fazenda mandando pagar a F
J. V. da Roza a quantia de 1:00 rea im'
portancada letra, de que tracta o proceden^
Dita Ao mesmo Snr. Thesoureiro Dar.
acedar e pagar no da de sea vencimento
eomodeterminou a ordem do T do T Pn'
Mico .\scional de 9 do mez M
h'tra da quantia de 4:037* reis, que na Z
mi data sacou o Thesoureiro Geral do me.'
DEM DO DA 50.
Oflicio-Ao Exm. Snr. Bario Presidente
.la Provincia nformando o requerimenlo do
Bacharel Manoel Joze da S. Neiva Juiz Mu
nicipal, e de Direiio interino da Comarca de
Goianna. M
REPARTI DA POLICA.
Parte das occorrencias dos dias 8, 9 e lo.
Fora presos no dia 8 o preto de nomo Be-
nedicto escravo por ler ferido a um menor
na cabeca ; no dia pela palrulh. rondante
decavallana l-ehs Joze Martina da Bat.lhao
de Guarda Nacional destacado por ser en-
contrado depois de 8 horas da noite ; e no dia
10, nao occorreu novidade, segundo as
partes dadas pelo Commandante Geral do
Lorpo de Polica.
Tivemoso Peridico dos Pobres no Porto
ate 2o de Junho p. p. Tinho-se reunido os
Collegios ou Circuios Eleitoraes e continuava
a appuiago das diversas listas. O Governo
linha vencido no Porto sendo all eleitos 29
Deputados todos Ministeriaes : mas em Lis-
boa perdeo a meza por 2 volos o que se attri-
buio a traico ; e o resultado da eJeigo foi
de oilo Depulados da Lista do governo in-
clumdo tres Ministros, e dezeseis da opposi-
Co incluidos os Snrs. Rodrigo, o Aguiar.
No Algarve e Alemtejo bavia vencido a lista
do Governo. Geralmente tinho marchado
as eleises em boa ordem e sem disturbios.
JNos nmeros seguinles daremos ao prelo
algunsartigos que julgamos mais inleressan-
tes ou curiosos o que nao fazemos n'este
por se achar adiantada a sua composigo e
porque a pouca importancia das materias co-
udas n elles para leitores estrangeiros nao
permute retarda-la.
A Ranha Christina a sua filha Isabel.
2Jde Abril de 1842.-Como Rainha ,
e como mulher tenho deveres a
como Mi



cumpnr a teu respailo. Km quinto as por-
tas de Hespanha esto para miQ1 echadas .
em quanto nAo posso abraar4e, era ao me-
nos nos das quo lauto os particulares como
o* Principes consagrao i uniAo das familias ,
cliega a Madrid tua lia Carila. Todas as
barreiras se abrem aproximado d'ella e do
Infante D. Francisco de Paula : bein poder
estar satisfeila a sua mbito e nao sei qu-
inis possa desojar. 15' cerlo que teu tutor
Arguelles nao lovou a sua condescendencia ao
ponto de receber a sua visita e o Infante le
Hespanha o irmo de Fernando Vil nao
merecen ser contemplado por Espartero. Dei -
xemo-lo gozar de suas novas prosperidades ,
de que to digno e fallemos de ti minha
lilha e do que tenho a dzer-te.
Desterrada de Hespanha e afastada de
ti emprego em esoreyar-te un dia outr"
or to alegre c festivo .lia en que nasceu
tua Mi dia que le querem deixar esque-
cer sera duvida para te leinbrar o em que nas-
ceu o jacobino Arguelles ou por ventura o
anniversario do homem que me expulsuu de
Hespanha e me privou da regencia I).
Baldomero Espartero.
Ate hoje nunca te fallei de tua lia Carlota .
porque eslava longo de Hespanha e nAo po-
das ve-la nem ouvi-la : al-m d'sso eras tan
changa que nao podas intender aqullo qu<-
eu liona a dizer-te a seu respeito. Por ou-
tro lado quando se trach de urna pessoa a
quem estamos unido* por um intimo paren-
tesco quando se tracta de nina irm e que
ba a dizer d'ella o que eu tenho a dizer de
Carlota somos obrigados ao silencio at que
a necessidade nos obrigue a interrompe-lo.
Hoje, porem nao devo vacillar porque
Carlota vai fallar ccmigo e acompanhao-nn
ambiciosos designios e indecorosas inten-
ses -vai finalmente cheia da esperan-
za de dominar o teu espirito nascente e
susceptivel de imprcsses. Nao posso dei-
xar-te exposta sua fatal inlluencia e vou
revelar-te urna parte da verdade que cum-
presaibas.
A primeira pessoa-a quem atraigoou tua tia
Carlota foi a teu to D. Carlos. ( Vejo-me
obrigada a appresenlar-te urna soena lamen-
tavel. ) Teu pai, El-Re D. Fernando esla-
va no Icilo da morte ; e Carlota que nutria
um odio- profundo contra I). Garlos e que
espera va ter mais regalas debaixo da minha
regencia que sob o reinado de teu lio acon-
selhava-mu de ha muilo a mudar a lei da suc
ceso que era em seu favor. Faltava to-
dava umafirma era mistar alcanga-la ; <
confesso-te minha filha que a vista do
moribundo me fazia titubear. Seria um ge
nio bem fazejo que rao dctinha borda do
precipicio! Serio todos as penas que tenho
solTrido no espago de dez annos as angusti-
as da minha regencia os horrores de Ba:cu-
lona as tristezas do meu desterro que se
me presenlvao em um confuso esinslro pre-
sentimento ? Nao sei o que foi mas sei que
vaeillava ou fosse por temer por ti e por
mim ou fosse por querer respeitar aquella
agonia a qual nao quera fazer lo enorme vio-
lencia -- aquella rao entorpecida pela mor-
te, que immovel e fra j nao poda erguer-se !
Entretanto tua tia Carlota eslava ao meu
lado, como um genio malfico -, ria-se da
minha fraqueza escarneca dos meus escr-
pulos e observando com um olhar inquieto
os progressos da agonia de teu pai me djzia
que era j lempo de me resolver porque a-
quella mo fria e immovel, como esta va a-
inda poda firmar uma assignatura. Vendo
finalmente que eu nunca teria o triste valor
qu ella procurava inspirar-me tractou-me
de alma vil e pusyilanime e aproximando-se
ousadamente ao leito da dor inclinou-se pa-
ra o moribundo e lhe apresentou o papel em
' que devia assignar-se. Teu pai dirigiu-lh<
um olhar de precatorio em que apenas se no-
tara uma scintilla de vida o disse-lhe com
voz suflocada deixa-me morrer : foi en lo
que tua tia Carlota lhe tomou a mo e gui-
ando a penna que nella havia collocado lhe
dsse : nao se tracta de morrer mas trata-se
de firmar. Ahi tens minha filha porque
prego tua tia te fez Rainha !
Apenas teu pai deixou de viver instou
commigo para que fechasse hermticamente
as portas de Hespanha a teu tio D Carlos :
perseguiu a vida de teu lio com seus raneo-
res como havia atormentado a morte de teu
pai com suas observages. Estava escripto
que s*ria Carlota o agote de toda n sua fami-
lia e eu mesma live pouco depois motivos
dequeixar-medella
Tua lia nao quiz faser-me um servico de-
snt"ressado mas quiz saccar delle alguma
vantagem : porque se contribuid para que a
coroa passasse la cabega so o fez com o
filo de a usurpar.
"7,
Por muilas vezes me embaragra as suas
intrigas, eme aterrerad as suas conspira-
gfles nao monos que os obstculos (|ue ella
susciUva j fomentando desord-ns j a-
l.-nlando as quo naturalmente appareciio em
''pochas to desgranadas ; era finalmente
nimiga jurada dos meus partidistas, c a liel-j
alijada de meus iniuiiges. Quando eu que-
ra encostar-me ao partido moderado para
rombater os exaltados que querAo conver-
Uir a Hespanha cm um vasto campo de rui-
nas, achava logo tua tia de mos dadas com
.lies.
Ella foi a alma de seus cociliabulos e re-
presenlpu em Hespanha o papel que Flpp1'
Egalt representara outr'ora em Franca :
julgou finalmente que subira ao throno ,
[aneando-se nos bracos da demagogia. Gra-
cas ao; seus cuidados, os perigos j de si to
grandes que me cercavo cada vez mais, e
nao s fui obrigada a laclar contra desordens
mi lempos de revoluco mas tive de com-
bater projecios ambiciosos que ameagavo o
leu poder e a minha authoridade. A a-
(arehia a licenca nada delnha tua tia em
sua carreira e aquelle caminho quemis
proprio se lhe afligurava para a eonduzr ao
supremo poder, era o que julgava mais dig-
no ambora houvesse de pisar cadveres ,
e caminhar por entre ros de sangue.
Eis-aqui minha filha os motivos que me
ohrigro a expulsar tua tia de Hespanha: nao
havia conspirado em que nao se arbasse en-
volvida nao havia intriga em que nao lives-
se parte ; nem acto do meu governo que nao
livesse combatido
Em Franca nao renunciou a seus odios ,
nem a seus projecios. Quando Espartero, j
cangado de ser leal preparava os aconteci-
menfos que dovio obrigar-me a abandonar a
Hespanha e a separarme de ti quandoon-
Iregue indefesa aos ultrajes dos amot nados
de Barcelona, escapei s duras pontas dos pu-
nhaes dos assassinos sabes querida filha ,
o que fazia tua tia Carlota ? Exhalava todo o
veneno do seu odio em folbetos infames em
que a honra de tua Mi se expunba zomba-
ria da populacho das encruzilhadas ebecosde
Madrid e exceda os mais furibundos anar-
ehistas de Barcelona sem se lembrar que
melhor fica a uma Rainha ver o seu vestido
ensopado no proprio sangue do que v-lo tao
abjeclamente en'ameado.
Considera pois se tenho ou ne direilo de
te dizer nao tefiesd'essa mulher porque
leva comsigo a ruina e a desgrana ; suas pa-
lavras sao mentirosas seus protestos d.; ami-
zaie sAooutros Untos estratagemas, e sua
presenca perigosa. O ultimo acto da sua
conducta nao por ventura o maior de seus
erros ? Quando Espartero me bania de Hes-
panha quando me separava de ti qua/ido
depeis de haver-me extorquido a regencia ,
me privava da tutella de minhas filhas de
que partido se declarou tua Tia Carlota ? Do
partido d'Espartero. E sem perder occasio
alguma de inclinar-se diante do seu novo pe-
der accetou para t a tutella do revolucio-
nario Arguelles depois de ter perdido as es
perangas que nutria sobre este objecto, e
mandou finalmente seu marido corte d'Es-
partero para o expr s insolencias do jacobi-
no que fizero teu tutor e aos desdens da
mulher do general que em 1823 conduziu
El-Rei teu Pai aos degraos do cadafalso em
que espirou Luiz XVI.
E' isto milha filha o que deves ter pr-
senle para te nao deixares influenciar por tua
lia Carlota quando ella tentar surprehender
a tua conanga para te engaar quando
le quzer inspirar affectos indianos de ti! 0-
xal que o leito de morte do author de leus
nas cuja agonia atormentou se erga en-
to entre ti e ella Oxal que as desgragas de
leu tio D. Carlos das quas a s authora,
estejAo bem gravadas na tua memoria e que
a ternura que deves a tua mi a quem Carlo-
ta roubou a quietagao atacando a sua antho-
ridade e maculando a'sua honra te sus-
penda borda do precipio em que esta pr-
fida mulher te quer langar. Lembra-le minha
filha que (eu Pai tua Mi, teu Tio toda
a toda familia em uma palavra tem inn-
meros motivos para se queixarda infanta Car-
lota que a todos trahiu, e o genio malfico
da tua casa.
Dos te guarde minha filha d'aste ge-
nio maleficio. Christina.
INGLATERRA.
Jolm Franeis pronunciado por tentativa de
morte contra a Rainha de Inglaterra appare-
eeu perante o Jury a 17 de Junho. 0 tribu-
nal compiinha-se de MM. Tindal como presi-
dente e dos juizes Patteson e o Barfo Guer-
ney. John Franeis em quanto durou a lei-
lura do aoto da aecuso permanecen tran-
quillo e mpassivel. Concluido este prelimi-
nar pergiintou-llie o Notario se se reconhe-
ca por criminoso. 0 aecusado respondeu com
uma voz firme : Nao me reconhego por cri-
minoso. Eis-aqui os sgnaos (pie do os
Jornaes Inglezes da physionomia e porte do
aecusado ; as suas feicoes sao regulares sua
cor he trgunira ; seu traje he simples, de-
cente e sua attitudc comedida. 0 procu-
rador e o sollicita lor geraes sustentaran a ar-
cusago ; M. Clarkson foi quem apresentou a
ilefeza. Encerrados os debates o presiden-
te Tindal fez o seu resumo. Eis-aqui em que
t-'rmosconta o Sun na sua lerceira edigo
a ultima parte deste trisle drama
0 Notario : senhores Jurados queris de-
liberar.
0 Jury consulta-se por alguns instantes.
0 Chele do Jury : senhor presiden!'}, nos
preferamos retirar-nos para deliberar.
0 Presidente Tindal : E' muito justo.
0 Jury entra na salla das deliberagSes. As
1 hordamenos 20 minutos sahe pronunci-
an gundo e tercero postos. Julgamos que bou-
ve alguma duvida relativamente primeira
queslao. jt
0 Presidente Tindal : Achais ser o accnsW"
do reo do pmneiro acto a saber ; a pistola
estava carregada con bala ?
OChefedo Jury :^No
O Presidente Tindul-: Estava a pistola car-
regada com algum objecto de destruigao ?
O Chepj do Jury : Sim.
, Presidente tindal: Entilo julgaes que
a pistola continha alguma outra cousa alera da
bucha e plvora '
0 Chele do Jury : Sim.
O ^Presidente Tindal : Era mister saber
positivamente a vossa opino a esse res-
peito.
Faz-se vir o aecusado que descrou no mo-
mento em que se pronuncou o verdict.
O Notario : John Francjs sois aecusado
de alta trahigAo. Que leudes n dizer para
impedir que o tribunal vos condemne mor-
lei
a uma cinogfio mui
( Portugal Velho. )
ss^ Apesar de que esta carta se reputa a-
pocripha e tem os caracteres para se julgar
tal a Iranscrevemos por isso que vem nos
peridicos hespanhoes e portuguezes e ha
nella bastantes factos nem de todos sabidos.
( P. dos pobres no Porto. )
te na conformida le da
0 aecusado entregue
vsvel nao responde.
No meio do mais pwfundo siletfto os trez"
juizes, o presidente Tindal, Ms Jrrtteson e
o Baro Gurney cobre ni-se pondo suas gor-
ras negras.
0 Presidente Tindal profere a condemna-
gflo do aecusado a morte nos termos se-
grales :
John Franeis un Jury Nacional depois
de ui maduro exame, julgou-vos reo do cri-
me raaior e mais detestavel que foi previsto
pelas leis do paiz quero dizer o crime de al-
ta traigo ; he em razo deste crime que eu
tenho de proferir contra vos a deciso do tri-
bunal. Intil he desenvolver aqui a nalu-
reza do crime ; quem teve animo di) tentar
um crime to horrivel, dev-. de ser surdo a
toda a consideraco de virtude e de probida-
de 5 assim todo o espago para afeiar a natu-
reza do VOSSo crime sera necessariamenle su-
pertluo. Eu vos convido a erapregardes o
pouco lempo que vos resta anda de existen-
cia neste mundo em procurar obter pela vos-
sa contrigo e arrependimento do crime hor-
roroso que eomnielesleis o perdo do Omni-
potente Dos, cuja intervengo nao permit
tio a consummago do crime tcrrivel por vos
proji'ddo. Bogai a esse Dos Omnipotente,
que se dignou de impedir que fosse alcangadn
o objecto do vosso crime, que queira mos-
trar-se igualmente misericordioso para com a
vossa alma. Nao resla mais do nue proferir
a vossa condemnago ei-la : John Franeis
vos seris reconduzido ao lugar donde vies-
teis; dahi seris levado n'uma carreta ao lu-
gar da execugo e seris enforcado pelo pes-
cogo ate que se vos siga a morte ; a C.bega
vos ser depois separada do corpoquesei
lividido em quatro partes para que se faga
llas o que aprouver a Sua Magestade. Dos
tenlia compaixo da vossa alma
Apenas se acabava de proferir a sentenga ,
o condemnado cabio de costas nos bragas dos
seus carcereiros quando o levara a arre-
bentando em solugos.
( Le National.)
1NTKBIOR.
dores rebeldes ao Exm. Baro de Moni'ale-
;re diz assim :
A do Su. Feij. tem ao menos um mereci-
miento nao abjecla ; o senador rebelde
confessa o que praticou ufana-se por bave-
lo praticado agarra-se ao seu privilegio de
senador e empia/.a os que o amnldicoam para
ouvirem-n ante oscilado. Ao menos ha no-
breza nsso ; assim houvesse nobre/a de lin-
,'uagem c alguma dignidade na expresso des-
des pensamontcs! Reservemos porem para
nitro artigo as reflexfies que suscita o oticio
lesse homem ; agora s tractem s de res-
ponder aos innocente e aos adoentados.
O governo provincial procedeu para cora es-
ss Srs. com mais delicadeza do que lles mc-
reciam : em vez de Ibes intinwr a ordem do
recolhereni-se corte, mostrou-lhes que se-
ria conveniente fazc-lo eserviu-se de toda
i urbanidade c delicadeza de expressOes de
queem taes circuraslancias se poderia usar.
Em resposta diz o Sr. Verguero que est
elle nteiramente innocente no mov manta de
seu amigo Tobas que at' n'.r e foi conversar com seu amigo aula Sou/a ,
que tambem desaprovava essemovifnento, pa-
ra concordarem no que Ibes convinha fazer :
mas tendo lid a desgraga de ver suecumbr
ura seu amigo em cuja casa estava litviu
muito triste e deixou para outra occasioa
visita ao Sr. Paula Sonsa. Retirado sua fa-
/enda da Limeira e vendo propagar-se com
rapidez ate essa freguezia o rompimento de
Soroeaba nao lhe foi possivel no meio da
'fervescencia popular deixar de pralicar
an^im acto de condescendencia Ao demais
|uer esse Sr. que nao se confunda a resisten-
cia material com a manifestagAo irresponsa-
vel das opinics do senador e do deputado.
O Sr. Paula e Sousa agarra-se tambem a
essa difieren?.! declara qu nao est arre-
D.-ndido da opposigo quo fez ( nem vendo
os sanguinolentos fructos que della colheu a
paiz ) que nunca gostou de revoluges e
que estava doente e mesmo gravemente do-
ente quando os seus amigos e alliados er-
gueram o pendAo da revolta.
Sibiamos ptimamente que S. Ex. estava
doente nAo essa a primeira vez que tena.
elle a honda le de fazer-nos essa derlaragao :
ainda est para haver um discurso de S Ex.
que nAo comer por um protesto d-' grave en-
fermidade a qual porem nao o impede de
ter sido em todo o lempo um frentico agita-
dor.S. Ex. nunca gostou de revolugrtes !
Entendarao-nos : querer-nosesse Sr. dar
como innocencia como virtude sua cobarda
indigna p Nao gosla de revoluges quem todos
os dias na tribuna quer do senado quer
da assemblea provincial a provocava quem
entrava as conferencias dos rebeldes e era
por elles considerado como um orculo, quem
nao hesitava diante de qualquer manifestago
pela imprensa propriaa fomentar o espirito
de rebelliAo S. Ex. metteu-se na cama ,
pretextou molestia grave ehi quanto os mi-
seros que elle havia Iludido fanatisadosba-
rateavara o seu sangue logo innocente !
Sim ; como era innocente as insurreges
de Pars que trouxeram o reinado do terror,
o infame Roberspierre Depois de haver ex-
citado as paixes turbulentas, como o Sr.
Paula Sonsa, depois de haver combinado com
osebefesda acgo como o Sr. Paula Sousa ,
na occasiAo do perigo o cobarde Roberspi-
erre escondia-se sumia-se como o cobar-
de Paula Sousa se d por doente e se metle
na cama. No momento do triumpho Robers-
pierre reapparecia entre os s'-us : nao quiz a
providencia que entre esse demagogo e o nos-
so continuasse nesse ponto de semelhanga.
Mas o Sr. P. Sousa mas o Sr. Verguei-
ro reprovavam esse movimento material: bem:
julgam essus Srs. que uma reprovago in-
terna que nada manifesta o que basta para
quem estava tAo comprometido como elles
por suas palavras, por seus actos por suas
alliangas e amizades julgam que assim que
cumpririam o dever de cidados... Que des
spus esfurcos para obstar a ^sse movimento?
Porque quando Tobas se armava e proclama-
va nAo proclamaram elles tambem To-
bas um trahidor lealdade paulistana ,
Tobas 6 um inimigo da constituigo do
thrnno porque nao usaram de toda a sua
iill'.i'-'iicia para que se armassem contra To-
bas e pela legaldade os individuos com
quem tinhara reiagVs ? Se o houvessem fei-
to ento poderiam dizer : tos reprova-
mos movimentos materiaes somos opposi-
cionistas mas nAo somos facciosos, e de
cerlo ningiiem os contestara ; ninguem po-
ra em duvida sua magnanirnidade. Masem
todos os seus actos osl nsivos provocara a-
gulam a rebelda conspiran! com o Tobas ,
e quando vem que a provincia inteua se er-
------------------------------------------- U '(14U1I.I1 VTIII Ijlir U 1 0 Brazil analizando as respostas des Sena-, gue contra elles que suas provocagoes foiam


s
jjaldi'as que o governo nao dorme na hora
do perigo quando vem que Tobas niio pode
,lar conta da misso que Ihe olios confiaram ,
renegam-o e qucrem ser nocentes Nao :
so junctar cumplicidade a cobarda a
infamia
(
seu
coa
letn de julB
ugenuidade. Mas para condemnar esso Sr.
basta a sua mesma coufisso : Nao era pos-
svel que no meio da efiervesCencia popu-
lar deixasse eu de praticar algum acto de
condescendencia, convindo-me observar o
movimonto tumultuoso, e desejando que fos-
sc ocompanhado do insultos Assim pois
o innocente Vergueiro pralicou actos de con-
descendencia corn os rebeldes arrastado pe-
la effervescencia popular Mas ossa efferves-
cencia popular quem a provocou ? Vergueiro
o se us amigos: como pois hade ella servir
de despulpa a Vergueiro e seus amigos ? E to
pouca cousa o Sr. senador Vergueiro entro
a gente da Limeira que tivesse do ceder ef-
(ervescencia dessa gMite que a nao pudesso
applacar, se essa e/Fervescencia Ihe nao fizes-
se conta Convindo Ihe observar o movi-
menlo para que nao fosseacompanhado de in-
sultos diz o rebelde !O que convinba a
S. Ex. nao sabemos nos ; o que Ihe cum-
pla sim sabemosrebelde era nao a-
(raiQoar nao desamparar a causa dos mise-
ros a quem havia comprometido : seria cri-
mino* mas nao abjecto senador do im-
perio ex-regente condecorado pela impe-
rial munificencia inimigo de movimentos
materiaes era reagir contra Tobas exci-
tar contra elle a populacao, desarmar por sua
influencia aos rebeldes da Limeira 5 mas pa-
ra isso era de mister que Vergueiro nao fosse
Vergueiro !
Emfim invocam ambos esses Srs. a diffe-
renQa entre a opinio irresponsavel do sena-
dor e do deputado provincial e actos crimi-
.nosos, que podan) ser punidos. Cumpre
ulesfazcr a confusaoom que esses Srs. se que-
:rem acoberlar : ninguem falla de os punir
pelos seus discursos e opinies emittidas quer
no senado, quer nesse conven tiento de fac-
ciosos chamado-assemblea provincial pau-
listana nao, o crime de que devem ser
punidos sua cumplicidade na rebellio; em-
bira entre as prnvas dessa sua cumplicidade
apontem-se as innmeras provocaQes con li-
llas om seus discursos, nao isso violar a
irresponsabilidade do deputado e do senador.
Se do alto datiibuna um senador faccioso
provocar o assassinalo de alguem se lisser
cumpre que F... morra e hade morrer
se dahi a das oulro senador amigo desse
faccioso, assallar, fronte de meia duzia
de facinoras a casa do individuo indigitado
e assassinal-o haver quem diga que in-
nocente esse que provocou o crime ? e se foi
mettido em proceso se for condemnado ha-
ver qnem diga que injustiga, que respon-
sabilisar as opinies do deputado e do sena-
dor ?
E pois que no mesmissimo caso se acbam
bas eFeij, comoallegam urna irrespensa-
bilida que nao pode sem trazer a comdem-
nacaodo systema representativo, degenerar
em immunidado concedida a senadores e de-
putados pro vi ncic.es de pi'omoverem a paz e
salvo todos os crimes e o exterminio da so
ciedade ?
Nao : acabou-se o tempo da l'raqueza; o im-
perio do Brasil nao quer ser mais dilacerado
por conspiradores dislarcados e cobardes o
imperio do Brasil, nao quer mais ver derra-
mado o sangue de seus libios... todos os sub-
terfugios todas as baixezas dos Paulas Sou-
zas e dos Vergueiros nao o bao de Iludir.
Cumpre que a revolta de 1842 seja a ultima
das revoltas que dilaceren) a nossa patria e
para isso cumpre nio admittir fraquezas, nem
sanclificar os subterfugios da hypocrisia.
por atrevida, nos parece a nos mais nobre, mais
generosa do que a baixeza com que um Ver-
gueiro se desculpa de ha ver praticado- no
meio da fervescencia popular alguma condes
cendencia todava compre combabM-a 0
senador rebol le nos empraza para o tribunal
que tenam saudado com jubilo o triumpho ,|
anarchia ; embora baja muitos senadores qu
ao Fej deveram sua esculla e que (tosejo
No deduzir as suas reflexes vomita Fci-
j insultos contra os Paulistas a quem chama
caes, contra seus adversarios polticos a quem
denomina feras Feij o manso Fej o
homem que acaba de lavar-se em sangue!...
Mas Feij chama feras a quom nao como
elle o nao ser como elle, nao almejar o der-
ramamento de sangue em sacrificio frentica
sede do dominio no de certo vituperio ,
ai les u luaior dos elogios.
P.if essas correspondencias dos tres sena-
11 ivs se v que o governo parece querer re-
seus
ofta
taivez moslrar-se-lhe agradecidos-, todava i un il-osaqu, no Rio de Janeiro com
comamos tanto na dignidade do senado do i cumplios igualmente privilegiados G
imperio que nos nao capacitamos que elle ab-1 Forreira Cavalcanti Ferreira .le Mello ,
salva um reo conl'esso do tfio horroroso crime, i Menear &o. : a principio pareceu-nos isso
que elle queira polluir o sen recinto dan lo
nelle assonto a um homem ou a horneas a-
indacobertos do sangue brasileiro. A defeza
do rebelde Feij ha de ser como o fui todas
sua vida um escndalo; havemos de ver
endeosado o diroito da rebellio o direito
do assassinio : mas o paiz est bastante illus-
0 mais prudente : pareca-nos que o conven-
to de S. Benlc offerecia ptimas proporc/es
para que pudessem esses Srs. aguardando a
deciso do senado meditaren) no sen crime
e airopendorem-se. Depois porm rellecti-
mos : esses Srs. nao podem estar incommu-
ncavis e quando ainda hontcm soubemos
Irado para que essas mximas noexcitem se-; que havia plano de rusgas c assassinalos na
nao o rediculo. Mas guardemo-nos para en-'capital do imperio quando os instrumentos
to ; limitemo-nos por ora ao ponto em dis-1 da faceto csto sim, dispersos pela priso
cusso o convite depois ordem para I de seus cheles e snb-chefes mas ainda < xis-
recolher-se ao Rio de Janeiro. Como ha va-I tem dar-lbe de novo chefes nao seria urna
rios pontos controvertido, dividiremos em pa- loucura ? Esses homens nada conseguiro
ragraphosesta resposta. aqu; sim de certo, a paz ea ordem na ca-
l. Feij coiifessa-se reo de sediQo, mas pital do imperio tem tantos fiadores que nao
no de rebellio. O cdigo criminal art. I M podemos receiar o triumpho de tros miseros
define sedico a reunio domis de 20 pos-
soas armadas para privar alguem do exerci-
cio de seu emprego e no art. 110 chama re-
bellio o ajuntamento de urna 011 mais povo-
..mu-chistas ajudados por meia duzia de col-
log^s. mas tambom esses homens nada po-
deriam conseguir em Sorocaba e no entan-
to rompern), e causaram des;raQas equem
aces para commetterem alguns crimes que1 nos assegurar que tambom aqu no Rio
enumera e entre os quaes um tentar de Janeiro nao ten tem alguma agua suja
destruir algum ou alguns dos artigos da cons- j algum crime. ha crimes to facis de se-
tituiQo. A' vista dessa doutrina, qual o cri rcm commollidos Sim pense o gover-
me perpetrado em Sorocaba ? Diro todos no o veja so nao melhor por esses Sis. em
que o de rebellio por quanto esse mov- alguma cidade ou villa to prxima quequan-
Resposta do senador Feij.
Depois de esmagado o movimento de Soro-
caba deque seconfessa auelor, propagador,
publicista e enthusiasta nao podia o padre
Feij deixar de capacitar-se que por tantos
crimes ao menos teria de soffrer alguns in-
cemmodos, que o sangue brasileiro derra-
mado na Venda Grande em Aras em Sil-
veiras em Queluz em Barbacena e que
ainda ter de correr em alguns potitos cahi-
riaenim sobre sua cabeca... E no entanto
o padre Feij vomita insultos contra esses que
o venceram desalia-os para a arena de seu
procosso ante o sonado e oppe o privilegio
de senador contra a autoridade que o nao
quer presente no theatro de seus crimes .
C;rto essa audacia, que alguem condemnara
monto tinha por fim destruir o 0." do art.
101 da eonstituico que d ao imperador a
livre eseolha e demisso do ministerio des-
truir lodos os artigos que constituem o poder
legislativo querendo que fossem revogadas
eis approvadas por ambas as cmaras sanc-
cionadase promulgadas pelo imperador : ser
isto ou nao rebellio ?
2. Diz Feij que est milito doente. Nao
o eslava para andar de villa em villa procla-
mando a revolta ; nao o eslava para fazeros
maiores males que em suas forcas caba ao
paiz que teve a desgrana de o ver nascer Os
meninos de escola que allegan) doencas, quan-
do essas os nao obstam de fazer travessuras ,
fazem manha ; porm n'um homem como o
Feij as manhas a ninguem illudem.
3.* Invoca o Feij a immiinidado que Ihe
d o artigo 27 da eonstituico e pelo qual
nao pode ser preso seno em flagrante delicio
de pena capital e o Feij bem que preso
em flagrante nao est su jeito seno pena
de priso perpelua. Rgidos observadores da
constituiQo mesmo quando ella pode na ac-
lualidade ser nociva nao podemos deixar de
dar algum peso a essa ohjecQo. J por varias
vozes havemos sobre esse ponto de nosso di-
reito constitucional chamado a atlenco pu-
blica sem por tanto entrarmos agora outra
vez na mesma discusso, .sustentaremos, nao
que a constituiQo deve calar-se quando falla
a salvaco do estado mas que todas as cau-
telas e vigilancia sao indispensaveis, para nao
deixar impune o senador criminoso para
nao deixar exposta a ordem publica aos tra-
mas de conspiradores privilegiados. Feij
senador nao pode ser preso ; mas tambem
Feij rebelde nao pode esperar que sejam as
autoridades do imperio to ineptas que o dei-
xem tramar a continuado dos ensangrenta-
dos e despend osos entremeses que est repre-
sentando : para conciliar isso tudo o expe-
diente adoptado polo governo nos parece o
melhor e com quanto nao consinta que o es-
tado pereca sempre respeita o privilegio do
senador. Feij nao pode ser preso sim ,
mas obrigar um individuo a residir nesteou
naquelle ponto em que sua presenga me-
nos perigosa em que a vigilancia mais f-
cil nao prendel-o e a isso que o gover-
no quer sujeitar Feij e seus cmplices sena-
dores, em quanto os seus cumplices, que nao
forem privilegiados iro sendo julgados pe-
los tribunaes ordinarios.
l. Considera Feij essa deportado como
pena maior que a de priso e por isso se
persuade que est violado em sua pessoa o
art. 25 da constituiQo. Mas quem falla em
pena, Sr. publicista de Sorocaba ? na pri-
so preventiva como na transferencia de um
homem de um lugar par? oulro nao ha pena ,
ha meios'o vigilancia e custodia prender o
senador vedado pol-o fra dos lugares em
que sua presenca nociva nao podo ser se-
no legitima prudencia.
do se abrir o senado possam aqui estar mas
que onde em quanto nao sembr o senado ,
nao possam eommetter uovos crimes e sim-
plesmente tratem de preparar sua defeza.
( Brasil. )
"COMMEUCIO.
ALFANDEGA.
Rendimonlo do dia 11 de Agosto 4:174*743
DESCAREGA HOJE 12 DE AGOSTO.
Brigue Inglez=F Rrigue Portuguez =lmportador= Albos e
sebollas.
Brigue Brmense = Lowisc = Fazendas
trastes e caixas com vinbo.
MOVIMENTO DO POBTO.
NAVIO ENTRADO NO DIA 10.
Porto: 37 dias; Brigue Portuguez Importa-
dor de 508 tonl. Cap. Joze Joaquim de
Oliveira Fiuza ; equip. 28 ; carga diver-
sos gneros a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
ENTRADO NO DIA 11.
Baha; Odias; Patacho Brasileiro S. Joze
Vencedor de 90 ton. ; cap. Luiz Gomes
de Figueiredo; equip. 11 ; carga diversos
gneros, a Manoel de So usa Couto.
SABIDOS NO DIA 10.
Pbiladelpbia ; Brigue Escuna Americano R.
F. Loper ; Cap. Abraham Sbced ; carga
assucar.
Canal 5 Escuna Dinamarqueza Elenna ; Cap.
Amon I Eriel Amondsons carga assucar.
Para os Porlos do Norte ; Vapor Nacional
Paraenso, Commandante Joo Milito
Henriques ; Passageiros os brasileiros Dr.
Felippe Jansoem de Castro e Albuquerque,
o oscrivo da Armada Joze Bernardos da
Cunha JooBaptisla Ferreira o Tenen-
to de engenheiro Joo Vctor Vicira Fe-
liciano Boemo Mamore um filho menor ,
e 12 escravos D. Joaquina Emilia Ferrei-
ra, com 4 filhos meneros e o escravos, Ma-
noel Jo/e de Azevedo Raimundo Frederi-
co da Costa Silva o portuguez Joze dos
Reis e dous soldados invlidos.
Babia ; Galera Dinamarqueza Harpye ; Cap.
P. F. Mros: lastro.
EDITA ES.
0 Major Silvestre Antonio de Laagc Jnior .
Juiz de Paz da Freguesia da S da Cidalc
de Olinda em virtude da Lei &c.
Faz sabor a todos os snrs. Eleilores que
pertencem ao Collegio Eloitoral desta Cidade.
que em o dia 1 4 do correle se deve reunii
o referido Collegio segundo a determinaQo
do Exm. sur. Prezidente da Provincia. para
se proceder a votaQo dos Depulados Assem-
blea Geral Legislativa. Pelo que todos os
snrs. Eleitores se devem mpreterivelmente a-
char em o referido dia na Igreja Cathedral
desta Cidade que he o lugar da reuniio. E
para que chegue ao conhccimenlo de todos ,
mandou publicar o presente pela imprensa.
Olinda II de Agosto de 1842. Eu Antonio
Nunes de Mello Eserivo o esjrevi. = Sil-
vestre Antonio de Laage Jnior.
= Pela AdministraQo da Meza do Consu-
lado se faz saber, que no dia 16 do cor-
rente me/. se ha de arrematar porta da
mesma Administraco urna caixa de assucar
branco aprehendida pelos respectivos Em-
pregados do Trapiche da Companhia, por
inextclido da tara ; sendo a arrematacio li-
vre de despezas. Meza do Consulado de Per-
nambuco 11 de Agosto de 1842. = Miguel
Arcanjo Monteiro de Andrade.
A V I SOS DI VERSOS.
-- -
t3T Aluga-se um soto por preQo muito
commodo a qualquer rapaz solteiro ; quem
o pe re uder dinja-se ao forte do Matto ar-
mazem de Joze Antonio da Silva Vianna.
ty-Dao-sc 900* reis a premio de dous por
cento ao mez com bypotheca em urna mo-
rada de caza em qualquer dos 3 bairros desta
Cidade ; quem quizer annuncie para ser pro-
curado.
a: Precisa-se de um padeiro que entenda
bem tanto de lomo como dos mais arran-
jos de urna padaria para ser empregado em
urna nova padaria nesta Cidade : a falar no
primeiro andar da ca/a n. 54 na ra da.
Cadeia velha.
= A pessoa que no Diario de hontem 11
do corren te annunciou querer permutar um
sobradinho de um andar que rende men-
salmente I8j reis, cito no bairro de S. An-
tonio, por urna grande caza terrea com gran-
do quintal, cita no mesmo bairro ; sendo que
queira annnncie sua morada ou dirija-se ao
patio do Collegio caza de Antonio Joze Ma-
galhes Bastos.
= O abaixo assignado aviza a os foreiros
do vinculo de N. Snra. da Conceico dos Co-
queiros que ello se acha legalmente aulhori-
zado para cobrar os foros supra do menciona-
do vinculo bem como para passar as licen-
cas e receber os ladennos; quem o perten-
der procure na ra Nova loja D. 12.
Joaquim Candido Ferreira.
tsr Aluga-se um negro consinheiro pro-
prio para qnalquer caza de homem solteiro :
quem o pretender dirija-se a ra do No-
gueira sobrado de um andar D. 6.
ajar No dia 0 do corren te foi furtado de U-
ma casa terrea na ra Direita um relojo
de prata antigo fabrica coberta com um
lavror a roda da caixa e urna tampinha de
prata no lugar de dar corda estando prezo
em um tranceln) fino de burraxa : a quem
for offerecido, queira tomar e entregal-o na
ra do Collegio I). 8.
tsr Aluga-se urna ama que tem boro les-
te sendo esta pardinha : a fallar na ra de
S. Joze D. 10 lado do poente.
= Precisa-se de tresentos mil rs. com
premio, sobre letra endoQada: quem os
quiser dar annucie pelo Diario para ser
procurade.
tsr Oflerece-se um portuguez ebegado a
pouco, para caixeiro de qualquer casa de
negocio: quem se quiser ulilisar de seu pres-
umo dirija-se a ra deS Joze D. 10, que a-
char com quem tratar.
= Joaquim Joze Bezerra fazscienle ao pu-
blico que desapareceo da amarraeo urna ca-
noa d'agoa do seo porto no dia 7 para 8 do
corren te ; quem esta adiar dirija-se a ra da
guia D. 8 que dar o adiado ; assim como
dito r. Bezerra he ollicial de carpinteiro ,
com seo estaleiro no fundo do arsenal de ma-
rmita.
= Quem precizar de um administrador
para algum engenho ou fazenda de grande es-
cravatura : sabe lr escrever contar,
entendede todo o serviQo de campo, e nao
se importa que seja per lo ou buje desta pra-
Qa : he homem branco cazado e tem fa-
milia ; quem precisar annuncie a sua mora-
da para ser procurrdo.
= Precisa-se de urna pessoa de bons cos-
tumes capaz de lavar', e engomar com as-
ocio pagando-se-lhe rasoavelmeote : quem
isto se proposer dirija-se ao sobrado de um
andar contiguo ao do sr. Francisco Antonio
d'Oliveira no atierro da Boa-vista, que ahi se
Ihe dir quem pretende.
= Aluga-se urna escrava para todo o str-
vqo de urna caza quem precizar dirija-se
ao segundo andar da caza em que mora e sr.
eserivo Coutinho por detraz da Matriz de
S. Antouio.


F asftiraflJ5.*BJ... gg
P1LULAS VEGETAES-E UMVERSAES AMERICANAS.
Estas pilulas j beni conhecidas pelas gran-
des curas que ten l'eito, nao requeren) nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
postco to'simples que nao fazem mal a
mais lema crianga : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purilico o sanguc ,
ugmerito as secregoes em peral : tomadas ,
seja para molestia chronica ou somente ro-
mo purgante suave; o mellior remedio que
tem apparecido, por nao deixar o estomago
nquellc estado de constipagao depois de sua
operagao como quase todos os purgantes fa-
zem, e por seren mu facis a tomar e nao
causaren) incommodo nenlium. O nico Je-
posito dellas cm casa de D. Knoth agen-
te do autbor : na ra da Cruz N. 57.
-N. B. Cada caixinha vai embrulhada en:
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
Domingos Antonio Joz da Silva e Mello
retira-se para o Aracaty.
tar Joze Francisco do Azevedo Oliveira ,
reteri-se para o Porto a tratar de sua saude.
tsr Precisa-se de urna ama forra que tc-
nha bom e bastante leite na ra Augusta so-
brado de um andar e solao.
B^ Antonio Soares da Silva retira-se
para a Cidade do Porto a tratar de sua
saude.
ty Manoel de Mallos Teixeira Urna c
Francisco de Assis Lima retirAo-se para
fora da provincia.
%3T s abaixo assignados avizAo ao res-
peitavel Publico, que em T>l deJuIho p. p.,
por mutuo consentimento dissolverao a soc-
edade que tinhAo e que girava d baixo da
firma de Andrade Cstro & Fonseca (can-
do encarregado da liquidagao d'algumas tran-
sacefles pendentes Jos Paulo da Fonseca.
Manoel Jos Rodrigues d'Andrade. JoAo
Bernardino de Moracs e Castro. Jos Paulo
da Fonseca.
tsr Vicente Ferreira Vidal, retira-se pa-
ra o Aracaty levando em sua companhia sua
cunhada Carolina Emilia de Paula.
OT" Manoel Joze Rodrigues de Oliveira ,
retira-se para o Aracaty a tratar de seus nego-
cios.
tsr Precisa-se de urna pessoa rapaz para
ir a villa de Cimbres receber urnas dividas:
na ra dos Quarteis D. i.
tsr O Sr. Antonio Ferreira Couto que
haver 14 annosque veio de Portugal para es-
ta Cidade, queira annnnciara sua morada
para se Ihe fallar a negocio de seu interesse.
tsr Bernardino Vicente de Araujo reti-
ra-se para fora do Imperio.
tsr A pessoa que annunciou queira com-
prar ps de fructa pao dirija-sc a ra das
Cruzes D. 1.
tsr Narciso Joze de Garvalho retira-se pa-
ra fora da provincia.
ta^ Quem annunciou no Diario n. 169
querer vender urna escrava crela de 19 an-
nos para fora da provincia dirija-se a ra
da Conceigo do Recife n. 25 e 26.
tsr Mathias Joze Gomes faz sciente ao res-
peitavel publico qne se arha justo e contra-
tado com os herdeiros de Francisco Pereira
Thom. em comprar-lhe urna caza terrea na
ra do Fagundes n. 17 que lhe tocou em par-
tilha; se ha alguma pessoa que tenha nella
algum direito ou hypotheca queira no pra-
zo de 8 das apres ntar do conlario o an-
nunciante nao se responsabelisa por qualquer
duvida que possa aparecer depois de lindo o
praso ii.arcado.
tsr A pessoa moradora na Boa vista que
no dia 29 do passado mandou buscar na lo-
ja franceza do mesmo bairro, 10 pares de lu-
vas S2ndo compridas e curtas cujas luvas
forAo cm urna caixinha de vidro roga-se o
favor de as mandar eutregar.
tsr A pessoa que mandou buscar as amos-
tra de fitas no atterro da Boa vista em
dias da semana passada faga o favor de as
mandar entregar.
ssy Oflerece-se um hornero de meia idade,
solteiro, para feitor de um sitio, ou engenno ,
ou outro qualquer servigj : em fora de portas
venda D. 17 ou annuncie.
tsr Precisa-se de um ofiicial de pharma-
cia portuguez ou nacional, para urna bo-
tica nesta praga : na praga da Roa vista boti-
ca da viuva Cunhi D. 1.
t&" Aluga-se urna grande caza de sobra-
do com suficientes coinmodos para familia ,
coxeira estribara cacimba um quintal
murado e outro grande sercado com bas-
tantes plantas grande parreiral de -25 pal-
mos de largo e 320 de fundo porto ao la-
do da caza pintada de novo no bairro da
Boa vista no lugar denominado a ilba.com
trente para palacio velho e fundo para o hos-
picio ecom estrada para o mesmo ; os pre-
endentes dirijo-se ao Recife na ra da Con-
4
ceicfio n. 2o e 26, a fallar com o seu propri'-- ar A.opera completa o Pirata do celebre
(ario JoAo Mara Seve. mestre Betnni para cantoria e pianno ; o
tsr Aluga-sc um armazem na ra. da sen- methodp de pianno do R. conservatorio de
/.ala, com bastante fundo, paca qualquer es- Pariz d Adam j o methodo para aprender
tabelcimonto com quintal cacimba c por- a msica para canto de Asioli ; ludo cm
lo por prego eommcdo ; na ra do Quei- bom uzo por prego coinmodo ; quem pre-
mado D. 7 terceiro andar. tender annuncie.
ssy O abaixo assignado lendo o annun- $sy Queijos londrinos frescos presuntos,,
ci inserido no Diario de 9 docorrentc do conservas, muslarda ; champanhr; agoa ar-
Reverendo Padre Francisco Dias de Oliveira, denle de franca; cerveja preta e branca; cha-
m que declara nAo ter passado letra, ou obri- rulos de llavana ; azeite de spermacele; olio
gagao a pessoa alguma declara ao sobredi-! de linhaca tinta de todas as quali.lades ; li-
to Padre e ao publico que en) sua mo se jlos de impar facas ; tinas de salmao ; car-
acha urna obiigacSo da quantia de 56t770
passada por Coslodio Ferreira de Mello em 2
do corren te a praso de 8 mezes abonada
pelo Reverendo Padre como fiador e princi-
pal pagador o para constar fago o presente
annuncio.
Joze Joaquini de Mosquita.
tsr A pessoa que precisar de 4 escravos
para o servigo de ruchada dentro desta pra-
ca, dirija-se a ra de S. Rita nova D. 1 a fal
lar com Joo Dias Rarboza Macundum ou na
repartiefio do Correio.
tsr Ofierece-se para ama de caza de um
homem solteiro, urna mulher parda,-'que
sabe cozinhar engommar e fazer todo o
servico interno de urna caza; quem della pre-
cisar dirija-se ao beoo do Rozario ao entrar
a mAo esquerda primeira caza no fundo do
sobrado.
xs?" O Secretario actual da Irmandade de
S. Joze de Agona Enca no Hospicio de N.
S. da Prnha pelo presente convida os Ir-
mAosda mesma a comparecerem Domingo 14
do corrente pelas duas horas da tarde no
mencionado Hospicio a fim de encocora-
dos acompanharem a procissAo de N. S. da
Boa Mort*; outro sim faz ver aquellas pes-
soas que tiverem opas em seu puder e baran-
dies hajafi de entregar rio largo do Livra-
mento D. 12.
tsr JoAo Marques da Silva Jnior retira-
se para o Aracaly a tratar de seu negocio.
COMPRAS
l'm escravo mogo pardo ou preto ,
que seja ofiicial de carpina : annuncie.
tsr Escravos de ambos os sexos e tam-
ben) com officios carpinas pedretros e fer-
reiros para fora da provincia : na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
de varanda de pao D. 8.
E3" Escravos crelos ou de nago, com ha-
bilidades ousem ellas de idade de 18 a 30
annos para fora da provincia : na ra No-
va lo ja de seleiro D. 15 lado do norte.
tsr Escravos mogos : na pracinha do Cor-
po Sunto D. 67.
VENDAS.
Na praga da Independencia loja de li-
vros n. 37 e 38 vende-se LobAo aegoes su-
marias ExecucAo por sentenga Proresso
execulivo Segundas linhas. Notas a Mello,
Repertorio das onlenages Cardozo Cdigo
civil Pothierobrigago por Correia Telles ,
Borges Carneiro direito civil Manual deap-
pellages e aggravos Tratados de testamen-
tos Benlham Penas e recompensas tradu-
zido em portuguez Pereira e Souza classe
de crimes Thesonros de meninas ditos de
meninos Horas Marianas e Luzitanas Re-
creagAo do homem sensivel.
tsr Fma escrava de nagAo de 26 annos,
boa lavadeira de sabAo e varrella cozinha o
ordinaria : na ra do sebo caza terrea com
sotAo de varanda de ferro D. 9.
S2S^ Piesuntos proprios para fiambra a 240
a libra toucinhoa l*920a arroba e a 80
e 120 rs. a libra e urna porgo de bairis que
foro de manteiga por prego commodo : na
quina da ra do Aragao D. 22.
tsr l'ma negra de naco bonita figura ,
engomma liso ensaboa e cozinha o ordi-
nario : atraz dos Martirios caza de portas
verdes.
tsr Urna barcaga que pega em lOcaixas ,
mui bem construida e aparelhada de tudo
para navegar : na ra do Amorim a fallar
com Antonio Joze Francisco V jga.
tzr l'ma fabrica de charutos com todos os
spus pertences na quina do beco do Seriga-
Jo : a tratar na mesma.
ts^- lTma venda com poucos fundos na
ra ria senzala velha D. 83: a tratar na mesma.
tsr Dina porgAo de sacos que forAo de fa-
rinha e6 barris que forAo de azeite do pei-
xe h 5 ditos de vinho branco : no atterro dos
Affogados venda junto do Sr. Silvestre.
tsr Urna negrinha crela de 12 annos :
as 5 pontas D. 34 ; na mesma precisa-se de
nm menino al 14 annos para caixeiro de
venda na Villa de S. Anlo.
ne salgada de conserva em barris pequeos ,
proprios para arranjos de caza ; bengalas de
ganxo ; e urna espingarda de dous canos em
urna caixa com seus pertences de superior
author : na praca do commercio armazem
Americano n. 1 de Davis d' Companhia.
S^ Genebra verdadeira da Hollanda, em
barris de 10 duzias de botijas cerveja bran-
ca e preta a aduzia de garrafas um pe-
queo lote de charutos de havana c manilha
do qualidade superior ; c outrosda Babia a
iOO a caixinha : na ra da Cruz D. 4.
cr No fim da ra da Roda um terreno com
120 palmos de frente com alicorees funda-
dados a 16 annos, ecom 140 palmos de fun-
do: a tratar no sobrado que tem lampio jun-
io ao ferreiro.
tar Taxas de ferro coado e balido em bom
sorlimenlo e oulras ferragens mais paraen-
genho por prego barato; um moleque mui-
to robusto proprio para aprender qualquer
oficio : na ra do Vigario D. 7.
tsr Vende-se ou hypotheca-se a retro aberto
duas moradas de cazas de um sobrado ; e un;
terreno annexo no bairro do Recife ; quem
pretender annuncie.
t^" Urna escrava moca com bonita figura,
engomma liso cose e cozinha : na roa do
Fagundes D. 14 indo da ribeira lado es-
querdo.
tsr l'ma negra de angola de 14 annos ,
para fora da provincia : na ra da S. Cruz n.
27 defroute da ribeira.
tsr ptimas carteiras contrndo suas ga-
vetas para escrever servindo ellas de mag-
nifico adorno para urna salla ou escriptorio :
na ra da Cadeia de fronte do Theatro loja
de marcineiro do Curcell.
= Arroz com casca a 4 o alqueire da me-
dida ve'ha e tAo bem se vende a retalho :
na ra do Crespo sobrado de dous andares ,
lado do norte D. 6.
tsr L'm negro de bonita figura para todo
o servigo: na ra da Cruz D. 60.
tsr Urna mulatinha de 14 annos, coze
emgoma lizo ; urna eserava de nagAo cozi-
nha e lava de sabao ; outra dita quitandeira:
na ra Dircita D. 20 lado do Livramento.
tsr l'm moleque de nagao angola de bo-
nita figura : de 13a 14 annos, proprio para
qualquer servigo: na camboa do Carmo D. 11,
segundo andar.
tsr Um nonito moleque de 18 annos e
sem vicio algum : na praca da Independencia
N. 7 e 8.
c^- Urna preta moga robusta com
una cria de trez mezes propria para criar,
com boa figura e possante cozinha en-
loja D.
e lava de sabAo : na ra do Oueimado
12.
tsr Urna morada de caza terrea de pedra
c cal com bastantes com modos na Cidade i
de Olinda : a tractar na ra do mundo novo
D. 9; na mesma caza aluga-se um moleque
para qual quer servigo.
cr Marques & Veiga vendem por prego
commodo o seguinte : sacas com arroz de cas-
ca a A# chocolate garrafas brancas papel
meia, olanda ditto de pezo eembrulho, sa-
bAo a 100 reis a libra e bons prezuntos a200
reis a libra.
xa lima mulatinha de idade 18 annos sem
vicio e nem achaques coze cozinha e faz
renda ; para fora da provincia : na ra Direi-
la D. 60.
tsr l'ma morada de caza de um andar ,
chaos proprios na Cidade de Olinda ao lado
da Cadeia: na praga da Boa-vita botica da viu-
va Cunha.
tsr l!m oratorio de Irez faces de vidro,
moderno, com suas Imagns, muio emeonta:
na ra do Nogueira D. 1 de fronte do nicho
Jo Noia.
tsr Urna negra crela de 18 annos cozi,
nha bem e engoma e muito : fiel c sem
vicio: na pracinha do Livramento por cima da
loja do Basto.
t Farinha da trra de boa qualidade a
3l20, e arroz com casca a 5840 o alquej-
re_, ludo pela medida velha sera amarella
a 520 a libra, loncinhode Santos muito al-
vo a 160 dita : no paleo do ('armo quina da
ra de Hurtas lado direito D. I.
tsr Dois molatos mogos rebuslos por 500.)
cada um : na ra da Senzala velha caza de
B. Lasserre A C.
t?y Taboadode pinho de suicia costado,
cosladinho assoalho e forro proprio para ca-
zas e fundos de barricas de 1|2 polegada a 5|
lie grogura remos de faia e vergonlasde pi-
nho ludo por prego commodo no armazem
de Joze Antonio da Silva Vianna no forte do
Matlos.
t?r Um escravo de nagao de 22 annos ,
sem vicios o que se afianga e ptimo para
socar assucar por estar afeito a islo : na ra
do Livramento ao Ldo da Igreja indo para a
penha I). 25 segundo andar de manhu atin-
as 9 horas e de urna as 4 da tarde.
tsr Lina porgan de barris e quartolas ja
servidas ; e 5 sancluarios de Jacaranda com as
imaxgens competentes por prego commodo,
vindos ltimamente do Porto ; e urna espin-
garda de dous canos de espoleta : na ra
do Vigario armazem D. 27.
ESCRAVOS FLGIDOS.
t*- Furlaro no dia 16 de Novembro do
annopassado, um negro ainda bucal de
nome Fortunato de estatura regular, de
50 e tantos annos rosto comprido com
bastantes marcas de bechigas principalmente
no nariz com una pon ti nha de barba no
queixo cor preta ja com alguns cabellos
brancos na cabega ; quando desapareceo es-
lava magro e quando andava levanlava os
hombros alguma cotiza e andava devagar
que pareca estar doen'le dos ps ; levou cal-
gas e camisa de estopa ja velha: quem o apre-
sentar na ra do Vigario no armazem D. 27
receber OOa de gratilicagAo
tsr No dia 7 do corrente fugio da proprie-
dade Fumas e foi visto no dia 8 pelas 5 ho-
ras da larde viudo para esta praga um es-
cravo de nome Diogo, com os signaes se-
guinles : cor fula, baixo, grogo, olhos
grandes e apitomhados beigos t rogos a o-
relha direila furada e com brinco e alguns
anneis inferiores nos dedos, idade ponen mais
ou menos 28 annos : roga-se as authoridades
que delle souber, o mandem prender; assim
como qualquer capilAo de campo que ser
recompensado, levando ao 2. andar do so-
brado da praga da Boa-vista junto a don-
cel gAo.
Roga-se aos Snrs. Delegado e sob-
Delegado d'esla e mais comarcas, e Authori-
dades Policiaes e pessoas particulares a
aprengAo dos escravos abaixo declarados.
Francisco nagAo rebollo cujo escravo foi do
fallecido Gervazio Pires Ferreira apelida-se
por Francico de Veras por ter sido escravo
d'um tal Veras cujo escravo ofiicial de pe-
dreiro e trabalhou muito lempo as obras
publicas, baixo, cabega sobre o grande, olhos
tambem grandes ahugalhadose afumagados ,
nariz mais afiliado que chato boca regular,
beigos grogos peitos batidos, idade em que
fugio de 22 a 25 annos, fgido a 2o de Seleni-
brode 1859. Valentn nacAo Costa com
os signaes seguintes: cor preta, corpo secco ,
cabega orelhas pequeas olhos grandes
abugalhados, meios vesgos, nariz mais afilado
que chato, boca abeicudada denles acangu-
lados, pescogo comprido peto olivado ruaos
pez, e altura proporcionaes, pernas finas, ida-
de em que fugio 10 a 17 annos tendo o seu co-
! meco a 10 de Abril de 1837, quem os apreen-
der mande-os, ou leve-os a ra de S. Gonsallo
entregar a Manoel Elias ds Moura que gra-
tificar o primeiro com cincoenla mil reis,
e o segundo com cen mil reis.
ss*"Desapareceo da caza do abaixo assigna-
do um preto aricano de nome Joaquim, de
24 annos estatura regular cor preta, olhos
afumagados um dedo do p por cima dos
outros desapareceo a 30 dias ; quem o pe-
gar leve a caza do abaixo assignado na ra do
Crespo D. 7 lado do sul. = Manoel Lopes
Braga.
iw Fugio no dia 6 Jo corrente a escrava
Benedicta de angola estatura ordinaria ,
secca do corpo bonita de cara bem preta ,
dentesmiudos ps pequeos e meios apa-
Ihetados levou vestido de chita preta e pan-
no da costa ; quem a pegar leve ao beco de
S. ledro sobrado de 2 andares por cima do
sapateiro ou na ra DireitaD. 2 no segun-
do andar que ser gratificado.
tsr Ainda est fgido ou furlado desde
o dia 2 de Julho deste anno o escravo Anto-
nio de nagAo camondongo de 55 annos,
cara redonda, denles alvos gengivas encar-
nadas urna orelha furada os bicos dos pel-
los grand"s o cabidos estatura mediana ,
corpo reforcado, falla mal; porem entende-
se alguma couza e alegre no fallar, quemo
pegar leve a ra das Flores segundo andar de-
fronte do tanque de agoa.

RECIFE NA TVP. DE M. F. DE F.= 1842.


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