Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04768


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Full Text
Auno de 1842.
Quinta Feira 11
Todo ora Sepa* d* n .,,. ,]. B0S |irudrnfi. nio,lt.pr,n e ,ne .
u.uemo como pnMipinot e seremos .wtaJo. com dmraefo "entre m INar.. ai.
a*** ________________(l'roclamacao PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, l"araiba r K,o grande do Noric, ieRundas e semas feira.
Huilln ; Garanliun ,. '.0 e 24
Cabo Serii.haem B0 t'nrmoto Porto Calvo Marci e AU'oas BO 1. 41
I ajet 43. ianlo Anlao quimas feira. Olinda lodos os dia.
DAS DA SEMANA.
9 Sej?. a. Cjrriaco M. Chana And. do J. de D. da 2. v.
! rrf. jejiiin Rnmao M. Re. Aad. do J. de D.'ilal. r
10 Qjrl. + I.oun-neo M. s Arteria V. M.
II Quii. M Tiburcio r Suians Mm. And do juii de D .la 2 v
12 Se', Clara V. V. Aud. do J. de I), da i. .
13 Sb. jijum ss llv|H)liio Cassiano Mm. Re. Aud. do J. ,1, D.da3. t.
14 Diui. Miebio sacerdote.
de Agosto. Anno XVIII. N. 172.
O Diario publioa-M toda o dia iie n.fo forem Santificado : o piafo da asignatura lia
letra; mil rail por quartel pagos dianlado. Os annun ios do asalteante sua inserido
gratis e os daiatM o nao forem rar.io de 88 reis por linha. As rerlaanares detem aer
dirigida a el lyoografia ra da Crine D. 3, au a praca da Independencia loja de lniiu
Numero 37 e 38.
CAMBIOS NO DIA 9 DE AGOSTO.
compra venda.
Cambio ohi* I.ondre 2(i d. nominal.
. Paria 360 re, p. franco.
,. Lisboa IU0 rar 100 dt pr.
Moeda de cobre 4 por lili de descont.
Iilcm de letra da btias firmas le 1 e
Pesconlo de billi. da Alfandrgs 1 a [
m.i
Odro- Mcdad. 6,400 V. 15.900
. N. 45,0J
. i da 4.000 .8,800
PlAT I'atacoei 4,820
> Paioa Coluaaaaras 4,820
i dito Mejicano* I.S'-'O
anuda 4,640
16.4M
46,000
9,000
4.840
4,84
4,840
4,680
Picninnr do dia II de .If^xto
l."a S kors e 30 m. manh.
2. a S l'oras e 5 i m. da tarde.
PHAS& DA I.DA NO MEZ DE AGOSI.
La Nora a '"> -- A 0 hora e 29 m. da tard
Quart. ereac. a 13 at 3 loras e 4 m da manli;
La cheia a 20-- 1 llho.a .il aa. da lard.
Quart. mtng. a 29 s I hoias e 30 m. da i-iauli.
mf^sm
IMA RIO I E P l I\ \ II BUCO.
ADVERTENCIA.
O expediente do Governo publicado no
Diario de hontem numero 17! he do dia 5
e nao do dia 4
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA G. DO COHUKN I K.
Oicio Ao Engenheiro em chefe das o-
bras publicas autorisancto-o para mandar
concluir o alimpamento e dessecamenlo ,
por valas e atierros da ra do livramen-
to da extremidade da ra direita, das ras
das Cinco-pon tas do Rozario (larga), e
outras para cuja despeza informa seren a-
inda precisos scscorIos mil reis alem dos
cinco .tontos de reis que para taes obras
havio sido consignados.
Ditos Ao inspector da tbesouraria das
rendas provinciacs e ao inspector fiscal das
obras publicas inielligemando-os do
teudo no antecedente ollicio.
Dit i Ao commandante das armas or-
denando em consequencia de requisigo do
brigadeiroencarregado da inspecgo da guar-
da nacional dos municipios de Goianna ^Li-
inoeiro, Nazareth e Pao do albo, quo man-
de aprezentar ao dito brigadeiro um cabo, ou
sargento que tenha a precisa capacidade pa
raser incumbido da escripturago precisa o
urna tal commisso.
Dito Ao supramencionado Rrigadeiro ,
scientilicando-o da expediego da precedente
ordem.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zenda determinando que requisigo do
commandanle das armas mande saplisfazer
a quantia de68,0i0 reis, importancia dos
medicamentos torneados a companbia de
guantu nacionaes destacada na comarca de
Goianna no ultimo trimestre do anno linan-
ceiro quo espirou.
Dito Ao commandanle das armas par-
ticipando ter dado a ordem antecedente.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zeuda communicando baver sido despacha-
do para esta provincia o capito de engenhei-
ros Gustavo Adolfo Fernandes Pinheiro da
Cunha imdeser empregado na direcgo
das obras militares ; e ordenando-lhe que
mande abrir-I he os necessarios assentos.
Dito A cmara municipal de Olinda ,
signilleando ter approvado a nomeago doci-
rurgiAo Bernardino Joze Serpa para encarre-
gado da vaccina n'aquelle municipio.
Dito Ao inspector da thesouraria das
rendas provineiaes participando o conteu-
do no precedente ollicio.
Dito A vice-consul de Dinamarca re-
metiendo o passaporle que ern ollicio d'es-
ta data requisita para poder seguir para a
Rabia e Rio de Janeiro levando em sua
companhia um criado desejando-lhe feliz
viagem : e renovando-lhe os seus respeitos.
Dito Aojuiz e Mosarios da irmandade
de N. Snra. do Livramento d'esla cidade ,
remettendo copia do plano das novas meias
loteras concedidas a favor das obras do
respectivo templo que sendo enviado ,
por suas mercs mereceo a approvago da
Presidencia.
Dito Ao reitor do seminario scientili-
cando-o de haver approvado o plano que a-
companhou o seo ollicio de 21 de Julho ulti-
mo para a lotera d'aquelle estabelecimento;
e enviando-lhe copia do mesmo plano.
Portara Ordenando ao commandante do
brigue escuna = Caliope = que siga via-
gem na inar de boje para o [.orlo de Macei
Ollicio Au inspector do arsenal de mari-
nha approvando a compra de oO pegas de
lona da Russia, razode 28, 400 reis a pega,
e de 225 qulntaea de cabo de linho a 2B.*620
reis o quintal
Dilo Ao inspector da tbesouraria das
rendas nrovinciaes partecipando haver no-
meado Bernardino Joze Serpa para exercer
interinamente o lugar de director do Jardim
Botnico de Olinda vago pelo falecimento
de Joaquim Jernimo Serpa.
COMMAXDO DAS ARMAS.
cuxtinuacaO
DO EXPEDIENTE
COMIENTE.
DO DIA 4 DO
Ollicio Ao Exm. Presidente requisi-
tando-lhe a^xpediego de suas ordena para
que o armamento do balalho provisorio fos-
so por outro de melhor qualidade substi-
tuido.
DitoAo inspector da tbesouraria, pa-
ra que houvesse de mandar satisfazer a im-
portancia dos papis de contabilitl.tde do des-
tacamento do Pao do albo relativos ao mez
de Julbo p. >.
DTto Ao mesmo remetlendo-lbe os pa-
cn- peisde eonlabilidade do destacamento de I-
guarag alim de serem pagos.
DitoAo major Thomaz Joze da Silva Gus-
mo Jnior, remetlendo-lbe a portara de no-
meago, e mais papis relactivos ao conseibo
de guerra do soldado do batalbSo d'infantari.i
de guarda nacional destacado, Manoel Caetino
do Nascimento, para que na qualidade de
Presidente ronvocasse o conselbo e Ihe
desse todo o andamento.
Dito Ao commandanle interino do quin-
to balalho da guarda nacional deste muni-
cipio respondendo a dois offleM de 51 do
mez passado que dizio respeito a 3 guar-
das quo foro remedidos para o batalbo de
nfantnria de guarda nacional destacado e
a dispmsa que tinbo tillo tres guardas desig-
nados para o mesmo balalho.
DitoAo commandante lo forte de Gai-
b respondendo os seos odelos de i do cor-
rente que fractavo de varios objeclos do
servigo.
Dilo Ao major Fernando da Costa, para
que nformasse sobre a necessidade de certas
obras, cuja edilhagao reclamava o comman-
dante do forte do Gaih devaodo remelter
lidias o competente orgamento.
Dito Ao major director interino do arse-
nal de guerra para que informaste se es-
tavAo promptos os dons reparos a Onofre ,
mencionados na requisigo que em 2 de No-
rembro de 1840 fez o commandanle da for-
taleza de Gaib.
Dilo Ao delegado do primeiro districto
do termo desta cidade scientilicando-o, que
de boje em diante Ihe serio a(resentadas ao
anoilecer tres patrulbas de eavallaria, des-
tinadas ao servigo das rondas nos lugares que
Ihes houvesse de indicar.
Dito Ao delegado supplente do termo de
Iguarag respondendo o seo ollicio de 2 do
correte que acompanharo os papis de
eonlabilidade do destacamento cuja impor-
tancia enndusia o sargento Rellarmino Alves
da Souza.
Dito Ao commandante da companbia de
eavallaria, ordenando-lhe que a principiar de
boje, devia ao anoilecer mandar aprsenla!
ao delegado to primeiro districto do termo
desta cidade tres patrulhas de eavallaria.
Dito Ao commandanle do terceiro b.ita-
Ibod'artilharia a pe para que mandasse
receber da tbesouraria a importancia do que
se estava a dever aos ex-soldados Joze da Ho-
ra e Francisco Venancio de Souza.
Dito Ao lenle coronel commandan-
te do balalho provisorio pcdindo-lbe no-
vas informages a respeito dos pasamentos
que exigilo Joze Lopes d'Oliv.'ira Joze Bi-
lancourt Amarante, de gneros quefornece-
rao ao sgante ( alferes Barros ) para o ran-
cho do balalho.
PortaraNomeando ocons"ihode guerra,
que devia juli^ar o soldado Manoel Caetano
do Nascimento do batalbo de infantera de
guardas nacionaes destacado.
dem no da o.
ORcio Ao Exm. Presidente siftiiifi-
cando-lho em resposta ao seo ollicio de 50 de
Julho ultimo, que os soldados Joaquim Fran-
cisco to Livramento e Antonio do Sacra
ment, obtivero demisso por terem conclui-
do os seos engajamentos em Abril do cor-
rente anno, anteriormente ao aviso que man-
da submetter taes baixas a deciso imperial,
e que fondo sido legal a demisso dos referi-
dos soldados enviara a conta do que so Ibes
licou a dever de frdamentos alim de ser
paga pelo arsenal de guerra.
DitoAo mesmo Exm. Snr. enviando-
lhe para que houvesse do mandar satisfazer
a conta dos medicamentos fornecidos a compa-
nbia de guarda nacional destacada em a cida-
de de Goianna nosmey.es de Abril Maio ,
e .lufilio na importancia de (8,>00.
Dito Ao mesmo F.xm. Snr. dan lo-Ihe
as informages quo pedir em seo ofllcio de
r>0 Ao Julho prximo passado acerca da
Conducta do soldado do eavallaria Manoel Fe-
lis da Roza.
Dito Ao inspector ta thesouraria re-
meltendo-lhe os papis de eonlabilidade do
destacamento da comarca do Bio-formoso*.
perlencentes ao mez de Julho ultimo cuja
importancia devia de ser entregue ao Doutor
Manoel Tcixeira l'eixoto.
Dito Ao mesmo, communicando-lhe
qued'ordom da Presidencia, se organizara
no termo do IJmoeiro um destacamento di
guarda nacional leudo principio em 3 de Ju-
lbo r- p-
Dito Ao mesmo remettendo-lhe pa-
ra serem pagos os papis de eonlabilidade
do destacamento do termo do Limoeiro re
lactivos ao mez de Julho.
Dilo Ao commandanle interino do quin-
to batalbo da guarda nacional deste munici-
pio respondendo o seu ollicio de 2 do cor-
r ote que tractava de varios guardas que
remetiera para o balalho de infantaria de
guarda nacional destacado.
Dito Ao lenente coronel commandante
to balalho de infantaria de guarda nacional
destacados ordenando-lheque lizesse cons-
tar ao commandante da quarta companbia
em servigo no termo do Limoeiro que fica-
va de nenbum effeito a ordem que ti vera pa-
ra faz-'r recolher a esta capital dez pracas da
menina comeanhia.
se a acta da Sesso antecedente.
A direita c a esquerda esto desguarneci-
das. Conta-se a penas 00 membros no cen-
tro.
M. M. Guizot Duperr e Duchatel em gran-
de uniforme esto no banco dos Ministros.
M. Dalloz aprsenla o relatorio da Com-
misso encarregada de examinar o projecto
de lei relativo ao systema hipolhecario a
desapropriago forgada as colonias.
O Sr. Prezidente. O Sr. Ministro do Inte-
rior lem a palavra.
M. Duchatel sobe tribuna e le a ordenn-
ga que decreta o encerramento da presante
sesso.
Ouve-se aliuns gritos de viva o Rei ea
Cmara sopar,.-se immediatamente.
fcXTKKIOK.
Temos presente o Nacional de Franga que
alcanga a 21 de Junho p. p. Elle annuncia a
dissoluco e encerramento da Cmara Fran-
ceza a l do predilo m oleitoraes se reunir o a 9 de Julho e que a
nova Cmara ser(a convocada a 5 de Agosto.
As eleiges absorvio toda attengo publica.
O mesmo Jcrnal da igualmente noticia de
una crise ministerial que occorreo na lles-
panha o dos movimentosque all havio li-
tio lu^ar para a proclamago da Constituigo
de 1812 para rujo fin corra impresso no
Espectador de Madrid um documento com o
titulo de s= ultima circular da Commisso
directora = cuja authenticidade era todava
contestada por alguns jornaes d'aquolla Corte.
Tambeiii sefallavaem Madrid do dissolugo
das Cortes !
No luar competente ; cbaro os nossos lei
toros os artigos mais interesantes que se lo
no Nacional.
FRANCA.
CMARA DOS DEPUTA00S.
Sessao de 11 de Junho.
Presidencia do Mr Sauret.
Abre-se aSessio as duas horas. Approva-
l'ariz 12 de junho.
Hontem na sesso do encerramento da
Cmara diz o Siecle M. Guizot estava
decorado com aqut-lle grande cordo da I^e-
gio de Honra que o Presidente do Conselho
do 1. de Margo Ihe remedia para Londres
precisamente no momento em quo o Embai-
xador de Franga pacteava com o Ministro de
Inglaterra.
O Globe de Londres publica as neguin-
les rtllexoes cujas ultimas linhas recommen-
damos seria adencao dos nossos leitorea.
Correo ha das o boato do que a sauda da
Luiz Felippe estava seriamente allectada e
que linhAo occorrido dilliculdades entre a
Corte de Franga e a de Inglaterra : era es-
te boato evidentemente inventado de propo-
sito j maa nao produzio effeito algum. As
eleigOes que se vfio fazer tambem teem cau-
sado alguma perplexidade ; porem com todo
o poder de que pode dispor o Governo para
iniluir as eleigoos nao duvidoso que o
resultado seja urna forte maioria urna mejo-
ra mais forte do que aquella que vota pro-
sen temen te a favor do Ministerio. Asaim nlo
de recear quo o Ministerio de Guizot soffra
mudanga e em quanto elle for ministro ,
continuar a reinal a melhor inteligencia
com a Inglaterra com quanto na vespera das
ehigoes elle seja obrigado a mostrar-se pouco
favoravel paracomnosco ( Inglezes. )
( Le National. )
Para 20 de junho.
O Governo publica esla tarde as seguintes
noticias da Hospanha :
Escreve-se de Madrid a 17 de Junho :
n A Gazeta official de Madrid annuncia es-
la manila a formago d'um novo Ministerio :
Os Senbores General Rodil, ministro da
Gii'-rra Presidente do Conselho.
O Conde Almodovar Presidente do Se-
nado ,' Ministro do Estado.
ZumalacarrPKuy Ministro da justiga.
Haoion-Calalrava Senador Ministro da
Fazenda.
Capaz Senador Ministro da Marinha.
Torres Solano Senador Ministro do Inte-
rior.
As Cmaras nao se reuniro antes de
segunda feira.
Le-se no Constitucional :
Um boato que produzio alguma sensa-
go circulava hontem tarte nos saldes diplo-
mticos. Assegurase que se tinha proclama-
do a Repblica em Barcelona e mudado as
Autboridades Municipaes. As tropas da guar-
nigo tinbo todava chegado a reprimir o
mov ment mas nao sem derraroamento de
sangue. Os Jornaes do Ministerio nto fa-
zem mengo alguma d'esta noticia.
Noticias do Afghanistau.
As ultimas noticias da India nos derlo a
saber a queda da Ghusnea e a entrega das tro-
pas Inglezas encerradas n'aquella prega. A


nawiunnar.
capilti!. c. o que assegurava salvar as vidas da
guarnigo tiiiha por ventura si Jo observada ?
NAo havia una s correspondencia quo ousas-
sc cspera-lo ; todas pelo contrario mtfnjfosta-
vaoosmais vivos recoios sobro a sorle dos
soldados capitulados e temiao u ai a nova ca-
tstrofe. Estas tristes previses reatisario-
se ; eisaquios Icrmos <: qn u i Morning-
Pnst annuncia boje a completa destruigAo
das tropas de Ghusnea :
Seja-nos perro illido transcrever a triste
passagem d'uma carta particular dirigida por
um official do 5. Regiment dos Indgenas a
um dosseus amigos da Inglaterra :
Mas como V. Exc. por una lgica que nlof da encerrada a Assemb'.a Provincial
l'lll
7 de
IJ US aCUS illlJIgUS IIU llljMcltri I Medabad 22 de Abril de 1K'i2. Acaba de' ereto n." 108 de 17 de maio d'este
-------- ------ _------_ |------ _-------- v
comprehen lo faz alardo de ter sido un dos
principaes autores de urna rovolta que reco-
nliecc como sedicAo embora negu ter sido
rebelliao; de urna re volts que causn estra-
gos m provincia que fez derramar sangue
paulista que ainda contina a davsstar
mesma provincia e ao mesmo tempo BStra-
nha que os Paulistas sintam profunda magoa .
t exprimatn sua animadverso contra esses
autoras de factos horroroso! nao provoca-
dos nem movidos por consideragAo alemma
I iones ta, justa ou ao menos exeusavel, (levo
leclarar a V. Exc. que em virtude do de-
n no me
ebegar noticia de. que a guarnigo de Ghus-
nea foi destruida at o ultimo soldado. II <-
via 2o ofliciaes e 700 homens comprehen-
didos os doentcs. Os cipayos uo tinho f r-
ca para segurar as armas ; os Chazis tendo -
o percebi lo ceifarAo-nos edesti uirao-nos
( Le National. )
-
NTinm
PROVINCIA DE S. PAULO.
Correspondencia do Presidente com os Sena-
dores Feij Paula Souza e Vergueuo.
Illm. cExm. Sr. Nao de.sconhecendo V.
Kxc. que, por sua jerarchia e posigao social,
excita a attenefio do povo e que estando e
ado autosisado para fazer sabir para lora
l'ittta provincia e pira assignar logar corto
do resideneia aos que como V. Exc. se a-
chatn indiciados nos crimes de sedico e re-
belliao e que a seguranea publica exige que
se retirem da provincia ; e que por isso orde-
no a V. Exc que dentro de -odias contados
da presente dala, saia imprcterivelmente d'es-
la cidade para a de Santos e que ah embar-
que no primero vapor que houver de largar
para a edite do Rio de Janeiro na certeza de
que como o artigo 27 da constiluicAo do im-
perio nao tolhe, nem era possivel que lolhes-
se a ex*"uc8o de quaesqoe* ordens legaes,
que tenham por objeclo a um membro da le-
gislatura urna vez que nao se trate da pri-
ado d'este e sim de outras medidas para com
clles tomadas este governo sabara fazer res-
te na crencha de que V. Exc. nao foi"alhel imitar sua dignidade com a forca sua dis-
aos actos da rebelliao que leve logar n'esta ; po 1Cf,0.
provincia, natural que conceba algum des-1 Deus guarde a V. Exc. Palacio do gnver-
gosto por ver perseguido um grande numero; no ,), s. Paulo ,f de julho de 1842. Ra-
de cidadaos pela acefio da justica publica ein
quanto V. Exc. pelo privilegio ontorgado
pelo artigo 27 da constiluicao do imperio, con-
tina a gozar de ampia liberdade ; julgo do
meu dever mesmo para maior segu ranea e
tranquilidadedeV. Exc, indicar-lbe a con-
veniencia de sua retirada pava a corte do Rio
de Janeiro o mais breve que Ihe fr possivel ,
o que espero que V. Exc. oxecular.
Deus guarde a V. Exc. Palacio do gover-
Ao de Mont'Alegre. Sr. Diogo Antonio
Feij.
Protesto do Sr. Feij.
Illm. e Exm Sr. Acabo de receber a or-
den) pozitiva de V. Exc. para dentro em tres
dias retirar-me para Santos e dali no pri-
meiro vapor para a corte o que do contra-
rio V. Exc. far respailar com forsa a sua
dignidade.
Exm. Sr. deixando de entrar em pole-
no de S. Paulo. 2 de julho de I8i2. Ba- mica Com V. Exc. sobre os inuilos objectos
rao de Mont'Alegre. Sr. Senador Diogo oonti.los no ilito olcio nao sopor intil,
Antonio Feij.
. R. Do mesmo tcor aos senadores Ver-
gueiro e Paula Souza.
Resposta do Sr. Feij
Illm. e Exm. Sr. Presidente da Provincia.
__Em resposta ao oflicio de V. Exc. datado
de hontem digo :
Que nao duvido que o publico se persuada,
que nao foi alheio nao a rebeliao que me
nao consta rebentasseem parte alguma d'esta
provincia mas a sedicAo que leve lugar em
Soroca ba. Ai eslo os meus escritos impres-
sos, que provo a minha aderencia esse ac-
to ; mas que elle se desgoste por vr-me em
liberdade em quanto lavra a perseguisao das
autoridades por tanta gente, e impunemente,
spolo inimigo da ConstiluicAo que me pro-
tege e que o mesmo publico dis tanto res-
peitar.
como porque em juizo competente terei oca-
zifto de o fazer ; e sem entrar em discuso da
nullidade da actual suspensAo de garantas ,
julgo com tudo do meu dever declarar :
i." Que o par. 1.doart. 179daconstitui-
so o direito plenamente reconhecido, e que
! forma a esencia do governo livre e que por-
tante nao posso ser obligado ao que a lei nao
me obriga mande quem mandar o contra
rio e que poriso sofro a maior violencia em
ser eonslrangido a deportar-me para a cor-
te esem saber para que nem t quando.
2." Que importando a deportaso pena
maior que a de pristo declaro rec.onhecer
violado ahertamente o art. 29 da mesma
Const.
3. Que o meu publico estado deenfermi-
dade e a brevidade do prazo para a minha
deportado privando-me lo necesiario a-
Igualmente entendo que V. Exc. quer grava milito mais a violencia que comigo se
que eu me retire para o Rio de Janeiro para ,' pratica e contra a qual em quanto ouver
com o meu encomodo poupar o iniquo des- jConslituiso no Brazil constantemente cla-
gosto dos que me desejao ve'r perseguid con- marci
lra a |e_ 4. Que emfim procurarei retirarme no pra-
Exm. Sr. eu sou abitual e gravemente en-| zo marcado nao por obediente ordem ile-
fermo : provavel que o Miado me faga xa-1 gal e anticonstitucional de V. Exc. mas por
mar para responder aecuzaso que por evitar somentc maiores violencias avista da
parte do Governo se promover contra mim jameasa que me faz V. Exc. doempregoda
eento, avendo de demorarme na Corte o| forsa.
tempo precizo para minha defeza seria in-
til aumentar o meu sofrimento ifesda agora
t Noveinbro em que o Senado deve leunir .-e
Se os Paulistas vo tomando a natureza de
caens que gesteo da augmentar a aflicfio ao
aflito para evitar o eiceso oas paixoes que
temos governo armado de forsa que dev
protegei o cidadAo inerme, e confiado na p
Deus guarde a V. Exc. muitos annos. Ci-
lale o de julho de 1842. Exm. Sr Ba-
rio de Mont'Alegre. Diogo Antonio Feij.
Resposta do Sr. Vergueiro.
Illm. e Exm. Sr.Tivea honra de
Margo me recolhi minha lazeda distanb
inte o oito legoa.s d'esta Cidadc e viole e seis
de Soroca ba d'onde nao sahi nem ha de
constar quo tivesse communica^Ons com os
l'je puzoram cm pratica a sedigo do 17 de
Maio e l me conservui ignorando tu lo o
que se p.issou antes d'esta fatal explosflo ,
que havia repeUidu com antecipacao dizendo
por vezes n'esta Cidade o na do Rio de Ja-
neiro que me I i mita va reclamagoes qiw
entandesse lgaos mas que ningem contas-
secomigo para vias de faoto. Firme n'este
proposito fui surprehendidocom a noticia'Jo
rompimento em Sororaba rpidamente propa-
gada at a villa da Constiluicao que dista da
minha fazenda seis legoas o obedecido .na
freguezia da Linieira distante legoa e meia.
Na ignorancia em que eu eslava dos prece-
dentes e da exlensiio do fatal movimento .
e sem meies para obstal-o limitei-me a or-
denar aos meus colonos o mais pessoas livres
da fazenda que ningnem fosse Frefuezia em
quanto durasse o barulho e assim o cOm-
priram. NAo era possivel que no meio da
effervescencia popular deixsse eu de prati-
car algum acto de condescendencia convin-
do-me observar o movimenb) tumultuoso,
i) desajando que nao fosse acompanhado de
insultos : porem logo qUS os mais enthusias-
ths parliram a unir-se ao grosso ilas forens se-
diciosas vendo fronte los restantes um ho-
mem prudente, fallei-lhe nestetermos:
Vm. est aqui como Plalos no Credo man-
de essa gente para suas casas deixando s
urna patrulha para evitar algum roubo ou
desacato, que em Isas circunstancias sao pa-
ra temer. File agradecen o meu conselhn,
dizendo era conforme aos seus desejos, eo
poz em execngAo. Depois disto salvndo
quo o snr. Paula Sonsa era opposto sedigAo ,
e eslava retirado em casa de um amigo dos
mesmos sen tunen tos, fui ter com elles pa-
ra Jesabafar e ver se me orientava sobre um
aconlecimento que nAo podia comprehniler
bem tendo s noticias vulgares e militas
conhecidamente fabulosas. Passando pe
desgoslo de ver morrer inesperadamente o do-
no da casa retirei-mc mth consternado a
minha (agenda. Em todo este tempo o meu
desejo era recolher-me a esta Cidade e por
vezes escrevi pedindo passaporte porque a?
estradas eslavam impedidas, mas nem as
cartas poderam passar, e vim logo que se
desempediram sem que em tempo algum ti-
vesse correspondencia ou intelligencia com o
governo sedicioso.
Eis aqui o que sei de mim o que os outros
dizem nao sei eu ; mas pelo testemunho da
minha consciencia nao necessito do privile-
gio do art. 27 da constituieo para evitara
perseguigo legal sendo mal fundada a eren
sa do povo em contrario a qual recebar
maior forga puhlieando-se a considerngo
que V. Ex. Ihe da no seu officio. E' sobre
e*te ponto ilrt vista que ouso chamar a alten-
gAo de V. Ex. para que se digne remover es-
te inconveniente nocivo a minha reputacSo .
e espero que V. Ex. julgue digno de attencao
o que tenho exposto.
Deus guarde a V. Ex. S. Paulo 5 de ju-
lho de48i2. Illm. eExm. snr. Bario de
Monte-Alegre. Nicolao Pereira de (lam-
pos Vergueiro.
Contestarlo do Presidente.
Illm. e Exm. snr. Inteirado lo que V.
rLx expoem em seu officio com data de hon-
tem onde V. Ex. relatando sua conducta
durante toda a crise porque acaba de passar
esta provincia procura demonstrar que nAo
tomou parte alguma nos actos de MbMHfto
que nella leve logar cumpre me declarar a V.
o Rio de Janeo o mais breve que me for pos-
sivel m's'iio para minha seguranca e tran-
quililadtf por isso que cu excito a attengao
de povo quo esli na crenca qtiu eu nfy fui
nlheio 'os actos da icbellio que levo lugar
n'esta provincia sendo natural que con-
ceba algum desgolo vendo lautos cidadaos
perseguidos pela justica em quanto eu pe-
lo privilegio de senador continuo a gozar a
mais ampia Kbrda e. Foi com grande sur-
preza qua cu li os motivos que V. Ex. d
para minha sabida da provincia. Tendo eu ,
desde queestot na vida publica profes-ado
. sustentado sempre as doulrinas de ordem
0 le nfio leudo jamis sido envolvido em
iieuhuin de tantos movimenlos c agitagVs
porque lem passado o Brasil desde a indepen-
dencia vivoado alem d'isso sempre enfermo,
mormonte u'estes ltimos lempos, o grave-
mente como noderia eu esperar ser indigi-
1 ido co no tercio tido parle cm actos da re-
helliao? Masen desali, que se me prove
isso : e indagando-se os fados licaro con-
vencidos anda os mais teiniosos que cu
sempre me oppuz quanto piule a lodo movi-
mento material na provincia, que no que
houve nao live parlo alguma nem por actos ,
nem mesmo por paiavras ; que s live noti-
cia d'olle depois de acontecido tendo sempre
o desaprovado. sahindo mesmo para o nao
presenciar do lugar da minha residencia e
andando por difieren tes sitios com graves
cncommodos at que pude vir a esU. Se
norem se entendo que por ser eu membro
. rece
.ibero officio de V. Exc. cm queme indica \ Ex. que, supposto fosse para mim de mnitasa-
ve a conveniencia de relirar-iue para a Corte do tisfaf:Ao o ver quo V. Ex. condemna esses ac-
iu-| Rio de Janeiro. Se esta indicaco nao fosse los criminosos e que por tanto quer faslxr
protegei o CidadAo inerme, e coniiiuo na pu- uiu qe Janeiro, oe esia muicacao nau iubbc tus cnmiiiosu mu'' kui ""m" -......
blica autoridade nada temo. Com ludo, se motivada em um facto que est de cncon-jde si a suspeita de ter tido parte nelles, nem
.'___ ____.........I....I.* ii hrovamoitla mal .. minha ni\m\i\ptu ntn lima ri>llpfiin faria por SSO me part'Ce IPCnoS Olanifesta a Coll-
veniencia da prompla retirada de V. Ex. pa-
a V. Exc. parece prudente eu brevemente me tro a minha conducta, nem urna rellego faria
retirarei para o meu sitio evitando assim de sobre ella mostrando que sei sacrificar as
eieitar com minha
ras : e irei espera
lei me xamar a responder pelos meus feitos. dorar de sustentar aquelles
Deus guarde a V. Exc. muitos annos. Ci- Ex. que estando o povo na
Id) SIUO eviiauuo assuii lie soore Clia lliusiiamiu qun boi Sdiumai a.-, vrnioiivia ua |"i"K' --
ia presenca o odio desas le- minhas opinioes e os meus com modos ilirec- ra a corte ; pois dado que seja n
ar pelo lempo em ^ue a lefio do Governo., lora do lugar onde tenho! infundada a crenga popular que a
porm diz V.
crenga que eu
muitissimo
nga popular que apontei -m
meu oflicio de 4 e com a qual justifiquei es-
sa conveniencia da retirada de V. Ex. o
da opposigo o ter no senado e na assem-
blea provincial combatido a poltica do gover-
no ( no que ainda estou persuadido t r cum-
prido um dever ) devo ser considerado crimi-
noso n'esse caso nada tenho a dizer appel-
lando para o juizo de V. Ex. e de todos os
homens justos e Ilustrados. Nao podia pois
eu esperar ser por taes motivos julgada ne-
cessaria minha retirada da provincia ; mas
.endo ainda apezar do exposto qmzeri sa-
ber se me nao ser livre escolher o logar
dentro ou fora do Brasil e n'este caso se
o governo querer proporcionar-me trans-
porte embora a minha custa. Devendo po-
rem indispensavelmente ser a minha sabida
para o Rio de Janeiro quisera saber qual o
mximo praso de demora, que se me facul-
ta pois estando eu sem conduegao que he
preciso mandar vir do meu engenho e es-
tando eu tao enfermo que rara vez saio da
cama e lambem muito encommodada mi-
nha mulher que no meu estado indispen-
s-avel acompanhar-me irremidiavel algu-
na demora : e nem com ella pode haver pa-
ra mim falta d seguranca e tranquilidade ,
havendn aqui um coverno f.-rte ejusto. Es-
oero, que*. Ex. se dignar responder-meT
o obrar com justica.
Deus guarde a V. Ex. S. Paulo, 5 de ju-
lho de 1842.Illm. e Exm. Snr. BarAo de
Monl'Alegre Presidente da provincia.
Francisco de Paula e Souza.
Contestago do Presidente.
Illm. e Exm Snr.--Accuso recebido o of-
ficio de V. Ex. com data de hontem ; e em
resposta cumpre-me co-nmunicar a V. Ex.
que nAo me tendo constituido juiz dos
factos praticados por occasio da rebelliao
que leve lugar n'esta provincia o leudme
limitado a indicara crenga popular, que,
talvez sem bons fundamentos comprehende
como envolvido na mesma rebelliao a muitos
r almente extranhos a ella no me parece
por isso que me seja licito variar de pensa-
mento no locante conveniencia da breve re-
tirada de V. Exc. para fra da provincia, res-
tando-me smente asseverar a V. Exc. que
foi com muito orazer que vi condemnados no
seu officio esses arlos de forca mateiial, que
unto comprometiera m a tranquilidaae da pro-
vincia e que maior prazer terei ainda, quan-
do vir que V. Exc. ( como espero ) fica im-
mune de toda a imputago depois de con-
cluido os processos que estao em andamen-
to. Quanto ao logar para que V. Exc. se
tenha de retirar e ao praso em que deva la-
zel-o devodeclarar-lhe que urna vez que se-
ja para fra da provincia livre a V. I
Paul
Exc. muilus anuos. U- Ex. que estando o povo na crenga que eu sa conveniencia ua remana ue t. u }n ,,,,. y........-, cado
o de Julho deI8'r2.-!nao fra alheio aos actos criminosos que ti- certo beque tal crenca existe e que d.sso a escoma e que o praso nAo I he e ma
.... i: _. -t_ ____:...:. i __.___i .. .....___.!* n..n,r..nn.,l.i o V F.v moemn nn. nnr eslf ffOVei'UO tiorque V. tLXC. recun
Di OJO
veram logar n'esta provincia natural se
estou muito convencido e V. Ex. mesmo pa-
. veram lugar ll rsia iihihiiib e iiaiumi "- ciuu mun>> k>h ..^w ^ ..^... ... -
; desgoste vendo muitos cidadaos perseguidos j rece nao duvidar. Esporo por tanto que V.
. ___........___________- i:U.. I C. ....^, ^,..,.1.. ,1a Imnim o 11 n i 111 i i \ i 111 > UOlll
dade de S.
Exm. Sr. Rarfto de Mont'Alegre.
AnlOIllO Feij |UrajJOl (VUUU Uiunua uuaumra iimi-jiuiuvaim,,, uaw >. ----,--.- ,-- -------
Contestago do Presidente. pela justiga em quanto eu gozo ampia lber- | Ex. sem peda de tempo cumpra o que no di-
lllm. eExm. Sr. llespeitando em V. Exc. dade pelo privilegio do a: ligo 27 da Consti- to cfiicio de 4 insinuei, pois que reputo esse
a dignidade e eminencia de um cargo que tuigAo.
pela constiluicao do imperio cercado de tan- Permita V. Exc. queeu faga algumasob-
tos privilegios e que pelas uneges que Ihe seivacocs a respeito. Tal crenga popular so
so annexas merece na verdade toda a con- po le caber a pessoas illudiflas por meus ini
sideracAo, julguei dever liinitar-me a inuiear nigos ou que nAo conhegao a dilferenca
a V Eic. em meu officio de hontem, acn- que ha entre a manifestacAo irresponsavcl
vettiencia'de sua prompla retirada para a cor- das epinies do Senadora do Reputado, e
te em vez de ordenar-lira positivamente ,e a resistencia material: por quanto sabe N.
vrniencia de sua prompla retirada para a cor- das epinies do Senadora do Deputado e Illm. e Exm. Sr.-Receb o officio de Y custedeV. Ex.
i, 1 vez de ordenar-lira positivamente e resistencia material por quanto sabe V. Ex. datado de hontem em que me m- Dos guarde^ a \. Ia. \*lac do uo ^
com praso certo como me cumpria faze-lo. idos que poucos dias depois(dica a conveniencia de minha retirada para de 5. Paulo b de julho de i
por este governo porque V. Exc. reconhe-
cendo a conveniencia da maior brevidade pos-
sivel saber combinar essa considerago com
a do menor vexame seu e de sua familia e
passo le absoluta neeessidade. porque nada est mais Ion ge das i n tempes
Deus guarde a Y. Ex. Palacio do governo deste governo do que perseguir e incomm
de S Paulo C de julho de 1842. Bario dar a ninguem sem haver para MO^
de Monte-Alegre. --- Snr. Senador Nicolao ma neeessidade. V. Ex. pois commiinicara u
Pereira da Campos Vergueiro. logar p ra onde se quer dirigir a Um ae s
Desposta do Snr. Paula Souza. Ihe proporcionaren) os mems de transpone .
m. eExm. Sr.Rece ooffirio de y. custa- de V. Ex. c.Mim
Ex. datado de hui.tem en que me in- Dos guarde a V. E*. Palacio do bove


>
Monle Alegre = Snr. Senador Francisco do
I* ula Souza e Mello.
Cemos con) assomhro no Verdadoiro Pan-
lista o seguinte :
post-schiptim. Por carias do pesaos fi-
d< lilaila sabemos quo pelo norte da provin-
cia tein havido nlguns en poneos assassina-
tos eni legalistas perpetrados pelos patrio-
tas : esta noticia combina perfeitamonle
eom o que nos consta ler dito ha poneos dias
o senador Verguciro ; as suas proprias pala-
vras segimdo se diz foro as seguintes :
O governo provincial serve-se da indispos-
oao publica que diz baver contra mim pa-
ra fazer-me retirar da provincia ; o governo
{jeral usar da mosma indisposioAo para lan-
car-me fora do imperio ; mas ainda temos
um recurso o do assassinato. Sobre esle
asimplo teremosde fallaren o prximo nu-
mero ba?te-nos por agora enuncia-lo para
que o publico e as autoridades vejam que ho-
mem he o senador V'ergueiro.
Ora queni se recorda do que na ses-
so tumultuosa da maioridade o Snr. Ver-
gueiro proferir em particular ( segundo al -
gtiem ouvio e referi depois ) contra um seu
collega o Snr. Vasconcellos : Matal-o
nao por-lhe as tripas ao sol nao seria
mau .... fcilmente acredita que o Sr*
V'ergueiro homem de taes expedientes '. ...
O Snr. Vergueiro negou que tal dissesse, mas
por um modo que inultos entendern) que o
noi>re senador nao proferio orando na tri-
buna taes palavras de canibalismo, massnn
pela boca pequea 011 resmunganrio algum
aparte.Safa cwn Snr. Vergueiro ..
(Sentinella da Monarchia.)
CORR ESPONDENCI AS.
Sis. Redactores.Persuadido que o deco-
ro da sociedade de medicina Ihe nao permit-
tira responder as heresias scienlificas que sob
a firma de um Matulo aparecero nesse Jor-
nal cerca do phenomeno da combusto e
desojando antes de voltar para o meu serto
saber se eslava do lado do Sr. Matulo ou
do la.lo de 18 medico e cirurjies e da u-
nica corporac/io scientifica da provincia a
verdado e sciench pedi alguns livros em-
prestados e puz-me a tradnzir a taman-
eando com o Diccionario de Constancio os ter-
mos scienlificos que nunca ouvira. Qua! nao
ibi a miiiha admiraco quando achando o
l'riineiro livro queabri com a fnlha dobrad*
no artigo que despertava a minha euriosida-
de lioseguinte no Dicccionario technolo-
uico publicado em Pars em 182G. < Fumi-
voros- da-se este nome aos fornos em que
por meio de dispoz>> particulares se
completa a combusto das partes combus-
tiveis do fumo.
Fumvoro mas fumvoro quer dizer devo-
rador de fumo ; um forno que devora na-
da aqu anda cousa isto nao pode ser ; c
deixando os livros, fui de porta em porta
perguntando a quern andou l pela Europa
com os olhos e o entendimento aberto se
era verdade que havia fornos fumvoros, e
muito mais pasmado fquei quando uns me
desio no meio da sala da praca do com-
mercio de Londres ha um fogo enorme sem
ehemin e com forma de urna e nao safio a
menor parcella de fumo e outros rindo
das minhas duvidas exclamavo oh Sr. !
ou vi com estes olhos que Dos me deo no
curso de chymica applicada s artes que Mr.
Payen faz aos trabajadores no conservatorio
das artes e oflicios de Pars estando este il-
lustre professor a ensinar a seus ouvintes a
construir fornos fu mi voros um dos taes
fornos enermo no meio da sala e nao sabia
um so alomo de fumo e o professor dizia
que a combusto do fumo era determinada
pela quantidade de ar que enlrava no forno ,
por que no ar havia certa cousa chamada o-
xigeneo e que as materias com bu si i veis (la-
van tanto menos fumo quanto maor era a
quantidade de oxigeneo que chegava a con-
tado com essas materias em ignico n'uma ca-
pacidade fechada onde se concentra certo grao
de calor.
Nao entendendo eu nada da materia re-
ciando que nao s o livro mas tambem os
enfermantes mu contassem historias fui a
outra casa cujo dono me disse estas pala-
vros Estando eu em Pars e saliendo que as
padarias onde se coze o pao para os 30>000
iiomens da guarnic/io tinho fornos funn-
voros fui vesita-los no fitn dos campos Eli-
fumo sabia dos taes fornos.
Candado com tantas visitas e to unifor-
mes pareceres voltei para caza e torne aof
Jivios que mu tinlio emprestado. Oprimei-
roque me cabio na mfio foi a arte do aqun-
lador do Grouwlle o Jannez outros que
fallando no mrlhor meio de construir os Tor-
nos dizem que he ticccssario introduzir nos
fornos quantidade assaz consideravel do ar
( pour obten ir une fume bien brutos ) o que
vertido em ortuguez quer dizer palavra por
palavra para obter um fumo b 'm quoimado.
Finalmente abrindo os livros da theoria ge-
rada sciencia chymi'a vi qu Thetard IV. -
mas Gay-Lussac, Teclet, Berzelios, Mis-
torlich &c. dizem todos em substancia qu-
a combusto consiste segundo ;is actuaos llico-
rias na combinaco de dois corpos com dc-
sonvolvimenlo (lo calor e algunas vezes Jo
luz mas qu:1 o agento mais-geral da eombus
to he o oxigeneo oque na combusto das
materias vegetaes por este agento, a produccAo
do fumo he devida nicamente ao sor incom-
pleta a combusto na qual o fumo consta de
gaz hydrogeneo caibonelado substancias
pyro-linhosas carboneo suspenso tmlo
misturado com os elementos j quoiniados o
incombustiveis como sejo acido carboneo .
vapor (Tagua &c. e que o oxigeneo do ar
posto em contacto comas tresprimeiras subs-
tancias, em certo grao de calor as queima, p
que o resto sendo invisivel deixa de ter o
nom^ de fumo.
Fiquei enlo percebendo porque chamo
aos taes fornos fumvoros e la vou dizer aos
meus camaradas do serto que os malulos
nao sao mais sabios do que nos e que para
nao se tornaren] alvo do escarneo da genta
sensata nao mordo como os Matulos na u-
nca corpora^o seientilica da Provincia sem
se acconselharem com pessoas que eutendo
da materia e que em vez de revelaren) a-
nonymamente n'um Diario poltico o seu im-
menso saber assgnem urna memoria com
as reformas que em suas opines deve ter
a sciencia e se apresenlem com ella a tal
sociedade porque se ella se engaa com to-
dos os autores, e a experiencia pralica da sci-
encia como o que despja he a verdade e o
bem publico, mudar de opinio vistas as
provas sem precisar para isso de ineptase
infundadas zombarias porem como he im-
nossivel pro va r que o fumo da lenha nao be
combustivel e como defficilmente se prova-
r a quern vio foruos fumevoros que ellos nao
exislem ; seja-me licito dizer legere et non
entellegere est negligere.
Hum Sertanejo.
Srs. Redactores. Grande headeveniura
do Matulo correspondente do Diario N. 108 ,
pois esforcando-sc por dizer o menor nume-
ro possivel de asneiras nao pode fngir
ao destino que o obliga a ennunciar parvoi-
ces destino que nao pode evitar aquello
que se atreve a falar sobre materias de que
nao entende e que nunca foro o alvo de su-
as indagaees e estado. Nenhuma respos-
ta merecio de certo os despropsitos e absur-
dos que approuve ao Matulo com jactancia
entregar ao peso e consideradlo do publico ,
mas como de env lia cora estas inepcias se
acho os respeitaveis o merecidamente ce-
lebres nomes de autores grandemente con-
ceiluados no Mundo scientilico, a quem a
rusticdade daquelle correspondente nao deu
lugar aleancar e podem estas autoridades
mal interpretadas imbar o publico menos
Ilustrado nao podemos deixar de dizer al-
guma couza em desaffronta aquella patritica
e sabia associaco posto que nenhum mister
haja ella de nossos pequeos esforcos para
triumpharde seos pequeos inimgos des-
contentes talvez de nao haverem sido admit
tidos em seo gremio.
A palavra combusto indica de certo a com-
binado de dois ou mais corpos com desen-
volvimento de calrico e luz ; mas poder o
fumo pombinar-se com outros corpos com de-
senvolvimenlo de calrico e liu ? he o que
nao soffre duvida vista da anr.lyse do fumo.
Se o correspondente se livesse dado ao traba-
dlo de entender Mr. i lila que to garbo-
samente cita saberia qu" o fumo da lenha
be formado de carvo multas materias re-
sinosas espirito de lenha acido actico,
agoa, hydrogenio carbonotado gaz oxido
de carbono o acido carbonico_=Orlila G'. edi-
co pag. 606=substancias quasi todas com-
bustiveis. He ainda ignorancia do correspon-
dente que Ihe faz desconhecer que egun-
lo ensina o citado Orilla o fumo nao consis-
te em outra cousa seno em parles nao
juoimadas de productos da dislillaoo os
juaes nao podem oxidar-se no meio da cha-
na por falta de oxigonio ; eque este fum
ondensalo sobre as paredes se d o nomo de
ferrugem de cliamin. J v pois n corres-
pondenla Matulo que o fumo nao Qca assay
splicado com a noci de resulta o da com
ouslo e que sendo um corpo, que se pode

combinar com outros com djsenvolvimanto
de luz e calrico, he ainda sceptvel de com-
busto, resultados que se effecla quando elle
( o fumo ) he posto em contacto com urna tem-
peratura bastante elevada para unir-so com <>
oxigenio do ar. Este phenomeno seienti-
lii-o desenvolve-se diariamonle em nossas ca-
sas h assim que o fumo de urna veta qu
se aeabou de apagar inllima-se quando oii-
eontra nina chama e projecta-se at o pa-
vio .la vela que era sua fonte ou origen.
Depois de ter mostrado aoar. correspondente
Malulo, como se effeclua a combusto do
; fumo ser bom que Ihe mostr a ultilidade
i de ajudar nos fornos esta combusto utili-
11 le, que sua aran hada comprehensSo o le-
vou a por em duvida. Quando urna grande
quantidade do oxigonio combina-se com os
producios que constituem o fumo do mo-
ifo 0,00 os transformo com pela, e rapidamen-
j loem agoa o acido carbnico pouco ou nen-
hum fumo so produz, o a chama he mais bri-
Ihante : o contrario ha lugar quando a tem-
peratura be elevada urna parle dos produc-
tos volalilisados perde-se na athmosphera sem
se combinar com o oxigenio e esparge um
eheio irritante = Orlila pag. 529 O "0.=
Dahi deprehende-se com toda evidencia que
faclilando-se entrada do ar por meio de res-
picadores movis nos fornos das paderias o
oxigenio do ar cumbinando-se con) o fumo
produz a combusto deste o que leudo a fa
ser com que o fumo muito deminua redu-
sindo-se em chama. He por lano fora do
duvida a Ulilidado que se tira em que por
meio dos ropiradotts S'i facilite a combusto
do fumo e por tanto a sua deminuicno.
Mais poderiamos dizer respeilo porem co-
mo o que levo dito demonstra a toda a luz a
ignorancia do Sr. Matulo, recolhemo-nos
j ao silencio acoi'.seaiido aquelle correspon-
dente queso nao metta mais com negocios
| da praca para nao levar deslas Ibrquilhas.
Rogo-I lies Sis. Redactores o obsequio de
ihserir em"seu Diario estas lindas do
Pracano.
Snrs. RedactoresNa incerteza emque la-
boro os propietarios dos terrenos que ha en-
tre o Remedio c os Allegados, grande benefi-
cio fariaoExm. Presidente, mandando a-
Inbar a estrada conforme julgasse mais acer-
tado pois j ha vendo al una nova estrada
projoctada con: ludo cada qual tracla Je
cercar por onde Ihe parece, ou tem interpre-
tado : uns rogulo-se pela velfia outros pe-
la nova outros dizem que a nova leva li-
ma rjirecco recta at a estrada do Poong e
dahi outra recta paraobeco doQuiabo, ou-
tros ( de cuja opinio son ) que deve ser una
roela da ponte do Remedio a sabir a urna das
linas abortas que tem na povoaeo nina de-
fronte da Igieja do N. Snra. da Paz e ou-
tra na ra de S. Miguel pois que, para tT
una recta conforme est projoctada vai sa
bir muito assima da povoaeo e por isso t-
ra-lhe lo 'o o merecimento; e assim Snrs. Re-
dactores muito acertado achava que fossea-
quella estrada alinhada embora nao fosso j
boneliciada ( que tanto necessita ) alim de
nao estarem uns cercando outros edifican-
do ludo sem ordem eo que mais admi-
ra to porto da praca ; pois o Snr. Fiscal ,
que he a quem competa vr est s colisas ,
tem modo dos atoleiros. Com a inserco
destas quatros lindas, muito obrigado Ihe fi
car Hum seo assignante.
NOTICIAS EI.EITORARS.
Eloitores da froguo/ia de Hom-Jardim.
Os snrs. Votos.
Vigario Manoel da Molta Silveira Gaval-
canle 572
Padre Francisco de Souza e Silva 571
Joze Caetar.o Pereira de Quoroz ;70
Miguel Joaquim Velho de Mello 'jOO
l'Vli ano Joaquim de Aguiar jfW
JozeOzias de Paula Homem '^
M,itbias Gongalves de Aquino Guerra .*>()"
Antonio Matheus Rangel t>7
Joze Concia de Oliveira 567
Joaquim Alvos Camello f>(M)
Antonio Vicente da Costa ."i<)<
Jo/o Francisco de Souza Interamnense 565
Francisco Gomes Favoira 56o
Bernardo Gomes de Mura Coulinho oll
Raimundo da Cunha Pedroza 5 lo/e Corroa do Oliveira Jnior "it"
Padre Antonio da Silva Cavalcante 5612
Francisco de Paula Pon ra de Moraos "l
loo Francisco Xavier da Fonceca .itil
\nl 'ino Manoel Gaio 560
! i/ Coi nia Faveira de Mello 560
'"rancisco Querino Pinto 559
Itoaventora Pereira de Queiroz 558
Mauool Barboza Camello r."ki
I vio Joze Soares o6
Jos Thomaz de Aquino P.reira 5
Vicente Forreira da Silva iot
Manoel Severmo de Arroda .*).'>
Joo Luiz da Fonceca 558
Joze Camello refreir deCarvalho 540
Joze Francisco de Arruda Jnior. .
Joaquim Joze de Aguiar ^*
Miguel'da Rocha Vasconcellos ^2
Antonio Joaquim de Aguiar ~*'.
Joze Roberto Pinto *7a
Jo/.o Lopes|Coelho 455
A'PEDIDO.
Illm. e Esm. Sr.Rccebi o olficio de V. Ex.
de 28 do andante, em resposta ao meo de 27,
em que V. Exc. me partecipa ter dado as ne-
oossarias providencias sobre o que ha occorri-
do acerca dnseloicoos da Fregueiia de Maran-
guape o agora ja bem informado de todo o
sucedido passo a relata-loa V. Ex. As 4
e meia horas Ja tarde do dia 26 dirigio-se a
Matriz o Juiz de Pas do primeiro districto com
20 a 28 pessoas entre votantes e elegiveis ,
sendo destvs ltimos lo, ou 16, e o resto
dos primeiros, e lendo lancado na urna os
bilbetes com os nmeros correspondentes aos
dos Cidadfios elegiveis (cujo total excede de
setenta ), come^ou o dito Juiz a mandar ex-
trahir dalla por um menor H> bilhetes ; o
como nao se acbassem presentes os Cidados ,
que os mesmos indicavo mandn continuar
a extraco al vir a recahir nos 16 que pre-
sentes se achavo ; para suplemento do qual
numero enlrou o Escrivo do Juiz de Paz ,
que devia fazer as vezes de secretario nesta
comniisso. Feito o que nomeou a dita com-
inisso dos 16, assim com posta a Meza Pa-
rec) ial ; e com isso linda rao os ti a baldos
desse dia as 6 1|2 horas da tarde. As 11 da
noite receben o mesmo Juiz de Paz o olficio
de V. Ex., em que mandava expassar as e-
lei^oes dessa Freguezia para o dia 31. Sem
fazer caso dessa ordem de V. Ex. no dia 27
pela manha comecou o dito Juiz a receber
as sedlas de alguns votantes da sua parciali-
dade j prevenidos para esse im e ofliciou
a V. Ex. que a Mesa Parochial se achava
em trabalhos. Ignoro a resposta de V. Ex.
Soi que o Juiz de Paz mandn notificar to-
dos de sua lacead e outros que ignoravio
as ultimas ordensde V. Ex. para irem votar ;
lo los os quaes em numero de 78 (como me
informa um Escrutador da dita M.sa ) forao"
os que entregarao as suas sedulas ; appuradas
as quaes lindaran os trabalhos da tal Mesa
Parochial. Scientilico a V. Ex., que o nu-
mero dos votantes qualilicadosdesta Fregue-
sia he de 192; pelo que licaro excluidos da
volacao 11 i Cidados por estarem certas ,
que o dia ultimamt-nle marcado por V. Ex.
para a eleico desta Freguesia era o dia 3t ,
como V. Ex. tinha determinado em olficio do
26, c ignorarcm tal vota^o no dia 27. En-
tre estes 114 Cidados excluidos entra o 2.
Destrito de Paz da Freguesia que foi exclui-
do totalmente exceptuando seis pessoas.
Todos estes fados que acabo de narrar a V.
Ex. me obrigo a proval-os com todos os Ci-
dados excluidos e muitos dos que vota-
cao caso V. Ex. o determine. E ser pos-
sivel Exm. Snr. que a maioria dos Cida-
dos da preguesia de Maranguape e a parte
melhor e mais sensata dos mesmos fique ex-
cluida do direito que Ihe confere o artigo 91
da Gonslituicio do Imperio ? E que urna
insignificante minora de que se compoe a
face/io do Juiz de Paz, soja a que eleja os nove
Fleitores que d a dita Parochia servindo-
se para isso de meios to indignos? Deci-
da a imparcialidade e juslica de V. Ex. A
mim como Delegado de V. Ex. que tenho
prezenciado estas Ilegalidades julgo que
me compre manifeslal-. s a V. Ex.
Dcus guarde a V. Ex. por muitos e dilata-
dos anuos. Delegatura do Termo de Olinda
r>0 de Julho de 1842= Illm. e Exm. Snr.
Baro da Boa-vista Dignissimo Presidente da
Provincia = Joaquim Cavalcanli de Albu-
querque, Delegado.
= Em vez de 78 declare que sao 86 ; e
em vez de 192 declare que sao 197, a vista
las cerlides que depois adqueri, e assim
deixarao de votar 111.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque.
EDITAL.
Luiz Francisco de Mello Cavalcante Escri-
vo e Administrador da Meza de Diversas
Rondas Provinciaes desta cidade.
Faz publico para que chegue ao oonheci-
mento de todos os proprietariosdosS bairros
destt Cidade e Povoaeo dos Aflogados que
no dia 8 do corrente principiro a pagar ju-
ros de um por cento ao mez de que se achilo


4
adever ditos propietarios Ja respectiva be-
cuna, e irais impostas Provinciaes. em vir-
l'ILLLAS 1EUETAES E I'NIYKH.SAIS AMKKIC.V.WS.
tudt da Le Provincial n 94, .le 7 le Malo
dcsle anno art. 38. E para constar man-
dei passar o presente, e publical.-o pela im-
prcnsa. Rerte n da Aposto de 18 52.
Luiz Francisco de Mello Cavalcante.
D E C L A R A C E S
O Brigue Brasileiro Empreza de que
he Capito Francisco Ferreira Burges reci-
be a mala para o Cear no dia 20 do corren te.
A CommissAo de Polica da Assemblen
Legislativa desta Provincia encarreg;ida di
contrariar com qnem por menos fizer a puhli
cago dos seos trabalhos por taehigrafos .
convida as pessoas que se quizercm pfopor ;i
esta empieza a enviar ao primeiro Secretai i
da mesma Assemblea, Antonio Joze d'Oliv..
ra as suas proposlas em carta fechada at o
lia 20 do correnle.
THEATRO.
Reprezentaco e cantona =Baf.iel e Ma-
danioizelle Lucci, gratos aos briozos habitan-
tes desta Capital vo Domingo 11 do coi -
rente dar urna explendida fiuico da maneira
seguinle : ieprezeiitar-se--ha i muito aplau
dida pega = 1. [gnez de Castro = No fin do
2 ? acto Rafael Lucci cantar una aria do
=Barbeiro de Sevilba= No Km do i ? acto
Madamoizelle Lucci, canlar=z:l'iiia nova Ca-
vatina da Opera Caza Ladra= No im do .'i ?
acto rematar o expectaculo com um =Excel-
lente e aplaudilo novo Duelto da Opera Caz/a
Ladra Forse un di conoscerele= Este bri-
Ihanle expectaculo deixar sem duvida sap
tisfeilos os amadores da divina arte na qual
faro o Snr. Lucci e sua tilda os possivcis
exforcos para agradar a os seus benignos es-
pectadores.
NB. 0 Expectaculo lera lusar no dia mar-
cado nao chovendo das 0 boras da lard''
em vante e no caso de cbover se transfiri-
r marcando-seo dia pelas folbas dublicas.
Principiar as 8 horas e meia em ponto.
AVISOS MARTIMOS.
Freta-se para qualquer porto do Im-
perio o Bngue Escuna Nacional Bella Marilia,
forrado de cobre e de boa marcha qu-m o
pretender dirija-se a Caudinho Agostinho de
Barrosatrazdo Corpo Santo 0. 07.
tsr Para o Rio de Janeiro segu viagem o
bom conhecido Bngue Nacional Bom Jess .
para carga e passageiros trata-se com Gaudi-
no Agostinho de Buros ou com o Capito
Joo Rodrigues Amaro.
%W Para o Porto, seguir no dia 14 do
correnle o Brigue Portugu-z Primavera,
anda pode -eceber diminuta quantidadede
carga ; assim como passageiros para o que
tem bons commodos : os prelendentes dinjo-
se aos consignatarios Mendes & Oliveira ra
do VigarioD. 15, ou ao Capito do referid..
Brigue, Joo Carlos Ferreira Soares.
SW" O Hiate Flor da Larangeira bem co-
nhecido pela sua boa consli ucco e mar. ha .
sai para o Aracaly no da lo do corrente : ja
tem meia carga prompta ; e como pretende
sair no dia marcado recebe toda a qualida-
de de carga seca miuda ou grande : os pie-
tendentes dirijo-se a ra da cadea do Ro-
erte loja N. 17.
L E I L A .
ssr Fernando Joze Bragurz faz leilao
hoje 11 do corrente, de 8o sacas com farinh.;
de mandioca por conta e risco de qu- ni
pertencer no sen armnzcm junto ao arco d.
Conceico.
AVISOS DI VERSOS.
W Bernardino Vicente de Araujo, reti-
ra-se para fora do Imperio.
*W 0 abaixo assignado faz saber aos seus
freguezes que o Seu estabellecimenlo de
charutos que liulia no patio do Colegio ).
10 mudou para a na do Livramento D. 18,
onde se acha com urna nova remessa de ditos
charutos feitos de encommenda do melhor
fumo escolhido na Provincia ,1a Caxoeira .
chegado no dia 8 do corrente no Hiate Na-
cional Flor da Larangeira.
Joo Gaslam bid.
t9r* Roga-se ao Senhor Francisco Joaquini
da Costa queira ler a bondade rallar a Manoel
Joze Galvao na na do Palacete ; a negocio
de seu enteresse.
or \o Colegio S. Cruz precisa-se de urna
boa Javadeira e qne d fiador.
Estas pilulas j bem cunhecidas pelas gran
des curas que tem (foto nao rcquei-r-m rren>
dieta c nem resguardo algum ; a sin coro-
posigo tan simples, que nao fazein mala
mais tenra crianca : cni lugar de debilitar ,
foilifico o systema purilico o sangue ,
dugmentAo as secreges em geral : tomadas .
seja para molestia chronica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
n aquel le estado de consti pcelo depois de sua
operaco como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causaiem incommodo nenhum. 0 nico de-
posito dellas cm casa de D. Knoth agen-
jp, do author: na na da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario rom o sello da casa em la-
1 re 11 reto.
D. Roza Emilia Augusta da Cruz com
si:a filha menor retira-sc para fora da Provin-
cia.
Domingos Antonio Joz da Silva e Mello
retira-se para o Aracaty.
tar Joze Francisco de Azevedo Oliveira ,
retei i-so para o i oitoa tratar de sua saude.
S2T Precisa-se de urna nina forra, que te-
nha bom e bastante leite : na ra Augusta so-
brado de um andar esdtlo.
tW Antonio Soares da Silva retira-se
para a Ci.lade do Porto a tratar de sua
saude. *,
ssr Da-se200* a premio de 2 por cento ao
mez com firmas a contento, ou pinhores de
ouro pelo tempo que se convencionar : na
ruada Florentina casa terrea que temolaria.
ssr Manuel de Matlos Teixeira Lima e
Francisco de Assis Lima retiro-se para
fora da provincia
ssr Os abaixo assiijiiados avizAo ao res-
pe.tavel Publico, que em 31 deJulbo p. p.,
por mutuo consenlimenlo dissdlvero a soci-
dade que tiuho e que girava d baixo da
iima de Andrade Castro & Fonseca Mean-
do encarregado da liquidado d'algumas tran-
saeges pendentes Jos Paulo da Fonseca.
Manoel Jos Rodrigues d'Andrade. Joo
Bernardino de Moraes e Castro. Jos Paulo
da Fonseca.
ssr Quem no Diario de 8 do corrente an-
nunciou querer 200y reis a juros de dois p.
c ao mez pode dirigir-se na Boa-Vista ra
velha casa D. 57 que ahi sa dir quem os
d e na mesma se aluga um sobrado na
na do Amorim n. 111.
ssr OThesoureiroda Lotera a favor das
obras de N. S. do Rozario da Boa vista, prin-
cipia hoje das nove horas da manh as duas
la tarde, o pagamenti dos bilhetes primia-
dos da segunda parte da segunda Lotera na
Igreja da Conceico dos Militares.
Os brinetes da primeira parte da terceira
Lotera achAo-se a venda nos lugares do cos-
tme e as rodas anda. iiifalivelmente no
da 5 do prximo mez de Outubro.
ssr Manoel Joze de Souza morador na ra
loCespo, pede a qualquer pessoa que seja
de igu.il noini', o favor de se dirigir a mes-
ma na loja 1). 12 a fim de se tratar de um
negocio que muito o interessa ou de annun-
eiara sua morada para ser procurada.
27- Permula-se um sobradinho de um an-
dar qu,-rende I8> mens.ies, cito no bairrod
S. Antonio por urna grande caza terrea
com grande quintal no mesmo bairro ou
por um pequeo sitio na Boa vista e nao se
duvida voltar segundo seus valores: annuu-
cie.
ssr Quem precisar de urna ama de bons
eoslumes para caza de um homem solleiro ,
dmja-seao aterro da Boa vista D. 10.
cr Quem precisar de urna mulher de boa
conducta para vender h/.endas eom urna
re la dirija-se a ra Direita caza I). 49.
t^- Aluga-se o priu.eiro andar do sobrado
da ra Direita D. 11 com 3 grandes salas ,
seis quartos um gabinete e cozinha : a
tratar no terceiro andar do mesmo.
BT Precisa-se de um rapaz qu tenha
principios de pharmacia que segundo o sen
mereoirm nto dar-se- um ordenado suficien-
te : na praga da Bos vista botica D. 10.
127- Vicente Ferreira Vidal retira-se pa-
ra o Aracaty levando em sua enmpanhia sua
cimhada Carolina Emilia de P;ula.
tsr Em additumenlo ao anuncio publica-
do terca feira ni'Ste Diario declarAo os abai-
xo assignados que o caixeiro Antonio Joze
da Silva tem os signaes seguintes : estatura
regular, cabello e barba ruiva alvo e rosa-
do bracos curtos fl arquiados, de 23 annos.
ec. squilho ; outro sim o dinheiro qiie levoii
fo 100 e tantos mil rs.
Manoel Joze de Figueiredo e IrmAo.
i^ Manoel Joze Rodrigues de Oliveira
!etira-se para o Aracaty a tratar de seus neg
oos.
t^* Precisa-se de urna pessoa capaz par
ir a villa de Cimbres rece be r urnas dividas;
na ra dos Quarteis D. 4.
I2r- O Sr. Antonio Ferreira Couto que
haver 14 anuos que veio de Portugal para es-
ta Cidade, queira anuiinciara sua morada
para se Ihe fallar a negocio de seu inlercsse.
ts^ Precisa-se de un caixeiro : no hotc-
quim junto ao theatro.
SST O Director manda convocara Comm8-
so administrativa da Socicdade Euterpina
para sessAo boje as i horas da tardo.
ssy Aluga-se medade de um terceiro an-
dar de um sobrado t em muito boa ra con.
muito boa cozinha, una grande salla e quar-
topara umaou mais pessoas solteiras: na ra
do Queimado loja de forragens D. 5.
tSST Os interessados na Barca Erminda .
que seguir.do para Luanda fo apresada na-
quella costa e depois restituida queirao
levar ao cscriptorio de Angelo Francisco Car-
neiro notas das mercadorias carregadas na-
quelle vaso e seus respectivos valores pois
que isto se faz mister a bem do interessa
geraes.
C7" A sociedade das artes mecnicas des-
la Cidade', tema honra de parteeipar que
tendo jaabertoo curso de Geometra e me-
cnica aplicadas as artes as quintas feiras
a noule e nos Domingos pela manhA no
consistorio de S. Joze a fim de que sajamos
mais habis nos nossos trabalhos e a nos
menos pesados e mesmo para de alguma
forma aparecer nossa industria ; demos as-
tea passos nos difiicis o os mais acerta-
dos para complemento da nossa gloria; agora
so nos reata a saiisfagAo de communicar-vos ,
convidando-vos meos companheiros artistas ,
e mestres de oflicinas para nos ajudar os nos-
sos trabalhos os quaes sero uteis a nos
meamos, e igualmente seremos algum dia
recompensados pelo nosso sabio n benfico
Governo.
IbT* Joze dos Reis se despede por mei<
deste Diario dos seus Amigos, e das pessoas
a quem por d- ver e grafidao era obligado .
fazello pessoalmente e pede tenbo a uilu
nidade df desculpar-lhe semelhante falta .
que nao Ihe fui possivel remediar pela celeri-
dade da partida que foi no vapor do Norte ,
embarcacoes estas qua lirao a possibilidado de
se satisfazerem todos os deveress desta nalu-
reza.
c ouliiis para obra d Tanociro ; assim como
urna pocciio de barricas razias queservir.fio de
larinba de trigo a fallar na praca da Boa-vis-
ta com Manoel Pacheco de Queiroga D. 12.
S2T Fui exelleiile banliciro de folha com
poucu uzo com o competente selindro por
I8 reis: na ra do Crespo D. 12.
ssr Um atlas de Geogrpbia com 10 car-
tas e a arte dest liaclar de si mesmo mis
nfumidades venreas : na ra do Livramen-
to loja de fazenda D U.
v, l'rn beicodo Jacaranda quasi novo de
muito bom goslu com o seo cemp tente cor-
tinado de cambraia e um par de lanlernas
lavradas com pede vidro : na ra Ja Cadeia
lefronte do Theatro primeiro andar do sobra-
do D. 11.
SS-Mariteiga ingleza a 800 a libra, e fran-
eczaa 100, 210, 400 e 180 azeile doce a
CO a garrafa e a caada a 4,>8()0 cha isson
r perola a 2,>o0(), paios a 2,cS00 a duzia,
tuucinho de Santos a 100 c mais ordinario a
120 : no beco da Pule D. 7 quina da ra dos
Qua leis.
E3- Dous macacos de ferro de primeira
qualidade : em fora de portas n. 205.
ssr Vende-se ou troca-se por urna negra.
um rncleque de lo ai.nos muito habilidoso
e proprioparaqii.dquerolicio: na ra Nova
rmazem D. 34,
W L'm escravo de nacAo de 22 annos
sem vicios o que se afianca e ptimo para
socar assucar por estar af ito a isto : na ra
do Livramento ao J..do da Igreja indo para a
.cuta D. 25 segundo andar de nianba athe
as 0 horas e de urna as 4 da tarde.
tsr Por prego commodo 70 palmos de sa-
cada de pedia mulalinha : no atierro dos
AfTogados no primeiro beco i!a parle da mare'
rande ; assim como ha canlaria de toda
qualidado e boa pedia.
ssr l'ma jiorcao de barris e quartolas ja
servidas ; e3 sanctuarios de Jacaranda com as
ma gens competentes por prego commodo,
vindos ltimamente do Porto ; e urna espin-
jarda de dous canos de espoleta : na ra
lu Vigarioarmazem D. 27.
VENDAS.
ssr Lisias dos premios di Loleria do Roza-
rio da Boa vista : ua nraga da Independencia
loja de livros n. .vi7 e 58.
ssr A venda da ra Nova D. 20 com
850, de fundo : na ra dos Pires D. II a fal-
lar com Manoel Luiz Vires.
S^- Urna vaca de raca loiirina muilo gor-
da ; e prxima a parir muito boa de leite :
na ra Direita D. 2 segundo andar.
S3T D. Joanna du Roz rio Guimares Ma-
chado com os mais administradores do fal-
lecido Joaquim Lopes Machado vendem pa-
ra pagamenlu de dividas o sitio do mesmo
nosaffogados com caza de vvenla, senza-
la para eseravos onde tem um quarto forra-
do para enfermara estriharia para 5 cva-
los duas cacimbas, murado na frente com
gradamentode ferro, porlao, iardim com
boas llores, 200 parreiras que todas do uvas,
de muito boa qualidade ps de larangciras
limeiras, goiabeiras frucla pao coqu-i-
ros planta de capim suficiente para dous
cavailos e um bom vivero no fundo para
verentendao-secom a mesma Senhora na ra
Direita e para tratar com Henry Forster &
Companhia.
ssr Urna escrava de nagAo angola de
28 annos engoma lizo c cozinha o diario de
urna caza ; na ra de Aguas verdes 1). 17.
ssr Dois mola lo mogos rebustus por 5u0,>
cada um : na ra da Senzala velha caza de
B. l.asserre & C.
ssr Caixotes com duas duzasde garrafas
de precioso vinho do Porlo.de 22 annos: na
praga do Comercio caza de Domingos Joze Vi-
eir.
ssr Seis pipas vazias por prego commodo:
no beco do peixe frito D. 2.
ssr Urna maquina de vapor e moendas
para engenho de agoa e de beslas : na ra da
Cruz N. 27.
S2T Taboadode pinho de suicia costado,
costailinho assoalho e forro proprio para ca-
zas e fundos de harneas de 1|2 pole^-ada a5|i
degrogura remos de faia e vergontasde pi-
nho ludo por prego commodo no armazem
de Joze Antonio da Mlva Vianna no forte do
Mattos.
ESCIi A VOS FGIDOS
S Furlaro no dia 10 de Novembro do
annopassado um negro anda bugal de
nome Fortunato de estatura regular de
50 e lanos annos rosto comprido com
bastantes marcas de bechigas principalmente
no nariz com urna pontinha de barba no
queixu cor preta ja com alguns cabellos
brancos na cabega : quando desapareceo es-
lava magro e quando andava levanlava os
hombros alguma couza e andava devagar
que pareca eslar doente dos ps ; levou cal-
gas e camisa de e.slopa ja velha: quem o pre-
sentar na ra do Vigario no armazem D. 27
receber 100,) de gralficagAo
ssr No dia 7 do crrente fugio .la proprie-
dae Fumas e foi visto no dia 8 pelas 5 ho-
ras da larde vindo para esta praga um es-
cravo de nome Diogo, com os signaes se-
guintes : cor fula, baixo, grogo, olhos
grandes e apitombados beigos trugos a o-
relba din ita furada e com brinco e alguns
aunis inferiores nos dedos, idade pouco mais
ou menos 28 annos : roga-se as aulhoridades
| que debe souber, u mandem prender; assim
j como qualquer capilo de campo que ser
recompensado levando ao 2. andar do so-
brado da praga da Boa-vista junto a Con-
ceigo.
sar No dia 0 do corrente urna escrava de
nome Benedicta d'angola, estatura oruinaria,
seca do corpo bonita de cara bem preta ,
lentes miudos pez pequeos e apalheta-
dos : levou vesldo pelo de xila e pao da
cosa ja uz^do ; quem a pegai leve ao beco de
S Pedro sobrado por sima do sapateiro ou
na ra Direila D. 2 segundo andar que se
gratificar o seu Irabalbo.
ssr A dtis mezes poueo mais ou menos
fugio um negro de nome Joz de nago angico
que representa ter reforgada do corpo, cara larga, olhos grandes,
tillando fugio levava vislido camisa e caiga de
algudAo, e chapeo branco consla que foi para
o Sul, e supo.m-se que eslava em Alagoas em
Caza oceulta, que se prutesta punir com todo o
rigor da |ej ; a pessoa que o aprehender le-
ve-o a praga da Boa-visla D. 4 que ser gra-
tificado.
BT Fugio urna crela de nomo Thoma-
xia de idade 18 anuos bem parecida e su-
poem-se estar oculta em alguma caza como
ja acontece da primeira vez que ella fugio c
roga-se a quem della son .er baja dea le-
var na ra das Cruzes no primeiro ou tercei-
ro andar do sobrado I). 10, que ser go
nerozamente recompencado.
Trinta pipas razias ansiadas de ferro. KECIFt VP. DE M. F. DE F.= 1842


Full Text
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