Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04765


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Full Text
Anno de 1842.
Mitir*"-'-'*"'-'**
Segunda 'etra 8
Todo agora dependa de nos mesmos da nossa prudencia moderno e enema con-
,aemo> como punchamos e seremos anonUdo con. adn.iraco entra at Nacoea mal,
,ulU:;-______________________(Proclamaciio da Ass.n.bl.'a Cera! do'aranl.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goiaiina, Paraib e ido grande do fiorle segundas c sexlas taina.
Bonito : Garantan '-0 a 24
Cabo Seiinlmem Dio Formte- Torio Calvo Macei e Ala>oas no \. 11 e 2
I aje 43. Santo Anlao quintas feiras. Olinda todos os das.
DAS DA SEMANA.
S e^. Cyriaoo M, Come. A.!, do J. de D. da 2. T.
V i'erg. jejum s lloinao M. Re. And. do J. de D. dad. .
1(1 Qiun. + Lourencn M s. Asteria V. M.
11 Quiol. a Tiburcio e Sutan Mm. And do ju!i de D. da 2 v
i St*>. a. Clara V. F. Aud. do J. de D. da i', y.
1! Sab. jr-.jum s. llvpolilo Cassiann Mm. Re. And. dn J. de T). da 3. t.
14 Doto. liarebio Sacerdote,
de Agosto.
Anno XVIII. N. id9.
O Diario publica se todas os das ajue nao forem Santificados : o preco da aesicnelura be
de tres mil reis por quartel pagoa adianlados. Os annunrina dos assignantea aaa iaaeriiloa
gratis e os das que o nao forem raiio d' Sd reis por linha. As reclaanacSea derea ee*
dirigidas a esta Typografia roa das Crines D. 3, ou a praca da Independeacia loja de linos
Numero 37 e 38.
CAMBIOS no da 7
Cambio sobre Londres 26 d. nominal.
h I'aria 360 rea p. franco.
, Lisboa 100 par 10t) de pr.
Moeda de cobre 4 por 100 de descont.
dem de letras de boas firmas 1 e a 1 r J
Descont de bilh. da Alfand-ga i a { s
mei.
de agosto. compra venda.
Onr.o- Moeda de 6,400 V. li.UOO 16.100
Paira
a N. 15,80.) 16,000
da 4,000 8,800 9,000
PatacSea ,820 1,840
!'.> Columnarea 1,820 1.840
dito Meiicanoa 1,820 1.84U
ii! 1,840 1.8S0
l'rcawar dn
1. a 6 horas i
2. a 6 horas
din
f m
8 de dgosto
. da manh..
m. ds tarde.
la Nora
(Juan, rese.
l.ua chaia
Ooart, ming.
PHASES DA LOA O MEZ UE AGOSTO.
a 6 -- s 0 horas a 29 a, da tard
a 13 -- ha 3 horaa e. 4 m. da manh:
a 20 -- 4s 11 horaa a 56 aa. de tarar,
a 29 as 1 boraa e 30 ra. da manh.
OIAR
PE 15 IVA if BUCO.
PAfTE OFFICIAL
t-i.
GOVEP.NO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 4. DO COMIENTE.
f>lIcio A cmara municipal de Olinda'
signilicando que por ora nao lem lugar
crcago, que eni olficio de 2 do mez ultimo
pedem, de outra cadeira de primeiras lettras
para meninas naquella cidade.
Dito"' Ao engenheiro em chefe dizendo
em resposta ao seo officio de hoje que as
despezas qne se fizerem com os reparos do
barraco quo serve de azilo aos mendigos,
sero levadas quota marcada para as des-
pesas eventuaes.
Dito Ao chefe da legiao de Santo Antao,
significando em resposta ao seo ofllcio de 2 do
corrente que deve esperar pela decisao Je
Governo Imperial quem ofileiou acerca do
pagamento do sold dos cornetas e clarins
dos corpos da guarda nacional d'esla provin-
cia em co^equencia de n3o ter a Assetnblea
Legislativa Provincial marcado na lei do orna-
mento vigente quanttativo algum para simi-
Ihante pagamento.
Portara Ao commandanlo do vapor =
Paquete do norte = ordenando, que receba
a seo bordo e transporte corte o segundo
tenentc da armada Eustaquio da Rocha Men-
des.
Officio Ao juiz de paz supplente da fre-
guesia de Una aecusando recebida a lista
tos fogos d'aquella Creguczia.
DitoAo engenheiro em chefe, determinan-
do que da pedra de calgar, existente junto ao
armazem ue palacio velho, fornega a porcao ,
que Ihe for requisitada pelo capito Joo Pe-
dro de Araujo e Aguiar para a edificaco do
caes, que se est fazendo em um dos lados Jo
mesmo palacio.
Dito Ao commandante do primeiro ba-
talho da guarda nacional de Olinda intelli-
sencianJo-o de que nao tem lugar a dis-
pensa queem olicio de 2 do corrente re-
quisita para os guardas do batalhao de seo
commandoJoo Vicente e Joze Francisco,
que viero servir no batalhao destacado, al-
legando seren casados e com familia ; de
que nenhuma responsabilidade pode recahir
PEDRO (*).
III.
The expedition of my violent love
Outrage the power reason.
(Shakspeark. ~ Macbelh.)
Era manha. Ocoestava puroe cristalino;
e o sol formoso e adornado com sua corda de
luzes divinas langava seus raios brilhantes so-
bre a formosa Lisboa que se levantava mais
altiva e soberba do que dantos de haver sof-
frido o terrivel terremoto. E' porque as gran-
des cidadessao como os grandes homens, que,
quanto mais soffmu e quanto maiores sao as
dificuldades que vencem, tanto mais ergueni
as frontes e mais sublimes parecem.
Neste dia muitos coches magnficos parro
porta principal da calhedral c delles se a-
pero damas e homens c berlos com todas as
riquezas e pompas e luzimentos da corte e
este cortejo hrilhante va-jarosamente se diri-
ga para a capella mor.
Tres cousas ha va a notar nelle : Lina
dama de lS anuos mais do que todas inda
o interessante que animadamente conversa-
va com um joven de figura varonil e manei-
( ) Vid. Diario X. 16S. "~
sobre S. ni. o de que os referidos guardas.
o outros vierto para esta cidade fim de
eoadjuvarem o servigo da guarnigo, que atig-
mentou e voltaro, logo que cesse a presen-
te nescessidade.
Dito Ao commandante das armas api-o-
vando em consideradlo as razos expendi-
das om seo ofllcio de 2 do presente reso-
lugo ,'nue tomn de mandar addir ao ba-
talhao destacado as trinta pragas da I o re a da
guarda nacional de Olinda quo se achavao
aquartcl.id.ts porordem da Presidencia.
Dito Ao delegado do termo da Roa-vis-
a remetiendo um exemplar da lei de." do
Dezembro de 1841 edo reglamento nume-
ro 120 de 51 de Janeiro do corrente anno.
. Acabo de receber o ofllcio quo Vm. me
dirigi com data do primeirO do corrente ,
em que seofferece para fazer um curso publi-
co de chimica geral comas noc/tes do phisi-
cas indispensaveis completa intelligencia dos
phenomenos ch i micos na casa de sua resi-
dencia sera gralificar-aoalguma requistan-
do somento os movis utensilios e instru-
mentos necessarios para o referido curso e
urna pessoa que se encarregue da oonserva-
co e asseio d'esses objectos. As pondero-
sas retlexes com que Vm. apoia a sua pro-
posico a generosidade com que recusa o
ordenado que como Professor que era ,
Ihe porlencia e finalmente as vantagens e
proveito que aos habitantes d'osta provin-
cia devem provir do modo, porque Vm. quer
effectuaro seo curso, sao outras tantas razoes,
para que esta Presidencia milito o louve c
agradeca o leve ao cenhecimento da Assem-
blea Legislativa Provincial, como levarei em
tempo opporluno, to prestimoso servico.
Quanto as requisicoes que Vm. faz ,
passo expedir as ordens necessarias para
que esses objectos Ihe sejo fornecidos pelo
arsenal de guerra 5 devendo Vm. propor-me
o homem que possa desempenhar as obri-
gacrtes de que deve ser encarregado para
conservacao dos instrumentos fim de ser
approvado por esta Presdencia= Dos Guar-
de a Vm. Palacio de Pernambuco ."> de Agos-
to de 1842.=Rarao da Roa-vista=Snr. Dr.
Joze Joaquim de Moraes Sarment.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA O no CORRENTE.
OflicioAoExm. Presidente, envian-
do-lhe a relajo das pracas de primeira li-
de que fos-
Governo de
signilican-
ras delicadas, e a quem todos cercava de res-
4Witos e adoraees. Um mancebo paludo e
magro em cuja physionomia melanclica se
pintavo as dores e tormentos de urna paixao
desgranada ; este mancebo fallava com voz
mega a um velho grave e respoitavel, que pa
recia entregue aos gozos de urna feficidade
completa. E finalmente um homem en-
volto n'um capole negro que ocoultando-
se por traz das grossas columnas, segua, com
olhos ardentes e terrveis a dama, que, t3o
bella como um anjo sesorria terna e me-
lanclicamente para o joven que ia ao seu
lado.
Adama tao linda era Maria. O joven quo
com olla conversava era Alfonso que ia des-
posa-la. O mancebo paludo e magro era Edu-
ardo, que linha por Maria urna paixao arden-
tissima mas quo sempre encobrio porque
se nao julgava digno della, porque o seu amor
ora um cufio era urna adorado era urna
cousa mais sublime que um amor terrestre. |
Era urna inspirac3o do reo. O velho grave o
respcitavel ora o conde Rodrigues o pai de
Maria : e o homem lerrivcl e mysteroso era
Podro, que, vendo destruidas todas as es-
peranzas do futuro, todos os sonhos de fe-
licidade se havia votado aos odios e s vin-
gancas. E esta alma to aflente mas to
meiga, o ciume o a desesperaco a lizoro vin
gativa.
Cumprio-se a ceremonia. Maria pronun-
nha inspoecionadas pela junta de salido em
sossodeOde Julbo ultimo, e julgadasin-
oapases do servico militar afim
som propostas para dcmisso ao
S. M. o Imperador.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. .
do-lho que para o aoabamonlo dos reparos
do quartol do Hospicio, so necessitava an-
da da quanta de G0(b reis visto ter-so con-
cluido a de I:3l4j080 reis om quo forao
oreados taes concertos nao obstante ha ver-
so ompregado lodosos meios de economa.
Dito Ao inspector da lliesourara 5 para
que houvesso de mandar entregar ao capito
Joao Pedro de Araujo e Aguiar a quantia de
800j reis para ser applicada a compra de ca-
vallos de que linha necessidade a companhia
decavallaria lgeira dosta provincia.
Dito Ao commandante da companhia de
cavallaria para que houvesse do recebor os
cavallos que fossem comprados pelo capito
Joo Pedro de Araujo e Aguiar abrindo-
Ihes os competentes assentos de praca na
companhia.
Dito Ao eapito Jo3o Pedro de Arau-
jo e Aguiar ordenando-lhe que fosse rece-
ber da thosotiraria a quantia de 800> reis,
para com ella comprar at 10 cavallos qfie
tivcssem a idade e qualidades designadas
om lei devendo a propongo que os fosse
comprando, liir entregando ao capito com-
mandante da companhia de cavallaria afim
de os recebor na coxia e abrir assento na
mesma companhia.
Dito Ao lenle coronel commandante
do batalhao de guarda nacional destacado,
roqusitando-lhe a f de oflicio do soldado
Manoel Caetano do Nascimento que linha
de responder a conselho de guerra
dem do da 4.
Oflicio Ao Exm. Presidente, dizendo-
Iho que tendo recebido os papis de contabili-
dade do destacamento da guarda nacional do
termo do Limoero ezitava autorisar com
a sua rubrica o pagamento de dito papis,
por n8o ter tido coinmunicago da existencia
de um tal destacamento sendo por tanto
necfssario queS. Ex. houvesse de esclarecel-o
a somelhante respeito.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., enviando-
Iho informado o requerimento do primeiro
cadete do batalhao provisorio F.sUvo Paes
Brrelo que supplicava a nonieaeo de tifia-
res de eommisso para o mesmo batalhao.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. reraetten-
do-lhe por igual o requerimento do primeiro
cadete Manoel Joaquim de Castro Madeira ,
que pedia ser nomoado alferes para o bata-
lhao de guarda nacional destacado.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. comrou-
nicando-lhc que o coronel chefe de legiao
de Nazarcth nao entender bem a ordem que
Ihe fora expedida em 27 de Julho ultimo ,
por ter mandado recolher ao batalhao desta
capital 20 pracas do mesmo ali destacadas ,
e que so fazia preciso expcdir-lhe novas or-
dens a respeito do contingente quo linha de
dar para elevar o batalhao destacado ao seo
estado completo.
REPARTILO DA POLICA.
Parte das occorrcncias dos dias 5, 4, e 5.
Em o dia 5 nao occorreo novidade n'esta
cidade em o dia 4 foi preso pelo comman-
dante da companhia d'artifices o paisano
Joo Gomes do Carmo por estar espancan-
do urna preta;
vidade.
e no dia 5 nao occorreo no-
cin osim e esta palavra a ligou a Affonso ,
e produzio sensaces muito diversas e pensa-
menlos muto oppftstos as almas dos que a
ouviro. Foi para Affonso una harmona do
co um pensamento de amor. Para o pai
de Maria um suspire de ternura um pensa-
mento do lelicidade. Para Eduardo um ge-
mido doloroso um pensamento de melanco-
la. E para Podro foi ludo o que ha de ter-
rivel na vinganca: foi o adormocinipnto de to-
das as facilidades foi o esquocimenlo de to-
das as virtudes, lima convulso violenlissima
o agitou : cabio por Ierra : e a nao serom os
cslromecimentos que de espago a espago Ihe
percorrio o corpe nada mais linha de vivo.
Pedro ficou por largo espago proslrado so-
bre as lageas geladas da calhedral.
Todos se havio retirado, e pelas naves es-
pagosas'reinavn um silencio solemne e mys-
teroso quando um raio deso atravessan-
do a custo as vidragas, veo cahir blandamen-
te sobre elle e acorda-lo de seu lethargo. En-
lo rguGti-se lenta e dolorosamente c a sua
palidez do morte c seus msculos contra-
dos e seus olhos ardentes e seus cabellos
arripiado e seus jiegros vestidos em desor-
dem, tudo Ihe clava um aspecto terrivel e pin-
va os tormentos da alma e as dores de cora-
cao o os ponsamentos de fogo deste homem
exaltado.
Pedro espartado de se ver tao s ,- olhou
para todosos lados com ar sinistro e furioso.
TRIBUNAL DA RELAC40'.
sessaO DE 6 DE AGOSTO DE 1842.
Os embargos de Martinho de Rorges contra
o procurador da Cmara municipal ao accor-
do proferido na cauza de appelaco civel da
provincia do Cear escrivo Jacorae forio
despresados, mandando-se cuinprir oaccordo
embargado.
Os Embargos de Antonio Joze de Oliveira
Costa contra o padre Joze Gomes Flores,
Francisco Gomes Flores na appelacio civel
desta cidade Escrivo Ferreira ; forio re-
cebidos e julgados provados, e reformado o
accordo embargado.
Na appelaco civel desta cidade, appellan-
le Gongalo Joo Pinto e appellado Francis-
co Xavier dasChagas escrivo Posthumo ; se
julgou pela reforma da sen tenga appellada.
Eduardo estava diante delle c seu rosto ma-
gro c abatido dava mostrasdas profundas pe-
nas que o consumifio. Pedro vio-o e estas
palavras Ihe sahiro dos labios convulsamen-
te agitados :
Quem sois? Que fazeisaqui?...
Pedro diz Eduardo com voz melanc-
lica n8o me con heces?...
Pedro estremeceu ao ouvir esta roz e um
sorriso de loucura Ihe assomou aos labios.
Eduardo!... Eduardo!,.. Mariacasou bo-
je!... oh!... tu tambem a amavas!... masnao...
enganei-me!... se a amasses,
soflrerias como
eu soffro tormentos horriveis ; sentiras como
eu sinto um fogo que consom e rala o cora-
gao ; terias crtmo eu tenho sobre a cabega um
peso immenso que t'a esmagaria ; veras, co-
mo eu vejo, um phantasma lvido e descarna-
do sobre um llirono de cadveres envolto
n'um manto tinto de sangue tendo sobre a
fronte urna cora de ferro em brasa, agarran-
do com urna das mos um punhal, e com a
outra os cabellos das victimas que sacrifica a
seus desejos de carnagem -, ouvirias como
eu ougo, este phantasma repetir-to continuo:
.Vinganga!... Viganga!.. Oh! Eduardo,
Eduardo!... se n5o soflres porque nanea de-
mase Maria !
Ah!... amo-a... amo-a, e cora amor tal
e to ardente que me consom a vida que
me arrasta para a sepultura... mas era l
mesmo lera fim.


ssk
Na appellaco crime do jui/.o do Direilo de
Goianna appllante Francisco Alves Ferreira,
appellado o procurador da cmara escrivo
Reg Rangel se julgou pela reforma da sen-
tenga de que se appellou.
Na appellaco crime desla cidade appcllan-
le o promotor publico appellado Manoel Jo-
ze Baracho escrivo llego Rangel ; foi jul-
gado procedente o teeurco.
Na npnellaco crime desla ciclado oppel-
lante o r los appllante o promotor publico escrivo
RegollaDgel : foijulgado improcedente o re-
curco.
Na appellaco civcl desla cidade, appellan-
tes o lente coronel Francisco da Rocha Paes
Rarreto c ontros e ippellados Francisco da
Cunha Machado, c outros, escrivo Bandei-
ra se mandn ouvir o curador geral dos or-
phfios.
Na appellaQo civel da cmara do Acarac
provincia do Cear, appllante Domingos Joze
Pinto Braga, appellado Luiz de Souza Santos,
escrivo Bandeira se julgou pela reforma da
sentenga appellada.
Na appellago civel desta cidade appllan-
te Senhorinha Joaquina de Almeida, appella-
do Antonio Carduzo de Queiroz Fonceca es-
crivo Jacome : foi julgada a habililaco de
Manoel Carneiro Leal.
Na appellaco crime desta cidade appl-
lante o juizo appellalos Ignacio Lopes da
Silva e outros escrivo llego Rangel ; se
julgou pela reforma da sentenga de que se ap-
pellou.
INTERIOR.
BAHA.
Domingo 24 de Jullio por occasiao da esco-
Iha do contigente para o destacamento de 400
guardas nacionaes apreseniou o terceiro ba-
talhao ( das Brotas ) um dos mais escandalo-
sos actos de iusuhordinaco de que baja exem-
plo na historia da guarda nacional Baliiana
Mandando o major do corpo aos diversos
commandantes de companhias separar os seos
respectivos contingentes que reunidos de-
vio fazer o total de 00 pragas que o batalho
linha de destacar encontrn a mais formal
opposigo nos capitaes Queiroz e Noronha ,
nao querendo estes de nianeira alguma que de
suas companhias-so tirasse- gente. A to ir
regular procedimento ouvimos que o Snr.
major dera prompta satisfaco ordenando
aos dous insubordinados ofliciaes se recolhes-
sem priso e mandando pelos sargentos fa-
zer a chamada da gente que tinha de desta-
car. Nao obstante a voz de priso dada pelo
superior recalcitrarlo em sua insubordina-
gao aquelles capitaes, enom slhe desobedece-
ro seno que collocando-se i frente de suas
companhias Ibes ordenaro firmeza e obe-
diencia s a elles soltando gritos sediciosos
de sem que este teslemunha daquellc extraor-
dinario molim c vendo dirigidas bayonetas
contra seu peito, podesse fazer entrar na or-
dem as duas companhias rebelladas por seus
indignos commandantes !
Damos urna mui resumida idea do successo
que no dia 21 encheo a todos os amigos da
ordem de indignaco e receio ; e ainda boje,
E' impossiyel. Se a amasses, nao vi-
rias coberto de gallas esonsos a ouvi-la ju-
rar amor a oulro... Alma fraca nosabeso
queo amor?... Amor um senlimento pro-
fundo que faz vibrar todas as tordas do cora-
gao que vai ao mais intimo da alma acordar
o genio e dar-lhe inspiragoes e que eleva o
homem at Deus fazendo-lhecomprehender
seus mais sublimes pensamentos. O amor
quando entra n'um peito de homem faz desse
homem um poeta. Mas se se erguer urna
barreira entre elle e a mulher que ama des-
trui-la-ha;e ento o poeta lornar-se-ha n'um
homem terrivel que adormecer com a rno
sobre o punhal, son har vinganeas e acor-
dar pedindo sanguc; cada um dos pensamen-
tos de amor que oulr'ora tinha trocar-se-ha
n'um pensamenlode morte ; cada sorriso de
ternura n'um ranger de denles raivoso ; e
cada palavra branda n'uma praga e maldgo
sobre os outros homens... Vingar-mchei!...
Que queres fazer ?
Esta noite o saberes.
E dsappareceu por detraz das columnas.
fui gemido doloroso sabio a custo do peito
de Eduardo e veio expirar-lhe nos labios. Fra
aamizade quem Ih'o havia feito nascer den-
tro da alma.
IV.
Du moins si je ne sais le secret de lu plaire,
Je sais l'arl de punir un rival tmraire.
( Raune. Britannicus.)
a sensago que esse desastroso caso podesse
produzir he bastante profunda para que o
governo lome em grande considerago esle
negocio, que affecta toda a guarda nacio-
nal o que exige urna prompta e exemplar
satisfaco publica
DIARIO DE PERNAMBICO.
Os Jornaes que deviamos ter da Babia pelo
Paquete Inglez s agori os viemos a receber :
no lugar competente deixamos copiado um ar-
tigo do Correio Mercantil de 27 do passado,
11 ne refere um acto de insubordinar ,1o de duas
companhias da G. N da Cidade, sondos
autbores dessa insubordinaco os Capitaes res-
pectivos He de esperar que o Exm. Presi-
dente daquclla Provincia (eolia feito impor aos
di-I ni I uen tes as penas da lei
-------- ^
NOTICIAS ELEITORAES.
Consta-nos que na Provincia da Pa rali iba se
procederaO as eleigoes primarias no dia que
para ellas estava designado (51 do passado )
tranquillamente e com vantagem do partido
da ordem.
O Tedeum da parochia da Boa-vista desta
cidade por occasiao da concluso das elei-
ees primarias foi feito com pompa extraor-
dinaria 5 dizem-nos que a cusa de alguns
Snrs. Eleitores.
Eleitores da Freguezia de Nazarelh.
Os snrs. Votos.
Joo Antonio de Moura 772
Ignacio Xavier Carneiro da Cunha 672
Francisco de Paula Borges Uchoa 652
Joze Francisco Lopes Lima 020
O Vlgario Christovo de Ilollanda Caval-
cante 62o
Dr. Bento Joze de Souza 574
Padre Antonio da Silva Cabral 575
Joze Joaquim de Mello 560
Ignacio Vieira de Mello 306
Joo Marinho Falco 548
Antonio Lourenco lavares Jnior 54o
Vicente Cavalcante de Albuquerque 554
Manoel Felisberto Marinho Falco 552
Manoel Cabral de Olive ira Mello 531
Joaquim Joze Pimenlel 550
Pedro Joze de Oliveira Mello 525
Antonio Biheiro de Moura 519
Dr. Joze Bandeira de Mello 519
Francisco de Paula Marinho Falco 465
Joaquim Francisco Cavalcanlo -4-45
Antonio de Ilollanda Cavalcante Vanderlei 441
Francisco Rofino Carneiro de Albuquer-
que 454
Padre Joze Manoel Teixeira -431
Dr. Antonio Raptisla Citirana -420
Manoel Carneiro da Cunha e Albuquerque 408
Antonio LourengoTavaresd'Albuquerque 408
Amaro Joze Lopes Coutinho 591
Dr. Gervazio Luiz de S Carneiro 586
Joze Fclippe Carneiro de Albuquerque 584
Antonio Joze Bodrigues de Sena 575
Amaro Gomes Coutinho 524
Eleitores da Freguezia deGoit.
Vigario Joaquim Ignacio Gonsalves da Luz.
As salas do conde Bodrigues estavo bri-
llantemente adornadas ; por todos oslados
damas Qobertas de ricas jftas as cercavo as
quaes conversando baixinho em mysterios
de amor suspiravo e sorrio meigamente .
e e.stas conversas e estes suspiros e estes
sorrisos da belleza, formavo brando murmu-
rio que semelhava coro mansinho de anjos.
Os homens estavo silenciosos e parecio
esperarem alguma cousa.
l'm joven conduzindo urna dama to lin-
da como urna inspiraoo de amante poeta ,
entrn na sala. Todas as bellezas sorrio :
todos os jovens langro o ha res temos aquel-
las a quem amavo e urna msica suavissi-
ma comegou.
Este par encantador era Mariaeseti esposo,
que vinillo dar comego ao sarao.
Eduardo com templa va-a, paludo melan-
clico e selencioso ; e urna lagrima lite corra
pelas faces mas to meiga to branda, to
sentida que ella s continha urna saudade do
passado, urna queixa do presente e urna
supplica a Dos para a felicidade futura de
Maria.
A (lauca continuava e lodos seguio com
enthusiasmo os passos delicados de Maria ,
em cojos labios trema continuo um sorriso de
felicidade.
De repente um homem vestido de negro, a-
liavessando rpidamente sala, vejo passar
Francisco Delgado da Cosa.
Antonio Teixeita de Borba.
Pedro Delgado de Borba.
Francisco Delgado de Borba Jnior.
Ignacio Paulino da Cunha Souto-Mor.
Filia Jo/e Pimenlel.
Ignacio Alves da Cunha Souto-Mor.
lo/e Gomes de Lima Monte-Baso.
Joo Pinto da Molla Nunes.
Manoel Pinto da Mota Nunes.
Antonio Fernando de Lima.
Padre Joaquim Claudio Padilha.
Dito Jo5o Sacerdote de Oliveira.
Dito Antonio Soares da Fonceca.
Dito Paulo Celestino Nolasco Borba.
Dilo Antonio Gordal ves da L'UZ.
Dito Joo do Prado Marlins Ribeiro.
Pito Antonio Joaquim Ferreira de Carvalho.
Christovo da Rocha Cavalcante.
Eleitores da Prega /a do Bio Formoso.
Vigario Luiz Joze Marques da Silva Gui-
m a res 558
Dr. Fernando Affonso de Mello 576
Francisco da Rocha Vanderlei 560
Joo Baptisla Paes Brrelo 559
Dr. Antonio Affonso Ferreira 547
Francisco da Bocha BarrosVanderley 546
Capito Manoel Xavier Paes Barrete 558
Francisco Antonio Bandeira de Mello 557
Francisco Machado Teixeira Cavalcante 554
Manoel Joze de Souza Lima 555
Francisco de Gouvea e Souza 350
Joo Manoel de Barros Vanderley Lins 527
Dr. Alvaro Barbalho l)xoa Cavalcante 320
Manoel Henrique Vanderley 515
Dr. Christovo Xavier Lopes 511
Joo Manoel de Barros Vanderley Lins
Jnior 506
Manoel Cirillo de Barros Vanderlei 506
Manoel Carlos Velloso de Mello 504
Joze Antonio Lopes 504
Padre Joaquim Mauricio Vanderley 30 i
Joo Carlos de Mendonga a Vasconcellos 502
Ignacio Alves da Silva Santos 501
Leandro Joze da Silva S. Tiago 501
Dr. Francisco Gonsalves da Rocha 295
Joze Luiz Paes de Mello 265
Eleitores da Freguezia d'Agoa Preta.
Manoel da Cunha Bastos
Z irino da Cunha Bastos
Manoel Francisco Lamenha
Antonio Policarpo Callado
Domingos Sorianno c Silva
Sebastio da Cunha Lins
Dr. Pedro Gaudianno Ratis c Silva
Elias Joze da Silva
Joaquim Theodoro Ferreira
Andr Mauricio Vanderlei
Joze Luiz da Costa Baslos
Braz d"S Santos Callado
Antonio Feitoza de Mello
Joze Francisco dos Santos
Theodoro d Santos Pimenlel
Joze Alexandre dos Santos
Joaquim Joze Ferreira da Costa
Joo Francisco de Oliveira
Conrado Ferreira da Costa
Francisco Joze Ramos
Francisco das Chagas de Carvalho
Joo Firmino Callado
Francisco da Rocha Guedes
por entre os dous esposos, l'm ferro hrilhou
e Aflbnso'cahio.
Maria deu um grito horrivel elangou-se
sobre o cadver de seu esposo; e ficou por lar-
go espago a cebri-lo de beijos e caricias dan-
do gemidos que cortavo a alma e suspiros
abafados e solugos que a suffocavao. Era una
agona cheia de immensas dores e de tor-
mentos fortissimos que nem as lagrimas vi-
nha alliviar porque todos choravo s
Maria nao !
0 que sentira a alma profundamente sen-
sivel de Eduardo vendo a mulher que ama-
ra com amor to puro e to arden te quasi a
expirar esmagada pela d'r e vendo o ami-
go por quem daria a vida e sacrificara o a-
mor criminoso, e entregue loucura e a
desesperado ? Nada sentia ; e s de espago a
espago um dos gemidos de Maria o fazia estre-
mecer; ento repeta dentro d'alma aquellas
palavras que Pedro Ihc dissera na cathedra!.
Fsta noite o sabers...
Afionso tornou a si e Maria dando um
grito de alegra exclainou :
Esposo.,, torna vida!... vem!... vem!...
a tua Mara espera-te para viver comtigo!!...
esposg!.. esposo!...
Depois de dar gemidos lamentosos e de
arranear do peito sons inarticulados Affonso
pode emfim pronunciar estas palavras :
Maria!...approxima-te...chega aos mous
os leus labios ardenles!... vem receber a mi-
JoM do llego Be/erra
Ignacio de Araujo Pinheiro.
A' PEDIDO.
Discurso pronunciado n'aberlura d'Aula de
Geometra e Mecnica applicadas as ar-
les e manufacturas a f> de Junho de
1842 por Joaquim Joze de Carvalho Ba-
eharel em Ledras e professor de De/.e-
nho no Coliegio Santa Cruz.
A mecnica deve-se considerar como de
sumnia importancia porque tem por objec-
lo as forcas do homem, e da nalureza nas
applicac?s aos uzosda vida c asarles.
Faliarei em primeiro lugar das lonjas dos
homens das quaes humas sao physicas ou
materiaes eoulras moraes ou inlellecluaes.
A Philisoph8 racional tem feito seu domi-
nio exclusivo do exame das fuculdades inlel-
lecluaes do homem ; ea philisophia natural
de todas as forgas physicas dos entes, anima-
dos ou inanimados.
Para chegar s applicages cujos princi-
pios tenho de expor; para fazer conhecer
o seu espirito e os seus resultados seguirei
a estas duas philosopbias em ludo o que po-
dem apresen lar de til, sem procurar inda-
gar as causas primaris que ainda sao ese-
ro provavclmente para sempre desconheci-
das. Procurarei somenle conhecer e jul-
dr os efeitos appreciados e o que a expe-
riencia nos mostra cerca dos soccorros que
tiramos da direcgo das nossas forcas> phy-
sicas.
Nao existe tal vez nenhurna especie de tra-
halho executado pelo homem em que es-
sas duas especies de forcas nao sejo combi-
nadas para se auxiharem mutuamente ;
suas proporces em que ellas sao em pregadas
dversificao ao infinito.
Se em alguns trabalhos das bellas artes ,
como no Dezenho e na Gravura he neces-
sario fazer um grande emprego da forga in-
telectual c um emprego bem mediocre da
forga corporal, cm outras v. g. os da esculp-
tura e de certas construcc.es d'architectu-
ra faz-se preciso um grande emprego das
duas forcas.
Emfim ha trabalhos que exigem prin-
cipalmente as forjas physicas.
A medida qud as artes se foro criando ,
e desenvolvendo foro tomando um lugar
mais ou menos distincto na opinio dos ho-
mens.
Assim os trabalhos d'invengo lem sido
reputados por superiores aos d'imitaco e
os que tem por obj^cto a altenco a memo-
ria o juizo e a imaginago sejulgo su-
periores aos que s lem por objecto tirar,
prensar puchar bater em urna palavra ,
obrar materialmente.
Com tudo alguns philosophos levados por
um vo espirilode paradoxo ou pelo dese-
jo de lonibaterem ideias recebdas, tem que-
rido persuadir-nos que convem dar maior
estimaco aos trabalhos que pedem maior
porgo de nossas forcas physicas.
Se a questo se reduzisse urna mera ques-
to de preeminencia fundada em considera-
ees mais ou menos vagas mais ou menos
engenhosas pouco nos deveria importar a
opinio paradoxal de certos philosophos. Mas
nha alma!... Adeos anjo que viesteabencoar
a minha hora extrema!... adeos!... Maria...
Mar ..
E o nome da esposa se lhe gelou nos labios,
e os olhos se lhe cerrro e expirou.
Maria conlinuou a unido ao corago pre-
gando a sua boca sobre a boca delle, como se
quizera passar a vida para aquello cadver.
De repente copiossimas lagrimas se lhe des-
prender dos olhos. Se nao fossem estas la-
grimas. Maria morreria lambem.
V.
A quoi bon en tendr
Les oseaux des bois ?
L'oiseau le plus tendr
Chante dans ta voix.
Que Dieu montre ou voile
Les astres des cieux ;
La plus puretoilv
Brille dans tes yeux.
Qu'avril renouvelle
Le jardn en fleur !
La lleur la plus belle
Fleurit dans Ion c Cet oiseau de lia mine ,
Cet astre 111 jour ,
Belle lleur de I'a me ,
S'appelle l'amour !
( Vctor lleco.Ruy Blas. )
\j


considerando-a pelo seu lado pratic.o, convem
muilo examina-la e envidar todas bs for-
jas para cslabelecer a ventado.
Que seria o homem e que portarla elle
fazer estando s reduzido s suas facilidades
jnslinctivas o physicas i' O que he elle e
o que pode fazer ajuntando as suas (acuida-
des physicas as da sua intelligencia ? Os fac-
tos vo ministrar-nos a resposta a estas ques-
tes importantes.
Se devrmos erer os Historiadores da sup-
pnstaidade d'ouco os homens dos lempos he-
roicos deviAo ser milito mais fortes que os
homens dos primeirps lempos ulteriores ;
estes mais fortes, que os homens dos lempos
civilidades.
Assim os progressos da sociedade nao te-
rao tido outro resultado se nao fazerem de-
generar a especie humana.
Tal he tambem a opinio de alguus philoso-
phos modernos que formo ideias quimri-
cas cerda do estado da iiatureza e que di-
zem que o homem que vive na liberdade sel-
vtica he dotado de maior Corea do que a-
quelle cujos movimentos sao todos vexados ,
e estorvados pelos embaraoos sociaes des
de as manlilhas e o berco al a mortalha ,
e a sepultura.
Mas depois que se soube medir as forjas
physicas por instrumentos exactos (I) a expe-
riencia tem provado (2) que a forrja physica
dos selvagens he sensivelmente menor que
a dos homens civilisados.
Assim a mesma experiencia nos confirma
n'esta opinio que a forca corporal do ho-
mem em vez de diminuir pela civilisaco ,
augmenta ; que o trabalho que a razao di-
rige e regula he muito superior a um tra-.
balho puramente bruto ou em que a razo
pouco inllue ; equeso porum trabalho mis-
turado com a intelligencia podem nossas pre-
cisos ser satisf.-itas com regularidade, e nos-
so smales remediados.
S se pode pois esperar um grande melho-
ramenlo as (oreas materiaes do homem com
ajuda das faculdades intellecluaes, que podem
fazer produzir forca physica effeitos incom-
paravelmente superiores nao s em um Paiz
de homens privilegiados da natureza, mas
em todos os paizes, onde a razo bem culti-
vada se applica a desenvolver todas as fa-
culdades qu podem conduzir-nos pei-
eic^o.
bem que seja misler recorrermos a pocas
remotas, lancemos as vistas ao redor de nos,
veremos as aeces mais communs da vida ,
em todos os trabalhosdas artes, augmenta-
rcm singularmente osseus effeitos pelo em-
prego que dellas faz una intelligencia escla-
recida.
Quando se observo com cuidado os traba-
lhos de urna grande ofTicina logo se conhe-
cea differenca dos resultados obtidos por di-
versos trabalhadores que executo. Vai-
se uns, dotados por sua natureza de urna
grando loica material, exhaurirem-se em es-
forcos prodigiosos e nao obstante produzi-
rem um resultado mediocre quanlo i quan-
lidade e qualidade.
(i) Denamometro.
(2) Viagem dos Capites Raudin e Frey-
cinet.
Sentada n'um terrasso borda do Tejo,
urna joven paluda e magra mas formosa e
melga como a imagem da saudade, vostida de
negro e com os cabellos negros como os ves-
tidos cahidos em anneis sobre o eolio al vis-
simo vagueando com os olhos melanclicos,
e escoando-Ihe pelo rosto urna lagrima e
sorrindo tristemente contemplara ora as
ondas uiausinhas que vinho beijar a praia ,
suspirando brandamente ora as nuvens col-
lossaesquese accumulavao no horizonte e
que relloctindo os ltimos clares do sol ,
semelhavo montanhas de fogo ora algum
pequeo barco que escorregava rpido sobre
as aguas deixando assignalada a estrada
que havia seguido.
Esta joven lo paluda to melanclica e
ta formosa era Mara. Urna febre lenta
Ihe consuma a vida pouco a pouco ; e todos
os das contemplava ella essa natureza ta ri-
ca de encantos e lodos os dias aquella lagri-
ma Ihe regava as faces e aquelle sorriso lhe
assomava aos labios. A lagrima era urna des-
pedida para a Ierra o sorriso urna esperan-
za do Co.
Um homem lvido e macerado pinlando-
sc-lhe na fronte as dores d'alma e os solli-
mentos corporaes eslava junto del!a. E-
ra Eduardo.
Maria ouvi-o o suspirar, ecomo se voltasse
rpidamente deu por elle a olha-la com ter-
Vm-se outros, cuja compleioo delicada
nao prometi grandes esforcos physicos, com-
pensaren) estodefeilo por una rara telligen-
ria e pelo habito de observar comparar ,
e relloctir : ellos nao penlem um s momen-
to ; applico-se producn de cada effeilo
i particular que una ponjo .le (breas pode
estrictamente produzir ; evito os guipes fal-
, sos as compresses supcrllnas &c. Ove. &c.
Por esta boa economa de cus meios exe-
j cuto mais depressa e mais perfeitamenlo .
, e com menos fadiga o que os homens mais ro-
bustos se exhaurem em produzir, quando o
saber nao os dirige o nao vera auxila los.
O homem considerado pelo lado das suas
facilidades physicas, nao est na primera
orden dos entes oreados, Mas o homem guar-
da em sua memoria o l'rueto do passado : elle
segu a filiaoao gradual dos effeitos de suas
causas, mas ou menos prximas, o que
constitue a sciencia da natureza : elle se em-
prega a designio segundo as suas necesida-
des; nesia serie de effeitos, e cansas : faz
exeeular por todos os meios ao seu alcance ,
o que elle por si s nao teria podido fazer :
emprega os entes animados inferiores eos
inanimados: para conseguir seus lins, e des-
la sorte o mais fraco dos entes da creacao ,
rhega a conquistar a mesma natureza.
Depois de sugeitar ao seu dominio e im- j
perio os animaes uteis e de destruir os que
Ihe sao damnosos o homem se dedica a '
manhar a trra a construir cidades e a mu-
dar a face do mundo creado : elle cntranha-
se as profundidades da trra para tirar os
thezouros que ella encerra em si, eleva-se
aos ares sulca os mares e por mcio de seus
barcos de vapor navega contra o mesmo
vento.
Em toda a parte do mundo civilisado o ho-
mem impera sobre ludo quanlo o cerca ; e
todas as suas maravilhas elle as deve incon-
Irastavelmente ao homem prego, que a sua
razo cultivada faz das Torcas da natureza
sua disposieo.
Assim, snrs., urna das maiores vanta-
gens da seiencia cuja applicaco temos de
considerar nesle curso he ver-se o homem
livre de urna multido de trabalhos que exi-
gen grande emprego de forjas physicas.
Em Roma onde a mecnica anda estava
na sua infancia empregava se a aeco do ho-
mem para moer o trigo para quebrar as se-
men tes para espremer os leos e os sucos
dos vegelaes ; e cm tudo istooecupava-se un
grande numero deescravos
fttas estes trabalhos erad to rudos que o
maior ameaco para um escravo era de moer.
Para extrahirem os metaes preciosos e esgo-
tarcm as agota condemnavao tambem os ho-
mens a abreviaren! sua existencia com traba-
lhos excessivos.
Mas a mecnica achou o segredo de empre-
gar a aceflo do vento do vapor de urna cor-
renlo d'agoa ou de urna cscala execuco
ile trabalhos pesados livrando delles ao ho-
mem que desde cnlo pode dedicar-se a 011-
tras occupaees, sem Ihe faltrem os meios
de salisfazer suas necessidades.
Grande parle deste curso ser consagrado a
vos fazer apreciar por clculos rigorosos os
relevantes servidos alcangados por rada espe-
cie de forca acrescentada s forjas do homem.
A industria humana tem applicado s artes
diversos motores com que ella muito se ha
apreciado ; e sem que se ha feto isla a so-
ciedade tem ganhc um novo poder e adqui-
rido superioridade sobre os outros povos pie
por sua ignorancia nao uzo dos mesmos
meios.
Assim o primeiro povo que soube applicar
Ierra o arado, e a forca dos animaes ad-
quiri o poder de augmentar os producios da
Ierra c de melhor prove* suas necessidades,
e se loniou mais rico do que os outros.
A p'-imeira naco que amansou o cavado,
i! que soube dirigil-o a seu grado, adquiri
na guerra grandes vantagens sobre as oulras.
A primeirn NaQ&o que applicou as forras
do vento as velas de um navio conseguio le-
var aos paizes mais longiquos seus producios ,
para os trocar por outros e adquiri o poder
de nao s soccorrer os seus aliados e ami-
gos como tambem de atacar por mar os seus
No interior de um Claustro um religioso
inventa urna mistura que sendo comprimi-
da desenvolve pelo simples contacto do fogo
urna forca prodigiosa (pie tem sido applica-
da a guerra. Ora se esta dcscoberta estives-
se somonte na mos de um povo elle seria
por cerlo o snr. do universo.
Mas como se approveilara della quaze si-
multneamente diversas nac/ics s pode ser
prejudicial alguus povos selvagens ,
Unida as forras naturaes do homem esta
(orea artificial, mais poderoza desappare-
cen logo a grande desigualdade que havia nos
combates proveniente da difirenos da fra-
queza e robustez dos homens que depois
da invenco da plvora dispensara como inu-
leis essas armaduras rozadas com que d'an-
tes marchavo aos combates. E o mais he
que depois da invenco da plvora os com-
bates se tornaran menos mortferos, ecom
ella muito ganboii a humnndade.
Indiquemos agora outros servicos prestados
depende a opulencia e a forca das Natftes.
Se nao fossem laes meios, e essas invences
que tanto elevan o homem cima do bruto ,
todos os bracos de urna nago inteira, por
mais populosa que fosse lalvez eslvcssen
oceupados cm produzir o meramente necessa-
no vida ; e nenhum lempo restara por cor-
to para a cultura das sciencias, e bellas-
artes.
A condico do homem entregue s suas
proprias foryas seria muito inferior dos bru-
tos que pelo menos j nascem prvidos de
instrumentos proprios para executarem tudo
o que Ibes he mister.
A vista do exposto parece-me, que nao
pode subsistir a menor duvida cerca da im-
portancia da sciencia que nosensina o como
nos devenios haver na appropriacao, e no
emprego das torcas brutas que eslo nossa
disposir-ao 5 e com as quaes devemos supprir
a fraqueza e pequenhez de nossas proprias
Coreas physicas a lim de as exercermos so-
bre ludo que ha criado no imperio que nos
conferio o sapientsimo, c benfico Autor da
Natureza a cuja imagem esemilhanca fomos
fe i los.
He pois mister snrs., que nos dediquemos
com todo o afinco ao estudo de urna sciencia ,
sem a qual o homem nao pode oceupar na
escala dos entes creados o degro mais eleva-
do que por direito Ihe compete, por haver
que a sido ilutado de razo e vontade. O curso de
mecnica applicada s artes que pela pri-
men a vez he instaurado nesta Provincia que
marcha passos appressados para a opulencia
e a civilisacfio em breve apresentar os seus
benficos effeitos, se o seguirdes com toda
attengo de que elle he credor j pela sua
importancia j por sua novidade nesta Pro-
vincia.
Faro i da minha parte quanlo em mim cou-
ber para communicar-vos os conhecimentos ,
que fui beber em um paiz estrangeiro nao
tendo oulra cousa em mira quanlo deixei os
meus lares, se nao ser til algum dia ao meu
sociedade pela sciencia da applicaco das, paiz.
nura e tristeza e negra expresso Ihe pas-
sou pelo rosto.
Vos aqui, Eduardo i1 diz ella docemen-
te. Contemplaveis a msera que sol re tan-
to ? Observa veis as minhas despedidas a
essa natureza to bella i' Ah que ao menos
vos comprehendeis este meu paderecer!... Pa-
decis como eu.
Sim... como vos... Snto fugir-me a
vida na poca em que a vida cheia de
encantos. Vejo-vos os prantos ccadapran-
to desses que vossos olhos desperdico cahe-me
n'alma... corno crua morte. i.embra-me que
podia ter sido feliz gozar alegras sem fim ,
e que urna fatalidade tremenda mefez desgra-
nado entre os desgranados, eme cobrio de
prezares. Tenho no coracfto um fogo que
me devora... este fogo.. espero eu a paga-lo
no sepulchro. Oh !... senhora .... sen hora!
dai-me antes que morra um momento de fe-
licidade. Deixa-me|dizer-vosoque snto.
Eduardo !...:murmurou ella rom voz
meiga e commovida.
Eduardo cabio de joelhos.
Amo-vos !... amo-vos !...E'a primeira
vez qu revelo esta paixo ardente este so-
pro de Deus, esta luz do Co que me alumia a
alma o amor !.... Se soubesseis como son
feliz agora, lalvez me amasseis tamben.
Maria !... Maria !.... um futuro immenso
nos espera um fuluroem que gozaremos to-
das as alegras do Co* repiteremos lodosos
forjas.
Agoa (pie passn do estado liquido ao estado
de vapor,' adquirc inmediatamente urna (or-
ea expansiva extremamente consideravel.
lia quazi um seculo que so applica esta
forca s artes uteis ; e as maquinas de vapor
hlo (ornado a industria humana sem compa-
radlo muito mais poderosa e productiva.
I'or estas maquinas os povos modernos po-
dem executar com facilidade, e em poucos dias,
emprezas que lalvez exigssem os seus es-
forcos por esparo de seculos. Por meio del-
las o homem tem dilatado os limites do seu
poder ; tem produzido esforcos inesperaveis ;
tem variado a massa das suas riquezas o
multiplicado seus prazeres dminiiindo ao
mesmo tempo as suas ladigas: em fim por
meio dessas maquinas se ho facilitado as
communicacAes entre os diversos habitado-
res do (lobo, ainda (pie separados a atilda-
res de legoas pelo vasto occeano.
He um erro bem grosseiro e urna preocu-
pnro s digna dos seculos da ignorancia, c
do barbarismo considerar os meios artificaos ,
que esto disposieo da industria como su-
perfluos ou damnosos sociedade ; porque
hoje est conhecido que dos meios artiliciaes
Espero merecer de vos a vossa benignidad
no decurso das lices ; e praza aos Ceos que
este nosso es la beleci ment obten ha do nosso
Sabio doverno a sua protecoo de que elle
lano ha mister para medrar. Disse.
COMMERCIO.
dias a todas as horas nosso juramentos
de amor ; adorar-te-hei de joelhos como anjo
purissimo, em que se cuncenlro todas as
perfeices; choraremos juntos, A (Tonco ;...
Maria que se havia erguido pouco a pouco,
e tinha escotado com prazer estas palavras de
fogo, ao ouvir o nome do espozo deu um grito
terrivel e lornou a cahir oulra vez sobre a
cade ira.
Perda-me !... perda-me !..: exclamou
Eduardo. Oh que malfadadoque sou Kal-
lei no passado e o passado Ib acordar-
vos n'alma lembrancas dolorosas. I'allei no
futuro e nesse futuro que a morte nos es-
pera. Falle em felicidades quando sm vez
dellas s temos urna seplutura; Insensato !..
que julguei ver risos onde lagrimas se en-
conlros! Nao impqrla no tmulo sere-
mos unidos... l ao menos sers minha!....
Oh! dizei-me... Oh! dizei-mc... dizei-me
que me amis tambem !
De que vos serve ouvir palavras de amor,
de quem talvez nao tenha urna hora para vi-
ver ?
Que me importa a morte.1 0 amor mais
poderoso que ella. Gozaremos prazeres des-
con heridos aos outros homens, prazeres que
ter*0 parle dos da Ierra onde nossos cadve-
res ficaro unidos e parte dos do Co para
onde nosas almas rio juntas. I nindo aos
meus esses labios anglicos e apertando-vos
ALFANDEGA.
liciidiniento do da 6 de Agosto i :452l684
PRAGA 1)0 11ECIFE 6 DE AGOSTO OE 18-2.
Revista Mercantil.
Cambios = Os pregos colados sao nominaes ,
e nao houvero tranza^es durante a
semana por falta de sacadores.
Metaes preciosos = Nao ha vendedores e so
mu procurados.
Algodo == Continua de (>,? a (200 havendo
mui pouco em ser, continuando a ser
deminuta a entrada porem ha espe-
ranzas de melhorar por terem cessado
aschuvas.
Assncar = Fst (Irme a 700 sobre o ferro em
caixas : e de 1)700 a 1*900 em iar
ricas do branco
o mascavado.
ede 1*150 a 1^300
nos bracos morreremos, receberemos um
do oulro o derradeiro suspiro.
Amo-vos, diz ella cahindo-lhe nos
bracos, apio-vos como pode amar urna mu-
Iher a quem o amor fez murchar o pensamen-
to e secar vida *, amo-vos com um amor nas-
i ido s bordas do lumulo.
Maria
i
u-
diz Eduardo
e vestiremos em vez de gallas a
e teremos por msica o cntico
Amais-me.... Mara !...
nir-nos-hemos para sempre
delirante.
- 1'nir-nos-hemos na sepultura. Casa-
remos l ,
mortalha ,
dos finados eosdefuntos s nos acompanha
rO e a morte ser nossa madrinha.
E ao pronunciar estas palavras sua voz era
lgubre e melanclica.
Que terriveis que sao essas palavras !
Oh sinto voltar-mea vida... seremos l'elizes
anda..
Maria sorrio-se e urna lagrima Ihe escor-
regou pelas faces.
Duas cousas nos resto s a fazer ua tr-
ra diz ella o chorarmos juntos em quanto
ambos vivermos o quando algum de nos
morrer o outro ir rezar-lhe sobre o tmulo.
E perdidos nos bracos um do outro, ficro
muito lempo a confundirem suas lagrimas.
( Cotinuar-se-ha)


ouros = Sfio procurados a 1 lo rcis por Ib.
Sola = Veirtfcu-se de Ij700 a 1*800.
Ago de Miiltro = dem a 1(5,) rcis o quintal.
Azeile doce =ldtm a 2200 o galao.
Bacalho= dem de 7*500 a 8*500 : o de-
posito nao excede 5000 barricas, e al-
gum de qualidade muito inferior tem-
se vendido a 'i.)000.
r jis a g3
Carne secca = dem <,'.: 1 *200 a 2*
conforme a qualidade ; nao lia boa e
o deposito anda por 55000 arrobas.
Cerveja = dem de 2*500 a 4*000 a,duzia
de garrafas.
Espingardas lazarinas = dem a 4*500 urna.
Estopa = dem de 150 a 100 a vara.
Farinba de trigo = O deposito c de ioOO a
1800 barricas tendo sabido oOO barri-
cas para o Su I e nao hotivero en-
tradas
Dita de mandioca = Tendo atluido muita do
interior menos procurada a de fc-
ra t apenas se pode obter 5*500 a
4*000 pelasacca.
Feij8o= Vendeo-se a 0*000 a sacca.
Lonas da Bussia = dem de 28* a 50* a
pessa.
Ditas imilago *= dem a 24*000 a dita.
Manteiga = As ultimas vendas s3o de 600 a
Ingleza e 500 a Franceza.
Massas= Venderfio-so a 5.>000 a ba falta.
Milho = dem a 5*000 a sacca.
Oleo de I.indaga ss lia falta e as ultimas
vendas foro de 1 *800 o galo em bo-
tijas.
Pixe = Naoh >.
Pregos ripes de Portugal = Vendcro-se de
1*900 a 2*000 o quintal.
Queijos flamengos = dem de 980 a 1*100
um.
Rap de Lisboa = .\o ba.
Sal estrangeiro = dem.
Tabaco maependi=Ten-sc vendido de 2*200
a 5*000 a @ conforme a qualidade.
Vinagre do Mediterrneo = dem de 21*000
a 30* a pipa.
Vinhos = O mercado est pouco suprido, ha-
vendo falta dos de Lisboa e de Cette.
Ha falta de navios no porto.
ConferirSo durante a semana finda as se-
guintes embarcagess
Liverpool pela Paraiba = Barca Ingleza Pres-
cita H9saccas de algodo 1:081 cou-
ros salgados gneros miudos e gasto
50*100; valor 9:417*528.
Loanda = barca Brasileira Temeraria 60 lat-
as deassucar 105 pipas, 2 quar-
tolas 2 barris c 71 garrafes de a-
goa-ardente 51 112 alqueires de ar-
roz 19:800charutos, 5:2ll Ib. de
doce 95 () e 18 Ib. de fumo 12
barris de mel 54 !y>e 17 Ib. de tou-
cinho gneros miudos e gasto reis
997*995 valor 7:526*292 reis.
MOV ME NT O DO PORTO.
NAVIO ENTRADO NO DA 6.
Bahia; 6 das, Hiate Nac. Flor de Larangeira
do 51 tonel., Cap. Francisco dos Reis Au-
gusto, carga diversos gneros : a Joaquim
Domingos de.Souza ; passageiro Custodio
de Figueiredo, Brasileo.
SAHIDO NO MESM0 DA.
Macei; Brigue Escuna Nac. Caliope, Com-
mandante oCapitSo Tenente Felipe Joze
Ferreira ; passageiro Carlos Merney Ale-
mo.
Loanda; Barca Nac. Temeraria Cap. Jesui-
no Joze Simoes carga diversos gneros ;
passageiros porluguezes : Rodrigo da Cos-
ta Carvalho ; Joze Mendes de Freitas ;
Francisco Antonio Monteiro ; Francisco
Geraldo Ferroira da Silva Cuimares; Do-
mingos da Silva Patricio.
AVISOS DI VERSOS.
tsr O abaixo assignado faz saber aos dez
socios em 25 meios bilhetes da 2. Lotera da
2. parte Jo Rozario da Boa-vista que sao os
seguinles nmeros que licn em sen poder :
2072, 5454, 5128, 85!). 501 471, 95!,
952, 905 901, 955,206 955, 956 ,
937 951, 907 908, 275 521 902 ,
320, 319, 901, e900.
Manoel Francisco da Silva Novaes
t Oferece-se para ama de casa de ho-
mem solteiro. urna mulher que sabe fazer
todo o servico de urna caza: na ra de S. Bom
Jess das crela* caza terrea D. 2.
tsr Quem precisar de urna ama para o
servico de porta fora comprare cozinhar ,
dirija-se a rua de Joo Francisco na Boa vis-
ta n. 7.
IMI.ri.AS VKttKTAKS F. UMYKHSAKS AMBIUCANAS.
Estas pilulas j bem conhecides pelas gran-
des curas que tem feito, na requerem nem
lieta e nem resguardo alguui; a su coon-
posigo to simples que nfto fazem mal a
mais tenra crianza : eui lugar de debilitar ,
Ibrtifico o systema purilicAo o sangue ,
atigmento as secretes em grral: tomadas ,
seja para molestia chroica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido, por nfto deixar o estomago
naquelle estado de conslipago depois de sua
operago como quase todos os purgantes fa-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causarem incommodo nenhuni. O nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do author : na rua da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
tsr Novo deposito de excedente rap prin-
ceza da Bahia muito avoravel em prego ;
offerecendo todas as vantagens a bem do com-
prador : na rua da Cruz escriptorio n. 16.
ssrJosefa Margarida retira-se para a Ctale
do Porto com duas lilbas.
s^" A pessoa que annuunciou urna escra-
va crioula de 18 annos costureira e engom-
madeira ; dirija-se a rua do Sol, no primeiro
andar onde mora o sr. Tenente Coronel do Ba-
lalho destacado; assim como so compra
escravos de ambos os sexos, para fora da
Provincia.
tsr Roga-se ao snr. Luiz Cezar Pinto Fa-
rias o obzequio de comparecer na rua do
Livramento D. 3 onde se Ihe dezeja fallar
a negocio de seu interesse.
tsr Preciza-se de urna ama de leite forra
ou captiva : na esquina do beco da Congrega-
do D. 21.
tsr Quem annunciou 'urna negra crela de
18 anuos para fora da provincia dirija-se
a c;imbo;i do Carino D. 11 segundo andar.
w Quem annunciou querer permutar um
sobradinho por urna caza terrea querendo
urna na rua da praiacom quintal de perto de
200 palmos, e porto de embarque a toda ho-
ra dirija-se a rua da praia serrara do Cahr-
dial.
tsr Precisa-se lugar urna escrava para o
servico de urna caza de pouca familia que
saiba cozinhar, comprar e que seja fiel : na
rua das Flores caza D. 8.
isr Quem annunciou querer vender urna
escrava crela de 18 annos, para fora da pro-
vincia dirija-se a rua da Cadeia do Recife
n. 5 primeiro andar.
tsr A mais de um me/, desapareceo urna
canoa aberta de carga de 1200 lijlos f que
eslava amarrada detraz dos Martiiios tendo
por signal dous grandes remendos em ambos
os encolamenlos, prora te-se gratificar a
quem der noticia della ; e tambem se aluga
urna canoa aberta de carga de 1500 lijlos de
alvenaria pelo lempo que pretenderen! e
por preco commodo : na praca da Indepen-
dencia loja de Antonio Felipe da Silva, n. 11.
tsr Quem annunciou quererer vender 2
cordes de ouro sem feitio e mais duas memo-
rias dirija-se a rua do Vigario na venda da
quina onde se arma o passo.
Mr O bilhete inteiro que comprei por con-
ta do Reverendo Conego Joo Rodrigui s de
Araujo de n. 1955 he da segunda parte
da segunda Lotera do Rozario da Boa vista,
e nao da primeira parte da segunda Lotera
dita como por engao foi declarado no Dia-
rio de 4 do corrente. = Ignacio Antonio de
Barros Falco.
tsr Deseja-se fallara negocio de interesse
aos Srs. Antonio Moreira Pinto Barboza, e
Joo Ferreira Rabello do lugar de Reivas,
e Manoel Ferreira, da Villa de Serta em Por-
tugal : na refinado da rua da Larangeiras
D. 6 do Basto.Flhos & Companhia.
OT* A Meza regedora da lrmandade do
Divino Espirito Santo convida por m* io
desle a todos os Irmos da mesma para reu-
niao de meza geral no dia 10 do corrente, e
devem estar reunidos as 9 horas da manh em
ponto no consistorio da mesma em S. Fran-
cisco. ^
tsr Quem annunciou querer vender a ope-
ra da Norma dirija-se a rua do Vigario nu-
mero 5.
t^ Precisa-sede urna caza de nm s an-
dar que ten ha quintal e cacimba e que
nao seja em rua exquisita ; quem a I i ver pa-
ra alugar annuncie.
tsr O abaixo assignado faz sciente aos in-
teressados dos 48 bilhetes do empreslimo da
Polonia que no aununcio feito no Diario de
4 do Correte falta o numero do um bilhe-
te que por engao deixou de ser publicado ,
o qual bilhete he n. 10. = Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
Prctende-se fazer cerlo negocio com a
caza terrea da rua velha D. 4 que foi dos
lii'deiios de Claudio Percha do Reg e bo-
je deD. Anua Joaquina Wanderlei Lins, por
isso so bou ver mais quem se julgar com di-
reilo a dita caza queira annunciar por esta
foi ha dentro de 5 (lias.
tar Precisa-se de 200* a premio de dous
por ceulo ao mez com boas llrmas a con-
tento quem quiser dar annuncie.
COMPRAS
UP" A historia da Igrcja Pernambucana,
por Nariz: no cqnvento de S. Francisco a
fallar com Fr. Joo Capislrano de Mondon-
ga ou annuncie.
tsr l'ma forma de fazer obreias estando
em bom estado e g; rraf.s vasias : na rua
de S. Rita nova ladooposto a Igreja, D. 17.
ty L'ma caixn em bom uzo para urna ca-
deira ; quem tiver annuncie.
Cf Qualro ps de trucla po ; quem ti-
ver annuncie.
tsf" l'ma caixinha com lentos de marfim
ou osso para o jogo de voltarete : na rua da
Cadeia do Recife loja de Joo da Cnnha Ma-
galhSes.
VENDAS
Umsilhocom pouco uzo, para mon-
tara Je senhora com manta e mais arran-
jos : no Recife rua da Conceigo loja n. 28.
>ty Colecto das leis, decretos, e alvars
de 1750a 1806 em 7 v., direilo mercantil
2 v. reportorio geral ou ndice alfabtico
das leis extravagantes do reino de portugal 2
v. ; assento da suplicago 1 v. ; escola mer-
cantil 1 v.; tratado sobre as leis maritimas
de 1819 1 v. ; historia universal 1 v. ; com-
mercio do Rrasl 1 v. as grandezas da es-
pada 1 v. ; orago acadmica 1 v. ; condu-
cta do Dr. branles 1 v. : na rua estreita do
Rozario botica de Joo Pereira da Silveira.
cy Fnimoleque de 15 annos hbil pa-
ra qualquer oflicio, ou pagem : na rua do
Cabug n. 4 ; e tambem tem principios de
eozinha.
W L'm escravo de naco de 22 annos, sem
vicioso que se aianca : na rua do Livra-
mento ao lado da Igreja indo para a Penha ,
D. 25segundo andar de manh at as 9
horas e de urna da tarde athe as 5.
CT Urna escrava do naco benguella de
18 annos, bonita figura e sem vicios, boa
lavadeira de varrella e ptima para qutan-
deira ou para engommadeira por ser bastante
robusta : Has 5 pontas I). 14 segundo andar.
tsr 8 duzias de taboas de assualho de lou-
ro por prego commodo : na rua da Cadeia
do Recife loja D. 21.
tsr Uma venda com os fundos de 600*
e querendo o comprador tira-se 200* de effei-
los para fora na rua da senzala velha junto
ao barbeiro defronte do beco do Campello
a tratar na mesma.
ny Dous mulatos mogos e robustos ,
500* cada um : na rua da senzala velha
za de R. Lasserre & Companhia.
tsr Urna escrava crela de 19 annos ,
se bem engomma ensaboa e eozinha so-
Irivel para fora da provincia ao compra-
dor se dir o motivo; quem pretender an-
nuncie.
Ncr Compendios de geometra pralica com '" le v. nt<> muito
5 mappas bem explicativos por S. II. de Al- ''"1'0 a VSo. e pin
buquerque a 480 ; noticia verdica dos
acnlecimentos que tivero lugar no i creo do
Porto, vida, trabalhos, e ajgesdeD. Pe-
dro imperador do Brasil e regente de Portu-
gal glorozos feitos dos hroes liberaes e
seu desemoarque as praiasde portugal em
quarlocom l61pagimas em bioxura a 210
e encadernado a 480 ; resumo de arithmelica
extrahido de Bezout, e outros authores por
M. A. de Assumpgao Cardim a 610: na pra-
ca da Independencia loja de livros n. 57 e 38.
tsr Lingoas seccas do Rio Grande do Sul,
muito novase de boa qualidade, por preco
commodo no armazem de Fernando Joze
Bi aguez ao p do arco da Conceico do Becife.
tsr Caixotes com duas duzias de gana-
fas de preciozovinho do Porto de 22 annos :
na praca do Commorcio caza de Domingos
Jo/e Viera.
tsr Na caza de Fernando de Luccas na
rua da Cadeia velha D. 17 no primeiro andar
acha-se um deposito de conservas com sejo
ervilhas sardinhas e tambem conservas
de doces quo se vendem em partidas e a re-
talho
por
ca-
co-
nicias pipas de 48* a 55* c de oulras qua-
lidadescm garrafas, presuntos muito bons
(llegados a punco azeile.doco lino engarrafa-
do agoa arden lo de franca charutos de
differentes qualidades rap do Hambuigo
engarrafado de superior qualidade^ sal in-
glez em sestos chocolate lino de Hamburgo,
mostarda licores de diversas qualidades e
casera i ras de bom goslo ; e ludo se vende por
deminulo preco.
tT Um cuvallo com urna boa canossa .
ou sem ella ; e aluga-se um pelo: na rua
Nova penltima loja lado do norte junto a
ponte.
^tsr Compendios de geometra pralica por
Silvano Thomaz de Souza Magalhes : na lo-
ja do livros do Sr. Pinto no paleo do Collegio,
preco 610 e he a nica loja onde os ha.
tsr Taboado de pinlio americano at 5 pal-
mos de largura e de lodos os comprmen-
los dito da Suecia costado costadinbo ,
assualho c forro de cazas e fundos de barri-
cas at 50 palmos de comprimento, e do
preco de 5840, 5* 5500, 6*, 6400 por du-
zia e a vista do comprador se far melhor
arranjo por se querer desocupar o armazem :
atraz do tbeatro junio ao sobrade de Manoel
Antonio a fallar com Joaquim Lopes Ma-
chado caixeiro de Joo Mathcus tambem
vende-so a praso conforme as porgues.
tsr Vtn preto e nina prcta com duas cri-
as urna de 10 annos e oulra de 18 mezes ,
ptimos para o mallo ou engenho por de la
terera sido, ou se troca por urna morada de
caza nes 5 bairros desta Cidade que nao
exceda a 1:500,y-: na rua da Cadeia do Be.
cife n. 58.
tsr Lma canoa de carreira com pouco ti-
zo, e por proco, em conta: na rua do Bozario
D. 51.
C^Vende-se, permuta se ou arrenda-se um
pequeo sitio, muito perto por ser logoao sa-
bir da soledade para o Manguinho com nao
poucosarvoredos de fruefo chaos proprios ,
com grande e decente caza desobrado toda en-
vidracada,{conleudo quatorze quartos, um al-
grelo na frente, com dous por toes de ferro, o
no fundo outro porlo, grande cocheira, caza
para pretos, e eozinha, poco de agoa capar, de
beber, e tanque para banho : na rua'da Pe-
nha sobrado D. 18. da 6 as 8 da manh, e
das 2 da tarde cm diante.
tsr Um bahu bastante grande, tizado ,
que serve para guardar fazendas por prego
barato: na rua de Agoas verdes 0. lOdefron-
le do Eserivo Posthomo.
Para pagamento de dividas um pe-
queo mais muito lindo e bom sitio no Mon-
teiro com caza de vivenda de tijollo e terre-
no aos lados para se edificarem duas cazas,
timadas quaes ja Un feitos os alicerces : o
prego hade ser commodo se o comprador se
quizer ajustar com o dono ; no mesmo sitio a
fallar com Manoel da Ponte ou na rua de Ago-
as verdes D. 51. ou no cofWenlo deS. Fran-
cisco com Fr. Joze de N. S. da Saude.
tsr Sacas com farinha de mandioca clie-
gada prximamente do Bio de Janeiro de
superior qualidade a 5* e de M. g muito
lina em sacas grandes a 6*500 : no armazem
de Joze Ferreira Domingues Fradellos.
ITT Csdeiras de balanro com assento palu
, e enc.'Slo da mesma marquesas de condu-
mezas de jantar camas de vento com arma
cadeias com assento de palhinlia americanas,
ta.'i (eitas a i.ftoo < itaS ce
bo da Suecia cotn 3 pingada
de grossura, dito serrado ludo mais em coma lo
tjiie em outra parle ; na rua da Florentina em csp
nha
r ,
cao
J. Bett
i.gcr.
ESCBAVOS FGIDOS.
No dia 2 de Agosto corrente dezapare-
ceo um prelo de nomo Joz de nago angico, j
velhodecabega branca alto o setco. doentedos
ps, o qual tinha variado e dizia o querio
matar andava ocultando-so em caza$ quem
o pegar pode entregar na rua velha da Boa
vista sobrado D. 55 que ser lecompengado.
tsr Fugio no dia 4 do corrente um mole-
que que andava vendendo na rua de idade
de 10 annos, parece sor crelo angola feicoes miudas denles muito cla-
ros baixo levou camisa de estopa caigas
curtas de algodo da trra e um taboleiro de
venda : quem o pegar leve a venda da rua de
S. Bom Jess das crelas que ser gratificado.
tsr No dia 25deJulho passado fugio um
negro do sitio Jacar da Cruz de Almas, de
nome Pedro de nago, de 40 annos, estatu-
ra regular rosio redondo, nariz chato pou-
, queijos Parmesonesuisso( de Grovo-i 7J,arb%',,e,C0S?rT\%VeSl,, ** ?*
ere ) vinho de champando da melhor qua- "^^1 ^ Ch,lh '*F ^R'
lidade e de marca condecida vinl.e do| 'i* l g '"""n ^>alT ',
Porto superior engarrafado de 185-2, dito ,, I ^m Joze dos Santos Braga & Com pan bi a :
Bordeaui tinto e branco em caixas de uma | n-n: o pegar leve ao m,smo s.l.o que sera
du/ia a 7500 at 10*; dito de Bordeaux ma9 recompensado.________________________
inferior de 520 a 400 rs. agarrafa dito em I RECIFE NA TYP. DE M. F. PE F. = 1842
i


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