Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04764


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Full Text
Anno de 1842.
Sabbado 6 de
Todo agora depende de ns mesmnr ; da nossa prudencia riuuliarjn e energi ron-
linuemoi como princiniair.os e .eremos aponalos com aiimiracao Vnlie as NajCei maii
(Proclamarlo da Assemlili'a Geal do r.i7I.)
cullas.
PARTIDAS DOS CORREIOS TLRRESTBKS.
G04UIM, Paraila c Kio grande do Norte egundas c sextas fciras.
Itonilo 5 (iaranlur,; t O e 24-
Cabo Serinliaein Rio l'ormozo Porlo Calvo Macei e Alagoas no d. s
J'aje 43. Sanie Anlo quintas feiras. Olinda todos os dias.
DAS da semana.
1 Se, t. S. Pedro advincula. Chae. Aud. do J. de D. da 2. v.
2 fef.' N. S* dos Anjos. Re. And. do J. de D. dad. v
3 Quart. Invencfio de s. l'stevao Protomarlv. Aud. do J. de 1). da 3. v.
4 Quinl. Domiagos de Gusinao Fundador. Aud do juii de D. da 2.
S.xt. N. Sra. das Nev. Aud. rio J.deD. da \\ t.
( Sil). Transfguracao de Christo. Re. Aud. do J. de I), di 3. t.
7 Doon. a. Cnelnno. s. Dnalo M,
uOJaaaMaWaaMaaaa>afaaaaaaaaaaas>aaaaaaalaaa.aaaaMaM
II.
Agosto.
Anno XVIII. N. 168.
O Diario publica-se tod.s os dias que rao forem Santificados : o prefo da aasignatura lio
oVtrea mil roil por iinartrl pagas adianlados. Oa annuncina dos asaignantes aa. inferido.
gratis e os d.s q'ie o nao forem rarao de 80 reis por linha. As reelamacoea devea MT
dirigidla a esta Tipografa ru das Crures 1). 3, ou praca da Independencia loja de lirioa
' Numero 37 e 38.
CAMBIOS no da o de agosto.
Cambio sobre Londres "(i d. nominal
>t w Pars 3fi0 reis p. franco.
Lisboa 100 | r 100 de pr,
Moeda de cobre 4 por 100 de descont,
l.len. 4c Utru t boi liroia le ilrf
Descont de billi. da Alfandega i a
met.
compra venda.
Oobo-Modid. 6,400 V. 15,900 6.160
N. 45,80J 16.000
d.4,0U 8,800
Puta P.t.coe. 1,820
P.ioa Coluaonar.s 1,820"'
dito Mexicano! 1,820
mnela 1,640
9,000
1,840
1,840
1.840
ifiW
Pleamar do lia G de Agosto
l."a 4 Horas e j m. da man*>5.
2. a 4 luirs a >' ni. da larde.
PHASES DA I.IJA NO MEZ E AGOSTO.
La Nova a < -- a 0 horas e 20 m. da lard
Quarl. cresc. a 13 -- ka 3 boraa e 4 m. da maah;
La ehei. a 20 ai 11 horaa a 56 a, da lard.
Quarl, mine, a 29 -- s I horas e 30 m. da manh.
O i A R
D E
NA1IBUGO.
PkTZ OFFICIAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DI.V 5. DO CORRENTE.
Ofllcio Ao commandante superior da G.
N. d'este municipio dizendo que haven-
ilo sido augmentada a forca da guarnigo d'es-
la cidade cumpre que expela suas ordens,
para que a referida guarnigo seja toda feita
pela guarda nacional nos dias em que I lie
competir este servico, com exclusAo da guar-
da da fortaleza do Rrum que continua ser
dada diariamente por tropa de 1/ linha : c
determiriando-lhe, que se entenda este res-
peito com o commandante das armas.
Dito Ao commandante das armas sci-
cntiicando-o do cometido no precedente of-
icio.
Dito A' cmara municipal d'esta cidade,
ordenando que mande preparar decente-
mente a sala <1 > docel, onde tem a Presiden-
cia resnlvido que se rena o collegio elei-
loral.
Dito Ao commandante das armas di-
zendo expressa mas ordens. para que se a-
presentem ao delegado do1. termo d'esta ci-
dade palmillas de cavallaria im de ron-
da re m nos lugares que por elle llies forem
designados.
Dito Ao supramencionado delegado, in-
telligencianJo-o da expedicAo da ordem ante-
cedente em resposta ao seo ollicio do I. do
crrente em que a requisilava.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
/endi determinando que mande pagar ao
sargento Benlo Jozo Gongal/es Guimares a
quantia de oji'ioreis importancia do alu-
guel da casa que servio de quartel compa-
nhia de guardas nacionaes destacada no Li-
moeiro o que secundo parlicipou o respec-
tivo commandante deixou de ser receida
pelo Alferos Francisco Joaquim Guedes Al-
canforado quem por oilicio de 8 do mez
prxima pretrito se ordenou que ella fosse
entregue.
Dito Ao commandante da supracitada
companhia communicando-llie iiaver expe-
dido a ordem anteeedente.
Portara Ao commandante do vapor =
Paquete do norte = ordenando que se a-
prompte para seguir para a corte no da 5 do
corrente depois que tiver recebido as ulti-
mas ordens da Presidencia.
Oflicio Do secretario interino da provin-
cia ao inspector da thesouraria da fazenda ,
intelligenciando-o do da marcado pela antece-
dente portara para a saida do SUpramencaJo
vapor, iim de que fura apromplar oque por
elle quizer remelter.
Dito Ao delegado interino de S. Anto.
pommunietndo haver dado ordem ao Chefe da
legio d'aquclla comarca para dispensar os in-
dividuos que sendo guardas nacionaes, so
aclio nomeados inspectores de quarteirAo.
DitoAo inspector do arsenal de mar i-
nlia approvando o fornecimento de diversos
gneros que Joaquim Pedro da Costa se o-
brigou fazer ao mesmo arsenal.
Portara Ao director interino do arsenal
de guerra, ordenando, que quanto antes man-
de concertar a coberta de un dos paies do for-
te do Buraco onde se recollio a plvora dos
particulares.
OflicioAo inspector d'alfandega inlel-
lgenciando-o de haver expedido a ordem su-
pra em altenc&o sua requisigAo feita em
oficio d'esta data.
INTERIOR.
FOlLHlf Til
no
PEDRO.
ROMANCE ORIG1NLA.
I.
A*llor s'udi con dolorosi pianli
(llii .iii.u- soccorro dal celeste regno :
Ma quede voci andr poco innanti ,
Che venae il mer pien d'ira c di disdeg
R sbito occiipii lutta la via
Onde il lamento e il flbil grido uscia.
( Ledo vico Arios to Orlando furiosa, C. XLI. )
No primeiro de novembro de 175o Lis-
boa depois de haver acordado de seu somno
voluptuoso comecava a mover-se pregui-
gosamente esperando ter um dia de gal-
las e prazeres dos que ha tantos seculos go-
/ iv.i, (piando urna convulsu violentissima
se apoderou della e um tremor horrendo a
abaloii. Era a agona extrema. Enlo tudo
foi ruina e morte : seus palacios cahirao por
Ierra ; seus templos que dantos to altivos
sg crguiao, prostraio-se como pedindo
PROVINCIA DE S. PAULO.
Ollicio (lo Rarao do Moni'Alegre.
Illm. e Exm. Sr. Depois da debandada
de Sorocaba e da inteira disperso dos rebel-
des a provincia excepto de alguns lo-
gares do norte esl toda navmelhor ordem.
O chele da rebelIiAo fugu acompanhado do
poneos dos mais comprometidos ou que
niais temiam a punicao. O eummandante das
forjas revoitadas despediu-as, segundo o
mesmo parlicipou ao Baro de Caxias. A
pacificaeo inteira da provincia nao poder
demorar-se mais do que a chegada da tropa
aos logares em que puncas pessoas trabalham
porenlretcr um enthusiasmo facticio: o xito
da luta de Sorocaba deve ter completamente
abatido a lodosos seqnazes da desordem. A
rebelIiAo de Minas nao pode aqui adiar auxi-
lio e nem alear de novo o incendio quasi ex-
lincto.
Todo o lado d'esta provincia que confina
com aquella da altura de Jacarehy para o
sul possuido dos melhores sentimenlos ,
como moslrou declarando-se pela causa da le-
galidade que era aqui ameagada. Pode V.
Exc. estar certo que cooperarei com lodos os
meios qne estiverem minha disposigao para
que a autoridadede S. M. Imperial seja prom-
ptamente restabelecida na provincia de Mi-
nas.
Deus guarde a V. Exc. Palacio do governo
de S. Paulo, 2 de julhode 1812. Illm. e
Exm. Sr. Jos Clemente Pereira Rarao de
Moni' Alegre.
piedade ; suas torres c seus castellos acurva-
rAu-se sob o peso de oceulta mAo ; um grito
terrivel se alenvantou laoco. Este grito
erao as vozes de seus duzenlos mil habitantes
que pedio misericordia ; e o Tejo tambem
quebrando as suas barreiras precipitou-se
sobre esta cidade agonisanle. Pareca que a
creago se havia revoltado contra o Creador.
Pareca que a trra cansada de ter homens
que a pizassem continuo queria revolver-se
e esmaga-los e cnterra-los as suas ruiuas.
De repante a moribunda Lisboa se cor-
oudecora de chamas. EnlAo siflhOes de
figuras de fogo estranhas e terriveis come-
garo a erguer-se de cada palacio de cada
tvmplo de cada casa ; ora erao bragos
immensos que se estendio at as nuvens :
ora dous gigantes que pjtavo largo es
pago, eque depois, reunindo-se n'um so
corpo formavao una columna que bem
prestes se perda no meio de ontras: ora, em
fim urna rainha arrastando seu manto r-
dente e tendo sobre a cabega um diadema do
fumo. E por entre estes horrores eorriAo ne-
gras sombras ouvia-se um grito terrivel c
A' cerca da prisao do Sr. I.impo de Abren
diz o "Verdadeiro Paulisla" o seguinte:
Emim o governo o a polcia do Rio de
Janeiro acabam de dar um passo ha muto re-
clamado pela tranquillidada publica manu-
tengAo da ordem e unio brasileira. I ni
dos chefes mais nolaveis da ex-opposigo .
um dos agentes mais incancaveis de lodos
esses movimentos anarchicos que se tem
manifestado em varios pontos do Brasil tai-
vez mesmo o principal amor da rebelIiAo de
S. Paulo, em urna palavra o ex-ministro o
i'x-depuliido Antonio Paulino I.impo de A-
lireti acaba :1o sor preso e remeltido para a
fortaleza de Villegaignon com oulros. Esta
noticia nao deixou de causar-nos grande sen-
saco de prazer nao porque se jamos amigos
de persiguinos ou vinganeas nem porque
tenhamos d'essas pesoas recebido offengas
particulares ; pois at alm do ex-ministro
I.impo de Abreu que vimos quando andn
por esta cidade nao os conbecemos mas
porque estamos intimamente convencidos de
que a uniAoUo imperio a seguranga do lhro-
o a ordem a paz a tranquillidade pu-
blica estariam sempre ameacadas em quanto
as autoridades nAo dessem sobre taes agentes
e einissari'S providencias muto enrgicas e
capazos de prevenir c frustrar seus infernaos
planos. Longa e penosa experiencia tem mos-
Ira lo ser incompativcl a liberdade plena que
dcafi utuvain laosagonlos com o.sso necossario
equilibrio que deve existir entro as parles e
forgas diversas de que se compOe o grande
lodo nacional ; equilibrio que urna vez que-
brado necessariamento conduz a nagAo
desordem a anarchia emim a sua com-
pleta desmembragAo e morte. Longa e pe-
nosa experiencia tem igualmente mostrado
que toda a indulgencia toda a contemplago
havida com esses emissarios longe de pro-
vocar seu retonhecmento e gratidAo nAo
tem servido senAo para animal-os e dispol-os
a perpetragAo de maiores e mais horrorosos
crimes.
Necessarlo que a polica d'esta provincia
o principalmente d'esta capital nAo durma ,
que temos por c muitos Limpos muitos
(ieraldos &c. ; nAo pensem as nossas au-
toridades poliches, que por verem trium-
pbanles as armas iniperiaes lomos conquis-
lado a paz e socego publico por toda a etorni
dado. N.1o queremos dizer que se facam
perscgucues sobre perseguiges ; mas julga-
mos que a seguranga e tranquillidade de urna
provincia nAo devem ser consideradas como
objodos de indillerenga e desprezo para que
se doixem de tomar por ellas as necessarias
medidas de prevengAo que a prudencia acon-
um palacio caba e as sombras desappare-
cio.
No meo desla desordem completa da nalu-
reza quando lodos os vvenles pareca ha-
verom desapparecido da face da Ierra um
homem s pallido do cabellos irrigados ,
deolhos ardentes coberto de sangue re-
volva nina a urna as pedras de certa ensaque
o terremoto havia destruido.
Este homem era Pedro. Sua irmAa, pon-
to em que se concentravao todos os sentimen-
los de sua alma profunda raio de luz celeste
donde emanavAo as suas felicidades lodas ,
companheira nica desde a infancia, havia li-
rado debaixo daquel'as ruinas. Procurava-a.
Lm infeliz levado por um cavallo es-
pantado de tamanho huiror passot junto
delle pedindo soccorro aos homens e miseri-
cordia a Dos. Pedro seestendesse o brago,
poderia salval-o. Coutiuuou a procurar : e
o liornem e o cavallo desapparecerAo no Te-
jo.... e para sempre.
I ni grito dos que ao sabirem do peito hu-
mano levAo comsigo urna alma e urna vida ,
se ergueo do scio das ondas. Pedro ouvio
seiba e as leis delerminam. As conlem-
plages j o dissemos s tem servido para
animar aos agntese emissarios rebeldes o
sabemos de mui boa parte que um rebelde
dissera : agora falhouo nosso plano reas
d'aqui ha dous annos talvez nAo acontega o
mesmo Devemos finalmente lembrar-
nos dos incmodos o sacrificios que lera cus-
lado provincia e ao Rrasil todo a actual re-
belIiAo de S. Paulo, ese deixarmos emseu
ser os germens da desordem teremos de pro-
var segunda vez os amargozos fructos d'ella .
Imprensa da ordem em S. Paulo.
O a Verd'deiro Paulista continua corajo-
so sua nobre larefa ; sua lingoagem nfto po-
de por certo agradar aos hypocrilas polticos ,
mas ella he a que convem as circunstancias
em que nos colocaram os traidores. ougaO
os de c como o decidido contemporneo de-
lfinio o tliroo e a integridade do Imperio :==
A restatiraco de Sorocaba.
Em fim acha-se restaurada a cidade de
Sorocaba ; o logar onde primeiro soouogrito
da rebelIiAo i oceupado pelas forgas imper-
aes : a menor resistencia nAo obstou entra-
da das tropas'da legalidade, nem um s tiro,
nem urna s escorva queimada como mui
bem disse o Exm. General! Nunca houvo um
victoria igual, porque nunca houveram ini-
migos lao cobardes rebeldes de tanta vileza.
Anda no dia I o rebelde Feij propunha ca-
pitulagdes ao Exm. BarAo de Caxias, e a-
presentava taes condiges, que pareciam de-
ver sabir da boca deum homem que sua
disposigAo tivesse forcas e meios de raduzir-
nos a cinzas ; offerecia-se elle como chefe
dos rebeldes a depdr as armas urna vez que
se 11 io assegurasse 1. a amnista geni a
todos os rebeldes; 2. a substituigAo do mi-
nisterio actual por outro composto de gente
da sua facgAo ; 3., a demisso do presidente
e vico-presidente d'esta provincia; 4. a sus-
penso da lei das reformas.
Quem nAo julgaria que vista de taes con-
diges e da resposta dada pelo Exm. General,
transcripta no Governista sea forte-
mente disputada a occupagAo de Sorocaba po-
las forgas imponaos ? quem nAo julgaria que
as forgas rebeldes eram superiores iguaes
ao menos s nossas ? Nos meamos que per-
feitamente conbecemos a esses rebeldes, nao
podemos deixar de ser algum tanto surpre-
hendidos ao saber de taes propostas; cortos
estavamos de que a victoria seria infallivel-
mente nossa, mas custava-nos a crer que a
consegusvunos sein o crzamento das armas.
Tudo porm fo pelo contrario ; as forgas im-
este grito levantou a cabega e vio um bar-
co dentro do qual boiavAo um homem e urna
mulber dosmaiados e o barco arrestado pe-
las ondas vinba quebrar-se na praia. Conti-
nuou a procurar.
Achou entre as ruinas o cadver de sua ir-
mAa : suspendeu-a pelos cabellos.... eslava
morta. Foi langar-se no mar.
Cbegou finalmente, ao barco, e. ti-
rando a mulher dos bragos daquelle homem
quasi moribundo disse em voz socegada :
Salvar-vos-hei.... seris minha irma.
E lornou a voltar para a praia seguran-
do-a com um brago e nadando com o outro.
Depo-la na rea: contenplou-a luz daquel-
la locha inmensa que s havia alumiado
esta scena. Era bella como anjo: Pedro sen-
tio o que nunca Uvera sentido. Amou !
Alguns momentos se passarode pasmo do
morte. Estava tudo immovel : pareca que
a natureza depois de haver esmagado os v-
ventes na sua agona morrera tambem com
elles. E as ondas s continuavo a-vir que-
brar-se na praia gemendo dolorosamente;
as chammas a levantaren.-se e a irem


i yrjr-^-w^i:;>w. ,a
pcriaes acharam Francas as entradas de Soro-
caba nem um s rebelde havia na cidade ,
tudohavia desamparado o lugar eni que nas-
cera a rebellio ; e a cidade de Sorocaba como
lie opprimida como que vexada por ter
sido o poni donde primero parlio a voz da
deslealdade alegre recebia a forga legalista
como um balsamo que devia cicatrizar as
chagas abertas pela rebellio, 011 como a agua
baptismal que devia lavar a nodoa a terri-
vel nodoa da anarebia Presentemente a re-
bellio de S. Paulo parece ter concluido a sua
existencia; o centro, o foco principal d'ella
vollou-se legalidade, os seus principaes au-
tores actiam-se dispersos, foragidos ; os seus
meios esgotados os seus recursos perdidos :
nada pois Ihc resta seno o opprobrio, a ver-
gonba .o a maldigo, que aos seus chefes, que
aos seus agentes eemissarios acompanbar.
Curtissima foi a duraco ila anarcliia pau-
listana leve apenas um mez de vida ; mas
n'esse mez quanlos incommodos, quantos
dissabores quanlos sacrificios que despesa
enorme que podia ser anpcada a objectos
uteis e de interesse publico Se ao menos
esse movimento tivesse urna apparencia de
justiga, um vislumbre de aperfeigoamento!....
Mas quaes foram as causas quaes foram os
motivos que originaram a rebellio ? Os mais
rivolos, os mais torpes e revoltantes, os pro
prios rebeldes os manifestaram LiVse em
urna pequea folha da qual o proprio Feij
declarou-se redactor, o Paulisla de Soro-
caba ( um insulto dar-se a urna folba
rebelde um nome to leal) que os motivos
da rebellio foram : 1. nao tero governo
de S. M. I, conservado o rebelde Tobas na
presidencia d'esta provincia; 2. nSo ter si-
do attendida a representngao dos rulies e
mandis apresentada na assembla provin-
cial pela commisso composta dos ex-depu-
tados Antonio Carlos Ribeiro de Andrada ,
Manoel Das de Toledo e I)r. Joo Crispinia-
no Soarcs e approvada pela mesma assem-
bla provincial; 5. nao terem sido contem-
plados as gragas feitas por occasio da co-
roago o rebebelde Tobias e seus amigos ,
tendo sido pelo contrario agraciados alguns
de seus inimigos. Quem pensara, que ven-
do-seem urna provincia um movimento d'es-
ta ordem, e. perguntando-se ao depois que
motivos, que circunstancias o oecasionaram
seriam pelos proprios rebeldes apresentados
se nicamente aquelles quedeixamos trans-
criptos !!
Ser, porem, motivo suffeiente para urna
rebellio o nSo tero governo conservado per-
petuamente um bomem na presidencia de
urna provincia do Brasil ? Costamos de ver a
esses reteldes, tanto os que empunharam ar-
mas como oii I ros que nao ti vera m coragem
para isso mas que mutn e muito trabalha-
ram para a rebellio fallar em conslituico ,
leis, direitos garantas &c. ; onde acha-
ram ellos decretada na constitugo e as leis
a vitalicidade dos presidentes ? como querem
tolher a S. M. I. o direito da livre nomeaco
e demisso dos mesmos presidentes ? Anda
nenbuma provincia seagastou por terem sido
seus presidentes demitlidos e substituidos por
outros nao obstante seren ptimos muitos
d'elles ; nos mesmos os tvemos excellentes ,
que souberam attender aos interesses, in-
dustria progresso e bem-estar da provincia,
o entretanto nunca fizemos a nunor oppo-
sicio subsUluco d'elles: porque razo ,
pois havia de se querer agora obrigar ao
governo de S. M. I. a eslabelecer em S. Paulo
urna presidencia vitalicia ?' porque razo ha-
via de ser olhado S. Paulo de urna maneira
perderem-se em nuvens de fumo.
Tornou a si a desventurada e coui gemi-
dos sabidos dos seios da alma e com voz
meiga e sentida disse :
Meu pai.... meu pa !. ..
Basta Pedro comprehendeu : foi buscar
o bomem que anda lluctuava com urna on-
da eque momentos depois nem existi-
ra ja.
Tudo- o que ha de sublime e de grande e
de celeste no amor paternal ; tudo o que ha
de terno e de meigo e de anglico no amor fi-
dversa das de mais provincias do imperio ?
Nos somos Paullas ja o dissenios pie-
/amos sobremaiieira a honra a glora c a
reputado da nossa provincia, cromos at .
que nenhuma haquepossa julgar-se supe-
rior a ella; mas estamos certos igualmente ,
que mais direitos nao tem S. Paulo, que as
outras para que se fizessem, por exigencias
caprichosas de miseraveis aventureiros leis
de excepgo em seu favor cujo fim seria
chocar o melindre das de mais provincias ,
estabelecendo diflerengas e preferencias que
a constitugo desconhece que a nzo de-
sapprova e que a prudencia repelle. Todas
as provincias do imperio sao entre si iguaes,
todas formam parte do grande todo brasilei-
ro todas sao filhas de um s pai que o
noss idolatrado monareha ; que le que
instiluigo entre nos autorisa um I i J lio a
reclamar uma-heranga, maisavultada entre
seus irmos ? Nao pois este um dos mo-
tivos da rebellio; mas um pretexto, c pre-
texto desgracadissimo.
A segunda razo invocada nao he menos
extravagante. Fazer-se urna rebellio por
que o governo deixa de attender a urna re-
presentado que, aleni de ser inconstitu-
cional, he anda atrevida e insultante On-
de estaramos nos, onde estara o mundo to-
do se os governos fossem obrigados a atten-
der e execular quantas extravagantes repre-
sentaces, quantas vontades caprichosas e
insultantes ousassem dirigir-lhes vis ambicio-
sos a quem nada contenta, nada satisfaz ;
que querem por torca subir ao poder tendo
alias to pouco geito to pouco prestimo pa-
ra governar que, nem ao menos sabem con-
servar-se no poder ? Attenda se a differenca
que existe entro a administraro actual e a
transacta : esteve a es-opposigo a testa dos
negocios do estado ; usou o partido legalista ,
o partido nacional da fraude da violencia ,
da trahgo para substituil-o no.poder ? tfo-
menta-am movimentos populares, tramaram
rclicllir.es, derramara ni sangue os amigos do
throno para serem elevados ? nada nada fi-
zeram se nao expor na tribuna e no jornalis-
mo os defeitos e as mazellas de urna tal ad-
ministrago, e entretanto, ella cabio, eca-
bio porque ? porque he to inepta que nem
para conservar-se presta. Se por tanto, a
rx-odpozigo nao tem prestimo nem geito pa-
ra governar, se he incapaz de reger os des-
linos de um paiz, resigne-se sua sorte .
permaneca na obscuridade que I he he pro-
pria e nao queira forga de armas conquis-
tar cousas que se obtem por outros meios.
Finalmente, diz o rebelde Feij que,
magoados os mais rebeldes por terem sido
seus chefes descontemplados na distribuigo
das gragas proclamaram a rebellio. Que
loucura !... se um tal motivo podesse preva-
lecer teriamos de ver rebellies todos os dias
em que he de costume premiar S. M. o Im-
perador aos bons servidores do estado por
meio dessas gragas porque muitos ha que
as nao alcangam e nem por isso desgosta-
ram-se ao ponto de tramar contra o throno.
Queriam os rebeldes fazer quanto desproposi-
to quanta violencia ha ; queriam alropellar
todas as leis; queriam fazer quantas perse-
guiges Ihes suggerissem os seus odies e vin-
gangas particulares ; queriam desmoralisar
ludo ; queriam em fim langar o Brasil nos
horrores da anarchia tramando contra a n-
tegridade do imperio e contra o throno do
nosso augusto monareha e ainda baviam de
ser recompensados!.... Quera recompen-
sas o rebelde Tobias elle que ate pelos seus
foi desprezado !... Porque nao o recompen-
lial sentiro-no as almas daquelle pai e da-
quella filha ao abragarem-se ao beijarem-
ss ao acariciarem-se.
Easchammas se apagavo pouco a pouco ;
o as nuvens de fumo diminuio : e as ondas
continuavo a vir quebrar-se na praia e Pe-
dro contemplava esse quadro to ebeio de
doguras.
Mara !... foi Dos quem nos salvou '
- O'meu pai!... meu pai !...
Demos gragas a este mancebo.
E tornaro a langar-se nos bragos um do
oulro.
As chamas se havio apagado de todo e as
nuvens de fumo desapparecido do horizonte;
e Pedro contemplava ainda e duas lagrimas
I he corrio pelas faces.
Ero as primeiras depois da morte de sua
irma.
II.
Sola bardo o genio teu
E os altos hymnos qu'encerra ;
Chama-te Dos paraoCo...
Mas fica-te a alma na Ierra !
(Silva Leal JiNioaAuzenda. )
Com os olhos ardentes com um sorrso
ora meigo ora terrivel nos labios com ex-
presso sombra e com urna agitago vio-
len tissima passeava Pedro n'mn pequeo
gabinete fracamente alumiado e de espago
a espago parava diante de urna mesa sobre
que eslavo espalhados, confusamente, livros
e papis e escrevia algumas iinhas rapida-
m?nte Pedro era poeta e eslava no mo-
mento das inspiragoes.
Depois de haver acabado a poesa que o a-
mor Ihe havia inspirado e que o seu geaio j
siram os Limpos e Andradas que larga o
vergonhosamente distribuiram as gragas pelos
seus aUs em recompensa de sangras e bol
linhos '!...
Nao sao, pois estes os motivos da rebel-
lio as verdadeiras causas della sao oulras ,
que exporemos em o seguinte numero ; bas-
te-nos por ora saber que os rebehb'S esto an
niquillados ; o meio porque se operou a res-
taurago em Sorocaba he disso a pro va mais
evidente. Evos, Paulistas acreditai que
vossa gloria fica intacta ; nao era dado a um
punhado de vis ambiciosos, a meia duzia de
Iludidos roubar-vos a reputago de honra-
dez e lealdade que sempre lein constituido
vosso carcter: esse rompimento vergonho-
so, essa aviltante trahigo ao monareha es-
sa infernal tentativa de desmembrago ja-
mis sero attrbuidas aos verdadeiros Paulis
las ellas serviro pelo contrario a dar-Ibes
novo lustre pois deram occasio a que se
puzessem em campo expostos a todos os in-
commodeft a todos os sacrificios e trabalhos,
abandonando suas casas, seus mais caros in-
teresses suas esposas tudo em fim para
debellar a anarchia sustentar a integridade
do imperio e defender o throno augusto do
Senhor D. Pedro H. >
(Sentinella da Monarchia.)
NOTICIAS ELEITORAES.
Eleitores da Freguezia do Santissimo Sacra-
mento da Cidade do Recife.
Domingos Affonso Neri Ferreira 1:810
Claudino Benieio Machado 1:419
Joaquim Joze Franco 1:430
Innocencip da Cunha Coianna 1:257
Dr. Casemirode Sena Madureira 1:088
Antonio Joaquim de Mello Pacheco 1 :085
Dr. Joo Joze Ferreira de Aguiar 1 :08u
Dr. Francisco Joo Carneira da Cunha 1:079
Dr. Joze Bento da Cunha Figueiredo 1:079
Dr. Joze Thomaz Nabuco de Aran jo 1:078
Dr. Joo Antonio de Souza Bellrodc
Araujo Pereira 1:073
Luiz Francisco de Mello Cavalcanl 1:068
Gustavo Joze do Reg i :06o
Manoel Rizerra do Valle 1:059
Manoel Coc lio Cintra 1:058
Ignacio dos Reis Campello 1:056
Sebastio Lopes Guniares. 1:054
Dr. Joaquim de Aquino Fonceca 1:054
JoaO Marinho Paes Brrelo 1:016
Severino Henriques de Castro Pimentel 1:044
Francisco de Salles da Costa Monteiro 1:045
P.' Miguel do Sacramento Lopes Gama 1:042
Joo do Reg Barros 1:040
Antonio Joze de OHveira 1:059
Manoel Gamillo Pires 1:038
Joze Rehollo Padilha 1:038
Bento Bandeira de Mello 1:056
Francisco Baptisla de Almeida- 1:055
Luiz Francisco Barbalho 1:031
Malinas de Albuquerque e Mello 1:032
Antonino Joze de Miranda Falco 1:029
Dr. Jernimo Martiniano Figueira
de Mello \ :029
Joze Bernardino de Sena 1:028
Joo Arcenio Barboza 1:010
Francisco de Assiz Mendes Guimares 1:001
Antonio Ignacio da Purificago 1:000
Joaquim Bernardo de Figueiredo 977
Joze Xavier Faustino Hamos 959
Joze Egidio Ferreira 893
Joze Ignacio Soares de Macedo 889
Caetano Pinto de Veras 867
Joze Bernardo Fernandos Gama 779
Joo Valentn) Villela 729
Supplentes.
Antonio Ferreira de Annunciago 597
Dr. Antonio Joze Pereira 547
P. Fiscal Antonio Joaquim de Mello 498
Dr. Joaquim Nunes Machado 491
Francisco Camello Pessoa de Lcenla 48i
Dr. Urbano Sabino Pessoa de Mello 478
Joo Francisco Bastos 477
Dr. Felippe Lopes" Nelto 469
Dr. Joaquim Villela de Castro Tavares 465
Joze Francisco Pinto Guimares. 45i
Freguezia da Boa-vista da Cidade do Recife.
Os Srs. Votos
Doutor Antonio Peregrino Maciel Mon-
teiro.
Dezembargador Thomaz Antonio Maciel
Monteiro.
Antonio Carlos de Pinho Borges.
85.5
834
851
8l2
81o
796
796
792
havia concebido, parou e leu com voz sentida,
Mara .. luz de candura !
Terno e doce encanto d'alma !..
aDa virgem imagem pura !..
Das virtudes tens a palma
D'anjos tens a formosura.
Fostes por anjos fadada ;
Do Co fostes tu nascida ,
Para o Co fostes criada ;
Mas no mundo ests perdida
P'ra ser do mundo adorada.
O' Mara nao me dado
N'alma ter paixo maior !.. -
De vi ver sou j cansado !..
Vou morrer morrer d'amor...
D'este amor to malfadado.
Fui do mundo recebido
Entre orgullios e traigo ,
Fui do mundo escarnecido ,
Dei ao mundo a maldgo ,
Fui viver d'elle escondido.
Antonio Pedro de S Brrelo.
Francisco Ignacio de Alhahide.
Padre Venancio Henrique de Rezende.
Manoel Caetano Soares Carnciro Mon-
teiro.
Joo Baptisla Pereira Lobo Jnior.
Pedro Alejandrino de Barros Cavalcaule. 79o
Francisco'Antonio de Oliveira. 788
Luiz Gomes Ferreira. 786
Luiz Antonio Favilla. 784
Joo Pedro de Araujo e Aguiar. 782
Thomaz Joze da Silva Gusmo Jnior. 780
Joze Mauricio de Oliveira Maciel. 775
Joo Pinto de Lemos. ^75
Francisco Sergio de Mallos. 775
Joze da Silva Guimares Jnior: 770
Bernardo Joze Martms Pereira. 768
Luiz da Veiga Pessoa. 766
Joo Ribeiro de Vascncellos Pessoa. 76o
loze de Barros FalcaO. 753
Joze Mara Idelfongo Jacome da Veiga
Pessoa. 75o
Francisco Ribeiro Pires. 74l
Manoel Joze Martins Ribeiro. 739
Manoel Luiz Viraens. 739
l.uz de Queiroz Coulinho. 737
Maxmiano Francisco Duarte. 7l5
Manoel Peregrino da Silva. 698
Jo/e Mara Freir Gameiro. 69l
Joaquim Correia da Costa. 679
Rofino Joze Correia d'Almeida. 670
Supplentes.
Joze Ramos de Oliveira. 472
Antonio Carneiro Maxado Rios. 455
Luiz Rodrigues Selle. 365
Dezembargador AnIonio Ignacio d'Aze-
vedo. 555
Antonio Bernarno Rodrigues Sette. 547
Bento Joze da Costa. 346
Joo Gongalves da Silva. 544
Manoel do Nacimento da Costa Monteiro. 558
Dezembargador Gregorio da ('.osla Lima
Belmonle. 557
Dezembargador Joze Libanio de .Souza. 555
Joaquim Carneiro Maxado Rios. 324
Francisco de Paula Lopes Reis. 3l9
Lista dos-Eleitores da freguezia do Limoeiro.
Os Snrs. Votos.
Vigario Feliciano Pereira de Lira. 675
Joo fe Moura Borba. 672
Joo Saraiva d'Araujo Galvo. 672
Francisco Lopes de Vascncellos Galvafi. 672
Doutor Custodio Manee! da Silva Guima-
res. 672
Doutor Joze Francisco da Costa Gomes. 671
Joze Leo Pereira de Mello. 671
Doutor Antonio Joaquim de Figueiredo
Siabra. 670
Antonio Gomes da Silva Camar. 670
Doutor Caelano Joze da Silva Santiago. 669
Manoel Ramos da Silva Moreira. 667
Sevirino Alexandre Villarim. 667
Sina m me perseguio ,
Foi com migo a minha sorte :
A ventura me fugio ,
Con ton-me a ventura a morte ,
A desgraga cm mim cabio.
I ma irma que possuia
Na trra sem mais ninguem ,
Que meus males me carpa ,
Que era meu nico bem ,
Morreu !.. que p'ra mim viva.
Ao morrer s me deizou
De tempestades cercado...
Um anjo se apresentou
A meu olhar espantado...
O meu fado se mudou !
Em fogosent o peito
Sent n'alma cha mina ardente ,
Em meu corago estreilo ,
Ti ve amor terno innocente ,
Grande immenso e por Dos feito.
Como para apagar os pensamentos de fo-


Antonio Joaquim da Costa Gomes. 666
Joo Francisco Borba. 664
Joo Antonio d'Uliveira Ceelho. 66o
Antonio Rodrigues Revoredo. 66l
Joo Francisco da^ Fonceca e Mello. 658
Joze Rodrigues Rovoredo. 658
Joze dos San Jos Silva e Medeiros. 657
Sebastio Lins dAlbuquerque Marinho
Faloo. 656
Francisco Joaquim Quedes Alcanforado
Galvo. 656
loze Gomes da Silva Jnior. t;.*
Francisco Ferreira da Costa Gomes. 63
Joze Albino d'Olanda Chacn. 684
Manoel Gomes da Cunha Pedroza. 65o
Joze Pereira de Lucelia Jnior. 652
Joo Andrada Lima. U5->
Manoel Joaquim da Costa Cabral. 052
Doutor Antonio Joaquim Ferreira. 65l
Francisco Paulino Gomes de Mello. 651
Antonio Joze d'Amaral. 61!
Manoel Gomes da Cunha Silva. (i IS
Luis Francisco de Moura Borba. 645
Francisco Antonio da Silva. 641
Manoel Gomes de Moura Silva. 638
Bcnto Joze Gongalves Guimares. 632
Antonio do Reg Farias. 551
Francisco Correiad'Amorim. 109
Freguezia da Escada.
Manoel Thom de Jezu*.
Nuno Camello.
Roque Ferreira.
Vigario Joo Zeferino Pires.
Manoel Antonio Dias.
Henrique Marques Lins.
Domingos Pereira do Espirito Santo.
Estevo Rodrigues Duro.
Manoel Goncalves Pereira Lima.
Antonio Feij de Mello.
Antonio da Silva Mattos.
(bandido Joze Lopes de Miranda.
Antonio Joze dos Santos Jnior.
Antonio Gongalves da Silva.
Joze Feij Je Mello.
Joze Pedro Vellozo daSilveira.
Francisco
Eustaquio Joze
Joze Justino de Souza Jnior.
Julio Pereira siatozo.
Braz'arneiro Leo.
Te'.esforo de tal.
\n Ionio Joze de S. Anna.
Joze Antonio BeltrAo.
Joze Rofino.
joze Mara Randeira.
CORRESPONDENCIA.
Nada ha snrs. Redactores como a ins-
"trucgo e bem pensara eu que, viudo ao
Recite teria de adquirir mais um conhecimen-
to novo nao so para mim como para mui-
la gente! Eu que sempre me esforcei em
dizer menos asneiras possives, apezar de
viver sempre no mato me arvorei de um dic-
cionario da lingua materna e mais alguns al-
iar rab os 5 mas, por mais que tivesse litio ,
por mais que aliento me moslrasse quanJo
>ouvia alguem de inslruccao fallar, nunca ti-
aiha sabido oque hontem aprezentou em for-
ma de propoziijo a sociedad de Medicina de
Pernambuco.
Por algum tempo quiz duvidar do que em
urna das propoziges vem escripto, quiz mes-
mo crer que houvesse algum erro de typogra-
fia mas, lembrando-me que esse Corpo Sci-
euliico he composlo de gente mui instruida ,
que entre seus membros existem pessoas de
go que pela mente llie giravo abri a
jauella ; e urna scena magestosa em que se
reunio as obras de ).;os e dos homens se
desenrolou a seus olhos e foi dar-lhe novas
inspirages. Assim he o genio do porta ;
mil vezes procura fugir-lhe mas elle segue-o
por toda a parte.
A'luz paluda e voluptuosa da lua se lh
antolhou a formosa Lisboa como una cida-
de a que urna palavra de mgico fez erguer
da Ierra toda coberta de seus ornatos mo-
dernos de suas casas agigantadas, de
suas igrejas de seus monumentos; mas lu-
do isto incmplelo mas tudo islo esperan-
do anda um signal para de todo se descubrir
aos homens ; e como um contraste a estas
gallas de nossos lempos vio elle coroan-
do-a o seu velho castelo com suas torres ,
e suas aineias mouriscas : e de espago a espa-
go misturadas com seus palacios modernos ,
ruinas de antigos passos queimadose destrui-
dos pelo terremoto ; esqueletos altivos attes-
lando anda a magnificencia c soberna de
nossos avs. Era a mor te junto da vida. E-
ra. o passado unido ao presente.
um saber profundo conclu que era urna
verdadc por ora desconheeda e por bem feliz
me dei ; por qnanto voltarei ao mato com
mais este principio e l tratare! de espalhar o
que no seu Diario se le.
Ninguem pense entre lano <|iie so Uve al-
guma repugnancia em admillir como eerto ,
o que diz a sociedade de Medicina por nica
ignorancia minba ; seria urna injustiea que
mim mesmo me faria se deixasse grassai n
ma lal suspeita e por isto passo dar a i*x-
plicaco que a baixo trauscrevo e queme
parece necessaria.
Diz a sociedade de Medicina em suas pro-
poziges impressas hontem -4 de Agosto que
os tornos dra padirias tero sobre os lados res!
pradores movis de tal sorle construidos r
colocados que deem entrada para o interior
sufficiente quanlidade de ar para facilitar I
a combuslo do fumo ; ora, lendo eu
lido no diccionario que combuslo he a
acefto d queimar, e que o fumo a he o va-
por que laneo os corpos em combuslo co-i
ligi que era urna r.ovidade a combuslo do
fumo porque eslava persuadido que sen
do o fumo o resultado da combusto ,
s por algum novo processo poderia o fumo
ser submetlido urna nova acgo isto he
urna combusto. Alcm disto tendo a sorle'
querido que eu fosse fazer urna vizila no mes-
mo dia um homem de letras l deparei
com alguns livros de que tomei nota e del-
les alcancei que-- combusto segundo
Lavoisier, he a combinaco de um corpo
combuslivel com ooxigeneodoar, combina-
go sempre acompanhada de desenvolvimen-
lo de calrico e algumas vezes de luz -- e se-
gundo Mr. Orlila he a combimieo de dous
corpos com desenvolvimenlode calrico e de
luz ; e que fumo he o vapor mais ou
menos denso que provem da dccompozigo
dos corpos organisados por meio do fogo.
A vista de todos estes principios, parcen-
me S'ir dispropozilo ou absurdo o querer
facilitar a combusto do fumo tanto mais
que nao sabia que utilidade disto tirasse urna
padaria ; mas, como jadiase, lembrando-
me que a sociedade he composta de pessoas
mui instruidas e profundas me persuad que
combuslo do fumo he una descoberta
feita pela lllustre Sociedade com que quer
mimosiar as padnrias e dei gracas a Dos por
ver que entre nos j existem homens eminen-
tes que valem muilo mais do que os innume-
raveis alfarrabios de que abundo as biblio-
tecas Sou snrs. Redactores &c.
OMatuto.
E D I T A E S.
COM M ERGIO.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 5 de Agosto 4:324*594
MOV MENT DO PORTO.
NAVIOS SAHIDOS NO DIA .).
Bahia Sumaca Brasileira Sao Domingos ;
Capito Manoel de Mattos Ferreira ; carga,
diverso* gneros.
Bio de Janeiro por Maceio o Bahia Va-
por Brasileiro Paquete do Norte, Comman-
danle Francisco Martins Setubal.
Araty ; Sumaca Brasileira Felicidade CapitSo
Joze Bodrigues Pinheiro ; carga : diversos
gneros.
Aos ps dcsta cidade soberba corra o T-
jo brandamente e a lua rellectindo-se as-
ondas pareca nma fila de prata que a-
travessando-o de um a outro lado se agitava
continuo sobre as aguas levemente encrespa-
das por urna briza mansinha. Por sobre es-
tas aguas corrio pequeas barcas de pescado-
res, e em cada urna deltas brilhava urna luz ;
estas luzes ora fugindo urna das outras ,
ora cruzando-se ora beijando-se somelha-
vo no meio deste todo de prestigios esp-
ritus de fadas formando dancas de encanta-
mentos.
Todos estes quadros feitos pelo puder de
Dos e pelo genio do homem era o cobertos
por um docel azul e cristalino recamado de
perohs eonde seagitavo pequeas nuvens
alvissimas que parecio um rebanho de cys-
nes voando e formando grupos de amor. E
ao ver a lua julgar-se-hia que contemplava
esta scena chorando e sorrindo-se com me-
lancola. E a meiga brisa e as ondas viudo
quebrar-se na praia c a natureza adormeci-
da ludo suspirava mansamente.
Embalado por um prazer suavissimo Pe-
A Cmara Municipal desta Cidade do Becife e
seu Termo.
Faz novaraente saber que a reunio do
Collegio Eleitoral desta Cidade para a elei-
co dos Depulados Assemble geral legislati-
va ser feita na salla do Docel no mesmo dia
14 do coi rente j annunciado conforma foi
minado pelo Exui. Presidente da Provin-
. i seu ofcodcodo prczenle. E para
ii: chag a noticia de todos mandou a C-
mara publicar o presente pela Imprensa. Be-
cife em Sesso extraordinaria de 1 de Agosto
de 1842. Joze do Barros Falco de Lacerda,
P. P. Fulgencio Infante d'Albuqu rque e
Mello Secretarte.
(I Fiscal da Freguezia de S. P. M. d'Olinda
pela Le 4c.
Faz saber a todos seus comparochianos lan-
o os Snrs. de terrenos devolutos cmodo
fundos, frentese tiavessas (jue em obser-
vancia as Posturas Muninipiaes mandem a
limpar os mattos, que houverem nos ditos lu-
gares, dentro do prazo de 30 dias da data des-
le para que nao sechamem a ignorancia ,
manda publicar por esta folha. Olinda 4 d'A-
gostode 1842.
Antonio Manoel Lobo.
DECLARAC ES.
= O Exm. o Rm. Sur. Bispo Diocesano ,
lem designado o dia 15 do crrente para
i]ue posso lucrar Indulgencia Plenaria Con-
cedida por Sua Santidade todas as pessoas ,
que, dispostas com a Confisso eCommu-
nho visita re m a Igreja de Nossa Senhora da
Gloria no Acto da Missa solemne do men-
cionado dia rogando a Dos pela Igreja Ca-
tholica por Sua Santidade, e por S. Ex.I
Bm. Na mesma o~casio por Indulto da
Santa S, tambem dar S. Ex. Rm. a Beneo;
Papal como" se fosse conferida por S. San-
tidade. Becife 5 de Agosto de 1842.
O Padre Francisco Joze Tavares da Gama ,
Secretario deS. Ex. Bm.
ar A Cmara Municipal desta Cidade do
Recite faz sesso extraordinaria no dia II
do corren te.
sr= O Sub-delegado ^upplente de polica des-
la freguezia de S. Anlonio du Becife aviza a
os Srs. abaxo declarados que por ollicio do
Sr. Delegado do I. dcstrito do Termo do Re-
cite com data de 4 do corente lhe foi orde-
nado lizesse constar aos mencionados Srs. a-
baixo declarados que se acho por elle no-
meados para inspectores de diversos quartei-
res sob proposla do Sub-delegado proprieta-
ro e que se devem a presen lar na Delegatu-
ra no prazo de 8 dias para obterem seos t-
tulos de nomeago. O que em observancia
do determinado me cumpre scientiicar aos
Srs. abaxo declarados. Suh-delegatura de
polica da freguezia de S. Antonio do Recife
idAgosto do 1852.
Joo Arceno Barboza.
Lisia dos cidados nomeados pelo Delegado
do 1. destrictodo Termo da Cidade do Beci-
fe inspectores de diversos quarteiroes da fre-
guezia de S. Antonio.
Lus da Costa Portocarreiro, ra da Boda=
Joo Carlos Marinho Palhares, patio e cam-
boa do Carmo = Francisco Baptisla d'Almei-
da ra de Hortas= Justino Antonio Al-
ves Soares ra do Caldereiro e Alecrim =
Luis Francisco Morena de Mendonca, ra de
S. Joze = Joze Eloy Machado ra do Livra-
mento = Joze Guedes Salgueiro ra das 5
Ponas = Thomaz Ferreira Soares ra de S*
Theresa e Fernandes = Francisco de Pau-
la Salles ra dos Cupiaes = Joo Thomaz
Pereira ma da Praia =s Francisco Gongal-
ves do Cabo ra dos Martirios, e Augusta=
Joo Baptista Baimundo dos Santos ra do
ladre Floriano.
T1IEATB0.
= Domingo 7 de Agosto terceira recita:
prmeira parte representar-se-ha a comedia
em um acto Beinaldo e Catharina : segun-
da parte M.* Carmela Adelaide Lucci cantar
urna scena e cavatina ; nova Tutto e va-
no niun m'ascolta da opera Torvaldo, e
Droliska do celebre M. G. Rossini : tercei-
ra parte a farga Manoel Mendes : quarta
parte scena. eduMo novo come frenar t
pianto da opera Gazza Ladra do celebre M.
G. Bossin.
Bafael Lucci procura todos os meios de
poder agradar a este respeitavel publico e
pede desculpa por? algumas faltas involunta-
rias pelo que Picar eternamente agradecido.
Os bilhetes acho-se no mesmo thealro.
N. B. o espectculo ter lugar no dia mar-
cado nao chovendo de 6 horas da tarde por
diante ; e no caso de chover se translirir ,
marcando o dia por esta mesma folha.
Principiar impreterivelmente as 8 horas e
meia.
AVISOS MART IM OS.
cr Para o Bio Grande do Snl, saldr
por todo o presente mez o Brigue Paquete da
Pernambuco tem os melhores commodos
para passageiros e recebe escravos a frete ;
quem pretender qualquer das couzas enten-
da-se com Leopoldo Joze da Costa Araujo ,
no forte do mallos casa da quina da ra da
Lapa no segundo andar.
= Para o Aracaly segu viagem a soma*
ca Estrella do Cabo tem parte de seu carre-
gamente pronpto e pertende sabir a 17 de
Agosto 5 quem quizer fretar dirija-se-a Ma-
noel Joaquim Pedro da Costa.
LEILA.
dro se entregou lodo a seus sonhos de poeta,
e deixou desprender seu pensamento em no-
vos versos.
Dos sublime Dos grande! Dos eterno !
De maravilhas creador pod'roso ;
Quem poder adorago negar-te agora ?
Certo nao o homem virtuoso.
Aos homens destes tu, quandoos creasles,
l'm mundo p'ra habitarcni encantado ,
A meiga lua o sol astro brilhante ,
E o vasto Co d'estrellas recamado.
Dstes o dom melhor dstes o genio ,
Dom to nobre que um Dos s ter devia ,
O genio que to alto poz o homem ,
Que nevos mundos em si criar podia.
Dstes amor... amor encanto d'alma ,
E sublime paixo sentir ardente ,
Sonhar d'anjos em somno de canduras ,
Que domina no mundo eternamente.
Dstes amor s vezes lo terrivel
Que n'alma faz seccar fontes da vida ;
tsy Manool Joaquim Pedro da Costa faz
leilo de 100 rolos de fumo por conta do-
Joaquim Pereira de Souza Gomes & Compa-
nhia ; Terga feira 9 do corrente as 10 horas
da manh no armazem de Antonio Annes.
AVI SOS DIVERSOS.
t*F Sahio o Carapuceiro N. 37. Tracta-
se de um dos meios mais ellicazes de prolon-
gar a vida qual he o esludo e ligio dos li-
vros. Na Variedade define o que he um ea-
loteiro. Sao assumpos bem interessantes.
Vende-se na praga da Independencia teja de
livros N. 57 e 38.
OT Precisa-sede um ofllcial de chpelei-
re: na fabrica de chapeos da ra do Hospicio.
= O abaixo assignado comprou um meio
bilhele den. 369 daprimeira parte da deci-
ma Lotera do Thealro o qual perdeo se ,
e por isso previne-se ao Sr. Thesoureiro da
mesma que nao o pague sendo saie premia-
do per cujo favor lhe ficar grato. = Ama-
ro francisco de Moura.
= Precisa-se de um homem conhecido pa-
ra ir por Ierra a Macei : na ra Nova D. 28.
= Aluga-se urna preta qtfe sabe cozinhar ,
coser, e fazer todo o arranjo de urna caza: ua
ra do Crespo D. 7 lado do Sul.
= Aluga-se a familia capaz, o primeiro
andar da caza D. 24 na ra do Livramento.
Dstes chime e odios e vinganca
E ra vas e furor qu'alma aladiga.
Amor assim por ti, terna Maria ,
N'alma tenho mas vejo que se acabo
As esp'rangas que tiuha de ventura !. .
Ellas que sos Ierra me iigavSo !
Pedro ficou adormecido em seus pensamen-
tos ficou entregue a este sonhar vago que
por vezes se apodera da alma do poeta e a
separa da trra e vai leval-a a urna regifto
em que tudo sao encantamentos e fadas e es-
pirilos e onde se goze lodos os prazeres da
Ierra misturados com alguma cousa de mais
sublime e phantastico. E' a Ierra e o Ceo
que se confundem: he o vi ver do homem ni-
do ao viver dos anjos.
Pedro ficou assim al ao alvorecer.
Nesle dia Maria leu os versos que elle havia
feito s para ella. E ao ll-os duas lagrimas
lhe cahiro sobre o papel.
Estas lagrimas era de piedade; Mara a-
maYa oqtro. n .*. x
(Continuar-se-ha.)
Mr


Tueste Domingo 7 do
i^lcorrente pelas H ho-
ras da manha correm as
rodas da Lotera de K. 8.
do Rozario, e os resto dos
buhles achilo se a venda
nos lugares ja anmiticia
des ; ra do Colegio Knr.
Menezes ; cadeia sr, Viei-
ra ; cabuga' sr. A*oreir :
Boa-vista sr. *= ara iva jun-
to a Matriz.
.4
0 Brigue Ingloz Newburn Capitn
J. M. Wrangles arribado no porto de Na-
tal do Rio Grande do Norte com agoa a ber-
ta na sua viagem de Maurituis para Londres
carregado do assucar precisa de dinheiro a
risco sobre o casco, (reto c carga, para raze-
os consertos necessarios de seguir viagem pa-
ra seu destino ; quem quscr fezer este ne-
gocio queira entender-se com os Agento
do Capilo n'esta praga Me. Calmont & C.
PIULAS VEGETAES E UNIVERS.VES AMERICANAS.
Estas pilulas j bem conhecidas pelas gran-
des curas que tem reito, nAo requerem nem
dieta e nem resguardo algum ; a sua com-
posigo tSo simples, que nao fazem mal a
mais lenra crianca : em lugar de debilitar ,
fortifico o systema purilico o sangue ,
augmento as secregocs em geral : tomadas.
seja para molestia en roica ou somente co-
mo purgante suave; o melhor remedio que
tem apparecido por nao deixar o estomago
naquelle estado de constipado, depois de sua
operaco como quase todos os purgantes fo-
zem e por seren mui facis a tomar e nao
causa rom incommodo nenlium. 0 nico de-
posito dellas em casa de D. Knoth agen-
te do author : na na da Cruz N. 57.
N. B. Cada caixinha vai embrulhada em
seu receituario com o sello da casa em la-
cre preto.
BT* Aluga-se o segundo andar da casa n.
55 na ra da Cruz do Recite : a tratar no pri-
meiro andar do mesmo.
W Sizinando Joaquim Torres retira-se
desta Cidade para a Baha.
= Domingos Rodrigues de Andrade, por-
tuguez relira-se para o Aracaty luvando
tm sua companhia um fmulo e doisescra-
vos.
W Noro depositle excellente rapprin-
ceza da Babia muito favoravel em prego
offerecendo todas as vantagens a bem do com-
prador ; na ra da Cruz escriptorio n. 16.
tsr Joze Francisco Lopes Jnior retira-
se para fora da provincia.
W Joo da Silva Costa faz sciente que
comprou dous meios bilhetes da um-decma
parte da Lotera do Theatro, de ns. 312, 520
para Joaquim do Carmo Ferreira Chaves mo-
rador na Capital do Cear.
tsr O Snr. Pedro Joze de Lira queira
mandar aloja de livros da praga da Indepen-
dencia n. 37 e 38 buscar urna carta sua.
W- Aluga se urna casa mulo boa em 0-
linda na ra do Amparo n. 31 e urna meia
agoa na ra da Alegra da Boa vista : a tra-
tar na ra do Vigario n. 16.
tsr Joo Kraemer faz sciente ao respeita-
vel publico que tendo fallecido seu mano
Mathia* kraemer a caza continua no mes-
mo negocio cita na ra da Guia D. 29.
r Aluga-se um preto bom cozinheiro
equetenha boa conducta ficando seu snr
responsavel: quem tver annunoie.
tsr Josefa Maria retra-se para a Cidade
do Porto com duas lilhas.
*zr Manoel Caelano S. Carneiro Montero
tem para alugr um primero andar e loja de
urna caza na ra da praia.
tsr Permuta-se urna caza terrea cita na
ra de Agoas verdes no rundo da Igreja de
h. Pedro D. 7 por oulra no pateo da Penha
que tenha poco so : a tratar na ra Direita
venda D. 1 ao virar para S. P. Pedro na
mesma vende-se urna porco de caf com!
casca.
Madama Somjean parteira franceza
Irado para com as pessoas por quem ten) sido
chamada as quaes tributa os mais sinceros
reconhecimentos pelo bom crdito que ti
mesma tem divulgado.
tsr No da 51 do p. p. as 10 lloras do da
desapareci um niulalinho lorio que estuva
em companhia do Padre Joo Bernenuvem
Maciel assistente em o Seminario, o qual
ronbou-lhe urna sobrecasaca de panno fino
verde com gola de veludo urna calca prela
uzada um colele de selim macu tambeni
preto urna coberta um chapeo, urna pe-
ga de chita com 1 i covados urna porco do
camisas mais de urna duzia o oulras colizas
que nao esto em lembranea. Ha noticia que
elle fora encontrado hindo para o Recife ; por
tanto recomenda-se as aulhoridades para que
o vigiem a (im de ser obrigado a dar con la do
que levou ; o quem o pegar ou comprar o
furto annuncic ou dirija-se com elle a ra do
Aljiibe em Olinda em caza do Sr. Padre Ma-
noel Cerreia de Figueiredo que ser pago de
seu trabalho.
tsr Manoel Gonsalves Ferreira faz sciente
ao respeitavel publico que desde o auno
de 1835 acrescentju o seu nome para Mano-
el G. F. Lima por cauza de haveroutro de
igual nome e (ambem para quem com o
mesmo tem conlrahido alguns negocios, jun-
tamente para certificago do seu titulo de re
sidencia que Ihc pertence nesta comarca ,
por ser subdito de S. M. F.
pa4r o dous quartos muilo bons e car-1 una das quaes ja tum feitosos alicerces
na ra Augusta quina do beco
rogao baixo
do Pcixoto.
BT" Urna escrava crela de i 2 annos, com
algumas habildades e sem vicios vende-se
nao ser necessario ao seu dono : na ra
por
eslreita do Rozario por cima da botica do Sr.
Prannos no segundo andar.
SST Taboado de pinho americano at 5 pal-
COMPRAS
tsr i moradas de cazas tern as em boa
la e em chaos proprios, a dinheiro: na
praca da Independencia loja de our ives.
Vt-r A historia da [greja Pernambucana ,
por Mariz: no convento de S. Francisco
fallar com Fr. Joo Capistrano de Mendon-
ca ou annuncie.
tsr Escravos de ambos os sexos e tam-
bem coro officios carpinas pedreiros e fer-
reiros para fora da provincia : na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar
de varanda de pao D. 8.
VENDAS.
ssr Urna venda na ra Nova 1. 20 defron-
te da Conceico com 850 de fundo a
tratar com o seu proprieiario Manoel Luiz
Vires na ra dos Pires D. 11 ou na porta
da alfandega.
tsr Compendios de geometra pralica por
Silvano Thomaz de Souza Magalhes : na lo-
ja de livros do Sr. Pinto no paleo do Collegio,
proco 640 e he a nica loja onde os ha.
tsr Genebra em botijas e frasqueiras, ver-
dadera de Schiedam serveja branca em bar-
ns de 4 duzias de garrafas, a 2* charu-
tos de Havana Manilha e da Baha de su-
perior qualidade : na ra da Cruz D. 4.
tsr Urna negra de 24 annos bonita fi-
gura lava de varrella tngomma, cozinha,
refina assucar, Taz doces e entende de Cerno-
na ra de Hortas D. 23 lado do poente.
tsr Urna venda no principio do atierro do
Allegado ao p do Snr. Silve&tre mulo a
Treguesada para terra se vendo por seu do-
no nao poder estar perto della por morar na
Boa vista .- a tratar na mesma venda.
tsr l'meseravopara todo o servigo : na
ra da Conceico da Boa vista D. 10 lado do
Bozano.
tsr Urna carteira grande de amarcllo de
duas faces por prego commodo ou se tro-
ca por un,a pequea de urna fece: quem pre-
tender annuncie.
tsr Duas canoas fechadas com mais de 60
palmos de comprido duas duzias de costa-
do de amarello, 200 barricas que foro de
rannha de trigo, urna pofgo de caixasgran.
des e pequeas vazas ludo por barato pre-
go : na padaria de Jo8o Lopes Lima.
tflr Um terreno no h'm da ra da Roda
com 120 palmos de frente, com ali .erees fun-
dados a 16 annos e com 140 de fundo : na
mesma roa sobrado que tem lampio junto ao
rerreiro.
tsr Msicas para pianno pelos melhores
authores por prego commodo : na ra do
Vigario D. 35.
i carrinho pequeo proprio para
mos de largura e de lodos os comprimen-
tos dito da Suecia costado cosladinho ,
assualho c forro de cazas e fundos de barri-
cas, at 30 palmos de comprimenlo, e de
prego de 3840, 5* 5500, 6>>, 6100 por du
zia o a vista do comprador se far melhor
arranjo porse querer desocupar o armazem :
atraz do theatro junto ao sobrade de Manoel
Antonio a fallar com Joaquim Lopes Ma-
chado caxeiro de Joo Matheus lambrm
vende-sea praso conforme as porgues.
ssr Vtn preto e urna prela com duas cri-
as urna de 10 annos e oulra de 18 mezes .
ptimos para o matto ou crigenho por de la
terem sido, ou se troca por urna morada de
caza nos 3 bairros desta Cidade que nAo
exceda a 1 :o00 : na ra da Cadeia do Re
cifen. 38.
tsr Dous esTavos de 30 annos para lodo
o servico: no atierro da Boa vista D. 29.
t^* l'ma prela e um preto de angola pa-
ra todo oservigo o preto he bom fornoiro ,
e vendedor de pao: na ra Nova arma/em
D. 34.
ar Sapatos Americanos para homem, l-
timamente chegados: na praga da Indepen-
dencia n. 27.
tsr L'ma boa escrava para todo o servigo,
a vista do comprador se dir o motivo da ven-
'a : na ra do Cotovello D. 29 passando o be-
co das barreiras, defronte da mangueira.
tsr lima negiinha de 18 annos para to-
do o servigo : na ra da Moeda n. 151.
""tsr Um transelim de o-iro para homem ,
obra mui bem feita ; um par de brincos de
ouro e diamantes urna moeda com seu lago
e diamante um relogio moderno do ouro ,
bom regulador ludo se vende a meio feilio;
quem pretender annuncie.
tsr Urna canoa de conduziragoa que pe-
ga em 12 patacas d'agoa a 20 rs. o caneco,
e aluga-se outra aberta que pega em 500 li-
jlos ambas em bom uzo ; na pracinha do
Livramento loja de fazendas D. 29 de Joze
Antonio de Oliveira.
tSF' Um fiolcque de naco, de 16 annos,
proprio para pagem 5 um* negrinha crela de
10 annos ; e um negro de 20 annos, todos
de bonitas figuras : na ramboa do Carmo D.
11 no segundo andar.
tsr Pascoal Joze de Mello Processo Or-
phanologico por Carvalho Obras complectas
de Pereira e Souza Digeslo Portuguez .
Doutrina das Aecoes por Corroa Telles Cole-
gio das Leis Extravagantes desde a compilaco
Filippina alh o auno de 1822 em 6 voluntes
pelo Dezembargador Delgado, o Indicador
de Cambio historia da Grecia Economa
Poltica por Joze Droz traduzido pelo Doutor
Joo Candido de Dos e Silva um guarda
louga que serve to bem para livros de amarlo
invernizado urna porgode taboado de Iouro
ja serrado ludo por prego muito commodo:
no segundo andar do sobrado da quina do be-
co do Ouvidor de fronte do Theatro; de manh
alh as 10 horas e a tarde das 5 em diante.
tsr Urna oarcaga que carrega lOcaixas,
prompla a navegar por prego muito com-
modo: no estaleiro de Joo de Brito Correia a
traz da Ribeira.
sr Por prego commodo una duzia de
cadeiraade palha, duas banquinhas de amare-
um par de mangas de vidro : na ra do
- o
proco hade ser commodo se o comprador se
quizor ojuslar com o dono j no mesmo sitio a
fallar com Manoel da Ponte ou na ra de- A"o-
as verdes D. 51. ou no convenio de S. Fran-
cisco com Fr, Joze de N. S. d.. Saudc.
tsr Um sobrado de um andar c solo ,
com quinlal lauto para o sobrado como para
a loja no paleo da penha a tratar na ra da
praia senaria de Constantino Joze Rapozo,
tsr Fitas asselinadas lavradas, dilasde seda
para lagos c debruns de todasas cores e largu-
ras, por pn'go barato lano em pegas como a
varas : na ra do Cabug loja do Randeira.
tsy- Vinhoda madeira e do Tenerife em
pipas mojas ditas o barris de superior
qualidade. e por prego barato .- em caza de
Me Calmont <& Companhia.
cr Piannos fortes c forles piannos do
celebre aulhor J. Broadwood & Sons, Lon-
dres recentementfl viudos de Inglaterra :
em caza de Me. Calmont & Companhia.
SS# Vende-se 011 hypolhoca-se a relro
una casa lerna de pedra e ci| nova, e an-
da est sem rep.irtimentos internos cita
alem da ra do Mondego com quinlal e ca-
cimba ofTerece proporgoes para eslabelecer
qualquer oflicina ou industria e ler a con-
digo de ser na entrada geral para esla Cida-
de avahada legalmente de prximo por um
mdico valor : na ra das Cruzes no prime-
ro andar da casa da quina junto a praga da
Independencia,
tsr No Recife ra da Cruz escriptorio
D. 12 de Joze Antonio Gom de por prego commodo sacas com alqueire do
farinha de mandioca feita na Muribeca tanto
da muilo linaealva como da maisordnariu.
ssr Urna escrava cabrinha de 13 annos,
com principios de costura : na ra da Cadeia
dofronle do Theatro D. 11 primeiro andar.
l)m terreno com 52 palmos de frente
e 125 ditos rundo no lugar dos Coelhos, que
faz quina com a na dos Prazeres ; e urna
carroga com um bo 5 um negro proprio para
andar com a dita e para o servigo de an-
chada a tratar na venda da quina da ra
da Alegra de Joze Ferreira Lima.
tsr Carrinhos inglezes de duas o qualro
rodas, com coberla ou sem ella, com arreios,
lampies e ludo completo por prego com-
modo : em caza de Me. Calmont (i Compa-
nhia.
T Urna moenda de ferro para engenho
de assucar, ca eonstrucco mais nova he
obra a mais perfeita e reccnlemonte chega-
da de Inglaterra por prego commodo para
ver no armazem de Augusto & Companhia
na ruado Apolo, e tratar com Me. Calmont
A Companhia.
tsr Sacaascom farinha de mandioca dro-
gada prximamente do Rio de Janeiro de
superior qualidade, a 5g e de Mg muito
hna em sacas grandes a CSOO : no armazem
de Joze Ferreira Domingues Fradellos.
ESCRAVOS FGIDOS. "
lo
a-----1--------- f "p \t pata
devertimento de qualquer crianca obra mui
moradora no pateo da Matriz < por n3o ser ^ ^ q ^
D.8, Taz sciente ao respeitavel publico c,, I n^'V Pr "^ Ser ?reciso auem o puch
e ach. prompta nosa^xercer^ raa.ldade'^ Cm Um pequen
de parteira como de sangrar e vaccinar, pa-
ra o que as pe.isoasque se quiserem aprovei-
tar de seu prestimo a acharo sempre prom-
nta a toda e qualquer hora que seja chamada
o
faz
lo-
fiato para a praca como para o matto e mos-
trar o grande conhecimento que tem de sua
farnldade do que bastante provas tem mos-i
movimento da pessoa que nelle eslver o
andar por va de um leme : na ra Nova
ja do Sr. Villaca.
W Urna alambique por prego commodo ,
e um negro canoeiro : as 5 ponas D. 22 ,
do lado do nascenle derronte do sobrado do
Sr. Joze Andr.
I m cavallo bom carregador e esqui-
Jardim caza do mesmo nome.
tsr Urna canoa de carreira com pouco u-
zo e por prego em conla: na ra do Rozario
') ol.
tsr Meias barricas com farinha de maica
gall 'go junco de India gigos com garra-
las pretas tinta em botijas, pregos america-
nos para barricas e feixos: em caza de llcnry
l'orste 4 Companhia, ruada Cruz n. 17.
tsyVende-se, troca-so ou arrenda-se 1 sitio
pequeo muilo perto por ser logo ao sabir da
soledadeparaoManguinho, com nao poucos
arvoredos de fructo chaos proprios com
grande e decente caza de sobrado toda envi-
dragada contendo quatorze quartos, um al-
grelo na frente, com dous portes de ferro e
no fundo oulro porlo, grande cocheira, caza
para prelos, e cozinha, pogo de agoa capa/, de
beber e tanque para banho : na ra da Pe-
nha sobrado D. 18. da 6 as 8 da manh, e
uas2da tarde em diante.
ta Para pagimienlo de dividas um pe-
queo mais muito lindo e bom sitio no Mon-
tero com caza de vivenda de tijollo e Ierre-
no aos lados para se edilcarem duas cazas .
tsr A noventa das pouco mais ou menos
fugio um negro de nome Manoel nago cagan-
ge que representa ter 30 annos de idade es-
tatura ordinaria, um tanto reforgado docor-
po, cara lar,a, denles largse claros, no
andar parece querer coxiar tendo o dedo m-
nimo da mo direita ou esquerda alejado ,
quando rugi leva va um reno ao pescougo po-
rem j tem sido encontrado sem elle nos
lugares do Pogo da Panella e Olinda. As
pessoas que o pegarem le.vem-o a caza do Sr.
Manoel do Nacimento da Cosa Montero na
Boa-vista a trac da Matriz ou a seu pro-
prio dono no Engenho Porerecas na comar-
ca do rio Formozo que sero gratificados com
30*000.
tsr FideliscrioulodoMaranhao referga-
do barbado bem refinto e muito vistoso :
rugi no- da 11 de Julho p. p. e tem sido
visto as approximagtfes do Monlciro, dizen-
do que foi vendido o quo he folgo. Quem o
aprehender ; e trouxer a seu dono na ra do
Vigario N16 ser bem recompensado.
tsr No da 29 de Jnlho p. p. mandando-se
a cidade d'Olinda desappareceo o negro Se-
baslio, do nago cassange 50 annos de ida-
de pouco mais ou menos e tem os signaos so-
guntes estalure ordinaria cor pela, cara
bem liza pouqa barba olhos vermelhos ,
secco do corpo pernas linas com os ps volla-
dos prara dentro, e sobre o brago esquerdo
um oaroco da parte de mra ea canella da
perna direila cheia de cicatrzcs de sarnas ,
costuma embriagar-se ; e consta que anda pelo
Recife; roga-se pessoa que o pegar leve a ra
doJardim casa do mesmo nome onde tem
Aula de primeiras letras que ser gratificado.
RECIFENA TYP. DEM.F. DEF. = 1842


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